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Paraná em Folha primeira edição

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E-mail:paranafolha@gmail.com

16 a 31 de março de 2018. Edição 01

Mitos e verdades sobre a implantação do hospital Sírio Libanês em São José dos Pinhais – PR.

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Deputado Francisco Bührer viabiliza recursos para obras na região do Guatupê

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Diversos

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Receitas

A importância do banco de leite O leito materno é considerado o alimento mais completo para o bebe, neles estão contidas todas as proteínas, vitaminas, gorduras, água e outras necessárias para o seu completo e correto desenvolvimento. O leite humano possui globos brancos, essenciais para proteger o bebe contra doenças.

SUCO VERMELHO DETOX INGREDIENTES 1 pedaço de melancia 1/2 beterraba 1 cenoura 1/2 xícara de folhas de hortelã suco de 1 limão mel a gosto raspas de limão 200 ml de água MODO DE PREPARO - Bata todos os ingredientes no liquidificador - Adicione gelo e sirva

DRINK MAIS AMOR INGREDIENTES Por todas as necessidades o banco de leite humano e extremamente importante, é uma das principais iniciativas do Ministério da Saúde para redução da mortalidade infantil. No banco de leite humano, o leite é pasteurizado e monitorado, passando por um rigoroso controle de qualidade, e posteriormente ser distribuído para os recém nascidos conforme a prescrição médica e necessidade de cada bebe prematuro. Por isto a importância do banco de leite humano para suprir a necessidade do leite materno para o bebe prematuro que por algum motivo não pode receber o leite da mãe biológica. Criado recentemente o bancos de leite humano no município de São José dos Pinhais, onde o prefeito Antonio Fenelon da prioridade máxima ao bom funcionamento desta unidade, sendo ela fiscalizada e orientada pelo seu secretario de saúde Giovani de Souza.

Expediente

Colunista: Goretti - Fonoaudióloga - especialista em amamentação

Editor Chefe: Amanda Carvalho. Jornalistas Responsáveis: Ivanete Galter - DRT: 9947/R

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200 ml de vodca 150 ml de água tônica 1 limão taiti 3 colheres (sopa) de calda de cereja 10 cerejas gelo a gosto MODO DE PREPARO Em uma coqueteleira junte a vodca, o suco do limão, a calda de cereja, as cerejas e o gelo, e agite bem Em seguida, coloque a mistura em um copo grande Adicione a água tônica e adicione mais gelo, se quiser

"É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença." Art. 5º, IX da Constituição Federal de 1988

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« As matérias aqui assinadas não refletem necessariamente a opinião deste jornal, sendo de total responsabilidade do autor o conteúdo publicado."


CURITIBA

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Taxa de Coleta de Lixo em Curitiba Os Curitibanos foram surpreendidos com a nova taxa de cobrança feita pala prefeitura para o ano de 2018. A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação final do lixo, resíduo urbano. A Câmara Municipal aprovou no dia 19 de setembro 2017, o projeto de lei que desvincula o valor da Taxa de Coleta de Lixo (TCL) do IPTU, alegando que apenas uma parte dos usuários pagava integralmente pelo serviço. A partir de agora todos irão pagar, isenções para clubes e igrejas, entre outros, deixam de existir. A antiga legislação, agora alterada, estabelecia, por exemplo, que o valor da taxa não podia ser maior que o do imposto (IPTU), com a alteração da legislação agora pode. A prefeitura alega que este serviço sempre operava com déficit, e a arrecadação da taxa não cobria os custos operacionais, custo este que fica em torno de R$ 209 milhões. A desvinculação, portanto, permite que o município distribua os custos de maneira mais completa entre aqueles que utilizam o serviço, diminuindo o déficit. Verifica-se que a base de cálculo baseada exclusivamente na metragem e localização do imóvel (fato gerador do IPTU) fere o princípio da igualdade, uma vez que gera mais prejuízos para um, que embora produza menor quantidade de lixo a ser coletado, paga o mesmo valor que o outro, cuja produção de lixo é superior àquele, além de não representar sequer uma média do uso do

serviço por cada contribuinte. A nova forma de cobrança visa um equilíbrio para o usuário, segundo a prefeitura. O valor da taxa continua o mesmo do ano anterior, o que muda é que a taxa não é mais cobrada por imóvel, e sim por unidade geradora dentro no imóvel, por residência dentro do imóvel, esta nova forma de cobrança a taxa por imóvel pode ter um aumento superior a 300%, porém por residência, a taxa cobrada é a mesma do ano anterior. O valor cobrado da TCL é de R$ 275,40 para imóveis residenciais e R$ 471,60 para imóveis não residenciais. Porém este valor e por residência ou comercio no imóvel, não sendo tão igualitária. Imóvel com três

residências em uma região periférica de Curitiba pagará por três taxas um valor em torno de R$ 825,00, porém não se leva em conta quantas pessoas reside, a renda familiar, e muitas vezes a soma da metragem das três residências não chega a 100 m². Já uma residência em área nobre ou condomínio fechado de alto padrão, cujo a renda familiar é alta e a metragem de apenas uma residência no imóvel pode chegar a 200 ou 300 m², paga uma taxa de R$ 275,00. O custo da taxa teria que levar em conta outros critérios para se estabelecer o seu valor por unidade imobiliária, contemplando a real situação de cada usuário ou composição familiar que utiliza o sistema de

coleta de lixo. A taxa de coleta de lixo tem realmente que ser cobrada, pois a população cada dia consome mais e gera grande quantidade de resíduos, o fato da falta de conscientização de parte da população em relação a separação do lixo orgânico do lixo reciclado e um ponto importante a ser discutido, se houve-se uma melhor educação ambiental todo sistema operacional de coleta teria seu custo reduzido. A separação do lixo aumentaria a vida útil dos aterros sanitários e o material reciclado poderia ser comercializado o que diminuiria o valor cobrado da taxa de coleta do lixo, uma parceria entre a população e o poder público.


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São José dos Pinhais Mitos e verdades sobre a implantação do hospital Sírio Libanês em São José dos Pinhais – PR. O governador Alberto Richa firmou em 15 de janeiro de 2013, um convênio para construção do HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS do Paraná, que seria instalado em uma área de 10 mil metros quadrados no bairro Vila Izabel,

Curitiba. A construção do empreendimento teria início no primeiro semestre de 2013 e iniciaria o atendimento em 2016. A área concedida para a construção seria na Rua Tamoio, nas proximidades do Colégio Estadual para Surdos Alcindo Fanaya Junior. Houve na época, mobilização da sociedade Paranaense para a tão aguardada assinatura do convênio do Hospital Sírio Libanês e do termo de cessão de uso do terreno do Estado onde seria construído o Hospital Filantrópico. Termos de intenções: O terreno ficaria assegurado à concessão de 50 anos para utilização, podendo ser prorrogável por mais 50 anos de acordo com a Lei Estadual nº 17.462 de 02/01/2013,

revogada pela Lei 18578 de 01/10/2015. O hospital seria mantido pela Sociedade Árabe de Beneficência do Paraná (SABEN) o mesmo teria 220 leitos hospitalares, 40 deles de

unidade de terapia intensiva com atendimento para usuários do SUS. Primeira fase do projeto: A construção de uma unidade hospitalar, um centro de ensino e pesquisa com foco na capacitação profissional e um centro de diagnóstico e terapias ambulatoriais. O Sírio-Libanês do Paraná realizaria atendimentos em cardiologia, ortopedia, neurocirurgia, oncologia, cirurgia bariátrica, entre outras. CERTIFICADO Durante a cerimônia, Richa e o presidente da Câmara Municipal de Curitiba entregaram ao presidente da Sociedade Árabe de Beneficência do Paraná, Rached Hajar Traya, o certificado de revalidação da lei que c o n c e d e a e n ti d a d e c o m o Utilidade Pública Municipal.

As manifestações das autoridades a seguir, ocorreram no dia 15 de janeiro de 2013, no Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado. “O governo celebra importantes parcerias com instituições e entidades para garantir uma melhor qualidade de vida para toda a população”, disse o governador. O presidente da Sociedade Árabe de Beneficência do Paraná, Rached Hajar Traya, disse que o ato da doação do terreno pelo Estado consolida um projeto iniciado em 1993. “Este hospital representa a retribuição da comunidade árabe ao povo paranaense, que aqui acolheu os nossos imigrantes”, destacou. Segundo ele, nas fases seguintes do projeto serão implantados serviços de atendimento de urgência e emergência e parcerias operacionais com outras instituições, como o hospital Sírio-Libanês de São Paulo e o Hospital do Coração de São Paulo. O secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, afirmou que a nova unidade preencherá lacunas do sistema de saúde em diversas áreas. “É um hospital que se integrará ao sistema de saúde do Estado permitindo o acesso de serviços de qualidade a todos os paranaenses”. Ele destacou que poderão ser contratados serviços com o hospital, por meio do Hospsus, programa de apoio aos hospitais públicos e filantrópicos do SUS do Paraná. O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador Paulo Salamuni, afirmou que há outras possibilidades de fonte de recursos, como captação por parte dos países árabes, parceiros e por meio de emendas parlamentares. Em São José dos Pinhais, temos uma situação semelhante que Curitiba vivenciou através do Governo do Estado, com a construção de um hospital da Comunidade Sírio Libanês. Desta vez, com uma proposta ainda maior de investimentos da mesma Comunidade, o que nos leva a refletir e, quando relacionamos com os fatos citados anteriormente, nos traz alguns questionamentos até então sem respostas como: O que ocorreu em 2013, após todos os atos oficiais e a criação de uma lei específica para tratar da concessão e prorrogação do uso do terreno concedido? O que mais precisava do Estado do Paraná para o início das obras? Existia o convênio da Comunidade Sírio Libanês com o SUS? Houve interferências poderosas e ocultas que impediram a sequência do projeto em Curitiba? Se de fato houve interferências, quais são as garantias que não ira se repetir em São José dos Pinhais?


MUNDO / BRASIL

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Miami: Sobe para 6 o números de Novas regras devem encarecer processo para tirar carteira de habilitação mortos na queda de passarela. Na queda da passarela nas proximidades da Florida International University (FIU), na Cidade de Miami, o numero de mortos subiu para

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) padronizou as normas para o processo de formação de motoristas de veículos automotores e elétricos, realização de exames, expedição de documentos de habilitação, cursos de formação especializados e reciclagem, com

seis nesta sexta-feira (16). Em menos de uma semana da instalação da estrutura no local. Continuam com a operação de busca e resgate. Após o incidente, o chefe de policia do condado de Miami-Dade afirmou que não estimaria um número de pessoas que ficaram presas porque os socorristas estavam com dificuldade de chegar aos carros. base em teorias e práticas pedagógicas que sejam capazes de O presidente Donald Trump, considerou o ocorrido de “muito trágico.” promover um trânsito seguro. MUDANÇAS Uma das novidades está Foto:daJornal A passarela foi instalada no ultimo sábado, o objetivo da instalação naRealidade distribuição das cargas horárias dos cursos dos processos de mesma era para facilitar o acesso dos estudantes do campus da FIU a formação de condutores. Com a publicação da normativa, o uma área onde muitos deles moram em domicílios coletivos, previsto a Treinamento em Simulador de Direção Veicular, por exemplo, ganhou inauguração em 2019. A FIU, antes de instalá-la, chegou a afirmar que mais uma hora de duração, passando de cinco para seis horas de o método de instalação adotado reduziria o risco para trabalhadores, curso. Além disso, alguns cursos para adquirir a Carteira Nacional de pedestres e motoristas, e diminuiria as interrupções no tráfego na Habilitação (CNH) foram divididos em Curso Teórico Básico e área. Ela era projetada para resistir a furacões e poderia ser usada por Específico. O curso de Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) 100 anos, de acordo com informações da universidade. permanece com curso teórico básico de 20 horas/aula, com a mudança apenas na duração do curso de prática veicular, que foi bipartido e agora passou a adotar seis horas de aprendizado em via pública e quatro horas em circuito fechado. O Contran também regulamentou o curso de prática de direção veicular para os condutores que desejam autorização para motocicleta.A carga horária para adquirir habilitação na categoria A, que já era de 20 horas/aula, assim permaneceu, passando, contudo, a ser disciplinada de formar mais didática, pois com a resolução 726, 10 horas/aula serão destinadas para o curso de prática de direção veicular em circuito fechado e 10 horas/aula para a prática em via pública. Bem como, 20 horas/aula do curso teórico básico e 25 horas/aula de curso teórico específico. Para os condutores que pretendem obter a habilitação na categoria B, também houve uma melhor segmentação quanto à carga horária do curso teórico de formação, que permaneceu com 45 horas de duração obrigatória, porém, distribuído de forma mais didática, com 25 horas/aula destinadas ao curso teórico básico e 20 horas/aula para o curso teórico específico, além das seis horas de treinamento em simulador de direção veicular e 20 horas/aula de curso de prática de direção veicular. Vale lembrar que, o candidato que requerer simultaneamente autorização para conduzir ciclomotor e habilitação nas categorias B ou A e B, farão apenas uma avaliação psicológica e um único exame de aptidão física e mental.

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Paulo Rua Pedro Aires da Rocha, 389 - Afonso Pena São José dos Pinhais - PR.


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São José dos Pinhais / Brasil

Deputado Francisco Bührer viabiliza recursos Prefeitura de Barra Velha rma acordo para o repasse de recursos aos Bombeiros Voluntários para obras na região do Guatupê A luta incansável do deputado estadual Francisco Bührer em prol de melhorias para São José dos Pinhais resultou em repasse de mais de R$ 27 milhões do Governo do Estado que serão investidos na duplicação da Avenida Rui Barbosa, no trecho entre a BR277 e a Rua Thomaz Carmeliano de Miranda, no Guatupê, além da pavimentação da Rua Florentino Suchla que vai ligar a Rua Sebastiana Santana Fraga, no Bairro Blanco Pombo, à Avenida Rui Barbosa, após a conclusão da trincheira da Rua Marechal Hermes, já em fase de execução. A pavimentação da Rua Florentino Suchla, segundo a Secretaria de Obras de São José dos Pinhais, terá um custo de R$ 6,5 milhões, sendo que o Estado vai arcar com R$ 5 milhões e o restante será uma contrapartida da Prefeitura de São José dos Pinhais. Os outros R$ 22 milhões serão usados para a duplicação do trecho da Avenida Rui Barbosa. Segundo

Duplicação do trecho da Avenida Rui Barbosa a partir da BR-277 (Foto: Ademar Marques/SJP)

o deputado Francisco Bührer, os recursos deverão ser liberados ainda no primeiro semestre deste ano, quando então será feito todo o processo licitatório para a realização da obra que vai mudar a rotina dos moradores da região. “Há muito tempo que lutamos pela duplicação desse trecho, que vem causando transtornos aos motoristas em horário de grande movimento e atrapalhando a rotina de

pavimento da Rua Marechal Hermes (Foto: Ademar Marques/PMSJP)

vida dos moradores por causa do trânsito lento. Com a construção a nova trincheira da Rua Marechal Hermes, vamos melhorar o tráfego de veículos desafogando a Avenida Rui Barbosa no sentido Guatupê e levando mais qualidade de vida a todos”, disse o deputado.

6 mil reais serão repassados mensalmente à corporação

de avaliações clínicas regulares, encaminhadas pelo quartel dos

Na sessão da Câmara de Vereadores da última terça-feira (20), os parlamentares aprovaram o repasse mensal de 6 mil reais por parte do executivo, destinados aos Bombeiros Voluntários de Barra Velha. O termo prevê que a Prefeitura repasse 72 mil reais à corporação, divididos em doze parcelas de 6 mil reais. Os valores serão repassados devido ao serviço prestado pela corporação nos atendimentos a urgências e emergências, além

voluntários às unidades de saúde do Município. Antes, com a colaboração da comunidade, a receita da corporação chegava a cerca de 3 mil reais. A partir de agora, os voluntários poderão contar com a ajuda mensal do poder executivo. “Devido aos diversos serviços prestados à comunidade, firmamos o termo para contribuir com as atividades dos bombeiros voluntários por meio do repasse mensal”, e x p l i c a o p r e f e i t o Va l t e r Zimmermann.

Violência contra mulheres tem 600 mil processos. Mais de 600 mil procedimentos tramitaram na Justiça brasileira

677.087 procedimentos. Desses, 280.062 eram pedidos de

desde 2006 para apurar suspeitas de atos de violência contra a mulher. De acordo com levantamento divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça, desde a instalação de varas e juizados especializados no assunto, foram contabilizados

medidas protetivas. Os Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais e o Distrito Federal foram os campeões em procedimentos. No Rio foram 157.430 caos, enquanto que em São Paulo, 18.419. No RS, 27 mil casos. Fonte: www.espacovital.com.br


7 Agricultura Familiar produz mais de 70% dos alimentos BRASIL

A agricultura familiar assume um papel essencial na produção de alimentos para o nosso País. Os agricultores que trabalham utilizando a mão de obra da própria família têm pouca terra, mas colocam bem mais que 70% dos alimentos na nossa mesa. Esta informação foi obtida do Censo Agropecuário de 2006. Foi o último censo desta natureza realizado no país, que é uma das principais referências sobre o campo. De outubro de 2017 a fevereiro de 2018, está sendo realizado um novo Censo Agropecuário, e os pesquisadores relançam a pergunta: “Quem produz os alimentos que compõem a cesta básica nacional?” Os dados revelam que alimentos presentes no dia a dia à mesa dos brasileiros, em todo o país, são produzidos nos pequenos

96,4% da pimenta, 90,8% da mandioca, 57% do milho, 94,1% da cebola, 73,3% do tomate (rasteiro) e 55,4% da batata inglesa são cultivados nos pequenos estabelecimentos

estabelecimentos rurais (área de 0 a 200 hectares). O feijão é cultivado principalmente pelos pequenos: mais de 88% por exemplo. O arroz em casca tem grande participação dos grandes – aqueles com propriedades acima de 1.000 hectares -, com 30% do total. Mas ainda assim a superioridade é dos pequenos: 42,3%. Os médios (200 a 1000 ha) produzem 27%. Mais marcante é a supremacia das pequenas propriedades na horticultura. Para citar os que mais frequentam nossa mesa: 98,2% do alface, 98,4% do repolho, 96% da berinjela, 95% da abobrinha, 86,8% da cenoura, 81,7% do tomate (estaqueado),

rurais. Quanto à carne, os pequenos são responsáveis por 88,7% da produção de aves, 84,3% da produção de suínos e 39,0% da de bovinos. “Até na criação bovina, palco das mega fazendas e dos famosos fazendeiros pecuaristas que marcam o imaginário social, os pequenos produtores, com área até 200 hectares, superam produtivamente as grandes áreas”, ressaltam os pesquisadores. MENOS TERRA, MENOS RECURSOS, MAIS EMPREGO “Os agricultores que produzem mais alimentos são os que possuem menos terra (geralmente terras menos favorecidas do ponto de vista da

fertilidade, acesso à água, localização geográfica, etc.) e são menos assistidos pelo Estado”, sustentam os pesquisadores. “Aqueles que detêm a maior parte das terras não são os maiores produtores de comida, porém são os que recebem a maior fatia dos recursos para financiamento. Ao contrário, os que possuem a menor porção das terras são os que mais produzem, contudo recebem bem menos financiamentos para produção”. Os dados do IBGE mostram o peso da concentração agrária do país: pequenos produtores, 90,2% do total das unidades de produção, ocupam 29,9% da área total da agricultura do país. Já os grandes, 0,9% das propriedades rurais, dominam 45% da área. Os médios são 4% dos estabelecimentos, em 25,1% da área. “Apesar disso, a agricultura familiar é responsável por 74,4%

trabalho/emprego”, apontam os pesquisadores. FINANCIAMENTO PARA OS GRANDES Os pesquisadores informam que os pequenos correspondem a 92,5% (849.754) dos estabelecimentos que receberam financiamento, embora tenham recebido apenas 36,7% do valor disponibilizado. Os médios correspondem a 3,7% (34.443) dos estabelecimentos que receberam financiamento. Mas receberam 18,9% dos recursos. Os grandes abocanharam 44,1% dos recursos oferecidos, embora representem apenas 0,9% (8.444) dos estabelecimentos que receberam financiamento. Cada estabelecimento pequeno que recebeu financiamento teve, em média, R$ 9.252 reais. Essa média aumenta mais de dez vezes no caso dos médios, que receberam R$ 117.138, e mais de

(12,3 milhões de pessoas) da ocupação laboral no campo, dominando a geração de

cem vezes no caso dos grandes: R$ 1.117.433.


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São José dos Pinhais


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