O Brasil precisa de uma
Justiรงa Trabalhista?
4 . Leitura EstratĂŠgica | Junho de 2017
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EDITORIAL LEANDRO RESENDE - CEO e Diretor de Redação
Políticos,
orai por vós
O desemprego é uma dor social. Só sabe deste tumor quem o já carregou por dias, meses ou anos. Também sabe muito desta angústia quem distribuiu centenas de currículos e ficou em casa, ao lado do telefone, ansioso, olhando para os filhos – e os filhos o olhando –, todos esperando uma ligação salvadora. O telefone toca. Cobrança. Toca de novo. Cobrança. Bancos não perdoam, não têm a mínima pena do tumor. O telefone toca. São 6 milhões de empregos que foram dizimados nestes últimos 24 meses. No mesmo período, foram fechadas centenas de milhares de empresas. A roda da economia começa a dar sinais que pode voltar a girar. Após três meses de maior geração de vagas no mercado de trabalho que demissões, dá um alento. Não significa uma recuperação, mesmo porque as empresas cortaram em média 25% da sua força de trabalho e, para recompor seu quadro a números anteriores, espera-se que demore pelo menos dois anos. Se o mercado hoje começa a contratar, é que as variáveis já começam a dar boas respostas para alguns setores e, gradativamente, pode se espalhar para outros. Mas, e na política, o que está ocorrendo atualmente? O cenário é de angústia. Palavras como lista, operação, caixa 2, corrupção e delação premiada causam calafrios diários. A situação dos políticos é de angústia, a mesma de quem está prestes a ser demitido, caminhando lentamente ao RH sabendo
CEO E DIRETOR DE REDAÇÃO Leandro Resende
Fernando Maia Helenir Queiroz José Alves Filho Leandro Coutinho CONSULTOR DE NEGÓCIOS Leandro Resende Jun Hasegawa Pedro Bittar PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Salvador José Pinto Neto Zander Campos Júnior Dobson Borges CONSELHO EDITORIAL Beyle de Abreu Freitas Carlos Luciano M. Ribeiro Christiano Quinan
TEXTOS Carla Oliveira Iara Nunes Leandro Resende
Luisa Dias COLUNISTAS Fernando Dantas Leandro Coutinho Rogério Borges PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Juliano Rodrigues ILUSTRAÇÃO Antônio Carlos Schonarth
do fim. Ligam, trocam mensagens. Sentem-se, como os demitidos, injustiçados. Temem a visita da PF como o trabalhador olha atravessado o RH. Muitos passam o domingo olhando os filhos correndo, sorrindo, e imaginam que a cena, em caso de prisão, vai lhes acompanhar. Formulam justificativas, respostas, mas sabem que os números, planilhas e depoimentos são devastadores. No caso de ambos, apesar de opostos, a decisão não está mas sob seu controle. Um quer ser chamado e o outro, esquecido. Um sabe que o outro afetou diretamente sua situação. A crise política se prolongou sobre a economia. Matou empregos e empresas. Pedaladas e/ou afanadas fiscais, das mínimas às estratosféricas, tornaram o País bilhões de reais mais miserável e degradaram ainda mais os serviços públicos de saúde, educação e segurança, úteis apenas para a camada mais carente da economia, cada vez maior, com a chegada de milhões de novos desempregados. Abordamos, nesta edição da Leitura Estratégica, o emprego, seja na situação dos que não estão empregados porque são bons demais para o mercado, ou, na matéria de capa, com o peso extra que é manter uma Justiça Trabalhista. Bons assuntos não faltam. Perfis do Colégio Visão, da Mamut, da América Saúde são algumas das várias histórias desta edição. Que faça assim uma boa e estratégica leitura.
FOTOS E TRATAMENTO Renan Accioly Joãozimar Oliveira APOIO OPERACIONAL Izabela Pavetits Jéssica Adriani Lorena Resende SITE E REDES SOCIAIS Aristeu Livingstone (Actio Digital) www.leituraestrategica.com.br
GRÁFICA POLIGRÁFICA
A Leitura Estratégica é uma publicação da 11 Editora, marca da Contemporânea. O conteúdo dos artigos e colunas é de responsabilidade dos autores.
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Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 7
ANO II - No 04
24| Ter uma justiça específica para atender ações trabalhistas é um problema ou uma solução para o País?
REPORTAGENS 14 | O VAREJO NO ESPELHO
42 | CONVERSA COM CEOS
As tendências do varejo para o ano foram apresentadas no Retail’s Big Show, na NRF, em NY. A Leitura Estratégica esteve lá. Confira o que evoluiu
João Ricardo Gusmão Ladeia, do Flamboyant Shopping Center, e André Rocha, do Lide Goiás e Sifaeg/Sifaçúcar, debatem o papel do CEO
30 | VISÃO NA EDUCAÇÃO
46 | BASTIDOR DE UM PRÉDIO DE LUXO
Há mais de três décadas, o Colégio Visão é protagonista na educação de jovens no Estado. Foi pioneiro em cursinhos pré-vestibulares
Parque Arquitetônico nasceu de uma inspiração de ocupar uma quadra do Marista com uma nova referência de empreendimentos com alto padrão
34 | DNA DO CROSSFIT: MAMUT
50 | APARECIDA SHOPPING
Empresa goiana é líder nacional na produção de equipamentos para crossfit, modalidade que ganha espaço entre esportistas em todo mundo
Com Investimentos de R$ 250 milhões e geração de 3 mil empregos, o Aparecida Shopping já movimenta comércio e mercado imobiliário no Centro da cidade
38 | PERFIL: PLANO AMÉRICA
58 | AEROPORTO EXECUTIVO
Grupo América expande negócios com avanço da oferta de planos de saúde com valor mais acessível para famílias e empresas
O Aeroporto Executivo de Aparecida de Goiânia, investimento privado que já está em execução, vai fomentar a expansão e o desenvolvimento
8 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
JUNHO | 2017 60 | MELHOR QUE A VAGA Muitos profissionais estão disponíveis no mercado, que, ao mesmo tempo, não oferece vaga que remunere sua qualificação e experiência
MOSCOU: VAMOS? 72 | Já programou sua viagem para 2018?
Que tal assistir à Copa do Mundo na Rússia?
66 | O CHEF É O CHEFE Da cozinha para o escritório, trocando as panelas pela calculadora. A carreira de muitos chefs de cozinha ao se transformarem em empresários
COLUNAS 10 | CARTAS 12 | MEMÓRIA 16 | INDEX 18 | DIRETORIA Com Leandro Coutinho
41 | SENTA AÍ Com Paulo Resende
52 | EXECUTIVOS 55 | OLHAR Com Rogério Borges
56 | VEÍCULOS 64 | BRAND 68 | GESTÃO RURAL Com Fernando Dantas
OPINIÕES 78 | PEDRO BITTAR 79 | SANDRO WALDECK 80 | JOSÉ MARIO SCHREINER 81 | DOBSON BORGES 82 | GERALDO FONSECA NETO
CERVEJAS ESPECIAIS 74 | Mercado de cervejas mais elaboradas se consolida em Goiás, aponta Ariel Antunes Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 9
CARTAS CARTAS, E-MAILS E MENSAGENS ENVIADAS À LEITURA ESTRATÉGICA
ESSÊNCIA DO EMPRESARIADO
A crescente valorização do conhecimento é inevitável, uma vez que o fluxo de investimentos em estratégias e a aspiração de aproveitar todo potencial humano disseminam-se e convergem para a era do conhecimento. A Leitura Estratégica nos proporciona aprendizado interativo e contínuo de difícil acesso ao compartilhar, a cada edição, a essência do empresariado goiano. Leonardo Oliveira, conselheiro acionista do IPOG NO 3 NOVEMBRO DE 2016
EXEMPLAR DE
RELEVANTES
A Leitura Estratégica é muito bem-vinda ao mercado editorial goiano. Um veículo com informações relevantes sobre importantes personagens de nossa economia, notícias sobre investimentos e tendências. Recomendamos. Pedro Alves de Oliveira, presidente da Fieg
SEGURANÇA DE DADOS
A Leitura Estratégica mostra, mais uma vez, o porquê da sua posição de vanguarda, reforçando sua importância para o mercado em Goiás. Nos dias de hoje, sem dúvida as empresas precisam intensificar o cuidado de um dos seus maiores patrimônios: os dados. O assunto foi brilhantemente explorado na penúltima edição, ganhando merecido destaque na capa. Parabéns e obrigado por levar informação de qualidade a nós, leitores. Ciro Rocha, diretor-executivo da Enredo Branding
CAMINHO E VISÃO
Em determinados momentos de nossa vida empresarial nos perguntamos: “Estamos seguindo o caminho certo? Essa é a tendência que devo seguir para maximizar os resultados?” Em conversa com um amigo empresário sobre questões similares ele me mostrou uma reportagem da Leitura Estratégica que abordava a perspectiva de um empreendedor que me fez ampliar meu campo de visão. Hoje a revista é uma leitura obrigatória para mim. Marcelo Nascimento, sócio-diretor da GT1 Tecnologia
FALE COM A LEITURA ESTRATÉGICA Envie sua opinião, criticas e sugestões para a publicação por e-mail (leitor@leituraestratégica.com.br), WhatsApp (62 99976-4582) ou mensagem no Facebook (facebook.com/Leitura-Estrategica). Informe ainda seu nome, cidade onde mora e cargo-empresa. Por motivos de clareza ou espaço, textos poderão ser publicados resumidamente. Para contatos comerciais, use o e-mail comercial@leituraestrategica.com.br.
10 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
ASSINANTE VENDA PROIBIDA
ECONOMIAS SE DINAMIZAM COM PROJETOS INOVADORES GESTÃO Conversa com CEOs. Compliance. Connection Washington. Risco tributário. Ergonomia. Tecnologia. Terror x Turismo.
NEGÓCIOS EBM. Fast Açaí. IPOG. Support.
COLUNISTAS Fernando Dantas. Leandro Coutinho. Rogério Borges.
Leitura Estratégica | Novembro de 2016 . 1
CIDADES INTELIGENTES A Leitura Estratégia que trata de cidades inteligentes nos faz visualizar o espaço em nossa região para oportunidades junto a evolucão em tecnologia. Goiás é um celeiro do agronegócio e de grandes indústrias, mas não podemos esquecer que daqui saem grandes promessas em outros ramos, como administração, tecnologia e criatividade. Façamos nossa parte em continuar sendo reconhecidos nacionalmente como povo empreendedor e arrojado. Thiago Pires, consultor de marketing e estrategia
EXECUTIVO REGIONAL
Que maravilha ter sido apresentado a Leitura Estratégica. Nem sequer fazia parte das minhas pretenções um conteúdo de tamanho calibre dedicado ao universo executivo regional. Excepcional também a reportagem de capa sobre as cidades inteligentes, das quais destaco Hong Kong, que tive a oportunidade de visitar algumas vezes. Não paro de sonhar com indicadores assim tão positivos para o nosso Brasil. Alexandre Caramaschi, sócio na Aulore Jóias
Uma unidade
“Lembro-me de ir no domingo, pela manhã, no Café Central, lá no Centro. Tinha uma banca na frente, a gente escolhia as revistas e os gibis. Meu pai comprava os jornais. A gente comia alguma coisa no café e eu via aquele movimento das pessoas falando de negócios. Também íamos tomar sorvete na Fonte do Paladar, na Goiás, almoçar no Zé Latinhas, na Rua do Lazer, e também tinha o frango do Grego, que era perto do Café Central” Sandra Méndez Vice-presidente de Marketing do Goiânia Convention & Visitors Bureau e diretora da Acieg
“Me lembro muito da Churrascaria Vera Curz, em Goiânia, que é uma memória afetiva, assim como o restaurante Dona Beja, que servia caldinhos e comida simples na madrugada. Ambas já fecharam, mas são recordações da infância e dos passeios com meus pais. Na época eu ficava de mal humor em ir, mas hoje sinto falta de lugares como aqueles. Outra lembrança é do Carrefour, que fechava o estacionamento para andarmos de moto e bicicleta”. Ana Flávia Abrão Diretora da Big Jungle
MEMÓRIA As histórias da maioria das empresas se perdem, quase nunca são contadas. Exemplo evidente de um País que pouco ou em nada valoriza suas empresas. Esta coluna resgata boas experiências e lembranças de clientes, funcionários e proprietários, que citam marcas que permanecem em sua memória décadas depois. Conheça os relatos de quatro personalidades do mundo dos negócios sobre empresas que fizeram parte de suas vidas, em momentos diferentes.
"Quando eu mudei para Goiânia, em 1984, eu passava sempre em frente a fábrica de biscoitos Mabel, na BR153 (Aparecida de Goiânia). Jamais poderia imaginar que 14 anos depois eu me tornaria um funcionário desta grande empresa e, futuramente, seu diretor. É uma história que me traz boas recordações e um orgulho muito grande de ter feito parte dessa família, a família Mabel."
"Quando penso no nosso passado empresarial me lembro da FIC (Feira de Indústria e Comércio), que nos anos 90 ocorria no Centro de Convenções. Era o local para os empresários mostrarem as novidades que estavam à disposição do público goiano. Muitas pessoas frequentavam aquela exposição que anualmente ocorria. Foi nesta feira que a TecnoSeg, em 1995, expôs pela primeira vez seus sistemas de segurança"
Marcelo Catunda
Ivan Hermano Filho
Diretor da Agrega Consultoria
Diretor do Grupo TecnoSeg
12 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
Várias experiências
O VAREJO NO ESPELHO Não deu para ir na NRF 2017, no começo do ano, em Nova York? A Leitura Estratégica foi lá conferir, contando com o executivo Willian Vale, CEO do Grupo BR Home Center como observador. Na verdade, a NRF (National Retail Federation) é a organizadora do Retail’s Big Show, considerado o maior evento de varejo no mundo, com 33 mil participantes. A seguir um apanhado do nosso “repórter" no evento: “A NRF se dividiu claramente na parte tecnológica e a não-tecnológica. Você acompanha os dois lados, mas em algum momento você tem de fazer uma escolha. Avancei na parte tecnológica, vi novidades como o uso da realidade aumentada, que parece distante, mas é menos do que se apresenta. Com os óculos, mesmo em uma sala vazia, você tem a visão e anda por toda loja, como se estivesse nela, visualizando produtos, preços, dados técnicos. Fantástico. Mas, neste ano, os especialistas nos disseram que a feira tratou mais de gente do que de tecnologia. E esse foi meu caminho. Entender o consumidor está mais na pauta que as ferramentas para o alcançar – que é algo precificado, 14 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
uma commodity. Os aplicativos estarão sempre presentes, cada vez mais sendo menos percebidos. Vi a NRF marcada por pessoas, pela descoberta do propósito da empresa. Reflexão aberta: Como seria o mundo se a sua empresa não existisse? E, por uma série de palestras, se indagou: De fato, em que se diferencia sua marca? É, no fundo, a busca não pelo “dinheiro da venda” de hoje, mas do engajamento e fidelização de todos os dias. É isso que o torna perene, preenche um vazio, promove boas relações e confiança. E isso passa a fazer sentido, envolve o negócio. É um processo mais longo do que parece. O resultado está nos detalhes, na pré-venda. Por exemplo, perfil das pesso-
as que contratamos. Se soubermos definir bem (e transmitir) o que somos como empresa, contrataremos pessoas engajadas em levar isso ao cliente. A tecnologia, a agilidade e o ambiente loja fecham bem o ciclo, mas este começa nas pessoas envolvidas. Pode parecer clichê, mas entender de gente facilita tomar decisões, antever necessidades e corrigir/propor soluções. Estamos em uma era de disrupção, que envolve não o varejo, mas a sociedade e os hábitos de agir e consumir. O varejista que errar na leitura não terá muita chance, perderá suas ‘velhas’ e imbatíveis vantagens competitivas. A empresa tem de fazer diferença na sua comunidade. Se não sabe, precisará aprender.”
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INDEX EMPRESAS, INSTITUIÇÕES E EXECUTIVOS CITADOS NA EDIÇÃO
EMPRESAS
AB Abrasel Goiás 67 Accestage 52 AccorHotels 23 Aciag 50 Acieg 12 Adag 64 Adão Imóveis 19 Adial 2,3, 53 Advent 20 Agro-Sol 22 Algar 23 All Park 58 Alos 77 América Saúde 7, 8, 38, 39, 40 Anac 58 Âncora Empreendimentos 29 Anell 18 Anima Educação 23 ANS 39 Antares 58, 59 Aparecida Shopping 8, 50, 51 Apex 23 April Brasil 52 Atons do Brasil 22 Aulore 10 Avenida 51 Azul 53 Bain Capital 20 Banco do Brasil 22 Banco Mundial 26 Banyan FBO Airport 58 Belcar Caminhões 56 BCI Empreendimentos 59 Bière Gourmet 75 Big Jungle 12, 64 BigSal 22 Bio Scie 22 Bloco C 67 Blue Tree Premium 67 BMW 56, 57 BNDES 23 Bovespa 22 BR Home Center 14, 53, 62 BR Malls 23
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Brasil Kirin 20 Bobô 21 Bob’s 52 Bolshoi 35 Burger King 51 Buriti Shopping 44 CDE Cacau Show 51 Café Central 12 Cantinho do Chopp 51 Caoa Hyundai 57 Carrefour 12 Casa Interativa 64 Casa Show 53 Celg 18, 43 Chevrolet 43 Churrascaria Vera Cruz 12 Cical 43 Cineflix 51 Cisco 53 Clian Aparecida 58 Clinica Viver Bem 51 CMC Industrial 59 Comprova.com 21 Conag 68 Cotril Máquinas 57 Crossfit O2 35 CTG Brasil 23 Cummins 56 Dafra 57 DocuSign 21 Dom 66 Dona Beja 12 Drogaria Rosário 22 Drogamil 22 Ducati 57 Dudalina 21 ECB Participações 59 Encol 44 Enel 18 Enredo Branding 10 Escorts 56 Espoleto 51 Euroamérica 53 Eurolatino Participações 23 FGH Faculdade Politécnica
23
COLÉGIO VISÃO u
7, 8, 30, 31,32
Fapeg 23 Farmalife 22 FarmTrac 56 Fesap 60 FGR 44 FGV 52 Fiat 43,57 FIC 12 Fieg 10 Fit2U 21, 37 Flamboyant Shopping Center 8, 42, 44 FMB Farma 52 Fogão Goiano 51 Fonte do Paladar 12 Ford 56 Fórum do Futuro 23 Fujioka 51 Fundação Dom Ca0bral 52 GetNet 53 Giraffas 51 Goiânia Convention 12 Gol 53 Google 57 GPL 19, 46, 47 Grego 12 GT1 Tecnologia 10 HalexIstar 52 Harley Davidison 57 Harvard Business 52
Heineken 20 Hermes Pardini 22 HIG Capital 22, 52 HospFarma 52 Hospital Albert Einstein 23 Hospital Jardim América 39 Hospital Fêmina 40 Hospital Monte Sinai 39 Hospital Ortopédico América 39 Hospital Samaritano 39 IJKL Ibis Catalão 23 IBM 23 Ibemec 52 Ifag 68 IFG 23 IG 52 Indian Motorcycle 57 Innovar Construtora 59 Insper 52 InVivo 22 Ipog 10, 52 Iquego 53 Italac 44 Itaú 53, 76 Íz Restaurante 66, 67 Jalles Machado 53 JC Distribuição 50, 56
JetLog 52 John John 21 Jorlan 43 JP Morgan 21 Just Go Travel 72, 73 Kamal Alimentos 23 Komiketo 51 KTM 57 Laboratório Padrão 22 Le Lis Blanc 21 LeiteBom 44 Leprino Foods 21 Liberty 21 Lide Goiás 8, 42, 43 LinkTel 23 Lojas Americanas 51 MNO Mabel 12 Magma 21 Mamut 7, 8, 21, 34, 35, 36, 37 Man Latin America 56 Mará Participações 50 Maritma Seguros 21 Marol 11, 13, 15 Maternidade Jardim América 39 Max Sushi 51 MaxxSoft 69 MBM 70
MC Construções 83 Meimberg 56 Michel Page 52 Ministério do Planejamento 20 Ministério da Indústria 67 Mitsubishi 56, 57 Modern Meadow 68 MV Agusta 57 National Bank of Canada 23 Neovia 22 Netflix 44 Netshoes 37 New Holland 68 Nova União 37 NRF 8, 12 O Boticário 51 Oi 40, 52, 76 OIT 25 PQRS Picnic 21 Pfizer 20 Profarma 22 Promed 39, 40 Passaredo 53 Pão de Açúcar 40 Piracanjuga 44 Pizzaria Patroni 51 Porto Seguro 52 Punk Academia 36 Quatro Estações 64 QG Pastéis 51 Qualitec 45 QuatreLog 53 RCB Participações 59 Real Atacadista 56 Renault 57 Restoque 21 Riachuelo 51 Rosa Chá 21 Rossi Residencial 22 Saga 43, 56, 57, 62 Saga Malls 50 Saneago 53 Sankhya 53 Santander 21, 22, 53 Senac 66 Senai 56 Shopping Bougainville 46
Shopping dos Cosméticos Sicoob Unicentro Sicoob Engecred Sifaeg Sifaçúcar Soluti Subway Supermercado Barão Suzuki TUV Tamoio Tecar Tecnoseg Tecnoshow Comigo Tend Tudo Terra & Vecci A.A. Terral Tetris Teuto Brasileiro Town TST Treze Capital TRF 4ª Região Triumph Tropical Urbanismo TRT 18ª Região Triunfo Uber UFG Umesp UNB Unilever Unipar Use Móveis UrbsRT USP Via Fit Vivo Volvo XZ Xodó Elite Zé Latinhas Zotye
43 6 53 8, 42, 43 8, 42, 43 21, 63 51 51 57
22 43 12 68 53 53 44, 46 4,5 20 46 25 84 20 57 59 25, 28 23 20, 41 53, 58 53 52 76 52 41 19 32 51 76 56
20 12 57
EXECUTIVOS ABC Abel Dantas 53 Adalberto Bogsan 53 Adriana Benezath 52 Adriana Weisman 26 Alex Atala 66 Alexandre Caramaschi 10 Alexandre Faria 20 Alexandre Leite 47 Andréa Vecci 53 Americano Rosa 39 Ana Flávia Abrão 12, 65 Ana Júlia Ribeiro 65 Ana Paula Castro 47, 48 André Rocha 8, 42, 43, 44 André Veloso 52 Antônio Carlos ‘Macarrão’ 30, 31, 32 Ariel Antunes 74, 75 Arthur Machado 35 Benedito Abbud 47 Benedito Torres Neto 53 Brandão Rezende 52 Breno Medeiros 25,28 Carlos Ghosn 56 Celina Turchi 53 Cesar Helou 2,3 Cidinaldo Boschini Filho 25, 26, 27 Ciro Rocha 10 Cláudia Brito 52 Cláudio Aguiar 39 Cláudio Dias 52 DEFGH Daniel Antoniassi Dedé Pederneiras Dobson Borges Domingos José Arantes Doris Maciel Fábio Leal Fernando Jorge Fernando Marques Fernando Pacheco Francisco Xavier Franck Pruvost Geraldo Fonseca Neto Geraldo Maia Guilherme Aginaga Guilherme Légaré
53 8 9 31, 32 52 50, 51 67 22 50 36 23 9 57 53 23
Guilherme Pinheiro de Lima 46, 47, 48 Hugo Pires 52 IJKL Ian Baiochi 66 Ivan Hermano Filho 12 Jalles Fontoura de Siqueira 53 Jander Matias 32, 33 João Ricardo Gusmão 8, 42, 43, 44 Joathan Sodré 35, 36, 37 José Carlos de Siqueira 53 José Mária Vieria 31, 32 José Mário Schreiner 9 Juan Zamora 52 Júlio Eduardo Ferro 39, 40 Laurent Martel 22 Leandro Rosa 62 Leonardo Oliveira 10 Leonardo Massuda 60, 61, 62 Ludmila Martins 65 Luiz Fernando Teixeira 58, 59 Luiz Negrão 52 Luiza Marques 36 MNOP Marcelo Camorim Marcelo Catunda Marcelo Nascimento Marcelo Petrarca Marcelo Reis Perillo Marcelo Rosa Marcelo Simão Marcelo Zorzo Marlos Nogueira Martin Günter Max Fisher Michel Medeiros Moisés Oliveira Osvaldo Zilli Otávio Lage Filho Pablo Siemenson Paulo Borges Campos Júnior
52 12 10 67 52 52 36 52 21 68 22 21 52 50 53 47 53
Paulo Roberto Costa 58, 59 Paulo Soares 21 Pedro Alves de Oliveira 10 Pedro Bittar 9, Pedro Daniel Bittar Júnior 35, 36, 37 RST Rafael Lara Martins Raphael Valongo Ricardo Vicentini Rildo Gomes Robério Ferro Rodolfo Capuzzo Rodrigo Uchoa Rodrigo Roncolato Saimon Prado Sandra Méndez Sandro Fernandes Sandro Waldeck Sebastião Ferro Tatiane Avelar Thiago Pires Thyerry Blandinières
25, 27, 28 64 53 53 39 65 53 64 50 12 52 9 39 77 10 22
VW
Vera Garbelini 30, 31, 32, 33 Veryne Garbelini Miranda 72, 73 Victor Bueno 73 Vinicius Sousa 21 Wagner Bisi 52 Willian Vale 14, 53 Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 17
DIRETORIA LEANDRO COUTINHO | diretoria@leituraestrategica.com.br
ENEL RELATA À ANEEL: "SITUAÇÃO DA CELG É CRÍTICA" Um lance histórico. A estatal de energia goiana agora é privada, foi vendida para a multinacional italiana Enel, que atua no Brasil em várias concessões no setor elétrico. Ela deu o único lance (cerca de R$ 2,2 bilhões). Ao bater o martelo, fechou um ciclo da história da empresa. Sem tapar o sol com a peneira: amarrou a boca do saco sem fundos de corrupção, um caixa paralelo histórico do governo estadual. Com um perfil de gestão assim, pagando contas que nunca foram suas, a empresa perdeu o controle da gestão e passou de um negócio garantido, monopólio de um serviço essencial de milhões de clientes, a uma empresa falida, endividada até a última tomada. A Celg pertencia metade ao governo federal e a outra metade, ao estadual. Com essa metade da venda recebida, o governo goiano fatiou em dezenas de projetos, prioritariamente, voltados para investimento em infraestrutura. O executivo da Enel no País, Carlo Zorzoli, revelou que quer reduzir em 15% o índice de interrupção do serviço (que gera punição via Aneel), investir em seis subestações, ampliar a manutenção, que inclui elevar em 25% a poda de árvores, e elevar a capacidade de rede em 110 MVA. A Enel pediu à Aneel, que deve autorizar, a liberação para transformar multas pelo não-cumprimento de metas de qualidade em obrigações de investimento entre julho de 2017 e dezembro de 2018. Com alívio nas penalidades, teria recurso extra para investir. Em 2015 e 2016, a Celg pagou de “multas” R$ 98 milhões e R$ 66 milhões, respectivamente. Entre 2012 e 2015, as penalidades tiraram R$ 270 milhões do caixa da Celg, mais que um terço dos R$ 780 milhões investidos. Este dinheiro sugado da empresa reduz investimentos (e, assim, qualidade). A Enel prevê investir US$ 800 milhões (R$ 2,8 bilhões) na Celg-D até 2019 para atingir os níveis de qualidade exigidos pela Aneel. A Reuters teve acesso a documentos trocados entre a Aneel e Enel, em que a nova concessionária alerta que a situação da Celg-D "requer, por parte do novo acionista, que sejam tomadas medidas urgentes e até mesmo aporte de capital para execução de um projeto arrojado". A companhia também falou que a situação da elétrica goiana "é crítica".
18 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
Leitura EstratĂŠgica | Junho de 2017 . 19
DIRETORIA
ÁGUA NO CHOPPE? A venda da Brasil Kirin, no Brasil, à holandesa Heineken (por US$ 678 milhões), não foi um bom negócio para Goiás. Os europeus estão em obras de grande fábrica em Itumbiara. O projeto chegou a ficar em suspenso. O mercado de cerveja é competitivo e ter duas plantas industriais na mesma região (a Kirin tem uma em Alexânia) é arriscado. A excessiva produção teria como destino outros Estados - com custos extras e qualidade afetada. A questão é que o governo de Goiás se empenhou, até aprovando um lei específica para trazer a cervejaria, e seria embaraçoso o cancelamento.
XODÓ ELITE O crescimento do mercado de pagamento digital no Brasil ganhou um protagonista goiano. O engenheiro Alexandre Faria percebeu a oportunidade no cenário de Goiânia, um dos maiores mercados do Uber no Brasil. Seu aplicativo de abastecimento Xodó Elite chamou a atenção de vários serviços de mobilidade urbana, que lhe apresentaram um desafio: nacionalizar seu projeto. Isso porque com o Xodó Elite é possível abastecer a valores muito competitivos em diferentes postos da cidade, num modelo de negócio em que o motorista e o revendedor de combustível saem ganhando. "Já estamos captando recursos para investir no projeto de atuar em pelo menos oito cidades até o fim de 2018. O desafio é garantir competitividade a todos os envolvidos." 20 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
MAIOR DATA CENTER O governo goiano investiu R$ 10 milhões na contratação do maior data center modular da América Latina. O novo centro de processamento, inaugurado em março, é uma escolha do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão para que Goiás seja o estado-piloto na implantação de software desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O Sistema Eletrônico de Informações (SEI), uma ferramenta que permite a virtualização de processos e documentos nos órgãos dos governos. Até 2018, a meta da Segplan é que o uso de papel para elaboração de documentos do Governo de Goiás seja praticamente eliminado.
TEUTO/PFIZER O laboratório goiano Teuto Brasileiro tem um ano decisivo. O grupo tem como acionistas a família Melo, com 60%, e os americanos da Pfizer, com 40%, comprados em 2010 por R$ 400 milhões. O sócio estrangeiro tem este ano para dizer se fica com toda farmacêutica por R$ 1,5 bilhão (o mercado indica que não vai ocorrer porque grupo teria mudado estratégia global e deve sair do mercado genérico). Se confirmar, ambos devem vender sua participação. Aliás, já estariam procurando compradores. A parte goiana do negócio já havia avançado com o fundo americano Advent,
que está comprando alguns negócios no País. Era o favorito, mas o preço travou a negociação. Mercado já fala em desistência. Ainda na mesa de negociações estaria a rival do Advent, a Bain Capital. Teuto e Pfizer não comentam o assunto.
"Novas aquisições estão em nosso radar, ainda este ano"
PICNIC A Leprino Foods, americana líder mundial em queijo muçarela, e a PICNIC Queijos e Produtos Lácteos, do Paraná, fizeram aliança societária, com a Leprino adquirindo 49% da empresa brasileira. A negociação foi assessorada pela Magma, sua 10ª operação de M&A em 15 meses, informou o advogado Marlos Nogueira, que atuou com suporte jurídico.
Vinicius Sousa, presidente do Conselho da Soluti
SOLUTI COMPRA MAMUT Empresa goiana Mamut, especializada em equipamentos para prática de crossift, começa a expandir seu portfólio. Em abril, incorporou a fabricante de sorvetes Fit2U - empresa que produz alimento funcional com o mesmo nome, com 21 gramas de proteína. O foco da Mamut é se tornar uma empresa de negócios ligado à saúde, esporte e o bem-estar de seus clientes. A Fit2U, que também é goiana, já tem pontos de venda em nove Estados e no Distrito Federal, enquanto a Mamut é líder nacional de produção e vendas do seu segmento.
DUDALINA O Centro de Distribuição da rede de varejo Restoque Comércio e Distribuição de Roupas já está em pleno funcionamento no Polo Empresarial Goiás, no anel viário de Aparecida de Goiânia. A empresa é proprietária das marcas Dudalina e Le Lis Blanc, e detém os direitos de comercialização da Bobô, da Rosa Chá e da JohnJohn. Nesta primeira etapa, o investimento foi de R$ 3 milhões e abriu 205 vagas no mercado de trabalho. O próximo passo, garantiu o CEO do grupo, Paulo Soares, é abrir uma fábrica em Goiás.
DOCUSIGN A Soluti, empresa goiana de segurança e certificação digital, comprou a unidade de negócios de certificação digital da multinacional americana DocuSign no Brasil. O valor da compra não foi revelado. De acordo com a Soluti, o negócio transforma a empresa na segunda maior autoridade certificadora do País, com 15% de participação de mercado. A compra agrega 11 unidades e 80 funcionários espalhados pelo Rio Grande do Norte, Sergipe, Pernambuco, Bahia, Ceará, Piauí e Paraná, além de São Paulo. O número de pontos de atendimento dobra, para 1,8 mil. “Além de ganhar mais capilaridade, com esta aquisição, a Soluti fortalece a sua presença em São Paulo, notadamente o mercado de segurança digital mais movimentado do país”, afirma Michel Medeiros, CEO da Soluti. São Paulo representa mais de 20% das validações de certificados digitais e é um dos principais alvos da Soluti para atingir a meta de 40% de crescimento esse ano. Especializada em gestão de transações digitais e assinatura eletrônica, a DocuSign entrou no mercado brasileiro de certificados digitais em 2014, através da aquisição da Comprova.com. Na época, a companhia adquirida tinha clientes como Santander, JP Morgan, Liberty, Marítima Seguros. “Nos últimos dois anos, com o objetivo de ampliar a nossa rede de atuação, investimos na aquisição de sete empresas sinérgicas ao nosso negócio”, revela Vinícius Sousa, presidente do Conselho Administrativo da Soluti.
Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 21
DIRETORIA OFENSIVA DO SANTANDER Enquanto o Banco do Brasil fecha unidades e reduz atendimento presencial em todo País, o Santander faz movimento contrário e em área de atuação tradicional do estatal. E a estratégia está bem clara: atendimento direto. O banco abriu em Goiás seu primeiro escritório comercial direcionado ao Agronegócio do País. A estreia foi em Cristalina, no ano passado. Em 2017, a instituição financeira quer fechar o ano com mais 14 inaugurações espalhadas por regiões estratégicas do agronegócio brasileiro, em cidades como Naviraí (MS), Paragominas (PA), Posse (GO), Primavera do Leste (MT), Balsas (MA), entre outras. Essas unidades se somam às 300 agências vocacionadas ao setor distribuídas por todo o País.
AGRO-SOL A InVivo Agrosciences e Cultivo Participações - holding das famílias Dallastra e Tomazelli, da Agro-Sol – agora atuam juntas no mercado de sementes de soja. A InVivo é o maior grupo de cooperativas agrícolas francesas e a Agro-Sol Sementes se destaca no Mato Grosso, maior mercado de sementes do País. INVIVO Os braços da InVivo no Brasil vão além da Agro-Sol. O grupo francês também comprou a companhia de Nutrição e Saúde Animal, a Neovia. Para Laurent Martel, diretor-geral da InVivo Agriculture, e Thierry Blandinières, CEO do Grupo InVivo, outras alianças estratégicas também vêm sendo costuradas com outros mercados, como o de produtos fitossanitários (com a CCAB), além da área de trading (T-Grão) e no mercado de controle biológico, assim como no desenvolvimento de agricultura digital. BIGSAL A lista de empresas adquiridas pelo fundo de investimentos americano HIG Capital só cresce. A Bigsal, de JiParaná, interior de Rondônia, chamou a atenção dos americanos por ser líder em nutrição animal na Região Norte 22 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
do País. Para Fernando Marques, da H.I.G Brasil e América Latina, investimentos vão garantir a expansão da Bigsal, “orgânica e inorgânica, geográfica e de portfólio.” ROSSI RESIDENCIAL A construtora Rossi Residencial vai fechar seis filiais no País, uma delas em Goiânia. Chegou à capital goiana com bastante estardalhaço em 2010, com empreendimentos de baixo custo até alto padrão. Já inaugurou oito unidades em Goiânia e támbem está presente em Valparaíso e Cidade Ocidental. Há algum tempo não faz nenhum lançamento e também não tem nenhuma obra em andamento na capital, daí a iniciativa de fechar o escritório. Outras filiais que serão encerradas estão nas cidades de Recife, Fortaleza, Vitória, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. ATONS DO BRASIL A Atons do Brasil, distribuidora de medicamentos paulista focada em licitações de remédios, transferiu sua matriz para Palmas, onde passou a ter seu Centro de Distribuição com mais de 1 mil metros quadrados. Fundada em 2007, a empresa mantém escritório e sede comercial e administrativa em São Paulo.
DROGRARIA ROSÁRIO Aprovada pelo Cade, a venda da Drogaria Rosário para o Grupo ProFarma criou a sexta maior rede de farmácias do País. São 150 lojas e um centro de distribuição, vendidos por cerca de R$ 170 milhões – livre de dívidas. Max Fisher, da Profarma, lembra que o grupo já havia adquirido a Farmalife, Drogramil e Tamoio. LABORATÓRIO PADRÃO A rede de medicina diagnóstica Hermes Pardini, dono do Laboratório Padrão em Goiás, abriu capital na Bovespa, com oferta de 46,6% das ações, que foram compradas, principalmente, por 210 fundos de investimentos e 88 investidores estrangeiros. A empresa captou R$ 877 milhões e deve investir na expansão da rede – com aquisições ou abertura de novas unidades. BIO SCIE A farmacêutica goiana Bio Scie anunciou mais R$ 47 milhões para a construção de uma filial em Anápolis. Serão gerados 500 empregos diretos e 1,5 mil indiretos, com a transferência de tecnologia de ponta dos Estados Unidos e Coreia do Sul. Ela fornece insumos para a indústria farmoquímica.
ALGAR A Algar investe em tecnologia de big data de clientes de telefonia móvel para criar novas ferramentas de atendimento. Como o parceiro é a IBM, a Algar já negocia a integração do Watson (sistema de inteligência artificial) para fazer avaliações cognitivas dos dados. A empresa, que fatura R$ 3,1 bilhões com Telecom, espera reduzir 7 mil chamadas por mês – hoje recebe 40 mil ligações de clientes. Tem 1,3 milhão de clientes em oito Estados e no DF. LINKTEL A operadora Linktel implantou o serviço wi-fi hotspot, com acesso automático e criptografado, no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia. Além de vários aeroportos, a empresa está presente no metrô do Rio de Janeiro, shoppings BRMalls, hospitais Albert Einstein e orla das cidades de Búzios, Rio, Ilha Bela, entre outras. IBIS CATALÃO A AccorHotels inaugurou mais uma unidade da rede Ibis em Goiás, agora em Catalão. É 13ª unidade da marca no Brasil. O hotel, que tem 88 apartamentos, faz parte da estratégia, como relata Franck Pruvost, diretor de Operações na América do Sul, que diz que o Ibis vai expandir para cidades do interior que estão em desenvolvimento. KAMAL Kamal Alimentos vai se instalar em Jandaia, com investimento de R$ 12 milhões e geração de 60 empregos diretos e 180 indiretos. FÓRUM DO FUTURO O Fórum do Futuro apresentou ao BNDES e à Apex a agenda de trabalho para 2017, com foco na construção do diálogo entre Ciência, Agricultura e Sociedade. Entre os projetos prioritários da organização, formada por líderes nacionais, está “Rio Verde,
QUALITY HOTEL GOIÂNIA A rede hoteleira de Goiânia não para de crescer. E a região do Jardim Goiás ganha uma nova bandeira. A Atlantica Hotels inaugurou, em janeiro, o Quality Hotel Goiânia, próximo a Asmego e Fórum Criminal de Goiânia. São 190 apartamentos, distribuídos em 20 andares, com metragens variando entre 27 m2 e 36 m2. Entre os serviços cortesia, o hóspede encontra conexão para internet wi-fi nos apartamentos e em todas as outras dependências do hotel, café da manhã completo e room service 24 horas. A área de eventos possui quatro salas de reunião, com metragens que variam entre 25 m2 e 78 m2, com capacidade máxima para acomodar 160 pessoas em auditório. No restaurante, o Rubby Gastronomia, para até 80 pessoas, os destaques são os pratos inspirados em uma cozinha internacional com inúmeras opções, combinando ingredientes de alta qualidade em uma leitura intimista.
a Capital do Futuro”, uma proposta de desenvolvimento endógeno, em parceria com IFG e Fapeg. ANIMA A Anima Educação comprou a Eurolatino Participações, que controla a Faculdade Politécnica de Uberlândia e a Faculdade Politécnica de Goiás, em Catalão. No total são 14 cursos de graduação e mais de 2,3 mil alunos matriculados nas unidades. O negócio foi fechado por R$ 24 milhões. TRIUNFO A concessionária de rodovias Triunfo, que em Goiás administra trecho da BR-153, está pressionada pelo alto endividamento e, segundo o mercado, busca parceiros. Em fevereiro, vendeu ativos na área de energia aos chineses da CTG Brasil. Com o valor da venda (R$ 1,7 bilhão), melhora sua estrutura de capital.
TRIUNFO RIO VERDE Dentre as três empresas vendidas pela Triunfo aos chineses está a Usina Hidrelétrica Salto, localizada em Caçu e Itarumã. Usina, que fazia parte da Triunfo Rio Verde, recebeu investimentos de R$ 540 milhões e gera 594 GWh/ano, mas toda produção já está negociada até 2026, por meio de Power Purchase Agreement (PPA). NATIONAL BANK OF CANADA O National Bank of Canada desembarcou no Mato Grosso para conhecer empresas e avaliar investimentos. Em Cuiabá, executivos reuniram com empresários das áreas de turismo, alimentação e mineração. Guillaume Légaré, diretor para a América do Sul do banco, participou das reuniões. Minas Gerais e Pará já tiveram ações de investimento dos canadenses. Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 23
CAPA | EMPREGO
PRECISAMOS DA JUSTIÇA TRABALHISTA? Estrutura dedicada exclusivamente a julgar as relações de trabalho divide opiniões e inflama debate sobre eficiência do sistema e peso na conta do trabalho
24 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
Necessidade ou privilégio? Esse questionamento permeia discussões entre empregados e empregadores, que ocupam lados diferentes quando o assunto é avaliar a viabilidade de uma estrutura de justiça dedicada exclusivamente às questões trabalhistas. Seria a sua existência um incentivador para o número de ações trabalhistas existentes hoje no País? Ou ainda um limitador para investimentos e abertura de mais vagas formais de emprego? O consenso, nesta seara, parece impossível. Em 2016, segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST), 3 milhões de ações chegaram à Justiça Trabalhista no Brasil. Uma quantidade que cresce a cada ano, sendo 13% maior em relação a 2015, e pelo menos 40 vezes maior do que o número registrado em países como os Estados Unidos, onde a média anual é de 75 mil ações trabalhistas. A estrutura básica da Justiça do Trabalho no Brasil conta com o Superior Tribunal do Trabalho (TST), formado por 27 ministros; e 24 tribunais regionais (TRTs). Em Goiás, o TRT 18ª Região é constituído por 14 desembargadores, distribuídos em quatro turmas, o que chamamos de segunda instância. A primeira instância é formada pelos juízes que atuam nas varas trabalhistas. Em 2015, segundo dados do TST, havia dois magistrados e 21 servidores para cada grupo de 100 mil habitantes no Brasil. A reforma trabalhista que tramita no Congresso Nacional deve acarretar alterações significativas nas relações de trabalho no País. O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, desembargador Breno Medeiros, acredita que a mudança deve atingir o eixo que hoje é estabelecido pela legislação atual. “Alguns direitos dos trabalhadores, com base em normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), por exemplo, estão sendo retirados pela reforma trabalhista”, diz. Para o consultor empresarial, especialista em Negócios, Cidinaldo Boschini Filho, a conta da Justiça Trabalhista é um custo alto para o País e um entrave para o desenvolvimento
"A Justiça do Trabalho cumpre o que determina as leis criadas pelos legisladores eleitos pelo povo. Existe uma cadeia de consequências e a Justiça do Trabalho é importante hoje para as pessoas mais simples.” Breno Medeiros Presidente do TRT da 18a Região
"O sistema judiciário trabalhista é bem posto do jeito que está. O problema é a legislação." Rafael Lara Martins Advogado Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 25
CAPA | EMPREGO
econômico e para oferta de empregos. “O Brasil tem mais de 3 milhões de ações por ano. Enquanto que na França e nos EUA, que têm uma economia 10 vezes maior, não passam de 30 mil. Os casos são julgados na Justiça comum, cível”, afirma. E é este o modelo que Cidinaldo acredita ser o mais adequado. Os argumentos baseados na aparente vitória do trabalhador são rebatidos pelo consultor, que vê no custo da indenização, na dificuldade de geração de empregos e na redução de ganhos pontos negativos para quem busca o emprego. Do lado do governo, ainda há a falta de arrecadação de tributos com a redução de vagas no mercado formal. “A Justiça do Trabalho é irrelevante. Ela foi instituída para aumentar a burocracia e o custo no País. Baseia-se numa legislação arcaica, com um arcabouço arcaico em que nenhum dos lados ganha”, avalia Cidinaldo. A legislação é duramente criticada pelos especialistas, que veem na lei não um instrumento de proteção, mas de dificuldade do processo. “Aqui (no Brasil) é difícil contratar, é difícil demitir. Há muitos encargos. Você não sabe se o valor da rescisão é só o que vai ser pago, porque o trabalhador entra com uma ação”, diz, e acrescenta: “Criou-se uma grande indústria da ação trabalhista. O empregado sai, propõe uma ação e ele vai ter sucesso porque, em tese, a legislação o beneficia”. O fator é apontado inclusive como desmotivador pelo mercado externo. Para a economista do Banco Mundial, Adriana Weisman, a legislação trabalhista brasileira é alvo de reclamações de investidores estrangeiros, que a taxam de onerosa e, por isso, é comum deixa26 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
rem de contratar empregados e a limitar seus investimentos. As principais críticas são em relação ao custo, morosidade e arbitrariedade. “A justiça trabalhista é vista como parcial, tomando sempre o lado do empregado”, diz. A especialista lembra que não existe um modelo ideal, mas que nos países onde não há uma separação entre a justiça comum e a trabalhista a estrutura funciona bem, sendo, inclusive, almejada por trabalhadores. LEGISLAÇÃO Especialista na área trabalhista, o advogado Rafael Lara Martins considera que o problema não está no sistema judiciário exclusivo, mas sim na legislação. “Na verdade, quanto mais especializado, melhor. Não só a Justiça do Trabalho, mas outros ramos como a questão ambiental, direitos de consumo. Quando você tem um sistema especializado, você acaba compreendendo princípios e normatizações próprias desse sistema. Quando você não especializa, acaba permitindo que interpretações equivocadas sejam dadas. E isso inclui a legislação trabalhista. Entendo que o sistema judiciário trabalhista é bem posto do jeito que está. O problema é a legislação que é ruim, confusa, insegura. Você abre margem para interpretação, o que traz muita insegurança jurídica para o empresariado”. Rafael acredita que é a legislação que precisa avançar, no sentido de ser mais clara e mais segura tanto para empregadores, quanto para empregados. “Não é que o empresário não queira pagar direitos trabalhistas. O problema é que não está escrito em lugar nenhum, de forma muito clara, quais os direitos que ele tem que pagar. E isso gera muito problema.
Nós precisamos de mudanças na legislação e não, necessariamente, mudar o poder judiciário” diz. Há um consenso que a legislação, instituída em 1945 inspirada no modelo italiano da época, precisa de maior eficácia nas normas já existentes e dirimir as questões em torno do que chamados de “negociado sobre o legislado”. “Esse é um ponto muito discutido, que engessa e traz prejuízo para todo mundo. Então, o principal avanço de modernização que a legislação trabalhista brasileira poderia esperar é a possibilidade de a negociação coletiva ser, de fato, obedecida”, pondera Rafael. De acordo com o consultor Cidinaldo Boschini Filho, o que dificulta a mudança na estrutura e na legislação é a ação dos sindicatos e da própria Justiça Trabalhista “Existe um lobby muito
"O Brasil tem mais de 3 milhões de ações (trabalhistas) por ano. Enquanto que na França e nos EUA, que têm economias 10 vezes maiores, não passam de 30 mil. Os casos são julgados na Justiça comum." Cidinaldo Boschini Filho Consultor
JUSTIÇA DO TRABALHO 3 MILHÕES ações por ano
O TAMANHO NO BRASIL Tribunal Superior do Trabalho (TST) 27 ministros Tribunais Regionais do Trabalho (TRT) 24 distribuídos pelo País, sendo 2 em São Paulo
75 MIL ações por ano 70 MIL ações por ano 2,5 MIL ações por ano grande, há muito interesse e a Justiça Trabalhista só se mantém por conta disso”, assinala. Quem defende mudanças acredita que os trabalhadores são mais valorizados em um ambiente livre do que em um controlado pelo Estado. O anúncio recente de mudanças na legislação no que ser refere à terceiri-
O CUSTO PARA O PAÍS Em 2015, a Justiça do Trabalho custou R$ 83,96 por habitante, R$ 4.908 para cada caso novo e foram pagos R$ 17,445 bilhões aos reclamantes.
zação de serviços e ao trabalho temporário também gera discussões e visões divergentes entre diferentes segmentos da sociedade. O advogado trabalhista Rafael Lara Martins explica que as alterações na Lei 6019/74, que trata do trabalho temporário e da terceirização, “é o primeiro passo de uma regulamentação
necessária no Brasil”. Segundo assinala, o problema é que as pessoas estão interpretando a proposta equivocadamente, com o entendimento de que a partir de agora qualquer tipo de atividade possa ser terceirizada o que, segundo afirma, não é o que diz a legislação. O advogado explica que são duas siLeitura Estratégica | Junho de 2017 . 27
CAPA | EMPREGO
tuações distintas. A primeira refere-se ao trabalho temporário que, neste caso, de fato, qualquer atividade será passível de terceirização. “A utilização de mão de obra temporária no Brasil sempre foi tida como de pouca utilidade, por conta da legislação ruim. Agora, é muito provável que esse trabalhador temporário passe a ter maior utilização e efetividade pelas empresas, gerando mais emprego e trazendo mais oportunidades”, explica. Sobre a terceirização propriamente dita, Rafael Lara esclarece que a legislação permite que as empresas contratem prestadores de serviço para atividades específicas. O que precisa ser esclarecido, diz, é o que são essas atividades específicas e quais poderiam ser contratadas. “De um lado, há uma argumentação que pode ser tanto atividade meio como atividade fim. E de outro, que quando a lei quis falar de atividade fim, ela falou especificamente sobre temporário. Eu particularmente entendo que há uma abertura para contratação de empresas para prestar serviços específicos diretamente, mas que além de ser arriscado, não é nada inteligente a empresa achar que vai terceirizar toda a sua mão de obra”, destaca. O desafio é que o mercado use a nova legislação de forma producente. Para o especialista, os empresários precisam entender que terceirizar não significa reduzir custos, porque o trabalhador vai ganhar menos, o que tem gerado todo o embate ideológico em torno da temática. O empresário vai compreender, afirma, que terceirizar é mais barato porque quem você vai terceirizar é mais eficiente. “Contratando maior eficiência é que você consegue gerar, dentro da terceirização, uma redução de custos”, assinala. Ele explica ainda que não existe uma perda direta de direitos para os traba28 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
27% FOI O CRESCIMENTO NO NÚMERO DE PROCESSOS NO TRT 18ª REGIÃO ENTRE 2012 E 2016, SEGUNDO DADOS DO ÓRGÃO, QUE APONTA UMA ELEVAÇÃO, NO MESMO PERÍODO, DE 40% NO ÍNDICE DE SOLUÇÕES lhadores, mas aponta outros problemas. “Infelizmente algumas pessoas vão terceirizar para diminuir custos ao invés de ganhar eficiência. Outro receio é que os sindicatos acabem fazendo negociações ruins. Pode acontecer, nos dois, três primeiros anos, uma perda, mas depois, ao se organizarem, os sindicatos podem ficar mais fortes e ir para negociações mais agressivos”, avalia. SEGURANÇA Sobre a importância da Justiça do Trabalho, o desembargador Breno Medeiros destaca que “é uma justiça democrática e importante, pois 60% das causas que chegam ao Tribunal tratam de verbas rescisórias, que são aquelas verbas simples como o FGTS, o aviso prévio, o 13º, férias, devidas ao trabalhador quando ele é mandado embora”.
“E essa insistência em fazer com que esses direitos sejam respeitados é o papel da Justiça do Trabalho. Ou seja, em sua atuação como pacificadora de conflitos sociais, ela garante que os direitos mínimos do trabalhador sejam respeitados”, destaca. Segundo afirma, a Justiça do Trabalho cumpre o que determina as leis criadas pelos legisladores eleitos pelo povo. “Então, existe uma cadeia de consequências e a Justiça do Trabalho é importante hoje para as pessoas mais simples”, assinala. Para o desembargador, o empregador desconhece as leis trabalhistas, que agora estão sendo questionadas pela reforma. “Eu acho legítimo que o empresariado coloque também o seu pensamento junto aos seus representantes no Congresso Nacional”, pondera. No ano passado, o TRT 18ª Região recebeu 95.300 processos e solucionou 95.700, em primeira instância. Esses dados, segundo o desembargador mostram a expertise e a capacidade de resolução da Justiça Trabalhista. “É uma justiça operosa considerando que em cada processo nós temos de cinco a dez pedidos, diferentemente da Justiça Comum em que apenas um pedido é analisado. Então, hoje nós temos uma grande demanda mas, por outro lado, temos uma expertise, uma capacidade de resolução muito boa. A nossa estatística mostra que houve um aumento da demanda nos últimos cinco anos. Se compararmos o número de processos recebidos entre 2012 e 2016, por exemplo, houve aumento de 27,98%, enquanto o índice de solução aumentou em 40,57%, o que significa que houve um esforço grande para acompanhar o aumento da demanda e entregar a prestação jurisdicional”, destaca.
Leitura EstratĂŠgica | Novembro de 2016 . 29
PERFIL | EDUCAÇÃO
Um colégio com
VISÃO DE FUTURO Tradição e inovação garantem protoganismo do Colégio e Cursinho Visão e lugar no topo da preferência de pais e alunos do ensino médio Enxergar longe. Essa parece ser a especialidade da dupla Antônio Carlos Cardoso e Vera Garbelini, que há 27 anos fundou o Visão. A unidade então modesta, no Setor Universitário, oferecia matérias específicas e cursinho pré-vestibular para estudantes determinados a conseguir uma vaga na universidade. Os dois apostaram nos sonhos de jovens alunos para edificar os seus próprios sonhos. Nascia o cursinho pré-vestibular Visão, referência na educação goiana há quase três décadas. O cursinho amadureceu, cresceu e gerou frutos. Hoje, além do 30 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
cursinho, fundado em 1989, o Visão é também colégio de ensino médio. As duas unidades funcionam lado a lado no Bueno desde 1998, prova de que os visionários também enxergaram além das fronteiras da Goiânia da época e apostaram numa região ainda pouco habitada e sem muitas pretensões. Diretora do Visão desde a unidade do Setor Universitário, Vera Garbelini lembra que muitos foram os desafios enfrentados nesse período, mas sempre com foco na qualidade do ensino oferecido, no respeito à sociedade, com os colaboradores, alunos e pais e muita per-
sistência. “A gente sempre primou pela ética, olhamos com humildade, mantendo o diálogo, ouvindo sugestões e críticas e acatando aquilo que percebemos que é o melhor para o Visão”, assinala. Para ela, o segredo para se manterem, por quase 30 anos, como referência de qualidade no ensino oferecido em Goiânia deve-se a alguns fatores: “estamos sempre revendo o Visão, o que podemos corrigir ou melhorar; termos humildade para aceitar sugestões, inclusive pedagógicas; e buscarmos a inovação, sempre. Somos originais. Estamos sempre olhando pra dentro, buscando sermos melhores do que nós mesmos”, diz. Vera acredita que o caminho não podia ter sido trilhado ao lado de outro companheiro de sonhos e projetos que não fosse o professor Macarrão, como o sócio Antônio Carlos é conhecido no meio educacional, por colegas e alunos.
Graduado em Engenharia, Macarrão foi o professor de Matemática e Física que formou várias turmas de estudantes aspirantes ao ensino superior, hoje profissionais de diferentes áreas. Desde o início, é ela a responsável por toda a parte administrativa e financeira do Visão. No começo, contava com a ajuda do pai para deixar a escola em ordem para a chegada dos alunos. Na hora de início das aulas, estava pronta para atender na secretaria e cuidar das questões administrativas. Macarrão ministrava aulas de matemática e física e cuidava da parte pedagógica. O trabalho sério e comprometido, com frutos visíveis, impulsionou o crescimento do Visão, que alçou novos e grandes voos. Em 1995, após a instalação de nova unidade do cursinho na Rua 9, no Setor Oeste, posteriormente transferida para a Rua T-53, no Bueno, era criado o Colégio Visão para oferta do ensino médio. Aos sócios Vera e Macarrão, donos do cursinho, se juntaram Domingos José Arantes, Jander Matias e José Maria Vieira para a abertura do colégio. Neste ano, administravam duas unidades do cursinho e o colégio. Também nesta época, o grupo de sócios deu início à procura por uma nova área, que abrigaria a sede própria do Visão. O local, na T-13, não passava de um descampado, onde havia uma única casa e uma árvore como referência. À árvore pioneira, juntaram-se outras plantadas pelo professor Macarrão. A casa, uma grande e sólida construção, que abrigaria toda a estrutura do cursinho e do colégio, dando início a uma onda de ocupação da região, hoje uma das mais nobres da capital. Mais uma etapa dos sonhos dos sócios se concretizava.
O trabalho realizado pelo Visão levou milhares de estudantes para faculdades, para buscarem seus sonhos e realização profissional. O pioneirismo da instituição inspirou outros educadores. A originalidade do projeto e de seus fundadores, o projeto pedagógico humanizado e eficiente são exemplos para quem chega ao mercado educacional goiano. “Sempre falamos que é preciso ter garra e persistência para conseguir o que se deseja na vida. Nós oferecemos conhecimento, incentivo e motivação. Independente do curso escolhido, o Visão está com o aluno, porque respeitamos as suas escolhas”, afirma Vera. E para que o aluno possa manter seu foco nos seus objetivos, mas garantindo uma formação integral, o colégio aposta em projetos que perpassam pela comunicação, cultura e saúde física e mental. QUALIDADE PEDAGÓGICA A qualidade do ensino oferecido pelo Visão é uma de suas principais credenciais no mercado educacional. Atentos à velocidade das mudanças na forma de apresentação dos conteúdos e na necessidade de acompanhamento das demandas do Enem, hoje principal porta de entrada para universidades públicas e até mesmo particulares, o Visão adotou, em 2015, o material pedagógico Bernoulli, fruto da experiência de uma instituição de mesmo nome de Belo Horizonte. “Com o Enem, infelizmente as editoras não conseguiram se atualizar em tempo hábil. Depois de muita avaliação, optamos pelo material Bernoulli para o terceiro ano e cursinho”, conta Vera. A experiência foi tão boa que este ano o material didático está sendo utilizado por todas as séries do ensino médio. Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 31
PERFIL | EDUCAÇÃO
Gestão profissional, formação e integração Buscar novos métodos e garantir qualidade pedagógica não é a única preocupação do Visão. Para garantir que este foco seja alcançado, a instituição investe na formação continuada de seus profissionais, na profissionalização da gestão e na interlocução permanente com as famílias. Estes são pilares da instituição atualmente conduzida pelos sócios Vera, Macarrão, Jander e José Maria. A administração está investindo em governança, trabalhando a profissionalização dos processos e dos colaboradores da escola. “Estamos sempre nos preparando para acompanhar as exigências do meio educacional, hoje mais profissionalizado e competitivo. Somos tradição e somos inovação e estamos sempre atentos às demandas para nos mantermos competitivos, mas sem perder o foco na qualidade e no respeito”, destaca Vera. Manter toda equipe atualizada e discutir importantes temas para a educação são uma constante no colégio e isso se dá por meio de palestras e encontros com profissionais que são referência em suas áreas 32 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
como o professor Celso Vasconcelos, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e que tem encontro marcado, para junho, com os docentes do Visão. O contato com a família, segundo Vera, é fundamental para o bom desempenho dos estudantes. Trabalhamos integrados com as famílias e temos uma equipe dedicada a isso, composta por coordenadores, orientadores e psicólogos. “No ensino médio é quando eu preciso mais dos pais, que o aluno precisa do apoio e de acompanhamento. É quando ele está na dúvida sobre qual curso escolher, qual profissão seguir e, por isso, precisa muito desse apoio”, assinala. O resultado do trabalho do Visão está espalhado por Goiânia e várias outras cidades. Engenheiros, advogados, publicitários e médicos, além de outros tantos profissionais que encontraram no Visão o companheiro para trilhar o caminho rumo à universidade e a concretização de seus sonhos profissionais e que hoje levam seus filhos para percorrerem seus caminhos com o apoio do mesmo parceiro, o Visão.
"Nós oferecemos conhecimento, incentivo e motivação. Independente do curso escolhido, o Visão está com o aluno, porque respeitamos as suas escolhas" Vera Garbelini Diretora do Visão
DNA goiano no
CROSSFIT Empreendedorismo, inovação e senso de oportunidade marcam a história da Mamut, empresa goiana líder nacional de vendas de equipamento de crossfit 34 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
NOVOS NEGÓCIOS | MAMUT
Rotina não é uma palavra que combina com a dupla Joathan Sodré e Pedro Daniel Bittar Júnior. Não é por acaso que o atual slogan da Mamut é “No Routine”. A história da união deles nos negócios se cruza em 2014, mas começa mesmo antes de se conhecerem. Os primeiros passos da Mamut, empresa especializada em produzir e comercializar equipamentos e acessórios para a prática do crossfit, foram dados por Joathan e de uma forma diferente da convencional. Até 2013, Joathan trabalhou em várias áreas – em algumas como empreendedor. Por último, tocava uma indústria de cosméticos, onde usou a sua experiência anterior, representante de embalagens, com o fato de ter bom relacionamento com a indústria. Criou sua marca, avançou, saiu vendendo Brasil afora, mas os resultados foram aquém do esperado. Desanimado, quase 30 quilos acima do peso e com pouco dinheiro no bolso, Joathan foi convidado por um amigo, o Bruno, para fazer crossfit. “Crossfit?”, indagou Joathan, que sempre foi envolvido com academias, onde havia dado aulas de muay tai, boxe e feito capoeira por anos. O crossfit é um programa de treinamento realizado em espaço próprio (que não leva o nome de academia, mas sim box) utilizando movimentos funcionais, em alta intensidade e equipamentos próprios. “O principal equipamento do crossfit é o corpo. Mas para alcançar alto desempenho, é preciso de suporte, como barras, pesos, kettlebell, bolas, argolas, caixas, cordas, entre outros”, destaca o empresário. Joathan se converteu ao esporte antes de visualizá-lo como negócio. “Sou competitivo, mas cheguei lá, nos primeiros treinos não consegui acompanhar. Tive de me esforçar e sair da acomodação”, diz ele, que na época treinava no Crossfit O2, box pioneiro na capital, em frente ao Bolshoi. “Um dia o Paulinho, dono do box, chegou dos EUA e trouxe dezenas de acessórios para os alunos. Vi a galera em cima, disputando os itens. Era algo novo no Brasil, chegou no ano anterior, não tinha onde comprar.
Joathan e Pedro Daniel Bittar Júnior: forças complementares
Por R$ 69, comprei um grip, um tipo de luva de couro para proteger a mão durante o treino. Só tinha dois pares”, diz o aluno que começava a entender o negócio de crossfit. Com experiência de ter atuado como industrial, Joathan levou a nova aquisição para casa e, no outro dia, desmontou, cortou um molde no mesmo formato e usou os únicos R$ 193 que tinha no bolso para produzir grips. “Fiz 70 pares. Vendi tudo em uma semana por R$ 55. Comecei a estudar o negócio e percebi um espaço grande para crescer no mercado. Ao viLeitura Estratégica | Junho de 2017 . 35
NOVOS NEGÓCIOS | MAMUT
Um time de atletas premiados: Arthur Machado (E), Francisco Xavier e Luíza Marques,
sitar a Punk Crossfit, um dos sócios me abordou perguntando se daria conta de fazer também bolas de couro com pesos diferenciados – conhecidas como medicine ball e usadas em agachamento e arremesso. Disse que sim e me e encomendou 10 bolas em 30 dias”, relata Joathan. “Não tinha ideia por onde começar. Atravessei três dias e três noites criando a marca da empresa, montando a estratégia para desenvolver as bolas e procurando alguém para fabricá-las”, conta. A Mamut nascia ali, marca que hoje é respeitada no cenário do crossfit brasileiro. Joathan aprendeu cedo que além de desenvolver o produto, precisava desenvolver o fabricante dos produtos. Entregou as bolas na Punk e, de cara, recebeu a encomenda de mais 30. “Desbalanceadas, essas primeiras bolas tiveram de passar por um recall, mas foi uma lição de que a qualidade do produto é essencial para nos manter forte no mercado.” O empresário destaca que a Mamut deve parte do seu sucesso à internet. Com a plataforma on-line, os grips e as 36 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
bolas foram puxadores de vendas. Joathan percebeu que em todo País havia a mesma dificuldade de comprar equipamentos e acessórios para crossfit que ele percebeu em Goiânia. Mesmo com poucos recursos e iniciando a empresa, a Mamut usou uma estratégia decisiva para desenvolver com qualidade seus produtos: patrocinou dois atletas da elite do esporte no País – o Chiquinho e o Arthur. “Foram uma referência para formatar o produto. Ao atingir a satisfação deles, agradaria a todos os clientes. Eles atuavam no mais alto desempenho e testavam todos detalhes dos nossos produtos. As sugestões que chegavam eram acatadas.” “A contadora chamou minha esposa para conversar. ‘Aline, o que o Joathan está fazendo. Ele reativou o CNPJ e já no primeiro mês faturou R$ 60 mil. No segundo, R$ 220 mil.’ A Aline levou ela lá em casa, que é onde montávamos os pedidos para entrega, para ela entender o negócio. Tinha equipamento até no teto. Em seis meses, já tínhamos cerca
de 25 itens”, revela Joathan, que brinca: “Neste mesmo período, atingi também meu objetivo de perder peso. Treinando e empresariando no crossfit, perdi mais de 25 quilos.” Com um Celta e uma carretinha de dois metros, Joathan chegava a fazer até três viagens por dia a Anápolis para buscar peças de ferro e de madeira. “Não tinha grana para pagar frete para trazer e quem fabricava não entregava. Eu me virava”, diz, reforçando que o esforço dobrado, triplicado ou quadruplicado também ocorria na gestão: “Eu tinha sete e-mails. comercial@mamut, financeiro@mamut, atendimento, SAC (...) Tudo eu que respondia (assinando Equipe Mamut). Fazia isso de madrugada. Durante o dia, vendia e produzia. À noite, embalava. A transportadora passava cedo lá em casa.” O dinheiro começou a entrar no negócio. Mas gastava muito, lembra Joathan. Logo veio o sonho de montar uma indústria de equipamentos em Goiás – concentrando toda produção em um local. Entre indicações, conheceu Pedro Daniel Bittar Júnior. “Marcamos uma reunião no escritório do economista Marcelo Simão. Chegamos e subimos juntos no elevador, sem conversar um com o outro. Na descida, já estávamos traçando planos”, lembra Pedro Daniel. A sociedade demorou oito meses para nascer. Pedro Daniel, ainda como consultor, tirou da cabeça de Joathan a intenção de montar fábrica. “Tínhamos o produto pronto, com nossa marca. Era vender, embalar e entregar. O segredo estava em investir no estoque e não na produção”, defendeu o novo sócio. No meio do caminho, um baque. Ao participar de evento de equipamento no Rio, a Mamut recebeu uma proposta de
compra de equipamentos pela Netshoes, uma das maiores revendedoras on-line de material esportivo no País. “Percebemos o problema rapidamente. Conquistamos um grande player, mas criou um conflito com nossa rede de revendas que já estava se formando. Após expor o produto por um mês, já vieram 30% de desconto e frete grátis”, diz Joathan. A Mamut acelerou a produção para atender esta nova demanda – estava produzindo cinco vezes acima da média. “Na virada de ano para 2015, o cara que negociava com a gente mudou de função na empresa e, para piorar, não haviam previsto a verba prometida para a Mamut no orçamento. Nossa produção toda pronta, não tinha pedidos. Havia financiado essa produção com parceria com os fornecedores. Em janeiro, só nos disseram que não poderiam fazer nada. Era o começo da sociedade que já tinha ali um primeiro abalo – que hoje vemos que foi essencial para nos conhecermos melhor. Percebemos as diferenças nos estilos e ganhamos confiança para recuperar deste tombo”, diz Pedro Daniel. Se a meta principal da consultoria inicial do Pedro Daniel na Mamut era apenas saber os números reais do negócio, não foi por acaso que virou acionista. Ele não apenas apresentou os números, mas o caminho de profissionalizar a gestão. “Gestão não é minha expertise”, assume Joathan, apontando para o sócio. “Aprendi muito a valorizar o resultado do caixa, a respeitar o planejamento. A empresa tem dois pontos de virada. Quando tivemos o primeiro baque, o conflito, e quando realizamos o planejamento estratégico. Enxergamos o tamanho real e as possibilidades da Mamut.”
E os números, responsabilidade de Pedro Daniel, agora são outros. Dos R$ 193 no bolso no primeiro dia, a empresa já fatura R$ 4 milhões ano (2016), com expansão de 56%, e prevê, para este ano, um salto para algo próximo a R$ 7 milhões, com a geração de mais de 70 empregos entre diretos e indiretos no Estado. Do grip e da bola (desbalanceada) lá das primeiras experiências, agora são 134 itens comercializáveis. Bem provável que outros dois ou três estejam sendo inseridos no menu enquanto você lê esta matéria. “Temos uma tecnologia de desenvolvimento muito dinâmica e técnica. Por exemplo, somos os pioneiros no Brasil, antes era só importado, na produção de barras para competição. Trouxemos para Goiânia e ficamos uma semana discutindo com especialistas do fisiculturismo nacional para chegar no modelo de barra que iríamos produzir. Hoje, antes de chegar ao cliente, tudo que vamos desenvolver, apostamos na ciência e em um batalhão de profissionais do mercado e das universidades”, diz Pedro Daniel.
Líder nacional na produção de material para o crossfit, a Mamut já visa o mercado externo, com foco nos Estados Unidos, para onde já fizeram algumas negociações, e países da América do Sul. Para atacar o mercado, interno ou externo, a empresa implantou uma rede de tecnologia, que envolve gestão e monitoramento de rede e relacionamentos, que empresas com décadas de atuação nem chega perto. A Mamut não abre o jogo, mas já admite aquisição de outras empresas do setor e empresas complementares – bem como o lançamento de outras linhas com o licenciamento da marca. “Buscamos sinergia e alguma verticalização. Estamos atentos de fábrica de borracha ou metais à plataforma de vídeos e geração de conteúdo passando por alimentação fitness, como ocorreu com os sorvetes Fit2U (ver página 21)”, diz Pedro Daniel. “Concorremos com atravessadores e aventureiros. Esse sujeito que vai na China, compra um contêiner e vende, não tem fidelização do box, suporte, manutenção ou recall. Quem compra arrisca e coloca em risco seus alunos. Nossa expansão está baseada no tripé preço competitivo, entrega rápida e assistência completa – do aparelho a consultoria ao negócio. Para cada cliente temos um tratamento compatível com sua realidade e necessidade. O cliente é parte da missão da Mamut de potencializar a transformação do ser humano inovando a prática fitness”, diz Pedro Daniel, apontando que têm clientes no Acre à personalidades de renome, como Dedé Pederneiras, fundador da Nova União, dono de academias na Barra e treinador dos principais lutadores de MMA do Brasil.
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SAÚDE PRIVADA | AMÉRICA
SAÚDE
garantida Famílias e empresas buscam encaixar saúde privada em seus orçamentos. América Saúde cresce 24% em um ano
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LUISA DIAS O caos da saúde pública e a recente onda de demissões na economia brasileira – o que tirou o benefício do plano de saúde de muitas famílias – têm promovido uma movimentação forte no mercado de saúde privada no País. Em Goiás, não foi diferente. O América Saúde cresceu em 24% sua carteira em 2016, com a migração de clientes de outros planos. Essa expansão já contabiliza as demissões em empresas clientes que já utilizavam o plano e que reduziram suas carteiras. A inclusão dos clientes que ficaram sem planos de outras bandeiras no América foi muito maior que o fluxo de perda. Para entender este movimento, é importante compreender o atual momento, os conceitos e a história desta empresa goiana. Considerando que saúde é item essencial no planejamento do orçamento doméstico, mas, com a crise, esta despesa está entre os que foram revistas pela família brasileira. Mas é possível reduzir custos e garantir qualidade? Especialistas apontam que este é o grande desafio para quem quer ter assistência médica de ponta sem impactar o orçamento doméstico. Para responder esta expectativa dos usuários de planos privados de saúde, nas modalidades individual, familiar ou corporativo, o médico Júlio Eduardo Ferro, ginecologista e mastologista, criou em 2003 o América Saúde, resultado da parceria de três grandes hospitais goianos: Hospital e Maternidade Jardim América, Hospital Samaritano e Hospital Monte Sinai. A união dos serviços chegou, inicialmente, aos funcionários das unidades e depois aos clientes de Goi-
ânia, Aparecida de Goiânia e mais 20 cidades do Estado. O plano foi criado a partir da adequação exigida com a criação da Agência Nacional de Saúde. O Hospital e Maternidade Jardim América possuía, na época, caixa de assistência à saúde dos funcionários. Diante da necessidade de seguir as novas regras do
"Me sinto, com todas as dificuldades, uma pessoa realizada por oferecer saúde de qualidade para 10% da população de Goiânia” Júlio Eduardo Ferro Presidente do América Saúde Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 39
SAÚDE PRIVADA | AMÉRICA setor, segundo Júlio Ferro, presidente do América Saúde, a empresa decidiu criar um plano de assistência privado. A ideia foi encampada pelos médicos Sebastião Ferro, Robério Ferro, Cláudio Aguiar e Americano Rosa. Hoje, depois de 14 anos, a empresa já tem um segundo plano, o Promed Assistência Médica, e uma rede de dez serviços de saúde e 1.350 médicos credenciados. “Já tinha trabalhado em alguns hospitais de São Paulo que tinha plano próprio. Conversei com colegas e decidimos criar um plano de saúde, porque tinha esse espaço no mercado”. O objetivo era levar qualidade com preço acessível. O que parece ter sido cumprido, além da segunda maior carteira de clientes, o América cobra 25% mais barato do que a média dos preços cobrados pelos grandes planos. No total, são 97.500 vidas em todo o Estado. Entre as empresas que já tornaram clientes do plano América estão a rede de supermercados Pão de Açúcar e a operadora de telefonia Oi. O cliente corporativo representa 60% dos negócios do plano. O plano para 2017 é chegar a 100 mil vidas, o que garante a fatia do mercado voltada para o público B e
C. O trabalho é reforçado pela Promed, que tem 45 mil vidas asseguradas. “Nosso objetivo não é avançar em outra fatia de mercado. Queremos oferecer saúde de qualidade para quem, muitas vezes não tinha acesso”, explica Júlio Ferro, que destaca que, com quase 100 mil usuários, a empresa está organizada para fidelizar a clientela e ampliar o atendimento. Todos os serviços garantidos na legislação são oferecidos pela seguradora. O crescimento permitiu novidades como a contratação de duas novas unidades que passaram a integrar os prestadores de serviço do plano. O Hospital Fêmina foi incorporado como referência em ginecologia, pediatria e clínica geral e passou a chamar Hospital América. Situado na Alameda Coronel Joaquim Bastos, no Setor Marista, atende emergência pediátrica e materna 24 horas. O plano também conta com o atendimento do Hospital Ortopédico Promed, localizado no Jardim América, e que oferece especialistas em atendimentos na área de ortopedia. Ambos são unidades próprias do grupo e prestam serviços para os usuários do Amé-
rica, do Promed e de outros planos. ESTRUTURA O corpo clínico é selecionado e traz como elemento o atendimento humanizado. “Nosso corpo clínico tem uma forma especial de atender. Trata de forma bastante humanizada e trouxe a ideia para dentro do coração”, garante Júlio Ferro. O plano América Saúde tem duas sedes para atendimento do cliente, em Goiânia, no Setor Nova Suíça, e Aparecida de Goiânia. São 194 funcionários, nos espaços administrativos e nas quatro clínicas próprias. A estrutura é a realização do sonho de Júlio Ferro. “Me sinto, com todas as dificuldades, uma pessoa realizada por oferecer saúde de qualidade para 10% da população de Goiânia”. O que movimenta ainda o plano é o desejo de oferecer dignidade às famílias goianas e esta é a palavra mais ouvida nas pesquisas de qualidade com o consumidor. O acesso à saúde para a maioria dos novos beneficiados era feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a comodidade e facilidade do acesso tornam o plano um item diferenciado e essencial na vida destes novos consumidores.
Com 194 colaboradores, Diretoria e equipe da América Saúde se destacam pelo atendimento humanizado e foco no cliente
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SENTA AÍ PAULO SÉRGIO RESENDE | Gerente Nacional de Vendas da USE Móveis
VAI MONTAR O ESCRITÓRIO? NÃO IGNORE O PROJETO DE MOBILIÁRIO CORPORATIVO Tijolo, cimento, tintas, argamassa e gesso. Se você vai iniciar uma obra, com certeza tem esses itens como os primeiros colocados em sua lista de compras. De forma geral você não está errado, mas nos dias atuais alguns itens devem ser pensados de forma preliminar, antes mesmo da execução do projeto. Estamos falando do mobiliário corporativo. Projetar qual dimensão e modelo de mesa adquirir, quantos postos de trabalho existirá naquele ambiente, qual modelo de poltrona a ser utilizada, aliar piso “versus” modelo de rodízio a ser utilizado... Parece ser um exagero em um primeiro momento. Mas não é. Identificar estes itens facilita muito aos mestres de obra na execução da projeção de tomadas, pontos de iluminação, pontos de rede, sem que seja necessária aquela “quebradeira” após a conclusão da obra. Quantas vezes, ao adquirir ou locar um imóvel comercial/industrial, tem de se fazer inúmeras adaptações ao projeto por conta da adequação do mobiliário? É fundamental a definição do mobiliário a ser adquirido, logo no início do desenvolvimento dos projetos. A gama de produtos desse segmento é gigantesca nos dias atuais. Muitos produtos já trazem soluções que facilitam a engenharia nas grandes obras, como mesa com caixas de tomadas embutidas, plataformas para 20 a 30 pessoas em uma única projeção, ou até produtos que acondicionam documentos em salas-cofres ou arquivos deslizantes. Outro grande diferencial para tomar as melhores alternativas e ideias é a contratação de profissionais especializados no segmento, como arquitetos, designers e, até mesmo, técnicos de segurança do trabalho. A maioria desses profissionais busca conhecimento em todo momento e se preocupa além das paredes,
telhados e projetos estruturais. Eles refinam a obra e tentam entregar aos seus clientes a riqueza em detalhes, buscando um ambiente confortável aliado à operacionalidade, ergonomia e organização. Nada adianta uma obra suntuosa se internamente seus colaboradores trabalham em um ambiente desarmonioso, sem uso adequado das instalações e sem conforto. O resultado da equipe terá efeitos negativos na produtividade do negócio. Existem empresas que oferecem projetos e soluções sem ônus para o cliente. É preciso ficar atento na qualidade dos produtos e a transparência no que é oferecido. Muitas apresentam um projeto 3D fantástico mas no momento da entrega os produtos são desconexos e fogem do que foi apresentado. É importante que se dê prioridade às indústrias locais, já que essas garantem assistência local e manutenção permanente. O investimento justifica conhecer a estrutura física do fornecedor, o produto ofertado, avaliar garantias aplicadas, pedir atestados que comprovem entregas anteriores, avaliar atestados, laudos e certificados de acordo com as normas ABNT. A boa empresa terá prazer em cumprir estas recomendações.
Essa coluna tem o apoio técnico da USE MÓVEIS Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 41
CONVERSACOMCEOS Dois engenheiros civis e uma entrevista de alta qualidade. Essa foi a tônica da Conversa com CEOs desta edição, com conteúdo empresarial relevante, como sempre, abordado com clareza. João Ricardo Gusmão Ladeia, executivo do Flamboyant Shopping Center, e André Baptista Rocha, presidente do Lide Goiás e do Sifaeg/Sifaçúcar, mantiveram elevado o nível desta coluna. De formato inédito e já consolidada, com identidade própria e força de leitura (e estratégia), a Conversa com CEOs continua sem título, olho e perguntas diretas. São lançados temas e os participantes começam a conversar. Nosso papel é gravar, editar e publicar. Confira os principais trechos deste longo debate de boas ideias a seguir. Boa leitura a todos.
O CEO E A CRISE JOÃO RICARDO - O papel do CEO é liderar o negócio, a equipe e cuidar da gestão. Parece com a função de um técnico de futebol: saber escalar a equipe e cobrar resultados. Muitas vezes, chega e o grupo já está formado. Se necessário, faz-se adaptações a um elenco já montado. O que é uma empresa? Você chega no shopping bem cedo e encontra o quê? Você vê lojas fechadas e a administração vazia. Aquilo não é a empresa. A empresa são as pessoas. Então, a maior característica do CEO é justamente essa de ser o líder, ser o orientador. O líder também precisa de pessoas que o orientem e falem a verdade a ele, mesmo que discorde. O CEO é parte da equipe, em uma posição de maior responsabilidade, mas o trabalho é conjunto. ANDRÉ ROCHA - O papel do CEO na crise é a percepção da própria crise. Veja bem, avaliemos 2014, em que a discussão era a eleição. Depois que passou, em janeiro, parecia que tínhamos um País diferente. De repente, as previsões econômicas estavam frustradas e começaram a causar uma insegurança em todo mundo. Nesse primeiro momento era importante você perceber a dimensão da crise e o seu porquê. Normalmente, quando temos uma crise, a primeira reação nunca é empresarial, é política. O poder público é quem reage, estimulando a iniciativa privada. Em 2008, quando se teve a grande crise econômica mundial, que foi tratada no Brasil como uma “marolinha”, foram implementadas as políticas públicas de incentivo ao consumo, principalmente na indústria automobilística, e o País teve, então, um mecanismo para superar a crise. De maneira colateral, alguns setores foram afetados. Mas, em 2015, quando se esperava qualquer tipo de reação do governo, 42 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
Nome: João Ricado Gusmão Ladeia Idade: 59 anos Empresa: Flamboyant Shopping Center
o próprio emergiu em uma crise, no caso, política. E, ao mesmo tempo, já, desde 2014, a Operação Lava Jato começou a expor os problemas éticos no País. A mistura da crise econômica com a crise ética e política criou uma ‘tempestade perfeita’ que trouxe consequências horríveis para o Brasil. Problemas diversos em um período muito curto. A principal questão foi como cada empresário, cada CEO, em seu segmento percebeu a crise. O ESTADO E A CRISE ANDRÉ ROCHA: Muitos setores se saíram melhor na crise ou foram menos afetados. O agronegócio e os setores exportadores tiveram um impacto menor. Por outro lado, o mercado imobiliário, o setor automobilístico e o varejo sofreram mais. Ocorreram diferentes abalos nas economias estaduais. Quando a política afetou a dinâmica do País, era a hora de propor medidas opostas às tomadas, ou seja, incentivar o crescimento, dar mais incentivos fiscais, o que não ocorreu. De maneira geral, nenhum Estado – nem Goiás – fez isso e acaba-
Nome: André Rocha Idade: 45 anos Empresa: Lide Goiás e Sifaeg/Sifaçúcar
mos sentindo reflexos negativos. O que precisamos é retomar o crescimento. Temos um governo que mesmo com uma série de indagações, no último ano, conseguiu avançar uma plataforma reformista, aos poucos, no Legislativo. Por mais que se discuta pontos polêmicos, aprendeu-se a trabalhar e, ao invés de querer reformas amplas, gerais e irrestritas, começou a “fatiar o bolo” e a tratar de pontos específicos. Isso tem ajudado o País e dado um pouco mais de segurança para o mercado, mesmo em momento recessivo. Começamos a recuperar investidores. É só você ver nos leilões de concessões. A própria venda da Celg, que foi positiva para o Estado, pois a compradora tem condição de fazer investimentos e não inibir o crescimento da indústria. Um dos nossos gargalos para o crescimento é o fornecimento de energia. O papel do CEO foi, nessa turbulência, fazer o dever de casa. Qual? Melhorar a produtividade, diminuir custos, olhar em novas direções e ter ideias. Alguns grupos souberam fazer isso e colocar o pé no freio, repensaram e adiaram investimentos; já outros, não. Isso depende muito do setor.
JOÃO RICARDO - No nosso caso da indústria de shopping centers, você tem contato com vários empresários, de 200 a 300 lojas. E, com a crise, você se aproxima mais deles. Todo mundo tem um problema, desde o empresário da grande loja até o de quiosque de bijuteria. A dificuldade é geral. A área tributária concentra a maioria das reclamações, depois a trabalhista. Demitir é caro. Muitas lojas já quebraram por conta destes passivos. Os problemas vêm dos lojistas até nós, que temos também nossos problemas. Para você ter uma ideia do quanto o empresário sofre, e não é só na crise, é sempre. Fizemos uma expansão de 7 mil m2 e estamos gastando mais de R$ 10 milhões para fazer estudo de impacto no trânsito da vizinhança. Em certo ponto, achamos injusto: a obra é no cruzamento da Jamel Cecílio com a Avenida E. Isso vem só para nossa conta. Esse dinheiro é gasto, não investimento. Vai e não retorna. Lógico que beneficia o shopping, mas está beneficiando mais a cidade. Grande parte disso deveria ser responsabilidade do setor público. Enfim, em Goiás, bem ou mal, pelo menos estamos crescendo, graças ao bons resultados da agropecuária, que se manteve bem na crise. O shopping teve crescimento em 2016. De certa forma, estamos dentro de um oásis em um deserto enorme. EMPRESÁRIO GOIANO JOÃO RICARDO: No caso do shopping, a maioria dos empresários locais é franqueado de marcas de fora. Temos poucas marcas locais mesmo com empresários locais. Mas acabamos de ver que uma loja goiana abrir e que ficamos até espantados com o sucesso inicial, que foi o Shopping dos Cosméticos, do Robson. Foi um acontecimento. O Robson é um cara de visão. Os empresários de fora demoram um pouco a se adaptar ao consumidor local. Cada lugar tem sua particularidade, mas é fato que algumas marcas, que já são sucesso em outros locais, às vezes demoram a se destacar aqui. Temos um consumidor de alto padrão que, muitas vezes, já compra fora. Mas, por outro lado, captam muitos clientes do interior do Estado. ANDRÉ ROCHA: O goiano, de certa forma, tal como o mineiro, é discreto. Contudo, temos inúmeros exemplos de empreendedores goianos em várias áreas de atuação. No ramo de concessionária de automóveis, por exemplo, um dos maiores é o Grupo Saga, temos também a Jorlan e a Cical, dois dos maiores da América Latina em revenda Chevrolet, ou o grupo Tecar que se destaca, entre outras marcas, com a Fiat. Temos vários exemplos de grupos sólidos. O empresário goiano soube Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 43
CONVERSACOMCEOS conquistar o espaço local e, ao mesmo tempo, expandir. A área de construção civil, por exemplo, é concorridíssima. Tem-se um dos menores preços de metro quadrado do País. No setor, sempre tivemos empresas que se destacaram no País - desde a Encol. A FGR, com os Jardins, por exemplo, se destacou no País como uma das grandes na área de condomínios horizontais. Se falarmos de shopping, temos o Flamboyant. Ao mesmo tempo, temos o Buriti Shopping, da Terral, que conseguiu expandir para outros lugares. Na área de leite, a Piracanjuba e o Italac, que estão entre as maiores do Brasil. E a LeiteBom, que foi grande no passado recente. Você pode entrar em vários setores e vai encontrar empresários goianos. Mas, de maneira geral, o goiano é mais discreto. No interior do Estado é possível encontrar produtores de soja que são grandes empreendedores, possuem enorme patrimônio, mas levam uma vida modesta.
físico. As redes sociais têm aproximado quem está longe, mas, às vezes, distanciam quem está perto. Por outro lado, como a velocidade é enorme, você cria ou perde mercados em um piscar de olhos, é preciso estar muito atento a isso. É uma questão de percepção do mercado ao qual você está inserido.
GARGALOS JOÃO RICARDO: No shopping, temos dois cenários diferentes: o do operador do empreendimento e o do dono das lojas. O shopping tem dois clientes: o consumidor e o lojista. As dificuldades que o lojista sente acabam passando para nós. Muitas vezes o custo de ocupação da loja alcança um determinado porcentual que fica inviável para o lojista. Aumenta a minha vacância e também os meus custos. O que hoje mais impacta o lojista é a questão do condomínio, que pesa porque é preciso ratear os encargos comuns, João Ricardo Gusmão Ladeia como a energia e o IPTU. Esses custos INTERNET que o shopping precisa repassar impacJOÃO RICARDO: Sempre se falou tam os negócios do lojista. Em relação ao que o comércio eletrônico acabaria com shopping, enfrentamos problemas com a loja física, mas a tendência é que se o poder público municipal, Legislativo complementem. A integração de divere Executivo, e excesso de exigências do sos canais de compras tem acontecido Corpo de Bombeiros. Estamos nos uninbastante no exterior e aqui, ainda em do com os outros shoppings. Precisamos menor volume. Alguns setores foram mostrar ao poder público a força do segmais afetados, como as lojas de eletromento e sua importância para a cidade: domésticos – que eram enormes. As liAndré Rocha gerando empregos, arrecadando imposvrarias não são mais só livrarias, contam tos, promovendo projetos culturais e escom outras seções. O próprio shopping não é mais um centro de compras, é um centro de entreteni- timulando o turismo. Queremos formar uma associação para mento e lazer. Investimos em um polo gastronômico, que trou- mostrar ao poder público nossa importância. Muitas vezes, xe de volta um cliente que tinha deixado de frequentar o local. ficamos com a impressão de que o poder público é contra os As pessoas hoje estão extremamente conectadas e o comércio shoppings, pois tudo é feito para dificultar a nossa atividade. ANDRÉ ROCHA: Acho que o Brasil tem vários desafios está procurando formas de conversar com essas pessoas. ANDRÉ ROCHA: Estamos em um processo de aprendi- e vários obstáculos para superar. O custo do País é altíssimo. zagem. Há pouco tempo se falava que os cinemas iriam acabar Temos problemas sérios na área da logística. É fato que já por conta do videocassete, mas os videocassetes acabaram e avançamos muito com as concessões de alguns aeroportos – é os cinemas continuam. E, por mais que hoje tenhamos a ser- só ver o que era o Aeroporto de Brasília e o que é hoje. Temos viço do streaming, como a Netflix, as pessoas ainda vão aos bons exemplos e, agora, com a entrada de novos operadores a cinemas justamente por essa questão do lazer. A internet é expectativa é que o cenário melhore, aumentando qualidade complementar, sempre haverá essa necessidade do contato de vida e de trabalho.
Muitas vezes, ficamos com a impressão que o poder público é contra os shoppings, pois tudo é feito para dificultar.
Você cria e perde mercado em um piscar de olhos, é preciso estar muito atento a isso.
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ALTO PADRÃO | NOVAS REFERÊNCIAS
BASTIDORES DE UM IMÓVEL DE LUXO PARQUE ARQUITETÔNICO: COMO FOI A REALIZAÇÃO DO SONHO DE CONSTRUIR UMA EMPREENDIMENTO PERSONALIZADO EM UMA QUADRA NO MARISTA Uma cidade é um mapa em contínua construção, sob forte influência social e econômica. Prédios, ruas, avenidas, praças ou bairros inteiros, planejados ou não, surgem, transformando a face urbana. Alguns se consolidam, vários entram em decadência. Mas, cada década guarda seus traços, seus monumentos. A história é contada pelas novas gerações por suas obras mais ousadas. Os prédios são marcas definitivas nas cidades. Um fator decisivo neste constante “redesenho” arquitetônico é ofício do construtor. Guilherme Pinheiro de Lima, diretor da GPL Incorporadora, concorda com esta missão e vai mais longe: “A consciência de quem vai interferir na cidade e como o fará devem estar na origem e no objetivo de cada projeto. Todo empreendedor é guiado por seus sonhos.” Nas frequentes visitas a São Paulo, o diretor da GPL se impressiona com a região da Praça Pereira Coutinho, na Vila Nova Conceição, bairro vizinho ao Parque do Ibirapuera. Local se destaca pela beleza arquitetônica, pela qualidade de vida, pela harmonia e convívio
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entre moradores, que, por tudo isso, teve forte influência na valorização de seus imóveis. É hoje a região com o maior número de apartamentos de alto padrão por quarteirão na capital paulistana. Somando estas características, se tornou o metro quadrado mais valorizado de São Paulo, chegando a ultrapassar a casa dos R$ 30 mil, atraindo as famílias tradicionais, de banqueiros a grandes empresários. Da inspiração à realização. Guilherme dedicou-se a estudar em Goiânia um espaço para onde pudesse transportar aquele ambiente charmoso e de convivência dos melhores empreendimentos da Vila Nova Conceição. O bairro estava decidido: Setor Marista. O segundo passo era o mais complexo, que seria encontrar uma quadra livre no bairro nobre, algo quase raro na capital goiana, que, em cada quarteirão, tem dezenas de lotes. Após pesquisas e negociações, a quadra foi encontrada. E não poderia ser melhor, no coração do Marista, no encontro das ruas 13, 34-A e 36, a 50 metros do Shopping Bougainville. Além da
GPL Incorporadora, aderiram ao projeto a Terral e a Town Desenvolvimento Imobiliário. “Sempre achei que aquela área do Marista, pelas árvores antigas, os corredores de sombras, remete a origem da cidade e a um ambiente de tranquilidade. A quadra está em ruas com trânsito mais leve, mas próxima à Rua 9, uma via estratégica. Essa quadra é uma reserva. Sempre olhei para a quadra como se fosse um formato de um coração. Era o lugar ideal para esta concepção arquitetônica”, relata Guilherme. Surgia, em 2013, com o início das obras do Victorian Living Desire, de arquitetura neocontemporânea, o conceito Parque Arquitetônico Privativo. “Seguimos a linha de empreendimentos de alto padrão que você vê em Londres e Paris, mas com uma arquitetura e engenharia com nossa personalidade”, diz Guilherme, que destaca que assim como na inspiração paulistana, apesar de todo esse estilo de vida, muito raramente tem unidades à venda – e, o que já começa a ocorrer com os apartamentos da quadra do Parque Arquitetônico.
Com a consolidação das negociações e a aquisição de toda quadra, o Parque Arquitetônico se concretizaria, com mais duas torres recém-lançadas: Dinastia e Époque Living Desire. A inspiração paulistana, de forte influência do renomado arquiteto argentino Pablo Slemenson e suas obras neoclássicas, foi mantida. A GPL optou por uma variação, com estilo neocontemporâneo, adotado no projeto do arquiteto Alexandre Leite, projeto de interiores da arqui-
teta Ana Paula Castro e a paisagismo de Benedito Abbud. “Nós não queríamos expor apenas o estilo contemporâneo, predominante em Goiânia. Desde o princípio, o desejo foi projetar algo diferente, imponente e que fosse percebido de longe. É uma fachada que não cansa, não enjoa, traz romantismo, harmonia e elegância”, destaca Alexandre Leite, reforçando que o projeto exigiu muito estudo e atendendo a desejos de quem quer morar em um
“A consciência de quem vai interferir na cidade e como o fará devem estar na origem e no objetivo de cada projeto. Todo empreendedor é guiado por seus sonhos.” Guilherme Pinheiro de Lima Diretor da GPL Incorporadora
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ALTO PADRÃO | NOVAS REFERÊNCIAS alto padrão, como preservação de áreas verdes, cuidado com as calçadas, estética da fachada e as possibilidades de personalização. “É um empreendimento que já nasceu para ficar na história.” Ana Paula Castro destaca as possibilidades permitidas pelos imóveis, por ter praticamente todo apartamento sem pilares no meio. “Conseguimos chegar onde queríamos, preparamos uma planta arquitetônica muito dinâmica e com a possibilidade de personalização, que dá ao morador a opção para adaptar da forma como desejar. Ter praticamente 360º em todo apartamento com vãos livres faz muita diferença.” “É um apartamento como em Nova York, onde se tem prédios de um século de construção, altamente valorizados, superando inclusive lançamentos, pois são amplos, abertos, bem localizados e que possibilitam um ‘retrofit’ que transforma o imóvel ou, até mesmo, renasce o próprio prédio – preservando memória e história. Os prédios do Parque Arquitetônico são os mais modernos hoje, mas, por uma questão de valor, já foram pensados para continuarem com mesmo vigor em 50 anos ou mais”, prevê Guilherme, já antevendo que, entre as famílias, as novas gerações não herdarão “imóveis” desatualizados. SUPERELEVADOR Outra grande novidade exclusiva do Victorian, na verdade uma comodidade única na cidade, é um dos elevadores ser de maior capacidade – podendo inclusive subir o veículo da família. “Ao chegar das compras de supermercado ou da fazenda, em vez de usar o elevador social, a família daria preferência a usar o elevador master, subir com o carro e descarregar o veículo. Abrem outras possibilidades, por exemplo, subir todos os móveis, um piano, uma mesa de sinuca e vários itens que, durante a moradia em um prédio comum, muitas pessoas abrem mão por conta da dificuldade de transportar. Outra vantagem é a completa privacidade que o elevador garante a pessoas que estão passando por momentos mais reservados”, diz Guilherme, que relata que a “garagem” dentro do apartamento, apesar de depender de cada projeto, estaria ao lado da cozinha. O diretor da GPL explica que o projeto surgiu de uma negociação especial com a empresa suíça Schindler, uma das mais importantes empresas deste setor no mundo, que desenvolveu um equipamento todo automatizado e seguro. A PRAÇA No centro da quadra do Parque Arquitetônico, entre as torres Dinastia e Epóque, uma praça as interliga. “Já que o goiano é apaixonado por praças e o projeto tinha forte influência da Vila Nova Conceição, adotamos no empreendimento uma praça privativa. É um local de convivência dos moradores, 48 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
ampliando a integração dos vizinhos, com duas amplas academias. Temos excelentes praças em Goiânia, mas as pessoas vão se afastando pela questão da segurança. Em uma praça privativa, você pode descer meia-noite que estará seguro.” Outro ponto forte da tríade Victorian, Époque e Dinastia, é a segurança. Foi pensado um projeto pela TecnoSeg específico para o Parque Arquitetônico e único no Centro-Oeste, com câmeras speed dome, que monitora a quadra dia e noite, as três guaritas blindadas e independentes, que se comunicam 24 horas, além de várias possibilidades como rastreamento dos automóveis e, se for interesse do morador, preparação para câ-
meras de vigilância internas na unidade. A visão dos empreendedores do Parque Arquitetônico aos poucos vai se realizando. Como o número de unidades é limitado, são apenas 80 apartamentos e com boa parte já comercializados, a aposta é que o conceito arquitetônico e vantagens já identificadas pelo mercado levaria a uma valorização orgânica. “Já começa a ocorrer. É um fator econômico: seu preço subiria na medida em que aumentasse a dificuldade de entrar no empreendimento depois da sua consolidação. É uma curva ascendente para os próximos anos. O modelo de construção e sua imagem tornam o produto atemporal”, diz Guilherme.
A opção pelo produto altamente sofisticado foi estratégica – que tem se mostrado bem-sucedida. Poderia se erguer naquela valorizada quadra, pela força da região, vários modelos comerciais e residenciais e ter um outro modelo de venda. “A região é tão valorizada que se poderia fazer uma miscelânea de modelos, mix de escritórios com apartamentos de um, dois e três quartos. Com certeza o resultado e velocidade de venda seriam muito bons. Mas existia o sonho de fazer algo mais, de interferir de outra forma nesta área maravilhosa”, diz. Guilherme destaca que o risco maior compensa. “É um legado dos empreendedores. Financeiramente também é um bom produto, mas são prédios bem mais caros de se fazer. Na fachada do Victorian, colocamos tijolo a tijolo. São oito equipes, com quatro pedreiros cada uma. Para remeter ao modelo e cor da fachada inglesa, tivemos de buscar o tijolo no Rio Grande do Sul.” O Parque Arquitetônico é artesanal. É um produto personalizado, explica Guilherme, que difere da maioria dos lançamentos, que podem até encontrar projetos atraentes, mas a casca é a mesma. “Quem compra percebe depois de algum tempo. Essa avaliação técnica, em São Paulo, já se valoriza. Por aqui, acreditamos que a tendência é evoluir para este padrão de consumidor, que paga mais, mas quer o que tem de melhor. Compra pelo valor presente e futuro, não só pelo preço do dia. O cliente tem de ser diferenciado quanto o empreendimento.” E, neste ponto, até os empreendedores se surpreenderam. Quatro clientes do Victorian compraram dois andares e os interligaram, ficando cada imóvel com mais 800 metros quadrados. Um deles, comprou o primeiro andar (que é maior) e o segundo, ficando com mais de 1.100 metros quadrados, e 10 vagas de garagens, fora as do apartamento. “Como seriam 80 moradores na quadra e alguns compraram dois e integraram, teremos uma quadra para pouco mais de 70 famílias. A história conta que empreendimentos assim, uma série especial e rara, serão sempre disputados. Depois que saem das nossas mãos, quem regula o valor é o mercado. Quem comprou não costuma vender e, se o faz, é por um preço muito alto.” O cliente entendeu o projeto e a resposta foi positiva, com resultado de vendas surpreendente – acima do esperado. “O consumidor para este padrão está muito atento ao mercado, troca muita informação entre si. Contudo, há ainda oportunidade de conhecer, pois os empreendimentos acabaram de ser lançados e estão em comercialização”, desta Guilherme. Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 49
INVESTIMENTO | VAREJO
Aparecida Shopping,
O NOVO CENTRO NOVO SHOPPING ABRE AS PORTAS DIA 27 DE JUNHO APÓS APORTE DE R$ 250 MILHÕES EM INVESTIMENTO
Era mato, um imenso terreno abandonado colado ao Centro de Aparecida de Goiânia. Hoje, no local, foi construído o Aparecida Shopping, com R$ 250 milhões investidos pela Saga Malls, JC Distribuição e Mará Participações, e um potencial de 3 mil empregos. Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag), Osvaldo Zilli, o empreendimento é moderno e já afeta o crescimento da cidade. “Foi planejado para oferecer o que há de melhor em estrutura e produtos, com lojas âncoras de nível nacional. Fomenta o comércio local, o emprego e o empreendedorismo", disse. Fernando Pacheco, dono da auto-escola Pacheco, abriu nova unidade do seu negócio em frente ao Aparecida Shopping. Há um ano e meio no local, ele viu o comércio local ressurgir. “Lojas estavam abandonadas, depreciadas e sem estrutura. Muitas, fechadas. Ninguém queria os pontos, pois a maioria precisava de reforma. Gastei R$ 25 mil. A 50 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
Fábio Leal destaca o mix variado do novo shopping
movimentação cresce mês a mês. Antes, na auto-escola, eram abertos 15 processos por mês, passando para 40 mensais. A meta é chegar a 80 processos. Nem se me oferecer ágio de cinco vezes o que gastei, eu passo o ponto.” “A expansão dos negócios vai se espalhar por toda extensão da avenida com o tempo. Começa com a locação de salas, que em um raio de 1 quilômetro já é difícil conseguir. Novos bancos, lojas de rede e serviços virão". O cenário traçado por Saimon Prado, proprietário de escritório imobiliário em frente ao novo shopping, é de investimentos. “Começou com o shopping, mas vai se espalhar por outros empreendimentos”, diz ele, que aposta na verticalização dos imóveis residenciais e até escritórios, na região. “Imóvel que antes valia de R$ 500 mil a R$ 800 mil, hoje já é vendido a R$ 1,5 milhão. Quanto mais próximo ao shopping, mais caro. A locação de sala de 20 m2 de R$ 1 mil, hoje não sai por menos de R$R 1,6 mil.”
ENTREVISTA: FÁBIO LEAL, superintendnte do Aparecida Shopping
O grupo investidor já previa essa reação positiva do mercado e valorização da região do Aparecida Shopping? Sim. Investir em áreas de potencial de consumo, densidade populacional e carentes de bons serviços gera uma grande oportunidade de negócios para empreendedores e lojistas. Sem contar na evolução urbana e valorização do entorno que acontece naturalmente com a chegada do empreendimento. Outro fator importante é a geração de empregos diretos e indiretos. São mais de 3 mil oportunidades para a população local, além disso gera opções de sociabilidade para os moradores de Aparecida que buscam entretenimento e lazer. Tudo isso agrega um alto valor econômico para a região como um todo, transformando a vida e o hábito de muitas pessoas.
Fernando: negócios dobraram
O setor imobiliário já prevê vertilização dos imóveis da região; aluguéis dobraram o preço e são raros de encontrar. A tendência é ficar mais escasso com a abertura do shopping. Você já esperava este efeito mesmo antes de abrir? Aparecida de Goiânia já é uma cidade promissora, logo as oportunidades de novos negócios acabam surgindo para agregar e fazer parte desta história. Tudo isso é previsto em pesquisas de mercado e através de uma visão empreendedora de acreditar na região. Nós acreditamos e temos certeza que será um sucesso. A velocidade dos negócios esteve dentro da média ou teve algum ponto de característica próprio? Um dos grandes diferenciais que resultaram no sucesso do nosso negócio foi a relação de proximidade construída ao longo desses dois últimos anos. Uma equipe de gestão e comercialização com mais de 20 anos de experiência no segmento de shopping center é um fator importante e desperta credibilidade.
Como ficou o mix de negócios? O Aparecida Shopping será inaugurado com um mix bastante equilibrado entre serviços, entretenimento e lazer, além de ampla Praça de Alimentação com marcas que são esperadas pelos clientes. Burger King, Bob´s, Fogão Goiano, Espoleto, Giraffas, Subway, QG, Pizzaria Patroni, Cantinho do Chopp, Komeketo, Maxi Sushi, entre outras grandes marcas. Entre algumas confirmadas estão a Riachuelo, Lojas Americanas, Parque de Diversão e Games, Academia Via Fit, Cineflix, Supermercado Barão, Clínica Viver Bem, Fujioka, Avenida, O Boticário, Cacau Show. Aparecida tem vários polos varejistas. No entanto, o Centro de Aparecida não havia acompanhado a dinâmica de outras regiões da cidade. O Aparecida Shopping promove uma revitalização? A chegada do Aparecida Shopping agrega muito para a valorização da região, o que naturalmente acaba trazendo esse movimento de revitalização e cres-
Saimon aposta na rápida vertilzalização
cimento econômico. Automaticamente despertamos a visão de outros investidores para as oportunidades desse mercado e que já vinham sendo notadas por outros empreendedores, até mesmo antes da chegada do shopping. Shoppings são grandes centros de lazer e de compras. Na parte de entretenimento, o que o Aparecida oferece? O entretenimento será um dos nossos principais pilares estratégicos. Oferecer eventos de qualidade, além de ações fixas e gratuitas, será parte dos nossos esforços. Tudo isso será somado aos serviços de entretenimento que já irão inaugurar conosco no dia 27 de junho. São cinco salas de cinema, parque de diversão, entre outras ações que estamos prevendo para a nossa inauguração. A localização é muito privilegiada? Privilegiada e estratégica. Estamos a 5 minutos da BR-153, uma das maiores vias de acesso entre Goiânia e Aparecida de Goiânia e outras grandes cidades como Brasília e Anápolis. Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 51
EXECUTIVOS Várias empresas a cada avenida, por rua ou por andar. Mas os negócios são tocados por quem? Quem está por trás da marca? Quem está no topo do organograma? Revelar e discutir este cenário é a meta da coluna Executivos. Acompanhe e mande sugestões.
FUJA DA PÓS-GRADUAÇÃO IRREGULAR
Fazer pós-graduação é uma decisão estratégica na carreira. Mas o excesso de oferta pode transformar um plano certeiro em um “mico”. Segundo o Sistema Nacional de Pós-Graduação, o número de programas de pós-graduação no Brasil expandiu 45%. Marcelo Rosa, consultor da Associação Nacional dos Centros Universitários, destaca que já estão sendo elaborados normas mais claras para orientar os interessados em fazer uma pós. Um dos focos da nova norma: prática irregular da venda de “chancela”, onde cursinhos não credenciados pelo MEC fazem contrato com instituições de ensino credenciadas para oferecer cursos de pósgraduação. “Fazendo uso de autorização de instituição credenciada para que os certificados dos cursos sejam depois validados. Como esses atos são restritos à instituição de ensino que chancela, esses cursos tornam-se, na verdade, irregulares.” O aluno deve saber que há muitas instituições sérias e reconhecidas por seus programas de pós-graduação: além das universidades públicas, podemos citar algumas com atuação nacional de âmbito privado como IBMEC, FGV, Fundação Dom Cabral, IPOG e INSPER. Há outras instituições sérias e de qualidade, é claro, e para identificá-las os estudantes precisam ficar atentos às condutas que representem sinais de regularidade.
cargo de CEO. Ele, que atua no setor há 23 anos, responde pelas empresas Hospfar, FBM Farma e JetLog. Marcelo Camorim preside o Conselho Administrativo, formado ainda pelos sócios Marcelo Reis Perillo, Moisés de Oliveira e Brandão Rezende.
HALEXISTAR O novo CFO da Halex Istar é André Veloso, que já passou pelo IG, Oi Internet e Unipar Carbocloro. Economista, pela UNB, tem pós em finanças pelo IBMEC e pela Harvard Business School. Veloso é indicado pela gestora de fundo de private equity HIG Capital, que comprou parte da indústria goiana em 2015. PORTO SEGURO Wagner Bisi assume a gerência Regional da Porto Seguro Seguros em Goiás, substituindo Adriana Benezath, que vai atuar na regional do Espírito Santo. A transição foi coordenada pelo diretor comercial Sul/Centro-Oeste da companhia, Marcelo Zorzo. HOSPFAR O Grupo Hospfar conclui a implantação de gestão corporativa e contratou Sandro Fernandes para o 52 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
MICHAEL PAGE A Michael Page, empresa inglesa de recrutamento especializado em executivos para média e alta gerência, volta a ter um executivo, Hugo Pires, em Goiânia: "A Michael Page vislumbra boas oportunidades em Goiás. Nosso plano é reabrir nossas operações na região e reforçar nossa presença."
APRIL BRASIL Outra movimentação na área de seguros ocorreu na empresa francesa April Brasil. Com foco mais forte no mercado do Distrito Federal. Foram contratados os executivos Doris Maciel e Luiz Negrão, que serão coordenados na regional por Cláudia Brito. ACCESSTAGE A Accesstage contratou Cláudio Dias para comandar as áreas de Inovação, Novos Negócios, Produtos e Marketing. Especializada em soluções para dados financeiros, a empresa investe em sua expansão. No fim de 2015, abriu em Goiânia, BH,
Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza. Dias atuava na GetNet, empresa de tecnologia do Santander, e foi fundador da GoPay. CONSULADO DA ESPANHA O empresário e consul espanhol em Goiás, Juan Zamora, inaugurou o Consulado Honorário da Espanha na capital. Juan foi prestigiado no evento pelo Embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de la Cámara, e por autoridades locais dos setores público e privado. O empresário, dono da Euroamérica Construtora, responsável pelo EuroPark, pretende ampliar relações comerciais GoiásEspanha e atender comunidade deste país no Estado – que supera mil pessoas. IQUEGO A advogada Andrea Vecci deixou a presidência da estatal Iquego e assume como consultora tributária no escritório Terra & Vecci Associados. Antônio Faleiros Filho assumiu a presidência em seu lugar em março. METODISTA DE SÃO PAULO O economista goiano Paulo Borges Campos Júnior assume o cargo de reitor da Universidade Metodista da São Paulo (Umesp) São Bernardo do Campo. LAGES Movimentação também no setor público. Engenheiro, empresário e exprefeito de Goianésia, Jalles Fontoura de Siqueira assume a presidência da Saneago, no lugar de José Carlos de Siqueira. Filho do ex-governador Otávio Lage, Jalles também já foi deputado e ex-secretário da Fazenda de Goiás. O seu irmão, Otávio Lage Filho, será o quinto presidente da ADIAL, no mandato de 2017-2020. PASSAREDO A Passaredo, companhia aérea regional, terá novo presidente. Quem
assume é Adalberto Bogsan, exexecutivo na Azul e na Gol. Assume o lugar de José Felício Filho, que vai presidir o Conselho de Administração. A empresa atende 18 destinos, sendo a metade deles na região CentroOeste/Norte do País – como Goiânia, Rondonópolis, Sinop, Cuiabá e Palmas. SANKHYA O executivo Rildo Gomes agora é da Sankhya Gestão de Negócios. Ele será responsável pela operação comercial em Goiás, Distrito Federal, Tocantins e Mato Grosso do Sul. Missão: Contribuir com o crescimento da empresa nas regiões fortalecendo o relacionamento com clientes e parceiros. Anteriormente, Rildo era o CEO da 4True. 100 MAIS INFLUENTES A médica goiana Celina Turchi, líder de pesquisas que comprovaram a relação entre o Zika vírus e a microcefalia, está na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista americana Time. Ela também entrou para a lista dos dez cientistas mais influentes do mundo em 2016, de acordo com a revista Nature. SICOOB ENGECRED Sicoob Engecred buscou no mercado o executivo Ricardo Vicentini, que tem mais de 30 anos de experiência no setor financeiro brasileiro, tendo passado por Itaú, Noroeste, Meridional, Banespa, Real, Votorantim e Citibank – com atuação no Centro-Oeste. MINISTÉRIO PÚBLICO O procurador Benedito Torres Neto reassumiu o comando do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) depois de intervalo de quatro anos de seu último mandato. O recado foi muito claro: a gestão do novo ProcuradorGeral de Justiça vai fortalecer o combate à corrupção e reaproximar a instituição da sociedade.
BR HOME CENTER Reestruturação administrativa da BR Home Center (Tend Tudo) promoveu o executivo William Vale a CEO do grupo, que é dono das empresas Tend Tudo, Casa Show e QuatreLog, com 25 lojas e 7 centros de distribuição no País. Nova estrutura tem como diretores Guilherme Aguinaga (Relação com Investidores), Daniel Antoniassi (Compras e Logística) e Abel Dantas (Comercial).
CISCO Rodrigo Uchoa é o novo diretor de Negócios para Transformação Digital no Brasil da gigante Cisco. Objetivo: trabalhar a colaboração entre vendas, negócios, inovação e parceiros. Uchoa, que é graduado em Engenharia da Computação pela UFG e está há 17 anos na empresa, coordenou as ações da marca nas Olimpíadas do Rio.
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OLHAR ROGÉRIO BORGES | olhar@leituraestrategica.com.br
Economia em tempos de crise Recessão, desemprego, corrupção, Lava Jato, delatores. A mistura é explosiva e tem gerado certa descrença, quando não uma visível agressividade entre pessoas que têm opiniões distintas. Em tempos assim, o melhor mesmo é seguir este breve manual econômico de sobrevivência: INVISTA só naquilo que vale a pena, não perdendo tempo com discussões inúteis, com polêmicas estéreis, com hostilidades infrutíferas. Aproveite melhor seu tempo com atitudes e sentimentos menos belicosos, com risadas e não com xingatórios. POUPE seus amigos e familiares de discursos que só vão alimentar sua própria vaidade e encher o saco dos outros. Ok, você tem sua opinião. Que ótimo! Expresse-a, porém, apenas nos momentos propícios e não o tempo . Desça do seu palanque pessoal, meu filho! ECONOMIZE a paciência alheia evitando ficar só reclamando, só se queixando, só praguejando contra aquele político que você não gosta. Arranje uma atividade física para descarregar essa energia negativa. Canalize sua fúria em um saco de boxe, por exemplo. Vai ser melhor para todos. GANHE tempo não se envenenando com comentários e bate-bocas infindáveis nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp, nos chats de empresas. Pelo amor de Deus, vá fazer algo mais útil no mundo real. Não deixe que sua vida se tor-
ne um copo até aqui de mágoa. Desligue um pouco. MULTIPLIQUE boas ações e atitudes de gentileza ao invés de se tornar um especialista em mau humor. Com a cabeça ocupada em gestos de voluntariado, em bons bate-papos com quem você gosta, em brincadeiras com seus filhos, no namoro com quem ama, não vai sobrar espaço para ódio. SUBTRAIA gente inconveniente e provocativa de seu convívio. Não vale a pena se dedicar a fofocas, a maledicências, a falar mal dos outros. Tem gente que encara esse tipo de atitude como uma espécie de hobby. Pois é, essas são geralmente as pessoas mais perniciosas. LUCRE com a alegria alheia, com a felicidade de quem lhe está próximo, fique contente com a conquista de um amigo, de um colega de trabalho, mesmo com o sorriso de um desconhecido. Ser generoso pode custar menos do que se imagina. COMPRE não só aquilo que precisar ou quiser, mas também aquilo que possa lhe trazer felicidade duradoura e revigorada. VENDA tudo o que não precisa e o que já não lhe traz prazer ou utilidade, como más lembranças. O SALDO, você vai ver, será o melhor possível. Em tempos de crise (financeira, ética, social e de convivência), trabalhe melhor com sua economia pessoal. Você verá, as PERDAS diminuirão e seus VALORES só vão aumentar.
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VEÍCULOS Como dizia a propaganda da Ipiranga, dos anos 90, que defendia que "todo brasileiro é apaixonado por carros". A frase ficou popular, simplesmente, porquê é uma grande verdade. E, assim, temos agora uma coluna nova para tratar do tema.
SAGA NISSAN A Saga Nissan mudou de endereço. Deixou o tradicional ponto, instalado quando ainda era Renalto, próximo onde era Praça do Relógio, na Jamel Cecílio, para ficar a junto a um mix de marcas da Saga, na BR 153, acima da Asmego, também na região do Jardim Goiás. Lá, tem ao lado as marcas Jeep, Citroen, motos da Indian e BMW. Na área internacional, o brasileiro Carlos Ghosn deixou o cargo de CEO da Nissan Motor em 1º de abril. Ele permanece como presidente do Conselho Administrativo das três empresas da Aliança, que em outubro adquiriu 34% de participação acionária da Mitsubishi. Ghosn nasceu em Guajará-Mirim, em Rondônia, em março de 1954. Estudou no Líbano e na França. Ingressou na Renault em 1996. Em 1999, ano da formação da Aliança Renault-Nissan, conseguiu evitar a falência da empresa japonesa.
MAN LATIN AMERICA Goiás esteve na lista do top de vendas da MAN Latin America no ano de 2016, com uma das maiores vendas de caminhões do ano para segmento atacado, com 85 VW Delivery 8.160 e os modelos Constellation para a Real Atacadista e a JC Distribuição, realizada na Belcar Caminhões. CUMMINS A Cummins Brasil e a Distribuidora Cummins Centro-Oeste (DCCO) inauguraram o Centro de Treinamento da Universidade Cummins, em Goiânia, como extensão aos trabalhos já realizados na fábrica de Guarulhos (SP), com foco na ampliação da capacitação da rede de distribuidores e dos concessionários de caminhões e máquinas. Nesta unidade Goiânia, a Cummins atende as regiões CentroOeste, Norte e parte do Nordeste. As instalações têm 245 m2, capacidade para 35 pessoas e conta com motoresescola mecânicos e eletrônicos de diversos modelos. 56 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
VOLVO CENTRO-OESTE Já aproximando de 4 mil carros vendidos por ano no País, a Volvo já projeta para este ano expansão da rede de revendas, que atualmente conta com 28 concessionárias: “Estudamos a abertura em 2017 de dois novos pontos, um em Cuiabá (MT) e outro em Campo Grande (MS)”, afirma a diretora de desenvolvimento de rede, Chiara Grazzini. A marca aposta no XC60, seu líder de vendas, puxados pelo XC90, XC90 D5 e no V40.
FARMTRAC A FMB escolheu o Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) para receber a fábrica que produzirá, a partir de 2018, os tratores Farmtrac no Brasil. Faz parte de uma parceria do grupos Meimberg e Escorts. Os investimentos já alcançam R$ 50 milhões e a expectativa do grupo é que cerca de 250 empregos diretos sejam gerados na região. A Farmtrac é uma empresa indiana e figura entre os 10 maiores fabricantes de tratores do mundo. FORD A Ford também abriu em Goiânia um centro de treinamento técnico de serviços. Instalado em parceria com o Senai, a unidade atende os distribuidores do Centro-Oeste, grande mercado de picapes e automóveis, cobrindo área de 49 concessionárias da marca. O centro ajuda a reduzir custos de logística e facilita a capacitação e reciclagem profissional. Atualmente, ocorrem cursos relacionados à picape
Ranger 2017 e ao Focus, que tem grande conteúdo tecnológico. ZOTYE A chinesa Zotye aparentemente fincou pé no Brasil. Após adquirir a TAC, fabricante dos jipes Stark que está no Ceará, acertou-se com o governo de Goiás e assinou termo de implantação em Goianésia, a 170 km de distância de Goiânia e 200 km de Brasília. Instalação seria em Colatina (ES) ou Sobral (CE), e Carlos Eduardo Barbosa, diretor, justificou mudança: o governo goiano foi mais rápido. A ideia é implantar fábrica em terreno de 120 mil m2, com 28 mil m2 cobertos, acreditando iniciar operações em 2018. Junto, outra fábrica de peças para os modelos elétricos. Até lá, a marca aluga grandes galpões para iniciar o processo de montagem CKD, formando veículos a partir da importação de conjuntos desmontados. QUARTA Se a Zotye efetivamente se implantar em Goiás, será a quarta marca no Estado. Hoje são Mitsubishi e Suzuki em Catalão, e Caoa/Hyundai em Anápolis. Outras duas marcas chinesas, dizem, iriam para Hidrolândia e para Luziânia, a 50 km de Brasília.
FIAT A Fiat divulgou recentemente a primeira foto oficial de seu novo hatchback compacto, o Argo. Montadora acaba com o mistério sobre a aparência do modelo, provavelmente
em sua versão mais cara e esportiva, a HGT, como se pode ver em suas imagens oficiais.
desenvolvido pelo Rally dos Sertões, nos Estados da Bahia, Tocantins e Goiás.
COTRIL MÁQUINAS A Cotril Maquinas inaugurou unidade nova, na BR-153, no Alto da Gloria em Goiânia, ao lado da operadora de telefonia Oi. A Cotril, no mercado há 50 anos, trabalha com máquinas pesadas, peças, acessórios e assistência INDIAN GOIÂNIA tecnica, atuando com marcas como Em março deste ano, a Indian New Holland construction, BomagMotorcycle abriu a primeira Marini. Além de Goiânia, a Cotril tem unidade no Centro-Oeste – a quinta filiais em Cuiabá, Palmas e Brasília. concessionária da marca no País. A Indian Goiânia já estava no radar GOOGLE dos americanos desde o ano passado, Dois balões do “Project Loon” quando projeto foi adiado. A capital passaram por Goiás neste primeiro tem se mostrado uma das mais semestre. Este projeto é um programa promissoras do segmento motos do Google que pretende levar internet premium do País. a áreas remotas, pobres ou afetadas por desastres naturais. Para isso, são MAIS UMA SAGA enviados à estratosfera balões de gás A Indian Goiânia desembarcou no hélio que atuam como torres de celular Estado como marca do portfólio do flutuantes, permitindo que empresas Grupo Saga, que hoje conta com 85 de telecomunicações locais estendam concessionárias de quase 20 marcas a cobertura para regiões que não são diferentes. Para Geraldo Maia, diretor atendidas atualmente. do grupo, a loja da Indian vem para completar uma lacuna no mercado TRIUMPH das motocicletas custom na cidade A Triumph inicia um amplo de Goiânia, atendendo o público que trabalho social em parceria com o busca tradição sem abrir mão da S. A. S. Brasil (Saúde e Alegria nos tecnologia. A loja fica na BR-153, no Sertões), um projeto que leva saúde, Jardim Goiás. cultura e sustentabilidade para comunidades carentes. O objetivo da DAFRA fabricante inglesa é oferecer aos seus A Indian trouxe três modelos clientes a oportunidade de vivenciar para o País, que são montadas em experiências motociclísticas inéditas Manaus, dentro da fábrica da Dafra. em cenários incríveis pelo interior do Ducati, BMW, KTM e MV Agusta Brasil e, ao mesmo tempo, participar de ações sociais que poderão beneficiar também usam a mesma estrutura para montar suas unidades. “É a melhor diretamente a vida de muitas pessoas. opção enquanto não temos volume”, diz Rodrigo Lourenço, da Indian, que GOIÁS NO ROTEIRO recebe as peças desmontadas dos EUA A Triumph definiu que vai realizar quatro eventos neste ano. Duas viagens e adiciona como itens nacionais pouca coisa além dos pneus. A marca nasceu longas já estão confirmadas: uma em 1901 e concorre diretamente com a pelos Estados de Pernambuco, Ceará e Harley-Davidison. Alagoas e outra pelo mesmo percurso Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 57
INOVAÇÃO | INVESTIMENTO
APARECIDA TERÁ AEROPORTO EXECUTIVO Novo equipamento deve fomentar o crescimento e desenvolvimento da região leste do município, atraindo investidores e gerando empregos
Aparecida de Goiânia vai sediar o primeiro aeroporto executivo do Estado. O Antares Aeródromo Executivo promete induzir o desenvolvimento da região leste do município, com atração de investidores e desenvolvimento da infraestrutura. A previsão é de que projeto, com lançamento comercial para ainda este ano, comece a operar em 2020. Goiás conta hoje com 1.385 aeronaves, segundo a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), a nona maior frota do País. Só nos últimos seis anos, o mercado goiano da aviação civil cresceu 42%, chegando a 975 aviões em 2010. Além disso, o Estado possui hoje 40 empresas de manutenção com certificação válida, 33 delas em Goiânia. É de olho nesses números e no recente desenvolvimento da região que passou a abrigar, em 2016, o All Park Polo Empresarial, e que deve ser o endereço de um novo câmpus da UFG e do Centro Logístico Industrial e Alfandegário (CLIA), que seis empresas se uniram para construir o aeródromo. O equipamento promete desafogar o tráfego do Aeroporto Santa Genoveva e fomentar o crescimento da região. O empreendimento deve funcionar como atrativo para novos investimentos, em diferentes áreas, como indústrias com tecnologia de ponta e empresas de 58 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
outros Estados e países; e fomentar a qualificação de mãode-obra e empreendimentos do ramo hoteleiro e comércio, entre outros. O empresário Paulo Roberto da Costa, um dos empreendedores do projeto, aponta a localização privilegiada como um dos diferenciais atrativos do aeródromo e aposta no potencial de Aparecida em se tornar um polo para empresas de manutenção e até mesmo de fabricação de aeronaves. “Provavelmente, isso fomentará também a geração de mão-de-obra altamente qualificada”, assinala. O modelo goiano é inspirado no Banyan FBO Airport, de Fort Lauderdale, na Flórida (EUA). No Brasil, modelo semelhante foi implantado em Caçapava (SP), pela Penido. O Antares deve suprir uma lacuna em Goiás e atender política preconizada pela Anac, que restringe o acesso de aeronaves executivas aos aeroportos tradicionais, como forma de evitar o aumento no trânsito nestes locais. Com a construção do aeroporto executivo, espera-se que, nos próximos anos, proprietários de aviões e empresas de manutenção, com hangar no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, se transfiram para o novo endere-
ço, de olho numa redução de custos. O arquiteto e urbanista responsável pelo projeto do Antares, Luiz Fernando Cruvinel Teixeira, o Xibiu, explica que o aeródromo não será apenas um local para descer avião, mas sim um equipamento estruturante, capaz de fomentar outros segmentos do mercado. “O modelo de Aparecida, que segue o conceito de Aerotrópolis, é comum nos Estados Unidos, mas ainda pouco visto no Brasil”, diz.
Paulo Roberto Costa: localização priviliegiada
INVESTIMENTO
ESTRUTURA
R$ 100
milhões
ÁREA
409 hectares
Luiz Fernando Teixeira aponta que aeroporto fomentará negócios
Pista para pousos e decolagens com 2 mil metros Hotel Estação de embarque e desembarque Espaço para helicóptero Pista de acesso a hangares Estacionamento para visitantes 498 lotes com área de 1 mil m2 cada para hangares particulares
EMPREENDEDORES
Innovar Construtora Tropical Urbanismo e Incorporação BCI Empreendimentos Participações RCB Participações ECB Participações CMC Industrial e Energia
EMPREGOS GERADOS
3.5 mil é a expectativa
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CARREIRA | FORMAÇÃO
BOM DEMAIS
PARA A VAGA
Alta qualificação nem sempre encontra espaço no mercado, onde as oportunidades escassas tornam as vagas de seniores mais disputadas
Formação no exterior, experiência comprovada, atuação com os principais players do mercado nacional e internacional estão entre as exigências dos bons currículos de executivos ou CEOs (Chief Executive Officers). Esta é a primeira apresentação de um mercado fechado, formado por grandes empresas e instituições financeiras, que busca uma profissionalização e mudar a história do empresariado brasileiro. Mas do outro lado da banca, os cargos ainda são disputados nas empresas familiares por herdeiros ou indicados, os salários nem sempre são compatíveis com a formação e as vagas de liderança corporativa são escassas. Em pesquisa realizada pelo Page Group, conglomerado de empresas britânicas de recrutamento e seleção de executivos de diversas áreas, em cinco países da América Latina, incluindo o Brasil, 41% dos executivos estavam sem colocação no mercado de trabalho. A maioria relatou falta de ofertas na área seguido de salários indesejados como a motivação do desemprego, segundo os dados de 2014. A realidade se tornou ainda mais evidente após a crise dos últimos dois anos, que resultou no fechamento de empresas e maior disputa pelas vagas disponíveis no mercado. O consultor Leonardo Massuda, sócio-diretor da Fesap Group, acredita que este é “um momento da busca de executivos com experiência em situações adversas, que tenham um conhecimento profundo de mercados e produtos, além de competidores, e que saibam identificar rapidamente as novas necessidades que surgem mediante as crises”. É hora de remar contra a maré e cavar oportunidades no cenário de perdas. O perfil 60 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
desejado também engloba competências de gestão e liderança. Por isso, o currículo perfeito pode enfeitar gavetas se não tiver utilidade nas empresas. As formações precisam ter aplicabilidade em cada realidade. “O conhecimento teórico só terá importância no mundo corporativo se de fato ele tiver aplicabilidade”. No momento em que um executivo tem dificuldade para a recolocação, é preciso reflexão sobre as vagas desejadas até o momento. “Talvez seja hora de dar um passo atrás na senioridade das vagas almejadas, construir novamente a sua história no mercado, para posteriormente sentir-se mais preparado parar avançar novamente”, garante o consultor Massuda. O primeiro passo é definir, dentro do que é oferecido pelo mercado, em qual tipo de disputa o profissional irá entrar. Em Goiás, onde as empresas familiares têm um forte apelo e os cargos de confiança estão em sua maioria ocupados, é momento para rever os objetivos, avaliar possíveis mudanças geográficas, fortalecer o networking e redefinir a estratégia para ocupar outras vagas, que permitam crescimento após a contratação. Neste caso, é hora de simplificar o currículo e ser objetivo nos desejos por determinada vaga, às vezes a razão é a própria localização da empresa ou a possibilidade de crescimento. “É preciso alinhar expectativas de curto e médio prazo. Penso que é extremamente importante zelar pela sua imagem no mercado, demonstrando coerência entre seu discurso e a prática no que tange ao que foi alinhado no início do processo seletivo”, explica o consultor Massuda.
"Talvez seja hora de dar um passo atrĂĄs na senioridade das vagas almejadas, construir novamente sua histĂłria no mercado" Leonardo Massuda
Leitura EstratĂŠgica | Junho de 2017 . 61
CARREIRA | FORMAÇÃO
"Tivemos aderência de ideias e objetivos" Leandro Rosa
Goianidade e desafio A realidade dos executivos goianos ainda é um desafio para quem escolheu esta área de atuação. Mesmo depois de romper com a barreira agroindustrial e abrir oportunidades para empresas de bens de consumo, mineração e outros, Goiás também foi atingido pela crise, o que alterou a dinâmica das empresas sediadas na região. Para o consultor Leonardo Massuda, os investimentos estrangeiros no agronegócio trouxe para as companhias locais uma gestão com maior controle, indicadores de qualidade e produtividade. “Além delas chacoalharem o mercado local provocando as empresas regionais também a aprimorem suas práticas de gestão para continuarem sendo competitivas. Apesar do ano delicado, existem muitas oportunidades por aí, sobretudo para posições financeiras, marketing e comercial”. No comando destas empresas, há uma busca por “maior senioridade na operação” para as áreas chaves da companhia com times reduzidos e recursos mais escassos. A busca é por profissionais coringas aliados aos objetivos e à história de cada empresa. O diretor financeiro do Grupo Saga, Leandro 62 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
Marques Rosa, chegou há um ano na empresa após 15 anos no grupo BR Home Center. Com um contrato que venceria só em 2018, o executivo formado em Engenharia e com MBA nos Estados Unidos buscava uma recolocação que apresentasse novos desafios e garantisse sua presença em Goiás, onde mora com a família. Foi com este desejo que ele foi localizado por um headhunter à caça de um talento capaz de investir energia e ideias no projeto de expansão do Grupo Saga. “É um dos maiores grupos do Estado, com crescimento fantástico nos últimos cinco anos e que atua em diversas frentes, desde varejo até serviços”, explica Leandro. Os sócios do grupo já estão na segunda geração e a profissionalização é evidente em todo o organograma do grupo. A química foi imediata, a goianidade de Rosa, o desejo de ficar em solo local e o invejável currículo, além da humildade e da simplicidade, foram fatores diferenciais para conquistar a vaga aberta há um tempo. “Tivemos aderência de ideias e objetivos”. Além disso, Rosa conseguiu se manter em uma empresa com faturamento bilionário em época de forte desemprego de executivos.
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BRAND Uma coluna diferente, quase uma ficha técnica. Onde empresas renomadas são convidadas a apresentar cases de marcas que atualizaram. Confira trabalhos da Canndu e da Enredo.
Marca Antiga
Marca Nova
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CLIENTE:
DESENVOLVEDORES:
ADAG - ASSOCIAÇÃO DOS DISTRIBUIDORES
Diretor de Estratégia: Raphael Valongo
E ATACADISTAS DO ESTADO DE GOIÁS
Diretor de Design: Rodrigo Roncolato
ESTRATÉGIA: A marca antiga, repleta de setas, passava muito mais a ideia de logística do que armazenamento. Foi então que buscamos conduzir o processo sob a visão, o objeto mais comum, mais visto e manejado por este segmento. Assim, decidimos estudar e estilizar uma caixa. RESULTADO: A caixa em uma visão de perspectiva, faltando partes e assemelhado-se mais com um telhado, transmite o papel da entidade para seus associados. Com foco em amparar e fortalecer o setor, a ADAG se renova e se apresenta como este guarda-chuva do segmento. AVALIAÇÃO DO CLIENTE: A marca foi aprovada de primeira, com pequenos ajustes. O processo foi rápido e conduzido com qualidade e assertividade.
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Marca Antiga
Marca Nova
Agência:
WWW.BIGJUNGLE.COM.BR
CLIENTE: QUATRO ESTAÇÕES
DESENVOLVEDORES: Planejamento: Ana Júlia Ribeiro Social Media: Ludmila Martins Diretora Geral: Ana Flávia Abrão Design: Rodolfo Capuzzo
NECESSIDADE DO REBRANDING: Uma das marcas mais relevantes do mercado nacional de Turismo & Business evoluiu. Concebida com a ideia de estar apta ao atendimento durante o ano todo, a Quatro Estações se posiciona como uma Consultora para Viagens. Partindo deste pressuposto analisamos a história do cliente e percebemos a necessidade imediata do Rebranding. Principalmente pelo fato de a QE atuar nos ramos de Lazer, Eventos, Show Business e Corporativo e não haver destaque algum que remeta particularmente a cada segmento. ESTRATÉGIA: Entrevistas com todos os membros da equipe QE para desvendar as reais necessidades da marca, tanto internas quanto externas; destacar cada segmento partindo da equação entre nome da empresa (Quatro Estações) + as quatro estações do ano + os quatro ramos que atendem. Tendo como resultado da soma cada segmento com suas devidas cores de destaque e personalidade; definir conceito mais divertido, ilustrado e direto.
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CARREIRA | FORMAÇÃO
ENTRE PANELAS E PLANILHAS Chefs se dividem no comando da cozinha e do negócio. Sucesso da cozinha se repete também no escritório LUISA DIAS Como chefs de cozinha, eles mostram seus talentos na composição de pratos únicos, repletos de sabor e aroma. Como chefes, eles imprimem um novo modelo de gestão, dinâmico e com referências à harmonia consagrada das panelas. É uma nova geração que sai dos bastidores dos restaurantes para serem, além das estrelas, os protagonistas dos seus negócios e asseguram que o tempero e o sucesso estão garantidos. Em Goiânia, o chef Ian Baiochi é um dos mais novos cortejados da alta gastronomia e escreve uma história de glamour com o Íz Restaurante, do qual é um dos fundadores e sócio desde junho de 66 . Leitura Estratégica | Junho de 2017
2015. O local, em um dos bairros nobres da capital goiana, é um dos mais requisitados e bem sucedidos empreendimentos da área. Mesmo depois de deixar de ser a novidade, ainda tem filas na porta nos horários de almoço executivo e nos dias de menu degustação. Formado no Senac em São Paulo, cumpriu uma carreira de oito anos em grandes restaurantes dentro e fora do Brasil e foi o chef do Palácio das Esmeraldas, antes de embarcar no voo como empresário. Ele garante que a temporada em outras cozinhas e em grandes empreendimentos, como o DOM, de Alex Atala, o permitiram aprender mais sobre os processos culinários e administrativos. “Eu tive ótimas referências,
chefs que eram gestores com muita personalidade e têm sucesso até hoje”, garante o jovem Ian, que também comanda o buffet com seu nome e vai se lançar em novo desafio neste ano ainda com outro restaurante para 40 pessoas e com gastronomia internacional. Hoje, Ian comanda uma equipe de 42 funcionários, além dos temporários contratados para o buffet. No salão e na cozinha, ele faz o que mais gosta: gastronomia, do sabor ao encantamento do público. Entre os pratos aclamados estão a coxinha de cordeiro com uma massa levemente picante de espinafre e chantilly de catupiry com wasabi. É o tipo da receita que faz o cliente voltar. Mas Ian garante que gerenciar estoque, precificar,
treinar a equipe e cuidar para que tudo saia da melhor forma toma bem mais tempo do que gostaria. A formação para gestor veio dentro do curso, mas foi aprimorada com cursos e viagens depois. As novidades são acompanhadas full time até do outro lado do planeta pelas redes sociais. Com o restaurante aberto de terça-feira a domingo, sobra pouco tempo para as viagens internacionais de antes. Mas ele não tem do que reclamar, mesmo com a alardeada crise para o setor, o Íz está quase sempre cheio. “O cliente que vai gastar menos com lazer, quer escolher o que não terá erro.” Tão jovem quanto Ian, Marcelo Petrarca constrói história de sucesso semelhante, em Brasília, capital do País. É no aclamado Bloco C que políticos, celebridades e todos os apaixonados pela gastronomia se apaixonam pelo famoso filé com rapadura ou ainda pelo churros de banana, delicado e saboroso. Também é fácil entrar em sintonia com Marcelo, sempre no salão, onde recebe os clientes com sorriso no rosto. O local com arquitetura em homenagem à Brasília, cidade que acolheu o ainda bebê Marcelo, que nasceu no Rio Grande do Sul, fica na Comercial 211 Sul. É o cardápio simplificado e criativo, inspirado nas experiências internacionais de Petrarca, que atrai a clientela e os prêmios já recebidos pela casa e pelo chef. O lugar foi planejado por Marcelo e pelos irmãos Daniel e Carolina para fazer as pessoas felizes, incluindo os 32 funcionários. Esta é, sobretudo, a forma dele gerenciar o negócio familiar. “O segredo para crescer é estar rodeado de gente competente. Só deu certo porque estou com as pessoas certas”, garante. E a receita já está comprovada em outros dois projetos o buffet Bloco C e o restaurante Inverso, com mais 20 funcionários no Blue Tree Premium Jade Brasília, que funciona em esquema soft
"O segredo para crescer é estar rodeado por gente competente" Marcelo Petrarca opening. Os projetos garantem que Marcelo não pare de segunda a segunda. Mas quem disse que isso incomoda o chef? Ele quer mais. Até o final do ano, um projeto mais descolado e informal será aberto no Lago Sul. O chef de Brasília se viu gestor muito jovem, mas usou a experiência de oito anos para fazer dar certo. “Vi coisas que não pude resolver em outras equipes e agora aplico minhas soluções. Mesmo tendo sido funcionário, sempre tive visão de dono. Queria ir além”. Ele oferece treinamentos semanais para os garçons, antenados nas últimas novidades em vinhos, cafés e novos pratos. E os clientes sentem a diferença, porque não raro contam com Marcelo à mesa, em simpa-
tia e talento para explicar o porquê o Bloco C é um dos melhores da capital. Os chefs que se tornam chefes são referência para os alunos de gastronomia, em busca de um lugar ao sol. Ian e Marcelo seguem trajetórias de sucesso como Alex Atala, Daniel Redondo, Helena Rizzo, Rodrigo Oliveira e Roberta Sudbrack, concentrados no eixo Rio-São Paulo. Para o presidente da Associação Brasileira de Restaurantes e Hotéis (Abrasel Goiás), Fernando Jorge, o desafio para qualquer empreendedor é a gestão do negócio, no caso de restaurantes, isso vai do estoque ao atendimento. “O chef vai ter de sair da cozinha para gerenciar tudo e garantir que o processo funcione”, afirma. Leitura Estratégica | Junho de 2017 . 67
GESTOR RURAL FERNANDO DANTAS | gestorrural@leituraestrategica.com.br
CARNE 3D Você consegue imaginar um pedaço de carne saindo “fresquinho”, e com o valor nutricional equivalente ao da carne proveniente dos animais, de uma impressora 3D? Martin Günter consegue. O engenheiro alemão afirma que a “mágica” já não está tão distante assim. Citando a empresa Modern Meadow, Martin falou sobre um projeto, já na fase de pesquisas, que vai permitir a aplicação de proteínas em estruturas de tecidos animais na própria impressora. “É o futuro que está mais perto do que imaginamos. E ele virá junto com tecnologias que poderão impactar fortemente toda a estrutura do setor agropecuário.” PRÓXIMOS PASSOS O projeto da carne 3D ainda não tem data de lançamento, mas os avanços atuais já impressionam: a carne poderá ser produzida por meio de células de suínos ou mesmo de vegetais. Na receita, acrescenta-se vitaminas, a tinta possui quatro tipos de aminoácidos e o código genético daquilo que se quer imprimir é enviado à impressora. MANDIOCA Novo método de multiplicação de mudas de mandioca livres de doenças, resistentes à seca e com boa qualidade genética deverá atender em breve o pequeno produtor. Desenvolvido por pesquisadores da Rede de multiplicação e transferência de materiais propagativos de mandioca com qualidade genética e fitossanitária (Reniva), a tecnologia permite a reprodução do material em larga escala e de maneira economicamente viável. SAFRA RECORDE A Companhia Nacional de
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Pedro Revillion/ Palácio Piratini
SEMEADORA A New Holland lançou, durante a Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), a semeadora PL6000. No campo, a nova semeadora gera um aumento de, em média, 30% no rendimento operacional devido à economia de tempo na manutenção diária (somente dois pontos de lubrificação em toda a máquina), à autonomia da caixa de sementes e de adubo e à velocidade de plantio.
Abastecimento (Conab) revisou para cima a estimativa de produção de grãos do Brasil na safra 2016/2017. No 8° Relatório de Acompanhamento de Safra, divulgado em maio, a instituição prevê uma colheita de 232,023 milhões de toneladas. A estimativa para a produção de soja também foi revisada de 110,161 milhões para 113,013 milhões de toneladas. O número representa um crescimento de 18,4% em relação à safra 2015/2016, quando, de acordo com a Conab, as lavouras brasileiras renderam 95,43 milhões de toneladas. CARNES A quantidade de carne exportada pelo Brasil caiu 13,3% em abril deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo informações
do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Entretanto, se considerado o valor das exportações, que é o resultado da quantidade embarcada e também do preço dos produtos, houve alta de 0,2% nas vendas de carne brasileira ao exterior em abril. INSTITUTO Voltado para ampliar e levantar dados, informações, estudos e pesquisas do setor agropecuário goiano e do Centro-Oeste, o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) foi lançado no Estado. O instituto destacará os aspectos econômicos, técnicos, sociais, políticos e institucionais, além do desenvolvimento e execução de projetos e programas de assistência técnica e extensão rural.
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INSIDER.11 JUNHO 2017 - EDIÇÃO 04
RÚSSIA, FUTEBOL E TURISMO Copa do Mundo do ano que vem deve colocar Moscou entre principais roteiros para o próximo ano. 72
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O mercado de cerveja especiais
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Decifrando as virtudes do Eneagrama
TURISMO VODKA, FRIO E
HISTÓRIA
INSIDER.11
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Para quem leu Tolstói ou assistiu Doutor Jivago, a Rússia é o país de sentimentos intensos, repleto de castelos e memórias dos czares, marcado pela revolução e por uma história de grandes personalidades que fazem parte de qualquer retrospectiva do século 20. Mas o que há além das geleiras e dos ginastas russos, da vodka e do frio cortante, do alfabeto cirílico e dos grandes monumentos ao comunismo, um país que atrai os olhares dos turistas ávidos por experiências e a imersão em uma cultura totalmente diferente da brasileira. O turismo russo terá seu grande momento em 2018, com o país sendo sede da Copa do Mundo de Futebol. Os russos vão receber a bola que percorreu os campos brasileiros em 12 estádios, dois localizados em Moscou e os outros em outras dez cidades, entre elas a bela São Petesburgo. O Brasil já é uma da seleções confirmadas para o campeonato. A escolha da Rússia como sede acontece 38 anos depois dos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, quando os Estados Unidos boicotaram a competição durante a Guerra Fria. O cenário político, apesar da aparente cordialidade, ainda traz conspiração, disputa e o esporte como pano de fundo da história construída a partir da queda do muro de Berlim (1989). Assim o turismo encontrará a Rússia, no próximo ano, imersa no capitalismo, presidida por Vladmir Putin e ainda repleta de histórias de traição, espionagem e confrontos. O destino já é conhecido dos brasileiros que, na última década, começaram a escolher o país para viagens inusitadas e inesquecíveis. Segundo a empresária Veryne Miranda, proprietária da agência de turismo Just Go Travel, os clientes em busca de viagens para a Rússia têm apenas uma característica em comum: querem fugir do trivial. Foi assim que ela própria resolveu experimentar um dos roteiros mais queridos em sua agência, acompanhada da irmã, em 2016. “Existe muito receio quando se fala de países mais dis-
"Existe muito receio quando se fala de países mais distantes e desconhecidos, mas nunca vi da igual (à Rússia). Ainda quero voltar" Veryne Garbelini Miranda, Empresária (Just Go Travel)
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tantes e desconhecidos, mas eu nunca vi nada igual. Ainda quero voltar”. No roteiro ideal de Veryne, é preciso tempo, pelo menos sete noites, e conhecer Moscou e São Petesburgo. O país muito fechado, a dificuldade com a língua e o alfabeto sugerem um planejamento prévio de todas as visitas e a contratação de guia para passeios esporádicos. Fora dos restaurantes e hotéis, dificilmente alguém falará inglês ou outra língua que não o russo. Mas nada que torne impossível conhecer os grandes monumentos de Moscou, o Kremlin, a Praça Vermelha e as catedrais. A arte russa pode ser conferida na Galeria Estatal Tretyakov, fundada ainda em 1865, com uma história marcada pelas guerras e pelo talento dos artistas russos, como Kandinsky. Na programação dos turistas, balés e óperas, no Bolshoi, visitas aos restaurantes, como o moderno White Rabbit, do chef Vladmir Mukhin e sua releitura dos clássicos pratos russos, compras de artesanato como as encantadoras bonecas matrioskas ou ainda dos ovos de Fabergé. O contraste com os prédios centenários está no bairro Moscow City, com construções modernas e diferenciadas. Além disso, a vida noturna em Moscou pode ser uma grata surpresa e um encontro com muitas tribos dispersas durante o dia atribulado, regada à música eletrônica e vodka, a bebida favorita dos russos. Após a capital moscovita, é hora de viajar alguns quilômetros de trem ou avião para conhecer São Petesburgo, a segunda maior cidade russa. Antiga Leningrado, está localizada ao longo do Rio Neva, na entrada do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico. O destino é conhecido pelos jardins abertos e floridos e o Museu Hermitage, considerado o maior da Europa Oriental, com acervo que possui itens de praticamente todas as épocas, estilos e culturas da história russa, europeia, oriental e do norte da África. Ainda na cidade, Veryne Miranda indica dois passeios mais distantes: Peterhof e Pushkin, os palácios de verão dos czares russos. É com essa riqueza de escolhas que o turista se encontra na Rússia. O sentimento é de que apenas uma viagem não é suficiente. Este já é o pensamento do corretor de imóveis, Victor Bueno, que viajou com dois amigos no último novembro para conhecer o inverno russo. A ideia é voltar ao destino logo. “Achei tudo muito diferente do que eu imaginava”, conta. No roteiro, o passeio ao Kremlin foi um destaque, assim com a organização e a diversão nas duas cidades, onde Victor tem dois amigos próximos.
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BEBIDAS
CERVEJA PARA ENTENDIDOS
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Há pouco mais de uma década começamos a observar no Brasil o aumento da escala de importação de diferentes estilos de cervejas mais elaboradas, também chamadas de "cervejas especiais", até então pouco conhecidas dos brasileiros. Por aqui éramos acostumados apenas com as cervejas oferecidas por grandes indústrias como as do estilo "american lager" de produção massificada, muitas vezes chamadas de "pilsen". Produtos leves, neutros, refrescantes, "fáceis de beber" em nosso clima quente, mas pouco saborosos. Afinal seu custo e complexidade são menores por utilizarem cereais não malteados como o milho e o arroz, o que atende ao objetivo de alcançar bom lucro e grande volume de venda. Fato é que as cervejas ditas "especiais", antigas e disseminadas sobretudo na Europa, caíram no gosto nacional há alguns anos, vieram para ficar e seu mercado ainda se encontra em expansão por aqui. Paralelamente a esse fenômeno, aqui no Brasil também se iniciou o "movimento das cervejas artesanais", acompanhando o que se desenrolava na América do Norte, onde entusiastas amadores começaram a produzir cerveja individualmente em casa ou com amigos em pequenas confrarias. Dentre essas cervejas especiais/artesanais destaca-se a IPA (India Pale Ale), festejada entre os entendidos.
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Conta a história que durante a colonização da Índia pelos britânicos, sobretudo a partir da segunda metade do século XIX, a cerveja "Pale Ale" preferida pelos soldados não chegava em estado adequado à Ásia após longa viagem marítima. Por isso, para que não sofresse a degeneração da viagem, passaram a acrescentar lúpulo em grande quantidade à cerveja, já que essa flor aromática e amargosa possui função conservante natural. O novo produto, extensamente aprovado pelos militares e colonizadores, passou a ser fabricado continuamente na Inglaterra para a população em geral como opção às "Pale Ales". Nas últimas décadas, a IPA renasceu nos EUA e se propagou rapidamente com várias espécies de lúpulo, ganhando o mundo ocidental desde então. Pela forte presença da flor de lúpulo, a IPA é uma cerveja bastante amarga e muito aromática, entretanto é refrescante, seu amargor é a principal característica buscada pelos apreciadores. Para aferir o amargor, usa-se o IBU (International Biterness Unit), informação encontrada nos rótulos dessas cervejas. Para sua degustação utilizam-se copos próprios, não muito altos e com boca larga, o que privilegia a percepção dos seus variados e agradáveis aromas marcantes. A depender da receita pode haver combinação entre as dezenas de espécies de lúpulo, o que nos leva a identificar várias notas aromáticas, como as resinosas e florais. As mais frequentes, porém, são as cítricas como manga, laranja e maracujá. O teor alcoólico médio da IPA é de 6,5%, variando em geral de 5,5% a 7,5%. Sua coloração adequada varia do âmbar ao cobre. Além das consagradas americanas e europeias, o Brasil também produz cerveja IPA de qualidade, sobretudo em Minas, São Paulo e nos Estados do Sul. Em Goiás, temos cervejarias que vem se firmando como fabricantes de IPA de bom padrão, além de dezenas de cervejeiros amadores que surpreendem quando o assunto é apresentar uma IPA artesanal de alto nível.
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ARIEL WIEDERHECKER ANTUNES DE OLIVEIRA É MÉDICO RADIOLOGISTA E SÓCIODIRETOR DO GRUPO BIÈRE (BIÈRE BURGUER, BIÈRE GOURMET, BIÈRE LIVE MUSIC PUB E ALL WEEK FOOD PARK)
GESTÃO DE PESSOAS
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QUAL SEU TIPO
NO ENEAGRAMA? Conflitos dentro de uma organização são inevitáveis. É um fator comum em qualquer uma. O que muda é a forma que cada empresa vai solucionar estas desavenças. A cultura do “seja como eu” ainda prevalece em várias equipes de trabalho e, para solucionar estas questões e promover autoconhecimento, o Eneagrama, técnica de estudo de personalidade e autoconhecimento, como ferramenta de crescimento profissional, é extremamente eficaz. Grandes empresas como a Editora Abril, Philips, Avon, Itaú, Bradesco, Oi, Unilever, Vivo/Telefônica, Alpargatas e Toyota já utilizaram o processo de autoconhecimento para benefício interno das equipes. O Eneagrama é uma ferramenta que facilita o trabalho de gestão
"Ao identificar os tipos das demais pessoas com quem convive, ampliará sua tolerância e sua aceitação das diferenças" Tatiane Avelar presidente do Instituto Alos
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de pessoas porque permite conhecer os colaboradores e colocá-los no lugar certo. “Quando eu, como gestor, entendo as motivações básicas de cada um, o que os irrita e qual maneira de dar feedback para os meus funcionários, melhor será o funcionamento da minha empresa”, explica a psicóloga e presidente do Instituto Alos, Tatiane Avelar. Nas empresas, a vantagem competitiva da ferramenta reside em saber como você e seus colegas de trabalho pensam, sentem e classificam as informações relacionadas ao seu trabalho. Apesar de um E-tipo não ser melhor que o outro, cada um vê o trabalho por meioda sua lente perceptiva. Antecipar o processo de tomada de decisões das pessoas de uma equipe pode ser um fantástico fator de coesão. “Se formos pensar a maioria das pessoas que convivemos nos foi imposta, como família e até mesmo do trabalho. Então, como eu posso aproveitar o melhor desses relacionamentos?" O Eneagrama ensina às pessoas que existem outras oito formas (além da sua) e à medida que você aprende a forma do outro, a pessoa se torna alguém mais empática, compreensiva, pois desenvolve a inteligência emocional. Para cada pessoa, existe um entre os nove tipos de personalidade. Ao identificar seu próprio tipo, compreenderá os porquês de comportamentos antigos e recorrentes, sejam positivos ou negativos; padrões de atenção e reação; fatores que levam à motivação ou à falta dela; habilidades e dificuldades específicas; e padrões de resistência à mudança. “É importante desenvolver esta habilidade de reconhecer e saber lidar não apenas com os seus sentimentos, mas com os sentimentos dos outros”, afirma. Tatiane ilustra que uma empresa funciona como um jogo de xadrez em que é preciso conhecer o movimento que cada peça faz e utilizá-la da forma correta. O Eneagrama é uma estratégia dinâmica para melhorar a comunicação em todos os níveis de uma organização, porque ela "lubrifica" todas as interações do ambiente de trabalho. Além disso, ajuda a reter talentos valiosos, aumentando a satisfação e a produtividade. Também pode ser usada para a busca de executivos e encontrar a pessoa certa para o trabalho. O Eneagrama é valioso para formação e desenvolvimento de equipes, resolução de conflitos, negociação e desenvolvimento de liderança. Também utilizado como suporte a outros temas organizacionais, como: comunicação, team building, gestão de conflitos, negociação, vendas, inteligência emocional e muitos outros.
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CADERNO DE OPINIÃO PEDRO BITTAR
- Empresário e presidente do MGC
Que País
é este?
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Estamos observando o Brasil pelo microscópio. Nos últimos 12 meses, a dinâmica levou o País a jogar um olhar reformista para questões que há décadas havíamos deixado de lado. Mesmo porque, nos últimos 13 anos, o executivo federal desgovernou o Brasil. O populismo lulista impedia pensar um modelo viável para o País. O mensalão, que foi um sinal para interromperem os esquemas de corrupção, não intimidou os mandatários e sua trupe, que, com uma nova chance conquistada nas urnas, fizeram foi afrontar o País com uma organização criminosa mais violenta e mais podre. O mensalão foi dinheiro de rifa perto do “petrolão” – nome que hoje está desatualizado, pois em todas áreas do governo tinha um duto para abastecer o partido e os parceiros com propinas. Precisamos quebrar todos estes dutos para que voltemos a ter paz política (e econômica) no País. E por qual motivo ganharam nova eleição e ainda estão bem posicionados em pesquisas recentes para eleição presidencial em 2018? Porque não enfrentaram os problemas do País, jogando no lixo a vestimenta fundamental de estadista que o cargo de presidente da República exige, e optaram por um populismo de auditório, com objetivos de perpetuação no poder. Não governou para se ter um País atualizado, mas se jogou para a torcida. Lula e Dilma não fariam nunca as reformas necessárias, que desgastassem suas imagens, pois o
esquema exigia presidentes de bem com o eleitor, com o povo. Reformas trabalhistas, previdenciária e tributária movimentam, em qualquer lugar do mundo, os ânimos, o debate. São, vamos dizer, antipáticas, pois mudam culturas estabelecidas. Não tocaram na ferida, não pensaram o País. O governo de Temer, que a história vai ainda julgar e escrever, pode contar com um ponto positivo: foi, em 13 meses, mais relevante do ponto de vista reformista do que os 13 anos do petismo. O câncer que está entranhado no corpo deste País é o sistema político. Não somente os políticos, mas o processo. O político nasce no sistema e logo entra no esquema. Ou entra ou é expurgado. Ele é o protagonista, o salafrário, mas, no fim, é o personagem. Outros políticos virão e se o sistema for parecido, serão também moldados a serem corruptos. Nosso processo democrático é caro. Criaram eleições cada vez mais milionárias. Onde está o dinheiro? Nos grandes grupos empresariais. Com este modelo atual ou parecido, continuarão a ser assediados ou vão assediar os candidatos e partidos. Reformas são urgentes, mas a do sistema político é a que dará respaldo ético para continuarmos a ser uma nação, unida e orgulhosa de sua gente e sua história. Uma nova safra de políticos virá, mas se não tivermos uma nova ordem política, vamos afundar o País por gerações.
SANDRO WALDECK Advogado empresarial e internacionalista na Waldeck Associados
Trump, E lá se foram 100 dias do governo Trump. O que parecia ser, num primeiro momento, uma grande virada de rumo para o povo americano, tornou-se paulatinamente algo aparentemente sem nexo, sem linha mestra, numa atuação bastante apartada de tudo que se viu recentemente no cenário do país mais poderoso do mundo. Mas já levando a prosa para o cenário que nos interessa, o comércio internacional, havia uma expectativa de melhora para nossas contas, considerando o fato de que Trump nitidamente acenava para uma proteção interna do comércio de seu país, com rompimento de acordos comerciais relevantes no cenário mundial, em nítida manobra protecionista da indústria americana. Pautava aí sua promessa de campanha, qual seja, de que os Estados Unidos estariam em primeiro lugar. Enfrentou e quase afrontou até a poderosa Alemanha, além de vários outros importantes parceiros comerciais. Assim, o que parecia ser muito interessante para o Brasil, num primeiro momento, tornou-se preocupante. Existia o nítido aceno trumpeano desse rompimento (acordos comerciais), mas ventos de todos os lados fizeram com que o enorme barco americano apontasse em proas diferentes, quase que ao mesmo tempo. E enquanto o mundo espera pra ver Trump cumprir suas promessas de campanha, começaram a aflorar diferentes problemas para o novo presidente, envolvido em denúncias preocupantes.
Pensando brasilianamente, o que teria isso a ver conosco? Tudo gira principalmente em torno das commodities e dos minérios. Um país rico nessas moedas, como o nosso, levaria enorme vantagem em negociações ao redor do globo, diante das titubeadas do governo americano, com negociadores temerosos sobre tudo o que fora dito na campanha. Haveria nítida vantagem e mercados novamente abertos, principalmente o Tratado de Associação Transpacífico, sob forte influência americana e que se encontrava na berlinda desde a bem-sucedida campanha de Donald Trump. Uma coisa é certa hoje: se não ajudou, também não está atrapalhando até agora. Mas a expectativa que era de recuperação mais rápida de nossas exportações também foram afetadas com a Operação Carne Fraca da Polícia Federal, influenciando de tal forma nos mecanismos de aferição da balança comercial que ainda não foi possível medir com precisão o que influenciou em que e qual será o cenário de agora em diante. Resta-nos então a espera, mais uma vez, de estabilidade do cenário mundial, em todas as vertentes, não só a comercial, pois como vimos na França, as expectativas sempre causam turbulência. A turbulência causada por Trump ainda persistirá por muito tempo? Bom, se o próprio Trump é uma grande incógnita até agora, dá pra apostar que ainda teremos um cenário mexido nos próximos seis meses.
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a grande incógnita
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JOSÉ MÁRIO SCHREINER Vice-presidente da CNA e presidente da Faeg
Ferrovia
fantasma
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Após 40 anos de promessas e expectativas na implantação da Ferrovia Norte Sul, especialmente em relação ao trecho entre Palmas (TO) e Estrela do Oeste (SP), com cerca de 1.500 km praticamente prontos para entrar em operação, corremos o risco de termos uma ferrovia fantasma, dado o modelo de concessão em vigor. A ferrovia é de fundamental importância para a economia de Goiás, pois percorre o estado longitudinalmente, numa extensão de 900 km, ligando Goiás aos portos de Santos e Paranaguá ao sul e ao de Itaqui no norte. Todavia, a ferrovia, sendo o modelo de concessão realizado de forma adequada, poderá gerar uma economia em torno de 40% nos custos de transporte das exportações de Goiás. Tendo por base o transporte de Rio Verde ao porto de Santos, onde o custo em média é R$ 170,00 a tonelada, poderia gerar uma economia média de R$ 68,00 por tonelada. A redução nos custos poderia chegar a mais de R$ 664,05 milhões por ano, valor este que poderia ser investido no desenvolvimento do setor agropecuário com reflexos diretos para a sociedade goiana. Entretanto, os entraves do atual modelo de Concessão Ferroviário poderiam ter sido solucionados na aprovação da Medida Provisória (MP) 752, que trata das novas formas de concessão, prorrogação e relicitação das ferrovias no país. Dentre as alterações propostas, está o Direito de Passagem de outras concessionárias
e de Operadores Ferroviários Independentes nos trilhos, o que não determina a porcentagem desta passagem. Com isso, a Faeg e as entidades de classe encaminharam Propostas de Emendas solicitando uma reserva de Direito de Passagem de até 20% do volume a ser transitado pela ferrovia. Porém, a Emenda não foi acolhida pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Apesar do empenho do deputado federal Alexandre Baldy e de outros deputados federais em defesa dos 20% de livre passagem, foi aprovado apenas a garantia contratual de capacidade de transporte de terceiros, mas de maneira não muito clara. No Senado, os senadores Ronaldo Caiado e Lucia Vânia, com a adesão de outros parlamentares, fizeram forte pressão na tentativa da aprovação do diretivo. Porém, foi assegurada apenas a garantia de passagem de tráfego mútuo e de exploração por operador ferroviário independente. Diante do exposto, considerando a importância para a continuidade do crescimento econômico de Goiás e dos demais estados que integram toda a malha ferroviária, acreditamos que a aprovação da MP 752 foi uma vitória parcial, porque garante a condição de uso por terceiros nas concessões ferroviárias. Contudo, fica em aberto para negociação anual com a concessionária o volume a ser transportado. O que gera insegurança às pretendentes concessionárias no trecho da Norte-Sul, entre Palmas e Estrela do Oeste, que está ilhada por duas concessões já existentes.
DOBSON BORGES Escritor e professor de várias universidades, como MBA da Esade Business School
A Alma do
Desenvolver ou resgatar a Alma do negócio significa desenvolver a consciência humana muito além do “gerar dinheiro”. Voltemos alguns anos atrás para relembrar, por exemplo, o caso Dell. Trata-se de uma das empresas mais lucrativas do seu setor com destaque à sua capacidade logística que permite entregar aos seus clientes produtos personalizados. O sucesso da Dell tornou a empresa uma das queridinhas tanto dos compradores de microcomputadores quanto dos investidores. E não é só isso. Tal sucesso provocou ainda grande procura de pessoas querendo trabalhar na empresa. Contudo, no final do ano 2000, a Dell não ia bem e seu crescimento parou. O preço de suas ações despencou e ela não teve alternativa senão anunciar os primeiros cortes de funcionários. A partir de então, seus líderes máximos, Michael Dell e Kevin Rollins, perceberam que haviam criado uma cultura voltada apenas ao desempenho financeiro. A busca agora era identificar o que mais tinha de haver na Dell que as pessoas pudessem gostar, além de somente ganhar dinheiro, ou, nas palavras dos próprios executivos: a Alma da Dell. Para renovar a Alma da Dell foi necessário olhar para a sua cultura corporativa, isto é, seus valores institucionais e seus sistemas de crenças, que influenciavam o comportamento da empresa como um todo, e o de cada colaborador. Dell e Rollins estavam cientes de que os valores de uma empresa poderiam resultar no sucesso
ou no fracasso de uma organização e, ao examinar a cultura da Dell, o único valor corporativo identificado era de uma cultura direcionada a uma atitude de ganhar. Foi então iniciado o período chamado de “busca espiritual”, onde procuraram responder questões como ‘que tipo de empresa queremos ser’, quais são nossas aspirações’ e como seria uma cultura vencedora na Dell?’. O resultado foi codificado em uma declaração oficial publicada em 2002, intitulada de ‘A Alma da Dell’ e composta de cinco elementos: fidelidade aos clientes, trabalho em equipe, relacionamento e comunicações diretas, cidadania global e vencer. A ‘Alma da Dell’ é utilizada como um guia para a melhoria contínua de práticas gerenciais conforme a empresa amadurece e embarca em novas fases de mudança e adaptação. Ou, conforme comenta Laura Conigliano, analista da Goldman Sachs, “o papel mais importante de ‘A Alma da Dell’ pode ser a evangelização dos novos colaboradores, que jamais subirão num elevador ao lado de Michael Dell e Kevin Rollins”. Eis a minha conclusão: Com a alma se alcançam alvos audaciosos! É atitude de agir com afeto em prol do bem comum. Empresa com alma é alegre e adota a aliança como estado de espírito. Significa amor puro e simplesmente. A empresa com Alma, ama! (Amor efetivo e não somente afetivo). Esteja atento a isso!
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GERALDO FONSECA NETO Advogado, professor e virtual advisor
AS RELAÇÕES VIRTUAIS NO
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O mercado de trabalho tem exigido de seus profissionais, a cada dia que passa, maior desenvoltura laboral, proatividade e poder de decisão. Contudo, em razão da globalização da década de 1990, da comunicação em tempo recorde nos anos 2000 e do alcance da internet nesta última década, constata-se que a característica primordial do bom funcionário se tornou a agilidade no exercício de suas tarefas diárias. Some-se a isso o fato de que, neste pequeno período, mais precisamente de 2002 (BlackBerry) em diante, com ênfase para o Iphone, criado há 10 anos atrás, surgiram os smartphones, que passaram a realizar tarefas que, inicialmente, só eram possíveis em computadores e laptops. Gradativamente, as consultas diárias na rede mundial de computadores (sites de buscas e notícias e e-mails) passaram a ser feitas na palma da mão e hoje, somadas as redes sociais e aplicativos de mensagens, correspondem a cerca de 46% da população mundial (3,7 bilhões de pessoas), segundo o site “wearesocial.com/uk”. Só para se ter uma ideia do tamanho desta revolução, somente 4% do resto do mundo ainda usa a internet exclusivamente em PCs. E apesar de tal fato não corresponder ao abandono total dos computadores tradicionais, especialmente em casa e no ambiente de trabalho, o mais relevante é que eles foram colocados em segundo plano, transformando-se apenas em coadjuvantes do smartphone. Seu uso se resumiu a facili-
tar uma tarefa que no celular ainda é relativamente difícil, como digitar este texto. Desta forma, não há mais como separar os smartphones do exercício de atividade profissional, o que se tornou um enorme benefício para uns e um pesadelo para outros. É que toda ferramenta ágil, facilitadora de serviços, traz consigo seus efeitos colaterais, os quais, no mercado de trabalho, podem acarretar severos danos à imagem de uma empresa ou de seu funcionário, gerando sanções administrativas, demissões e disputas judiciais, estas últimas, muitas vezes, ajuizadas por consumidores insatisfeitos. Isto porque não há mais como separar a vida real daquela virtual que compartilhamos diariamente, seja pessoa física ou jurídica. Logo, torna-se fundamental que os usuários da internet aprendam a “elogiar sem bajular e a criticar sem ofender” (Armando Nogueira), até mesmo visando preservar suas relações reais e suas carreiras profissionais, enquanto que aos empresários compete, por meio de seus setores de RH e marketing, fiscalizar todas as informações que saem de seus estabelecimentos. Em suma, muito embora a tomada de decisões tenha sido estimulada pelos smartphones, o que implica em maior produtividade e lucratividade, tanto o funcionário quanto o empresário ainda devem tomar muito cuidado no uso diário da internet, se possível procurando a orientação de um profissional para tanto, de modo a preservarem seus nomes e reputações.
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