QUARESMA
14 FEVEREIRO 2013 ANO 99 - N.º 4947 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt
FUNDADO EM 1914
DESTAQUE
ECLESIAL
PAPA BENTO XVI 8 ANOS AO SERVIÇO DA IGREJA E DO MUNDO Bento XVI anunciou, a 11 de Fevereiro, que irá renunciar no próximo dia 28. Recordamos, nesta edição, o seu pontificado. Última página
Pedro Jerónimo
s remo u c s i , po olhe s tem XVI esc o n Deus a Bento e u q ap r 3 amo que o P inas 2 e o s o o g t r á m a. P ece exce conh 4, 16) é Quaresm s ó a «N Jo. » (1 nsagem d e l e n a Me para
DESPORTO
Pedro Jerónimo/Arquivo
E D A ID R A E C D A A N D I R R E CR ITA CA C S U S
Santuário de Fátima, 12 de Maio de 2010
CULTURA
SOCIEDADE
Atletismo | P. 15
Ofício enviado ao Ministério da Educação | P. 6
Iniciativas de divulgação do património | P. 5
Futebol | P. 15
Projecto Europeu para a a preservação da floresta | P. 6
Grupo da Marinha sem instalações condignas | P. 5
Vidigalenses “bronzeados” U. Leiria vence Marrazes na Taça
Câmara de Leiria contesta agregação de Domingos Sequeira e José Saraiva Batalha quer implementar boas práticas no combate aos incêndios
“Percursos reConhecer Leiria” mostram o outro lado da cidade Tocandar transforma “dificuldades em oportunidades”
2 DESTAQUE EDITORIAL
Rui Ribeiro prui@iol.pt
O Mensageiro 14.Fevereiro.2013
EDITORIAL
Este é o tempo favorável
Nesta semana iniciamos a Quaresma, tempo forte e único no contexto do ano litúrgico. Apesar dessa singularidade a rotina e o hábito podem apoderar-se de nós e terminaremos por viver mais um tempo de graça de forma distraída ou superficial. Dizer que “este é o tempo favorável”, significa que é urgente tomar consciência da sua passagem entre nós e suga-lo até ao máximo. Em tempo de crise e de austeridade, os apelos ao sacrifício e à continência ecoam por toda a parte e nem precisariam mesmo de ser apregoados. Todos sentimos a sua necessidade e importância. Mas a Quaresma é também tempo de novidade. Na forma como propõe a penitência e o sacrifício, este tempo litúrgico vai mais longe do que aquilo que nos pedem os nossos governantes. Não se trata de fazer sacrifício e continência para assim poupar e, de alguma forma, remediar ou minimizar os efeitos dos excessos cometidos no passado. Não! Trata-se sim de Não se trata de encontrar formas, fazer sacrifício e novas e variadas, continência para assim para partilhar com poupar e de alguma quem mais necessiforma remediar ta. O centro da peou minimizar os nitência cristã está partilha, na doefeitos dos excessos na ação e no encontro cometidos no passado. com o Outro, nos Não! Trata-se sim de outros. encontrar formas, Para a mensanovas e variadas gem que escreveu formas, para partilhar para esta quarescom quem mais ma, Bento XVI necessita. escolheu um título arrasador, comprometedor e inquietante “Crer na caridade suscita caridade”. Toda a mensagem se centra na caridade como resultado evidente e único na vivência do espírito quaresmal. Mais que nunca os cristãos precisam redescobrir o sentido das suas práticas cristãs e dos ritos litúrgicos que celebram. Mais que nunca, os cristãos precisam ser voz que marca a diferença pela verdade e pela singularidade da sua mensagem. Este é um tempo favorável, esta é uma oportunidade que precisa ser agarrada desde o início, a começar já nesta semana. Pela sua acutilância e pela sua originalidade, a mensagem do Papa para esta Quaresma precisa ser lida, relida, estudada e até rezada. O Mensageiro transcreve-a nesta edição na integra para que ninguém possa ficar de fora. Boa e santa Quaresma.
MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2013 Crer na caridade suscita caridade «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16) Queridos irmãos e irmãs! A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da acção do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros. 1. A fé como resposta ao amor de Deus Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16), recordava que, «no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um “mandamento”, mas é a resposta ao dom do
amor com que Deus vem ao nosso encontro» (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal - que engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e «apaixonado» que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o intelecto: «O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no acto globalizante do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor nunca está “concluído” e completado» (ibid., 17). Daqui deriva, para todos os cristãos e em particular para os «agentes da caridade», a necessidade da fé, daquele «encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor» (ibid., 31). O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - «caritas Christi urget nos» (2 Cor 5, 14) - , está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor,
que Se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus. «A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! (...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz – fundamentalmente, a única - que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir» (ibid., 39). Tudo isto nos faz compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente «o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado» (ibid., 7). 2. A caridade como vida na fé Toda a vida cristã consiste em responder ao amor de Deus. A primeira resposta é precisamente a fé como acolhimento, cheio de admiração e gratidão, de uma iniciativa divina inaudita que nos precede e solicita; e o «sim» da fé assinala o início de uma luminosa história de amizade com o Senhor, que enche e dá sentido pleno a toda a nossa vida. Mas Deus não se contenta com o nosso acolhimento do seu amor gratuito; não Se limita a amar-nos, mas quer atrairnos a Si, transformar-nos de modo tão profundo que nos leve a dizer, como São Pau-
lo: Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (cf. Gl 2, 20). Quando damos espaço ao amor de Deus, tornamonos semelhantes a Ele, participantes da sua própria caridade. Abrirmo-nos ao seu amor significa deixar que Ele viva em nós e nos leve a amar com Ele, n’Ele e como Ele; só então a nossa fé se torna verdadeiramente uma «fé que actua pelo amor» (Gl 5, 6) e Ele vem habitar em nós (cf. 1 Jo 4, 12). A fé é conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tm 2, 4); a caridade é «caminhar» na verdade (cf. Ef 4, 15). Pela fé, entra-se na amizade com o Senhor; pela caridade, vivese e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15, 14-15). A fé faznos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a caridade dá-nos a felicidade de pô-lo em prática (cf. Jo 13, 13-17). Na fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22). A fé faz-nos reconhecer os dons que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade fá-los frutificar (cf. Mt 25, 14-30). 3. O entrelaçamento indissolúvel de fé e caridade À luz de quanto foi dito, torna-se claro que nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma «dia-
DESTAQUE 3
O Mensageiro 14.Fevereiro.2013
léctica». Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem acentua de tal maneira o carácter prioritário e decisivo da fé que acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o activismo moralista. A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus. Na Sagrada Escritura, vemos como o zelo dos Apóstolos pelo anúncio do Evangelho, que suscita a fé, está estreitamente ligado com a amorosa solicitude pelo serviço dos pobres (cf. At 6, 1-4). Na Igreja, devem coexistir e integrar-se contemplação e acção, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta (cf. Lc 10, 38-42). A prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha evangélica deve radicar-se na fé (cf. Catequese na Audiência geral de 25 de Abril de 2012). De facto, por vezes tende-se a circunscrever a palavra «caridade» à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o «serviço da Palavra». Não há acção mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazêlo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu o Servo de Deus Papa Paulo VI, na Encíclica Populorum progressio, o anúncio de Cristo é o primeiro e principal factor de desenvolvimento (cf. n. 16). A verdade primordial do amor de Deus por nós, vivida e anunciada, é que abre a nossa existência ao acolhimento deste amor e torna possível o desenvolvimento integral da humanidade e de cada
homem (cf. Enc. Caritas in veritate, 8). Essencialmente, tudo parte do Amor e tende para o Amor. O amor gratuito de Deus é-nos dado a conhecer por meio do anúncio do Evangelho. Se o acolhermos com fé, recebemos aquele primeiro e indispensável contacto com o divino que é capaz de nos fazer «enamorar do Amor», para depois habitar e crescer neste Amor e comunicá-lo com alegria aos outros. A propósito da relação entre fé e obras de caridade, há um texto na Carta de São Paulo aos Efésios que a resume talvez do melhor modo: «É pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas acções que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos» (2, 8-10). Daqui se deduz que toda a iniciativa salvífica vem de Deus, da sua graça, do seu perdão acolhido na fé; mas tal iniciativa, longe de limitar a nossa liberdade e responsabilidade, torna-as mais autênticas e orienta-as para as obras da caridade. Estas não são fruto principalmente do esforço humano, de que vangloriar-se, mas nascem da própria fé, brotam da graça que Deus oferece em abundância. Uma fé sem obras é como uma árvore sem frutos: estas duas virtudes implicam-se mutuamente. A Quaresma, com as indicações que dá tradicionalmente para a vida cristã, convida-nos precisamente a alimentar a fé com uma escuta mais atenta e prolongada da Palavra de Deus e a participação nos Sacramentos e, ao mesmo tempo, a crescer na caridade, no amor a Deus e ao próximo, nomeadamente através do jejum, da penitência e da esmola. 4. Prioridade da fé, primazia da caridade Como todo o dom de Deus, a fé e a caridade remetem para a acção do mesmo e único Espírito Santo (cf. 1 Cor 13), aquele Espírito que em nós clama:«Abbá! – Pai!» (Gl 4, 6), e que nos faz dizer: «Jesus é Senhor!» (1 Cor 12, 3) e «Maranatha! – Vem, Senhor!» (1 Cor 16, 22; Ap 22, 20). Enquanto dom e resposta,
a fé faz-nos conhecer a verdade de Cristo como Amor encarnado e crucificado, adesão plena e perfeita à vontade do Pai e infinita misericórdia divina para com o próximo; a fé radica no coração e na mente a firme convicção de que precisamente este Amor é a única realidade vitoriosa sobre o mal e a morte. A fé convida-nos a olhar o futuro com a virtude da esperança, na expectativa confiante de que a vitória do amor de Cristo chegue à sua plenitude. Por sua vez, a caridade faznos entrar no amor de Deus manifestado em Cristo, faznos aderir de modo pessoal e existencial à doação total e sem reservas de Jesus ao Pai e aos irmãos. Infundindo em nós a caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da dedicação própria de Jesus: filial em relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm 5, 5). A relação entre estas duas virtudes é análoga à que existe entre dois sacramentos fundamentais da Igreja: o Baptismo e a Eucaristia. O Baptismo (sacramentum fidei) precede a Eucaristia (sacramentum caritatis), mas está orientado para ela, que constitui a plenitude do caminho cristão. De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se for coroada por ela. Tudo inicia do acolhimento humilde da fé («saber-se amado por Deus»), mas deve chegar à verdade da caridade («saber amar a Deus e ao próximo»), que permanece para sempre, como coroamento de todas as virtudes (cf. 1 Cor 13, 13). Caríssimos irmãos e irmãs, neste tempo de Quaresma, em que nos preparamos para celebrar o evento da Cruz e da Ressurreição, no qual o Amor de Deus redimiu o mundo e iluminou a história, desejo a todos vós que vivais este tempo precioso reavivando a fé em Jesus Cristo, para entrar no seu próprio circuito de amor ao Pai e a cada irmão e irmã que encontramos na nossa vida. Por isto elevo a minha oração a Deus, enquanto invoco sobre cada um e sobre cada comunidade a Bênção do Senhor!
Vaticano, 15 de Outubro de 2012 BENEDICTUS PP. XVI
Mensagem de D. António Marto - Quaresma de 2013
Reavivar o dom da fé e crescer na caridade A Quaresma é uma data anual muito importante e significativa para os cristãos. É o tempo que mais nos interpela na vertente das opções relativas à renovação da nossa vida espiritual. No contexto do Ano da Fé, não podemos deixar de pôr em relevo este tempo propício e precioso para reavivar a nossa fé em Jesus Cristo e para fazer uma revisão sobre a vivência da fé no nosso quotidiano. O caminho da fé é um caminho de conversão A Quarta-Feira de Cinzas é o pórtico de entrada na Quaresma, a lembrarnos, com o seu rito próprio, que não existe fé sem conversão. De facto, a imposição das cinzas é acompanhada pela primeira palavra de Jesus no início do seu ministério: “Convertei-vos e acreditai no Evangelho” (Mc 1, 14-15). O caminho da fé é, ao mesmo tempo, um caminho de conversão, isto é, de orientação da vida que leva a Deus, ao reconhecimento do seu primado, à sua escuta, ao seu acolhimento, para fazer face à tentação do esquecimento de Deus. Isto supõe, por sua vez, uma profunda purificação de nós mesmos, uma cura interior, uma renovação da mente e do coração, do pensamento e dos sentimentos. Perceber, com sincera humildade, a necessidade que temos, pessoal e comunitariamente, de converter-nos é o primeiro passo a darmos, como discípulos e como Igreja de Cristo, para revitalizar a fé pessoal e das nossas comunidades e para reavivar o entusiasmo do testemunho. O verdadeiro défice da Igreja não é tanto de organização, mas sobretudo de fé e de espiritualidade. Fé e Caridade de mãos dadas O Santo Padre Bento XVI escreveu uma bela mensagem para a Quaresma, intitulada “Crer na caridade suscita caridade”. Retomando um símbolo antigo, mas sempre atual, típico da espiritualidade bíblica, indica o percurso cristão da Quaresma do seguinte modo: “A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descê-lo, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus”. De seguida, o Papa aponta dois grandes objetivos concretos: “A Quaresma, com as indicações que tradicionalmente dá para a vida cristã, convida-nos a alimentar a fé com uma escuta mais atenta e prolongada da Palavra de Deus e a participação nos sacramentos, e ao mesmo tempo a crescer na caridade, no amor a Deus e ao próximo”. A fé e a caridade são duas faces da mesma
medalha, da nossa pertença a Cristo. Quem crê, aprende a dar-se ao outro; e a caridade suscita a fé e dá testemunho dela. “Só nos tornamos cristãos, se a fé se transforma em caridade, se é caridade” (Bento XVI). Reavivar o dom da Fé Assim, somos chamados a aproveitar este tempo da Quaresma de modo especial, para redescobrirmos a beleza e o encanto da fé, para renovarmos o nosso caminho de fé pessoal e comunitário, através dos exercícios espirituais de mais intensa escuta da Palavra, de mais fervorosa oração e de mais frequente participação na Eucaristia e no sacramento da Reconciliação. Como nos anos anteriores, incentivamos os fiéis a fazerem o “Retiro espiritual do Povo de Deus” na forma de leitura orante da Palavra de Deus, com o título “Partilhar o tesouro da fé”. Além disso, também está disponível uma catequese mistagógica sobre “O Credo dos Apóstolos: a beleza da profissão de fé cristã”, que eu próprio elaborei e que pode ser usada em várias ocasiões e de vários modos. Convido, ainda, a todos a porem no seu programa da Quaresma a participação na peregrinação diocesana a Fátima, no dia 17 de março, sob o lema “Com Maria, caminhamos pela fé”. Crescer na Caridade: a renúncia quaresmal e a partilha A conversão quaresmal propõe-nos gestos concretos de renúncia, tais como o jejum e a abstinência, que não se limitam apenas ao âmbito da alimentação e da bebida. A renúncia está em função da partilha. É bom recordar sempre a regra de ouro de toda a prática penitencial: nós renunciamos a algo, para dar espaço à Graça de Deus em nós e ao amor aos irmãos. Neste momento de dificuldade económica, torna-se ainda mais evidente que é necessário partilhar. Compreende-o bem quem tem um coração bom e generoso: mesmo se não se tem muito, pode-se continuar a ajudar quem tem ainda menos. Nesta linha, a coleta da renúncia quaresmal na nossa diocese será destinada, em partes iguais, para a Cáritas Diocesana e para o Fundo Nacional de Solidariedade instituído pela Conferência Episcopal Portuguesa. A todos os diocesanos desejo um caminho luminoso em direção à Páscoa do “Ano da Fé”, acompanhados pela luz sempre presente da fé e da caridade de Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja.
Leiria, 11 de fevereiro de 2013 † António Marto, Bispo de Leiria-Fátima
4 CULTURA
O Mensageiro 14.Fevereiro.2013
Teatro Miguel Franco (Leiria) • HOLY MOTORS | Acção/Drama/Ficção Científica | de Leos Carax | c/ Denis Lavant, Edith Scob, Eva Mendes, Kylie Minogue, Michel Piccoli, Leos Carax | 15 de Fevereiro, 21h30. • UMA VIDA MELHOR | Drama | de Cédric Kahn | c/ Guillaume Canet, Leila Bekhti, Slimane Khettabi | 18 de Fevereiro, 21h30, 19 de Fevereiro, 21h30 e 20 de Fevereiro, 18h30 e 21h30. • CÉSAR DEVE MORRER | Drama | de Paolo Taviani, Vittorio Taviani | c/ Cosimo Rega, Salvatore Striano, Giovanni Arcuri | 22 de Fevereiro, 21h30, 23 de Fevereiro, 21h30, 24 de Fevereiro, 21h30, 25 de Fevereiro, 21h30, 26 de Fevereiro, 21h30 e 27 de Fevereiro, 18h30. • FORÇA RALPH | Animação | de Rich Moore | 24 de Fevereiro, 11h00. Cine-Teatro (Monte Real) • FORÇA RALPH | Animação | de Rich Moore | 17 de Fevereiro, 15h30.
DR
CINEMAS
Na Sala Jaime Salazar
EXPOSIÇÕES
Castelo - Leiria •”Korrodi e o restauro do Castelo de Leiria” - exposição permanente Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Ontem, hoje” - pintura de Costa Santos (~3/03) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”(RE)CONHECER Leiria” (~15/06) Edifício Banco de Portugal - Leiria •”Made in Japan” - escultura, gravura e pintura (~23/03) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República” - colecção de António Pedro Vicente (~28/02)
MÚSICA | TEATRO | EVENTOS
Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Primeiro” - música de Miguel Angelo (14/02, 22h00) •”Katia Guerreiro” - música (21/02, 21h30) •”A Bela Adormecida” - dança (28/02, 21h30) Teatro Miguel Franco - Leiria • Tributo a Editors - música (16/02, 22h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria • Histórias com pinguins - hora do conto (22 e 27/02, 10h30 e 14h30) • Histórias com máscaras - hora do conto (22 e 27/02, 10h30 e 14h30) •”A árvore das tocas” - Bebeteca (14/02, 10h15 e 16/02, 16h00) •”Contos e cantigas - contar e encantar” (23/02, 16h00) m|i|mo - museu da imagem em movimento - Leiria •”Da escola ao museu-práticas pedagógicas inovadoras” (16/02, 14h00) •”(Re)Conhecer Leiria” - tertúlias (16/02, 15h00) Moinho de Papel - Leiria • No coração do Moinho - Dia de S. Valentim (14/02, 10h e 14h30) Sala Jaime Salazar Sampaio - Leiria •”Chão de enredos” - evocação a Miguel Torga (15 e 16/02, 22h00) •”Tranparências” - poemas ditos/cantados por Luís Raposo (23/2, 22h) Espaço o Nariz - Leiria •”Escurial” - teatro (21/02, 22h00) Ateneu Desportivo - Leiria • Música e poesia (23/02, 21h30) Mercado de Sant’Ana - Leiria • Tardes em família (16/02, 14h00) Escola Superior de Educação e Ciências Sociais - Leiria • VII Fórum Internacional de sinologia (21, 22 e 23/02)
Iniciadas comemorações “Dia Miguel Torga em Leiria 2013” A Sala Jaime Salazar em Leiria, no passado dia 2 de Fevereiro, foi o palco para a realização dos I Jogos Florais “Miguel Torga em
Leiria”, no âmbito das V Comemorações do “Dia de Miguel Torga em Leiria 2013”. Nesta primeira edição
foram admitidos trabalhos em poesia cujo mote foi o poema que o escritor concebeu em Leiria, em 30 de Novembro de 1939, quando
foi preso, tendo sido apresentada a peça de Teatro: Chão de Enredos – evocação a “MIGUEL TORGA”.
Exposição de escultura, gravura e pintura
Mário Lopes e a exposição “Made in Japan” Até 23 de Março, está patente no edifício do Banco de Portugal, uma exposição de Mário Lopes, intitulada “Made in Japan”. Este artista de Leiria tem tido a oportunidade de desenvolver o seu trabalho um pouco por todo o mundo, tendo iniciado a sua carreira como aluno na Escola Profissional de Artes e Ofícios Tradicionais da Batalha, passando por Carrara (Itália) e recentemente no Japão, onde a cultura oriental influenciou os seus novos trabalhos. O ocidente e o oriente são a base de investigação da sua actual linha de trabalho, relacionando, por exemplo, a calçada portuguesa com os jardins de pedra japoneses. Está representado em várias colecções privadas e públicas na Argentina, Coreia do Sul, Japão, Líbano, Portugal, Irlanda, República Checa, Espanha, Alemanha, Irão, Israel, França, Taiwan e Brasil.
CULTURA/SOCIEDADE 5
O Mensageiro 14.Fevereiro.2013
Grupo de percussão apresenta-se em Espanha
Em Alvaiázere
Tocandar sem instalações condignas O Tocandar – Grupo de Percussão da Marinha Grande ainda não tem instalações condignas que possam servir de sede. Em declarações ao Mensageiro, Paulo Tojeira, coordenador do projecto confessa que “continuamos com imensas dificuldades em desenvolver o nosso trabalho e ter condições com alguma dignidade”. Esta é uma situação antiga que o
coordenador não compreende porque “se olharmos para projectos idênticos que existem na Marinha Grande, nós somos aquele que tem piores condições de trabalho, mas provavelmente somos o que apresenta maiores índices de movimentação”. Contudo, estas adversidades não impedem o grupo de crescer e de ter sempre uma agenda de es-
pectáculos bem recheada, o que segundo Paulo Tojeira significa que o trabalho do grupo “é apreciado e valorizado por cá e além fronteiras”. Aliás, em Julho, o grupo vai fazer uma apresentação em Espanha. O Grupo de Percussão Tocandar conta com mais de 700 jovens inscritos, sendo que praticantes são cerca de 70. Paulo Tojeira salienta que o Tocandar
“mantém grupos de jovens uns após outros porque permite uma renovação constante, pois por norma, os jovens quando entram na faculdade deixam de ter tempo para participar nas actividades do Tocandar”. “Estes jovens têm transformado as dificuldades em oportunidades” E por isso, o coordenador espera que brevemente possam ter “uma sede condigna”.
Na Marinha Grande O concelho da Marinha Grande e as artes plásticas nacionais ficaram mais pobres com o falecimento do escultor Joaquim Correia. Um ilustre marinhense, filho de uma família de velhos mestres vidreiros que muito fez pela arte no seu concelho e país, tendo obras de arte espalhadas por todos os cantos do mundo. Em homenagem ao escultor que dá nome a um dos Museus municipais, onde é divulgada a sua
DR
Joaquim Correia é nome de referência
arte, a Câmara Municipal da Marinha Grande decidiu propor à comissão de toponímia a atribuição do nome de Joaquim Correia a uma rua da freguesia da
Marinha Grande e conceder entradas gratuitas a todos os visitantes, no Museu Joaquim Correia, durante um mês. Ao longo deste mês de
Fevereiro aquele museu tem vindo a realizar vários ateliers educativos. Para esta Quinta-feira, dia dos namorados também está previsto a realização de um atelier dirigido às crianças do 1º ciclo do Ensino Básico. “Há gregos no museu” é o tema da visita lúdica que decorrerá, esta Quintafeira, entre as 09h30 e as 11h00, seguindo-se depois diversas actividades alusivas ao Museu Joaquim Correia e ao seu patrono, recentemente falecido.
“Percursos reConhecer Leiria”
Tertúlia e passeio No Sábado, a cidade de Leiria será palco para mais uma iniciativa “Percursos reConhecer Leiria” subordinada ao tema “A cidade e a reabilitação: o Centro Cívico” que será conduzida pelo arquitecto Gonçalo Byrne, responsável pelo projecto do centro Cívico.
É neste espaço que terá lugar o ponto de encontro, a partir das 10h30. A iniciativa “Percursos reConhecer Leiria” corresponde a um ciclo de visitas temáticas, alusivas ao património de Leiria, que se materializam em passeios conversados, durante os quais se pre-
tende proporcionar a descoberta do rico património cultural e natural da cidade, centrando-nos no seu contexto, interpretação, reabilitação e preservação. Entretanto o mimo – Museu de imagem em movimento, de Leiria realiza no dia 16 uma tertúlia
subordina ao tema da exposição “(Re) Conhecer Leiria – Memórias e imagens do século XX”. A tertúlia terá início ás 17h00, no mimo e será a primeira de várias que estão agendadas para os terceiros sábados de cada mês, entre Fevereiro e Junho. O objectivo é partilhar com os convidados as histórias que desejem contar sobre a sua Leiria, numa conversa sentida sobre a cidade. Durante as tertúlias também serão exibidos filmes de realizadores leirienses sobre a cidade. Os tertulianos serão: António Moreira de Figueiredo, Carlos Fernandes, Mário Matias, Joaquim Vieira e Alda Gonçalves.
Associação Defesa do Património dá a conhecer Museu Municipal A Al-Baiaz - Associação de Defesa do Património vai realizar, no dia 16 de Fevereiro, a partir das 09h45, a última visita integrada no seu programa “Espaços de História e Memória”, ao Museu Municipal de Alvaiázere. Trata-se de um edifício inaugurado a 13 de Junho de 2007 que apresenta actualmente duas exposições temporárias “autociclos, motociclos e outros ciclos” e “biciclos, bicicletas, triciclos e outros ciclos”. São duas exposições organizadas com estas máquinas, que o homem inventou para lhe facilitar a locomoção.
De 18 a 23 de Fevereiro
Academia de Música de Alcobaça, 3ª edição da Semana Aberta A 3ª edição da Semana Aberta da Academia de Música de Alcobaça decorrerá de 18 a 23 de Fevereiro, com vários agrupamentos de escolas da região a acolherem as mais diversas actividades de música e dança abertas a toda a comunidade. A Semana Aberta 2013 apresenta-se como um evento ambicioso e abrangente que procura dar a conhecer o trabalho desenvolvido diariamente pelas Academias de Música e Dança de Alcobaça, não só nas suas habituais instalações, mas ainda em articulação com inúmeros estabelecimentos de ensino da região.
Na Cerca do Castelo
Ciclo de Cinema Chinês continua em Leiria O mIiImo - museu da imagem em movimento continua a apresentar, na Cerca do Castelo de Leiria o Ciclo de cinema Chinês. No dia 16 de Fevereiro, pelas 15h00 será exibida a película “Fascinado para sempre”, filme realizado por Chen Kaige, que nos fala de Mei Lanfang, talentoso nascido numa conhecida família de cantores da Ópera de Pequim, em 1894. Este ciclo de cinema é uma das actividades paralelas do “VIII Fórum Internacional de Sinologia”, subordinado ao tema “China: Viajar no Tempo e no Espaço”, que se realizará em Leiria, nos dias 21, 22 e 23 de Fevereiro, por iniciativa do Instituto Português de Sinologia, Município de Leiria e Instituto Politécnico de Leiria.
Biblioteca Municipal
Palestra sobre Programação Neurolinguística A Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria recebe no dia 16 de Fevereiro, entre as 16h00 e as 19h30, uma Palestra sobre “Programação neuro-linguística - comunicação, valores e saúde”, a cargo do formador António Vieira, praticante e treinador sénior em programação neuro-linguística. A programação neuro-linguística tem como objectivo compreender a maneira como comunicamos connosco próprios e com os outros, por forma a alcançar o equilíbrio na nossa vida pessoal e profissional.
6 SOCIEDADE Câmara de Leiria
Assuntos sobre PDM no Serviço de Atendimento ao Público O atendimento dos munícipes, relativamente a questões relacionadas com o Plano Director Municipal (PDM), passa a funcionar, à Terça-feira, das 09h00 às 12h30, no Serviço de Atendimento ao Público da Autarquia, no edifício sede do Município. O Serviço de Atendimento ao Público está actualmente a funcionar com sete postos de atendimento direccionados para os serviços do Departamento de Planeamento e Gestão Urbanística, Expediente Geral e Divisão de Desenvolvimento Económico e Ambiente.
Escanção leva nome de Ourém além fronteiras
Bruno Antunes representará Portugal no Japão
Bruno Antunes, natural de Ourém vai representar Portugal na final do Concurso Nacional de Escanções que decorrerá em Março, no Japão. Bruno Antunes foi seleccionado entre 14 candidatos. O escanção profissional prestou várias provas escritas e práticas, algumas delas em inglês, ao longo de várias horas. A simulação de um restaurante serviu de palco às provas, onde os três finalistas demonstraram as suas competências, em testes como a decantação de vinho, provas cegas ou a detecção de erros numa carta de vinhos. O escanção irá estar em Tóquio, durante os dias 27, 28 e 29 de Março, representando Portugal, ao lado de 52 candidatos do mundo inteiro. O Concurso Nacional de Escanções foi organizado pela Associação Nacional de Escanções (AEP) em coordenação com a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana.
Em Carta enviada às Estradas de Portugal
Município de Ourém insiste na ligação do IC9 à A1
DR
Paulo Fonseca, presidente da Câmara Municipal de Ourém defende que é “urgente e imprescindível uma ligação do IC9 à A1”. Por isso, na última reunião de executivo, apresentou uma proposta que se reforce junto das Estradas de Portugal o “pedido urgente” da concretização desta ligação. O autarca argumenta que esta ligação é “fundamental para a dinâmica de desenvolvimento regional que se consubstancia no sector económico e de mobilidade dos cidadãos”. A proposta em causa foi aprovada por unanimidade e foi enviada no próprio dia para o Presidente do Conselho de Administração das Estradas de Portugal.
O Mensageiro 14.Fevereiro.2013
Em ofício enviado ao Ministério da Educação
Município de Leiria contesta agregação de Domingos Sequeira e José Saraiva A Câmara Municipal de Leiria não concorda com a agregação da Escola Secundária Domingos Sequeira e do Agrupamento de Escolas José Saraiva por considerar que “prejudica os interesses educativos das famílias do concelho e hipoteca as expectativas futuras dos alunos” lê-se no ofício enviado, no dia 7 de Fevereiro, para o Ministério da Educação, dando precisamente conta desta sua contestação. A Autarquia promete
ainda analisar juridicamente o caso, para tentar impedir a constituição do novo agrupamento. No mesmo documento a autarquia manifesta a sua “profunda preocupação por poderem ser colocados em causa os excelentes resultados alcançados até agora, em ambos os estabelecimentos de ensino, e considerando o elevado número de turmas e inexistência de professores em horário zero, não se vislumbrando qualquer
redução de custos”. Assinado pelo Vereador da Educação Gonçalo Lopes, o ofício lamenta, por outro lado, que o Ministério da Educação tenha ignorado a proposta apresentada de criação de uma rede de escolas e de agrupamentos de escolas do concelho, com o objectivo de garantir a qualidade de ensino, a partilha de recursos e a racionalização dos custos”. “Esta nova imposição de agregação no concelho de Leiria denota, mais
uma vez, total desrespeito pelos intervenientes no processo educativo”, refere o documento, uma vez que foi solicitada uma audiência ao Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, no dia 27 de Dezembro de 2012, para que o Município de Leiria e representantes das escolas pudessem apresentar o “projecto inovador de consolidação da rede escolar do concelho”, sem que, até à data, tenha havido qualquer resposta.
Uma prática comum a várias universidades do país
Alunos do Instituto Politécnico com bonificação na classificação final Os alunos do Instituto Politécnico de Leiria que terminem o curso dentro do prazo previsto têm bonificação na classificação final. Em comunicado, o Instituto vem esclarecer que esta prática “enquadra-se na autonomia pedagógica da instituição, é pública e está devidamente regulamentada para todas as
nossas escolas superiores” explicando que “É uma prática benéfica para todos, inclusivamente para a gestão rigorosa do financiamento público, porque o estudante rentabiliza os recursos que estão à sua disposição, no tempo previsto”. No mesmo comunicado é referido que “trata-se de uma prática que existe em muitos países, e noutras
instituições altamente prestigiadas do ensino superior em Portugal, como por exemplo a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, a Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, a Universidade de Évora e a Universidade Católica, todas elas insuspeitas da
prática de facilitismo nas avaliações”. Por fim, o IPL esclarece que “no IP Leiria, a média só é majorada no caso do estudante ter obtido aproveitamento a todas as unidades curriculares correspondentes ao ano lectivo, e no final de todo o processo de formação e avaliação”.
Município aplica Projecto Europeu
Batalha quer implementar boas práticas no combate aos incêndios florestais A Câmara Municipal da Batalha pretende implementar, no concelho, algumas boas práticas já adoptadas por municípios espanhóis e gregos que permitem “elaborar cenários de propagação e definir a marcação de intervenções estratégicas no território, nomeadamente, construção de estradas e limpeza de faixas de gestão de combustíveis” adianta em
comunicado a câmara da Batalha. No mesmo documento é referenciado que o município esteve representado na conferência final de encerramento do EFFMIS – Projecto Europeu de Monitorização dos Incêndios Florestais. Um projecto que se socorreu do uso de Sistema de Informação e que decorreu de 1 de Novembro de 2010 a 30 de
Outubro de 2012. O projecto foi criado com o objectivo de estimular a troca de boas práticas entre diversas regiões europeias e o desenvolvimento de planos de acção regionais capazes de potenciar e tirar proveito dos diversos sistemas de informação para proteger os recursos naturais contra os incêndios florestais. A reunião de conclusão
deste projecto realizou-se entre o dia 16 e 18 de Janeiro, na cidade grega de Tessalónica, onde estiveram presentes os municípios e universidades de Espanha, Grécia, Macedónia, Itália, Eslovénia, Reino Unido, Bulgária, Polónia, Lituânia e Portugal.
SOCIEDADE 7
O Mensageiro 14.Fevereiro.2013
Leiria agrega 11 das 29 freguesias
Concelho de Leiria
Câmara discorda da imposição da nova Reorganização Administrativa A Câmara Municipal de Leiria não concorda com a agregação de freguesias definida na Lei da Reorganização Administrativa do Território, publicada em Diário da República, no dia 28 de Janeiro. A autarquia manifestase disponível para prestar o apoio jurídico necessário às freguesias, na defesa dos interesses sociais e constitucionais dos Leirienses. No ofício enviado às en-
tidades competentes pode lêr-se que “a estratégia de imposição aplicada renega o papel fundamental que as Freguesias desempenham e conduz à desertificação e insuficiência do serviço público e social prestado”. Para o Município de Leiria, esta imposição do Governo “não traz qualquer benefício aos interesses do concelho de Leiria e aos leirienses, ignorando por completo o poder local”. É,
assim, encarada como uma “demonstração de inabilidade política, pela forma desastrada como este processo político foi conduzido, revelando não existir a mínima noção da realidade do país sob o ponto de vista humano, social, histórico e tradicional, nem qualquer espécie de respeito pelos leirienses”. O documento refere ainda que, a 29 de Setembro de 2012, a Assembleia Munici-
pal de Leiria aprovou, por maioria, uma deliberação contra a fusão, extinção ou agregação de qualquer uma das 29 freguesias de Leiria e, em 3 de Dezembro de 2012, em reunião extraordinária, reiterou o chumbo à agregação de freguesias no concelho. No concelho de Leiria são agregadas 11 das 29 freguesias.
Em Ourém
Município recebeu visita da comitiva de Plessis-Trévise Uma comitiva de Plessis-Trévise que apoiou as vítimas dos incêndios que fustigaram Ourém, em Setembro de 2012, deslocouse ao concelho, no passado dia 2 de Fevereiro. Um momento que também serviu para fazer a apresentação pública do diagnóstico dos incêndios e do Plano de Intervenção Adoptado, a estratégia de
gestão dos donativos existentes e a celebração do Protocolo de Intervenção Pós-Incêndios. A comitiva de PlessisTrévise contou com a presença do chefe de gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Plessis-Trévise, Didier Dousset, Laurentino Vieira e Fernanda Vieira enquanto representantes do Clube Robert Schuman
e Maria José Órfão e Laura Santos que colaboraram nas acções de solidariedade para com as vítimas dos incêndios no Concelho de Ourém. José Manuel Alho fez um retrato de todos os desenvolvimentos desde os incêndios até ao momento actual, com especial incidência no plano de intervenção e nos apoios
comunitários e governamentais solicitados para responder às mais diversas necessidades. Na altura o município de Plessis-Trévise enviou uma doação de 50 000 e o Clube Robert Schuman juntamente com alguns donativos particulares, contribuiu com cerca de 10 000 .
Com o objectivo de desenvolver o conceito de negócio
Concurso Arrisca C premeia projectos do Instituto Politécnico de Leiria À edição de 2012 do concurso Arrisca C, os alunos do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) concorreram com oito ideias e viram duas ser premiadas: o projecto Ultracarpo e o projecto Mybabycare. O Ultracarpo foi distinguido com os prémios Sonae e Incubadora D. Dinis visa melhorar e simplificar os métodos tradicionais de avaliar o estado de maturação da fruta, através de uma aplicação para smartphone que recorre a ultrassons e tem maior impacto junto
dos fruticultores. O MyBaycare foi distinguido com o prémio Nerlei, na categoria ideias de negócio e é inovador na medida em que promete revolucionar e simplificar a organização – por parte dos pais, avós, educadores, etc. – do dia-a-dia das suas crianças. Trata-se de um projecto que visa, através de uma aplicação para telemóvel, permitir a recolha e organização da informação acerca de uma criança, bem como gerir alguns dos aspectos do seu dia-a-dia
(consultas médicas, consumo de fraldas ou registo de episódios alérgicos, por exemplo). Nuno Mangas, presidente do Instituto, felicitou os estudantes que “distinguem o IPL, e mostram o que de melhor se desenvolve no Instituto e na região”. «É importante darmos todo o apoio e incentivo às novas ideias que crescem nas mentes dos jovens, dinâmicos, inovadores e criativos, especialmente no contexto actual, em que uma boa ideia de
negócio pode fazer toda a diferença”, desejando “todo o sucesso aos projectos, e que este reconhecimento seja só o princípio de um trajecto de êxito”. O Arrisca C é um concurso que visa estimular o desenvolvimento de conceitos de negócio em torno dos quais se perspective a criação de novas empresas, em três áreas: ideias de negócio, planos de negócio e provas de conceito.
Mau tempo gera prejuízos de 23 mil euros em escolas O Mau tempo que se fez sentir nos dias 18 e 19 de Janeiro, no concelho de Leiria causou prejuízos avultado em vários estabelecimentos de ensino. Por isso, a Câmara Municipal de Leiria decidiu transferir cerca de 23 mil euros para seis jardins-de-infância e sete escolas do 1º ciclo do concelho. O mau tempo ainda provocou a queda de inúmeras árvores e linhas de electricidade, que causaram diversos danos em 61 escolas do concelho. Com o intuito de não prejudicar o normal funcionamento das escolas, a autarquia procedeu, no imediato, a reparações em 50 estabelecimentos de ensino “cujo valor médio não ultrapassou os 300 euros cujas despesas têm enquadramento no Protocolo de Delegação de Competências celebrado com as juntas de freguesia” adianta em comunicado o município. Contudo, tendo em conta que, no caso de 13 jardins-de-infância e escolas do 1º ciclo, os prejuízos foram mais elevados e ultrapassaram a dotação orçamental definida, a Câmara Municipal de Leiria deliberou, na última reunião de câmara, aprovar a transferência de verbas no total 23.181,10 euros para as Juntas de Freguesia de Amor, Bajouca, Barreira, Caranguejeira, Marrazes, Ortigosa, Pousos, Santa Catarina da Serra e Souto da Carpalhosa, bem como Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus. O Jardim-de-Infância de Outeiros da Gândara, na freguesia de Marrazes, a Escola Básica do 1º Ciclo de Courelas, nos Pousos e a Escola Básica do 1º Ciclo de Várzea pertencente ao Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus registaram os prejuízos mais avultados, devido a danos provocados no parque infantil, telhado e telheiro.
Em Porto de Mós
Acção de formação “Poupar e empreender” A Cáritas Diocesana de Leiria volta a realizar no dia 20 de Fevereiro uma acção de formação sobre “Poupar e empreender” em parceria com a Caritas Portuguesa, o Banco Espírito Santo, a Câmara Municipal de Porto de Mós e a AC Mós. Com esta acção, a Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima pretende capacitar as pessoas dos novos conceitos financeiros e da importância da gestão do orçamento familiar. A iniciativa terá lugar entre as 09h30 e as 13h00 e depois das 14h00 às 16h00, no auditório do Espaço Jovem, em Porto de Mós.
Na Nerlei
Debate para perceber o que falta em Leiria para se viver melhor “Be In - Participar para Crescer: Região de Leiria - O que nos falta para vivermos melhor?” é o tema do debate que a Nerlei – Associação Empresarial da Região de Leiria realiza esta Sexta-feira, pelas 14h00, na sua sede. Uma acção que conta Sessão de Envolvimento, para introduzir o tema, seguindo-se duas sessões em paralelo, o Speakers Corner e o Futuroscópio. No Speakers Corner os candidatos apresentam ideias inspiradoras, originais e que contribuam para o futuro da região. O Futuroscópio trata-se de uma sessão prática em que os participantes terão oportunidade de analisar cinco das grandes tendências mundiais: Envelhecimento da população e longevidade; Urbanização; Individualismo; Ansiedade; e Cidade/Região para Viver/Trabalhar. O objectivo é projectar de que forma cada uma dessas tendências poderá influenciar o Futuro de Leiria em 2025.
8 ECLESIAL
O Mensageiro 14.Fevereiro.2013
Família há oito séculos
Nas lezírias C
lara de Assis, alma mística em contínua ascensão para Deus, é atraída pela eterna beleza que se reflecte em toda a criação. E nesta beleza natural existe uma natural atracção para os rios, a água límpida e cristalina dos riachos, mares e oceanos, pois muitos dos mosteiros que existiram em Portugal foram edificados junto às margens dos rios. Uma misteriosa união com Aquela eterna Fonte de Água viva que é Cristo. Assim, surge o Mosteiro de Santa Iria em Tomar, zona de transição entre a lezíria ribatejana, a sul, e a montanha, a norte, o que constitui um Património Natural com destaque para a Lagoa da Albufeira de Castelo de Bode e o Rio Nabão com os seus açudes. O Mosteiro começou por ser um recolhimento de senhoras devotas fixado no centro da cidade, junto à
DOM DA FÉ
Pe Jorge Guarda
Vigário Geral da Diocese
O ato e os conteúdos da fé http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt
N
a fé distinguem-se duas dimensões inseparáveis: o ato de crer e os conteúdos em que se crê. Uma é a decisão livre do sujeito crente que, com plena liberdade se entrega totalmente Deus, e outro o dado objectivo sobre o qual se investe a fé. Na carta apostólica “Porta da Fé”, o Papa Bento XVI esclarece a relação entre ambos os
margem do Nabão. Foi em 1467 que D. Mécia Queiroz, viúva de Pero Vaz de Almeida, mordomo da fazenda do Infante D. Henrique, comprou o “sítio” de Santa Iria, mandando construir no local uma casa e respectiva capela, onde juntamente com as filhas começou a viver uma vida de ascese e oração mais intensa. Mas a pedido de uma das filhas, no recolhimento passou a ser observada a Regra de Santa Clara em 1523. Atraídas pela vida simples, jovial e austera deste pequeno grupo de senhoras nobres, muitas outras jovens tomarenses quiseram abraçar o ideal de Santa Clara de Assis vivendo fiel e radicalmente o santo Evangelho. Como o número de Irmãs tivesse aumentado houve a necessidade de ampliar o edifício. Por isso, em 1536, a capela e a casa foram reconstruídas e ampliadas
sob a responsabilidade de Pedro Moniz da Silva, comendador da Ordem de Cristo, reposteiro-mor de D. Manuel e mordomo-mor do Cardeal D. Henrique. Data pois desta época a magnífica obra de gosto renascentista, decorrente dos modelos da chamada escola da Renascença coimbrã, possivelmente uma obra da oficina de João de Castilho, que na época trabalhava nas obras do Convento de Cristo. Depois da extinção das ordens religiosas em 1834, o convento foi vendido em hasta pública, tendo tido desde então diferentes proprietários que utilizaram a estrutura edificada para os mais diversos fins. Actualmente, existe um projecto da edilidade local para transformar o antigo convento numa pousada histórica. Em meados do século
XVI, Santa Clara volta a estabelecer-se nesta região: em 1548 foi fundado na vila de Abrantes o Mosteiro de Nossa Senhora da Esperança, junto da ermida de Nossa Senhora da Ribeira. Inicialmente as primeiras Irmãs viveram segundo a Regra da Ordem Terceira de São Francisco. Mas pouco tempo depois toda a Comunidade decidiu optar pela Regra de Santa Clara. Em 1575, e à semelhança do que aconteceu com quase todos os complexos conventuais da vila, o mosteiro mudou de localização, por alegada insalubridade do local original, e também porque o espaço era reduzido para o número de Irmãs que ali viviam. Foi escolhido um novo local perto da Rua de Santa Iria. Na década seguinte, a construção do mosteiro avançou com o patrocínio de Filipe I e da Câmara da vila. No
entanto, as obras prolongaram-se até 1620, quando foi edificada a capela-mor, financiada por Manuel da Silveira Frade. Em 1809, as Irmãs foram forçadas a abandonar o convento, que foi destruído nalgumas zonas devido ao traçado das obras de fortificação da vila. Com o liberalismo, a igreja e o coro baixo foram cedidos à Câmara Municipal de Abrantes para que aí fosse instalado o Teatro Tabucia-
aspetos: “De facto, existe uma unidade profunda entre o ato com que se crê e os conteúdos a que damos o nosso assentimento. O apóstolo Paulo permite entrar dentro desta realidade quando escreve: «Acreditase com o coração e, com a boca, faz-se a profissão de fé» (Rm 10, 10). O coração indica que o primeiro ato, pelo qual se chega à fé, é dom de Deus e ação da graça que age e transforma a pessoa até ao mais íntimo dela mesma”. O Papa aponta em seguida um exemplo concreto tirado do Livro dos Atos dos Apóstolos. É o caso de Lídia que ouviu de S. Paulo o anúncio do Evangelho. Então, narra o Livro, «o Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia» (Act 16, 14). E Bento XVI comenta: “São Lucas ensina que o conhecimento dos conteúdos que se deve acreditar não é suficiente, se depois o coração – autêntico sacrário da pessoa – não for aberto pela graça, que consente ter olhos para ver em profundidade
e compreender que o que foi anunciado é a Palavra de Deus” (A Porta da Fé, n. 10). O ato da pessoa crente, embora livre, é tocado pela graça divina para ser iluminada no coração, compreender e aderir à mensagem que ouve. Quando crê, a pessoa humana entrega-se a alguém, que, na fé cristã, é Jesus Cristo e Deus, e acredita em alguma coisa: a mensagem divina. É esse conteúdo que ela exprime mediante a profissão de fé. Neste sentido, iluminanos bem o caso do eunuco etíope a quem Filipe anunciou Jesus Cristo. Tendo acolhido a mensagem, pediu o baptismo. Então, Filipe respondeu-lhe: «Se acreditas com todo o coração, isso é possível.» O eunuco respondeu: «Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.» (cf Act 8, 26-39). O conteúdo da fé a que o homem adere é Jesus Cristo, reconhecido e recebido na própria vida como Filho de Deus. Pela fé, o crente entra numa relação pessoal com Aquele em quem acredita e
dele recebe ajuda para o seu viver em cada dia. Os conteúdos da fé estão resumidos no credo. No ato de fé, enquanto relação pessoal do crente com Deus, podemos encontrar três aspetos distintos, que designo com estas três palavras: confiança, conhecimento e amor. A confiança exprime a atitude do crente no reconhecimento de que Deus é confiável, que se pode acreditar nele. É como que um primeiro passo no caminho da fé, a porta de entrada na relação crente com Deus. A pessoa deixa-se aproximar de Deus e corresponde à iniciativa dele. A segunda dimensão é a do conhecimento. Crer é uma forma peculiar de conhecimento sobre Deus, sobre a própria pessoa e o futuro que a espera, e ainda sobre o mundo e a eternidade. A porta de acesso a tal conhecimento é dada pela revelação que Deus faz. Os conteúdos de tal conhecimento são constituídos pelas chamadas “verdades da fé”, contidas no credo,
de forma resumida, ou pela doutrina, que está contida globalmente no Catecismo da Igreja Católica. Esta dimensão afeta especialmente a inteligência do crente, que deverá dar o seu assentimento ao mistério de Deus revelado. Abre-se para ele o desafio ao esforço por conhecer e compreender os conteúdos da fé, mediante a graça divina e o estudo humano. A terceira dimensão é a relação de amor com Deus. Pela graça da fé, Deus oferece o dom do seu amor e de uma relação pessoal com o crente. Este acolhe a oferta e entrega-se totalmente no amor a Deus vivendo uma relação interpessoal com Ele, iniciando uma autêntica aventura que dura a vida toda desde essa adesão pessoal à relação com Deus. O Papa Bento XVI apresenta de modo resumido o caminho da fé, escrevendo: atravessar a porta da fé “implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos
no, mais tarde conhecido como Teatro Taborda. Na zona conventual seria instalado o Hospital Regimental de Infantaria n.º 11. Actualmente o espaço remanescente do Convento de Nossa Senhora da Esperança tem funções culturais e recreativas, sendo aproveitado para apoio ao Colégio de Nossa Senhora de Fátima. Desses espaços dedicados a Deus se elevou a Ele um contínuo louvor ao longo de séculos, apesar das intempéries da vida e da história. O perfume de santidade destas vidas silenciosas rescende ainda hoje por todo o edifício espiritual, que é a Igreja de Cristo.
Irmãs Clarissas de Monte Real
dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n’Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.” (A Porta da Fé, n. 1). A fé abre à pessoa humana um caminho de vida percorrido na companhia de Deus e vivido numa relação de amor com Ele. E abre-lhe um horizonte de plenitude e de eternidade feliz. Texto escrito segundo o novo acordo ortográfico
DIOCESE 9
O Mensageiro 14.Fevereiro.2012
“O Credo dos Apóstolos: a beleza da profissão de fé cristã”
D. António Marto apresenta catequese Na sua nota pastoral para este ano pastoral, D. António Marto recomendou a realização de uma “celebração comunitária da profissão de fé (o credo) do Povo de Deus, ao modo da antiga «traditio symboli» dos catecúmenos na Quaresma” e prometia vir a apresentar uma catequese por si elaborada para esse efeito. Com o título “O Credo dos Apóstolos: a beleza da profissão de fé cristã”, ela aí está, ao dispor das paróquias e outras comunidades que queriam dar cumprimento a esta recomendação do Bispo diocesano. O documento começa por apresentar algumas sugestões práticas de utilização, seja numa celebração específica para os colaboradores paroquiais,
seja como preparação para a profissão solene da fé na vigília pascal, na festa do padroeiro ou em outra ocasião oportuna, seja ainda como acção de formação e celebração comunitária para pequenos grupos, em encontros, retiros, ou reuniões familiares, por exemplo. Quanto ao conteúdo, dividido em seis breves pontos, D. António começa por apresentar a génese da “bela profissão de fé” que é o Credo ou Símbolo dos Apóstolos, lembrando que não é “um mero catálogo de verdades abstractas, nem muito menos um código ético”, mas sim “a galeria das maravilhas da salvação de Deus em favor da humanidade”. Assim, a catequese que se propõe é um convite, uma ajuda a
“descobrir, meditar e saborear a beleza e o fascínio da fé cristã e a alegria de crer”. Depois, desenvolve as três partes do Credo sobre o mistério de Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – e a “comunhão perfeita de vida e amor” que é a Santíssima Trindade. O último ponto é o apelo ao próprio dom de Deus: “Ajuda a minha pouca fé!”. No contexto difícil em que vivemos, de um “mundo pluralista, marcado pela cultura da indiferença religiosa ou da descrença”, é maior o desafio aos cristãos para viverem “a fé e a sua identidade em permanente luta interna, em confronto com opções totalmente contrárias e por vezes em ambiente de adversidade”. A fé é dom de Deus e, portanto, a Ele devemos
pedir que reforce em nós essa graça de acreditar e confiar n’Ele. A oração com que D. António Marto conclui esta sua catequese é uma expressiva forma de o fazer: “Ó Senhor, pelo mistério da tua morte e ressurreição, com o fogo do Espírito Santo, acende em mim a graça de uma fé grande como a dos nossos pais na fé, desde Abraão a Maria, até aos santos e testemunhas humildes de hoje. Acende em nós a mesma fé, para que possamos responder hoje à graça do teu mistério de amor. Ajuda-nos a crescer na fé vivida como experiência de um Amor recebido e comunicada como experiência de graça, beleza e alegria que transforma os nossos corações, a nossa vida e o nosso mundo”.
“Apresentação do Menino Jesus no templo de Jerusalém” ram a esse acolhimento. O símbolo da luz, presente na vela que cada família recebe, ganha um estatuto central, representando a presença do próprio Cristo, luz que ilumina a vida humana. Responderam ao convite 45 bebés e respectivos familiares, alguns com apenas semanas de vida. A divulgação tinha sido feita nas igrejas e instituições da paróquia, mas também junto de alguns infantários,
farmácias e outros locais que são frequentados pelos pais dos bebés e que se têm associado à iniciativa. Embora seja uma celebração expressiva e significativa do acolhimento destas crianças e seus pais na comunidade cristã, “ela não é um fim em si mesma, mas um meio para a aproximação à verdadeira integração destes bebés na família da Igreja, que se realiza pelo sacramento do Baptismo”, explica o padre
José Augusto. Segundo este responsável, a maioria dos que participam ainda não são baptizados e esta é uma forma de “estabelecer um primeiro contacto com as famílias e, num ambiente caloroso e de festa, sensibilizá-las para a importância do Baptismo, em que Deus acolhe cada um de nós como filho e membro pleno da comunidade da Igreja”.
LMF | GIC de Leiria-Fátima
Na Casa S. José do Seminário de Leiria
UASP organiza Retiro de Quaresma Com data marcada para o fim-de-semana de 22 a 24 de Fevereiro de 2013, Segundo Domingo da Quaresma, e tendo como orientador o sacerdote franciscano Frei Armindo Carvalho, Mestre de Noviços no Convento de Varatojo (Torres Vedras), a União das Associações de Antigos
Seminaristas portugueses (UASP) convida todos os interessados, membros ou não das suas Associadas, a participar neste tempo forte de meditação e oração. Realiza-se na Casa de Retiros de São José, no Seminário Diocesano de Leiria, começa com o jantar de Sexta-feira e termina com
o almoço de Domingo. Será uma óptima ocasião para dar maior profundidade e coerência à caminhada quaresmal, seguindo o Senhor Morto e Ressuscitado por nosso amor. Ao saborear a força deste Amor que nos salva, também nós somos convidados a trabalhar, com fé e esperança, na erradica-
grupo apostólico, cada família e cada cristão estará a dizer: “Ámen!”. Luís Miguel Ferraz GIC de Leiria-Fátima
Visita Pastoral 14 a 17 de Fevereiro
Bênção dos bebés em Leiria Um ambiente acolhedor foi especialmente preparado para os principais convidados a esta celebração, os bebés até cerca dos dois anos de idade. Na paróquia da Sé de Leiria é assim já há alguns anos, no dia 2 de Fevereiro, data em que se festeja liturgicamente a apresentação do Menino Jesus no Templo de Jerusalém. O grupo coral infantil da Sé, acompanhado ao órgão, viola, violino e alguns outros instrumentos, ajuda-
Ao aceitar a recomendação do Bispo para realizar esta formação e celebração da fé, cada paróquia, cada comunidade religiosa, cada
ção de todas as situações que prendem e humilham a liberdade humana. Para os interessados, as condições de participação encontra-se no sítio www.uasp.pt. As inscrições estão abertas até ao dia 17 de Fevereiro.
P. Armindo Janeiro
Marrazes 14 de Fevereiro (Quinta-feira) 16h00 - Escola de Formação Social 18h00 - Encontro com a autarquia local 19h30 - Comunidade da Gândara dos Olivais: Eucaristia 20h30 - Refeição partilhada, convívio e diálogo 21h30 - Encontro com casais - Capela da Gândara dos Olivais (há serviço de baby sitting) 15 de Fevereiro (Sexta-feira) 10h00 - Escola Secundária da Gândara dos Olivais 16h00 - Centro de Saúde: profissionais de saúde 18h00 - Bombeiros Voluntários - diálogo na sede 19h30 - Comunidade do Janardo: Eucaristia 20h30 - Refeição patilhada, convívio e diálogo 21h30 - Encontro com empresários - sede da Filarmónica 16 de Fevereiro (Sábado) 16h30 - Encontro com adolescentes (7º ao 9º ano) - Q. da Matinha 18h00 - Encontro com jovens - Quinta da Matinha 19h30 - Comunidade dos Marinheiros - Eucaristia 20h30 - Refeição partilhada, convívio e diálogo 21h30 - Encontro com professores e educadores - sede da Filarmónica 17 de Fevereiro (Domingo) 14h45 - A filarmónica acolhe o Senhor Bispo - Marrazes 15h00 - Eucaristia na igreja paroquial e convívio no salão paroquial 17h00 - Comunidade dos Marinheiros - Eucaristia 20h30 - Lanche com os Ministros da Palavra - casa paroquial
10 ECLESIAL
O Mensageiro 14.Fevereiro.2013
JANELA SOBRE A MISSÃO
Leituras | I Domingo da Quaresma Ano C (17/02/2013 Antífona de Entrada: Salmo 90, 15-16 Leitura I: Deut 26, 4-10 Salmo Responsorial:Salmo 90(91), 1-2.10-15(R. cf. 15b) Leitura II: Rom 10, 8-13 Aclamação ao Evangelho: Mt 4, 4b Refrão: Glória a Vós, Jesus Cristo, Sabedoria do Pai. Repete-se. Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Refrão. Evangelho: Lc 4, 1-13 Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-Se das margens do Jordão. Durante quarenta dias, esteve no deserto, conduzido pelo Espírito, e foi tentado pelo Diabo. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O Diabo disse-lhe: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem’». O Diabo levou-O a um lugar alto e mostrou-Lhe num instante todos os reinos da terra e disse-Lhe: «Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser. Se Te prostrares diante de mim, tudo será teu». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto’». Então o Diabo levou-O a Jerusalém, colocou-O sobre o pináculo do templo e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo, porque está escrito: ‘Ele dará ordens aos seus Anjos a teu respeito, para que Te guardem’; e ainda: ‘Na palma das mãos te levarão, para que não tropeces em alguma pedra’». Jesus respondeu-lhe: «Está mandado: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’». Então o Diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo. Palavra da salvação.
Pe. Vitor Mira
vitormira67@gmail.com
A Joana está entre nós
S
ó agora, dia 9 de Fevereiro, é possível comunicar neste espaço a chegada da Joana Matias a Angola, o que já aconteceu ontem de manhã, sextafeira. Foi por volta das 7h30 que lhe pudemos dar o abraço de boas vindas e desejar-lhe boa missão. Trazia muita bagagem e ainda a roupa quente que teve que usar durante a viagem (estava a nevar em Frankfurt
AO SABOR DA PALAVRA
Cânticos |I Domingo da Quaresma Ano C (17/02/2013) INÍCIO Caminha povo de Deus - Lau 188 SALMO RESPONSORIAL Estai comigo Senhor - Lau 349 APRESENTAÇÃO DOS DONS Confesso o meu pecado - Lau 234 COMUNHÃO Como o veado anseia - Lau 228 Nem só de pão vive o homem - Lau 519 PÓS-COMUNHÃO Senhor e creio que sois Cristo - Lau 759 FINAL Abri de par em par - Lau 129 Caminharei na presença do Senhor - Lau 236
Cânticos |II Domingo da Quaresma Ano C (24/02/2013) INÍCIO Caminha povo de Deus - Lau 188 SALMO RESPONSORIAL O Senhor é a minha luz - Lau 589 APRESENTAÇÃO DOS DONS Escuta Israel - Lau 342 COMUNHÃO Jesus tomou consigo - Lau 459 Saboreai e vede - Lau 727 PÓS-COMUNHÃO Eu canto para sempre - Lau 358 FINAL Abri de par em par - Lau 129 Ditosos os que Te louvam sempre - Lau 297
Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com
1º Domingo da Quaresma 17 de Fevereiro de 2013
O Reino de Deus
S
ão maravilhosos os novos tempos em que vivemos, entrámos no futuro: estamos no terceiro milénio, o homem descodificou o seu código genético. Finalmente o livro da vida foi aberto, parece que finalmente a ciência destronou Deus. Mas será mesmo assim? Descobrimos o livro da vida mas ainda não sabemos lê-lo, nem sequer
e chegou a Luanda com 28 ºC e muita humidade). Após boas vindas rumámos em direcção a Viana para irmos às instalações da ESTPOR, delegação em Angola da EST da Boa Vista. Lá estavam os 50 volumes que esta simpática empresa fez o favor de transportar num dos contentores enviados para este país. Como não cabia tudo no cavalinho, ainda tivemos que deixar o resto para uma próxima viagem a Luanda. Antes da saída foi-nos oferecido um lanche que caiu muito bem porque já tínhamos matabichado por volta das 5h00 da madrugada, e ainda por cima foi rematado por um delicioso café. Depois seguimos para Cacuaco onde fomos contactar uma empresa de materiais de construção e ainda receber uma oferta em café da Angonabeiro, na sequência de um pedido que tinhamos feito. Voltámos à zona de viana e fomos visitar a comunidade das irmãs da Congregação
da Divina Providência e Sagrada Família, portuguesas e que estão a colaborar na Casa Episcopal de Leiria. As irmãs Olinda e Rosa ofereceram-nos um saboroso lanche. Como o trânsito em Luanda é muito lento, com tudo isto já a hora ia adiantada e por isso rumámos ao Sumbe onde chegámos por volta das 22h00. Vínhamos todos cansados, mas agradecidos a Deus porque a viagem tinha corrido bem (apesar de termos tido um furo) e tínhamos connosco mais uma missionária. O dia de hoje sábado já foi um dia de intenso tra-
balho para a nossa mana enfermeira Joana. Como o tempo de permanência cá com a mana médica Inês vai ser curto, aproveitaram o dia de hoje para começar já a passar o testemunho e assim a Joana poder continuar a dar assistência na área da saúde. O resto da equipa esteve ocupado com outras actividades. Se Deus quiser, amanhã iremos visitar a comunidade de Jamba Kalunga, numa visita de um só dia, sendo esta a comunidade mais próxima do Sumbe.
perceber o que ele quer dizer. A vida ainda continua a ser um segredo que só deus detém. No início desta quaresma é-nos apresentada também a quaresma de Jesus: os seus quarenta dias de preparação para os seu ministérios de anímico do reino de Deus. Ao longo destes dias ele foi sendo tentado. Uma das tentações continua a ser frequente nos dias de hoje: “Dar-te-ei todo este poder, e a glória destes reinos se te prostrares para me adorares.” O poder e a glória continuam a ser a ambição de muitos homens, sobretudo quando lhes é prometido o poder de criar. Ultimamente têm aparecido cada vez mais notícias sobre a clonagem de serem humanos, que juntamente com a decifração do genoma humano, começam a criar nas pessoas a ideia de que finalmente podemos ser iguais a Deus: criar um homem a partir do nada. Terrível tentação esta, que tem acompanhado os homens ao longo da sua história, desde as suas origens: ser iguais a Deus,
tornar Deus uma realidade dispensável. Mas, apesar de todo o conhecimento dos homens, há sempre coisas que faltam. No Livro do Deuteronómio é dito que a libertação da escravidão só é possível com a ajuda de Deus, que do alto acompanha e vela por todos os homens: “O Senhor ouviu a nossa voz, olhou para a nossa aflição.” Apesar de todo o mal querer está à nossa volta o senhor continua a ser a nossa força, sobretudo para aqueles que estão conscientes desse facto. Como diz S. Paulo aos Romanos: “Se com os lábios confessares que Jesus é o Senhor, se com o coração acreditares que Deus o ressuscitou dos mortos serás salvo.” É certo que não basta dizer que acreditamos, mas o acreditar com o coração significa transferir essa fé para cada momento da nossa vida, significa viver com a consciência de que o mundo de Cristo é mais absoluto que aquilo que nos rodeia. No fundo é viver sem dar importância às coisas deste mundo, mas perce-
ber que elas são apenas caminho para alcançarmos Deus, o absoluto que é a verdadeira fonte da vida. É isso que os cientistas ainda não conseguiram descobrir: será que um clone tem alma? Será que se pode clonar uma alma? Jesus não escolhe partir para o deserto. É conduzido pelo Espírito Santo. E aí, é afrontado pelo espírito do mal. Também nós não escolhemos viver no coração deste mundo em que Deus Se tornou desinteressante. Deserto para as nossas vidas de crentes… para a nossa Igreja… com todas as tentações ligadas às nossas faltas: lassidão, desencorajamento, desejo de nos retirarmos de uma Igreja que nos desconcerta e de abandonarmos Deus… Por causa de Jesus sabemos que a travessia do deserto é possível. O seu Espírito acompanha-nos e apoia as nossas escolhas de crentes. “Acredita no teu coração…”, diz-nos Paulo na Carta aos Romanos. A Quaresma, travessia do deserto… A Quaresma, convite a reavivar a nossa esperança!
DIOCESE 11
O Mensageiro 14.Fevereiro.2013
Breves Visita à Vigararia de Monte Real
Daniela Sousa
Sensibilização vocacional sacerdotal
“A Graça do Concílio”
Mais de quatro centenas de pessoas das paróquias de Maceira, Pataias, Alpedriz e Marinha Grande acorreram no passado dia 6 ao salão paroquial de Maceira para um encontro de formação cristã com o sr. Bispo de Leiria-Fátima. Destinado a todos os agentes de pastoral daquelas paróquias, o encontro teve início às 21 horas, e teve como finalidade reflectir acerca da importância do Concílio Vaticano II, do seu contexto e do seu significado, das suas graças para a Igreja e para o mundo, e fazer um balanço sintético relativamente ao caminho percorrido desde o Sínodo Diocesano na Vigararia da Marinha Grande. Logo após algumas palavras de acolhimento proferidas pelo Vigário da vigararia, padre Virgílio Rocio, foi feita a proclamação da passagem do livro dos Actos dos Apóstolos relativa ao Concílio de Jerusalém, a qual foi objecto de uma meditação apropriada pelo sr. D. António Marto. Nessa meditação referiuse ao contexto histórico e cultural das comunidades cristãs do século I, aos problemas que surgiram na sua acção e à forma de os ultrapassarem em comum através da realização de um concílio, salientando que a Igreja de Cristo não é uma
Daniela Sousa
Vigararia da Marinha Grande acolhe encontro de formação cristã
simples associação humana com determinados objectivos, mas um Corpo cuja cabeça é o próprio Cristo, e que nela o Espírito Santo tem a acção predominante agindo através dos seus membros. Sendo rezado o Símbolo dos Apóstolos por toda a assembleia presente, foi a seguir projectado um curto documentário relativo à convocação e realização do Concílio Vaticano II, e que serviu para introduzir a dissertação subordinada ao tema “A Graça do Concílio”, que esteve a cargo do padre Adelino Guarda. Numa linguagem muito clara e viva, ajudou todos os presentes a compreenderem o alcance daquele encontro histórico da Igreja, que culminou uma série de impulsos e movimentos que vinham de trás, e que ficaram plasmados em documen-
tos fundamentais com os quais se renovou a relação da Igreja com o mundo e se deu novo impulso à sua missão de anunciar Cristo, se aprofundou a consciência do sacerdócio comum dos fiéis, se abriu a Sagrada Escritura ao Povo de Deus e se reforçou a consciência da identidade da Igreja na sua estrutura, dinamismo e missão. Seguidamente foi dada a palavra a um elemento de cada paróquia que, com o apoio de informações projectadas, deram a conhecer a todos os presentes alguns traços dos caminhos percorridos no âmbito pastoral desde a realização do Sínodo Diocesano, integrados no Projecto Pastoral Diocesano de 2005 a 2012. Não ocultando as debilidades, as deficiências e aquilo que não tem sido possível fazer, traçaram um panorama re-
velador de comunidades vivas, abertas ao mundo e procurando ser fiéis ao seu Senhor. Sobretudo, permitiu que todos tivessem uma percepção das realidades que estão bem perto de si, em comunidades vizinhas, mas muitas vezes com características e problemas muito diferentes, ajudando assim à formação de uma consciência comum de pertença a uma família mais alargada. Numa intervenção final, o sr. D. António Marto expressou a sua alegria e satisfação pela realização deste encontro que espelha a existência de comunidades vivas, as quais sentindo certamente o conforto espiritual pela presença do seu pastor, não deixam de transmitir também, elas próprias, esse mesmo conforto espiritual ao seu guia na fé através da presença em tão grande número. Este encontro, que foi pontuado também com alguns cânticos entoados pela assembleia, terminou com a bênção invocada pelo sr. Bispo sobre todos os presentes, prolongandose ainda com um tempo de convívio acompanhado de bebidas quentes e alguns bolos num outro salão anexo à igreja paroquial.
Fernando Brites
A equipa formadora do Seminário, acompanhada por alguns alunos do Seminário Maior, depois de ter visitado as vigararias da Batalha, Porto de Mós, Fátima, Ourém e Colmeias, visita agora, entre os meses de Fevereiro e Maio, a de Monte Real. Para o próximo ano ficarão as restantes vigararias de Milagres e Leiria. Do programa da visita, em cada paróquia, salientamos os encontros com os grupos paroquiais de adolescentes e jovens e os breves testemunhos dos seminaristas nas celebrações eucarísticas, sobre a sua opção e caminhada vocacionais. No final das celebrações eucarísticas deixamos a todos os participantes um desdobrável onde se fala do Seminário e dos seus alunos. Do encontro com os adolescentes fazem parte o visionamento de um pequeno filme sobre a vocação sacerdotal, um breve tempo de reflexão pessoal, ajudada por algumas perguntas, e um tempo de partilha em grupo. O encontro termina com um breve momento de oração. As visitas estão marcadas para os seguintes finsde-semana: Março: 2/3: Paróquia do Souto da Carpalhosa; Abril: 13/14: Bajouca e Carnide; 27/28: Monte Real; Maio: 4/5: Ortigosa; 11/12: Monte Redondo e Coimbrão; 18/19: Monte Redondo e Coimbrão. Padre Armindo Janeiro
“Deus precisa de ti! E tu, precisas d’Ele?”
Encontro de Oração
O Grupo de Acólitos da Paróquia de Monte Real vai organizar, na sexta-feira, dia 22 de Fevereiro de 2013, às 21h30, um encontro de oração aberto a toda a comunidade. O convite é feito, de forma especial, aos acólitos da vigararia de Monte Real. A decorrer no Centro Pastoral S. João Batista, naquela paróquia, este encontro de oração terá como tema “Deus precisa de ti! E tu, precisas d’Ele?”. GIC de Leiria-Fátima
MISSAS DOMINICAIS
Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação
12 MUNDO/PORTUGAL
“Intercessor e modelo de santidade”
Três novos santos em Maio Bento XVI presidiu, no passado dia 11, no Vaticano a um consistório ordinário público que aprovou as causas de canonização de três beatos da Igreja Católica, um mártir e duas fundadoras de institutos religiosos. António Primaldo, Laura de Santa Catarina de Sena e Maria Guadalupe respectivamente, vão ser canonizados a 12 de Maio pelo próximo Papa, dado que Bento XVI apresentou a sua renúncia ao cargo no encontro desta manhã, com efeitos a partir de 28 de Fevereiro. O italiano Antonio Primaldo, juntamente com cerca de 800 companheiros leigos, foi assassinado “por ódio à fé” a 13 de Agosto de 1480, na cidade de Otranto, durante uma invasão levada a cabo por tropas turcas. A colombiana Laura de Santa Catarina de Sena (18741949) destacou-se enquanto fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias da Beata Virgem Maria Imaculada e de Santa Catarina de Sena. Quanto à mexicana Maria Guadalupe (1878-1963), participou na criação da Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres. A canonização, acto reservado ao Papa, é a confirmação, por parte da Igreja, de que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.
14.Fevereiro.2013
Portugal Patriarcado de Lisboa vai ter canal na televisão
Catequeses quaresmais O Patriarcado de Lisboa inicia este mês de Fevereiro as emissões de um canal na televisão, que vai transmitir em directo as seis catequeses que o cardeal-patriarca, D. José Policarpo, profere habitualmente durante a Quaresma. As intervenções e a restante programação podem ser vistas no canal 210021 do Meo Kanal, disponível para os utentes do serviço pago de um dos principais operadores portugueses de televisão por cabo e satélite, revela o site do Patriarcado. As conferências do
presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, que decorrem na Sé Patriarcal e são abertas ao público, centram-se nas afirmações centrais sobre a fé cristã que foram aprovadas no Concílio Vaticano II (19621965). O tema geral enquadra-se na evocação da assembleia conciliar, que começou há meio século, bem como na vivência do Ano da Fé, que a Igreja Católica assinala até 24 de Novembro. As prelecções, pronunciadas “de forma espontânea”, podem também ser
DR
Mundo
O Mensageiro
seguidas ao vivo na internet, através da emissão em vídeo nas páginas do portal Sapo e do Patriarcado, que também disponibiliza o tex-
to das intervenções depois de terem sido proferidas. As catequeses, que começam no dia 17 com o tema “Fé e escuta da Palavra de Deus”, continuam a 24 de Fevereiro, 2, 10, 17 e 24 de Março, Domingo de Ramos. Os encontros iniciamse às 18h00, sendo seguidos pela oração da hora litúrgica de Vésperas, presidida por D. José Policarpo. A transmissão é organizada pelo Departamento da Comunicação do Patriarcado de Lisboa, em parceria com o site Sapo.pt e o Grupo Renascença, refere a mesma fonte.
“Vive, proclama e testemunha a fé em Cristo” “Paz e harmonia” aos povos do Oriente
Bento XVI saúda novo ano lunar Bento XVI deixou, no dia 10 de Fevereiro, votos de “paz e harmonia” aos povos do Oriente que celebraram o início de um novo ano, numa saudação proferida no Vaticano. “Hoje, vários povos do Extremo Oriente festejam o ano novo lunar: paz, harmonia e gratidão ao céu são valores universais que se celebram nesta alegre circunstância e são desejados por todos para construir a sua própria família, a sociedade e a nação”, disse, após a recitação da oração do Angelus desde a janela do seu apartamento sobre a Praça de São Pedro. O Papa desejou que “se possam cumprir para estes povos as aspirações de uma vida feliz e próspera”. “Envio uma saudação especial aos católicos desses países, a fim de que se deixem guiar pela sabedoria de Cristo no Ano da Fé”, acrescentou. Na sua intervenção, Bento XVI antecipou a celebração do Dia Mundial do Doente, manifestando a sua vizinhança “com a oração e o afecto” a todos os que são atingidos por alguma doença. Esta jornada, prosseguiu, “convida a estar atentos às pessoas que sofrem” com “afecto e ajuda” para que estas possam “reencontrar a esperança e a confiança em Deus que as ama”. “Jesus pediu-nos que visitássemos os doentes”, recordou. A catequese inicial deste encontro de oração destacou a importância da “coragem e confiança” nas comunidades cristãs para que anunciem o Evangelho, apesar de eventuais “insucessos e dificuldades”. Durante as saudações aos milhares de peregrinos presentes, o Papa mostrou o seu “apreço” pelo ‘Banco Farmacêutico’, que este sábado efectuou recolhas de medicamentos em Itália, Espanha e Portugal.
Assembleia dos párocos Dehonianos O bispo do Porto sustenta que o catolicismo europeu só sobreviverá se conseguir ser “declaradamente evangelizador e missionário” no ambiente globalizado e secularista que caracteriza a sociedade actual. Numa mensagem deixada durante a última assembleia dos párocos Dehonianos, que terminou no passado dia 6, no Seminário de Alfragide, em Lisboa, D. Manuel Clemente sublinha a urgência de anunciar a mensagem de Cristo “começando na gentilidade do próprio bairro, escola ou hospital, quando não na própria casa e família de cada um”. “O que noutros tempos pôde ser uma geografia, é agora e prevalentemente uma atitude, mesmo sem sair da mesma terra, mas ganhando com o que se acompanhar, directa ou indirectamente, nas outras todas, perto ou longe”, sustenta o prelado, citado pela página da Diocese do Porto na internet. Para o vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, o sucesso da
Nova Evangelização depende muito também da capacidade que a Igreja Católica terá em “compreender a metamorfose social e cultural” que se está a verificar. De acordo com aquele responsável, “a crise deste ano ou fase da vida colectiva, a que a fé tem de (cor)responder com práticas consequentes, é de particular profundidade e exige uma compreensão não meramente circunstancial das coisas, para se poder ensaiar respostas capazes de criar futuro e não apenas suportar inevitáveis consequências”. E as soluções e implementar pela Igreja, acrescenta D. Manuel Clemente,
devem “radicar-se, necessariamente, em experiências comunitárias autênticas, que eduquem segundo o Deus Amor”, e que nunca se desviem da verdade da Palavra de Deus. “Das famílias às paróquias, dos institutos a todas as formas agregativas da vida cristã, a partilha do Evangelho e da vida é a fonte essencial da missão e da nova evangelização”, recorda o prelado. O bispo do Porto destaca ainda a importância dos cristãos não basearem a sua acção em outra coisa que não “o Deus que Cristo revelou, tão diverso das inveteradas congeminações e inadvertências” humanas. É preciso uma “Igreja
una, santa, católica e apostólica”, de “tradição viva e insistente envio”, que não “se negue a si mesma”. “Cristãos é a melhor definição do que é ser discípulo de Cristo, isto mesmo e não outra coisa, colada a qualquer religiosidade difusa e à escolha, old ou new age que seja”, conclui. A 14.ª Assembleia de Párocos Dehonianos teve início no último domingo, no Seminário de Nossa Senhora de Fátima, em Alfragide, e contou com a presença de 42 religiosos, provenientes em grande parte de paróquias, reitorias e capelanias de diversos pontos do país. O evento, subordinado ao tema “Vive, proclama e testemunha a fé em Cristo: “Eu sei em quem pus a minha fé” (2 Tim 1, 12)”, teve como objectivo “tomar consciência dos desafios colocados à acção pastoral” dos cristãos, num tempo de “grandes mudanças” e no âmbito do Ano da Fé que a Igreja Católica está a promover até Novembro.
OPINIÃO 13
O Mensageiro 14.Fevereiro.2013
OPINIÃO
João César das Neves Economista
Destruir Portugal
S
omos a geração que está a destruir Portugal. Daqui a décadas, aqueles que viverem nos escombros do que foi Portugal olharão para trás e culpar-nos-ão da sua situação. Apesar do nosso hábito pedante de condenar épocas antigas por males que lhes assacamos, as acusações que um dia ouviremos nunca as pudemos atribuir aos antigos. Na sua amargura, os futuros terão dificuldade
RECORTES
Pe Anselmo Borges Professor de Filosofia
Que futuro para Deus?
É
sobre o tema em epígrafe que Marie Drucker publicou uma entrevista com Frédéric Lenoir, da École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris. Faz parte do livro Dieu (Deus). Alguns indicadores estatísticos. Actualmente, dois terços da população mundial confessam acre-
em acreditar que, apesar do desvario, tivéssemos momentos de lucidez e vislumbre da futura destruição. Hoje, no meio da crise, muitos dizem que Portugal está destruído. Só que, até admitindo o mal, a tacanhez que arruína o País está activa e distorce a compreensão. Os disparates que acompanham queixas e acusações manifestam, nelas próprias, o terrível vício que destrói Portugal. Aqueles que agora contemplam a desgraça que cairá sobre nós começam logo por se considerar totalmente inocentes. São sempre outros os culpados. Como se um punhado de vilões, mesmo em posição de poder, conseguisse uma devastação destas. Muitos até dizem identificar os bandidos, lançando-se afanosamente em intensa e mesquinha campanha de denúncia e insulto. Assim manifestam a mesma desgraçada grosseria.
Pior é que o diagnóstico da situação, os males considerados e as curas recomendadas são tão laterais, incipientes e tolas que, em si mesmas, manifestam o vício que destrói Portugal. A razão por que tantos bramam que se arruína o País tem a ver com... dinheiros. É espantoso, mas muitos estão mesmo convencidos de que a recessão será irremediável e as dificuldades económicas fatais. O nosso problema é, afinal, falência de lojas e restaurantes, desemprego alto, dívida pública. Isto permite compreender a desgraçada atitude que arrasa um povo. Pondo a nossa esperança a esse nível, colocando a nossa ânsia nesses temas, tendo a razão de ser em coisas dessas, não
ditar em Deus. O outro terço reparte-se entre as religiões sem Deus (religiões chinesas, budismo, animismo, xamanismo...) e uma pequena parte que se declara sem pertença religiosa (menos de 10% da população mundial, principalmente na China e nos países europeus descristianizados). Mesmo se a fé está a diminuir progressivamente desde há várias décadas, cerca de 90% dos americanos e dois terços dos europeus acreditam em Deus. A França e a República Checa constituem excepção, pois são os países que contam hoje com a taxa mais elevada de ateus na Europa. De qualquer modo, mesmo na França, a fé em Deus resiste melhor do que a pertença religiosa e permanece estável: 52%. As projecções para 2050 dizem que os cristãos passarão de dois mil milhões para três mil milhões; os
muçulmanos, de mil e duzentos milhões para dois mil e duzentos milhões; os hindus, de oitocentos milhões para mil e duzentos milhões; os budistas, de trezentos e cinquenta milhões para quatrocentos e trinta milhões; os judeus, de catorze milhões para dezassete milhões. Estes números não consideram, evidentemente, “evoluções internas profundas” que as mentalidades podem vir a conhecer nem catástrofes ou agitações excepcionais. Segundo a evolução das mentalidades, é a Europa que indica a tendência: “uma secularização crescente, sem que a fé em Deus se afunde. Assim, as religiões terão cada vez menos domínio sobre as sociedades e serão cada vez mais numerosos os indivíduos a declarar-se sem religião, sem que isso signifique o fim da fé em Deus.” Acentua-se, portanto, aquele movimento que
admira que se devaste uma nação. “Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mt 6,21) De facto, a destruição de Portugal não tem nada a ver com isso. Esta crise estará esquecida dentro de anos, como tantas para trás, a maioria bastante pior. Aquilo que o tempo não pode apagar, aquilo que chega para aniquilar o País é a destruição da família e a extinção da natalidade. Com a taxa de fertilidade mais baixa da Europa Ocidental e das mais baixas do mundo, o casamento em vias de extinção, o divórcio em níveis nunca vistos e a educação na quinta década sucessiva de crise, não admira que as próximas gerações acusem este tempo dos seus males.
Em 2010, último ano com dados para a amostra completa, éramos o terceiro país dos 15 da Europa com mais divórcios e o quarto com menos casamentos. Com apenas mais 1.3 casamentos do que divórcios por mil habitantes, o nosso País mostra uma precariedade familiar que é difícil de replicar na história do mundo, e raramente se encontra fora de situações de calamidade nacional. Não podemos ter dúvidas de que estamos a destruir Portugal. Nos cinco anos desde 2007 já houve mais de 80 mil abortos, cerca de dez vezes os soldados portugueses mortos nos 14 anos de Guerra Colonial. Muitos se queixaram das cicatrizes que esse conflito deixou na geração que a suportou. Mas ninguém ouve sequer a voz da geração que hoje é sacrificada a “razões socioeconómicas” e à “opção da mulher”. E o genocídio não
demora apenas 14 anos. Sem fim à vista, continua galopante. Entretanto, muita gente acha Portugal perdido pela concorrência chinesa, reforma do Estado ou participação no euro. O disparate chega para revelar a infantilidade. Quando souberem que pensamos assim, os futuros habitantes desta terra perceberão a mesquinhez da nossa atitude. Os nossos poucos descendentes e todos aqueles que vierem de longe tapar o buraco populacional que deixámos vão entender como foi possível que fizéssemos esta desgraça. Afinal, a atitude egoísta e interesseira que endividou o País, trazendo-o à crise, é a mesma que hoje motiva as lamúrias e os insultos e que promove o divórcio, despreza a fertilidade e prefere o aborto. Sem filhos não há futuro.
os sociólogos caracterizam como “crer sem pertencer”, emancipação progressiva dos indivíduos em relação às instituições religiosas, mas continuando a ter fé em Deus ou uma espiritualidade pessoal. Este fenómeno está na linha dos “três grandes vectores da modernidade”: “individualização, espírito crítico, mundialização”. Assim, no quadro do que Marcel Gauchet chamou uma “revolução da consciência religiosa”, é expectável que já não seja “o grupo a transmitir e impor a religião ao indivíduo, mas que seja este a exercer a sua livre escolha em função do seu desejo de realização pessoal”. “Salvo se houver uma enorme catástrofe, nenhuma ditadura poderá manter-se na Terra e nenhuma religião conseguirá impor a sua lei aos indivíduos. Os principais vectores da modernidade vão progressivamente, com
recuos pontuais, conquistar o mundo todo. Neste contexto, a religião tem razões para preocupar-se, mas não necessariamente Deus e ainda menos a espiritualidade, isto é, a procura do sentido da vida.” De facto, as pessoas continuarão a interrogar-se sobre o enigma da existência e as suas questões essenciais: qual o sentido último?, como fazer face ao sofrimento e à morte?, como ser feliz?, quais são os valores que alicerçam a vida? Por isso, ao mesmo tempo que assistimos à crise da prática religiosa constatamos que a fé em Deus “regressa docemente, mas de modo seguro”. Significativamente, os dois elementos que se mantêm estáveis na Europa ao longo dos últimos trinta anos são as cerimónias funerárias religiosas e a fé em Deus, o que mostra que, apesar do distanciamento em relação às Igrejas, ainda se consi-
dera que a religião traz respostas à questão do enigma da vida e face à morte. Por isso, “enquanto a existência permanecer um enigma, enquanto a experiência do amor e da beleza nos fizer tocar no sagrado, enquanto a morte nos interpelar”, há fortes chances de Deus, seja qual for o nome que se lhe dê, permanecer para muitos “uma resposta credível, um absoluto, uma força transformadora.” Mas há “metamorfoses” do rosto de Deus na modernidade que se acentuam: “Passa-se de um Deus pessoal a um divino impessoal; de um Deus masculino a um divino de qualidades femininas de amor e protecção; de um Deus exterior a um divino que se encontra no interior.
7 de Outubro de 1914 7 de Outubro de 2012
98 ANOS
14 INSTITUCIONAL
O Mensageiro 14.Fevereiro.2013
Divulgação
CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS
CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS
Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia oito de fevereiro de dois mil e treze, exarada a folhas setenta e oito do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Setenta e Nove - A: MARIA DE JESUS ROSA SILVA e cônjuge ANTÓNIO LUIZ DA SILVA, casados sob o regime da comunhão geral de bens, naturais da freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, lá residentes em Loureira, Nifs: 207 021 546 e 207 021 554, declararam; Que, com exclusão de outrem, dão donos e legítimos possuidores de vinte e nove noventa avos indivisos do prédio rústico, sito em Casa Velha, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terra de semeadura e vinha com oliveiras, com a área de quatro mil novecentos e vinte metros quadrados, a confrontar do norte com José Caneiro, do nascente com Miguel Rodrigues, do sul com António Justino Gonçalves e do poente com António Ferreira Fartaria, descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria na ficha oitenta e oito, direitos sem qualquer relação com os lá registados pelas inscrições correspondentes às apresentações onze de vinte e oito de março de dois mil e duas de vinte e nove de janeiro de dois mil e três, inscrito na matriz sob o artigo 1184, com o valor patrimonial IMT correspondente de 673,67. Que, dois nonos indivisos do prédio (vinte noventa avos indivisos), se encontram registados a favor dela mulher pela inscrição correspondente à apresentação duas mil trezentas e quarenta e oito de onze de dezembro de dois mil e nove. Que adquiriram os restantes nove noventa avos indivisos deste prédio da seguinte forma: - Três noventa avos indivisos por compra verbal a José de Oliveira e esposa Maria Inácia, residentes em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, compra essa que teve luar no ano de mil novecentos e setenta e oito; - Seis noventa avos indivisos por compra verbal a Faustino Gameiro e esposa Albina de Jesus Pereira, residentes em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e um; Que, não obstante não terem titulo formal de aquisição dos referidos nove noventa avos indivisos do prédio, foram eles que, conjuntamente com os demais comproprietários, sempre possuíram o identificado prédio, desde aquelas datas até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, pagaram os respectivos impostos, gozaram todas as utilidades por eles proporcionadas, cultivaram-no, colheram os seus frutos sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente, fazendo-o ostensivamente, e sem oposição de quem quer que seja, posse essa de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, pacifica, porque sem violência, continua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida por todos os interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que os justificantes invocam, corno causa de aquisição dos referidos nove noventa avos no indicado prédio, por não poderem comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Porto de Mós, oito de fevereiro de dois mil e treze. A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Mendes)
Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia oito de fevereiro de dois mil e treze, exarada a folhas oitenta do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Setenta e Nove - A: ANTÓNIO DE JESUS ROSA, casado, natural da freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, lá residente na Rua Fernando Moniz, 3, em Loureira, na qualidade de procurador de: - JOSÉ DE JESUS ROSA e cônjuge ANTÓNIA RODRIGUES ROSA, casados sob o regime da comunhão geral de bens, naturais ele da freguesia de Santa Catarina da Serra, ela do Brasil, residentes na Rua da Bajanque, I, Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, Nifs: 207 336 253 e 210 109 048, declararam; Que, com exclusão de outrem, os seus representados são donos e legítimos possuidores de dezoito trinta avos indivisos do prédio rústico, sito em Casa Velha, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terra de semeadura com oliveiras, com a área de quatro mil e trezentos metros quadrados, a confrontar do norte e nascente com Miguel Rodrigues e do sul e poente com Francisco Pereira Moniz, descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria na ficha oitenta e nove, direitos sem qualquer relação com os lá registados pelas inscrições correspondentes às apresentações catorze de dois de outubro de mil novecentos e oitenta e seis e onze de vinte e oito de março de dois mil, inscrito na matriz sob o artigo 1187, com o valor patrimonial IMT correspondente de 799,23 Que os seus representados adquiriram estes direitos da seguinte forma: - Dois trinta avos indivisos por compra verbal a João Rosa e esposa Maria Inácia de Jesus, residentes em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e setenta e oito; - Quatro trinta avos indivisos por compra verbal a Francisco Gameiro e esposa Albina Benta, residentes em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e setenta e nove; - Seis trinta avos indivisos por compra verbal a António Francisco de Oliveira e esposa Conceição Inácia Gameiro, residentes em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e setenta e seis; - Seis trinta avos indivisos por compra verbal a Faustino Gameiro e esposa Albina de Jesus Pereira, residentes em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e dois; Que, não obstante o seu representado não ter título formal de aquisição dos referidos direitos, foi ele que, conjuntamente com os demais comproprietários, sempre possuiu o identificado prédio, desde aquelas datas até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, gozou todas as utilidades por ele proporcionada, pagou os respectivos impostos, cultivou-o, colheu os seus frutos sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecido corno seu dono por toda a gente, fazendo-o ostensivamente, e sem oposição de quem quer que seja, posse essa de boa-fé, por ignorar lesar direito alheio, pacifica, porque sem violência, continua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida por todos os interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que o primeiro outorgante, em nome dos seus representados, invoca, como causa de aquisição dos referidos direitos no indicado prédio, por não poderem comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Porto de Mós, oito de fevereiro de dois mil e treze. A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Mendes)
PUB
CEDILE
PUB
Telefone 244 850 690 ECOGRAFIA / DOPPLER / ECOCARDIOGRAFIA
Telefone: 244 828 450 Telefones: Fax: 244 828 580 BARREIROS (sede): 244 840 677 Rua Machado Santos, n.º 33 JUNCAL: 244 470 610 2410-128 LEIRIA Fernando - 919 890 630
F. Costa Pereira Médico Especialista Doenças da boca e dentes
Rua João de Deus, 25- 1º Dt. - LEIRIA
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ARTICULAR
CONSULTAS COM HORA MARCADA 2ª, 4ª e 5ª: 11h-13h e 15h-19h, 3ª: 10h-13h e 15h-19h, Sábados: 9h30-15h
FARMÁCIAS DE SERVIÇO
Avenida (14), Baptista (15), Central (16), Godinho Tomáz (17), Higiene (18), Antunes (19), Lis (20) e Oliveira (21). TELEFONES ÚTEIS Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom.
Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000
Telemóvel: 917 511 889
TAC / MAMOGRAFIA / RX / OSTEODENSITOMETRIA
Telefone +351244850690 / Fax 244850698 Largo Cândido dos Reis, Nº 11 / 12 • 2400-112 LEIRIA
Registo no ICS N.º 100494
PUB
Tel. 244 832406
Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600
Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), Cláudia Mirra, José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Pedro Jerónimo (CO1060), Saúl António Gomes, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Depósito Legal 2906831/09 Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171
Tabela de Assinaturas para 2013 Destino Nacional Europa Resto do Mundo
Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros
Preço avulso - 0,80 euros
DESPORTO 15
O Mensageiro 14.Fevereiro.2013
liga portuguesa de futebol profissional
liga portuguesa de futebol profissional
I Liga
II Liga
18.ª Jornada 10 de Fevereiro Estoril x V. Guimarães (2-0) Académica x Rio Ave (1-2) Sporting x Marítimo (0-1) Moreirense x Beira-Mar (3-0) V. Setúbal x Gil Vicente (1-0) Nacional x Benfica (2-2) Porto x Olhanense (1-1) Sp. Braga x Paços de Ferreira . Realizado após fecho
27.ª Jornada 10 de Fevereiro Belenenenses x Porto B (1-0) Tondela x Benfica B (1-0) Leixões x Santa Clara (1-0) V. Guimarães B x Trofense (0-0) Sporting B x Arouca (1-1) Sp. Covilhã x Marítmo B (0-1) Oliveirense x Atlético (4-2) D. Aves x Feirense (3-3) Penafiel x Freamunde (1-0) Portimonense x Sp. Braga B (1-0) U. Madeira x Naval (2-2)
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
Equipa Porto Benfica P. Ferreira Sp. Braga Rio Ave Estoril Marítimo V. Guimarães Académica Sporting Nacional Gil Vicente V. Setúbal Olhanense Beira-Mar Moreirense
J 18 18 17 17 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18
V 14 14 8 9 8 6 5 5 4 4 5 4 4 3 3 3
E D 4 0 4 0 7 2 3 5 4 6 4 8 7 6 6 7 8 6 7 7 4 9 6 8 5 9 8 7 6 9 5 10
Pts 46 46 31 30 28 22 22 21 20 19 19 18 17 17 15 14
19.ª Jornada 17 de Fevereiro Beira-Mar x Porto . Dia 15, 20h30, SportTv1 Gil Vicente x Sporting . Dia 16, 20h15, SportTv1 Olhanense x V. Setúbal . 16h00 Paços de Ferreira x Nacional . 16h00 Marítimo x Estoril . 16h00 V. Guimarães x Moreirense . 18h00, SportTv1 Benfica x Académica . 20h15, SportTv1 Rio Ave x Sp. Braga . Dia 18, 20h00, SportTv1 federação portuguesa de futebol
II Divisão B sul 19.ª Jornada 10 de Fevereiro Oriental x Louletano (1-2) Sertanense x Casa Pia (2-0) Fátima x Ribeira Brava (3-0) Mafra x U. Leiria SAD (3-0) 1.º Dezembro x Fut. Benfica (2-0) Carregado x Pinhalnovense (1-1) Quarteirense x Oeiras (1-0) Farense x Torreense (2-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
Equipa Mafra Farense Torreense U. Leiria SAD Sertanense Fátima Oriental 1.º Dezembro Casa Pia Louletano Quarteirense Carregado Fut. Benfica Oeiras Pinhalnovense Ribeira Brava
J 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19
V 14 11 10 10 10 9 9 6 4 5 5 5 5 3 3 2
E 3 6 4 4 3 2 2 8 10 7 7 6 4 7 6 3
D 2 2 5 5 6 8 8 5 5 7 7 8 10 9 10 14
Pts 45 39 34 34 33 29 29 26 22 22 22 21 19 16 15 9
20.ª Jornada 17 de Fevereiro Casa Pia x Louletano .Todos os jogos às 15h00 U. Leiria SAD x Fátima Fut. Benfica x Mafra Pinhalnovense x 1.º Dezembro Oeiras x Carregado Torreense x Quarteirense Farense x Oriental Ribeira Brava x Sertanense
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º 17.º 18.º 19.º 20.º 21.º 22.º
Equipa Belenenses Sporting B Arouca Tondela Leixões D. Aves Oliveirense Portimonense Penafiel Benfica B Porto B U. Madeira Santa Clara Naval Feirense Atlético Marítimo B Sp. Covilhã Sp. Braga B V. Guimarães B Trofense Freamunde
J 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27
V 19 12 13 12 11 10 10 11 11 10 6 8 9 8 8 9 9 5 5 4 5 4
III Divisão D
E 6 11 7 8 10 12 10 7 6 8 11 13 10 11 8 4 3 9 10 11 8 7
D 2 4 7 7 6 5 7 9 10 9 7 6 8 8 11 14 15 13 12 12 14 16
Pts 63 47 46 44 43 42 40 40 39 38 38 37 37 35 32 31 30 24 23 23 23 19
28.ª Jornada 17 de Fevereiro
Benfica B x D. Aves . Dia 14, 17h00, Benfica TV Sp. Braga B x Leixões . Dia 16, 16h00 Naval x Tondela . Dia 16, 17h00, SportTv1 Marítimo B x Atlético . 11h00 Trofense x Sporting B . 11h15, SportTv1 Feirense x Penafiel . 15h00 Belenenses x U. Madeira . 15h00 Arouca x Sp. Covilhã . 15h00 Freamunde x Oliveirense . 15h00 Porto B x V. Guimarães B . 16h00, Porto Canal Santa Clara x Portimonense . 16h00
associação de futebol de leiria
HONRA 17.ª Jornada 3 de Fevereiro GRAP/Pousos x Atouguiense (2-1) Vieirense x Guiense (1-1) Portomosense x Pousaflores (2-0) Avelarense x Pelariga (2-3) Lisboa e Marinha x Pataiense (1-5) Nazarenos x Figueiró dos Vinhos (3-1) Bombarralense x Meirinhas (1-1) Alvaiázere x Marrazes (0-4) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
Equipa Marrazes Pousaflores Pelariga Fig.Vinhos Portomosense Guiense GRAP/Pousos Pataiense Meirinhas Lisboa Marinha Atouguiense Nazarenos Vieirense Avelarense Alvaiázere Bombarralense
J 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16
V 10 10 10 9 9 8 8 6 5 6 6 5 3 4 2 1
Vidigalenses “bronzeados”
federação portuguesa de futebol
E D Pts 4 2 34 3 3 33 3 3 33 3 4 30 3 4 30 4 4 28 4 4 28 5 5 23 6 5 21 2 8 20 2 8 20 4 7 19 4 9 13 1 11 13 2 12 8 2 13 5
18.ª Jornada 17 de Fevereiro GRAP/Pousos x Avelarense .Todos os jogos às 15h00 Figueiró dos Vinhos x Vieirense Guiense x Alvaiázere Pataiense x Portomosense Meirinhas x Pelariga Atouguiense x Nazarenos Marrazes x Lisboa e Marinha Pousaflores x Bombarralense
18.ª Jornada 10 de Fevereiro Sp. Pombal x Torres Novas (3-0) Ol. Hospital x Alcanenense (2-2) Mortágua x Sernache (0-2) Beneditense x Marinhense (3-2) Caldas x Sourense (0-1) Alcobaça x Penelense (1-2) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º
Equipa Sp. Pombal Ol. Hospital Caldas Sernache Sourense Alcanenense Marinhense Torres Novas Penelense Alcobaça Beneditense Mortágua
J 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18
V 10 10 9 9 8 8 6 6 6 4 4 2
E D Pts 3 4 36 4 4 34 6 3 33 4 5 31 7 3 31 3 7 27 5 7 23 4 8 22 3 9 21 5 9 17 3 11 15 3 13 9
18.ª Jornada 10 de Fevereiro Penelense x Sp. Pombal .Todos os jogos às 15h00 Torres Novas x Ol. Hospital Alcanenense x Mortágua Sernache x Beneditense Marinhense x Caldas Sourense x Alcobaça federação portuguesa de futebol
III Divisão E 17.ª Jornada 10 de Fevereiro Cartaxo x Lourinhanense (1-3) Barreirense x U. Tires (3-1) Peniche x Pêro Pinheiro (0-1) Amora x Real (1-0) Fabril do Barreiro x Eléctrico (2-1) Sintrense x Sacavenense (2-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º
Equipa Sintrense Fabril Barreiro Eléctrico Sacavenense Pêro Pinheiro Real Barreirense Lourinhanense Amora U. Tires Peniche Cartaxo
J 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18
V 10 9 9 9 8 8 7 7 7 5 5 0
E D Pts 4 4 34 5 4 32 4 5 31 3 6 30 4 6 28 4 6 28 6 5 27 5 6 26 3 8 24 6 7 21 2 11 17 2 16 2
17.ª Jornada 17 de Fevereiro Sacavenense x Cartaxo .Todos os jogos às 15h00 Lourinhanense x Barreirense U. Tires x Peniche Pêro Pinheiro x Amora Real x Fabril Barreiro Eléctrico x Sintrense
ATLETISMO – A equipa masculina da Juventude Vidigalense conquistou a medalha de bronze no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão em pista coberta (Expocentro, Pombal, 9 e 10 de Fevereiro). Só ficou a faltar o mesmo resultado em femininos (4.º lugar), que era uma das pretensões do clube. “Aspiramos ocupar o terceiro lugar do pódio em masculinos e femininos. Um objectivo difícil mas possível com o apoio de todos!”, avançava o clube leiriense na sua página oficial na Internet (juvent
ORIENTAÇÃO – A zona florestal envolvente à Praia do Osso da Baleia, Carriço, concelho de Pombal, recebe, nos dias 16 e 17 de Fevereiro, o XIV Meeting de Orientação do Centro – WRE. Destinada a praticantes com idades compreendias entre os 75 e os 79 anos de idade, a prova contará com duas etapas, sendo uma delas nocturna urbana a disputar na vila piscatória da Costa de Lavos. Refira-se
I Divisão norte
8.ª Jornada 3 de Fevereiro Ranha x Mata Mourisquense (1-2) Albergaria dos Doze x Caseirinhos (5-0) Alegre e Unido x Motor Clube (1-3) Ansião x Moita do Boi (2-2) Ilha x Pedroguense (0-5)
8.ª Jornada 3 de Fevereiro Boavista x Maceirinha (0-1) Alqueidão da Serra x Nadadouro (1-1) Santo Amaro x Os Vidreiros (5-1) Alfeizerense x U. Leiria (0-6) Outeirense x Unidos (0-1)
J 7 8 8 6 6 7 8 7 7 8
V 6 4 3 4 3 3 2 2 1 0
E 1 4 4 0 2 1 1 1 2 0
D 0 0 1 2 1 3 5 4 4 8
ainda que uma das etapas da prova contará para o ranking mundial da modalidade – WRE, enquanto simultaneamente as duas etapas de floresta serão as últimas provas de apuramento para o mundial de desporto escolar que em 2013 se disputará no Algarve. A organização conta já com 1.024 atletas inscri-
tos, em representação de 184 clubes e oriundos de 22 países. A prova pode ser acompanhada em www.coc.pt/ eventos/16fev2013/.
associação de futebol de leiria
I Divisão norte
Equipa Moita do Boi Ansião Mata Mourisq. Motor Clube Alb. Doze Ranha Pedroguense Ilha Alegre e Unido Caseirinhos
planos), João Alexandre (triplo salto) e Lídia Alberto (salto com vara) conquistaram o bronze. Colectivamente venceram Benfica (masculinos) e Sporting (femininos). Os pódios ficaram completos com as equipas do Sporting (medalha de prata, masculinos), Benfica (prata em femininos) e Juventude Operária Monte Abraão (bronze em masculinos). Em simultâneo decorreu a fase final da 2:ª Divisão, onde a equipa feminina do Clube de Atletismo da Marinha Grande foi medalha de prata.
Meeting do Centro define ranking mundial
associação de futebol de leiria
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º
udevidigalense.pt). Se isso foi possível nos primeiros, graças aos 65 pontos conquistados, o mesmo já não se pode dizer em relação aos segundos, com a equipa feminina a ficar a escassos 9,5 pontos do pódio (62,5). No capítulo individual destaque para as medalhas de Evelise Veiga, prata no salto em comprimento, e bronze na estafeta 4x400 metros planos – com Jessica Viegas, Bruna Silva e Sara Martins. Pedro Bernardo (60 metros planos), Diogo Marouco (200 metros planos), Pedro Fontes (400 metros
Pts 19 16 13 12 11 10 7 7 5 0
9.ª Jornada 17 de Fevereiro Pedroguense x Ranha .Todos os jogos às 15h00 Mata Mourisquense x Albergaria dos Doze Caseirinhos x Alegre e Unido Motor Clube x Ansião Moita do Boi x Ilha
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º
Equipa U. Leiria Unidos Alq. Serra Boavista Outeirense Maceirinha Santo Amaro Nadadouro Os Vidreiros Alfeizerense
J 8 8 8 8 6 7 7 8 8 6
V 8 6 5 3 3 3 2 1 1 0
E 0 0 2 2 1 0 0 3 2 0
D 0 2 1 3 2 4 5 4 5 6
Pts 24 18 17 11 10 9 6 6 5 0
9.ª Jornada 17 de Fevereiro Maceirinha x Alq. Serra .Todos os jogos às 15h00 Nadadouro x Santo Amaro U. Leiria x Outeirense Unidos x Boavista Os Vidreiros x Alfeizerense
A U.D. Leiria levou a melhor sobre o S.C.L. Marrazes (4-0), num dérbi a contar para os 1/8 final da Taça Distrito da Associação de Futebol de Leiria. Jogo com pouca história, com a equipa leiriense a superiorizar-se em grande parte do tempo. A festa nas bancadas e boa arbitragem ajudaram a “colorir” a tarde. Resultados dos restantes jogos: Guiense x Ansião (2-3, a.p.), Portomosense x GRAP/Pousos (2-4, a.g.p.), Outeirense x Avelarense (3-1),Vieirense x Alqueidão da Serra (1-0), Pataiense x Unidos (1-0), Pousaflores x Pelariga (4-3) e Atouguiense x Nadadouro (0-1). Foto: Pedro Jerónimo
ÚLTIMA 1 4 F E V E R E I R O 2 0 1 3
No mundo actual omite-se o tema da verdade, parecendo algo demasiado grande para o homem; e, todavia, tudo se desmorona, se falta a verdade. Bento XVI
Bento XVI anunciou no dia 11, segunda feira, a sua intenção de abdicar do pontificado já a partir do dia 28 de Fevereiro. Uma decisão surpreendente e ao mesmo tempo algo inquientante para a Igreja e para o mundo. Ao longo da história da Igreja, apenas 4 papas tomaram atitudes semelhantes, sendo o último em 1415. Os motivos apontados pelo próprio estão relacionados com a idade e a saúde. Segundo Bento XVI “a Igreja precisa hoje de um impulso e um dinamismo que a sua condição fisica e sanitária não permitem, devido à idade”. À boa maneira alemã, rigorosa e sempre concordante entre a palavra e a acção, Bento XVI aptou por tomar esta atitude, apesar de saber que ela seria surpreendente e inesperada. Também aí se joga um trunfo importante. Mas quem é e quem foi Bento XVI?
DR
A família O nome de baptismo é Joseph Ratzinger e nasceu no dia 16 de Abril de 1927 em Marktl am Inn, uma pequena vila na Baviera, às margens do rio Inn, na Alemanha. Seu pai era um oficial da polícia rural oriundo da Baixa Baviera de religiosidade profunda e decidido adversário do
regime nacional-socialista. Sua mãe era de procedência tirolesa. Conhecida por ser boa cozinheira, trabalhou em pequenos hoteis; faleceu em 1963. O casal teve 3 filhos: Maria e Georg, que nasceram em 1921 e 1924, e Joseph que nasceu em 1927. A família não era pobre no sentido literal do termo, mas os pais tiveram de fazer muitas renúncias para que os filhos pudessem estudar. A vocação Na cidade de Aschau, Ratzienguer frequentava as celebrações litúrgicas e estas tocavam-no de forma particular. Admirava o fausto e a grandeza das celebrações. Pela Páscoa de 1939 ingressou juntamente com o irmão Georg, no seminário-menor em Traunstein, por indicação do pároco, para que pudesse iniciar de forma sistemática a vida eclesiástica. A arte, a criação artística, seduzem-no nessa ocasião. De especial interessa o compositor Mozart. Em 29 de Junho de 1951, foi ordenado sacerdote juntamente com o irmão. O sacerdote e professor A partir de 1952 iniciou a sua actividade de professor na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising leccionando teologia
dogmática e fundamental. Em 1953, obteve o doutoramento em teologia com a tese “Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho”. Obteve a habilitação para a docência apresentando para isto dissertação com título de “A teologia da história em São Boaventura” Lecionou em Bonn (1959 - 1963); em Münster (1963 - 1966) e em Tubinga (1966 - 1969) onde foi colega de Hans Küng e confirmou uma certa visão tradicionalista como oposição às tendências marxistas dos movimentos estudantis dos anos 1960. A partir de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde chegou a ser Vice-Reitor. Recebeu sete títulos de doutor honoris causa de várias instituições de todo o mundo. Bispo e cardeal Joseph Ratzinger foi nomeado Arcebispo de Munique e Freising em 25 de Março de 1977, pelo Papa Paulo VI, e elevado a Cardeal no consistório de 27 de Junho de 1977 com o título presbiteral de “Santa Maria Consoladora em Tiburtino”. Bento XVI escolheu como lema episcopal: «Colaborador da verdade»; assim o explicou ele mesmo: «Pareciame, por um lado, encontrar nele a ligação entre a tarefa anterior de professor e a minha nova missão; o que estava em jogo, e continua a estar – embora com modalidades diferentes –, é seguir a verdade, estar ao seu serviço. E, por outro, escolhi este lema porque, no mundo actual, omite-se quase totalmente o tema da verdade, parecendo algo demasiado grande para o homem; e, todavia, tudo se desmorona se falta a verdade». Quatro anos depois, em 1981, foi apontado como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé pelo Papa João Paulo II, cargo que manteve até ao falecimento
Pedro Jerónimo/Aqruivo
Bento XVI: 8 anos ao serviço da igreja e do mundo
do seu predecessor. Foi designado cardeal-bispo da Sé Episcopal de Velletri-Segni em 1993, e tornou-se Decano do Colégio dos Cardeais em 2002, tornando-se o bispo titular de Ostia. Participou do Conclave de Agosto de 1978 que elegeu o Papa João Paulo I e do conclave de Outubro deste mesmo ano que resultou na eleição de João Paulo II. Papa Aos 78 anos, o Cardeal Joseph Ratzinger foi eleito papa pelo colégio de cardeais. O conclave, terminado a 19 de Abril de 2005, foi um dos mais rápidos da história, tendo apenas quatro votações e duração de apenas 22 horas. No dia 24 de Abril do mesmo ano tomou posse em cerimónia na Basílica de São Pedro em Roma, tomando o nome de Bento XVI. A escolha do nome Bento foi uma homenagem ao último papa que adoptou o nome Bento, que foi o italiano Giacomo della Chiesa, entre 1914 e 1922. As suas primeiras palavras foram marcantes e indicaram desde logo os caminhos do seu pontificado: “Queridos irmãos e irmãs: Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, um simples humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o facto de que o Senhor sabe trabalhar e actuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio nas vossas orações.
Na alegria do Senhor ressuscitado, confiados na sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará. Maria, sua santíssima Mãe, está do nosso lado. Obrigado.” O pontificado Bento XVI esteve à frente dos destinos da Igreja nos últimos 8 anos (desde 18 de Abril de 2005 a 28 de Fevereiro de 2013). O seu pontificado fica marcado pela capacidade de introduzir um novo estilo, depois do que foi João Paulo II. Mais intelectual e menos popular, Bento XVI encetou uma profunda remodelação interna, apenas atropelada pelos inúmeros casos ou escândalos que durante o seu pontificado vieram ao conhecimento público. Também estes fruto do cunho que Bento XVI trouxe para a Igreja. Em nome da verdade, mesmo que esta possa ferir. Intelectual de formação, Bento XVI deixou a marca da intelectualidade no seu pontificado e na vida da Igreja. O grande mote de Joseph Ratzinger, nos dias que antecederam o conclave, foi a questão do secularismo e do relativismo. Acreditavase que o papa Bento XVI seria um grande defensor dos valores absolutos, da doutrina e do dogma da Igreja. “A pequena barca com o pensamento dos cristãos sofreu, não pouco, pela agitação das ondas, arrastada de um extremo ao outro:
do marxismo ao liberalismo até a libertinagem, do colectivismo ao individualismo mais radical, do ateísmo a um vago misticismo, do agnosticismo ao sincretismo”, afirmou durante a missa de abertura do conclave que viria elegê-lo. Acreditava-se também, devido ao nome escolhido (São Bento é padroeiro da Europa), que Bento XVI se voltaria para esse continente que, segundo ele, vem caindo no secularismo (abandono dos valores religiosos e redução de tudo ao espectro político de direita e esquerda). Esperava-se que o Papa reafirmasse o Magistério constante da Igreja em assuntos relacionados com a Moral, a Ética e a Doutrina Social da Igreja, o que de facto ocorreu. Em 2011 Bento XVI respondendo a jornalistas fez referência aos graves problemas económicos que a Europa atravessa, aproveitou para fazer uma defesa da ética na economia. Afirmou que o homem deve ser posto no centro das atenções económicas: “A Europa tem a sua responsabilidade. A economia não pode ser só lucro, mas também solidariedade”, disse. Bento XVI adoptou, no seu Pontificado, propostas semelhantes às do seu predecessor relativos à moral e ao dogma católico e reafirmou no seu magistério a doutrina do Catecismo da Igreja Católica. Rui Ribeiro