QUARESMA
21 FEVEREIRO 2013 ANO 99 - N.º 4948 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt
FUNDADO EM 1914
DESTAQUE
A renúncia está em função da partilha. É bom recordar sempre a regra de ouro de toda a prática penitencial: nós renunciamos a algo, para dar espaço à Graça de Deus em nós e ao amor aos irmãos. Páginas 2 e 3
DESPORTO
Atletismo | P. 15
Leiria com a melhor participação de sempre nos Campeonatos de Portugal
SOCIEDADE
Homenagem | P. 6
Município atribui nome de José Ribeiro Vieira a largo em Leiria Imposto Municipal | P. 6
Município da Orientação | P. 15 Batalha sugere Dupla suiça vence reavaliação Meeting do Centro de imóveis
CULTURA
Em Leiria | P. 4
Jorge Cotovio lança livro sobre ensino privado nas décadas de 50 a 70
ECLESIAL
Pároco dos Marrazes sobre a Visita Pastoral | P. 9
D. António “marcou na transmissão da alegria e coragem no viver a fé”
No Cine-Teatro | P. 5
Alcobaça recebe concerto de Jorge Palma
DR
Manu Mohan
RENUNC IAR PAR A PARTILH AR
“Dia de BP” a 22 de Fevereiro | P. 14
Escuteiros celebram dia do fundador
2 DESTAQUE
Rui Ribeiro prui@iol.pt
21.Fevereiro.2013
EDITORIAL
Pensar como anjos
A Quaresma irrompe em cada ano nas nossas vidas como desafio forte e inovador em relação à forma como vivemos e entendemos a própria vida. Mais que um conjunto de propostas penitenciais e por vezes de sacrifícios incompreendidos, ela pretende ser um verdadeiro “tempo de conversão”. Conversão que significa mudança radical. Uma mudança que por sua vez deve começar nos alicerces e não apenas nos acabamentos. Ou seja, a conversão mede-se não tanto nas práticas realizadas, ou nos actos coleccionados, mas mais no espírito e na dinâmica que anima essas práticas e esses actos. A conversão é, pois, anterior aos actos. E acaba por determinar as atitudes. Bento XVI, na mensagem que escreveu para esta Quaresma, di-lo de forma magistral logo no título que escolheu “crer na caridade, suscita caridade”. E D. António Marto na sua mensagem arremata com uma frase crucial: “O caminho da fé é, ao mesmo tempo, um caminho de conversão, Poupar para ter ou isto é, de orientação da poupar para dar, vida que leva a Deus, ao eis a questão e o reconhecimento do seu dilema que neste primado, à sua escuta, tempo favorável ao seu acolhimento, nos é proposto. para fazer face à tentação do esquecimento de Deus”. Este é, verdadeiramente, o tempo favorável para que cada cristão, no íntimo de seu coração, se predisponha a uma verdadeira conversão de coração. Deixar o “homem velho” com os seus hábitos e as suas visões tão curtas, mas nos revestirmos do “homem novo”, capaz de lançar o olhar mais longe e rasgar horizontes que pareciam antes intransponíveis. Esta conversão de coração levará, depois, à conversão das atitudes. A situação crítica que o país atravessa acarreta consigo uma visão redutora da vida humana. Os incentivos à poupança e ao sacrifício, apesar de justificáveis e necessários, muitas vezes acabam em afirmações escondidas do individualismo e do egoísmo. De facto, somos impulsionados a poupar para termos mais e para depois, sabe-se lá quando, voltarmos às rotas do consumismo desenfreado e cego. Ora é precisamente uma inversão de visão que se pretende com a Quaresma. Também ela nos desafia à poupança, à ascese, ao sacrifício, mas desta feita para uma partilha mais genuína e efectiva. Poupar para ter ou poupar para dar, eis a questão e o dilema que neste tempo favorável nos é proposto. Os cristãos sabem, porém, que a proposta cristã é mais humana, mais salutar e mais evangélica. Entra, por isso, naquela lógica que os homens não entendem porque não podem. Só os anjos poderão percebê-la, porque é de Deus. A Quaresma desafianos, pois, a pensar como anjos. Nesta edição, O Mensageiro deixa algumas propostas que, recomendadas pelo nosso bispo, se apresentarão também caminho para uma verdadeira Quaresma.
DR
EDITORIAL
O Mensageiro
Crescer na Caridade
A renúncia quaresmal e a partilha Na parte final da sua mensagem para a Quaresma de 2013, o bispo D. António Marto escreveu um parágrafo sob o título: Crescer na Caridade: a renúncia quaresmal e a partilha. Neste pequeno parágrafo, D. António apresenta as formas concretas em que se traduz toda a espiritualidade da Quaresma. Tempo de conversão por excelência, a Quaresma tem rostos de acção muito concretos: “A conversão quaresmal propõe-nos gestos concretos de renúncia, tais como o jejum e a abstinência, que não se limitam apenas ao âmbito da alimentação e da bebida. A renúncia está em função
da partilha. É bom recordar sempre a regra de ouro de toda a prática penitencial: nós renunciamos a algo, para dar espaço à Graça de Deus em nós e ao amor aos irmãos”. Numa altura em que tantos sacrifícios são pedidos aos portugueses, é preciso que os cristão realcem a diferença entre os sacrifícios pedidos pelos políticos e aqueles que a Quaresma propõe. Aqueles fazem-se em ordem a uma poupança maior que realize o desejo de consumismo que vamos sentindo; estes, porém, fazem-se em ordem à partilha e à busca de melhores condições para os que
Programa 14h45 15h00 15h10 16h30
17h00
Acolhimento Saudação da Direcção da Cáritas Projecto + Próximo Dr. Jorge Matias - Cáritas Portuguesa Diálogo Informação Cáritas Intervenção do Sr. Bispo D. António Marto Oração Lanche partilhado
menos têm e mais precisam. Duas formas tão diferentes de entender uma mesma realidade e que certamente muito teriam a aprender se o diálogo aberto e sincero fosse querido e praticado. Como lembra D. António “neste momento de dificuldade económica, torna-se ainda mais evidente que é necessário partilhar. Compreende-o bem quem tem um coração bom e generoso: mesmo se não se tem muito, pode-se continuar a ajudar quem tem ainda menos”. A Igreja continua assim a fazer propostas que saem da forma tão redutora e egoísta como a cultura ocidental pretende construir as socie-
dades modernas. É imperioso que os cristãos saibam ser luz e sal da terra para tanto “nesta linha, a colecta da renúncia quaresmal na nossa diocese será destinada, em partes iguais, para a Cáritas Diocesana e para o Fundo Social Solidário instituído pela Conferência Episcopal Portuguesa”. Mas o que é a Cáritas e que trabalho tem desenvolvido na nossa diocese? Quais as suas maiores necessidades? E o que é o Fundo Social Solidário? Qual a sua acção e quais as suas necessidades? O Mensageiro deixa aqui algumas breves notas.
Rui Ribeiro
DESTAQUE 3
O Mensageiro 21.Fevereiro.2013
Fundo Social Solidário Caritas nacional A Cáritas tem, em cada diocese, uma presença diferenciada, consoante os domínios e necessidades a que cada uma entende dar prioridade; mas todas as Cáritas Diocesanas são uma presença activa e organizada que privilegia a relação com membros mais débeis da sociedade, promove a comunicação cristã de bens, e desperta e forma para uma crescente consciência colectiva dos problemas sociais. A Cáritas Portuguesa alertou recentemente para o “exponencial aumento” do número de casos de exclusão social no país por causa do “flagelo da crise económica”. Em comunicado recente a Cáritas Portuguesa revelou que mais de 56 mil famílias solicitaram apoio à instituição em 2012 e a nível individual, foram declarados mais de 158 mil pedidos de ajuda em território nacional. Estes valores correspondem a um aumento das situações de emergência social na ordem dos 60% em relação ao ano anterior. A nível nacional estão a ser programadas agora várias actividades sob o tema genérico ‘Fé comprometida. Cidadania activa’. As acções são de âmbito local, e são “muito vocacionadas para espaços de reflexão e debate com os cidadãos”. Entre 28 de Fevereiro e 3 de Março realizar-se-á um Peditório Nacional. Os donativos vão reverter a favor dos diferentes projectos sociais desenvolvidos em cada uma das 20 Cáritas diocesanas do país. Em 2012, o peditório público da Cáritas angariou 298 266,13 euros. Entretanto a Cáritas Portuguesa foi distinguida em Dezembro de 2012 com o Prémio Direitos Humanos da Assembleia da República pela sua inter-
venção de “resposta sempre presente aos pedidos de assistência dos cidadãos que não têm possibilidades de garantir as suas necessidades básicas”. Caritas de Leiria-Fátima Nesta linha a Cáritas de Leiria é espaço de gratuidade e de solidariedade voluntária, marcas do amor da Igreja Diocesana e de muitas pessoas de boa vontade. Não dispõe de outros bens materiais, além dos que lhe chegam da partilha dos amigos e benfeitores. Os meios que tem para repartir são, pois: o tempo, as capacidades e a disponibilidade dos seus muitos voluntários e os gestos de apoio de quantos reconhecem a importância da sua presença e acção. Assim, o atendimento geral, as acções orientadas para o pleno desenvolvimento das crianças, ou o bem-estar físico e social das pessoas idosas, as iniciativas de ajuda quando da ocorrência de situações de emergência e calamidades, a formação de agentes, a animação pastoral, a formação para o desenvolvimento de competências que habilitem para um desempenho mais qualificado e humanizante, as iniciativas que promovam a consciência e participação na solução dos problemas sociais, preenchem o quadro em que se move a Cáritas de Leiria. A situação geral do país, a braços com uma crise económica e financeira, fruto de uma crise de valores, faz-se notar de forma bem visível na Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima. Entre 2010 e 2012, esta instituição registou um aumento de 120 por cento nas ajudas financeiras a famílias carenciadas da região. Em 2010, o apoio financeiro foi de 14 mil euros, subindo, em 2012, para mais de 20 mil euros. Entre Janeiro e
Outubro de 2012, o número de casos atendidos cresceu 20 por cento em relação a igual período de 2011. As pessoas que recorrem à Cáritas pedem sobretudo alimentos, o pagamento de medicamentos, água, luz, rendas de casa e de deslocações”. Regista-se entretanto um agravamento dos pedidos de ajuda na área de influência dos concelhos de Pombal, Leiria, Marinha Grande, Batalha, Porto de Mós, Alcobaça e Ourém. O acréscimo de casos está ligado ao desemprego e à falência de pequenas empresas familiares, e é provável que a situação piore com a diminuição dos rendimentos e o aumento dos impostos. Família Caritas Atenta a estas situações a Caritas precisa cada vez mais do apoio e da ajuda de todos os cristãos, e fundamenta todo o apoio na formação cada vez mais atenta dos seus colaboradores e voluntárias. Desta forma, vai promover, pela décima sexta vez, o encontro da Família Cáritas, no dia 24 de Fevereiro, na aula magna, no Seminário Diocesano de Leiria. Este encontro, destinado a todos os grupos sócio-caritativos, benfeitores, colaboradores e voluntários, terá a presença do bispo diocesano, D. António Marto, do Dr. Jorge Matias, coordenador técnico do projecto “+ próximo” da Cáritas e dos elementos da nova direcão da Cáritas Diocesana de Leiria. Durante o encontro, além da partilha de informação relativa à semana Cáritas, que irá decorrer na semana de 25 de Fevereiro a 3 de Março, será apresentado e aprofundado o projecto “+ próximo” que visa a formação dos grupos sócio-caritativos nas paróquias.
O queé o FSS? A Assembleia Plenária da Conferencia Episcopal Portuguesa realizada entre os dias 8 e 11 de Novembro de 2010 aprovou o regulamento do “Fundo Social Solidário, de carácter emergente, que implica todos os cristãos e visa todos os mais débeis e carenciados, sejam quais forem os seus credos ou origens”. Este Fundo Social Solidário “pretende estar ao serviço das dioceses e paróquias, a quem compete apresentar situações e projectos, que fomentem a ajuda local e de proximidade, e iniciativas de promoção humana e desenvolvimento de capacidades das pessoas vítimas de situações de pobreza”. O Fundo tinha como objectivo mais visível a prestação de ajudas de emergência a situações sociais de maior gravidade; previa-se que fosse prestada especial atenção às pessoas mais atingidas pela crise actual, devido ao desemprego ou a outras contingências. No entanto, a consciência de que os recursos financeiros previsíveis seriam notoriamente escassos, foi entendido que a actividade do Fundo se deveria caracterizar, fortemente, pelo «aprofundamento e actualização da acção social da Igreja». A Equipa Nacional do Fundo é composta pelo Presidente da Cáritas Portuguesa e representantes da Comissão Nacional Justiça e Paz, da Comissão Justiça e Paz dos Religiosos, da Sociedade São Vicente de Paulo e de outras instituições significativas no campo social. O regulamento define este fundo solidário como um serviço de acção social da Igreja Católica, instituído pela Conferência Episcopal Portuguesa, através da Comissão Episcopal da Pastoral Social, instalado na sede da Caritas Portu-
guesa”. Nascido no seio da Igreja Católica este Fundo “implica todos os cristãos e é responsabilidade de todas as comunidades, sem perturbar a existência de fundos de cariz diocesano, antes estando ao seu serviço. Contudo visa todos os mais débeis, sejam quais forem os credos ou origens. O Fundo Social Solidário actua, de forma subsidiária, no apoio às situações locais identificadas a nível de cada Paróquia ou Diocese e comunicadas pela respectiva Cáritas Diocesana a este Fundo.
gidas crescia a um ritmo acelerado. A manterem-se os níveis de distribuição anteriores, o Fundo ficaria esgotado dentro de poucos meses. Por tal motivo, a Equipa Nacional entendeu por bem submeter à Comissão Episcopal da Pastoral Social uma proposta no sentido de, em cada mês, se distribuir apenas um duodécimo do saldo disponível. Com as novas regras de funcionamento em vigor, no final de 2012, o saldo do Fundo Social Solidário contabilizava-se em 845.771,67 .
Os primeiros anos do FSS As respostas imediatas de apoio que o FSS permite realizar dependem exclusivamente dos donativos feitos pelas pessoas de boa vontade. Desde o arranque desta iniciativa têm sido muitos os que desta forma colaboram e, assim, levam mais longe a acção da Cáritas Portuguesa. O fundo recebeu inicialmente duas ofertas “mais generosas” – de 50 mil euros e de 100 mil euros” – mas as restantes são de cidadãos que dão o que podem para ajudar Logo no primeiro ano de funcionamento o Fundo Social Solidário procedeu à distribuição de 90.387,05 até à 1ª quinzena de Janeiro de 2011. Em face disso, o saldo disponível passou a ser de 180.177,00 . No final do primeiro ano os montantes recebidos elevavam-se a 742.119,95 , e as verbas despendidas a 323.342,73 , verificando-se um saldo de 418.777,22 . Tais verbas destinaramse, fundamentalmente, à atenuação de necessidades básicas, tais como: rendas (34,68%), luz (13,15%), Medicamentos (10,55%), água (8,24%), criação de emprego (1,45%), outros (31,94%). O número de pessoas (3.159) e famílias (1.384) abran-
O FSS ajuda a diocese Desde o seu início até ao presente a diocese de Leiria-Fátima recorreu ao Fundo Social 4 vezes. Em 2011 foram efectuados dois pedidos para assistência a 3 famílias (total de 6 pessoas). Foram pedidos 15,000 , tendo o Fundo comparticipado na ajuda com 4813,73 . Em 2012 foram feitos dois pedidos para ajuda a 7 famílias (total de 22 pessoas) e foi solicitado um total de 16,100 , tendo sido entregues pelo fundo 4,900 .
Fundo Social Solidário NIB 0033 0000 0109 0040 15012 Multibanco Entidade 22 222 referência 222.222.222.
4 CULTURA
O Mensageiro 21.Fevereiro.2013
Uma obra com 1400 páginas
EXPOSIÇÕES
Castelo - Leiria •”Korrodi e o restauro do Castelo de Leiria” - exposição permanente Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Ontem, hoje” - pintura de Costa Santos (~3/03) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Viagem no tempo: a magia do pano batique na China” (21/02~30/03) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”(RE)CONHECER Leiria” (~15/06) •”Paralelo 30” - exposição temporária Edifício Banco de Portugal - Leiria •”Made in Japan” - escultura, gravura e pintura (~23/03) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República” - colecção de António Pedro Vicente (~28/02)
MÚSICA | TEATRO | EVENTOS
Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Katia Guerreiro” - música (21/02, 21h30) •”A Bela Adormecida” - dança (28/02, 21h30) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria • Histórias com pinguins - hora do conto (22 e 27/02, 10h30 e 14h30) • Histórias com máscaras - hora do conto (22 e 27/02, 10h30 e 14h30) •”Contos e cantigas - contar e encantar” (23/02, 16h00) •”Eu visito a Biblioteca” (25/02, 10h00) m|i|mo - museu da imagem em movimento - Leiria •”Confúcio” - ciclo de cinema Chinês (21/02, 21h00) •”O caminho para casa” - ciclo de cinema Chinês (23/02, 15h00) Sala Jaime Salazar Sampaio - Leiria •”Transparências” - poemas ditos/cantados - Luís Raposo (23/2, 22h) Espaço o Nariz - Leiria •”Escurial” - teatro (21/02, 22h00) Ateneu Desportivo - Leiria • Música e poesia (23/02, 21h30) Escola Superior de Educação e Ciências Sociais - Leiria • VII Fórum Internacional de sinologia (21, 22 e 23/02) Biblioteca - Batalha •”O Fio da Memória: O conto” - concurso liberário (~28/03)
Em Leiria
Katia Guerreio leva o fado ao palco do Teatro José Lúcio da Silva A fadista Katia Guerreiro actua, esta Quinta-feira, a partir das 21h30, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. Intérprete reconhecida internacionalmente, Katia Guerreiro é uma notável embaixadora da música portuguesa que conta já com 12 anos de carreira e seis discos editados. Tem cantado o fado um pouco por todo o mundo, nos mais conceituados palcos e importantes festivais de música, além de ter participado em diversas parcerias musicais com reputados artistas nacionais e estrangeiros. Em 2010, ano em que comemorou dez anos de carreira, recebeu da Fundação Amália Rodrigues o Prémio de Melhor Intérprete. O bilhete custa 15 euros.
“O Ensino Privado nas décadas de 50, 60 e 70 do séc. XX – o contributo das Escolas Católicas” é o título do livro de Jorge Cotovio que foi apresentado pela Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC), no Colégio Conciliar de Maria Imaculada, na Cruz da Areia, em Leiria. A sessão de apresentação que decorreu, no passado dia 15 de Fevereiro, foi presidida por D. António Baltasar Marcelino, membro da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, tendo ficado a apresentação da obra a cargo de José Manuel Silva, Vice-presidente do Instituto Politécnico de Leiria (IPL). Na sessão também intervieram o Euro-deputado do PSD, Paulo Rangel, e a deputada do PS, na Comissão de Educação, Odete João. A Moderar a mesa esteve o Vice-presidente da APEC, Virgílio Mota. Os oradores realçaram
DR
Teatro Miguel Franco (Leiria) • CÉSAR DEVE MORRER | Drama | de Paolo Taviani, Vittorio Taviani | c/ Cosimo Rega, Salvatore Striano, Giovanni Arcuri | 22 de Fevereiro, 21h30, 23 de Fevereiro, 21h30, 24 de Fevereiro, 21h30, 25 de Fevereiro, 21h30, 26 de Fevereiro, 21h30 e 27 de Fevereiro, 18h30. • FORÇA RALPH | Animação | de Rich Moore | 24 de Fevereiro, 11h00. Cine-Teatro (Monte Real) • BRAVE-O INDOMÁVEL | Animação | de Mark Sndrews, Brenda Chapman, Steve Purcell | 15 de Março, 11h00.
Jorge Cotovio lança livro sobre ensino privado nas décadas de 50, 60 e 70
o valor e a pertinência da obra, que preenche um vazio existente na história da educação no período associado ao maior crescimento quantitativo de escolas e de alunos que jamais aconteceu no nosso país. Foi por todos reconhecido o papel relevante do ensino privado neste período expansionista da segunda metade do século XX, com especial acuidade
para as escolas católicas e escolas de matriz cristã, muitas das quais dirigidas por párocos. Em alusões do foro mais estritamente político, todos os intervenientes se mostraram favoráveis à coexistência de escolas estatais e escolas não estatais, enriquecendo assim o leque plural de projectos educativos disponíveis à livre escolha das famílias.
Jorge Cotovio é presentemente director pedagógico do Colégio Conciliar Maria Imaculada e secretário-geral da Associação Portuguesa de Escolas Católicas. O livro foi editado pela Gráfica de Coimbra, tem cerca de 1400 páginas e corresponde na íntegra à tese de doutoramento do autor, apresentada na Universidade de Coimbra há cerca de dois anos.
Fórum Internacional de Sinologia decorre nos dias 21, 22 e 23 de Fevereiro
IPL afirma-se como pólo de estudo da língua e cultura chinesas em Portugal O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) realizará nos dias 21, 22 e 23 de Fevereiro o VIII Fórum Internacional de Sinologia subordinado ao tema “China: Viajar no Tempo e no Espaço”, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais. Uma acção que “afirma mais uma vez o IPL como pólo de estudo da língua e cultura chinesas” adianta, em comunicado, a administração do IPL. Ao mesmo tempo que defende que, este evento, “reafirma o importante papel do Instituto nesta área, que ministra, desde 2006, a licenciatura em Tradução e Interpretação de PortuguêsChinês/Chinês-Português, e tem desde 2008 o Centro
DR
CINEMAS
de Línguas e Cultura Chinesas”. O Fórum é uma organização conjunta do Instituto Português de Sinologia, da Câmara Municipal de Leiria e do Instituto Politécnico de Leiria, dirigindo-se não só para o público académico, como também para os entusiastas e curiosos da cultura
chinesa. Além disso contará com a participação de conferencistas reconhecidos internacionalmente, provenientes da Ásia, Europa e América do Norte. Nuno Mangas, presidente do IP Leiria, salienta que «o VIII Fórum Internacional de Sinologia é uma grande oportunidade para
promover o conhecimento da língua e da cultura chinesas, uma área em que temos trabalhado muito, com parcerias fundamentais com o Instituto Politécnico de Macau e a Universidade de Línguas e Culturas de Pequim». O Fórum tem entrada gratuita e está organizado em quatro grandes temas que abordam a “Poética”, a “Retórica”, a “Estética” e as “Grandes Viagens que fizeram História”. Paralelamente, em sessões alternativas, serão discutidos temas como as “Relações China-África”, “Os recursos energéticos na China”, entre outros.
CULTURA/SOCIEDADE 5
O Mensageiro 21.Fevereiro.2013
Os carros eram raros
Na Marinha Grande
“Mundos na mente” em exposição no Museu Joaquim Correia
Nos anos 60 só se podia entrar na cidade de Leiria calçado
Na sexta-feira à noite em Alcobaça
Jorge Palma actua no Cine-Teatro Jorge Palma actuará no dia 22 de Fevereiro, a partir das 21h30, no Cine-Teatro de Alcobaça – João d’Oliva Monteiro. Um concerto diferente e intimista onde o palco é feito sala de estar onde Jorge recebe os fãns, feitos amigos. Depois toca-se, fala-se e canta-se. De actualidades em “Portugal, Portugal” ou do tema que dá nome ao seu último trabalho “Com todo o respeito”. DR
Já se imaginou a entrar na cidade de Leiria descalço? Não? E muito bem, porque nos anos 60 ninguém podia entrar nesta cidade do rio Lis de pé descalço. No entanto, era verídico que a maioria das pessoas, naquela época, andavam descalças porque “esse luxo” de ter sapatos não era para todos. Por isso, era frequente ver pessoas dos meios rurais com as botas penduradas nos ombros, que só se calçavam quando chegavam à Fonte Grande (Fonte das Três Bicas). A revelação foi feita por Mário Matias, tertuliano e Presidente do Conselho de Administração da Caixa Agrícola de Leiria, durante a “Tertúlia (re)Conhecer Leiria”, que decorreu no passado sábado à tarde, no m|i|mo – museu da imagem em movimento, em Leiria. O Presidente do Conselho de Administração da Caixa Agrícola de Leiria contou que, como vivia em Leiria, estava habituado a andar calçado, o que o impedia de jogar futebol com os colegas na escola, já que se costumava jogar descalço. Ao perceber a desvantagem que tinha em relação aos amigos, Mário Matias optou por ficar na baliza, a única posição em que podia jogar calçado. Apesar de já existirem alguns automóveis em Leiria nos anos 60, a maioria das pessoas deslocava-se de burro. Nessa altura, os agri-
Até dia 30 de Março, o Museu Joaquim Correia, na Marinha Grande acolhe a exposição de pintura “mundos na mente” de Ana Reis. Uma mostra para ver de Terça-feira a Sábado entre as 10h00 e as 18h00. Quem desejar também poderá fazer uma visita guiada, mas para isso tem que fazer inscrição previamente.
cultores que vendiam os seus produtos no Mercado de Sant’Ana descarregavam a mercadoria à porta e iam deixar os burros no estábulo, que ficava no local onde é hoje a rodoviária. Mário Matias não perdeu a oportunidade de ganhar uns trocos, no período das férias. “Fui um dos primeiros arrumadores de viaturas de Leiria”, brincou. Rio Lis palco de provas de natação Já António Moreira de Figueiredo, tertuliano e arquitecto do Município de Leiria, recordou a emoção que sentia quando descia a Calçada do Bravo de carroça, nas suas viagens entre Santa Eufémia e Leiria. “Começávamos a apertar as rédeas para a carroça não deslizar. Só parávamos cá em baixo.” Nessa altura, o rio Lis tinha um papel muito importante. Alda Gonçalves, tertuliana e antiga responsável
Artesanato urbano, música e artes em destaque
“Metad’Artes- Criações Urbanas” no Mercado de Sant`Ana
O Centro Cultural Marcado de Sant’Ana, em Leiria acolherá no dia 23 de Fevereiro, a partir das 10h30, a iniciativa “Metad’Artes- Criações Urbanas”, mostra e venda de produtos de artesanato urbano. Concertos, performances de dança, de música, de teatro de rua, e ainda exposições com criações artesanais, apresentações e publicações de livros, workshops e sessões de contos e escrita criativa são algumas das actividades que marcarão presença. Também está programado um concerto ao vivo, de bandas dos mais variados estilos e animação musical com DJ das 10h30 às 23h00.
pelo Arquivo do Município de Leiria, contou que o rio era utilizado para realizar concursos de pesca desportiva e provas nacionais de natação. “Miguel Franco [actor e dramaturgo] era o melhor nadador de bruços no rio Lis”, afirmou. Carlos Fernandes, tertuliano e director do Jornal das Cortes, recordou que o rio era ainda usado para banhos, passeios de barco, recreio e para lavar a roupa. Durante a tertúlia, recordou-se ainda uma figura muito conhecida em Leiria, nos anos 60, o Dr. Lisboa, conservador do Registo Predial. Alda Gonçalves contou que quando foi a inauguração do Tribunal de Leiria, Dr. Lisboa manifestou-se desagradado por ter uma secretária tão grande num gabinete tão pequeno, pelo que lhe arranjaram uma secretária mais pequena, mas “velha e cheia de mazelas”. Não satisfeito, o Dr. Lis-
boa decidiu mandar fazer uma secretária no carpinteiro. Como não tinha uma régua à mão, utilizou o cinto, um lápis e um pau para tirar as medidas. Quando chegou ao carpinteiro e este lhe pediu as medidas, o Dr. Lisboa seguiu o mesmo procedimento: tirou o cinto das calças, o lápis e um pau para dar indicações sobre as medidas. Estes e outros episódios ocorridos nos anos 60 foram revisitados no Sábado passado, no m|i|mo, por perto de 100 pessoas, que assistiram à primeira tertúlia promovida pelo Município de Leiria, a qual teve início com a projecção do filme “Leiria, 1960”, de António Campos, realizador de Leiria. As próximas tertúlias decorrerão nos terceiros Sábados de cada mês entre os meses de Fevereiro e Junho, ou seja, nos dias 16 de Março, 20 de Abril, 18 de Maio e 15 de Junho.
Até 23 de Março
Festiv’Álvaro em Vieira de Leiria Até dia 23 de Março está a decorrer, no Cine-Teatro Actor Álvaro, em Vieira de Leiria, o VII Festiv’Álvaro, numa organização do Teatresco – Grupo de Teatro, em colaboração com a Câmara Municipal da Marinha Grande. Um festival que apresenta cinco grupos amadores oriundos de Lisboa, Tomar, Leiria e Marinha Grande e que pretende promover a arte do espectáculo junto da população. No dia 23 de Fevereiro pelas 21h30 subirá ao palco do Cine-Teatro a peça “Médico à Força” pelo grupo Ultimactum de Tomar. Da autoria de Moliére e adaptação e encenação de António Clemente, António Craveiro e Luís Tomás tem o preço de entrada de três euros.
Em Alcobaça
1º Encontro Green Cork na Biblioteca Municipal O 1º Encontro Green Cork está agendado para os dias 22, 23 e 24 de Fevereiro, a partir das 15h00, na Biblioteca Municipal de Alcobaça, numa iniciativa da Câmara Municipal, em parceria com a Quercus e a Ordem dos Biólogos. Biodiversidade do Montado e a promoção e conservação do património natural autóctone e ainda a reciclagem da cortiça, bem como o envolvimento com as escolas, são os temas a abordar neste encontro.
Em concerto a 3 de Março
Orquestra Típica de Ourém no Teatro Miguel Franco em Leiria O Teatro Miguel Franco, em Leiria acolherá no dia 3 de Março, pelas 16h00, um concerto com a Orquestra Típica de Ourém, da Academia de Música Banda de Ourém. A Orquestra Típica de Ourém foi fundada pelo maestro Armando Rodrigues com o objectivo de cultivar e divulgar a música de cariz tradicional portuguesa. Trata-se de um agrupamento constituído por 63 músicos, divididos por um coro misto, esquematizados a quatro vozes e por uma componente instrumental comportando vários naipes: bandolins, bandolas, guitarras, clarinetes, flautas, acordeão e percussão. Alguns dos temas são cantados a solo por elementos integrantes do coro.
Em Nova Iorque
Metropolitan Museum of Art com guia em português O novo guia do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque contempla, pela primeira vez, uma versão em língua portuguesa. Uma novidade que surge no âmbito de um projecto de reestruturação que visa facilitar a comunicação e alargar o universo de quem visita este espaço de cultura. O Museu também tem disponíveis visitas guiadas com guias que falam o português. O guia também está editado em chinês, francês, italiano, japonês e espanhol e apresenta 600 reproduções a cores das mais relevantes obras em exposição.
6 SOCIEDADE Informar sobre os assuntos discutidos
Assembleia Municipal de Leiria informa munícipes através de newsletter Os munícipes que gostam de saber o que se passa na Assembleia Municipal de Leiria, mas que não pretendem assistir à mesma têm agora a vida facilitada porque foi criada uma newsletter da Assembleia Municipal. Ao subscrever a newsletter o munícipe terá acesso aos pontos que constam na ordem de trabalhos e também aos editais das deliberações. O objectivo é permitir que as pessoas tomem conhecimento dos assuntos tratados em Assembleias Municipais abertas ao público. Para subscrever a newsletter, os cidadãos devem entrar no site da Câmara Municipal de Leiria – www.cmleiria.pt – e seleccionar a opção “Newsletter Assembleia Municipal de Leiria”, que se encontra na barra lateral direita. Em alternativa, podem enviar um e-mail directamente para manuela.vieira@cm-leiria.pt. A Assembleia municipal reúne cinco vezes por ano em: Fevereiro, Abril, Junho, Setembro, Novembro ou Dezembro e a próxima está marcada para dia 28 de Fevereiro, a partir das 21h00, no Centro Associativo Municipal. Nas assembleias abertas ao público, os cidadãos podem intervir desde que tenham previamente feito a inscrição. A actual Assembleia Municipal de Leiria é presidida por Carlos André, eleito pelo Partido Socialista e é representada por 62 deputados, 29 dos quais são presidentes de junta de freguesia e os restantes elementos representam dos diversos partidos: PS, PSD, PP, PCP e BE. Existe ainda um deputado independente.
Na Batalha
Município sugere que se efectue reavaliação dos imóveis
DR
Estando o processo referente à avaliação geral do património em fase final, o município da Batalha está a recomendar aos munícipes, proprietários de bens imóveis cujas avaliações ocorreram entre 2004 e 2011 que peçam a correcção do VPT – Valor Patrimonial Tributário dos prédios porque isso poderá implicar uma descida do valor do IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis. Este pedido deve ser feito através do Portal das Finanças ou pela apresentação do modelo 1, no serviço local de finanças. Em comunicado a autarquia explica que “Esta possibilidade acontece devido ao facto do VC – Valor médio da Construção, ter vindo a descer desde 2004, sendo nessa data de 615 e, actualmente, de 603 ”. “ Em complemento, o CV – Coeficiente de Vetustez (que classifica a idade dos prédios), vai reduzindo à medida que os prédios vão ficando com mais idade, possibilitando, desta forma, a descida do respectivo coeficiente” conclui o município.
O Mensageiro 21.Fevereiro.2013
Homenagem
Município de Leiria atribui o nome de José Ribeiro Vieira a largo O Município de Leiria homenageou, no domingo, José Ribeiro Vieira, através da atribuição do seu nome a um largo junto à Rua de S. Francisco. A cerimónia, a que assistiram dezenas de pessoas, decorreu no dia em que o empresário completaria 70 anos. “Depois de lhe ter atribuído a Medalha da Cidade insígnia de Ouro no dia 22 de maio de 2012, é a vez de imortalizar o seu nome, atribuindo-o a este largo onde estamos hoje, precisamente no dia do seu aniversário”, afirmou Raul Castro, Presidente da Câmara Municipal. O autarca destacou a importância de José Ribeiro Vieira como empresário e também como líder associativo. “Enquanto Presidente da Direcção
da Nerlei, Ribeiro Vieira procurou sempre defender os interesses das empresas do distrito e imprimiu um dinamismo ímpar a esta associação”, de que são exemplo os jantares-conferência que promoveu durante os seus mandatos, trazendo a Leiria governantes e outras figuras nacionais. José Ribeiro Vieira foi recordado por Raul Castro como um homem de cultura, que “vivia numa busca incessante de conhecimento”, e pelo seu forte sentido cívico. Além de ter feito parte dos órgãos sociais da Nerlei, foi fundador da Adlei – Associação de Desenvolvimento de Leiria, presidiu ao Conselho Geral do Instituto Politécnico de Leiria, foi Vereador da Câmara Municipal de Leiria e deputado da Assembleia
Municipal. “Pelo inequívoco contributo que deu para o desenvolvimento do concelho, a atribuição do nome deste largo a José Ribeiro Vieira, próximo do local onde residia, é uma forma de reconhecimento do Município de Leiria, que queremos perpetuar no tempo. Desta forma, José Ribeiro Vieira nunca será esquecido”, disse Raul Castro. Orlando Cardoso, amigo de longa data de Ribeiro Vieira, enalteceu a homenagem prestada pelo Município de Leiria, que considerou demonstrar um “elevado respeito por um cidadão ilustre” sempre empenhado no progresso da região e do País. “A obra notável do Engº Vieira, em multifacetadas áreas abrangendo actividades agrícolas,
industriais e serviços, não descurando as culturais, como a livraria e os jornais, é por demais conhecida e merecedora de todos os encómios.” “Honrar os homens grandes é um dever cívico e por isso aqui estamos, homens de boa vontade, lembrando a memória de alguém ‘que se foi da morte libertando”, afirmou Orlando Cardoso. “As minhas últimas palavras vão para a Xana e a Catarina [filhas de Ribeiro Vieira]. O melhor verso que conheço sobre este homem, que me deu a honra de ser meu amigo toda a vida, tem uma única palavra e é do José Luís Peixoto: Morreste-me!” A cerimónia terminou com um momento de silêncio em memória de José Ribeiro Vieira.
Em Ourém
Seminário sobre Vinho Medieval “Vinho, Autarquias e Agentes Locais – O Vinho Medieval” é o tema do seminário que terá lugar no dia 22 de Fevereiro, no auditório dos Paços do Concelho, da Câmara Municipal de Ourém. Um seminário que surge integrado no Congresso Nacional “O vinho e o mundo rural”.
O objectivo é realçar a importância que a vitivinicultura representa para o Município de Ourém, na medida em que participa activamente na economia regional e integra a cultura gastronómica e cultural do concelho. Um dos aspectos que merecerá especial desta-
que, será a discussão de estratégias para solidificar a sustentabilidade do sector do vinho, na região e no país. O Congresso “O vinho e o mundo rural”, de impacto nacional sobre a temática do mundo rural e o desenvolvimento sustentável dos territórios, tem como vec-
tor de desenvolvimento o vinho e toda a economia associada a este sector e irá apresentar as conclusões dos 10 fóruns regionais no dia 11 de Junho, na 50ª Feira da Agricultura no CNEMA.
A 1 de Março
Dia Mundial da Protecção Civil assinalado A cidade de Leiria vai receber, no próximo dia 1 de Março, a realização de um seminário comemorativo do Dia Mundial da Protecção Civil. Uma seminário que decorrerá no auditório 1, do edifício B, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria e que contará com a participação de José Manuel Moura, Comandante Operacional
Nacional da Protecção Civil, que a partir das 09h00, enquadrará o Comando Nacional de Operações e Socorro. O chefe da divisão de Protecção Civil e Bombeiros do Município de Leiria, Artur Figueiredo, realizará uma intervenção às 10 horas, subordinada ao tema “Serviço Municipal de Protecção Civil, o Centro Municipal de Ope-
rações de Socorro de Leiria e os planos municipais de emergência”. Ao final da manhã terá lugar uma demonstração de salvamento e desencarcerameto, por parte da Divisão Municipal de Protecção Civil e Bombeiros. À tarde, a partir das 16h40, António Martinho, vereador na câmara de Leiria apresentará o “Plano
municipal de segurança rodoviária - Desafios da sua elaboração”. O Dia Mundial da Protecção Civil visa atrair a atenção de todos os países do mundo para a importância dos temas associados à protecção civil, nomeadamente para a prevenção, tendo sido criado pela Organização Internacional de Protecção Civil.
SOCIEDADE 7
O Mensageiro 21.Fevereiro.2013
Uma tarde de música dedicada aos doentes
Em Peniche
Hospital Leiria”invadido” por pequenos e grandes músicos no Dia Mundial do Doente
VI Festival de Sopas anima Bajouca
Emília Fael, enfermeira directora do CHLP, que acompanhou a visita dos músicos da SAMP, explica que «esta é uma iniciativa que alegra a todos, é um momento diferente que nos ajuda a agradecer a todos os colaboradores o seu empenho, aos doentes e utentes a sua confiança, e a toda a comunidade o reconhecimento que nos faz chegar todos os dias». «É um momento único, de facto, parece que a música já faz parte desta casa, destas pessoas, vale a pena ouvir e ver os sorrisos, é fantástico!», salienta.
Hélder Roque, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal, destaca «a longa e saudável relação que construímos com a SAMP ao longo dos últimos anos, e que permitiu envolver os nossos profissionais e os nossos utentes em iniciativas originais e de grande relevo, com resultados que têm sido extremamente positivos, graças à permanente disponibilidade da SAMP e dos seus músicos».
21º Concurso de Jovens Cientistas e Investigadores com candidaturas abertas Superior. Este concurso realizado desde 1992 pela Fundação da Juventude, em Portugal tem como objectivo promover os ideais de cooperação e do intercâmbio entre jovens cientistas e investigadores e ainda estimular o aparecimento de jovens talentos nas áreas da Ciência, Tecnologia, Inves-
A Associação Bajouquense para o Desenvolvimento realizará no dia 23 de Fevereiro o VI Festival de Sopas, no Salão do Pisão na Bajouca. À disposição haverá mais de 20 sopas e os fundos angariados revertem a favor da plantação de novas árvores no Parque Natural do Pisão. O Festival de Sopas tem início marcado para as 20h00 e contará com baile com música ao vivo. O pão e a broa do Pisão não vão faltar e as bebidas também não. A entrada custa cinco euros, com direito a ficar com a malga da sopa. DR
DR
Os 70 músicos percorreram vários serviços do hospital “arrancando” sorrisos a quem por ali se encontrava.
À procura de um jovem cientista talentoso
Até dia 19 de Abril estão a decorrer as candidaturas para o 21º Concurso Jovens Cientistas e Investigadores que tem como destinatários os estudantes com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos e que frequentem o Ensino Básico, Secundário ou os estudantes que estão a frequentar o primeiro ano do Ensino
Já se imaginou a comer um hambúrguer de Peixe? Mas acredite que, no futuro, isso poderá ser possível, tudo porque os investigadores da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche estão a prepará-lo de forma a que possa ser comercializado ainda este ano. Pescada, tintureira e polaco são algumas das espécies que estão a ser testadas, mas os investigadores não descartam a hipótese de produzir hambúrgueres de Cavala ou Sardinha. O objectivo é incentivar o consumo de peixe.
Haverá mais de 20 sopas à escolha
DR
Muita animação, cor e som marcaram as celebrações do Dia Mundial do Doente no Hospital de Santo André (HSA), em Leiria. Tudo porque esta unidade de saúde do Centro Hospitalar Leiria-Pombal (CHLP) foi “invadida” pelo pequenos e grandes músicos e artistas da SAMP – Sociedade Artística e Musical de Pousos que animaram os doentes internados e os que por ali estavam, só de visita. A parceria entre o CHLP e a SAMP dura já há vários anos, e o HSA tem sido palco de inúmeras iniciativas musicais e artísticas originais e únicas, como um concerto de “Bisturis e Batutas” de deu um tom musical a uma cirurgia realizada por músicos e profissionais de Saúde.
Investigadores criam hambúrguer de peixe
tigação e Inovação. Os jovens interessados em participar têm que realizar trabalhos ou projectos científicos inovadores integrados em processos educativos regulares. Depois serão atribuídos prémios cujos valores variam entre 1500 e 500 euros aos alunos e projectos seleccionados. Além disso
os jovens vencedores vão poder representar Portugal em vários certames internacionais. Os trabalhos candidatos à 21ª edição do Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores devem ser submetidos online até ao dia 19 de Abril.
Por iniciativa da Associação Empresarial da Região de Leiria
Administrador da Bosch visita Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto O administrador-delegado da Bosch Termotecnologia, SA e representante em Portugal do Grupo Bosch, João Paulo Oliveira estará no dia 22 de Fevereiro, em Leiria, a convite da NERLEI – Associação Empresarial da região de Leiria e da D. Dinis Business School, para uma visita à região. Do programa faz parte pelas 16h30, uma visita ao Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto do Instituto Politécnico de Leiria e que está localizado na Marinha Grande. Segue-se uma conferência sobre “Factores Estratégicos de Competitividade”, na NERLEI.
A nível Europeu
Cruz Vermelha dinamiza Campanha Desastres Silenciosos
Até dia 15 de Março está a decorrer em Portugal e em mais dez países europeus, a Campanha Desastres Silenciosos, à qual se associou a Cruz Vermelha Portuguesa. A Campanha é liderada pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e pelo serviço de Ajuda Humanitária e da Protecção Civil da Comissão Europeia e visa sensibilizar as comunidades para as catástrofes naturais as quais constituem acontecimentos que são tudo menos silenciosos para os indivíduos e famílias por elas afectados.
8 ECLESIAL
O Mensageiro 21.Fevereiro.2013
Família há oito séculos
As Tendas de Deus “A
religião sempre foi e continua a ser a melhor e mais fecunda fonte de inspiração artística. Por detrás das mais valiosas manifestações de arte encontram-se motivações religiosas, tentativas de exprimir o indizível, de representar o que é espiritual e de perscrutar os arcanos transcendentes da divindade” (D. José Alves, Arcebispo de Évora). Na verdade assim aconteceu por entre planícies vales e montes eborenses. Aqui nasceram e deram abundantes frutos de santidade as numerosas Tendas de Deus que as Irmãs Pobres de Santa Clara com fé, amor e esperança edificaram ao Senhor Jesus. Em 1528 foi fundado um Mosteiro em Viana do Alentejo e, apenas dois anos mais tarde, surge o Mosteiro de Nossa Senhora da Esperança em Vila Viçosa, mandado erguer pela Casa de Bragança, mais propriamente pela
DOM DA FÉ
Pe Jorge Guarda
Vigário Geral da Diocese
O conteúdo da Fé http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt
Q
uando uma pessoa recebe o dom da fé, encontra-se com Deus, descobre-O a uma luz nova, que não possuía antes. A fé implica portanto um conhecimento de Deus e do seu mistério de amor e salvação. Entramos aqui na questão do conteúdo da fé, como comecei a referir no
Duquesa D. Isabel de Lencastre. No entanto, as obras arrastar-se-iam por mais de dois séculos e meio. Nele viveu uma florescente Comunidade de Irmãs Clarissas até 1866, altura em que a última Religiosa foi transferida para o Mosteiro das Chagas de Cristo que existia na mesma Vila. Entre tantas vicissitudes por que passou, sismo de 1755, invasões francesas, etc., a igreja conserva-se intacta, o que não aconteceu às restantes dependências conventuais, demolidas ou vendidas a retalho. Em 1944, a mesma igreja foi classificada como Imóvel de Interesse Público (I.I.P.). O referido Convento das Chagas de Cristo, na mesma vila, era uma casa religiosa que fora fundada em 1514 por D. Jaime, 4.º duque de Bragança. Foi construída com o objectivo de transformar o interior da igreja em panteão familiar para as Senhoras da sua Casa e onde se recolhessem
as filhas do seu segundo casamento que não pudessem casar condignamente. Apesar de algumas diligências, o Real Convento das Chagas de Cristo ainda não estava habitado quando D. Jaime morreu, em Setembro de 1532. Mas como o homem põe e Deus dispõe, a sua esposa e o seu filho D. Teodósio, V Duque de Bragança, decidiram entregar o edifício às Filhas de Santa Clara. Assim em Fevereiro de 1533, deram entrada no convento as primeiras oito Religiosas clarissas, provenientes do Mosteiro de N. Sra. da Conceição de Beja, tendo como abadessa a Madre Maria de S. Tomé. No seio da sua humilde comunidade, tomaram o hábito de clarissas algumas das mais nobres senhoras de linhagem do Alentejo. Apesar do despojamento, pobreza, austeridade e simplicidade tão características da Ordem, as diversas doações fizeram do Mosteiro uma das mais ricas e belas
casas religiosas nacionais. Em 1652, Cecília do Espírito Santo, poetisa e pintora natural de Lisboa professava no convento, onde viveu até à morte em 1723. Atendendo às suas qualidades artísticas, tudo leva a crer que muitos dos frescos que ainda subsistem no edifício sejam de sua autoria. Economicamente o mosteiro manteve-se dependente da Casa de Bragança até ao século XIX, altura em que foi anexado pela Fazenda Nacional. Mais tarde, o rei D. Carlos voltaria a adquiri-la para a Casa de Bragança. Em 1932, o exilado D. Manuel II doou o convento ao Arcebispado de Évora. As suas instalações foram utilizadas para diversos fins, estando, presentemente, a sofrer importantes obras de restauro e reintegração. Em 1610 a cidade de Évora torna-se novamente berço de mais um Mosteiro, o Mosteiro do Salvador do Mundo que fica situado na freguesia de Santo Antão. O
edifício foi sagrado em 24 de Julho desse mesmo ano, depois de a Comunidade das irmãs que o ocuparam terem primeiramente habitado no sítio onde depois, por ordem do Cardeal D. Henrique, Arcebispo de Évora, se construiu a Igreja do Colégio dos Jesuítas. Deste Mosteiro partiram as primeiras Irmãs Clarissas rumo ao Brasil, solicitadas pela Câmara, nobreza e povo da Bahia, onde chegaram em Março de 1677. As quatro clarissas fundaram o Imperial Convento de Santa do Desterro, que rapidamente floresceu, tornando-se uma comunidade numerosa. O Mosteiro do Salvador do Mundo em Évora após ter sofrido as vicissitudes das invasões francesas (1808) e encerrado por força da expulsão das Ordens Religiosas, no final do século XIX, serviu como Quartel da Artilharia 1, até ser demolido, na década de 1940, dando lugar ao
edifício da Estação dos Correios de Évora. Escaparam à destruição a igreja, a Torre-Mirante e uma parte do Claustro. Com toda esta vida agitada do conjunto edificado do Convento do Salvador, a igreja escapou até hoje quase que por milagre, permanecendo o elemento intacto e memorável da existência de vida do Mosteiro do Salvador. Mencionamos ainda a existência de mais dois Mosteiros no distrito de Évora: Mosteiro de Santa Clara em Mourão – 1610 e Mosteiro de Nossa Senhora das Servas em Borba – 1600. Na contemplação histórica desta Família podemos afirmar que, na Verdade, um é o que semeia e outro o que colhe, mas é sempre Deus que dá o crescimento e esperamos que seja sempre Ele a colher o fruto.
artigo anterior. O elemento central do conteúdo da fé é precisamente uma nova percepção de Deus e da sua relação com a pessoa do crente. As narrações de conversão mostram precisamente essa iluminação que a pessoa recebe e na qual ela mesma se sente envolvida. O ato de fé implica uma decisão livre por parte da pessoa que se entrega a Deus, mas também o assentimento ao mistério de Deus por Ele próprio revelado. A autorrevelação de Deus como amor é assim o primeiro e o conteúdo central da fé cristã. Isso leva à necessidade de escutar e de acreditar na sua Palavra e em quanto ela nos comunica sobre Deus. Através da Sua Palavra, contida na Sagrada Escritura e transmitida pela Tradição da Igreja, Deus não apenas se nos dá a conhecer como nos revela também a sua luz sobre a vida do homem e do mundo e o sentido divino de ambos. A visão
sobre a nossa própria vida e o nosso futuro na relação e comunhão com Deus é parte do conteúdo da fé. Ao receber a graça da fé, o crente faz uma profissão ou declaração na qual exprime o essencial daquilo que encontrou ou do conhecimento fundamental de Deus que recebeu. Um exemplo, o de Tomé, quando exclama: “Meu Senhor e meu Deus!”. Reconhece Jesus como seu Senhor e seu Deus: afirma a identidade divina de Jesus mas também a relação e a confiança pessoal que tem nele. Não é um conhecimento teórico ou científico, mas uma visão sobre Jesus que é fruto de uma iluminação e de um dom divino. O mesmo se passa com as experiências de fé que alguns experimentam nos nossos dias. Este conhecimento essencial precisa de ser desenvolvido e completado depois. O conteúdo centrado em Deus e no seu mistério, ou em Jesus
como Messias e Filho de Deus, desdobra-se em vários outros elementos que constam do credo, de modo resumido, ou no Catecismo Igreja Católica, de modo sistemático e orgânico, à maneira de um compêndio. O conteúdo mais completo encontra-se espalhado nos documentos que resultaram dos concílios, do magistério dos Papas e dos ensinamentos pessoais ou coletivos dos bispos. E também nas obras teológicas que procuram expor e explicar os variados conteúdos da fé cristã. O Papa Bento XVI explicita, na sua carta apostólica “A porta da fé” (n. 11), como podemos encontrar o conteúdo da fé no Catecismo da Igreja Católica. “Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos,
o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé. Na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Repassando as páginas, descobre-se que o que ali se apresenta não é uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja. Na verdade, a seguir à profissão de fé, vem a explicação da vida sacramental, na qual Cristo está presente e operante, continuando a construir a sua Igreja. Sem a liturgia e os sacramentos, a profissão de fé não seria eficaz, porque faltaria a graça que sustenta o testemunho dos cristãos. Na mesma linha, a doutrina do Catecismo sobre a vida moral adquire todo o seu significado, se for colocada em relação com a fé, a liturgia e a oração.”
Fica claro, a partir do Catecismo, que o conteúdo da fé abrange quer a doutrina sobre a fé cristã quer os princípios e as normas morais do comportamento ou do estilo de vida do cristão na sua vida quotidiana quer as celebrações e os sacramentos da fé, mediante os quais os cristãos vivem a sua relação comunitária com Deus e dele recebem as suas graças, quer ainda o modo e a formas como os cristãos praticam a oração, isto é, vivem a sua relação pessoal e comunitária com Deus com gestos e palavras, exprimindo desse modo e alimentando a sua fé em Deus. O conhecimento dos conteúdos da fé é muito importante para viver uma fé esclarecida e madura, uma fé que se torna capaz de dar razão de si à inteligência dos homens.
Irmãs Clarissas de Monte Real
Texto escrito segundo o novo acordo ortográfico
DIOCESE 9
O Mensageiro 21.Fevereiro.2012
Visita Pastoral à Diocese Entrevista ao Padre Augusto Gomes Gonçalves, pároco de Marrazes
“Marcou na transmissão da alegria e coragem no viver a fé”
Qual foi o critério na elaboração do programa? Houve essencialmente dois critérios: o primeiro foi a necessidade de formação e dinamismo apostólico a criar nos Conselhos, Pastoral e dos Assuntos Económicos, em todos os Serviços Pastorais, Movimentos, Comissões da Igreja e Capelas e outros Grupos Apostólicos. O segundo foi procurar ir ao encontro das realidades da vida social e humana, como é a saúde, o ensino, o voluntariado e o mundo empresarial,
DR
Qual a principal mensagem ou marca deixada por D. António Marto? O Senhor Bispo inseriu-se na comunidade, como sendo um dos seus membros e marcou na transmissão da alegria e coragem no viver a fé, sem medo, como algo essencial na vida dos católicos. Desafiou os paroquianos a viver a proximidade e a concretizar mais a complementaridade em todos os que vivem e trabalham na comunidade e deixou a forte esperança de que é possível fazer muito bem no nosso mundo, mais com a vida do que com palavras e teorias. E ainda: a pessoa deve encarar-se no seu todo pois só assim haverá equilíbrio no seu crescimento e no seu fazer caminho.
DR
Como se preparou a comunidade para receber o Bispo? As estruturas paroquiais, particularmente o Conselho Pastoral, as Comissões das Capelas e da Igreja e todos os outros Serviços e Movimentos iniciaram um trabalho de definição de prioridades pastorais e fez uma distribuição de tarefas. Houve uma preparação comunitária coordenada por equipas. Em simultâneo e como atitude de suma importância, organizou-se Lectio Divina com cerca de cinquenta grupos, que reflectiu, dialogou e rezou a Palavra; e a comunidade em geral em todas as Eucaristias rezou pelo bom fruto desta Visita Pastoral.
sarial e os professores desta paróquia. Sendo o mundo da educação, da saúde e das empresas muito importante hoje, procurámos dar-lhe a devida importância. E não esquecemos todo o mundo, bem abrangente do voluntariado.
DR
Que pensa desta iniciativa do Bispo diocesano de fazer uma visita pastoral a todas as paróquias? Esta iniciativa do nosso Bispo manifesta uma atitude eclesial e pastoral de tudo fazer para que a nossa Igreja esteja mais próxima das pessoas e do mundo real; é também bem clara a sua preocupação de criar mais corresponsabilidade comunitária nas nossas paróquias, alargando o seu leque de acção e desafiar os fiéis a viver a fé com mais alegria, dinamismo e compromisso objectivo.
para criar maior diálogo e complementaridade, dando as mãos no esforço de olhar mais a pessoa no seu todo. E juntámos outra realidade também importante: o mundo das Associações Culturais e Recreativas, pois nelas se movem largas centenas de pessoas, particularmente jovens. De forma geral, como decorreu a visita? Houve boa participação da parte de grande parte da população, embora não conseguíssemos atingir uma certa faixa, particularmente o mundo anónimo e massificado das zonas mais urbanas, que nunca se enquadrou nesta paróquia
devido à sua complexidade. O que acontece noutros espaços humanos, sociais e culturais. A Comunidade Paroquial participou, na sua grande maioria e de uma forma qualitativa e de alguma forma também quantitativa. Houve algum momento especial que queira destacar? Todos os momentos foram singulares e importantes, desde o encontro com o numeroso mundo das crianças, adolescentes e jovens, até aos idosos. Mas saliento o encontro com os profissionais da saúde, numa atitude informal e próxima; o mundo empre-
Quais as expectativas criadas a partir da Visita Pastoral? Foi já definida alguma prioridade pastoral ou tomada alguma decisão em ordem à renovação da dinâmica paroquial? Há expectativas de melhorar vários sectores, mas será na gradualidade pastoral que iremos reflectindo e decidindo com todas as estruturas de participação existentes na paróquia. Apesar de tudo podemos dizer que estamos a pensar já nalgumas áreas pastorais a melhorar, como são: a descoberta da fé autêntica, assumida e vivida; continuar a criar novo espírito comunitário em toda a paróquia; abrirnos mais ao mundo que está tantas vezes fora dos nossos âmbitos, alargando o leque pastoral, por vezes
Visita Pastoral 1 a 3 e 7 a 10 de Fevereiro Leiria será a última paróquia a receber a visita pastoral do Bispo diocesano, a decorrer nos dias 1 a 3 e 7 a 10 de Março. Encerra-se, assim, o longo périplo de D. António Marto por todas as comunidades paroquiais da sua diocese, iniciado em Janeiro de 2008. Aqui deixamos o programa.
Leiria 1 de Fevereiro (Sexta-feira) 10h30 - Acolhimento na Sé 11h30 - Visita à Câmara Municipal de Leiria, com almoço 14h15 - Visita à Junta de Freguesia de Leiria 18h30 - Visita ao Lar de Santa Isabel, com jantar 21h30 - Encontro com o mundo do comércio, na sede da Caixa de Crédito Agrícola 2 de Fevereiro (Sábado) 10h00 - Encontro com a catequese da infância de Santo Agostinho e S. Francisco, no Convento de S. Francisco 11h30 - Encontro com a catequese da adolescência (7.º ao 9.º ano) de toda a paróquia, em Santo Agostinho 15h30 - Missa com doentes e idosos, com administração da Unção dos Doentes, seguida de lanche, no Seminário Diocesano 21h30 - Encontro com casais, no Centro Pastoral da Sé 3 de Fevereiro (Domingo) 10h15 - Visita ao Agrupamento de Escuteiros de Santo Agostinho 11h00 - Missa em Santo Agostinho 12h30 - Almoço com o Conselho Pastoral e o Conselho para os Assuntos Económicos, na residência paroquial 7 de Fevereiro (Quinta-feira) 10h00 - Visita à Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância dos Capuchos 11h00 - Visita à Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos D. Dinis 12h15 - Almoço no Centro de Acolhimento 15h30 - Encontro com o Ensino Secundário, na Escola Secundária Domingos Sequeira 19h30 - Missa na igreja da rua Paulo VI, seguida de jantar partilhado 8 de Fevereiro (Sexta-feira) 10h00 - Visita ao Ninho 11h30 - Visita ao Colégio de Nossa Senhora de Fátima, com almoço 15h00 - Missa no Estabelecimento Prisional Regional de Leiria 21h30 - Assembleia paroquial, no Centro Pastoral da Sé 9 de Fevereiro (Sábado) 10h00 - Encontro com a catequese da infância da Sé e do Colégio, na Sé 11h30 - Encontro com os crismandos de toda a paróquia, no centro Pastoral da Sé 18h00 - Encontro com os jovens, no Centro Pastoral da Sé 19h30 - Missa no Convento de S. Francisco, seguida de jantar partilhado 10 de Fevereiro (Domingo) 10h45 - Visita ao Agrupamento de Escuteiros da Sé 11h30 - Missa de encerramento na Sé, seguida de almoço com a comunidade paroquial, na Escola Secundária Domingos Sequeira demasiado reduzido. A partir deste importante acontecimento serão definidas algumas prioridades, embora neste momento não seja o tempo possível para o fazer. Serão pensadas, reflectidas e
assumidas a partir dos Serviços próprios e na altura oportuna e atempada.
A equipa sacerdotal dos Marrazes Pe. Augusto Gomes Gonçalves e Pe. Marco Paulo da Silva Brites
10 ECLESIAL
O Mensageiro 21.Fevereiro.2013
JANELA SOBRE A MISSÃO
Leituras | II Domingo da Quaresma Ano C (24/02/2013 Antífona de Entrada: Salmo 26, 8 - 9 ou cf. Salmo 24, 6. 3. 22 Leitura I: Gen 15, 5-12.17-18 Salmo Responsorial: Salmo 26 (27), 1.7-8.9abc.13-14 (R. 1a) Leitura II: Forma longa - Filip 3, 17 - 4, 1 ou Forma breveFilip 3, 20 - 4, 1 Aclamação ao Evangelho: Lc 9, 28b-36 Refrão: Glória a Vós, Jesus Cristo, Sabedoria do Pai. Repete-se. Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Refrão. Evangelho: Lc 9, 28b-36 Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto. Palavra da salvação.
Pe. David Nogueira
O dinamismo mais missionário da Fé
P
odemos chamar-lhe curso de missiologia. É uma perspectiva de pensar a missão à luz da fé. Visa aprofundar o compromisso missionário inerente ao
AO SABOR DA PALAVRA
Cânticos |III Domingo da Quaresma Ano C (3/03/2013) INÍCIO Deus vinde em meu auxílio - Lau 288 Escutai Senhor a voz do meu clamor - Lau 344 SALMO RESPONSORIAL O Senhor é clemente - Lau 584 B APRESENTAÇÃO DOS DONS Cremos em Vós ó Deus - Lau 243 COMUNHÃO Bebei se tendes sede - Lau 171 Vós todos os que tendes sede - Lau 888 PÓS-COMUNHÃO Confiarei no meu Deus - Lau 236 FINAL Dá-nos um coração - Lau 259 É preciso renascer - Lau 309
MISSAS DOMINICAIS
Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação
Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com
2º Domingo da Quaresma 24 de Fevereiro de 2013
Transfiguração
A
s leituras deste domingo convidamnos a reflectir sobre a nossa “transfiguração”, a nossa conversão à vida nova de Deus; nesse sentido, sãonos apresentadas algumas pistas. A primeira leitura apresenta-nos Abraão, o modelo do crente. Abraão acreditou em Deus e, por isso, o Senhor considerouo como justo. A fé de que aqui se fala traduz uma
baptismo e à fé cristã e ao mesmo tempo reflectir sobre a dimensão missionária da Igreja. Será leccionado pelo Dr. Darci Vilarinho, missionário da Consolata, director da revista Fátima Missionária. «“A missão é um pro-
blema de fé, é a medida exacta da nossa fé em Cristo e no Seu amor por nós” (Redemptoris Missio, 11). Porquê a missão? Porque a nós, como a S. Paulo, “nos foi dada esta graça de anunciar aos gentios a insondável riqueza de Cristo” (Ef 3,
atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios de Deus; a justiça é um conceito relacional, que exprime um comportamento correcto no que diz respeito a uma relação comunitária existente: aqui, significa o reconhecimento de que Abraão teve um comportamento correcto na sua relação com Deus, ao confiar totalmente n’Ele e ao aceitar os seus planos sem qualquer dúvida ou discussão. O Deus que se revela a Abraão é um Deus que se compromete com o homem e cujas promessas são garantidas, gratuitas e incondicionais. Diante disto, somos convidados a construir a nossa existência com serenidade e confiança, sabendo que no meio das tempestades que agitam a nossa vida ele está lá, acompanhandonos, amando-nos e sendo a rocha segura a que nos podemos agarrar quando tudo o resto falhou. A segunda leitura convida-nos a renunciar a essa atitude de orgulho, de auto-suficiência e de triunfalismo, resultantes do cumprimento de ritos
externos; a nossa transfiguração resulta de uma verdadeira conversão do coração, construída dia a dia sob o signo da cruz, isto é, do amor e da entrega da vida. Considerar-se como alguém que já atingiu a meta da perfeição pela prática de alguns ritos externos (as práticas de jejum e abstinência), é orgulho e auto-suficiência: significa que ainda não percebemos onde está o essencial - na mudança do coração. Só a transformação radical do coração nos conduzirá a essa vida nova, transfigurada pela ressurreição. O Evangelho apresenta-nos Jesus, o Filho amado de Deus, através de quem o Pai oferece aos homens uma proposta de aliança e de libertação. O Antigo Testamento (Lei e Profetas) e as figuras de Moisés e Elias apontam para Jesus e anunciam a salvação definitiva que, nele, irá acontecer. Essa libertação definitiva darse-á na cruz, quando Jesus cumprir integralmente o seu destino de entrega, de dom, de amor total. É esse o “novo êxodo”, o dia da libertação definitiva do Povo
8). A novidade de vida n’Ele é “Boa Nova” para o homem de todos os tempos: a ela todos são chamados e destinados» (RM, 11). O curso prevê 15 sessões. Decorre à Segundafeira, das 19h15 às 20h45, no Seminário Diocesano de Leiria. Os destinatários são todos aqueles que desejam conhecer e aprofundar a dimensão missionária da fé e a realidade da Missão na actualidade. Os membros Ondjoyetu e simpatizantes devem ser os primeiros a aproveitar. As aulas já começaram no dia 18 de Fevereiro e as próximas estão marcadas para os dias 25 de Fevereiro, 4, 11, 18 de Março, 1, 8, 15, 22, 29 de Abril, 6, 13, 20, 27 de Maio e 3 de Junho. É preciso fazer inscrição!
de Deus. Os três discípulos que partilham a experiência da transfiguração, recusam-se a aceitar que o triunfo do projecto libertador do Pai passe pelo sofrimento e pela cruz. É no amor e no dom da vida que buscamos a vida nova aqui anunciada. A experiência de Jesus obriga a continuar a obra que ele começou e a “regressar ao mundo” para fazer da vida um dom e uma entrega aos homens nossos irmãos. O catecismo de muitos de entre nós está bem distante, a nossa bagagem religiosa talvez esteja leve: eis a Quaresma, a ocasião para recuperar energias. Como? Trata-se de ir às fontes, às raízes, aos fundamentos! Esta fonte é Jesus Cristo. “Escutai-O”, diz a voz que se faz ouvir das nuvens: vinde beber a sua Palavra! Abrimos o Livro onde corre esta fonte de água viva? Será que ao lermos os Evangelhos – este ano o Evangelho de Lucas – abrimos os ouvidos e deixamo-nos pôr em questão pelo Mestre?
DIOCESE 11
O Mensageiro 21.Fevereiro.2013
“A Fé, luz para as noites da vida”
Tarde de reflexão na Marinha Grande A paróquia da Marinha Grande, neste Ano da Fé, acolhe, no próximo dia 3 de Março, domingo, a tarde de reflexão, testemunhos e oração, sobre o tema “A Fé, luz para as noites da vida!”, promovida pelo Centro de Formação e Cultura da Diocese de Leiria-Fátima. Começa às 15h00, na Igreja paroquial, e termina pelas 18h00. Com esta iniciativa procuramos compreender melhor a peregrinação na fé de quantos experimentam nas suas vidas um perturbador silêncio de Deus, de que
muito nos falam os santos e que São João da Cruz apelidou, metaforicamente, de “noite escura” da fé: tempo de obscuridade e aridez espiritual, sem motivações sentimentais ou consolações espirituais! Queremos também criar um espaço de partilha onde escutaremos dois testemunhos sobre o modo como a fé ilumina vidas que foram particularmente atingidas por situações difíceis de aceitar e/ou suportar, quer pessoalmente quer dos que lhes estão mais próximos. O encontro prosseguirá,
depois, com um tempo de oração, onde meditaremos nos testemunhos dos Antigos que, “pela fé”, permaneceram fiéis a Deus. Celebrar a sua perseverança, meditar na ousadia do seu crer, tal como são evocados no capítulo 11 da Carta aos Hebreus, é já abrir o nosso coração e a nossa mente aos surpreendentes caminhos por onde Deus nos quer conduzir, e confiar-Lhe, sempre mais, os destinos da nossa vida, para além do que podemos programar e realizar, intuir ou imaginar.
O programa será o seguinte: 15h00 - Acolhimento; 15h10 - A noite da fé dos místicos, por P. Jeremias Vechina, ocd; 15h40 Diálogo e Intervalo; 16h15 - Quando a vida põe a fé à prova!; 16h35 - P. Adriano Brites; 16h50 - Casal Ana e Bruno Rolla; 17h10 - Celebração da Palavra. São convidados todos os interessados a participar.
P. Manuel Armindo Pereira Janeiro (director)
“Com Cristo, da morte à ressurreição”
Encontro Interdiocesano de Catequistas Nos passados dias 9 e 10 de Fevereiro, realizou-se em Fátima o Encontro Interdiocesano de Catequistas, que congregou cerca de 90 catequistas das dioceses da Zona Centro (Leiria-Fátima, Lisboa, Santarém, Setúbal e Portalegre/Castelo Branco) com o tema “Com Cristo, da morte à ressurreição”. O padre Gonçalo Diniz iniciou os trabalhos sobre a ressurreição de Jesus a partir dos relatos bíblicos. Já na parte da tarde de sábado, o tema “Porque
a morte de Jesus?” foi aprofundado pelo padre Alexandre Palma, seguindo-se uma apresentação da Dra. Maria Luísa Boléo sobre os conteúdos essenciais sobre os novíssimos (morte, juízo, inferno ou paraíso) no Catecismo da Igreja Católica. No domingo de manhã, os grupos procuraram concretizar o tema numa proposta para um encontro com adolescentes, com um momento de oração para adolescentes e outro para
crianças, um esquema para um momento de formação para o grupo dos catequistas e um encontro de catequese intergeracional. A tarde do domingo teve a presença da Dra. Ana Sofia Medina, que abordou a questão da morte e, concretamente, a abordagem a este tema com as crianças e adolescentes, num ponto de vista psicológico. Para além do espaço de reflexão, o Interdiocesano é sempre uma oportunidade de encontro entre cate-
quistas de várias dioceses, da partilha de ideias e de vivência espiritual. A oração da manhã e celebração da Eucaristia, que no sábado contou com a presidência do D. Manuel Pelino, Bispo de Santarém, o terço e procissão de velas no sábado à noite, foram também momentos fundamentais nestes dias de encontro.
Padre José Henrique catequeseleiria.blogspot.pt
de cooperação estabelecido entre o Santuário de Fátima, o Centro de Formação e Cultura da Diocese de Leiria-Fátima e a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, teve início em Fátima a componente presencial do curso de Ciências Religiosas. Terá a duração de três anos e conferirá o grau de licenciatura. Trata-se de um curso em
Festival de Sopas nos Marrazes A Comissão de Festas de Nossa Senhora da Missão, na freguesia de Marrazes, concelho de Leiria realizará este fim-de-semana um Festival de Sopas, no Salão da Junta de Freguesia de Marrazes. No Sábado o festival abrirá as portas às 18h00 e no Domingo às 12h00. Da ementa fazem parte várias sopas e os participantes podem provar de todas.
Na Casa Amarela do Pedrógão
Encontro de Monitores Nos dias 9 e 10 de Fevereiro do ano de 2013, a Cáritas Diocese Leira-Fátima organizou mais um encontro de monitores na Casa Amarela do Pedrógão onde muitas crianças e adolescentes irão passar o próximo período de Verão. Uns familiarizados e outros a descobrir pela primeira vez a iniciativa voluntária proporcionada pela Cáritas, os jovens de idades compreendidas entre os 16 e 28 anos partilharam formações e momentos de lazer pedagógico. Durante dois dias, apreenderam conhecimentos sobre relações com e entre crianças e a importância da comunicação, foram convidados a criar um teatro e a construir uma música no sentido de desenvolver a criatividade e as diferentes formas de expressão, ouviram testemunhos de antigos monitores e ainda, tiveram a oportunidade de instruir-se através das dicas/exemplos/testemunhos de profissionais da área relativamente ao tema - Como gerir situações conflituosas entre crianças. Nos momentos de pausa, os monitores e futuros monitores partilharam momentos de lazer como as conversas, os jogos, as refeições, conhecendo-se e criando empatia, fundamental para o sucesso da colónia de férias e para o bom funcionamento da casa. Satisfeitos com os momentos vividos nesse fimde-semana, o grupo despediu-se prometendo voltar a encontrar-se em breve. Marine Antunes
Encontro de formação
Licenciatura em Ciências Religiosas Os alunos têm idades entre os 21 e os 78 anos e as mais diversas profissões, entre outras, professores, administrativos, vigilantes, jornalistas, educadores e economistas. Alguns são reformados. O grupo de alunos íntegra 11 religiosas de várias congregações. Recorde-se que, em Setembro de 2012, em resultado de um protocolo
Comissão de Festas organiza evento
“O que é a Catequese Familiar?”
Segundo semestre em Fátima A proveniência dos estudantes inscritos na turma de Fátima é da mais diversa ordem. As idades e as formações também. Repartidos pelas diversas disciplinas, frequentam a licenciatura, alguns como ouvintes, cerca de três dezenas de estudantes vindos de Aveiro, Coimbra, Elvas, Fátima, Figueira da Foz, Lamego, Leiria, Marinha Grande e Santarém.
Breves
modalidade de b-learning, que permite concretizar a componente presencial em dois dias da semana, em horário pós-laboral, e a restante leccionação através de uma plataforma informática na internet.
LeopolDina Simões CCS do Santuário de Fátima
No dia 9 de Março, sábado, das 10h00 às 12h30, na Aula Magna do Seminário de Leiria, um grupo de catequistas da paróquia do Entrocamento, diocese de Santarém, virá orientar um tempo de formação sobre a Catequese Familiar, a partir da experiência da sua paróquia. O que é a Catequese Familiar, e como se estrutura na prática? O que é necessário preparar (recursos humanos e materiais) para iniciar uma experiência de Catequese Familiar na paróquia? Que materiais de apoio estão disponíveis? Como propor esta experiência aos pais? Quais têm sido os frutos desta experiência nas paróquias que já adoptaram esta proposta?... São algumas das questões práticas a abordar durante a formação. Convidam-se todas as paróquias da Diocese a estarem presentes mesmo que não tenham ainda a intenção de começar de imediato com uma proposta deste género. Para além dos catequistas, convidam-se também os párocos e outros agentes de pastoral a aproveitarem este tempo de formação, assim como pais e outras pessoas interessadas. A entrada é livre e não é necessário inscrição prévia.
12 MUNDO/PORTUGAL
Caridade é mais do que “simples humanismo”
Associação “Pro Petri Sede”
Bento XVI afirmou, no Vaticano, que a caridade cristã é mais do que um “simples humanismo” ou uma empresa de “promoção humana”. “É o testemunho do amor de Deus por cada um dos irmãos em humanidade que dá o verdadeiro sentido da caridade cristã”, disse o Papa a um grupo da associação solidária “Pro Petri Sede”. Esta organização recolhe donativos dos católicos na Bélgica, Holanda e Luxemburgo e oferece-os ao Papa, para que este os destine a um fim caritativo. Segundo Bento XVI, a ajuda material é “necessária”, mas não é tudo na caridade, “participação no amor de Cristo recebido e partilhado”. O Papa aludiu ao actual Ano da Fé (Outubro de 2012-Novembro de 2013) como uma oportunidade de “verdadeira conversão” e para “aceitar a novidade radical introduzida no mundo pela ressurreição de Cristo”. Bento XVI espera que este tempo seja “ocasião propícia” para intensificar o “testemunho da caridade”. “Qualquer obra autêntica de caridade é, portanto, uma manifestação concreta do amor de Deus pelos homens e torna-se assim anúncio do Evangelho”, declarou.
Manter diálogo entre religões
21.Fevereiro.2013
Portugal Corpo Nacional de Escutas realiza maratona
48 horas de voluntariado Este fim-de-semana, 23 e 24 de Fevereiro, o Corpo Nacional de Escutas (CNE) realizará uma maratona de 48 horas de voluntariado. O objectivo é juntar seis mil escuteiros em vários projectos espalhados pelo país, sempre com o intuito de ajudar o próximo. Uma iniciativa que surge integrada nas comemorações dos 90 anos do CNE e tem como objectivo a sensibilização dos jovens para o voluntariado, o espírito de serviço e a solidariedade. Assim sendo, os escuteiros católicos vão intervir em áreas ligadas ao apoio social, património, ambiente, cultura, educação e saúde e vão contar com o apoio de 1200 pessoas que não
DR
Mundo
O Mensageiro
sendo escuteiros, querem colaborar nesta causa. Todos juntos vão pintar escolas, vão reabilitar canis e mercados, limpar as ma-
tas e criar trilhos de acesso. Além disso também está prevista recolha e distribuição de roupas e alimentos. Ao todo são mais de duas
mil pessoas envolvidas para criar melhores condições, que permitam que 20 mil portugueses beneficiem.
Encontro com padres em Roma “Fome de Mudança”
Fundação organiza campanha “Fome de Mudança” é o tema da campanha de Quaresma da Fundação Fé e Cooperação (FEC), organização de Igreja Católica dependente da Conferência Episcopal Portuguesa. “Num tempo em que somos desafiados ao jejum, como atitude de conversão, quisemos ter em consideração com especial atenção a questão da fome”, que a nível mundial atinge “uma em cada oito pessoas”, embora sejam “produzidos alimentos suficientes para todos”, sublinha uma nota enviada à Agência ECCLESIA. Depois de recordar que a Quaresma é tempo de jejum, penitência e oração, a FEC salienta que é “mais fácil deixar de comer chocolates ou dar esmolas”, do que examinar os “estilos de vida e as causas estruturais da pobreza e de situações de injustiça”. A “verdadeira penitência” conduz a uma “conversão” que implica “relações
DR
Bento XVI defendeu a importância do diálogo interreligioso num dos últimos encontros do pontificado, com padres da Diocese de Roma. “É necessário e possível entrar em diálogo e assim abrir todos à paz de Deus”, disse o Papa, que esta segunda-feira apresentou a renúncia ao pontificado. A intervenção deixou claro que para os católicos “seria impossível pensar que as religiões são todas variações de um tema”. Bento XVI evocou a sua experiência no Concílio Vaticano II (1962-1965), no qual participou como consultor do arcebispo de Colónia (Alemanha), cardeal Josef Frings, antes de ser nomeado perito teológico, em particular no que disse respeito à redacção do documento Nostra Aetate”, sobre as religiões não-cristãs. Bento XVI revelou que a declaração era “inicialmente pensada” apenas para o judaísmo, mas viria a resultar num “texto sobre o diálogo inter-religioso”. A intervenção improvisada viria a passar em revista os principais temas e documentos conciliares, com destaque para a relação da Igreja com a sociedade contemporânea, chamando os católicos à “responsabilidade pela construção deste mundo”. O Papa falou em particular da tríade “liberdade religiosa, progresso e relação com as outras religiões” e elogiou a “experiência da universalidade da Igreja” que foi promovida pelos trabalhos da última reunião mundial de bispos. O discurso abordou ainda as questões ligadas à Liturgia, que era uma realidade quase “fechada” e passou a promover a “participação activa” dos fiéis, embora esta tenha disso “mal entendida” nalguns casos. Bento XVI lamentou que o domingo se tenha “transformado em fim-de-semana”, em vez de ser visto como “o início, o primeiro dia”. O Papa falou também sobre a reflexão efectuada em relação à Bíblia, sublinhando a “necessidade” da Igreja para que esta palavra seja “viva”, antes de observar que “a exegese tende a ler a Escritura fora da Igreja”.
mais ordenadas e justas de cada um consigo próprio, com Deus, com os outros, com os bens e recursos”, para promover “um sentido profundo da Partilha, do Bem Comum”, refere o texto. A Fundação lembra que “ser Cristão é ser profundamente Cidadão, com um sentido forte de Missão na construção de sociedades justas e fraternas, em que todos tenham um lugar”. A proposta quaresmal da FEC, a publicar semanalmente, baseia-se nos textos bíblicos proclamados nas missas de Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma, e nos sete domingos
seguintes, que incluem a Páscoa. As oito meditações são redigidas por personalidades que cruzam os excertos da Bíblia com “uma dimensão do Desenvolvimento e um olhar a partir de um sector concreto da sociedade”, reflectindo a encíclica ‘Caridade na Verdade’, obra em que o Papa Bento XVI aborda a “crise actual e o Desenvolvimento Humano Integral”. ‘Desenvolvimento que promove o bem comum’, ‘Responsabilidade’, ‘Abertura’, ‘Tomar parte na Criação’, ‘Gratuidade/ Caridade’, ‘Humildade/ Disponibilidade’, ‘Coerên-
cia’ e ‘Passagem’ são os temas escolhidos para cada uma das semanas. O texto de abertura, relativo à ‘Responsabilidade’, é assinado pelo porta-voz e secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, padre Manuel Morujão, enquanto que o segundo foi escrito pelo padre Miguel Ribeiro. “Jesus pergunta na parábola do Bom Samaritano: quem é o teu próximo? Que este percurso nos ajude a compreender que a nossa casa é o Mundo, e que o meu próximo é também o irmão caído longe. Ou, o que pode resultar igualmente difícil, o irmão caído que sou eu próprio(a), ou um outro da minha própria casa”, deseja a FEC. A Quaresma é um período de 40 dias em que os católicos são chamados a práticas penitenciais para preparar a Páscoa, a festa mais importante do calendário cristão, que assinala a ressurreição de Jesus.
OPINIÃO 13
O Mensageiro
João César das Neves Economista
O desafio da geração
E
sta crise é um grande teste. Perante a desgraça, todos somos postos à prova. Para a maior parte de nós, esta situação é mesmo o desafio da nossa vida. Um dia perguntarão o que fizemos na grande recessão, como hoje dizemos da Guerra Colonial ou do 25 de Abril. Muitos terão de responder sinceramente que foram parte do problema, não da solução. Terão de dizer que protegeram benesses, sabotaram reformas, resistiram à mudança, incitaram ao ódio. A tentação da revolta
RECORTES
Pe Anselmo Borges Professor de Filosofia
Sobre a resignação de Bento XVI
P
ercebo e não percebo o aparente choque que se apoderou da opinião pública. Para mim, foi surpresa por ter sido ontem. Mas estava convencido de
e desânimo é bem compreensível. O pior da conjuntura, o verdadeiro mal que cria no tecido social é a surpresa, a desilusão, a indignação. Confiávamos no sistema que faliu e surgiu o oposto do prometido. Muitos sofrem muito, mas o que mais ocupa os nossos protestos é o desalento, a queixa, a fúria. Este país deixou-nos outra vez ficar mal. Ouvimos muitas histórias degradantes de injustiças, mentiras, direitos violados, inocentes sofrendo, corruptos e burlões. Grande parte é falsa, pois a fúria cria o exagero, mas muitas são verdade. Assim, multidões de argumentos justificam a atitude negativa. O efeito de todas é sempre promover propostas repulsivas, nunca construtivas. A receita é denúncia, revolta, violência, nunca compreensão, solidariedade, perdão. Perante a indignação é fácil esquecer os valores que sempre guiaram a nossa vida, ou que dizíamos que guiavam em
que, mais tarde ou mais cedo, isto iria acontecer. Aliás, ele próprio já há dois anos tinha afirmado que, se sentisse que já não tinha forças para continuar à frente do governo da Igreja, resignaria. Foi um gesto de grande coragem, lucidez e honestidade. Reflectiu em consciência e fê-lo em plena liberdade - foi bom que o tenha declarado. Já não sente forças no corpo e no espírito, disse também. Os problemas do mundo actual, com incidência na fé, são gigantescos e a Igreja precisa de alguém com mais energia e vigor. Penso que uma das causas maiores do desgaste foi a sua incapacidade para reformar a Cúria Romana, questão essencial para o futuro da Igreja - ele próprio
tempos mais serenos. Vemos pessoas honestas dizer e fazer coisas brutais. Quantos cidadãos pacatos não repudiam agora a lei e a autoridade, rejeitam a democracia, desprezam o País, recomendam violência e revolução, agridem o próximo? Todas estas atitudes justificam-se como luta pela justiça, mas apenas produzem vingança. Foi assim que surgiram as maiores barbaridades da história: Hitler e Ben Laden diziam responder a ataques. Invoca-se a dor e a iniquidade, mas isso apenas revela a fragilidade das antigas convicções, renegadas logo que testadas. Perante o embate é possível subir ou descer. Podemos enfrentar ou criticar,
inovar ou gemer, criar ou agredir. É agora que o nosso carácter, a fibra, as raízes, as convicções profundas mostram o seu valor. O embate é brutal e muitos cedem. É fácil desanimar, desistir, acusar, insultar, agredir, odiar, mas o problema fica na mesma. Um pouco pior. Difícil é subir ao nível da dificuldade e enfrentá-la. Vencer ou perder, mas encará-la. Como o fizeram as gerações antigas em encruzilhadas bem mais duras. O pior da crise não é o desemprego, as falências, a pobreza, o desânimo. O mais negativo não é o peso financeiro, a recessão económica, o choque social, a desorientação política, a paralisia cultural, o blo-
queio institucional. O pior da crise é o ódio. Só o ódio poderia realizar as irresponsáveis previsões catastrofistas que dominam a imprensa. O ódio é a única força que pode perpetuar o mal, deixando cicatrizes na economia, na sociedade, na política e na cultura. A situação justifica repulsa, angústia, desânimo, até mesmo desespero ou revolta. Mas não pode justificar o ódio, porque nada o justifica. O ódio nunca nasce das circunstâncias, mas da atitude face às circunstâncias. O ódio, mesmo mascarado de justiceiro, nunca tem razão. É sempre um mal arbitrário, abusivo, inaceitável. Portugal vencerá o teste, como venceu outros muito
DR
OPINIÃO
DR
21.Fevereiro.2013
se queixou de que lhe sonegavam informações. Houve uma série de escândalos, desde a pedofilia à corrupção, do Vatileaks às intrigas no Vaticano, com correntes
que se digladiam e preparam para a sucessão. Bento XVI é um homem afável e quase tímido - foi a impressão que me ficou da vez em que estive com ele.
É um intelectual e não um homem da administração e, assim, na impossibilidade dessa reforma, resignou. Deste pontificado fica a importância do diálogo
7 de Outubro de 1914 7 de Outubro de 2012
maiores. Da crise nascerá um país mais justo, dinâmico e equilibrado. A única dúvida é como cada um de nós se coloca neste processo. Como em épocas passadas, podemos estar do lado do futuro ou da reacção. Podemos desistir, protestar, exigir, gemer, insultar ou, pelo contrário, encarar as dificuldades, procurar resposta, construir a solução. Destes, apenas destes sairá o novo Portugal. Não é do Governo, política, troika, Europa, FMI, que ajudam ou complicam, e geralmente complicam mais do que ajudam. A saída da crise depende de milhões de cidadãos anónimos tentando melhorar a sua vida e encontrando a resposta. Se a percentagem dos que vencem o ódio for superior à dos seus promotores, Portugal passa o teste. Só o nosso carácter, a fibra, as raízes e as convicções profundas nos permitirão vencer o desafio desta geração.
In DN Opinião
entre a fé e a razão, a condenação sistemática da especulação financeira sem regulação, a continuação do diálogo com as outras confissões cristãs e com as diferentes religiões, o apelo a dois Estados soberanos: um israelita e outro palestiniano, a possível abertura ao preservativo. O sucessor? Ninguém sabe. Mas, no meu entender, deve ser profundamente cristão, seguir Jesus no seu Evangelho, relativamente jovem, com capacidade de reformar a Cúria, próximo das pessoas e dos seus problemas reais. Mais interessado nas pessoas do que na instituição. Penso num João XXIV.
In DN Opinião
98 ANOS
14 INSTITUCIONAL
O Mensageiro 21.Fevereiro.2013
“Com BP, Sim ao Reino”
Escuteiros celebram dia do Fundador do Escutismo Robert Stephenson Smyth Baden-Powell nasceu em Londres no dia 22 de Fevereiro de 1857. Para assinalar esta data, os Escuteiros do CNE da Região de Leiria-Fátima reúnem-se em cada ano, num domingo próximo do aniversário natalício do Fundador do Escutismo, para viver um dia de festa: o «Dia de BP». Este ano, o «Dia de BP» decorrerá nos Pousos, no dia 24 de Fevereiro, e terá o tema «Com BP, Sim ao Reino». Inserido no percurso temático deste ano, que revive a
vida de São Nuno de Santa Maria, com o tema «Em nome do Reino», e que culminará no Acampamento Regional em Agosto, o «Dia de BP» será o momento para converter os Pousos na cidade de Coimbra que acolheu as cortes de 1385, e aí percorrer os valores que devem marcar a escolha do Rei. O programa deste dia tem início às 8h45, com a concentração junto ao pavilhão gimnodesportivo dos Pousos, local onde decorrerá a celebração da Eucaristia, presidida pelo Sr. D. António Marto.
CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia dezanove de fevereiro de dois mil e treze, exarada a folhas cento e quarenta e sete do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Setenta e Nove - A: ZULMIRA MARIA FRAZÃO e cônjuge HILÁRIO CAETANO DOS SANTOS, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais ela da freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, ele da freguesia de Fátima, concelho de Ourém, residentes na Rua das Trízias, 24, Chainça, Leiria, Nifs: 195 642 937 e 166 695 645, declararam: Que ela mulher é dona e legítima possuidora, com exclusão de outrem, de três quartas partes indivisas (duas terças partes mais um doze avos) do prédio rústico sito em Casaleira, freguesia de Chainça, concelho de Leiria, composto de terra de cultura com oliveiras, pinhal e mato, com a área de quatro mil quatrocentos e oitenta metros quadrados, a confrontar do norte com José Pereira Neto, do sul com caminho, do nascente com caminho e Maria de Jesus Rita e do poente com Salustiano Justino Gonçalves, descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria na ficha quatrocentas e trinta, inscrito na matriz da freguesia de Santa Catarina da Serra sob o artigo 3 536, com o valor patrimonial IMT correspondente de 929,41. Que, duas terças partes indivisos se encontram registados a seu favor peia inscrição apresentação quarenta de dezassete de Agosto de dois mil; Que os restantes um doze avos indivisos a que corresponde o valor patrimonial IMT de l 03,26, igual ao que lhe atribuem, vieram à sua posse por doação verba] de Luís António Frazão e esposa Deolinda de Jesus Frazão, residentes cm Chainça, Leiria, doação essa que teve lugar no ano de mil novecentos e noventa, ainda no seu estado de solteira. Que não obstante não ter titulo formal de aquisição dos referi dos uni doze avos indivisos, foi eia que sempre possuiu o referido prédio, em compropriedade, desde aquela data até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, defendeu a sua posse, pagou os respectivos impostos, gozou todas as utilidades por ele proporcionadas, cultivou-o e colheu os seus frutos, sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecida como sua dona por toda a gente, fazendo-o ostensivamente, e sem oposição de quem quer que seja, posse essa de boa – fé, por ignorar lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida pelos interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que a justificantes invoca, como causa de aquisição dos referidos direitos (uni due avos indivisos) do mencionado prédio, por não poder comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Porto de Mós, dezanove fevereiro de dois mil e A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Mendes)
Os escuteiros permanecerão nesse local, onde continuam as suas actividades até às 17h30. Cada um dos 34 Agrupamentos da Região estará presente com um jogo no qual os escuteiros descobrirão um dos valores do Reino que São Nuno defendeu e que inspiram também a vida dos escuteiros de hoje. Os Caminheiros terão uma proposta diferente, inserindo-se na dinâmica nacional das 48 horas de voluntariado (vd. pág.2), dedicando este dia a actividades de serviço nos Pousos.
PUB
F. Costa Pereira Médico Especialista Doenças da boca e dentes
Rua João de Deus, 25- 1º Dt. - LEIRIA CONSULTAS COM HORA MARCADA 2ª, 4ª e 5ª: 11h-13h e 15h-19h, 3ª: 10h-13h e 15h-19h, Sábados: 9h30-15h Tel. 244 832406
FARMÁCIAS DE SERVIÇO
Oliveira (21), Sanches (22), Tomáz (23), Maio (24), Avenida (25), Baptista (26), Central (27) e Godinho Tomáz (28). TELEFONES ÚTEIS Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom.
Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000
Para os pais, haverá um fórum e uma proposta de actividades, e a possibilidade de almoçar no restaurante que o Agrupamento dos Pousos preparou para este dia, além de serem convidados a participar na celebração da Eucaristia e na festa de encerramento. Para esta actividade espera-se a participação da grande parte dos cerca de 2500 escuteiros da Região.
EXTRACTO CERTIFICO, para fins de publicação e em conformidade com o seu original, que por escritura de Justificação lavrada neste Cartório, no dia quatro de Fevereiro de dois mil e treze, de folhas vinte e nove a folhas trinta verso do respectivo Livro de Notas para Escrituras Diversas número CENTO E OITENTA E NOVE, Albino Ribeiro Carreira Alfaiate, NIF 132.788.489 e mulher Esmeraldina Rodrigues Alfaiate, NIF 132.788.497, casados sob o regime da comunhão geral, naturais da freguesia de Caranguejeira, concelho de Ourém, onde residem na Rua de Fátima, n° 27, Caldelas, declararam: Que são com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores do seguinte imóvel: Metade indivisa do prédio urbano, parcela de terreno para construção, com a área de cento e trinta e seis metros quadrados, sito na Rua de S. Vicente, freguesia de Caranguejeira, concelho de Leiria, a confrontar do norte com caminho, do sul com Albino Ribeiro Carreira Alfaiate e outros, do nascente com Albino Ribeiro Carreira Alfaiate e do poente com herdeiros de António da Graça dos Santos, inscrito na matriz sob o artigo 4422, proveio do artigo urbano 956 da freguesia de Caranguejeira, sendo de 155,00 o valor patrimonial de metade. Que o indicado prédio não se acha descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, tendo o direito justificado vindo à posse de ambos por compra verbal feita a Manuel da Costa, viúvo, residente que foi em Caranguejeira, Leiria, em mil novecentos e oitenta, sem que dela ficassem a dispor de título suficiente e formal que lhes permita fazer o respectivo registo. Que possuem o dito prédio em nome próprio há mais de vinte anos, sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente da freguesia de Caranguejeira, lugares e freguesias vizinhas, traduzida em actos materiais de fruição, conservação e defesa, nomeadamente usufruindo dos seus rendimentos, suportando os encargos e obras de sua conservação, pagando os respectivos impostos e contribuições, agindo sempre pela forma correspondente ao exercício do seu direito de propriedade, sendo por isso uma posse pública, pacífica, continua e de boa fé, pelo que adquiriram o prédio por USUCAPIÃO. Cartório Notarial de Ourém, a cargo da Notária Alexandra Heleno Ferreira, quatro de Fevereiro de dois mil e treze. A Colaboradora autorizada pela Notária em 02/01/2012, (Cláudia Vieira Arrabaça)
Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600
Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), Cláudia Mirra, José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Pedro Jerónimo (CO1060), Saúl António Gomes, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Depósito Legal 2906831/09 Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171
Tabela de Assinaturas para 2013 Destino Nacional Europa Resto do Mundo
Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros
Preço avulso - 0,80 euros
DESPORTO 15
O Mensageiro 21.Fevereiro.2013
federação portuguesa de futebol
I Liga
II Liga
19.ª Jornada 17 de Fevereiro Beira-Mar x Porto (0-2) Gil Vicente x Sporting (2-3) Olhanense x V. Setúbal (0-1) Paços de Ferreira x Nacional (1-1) Marítimo x Estoril (2-1) V. Guimarães x Moreirense (1-0) Benfica x Académica (1-0) Rio Ave x Sp. Braga (1-1)
28.ª Jornada 17 de Fevereiro Benfica B x D. Aves (2-1) Sp. Braga B x Leixões (1-0) Naval x Tondela (2-1) Marítimo B x Atlético (1-1) Trofense x Sporting B (0-0) Feirense x Penafiel (0-0) Belenenses x U. Madeira (2-1) Arouca x Sp. Covilhã (3-0) Freamunde x Oliveirense (1-3) Porto B x V. Guimarães B (4-0) Santa Clara x Portimonense (3-1)
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
Equipa Porto Benfica P. Ferreira Sp. Braga Rio Ave Marítimo V. Guimarães Estoril Sporting Académica Nacional V. Setúbal Gil Vicente Olhanense Beira-Mar Moreirense
J 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19
V 15 15 9 9 8 6 6 6 5 4 5 5 4 3 3 3
E D Pts 4 0 49 4 0 49 8 2 35 4 6 31 5 6 29 7 6 25 6 7 24 4 9 22 7 7 22 8 7 20 5 9 20 5 9 20 6 9 18 8 8 17 6 10 15 5 11 14
20.ª Jornada 24 de Fevereiro Estoril x Sporting . Dia 22, 20h00, SportTv1 V. Setúbal x Beira-Mar . Dia 23, 16h00 Sp. Braga x V. Guimarães . Dia 23, 18h00, SportTv1 Porto x Rio Ave . Dia 23, 20h15, SportTv1 Nacional x Olhanense . 16h00 Moreirense x Gil Vicente . 16h00 Benfica x P. Ferreira . 19h15, SportTv1 Académica x Marítimo . Dia 25, 20h00, SportTv1 federação portuguesa de futebol
II Divisão B sul 20.ª Jornada 17 de Fevereiro Casa Pia x Louletano (2-0) U. Leiria SAD x Fátima (3-2) Fut. Benfica x Mafra (2-2) Pinhalnovense x 1.º Dezembro (0-0) Oeiras x Carregado (1-1) Torreense x Quarteirense (1-1) Farense x Oriental (2-0) Ribeira Brava x Sertanense (0-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
Equipa Mafra Farense U. Leiria SAD Torreense Sertanense Fátima Oriental 1.º Dezembro Casa Pia Quarteirense Carregado Louletano Fut. Benfica Oeiras Pinhalnovense Ribeira Brava
J 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20
V 14 12 11 10 10 9 9 6 5 5 5 5 5 3 3 2
E 4 6 4 5 4 2 2 9 10 8 7 7 5 8 7 4
D 2 2 5 5 6 9 9 5 5 7 8 8 10 9 10 14
Pts 46 42 37 35 34 29 29 27 25 23 22 22 20 17 16 10
20.ª Jornada 24 de Fevereiro Oriental x Casa Pia .Todos os jogos às 15h00 Louletano x Ribeira Brava Sertanense x U. Leiria SAD Fátima x Fut. Benfica Mafra x Pinhalnovense 1.º Dezembro x Oeiras Carregado x Torreense Quarteirense x Farense
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º 17.º 18.º 19.º 20.º 21.º 22.º
Equipa Belenenses Arouca Sporting B Tondela Leixões Oliveirense D. Aves Benfica B Porto B Santa Clara Portimonense Penafiel Naval U. Madeira Feirense Atlético Marítimo B Sp. Braga B Sp. Covilhã Trofense V. Guimarães B Freamunde
J 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28
V 20 14 12 12 11 11 10 11 10 10 11 11 9 8 8 9 9 6 5 5 4 4
III Divisão D
E 6 7 12 8 10 10 12 8 11 10 7 7 11 13 9 5 4 10 9 9 11 7
D 2 7 4 8 7 7 6 9 7 8 10 10 8 7 11 14 15 12 14 14 13 17
Pts 66 49 48 44 43 43 42 41 41 40 40 40 38 37 33 32 31 26 24 24 23 19
29.ª Jornada 24 de Fevereiro
Leixões x Benfica B . Dia 23, 11h15, SportTv1 Penafiel x Porto B . 11h15, SportTv1 V. Guimarães B x Sp. Braga B . 15h00 Oliveirense x Santa Clara . 15h00 Spoting Bx Freamunde . 15h00 Atlético x Arouca . 15h00 Portimonense x Marítimo B . 15h00 Tondela x Belenenses . 15h00 Sp. Covilhã x Trofense . 16h00 D. Aves x Naval . 16h00 U. Madeira x Feirense . 16h00
HONRA 18.ª Jornada 17 de Fevereiro GRAP/Pousos x Avelarense (2-0) Figueiró dos Vinhos x Vieirense (0-0) Guiense x Alvaiázere (2-0) Pataiense x Portomosense (0-4) Meirinhas x Pelariga (2-1) Atouguiense x Nazarenos (1-4) Marrazes x Lisboa e Marinha (1-0) Pousaflores x Bombarralense (0-1) Equipa Marrazes Portomosense Pelariga GRAP/Pousos Pousaflores Guiense Fig.Vinhos Pataiense Nazarenos Meirinhas Lisboa Marinha Atouguiense Vieirense Avelarense Bombarralense Alvaiázere
J 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18
V 12 11 11 10 10 9 9 7 7 6 6 6 3 4 2 2
E 4 3 3 4 3 5 4 5 4 7 2 2 6 1 3 2
D 2 4 4 4 5 4 5 6 7 5 10 10 9 13 13 14
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º
Pts 40 36 36 34 33 32 31 26 25 25 20 20 15 13 9 8
18.ª Jornada 17 de Fevereiro Vieirense x Atouguiense .Todos os jogos às 15h00 Alvaiázere x Figueiró dos Vinhos Portomosense x Marrazes Bombarralense x Pataiense Avelarense x Meirinhas Nazarenos x GRAP/Pousos Lisboa e Marinha x Guiense Pelariga x Pousaflores
Equipa Sp. Pombal Caldas Ol. Hospital Sourense Sernache Alcanenense Marinhense Torres Novas Penelense Beneditense Alcobaça Mortágua
J 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19
V 10 10 10 9 9 9 6 6 6 5 4 2
E D Pts 4 4 37 6 3 36 5 4 35 7 3 34 4 6 31 3 7 30 5 8 23 5 8 23 4 9 22 3 11 18 5 10 17 3 14 9
20.ª Jornada 24 de Fevereiro Ol. Hospital x Sp. Pombal .Todos os jogos às 15h00 Mortágua x Torres Novas Beneditense x Alcanenense Caldas x Sernache Alcobaça x Marinhense Sourense x Penelense federação portuguesa de futebol
III Divisão E 19.ª Jornada 17 de Fevereiro Sacavenense x Cartaxo (7-0) Lourinhanense x Barreirense (2-0) U. Tires x Peniche (6-0) Pêro Pinheiro x Amora (2-2) Real x Fabril Barreiro (1-3) Eléctrico x Sintrense (1-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º
associação de futebol de leiria
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
19.ª Jornada 17 de Fevereiro Penelense x Sp. Pombal (1-1) Torres Novas x Ol. Hospital (1-1) Alcanenense x Mortágua (4-0) Sernache x Beneditense (0-1) Marinhense x Caldas (1-3) Sourense x Alcobaça (2-0)
Equipa Sintrense Fabril Barreiro Sacavenense Eléctrico Pêro Pinheiro Real U. Tires Barreirense Lourinhanense Amora Peniche Cartaxo
J 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19
V 10 10 10 9 8 8 7 7 7 7 5 0
E D Pts 5 4 35 5 4 35 3 6 33 5 5 32 5 6 29 4 7 28 6 6 27 6 6 27 5 7 26 4 8 25 2 12 17 2 17 2
20.ª Jornada 24 de Fevereiro Barreirense x Cartaxo .Todos os jogos às 15h00 Peniche x Lourinhanense Amora x U. Tires Fabril Barreiro x Pêro Pinheiro Sintrense x Real Eléctrico x Sacavenense
Leiria em todos os pódios do Campeonatos de Portugal ATLETISMO – Ouro, prata e bronze. Os atletas dos clubes do distrito de Leiria experimentaram todos os lugares do pódio, com especial destaque para Miguel Marques (Juventude Vidigalense), que venceu no salto em comprimento. No total foram sete as medalhas conquistadas nos Campeonatos de Portugal de pista coberta (Pombal, 16 e 17 de Fevereiro), o que representa a melhor participação de sempre dos clubes filiados na Associação Distrital de Atletismo de Leiria, como a própria avança (adal.pt). Para além do campeão de Portugal, destaque ainda para a medalha de prata de Evelise Veiga (JV), no salto em comprimento, que ba-
ORIENTAÇÃO – Matthias Kyburz e Simone Niggli (ambos da Swiss O’ Team) venceram o XIV Meeting de Orientação do Centro (Osso da Baleia, Pombal, 16 de Fevereiro), nos escalões de elites masculino e feminino, respectivamente. “Ponto final em mais uma grande maratona competitiva de Orientação em Portugal. Uma maratona que - de Nisa a Pombal, passando por Idanha-a-Nova
associação de futebol de leiria
I Divisão norte
I Divisão norte
9.ª Jornada 17 de Fevereiro Pedroguense x Ranha (3-3) Mata Mourisquense x Albergaria dos Doze (4-2) Caseirinhos x Alegre e Unido (3-4) Motor Clube x Ansião (4-2) Moita do Boi x Ilha (4-1)
9.ª Jornada 17 de Fevereiro Maceirinha x Alq. Serra (2-5) Nadadouro x Santo Amaro (0-3) U. Leiria x Outeirense (0-0) Unidos x Boavista (3-0) Os Vidreiros x Alfeizerense (2-1)
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º
J 9 9 9 8 9 8 9 9 9 9
V 8 4 4 5 4 3 3 2 2 0
E 1 4 4 0 2 2 2 2 1 0
D 0 1 1 3 3 3 4 5 6 9
Pts 25 16 16 15 14 11 11 8 7 0
9.ª Jornada 17 de Fevereiro Ranha x Albergaria dos Doze .Todos os jogos às 15h00 Mata Mourisquense x Alegre e Unido Caseirinhos x Ansião Motor Clube x Ilha Pedroguense x Moita do Boi
Pódio do salto em comprimento, com o campeão Miguel Marques (ao centro) e Naide Gomes teu ainda o recorde naconal (5,92 metros). Igualmente ao 2.º lugar do pódio sugiram os seus colegas de equipa David Bernardo, nos 60 metros com barreiras, e as estafetas 4x400 metros em femininos (Evelise Veiga, Bruna Silva, Nídia Reis e Sara Martins) e masculinos (David Bernardo, Ricardo A. Fernandes, João Leal e Pedro Fontes). Ao
3.º e último lugar do pódio subiram Daniela Cardoso (Leiria Marcha Atlética), nos 3.000 metros marcha, e a estafeta 4x400 metros planos masculinos do Arneirense (João Tavares, Bruno Coelho, Alexandre Cardeira e Homilzio Santos). Resultados disponíveis em fpatletismo.pt.
Dupla suiça vence Meeting
associação de futebol de leiria
Equipa Moita do Boi Ansião Mata Mourisq. Motor Clube Ranha Alb. Doze Alegre e Unido Pedroguense Ilha Caseirinhos
DR/JV
liga portuguesa de futebol profissional
liga portuguesa de futebol profissional
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º
Equipa U. Leiria Unidos Alq. Serra Boavista Outeirense Maceirinha Santo Amaro Os Vidreiros Nadadouro Alfeizerense
J 9 9 9 9 7 8 8 9 9 7
V 8 7 6 3 3 3 3 2 1 0
E 1 0 2 2 2 0 0 2 3 0
D 0 2 1 4 2 5 5 5 5 7
Pts 25 21 20 11 11 9 9 8 6 0
10.ª Jornada 24 de Fevereiro Alq. Serra x Boavista .Todos os jogos às 15h00 Maceirinha x Santo Amaro Nadadouro x Alfeizerense Os Vidreiros x Outeirense Unidos x U. Leiria
– chamou ao nosso país uma mole imensa de atletas de todas as proveniências, entre os quais muitos dos melhores especialistas mundiais da modalidade. Ao longo de três fins-desemana consecutivos, a ementa conjunta servida pelo Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, Associação dos Deficientes das Forças Armadas e Clube de Orientação do Centro teve o mérito de primar pela elevada qualidade organizativa e pela variedade e diversidade de provas”,
Dois pódios para o BCLis BRIDGE – Duas duplas formadas por atletas do Bridge Clube de Leiria (BCLis) subiram ao pódio do Torneio de Abertura do ABC (Leiria, 16 de Fevereiro). Foram os casos de Joaquim Rebelo (BCLis) / Arsénio Abreu (Coimbra) e Armindo Ferreira / Vasco Siza (ambos do BCLis), classificaramse no 2.º e 3.º lugares, respectivamente.
escreve Joaquim Margarido, no Orientovar, blogue da especialidade. Os melhores portugueses foram Diogo Miguel (Ori-Estarreja), 29.º lugar, e Vera Alvarez (CPOC), 31.º. Destaque ainda para Magalie Mendes (Clube de Orientação do Centro, Leiria), que terminou no 33.º.
Torneio Internacional em Leiria ANDEBOL – O Torneio Internacional de Seniores Femininos de Leiria está agendado para 22, 23 e 24 de Março, envolvendo quatro selecções. Portugal, Eslováquia, Noruega e Rússia são os participantes escolhidos.
ÚLTIMA 2 1 F E V E R E I R O 2 0 1 3
Ninguém pode achar que falhou a sua missão neste mundo, se aliviou o fardo de outra pessoa. Charles Dickens, escritor inglês [n.1812 - f.1870]
Etiópia: o rio que anuncia a visita do bispo até na cartografia. É como se não existissem. Um desses lugares chama-se Poul, na Etiópia. Tem meia dúzia de palhotas, caminhos intransitáveis e um rio que é fonte de vida. Sem a sua água, aqueles terrenos seriam inférteis e não permitiriam a magra agricultura de subsistência que alimenta as populações locais. Mas é um rio ingrato. Na época das chuvas, as suas correntes arrastam tudo, alagam as margens, destroem os campos cultivados e isolam as populações. São quatro meses de martírio, uma eternidade. Nesse período, a pequena aldeia de Poul torna-se ainda mais insignificante, mais frágil, mas os que lá vivem sabem que, mais dia, menos dia, o bispo irá visitá-los. E é sempre um alvoroço quando alguém vislumbra, ao longe, a silhueta de um pequeno barco. É o bispo, “o amigo”, que se fez a caminho para estar junto dos seus. Quando ele chega é um dia especial. Poul, tal como Gambella, a Diocese de D. Angelo Moreschi, é
pobre como o resto do país, a Etiópia. Sempre que o bispo vai àquelas paragens, repete-se o alvoroço. Os mais velhos recebem-no com a distinção que só os chefes tribais merecem. O bispo das bolachas Na aldeia de Poul não há luz eléctrica nem torneiras nas paredes. A água que se bebe é a mesma que irriga os campos, serve para lavar a roupa, para tudo. Traz vida e também doenças. O único edifício da aldeia que está a ser construído em tijolo vai albergar a futura Igreja e centro comunitário. Tudo vai passar por ali. É o começo de um tempo novo. A expectativa é enorme. O bispo, sempre que vai a Poul, lembra-se dos mais novos e leva-lhes bolachas. Parece quase nada, mas, para aquelas crianças, é um sabor de sobremesa, um requinte, um luxo. A aldeia sabe que foi a Igreja Católica que ali fez construir um moinho para que os grãos de trigo se transformassem em farinha e produzissem alimentos. Sem a Igreja, ali,
DR
ninguém falta para abraçar “o amigo” que chega de barco. Às vezes, há lugares tão minúsculos que é impossível encontrá-los nos mapas. São insignificantes
DR
Poucas comunidades no mundo se mobilizam tanto para receber o seu bispo como Poul, na Diocese de Gambella, na Etiópia. São apenas algumas dezenas de pessoas, é verdade, mas
em Poul, tudo seria muito mais difícil. O centro comunitário e a Igreja que estão a ser construídos fazem parte dos projectos apoiados pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre em África. Mesmo os lugares mais minúsculos,
como Poul, na Etiópia, são sempre visíveis aos olhos de Deus. Uma pequena obra pode mudar a vida de dezenas de pessoas, resgatá-las da miséria. Afinal, quanto custa a felicidade?
IMI - Imposto Municipal Sobre Imóveis O IMI é um imposto que incide sobre o valor patrimonial tributário dos prédios (rústicos, urbanos ou mistos) situados em Portugal. É um imposto municipal, cuja receita reverte para os respectivos municípios. Entrou em vigor em 01.12.2003 e substituiu a Contribuição Autárquica. O IMI é devido por quem for proprietário, usufrutuário ou superficiário de um prédio, em 31 de Dezembro do ano a que o mesmo respeitar. Para efeitos do Código do IMI, prédio é toda a fracção de território, abrangendo as águas, plantações, edifícios e construções de qualquer natureza nela incorporados ou assentes, com carácter de permanência, desde que faça parte do património de uma pessoa singular ou colectiva e, em circunstâncias normais,
tenha valor económico. Também se considera prédio as águas, plantações, edifícios ou construções que façam parte do património de uma pessoa singular ou colectiva, desde que tenham autonomia económica em relação ao terreno onde se encontram implantados, embora situados numa fracção de território que constitua parte integrante de um património diverso ou não tenha natureza patrimonial. Para efeitos do IMI, cada fracção autónoma, no regime de propriedade horizontal, é havida como constituindo um prédio. São prédios rústicos os terrenos situados fora de um aglomerado urbano que não sejam de classificar como terrenos para construção, desde que estejam
afectos ou, na falta de concreta afectação, tenham como destino normal uma utilização geradora de rendimentos agrícolas, tais como são considerados para efeitos do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS), ou, não tendo aquela afectação, não se encontrem construídos ou disponham apenas de edifícios ou construções de carácter acessório, sem autonomia económica e de reduzido valor. São também prédios rústicos os terrenos situados dentro de um aglomerado urbano, desde que, por força de disposição legalmente aprovada, não possam ter utilização geradora de quaisquer rendimentos ou só possam ter utilização geradora de rendimentos agrícolas e estejam a ter, de facto, esta afectação.
São ainda prédios rústicos os edifícios e construções directamente afectos à produção de rendimentos agrícolas, quando situados nos terrenos referidos e as águas e plantações. Prédio misto é aquele que tem parte rústica e parte urbana sem que nenhuma delas possa ser classificada como principal. Prédios urbanos são todos aqueles que não devam ser classificados como rústicos, nem mistos. Os prédios urbanos dividem-se em habitacionais, comerciais, industriais ou para serviços, terrenos para construção e outros. O valor patrimonial tributário dos prédios é o seu valor determinado por avaliação feita de acordo com as regras do Código do IMI. Este valor está registado na matriz predial.
A determinação do valor patrimonial tributário dos prédios rústicos é feita por base cadastral, não cadastral ou directa e corresponde ao produto do seu rendimento fundiário pelo factor 20, arredondado para a dezena de euros imediatamente superior. O rendimento fundiário corresponde ao saldo de uma conta anual de cultura em que o crédito é representado pelo rendimento bruto e o débito pelos encargos de exploração previstos na lei. A iniciativa da primeira avaliação de um prédio urbano cabe ao chefe de finanças, com base na declaração apresentada pelos sujeitos passivos ou em quaisquer elementos de que disponha.