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O TOSTÃO, Maio

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JAPÃO DECLARA FIM DA DEFLAÇÃO

APÓS 25 ANOS E ENTRA NUMA NOVA FASE ECONÓMICA

TRUMP E O EFEITO DOMINÓ: ONDE CAI O LUCRO? GUSTAVOCASTRO

O APAGÃO IBÉRICO: UM EVENTO INÉDITO

O IMPORTANTE PAPEL DAS INCUBADORAS NO DESENVOLVIMENTO DO EMPREENDEDORISMO

TETOS ÀS RENDAS EM PORTUGAL: ENTRE A NECESSIDADE E A EFICÁCIA

IMIGRAÇÃO E SUSTENTABILIDADE ECONÓMICA NAS DIFERENTES REGIÕES PORTUGUESAS

JAPÃO

DECLARA FIM DA DEFLAÇÃO

APÓS 25 ANOS E ENTRA NUMA NOVA FASE ECONÓMICA

Após mais de duas décadas de deflação, o Japão declarou oficialmente o fim deste ciclo económico. A confirmação foi dada pelo ministro das Finanças, Shunichi Suzuki, em março de 2024, com base em dados que indicam aumentos consistentes nos preços e nos salários desde 2022. O anúncio assinala uma mudança significativa numa trajetória marcada por estagnação económica prolongada. A deflação, caracterizada por uma queda generalizada e persistente dos preços, teve início no Japão no final da década de 1990. Durante esse período, o consumo e o investimento foram sistematicamente adiados por consumidores e empresas, numa expectativa de preços mais baixos, o que enfraqueceu a procura interna e limitou o crescimento económico.

Em agosto de 2023, o governo já havia indicado que o país se encontrava num “ponto de inflexão”, assinalando uma inversão do ciclo deflacionista. Relatórios de instituições financeiras como o Morgan Stanley reforçaram essa avaliação, apontando para o surgimento de um ambiente económico de inflação moderada, suportada por melhorias nos salários e na confiança dos consumidores.

Em março de 2024, o Banco do Japão (BoJ) anunciou o fim da política de taxas de juro negativas, que vigorava desde 2016. Esta política tinha como objectivo estimular o consumo e os investimentos, numa altura em que o país enfrentava crescimento anémico e pressões deflacionistas. Com esta alteração, o Japão deixou de ser a última grande economia mundial a aplicar taxas negativas. Apesar da inversão do ciclo deflacionista, o Japão registou uma recessão técnica no início de 2024, após dois trimestres consecutivos de contracção do Produto Interno Bruto (PIB). A queda na actividade económica resultou na perda da posição do Japão como terceira maior economia mundial, ultrapassado pela Alemanha. Entre os factores apontados para esta contracção estão a valorização de outras moedas face ao iene, o abrandamento da procura interna e o envelhecimento populacional.

Adicionalmente, o país enfrenta uma escassez crescente de mão-de-obra, o que tem pressionado os salários. Em resposta a esse cenário, o BoJ aumentou a taxa de juro para 0,5% em janeiro de 2025, o valor mais elevado dos últimos 17 anos. O objetivo é controlar a inflação sem comprometer a recuperação económica.

As atas mais recentes do BoJ revelam que a instituição continuará a monitorizar atentamente a evolução dos salários e dos preços, admitindo possíveis ajustamentos graduais na sua política monetária.

O contexto internacional, nomeadamente as políticas comerciais de países parceiros, também será tido em conta nas próximas decisões.

Com o fim da deflação, o Japão entra numa nova fase económica. A transição de um ambiente de queda prolongada de preços para uma conjuntura de inflação controlada representa uma reconfiguração estrutural, que exige adaptação das políticas públicas e das empresas a um novo enquadramento económico e demográfico.

O APAGÃO IBÉRICO: UM EVENTO INÉDITO

No dia 28 de abril de 2025, Portugal e Espanha foram surpreendidos por um apagão elétrico de grandes dimensões que afetou milhões de pessoas e causou perturbações generalizadas em serviços essenciais. O evento, que também teve impacto em partes do sul de França, interrompeu a normalidade do dia a dia em grande parte da Península Ibérica, afetando infraestruturas críticas como transportes, telecomunicações, estabelecimentos comerciais, unidades hospitalares e infraestruturas de segurança rodoviária. As falhas de energia ocorreram de forma súbita e sincronizada em várias regiões, deixando cidades inteiras sem luz por várias horas. Transportes públicos ficaram imobilizados, semáforos deixaram de funcionar, linhas telefónicas caíram e serviços de transmissão de internet ficaram indisponíveis. Em muitos casos, empresas e instituições viram-se forçadas a suspender atividades. Apesar da resposta relativamente rápida de algumas autoridades locais e nacionais, o caos foi inevitável, sobretudo nas zonas urbanas com maior densidade populacional.

Quanto às causas, ainda não existe uma explicação oficial definitiva para o que terá provocado o apagão. No entanto, várias hipóteses têm sido discutidas por especialistas e autoridades.

Uma das mais comentadas é a possibilidade de o apagão ter sido causado por um fenómeno atmosférico raro, como uma tempestade geomagnética que poderia ter interferido com as redes elétricas de alta tensão, provocando falhas em cascata. Outra teoria considera uma falha técnica grave no sistema interligado de transmissão de energia entre Portugal e Espanha, com possíveis efeitos em cadeia devido à elevada dependência e interconexão das redes. Além disso, há quem especule sobre erros humanos ou falhas de coordenação entre os operadores nacionais, que poderão ter dificultado a resposta inicial e contribuído para a propagação do problema. Por outro lado, embora não existam indícios sólidos de ciberataque, essa hipótese também tem sido ventilada por analistas de segurança, dada a crescente vulnerabilidade digital das infraestruturas energéticas. Estas hipóteses não são mutuamente exclusivas e podem, inclusive, ter ocorrido de forma combinada. Independentemente da origem do apagão, o evento revelou fragilidades preocupantes nas infraestruturas elétricas da Península Ibérica. A elevada interdependência entre os sistemas português e espanhol, que até agora tem sido vista como uma vantagem estratégica, mostrou também o risco de falhas em cadeia quando um dos sistemas entra em colapso.

O episódio gerou reflexões urgentes sobre a necessidade de reforçar os mecanismos de prevenção, resiliência e resposta rápida a incidentes desta natureza. Para além da perturbação imediata no quotidiano, os impactos económicos e sociais do apagão foram significativos. Do ponto de vista económico, os setores mais afetados foram a indústria, os serviços logísticos, o comércio e as tecnologias de informação. Empresas com produção contínua, como fábricas e armazéns, tiveram que parar operações, muitas vezes descartando matéria-prima ou produto inacabado. No setor do retalho, perdas de stock refrigerado e falhas nos sistemas de pagamento eletrónico causaram prejuízos diretos. Além disso, as bolsas de valores enfrentaram volatilidade, com algumas transações suspensas temporariamente.

A nível social, a confusão foi instaurada. Com as previsões iniciais da REN (Redes Energéticas Nacionais) para uma semana, o caos tomou palco. Iniciou-se a corrida aos estabelecimentos comerciais, com centenas de pessoas a tentarem garantir bens essenciais. Supermercados e bombas de combustível registaram enchentes, muitas vezes sem meios eletrónicos de pagamento a funcionar. Nas ruas, o cenário foi igualmente desordenado: com os semáforos desligados e a ausência de coordenação nas principais vias urbanas, o tráfego ficou caótico, provocando engarrafamentos extensos. Este apagão servirá, inevitavelmente, como ponto de partida para repensar as políticas energéticas, os sistemas de resposta a emergências e a resiliência das infraestruturas críticas da Península Ibérica.

O IMPORTANTE PAPEL DAS INCUBADORAS NO DESENVOLVIMENTO DO EMPREENDEDORISMO

Num mundo cada vez mais competitivo e dinâmico, o sucesso de novas empresas depende não apenas de uma boa ideia, mas também do acesso a recursos, conhecimento, redes de contato e apoio estratégico. É nesse contexto que surgem estruturas como as incubadoras, fundamentais para apoiar o nascimento e crescimento de negócios inovadores. Ao oferecer um ambiente propício à experimentação e ao desenvolvimento, elas aumentam significativamente as chances de sobrevivência das startups.

Esses espaços proporcionam às empresas nascentes não apenas infraestrutura e serviços partilhados, mas também orientação especializada, acesso a mentores, formação e facilitação de contactos com investidores. Ao reduzirem os custos operacionais e oferecerem suporte estratégico, permitem que os empreendedores se concentrem no desenvolvimento do produto, na validação do modelo de negócio e na preparação para o mercado.

Mais do que centros de apoio logístico, funcionam como verdadeiros ecossistemas de inovação, promovendo a interação entre empresas, universidades, centros de pesquisa e agentes económicos. Em Portugal, onde a articulação entre ciência e mercado ainda enfrenta barreiras, esses ambientes desempenham um papel

decisivo na transformação do conhecimento em valor económico. Aqui é importante fazer uma pausa para refletir: estamos, de facto, a reconhecer o valor destas iniciativas no tecido económico nacional? Por vezes, o foco excessivo em grandes empresas tecnológicas ou investimentos internacionais faz com que se negligencie o impacto de pequenos projetos locais que, com a devida orientação, podem gerar soluções originais e emprego de qualidade. Uma economia robusta não se constrói apenas com unicórnios, mas com uma rede diversa de pequenos e médios empreendimentos com potencial transformador. Nos últimos anos, Portugal assistiu a um crescimento significativo de incubadoras criadas ao redor do país impulsionado por políticas públicas, fundos europeus e o dinamismo de algumas universidades e câmaras municipais. Exemplos como o UPTEC (Universidade do Porto), o TecLabs (Universidade de Lisboa) e o Instituto Pedro Nunes (Coimbra) tornaram-se referências nacionais e internacionais na criação de negócios baseados em conhecimento. Estes têm contribuído para fixar talento jovem, valorizar a investigação aplicada e tornar o país mais competitivo no cenário da inovação global.

Importa sublinhar que o impacto destas não se limita ao setor tecnológico. Também têm surgido iniciativas voltadas para o empreendedorismo social, cultural, ambiental e rural, adaptando-se às especificidades de diferentes territórios. Assim, promovem não apenas o desenvolvimento económico, mas também a coesão territorial, a inclusão e a sustentabilidade.

Outro aspeto essencial é que o sucesso desses espaços não depende apenas da infraestrutura oferecida, mas da qualidade da mentoria, da força da rede de contactos e da capacidade de preparar os empreendedores para a realidade do mercado. Saber quando apoiar, quando desafiar e quando permitir que o projeto caminhe com autonomia é o que distingue um verdadeiro ecossistema de inovação de uma simples sala de escritórios partilhados.

Em suma, as incubadoras desempenham um papel estratégico na renovação da economia, na valorização do talento e na construção de uma sociedade mais inovadora e resiliente. Reconhecê-los, fortalecê-los e diversificá-los deve ser uma prioridade de qualquer política pública orientada para o futuro.

Oliver Bean

Artigo em parceria com o Feuc Business Club

Tetos às Rendas em Portugal:

Entre a Necessidade e a Eficácia

Num contexto de crescente pressão sobre o mercado habitacional, Portugal tem adotado medidas para conter o aumento das rendas e garantir o acesso à habitação. No entanto, a eficácia dessas políticas é tema de debate, especialmente quando comparadas com abordagens adotadas por países como os Países Baixos e a Noruega.

Portugal: Medidas Recentes e Desafios Persistentes

Em resposta à subida dos preços no mercado de arrendamento, o governo português implementou limites ao aumento das rendas, vinculando-os à taxa de inflação. Em 2023, por exemplo, foi imposto um limite de 2% ao aumento das rendas habitacionais, independentemente do valor do índice de preços no consumidor.

Além disso, foram introduzidas medidas como o programa de arrendamento acessível e incentivos fiscais para proprietários que ofereçam rendas abaixo do mercado.

Contudo, os resultados práticos têm sido, no mínimo, tímidos. A escassez de oferta habitacional, especialmente em Lisboa e Porto, combinada com fenómenos como o alojamento local e a especulação, tornaram estas medidas insuficientes para reverter a tendência de exclusão habitacional. A lentidão na execução de programas públicos e a ausência de fiscalização eficaz contribuem para um cenário onde a teoria das políticas públicas pouco se traduz na prática quotidiana.

Países Baixos: Uma Abordagem Estruturada

Os Países Baixos enfrentam uma crise habitacional significativa, caracterizada por uma escassez de moradias acessíveis e um aumento acentuado das rendas. Em resposta, o governo implementou a "Affordable Rent Act", que introduz um sistema de pontos (WWS) para classificar os imóveis e determinar o valor

máximo da renda consoante critérios objetivos como o número de metros quadrados, a localização, a qualidade do isolamento térmico e até a existência de elevador ou varanda.

Além disso, foram estabelecidos tetos para aumentos anuais de renda: 4,1% para o setor privado, 7,7% para o segmento médio e 5% para o setor social. A implementação dessas medidas é reforçada por mecanismos de fiscalização municipal, que podem impor sanções a proprietários que não cumpram as regulamentações.

É uma abordagem tecnocrática e exigente, mas que oferece estabilidade a longo prazo. O equilíbrio entre mercado e direito à habitação tem-se mantido mais tangível do que em determinados contextos, como o português.

Noruega: Estabilidade e Regulação Moderada

Na Noruega, o foco está menos na limitação direta das rendas e mais na construção de condições que previnam o descontrolo do mercado. O Estado norueguês mantém um stock significativo de habitação pública, especialmente em centros urbanos, onde os preços tendem a inflacionar. Além disso, subsídios habitacionais e apoios ao arrendamento são atribuídos com base no rendimento dos agregados familiares, garantindo que nenhuma faixa da população é completamente excluída.

O contrato de arrendamento é regulado de forma clara: os aumentos de renda só podem ocorrer uma vez por ano e devem ser justificados com base em índices oficiais ou acordos prévios. Há proteção jurídica forte ao inquilino, o que confere previsibilidade e reduz os abusos. O resultado? Um mercado mais estável, sem necessidade de intervenções drásticas ou medidas reativas.

Comparações e Reflexões: Três Caminhos, Três Visões

As abordagens de Portugal, Países Baixos e Noruega representam três visões distintas sobre a intervenção do Estado no mercado habitacional.

Enquanto Portugal adota medidas reativas para conter o aumento das rendas, os Países Baixos implementam uma abordagem estruturada, com sistemas de classificação e fiscalização rigorosos. A Noruega, por sua vez, mantém a estabilidade através de políticas de longo prazo focadas na oferta habitacional e na proteção dos inquilinos.

A experiência internacional sugere que políticas habitacionais eficazes requerem uma combinação de regulação do mercado, incentivos à construção de habitação acessível e mecanismos de fiscalização robustos.

Portugal poderia aprender de ambas as experiências. Dos Países Baixos, a importância de mecanismos técnicos e transparentes para calcular rendas justas. Da Noruega, o investimento na habitação pública e a simplicidade regulatória. Por isso, para Portugal, a lição é clara: além de limitar os aumentos de renda, é essencial investir na oferta habitacional e fortalecer os mecanismos de implementação e fiscalização das políticas existentes.

Imigração e Sustentabilidade Económica nas diferentes

regiões portuguesas

relativa à unidade curricular Projeto Integrador

Num país marcado por profundas assimetrias regionais e por um envelhecimento demográfico acentuado, a imigração assume um papel cada vez mais central no debate sobre o futuro económico e social de Portugal. Mais do que uma questão demográfica, estamos perante um fenómeno com implicações diretas na vitalidade do mercado de trabalho e na coesão entre diferentesregiõesdopaís.

É neste contexto que surge o projeto Imigração e Sustentabilidade Económica nas Diferentes Regiões Portuguesas, desenvolvido no âmbito da unidade curriculardeProjetoIntegrador.Oestudoprocuracompreender,combaseem dados recentes e evidência empírica, de que forma a população imigrante contribui para a dinamização económica regional e para a resposta a desafios estruturaisdelongoprazo.

Os dados já recolhidos apontam para uma tendência clara: desde 2016, a população imigrante tem vindo a crescer, especialmente na Área Metropolitana de Lisboa. Este crescimento tem-se refletido particularmente em setores como o alojamento e restauração, onde a escassez de mão-deobranacionalémaisevidente.Deummodogeral,osdadosevidenciamqueos imigrantes auferemrendimentos inferiores aos dos residentes. Importaainda salientar que, embora o setor agrícola seja frequentemente identificado como um dos principais empregadores de mão-de-obra imigrante, é no setor do alojamentoedarestauraçãoqueseregistamníveissalariaismaisbaixos.

Paralelamente, regiões como o Alentejo e o Algarve têm demonstrado uma maior capacidade de integração destes trabalhadores, ao contrariar o despovoamento e a dinamizar a economia local. No entanto, persistem desafios importantes: apesar dos progressos registados, continuam a verificar-se desigualdades salariais não justificadas e uma fraca correspondência entre as qualificações dos imigrantes e as funções que desempenham.

Perante este cenário, torna-se urgente a necessidade de políticas públicas mais eficazes e adaptadas às especificidades de cada território, que valorize o contributo dos imigrantes e promovam uma integração mais justa e sustentável.

A investigação permanece em curso, e os próximos resultados serão partilhados nas nossas plataformas digitais, instagram (@projeto.integrador24 25 ) e website (Home | Imigra), com o objetivo de contribuir para uma discussão informada sobre o impacto real da imigração na coesão e sustentabilidadeeconómicadasregiõesportuguesas

Francisco Henriques, Leonor Ferreira, Joana Nunes, Maria Lopes, Margarida Barros

TRUMP E O EFEITO DOMINÓ: ONDE CAI O LUCRO?

Após Trump divulgar a lista de novas tarifas sobre importações para os EUA, surgiu uma instabilidadegeopolíticasignificativa.

Surgem as perguntas: Qual o impacto macroeconómico nos mercados financeiros, e qual a melhorformadeinvestiratualmente?

O aumento das tarifas conduz a um aumento dos preços, reduzindo a procura por bens estrangeiros, dado que se tornam menos competitivos nos EUA, prejudicando a economia dos países afetados, principalmente a China e a UE Com a retaliação, os produtos americanos também perdem competitividade nesses mercados. Empresas menos competitivas geram menos resultados líquidos e, como tal, um EPS decrescente, diminuindo a procura pelas suas açõeseoinvestimentonelas.

Oráciorendimentoporaçãoé-nosdadopor:

EPS = (Lucro líquido – dividendos) / nº de ações em circulação

Com a venda dessas ações, investidores convertem USD para as suas moedas nacionais, desvalorizando o dólar e agravando o prejuízo. Cientes disso, entidades bancárias e investidores institucionais redirecionam capital para moedas como o euro, que subiu cerca de 3,7%entre2e11deabrilde2025.

Estes fatores contribuem para a redução do PIB dos EUA, que, segundo a lei de Okun (que relaciona inversamente o hiato do produto com o desemprego cíclico), levará a um aumento do desemprego Segundo a curva de Phillips, isto implica uma redução da inflação, dada a menorprocuraporbenseserviços.

Para estabilizar a situação, podem ser adotadas políticas monetárias, como a redução das taxas de juro pela FED, promovendo o financiamento às empresas, reduzindo custos e aumentando os lucros, bem como o rendimento disponível das famílias, estimulando o consumoeaprocuraagregada,oquetendeaaumentarainflação. Alternativamente, a FED pode comprar títulos da dívida a instituições financeiras, injetando liquidez na economia americana, reduzindo as taxas de juro, e consequentemente impulsionandoainflação

A curto prazo, é provável que os mercados dos EUA enfrentem uma queda significativa (como já se verifica). No médio e longo prazo, com políticas monetárias expansionistas, antecipa-se arecuperaçãodospreçosdasações

Para o investidor comum, é importante reforçar as posições atuais (via DCA) e procurar novas oportunidades que façam sentido para o seu perfil, mesmo num contexto de instabilidade económicaegeopolítica.

Pode também ser vantajoso considerar obrigações com prémio de risco. Estas, além de evitarem a volatilidade provocada pela instabilidade geopolítica, devido ao aumento da procuraportítulosdadívidapública,estãoaoferecercupõesmaiselevadosnocurtoprazo.

A aposta em obrigações com rating entre B+ e BBB e maturidade inferior ou igual a 12 meses pode ser atualmente benéfica, dado que, se o yield to maturity (YTM) for superior ao cupão (C), o valor nominal (N) será superior ao preço(P). A médio-longo prazo, é expectável que o cupão diminua, mas, neste momento, estas obrigações são instrumentos atrativos e relativamente previsíveis,quaseideaisparauminvestidorderiscomédio

Arentabilidadetotalanualizadaé-nosdadapor:

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