Psicografia realizada na
Casa Francisco de Assis Dia 03/08/2011 Pelo mĂŠdium
Viviane Campos
A psicografia abaixo foi recebida de uma forma muito fluida, a mensagem era clara e era escrita com rapidez. Não houve interrupção e ao final sentia todo o lado direito do meu corpo diferente do lado esquerdo, como se estivesse tomado pelo espírito que transmitiu a mensagem. Foi uma sensação muito intensa. “Minha experiência na Terra fora difícil. Quando pequeno estava com minha mãe numa estação de trem, e num determinado momento de distração me perdi dela, procurei-a até anoitecer, mas nunca mais a vi. Cresci só, me eduquei graças a misericórdia dos padres que cuidaram de me colocar num colégio interno. Cresci, me tornei um homem, me casei, tive a sorte de encontrar uma esposa maravilhosa com a qual tive sete filhos, que me deram muita felicidade, netos e netas amorosos e obedientes. Mesmo tento tudo o que um homem pode desejar para ser feliz: uma família numerosa, unida e temente a Deus, ainda guardava dentro de mim a dúvida e um sentimento de tristeza, será que o fato de eu ter me perdido da minha mãe, tão pequeno, menino indefeso... Conforme fui crescendo, mais e mais pensava que eu, na verdade, havia sido propositalmente abandonado pela minha mãe naquela movimentada estação, talvez na esperança de alguém me encontrar e poder me oferecer o que ela julgava não poder me proporcionar, pelo fato de sermos muito pobres e muitas vezes me lembro ter ido dormir com a barriga doendo, vazia da fome que me tomava. Mas, mesmo assim, pensava que ela poderia ter feito algo para impedir aquele ato. Cada vez que pensava e lembrava do medo que senti naquela estação fria sentia uma profunda tristeza e indignação, por pensar como uma mãe teria coragem de fazer isso com um filho. Eu, que já era pai, e não poderia conceber a idéia de abandonar um filho meu à própria sorte, mesmo que me encontrasse na mais difícil situação, fazia força para entender, um enorme esforço para tentar perdoar, mas era sempre muito doloroso e difícil para mim. Quando já estava com uma idade avançada, acamado, com uma sensação de que estava no fim da minha jornada, cercado de filhos e netos a porta do quarto se abriu e uma de minhas filhas entrou trazendo um senhor, alguns anos mais novo que eu, e o apresentou a mim como sendo meu irmão, meio irmão na verdade. Fiquei muito emocionado, nos abraçamos por um longo tempo, choramos muito e ele me contou que sempre soubera da minha existência, que nossa mãe, na verdade, estava grávida de mais um filho quando tomou aquela atitude desesperada de me deixar na estação, pois não conseguia nem nos sustentar e mais um filho chegaria. Ela perdeu esse bebê. Depois de alguns poucos anos, ela se casou com um bom homem, e teve esse meu irmão, com o qual sempre se confessava, contando a ele da minha existência e do arrependimento que lhe corroia a alma. Rezava horas a fio pedindo que Deus a perdoasse pelo que tinha feito comigo, e dizia a meu irmão que tinha fé que um dia conseguiria me encontrar. Ela não conseguiu, pois infelizmente teve uma forte doença que a levou. Meu irmão me contou que no leito de morte ela o fez jurar que faria de tudo para me encontrar e esta passou a
ser sua missão de vida, e que agora sentia que estava liberto da promessa e feliz, muito feliz por ter me encontrado. Eu também estava e pude, antes de descansar, perdoar minha mãe, na esperança de encontrá-la após minha passagem para o mundo dos espíritos. Encontro este que aconteceu após algum tempo de vida espiritual, com a graça e permissão dos espíritos superiores. Nosso encontro foi duradouro, falamos por horas e horas. Contei a ela como fora minha trajetória, ela me contou a dela e nos abraçamos. Foi o sentimento mais profundo de perdão e de amor. Agora podemos dar seqüência às nossas vidas e continuar a nossa jornada de evolução. Obrigada pela oportunidade deste relato. Luís José dos Santos, 1949.”