XULIO GUTIÉRREZ NICOLÁS FERNÁNDEZ
ANIMAIS EXTRAORDINÁRIOS
Xulio Gutiérrez Ilustrações de
Nicolás Fernández
ANIMAIS EXTRAORDINÁRIOS
Construtores 1
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Animais extraordinários
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3 A biodiversidade, ou variedade de seres vivos que existem
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na Terra, é o resultado de milhares de anos de evolução. As espécies utilizam diferentes estratégias para se adaptarem aos mais diversos ambientes porque só sobrevivem
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aquelas que têm êxito, as outras extinguem-se. Algumas espécies habitam espaços abertos como as
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extensas pradarias ou os imensos oceanos. Outras vivem escondidas nas mais variadas concavidades e refúgios naturais que os ecossistemas proporcionam:
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debaixo da terra, nas fendas das rochas ou nos ramos das árvores. Mas há algumas espécies que não se conformam com estes espaços e são capazes de realizar construções extraordinárias. Há aves que constroem ninhos surpreendentes pela sua intrincada arquitectura, mamíferos que escavam com-
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plexas habitações subterrâneas, insectos minúsculos que levantam edifícios enormes e aranhas que tecem elaboradas estruturas de caça. Todos eles são constru-
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tores especialistas que sobrevivem
graças à sua habilidade.
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CASTOR
Castor fiber, Castor canadensis
Noutros tempos abundaram na América do Norte, na Europa e na Ásia. Hoje só existem no Canadá e no Norte da Rússia.
É um roedor da mesma família da ratazana e do «hamster». Pode chegar a ter o tamanho de um cão grande. Os seus grandes dentes incisivos e a sua cauda, larga e achatada, tornam-no inconfundível. O castor é um animal de hábitos nocturnos. Está perfeitamente adaptado à vida aquática. É um nadador ágil e veloz: as membranas que tem entre os dedos transformam as suas mãos e os seus pés em aletas. Para impermeabilizar a pele, o castor esfrega o seu corpo com uma substância oleosa chamada castóreo que produz pela glândula anal. Às vezes roça-se nas árvores para marcar o seu território com o forte odor do castóreo. O castor é vegetariano: passa muitas horas a alimentar-se de folhas e de casca das árvores que derruba. Quando um castor se apercebe da chegada de um predador, lança-se à água e bate com a sua poderosa cauda na superfície para avisar os seus congéneres do perigo. Durante a Idade Média caçaram-se milhares de castores. A sua carne era utilizada como alimento, a sua magnífica pele como vestuário, e o castóreo como impermeabilizante, medicamento e base para a elaboração de perfumes. Hoje o castor está protegido e começa a ser recuperado nalgumas regiões de França, Alemanha, Polónia e outros países europeus. O castor é um dos animais que mais modifica o habitat em que vive. Quando encontra um lago ou um rio de águas paradas, constrói na margem um grande monte de barro e folhas. Debaixo dele escava uma ampla toca com várias câmaras. Quando não encontra um lugar com as condições adequadas para se instalar, levanta um ou vários diques no meio do rio até formar uma grande 4
represa de águas calmas onde poderá construir a sua casa.
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O engenheiro dos rios Para realizar estas construções, o castor corta várias árvores, algumas de tamanho considerável, com os seus poderosos dentes. Depois corta os troncos em rolos mais pequenos e arrasta-os até ao meio do rio. Pouco a pouco acumula sobre eles tamanha quantidade de madeira, pedras e ramos, que acaba por obstruir o canal do rio e formar uma represa. Depois começa a construção da toca: normalmente no centro ou na margem da represa. O edifício é constituído por vários compartimentos com saídas independentes que permitem a fuga em caso de perigo.
A entrada principal está debaixo de água para evitar que os predadores entrem; a seguir está a zona de descanso e, muito perto, a casa de banho. O quarto fica no centro: o lugar mais seguro. Noutras divisões, o castor acumula alimentos para evitar sair para o exterior durante os meses mais frios.
construtores
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CÃO-DA-PRADARIA Cynomys sp
É um roedor da família dos esquilos. Tem hábitos diurnos e vive em colónias formadas por milhares de indivíduos. O cão-da-pradaria é um animal muito sociável que gosta de viver em grupos numerosos. A sua alimentação é variada: come principalmente erva, sementes e raízes. Também captura minhocas, gafanhotos e outros insectos. Há dois séculos atrás, milhões destes roedores viviam espalhados pelas imensas e planas pradarias norte-americanas. A maioria foi exterminada quando os agricultores ocuparam estes terrenos. Só sobreviveram os que se refugiaram nas zonas mais desérticas e afastadas. O cão-da-pradaria é a base da dieta de inúmeros predadores como o texugo, o furão, a raposa-do-deserto, a águia-real, o falcão e muitas serpentes. Por isso é uma espécie-chave para a sobrevivência do ecossistema.
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Vive nas pradarias e desertos do centro e Este dos Estados Unidos da América e do México.
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Cidade subterrânea O cão-da-pradaria vive em famílias constituídas por um macho, três ou quatro fêmeas e vários cachorros. Cada família escava uma longa galeria, com vários túneis e câmaras que ocupam uma superfície de cerca de 30 m, indo até aos cinco metros de profundidade. O conjunto de todas as tocas forma uma enorme cidade habitada por dezenas de milhares de indivíduos.
Com a areia que retiram ao escavar, formam uns montículos nas entradas da toca que utilizam como torres de vigia.
Cada toca tem pelo menos duas entradas para permitir que o ar circule; desta forma o interior mantém-se fresco e arejado. Este sistema de ar condicionado é imprescindível para que as crias possam suportar as temperaturas extremas que se fazem sentir no Verão.
Os cães-da-pradaria transformam consideravelmente a paisagem, os seus excrementos contribuem para melhorar a fertilidade do solo e os túneis que constroem canalizam a água da chuva evitando a erosão quando há trovoadas.
Perto da entrada estão as salas de estar; mais abaixo a despensa, o quarto e a casa de banho; e mais abaixo de tudo, no lugar mais profundo e inacessível, está o quarto de segurança, onde se escondem se algum predador entrar na toca.
construtores
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FICHAS CASTOR
CURIOSIDADES PÁGINA: 4
Os castores europeus e os americanos são idênticos. Os cientistas classificam-nos em duas espécies diferentes porque possuem diferente número de cromossomas.
•
LAT: Castor fiber Castor canadensis
O americano não está em perigo de extinção (LC); o europeu está próximo da vulnerabilidade (NT).
•
ALE: Biber ESP: Castor FRA: Castor ING: Beaver ITA:
COMPRIMENTO 1m
Castoro
PESO 20 kg
CÃO-DA-PRADARIA
LONGEVIDADE 5 anos
ALIMENTAÇÃO herbívoro
EXTINTO
AMEAÇADO
BAIXO RISCO
EX EW CR EN VU CD NT LC
CURIOSIDADES
PÁGINA: 6
O seu nome deve-se à sua peculiar forma de ladrar que faz lembrar a de um cachorro. •
LAT: Cynomys sp
• Para comunicarem entre si, sobem a um montículo de terra, adoptam determinadas posturas e emitem até onze tipos de chamadas diferentes.
ALE: Präriehunde ESP: Perrito de las praderas FRA: Chien de prairie ING: Prairie dog ITA:
Cani della prateria
COMPRIMENTO 30 - 38 cm
PESO 800 g - 1,5 kg
PÁSSARO-MARTELO
LONGEVIDADE 3 - 4 anos
ALIMENTAÇÃO omnívoro
EXTINTO
AMEAÇADO
BAIXO RISCO
EX EW CR EN VU CD NT LC
CURIOSIDADES
PÁGINA: 8
O pássaro-martelo gosta de subir para as costas dos hipopótamos para caçar rãs desprevenidas. •
LAT: Scopus umbretta
Muitos curandeiros e feiticeiros recolhem objectos do seu ninho para realizarem os seus rituais mágicos. •
ALE: Hammerkopf ESP: Ave martillo FRA: Ombrette du Sénégal ING: Hammerkop ITA:
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Uccello martello
ENVERGADURA 90 - 95 cm
PESO 415 - 480 g
LONGEVIDADE 30 anos
ALIMENTAÇÃO predador, carnívoro
EXTINTO
AMEAÇADO
BAIXO RISCO
EX EW CR EN VU CD NT LC
ANIMAIS EXTRAORDINÁRIOS |
TECELÃO-SOCIÁVEL
construtores
CURIOSIDADES
PÁGINA: 10
O tecelão-sociável costuma fazer o seu ninho em árvores de tronco muito liso para evitar que as serpentes subam até lá, especialmente a cobra do Cabo. Às vezes constrói-o sobre postes de electricidade ou de telefone. •
LAT: Philetairus socius ALE: Siedelweber ESP: Republicano FRA: Républicain social ING: Sociable weaver ITA:
Passero repubblicano
ENVERGADURA 14 cm
PESO 26 - 30 g
PICA-PAU-MALHADO
LONGEVIDADE 5 anos
ALIMENTAÇÃO insectívoro, granívoro
EXTINTO
AMEAÇADO
BAIXO RISCO
EX EW CR EN VU CD NT LC
CURIOSIDADES
PÁGINA: 12
Cada pica-pau-malhado utiliza sempre a mesma árvore como bigorna para partir as pinhas. Junto dela costumam encontrar-se restos de centenas destas.
•
LAT: Dendrocopos major
Para marcar o seu território procura uma árvore que tenha muita sonoridade e bate nela com o seu bico muito rapidamente. Com este barulho característico adverte os seus congéneres da sua presença, para não se aproximarem dele.
•
ALE: Buntspecht ESP: Pico picapinos FRA: Pic épeiche ING: Great Spotted Woodpecker ITA:
Picchio rosso maggiore
ENVERGADURA 34 - 44 cm
PESO 70 - 90 g
LONGEVIDADE 11 anos
ESGANA-GATA
ALIMENTAÇÃO insectívoro, herbívoro
EXTINTO
AMEAÇADO
BAIXO RISCO
EX EW CR EN VU CD NT LC
CURIOSIDADES PÁGINA: 14
A esgana-gata é um dos animais mais utilizados pelos cientistas para fazer experiências sobre a evolução das espécies. •
LAT: Gasterosteus aculeatus
A cor dos machos deve-se às algas vermelhas que comem durante a época da reprodução. •
ALE: Dreistachlige Stichling ESP: Espinoso FRA: Épinoche ING: Three-spined stickleback ITA:
Spinarello
COMPRIMENTO 5 - 10 cm
PESO 15 - 20 g
LONGEVIDADE 8 anos
ALIMENTAÇÃO predador, carnívoro
EXTINTO
AMEAÇADO
BAIXO RISCO
EX EW CR EN VU CD NT LC
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VESPA-NORTE-AMERICANA
CURIOSIDADES
PÁGINA: 16
As vespas são animais benéficos para a agricultura porque se alimentam de larvas de insectos e assim evitam a aparição de pragas.
•
LAT: Dolichovespula maculata
• Ao contrário das abelhas, as vespas não morrem quando espetam o ferrão.
ALE: Wespenart ESP: Avispa de cara blanca FRA: Guêpe à taches blanches ING: Bald-faced hornet ITA:
Calabrone americano
COMPRIMENTO 12 - 14 mm
PESO 300 mg (obreira)
LONGEVIDADE 8 meses (obreira)
ALIMENTAÇÃO herbívoro, insectívoro
EXTINTO
AMEAÇADO
BAIXO RISCO
EX EW CR EN VU CD NT LC (não avaliado).
TÉRMITA
CURIOSIDADES PÁGINA: 18
Na África central as pessoas capturam térmitas aladas porque são consideradas um autêntico manjar. •
LAT: Familia macrotermitidae
O peso de todas as térmitas do mundo é dez vezes maior do que o de todos os seres humanos juntos.
•
ALE: Termiten ESP: Termita FRA: Termites ING: Termite ITA:
COMPRIMENTO 4 - 6 mm (obreira)
Térmiti
PESO 12 mg (obreira)
LONGEVIDADE 5 anos (obreira)
ALIMENTAÇÃO detritívoro, xilófago
EXTINTO
AMEAÇADO
BAIXO RISCO
EX EW CR EN VU CD NT LC (não avaliado).
CARANGUEJO-EREMITA
CURIOSIDADES
PÁGINA: 20 • Os caranguejos-eremitas são muito apreciados pelos pescadores como isco.
LAT: Eupagurus bernhardus
Quando um eremita não encontra uma concha adequada às suas necessidades pode utilizar outros objectos como frascos ou caixas de plástico.
•
ALE: Einsiedler-und Steinkrebse ESP: Cangrejo ermitaño FRA: Bernard l'ermite ING: Hermit crab ITA:
Paguro Bernardo
COMPRIMENTO 3,5 cm
PESO 17 g
LONGEVIDADE 1 ano
ALIMENTAÇÃO omnívoro
EXTINTO
AMEAÇADO
BAIXO RISCO
EX EW CR EN VU CD NT LC (não avaliado).
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ANIMAIS EXTRAORDINÁRIOS |
ARANHA-DE-ÁGUA
construtores
CURIOSIDADES
PÁGINA: 22 •
O seu nome em latim significa «aranha prateada».
•
As aranhas-de-água são muito sensíveis à contaminação dos rios.
LAT: Argyroneta acuatica
Todas as aranhas têm oito patas, ao passo que os insectos têm seis. •
ALE: Wasserspinne ESP: Araña de agua FRA: Argyronète ING: Diving bell spider ITA:
Ragno palombaro
ENVERGADURA 8 - 15 mm
PESO 20 mg
ESPIRÓGRAFO
LONGEVIDADE 2 anos
ALIMENTAÇÃO predador, carnívoro
EXTINTO
AMEAÇADO
BAIXO RISCO
EX EW CR EN VU CD NT LC
CURIOSIDADES PÁGINA: 24
O ser vivo mais resistente ao calor é o Alvinella pompejana, um espirógrafo que habita nas chaminés hidrotermais do Pacífico Norte. Vive habitualmente em águas a 90 ºC. Também suporta uma pressão 250 vezes maior que a pressão atmosférica. •
LAT: Familia Sabellidae ALE: Federwürmer ESP: Gusano abanico FRA: Ver tubicole à éventail ING: Fan worm ITA:
COMPRIMENTO 1 mm - 1m
Sabella
PESO variável
LONGEVIDADE variável
ALIMENTAÇÃO filtrador, micrófago
EXTINTO
AMEAÇADO
BAIXO RISCO
EX EW CR EN VU CD NT LC (variável dependendo da espécie).
CORAL
CURIOSIDADES PÁGINA: 26 • A variedade de cores que adornam os corais é consequência das algas simbióticas que possuem nos pólipos. Quando as algas morrem, o coral fica branco e também morre.
LAT: Clase Anthozoa
A grande Barreira de Coral é a maior construção animal do planeta. É tão grande que se pode ver do espaço.
•
ALE: Koralle ESP: Coral FRA: Corail ING: Coral ITA:
Coral
COMPRIMENTO 0,6 - 30 cm
PESO variável
LONGEVIDADE variável
ALIMENTAÇÃO carnívoro, micrófago
EXTINTO
AMEAÇADO
BAIXO RISCO
EX EW CR EN VU CD NT LC (variável dependendo da espécie).
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GLOSSÁRIO Carotenóides Pigmentos orgânicos que produzem e acumulam as plantas, as algas e também alguns fungos e bactérias. Podem ser amarelos, cor-de-laranja ou vermelhos. São muito abundantes no tomate e na cenoura, dando-lhes a sua cor característica. Castóreo Secreção glandular que o castor usa para impermeabilizar a sua pelagem. É de natureza oleosa e o seu forte e característico cheiro tornam-no muito apreciado em perfumaria para fixar as fragrâncias. Ciclo vital Série de fases por que passa um ser vivo ao longo do seu desenvolvimento, desde que nasce até morrer. Há muitos tipos de ciclos: alguns são simples, como o do ser humano, outros são muito complexos como o dos anfíbios ou a metamorfose das borboletas e das medusas. Detritívoro Diz-se do animal que se alimenta de restos orgânicos como cadáveres, folhas secas, troncos caídos, etc. Gemação Tipo de reprodução assexual que consiste na formação de uma protuberância no corpo de um indivíduo adulto, que ao crescer dá lugar a um indivíduo filho, geneticamente idêntico ao pai. Micrófago Animal que ingere partículas orgânicas muito pequenas ou plantas e animais microscópicos para se alimentar. Narinas São os dois orifícios que as aves têm no bico para respirar. Nematocisto Órgão urticante que possuem muitos animais do grupo dos cnidários. Consiste num arpão ligado a um mecanismo de disparo e a uma bolsa de veneno. Dispara
mediante o contacto das presas com a pele do cnidário. Organismos coloniais São seres vivos que vivem pegados uns aos outros formando grandes massas, como os corais. Pólipo Fase do ciclo vital dos cnidários. Nesta fase, o cnidário tem o aspecto de bolsa cilíndrica com uma ventosa inferior pela qual se fixa ao substrato e uma coroa de tentáculos, que rodeiam a boca, na parte superior. As medusas passam por uma fase juvenil como pólipos e uma fase adulta de vida livre.
Tanatocrese Relação ecológica que se estabelece entre duas espécies. Uma aproveita a carapaça ou alguma parte do corpo da outra, depois da morte desta, portanto não lhe causa nenhum mal. Por exemplo, os caranguejos-eremitas aproveitam conchas vazias de moluscos gastrópodes. UICN União Internacional para a Conservação da Natureza. Esta organização estuda o estado de conservação das espécies e publica os resultados todos os anos. As categorias estabelecidas são: - Extinto (EX) - Extinto em estado selvagem (EW)
Quelíceras Peças bucais próprias de alguns artrópodes, como as aranhas. Costumam ter forma pontiaguda e um canal no seu interior pelo qual inoculam veneno às suas presas. Reprodução assexual Tipo de reprodução que consiste no desenvolvimento de um organismo completo a partir de apenas uma célula ou de um grupo de células do organismo progenitor. Não existe fusão de células sexuais ou gâmetas. Sedentário Diz-se dos animais que vivem toda a sua vida no mesmo lugar, por oposição aos que viajam a cada certo tempo que, por sua vez, se denominam migratórios. No caso dos espirógrafos, refere-se àqueles que durante a sua vida adulta vivem dentro de um tubo que eles próprios constroem, e por isso também se denominam espirógrafos tubícolas. Simbiose Relação ecológica entre duas espécies de forma a que as duas beneficiem da mesma e em que dificilmente sobrevivem uma sem a outra. Por exemplo, os corais e as algas zooxantelas. O coral proporciona protecção à alga e esta dá nutrientes ao coral.
- Ameaçado (TR) · Em perigo crítico (CR) · Em perigo (EN) · Vulnerável (VU) - Baixo risco (LR) · Dependente de medidas de conservação (CD) · Próximo da vulnerabilidade (NT) · Mínima preocupação (LC) - Dados insuficientes (DD) - Não avaliado (NE) Urticante Substância que produz picada ou coceira ao ser humano. Os produtos urticantes que utilizam alguns organismos, como as anémonas, podem ser mortais para os pequenos animais de que se alimentam. Xilófago Diz-se do animal que se alimenta de madeira. Zigoto Célula que resulta da união de um óvulo com um espermatozóide. Assim que se divide em várias células transforma-se num embrião.
© do texto: Xulio Gutiérrez, 2010
© desta edição: Kalandraka Editora Portugal Lda., 2010
© das ilustrações: Nicolás Fernández, 2010
Rua Alfredo Cunha, n.º 37, Salas 34 e 56 4450-023 Matosinhos - Portugal Telefone: (00351) 22 9375718 editora@kalandraka.pt www.kalandraka.pt
© da tradução: Elisabete Ramos, 2010 Coordenação da colecção Animais extraordinários: Chema Heras
Faktoria K de Livros é uma chancela da Kalandraka Editora Primeira edição: Junho, 2010 Impresso em C/A Gráfica ISBN: 978-989-8205-43-8 DL: 310083/10 Reservados todos os direitos
Em Construtores, terceiro volume da colecção Animais Extraordinários, descrevem-se alguns dos ninhos e tubos mais espectaculares do reino animal. Nos próximos livros desta colecção mostrar-se-ão as viagens mais longas, os sentidos mais apurados e as estratégias mais sofisticadas que alguns seres vivos utilizam para sobreviver. Outros títulos publicados: Bocas Nascer