Caminhar entre vidros é uma arte. Uma arte para algumas estrelas de circo, como os faquires, e para as crianças do meu bairro.
Desviarmo-nos de ratazanas, seringas e sobras de fogueiras faz parte do dia a dia.
Na Terra de Ninguém somos acrobatas. Procuramos o equilíbrio entre os fios de cobre.