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Entre o passado e o futuro

À Lisiane

Entre o passado e o futuro Entre a certeza e inconstância Entre meus sonhos de infância E ações de homem maduro Entre o anseio e o apuro Que a tempo eu convivia Razões da melancolia Que em meu ser irradiava E como – e como eu buscava Momentos de alegria.


E com o lombo marcado Com as cicatrizes da vida Com uma alma sofrida Em passo descompassado Com um viver amargurado E uma dor infinita Onde a angĂşstia que habita O meu ser e a minha alma Foi me mostrando com calma Que a vida ĂŠ bem mais bonita.


Por tempo eu duvidei Na existĂŞncia do amor E a dĂşvida mostrou o valor Do que sinto e do que sei Por este mundo andei Com tanta melancolia E ao procurar a alegria Em uma tristeza infinda Encontrei a menina linda Que sempre sonhei um dia.


Sรฃo coisas que a gente sente Reaprendi a viver Foi quando aprendi a ver Um mundo bem diferente E a cada gesto consciente No meu gauderiar andejo Fez renascer um desejo Repleto de confianรงa Carregado de esperanรงa Nos olhos em que me vejo...


Quando a vida oportuniza Momentos dos mais variados Onde um sonhar tão sonhado Aos poucos se eterniza. E quando a gente precisa Suportar tamanha dor Vencer – sem algum temor Para alcançar felicidade E afirmar na verdade A importância do amor.


São teus olhos – tua luz Que guiarão minha vida É tua expressão querida Que aos poucos me seduz É teu ser que me conduz A um amor tão sonhado A um mundo configurado A melhor das sensações Em fazer dois corações Eternos apaixonados. Se me enxergo em ti


Se em teus olhos me vejo Estar contigo eu almejo Pelo que sinto e senti Se chorei ou se sorri É bem melhor eu sorrir Chegou para não sair Pedaço de minha vida Tão dócil, terna e querida Minha razão de existir. José Augusto Fiorin 24 de maio de 2010.


Entre o passado e o futuro