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A VERDADE REGIONAL
14 de dezembro de 2018
Nossa Senhora do Desterro é a padroeira da cidade A VERDADE A REGIONAL
Caderno especial do Jornal A Verdade que circula nas cidades de Várzea Paulista, Jundiaí, Campo Limpo Paulista e Jarinu.
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Ernesto Francisco Musselli
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primeira capela dedicada a Nossa Senhora do Desterro, construída em 1651, marcou o início do reconhecimento da povoação de Jundiaí. Quatro anos mais tarde, Jundiaí foi elevada à categoria de vila. No dia 28 de março de 1865, a vila foi elevada à condição de cidade. Não existem imagens fidedignas da primitiva capela, mas, em 1685, quando a vila foi elevada à condição de cidade, já existia uma igreja matriz, em estilo barroco, com duas torres. Marco da história de Jundiaí, esta igreja foi remodelada em 1886, seguindo projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, quando a construção ganhou as feições atuais no estilo neogótico, denotando grandiosidade e religiosidade com suas altas torres. Nossa Senhora do Desterro A imagem de Nossa Senhora do desterro narra um fato que aconteceu com a Sagrada família, conforme lemos no Evangelho de São Mateus 2, 1323. O fato se refere à fuga da Sagrada Família para o
Egito. Por isso, ela também é conhecida como 'Nossa Senhora da Fuga'. A palavra 'desterro' significa exílio, banimento, ficar sem a terra natal. Foi exatamente isso que a Sagrada Família viveu quando teve que fugir para o Egito por causa da perseguição do rei Herodes. A devoção dos refugiados, os que não tem Pátria, os que não tem esperança no futuro. Como os milhões de brasileiros que saem do país em busca de uma vida m e l h o r. Ou os milhões de refugiados da guerra ao redor do mundo. Nossa Senhora do Desterro é a padroeira dos que tiveram que deixar sua
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Pátria para procurar trabalho em outro lugar ou se refugiaram em outras terras. Na Itália, ela é a Madona degli Emigrati, a Mãe
dos imigrantes. É a Mãe à qual todos rezam para serem bem recebidos em terras estrangeiras, para conseguirem novas amizades e trabalho.
A primeira Festa da Uva foi realizada em 1934 com foco na produção agrícola da uva
Desde as primeiras festas, o Parque Comendador Antônio Carbonari tem sido o palco deste evento
Festa da Uva, o grande patrimônio cultural da cidade
FOTOS: DIVULGAÇÃO
om grande vocação agrícola, Jundiaí se despontou no cenário nacional com a produção de uvas de mesa, especialmente a niágara rosada. E para estimular ainda mais os produtores, foi criada a Festa da Uva em 1934, idealizada por Antenor Soares Gandra, com o apoio da Associação Agrícola de Jundiaí e Prefeitura. O evento foi centralizado no já extinto Mercado Municipal e marcou o Município. A festa continuou a ser realizada e com periodicidade de três anos, sendo que, em alguns períodos, o evento foi realizado de maneira mais espaçada. A partir de 1964, o evento passou a ser realizado ano sim, ano não, sempre em anos pares, al-
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ternando com a Festa do Morango. O local é o Parque Comendador Antonio Carbonari, mas conhecido como Parque da Uva. Esta festa surgiu como uma oportunidade de valorizar os produtores, consolidando Jundiaí como um centro produtor de uvas, além de difundir a riqueza e a importância da viticultura na região. Os viticultores Antônio Pincinato, Hermes Traldi, Cândido Monjola, Rogério Baston, Artur Del Vech e o então prefeito da época Antenor Soares Gandra foram os idealizadores do evento. Na festa também eram expostos e colocados a venda outros produtos da região, como a laranja e o morango. O evento conta com divertimentos, um grande
corso carnavalesco, com carros alegóricos carregados de pipas de vinho, além de um desfile de carros e um pequeno parque de diversões. Os participantes deste evento eram recepcionados na praça Barão de Jundiaí com um arco com os dizeres: "Bem Vindo". As primeiras festas, realizadas no centro da cidade, tinham a entrada gratuita, mas com o tempo passaram a ter shows musicais com cantores renomados e a cobrança de ingressos. Em 2013 a festa foi remodelada a fim de resgatar o seu modelo original e ser um evento familiar, esta voltou a ter entrada gratuita. Os grandes shows de artista renomados deram lugar a apresentações cul-
Hoje um dos pontos altos da festa é a ‘Pisa da Uva’ que resgata das tradições da festa
turais e musicais dos mais variados estilos, além de
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danças e teatro de artistas jundiaienses. As exposi-
ções da fruta são feitas durante todo o dia.
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Paulista F. C.: das glórias do passado à agonia do presente REPRODUÇÃO: JV REGIONAL
restes a completar 110 anos em 2019, já que foi fundado em maio de 1909, o Paulista Futebol Clube de Jundiaí vive um dos piores momentos de sua história e teve em 2017 o seu estádio o Dr. Jayme Cintra, penhorado para pagar dívidas trabalhistas e por pouco não foi leiloado.
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Orgulho Fundado e denominado Paulista Futebol Clube, por funcionários da antiga Cia. Paulista de Estradas de Ferro, há 109 anos, atingiu seu auge, entre 2004 e 2006, com as conquistas da Copa do Brasil e do vicepaulista (série A1), além da participação na Copa Libertadores da América. Motivo de orgulho dos torcedores hoje vive uma decadência, mas tem histórias de revelar grandes
jogadores, é o caso de Nomes como Victor (AtléticoMG) e Réver (Flamengo), campeões da Libertadores com o Atlético-MG, Artur, goleiro titular que defendeu o Benfica (POR), Danilo, ex-zagueiro do Palmeiras, além de Nenê, atualmente no São Paulo. Das glórias à agonia Mesmo sem mais nenhum parceiro, a década de 2000 foi um de seus melhores momentos e não deixou de conseguir resultados importantes, como o vice-campeonato Paulista de 2004, que lhe deu o direito, de no ano seguinte, disputar a Copa do Brasil.Em 2005 então veio a maior conquista da sua história: a Copa do Brasil, onde o Paulista venceu equipes tradicionais, todas elas da elite do futebol brasileiro na época.
Com a conquista, o Paulista ganhou o direito de disputar a Copa Libertadores da América de 2006 e apesar de ter sido eliminado na primeira fase, chegou a vencer o River Plate da Argentina no estádio Dr. Jayme Cintra. Em 2007 foi rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro e em 2008 sem conseguir o acesso no nacional foi obrigado a no ano seguinte disputar o recém criado Campeonato Brasileiro da Série D. Em 2010 e 2011, venceu novamente a Copa Paulista, dando-lhe o direito de disputar novamente a Copa do Brasil, onde apareceu em 2011 e pela última vez em somente em 2012. Após o maior período de sua história na elite estadual, o Paulista
A equipe sob o comando do técnico Vágner Mancini foi o campeão da Copa do Brasil em 2005 DIVULGAÇÃO
voltou a ser rebaixado em 2014 para a Série A2. No ano de 2016, após mais uma fraca campanha caiu para a Série A3 e no ano seguinte, outra campanha ruim fez com o que clube parasse na última divisão, onde se encontra até o momento.
Estádio do Paulista, Dr. Jayme Cintra, chegou a ir a leilão em 2017
Templo de grandes eventos, ‘Bolão’ completou 65 anos em outubro
Tudo começou com Rafael de Oliveira e Petronilha Antunes
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undiaí completa 363 anos nesta sexta-feira, dia 14 de dezembro. A data marca a elevação da antiga ‘Freguesia de Nossa Senhora do Desterro’ fundada por Rafael de Oliveira e Petronilha Antunes à categoria de Vila em 14 de Dezembro de 1655. Na época, a região de Jundiaí era habitada por povos indígenas até o final do século 17. Eles se dedicavam à produção de milho e mandioca. Parte da cultura indígena foi incorporada pelos brancos colonizadores, entre elas a técnica construtiva e a utilização de queimadas na lavoura. Controvérsias Os primeiros colonizadores chegaram à região em 1615. Apesar das controvérsias dos historiadores, a versão mais aceita sobre a fundação do município remete à vinda de Rafael de Oliveira e Petronilha Rodrigues Antunes que, por motivações políticas, fugiram de
São Paulo e refugiaram-se nos arredores, fundando a Freguesia de Nossa Senhora do Desterro, posteriormente elevada à categoria de Vila em 14 de Dezembro de 1655. Os novos colonizadores do local afugentaram os grupos existentes de indígenas, que se embrenharam na mata. A origem de Jundiaí está ligada diretamente ao movimento bandeirante, principal responsável pela ocupação da antiga Capitania de São Vicente. A origem do nome O nome Jundiaí tem origem tupi e vem da palavra “jundiá”, que significa “bagre” e “y” significa “rio”. Alguns estudiosos do assunto também consideram o termo “yundiaí” como “alagadiços de muita folhagem e galhos secos”. ‘Portão do sertão’ Ao longo dos séculos 17, 18 e início do 19, a economia da cidade se limitava a pe-
quenas lavouras de subsistência, que abasteciam moradores da vila, tropeiros e bandeirantes. Na época, a região era formada por várias sesmarias pertencentes à Capitania de São Vicente, conhecida como “Portão do Sertão”. Era o caminho de muitas entradas e bandeiras. Durante longo período, a escravidão indígena foi a base da mão de obra local, embora essa prática fosse proibida por lei. Naquela época, a cidade tinha quatro ruas centrais, chamadas de Rua Direita (atualmente Barão de Jundiaí), Rua do Meio (Rua do Rosário), Rua Nova (Senador Fonseca) e Rua Boa Vista (Zacarias de Góes). As melhores casas eram de taipa e terra, enquanto os moradores mais humildes usavam o pau a pique, cobertas por sapé. A insurgente localidade possuía a Capela de Nossa Senhora do Rosário (hoje no local está o Gabinete de Leitura Rui Barbosa), o Hospício dos Beneditos e o
Mosteiro de São Bento, um dos poucos monumentos sobreviventes. Naquela época, o abastecimento de água era feito de modo rudimentar, por meio de bicas públicas. Candeeiros de querosene eram responsáveis pela iluminação. Eles ficavam suspensos nas paredes, acesos no final da tarde e apagados ao raiar do sol. Um dos pontos comerciais mais movimentados era o Largo do Rocio, que deu lugar atualmente à Praça da Bandeira. Dentre as atividades agrícolas, a canade-açúcar era o destaque, mas a produção era utilizada para a fabricação de aguardente. Em meados do século 18, o número de escravos indígenas e de escravos de origem africana já era praticamente o mesmo, mas a partir da segunda metade deste século, a quantidade de africanos se intensificou, até que a mão-de-obra indígena foi totalmente abandonada. À medida que o
Matriz Nossa Senhora do Desterro foi construída em 1651
número de africanos aumentava, também cresciam os focos de resistência. Há poucos registros históricos sobre a vida destes trabalhadores. Categoria de cidade Foi somente em 28 de março de 1865 que Jundiaí conseguiu ser elevada à categoria de cidade, mais de duzentos anos depois da criação da vila.
Segundo o historiador Geraldo Gatolini, o argumento usado peloVisconde de Parnaíba para convencer as autoridades do império para a mudança de categoria, deveu-se ao fato de que o município iria receber em breve as linhas ferroviárias da Estrada de Ferro SantosJundiaí. Também argumentou que o município era o maior centro distribuidor de café do Brasil.
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O Complexo Esportivo Nicolino de Lucca, o Bolão, foi inaugurado dia 4 de outubro em 1953 pelo prefeito Luiz Latorre para ser utilizado na disputa do 18º Jogos Abertos do Interior. O primeiro jogo realizado foi de basquete feminino entre Jundiaí e Itatiba. A primeira cesta oficial foi marcada pela jogadora de Jundiaí Neyde Carlos Pereira, a “Ponce de Leon”. O projeto é do arquiteto Vasco Antônio Venchiarutti, que por dois mandatos (1948-1951; 1956-1959) governou a cidade. Tratava-se, para a época, de uma proposta bastante inovadora: um dos maiores vãos livres sob cúpula
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de concreto até então construídos. Graças a este projeto, ele recebeu o 2º prêmio arquitetura ‘Governo de São Paulo’ no salão paulista de Belas Artes. Por todo o envolvimento e dedicação no processo de construção, o ginásio recebeu o nome do Dr. Nicolino de Lucca, médico e grande jogador de xadrez. Em 1984, foi feita uma ampliação no complexo, com a construção do edifício anexo, das quadras poliesportivas e da pista de atletismo. O Ginásio do Bolão já foi sede da equipe de vôlei Leites Nestlé, do time de basquete do Corinthians (que tinha Oscar Schmidt
Imigrantes italianos chegam à região de Jundiaí no Século XIX DIVULGAÇÃO
O conjunto Poliesportivo Dr. Nicolino de Lucca é composto pelo ginásio de esportes, quadras poliesportivas, além da Escola de Educação Física (Esef)
como astro) e a casa do Perdigão/Divino de Magic Paula, no basquete feminino. O local foi palco de
grandes eventos, não só esportivos como culturais e educativos. Os Harllen Globe Trothers, o American Stard, a seleção uru-
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guaia e a seleção brasileira de basquete passaram pelas quadras do ginásio. Em 1971, o presidente do Brasil, general Emílio
Garrastazu Médici veio até a cidade de Jundiaí, no Bolão, entregar diplomas para 5 mil estudantes do extinto Mobral.
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Onde hoje é o atual espaço da Festa della Colonia Italiana, guarda-se a história de um dos períodos mais importantes da imigração italiana em Jundiaí, como parte da memória ainda viva na lembranças dos descendentes e registrada em livros e documentos de grande valor histórico. Depois que o imperador D. Pedro II ordenou às províncias a criação de núcleos coloniais, o então Presidente da Província de São Paulo, Antônio de Queiroz Telles – o Conde do Parnaíba – criou quatro núcleos, entre eles “Núcleo Colonial Barão de Jundiaí”, em 4 de outubro de 1886, atual região do bairro da Colônia. Os núcleos deveriam estar situados em locais que permitissem facilidades de transporte dos produtos do mercado, possuir terra fértil para receber as culturas tradicionais das 14 de dezembro de 2018
Italianos atuaram como mão de obra na cultura do café
províncias e boas para a pastagem, além de oferecer condições naturais para serem trabalhadas por meios mecânicos. O imigrante destinado ao Núcleo Colonial não passava pela Hospedagem do Imigrante na capital, e contava com passagem livre nas ferrovias e com abrigo no núcleo escolhido.
Jundiaí Hoje Aos poucos, tanto os imigrantes como seus descendentes foram se integrando à comunidade jundiaiense. Atualmente, mais de 75% da população de Jundiaí é descendente de imigrantes italianos, que constituem uma das maiores colônias em todo o Brasil.
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Parque da Cidade, o cartão postal de Jundiaí
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undiaí possui 11 parques municipais, considerados patrimônios ecológicos e de lazer, como o Parque da Uva, Corrupira, Jardim Botânico e o Parque da Cidade. São espaços de
contemplação, áreas para práticas esportivas ou ainda para descanso. Parque da Cidade Inaugurado em 2.004, o Parque da Cidade fica às margens da represa que abastece Jun-
diaí e é um dos mais visitado. Com 500.000 m², oferece áreas para piquenique, caminhadas ecológicas, leitura e diversão. Conta com duas pistas de cooper de 2,1 quilômetros cada, aparelhos de ginástica, bebedouros,
sistema de som e duchas.O local conta também com jardim japonês, anfiteatro ao ar livre e áreas para apresentações artísticas. Há ainda parque de diversões, mesas de jogos (xadrez, damas e dominó), quadras polies-
portivas, futebol de areia, trilhas e um pier para pequenas embarcações. O estacionamento e a entrada são gratuitos e o espaço é adaptado para portadores
de necessidades especiais. Endereço: Rodovia João Cereser, km 66 – Telefone: (11) 4522-0766 / 4522-0499. Funcionamento das 6 h30 às 19 horas.
Os distritos industriais de Jundiaí localizam-se às margens das principais vias de transporte rodoviário, notadamente as rodovias Anhanguera e Bandeirantes com toda infraestrutura para a instalação de novas empresas
Cidade possui um dos maiores parques industriais da América Latina
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nando Machado, o município possui, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2018, 414.810 habitantes. No que se refere ao seu complexo industrial, abriga cerca de três mil empresas (incluindo o subsetor da construção civil) segundo dados da
Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho e do Emprego. O setor é o segundo maior empregador de mão de obra formal. Este complexo tem sido responsável pelo 5º maior valor adicionado industrial de São Paulo, segundo o estu-
do “Produto Interno Bruto dos Municípios 2013”. A indústria, (incluindo a construção civil), participa com 27,08% na composição do valor adicionado municipal. Segundo outro critério, o da renda per capita, Jundiaí ocupa o nono lugar no
Estado, entre 645 municípios. O Censo 2010 detaca que a cidade teve uma renda per capita mensal de R$ 1.121,82, o que representa um valor 31,4% maior que a média da renda per capita do Estado. Já em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 foi registrado
em PIB de 39.717.586, o sétimo maior PIB municipal do Estado. Jundiaí dispõe de tudo para ter um comércio forte e diversificado, e de fato tem. O PIB per capita municipal é maior que o de qualquer das capitais do País. É 251% maior que o PIB per capita do Brasil.
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a primeira metade do século 20, Jundiaí descobriu a sua vocação industrial, que perdura até os dias de hoje, pois a cidade possui um dos maiores parques industriais da América Latina. Atualmente administrado pelo prefeito Luiz Fer-
Apesar da industrialização, Jundiaí garante qualidade de vida das pessoas DIVULGAÇÃO
Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,8892 que garante ao município a 9ª posição do país em qualidade de vida, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), a cidade também se destaca em saneamento básico, sendo a primeira no ranking do Instituto. Para o IDH do Estado de São Paulo, o município figura em segundo lugar, para cidades com mais de 300.000 habitantes e o quarto entre os 645 municípios do Estado de São Paulo, para o mesmo indicador entre as cidades acima de 300.000 habitantes. Embora tenha importante polo industrial, comercial e de serviços, entre os maiores de São Paulo, Jundiaí preserva algumas características importantes que garante esta condição, como por exemplo, a produção agrícola na área da
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Cidade oferece bens e serviços para que a população viva melhor
fruticultura (especialmente uva, morango e caqui. De sua área total, 64% é considerada área rural, 31% da qual compreende a área de tombamento da Serra do Japi. Tudo com acesso facilitado à variada oferta de bens e serviços, características próprias de uma cidade de grande porte, sem perder o seu lado humano. Por tudo isso, Jundiaí tem uma das melhores qualidades de vida do Estado de São Paulo. É co-
nhecida como “cidade saudável”, título conferido pela Universidade de Toronto, do Canadá. Já no índice Paulista de Responsabilidade Social – IPRS, Jundiaí fica em primeiro lugar, com a melhor média das posições nas três dimensões analisadas, entre as doze maiores economias municipais do Estado de São Paulo. As dimensões contempladas no Índice Paulista de Responsabilidade Social são: riqueza, aducação e longevidade. 14 de dezembro de 2018
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Café e ferrovia alavancaram o crescimento da cidade partir da segunda metade do século 19 a produção cafeeira ganhou força para o oeste e isso promoveu o crescimento da cidade. Junto com o café vieram a ferrovia e as indústrias. A Ferrovia Santos-Jundiaí foi inaugurada em 1867, época em que se observava a crise do escravismo e a consequente alta do preço do escravo. Neste contexto, os grandes produtores rurais passaram a buscar novos trabalhadores e teve início o amplo processo de imigração, com a participação direta do Governo Federal. Os primeiros foram os italianos, que se instalaram preferencialmente na região da Colônia, no Núcleo Barão de Jundiaí, implementado pelo então presidente da Província de São Paulo, Dr. Antônio de Queiroz Telles (Conde de Parnaíba), filho do Barão de Jundiaí. Depois, outros europeus foram instalados
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Jardim Botânico foi inaugurado em 29 de dezembro de 2004 e tem 150 metros quadrados
Parque do Corrupira é o local para pequeniques e outras manifestações populares
Jardim Botânico, Parque da Uva e Corrupira se destacam FOTOS: DIVULGAÇÃO
utros quatro importantes parques municipais se diferem por suas atividades. O Parque Comendador Antônio Carbonari (Uva) é um local de grandes eventos como as grandes festa das cidadee outras atrações culturais e artísticas. Já o Corrupira reúne famílias no Dia do Trabalho e o Jardim Botânico é o marco na preservação do meio ambiente. E o do Engordadouro é o único que permite animais
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Jardim Botânico Inaugurado em 29 de dezembro de 2004, com uma área de 150.000 m², surgiu como uma proposta de recuperação para
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uma área com longo histórico de degradação. Esta área se apresentava infestada de gramíneas exóticas com algumas árvores isoladas, e ao longo das décadas, sofreu processos antrópicos que aceleraram sua degradação. Entre estes processos destacaramse as atividades de extrativismo mineral, deposição de resíduos e sucessivos incêndios que modificaram a vegetação natural . Parque da Uva O Parque da Uva é conhecido pela realização de grandes eventos, como a Festa da Uva, a Feira da Amizade, shows, apresentações culturais, entre outros. Inaugurado em 1953
e reestruturado em 2004, o local conta com internet wi-fi gratuita para seus visitantes, espaços arborizados, estacionamento gratuito e aparelhos de ginástica ao ar livre. Parque do Corrupira Localizado no bairro de mesmo nome, oferece lazer a toda a família. Possui dezenas de quiosques, cada qual com sua churrasqueira, uma área para eventos onde se realizam espetáculos populares, trenzinho, sistema de som, áreas para piqueniques, além de amplo estacionamento para carros. Foi inaugurado em 7 de outubro de 1979 e reformado em 2000 e ocupa área de
no comércio e na lavoura e alguns passaram rapidamente de colonos a proprietários, incrementando a atividade agrícola. A imigração estimulou o crescimento comercial e industrial e, ainda, do segmento de serviços e infra-estrutura urbana. Enquanto isso, Jundiaí se destacava como uma cidade estratégica no setor ferroviário, com a instalação da Ferrovia SantosJundiaí (em 1867), a Cia. Paulista de Estradas de Ferro (em 1872), da Cia. Ituana (em 1873), da Cia. Itatibense (em 1890) e a Cia. Bragantina (em 1891). De acordo com censo realizado pelo Governo Federal, em 1920 Jundiaí possuía uma população de 44.437 habitantes. O abastecimento de água foi implantado em 1881. A energia elétrica chegou em 1905 e o telefone em 1916. Os imigrantes, de origem oriental, principalmente os japoneses, chegaram na
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A Ferrovia Santos-Jundiaí foi inaugurada em 1867, época em que se observava a crise do escravismo e a consequente alta do preço do escravo
cidade nas décadas de 1920 e 1930. O processo de industrialização de Jundiaí acompanhou as vias de circulação. Com isso, as indústrias se concentravam
nas regiões próximas à ferrovia e às margens do Rio Guapeva, atendendo principalmente os segmentos têxtil e cerâmico. Nos anos 30 e 40, ocorreu novo impulso industrial e após a
inauguração da Rodovia Anhanguera, em 1948, mais empresas procuraram a cidade, aproveitando também a abertura da economia ao capital estrangeiro em 1950. Foi nes-
ta época que vieram para o município as indústrias metalúrgicas. Por tudo isso, pode-se dizer que Jundiaí nasceu com uma forte aptidão para o trabalho e o desenvolvimento.
Parque da Uva, além de um belo lugar, acolhe os grandes eventos da cidade
225 mil metros quadrados. Engordadouro Construído pela Santa
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Angela como contrapartida social, o Parque do Engordadouro é o único parque público que permite a
presença de animais, além de opções de lazer para crianças e uma pista de caminhada e ciclovia.
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m dos patrimônios ecológicos da cidade é sem dúvida a Serra do Japi. Com seus 354 quilômetros quadrados de área faz divisa com quatro municípios: Jundiaí, Pirapora do Bom Jesus, Cajamar e Cabreúva. Com um grande número de espécies e vegetais, que a torna um verdadeiro santuário, é um raro remanescente da Mata Atlântica. Tombada pelo CONDEPHAAT, através da Resolução 11 de 8 de março
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de 1993 foi declarada Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1992. A riqueza de sua biodiversidade está diretamente relacionada ao fato de que se localiza em uma região ecotonal, ou seja, uma região de encontro de dois tipos de florestas: a Mata Atlântica característica da Serra do Mar e a Mata Atlântica do interior. Seu nome tem várias justificativas, como a semelhança com o canto de um pássaro (iapi, iapi), e o significado da palavra tupi-guarani iapy (nascente de rios).
A riqueza hídrica da Serra, mereceu a denominação de “castelo de águas” por parte de naturalistas europeus. Visitação Apesar de ser uma reserva, recebe muitos visitantes que se aventuram em suas trilhas para um contato com a natureza. No total são seis trilhas para visitação. Porém, somente quatro são disponibilizadas trilha do Biquinha (3 km), Mirante (6 km), Paraíso (9 km) e trilha Jaboticabeiras (15 km). As pessoas interessadas em conhecer a reserva da Serra do Japi
FOTOS: DIVULGAÇÃ
Serra do Japi: é preciso preservar, mas é possível visitar
Símbolos de Jundiaí contam a história da cidade FOTOS: DIVULGAÇÃO
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devem acessar o site (https://serradojapi.jundiai.sp.gov.br/) . Guardiã A Divisão Florestal é um dos setores mais atuantes e diversificados da Guarda Municipal. Foi criada com o objetivo de promover a conscientização sobre a necessidade de se preservar o meio ambiente, em especial a Serra. Coordenada pelo inspetor Paulo Vicente Soares, a equipe é formada por 38 patrulheiros ecológicos.
Bandeira de Jundiaí foi concebida por Diógenes Duarte Paes e adotada oficialmente em 9 de maio de 1961, através da lei 904. A faixa de cor azul representa o Rio Jundiaí, o vermelho, verde e o branco são referências aos imigrantes italianos e a data é da fundação e elevação à vila. O campo verde representa o Mato Grosso de Jundiaí” e a viticultura da região. As referências à indústria apare-
Beleza natural, a Serra do Japi é um patrimônio ecológico mundial
cem na roda dentada e, por fim, o Baluarte, no canto esquerdo, representa a ideia da “porta do sertão”. O Brasão O autor é Afonso d´Escragnolle Taunay e a versão representa a cidade como “porta do sertão”, que o próprio Taunay afirmava ser “guardiã avançada dos civilizados”. Ao lado, as figuras de um bandeirante (à esquerda) e de um oficial de milícias (à direita). A primeira
imagem reitera e institui, simultaneamente, o mito do herói bandeirante. A presença de um oficial com trajes militares indica a força da origem européia, particularmente a portuguesa. A frase em latim “etiam per me Brasilia magna” significa “também por mim o Brasil é grande”. Os peixes que ocupam o rio explicam o nome da cidade, são os jundiá. A exaltação da natureza pode ser encontrada na referência às matas e na imagem folclorizada do índio que se encontra em meio a ela. A roda dentada
Bandeira de Jundiaí retrata os vários momentos históricos do município
se refere ao processo de industrialização e as parreiras de uva e ramos de café à agricultura da cidade.
Quanto às datas, indicam a fundação (1615) e a elevação à categoria de Vila (1655).
Teatro Polytheama completa 107 anos de muita história na cidade
Aniversário do teatro é integrado às festividades dos 363 anos de Jundiaí
O Teatro Polytheama é um dos mais antigos e tradicionais teatros brasileiros, sendo inaugurado em 1911. Remanescente dos teatros populares de fins do século XIX e início do século XX,
Ó terra querida, Jundiaí Teus filhos amantes são de ti Que Deus abençoe eternamente Esta terra onde nasci Ó terra querida, Jundiaí Teus filhos amantes são de ti Saudades mil levam Os que passam por aqui
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É possível agendar visitação para conhecer as diversas trilhas do local
Hino de Jundiai
reune atividades diversas, como teatro e música. Seu próprio nome revela esta origem pois em grego a palavra politeama "muitos espetáculos". Teve seu auge na década de 20, quando era
considerado o maior teatro do Estado de São Paulo, com 2920 lugares superando até mesmo o Teatro Municipal de São Paulo. Remodelado, hoje é um dos símbolos culturais da cidade.
Terra gentil, altruísta, De ti me orgulho, Pois és bem paulista! Teus filhos com devoção Marcham pra luta como heróis Cheios de fé em sua oração Que belas tardes amenas! Que lindas noites, Felizes, serenas! Teu jardim, é um paraíso Onde a mocidade sempre jovial Com seu odor confunde o riso. Quem poderia imitar O teu céu com tuas cores? Com teus lindos fulgores? Os teus campos, tuas flores? Só a natureza guiada pelo Criador É que pode pintar esse arrebol! Que jamais vi, Tardes ao por do Sol.
A Divisão Florestal da GM de Jundiaí é a ‘guardiã’ da Serra do Japi
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m dos patrimônios ecológicos da cidade é sem dúvida a Serra do Japi. Com seus 354 quilômetros quadrados de área faz divisa com quatro municípios: Jundiaí, Pirapora do Bom Jesus, Cajamar e Cabreúva. Com um grande número de espécies e vegetais, que a torna um verdadeiro santuário, é um raro remanescente da Mata Atlântica. Tombada pelo CONDEPHAAT, através da Resolução 11 de 8 de março
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de 1993 foi declarada Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1992. A riqueza de sua biodiversidade está diretamente relacionada ao fato de que se localiza em uma região ecotonal, ou seja, uma região de encontro de dois tipos de florestas: a Mata Atlântica característica da Serra do Mar e a Mata Atlântica do interior. Seu nome tem várias justificativas, como a semelhança com o canto de um pássaro (iapi, iapi), e o significado da palavra tupi-guarani iapy (nascente de rios).
A riqueza hídrica da Serra, mereceu a denominação de “castelo de águas” por parte de naturalistas europeus. Visitação Apesar de ser uma reserva, recebe muitos visitantes que se aventuram em suas trilhas para um contato com a natureza. No total são seis trilhas para visitação. Porém, somente quatro são disponibilizadas trilha do Biquinha (3 km), Mirante (6 km), Paraíso (9 km) e trilha Jaboticabeiras (15 km). As pessoas interessadas em conhecer a reserva da Serra do Japi
FOTOS: DIVULGAÇÃ
Serra do Japi: é preciso preservar, mas é possível visitar
Símbolos de Jundiaí contam a história da cidade FOTOS: DIVULGAÇÃO
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devem acessar o site (https://serradojapi.jundiai.sp.gov.br/) . Guardiã A Divisão Florestal é um dos setores mais atuantes e diversificados da Guarda Municipal. Foi criada com o objetivo de promover a conscientização sobre a necessidade de se preservar o meio ambiente, em especial a Serra. Coordenada pelo inspetor Paulo Vicente Soares, a equipe é formada por 38 patrulheiros ecológicos.
Bandeira de Jundiaí foi concebida por Diógenes Duarte Paes e adotada oficialmente em 9 de maio de 1961, através da lei 904. A faixa de cor azul representa o Rio Jundiaí, o vermelho, verde e o branco são referências aos imigrantes italianos e a data é da fundação e elevação à vila. O campo verde representa o Mato Grosso de Jundiaí” e a viticultura da região. As referências à indústria apare-
Beleza natural, a Serra do Japi é um patrimônio ecológico mundial
cem na roda dentada e, por fim, o Baluarte, no canto esquerdo, representa a ideia da “porta do sertão”. O Brasão O autor é Afonso d´Escragnolle Taunay e a versão representa a cidade como “porta do sertão”, que o próprio Taunay afirmava ser “guardiã avançada dos civilizados”. Ao lado, as figuras de um bandeirante (à esquerda) e de um oficial de milícias (à direita). A primeira
imagem reitera e institui, simultaneamente, o mito do herói bandeirante. A presença de um oficial com trajes militares indica a força da origem européia, particularmente a portuguesa. A frase em latim “etiam per me Brasilia magna” significa “também por mim o Brasil é grande”. Os peixes que ocupam o rio explicam o nome da cidade, são os jundiá. A exaltação da natureza pode ser encontrada na referência às matas e na imagem folclorizada do índio que se encontra em meio a ela. A roda dentada
Bandeira de Jundiaí retrata os vários momentos históricos do município
se refere ao processo de industrialização e as parreiras de uva e ramos de café à agricultura da cidade.
Quanto às datas, indicam a fundação (1615) e a elevação à categoria de Vila (1655).
Teatro Polytheama completa 107 anos de muita história na cidade
Aniversário do teatro é integrado às festividades dos 363 anos de Jundiaí
O Teatro Polytheama é um dos mais antigos e tradicionais teatros brasileiros, sendo inaugurado em 1911. Remanescente dos teatros populares de fins do século XIX e início do século XX,
Ó terra querida, Jundiaí Teus filhos amantes são de ti Que Deus abençoe eternamente Esta terra onde nasci Ó terra querida, Jundiaí Teus filhos amantes são de ti Saudades mil levam Os que passam por aqui
DIVULGAÇÃO
É possível agendar visitação para conhecer as diversas trilhas do local
Hino de Jundiai
reune atividades diversas, como teatro e música. Seu próprio nome revela esta origem pois em grego a palavra politeama "muitos espetáculos". Teve seu auge na década de 20, quando era
considerado o maior teatro do Estado de São Paulo, com 2920 lugares superando até mesmo o Teatro Municipal de São Paulo. Remodelado, hoje é um dos símbolos culturais da cidade.
Terra gentil, altruísta, De ti me orgulho, Pois és bem paulista! Teus filhos com devoção Marcham pra luta como heróis Cheios de fé em sua oração Que belas tardes amenas! Que lindas noites, Felizes, serenas! Teu jardim, é um paraíso Onde a mocidade sempre jovial Com seu odor confunde o riso. Quem poderia imitar O teu céu com tuas cores? Com teus lindos fulgores? Os teus campos, tuas flores? Só a natureza guiada pelo Criador É que pode pintar esse arrebol! Que jamais vi, Tardes ao por do Sol.
A Divisão Florestal da GM de Jundiaí é a ‘guardiã’ da Serra do Japi
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Café e ferrovia alavancaram o crescimento da cidade partir da segunda metade do século 19 a produção cafeeira ganhou força para o oeste e isso promoveu o crescimento da cidade. Junto com o café vieram a ferrovia e as indústrias. A Ferrovia Santos-Jundiaí foi inaugurada em 1867, época em que se observava a crise do escravismo e a consequente alta do preço do escravo. Neste contexto, os grandes produtores rurais passaram a buscar novos trabalhadores e teve início o amplo processo de imigração, com a participação direta do Governo Federal. Os primeiros foram os italianos, que se instalaram preferencialmente na região da Colônia, no Núcleo Barão de Jundiaí, implementado pelo então presidente da Província de São Paulo, Dr. Antônio de Queiroz Telles (Conde de Parnaíba), filho do Barão de Jundiaí. Depois, outros europeus foram instalados
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Jardim Botânico foi inaugurado em 29 de dezembro de 2004 e tem 150 metros quadrados
Parque do Corrupira é o local para pequeniques e outras manifestações populares
Jardim Botânico, Parque da Uva e Corrupira se destacam FOTOS: DIVULGAÇÃO
utros quatro importantes parques municipais se diferem por suas atividades. O Parque Comendador Antônio Carbonari (Uva) é um local de grandes eventos como as grandes festa das cidadee outras atrações culturais e artísticas. Já o Corrupira reúne famílias no Dia do Trabalho e o Jardim Botânico é o marco na preservação do meio ambiente. E o do Engordadouro é o único que permite animais
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Jardim Botânico Inaugurado em 29 de dezembro de 2004, com uma área de 150.000 m², surgiu como uma proposta de recuperação para
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uma área com longo histórico de degradação. Esta área se apresentava infestada de gramíneas exóticas com algumas árvores isoladas, e ao longo das décadas, sofreu processos antrópicos que aceleraram sua degradação. Entre estes processos destacaramse as atividades de extrativismo mineral, deposição de resíduos e sucessivos incêndios que modificaram a vegetação natural . Parque da Uva O Parque da Uva é conhecido pela realização de grandes eventos, como a Festa da Uva, a Feira da Amizade, shows, apresentações culturais, entre outros. Inaugurado em 1953
e reestruturado em 2004, o local conta com internet wi-fi gratuita para seus visitantes, espaços arborizados, estacionamento gratuito e aparelhos de ginástica ao ar livre. Parque do Corrupira Localizado no bairro de mesmo nome, oferece lazer a toda a família. Possui dezenas de quiosques, cada qual com sua churrasqueira, uma área para eventos onde se realizam espetáculos populares, trenzinho, sistema de som, áreas para piqueniques, além de amplo estacionamento para carros. Foi inaugurado em 7 de outubro de 1979 e reformado em 2000 e ocupa área de
no comércio e na lavoura e alguns passaram rapidamente de colonos a proprietários, incrementando a atividade agrícola. A imigração estimulou o crescimento comercial e industrial e, ainda, do segmento de serviços e infra-estrutura urbana. Enquanto isso, Jundiaí se destacava como uma cidade estratégica no setor ferroviário, com a instalação da Ferrovia SantosJundiaí (em 1867), a Cia. Paulista de Estradas de Ferro (em 1872), da Cia. Ituana (em 1873), da Cia. Itatibense (em 1890) e a Cia. Bragantina (em 1891). De acordo com censo realizado pelo Governo Federal, em 1920 Jundiaí possuía uma população de 44.437 habitantes. O abastecimento de água foi implantado em 1881. A energia elétrica chegou em 1905 e o telefone em 1916. Os imigrantes, de origem oriental, principalmente os japoneses, chegaram na
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A Ferrovia Santos-Jundiaí foi inaugurada em 1867, época em que se observava a crise do escravismo e a consequente alta do preço do escravo
cidade nas décadas de 1920 e 1930. O processo de industrialização de Jundiaí acompanhou as vias de circulação. Com isso, as indústrias se concentravam
nas regiões próximas à ferrovia e às margens do Rio Guapeva, atendendo principalmente os segmentos têxtil e cerâmico. Nos anos 30 e 40, ocorreu novo impulso industrial e após a
inauguração da Rodovia Anhanguera, em 1948, mais empresas procuraram a cidade, aproveitando também a abertura da economia ao capital estrangeiro em 1950. Foi nes-
ta época que vieram para o município as indústrias metalúrgicas. Por tudo isso, pode-se dizer que Jundiaí nasceu com uma forte aptidão para o trabalho e o desenvolvimento.
Parque da Uva, além de um belo lugar, acolhe os grandes eventos da cidade
225 mil metros quadrados. Engordadouro Construído pela Santa
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Angela como contrapartida social, o Parque do Engordadouro é o único parque público que permite a
presença de animais, além de opções de lazer para crianças e uma pista de caminhada e ciclovia.
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Parque da Cidade, o cartão postal de Jundiaí
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undiaí possui 11 parques municipais, considerados patrimônios ecológicos e de lazer, como o Parque da Uva, Corrupira, Jardim Botânico e o Parque da Cidade. São espaços de
contemplação, áreas para práticas esportivas ou ainda para descanso. Parque da Cidade Inaugurado em 2.004, o Parque da Cidade fica às margens da represa que abastece Jun-
diaí e é um dos mais visitado. Com 500.000 m², oferece áreas para piquenique, caminhadas ecológicas, leitura e diversão. Conta com duas pistas de cooper de 2,1 quilômetros cada, aparelhos de ginástica, bebedouros,
sistema de som e duchas.O local conta também com jardim japonês, anfiteatro ao ar livre e áreas para apresentações artísticas. Há ainda parque de diversões, mesas de jogos (xadrez, damas e dominó), quadras polies-
portivas, futebol de areia, trilhas e um pier para pequenas embarcações. O estacionamento e a entrada são gratuitos e o espaço é adaptado para portadores
de necessidades especiais. Endereço: Rodovia João Cereser, km 66 – Telefone: (11) 4522-0766 / 4522-0499. Funcionamento das 6 h30 às 19 horas.
Os distritos industriais de Jundiaí localizam-se às margens das principais vias de transporte rodoviário, notadamente as rodovias Anhanguera e Bandeirantes com toda infraestrutura para a instalação de novas empresas
Cidade possui um dos maiores parques industriais da América Latina
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nando Machado, o município possui, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2018, 414.810 habitantes. No que se refere ao seu complexo industrial, abriga cerca de três mil empresas (incluindo o subsetor da construção civil) segundo dados da
Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho e do Emprego. O setor é o segundo maior empregador de mão de obra formal. Este complexo tem sido responsável pelo 5º maior valor adicionado industrial de São Paulo, segundo o estu-
do “Produto Interno Bruto dos Municípios 2013”. A indústria, (incluindo a construção civil), participa com 27,08% na composição do valor adicionado municipal. Segundo outro critério, o da renda per capita, Jundiaí ocupa o nono lugar no
Estado, entre 645 municípios. O Censo 2010 detaca que a cidade teve uma renda per capita mensal de R$ 1.121,82, o que representa um valor 31,4% maior que a média da renda per capita do Estado. Já em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 foi registrado
em PIB de 39.717.586, o sétimo maior PIB municipal do Estado. Jundiaí dispõe de tudo para ter um comércio forte e diversificado, e de fato tem. O PIB per capita municipal é maior que o de qualquer das capitais do País. É 251% maior que o PIB per capita do Brasil.
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a primeira metade do século 20, Jundiaí descobriu a sua vocação industrial, que perdura até os dias de hoje, pois a cidade possui um dos maiores parques industriais da América Latina. Atualmente administrado pelo prefeito Luiz Fer-
Apesar da industrialização, Jundiaí garante qualidade de vida das pessoas DIVULGAÇÃO
Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,8892 que garante ao município a 9ª posição do país em qualidade de vida, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), a cidade também se destaca em saneamento básico, sendo a primeira no ranking do Instituto. Para o IDH do Estado de São Paulo, o município figura em segundo lugar, para cidades com mais de 300.000 habitantes e o quarto entre os 645 municípios do Estado de São Paulo, para o mesmo indicador entre as cidades acima de 300.000 habitantes. Embora tenha importante polo industrial, comercial e de serviços, entre os maiores de São Paulo, Jundiaí preserva algumas características importantes que garante esta condição, como por exemplo, a produção agrícola na área da
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Cidade oferece bens e serviços para que a população viva melhor
fruticultura (especialmente uva, morango e caqui. De sua área total, 64% é considerada área rural, 31% da qual compreende a área de tombamento da Serra do Japi. Tudo com acesso facilitado à variada oferta de bens e serviços, características próprias de uma cidade de grande porte, sem perder o seu lado humano. Por tudo isso, Jundiaí tem uma das melhores qualidades de vida do Estado de São Paulo. É co-
nhecida como “cidade saudável”, título conferido pela Universidade de Toronto, do Canadá. Já no índice Paulista de Responsabilidade Social – IPRS, Jundiaí fica em primeiro lugar, com a melhor média das posições nas três dimensões analisadas, entre as doze maiores economias municipais do Estado de São Paulo. As dimensões contempladas no Índice Paulista de Responsabilidade Social são: riqueza, aducação e longevidade. 14 de dezembro de 2018
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Paulista F. C.: das glórias do passado à agonia do presente REPRODUÇÃO: JV REGIONAL
restes a completar 110 anos em 2019, já que foi fundado em maio de 1909, o Paulista Futebol Clube de Jundiaí vive um dos piores momentos de sua história e teve em 2017 o seu estádio o Dr. Jayme Cintra, penhorado para pagar dívidas trabalhistas e por pouco não foi leiloado.
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Orgulho Fundado e denominado Paulista Futebol Clube, por funcionários da antiga Cia. Paulista de Estradas de Ferro, há 109 anos, atingiu seu auge, entre 2004 e 2006, com as conquistas da Copa do Brasil e do vicepaulista (série A1), além da participação na Copa Libertadores da América. Motivo de orgulho dos torcedores hoje vive uma decadência, mas tem histórias de revelar grandes
jogadores, é o caso de Nomes como Victor (AtléticoMG) e Réver (Flamengo), campeões da Libertadores com o Atlético-MG, Artur, goleiro titular que defendeu o Benfica (POR), Danilo, ex-zagueiro do Palmeiras, além de Nenê, atualmente no São Paulo. Das glórias à agonia Mesmo sem mais nenhum parceiro, a década de 2000 foi um de seus melhores momentos e não deixou de conseguir resultados importantes, como o vice-campeonato Paulista de 2004, que lhe deu o direito, de no ano seguinte, disputar a Copa do Brasil.Em 2005 então veio a maior conquista da sua história: a Copa do Brasil, onde o Paulista venceu equipes tradicionais, todas elas da elite do futebol brasileiro na época.
Com a conquista, o Paulista ganhou o direito de disputar a Copa Libertadores da América de 2006 e apesar de ter sido eliminado na primeira fase, chegou a vencer o River Plate da Argentina no estádio Dr. Jayme Cintra. Em 2007 foi rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro e em 2008 sem conseguir o acesso no nacional foi obrigado a no ano seguinte disputar o recém criado Campeonato Brasileiro da Série D. Em 2010 e 2011, venceu novamente a Copa Paulista, dando-lhe o direito de disputar novamente a Copa do Brasil, onde apareceu em 2011 e pela última vez em somente em 2012. Após o maior período de sua história na elite estadual, o Paulista
A equipe sob o comando do técnico Vágner Mancini foi o campeão da Copa do Brasil em 2005 DIVULGAÇÃO
voltou a ser rebaixado em 2014 para a Série A2. No ano de 2016, após mais uma fraca campanha caiu para a Série A3 e no ano seguinte, outra campanha ruim fez com o que clube parasse na última divisão, onde se encontra até o momento.
Estádio do Paulista, Dr. Jayme Cintra, chegou a ir a leilão em 2017
Templo de grandes eventos, ‘Bolão’ completou 65 anos em outubro
Tudo começou com Rafael de Oliveira e Petronilha Antunes
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undiaí completa 363 anos nesta sexta-feira, dia 14 de dezembro. A data marca a elevação da antiga ‘Freguesia de Nossa Senhora do Desterro’ fundada por Rafael de Oliveira e Petronilha Antunes à categoria de Vila em 14 de Dezembro de 1655. Na época, a região de Jundiaí era habitada por povos indígenas até o final do século 17. Eles se dedicavam à produção de milho e mandioca. Parte da cultura indígena foi incorporada pelos brancos colonizadores, entre elas a técnica construtiva e a utilização de queimadas na lavoura. Controvérsias Os primeiros colonizadores chegaram à região em 1615. Apesar das controvérsias dos historiadores, a versão mais aceita sobre a fundação do município remete à vinda de Rafael de Oliveira e Petronilha Rodrigues Antunes que, por motivações políticas, fugiram de
São Paulo e refugiaram-se nos arredores, fundando a Freguesia de Nossa Senhora do Desterro, posteriormente elevada à categoria de Vila em 14 de Dezembro de 1655. Os novos colonizadores do local afugentaram os grupos existentes de indígenas, que se embrenharam na mata. A origem de Jundiaí está ligada diretamente ao movimento bandeirante, principal responsável pela ocupação da antiga Capitania de São Vicente. A origem do nome O nome Jundiaí tem origem tupi e vem da palavra “jundiá”, que significa “bagre” e “y” significa “rio”. Alguns estudiosos do assunto também consideram o termo “yundiaí” como “alagadiços de muita folhagem e galhos secos”. ‘Portão do sertão’ Ao longo dos séculos 17, 18 e início do 19, a economia da cidade se limitava a pe-
quenas lavouras de subsistência, que abasteciam moradores da vila, tropeiros e bandeirantes. Na época, a região era formada por várias sesmarias pertencentes à Capitania de São Vicente, conhecida como “Portão do Sertão”. Era o caminho de muitas entradas e bandeiras. Durante longo período, a escravidão indígena foi a base da mão de obra local, embora essa prática fosse proibida por lei. Naquela época, a cidade tinha quatro ruas centrais, chamadas de Rua Direita (atualmente Barão de Jundiaí), Rua do Meio (Rua do Rosário), Rua Nova (Senador Fonseca) e Rua Boa Vista (Zacarias de Góes). As melhores casas eram de taipa e terra, enquanto os moradores mais humildes usavam o pau a pique, cobertas por sapé. A insurgente localidade possuía a Capela de Nossa Senhora do Rosário (hoje no local está o Gabinete de Leitura Rui Barbosa), o Hospício dos Beneditos e o
Mosteiro de São Bento, um dos poucos monumentos sobreviventes. Naquela época, o abastecimento de água era feito de modo rudimentar, por meio de bicas públicas. Candeeiros de querosene eram responsáveis pela iluminação. Eles ficavam suspensos nas paredes, acesos no final da tarde e apagados ao raiar do sol. Um dos pontos comerciais mais movimentados era o Largo do Rocio, que deu lugar atualmente à Praça da Bandeira. Dentre as atividades agrícolas, a canade-açúcar era o destaque, mas a produção era utilizada para a fabricação de aguardente. Em meados do século 18, o número de escravos indígenas e de escravos de origem africana já era praticamente o mesmo, mas a partir da segunda metade deste século, a quantidade de africanos se intensificou, até que a mão-de-obra indígena foi totalmente abandonada. À medida que o
Matriz Nossa Senhora do Desterro foi construída em 1651
número de africanos aumentava, também cresciam os focos de resistência. Há poucos registros históricos sobre a vida destes trabalhadores. Categoria de cidade Foi somente em 28 de março de 1865 que Jundiaí conseguiu ser elevada à categoria de cidade, mais de duzentos anos depois da criação da vila.
Segundo o historiador Geraldo Gatolini, o argumento usado peloVisconde de Parnaíba para convencer as autoridades do império para a mudança de categoria, deveu-se ao fato de que o município iria receber em breve as linhas ferroviárias da Estrada de Ferro SantosJundiaí. Também argumentou que o município era o maior centro distribuidor de café do Brasil.
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O Complexo Esportivo Nicolino de Lucca, o Bolão, foi inaugurado dia 4 de outubro em 1953 pelo prefeito Luiz Latorre para ser utilizado na disputa do 18º Jogos Abertos do Interior. O primeiro jogo realizado foi de basquete feminino entre Jundiaí e Itatiba. A primeira cesta oficial foi marcada pela jogadora de Jundiaí Neyde Carlos Pereira, a “Ponce de Leon”. O projeto é do arquiteto Vasco Antônio Venchiarutti, que por dois mandatos (1948-1951; 1956-1959) governou a cidade. Tratava-se, para a época, de uma proposta bastante inovadora: um dos maiores vãos livres sob cúpula
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de concreto até então construídos. Graças a este projeto, ele recebeu o 2º prêmio arquitetura ‘Governo de São Paulo’ no salão paulista de Belas Artes. Por todo o envolvimento e dedicação no processo de construção, o ginásio recebeu o nome do Dr. Nicolino de Lucca, médico e grande jogador de xadrez. Em 1984, foi feita uma ampliação no complexo, com a construção do edifício anexo, das quadras poliesportivas e da pista de atletismo. O Ginásio do Bolão já foi sede da equipe de vôlei Leites Nestlé, do time de basquete do Corinthians (que tinha Oscar Schmidt
Imigrantes italianos chegam à região de Jundiaí no Século XIX DIVULGAÇÃO
O conjunto Poliesportivo Dr. Nicolino de Lucca é composto pelo ginásio de esportes, quadras poliesportivas, além da Escola de Educação Física (Esef)
como astro) e a casa do Perdigão/Divino de Magic Paula, no basquete feminino. O local foi palco de
grandes eventos, não só esportivos como culturais e educativos. Os Harllen Globe Trothers, o American Stard, a seleção uru-
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guaia e a seleção brasileira de basquete passaram pelas quadras do ginásio. Em 1971, o presidente do Brasil, general Emílio
Garrastazu Médici veio até a cidade de Jundiaí, no Bolão, entregar diplomas para 5 mil estudantes do extinto Mobral.
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Onde hoje é o atual espaço da Festa della Colonia Italiana, guarda-se a história de um dos períodos mais importantes da imigração italiana em Jundiaí, como parte da memória ainda viva na lembranças dos descendentes e registrada em livros e documentos de grande valor histórico. Depois que o imperador D. Pedro II ordenou às províncias a criação de núcleos coloniais, o então Presidente da Província de São Paulo, Antônio de Queiroz Telles – o Conde do Parnaíba – criou quatro núcleos, entre eles “Núcleo Colonial Barão de Jundiaí”, em 4 de outubro de 1886, atual região do bairro da Colônia. Os núcleos deveriam estar situados em locais que permitissem facilidades de transporte dos produtos do mercado, possuir terra fértil para receber as culturas tradicionais das 14 de dezembro de 2018
Italianos atuaram como mão de obra na cultura do café
províncias e boas para a pastagem, além de oferecer condições naturais para serem trabalhadas por meios mecânicos. O imigrante destinado ao Núcleo Colonial não passava pela Hospedagem do Imigrante na capital, e contava com passagem livre nas ferrovias e com abrigo no núcleo escolhido.
Jundiaí Hoje Aos poucos, tanto os imigrantes como seus descendentes foram se integrando à comunidade jundiaiense. Atualmente, mais de 75% da população de Jundiaí é descendente de imigrantes italianos, que constituem uma das maiores colônias em todo o Brasil.
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Nossa Senhora do Desterro é a padroeira da cidade A VERDADE A REGIONAL
Caderno especial do Jornal A Verdade que circula nas cidades de Várzea Paulista, Jundiaí, Campo Limpo Paulista e Jarinu.
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Ernesto Francisco Musselli
Jornalista responsável Marcos Nascimento (Mtb 25.518)
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Rua Humaitá, nº 162 – Vila Santa Terezinha – Várzea Paulista-SP – CEP: 13.220-120 Redação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .redacao@jvregional.com.br Atendimento ao cliente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .atendimento@jvregional.com.br Departamento Comercial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .comercial@jvregional.com.br Departamento Financeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .financeiro@jvregional.com.br Arte-final e design gráfico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .artefinal@jvregional.com.br
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primeira capela dedicada a Nossa Senhora do Desterro, construída em 1651, marcou o início do reconhecimento da povoação de Jundiaí. Quatro anos mais tarde, Jundiaí foi elevada à categoria de vila. No dia 28 de março de 1865, a vila foi elevada à condição de cidade. Não existem imagens fidedignas da primitiva capela, mas, em 1685, quando a vila foi elevada à condição de cidade, já existia uma igreja matriz, em estilo barroco, com duas torres. Marco da história de Jundiaí, esta igreja foi remodelada em 1886, seguindo projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, quando a construção ganhou as feições atuais no estilo neogótico, denotando grandiosidade e religiosidade com suas altas torres. Nossa Senhora do Desterro A imagem de Nossa Senhora do desterro narra um fato que aconteceu com a Sagrada família, conforme lemos no Evangelho de São Mateus 2, 1323. O fato se refere à fuga da Sagrada Família para o
Egito. Por isso, ela também é conhecida como 'Nossa Senhora da Fuga'. A palavra 'desterro' significa exílio, banimento, ficar sem a terra natal. Foi exatamente isso que a Sagrada Família viveu quando teve que fugir para o Egito por causa da perseguição do rei Herodes. A devoção dos refugiados, os que não tem Pátria, os que não tem esperança no futuro. Como os milhões de brasileiros que saem do país em busca de uma vida m e l h o r. Ou os milhões de refugiados da guerra ao redor do mundo. Nossa Senhora do Desterro é a padroeira dos que tiveram que deixar sua
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Pátria para procurar trabalho em outro lugar ou se refugiaram em outras terras. Na Itália, ela é a Madona degli Emigrati, a Mãe
dos imigrantes. É a Mãe à qual todos rezam para serem bem recebidos em terras estrangeiras, para conseguirem novas amizades e trabalho.
A primeira Festa da Uva foi realizada em 1934 com foco na produção agrícola da uva
Desde as primeiras festas, o Parque Comendador Antônio Carbonari tem sido o palco deste evento
Festa da Uva, o grande patrimônio cultural da cidade
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om grande vocação agrícola, Jundiaí se despontou no cenário nacional com a produção de uvas de mesa, especialmente a niágara rosada. E para estimular ainda mais os produtores, foi criada a Festa da Uva em 1934, idealizada por Antenor Soares Gandra, com o apoio da Associação Agrícola de Jundiaí e Prefeitura. O evento foi centralizado no já extinto Mercado Municipal e marcou o Município. A festa continuou a ser realizada e com periodicidade de três anos, sendo que, em alguns períodos, o evento foi realizado de maneira mais espaçada. A partir de 1964, o evento passou a ser realizado ano sim, ano não, sempre em anos pares, al-
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ternando com a Festa do Morango. O local é o Parque Comendador Antonio Carbonari, mas conhecido como Parque da Uva. Esta festa surgiu como uma oportunidade de valorizar os produtores, consolidando Jundiaí como um centro produtor de uvas, além de difundir a riqueza e a importância da viticultura na região. Os viticultores Antônio Pincinato, Hermes Traldi, Cândido Monjola, Rogério Baston, Artur Del Vech e o então prefeito da época Antenor Soares Gandra foram os idealizadores do evento. Na festa também eram expostos e colocados a venda outros produtos da região, como a laranja e o morango. O evento conta com divertimentos, um grande
corso carnavalesco, com carros alegóricos carregados de pipas de vinho, além de um desfile de carros e um pequeno parque de diversões. Os participantes deste evento eram recepcionados na praça Barão de Jundiaí com um arco com os dizeres: "Bem Vindo". As primeiras festas, realizadas no centro da cidade, tinham a entrada gratuita, mas com o tempo passaram a ter shows musicais com cantores renomados e a cobrança de ingressos. Em 2013 a festa foi remodelada a fim de resgatar o seu modelo original e ser um evento familiar, esta voltou a ter entrada gratuita. Os grandes shows de artista renomados deram lugar a apresentações cul-
Hoje um dos pontos altos da festa é a ‘Pisa da Uva’ que resgata das tradições da festa
turais e musicais dos mais variados estilos, além de
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danças e teatro de artistas jundiaienses. As exposi-
ções da fruta são feitas durante todo o dia.
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