Uma vez o tigrezinho chegou da floresta a coxear, já não conseguia andar mais nem estar de pé e caiu. Deitou-se a meio do caminho no meio do prado, simplesmente no chão.
Imediatamente chegou o ursinho a correr e perguntou:
– O que se passa, tigre, estás doente? – Oh, sim, estou tão doente – disse o tigrezinho –, já não consigo mover nenhum membro do meu corpo. – Não é assim tão grave – disse o ursinho. – Eu ponho-te bom. O tigrezinho não tinha apanhado cogumelos, não tinha escrito nenhuma carta das suas viagens ao urso e nem sequer tinha puxado o pato-tigre.
– Onde te dói, mais ou menos? – perguntou o ursinho. – Mostra-me! – Aqui – disse o tigrezinho e mostrou a pata –, e aqui também – e mostrou a outra pata. – Também nas pernas. E à frente e atrás e à direita e à esquerda e em cima e em baixo.
– Em todo o lado? – perguntou o ursinho. –
Então tenho que agarrar em ti. E agarrou nele e levou-o para casa.
– Mas tens que me pôr ligaduras – disse o tigrezinho.