Fachada principal do edifício da Secretaria, Palácio das Nações, Genebra e une ville contemporaine, Le Corbusier, 1922.
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SUMÁRIO
3. Estudos Individuais ...……………………... 17 1. Arquiteto ...…………………………………… 5 1.2 Principais Obras ……………………….. 8 2. Estudos coletivos …………………………. 12 2.1Descrição Arquitetônica ..…………….. 12 2.2 Programa de Necessidades .……….... 12 2.3 Sistema Estrutural .……………………. 13 2.4 Implantação .……………………………. 15 2.5 Racionalidade da Função .………….... 14
3.1 Residência Nadyr de Oliveira ……….. 17 3.2 Residência Vila Butantã ……………… 21 3.3 Residência Roberto Millan …………... 24 3.4 Residência Eugênia …………………... 26 3.5 Residência Antônio D’Elboux……….. 30 3.6 Residência Kazuo Watanabe ………... 33 4. Estudos Individuais Atualmente ………... 36
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS…..39
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1. O arquiteto Le Corbusier (1887-1965), pseudônimo de Charles-Edouard Jeanneret, é considerado o arquiteto mais importante do século 20. Foi o mais influente representante do movimento moderno. Le Corbusier nasceu dia 6 de outubro de 1887 na cidade suíça La Chaux-de-Fonds. Nos anos de formação, empenhou-se em frequentar a Escola de Artes e Ofício, onde se dedicou primeiramente ao desenho e à gravura. Em 1910 a escola o envia para a Alemanha, a fim de estudar arte decorativa alemã. 1911 Ao lado de seu jovem amigo, o suíço Auguste Klipstein, realiza a “Voyage d’Orient” onde faz uma longa viagem por vários países para aprender sobre os grandes monumentos e os hábitos e costumes das diferentes civilizações. 1913 abre seu próprio estúdio em La Chaux-de-Fonds com objetivo de se especializar em concreto armado. 1922 abre um estúdio em Paris com o primo Pierre Jeanneret. Seu objetivo de construir habitações populares em grande escala continuava em suspenso, pois a política de poderes públicos na França era ditada, desde meados do século XIX, pelos acadêmicos da École des Beaux-Arts, que estendem sua influência em todas as direções, orientando as decisões até mesmo de concursos internacionais. Restou a Le Corbusier a clientela privada de franceses e estrangeiros amantes da arte moderna e de concepções inovadoras de habitar, que tinham em Paris seu centro social e cultural.
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portantes, cobertura plana, sala com pé-direito duplo e poucas aberturas amplas que têm raízes da arquitetura natural da Grécia. A padronização dos elementos constituintes e a funcionalidade espacial adotadas neste projeto tinham por objetivo fazer da casa uma “máquina de morar” como sugere o nome Citrohan, semelhante ao da famosa indústria automobilística francesa. Uma versão fiel do projeto não foi concretizada, embora ele apareça esboçado em duas casas construídas em 1927. Além de projetos e realizações, Le Corbusier celebrou a “estética maquinista” ao escrever o livro “Por uma Arquitetura” em 1923, texto que marca uma espécie de recomeço da arquitetura e a exatidão das estruturas da engenharia, visto com novos olhos. Os conceitos puristas foram aplicados nas duas residências de Villa, que embora haja diferenças, ambas as villas se apresentam como dois paralelepípedos brancos que interagem com outros elementos sólidos. A característica principal são os 5 preceitos para formar uma sintaxe arquitetônica. 1. a casa sobre pilotis deixam livre para circulação no térreo O interesse de Le Corbusier pela prática construtiva em concreto armado vem desde 1914 quando fez uma colaboração com o engenheiro Max Du Bois, um projeto de importância que antecipa a essência da arquitetura moderna. O projeto para Maison Citrohan, elaborado por Le Corbusier entre 1919 e 1920 pode ser considerado a tradução arquitetônica imediata dos princípios estéticos do purismo. Trata-se de uma casa com paredes
2. planta livre graças à autonomia entre estrutura e paredes 3. fachada livre 4. janelas em fita que podem ser mapas e fornecer muita luz nos ambientes internos 5. o terraço-jardim pode ser realizado com o recurso da cobertura plana
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Le Corbusier buscou soluções de baixo custo para uma produção em série de moradias. A Cidade Contemporânea para Três Milhões de Habitantes em 1922 demonstra sua extraordinária capacidade de desenvolver os aspectos urbanos da arquitetura e sua busca pelo ideal de cidade voltada à humanização da vida. O material é representado como "jóias essenciais”: sol, espaço e verde. A iluminação e o espaço organizado em blocos junto com o espaço verde vigoroso e por amplos eixos de estradas para facilitar o tráfego de veículos. Uma reviravolta na poética do arquiteto: o abandono progressivo do estilo abstrato e austero da estética purista e a perda de confiança nos progressos alcançados pela técnica industrial nos anos 1920. Dessa redescoberta da ordem natural das coisas surgiram construções definidas como “brutalistas” pelo uso de matérias como pedrisco grosseiro e madeira sem acabamento e até concreto bruto. Le Corbusier chamava esses materiais de objetos estéticos, ou seja, estruturas de formas livres nas quais os elementos parecem tirar a inspiração de técnicas espontâneas e soluções tecnologicamente avançadas. Reúne também linguagens e códigos arquitetônicos diversos, e podemos definir Le Corbusier como o mais importante do pós-modernismo, mas também aquele que decretou seu término. Muitas obras foram feitas baseados nas características apresentadas. Em 1930 casou-se com a parisiense Yvonne Gallis, tornando-se cidadão francês. Morreu em Cap-Martin, dia 17 de agosto de 1965, devido a um ataque cardíaco, deixando um legado gigante.
Le Corbusier e maquete da Villa Savoye.
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1.2 Principais obras
Villa Savoye - Poissy, França - Projetada em 1928, O valor completo da construção foi F$900.000,00
Desenho dos autores.
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Chapelle Notre-Dame-du-Haut - Haute-Saône,
Casa Curutchet - Buenos Aires, Argentina -
França - Obra teve 5 anos de duração
Construída em 1955 - A ideia principal era unir
(1950-1955) - Está implantada sobre o topo da
uma casa e um consultório, projeto que foi
colina de Bourlémont
encomendado pelo cirurgião Dr. Pedro Domingo Curutchet
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Maison
Guiette
-
Antwerpen,
Bélgica
-
Dom-ino
House,
refere-se
desenvolvido
pelo
ao
sistema
Construída em 1927 - É o único edifício belga de
construtivo
arquiteto
Le
Le Corbusier - Era o estúdio e alojamento de
Corbusier entre 1914 e 1917. O projeto teórico,
René Guiette
mostrado na imagem, tem como principal característica a utilização de lajes horizontais, numa comunicação livre através do uso de escadas, onde o recuo dos pilares permite desenvolver a retórica da fachada livre da estrutura.
Desenho dos Autores.
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2. Estudos Coletivos 2.1 Descrição arquitetônica
2.2 Programa de Necessidades A maior característica do Maison Loucheur é ser
A Casa Loucheur tem dois pavimentos e possui 45m², com uma estrutura feita para produção em larga
um
utensílio
para
seus
moradores,
sendo
uma
escala, geometria de um paralelepípedo e o mínimo de
ferramenta de morar. São casas com 2 quartos, uma
especificações de materiais; a residência tem o aspecto
cozinha, uma área comum e um banheiro centralizado
de ser 'montável', o que facilita a produção em série. Em
cada. A disposição dos cômodos também dita o
média 1/3 das fachadas do 2° pavimento são vãos, pois
comportamento das casas, sendo a sala - área comum -
o pavimento superior é maior que o térreo, onde estão os
o primeiro ambiente que se depara, dando aos quartos
pilotis. A escada de acesso ao 2° pavimento está na
maior privacidade, as camas e mesas possuírem
lateral externa da edificação.
sistemas giratórios na parede, possibilitando diferentes utilidades para os ambientes durante o dia e à noite.
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2.3 Sistema Estrutural Feita com placas pré-fabricadas, seus dois pavimentos em forma de paralelepípedo exploram a volumetria deixando um vão livre no térreo através do uso de pilotis. Uma característica muito marcante no projeto, é a separação das casas feita por uma da parede de pedra espessa, que representa uma arquitetura regionalista. Sua estrutura consiste em uma laje sobre vigas metálicas e um pórtico de aço, cujos pilares atravessam a estrutura que é composta de placas pré-fabricadas em concreto armado.
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2.4 Implantação Pelo desenho, a planta é repetida várias vezes, por conta do propósito de casas em série e geminadas. A
residência
tem
como
maior
característica
a
funcionalidade. Possuem 2 andares, sendo o primeiro a área de serviço e o segundo a casa com ambientes flexíveis e racionais, onde é possível aumentá-las conforme o necessitado, combinando 2, 3 ou mais casas para obter casas de 90, 135 ou 180 m².
Desenho dos autores.
Desenho dos autores.
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2.4 Racionalidade da Função Observando a arquitetura de Le Corbusier pode-se destacar
a
racionalidade
e
funcionalidade
das
edificações com ênfase nos princípios da arquitetura moderna,
pois pelo contexto se entende que o
modernismo no âmbito arquitetônico e o processo de Desenho dos autores.
industrialização ditaram o pensamento que gerou o projeto da Maison Loucheur; assim ele visa ser prático, funcional e objetivo quanto às necessidades. Visando também uma estratégia útil e funcional dos elementos das casas, tornando os equipamentos e instrumentos moldáveis e flexíveis, facilitando as atividades e usos dos moradores, além de ser projetada para ser montável, com um sistema construtivo voltado para a produção em série, possibilitando uma construção mais rápida. O Movimento Moderno trouxe consigo um espírito novo, novos conceitos, estilos e materiais. O pensamento modernista, que se iniciou na primeira década do séc.
Desenho dos autores.
XX impulsionado por um contexto histórico conturbado, foi um momento em que os artistas e intelectuais
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repensaram seu modo de trabalhar e passaram a
infraestrutura,
transformando
os
objetivar um pensamento crítico.
abastecimento de água e iluminação.
sistemas
de
As casas em série precisavam ser aprofundadas para solucionar as defasagens de suas teorias, para que assim pudessem se transformar em uma ferramenta do homem, 'as máquinas que morar'. Os lotes são iguais, a ordenação é regular; a série não é um entrave na arquitetura, ao contrário ela da a unidade e a perfeição Grupo de casas em série sobre ossatura “dom-ino”.
dos detalhes e propõe variedade dos conjuntos
A construção de casas em série foi uma característica muito comum no momento, ela precisava se transformar em um estado de espírito para que fosse bem sucedida, tanto para construir quanto para morar; e com isso, por exemplo, teve-se a iniciativa de criar o programa de Loucheur e Bonnevay. Tal estado de espírito consiste em ser a mudança/ quebra com o antigo, visto nas técnicas e materiais das construções: feitas de forma rápida e com cimento e o ferro perfilado. A evolução estava marcada, por exemplo, na estrutura das construções modernas: estrutura pesada de pedra foi substituída por leves paredes feitas de escória de ferro; e também na
Casa operária em série.
A Casa Loucheur, feita na década de 20, foi pensada em resposta à Lei Loucheur, um programa de investimento financeiro do governo francês para habitação popular. A residência pode ser considerada uma máquina para se morar, pois foi pensada de acordo com a função, e não
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com a forma, ela é uma ferramenta, e não um status.
sobre pilotis, ambientes interligados e faz uso de
Isso é evidente desde sua estrutura, que preza pela
materiais industrializados. A Casa Eugênia, feita por
eficácia, até a divisão, organização e layout dos
João Diniz e Jorge dos Anjos, pode ser internamente
ambientes. Cerca de dez anos mais tarde o movimento
alterada
moderno chega ao Brasil, também rompendo com a
moradores. A Residência Roberto Millan, criada por
antiga forma de pensar. Tomando esses princípios como
Carlos Millan em 1960, tem a separação de cômodos
base definimos as relações da Maison Loucheur e as
proporcional à sua função, e também se adapta às
demais residências de estudo.
necessidades. A Residência Kazuo Watanabe, feita por
em
função
das
necessidades
de
seus
Ruy Ohtake em 1969, também é adaptável. A Vila Butantã, feita em 1985 por Marcos Acayaba, é objetiva quanto
às
necessidades
básicas,
priorizando
a
funcionalidade em sua construção. E, por fim, a Residência Antônio D'Elboux, feita em 1964 por Carlos Millan é um volume único sobre pilotis, pensada para ser construída em série e com ambientes proporcionais à função.
Di Cavalcanti foi o artista que produziu o cartaz e o catálogo da Semana de Arte Moderna.
A Residência Nadyr de Oliveira, projetada por Carlos Millan em 1960, é resolvida em um único pavimento
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3. Estudos Individuais 3.1 Residência Nadyr de Oliveira, Carlos Millan Residência Nadyr de Oliveira, São Paulo - SP, 1960 Por: Júlia Alves Konstantinovas
A Residência Nadyr de Oliveira foi projetada e construída entre 1960 e 1961, pelo arquiteto Carlos Barjas Millan (1927-1964), para o Coronel da Aeronáutica Djalma Floriano, sua esposa Nadyr de Oliveira e sua filha. O arquiteto foi muito importante para a história e consolidação da arquitetura moderna
paulista, mesmo morrendo jovem, aos 37 anos de idade, Millan deixou seu legado em 43 edificações residenciais, dez educacionais, três edifícios de escritórios, três clubes de lazer e esportes, quatro religiosos, três industriais, dois quartéis militares, uma loja e um consultório médico. Pode-se afirmar que a formação e experiências acadêmicas e profissionais, como nos primeiros estágios, principalmente no escritório de Rino Levi, a aproximação com os padres dominicanos, a atuação como professor na UPM, o contato com Artigas e com grupo da FAUSP, contribuíram para a produção e construção da identidade de Millan como arquiteto.
Após o período de trabalho e convívio de Millan com Levi e com o grupo de arquitetos da Branco & Preto, o arquiteto desenvolveu uma diligência com detalhamentos de soluções construtivas em seus projetos. Joaquim Guedes, companheiro muito próximo e compadre, com quem compartilhou o escritório por alguns anos, afirma que: “ele era um exímio construtor, refinadíssimo. Eu devo muito ao Millan, era muito ligado ao Rino, que foi
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um grande mestre.” O que é confirmado por Jorge Wilheim: “Millan tinha muito o apego à verdade construtiva, uma preocupação muito grande pela construção e um profundo respeito por aquilo que é o encaixe, a viga, o tamanho, a dimensão e como construir esse espaço, que ele imaginava como arquiteto...”. Dentre as influências do arquiteto, pode-se identificar principalmente Rino Levi, Oswaldo Bratke, Artigas, Frank Lloyd Wright, Le Corbusier, Mies Van der Rohe, Marcel Breuer, Píer Luigi Nervi.
Millan em suas produções empregava os elementos estruturais, materiais e acabamentos, com rigor estético e funcional, de modo que visava a continuidade espacial dos interiores e clareza no uso de materiais, buscando resolver o programa de necessidades em volumes puros, volumes secundários de circulações verticais ou caixas d’água, elementos de dimensões mínimas e vãos e balanços razoáveis, explícitos na Residência Nadyr de Oliveira, Residência Carlos Millan e na Residência Roberto Millan. Em suas estruturas, assim como Le Corbusier, Millan não preza apenas a forma, ele é racional e objetivo.
I Bienal Internacional de São Paulo.
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A residência foi projetada com o intuito de ser algo simples e confortável, pois o cliente, Djalma Floriano, estava acostumado com uma vila militar, simples e com pouca vida social, além disso o coronel exigiu que o arquiteto respeitasse questões ecológicas. Feito isso, o arquiteto procurou escapar das soluções da arquitetura tradicional, detalhando em seu projeto, alguns sistemas como: caixilharia, alvenaria, iluminação e marcenaria. A residência Nadyr de Oliveira é resolvida em um único pavimento sobre pilotis, com mínima interferência ao terreno de 1000 m² com declive acentuado, e que possui em seu projeto e construção alguns elementos da vanguarda arquitetônica, além da tendência de elementos industrializados e o uso de cobogós.
Pode-se perceber a semelhança da Residência Nadyr com o Maison Loucheur, de Le Corbusier, em elementos como prisma sobre pilotis, fachadas horizontais com janelas em fitas, a composição volumétrica em formas puras, a utilização de poucos materiais, de modo que eliminam acabamentos, a pré-fabricação em alguns processos, banheiro centralizado, priorização da circulação horizontal, ambientes interligados e térreo com área de serviço, que proporcionam funcionalidade praticidade em relação às necessidades e atividades do cliente.
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Se abordarmos a escola paulista como brutalista em seus elementos e definições vamos encontrar essa predominância, e podemos perceber que todas as casas se conectam, e em certa forma são distintas se considerarmos principalmente a forma que se trabalha o programa conforme suas necessidades. Observando a residência Nadyr em busca de elementos de ligação com a Maison Loucheur, vamos encontrar diálogos formais, e aproximações entre seus princípios corbusianos. Mas principalmente, vamos encontrar o espírito da escola paulista e Millan. O intercâmbio entre as residências estudadas demonstra a relação das ideias corbusianas em diálogo com o espírito da arquitetura paulista.
Planta pavimento térreo.
Desenho da autora, Residência Nadyr de Oliveira em perspectiva isométrica.
Planta pavimento superior
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3.2 Vila Butantã de Marcos Acayaba Marcos Acayaba, Vila Butantã, São Paulo, Brasil, (1998-2004) Por: Maria Eduarda Boratto A Vila Butantã foi construída na encosta do Morro do Querosene, à margem esquerda do Rio Pirajussara, no bairro do Butantã̃ e no limite a oeste da Bacia de São Paulo. As principais condicionantes para o projeto foram: a topografia acidentada do terreno (declividade média de 45%, na encosta); a orientação e a vista para a paisagem; a racionalização da obra, para reduzir seu custo; a produção de uma casa-tipo flexível, e adequada ao mercado. Todas as casas foram implantadas de modo a favorecer o lazer coletivo e se adaptar ao relevo do terreno, de cerca de 4500m2, grande declividade e pequena cobertura vegetal (segundo o arquiteto, todas as árvores foram preservadas).
geminadas aos pares, têm seus pavimentos junto ao solo desnivelados de três metros. O acesso principal se dá pelo piso intermediário, onde se localizam garagem, cozinha, sala de refeições e área de serviço. No piso inferior, situam- se a sala, o escritório e o terraço. E no superior, os quartos. As vigas são de jatobá, de 6,0 cm x 20,0 cm, colocadas a cada 50,0 cm, entre duas empenas de alvenaria armada de blocos pigmentados, com um vão total de 6,0 m. Entre elas são parafusadas formas em chapas de aço galvanizado, sobre as quais é moldada a laje de concreto, de 4,0 cm de espessura, armada com uma tela de malha de 10,0 cm x 10,0 cm e diâmetro de 4,2 mm. As formas são fixadas diretamente nas vigas e não há necessidade de cimbramentos. Acayaba impermeabilizando a laje, lançou flocos de argila expandida por sobre ela e, em cima, apoiou placas de concreto que serviram como piso.
Marcos Acayaba optou por reduzir as áreas externas privativas e privilegiar as áreas comuns. As casas,
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Algo que chama atenção nesse projeto é a coordenação entre os diversos sistemas que compõem a construção, mesmo que tenham sido utilizados materiais mais tradicionais, como blocos de concreto e madeira. Diferente das casas em madeira, em que os projetos de instalações se conformam praticamente em função da estrutura, nesse projeto, a coordenação modular articula as especialidades de maneira mais homogênea.
desenvolvido e fabricado pela Ita Construtora. Com a madeira, Acayaba consegue realizar construções leves e com grande balanço, aproximando-se da linguagem de seu arquiteto favorito: Frank Lloyd Wright (1867 - 1959).
Marcos de Azevedo Acayaba (São Paulo SP 1944). Arquiteto, urbanista e professor. Em 1969, forma-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP, escola na qual leciona temporariamente entre 1972 e 1976, e definitivamente desde 1994. Ainda estudante, trabalha como estagiário no escritório do engenheiro Mange (1922 - 2005), seu professor. Nessa ocasião, ajuda a desenvolver o projeto da cidade de Ilha Solteira, São Paulo, encomendado pela construtora Camargo Correia. Sua carreira desponta com o projeto da Residência Milan, 1972, na qual reside até hoje com a família. Após essa primeira fase de sua obra, inspirada pela forma livre de Oscar Niemeyer (1907 - 2012) e pelo uso "brutalista" do concreto aparente em São Paulo, passa paulatinamente a utilizar sistemas construtivos variados, tais como a alvenaria armada, a estrutura metálica e, finalmente, a estrutura de componentes de madeira industrializada. Esta é empregada pela primeira vez no projeto da Residência Olga, 1987, com base no sistema construtivo 22
`
23
3.3 Residência Roberto Millan
A residência Roberto Millan foi projetada no ano de 1960 em São Paulo no bairro Alto de Pinheiros. A casa possui uma forma pura e unificada, elevada sobre pilotis e
Carlos Barjas Millan foi um dos principais nomes da
possui uma estrutura de concreto, assim como a Maison
arquitetura moderna paulistana. Atuou nas áreas de
Loucheur do Le Corbusier. A utilização do concreto é
arquitetura, desenho urbano, desenho mobiliário como
uma grande característica do movimento moderno,
docente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
devido à valorização de materiais brutos e não tratados,
Mackenzie (FAUM), e na Faculdade de Arquitetura e
ao utilizar esse material ele irá desenhar toda a
Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUSP).O
residência e seus cômodos.
modernismo possibilitou uma inovação na arquitetura, além de quebrar o movimento europeu. Segundo Bruno Perenha, a arquitetura moderna no brasil foi marcada pelos cinco pontos propostos por Le Corbusier, que seriam os pilotis, planta livre, terraço jardim, fachada livre e janelas fitas.
Uma característica presente tanto na Residência Carlos Millan, e na Maison Loucheur é um programa compacto. Por mais que a casa seja grande a planta é 24
extremamente racionalizada, e organizada. O bloco
A residência possui uma geometria prismática, a casa
único reflete no programa de necessidades do projeto,
como um corpo único elevado com um terreno livre em
pois se torna uma solução com volumetria horizontal,
baixo. A escada é separada do corpo principal da casa,
separando devidamente os usos por elementos de
seu formato cilíndrico se contrapõe com o volume único.
circulação ou concentração das funções de serviço. A
A articulação entre os volumes busca aproximação
distribuição dos espaços é feita através de um vazio
formal, se dá de uma maneira muito expressiva, uma
central, através de um corredor de serviço separado da
característica marcante permitindo identificar um projeto
área social. Ambos os projetos possuem um térreo com
autêntico.
ambientes de serviço, e o piso superior cômodos pessoais que são mais valorizados, nos quartos da Residência Roberto Millan, há panes que se abrem, remetendo a Mason Loucher. A distribuição permite os ambientes serem adaptáveis ao local, com flexibilização de uso sem abandonar sua estrutura formal.
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3.4 Residência Eugênia
unidade de alojamento, foram convidados uma totalidade de 12 arquitetos e artistas.
Serra do Cipó, Belo Horizonte, MG A casa Eugênia construída por João Diniz e Jorge dos Por: João Pedro Gandolfi
Anjos trata de uma maneira orgânica, quase primitiva, resolve o problema de acolher pessoas por poucos dias em montanhas, florestas, cachoeiras e outras paisagens.
O projeto Sensações foi criado pelo artista plástico George Hardy em 1992. Sua sugestão era criar um hotel cultural aos arredores de Belo Horizonte especificamente na Serra do Cipó. Para a efetivação do projeto de cada
Os dois criativos trabalharam juntos e em 1999, com a ajuda da esposa de Jorge dos Anjos, Eugênia,
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conseguiram reproduzir o croqui de 1992. Trazendo esse
“A ideia principal era conceber uma casa pequena, que
conceito para um condomínio residencial em Lagoa
tivesse uma área bem aproveitada e tivesse uma
Santa, desenvolveu-se a Casa Eugênia. As referências
sinergia boa com a natureza”, diz João Diniz.
afro-brasileiras na obra de Jorge são o ponto de partida para o desenvolvimento habitacional, inclusive no formato da casa, imitando a construção da cabana.
A estrutura do projeto foi feita de cobertura vegetal de eucalipto previsto originalmente, passou por uma grande transformação
em
base de tecnologia, e utilizou
materiais como tubos de metal, alvenaria, pisos de madeira e telhado termoacústico metálico desenvolvidos em estrutura mista.
A casa tem apenas 86 m² em um terreno de 1650 m² é bem idealizado, decorado e dividido em dois andares.
Como a estrutura é recuada para um lado só, com janelas altas, a ventilação é progressiva e refresca a casa inteira. Essa mesma lógica serve para a iluminação natural. O telhado metálico em formato sanduíche (duas telhas paralelas e uma camada de isopor no meio) com a garantia de conforto e termoacústico.
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Dentro, o espaço para um (ou dois) é integrado, como
Feita de tubos e telhas metálicas reaproveitadas,
um único cômodo, removendo o banheiro. A integração
afirmando o conceito de sustentabilidade nesse projeto.
orgânica da casa ganha uma decoração rústica, inspirada na cultura afro-brasileira. O piso de madeira ainda aquece o ambiente. O quarto do casal fica no primeiro pavimento, com uma grande varanda para aproveitar a vista da natureza.
O Projeto Sensações ganhou a II Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo em 1993 o Prêmio pelo Conjunto da Obra. Os outros arquitetos participantes do projeto foram: Ëolo Maia, Jô Vasconcelos, Álvaro Hardy, Marisa
Machado
Coelho,
Gustavo
Penna,
Sylvio
Podestá, Cid Horta, Altino Caldeira, Graça Moura, Paulo Aproveitando a Lagoa Santa, não só na condição de uma paisagem bonita, o arquiteto e o artista plástico
Laender, Fernando Navarro e ainda Ailton Krenak, Robero Vieira, Amílcar de Castro e Máximo Soalheiro.
desenvolveram uma estrutura composta para a casa. 28
Comparando a Casa Eugênia com a Residência Antônio
A casa é funcional e aproveita todos os espaços. A Casa
D’Elboux de Carlos Millan tem essa mesma função de
Loucheur também possui funcionalidade e pode ser
ser uma casa funcional aproveitando todos os espaços.
adaptada quanto às necessidades humanas.
A proposta da residência Antônio D’Elboux é uma casa urbana
econômica,
totalmente
diferente
da
Casa
Eugenia, mas com similaridades como as áreas e dimensões
são
estritamente
necessidades de um ser humano.
proporcionais
às
A Casa Eugênia é mais uma construção que prova que não necessita de um orçamento alto para realizar um projeto de personalidade e ao mesmo tempo sustentável. Mesmo tendo sido idealizado em 1992, ele é bem atemporal e de acordo com as necessidades atuais da arquitetura.
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3.5 Residência Antônio D’Elboux – Perdizes,
necessidades humanas: quartos, banheiro, cozinha, sala
São Paulo, SP
de estar e área de serviços. Ela é ainda mais compacta
Por: Isabela do Val Salge.
que a Maison Loucheur.
A Casa Antônio D’Elboux foi feita por Carlos Millan em 1962 e se situa na Rua Ministro de Godoi, número 1610, no bairro de Perdizes em São Paulo. A casa foi uma encomenda de um funcionário público de classe média da capital, ligado aos dominicanos, e foi pensada com estilo econômico urbano: seu lote é restrito, 385m², e tem
um
programa
de
necessidades compacto e
completo, com os ambientes fundamentais para as
A casa Antônio D’Elboux segue os princípios da indústria moderna, época marcada pelos materiais artificiais,
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ambientes de tamanho proporcional a sua atividade,
materiais sendo concreto armado e ferro, para as lajes e
forma estética que segue a função, e, sabe-se também
estrutura (vigas e pilares), respectivamente; ter cobertura
que, assim como a Maison Loucheur, com algumas
plana; e ter 4 pilares coplanares nas laterais do subsolo,
mudanças ela poderia vir a ser construída em série. O
fazendo dela um prisma de base retangular sobre pilotis
terreno tem notável desnível, que Carlos venceu de
térreos- e balanços apenas na frente e fundos. Ela tem
forma prática e eficiente: uma das faces do térreo tem
também, em sua organização, cozinha linear, circulação
acesso à rua, e a oposta é suspensa e sustentada por
vertical, banheiro compartimentado e iluminação e
pilotis formando um vão livre. Assim, entende-se que a
ventilação zenital; além de do uso marcado de pilotis
construção tem 3 pavimentos: um subsolo, com um
para a criação de um vão livre e ter sua volumetria dada
terraço; o térreo, com áreas de convívio comum; e o
por retângulos.
pavimento superior, com as áreas íntimas.
Planta terrea
Caminho da luz e ventilação
Planta primeiro pavimento
Os elementos da casa Antônio D’Elboux faz lembrar as
A Residência Antônio D’Elboux demonstra
arquiteturas do Le Corbusier nos anos 50, visto que foi
características modernas, como ter seus principais
usado concreto, massa com pedriscos para revestimento 31
externo, o elemento pré-moldado para as paredes, a
inovação no realismo contextual, o autor não se
gárgula e a espécie de shed na cobertura para
contentou com as limitações do terreno, fazendo de seu
iluminação. Podemos compara-la com o Convento de
projeto ser uma das ‘casa-apartamento’ dos anos 60
Sait Marie de La Tourette, localizado perto de Lyon, tem
mais prestigiadas. Carlos misturou a tradição com a
como materiais principais o concreto e as estruturas
inovação, o realismo contextual com o radicalismo
metálicas, e também utiliza o desnível do terreno para
inovador; e assim destacou por se distinguir de seu
criação de um vão livre, que é sustentado por pilares, e
entorno.
não pilotis.
Convento de Saint Marie de la Tourette
Foi a partir da Casa D’Elboux que Millan começou a empregar quebra-sóis -inspirados nos brises soleils das obras brutalistas de Le Corbusier-, e nela as janelas frontais são protegidas por salientes molduras de concreto. Esta casa trouxe destaque à arquitetura paulistana ao fazer de sua planta convencional uma
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3.6 Ruy Ohtake, Residência Kazuo Watanabe,
ano, o Brasil vivenciava a consolidação da modernidade
Planalto Paulista - São Paulo - SP – Brasil,
devido a construção de Brasília. Tal movimento teve
1969 Por: Tainá de Mello Pasculli
muita influência nas obras residenciais da arquitetura de Ruy, que acabam remetendo à arquitetura moderna de arquitetos como Le Corbusier. A Residência Kazuo Watanabe, construída no ano de 1971 em São Paulo, é um dos poucos projetos residenciais de Ruy Ohtake, pois logo depois disso ele passou a projetar obras de maior escala. Essa casa possuí cômodos restritos, cada lugar tem seu propósito, a cozinha é devidamente separada da sala de estar, assim como do escritório, da copa e do pequeno lavabo. A estrutura é de concreto, típica da arquitetura moderna, e alguns móveis são fixos e desse mesmo material. A garagem da construção é na frente e é coberta, comportando apenas um carro. O andar térreo tem uma área maior que o piso superior, e assim como as partes coletivas da casa, as partes privadas também são bem delimitadas. Tem tres quartos tem espaço apenas para
O arquiteto Ruy Ohtake, um dos maiores nomes da
uma cama e um armário, que tem a funcionalidade certa
arquitetura e do design de móveis contemporâneo
para esse cômodo. Saindo dos quartos, foi construída
brasileiro, formou-se em Arquitetura e Urbanismo na
uma mesa fixa que serve para todos como uma sala de
Universidade de São Paulo no ano de 1960. No mesmo
estudos. Tem também um cômodo apenas pra guardar
33
roupas e se vestir, alem de dois banheiros com chuveiro. Existem muitos cilindros na construção, que assim como as paredes, separam um cômodo do outro e mostram o abstracionismo geométrico, dando à casa um ar de mistério e tendo bastante influência do movimento cubista e do futurista devido ao uso de formas geométricas e de uma característica mais racional nas representações. A partir de 1960, Ruy começou a utilizar essa linguagem para criar um trabalho conciso, com espaços que buscam a essência formal e conceitual, e o uso restrito de materiais, além da constante busca do mistério e da surpresa. Também tem como característica as aberturas zenitais, grandes vãos que resultam em um espaço arejado, iluminado e de fácil acesso. As áreas sociais são devidamente separadas das áreas de serviço e áreas em comum, possuem essa estratégia da separação do público e do intimo bem definidas. Os mobiliários são fixos e de concreto, que segundo Ruy, direcionam a utilização do espaço e inibem a colocação de elementos indesejáveis que podem interferir na percepção do espaço.
Mesa fixa de concreto na área de estudos em frente aos quartos
34
A arquitetura moderna, carioca e paulista, está presente
e
a
integração
dos
espaços internos. A ordem
e misturada nas obras da arquitetura. Na carioca se
geométrica definida pelas formas, os terrenos regulares,
forma no sentindo da presença da cultura, descendente
e os espaços da casa que contem retângulos, quadrados
de Le Corbusier, uso arrojado do concreto através do
e cilindros também são características fortes.
raciocínio estrutural e na busca da leveza. Já a paulista seria na questão do poder econômico.
Com base nas características analisadas é possível perceber semelhanças com a casa Maison Loucheur, projetada por Le Corbusier, em 1929. Esse projeto também se baseia no modernismo e coincide com todas as características faladas anteriormente.
móveis de concreto e cilindro nos cômodos da casa.
A lógica moderna parte do conceito que as casas deveriam
ser
concebidas
a
partir
de
resquícios
funcionais que asseguram a saúde física e mental dos moradores. Devem também ter uma solução formal, volumétrica e simples, a economia no uso dos materiais 35
4. Estudos Individuais - Atualmente
destaca os “Procedimentos para a Salvaguarda de uma Residência Moderna”, que aconteceu em julho de 2017, com o apoio do Museu de Arte Sacra de São Paulo, da
Na Residência Nadyr de Oliveira, Millan procurou escapar
das
soluções
da
arquitetura
tradicional,
detalhando em seu projeto, alguns sistemas como: caixilharia, alvenaria, iluminação e marcenaria, porém
restauradora Vanessa Kraml e da Revista Restauro, além da participação dos professores Sergio Matera (USJT) e Fabiana Lopes de Oliveira (FAU USP), entre outros.
esse detalhamento gerou dificuldades no canteiro de obras e na sua conservação, por exemplo, o concreto aparente teve uma execução precária, os oito pilares cilíndricos com vinte centímetros de diâmetro, foram projetados com a medida mínima necessária, o que causou problemas durante concretagem devido ao pouco espaço que sobrava entre a forma e a armadura de aço. A caixilharia de aço, com perfis reduzidos, forma encontros muito justos entre as peças de concreto e os pré-moldados,
que dificultaram os ajustes desses
sistemas construtivos. Todo este detalhamento exige um rigor muito grande no canteiro de obras, em um período ainda
muito
marcado
por
processos
artesanais,
geram-se problemas com a execução e conservação da residência, que se agravaram com o afastamento da família, após quase 50 anos de uso. Dentre as atividades para o salvamento e restauração da residência, se 36
A Casa Eugênia, está localizada no condomínio Estância
Atualmente a Residência Roberto Millan ainda está
das Amendoeiras, em Lagoa Santa, Belo Horizonte é um
construída, localizada na Rua Alberto Faria em São
projeto arquitetado por João Diniz em parceria com o
Paulo, seu terreno possui 760 metros quadrados e 370
artista plástico Jorge dos Anjos. Com pouco mais de 80
metros quadrados de área construída. Não se sabe
metros quadrados (m²), resolve o problema de acolher
quem é seu atual proprietário, porém seu nível de
pessoas por poucos dias em montanhas, florestas,
descaracterização é baixo e possui um bom estado de
cachoeiras e outras paisagens. a casa se destaca em
conservação.
um bairro fechado repleto de construções luxuosas e mansões. Premiado, o desenho baseou-se em cabanas primitivas envolvidas por uma paisagem intimista.
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A Casa Antônio D'Elboux, localizada na Rua Ministro de Godoi, 1610, Perdizes, São Paulo, foi projetada por Carlos Millan em 1962. Atualmente ela ainda tem uso residencial e está em bom estado de conservação, com baixíssimo nível de descaracterização.
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