Temas de consciência identitária institucional em Serviço Social: resultados empíricos quantitativos de um estudo realizado em no norte de Portugal Telmo H. Caria, José Luís de Almeida e Paula Sousa Vila Real: Universidade de Trás-osMontes e Alto Douro (UTAD), 2017
Relatório preliminar do projecto de investigação sobre identidades profissionais (2014-2015)
1.Introdução Este texto é um relatório preliminar de um estudo exploratório, empírico e quantitativo sobre a identidade profissional do Serviço Social, realizado no norte de Portugal em 2014. Dá continuidade a um artigo publicado sobre a identidade profissional institucional em Serviço Social (Caria e outros, 2017), onde apresentámos uma revisão da literatura sociológica sobre identidade profissional, definindo-a resumidamente como uma identidade social que se expressa e manifesta no âmbito do trabalho social profissional dos assistentes sociais. Esta definição teve em vista preparar o estudo empírico quantitativo que agora apresentamos neste texto numa versão preliminar. Assim, neste texto iremos apresentar a metodologia e os resultados deste estudo, obtidos através de um questionário aplicado a assistentes sociais que trabalhavam no norte de Portugal. Lembrando o artigo anterior, a definição conceptual de que partimos foi a seguinte: “a identidade profissional do Serviço Social é a consciência discursiva individual que os assistentes sociais têm do uso que fazem do conhecimento formal e legítimo (princípios e valores abstractos, modelos e atitudes gerais para a acção) quando agem em contexto de trabalho social” (ibidem). Este conceito remete a identidade para uma tomada de posição no campo-sistema de profissões do trabalho social, permitindo aferir do grau de homogeneidade discursiva resultante das relações que a subjectividade dos assistentes sociais estabelece entre educação formal, profissionalização e actividades de trabalho social. Trata-se de caracterizar e medir o conteúdo (princípios e valores abstractos, modelos e atitudes para a acção) da identidade profissional a partir de um contexto de inquirição que condicionou e restringiu o assistente social a autodefinir-se por relação directa e unilateral com o poder legítimo da Universidade para afirmar o que é verdade dizer-se ser a identidade desta profissão. Mais especificamente, frisámos no anterior artigo que “a definição operacional de que partimos para o nosso estudo por questionário considerou que a identidade profissional institucional do Serviço Social é a consciência individual que os assistentes sociais têm da legitimidade do conhecimento formal para definir a actividade da profissão no quadro do sistema de relações sociais que actualmente inscrevem o poder simbólico das instituições de trabalho social em Portugal” (ibidem).
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2.Metodologia 2.1.hipóteses e variáveis Apoiados em bibliografia disponível sobre a educação formal, conhecimento e conteúdo do trabalho do assistente social, o questionário foi construído em torno de quatro grandes perguntas temáticas sobre consciência identitária (CI), subdivididos em dois tipos: (a) dois temas centrados nas grandes finalidades, objectivos e meios de acção do Serviço Social, que tem uma relação directa com a especificidade da educação formal para esta profissão e que remetem para conhecimentos e competências que são de uso geral, tendencialmente transversais a todos os sectores de actividade em que os assistentes sociais actuam; (b) dois temas que não têm uma relação tão directa com a especificidade da educação formal para esta profissão, mas que ao mesmo tempo são transversais a todos os sectores de actividade e profissões de trabalho social existentes, dado remeterem para conhecimentos e competências gerais que são essenciais a todos os processos de comunicação e interacção com os utentes-cidadãos A partir desta orientação pôde-se colocar a primeira hipótese (H1): os temas que, comparativamente, são mais (ou menos) consensuais na consciência identitária (CI) da profissão e que permitem mais facilmente aos assistentes sociais legitimar a actividade nos contextos de trabalho social, por relação com conhecimentos e competências transversais à profissão: os primeiros, os temas mais abstractos e gerais, porque mais ligados à institucionalização transversal da educação formal da profissão, ou, os segundos, os temas mais contextuais e interactivos, porque mais ligados à orientação relacional e transversal a todo o trabalho social? Foi para ir ao encontro desta primeira hipótese de análise que ao todo foram considerados os quatro temas, já referidos: dois temas sobre consciência das grandes finalidades e meios de acção e dois temas sobre consciência dos contextos de interacção com os utentes-cidadãos. Os temas podem, assim, ser identificados e descritos por ordem hierárquica do mais abstracto e geral para o mais contextual e comunicacional do seguinte modo: (a) o tema dos conhecimentos e das competências necessários à realização dos objectivos gerais e finalidades do Serviço Social (consciência identitária das finalidades- CIF); (b) o tema dos conhecimentos e das competências que suportam o uso de meios e procedimentos gerais de ajuda social ao utente (consciência identitária dos meios de ajuda- CIMA); (c) o tema dos conhecimentos e competências que suportam a implementação de princípios relacionais no atendimento e acompanhamento dos utentes (consciência identitária relacional- CIR); (d) e o tema dos conhecimentos e competências que permitem o desencadeamento de atitudes e 2
modalidade diferenciadas de comunicação ajustadas à diversidade sócio-cultural dos utentes (consciência identitária comunicacional-CIC). O conjunto das perguntas e itens de respostas que foram incluídos no formulário do questionário como indicadores da CI permitiram, como veremos mais à frente, construir o universo das variáveis dependentes incluídas neste estudo. Pôde-se com base nestes quatro temas de consciência identitária, colocar outras hipóteses mais específicas: (a) uma segunda hipótese (H2) quanto a saber qual a configuração da CI que permite aos assistentes sociais dar uma orientação estratégica ao Serviço Social, isto é, qual a configuração que os assistentes sociais dão à relação entre fins (CIF) e meios de acção (CIMA) na actividade de trabalho social? (b) uma terceira hipótese (H3) quanto a saber qual a configuração da CI que permite aos assistentes sociais dar consistência e integração entre os níveis mais abstractos e os níveis mais contextuais da actividade, isto é, qual a configuração que os assistentes sociais dão à relação entre fins-meios (CIF) e os princípios e meios de interacção com os utentes-cidadão (CIR e CIC)? E, ainda, (c) uma quarta hipótese (H4) quanto a saber qual a configuração da CI que permite aos assistentes sociais dar uma orientação relacional sistemática para a interacção com os utentescidadãos, isto é, qual a relação que existe entre princípios relacionais no atendimento e acompanhamento dos utentes (CIR) e competências comunicacionais capazes de ajustar a interacção à diversidade sócio-cultural dos utentes (CIC)? Para além das perguntas sobre a CI, no formulário do questionário foram ainda incluídas um outro conjunto de 14 perguntas que tinham como objectivo, para além de poderem caracterizar a amostra de inquiridos, saber a relação que poderia existir entre a variação da CI (evidenciada nas hipóteses 1 a 4) e a heterogeneidade dos percursos de educação formal e do conteúdo funcional do trabalho dos assistentes sociais (hipótese 5 - H5). Para a verificação desta hipótese estas perguntas foram transformadas nas variáveis independentes do estudo (ver anexo 1 e 2 lista destas variáveis e respectivas distribuições de frequência). Assim, o conteúdo do questionário foi concebido em duas partes: na primeira parte incluíam-se perguntas abertas sobre características sociais, demográficas, educacionais, etc, dos inquiridos que permitiram construir as variáveis independentes. Na segunda parte incluíram-se quatro grandes de perguntas fechadas que continham inúmeros itens de resposta sobre a CI, tendo sido estes transformados em variáveis dependentes. 2.2. operacionalização dos temas do questionário No total, nas quatro grandes perguntas temáticas sobre a CI, foram considerados 48 itens de resposta, desdobrados do seguinte modo: 10 itens na CIF, 14 itens na CIMA, 9 itens na 3
CIR e 16 itens na CIC. Em cada item foi apresentada uma escala ordinal de cinco posições, destinada a saber o (maior ou menor) grau de frequência com que os conhecimentos e as competências enunciados eram identificados como sendo utilizados pelos inquiridos em cada tema de CI. A posição 5 da escala correspondia a uma frequência descrita como “uso sempre”, a posição 4 correspondia a “uso muito frequente”, a posição 3 a “uso frequente”, a posição 2 a “uso pouco frequente” e a posição 1 a “uso raro ou nulo”. A partir de uma primeira análise estatística exploratória 1 pôde-se em seguida organizar cada tema em várias dimensões de análise, tendo-se verificado que nem todos os itens de respostas eram suficientemente homogéneos e interdependentes para que pudessem integrar a mesma dimensão em cada tema. No final da análise foram considerados apenas 39 itens de resposta (39 variáveis dependentes), tendo sido excluídos os restantes 9 itens. No entanto, três destes excluídos itens, como veremos mais à frente, acabaram por ter um especial relevo na análise empírica que iremos apresentar. Mais especificamente, as 39 variáveis dependentes foram agrupadas em 14 dimensões de análise, repartidas pelos quatro temas da CI (ver em anexo 3, lista completa). Na CIF consideraram-se 9 variáveis-itens, agrupados em 3 dimensões de análise (3*3=9), a saber: (CIF-dim1) na dimensão de finalidades de mudança social incluíram-se as três variáveis mais centradas na intervenção comunitária, na capacitação e nos compromissos de longo prazo com os utentes; (CIF-dim2) na dimensão de finalidades de confiança social incluíram-se as três variáveis mais centradas em compromissos imediatos junto de cada utente para assegurar, no plano interpessoal, as condições necessárias para que a autoridade do assistente social pudesse ocorrer e desenvolver-se; (CIF-dim3) e na dimensão de finalidades de integração social incluíram-se as três variáveis que enfatizavam a importância de o Serviço Social dar visibilidade e voz aos utentes mais marginalizados e mais isolados pela exclusão social, nas situações sociais de maior dependência e conflito, intervindo em sua representação e em sua defesa. Na CIMA considerou-se um total de 12 variáveis, repartidas por quatro dimensões de análise (4*3=12), a saber: (CIMA-dim1) nos meios de ajuda assistencial incluíram-se as três variáveis mais relacionadas com o fornecimento de recursos materiais e de cuidados directos, face à especificidade das carências sociais existentes; (CIMA-dim2) nos meios de 1 Esta primeira abordagem exploratória não será apresentada para não tornar demasiado extenso e técnicos os anexos deste texto. Resumidamente, diríamos que a selecção e agrupamento dos itens por dimensões fez-se a partir de uma análise estatística de homogeneidade (realizada em SPSS através da técnica de Análise de Correspondências MúltiplasACM) em cada tema (Carvalho, 2008), tendo depois esta sido reforçada e confirmada com a aplicação de testes qui quadrado a tabelas de contingência, de modo a assegurar que as relações de dependência entre os itens-variáveis seleccionados e agrupados em cada dimensão tinham entre si um nível elevado de significância estatística (sempre p<0,001).
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ajuda educativa incluíram-se as três variáveis mais relacionadas com o controlo do utente por via das aprendizagens que permitissem alterar as suas atitudes face ao quotidiano, a prazo; (CIMA-dim3) nos meios de ajuda psicossocial incluíram-se as três variáveis mais relacionadas com o controlo imediato do utente, por via do modo como se manifestam emoções e sentimentos; (CIMA-dim4) e nos meios de ajuda informativa incluíram-se as três variáveis mais relacionadas com a transmissão de informação sobre as respostas sociais possíveis, tendo em vista situar os limites e o alcance dos serviços sociais disponíveis. No que se refere aos temas interactivos e contextuais de relação com os utentes, podemos dizer que na CIR consideraram-se 6 variáveis, repartidas por três dimensões (3*2=6), a saber: (CIR-dim1) princípios relacionais que implicam uma atitude analítica, relativos às variáveis de escuta centrada nos detalhes do caso associada a uma maior capacidade reflexiva na intervenção social; (CIR-dim2) os princípios relacionais que implicam uma atitude contextual, relativos às variáveis de escuta holística do caso associada à empatia com o utente; (CIR-dim3) os princípios relacionais relativos a uma atitude naturalística relativos às variáveis que evidenciam maior espontaneidade e informalidade com o utente. Finalmente no que se refere ao quarto tema, encontrámos na CIC quatro dimensões de análise com um total de 12 itens (4*3=12), as quais foram definidas pela mistura de duas condições de descrição da comunicação: comunicação verbal versus não-verbal e controlo de comportamento de si próprio (autocontrolo) versus controlo de comportamento do utente (do outro). Assim, as dimensões consideradas foram as de “autocontrolo verbal”, de “autocontrolo não-verbal”, de controlo “não-verbal face ao outro” e de controlo “verbal face ao outro”. 2.3. administração do questionário e amostra O questionário foi administrado a 187 assistentes sociais da região norte de Portugal, entre Abril e Maio de 2014. Todos os inquiridos foram contactados, para participarem no estudo, por estudantes da UTAD da licenciatura de Serviço Social residentes nos mesmos concelhos em que os inquiridos trabalhavam. Os estudantes entregaram pessoalmente o questionário e recolheram-nos de imediato, ou em prazo combinado com o inquirido, sem que tivesse sido considerada qualquer relação de entrevista para o seu adequado preenchimento. O critério para a selecção dos assistentes sociais a incluir no estudo não teve em consideração qualquer hipótese de representatividade quanto à totalidade e à distribuição proporcional dos profissionais na região, dado que, por um lado, não existiam disponíveis 5
números fiáveis recentes sobre a população de profissionais desta área de conhecimento na região e, por outro lado, porque existiu uma grande dificuldade em conseguir obter a colaboração dos profissionais para este efeito. Em consequência desta segunda dificuldade também foi impossível obter uma distribuição dos inquiridos pela região que respeitasse a proporção da distribuição da população atendida por organizações e serviços de trabalho social da região ou, pelo menos, que respeitasse a proporção da distribuição da população residente pelas subdivisões administrativas da região (sub-regiões-Nuts II). Neste contexto, o único critério que pôde ser seguido foi o do capital social que os estudantes tinham nas suas zonas de residência para conseguir convencer os profissionais a colaborar no estudo. Como se pode ver pelo quadro 1, os inquiridos têm uma distribuição muito assimétrica pela região e nada proporcional à concentração da população residente: os inquiridos concentraram-se, em quase 70%, nas zonas geográficas do interior norte (sub-regiões do Tâmega, do Entre Douro e Vouga, do Douro e do Alto-Trás-os-Montes) sendo que, ao inverso, cerca de 70% da população residente está concentrada nas zonas geográficas mais litorais (Minho-Lima, Cávado, Ave e Grande Porto). Quadro 1- Distribuição dos inquiridos pelas Nuts II da região Norte de Portugal Nuts IIsubregiões Frequência %
MinhoLi ma 15 8%
Cávado
Ave
13 7%
18 10%
Grande Porto 11 6%
Tâmega
Entre Douro e Vouga
Douro
49 26%
8 4%
31 17%
AltoTrásosMontes
42 22%
Total 187 100%
Nestas condições não se pôde assegurar qualquer representatividade do inquérito, pelo que os resultados obtidos apenas podem ter objectivos exploratórios e de experimentação do instrumento de inquérito usado. No entanto, admitimos que, apesar de na amostra haver uma sobrerepresentação do interior norte, alguns dos dados que permitem caracterizá-la não estarão distantes das características da população dos assistentes sociais em Portugal, a saber: (a) uma grande feminização da profissão (na amostra apenas 3 dos inquiridos eram homens); (b) a generalidade das licenciaturas inclui um estágio curricular (na amostra apenas um inquirido não tinha estágio curricular); (c) a maioria dos assistentes sociais obteve a licenciatura nos últimos 10 anos, embora a maioria dos que hoje têm trabalho não sejam os mais novos (na amostra 43% das licenciaturas foram obtidas após 2004, seguido de 35% obtidas entre 1995-2004, e o intervalo de idades dos inquiridos é maioritário em 38% entre os 30-39 anos, seguido de 28% entre os 40-49 anos); (d) hoje a importância do Terceiro Sector na contratação de assistentes sociais é tão, ou mais, importante do que no Sector Público (na amostra o primeiro corresponde a 47% e o segundo a 53%); (e) em função da histórica escassez de oferta pública de cursos superiores nesta área, os licenciados, actualmente com trabalho, formados pelos antigos institutos superiores 6
continuam a ser maioritários (na amostra o peso destes institutos de Lisboa, Porto e Coimbra foi de 57%). Para além destas tendências gerais, em anexo 1 pode-se constatar outras informações mais detalhadas relativas às variáveis independentes sobre os percursos de educação formal da amostra inquirida, das quais destacamos: (a) 70% da amostra é constituída por diplomados pelo ISSSP, pela UTAD e pela Universidade Católica; (b) muito provavelmente pelo menos 12% fizeram o curso como trabalhadores-estudantes (com mais de 27 anos); (c) quase metade (48%) realizou o curso em planos de estudos de 10 semestres e apenas 6% têm cursos de 6 semestres; (d) 40% dos estágios curriculares tiveram pelo menos 12 meses e apenas 16% são inferiores a 6 meses; (e) mais de 55% obtiveram o primeiro trabalho em Serviço Social em menos de 6 meses após a conclusão do curso. No que se refere às variáveis sobre o conteúdo funcional do trabalho social dos inquiridos, ela encontra-se detalhada no anexo 2. Destacamos: (a) apenas em 30% dos contextos institucionais se tem a certeza que a prestação de serviços depende de parcerias; (b) as valências dos serviços são muito diversificadas, dispersando-se por variados grupos sociais; (c) a grande maioria dos inquiridos entende que desenvolve actividades cujo conteúdo funcional é, em primeiro lugar, sempre técnico (60%) e, em seguida, sempre relacional (55%); e dentro das competências relacionais é, em primeiro lugar, sempre desenvolvido através de formas verbais (75%), em segundo lugar sempre desenvolvido através de formas não-verbais (62%) e é sempre desenvolvido por formas escritas apenas para 39% do total dos inquiridos. 3.Apresentação e discussão dos dados As respostas aos itens-variáveis dependentes concentraram nas posições 3, 4 e 5 da escala: em média as posições 1 e 2 tiveram frequências de apenas cerca de 2% do total dos inquiridos. Este facto indicou-nos que as variáveis de cada tema e dimensão tinham, como pretendíamos, um elevado nível de consensualidade na profissão. Mas também nos indicou a necessidade de se ter alguns cuidados em garantir os requisitos necessários à aplicação de testes estatísticos para verificação das hipóteses atrás referidas, designadamente: para o uso do teste qui quadrado (aplicado como veremos em todas as hipóteses) foi necessário reduzir as escalas a 3 e a 2 posições (em função das frequências demasiado baixas de algumas das categorias da escala) e, complementarmente, sempre que se tratavam de escalas ordinais (como é o caso para todas as variáveis dependentes e quase todas as variáveis independentes consideradas), considerámos ser de interesse reforçar a sustentação 7
da decisão sobre a significação estatística através do uso, em simultâneo, do teste KruskallWallis2 (Maroco, 2007:227-233). 3.1. Dados: hipótese 1 Para a verificação da hipótese 1 (H1), podem-se encontrar em anexo 4 os valores estatísticos descritivos centrais (médias, medianas e modas para as 5 posições das escalas) de todas as 39 variáveis dependentes. Pelas medidas estatísticas apresentadas (ver última coluna do quadro 4a em anexo 4), podemos constatar a potencial existência de três níveis de consensualidade na CI, conforme os valores estatísticos apresentados são mais ou menos elevados: (a) o nível de maior consensualidade tem os valores mais próximos do 5 (média>4,50; mediana e moda=5); (b) o nível de menor consensualidade tem os valores mais próximos do 3 (mediana e moda=3 e média<3,50); (c) o nível intermédio de consensualidade tem os valores de modas e as medianas entre 4 e 5 (não havendo médias inferiores a 3,70). O quadro 2, que se apresenta de seguida, resume este agrupamento de variáveis e identifica quais os temas da CI que têm, comparativamente, maior ou menor número de variáveis com maior ou menor valor consensual. Os dados resumidos no quadro 2 indicam que, ao contrário do que esperávamos, os temas de CI que são, comparativamente, menos consensuais na profissão (apesar dos valores elevados obtidos) são os relativos à CIF e à CIMA, isto é, os temas mais específicos da profissão, que têm uma relação mais directa com os conteúdos da educação formal em Serviço Social, são ao mesmo tempo os mais sujeitos à polémica e à disputa sobre a legitimidade do seu uso em trabalho social. Mais polémicos do que os temas de CIR e de CIC, tendencialmente considerados como mais contextuais e permeáveis à variação dos sectores de actividade e como mais transversais a todo o trabalho social (dos assistentes sociais e de todas as outras profissões sociais), dado terem uma implicação directa com os todos os destinatários finais da intervenção social. Quadro 2- Níveis de consensualidade da identidade profissional (a) Temas de consciência identitária (CI) CIF CIMA CIR
Número de itens de resposta Variáveis com consensualidade mais elevada 0 (0%) 2 (17%) 2 (33%)
Variáveis com consensualidade intermédia 3 (33%) 2 (17%) 2 (33%)
Variáveis com consensualidade menos elevada 6 (67%) 8 (67%) 2 (33%)
Total de variáveis 9 (100%) 12 (100%) 6 (100%)
2 Só se considerou que a estatística era significativa quando os valores encontrados eram igualmente inferiores aos críticos nos dois testes para o mesmo nível de significância. Assim, apenas quando tal aconteceu é que se aceitou o valor de qui quadrado das tabelas de contingência como significativo.
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CIC Total
4 (33%) 8 (18%)
4 (33%) 11 (28%)
4 (33%) 20 (54%)
12 (100%) 39 (100%)
(a)- dados retirados dos do anexo 4
Como se pode ver em anexo 4, no tema da CIR destaca-se pela sua maior consensualidade tanto a “atitude analítica” como a “atitude contextual” e no âmbito da CIC destaca-se, primeiro, o “autocontrolo não-verbal” e em seguida o “autocontrolo verbal”. Na CIMA a maior consensualidade está principalmente relacionada com a “ajuda informativa”, precisamente aquela que é menos específica à actividade dos assistentes sociais. Para melhor se perceber esta relação entre a maior e menor consensualidade dos temas da identidade profissional com a sua potencial legitimidade para identificar a profissão, importa ir mais longe na análise, pois a variação da consensualidade da CI num contínuo de valores não qual aquele que, a partir do qual, a variação se torna significativa para introduzir uma diferença de qualidade na identidade da profissão: quando é que um menor nível de consensualidade se pode transformar numa diferença significativa de menor legitimidade; ou quando é que um maior nível de consensualidade se pode transformar numa diferença significativa de maior legitimidade. Assim, foi necessário encontrar as variáveis (extra-dimensões: não incluídas na análise das temáticas identitárias identificadas) que, ao terem valores extremos de consensualidade, pudessem funcionar como padrão de uma distribuição de frequências capaz de introduzir a descontinuidade na consensualidade por isso serem indicadores de legitimação da identidade profissional. Estas variáveis são três, como se poderá ver no quadro 4b do anexo 4: (a) a variável sobre a frequência do uso do “odor corporal na comunicação” é a que tem valores estatísticos descritivos mais baixos (média=3,33, mediana= 3; moda=3); (b) ao inverso, as variáveis sobre a importância de seguir princípios relacionais de “confidencialidade” e de “orientação ética” são as que têm os valores estatísticos descritivos mais elevados (média=4,80 e 4,82; mediana=5; moda=5). A fim de estatisticamente podermos concluir sobre a relação entre consensualidade e legitimidade, aplicámos o teste qui quadrado a tabelas de contingências que cruzavam as distribuições de frequência das variáveis dos vários temas e dimensões identitários com as distribuições de frequência dos três variáveis indicadas, consideradas indicadores da variação da legitimidade identitária. No anexo 5 apresentamos os resultados da aplicação deste teste de hipóteses, para um p<0,05. Assim, com base neste teste, estamos em condições de saber quais as variáveis que têm uma legitimidade menor na formação da identidade profissional, porque têm associações 9
estatísticas significativas com a variável “odor corporal”? Ou quais as variáveis que têm uma legitimidade maior, porque têm associações estatísticas significativas com as variáveis de “confidencialidade” e de “orientação ética”3)? E também todas as outras variáveis que situando-se num contínuo de menor ou maior consensualidade não chegam a constituir-se como pólos das disputas e dos consensos que melhor definem a legitimidade da profissão. Quadro 3- Variação da legitimidade da identidade profissional (a) Temas de consciência identitária (CI) CIF CIMA CIR CIC Total
Número de itens de resposta Variáveis com maior legitimidade 3 (33%) 0 (0%) 3 (50%) 4 (33%) 10 (26%)
Variáveis sem legitimidade
Variáveis com menor legitimidade
3 (33%) 8 (67%) 3 (50%) 4 (33%) 18 (46%)
3 (33%) 4 (33%) 0 (0%) 4 (33%) 11 (28%)
Total de variáveis 9 (100%) 12 (100%) 6 (100%) 12 (100%) 39 (100%)
(a)- dados retirados dos 117 testes de hipóteses apresentados no anexo 5
O quadro 3 resume as diferenças estatísticas significativas encontradas. Permite na comparação com o quadro 2, atrás, perceber de uma forma linear a relação que, em geral, existe entre consensualidade e legitimidade na identidade profissional em Serviço Social, a saber: (a) o peso relativo das variáveis com posições intermédias aumenta muito (de 28% para 46%=+18%), dado que a medida de legitimidade utilizada, ao comparar com valores extremos, tende a fazer aumentar a frequência dos valores centrais; (b) a maior legitimidade em comparação com a maior consensualidade também aumenta (de 18% para 26%=+8%), dado que os consensos identificados no quadro 2 envolviam um número demasiado reduzido de variáveis; (c) o grupo de variáveis que tinha menor consensualidade diminui bastante com a medida de menor legitimidade (de 54% para 28%=-26%), pois, ao inverso, aqui poderia haver um excesso de variáveis de menor consensualidade. Estas tendências gerais são explicadas, como se pode ver, pela variação dos dados em cada dimensão de análise: (a) o peso relativo das variáveis de CIF adquire uma maior legitimidade (aspecto que já tínhamos considerado surpreendente ser tão fraco) passando a assumir valores equivalentes à CIC (esta tema não tem variações); (b) a dimensão de CIMA, ao inverso, perde em geral legitimidade (desaparece do grupo de variáveis com valores mais, mas também diminui do grupo com valores menos), continuando a constatarse que é nos meios que permitem realizar fins que se encontram, potencialmente, as maiores polémicas apesar da grande importância que tais conteúdos têm na educação 3 No quadro 3, a seguir, para se concluir sobre a maior legitimidade identitária usou-se indiferenciadamente qualquer uma destas duas variáveis.
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formal da profissão; (c) a dimensão de CIR vê aumentada a sua legitimidade, mostrando portanto ser aquela que é mais transversal a todo o trabalho social, tal como já tínhamos assinalado atrás. Comparativamente, como se poderá verificar no anexo 5, as dimensões de análise significativamente mais polémicas e menos legítimas referem-se a variáveis que informam sobre a capacidade do assistentes social para conseguir controlar a atitude e o comportamento do utente (“integração social” na CIF, “ajuda educativa” na CIMA e “controlo não-verbal face ao outro” na CIC). Ao inverso, são mais consensuais e têm uma legitimidade maior as dimensões relativas à autoridade do assistente social e à sua capacidade para de um modo explícito e verbal saber actuar com os utentes (“confiança social” na CIF, “atitude analítica” na CIR e “autocontrolo verbal” em CIC). 3.2. Dados: hipóteses 2, 3 e 4 Numa primeira aproximação à hipótese 2 e 4, começaremos por procurar saber em que medida as diferentes finalidades e objectivos gerais do Serviço Social (CIF) estruturam todos os outros temas da consciência identitária. Para este efeito, através da aplicação do teste de hipóteses qui quadrado a tabelas de contingência, fomos verificar se a distribuição das frequências nas diferentes variáveis de CIF estavam estatisticamente associados, ou não (para um p>0,01), à distribuição de frequências das variáveis dos restantes três temas. O anexo 6 dá conta dos resultados do teste qui quadrado relativo às tabelas de contingência entre as variáveis de CIF e de CIMA, permitindo aferir da consistência estratégica (relação meios-fins) da identidade profissional. Nos anexos 7 e 8 encontramos os resultados relativos ao cruzamento das variáveis do tema de CIF com as dos temas de CIR e de CIC, permitindo aferir até que ponto os conhecimentos e as competências que mais dependem da educação formal (CIF) vão influenciar significativamente aquilo que é a actividade transversal e contextual de interacção com os utentes em todo o trabalho social. Os quadros 4, 5 e 6, a seguir apresentados, permitem resumir os resultados estatísticos significativos apresentados nos anexos 6, 7 e 8. Quadro 4- Percentagens de testes qui quadrado estatisticamente significativos (p<0,01)nas tabelas de contingência de CIF por CIMA (a) Tema CIMA Dimensões Assistencial Educativa Psicossocial Informativa Total
Tema CIF - Dimensões Mudança 8/9 (89%) 6/9 (67%) 4/9 (44%) 3/9 (33%) 21/36 (58%)
Confiança 5/9 (56%) 9/9 (100%) 4/9 (44%) 4/9 (44%) 20/36 (56%)
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Integração 6/9 (67%) 8/9 (89%) 3/9 (33%) 2/9 (22%) 19/36 (53%)
Total 19/27 (70%) 23/27 (85%) 11/27 (41%) 9/27 (33%) 60/108 (56%)
(a)-retirados dos 108 testes de hipóteses apresentados no anexo 6
Quadro 5- Percentagens de testes qui quadrado estatisticamente significativos (p<0,01) nas tabelas de contingência de CIF por CIR (a) Tema CIR Dimensões Analítica Contextual Naturalística Total
Tema CIF - Dimensões Mudança 4/6 (67%) 1/6 (17%) 1/6 (17%) 6/18 (33%)
Confiança 3/6 (50%) 0/6 (0%) 0/6 (0%) 3/18 (17%)
Integração 3/6 (50%) 0/6 (0%) 0/6 (0%) 3/18 (17%)
Total 10/18 (56%) 1/18 (6%) 1/18 (6%) 12/54 (22%)
(a)- dados retirados dos 54 testes de hipóteses apresentados no anexo 7
Pela comparação dos totais gerais destes três quadros, pode-se desde já tirar a conclusão de que as associações estatísticas entre CIF e CIMA são muito mais fortes do que entre CIF e os restantes dois temas: entre CIF e CIMA a percentagem total de resultados estatísticos significativos é de 56% (60/108), entre CIF e CIR é de apenas 22% (12/54) e entre CIF e CIC é 24%. Existe, portanto, a consciência identitária de que há (deve haver?) uma consistência estratégica fins-meios na profissão, mas esta não chega ao ponto de conseguir estruturar os princípios relacionais e os processos de comunicação com os utentes. Quadro 6- Percentagens de testes qui quadrado estatisticamente significativos (p<0,01) nas tabelas de contingência de CIF por CIC (a) Tema CIC Dimensões autocontrolo verbal autocontrolo não-verbal não-verbal face ao outro verbal face ao outro Total
Tema CIF - Dimensões Mudança 2/9 (22%) 2/9 (22%) 2/9 (22%) 2/9 (22%) 8/36 (22%)
Confiança 4/9 (44%) 1/9 (11%) 3/9 (33%) 4/9 (44%) 12/36 (33%)
Integração 0/9 (0%) 1/9 (11%) 2/9 (22%) 3/9 (33%) 6/36 (17%)
Total 6/27 (22%) 4/27 (15%) 7/27 (26%) 9/27 (23%) 26/108 (24%)
(a)- dados retirados dos 108 testes de hipóteses apresentados no anexo 8
No que se refere apenas ao quadro 4 podemos verificar que a quantidade e diversidade de meios de ajuda que estão associados a cada uma das finalidades do serviço social é praticamente equivalente entre as três finalidades: total de cada dimensão de CIF varia apenas entre 58% e 53%. Também se pode verificar que, em geral e independentemente da finalidade considerada (totais em cada linha do quadro), os meios de ajuda “psicossocial” e “informativa” são sempre os menos associados à CIF (41% e 33%), pelo que podemos concluir que, ao inverso, os meios de ajuda “educativos” e “assistenciais” (70% e 85%) são os mais comprometidos com a diversidade de estratégias de acção do Serviço Social. Verificamos, ainda, que a combinação dos vários meios de ajuda em cada finalidade tem uma configuração própria: (a) os meios de ajuda que estão mais associados à “dimensão de mudança” são primeiro os de “ajuda assistencial” e depois os “educativos”; (b) nas duas restantes dimensões o padrão da configuração dos vários meios de ajuda inverte-se, 12
passando a influência a ser mais forte na “ajuda educativa” e só depois na “ajuda assistencial”; (c) a “dimensão de confiança” distingue-se das restantes, em virtude de ser nesta finalidade que a “ajuda assistencial” mais se aproxima dos outros dois meios de ajuda, menos associados aos grandes objectivos do serviço social. O quadro 5 mostra que entre CIF e CIR há duas dimensões que se destacam completamente das restantes: (a) a dimensão “analítica” é a única da CIR que está fortemente associada com CIF (56%), incluindo todas as três dimensões de finalidades consideradas (67%, 50%, 50%); (b) a dimensão de “mudança” é a única finalidade que tem associações estatísticas com CIR menos baixas (no total é de 33% e nos parciais pelos três meios de ajuda é de 67%, 17% e 17%). No entanto, podemos dizer que esta pode ser uma conclusão precipitada, porque o que estamos a considerar, de facto, como resultado da atitude analítica em todas as finalidades, circunscreve-se ao desempenho muito particular de apenas uma variável (confirmar em anexo 7): a da “prática reflexiva” com nove testes significativos nos 10 encontrados para a atitude analítica e nos 12 do total. Não fosse este item e as relações estatísticas significativas entre CIF e CIR seriam quase nulas (3/42=7%, sem os 12 testes de hipóteses aplicados à “prática reflexiva”). A partir do quadro 6 podemos verificar que entre CIF e CIC existem algumas dimensões que poderão ser salientadas por fugirem às percentagens mais baixas e se aproximarem das percentagens encontradas no quadro 4, entre CIF e CIMA, a saber: (a) a dimensão “confiança” destaca-se como a finalidade que está mais associada à CIC (33%), principalmente através dos resultados encontrados das duas dimensões de comunicação verbal (44%); (b) a seguir vem a dimensão “integração” mas apenas no que se refere “controlo verbal face ao outro” (33%). Em conclusão, quanto às hipóteses 2 e 4 verificamos que existe um grande distanciamento (evidenciado nos quadros 5 e 6) entre a consciência das finalidades da actividade (CIF) e a consciência dos contextos de interacção (CIR e CIC). Sendo assim, poderemos passar a equacionar a hipótese 3, de modo a perceber até que ponto os princípios orientadores da interacção com os utentes (CIR) e os processos comunicacionais (CIC) são tão aproximados e consistentes entre si, quanto os encontrados na consciência das estratégias meios-fins (relação entre CIF e CIMA). Dito de outro modo: até que ponto as relações estatísticas de associação entre CIC e CIR são tão fortes e significativas quanto aquelas que encontramos (entre CIF e CIMA, no quadro 4) entre os temas considerados mais específicos e transversais à da consciência identitária da profissão? A resposta a esta questão está no quadro 7, a seguir, que resume os resultados da aplicação do teste qui 13
quadrado às tabelas de contingência entre as variáveis da CIR e as variáveis da CIC, apresentados no anexo 9. Quadro 7- Percentagens de testes qui quadrado estatisticamente significativos (p<0,001) nas tabelas de contingência de CIR por CIC (a) Tema CIC Dimensões
Tema CIR - Dimensões
autocontrolo verbal autocontrolo não-verbal controlo não verbal para o outro controlo verbal para o outro Total
Analítica 3/6 (50%) 3/6 (50%) 2/6 (33%) 3/6 (50%) 11/24 (46%)
Contextual 1/6 (17%) 3/6 (50%) 2/6 (33%) 4/6 (67%) 10/24 (42%)
Naturalística 0/6 (0%) 1/6 (17%) 2/6 (33%) 0/6 (0%) 3/24 (13%)
Total 4/18 (22%) 7/18 (39%) 6/18 (33%) 7/18 (39%) 24/72 (33%)
(a)- dados retirados dos 72 testes de hipóteses apresentados no anexo 9
O quadro 7 torna claro que, em geral, a relação estatística entre CIR e CIC é mais forte do que as anteriores apresentadas nos quadros 5 e 6, embora não chegue aos resultados obtidos (no quadro 4) entre CIF e CIMA, principalmente devido aos valores muito baixos obtidos na dimensão “naturalística”. Assim, para este resultado contribuem tanto a dimensão relacional “analítica” como a dimensão relacional “contextual” (46% e 42%), sendo de destacar em particular, em ambas, a contribuição da CIC proveniente das dimensões de “autocontrolo não-verbal” (50% e 50%) e de “controlo não-verbal face ao outro” (50% e 67%). Aliás, os resultados obtidos, em geral, nestas duas dimensões de CIC (de 39%) também não deixam de ser de assinalar. Face ao exposto, podemos fazer uma nova aproximação à hipótese 2 para saber até ponto CIMA é um tema intermediário de consciência da actividade, entre os contextos de acção e as grandes finalidades do Serviço Social; em condições de ser capaz de atenuar e compensar a fraca relação entre os fins da actividade e os contextos e processo de interacção e de permitir uma maior congruência e articulação entre os quatro temas de consciência identitária (CI)? O que apresentamos de seguida nos quadros 8 e 9 resume os resultados da aplicação do teste qui quadrado às tabelas de contingência entre as variáveis de CIMA e as variáveis de CIR e de CIC (ver anexos 10 e 11) e permite responder à pergunta formulada. Quadro 8- Percentagens de testes qui quadrado estatisticamente significativos (p<0,01) nas tabelas contingência de CIMA por CIR(a) Tema CIR Dimensões Analítica Contextual Naturalística Total
Tema CIMA - Dimensões Assistencial 0/6 (0%) 1/6 (17%) 0/6 (0%) 1/18 (6%)
Educativa 2/6 (33%) 1/6 (17%) 1/6 (17%) 4/18 (22%)
Psicossocial 2/6 (33%) 1/6 (17%) 0/6 (0%) 3/18 (17%)
(a)-dados retirados dos 72 testes de hipóteses apresentados no anexo 10.
14
Informativa 1/6 (17%) 2/6 (33%) 1/6 (17%) 4/18 (22%)
Total 5/24 (21%) 5/24 (21%) 2/24 (8%) 12/72 (17%)
Quadro 9- Percentagens de testes qui quadrado estatisticamente significativos (p<0,01) nas tabelas contingência de CIMA por CIC(a) Tema CIC Dimensões autocontrolo verbal autocontrolo não-verbal controlo não verbal para o outro controlo verbal para o outro Total
Tema CIMA - Dimensões Assistencial 2/9 (22%) 0/9 (0%) 1/9 (11%) 1/9 (11%) 4/36 (11%)
Educativa 4/9 (44%) 3/9 (33%) 4/9 (44%) 4/9 (44%) 15/36 (42%)
Psicossocial 3/9 (33%) 0/9 (0%) 0/9 (0%) 3/9 (33%) 6/36 (17%)
Informativa 2/9 (22%) 2/9 (22%) 1/9 (11%) 1/9 (11%) 6/36 (17%)
Total 11/36 (31%) 5/36 (14%) 6/36 (17%) 9/36 (25%) 31/144 (22%)
(a)- dados retirados dos 144 testes de hipóteses apresentados no anexo 11.
O quadro 8 mostra que a relação estatística com CIR continua a ser bastante fraca, chegando a valores gerais ainda mais baixos do que ocorreu (no quadro 5) com CIF: passa para 17%. Acrescente-se ainda que, em consequência, o item “prática reflexiva” deixa de ter a prevalência que tinha em CIF/CIR, sendo de assinalar o resultado de 33% na importância que a dimensão “educativa” e “psicossocial” passam a ter na “atitude analítica”. Bem como, assinalar o resultado também de 33% que a dimensão “informativa” da CIMA tem junto da “atitude contextual” da CIR. Tal como acontecia no quadro 5, o impacto da dimensão “naturalística” continua a ser irrelevante. No quadro 9 continuamos a encontrar, em geral, resultados dos testes de hipóteses baixos, tão baixos quanto aqueles que obtivemos (no quadro 6) em CIF, sendo de assinalar que que a dimensão “educativa” é a única que em geral apresentada resultados com alguma relevância em todas as dimensões de CIC (entre 33% e 44%). Para além desta dimensão apenas a “ajuda psicossocial” se aproxima (com 33%) em associação com as duas dimensões de comunicação verbal da CIC. Em conclusão, CIMA não funciona como tema intermediário de aproximação entre CIF, a temática mais específica e abstracta da consciência identitária, e as temáticas mais transversais e contextuais de actuação com os utentes de CI e CIC. 3.3. Dados: hipótese 5 Vejamos agora em seguida a hipótese 5: saber até que ponto os percursos de educação formal dos assistentes sociais e o conteúdo funcional dos contextos de trabalho poderão estar associados à variação da CI. Para este efeito, voltámos a aplicar o teste qui quadrado de hipóteses às tabelas de contingência que cruzavam todas as 39 variáveis dependentes, relativas aos quatro temas de consciência identitária (CI) com as variáveis independentes, tal como foram apresentadas e descritas nos anexos 1 e 2. O quadro 10 apresenta um resumo dos testes que tiveram resultados estatísticos significativos, agregando os valores para cada tema de CI (anexos 12 a 16). 15
Quadro 10- Percentagens de testes qui quadrado estatisticamente significativos (p<0,05) nas tabelas de contingência das variáveis dependentes dos temas de CI pelas totalidade das variáveis independentes (a) Temas de consciência identitária CIF CIMA CIR CIC Total Variáveis Independentes (percursos de educação formal)
Idade actual Escola de formação Idade conclusão do curso Ano civil de conclusão do curso Duração do curso Duração do estágio curricular final Tempo até obtenção do primeiro trabalho
(9variáveis)
(12variáveis)
(6variáveis)
1/9 (11%) 0/9 (0%) 0/9 (0%) 1/9 (11%) 0/9 (0%) 0/9 (0%)
1/12(8%) 0/12 (0%) 0/12 (0%) 0/12 (0%) 0/12 (0%) 0/12 (0%)
0/6 (0%) 0/6 (0%) 0/6 (0%) 1/6 (17%) 1/6 (17%) 1/6 (17%)
(12variáveis) 1/12 (8%) 0/12 (0%) 0/12 (0%) 0/12 (0%) 1/12 (8%) 3/12 (25%)
0/9 (0%)
0/12 (0%)
0/6 (0%)
1/12 (8%)
0/9 (0%) 1/9 (11%)
0/12 (0%) 1/12 (8%)
0/6 (0%) 1/6 (17%)
1/12 (8%) 1/12 (8%)
7/9 (78%)
3/12 (25%)
0/6 (0%)
3/12 (25%)
3/9 (33%)
3/12(25%)
3/6 (50%)
6/12 (50%)
3/9 (33%)
1/12 (8%)
2/6 (33%)
5/12 (42%)
0/9 (0%)
2/12 (17%)
6/6 (100%)
10/12 (83%)
2/9 (22%)
1/12 (8%)
1/6 (17%)
2/12 (17%)
12/168 (7%)
16/84 (19%)
34/168 (20%)
(39variáveis) 3/39 (8%) 0/39 (0%) 0/39 (0%) 2/39 (5%) 2/39 (5%) 4/39 (10%) 1/39 (3%)
Variáveis Independentes (conteúdo funcional do trabalho social)
Valências dos serviços sociais Sector de actividade institucional Intensidade de uso de competências técnicas Intensidade de uso de competências relacionais Intensidade de uso de formas relacionais presenciais e verbais Intensidade de uso de formas relacionais presenciais e não-verbais Intensidade de uso de formas relacionais escritas Total
18/126 (14%)
1/39 (3%) 4/39 (10%) 13/39 (33%) 15/39 (38%) 11/39 (28%)
18/39 (46%) 6/39 (15%) 80/546 (15%)
Com base no quadro 10 podermos verificar que, em geral (tomando apenas por referência as percentagens dos totais em linha), as sete variáveis independentes relativas aos conteúdos funcionais de trabalho social (segundo grupo de variáveis) têm um impacto mais relevante na CI dos assistentes sociais do que as sete variáveis independentes relativas aos percursos de educação formal: as primeiras variam entre 3% e 46% de resultados estatísticos significativos para a totalidade das 39 variáveis de CI, enquanto as segundas apenas variam entre 0% e 10%. Ainda em geral (tomando apenas por referência as percentagens dos totais em coluna), também se poderá verificar que o conjunto das 14 variáveis independentes têm um impacto mais relevante na CIR e na CIC (19% e 20%) do que na CIF (14%), e quase nenhum na CIMA (7%). Dentro do universo das variáveis independentes relativas aos percursos de educação será de destacar (com 25%=3/12) a percentagem de associações estatísticas significativas existentes entre as distribuições de frequências da “duração do estágio curricular final” com a CIC. Ao inverso, será de destacar a inexistência (ou quase não existência) de associações estatísticas significativas destas sete variáveis com todos os outros três temas de CI (zero ou 1 variável significativa dentro de cada tema).
16
Nas restantes, nas variáveis sobre os conteúdos funcionais de trabalho social, são de destacar as percentagens mais elevadas localizadas nas três variáveis que estão mais relacionadas com competências técnicas e relacionais, e dentro desta última as relativas a “formas não-verbais” (nos totais em linha: 33%, 38% e 46%). Em sentido inverso, verificamos que as variáveis sobre valências e sectores de actividade não têm quase nenhuma relevância para influenciar a CI dos assistentes sociais. As competências de “uso de formas relacionais escritas” ocupam um lugar intermédio (15%) dentro deste grupo de variáveis, e ainda assim superior às percentagens que encontramos nas variáveis sobre os percursos de educação formal. Será ainda de assinalar, no que se refere às cinco variáveis sobre competências e formas relacionais, que os valores que dão conta das maiores associações estatísticas com a CI não se distribuem igualmente pelos quatro temas: (a) CIR e CIC aparecem com os valores percentuais mais elevados (100% e 83%) quando são associadas ao “uso de formas nãoverbais” e valores percentuais intermédios (50%, 50%) quando associadas às competências relacionais, em geral; (b) em seguida encontramos CIF com valores percentuais também elevados (78%) quando associada às competências técnicas; (c) verificamos que CIMA tem valores percentuais, comparativamente, bastante mais baixos (25%) ainda que volte a aparecer a associação estatística com as competências técnicas a par da associação estatística com as competências relacionais (também com 25%). Repare-se ainda, no que se refere aos valores percentuais mais baixos dentro das competências relacionais, que o “uso de formas escritas” tem maior influência em CIF (22%) - tal como acontecia com as competências técnicas (ainda que com valores percentuais muito mais altos) - e que o “uso de formas verbais” tem maior influência em CIC (42%) e não tanto em CIR (33%). Em conclusão, só as variáveis independentes, sobre os conteúdos funcionais do trabalho, em que se percebe poderem ter consequências na interacção com os utentes, é que se mostram relevantes para influenciarem a CI dos assistentes sociais. Nas outras variáveis surpreende-nos a quase ausência de resultados estatísticos significativos apesar da enorme variação geracional, contextual e institucional em que a educação formal ocorreu e em que se realiza o trabalho social. Mais uma vez, tal como tínhamos visto nas anteriores hipóteses, CIF apresenta um padrão de resultados estatísticos que é claramente distinto do padrão de CIC e CIR, sendo que nesta hipótese CIMA não acompanha os resultados de CIF nem ao inverso se aproxima dos outros dois temas. 17
Quadro 11- Percentagens de testes qui quadrado estatisticamente significativos (p<0,05) em cada dimensão de análise com base nas tabelas de contingência dos temas de CI pelas variáveis independentes Temas CI
Dimensões por Tema
CIF
Mudança 6/42 (14%)
Confiança 7/42 (17%)
Integração 5/42 (12%)-1PEF
--------
Total 18/126 (14%)
CIMA
Assistencial 1/42 (2%)
Educativa 6/42 (14%)-1PEF
Psicossocial 2/42 (5%)
Informativa 3/42 (7%)
Total 12/168 (7%)
CIR
Analítica 6/28 (21%)
Contextual 8/28 (29%)-3PEF
Naturalística 2/28 (7%)
------------
Total 16/84 (19%)
CIC
Autocontrolo Autocontrolo nãoverbal verbal 8/42 (19%) 10/42 (24%)-3PEF
Controlo não-verbal para o outro 7/42 (17%)-2PEF
Controlo verbal Total para o outro 9/42 (21%) 34/168 (20%)
Legenda: xPEF- número de variáveis relativas ao percurso de educação formal
O quadro 11 permite uma análise mais fina, do que aquela que referimos para o quadro 10, ao desdobrar os resultados estatísticos significativos pelas dimensões de cada tema. No que se refere a CIF verificamos que os 18 testes estatísticos significativos (correspondentes no total a 14%) distribuem-se de forma quase equivalente pelas suas três dimensões (14%, 17% e 12%, respectivamente), sendo de assinalar que é na dimensão “integração” que encontramos a única variável independente sobre os percursos de educação formal que tem resultados significativos. Também no que se refere a CIC a variação entre as dimensões é baixa: apenas entre 17% e 21%, sendo de assinalar que as variáveis independentes sobre os percursos de educação formal que tem resultados significativos (ao todo 5) concentram-se nas duas dimensões de comunicação não-verbal. Na CIR e na CIMA encontramos maiores variações entre as respectivas dimensões. Na CIMA para um total de 7% destacam-se os resultados mais elevados, de 14%, na dimensão “educativa” (onde se inclui 1 variável independente relativa aos percursos de educação formal) e, inversamente, destacam-se os resultados bastante mais baixos, de 2%, na dimensão “assistencial”. Na CIR para um total de 19% de resultados estatísticos significativos será de salientar os 29% da dimensão “contextual (onde se localizam as 3 variáveis independentes relativas aos percursos de educação formal) e, inversamente, os 7% da dimensão “naturalística”. Em conclusão, a maior influência que as variáveis independentes têm sobre os temas da CIR e da CIC não tem uma configuração equivalente em ambos os temas quando se desdobra a análise pelas dimensões: na CIC a influência manifesta-se quase igualmente pelas 4 dimensões enquanto na CIR ela é devida fundamentalmente à dimensão “contextual”. A muito pouca influência que as variáveis independentes têm sobre CIMA não é igualmente distribuída pelas dimensões, assumindo a dimensão “educativa” o papel 18
de voltar a aproximar este tema da CIF, tal como já tínhamos verificado nas anteriores hipóteses. 4. Reflexões finais Os temas e dimensões da identidade profissional que são mais reveladores da legitimidade dos assistentes sociais para agirem em contexto de trabalho social são tendencialmente os que se centram mais na pessoa do profissional por via da consensualidade que se pode encontrar nos princípios, atitudes e processos que asseguram a confiança-autoridade profissional (no tema da CIF), a capacidade de análise e empatia (no tema da CIR) e o auto-controlo verbal (no tema da CIC) na interacção com os utentes. Ao inverso, é em dimensões da profissão que mais se prendem com o controlo da relação social com o outro, no plano dos conflitos (no tema da CIF), da educação (no tema da CIMA) e da comunicação não-verbal (no tema da CIC) que a CI se revela mais permeável à disputa e à variação de perspectivas sobre a legitimidade do conhecimento que se usa no trabalho social. Compreende-se que assim seja porque a polémica sobre a legitimidade profissional do uso do conhecimento na actividade torna-se sempre mais problemática quando se aborda dimensões e itens de conteúdo que dependem de relações social com maior cunho institucional, ainda que aqui se trate de utentes de serviços sociais provenientes de grupos sociais desfavorecidos e vulneráveis com os quais as relações de poder na sociedade tendem a ser bastante assimétricas. No entanto, aparentemente, esta assimetria de poder institucional não parece ser dada como óbvia e garantida pelos assistentes sociais. As relações de associação e dependência estatística que encontrámos entre os quatro temas de CI vão ao encontro desta problematização da relação de poder com os utentes. Assim, os processos de educação formal dos assistentes sociais parecem dar uma elevada consistência estratégica quanto à consciência da relação meios-fins (associação estatística CIF versus CIMA) para o trabalho social e ao mesmo tempo também parece haver uma relevante consistência no entendimento que se tem dos contextos de interacção com os utentes quanto à consciência que se tem da relação entre princípios e atitudes gerais de relacionamento e modalidades de comunicação (associação estatística CIR versus CIC, sem considerar a dimensão “naturalística”). No entanto, as duas consistências (a estratégica, CIF-CIMA e a relacional-comunicacional, CI-CIC), estão muito pouco articuladas entre si, parecendo que os assistentes sociais 19
inquiridos “vivem e pensam em dois mundos”: o mundo mais abstracto e transversal que mais depende da sua educação formal e lhe indica um caminho estratégico para a actividade e um mundo mais contextual e interactivo com os utentes, em que as relações de poder não são dadas como garantidas e em que portanto os contextos de trabalho se constituem como potencialmente desfasados da afirmação estratégica da profissão. Julgamos que esta aparente dicotomia na CI dos assistentes sociais não é uma inevitabilidade, pois parece-nos que os conteúdos mais específicos da comunicação e da interacção com os utentes (ao contrário dos conteúdos estratégicos da profissão) não têm uma grande relevância na educação formal. A sobrevalorização na educação formal da profissão das dimensões macro de análise social e do ensino das políticas e dos contextos institucionais do trabalho social, leva a que inevitavelmente as dimensões compreensivas e micro de interacção social acabem por não ser devidamente enquadradas nos fins e meios da profissão, entregando-se implicitamente e tendencialmente a maioria do ensino das dimensões psico-sociológicas e etnosociológicas apenas às disciplinas auxiliares e completares de formação, cujos docentes tendem a não ter investigação em Serviço Social. Aliás, pensamos que a própria sobrevalorização do macro e da análise das políticas na educação formal dos assistentes sociais é, também ela, o resultado de um défice geral de investigação sobre as dimensões micro da profissão que impede um adequado desenvolvimento da articulação entre as orientações estratégicas macro-institucionais e as orientações compreensivas e relacionais-comunicacionais. Estas reflexões parecem ter uma comprovação indirecta quando verificámos que, ao contrário das variáveis independentes sobre o conteúdo funcional do trabalho social, as variáveis relativas aos percursos de educação formal em geral não têm influência sobre qualquer um dos temas de CI. A excepção mais relevante ocorre no tema da CIC e referese à variável da educação formal que estabelece-se uma relação mais próxima com os futuros contextos de interacção da profissão: a “duração do estágio curricular final” (ver quadro 10, atrás). A outra excepção relevante é a variável “idade” dos inquidos, relacionada com quase todos os temas, informação que nos parece directamente ligada à experiência profissional pós conclusão do curso (ver quadro 10, atrás). Outra comprovação indirecta da dicotomia que ocorre na CI dos assistentes sociais também pode estar no facto das variáveis sobre o conteúdo funcional do trabalho social que pressupõem usos mais formais (as competências técnicas e as formas de comunicação escrita) estarem muito mais associadas com CIF e, ao contrário, as variáveis sobre o 20
conteúdo funcional do trabalho social que pressupõem actividades relacionais várias (competências relacional e formas presenciais de comunicação) estarem muito mais associadas com CIR e CIC. Numa reflexão que tome em consideração os resultados estatísticos desdobrados pelas dimensões de análise de cada um dos temas da CI, a que fizemos referência ao longo deste texto, verificamos que a dimensão “educativa” adquire sempre um papel de destaque comparativamente com todas as outras: é a dimensão que em geral contém mais itens de menor legitimidade para o uso do conhecimento em contexto de trabalho social e é a dimensão da actividade que permite maiores influências recíprocas entre todos os quatro temas (ver percentagens desta dimensão nos quadros 4, 8 e 9). Se a isto juntarmos o lugar de relevo que salientámos para a dimensão “educativa na relação com as variáveis independentes (ver quadro 11), pensamos que se justifica em futuros estudos qualitativos sobre a identidade profissional aprofundar a análise sobre o entendimento que é dado à componente educativa do trabalho social pelos assistentes sociais. Embora com menor alcance as dimensões “analítica” (ver percentagens nos quadros 5, 7 e 8) e “mudança” (ver percentagens nos quadros 4, 5 e 8) também permitem algumas influências reciprocas entre os temas (desde que sejam em parte acompanhadas pela análise das dimensões “confiança” e “contextual”) pelo que pensamos também poderem ser no futuro objecto de estudos qualitativos. Surpreende-nos o pouco relevo que as dimensões “assistencial” e “naturalística” tem no conjunto dos resultados apresentados. Aparentemente são componentes do trabalho social de tal modo consensuais, garantidos e óbvios na identidade da profissão que, provavelmente, não chegam a tornar-se objecto da atenção discursiva dos assistentes sociais, podendo a prazo deixarem de ter conteúdos simbólicos específicos à actividade dos assistentes sociais, ao arrepio do percurso histórico-institucional da profissão. A ser assim, tal orientação poderá vir a ter consequência negativas para a afirmação e reconhecimento da autonomia desta profissão nas equipas de trabalho social, atendendo à competição interprofissional no mercado de trabalho social e às actuais disputas de jurisdição profissional com outras profissões sociais (Caria e outros, 2014). O conjunto destas reflexões finais põe em evidência algo que já tínhamos salientado no anterior artigo sobre o tema: os resultados deste estudo por questionário podem ser um instrumento de reflexividade sobre a educação e formação dos assistentes sociais, permitindo - a nós, docentes-investigadores do serviço e do trabalho social – avaliar o 21
efeito do nosso trabalho de educação para a profissão, limitando e relativizando o enviesamento que os pressupostos normativos de que partimos (sobre o que devem os assistentes sociais pensar, conhecer e dizer de adequado sobre a sua identidade profissional) podem ter sobre o trabalho de investigação em Serviço Social. Referências bibliográficas Caria, Telmo H.; Sousa, Paula e Almeida, José Luís (2017, no prelo), “A identidade profissional institucional: a actualidade da pesquisa em Serviço Social”, Sociologia, Problemas e Práticas (aceite para publicação). Caria, Telmo H.; Loureiro, Armando; Costa Isabel; Pereira, Fernando e César, Filipa (2014), “O sistema de profissões no trabalho social: trabalho de equipa, formação e jurisdições profissionais, in Telmo H. Caria e Fernando A. Pereira (orgs.), O trabalho social profissional no terceiro sector. Viseu: Psicosoma, pp.171-201 Carvalho, Helena (2008), Análise multivariada de dados qualitativos: utilização da ACM com o SPSS. Lisboa: Edições Sílabo. Maroco, João (2007), Análise estatística com utilização do SPSS. Lisboa: Edições Sílabo.
ANEXOS ANEXO 1 Quadro X- Caracterização da amostra: variáveis de percursos de educação formal Variável
Categorias
Frequências
Escola de formação
UTAD
29
15,5
Universidade Católica
21
11,2
ISSSP
83
44,4
Outras universidades
16
8,6
Outros antigos institutos de Lisboa e Coimbra
24
12,8
Institutos Politécnicos e outras escolas mais recentes
14
7,5
187
100
4
2,1
25-29 anos
39
20,9
30-34 anos
39
20,9
35-39 anos
32
17,1
40-44 anos
33
17,6
45-49 anos
21
11,2
>49 anos
17
9,1
2
1,1
187
100
20-23 anos
116
62,0
24-27 anos
49
26,2
28-31 anos
7
3,7
32-35 anos
6
3,2
36-39 anos
2
1,1
40-43 anos
1
,5
44-47 anos
2
1,1
TOTAL Idade actual
<25 anos
desconhecidos TOTAL Idade de conclusão do curso
(%)
22
desconhecidos
4
2,1
187
100
<1985
10
5,3
1985-1989
14
7,5
1990-1994
15
8,0
1995-1999
42
22,5
2000-2004
24
12,8
2005-2009
66
35,3
2010-2014
14
7,5
2
1,1
187
100
TOTAL Ano civil de conclusão do curso
desconhecidos TOTAL Duração do curso (semestres lectivos)
6 semestres
12
6,4
7 semestres
23
12,3
8 e 9 semestres
61
32,6
10 semestres
90
48,1
1
0,5
187
100
<6 meses
30
16,0
6 meses
31
16,6
8 a 11 meses
51
27,3
12 meses
61
32,6
>12 meses
14
7,5
187
100
<2 meses
48
25,7
2 a 5 meses
59
31,6
6 a 9 meses
35
18,7
10 a 13 meses
24
12,8
>13 meses
21
11,2
187
100
desconhecidos TOTAL Duração do estágio curricular final (em semestres)
TOTAL Tempo de obtenção do primeiro trabalho após conclusão do curso (em meses)
TOTAL
ANEXO 2 - CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA Quadro X- Variáveis independentes de conteúdo funcional do trabalho social Variável Valências dos serviços sociais
Sector de actividade institucional
Categorias Acção social da Segurança Social Acção social Autárquica Assistência a Idosos Apoio social à Saúde Acção social a crianças e jovens desconhecidos TOTAL Sector púbico em serviços que não dependem de parcerias Sector público em serviços que dependem de parcerias Terceiro sector em serviços que não dependem de parcerias Terceiro sector em serviços que dependem de parcerias Terceiro sector diverso (desconhecida a existência de parcerias) TOTAL
Uso de competências
raro ou nulo (categoria 1 da escala)
23
Frequências 24 36 36 35 26 30 187 63 36 38 20 30
(%) 12,8 19,3 19,3 18,7 13,9 16,0 100 33,7 19,3 20,3 10,7 16,0
187 0
100 0,0
técnicas
pouco frequente (categoria 2 da escala) frequente (categoria 3 da escala) muito frequente (categoria 4 da escala) sempre (categoria 5 da escala) TOTAL
Uso de competências relacionais
raro ou nulo (categoria 1 da escala) pouco frequente (categoria 2 da escala) frequente (categoria 3 da escala) muito frequente (categoria 4 da escala) sempre (categoria 5 da escala)
Uso de formas relacionais presenciais e verbais
raro ou nulo (categoria 1 da escala) pouco frequente (categoria 2 da escala) frequente (categoria 3 da escala) muito frequente (categoria 4 da escala) sempre (categoria 5 da escala)
Uso de formas relacionais presenciais e não-verbais
raro ou nulo (categoria 1 da escala) pouco frequente (categoria 2 da escala) frequente (categoria 3 da escala) muito frequente (categoria 4 da escala) sempre (categoria 5 da escala)
Uso de formas relacionais escritas
raro ou nulo (categoria 1 da escala) pouco frequente (categoria 2 da escala) frequente (categoria 3 da escala) muito frequente (categoria 4 da escala) sempre (categoria 5 da escala)
TOTAL
TOTAL
TOTAL
TOTAL
0 8 73 106 187 0 0 5 78 104 187 0 0 3 44 140 187 0 2 7 63 115 187 0 0 33 81 73 187
0,0 4,3 39,0 56,7 100 0,0 0,0 2,7 41,7 55,6 100 0,0 0,0 1,6 23,5 74,9 100 0,0 1,1 3,7 33,7 61,5 100 0,0 0,0 17,6 43,3 39,0 100
ANEXO 3 - LISTA DE ITENS-VARIÁVEIS (DEPENDENTES) POR DIMENSÕES E TEMAS DE CONSCIÊNCIA IDENTITÁRIA Tema: Consciência Identitária de Finalidades – CIF Dimensão: finalidades de mudança social CIF 1- empoderamento (actuar para gerar capacitação e autonomia no futuro) CIF 3-contratualização (formalizar acordos e compromissos para o futuro) CIF 4-comunitarizar (actuar para fortalecer laços e redes comunitárias) Dimensão: finalidades de confiança social CIF 5-responsabilização (actuar para gerar cooperação e responsabilidade) CIF 2-negociação (actuar para gerar compreensão mútua e facilitar de negociação) CIF 8-assertividade (actuar para gerar integridade e ajustamento de expectativas) Dimensão: finalidades de integração social CIF 6-mediação (actuar para atenuar conflitos e tensões entre pessoas e entidades) CIF 7-advocacia social (actuar em defesa e representação face a dependências maiores) CIF 10-prevenir agressões (actuar para evitar violência e potenciais conflitos) Tema: Consciência Identitária dos Meios de Ajuda – CIMA 24
Dimensão: ajuda assistencial CIMA 7-fornecer recursos (fornecer recursos materiais e suprir carências) CIMA 8-proporcionar cuidados (proporcionar cuidados face a dependências e fragilidades permanentes) CIMA 13-atender a casos (adaptar procedimentos para melhor atender a casos) Dimensão: ajuda educativa CIMA 10-proporcionar aprendizagens (proporcionar e fomentar novas aprendizagens sociais) CIMA 11-reformular situações (reformular situações propondo outra interpretação) CIMA 12-conscencializar situações (consciencializar para situações a que não se dá atenção) Dimensão: ajuda psicossocial CIMA 4-facultar ânimo (facultar ânimo e segurança face a dificuldades e contratempos) CIMA 5-tranquilizar (aliviar ansiedade e tranquilizar face a potenciais ameaças) CIMA 6-persuadir e reforçar (persuadir, salientar e reforçar o que houver de positivo) Dimensão: ajuda informativa CIMA 1-proporcionar conselho (proporcionar conselho para melhor encaminhar o caso) CIMA 2-fornecer informações (fornecer informações sobre os serviços e os recursos disponíveis) CIMA 3-dar explicações (dar explicações sobre as políticas sociais) Tema: Consciência Identitária Relacional- CIR Dimensão: atitude analítica CIR 1-escuta activa (ter uma atitude de escuta activa orientada para os detalhes do que lhe é comunicado, assegurando-se que os toma em consideração quando intervém) CIR 6-prática reflexiva (ter uma atitude reflexiva interessada em aprender com o passado e em reconsiderar decisões) Dimensão: atitude contextual CIR 3-escuta não selectiva (ter uma atitude de escuta não selectiva orientada para uma maior sensibilidade aos contextos sociais e culturais mais amplos que envolvem os problemas, assegurando-se que os toma em consideração quando intervém) CIR 4- empatia e autoconhecimento (ter uma atitude empática e de autoconhecimento de forma a conseguir grande proximidade emocional) Dimensão: atitude naturalística CIR 5-natural e espontâneo (ter uma atitude relacional natural e espontânea e descontraída) CIR 2-escuta crédula (ter uma atitude de escuta crédula dando sempre o benefício da dúvida ao outro e, acreditando que, à partida, aquilo que é descrito é fiel à realidade) Extra-dimensões de análise: CIR 7-confidencialidade (ter uma atitude relacional que assegure confidencialidade e garanta consentimento) CIR 8-orientação ética (ter uma atitude relacional que assegure princípios éticos quando se tem que optar e escolher) Tema: Consciência Identitária Comunicacional – CIC Dimensão: comunicação com autocontrolo verbal CIC 13-adaptar as perguntas às situações CIC 14-reagir com sentido de oportunidade 25
CIC 16-não emitir juízos precipitados Dimensão: comunicação com autocontrolo não-verbal CIC 3-olhar, olhos nos olhos CIC 4-mostrar com o corpo atenção-receptividade CIC 5-dar atenção e usar os silêncios Dimensão: comunicação com controlo não-verbal face ao outro CIC 6-guardar a distância física apropriada CIC 7-conseguir a atenção do outro com gestos apropriados CIC 11-conter interrupções e distracções externas Dimensão: comunicação com controlo verbal face ao outro CIC 8-ter em atenção o que o outro evita dizer CIC 15-ter em atenção o tom das palavras do outro CIC 9-dar tempo para o outro encontrar as suas palavras Extra-dimensões de análise: CIC 1 – odor corporal (ter em atenção alterações dos estados emocionais através de subtis mudanças no odor corporal)
ANEXO 4 Quadro 4a- Estatística descritiva dos itens-variáveis por dimensão e tema de CI Tema CIF CIF CIF CIF CIF CIF CIF CIF CIF CIR CIR CIR CIR CIR CIR CIMA CIMA CIMA CIMA CIMA CIMA CIMA CIMA CIMA CIMA CIMA CIMA CIC CIC
Dimensão Confiança Confiança Confiança Integração Integração Integração Mudança Mudança Mudança Analítica Analítica Contextual Contextual naturalística naturalística assistencial assistencial assistencial educativa educativa educativa psicosocial psicosocial psicosocial informativa informativa informativa autocontrolo verbal autocontrolo verbal
Indicador-item de resposta responsabilização negociação assertividade mediação advocacia social prevenir agressões empoderamento contratualização comunitarização escuta ativa prática reflexiva escuta não seletiva empatia e autoconhecimento natural e espontâneo escuta crédula fornecer recursos proporcionar cuidados atender a casos proporcionar aprendizagens sociais reformular situações conscencializar situações facultar ânimo e segurança tranquilizar persuadir e reforçar proporcionar conselho fornecer informações dar explicações adaptar as perguntas às situações reagir com sentido de oportunidade
26
Média 4,43 4,36 4,44 4,26 4,02 3,70 4,14 4,13 4,10 4,68 4,35 4,39 4,57 4,45 4,05 3,87 4,12 4,03 4,03 4,03 4,07 4,40 4,44 4,19 4,55 4,74 4,15 4,57 4,48
Mediana 5 4 5 4 4 4 4 4 4 5 4 4 5 5 4 4 4 4 4 4 4 4 5 4 5 5 4 5 5
Moda 5 5 5 4 4 4 4 4 4 5 4 5 5 5 4 4 4 4 4 4 4 5 5 4 5 5 4 5 5
Consensualidade interrmédia interrmédia interrmédia menor menor menor menor menor menor maior menor interrmédia maior interrmédia menor menor menor menor menor menor menor menor menor menor maior maior menor maior interrmédia
CIC CIC CIC CIC CIC CIC CIC CIC CIC CIC
autocontrolo verbal autocontrolo não-verbal autocontrolo não-verbal autocontrolo não-verbal controlo não-verbal face ao outro controlo não-verbal face ao outro controlo não-verbal face ao outro controlo verbal face ao outro controlo verbal face ao outro controlo verbal face ao outro
não emitir juízos precipitados olhar, olhos nos olhos mostrar com o corpo atenção-recetividade usar os silêncios guardar a distância física apropriada
4,68 4,55 4,59 4,32 4,20
5 5 5 4 4
5 5 5 5 4
maior maior maior interrmédia menor
conseguir a atenção do outro com gestos apropriados conter interrupções e distrações externas
4,28
4
4
menor
4,26
4
4
menor
ter em atenção o que o outro evita dizer ter em atenção o tom das palavras do outro dar tempo para o outro encontrar as suas palavras
4,27 4,49 4,48
4 5 5
4 5 5
menor interrmédia interrmédia
Quadro 4b- Estatística descritiva das variáveis de CI extra-dimensões Tema extra-dimensão extra-dimensão extra-dimensão
Itens odor corporal confidencialidade e consentimento orientação ética
Média 3,33 4,80 4,82
Mediana 3 5 5
Moda 3 5 5
ANEXO 5
Quadro X- Resultados do teste qui quadrado (p<0,05) aplicado às tabelas de contingência dos temas e dimensões da CI pelas variáveis indicadores de legitimidade Tema
Dimensão
Variáveis-itens
Odor
Confidencialidade
Ética 0,001
CIF
Confiança
responsabilização
N. Sig.
N. Sig.
CIF
Confiança
negociação
N. Sig.
N. Sig.
0,001
CIF
Confiança
assertividade
0,008
N. Sig.
N. Sig.
CIF
Integração
mediação
0,003
N. Sig.
N. Sig.
CIF
Integração
advocacia social
N. Sig.
N. Sig.
N. sig.
CIF
Integração
prevenir agressões
0,025
N. Sig.
N. Sig.
CIF
Mudança
empoderamento
0,001
N. Sig.
N. Sig.
CIF
Mudança
contratualização
N. Sig.
N. Sig.
0,001
CIF
Mudança
comunitarizar
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIR
Analítica
ter uma escuta ativa
N.Sig.
N. Sig.
0.047
CIR
Analítica
ter uma prática reflexiva
N. Sig.
0,038
0,007
CIR
Contextual
ter uma escuta não seletiva
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIR
Contextual
ter empatia e autoconhecimento
N. Sig.
0,009
N. Sig.
CIR
naturalística
ser natural e espontâneo
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIR
naturalística
ter uma escuta crédula
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIMA
assistencial
fornecer recursos
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIMA
assistencial
proporcionar cuidados
0,011
N. Sig.
N. Sig.
CIMA
assistencial
atender a casos
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIMA
educativa
proporcionar aprendizagens sociais
0,001
N. Sig.
N. Sig.
CIMA
educativa
reformular situações
0,001
N. Sig.
N. Sig.
CIMA
educativa
conscencializar situações
0,002
N. Sig.
N. Sig.
CIMA
psicosocial
facultar ânimo e segurança
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIMA
psicosocial
tranquilizar
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIMA
psicosocial
persuadir e reforçar
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIMA
informativa
proporcionar conselho
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
27
CIMA
informativa
fornecer informações
N. Sig.
N. Sig.
0,001
CIMA
informativa
dar explicações
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIC
autocontrolo verbal
adaptar as perguntas às situações
N. Sig.
N. Sig.
0,032
CIC
autocontrolo verbal
reagir com sentido de oportunidade
N. Sig.
N. Sig.
0,000
CIC
autocontrolo verbal
não emitir juízos precipitados
N. Sig.
N. Sig.
0,001
CIC
autocontrolo nãoverbal
olhar, olhos nos olhos
N. Sig.
N. Sig
N. Sig.
CIC
autocontrolo nãoverbal
mostrar com o corpo atenção-recetividade
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIC
autocontrolo nãoverbal
usar os silêncios
0,000
0,030
N. Sig.
CIC
não-verbal para o outro
guardar a distância física apropriada
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIC
não-verbal para o outro
0,012
N. Sig.
N. Sig.
CIC
não-verbal para o outro
conseguir a atenção do outro com gestos apropriados conter interrupções e distrações externas
0,047
N. Sig.
N. Sig.
CIC
verbal para o outro
ter em atenção o que o outro evita dizer
0,025
N. Sig.
N. Sig.
CIC
verbal para o outro
ter em atenção o tom das palavras do outro
N-. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIC
verbal para o outro
dar tempo para o outro encontrar as suas palavras
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
ANEXO 6
Quadro X- Resultados do teste qui quadrado (p<0,01) aplicado a tabelas de contingência de CIF por CIMA Tema CIF - Dimensões
Tema CIMA Dimensões
Variáveis -itens
CIF 1
CIF 3
CIF 4
CIF 5
CIF 2
CIF 8
CIF 6
CIF 7
CIF 10
Assistencial
CIMA 7
0,005
N. Sig.
0,004
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,001
N. Sig.
Assistencial
Mudança Mudança Mudança Confiança Confiança Confiança Integração Integração Integração
CIMA 8
0,000
0,000
0,000
0,003
N. Sig.
0,003
0,005
N. Sig.
0,009
Assistencial CIMA 13
0,000
0,000
0,000
0,001
0,000
0,000
0,000
0,001
0,000
Educativa
CIMA 10
0,000
0,002
0,002
0,000
0,001
0,000
0,000
N. Sig.
0,002
Educativa
CIMA 11
0,000
N. Sig.
N. Sig.
0,000
0,000
0,000
0,000
0,002
0,000
Educativa
CIMA 12
0,000
0,005
N. Sig.
0,000
0,000
0,000
0,003
0,005
0,000
Psicossocial
CIMA 4
0,004
N. Sig.
N. Sig.
0,004
N. Sig.
0,008
N. Sig.
N. Sig.
0,002
Psicossocial
CIMA 5
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,001
Psicossocial
CIMA 6
N. Sig.
0,004
0,001
0,001
0,001
N. Sig.
0,001
N. Sig.
N. Sig.
Informativa
CIMA 1
0,003
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,004
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Informativa
CIMA 2
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,001
0,000
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Informativa CIMA 3 0,000 0,008 N. Sig. N. Sig. 0,008 N. Sig 0,005 N. Sig. 0,003 Legenda: N. Sig.- Resultado estatístico não significativo; CIF 1- empoderamento; CIF 3-contratualizar; CIF 4-comunitarizar; CIF 5responsabilização; CIF 2-negociação; CIF 8-assertividade; CIF 6-mediação; CIF 7-advocacia social; CIF 10-prevenir agressões; CIMA 7-fornecer recursos; CIMA 8-proporcionar cuidados; CIMA 13-atender a casos; CIMA 10-proporcionar aprendizagens sociais; CIMA 11-reformular situações; CIMA 12-conscencializar situações; CIMA 4-facultar ânimo e segurança; CIMA 5-tranquilizar; CIMA 6persuadir e reforçar; CIMA 1-proporcionar conselho; CIMA 2-fornecer informações; CIMA 3-dar explicações
28
Quadro X- Resultados do teste qui quadrado (p<0,01) aplicado a tabelas de contingência de
ANEXO 7
CIF por CIR Tema CIF - Dimensões Tema CIR Variávei Mudanç Mudanç Mudanç Dimensões a a a s
Confianç Confianç Confianç Integraçã Integraçã Integraçã o o o a a a
-itens
CIF 1
CIF 3
CIF 4
CIF 5
CIF 2
CIF 8
CIF 6
CIF 7
CIF 10
Analítica
CIR 1
0,000
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Analítica
CIR 6
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,005
0,000
Contextual
CIR 3
0,009
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Contextual
CIR 4
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Naturalístic a
CIR 5
0,004
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Naturalístic a
CIR 2
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Legenda: N. Sig.- resultado estatístico não significativo; CIF 1- empoderamento; CIF 3-contratualizar; CIF 4-comunitarizar; CIF 5responsabilização; CIF 2-negociação; CIF 8-assertividade; CIF 6-mediação; CIF 7-advocacia social; CIF 10-prevenir agressões; CIR 1ter uma escuta activa; CIR 6-ter uma prática reflexiva; CIR 3-ter uma escuta não selectiva; CIR 4-ter empatia e autoconhecimento; CIR 5-ser natural e espontâneo; CIR 2-ter uma escuta crédula
29
Quadro X- Resultados do teste qui quadrado (p<0,01) aplicado a tabelas de contingência de
ANEXO 8
CIF por CIC Tema CIF - Dimensões Tema CIC Variáveis Dimensões -itens
Mudança
Mudança
Mudança
Integração
Integração
CIF 1
CIF 3
CIF 4
Confiança Confiança Confiança Integração CIF 5
CIF 2
CIF 8
CIF 6
CIF 7
CIF 10
autocontrolo verbal
CIC 14
N. Sig.
0,006
N. Sig.
N. Sig.
0,000
0,000
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
autocontrolo verbal autocontrolo verbal
CIC 15
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,001
0,006
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIC 17
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,005
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
autocontrolo não-verbal autocontrolo não-verbal
CIC 3
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
CIC 4
0,004
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
autocontrolo CIC 6 0,006 N. Sig. N. Sig. N. Sig. 0,118 0,001 0,006 N. Sig. N. Sig. não-verbal controlo CIC 7 N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. 0,001 N. Sig. N. Sig. 0,003 N. Sig. não-verbal para o outro controlo CIC 8 N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. não-verbal para o outro controlo CIC 12 0,000 0,005 N. Sig. 0,008 N. Sig. N. Sig. 0,002 N. Sig. N. Sig. não-verbal para o outro controlo CIC 13 0,000 N. Sig. N. Sig. 0,000 0,000 0,007 0,000 N. Sig. N. Sig. verbal para o outro controlo CIC 16 N. Sig. 0,002 N. Sig. 0,003 N. Sig. 0,003 N. Sig. N. Sig. 0,008 verbal para o outro controlo CIC 10 0,000 N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. 0,003 N. Sig. 0,007 N. Sig. verbal para o outro Legenda: N. Sig.- resultado estatístico não significativo; CIF 1- empoderamento; CIF 3-contratualizar; CIF 4-comunitarizar; CIF 5responsabilização; CIF 2-negociação; CIF 8-assertividade; CIF 6-mediação; CIF 7-advocacia social; CIF 10-prevenir agressões; CIC 14adaptar as perguntas às situações; CIC 15-reagir com sentido de oportunidade; CIC 17-não emitir juízos precipitados; CIC 3-olhar, olhos nos olhos; CIC 4-mostrar com o corpo atenção-receptividade; CIC 6-usar os silêncios; CIC 7-guardar a distância física apropriada; CIC 8-conseguir a atenção do outro com gestos apropriados; CIC 12-conter interrupções e distracções externas; CIC 13-ter em atenção o que o outro evita dizer; CIC 16-ter em atenção o tom das palavras do outro; CIC 10-dar tempo para o outro encontrar as suas palavras
30
Quadro X- Resultados do teste qui quadrado (p<0,01) aplicado a tabelas de contingência de
ANEXO 9
CIR por CIC Tema CIR - Dimensões Tema CIC Dimensões
Variáveis
Analítica
Analítica
Contextual
Contextual
Naturalística
Naturalística
-itens
CIR 1
CIR 6
CIR 3
CIR 4
CIR 5
CIR 2
Autocontrolo verbal
CIC 14
0,003
0,000
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
autocontrolo verbal
CIC 15
N. Sig.
0,000
0,005
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
autocontrolo verbal
CIC 17
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
autocontrolo não-verbal
CIC 3
N. Sig.
0,002
N. Sig.
0,002
N. Sig.
N. Sig.
autocontrolo não-verbal
CIC 4
0,000
N. Sig.
N. Sig.
0,000
N. Sig.
0,001
autocontrolo não-verbal
CIC 6
N. Sig.
0,001
N. Sig.
0,001
N. Sig.
N. Sig.
controlo não-verbal para o outro
CIC 7
N. Sig.
0,000
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,002
controlo não-verbal para o outro
CIC 8
N. Sig.
N. Sig.
0,003
0,004
N. Sig.
0,001
controlo não-verbal para o outro
CIC 12
N. Sig.
0,004
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
controlo verbal para o outro
CIC 13
N. Sig.
0,001
0,000
0,000
N. Sig.
N. Sig.
controlo verbal para o outro
CIC 16
N. Sig.
0,003
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
controlo verbal para o outro
CIC 10
0,000
0,000
0,001
0,002
N. Sig.
N. Sig.
Legenda: N. Sig.- resultado estatístico não significativo; CIR 1-ter uma escuta activa; CIR 6-ter uma prática reflexiva. CIR 3-ter uma escuta não selectiva; CIR 4-ter empatia e autoconhecimento; CIR 5-ser natural e espontâneo; CIR 2-ter uma escuta crédula . CIC 14adaptar as perguntas às situações; CIC 15-reagir com sentido de oportunidade; CIC 17-não emitir juízos precipitados; CIC 3-olhar, olhos nos olhos; CIC 4-mostrar com o corpo atenção-receptividade; CIC 6-usar os silêncios; CIC 7-guardar a distância física apropriada; CIC 8-conseguir a atenção do outro com gestos apropriados; CIC 12-conter interrupções e distracções externas; CIC 13-ter em atenção o que o outro evita dizer; CIC 16-ter em atenção o tom das palavras do outro; CIC 10-dar tempo para o outro encontrar as suas palavras.
31
Quadro X- Resultados do teste qui quadrado (p<0,01) aplicado a tabelas de contingência de
ANEXO 10
CIMA por CIR Tema CIMA - Dimensões Tema CIR Dimensões
Variáveis -itens
CIMA 7
Assistencial
Analítica
CIR 1
Analítica
CIR 6
Contextual Contextual
CIMA 8
Educativa CIMA 13
CIMA 11
Psicossocial CIMA 12
CIMA 2
N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig.
0,000
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig. N. Sig.
0,003
0,002
N. Sig.
0,004
N. Sig.
0,003
N. Sig. N. Sig. N. Sig.
CIR 3
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
0,000
N. Sig. N. Sig.
0,001
N. Sig. N. Sig. N. Sig.
CIR 4
N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig.
Naturalística
CIR 5
N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig.
Naturalística
CIR 2
N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig.
0,002
CIMA 4
CIMA 5
Informativa CIMA 1
0,000
CIMA 10
CIMA 6
0,000
0,008
CIMA 3
N. Sig.
N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. 0,005
Legenda: N. Sig.- resultado estatístico não significativo; CIMA 7-fornecer recursos; CIMA 8-proporcionar cuidados; CIMA 13-atender a casos; CIMA 10-proporcionar aprendizagens sociais; CIMA 11-reformular situações; CIMA 12-conscencializar situações; CIMA 4facultar ânimo e segurança; CIMA 5-tranquilizar; CIMA 6-persuadir e reforçar; CIMA 1-proporcionar conselho; CIMA 2-fornecer informações; CIMA 3-dar explicações; CIR 1-ter uma escuta activa; CIR 6-ter uma prática reflexiva; CIR 3-ter uma escuta não selectiva; CIR 4-ter empatia e autoconhecimento; CIR 5-ser natural e espontâneo; CIR 2-ter uma escuta crédula
32
Quadro X- Resultados do teste qui quadrado (p<0,01) aplicado a tabelas de contingência de
ANEXO 11
CIMA por CIC Tema CIMA – Dimensões Tema CIC Dimensões
Variá veisit ens
autocontrolo verbal
CIC 14
Assistencial CIM CIM CIM A7 A8 A 13 N. N. 0,00 Sig. Sig. 6
CIMA 10 N. Sig.
Educativa CIMA 11 N. Sig.
CIMA 12 0,003
Psicossocial CIM CIM CIM A4 A5 A6 N. 0,00 0,00 Sig. 2 2
CIM A1 N. Sig.
Informativa CIM A2 0,00 0
CIM A3 0,00 2
autocontrolo verbal
CIC 15
N. Sig.
N. Sig.
0,00 8
N. Sig.
0,006
0,001
N. Sig.
0,00 4
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
autocontrolo verbal
CIC 17
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,009
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
autocontrolo não-verbal autocontrolo não-verbal
CIC 3 CIC 4
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,003
0,007
0,001
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. 0,00 0
N. Sig. N. Sig.
0,00 1 N. Sig.
autocontrolo não-verbal
CIC 6
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,000
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
controlo nãoverbal outro
CIC 7
N. Sig.
N. Sig.
0,00 2
N. Sig.
0,000
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
controlo nãoverbal outro
CIC 8
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,004
0,006
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
controlo nãoverbal outro
CIC 12
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,000
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,00 3
N. Sig.
controlo verbal outro
CIC 13
N. Sig.
N. Sig.
0,00 9
N. Sig.
0,007
0,006
N. Sig.
N. Sig.
0,00 7
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
controlo verbal outro
CIC 16
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,005
0,002
N. Sig.
0,00 1
0,00 1
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
controlo verbal outro
CIC 10
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,00 6
N. Sig.
33
Quadro X- Resultados do teste qui quadrado (p<0,01) aplicado a tabelas de contingência de Legenda: N. Sig.- resultado estatístico não significativo; CIMA 7-fornecer recursos; CIMA 8-proporcionar cuidados; CIMA 13-atender a casos; CIMA 10-proporcionar aprendizagens sociais; CIMA 11-reformular situações; CIMA 12-conscencializar situações; CIMA 4facultar ânimo e segurança; CIMA 5-tranquilizar; CIMA 6-persuadir e reforçar; CIMA 1-proporcionar conselho; CIMA 2-fornecer informações; CIMA 3-dar explicações; CIC 14-adaptar as perguntas às situações; CIC 15-reagir com sentido de oportunidade; CIC 17não emitir juízos precipitados; CIC 3-olhar, olhos nos olhos; CIC 4-mostrar com o corpo atenção-receptividade; CIC 6-usar os silêncios; CIC 7-guardar a distância física apropriada; CIC 8-conseguir a atenção do outro com gestos apropriados; CIC 12-conter interrupções e distracções externas; CIC 13-ter em atenção o que o outro evita dizer; CIC 16-ter em atenção o tom das palavras do outro; CIC 10-dar tempo para o outro encontrar as suas palavras.
34
Quadro X- Resultados do teste qui quadrado (p<0,05) aplicado a tabelas de contingência de
ANEXO 12
CIF pelas Variáveis Independentes Tema CIF - Dimensões Variáveis Independentes
Mudança CIF 1 N. Sig. N. Sig.
Mudança CIF 3 N. Sig. N. Sig.
Mudança CIF 4 N. Sig. N. Sig.
Confiança CIF 5 0,013 N. Sig.
Confiança CIF 2 N. Sig. N. Sig.
Confiança CIF 8 N. Sig. N. Sig.
Integração CIF 6 N. Sig. N. Sig.
Integração CIF 7 N. Sig. N. Sig.
Integração CIF 10 N. Sig. N. Sig.
Idade Escola de formação Idade conclusão N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. do curso Ano civil de N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. 0,033 conclusão do curso Duração do N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. curso Duração do N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. estágio do curso Tempo até N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. primeiro trabalho Sector 0,010 N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. actividade institucional Valências N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. intervenção social Uso 0,020 0,018 0,027 0,000 N. Sig. 0,000 0,002 0,017 N. Sig. competências técnicas Uso 0,002 N. Sig. N. Sig. 0,000 N. Sig. 0,000 0,011 N. Sig. N. Sig. competências relacionais Uso formas N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. 0,010 0,012 0,012 N. Sig. relacionais verbais Uso formas N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. N. Sig. relacionais nãoverbais Uso formas N. Sig. 0,030 N. Sig. N. Sig. N. Sig. 0,007 N. Sig. N. Sig. N. Sig. relacionais escritas Legenda: N. Sig.- resultado estatístico não significativo; CIF 1- empoderamento; CIF 3-contratualizar; CIF 4-comunitarizar; CIF 5responsabilização; CIF 2-negociação; CIF 8-assertividade; CIF 6-mediação; CIF 7-advocacia social; CIF 10-prevenir agressões.
35
Quadro X- Resultados do teste qui quadrado (p<0,05) aplicado a tabelas de contingência de
ANEXO 13
CIMA pelas Variáveis Independentes Tema CIMA - Dimensões Variáveis Independentes
Assistencial
Educativa
Psicossocial
Informativa
CIM A7
CIM A8
CIM A 13
CIM A 10
CIM A 11
CIM A 12
CIMA 4
CI M A5
CIM A6
CIM A1
CIMA 2
Idade
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,037
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Escola de formação
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Idade conclusão do curso
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Ano civil de conclusão curso
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig . N. Sig . N. Sig . 0,0 20
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Duração do curso
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Duração do estágio do curso
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Tempo até primeiro trabalho
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Sector actividade institucional
N. Sig.
0,029
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Valências intervenção social
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Uso competências técnicas
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,002
N. Sig.
0,048
N. Sig.
N. Sig . N. Sig . N. Sig . N. Sig . N. Sig . N. Sig
N. Sig.
N. Sig.
0,001
Uso competências relacionais
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,013
0,007
N. Sig.
0,007
N. Sig
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Uso formas relacionais verbais
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig
N. Sig.
N. Sig.
0,011
Uso formas relacionais nãoverbais Uso formas relacionais escritas
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,001
N. Sig.
0,024
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig . N. Sig
N. Sig.
0,013
N. Sig.
36
CI M A 3 N. Sig . N. Sig . N. Sig . N. Sig . N. Sig . N. Sig . N. Sig . N. Sig . N. Sig . N. Sig . N. Sig N. Sig . N. Sig . N. Sig
Quadro X- Resultados do teste qui quadrado (p<0,05) aplicado a tabelas de contingência de Legenda: N. Sig.- resultado estatístico não significativo; CIMA 7-fornecer recursos; CIMA 8-proporcionar cuidados; CIMA 13-atender a casos; CIMA 10-proporcionar aprendizagens sociais; CIMA 11-reformular situações; CIMA 12-conscencializar situações; CIMA 4facultar ânimo e segurança; CIMA 5-tranquilizar; CIMA 6-persuadir e reforçar; CIMA 1-proporcionar conselho; CIMA 2-fornecer informações; CIMA 3-dar explicações.
ANEXO 14
CIR pelas Variáveis Independentes Tema CIR - Dimensões Variáveis Independentes
Analítica
Analítica
Contextual
Contextual
Naturalística
Naturalística
CIR 1
CIR 6
CIR 3
CIR 4
CIR 5
CIR 2
Idade
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
Escola de formação
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
Idade conclusão do curso
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
Ano civil de conclusão do curso
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
0,042
N. SIg.
N. SIg.
Duração do curso
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,028
N. Sig.
N. Sig.
Duração do estágio do curso
N. Sig.
N. Sig.
0,044
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Tempo até primeiro trabalho
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Sector actividade institucional
N. SIg.
0,029
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
Valências intervenção social
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
Uso competências técnicas
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
Uso competências relacionais
N. SIg.
0,013
0,013
0,013
N. SIg.
N. SIg.
Uso formas relacionais verbais
N. SIg
0,020
N. SIg.
0,049
N. SIg.
N. SIg.
Uso formas relacionais não-verbais
0,010
0,006
0,020
0,015
0,006
0,018
N. SIg.
0,001
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
N. SIg.
Uso formas relacionais escritas
Legenda: N. Sig.-resultado estatístico não significativo; CIR 1-ter uma escuta activa; CIR 6-ter uma prática reflexiva; CIR 3-ter uma escuta não selectiva; CIR 4-ter empatia e autoconhecimento; CIR 5-ser natural e espontâneo; CIR 2-ter uma escuta crédula.
ANEXO 15
CIC pelas Variáveis Independentes Tema CIC - Dimensões Variáveis
Autocontrolo verbal
Autocontrolo não-verbal
37
Controlo não_verbal outro
Controlo verbal outro
Quadro X- Resultados do teste qui quadrado (p<0,05) aplicado a tabelas de contingência de Independentes Idade Escola de formação Idade conclusão do curso Ano final de curso Duração do curso
CIC 14
CIC 15
CIC 17
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig. 0,048
CIC 3
CIC 4
CIC 6
CIC 7
CIC 8
CIC 12
N. Sig. N. Sig.
0,003
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. 0,004
N. Sig. 0,019
N. Sig. N. Sig.
0,040
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,047
CIC 13
CIC 16
CIC 10
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. 0,035
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
Duração do estágio do curso
N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
Tempo até primeiro trabalho
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
Sector actividade institucional Valências intervenção social
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,044
N. Sig.
N. Sig.
0,019
N. Sig. N. Sig.
N. Sig. N. Sig.
Uso competências técnicas
0,028
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
N. Sig.
0,009
0,005
N. Sig.
N. Sig.
Uso competências relacionais
N. Sig.
N. Sig.
0,001
N. Sig.
0,003
0,001
N. Sig.
N. Sig.
0,006
0,049
0,047
N. Sig.
0,009
0,007
N. Sig. 0,000
N. Sig. 0,001
N. Sig.
N. Sig.
0,049
0,000
0,003
0,028
N. Sig. N. Sig.
0,047
0,000
N. Sig. 0,006
0,012
0,006
N. Sig. N. Sig.
Uso formas relacionais verbais Uso formas relacionais não-verbais
0,000
0,000
Uso formas relacionais 0,020 N. N. 0,025 N. N. N. N. Sig. N. Sig. N. N. N. escritas Sig. Sig. Sig. Sig. Sig. Sig. Sig. Sig. Legenda: N. Sig.- resultado estatístico não significativo; CIC 14-adaptar as perguntas às situações; CIC 15-reagir com sentido de oportunidade; CIC 17-não emitir juízos precipitados; CIC 3-olhar, olhos nos olhos; CIC 4-mostrar com o corpo atenção-receptividade; CIC 6-usar os silêncios; CIC 7-guardar a distância física apropriada; CIC 8-conseguir a atenção do outro com gestos apropriados; CIC 12-conter interrupções e distracções externas; CIC 13-ter em atenção o que o outro evita dizer; CIC 16-ter em atenção o tom das palavras do outro; CIC 10-dar tempo para o outro encontrar as suas palavras.
38