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Edição 356

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FAZENDA RIO GRANDE, 27 DE OUTUBRO DE 2017

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FAZENDA RIO GRANDE, 27 DE OUTUBRO DE 2017

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“Geração mimizenta” Sou antiquado, daquela geração que se “quer busque”, daquela geração sem mordomias, que o pai ensinava a pregar e parafusar e a mãe pedia para varrer a cozinha, ensinava cozinhar e dizia: “Te ensino porque se um dia você precisar não vai se apertar!” O Pai dizia: “Aprenda porque esses pequenos consertos você não vai passar a vergonha de ter que pagar alguém para fazer!” Assim cresci, me furando, me queimando, me cortando, com a professora fazendo repetir a lição até que a lição “fosse coisa de aluno decente”, cantando hino e fazendo oração todos os dias antes de entrar na escola. Também cresci sendo chamado de Saracura, magrela, seco, preto burro, isso tudo em meio aos “gordos burros”, entre os “alemão batata”, fazendo versinhos tipo “gordo pipa quando cag.... sai as tripa.” Todo mundo cresceu, daquela gente ninguém fumava ou bebia na escola, não tinha modinha, não alargávamos os buracos do corpo mas também ninguém morreu, não levávamos armas para escola e todo mundo “se borrava” de medo da diretora chamar os pais. Todo mundo sobreviveu, e muito bem diga-se de passagem. Hoje em dia qualquer coisa que alguém diga em nome da ordem, de uma educação mais metódica e do progresso, qualquer coisa que responsabilize pessoas e as chame para a realidade objetivando o crescimento social, essa pessoa, vai ouvir desaforos de desocupados que não querem nada senão a desordem existencial moral e psicológica deles e dos outros. As escolas sem comentários, perdeu as rédeas faz tempo a partir do momento que lhe foi tirada a prerrogativa de disciplinar. Educação vem de casa e a escola cuidava da disciplina e ensino, algo que lhe foi tirado e hoje se obriga a tratar diferentes como iguais deixando os professores à mercê da delinquência formando gente que não consegue interpretar um texto ou calcular juros. Estes que saem das escolas acostumados a média 6 que é um pouco mais que a metade, querem manter a mediocridade nas empresas quando chegam ao trabalho. A geração dos que vivem com o celular na palma da mão não foi educada pelos pais e nem preparada pelas escolas para ser reconhecida pelo seu mérito. Hoje em qualquer lugar do mundo sem proficiência e resultado é demissão certa. Gostei da expressão “geração mimizenta” que acho que define bem isso. Estamos criando um pessoal que não lê e não sabe trocar uma lâmpada, mas querem ar condicionado e ganhar bem sem grande esforço. Não fazendo apologia ao passado, mas perdeu-se muito no sentido de pessoas com vontade, de respeito e sem medo. Coisa de terceiro mundo pois em países desenvolvidos as crianças são cobradas no quesito disciplina, os jovens casais vivem o glamour de fazer reparos e pintar sua própria casa antes do casamento, coisa que por aqui o povo tem alergia ao cheiro de tinta, pagam para fazer. Querem inverter valores, acabar com família, querem que desvios psicológicos sejam tratados como normais e “sem-vergonhice” como doença. Essa sociedade está cada vez mais “fresca”, querem respeito mas não respeitam nem Jesus Cristo, querem dinheiro mas não querem suar ou pensar, querem voto sem apresentar projetos, querem atenção mas com argumentos vagos. Desculpem, perdi a esperança no futuro, do jeito que está indo, só vejo uma anarquia institucionalizada protegida pela acefalia paranoica!

CNPJ: 177737010001 66 O Repórter Gráfica e Editora Rua Manacá, 85 Fazenda Rio Grande / PR jornalor@gmail.com www.oreporterpr.com.br

Toma lá, dá cá, na câmara de Fazenda Rio Grande. O vereador Marco Marcondes solicitou, ao executivo, informações sobre os procedimentos feitos com relação aos moradores de rua. Em sua fala, comentou que prefeitos de outros estados mostram políticas em prol dessas pessoas, e falou ainda que qui deveria ter algo assim. Assistindo à sessão, o Foca ficou confuso. Mas e o Centro POP, que presta atendimento a essas pessoas? Será que o vereador está desinformado ou o a entidade não está funcionando? Continuando o assunto, outros vereadores aproveitaram para falar de seu brilhante trabalho em prol desse público, apoiando o projeto e blábláblá. Policial Batista também pediu a fala e explicou o que não tínhamos entendido. Depois de apoiar o projeto do colega, ele falou do Centro POP e comentou que ajudou na fundação do local. “As pessoas que estão na rua, muitas vezes, é por opção. Não querem ser levados a um local e ter assistência”. Agora tá explicado. Mais tarde, na palavra livre, Marco Marcondes falou da necessidade de construção de calçadas de pedestre nas ruas de Fazenda Rio Grande. Ele e os colegas têm pedido, semanalmente, calçadas em ruas específicas. Mas, de fato, ainda falta muito no que se refere a esse assunto, aqui no município. Crianças, adultos, idosos, todos os dias, andam na rua pela falta de um espaço específico. Marcondes foi feliz em sua fala, sobretudo ao dizer, no final, que não está aí para criticar ninguém e muito menos se lamentar, mas, sim, para encontrar soluções. O que parece estar incomodando parte da população fazendense, e que chegou aos ouvidos do vereador Rafael Campaner, foi que alguns moradores estariam fazendo ligações de esgoto antes do término das obras da Sanepar. Além dos proprietários das residências, parece que alguns funcionários da Sanepar também estariam oferecendo esse serviço, fora do horário de expediente e sabendo que ainda não está na hora de fazer isso O vereador pediu, então, para apresentar ofício à empresa solicitando que oriente os moradores para que esperem as obras terminarem, caso contrário, mais problemas virão. Em locais onde há declive, segundo Campaner, o esgoto já está estourando antes mesmo de ter sido ligado. “Sabemos que esses transtornos são muito menores tendo em vista o benefício de uma rede de esgoto em

JORNALISTA RESPONSAVEL Dayanne Wozhiak DRT 11232/PR

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frente à residência. Porque a cada 1 real investido em esgoto, você economiza 10 em saúde”. É isso mesmo! Gilmar Petry também puxou a orelha das autoridades, na fala livre, com relação ao cruzamento em frente à Plastilit do município, que fez mais vítimas no último fim de semana. Ele comentou que já havia cobrado que, ao menos, o semáforo se mantivesse nos três estágios até que uma obra fosse realizada. Revoltado, Petry falou ainda que tem a sensação de que as solicitações do legislativo são interpretadas como um mero “encher linguiça”, sendo que o que ele e os colegas têm feito, é enxergar as necessidades. Já a secretaria de saúde e o responsável, Rejomar Andrade, e também o Anderson, foram parabenizados pelo vereador irmão José Miranda. Na semana passada, os dois e a equipe estiveram, debaixo de chuva, na rua Piquiri, atendendo à população com o projeto Saúde nos Bairros. O vereador disse que foram mais de 50 atendimentos apesar do tempo chuvoso e que trabalhos bem feitos como esse, têm que receber as devidas honras. O Foca concorda! A nível federal, o presidente Julinho do Pesque que esteve em Brasília recentemente, contou algumas emendas que poderiam beneficiar Fazenda Rio Grande e outros municípios, parecem estar paradas nos ministérios porque foram indicadas por deputados que não fazem parte da base do presidente Michel Temer. Pois é! Em Mandirituba, o secretário de obras Astor foi visitar a câmara e foi amplamente elogiado por alguns dos vereadores pelo trabalho que vem prestando ao município, mesmo em meio às dificuldades. Um dos primeiros a falar foi o presidente Guilherme Chupel, que disse, entre outras coisas, que o serviço prestado pelo setor demonstra qualidade, como é o caso dos asfaltos e recapes feitos recentemente. Felipe Machado

DIAGRAMAÇÃO Pedro E. Silva IMPRESSÃO Press Aternativa Tiragem desta edição 7.000 Exemplares

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também elogiou o secretário e disse que tem certeza de que ele dá o seu melhor. Segundo Fernando Teixeira, a maioria dos projetos solicitados, o secretário executou. 80%, de acordo com o vereador. Está bom, né? Fernando Teixeira também alfinetou o executivo, lembrando das indústrias que estão para se instalar em Campo do Tenente, entre elas, a Pão Nino. Por lá, o prefeito tem a intenção de gerar aproximadamente 700 empregos. Para o vereador, é inaceitável que a cidade de Mandirituba, mais próxima da capital, não tenha incentivos para receber empresas grandes e gerar emprego também. “Cidade que não tem emprego não progride, não caminha”, bufou o vereador, completando que quer que os ônibus parem de sair lotados todos os dias, com moradores indo atrás do sustento na capital. Também boas novas chegaram à cidade. Bernardo Palu, líder do prefeito, foi a Brasília na última semana e aproveitou para reivindicar verbas para a saúde por lá. O deputado Leopoldo Meyer garantiu que enviaria uma quantia para a secretaria investir no que precisasse e, por esses dias, o dinheiro já havia caído nas contas do executivo e seria usado para pagar contas da saúde. Para o ano que vem, o deputado disse que poderá enviar R$ 250 mil para a guarda municipal, verba que deverá ser usada para compra de novas viaturas e equipamentos. Tomara que a verba venha mesmo. O presidente Guilherme Chupel disse que foi procurado pela população, que estava reclamando da falta de segurança na cidade. Chupel explicou que a segurança tem sido um problema há anos e que o estado devia ajudar. 10 novos guardas estão sendo contratados pela prefeitura e os atuais têm feitos um “brilhante trabalho”, segundo o vereador, mas o município precisa de ajuda para que se tenham resultados efetivos.

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AGUDOS DO SUL

Sorriso estampado Supermercado Negrelli homenageia mais um ano os pequenos agudosulenses Por: Dayanne Wozhiak

Campo do Tenente conta atualmente com uma população de aproximadamente sete mil pessoas. Em 56 anos de história, o crescimento populacional se deve muito as oportunidades de emprego que havia no município. Primeiramente com a estrada de ferro e depois com a empresa de placas. Porém, nem todos que vieram continuaram empregados e isto gerou um problema social na cidade, como relatou o ex-prefeito Reinaldo. “As pessoas não tinham mais condição de voltar para suas cidades de origem e se instalaram no subúrbio

da cidade”. Com o passar do tempo, a situação foi mais equilibrada, mais ainda tem chão para percorrer. O atual prefeito do município, Jorginho Quege, tem uma opinião bem formada sobre o assunto. “Eu sempre falo que nossa cidade é a melhor do mundo para se morar, mas temos que ver a questão de emprego, temos que trabalhar pensando no futuro das crianças que estão nas escolas, no que elas vão trabalhar”. O prefeito garante que isto está sendo bem trabalhado para se juntar as ações da Prefeitura com a Câmara

dos Vereadores. “Nós estamos trabalhando muito junto com a Câmara para a geração do emprego. Nós estamos muito bem localizados, com uma localização privilegiada, e vamos trabalhar para gerar empregos”, afirmou. O maior empregador da cidade hoje é a Bortolon Agrocomercial, que trabalha na colheita de maças, sendo o maior produtor da fruta no estado inteiro. O gerente administrativo geral da empresa. Rudimar Selzlein, relatou que a possibilidade da colheita antecipada foi o que trouxe esse tipo de cultura para a ci-

dade “Aqui começamos a colher a safra em dezembro, enquanto em outros lugares só é feita em janeiro”. Para a safra desse ano são esperadas que mais de 4000 toneladas de maças sejam produzidas comente no solo tenentiano. A empresa emprega em média nessa época do ano 500 pessoas, dado que já chegou a 700, ou seja, quase 10% de toda população do município. “Aqui há geração de emprego na colheita, na locação de máquinas e no transporte do produto”, ressaltou Rudemar. Uma aposta que vem se firmando atualmente no

município é a do comércio local. A Associação de Comerciantes de Campo do Tenente está promovendo uma campanha de final de ano com os estabelecimentos da cidade que irá sortear uma moto, uma televisão e uma bicicleta, focando no fortalecimento no comércio e da indústria, para a geração de empregos. O presidente da associação, Mauro Barros, reforça que a campanha também serve para alavancar as vendas do comércio local. “A gente tem o seguinte lema: comércio forte, cidade feliz. Pois com isto os empresários continu-

am investindo o dinheiro deles aqui, gerando empregos para a população e pagando os seus impostos, que revertem em benefícios a população”, destacou Mauro. As melhorias já podem ser vistas aos poucos. Neste ano mesmo a cidade inaugurou a nova sede da Prefeitura e tem vários projetos para o futuro, como a construção de uma praça na frente da mesma. Assim, com esse desenvolvimento em conjunto de todos os setores, Campo do Tenente tem tudo para crescer e ser cada vez melhor para os seus moradores.


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Rumo ao crescimento ESPECIAL CAMPO DO TENENTE 56 ANOS

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Após dificuldades sociais, Campo do Tenente tenta se estabilizar para se desenvolver ainda mais e garantir um futuro melhor para seus moradores Por: Gabriel Sawaf

Campo do Tenente conta atualmente com uma população de aproximadamente sete mil pessoas. Em 56 anos de história, o crescimento populacional se deve muito as oportunidades de emprego que havia no município. Primeiramente com a estrada de ferro e depois com a empresa de placas. Porém, nem todos que vieram continuaram empregados e isto gerou um problema social na cidade, como relatou o ex-prefeito Reinaldo. “As pessoas não tinham mais condição de voltar para suas cidades de origem e se instalaram no subúrbio da cidade”. Com o passar do tempo, a situação foi mais equilibrada, mas ainda tem chão para percorrer. O atual prefeito do município, Jorginho Quege, tem uma opinião bem formada sobre o assunto. “Eu sempre falo que nossa cidade é a melhor do mundo para se morar, mas temos que ver a questão de em-

Campo do Tenente quer gerar empregos e oportunidades para seus habitantes não precisarem sair em busca.

prego, temos que trabalhar pensando no futuro das crianças que estão nas escolas, no que elas vão trabalhar”. O prefeito garante que isto está sendo bem trabalhado para se juntar as ações da Prefeitura com a Câmara dos Vereadores. “Nós estamos trabalhando muito junto com a Câmara para a geração do emprego. Nós estamos muito bem localizados, com uma localização privilegiada, e

vamos trabalhar para gerar empregos”, afirmou. O maior empregador da cidade hoje é a Bortolon Agrocomercial, que trabalha na colheita de maçãs, sendo o maior produtor da fruta no estado inteiro. O gerente administrativo geral da empresa. Rudimar Selzlein, relatou que a possibilidade da colheita antecipada foi o que trouxe esse tipo de cultura para a cidade “Aqui

LIGAÇÕES ILIMITADAS

começamos a colher a safra em dezembro, enquanto em outros lugares só é feita em janeiro”. Para a safra desse ano são esperadas que mais de 4000 toneladas de maçãs sejam produzidas somente no solo tenentiano. A empresa emprega em média nessa época do ano 500 pessoas, dado que já chegou a 700, ou seja, quase 10% de toda população do município. “Aqui há geração

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de emprego na colheita, na locação de máquinas e no transporte do produto”, ressaltou Rudemar. Uma aposta que vem se firmando atualmente no município é a do comércio local. A Associação de Comerciantes de Campo do Tenente está promovendo uma campanha de final de ano com os estabelecimentos da cidade que irá sortear uma moto, uma televisão e uma bicicleta,

focando no fortalecimento no comércio e da indústria, para a geração de empregos. O presidente da associação, Mauro Barros, reforça que a campanha também serve para alavancar as vendas do comércio local. “A gente tem o seguinte lema: comércio forte, cidade feliz. Pois com isto os empresários continuam investindo o dinheiro deles aqui, gerando empregos para a população e pagando os seus impostos, que revertem em benefícios ao município”, destacou Mauro. As melhorias já podem ser vistas aos poucos. Neste ano mesmo a cidade inaugurou a nova sede da Prefeitura e tem vários projetos para o futuro, como a construção de uma praça na frente da mesma. Assim, com esse desenvolvimento em conjunto de todos os setores, Campo do Tenente tem tudo para crescer e ser cada vez melhor para os seus moradores.


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ESPECIAL CAMPO DO TENENTE 56 ANOS

Uma história de sucesso, gratidão e amor por Campo do Tenente Por: Luiz Algusto

Nascido e criado em Agudos do Sul, João Paulo Negrelli, o conhecido Baby, é uma pessoa popular em Campo do Tenente, pois tem uma história de gratidão e amor pelo município. Proprietário do Supermercado Negrelli e de outras empresas, que formam o Grupo Negrelli & Cia, o empresário assumiu com sucesso o empreendimento ainda jovem, junto com a irmã Simone. Chegou ao município com 18 anos e decidiu que ali (Campo do Tenente) seria o lugar ideal para morar e estabelecer suas raízes. “Quando cheguei aqui era um pequeno povoado, habitado por pessoas humildes e de garra. Pessoas como eu, que nunca encontrou obstáculos para vencer as barreiras do dia a dia. O tempo provou que estava certo, pois hoje Campo do Tenente se tornou uma cidade com alguma estrutura para os moradores”, lembra Baby. Atento a todos os ensinamentos oferecidos pelo pai João Eduardo, Baby tomou gosto pelo setor de comércio e seguindo os passos do pai, montou uma filial do mercado em Campo do Tenente, que oferece uma gama

de empregos. Além deste estabelecimento, ainda tem outras empresas, que oferecem empregos para os moradores da cidade. Com 37 anos de vida, é considerado um dos maiores empreendedores do município tenenteano. Além do mercado, Baby é distribuidor atacadista, proprietário de posto de combustível, loja de materiais de construção e agropecuária. Em entrevista ao jornal O Repórter, Baby conta a sua história de vida, fala

de negócios, do segredo profissional, do futuro e declara seu amor a Campo do Tenente. “Meu pai foi caminhoneiro, rodou o Brasil levando e trazendo cargas, até que decidiu abrir um armazém de secos e molhados em Agudos. Foi vereador e nos ensinou como respeitar as pessoas. “Nossos clientes são a razão das nossas conquistas”, sempre disse meu pai João. Cresci ao lado dele, ajudando-o nos afazeres do mercadinho e os negócios foram pros-

perando. Foi aberta uma loja em Quitandinha e diante do aprendizado conquistado, com incentivo dele, abri o mercado em Campo do Tenente. Com organização e determinação, conseguimos montar uma loja nesta cidade, que prosperou graças a nossa equipe, que sempre olhou o cliente como prioridade. Assim vencemos as adversidades e hoje somos uma grande empresa na cidade, que além de postos de trabalho, gera impostos para o municí-

pio”, acentua. “Temos orgulho desta cidade e gratidão ao povo que sempre nos prestigiou. Hoje sou um tenenteano de coração. Prova disso, que além do mercado, temos outras empresa operando no município”, destaca. Baby, que já foi vice-prefeito do município e tentou a eleição a prefeito no ano passado, busca atrair investimentos para Campo do Tenente. Ele vem finalizando conversações para a implantação de um centro dis-

tribuidor da cervejaria Colônia, produzida pela INAB – Indústria Nacional de Bebidas, cuja matriz fica em Toledo, no oeste paranaense. A construção do centro distribuidor deve começar em breve e vai criar novos postos de trabalho. “Certamente que este centro vai fomentar ainda mais o crescimento e o desenvolvimento de Campo do Tenente”, destaca Baby. Na condição de vice-prefeito (20132016), João Paulo conquistou muitos recursos para o município. “Fui um vice participativo e nesta condição, participei de reuniões e audiências com o governador Beto Richa, senadores, deputados e ministros buscando recursos para várias obras na cidade. Obtivemos êxito e atraímos um montante elevado de recursos para a população. Tudo o que fiz e faço é por este povo. Sou apaixonado por este lugar. Estamos oferecendo nossa parcela de contribuição como pessoa e cidadão que somos, em favor do desenvolvimento da cidade. Ver o sorriso no rosto das pessoas é nossa maior conquista, finaliza João Paulo Negrelli, o Baby.

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O carinho de quem foi acolhido

Vindo da Lapa, Reinaldo Afonso Pereira fez sua vida em Campo do Tenente, foi prefeito duas vezes e hoje é uma das pessoas mais respeitadas da cidade Por: Gabriel Sawaf

“Sou nascido na Lapa em documento, mas o coração é tenentiano”. A frase dita pelo ex-prefeito Reinaldo resume muito bem a sua vida. Vindo da Lapa com sua família em 1961, ano da emancipação política do município, para morar na terra dos avós. Nem sempre uma figura nova na cidade consegue prestígio rapidamente. Porém, como a cidade ainda era recém emancipada, Reinaldo conseguiu se estabelecer bem e 11 anos após a sua chegada foi eleito vereador, com mais de 10% dos votos da cidade. A carreira política de Reinaldo se desenvolveu junto com a cidade. Após seu mandato como vereador, assumiu como vice-prefeito, de 1976 até 1982. Depois se manteve no pleito eleitoral, até ser eleito prefeito da cidade em 1997, se mantendo até 2000, e voltando ao posto majoritário do município em 2005. Dentro das principais

Reinaldo veio para a cidade no ano de sua fundação e desde então, tem a sua vida junto com a do município.

dificuldades dos seus mandatos, Reinaldo revelou a questão do problema social que ocorreu após a modernização de uma fabrica importante na cidade. “Muitas pessoas vinham para cá por conta de uma empresa de placas, que mantinha

em torno de 700 pessoas empregadas. Ai foi modernizando o sistema e a empresa foi melhorando em termos de máquinas e dispensando várias pessoas, que não tinham mais condição de voltar para suas cidades e ficaram no subúrbio da ci-

dade, gerando um problema social”. Reinaldo constatou que em torno de 100 pessoas ficaram empregadas. A preocupação nos seus mandatos foi em atender as pessoas que foram sofreram com esses problemas. Em seu segundo mandato, con-

seguiu trazer mais empresas para auxiliarem nessa questão social. “Eu tive a sorte de conseguir trazer três empresas que estão até hoje ai, que ajudaram na geração de empregos e no desenvolvimento da cidade”, ressaltou.

O carinho dos tenentianos com Reinaldo pode ser visto nos últimos tempos. Ano passado o político iria concorrer novamente a eleição para prefeito, mas abandonou o pleito por não se sentir bem de saúde. Com o tempo, o problema se tornou mais grave e ai o carinho falou mais alto. “O que eu recebi de visita aqui na minha casa, o apoio junto a minha família e amigos, só quem tava aqui que viu. E as igrejas e entidades que fizeram várias orações por mim e eu tenho muito a agradecer. Fico muito feliz porque senti o apoio do povo tenentiano, de pessoas que até a gente nem esperava”, recordou, agora em recuperação de saúde. E como uma família, Reinaldo espera estar sempre ali para ajudar o povo como puder. “Podem sempre contar com a mão amiga deste companheiro do dia a dia, como sou hoje e sempre!”.


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ESPECIAL CAMPO DO TENENTE 56 ANOS

As memórias de quem

Uma visita rápida a pequena mercearia de Seu Rubico pode render um

Por: Gabriel Sawaf

A pequena mercearia próxima da Câmara Municipal de Campo do Tenente é atrativa pelos doces em seu balcão. Crianças e adolescentes vão até lá para comprar doces com algumas moedas que lhes sobram e as dão para o simpático senhor de 81 anos, que pega o pode das guloseimas e entrega aos pequenos tenentianos . Só que os doces e os demais produtos do estabelecimento não são a principal atração do comércio. Rubens Roldão de Sá Ribas, o proprietário do local, é muito conhecido na cidade, principalmente pela alcunha de Seu Rubico. Engana-se quem acha que a pequena mercearia é a fonte de vida. “Tenho ren-

da para viver bem. Isto aqui é para eu não ficar trancado em casa, para sempre ter gente aqui para conversar comigo”, afirma Seu Rubico. A cuia de chimarrão está sempre na bancada esperando alguém chegar para dividi-la. E tome cuidado para não errar a vez, pois Rubico está sempre de olho na roda e sabe muito bem a ordem que o mate deve passar. Junto com o chimarrão, tem que ter uma conversa, no nosso caso o assunto foi sobre a história da cidade. Seu Rubico pode dizer que viveu a cidade por completo. Ele nasceu em 1936, ou seja, 25 anos mais velho que a própria cidade. Quando Rubens nasceu, o município ainda era distrito

de Rio Negro. Ou seja, as ruas tenentianas traçam um pouco da vida deste nosso simpático personagem, que vive no mesmo endereço há mais de 60 anos. Na sua juventude, seu Rubico diz que gostava de dançar. “Aquela época era muito tranquila. Os rapazes e as moças tinham bastante amizade, então a gente formava blocos de carnaval e sempre fazíamos dancinhas”. Numa dessas “dancinhas”, acabou conhecendo sua esposa, dona Aparecida, que veio de Curitiba. “Naquele tempo as moças não viajam sozinhas. E uma moça daqui foi trabalhar em Curitiba na casa de uma irmã da minha esposa. E para ela vir ver os pais delas teria que vir alguém

junto. Veio ela e minha esposa e quando elas vieram teve um show no clube. Só vi elas, mas não se falamos. No outro dia foi a festa do Divino e elas também foram e começamos a meio que conversar. Na noite daquele dia teve uma festa no clube e elas também foram e eu queria saber se ela dançava, então mandei um amigo meu ver se ela dançava e ela não dançou e me chamou de amigo da onça. Daí eu fui sentar na mesa dela e começou o namoro”, relembrou. Como o próprio Rubico resumiu “começo de namoro não é fácil, ainda mais naquele tempo”. Hoje os dois vivem juntos em Campo do Tenente, casados há 55 anos.

Seu Rubico viu a cidade ser construída e conta, com um chimarrão, toda toda a


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ESPECIAL CAMPO DO TENENTE 56 ANOS

m viu tudo acontecer

m bom chimarrão e uma aula de história sobre Campo do Tenente

a trajetória que viveu em Campo do Tenente.

O namoro de Seu Rubico influenciou na instalação da Câmara de Vereadores de Campo do Tenente. No dia 8 de Outubro de 1961, data do aniversário de 25 anos de Rubico, ocorreu a primeira eleição da cidade, na qual foi eleito vereador, sem saber o que fazia um. E graças a sua então noiva ele descobriu e ajudou na instalação do órgão. “Eu me vi na obrigação de aprender o que era um vereador, porque eu não sabia. Então na primeira oportunidade que tive fui para Curitiba ver minha noiva e procurei uma livraria, onde achei um livro que nos deu condição de instalar a Câmara. Este livro nos ajudou muito e nós começamos da estaca zero”, enfatizou.

Rubico exerceu várias funções na cidade. Desde os 13 anos era alfaiate. Passado o tempo, quando era vereador, foi tesoureiro na cidade e também convidado para atuar como secretário do colégio. No começo da década de 60, Seu Rubico se mantinha em todos esses cargos. E ele mesmo conta sua rotina. “Eu levantava de manhã e das 7h até as 8h45 eu ficava costurando na alfaiataria que era anexa a minha casa. Depois ia para prefeitura e ficava até 11h30, vinha para casa, almoçava, aproveitava para costurar até 12:45, voltava para a prefeitura, trabalhava até as 17h lá, comia alguma coisa em casa e as 18h ia para o colégio. As 21h30 se encerravam as

atividades, vinha para casa e ia costurar com minha esposa até 23h30 ou 00h”, contou para muitos ficarem pasmos. Além de fazer parte da história da cidade, Seu Rubico foi essencial para que ela ainda existisse, e não só pela memória, mas financeiramente mesmo. “Como começamos a cidade da estaca zero, a prefeitura não tinha recursos financeiros e no primeiro ano, com quatro funcionários, não tínhamos condição de fazer nada, inclusive de pagar os salários. Eu via a dificuldade e fiz uma proposta ao prefeito, que eu podia trabalhar ate chegar a verba federal, que entrava em julho, e trabalhei sete meses sem rece-

ber, recebendo tudo de uma só vez”. Além de ajudar o município a se estabilizar financeiramente, Rubico aproveitou a verba recebida para comprar a casa de sua tia, onde vive até hoje. Então já sabe. Ao visitar Campo do Tenente não deixe de visitar a mercearia do Seu Rubico. Vários doces, chimarrão e uma boa conversa te esperam por lá. E não ache que a idade longa pode encurtar o prazo da visita, pois ele ainda espera ficar mais tempo lá. “Eu nasci em Campo do Tenente. Cresci em Campo do Tenente. Vivo em Campo do Tenente e quero morrer em Campo do Tenente, e não tenho pressa, viu?”, deixando o recado para todos.


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ESPECIAL

A borboleta desconhecida O dia 25 de outubro é dedicado aos pacientes Borboleta, ainda pouco conhecidos pela sociedade e, por isso, alvos de preconceito Por: Dayanne Wozhiak

Mais de 700 brasileiros convivem com uma doença incurável ainda pouco conhecida pela população e até por alguns profissionais da saúde: a Epidermólise Bolhosa (EB). Os pacientes “borboleta”, assim chamados pela pele frágil como as asas da borboleta, ainda sofrem com o preconceito da sociedade, que por não entender que não se trata de uma doença contagiosa, acaba tornando a dor ainda maior. Caracterizada pela ausência de colágeno na pele, a EB faz com que a pele se torne mais frágil e não consiga “grudar” no corpo, de modo que o mínimo atrito pode causar bolhas e, consequentemente, cicatrizes. Isso acontece não somente na pele, mas também nas mucosas (tecido que recobre órgãos internos), o que exige uma dieta rigorosa, com alimentos pastosos e diversos outros cuidados, como uso de cremes e óleos específicos e um curativo especial para as bolhas. Mas segundo a mãe de Gustavo Xavier Shibata, de 7 anos, a luta é maior no que se refere à conscientização. Nascido e criado em Mandirituba, o menino demorou a ser diagnosticado com a doença. A mãe, Andreia Shibata, estava grávida de gêmeos no Japão, quando resolveu voltar a sua cidade para ter os bebês. O

primeiro susto da família veio quando um dos bebês faleceu, ainda na barriga da mãe. O segundo, veio com o nascimento de Xavier. A Epidermólise Bolhosa tem vários tipos. Entre ele, o simples, que é o caso do pequeno Xavier. Ele veio ao mundo sem a pele recobrindo parte das pernas e pés, o que parecia serem graves queimaduras. E com a falta de conhecimento dos profissionais de saúde do município, ainda não se sabia o porquê do problema. Desesperada, a mãe pediu para que liberassem o filho, e ela pudesse buscar ajuda em outro hospital. Na mesma tarde, com quatro dias de vida, ele foi levado ao Pequeno Príncipe, onde foi diagnosticado com a EB. A partir daí, a luta foi no sentido de entender a doença e proporcionar qualidade de vida ao filho. “Já houve casos de preconceito com relação à EB e a gente não quer mais isso, a gente quer divulgar para todos que a EB é normal para as pessoas que têm. Hoje, devi-

do à falta de informações até dos médicos, a gente acaba perdendo crianças recém nascidas porque eles não têm noção do que é a doença”, desabafa. Trabalho em união Como a EB ainda é pouco conhecida, muitos pais ficam sem saber o que fazer com os filhos

sa) existe há quase dois anos e, atualmente, reúne 24 famílias nos encontros semanais. A presidente da associação, Roberta Uceda, foi uma das oito fundadoras e atuais voluntárias do espaço. Mãe da Tauani Vieira, que possui a EB destrófica recessiva (uma das mais graves), Roberta

que possuem a doença. Pensando nisso é que foi criada uma associação focada na troca de experiências entre pais e portadores da doença no Paraná. A Appapeb (Associação Paranaense de Pais, Amigos e Pessoas com Epidermólise Bolho-

conta que passou por muitas dificuldades quando a filha nasceu, há 22 anos, porque ainda não se falava sobre o assunto. Essa foi a principal motivação para a criação da entidade: passar conhecimento aos pais e pacientes e também à sociedade em

geral, através de reuniões, palestras etc. Mais que isso, a associação busca difundir a ideia de que é possível viver bastante e ter autonomia. “Como mãe e professora, quis sempre buscar melhores condições para a minha filha, em suas questões especificas, mas também inseri-la em uma vida normal. Nós temos que cuidar, mas não superproteger. Te m o s que oportunizar para que eles desenvolvam uma autonomia, sonhem, tenham uma profissão”, disse Roberta. Dona do próprio nariz, a estudante do 4º período de Psicologia da UFPR, Tauani, diz que sai com os amigos, viaja, dirige o seu carro e vive como uma jovem de 22 poderia viver, só que com pequenas restrições, como a dieta rigorosa, as consultas ao médico e os alongamentos e exercícios para não atrofiar. O que falta para ela, é uma conscientização das pessoas. “Por ser uma doença de pele, a primeira

impressão que as pessoas têm, é que é contagioso. E isso causa um desconforto muito grande. O olhar de pena também incomoda. Porque todos nós temos problemas e todos conseguimos conviver com isso”, comentou, em entrevista. Decidida a falar do assunto, ela criou o blog Panapaná (panapana. wordpress.com), onde trata da doença e faz outras reflexões pessoais. Em um dos textos, escrito em abril do ano passado, ela fala que escondia as mãos em bolsos e as cicatrizes dos braços em blusas de manga comprida, para que as pessoas ao redor não se sentissem desconfortáveis. Hoje, ela vê que quem estava desconfortável era ela. E que aquilo tinha que parar. No vídeo “Vivendo com a EB”, publicado no YouTube, ela fala mais sobre esse processo de empoderamento. “Pra que eu vou ficar me escondendo? Pra que eu vou ficar poupando as pessoas? Elas têm que aprender a olhar pras coisas que são diferentes, que fogem do comum do dia a dia, que são mais raras, como é o caso da EB e tantas outras doenças (...) tem que ser uma coisa mais natural você ver que as pessoas têm limitações diferentes, que elas têm características diferentes, que ninguém é igual a ninguém”.


FAZENDA RIO GRANDE, 27 DE OUTUBRO DE 2017

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MANDIRITUBA

Segurança e mobilidade

Comitiva de Mandirituba vai a Brasília apresentar projeto para a BR-116 e consegue aval do Ministério

Por: Dayanne Wozhiak

As obras na entrada para Mandirituba, por meio da BR-116, já estão confirmadas. Em reunião realizada na semana passada, no Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, uma comitiva de Mandirituba apresentou o esboço de um projeto com duas trincheiras e conseguiu aprovar a ideia. A partir de agora, vêm os estudos e execução. Segundo o vereador Bernardo Palu, serão construídos dois retornos, um mais próximo às serrari-

as e outro antes do Posto Milcheski. Ambos os retornos serão abaixo do nível da BR e interligados aos dois lados por meio de marginais. “As duas marginais terão sentido único, com exceção da saída da Avenida Getúlio Vargas. Para vir ao centro será sentido duplo entre a serraria e a Getúlio Vargas. Saindo do centro de Mandirituba, será duplo sentido entre as serrarias até a entrada da Avenida Brasil, pelo Posto Nuele”, explica Palu. Além dele, estiveram

presentes, no Ministério dos Transportes, o prefeito Luis Antonio, a vice-prefeita Rosilene Weber, a secretária de finanças Ana Maria Motim e os vereadores Bernardo Junior e Tadeu Machado. A comitiva se reuniu com o ministro Maurício Quintella, o deputado federal Luiz Nishimori e o diretor de processos Joarez, que ouviram a necessidade do município. A princípio, a ideia é apenas um esboço e cabe, agora, à Arteris e à Auto-

Pista a apresentação de um projeto mais elaborado. Palu diz que leva em torno de dois meses para fazer os ajustes necessários até que a obra seja colocada em prática. A conclusão da obra, segundo os representantes da empresa, leva em torno de três a seis meses. “O pontapé inicial foi dado no ministério. Agora acredito que até meados do ano que vem estaremos com essas obras prontas. Obras essas que vão trazer desenvolvimento para a

cidade, mais entradas por meio das marginais, melhorias no nosso trânsito, e mais segurança na BR116”, afirma Palu. Ponto para a prefeitura, que conseguirá evitar os cruéis acidentes que já fizeram diversas vítimas na entrada no município. “Um ponto crítico é o retorno em nível em frente à rodoviária, onde saem as interseções para quem vem da Vila Brasília ou da Colônia Matos, ou para quem quer cruzar a BR116. Então em um ponto

só, vêm pessoas em quatro sentidos, se contarmos quem está vindo pela BR. Com essas marginais, serão separadas as entradas e quem cruzar a BR vai cruzar por baixo dela”, explica o vereador. Segundo ele, o objetivo inicial era a instalação de uma trincheira, sem marginais. Mas após audiência pública realizada na Câmara, ficou decidido pelo novo projeto, com duas trincheiras e marginais em todo o entorno.


FAZENDA RIO GRANDE, 27 DE OUTUBRO DE 2017

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FAZENDA RIO GRANDE

Estreitando laços

Chegando ao Japão, prefeito Marcio Wozniack encontra presidente da Sumitomo Da assessoria

O prefeito de Fazenda Rio Grande, Marcio Wozniack, se encontrou na terça-feira (24), em Kobe, com o presidente da Sumitomo Rubber, Ikeji Oda. O encontro faz parte da missão que o prefeito realiza no Japão e conta com uma programação que prevê visitas a empresas e encontros com autoridades. Durante sua visita à Sumitomo, Marcio presenteou o presidente da empresa com uma bandeira de Fazenda Rio Grande e uma placa de agradecimento. “A chegada da Sumitomo em Fazenda Rio Grande foi um divisor de água, responsável pelo salto que demos em nosso desenvolvimento”, comentou. No Japão, Marcio se encontrou com o governador de Hyogo, Toshizo Ido em cerimônia na sede de governo que reuniu empresários e autoridades governamen-

tais. “Minha cidade é nova, mas estamos em um processo de industrialização muito rápido e que tem gerado receita e empregos para nossos profissionais, e as empresas japonesas têm um papel importante em nossa economia”, disse. Durante seu circuito, Marcio destacou o papel do deputado federal Luiz Nishimori. “Infelizmente ele não pôde estar aqui, mas foi um dos grandes responsáveis por essa viagem e esses contatos, todos com potencial para se tornarem parceiros comerciais de nosso município”, ressaltou Marcio. Além disso, o prefeito quer estreitar mais os laços de parceria e negócios com a Sumitomo. “Mostrar a eles que estamos sempre dispostos e sempre trabalhando para que o município se desenvolva cada vez mais e não apenas a

Sumitomo, mas outras indústrias japonesas se instalem em nossa cidade”, comentou. Sobre a Sumitomo, o prefeito agradeceu a escolha de Fazenda Rio Grande como o local para a instalação da unidade brasileira. “São mais de 1.500 empregos gerados e que devem aumentar com a expansão da unidade, que já anunciou mais de R$ 500 milhões de investimentos para os próximos anos. O investimento na planta foi de R$ 750 milhões e foram criados 1.500 nesse primeiro período. Entre os itens que foram fundamentais para a escolha da empresa estão o projeto de desenvolvimento industrial e a localização geográfica. No início do processo a Sumitomo chegou a receber propostas de cidades paulistas, catarinenses e outras paranaenses, mas optou por

Fazenda Rio Grande, que recebeu apoio do governo do estado, por meio do Programa Paraná Competitivo. INVESTIMENTO – A fábrica da Sumitomo é o maior investimento que Fazenda Rio Grande já recebeu. A unidade fica no distrito industrial de Fazenda Rio Grande, em terreno de 500 mil metros quadrados. São 84,5 mil metros só de área construída. A planta industrial conta com tecnologia que não gera a emissão de poluentes. Inicialmente serão produzidos dois mil pneus por dia. A capacidade da fábrica é de produção de 15 mil pneus/dia – volume que a empresa espera alcançar até 2015. De acordo com Renato Baroli, diretor de Marketing e Vendas da Sumitomo no Brasil, a empresa espera ocupar 10% do mercado de pneumáticos até 2020.


FAZENDA RIO GRANDE, 27 DE OUTUBRO DE 2017

PINHAIS

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Projeto do deputado Gilberto Ribeiro é aprovado e agora cada preso terá que pagar por sua tornozeleira eletrônica A Assembléia Legislativa aprovou o projeto de lei que determina que presos que usam tornozeleira eletrônica paguem pelo equipamento e custeiem a manutenção. Foram 42 votos a favor, três contra e uma abstenção. O projeto prevê que o apenado que tem condição financeira arque com o custo para ter liberdade vigiada, já o estado

se responsabiliza pelo equipamento ao preso que comprovar indisponibilidade financeira. O deputado Gilberto Ribeiro explica que o objetivo do projeto é desafogar o sistema prisional do Paraná, com os presos arcando os equipamentos, será mais fácil a disponibilização do monitoramento do cumprimento de pena nos regimes aberto e semiaberto, além de medidas cautelares restriti-

vas judiciais. Outro argumento apresentado na proposta é a restrição financeira do Estado, o que gera grande dificuldade de efetivação da compra deste material para todos aqueles presos a que a Justiça determinou o monitoramento eletrônico. O Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen-Pr) gasta por mês com cada preso o valor aproximado de R$ 3.270, enquanto o monit-

oramento eletrônico custa em média R$ 300,00 por mês para cada apenado. Atualmente, 3,2 mil pessoas são monitoradas desta forma no Estado, o deputado alerta para uma conta rápida, para cada mil presos o custo para o estado é de R$ 3.270,000,00, enquanto para o usuário de tornozeleira fica R$ 300,000,00, sem ônus para o governo, já que o custo será do apenado.


FAZENDA RIO GRANDE, 27 DE OUTUBRO DE 2017

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QUITANDINHA

Vereadores de Quitandinha esclarecem ponto de vista sobre Porteira a Dentro Por: Dilson Damas

O referido projeto estava nas comissões para ser analisando, mas, o Executivo enviou a Câmara o oficio n° 335/2017 solicitando o regime de urgência simples. Atendendo o regime de urgência o presidente da Câmara, Carlinhos Moura, colocou na pauta do expediente, e o mesmo foi apresentado para primeira votação em plenário na Sessão Ordinária do dia 04/10/17. Vereadores de situação e oposição inscritos no uso da palavra justificaram seus posicionamentos e a visão do referido projeto antes de darem seus votos. Em votação o Projeto “Porteira a Dentro” foi reprovado em primeira votação por 5x4. Votaram pela aprovação os vereadores, Amilton Godek Filho, o (Miltinho do Banco), Antonio Loir Esconiski, João Acir Aves dos Santos, o (Purungo) e Marcos Elio de Deus, o (Boca). Pela desaprovação votaram os vereadores, Amir Ribeiro Lemos, Carlinhos Moura, Marcelo Lechinoski, Marquinhos da Acarpa e Zé Ribeiro.

O posicionamento dos cinco vereadores considerados de oposição gerou grande polêmica nas redes sociais e em alguns órgãos de imprensa da região Metropolitana de Curitiba. A justificativa dos vereadores Amir Ribeiro Lemos, Carlinhos Moura, Marcelo Lechinoski, Marquinhos da Acarpa e Zé Ribeiro é que os agricultores já tem uma carga tributária alta, com pagamentos do Fundo de Regularização Tributária Rural (Funrural), ITR Im-

posto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, IPVA, Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços ICMS na Fatura da Luz. Seguro dos equipamentos, juros de financiamentos e investimentos na aquisição das sementes e insumos, além do custo alto com óleo diesel e gasolina para fazer a safra. No projeto de Lei, nº

18/2017 no inciso VI parágrafo 2° do Artigo 1° à execução dos serviços de máquinas com redução de 50% (cinquenta por cento) do valor da Taxa de Serviços Rodoviários, nas quatro primeiras horas, após isso a taxa seria cobrado 100% (cem por cento). Exemplo: serviço de Trator de Esteira às quatro primeiras horas seria cobrado 86 UFM – Unidade Fiscal Municipal, que hoje equivale a R$3,89 somando um total de R$334,54 o agricultor

pagaria 50% que daria um montante de R$167 conforme previsto na Lei Municipal n° 370/96. E segundo os legisladores a economia está em queda, em recente pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 13,7 dos brasileiros estão desempregados somando um total de 14,2 milhões de pessoas buscando uma vaga de emprego no mercado de trabalho. Em Quitandinha a principal fonte de renda que mantém a economia do município está pautada na agricultura, precisa de projetos que incentivem e auxiliem quem contribui com o crescimento e desenvolvimento da cidade. Os vereadores ainda frisam que eles não são contra o Projeto “Porteira a Dentro”, mas, que gostariam que esse projeto tivesse algumas adequações começando pela redução da cobrança, colocando um percentual menor e invés dos agricultores desembolsarem dinheiro eles poderiam permutar o valor pagando com produtos produzidos em sua lavoura. Esses ali-

mentos seriam destinados para os Centros Municipais de Educação infantil (CMEIs) e Escolas Municipais na merenda escolar. Quando o Projeto Porteira a Dentro, entrou em pauta para ser votado pela segunda vez, na Sessão Ordinária do dia 11/10/17 o vereador João Acir Alves dos Santos, o, Purungo entrou com emendas reduzindo os valores a serem cobrados em 80%. Quando isso acontece o projeto é retirado de pauta e volta para ser analisado pelas comissões. Os vereadores, Amir Ribeiro Lemos, Carlinhos Moura, Marcelo Lechinoski, Marquinhos da Acarpa e Zé Ribeiro, que votaram pela reprovação da “Porteira adentro”, reconhecem muitos pontos bons do projeto e nada impede que o mesmo volte a Câmara no próximo ano, adequado os pontos que nesse momento não são favorável e seja aprovado, pois, o próprio vereador João Purungo da base do Executivo reconheceu essa necessidade começando pela redução dos valores.


FAZENDA RIO GRANDE, 27 DE OUTUBRO DE 2017

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Edição 356 by Jornal O Repórter - Issuu