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A VERDADE REGIONAL
21 de marรงo de 2019
Várzea, a Cidade das Orquídeas cultiva muitas espécies na região
E D I T O R I A L
A VERDADE REGIONAL
Caderno especial do Jornal A Verdade que circula nas cidades de Várzea Paulista, Jundiaí, Campo Limpo Paulista e Jarinu.
portalaverdade.com.br
Ernesto Francisco Musselli
Jornalista responsável Marcos Nascimento (Mtb 25.518)
Diretor Diego Fernando Musselli
Nilsen Carneiro Departamento Comercial
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Fundado em 2004 por
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Uma trajetória de luta e muito trabalho DIVULGAÇÃO
emancipação político administrativa das cidades de Várzea Paulista, Itupeva, Louveira e Campo Limpo Paulista, que fazem parte da Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ) e completaram neste dia 21 de março, 54 anos, representa a importância de cada município ter a sua identidade própria. A partir de sua emancipação, cada cidade pôde caminhar com suas próprias pernas e a ter os seus representantes próprios e não depender mais da cidade vizinha, Jundiaí, de quem se separaram há mais de meio século. São 54 anos de muitas histórias contadas ao longo deste tempo pelas pessoas que ajudaram a fazer destes municípios, um lar. Claro que ao longo destes anos, cada governante vem lutando para fazer de sua cidade, um lugar melhor para se viver, o que não é fácil, pois, são municípios que têm
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muitos problemas dada ao crescimento, principalmente nos setores mais essenciais, como Saúde, Educação, Moradia, Meio Ambiente, entre outros. E é neste contexto mesmo que a história é escrita: a população é quem escreve a história, com trabalho e muita luta para fazer de sua cidade, um lugar melhor para se viver e é nos erros e acertos que o município vai crescendo, melhorando ou
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não. A partir do momento que os emancipadores optaram por elevar os então bairros em cidades, começou uma nova história que ainda não terminou e não terminará, já que os municípios, a cada dia têm novos desafios para melhorar muitos setores de uma forma integrada. Paralelo a isso, a AUJ tem trabalhado no sentido da retomada do crescimento e fortalecimento dos mu-
nicípios. É uma temática que vem ganhando relevância, suscitando discussões, reflexões e novas práticas e posturas. Ainda não atingiu o seu auge com conquistas necessárias para o bem comum dos municípios. Temos muitos problemas em comum e se cada município puder conversar com o outro será possívelem um futuro próximo, seremos realmente uma região e não cidades isoladas.
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árzea Paulista é atualmente uma das cidades maiores produtoras desta planta. Anualmente são produzidas mais de 2 milhões de mudas são vendidas por ano. A cidade apresenta as condições climáticas ideais para o cultivo de orquídeas e possui um conjunto de fatores favoráveis ao cultivo, em razão da Serra do Mursa, que desvia os ventos fortes e protege as plantas. Grandes orquidários se instalaram no município, tornando-o um pólo produtor, e com isso surgiu a festa anual ‘Orquivárzea’.
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Lei aprovada No final de dezembro de 2018 , o ex-governador Márcio França sancionou o Projeto De Lei de número 330/17, transformada na Lei 16.910, que declara Várzea Paulista como a Cidade das Orquídeas, da autoria do então deputado estadual Junior Aprillanti. “Essa nova Lei vai contribuir sobremaneira, inclusive, para o
desenvolvimento da atividade turística no município”, destacou o autor do projeto. Orquidários Com milhares de espécies, os produtores varzinos encantam a todos com as suas estufas. Os visitantes do Biorchids, podem se informar sobre as espécies em extinção reproduzidas em seus laboratórios.
Quem for visitar o Flores Vivas, deve conferir a beleza das Vandas, orquídeas tailandesas, que ficam suspensas sob um lago artificial. Já no Emanuel, destacam-se os diversos tipos de Bulbophilum e no Fioresi, há as Cathleyas e LaeliasShillerianas, orquídeas raríssimas. O orquidário Biorchids, localizado no bairro do Mursa é considerado um dos maiores da América Latina, chega a produzir mais de um milhão de mudas ao ano, exportando para países como China, Tailândia e Estados Unidos.
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Cidade produz mais de 2 milhões de mudas todos os anos
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Selo em comemoração aos 54 anos de Várzea Paulista é escolhido por votação s moradores que acompanham o perfil oficial da Prefeitura de Várzea Paulista no Instagram puderam conferir em primeira mão os dois
O Selo comemorativo homenageia a Serra do Mursa
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modelos de selo produzidos para comemorar o aniversário de 54 anos da cidade. Além disso, eles votaram e escolheram o desenho preferido que estampará os
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próximos materiais comemorativos de aniversário. O modelo foi criado por Donny de Almeida, publicitário do departamento de Comunicação da Unidade
de Planejamento e Inovação, com o objetivo de homenagear a Serra do Mursa. “Todo ano produzimos os selos para lançar no mês de aniversário da cidade. Desta vez, pensamos nos elementos que fizessem uma homenagem ao símbolo do município, que é a Serra do Mursa. Podemos conferir isto na silhueta abaixo do número”, explica Donny. A cor verde foi inspirada na cor da serra e do brasão da cidade. O dourado está relacionado a bodas de ouro de Várzea Paulista. A iniciativa de fazer com que os munícipes interajam com a Prefeitura nas redes sociais tem dado certo. “A ideia é continuar com a votação nos próximos anos, porque a população acompanha e participa”.
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‘Caminhos de ferro’ trouxeram o desenvolvimento à região
Krupp, fator econômico da emancipação em Campo Limpo
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mportante para toda a região, a estrada de ferro de Santos a Jundiaí marcou o início do desenvolvimento de todo o Estado de São Paulo, inclusive a região de Jundiaí, que começava a crescer. Construída por empresa inglesa entre os anos de 1860 a 1867 e duplicada na entre os anos 18106 e 11001, foi a primeira via férrea paulista e realizou o grande feito de retirar o planalto paulista do isolamento ao vencer o desnível da Ser-
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ra do Mar, inserindo, definitivamente, a então província na modernidade. Desde sua inauguração em 1867 até ao ano de 1946 foi denominada São Paulo Railway Company (SPR. E foi esta ferrovia que possibilitou o aparecimento das cidades de Campo Limpo e Várzea Paulista, entre outras ao longo de seu leito. Em 1859, Irineu Evangelista de Souza, junto com um grupo de pessoas, convenceu o governo imperial
da importância da construção de uma estrada de ferro ligando São Paulo ao Porto de Santos. O trecho de 800 metros de altitude e 8 quilômetros de extensão da serra do Mar era considerado impraticável; por isso, Mauá foi atrás de um dos maiores especialistas no assunto: o engenheiro ferroviário britânico James Brunlees. Brunless veio ao Brasil e considerou o projeto viável; para executar o projeto, foi convidado Daniel Makin-
son Fox, engenheiro que havia acumulado experiência na construção de estradas de ferro através das montanhas. A estrada foi aberta sem o auxílio de explosivos, pois o terreno era muito instável. A escavação das rochas foi feita apenas com cunhas e pregos. Alguns cortes chegaram a 20 metros de profundidade. Para proteger o leito dos trilhos das chuvas torrenciais foram construídos paredões de alvenaria, variando de 5 a 20
esde sua criação, o município de Campo Limpo Paulista tem associado à sua história, o crescimento marcado pelo avanço tecnológico como forma de crescimento. E a exemplo de outras cidades, tendo como alicerce de seu desenvolvimento, a construção do leito da Estrada de Ferro São Paulo Railway (SPR), em 1867 ligando Jundiaí a Santos, Es-
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Com a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí surgiram várias cidades
metros de altura, o que consumiu 230.000 metros cúbicos de alvenaria. A despeito de todas as dificuldades, a construção terminou 10 me-
ses antes do tempo previsto no contrato, que era de oito anos. A "São Paulo Railway" foi aberta ao tráfego a 16 de fevereiro de 1867.
trada de Ferro Santos-Jundiaí. Com o desenvolvimento de várias cidades após a emancipação, o município também teve a sua ‘mola mestra’ que impulsionou a emancipação. O movimento ganhouforça com a vinda da indústria metalúrgica, inaugurada em 1961 com as presençasdo governador Carvalho Pinto e do presidente Jânio Quadros. A in-
dústria foi o componente econômico da emancipação político-administrativa. A inauguração em Campo Limpo Paulista foi a primeira fábrica da Thyssenkrupp em território brasileiro e a primeira planta metalúrgica do Grupo fora da Europa. A cidade também tem em sua essência a metalurgia; prova é, que mais da metade da arrecadação do
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Outras empresas Em 1946, a Loja da China, um importante e tradicional estabelecimento comercial da Capital, resolveu instalar em Campo Limpo (Botujuru - Vila Ipê), a "Fábrica de Fogos Dois Anões". Mesmo não constituindo um complexo industrial de grandes proporções, a Dois Anões representou a primeira indústria a se estabelecer na cidade, onde fun-
cionou durante 17 anos, sendo por fim desativada em 1963. Em 1951 a Manah Fertilizantes, uma empresa de proporções bem maiores que a Dois Anões, se instalou em Campo Limpo com uma fábrica no terreno onde ficavam os antigos galpões para estocagem de café, que pertenciam ao Governo Estadual. Porém, em 1978, a empresa se transferiu para Cubatão. FOTOS: DIVULGAÇÃO
Foi a primeira fábrica da Thyssenkrupp em território brasileiro e a primeira do grupo fora da Europa
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município vem de uma única empresa, a Thyssen Krupp, base de formação, construção e evolução da cidade. Com a soma de outras cerca de dezenas deoutras empresas entre pequenas, médicas e grandes, são milhares postos de trabalho em atividade hoje no município, o que ajuda a funcionar esta bela cidade de mais de 80 mil habitantes.
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Inauguração da metalúrgica Krupp em Campo Limpo em 1961 teve a presença de Jânio Quadros
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Várzea Paulista: uma história ‘forjada’ com o barro das olarias
Descontentamento com Jundiaí levou Campo Limpo Paulista à emancipação DIVULGAÇÃO
história da emancipação político-administrativa de Campo Limpo Paulista começou em 1963, quando em 1º de dezembro daquele ano foi realizado o primeiro plebiscito para a emancipação. No ano seguinte, a Lei Estadual nº 8.092, desmembrou Campo Limpo de Jundiaí, era mais um passo rumo à emancipação que viria um ano depois, logo após a primeira eleição municipal que ocorreu no dia 7 de março de 1965. Alguns dias depois, em 21 de março, finalmente Campo Limpo Paulista torna-se emancipada de Jundiaí e no dia 27 deste mesmo mês, tomou posse o primeiro prefeito da cidade, Adherbal da Costa Moreira e o vice Joaquim Tavares da Silva. O município inicialmente era fazenda integrante de Jundiaí, suas terras eram então latifúndio cafeeiro. O surgimento da primeira rua, a Avenida Alfried Krupp, se deu com o
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alojamento dos ferroviários construtores da ferrovia Jundiaí-Santos. As terras eram pertencentes durante o século passado ao Barão de Jundiaí, passando depois à família Pereira Pinto até sua emancipação em 1965. Depois dessa data, a família contratou procuradores e as terras ganharam administradores locais. Plebiscito de emancipação Os poucos moradores do então bairro de Jundiaí, Campo Limpo, estavam descontentes com a administração central de Jundiaí, pois consideravam que a administração não dava atenção ao bairro distante e abandonado, dando início, assim, ao movimento de emancipação de Campo Limpo. O movimento ganhou força com a vinda da Metalúrgica Krupp, que foi inaugurada em 1961 e contou com a presença do governador Carvalho Pinto e do presidente Jânio Quadros. A
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história de Várzea Paulista começa em 1867, quando os ingleses construíram a estrada de ferro que liga Santos a Jundiaí. A estrada passava por uma várzea campesina, com um saliente acidente geográfico e as águas cristalinas do rio Jundiaí. O local começou a ser povoado dezenove anos depois da inauguração desse trecho ferroviário, no final do século XIX, mais precisamente em 1886. O primeiro morador varzino foi Isaac de Souza Galvão, que montou a primeira olaria do local. Além das olarias que começaram a impulsionar o desenvolvimento local, o ciclo do café, também foi responsável pelo crescimento, porém em 1878, uma intensa geada destruiu as plantações. A empresa franco-ítalosuíça Societé des Distilheiries Brasiliennes instalou uma destilaria de álcool em terras varzinas e viveu tempos prósperos até 1888, quando finalmente foi abo-
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O nome Campo Limpo ‘Paulista’ foi dado ao município para não se confundir com o bairro de mesmo nome em São Paulo
Metalúrgica era o que faltava para a emancipação político-administrativa. A cidade tornou-se município independente pela lei estadual n° 8.092. Campo Limpo Paulista O nome Campo Limpo
surgiu pelo fato de que os moradores do bairro encontraram um enorme campo limpo no local. Com a emancipação, Campo Limpo, teve sua denominação alterada para Campo Limpo Paulista, pela Lei Estadual nº 9.842,
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de 19 de setembro de 1967. O Paulista adicionado ao nome foi dado para não se confundir com o bairro de mesmo nome em São Paulo, Campo Limpo. Primeira legislatura A primeira legislatura
do município foi em 7 de Março de 1965, e teve como prefeito Adherbal da Costa Moreira. A posse de Adherbal da Costa Moreira foi no dia 27 de março de 1965, tomou posse também o vice-prefeito Joaquim Tavares da Silva.
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lida a escravidão. Em 1891 foi inaugurada a Estação Ferroviária, com arquitetura e materiais ingleses. Em agosto de 1956, o Cartório Civil teve seus livros liberados para assentamentos. O nome do distrito era ‘Secundino Veiga’, em homenagem ao jornalista que morreu na época. O primeiro registro de nascimento foi realizado em 14 de agosto de 1956. O primeiro casamento foi realizado em 5 de setembro do mesmo ano. O cartório substituiu a denominação de Secundino Veiga para Distrito de Várzea, em alusão ao terreno ribeirinho, baixo e plano, situado às margens de um rio. Várzea ainda era distrito de Jundiaí quando Antenor Fonseca foi eleito vereador, representando-a na Câmara Municipal de Jundiaí, de 1960 a 1963. Emancipadores Em 1964, um grupo de varzinos, formado por Francisco de Assis Andrade, João
Aprillanti, Armando Pastre, Victorino Vieira Santana, Antenor Fonseca, Benjamin de Castro Fagundes, Milton Lebrão, Otávio Félix e Farid Feres Sada se reuniu para requerer a emancipação político-administrativa do local. A Assembléia Legislativa de São Paulo deu início ao movimento de emancipação por meio da lei estadual 5820. No dia 21 de março de 1965 o bairro foi elevado a município de Várzea Paulista. O Paulista no nome da cidade surgiu como identificador de mais uma conquista dos bandeirantes. A boa localização junto à estrada de ferro e o pioneirismo econômico renderam à Várzea Paulista uma situação privilegiada em relação à quantidade de indústrias instaladas. A partir da emancipação e até aproximadamente 1972, ocorre a organização da estrutura administrativa da prefeitura recém-instalada, cadastrando as propriedades imobiliárias, as fábricas e ca-
Além das olarias que começaram a impulsionar o desenvolvimento local, o ciclo do café, também foi importante
sas comerciais para o lançamento de impostos. Também tem início o alargamento de ruas e assentamento de guias e sarjetas. Com o passar do tempo, começa o serviço de saúde e a construção do primeiro conjunto habitacional, edificando dezenas de unidades no bairro da Promeca. Foram também adquiridos, através de desa-
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propriação, os galpões do atual Paço Municipal. Criaram-se mecanismos para aumentar o parque industrial, atraindo as primeiras fábricas da Várzea Paulista emancipada, como a Elekeiroz, que em 1923, adquiriu um terreno para construção de sua fábrica e hoje é uma das mais importantes do município. Hoje com uma popula-
ção estimada pelo IBGE em 120 mil e com os avanços que a cidade tem conquistado ao longo dos anos é um município que possui um percentual de 0,759 do Índice Desenvolvimento Humano (IDH), uma medida resumida do progresso em longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde.
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Serra do Mursa e dos Cristais, patrimônios ‘verdes’ de Várzea e Campo Limpo
Rodovia Anhanguera participou ativamente do desenvolvimento regional
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Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ) tem muitas coisas em comum, entre elas, vários patrimônios ecológicos: Serra do Japi, Serra do Mursa e dos Cristais, que acabam unificando as cidades. A Serra dos Cristais é uma grande forncedora de água, com suas inúmeras nascentes e cachoeiras. O córrego do Moinho, localizado inteiramente dentro de Campo Limpo, tem suas águas divididas também com Várzea, onde junta-se ao Córrego do Mursa. A explicação para o duplo ambiente em um local só está
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no espigão principal, que abrange a parte superior do Morro do Mursa, Ivoturucaia e Engenho. Serra do Mursa Várzea tem uma área, a Serra do Mursa, que é verdadeiro testemunho da rica flora e fauna. Por ter grande importância, inspirou o logotipo do Jornal A Verdade, que não foi escolhido à toa, afinal é um pedaço de uma flora e fauna rica e exuberante que se mantém viva na região. Reserva de Biosfera da Mata Atlântica, ela faz parte do cinturão verde do Estado de São Paulo.
Com seus 1,1 mil metros de altitude no pico, conhecida pelo nome de ‘Morro do Elefante’, o Mursa é uma elevação que possibilita uma bela vista panorâmica da região sul de Jundiaí e uma visão privilegiada de toda a região. Lugar ideal para quem curte uma caminhada ao ar livre, respirando o ar puro, a serra é reduto de esportistas radicais, que praticam downhill, paraglyder e trilhas. Serra dos Cristais Este corredor ecológico, entre as serras de Atibaia, Cantareira e do Japi possui
uma formação geológica acidentada, com montanhas acima de 1.000 metros de altitude. Graças a essa altitude e inclinação, a região teve boa parte de sua vegetação original preservada. Ela reúne dois dos ecossistemas mais ameaçados do planeta: a Mata Atlântica e o Cerrado com vegetação muito diferenciada adaptada às condições de solo raso de pouca fertilidade, pouca umidade, ventos fortes e diferenças de temperaturas altas. Por tudo isso, a Serra dos Cristais é um santuário ecológico, refúgio da flora e
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oje uma das rodovias mais modernas, a Via Anhanguera (SP-330), como é conhecida, completa em abril, 71 anos de inauguração. Uma das principais ligações entre a capital e o interior paulista, a rodovia cruza regiões ed municípios importantes, como o Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ). A inauguração da Via Anhanguera, no final da década de 1940, foi um dos principais motivos para desenvolvimento destas regiões, cujas cidades completam 54 anos de emancipação neste dia 21 de março. Desde 1948, a rodovia desempenha um papel importante como indutora do desenvolvimento regional. Às margens da Anhanguera, diversas cidades cresceram. A primeira menção da estrada que se tornaria a Rodovia Anhanguera foi uma carta de 1720 do alferes José Peixoto da Silva Braga, enviada ao padre Diogo Soares, na qual está indicado o roteiro que aquele oficial ha-
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Serra do Mursa é um dos patrimônios ecológicos da região
fauna regionais. Ela acolhe animais que figuram na lista de espécies ameaçadas de extinção, en-
tre eles saracura, jacu, macaco sauá, jaguatirica, onça parda, veado, jacu-estalo e pavão-do-mato.
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via seguido com a bandeira do Anhanguera, o moço. Registra que o famoso Bartolomeu Bueno da Silva saíra de São Paulo com uma tropa de 152 homens armados, acompanhados de dois religiosos bentos e providos de 39 cavalos. Entre São Paulo e Campinas, a travessia foi feita em cinco dias, quatro deles em romper matas, até ser atingido o Rio Mojiguaçu. Em 1774, era uma estrada de terra entre São Paulo, Jundiaí e Campinas, servindo os tropeiros e viajantes que exploravam o interior em busca de ouro, pedras preciosas e escravos. A primeira versão da estrada, conhecida como Estrada Velha de Campinas (SP-332), foi iniciada em 1916 com a mão de obra de 84 sentenciados, que construíram 32 km. A São Paulo– Campinas, antecessora da Anhanguera, foi concluída em 1921, quando existiam, em todo estado de São Paulo, pouco mais de três mil carros de passageiros e 100
Em abril de 1948 surgia a primeira pista pavimentada da rodovia Anhanguera ligando a capital a Jundiaí e, depois, a Campinas
caminhões. Em 1920, Washington Luís, presidente do estado, determinou a aceleração dos trabalhos da São PauloJundiaí e seu prolongamento até Campinas. Autorizou a contratação de trabalhadores assalariados, que substituíram os presidiários.
Foi a primeira estrada planejada e executada em função dos veículos motorizados. No ano de 1920, era iniciada a construção do trecho de Campinas até Ribeirão Preto. Em 1940, no dia 25 de janeiro, tinham início, pelo interventor federal Adhemar
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Pereira de Barros, as obras de construção da nova rodovia São Paulo-Campinas, que passou a chamar-se, oficialmente, Via Anhanguera. Oito anos depois, em 22 de abril de 1948, no segundo governo de Adhemar de Barros, surgia a primeira pista pavimentada da rodo-
via ligando a capital a Jundiaí e, depois, a Campinas. Em 1953, a segunda pista, tornando-se a primeira rodovia pavimentada e duplicada do país. Nove anos depois, começavam as obras de construção e pavimentação do novo acesso da Anhanguera a Campinas.
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Serra do Mursa e dos Cristais, patrimônios ‘verdes’ de Várzea e Campo Limpo
Rodovia Anhanguera participou ativamente do desenvolvimento regional
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Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ) tem muitas coisas em comum, entre elas, vários patrimônios ecológicos: Serra do Japi, Serra do Mursa e dos Cristais, que acabam unificando as cidades. A Serra dos Cristais é uma grande forncedora de água, com suas inúmeras nascentes e cachoeiras. O córrego do Moinho, localizado inteiramente dentro de Campo Limpo, tem suas águas divididas também com Várzea, onde junta-se ao Córrego do Mursa. A explicação para o duplo ambiente em um local só está
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no espigão principal, que abrange a parte superior do Morro do Mursa, Ivoturucaia e Engenho. Serra do Mursa Várzea tem uma área, a Serra do Mursa, que é verdadeiro testemunho da rica flora e fauna. Por ter grande importância, inspirou o logotipo do Jornal A Verdade, que não foi escolhido à toa, afinal é um pedaço de uma flora e fauna rica e exuberante que se mantém viva na região. Reserva de Biosfera da Mata Atlântica, ela faz parte do cinturão verde do Estado de São Paulo.
Com seus 1,1 mil metros de altitude no pico, conhecida pelo nome de ‘Morro do Elefante’, o Mursa é uma elevação que possibilita uma bela vista panorâmica da região sul de Jundiaí e uma visão privilegiada de toda a região. Lugar ideal para quem curte uma caminhada ao ar livre, respirando o ar puro, a serra é reduto de esportistas radicais, que praticam downhill, paraglyder e trilhas. Serra dos Cristais Este corredor ecológico, entre as serras de Atibaia, Cantareira e do Japi possui
uma formação geológica acidentada, com montanhas acima de 1.000 metros de altitude. Graças a essa altitude e inclinação, a região teve boa parte de sua vegetação original preservada. Ela reúne dois dos ecossistemas mais ameaçados do planeta: a Mata Atlântica e o Cerrado com vegetação muito diferenciada adaptada às condições de solo raso de pouca fertilidade, pouca umidade, ventos fortes e diferenças de temperaturas altas. Por tudo isso, a Serra dos Cristais é um santuário ecológico, refúgio da flora e
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oje uma das rodovias mais modernas, a Via Anhanguera (SP-330), como é conhecida, completa em abril, 71 anos de inauguração. Uma das principais ligações entre a capital e o interior paulista, a rodovia cruza regiões ed municípios importantes, como o Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ). A inauguração da Via Anhanguera, no final da década de 1940, foi um dos principais motivos para desenvolvimento destas regiões, cujas cidades completam 54 anos de emancipação neste dia 21 de março. Desde 1948, a rodovia desempenha um papel importante como indutora do desenvolvimento regional. Às margens da Anhanguera, diversas cidades cresceram. A primeira menção da estrada que se tornaria a Rodovia Anhanguera foi uma carta de 1720 do alferes José Peixoto da Silva Braga, enviada ao padre Diogo Soares, na qual está indicado o roteiro que aquele oficial ha-
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Serra do Mursa é um dos patrimônios ecológicos da região
fauna regionais. Ela acolhe animais que figuram na lista de espécies ameaçadas de extinção, en-
tre eles saracura, jacu, macaco sauá, jaguatirica, onça parda, veado, jacu-estalo e pavão-do-mato.
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via seguido com a bandeira do Anhanguera, o moço. Registra que o famoso Bartolomeu Bueno da Silva saíra de São Paulo com uma tropa de 152 homens armados, acompanhados de dois religiosos bentos e providos de 39 cavalos. Entre São Paulo e Campinas, a travessia foi feita em cinco dias, quatro deles em romper matas, até ser atingido o Rio Mojiguaçu. Em 1774, era uma estrada de terra entre São Paulo, Jundiaí e Campinas, servindo os tropeiros e viajantes que exploravam o interior em busca de ouro, pedras preciosas e escravos. A primeira versão da estrada, conhecida como Estrada Velha de Campinas (SP-332), foi iniciada em 1916 com a mão de obra de 84 sentenciados, que construíram 32 km. A São Paulo– Campinas, antecessora da Anhanguera, foi concluída em 1921, quando existiam, em todo estado de São Paulo, pouco mais de três mil carros de passageiros e 100
Em abril de 1948 surgia a primeira pista pavimentada da rodovia Anhanguera ligando a capital a Jundiaí e, depois, a Campinas
caminhões. Em 1920, Washington Luís, presidente do estado, determinou a aceleração dos trabalhos da São PauloJundiaí e seu prolongamento até Campinas. Autorizou a contratação de trabalhadores assalariados, que substituíram os presidiários.
Foi a primeira estrada planejada e executada em função dos veículos motorizados. No ano de 1920, era iniciada a construção do trecho de Campinas até Ribeirão Preto. Em 1940, no dia 25 de janeiro, tinham início, pelo interventor federal Adhemar
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Pereira de Barros, as obras de construção da nova rodovia São Paulo-Campinas, que passou a chamar-se, oficialmente, Via Anhanguera. Oito anos depois, em 22 de abril de 1948, no segundo governo de Adhemar de Barros, surgia a primeira pista pavimentada da rodo-
via ligando a capital a Jundiaí e, depois, a Campinas. Em 1953, a segunda pista, tornando-se a primeira rodovia pavimentada e duplicada do país. Nove anos depois, começavam as obras de construção e pavimentação do novo acesso da Anhanguera a Campinas.
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Várzea Paulista: uma história ‘forjada’ com o barro das olarias
Descontentamento com Jundiaí levou Campo Limpo Paulista à emancipação DIVULGAÇÃO
história da emancipação político-administrativa de Campo Limpo Paulista começou em 1963, quando em 1º de dezembro daquele ano foi realizado o primeiro plebiscito para a emancipação. No ano seguinte, a Lei Estadual nº 8.092, desmembrou Campo Limpo de Jundiaí, era mais um passo rumo à emancipação que viria um ano depois, logo após a primeira eleição municipal que ocorreu no dia 7 de março de 1965. Alguns dias depois, em 21 de março, finalmente Campo Limpo Paulista torna-se emancipada de Jundiaí e no dia 27 deste mesmo mês, tomou posse o primeiro prefeito da cidade, Adherbal da Costa Moreira e o vice Joaquim Tavares da Silva. O município inicialmente era fazenda integrante de Jundiaí, suas terras eram então latifúndio cafeeiro. O surgimento da primeira rua, a Avenida Alfried Krupp, se deu com o
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alojamento dos ferroviários construtores da ferrovia Jundiaí-Santos. As terras eram pertencentes durante o século passado ao Barão de Jundiaí, passando depois à família Pereira Pinto até sua emancipação em 1965. Depois dessa data, a família contratou procuradores e as terras ganharam administradores locais. Plebiscito de emancipação Os poucos moradores do então bairro de Jundiaí, Campo Limpo, estavam descontentes com a administração central de Jundiaí, pois consideravam que a administração não dava atenção ao bairro distante e abandonado, dando início, assim, ao movimento de emancipação de Campo Limpo. O movimento ganhou força com a vinda da Metalúrgica Krupp, que foi inaugurada em 1961 e contou com a presença do governador Carvalho Pinto e do presidente Jânio Quadros. A
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história de Várzea Paulista começa em 1867, quando os ingleses construíram a estrada de ferro que liga Santos a Jundiaí. A estrada passava por uma várzea campesina, com um saliente acidente geográfico e as águas cristalinas do rio Jundiaí. O local começou a ser povoado dezenove anos depois da inauguração desse trecho ferroviário, no final do século XIX, mais precisamente em 1886. O primeiro morador varzino foi Isaac de Souza Galvão, que montou a primeira olaria do local. Além das olarias que começaram a impulsionar o desenvolvimento local, o ciclo do café, também foi responsável pelo crescimento, porém em 1878, uma intensa geada destruiu as plantações. A empresa franco-ítalosuíça Societé des Distilheiries Brasiliennes instalou uma destilaria de álcool em terras varzinas e viveu tempos prósperos até 1888, quando finalmente foi abo-
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O nome Campo Limpo ‘Paulista’ foi dado ao município para não se confundir com o bairro de mesmo nome em São Paulo
Metalúrgica era o que faltava para a emancipação político-administrativa. A cidade tornou-se município independente pela lei estadual n° 8.092. Campo Limpo Paulista O nome Campo Limpo
surgiu pelo fato de que os moradores do bairro encontraram um enorme campo limpo no local. Com a emancipação, Campo Limpo, teve sua denominação alterada para Campo Limpo Paulista, pela Lei Estadual nº 9.842,
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de 19 de setembro de 1967. O Paulista adicionado ao nome foi dado para não se confundir com o bairro de mesmo nome em São Paulo, Campo Limpo. Primeira legislatura A primeira legislatura
do município foi em 7 de Março de 1965, e teve como prefeito Adherbal da Costa Moreira. A posse de Adherbal da Costa Moreira foi no dia 27 de março de 1965, tomou posse também o vice-prefeito Joaquim Tavares da Silva.
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lida a escravidão. Em 1891 foi inaugurada a Estação Ferroviária, com arquitetura e materiais ingleses. Em agosto de 1956, o Cartório Civil teve seus livros liberados para assentamentos. O nome do distrito era ‘Secundino Veiga’, em homenagem ao jornalista que morreu na época. O primeiro registro de nascimento foi realizado em 14 de agosto de 1956. O primeiro casamento foi realizado em 5 de setembro do mesmo ano. O cartório substituiu a denominação de Secundino Veiga para Distrito de Várzea, em alusão ao terreno ribeirinho, baixo e plano, situado às margens de um rio. Várzea ainda era distrito de Jundiaí quando Antenor Fonseca foi eleito vereador, representando-a na Câmara Municipal de Jundiaí, de 1960 a 1963. Emancipadores Em 1964, um grupo de varzinos, formado por Francisco de Assis Andrade, João
Aprillanti, Armando Pastre, Victorino Vieira Santana, Antenor Fonseca, Benjamin de Castro Fagundes, Milton Lebrão, Otávio Félix e Farid Feres Sada se reuniu para requerer a emancipação político-administrativa do local. A Assembléia Legislativa de São Paulo deu início ao movimento de emancipação por meio da lei estadual 5820. No dia 21 de março de 1965 o bairro foi elevado a município de Várzea Paulista. O Paulista no nome da cidade surgiu como identificador de mais uma conquista dos bandeirantes. A boa localização junto à estrada de ferro e o pioneirismo econômico renderam à Várzea Paulista uma situação privilegiada em relação à quantidade de indústrias instaladas. A partir da emancipação e até aproximadamente 1972, ocorre a organização da estrutura administrativa da prefeitura recém-instalada, cadastrando as propriedades imobiliárias, as fábricas e ca-
Além das olarias que começaram a impulsionar o desenvolvimento local, o ciclo do café, também foi importante
sas comerciais para o lançamento de impostos. Também tem início o alargamento de ruas e assentamento de guias e sarjetas. Com o passar do tempo, começa o serviço de saúde e a construção do primeiro conjunto habitacional, edificando dezenas de unidades no bairro da Promeca. Foram também adquiridos, através de desa-
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propriação, os galpões do atual Paço Municipal. Criaram-se mecanismos para aumentar o parque industrial, atraindo as primeiras fábricas da Várzea Paulista emancipada, como a Elekeiroz, que em 1923, adquiriu um terreno para construção de sua fábrica e hoje é uma das mais importantes do município. Hoje com uma popula-
ção estimada pelo IBGE em 120 mil e com os avanços que a cidade tem conquistado ao longo dos anos é um município que possui um percentual de 0,759 do Índice Desenvolvimento Humano (IDH), uma medida resumida do progresso em longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde.
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‘Caminhos de ferro’ trouxeram o desenvolvimento à região
Krupp, fator econômico da emancipação em Campo Limpo
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mportante para toda a região, a estrada de ferro de Santos a Jundiaí marcou o início do desenvolvimento de todo o Estado de São Paulo, inclusive a região de Jundiaí, que começava a crescer. Construída por empresa inglesa entre os anos de 1860 a 1867 e duplicada na entre os anos 18106 e 11001, foi a primeira via férrea paulista e realizou o grande feito de retirar o planalto paulista do isolamento ao vencer o desnível da Ser-
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ra do Mar, inserindo, definitivamente, a então província na modernidade. Desde sua inauguração em 1867 até ao ano de 1946 foi denominada São Paulo Railway Company (SPR. E foi esta ferrovia que possibilitou o aparecimento das cidades de Campo Limpo e Várzea Paulista, entre outras ao longo de seu leito. Em 1859, Irineu Evangelista de Souza, junto com um grupo de pessoas, convenceu o governo imperial
da importância da construção de uma estrada de ferro ligando São Paulo ao Porto de Santos. O trecho de 800 metros de altitude e 8 quilômetros de extensão da serra do Mar era considerado impraticável; por isso, Mauá foi atrás de um dos maiores especialistas no assunto: o engenheiro ferroviário britânico James Brunlees. Brunless veio ao Brasil e considerou o projeto viável; para executar o projeto, foi convidado Daniel Makin-
son Fox, engenheiro que havia acumulado experiência na construção de estradas de ferro através das montanhas. A estrada foi aberta sem o auxílio de explosivos, pois o terreno era muito instável. A escavação das rochas foi feita apenas com cunhas e pregos. Alguns cortes chegaram a 20 metros de profundidade. Para proteger o leito dos trilhos das chuvas torrenciais foram construídos paredões de alvenaria, variando de 5 a 20
esde sua criação, o município de Campo Limpo Paulista tem associado à sua história, o crescimento marcado pelo avanço tecnológico como forma de crescimento. E a exemplo de outras cidades, tendo como alicerce de seu desenvolvimento, a construção do leito da Estrada de Ferro São Paulo Railway (SPR), em 1867 ligando Jundiaí a Santos, Es-
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Com a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí surgiram várias cidades
metros de altura, o que consumiu 230.000 metros cúbicos de alvenaria. A despeito de todas as dificuldades, a construção terminou 10 me-
ses antes do tempo previsto no contrato, que era de oito anos. A "São Paulo Railway" foi aberta ao tráfego a 16 de fevereiro de 1867.
trada de Ferro Santos-Jundiaí. Com o desenvolvimento de várias cidades após a emancipação, o município também teve a sua ‘mola mestra’ que impulsionou a emancipação. O movimento ganhouforça com a vinda da indústria metalúrgica, inaugurada em 1961 com as presençasdo governador Carvalho Pinto e do presidente Jânio Quadros. A in-
dústria foi o componente econômico da emancipação político-administrativa. A inauguração em Campo Limpo Paulista foi a primeira fábrica da Thyssenkrupp em território brasileiro e a primeira planta metalúrgica do Grupo fora da Europa. A cidade também tem em sua essência a metalurgia; prova é, que mais da metade da arrecadação do
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Outras empresas Em 1946, a Loja da China, um importante e tradicional estabelecimento comercial da Capital, resolveu instalar em Campo Limpo (Botujuru - Vila Ipê), a "Fábrica de Fogos Dois Anões". Mesmo não constituindo um complexo industrial de grandes proporções, a Dois Anões representou a primeira indústria a se estabelecer na cidade, onde fun-
cionou durante 17 anos, sendo por fim desativada em 1963. Em 1951 a Manah Fertilizantes, uma empresa de proporções bem maiores que a Dois Anões, se instalou em Campo Limpo com uma fábrica no terreno onde ficavam os antigos galpões para estocagem de café, que pertenciam ao Governo Estadual. Porém, em 1978, a empresa se transferiu para Cubatão. FOTOS: DIVULGAÇÃO
Foi a primeira fábrica da Thyssenkrupp em território brasileiro e a primeira do grupo fora da Europa
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município vem de uma única empresa, a Thyssen Krupp, base de formação, construção e evolução da cidade. Com a soma de outras cerca de dezenas deoutras empresas entre pequenas, médicas e grandes, são milhares postos de trabalho em atividade hoje no município, o que ajuda a funcionar esta bela cidade de mais de 80 mil habitantes.
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Inauguração da metalúrgica Krupp em Campo Limpo em 1961 teve a presença de Jânio Quadros
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Selo em comemoração aos 54 anos de Várzea Paulista é escolhido por votação s moradores que acompanham o perfil oficial da Prefeitura de Várzea Paulista no Instagram puderam conferir em primeira mão os dois
O Selo comemorativo homenageia a Serra do Mursa
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modelos de selo produzidos para comemorar o aniversário de 54 anos da cidade. Além disso, eles votaram e escolheram o desenho preferido que estampará os
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próximos materiais comemorativos de aniversário. O modelo foi criado por Donny de Almeida, publicitário do departamento de Comunicação da Unidade
de Planejamento e Inovação, com o objetivo de homenagear a Serra do Mursa. “Todo ano produzimos os selos para lançar no mês de aniversário da cidade. Desta vez, pensamos nos elementos que fizessem uma homenagem ao símbolo do município, que é a Serra do Mursa. Podemos conferir isto na silhueta abaixo do número”, explica Donny. A cor verde foi inspirada na cor da serra e do brasão da cidade. O dourado está relacionado a bodas de ouro de Várzea Paulista. A iniciativa de fazer com que os munícipes interajam com a Prefeitura nas redes sociais tem dado certo. “A ideia é continuar com a votação nos próximos anos, porque a população acompanha e participa”.
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Várzea, a Cidade das Orquídeas cultiva muitas espécies na região
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Caderno especial do Jornal A Verdade que circula nas cidades de Várzea Paulista, Jundiaí, Campo Limpo Paulista e Jarinu.
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Ernesto Francisco Musselli
Jornalista responsável Marcos Nascimento (Mtb 25.518)
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Uma trajetória de luta e muito trabalho DIVULGAÇÃO
emancipação político administrativa das cidades de Várzea Paulista, Itupeva, Louveira e Campo Limpo Paulista, que fazem parte da Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ) e completaram neste dia 21 de março, 54 anos, representa a importância de cada município ter a sua identidade própria. A partir de sua emancipação, cada cidade pôde caminhar com suas próprias pernas e a ter os seus representantes próprios e não depender mais da cidade vizinha, Jundiaí, de quem se separaram há mais de meio século. São 54 anos de muitas histórias contadas ao longo deste tempo pelas pessoas que ajudaram a fazer destes municípios, um lar. Claro que ao longo destes anos, cada governante vem lutando para fazer de sua cidade, um lugar melhor para se viver, o que não é fácil, pois, são municípios que têm
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muitos problemas dada ao crescimento, principalmente nos setores mais essenciais, como Saúde, Educação, Moradia, Meio Ambiente, entre outros. E é neste contexto mesmo que a história é escrita: a população é quem escreve a história, com trabalho e muita luta para fazer de sua cidade, um lugar melhor para se viver e é nos erros e acertos que o município vai crescendo, melhorando ou
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não. A partir do momento que os emancipadores optaram por elevar os então bairros em cidades, começou uma nova história que ainda não terminou e não terminará, já que os municípios, a cada dia têm novos desafios para melhorar muitos setores de uma forma integrada. Paralelo a isso, a AUJ tem trabalhado no sentido da retomada do crescimento e fortalecimento dos mu-
nicípios. É uma temática que vem ganhando relevância, suscitando discussões, reflexões e novas práticas e posturas. Ainda não atingiu o seu auge com conquistas necessárias para o bem comum dos municípios. Temos muitos problemas em comum e se cada município puder conversar com o outro será possívelem um futuro próximo, seremos realmente uma região e não cidades isoladas.
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árzea Paulista é atualmente uma das cidades maiores produtoras desta planta. Anualmente são produzidas mais de 2 milhões de mudas são vendidas por ano. A cidade apresenta as condições climáticas ideais para o cultivo de orquídeas e possui um conjunto de fatores favoráveis ao cultivo, em razão da Serra do Mursa, que desvia os ventos fortes e protege as plantas. Grandes orquidários se instalaram no município, tornando-o um pólo produtor, e com isso surgiu a festa anual ‘Orquivárzea’.
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Lei aprovada No final de dezembro de 2018 , o ex-governador Márcio França sancionou o Projeto De Lei de número 330/17, transformada na Lei 16.910, que declara Várzea Paulista como a Cidade das Orquídeas, da autoria do então deputado estadual Junior Aprillanti. “Essa nova Lei vai contribuir sobremaneira, inclusive, para o
desenvolvimento da atividade turística no município”, destacou o autor do projeto. Orquidários Com milhares de espécies, os produtores varzinos encantam a todos com as suas estufas. Os visitantes do Biorchids, podem se informar sobre as espécies em extinção reproduzidas em seus laboratórios.
Quem for visitar o Flores Vivas, deve conferir a beleza das Vandas, orquídeas tailandesas, que ficam suspensas sob um lago artificial. Já no Emanuel, destacam-se os diversos tipos de Bulbophilum e no Fioresi, há as Cathleyas e LaeliasShillerianas, orquídeas raríssimas. O orquidário Biorchids, localizado no bairro do Mursa é considerado um dos maiores da América Latina, chega a produzir mais de um milhão de mudas ao ano, exportando para países como China, Tailândia e Estados Unidos.
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Cidade produz mais de 2 milhões de mudas todos os anos
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