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4953#OMensageiro#28MAR

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28 MARÇO 2013 ANO 99 - N.º 4953 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

No próximo Domingo, dia 1, às 01h00 adiante o relógio para as 02h00. Entramos na hora de Verão.

P.11

FUNDADO EM 1914

DESTAQUE

SEMANA SANTA

Páginas 2 e 3

DR

PAIXÃO, MORTE E RESSUREIÇÃO “Analgésicos de Som” | P. 4

No hospital, médicos e enfermeiros mostram dotes musicais 27 e 28 de Maio | P. 5

Parlamento dos Jovens realiza-se em Ourém

DESPORTO

SOCIEDADE

Férias da Páscoa | P. 6

Escolas de Leiria servem refeições às crianças do 1º ciclo e ensino básico Hospital de S. André | P. 7

Atletismo | P. 15

Luís Silva da Juventude Vidigalense, conquistou ouro e bronze

ECLESIAL

Novo formato do Cancioneiro Jovem | P. 11

“Vitamina C” remodelado Primeira biografia | P. 12

Futebol | P. 15

Doentes apontam Estudos promovidos a excelência pela AFL dos serviços

DR

CULTURA

“Vida e desafios” do Papa Francisco


2 DESTAQUE

prui@iol.pt

EDITORIAL

Semana Santa:

A Páscoa não é um espectáculo

Por estes dias, os cristãos vivem de forma intensa os acontecimentos da vida de Jesus que são o entro da fé cristã: Paixão, Morte e Ressurreição, compõem o Triduo Pascal e enquadram uma série de acontecimentos e momentos fundamentais no cristianismo. A tradição fez com que a vivência destes acontecimentos estivesse muito ligada a uma certa piedade que se baseava na representação dos referidos acontecimentos. Multiplicaram-se as via-sacras (ao vivo), encenações várias sobre a Paixão de Jesus e as Procissões dos Passos. A representação teatralizada destes acontecimentos ganhou honra de cartaz turístico e em muitas regiões tornou-se mesmo o maior acontecimento deste tipo. São célebres as semanas santas vividas no norte do nosso país e na vizinha Espanha, com as ruas a serem preenchidas por milhares de figurantes e visitantes que assistem e revivem de forma algo cinematográfica aqueles que são os momentos mais sérios da vida dos cristãos. Se quisermos ser justos, teremos que admitir que em muitos destes casos o espectáculo tomou conta da celebração e foi esta que ficou a perder. Toda a celebração cristã tem um misto de memorial e actualização que não pode sem mais esquecer-se. Aliás um está em função do outro. Ou seja, fazer memória e evocação de determinados aspectos da vida de Jesus só se compreende se for A liturgia é uma forma para iluminar o tempo única e singular de viver presente. A liturgia e transformar o tempo cristã, como verdadeipresente. Ao serviço ro serviço público, não do povo, a liturgia é de forma alguma um transforma o presente e resquício do passado, uma colecção de torna-se uma verdadeira ou momentos estanques, esperança para o futuro. como se de um museu se tratasse. Pelo contrário a liturgia é uma forma única e singular de viver e transformar o tempo presente. Ao serviço do povo, a liturgia transforma o presente e torna-se uma verdadeira esperança para o futuro. Nesse sentido a liturgia destes dias, tão rica nas suas expressões sensoriais e emotivas, não pode ficar-se por uma lactência estéril e por vezes até desastrosa. Celebrar a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, o que acontece com a liturgia Pascal, é ocasião para uma transformação pessoal e comunitária que os cristãos e as comunidades não podem perder, sobretudo nos tempos difíceis que atravessamos. Tanto a sociedade como a Igreja e como cada cristão, têm aqui uma verdadeira oportunidade de se transformarem e passarem de uma situação obscura a uma situação radiante. Essa a lógica que a liturgia celebra por estes dias: a passagem da morte à vida, a afirmação da fé como forma de sair do pecado à vida da graça. Mas como sempre, esta transformação está dependente das vontades e da capacidade de cada um, no sentido de ir mais longe do que o que os olhos alcançam e do que o coração gosta. Não transformemos a Páscoa num espectáculo, mas voltemos ao sentido transformador que ela encerra. O Mensageiro deseja a todos uma Santa Páscoa, com as bênçãos de Deus.

Triduo Pascal A Igreja Católica celebra por estes dias os acontecimentos ligados à morte e ressurreição de Jesus, a Semana Santa “momento privilegiado do culto cristão”. O padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima e especialista em Liturgia, assinala no texto ‘O sentido cristão da Quaresma e da Páscoa que “o que levou a prolongar a celebração da Vigília até ao actual Tríduo foi um certo movimento de «dramatização» da Páscoa de Jesus Cristo, acompanhando celebrativamente os dias da sua morte e ressurreição, à imagem do que se fazia em Jerusalém, lugar onde os acontecimentos se verificaram”. Chegou até nós o testemunho de uma peregrina da Península Ibérica, Etéria ou Egéria, que no século IV foi em peregrinação à Terra Santa por volta do ano 383. Ora, esta peregrina só relata o que era diferente daquilo que ela conhecia. Por exemplo, quando chega à Vigília Pascal, diz apenas: “As vigílias pascais fazem-se como entre nós” (38, 1: AL 1680). Assim, graças ao seu testemunho, sabemos que foi de Jerusalém que partiu o costume de celebrar com ramos a entrada de Jesus na Cidade Santa, no Domingo de Ramos. Quanto ao Tríduo Pascal, na noite da quinta

para a sexta-feira santa os cristãos faziam uma vigília itinerante: à meianoite subiam ao monte da Ascensão (Inbomon) e daí desciam, com círios acesos e cantando hinos, para o Getsémani, onde se lia a passagem do Evangelho referente à prisão de Jesus. Já na manhã de sextafeira dirigem-se à Cruz, ao Gólgota. Aí se fazia a adoração da Cruz e a narração da morte de Jesus. No sábado santo, os cristãos reúnem-se para a oração das horas de tércia e sexta, mas já não para a hora de nona, pois estão já ocupados na preparação da Vigília. Terminada a Vigília, já no Domingo de Páscoa de manhã, os cristãos vão ainda à Anastasis (igreja da Ressurreição), onde se lê o Evangelho da ressurreição e se celebra a Eucaristia. Os peregrinos que iam a Jerusalém ficavam impressionados com aquele modo de celebrar a Páscoa – pois como Etéria, só conheciam a Vigília Pascal

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Rui Ribeiro

28.Março.2013

DR

EDITORIAL

O Mensageiro

– e, regressando à suas terras, levaram pouco a pouco à adopção do mesmo ritmo celebrativo. É verdade que nas outras partes não tinham os locais, mas adaptaram as celebrações, dando origem ao Tríduo. Hoje devemos fazer um esforço de transpor o horizonte judaico em que estes acontecimentos se processaram, numa referência inevitável e importante a toda a história da salvação. Quinta-feira Santa A missa vespertina da ceia do Senhor, na quintafeira, assinala o início do Tríduo, com um “caráter festivo”: “A Missa vespertina da Ceia do Senhor não é nem mais nem menos que uma Eucaristia celebrada com toda a dignidade e autenticidade, por se celebrar na noite em que Jesus instituiu a Eucaristia, foi entregue e preso”. Nesta Missa é comemorada a instituição dos sacramentos da Eucaristia e da Ordem e recor-

da-se o gesto do lava-pés, relatado pelos Evangelhos. No final da celebração, o Santíssimo Sacramento é trasladado para um outro local, desnudando-se então os altares. Sexta-feira Santa A Sexta-feira Santa é “dia alitúrgico: dia em que não se celebra a Eucaristia e que nunca conheceu celebração eucarística”. A principal celebração é, “fundamentalmente, uma ampla Liturgia da Palavra, que culmina com a adoração da Cruz e termina com a comunhão”. Sábado Santo O Sábado Santo, tal como a sexta-feira, é um dia dito “alitúrgico”, isto é, sem celebração da Eucaristia ou de outros sacramentos, considerado como o dia do “grande silêncio”. “A Igreja vive o silêncio do Sábado Santo, preparando-se assim para a festiva celebração da Vigília Pascal, da ressurreição do Senhor”. Esta vigília é a noite mais importante de todo o ano litúrgico. O símbolo da luz, a Palavra, a água baptismal e o pão e o vinho eucarísticos, anunciados na Quaresma, alcançam a sua realização nesta noite pascal”.


DESTAQUE 3

O Mensageiro 28.Março.2013

DR

Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus

A ressurreição à luz da razão Como é que se explica teologicamente a ressurreição? Há uma explicação racional? Não passa duma asserção de fé? Não será uma pura metáfora? S. Paulo pode dar-nos a resposta. Escreve: “Alguém pode perguntar: “Como é que os mortos ressuscitam? Com que corpo vão eles aparecer?... Assim acontecerá também com a ressurreição dos mortos. Enterra-se um corpo mortal, e ressuscita imortal. Enterra-se um cor-

po sem beleza, e ressuscita cheio de esplendor; enterra-se um corpo fraco, e ressuscita forte. Enterra-se um simples corpo humano, e aparece depois um corpo cheio de vida nova, dada pelo Espírito” (1Cor 15, 35. 42-44). S. Paulo acreditava, pois, na ressurreição como acontecimento histórico: trata-se de um corpo ressurreccionado, que é diferente de um corpo apenas imortal ou espiritual. Segundo a antropologia bíblica, ao contrário da grega, o corpo material é constituinte necessário da pessoa ou do eu individual. Se o Ressuscitado é a pessoa de Jesus de Nazaré, é sempre um corpo e não apenas uma alma ou um espírito. De maneira clássica, costumamos falar de “corpo glorioso”. À luz das narrativas bíblicas, a razão histórica aplicada à pessoa histórica de Jesus termina nas narrativas do túmulo vazio. Mas a razão pura levada ao seu limite não explica toda a realidade. Depois da razão pura vem a razão prática para explicar a verdadeira realidade que consiste também no sentimento, no amor, no coração, na consciência, na ética e moral e, definitivamente, em Deus. Segundo o “Princepezinho”, o “Invisível” é a real dimensão do ser humano. As provas da ressurreição Se, por hipótese, se en-

contrasse o túmulo de Jesus com as suas ossadas, havia motivos para continuar a falar de ressurreição. Neste sentido, a ressurreição de Jesus Cristo seria um acontecimento histórico simbólico ou metafórico, digno de crédito, mas diferente, em qualidade de percepção, da tradição teológica da fé católica. Mas nunca por nunca, esta tradição, desde os Padres da Igreja, apresentou provas de história positiva sobre a ressurreição de Jesus Cristo. Todas as provas são humanas: Jesus Cristo fez-se aparecer a pessoas que, por sua vez, se apresentaram como tais. É, pois, uma prova “testemunhal”. E neste testemunho também entra

DR

Ressurreição: que ressurreição? Sem a ressurreição de Jesus Cristo, o mesmo Jesus não seria mais do que um simples grande homem, grande doutrinador, grande profeta, grande homem de Deus. A ressurreição de Jesus é o centro da fé cristã. Por isso, sem ela é vã toda a fé vivida e professada ao longo de tantos anos. Mas embora esta seja uma afirmação basilar, a verdade é que muitos cristãos não percebem o sentido e a verdade da ressurreição. De que falamos quando falamos em ressurreição? Como entender a ressurreição de Jesus, à luz da qual entendemos também a nossa ressurreição? Para esclarecer algumas dúvidas, seguimos a explicação dada pelo Pe. Joaquim Carreira das Neves, na obra ‘Repensar a Ressurreição’

a retórica narrativa apologética. O caso mais significativo é a narrativa sobre o apóstolo Tomé: “Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos. Estende a tua mão e mete-a no meu peito. Não sejas descrente! Acredita!” E Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus disse-lhe: “Acreditas agora porque me viste? Felizes os que acreditarem sem terem visto” (Jo 20, 27-29). As dúvidas dos cristãos de Corinto são as de ontem e de hoje. O problema é que a exegese bíblica moderna fala de narrativas “apologéticas” e não “históricas”. Históricas são as dúvidas. Não nos escandalizemos, pois, se afirmarmos que não temos provas de his-

tória factual, mas apenas de história testemunhal. E também estas nem sempre são fáceis de entender. Como compreender, de facto, a primeira narrativa paulina a ser escrita (por volta do ano 53-55): “Apareceu a Pedro e, a seguir, ao grupo dos doze [não eram só onze?]. Apareceu ainda a mais de quinhentos “irmãos” de uma só vez. A maior parte deles ainda vive, mas alguns já morreram [quem são este quinhentos irmãos, dos quais nunca mais se fala?]. Apareceu, depois, a Tiago e, em seguida, a todos os apóstolos [quem são estes apóstolos, diferentes, necessariamente, do grupo dos doze?]. Em último lugar, apareceu-me também a mim, que sou quase como um aborto” (1Cor 15, 5-8). Por outro lado, S. Paulo refere a verdade da ressurreição em função da verdade da “parusia” e do “juízo final”, que devia acontecer durante a vida histórica de S. Paulo: “Vou dar-vos a conhecer um mistério: nem todos morreremos, mas todos havemos de ser transformados. Isso acontecerá num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da trombeta final. Quando ela se ouvir, os mortos ressuscitam para não mais morrerem, e nós seremos transformados” (1Cor 15, 51-52; cf. 1Ts 4, 15-17). A manhã da Páscoa não é um acontecimento separado dos “ressuscitados” seguidores do Mestre que venceu a morte. Mas o Mestre é muito mais do que um Sócrates, Platão ou Aristóteles, Moisés, David ou Isaías. De contrário, não precisávamos de acreditar. Nem o Jesus “joânico” nos diria: “Felizes os que acreditarem sem terem visto.” Quem acredita, a começar pelos apóstolos, mulheres que vão ao túmulo, S. Paulo, carrega consigo o grande “mistério” do Infinito no finito histórico de cada um. A ressurreição venceu a morte. A vida é um aleluia de ressurreição em liturgia humano-cristã, pessoal e cós-

mica. Com a ressurreição, o homem todo (corpo e alma) e todo o homem percorre os caminhos da Vida que não tem fim. A ressurreição é um signo de sentido final. Resume-se, então, à grande “metáfora” da Vida? Só é metáfora se for resposta a um acontecimento “real” de realidade transcendente, infinita, sem compreensão puramente racional, histórica e humana. Celebrara a ressureição De modo geral a ressurreição de Jesus “escapa” à compreensão humana, por se tratar de uma “intervenção directa de Deus” que abre uma “nova realidade”, conforme afirma D. José Policarpo. Nesse sentido trata-se de uma “solução definitiva” para a humanidade, a “vitória sobre a morte, sobre o sofrimento e sobre a dor, a vitória sobre o tempo e a abertura da eternidade”. Essa realidade “vai fazendo caminho, vai sendo cultivada por uns e desconhecida por outros”, mas é “imparável”.“O mistério da Páscoa é imparável no tempo da história e estes dois mil anos mostraram-no bem”. Neste contexto, são enumeradas “atitudes humanas novas, de generosidade, de coragem, de humildade, de amor pelos irmãos”, na Igreja Católica: “Somos convidados, a fazer esta passagem, que está a acontecer em nós, no Povo de Deus, na humanidade, e é imparável. Levará o tempo que só Deus conhece, mas é imparável”. D. José Policarpo alude ao confronto, nas celebrações da Páscoa, entre “o drama da humanidade e o desafio da eternidade”. “Deus fez-se homem por uma razão importante: a mudança do coração humano, a revolução na vida do homem, na sua relação com a vida, com a eternidade, com o tempo, só podia ser feita a partir do próprio homem, não podia ser feita de fora.”


4 CULTURA

Teatro Miguel Franco (Leiria) • MUITOS DIAS TEM O MÊS | Documentário | de Margarida Leitão | 28 de Março, 18h30 e 21h30, 29 de Março, 21h30 e 30 de Março, 21h30. • E SE VIVÊSSEMOS TODOS JUNTOS? | Comédia | de Stéphane Robelin | c/ Guy Bedos, Daniel Brühl, Geraldine Chaplin | 4 de Abril, 21h30 e 5 de Abril, 21h30. • OS MISERÁVEIS | Musical | de Tom Hooper | c/Hugh Jackman, Russell Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Helena Binham Carter, Sacha Baron Cohen, Isabelle Allen | 9 de Abril, 21h30 e 10 de Abril, 18h30 e 21h30. • BOM POVO PORTUGUÊS | Docmentário | de Rui Simões | 20 de Abril, 21h30, 21 de Abril, 15h30 e 21h30 e 25 de Abril, 18h30 e 21h30. • SONHOS DE DANÇA | Documentário | de Anne Linsel, Rainer Hoffmann | 29 de Abril, 18h30 e 21h30. Cine-Teatro (Monte Real) • SAMMY 2 | Animação | de Ben Stassen | 14 de Abril, 15h30.

EXPOSIÇÕES

Castelo - Leiria •”Habitantes e habitats” - pré e proto-história na bacia do Lis •”Korrodi e o restauro do Castelo de Leiria” - exposição permanente Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Entre o dia e o sonho” - desenhos de Carlos Roxo (~2/04) •”Deolinda” - música (4/04, 22h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Troca 2013” (~28/03) •”Viagem no tempo: a magia do pano batique na China” (~30/03) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Paralelo 30” (~30/03) •”Maratona Fotográfica” (~06/04) •”(RE)CONHECER Leiria” (~15/06) •”Oficina do olhar” - exposição permanente Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República” - colecção de António Pedro Vicente (~31/03)

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Teatro de portas abertas” - dia mundial do teatro (30/3, 9h30~21h30) m|i|mo - museu da imagem em movimento - Leiria • Workshop in vivo - formação (30/03, 9h00~18h00) Biblioteca - Batalha •”O fio da Memória: O Conto” - concurso literário (~28/03) Associação Nascente de Luz - Maceira • Curso Internacional de Permacultura” (~29/03)

No Teatro José Lúcio da Silva

Deolinda apresentam novo álbum Os Deolinda vão subir ao palco do Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, no próximo dia 4 de Abril, a partir das 22h00 para apresentação do seu terceiro disco de originais designado por “Mundo pequenino”. Após quatro anos em que dominaram os tops de vendas, com os multiplatinados “Canção ao Lado” e “2 selos e um carimbo”, os Deolinda regressam à estrada para apresentar este disco gravado no Porto, no Boomstudios, produzido pelo britânico Jerry Boys e pela própria banda.

28.Março.2013

Teatro José Lúcio da Silva

Médicos e enfermeiros mostraram dotes musiciais

No dia 30 de Março o Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria receberá um conjunto de actividades para todas as idades com o objectivo de assinalar o Dia Mundial do Teatro. Entre as 9h30 e as 11h00, terá lugar uma oficina de expressão dramática, para crianças dos 6 aos 12 anos. À mesma hora, os pais são convidados a fazerem a oficina de teatro. Nos períodos das 11h30 às 12h30 e das 14h30 às 15h30, decorrerão duas visitas encenadas ao Teatro José Lúcio da Silva, iniciativa que se realiza pela primeira vez. À noite, pelas 21h30, o 2º ano da Trupe de Teatro do Leirena leva à cena “A noite vicentina”.

“Analgésicos de som” foi o tema do concerto que músicos da SAMP – Sociedade Artística e Musical de Pousos, médicos e enfermeiros da Unidade da Dor do Centro Hospitalar Leiria-Pombal, realizaram no dia 21 de Março, precisamente, na área das Consultas Externas. O concerto-performance decorreu no âmbito do 4º Encontro Internacional Saúde com Arte, promovido pela SAMP que se centrou na temática específica da Dor, tendo como ponto de partida o novo programa de parceria entre a SAMP e o CHLP: o DoiMenor. De destacar a presença de Patxi del Campo, do Instituto de Musicoterapia espanhol ReCreArte, de Holly Marland do Royal Northern College of Music, Inglaterra, e ainda da equipa da Unidade da Dor do CHLP.

Dia Mundial do Teatro assinalado em Leiria

Criativ(a)rte realiza-se a 25 de Abril

Câmara da Marinha Grande promove feira de artes Até 17 de Abril encontram-se abertas as inscrições para a Criativ(a)rte – Feira de Artes, que se realiza no dia 25 de Abril, entre as 14h00 e as 19h00, no Parque da Cerca, na Marinha Grande. A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal, no âmbito das comemorações do 25 de Abril de 1974. A participação na Feira é gratuita. A feira não tem qualquer fim lucrativo, sendo uma iniciativa informal cujo objectivo é o de criar na cidade da Marinha Grande um espaço para partilha de saberes, usos e costumes. Visa proporcionar o encontro de pessoas, através das artes e da cultura e, simultaneamente, pretende dinamizar o comércio local e constituir um elemento de animação e atractividade para a Marinha Grande. As áreas de abrangência da feira podem ser: artesanato tradicional ou contemporâneo, pintura, animação, produtos regionais, produtos reciclados, produtos e artigos em 2.ª mão e produtos da terra.

Em Abril e Maio

Curso sobre “Monges e camponeses” no m|i|mo O mIiImo - museu da imagem em movimento, em Leiria vai receber durante as Quartas-feiras do mês de Abril e Maio o curso sobre “Monges e camponeses. A vida num mosteiro cisterciense”, numa organização do Centro de Estudos do Património da Alta Estremadura (CEPAE). A primeira sessão está marcada para dia 3 de Abril, entre as 19h00 e as 20h30. Destinado a todo o público com interesse nesta temática, o curso está organizado em seis sessões, estando ainda prevista uma sessão extra no dia 19 de Maio, com uma visita ao castelo, mosteiro e coutos de Alcobaça. Os historiadores Rui Rasquilho e António Maduro vão abordar temáticas relacionadas com a origem do monaquismo, a instalação da Ordem de Cister em Portugal, a organização conventual, usos e costumes e o barroco alcobacense.

No Castelo de Leiria

Oficina de fotografia In Vivo O mIiImo - museu da imagem em movimento, em Leiria realizará no dia 30 de Março entre as 09h00 e as 18h00 uma oficina sobre as bases técnicas da fotografia. O objectivo é aprender fotografia de forma efectiva com o gosto de desenvolver a criatividade pessoal. Seguindo os seus sentimentos, o participante prática a abstracção para observar os “mundos à sua volta”. Pode ser a casca de uma árvore, uma floresta, o alcatrão de uma estrada, as nuvens, a raiva ou a paz, ou o azul do céu.

“Analgésicos de som” deu música no hospital

Joaquim Dâmaso

CINEMAS

O Mensageiro

Câmara da Marinha Grande na rede intermunicipal

Cooperação com o Tarrafal

A Câmara Municipal da Marinha Grande subscreveu o plano estratégico de cooperação intermunicipal com o Município do Tarrafal, na Ilha de Santiago, Cabo Verde, com quem partilha um acordo de geminação. Um programa produzido no âmbito da “Rede Intermunicipal de Cooperação com o Tarrafal” e que será desenvolvido em oito anos. E que além da Marinha Grande também integra os municípios de Amadora, Fundão, Grândola, Moita, Montemor-o-Novo, Moura, Nisa, Setúbal e Vila Franca de Xira. Um plano que pretende enquadrar e preparar um conjunto de acções de cooperação com aquele município cabo-verdiano num contexto de escassez de recursos que recomenda, cada vez mais, uma partilha de responsabilidades acentuada, sendo a realização de projectos em “rede” a opção que se afigura mais eficaz.

Maratona no centro tradicional

Concurso de fotografia digital na Marinha Grande No próximo dia 20 de Abril decorrerá a Maratona Fotográfica, na modalidade de fotografia digital, organizada pela Câmara Municipal da Marinha Grande e do ISDOM – Instituto Superior D. Dinis. Já na 6ª edição o Perspectivas – 6º Concurso de Fotografia do Concelho da Marinha Grande decorrerá entre as 09h00 e as 19h00 com início e fim nas instalações do Arquivo Municipal. A iniciativa terá como objectivo estimular e promover a criatividade artística, a produção cultural e o conhecimento e divulgação do concelho. O concurso irá decorrer num espaço geográfico do concelho da Marinha Grande. Na Maratona Fotográfica poderão concorrer todas as pessoas com idade superior a 14 anos, devendo as mesmas assegurar os equipamentos e materiais necessários à participação. As inscrições são limitadas e podem ser feitas até dia 17 de Abril.


CULTURA 5

O Mensageiro 28.Março.2013

Escolíadas Glicínias Plazza 2013 As Escolíadas Glicínias Plazza 2013 estão marcadas para dia 12 de Abril. E ao final de 23 anos bate-se um novo record de escolas participantes, num total de 22, dos distritos de Aveiro, Coimbra e Viseu. Esta 24ª edição será marcada por muitas novidades e também pelo “adeus” da sala “outo Mundo” na Quinta dos Três Pinheiros – onde tudo começou! Mais de dois mil alunos vão participar nas Escolíadas que vai passar pelas três melhores salas de espectáculos da região Centro para apresentarem provas de Teatro, Música, dança, Pintura e Cultura Geral. O evento começa a 12 de Abril e será uma estreia ao receber o Pólo de Coimbra, no Teatro Académico de Gil Vicente. Depois o espectáculo segue para o Centro Cultural de Ílhavo para terminar em êxtase com a finalíssima que terá lugar no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz. Este ano, com o apoio da Câmara Municipal, da Universidade, da Associação Académica e do Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra será a primeira casa das Escolíadas Glicínias Plaza 2013, onde participarão nove escolas dos distritos de Coimbra e Viseu. Factor comum a todas as escolas participantes são as provas de Teatro, Música e/ou Dança, Pintura, Claque e Cultura-Geral, que são apresentadas aos que assistem.

Decorrerá nos dias 27 e 28 de Maio

Parlamento dos Jovens em Ourém Mais de uma centena de jovens participaram nas sessões distritais do “Parlamento dos Jovens” que decorreram nos dias 11 e 12 de Março, em Ourém. Uma iniciativa que contou com a participação de jovens estudantes de várias escolas do distrito de Santarém. Na sessão do secundário subordinada ao tema “Os Jovens e o emprego: que futuro?” foi aprovado um Projecto de recomendação a submeter à Sessão Nacional do Parlamento dos Jovens, que irá decorrer nos dias 27 e 28 de Maio na Assembleia da República e eleitos os deputados que representarão o Círculo Eleitoral do Distrito de Santarém. Trata-se de uma iniciativa da Assembleia da Repú-

No Colégio Dr. Luís Pereira da Costa

DR

electrónica automação e computadores - realizou, no atrium do colégio, uma apresentação dos seus projectos finais de curso (PAPs). O Sarau de Ginástica foi a grande actividade do departamento de Expressões e Artes inserida nos “Instantes… de Cultura” do CDLPC. O objectivo foi propiciar um espectáculo com movimento e dinamismo, pretendendo-se, através das diferentes variantes da ginástica e da dança, proporcionar um

blica com a colaboração do IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude) e DGEstE (Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares) que tiveram no Município de Ourém um parceiro interessado e que muito contribuiu para o êxito alcançado no desenvolvimento da cidadania dos jovens participantes.

Das 9 escolas participantes, merece destaque a participação da Escola Básica e Secundária de Ourém e do Colégio de S. Miguel que também concorreram à sessão do Euroscola, cujo tema foi: “Os Jovens e o emprego – que futuro?”. Aqui, os jovens representantes de cinco escolas tiveram que defender uma proposta

perante um júri constituído por um representante do NERSANT, da Direção de Serviços de Emprego e Formação Profissional e da Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém. Ficou deste dia de debate a noção clara das preocupações dos jovens no quadro económico conhecido, o reconhecimento da importância das empresas na criação de emprego e da formação em contexto de trabalho. No dia 12 decorreu a sessão do Parlamento do Básico com o tema: “Ultrapassar a crise” e foram eleitos dois alunos de Ourém para representar o círculo de Santarém na sessão nacional e o aluno da EBSO Gil Ferreira foi eleito portavoz deste círculo.

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“Instantes de … Cultura” marcaram uma semana diferente O Colégio Dr. Luís Pereira da Costa “viveu” uma semana diferente intitulada “Instantes de … Cultura” e que se pautou por uma grande multiplicidade de actividades, promovidas por todos os departamentos que integram esta instituição de ensino. Assim, no passado dia 12 de Março foram realizadas várias acções preparadas e dinamizadas, pelos alunos e professores de ciências e Tecnologias, para a comunidade escolar. Os alunos de Química prepararam deliciosas sobremesas recorrendo a técnicas de gastrónoma molecular. E ainda mostraram a parte lúdica desta disciplina ao apresentarem uma peça de teatro “A química por tabela”. Por seu lado, no ateliê de ciências, os alunos do projecto Tobias prepararam diversas actividades experimentais para os colegas do 2.º ciclo. A turma 12.º D – curso profissional técnico de

DR

O arranque está marcado para dia 12 de Abril

quadro com bastante cor e movimento. E, por fim, o departamento de Português promoveu a Feira do Livro, na qual estiveram expostos cerca de 500 títulos, o encontro com o escritor Fernando do Amaral, que contemplou uma palestra com os alunos dos ensinos básico e secundário, e o Chá Literário, simbiose perfeita das várias artes: poesia, dança, drama, recitação e música marcaram esta semana “Instantes de … Cultura”.


6 SOCIEDADE Conselho Geral do Instituto Politécnico de Leiria

Pedro Lourtie, ex-secretário de Estado do Ensino Superior foi eleito presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) na reunião de constituição do 2.º Conselho Geral da Instituição; Isabel Damasceno foi eleita vice-presidente, e Ana Mendes, conselheira representante dos professores e investigadores do IPL, foi eleita secretária do mesmo órgão. Os três tomaram posse dos respectivos cargos na mesma ocasião. Também tomaram posse dez personalidades externas cooptadas para o Conselho Geral do IPL.

Para asfaltamento de estradas

Câmara celebra protocolos

A Câmara Municipal da Marinha Grande celebrou protocolos com as juntas de freguesia de Moita e de Vieira de Leiria para aprovar a transferência de verbas com o objectivo de garantir a execução das obras em algumas ruas de zonas periféricas destas freguesias, nomeadamente, no que toca a asfaltamentos. Para a freguesia da Moita vai ser disponibilizada uma verba no valor de 25.921 euros e para a freguesia de Vieira de Leiria o valor será superior a 75 mil euros.

Em hasta pública

Câmara de Leiria vendeu duas viaturas por 275 euros A Câmara Municipal de Leiria conseguiu vender, em hasta pública de alienação de viaturas municipais, duas viaturas Renault 4 GTL que integravam o lote 1 e 2 e que tinham como base de licitação 125 euros, mas que foi arrematado por 275 euros. O lote número 3, com um valor base de 200 euros, foi arrematado por 250 euros. Esta hasta pública que decorreu, no passado dia 21 de Março, na sala de reuniões da autarquia, foi composta por nove lotes, de 35 viaturas, estando as mesmas, na sua maioria, em mau estado de conservação. Com a sua alienação, e considerando que as mesmas já não estão ao serviço, a Autarquia pretende incorporar receita para o Município e libertar espaço no seu parque de viaturas.

28.Março.2013

Maria Elisa participou no 5º Colóquio de Enfermagem em Saúde

“Cuidar implica despojamento” Maria Elisa Domingues, jornalista e autora do livro “Amar e Cuidar” foi uma das convidadas do 5º Colóquio de Enfermagem em Saúde Materna e Obstétrica do Centro Hospitalar LeiriaPombal que se realizou na última semana, no auditório do hospital e deixou como mensagem a sua própria experiência, enquanto cuidadora da mãe, doente com cancro, e falou precisamente dessa “função”, a de familiar que presta cuidados em fim de vida, a uma planeia completa com profissionais de saúde. A jornalista abriu a alma, aos presentes, e falou das dificuldades dos cuidadores que são vária ordem desde emocional, profissional, social, material e física. Deixando claro que “Quando somos cuidadores não há uma equipa a quem recorrer, somos nós a equipa, a pessoa toma decisões sozinha”. Ao mesmo tempo defendeu que “o cancro é uma doença de família”. Relativamente às dificuldades emocionais, a jornalista explicou o que sente o cuidador, o filho, ao ver o familiar doente, a mãe, cada vez mais debilitado. “É a nossa mãe mas já não é a nossa mãe, é cada vez menos a pessoa amada”.

DR

Novos corpos sociais

O Mensageiro

As dificuldades emocionais, conforme disse, não são apenas do cuidador, são também da pessoa doente, e de toda a família. Nesse sentido, não se podem alimentar tensões familiares, “o justo é relativizado”, a bem do doente, “a prioridade passa a ser o doente”. Porém, as dificuldades profissionais são as que se perpetuam: “Quando se decide cuidar de uma pessoa, abdica-se de tudo”, disse Maria Elisa. “Até a atitude mental muda quando se cuida de uma pessoa, ser cuidador implica despojamento”, para nos encontrarmos com o doente “no terreno dos afectos”, “um amor pouco dependente de palavras”. “Essa capacidade de despojamento de se assumir

como mais vulneráveis, torna-nos melhores pessoas, mas perdemos em termos profissionais, são caminhos quase opostos”. Ainda sobre a opção de ser cuidadora de um familiar, de assumir esse compromisso, Maria Elisa defende que “tomar a atitude de ser cuidador obriga a abdicar, e isso tem consequências, e não se pode fazer essas escolhas em todas as fases da vida”, esclarecendo que nem todas as pessoas têm a mesma possibilidade, de poder tomar a seu cargo uma pessoa doente. Para Daniel Serrão, antigo professor da Universidade do Porto e da Universidade Católica, “desenvolver nacionalmente o cuidado paliativo é a nossa gran-

Até 18 de Abril na Marinha Grande

Até dia 18 de Abril está em fase de apreciação pública a proposta da primeira alteração ao RMEU - Regulamento Municipal da Edificação e Urbanização do Município da Marinha Grande. Durante este período de tempo qualquer pessoa pode apresentar, por escrito, sugestões, observações ou reclamações dirigidas ao presidente da câmara e que poderão ajudar a melhorar o dito Regulamento que pode ser consultado, nos dias úteis, das 09h00 às 12h30 e depois das 14h00 às 17h30, na Divisão de Ordenamento do Território - DOT. Esta alteração é motivada pelas recentes alterações legislativas a nível de licenciamento industrial, do alojamento local e ainda das decorrentes do “licenciamento zero”.

Município de Leiria

Refeições nas férias da Páscoa No concelho de Leiria há 31 escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico que estão de portas abertas, durante estas férias da Páscoa, e no âmbito do Programa de Apoio Sociofamiliar estão a fornecer refeições a 327 crianças do concelho. Uma medida que a Câmara Municipal de Leiria já tinha adoptado nas férias do Natal. A iniciativa conta com a colaboração de 17 entidades: escolas, associações de pais, Juntas de Freguesia e

Instituições Particulares de Solidariedade Social, que garantem o funcionamento do programa de apoio sociofamiliar nos períodos de férias, tal como durante o ano lectivo. Do universo de 327 crianças apoiadas, 31 estão isentas do pagamento de refeições por pertencerem ao escalão A (mais carenciadas), 55 pagam apenas 0,73 euros por refeição (escalão B) e 241 a totalidade do valor: 1,46 por refeição (escalão C).

DR

Alteração ao Regulamento Municipal de Edificação

de batalha”. O professor também participou neste Colóquio para abordar “os cuidados em fim de vida”. O Encontro reuniu cerca de 150 profissionais para partilhar temas relacionados com a preparação para a parentalidade, o empreendedorismo em enfermagem, práticas e cuidados no parto e puerpério, e o acompanhamento de mulheres em fim de vida. Hélder Roque, presidente do Conselho de Administração do CHLP, defende que «este encontro foi muito importante para os profissionais, não só pelo debate entre pares, mas também porque pudemos ter a percepção, a sensibilidade do outro lado, do doente e do cuidador. São duas vivências muito diferentes, muito marcantes e que dependem muito também do acompanhamento e disponibilidade do profissional de saúde. Quanto mais coesa for esta relação, melhor vai ser a vivência destas etapas, com menos stresse e mais apoio, também a nível emocional, como aqui vimos». “Cuidar não é só aplicar tratamento, é dar a mão, ouvir, confortar, por vezes apenas sorrir já é suficiente para atenuar o sofrimento”, defende.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 28.Março.2013

HSA considerado bom ou muito bom por 91% dos doentes internados “Boa ou muito boa” é desta forma que os doentes internados no Hospital de Santo André, em Leiria classificam o serviço prestado. Os dados constam do Inquérito de Satisfação do Doente Internado no Hospital de Santo André. O mesmo inquérito revela que 91 por cento dos utentes recomendariam o hospital a familiares, amigos ou colegas. Hélder Roque, presi-

dente do Conselho de Administração do CHLP, releva que o número de respostas obtidas “são resultados extremamente positivos, que reconhecem o excelente trabalho que temos feito, o empenho dos nossos colaboradores, e a política de qualidade que faz já parte do nosso ADN”. “Este trabalho, esta nossa missão, foi reconhecido em meados do ano passado com a acreditação da Joint

Commission International, e quer envolver o utente no processo de cuidados, e coloca-lo no centro das nossas preocupações, sendo que este reconhecimento mostra que o temos feito bem”, refere o administrador, ao mesmo tempo que salienta que “o doente deve ser sempre ouvido em matéria de conteúdo dos cuidados de saúde, qualidade dos serviços e encaminhamento das sugestões”.

O questionário faz parte do guia do utente que é entregue aos doentes quando estes são internados, e foi respondido, em 2012, por 916 utentes. Entre as várias temáticas analisadas, eram dadas aos utentes quatro opções de resposta, numa escala entre “Mau”, Satisfatório”, “Bom” e “Muito bom”.

Para assinalar o Dia Mundial da Árvore Para assinalar o Dia Mundial da Árvore a Câmara Municipal de Leiria decidiu, numa semana, plantar 50 árvores. No dia 21 de Março, assinalou o início dessa plantação, no Jardim de Santo Agostinho e contou com o apoio de algumas individualidades como o coronel Luís Green Henriques, Comandante do Regimento de Artilharia 4, Mário Matias, Presidente

DR

Município de Leiria plantou 50 árvores

do Conselho de Administração da Caixa Agrícola de Leiria, e Nuno Mangas,

Presidente do Instituto Superior Politécnico de Leiria que se juntaram a Gonçalo

Lopes, Vice-Presidente do Município, e Lino Pereira, Vereador dos Espaços Verdes, na plantação de quatro árvores naquele. Este acto serviu para repor as quatro árvores que caíram na sequência da intempérie de dia 19 de Janeiro. Também foram transplantadas três pequenas aveleiras que se encontravam no Centro de Interpretação Ambiental, para o espaço verde exterior.

Em 2013

SMAS de Leiria associam-se à Campanha Cooperação pela Água Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Leiria (SMAS) vão promover várias acções de sensibilização relativas ao consumo de água e direccionadas à comunidade em geral e a diversos parceiros. As acções vão concentrar-se nas infra-estruturas de abastecimento de água e uma visita ao Museu do Moinho do Papel e que se inserem na adesão dos SMAS de Leiria à Campanha Mundial Cooperação

pela Água 2013, dirigida pela UNESCO. A Campanha Mundial Cooperação pela Água 2013 tem cinco objectivos estratégicos: consciencializar sobre a importância, os benefícios e os desafios da cooperação em questões relacionadas coma a água; gerar conhecimento e construir capacidades em prol da cooperação pela água; provocar acções concretas e inovadoras em prol da cooperação pela água; fomentar parcerias, diálogo e

cooperação pela água como prioridades máximas, mesmo após 2013; e fortalecer a cooperação internacional pela água para abrir caminho para os objectivos de desenvolvimento sustentável defendidos por toda a comunidade que trata sobre água e atendendo às necessidades de todas as sociedades. A título de curiosidade refira-se que os SMAS de Leiria introduzem diariamente na rede de distribuição o equivalente a 25

milhões de garrafas de litro de água. A rede de distribuição de água no concelho de Leiria é composta por 1780 km, dispondo os SMAS de 400 pontos de colheita, onde é feito o controlo de qualidade diariamente. Em 2012, foram efectuadas 18.580 análises da água na rede de distribuição, tendo sido atingido 99,8% de água segura.

Aberto Centro de Marcha e Corrida

Município de Ourém aposta na juventude

O Centro de Marcha e Corrida de Ourém que está instalado na sede do Espaço Jovem, no Parque Linear já está em funcionamento. A inauguração deste Centro foi apadrinhada por Carlos Lopes, ex-atleta e campeão olímpico que esteve presente e que motivou milhares de jovens para a prática do desporto. O Centro de Marcha e Corrida visa estimular a prática de uma vida mais saudável e colocar um ponto final nos hábitos de vida sedentária através da marcha ou da corrida. Um projecto que conta com o apoio do programa nacional promovido pelo Instituto do Desporto, Federação Portuguesa de Atletismo e Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Como disse o director do IPDJ na sessão inicial “Ourém coloca-se na linha da frente pois neste momento só há seis ou sete municípios onde o projecto está já implementado”. Elogiou a acção do Município em vários projectos, e que dos mesmos tomou conhecimento no Parlamento dos Jovens, realizado recentemente, e onde sentiu receptividade para apoiar e desenvolver estes projectos. Paulo Fonseca congratulou-se pelas dinâmicas de juventude que Ourém está a concretizar. DR

91% dos utentes recomendariam o hospital a familiares, amigos ou colegas

Tema “Ser psicólogo em contexto escolar”

Instituto Politécnico de Leiria organiza encontro de profissionais da educação

No próximo dia 12 de Abril o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) será o palco, a partir das 14h00, na Escola Superior de Saúde, para um encontro de psicólogos e profissionais da educação subordinado ao tem “Ser Psicólogo em Contexto Escolar”, que pretende promover a partilha de experiências de intervenção do psicólogo neste contexto específico, além de promover a inovação e qualidade na educação, orientando a intervenção do psicólogo cada vez mais para uma visão holística do indivíduo. A orientação vocacional, a avaliação neuropsicológica, a promoção de competências emocionais e a abordagem a dificuldades de aprendizagem específicas, como a dislexia, serão alguns dos temas a debate, que contará com o aporte de profissionais e investigadores de diversos áreas e contextos de educação. Graça Seco, da comissão organizadora do Encontro, explica que «este encontro é inovador e vem dar resposta a necessidades sentidas pelos profissionais, que gostariam de contar com uma plataforma de partilha deste género, que permita promover as boas práticas da actuação do psicólogo em contexto escolar, que desempenha um papel muito relevante no desenvolvimento integral dos estudantes, desde o 1.º ciclo ao ensino superior, e em todas as áreas de intervenção, mas especialmente em três grandes áreas, o apoio psicopedagógico, apoio ao desenvolvimento do sistema de relações da comunidade escolar, e orientação escolar, profissional e vocacional». O Encontro “Ser Psicólogo em Contexto Escolar” é promovido pelo Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE) do IPL, em colaboração com psicólogos escolares, nomeadamente da Escola Secundária Domingos Sequeira, de Leiria, e do Agrupamento de Escolas da Batalha, com base em contributos de especialistas reconhecidos nesta área que se quiseram associar a este encontro inédito.


8 ECLESIAL

O Mensageiro 28.Março.2013

Família há oito séculos

A porta do Céu P

rosseguindo a caminhada ao longo de oito séculos, façamos escala nas margens do rio Sado, em Alcácer do Sal, uma das mais antigas cidades da Europa, fundada pelos fenícios no ano 1000 a.C. Durante o domínio árabe foi capital da província de Al-Kassr. D. Afonso Henriques conquistou-a em 1158. Reconquistada pelos mouros, só no reinado de D. Afonso II, e com o auxílio de uma frota de cruzados, a cidade foi definitivamente conquistada para o Reino de Portugal. Uma vez mais, junto às águas correntes do rio, surge um mosteiro de Santa Clara sob o patrocínio de Nossa Senhora de Aracaeli (Porta do Céu). Foi fundado no reinado de D. Sebastião, em 1573, por iniciativa de Rui Salema, fidalgo da casa de D. Luís, duque de Beja e filho do rei D. Manuel I. as primeiras Irmãs vieram do Mosteiro de Santa Clara de Évora. Os finais do século XVI, foram uma época próspera para este convento, sendo

de assinalar a construção da igreja, de grande harmonia e beleza arquitectónica, de que ainda hoje restam vestígios. Das ruínas do edifício, além da igreja, é possível ainda assinalar a sala do capítulo, o refeitório e a cozinha bem como a galeria situado por cima das arcadas dos claustros. Durante mais de trezentos anos as irmãs ocupariam essa morada santa. Em diversos tempos e lugares, as Irmãs Clarissas desenvolveram actividades sociais ligadas à educação de meninas e jovens raparigas, ensinando leitura, escrita, canto e artes domésticas. Durante as escavações do Convento de Aracaeli recentemente realizadas, foram encontrados 59 esqueletos que se distribuíam pelo Coro Baixo, Claustro, Capítulo e Igreja. De uma maneira geral, a maioria dos esqueletos exumados encontravam-se em bom estado de preservação. Foi possível confirmar o sexo feminino e realizar a estimativa da

idade, por altura da morte, em 45 destes esqueletos. As idades variam entre os 13 e os 70 anos, sendo mais frequentes os indivíduos adultos de meia-idade. Apresentavam uma altura que em média rondava os 155 cm, eram pouco robustas, não se identificando sinais de grandes esforços físicos. Mas reconheceram-se vestígios traumáticos nos joelhos, eventualmente relacionados com a posição de oração que habitualmente se faz de joelhos. O homem é mais homem quando se ajoelha diante de Deus. Perante a necessidade de restabelecer os cofres do Estado, D. Pedro IV decretou a extinção das ordens religiosas em 1834 e os seus bens foram nacionalizados e incorporados na Fazenda Pública e alienados. No entanto, não foi imposto às irmãs o abandono total dos espaços monásticos, sendo-lhes permitida a permanência no Mosteiro até à morte. Neste Mosteiro de Nossa Senhora de Aracaeli a

última religiosa terá morrido já no princípio do século XX. Passados apenas quatro anos, em 1577, reinando D. Sebastião, o monarca fez doação da Ermida dos Mártires a Miguel de Moura, seu escrivão e futuro membro do conselho de governadores do reino, que possuía numa quinta em Sacavém onde foi edificar um Mosteiro de religiosas, em memória de um milagre que afirmou ter testemunhado. Com efeito, segundo as memórias do próprio Miguel de Moura, em Dezembro do ano anterior, D. Sebastião partira em peregrinação ao santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, em Espanha, acompanhado do seu secretário nessa viagem. Pouco depois da partida, estalou um incêndio na Pampulha, perto de um armazém onde se guardava a pólvora, originando-se violenta explosão, que atingiu os prédios onde residia a esposa de Miguel de Moura, D. Brites da Costa. Ante o estrépito, esta prostrou-se de joelhos

diante de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Embora todo o edifício ficasse completamente destruído ela foi milagrosamente salva. Perante esta notícia, o marido desejou regressar imediatamente atrás, o que o rei não lhe permitiu. Fez, porém, a promessa de erigir um mosteiro e uma igreja em honra da miraculosa salvação da sua esposa, como prova de gratidão a Deus. Por um breve de 14 de Junho de 1577, o Papa Gregório XIII concedeu a Miguel de Moura a possibilidade de fundar, à sua custa, o mosteiro e cedeu-lhes o direito de padroado, assim como autorização para trazer, do Mosteiro da Madre de Deus, em Lisboa, Irmãs da Ordem de Santa Clara, Clarissas Capuchinhas. A edificação do mosteiro, com a dupla invocação a Nossa Senhora dos Mártires (em honra dos mortos na batalha de Sacavém) e a Nossa Senhora da Conceição dos Milagres (em lembrança

do acontecimento que salvou a vida de D. Brites da Costa), iniciou-se a 13 de Dezembro de 1577. Concluída a construção, vieram para o convento, a 13 de Outubro de 1581, oito religiosas da Madre de Deus e a Irmã Vicência de Jesus, filha do Marquês de Vila Real foi sua primeira abadessa. Ao longo dos anos, muitas filhas da alta nobreza consagraram a sua vida a Deus no Mosteiro de Sacavém, entre as quais se contam Ir. Catarina de Jesus, condessa de Matosinhos (conhecida no século como Catarina de S), que renunciou ao casamento com o visconde de Vila Nova de Cerveira. Na verdade foi uma troca maravilhosa! E a própria viúva de Miguel Moura desejou morrer sob as dobras do manto da altíssima pobreza. Essas mulheres experimentaram que, como diz o Papa Francisco, Cristo é o centro de tudo.

DOM DA FÉ

não temer a Deus, reconhece que ambos estavam a sofrer o merecido castigo das suas ações e declara Jesus como vítima inocente. Depois, dirige-se a Jesus e pede-lhe para se lembrar no seu reino. Imediatamente, Jesus oferece-lhe a salvação, prometendo-lhe: “Hoje estarás comigo no Paraíso”. O malfeitor faz diante de Jesus uma súplica que é uma confissão de fé. Na censura ao colega parece reconhecer que na figura de Jesus é Deus quem é submetido ao suplício, “contado entre os malfeitores” (Is 53,12). Por outro lado, admite a justiça do castigo que lhes é aplicado a eles e dirige-se a quem o pode salvar. Recebe então o dom inesperado da salvação, a participação na vida eterna junto de Deus, de Jesus e dos santos. Na cruz, manifesta-se assim a misericórdia divina que salva o homem que, pela fé, se abre aos dons de Deus. Na Bíblia, a salvação obtida pela fé não é somente a vida eterna após a morte. Sobretudo nos evangelhos, várias vezes, Jesus afirma “a tua fé te salvou” a alguém que

foi curado de alguma doença ou a quem foram perdoados os seus pecados ou concedida qualquer graça divina. A salvação, portanto, diz respeito à mudança espiritual e moral que por dom divino se opera na pessoa. É um benefício de Deus que alcança a vida em algum aspeto. Envolve o homem no seu todo e no presente, e não apenas a sua alma ou o seu futuro eterno. Recebe-a quem acolhe Jesus Cristo e a sua graça no próprio coração e se confia ao auxílio divino. Há também hoje quem encontre a salvação mediante o dom da fé. Li há pouco a interessante história de vida do belga Jacques Verlinde. Nasceu em 1947 numa família católica na qual recebeu a fé e a viveu com grande devoção. Na adolescência, por influência de algumas ideias filosóficas, abandona por completo a religião, convencido de que para viver de forma responsável tem de rejeitar Deus e avançar sozinho na vida. Estuda na universidade, faz o doutoramento em química nuclear e dedica-se à investigação

científica. Ocupa-se também nos movimentos estudantis e na ação política. Apesar dos êxitos e da carreira científica promissora, mantém-se vivo nele o desejo de absoluto: “Não me sentia com a felicidade que conheci antes de romper a minha aliança com Deus. Desde o momento em que rejeitei a presença d’Aquele que é a luz dos homens, encontreime na noite”, confessa. Não confia que possa encontrar Deus na Igreja. Procura-O na prática da meditação segundo a tradição hindu, acabando ir para a Índia, onde reside numa das comunidades monásticas. Quatro anos depois, um turista interpela-o sobre Jesus. “Quando pronunciou o nome de Jesus – conta Jacques – alguma coisa estranha aconteceu. Foi como se esse nome entrasse no mais profundo do meu coração e tivesse revelado em mim um profundo desejo de Deus. Nesse instante senti que Jesus estava presente com toda a Sua infinita misericórdia e que o Deus de que eu tinha medo, não existia. Compreendi que o único Deus que

existe é Aquele que é pleno de misericórdia e de amor por mim. Jesus tinha vinho procurar-me no Himalaya. Esperava com paciência que eu voltasse para Ele. Compreendi e vi com exatidão que Jesus está vivo e que é toda a minha vida”. Deixou a Índia, mas a adesão plena a Jesus não foi imediata. Conheceu um grupo esotérico que o convenceu a envolver-se em práticas de vidente para fazer bem às pessoas diagnosticando os males de que sofriam e curando-as. Mistura estas ocupações com as práticas religiosas cristãs: missa, rosário, leitura da Bíblia e outras formas de oração. Até que um dia, durante a missa e com a ajuda de um sacerdote, percebe que não estava bem orientado espiritualmente, a sua vida estava contaminada “com os espíritos do mundo oculto”. Ajudado a obter o discernimento espiritual, conseguiu libertar-se e entregar-se totalmente a Jesus, renunciando a todas as forças que não provinham d’Ele: “Eu fui totalmente liberto pelo poder do sangue e do Nome de Jesus. Mas eu estava destruído física e psicologicamente.

Um longo caminho de cura foi necessário para recuperar totalmente... Mas o Senhor terminou um mim, com paciência, aquilo que tinha começado. Eu não cesso de dar graças a Deus que me tirou do túmulo. Eu estava morto e Ele deu-me a vida de novo. Ele ressuscitou-me verdadeiramente!” Jacques descobriu entretanto a vocação para o sacerdócio, entrou no seminário e, em 1983, recebeu a ordenação para o ministério sagrado, que começou a exercer. Em 1991, compreendendo ser chamado à vocação monástica, fez os votos na Fraternidade Monástica da Família de S. José, adotando o nome de Joseph-Marie. Estudou filosofia e teologia, tornando-se professor na Universidade Católica de Lyon e noutras escolas teológicas e fazendo conferências em múltiplos lugares. É o atual prior da Fraternidade Monástica que ajudou a fundar.

Pe Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

Salvação inesperada http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

N

o relato da paixão e morte de Jesus, o evangelista Lucas (23, 33-43) apresenta a cena dos malfeitores crucificados com Jesus e as suas reações. Um associa-se ao coro dos que escarnecem de Jesus e insulta-o, dizendo: “Não és tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e a nós também”. Não obtém qualquer resposta. O outro, pelo contrário, repreende o colega de suplício por

Irmãs Clarissas de Monte Real


DIOCESE 9

O Mensageiro 28.Março.2012

“Cidadania activa, fé comprometida, novos paradigmas e desafios”

O olhar crítico de quem lá esteve

“Bem-vindo Santo Padre Francisco”

Um telegrama de Leiria-Fátima para o Vaticano

DR DR

Estando a comemorar, em 2013, o Ano Europeu dos Cidadãos e o Ano da Fé, a Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima promoveu, no passado dia 20 de Março, no Teatro Miguel Franco, em Leiria, um seminário subordinado ao tema “Cidadania Activa, Fé Comprometida – Novos paradigmas e desafios”. O tema, por si só, já era prometedor, numa época em que os cidadãos e, de um modo especial, os cristãos, são chamados à próatividade, a ser criativos, a sair do comodismo a dar um pouco de si para o bemestar dos outros; porque é isso, no nosso entender que é ser cristão; e nada mais oportuno que abordar o tema quando celebramos os 50 anos do II Concílio do Vaticano a que em boa hora o bom Papa João XXIII deu início mas que ainda não foi compreendido e, talvez por isso, não vivido, por um grande número dos que se dizem cristãos. Outra feliz coincidência, foi a recente eleição do Papa Francisco que, logo de início cativou a todos com o seu sorriso e simplicidade. Vamos sabendo, pelos meios de comunicação social que não se trata apenas de aparência mas de vivência de verdadeira fé comprometida com a igreja dos pobres e dos que mais sofrem. Voltando ao Seminário, não vamos pronunciar-nos sobre a sessão de abertura em que usaram da palavra o Presidente da Cáritas Diocesana de Leiria, Dr. Júlio Martins, o presidente da Cáritas Portuguesa, Dr. Eugénio Fonseca, o Vereador Dr. Gonçalo Lopes, em representação do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Leiria e o Sr. D. António Marto, Bispo da Diocese de Leiria-Fátima que tiveram intervenções interessantes e muito oportunas mas nessa altura estava a comunicação social e, no mesmo dia, já se podiam ler e ouvir as respectivas intervenções nas redes sociais. O painel da manhã, era prometedor pelo conhecimento que tínhamos dos oradores e da sua prática

no “terreno”. Cristãos comprometidos e cidadãos activos na igreja e na sociedade civil: O Prof. Doutor Manuel Braga da Cruz e a Dra. Margarida Neto. Foram claros e abordaram temas muito actuais e de importância para reflexão: qualquer um daria assunto para um seminário: Educação, uma expressão de cidadania (oh, como é actual e importante o debate á volta deste tema!) e Cidadania e família que é não diremos complementar do primeiro mas precisamente o que lhe dá consistência. O painel da tarde suscitou-nos mais curiosidade, não só pelos temas mas pela sua originalidade: Cidadania em contexto laboral com o testemunho em primeira pessoa do Dr. António Faria – como é que, nos tempos que vivemos, em que sobra mercadoria, faltam clientes e não há dinheiro para honrar os compromissos fiscais, se consegue ter uma equipa de colaboradores responsáveis, com salários justos e pagos ao fim do mês tendo sempre como principal preocupação as pessoas dos trabalhadores? O compromisso terá, certamente, de ser de toda a equipa, patrões e empregados, em que

o bem comum é o principal desafio para todos. Cidadania fora de portas foi outra experiência relatada na primeira pessoa pela jovem Dra Vanessa Neves que, sem qualquer apoio estatal, nem de cá, nem de lá, esteve vários meses no Nordeste brasileiro, por vontade própria, como técnica de serviço social, a fazer um estágio a trabalhar com meninos de rua que, se desaparecerem ou morrerem ninguém virá reclamá-los porque nem sequer estão registados e, por isso, apenas têm como companhia o seu grupo, como alimento o que trazem das lixeiras e como oásis de abrigo os serviços de voluntariado e também alguns estatais, é preciso dizê-lo, que lhe vão tentando mostrar que é possível ter esperança. Finalmente, Cidadania, uma expressão de juventude, foi o relato de uma experiência fabulosa da Dra. Marine Antunes, uma jovem que tendo sofrido de cancro aos 13 anos, resolveu dar a volta por cima, fazer um curso na área da Comunicação Social, criar um projecto denominado “Cancro com Humor” onde relata humoristicamente a experiência de cancro

Breves

dando dicas e exemplos a actuais e antigos doentes. Faz escrita criativa, poesia, letras musicais, crónicas, romances e alimenta o sonho de poder publicar um livro e viver da escrita. Sem esquecer todos os outros, para ti, Marine, que nos deixaste á beira da lágrima no olho pelo teu exemplo de cidadã alegre e comprometida, o nosso obrigada. Finalmente, o Padre Dr. Manuel Armindo Janeiro que, apesar da sua vida extremamente ocupada conseguiu acompanhar todos os trabalhos (felizmente para ele, estamos certos), encerrou a sessão fazendo uma síntese das várias abordagens feitas ao longo do dia. Possibilitar a participação gratuita num seminário com esta qualidade, é evidente que só foi possível graças aos apoios institucionais, das empresas que ofereceram os pequenos lanches da manhã e da tarde e, é claro à generosidade de todos os colaboradores e oradores. A cidadania também passa por estes gestos. E depois de participar num dia como este, com o recentemente eleito papa Francisco, apesar da crise que a todos nos afecta e deprime ( a chuva que teima em cair também não ajuda), fica-nos a certeza que, como dizia Baden Powell, nosso modelo, entre outros, deixaremos este mundo um pouco melhor do que o encontrámos.

Uma participante Filomena Silva Martins

Tal como tinha anunciado na homilia da última peregrinação diocesana a Fátima, D. António Marto fez chegar ao Santo Padre Francisco um telegrama de saudação, comunhão eclesial e antecipadas boas-vindas, na perspectiva da futura visita daquele ilustre peregrino. Segundo informação recebida do Santuário de Fátima, seguiu hoje, 20 de Março, para o Vaticano o telegrama que o Bispo de Leiria-Fátima tinha prometido enviar, em nome de todos os diocesanos e peregrinos de Fátima, ao Papa Francisco. O documento, assinado por D. António Marto, seguiu com o seguinte texto: “Bispo e peregrinos da Diocese de Leiria-Fátima queremos exprimir-lhe a nossa profunda comunhão eclesial e o nosso caloroso afecto, dizer-lhe que, em Fátima, confiámos a sua Pessoa e o seu Ministério à protecção da Senhora de Fátima e, ainda, que o Santuário espera com emoção poder recebê-lo um dia como peregrino. Desde já lhe damos as boas vindas: Bem-vindo Santo Padre Francisco!” GIC de Leiria-Fátima

Conhecer a Catequese Familiar

Manhã de formação e partilha No passado sábado, dia 9 de Março, cerca de 80 catequistas da diocese de Leiria-Fátima puderam conhecer mais de perto a experiência de catequese familiar tal como está a ser concretizada na paróquia do Entroncamento, diocese de Santarém. Numa manhã de formação e partilha, estiveram presentes os responsáveis pelo projecto: o José Reis e a Maria Luís que acompanham a formação dos pais, a Luísa, catequista que acompanha as crianças do grupo da catequese familiar, e a Mónica e o Filipe, um casal que acolheu o desafio de se integrar neste projecto. Com as partilhas de todos eles, de uma forma simples e prática, foi possível perceber um pouco melhor o que é a catequese familiar, como se estrutura e quais os recursos necessários para a implementar, a forma de a propor aos pais e as objecções que habitualmente se encontram. Uma partilha em que se salientaram também os aspectos positivos que têm surgido desta aposta e que serve de motivação para outras paróquias que desejem iniciar um projecto similar.

Secretariado Diocesano da Catequese

No Centro Pastoral Paulo VI

Concerto de Páscoa No próximo dia 7 de Abril, 2.º Domingo da Páscoa do Senhor, será apresentado um Concerto de Páscoa do Santuário de Fátima, no Concerto Pastoral Paulo VI. O evento estará sob a direcção de António Vassalo Lourenço, a Orquestra Filarmonia das Beiras e o Coro Amigos da Música de Espinho. Intervirão também Joana Fonseca, soprano, Alexandra Calado, contralto, e Paulo Bernardino, ao órgão. Com início às 16h00, o alinhamento do concerto será o “Stabat Mater” e o “Gloria”, de António Vivaldi. As entradas são livres.

Ana Vala


10 ECLESIAL

O Mensageiro 28.Março.2013

Leituras| Domingo de Páscoa

JANELA SOBRE A MISSÃO

(31/03/2013) Antífona de Entrada: Salmo 139, 18.5-6 Leitura I: Act. 10, 34A, 37-43 Salmo Responsorial: Salmo 117 (118), 1-2, 16AB-17, 22-23 Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria. Repete-se. Leitura II: Col. 3, 1-4 Aclamação antes do Evangelho: I Cor 5, 7b-8a Refrão: Aleluia. Repete-se. Cristo, nosso Cordeiro Pascal, foi imolado: celebremos a festa do Senhor. Refrão. Evangelho: Jo 20, 1-9 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo que Jesus amava e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. Palavra da Salvação.

Pe. Vitor Mira

vitormira67@gmail.com

Missão em tempo de Quaresma I

J

á havia algumas semanas que não dávamos notícias e houve boas razões para isso: estivemos no Gungo, e por isso sem acesso à net, de 28 de Fevereiro a 19 de Março. E muita coisa por lá se passou neste tempo. Aqui partilhamos apenas um pouquito… O objectivo desta presença contínua foi estarmos

Cânticos| II Domingo de Páscoa

AO SABOR DA PALAVRA

(7/04/2013) Início Somos a Igreja de Cristo - Lau 796 Dai a paz Senhor - Lau 260 Salmo Responsorial Aclamai o Senhor porque Ele é bom - Lau 135 Apresentação dos dons Eu estive morto - Lau 1063 Senhor trazei-nos a paz - Lau 777 Comunhão Recebestes um Espírito - Lau 716 Senhor, eu creio que Sois Cristo - Lau 759 Pós-Comunhão Só no Espírito de Deus - Lau 789 Ó Páscoa gloriosa - Lau 572 Final Todos unidos - Lau 819 Aclamai Jesus Cristo - Lau

MISSAS DOMINICAIS

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

Domingo de Páscoa 31 de Março de 2013

Aleluia Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

A

leluia é a palavra que enche hoje os nossos corações e os nossos lábios. Esta palavra significa a nossa alegria, o contentamento que enche os nossos corações e nos faz cantar: Aleluia. Mas o que é que provoca esta alegria? É um sinal de alívio pelo fim da Quares-

próximos da comunidade neste tempo da Quaresma. Estivemos na Donga, sede da missão de 28/02 a 12/03. Aí recebemos os cristãos de vários centros mais próximos da sede da missão, um por cada dia. Assim cada centro, com mais ou menos pessoas, teve o seu dia de retiro, formação espiritual e oportunidade de celebrar o sacramento da Reconciliação. De 12 a 19 de Março estivemos na aldeia do Uquende, com o mesmo programa, acolhendo os centros mais

próximos. Pelo meio, em cada sábado tivemos também o retiro e depois, no domingo seguinte, os vários escrutínios dos catecúmenos que irão ser batizados na Páscoa. Durante esta estadia houve ainda um retiro de jovens orientado pela mana Elsa, atendimento de doentes (a nossa mana Joana fez o seu primeiro parto com a ajuda da Ana Sofia). As cantinas também funcionaram, tendo na sua “gestão” a mana Teresa. E,

claro, como é habitual, podemos contar com o nosso bom cozinheiro, o Sr. Filipe, que nos trata muito bem. Mas também houve outro tipo de trabalhos: foi construída uma nova latrina, desta vez em adobes, porque a anterior, que era de capim, ficou praticamente destruída por causa das fortes chuvas que têm caído. Também iniciámos os trabalhos de melhoria do nosso salão no sentido de podermos fechar as janelas, além de outros “biscates”.

ma? Pelo início do bom tempo? Na verdade depois de um longo e rigoroso inverno, que todos sentimos, é bom sentir o sol a brilhar nestes últimos dias em que vivemos a semana santa. Mas Aleluia é antes de mais a afirmação da nossa fé no Senhor Jesus que ressuscita neste Domingo, que está vivo. Mais: que é a própria vida, e que nos dá essa vida em cada domingo, sempre que celebramos a páscoa semanal, o dia do Senhor: o Domingo. A Páscoa não é um mero aniversário. E nós, muitas vezes, nem sequer a vivemos como um aniversário. Se calhar damos mais importância ao Coelhinho e aos Ovos da Páscoa. Ainda hoje alguém me perguntava a que propósito apareciam estes dois elementos ligados à páscoa. Não têm nada a ver com o sublime mistério que neste dia comemoramos. Mas se calhar é esta a imagem que passamos àqueles que nos rodeiam: a páscoa aparece como uma mera festa primaveril, ligada aos ritos pagãos da fertilidade. Cantamos Aleluia por-

que Jesus está vivo, aqui e agora. Não é uma mera lembrança, não é o aniversário de alguém que está morto e recordamos com carinho, é a consciência de que o Messias é uma realidade presente em cada um de nós, que procura em cada dia viver de acordo com a sua mensagem. Jesus não está no sepulcro porque está connosco. O sepulcro vazio é o símbolo de que a morte foi vencida. Que há uma razão para lutar por aquilo que sabemos ser certo. Lutar pela Vida, que está inscrita no nosso coração, que recebemos pelo baptismo. Por este sacramento participamos da vida de Jesus, do Ressuscitado. Por isso a Morte não tem poder sobre nós, porque a nossa força é Jesus Cristo. É este mesmo Jesus que nos dá a coragem de cantar ALELUIA! Por mais que os outros nos digam que está tudo mal, nós sabemos que o mundo não pode estar mal porque foi criado pelo Amor. Que nós não podemos estar mal porque temos o Senhor connosco. Vamos proclamar que

Jesus está vivo, como Pedro o fez em casa de Cornélio, um centurião romano que nem sequer acreditava no Deus de Israel, mas que, com a graça de Deus, se deixou conduzir, descobrindo as maravilhas que Deus faz por todos os homens. Que aquele que deu a vida por nós, para nos libertar do pecado e da morte, está hoje presente no meio da Igreja (todos os que são baptizados) e que os ajuda a caminhar para alcançarem e construírem o Seu Reino, o Reino dos Céus. Um reino de paz e de amor construído em cada homem, que não se importa com leis e convenções, que vence todas as regras porque já não são necessárias. Nós não vimos o sepulcro vazio, mas fazemos todos os dias a experiência do Senhor ressuscitado, vivo e caminhando ao nosso lado nos caminhos da história. Temos de testemunhar essa realidade; no entanto, é preciso que o nosso testemunho seja comprovado por factos concretos: por essa vida de amor e de entrega que é sinal da vida nova de Jesus em nós.


DIOCESE 11

O Mensageiro 28.Março.2013

Novo formato do Cancioneiro Jovem

Formação sobre o Concílio Vaticano II

Encontro vicarial nas Colmeias

O Serviço Diocesano de Pastoral Juvenil (SDPJ) de Leiria-Fátima tem vindo a desenvolver, desde há alguns anos, um cancioneiro de músicas de mensagem cristã para jovens, tanto para uso na liturgia como em outras celebrações, encontros e convívios. Baptizado de “Vitamina C”, os seus objectivos iniciais, que se mantêm, eram os de divulgar a música criada no âmbito da pastoral juvenil, levar à sua aprendizagem por parte dos animadores e, ainda, “prevenir as normais distorções da obra original decorrentes do seu uso e da sua transmissão”. Assim, num espírito de “serviço à Igreja e aos seus agentes de pastoral”, apresentou-se um livro com letras e acordes que, mais tarde, viria a ser dis-

DR

“Vitamina C”

ponibilizado e ampliado numa página online, em “vitaminac.sdpjleiria.com ”. Aí se podem encontrar, actualmente, dezenas de músicas com as respectivas letras, acordes, partituras em PDF e, em muitos casos, uma apresentação áudio e vídeo da sua execução. O sítio permite ainda efectuar pesquisas por título,

autor ou temáticas, bem como aceder a um fórum de discussão e colaboração neste trabalho. Mais recentemente, foi editada uma encadernação com as partituras disponíveis, mas que ficara rapidamente desactualizada. Foi para colmatar esse problema que o SDPJ decidiu alterar o formato

da publicação, passando a apresentar-se numa pasta a que se podem ir acrescentando novas folhas, na ordem que cada utilizador achar mais útil. Para este novo modelo, em formato A5, está já disponível o primeiro pacote de fichas, com letras, acordes e partituras de 40 temas, vendido juntamente à pasta de arquivo. Novos grupos de fichas irão sendo, posteriormente, anunciados. Os interessados em saber mais sobre estes materiais e condições de aquisição poderão consultar o separador “Loja” na página do Vitamina C na internet.

GIC de Leiria-Fátima

“A Fé é bela porque torna bela a vida e é fonte de alegria!” A paróquia de Leiria teve a alegria de receber a Visita Pastoral do bispo em dois fins-de-semana de Março. Sempre disponíveis para qualquer solicitação do nosso pároco (que é, também o assistente do nosso Movimento) tomámos parte em vários momentos dessa visita, primeiro no acolhimento no dia em que teve inicio; depois nos preparativos necessários para a celebração com os doentes e idosos, com a unção dos que desejaram recebê-la, e na merenda, que para eles, foi carinhosamente preparada. Coordenavam este evento membros do grupo de voluntariado social da paróquia, o nosso movimento e, merecedores de todos os elogios, os dois grupos de escuteiros da paróquia. Foi uma tarde muito enriquecedora para todos, pelas palavras do nosso pastor, pela alegria

DR

Vida Ascendente na Visita Pastoral

comovedora daqueles cerca de duas centenas de pessoas doentes, desgastadas pela idade e pelo isolamento em que muitas delas vivem. A todos os que se inscreveram para receber a unção foi distribuído, à entrada da Igreja, um discreto identificativo que permitisse colocá-los nos melhores locais e, à saída, numa cruzinha que o Sr. Bispo benzera. Queremos transmitir a todos os nossos amigos da V.A. apenas uma frase pro-

ferida pelo Sr. D. António Marto, na Homilia da Missa com os Doentes: “A Fé é bela porque torna bela a vida e é fonte de alegria!” Proximamente falaremos da nossa tarde de reflexão sobre “Quaresma”, no dia 19 de Março. Se tudo correr como prevemos e desejamos, faremos o nosso passeio/convívio a 21 de Maio, a Aveiro, com que já estamos a contactar. Estamos a viver, como uma Páscoa antecipada, a eleição do nosso novo

Papa, com uma alegria e uma enorme esperança de que o seu papado seja uma lufada de ar fresco na nossa Igreja. O seu nome, Francisco, inspirado pelas figuras de S. Francisco de Assis e de S. Francisca Xavier, também nós diocesanos de Leiria/Fátima ligamos o Beato Francisco, cuja espiritualidade tão bem revelou. A nossa alegria com esta nova figura da nossa igreja, não nos faz esquecer Bento XVI, as muitas lições que nos deixa e o exemplo extraordinário da sua extraordinária humildade ao reconhecer que já não estava cm condições físicas para o altíssimo cargo de detinha.

Pelo Movimento Cristão de Reformados, Vida Ascendente

A paróquia de Espite acolheu, no passado dia 20 de Março de 2013, o encontro da vigararia nas Colmeias com o Bispo diocesano, D. António Marto. Segundo o vigário, padre João Feliciano, “o salão foi pequeno, pois esteve completamente repleto de jovens, mulheres e homens”, vindos de todas as paróquias, para esta sessão de formação sobre o cinquentenário do Concílio Vaticano II. Depois do canto de “Povo de Deus, Igreja Santa”, o pároco local, padre João Nuno de Pina Pedro, e o vigário das Colmeias deram as boas-vindas ao Bispo, aos colegas padres e a todos os presentes e anunciaram o programa da noite. Um programa que abriu com a exibição do filme-documentário sobre o Concílio e seguiu com a meditação de Palavra de Deus (At 15, 22-33), em que o Bispo “explanou e explicou em pormenor o significado dum Concílio e em concreto o de Jerusalém”. Ainda sobre o tema do Concílio, nomeadamente, as suas “graças”, interveio o padre Adelino Filipe Guarda, que tem percorrido a Diocese nestes encontros vicariais. “Com linguagem muito simples e segura, explicou com clareza e em pormenor os passos mais importantes do Vaticano II, tal como a repercussão que teve, e ainda tem, nos nossos dias, para a revitalização da vida cristã e a sua relação com o mundo de hoje”, aponta o padre João Feliciano. Lembrando que a sua finalidade “era – e é – promover o incremento da fé católica e adaptar a disciplina eclesiástica às condições do nosso tempo”, o padre Adelino Guarda sublinhou que “ainda hoje a sua doutrina é válida para todos os cristãos, como tem sido repetido pelos Papas que se lhe seguiram”. A grande conclusão, portanto, é que “todo o cristão tem a obrigação de ler e conhecer o conteúdo destes documentos destinados a todos os homens, mas em especial à Igreja”. Num segundo momento, o vigário das Colmeias apresentou, “de forma resumida e o auxílio de uma projecção, o que foi feito ao longo dos anos na vigararia, no incremento do Plano Pastoral que se seguiu ao Sínodo Diocesano”. GIC de Leiria-Fátima

“Felizes os que crêem sem terem visto!”

Tempo de oração e silêncio

Conforme anunciado em edições anteriores, nos próximos dias 5, 6 e 7 de Abril, e no contexto do Ano da Fé, a Casa de Retiros São José do Seminário Diocesano de Leiria, dando continuidade à iniciativa lançada no ano passado, propõe a todos os interessados, um tempo de oração e silêncio que será orientado pelo Padre Jeremias Vechina, da Ordem dos Carmelitas Descalços. Esta proposta tem como principal objectivo oferecer a todos os participantes um ambiente propício para que possam contemplar a suprema revelação do amor de Deus Pai no mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de seu Filho Unigénito e, agradecidos, meditar no seu projecto de salvação, oferecido a todos pela mediação da Igreja na força do Espírito Santo. Inspirados na tradição eclesial dos primeiros séculos, pretende-se revisitar e acolher de forma mais intensa a beleza sempre nova do mistério pascal para, depois da feliz experiência do encontro pessoal com o Ressuscitado - como Tomé no Cenáculo -, renovar a confissão da fé, por palavras e por obras, e empreender o caminho de uma vida nova no serviço dos irmãos. O programa tem início com o jantar de Sexta-Feira, às 20h00, e termina com o almoço de Domingo. A inscrição são 10 euros, o alojamento em quarto individual são 60 euros e em quarto duplo 50 euros, por pessoa. As inscrições terminam no dia 2 de Abril. P. Manuel Armindo Pereira Janeiro (reitor)


12 MUNDO/PORTUGAL

Mundo Papa denuncia “feridas” da humanidade

Missa de Domingo de Ramos presidida pelo Papa Francisco No passado dia 24, Domingo de Ramos o Papa Francisco alertou, no Vaticano, para as “feridas” que atingem a humanidade e pediu uma resposta dos católicos, a partir da “alegria” da sua fé. “Olhemos à nossa volta…Tantas feridas infligidas pelo mal à humanidade: guerras, violências, conflitos económicos que atingem quem é mais fraco, sede de dinheiro, de poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação”, disse, na homilia da missa do Domingo de Ramos, celebração que dá início à Semana Santa. O Papa argentino sublinhou que “ninguém pode levar” o dinheiro consigo e, num tom pessoal, lembrou um ensinamento da sua avó a este respeito: “A mortalha não tem bolsos”. Francisco recordou que Jesus despertou “muitas esperanças”, especialmente nas pessoas “humildes, simples, pobres, abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo” e soube compreender as “misérias humanas”. “Por favor, não deixem que vos roubem a esperança. Não deixem que roubem a esperança, aquela que Jesus nos dá”, apelou. O Papa aludiu ainda aos “pecados pessoais” como “as faltas de amor e respeito para com Deus, com o próximo e com a criação”, frisando que é possível “vencer o mal” que existe em cada um e no mundo. “Não devemos acreditar naquilo que o Maligno nos diz: não podes fazer nada contra a violência, a corrupção, a injustiça, contra os teus pecados! Não devemos jamais habituar-nos ao mal”, apelou. Neste contexto, Francisco convidou os católicos a olhar “não só para o alto, para Deus, mas também para baixo, para os outros, para os últimos”. “Não devemos ter medo do sacrifício. Pensai numa mãe ou num pai: quantos sacrifícios! Mas porque os fazem? Por amor. E como os enfrentam? Com alegria, porque são feitos pelas pessoas que amam. O sucessor de Bento XVI desafiou os fiéis a viverem a “alegria” da sua fé, por considerar que um cristão não “poder ser nunca” um homem ou mulher “triste”. “Nunca vos deixeis invadir pelo desânimo”, pediu, defendendo a importância de “levar a vitória da Cruz de Cristo a todos e por toda a parte”, sem medo de ir ao encontro dos outros. Segundo o Papa, a alegria dos cristãos nasce do facto de terem encontrado “uma pessoa, Jesus”, que os acompanha “mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem insuperáveis… e há tantos”. O Papa foi acolhido por dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro, onde abençoou os ramos colocados junto ao obelisco. “Abraçada com amor, a cruz de Cristo não leva à tristeza, mas à alegria”, declarou, na sua homilia. Neste domingo, recorda-se a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém, seis dias antes da sua morte, na qual, segundo o relato dos Evangelhos, foi saudado por uma multidão com ramos de palmeiras e oliveiras como sinal de alegria e paz. A Semana Santa, o ciclo litúrgico mais importante do calendário católico, recorda os momentos que antecederam a prisão e execução de Jesus e culmina na Páscoa, na qual se celebra a ressurreição de Cristo.

O Mensageiro 28.Março.2013

Portugal Pontificado voltado para os mais necessitados

Eugénio Fonseca fala sobre o papa Francisco O Papa Francisco “convoca a Igreja para que vivam em coerência e testemunhem aquilo que professam”, considera o presidente da Cáritas Portuguesa. Em texto publicado na edição do Semanário ECCLESIA, Eugénio Fonseca está convicto de que o conceito de “cuidar” vai constituir “uma ideia central” do pontificado de Francisco. “Impressiona-me a linguagem simples mas que é também, a meu ver, de uma frontalidade acutilan-

te com que pede este ‘favor’ de sermos todos ‘guardiães da criação’”, assinala. O responsável frisa que as intervenções papais

retomam os conceitos “exigentes da Doutrina Social da Igreja”, que podem ser sintetizados no princípio, “que não pode ser nunca

esquecido”, de procurar “que chegue a todos o que a todos pertence”. “O que dizer deste homem que sai do carro e se inclina para beijar uma pessoa doente? Um homem que pede para si a oração de todos e se curva perante os que rezam por ele?”, pergunta Eugénio Fonseca. O presidente da Cáritas salienta também que “a forma como os gestos complementam as palavras” do Papa atrai as pessoas e contribui para que tenham o “coração livre para ouvir”.

Dia Arquiodiocesano da Juventude

Iniciativa solidária em Évora O Dia Arquidiocesano da Juventude em Évora, marcado para 6 de Abril, vai dar oportunidade aos mais novos de viverem o valor da solidariedade, trazendo produtos alimentares que serão distribuídos pelas famílias mais necessitadas. “Este ano, tendo em conta as dificuldades que

muitas famílias estão a passar, decidiu-se ajudar algumas”, adianta o departamento de pastoral juvenil da Igreja Católica local, numa mensagem publicada através da internet. Aquele organismo realça que os agregados familiares carenciados “já estão referenciados pela

Cáritas” e pede aos jovens que tragam para o encontro os “seguintes produtos alimentares: 1 pacote de arroz; 1 pacote de esparguete; 1 lata de salsichas; 1 lata de atum; 1 litro de leite; 1 pacote de feijão”. O Dia Arquidiocesano da Juventude em Évora vai ter lugar na paróquia de

Montemor-o-Novo, entre as 9h30 e as 16h30. Para além da iniciativa solidária, o programa do evento vai ser composto por diversos “workshops”, um “concerto” e alguns “momentos de oração”.

A primeira biografia

“Vida e os desafios” do Papa Francisco A Paulus Editora tem disponivel um livro sobre “a vida e os desafios” do Papa Francisco, escrito pelo vaticanista italiano Saverio Gaeta. Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o organismo ligado à Sociedade de São Paulo realça que

esta “é a primeira biografia” do novo Papa “a ser editada em Portugal, duas semanas depois da sua eleição”. Num total de 160 páginas, repletas de “fotos a cores” que ilustram alguns dos principais momentos da vida do agora Papa, o livro “dá a conhecer as

raízes” de D. Jorge Mario Bergoglio, desde a “infância em família à descoberta da vocação”. Saverio Gaeta revela que o caminho para o sacerdócio começou quando o jovem Bergoglio “se encontrou com o padre Duarte, um sacerdote que nunca

tinha visto antes, mas que lhe transmitiu uma grande espiritualidade”. “Confessou-se a ele, e naquela altura percebeu no coração o chamamento para ser sacerdote”, adianta o escritor.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 28.Março.2013

Paulo Jorge Agostinho Jornalista

Ver o que cremos

OPINIÃO

João César das Neves Economista

Os pobres pagam a crise

O

País aguenta?” A pergunta, como de costume, é mal formulada. O problema não está na capacidade da sociedade suportar os sacrifícios, mas na forma da sua distribuição. Como ao longo de séculos, o País não só aguentará o choque, mas até se vai desinvencilhar mais depressa do que o esperado. Só que os custos cairão sobretudo sobre os mais desfavorecidos, que, como sempre, são também silenciosos. O recente relatório da Caritas Europa “The Impact of the European Crisis” (www.caritas-europa.org/ code/en/publications.asp) constitui um estudo bastante completo do efeito preliminar da crise e austeridade nos mais pobres. A sua leitura revela traços específicos do caso português, que lembram velhas tendências nacionais. “O estudo mostra que as medidas são regressivas - significando que os grupos

O

s primeiros sinais foram promissores. O nome. De um apóstolo da pobreza e de um homem que remodelou a Igreja. A recusa. De sinais de ouro, adornos ou símbolos. A humildade. O líder máximo da Igreja Católica pediu aos seus fiéis que rezassem pelo homem que aceitou o cargo. O mate. Em Roma, é argentino e representante de todo um universo concreto de gentes que não se revê numa Cúria demasiado distante para os crentes. As mãos. Os cumprimentos e os beijos na Praça de São Pe-

dro revelam que Bergoglio continua a existir dentro de Francisco. O respeito. A bênção das palavras só é ouvida por quem acredita, em tudo o resto Francisco respeita o homem que há em cada um, incluindo os jornalistas que fazem a cobertura mediática. Perdão. Ao Amor, proclamado por Bento XVI, Francisco soma a misericórdia, como um sinal concreto do divino e o perdão torna-se na concretização concreta desse amor eterno de Deus. Os primeiros sinais são entusiasmantes. Porque

queremos acreditar que algo vai mudar. Que não é uma simples mudança de ator principal mas que o guião irá ser modificado. A isto se chama perceção seletiva: só vemos o que queremos ver. Os divorciados, os que estão unidos pelo civil, os que usam preservativos, as que usam pílula anticoncecional, os que não são castos e os que querem as mulheres nos altares, não apenas como santas mas como parte ativa das comunidades eclesiais, querem sair do pecado e voltar

para o seio de uma fé que, verdadeiramente, nunca deixaram. O que abandonaram foi uma Igreja que os etiquetou como bárbaros e vis, indignos de uma cristandade que nasceu para ser universal. E é essa gente, que nunca desistiu da Igreja que deles desistiu, que olha para Francisco com uma esperança nova. E é por isso que existe um namoro idílico entre a opinião pública mundial e o antigo arcebispo de Buenos Aires. Por isso a lupa mediática destaca o beijo na face a Cristina Kir-

chnner e não as polémicas passadas. É por causa disso que ninguém fala da pedofilia na Igreja por estes dias quando o que interessa é o desespero da Guarda Suíça em garantir a segurança de um papa que quer estar próximo dos fiéis. É bom que a Igreja perceba isso. Que este entusiasmo é de um imenso rebanho que quer voltar a casa. Desde que essa mesma casa lhes franqueie as portas. Caso contrário, tudo isto não passa de primeiras impressões.

de rendimento mais baixos perderam uma maior proporção do seu rendimento que os grupos mais altos (até meados de 2011). Portugal foi o único país onde as perdas percentuais foram consideravelmente maiores (em 2011) no primeiro e segundo decis [os 20% mais pobres] que mais acima na distribuição de rendimentos - por outras palavras, os mais pobres foram os mais atingidos.” (p.36) “Em Portugal o efeito adverso nas crianças é particularmente marcado para as famílias com rendimentos baixos.” (p. 36) Como é possível que os terríveis custos deste brutal ajustamento caiam sobretudo nos pobres, em particular nas crianças? Não é verdade que todas as medidas, da subida de impostos aos cortes de benefícios, têm ressalva para rendimentos baixos? Como entender a enorme injustiça? O problema vem, não das opções políticas, imposições externas ou evolução conjuntural, mas da própria natureza do sistema sociopolítico que nos trouxe à crise e permanece. Este baseia-se numa grande ilusão, construída nas últimas décadas, que criou o desajustamento e controla a trajectória para sair dele. A dívida que nos estrangula nasceu da distribuição de benesses a múltiplos grupos e sectores nos anos da ilusão a crédito. Agora, os que foram os grandes

beneficiários são também aqueles com mais capacidade de se defender dos sofrimentos. São eles que protestam e isso agrava a situação, forçando o Governo a cortar, não onde deve, mas onde pode. E o local mais fácil, pela falta de influência, são os pobres. As elites económicas, políticas e financeiras protegem-se mutuamente e acedem aos poucos negócios, apoios, créditos e influências que a recessão permite. Por outro lado serviços, funcionários, médicos, militares, professores, polícias, sindicatos, etc., têm formas de pressão e,

apesar de muito atingidos, sempre amaciam o golpe. Estes todos são quem mais reclama, porque têm voz e influência. Dizem-se as grandes vítimas, garantindo que aquilo que os prejudica arruína Portugal. Entretanto os verdadeiros pobres, por o serem, nem abrem a boca. Além disso, espantosamente, perante a terrível situação, os cidadãos põem a sua esperança no próprio sistema que a criou. Constata-se o sofrimento mas, em vez de se apoiar e ajudar os pobres, protesta-se e barafusta-se para que o Governo os apoie e ajude. Não se

muda a situação, grita-se para que os políticos a mudem. Pede-se aos próprios que acusamos que resolvam o mal. Esta insólita relação amor/ódio explica-se porque quem protesta são, não os mais atingidos, mas os mais influentes. São esses que pedem “política de crescimento” que significa, não dinamismo e concorrência, mas o regresso às dádivas públicas cuja evidente insustentabilidade nos enterrou. A única ajuda real está na solidariedade visível, no apoio sereno e amigo, na caridade organizada que, na Caritas e tantas outras

iniciativas, das nacionais às individuais, lida, não com ideologias e estratégias, mas com pessoas e necessidades. No final Portugal sairá da crise, e até airosamente, como nas vezes anteriores. A paz social, apesar das ameaças, acabará por se manter e tudo será como antes. Porque, afinal, quem pagou foram os pobres silenciosos, só ajudados pela caridade, também silenciosa.

DR

OPINIÃO

Escrito segundo o novo Acordo Ortográfico

(In DN Opinião, 18-03-2013)


14 INSTITUCIONAL ...(NOVO) TEMPO DOS PORQUÊS...

Vítor Faria Sociólogo

Papa Francisco, o transformador? Depois de ter reflectido sobre a escola e a família, não poderia deixar de pronunciar-me sobre a importância do Papa Francisco. Porquê? É uma pessoa que já está a marcar a diferença em relação aos seus antecessores. E que diferença é esta? Numa perspectiva sociológica, é de salientar o facto de ter começado logo por criar, com surpreendente naturalidade, uma evidente empatia com as pessoas que o têm visto e escutado, seja na praça de S. Pedro, seja pelos meios de comunicação social. Parece que estamos na presença de uma personalidade simultaneamente forte, simples e cativante. Porquê? Basta reparar no seu novo estilo, com intervenções informais, improvisadas, imbuídas de simplicidade e humildade, quer nas pala-

O Mensageiro 28.Março.2013

vras emotivas, quer nos gestos espontâneos, quer ainda na relação calorosa com o chamado «cidadão comum». Disso são também indicadores as quebras sucessivas de protocolos e formalismos. Estaremos então na presença de um Papa transformador. Porquê? A sua forma de agir nova, a linguagem empática no relacionamento com o outro, a vontade já implícita de estabelecer pontes sólidas para um renovado diálogo, não apenas inter-religioso, mas essencialmente inter-civilizacional ou intercultural, poderão justamente fazer de Francisco um novo missionário universal pela paz e pela solidariedade para com os pobres, os excluídos, os perseguidos por motivos políticos, culturais ou religiosos. Mais, Francisco já demonstrou capacidade para abrir portas a uma profunda transformação no seio da Igreja Católica, com transparência, justiça, democratização e humanismo, inspirado na vida de Francisco de Assis e, por que não, também na de Francisco Xavier. Os desafios e os obstáculos são imensos, mas as oportunidades (e necessidades) de mudança também o serão, em ordem a uma Igreja mais próxima das pessoas e dos povos, mais simples na sua organização, mais humilde nas suas práticas, mas igualmente mais despojada de materialidade.

AGRADECIMENTO A empresa HRV - Equipamentos de processo SA. doou uma cadeira de transporte, devidamente adaptada e equipada, ao menino David Gabriel Santos, de 5 anos, portador da síndrome perisílvica bilateral, residente em Colmeias e utente da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) de Leiria. Este equipamento permite um posicionamento mais adequado, tendo em conta a situação peculiar da doença de David, melhorando a sua qualidade de vida e a da família. Uma grande ajuda para a família que se encontrava a fazer uma campanha de tampinhas para adquirir o equipamento e que desta forma vê a sua vida mais facilitada e em especial a do David A Direcção da APPC de Leiria manifesta o seu profundo agradecimento à empresa HRV- Equipamentos de processo SA, pelo bom exemplo de responsabilidade social em prol daqueles que mais necessitam e que merecem o seu apoio. Uma atitude meritória que faz a diferença. A Direcção da APPC - Leiria Lúcia Bento

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Numa expressão: uma Igreja de rosto humano. Se assim for, veremos cada vez mais o verdadeiro sentido de humanidade em cada pessoa, em cada grupo ou classe social, em cada povo ou nação. Termino, desejando a Francisco e a toda a Igreja

a força e determinação indispensáveis para a transformação desejada, afinal, por todo o ser humano, toda a sociedade. Que o sonho se concretize. Bem hajam… porque a vida é o melhor que temos.

Do sonho à vida O sonho é vida que derrete sem se ver É roda dentada da engrenagem do meu ser É fruto amadurado que nasceu a correr É mar infinito com rios para beber. O sonho é vida acabada de acordar É trem sem linha com terra para abraçar É barco sem rumo com água para amar É nave sem asas com céu para beijar. Heterónimos de sonho criados para mudar Seres da natureza sonhados para viver. Heterónimos de vida ansiados para sorrir Seres do universo novo para bem sentir

F. Costa Pereira Médico Especialista Doenças da boca e dentes

Rua João de Deus, 25- 1º Dt. - LEIRIA CONSULTAS COM HORA MARCADA 2ª, 4ª e 5ª: 11h-13h e 15h-19h, 3ª: 10h-13h e 15h-19h, Sábados: 9h30-15h Tel. 244 832406

FARMÁCIAS DE SERVIÇO

Antunes (28), Lis (29), Oliveira (30), Sanches (31), Tomáz (1), Maio (2), Vida (3) e Dulce Caçador (4). CÁRITAS DIOCESANA DE LEIRIA-FÁTIMA INFORMAÇÃO Em cumprimento do disposto no nº 2 do Art.º 3º do Dec-Lei n.º 87/99 de 19/3, a Cáritas Diocesana de LeiriaFátima informa que o seu Peditório Público, realizado entre os dias 28 de Fevereiro e 03 de Março de 2013, totalizou 20.157,99 Sendo: Concelho de Alcanena: 263,61 Concelho da Batalha: 411,20 Concelho de Leiria: 7.702,81 Concelho da Marinha Grande: 3.681,12 Concelho de Ourém: 6.727,93 Concelho de Porto de Mós: 1.371,32 A todas as pessoas que ofereceram a sua dádiva e colaboração, A Cáritas de Leiria agradece reconhecida O Mensageiro - Edição 4953 – 28/03/2013

TELEFONES ÚTEIS Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Pedro Jerónimo, Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), Cláudia Mirra, José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Saúl António Gomes, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Depósito Legal 2906831/09 Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171

Tabela de Assinaturas para 2013 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 28.Março.2013

liga portuguesa de futebol profissional

I Liga

II Liga

23.ª Jornada 17 de Março Gil Vicente x Sp. Braga (1-3) Olhanense x P. Ferreira (1-2) Sporting x V. Setúbal (2-1) Rio Ave x Moreirense (0-1) Estoril x Académica (2-0) Beira-Mar x Nacional (2-2) Marítimo x Porto (1-1) V. Guimarães x Benfica (0-4)

32.ª Jornada 17 de Março Feirense x V. Guimarães (2-0) Porto B x Atlético (0-1) Tondela x D. Aves (1-2) Freamunde x Marítimo B (2-0) Trofense x Arouca (0-1) Belenenses x Leixões (2-1) U. Madeira x Portimonense (1-1) Naval x Oliveirense (1-0) Benfica B x Penafiel (4-1) Sp. Braga B x Sporting B (0-0) Santa Clara x Sp. Covilhã (0-0)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Benfica Porto Sp. Braga P. Ferreira Estoril Marítimo V. Guimãraes Rio Ave Nacional Sporting V. Setúbal Académica Moreirense Gil Vicente Olhanense Beira-Mar

J 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23

V 19 17 13 11 9 7 8 8 7 6 6 4 4 4 3 3

E 4 6 4 9 4 9 6 6 7 9 5 9 8 7 9 8

D 0 0 6 3 10 7 9 9 9 8 12 10 11 12 11 12

Pts 61 57 43 42 31 30 30 30 28 27 23 21 20 19 18 17

24.ª Jornada 30 de Março P. Ferreira x Gil Vicente Nacional x V. Guimarães Beira-Mar x Olhanense Moreirense x Estoril Sp. Braga x Sporting V. Setúbal x Marítimo Benfica x Rio Ave Académica x Porto federação portuguesa de futebol

II Divisão B sul 25.ª Jornada 24 de Março Oriental x U. Leiria SAD (1-0) Casa Pia x Pinhalnovense (3-0) Louletano x Oeiras (0-0) Sertanense x Torreense (2-1) Fátima x Farense (1-2) Mafra x Quarteirense (1-0) 1.º Dezembro x Carregado (1-0) Ribeira Brava x Fut. Benfica (1-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Mafra Farense U. Leiria SAD Sertanense Torreense Oriental 1.º Dezembro Casa Pia Fátima Louletano Quarteirense Pinhalnovense Fut. Benfica Carregado Oeiras Ribeira Brava

J 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25

V 16 14 13 13 13 13 11 7 10 8 5 6 6 5 3 3

E 5 8 6 5 5 3 9 12 2 8 11 7 6 8 9 4

D 4 3 6 7 7 9 5 6 13 9 9 12 13 12 13 18

Pts 53 50 45 44 44 42 42 33 32 32 26 25 24 23 18 13

26.ª Jornada 30 de Março Carregado x Mafra .Todos os jogos às 15h00 Fut. Benfica x U. Leiria SAD Pinhalnovense x Ribeira Brava Oeiras x Casa Pia Torreense x Louletano Farense x Sertanense Quarteirense x Fátima 1.º Dezembro x Oriental

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º 17.º 18.º 19.º 20.º 21.º 22.º

Equipa Belenenses Arouca Sporting B Leixões D. Aves Santa Clara Oliveirense Benfica B Tondela Penafiel Porto B Portimonense U. Madeira Naval Feirense Atlético Marítimo B Sp. Braga B Trofense Sp. Covilhã Freamunde V. Guimarães B

J 32 32 32 33 33 32 32 32 33 33 32 33 32 32 32 32 32 31 32 32 32 32

V 24 16 13 13 12 13 13 13 13 13 12 12 10 10 10 10 10 7 6 5 5 4

III Divisão D

E 6 8 13 12 14 11 10 9 8 8 11 10 15 12 9 7 4 11 10 12 9 11

D 2 8 6 8 7 8 9 10 12 12 9 11 7 10 13 15 18 13 16 15 18 17

Pts 78 56 52 51 50 50 49 48 47 47 47 46 45 42 39 37 34 30 28 27 24 23

33.ª Jornada 30 de Março Sp. Covilhã x Feirense Sporting B x Benfica B V. Guimarães B x Naval Penafiel x Belenenses Leixões x U. Madeira Portimosense x Tondela Oliveirense x Trofense Arouca x Freamunde Marítimo B x Porto B Atlético x Santa Clara D. Aves x Sp. Braga B

HONRA 23.ª Jornada 24 de Março Alvaiázere x Vieirense (1-2) Lisboa e Marinha x Nazarenos (1-5) Bombarralense x Atoguiense (2-2) Pousaflores x Marrazes (0-2) Portomosense x GRAP/Pousos (1-3) Avelarense x Pataiense (0-0) Meirinhas x Guiense (0-2) Pelariga x Fig.Vinhos (1-1) Equipa Marrazes Portomosense GRAP/Pousos Pelariga Guiense Fig.Vinhos Pousaflores Pataiense Nazarenos Meirinhas Vieirense Atouguiense Lisboa Marinha Avelarense Bombarralense Alvaiázere

J 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23

V 15 15 13 12 11 11 11 9 10 8 8 8 6 4 2 2

E 5 3 5 6 7 6 3 8 4 7 6 3 4 2 6 3

D 3 5 5 5 5 6 9 6 9 8 9 12 13 17 15 18

1.ª Jornada - Fase de subida 30 de Março Sernache x Sp. Pombal .Todos os jogos às 15h00 Sourense x Ol. Hospital Alcanenense x Caldas 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º

Equipa Caldas Sourense Ol. Hospital Sp. Pombal Sernache Alcanenense

J 0 0 0 0 0 0

V 0 0 0 0 0 0

E 0 0 0 0 0 0

D 0 0 0 0 0 0

Pts 23 22 21 19 17 17

1.ª Jornada - Segunda fase 30 de Março Alcobaça x Marinhense .Todos os jogos às 15h00 Mortágua x Torres Novas Penelense x Beneditense 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º

Equipa Torres Novas Penelense Marinhense Beneditense Alcobaça Mortágua

J 0 0 0 0 0 0

V 0 0 0 0 0 0

E 0 0 0 0 0 0

D 0 0 0 0 0 0

Pts 15 13 13 12 9 6

federação portuguesa de futebol

III Divisão E 1.ª Jornada - Segunda fase 30 de Março Cataxo x Pêro Pinheiro (0-2) . Jogo antecipado Amora x Tires Real x Peniche 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º

Equipa Pêro Pinheiro Real Amora Tires Peniche Cartaxo

J 1 0 0 0 0 1

V 1 0 0 0 0 0

E 0 0 0 0 0 0

D 0 0 0 0 0 1

Pts 20 15 13 13 11 3

federação portuguesa de futebol

Campeonato Nacional feminino 2.ª Jornada - Apur. Campeão 24 de Março Albergaria x Alt. Ouriense (2-3) 1.º Dezembro x Vilaverdense (1-1)

associação de futebol de leiria

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Campeão europeu

federação portuguesa de futebol

Pts 50 48 44 42 40 39 36 35 34 31 30 27 22 14 12 9

24.ª Jornada 7 de Abril Alvaiázere x Avelarense .Todos os jogos às 15h00 Nazarenos x Portomosense Figueiró dos Vinhos x Meirinhas Guiense x Pousaflores Vieirense x Lisboa e Marinha Atouguiense x Pelariga Marrazes x Pataiense GRAP/Pousos x Bombarralense

1.º 2.º 3.º 4.º

Equipa Atl. Ouriense Albergaria 1.º Dezembro Vilaverdense

J 2 2 2 2

V 1 1 0 0

E 1 0 2 1

D 0 1 0 1

Pts 25 23 22 17

3.ª Jornada - Apur. Campeão 14 de Abril 1.º Dezembro x Albergaria .Todos os jogos às 15h00 Atl. Ouriense x Vilaverdense

DR/FPA

liga portuguesa de futebol profissional

ATLETISMO – O português Luís Silva (Juventude Vidigalense) conquistou as medalhas de ouro e bronze nos 5000 e nos 3000 metros marcha (M40), respectivamente, provas inseridas no Campeonato Europeu de Veteranos de pista coberta (San Sebatian, Espanha, 19 a 24 de Março). Foi com 16 segundos de vantagem em relação ao alemão Steffen Borsh, que o português cortou a meta dos 5000 metros marcha (21.09). Seguiu-se-lhes o letão Normunds Ivzans (21.56), que terminou no 3.º lugar. Antes do título europeu Luís Silva (12:30.51) já tinha subido ao pódio dos 3000 metros marcha, tendo ficado atrás do alemão Steffen Borsh (12:13.49) e do russo Viacheslav Degtyarenko (12:27.84).

Taça Distrito entra nos 1⁄4 final FUTEBOL – Os campeonatos distritais de seniores masculinos param no próximo fim-de-semana, para a realização dos 1⁄4 final da Taça Distrito da Associação de Futebol de Leiria. Os jogos estão agendados para o dia 29 de Março, 15h00, e têm o seguinte alinhamento: Pousaflores x GRAP/Pousos, Ansião x Pataiense, U. Leiria x Outeirense e Vieirense x Nadadouro.

Portugal “bronzeado” em Leiria ANDEBOL – A selecção portuguesa de seniores femininos terminou o I Torneio Internacional de Leiria no 3.º lugar. À sua frente ficaram a Eslováquia (20-23) e a Noruega (21-26), respectivamente. A única vitória alcançada por Portugal foi frente à Balonmano Porriño (42-24), equipa espanhola que terminou no 4.º e úlimo lugar.

associação de futebol de leiria

14.ª Jornada 24 de Março Ranha x Moita do Boi (0-2) Albergaria dos Doze x Ilha (2-0) Alegre e Unido x Ansião (0-1) Mata Mourisquense x Motor Clube (0-0) Caserinhos x Pedroguense (1-1) Equipa Moita do Boi Ansião Motor Clube Alb. Doze Mata Mourisq. Ranha Alegre e Unido Ilha Pedroguense Caseirinhos

J 14 14 13 13 14 14 14 14 14 14

V 13 9 7 7 5 5 4 4 3 0

E D 1 0 4 1 2 4 2 4 5 4 2 7 2 8 2 8 3 8 1 13

FUTSAL – C.R. Golpilheira e A.C.R.D. Louriçal começaram da melhor forma a participação na Taça Nacional (seniores femininos), ao vencerem, respectivamente, na recepção à A.D. Serpinense (3-1) e na deslocação ao reduto da Casa do Benfica de Belmonte (4-1). Na próxima jornada (2.ª), dia 29 de Março, 16h00, há um dérbi “regional”: C.D. Fátima x C.R. Golpilheira. Quanto à formação do município de Pombal, folga.

Concurso e estudos AFL FUTEBOL – A realização de estudos académicos sobre o futebol distrital está a ser promovida pela Associação de Futebol de Leiria (AFL). Aos melhores trabalhos serão atribuídas bolsas no valor de 500, 300 e 200 euros. Os interessados devem contactar a associação até 28 de Junho. Entretanto, a mesma entidade está a promover um concurso para o desenho do cartão de jogador e dirigente para a época 2013/14, cujo vencedor receberá 150 euros. Esta iniciativa decorre até 30 de Abril. Contactos e mais informações em ww.afleiria.com.

associação de futebol de leiria

I Divisão norte

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º

Luís Silva coleccionou ouro e bronze

Dupla vitória na estreia

Pts 40 31 23 23 20 17 14 14 12 1

15.ª Jornada 7 de Abril Motor Clube x Ranha .Todos os jogos às 15h00 Moita do Boi x Albergaria dos Doze Ilha x Alegre e Unido Pedroguense x Ansião Caseirinhos x Mata Mourisquense

I Divisão sul 14.ª Jornada 24 de Março Boavista x U. Leiria (0-7) Alq. Serra x Outeirense (1-0) Santo Amaro x Alfeizerense (8-1) Maceirinha x Os Vidreiros (2-1) Nadadouro x Unidos (2-3) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º

Equipa U. Leiria Alq. Serra Unidos Outeirense Boavista Santo Amaro Maceirinha Os Vidreiros Nadadouro Alfeizerense

J 14 14 14 14 14 14 13 14 14 13

V 13 11 9 8 4 5 5 3 2 0

E D 1 0 2 1 1 4 3 3 4 6 1 8 0 8 3 8 3 9 0 13

Pts 40 35 28 27 16 16 15 12 9 0

15.ª Jornada 7 de Abril Os Vidreiros x Boavista .Todos os jogos às 15h00 U. Leiria x Alqueidão da Serra Outeirense x Santo Amaro Unidos x Alfeizerense Nadadouro x Maceirinha

Leiria terminou o XII Torneio Interassociações de Futebol 7 no 3.º lugar, atrás de Porto e Braga, respectivamente.A participação na competição (Castelo Branco, 19 a 22 de março) começou com duas vitórias (4-0 à Madeira e 1-0 a Viseu), seguindo-se uma derrota nas 1⁄2 finais (5-6 com o Porto, após a marcação ed grandes penalidades). No jogo de atribuição dos 3.º/4.º lugares, as atletas leirienses levaram a melhor sobre as suas colegas de Lisboa (1-0, na foto). Fotos: Federação Portuguesa de Futebol


ÚLTIMA 28MARÇO2013

E depois de chegados ao lugar chamado Calvário, ai o crucificaram. (Lc 23,33)

Exposição de Licínio Florêncio e conferência-debate sobre alienação e resolução de conflitos parentais

DR

O convite lançado parecia sugerir uma inauguração de uma exposição de um pai que encontrou na arte a sua terapia face ao sofrimento de uma alienação parental que não corre nada bem. É um problema em crescendo, que afecta muitas famílias e do qual, de acordo com o que a sociedade contemporânea vive, se prevê um aumento gradual. A todos pode atingir, sem excepção. Foi no Sábado, 23 de Março, no Mercado Santana, que decorreu a mostra “Um Silêncio no Vazio”, da autoria de Licínio Florência, um jovem de 35 anos, que numa encruzilhada da vida se separou da sua companheira e, a partir desse momento, tudo mudou. Sente na pele que a justiça e as instituições portuguesas não enquadram a igualdade parental do mesmo modo, tratando-a como questão de género, de forma discriminatória. Se existisse mais bom senso e justiça, Licínio Florêncio diz-nos que poderia “traduzir numa melhor vivência e convivência entre pais e filhos”. Licínio Florêncio cravou pregos e fios de lã em placas de madeira, fazendo uma mostra de arte diferente mas de grande rigor técnico, traduzindo cada desenho uma mensagem específica do seu estado ou de algum momento que viveu com a sua pequena de “olhos mil”. Ironia do destino, é justamente este espetar de pregos que fez com que o autor sentisse que cada marteleda poderia significar a dor de um pai impotente, triste, quebrado e muitas vezes sem recursos específicos face a um sistema judicial que por defeito, por norma, entrega imediatamente um filho à progenitora. A sessão inaugural desta exposição trouxe consigo uma conferência-debate com casa cheia, onde dezenas de pessoas debateram abertamente o tema, juntamente com Licínio Florêncio, Miguel Costa, presidente

DR

Pregos que espetam a madeira mas também vidas humanas

da Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Defesa dos Direitos dos Filhos e Anabela Quintanilha, advogada e pertencente à Associação Nacional de Resolução de Conflitos. Foram mais de duas horas de um debate pertinente, face ao aumento de casos em Portugal. Licínio Florêncio começou por “retirar um dos seus pregos” ao partilhar com os participantes o facto de ele como pai mas também a sua filha, estarem ambos a sofrer do mesmo problema. Também eles têm direito a verem-se, não apenas a mãe, pelo que a problemática aumenta porque o pai ainda poderá lutar por esse direito mas já a criança é arredada desse valor fundamental que é exercer e fazer valer os seus superiores interesses de também conviver e partilhar parte da sua vida com o seu progenitor. Nesta sessão, reflectiu-se mesmo sobre alguns casos reais, em que as crianças que supostamente deveriam estar a ser protegidas, ao serem apenas entregues às suas mães, muitas vezes são objecto de coacção psicológica, de pressão e de

muitas mentiras, afastando por completo o menor da verdade e da partilha de amor entre pai e mãe a que tem direito. A exposição “Um Silêncio no Vazio” surgiu como terapia mas também como forma de Licínio Florêncio homenagear a sua filha, deixando-lhe um registo de amor mas também de laços que nunca se quebram. É por isso mesmo que, para além dos pregos cravados na madeira significarem dor, talvez os fios de lã queiram expressar continuidade de sempre, um amor sem fronteiras, num reencontro com o interior humano. Pregar pregos foi uma forma que o artista plástico, mas sobretudo o pai, encontrou para somar mágoas mas também para se reerguer e perceber que ainda existem caminhos possíveis para se percorrer. Licínio Florêncio afirmou peremptoriamente que há casos em que um dos progenitores está anos sem ver o(s) filho(s), sendo esta realidade um problema que se torna urgente debater. No final da sua intervenção, deixou um desabafo: “a minha filha é a verdadeira

vítima e talvez a que sofra mais nesta história difícil de adultos que deveriam saber o que fazer para lhe minimizar os efeitos de uma separação”. Miguel Costa da Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Defesa dos Direitos dos Filhos começou a sua intervenção a elogiar Licínio Florêncio como um pai determinado, sem medos e com uma força interior fora do vulgar. Assumiu mesmo que admira o seu caso atípico, até porque nestas situações, muitos pais tendem a isolar-se ou a esconder o que a sociedade por norma julga em praça pública, com a agravante da justiça portuguesa também não ajudar, com os seus processos demorados e muito parciais. O orador alertou para o facto de que uma separação, “quando levada ao extremo, leva a que um dos lados não consiga aceder ao(s) seu(s) filho(s). Destacou nesta conferência que normalmente a parte que fica com a criança (por defeito é quase sempre a mãe), tem tendência para exercer os seus direitos mas deveria centrar as suas atenções nos deveres. O especialista em alienação parental não entende qual a razão porque quando se dá uma separação a criança é entregue apenas a uma das partes, havendo necessidade de implementação de guarda partilhada dos filhos e uma redução do tempo dos processos judiciais. No actual modelo, ainda se marca mais os

pais e crianças, famílias e amigos. Anabela Quintanilha, embora seja advogada e já tenha exercido a sua profissão em inúmeros processos judiciais, gosta bem mais da mediação parental, realizando-se quando consegue encontrar soluções, caminhos que ajudam pessoas desencontradas a reencontrarem-se em alguns aspectos. Considerou os trabalhos de Licínio Florêncio como mais uma das formas do ser humano se expressar sobre acontecimentos que todos os dias lhe entram verbalmente no seu gabinete. A moderadora parental disse que “existem cada vez mais pais a martelarem pregos”. Destacando muito mais a criança e os seus interesses, Anabela Quintanilha afiançou o facto de que “as crianças por norma, desejam ficar com os pais, mesmo que separados, mas os casais já partem com uma construção de ideia diferente, com a manipualação clara de que apenas uma das partes ficsará com a criança. “Há crianças que têm inúmeros sentimentos e desejos que não conseguem transmitir pelo ambiente em que vivem, começando a regredir, voltando a fazer chi-chi, pesadelos, tristeza e rejeição. Por outro lado, começa a existir um défice de atenção na sua actividade escolar. O relacionamento dos pais falhou mas eles muitas vezes esquecem-se que continuam a ser pai e mãe, devendo dizer à criança que irão continuar próximos e interessados.”, comentou. Pelo meio existem outras pessoas que sofrem. Uma separação não traz dor apenas a filhos e progenitores, mas também aos avós e outros familiares. Mas, todos estes aspectos são cegamente ignorados porque a preocupação de uma das partes é a qualquer custo, retirar o direito do filho poder estar com o outro progenitor. Anabela Quin-

tanilha lamenta que “a preocupação de quem fica com a guarda da criança, normalmente e acima de tudo, é conseguir a custódia total do(s) filho(s) (esquecendo que estes são mais felizes com ambos os progenitores a participarem no processo do seu crescimento) mas também as questões de ordem financeira, lutando pelas pensões de alimentos ou outras subsidiações, quase virando um negócio. A criança deveria estar acima disso tudo, em primeiro lugar, amando, explicando as diferenças e minimizando o impacto”. Quando existe uma separação com filhos, os pregos surgem também nos sistema judiciário que também não tem pessoas sensíveis à temática da parentalidade partilhada. As crianças têm direitos a privar e desfrutarem de momentos com ambos os pais, salvo situações devidamente comprovadas, ou já devidamente julgadas. A presunção da inicência também é outro factor muitas vezes ignorado. O contacto com um filho, mais que um direito ou um dever, deverá ser encardado como base ou pilar mais harmonioso da vida de pais e crianças. A alienação parental é um problema social que ganha dimensões alarmantes no mundo, havendo muito a reajustar nos campos jurídico e psicológico. O tempo em que uma criança não está com o seu pai e mãe poderá constituir uma marca para toda a vida, ficando também ela espetada por muitos pregos que se existisse responsabilidade e bases educacionais, poderiam ser evitados. O caminho da lã fofinha do melhor relacionamento possível entre todas as partes envolvidas precisa-se para dar voz ao possível vazio, mesmo no silêncio.

Texto: Joaquim Santos


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