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Colégio católico celebra 75 anos de fundação

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Nova Evangelização motiva Semana Teológica

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Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Agentes pastorais são diplomados em teologia Página 15

ano 58 | Edição 2973| 8 a 14 de outubro de 2013

R$ 1,50

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

Missionários jovens vão à periferia Dos dias 4 a 6, a Pastoral da Juventude da Arquidiocese de São Paulo levou jovens para uma experiência missionária no Jardim Fontális, zona norte da cidade. Os jovens missionários percorreram o bairro onde está instalada a Paróquia Natividade do Senhor com sete comunidades. Vindos de todas as regiões episcopais, 60 jovens se uniram aos 70 da Paróquia e visitaram as casas, dialogaram com os moradores, se inteiraram das dificuldades vividas por eles, oraram e anunciaram-lhes Jesus Cristo. Página 20

Pelas ruas do Jardim Fontális, na periferia da zona norte, jovens de toda a Arquidiocese de São Paulo vivenciam experiência missionária entre os dias 4 e 6

Catedral metropolitana Missionários partilham experiências tem novo cura Luciney Martins/O SÃO PAULO

No sábado, 5, no Centro Pastoral São José, reuniram-se institutos, congregações, movimentos e comunidades que atuam em missões. Em sua reflexão com os participantes, dom Odilo Pedro Scherer disse que eles dão um rosto missionário à Igreja em São Paulo.

Luciney Martins/O SÃO PAULO

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Madre Assunta será beatificada Página 9

No Centro Pastoral São José, missionários participam de encontro arquidiocesano

Dom Odilo dedica templo de paróquia no Jaguaré Padre Eduardo Vieira é confirmado por dom Odilo como cura da Catedral

Em missa presidida por dom Odilo Pedro Scherer, no domingo, 6, o padre Eduardo Vieira dos Santos foi confirmado no ofício de cura da Catedral. Cabe a ele agora o cuidado pastoral da Igreja Mãe da Arquidiocese. “Aqui devemos ser testemunha, evangelizar, ensinar, sobretudo com a vida”, disse. “Espero que Deus me abençoe

para que eu possa viver esta graça todos os dias.” A missão do cura tem a ver com cuidado, com zelo, com acolhimento. A Catedral da Sé é o ponto de chegada do Povo de Deus em São Paulo, que, após ser confirmado na fé pelo Arcebispo, é enviado a toda a cidade para anunciar Jesus Cristo. Página 12

Na sexta-feira, 4, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu a celebração de dedicação do templo da Paróquia São Francisco de Assis, no Jaguaré, na data da festa do padroeiro e dos 50 anos da igreja. Cardeal lembrou que cada pessoa é templo de Deus. Página 10

Defender a vida é também um ato de fé Página 22

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Edcarlos Bispo de Santana/O SÃO PAULO

Padre Cido, em novo livro, dialoga com jovens


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Fé e Vida

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 8 a 14 de outubro de 2013 Gabirante

frases da semana

“Vários ainda não são batizados, mas foram cativados, estão iniciando um caminho catecumenal de preparação ao Batismo. Isso é muito bonito e nós percebemos que realmente o Haiti, a partir desses jovens tocados por Jesus, pode mudar”.

Padre Gianpietro Carraro, fundador da Missão Belém, sobre jovens evangelizados no Haiti

“É importante ampliar o debate sobre um tema tão espinhoso e tão caro, que é a vida humana, mas ao mesmo tempo de não se pode perder de vista a dimensão utópica de esperança, que é defender a vida”.

Padre Edson Donizete Toneti, professor de bioética do curso de teologia da PUC-SP.

você pergunta

Espiritualidade

O padre é obrigado a pagar à Cúria pela reforma da paróquia?

Teresa de Ávila e os que não têm fé Frei Patrício Sciadini

Diretor do O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese de São Paulo

Padre Cido Pereira

A pergunta de hoje é feita pela Maria Rosinda, que mora em Francisco Morato (SP), e eu tenho a impressão de que não entendi bem a pergunta. Pagar à Cúria pela reforma da igreja? É... Eu não entendi! O que eu posso dizer a você, minha irmã, é o seguinte: toda paróquia tem que pagar um taxa à Cúria por vários motivos. Primeiro: para sustentar os diferentes trabalhos da Cúria. Como você sabe, a Cúria administra os bens da Igreja, a Cúria promove encontros dos padres, a Cúria deve garantir ao bispo uma vida digna, a Cúria tem funcionários que precisam ser pagos e a Cúria tem cursos de formação para os leigos. Segundo: as taxas curiais, as taxas pagas à Cúria, garantem a corresponsabilidade de todo o Povo de Deus na caminhada pastoral da Igreja. Se eu entendi bem a sua pergunta, eu penso que você quis dizer o seguinte: o padre que está construindo ou reformando a sua igreja não poderia ficar dispensado das taxas da Cúria? Nesse caso, minha irmã, tudo vai depender de uma conversa do padre com o bispo e com os demais sacerdotes. Um bom diálogo resolve tudo, não é mesmo, minha irmã Maria? Então, fique com Deus e que ele abençoe você e sua família.

Como você sabe, a Cúria administra os bens da Igreja, a Cúria promove encontros dos padres, a Cúria deve garantir ao bispo uma vida digna, a Cúria tem funcionários que precisam ser pagos e a Cúria tem cursos de formação para os leigos

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

A fé é um dom de Deus. Se é um dom de Deus, Deus o dá a quem quer e como quer. Podemos, então, pensar que existem pessoas que não receberam esse dom. Ou quem sabe recusaram esse dom por própria responsabilidade. Não creio que existam pessoas que, com maldade e por quererem fazer o que querem, decidam renegar a Deus, mas existem pessoas que não conseguem crer: não têm um verdadeiro e justo conceito de Deus e não têm uma imagem da bondade de Deus, não encontram provavelmente ninguém que lhes ofereça ajuda nesse caminho e nessa busca. Os santos são pessoas que podem nos ajudar no caminho e na empreitei-

ra da fé. Teresa de Ávila diz: “Agora sei porque Deus é suma verdade e porque ele é também suma humildade”. Essa frase abre o coração a todos nós. Deus não impõe a sua verdade e nem tampouco nos abandona quando não conseguimos crer no seu amor. Ele não nos ama porque nós cremos nele, vivemos os mandamentos, fazemos o que ele nos diz ou conhecemos a sua Palavra. Deus nos ama porque ele é amor e, sendo amor, nunca poderá deixar de amar. Nos escritos de Teresa, encontramos três pessoas: amigos e um inimigo. Os três amigos são Deus, eu e os outros. Essas três pessoas buscam continuamente a verdade e o bem. Nunca Deus nos abandona, e nós devemos fazer de tudo para entrar em comunhão com os outros. É o amor que se agita em nós e que nos faz sair de nós mesmos e irmos ao encontro dos outros. Todas as pessoas se sentem bem em

“[Os países] não tomam conta a prevenção desses problemas que é o fortalecimento da comunidade, da família, a participação protagonista da comunidade e a presença do Estado com os serviços adequados de garantia de direitos é o melhor antídoto para a luta contra o crime organizado”.

Rosa Maria Ortiz, relatora da Comissão Interamericana de Diretos Humanos da OEA

ler Santa Teresa de Ávila, porque ela fala do essencial, do amor, da comunhão, do diálogo, e nos apresenta Deus como extremamente cheio de amor. O Deus de Teresa é o Deus do diálogo, da paz, especialmente por meio da oração, que é íntimo diálogo de amor. Nós percebemos a bondade de Deus e nos sentimos felizes em nosso caminho de cada dia. Mas existe também um inimigo que tenta estragar essa comunhão entre nós, Deus e os outros. É o diabo. Ele sempre coloca no nosso coração a dúvida, o medo e nos afasta do bem por meio de suas seduções. Teresa, no finzinho de sua vida, escreveu uma poesia que é uma pérola, que é a sua profissão de fé. E quero colocá-la para que também nós possamos meditá-la no dia a dia. “Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa. Deus não muda. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta.” Como é belo saber que Deus pensa em tudo e que ele nos basta!

palavras que não passam

A proposta do Espírito e a resposta da Igreja PADRE AUGUSTO CÉSAR PEREIRA

Na mensagem do Natal (1965), terminado o Concílio, o papa Paulo 6º assim se referiu à Igreja: “O encontro da Igreja com o mundo atual [...] leva de novo a Igreja ao meio da vida contemporânea, mas não para dominar a sociedade nem para dificultar o autônomo e honesto desenvolvimento de sua atividade, mas para iluminá-la, sustentá-la e consolála”. Nessa visão, o Concílio assinala “o ponto de encontro entre Cristo e o homem moderno”. O Concílio Ecumênico Vaticano 2º (1962-1965) é o momento da clara proposta do Espírito e da resposta corajosa da Igreja. A exigência do momento era a busca da compreensão da Igreja sobre si mesma para, a partir daí, definir a prática da sua missão no mundo. O Espírito fez surgir no interior da Igreja a consciência da dificuldade de relacionamento com o mundo. Propu-

nha a reforma total do relacionamento rizontal entre iguais. A Igreja precisa ser com o mundo, reconhecendo a dignida- crível ao mundo, precisa testemunhar de das realidades terrenas e se dispon- por sinais de credibilidade para que sua do ao diálogo em pé de igualdade e de mensagem seja levada em consideração. “O Concílio Vaticano 2º é o Pentecostes respeito mútuo. O diálogo tornou-se a característica que inaugura novo tempo para a Igreja.” do Concílio. Com a mudança radical de Ao usar essa significativa expressão, João sua disposição relacional, a Igreja conci- 23 manifestava que o Espírito usava o liar quer ser interlocutora do mundo da Concílio para a efusão da nova linguagem política e da economia, do mundo das ci- universal do amor, que todos entendem e ências, do mundo das religiões, do mun- na qual todos se entendem (cf. At 2, 4-7). do das diversas culturas, e, preferencialmente, do munÉ urgente retomar o testemunho do dos pobres. No Concílio, a Igreja rede que a nova Igreja considera o conheceu que a causa da mundo seu interlocutor no diálogo situação crítica de seu reda linguagem universal do amor lacionamento com o mundo eram “fatores relacionais”, como o uso do poder autoFoi difícil ao mundo acreditar na conritário, arrogante, autossuficiente e proselitista sobre o mundo. Era uma situa- versão sincera e dialogante da Igreja. ção de crise de linguagem e de estrutura Pensava-se que fosse a nova estratégia eclesial. Em vista disso, a tática anterior hipócrita e manipuladora para ampliar o combativa da modernidade para sub- seu domínio sobre o mundo. É urgente retomar o testemunho de metê-la foi sendo substituída por atitudes que demonstravam as intenções de que a nova Igreja considera o mundo seu estabelecer novas relações humanas, interlocutor no diálogo da linguagem uniespecialmente pelo diálogo em linha ho- versal do amor.

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Antônio Aparecido Pereira • Reportagem: Daniel Gomes • Colaboração: Nayá Fernandes e Edcarlos Bispo de Santana • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Assinaturas: Djeny Amanda • Projeto Gráfico e Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: osaopaulo@uol.com.br (redação) • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinatura) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. • A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura • O conteúdo das reportagens, artigos e agendas publicadas nas páginas das regiões episcopais, são de responsabilidade de seus autores e das equipes de comunicação regionais.


Fé e Vida encontro com o pastor

Outubro missionário

Arcebispo metropolitano de São Paulo

cardeal dom odilo pedro scherer

Estamos em pleno mês de outubro, “mês das missões” para a Igreja. Muitas iniciativas, por toda parte, recordam-nos que somos um povo missionário, chamado a viver “em estado permanente de missão”. O papa Francisco, no final da Jornada Mundial da Juventude do Rio, enviou os jovens para serem missionários do Evangelho no meio do mundo. “Ide, sem medo, para servir!”, foi com essas três palavras que fez o envio de mais de 3 milhões de missionários para os quatro cantos do mundo. O cristão, discípulo de Jesus Cristo, não pode perder de vista o mandato missionário feito por Jesus na origem da Igreja: “Ide, pregai o Evangelho a toda criatura” (cf. Mc 16,15). Essa ordem de Cristo não cessou de valer, nem pode ser ignorada: somos um “povo em missão”. Temos uma boa notícia para anunciar a todos; muitos ainda não a conhecem e também têm o direito de se alegrar com a “Boa Nova da salvação”.

A vida do cristão é uma constante resposta a esse “ide”, de Jesus, que também prometeu: “Eu estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (cf. Mt 28,20). E o Papa encorajou os jovens: “Ide, sem medo!” Sim, apesar de a Mensagem ser bela e de grande esperança, ela é também desafiadora e chama à conversão. Ela vai muitas vezes contra a lógica e as tendências dominantes do ambiente circunstante. Por isso, os discípulos missionários podem ser tentados de medo e de desânimo, sobretudo diante das cruzes, renúncias e martírios a que estão expostos. A superação do medo vem da certeza de que ele os acompanha e também já passou por isso: “O Reino de Deus sofre violência e só os corajosos o alcançam” (cf. Mt 11,12). O medo pode tomar jeito de respeito humano, acomodação ou desânimo. A vida cristã sem brilho e ardor é como fogueira apagada, que não atrai nem comunica mais calor; pior que isso, tende a virar apenas cinza... A Igreja missionária precisa recobrar o ardor da fé e a chama da esperança; foi assim que os santos e os mártires tornaramse os maiores missionários, que continuam a atrair para Jesus Cristo mesmo depois de terem

deixado este mundo. O “medo” leva a desprezar e ocultar o dom recebido; foi isso que fez o “servo mau e preguiçoso” do Evangelho; ao responder ao seu senhor que lhe pedia contas da moeda emprestada, ele alegou: “Tive medo do senhor e escondi na terra o talento que me confiaste” (cf. Mt 25, 25-26). O anúncio do Evangelho do Reino de Deus é um grande serviço prestado ao próximo, quer considerado individualmente, quer comunitariamente. O serviço ao próximo lembra o que fez Jesus: “Veio para servir, e não para ser servido” (cf. Mt 20,28). Há muitos modos de se colocar a serviço do próximo. O anúncio claro do Evangelho é um serviço inestimável aos outros; quem acende uma luz e ilumina o caminho da sociedade com a sabedoria da Palavra de Deus está oferecendo a coisa mais importante do mundo. Neste mês missionário, no qual também recordamos Nossa Senhora do Rosário, aprendamos dela a nos colocar a serviço de todos. Ela, sem medo, disse: “Eis-me aqui, eu sou a serva do Senhor” (cf. Lc 1,38). Em sua disposição para acolher, sem medo, o convite para servir a Deus e a humanidade, ela deu ao mundo o Salvador... Nossa Senhora interceda pela Igreja missionária! Luciney Martins/O SÃO PAULO

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editorial

Uma festa de fé, uma festa de filhos No sábado, 12, nós, brasileiros, celebramos com carinho a festa de Nossa Senhora Aparecida. É uma verdadeira festa de fé e uma festa de filhos para a mãe. Quando o Ano da Fé se encaminha para o seu final, fica bem lembrar que a nossa fé católica, dom de Deus que recebemos no Batismo, enche o nosso coração de certezas. E entre essas certezas, estão aquelas que dizem respeito à Virgem Maria. Cremos e confessamos que ela foi escolhida por Deus para ser a Mãe do nosso Salvador. Que ela foi concebida sem pecado. Que ela concebeu do Espírito Santo. Que ela permaneceu virgem antes, durante e depois do parto. Que ela é Mãe de Deus. Que ela é Mãe da Igreja. Que ela foi levada para o céu após terminar seus dias neste mundo. E nós, brasileiros, cremos que ela tem um carinho especial por nós, porque por meio de sua imagem de barro pescada num rio, ela se nos apresenta como padroeira de nossa pátria e padroeira de todos nós. São as certezas de nossa fé que mais ficam claras quanto mais copiosas são as graças que obtemos por sua intercessão. Por isso, que nos desculpem os demais cristãos de outras denominações, mas não dá para deixar de lado essa Mãe que é de Jesus e é nossa por vontade dele, ao confiá-la aos discípulos que ele amava. A festa de sábado é por tudo isso também uma festa de filhos para a Mãe. Lá em Aparecida (SP) e por todo o Brasil, vamos multiplicar gestos de fé, sim, mas gestos filiais também. Nossa Mãe merece. Nós a invocamos nas dores, nas preocupações, nos perigos desta vida. Haverá filhos aos quais não faltarão palavras bonitas para agradecer tantas graças recebidas. Haverá filhos suplicando mil e uma graças. Haverá filhos sem palavras, apenas contemplando amorosamente a pequenina e negra imagem, mostrando a ela seu olhar de piedade, carregado de anseios e necessidades. Que a Mãe Aparecida, Mãe de Deus e nossa, interceda por nós, interceda por este Brasil tão desejoso de dias melhores e por nossas crianças, que merecem o mais atento de nossos cuidados. E em coro cantemos a uma só voz: “Velais por nossas famílias, pela infância desvalida, pelo povo brasileiro, ó Senhora Aparecida!”. Tweets do papa

@DomOdiloScherer 6 – Dia 8 de outubro, no Brasil, “Dia do Nascitu-

Acompanhe dom Odilo na tevê e no rádio

Rede Vida

Canção Nova

“Palavra do Cardeal” Aos domingos, às 2h - reprise às 7h15 e às segundas-feiras, às 6h45.

“Discípulos e Missionários” Às terças-feiras, às 19h30.

Rede Século 21

“Discípulos e Missionários” Aos domingos, às 21h.

“Igreja Presente” Aos sábados, às 15h45.

Rádio América – AM 1410 kHz

Rádio 9 de Julho – AM 1600 kHz “Encontro com o Pastor” Todos os dias, às 12h, logo após o Angelus. “Transmissão da missa” Aos domingos, às 11h, direto da Catedral da Sé.

ro”. É importante que seja aprovado pelo Congresso o “Estatuto do Nascituro”. 6 – Os discípulos pediram a Jesus: “Senhor, aumentai a nossa fé!”. E, nós, também precisamos? 4 – Rm 8, 28-30: “Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus”. 4 – São Francisco conhecia bem a Sagrada Escritura e se nutria dela. Por isso, usava essa fórmula bíblica de Bênção. 2 – “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro” – Tema do Dia Mundial das Comunicações, em 2014. Tema sugestivo.

agenda do Cardeal Entre os dias 7 e 16 Atividades em Roma


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Fé e Vida

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liturgia e vida

palavra do papa

Senhor, aumentai a nossa fé!

29º DOMINGO DO TEMPO COMUM 20 DE OUTUBRO DE 2013 Ana Flora Anderson

Deus, nosso abrigo A liturgia deste domingo revela a importância da oração. Deus nos ama e quer que amemos o próximo. O sustento do amor fraterno é a oração. A antífona de entrada sugere que rezemos a Deus porque ele sempre atende e nos guarda como a pupila dos olhos. Ele é nosso abrigo. A primeira leitura (Êxodo 17, 8-13) é um tipo de parábola. Os amalecitas, inimigos do Povo de Deus, querem atacar. Moisés promete que irá rezar pelo povo durante a batalha. Para ensinar o poder da oração, a narrativa diz que cada vez que Moisés abaixava o braço que segurava a vara de Deus, o povo perdia a batalha. Ao levantar o braço de novo, Israel derrotou Amalec. O Evangelho de São Lucas (18, 1-8) narra uma parábola de Jesus sobre a oração. Um juiz desonesto não quer fazer justiça, mas a insistência da viúva injustiçada leva o juiz a condenar seu adversário. Jesus ensina aos Doze que Deus fará justiça a todos os que rezam a ele dia e noite. Na segunda leitura (2 Timóteo 3,14 - 4,2), São Paulo diz que é a Palavra de Deus que ensina a sabedoria e conduz à salvação, educando na justiça. A Palavra de Deus deve ser proclamada com insistência, pois ela é a voz de Deus que responde às orações. leituras da semana

SEGUNDA (21): Rm 4, 20-25, Lc 12, 13-21 TERÇA (22): Rm 5, 12.15b.17-19.20b-21, Lc 12, 35-38 QUARTA (23): Rm 6, 12-18, Lc 12, 39-48 QUINTA (24): Rm 6, 19-23, Lc 12, 49-53 SEXTA (25): Rm 7, 18-25a, Lc 12, 54-59 SÁBADO (26): Rm 8, 1-11, Lc 13, 1-9

SANTOS E HERÓIS DO POVO

“Isto vos ordeno: amai-vos uns aos outros” (Jo 15,13) Dia 11, a Igreja lembra um padre muito humilde, extremamente caridoso e amigo do povo. É o jesuíta João Bosco Penido Burnier, que foi assassinado no Estado de Mato Grosso, quando tentava socorrer uma mulher grávida, que estava sendo torturada. No Paraguai, todos veneram o missionário franciscano frei Luís de Bolaños. Foi um grande conhecedor da língua e da alma do povo guarani. Seus métodos pacíficos e seu modo de organizar os índios prepararam as célebres “Reduções” do Paraguai. Morreu em 1629. Também neste dia, costuma-se lembrar dos mártires da América Latina, que deram sua vida pela causa da justiça. Da América Latina, passamos à França, para evocar a memória do bispo e confessor, São Firmino (imagem). Viveu num tempo muito importante para a evolução da Europa e para a ação dos religiosos naquele território. Na Espanha, no século 19, é venerada Santa Maria Soledade Torres Acosta, fundadora de família religiosa de enfermeiras, canonizada por Paulo 6º em 25 de janeiro de 1970. Fonte: “Santos e Heróis do Povo”, livro do cardeal Arns.

Papa francisco Antes de tudo, gostaria de dar graças a Deus pela jornada que vivi em Assis, antes de ontem, sexta-feira,4. Pensem que foi a primeira vez que eu fui a Assis e foi um grande presente fazer esta peregrinação propriamente na festa de São Francisco. Agradeço ao povo de Assis pela calorosa acolhida: muito obrigado! Hoje, o trecho do Evangelho começa assim: “Os apóstolos disseram ao Senhor: ‘Aumenta-nos a fé!’” (Lc 17, 5-6). Parece-me que todos nós podemos fazer nossa essa invocação. Também nós, como os apóstolos, digamos ao Senhor Jesus: “Aumenta-nos a fé!”. Sim, Senhor, a nossa fé é pequena, a nossa fé é

fraca, frágil, mas nós a oferecemos a ti como ela é, para que o Senhor a faça crescer. Parece bom para vocês repetir todos juntos isto: “Senhor, aumenta em nós a fé! Que a faça crescer!”. E o Senhor o que nos responde? Responde: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: “Arranque-se e transplante-se no mar, e ela vos obedecerá” (v. 6). A semente da mostarda é pequena, mas Jesus diz que basta ter uma fé assim, pequena, mas verdadeira, sincera, para fazer coisas humanamente impossíveis, impensáveis. E é verdade! Todos conhecemos pessoas simples, humildes, mas com uma fé fortíssima, que verdadeiramente move montanhas! Pensemos, por exemplo, em certas mães e pais que enfrentam situações muito difíceis, ou em certos doentes, inclusive gravíssimos, que transmitem serenidade a quem vai ali visitá-los. Essas pessoas, justamente pela sua

fé, não se vangloriam daquilo que fazem, antes, como pede Jesus no Evangelho, dizem: “Somos servos como quaisquer outros. Fizemos o que devíamos fazer” (Lc 17,10). Quanta gente entre nós tem esta fé forte, humilde, e que faz tanto bem! Neste mês de outubro, que é dedicado em particular às missões, pensemos em tantos missionários, homens e mulheres, que, para levar o Evangelho, superaram obstáculos de todo tipo, deram verdadeiramente a vida; como diz São Paulo a Timóteo: “Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas sofra comigo pelo Evangelho” (2Tm 1,8). Isso, porém, diz respeito a todos: cada um de nós, na própria vida de cada dia, pode dar testemunho de Cristo, com a força de Deus, a força da fé. A fé pequena que temos, mas que é forte! Com essa força, dar testemunho de Jesus Cristo, ser cristãos com a vida, com o nosso testemunho!

L’Osservatore Romano

Tweets do papa

@Pontifex_pt 5 - Queridos jovens, tendes muitos projetos e sonhos para o futuro. Mas, pondes Cristo no centro de cada um dos vossos projetos e sonhos? 1 - Rezamos de verdade? Sem uma relação constante com Deus, é difícil ter uma vida cristã autêntica e coerente 30 - Onde virmos ódio e escuridão, procuremos levar um pouco de amor e de esperança, para dar uma face mais humana à sociedade.

A visita do papa Francisco a Assis, sexta-feira, 4, começou com um encontro comovente com os doentes e as crianças com deficiência na Igreja Instituto Seráfico. “Aqui, Jesus está escondido nesses jovens, nessas crianças, nessas pessoas. No altar, adoramos a Carne de Jesus. Neles, encontramos as chagas de Cristo – que precisam ser ouvidas talvez não tanto nos jornais, como notícias... Esta é uma escuta que dura um, dois, três dias.” Ainda em Assis, na Sala do Despojamento, Francisco criticou as especulações da imprensa. “Nestes dias, sobre os meios de comunicação, se faziam fantasias: ‘o Papa vai despojar a Igreja aí!’. Do que despojará a Igreja? Despojará as roupas dos bispos, dos cardeais, despojará a si mesmo.” Fonte: sites “News.va” e “Radio 1”

há 50 anos

Salário Família no Brasil é destaque no O SÃO PAULO A Confederação Nacional dos Círculos Operários enviou um telegrama ao presidente da República sobre a promulgação da Lei Franco Montoro. Essa foi a notícia de capa da edição de 13 de outubro de 1963, que chamou a atenção também para a celebração do dia da padroeira do Brasil e do Dia Mundial das Missões. Sobre a conquista do salário-família, o texto reforça que “a Confederação comemorou a vitória junto aos trabalhadores, reunidos no 1º Encontro dos Círculos Operários do Norte e Nordeste, desde 1º de outubro, em Fortaleza (CE)”.

O texto explicou os detalhes da nova lei que delimita a quem se destina o benefício, como será pago e de onde vêm as contribuições, além de outros elementos esclarecedores para a população. O Semanário, na coluna “Diário do Concílio”, destaca as modificações no Regulamento, baseando-se no jornal “L’Osservatore Romano”. O Artigo 39, por exemplo, trata da aprovação total ou parcial das emendas aos esquemas, “requer-se maioria de 2/3. Para adiar ou encerrar uma discussão, no entanto, basta a maioria absoluta”.

Capa da edição de 13/10/1963


Viver Bem dicas de cultura

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literatura

Mais de 130 espaços na cidade recebem programação para crianças A Secretaria Municipal de Cultura leva para mais de 130 espaços uma programação especial para o Mês das Crianças. Ao todo, são 68 atividades que englobam, além de outras atrações, sessões infantis de cinema, oficinas e espetáculos de dança e teatro. A programação, que celebra o Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, acontece em diversos locais da cidade, como o Theatro Municipal, o Auditório do Ibirapuera, a Galeria Olido, o Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes, entre outros. Os espetáculos tem horários e preços de entrada específicos. Confira a programação completa no site da Secretaria Municipal da Cultura (http://cultura. prefeitura.sp.gov.br). No dia 12, o Auditório Ibirapuera recebe, às 11h, o espetáculo musical “O nome dele é… Peixonauta”, com coordenação musical de Paulo Tatit e entrada gratuita. No mesmo dia, às 17h, o Theatro Municipal recebe a Orquestra

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Experimental de Repertório, que apresenta duas atrações infantis com técnica de teatro negro: “O Carnaval dos Animais”, de Camille Saint-Saëns, e “Pedro e o Lobo”, de Sergei Prokofiev. O já tradicional “Festival A Arte de Contar Histórias” chega à sua 9ª edição com atividades nos roteiros dos ônibusbiblioteca e pontos de leitura, além de 50 bibliotecas públicas. No encerramento do festival, dia 27, a Biblioteca Hans Christian Andersen recebe Toumani Kouyaté, artista nascido em Burkina Faso e radicado na França, reconhecido pela Unesco como “mensageiro da paz”. A programação infantil também inclui a “1ª Mostra de Teatro Infantil“, que leva opções para todos os fins de semana do mês ao Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes, entre 5 e 26 de outubro. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados uma hora antes de cada apresentação. Não deixe de acessar o site da Secretaria Municipal da Cultura para escolher as atrações mais próximas a você e sua família. Aproveite!

vamos cuidar da saúde!

direito do consumidor

Muitas vezes, achamos que os sintomas iniciais da demência fazem parte do processo natural do envelhecimento, e isso só retarda o diagnóstico. Ela a apresenta comprometimento de memória recente ou de fixação, com falhas esporádicas que se repetem com frequência variável, sem constância. Pode apresentar também desorientação espacial, especialmente em lugares desconhecidos. Costuma ter dois polos de apresentação, um pela apatia, passividade e desinteresse, e outro pela irritabilidade, egoísmo, intolerância e agressividade. Indivíduos gentis tornam-se rudes e agressivos, egoístas e obstinados, desagradáveis e inflexíveis. Ainda não existe um tratamento de cura, mas o diagnóstico precoce é importante para retardar o aparecimento de complicações. A Doença de Alzheimer, conhecida também como D.A., é a forma mais comum de demência.

Você sabia que é abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado? O Superior Tribunal de Justiça (STF) reconhece que a parte tem direito à indenização por danos materiais e morais decorrentes da recusa pelo plano de saúde de custear o tratamento da segurada. Sobre o tema, o entendimento do STJ foi repetido em recente julgado. É só verificar no site do STJ o RESP 735.750-SP da Quarta Turma, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 14/2/2012.

Cássia Regina é medica atuante na Estratégia de Saúde da Família (PSF).

Ronald Quene é formado em Direito

Alfabetizar as crianças na idade certa é tema de nova obra da Paulus A Paulus Editora e os autores Onaide Schwartz Mendonça e Olympio Correa Mendonça, para colaborarem com o Plano Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) e apoiarem os professores na sala de aula, lançam o livro “Alfabetizar as crianças na idade certa com Paulo Freire e Emilia Ferreiro: Práticas. Nessa obra, divulgam práticas”. comprovadamente, eficazes para a alfabetização de crianças das camadas populares na idade certa. De acordo com os autores, alfabetizar com Paulo Freire e Emilia Ferreiro constitui um caminho seguro e eficiente para a alfabetização lúdica, reflexiva, conscientizadora, rumo à formação do leitor autônomo e crítico, capaz de construir uma sociedade mais justa. Para Onaide, o fracasso atual da alfabetização é resultado de décadas de divulgação de interpretações equivocadas sobre teorias de aprendizagem. “Ocorre que envolvidos com educação, sem experiência de sala de aula, ou pessoas que só conheceram as cartilhas tradicionais, ao conhecerem novas teorias abandonaram/proibiram o ensino de conhecimentos específicos (letra, sílabas, palavras, formação de frases) e todo tipo de metodologia”, completa. Com isso, os autores, em 2007, publicaram o livro “Alfabetização – Método Sociolinguístico: Consciência social, silábica e alfabética em Paulo Freire”, pela Editora Cortez, hoje em sua 3ª edição, contendo exemplos práticos e concepções de nossa proposta de alfabetização fundamentadas na Linguística, Sociolinguística e na Psicolinguística. “É ‘sócio’ porque desenvolve a oralidade e é ‘linguístico’ porque trabalha os conteúdos específicos de língua”, explica a autora. “Alfabetizar as crianças na idade certa com Paulo Freire e Emilia Ferreiro: ���Práticas” foi escrito para tentar ajudar alfabetizadores, coordenadores pedagógicos e pais que queiram aprender a alfabetizar. Contém diversidade de gêneros textuais, o que colabora no desenvolvimento do letramento, mostran-

O jornal O SÃO PAULO está de cara nova faça parte desta mudança

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do a função social da leitura e da escrita. Os textos são adequados à discussão do tema em foco e ao conteúdo de língua que estiver sendo trabalhado. Propõemse centenas de atividades práticas que, se desenvolvidas, ajudam a ensinar as dificuldades da língua portuguesa. Onaide Schwartz Mendonça alfabetizou crianças no ensino público durante dez anos. É especialista em Didática Geral, mestre e doutora em Letras – Área de Filologia e Linguística Portuguesa – pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Olympio Correa Mendonça alfabetizou adultos no ensino público e em comunidades. É professor (aposentado) de Linguística e Ensino de Língua Materna da Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde orientou dez mestrados e cinco doutorados recomendados pelo MEC. ficha técnica Título: “Alfabetizar as crianças na idade certa com Paulo Freire e Emilia Ferreiro: Práticas” Autores: Onaide Schwartz Mendonça/Olympio Correa Mendonça Coleção: Apoio pedagógico Acabamento: Brochura Formato: 13,5 cm x 21 cm Página: 272 Preço: 29,00 Área de interesse: Educação


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Fé e Vida

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direito canônico

fé e cidadania

Os fins fundamentam o direito da Igreja aos bens temporais

Assis: os dois Franciscos e a cultura da paz

Padre Carlos Roberto Santana da Silva

Os fins próprios da Igreja constituem a chave para se entender a legislação da Igreja sobre os bens temporais. Os fins fundamentam o direito da Igreja aos bens temporais: enquanto a Igreja necessita dos bens temporais para atingir os seus fins, ela tem o direito nativo aos bens. Os fins fundamentam também a competência da Igreja a respeito dos bens destinados à realização de sua missão: enquanto os fins são próprios da Igreja e, portanto, de sua exclusiva competência, a Igreja tem um poder sobre os bens para que ela realize seus próprios fins. Existe um nexo entre o direito aos bens e os fins da própria Igreja, no sentido de que, tendo a Igreja um fim sobrenatural, que é salvação das almas, utiliza dos meios e bens necessários para atingir esse fim. Que bens e quantos bens a Igreja deve usar para atingir seus fins? Usará de todos quantos forem necessários para atingir os seus fins. A medida, portanto, é a necessidade para atingir o seu fim. A Constituição Pastoral Gaudium et Spes afirma que “os apóstolos e os sucessores dos mesmos, com os seus cooperadores, enviados para anunciar Cristo, Salvador do mundo, aos homens têm por sustentáculo do seu apostolado o poder de Deus, o qual,

muitas vezes, manifesta a força do Evangelho na fraqueza das suas testemunhas. É preciso, pois, que todos os que se consagram ao ministério da Palavra de Deus utilizem os caminhos e meios próprios do Evangelho, tantas vezes diferentes dos meios da cidade terrena”. Diante disso, a Igreja não deve se considerar como potência financeira. Os bens eclesiásticos são para atingir e realizar os fins, e nunca para acumulá-los e para pura especulação. A Igreja deve ter bens na pobreza. Nesse sentido, é oportuno refletir sobre o espírito de comunhão para uma equitativa distribuição dos bens na Igreja. Para se caracterizar a comunhão de bens dentro do âmbito da Igreja, é necessário ter uma noção clara da constituição da Igreja. Dentro dessa visão de Igreja como comunhão, o Concílio propugnava que a comunhão de bens deve realizar-se tanto no âmbito da Igreja particular quanto no âmbito da Igreja universal. No contexto de comunhão entre a Sé Apostólica e as Igrejas particulares, emerge a importância e o significado do Cân. 1271: “Em razão do vínculo da unidade e da caridade, que os Bispos, segundo as possibilidades de sua diocese, ajudem a fornecer os recursos de que a Sé Apostólica necessita, de acordo com as indicações dos tempos, para que ela possa prestar o devido serviço à Igreja universal e às necessidades dos pobres”.

Conselheiro Geral dos padres scalabrinianos

Padre Alfredo José Gonçalves

No dia 4 de outubro de 2013, o papa Francisco visitou a cidade de Assis, na Itália. Gesto que faz relembrar o Encontro pela Paz, promovido pelo seu predecessor, João Paulo 2º, em 27 de outubro de 1986, com representantes de várias religiões. O lugar e os protagonistas em questão faz-nos refletir sobre a contribuição das religiões para a paz mundial. Difícil pensar na concórdia entre os povos e nações, se aqueles que professam o mesmo e único Deus não se entendem entre si. A cidade, por outro lado, nos remete à figura extraordinária do “pobre de Assis”, de quem o atual Pontífice escolheu o nome. E aqui entramos no coração da mensagem evangélica: aquele que encontra a pérola preciosa do Reino de Deus, o tesouro escondido por trás dos fatos históricos, será capaz de relativizar os bens materiais, perecíveis e descartáveis. Ambos os Franciscos, aliás, convergem sobre essa grande descoberta de se ater ao essencial na trajetória da existência humana, sem perder tempo e energia com aquilo que lhe é secundário. E o essencial, insiste o Papa, seguindo as pegadas de Jesus e de São Francisco, resume-se ao amor a Deus e ao próximo. Se,

Professor de Teologia na PUC-SP

NOME___________________________________________________________ _________________________________________________________________ DATA DE NASC. ___/___/____CPF/CNPJ _________________________________ ENDEREÇO ___________________________________________________________ __________________________________________________________ nº __________ COMPLEMENTO ______________________ BAIRRO ___________________________ CEP ____________ - ___________ CIDADE____________________________________ ESTADO ______ E-MAIL: ________________________________________________ TEL: (__________) ______________________________________ DATA ____/___/____

L’Osservatore Romano

Em defesa do papa Francisco

(Continua na próxima edição).

ASSINATURA SEMESTRAL: R$ 45 ANUAL: R$ 78 FORMA DE PAGAMENTO CHEQUE (Nominal à FUNDAÇÃO METROPOLITANA PAULISTA) DEPÓSITO BANCÁRIO Bradesco ag 3394 c/c44159-7 COBRANÇA BANCÁRIA

sem limites, revela o rosto desfigurado de todos os crucificados da história; e vice-versa, a feição dos pequenos e últimos, no seu clamor por justiça, revela a face misericordiosa do Pai. Entre os dois olhares apontados – vertical e horizontal –, o aprofundamento do amor a Deus e ao próximo desvenda uma terceira dimensão: o encontro consigo mesmo, o íntimo autoconhecimento. Na medida em que povoamos nossa vida com a presença de Deus e do outro, enriquecemos a própria identidade, de caráter sempre relacional. São três lados de um único relacionamento humano-divino. É assim que os dois Franciscos e a cidade de Assis nos ajudam a repensar uma cultura da solidariedade e da paz.

espaço aberto

Padre Antonio Manzatto

Para assinar O SÃO PAULO: Escolha uma das opções e a forma de pagamento. Envie esse cupom para: FUNDAÇÃO METROPOLITANA PAULISTA, Avenida Higienópolis, 890 São Paulo - SP - CEP 01238-000 - Tel: (011) 3666-9660/3660-3724

de um lado, o encontro com o Pai, na metáfora da montanha, conduz ao compromisso com os pobres, de outro, o “êxodo de si mesmo em direção a estes”, na metáfora do caminho, reconduz à intimidade com Deus. Montanha e caminho, oração e ação, longe de se excluírem, complementam-se e interpelam-se reciprocamente. Dupla dimensão de toda confissão religiosa: um olhar vertical para o alto; um olhar horizontal para os lados. Em termos concretos, quanto mais nos aproximamos de Deus por meio do processo de oração, reflexão e contemplação, mais nos sentimos impulsionados ao compromisso social e transformador junto aos estratos marginalizados da população. O rosto de Deus, no seu amor

Anunciada sua constituição em abril, é no início de outubro que se reúne o grupo de oito cardeais que deve assessorar o Papa na reforma e na reorganização da Cúria Romana. O assunto está sendo acompanhado com interesse pela imprensa mundial, que publica os pronunciamentos do papa Francisco não sem algum espanto. Muitos católicos também se espantam com o que Francisco fala e faz. Alguns se espantam positivamente, como se dissessem: “Há tempos que esperávamos um papa assim!”; Outros se horrorizam e o criticam: “Por que não se dá ao respeito?!”.

Existem inúmeros sites na internet e outras tantas publicações que não fazem outra coisa senão criticar o comportamento do papa Francisco. O curioso é que os grupos responsáveis por essas publicações são os que defendem, ou defendiam, uma completa e total submissão ao governo da Igreja; parece, por seu comportamento, que isso só é válido se o governo da Igreja estiver em suas mãos ou sob sua influência! Seus pronunciamentos apontam, explicitamente, para o horizonte do Vaticano 2º, este Concílio, que, celebrando 50 anos, muitos querem enterrar. A eclesiologia conciliar, retomada por Francisco, aponta para a colegialidade e isso os que têm coração de príncipes. Seus contínuos apelos em favor da atenção aos pobres e aos excluídos, aqueles que

estão nas periferias da vida, têm irritado os que preferem o conforto do centro. Seus chamados à convivência fraterna têm exasperado os que se consideram donos da verdade e acham que quem erra não tem direitos! O papa Francisco retoma valores evangélicos que, por incrível que pareça, causam espanto de tão óbvios que são! Como a pregação de Jesus causou conflito em sua época, inclusive no centro religioso, não é de se estranhar que o mesmo aconteça agora. Por isso, precisamos, além de rezarmos muito por ele, como ele mesmo pediu tantas vezes, também apoiá-lo e defendê-lo pública e abertamente, não apenas porque é o Papa, mas porque aponta, no presente, caminhos de fidelidade ao Evangelho de Jesus.


Igreja em Ação

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Pastoral da pessoa com deficiência

bioética

Pastoral busca a inclusão das pessoas com deficiência

Espiritualidade nas empresas? Utopia? Ingenuidade? (3)

pastoral.pcd.sp@gmail.com A Pastoral das Pessoas com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo realizou em parceria com o Santuário Nacional de Aparecida, em 22 de setembro, Missa da Acessibilidade em Ação de Graças pelo Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência (foto), comemorado no dia 21. A celebração contou com mais de 200 pessoas com deficiência, que participaram plena e ativamente, graças aos recursos de acessibilidade utilizados, tais como audiodescrição, folhetos em braile e em letra ampliada, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), entre outros. Apesar das poucas ações dessa natureza por parte da Igreja, a Pastoral acredita que isso tende a mu-

dar, a partir do trabalho em conjunto entre ela, a Igreja e a pessoa com deficiência, apontando problemas, mas, sobretudo, soluções adequadas a cada caso. Nessa esteira, a Pastoral deseja iniciar a implantação do seu “Projeto Igreja Acessível” (PIA), até o início do próximo ano e no qual está trabalhando arduamente, para que isso se concretize. Este projeto se sustenta em quatro pilares fundamentais: acessibilidade arquitetônica – com atenção especial aos sanitários; acessibilidade comunicacional – com atenção à audiodescrição, publicações em áudio e em braile e em Libras; catequese inclusiva – formação e preparação de agentes que possam receber pessoas com qualquer tipo de deficiência nos cursos por elas ministrados;

emprego apoiado – empregabilidade de pessoas com deficiência nos espaços religiosos, como as paróquias, escolas, fundações etc. Sendo assim, sabemos que o trabalho exige afinco e, sobretudo, mobilização dos interessados e envolvidos na causa da inclusão. Por isso, convidamos a todos os que desejarem, a participarem conosco desse processo. Dessa maneira, vamos construir uma sociedade mais justa, humanizada e com igualdade de oportunidades para todos. serviço Pastoral das Pessoas com Deficiência Site: www.pessoascomdeficiencia.org E-mail: pastoral.pcd.sp@gmail.com Tels: (11) 2888-8866 e 9643-94206 Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

espaço do leitor

Em nome da equipe de coordenação da 5ª Semana Social Brasileira, agradeço-lhes imensamente por ter acompanhado e divulgado com excelente profissionalismo o evento ocorrido em Brasília (DF) nos dias 2 a 5 de setembro. Ao visitar as páginas do jornal O SÃO PAULO senti-me plenamente contemplado em tudo o que discutimos e deliberamos naquela assembleia. Encorajo-lhes a prosseguir nesta mesma linha editorial, na qual, a realidade social, iluminada pela visão de fé cristã e sustentada pela doutrina social da Igreja, encontra sua mais profunda interpretação em vista de uma transformação adequada aos

princípios do Evangelho. Padre Nelito Dornelas - Assessor das pastorais sociais junto à CNBB, sobre a matéria “5ª Semana Social Brasileira projeta um novo Estado”, edição 2969

Parabéns! É assim que tem de ser, levar a verdade sempre, gostei muito. Olha, nosso fundador, o bemaventurado Tiago Alberione, dizia: “Não é preciso que falemos sempre de Deus, mas, que falemos sempre cristãmente”. Um grande abraço e mais uma vez muito grata. O jornal prolongou minha missão e, por isso, participa dela de hoje em diante.

dar um abraço e os parabéns pela matéria referente à Audiência Pública, que ocorreu na Câmara Municipal, dia 12 de setembro. Realmente, quando o profissional é envolvido com a causa, ele consegue, pôr sentimento e vida no seu texto... Registra, denuncia, anuncia e contribui na construção da história das pastorais. Obrigada pelo carinho e que Deus abençoe a todos(as). Sueli Camargo – coordenadora da Pastoral do Menor, sobre a matéria “Audiência debate os problemas da Fundação Casa” – edição 2970

Irmã Rosana Pulga, fsp, sobre matéria da ‘Lectio Divina: Ler, meditar e praticar a Palavra’ edição 2972

Saudações, companheiros do jornal O SÃO PAULO! Estou passando para

Redação do jornal O SÃO PAULO. Endereço: Avenida Higienópolis, 890, São Paulo (SP), CEP 01238-000. E-mail: osaopaulo@uol.com.br Twitter: @JornalOSAOPAULO Facebook: Jornal O SÃO PAULO

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Padre Christian de Paul de Barchifontaine

Por fim, também a organização precisa se fazer solidária e assumir o papel de cidadão, contribuindo com o bem comum. Suas ações socialmente responsáveis com relação à comunidade, ao meio ambiente, enfim, à vida humana, possibilitarão aos colaboradores orgulhar-se da empresa em que trabalham, e à sociedade orgulhar-se de ter uma empresa cidadã. Nesse caso, todos colherão os merecidos frutos. Existem diversos meios para promover a espiritualidade. Muitos já foram citados e outros serão ainda desenvolvidos pela inteligência e sabedoria das pessoas comprometidas com a vida. Há empresas que estimulam a solidariedade com o trabalho voluntário, outras estão muito bem inseridas em suas comunidades e nelas agindo e interagindo com suas ações socialmente responsáveis. Há aquelas que abrem espaço para meditação, reflexões e orações e, ainda, as que inserem o assunto nos programas de treinamento e desenvolvimento. Enfim, cada organização com a sua cultura sabe encontrar o melhor caminho para se desenvolver com maturidade e equilíbrio, proporcionando resultados favoráveis para todos. A espiritualidade é o pilar, pois é ela que deve dar sustentação às causas humanistas. Não há espiritualidade sem humanização. Estamos sempre pensando, “o que vou ganhar com isso?”. Cultivar a espiritualidade deveria ser simplesmente algo a ser feito gratuitamente pela própria vida, pelo bem, pelo bem comum, para ser mais feliz. Os valores devem ser traduzidos em atitudes: o respeito pelo outro, a escuta, a maneira de atender o cliente, a solidariedade, o estilo de liderança, o trabalho em equipe. Observe que falamos de competências que fazem a diferença no mercado de trabalho. Tratar de espiritualidade na era da globalização é uma tarefa complexa. Em primeiro lugar, quando consideramos a espiritualidade, referimo-nos à busca de um sentido para a vida ou até para a vida da empresa. Precisamos rever a condição da espiritualidade até mesmo enquanto organizamos o planejamento estratégico, qual é a missão e a visão da empresa. Quando mencionamos espiritualidade, essa pode ser encarada para o bem ou para o mal. Na era da globalização, falamos da espiritualidade do mercado, e essa espiritualidade diz que, através do dinheiro, tudo se consegue – a felicidade passa pelo lucro. Nessa linha, qual é a nossa visão como empresários quando falamos de inteligência emocional e espiritual em encontros? Pergunto sempre, “para que esses encontros? É para o bem das pessoas ou das empresas?”. No sentido de colaborador, o que ele vai tirar disso para o bem dele como pessoa, para a sua família? Muitas vezes, esses encontros têm por finalidade aumentar a produção das empresas e não o bem das pessoas! Hoje, quando falamos em espiritualidade, muitas vezes, é em nível micro, mais quem sabe possamos tirar uma visão macro dessa vivência de espiritualidade dentro da empresa. (Continua na próxima edição)


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Mundo do trabalho – pastoral operária

Pastoral da criança Luciney Martins/O SÃO PAULO

Visita domiciliar é ampliada nas comunidades carentes de São Paulo

Comunicação da Pastoral da Criança

danielfieo@bol.com.br

Deus, o dinheiro e o sistema capitalista Membro da Pastoral Operária

Waldemar Rossi dd

As leituras do 25º Domingo do Tempo Comum (22 de setembro) chamamnos a atenção para a questão da justiça. A começar pelas palavras do profeta Amós, que acusa os exploradores do seu tempo por praticarem todo tipo de exploração imposta aos pobres e necessitados. Paulo escreve a Timóteo quando pede orações para que os governantes governem na prática da justiça. Jesus, segundo Lucas, afirma que ninguém pode servir a dois senhores, a Deus ou ao dinheiro. Diz mais: com o dinheiro injusto façam amigos, seguindo a linha do conselho dado ao jovem rico que queria ganhar o Céu. Nessas duas ocasiões, Jesus leva-nos a entender que dinheiro acumulado com a exploração do trabalho alheio é injusto, sugerindo que ele seja repartido com os explorados, que se faça justiça. No mesmo domingo, o papa Francisco, falando na cidade de Cagliari, perante cerca de 20 mil trabalhadores, afirmou que a economia não pode se basear no “deus chamado dinheiro”. Segundo o “Estadão”, “o papa voltou ontem a atacar o capitalismo”. Diante do depoimento de um dos milhões de italianos marcados pelo desemprego – desempregado há quatro anos e pai de três filhos –, Francisco estimulou os trabalhadores para que lutem por um trabalho. “Durante cerca de 20 minutos, o Papa afirmou que o desemprego enfraquece as pessoas, provoca sofrimentos e tira a esperança: ‘Onde não há trabalho, não há dignidade’.” Isso nos faz lembrar as palavras do papa João Paulo 2º em sua encíclica sobre o trabalho humano, quando afirma que “o trabalho é provavelmente uma chave, a chave essencial da questão social”. Hoje, lutar por trabalho no mundo inteiro é, de fato, condenar o sistema

que gera desemprego em massa, que joga trabalhadores na rua da amargura e da desesperança. É isso que o capitalismo faz no mundo inteiro, depois de ter acumulado enorme quantidade de riqueza (bens produzidos e dinheiro) com a exploração do trabalho alheio. João Paulo 2º também enaltecia o surgimento de um grande movimento de solidariedade entre os trabalhadores em luta pela justiça, assim como estimulava a se promover grande movimento de solidariedade aos trabalhadores explorados. Pode-se dizer que ambos exprimem indiretamente que assim se contribui para a construção do Reino de Deus e sua justiça. O papa Francisco já havia afirmado, no Brasil, que “o cristão deve ser revolucionário”, deve mudar o mundo, para melhor. Compete, pois, aos próprios trabalhadores entrarem nos movimentos sociais que lutam pelas mudanças estruturais, alterando o sistema vigente no mundo inteiro, responsável direto pela marginalização crescente dos povos de todas as nações. Ou, ainda, se acreditarem que tais instrumentos de luta estão superados, devem promover movimentos que levem, com o tempo, à construção de novos instrumentos, pelos quais a democracia interna garanta que suas decisões exprimam a vontade soberana do conjunto. Somente assim se poderá chegar à construção da “Nova Jerusalém” quando “construirão casas e nelas morarão, plantarão vinhas e comerão dos seus frutos”, onde ninguém construirá ou plantará para os exploradores dos povos. Com isso, poderão cantar como fazia o povo hebreu: “Comerá do trabalho das próprias mãos, tranquilo e feliz. Sua esposa será como vinha fecunda na intimidade do seu lar. Seus filhos, rebentos de oliveira, em redor de sua mesa”. Essa sociedade desejada por todos não pode existir num sistema em que uma pequena parcela de poderosos acumula riquezas explorando o trabalho do povo, gerando todo tipo de injustiças.

“A visita domiciliar é um instrumento de educação.” Quando o agente da Pastoral realiza a visita à gestante, mãe, avó ou à família da criança, deve ser como a que Maria fez à sua prima Santa Isabel: cheia de paz e amor. Então, a visita deve ser um momento para partilhar a solidariedade e o conhecimento que todas as líderes têm, ou seja, cuidar melhor das gestantes e das crianças para que se desenvolvam com saúde, alegria, saúde mental e, principalmente, espiritualidade. É neste espírito fraterno que a Pastoral da Criança na Arquidiocese de São Paulo vem ampliando seus trabalhos nas comunidades mais carentes para atender o maior número de crianças e gestantes pelos seus líderes. Nos últimos meses, ela foi implantada nas seguintes comunidades: Paróquia Santa Cruz, Vila Carrão, Região Belém; Paróquia Rainha dos Apóstolos, Região Sé; Paróquia Nossa Senhora dos Pobres e Sagrado Coração de Jesus, no Butantã; e a reativação dos trabalhos da Pastoral da Criança na Aldeia Indígena do Jaraguá; Região Lapa; Igreja Nossa Senhora de Fátima, Região Ipiranga. Assim, reforçando a meta da Arquidiocese, de ter um maior número de comunidades implantadas com os trabalhos da Pastoral da Criança e diminuir a desigualdade que há entre as crianças e as gestantes nas comunidades mais pobres de nossa cidade de São Paulo, através deste trabalho missionário de levar dignida-

de e o amor de Deus para os mais necessitados, aos quais muitas vozes do Poder Público não chegam de uma forma eficaz para combater doenças tão fáceis de ser prevenidas, assim diminuindo o número de mortes entre crianças, com menos de cinco anos de idade. Por Daniel Zampieri

pastoral vocacional Pascom Lapa

Pastoral realiza encontro de discernimento vocacional Aconteceu no domingo, 22 de setembro, no Seminário Propedêutico Nossa Senhora da Assunção, um encontro de discernimento vocacional, que contou com a participação de 50 jovens. Na parte da manhã, Ruth Maria, do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, dissertou sobre a organização pastoral da Arquidiocese de São Paulo e destacou que “só conhecendo se ama” em contraste ao vou à igreja porque só tem gente “amiga”.


Geral

Avança processo de beatificação de madre Assunta Marchetti Religiosa Scalabriniana, que nasceu na Itália e viveu em São Paulo, já pode ser declarada beata pelo papa Francisco

Daniel Gomes/O SÃO PAULO

Daniel Gomes

Reportagem na zona sul

No quarto onde faleceu madre Assunta Marchetti, em 1º de julho de 1948, em uma das casas da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu, Scalabrinianas, no bairro da Vila Prudente em São Paulo (SP), há fotos da religiosa, a mala que usava para Crianças e irmã Jaira (det.) em atividade na casa fundada pela Madre viagens, correspondências, alguns objetos pessoais e uma carta que escreveu, ain- cerebral, recobrou os sentidos, após sua espoda em 1921, com o desejo de “morrer em meio sa e uma religiosa terem invocado a intercesaos órfãos”. são da Madre. A vontade da Madre italiana, cofundadora Em 24 de setembro deste mesmo ano, em da Congregação que se dedica, de modo pre- sessão ordinária de cardeais e bispos, houve ferencial, aos migrantes, órfãos, doentes e parecer positivo do último exame do processo pobres, foi atendida: ela faleceu na casa que, para a beatificação da Madre, conforme inforinaugurada em 1904, atendia a meninas órfãs, mou irmã Alda Monica Malvessi, superioradando sequência ao trabalho que iniciou com geral das Scalabrinianas. Agora, resta a aproseu irmão, padre José Marchetti, em 1895, vação do papa Francisco para que seja emitida quando chegaram a São Paulo, e inauguraram a declaração de beatificação. o Orfanato Cristóvão Colombo, no Ipiranga. Segundo irmã Jaira, madre Assunta será O orfanato na Vila Prudente recebeu o mesmo uma beata muito querida pelo povo, pois viveu nome e ainda hoje atende 48 crianças em situa- a santidade nas tarefas cotidianas. “A Madre ção de vulnerabilidade social, com aulas de mú- foi exemplo de perseverança no dia a dia. Pensica e informática, reforço escolar e atividades so, até, que as pessoas, na maioria são chamaesportivas. Na sexta-feira, 4, quando da visita da das a esse tipo de santidade. Ela é um exemplo reportagem, 12 crianças ensaiavam os cantos de perseverança, de tolerância e de fortaleza a para a missa, que acontece todos os domingos, todos, para que não desistam nos momentos às 16h, na capela (rua do Orfanato, 883), onde difíceis”, avaliou. está o nicho com os restos mortais da Madre. “O estilo dela era de humildade, de trabalho Madre Assunta Marchetti silencioso. Tinha muito amor pelas crianças, Nasceu em Lombrici di Camaiore, Itália, em 15 de pelos doentes, pelos migrantes”, garantiu ao O agosto de 1871; SÃO PAULO irmã Jaira Oneida Mendes Garcia, Chegou a São Paulo, em outubro de 1895; Scalabriniana. Também realizou missões no interior paulista e no Desde 2010, irmã Jaira é vice-postuladora Rio Grande do Sul; do processo de beatificação da Madre, que foi Faleceu em São Paulo, no bairro da Vila Prudente, em 1º de julho de 1948, aos 76 anos; iniciado em 1987, na Arquidiocese de São PauProcesso de beatificação iniciado em 1987, na lo. Em 2010, a Congregação para as Causas Arquidiocese de São Paulo; dos Santos reconheceu as virtudes heroicas da Atual postuladora: irmã Leocádia Mezzomo; madre Assunta; e em 2012, aprovou o milagre, Vice-postuladora: irmã Jaira Oneida Mendes Garcia; acontecido em 1994, no Hospital Mãe de Deus, Informações: (11) 3229-5698 ou em Porto Alegre (RS), quando o senhor Heraclivicepostulacao@hotmail.com. des Teixeira Filho, já diagnosticado com morte

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ANO DA FÉ

A fé como resposta para as sequelas da vida Arquivo pessoal

Daniel Gomes

Reportagem na zona noroeste

Aos 59 anos, Alfredo Carlos Coelho divide seu tempo entre a família, o trabalho na própria empresa de conserto de peças de tratores e as atividades pastorais na Comunidade Bom Pastor, da Paróquia Nossa Senhora das Dores, na zona noroeste, onde participa do ministério de música e do Apostolado da Oração. “Como sou feliz quando vou à missa caminhando com minhas próprias pernas e posso fazer tudo com o meu corpo”, contou ao O SÃO PAULO. Tal felicidade tem motivo especial: em 2000, a caminhoneta que Alfredo dirigia foi atingida por um ônibus e ele teve a bacia e os pés fraturados. Mesmo após cirurgias na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, seu quadro de saúde era pouco alentador. “Na época em que eu estava acordando do coma, sentime amarrado na cama do hospital, não entendia porque tinha muitas coisas em minha boca e na garganta. Certo dia, ouvi minha mulher perguntando ao médico, ‘doutor, meu marido vai ficar bom? Já tem mais de 45 dias que ele está assim’. Ouvi, então, a resposta, ‘senhora, tudo que ele tem são coisas que podem levá-lo à morte, e se ele se recuperar vai ter muitas sequelas. Você vai ter que se conformar, ele poderá não reconhecê-la, poderá não andar mais, terá vários problemas, o pulmão tem perfurações que podem leválo à morte, a senhora vai ter que se conformar e estar preparada para o pior’”, recordou Alfredo, comentando, ainda, que quase teve as pernas amputadas e que precisou se

Alfredo testemunha fé após acidente

recuperar de uma trombose, antes da alta médica. Ao deixar o hospital, Alfredo permaneceu por dois meses em cadeira de rodas e necessitava do auxílio dos familiares e amigos para conseguir comer, ir ao banheiro e tomar banho. Hoje, 13 anos após o acidente, restam-lhe algumas sequelas, como as cicatrizes pelo corpo e uma leve dificuldade no caminhar. Porém, para ele, mais forte que as marcas do acidente foram as certezas de fé que ficaram. “Antes do meu acidente, eu já tinha muita fé em Deus e agora, de uma coisa tenho certeza: essa fé e a esperança nele me ajudaram muito.” Sempre que pode, Alfredo conta, especialmente aos mais jovens, sobre o que passou e sempre ressalta duas coisas: “Deus é tudo, ninguém vai a lugar algum sem ele” e “tenham fé e esperança no amor de Deus e em todos os santos do céu e da terra. Não esperem ficar como eu fiquei para ter fé e esperança!”.


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Geral

PUC promove 6ª edição da Retomada indígena O Programa Pindorama e o Museu da Cultura promovem, de 15 a 19, a 6ª edição da Retomada Indígena, no campus Monte Alegre. O evento terá mesas de debates, oficinas, apresentação de vídeos e fotos, além de venda de artesanato indígena. Apoio: NEMA-PUC SP, Pastoral Indigenista, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, cursinho Foco e CIMI.

Cardeal Scherer dedica templo no Jaguaré Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Celebração foi realizada na sextafeira, 4, na matriz da Paróquia São Francisco de Assis, que completou 50 anos Daniel Gomes

Reportagem na zona oeste

Nas comemorações dos 50 anos de evangelização da Paróquia São Francisco de Assis, no Jaguaré, na sexta-feira, 4, data de memória litúrgica do Padroeiro, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu a celebração de dedicação da igreja, que iniciou atividades em 1963, em uma capela de madeira, e foi erigida como paróquia em 1966. O Arcebispo, na homilia, ressaltou que a dedicação da igreja marca para sempre a vida daquela paróquia, pois torna o local permanentemente entregue a Deus, e lembrou que cada pessoa é templo de Deus, devendo honrá-lo com a própria vida, mas que também o templo físico é um testemunho da fé. Também fez menção a São Francisco de Assis (1182-1226), como importante cristão, e desejou que o exemplo do San-

Cardeal Scherer incensa altar, unge templo, recebe agradecimentos do padre Flávio e acompanha entrada de banners na Paróquia São Francisco de Assis

to sirva de estímulo aos fiéis. Após a profissão de fé e a ladainha de todos os santos, o Cardeal conduziu a deposição, na ara do altar, das relíquias de Santa Paulina, de Santo Antônio de Sant´Anna Galvão, do papa Pio 10º, da beata Maria Assumpta e de sete mártires franciscanas que foram decapitadas na Índia. Na sequência, dom Odilo proferiu a prece de dedicação

da igreja e do altar, ungiu o templo e o altar com o óleo do Crisma, incensando-os posteriormente. O rito teve sequência com o revestimento do altar e o acendimento das velas que o ladeiam e das quatro velas nas laterais do templo. Ao fim da celebração, padre Flávio Heliton da Silva, administrador paroquial, recordou a história do templo e agradeceu o empenho dos fiéis para as co-

memorações do jubileu de ouro da Paróquia, e dom Odilo ressaltou que todos os anos deve haver missa solene pelo anivers��rio de dedicação da igreja. O Cardeal e o Padre, após a missa, inauguraram uma placa comemorativa à data, encerrando as atividades do dia do Padroeiro, quando houve, ainda, a reza do terço e do Angelus, a celebração de missas, bênçãos dos animais e visita

pastorais a pessoas doentes. “Agora já estamos em uma nova fase, a fase de edificar um templo de pedras vivas, que é o fortalecimento das pastorais, o ir atrás daqueles que por uma série de motivos não frequentam mais a comunidade, ir até os que estão chegando ao bairro, pois somos os anfitriões, a Paróquia foi a primeira moradora do bairro”, comentou padre Flávio ao O SÃO PAULO.

Fiéis em todo o País preparam-se para festejar a Padroeira do Brasil PADRE CIDO PEREIRA DIRETOR DO O SÃO PAULO

“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não anda nas trevas.” Essa afirmação de Jesus fundamenta o tema da novena de preparação para a festa de Nossa Senhora Aparecida, que começou no dia 3 e terminará no dia 11. O tema apresenta Nossa Senhora como mestra e companheira no seguimento de Jesus. “Com a Mãe Aparecida seguimos Jesus, nossa Luz”. Mostrada pelas redes católicas de televisão, a novena, muito bem cuidada, mistura efeitos visuais, hinos, preces e a bênção do Santíssimo Sacramento, na qual o próprio Cristo abençoa os devotos. O esquema é didático e leva os partici-

pantes no santuário e em casa a refletir sobre o papel de Maria na missão evangelizadora da Igreja. Maria, mulher consagrada, Sacrário do Espírito Santo; Intercessora Atenta aos Necessitados; Mãe Obediente à Palavra de Jesus; Discípula do Evangelho; Missionária do Reino, Peregrina da fé; Mulher Eucarística; e Rosto fiel e orante da Igreja, são os nove temas desenvolvidos na novena. Diariamente um bispo convidado reflete com os fiéis. Também as paróquias e comunidades dedicadas a Nossa Senhora Aparecida estão em novena, muitas delas seguindo o mesmo esquema proposto pelo santuário. As solenidades de Nossa Senhora Aparecida e de Corpus Christi, a Sexta-

Imprensa - Santuário Nacional de Aparecida

Em Aparecida e em diversas paróquias, Padroeira do Brasil será lembrada

Feira Santa e o Natal foram os dias santificados, considerados feriados nacionais no Brasil. Entre as certezas da fé presentes no coração dos cristãos católicos, é muito

forte aquelas relacionadas com a Mãe de Jesus. Concebida sem pecado, Maria concebeu do Espírito Santo e deu à luz Jesus, o Filho de Deus encarnado. Permanecendo

virgem antes, durante e depois do parto, Maria é Mãe de Deus e Mãe da Igreja. Terminados os seus dias neste mundo, ela foi assunta ao céu por seu divino Filho, onde é aclamada Rainha dos Anjos e do Santos. A devoção filial dos fiéis católicos conferiu a Maria, ao longo dos séculos, milhares de títulos relacionados com o seu papel na história da salvação, com as graças conquistadas pela intercessão dela e com os lugares onde ela se manifestou em diferentes aparições. Uma das devoções mais queridas do povo é o rosário, no qual enquanto se repetem por 200 vezes a Ave-Maria, se medita nos mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos da fé católica.


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CNBB promoverá encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil Com a finalidade de planejar as atividades de evangelização dos jovens no Brasil, a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB promoverá, de 11 a 15 de dezembro, em Brasília, o Encontro Nacional de Revitalização da Pastoral Juvenil. Inscrições abertas de 10 de outubro a 10 de novembro, no site: www.jovensconectados.org.br

‘Não há comunidade cristã sem oração’, diz Bispo Luciney Martins/O SÃO PAULO

Dom Celso de Queirós assessorou tarde de Lectio Divina e citou pessoas que são exemplos em sua caminhada de fé NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

O tempo dedicado à oração e o espaço dado à Palavra de Deus na vida do cristão foram as provocações feitas por dom Antônio Celso de Queirós, bispo emérito da Diocese de Catanduva (SP), no encontro promovido pela Pastoral Vocacional da Região Episcopal Ipiranga, na tarde de sábado, 5, no Centro Universitário São Camilo, zona sul. O encontro deveria ter acontecido em setembro, mas devido à agenda, só foi possível no início de outubro. “Isso tem um sentido especial, pois precisamos escutar a Palavra de Deus para irmos à missão”, disse padre Messias de Moraes Ferreira, promotor vocacional da Arquidiocese. Dom Celso, no início do en-

nheceu e de outros que foram levados para conhecê-lo. Ele é um entre nós, com sua voz grave, pausada e suave que nos harmoniza.” Para ela, a Lectio Divina sobre o texto de Lc 7, 36-50 foi um momento de profundo silêncio do grupo. “No fim, alguns participantes puderam se expressar e foram contribuições valiosas fruto de reflexões suscitadas a partir da escuta da Palavra.” “Pai Celeste!

Encontro sobre a leitura orante da Palavra no Centro Universitário São Camilo é promovido pela Pastoral Vocacional

contro, que teve como tema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19), frisou que “não há comunidade cristã sem oração” e falou sobre a oração ecumênica. “Gosto de orar com fiéis de outras confissões, pois aprendemos, muitas vezes, a valorizar elementos que, como católicos, não damos tanta atenção.” O Bispo, que foi auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Ipiranga, entre os anos de 1975 e 2000, citou pessoas que passaram por sua vida e

deixaram exemplos de oração, como dom Helder Câmara, dom Luciano Mendes de Almeida, dom Angélico Sândalo Bernardino e dom Paulo Evaristo Arns. “Dom Luciano era realmente um homem de oração. Já dom Helder, chegava a acordar à 1h da madrugada para rezar. Quando ele acordava e a lua estava bonita, abria a janela e começava a dançar. Dom Paulo tem um modo de oração simples e foi ele que me falou que São Francisco rezava constan-

temente o Pai-nosso. Eu rezo também constantemente o Painosso. Dom Angélico costuma dizer sempre que quem não reza vira bicho, e, quando as pessoas dão risada, ele diz: “E antes que vocês pensam’”. Edna Pires, coordenadora da Catequese na Região Ipiranga, conviveu de perto com dom Celso quando ele era bispo auxiliar na Região. “O conteúdo da fala de dom Celso não se resume a tópicos interessantes, mas sim à presença dele ante um grupo de pessoas que o co-

Como escutas o pedido do pão de cada dia da parte dos que temos pão garantido para o ano todo e até para toda a vida? Como escutas o pedido do pão de cada dia da parte dos que, tantas vezes, veem o dia acabar, sem que chegue o pão!?... O grave é que se temos pão para o mês inteiro, para o ano todo, ou para toda a vida, é porque direta ou indiretamente tiramos o pão de cada dia da boca de muita gente! Pai, que a ninguém falte o pão de cada dia! Amém!”

Prece de dom Helder Câmara, escrita dia 25 de setembro de 1981,e apresentada na Rádio Olinda (PE).

Segunda edição de ‘100 dúvidas de Fé’ já pode ser adquirida Luciney Martins/O SÃO PAULO

Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

A Livraria Loyola, no centro da cidade, recebeu na quartafeira, 2, o lançamento da segunda edição do livro escrito pelo cônego Antônio Aparecido Pereira (padre Cido), vigário da comunicação na Arquidiocese de São Paulo, e organizado por Maria Aparecida Fernandes (Cidinha Fernandes), apresentadora na rádio 9 de Julho. Com o nome “100 dúvidas de Fé para os jovens”, o livro, nesta edição, destina-se aos jovens. “A proposta deste livro, é a mesma proposta do primeiro, dialogar. E nesse caso o diálogo foi com os jovens, em uma linguagem simples e coloquial” comentou padre Cido. Para o Padre, o cristão, e de modo especial o jovem, não deve ter medo de Jesus Cris-

Segunda edição do livro “100 dúvidas de Fé” está voltada para público mais jovem, contendo uma linguagem informal

to. O livro foi escrito em uma linguagem simples e coloquial, bem característica do seu escritor, que semanalmente escreve para O SÃO PAULO e responde às dúvidas dos leitores que encaminham suas perguntas das maneiras mais variadas, como

por exemplo, cartas e e-mail. A organizadora, Cidinha Fernandes, contou ao O SÃO PAULO que o livro causa no jovem a sensação de que está conversando com outro jovem, além de, no Ano da Fé, ser “uma forma de o jovem viven-

ciar sua fé em que, atualmente, existem tantos meios de comunicação a favor dos jovens, mas que, muitas vezes, contemplam contra a evangelização e se não forem bem usados podem pôr tudo a perder”. Roberto Scapelle, enfer-

meiro e catequista de Crisma, afirmou que sempre escuta o padre Cido na rádio 9 de Julho e usa as perguntas e respostas com os jovens de sua comunidade na Região Episcopal Brasilândia, para ele, “agora com o livro, vai ficar bem melhor”. E esse é o principal desejo do padre Cido, que o livro ajude os jovens a terem uma experiência com Jesus Cristo, “uma experiência bonita com Jesus Cristo, sem medo e sem traumas. Na descoberta que Jesus é mesmo caminho, verdade e vida”. Serviço: Título: 100 dúvidas de Fé para jovens Autor: Pe. Cido Pereira (organização: Cidinha Fernandes) Formato: 14 cm x 21 cm Páginas: 128 Preço: 22,00


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Cuidar é missão do Cura da Catedral da Sé Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Padre Eduardo Vieira dos Santos foi confirmado em seu novo ofício por dom Odilo Scherer, em celebração no domingo, 6 NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

“Aqui devemos ser testemunha, evangelizar, ensinar, sobretudo com a vida. Espero que Deus me abençoe para que eu possa viver esta graça todos os dias”. A afirmação é do padre Eduardo Vieira dos Santos, que foi confirmado pelo cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano, no ofício de cura da Arquidiocese de São Paulo, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção. Presidida por dom Odilo, no domingo, 6, a missa contou com a participação de dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar da Arquidiocese e vigário episcopal na Região Sé, sacerdotes concelebrantes, diáconos, seminaristas, familiares e amigos do padre Eduardo. À função de Cura o Sacerdote soma as funções de chanceler da Cúria Arquidiocesana e vice-reitor do Seminário Bom Pastor. Dom Odilo destacou outros motivos especiais, a serem lembrados na celebração, como a abertura do mês missionário e a Expo Missionária na Catedral (leia mais na reportagem “Encontro mostra missionariedade da Igreja em São Paulo”, na página 13), a Semana Missionária da Renovação Carismática Católica, a nova Campanha da Pastoral

Fiéis cumprimentam padre Eduardo após a celebração; dom Odilo entrega símbolos da missão sacerdotal ao Cura; Catedral fica lotada na missa que tem a participação de familiares e amigos do Padre

do Dízimo na Arquidiocese e a gratidão ao cônego Walter Caldeira, que durante quatro anos foi o Cura. Simbolicamente, padre Eduardo recebeu, das mãos do Cardeal, as chaves da Catedral e do Sacrário, significando a missão que assumirá de acolher os fiéis e celebrar a Eucaristia. Também houve o momento de renovação das promessas sacerdotais e a profissão solene de fé, junto a todos os fiéis. “A Palavra de Deus não deve ficar só em sua boca, mas deve

ser anunciada”, foi uma das recomendações de dom Odilo ao Cura, que proclamou solenemente o Evangelho da liturgia dominical. Na homilia, o Arcebispo recordou que o padre é aquele que anima na fé os fiéis, “a fé que é um dom” a ser pedido constantemente. Nascido em Bom Sucesso (PR), o Padre tem nove irmãos e um deles, Olímpia Vieira dos Santos, veio com outros seis familiares da cidade de Sarandi (PR). Ao O SÃO PAULO, Olímpia afirmou que “a princi-

pal missão do irmão será zelar pela Catedral, visto que é um lugar por onde passam centenas, milhares de pessoas”. A irmã mais velha do Padre, emocionada, disse que continuará a rezar por ele. “Conte com nossas orações, na certeza de que no Espírito Santo o conduzirá.” Vera Gomes é formada em turismo e trabalha nas visitas monitoradas à Catedral há nove anos. “O dia a dia da paróquia é muito diferente da Catedral, que recebe sempre

pessoas diferentes. Creio que ele precisará de muita paciência, porque aqui vêm todos os tipos de pessoas, muitas em situação de rua, desesperadas, e é preciso acolhê-las com carinho.” “É difícil cuidar de uma igreja tão grande como essa. Desejo tudo de bom para o Padre e que ele abençoe sempre a gente”, disse Luisa Aruga, 73, que mora no centro há 14 anos e participa das missas na Catedral todos os domingos. (Colaborou Diogo Monteiro)


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Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

MÊS DAS MISSÕES

Missão Belém é sinal de solidariedade no Haiti Daniel Gomes Redação

Integrantes de institutos, congregações, movimentos, comunidades e leigos que atuam em missões reuniram-se com o cardeal Scherer e com dom Sergio, no Centro Pastoral São José

Encontro mostra missionariedade da Igreja em São Paulo Desafios à missão ad gentes e no cotidiano da Arquidiocese foram tratados em evento com o cardeal dom Odilo Scherer Daniel Gomes

Reportagem na zona leste

Para marcar o início do mês missionário na Arquidiocese de São Paulo, integrantes de institutos, congregações, movimentos, comunidades e leigos que atuam em missões participaram no sábado, 5, de um encontro promovido pelo Conselho Missionário Arquidiocesano (Comiar) e pelo Secretariado de Pastoral, no Centro Pastoral São José, na zona leste. Foi uma oportunidade para partilhar experiências e refletir sobre a ação missionária na Arquidiocese, como lembrou o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, no início do encontro, quando também destacou que os participantes do evento dão um rosto missionário para a Igreja em São Paulo, assumindo uma

tarefa que é de todos os batizados. O Cardeal enfatizou que o carisma e os trabalhos dos institutos, congregações, movimentos e comunidades devem ser amplamente divulgados para que mais pessoas tenham consciência da necessidade das missões e para que se suscitem novas iniciativas missionárias na Arquidiocese. Dom Odilo comentou, ainda, que as missões na Arquidiocese estão interligadas às que a Igreja realiza em todo o mundo, ressaltando as que acontecem em locais onde há perseguição aos cristãos, e destacou a necessidade da coleta nacional do Dia Mundial das Missões, que acontecerá nos dias 19 e 20, no contexto da Campanha Missionária deste ano, que tem como tema “Juventude em Missão”. De acordo com a irmã Rosa Clara Franzoi, integrante do Comiar, o tema está em sintonia com a Campanha da Fraternidade deste ano, e a missa pelo Dia Mundial das Missões na Arquidiocese acontecerá no domingo, 20, às 15h, na Catedral da Sé, junto com o Dia Nacional da Juventude (DNJ). “Além disso, está acontecendo a Expo Missionária na Catedral da Sé, organizada por dez congregações, com apresentação

de painéis sobre o tema. A Exposição funciona das 8h às 17h e há um plantão permanente para falar da missão às pessoas”, explicou ao O SÃO PAULO. Além das reflexões de dom Odilo, o encontro foi marcado pela profissão de fé dos participantes junto ao Cardeal, no contexto do Ano da Fé, e pelos relatos dos missionários sobre os trabalhos que desenvolvem na Arquidiocese e em outras partes do mundo. Para dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese e referencial para a ação missionária, o encontro proporcionou “um novo entusiasmo para as congregações e comunidades, para que juntos façam acontecer a missão e, sobretudo, façam crescer a consciência missionária em nossas comunidades e igrejas”. O Bispo também comentou à reportagem que os relatos apresentados “nos fazem recordar que todos somos missionários, temos a missão de anunciar o Reino, de levar Jesus e testemunhá-lo com nossa vida e com nossos lábios”; e disse esperar que o Comiar consiga congregar, além dos representantes das regiões episcopais, membros de institutos, congregações e comunidades missionárias.

Criada em 1º de outubro de 2005, na Arquidiocese de São Paulo, a Missão Belém, associação privada de fiéis, completa oito anos de atividades de evangelização junto aos mais pobres. Em São Paulo, tem atuação especial na recuperação de moradores em situação de rua em estado de drogadição e, desde 2010, atendendo ao convite do cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, também está no Haiti, onde um terremoto destruiu o país e 300 mil pessoas morreram naquele ano. No País da América Central, instalou-se na favela de Waf Jeremie, na capital Porto Príncipe, em um terreno onde existia um lixão, e, aos poucos, com a ajuda de doações – boa parte da Arquidiocese de São Paulo – montou uma capela, com capacidade para 300 pessoas, e um centro de atendimento, que hoje assiste 650 crianças entre 3 meses e 8 anos de idade, com o trabalho de cerca de 140 voluntários e professores. A Missão também realiza atividades de evangelização no local, coordenadas por sete missionários brasileiros, seis noviças, uma freira e um padre. “Eles fazem uma experiência profunda de fé e se colocam a serviço do povo. A coisa bonita deste último

tempo é que está florescendo a evangelização dos jovens, por meio de retiros querigmáticos, que estão dando muitos frutos, tanto que hoje já há 50 jovens, após a realização de três retiros. Vários ainda não são batizados, mas foram cativados, estão iniciando um caminho catecumenal de preparação ao Batismo. Isso é muito bonito e nós percebemos que realmente o Haiti, a partir desses jovens tocados por Jesus, pode mudar”, avaliou, ao O SÃO PAULO, o padre Gianpietro Carraro, fundador da Missão Belém. O ardor missionário dos jovens, segundo o Padre, enfrenta resistências, principalmente dos comandantes da criminalidade em Waf Jeremie. Desde o começo do ano, 11 jovens foram ameaçados e 35 pessoas foram mortas de forma violenta, como, por exemplo, por esquartejamento, queimadas ou jogadas ao mar. “Essas mortes não são de pessoas da Missão, são mais devido à loucura do vodu, à loucura da malandragem, mas o risco é altíssimo para todos. É preciso estar disposto ao martírio para estar em um lugar assim”, avaliou. Para a manutenção das atividades no Haiti, a Missão Belém precisa de colaborações. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2694-2746, pelo e-mail belembelembelem@gmail. com ou no site www.belem belembelem.com. Missão Belém


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Região Ipiranga

Assembleia Regional enfatiza Plano de Pastoral Padre Pedro Luiz Amorim

No sábado, dia 5, no Centro Universitário São Camilo, fiéis reuniram-se para refletir sobre o 11º Plano de Pastoral arquidiocesano Padre Pedro Luiz Amorim

colaborador de comunicação da Região

A Região Episcopal Ipiranga realizou no sábado, 5, IPIRANGA a sua Assembleia Regional de Pastoral, atendendo às solicitações do arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, e do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral. A Assembleia aconteceu no auditório do Centro Universitário São Camilo, na avenida Nazaré, Ipiranga. A Assembleia Regional foi o resultado das assembleias que aconteceram anteriormente nas

Região Episcopal Ipiranga reúne-se para a Assembleia de Pastoral, com abertura realizada pelo padre Benedito Vicente Abreu, responsável pelos trabalhos

paróquias e setores, levando para o âmbito regional as sugestões das bases da Arquidiocese de São Paulo. Responsável pela pastoral na Região Ipiranga, padre Benedito Vicente Abreu, pároco da Paróquia Imaculada Conceição, abriu a Assembleia situando o atual 11º Plano de

Pastoral na linha dos planos e resoluções da Igreja no Brasil em suas diversas organizações e setores. Em seguida, os trabalhos em grupos, envolvendo os representantes das paróquias, áreas pastorais e movimentos presentes na Região Ipiranga, foram orientados pelo padre Luis Fernando

Pereira, scj, pároco do Santuário São Judas Tadeu. Antes da divisão prática dos grupos, padre Luis Fernando fez a leitura das resoluções enviadas pelos cinco setores pastorais, que, por sua vez, foram a síntese dos assuntos tratados nas assembleias paroquiais. Os temas tratados foram:

Igreja em estado permanente de missão; Igreja casa de iniciação da vida cristã, e Igreja e a evangelização da juventude. As proposições foram discutidas nos grupos e serão colocadas em forma de síntese para que possam ser enviadas para a Assembleia Arquidiocesana de Pastoral.

Padres refletem sobre Ano da Fé, a partir da Lumen Fidei Da Região Episcopal

Na manhã de terça-feira, dia 1º, o padre José Adeildo Pereira Machado reuniu-se com o clero da Região Episcopal Ipiranga da Arquidiocese de São Paulo. Num encontro na casa dos Salvatorianos, no Jabaquara, os padres puderam aprofundar a reflexão acerca dos assuntos relacionados ao Ano da Fé, abordando a carta encíclica Lumen Fidei, do papa Francisco. Em cada semestre, a Região Episcopal Ipiranga realiza uma manhã de formação para o seu clero, trazendo sempre temas atuais e de relevância para a vida do padre. Desta vez foi convidado o padre José Adeildo, vice-reitor do Seminário de Filosofia Santo Cura D’Ars e também vigário paroquial da Paróquia Santa Terezinha, da Região Brasilandia, que apontou alguns aspectos da Lumen Fidei, destacando a realidade da fé para o encontro com a verdade. De acordo com o Padre, a fé propõe à pessoa uma disposição para um caminhar comunitário em direção ao grande mistério de Deus: “A partir da fé, todos nós estamos numa grande procissão, somos todos peregrinos”, afirmou citando o papa Francisco na recente encíclica. Durante toda a primeira par-

te da sua palestra, padre Adeildo acenou em vários pontos da carta encíclica e relacionou fé e verdade, sublinhando com suas palavras a fala dos papas que escreveram essa carta. “À luz da fé se pode compreender a verdade como o fim de uma busca, mas não do modo que frequentemente se afirmam: ‘o homem encontra a verdade’. Não é o homem que encontra a verdade, mas é a Verdade que encontra o homem, do mesmo modo que se pode afirmar que não é o homem que encontra Deus, mas é Deus que encontra o homem.” No segundo momento do seu tempo disponível, o padre José Adeildo fez uma relação das virtudes teologais com os três conselhos evangélicos, os conhecidos votos professados pelos religiosos. A fé, a esperança e a caridade se relacionam intrinsecamente com a obediência, pobreza e castidade – explicou o padre, aludindo os conselhos evangélicos como a base para a subsistência das virtudes teologais, “a obediência mantém viva a fé, a pobreza, mantém viva a esperança e a castidade, mantém viva a caridade”. Assim, “os conselhos evangélicos não constituem uma prática somente do religioso, mas do sacerdote diocesano e de todos os cristãos”, afirmou.

Encontro do clero regional do Ipiranga acontece na terça-feira, dia 1º, na casa dos Salvatorianos, no Jabaquara

agenda regional


Região Lapa

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Curso de teologia para leigos forma 58 alunos Benigno Naveira

Concluintes celebraram a formatura do Curso de Teologia para agentes de pastoral Benigno Naveira

Colaborador de comunicação da Região

Aconteceu no domingo, 29 de setembro, na ParóLAPA quia Nossa Senhora da Lapa, a missa pela formatura de 58 alunos do Curso de Teologia para Agentes de Pastoral (CTAP), das unidades/paróquias Nossa Senhora da Lapa, Nossa Senhora de Lourdes, São Francisco, São Patrício e Santa Flávia Domitila, que escolheram como lema para a formatura a frase “Senhor, aumentai a minha fé” (Lc 17,5). A celebração litúrgica foi presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa, dom Julio Endi Akamine, e os concelebrantes foram dom Fernando José Penteado, bispo emérito de Jacarezinho (PR), padre Adalton Pereira de Castro e padre Geraldo Pedro dos Santos. No início da missa, dom Julio saudou os formandos e agradeceu a Deus a vida de todos os alunos, que completaram quatro anos e meio de estudos teológicos e de aprofundamento da fé. Na homilia, refletiu sobre a parábola do pobre Lázaro e do homem rico. Dom Julio destacou os critérios apresentados pelo texto para avaliar a caminhada de fé, o seguimento de Jesus Cristo e o risco da indiferença frente à vida do pobre e à pobreza. Insistiu com os alunos para que reconhecessem a responsabilidade missionária que o conhecimento adquirido traz e para ser colocado a serviço da felicidade humana e do bem comum. “Compartilhem, o Senhor nos exorta a fazê-lo”, enfatizou dom Julio. Foi essa também a conclusão a que chegou Carmen Sylvia Felippe Bellegarde, uma das formandas. Após a missa, os formandos fizeram o juramento receberam um exemplar do Youcat e os certificados de conclusão do CTAP das mãos dos celebrantes, coordenadores e professores, e em seguida foram para o salão para a devida comemoração. agenda regional

Formatura do curso de teologia para agentes de pastoral é realizada na Paróquia Nossa Senhora da Lapa, com missa presidida por dom Julio Endi Akamine palavra do bispo

A Tradição assegura a continuidade da Igreja Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa

Dom Julio Endi Akamine

Prezado leitor do jornal O SÃO PAULO, os parágrafos 74-83 do Catecismo da Igreja Católica expõem o tema da transmissão da revelação. A transmissão da revelação é aquilo que nós chamamos de Tradição. Tradição é a palavra que usamos para designar duas coisas distintas e intimamente relacionadas. Tradição é tanto o processo de transmitir (tradição como ato)

quanto o processo de viver a herança transmitida (tradição como conteúdo). A Tradição é o que assegura a continuidade da Igreja atual com as suas origens e o que garante a mesma continuidade para o futuro. Para que possamos entender de maneira adequada a Tradição Divina, é preciso que superemos alguns preconceitos. Muitas vezes, a palavra “tradição” evoca o tradicionalismo, o conservadorismo, o imobilismo. Em uma palavra, tradição parece se opor ao progresso. Essa concepção, porém, deve ser mudada em nossa cabeça. Tradição não se opõe ao

progresso, uma vez que o ser humano só pode caminhar e progredir se receber as descobertas feitas pelas gerações anteriores e se as conservar para, aproveitando todo esse patrimônio recebido, se lançar a novas descobertas, criações e conquistas. A tradição permite conservar hoje o que foi fruto do descobrimento do passado. A tradição liga o presente ao passado e ao futuro: ao passado porque o presente é a superação dele; e ao futuro porque o presente é a base para novos descobrimentos. Por causa da tradição, o homem cria a história e, ao mesmo tempo, é

condicionado por ela. Tradição, portanto, não se restringe à conservação nem se confunde com arcaísmo ou o apego medroso às tradições herdadas. A tradição está mais ligada ao ato de transmitir do que ao de conservar. Pela tradição, transmitimos às gerações sucessivas a vida que nós próprios herdamos dos antepassados. A tradição é um ato vital: viver humanamente significa receber e transmitir. A própria vida humana é uma contínua transmissão de si mesma ao longo das gerações. Assim o que se transmite não são primeiramente as coisas, mas a vida.

Paróquia São Patrício lembra seu fundador Da Região Episcopal

Na quinta-feira, 3, na Paróquia São Patrício, Setor Rio Pequeno da Região Episcopal Lapa, foi realizada a missa pelos oito anos de falecimento do padre Kirano Cirian Needham, fundador da Paróquia. A missa foi presidida pelo pároco, padre João Carlos Borges, e concelebrada pelo padre Daniel Bispo da Cruz, pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Cotia (SP), na Diocese de Osasco. Na homilia, padre Borges enfatizou a importância de fazer memória ao padre Kirano, recordar com carinho da vida deste missionário irlandês, que iniciou a evangelização no

bairro de Rio Pequeno, resgatar a história e seguir o exemplo missionário que padre Kirano deixou por meio das visitas missionárias às casas, e seu intenso ardor e zelo pela Igreja e pelo Povo de Deus. Padre Daniel agradeceu a Deus pela presença do padre Kirano em sua vida, que o incentivou a seguir sua vocação sacerdotal e se tornar padre, e disse que o lema escolhido para sua ordenação foi: “Que eu não deixe mais um dia passar, Senhor, sem te servir no meu irmão”, frase de umas das músicas de autoria do padre Kirano. Após o término da missa, padre Borges agradeceu a presença de todos.

Benigno Naveira

Celebrantes da missa: padres João Carlos Borges e Daniel Bispo da Cruz

Quinta-feira (10), 9h

Sexta-feira (11), 19h30

Sábado (12), 18h

Reunião dos secretários (as), na Cúria da Lapa (rua Afonso Sardinha, 62, Lapa).

Sessão solene pelo aniversário do bairro da Lapa, no colégio Santo Ivo (rua Passo da Pátria, 1.705, Vila Leopoldina). Padre João Carlos Borges, vigário geral regional, representará no evento dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região.

Missa solene, presidida por dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese, na Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida (rua João Millan, 288, Jardim Ester).


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Região Santana

Semana Teológica discute Nova Evangelização Padre João Luiz Miqueletti

Encontro foi realizado a partir da ótica do Documento de Aparecida Diácono Francisco gonçalves

Colaborador de comunicação da Região

Realizou-se, entre os dias 1° e 3, no Colégio Luiza SANTANA de Marilac, a Semana Teológica 2013, promovida pela Região Episcopal Santana, com o tema “A Nova Evangelização a partir do Documento de Aparecida”, e que contou com as assessorias do professor João Decio Passos, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e do padre Alexandre Awi Mello. O professor João Decio iniciou sua palestra explicando a etimologia da palavra cultura, originária do mundo rural, que significa “aquilo que era cultivado”, com extensão atual de “aquilo que o ser humano pode manufaturar (trabalho) ou manipular”. Assim, cultura é um modo de viver, um modo de produzir, enxergar e pensar as coisas e que é algo coletivamente construído. João Decio aprofundou-se no tema explicando o que ele entende como cultura do consumo (diferenciado de sociedade de consumo), evidenciando que ela desloca seu ponto de enfoque do objeto (o produto, tecnologicamente bemfeito) para o sujeito (o indivíduo, o cliente, o consumidor). Nesse sentido, a psicologia auxilia o marketing no intuito de valorizar o desejo da pessoa acima de sua necessidade. Ora, a cultura de consumo é efêmera, pois se configura num ciclo vicioso para um mercado vicioso (precisa-se renovar sempre o ‘desejo’). Para o professor, a cultura contemporânea procura sempre transformar o desejo numa necessidade. Já o padre Alexandre abordou os desafios da Pastoral Urbana: a arte de evangelizar a cidade. Padre Alexandre iniciou sua palestra contando sua experiência como tradutor na Conferência do Celam, em Aparecida (SP), e na assessoria do papa Francisco na JMJ Rio-2013, no Rio de Janeiro. Ele fez uma apresentação da cidade com seus múltiplos e diferentes cenários e procurou explicar o pensamento do papa Francisco sobre perife-

Semana Teológica, realizada no Colégio Luiza de Marilac, nos dias 1º a 3, traz o tema “A Nova Evangelização a partir do Documento de Aparecida”

rias existenciais e a cultura do encontro e da solidariedade. Para o Papa, segundo padre Alexandre, periferia existencial no mundo da cidade é como processo cultural (não só lugar geográfico): é o lugar da dor, do sofrimento, da discriminação. Assim, as pessoas excluídas formam sua própria cultura com sua lin-

guagem, seus símbolos e ícones, suas normas, códigos e seus padrões. Daí, ser necessário aquilo que se constitui, hoje, num fenômeno na Argentina, as “igrejas da proximidade”, onde o pastor precisa estar mais próximo das pessoas. Para Francisco, essa proximidade é uma saída de si, uma mudança de mentalidade,

um “ir-ao-encontro”. Para o padre Alexandre, uma chave de leitura da mensagem do atual papa é a cultura do encontro como resposta às periferias existenciais. Segundo padre Alexandre, o início (nascimento) da Igreja foi urbano, logo, ela precisa reaprender a ser urbana. O início da Igreja ocorreu nas casas,

portanto, a cidade é o laboratório da cultura contemporânea, complexa e plural. Daí ser necessária uma mudança de eixo da Igreja: de pastoral de conservação para pastoral decididamente missionária, e o primeiro passo é fazer aquilo que foi assinalado pelo padre Comblin: conhecer a cidade.

palavra do bispo

Matricular-se na escola de Jesus! Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana

Dom Sergio de Deus Borges

Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, é o primeiro e o maior evangelizador enviado por Deus. Ele não é apenas o maior evangelizador, mas é também o Evangelho de Deus (DA 103). O missionário crê e anuncia este Evangelho, a Boa-Nova de Jesus, o Filho de Deus, com o mesmo método de Jesus, porque se aprende a ser missionário na escola de Jesus: “Toda a ação eclesial brota de Jesus Cristo e se volta para o Reino

do Pai. Jesus é a nossa razão de ser, origem do nosso agir, motivo do nosso pensar e do nosso sentir. Nele, com ele e a partir dele, mergulhamos no mistério trinitário, construindo nossa vida pessoal e comunitária” (DGAE 2011-2015, n. 4). Não há outra escola que ensine a ser missionário, porque ele é o único Mestre. Não há como construir planejamentos pastorais e missionários sem antes pararmos diante dele, o missionário do Pai, com disposição para escutar seus ensinamentos. Por isso, neste início do mês missionário, vamos nos colocar diante do Senhor, parar em atitude orante e procurar ver se estamos matriculados nesta escola. Como podere-

agenda regional

mos saber se estamos ou não matriculados? Observe suas atitudes e reações: você acha que as mensagens do mês missionário não são necessárias? Você pensa que missão é dever e obrigação do sacerdote e da religiosa ou dos leigos membros do Conselho Missionário Paroquial (COMIPA)? A pastoral ou movimento que você participa já tem um objetivo claro e definido e a missão de ir ao encontro dos outros não faz parte deste objetivo caritativo ou piedoso? Se você respondeu sim a algumas destas perguntas, você é um analfabeto no discipulado missionário e não está matriculado na escola de Jesus. É hora de acordar e fazer a matrícula, porque o discípulo missionário,

ao contemplar Jesus Cristo, descobre que ele sempre precisa ir ao encontro dos outros para anunciar o Reino, a graça, a justiça e a reconciliação. Ele se preocupa com as ovelhas que não fazem parte do rebanho. Seu desejo de salvação não é simplesmente aguardar os que O buscam. Jesus Cristo é incessante e eterna entrega, dom de si para o outro (cf. DGAE 2011-2015, n. 5). Venha participar desta escola e verá a grandeza do encontro com o bom Jesus, experimentará a alegria do acolhimento da graça do Pai, que, pela força do Espírito, revela o Salvador e atua no coração de cada pessoa, possibilitando a generosa resposta e o início da conversão a uma Igreja Missionária.

Terça-feira (8)

Quarta-feira (9)

Às 9h – Reunião Geral do Clero, na Cúria de Santana.

25 anos de ordenação sacerdotal do padre Mauro Negro, osj, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Setor Medeiros (avenida João Simão de Castro, 260 - Vila Sabrina. Telefone: 11 2201-3884).

Às 14h30 – Reunião Coordenadores de Setor, na Cúria de Santana.


Região Sé

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Assembleia de Pastoral propõe ações para 2014 Centro de Pastoral da Região Sé

À luz do 11º Plano da Arquidiocese, paróquias e setores da Região apresentaram propostas para o próximo ano Fernando Geronazzo

Colaborador de Comunicação da Região

A Região Episcopal Sé realizou no sábado, 5, SÉ sua Assembleia Regional de Pastoral. O encontro aconteceu na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, centro, e contou com a participação de coordenadores de setores, agentes de pastorais, representantes das paróquias e de dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar da Arquidiocese e vigário episcopal para a Região Sé, para refletirem sobre as prioridades para 2014 à luz do 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo. Já a partir da oração inicial, foram abordadas as quatro urgências da ação evangelizadora assumidas pela Região em 2012 – a Igreja e a evangelização dos jovens; a Igreja comunidade de comunidades; Igreja casa de iniciação à vida cristã; a Igreja em estado permanente de missão. Em seguida, os padres José Enes de Jesus, coordenador regional de pastoral, e José Roberto Pereira, administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Consolação, no centro, apresentaram uma síntese do questionário preparatório respondido pelas paróquias a partir de cada uma das quatro urgências e do Plano de Pastoral. Entre as respostas estavam temas como “reestruturar a pastoral tendo como prioridade a iniciação a vida cristã; incentivar o surgimento de novos catequistas; fortalecer a igreja doméstica (família); rever processos de Catequese das crianças, adolescentes, jovens e adultos; descentralizar paróquias, criando no seu território comunidades para melhorar o acolhimento em favelas, cortiços, condomínios; realizar visitas domiciliares levando o Evangelho e convidando para a participação na comunidade de forma integral e missionária”. Em seguida, os setores reuniram-se para, a partir da síntese apresentada, elaborarem

Com dom Tarcísio Scaramussa, agentes reúnem-se em Assembleia Regional de Pastoral, no sábado, 5, e apresentam propostas para o trabalho em 2014

propostas de ação, que serão melhor aprofundadas para serem aplicadas. Para dom Tarcísio, a assembleia teve uma boa participação. “A visão do Plano de Pastoral como uma referência no trabalho realmente está entrando. Podemos dizer

que os setores já têm essa consciência, já se programam a partir do Plano. Muitas paróquias já estão realizando os projetos de acordo com o Plano. Isso abre uma boa perspectiva de uma nova dinâmica de animação pastoral da região.”

A administradora de empresas Marcia Freitas, paroquiana da Paróquia Nossa Senhora Mãe do Salvador (Cruz Torta), na zona oeste, participou pela primeira vez de uma assembleia de pastoral. “Na assembleia é possível ter uma outra visão de Igreja e compar-

tilharmos experiências diferentes de cada paróquia, com suas dificuldades e desafios específicos. Vemos também que algumas conseguiram solucionar alguns desafios, o que serve de experiência para outras que ainda não conseguiram superá-los.”

palavra do bispo

Campanha Missionária destaca juventude e missão universal da Igreja Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

Dom Tarcísio Scaramussa

A Campanha Missionária de outubro coloca azeite na chama do ardor missionário da Igreja, para que esteja com as lâmpadas sempre acesas, e para que cada cristão renove seu compromisso com a missão universal da Igreja, que é missionária por natureza. O tema deste ano é “Juventude e Missão”. O lema inspirase no profeta Jeremias: “A quem eu te enviar, irás” (Jr 1,7b).

Percebe-se imediatamente que o tema está em sintonia com a Campanha da Fraternidade e com a Jornada Mundial da Juventude, mas quer ressaltar também os 170 anos de fundação da Obra da Infância Missionária (IAM), que serão comemorados no Congresso Missionário Americano e Latino-Americano (CAM 4 – COMLA 9), a realizar-se na Venezuela no próximo mês de novembro. A Missão é a principal razão de ser da Igreja, e a Campanha Missionária convida a comunidade cristã para renovar seu compromisso batismal em conformidade ao mandato

de Jesus Cristo, “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19). Os jovens receberam um grande estímulo missionário este ano, e toda a Igreja está sensibilizada para a urgência da evangelização da juventude e do envolvimento dos jovens na missão. Promover esta Campanha é uma forma também de realizar ações concretas para responder particularmente a duas urgências do 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese: Igreja em estado permanente de missão e Evangelização da Juventude. O Plano apresenta indicações pastorais que poderão

ser privilegiadas este mês, com destaque às que se referem aos jovens, como: identificar pessoas que tenham o carisma para o trabalho com jovens e capacitá-las para esse trabalho; identificar jovens em nossas comunidades que tenham conhecimento da informática para colocá-la a serviço da evangelização de outros jovens, através de sites, blogs, redes sociais, pelos quais os jovens possam se comunicar e evangelizar outros jovens; investir na criação de comunidades jovens que agrupem jovens com interesses afins (música, teatro, literatura, esportes etc).


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Região Brasilândia

Assembleia traça principais desafios pastorais Renata Moraes

Atividade foi realizada no Colégio Santa Lúcia Fillipini, na Freguesia do Ó, no sábado, 5. Renata Moraes

Colaboradora de comunicação da Região

Na manhã do sábado, 5, leigos e articuladores de pastorais, pa- BRASILÂNDIA dres e religiosas que compõem os sete setores pastorais da Região Brasilândia participaram da Assembleia Pastoral, no Colégio Santa Lúcia Fillipini, na Freguesia do Ó. Após o momento inicial de oração e espiritualidade, dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região, acolheu a todos e agradeceu a presença de todas as comunidades e paróquias, e destacou a relevância do evento. “É muito importante que a gente não perca de vista o processo que estamos vivendo, após a realização das assembleias paroquiais e setoriais, quando foram definidos alguns projetos pastorais em comuns. Vamos agora direcionar o nosso olhar para algo mais amplo, projetos para toda a Região Brasilândia, tendo em vista as propostas do 11º Plano de Pastoral.” Com a assessoria do cônego Antonio Manzatto, os participantes foram convidados a refletir e fazer memória dos últimos cinco anos vividos na Região, e também a traçar as perspectivas da assembleia. “Tendo como horizonte o 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo, não sendo o momento de grandes decisões, mas sim o momento de tomar consciência de vida”, ressaltou. Em sua análise, o Cônego apontou aspectos que precisam ser aprimorados na caminhada da Região Brasilândia e destacou as seis urgências, segundo o 11º Plano de Pastoral: Igreja em permanente estado de missão; Igreja como casa de iniciação cristã; Igreja animada pela Palavra de Deus; Igreja comunidade de comunidades; Igreja a serviço da vida para todos,

“Temos que resgatar a corresponsabilidade pastoral e não desistir de formar comunidades de comunidades”, afirma dom Milton Kenan Júnior, no sábado, 5

e Evangelização da juventude. Os setores pastorais, quando se reuniram em assembleia, definiram algumas ações. Em comum, os setores definiram preocupações relacionadas à “Igreja em permanente estado de missão”, à “Igreja como casa da Iniciação Cristã” e à “Evangelização dos Jovens”. No âmbito dessas três principais colocações, os participantes foram divididos em grupos e

orientados a responder: “Quais atitudes ou ações podem ser cumpridas para fortalecer e realizar as propostas comuns dos setores?”. Após as discussões, foi feita a plenária para exposição das principais resoluções refletidas pelos grupos. Entre as respostas foram apontadas a necessidade de formação e fortalecimento dos grupos de ruas; formações bíblicas para as pastorais; fortalecimen-

to e unificação dos grupos de juventude na Região; ampliação dos horizontes e redes entre as comunidades para serem formadas a partir da missão; formação de novas lideranças e articulação das comunidades de acordo com a realidade dos bairros em que elas estão inseridas. Em sua fala final, o Bispo agradeceu as colocações do cônego Manzatto, que ajudaram a todos olharem para as próprias

realidades. E, após ouvir as exposições dos grupos, concluiu que, inicialmente, é necessário que todos recuperem a autoestima. “Em um ano de tantas dificuldades e de perdas dos nossos padres, temos que reconhecer que desistimos de coisas que não poderíamos desistir. E temos que resgatar a corresponsabilidade pastoral e não desistir de formar comunidades de comunidades”, encerrou.

deveríamos contemplá-la à luz da fé! Reconhecer Maria como Aquela que viveu de fé, e, por isso, se tornou exemplo de fé, em todos os tempos. O Beato João Paulo 2º, na Carta Encíclica “A Mãe do Redentor”, referindo-se a este texto diz: “A fé de Maria pode ser comparada com a de Abraão, a quem o Apóstolo chama ‘nosso pai na fé’” (cf. Rm 4,12). Assim como Abraão, “esperando contra toda a esperança, acreditou que haveria de se tornar pai de muitos povos” (cf. Rm 4,18), também Maria, no momento da Anunciação, depois de ter declarado a sua condição de virgem, acreditou que pelo poder do Altíssimo, por obra do Espírito Santo, se torna-

ria a mãe do Filho de Deus! A súplica que encerra a Encíclica Lumen Fidei, nos ajuda a desvendar a beleza da fé que Maria viveu e, ao mesmo tempo, nos indica o caminho para imitá-la: “Ajudai, ó Mãe, a nossa fé. Abri o nosso ouvido à Palavra, para reconhecermos a voz de Deus e a sua chamada. Despertai em nós o desejo de seguir os seus passos, saindo da nossa terra e acolhendo a sua promessa. Ajudai-nos a confiar-nos plenamente a Ele, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e cruz. Recordai-nos que quem crê nunca está sozinho.Ensinai-nos a ver com os olhos de Jesus, para que Ele seja luz no nosso caminho”. (Lumen Fidei, 60).

palavra do bispo

Maria, exemplo de fé! Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia

Dom Milton Kenan Júnior

Diante da súplica dos discípulos: “Senhor, aumentai a nossa fé!”, Jesus declara que “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘Arranca-te e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria.” (cf. Lc 17, 5-6). O que Jesus afirma é algo inusitado, diríamos impossível mesmo: uma árvore plantada no mar! Certamente os discípulos ficaram encabulados com as palavras do Mestre; mas, compreenderam rapidamente a lição: a fé é capaz de

tornar real o que é impossível. Foi assim com Maria, a quem o Anjo afirmara: “Para Deus nada é impossível!” (Lc 1,37). Nela realizou-se algo ainda mais prodigioso do que aquilo que Jesus diz aos discípulos: do seu seio virgem foi gerado e nasceu o Salvador! E tudo isso realizou-se graças à fé com que Maria acolheu o projeto de Deus. Como foi grande a fé da Mãe do Senhor! Quando da sua visita à sua parenta Isabel, a Maria é atribuída uma nova bem-aventurança: “Feliz a que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!” (cf. Lc 1,45). Ao celebrar a festa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, no próximo sábado,

agenda regional

Sábado (12)

Domingo (13), 13h

Às 11h, missa do Projeto Tietê Esperança Aparecida, na Paróquia Bom Jesus dos Passos (rua Professor João Machado, 856, no Moinho Velho). Chegada da Imagem à Ponte do Piqueri, às 9h30. Outras informações: (11) 3976-4527.

Festa para as crianças na Paróquia Santa Cruz de Itaberaba (avenida Itaberaba, 2.093). Outras informações: (11) 3924-0515.

Às 18h, missa da solenidade da Padroeira do Brasil, presidida por dom Milton Kenan Júnior na Paróquia Nossa Senhora Aparecida (praça 25 de Novembro, 53, na Vila Zatt). Outras informações: (11) 3974-9926.


Região Belém

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Colégio São Francisco de Assis celebra 75 anos Celebração foi presidida pelo bispo auxiliar dom Edmar Peron e contou com professores e alunos do CSFA

diretora do CSFA. “Celebrar o jubileu de brilhante é algo que nos deixa muito felizes, pois nos dá a certeza de que estamos construindo e fazendo história.” A missa solene pelo ano jubilar teve início com a tradi-

refere-se a cada pessoa que integra a Congregação, a cada pessoa que integra o Colégio São Francisco de Assis”, disse dom Edmar. “Busquemos a Cristo e levemos sempre a Tua Palavra, como fez Francisco. Que Deus seja louvado pelas

cional saudação franciscana dita pelo comentarista, “Paz e Bem”. Valendo-se dessa saudação, dom Edmar recepcionou as religiosas responsáveis pelo Colégio, bem como todas as pessoas envolvidas com ele. “A alegria de celebrarmos 75 anos

pessoas que, ao longo destes 75 anos, vêm trazendo a paz e o bem para todos.” As festividades pelo jubileu de brilhante encerraram-se no domingo, 6, com apresentações culturais realizadas na quadra do CSFA. João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

colaborador de comunicação da Região

Na sexta-feira, 4, cerca de 500 pessoas, em grande bELÉM parte educadores e alunos do Colégio São Francisco de Assis (CSFA), reuniram-se na Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto, no Setor Tatuapé da Região Episcopal Belém, para celebrar o jubileu de brilhante do Colégio. O bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e vigário na Região Episcopal Belém, dom Edmar Peron, presidiu a celebração, concelebrada pelo pároco da Nossa Senhora do Bom Parto, padre Tarcísio Marques Mesquita. Um pouco de história O Colégio nasceu como “Escola Paroquial Nossa Senhora do Bom Parto”, era mantido por irmãs vicentinas e funcionava num prédio da Paróquia, casarão antigo localizado à rua Euclides Pacheco, 463. Mais tarde, no local, foi erguida uma nova construção para funcionar o Hospital e Maternidade Nossa Senhora do Bom Parto, mas que ficou com o prédio vazio por longos anos. Foi em 1938, quando a missão de continuar a obra educacional foi entregue às Irmãs da Terceira Ordem Seráfica de São Francisco, hoje conhecidas como Irmãs Franciscanas da Ação Pastoral, que, de fato o CSFA passou a fazer parte da vida da população local. Hoje, o Colégio atende cerca de 400 alunos, da Educação Infantil ao Ensino Médio, com um ensino de qualidade, numa visão cristã católica franciscana. “Primamos pela excelência na educação, mas atentos em transmitir os valores franciscanos para os nossos alunos”, avaliou Simone Perez de Oliva, agenda regional

Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto, no Setor Tatuapé, acolhe educadores, alunos e demais fiéis para celebrar jubileu do Colégio São Francisco de Assis

palavra do bispo

Crescer na fé, levando-a ‘às periferias’ Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém

Dom Edmar Peron

O papa Francisco, em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões deste ano de 2013, propôs sua reflexão, relacionando essa comemoração anual com a conclusão do Ano da Fé. Ele recorda que a fé “é um dom precioso de Deus”. O próprio Deus toma a iniciativa de nos procurar, “quer entrar em relação conosco, para nos fazer participantes da sua própria vida e encher plenamente a nossa vida de significado, tornando-a melhor e mais bela. Deus nos ama!”. Ao mesmo tempo, a fé requer

uma nossa resposta de nossa parte, uma resposta dada na liberdade: “A fé pede para ser acolhida, ou seja, pede a nossa resposta pessoal, a coragem de nos confiarmos a Deus e vivermos o seu amor, agradecidos pela sua infinita misericórdia”. Contudo, esse “dom precioso” não é oferecido a algumas pessoas reservadamente, “todos deveriam poder experimentar a alegria de se sentirem amados por Deus, a alegria da salvação”. Esse dom não é para que cada pessoa o guarde para si, mas, uma vez que o acolheu, precisa partilhá-lo: “Se o quisermos conservar apenas para nós mesmos, tornamo-nos cristãos isolados, estéreis e debilitados”. O discípulo de Cristo

Quarta-feira (9), 8h30

Quinta-feira (10), 19h30 Sexta-feira (11), 20h

Reunião do Clero da Região Belém, no Centro Pastoral São José do Belém (avenida Álvaro Ramos, 366).

Encontro de Ministros na Paróquia São Mateus, dos setores São Mateus, Conquista e Sapopemba (rua Antônio Previato, 1.343, São Mateus).

Tríduo Paróquia São Marcos, na Comunidade Nossa Senhora Aparecida (rua Particular Cinco, s/n. Parque São Rafael).

é igualmente seu missionário; é um discípulo missionário. “O anúncio do Evangelho é um dever que brota do próprio ser discípulo de Cristo e um compromisso constante que anima toda a vida da Igreja”. E continua o Papa: “Toda a comunidade é ‘adulta’, quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la até às ‘periferias’, sobretudo a quem ainda não teve a oportunidade de conhecer Cristo”. Apenas celebrar a fé que professamos é pouco para o cristão; é preciso igualmente viver a fé, manifestando-a na caridade (cf. Tg 2, 14-28). Professar a fé, celebrar a fé, praticar a fé, esse é o nosso ideal. Mas,

lembremo-nos: “A solidez da nossa fé, a nível pessoal e comunitário, mede-se também pela capacidade de a comunicarmos a outros, de a espalharmos, de a vivermos na caridade, de a testemunharmos a quantos nos encontram e partilham conosco o caminho da vida”. Feita essa introdução à Mensagem do Papa, convido você a meditá-la inteiramente; ela é facilmente encontrada na página do Vaticano: www. vatican.va, no subtítulo Mensagens. Isso nos ajudará a renovar nosso ardor missionário, pois “a missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé que ela se fortalece” (João Paulo 2º, Redemptoris Missio, 2).

Sábado (12), 17h

Domingo (13)

Missa Padroeira Nossa Senhora do Pilar (rua Salvador Mastropietro, 153, Parque Sevilha).

Às 10h30, Crisma Nossa Senhora do Bom Parto. (rua Serra de Japi, 1.146, Tatuapé). Às 17h, Crisma Colégio Santo Antônio de Lisboa. (rua Francisco Marengo, 1.347, Tatuapé).


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Entretenimento PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br Um dos filhos de Jacó que vinga(?) Mel, ram a desonra sofrida cantora de "Pra Sem- por Diná pre em Meu Coração" (Gn 34:25) Primeiros filhos de Adão e Eva

© Revistas COQUETEL 2013 Cesto de Jó, Salmos, ProvérCerveja, palha com bios, Cantares e em inglês tampa Eclesiastes (pl.)

Mel Brooks, ator dos EUA

Letra da placa de estacionamento Instrumento dos anjos do Apocalipse A ela virá o Redentor (Is 59:20)

Caçador de novos talentos do futebol

Internet Explorer (abrev.)

54, em algarismos romanos Entes como Fiona e Shrek (Cin.)

O estudo que tem como objeto as sagradas escrituras

Aves oferecidas em sacrifício Sinais

Carga (?): é transportada na ogiva do míssil

Livro em que foram feitas contagens dos hebreus

Óxido de cálcio (Quím.)

Usuária da fila preferencial Ninfa amada por Zeus (Mit.)

Torrão natal (pl.)

Animal da visão de Daniel (Dn 8:1-5)

Fenda, em inglês

Arriscar-se com audácia a

Drinque com laranjada e vodca Local da Crucificação (Mt 27:33) Anuros que vivem em brejos

(?)-luz: mede distâncias cósmicas

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2

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Estamos construindo o Santuário de Santo Expedito. Colabore com a obra, faça uma doação. Venha nos fazer uma visita.

Tipo de penteado "étnico"

G O U S A P R

50 Desafios para mudar

Querido Leitor devoto de Santo Expedito

Ramalho Ortigão, escritor português

Andréa Beltrão, atriz brasileira

Três mil foram proferidos por Salomão (I Rs 4:30-32)

BANCO

Enxergai

3/gap — one. 4/beer — bode — hi-fi. 7/números.

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Geral

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Lançamento da Agenda Latino-Americana 2014 Com o tema “Liberdade, Liberdade!” será lançada, na sexta-feira, 25, no Centro Pastoral São José do Belém, a Agenda Latino-Americana 2014. Estão confirmadas as presenças da deputada federal Luiza Erundina, Pastoral do Migrante, Movimento de Defesa do Favelado, Comitê Popular da Copa, Movimento Passe Livre (MPL), Centro de Direitos Humanos e Educação Popular do Campo Limpo.

Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas Luciney Martins/O SÃO PAULO

Na 12ª edição, Conferência abordou aspectos ambientais, econômicos e sociais da sustentabilidade

Para colaborar com a preservação ambiental

Água

Feche a torneira enquanto escova os dentes. Torneiras abertas pela metade desperdiçam 12 litros de água em 5 minutos. Um minuto a menos no banho representa economia de 3 a 6 litros.

Óleo de cozinha

Nos rios, a película formada pelo óleo de cozinha dificulta a troca de gases entre água e atmosfera. Deposite o óleo em um recipiente e entregue em um ponto de coleta.

NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

Aconteceu, na sexta-feira, 4, no Dia Internacional da Ecologia, a 12ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas de São Paulo (P+L), no auditório Simón Bolívar do Memorial da América Latina. O objetivo do evento, que acontece há 12 anos, é incentivar o diálogo entre cidadãos, instituições, iniciativa privada e Governo, para aprofundar a discussão sobre os três pilares da sustentabilidade: ambiental, econômico e social. A realização é da Câmara Municipal de São Paulo, por meio do gabinete do vereador Gilberto Natalini (PV). Para o Vereador “cada um que participa da Conferência abraça a causa ainda mais”. Ele também coordenou o lançamento da Frente Parlamentar Ambientalista de Vereadores da Região da Grande São Paulo. O tema deste ano “Por uma cidade mais sustentável”, foi refletido por especialistas,

No Dia Internacional da Ecologia, Conferência, em São Paulo, tem exposição de arte, artesanato e de iniciativas sustentáveis do município

Plástico

como o ex-ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho. Autoridades civis e religiosas participaram do evento. Padre Tarcísio Mesquita, coordenador arquidiocesano de pastoral, representou o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer. Além das palestras, foram desenvolvidas seis campanhas: Arrecadação de lixo eletrônico; Descarte de celulares e baterias; Ação Renove o Meio Ambiente, que receberá óleo de cozinha usado para troca por óleo novo; Troca de chumbadas - acessório de pesca, por pesos

cerâmicos ecológicos; Programa de descarte consciente de medicamentos vencidos e sem uso e coleta de recipientes de vidros. Os visitantes puderam ver, por exemplo, a primeira moto flex do mundo, um ônibus movido a etanol, elétrico e híbrido, e a calçada acessível. Além disso, e outras iniciativas como móveis de pallet, telha de Pet, luminárias de bagaço de canade-açúcar, artesanatos com sementes e materiais recicláveis e exposição de artes. A professora de ciências Cassiana Aparecida de Sousa

veio com 45 adolescentes da Escola Municipal João Ribeiro de Barros, na zona leste. “Fizemos um projeto sustentável sobre o reaproveitamento de água. Visitamos uma comunidade vizinha que não tem tratamento de esgoto, para que os alunos tenham consciência do uso correto dos bens naturais.” O artista Roberto Ottaviano montou uma exposição com mosaicos feitos de maços de cigarro, palitos de fósforo e outros materiais recicláveis. “Trabalho com o que as pessoas não dão nenhum valor. Todas as obras têm uma história.”

Evite sacolas plásticas de supermercados, que demoram 400 anos para se desintegrar. Prefira sacolas retornáveis. No Brasil, são consumidas 33 milhões de sacolas plásticas por dia.

Papel

Quando for imprimir, imprima frente e verso. E, se precisar de folhas para rascunho, procure usar o verso de documentos antigos que não têm mais utilidade.

Lixo

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Encontro trata da reforma da Cúria Romana e da Pastor Bonus REDAÇÃO

Na quinta-feira, 3, no Vaticano, concluíram-se as reuniões do Conselho de cardeais, grupo com oito membros, que tem a tarefa de auxiliar o Pontífice no projeto de revisão da Cúria Romana. Com início na terça-feira, dia 1º, a reunião destacou a reforma da Cúria Romana e da Constituição Apostólica Pastor Bonus, do papa João Paulo 2°. Em entrevista coletiva à imprensa, padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, disse que “o estudo sobre a Pastor Bonus não está voltado para uma simples atualização, com retoques ou modificações marginais, mas para a redação de uma Constituição com novidades realmente consistentes: em suma, creio que podemos esperar uma nova Constituição ao término desse trabalho do Conselho e

do Papa com o seu Conselho. Porém, é um trabalho que requer um tempo adequado, evidentemente”. “A reflexão do Conselho sobre a questão da Secretaria de Estado, das suas funções, do seu papel, é útil para o Santo Padre, inclusive justamente neste momento, em vista das orientações que ele queira dar ao próximo secretário de Estado: de fato, dia 15, se terá um novo secretário de Estado”, completou padre Federico. Foi também retomado o tema do próximo Sínodo dos Bispos. Esteve presente, mas não tratada nas sessões de trabalho, a questão da reorganização das administrações temporais e das instituições afins. Um novo encontro do Conselho de cardeais, ainda não definitivo, poderá realizarse nos primeiros meses de 2014, janeiro ou fevereiro, aproximadamente. (Com site Rádio Vaticano)

L’Osservatore Romano


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Geral

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Freira congolesa que ganhou prêmio da ONU é recebida pelo Papa A freira congolesa, Angélique Namaika, que ganhou o Prêmio Nansen de Refugiados da ONU, foi recebida na quartafeira, 2, pelo papa Francisco. A religiosa é responsável pelo Centro de Acolhida de mulheres vítimas da guerra da República Democrática do Congo. “Conhecer o Papa foi uma grande honra para mim”, declarou irmã Angélique.

Defender a vida em toda e qualquer circunstância Divulgação CNBB

Professor de Bioética e estudante de medicina falam ao O SÃO PAULO sobre o valor e a dignidade do ser humano NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

Instituída em 2005, durante a 43ª Assembleia Geral da CNBB, a Semana Nacional da Vida (SNV), acontece de 1 a 7, e culmina com o Dia do Nascituro, na terça-feira, 8. O dia foi criado para suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos. Com o tema “Cuidar da Vida e Transmitir a Fé”, todas as dioceses são con-

vidadas a desenvolver atividades, com foco na dignidade humana. A Comissão Episcopal para a Vida e a Família (CEPVF) e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Vida” 2013, utilizado também nas pa-

róquias da Arquidiocese de São Paulo, como afirmou Ester dos Santos, coordenadora arquidiocesana da Pastoral Familiar. De acordo com dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA) e presi-

dente da CEPVF, em matéria publicada no site da CNBB, a SNV “é uma oportunidade preciosa para recuperar a postura justa diante da vida humana. É um dom de inestimável valor, feito de amor e ternura infinita”. Em carta, o Bispo pediu que seja realizada a coleta de assinaturas em favor da aprovação do Estatuto do Nascituro (PL 478/2007), na Câmara dos Deputados, em apoio aos deputados que pedem a alteração da Lei 12.845/2013. Segundo o padre Edson Donizete Toneti, professor de Bioética do curso de Teologia da PUC-SP, a defesa da vida é consequência da fé cristã professada. “Viver a fé, seja na prática da caridade, seja na vivência da esperança, é defender a vida.” “É importante ampliar o debate sobre um tema tão espinhoso e tão caro, que é a vida humana, mas ao mesmo tempo não se pode perder de vista a dimensão utópica de esperança, que é defender a vida”, completou o Padre. Arquivo pessoal

Do outro lado das Américas, uma experiência no Canadá da Especial para O SÃO PAULO

Geiza César Nhoncanse está concluindo o curso de medicina pela Universidade Federal de São Carlos (SP) e participou de um intercâmbio no Canadá, País onde o aborto é legalizado. Ela contou ao O SÃO PAULO como foi sua experiência. “As horas que passei nos bancos da universidade jamais me proporcionaram uma reflexão tão intensa sobre a vida humana, quanto o ano que passei no Canadá. Tive a oportunidade de viver o que não faria parte do meu dia-a-dia no Brasil”, contou a jovem paulistana. A estudante relatou que, no Hos-

pital de Mulher de Winnipeg, diariamente chegavam mulheres de todas as idades, religiões, etnias, casadas, solteiras, sozinhas ou acompanhadas. “Algumas já tinham dois, três filhos. Pouco se sabia de suas histórias e o contato com o médico era breve. As pacientes se apresentavam no início da manhã, e, após o procedimento, permaneciam poucas horas na sala de recuperação. Caso não houvesse complicações, iriam para casa no mesmo dia.” Tendo participado dos procedimentos, Geiza disse que foram situações difíceis. “Chegavam tensas, mas decididas de que sua vontade estava sendo respeitada. Seguia-

se o silêncio, a dor, o desconforto. Fechavam os olhos, evitando olhar para o local onde o material biológico era depositado, muitas choravam copiosamente.” Ainda assim, a jovem afirmou que, apesar de desafiadora, a experiência foi enriquecedora. “Abri meus olhos a uma realidade que não conhecia e sinto o dever de compartilhá-la. Essa fase de minha formação ofereceu-me a oportunidade de crescer, principalmente como médica, convicta de que o meu propósito maior de profissão é o de advogar em defesa da vida humana, a fonte das minhas melhores realizações.” (NF)

No último plantão na obstetrícia em Winnipeg, no Canadá, Geiza auxilia um parto normal de gêmeos

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Projeto Tietê Esperança Aparecida No dia 12, Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, acontecerá a chegada, pelo Rio Tiête, da imagem da Padroeira do Brasil na Ponte do Piqueri, às 9h30. Logo após, às 10h, haverá uma procissão em direção a Paróquia Bom Jesus dos Passos, Região Episcopal Brasilândia, onde, às 11h, será celebrada a missa solene.

Relatora de direitos humanos da OEA visita o País Luciney Martins/O SÃO PAULO

Presença foi para a elaboração de um relatório sobre a situação de crianças e adolescentes em situação de conflito armado Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

A Câmara Municipal de São Paulo sediou, na última quintafeira, 3, um encontro entre a relatora para os Direitos da Criança da Comissão Interamericana de Diretos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), Rosa Maria Ortiz, e representantes de movimentos sociais, grupo de direitos humanos – que trabalham com crianças e adolescentes, além de, na parte da tarde, ouvir os próprios jovens sobre sua situação no Brasil. O objetivo inicial da visita da comissária foi o de coletar informações para a elaboração de um relatório sobre a situação de crianças e adolescentes que vivem em zona de conflito armado em diversos países, começando pelo Bra-

Rosa Maria Ortiz, relatora para os direitos da Criança da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, fala para representantes de entidades sociais

sil. Esse trabalho será concluído em um ano e apresentado aos países. Rosa destacou que a OEA entende por conflito armado outras situações que não as ditas no encontro que teve, porém, a comissária afirma que, ao ouvir os apontamentos dos representantes dos direitos humanos, percebeu que há, no Brasil, uma predileção na ação armada, diante dos problemas como tráfico e o crime organizado, por exemplo. E isso é o

que mais preocupa a população, no seu ponto de vista. Umas das funções deste documento que será elaborado é, justamente, dar indicativo para que os países busquem saídas alternativas, a intervenção militar, para tratar os problemas que afetam a vida da população, especialmente as crianças e adolescentes. “Não percebem que a prevenção desses problemas [tráfico de drogas e crime organizado] que é o fortalecimento da

comunidade, da família, a participação protagonista da comunidade e a presença do Estado com os serviços adequados de garantia de direitos é o melhor antídoto para a luta contra o crime organizado”, afirmou Rosa. A coordenadora da Pastoral do Menor, Sueli Camargo, esteve presente no encontro e para conduzir conduziu os trabalhos da mesa e aproveitou a oportunidade para falar das situações degradantes que, muitas vezes, as crianças e os adolescentes no

Brasil, de forma mais particular em São Paulo, são expostos. Sueli apresentou os protocolos das denúncias feitas pela Pastoral do Menor e por demais entidades de monitoramento de crianças e adolescentes. Ela reconhece que a visita da comissária é para um assunto específico – crianças e adolescentes em situação de conflito armado –, porém foi preciso mostrar o quanto o Estado tem violado os direitos das crianças e adolescentes.

Ato debate a ‘democracia dos massacres’ Luciney Martins/O SÃO PAULO

Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

“Eu vi meu filho todo ensanguentado, com as mãozinhas para cima, aquelas mãozinhas que eu gostava de morder.” Lágrimas nos olhos, voz embargada e mãos trêmulas, assim foi o depoimento de uma mãe, Elvira Ferreira da Silva, que teve seu filho assassinado em agosto, na Baixada Santista (SP). A mãe de Ricardo Ferreira Gama emocionou a todos os participantes da coletiva de imprensa, realizada no Sindicato dos Jornalistas, em São Paulo, na quarta-feira, 3, ao falar da morte do filho, que, de acordo com as suspeitas, foi assassinado por três policiais que o agrediram horas antes, no Campus da Unifesp, onde trabalhava como faxineiro. A “Semana Contra a Democracia dos Massacres” contou com a participação de vítimas e familiares de vítimas da violência do Estado, como dona Elvira, além de diversas entida-

des de direitos humanos como Mães de Maio, Coletivo Desentorpecendo a Razão (DAR), Passe Livre, Periferia Ativa, Moinho Vivo, Tortura Nunca Mais, entre outros e foi realizada na semana que se recorda os 21 anos do Massacre do Carandiru. Na pauta do encontro, o tema principal era a desmilitarização da polícia, de acordo com os participantes da coletiva, a atual atuação da PM tem resquícios da ditadura, pois serve, na maioria das vezes, para reprimir os cidadãos. Danilo Dara, membro do grupo das Mães de Maio, que reúne mães de jovens periféricos assassinados a esmo pela polícia, em seus confrontos sanguinários com o PCC em maio de 2006, destacou que o tema da desmilitarização ainda é controverso, e os coletivos, que possuem essa bandeira, não concordam em todos os pontos, porém defendem que deve haver um maior controle popular sobre a polícia.


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Geral Edcarlos Bispo de Santana/ O SÃO PAULO

No mês missionário, jovens vão à periferia Missão Jovem aconteceu na Paróquia Natividade do Senhor, no Jardim Fontális, e reuniu mais de 130 jovens Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

“No sábado, comentei com o pessoal que eu estava sentindo falta de alguma coisa na missão, não conseguia explicar o que era exatamente, talvez por, também, morar na periferia não teria sentido tanta diferença, conheci realidades muito próximas da minha, foi uma troca bacana. Mas eu ainda estava sentindo falta de alguma coisa, eu esperava mais da missão.” Assim começa o relato de Juliana Maria, 17, da Região Episcopal Brasilândia, publicado, na madrugada do dia 7, em seu perfil pessoal do Facebook. A jovem, participante da Pastoral da Ju-

ventude (PJ), relatava para seus amigos e seguidores como havia sido a experiência que viverá desde a noite da sexta-feira, 4, até a tarde do domingo, 6. “No domingo pela manhã, nós continuamos a missão. No caminho, encontramos alguns homens, eles foram superatenciosos com a gente, perguntamos sobre o bairro em que vivem, sobre suas famílias. E perguntamos se eles teriam um tempinho para fazermos uma oração. Um dos homens abriu a garagem e nós entramos, começamos a rezar ali mesmo.” Juliana, juntamente com mais 130 jovens, participou da terceira edição da Missão Jovem realizada pela PJ arquidiocesana. Este ano, a atividade aconteceu na Paróquia Natividade do Senhor, Região Episcopal Santana, e teve como tema: “Juventude e a fé que liberta da opressão”. A comunidade Para os dias da missão, os paroquianos colaboraram com tudo, como afirma padre Andrés. O Sacerdote ainda contou que

muitas famílias que receberiam missionários em suas casas estavam bem ansiosas, ligavam na Paróquia, perguntavam pelos jovens e se dispuseram para ajudar no que fosse possível. Os jovens da Paróquia que participaram da missão, um total de 70, chegaram à conclusão de não conheciam sua comunidade. Pouco sabiam de sua realidade e dos desafios que se impõem para a evangelização. “Eu vi a realidade de perto, são muitas pessoas com pouco dinheiro e poucas pessoas com muito dinheiro. É uma desigualdade muito grande, você ia visitar as pessoas e via casas com um cômodo só, gente com um monte de filho e não ter quarto para nenhum deles, é difícil ver isso, mas todos nos recebiam e nos tratavam bem” afirma Gustavo Basílio, 16. A missão Ladeiras, ruas estreitas, outras de barro e algumas sem calçada. Esse foi o cenário que alguns missionários encontraram nestes dias de missão, porém, não desanimaram. Para alguns morado-

Jardim Fontális, um vasto campo de missão do Especial para O SÃO PAULO

Na celebração de encerramento da Missão Jovem, o bispo auxiliar da Arquidiocese e vigário na Região Episcopal Santana, dom Sergio de Deus Borges, agradeceu ao padre Andrés o trabalho que desempenha na comunidade e destacou o espírito missionário do padre argentino, que, há mais de dez anos, trabalha na Paróquia.

res, eles foram um exemplo. Um grupo de meninas – os missionários andavam sempre em pequenos grupos de três –, exaustas de levar “não”, começaram a reclamar, logo pararam, viram uma mulher do outro lado da rua, parada no portão. Uma delas disse que não iria lá, pois não queriam tomar mais um não, logo foram convidadas, por outro jovem a se animarem e tentarem mais uma vez. E foi justo dessa vez, que, não somente um portão, mas um sorriso se abriu para aquelas missionárias. No momento de partilha, o que muitos descreviam foi sintetizado por Gustavo, o jovem se deparou com pessoas que não acreditavam que eles eram católicos. No relato que fez, Gustavo contou que uma senhora, católica, lhe confessara já ter visto pessoas de diversos credos baterem em sua porta, porém, católicos, foi a primeira vez, o que a deixou muito feliz. Mudança de opinião Juliana, que tem seu relato descrito no primeiro parágrafo dessa

reportagem, disse que, no sábado, tinha a sensação de que algo faltava na missão, talvez não saberia afirmar o que era, mas algo lhe faltava. Essa sensação, sentida por Juliana, foi sanada ao ouvir o testemunho de um jovem, ex-usuário de drogas: “E, ao colocarmos nossas intenções, um homem começou a dar um depoimento, disse que já foi usuário de drogas e que por conta das drogas acabou perdendo toda a sua família. Ele está conseguindo se recuperar, mas se sente meio sozinho, a quantidade de pessoas que tentam fazer com que ele volte para as drogas é maior do que a quantidade que tenta ajudar de uma forma mais positiva. Ele falou várias outras coisas, coisas que acabaram até nos emocionando. Ao final de sua intenção, rezamos um Pai-nosso, foi um Pai-nosso forte, diferente! Então dei um abraço bem forte naquele homem, eu não sabia o que dizer, mas acho que aquele abraço disse muita coisa e, talvez, esse abraço tenha me ajudado a encontrar o que eu estava procurando na missão”.

Dom Sergio motivou a comunidade, que há cerca de três anos está envolvida no projeto de construção da nova matriz, esse, diga-se de passagem, foi um dos detalhes que chamou à atenção de todos os missionários. Depois da doação do terreno, em 2005, a comunidade tem se articulado e trabalhado na construção do templo, que como ressaltou padre Andrés, “será um local de encontro da comunidade, para a família”. Para o Padre, a motivação vai além da construção, pois,

a cada dia, segundo conta padre Andrés, a comunidade tem se sentido parte da igreja, se transformado em “igreja povo”. Cada um colabora à sua maneira e até “irmãos de outras igrejas têm ajudado, comprado uma rifa, vindo a uma festa”, comenta o Padre. No final da entrevista que concedeu ao O SÃO PAULO, o Padre brincou e disse o número da conta da comunidade para doação. De acordo com ele, quem quiser ajudar pode ficar à vontade e ligar na Paróquia (2995-7422).


O SÃO PAULO - edição 2973