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Trabalho Final de Graduação - Circuito dos Fortes - Espaço Cultural Forte São Luiz

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CIRCUITO DOS FORTES | ESPAÇO CULTURAL FORTE SÃO LUIZ


JURUJUBA |NITERÓI | RIO DE JANEIRO


NITERÓI ✓ Carência de espaços públicos de cultura e lazer; ✓Considerável patrimônio histórico que ainda não é bem conhecido pela população, assim como não melhor explorado, tendo em vista suas potencialidades; ✓Áreas naturais que abrigam grande diversidade de ecossistemas, mas que apresentam frágil manutenção da preservação;

JURUJUBA ✓Bairro histórico da cidade e sítio do objeto deste trabalho; ✓Posição estratégica em relação à paisagem da Baía de Guanabara; ✓Abriga cinco dos seis fortes da cidade de Niterói; dentre estes, destaca-se o Forte São Luíz, ponto focal do trabalho apresentado a seguir, que tem como objetivo principal a integração e requalificação desse espaço, explorando sua vocação turística tanto no âmbito da paisagem como no do meio ambiente e da cultura histórica da cidade.


OBJETIVOS FORTE SÃO LUIZ OBJETO DO ESTUDO ARQUITETÔNICO

FORTE DO PICO

O projeto apresentado a seguir será orientado por quatro dimensões: urbana, ambiental, histórica e arquitetônica. Os objetivos principais são: ✓ Definição de parâmetros para melhoria da conexão do local com a cidade, propondo um estudo de mobilidade que contempla novas soluções; ✓ Reforço à proteção ambiental da APA do Morro do Morcego, da Fortaleza de Santa Cruz e dos Fortes do Pico e do Rio Branco, explorando as potencialidades do entorno e promovendo o uso sustentável pela sociedade;

FORTE BARÃO DO RIO BRANCO

✓ Restauro das ruínas existentes do Forte São Luiz, com medidas de estabilização e reparo de danos, e a requalificação do espaço através de um projeto que possa revelar e dar novo uso a esse local que possui grande vocação turística e cultural.


A PAISAGEM QUE É PATRIMÔNIO MUNDIAL Em julho de 2012, o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO aprovou o ingresso do Rio de Janeiro na Lista do Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural pelo cenário urbano excepcional da cidade, constituído por elementos naturais que moldam e inspiram seu desenvolvimento: desde a entrada da Baía de Guanabara, aos Morros do Pão de Açúcar, passando pela enseada de Botafogo e a orla de Copacabana, até alcançar os pontos mais altos das montanhas do Parque Nacional da Tijuca. O sítio do Patrimônio Mundial reúne, também, o Jardim Botânico, o Corcovado, e as paisagens urbanas projetadas na área.


“Nada representa mais o estágio civilizatório, a genialidade, os desafios, as contradições, a singularidade cultural da sociedade brasileira do que a Paisagem Cultural da Cidade do Rio de Janeiro. O valor universal excepcional do Rio, como definido nesse novo dossiê da candidatura a Patrimônio Mundial, é uma afirmação que também se torna útil a nós brasileiros, ao nosso processo de autoconhecimento e fortalecimento do senso ético e público.” (IPHAN, 2011)

O sítio da paisagem a que se refere o “Dossiê para a Candidatura da cidade do Rio a Patrimônio Mundial, categoria Paisagem Cultural” (IPHAN, 2011), no presente citado, engloba os principais elementos que estruturam a paisagem cultural da cidade do Rio de Janeiro, e foram agrupados em 3 setores: A, B e C. “O setor B é composto pelo Parque do Flamengo (elemento nº03), pela área de proteção paisagística dos fortes na entrada da Baía de Guanabara (elemento nº 04) e pela Orla de Copacabana (elemento nº 05) com seus pontões rochosos (Morro do Leme, Forte de Copacabana e Ponta do Arpoador), considerando como zona de amortecimento o espaço compreendido entre o mirante do Corcovado, a 704 metros de altitude, e o mirante do Morro do Pico, na região das fortalezas de Niterói. A paisagem avistada desses mirantes representa o principal quadrilátero do sítio.” (IPHAN, 2011)

Nas justificativas, o dossiê também inclui a região do conjunto de fortalezas da entrada da Baía como Paisagem Associativa, e considera como valor universal “a presença de paisagens que são refletidas para o mundo através dos valores simbólicos e imagens associadas, que projetam a cidade do Rio de Janeiro internacionalmente e servem de tema e inspiração para as artes, literatura, arquitetura, urbanismo e paisagismo ao longo do tempo. Inúmeras são as representações das escarpas do Corcovado e do Pão de Açúcar, que receberam a estátua do Cristo Redentor e o bondinho; da entrada da Baía de Guanabara, com as fortalezas projetadas para a defesa da cidade no passado; e no período moderno, destaca-se o paisagismo excepcional do Parque do Flamengo e da Praia de Copacabana.” (IPHAN, 2011)

Ao analisar as informações acima apresentadas, torna-se incontestável a relevância do bairro de Jujuruba no contexto da paisagem cultural e histórica da cidade de Niterói, do Rio de Janeiro, e até mesmo do país, dada a importância histórica da região da Baía de Guanabara.


A IMPORTÂNCIA AMBIENTAL ✓ A Área de Proteção Ambiental do Morro do Morcego, da Fortaleza de Santa Cruz e dos Fortes do Pico e do Rio Branco foi criada através do Plano Urbanístico Regional Praias da Baía Lei 1967/2002, com objetivos que estão inseridos em seu art. 5º: Ÿ Proteção de paisagens naturais e pouco alteradas de

notável beleza cênica; Ÿ Recuperação ou restauração de ecossistemas

degradados; adoção de um conjunto de unidades de conservação municipais representativas e ecologicamente viáveis de ecossistemas da região; Ÿ Compatibilização da conservação e preservação d

a natureza com o uso direto e indireto do solo urbano e dos seus recursos naturais de modo sustentável; Ÿ Estabelecimento de níveis de ruídos, a fim de controlar e

reduzir a poluição sonora.

✓O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) regulamentado pela Lei 9985/2000 define a categoria APA como “Área de Proteção Ambiental é uma área em geral extensa, com certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais, especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem estar das populações humanas, tendo como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos n a t u r a i s .

Segundo o artigo 15 do Plano Diretor Municipal de Niterói (1992), a área que abrange o atual limite da APA do Morcego, da Fortaleza de Santa Cruz e dos Fortes Pico e do Rio Branco, constitui-se como bens sujeitos à proteção devido as características arquitetônicas, urbanísticas e paisagísticas; constituem estes bens sujeitos à proteção os seguintes elementos: I – Morro do Morcego; II – Morro do Macaco e do Pico; III – Morro do Ourives; IV – Praia do Adão; V – Praia da Eva; VI – Forte do Rio Branco; VII – Fortaleza de Santa Cruz; VIII – Forte São Luiz; IX – Praias da Várzea , do Canal, de Jurujuba e de Fora; X – Igreja de Nossa Senhora da Conceição; XI – Igreja de São Pedro. Com a aprovação da criação da APA, ficou instituído o Plano de Manejo, que estabeleceu a Zona de Preservação da Vida Silvestre (ZPVS), a Zona de Conservação da Vida Silvestre (ZCVS), Área de Especial Interesse Turístico (AEIT), Zona Urbana (ZU), e a Zona Histórico – Cultural (ZHC), que contém o Forte do Pico e o Forte São Luiz, objeto principal deste estudo. A partir dos dados apresentados, e nos mapas a seguir, pode-se observar que, apesar de essa região possuir diversos locais com potencial turístico, apenas a Fortaleza de Santa Cruz é considerada como Área de Especial Interesse Turístico; apesar da proximidade, a área é tratada diferente e isoladamente das demais. Observa-se, também, que algumas áreas verdes foram desconsideradas no perímetro da APA. Em conversa informal com uma funcionária da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói, obteve-se a informação de que essa exclusão ocorreu devido ao fato de, na época, haver um empreendimento em processo de aprovação para ser construído na região.


ÁREAS VERDES EXCLUÍDAS DO PERÍMETRO DA APA

ÁREA DO OBJETO DE ESTUDO


PROGRAMA NITERÓI MAIS VERDE | PARNIT O Programa Niterói Mais Verde, também conhecido como PARNIT, foi criado através de decreto pela Prefeitura de Niterói em outubro de 2014, e transformou áreas verdes e monumentos naturais, áreas que antes já eram objeto de algum instrumento legal de proteção, em parques. Logo, o programa PARNIT é um instrumento de planejamento para uma melhor gestão, conservação e recuperação dessas áreas. A área de abrangência do PARNIT foi dividida em dois segmentos principais: Mosaico Sul e Mosaico Norte. Futuramente, outras partes da cidade poderão ter novas áreas protegidas. O Mosaico Sul engloba áreas de interesse ecológico e ambiental no Morro da Viração, no entorno da Lagoa de Piratininga e inclui a Praia do Sossego. Essas áreas são agora protegidas na forma de Unidade de Proteção Integral, conforme definição do Art. 7, da Lei Federal 9.985, de 18 de julho de 2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Já o Mosaico Norte inclui áreas de encostas da Região Norte da Cidade, já consideradas como áreas a serem protegidas ou recuperadas pelo PUR dessas regiões. Considerando que essas áreas ainda dependem de um estudo específico, as áreas do Mosaico Norte foram implantadas inicialmente na categoria de Unidades de Desenvolvimento Sustentável (SNUC). Posteriormente, essas áreas poderão ser recategorizadas, conforme sejam melhor diagnosticadas e suas vocações identificadas. Com o PARNIT, a cidade de Niterói passa a ter uma ampla rede de áreas protegidas, contando com o Parque Estadual da Serra da Tiririca (abrange a Serra da Tiririca, o Parque Darcy Ribeiro, o Morro das Andorinhas, o entorno da Lagoa de Itaipu, as Ilhas do Pai, Mãe e Filha) e a RESEX Itaipu.

Fonte: http://axelgrael.blogspot.com.br

Unidades de conservação (SNUC)

Niterói Mais Verde (PARNIT)

Área de Proteção Ambiental das Lagunas e Florestas de Niterói

No mapa acima, a grande mancha amarela representa o Parque Estadual Serra da Tiririca, e a área em verde, o PARNIT (o mapa não indica a então recém-criada RESEX Itaipu, que abrange da Ponta de Itaipu até o Imbuí). A região da APA do Morro do Morcego, apesar de também estar em amarelo (à esquerda), não se inclui na categoria de parque como as demais regiões destacadas. Segundo funcionários da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói, a exclusão dessa área do programa PARNIT deveu-se ao fato de ser uma área militar. Ou seja, incluíla na legislação de parques restringiria o uso das terras por parte do Exército, o que poderia causar conflitos entre este e o governo municipal. Esse fator ratifica a necessidade de se pensar em um projeto para a área, que vem sendo excluída do planejamento municipal e estadual.


PROPOSTA GLOBAL


O CIRCUITO DOS FORTES

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Fotos de documentos sobre o Forte São Luiz e do Pico | Acervo pessoal


O CIRCUITO DOS FORTES

http://pt.slideshare.net/mspnet

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MORRO DO MORCEGO

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https://exploreniteroi.wordpress.com

PRAIAS DE ADÃO E EVA

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Acervo pessoal

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MORRO DO PICO

Acervo pessoal

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FORTE SÃO LUIZ

2

Acervo pessoal

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TRILHA FORT. DE SANTA CRUZ

Acervo pessoal

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FORTE DO PICO

Acervo pessoal

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FORT. DE SANTA CRUZ

Acervo pessoal

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PRAIA DE FORA

Atualmente, a propaganda turística da região trata a O Circuito dos Fortes é uma proposta baseada em3 três Fortaleza de Santa Cruz isoladamente, e os demais locais com diretrizes: potencial turístico são pouco divulgados e conhecidos pela ✓ reforço da proteção ambiental da APA do Morro do população. 4 O Circuito dos Fortes pretende unificar a Fortaleza a Morcego, através do conhecimento e consequente valorização esses outros monumentos históricos e naturais, como os Fortes do por parte da população, e melhor monitoramento por parte do Pico e São Luiz, cujo projeto de requalificação como espaço 5 governo municipal; cultural será apresentado a seguir; além disso, pretende estimular a ✓ aproveitamento do potencial turístico da região, visitação das praias oceânicas, morros e trilhas existentes, interligando o monumento mais conhecido, a Fortaleza de Santa incentivando a prática de esportes na região. Cruz, a outros pontos menos conhecidos; 6 Para a realização de tal proposta, seria necessário uma ✓ melhoria da mobilidade urbana do bairro, que hoje possui flexibilização por parte do Exército no que diz respeito aos acessos e 7 apenas um acesso através de uma estrada, e apenas uma linha visitação dessas áreas, que hoje são controlados com rigor ou 8 de ônibus. inexistentes.


O OBJETO DE ESTUDO


FORTE DO PICO E FORTE SÃO LUIZ

Fonte: http://www.dphcex.ensino.eb.br/roteiro-dos-fortes


Os Fortes São Luís e do Pico localizam-se na Alameda Marechal Pessoa Leal, 265, com seu acesso pelo Forte Barão do Rio Branco, sede do comando do 21º Grupo de Artilharia de Campanha (Grupo Monte Bastione), através de uma pequena estrada. Encontram-se situados em um mesmo sítio histórico, à retaguarda da Fortaleza de Santa Cruz da Barra. O Forte de São Luiz, construído entre 1769 e 1775, situa-se numa área íngreme, entre os morros do Pico e da “Calhambola”; e o Forte do Pico, construído entre 1913 e 1918, situa-se mais a cima, no topo do morro. O sítio é cercado pela Mata Atlântica nativa, e tem uma incrível vista de 360°: de um lado, as praias oceânicas de Niterói e a mata; do outro, a Fortaleza de Santa Cruz, as praias de Jurujuba, Charitas, São Francisco e Icaraí, a própria a Baía de Guanabara, a Praia Vermelha, o Pão de Açúcar e o Corcovado. O Forte do Pico, assim como os fortes de Copacabana e Duque de Caxias, no Leme, contam com obuseiros de origem alemã, cujos tiros mergulhantes (em curva) projetados para atingir os conveses de navios, mesmo daqueles ocultados atrás das ilhas. O Forte também conta com um painel em homenagem a Fernando Pessoa, e um pequeno Museu da Segunda Guerra Mundial , que expõe diversos documentos que demonstram a participação do Brasil nesse episódio da história mundial. Os dois fortes citados foram abertos à visitação em 1998, porém, em 2014 a empresa responsável pelo transporte de visitantes pelo sistema de vans, cancelou o contrato com o Exército devido ao alto custo de manutenção dos veículos, que apresentavam problemas frequente devido à estrada sinuosa e muito íngreme. Hoje, é necessário agendar com o sargento responsável, e subir com veículo pessoal, ou à pé, em uma caminhada de 1,5km, mas apenas nas segundas e quartasfeiras.

Fonte: acervo pessoal

Fonte: acervo pessoal

Fonte: acervo pessoal

Fonte: acervo pessoal

Fonte: www.sangueverdeoliva.com.brl

Fonte: acervo pessoal


CONJUNTO ARQUITETÔNICO O conjunto arquitetônico do Forte São Luiz é composto por uma muralha, três edificações, bebedouro de animais e reservatório de água. A muralha e o portal de entrada da «praça de guerra» datam do final do século XVIII, e se assemelham à arquitetura colonial maneirista. A fortificação é de estilo abaluartado, desenvolvido a partir do final do século XV, na Itália.

Fonte: acervo pessoal A muralha e o portal foram construídos com pedras argamassadas com óleo de baleia, e a muralha chega a atingir 15 metros de altura. As torres de vigia, posicionadas em cima da muralha, são mais recentes, da mesma época que os demais elementos, e são de tijolo maciço revestido com argamassa. Os demais elementos que constituem o conjunto foram construídas para servir de alojamento, e datam de 1918. A edificação maior era o alojamento dos praças, e a menor, o alojamento dos oficiais. Ambas são térreas e as paredes foram feitas com tilojos maciços e revestidos internamente com argamassa e externamente de forma a imitar as pedras da muralha. O bebedouro e o reservatório Fonte: acervo pessoal datam de 1939, são feitos de concreto, e o revestimento foi feito de forma a imitar as edificações maiores.

Fonte: acervo pessoal

Fonte: acervo pessoal

Fonte: acervo pessoal

Fonte: acervo pessoal

Atualmente, o Forte São Luiz não é protegido por nenhum órgão de tutela.

Fonte: acervo pessoal

Fonte: acervo pessoal

Fonte: acervo pessoal


JUSTIFICATIVA CONCEITUAL CRIAÇÃO x RESTAURAÇÃO

Fotos: DEPAC (2000)

Quando se atua em preservação do patrimônio arquitetônico, atua-se na esfera da dualidade entre o antigo e o novo, entre criar e preservar. Em arquitetura, o ato de criar pressupõe a invenção de um novo elemento que vai coexistir, através de sua concretização pela obra, com uma estrutura preexistente, seja ela antiga ou recente. Conhecendo o objeto já em estado deteriorado, como é o caso do imóvel em estudo, não é possível ter certeza absoluta de como havia sido quando novo, sendo necessário uma intervenção baseada no estado em que se encontra quando restaurado, e não no que se pensa ter sido seu “estado original”, o que levaria o espectador a incorrer em um erro de interpretação. Brandi chamou isso de “falso histórico”. Brandi afirmava que para se haver restauro deve ser feita uma intervenção que dê uma nova eficiência ao objeto. “A restauração deve visar ao restabelecimento da unidade potencial da obra de arte, desde que isso seja possível, sem cometer um falso artístico ou um falso histórico, e sem cancelar nenhum traço da passagem da obra de arte no tempo”. A Carta de Veneza, de 1964, permanece e permaneceu até hoje, como um importante ponto de referência para os restauradores. O princípio básico era de que ao se restaurar um edifício histórico, deve se preservar tanto a obra de arte como testemunho histórico, mesmo alicerce do "restauro crítico". Fotos: Acervo pessoal (2015)


ESTUDO ARQUITETÔNICO


REFERÊNCIAS Teleférico de Dubrovnik

http://www.muitabagagem.com.br/

http://www.muitabagagem.com.br/

O teleférico de Dubrovnik é a principal referência do projeto no que diz respeito ao programa: construído em 1969, o “Dubrovacka Zicara” ligando o Centro Histórico ao Monte Srd, foi o primeiro teleférico no litoral do Mar Adriático e era um dos símbolos da cidade até ser bombardeado em 1991 durante a guerra. Abandonado por algum tempo, foi posteriormente ocupado por uma danceteria e em 2010 foi reaberto para a alegria dos moradores e deslumbramento dos visitantes. Na estação há um restaurante, uma loja de lembranças e um cruzeiro erguido em substituição ao anterior, um memorial ao Cerco de Dubrovnik, doado à cidade pela ilha de Brac além de um anfiteatro. Perto dali também está o antigo Forte Imperial (construído por Napoleão Bonaparte), atualmente abrigando o Museu da Guerra da Independência Croata.

Tennis Club de Bourg la Reine -Yves Mahieu Spoutnik Architecture

http://www.tennisblr.com/

http://www.tennisblr.com/

http://www.tennisblr.com/

Igreja Nossa Senhora da Conceição

http://www.jorgepassos.com.br/brennand.html

http://www.jorgepassos.com.br/brennand.html

Das ruínas de um casarão do século 19, Paulo Mendes da Rocha e Eduardo Colonelli projetaram uma capela para os Brennand, no Recife. Em sintonia com o conceito de mínima intervenção, a capela surgiu a partir da reprodução do terraço externo nos interiores, já que, distanciadas cerca de 80 centímetros em relação às alvenarias de pedra, divisórias altas de vidro transparente passaram a delimitar internamente o novo uso. A capela é, assim, contornada por corredor aberto e coberto que, transparente, faz a mediação entre os espaços internos e externos. Destaca-se a implantação angular dos painéis, soltos do teto, desenho que os torna autoportantes e aprimora ainda os reflexos da luz natural incidente. Também a cobertura, outro elemento essencial à idéia de abrigo, esmera-se em desempenhar papel coadjuvante na arquitetura, em proveito da intervenção minimalista. Feita com concreto protendido, sua laje plana se restringe à exata projeção das paredes restauradas, sem, contudo, utilizá-las como superfícies de apoio. Evidencia-se, ao contrário, o distanciamento através de frestas regulares que percorrem todo o perímetro da edificação.


MATERIAIS MADEIRA LAMINADA COLADA A madeira laminada colada (MLC) se obtém mediante dois processos de colagem consecutivos das lâminas de madeira. A primeira colagem é feita por meio de união dentada ou finger-joint para se obter o comprimento desejado da viga e a segunda é feita por colagem em sobreposição das lâminas para assim se obter a altura desejada. As lâminas de madeira podem ter espesuras que variam entre os 6mm e os 45mm. A espessura das lâminas é principalmente definida pelo raio de curvatura que se pretende dar às vigas. Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ Ÿ

Podem vencer vãos superiores a 100 metros; Seu peso próprio é muitas vezes inferior a 30kg/m²; É oito vezes mais leve que o concreto para resistência equivalente; É dielétrico e não é afetado pelos agentes químicos ou abrasivos; Não requer qualquer tipo de manutenção especial; É o material de construção que mais estabilidade ao fogo apresenta; Um metro cúbico e madeira permite estocar um milhão de metros cúbicos de dióxido de carbono; material que atua como fator positivo e preponderante na obtenção de certificados de sustentabilidade (LEED, GREEN BUILDING, etc.); as madeiras são provenientes de florestas certificadas e reflorestadas;

MEMBRANA TENSIONADA Este tecido foi desenvolvido inicialmente para as necessidades da roupa dos astronautas, em 1960. Devido a excelente qualidade e por ser totalmente incombustível, passou a ser utilizado para cobertura de edificações onde a segurança é muito rigorosa, como por exemplo no caso de aeroportos. A incombustibilidade do produto ocorre porque é constituído totalmente de fibra inerte, no caso fibra de vidro, tanto em seu substrato como nos revestimentos. E pelo mesmo motivo, impedem a proliferação de fungos. Ainda, pela característica hidrostática do produto, a limpeza da membrana é feita pela própria chuva, o que favorece a manutenção. Os tecidos inicialmente fabricados na cor creme claro, ao contato com os raios solares adquire a cor branca translúcida. Também podem ser produzidos em cores. Entretanto quando utilizadas as cores, o tecido perde a translucidez. O material tem uma expectativa de vida útil superior a 30 anos.

Além de todas as vantagens, estudos demonstram que ambientes onde a madeira prepondera, os niveis de produtividade podem ser superiores a 80% comparados com ambientes tradicionais. Dada a sua beleza natural e alta durabilidade, estas estruturas têm sido utilizadas tanto em projetos habitacionais, como em shopping centers, piscinas, quadras esportivas, templos de culto, edificios comerciais e industrias no geral.

http://escengenharia.com/

http://escengenharia.com/

http://escengenharia.com/


MASTERPLAN

Fortes/fortalezas

ESTACIONAMENTO DE VIATURAS (EXÉRCITO)

Construção de ciclovia

ESTACIONAMENTO PÚBLICO

Teleférico

TRILHA EXISTENTE PARA FORT. DE SANTA CRUZ

Estradas existentes


ESTUDOS DA FORMA O partido do projeto arquitetônico tem seu ponto focal em um elemento principal: a cobertura. As ideias que nortearam as decisões estéticas foram: 1) a necessidade de se criar um elemento que funcionasse para as três estruturas do programa, criando uma comunicação visual e padronizando perfis, 2) a mínima interferência nas ruínas, e 3) o emolduramento das fachadas existentes, utilizando o conceito geral de pórtico. A principal inspiração estética foi a paisagem natural do local, cuja «skyline» está representada no croqui ao lado. A partir daí, foram desenvolvidos diversos desenhos, até se chegar no estudo feito com maquete física (fotos abaixo).


O PROJETO


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N

1 ESTAÇÃO DO TELEFÉRICO 2 RUÍNA 2: RESTAURANTE E SALA DE ADMINISTRAÇÃO 3 RUÍNA 1: SALAS DE EXPOSIÇÃO 4 ANFITEATRO


i=8,0\

ESTAÇÃO DO TELEFÉRICO 183.80m²


BIBLIOGRAFIA BRASIL. Decreto Nº 10911/2011, de 22 de março de 2011. Aprova o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental do Morro do Morcego, da Fortaleza de Santa Cruz e dos Fortes do Pico e do Rio Branco. BRASIL. Lei Nº 1157, de 29 de dezembro de 1992. Aprova o Plano Diretor do Município de Niterói. BRASIL. Lei N°9.985, de 18 de julho de 2000. Regulamenta o art. 225, § 1o, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. BRASIL. Comitê da Candidatura do Rio a Patrimônio Mundial. Dossiê da Candidatura do Rio a Patrimônio Mundial. 28 de março de 2011. BRANDI, Cesare. A Teoria da Restauração. 4ª ed. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2013. CHOAY, Françoise. A Alegoria do Patrimônio. 3ª ed. São Paulo: UNESP, 2011. « http://fortalezas.org » « http://www.funceb.org.br » « http://www.dphcex.ensino.eb.br/roteiro-dos-fortes » « http://sistemas.ahex.ensino.eb.br » « http://escengenharia.com »


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