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GENTE QUE FAz Artista Visual
Retornaremos com o Jornal impresso na segunda quinzena de janeiro de 2023
Felizes os que morrem no Senhor; doravante, diz o Espírito, descansem de suas fadigas, porque suas obras os acompanham” (Ap 14:13).
Edição 302
FOTO Erick Ferreira
Magela Borbagatto Magela Borbagatto é sem dúvida um dos grandes artistas do Vale do Paraíba! Daquelas pessoas que preenchem uma sala quando chegam. Ainda que tenha muita gente em um ambiente, dele emana uma força que torna impossível não notar sua presença. Consigo me lembrar da primeira vez que o vi, há provavelmente vinte e quatro anos. Ele ministrava oficinas de arte em um projeto para crianças e adolescentes proposto pela prefeitura de Jacareí. Posso vê-lo subindo as escadas sorrindo, rodeado por um grupo de jovens mulheres que trabalhavam no mesmo local. Eu observava curiosamente quem o escutava. Olhos que brilhavam, encantados pelo que ele dizia e que eu não podia ouvir. Havia um quê de mistério naquela passagem. Quem era aquele moço de chapéu e sorriso discreto? O que ele dizia que interessava tanto as pessoas que o ouviam? Fui perguntando e descobri que seu nome era Magela Borbagatto. Magela de nascimento, Borbagatto do endereço onde havia estabelecido seu ateliê por muitos anos. Era artista visual: pintor e ceramista. Aos poucos me aproximei e me tornei uma de seus inúmeros admiradores espalhados pelo Brasil. Pude ouvi-lo muitas vezes, falando de arte ou de espiritualidade e posso afirmar sem medo de errar que é sempre uma descoberta. Magela é dono de uma coerência que me impressiona. Infelizmente nunca trabalhamos juntos, mas acompanhei parte de sua trajetória e hoje ouso chamá-lo de amigo, embora a distância e os trabalhos não tenham oportunizado encontros recentes. Faço uma reverência a ele que nasceu em Santa Branca e “colheu” argila das margens do Rio Paraíba. Que descobriu o barro pelas mãos de uma professora na escola e cresceu menino de olhos curiosos e observadores. Que buscou no fazer de outros mestres seu próprio fazer e sua poética. Que se tornou artistaeducador. Que se aprofundou nos e s tudos das “paulistinhas” peças de arte em formato de imagens de santos, típicas do Vale do Paraíba, modeladas no barro, cuja feitura aconteceu do final do século XVIII até o início do século XX. Que foi à Portugal, estudar os bonecos de Estremoz e apresentar sua pesquisa sobre as paulistinhas. Que se tornou Mestre da Cultura Viva de Jacareí e Mestre da Cultura Popular Brasileira pelo Ministério da Cultura e que acumula muitos outros títulos. Que é um estudioso nato da arte, da cultura popular, da espiritualidade. Nunca terei plena certeza, mas talvez daí advenha todo o seu mistério: do desejo de aprender sempre; do olhar observador que carrega a experiência acumulada pelos anos; da sabedoria do silêncio; da pronúncia precisa de suas palavras; da maestria de seu ofício de artista, da amorosidade educadora. Eu me sinto honrada em conhecê-lo e digo que é preciso que você o escute, que aprecie sua arte, que desfrute de sua presença, para que compreenda o que a tinta não consegue dizer. Cintia Moreira Homenagem Jornal Vale Vivo
16 a 31 de dezembro de 2022
ANO XII
Tradição em muitos municípios da região, prefeituras inauguram Natal Iluminado neste mês de dezembro São José do Barreiro
Nas páginas internas do Jornal Vale Vivo
FRUSTRADA A TENTATIVA DE CASSAR O MANDATO DA VEREADORA THÁLITHA BARBOZA (PT)
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ESPORTES
Tênis de mesa Nadadores de Pinda são destaques de Lorena em competição no Guarujá conquista excelentes resultados em Campeonato Brasileiro
Alessandra e Victória, campeãs no Absoluto C Feminino Página 12
Cidades
Concurso público municipal em Areias
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Pinda é destaque em prêmio turístico do Estado de SP
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Novas conquistas para cidade de Lavrinhas!
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Plano para construção do shopping em Cruzeiro é apresentado ao IPHAN
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