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Jornal agosto 20

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SUMÁRIO O que esperar do turismo pós6 pandemia Empresários do turismo estão 8 preparados para retomar atividades Brasileiros se adaptam às 10 tecnologias em novo formato de turismo 12 MSC Cruzeiros revela detalhes do protocolo de saúde e segurança da companhia, que vai além das orientações das autoridades Retorno ao turismo em Aruba: 14 confira as políticas do destino para garantir segurança dos primeiros turistas 16 Estado e BID assinam acordo de US$ 250 mil para apoiar retomada do Turismo em SP Amazonastur realiza ação de 17 incentivo à formalização no Cadastur Em formato híbrido, ABAV 18 Collab terá ações presenciais em capitais do Brasil Azul e Abracorp avaliam 19 cenário favorável à retomada da demanda 20

Índice de atividades turísticas cresce 19,8% em junho, aponta IBGE

Estudo mapeia a recuperação 22 do turismo no Estado de São Paulo 22

Selo Turismo Responsável já tem mais de 17 mil adesões

23 (15) Bons Velhos Tempos do Nosso Turismo...

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EDITORIAL

Os protocolos de segurança para retomada do turismo pós-pandemia Em nossa edição de agosto estamos destacando os protocolos de segurança de alguns destinos e suas ações realizadas para a retomada do turismo neste momento. Que o turismo é um dos setores mais afetados pela pandemia, todos sabemos e estamos vivendo isso. um estudo da Fundação Getúlio Vargas estima que só no Brasil o setor deve ter perdas de mais de 161 milhões de reais. Mas, nem tudo está perdido! A indústria de viagens e turismo detém 10% do pib mundial. cientes disso, ao redor do mundo regiões e países começam a reabrir suas fronteiras e os seus negócios. Mas o surto já mudou o cenário de como agirmos e viajarmos. Então, qual será o futuro do setor do turismo? No Brasil o Ministério do Turismo lançou há dois meses o selo Turismo Responsável. O selo é um incentivo para que os consumidores se sintam seguros ao viajar e frequentar locais que cumpram os protocolos específicos para a prevenção da covid-19, essa é a primeira etapa do plano de retomada gradual do turismo brasileiro. O que já foi aderido por muitos destinos e empresas nacionais. Consultores e empresários do setor preveem que a retomada será lenta e gradual, mas a boa notícia é que ela deve começar ainda neste

ano! Enquanto a temporada de férias de inverno já é considerada perdida, a partir de dezembro com a de verão muita gente deve voltar a viajar. Pesquisas apontam que a recuperação do turismo vai ser concentrada em destinos nacionais e de preferência de curta distância. Na parte de estadia os hotéis levam vantagem, isso porque os hotéis conseguem adotar e fiscalizar medidas padronizadas de higiene. A grande questão que precisamos que esteja resolvida é a garantia da segurança dos passageiros durante os voos. Fora do país algumas companhias bloquearam os seus assentos do meio para manter um espaçamento maior. O problema é que esta é uma medida nada sustentável para os custos das empresas aéreas, sobretudo para as brasileiras que possuem a maioria dos seus custos em dólar. Em breve o mundo vai estar com muito mais segurança e que as pessoas vão poder praticar seus hábitos de forma muito mais segura. Sabemos que os consumidores vão priorizar aquelas empresas e destinos que estão cuidando mais da higiene. A primeira questão de prioridade para todos é a higienização. O turismo tem uma capacidade incrível de superação maior do que qualquer outro setor da nossa economia. Sabemos que viajar faz parte do ser humano. E Juntos com apoio de todos vamos superar essa crise. Esperamos que você leia e desfrute da nossa edição. Boa leitura!

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Marcos Arruda Editor


BOLETÍN DE NOTICIAS

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TURISMO

O que esperar do turismo pós-pandemia

P O R PAT R I C I A P E N N A

Desde o começo da crise causada pela pandemia de Covid-19, um dos setores mais impactados foi o de turismo. Junto com as companhias aéreas, a rede hoteleira foi a primeira a sentir o baque das medidas de isolamento social. A explicação é fácil de entender. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), dois fatores contribuem para a rápida disseminação do novo coronavírus: aglomerações e lugares fechados. Ou seja, as medidas de contenção da doença - que pode levar a sérias complicações, inclusive à morte -, inviabilizam a utilização de meios de transporte coletivos e também a entrada em pontos turísticos tradicionais. E ainda impedem os turistas de frequentarem bares, restaurantes e espetáculos artísticos, enfim, tudo do que sobrevive a indústria do turismo. Sem poder sair de casa e precisando evitar ambientes cheios, as pessoas foram forçadas a cancelarem suas viagens a passeio ou a negócio para evitar a disseminação do vírus. Segundo pesquisa divulgada pela Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), as empresas que vendem viagens registraram queda de 75% a 90% do faturamento durante o mês de maio, no comparativo com o mesmo período no ano passado. O prejuízo chega a R$ 1,08 bilhão. JORNAL TURISMO&EVENTOS AGOSTO 2020 - 6

Os cancelamentos, que em abril ocorreram em 95% das empresas, foram verificados por 91% delas em maio. De acordo com os entrevistados pela instituição, há uma tendência marcante de constância e ligeira diminuição dos cancelamentos das viagens durante o mês de maio. Para dar conta da crise, 29% das empresas solicitaram créditos junto ao Governo Federal e outras 16% pretendem seguir no mesmo caminho para evitarem fecharem as portas. Fortalecimento interno A expectativa do setor é de que haja aumento na procura por viagens a partir dos próximos meses, especialmente para os destinos nacionais. Por vontade ou necessidade, os viajantes vão se voltar para o mercado interno. Muitos países como EUA e Europa já anunciaram que turistas brasileiros são personas non gratas em seus territórios, até a segunda ordem. A justificativa para a medida é a falta de controle no avanço da doença no Brasil, que soma mais de 2,5 milhões de contaminados. Além disso, a alta do dólar também tem forte influência na busca por destinos nacionais. Com a crise se aprofundando mundo a fora, a moeda americana passa a ser refúgio seguro para a proteção do patrimônio, elevando consideravelmente a sua cotação.

O dólar turismo, usado para arcar com os gastos das viagens internacionais, por exemplo, está cotado a R$ 5,38. No começo do ano, a cotação estava em torno de R$ 4,2. Apesar disso, ainda não há motivo para comemorações. A expectativa do setor é de redução de faturamento acima de 50% em 2020, que pode significar uma perda de R$ 7,65 bilhões, se comparada ao faturamento de 2019. Alterações do setor Para dar conta desse potencial demanda, o setor de turismo está se preparando. De acordo com a pesquisa da Braztoa, antes da pandemia, 20% das operadoras não atuavam no mercado nacional e a maioria delas já está providenciando a estreia. Entre as 80% que de alguma maneira atuavam com viagens internas, 45% revelaram estarem envolvidas em melhorias para fortalecer os serviços oferecidos. Ainda assim, toda a rede relacionada ao turismo terá que passar por reformulações enquanto a vacina não chega. Além de reforçar a higienização dos ambientes e incentivar que os hóspedes e frequentadores de bares, cafeterias e restaurantes façam a sua parte, esses estabelecimentos terão que operar em capacidade reduzida, e evitar aglomerações.


MERCADO

Empresários do turismo estão preparados para retomar atividades Pesquisa inédita realizada pelo Sebrae em parceria com a ABAV mostra adaptação gradual para retorno por parte de empreendimentos em todo o país POR MARCOS ARRUDA

O turismo foi um dos setores mais afetados pela crise causada pela pandemia do coronavírus: cerca de 95% dos pequenos negócios desse setor tiveram perdas no faturamento. Apesar disso, 85% das agências de viagens não encontraram problemas na aplicação das normas sanitárias, já sinalizando planos para a retomada. Os dados são de pesquisa inédita realizada pelo Sebrae em parceria com a ABAV Nacional Associação Brasileira de Agências de Viagens. O estudo, aplicado entre 14 e 20 de julho, teve a participação de 2.555 empresas de todas as unidades da federação. Quando se fala em comportamento durante a pandemia, a maioria das empresas entrevistadas (41%) deu continuidade aos serviços de forma online, enquanto 38% suspenderam temporariamente as atividades, 15% já retomaram atendendo aos protocolos e 7% fecharam as empresas. As redes sociais mostraram um excelente desempenho no suporte tecnológico para vendas, sendo os canais mais utilizados para este fim o Whatsapp (86%), Instagram (61%), Facebook (57%) e site próprio (45%). Além disso, 83% das empresas do segmento já vendiam por meios digitais antes da pandemia. O presidente do Sebrae, Carlos Melles, ressalta o movimento de retomada do setor de turismo. “O turismo é uma atividade com amplo potencial no Brasil e os negócios inovadores, que souberem se adaptar à demanda e ao comportamento do perfil de consumidor pós-pandemia, vai sair na frente. Mais uma vez, será necessária toda a visão JORNAL TURISMO&EVENTOS AGOSTO 2020 - 8

Magda Nassar, presidente da ABAV Nacional (Divulgação)

e criatividade desses empreendedores para fomentarmos um turismo mais criativo e fortalecido daqui para frente”, comentou. Magda Nassar, presidente da ABAV Nacional, ressalta que diferentemente de segmentos que puderam minimizar os efeitos da crise diminuindo ou até mesmo paralisando suas operações, as agências de viagens associadas se mantiveram ativas no atendimento aos milhares de consumidores que tiveram suas viagens impactadas ao longo do período. “Trabalhamos meses em remarcações, reiterações e ações de repatriamento dos que se encontravam no exterior, praticamente sem receita. Os resultados da pesquisa mostram bem a realidade na fase mais crítica da pandemia, e nos darão subsídio para a construção de um novo plano de ação, agora com o foco na retomada”, afirma. As perspectivas dos empresários ouvidos na pesquisa são positivas em relação à gestão de colaboradores, 78% dos empresários de agências de turismo afirmam que não têm intenção de demitir funcionários em 2020, sendo que uma pequena parcela (8%) já sinaliza a intenção de contratação. Além das questões trabalhistas, as empresas tiveram que passar por modificações em suas estruturas financeiras: 44% cortaram custos com renegociação de contratos, 43% cortaram gastos com matérias-primas, 38% negociaram contas de água, energia e telefone, outras 22% cancelaram contratos de aluguel. A pesquisa revela que atualmente a principal preocupação dos empresários é a insegurança com o mercado de

turismo, em relação às companhias aéreas, parceiros locais e fornecedores de outros países. 36% dos entrevistados registraram que essa incerteza é motivo de aflição. 24% apontam o acesso ao crédito como um dos principais receios.

MEDIDAS DO GOVERNO Os empresários também se mostraram bem informados em relação às políticas públicas desenvolvidas pelo governo em razão da pandemia: 75% declararam conhecer a MP 937/2020 que trata sobre o benefício emergencial oferecido para os MEIs, autônomos e informais; 69% conhecem a legislação sobre a suspensão de contratos trabalhistas; 61% tiveram acesso a MP 948/2020, que dispõe sobre o cancelamento de serviços no setor de turismo e cultura; 55% afirmaram que têm ciência das linhas de crédito com condições diferenciadas para empresas que não demitirem. Somente 5% desconhecem algumas dessas iniciativas. Os empreendedores apontaram quais principais medidas governamentais poderiam ser implantadas para compensar os efeitos da pandemia nos negócios. Redução de impostos e taxas (57%), empréstimos sem juros (55%), aumento das linhas de crédito (52%) e renegociação de prazos para pagamentos de empréstimos (30%) foram as mais votadas. Em relação ao faturamento, 64% acredita que os ganhos serão menores no 3º trimestre, se comparado ao ano anterior. Outro ponto relevante é que 95% dos pequenos negócios registraram queda no faturamento nos meses de abril, maio e junho, em relação a 2019.


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TECNOLOGIA

MERCADO

A Azul adotou o chamado “Tapete Azul” (Divulgação)

Há pouco mais de quatro meses, o turismo brasileiro viu seus índices, que até então estavam em constante crescimento, chegarem a quase zero. Hotéis atingiram seus menores índices de ocupação, agências de viagens tiveram mais de 50% de seus pacotes turísticos cancelados, entre outros setores que foram impactados negativamente pela pandemia do novo coronavírus. Com a nova realidade, muitos segmentos e profissionais tiveram que se reinventar e passaram a utilizar a tecnologia para dar sobrevivência aos seus negócios ou àquela vontade de conhecer novos lugares. Como é o caso da dona de casa, Anna Ariel. Apaixonada por museus, ela viu na internet a possibilidade de visitar diversas exposições diretamente da sua residência. Porém, de acordo com Anna, ela não dispensará à ida aos locais quando voltarem a funcionar. “Devido à pandemia perdi a oportunidade de visitar pessoalmente alguns museus que tinha vontade de ir. Mas, com a disponibilização das mostras na internet passei a conhecer diversas exposições, que nem imaginava. É muito legal ter esse leque de opções a um clique da gente, pelo menos até que tudo se normalize”, disse. Mas, não foi só a população que teve que recorrer às inovações tecnológicas para aproveitar os atrativos turísticos brasileiros. Alguns profissionais do setor também aderiram ao chamado “Turismo Virtual” para dar continuidade aos trabalhos e garantir uma renda nesse período. O guia de turismo, Kadu Bueno, é um dos idealizadores da plataforma “Turismo Virtual no Brasil” que possibilita JORNAL TURISMO&EVENTOS AGOSTO 2020 - 10

Brasileiros se adaptam às tecnologias em novo formato de turismo

aos turistas conhecerem um pouco mais dos destinos brasileiros de forma online e com todas as informações que só um guia pode oferecer. Segundo Bueno, a ausência da atividade profissional fez com que outras opções fossem exploradas para dar sobrevida ao segmento. “Criamos naturalmente um ambiente colaborativo, com ideias de vários colegas de profissão que da noite pro dia se viram sem trabalho. Entramos em contato com guias do Brasil inteiro para fazerem a construção de roteiros. Hoje já temos mais 50 guias cadastrados e mais de 6 mil usuários que já fizeram, pelo menos, um dos nossos passeios”, disse. Para os guias que quiserem aderir à plataforma, Kadu esclarece que é preciso seguir alguns critérios como estar regularizado no Cadastur, do Ministério do Turismo, e morar na cidade a qual deseja fazer o roteiro. A iniciativa que começou de forma despretensiosa já mostra o interesse de se expandir e proporcionar o seu uso para pessoas que não podem viajar e até mesmo para alunos de escolas públicas explorarem as diversidades do nosso país no aprendizado educacional. INOVAÇÃO NO EMBARQUE Quem também está aderindo às novas tecnologias para se adequar ao novo momento que o setor vive são as empresas aéreas. A Azul, por exemplo, adotou o chamado “Tapete Azul”: tecnologia pioneira no mundo de realidade aumentada que garante o distanciamento social entre os passageiros e dá mais comodidade, agilidade e conforto na hora do embarque. Segundo a companhia aérea, a inovação vem proporcionando

POR TIAGO GUEDES

uma diminuição de cerca de 25% no tempo em que uma pessoa leva entre embarcar e sentar dentro do avião. Para o vice-presidente de Pessoas e Clientes da Azul, Jason Ward, as inovações tecnológicas serão essenciais para garantir o conforto e segurança dos passageiros. “O processo de embarque de uma aeronave possui regras e a necessidade de identificação dos Clientes para garantir a segurança. Essa tecnologia está nos ajudando a fazer isso com muito mais agilidade e segurança, especialmente neste período em que as pessoas precisam manter a distância uma das outras. Isso acontece porque o sistema chama de forma intercalada nossos Clientes a fazerem o embarque, tornando o processo mais fluido para quem está viajando”, concluiu. WAKALUA – É atrás dessa e de outras inovações que o Ministério do Turismo lançou o 1º Desafio Brasileiro de Inovação em Turismo, em parceria com o Wakalua Innovation Hub - primeiro polo global de inovação em turismo e com a Organização Mundial do Turismo (OMT), agência da ONU dedicada ao setor. A competição inédita busca soluções para a retomada do turismo brasileiro através de projetos de base tecnológica que respondam tanto a necessidades imediatas do contexto pós-pandemia, quanto a desafios gerais do turismo brasileiro. “As soluções tecnológicas e de inovação serão essenciais para ajudar o setor na retomada pós-pandemia e irão se somar às ações já desenvolvidas pelo governo federal”, disse. “Estamos certos de que o Brasil terá sucesso neste caminho”, destacou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.


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CRUZEIROS

MSC Cruzeiros revela detalhes do protocolo de saúde e segurança da companhia, que vai além das orientações das autoridades POR PATRICIA PENNA

Em coletiva de imprensa o CEO da MSC Cruzeiros, Gianni Onorato, revelou todos os detalhes do protocolo abrangente de saúde e segurança da Companhia, que foi desenvolvido para apoiar o reinício das operações no Mediterrâneo, projetado para proteger a saúde e a segurança dos hóspedes, da tripulação, bem como das comunidades locais onde os navios da Companhia visitarão. A Companhia formou uma força-tarefa dedicada, com a

colaboração e o apoio de especialistas médicos externos, desenvolveu um protocolo robusto com novos procedimentos operacionais específicos da MSC Cruzeiros, que vão além das diretrizes regionais e nacionais vigentes e estabelecem efetivamente um novo padrão. Além disso, a RINA, uma corporação de certificação marítima independente, verificou que o protocolo atende às diretrizes da Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA), que incorpora padrões de saúde adicionais, incluindo os da EU Healthy Gateways Joint Action.

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Os novos procedimentos incluem testes universais de COVID-19 para todos os hóspedes e tripulantes antes do embarque, visitas em terra protegidas em cada destino apenas com uma excursão da MSC Cruzeiros, como nível de proteção adicional para os hóspedes, e a apresentação de um Plano de Proteção à COVID para maior tranquilidade dos hóspedes, oferecendo as férias mais seguras possíveis. A armadora trabalhou para abranger todos os aspectos da jornada do hóspede, desde o momento da reserva o momento da reserva até o embarque, a vida a bordo e até o retorno


de volta para casa, preservando a singularidade da sua experiência. Reinício com itinerários no Mediterrâneo A MSC Cruzeiros está se preparando para um possível reinício neste verão do hemisfério norte no Mediterrâneo, que devido ao desenvolvimento atual da pandemia e de suas atrações turísticas, é onde os hóspedes da CompanhWia desejam que os navios façam seus cruzeiros. Portanto, enquanto a Companhia aguarda as aprovações finais necessárias, dois navios da MSC Cruzeiros estão sendo preparados o MSC Grandiosa no Mediterrâneo Ocidental e o MSC Magnifica no Mediterrâneo Oriental. As datas exatas de partida serão determinadas de acordo com as diretrizes recebidas pelas autoridades competentes. Os itinerários que estão planejados incluem Grécia e Malta, onde as autoridades não apenas reabriram seus portos para cruzeiros, como também aprovaram o protocolo de saúde e segurança que irá apoiar nosso reinício das operações. Nesta fase inicial da retomada das operações, os dois navios, receberão inicialmente apenas hóspedes residentes nos países do Espaço Schengen. Além disso, os itinerários foram projetados de acordo com a acessibilidade dos portos, reduzindo, onde possível, a necessidade dos hóspedes usarem transportes públicos ou voos e foram planejados em conjunto com as autoridades. O protocolo operacional abrangente e aprimorado de saúde e segurança da MSC Cruzeiros visa estabelecer um novo padrão Tendo estabelecido uma forçatarefa multifuncional a MSC Cruzeiros contratou o provedor global de saúde Aspen Medical para ajudar ainda mais no desenvolvimento do protocolo e procedimentos operacionais. Além disso, foi criado o Grupo Blue-Ribbon de Especialistas em COVID - um painel de especialistas altamente qualificados e respeitados internacionalmente para informar e revisar as iniciativas da Companhia para garantir que as ações tomadas sejam apropriadas, eficazes e baseadas nas melhores práticas científicas e de saúde disponíveis.

O novo protocolo operacional foi projetado para prevenir e mitigar o risco de transmissão durante uma viagem em seus cruzeiros. Ele inclui os seguintes pilares em termos de medidas de prevenção e planejamento de resposta: 1. Triagem universal de saúde dos hóspedes antes do embarque, que compreende três etapas abrangentes: verificação da temperatura, questionário de saúde e teste swab para COVID-19. Dependendo dos resultados da triagem e de acordo com o histórico médico ou de viagem do hóspede, será realizada uma triagem de saúde ou teste secundários. Qualquer hóspede que testar positivo, apresentar sintomas ou temperatura, terá o embarque negado. Seguindo as diretrizes do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, os hóspedes que viajam de países classificados como de alto risco deverão fazer um teste RT-PCR molecular, que deve ser realizado dentro de 72 horas antes de embarcar no navio. Todos os tripulantes serão testados para a COVID-19 antes do embarque e também regularmente durante o contrato; 2. Medidas elevadas de higienização e limpeza apoiadas pela introdução de novos métodos de limpeza, com o uso de produtos desinfetantes de nível hospitalar e pela higienização do ar a bordo com a tecnologia de luz UV-C, que mata 99,97% dos micróbios; 3. O distanciamento social será possível por meio da redução da capacidade geral de hóspedes a bordo, permitindo mais espaço para os hóspedes, aproximadamente 10m2 por pessoa, com base em 70% da capacidade. A capacidade dos ambientes será reduzida, as atividades serão modificadas para permitir grupos menores e os hóspedes deverão reservar previamente serviços e atividades para o gerenciamento do número de hóspedes. Quando o distanciamento social não for possível, os hóspedes deverão usar uma máscara facial, por exemplo, nos elevadores. As máscaras serão fornecidas diariamente aos hóspedes na cabine e estarão disponíveis em todo o navio. 4. Instalações e serviços médicos aprimorados, com equipe altamente qualificada e treinada, equipamento necessário para testar, avaliar e tratar pacientes com suspeita de COVID-19 e

a disponibilidade de tratamento gratuito no Centro Médico a bordo para qualquer hóspede com sintomas. Cabines dedicadas serão disponibilizadas para permitir o isolamento de quaisquer casos suspeitos e contatos próximos. 5. O monitoramento contínuo da saúde será realizado durante todo o cruzeiro. Os hóspedes e a tripulação terão sua temperatura verificada diariamente, quando retornarem de terra ou em estações dedicadas pelo navio, para monitorar o status de saúde de cada hóspede e tripulante. Durante esta fase inicial das operações, como uma medida reforçada de proteção e para evitar riscos à saúde dos hóspedes e de seus acompanhantes de cruzeiro, os hóspedes só desembarcarão fazendo parte de uma excursão organizada pela MSC Cruzeiros. Isso significa que a Companhia pode proteger a saúde dos hóspedes em terra, com excursões que serão oferecidas com os mesmos altos padrões de saúde e segurança a bordo. Garantiremos que os transfers estejam higienizados adequadamente e que haja espaço adequado. Os guias e motoristas também serão submetidos a triagem de saúde e usarão o EPI apropriado. 6. Um plano de contingência será aplicado se um caso suspeito for identificado, em estreita cooperação com as autoridades nacionais de saúde. O caso suspeito e os contatos próximos seguirão as medidas de isolamento e podem ser desembarcados de acordo com as regulamentações locais e nacionais. Do momento em que um hóspede começa a planejar e a reservar seu cruzeiro, até o momento em que volta para casa, a MSC Cruzeiros avaliou todos os pontos de contato de suas férias para implementar as medidas adequadas de saúde e segurança. Os hóspedes receberão apoio em todas as etapas, com informações simples, condições de reserva claras, informações práticas e apoio da tecnologia para tornar o processo suave e contínuo. Um procedimento de embarque reformulado com processos de checkin digital foi implementado para tornar o processo mais contínuo e sem contato, com os horários de chegada definidos para gerenciar o fluxo de hóspedes.

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DESTINO

Retorno ao turismo em Aruba: confira as políticas do destino para garantir segurança dos primeiros turistas POR MARCOS ARRUDA

Em meio à emergência de saúde enfrentada em todo o mundo, as autoridades de cada país reagem com medidas para enfrentar esse enorme desafio. Aruba não é exceção, e é por isso que adotou políticas estratégicas para proteger a comunidade local e garantir a segurança dos primeiros visitantes da Ilha Feliz. Com a aplicação do Aruba Health & Happiness Code, que envolve protocolos de higiene, segurança e distanciamento social em hotéis, agentes e atrações turísticas, a ilha recebeu o selo WTTC “Safe Travel”, que identifica os destinos que atendem às condições de segurança para receber os turistas. Viajar pode parecer um grande desafio neste momento. No entanto, a visão de Aruba é que, com os protocolos adequados, a segurança do turista pode ser garantida, a partir de medidas que vão desde a operação em aeroportos, as condições no avião, e até práticas específicas no destino em hotéis e atrações turísticas. “Tomamos medidas para que todos os nossos visitantes se sintam seguros quando viajam para nossa feliz ilha e desfrutem das melhores férias e experiências neste período”, afirma Miriam Dabian, diretora para a América Latina da Autoridade de Turismo de Aruba (ATA). Atualmente, Aruba recebe turistas do Caribe (exceto República Dominicana e Haiti), Canadá, Europa e Estados Unidos. A partir da revisão minuciosa da evolução e do êxito das medidas tomadas, o processo de abertura de fronteiras da ilha será ampliado para outros mercados da América Latina e do mundo. Confira abaixo as políticas adotadas pelo Governo de Aruba para o destino: Antes de Viajar: Visitantes devem preencher obrigatoriamente o cartão de embarque e desembarque na página www.edcardaruba.aw. Fazer o teste de PCR de 72 a 12 horas antes de viajar ou compre-o para realizar em JORNAL TURISMO&EVENTOS AGOSTO 2020 - 14

Aruba, na página www.edcardaruba.aw. O seguro médico obrigatório deve ser adquirido com 72 horas a quatro horas de antecedência na página http://www.edcardaruba.aw. No aeroporto, durante o check-in da companhia aérea, será solicitada a prova digital de aprovação de viagem gerada pelo preenchimento do cartão de imigração e do cartão de febre amarela. Os viajantes devem usar máscara antes, durante e após a visita. No Aeroporto A imigração solicitará as informações e a documentação exigidas pelo Governo de Aruba. O turista deve levar consigo a aprovação de viagem, o resultado do teste de PCR e cartão de febre amarela. Os viajantes que não forneceram previamente um resultado negativo no teste de PCR devem leválo ao aeroporto na chegada. Os turistas com teste de PCR negativo antes de viajar responderão a perguntas sobre saúde e controle de temperatura. No avião para Aruba e no aeroporto Reina Beatrix, é obrigatório o uso de máscaras.

No Hotel Se o teste PCR for realizado em Aruba, será designado ao viajante um quarto no hotel para uma quarentena de 24 horas. Os hotéis e outros tipos de acomodação possuem protocolos de saúde para manuseio de bagagem, segurança no elevador e serviços de limpeza rigorosos, check-in digital, pagamentos on-line e regras de distanciamento social. Todas as acomodações devem ser certificadas pelo selo Aruba Health & Happiness Code . Se Tiver Sintomas Aruba está preparada para lidar com casos de COVID-19 com testes de PCR e atendimento médico. Os visitantes devem entrar em contato com o anfitrião do hotel e ligar para o Centro de Assistência Médica. Os turistas terão que esperar isolados pelos resultados dos testes. Atividades na Ilha Os turistas são aconselhados a levar máscaras na mão para usar em situações em que seja difícil de manter o distanciamento social.


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DESTINO

Estado e BID assinam acordo de US$ 250 mil para apoiar retomada do Turismo em SP POR TIAGO GUEDES

O Governador João Doria firmou no último dia 23 um acordo de cooperação técnica entre a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo (Setur/SP) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a retomada econômica do setor. O acordo prevê a doação de US$ 250 mil pelo banco e permitirá o desenvolvimento de projetos que pautem uma recuperação sustentável do turismo no estado, bem como a elaboração de estudos complementares que apoiem futuros pedidos de financiamento internacional.

ria a Setur/SP e será destinado para três frentes: elaboração de um plano com estratégias e ações de médio e longo prazo; realização de estudos complementares para apoiar a implantação do plano; e um estudo de apoio à melhoria da dinâmica de concessão de crédito para o setor. Cooperação técnica Os recursos virão do Programa Estratégico para o Desenvolvimento de Sustentabilidade do BID e a cooperação técnica terá a duração de 18 meses. Os termos de referência para a contratação de cada um dos estudos estão em fase de elaboração pelas equipes técnicas do BID e da Setur/SP e a previsão é de que os processos de contratação sejam iniciados ainda em agosto.

“Este é um acordo operacional para retomada do setor do turismo, muito afetado pela pandemia em todo o Brasil e obviamente aqui no estado de São Paulo também. Uma prova de confiança do BID nos marcos jurídicos de São “Esta cooperação é complementar ao Paulo e prova de confiança no turismo”, que já vínhamos fazendo e permitirá um afirmou Doria. olhar de mais longo prazo, revisando as O investimento tem como beneficiá- bases para o desenvolvimento do turismo

no nosso Estado”, disse o secretário de Turismo, Vinicius Lummertz. “A movimentação econômica será restabelecida, mas temos a obrigação de atacar alguns pontos vulneráveis para termos resultados mais consistentes. Durante a pandemia, ficou clara a necessidade de um olhar mais cuidadoso para as questões de crédito e fontes de financiamento”, completou. O representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, celebrou a iniciativa com o Governo do Estado. “Antes da pandemia, o setor do turismo já precisava de um olhar integral por boa parte de governos de regiões com elevado potencial. O planejamento que São Paulo está desenvolvendo é crucial para estabelecer uma retomada segura do setor, que é responsável por 7,7% do PIB brasileiro. Estamos muito satisfeitos em poder colocar nossa experiência na área a serviço do estado”, avaliou.

SANTOS, SP(IMAGEM: KEN CHU) JORNAL TURISMO&EVENTOS AGOSTO 2020 - 16


CADASTUR TEMA

Amazonastur realiza ação de incentivo à formalização no Cadastur Número de prestadores de serviços turísticos no Amazonas cadastrados no sistema aumentou 24% no primeiro semestre

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Agentes realizam ação de sensibilização de prestadores de serviços turísticos no Amazonas. (Imagem: Amazonastur) POR MARCIO ARRUDA

A Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) deu continuidade, no dia 19/08/20, às ações de reordenamento e orientação aos guias de turismo, transportadora turística e agentes de viagens para verificar as condições dos veículos de turismo e a legalidade dos cadastros no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos do Ministério do Turismo). A ação ocorreu no posto de fiscalização localizado na interligação das rodovias AM-010 e BR-174. A atuação também tinha como objetivo verificar a aplicação das medidas de segurança e de prevenção contra o coronavírus, como a redução em 50% da capacidade dos veículos, o uso de máscaras e disponibilização de álcool a bordo. A Amazonastur incentiva o trade a se vincular ao Cadastur e realiza uma série de medidas para divulgar a importância

do sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor de turismo. O número de prestadores de serviços cadastrados no estado do Amazonas aumentou mais de 24% no primeiro semestre deste ano, e a presidente da Empresa Estadual, Roselene Medeiros, associa os bons resultados às contínuas ações de sensibilização. “Quando um turista procura algum serviço que não é credenciado, nós, como órgão vinculado e delegado do Ministério do Turismo aqui no Amazonas, não temos como auxiliá-lo. Se acontece algum problema com alguma empresa cadastrada, temos como cobrar e dar uma resposta a esse turista que teve qualquer tipo de problema”, explicou Medeiros. O secretário nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo, William França, responsável pela coordenação do Cadastur no Ministério do Turismo, destacou que este é um

momento crucial em que a segurança dos turistas deve ser prioridade e reforçou a importância, não só da formalização dos serviços, mas também em aderir ao selo Turismo Responsável. “O turismo está retomando suas atividades após um período de incertezas e é nosso papel cuidar para que os turistas retomem a confiança e se sintam seguros. Por isso, é fundamental que os prestadores atuem de forma legal e se adequem aos protocolos de prevenção”, ressaltou. SELO TURISMO RESPONSÁVEL - Para auxiliar os empreendimentos sobre as medidas recomendadas para a reabertura, o Ministério do Turismo publicou os protocolos sanitários recomendados para 15 segmentos turísticos que fazem parte do Cadastur, além de um conjunto de orientações também para os turistas. Já são quase 18 mil selos emitidos em todo o Brasil. JORNAL TURISMO&EVENTOS AGOSTO 2020 - 17


EVENTOS

Em formato híbrido, ABAV Collab terá ações presenciais em capitais do Brasil Para a abertura, no Dia Mundial do Turismo, a organização inicia a seleção entre grandes cartões postais nacionais POR MARCOS ARRUDA

Essas são algumas das muitas surpresas que o ABAV Collab reserva aos participantes, que já podem garantir a inscrição a partir da última sexta-feira (21/8) no site www.abavcollab.com.br. O ABAV Collab terá expositores nacionais e internacionais atendendo em estandes virtuais, área de networking com chat traduzido em mais de 20 idiomas, capacitações e uma série de ativações em uma jornada de seis dias, entre os dias 27 de setembro e 2 de outubro. Sobre o ABAV Collab

A Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional) iniciou semana passada o processo de seleção de um grande destino turístico nacional para a realização da cerimônia de abertura do ABAV Collab no dia 27 de setembro, quando se comemora o Dia Mundial do Turismo. De olho em três cartões postais do país, a organização espera reunir o maior público possível, em conformidade com os protocolos de segurança locais. A solenidade será transmitida em tempo real por uma plataforma virtual, e encerrada com uma apresentação artística. JORNAL TURISMO&EVENTOS AGOSTO 2020 - 18

Jornada virtual entremeada por ações presenciais, desenvolvida sob o conceito colaborativo e com o envolvimento de todos os elos da cadeia produtiva do turismo, unidos no objetivo comum de alavancar a retomada do setor, com sustentabilidade e múltiplas oportunidades de negócios.

Além da abertura, a programação do ABAV Collab prevê outras ações presenciais, sempre atreladas a um aspecto da cultura nacional, o que pode envolver seções gastronômicas, A partir de dinâmicas inovadoras, apresentações artísticas ou uma visita aos principais pontos turísticos de cada o evento desenvolve a programação com foco em capacitação, networking localidade. e geração de negócios, por meio de Em cada uma dessas atividades, uma palestras, apresentações em formato ou mais pessoas da audiência serão de ted talks, tutoriais, manifestações sorteadas e surpreendidas com uma culturais e stand ups, entre muitas outras amostra alusiva à apresentação em que atrações e interações. estiver sintonizada, como uma aula de dança, a entrega de um prato típico ou de Serviço: ingredientes para que participe em tempo Mais informações acesse: www. real de uma das experiências culinárias. abavcollab.com.br


MERCADO

Azul e Abracorp avaliam cenário favorável à retomada da demanda P O R PAT R I C I A P E N N A

No último dia 18 de agosto, foi realizado por nós antes da pandemia – o que daria os viajantes corporativos”, avalia Carlos mais um encontro virtual da série em torno de 570 voos, incluindo mercado Prado, presidente do Conselho de “Retomada”, que tem sido promovida nacional e internacional”, disse John Administração da Abracorp e membro pela Abracorp – Associação Brasileira de Rodgerson, CEO da Azul, ao lembrar que do Conselho Consultivo do Movimento Agências de Viagens Corporativas.

o papel da Azul é estimula o tráfego aéreo Supera Turismo Brasil.

Na oportunidade, com a participação e dinamizar a economia brasileira. de John Rodgerson, Chief Executive

Com o objetivo de proteger clientes e

Officer da Azul Linhas Aéreas; Abhi Shah, tripulantes, a Azul reiterou o elevado nível Chief Revenue Officer e Antonio Américo, de segurança dos voos, decorrente da Diretor Comercial, os representantes das tecnologia embarcada nas aeronaves e a agências de viagens associadas foram adoção de protocolos de biossegurança. informados sobre o salto de 70 para

“O diálogo franco e aberto com

400 voos domésticos dia que a empresa as empresas aéreas contribui com

De acordo com os dados do BI Abracorp, referentes ao segundo trimestre de 2020, com 36,1% de market share, a Azul liderou o ranking da movimentação apurada

no

período,

concentrando

os 40,8% do montante registrado no mercado de voos domésticos.

colocou em operação, de abril a setembro o alinhamento de ações voltadas à “Com o crescimento constante da oferta, de 2020. retomada segura, tão necessário à a tendência é que a Azul mantenha o “A previsão é chegar em dezembro consecução de objetivos comuns a todos desempenho alcançado no mercado de com 60% da capacidade, considerando os elos que compõem o setor de viagens viagens corporativas”, conclui Gervasio a base de 950 voos dia, que era voado e turismo no Brasil. E em especial, para Tanabe.

JOHN RODGERSON, CEO DA AZUL LINHAS AÉREAS (IMAGEM: DIVULGAÇÃO)

JORNAL TURISMO&EVENTOS AGOSTO 2020 - 19


ECONOMIA

Índice de atividades turísticas cresce 19,8% em junho, aponta IBGE Setor de aviação , alojamento e alimentação foi um dos que puxaram a alta do setor no período

P O R E V E L L I N E C O S TA

O setor do Turismo está voltando aos poucos a registrar dados positivos para o país. Isso porque em junho, o índice de atividades turísticas cresceu 19,8% quando comparado ao mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número mostra um respiro do segmento, que registrou queda de 68,1% entre os meses de março e abril, início da pandemia. Os destaques vão para o setor aéreo que apresentou alta de 58,9% e os serviços de alojamento e alimentação, com crescimento de 17,3%. Para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, o índice pode ser considerado uma resposta positiva das ações tomadas pelo governo federal para dar sobrevida ao setor. “A nossa preocupação era ajudar o setor a não desmontar e podemos ver que o trabalho realizado deu certo. Esperamos ver o turismo brasileiro de volta aos trilhos JORNAL TURISMO&EVENTOS AGOSTO 2020 - 20

do crescimento, observando todos os protocolos de biossegurança e garantindo destinos seguros para os nossos turistas. Dessa forma, o turismo vai seguir desempenhando sua vocação de contribuir para a geração de emprego e renda no nosso país”, disse. Desde o início da pandemia, o Ministério do Turismo trabalhou em ações para evitar o desmonte do setor, como a publicação da Medida Provisória nº 948/20 elaborada pelo MTur em conjunto com a Pasta da Justiça e Segurança Pública, que dispõe sobre cancelamentos e remarcações de serviços, reservas e eventos; a MP nº 936/20, que instituiu um programa emergencial de manutenção de emprego e renda e traz medidas trabalhistas que garantem postos de trabalho e renda a milhares de brasileiros; e a MP 963, que destinou R$ 5 bilhões para financiamentos via Fungetur.

Realizada pelo IBGE, a Pesquisa Mensal de Serviços produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país. O levantamento traz a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. ESTADOS A pesquisa, também, avaliou o crescimento dos serviços em alguns estados. O destaque foi para Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo que registraram alta de 26,1%, 23,7% e 19,6%, respectivamente, no mesmo período.


N O TA S

Estudo mapeia a recuperação do turismo no Estado de São Paulo Cidades turísticas do litoral e interior terão retorno mais rápido que a capital

O Centro de Inteligência e Economia do Turismo (CIET), da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, projetou o impacto da pandemia da covid-19 em todas as regiões paulistas e os cenários da recuperação. O estudo, inédito, levou em consideração o histórico de resultados até 2019, a expectativa para o setor em 2020, pesquisas nacionais e internacionais sobre a interrupção das atividades de viagens e turismo e os primeiros sinais da retomada, a partir da flexibilização permitida pelo Plano São Paulo. Dos 46,3 milhões de turistas previstos no Estado, 2020 deverá totalizar 29,5 milhões no cenário mais provável, com a perda de quase 17 milhões de viagens. Em movimentação financeira, o previsto antes da pandemia chegava a R$ 43 bilhões; agora, R$ 26,1 bilhões — R$ 16,9 bilhões a menos. Dos 29,5 milhões, 20,6 são paulistas viajando para cidades dentro do Estado, pouco mais de 8 milhões virão de outros Estados, além de 817 mil estrangeiros. Esses números consideram os bons resultados de janeiro e fevereiro, período pré-pandemia. De acordo com o CIET, o “turismo de proximidade” — viagens rodoviárias, por períodos

curtos e destinos até três horas de deslocamento — é o primeiro grande movimento de retorno. Com a concentração populacional na Grande São Paulo, 21,5 milhões de pessoas, as três das principais regiões turísticas paulistas fora da capital — Baixada Santista, Campinas/Circuito das Águas e Vale do Paraíba/Mantiqueira/ Litoral Norte — além do retorno mais rápido dos visitantes, aumentarão a participação percentual no todo o Estado, mesmo tendo perdido mais de três milhões de turistas. Isso acontece por receberem principalmente o morador da Grande São Paulo. A Baixada, por exemplo, recebeu ano passado oito milhões de turistas, 18,2% do movimento do Estado. Em 2020 deverá fechar com seis milhões, 20,1% do total. A capital paulista seguirá como o principal destino turístico nacional. Porém, como a maioria dos visitantes é motivada por atividades comerciais vinculadas a aglomerações – feiras, comércio popular, convenções e grandes eventos culturais – as limitações impostas pela covid-19 farão com que esse retorno seja mais lento. A participação da capital no todo o Estado, segundo o CIET, passará de 31,6% em 2019 para 26,2%, fechando 2020 com 13,9 milhões de visitantes.

Selo Turismo Responsável já tem mais de 17 mil adesões O Selo tem como objetivo auxiliar a retomada das atividades turísticas no país

O selo “Turismo Responsável – Limpo e Seguro” já foi solicitado por 17.868 prestadores de serviços turísticos no Brasil. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações do Ministério do Turismo para incentivar a retomada da atividade no Brasil. A ideia é que os turistas possam se sentir mais seguros para viajar e frequentar locais que cumpram protocolos específicos para a prevenção da Covid-19. Os selos são específicos para cada atividade característica do turismo. As atividades com maior número de solicitações do selo são: agências de turismo (5.732), meios de hospedagem (4.320) e guia de turismo (2.351). Já os estados que registraram a maior adesão à iniciativa são: São Paulo (3.917), Rio de Janeiro (2.760), Minas Gerais (1.554). Santa Catarina é o 7° no ranking no número de inscrições. Confira abaixo os estados com maior número de selos obtidos: TOP 10 1º São Paulo (3.917) 2º Rio de Janeiro (2.760)

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3º Minas Gerais (1.554) 4º Bahia (1.269) 5º Rio Grande do Sul (949) 6º Paraná (911) 7º Santa Catarina (883) 8º Rio Grande do Norte (845) 9º Pernambuco (706) 10º Alagoas (666) Protocolos sanitários para atividades do setor Para auxiliar os empreendimentos sobre as medidas recomendadas para a reabertura, o Ministério do Turismo publicou os protocolos sanitários recomendados para 15 atividade que fazem parte do Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), além de um conjunto de orientações também para os turistas. Clique aqui e conheça os protocolos construídos em parceria com o trade, levando em consideração diretrizes internacionais, e contou com a validação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


C O LU N I S TA

P O R D AV I D L E S L I E

(15) Bons Velhos Tempos do Nosso Turismo... Nestes “novos tempos” de pandemia (do COVID -19), falar em “bons velhos tempos do nosso turismo” trata e remonta a apenas cerca de quatro ou cinco meses! ... Inacreditável, mas, sem sombra de dúvida, uma contestação real e absolutamente compreensível!

Falar em aeronaves cheias, em hotéis lotados e em cidades repletas de visitantes entrando e saindo de museus, templos, parques temáticos e outras atrações, parece coisa de um passado distante que, dificilmente, haverá de voltar ... Só que não! ... Na minha opinião, as atividades turísticas, e suas consequentes viagens, deverão voltar com intensidade redobrada! ... Faz parte do nosso DNA, desta incontrolável vontade, inata em todos nós, de nos deslocar, ver e conhecer novas terras, outras culturas e outras gentes. Está forte contenção que, hoje, nos impede de desbravar novos horizontes e que nos dá a sensação de estarmos presos em nossas casas, como autênticos reféns de um possível contágio com este terrível vírus, certamente resultará (assim que se descobrir uma confiável vacina que nos permita, outra vez, deslocamentos seguros através de todo o planeta) numa explosão incontrolável de viagens, muito mais intensa do que antes ! ... e isto porque o próprio processo de repressão irá provocar um efeito contrário transformando a retenção numa expansão sem precedentes! ... Estou absolutamente convicto desta previsão! É claro que fatores tais como a disponibilidade de tempo, os meios e as condições financeiras, entre outros, serão fundamentais (mesmo que difíceis em tempos de pós-pandemia) para garantir o prognóstico aqui proposto. Mas, é minha sincera opinião de que as viagens e o turismo nos brindarão, outra vez, com uma surpresa bem agradável! Por isso, Agentes-deViagens e Operadores-de-Turismo, preparem-se, pois, logologo, passageiros irão invadir o mundo como nunca antes!

Leslie, é colunista do jornal e do portal turismo&eventos e autor do livro “ Turismo Para Leigos e Curiosos” . Contato: leslie@cbsmarketing.com.br


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