Kenny acordou a meio de um sonho. E lembrou-se de um jardim. «Vi um jardim no meu sonho», pensou. «E uma árvore.» Havia uma árvore coberta de flores brancas. E por cima da árvore, um ao lado do outro, brilhavam o sol e a lua. Metade do jardim estava mergulhada na luz dourada da manhã, e a outra metade na noite verde-escura. «Havia outra coisa no meu sonho», pensou Kenny, e tentou recordar-se. – Um comboio! – exclamou. – E um galo de quatro patas que me ofereceu qualquer coisa. Um comboio atravessou o jardim a todo o vapor. E na última carruagem viajava um galo de quatro patas que deu a Kenny um pedaço de papel. – Tens aqui sete perguntas – disse o galo. – E deves encontrar uma resposta para todas. – E se eu conseguir, posso ficar a viver no jardim? Mas antes de que o galo pudesse responder, o sonho chegou ao fim.
Kenny sentou-se na beira da cama e pôs-se a pensar no sonho: «Seria bom viver num jardim como aquele. De manhã, podia sentar-me na metade que fica às escuras e contar as estrelas. À noite, podia brincar na metade que está ao sol e nunca teria de ir para a cama. Vou encontrar as respostas às sete perguntas e...» – As perguntas! – exclamou. – Deixei-as ficar no meu sonho! Fechou os olhos e pensou: «Vou voltar lá e encontrá-las.» Virou-se para o lado e sentiu qualquer coisa a amarrotar-se no bolso do pijama. Era um papel. Kenny tirou-o. – As sete perguntas – murmurou. – Tinha-as comigo este tempo todo.