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Impactos da pandemia na saúde econômica de Itaúna O secretário municipal de Finanças, Valter Gonçalves do Amaral disse ao Jornal S’PASSO que os impactos são imensos, e envolvem diversas áreas de competência municipal. Em sua análise financeira, ele vai mais longe e afirma que os danos em virtude da Covid-19 estão gerando sobrecarga no SUS, o que vai alterar em demasia o custeio da saúde púbica daqui para frente, nos três níveis de governo. Página 09
FALTA DE MEDICAMENTOS PODE LEVAR HOSPITAL A COLAPSO Secretário de Saúde, diz que caso não haja reversão rápida da situação, com auxílio federal ou estadual, município passará por desabastecimento O Hospital de Itaúna corre o risco, como muitas outras unidades de saúde do Brasil, de entrar em colapso por falta de insumos essenciais para o tratamento da Covid-19 e também medicamentos destinados a pacientes que estão no Centro de Tratamento intensivo – CTI.
SETE PERGUNTAS
Itaúna chega a 120 óbitos e mais de sete mil já foram vacinados Em boletim divulgado na tarde de ontem (9) a Prefeitura informou que a cidade contabilizava 7.259 casos positivos de Covid-19 (3.441 homens e 3.818 mulheres) e chegava à marca de 120 óbitos de pacientes com testagem positiva para o coronavírus. Segundo o boletim da Casa de Caridade Manoel Gonçalves, também do dia dia 9,
Vinícius Bicalho, Diretor Clínico do Hospital Manoel Gonçalves
Vereadores aprovam doação de R$ 200 mil para o Hospital
DIA DO JORNALISTA
As lembranças dos 131 anos de história da imprensa itaunense AQUI TEM, MAS ACABOU
O dono do negócio e o negócio do dono
as internações chegaram a 60 pacientes, sendo que 42 estavam na enfermaria e 18 do CTI. Dos hospitalizados, 43 são de Itaúna e 17 de outras cidades. De acordo com o Vacinômetro da Prefeitura, foram aplicadas 7.194 doses até a data do dia 8 de abril e as pessoas imunizadas com a segunda dose da vacina somam 2.873.
Professor de Engenharia da Universidade é destaque no UOL Página 04
Profissionais dos laboratórios estão exaustos com o aumento da demanda Mamografia já pode ser agendada a partir da próxima segunda
COOPERITA É DESTAQUE ENTRE AS COOPERATIVAS DE MINAS GERAIS
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Sábado, 10 de abril de 2021
SETE PERGUNTAS PARA
Médico Vinícius Bicalho, Diretor Clínico do Hospital Manoel Gonçalves 1 Já virou lugar comum dizer da imensa dificuldade, cansaço, estresse etc., porque passam os profissionais da saúde, sobretudo os que estão na linha de frente da pandemia. No entanto, queria que o senhor falasse como está sendo vivenciar esse tempo? O que tem sido mais desafiador? Este tempo está sendo realmente muito difícil, seja pela incerteza do acerto, pela quantidade de pacientes procurando auxílio médico, pelo grande número de vítimas fatais ou pela pressão de conseguir fazer o melhor mesmo diante das limitações e obstáculos ocasionados pelo que é novo. O mais desafiador é continuar tratando mesmo com as incertezas, mas conscientes que estamos fazendo o nosso melhor dentro do que sabemos e temos.
2 Qual é a avaliação que o senhor faz de um ano de pandemia? O que é preciso fazer (ou continuar fazendo) para que as pessoas compreendam a gravidade do momento? Foi um ano sofrido. Comércios e empresas falidas, pessoas isoladas em casa, desemprego crescente, muitas vítimas, muitas famílias enlutadas, são milhares de pessoas diretamente afetadas. Basta um olhar ao redor para identificar pessoas conhecidas, parentes, amigos ou vizinhos que sucumbiram pela doença, direta ou indiretamente. Chegamos num ponto que não precisamos ver TV ou ler jornais para acreditar na gravidade da pandemia, é só olhar em volta. Não podemos é fechar os olhos para a situação. Não adianta negar os fatos. O pior cego é aquele que não quer enxergar.
3 Já se falou muito que a pandemia da Covid-19 é algo muito novo, até mesmo para médicos e outros profissionais que estão à frente do trabalho. Para o senhor, o que é esse novo da doença? De que forma os profissionais da saúde estão aprendendo a lidar com o novo coronavírus? Tudo é novo, o vírus é novo, seu comportamento, os sintomas ocasiona-
dos são variados e a evolução dos pacientes também. Nós não sabemos se deixará sequelas e em caso afirmativo se serão temporárias ou definitivas. Não sabemos se algum medicamento é realmente efetivo, qual será a melhor vacina, se a imunização será temporária ou definitiva. Será que as vacinas de agora tratarão as variantes? Em mais de um ano de pandemia temos mais dúvidas do que certezas. Nós estamos aprendendo com a observação, o mundo todo está passando por isso, vários estudos estão em andamento e todos estão trocando experiências; mas por ser uma doença nova acabamos aprendendo da pior maneira que é a tentativa, erro e acerto. Os estudos estão em andamento, seguimos os protocolos sugeridos e aguardamos as conclusões desses para ter um norte a seguir.
4 É possível fazer uma previsão de como estará a população brasileira, e de nossa cidade, quando tudo isso passar? Aliás, é possível prever quando tudo isso irá acabar? Infelizmente não é possível prever quando tudo acabará, dependemos da formação de imunidade na maioria da população e isso leva tempo, não sabemos se as mutações do vírus levarão a necessidade de novas vacinas, se essas que estamos recebendo serão eficazes agora e no futuro. Acredito que essa pandemia levará a uma mudança no pensamento de coletividade no mundo, todos perceberam o real significado da palavra globalização, a doença afetou a todos mas também causou a união em torno de uma causa comum, que é a criação de um tratamento, de uma vacina, de uma cura. O povo percebeu que não interessa o país, a classe sócio econômica, a cor ou religião, todos foram afetados e precisarão dos mesmos tratamentos porque todos somos iguais, somos seres humanos. Cabe também a nós fazermos nossa parte.
5 No seu entendimento, a pandemia poderia ter sido menos destruidora e não ter se prolongado por tanto tempo? Existem falhas dos gestores de saúde e de políticas públicas do país para que o caos se instalasse? Não, o mundo inteiro continua afetado, existem lugares que estão na chamada primeira onda, outros na segunda e alguns
Dr. Vinícius Bicalho Rodrigues é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, especialista em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Felício Rocho. É membro do corpo clínico da Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Sousa Moreira desde 2010 e diretor clínico desta instituição desde julho de 2019. já caminhando para terceira. Aqui não está sendo diferente, não podemos jogar a culpa nos gestores, no presidente, no governador ou no prefeito. A culpa real é nossa, é da população, é obrigação pessoal nos precaver e comportar como orientam os protocolos, mas as pessoas estão os desrespeitando. Cada um tem o seu livre-arbítrio, mas tem que existir a consciência de que a liberdade individual termina quando começa a do outro. Quando não nos protegemos colocamos em risco a saúde dos nossos próximos e também nos tornamos responsáveis pelo triste desfecho deles. É claro que falta um consenso nacional em relação às medidas e protocolos sanitários a serem seguidos, o exemplo deveria vir de cima e ser aplicado por todos. Temos que lembrarA que existem comissões de especialistas em saúde que após discussões determinam as normas a serem seguidos e que devem ser respeitadas.
6 A fala é quase que unânime com relação à morosidade da vacinação. A culpa é mesmo da falta de política e planejamento em nível nacional para que mais pessoas e em menor tempo tivessem sido imunizadas? O Brasil sempre foi uma referência internacional na questão de vacinação em massa. Temos um calendário vacinal exemplar e acessível a todos gratuitamente. Realmente estamos aquém do que conseguimos realizar mas existem vários fatores que causam essa morosidade tais como a fabricação de um produto novo, a distribuição em um extenso território nacional,
o acondicionamento adequado, a alta e rápida demanda, dentre outros fatores. No início ficamos dependentes da importação das vacinas, depois ficamos dependentes da importação da matéria prima. Agora já superamos essa fase e o Brasil é um dos poucos países no mundo capaz de fabricar a vacina. Provavelmente nas próximas semanas teremos um grande número de vacinados. Temos que levar em consideração que mesmo com uma porcentagem baixa de vacinados o número de doses já está na casa dos milhares o que daria para vacinar populações inteiras de outros países menores.
7 Qual é a opinião do senhor acerca do propalado tratamento precoce contra a Covid-19? Em se confirmando as falhas do uso de medicamentos preventivos quem será responsabilizado? A questão de maior discussão atualmente é o chamado tratamento precoce. A boa medicina é baseada em evidências e estudos clínicos e não no achismo. Vários tratamentos e medicamentos estão sendo testados e estudados no momento, e a principal prova de eficácia é quando um grande grupo de pessoas submetidas a determinado procedimento demonstra uma melhora clínica em sua maioria e principalmente quando este mesmo procedimento tem reprodutibilidade, ou seja, se aplicado em uma grande população em qualquer lugar do planeta os mesmos efeitos benéficos são alcançados. Infelizmente isso não ocorre com esses medicamentos do chamado “kit covid” para tratamento precoce. Seria até muita
presunção da nossa parte achar que somente nós que estamos fazendo esse tratamento estamos certos no mundo, e se realmente fosse verdade não teríamos esse número alarmante de casos e mortes já que alguns médicos no brasil lançam mão desse tratamento. Temos que tomar cuidado com fake news ou informações veiculadas em canais de informação duvidosos. Hoje em dia os dados são transparentes a todos, antes de acreditar em algo basta fazer uma pesquisa na internet para procurar a verdade. Os dados epidemiológicos de todos os municípios do Brasil podem ser acessados por qualquer um. Se você quiser descobrir se determinada cidade faz algum tratamento especifico e se é eficaz basta procurar pelo número de casos ativos, de óbitos notificados e ocupação de leitos de enfermaria e CTI. O Conselho Federal de Medicina dá autonomia para o médico tratar seus pacientes como desejar, e graças ao pioneirismo do uso de alguns medicamentos ou tratamentos grandes descobertas são feitas e isso também faz parte da medicina. No momento temos mais dúvidas do que certezas e ninguém pode ser punido por tentar fazer o que acha ser o melhor para seu paciente. A partir do momento que for comprovado por estudos que determinadas drogas ou tratamentos são ineficazes ou deletérios para saúde o médico que insistir em prescrevê-los pode ser responsabilizado por tal fato.
Exames de mamografia já poderão ser agendados a partir da próxima segunda-feira A Prefeitura informou que a partir da próxima segunda-feira (12) terá início a oferta de exames de mamografia. Os procedimentos estarão disponibilizados com as marcações sendo intermediadas pelas unidades de saúde (ESF’s) e confirmadas posteriormente pelo setor de regulação da própria secretaria, com data e horário de realização. Para o agendamento do exame é necessária a apresentação de requisição médica e cópia de documentação pessoal. A mamografia é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e é a melhor forma de descobrir o câncer de mama, antes mesmo que seja detectável pelo exame clínico. O equipamento de mamografia foi adquirido por meio de emenda parlamentar conseguida pela ex-vereadora Gláucia Santiago, hoje vice-prefeita de Itaúna, com o deputado federal Lafayette de Andrada (Republicanos – MG). Foram investidos quase R$ 1 milhão nos equipamentos, somados os valores da emenda parlamentar (R$ 400 mil) e a contrapartida dos cofres públicos municipais (de R$ 599.990,00). Esse mamógrafo vem substituir um antigo, já obsoleto, mas que estava danificado desde 2003. Desde então, por causa da falta do equipamento em Itaúna, as mulheres tinham que se deslocar para outras cidades em busca deste tipo de
atendimento, normalmente em Betim, via SUS / i.CISMEP, ou aguardarem a presença de caminhões para realização de mutirões na cidade. A mamografia de rastreamento é um exame de rotina, simples, não invasivo, recomendado para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos de idade, e deve ser realizada a cada dois anos conforme orientação do Ministério da Saúde. Para mulheres com risco aumentado, pode acontecer fora da faixa etária recomendada, mediante solicitação e justificativa médica. Por meio deste procedimento é possível identificar alterações no tecido mamário, como tumores não palpáveis, microcalcificações e assimetrias, sendo, portanto, o principal meio de obtenção de diagnósticos precoces e aumentando significativamente as chan-
ces de cura. Mais um importante serviço de saúde destinado à mulher Segundo o secretário municipal de Saúde, Fernando Meira de Faria, o mamógrafo é um equipamento de última geração, que se soma ao raio-X digital e novos aparelhos de ultrassonografia e densitometria óssea, este em processo de instalação, compondo um moderno Centro de Imagem, localizado no ambulatório Dr. Ovídio Nogueira Machado. “Nosso tempo de espera por exames deste porte diminuiu muito nos últimos tempos e vamos melhorar ainda mais. A nossa expectativa é realizar cerca de 200 a 250 mamografias mensais”, salientou.
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Hospital pode sofrer colapso por falta de insumos e medicamentos contra Covid Secretário de Saúde Fernando Meira diz que caso não haja reversão rápida da situação, com auxílio federal ou estadual, município passará por desabastecimento completo O Hospital de Itaúna corre o risco, como muitas outras unidades de saúde do Brasil, de entrar em colapso por falta de insumos essenciais para o tratamento da Covid-19 e também medicamentos destinados a pacientes que estão no Centro de Tratamento intensivo – CTI. Algumas cidades estão em alerta porque essas drogas vão se esgotar nos próximos dias devido ao agravamento das contaminações e a superlotação dos leitos hospitalares.
O secretário municipal de Saúde, Fernando Meira de Faria, conversou no início da noite desta sexta-feira com o Jornal S’PASSO e reafirmou que a situação é preocupante. Segundo ele, o hospital Manoel Gonçalves é o único destinado ao atendimento de pacientes do município e da região e há alguns dias a ocupação de leitos está muito além da capacidade e as condições de abastecimento de sedativos e bloqueadores neuromus-
culares ficaram críticas. Meira disse que o cenário caótico gerado pela pandemia e o enfraquecimento das condições de saúde dos municípios são parecidos em várias partes do Estado. “É uma situação muito complexa que já impacta o atendimento e, caso não haja uma reversão rápida dessa situação, com algum auxílio federal ou estadual, o município poderá passar por um desabastecimento completo”, alertou. O secretário de Saúde
informou que Itaúna necessita de alguns medicamentos básicos para intubação, como Midazolan, Fentanil, Rocurônio e Propofol, entre outros, atualmente muito demandados e que não estão sendo encontrados no mercado. “O Hospital tem feito os maiores esforços para conseguir o mínimo de estoque possível, mas a gente sabe que a situação é muito crítica e pode impactar inclusive a abertura de novos leitos”, considerou.
Ex-coordenador da Escola Aberta no Caic “pode pegar 80 anos de reclusão”, segundo Polícia Civil O delegado Leonardo Pio confirmou que foram concluídos os inquéritos policiais referentes aos crimes de estupro de vulnerável, tráfico de drogas e corrupção de menores envolvendo um servidor municipal, coordenador do programa Escola Aberta, que
funciona no Caic, no bairro Morada Nova. O rapaz, de 33 anos, foi preso preventivamente em março, depois de investigações iniciadas a partir de denúncias. Leonardo Pio ressaltou que a conclusão dos procedimentos investigatórios e a respectiva prisão do inves-
tigado é resultado de um trabalho desenvolvido por toda equipe de policiais civis da cidade. “A ação da Polícia vem como uma resposta às demandas da população e busca tranquilizar as vítimas e os seus familiares. O investigado foi indiciado
por estupro de vulnerável, além dos crimes de corrupção de menores, lesão corporal, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Se somadas as penas, o suspeito pode ser condenado a mais de 80 anos de reclusão”, explica o delegado.
Vereadores aprovam doação de R$ 200 mil para o Hospital No final da tarde de ontem (9) a Câmara aprovou por unanimidade a proposição da Mesa Diretora que viabilizou antecipação do duodécimo do legislativo, de R$ 200 mil, para acudir a Casa de Caridade Manoel Gonçalves. A medida foi assinada por
todos os 17 edis e a expectativa é que na próxima segunda-feira o executivo municipal encaminhe ao legislativo projeto de lei direcionando emendas impositivas do orçamento de 2021, no valor de R$ 240 mil para também socorrer o hospital.
Sindicatos patronais doam equipamentos respiratórios O Sindimei e o Sindicomércio adquiriram e entregaram para o Hospital Manoel Gonçalves dez capacetes ELMO, equipamento de criação brasileira, que funciona como dispositivo de suporte ventilatório não invasivo, destinado a pacientes com insuficiência respiratória, a exemplo do
quadro gerado pela Covid-19, para a recuperação da função pulmonar. Esses equipamentos são capazes de manter uma pressão positiva contínua nas vias aéreas, por meio da oferta de alto fluxo de oxigênio e ar medicinal, reduzindo consideravelmente o esforço respiratório do paciente.
Projetos aprovados beneficiam contribuintes com parcelamento de juros e isenção de multas A última reunião dos vereadores, realizada em forma de videoconferência, na tarde de terça-feira (6), foi muito proveitosa. A avaliação positiva foi feita por eles mesmos num arroubo de elevada autoestima de grande parte dos parlamentares. Não foi aprovada nenhuma pauta polêmica nessa sessão, mas eles apoiaram por unanimidade dois projetos de lei apresentados pelos colegas Gustavo
Dornas (Patriota) e Alexandre Campos (DEM) que propõem isenção de multas e parcelamento de juros em tributos do município. De autoria de Dornas, a proposição pretende que o Município parcele juros e extinga multas em cobranças de atraso de taxas do município, como água e esgoto e IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano), enquanto durar a pandemia da Covid-19.
Semelhante a este, o projeto de lei apresentado pelo presidente da Mesa, Alexandre Campos quer que as dívidas dos contribuintes municipais – pessoas físicas e jurídicas –, com vencimento até 28 de fevereiro, sejam parceladas a fim de não penalizar ainda mais o cidadão itaunense. Os projetos são autorizativos e, de acordo com seus proponentes, não irão incorrer em prejuízos para o erário uma vez
que não há renúncia fiscal e sim abatimento em juros e multas. Demais vereadores que opinaram sobre as proposições, como Antônio Miranda (PSC) e Antônio Faria Júnior (PL), o Da Lua, aconselharam que todos os dezessete edis busquem sensibilizar o prefeito Neider Moreira (PSD) para que as leis sejam sancionadas o quanto antes. E não fiquem apenas na vontade da Câmara Municipal.
Todos devem se unir a fim de ajudar o Hospital a combater a pandemia Um esforço conjunto de todos os dezessete vereadores e demais autoridades do município, especialmente do poder executivo, para que mais recursos financeiros sejam encaminhados ao Hospital de Itaúna, foi o teor da fala de vários vereadores na reunião de terça-feira (6). Os vereadores cumprimentaram a iniciativa dos dirigentes da Mesa Diretora da Câmara de proporem a antecipação do duodécimo do legislativo, de R$ 200 mil, para acudir a Casa de Caridade Manoel Gonçalves nesses tempos de grande sufoco pela Covid-19. Além dos R$ 200 mil do legislativo existe a promessa de agilizar a liberação de emendas impositivas do orçamento municipal (R$ 240 mil) para também socorrer o hospital. Mas alguns vereadores querem mais que isso por parte do executivo municipal. Antônio Miranda (PSC) afirmou que a Prefeitura tem condições de disponibilizar não R$ 240 mil, mas R$ 500 ou R$ 1 mi para ajudar nesse momento o Hospi-
O vereador Alexandre Campos, presidente da Câmara: devolução de R$ 200 mil economizados para ajudar o Hospital
tal Manoel Gonçalves. “A Prefeitura está conseguindo economizar muito com as escolas fechadas, profissionais sem contrato e noutros serviços. Que ela utilize esses recursos para auxiliar o hospital”, orientou Miranda. “Todos os esforços nesse momento têm que ser direcionados para a questão do combate à pandemia”, pontuou o vereador Antônio Faria Júnior (PL), o Da Lua. “Todos nós estamos muito preocupados com essa questão do Covid”, asseve-
rou Silvano Gomes (PDT) Os vereadores Antônio Miranda e Kaio Guimarães (PSC) aproveitaram para opinar sobre o projeto de lei que autoriza o município a contrair empréstimo de R$ 15 mi com o Banco do Brasil, destinado a obras de asfalto e iluminação. Na opinião dos dois, o financiamento proposto não tem nenhum vínculo com repasse de recursos para a Casa de Caridade. O tema também motivou outros colegas a falarem da
vacinação que tem acontecido em Itaúna e, ainda que o processo esteja moroso por causa da falta de planejamento e investimentos do governo federal, a avaliação dos vereadores é positiva no município. Na opinião do legislativo, a vacinação em Itaúna tem sido um sucesso, graças ao trabalho incansável e competente do secretário de Saúde, médico Fernando Meira de Faria. Os vereadores também se manifestaram com elogios aos dirigentes administrativos do Hospital Manoel Gonçalves, provedora Marilda Chaves e conselheiros Guerra e Mourão, pelo trabalho exercido juntamente com os médicos e demais profissionais de saúde nesse momento. Por iniciativa dos edis Gustavo Dornas (Patriota) e Carol Faria (Avante) o legislativo irá encaminhar uma Moção de Aplauso aos profissionais da saúde que estão à frente do combate à pandemia em Itaúna.
“Essa doença está assolando as famílias”. ( Vereador Alexandre Campos (DEM), sobre o aumento de contaminações de coronavírus na cidade) “O Toenzinho está tentando entrar e não consegue”. ( Vereador Kaio Guimarães (PSC) num momento de dificuldade de acesso do colega à reunião virtual do legislativo) “Eu não tenho essa vaidade de bater no peito e dizer esse projeto é meu”. ( Vereadora Márcia Cristina (Patriota), em referência à fala do colega Gustavo Dornas (Patriota) “São dois projetos iguais, estamos discutindo o sexo dos anjos, plagiando o ex-vereador Artur Marques”. ( Vereador Gustavo Dornas apontando possível confusão feita pelo colega Alexandre Campos (DEM) sobre projetos de lei) “Não é o mesmo, o senhor não deve ter lido nem o seu e nem o meu projeto”. ( Vereador Alexandre Campos respondendo Dornas) “Não estou desmerecendo a proposição e nem dando um banho de água fria”. ( Vereador Antônio Miranda (PSC) sugerindo que o prefeito poderá não atender a proposta votada na Câmara) “Mas nunca é tarde para ser feliz”. (idem, idem) “Ala evangélica, ala ideológica, ala militar, ala do Centrão, ala policial, ala dos filhos, ala dos amigos da Barra da Tijuca. Não é fácil administrar esse governo que já tem mais alas do que uma escola de samba”. ( Jornalista Ricardo Kotscho, em UOL www.uol.com.br, em 5/4/2021) “Fazer concentrações, aglomerar pessoas, ainda que com todos os cuidados, seja em reuniões, jogos de futebol, baladas, missas ou cultos, é um crime contra a saúde pública, contra a coletividade, contra a economia”. ( Jornalista Luiz Tito, colunista do Jornal “O Tempo”, em 6/4/2021)
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Professor de Engenharia da Universidade de Itaúna é destaque no UOL Notícias
“Meu trabalho na empresa é similar ao da minha matéria na faculdade”, O professor Robson Cotta, do curso de Engenharia Industrial Mecânica da Universidade de Itaúna, foi o destaque da coluna de veículos do Uol Notícias do último domingo (4). Gerente de Engenharia Experimental da Stellantis Brasil (antiga Fiat), Cotta falou ao jornalista José Antônio Leme (São Paulo) sobre sua paixão pelo trabalho e, especialmente, por automóveis. A reportagem, intitulada “Pai’ do Uno e do Palio: brasileiro projeta o futuro da Fiat há 39 anos”, destacou o profissional competente e atento às inovações do setor automobilístico há quase quatro décadas. E falou do carinho dos colegas de trabalho, que qualificam o profissional como um homem generoso e comprometido. Ele, que tem 64 anos, está na empresa há 39 (antes Fiat, depois junto com a mudança para Fiat-Chrysler Automobiles (FCA) e, por fim a Stellantis Brasil) e se coloca como um profissional sempre disposto a inovações já que o ramo de suas atividades é uma
constante busca pelo novo, o moderno. Novas tecnologias, projetos e criações que buscam constantemente oferecer conforto, segurança, beleza e, claro, preços bons para os clientes. Essas são as práticas aplicadas em suas atividades de engenheiro mecânico à frente da gerência de engenharia experimental da empresa Stellantis Brasil. Junto com a marca italiana foi responsável por inúmeros projetos que colocaram no mercado os automóveis modernos presentes na vida de várias gerações de brasileiros. A raiz do nome Stellantis está no verbo latino stello, que significa iluminar com estrelas. Talvez seja essa a função do professor, do bom professor: iluminar com estrelas de conhecimentos a mente dos seus alunos.
gem do Jornal S’PASSO é para o professor universitário Robson Costa, um dos mais destacados profissionais do curso de Engenharia. Ele está na Universidade de Itaúna desde abril de 1980. Há quarenta e um anos leciona no curso de Engenharia Industrial Mecânica e há trinta e nove concilia sua atividade de semear conhecimentos com o trabalho na Fiat, em Betim. Observa que é muito bom o convívio com os
colegas e os alunos da UIT, “de alto nível”, para trocas de experiências. “Meu trabalho na empresa é similar ao da minha matéria na faculdade”, conta. A paixão pelos automóveis vem dos tempos de criança, já que o pai era proprietário de uma empresa de transporte, com oficina própria. Não teve jeito, sempre seguiu os passos do pai, o maior incentivador da profissão. “É claro que a engenharia mecânica combina bem, porque a ciência do automóvel é multifuncional, e para entender a fundo, precisa estudar bastante. Os manuais de oficina são uma indicação para reparação e não um livro sobre o tema”, explica. O professor Robson Cotta ensina que a engenharia mecânica tem vários outros ramos e na linha automobilística pode conduzir o profissional a outras atividades em diversas empresas, de manutenção, manufatura, robótica, usinagem, dentre outras. O professor Robson Cotta é mineiro de Juiz de Fora, mas se considera um pouco itaunense, já que é casado com uma filha da terra, Bernadete Corradi, e está sempre por aqui, na Universidade de Itaúna e no convívio com outros amigos e familiares da esposa.
Duas paixões: o automóvel e a sala de aula O destaque dessa reporta-
Inep remarca provas do Encceja para agosto As provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos 2020 foram remarcadas para o dia 29 de agosto. Inicialmente o Inep havia programado a prova para
o dia 25 de abril. Segundo o órgão, 1.630.046 participantes estão confirmados para o Encceja 2020. Desse total, 301.438 farão provas para obter certificação de ensino fundamen-
tal e 1.328.608 para o ensino médio. A participação no Encceja é voluntária, gratuita e destinada a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada. Por meio do exame, que
avalia competências, habilidades e saberes adquiridos no processo escolar ou extraescolar, os participantes têm a oportunidade de conseguir a certificação para as duas etapas de ensino.
AQUI TEM, MAS ACABOU
O dono do negócio e o negócio do dono
Muita gente não conheceu o Pedro, que era fotógrafo afamado, também chamado de retratista. Dizem que era um artista na arte de captar imagens de gente e de coisas. Mas todo mundo conhecia o “Foto Pedro”, que ganhou notoriedade aqui na minha terra. Lá na capital, que de primeiro o povo chamava de “Belorzonte”, também ficou famoso há muito tempo o seu Elias, por conta do “Foto Elias”. Em Divinópolis, a celebridade é do “Luiz Fotógrafo”, o estúdio, que existe no vizinho município há décadas. Eram conhecidas por toda a cidade e adjacências as “Óticas Odair”, ainda que poucos saibam quem é o Odair. São grandes empreendimentos com a marca do seu proprietário. Era muito comum essa proximidade do negócio com o dono do negócio. E o dono do negócio tornara-se um grande negócio. Outro dia estava dando uns bordejos por Belo Horizonte e resolvi comer um “Kaol”. Onde? No “Café Palhares”, ali no centro da capital. Enquanto apreciava o delicioso prato fiquei pensando por onde andam os irmãos Palhares. Aliás, confesso que não sei como eram esses irmãos que aportaram na capital mineira no final da década de 1930. Em Belo Horizonte, mais precisamente no edifício Maletta, funciona desde 1962 a “Cantina do Lucas”. Já fui lá um colosso de vezes, sempre muito bem acompanhado. Nenhum de nós, eu sei, teve a curiosidade de saber quem é ou foi o Lucas que empresta o nome a um ambiente tão
agradável e apreciado no coração da nossa BH. Posso dizer que o “Bar do Plínio” era muito mais famoso em Itaúna do que o próprio Plínio. Assim desse naipe é o “Bar do Sandoval”. E, cá pra nós, o bar do Sandoval é uma continuidade do bar do Plínio. Ninguém pisa esses lugares à procura do proprietário, como não ia à zona boêmia para se encontrar com o Cici. Creio que muitos nem se davam conta de que o Cici era uma pessoa, no caso um homem, o dono do “Bar do Cici”. E o “Parque do Loli”, que por muito tempo alegrou a vida das crianças – “pequenas e calvas”, como escreveu certa vez o poeta Drummond – da nossa terrinha? Alguém sabe quem é o tal Loli? Creio que o parque de diversões não era somente do Loli, mas de alguns irmãos. Justiça seja feita, o Loli era um grande artista da música e quando veio se apresentar nos palcos de nossa terra já não era mais o homem do parque. E muitos nem sabiam que um dia ele o fora. Um doce para quem souber quem era o Assis do Armazém Assis ou quem eram o Lara e seus irmãos que nomeavam a grande loja “Lara e Irmãos Ltda.” E o Antônio Marques Filho, de nome completo na sua loja de materiais de construção? E o Guimarães da “Guimarães e Cia.”? Nessa toada tem ainda o Teco da “Loja do Teco”, o Zé Pereira do “Açougue do Zé Pereira”, a Quinota da “Padaria Quinota”, o Zé da “Sapataria do Zé da Iara”, o Geraldo da “Banca do Geraldo Turruca”... tem, mas acabou.
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Sábado, 10 de abril de 2021
Cooperita é destaque pela segunda vez entre as cooperativas de Minas Gerais
Não faz muito tempo as pessoas em Itaúna adquiriam o leite, entregue de porta em porta, pelos conhecidos leiteiros, que vinham montados em lombos de cavalos ou em carroças. As latas de alumínio, as leiteiras e as garrafas traziam o leite branco que alimentava meninos grandes e pequenos. Algumas pessoas iam diretamente à Cooperativa comprar o leite e aproveitavam para adquirir outros produtos, como requeijão, manteiga, mantimentos, bebidas, fertilizantes, ferramentas, sementes, botinas e até mesmo venenos para formigas, baratas e ratos. Quem ia às compras podia escolher: a ‘Cooperativa velha’ ou a ‘Cooperativa Nova’. A primeira, era a Capil – Cooperativa Agropecuária de Itaúna, na avenida Dona Cota, e a segunda, Cooperita – Cooperativa dos Produtores Rurais de Itaúna, no bairro Universitário. Os fazendeiros levavam diariamente o leite para que a cooperativa o disponibilizasse ao consumidor do varejo e fabricasse os inúmeros derivados. Mais tarde, o leite passou por um processo de beneficia-
mento, foi ensacado e vendido na Cooperativa juntamente com outros produtos, não somente no varejo, mas também no atacado. Houve uma época em que a Cooperativa Velha encerrou as atividades e a Cooperativa Nova deixou de ser nova para tornar-se a portentosa empresa de comércio de produtos rurais. A Cooperita existe desde março
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de 1961 e hoje conta com 1.020 associados e 79 funcionários. Seu presidente, Clécio Guimarães, ressalta com orgulho suas realizações. E faz questão de atribuir o sucesso de suas atividades à diretoria, aos funcionários e cooperados, em toda sua trajetória. Os produtos, como leite, queijo, iogurte, doce, manteiga, requeijão, além de outros inúmeros itens
destinados principalmente ao homem do campo, são vendidos para várias cidades, de Minas e também de outros estados. E pelo segundo ano consecutivo a Cooperita foi eleita, a segunda melhor cooperativa do Estado de Minas Gerais. O destaque diz respeito à administração, situação financeira, contábil e excelência em seus produtos, e foi conferido pelo sistema Ocemg/Sescoop-MG, que congrega 190 cooperativas em Minas Gerais. A primeira colocação, conta Guimarães, não é do conhecimento dos demais participantes, uma vez que os resultados da eleição são encaminhados em envelope fechado apenas com a posição de cada entidade. Ele acredita que a primeira seja a de Guaxupé, onde além do leite e derivados, tem beneficiamento e comércio de café.
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Sábado, 10 de abril de 2021
Para celebrar o Dia do jornalista, as lembranças de 131 anos de história da imprensa itaunense O filósofo Nietzsche (18441900) pontuou que “não há fatos, só interpretações” e um político mineiro, muito esperto e inteligente, chamado José Maria de Alkmin (1901-1974) tomou para si a frase: “o que importa não são os fatos, mas a sua versão”. E, o fato é que tem muito jornalista que segue ao pé da letra essas máximas. O dia 7 de abril, quarta-feira passada, foi o Dia do Jornalista. E a imprensa segue seu caminho, cheia de bons e maus jornalistas. É assim em toda a sua história desde que Gutenberg (alemão: 1400-1468) usou os primeiros tipos móveis para imprimir textos e revolucionar a imprensa. A cidade de Itaúna vive nesta peleja de fazer jornal há um bom tempo. As notícias, que deveriam alimentar a essência da imprensa, a escrita, por exemplo, muitas vezes impõem aos repórteres dificuldades de toda sorte. Estas são instrumentos de trocas espúrias, são manipuladas, escondidas, negligen-
ciadas e, nas mais das vezes, objeto de ameaça à integridade física e moral dos que com elas trabalham. O jornalista está, muitas vezes, na linha de tiro ou, como diria um outro homem de imprensa, Millôr Fernandes (1923-2012), com grande importância para ser preso e nenhuma para ser solto. A imprensa deu as caras em Itaúna antes mesmo de sua emancipação político-administrativa (1901), ou seja, antes do município, quando ainda existia o arraial de Sant’Anna do Rio São João Acima. O primeiro jornal foi “O Centro de Minas”, fundado por Manoel Gonçalves de Sousa Moreira, em 1890, como conta Raymundo Corrêa de Moura, em artigo para a Revista Acaiaca, de fevereiro de 1954. O pioneiro do jornalismo santanense, Manoel Gonçalves, foi empresário e mecenas. Ele é considerado o maior benemérito da História de Itaúna, pois de sua herança financeira nasceram inúmeras melhorias,
como hospital, escolas, casas comerciais e ações políticas consideradas de grande espírito inovador. Raymundo Corrêa de Moura, no seu artigo na Acaiaca, traça um perfil muito abrangente da imprensa local até aquele início da década de 1950. “A imprensa em Itaúna foi um fato que precedeu a tôdas as vitoriosas iniciativas que vieram colocar o município numa respeitável posição econômica no Estado”, escreveu ele à página 169. Acerca do Centro de Minas, que foi, segundo a história, o primeiro jornal produzido num arraial de Minas Gerais, Corrêa avalia como “magnífico órgão de imprensa”. É quase impossível imaginar que em fins do século XIX, numa comunidade com menos de 1.500 habitantes, houvesse interesse em escrever e editar em jornal. O Centro de Minas abriu caminho para uma outra iniciativa pioneira, um veículo de comunicação produzido por
uma mulher. Pois sim, em 1896 foi criado em Sant’Anna do São João Acima um jornal de cunho literário, denominado “A Violeta”, dirigido por Aureslina de Faria. Juntamente com outras mulheres da época, A Violeta tornou-se um feito de grandes proporções, que merece desta-
Da Folha do Oeste nasceu o Jornal Brexó
O já citado artigo da revista Acaiaca, assinado por Raymundo Corrêa, dá conta de mais de duas dezenas de jornais existentes em Itaúna até o início dos anos de 1950. Nomes curiosos como “Astréia”, “Folha A zul”, “O Minuto”, “O Furão”, “O Vicentino”, “Zum-Zum”, “A Escola”, “O Semeador” e “A Mocidade” são registrados pelo articulista. Nas últimas décadas assistimos ao nascimento e ao fechamento de outras tantas dezenas de veículos da imprensa local. Alguns tiveram vida curta, quase meteórica, outros sobreviveram por alguns anos, uns poucos continuam atuando de maneira significativa na comunidade. E, como todo jornal, agra-
dando a uns e desagradando a outros. O mais longevo jornal itaunense desta nova fase é o “Brexó”, que nasceu dentro da Folha do Oeste (rua Antônio de Matos, 11, no centro de Itaúna) em setembro de 1978 (encerrou suas atividades em 2016). Criado por um grupo de jovens estudantes, o Jornal Brexó chegou como porta-voz político e cultural de uma parcela da comunidade que buscava algo novo para aqueles anos de ditadura militar, que já dava sinais de cansaço. Seu principal criador foi Célio Silva, um dos mais próximos colaboradores do Piu da Folha do Oeste.
Dos parcos arquivos documentais disponíveis sobre o tema, encontram-se os registros dos jornais locais: Folha do Oeste, Tribuna Itaunense, Avante e Trama (da Cia. Industrial Itaunense), Ita-
-Vox, Folha do Centro Oeste, Panorama Itaunense, Jornal S’PASSO, Folha do Povo, Gazeta de Itaúna, Via Fanzine, Radar Aquariano, Itaúna Re-Vista, Jornal Social, Integração, Diário, Caderno I (da Universidade de Itaúna), O Favo (do Colégio Santana), Itametal (do Sindicato dos Metalúrgicos), Voz de Minas, Jornal do Number One, Informativo Gefa (do Grupo Espírita Francisco de Assis), Gazeta Apaqueana (da Apac) e Trolha Popular. Os registros ainda trazem notícias das revistas “New Toque”, “Mestre”, produzido por alunos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de Itaúna, uma outra produzida pelo Tiro de Guerra e, mais recentemente, a Calouro, recheada de variedades em reportagens curtas e notas sociais.
seu centenário de nascimento. Por lá passaram alguns dos jornalistas que mais se dedicaram – e que ainda se dedicam – ao exercício da reportagem, da redação e de outras atividades da imprensa escrita. A Folha do Oeste sobreviveu até o início dos anos de 1990.
Homem é resgatado após fraturar a coluna em mergulho O Corpo de Bombeiros de Itaúna resgatou um homem que sofreu uma fratura na coluna, após um mergulho em uma piscina na rua Rio Casca, no bairro Imperatriz, em Mateus Leme. Ao chegar ao local, os militares encontraram o homem de 44 anos ao lado da piscina e segundo informações, ele teria tentado
um mergulho, fraturando a coluna cervical, perdendo a sensibilidade e movimentos dos membros superiores e inferiores. Após ser imobilizado, ele foi conduzido ao Hospital Manoel Gonçalves, mas precisou ser transferido para o Hospital João XXIII, pela aeronave do Batalhão de Operações Aéreas.
Criança de dois anos é salva após ingerir substância tóxica Policiais de Itaúna salvaram a vida de uma criança de dois anos que ingeriu comprimidos de inseticida no estabelecimento comercial dos pais, localizado na Avenida Governador Magalhães Pinto, em Santanense. A intervenção rápida de dois militares que estavam realizando patrulhamento pelo bairro foi decisiva para que a criança sobrevivesse. O menino estava com a respiração fraca e espumando uma substância
avermelhada pela boca. Os militares realizaram manobras para desobstruir a respiração do menino, que respondeu ao procedimento e expeliu o veneno. A criança foi levada ao pronto-socorro onde foi submetida a uma lavagem estomacal e, de acordo com o boletim de ocorrência, os militares encontraram no local do acidente o frasco do inseticida que o menino havia ingerido.
Ocorrências com agressão física aumentam quase 50% em Itaúna De janeiro até essa semana, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência atendeu 16 ocorrências de agressão física em Itaúna. O número é quase 50% maior se comparado ao mesmo período do ano passado, quando houve 11 registros.
Jornais e revistas para vários gostos
Dados do Samu também apontam um aumento no total de ocorrências por ferimento de arma de fogo, três no mesmo período em 2020, contra quatro este ano. O número de pessoas feridas por arma branca caiu de oito, para uma.
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
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que, pelo pioneirismo e coragem daquelas senhoras. Muito se diz por aqui que a primeira escola de Jornalismo de Itaúna surgiu em 1944 e chamou-se “Folha do Oeste”, criada e dirigida por Sebastião Nogueira Gomide, o Piu – o dia 20 de fevereiro passado marcou
A Fundação Universidade de Itaúna, situada na Rodovia MG 431, km 45, Trevo Itaúna/Pará de Minas, Campus Verde, em Itaúna-MG, através de sua Presidente, com base no art. 17, I e II do seu Estatuto, convoca os senhores membros da Assembleia Geral para a reunião ordinária, que, em virtude da pandemia do coronavírus será realizada por meio de videoconferência, às 15 horas no dia 22 de abril de 2021, para deliberarem unicamente sobre o Balanço Geral encerrado em 31 de dezembro de 2020, Demonstração de Resultado e Relatórios do referido exercício, bem como sobre a eleição dos membros efetivos e suplentes do Conselho Fiscal, em cumprimento do disposto no art. 19, I e II, do seu Estatuto. Não sendo constatada a presença mínima de 2/3 (dois terços) dos seus membros em primeira convocação, a Assembleia Geral será instalada em segunda convocação, com qualquer número, no dia 29 de abril de 2021, com a mesma finalidade e horário. Esclarece link será disponibilizado com a antecedência de 24 horas. Itaúna, 07 de abril de 2021Cláudia Carvalho Santos Silveira Presidente
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Sábado, 10 de abril de 2021
TROPICAL TÊNIS CLUBE EDITAL DE CONVOCAÇÃO - ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA O Diretor-Presidente do Tropical Tênis Clube, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo Estatuto Social (Estatuto aprovado em Assembleia Geral Ordinária, no dia dezessete de dezembro do ano de dois mil e vinte arts. 57 e ss.), CONVOCA os senhores Sócios-Proprietários e os Senhores que exercem os Poderes Constituídos do referido Clube para reunirem-se em Assembleia Geral Ordinária, na sede do Clube, localizada na Rua Dona Alzira Matos, nº 150, Bairro Cerqueira Lima, nesta cidade de Itaúna / Estado de Minas Gerais, no dia 28 de maio de 2021, sexta-feira, nos seguintes horários: primeira convocação às 18h30min (dezoito horas e trinta minutos), com a presença de metade mais um dos sócios-proprietários em pleno gozo de seus direitos sociais e em dia com suas obrigações condominiais; às 19h (dezenove horas), em segunda convocação, com, no mínimo, 10% (dez por cento) dos sócios-proprietários em pleno gozo de seus direitos sociais e em dia com suas obrigações condominiais; e, ainda, em terceira e última convocação, às 19h30min (dezenove horas e trinta minutos), com um mínimo de 21 (vinte e um) sócios-proprietários em pleno gozo de seus direitos sociais e em dia com suas obrigações condominiais, incluindo nesse número os atuais representantes do Conselho Deliberativo e da Diretoria do Clube. FINALIDADE DA ASSEMBLEIA: A Assembleia terá a finalidade de eleger, por voto secreto, os próximos integrantes da Diretoria e do Conselho Deliberativo, na seguinte ordem: 1. Eleição dos membros da Diretoria – mandato 2021/2023; 2. Eleição dos membros do Conselho Deliberativo – mandato 2021/2023.
DO REGISTRO DAS CHAPAS: Os Sócios-Proprietários e os Sócios-Fundadores interessados em concorrer aos cargos acima enumerados deverão fazer o registro formal de sua chapa até o dia 30 de abril de 2021, na Secretaria do Clube, durante seu expediente normal de funcionamento (devendo-se levar em consideração eventuais mudanças de horário de atendimento impostas por regramentos instituídos em função da pandemia de covid-19). O registro da chapa deverá atender a todas as exigências estatutárias. As chapas registradas poderão ser impugnadas no prazo de 7 (sete) dias, contados a partir do término do prazo de registro das mesmas (conforme art. 60, alínea “b” do Estatuto). As impugnações serão analisadas e decididas nos termos do Estatuto Social pelo Conselho Deliberativo, garantindo-se o direito prévio de defesa. DOS APTOS A VOTAR: Poderão votar apenas os Sócios-Proprietários titulares que estiverem em pleno gozo de seus direitos estatutários, estiverem em dia com suas obrigações e taxas condominiais e comparecerem pessoalmente no local de votação no dia e horário estipulados, portando obrigatoriamente um documento oficial de identificação. Não serão aceitos votos por procuração. DA APURAÇÃO: A apuração dos votos iniciar-se-á às 22h30min (vinte e duas horas e trinta minutos) ou, caso ainda haja votantes na fila, ocorrerá imediatamente após a declaração do término das votações pela Presidência da Assembleia. O Presidente da Assembleia também presidirá a Mesa Receptora de Votos e a Mesa Apuradora, competindo-lhe, outrossim, decidir as
eventuais impugnações e proclamar, oportuna e oficialmente, o término da votação e da apuração, bem assim os nomes dos eleitos. DO PROTOCOLO SANITÁRIO E DA POSSIBILIDADE DE ADIAMENTO DAS VOTAÇÕES: Os atos de votação e de apuração serão realizados seguindo-se o Protocolo Sanitário anexo, que faz parte integrante deste Edital e deverão ser integralmente obedecidos. No caso de agravamento da pandemia ou de futuras deliberações legais ou infra legais (decretos sanitários), caberá à Comissão Deliberativa alterar o Protocolo Sanitário ou avaliar a possibilidade de adiar o dia da votação, caso ainda estiver em vigor a “onda roxa”, do Plano “Minas Consciente” instituído pelo Governo do Estado. No caso de adiamento da votação, ficarão inalteradas as chapas já registradas, não sendo renovados os prazos já exauridos de registro de chapas, de impugnações, de apresentação de defesa e outros, exceto por decisão devidamente fundamentada da Comissão Deliberativa. Os atos de campanha, com a finalidade de angariar votos, poderão continuar sendo realizados normalmente pelas chapas até a nova data de votação, determinada pela Comissão Deliberativa. No caso de adiamento da votação, permanecerão em vigor as demais disposições deste Edital. PUBLIQUE-SE este Edital em órgão de imprensa local de grande circulação, por três vezes, e no mural de avisos do Clube, nos termos do Estatuto Social. Dado e passado nesta cidade de Itaúna/MG, em 07 de abril de 2021. Diretor-Presidente
PROTOCOLO SANITÁRIO DE VOTAÇÃO E DE APURAÇÃO: (Assembleia Geral Ordinária – Eleições 2021 – Integra o Edital) Devido às condições sanitárias impostas pela pandemia de covid-19, as votações e os trabalhos de apuração das eleições para a Diretoria e para o Conselho Deliberativo do Clube serão realizados na quadra poliesportiva coberta, localizada nas dependências do Tropical Tênis Clube ou, se as condições climáticas não permitirem, no andar superior do prédio principal do referido clube, com todas as portas e janelas abertas, ou ainda em outro local nas dependências do Clube, a critério do Conselho Deliberativo. Os votantes, os integrantes da Mesa Receptora de Votos, os integrantes da Mesa Apuradora, os Fiscais e todos os demais presentes deverão cumprir rigorosamente as exigências sanitárias adiante enumeradas (Protocolo Sanitário), sob pena de serem impedidos de votar e de serem retirados compulsoriamente do recinto, a critério da Presidência dos trabalhos: 1. Uso obrigatório de máscaras adequadas, cobrindo a boca e o nariz, durante todo o tempo em que estiverem no local, com troca das máscaras a cada 2h (duas horas); 2. Todos os presentes deverão higienizar suas mãos com álcool em gel antes de adentrarem ao recinto das votações e da apuração, após saírem dele, a cada 2h (duas horas) e também nos termos do item 3, abaixo; 3. Os integrantes da Mesa Receptora de Votos e da Mesa Apuradora deverão, além das máscaras, utilizarem também “face shield” (escudo facial); 4. Todos os votantes deverão levar seus documentos de identificação com foto, que deverão ser apresentados a um dos integrantes da Mesa Receptora
de Votos para análise. O integrante da Mesa deverá higienizar suas mãos antes e após analisar cada um dos documentos apresentados pelos votantes. Os referidos documentos poderão ser analisados nas mãos do próprio votante, caso isso seja possível, mantendo-se o distanciamento mínimo de 1,5m (um metro e meio); 5. Os votantes, os Fiscais, os integrantes da Mesa Receptora de Votos e os integrantes da Mesa de Apuração deverão manter um distanciamento mínimo entre si de, pelo menos, 1,5m (um metro e meio) durante todo o tempo de votação e de apuração, principalmente na fila; 6. Apenas um eleitor por vez poderá ser recepcionado pela Mesa Receptora de Votos; 7. O eleitor deverá levar a sua própria caneta, que deverá possuir tinta nas cores azul ou preta. Caso o eleitor não leve sua própria caneta, a Mesa Receptora de Votos deverá fornecer-lhe uma, que deverá ser higienizada com álcool em gel na frente do votante antes de lhe ser entregue. Após a votação, a caneta deverá ser novamente higienizada pelo votante e devolvida à Mesa, repetindo-se o processo para cada votante; 8. Todos os presentes deverão evitar conversar no recinto da votação e da apuração, exceto o estritamente necessário; 9. Após preencher a cédula de votação, o votante deverá dobrá-la e depositá-la na urna, que ficará, durante todo o tempo, em um mesmo local visível do recinto, a uma distância mínima de 1,5m (um metro e
meio) da Mesa; 10. O preenchimento da cédula de votação deverá ser realizado em cabina indevassável, que garanta o sigilo do voto e que, periodicamente, seja higienizada com álcool em gel pelos integrantes da Mesa Receptora de Votos; 11. Os trabalhos de apuração deverão seguir os mesmos cuidados sanitários da votação e devem garantir aos eventuais Fiscais presentes o direito de conferirem de perto todos os trabalhos, inclusive permitindo a leitura por eles das cédulas de votação abertas e do mapa de apuração; 12. No caso de registro de uma única chapa, os trabalhos de apuração poderão ser simplificados, para que terminem o mais rápido possível; 13. Todas as eventuais impugnações deverão ser imediatamente apresentadas pelos Fiscais à Mesa de Votação ou de Apuração, até a declaração de encerramento da apuração pela Presidência dos Trabalhos, sob pena de preclusão. No caso de preclusão, ficarão convalidados todos os atos não impugnados. O eventual ato de impugnação deverá ser formalizado verbalmente pelo Fiscal com a observância do distanciamento mínimo de 1,5m (um metro e meio) entre ele e os demais presentes no recinto. 14. Após a declaração de encerramento da apuração, proferida pela Presidência dos trabalhos, apenas os integrantes da Mesa de Apuração poderão permanecer no recinto, para organização do ambiente e inutilização das cédulas de votação usadas ou não, mantendo-se sempre, dentre eles, o distanciamento mínimo de 1,5m (um metro e meio).
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Os impactos negativos da pandemia da Covid-19 na saúde econômica de Itaúna Autoridades e comerciantes opinam sobre as dificuldades e as perspectivas futuras do município As pessoas não cansam de ouvir – pessoalmente e pela mídia – que as coisas estão paradas. Que 2020 foi um ano atípico, de grandes incertezas no contexto socioeconômico e que 2021 segue pelo mesmo caminho. A pandemia da Covid-19 surge em um momento de profunda crise econômica mundial e esta tende a se agravar ainda mais no decorrer de mais de doze meses de proliferação do coronavírus em todo o planeta. O enfrentamento da crise econômica pelo grande capital internacional se manifesta através de soluções políticas de extrema direita com caraterísticas fascistas em várias partes do mundo, especialmente no Brasil. Os impactos da pandemia foram sentidos pelas sociedades já nos primeiros meses de alterações da vida social e econômica. Perda de recursos do capital e do trabalho, especialmente com desemprego e diminuição da receita dos profissionais liberais, fechamento de comércio, incertezas de investimentos ao meio de uma imensa crise sanitária há muito não vivenciada. Pessoas adoecendo e um número gigantesco
de mortes pelo coronavírus são o grande desafio para a vida social e para a economia dos países. O Brasil é um dos mais atingidos pela pandemia da Covid-19 e pela ausência de políticas públicas capazes de orientar os setores para que o as sociedades enfrentem os graves problemas dessa situação
que se instalou desde o início de 2020. Itaúna está vivenciando a pandemia da Covid-19 como tantos outros municípios, com muitas dificuldades e pequenas conquistas no enfrentamento do vírus mortal. Alguns setores e pessoas têm sentido o impacto do coronavírus de forma mais
Cidadão tem que optar por comida e remédio ou pagar impostos Para a equipe da Secretaria de Finanças de Itaúna, que elaborou as respostas para essa reportagem, a redução na atividade econômica é, sem dúvida, outro grave impacto da pandemia, apesar de muitas vezes inevitável, como forma de conter o avanço da contaminação. “O resultado será, com toda certeza, a queda na arrecadação tributária”. Walter destaca que as paralisações de atividades em Itaúna nunca foram gerais e desarrazoadas, tiveram sempre o diálogo junto à sociedade organizada, buscando equilibrar a necessária atividade econômica e a preservação da saúde. Segundo ele, a Prefeitura sempre atuou com ampla divulgação e fiscalização para o cumprimento das medidas sanitárias, visando com isto, a mínima interferência nas atividades econômicas. Mas Amaral
reclama que muitas pessoas não compreenderam o verdadeiro propósito de medidas do distanciamento social, como “a verdadeira arma contra a doença, neste primeiro momento”. No seu entendimento a indisciplina levou o país a estes recordes tristes, e por consequências, novas medidas restritivas. E quando é chamado para apostar no futuro das finanças de Itaúna, ele ressalta que a receita municipal está prejudicada e o resultado será o enfraquecimento econômico. “Na medida em que o desemprego chega à residência do cidadão, ele precisa optar por comprar comida e remédios ou recolher suas obrigações tributárias. Infelizmente tal fenômeno também afeta as pequenas e médias empresas, pois estas, muitas vezes, detêm menos recursos para fluxo de caixa e contingências desta natureza, obrigando o
empresário a fazer priorizações”, explicou o secretário. Até o momento em que fechávamos essa matéria o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Diógenes Nogueira, não havia respondido à nossa mensagem sobre o tema. Solicitamos um balanço oficial acerca da geração de emprego e renda em Itaúna nos últimos meses em que a pandemia da Covid-19 se intensificou.
intensa. A geração de emprego e renda dá lugar a outras prioridades, como a aquisição de vacinas para a população e a busca por investimentos para ampliar leitos no Hospital Manoel Gonçalves. Houve queda na arrecadação de tributos, muitas pessoas estão com dificuldade até para comprar
alimentos e se veem num turbilhão de inadimplência em taxas públicas básicas, como água e esgoto. O secretário municipal de Finanças, Valter Gonçalves do Amaral disse ao Jornal S’PASSO que os impactos são imensos, e envolvem diversas áreas de competência municipal. Em sua análise financeira,
ele vai mais longe e afirma que os danos em virtude da Covid-19 estão gerando sobrecarga no SUS, o que vai alterar em demasia o custeio da saúde púbica daqui para frente, nos três níveis de governo. Amaral aponta ainda que após a pandemia haverá “sequelas físicas e psicológicas de difícil mensuração”.
Tradicional loja da cidade sofre com a instabilidade econômica antes da Covid O gerente de uma das mais tradicionais lojas de eletrodomésticos de Itaúna, Marcos Nolasco Mendes, conta que o seu negócio tem sido duramente atingido nos últimos tempos, até mesmo antes da pandemia da Covid-19. “Antes a queda de vendas era em torno de 40%, 50%, hoje é próximo de 70%, 80%. O povo sumiu, o dinheiro sumiu”, lamentou. A loja de Marcos funciona no centro da cidade desde 1952 e é a continuidade do comércio criado pelo avô em
1936. O avô ampliou os negócios, o pai deu sequência e agora, o filho Marcos Mendes administra. Mas, o empresário se diz assustado com a situação. Entende que fechado ou aberto, estabelecimentos comerciais como o seu, não são ambientes de aglomerações porque os clientes não estão indo às lojas comprar. “Para enfrentar este período, nos últimos tempos temos possibilitado as vendas on-line, mas a alternativa não trouxe grandes resultados”, ressalta.
Situação se agrava mais cada dia A diminuição das vendas são muito impactantes para os empresários, e segundo o jovem João Alberto Teixeira, proprietário de um comércio de moda masculina, seu negó-
cio teve queda de mais de 65%,. Ele acredita que os percentuais de declínio são grandes em quase todos os setores lojistas e que para os pequenos comerciantes a situação é ainda mais
difícil e muitos não têm mais como se manter. “Não é fácil enfrentar este período com otimismo, pois a gente vê que cada dia a situação vai se agravando mais”, queixou.
Prejuízos gerais para todo o mercado Vendas on-line não tem sido a salvação do comércio lojista Renata Pádua é proprietária de duas grandes lojas, uma de roupas e calçados e outra de confecções em geral. Para ela, a pandemia tem provocado um impacto muito grande na economia, com mudanças não somente no faturamento, mas também o valor gasto, ou seja, na capacidade de compra de cada cliente que, segundo ela, diminuiu muito. Na avaliação da comerciante, mesmo com lojas abertas, as pessoas tiveram a renda comprometida e foram obrigadas a cortar gastos. Some-
-se a isso a falta de eventos, ocasiões em que as pessoas tinham oportunidade de usar uma roupa nova e se arrumar. A situação fez com que vários itens de consumo perdessem prioridade. “Agora, com o lockdown, o impacto é muito maior e pior. É impossível manter um faturamento mínimo com as portas fechadas. Mesmo num momento em que as vendas on-line crescem, elas não chegam a 30% do que registramos em um mês normal, com as portas abertas”, pontuou.
O presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Itaúna – Sindimei, Cristiano de Faria Soares afirmou à reportagem que no caso específico de Itaúna não é possível mensurar os impactos na economia do setor. Acerca de informações sobre a geração de emprego e renda, Soares indica apenas os dados gerais do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) como fonte atualizada. Quanto aos investimentos no setor industrial – e na consequente geração de
emprego – afirma que houve diminuição por causa das incertezas e insegurança do mercado. O presidente do sindicato salienta que a indústria não é diretamente afetada com as restrições das ondas do programa Minas Consciente e tampouco pelo fechamento do comércio. Porém, diz que entende que o setor industrial é impactado pelo contexto geral. “É claro que o perfeito andamento das indústrias também depende do comércio girando normalmente para vender os seus produtos. Isso quer
dizer que de maneira indireta o setor também sempre é afetado”, considerou.
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Profissionais de laboratórios estão exaustos com o aumento da demanda de serviços Testes de Covid custam, em média, R$ 150 e resultado sai no mesmo dia Pelo menos há um ano os laboratórios de análises clínicas, destinados a realizar exames de sangue, urina, fezes etc., estão sendo procurados com mais frequência para efetuar testes da Covid-19. As análises clínicas são feitas de forma mais rápida, aos primeiros sintomas da doença, febre, dor de cabeça, tosse seca, dores no corpo etc. ou a partir de alguns dias, ante a possibilidade da contaminação. São testes denominados por siglas, como RT-PCR, RT-LAMP e Antígeno, também denominado Covid-AG. Outro meio do diagnóstico é o teste de Sorologia, que detecta produção de anticorpos, ou seja, resposta imunológica após a exposição ao vírus causador da Covid-19. Este é realizado a partir de amostra de sangue venoso e deve ser feito após o 14º dia de início dos sintomas ou exposição ao vírus. Em Itaúna, os testes rápidos, em que os resultados são fornecidos no mesmo dia, custam em média R$ 160,00, os demais, que apresentam resultados em três ou cinco dias úteis, em média de R$ 300,00. A medicina diagnóstica, como todos os demais profissionais da saúde que estão na linha de frente no combate ao coronavírus, está trabalhando mais intensamente e os funcionários dos laboratórios estão cansados e
exauridos porque a demanda pela prestação de serviços aumentou significativamente nos últimos meses. Mais funcionários A gerente comercial e sócia do Laboratório Hemolab, Maria Raquel Campos Proença, conta que a procura por testes do coronavírus aumentou à mesma medida em que diminuíram as demandas por outros exames. Ela acredita que as pessoas estão com medo de frequentar ambientes de saúde não estando com algum problema mais urgente, e em que os diagnósticos possam ser protelados. Por causa da pandemia da Covid-19, desde o ano passado o laboratório, que funciona no centro de Itaúna e em filiais nos bairros, ampliou os horários de atendimento e teve que contratar mais funcionários. “Estamos todos cansados, trabalhando mais e torcendo demais para que essa situação seja modificada, que a pandemia acabe”, observou. Mais testes de Covid, menos exames de rotina
Outra profissional, que não quis se identificar uma vez que não é a responsável pelo laboratório, informou que cerca de
“Estamos no limite, não podemos nem pensar em adoecer” No Hospital Manoel Gonçalves funciona o laboratório Prestolab, sob a responsabilidade dos profissionais Inácio Campos Cordeiro Júnior e Virgílio Rocha de Souza Lima. O Jornal S’PASSO conversou com Inácio Campos Jr. e ouviu que as atividades por eles desenvolvida está no limite. Muito mais que outro laboratório, o Prestolab, que está no Hospital Manoel Gonçalves, onde tudo foi modificado – física e logisticamente – em razão da Covid-19, está atu-
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ando mais diretamente com o problema. O laboratório trabalha 24 horas por dia e o resultado disso é que a procura por testes para o coronavírus tem superado enormemente as demais atividades do serviço. Essa situação está assim desde o ano passado, e somente nesses primeiros meses de 2021 o laboratório realizou mais exames para a Covid do que o ano de 2020 inteiro. “Estamos trabalhando no limite, não podemos nem pensar em adoecer”, afirmou.
Estamos todos cansados, trabalhando mais e torcendo demais para que essa situação seja modificada, que a pandemia acabe
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70% das solicitações de valores e prazos de resultados em seu trabalho são referentes à Covid. Também reclamou de que os profissionais estão cansados e pressionados pela situação de agravamento da pandemia em nossa cidade. O dia a dia não está sendo fácil Silvana Amaral e Sheila Jordane são as responsáveis pelo Laboratório Dalmo Coutinho, também tradicional na cidade. Silvana contou à reportagem que as atividades foram aumentadas desde que os primeiros casos de Covid-19 surgiram no município. A par disso, o traba-
lho do dia a dia não diminuiu com a realização de exames de sangue, urina, fezes etc. No caso de testes de Covid, o Laboratório Dalmo Coutinho realiza as coletas de material para os diagnósticos. O teste rápido é feito aqui mesmo e os resultados são agilizados. Os demais, RT-PCR, são encaminhados para Belo Horizonte e demoram alguns dias. Apesar de a equipe continuar a mesma, Silvana e Sheila estão trabalhando direto no atendimento aos clientes. “Temos procurado atender todos, mas podemos dizer com certeza que não está sendo fácil”, avaliou.
REFORMA DO IMP E DA PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES MUNICIPAIS Como se não bastasse ter que enfrentar, como todos os brasileiros, esse momento difícil da Pandemia, temos um governo que dificulta ainda mais a vida dos Servidores Públicos Municipais. O Prefeito Municipal, por meio do Presidente do IMP, quer aproveitar este momento em que os servidores estão impedidos de se reunirem para “passar a boiada”. E a “boiada” da vez é a Reforma do Instituto de Previdência Municipal - IMP e a Reforma da Previdência dos Servidores, que estabelecem as regras para a aposentadoria. Trata-se, portanto, de duas reformas em uma. A primeira é a Reforma do próprio Instituto, ou seja, do IMP. Com esta Reforma o poder Executivo quer aumentar ainda mais o seu domínio sobre o Instituto e ainda criar mais mecanismos de controle, dificultando a participação dos Servidores e mantendo o Instituto preso ao Poder Executivo. Afinal, nesta Reforma não há previsão de formação de um corpo técnico-administratívo próprio do IMP. Os critérios estabelecidos para a participação nos Conselhos Internos do Instituto continuarão sendo a “Indicação” e não a “eleição”; não há previsão para “concurso público” para servidores do próprio Instituto, além de consolidar ainda mais a estrutura administrativa e de funcionamento do Instituto. Ou seja, é uma Reforma que amordaça ainda mais o Instituto da Previdência dos Servidores, como se fosse uma “empresa” do Poder Executivo Municipal, onde facilitará ações de interferência do prefeito na administração do IMP, uma vez que a Presidência do IMP continuará sendo cargo de confiança; Já a segunda Reforma, encaminhada sorrateiramente na surdina, sem ouvir os servidores e sem a participação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais - O SINDSERV, e a Reforma das Regras de Previdência. O Presidente atual do IMP, junto a seus conselheiros, que não foram eleitos e que não representam os Servidores Públicos Municipais, elaboraram uma proposta (copiaram a Reforma Federal) e encaminharam para a Câmara dos Vereadores para ser aprovada. Quando o Sindicato e os Servidores tomaram conhecimento a proposta já se encontrava na Câmara dos Vereadores para iniciar seus trâmites para ser votada. Em momento algum houve a participação dos Servidores Públicos e foi respeitado o momento de calamidade que se encontra o país, a pandemia. Lembramos que em dezembro do ano passado, o IMP, agindo do mesmo modo, aumentou as alíquotas de contribuições dos servidores de 11% para até 16%, enquanto que a alíquota do Poder Público subiu apenas de 16% para 18%. E agora, novamente, em plena pandemia, o presidente do IMP quer mais uma vez colocar mais peso nas costas dos servidores. Enquanto trabalhadores da saúde lutam para salvar vidas, os professores para ensinar seus alunos de forma remota, com os meios que cada um tem, e outros servidores das outras secretarias, também estão no esforço contínuo de se adaptarem para evitar a Covid, a insensibilidade do presidente do IMP e também do Poder Executivo parece não ter limites. Aproveitam este tempo de pandemia, onde as condições de reunião dos profissionais são limitados, para encaminhar a proposta de Reforma tão séria e complexa como esta. Não poderiam aguardar mais 6 meses ou um ano para proceder a Reforma, contando com a participação dos servidores? Estão com medo de que? Não querem a participação dos servidores? Desta forma a insensibilidade do IMP e do Poder Executivo se transforma em covardia, em crueldade.
Os servidores, que estão mais acostumados com as redes sociais, e que por isso, estão mais atentos ao que acontece na cidade, tomaram conhecimento do andamento deste Projeto de Lei Complementar (PLC-01/2021) que já se encontrava na Câmara dos Vereadores. Estes servidores conseguiram se articular, através de aplicativos e formou um grupo com a participação de mais de 300 servidores e apresentou ao IMP, ao Executivo Municipal e aos Vereadores a vontade e necessidade da retirada da PCL01/2021 da Câmara para que pudessem ser ouvidos e participassem da elaboração destas propostas de Reforma, após a pandemia, em momento adequado. No entanto, entende-se que a maioria dos Servidores, principalmente aqueles mais simples, que não possuem as condições para participar dos debates nas redes sociais, não conseguem participar e também não seria justo, visto que grande parte dos servidores estão na linha de frente no combate a COVID19 e não têm condições de participação nesse momento. Além da dificuldade de participação no processo de elaboração das Reformas do IMP e da Previdência, a situação impõe outro ponto dificultador. Se a proposta de Reforma já se encontra em tramitação na Câmara dos Vereadores, o que resta aos servidores é apresentar emendas que possam alterar, ou incluir ou suprir um outro artigo, mas que no fundo não expressará a realidade dos servidores. Além disso, este processo fica ainda mais restrito, pois somente quem tem acesso aos vereadores é que poderiam argumentar. Para isso, para que esta participação seja efetiva é preciso aprender os caminhos do processo legislativo e, assim, apresentar qualquer tipo de alteração na proposta apresentada pelo Executivo e pelo IMP. Somados a estas dificuldades, alertam para a dificuldade de estudar e debater a proposta apresentada pelo IMP, visto que o ambiente virtual não possibilita um debate de qualidade tão necessário diante de uma Reforma tão séria e complexa como esta. Diante destes impeditivos, os Servidores Públicos, reunidos precariamente nas redes sociais, conseguiram, ainda assim, elaborar um documento e apresentar ao Chefe do Executivo Municipal, o prefeito, solicitando a ele a RETIRADA DO PROJETO da Câmara Municipal. Como se vê a solicitação não se refere ao cancelamento da Reforma. Entendem que uma Reforma do IMP e da Previdência seja necessária. O pedido era tão somente que o Poder Executivo RETIRASSE a proposta de Lei Complementar que está em tramitação, para que os servidores pudessem ter tempo de estudar e de participar ativamente deste processo. Salientaram, também, que neste momento de recrudescimento da pandemia não era o momento adequado para o trâmite de uma reforma tão séria como esta. Era uma tentativa de contar com o bom senso do Prefeito Municipal e com a sensibilidade do presidente do IMP. O prefeito não apresentou uma resposta oficial ao pedido dos servidores. Mas o presidente do IMP, fez publicar uma Portaria (Portaria nº 008/2021) criando uma comissão para estudar a proposta de Reforma que está na câmara. Ou seja, a proposta continuará em tramitação. E esta comissão será constituída de apenas um (01) membro de cada Secretaria e pasmem 06(seis) membros do IMP e ainda mais dois (02) membros da administração municipal. Os membros desta
comissão não poderão dialogar com os Servidores que eles representam, pois todas as propostas deverão ser encaminhadas para o endereço eletrônico do IMP para serem validados pelos Institutos antes de serem debatidos (art. 12 da Portaria), além disso qualquer decisão só poderá ser acrescentado ao Projeto de Lei Complementar, se for aprovado de forma “majoritária” pela comissão e depois de apreciada pelo Conselho Administrativo do IMP. Desta forma o entendimento é que o Presidente do IMP, em sua autoridade suprema, através desta portaria, está dizendo quem, como e quando os servidores podem participar. E o que muda com esta Reforma? O presidente do IMP e sua equipe - os atuais Conselhos que lá estão - resolveram copiar literalmente a Reforma dos Servidores Federais e impor sobre os trabalhadores do município. Assim a PLC-01/2021 impõe um tratamento de Servidores Federais a servidores municipais, desconsiderando a realidade vivida por tais servidores, desconsiderando direitos adquiridos ao longo de tantos anos de trabalho, desconsiderando a Lei Municipal 2.584/1991 - Dispõe sobre o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos do Município de Itaúna, da Administração Direta, Autárquica e Fundacional e a Lei 3.023/1995- Dispõe sobre o Estatuto do Pessoal do Magistério Público da Prefeitura Municipal de Itaúna- MG, estabelece o Regime jurídico Único do Servidor do Quadro de Magistério e dá outras providências. A PLC-01/2021 é de uma crueldade com os servidores municipais, principalmente com os servidores que estão já prestes a se aposentarem, e torna a carreira no serviço público municipal inviável, provocará uma readaptação financeira familiar dos servidores e consequentemente prejudicará a economia do Município. Ademais, no ano passado já foram aprovadas alterações das alíquotas previdenciárias que impactaram em redução significativa nas remunerações e proventos líquidos dos servidores ativos, inativos e pensionistas vinculados ao IMP. O Poder Executivo Municipal e o Presidente do IMP agem de má-fé, de forma autoritária e impõem seus domínios e seus controles aos Servidores Públicos Municipal, em uma tirania disfarçada de Democracia. E ainda tentam convencer a sociedade e os próprios servidores que agem assim para o bem dos próprios servidores. O discurso é “Isso é para o bem”. E assim fica a pergunta: Bem de quem? QUE DEMOCRACIA é ESTA???!!!! “ESPANCA E ASSOPRA”
Itaúna, 06/04/2021 Profª Zélia Assis e Prof. Geraldo Fonte Boa Grupo “Servidores Municipais em debate da RPS”
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