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O São Paulo - 3409

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SEMANÁRIO DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

www.arquisp.org.br

Ano 67 | Edição 3409 | 17 a 23 de agosto de 2022

Editorial Cidadania, realismo e o dever de propor metas magnânimas para o Brasil

Página 4

www.osaopaulo.org.br | R$ 3,00

‘Deus pode estar chamando você, como chamou a mim um dia’ Luciney Martins/O SÃO PAULO

Encontro com o Pastor Pensemos nas consequências do nosso voto para o presente e o futuro Página 2

Medalha São Paulo Arquidiocese entregará, em 22 de agosto, a premiação aos contemplados

Página 5

Liturgia e Vida Assunta ao céu, Maria mostra o caminho que temos a seguir rumo a Deus Página 15

Conheça a história de 4 religiosos que se santificaram em São Paulo Frei Galvão e Madre Paulina, já canonizados, e os Beatos Mariano e Assunta Marchetti entregaram-se a Deus e ao próximo na capital paulista. Página 16

Em curso anual, clero de São Paulo se aprofunda no tema da sinodalidade O SÃO PAULO sintetiza as reflexões apresentadas aos sacerdotes da Arquidiocese, entre os dias 8 e 11, em Itaici. Páginas 10 e 11

Pascom em Ação

AGOSTO DE 2022 EDIÇÃO 01 Arte: Sergio Ricciuto Conte

‘Comunicação e sinodalidade: comunhão, participação e missão’ Paulo Ramicelli Este foi o tema central da conferência de abertura do 7º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom), realizado entre os dias 22 e 24 de julho, no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (SP). Fazer caminho sinodal é gerar processos. A comunhão como lugar privilegiado para o exercício da sinodalidade. Comunhão, participação e missão como pilares do agir missionário do comunicador cristão. Conversão pastoral. O facilitador do tema foi o Padre Sérgio Leal, 33 anos, que participou de forma remota, diretamente do Porto, Portugal. O Sacerdote defendeu sua tese de licenciatura sobre a sinodalidade como estilo pastoral na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma. Ele começou dizendo que a sinodalidade não é um evento, mas, sim, um modo de viver, um modo de ser Igreja, que deve moldar o agir da Igreja. Foi um chamado a todos os católicos do mundo, feito pelo Papa Francisco para que juntos seguíssemos o caminho da sinodalidade, a fim de refletir o que esperamos para a Igreja no terceiro milênio. Sinodalidade não é uma palavra de moda. Ela faz parte da identidade da Igreja. Sínodo e Igreja devem ser vistos como sinônimos. Sínodo significa caminho conjunto – Igreja, caminho pela Santíssima Trindade –, povo que caminha na unidade Pai, Filho e Espírito Santo. Caminho significa mudança. Devemos estar abertos e atentos às mudanças. E nossa Igreja deve seguir essa jornada de constante transformação e conversão pastoral, como algo concreto. – “Ah, mas sempre foi assim!”, essa fala impede a mudança. É necessária uma comunhão verdadeira en-

tre leigos e clero para a ação e transformação. O que o Espírito Santo nos pede é que deixemos de pensar no passado – isso é saudosismo. Somos chamados a refletir o aqui e o agora. Nossa Igreja tem dois pilares estratégicos em sua ação: o sociocultural e a fé. O atual horizonte sociocultural é de mudança. E o Papa Francisco nos coloca essa certeza de mudança de época. Para tanto, se faz necessária uma nova etapa evangelizadora. Uma virada de página, de atitude e comportamento. Sinodalidade é tornar obra e estilo eclesial. Uma dimensão constitutiva da vida de Igreja. É ação. Santo Inácio de Antioquia disse que o cristão deve ser sinodal. Não ter uma fé desintegrada da ação. Ação em conjunto: nós e o Espírito Santo. Muitas passagens bíblicas nos remetem a este movimento sinodal. Quando Jesus fala às multidões, Ele fala com todos e para todos. Quando Jesus segue a caminho de Emaús, ali é estabelecido um encontro sinodal. Jesus se coloca numa escuta ativa, sem preconceitos. Ele quer ouvir alegrias e tristezas. Não é uma escuta sociológica, estatística. Esse encontro integra vida e palavra. Precisamos escutar os anseios dos homens e mulheres de hoje para iluminar com a Palavra de um Jesus que vive. Conversão pastoral pede conversão pessoal. Se não formos capazes de converter pessoalmente, não converteremos pastoralmente. Existem alguns elementos fundacionais da sinodalidade. 1) a consciência – nossa dignidade pelo batismo (o dia mais importante da vida é o dia do batismo); 2) corresponsabilidade do batizado (não confundir com ministralidade) – começa com a nossa missão no mundo em todos os lugares; 3) unidade da missão – tornar o Evangelho de Jesus

Cristo presente no mundo, cada um com seu talento e carisma (a diversidade de ministérios pela unidade); 4) Governo de Pastoral deixado em comunhão – ministério ordenado para a unidade, que preside a Comunhão (ação do clero); 5) conselho/escuta como parte integrante da decisão. A sinodalidade nasce no coração de Deus, pela pessoa de Jesus Cristo e pela força do Espírito Santo. O Papa Francisco ainda coloca duas condições para que o sínodo aconteça: falar com verdade o que é melhor para a Igreja, com desapego; e escutar com liberdade e humildade, enriquecer o que o outro diz. A escuta deve ser recíproca. A Igreja funciona com consenso e comunhão. Com atuação pastoral, evangélica e comunitária. Precisamos passar de pastoral de setores, para pastoral de projeto. Se nossa ação não acontecer em saída com protagonismo e atitudes, continuaremos com o atual déficit social e sinodal. A Igreja sinodal vive a fraternidade. E fraternidade é construção constante. Estar atento às necessidades do outro, ouvi-lo. É preciso, também, avaliar melhor a linguagem para a abordagem na catequese, na homília, na comunicação. Devemos levar a pessoa e ensinamentos do Papa Francisco, por meio da sua linguagem missionária: a) implicativa e persuasiva – inspira quando fala; b) missionária – hospitaleira, acolhedora; c) reveladora: revela Jesus Cristo. Não podemos esquecer a figura de Maria, mulher sinodal por excelência, que teve atitudes verdadeiras para a construção do Reino, desde o seu “sim”, o acolhimento a Jesus Cristo, sua palavra e sua vida. Ser Pascom na sinodalidade é comunicar e divulgar, com discernimento e sabedoria, a palavra e a vida.

Acólitos, cerimoniários e coroinhas participam do encontro anual com o Arcebispo Metropolitano, em missa na Catedral da Sé, no sábado, 13

Assim disse o Cardeal Scherer aos cerimoniários, coroinhas e acólitos das paróquias e comunidades da Arquidiocese de São Paulo que lotaram a Catedral da Sé, no sábado, 13, para participar do encontro anual com o Arcebispo Metropolitano. A missa foi organizada pela Pastoral Vocacional e recordou São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas,

martirizado no século III, cuja memória litúrgica é celebrada em 15 de agosto. Dom Odilo exortou que as crianças, adolescentes e jovens pensem na possibilidade de consagrar a vida a Deus e busquem acompanhamento vocacional a partir das paróquias em que estão. Página 9


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