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Revista Leitura Estratégica vol.05

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TESTAMOS O BMW 540I M SPORT - UM LEGÍTIMO E PODEROSO SÉRIE 5

Jatos e helicópteros:

cortando caminho Goiás tem a 2a maior frota de aviões executivos do País. Empresários, executivos e artistas reduzem tempo de espera e viagem para ampliar negócios pelo Brasil

NO 5 MARÇO DE 2018

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ITA TRANSPORTES

Goiás está na mira da Infinity, que investirá mais de R$ 500 milhões para processar lítio no País

CERQUALITY

Projeto InCasa Residence inclui casas luxuosas, atendimento exclusivo e intercâmbio de férias

Terceirização de frota deve crescer forte em 2018 e empresa goiana quer aproveitar expansão

Certificação de soja ganha força no Brasil e produtores goianos conhecem modelo

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O Agente Autônomo de Investimento é um preposto da Corretora que atua na prospecção e captação de clientes, intermediação de negócios e prestação de informações sobre os produtos e serviços oferecidos pela Ágora. Portanto, não é permitido ao Agente Autônomo atuar como Consultor, Gestor ou Administrador de carteira, assim como procurador ou representante de clientes. Além disso, também não é permitido que o Agente Autônomo entregue a clientes ou deles receba, por qualquer razão, inclusive a título de remuneração pela prestação de serviços, quaisquer numerários, títulos ou valores mobiliários.


Atualmente, a atividade dos Agentes Autônomos de Investimento é regida pela Instrução CVM nº 497. Nela você poderá encontrar, detalhadamente, toda regulamentação pertinente. É importante lembrar também que a Ágora está sempre à disposição de seus clientes, e se preferir um contato direto com a nossa equipe de atendimento, ficaremos satisfeitos em atendê-los. Em caso de dúvida, entre em contato com nossa Central de Atendimento. A rentabilidade dos investimentos é Líquida de Imposto de Renda e Taxa de Administração, retratam o período dos últimos 12 meses.


EDITORIAL LEANDRO RESENDE - CEO e Diretor de Redação

Ilustríssimos

empresários

Qual a sua reflexão sobre os negócios em Goiás, no Distrito Federal ou no Centro-Oeste? Quando dois empresários, um de Goiânia e outro de Brasília, se encontram, mesmo sendo bem-sucedidos, a chance deles não se conhecerem é tão grande quanto a de desconhecerem também o negócio um do outro. Se expandirmos o encontro, para empresários do Tocantins, do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, do Oeste da Bahia ou do Triângulo Mineiro, os resultados seriam semelhantes. A verdade é que, mesmo após expressiva expansão das economias do Centro-Norte do País, por conta de empresas médias que se tornaram grandes, suas reputações, suas marcas e seus donos não alcançaram, nem de longe, o destaque que tem os números dos seus balancetes ou da economia da região. O que limitou essa evolução da imagem das pessoas e marcas regionais nestas três décadas de franca expansão? Por que a maioria dos grandes empresários e suas empresas deste pedaço do Brasil não consegue projetar suas façanhas a mais 500 quilômetros da sua matriz? E, é bom explicar, projetar não significa ostentar, mas prospectar. Bons resultados e uma boa história são sinônimos de credibilidade, que hoje, no mercado, vale tanto quanto dinheiro. É um ativo. Se isso não repercute, fica na pequena tribo, não oportuniza novos negócios. Isso ocorre assim, principalmente, porque a difusão da informação é nacional, centralizada no eixo

CEO E DIRETOR DE REDAÇÃO Leandro Resende CONSULTOR DE NEGÓCIOS Jun Hasegawa

José Alves Filho Leandro Coutinho Leandro Resende Pedro Bittar Salvador José Pinto Neto

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO TEXTOS Dobson Borges Carla Oliveira Leandro Resende CONSELHO EDITORIAL Luisa Dias Beyle de Abreu Freitas Carlos Luciano M. Ribeiro COLUNISTAS Fernando Maia Fernando Dantas

Leandro Coutinho Marcello Antunes Rodrigo Roriz PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Juliano Rodrigues

Rio-São Paulo, e não regional. O consumo de notícias e conteúdo, o próprio debate, se dá sobre temas e personagens que estão neste eixo. O que está fora é tratado como exótico, menos relevante, curioso ou extraordinário. Tipo, “um caipira na cidade grande”. Invisíveis e até desprezados, os grupos regionais, "os fora do eixo", só aparecem quando se tornam líderes nacionais, quando são comprados por grandes do Sudeste ou por estrangeiros ou quando quebram. Mas é um assunto que dá pano para manga. Só quis introduzi-lo aqui para aos poucos levantar essa reflexão: não nos falta diálogo regional? Como fazê-lo? Não conhecemos demais o eixo Rio-São Paulo, com o qual nem sempre temos negócios, e ignoramos praças interessantes ao nosso lado? Pensar não dói nem paga imposto – ainda. Sobre a edição 5, da Leitura Estratégica. A luta individual de sempre para fazer, mas vencemos mais uma batalha. Temos excelentes leituras, mais mescladas e com colunas novas. Algumas, como Conversa com CEOs e Insider.11 descansam nesta para testarmos outras, mas, com certeza, voltam na próxima. A revista é um teste constante. Vamos dialogando com nosso público, Goiás, DF e Mato Grosso, e, mais adiante (2019), Tocantins. Boa leitura a todos, obrigado.

Joãozimar Oliveira APOIO OPERACIONAL Izabela Pavetits Lorena Resende Iara Nunes

ILUSTRAÇÃO Antônio Carlos Schonarth

SITE E REDES SOCIAIS Aristeu Livingstone (Actio Digital)

FOTOS E TRATAMENTO Jota Eurípedes

GRÁFICA Poligráfica

CONTATOS Redação - Pautas (62) 99125-9526 jornalismo@leituraestrategica.com.br

A Leitura Estratégica é uma publicação da 11 Editora, marca da Contemporânea. O conteúdo dos artigos e colunas é de responsabilidade dos autores.

Comercial - Anúncios (62) 99125-9526 comercial@leituraestrategica.com.br

Leitura Estratégica | Março de 2018 . 9


ANO III - No 05 Foto:Nasa Business Style

26|

VOO AUTORIZADO

Empresários, executivos e artistas investem cada vez mais em ter seu próprio avião. Goiás tem a 2a maior frota do País. Helipontos, por exemplo, começam a se espalhar pela cidade

REPORTAGENS 16 | PORTUGAL QUER GOIÁS

46 | OS RUSSOS ESTÃO CHEGANDO

Missão de empresários goianos chamou atenção de portugueses, na WebSummit. Querem nova missão, em abril, e que empresas abram filiais lá

Com capacidade em processamento de lítio, os russos, em sociedade com grupo brasileiro, formaram a Infinity Energy, para investir R$ 500 milhões

25 | FALA MINISTRO

49 | O PREÇO DA JUDICIALIZAÇÃO

Nova coluna, a PÁGINA 25, estreia com o ministro goiano Alexandre Baldy, sobre carreira e família. Coluna explora temas que entrevistas ignoram

No País, nada se decide sem ir à Justiça. Com a banalização deste canal, destaca advogado Sandro Waldeck, o custo empresarial fica mais caro

34 | TERCEIRIZAÇÃO DA FROTA

63 | BMW: UM LEGÍTIMO SÉRIE 5

Setor deve crescer forte em 2018, na faixa de dois dígitos, e a ITA, líder em Goiás, com 48 anos de atuação e 1.800 veículos, quer aproveitar expansão

A estreia do Test Drive Executivo foi luxo: o BMW 540i M Sport, um legítimo Série 5, que impressiona do ronco do motor ao aparato tecnológico

39 | SOJA CERTIFICADA

76 | NOVOS VOOS DA USE MÓVEIS

Goiás está no radar da soja certificada e a CerQuality, com expertise em vários Estados do Centro-Oeste e Norte, negocia com produtores goianos

Empresa foca mercado privado, amplia espaço no mercado nacional e já prepara internacionalização, com estratégia inicial de chegar no Mercosul

10 . Leitura Estratégica | Março de 2018


MARÇO | 2018 78 | NOVA GERAÇÃO DA CONSTRUÇÃO Executivos do setor da construção começam a despontar também como empreendedores e são candidatos a novos players deste mercado

O ALTO PADRÃO DO RIO QUENTE 58 | Rio Quente Resorts lança InCasa Residence, produto no segmento AAA, da unidade de negócios Vacation Ownership

COLUNAS 12 | DIÁLOGO 14 | MEMÓRIA 18 | INDEX 20 | DIRETORIA Com Leandro Coutinho e Leandro Resende

44 | GESTÃO RURAL Com Fernando Dantas

55 | VITRINE.H 56 | VITRINE.M 66 | VEÍCULOS 68 | UVA&VINUM Com Rodrigo Roriz

70 | EXECUTIVOS 75 | LEADERSHIP Com Marcello Antunes

OPINIÕES 81 | PEDRO BITTAR 82 | DOBSON BORGES 83 | THIAGO MIRANDA 84 | JOSÉ MÁRIO SCHREINER 85 | LUIZ ANTÔNIO DE SIQUEIRA 86 | UBIRAJARA DE LIMA FERRERIA JUNIOR

O ANO DOS IPOs 76 | Capa do caderno Gestão.+, abertura de capital será destaque em 2018 na economia Leitura Estratégica | Março de 2018 . 11


DIÁLOGO E-MAILS E MENSAGENS ENVIADAS À LEITURA ESTRATÉGICA

CONTEÚDO REGIONAL

O nome já diz tudo “Leitura Estratégica”! Pensar, avaliar, reavaliar questões estratégicas tanto profissionalmente quanto na vida pessoal é fundamental para o crescimento do negócio e como pessoa. A revista, além de oferecer um conteúdo atual, com informações sobre o que acontece no mercado, como quais empresas estão unindo forças, onde haverá geração de emprego, quais as novas empresas que estão se instalando no Centro-Oeste, te faz refletir sobre essas informações sobre o ponto de vista da estratégia e como você pode fazer uso daquela reflexão no seu dia-a-dia.

O Brasil precisa de uma

Justiça Trabalhista?

Augusto Avelar, diretor executivo da Atto Consulting

ÁREAS ESTRATÉGICAS Leitura obrigatória para quem quer estar inteirado dos acontecimentos relacionados ao mercado de negócios. A dinâmica da informação e a credibilidade dos entrevistados asseguram visão e conhecimento do que ocorre dentro das empresas e que podem ser utilizadas, no dia a dia, na tomada de decisões. Um canal de comunicação que garante diálogo de negócios entre vários articuladores e de áreas estratégicas. Uma revista de negócios para um público de mercado profissional. Uma revista profissional. Cláudio Henrique de Oliveira, economista

EMOÇÕES E FOCO

Eu acho a revista fantástica. Ela conta uma história, ela conta emoções, conta do passado, fala de foco... Estamos sempre vendo coisas boas que são importantes para o negócio. Nós, como empresários, às vezes não temos muito tempo para a leitura, mas sempre leio as informações da revista, sempre me traz algo a mais principalmente as pessoas que falam nela. Isso é muito bacana para o nosso dia-adia e nosso crescimento como pessoas e como empresários. Shirley Leal, diretora do Grupo Belcar FALE COM A LEITURA ESTRATÉGICA Envie sua opinião, criticas e sugestões para a publicação por e-mail (leitor@leituraestratégica.com.br), WhatsApp (62 99125-9526) ou mensagem no Facebook (facebook.com/Leitura-Estrategica). Informe ainda seu nome, cidade onde mora e cargo-empresa. Por motivos de clareza ou espaço, os textos poderão ser publicados resumidamente. Para contatos comerciais, use também o e-mail comercial@leituraestrategica.com.br.

12 . Leitura Estratégica | Março de 2018

TRABALHISTA Gostaria de parabenizar pela matéria da reforma trabalhista publicada na revista Leitura Estratégica número 4. Conteúdo reflexivo e de suma importância, pois o País necessita de debater assuntos complexos e a revista foi anterior a reforma, tocando em um assunto que, certamente, foi de grande valia para agregar novas informações. Importante destacar que poucos veículos de comunicação tocaram tão fundo na ferida. Parabéns!! Marco Harbich CEO da TER Investimentos

NEGÓCIOS A Leitura Estratégica é obrigatória para quem faz negócios. Buscar informações profissionais com credibilidade e conhecer as empresas é uma grande dificuldade que enfrentamos no Estado. A revista supre. Parabéns. Rosana Kaliniewicz Gestora na TIM


Uma unidade


“Eu ia muito na Apolo (Calçados) com o meu pai para comprar material esportivo. Era um momento nosso, que trazia uma ligação emocional muito forte. Ir na Apolo era algo muito bom, especial. Lá era um lugar muito legal, tinha de tudo: tênis, bola, chuteira, tudo para esporte. Tinha um certo status ir lá. Só comprávamos em ocasiões especiais. A gente passava e ficava namorando o que queria ganhar. É uma lembrança muito boa, que me remete aos momentos com o meu pai” Mateus Suassuna Martins Costa, diretor da República da Saúde

“Minha lembrança é de quando eu tinha 16 anos com a marca Volkswagen e que até hoje trilha minha vida: a paixão pela marca. Tenho 58 anos ! Minha vida toda vivi esta marca. Nela eu namorei , casei, tive meus filhos , formei os mesmos e agora estarão na sucessão desta paixão. Tudo começou com meu primeiro carro, que foi um fusca” Shirley Luiza de Oliveira, diretora da Belcar

MEMÓRIA As histórias da maioria das empresas se perdem, quase nunca são contadas. Exemplo evidente de um País que pouco ou em nada valoriza suas empresas. Esta coluna resgata boas experiências e lembranças de clientes, funcionários e proprietários, que citam marcas que permanecem em sua memória décadas depois. Conheça os relatos de quatro personalidades do mundo dos negócios sobre empresas que fizeram parte de suas vidas, em momentos diferentes.

“A minha lembrança mais forte me deu muita alegria e também muita tristeza: a Encol, onde trabalhei durante 25 anos, de 1972 a 1997. A construtora foi responsável por projetar Goiás para o Brasil todo e faz parte da minha história profissional e pessoal”

Dolzonan da Cunha Mattos, engenheiro civil e de segurança do trabalho

14 . Leitura Estratégica | Março de 2018

"Quando penso em empresas que construíram uma grande história em Goiás, lembro-me da Arisco. Começou oferecendo tempero de alho e sal, um produto simples, mas que facilitava o dia a dia das donas de casa. E a partir daí, com criatividade, inovação e muito trabalho, a empresa cresceu, desenvolveu outros produtos e se transformou em uma grande indústria do agronegócio goiano e nacional" Otávio Lage de Siqueira Filho CEO do Grupo Jalles Machado e presidente da Adial


Várias experiências


INOVAÇÃO | EUROPA

Durante missão de novembro, na WebSummit, Rubens Fileti articulou com autoridades locais para estabelecer base na Europa

NA ROTA DE PORTUGAL Missão goiana a país europeu chama atenção e negociações evoluem para 2018 Não é segredo para ninguém que Portugal é hoje um dos destinos mais procurados por brasileiros na Europa para se estabelecerem e trabalhar. Mas os portugueses querem mais que os trabalhadores brasileiros. Usando de recursos da Zona do Euro, o país europeu oferece benefícios fiscais e financeiros para atrair negócios e ampliar sua estrutura empresarial. E os goianos entraram no alvo dos patrícios. O primeiro contato ocorreu em novembro, quando empresários locais, convidados e integrantes da Câmara de Ciência, Tecnologia e Inovação da Acieg, que organizou missão para a maior conferência de tecnologia e empreendedorismo do mundo, em Lisboa, participaram da WebSummit. Novo contato já está agendado, com a Câmara da Acieg à frente das conversas, a missão será em abril. Rubens Fileti, CEO da Senior Advanced e presidente da Câmara da Acieg, destaca que o ano começa a todo vapor. 16 . Leitura Estratégica | Março de 2018

“Após o retorno da WebSummit, com vários acordos de parcerias e negócios concretizados, a Câmara já produziu um grande edital de chamamento para empresas com foco em agritech e que querem estabelecer base em Portugal. Serão selecionadas 25 startups para participar de uma semana de visitas técnicas, reuniões com escritórios jurídicos e com os representantes do governo português, para apresentação de benefícios, dentre os quais destacamos a isenção de três anos de impostos, visto de trabalho, subsídio de um ano de aluguel, utilização de farmlabs sem custo, dentre outros. Para Portugal, Goiás é o Pelé do agronegócio e em uma parceria inédita, capitaneada pela Acieg, levará inovação, contato com investidores e transferência de tecnologia”, disse o presidente da Câmara da Associação Comercial, ressaltando que as duas missões têm apoio do Sebrae-GO. Rubens Fileti cita que, durante a WebSummit, em Lisboa, a entidade li-

derou missão com empresários goianos de vários setores, como agronegócio, saúde, educação, tecnologia, telecomunicações, entre outros. “Os números da WebSummit são impressionantes: 60 mil pessoas, de 170 países e quase metade era do sexo feminino; foram mais de 1.200 palestrantes, sendo 35,4% mulheres”, afirma ele, destacando que o evento foi acompanhado por mais de 2.600 veículos de comunicação e 2.100 startups de todo o mundo. “Foram 10 dias de uma agenda muito corrida, em que fizemos visita técnica a Rede Record Europa, rodadas de negócio na Câmara de Comércio de Lisboa, participamos da missão da Federação das Câmaras de Comércio Luso-Brasileira, forte atuação em eventos, visitas técnicas a farfetch que valem mais de US$ 1,4 bilhão e a hubs de inovação, além de agendas institucionais que nos rederam uma segunda missão em abril de 2018", disse Rubens Fileti.


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INDEX EMPRESAS, INSTITUIÇÕES E EXECUTIVOS CITADOS NA EDIÇÃO

EMPRESAS AB ABIH 71 Abla 35, 37 AccorHotels 24 Acieg 16 Actio Digital 9 Acttive 33 Ademi 76 ADIAL 14 Aeródromo Nacional de Aviação 26 Ágora 7 Agrex 70 Agro Amazônia 71 Agromoto 24 AHL 45 Akar 66 Albioma 24 Aldeia das Águas Resorts 71 AmBev 70 ANA 44 Anac 29, 30, 31 Apolo Calçados 14 Apple 46 Ardrak 50 Arisco 14 Aster Máquinas 71 Atacadão Costa 23 Ática Invest 6,7, 86, 87 Atto Consulting 12 Audi 67 Aulore 56 Aurora Alimentos 24 AutoEsporte 67 Ávila Motors 66 Azul 74 Banco Central 70 Base Atacadão 23 Belcar 12, 14 Belcar Yamaha 66 Bells 30 Bistrol Catalão 24 Biotoscana 74 BM&F Bovespa 85 BMW Capa, 10, 53, 62, 63, 64, 65, 67 BNDES 74 Bolsa de Toronto 48 Box Comunicação 57

18 . Leitura Estratégica | Março de 2018

BR Consórcios 67 BRF 70 BR Home Center 71 Bradesco 85 Bretas 23 BRMalls 71 Burger King Brasil 71, 74 CDE Câmara do Comércio de Lisboa 16 Camil 74 Caoa Hyundai 66, 67, 71 Capota Azul 36 Caramuru 24 Carrefour 74 Cargill 24 Casa Valduga 68 Casarão Villa do Império 71 CDI 23 Ceagro LosGrobo do Brasil 70 Celesio 23 Celg 36, 37 Cerquality Capa, 10, 39, 40, 41, 42 Cessna 32 Chery 66, 67, 71 Citroën Libertè 66 Club Med 71 CNA 84 Cocamar 44 Codora Energia 24 Commander Aeronaves 26 Consciente Construtora 79 Consorcio Saga 67 Copom 85 Costa do Sauípe 21 Coty 21 Cotril Motors 66 Credit Suisse 85 CRX MC 38 Creme Mel 70 Cunha da Câmara 8 Curta Mais 23 D-Bond 24 Dádiva Hotel Boutique 71 Danglar Luxury 55 Dealer 38 Decanter World Wine 68 Democrata 55 Denusa Destilaria Nova União 71 Dhuo 56

USE MÓVEIS u

Disney 82 Drograria Santa Marta 56 Dow AgroSciences 44 Dudalina 24 Dufry 71 Duro PVC 24 EBM 76, 78 Eguru 71 Electro Motors 67 Elmo 70 Embraer 31, 32 Embrapa 44 Emisa 80 Empreender em Goiás 66 Encol 14 Enel 36 Estação Goiânia 22 Eternit 21 Eurobike 67 FGH FAAP 32 Facebook 70 Faeg 40, 42, 44, 84 Fast Açaí 22 Fatec 71 FGR 76 Fibria 24 Flamboyant Shopping Center 23,31 FlightMarket 32 FMB Farmtrac 67 Ford 82

Frigol 24 Geely 67 Goal Aircraft 28, 31 Govesa 66 GPL 80 GVC Engenharia 29 Hard Rock Café 23 HIG 70 Holiday Inn Goiânia 24 Hospital Santa Mônica 23 HP Transportes 36 Hypermarcas 21 IJKL IIbis Styles 24 Icatu 7, 85 IHG 24 ILPF 44 Infinity Energy Capa, 10, 46, 47, 48 Integral Nutrição Animal 24 IRB Brasil RE 74 Isoeste 23 Ita Transportes Capa, 10, 35, 36 ITSS 33 Ivana Menezes 56 JAC Motors 67 Jalles Machado 14, 24 Jaguar 67 JBS 24 Jean Darrot 55 John Deere 44, 71 José Alves 71

Capa, 10, 69, 76, 77

JP Morgan 85 Kia Motors 66 Kingspan 23 La Roche 56 Land Rover 67 LAS Advogados Associados 85 LedWave 24 LG 71 Lithium Techonologies 46 MNO M.Pollo 21 Madeiro 23 Máquina Outbound 71 Marketstrat 44 Marlos Nogueria Advocacia 72 Marol 13, 15, 17 MapMall 23 Maxxsoft 43 Meimberg 67 Mercedes Benz 66 MGC 81 Ministério da Agricultura 44 Miranda Oellers Ribeiro Cadart Souza Advogados 83 Mitsubishi 46, 66, 70 Mobi Transportes 28, 29 Montblanc 55 Movida 74 MPL 21 Nasa Business Style 10, 31 Navesa 66


NET Claro 70 New Comunicação 22 NL Negócios 71 Novo Marketing 71 Oi 23 Omega Energia 74 Oncoprod 23 Órama 7 Órion Business 23, 29 Órus 52 Outback 71 PRS Pagar-me 70 Panarello 23 PanPharma 23 Parker 44 Partini 8, 79, 80 Paz Universal 23 P&G 21 Pier 21 23 Pikigo 7, 86 Pinauto 70 Poligráfica 9 Polo Industrial JK 23 Porsche 67 Provenda 70, 71 Puríssima Eco 24 PWC 85 Ravel 66 RCI 59 Real Privê 31 Record 16, 71 Rede Base 23 Renauto Nissan 66 Renauto Renault 66 República da Saúde 14, 68 Restoque 24 Rio Q. Resorts Capa, 11, 21, 53, 58, 59, 60 RTRS 39, 40, 41, 42 Saga Malls 22 SagaBMW 62, 63, 65 Saga Jaguar Land Rover 66 Saneago 36, 37 Sansung 46 Santa Cruz Medicamentos 23 Sebrae-GO 16 Senar 84 Senior Advanced 2,3, 16

Shopping Rio Verde 23 Shopping Sinop 23 Sicoob UniCentro Brasileira 54 Sifaeg/Sifaçúcar 71 Silvestre Park 71 Sindicato dos Bancos (GO) 36 Sindifargo 20 Somos 8, 79, 80 Sr. Lohran 55 SS Hotéis 24 Starbucks 71 Stars Motors 66 STF 21, 51 Suzuki 66, 67 Syngenta 44

EXECUTIVOS

ABC Adriano Carrijo (Partini) 78, 79, 80 Alexandre Baldy (ministro) 10, 25 Ana Melgaço (Máquina) 71 André Rocha (Sifaeg) 71 Antônio Gabriel (Mobi) 28, 29 Augusto Avelar (Atto) 12 Beto Machado (Pinauto) 70 Breno Pinheiro (Pinauto) 70 Carmem Lúcia (STF) 21 Carolina Correia (BR Home Center) 71 Cláudio Evaristo (Máquina) 71 Cláudio Henrique de Oliveira 12 Cristiano Palavro (Faeg) 40, 42

TUV Tecar 66 Ter Investimentos 12 Terral 80 Tesla 46 The1 23 Thomson Reuters 72 TIM 12 Toctal 80 Toyota 46 DEFGH TST 85 Daniel Lacreta (NET Claro) 70 Treze Capital 88 Denis Segantine (Saga BMW) 65 TRT-GO 63 Dobson Borges 82 Uni-Anhanguera 71 Dolzonan da Cunha Mattos 14 União Química 23 Dov Gilvanci L. Najman (BEM) 46, 47, 48 Unip 23 Edmo Neto (Pinauto) 70 Urbi 36 Edson Cândido (RQR) 61 Use Móveis Capa, 10, 69, 76, 77 Eduardo Itagiba (Goal) 28 Estevam Assis (Shop. Rio Verde) 22 Vacation Ownership 61 Eugênio Cesário Rosa (TRT) 63, 64 Vapt Vupt 23 Felipe Azevedo (LG) 71 Villa do Comendador 71 Fernando Dantas 44 Villa Hoteis 71 Fernando Maia(Saga Malls) 22 Volkswagen 14, 66 Fernando Razuk (Somos) 78, 79, 80 Flávio Monteiro (RQR) 21 ZW Francisco de Deus (Use) 77 Zahav Investiments 46, 48 Francisco Eduardo (Provenda) 70 Zeca´s Sorvetes 70 Frank Guimarães (GVC) 29 Zotye 67 Geovani Ribeiro (Villa Hoteis) 71 Waldeck Advogados Associados 49 Geraldo Lucas (Anhanguera) 71 Guilherme Souza (FlightMarket) 32 WebSummit 16

HIJKL Henry Visconde (Eurobike) 67 Igor Arantes (Provenda) 70 João Alexandre (Commander) 26, 27, 28 João Carlos Giffoni Filho 32 João Medeiros (BEM) 48 João Ricardo (GJA) 71 Jonathan Lima (Pagar-me) 70 Jorge Paulo Lemann (3G Capital) 70 José Eliton (vice governador) 47 José Mário Schereiner (Faeg) 84 José Neto (New) 22 Júnior Durski (Madeiro) 23 Leandro Coutinho 20 Luciano Ribeiro (Record) 71 Luciano Huck (Globo) 23 Luciano Petoski (FMB) 67 Luiz Antônio de Siqueira (LAS) 85 Luiz Piccinin (Aster) 71 Luiz Nantes (BR Home Center) 71

MNOP Marçal Henrique Soares (Sindifago) 20 Marcelo Barbosa (Sifaeg) 71 Marcelo Elias (CAOA) 71 Marcello Antunes 75 Marcello Medeiros (Bistrol) 24 Marcio Palmerston (ITA) 33, 34, 35 Marco Harbich (TER) 12 Marduk Duarte (Ardrak) 50, 51 Mário Roquete (Saga) 67 Mark Zuckerberg (Facebook) 70

Marlos Nogueira (MN) 72, 73, 74 Mateus Suassuna (Rep. da Saúde) 14 Mitsuro Kawamata (Agrex) 70 Otávio Lage Filho (Jalles Machado) 14 Paulo de Tarsoe (Eurobike) 67 Paulo Nemer (Abla) 33 Paulo Roberto da Costa (Tropical) 22 Pedro Bittar (MGC) 81 Pedro Carneiro (Creme Mel) 70

RST Rafael Albuquerque (RQR) 59, 60 Robert Sutton 82 Roberto Martins (Shopping Sinop) 23 Roberto Motta (Agro Amazônia) 71 Rodrigo Alves (Use) 76, 77 Rodrigo Lopes da Luz (Eternit) 21 Rodrigo Roriz 68 Rosana Kaliniewicz (TIM) 12 Rubens Fileti (Senior Advanced) 16 Sandro Waldeck (Waldeck) 49, 50, 51 Santiago Povoa (NL) 71 Sérgio Habib (JAC) 67 Sérgio Oliveira (Saga Jaguar) 66 Shirley Leal (Belcar) 12, 14

TUV Thiago Miranda(M.O.R.C.S. Adv) 83 Ubirajara de Lima F. Lima (Ativa) 86 Valmir Ferreira (Silvestre) 71 Victor Nogueira (CerQuality) 40, 41, 42 Leitura Estratégica | Março de 2018 . 19


DIRETORIA LEANDRO COUTINHO e LEANDRO RESENDE

Goiás: 2o maior fabricante de remédios do País É comum ouvir que Goiás é o celeiro ou curral do Brasil, com forte produção de grãos e carnes. Mas, já é hora de expandirem os adjetivos. Logo vão ter de dizer que Goiás é a “farmácia” do País. O Estado, de jovem fabricante de medicamentos, saltou para o 2º maior polo da indústria farmacoquímica brasileira e da América Latina, com fábricas concentradas em Goiânia, Anápolis e Aparecida, ficando atrás apenas de São Paulo. As indústrias goianas respondem por cerca de 18% de todo remédio produzido no País. Só para se ter uma ideia do volume de medicamentos produzidos no Estado, no total, a produção goiana daria para medicar todos os brasileiros com 3,7 comprimidos e cápsulas por hora, durante todos os dias de um ano. São 18 bilhões de unidades anuais, sem contar ampolas, líquidos, cremes e pomadas. O desenvolvimento da indústria goiana se deu nos últimos 25 anos, com o fortalecimento do medicamento genérico no País e de soluções parenterais (soro), destaca o presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de Goiás (Sindifargo), Marçal Henrique Soares. Faltam ao Estado produtos exclusivos ou medicamentos de alto custo, o que reduz a média de preço do remédio local. Em Goiás, a unidade produzida custa em média R$ 3,56, ante R$ 17,13 do valor nacional. Na comparação feita no estudo, Goiás versus a produção e venda de 11 unidades da Federação (Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal), Goiás, sozinho, produz mais que todos somados, com 718 milhões de unidades ante 540 milhões. No entanto, como o preço médio do genérico é menor, a receita final acaba sendo inferior, de R$ 2,5 bilhões contra R$ 3,7 bilhões. “Fabricamos 33% a mais em unidades e faturamos 32% a menos”, aponta Marçal. Com o parque industrial montado, o desafio é agregar valor ao produto goiano, aponta o executivo, o que vai ocorrer via investimento em pesquisa, produtos exclusivos, medicamento biológico e de alto custo. “A indústria farmacoquímica de Goiás fez com que se formasse uma cadeia de produção que poucos Estados têm, com fábricas de máquinas e equipamentos, com serviços e produção especializada, como cartonagens, rótulos, metrologia, centro de desenvolvimento de pesquisa, manutenção e validações, além da expansão dos cursos de graduação e pós-graduação relacionados ao setor”, destaca.

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AMIANTO A disputa judicial sobre o uso do amianto crisotila no setor da construção no Brasil vai chegando ao fim, após a decisão do STF, em novembro, que determinou a proibição da sua comercialização, produção e distribuição. A ministra Carmem Lúcia, até a modulação da sentença, que deve ocorrer agora no início de 2018, permitiu o funcionamento parcial da mina em Goiás, em Minaçu. A Eternit, maior fabricante de telhas e caixas d’água de amianto no Brasil, deixará de usar a fibra até dezembro de 2018, avisou o diretor de Relações com Investidores, Rodrigo Lopes da Luz, em fato relevante ao mercado. A produção goiana será “gradualmente direcionada para o mercado externo, atendendo clientes em outros países onde o produto é permitido.”

ATAQUE DOS BESOUROS

É bom acostumarmos a ver mais uma marca goiana estampada por todo País – o que, na verdade, já é uma realidade. As camisas M.Pollo já são destaque em revistas masculinas nacionais e em programas de TV, sendo usadas por apresentadores e/ou entrevistados. O besouro, símbolo da marca, está em alta. Mas a ascensão não terminou, tem muito ainda a avançar. A marca goiana, que já fatura mais de R$ 120 milhões, abriu nova fábrica no Sul, em Cianorte (PR), estreou no e-commerce e iniciou em novembro um ousado plano de expansão no varejo: abrir 100 franquias até 2025. A M.Pollo é a primeira marca do Grupo MPL, que ainda tem a Paco, linha jovem, e a PK by Paco, infanto-juvenil.

RIO QUENTE + SAUÍPE

O grupo francês de produtos de beleza Coty não fechou bem o trimestre fiscal concluído em setembro passado. Prejuízo de US$ 19,7 milhões. No Brasil, a Coty fechou a compra da divisão de cosméticos da Hypermarcas em fevereiro de 2017 e opera a fábrica em Senador Canedo. A operação no País fechou no azul, com incremento de apenas US$ 14,3 milhões. Para especialista do setor, resultado ainda reflete as mudanças comerciais para adaptação do novo porfólio aos padrões da companhia. Espera-se mais do resultado da Coty brasileira. O sinal positivo é que a empresa deve acelerar investimentos para melhorar os resultados – com novas linhas e lançamento de produtos. E, quem sabe, aquisições. Mas, operacionalmente, os números podem ser considerados modestos, pois especialistas esperavam mais após a combinação de negócios com a P&G.

Em novembro, o Rio Quente Resorts fez uma movimentação estratégica no tabuleiro do turismo nacional e se tornou o maior grupo de resorts do País, ao adquirir o complexo Costa do Sauípe, na Bahia, por R$ 140 milhões. A negociação já foi aprovada pelo Cade e o setor já prevê que juntas as operações faturem, neste ano, R$ 600 milhões, sendo R$ 360 milhões em Rio Quente e R$ 240 milhões em Sauípe. Em recente entrevista, o diretor de Marketing e Vendas do Grupo Rio Quente, Flávio Monteiro, já deu a dica do mote da integração das duas operações: “Juntos somos gigantes”. Agora em fevereiro, o grupo anunciou um megaparque aquático até 2020, com previsão de investimento de R$ 500 milhões em três anos. Outro projeto da nova gestão para a Costa do Sauípe é retomar as competições de tênis. Leitura Estratégica | Março de 2018 . 21


DIRETORIA

ESTAÇÃO GOIÂNIA

Muitos lembram de uma grande cratera que tinha em Goiânia, ao lado da Rodoviária do Centro. Um gigantesco espaço abandonado, uma década atrás, deu lugar à Estação Goiânia, que hoje recebe um fluxo médio de mais de 6 milhões de clientes por ano, que visitam suas 400 lojas, e passou a fazer parte de um complexo de moda no varejo e atacado de Goiás. Aliás, junto com a Feira Hippie (que funciona apenas sábado e domingo), influenciaram decisivamente para o crescimento orgânico e autônomo do comércio na vizinhança – da Região da 44, o que tirou força do mesmo segmento antes posicionado na Fama. Hoje, este modelo independente e concorrente, Estação, Feira Hippie e 44, compõe, sem dúvida, em um dos três maiores centros de comércio varejista de roupas do País. “Geramos o Estação Goiânia com intuito de presentear a região central com um empreendimento que pudesse contribuir para o desenvolvimento da nossa cidade”, afirma Fernando Maia, empreendedor e CEO da Saga Malls, que realiza a gestão do Estação Goiânia. Inaugurado em 2007, o Shopping Estação Goiânia surgiu com o objetivo de ser um grande centro Atacarejo, mas vem se adaptando ao longo da última década e trará novidades. “Nascemos para ser o espaço onde confeccionistas e lojistas se encontram com os compradores de outras cidades do Brasil e Goiânia. Tivemos várias mudanças ao longo do tempo. Iniciamos com as bancas de final de semana e evoluímos para o formato de lojas. Agora estamos idealizando um modelo revolucionário que vai mudar a vida dos confeccionistas e compradores. Aguardem a novidade ainda neste primeiro semestre”, explica o também empreendedor da Estação Goiânia, Paulo Roberto da Costa.

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NOVA IDENTIDADE

A Fast Açaí, rede de franquias especializada em alimentação saudável, apresenta nova marca e nova identidade visual. A mudança, que já é vista nas embalagens e nas lojas desde dezembro, vem num momento importante, quando a rede comemora um ano de sua expansão internacional, com abertura de sua primeira loja em Orlando, nos Estados Unidos, e o início das operações no continente africano, com a inauguração, em dezembro, de três unidades em Luanda, capital de Angola. A marca se prepara para abrir mais duas unidades nos Estados Unidos e há também negociações avançadas para abertura de novas unidades em países da Europa e nos vizinhos sul-americanos. Pela proposta da nova marca, a Fast Açaí possui um visual mais clean, com cores menos contrastadas, de melhor leitura visual e um novo slogan. Além disso, a nova marca da empresa vem com um ícone marcante que representa bem o carro-chefe da rede, que é o açaí natural, conforme explica José Neto, diretor de arte da New Comunicação, agência responsável por redefinir toda a estrutura da marca da Fast. Atualmente, a empresa conta com mais de 160 unidades em 12 Estados brasileiros e no Distrito Federal, incluindo cidades turísticas como Rio Quente, Caldas Novas, Pirenópolis, Salvador, Fortaleza e Rio de Janeiro.


ATACADÃO COSTA O Atacadão Costa abriu sua primeira unidade em Goiânia, na Avenida T-63. No site e nas redes sociais do grupo, é impossível buscar informação sobre história, origem, valores e nem mesmo telefones de contato da empresa. Nas redes sociais, posteriormente, adicionou o telefone. As poucas informações checadas e, após algum esforço, é que o grupo pertence à Rede Base, de Brasília, fundado em 2004. O grupo tem quatro lojas no Distrito Federal e uma em Goiás, também recém-inaugurada, em Valparaíso, região do Entorno. Lá, atua como Base Atacadão e, em seu site, na história do grupo, não faz referência ao Atacadão Costa. Enfim, começou discreto, apesar dos resultados de vendas aparentemente serem positivos e a marca, em um excelente ponto comercial, já está sendo assimilada pelo consumidor goianiense.

ISOESTE A irlandesa Kingspan comprou 51% da goiana Isoeste, de Anápolis. A empresa fabrica telhas e painéis térmicos e tem mais de 30 anos no mercado de construção civil, com seis unidades no País, 630 funcionários e receita perto de R$ 500 milhões. HARD ROCK CAFÉ A terceira loja da franquia internacional Hard Rock Café no Brasil deve ser em Goiânia, como antecipou, ainda em 2016, o site Curtamais. O local definido é o Flamboyant e deve ocupar 1.500 metros quadrados. O investimento para se abrir uma unidade da rede pode chegar a R$ 14 milhões.   UNIÃO QUÍMICA A indústria de produtos farmacêuticos União Química investiu R$ 100 milhões na expansão da unidade do Polo Industrial JK, em Santa Maria (DF). A meta da empresa é colocar produtos mais estratégicos para exportação, mercado interno e abastecer o SUS – ocupando espaço hoje de fornecedores estrangeiros. PAZ UNIVERSAL A Paz Universal, empresa que oferece serviços póstumos,

faz gradativa expansão e chega a Aparecida de Goiânia. A primeira unidade fica no Jardim Helvécia, tem 1.500 metros quadrados e estrutura para homenagens com suítes, espaço kids e lanchonete. THE1 Empresa pioneira em concierge de saúde no Brasil, a The1, inaugura em Goiânia sua a 5ª sala VIP em centros de referência médica. Depois de inaugurar a 1ª Sala VIP em hospitais goianos, no Hospital de Neurologia Santa Mônica, agora, em março, a sala VIP será no CDI, em frente ao Órion.   SHOPPING RIO VERDE O Shopping Rio Verde foi reinaugurado – com 26 novas operações – e recebeu uma agência do Vapt Vupt do governo estadual. No total, são 70 lojas. Com dez anos de operação, o shopping é comandado pelo empresário Estevam Assis, exdono do Bretas, âncora do shopping, que hoje é gerido pela carioca MapMall. SHOPPING SINOP As obras estão avançadas para construção do Shopping Sinop, no Mato Grosso – previsto para o segundo semestre deste ano. Roberto

Martins, diretor do grupo, aponta que negociações com lojistas já começaram. Os investimentos devem chegar a R$ 800 milhões (22 mil metros quadrados de ABL) e gerar 2 mil empregos. MADEIRO BSB A Rede Madeiro está em expansão. O chef Junior Durski desenvolveu sua terceira marca, a Jeronimo. A hamburgueria já entrou no Píer 21, em Brasília, e logo chega a Goiânia. Mais ‘burger’ e menos restaurante, cardápio enxuto e diferenciais como a opção vegetariano, saladas e vinho em taça. O apresentador de TV Luciano Huck comprou 5% do grupo. SANTA CRUZ A paranaense Santa Cruz Distribuidora de Medicamentos, que comprou da alemã Celesio a PanPharma (antiga Panarello) e a Oncoprod, desfez de alguns centros de distribuição, entre eles, o de Goiânia, na BR-153, ao lado da Unip - em frente a operadora de telefonia Oi. A empresa tem operação própria em Anápolis e o custo operacional em Goiânia não justificava manter as duas bases ativas. Especula-se que membros da família Panarello, donos do prédio, podem usá-lo para seus negócios. Leitura Estratégica | Março de 2018 . 23


DIRETORIA IBIS STYLES O 18º hotel da rede AccorHotels no Brasil foi inaugurado em Goiânia, o Ibis Stilles Goiânia Marista. A unidade, que conta com design em Art Déco, tem 252 apartamentos, na categoria econômica, e mantém o conceito pet-friendly adotado em outras unidades, aceitando na hospedagem cães de até 15 quilos.

BISTROL CATALÃO HOTEL A rede Bistrol investiu R$ 20 milhões em Catalão. Com 145 apartamentos, o hotel conta com restaurante de alto padrão e área de eventos para 200 pessoas. "A estratégia da bandeira é ampliar sua capilaridade em nível nacional. Catalão é o quinto maior PIB do Estado", explica Marcello Medeiros, diretor da rede.

HOLIDAY INN Outra novata na capital é a Holiday Inn Goiânia, da IHG, uma das maiores do setor mundo. Com 209 apartamentos, é a oitava da rede no País e a primeiro no Centro-Oeste. Localizado no Setor Oeste, o novo hotel tem seis salas de reuniões para até 500 pessoas. A propriedade e a gerência são da SS Hotéis.

DURO PVC A goiana Duro PVC abriu uma fábrica em Linhares (ES) – onde já tinha um CD. Empresa fabrica tubos, forros em PVC e conexões, e atua em segmentos como irrigação, infraestrutura e construção. Além da Duro, fazem parte do grupo a Agromoto, a D-Bond (placas de ACM) e a LedWave (painéis de LED).

descartadas em um ano. A Puríssima ECO, de 497 mililitros, é a primeira de um projeto sustentável da empresa – quase 5 gramas de plástico a menos.

por ano. A segunda linha entrou em operação no segundo semestre.

AURORA A Cooperativa Central Aurora Alimentos inaugurou armazenadora de grãos em São Gabriel do Oeste (MS). No total, investiu R$ 21,5 milhões. A Aurora consome 90 mil sacas de milho por dia, o que equivale a 180 carretas por dia ou 120 mil toneladas por mês.    CARAMURU A Caramuru vai investir R$ 115 milhões para produzir, no complexo industrial de Sorriso (MT), etanol hidratado. No entanto, não é da cana-deaçúcar, mas a partir da soja e também no processamento de lecitina. É um projeto pioneiro na indústria mundial do biocombustível. PURÍSSIMA ECO A Puríssima aposta no ecologicamente correto e lança uma garrafa com 35% a menos de plástico. A empresa mato-grossense de água mineral vai assegurar que mais de 110 toneladas de plástico deixem de ser 24 . Leitura Estratégica | Março de 2018

CARGILL A Integral Nutrição Animal teve 100% dos ativos vendidos à Cargill, o que inclui fábrica em Goianira e todo portfólio de produtos. A planta tem 100 funcionários e receita de R$ 80 milhões por ano. A Integral é goiana, fundada em 1986, especializada em pecuária de corte e de leite. A transação foi aprovada pelo do Cade em dezembro. JALLES MACHADO A francesa Albioma comprou 65% da Codora Energia, unidade de cogeração de energia a partir de biomassa da cana-de-açúcar da Jalles Machado. A unidade fica em Goianésia. O valor da negociação não foi informado. A Jalles é o segundo maior produtor mundial de açúcar orgânico e, na última safra, processou 4,3 milhões de toneladas de cana. FIBRIA Com um investimento de R$ 7,3 bilhões, para a implantação de uma segunda linha de produção em sua fábrica em Três Lagoas (MS), a unidade da Fibria se tornou uma das maiores plantas do mundo em fabricação de celulose, com capacidade instalada para processar 3,2 milhões de celulose

GIGANTE Para se ter uma dimensão do projeto da Fibria na ampliação da fábrica, utilizou-se 225 mil metros cúbicos de concreto, o equivalente ao que consumiria a construção do Maracanã. Em aço, construiria três torres Eiffel. A produção da segunda linha será destinada ao mercado externo: China, Europa e Estados Unidos. FRIGOL A desaceleração do JBS abre espaço para a expansão de outros grupos. A Frigol, de São Paulo, incorporou unidade da Rodopa Alimentos, que estava paralisada em Cachoeira Alta (GO). Com o negócio, a Frigol assume a 4ª posição do setor. O grupo vai gastar R$ 5 milhões e abrir 400 empregos – com previsão de faturar R$ 360 milhões. Empresa também tem unidade no Pará. DUDALINA Já operando o centro de distribuição em Aparecida de Goiânia, a Dudalina pode passar por mudanças relevantes. A empresa pertence à Restoque, adquirida em 2014, mas que pretende acabar com a empresa Dudalina e manter apenas a marca. O objetivo da incorporação é unificar e centralizar as atividades da Dudalina e da Restoque de forma a alcançar economia de escala.


PÁGINA 25

FALA MINISTRO Tantas e tantas perguntas são feitas ao ministro das Cidades, o goiano Alexandre Baldy. A Página 25 é um espaço novo na Leitura Estratégica dedicado a uma entrevista por edição onde não perguntamos o que se imagina que se vai perguntar a, por exemplo, um executivo, ministro ou empresário. Iremos sempre por outro caminho, de propósito, para satisfazer a curiosidade do nosso leitor sobre outros assuntos que envolvem quem lidera, como pensa e o que diz fora do script. Vamos lá, nesta primeira edição, Alexandre Baldy, 37 anos, atualmente ministro das Cidades, nascido em Goiânia, eleito deputado federal por Goiás, em primeiro mandato. Qual foi seu primeiro emprego? Em que empresa e o que fazia? Meu primeiro emprego foi de assistente de informática no gabinete do diretor do Fórum, Gilberto Marques Filho, aos 16 anos. Auxiliava todos os dias a implementação de novas tecnologias, visto que naquela época as transformações eram enormes na TI. Uma frase dos seus pais que te marcou no começo da carreira? Estude, prepare-se e seja o melhor, senão não vai se sobressair. Será mais um em meio a muitos. Aos seus filhos, qual a principal recomendação sobre a carreira? Escolha com serenidade, sem precipitação, mas quando decidir qual car-

ALEXANDRE BALDY, ministro das Cidades

reira almeja, busque se preparar para ser o melhor, o melhor dos melhores.

passo, para minimizar erros, mas ainda sem novas intenções.

No setor privado, qual negócio ainda não empreendeu, mas ainda pretende? Eu empreendi em muitos segmentos. Alguns setores que desejava empreender por vaidade, outros por farejar uma boa oportunidade de retorno. Hoje, estou mais amadurecido, com a frieza para analisar qualquer novo

Você já está preparado para assumir um cargo de liderança em uma grande empresa ou de comando no Poder Executivo? Eu acredito que sim, pois exerci diversas posições no setor privado, mas também, importantes posições no setor público, o que me torna preparado para assumir novos desafios. Leitura Estratégica | Março de 2018 . 25


CAPA | AVIAÇÃO EXECUTIVA

NEGÓCIO NAS

ALTURAS

Aviação executiva decola no País, impulsionada por empresários e artistas que não podem perder tempo na hora de cuidar dos negócios. Goiás é 2o em número de aviões

CARLA OLIVEIRA Num país com extensão continental, deslocar entre pontos extremos não é uma tarefa fácil. Executivos que comandam empresas espalhadas pelo Brasil e artistas com agendas apertadas buscam agilidade e segurança para viajar. Essa necessidade movimenta um negócio que ganha cada dia mais importância e que faz decolar a aviação executiva no país. Para grandes empresários, ter uma aeronave à sua disposição há muito deixou de ser sinal de status para se transformar em ferramenta de trabalho.

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Assim como no restante do país, a aviação executiva cresce a passos largos em Goiás. O Estado já é o segundo em número de aviões executivos e terceiro em helicópteros e o mercado continua crescendo, com a oferta de serviços diferenciados, novos arranjos, como o compartilhamento, comércio de aeronaves e formação de mão de obra qualificada para atuar no setor. Serviços diferenciados, intermediação de compra e venda de aeronaves e formação de pilotos são alguns dos serviços que movimentam o meio em Goiás. Num cenário onde a mobilidade é moeda valiosa, empresários

buscam nas alturas uma alternativa para ganhar tempo e qualidade de vida e encontram, à disposição, uma variedade de tipos e modelos de aeronaves que atendam, com maior efetividade, às suas necessidades. E este, segundo o empresário João Alexandre Vieira, é ponto determinante ao se optar pelo deslocamento aéreo. É preciso alinhar as necessidades para que a aeronave adquirida atenda às expectativas de quem compra e tenha um custo-benefício que valha a pena. Para ele, que é proprietário da Commander Aeronaves, hangar instalado no Aeródromo Nacional de Avia-


ção, em Goiânia, e que oferece uma grande variedade de serviços específicos para a aviação executiva, é preciso definir o uso prioritário da aeronave e, a partir disso, buscar aquela que atenda ao que se espera. Ele destaca ainda que é cada vez mais comum a aquisição compartilhada de aeronaves, o que ajuda a diluir os custos com manutenção e tripulação. Desde criança convivendo no meio, é filho do empresário e piloto João Américo, um dos pioneiros da área em Goiás, João Alexandre acompanhou de perto, inclusive atuando, o boom experimentado pela aviação executiva no período de 2008 a 2012. “Só nós fizemos mais de 70 importações. Neste período, dobrou a frota brasileira, que hoje é a segunda do mundo. No Brasil, Goiás ocupa posição de destaque, tanto em número de helicópteros quanto de aviões”, destaca. O Estado, acrescenta, também dispõe de uma das melhores infraestruturas e oferta de serviços para a área no País. Com um hangar com capacidade

para receber até 50 aviões e oferta de vários serviços que facilitam a vida de quem utiliza a aviação executiva, João Alexandre conta que, apesar do negócio ser rentável, são as negociações realizadas no local que o torna ainda mais lucrativo. “Os negócios que ocorrem aqui que justificam o investimento”, diz. Negócios também que se realizam nas alturas. Muitas transações são fechadas a bordo de um avião, afirma o empresário. “Há casos que contratos são fechados no próprio avião”, diz. Em outros, o encontro presencial se dá apenas para assinatura do contrato, já que os acertos são finalizados com uma das partes nas alturas. Os aviões, com telefone e wi-fi, se transformam em verdadeiros escritórios. Além de gastar menos tempo no deslocamento, o empresário continua trabalhando enquanto voa. “Não se trata de luxo. É investimento que reflete nos negócios”, afirma. E se o custo de manutenção é alto, ele não é impeditivo para utilização do meio de transporte. Já comum em grandes

centros, como São Paulo, o compartilhamento é uma ótima solução para quem precisa da ferramenta, mas não tem uso que justifica adquirir sozinho uma aeronave. Em seu hangar, a maioria dos aviões que utilizam seu serviço de hangaragem possui mais de um proprietário. Existem, inclusive, empresas que se encarregam da gestão do uso, para evitar choques ou sobreposição de agendas. Segundo explica, existe um ponto de decisão que separa a aquisição individual de uma compartilhada e que deve ser levado em conta, que seria a partir de 25 horas de voo por mês. Menos que isso, a copropriedade é uma opção assertiva e uma tendência que deve se afirmar num futuro próximo como opção viável do ponto de vista de comodidade e redução de custos, para utilização de um dos meios de transporte mais seguros que, no Brasil, é garantido pelo rigor nas exigências com a manutenção e com a formação de pilotos, além de um dos espaços aéreos mais seguros do mundo.

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CAPA | AVIAÇÃO EXECUTIVA

Adriano Flausino

MERCADO AQUECIDO Desde o final ano passado, o mercado de vendas de aeronaves executivas experimenta um reaquecimento depois de um período em baixa. Com a economia dando sinais de recuperação, o setor ganhou impulso, o que refletiu no aumento no número de operações em todo o País. “A partir de setembro, o fluxo de vendas se inverteu, com as importações superando a saída de aeronaves do País”, explica o representante de vendas da Goal Aircraft, empresa sediada em Orlando (EUA), mas que opera em todo o mundo, Eduardo Itagiba. Em tempos de mercado estabilizado, as empresas finalizam, em média, duas operações de importação ao ano, o que é um bom resultado, sem contar as negociações internas, que também experimentam um momento movimentado. De setembro de 2017 para cá, a média, só na Goal Aircraft, é de uma aeronave por mês, resultado considerado excelente. A movimentação nas vendas faz jus à posição do Brasil no ranking mundial, com a segunda frota de aeronaves no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. No Brasil, Goiás também possui posição de destaque, tanto em quantidade de aviões, quanto de helicópteros. IMPORTAÇÃO DIRETA O empresário Antônio Gabriel Moura Caetano, da Mobi Transportes, lembra que seu primeiro helicóptero foi adquirido por importação direta. O segundo, cinco anos depois, comprou em São Paulo. Segundo ele, é possível contar com a intermediação de empresas e profissionais especializados, que 28 . Leitura Estratégica | Março de 2018

Eduardo Itagiba, da Goal Aircraft, explica que mercado reaqueceu desde setembro

João Alexandre, da Commander Aviação: "É preciso que (o avião) tenha utilidade"

cuidam de todo o processo de compra, garantindo segurança na transação. Eduardo Itagiba, da Goal Aircraft, explica que ao comprar é preciso estar atento para adquirir uma aeronave proporcional e de acordo com as necessidades de quem está fazendo o investimento. “Se compra o avião pela missão que ele vai ter. É algo muito caro para se manter, por isso é preciso que tenha utilidade, que seja proporcional ao que se está precisando”, reforça João Alexandre, da Commander Aviação. Segundo Itagiba, o equipamento é caro e a manutenção é dispendiosa, mas os custos se pagam na medida em que os reflexos são observados diretamente nas negociações que são possibilitadas

a partir da agilidade e comodidade de um avião. “Muitas pessoas ainda têm em mente que avião é para pessoas muito ricas, mas o avião se paga. Ele é hoje uma ferramenta importante de trabalho. Quando se faz a compra apropriada, ele vai ajudar a empresa e ainda existem formas de viabilizar o custo”, diz. “Não é ostentação. Para mim é uma ferramenta de trabalho”, concorda Antônio Gabriel. Itagiba destaca o pioneirismo da aviação goiana e frisa que a cultura de negociação predominante no Estado ajuda a fechar negócios. “Goiás sempre foi um dos melhores cenários da aviação brasileira. Aqui, a pessoa consegue trocar por imóvel, gado, soja e até parcelar, o que facilita as transações.”


HELIPONTO PARA ATENDER CLIENTES PREMIUM De olho nas necessidades de seus clientes, o empresário Frank Guimarães Vaz de Campos (GVC Engenharia), sócio do consórcio construtor e do empreendimento Órion Business & Health Complex, explica que o prédio que abrigará o complexo conta com um heliponto, que atenderá a clientela usuária dos serviços de saúde e outros que serão oferecidos no local, e que estima uma movimentação de 10 mil visitantes. Para viabilizar a estrutura, o complexo construtor investiu cerca de R$ 1 milhão na implantação do heliponto executivo, incluindo laje impermeabilizante, equipamentos de sinalização, iluminação e 900 metros quadrados de área construída. Investimento que se dilui ao dar uso híbrido para o local que, quando não estiver em operação, funcionará como mirante, oferecendo uma vista privilegiada da cidade. O empresário lembra que o heliponto, único na região onde foi instalado, levou dois anos para ter todas as exigências da Agência Nacional de Aviação (Anac), que regula o setor, atendidas. Segundo Frank, além de ponto

para deslocamento entre hospitais em Goiânia e mesmo para receber pacientes de outras cidades, o heliponto ainda atenderá clientes dos restaurantes que serão instalados na cobertura, alguns da categoria Michelin, bem como hóspedes do hotel cinco estrelas, também integrante do complexo, que deverá receber grandes eventos. O local não será utilizado para locação, podendo atender a necessidades civis da cidade. AGENDA Empresário do ramo de transportes terrestres, é pelos ares que Antônio Gabriel Moura Caetano, proprietário da Mobi Transportes, chega às oito filiais de sua empresa espalhadas por Goiás. O uso do helicóptero, que ele mesmo pilota, garante viagens mais rápidas, economizando tempo para outras atividades e para estar com a família. Para ele, os helicópteros são ideais para percorrer distâncias mais curtas, entre 200 e 300 quilômetros, sem comprometer o conforto, além da vantagem de poder aterrissar em praticamente qualquer local, perto do seu destino, sem necessidade da infraes-

trutura de um aeroporto. Na sede da sua empresa, em Aparecida de Goiânia, um hangar particular abriga sua aeronave e de mais parceiros com empresas na mesma região. Com uma programação semanal de visitas às filiais da Mobi, ele realiza pelo menos três voos, um deles sempre para Brasília. “Eu saio dessa garagem de manhã com destino a Brasília e volto no final do dia”, conta. Como proprietário-piloto, Antônio Gabriel enumera as vantagens de se ter uma aeronave como ferramenta de trabalho. Entre as principais, diz, agilidade e segurança Piloto desde 1999, é ele que comanda seu helicóptero nos trajetos semanais. A primeira aeronave foi adquirida em 2008. Desde então, não abriu mais mão do deslocamento pelos ares. Em 2013, ele trocou sua máquina por uma versão melhor.

Frank Campos, da GVC, no complexo Órion: Investimento de R$ 1 milhão para implantar heliponto executivo

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CAPA | AVIAÇÃO EXECUTIVA


CAPA | AVIAÇÃO EXECUTIVA

Uso pioneiro na agropecuária O pecuarista João Carlos Guimarães Giffoni Filho já não consegue imaginar como seria possível cumprir todos os compromissos da agenda sem o uso de seu avião Cessna C206. É com ele que há 8 anos o empresário rural desloca de Araguaína (TO), onde mora, para o interior do Pará para visitar suas propriedades. A aeronave, que ele mesmo pilota, facilita o traslado, garante o atendimento rápido a alguma possível urgência nas fazendas e ainda auxilia na administração das propriedades, já

que também é usada para sobrevoos para acompanhar o manejo das pastagens e facilitar o deslocamento para o fechamento de negócios. Giffoni lembra que, por terra, as estradas são precárias, o que aumenta ainda mais o tempo de viagem para as fazendas, o que lhe faria perder tempo. “O avião agiliza essa parte pra mim e permite que eu esteja, num mesmo dia, em pontos bastante distintos. Faço muitas viagens para comprar gado e visita a clientes, que eu não consegui-

ria sem o uso da aeronave”, destaca. O pecuarista ainda frisa que ao conseguir estar pessoalmente nas negociações, a possibilidade de fechar negócios aumenta, já que tem maior flexibilidade. “Não consigo mais me ver sem esse equipamento. Não conseguiria fazer a metade do que faço sem o avião”, admite. Ele lembra que a manutenção de 50 horas é feita no seu próprio hangar, em Araguaína. No caso das demais, de uma a duas vezes ao ano, é preciso ir até Goiânia para a execução.

Portal tem 500 aeronaves à venda Desde 2009, o FlightMarket, portal de vendas dedicado exclusivamente à aviação executiva, serve como termômetro para este mercado. O site funciona como um classificados, que permite o contato entre compradores e vendedores, sem intermediação. O portal conta com mais de 500 aeronaves cadastradas e possui uma média de 45 mil visitantes únicos por mês, um público que inclui empresários, pilotos e interessados em aviação. O que o portal faz é veicular os anúncios, que são pagos e única fonte de receita, explica Guilherme Souza, 33 anos, fundador da ferramenta. Graduado em Engenharia Mecânica pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), com atuação nas áreas de tecnologia e internet, Guilherme sentiu a necessidade de criar a ferramenta quando precisou e não encontrou nada semelhante. “Ao buscar por aeronaves à venda na internet, não encontrei nenhum site de qualidade no Brasil. Hoje somos a principal referência para quem quer comprar ou vender uma aeronave”, 32 . Leitura Estratégica | Março de 2018

Portal FlightMarket, de Guilherme Souza, recebe mais de 45 mil visitas por mês

explica. Entre os modelos mais procurados estão os aviões monomotores (média de US$ 500 mil) e bimotores a pistão seminovos (média de US$ 1 milhão). A procura também é expressiva por jatos de pequeno porte como o Embraer Phenom 100 e Cessna Citation Mustang. Segundo assinala, a frota de aviação geral e executiva no Brasil cresceu cerca de 50% nos últimos 10 anos e muitas aeronaves novas e usadas foram importadas na época em que o dólar estava na faixa dos R$ 2, contribuindo também para renovar a idade da frota. Mas a re-

cente crise econômica e política, acrescenta, abalou as vendas de aeronaves novas e a importação, porém aquecendo os negócios do mercado interno de usadas, já que quem está capitalizado aproveita a oportunidade para comprar de quem precisa se desfazer de uma aeronave. “A alta do dólar inclusive fez com que muitas aeronaves de médio a grande porte fossem vendidas e exportadas para fora do Brasil no ano passado. De agosto de 2017 até agora tivemos um aumento de 20% na procura nos classificados”, revela Guilherme.


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TRANSPORTES | NEGÓCIOS

TERCEIRIZAÇÃO DE FROTAS:

contramão da crise São mais de 660 mil veículos terceirizados no País que dão fôlego às empresas com redução de custos operacionais 34 . Leitura Estratégica | Março de 2018

LUISA DIAS Pátios repletos de carros, motoristas e outros funcionários já foram uma realidade unânime das empresas brasileiras. Parte do seu capital de giro acabava literalmente queimando asfalto, enquanto o foco do negócio

perdia investimentos, atrelados ao desgaste natural dos veículos. Mas em busca de redução de custos e otimização do tempo, a terceirização da frota tem sido uma opção para muitos empresários e promete, em 2018, ir na contramão da crise econômica enfrentada pelo País.


Márcio Palmerston, diretor-executivo da ITA, aponta que locação de frota gera economia de até 30% para empresas

A indústria de locação de veículos está projetando crescimento de dois dígitos na frota em 2018. A perspectiva é, sobretudo, baseada na retomada dos negócios corporativos e na ampliação de aplicativos de transporte urbano. Em 2016, a frota foi encerrada com 660 mil veículos no Brasil. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), Paulo Nemer, deve alcançar cerca de 1 milhão até o final de 2018. O setor já representa 11% de todos os automóveis e comerciais leves vendidos por ano no Brasil.

A aposta no crescimento também é calcada nos benefícios oferecidos pela terceirização de frota. Segundo Nemer, a conta é simples para os setores privado e público. Carro na garagem significa imposto, seguro, manutenção e funcionário. O custo acaba sendo variável e inclui a depreciação do patrimônio. “A vantagem da terceirização está no custo previsível e na certeza de contar diariamente com veículo em funcionamento”, garante Nemer. Com 8.682 veículos emplacados, o mercado de locação em Goiás re-

presenta 42,7% de toda a Região Centro-Oeste, segundo a Abla. No Estado, operam 243 empresas, 30,3% do total no Centro-Oeste, sendo 135 de pequeno porte, com até nove veículos, e 108 de médio e grande porte. A maior parte da frota está nas empresas que fazem o aluguel sem motorista. Em Goiás, a líder de mercado é a ITA Transportes com 48 anos de atuação e, há 22, focada na locação e terceirização da frota. Com 1.800 veículos, oferece serviço de locação, terceirização com mão de obra qualificada e gestão da frota contratada, atualmente Leitura Estratégica | Março de 2018 . 35


TRANSPORTES | NEGÓCIOS em Goiânia, Cuiabá, Várzea Grande e Brasília. O diferencial até 2015 esteve à disposição do serviço público. Embasada num planejamento estratégico arrojado, a empresa se reestruturou e fortaleceu seu setor comercial a fim de buscar e atender a fatia do mercado privado. A meta é que em três anos 10% da carteira de clientes seja formada por empresas privadas. Pertencente ao mesmo grupo da HP Transportes e da Urbi, que fazem transporte público coletivo de passageiros em Goiânia e Brasília, oferece frota especializada, que inclui desde

os carros de serviço para o transporte de funcionários até veículos específicos como caminhões equipados com trituradores de galhos, caminhão hidrojato, caminhão espargidor, entre outros. Entre os maiores clientes, figuram as prefeituras de Goiânia e de Cuiabá, Celg (Enel) e Saneago. O diretor executivo da ITA Transportes, Márcio Palmerston, há 27 anos na empresa, é o grande responsável pela condução do processo que busca levar a empresa para o mercado privado. A reestruturação, que incluiu mudanças na equipe e estratégia na

área de marketing, segue tendência de mercado e busca atrair empresários oferecendo e aplicando diagnósticos sobre os gastos com frotas próprias. Na mão, a calculadora para mostrar ao empresariado, em especial goiano, que ainda resiste com a cultura da posse, as vantagens da locação e terceirização, como a liberação de capital para investimento no próprio negócio. É o custo de oportunidade. Segundo Márcio, o custo com a locação pode gerar economia de 20% a 30%, dependendo dos veículos. Ele cita uma empresa com frota

A ROTA DE SUCESSO DA ITA TRANSPORTES

Fundação da empresa “Capota Azul”, para transporte urbano de passageiros

Já como “ITA TRANSPORTES”, a empresa foca no transporte de malotes

Firma contrato com o Sindicato dos Bancos para transporte de malotes nos Estados GO, SP e MG, abrindo 8 filiais

1977

1970

36 . Leitura Estratégica | Março de 2018

Passa a atuar no transporte de cargas e encomendas, em GO e DF

Com a aquisição da ITA LOCADORA, o segmento de terceirização de frotas e locação tornou-se o carro-chefe da empresa

1990

1986

Especializandose em soluções em transportes, apresenta em seu portfólio o produto ITA Fleet Service e, com foco no mercado público, firma contrato com a Prefeitura de Goiânia

1997

1996


nova no valor de 11 milhões de reais. Em seis anos, ela tem uma depreciação de 6 milhões de reais, o que significa perda de 1 milhão de reais por ano. O valor pode ser investido no negócio próprio e gerar lucro. “Apresentamos cálculos reais e fazemos a projeção do investimento necessário em caso de terceirização. A economia é evidente”, explica. Com este argumento, a empresa já alcançou o mercado com clientes na área de comunicação, curtume e logística. Além da locação, o cliente pode optar pela terceirização e gestão

Uma nova filial é aberta, agora em Cuiabá, devido ao contrato fechado com esse município. A empresa passa também a prestar o serviço de transporte de empregados da Saneago

A ITA sagra-se fornecedora do Governo do Distrito Federal para locação de veículos

2009

da frota, que é a inteligência em transportes. Toda a operacionalização e dimensionamento é realizado pela ITA, o que significa que serão realizados estudos para viabilidade econômica do uso da frota e o gerenciamento dos recursos necessários. Na frota, não estão apenas carros pequenos. Para quem terceiriza, um dos atrativos é poder dispor de veículos cujo valor alto é um empecilho para ter à disposição. É o caso da Prefeitura de Goiânia que utiliza uma carreta de transbordo de lixo, que é a única do estado, e pertence a ITA.

A carteira de clientes se amplia com a contratação pela Celg

Pensando numa recolocação e em se consolidar em outra fatia do mercado, a empresa inicia seu processo de reestruturação interna, arquiteta seu planejamento e desenha uma nova logomarca

2012

2010

Administrador e membro do Conselho Fiscal e diretor regional da Abla, Márcio vê na crise o encontro de oportunidades para o setor de locação e para os empresários. Em um momento de corte de gastos, as empresas buscam formas de enxugar e manter o crescimento. Para chegar ao setor, que ainda não conhece o serviço, a ITA reformulou a marca, investiu no desenvolvimento e treinamento dos funcionários e em mídia. “Vimos a oportunidade na crise e vamos crescer junto com quem quer ficar no mercado.”

Amparada pelo Planejamento Estratégico, passa a expor seus produtos no site, ingressa nas redes sociais aproximandose do mercado privado

É reconhecida pelos seus clientes pela excelência nas entregas e na prestação de serviços sendolhe atribuído NPS 9,0 e 9,3 de Desempenho Geral em Atendimento (DGA) – referenciando-lhe entre as grandes empresas de nível internacional

2015

2014

2016

Leitura Estratégica | Março de 2018 . 37


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AGRONEGÓCIO | CERTIFICAÇÃO

SOJA CERTIFICADA: Goiás entra no radar Empresa CerQuality, que atua em vários Estados do CentroOeste e Norte do País, negocia com produtores goianos para implementar padrões de sustentabilidade através da certificação da soja

LEANDRO RESENDE É comum se ouvir em Goiás que a soja mudou o agronegócio do Estado. É fato. O grão agregou valor, atraiu indústrias e foi um dos principais responsáveis pela implantação de uma plataforma e uma cultura de exportação na economia goiana. Mas, uma mudança que já está bastante presente em outros Estados produtores vem se expandindo em Goiás e tem atraído a atenção dos agricultores goianos: a certificação de soja nos padrões RTRS, SFAP e CRS. Goiás, que é o 4º maior produtor da oleaginosa do País, está no radar dos grandes players do setor. Atento a estas oportunidades, a CerQuality, empresa pioneira no mercado de certificação de

soja e que atua com destaque nos mercados do Maranhão, Piauí, Tocantins, Mato Grosso e Bahia, já conversa com vários produtores locais para apresentar as vantagens comerciais da adoção de boas práticas em sustentabilidade, segurança no trabalho, proteção ambiental e de excelência de gestão na propriedade, que, após implementadas e auditadas, vão garantir ganho extra pela saca de soja produzida. Dentre os padrões existentes, o mais conhecido e que apresenta o melhor retorno, está o RTRS (Round Table Responsible Soy). Em uma fazenda com lavoura de soja certificada são visíveis algumas diferenças de comportamento e processos organizacionais de outra que não segue o padrão da certificação RTRS.

Leitura Estratégica | Março de 2018 . 39


AGRONEGÓCIO | CERTIFICAÇÃO

"A certificação da soja diferencia o produtor dos demais, criando, assim, novas oportunidades de negócios" Victor Nogueira Diretor da CerQuality

A propriedade é estruturada funcionalmente para o cumprimento das normas técnicas e legais, que vão desde as relações trabalhistas, passando aos processos de boas práticas agrícolas e questões ambientais. “O processo de certificação pode ser feito de forma gradual, e muitos procedimentos exigem baixos investimentos financeiros, mas trazem elevadas melhorias na eficiência do controle operacional e da adequação legal das propriedades”, explica Victor Nogueira, diretor da CerQuality, que ressalta que os países da Europa são os grandes compradores dos créditos originados da soja certificada. “A legislação da maioria dos países europeus exige garantias de que se está consumindo produto de fonte susten40 . Leitura Estratégica | Março de 2018

tável e confiável. A certificação RTRS é reconhecida e, por apresentá-la, recebe-se um prêmio, um crédito pela soja produzida em propriedade certificada”, disse o executivo. Para o analista técnico da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Cristiano Palavro, aqueles que conhecem a certificação da soja são entusiastas da iniciativa, pois além de dar apoio aos processos de organização legal e gerencial das propriedades, abre a possibilidade de auferir maior renda com a venda dos créditos. “São importantes benefícios e que muitas vezes não necessitam de amplos investimentos.” COMO FUNCIONA A certificação RTRS surgiu em 2006, na Suíça, por meio da Round Ta-

ble on Responsible Soy (Associação Internacional de Soja Responsável, em português). A organização deu início a promoção de ações globais para produzir, processar e comercializar a soja de forma responsável, tornando-a ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável. Pode ser aplicado à produção de soja destinada a qualquer utilização: não importa se a produção está destinada ao consumo humano, a alimentar animais ou aos biocombustíveis. Seja ela transgênica ou convencional. Todos ficam incluídos. Responde aos objetivos globais de sustentabilidade: abre o caminho em direção a novos mercados comprometidos com cadeias responsáveis. O padrão RTRS, explica Victor Nogueira, segue cinco princípios básicos,


O QUE FAZ A CERQUALITY Consultoria com foco na implementação de padrões de sustentabilidade para certificação de soja e comercialização de créditos, além de consultoria em segurança do trabalho, adequações ambientais e projetos de sustentabilidade. ATUAÇÃO Agente implementador dos Padrões RTRS, SFAP e CRS, auxiliando na gestão, documentação e na adequação da estrutura física das fazendas, além de oferecer conhecimento técnico, treinamento e orientação ao produtor rural. VANTAGENS l Implementador fica responsável por todo processo de orientação, adequação e venda dos créditos no mercado externo, enquanto o produtor rural segue focado na gestão do negócio, sem preocupações, com a garantia do melhor custo-benefício, dentro da lei e das obrigações sociais. l O produtor fica com a certeza de que está atendendo plenamente a legislação brasileira e reduz significativamente as chances de autuações ou irregularidades na sua propriedade. PASSO A PASSO DA IMPLEMENTAÇÃO RTRS 1) O trabalho inicia com um levantamento in loco da situação das propriedades. 2) Elabora-se um diagnóstico técnico onde são destacados os pontos de melhoria e/ou adequação de cada item exigido para a Certificação RTRS e também para a legislação brasileira. 3) Todo o trabalho é acompanhado por meio de um plano de ação desenvolvido em conjunto pelo implementador e o produtor rural. 4) Após o cumprimento das especificações e uma avaliação interna da CerQuality, inicia-se o processo de auditoria externa.

que são: obedecer às leis e às melhores práticas de negócios; ter boas condições de trabalho; respeitar e desenvolver as relações com as comunidades locais; cuidar do meio ambiente; e realizar boas práticas agrícolas . “Temos um grupo experiente, com atuação em multinacionais do agronegócio, que atua de forma independente ao lado do produtor na melhoria da gestão das suas propriedades”, apontou Victor. “A certificação diferencia o produtor dos demais, criando, assim, novas possibilidades no negócio.” A adesão de uma propriedade ao sistema de certificação pode ocorrer em até três anos. “O trabalho da CerQuality é de implementador, atuando na adequação e garantindo que a propriedade vai estar preparada para ser

5) Na etapa final, uma vez a propriedade certificada, a CerQuality inicia o processo de negociação e comercialização de créditos RTRS, gerando a possibilidade de um retorno financeiro ao produtor, além de garantir que a propriedade atue de forma legal, sustentável, com o selo máximo de qualidade para produtores de soja. Fonte: CerQuality

Leitura Estratégica | Março de 2018 . 41


AGRONEGÓCIO | CERTIFICAÇÃO auditada por consultoria externa especializada em certificação RTRS. A empresa, que atua desde 2015, tem hoje mais de 200 mil hectares de produção certificada, o que representa perto de 700 mil toneladas de grãos por safra, no padrão RTRS”, disse Victor. O executivo destaca que quando o produtor de soja trabalha com um implementador de um projeto de certificação, entre outras vantagens, tem a redução do custo de auditoria, que é dividido com um grupo de fazendas que este é incluso. Trata-se de ótima contrapartida aos investimentos feitos para efetivar os Padrões RTRS. A geração de Créditos RTRS é uma forma de monetizar a produção responsável. Para o Padrão RTRS, uma tonelada de soja certificada equivale a um crédito de produção responsável, os quais interessam muito a grandes empresas mundiais que investem na aquisição de soja responsável e ainda desejam contribuir com a iniciativa. Para cada tonelada de soja certificada, o produtor ganha um crédito, que, significa atualmente um pagamento extra entre US$ 2,00 e US$ 2,40 por tonelada. “Os preços nesse mercado oscilam, mas costumam manter uma boa liquidez. Segundo dados do próprio RTRS, foram certificados, em 2017,

aproximadamente 4 milhões de toneladas de soja no mundo. O Brasil é o maior País em área certificada, e a CerQuality a única consultoria com atuação nacional no processo de implementação desse padrão” afirma Victor. Para Cristiano Palavro, da Faeg, com projetos bem implementados e com um bom fomento aos programas de certificação, o futuro da soja certificada deve ser bastante promissor no Estado. O mercado consumidor está cada vez mais exigente, o que abre espaço para uma demanda cada vez mais sólida deste tipo de produto. “A certificação é um processo que colabora com a melhoria das propriedades e abre a chance de ampliar a renda, sem dúvida se tiver demanda crescente para a soja certificada, os produtores saem ganhando”, disse Palavro.

"São importantes benefícios (a certificação) que muitas vezes não necessitam de amplos investimentos" Cristiano Palavro Analista da Faeg

42 . Leitura Estratégica | Março de 2018


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AGROQUÍMICOS Um estudo da empresa Marketstrat aponta que os desembolsos com a aquisição de agroquímicos para a soja brasileira chega a 21% do custo de produção, contra 5% dos EUA e 7% da Argentina. A consultoria mostra ainda que a produtividade da oleaginosa no País cresceu 28% em 18 anos, ao passo que no mesmo período os custos de produção foram elevados em 178% e o preço dos defensivos saltou 234%. EM QUEDA A safra brasileira de café fechou 2017 com 44,97 milhões de sacas de 60 kg, redução de 12,5% em relação ao ano anterior, quando atingiu 51,37 milhões. A área colhida também caiu. A redução foi de 4,3%, resultando em 1,87 milhão de hectares. Os dados são da Conab. A queda nos números se explica pela bienalidade negativa do café arábica, que responde por 76,2% da produção total. O arábica alterna uma safra alta com outra baixa, em ciclos bienais. Este ano foi de baixa, e a produção ficou em 34,25 milhões de sacas, com queda de 21,1% em relação à safra 2016. VALOR DA AGROPECUÁRIA O VBP foi estimado em R$ 539 bilhões no ano de 2017, situando-se 1,87% acima do valor de 2016, de R$ 529,2 bilhões. As lavouras alcançaram R$ 364,7 bilhões e a pecuária, R$ 174,4 bilhões. Enquanto as principais lavouras tiveram aumento de 4,97% no valor, devido ao bom resultado da safra de 2017, a pecuária teve redução de 4,1% no faturamento. O resultado se deve principalmente ao desempenho desfavorável das carnes bovina e de frango, cujos preços ficaram abaixo do ano anterior, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 44 . Leitura Estratégica | Março de 2018

NOVIDADE A Rede ILPF lançou o aplicativo “Maquete virtual de ILPF em realidade aumentada”. A ferramenta mostra etapas de um sistema de integração lavourapecuária-floresta (ILPF), as possíveis configurações que podem ser adotadas, as interações entre os componentes e os benefícios dessa estratégia produtiva. Ao abrir o aplicativo, o usuário pode interagir escolhendo em um menu as diferentes fases de um sistema de integração. Inicialmente o aplicativo está disponível apenas para dispositivos que utilizam Android. Porém, a versão para IOS deverá ser disponibilizada. A Rede ILPF é uma parceria público-privada entre Embrapa, Cocamar, Dow AgroSciences, John Deere, Parker e Syngenta e tem como objetivo incentivar adoção dos sistemas ILPF pelos produtores brasileiros.

GESTÃO A Embrapa Gado de Leite acaba de lançar o aplicativo para dispositivos móveis do programa Gestão Informatizada de Sistemas de Produção de Leite (Gisleite). O produtor insere as informações por meio de celular ou tablet e esses dados são compartilhados com a plataforma na internet. Com o Gisleite, é possível gerenciar os aspectos econômicos e zootécnicos de uma propriedade leiteira, como reprodução dos animais, produção de leite, movimentação no rebanho e qualidade do leite. GOIÁS Segundo a Faeg, o ano de 2017 foi de desafios, mas também de avanços no agronegócio. Entre os principais

avanços estão redução do ICMS interestadual de bovinos para abate de 12% para 7%, simplificação dos procedimentos para a unificação das inscrições do produtor rural e ação junto ao Ministério da Agricultura para a revogação da IN 26 e IN 40 – reconstituição de leite em pó e ações de combate às importações de leite em pó. IRRIGAÇÃO O Brasil está entre os dez países com a maior área irrigada do planeta, mostra estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA). De acordo com o Atlas Irrigação: uso da água na agricultura irrigada, atualmente o país tem 6,95 Mha (milhões de hectares) que produzem alimentos utilizando diferentes técnicas de irrigação.


Leitura EstratÊgica | Março de 2018 . 45


MINERAÇÃO | INVESTIMENTOS

Russos:

novo ciclo de expansão

NEGÓCIO FORMADO PELA ROEL, FUNDO DE INVESTIMENTOS RUSSO, E GRUPO BRASILEIRO CAPTA QUASE R$ 500 MILHÕES PARA INVESTIR NO PAÍS. VALOR PODE AMPLIAR COM NOVAS CAPTAÇÕES

46 . Leitura Estratégica | Março de 2018

A Infinity Energy, sediada em Goiânia, e com unidade nas Ilhas Virgens Britânicas, captou US$ 150 milhões (R$ 493 milhões) com um dos maiores fundos de private equity da Rússia, o ROEL, para implantação de uma planta de processamento de lítio, níquel, grafite e carbonato de lítio. Segundo o CFO da Infinity, Dov Gilvanci Levi Najman de Sousa, que representa a acionista Zahav Investments Limited, em associação com a Lithium Technologies Ltd., o investimento poderá chegar a US$ 255 milhões (R$ 740 milhões). A empresa tem participado de RoadShows na Europa e Ásia para apresentar o projeto e ampliar a captação. A companhia russa já tem con-

tratos de 15 anos firmados com companhias como Apple, Tesla, Toyota, Samsung e Mitsubishi, investe atualmente em mineração em vários Estados e pretende expandir para Argentina, Chile e Bolívia. "Um dos maiores private equity da Rússia já assinou com a Zahav um acordo para financiamento de 100% da operação no Brasil", afirma Dov Gilvanci, explicando que a nova empresa, a Infinity, terá sede administrativa em Goiânia e plantas industriais em áreas de mineração em negociação. Goiás é um dos Estados que chamaram a atenção dos russos pelo volume das reservas minerais, principalmente níquel, e estudos realizados nos últimos anos.


"Com base neste estudo, identificamos também áreas no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, onde serão instaladas plantas industriais para a primeira fase do processo de produção. Vão ser duas plantas nesta etapa com investimento de US$ 50 milhões. Também instalaremos, no Sul da Bahia, uma planta para processamento da segunda etapa do processo de industrialização com investimento de US$ 100 milhões. Acreditamos que devido a logística do País, distribuir as plantas industriais reduzirá nossos custos e, em paralelo, aumenta o número de empregos em regiões com problemas sociais e econômicos sérios", disse. Dov Gilvanci destacou que, em Goiás, a empresa está estruturando também a produção e processamento de cobalto, que, assim como o lítio, é um dos principais componentes das baterias para carros elétricos (EV). Assim como no caso do níquel, a empresa pretende adquirir áreas de mineração e plantas químicas de cobalto, grafite e sílica processa-

"Goiás é um dos Estados que chamaram a atenção dos russos" Dov Gilvanci Levy CFO da Infinity Energy

mento em escala inicial da produção. A Infinity já possui mais de 30 mil hectares de áreas mineráveis de lítio no Brasil. "Sem dúvidas, o níquel e cobalto são nosso foco com Goiás. Estamos iniciando um trabalho de mapeamento dos minerais de lítio no Estado e acreditamos

encontrar boas jazidas de grafite flake, um tipo muito especial de grafite que utilizamos para processamento de grafite esférico", aponta o executivo. "Estamos tendo apoio dos governos de Minas Gerais e Bahia. O vice-governador de Goiás, José Eliton, esteve com a missão goiana na Rússia, em 2015,

Leitura Estratégica | Março de 2018 . 47


MINERAÇÃO | INVESTIMENTOS

quando nossos investidores viram o potencial do Estado e do Brasil para a mineração." Segundo o CEO da companhia e acionista, João Medeiros, a instalação da planta industrial deve estar concluída até o final de 2018, com previsão de receita superior a R$ 900 milhões (US$ 280 milhões) já a partir de 2019. A companhia tem 100% do capex (despesa de capital) financiado por grupos privados e o objetivo é, em 2021, abrir o capital na Bolsa de Toronto. A Zahav Investments é uma gestora de recursos sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. Atualmente, a Zahav está em fase de captação de um fundo de US$ 500 milhões no exterior para investir em empresas brasileiras, suprindo a escassez de crédito bancário para fomentar a economia, visando setores como terceirização de serviços corporativos, indústria de alimentos, educação, setor imobiliário, tecnologia e agronegócio, aproveitando as conexões com Rússia e China.

LÍTIO MOVIMENTA MERCADO MUNDIAL No mercado mundial de energia, o lítio é considerado o novo petróleo. Não apenas pelo seu amplo uso, por exemplo, em celulares, mas pelo que virá, como veículos elétricos. Para atender essa futura demanda mundial já prevista, existe uma severa disputa de investimentos no setor da mineração por todo mundo. Dov Gilvanci, CFO da Infinity, explica que a Rússia tem uma experiência histórica em hidrometalurgia, ramo do processamento de minérios de alta complexidade como o lítio, grafite e cobalto. "Para o desenvolvimento de tecnologias capazes de processar esses minérios, é necessária uma cadeia de pesquisa e desenvolvimento muito específica que poucos países possuem. Esse foi o primeiro fator, ter acesso a tecnologia capaz de processar esses minerais e, em segundo plano, a capacidade de in-

vestimento da Rússia. Os investidores russos, do Leste Europeu e do Oriente Médio, estão ávidos por investimentos no setor de mineração no Brasil. A mudança da legislação com a criação da Agência Nacional de Mineração trouxe um novo ânimo para o setor no Brasil." Os russos desenvolveram técnicas que tornam os compostos de lítio de minérios pobres, várias vezes mais baratos, em minérios ricos de lítio. A tecnologia foi implementada para satisfazer a necessidade de lítio na Rússia, permitindo que o país se livre de insumos chineses e africanos, caros e de baixa qualidade. Além da bateria para carro e celular, usa-se o lítio para reator nuclear de navio e submarino, cerâmica, óptica, lubrificante, polímero, produto farmacêutico, liga de alumínio e fundição de produtos leves.

O carro à bateria já começa a ser uma realidade: lítio é considerado o petróleo do futuro

48 . Leitura Estratégica | Março de 2018


EMPRESAS | JUSTIÇA

O preço da

judicialização PAÍS PAGA CARO POR BANALIZAR O USO DA JUSTIÇA INDENIZATÓRIA. PARA O ADVOGADO SANDRO WALDECK, É PRECISO COMPREENDER O PAPEL DO JUDICIÁRIO

No Brasil, um dos componentes indiretos na composição de preços de produtos e serviços é a judicialização. Não se vê o “custo Justiça” na planilha, claro, mas é fato que o seu peso afeta parte dos negócios, onerando com excessos ações diretas contra a empresa ou o setor. O advogado empresarial Sandro Waldeck aponta que a Justiça atuante é uma força para qualquer País, é um diferencial para se ter garantias fundamentais de liberdade e democracia. No Brasil, destaca o advogado, no entanto, o excesso de burocracia, regras e órgãos, aliado ao volume de processos na Justiça, coloca o País refém de uma perigosa judicialização da gestão, cada vez mais frequente. “É um caminho comum quando se quer resolver ou muito pior, emper-

rar, uma questão. É uma insegurança grande ao investidor, que, em vários momentos, por um alvará ou uma norma criada do dia para a noite, no setor público, ou um imbróglio com um concorrente ou outro agente da iniciativa privada, pode ter seu negócio sacrificado ou envolvido em disputas na Justiça. Mesmo que a empresa esteja operando corretamente, muitas vezes tem custos para se defender de ações diretas ou mesmo imposta pelo poder público ante todo setor”, argumenta o advogado da Waldeck Advogados Associados. A judicialização é uma realidade do empresário brasileiro, cita Waldeck, apontando que cada vez mais as empresas são chamadas a comparecer a tribunais. “Não é que as empresas erram hoje muito mais que antes. Pelo contrário, o empresário é bem mais precavido e preparado. Mas, acostumou-se a usar a ação judicial para tudo, não tem conversa ou uma busca pacífica por um acordo. A complexidade das legislações referentes aos negócios foi se ampliando. Normas e regras surgem a todo momento, além de não serem uniformes, cada cidade e cada Estado têm legislações específicas para alguns temas”, alega Waldeck. Com o “Google” na mão, logo se consulta seus direitos e já se pensa em Leitura Estratégica | Março de 2018 . 49


EMPRESAS | JUSTIÇA

"É preciso que, cada vez mais, a empresa esteja blindada (...) As empresas têm de estar passos a frente dos problemas. É preciso um olhar crítico da portaria à presidência." Sandro Waldeck advogado

50 . Leitura Estratégica | Março de 2018

uma indenização. Não só o consumidor, mas empresário também. É uma cultura de “ir à Justiça” que se criou no Brasil. Sandro Waldeck chama a uma reflexão: “O brasileiro entende a Justiça? Sabe o papel e o seu funcionamento? Ou a vê como um agente de indenização? Fazer Justiça não pode ser ato indenizatório apenas, uma loteria. Precisamos esclarecer responsabilidades e instâncias, dá o valor ao Judiciário, para preservá-lo, sem banalizar o processo.” AGÊNCIAS REGULADORAS Para o empresário Marduk Duarte, da Ardrak, a questão da judicialização dos negócios envolve mais diretamente quatro áreas, como as das agências reguladoras, a do direito do consumidor e das áreas tributária e trabalhista. Aliás, sobre as agências reguladoras, Marduk explica o quanto é complicado usando um caso como exemplo: “No caso da Anvisa, no qual temos uma fiscalização que não é educativa, mas sim punitiva. Existe um auto de infração que estabelece que temos de nos adequar sem explicar como devemos fazê-lo ou oferecer quaisquer tipos de orientação. Daí você entra com um recurso administrativo, que demora meses, até anos, e, em quase 100% das vezes, eu pelo menos nunca vi, é improvido, porque você está questionando quem está te julgando. E para isso você tem de pagar sua anuidade e estar com seu alvará funcionando. Então, o que acontece? A única saída que resta é a judicialização. Entretanto, quando

judicializa, você tem uma série de problemas de fiscalização e não é tão simples. Isso dando um exemplo de agência reguladora. Então o problema é não ser um terceiro membro alheio ao processo que pudesse julgar; esse é o grande problema que temos com as reguladoras.” Para Marduk, a judicialização na área tributária, quando o empresário aciona o setor público, demonstra o avanço da insegurança jurídica em relação aos tributos no País – por conta da crônica crise fiscal e “incompetência e inconsequência dos governos em todas esferas.” “Os governos legislam em causa própria há muito tempo e mudam as regras no meio do jogo, como no caso dos incentivos fiscais e do diferencial de alíquotas para micro e pequenas empresas, simplesmente porque precisam arrecadar mais e fechar o ano dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mais uma vez, acaba na Justiça, travando negócios e investimentos. Você não vai investir em um Estado que não tem segurança jurídica e condição de pagamento de suas dívidas. O Estado sempre vai cobrar de nós essa fatura e essa é a questão dos tributos.” A questão trabalhista, aponta Marduk, a mudança da legislação pode reduzir drasticamente a judicialização e trazer ganhos para os negócios. “No âmbito trabalhista, a questão de judicializar é tempo, desgaste e custos. Mas acredito que possa haver uma luz no fim do túnel com essa nova lei”, disse o empresário, que ressalta que a melhor área, atualmente, é a do direito do consumidor, que as empresas são até pouco acionadas e procuram resolver os casos que ocorrem diretamente com


o consumidor, evitando ações judiciais. “Em outros países, como EUA, o cenário é mais grave.” DESINVESTIMENTO Quando se judicializa em excesso a vida empresarial, cria-se problemas econômicos, comenta o advogado Sandro Waldeck, como o desinvestimento e até o desemprego. Se as partes não conseguem caminhar sem a Justiça, algo está errado no País. “Na política, no setor empresarial, nas áreas profissionais, como médica, jornalística, dentistas, advogados, entre outros, generalizou, mesmo que sejam banalidades, se torna uma ação judicial. E, nem sempre, o papel deveria ser da Justiça. A sociedade e as organizações precisam se desafiar a andar sem essa bengala e usar com mais qualidade essa ferramenta que é, historicamente, um diferencial.” Decisões judiciais pipocam pelo País diariamente. Justiça manda isso, obriga aquilo, exige tal certidão ou proíbe uso ou venda de determinado produto são fatos comuns hoje na vida do brasileiro e, principalmente, do empresário. É uma rotina: O governo proíbe algo. Muda tudo. O empresariado vai à Justiça, consegue liminar. Volta ao que era antes. O governo recorre, derruba. Muda de novo. Empresário vai ao STF, que derruba a sentença que derrubou a liminar que proibiu inicialmente. Volta ao começo. E vira uma confusão para a sociedade, para o gestor. “Além da mudança, que normalmente é desfavorável ao contribuinte, estas indefinições podem provocar perda de um prazo, confusão com datas, alíquotas ou regras, e ainda trazer problemas para a empresa.” Muitas vezes, lembra Sandro

Waldeck, ocorrem falhas nas empresas de não observarem os “ventos que sopram do Judiciário” – que tem uma dinâmica própria, mas, por estar tão “enraizado” na cultura do brasileiro, sempre é notícia – e, apesar de decisões recorrentes, permitirem que suas equipes mantenham práticas que levem a ações judiciais. “São várias áreas nas empresas que são suscetíveis a processos. É preciso que, cada vez mais, a empresa esteja blindada. O custo financeiro da sentença judicial pode não ser empecilho para o grupo empresarial, mas já não serve mais de argumento para se omisso. Hoje o risco da imagem sair arranhada por uma ou pela recorrência de decisões judiciais é muito maior”, destacou o advogado, lembrando que o poder de divulgação de uma decisão “negativa” à empresa era muito menor há uma década, mas com a internet, a notícia se espalha muito rapidamente. O compliance, destaca Sandro Waldeck, não está focado apenas em questões corporativas ou de diretoria da empresa, mas é bom disciplinar toda cadeia de departamento, com padrão de conduta e disciplina com relação à postura da empresa. “A regra é evitar desgaste. Ter um conhecimento, um departamento jurídico interno ajuda para balizar e normatizar. Pelo menos, ter o assessoramento. As empresas precisam estar passos à frente dos problemas, sejam eles em que áreas forem. É preciso um olhar crítico da portaria à presidência.”

"Os governos mudam as regras no meio do jogo, simplesmente porque precisam arrecadar mais. Isso acaba na Justiça, é nossa insegurança jurídica." Marduk Duarte empresário

Leitura Estratégica | Março de 2018 . 51


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MARÇO 2018 - EDIÇÃO 01

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O AAA DO RIO QUENTE Resort goiano lança residência de férias alto padrão, modelo inédito dentro do Grupo Rio Quente

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TESTAMOS A BMW 540I M SPORT

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56 . Leitura Estratégica | Março de 2018


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INCASA RESIDENCE: Um lugar para poucos Residência de férias de alto padrão, categoria AAA, mordomia e luxo fazem parte do novo projeto do Rio Quente Resorts, maior resort de campo do Brasil LEANDRO RESENDE Na estrada Goiânia-Rio Quente, uma pergunta acompanhou a equipe da revista Leitura Estratégica durante todo o trajeto: mesmo após décadas de investimentos bem-sucedidos em hotéis e parque temático, que novo investimento poderia complementar o complexo do Rio Quente Resorts sem parecer mais do mesmo? Ou seja, o que seria ousar para hoje o maior resort de campo do Brasil? 58 . Leitura Estratégica | Março de 2018

A Leitura Estratégica foi convidada a avaliar o projeto InCasa Residence Club, o empreendimento para o segmento AAA do Grupo Rio Quente. Convite aceito, a primeira solicitação que fizemos foi para que não nos enviassem material de suporte prévio, pois a ideia era conhecer o projeto in loco, até mesmo para ter o impacto de um cliente. O jornalista normalmente quer ter a sensação mais próxima possível de quem está do outro lado do balcão, avaliando para comprar. Neste

caso, para escrever. Após uma hora e meia de viagem tranquila, chegamos ao Rio Quente Resort. Hospedamos no Hotel Turismo, ao lado do Hot Park. A ansiedade já tomava conta. Próximo ao estacionamento, já se via o belo e elegante escritório do InCasa, com um carro de luxo plotado, na entrada, com a logomarca do projeto. Informei a chegada ao hotel e, em pouco tempo, o carro de luxo me esperava na entrada para levar ao escritório


do novo empreendimento – o trecho é curto, mas chovia no dia. “Este carro é para atendimento exclusivo aos clientes do InCasa”, disse o motorista. Da abordagem do motorista ao sofisticado espaço decorado do projeto, com uma realista maquete do InCasa Residence Club ali montada, se destaca a preparação do Grupo Rio Quente para o projeto, demonstrando uma personalização e um profissionalismo evidentes. Com traços regionais discretos e bem elaborados na decoração, percebe-se a intenção de valorizar a cultura local nos ambientes das futuras residências. A cada detalhe, vai se compreendendo o diferencial de um segmento AAA. O atendimento é exclusivo, ressalta Rafael Albuquerque, gestor responsável pelo projeto. O conceito do projeto InCasa, explica, é oferecer experiências diferenciadas de férias em

família em residências de alto padrão com serviços exclusivos de um resort. O projeto pertence à unidade de negócios Vacation Ownership, que atua com o mercado de tempo compartilhado e apresenta um sistema inédito para o Rio Quente Resorts, que é o fractional. O InCasa Residence Club é um “The Registry Collection”, o mais alto grau de qualificação da RCI, empresa internacional parceira do Rio Quente que tem o maior programa de intercâmbio de férias global, com milhares de hotéis e resorts pelo mundo: “No Brasil, existem poucos empreendimentos classificados nesta categoria. Mesmo no mundo, ela é bem específica”, assinala. O InCasa se assemelha a um condomínio fechado, com 40 casas e sobrados de alto padrão de até 300 metros quadrados, de duas a quatro suítes, que acomodam até 12 pesso-

as, exclusivo para férias dentro de um dos resorts mais premiados do País. O acesso ao InCasa é restrito aos membros do programa de férias e controlado por biometria, não podendo, por exemplo, ter hospedagem, em hipótese alguma, de não-sócios. Um detalhe, para reforçar esse limite de uso do InCasa, é que não existe uma recepção, como em um hotel, onde se faz check-in e check-out. Tem uma base de concierge, com uma ampla equipe fixa, dando suporte desde o atendimento padrão até pedidos personalizados de cada família. Boa parte do atendimento é via app mobile para o controle da estadia, da entrada, pedidos e acertos, com serviços exclusivos inclusos, diferenciados e pay-per-use. “O cliente que se torna membro do programa fará o agendamento de uma de suas semanas de férias, on-line, e quando chegar ao Rio Quente, terá Leitura Estratégica | Março de 2018 . 59


INVESTIMENTO | ALTO PADRÃO

atendimento Vip. Ao chegar no lobby do hotel, terá todo suporte dos concierges do grupo e atendimento exclusivo a todo momento”, aponta Rafael. Aliás, revela ele, o concierge do InCasa pode ser útil em várias situações e tirar dúvidas 24 horas, o ano todo. O contato é direto. Este grupo especial de colaboradores fica de plantão para atender, orientar e, quando necessário, dar soluções às questões solicitadas pelos membros do grupo, mesmo não sendo em período de visitação na cidade de Rio Quente, de agendamento a locação de espaço, de vistos de viagens ou seguros a câmbio de moedas. “Estarão sempre disponíveis.” SEGURANÇA Dentro do “condomínio” InCasa, até por uma questão de segurança e evitar, por exemplo, acidentes, não há tráfego de carros entre os sobrados, mas veículos elétricos, também com motorista próprio, semelhantes ao de campos de golfe. “Sempre que for sair da área do InCasa, terá um carro disponível. Se o visitante optar por ficar no espaço do InCasa, a estrutura interna, chamada de Club House, possui áreas de piscinas, lojas e restaurantes, todas exclusivas aos membros”, afirma Rafael. A localização do InCasa dentro do complexo é privilegiada. Fica na parte superior da encosta, próximo aos hotéis Cristal e Pousada, com acesso rápido à Praia do Cerrado. O membro InCasa tem acesso irrestrito a todos os três parques do Rio Quente Resorts: Parque das Fontes, Hot Park e Eko Aventura Park. O modelo fractional é muito bem sucedido entre os norte-americanos. 60 . Leitura Estratégica | Março de 2018

Compra-se uma fração de direito de uso, com título de propriedade, para usufruir durante décadas. No caso do produto da Rio Quente, por 40 anos. Para ser membro deste seleto grupo do InCasa Residence Club, o interessado passa por uma avaliação do perfil, atendendo a um interesse manifestado pelos clientes, para se ter um equilíbrio de perfil dos membros. Lançado em meados de 2017, as vendas do InCasa superaram expectativa. A construção das casas e sobrados começam agora, em agosto, mas dezenas de cotas já foram comercializadas. VALOR MAIOR O investimento do cliente InCasa dá direito a utilizar o empreendi-

mento por duas semanas no ano. Mas o cliente pode ainda optar por trocar suas semanas, que tem um valor elevado (categoria “The Registry Collection”) no programa de férias da RCI, por várias hospedagens, dependendo da categoria do hotel. Na avaliação final da Leitura Estratégica, o projeto InCasa Residence Club foi amplamente aprovado. A inovação do produto, o conceito adaptado ao mercado local e a diversificação do produto dentro do complexo complementam o modelo de negócio do Grupo Rio Quente sem perder o foco no cliente, oferecendo mais opções de experiências, atraindo um público novo, sem restringir ou criar barreiras à base já estabelecida. Produto aprovado.


"O consumidor está trocando compra de objetos por experiências" Edson Cândido, gerente geral de Experiência Vacation Ownership Grupo Rio Quente

ESTRATÉGIA COMERCIAL DO PROJETO Uma das vantagens que o Grupo Rio Quente tem é de ter um das maiores carteiras de clientes de programas de férias do País, com quase 30 mil clientes ativos, podendo oferecer a eles o upgrade de seus programas para o InCasa Residence. A meta é atingir a venda de 1 mil frações do projeto, limite imposto pelo projeto, em cinco anos. Para Edson Cândido, gerente geral de Experiência Vacation Ownership do Grupo Rio Quente, a estratégia nesta segunda fase está focada em trabalhar a marca para o mercado. “No ano passado, mesmo com a instabilidade econômica e política do País, grandes marcas aterrissaram no Brasil, um

País que tem 64 milhões de habitantes entre as classes A e B, concentrados principalmente nas Regiões Sul e Sudeste. Especialistas apontam que, cada vez mais, esse consumidor está trocando a compra de objetos exclusivos por experiências e sensações únicas. E é exatamente isso que queremos oferecer a partir de 2021”, complementa Cândido. O executivo aponta que o grande diferencial do InCasa é o conceito de férias em sua própria casa, com atendimento, serviços e soluções exclusivas de um resort. “São 40 casas de até 300 metros quadrados, com duas, três ou quatro suítes, e com uma ampla

estrutura de lazer. O Club House, um espaço composto por bar, restaurante, lounges, fitness center, bale bales, piscinas privativas e várias outras amenidades, garantirá conforto e exclusividade aos membros. Além disso, estará disponível aos clientes toda a estrutura do Complexo – Parque das Fontes, Hot Park, Eko Aventura Park, bares e restaurantes.” O projeto, lançado em junho de 2017, conta com um investimento superior a R$ 100 milhões, entre pesquisas, desenvolvimento e execução, isso devido a toda a complexidade e sofisticação do projeto. O novo empreendimento faz parte do portfólio de projetos que compõe o Plano Estratégico do Grupo Rio Quente, reformulado em 2012, com a introdução da nova visão da empresa. O InCasa Residence Club é um dos projetos do roadmap de expansão do Grupo para atender sua visão de dobrar de valor até 2020. Leitura Estratégica | Março de 2018 . 61


TEST DRIVE EXECUTIVO | BMW 540I M SPORT

Se meu BMW

FALASSE

Luxo, tecnologia e potência na estreia da coluna Test Drive Executivo: BMW 540i M Sport. Do ronco do motor ao aparato tecnológico, um legítimo série 5 LEANDRO RESENDE Só falta falar. O sedã BMW 540i M Sport é o primeiro carro testado pela Leitura Estratégica – começamos muito bem, heim!! – e a escolha não foi aleatória. A opção, na Redação da revista, era: um carro dos sonhos, que unisse marca sofisticada, alta tecnologia embarcada e motor de respeito.

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Eleita, a BMW aceitou o desafio de convidar um potencial cliente para a estreia da coluna: Test Drive Executivo. Escolhida a marca e o carro, fizemos a primeira reunião. Quem seria o “piloto de testes” da primeira coluna? Pré-requisitos: perfil de cliente deste modelo de carro, potencial comprador, disponibilidade e intenção de escrever para a revista. Após alguns nomes


AVALIAÇÃO listados, com apoio da Saga BMW, foi escolhido o do desembargador Eugênio José Cesário Rosa, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Goiás, que se encaixava em todas as características acima – além de não conhecer previamente o carro. Ou seja, seria uma experiência nova. O teste foi realizado em dezembro e a coluna de apresentação do BMW 540i M Sport, muito bem escrita (ao lado), acompanha esta matéria desenvolvida pela reportagem da revista. SOBRE O CARRO Antes de qualquer coisa, um carro como o 540i tem história. A versão que está nas lojas é a sétima geração, que vem honrando o lema “prazer ao dirigir” desde 1972. E não é frase de publicitário. O carro impressiona. Dirigi-lo é algo que acrescenta à experiência de qualquer motorista, seja pelo aspecto da condução (volante, pedais, marcha) ou pela tecnologia embarcada, que é um espetáculo à parte. Um legítimo BMW, da dirigibilidade ao ronco do motor. O BMW 540i M Sport é considerado o modelo Série 5 no mercado que mais reduziu a diferença para o Série 7. O que antes era uma inspiração, hoje é uma realidade. O modelo traz vários itens de série do maior sedã da BMW, como Driving Assistance Plus, um completo sistema de câmeras e sensores capazes de ter uma visão de 360º do carro e monitorar a velocidade do veículo à frente, predeterminando uma distância do carro com um simples toque no botão. A partir daí, o BMW acelera e freia sozinho, sem intervenção do motorista. O carrão traz ainda do “irmão mais velho”, do Série 7, o ar digital com quatro zonas de temperatura e fechamento automático das portas, você só precisa encostar a porta e um motorzinho completa a operação de fechamento.

Eugênio Jose Cesário Rosa

A tecnologia automotiva evoluiu muito nos anos recentes. Em segurança, por exemplo, a direção assistida pode ir muito além de manter o veículo na faixa de rodagem, sistema que somente agora é a novidade em modelos tops de linha. No novíssimo BMW 540i M Sport ela efetivamente "enxerga" pedestres e reage para evitar o atropelamento. Em trânsito denso de fluxo contínuo, ela também é capaz de conectar o 540i M ao veículo à frente, permitindo manter não somente a distância ajustada, como também a velocidade do fluxo. O "head up display" agora projeta imagens nítidas, padrão HD, do painel de condução, na parte frontal do vidro, bem à frente dos olhos do motorista, tornando a direção muito mais agradável e segura. As novidades tecnológicas do 540i M não cabem aqui, mas se revelam em agradáveis surpresas para o seu proprietário e se aliam a um padrão de acabamento singular da marca BMW, que une nobreza e esportividade impactantes. A começar pelo design longilíneo da carroceria, o revestimento negro do teto, que dá profundidade ao seu interior, a ampla tela de conectividade, acessível por vários meios e que agora até mesmo informa sobre o clima e o tempo no percurso, e o seu painel de direção configurável. E em mimos relevantes, como as duas telas multifuncionais traseiras que convidam os passageiros à diversão ou à informação. Por fim, aliado a um câmbio preciso, tem aquele motor 6 cilindros, configurado para 340 cv, e seu ronco inconfundível. Costumo dizer que se o "homo erectus" nos legou a capacidade de andar sobre os próprios pés, a vida moderna marca uma nova espécie, o "homo rotulus", pois é sobre rodas que nos locomovemos. Ser um homem servido pelas rodas do novo 540i M é sem dúvida uma vantagem muito significativa. Celebra a espécie! Leitura Estratégica | Março de 2018 . 63


TEST DRIVE EXECUTIVO | BMW 540I M SPORT

Eugênio Cesário, durante test drive do BMW 540i M Sport

TECNOLOGIA O Driving Assistance Plus é, além de prático, um sistema de segurança que evita colisões e atropelamentos, reduz a velocidade ou para quando o carro da frente muda seu comportamento e identifica a entrada de pedestres na via, mesmo em lugares pouco iluminados, pois tem sistema de visão noturna. O carro, com esse sistema de câmeras, realiza toda a manobra de estacionamento sozinho, sem que o motorista toque no câmbio ou nos pedais. O Série 5 orienta o motorista pelo veículo à frente, como já citado, mas também pelas faixas de rodagem, mantendo o carro na trajetória em velocidades até 210 km/h. Quando ele sai da faixa, o motorista é alertado (vibração ao volante). Ainda sobre faixa, o carro traz dois novos sistemas, que auxiliam na mudança de faixa para velocidade de 70 km/h a 180 km/h e na estabilidade do volante durante movimentos bruscos na direção a até 160 km/h. Sobre o visual externo, o BMW 540i M Sport

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teve sua frente redesenhada, ficando mais esportivo, com novos para-choques, faróis e luzes de neblina em LED. Conta com o sistema de Active Air Stream, que controla abertura e fechamento das aletas internas de acordo com a velocidade, para melhorar a aerodinâmica e emissões de poluentes. O carro está 100 quilos mais leve, devido ao uso de magnésio, aço de ultra-resistência e alumínio. Com isso, os efeitos podem ser sentidos no consumo. Em testes recentes de revistas especializadas, mostra que o 540i fez 9,1 km/l na cidade e 12,6 km/l na estrada. O motor BMW TwinPower Turbo ganhou 10% de desempenho e ficou 11% mais econômico. O propulsor é um 6 cilindros, 3.0, com 340 cv, 45,9 kgfm, entre 1.380 e 5.200 rpm. O câmbio é automático de oito marchas e a velocidade máxima fica limitada a 250 km/h. No entanto, de acordo com o que o motorista escolha o modo de conduzir (EcoPro, Comfort, Sport, Sport+ ou Individual) afetam os parâmetros, com respostas diferentes para direção, transmissão, amortecedor e pedal do acelerador.


MACIEZ, CONFORTO E LUXO Quem está dentro do carro, com o tempo, nota que o veículo tem um melhor nível de filtragem de vibrações. É que o Série 5 tem subchassi na traseira e na dianteira, que com o redesenho das suspensões, proporciona maior maciez e conforto. O peso é distribuído, 50% para cada eixo, e dá maior segurança e equilíbrio nas curvas. Modernizado, o BMW 540i M Sport agrada pelo conjunto. Luxo e tecnologia compõem seu interior. Refinado, a aprovação do desenho e a ergonomia da cabine do BMW 540i M Sport é ponto convergente. Além da beleza e do conforto do belo revestimento de couro, os equipamentos são fáceis de operar, como a central multimídia com painel sensível ao toque – tela de 12,3 polegadas e conectividade com Apple CarPlay. Todas as funções do BMW ConnectedDrive são exploradas por smartphones, sem cabos. Outro recurso bem avaliado foi o head up display, o sistema

que projeta informações no para-brisa que ficou maior, tem gráficos 3D e reconhece comando de voz. Sobre mercado, entrevistamos o gerente comercial da Saga BMW, Denis Segantine, que demonstrou muito otimismo com 2018: "A previsão é crescer as vendas em 10% em relação a 2017. Os juros devem continuar em queda. No mercado premium, o diferencial é a excelência no atendimento ao cliente que está cada vez mais informado e busca a melhor compra. O novo BMW Série 5 não poderia vir em melhor momento, máximo desempenho aliado à tecnologia e dispositivos inovadores. O test drive é o grande diferencial para sentir o puro prazer de dirigir." A avaliação da Leitura Estratégica é amplamente favorável. O BMW 540i M Sport é um degrau acima para quem gosta de carro. É preciso entrar, dirigir e renovar o prazer de pilotar. O carro impressiona. Aprovado.

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VEÍCULOS Como dizia a propaganda da Ipiranga, dos anos 90, que defendia que "todo brasileiro é apaixonado por carros". A frase ficou popular, simplesmente, porquê é uma grande verdade. E, assim, temos agora uma coluna nova para tratar do tema.

SAGA JAGUAR LAND ROVER O Grupo Saga investiu R$ 3,5 milhões na Saga Jaguar Land Rover em Cuiabá. A loja é uma experiência única em concessionária de alto padrão – a única do Mato Grosso das duas marcas. No showroom, 95% do mobiliário são importados da Inglaterra e Alemanha, ambientando o espaço ideal para as “máquinas” Jaguar e Land Rover. “O Mato Grosso é uma terra de oportunidades, área de atuação de aproximadamente 90% dos clientes deste segmento automotivo. Estamos investindo pesado em um serviço pós-venda apto para dar o maior conforto possível aos clientes”, disse Sérgio Oliveira, diretor da Saga, destacando que tem uma consultora de vendas disponível para todas as cidades do Mato Grosso.

CAOA Com 10 anos em Goiás, a CAOA Hyundai anuncia a compra de 50% da chinesa Chery brasileira, trazendo mais R$ 2 bilhões em investimentos e quatro novos modelos para serem montados no Estado. Atualmente a Chery fabrica em Jacareí (SP). Neste ano, passou a montar no Estado o caminhão HB 80. A fábrica goiana, que gera 1,3 mil empregos diretos e acumula quase R$ 3 bilhões em investimentos, monta ainda Tucson, New Tucson, ix35 e os comerciais leves HR e HD. BELCAR YAMAHA O Grupo Belcar deve inaugurar nova concessionária na PIO XII, ao lado do Detran-GO. A marca já tem uma operação no local, da Volkswagem, e agora vai revender as motos Yamaha, com investimento inicial de R$ 200 mil e geração de 15 empregos diretos. COTRIL E GOVESA A Cotril Motors, revenda tradicional da Mitsubishi em Goiânia, e a Govesa Veículos, pioneira VW no Estado, já não existem mais (neste modelo de negócio). A Cotril Motors, que já até 66 . Leitura Estratégica | Março de 2018

MITSUBISHI O Mitsubishi Lancer será mantido no portfólio da montadora no mercado brasileiro, nas novas versões – HL, por R$ 74.990, e HL-T, por R$ 79.990. A versão mais cara e incrementada - a GT - continua ausente. O design dos novos modelos segue como um dos pontos fortes, já que mantém a grade frontal jetfighter e o formato Shark Nose, que transmite um aspecto robusto e moderno. O Lancer é equipado com motor MIVEC 2.0 a gasolina, produzido na fábrica da Mitsubishi Motors em Catalão. São 4 cilindros, 16v com comando variável e injeção eletrônica multiponto sequencial, que gera uma potência de 160 CV e 20 kgf.m de torque.

desativou site, atua como Ávila Motors, assim como a nova "Govesa", atuando na venda de multimarcas na loja da T-63 - fechando a unidade da Avenida Independência. No total, segundo informação do site Empreender em Goiás (EG), 100 profissionais foram desligados das duas empresas. STAR MOTORS Quem assume a marca Mitsubishi no lugar da Cotril é a Star Motors, que também vai vender Suzuki, segundo o EG. A Star Motor comprou a Akar, em 2016, revenda da Kia Motors. A Star não apenas ganha marcas; antes, respondia pela Mercedes Benz, que agora é Tecar. A crise e a retomada movimentou o mercado - lembra que a Renauto também deixou o setor na capital e vendeu pontos e marcas para Saga, Navesa e Ravel (Rio Verde). REFLEXÃO Em uma década, sumiram ou encolheram: Citroën Liberté, Star Motors Mercedes, Cotril Mitsubishi, Govesa Volkswagen, Renauto Renault, Renauto Nissan, Akar Kia, entre outras. Sinal de que não é um mercado fácil.


EUROBIKE A loja da CAOA na Jamel Cecílio, no Jardim Goiás, fechou as portas. O espaço foi ocupado por concessionária da Eurobike, que atua com 16 unidades em quatro Estados e no DF, com carros de marcas premium. Comandam o negócio Henry Visconde e Paulo de Tarso. Só em São Paulo, o Grupo possui concessionárias Audi, BMW, Jaguar, Land Rover, Mini e Porsche. Em Goiás, a loja será de seminovos. FMB TRATORES A empresa brasileira FMB, do Grupo Meimberg, está investindo R$ 50 milhões em Anápolis para construir uma fábrica de tratores, que fica pronta em 2018. A marca a ser montada é a indiana Farmtrac, produzida em mais de 62 países. A meta é produzir 200 tratores mês e gerar 250 empregos. Enquanto a fábrica está em construção, tratores são importados para revendas. FMB FARMTRAC Os executivos da FMB se reuniram com revendedores de tratores Farmtrac no Brasil, em Anápolis, e elaboraram plano de ação. Foco é Centro-Oeste, Rondônia e Tocantins. “Logo vamos trabalhar Norte, Sul e Sudeste”, disse Luciano Petroski, diretor comercial da FMB, que revela que 70% das peças e componentes do trator serão nacionais. ZOTYE Além da chinesa que a CAOA Hyundai comprou, a Chery, outra já estava com investimento programado para Goiás. É a Zotye. A fábrica está prevista para Goianésia, com projeto de construção no papel. A previsão era operar neste ano, com geração de 700 empregos e investimentos de R$ 150 milhões. O projeto é produzir 20 mil carros por ano. Com os atrasos, especialistas acreditam ainda que a montadora comece a produzir scooters elétricas neste semestre e picapes antes do fim do ano. Será?

ELECTRO MOTORS Junto com a Zotye, vem outra fábrica, a Electro Motors. Os R$ 150 milhões é o total conjunto de investimento. A Electro fabrica carros com propulsão elétrica. Inicialmente, as duas fábricas iriam para Cotalina, no Espírito Santo, mas Goiás reverteu.

1º ELECTRO O primeiro modelo elétrico da Electro Motors a ser montado é um comercial leve de porte compacto ainda sem nome, que mede 4,40 m de comprimento, 1,70 m de largura e 1,92 m de altura. Seu baú tem cerca de 4 metros cúbicos de espaço útil e a sua propulsão elétrica garante velocidade máxima em torno de 120 km/h. Equipado com baterias de lítio, o veículo ainda tem autonomia de 180 km e a carga rápida (80%) é feita em apenas uma hora, o que é muito importante, dado o tipo de público desse modelo comercial desenvolvido no Brasil. No entanto, o mais interessante é o preço – ainda estimado – de R$ 75.000, que coloca esse VUC (veículo utilitário leve) elétrico próximo do preço dos principais players do segmento, entre eles podemos citar Hyundai HR e Kia Bongo, por exemplo. Para os primeiros modelos saírem do forno, a fábrica da Zotye tem de ser erguida em Goianésia. CHINESES A JAC Motors não foi bem; produz 10% do previsto. A Chery foi adotada pela CAOA para se salvar. A Geely, com fábrica no Uruguai, não evolui.

A Zotye chega para romper este ciclo frágil das chinesas no Brasil. Em 2016, pagou R$ 190 milhões a brasileira TAC, de Santa Catarina, criada por um grupo de fornecedores de peças. A fábrica funciona em Sobral (CE) e produz o jipe Stark, vendido sob encomenda. JAC GOIÁS Em dezembro, rodou a notícia de que a JAC Motors deixaria a Bahia e mudaria para Goiás. Serbio Habib, CEO da JAC, anunciou que em 24 meses já vai operar, com produção de 35 mil veículos por ano e investimentos de R$ 200 milhões. Sérgio assinou protocolo de intenções com Goiás. Especula-se que usaria unidade deixada pela Suzuki, hoje em Catalão, em Itumbiara. Previsão é gerar 820 empregos. PROMESSAS JAC A mídia especializada fez questão de lembrar que é o terceiro anúncio de investimento da JAC desde 2011, mas até agora, nada. A AutoEsporte brincou: “Promessas ao vento”, sobre o anúncio. Como a montadora precisará de uma boa articulação política para destravar o projeto e imbróglios, pode ser que a expertise de Goiás possa caminhar juntos nestas demandas. Se obter sucesso, o prêmio seria a fábrica. O lado bom: as vendas da marcas melhoraram no ano passado. CONSÓRCIOS Em 2017, a venda de consórcios de automóveis em Goiânia disparou. Em alguns meses, bateu quase o pico de 20%. Em setembro, a alta com relação ao acumulado desde janeiro com o ano anterior, foi de 19% no Consórcio Saga, empresa associada à BR Consórcios. O diretor do Consórcio Saga, Mario Roquette, explica que o mercado vem crescendo, pois, a aquisição de cartas de crédito tornou-se uma forma segura para a construção de patrimônio dos brasileiros. Leitura Estratégica | Março de 2018 . 67


UVA&VINUM RODRIGO RORIZ | consultor de vinhos

O BRASILEIRO PREMIADO Oriunda da cidade de Rovereto, ao norte da Itália, a família Valduga chega ao Brasil em 1875, trazendo na mala tradições e costumes italianos. Instalam-se na região do Vale dos Vinhedos, no coração da serra gaúcha, onde passam a cultivar as parreiras trazidas da Europa. Inúmeros eram os desafios para adaptar a viticultura que conheciam àquela terra pouco explorada. E foi apostando justamente nos costumes – trabalho familiar e inovação constante – trazidos daquela pequena região no velho mundo que a família começa a produzir vinhos de alta qualidade. Prova incontestável disso é o reconhecimento internacional adquirido com as premiações em renomados concursos e avaliações. Talvez um dos rótulos mais premiados dentre os vinhos tranquilos (aqueles que não contêm gás) da vinícola é o Leopoldina Merlot. Seu nome faz referência à rua em que a sede da vinícola está instalada, nomeada em homenagem à imperatriz consorte do Brasil no início do século XIX. É hoje a principal rua no Vale dos Vinhedos. Diante de tamanha responsabilidade, este vinho definitivamente faz jus à importância do nome que carrega: a safra 2012 foi avaliada com 95 pontos pela revista inglesa Decanter World Wine Award, sem dúvidas um dos mais – se não o mais – respeitados institutos de avaliação de vinhos no mundo. A competição, que contou com mais de 17 mil rótulos analisados por cerca de

68 . Leitura Estratégica | Março de 2018

200 jurados, nunca antes tinha concedido medalha de ouro (95 pontos) a um vinho nacional. Mas nesta edição, além de conquistar o ouro, o Leopoldina Merlot recebeu a menção de Gold Platinum, honra que os jurados conferem aos rótulos que consideram os melhores em suas categorias. Com coloração rubi límpido e brilhante, este vinho passa por cerca de 8 meses em barrica de carvalho francês e envelhece posteriormente por 12 meses na cave subterrânea da vinícola, o que confere perfeita harmonia entre acidez e tanicidade ao vinho. Traz aromas típicos da casta Merlot que passou por maturação: cacau e baunilha, com notas de amora e mirtilo. É encorpado, mas com taninos macios e sedosos, perfeito para acompanhar queijos maduros, carnes vermelhas e massas com molhos mais condimentados. Agora, resta-nos a “árdua” tarefa de comprovar o que os renomados júris ingleses premiaram. Tim tim!

ESTA COLUNA TEM O APOIO DA:


HORA DE ABRIR CAPITAL Grandes grupos vão para Bolsa captar dinheiro e vão acelerar processo de fusões e aquisições. 72

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USE MÓVEIS GANHA MERCADO PRIVADO

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RENOVAÇÃO NO SETOR IMOBILIÁRIO

MARÇO 2018 - EDIÇÃO 01

GESTÃO.+


EXECUTIVOS Várias empresas a cada avenida, por rua ou por andar. Mas os negócios são tocados por quem? Quem está por trás da marca? Quem está no topo do organograma? Revelar e discutir este cenário é a meta da coluna Executivos. Acompanhe e mande sugestões.

GAROTO PRODÍGIO

Enquanto a maioria da garotada está preenchendo seu primeiro currículo para procurar um estágio, o goiano Jonathan Lima, aos 20 anos, se tornou o diretor mais jovem do País de uma instituição financeira reconhecida pelo Banco Central. Ele, que até assumir o cargo, nunca havia saído de Goiás, hoje chama atenção até de Jorge Paulo Lemann, um dos executivos mais respeitados do mundo. Jonathan é diretor da Pagar-me, uma empresa de pagamentos on-line, que movimenta mais de R$ 5 bilhões no País. Autodidata, o goiano começou a programar aos sete anos de idade e, aos 17 anos, foi convidado pela Pagar-me para trabalhar em São Paulo. Nesta época, visitou o Facebook e trombou nos corredores com Mark Zuckerberg, fundador da rede social. Hoje, sócio da empresa, Jonathan não revela quanto ganha, mas diz que já tem o suficiente e que não foca em ganhar dinheiro para consumo, mas para ser ferramenta para facilitar a conquista do que realmente quer: “Construir algo de muito impacto para as pessoas.”

PINAUTO O publicitário Beto Machado finalizou o projeto de Gestão de Leads na Elmo Incorporações e assumiu em dezembro novo projeto como gestor de Vendas On-line e Inovação na Pinauto. O profissional, que acumula duas décadas focadas em marketing digital e que tem em seu portfólio o atendimento a marcas expressivas do mercado goiano e nacional, encontra terreno fértil cuidadosamente cultivado pela nova liderança dos CEOs Breno Pinheiro e Edmo Neto. CREME MEL A experiência e resultados do executivo Pedro Carneiro em indústrias como AmBev, Pearson e BRF foram decisivos para sua contratação como novo CEO da Creme Mel, empresa goiana que é hoje a maior indústria brasileira de sorvetes. Em parceria com o fundo americano HIG, desde 2013, a empresa se reestruturou e expandiu, 70 . Leitura Estratégica | Março de 2018

com aquisição da pernambucana Zeca´s Sorvetes e já admite construção de nova fábrica.

NET Daniel Lacreta é o novo diretor regional da NET CLARO em Goiás. Lacreta tem 11 anos de experiência em Gestão de Negócios e Serviços, com experiência em Vendas, Marketing, Administração, Operações, Relacionamento com Cliente e Gestão de Pessoas. Ele foi diretor regional da NET CLARO no Estado do Mato Grosso nos últimos dois anos.

PROVENDA O gestor Igor Arantes assumiu a Diretoria de Operações da Provenda, onde já atuava há cinco anos, como gerente na área de tecnologia. Para a Diretoria Comercial e de Marketing, a empresa promoveu Francisco Eduardo de Paula, que também atuou em outras áreas do grupo. AGREX A Agrex do Brasil promoveu o japonês Mitsuro Kawamata a novo presidente. A empresa foi adquirida em uma transação bilionária, em 2013, pela Mitsubishi Corporation, que comprou a trading e produtora Ceagro LosGrobo do Brasil. A empresa, que faz parte de uma série de fusões até chegar nas mãos dos japoneses, é sediada em Goiás desde 2012.


GRUPO CAOA A CAOA Hyundai trocou o CFO, saindo o Adívio Junior, ocupando o cargo agora Marcelo Elias – que já era Jurídico e Relações Institucionais. A empresa anunciou a compra de 50% da chinesa Chery no Brasil e vai produzir quatro modelos em Anápolis, recebendo R$ 2 bilhões em investimentos previstos pela montadora. Marcelo Elias foi quem representou a empresa na China para assinar o acordo comercial com a Chery.

GRUPO JOSÉ ALVES O ano de 2017 marcou a transição do executivo e acionista do Grupo José Alves, João Ricardo Alves (John) da NL Negócios Imobiliários, que ficou seis anos no comando da operação da empresa do Grupo José Alves. John passou o bastão e o cargo de COO da NL para Santiago Povoa, que já atuou no grupo por mais de uma década, além de uma passagem de três anos como superintendente da BRMalls.

VILLA HOTÉIS O empresário Geovani Ribeiro recebeu o Prêmio Hoteleiro do Ano em Goiás, concedido pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). Ele comanda o Grupo Villa Hotéis, em operação há dez anos em Pirenópolis, com o Villa do Comendador, destino de artistas e famosos. O grupo adquiriu a Pousada Casarão, que reformou e se tornou Casarão Villa do Império. Por último, inaugurou o Dádiva Hotel Boutique, reformando um casarão colonial de 1756.

SILVESTRE PARK O Silvestre Park de Rio Verde apostou na contratação do diretor executivo Valmir Ferreira, que tem no currículo expansão de 30% nos negócios do Aldeia das Águas Resort, da Barra do Piraí (RJ). Há sete anos atuando na gestão de parque aquático e hotelaria, Valmir inicia nova etapa de expansão para ampliar o quadro de cinco mil associados.

RECORD BRASÍLIA O diretor executivo da Record Goiás, Luciano Ribeiro Neto, assume a operação da Record Brasília. Com quase sete anos no comando da operação goiana, os resultados financeiros e de audiência chamam a atenção da rede nacional e, hoje, é apontado como uma dos braços direitos da cúpula da Record nacional, participando de decisões estratégicas do grupo. UNI-ANHANGUERA O professor mantenedor e próreitor do Uni-Anhanguera, Geraldo Lucas, foi homenageado pela Faculdade de Ciências Administrativas e de Tecnologia (Fatec), de Porto Velho. O auditório da instituição agora leva o nome do educador. O Uni-Anhanguera tem 7 mil alunos e 33 cursos de graduação e tecnólogos, além de 20 de pós-graduação.

MÁQUINA OUTBOUND Cláudio Evaristo dos Santos deixou a Novo Marketing e fundou, com Ana Paula Portugal Melgaço, a Máquina de Resultados Outbound, uma consultoria de implementação e evolução de processos de vendas B2B. O primeiro cliente já é a Provenda Imobiliária. SIFAEG/SIFAÇÚCAR O Conselho Deliberativo do Sifaeg/ Sifaçúcar tem novo presidente: Marcelo Barbosa. Ele é superintendente da Denusa Destilaria Nova União. O presidente-executivo, André Rocha, destacou: “É uma honra tê-lo como parceiro no trabalho dos sindicatos na defesa do setor sucroenergético.” AGRO AMAZÔNIA A Agro Amazônia, uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do Centro-Oeste, promoveu Roberto Motta para CEO. Luiz Piccinin, que a presidia, assumiu o cargo de CEO da Aster Máquinas, concessionário autorizado da montadora John Deere.

BR HOME CENTER A equipe da BR Home Center (Tend Tudo) tem dois profissionais novos: gerente de Recursos Humanos, Luís Nantes, e a diretora de Marketing, Carolina Correia (CMO), que tem passagem como executiva de Marketing e Desenvolvimento de Negócios em grandes corporações multinacionais nas indústrias de bens de consumo, varejo, hospitalidade, alimentos e bebidas, tais como Club Med, Outback, Starbucks, Dufry, entre outros.

LG

A LG Lugar de Gente, empresa especializada em soluções de tecnologia para RH, promoveu Felipe Azevedo a vice-presidente da companhia. Azevedo era diretor de HCM e sócio-fundador da Eguru, empresa de games corporativos que recebeu investimento da LG Lugar de Gente em 2016.

Leitura Estratégica | Março de 2018 . 71


EXPANSÃO | ABERTURA DE CAPITAL

Janela de OPORTUNIDADES Grandes investidores apontam que 2018 será o ano para voltar a investir no Brasil, com a chegada de várias empresas à Bolsa de Valores

LUISA DIAS O cenário da economia brasileira, mesmo com as turbulências políticas e sociais, aponta para uma mudança no comportamento dos investidores e um necessário ajuste na postura das grandes empresas. Em 2018, a abertura de capitais na Bolsa de Valores, com venda de ações ao público (IPO, na sigla em inglês), deve bater recorde e promete o retorno de mais de 20 empresas, que cancelaram seus IPOS em 2015 e 2016, aos negócios. Estimam-se mais de R$ 15 bilhões em emissões de ações só no primeiro quadrimestre, inclusive com aumento do fluxo de capital estrangeiro. A projeção otimista é reflexo dos resultados de 2017, quando nove empresas buscaram a bolsa para captar recursos para os seus projetos (ver quadro página 74), em emissões que superaram os R$ 40 bilhões (o melhor resultado desde 2009). Depois de 2016, quando apenas uma empresa abriu capital no Brasil, o número, mesmo que reduzido em comparação a anos melhores, promete um solavanco de investimentos em 2018. Para se ter uma ideia, segundo a Thomson Reuters, o volume financeiro envolvido nos anúncios de fusões e 72 . Leitura Estratégica | Março de 2018

aquisições em 2017 atingiu 66,5 bilhões de dólares (um crescimento de 22,3%), ainda que, em número de operações (591 negócios), tenha havido queda de 12,6%. E o que esperar em 2018? Quem conseguiu capital via IPO para investir em projetos de ampliação, o que inclui crescimento orgânico ou por aquisições, deve sair às compras neste ano. Afinal, são mais de R$ 30 bilhões no caixa das empresas, que sugerem altos investimentos, principalmente em áreas como alimentação fora do lar, consumo, varejo, infraestrutura, energia, saúde e agronegócios. Se a agenda de reformas (previdenciária e tributária) ajudar e o cenário político não se deteriorar, o céu é o limite? O momento é importante para quem busca investimentos, de acordo com o especialista em negócios, o advogado Marlos Nogueira. Em 2017, seu escritório acompanhou de perto o IPO do Burger King Brasil, que movimentou no final do ano R$ 2,7 bilhões. A oferta do BKB foi a única de 2017 que alcançou o topo da faixa indicativa do preço prevista, de R$ 14,50 a R$ 18. Por trás do sucesso, um processo de muito trabalho e forte investimento na organização da “casa”. Nogueira explica que a abertura de capital faz com que a empresa possa ter

suas ações, debêntures, notas promissórias, etc negociados de forma pública, normalmente em bolsa de valores. Isso permite, por exemplo, diversificação nas fontes de financiamento (pelo capital dos novos acionistas), liquidez para as próprias ações (com marcação constante de seu valor), profissionalização da gestão (com possibilidade de novos formatos de remuneração), melhoria na imagem institucional e, até mesmo, estabelecer uma nova forma de pagamento de aquisições - via ações próprias, por exemplo. Como o relacionamento no mercado será público, antes de fazer o IPO ou mesmo estar pronto para uma


"Abertura de capital demanda muita sensibilidade do empresário para saber se a sua ação seria atrativa para investidores" Marlos Nogueira advogado

aquisição ou aporte relevante de recursos é importante um trabalho preliminar que aponte (e corrija) questões relacionadas às contingências, aos controles internos e relatórios financeiros, aos riscos, à conformidade dos aspectos legais, como societários, tributários e trabalhistas, e ainda um processo incisivo de governança corporativa e de compliance. Tudo para que o processo de acesso ao mercado tenha o máximo êxito, como, por exemplo, estar (e permanecer) pronto para aproveitar a melhor janela de oportunidade (acertar o timing, quando o mercado estiver mais favorável – como se viu nos IPOs de 2017).

“Abertura de capital demanda muita sensibilidade do empresário para saber se a sua ação seria atrativa para investidores. Então esse empresário precisa de uma boa história para contar, de um bom plano de negócios, boa governança e administração e, obviamente, de excelentes assessores (incluindo auditoria, escritórios de advocacia, bancos de investimento/escriturador, consultores)”, orienta Marlos Nogueira. Neste sentido, a assessoria é indispensável mesmo no caso de vendas privadas, ou seja, fora do mercado aberto da bolsa de valores. “Ao comprar uma empresa, o fundo de investimento ou a

compradora concorrente avalia relações jurídicas, obrigações e riscos. Um comprador precisa conferir e medir quais são os riscos que traz para si e, para validar a precificação, ter certeza de que os ativos e contratos apresentados existem – isso é feito por meio de procedimento de due diligence, uma espécie de “auditoria”, contextualiza o consultor, que presta assessoria em todo o Brasil. Então a organização da casa será sempre positiva para os negócios, mesmo que longe do mercado aberto e mesmo se a venda não se concretizar. No final do dia, o empresário terá uma casa melhor. Ainda que não seja algo ainda comum em Goiás e em outros Estados do Brasil, os IPOs podem se tornar uma excelente opção para quem pretende receber investimentos de grande porte (oferta primária) ou vender ações (oferta secundária). Alguns fatores ainda afastam as empresas goianas da Bolsa de Valores. Um deles é o fato de a maioria ter a predominância familiar em sua origem, com uma cultura empresarial conservadora, o que parece afastar o desejo de dividir o controle da empresa com acionistas externos, principalmente pelo receio acerca do processo Leitura Estratégica | Março de 2018 . 73


EXPANSÃO | ABERTURA DE CAPITAL

de transformação cultural, administrativa e corporativa que a abertura de capital traz. Além disso, o porte das empresas nem sempre justificaria o IPO. Em tese, pequenas e médias empresas já podem acessar gradualmente o mercado de capitais através do segmento Bovespa Mais, que possibilita captações menores em relação aos demais (Novo Mercado, Nível 2 e Nível 1). São apenas 12 empresas listadas nesse segmento. Para estar na bolsa nos demais segmentos (que representam a maioria das empresas listadas, com maior liquidez nas ações e captações maiores) é preciso que a empresa esteja em sua fase de maturidade e seja grande, o que, para alguns, pode ser traduzido por um faturamento de, no mínimo, R$ 500 milhões/ano. E, por último, mas muito relevante em todo o cenário brasileiro: a disponibilidade de crédito via BNDES e Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). É neste último fator que todo o comportamento da bolsa mudou, em 2017. Como até esse ano o crédito via BNDES estava facilitado, muitos empresários deixaram de buscar na bolsa novos investimentos e travaram em suaves prestações um futuro para suas empresas. “Menos empresas abriram capital por causa do crédito “subsidiado” e, do lado do investidor, tínhamos uma taxa Selic muito alta que permitia boas remunerações afastadas do risco”. Se o BNDES fechou as torneiras e a Selic caiu, o retorno à Bolsa foi um movimento natural e, os investidores em busca de riscos para maiores retornos, querem ativos propícios para investimento. "Casa organizada e plano de negócios na mesa serão decisivos em 2018. Do outro lado, o recurso que entrou no caixa das empresas que abriram capital estarão no mercado já no começo deste ano, sugerindo boas compras. A pergunta é: sua empresa está preparada?", disse. 74 . Leitura Estratégica | Março de 2018


LEADERSHIP MARCELLO ANTUNES | Coach e especialista em Inteligência Vivencial

LIDERANÇA

EMOCIONAL Liderança é, na minha visão, um dos temas mais desafiadores dos dias atuais. Muitos se consideram “superlíderes”, acreditando ser desnecessário buscar o desenvolvimento nessa área. A grande verdade que esse assunto é muito mal avaliado e interpretado e, por vezes, diminuído a algo simplesmente empresarial ou à carreira. Mas, o fato é que liderança fala muito mais sobre como você gerencia as suas emoções, sentimentos e habilidades, trazendo um contexto muito mais amplo e que proporciona a capacidade de desenvolver uma mentalidade focada tanto no desenvolvimento humano, quanto no autodesenvolvimento. Liderar a si mesmo é a grande chave para gerar as mudanças necessárias e sustentáveis. É impossível ter resultados pessoais sem a autoliderança. Pense, por exemplo, em momentos da sua vida em que você se superou e realizou algo significativo. Perceberá que alguns fatores estiveram presentes, como a autodisciplina e a autorresponsabilidade. Neste processo de amadurecimento pessoal, a constância e coerência destas ações têm muito a ver com a formação do processo de liderança pessoal. Hoje, muitos negócios sofrem pela ausência de líderes que sejam de fato inspiradores. Mas o que falar sobre inspiração? Essa tem muito mais a ver com um estilo de vida e de comportamento do que com a “técnica”. Liderar significa manter o foco e a coerência, ser congruente com as ações propostas, manter, antes de tudo, seu conjunto de valores. Dentro dessa análise podemos abrir o leque e

perceber o quanto isso influencia nas mais diversas áreas da nossa vida. Se a pergunta fosse: Você hoje é líder na sua empresa? Na sua carreira? Na sua vida pessoal? Nos seus relacionamentos? Tem sido o líder da sua casa e dos seus filhos? Tem liderado as suas decisões e escolhas? Responder a essas perguntas de forma verdadeira pode mudar o rumo da sua vida. O que faz as pessoas alcançarem resultados diferenciados em suas vidas é exatamente a liderança emocional. Quantas vezes você conheceu pessoas brilhantes no papel, mas com baixos resultados? Em contrapartida, pessoas que não eram tão brilhantes podem ter alcançado níveis de resultados extremamente expressivos. A resposta, invariavelmente, está na capacidade que essas têm de se relacionar, de flexibilizar, de serem resilientes, ou seja, a capacidade emocional. Liderança emocional é abrir a visão e entender quais esferas da sua vida você precisa potencializar, que tipo de emoções você precisa identificar e quais ações serão fundamentais para o seu processo de desenvolvimento. Algo que aprendi liderando centenas de pessoas ao longo da minha carreira executiva, um conceito pessoal: devemos autoliderar as nossas emoções e a nossa jornada. Seja líder da sua vida, assuma o comando, busque realizar aquilo que pode te diferenciar, ache o seu fator de inspiração e seja coerente com o seu discurso, pois já dizia o autor: “as palavras convencem, mas o exemplo arrasta”. Leitura Estratégica | Março de 2018 . 75


EMPRESA | USE MÓVEIS

Rodrigo Alves prepara Use Móveis para internacionalização

ANO NOVO COM METAS OUSADAS Empresa se prepara para conquistar mercado brasileiro e marcar presença no Mercosul

76 . Leitura Estratégica | Março de 2018

CARLA OLIVEIRA Há 31 anos no mercado goiano, a Use Móveis se prepara para alçar novos voos. A empresa estabeleceu metas ousadas para 2018 e, para garantir o sucesso, vem se preparando para uma presença responsável e efetiva nos mercados interno e externo. Investimento na qualificação de seus quadros e estudo criterioso dos mercados são alguns dos elementos que dão sustentação ao projeto traçado para

este ano e que permitiram estabelecer um planejamento estratégico factível e com implantação viável, que projeta movimentar R$ 48 milhões esse ano. O foco da Use Móveis está voltado para o mercado privado. Se até agora este segmento representa cerca de 5% dos negócios fechados pela empresa, a meta é dar um salto para, pelo menos, 50% do faturamento. A inauguração de um showroom marca esta nova fase, com uma bela vitrine para o mercado


NÚMEROS

180 67% colaboradores

de crescimento no volume de negócios, sendo que no mercado privado superou 170%.

5 diferentes produtos

O SHOWROOM Inaugurada em novembro de 2017, a nova loja da Use Móveis possui 1 mil metros quadrados de área construída, além de estacionamento privativo

Showroom 400 m2

Administração 200 m2

Depósito 400 m2

A INDÚSTRIA Inicialmente instalada no Parque Oeste Industrial em Goiânia, foi transferida, em 2007, para uma ampla área em Goianira, que abriga o que há de melhor em equipamentos produzidos na Alemanha, Itália e Japão Possui área de 24 mil m2, sendo 15 mil m2 construídos

privado. “Desde 2016 estamos trabalhando nisso. Uma decisão estratégica que tomamos, que é atuar fortemente no mercado privado”, assinala Rodrigo Alves de Deus, que assumiu a presidência em 2014, até então ocupada por seu pai e fundador, Francisco Paula de Deus. Em três anos, a meta da empresa é que os negócios com o setor privado superem os com o setor público, até agora principal nicho de atuação da Use, o que deixaria a empresa numa situação mais confortável frente aos riscos inerentes à economia. E a nova loja já rendeu negócios. “É surpreendente a visibilidade que deu ao nosso negócio. Fizemos investimentos num momento de dificuldade no País, apostando na melhoria do cenário e na qualidade do nosso produto”, frisa. Mas esse não é o único projeto para 2018. Rodrigo afirma que até o final do

ano, outras três lojas devem ser abertas no País, parte do projeto de expansão dos negócios. “Temos uma atuação interessante em Goiás, mais de 80% dos negócios são fechados aqui, mas não temos em nível nacional, o que nos deixa um mercado inteiro para atuar.” E tem mais. Já neste ano, a Use quer marcar presença em pelo menos dois países do Mercosul: Peru e Colômbia e, a partir deles, pavimentar seu caminho para a conquista do cobiçado mercado chileno. Para atender esse novo público, a empresa buscou a capacitação de seus profissionais, fez um minucioso estudo do mercado exterior, incluindo oportunidades de negócios e avaliação de mercados bons pagadores. As expectativas do CEO da Use Móveis para 2018 não poderiam ser melhores. “Temos o que precisamos para

colocar nossos planos em ação. Tenho o principal, que é uma equipe preparada e um produto competitivo e de qualidade.” O próximo passo para ganhar mercado é o estabelecimento de parcerias para fomentar os projetos, o que não será difícil, considerando a boa reputação da empresa e aceitação dos seus produtos. Reputação que ganha ressonância a partir da satisfação da clientela, que conta com atendimento personalizado e o trabalho de uma equipe, incluindo arquitetos especializados em projetos que atendam as necessidades específicas de cada cliente, harmonizando os ambientes de modo a garantir ergonomia adequada ao trabalho das equipes e uso racional dos recursos disponíveis, com oferta de cinco linhas diferenciadas de produtos, idealizadas por designers italianos e brasileiros. Leitura Estratégica | Março de 2018 . 77


CONSTRUÇÃO CIVIL | RENOVAÇÃO

TEM GENTE NOVA NA

ÁREA! Setor da construção em Goiás tem momento de renovação e executivos de grandes grupos buscam projetos próprios

78 . Leitura Estratégica | Março de 2018

LUISA DIAS Em um império formado por gigantes da construção civil, novos empreendedores começam uma saga que promete dar fôlego ao mercado e inovam com a experiência adquirida com os líderes do setor. O encontro entre os goianos Adriano Carrijo, 44, e Fernando Razuk, 37, acontece em um momento único de suas carreiras, após pelo menos duas décadas somadas de experiência no setor. E juntos eles criaram uma nova forma de operação, que privilegia a parceria. 2017 terminou marcado pela união dos dois grandes executivos do

setor, que deixaram posições de destaque para se arriscar na busca de um propósito, fazer a diferença e deixar suas próprias marcas na história do mercado imobiliário goiano. De olho em um mercado concorrido, eles uniram forças para garantir um quinhão para suas próprias empresas. A dupla se conheceu há dez anos na Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi). Ambos representando suas próprias histórias. Carrijo trabalhou na FGR e na Consciente e Razuk, na EBM, onde chegou a sócio minoritário, nos cinco anos que antecederam sua saída. A presença dos dois executivos,


Fernando Razuk e Adriano Carrijo: "Podemos fazer mais do que como executivos"

com suas expertises de mercado, em um mesmo negócio seria inimaginável pelo investimento necessário. “Acreditamos muito no que fazemos. Enxergamos que podemos fazer um pouco mais do que como executivos”, afirma Carrijo. O caminho escolhido é junto, mesmo que em empresas separadas. Adriano Carrijo criou a Partini, voltada para comercial, marketing e gestão. Já Razuk fundou a Somos, incorporadora e especialista em desenvolvimento imobiliário. Ambos buscavam em suas saídas de grandes empresas criar suas próprias histórias, deixar de serem coadjuvantes para ocuparem os postos de protagonistas.

“Este é um mercado de empresas familiares, com raras exceções, então ainda é muito o dono que comanda a própria empresa. Queremos ir além disso”, explica Razuk. A primeira experiência foi em Rio Verde, na região Sudoeste de Goiás, com a incorporação de um condomínio fechado horizontal planejado pela tradicional família Cunha da Câmara. Apesar de terem um produto bom e bem localizado, nos primeiros seis meses só foram vendidos 12 dos 386 lotes. A dupla foi contratada para relançar o produto em setembro e, com reposicionamento e marketing de envolvimento das imobiliárias da região, garantiu

a venda de 50% do projeto. O feito repercutiu em Goiânia, onde os nomes já conhecidos de Carrijo e Razuk prometem não ser esquecidos. Além das trajetórias de sucesso, ambos escolheram o mesmo ano e um momento de crise para empreender. “Entrar no mercado no auge é fácil. Nós decidimos que podíamos fazer a diferença no momento da crise. Sair um pouco do que está sendo feito no mercado imobiliário e inovar”, garante Carrijo. As decisões de saírem dos cargos ocupados foram tomadas individualmente, mas coincidentemente, na mesma época. “A crise é um filtro de competências”, sentencia Razuk. Leitura Estratégica | Março de 2018 . 79


CONSTRUÇÃO CIVIL | RENOVAÇÃO

Os negócios enxergam na classe média alta ainda a oportunidade de crescer. Eles usam a experiência adquirida em empresas consolidadas e nos próprios talentos para fazer diferença. Ambos investiram pesado em técnicas de pesquisa qualitativa e buscam identificar quais os produtos as imobiliárias e os consumidores precisam neste momento. Tanto a Partini quanto a Somos operam nos moldes B2B e B2C, com estruturas enxutas, mas que já chamam a atenção de empresas de médio porte como a Terral, Toctao, GPL e Emisa, esta última é a líder de mercado em Anápolis. Estes primeiros encontros desfizeram a maior preocupação de Carrijo e Razuk sobre a recepção do mercado em relação à mudança de status dos dois executivos. “Quando eu saí da EBM, depois de 14 anos, ficou aquela dúvida sobre como seria visto fora da empresa líder”, conta Razuk. Na época, como diretor da Ademi, ele pensou que estaria fora da entidade, mas diferente disso, conquistou o cargo de vice-presidente. “O mercado tem enxergado na gente um respaldo muito forte nas áreas em que cada um de nós temos qualidades importantes, somos especialistas”, concluiu o sócio da Somos. Em sua carreira toda, Razuk se tornou especialista em identificar nichos de mercado e desenhar produtos imobiliários para estas demandas. “O País mudou, economia mudou, cenário de crédito imobiliário mudou, mas onde estão as demandas não atendidas, temos que enxergar este novo cenário e apontar para as empresas a saída”, explica ele. Os dois escolheram nomes que mostram muito da identidade que esperam 80 . Leitura Estratégica | Março de 2018

MAIOR CONFIANÇA

imprimir aos negócios futuros. Somos, no plural do verbo ser, fala de união e de pluralidade. Já a Partini evidencia no nome as parcerias. A estratégia de negócio dos novatos com experiência de gigantes é trabalhar com quem já está no mercado e buscar saída na forma de produtos que se enquadrem na nova condição da renda do brasileiro, sem perder em design e tecnologia, mas pé no chão, como a dupla mostra ser.

Eles voltam ao mercado com resultados do ICEI da Construção em alta. Na última mensura, em outubro do ano passado, há uma tendência de constância na confiança com 61,8 pontos, o mesmo valor do mês anterior. Foi o melhor resultado desde abril/2014, quando o índice chegou a 62,2 pontos. O ICEI acima de 50 pontos demonstra confiança do empresariado, que mede também as condições atuais.


CADERNO DE OPINIÃO PEDRO BITTAR

- Empresário e presidente do MGC

A geração compliance O que a minha geração esperava deixar de legado na área empresarial modificou completamente nos últimos anos. Pensávamos fortemente que seríamos a geração desbravadora, lembrada por ter ampliado mercados mundo afora, ou mesmo pela inteligência de mercado, com métodos cada vez mais apurados de gestão. Não creio tanto mais nestas duas hipóteses, que, de fato, marcam minha geração, mas serão coadjuvantes diante do impacto, em 2040, por exemplo, quando qualquer jovem gestor, olhar para trás e for explicar como as políticas de compliance se tornaram relevantes no mundo dos negócios. É ainda um processo jovem, em formação, pois a cada dia que se evolui uma operação policial que envolve um agente público e um privado, coloca-se um tijolo nesta complexa construção, tão necessária ao País. Quanto tempo durará? Ainda é cedo. O que se sabe é que desde o governo Collor, ainda no primeiro impeachment, foram se adotando leis, normas e regras – inicialmente apenas paliativas, que se juntando a outras e outras e outras (...) para se ter hoje uma série de ferramentas anticorrupção elogiadas mundo afora. Isso tem muito a ver com o mundo dos negócios de hoje e terá com o do futuro. Seremos lembrados por ter enfrentado a tempestade da corrupção, o mal tempo e os riscos, mas será uma geração que propôs e, certamente conseguiu, reequilibrar a relação de negócio entre o mundo pri-

vado e o setor público. E a proposta de debater o tema na Leitura Estratégica é destacar a necessidade de inserir – o que já ocorre em escala gradativa – cada vez mais as pequenas e médias empresas no debate e modelo de programas de compliance. Mesmo porque vejo nestas políticas não apenas uma política de relacionamento público e privado, mas de conduta, que afeta a relação com todos agentes, com reflexos sociais, econômicos e políticos. A postura equivocada e criminosa adotada desde um passado longínquo afetava o cidadão não só na relação de negócio, mas na sua vida pessoal, nas relações diretas e indiretas. O inverso também tem efeito propagador. As políticas de compliance são um fio condutor de uma difusão de cultura do bem, coação do mau gestor e o fortalecimento das boas práticas. O legado da nossa geração é ensinar ao futuro levar a sério as questões éticas, respeitar regras, construir ambientes justos e lutar por transparência, principalmente, porque a tecnologias nos dá todas as condições para se ter online todas as informações públicas. O agente público precisa e deve ser fiscalizado pelo cidadão. O futuro é ampliar os programas de compliance para todos níveis de empresa, pequenas e médias que vai ser um exigência inclusive do consumidor. Do primeiro dia de trabalho à aposentadoria, precisamos exercitar códigos de ética e valores. Leitura Estratégica | Março de 2018 . 81


DOBSON BORGES CEO da Domani, escritor e professor de várias universidades, como MBA da Esade Business School

O PODER DA criatividade nos negócios e na vida Boa parte dos gênios foram e são pessoas de extrema humildade. Eles são movidos por seus propósitos. O espírito criativo deles é estimulado pela intenção altruísta. Para aguçar a sua criatividade, é importante reforçar que a sua intenção seja a do serviço ao semelhante e não apenas um capricho do ego. O serviço ao semelhante deve preceder qualquer vã ilusão de um ego inflado. Projetos sustentáveis e de qualidade não se baseiam primordialmente no dinheiro, mas no benefício que levarão à sua comunidade, ao seu país e ao mundo. Sabemos que a criatividade é um dos únicos recursos ilimitados dentro de uma organização. Mas, infelizmente, são mal explorados. Explorar a criatividade representa não só desenvolver uma cultura de aprender a conviver com os erros, mas principalmente a habilidade de aprender com eles. Não é por acaso que o professor Robert Sutton comentou que, nas mãos certas, nada é tão bem-sucedido quanto o fracasso. Lembra do senhor Ford? Para ele um fracasso é apenas a ocasião de recomeçar uma tentativa com mais sabedoria. Então, pergunte-se: o que gostaria de destruir em minha organização (ou no mundo)? Yunus quer destruir a pobreza no mundo! Malala, a dificuldade do acesso das crianças à educação! Disney quis acabar com a apatia de crianças e adultos! Bill Gates, a distância entre nós e a tecnologia. Kelleher, a impossibilidade de voar. Mandela, as diferenças raciais. Jobs, impactar o mundo! Isso lhe diz algo? Para que os projetos tenham começo, meio e fim, é preciso que sejam inspirados por três forças invencíveis. Esses mananciais de poder estão contidos em 82 . Leitura Estratégica | Março de 2018

três palavras: otimismo, motivação e entusiasmo. Otimismo: se baseia na essência daquilo que temos em mente. Qual será o alcance de nosso projeto pessoal ou empresarial? Qual é benefício que oferece? A quantas pessoas vai beneficiar? Onde? Por quanto tempo? Tem isso bem claro em sua mente? Consegue ver o sorriso no rosto das pessoas beneficiadas? Motivação: para se motivar a colocar a mão na massa e mantê-la lá é importante que seu projeto não se restrinja a beneficiar apenas a uma pessoa: você. No final, quanto maior for o número de pessoas contempladas com a sua ação, maior será a sua recompensa. A motivação plena e sustentável somente ocorre quando o objetivo da sua iniciativa não está restrito só à sua pessoa, ao seu ego. Entusiasmo: mantém você trabalhando quando os inimigos constroem barreiras à sua frente. Sim, os inimigos invisíveis criam impedimentos praticamente intransponíveis à nossa frente. Para vencê-los é preciso ter toneladas de entusiasmo. Quem são esses inimigos? O medo, a insegurança, o pessimismo, o desânimo, a tristeza, a raiva, o rancor, o ódio. Só o entusiasmo poderá dar conta desse lixo mental. Lembrese: entusiasmo quer dizer, literalmente, possuído por Deus. ‘Se Deus é por nós, quem será contra?’. Em ‘Ideias Malucas que Funcionam’, Robert Sutton declara que a criatividade resulta da utilização de antigas ideias de novas maneiras, em novos lugares ou em novas combinações. Uma ideia é criativa quando ela é nova para pessoas que a utilizam ou avaliam, e (pelo menos algumas delas) acreditam que ela pode ser valiosa para si mesmo ou outros.


THIAGO MIRANDA Advogado Especialista em Governança Tributária do Miranda Oellers Ribeiro Caldart Souza Advogados

O impacto da tributação na

TOMADA DE DECISÃO Atualmente chegamos num estágio de consenso em que ninguém discordará (i) que o Brasil é o País com a maior carga tributária em toda América Latina e Caribe; (ii) que o Brasil é um dos países em que pagar imposto é mais caro e leva mais tempo e que tal característica traz mais complexidade ao empreendedorismo, pois é necessário deslocar para a atividade administrativa recursos que poderiam e deveriam ser usados na produtiva; (iii) que as constantes mudanças na legislação, a adoção de sistemas digitais mais complexos e a falta de profissionais qualificados na área fiscal e tributária estão levando as empresas a gastarem mais para manter executivos mais experientes em seus quadros e com isso tentar evitar as pesadíssimas multas; (iv) que a elevada carga tributária (receita do governo geral) chegou a 38% do PIB em 2016 e que isso bloqueia o crescimento da economia brasileira, atestado inclusive por recente estudo do Banco Mundial. Dentre os itens acima enumerados merece destaque aquele que vem gerando atualmente o maior impacto empresarial que é o Projeto Sistema Público de Escrituração Digital. O SPED pretende promover a integração entre os fiscos federal, estaduais e municipais, racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias e dar maior celeridade na identificação de ilícitos tributários. Dentre outras, as principais obrigações acessórias relacionadas ao SPED são NF-e, CT-e, EFD-

-ICMS/IPI, EFD-Pis/Cofins, EFD-Reinf, ECD, ECF e o e-Social que até o final de 2018 estará vigorando para todas as empresas, inclusive as MPEs. Dada a relevância que o tema ganhou no Brasil, o atendimento das obrigações tributárias principais e acessórias demanda implementação de uma governança e visão integrada do contribuinte, que leve em consideração: as pessoas, os processos, a informação e a tecnologia. Neste cenário o impacto da tributação na tomada de decisão empresarial é extremamente relevante, sobretudo porque há um tipo particular de risco reputacional que passa a ser incluído no topo das preocupações das empresas: os riscos reputacionais associados a questões tributárias. A tomada de decisão depende de um processo bem estruturado e a governança é o conjunto de ações que integram o processo decisório e que passar por: conhecer com profundidade os fatos e as variáveis que interferem na constituição dos fatos, avaliar e mensurar riscos e seus impactos e, por fim, decidir. Deve haver, portanto, uma rápida mudança cultural no entendimento do papel proeminente das obrigações tributárias e o conhecimento dos controles internos e processos da empresa que devem seguir o conceito de visão global da empresa (end-to-end) e aderência às constantes atualizações da legislação fiscal.

Leitura Estratégica | Março de 2018 . 83


JOSÉ MÁRIO SCHREINER Vice-presidente da CNA e presidente da Faeg

OLHAR JOVEM

no campo O setor agropecuário está cada vez mais competitivo, com as margens de lucratividade mais estreitas, o que exige dos produtores rurais alta eficiência e gestão na atividade. Aliado ao aumento de eficiência está o crescente desenvolvimento de tecnologias disponíveis para o setor rural, que permitem maior nível de acompanhamento e precisão nas atividades. A modernização do campo, as novas tecnologias, os desafios e atualizações constantes atraem cada vez mais o público jovem para o campo, fazendo com que o setor se torne mais competitivo. Uma propriedade rural já possui um conjunto de conhecimentos e experiências na atividade, porém este público jovem é mais antenado e digital, aberto e atento a novas tecnologias, o que pode contribuir para o bom desenvolvimento do setor. Neste sentido, o Sistema Faeg Senar tem buscado dar aos jovens goianos os meios e as oportunidades de se envolverem no setor agropecuário. Só através do programa Faeg Jovem são desenvolvidas ações com grupos de jovens em mais de 70 municípios em Goiás. Os Sindicatos Rurais e o Sistema Faeg Senar promovem palestras e cursos cujo o

84 . Leitura Estratégica | Março de 2018

propósito fundamental é incentivar a sucessão familiar, mostrando ao jovem as oportunidades de empreendedorismo no campo e os caminhos para se tornar protagonista nos segmentos representativos do setor (sindicatos de produtores rurais, cooperativas, associações etc.), ou mesmo como produtor rural capacitado e antenado aos assuntos relacionados ao agro, dando continuidade aos negócios da família. Além disso, foi lançado juntamente com o Sebrae Goiás o Desafio Agro Startup, com o objetivo de buscar jovens e equipes com espírito empreendedor que possam gerar ideias inovadoras para solucionar problemas e explorar as oportunidades da agropecuária. Fomentando assim o surgimento e fortalecimento das AgTechs – startups que trabalham no campo – e consequentemente todo o mercado, tornando o setor mais moderno, atrativo e competitivo. Este é o agro que temos! Nosso setor é o mais promissor da economia brasileira e um campo extenso de grandes oportunidades para jovens engajados, dispostos a assumir o protagonismo e continuar movimentando esta máquina de geração de empregos e renda, com sustentabilidade e com o desafio de alimentar o mundo em um futuro próximo.


LUIZ ANTÔNIO DE SIQUEIRA Advogado na LAS Advogados Associados e Contador

Novas decisões

TRABALHISTAS A Reforma Trabalhista, a Lei 13.467, fechou um ciclo de décadas sem atualização das leis do trabalho no País. Reflexo disso foi a Judicialização das questões entre trabalhadores e empregadores. Nossa casta política evitou por várias gerações desgastar sua imagem com projetos de reforma das leis do trabalho, se omitindo, a se associar a mudanças reais, complexas e profundas nesta área. Pior para o País, que deixou apenas para os tribunais, por décadas, desatarem “complexidades” da evolução do que ocorria no mundo trabalhista, dando jurisprudências diárias sob uma CLT que estava ali, intacta, mais de 50 anos depois. A Reforma Trabalhista em vigor atualiza esses pilares. Independente de prós e contras, é necessária, um marco de Justiça que se quer para o País, onde se estimula o modelo conciliatório, ante o conflituoso em vigor até então. Só este ponto já vai desafogar a Justiça do Trabalho no Brasil. Durante décadas, linhas de defesas equivocadas superestimaram, lesiva e intencionalmente, pedidos de verbas rescisórias e indenizações em ações trabalhistas por supor que trabalhadores seriam vistos como a parte ‘frágil’ e que o julgador levaria isso em conta na ação. Essa premissa foi válida boa parte das demandas e se criou um desequilíbrio incomum. Era repetida em qual-

quer esquina. Não era uma ação plena de Justiça, era uma ação social, que criava desequilíbrio econômico, e, inúmeras vezes, com sentenças tão duras que favoreciam a descapitalização da empresa, atrapalhando sua expansão – quando não, a fechando. Era um emprego gerando desemprego de vários. Destaca-se que no primeiro mês em vigor ocorreu uma redução drástica no número de processos no País, o que é a tendência. Veremos, nos próximos anos, uma Justiça Trabalhista célere, com toda capacidade de ser exemplo de desburocratização, pois tem juízes capacitados e estrutura física montada, e, com a desaceleração nos processos, vai dar condições de trabalho inimagináveis há pouco tempo. Será um ganho para todos, principalmente, trabalhadores e empresários. Hoje se assiste alguns dilemas, naturais da mudança. Ainda tem ocorrido decisões contraditórias desde a entrada em vigor da nova lei. Há magistrados que já condenam a pagar honorários de sucumbência em processos antigos e outros que dispensam, entre outros pontos. Mas, a previsão, do próprio Tribunal Superior do Trabalho (TST), é que sejam pacificados em fevereiro em reunião do órgão. Apesar desta dinâmica nova, dilemas e polêmicas evolutivas, é uma vitória da Justiça no País.

Leitura Estratégica | Março de 2018 . 85


UBIRAJARA DE LIMA F. JUNIOR Sócio-diretor da Ática Invest

NOVAS FORMAS

de investir O Brasil ocupa atualmente a 8ª posição das maiores economias do mundo e, segundo a PWC, em 2050 seremos a 5ª, atrás da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia. Mesmo com o oitavo maior PIB do planeta, o mercado de investimentos brasileiro anda na contramão dos demais, a BM&F Bovespa é a 13ª maior bolsa de valores mundial, porém, empatamos com o Chile e perdemos até para a Colômbia no número de pessoas físicas que investem na bolsa, panorama que é decorrente da nossa cultura de investimentos. Atualmente 61% dos investidores ainda guardam seus recursos na poupança, seguido pela Previdência Privada com 13% e fundos de investimentos com 9%. No dia 06 de dezembro o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa de juros (Selic) para o patamar mais baixo da história, 7% ao ano, diminuindo ainda mais a rentabilidade dos investimentos em renda fixa. Agora, em fevereiro, reduziu de novo, a 6,75% ao ano. O atual momento do mercado faz com que muitos brasileiros procurem novas formas de investir, pois as aplicações tradicionais por meio de bancos e cooperativas provaram não ser a melhor escolha. Corretoras, Consultorias Financeiras e Bancos de Investimentos oferecem o que há de mais completo em relatórios, possuem times especializados que prestam uma assessoria qualificada aos seus clientes, na sua maioria sem custo para abertura e manutenção de conta. Para perfis mais conservadores, existem op86 . Leitura Estratégica | Março de 2018

ções de investimentos em produtos de grandes nomes do mercado, como JPMorgan, Credit Suisse, Icatu, tudo isso já acessíveis a valores menores, gerando uma democratização da capacidade de investir. Em algumas casa a partir de R$ 1 mil já se tem acesso a um grande portfólio de produtos. Os novos queridinhos dos investidores são os Fundos Multimercados, eles são mais flexíveis em suas políticas de investimentos, diversificam sua carteira em produtos diferentes, desde o mercado de ações até investimentos em outros países (Fundos Offshore). Carteiras e fundos de ações acumulam ganhos mais robustos, a carteira Top 10, composta por 10 ações de diversos setores, indicada pelo research do Bradesco BBI, acumula alta de 680% nos últimos 8 anos, um número que retrata muito bem o potencial de rentabilidade desse mercado, isso significa, que quem investiu R$ 100 mil reais em 2009, hoje teria R$ 680 mil na mão. A principal característica dos novos investidores é o desejo de aprender sobre o mercado, entender seu funcionamento e saber escolher o melhor investimento. Na Ática Invest, oferecemos os cursos de Introdução ao mercado, Investindo de A-Z e Desvendando a Bolsa de Valores, capacitando o investidor à tomada de decisão. O mercado e a economia mudaram, os investidores também, educação financeira nunca foi um tema tão presente. O que falta para você também se interessar pelo assunto?


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