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4942#OMensageiro#10JAN

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BAPTISMO DO SENHOR

1 0 J A N E I RO 2 0 1 3 ANO 99 - N.º 4942 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

FUNDADO EM 1914

DESTAQUE

SOCIEDADE

Explosão “testada” | P. 6

Respol aprovada em teste de segurança

EVANGELIZAR PELA ARTE A arte permite que todos entrem em contacto com a mensagem da revelação cristã. A beleza é um antídoto para o mundo “cinza” de hoje, porque nos permite redescobrir a maravilha das coisas. No entanto, esta não é uma prerrogativa reservada aos artistas cristãos. Mesmo alguém que não crê pode,tardiamente ou não, criar obras com a capacidade de comunicar a beleza do Evangelho. Páginas 2 e 3

Tomada de posse | P. 7

Caixa Agrícola de Leiria tem novos corpos sociais CULTURA

Teatro Miguel Franco | P. 5

Rodrigo Leão em concerto aniversário Em Janeiro | P. 5

Rota dos Escritores dá a conhecer poetas leirienses ECLESIAL

Encontro em Madrid | P. 11

Leiria-Fátima presente na Festa da Família

Orçamento 2013 | Última

Pedro Jerónimo/Arquivo

DR

Ano novo e novas medidas fiscais

Mosteiro de Alcobaça


2 DESTAQUE

O Mensageiro 10.Janeiro.2013

EDITORIAL EDITORIAL

A Deus pela arte

Paulo VI, na mensagem aos artistas dizia: “O mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para não cair no desespero. A beleza como a verdade conferem alegria ao coração das pessoas; é o fruto precioso que resiste ao tempo, que une as gerações. A beleza é a chave do mistério e apelo à transcendência. É um convite para gostar da vida e sonhar o futuro. Por isso a beleza das coisas criadas não pode saciar plenamente e suscita nostalgia de Deus, que um enamorado da beleza como santo Agostinho, soube interpretar de maneira inigualável: Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei!” O belo é harmonia, proporção, ordem. O belo é o que agrada a vista (São Tomás); é o esplendor da ordem (São Agostinho) é o esplendor da verdade (Platão). E como diz São Basílio: “por natureza as pessoas desejam o belo. Desejar o belo, buscar e enamorar-se da Beleza Suprema, é amar e rastrear as pegadas de Deus”. A pessoa não “Por natureza as cessa de buscar pessoas desejam o Deus por diferenbelo. Desejar o belo, tes caminhos e buscar e enamorar-se modos, às vezes, da Beleza Suprema, por caminhos é amar e rastrear as até equivocados. A inpegadas de Deus.” timidade da pessoa grita ”tenho sede de ti Senhor”, como o salmista (cf.Sl 62). Esta sede de Deus, por vezes inconsciente, é também a sede de transcendência, da verdade, do bem e do belo. A beleza de Deus aparece como meta da vida cristã. Esta meta foi chamada de ‘visão beatífica’, que por sua vez transmite a ideia de êxtase que nos ultrapassa e nos transforma ao contemplar a indizível beleza de Deus. Porém a beleza é também o início de tudo ‘a beleza atrai todas as coisas para si’. O nosso mundo tem necessidade de ser salvo pela beleza; pela beleza reflectida no bem e na verdade. Pela beleza que surge de uma obra de amor realizada e pelo nosso actuar em prol do reino de Deus. O cristianismo tem que deixar-se questionar pela beleza de Deus. Uma das perguntas que nos devemos fazer diariamente é se somos sinais de beleza, se a irradiamos se deixamos que transpareça no nosso agir. Dostoyewski, no seu romance “O Idiota”, coloca na boca do ateu Hipólito a pergunta ao príncipe Myskin: “É verdade, príncipe, que dissestes um dia que o mundo será salvo pela beleza? Senhores - gritou dirigindo-se a todos - o príncipe afirma que o mundo será salvo pela beleza...Que beleza salvará o mundo? O príncipe fez silêncio...E o mesmo Dostoyewski, responde à pergunta: “Não há nada de mais belo, de mais profundo, de mais perfeito do que o Cristo. Não só não há nada mas nem sequer pode haver”. Nesta edição falamos de fé e de arte, como dois pólos de uma mesma realidade, mas conscientes de que de tal modo se misturam e confundem que são uma mesma coisa.

Fátima e a criação artística

Peregrinos do Belo A 2 de Janeiro, com base na investigação que intitulou “Fátima e a criação artística (1917-2007): o Santuário e a Iconografia – a arte como cenário e como protagonista de uma específica mensagem”, Marco Daniel Duarte defendeu em provas públicas a sua dissertação de doutoramento, na Universidade de Coimbra. A tese, orientada por Regina Anacleto, foi aprovada com distinção e louvor por unanimidade. Presidiu às provas João Maria André, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), e integravam o júri Vítor Serrão, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; Carlos A. Moreira Azevedo, professor associado da Universidade Católica Portuguesa; Maria Manuela Tavares Ribeiro, professora catedrática da FLUC; Regina Anacleto, professora associada jubilada com agregação da FLUC; Maria de Lurdes Craveiro, professora auxiliar da FLUC. Através das arguições e das respostas do candidato ficou patente a qualidade da investigação, a correcta metodologia utilizada e o elevado nível científico do trabalho apresentado, considerado como “um marco incontornável” e “pedra fundacional” para qualquer futura investigação quer sobre Fátima quer sobre a Arte. Marco Daniel Duarte, natural da Covilhã, é funcionário do Santuário de Fátima desde Janeiro de 2008, onde é director do Museu do

Santuário e responsável pela secção de Arte e Património. Autor de várias publicações nas áreas da História e da História da Arte, pertence à Academia Portuguesa da História, à Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa e ao Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, sendo ainda membro da Associação Portuguesa de Historiadores da Arte e do Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima. Após a defesa da sua tese, em breve entrevista, o

da dissertação apresentada. Pareceu-me importante perceber de que modo a arte se viu convocada a servir de cenário às práticas rituais de um dos mais importantes lugares do sagrado e percebi como, para além de cenário, a arte tomou um outro papel, o de protagonista. O que destaca como conclusão da sua investigação? A investigação operada leva a concluir que o santuário se mostra, ao longo de 90 anos de história, como estaleiro por onde passam vários movimentos estéti-

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prui@iol.pt

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Rui Ribeiro

investigador fala sobre este seu trabalho. Porquê uma tese de doutoramento relacionada com Fátima? Ao querer especializarme numa das áreas que me são mais caras – a arte sacra contemporânea – encontrei no Santuário de Fátima um especial lugar artístico, não só ao nível da sua evolução física, mas também ao nível da iconografia que da Mensagem de Fátima dimana. Estes dois eixos de análise vieram, passados onze anos de investigação, a ditar a estruturação

cos, desde os que se fazem repercutores da arte de Oitocentos, dando início à construção de um santuário de traçado revivalista coroado por uma monumental basílica riscada por Gerardus van Krieken, até aos que já podem ser entendidos como exibidores da arte do século XX. Num primeiro capítulo desta última taxonomia, encontra-se, a partir dos anos finais da década de 40, a culta edificação de um deserto artificial que arrancava ao desconforto natural que era a Cova da Iria um espaço espiritual constituído por

uma enorme e cenográfica esplanada traçada por Cottinelli Telmo, espaço posteriormente delimitado pela colunata de António Lino, solene equilíbrio de um cenário que vinha a ser criado desde 1928. Um outro grande período de construções foi depois preparado ao longo da década de 70, na qual se prepara uma nova imagem do Santuário, imagem essa que viria a concretizar-se na década seguinte, quando, em 1982, se inaugurou o primeiro ponto – e talvez o mais importante – desse plano: a reestruturação arquitectónica e urbanística da Capelinha das Aparições. A renovação artística não ocorreu apenas ao nível da arquitectura assinada por José Carlos Loureiro. As plantas e alçados dos novos edifícios exigiam outrossim nova campanha de valorização artística, marca de um profícuo tempo que transformou o santuário num laborioso laboratório de arte protagonizado por nomes cimeiros da produção artística nacional, como se prova pelas obras de pintura, de estatuária e de vitral datadas dos anos 80 e 90. A basílica da Santíssima Trindade, como última campanha artística, sem aniquilar – nem na implantação, nem no alçado, nem na volumetria – a tradição construtiva monumental erigida ao longo de nove décadas, veio ainda sublinhar mais essa importância artística do lugar. Como avalia Fátima em termos de iconografia


DESTAQUE 3

O Mensageiro 10.Janeiro.2013

Por que dedica o seu trabalho “aos peregrinos do Belo”? A dedicatória assenta na consciência que me leva a ter cada vez mais claro que arte e beleza, não obstante alguns movimentos estéticos residuais, são dois binómios que se encontram umbilicalmente associados desde as primeiras manifestações artísticas da humanidade. Ao olhar para o Santuário de Fátima, lugar de peregrinação por excelência, vejo muitos peregrinos que procuram essa beleza que é visivelmente conotada com Deus e vejo também muitos outros que são atraídos pela beleza que fala de Deus, mesmo que a não entendam como a «beleza sempre antiga e sempre nova» de que falava Santo Agostinho. A todos eles dedico este labor.

LeopolDina Simões

de desfrutar da beleza da vida.

Ano da Fé

Evangelizar pela arte A arte permite que todos entrem em contacto com a mensagem da revelação cristã. A beleza é um antídoto para o mundo “cinza” de hoje, porque nos permite redescobrir a maravilha das coisas. No entanto, esta não é uma prerrogativa reservada aos artistas cristãos. Mesmo alguém que não crê pode, voluntariamente ou não, criar obras com a capacidade de comunicar a beleza do Evangelho. Todas essas são as considerações importantes sobre a arte que deu o Pe. Alessio Geretti, organizador dos eventos artísticos do Ano da Fé, na entrevista que recentemente concedeu à zénit. O Pe. Alesssio é sacerdote em São Floriano de Illegio, uma cidade com menos de 400 habitantes, que começou a aventura de organizar grandes eventos de carácter nacional e internacional; o mais recente é o concerto da Missa em si menor de Bach, interpretado por uma orquestra húngara juntamente com o coro do Friuli Venezia Giulia. Porquê organizara eventos de tal dimensão? Parece-nos importante que, além das celebrações litúrgicas e dos momentos de catequese, haja também uma contribuição cultural no Ano da Fé, para crentes e não-crentes. Lidar com a mensagem da revelação cristã através da linguagem da beleza, neste caso, a música e a pintura, pode ser

extremamente importante e estimulante, mesmo para aqueles que não têm o dom da fé. Segundo o senhor, podem existir artistas cristãos que realizam uma arte não cristã e vice-versa? Ou existe uma arte mais cristã do que a outra? Sim, claro. Há uma arte como a do beato Fra Angelico que é cristã de todos os pontos de vista: o estilo do autor, a atitude espiritual com que foram realizadas as obras, o tema escolhido, a intenção, a localização, a missão original e assim por diante. Todas são expressões perfeitas da fé em acto. Em alguns casos, no entanto, pode ser que o artista não tenha o dom da fé, mas que consiga dizer alguma coisa porque o Espírito Santo serviu-se dele. Assim como em outros casos é possível que um artista possa ter pintado obras de grande força espiritual. Não é pelo fato de ser crente que automaticamente se criará formas eficazes para transmitir o potencial de graça que se deseja comunicar. Pode acontecer que alguém diga algo com a arte que se encaixe com o Evangelho sem perceber. Há muitos casos na história da arte, por assim dizer, de “páginas cristãs nascidas fora do contexto.” Por exemplo? Boa parte da arte do sec.

X, ainda que não religiosa, manifesta a preocupação do ser humano que sabe explicar porque se encontra neste mundo e o que existe depois da matéria, e que intui por isso que deve haver algo superior para que a vida tenha sentido. O abstraccionismo, a dissolução das formas, a busca do além que se manifesta até mesmo cortando as telas ou quebrando os esquemas clássicos, são como um grito da cultura do homem ocidental do século XX que tem necessidade de Deus, ainda que desconfie um pouco das religiões a que estava acostumado. Isto corresponde com a introdução do Evangelho. Porque é que o homem de hoje tem tanta necessidade de beleza? O homem sempre teve necessidade de beleza. Hoje, em especial porque está imerso - às vezes com culpa, às vezes como vítima – naquele “ruído” e naquela “pressa” que lhe impedem

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Que aspectos considera que mais terão surpreendido a comunidade científica? Penso que a investigação realizada conseguiu evidenciar que o santuário foi e é um laboratório de experimentações e concretizações artísticas que o fazem ser lido como um laborioso laboratório de arte construído através de uma tensão entre a arte popular e a arte erudita, sendo esta afinal a que mais vezes ali foi experimentada, sempre com um objectivo de servir uma específica mensagem e a ritualidade a ela associada. O próprio tema da iconografia de Fátima interessou autores das mais variadas sensibilidades e

cunhos estéticos, desde os mais associados a um academismo passadista aos que se muniram de estéticas mais ousadas. Nomes cimeiros do mundo artístico nacional e internacional fazem parte do inventário dos artistas que trataram o tema da Virgem de Fátima, desde António Teixeira Lopes a José de Almada Negreiros, de Leopoldo de Almeida a Salvador Barata Feyo, de Maria Amélia Carvalheira da Silva a Raul Xavier, de Canto da Maia a Álvaro de Brée, de António Duarte a Domingos Soares Branco, de Irene Vilar a Luiz Cunha, de Clara Menéres a Nuno de Siqueira, a Benedetto Pietrogrande, Salvador Dalí, se quisermos citar um ou dois nomes estrangeiros, entre tantos que poderíamos juntar ao rol.

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religiosa? Fátima é um especial ‘topos’ iconográfico. A representação plástica de uma nova titulatura da Virgem Maria – aqui venerada como a Senhora do Rosário de Fátima – fez da Cova da Iria um terreno profícuo para o aparecimento de um dos mais interessantes episódios da iconografia católica. Provam esta importância as diferentes estações que levaram à constituição de uma verdadeira “árvore imagética” que tem em Fátima as diferentes fases tipológicas, desde o arquétipo (a escultura de Nossa Senhora da Lapa que dá origem à maioria dos traços fisionómicos da imagem oficial), ao tipo (a escultura da Capelinha das Aparições, de José Ferreira Thedim) e aos subtipos (a imagem da Virgem Peregrina e a imagem do Imaculado Coração de Maria), para já não falar de outras representações ligadas ao ciclo angélico e à iconografia dos videntes.

Qual pode ser, na sua opinião, o antídoto para o “cinza” do mundo contemporâneo? O silêncio e a beleza. O belo permite-nos encontrar a maravilha das coisas. Uma natureza morta pintada pelas mãos de um génio Caravaggio faz-nos manter a maravilha de algumas frutas que todos os dias temos em cima da mesa, mas que não tocam mais o coração. O belo permitenos também ver as coisas, começando pelo facto de que estar neste mundo é um privilégio. A beleza depois conforta-nos. Viver no feio e no “cinza” traznos tristeza e mau humor, o belo encoraja-nos e dá-nos esperança. Há muita necessidade de beleza, portanto, que não seja porém algo exterior ou de decoração, mas que nos toque de novo os corações. Quanta influência tem em tudo os muitos estímulos externos? Eu diria que estamos um pouco aborrecidos e um pouco enojados - para citar os títulos de dois grandes romances do sec X – de um assédio de formas que nos assediam com a única finalidade de estimular exteriormente os nossos sentidos e de superexcitá-los. Pelo contrário, nós precisamos de formas que falem ao espírito, colocando ordem no afecto e na sensualidade. Por isso os ícones, também aqueles muito abstractos, assim como a música e a arte cristã, exercitam um encanto quase invencível para homem de hoje embora a maior parte seja pós-cristãs ou secularizado.


4 CULTURA

O Mensageiro 10.Janeiro.2013

Há música no Teatro Miguel Franco

Teatro Miguel Franco (Leiria) • OPERAÇÃO OUTONO | Thriller | de Bruno de Almeida | c/ John Ventimiglia, Diogo Dória, Nuno Lopes | 10 de Janeiro, 21h30. • 4:4 O ULTIMO DIA DA TERRA | Drama | de Abel Ferrara | c/ Willem Dafoe, Shanyn Leigh, Natasha Lyonne | 14 e 15 de Janeiro, 21h30 e 16 de Janeiro, 18h30 e 21h30. • NEVE EM SILÊNCIO | Documentário | de Jan Van Den Berg & Pipaluk Knudsen-osterman | 17 de Janeiro, 18h30. Cine-Teatro (Monte Real) • IMPY NA ILHA DA MAGIA | Animação | de Reinhard Klooss, Holger Tappe | 26 de Janeiro, 15h30.

EXPOSIÇÕES

Castelo - Leiria •”Habitantes e Habitats” - exposição permanente •”Korrodi e o restauro do Castelo de Leiria” - exposição permanente Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”História do parlamentarismo” (~31/01) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria • BEBETECA - Cantinho do embalo/2012 (~26/01) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”(RE)ANIMAR” (~31/01) •”(RE)CONHECER Leiria” (~15/06) •”Oficina do Olhar” - exposição permanente Moinho de Papel - Leiria • Mapas para efectivar o quotidiano (~12/01) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República” - colecção de António Pedro Vicente (~31/01)

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Comida colorida, estória garantida” - teatro (15/01, 10h30) •”As mulheres não percebem...” - teatro (24/01, 21h30) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Norberto Lobo” - música (11/01, 21h30) •”Naragónia em concerto” - concerto para bebés (13/01, 10h30 e 11h45) • XX Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental (17~19/01) • Projecto de Cidadania Juvenil (18/01, 19h30) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria • Histórias com gatos - hora do conto (11, 16, 25 e 30/01, 10h30 e 14h30) •”A bruxinha despenteada”-apresentação do livro de Sandra Jordão (12/1, 16h) •”Cantinho do embalo” - BEBETECA (17/01, 10h15 e 19/01, 16h00) •”Contos e cantigas - cantar e encantar” (26/01, 16h00) m|i|mo - museu da imagem em movimento - Leiria •”Momentos luminosos” - oficinas (11 e 18/01, 15h e 18h; 26/01, 15h e 18h) •”O quotidiano no desenho” - oficina (12/01, 10h30 e 14h30) •”Malas com histórias”- oficinas criativas (25/01, 10h e 12/01, 15h) •”A Roda da Vida” - oficina (~31/01) Moinho do Papel - Leiria •”O quotidiano no desenho” - oficina (12/01, 10h30 e 14h30) Mercado Sant’Ana - Leiria •”Demonstrações no mercado” (17/01, 16h00) • Mostras ambientais (18 e 19/01) • Lixoteca itinerante (18 e 19/01)

Esta Sexta-feira, o Teatro Miguel Franco em Leiria recebe pelas 21h30, o músico Norberto Lobo, para um espectáculo de guitarra acústica e tambura. Nascido em Lisboa, em 1982, Norberto Lobo é uma das figuras principais da música portuguesa, tendo colaborado com artistas como os München, Chullage ou Lula Pena, para além de ser co-fundador dos projectos Norman, Coletivo Páscoa e Tigrala. Um espectáculo para maiores de três anos.

No Museu de Arta Sacra em Fátima

“ Facebook - o novo Canal de Comunicação” é tema de workshop O Museu de Arte Sacra e Etnologia recebe no dia 1 de Fevereiro um workshop intitulado “ Facebook - o novo Canal de Comunicação”. As inscrições já estão a decorrer e são limitadas a 15 participantes. A forma-

ção tem a duração prevista de sete horas e destina-se a responsáveis de pequenas e médias empresas, a profissionais independentes, técnicos de Marketing, Comunicação e Relações Públicas, desempregados

No Natal

à procura de uma oportunidade de mercado e estudantes em geral, que pretendam aprofundar os seus conhecimentos em facebook Marketing. Como fazer com que os fãs interajam com a marca

e se gere uma verdadeira Comunidade e como converter fãs em leads e gerar conversões efectivas, são alguns desafios que esta formação propõe.

Loja Código de Barras vence Concurso de Montras da Acilis A Loja Código de Barras, em Leiria foi a vencedora do Concurso de Montras organizado pela Acilis – Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mós e obteve como prémio uma noite no Hotel Cooking and Nature e acesso livre aos Banhos D’Aire em Alvados - Porto de Mós, para duas pessoas. Os vencedores foram divulgados a 4 de Janeiro, sendo o segundo lugar ocupado por – D & A Kids em Porto de Mós. O terceiro lugar foi conquistado pela Entrelinhas, em Leiria. A concurso estiveram 67 montras, das quais 37 de Leiria, 18 da Batalha e 12 de Porto de Mós. DR

Teatro José Lúcio da Silva- Leiria • IMPY NA ILHA DA MAGIA | Animação | de Reinhard Klooss, Holger Tappe | 22 de Janeiro, 10h30.

Norberto Lobo apresenta espectáculo de guitarra acústica e tambura

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CINEMAS


CULTURA 5

O Mensageiro 10.Janeiro.2013

Um passeio entre o Porto de Pesca e o Sítio

Associação de Solidariedade de Professores expõe

No Domingo terá lugar na Nazaré a II Caminhada Turística “Rotas da Nazaré”, uma iniciativa que surge no âmbito do projecto “Nazaré a Mexer” da Câmara Municipal. No percurso, de 5 kms, propõe-se uma visita, pela linha de costa, entre o porto de pesca e o Sítio da Nazaré. A concentração para a partida, com início às 9h30, está marcada junto ao molhe norte, do porto de abrigo. De dificuldade média, a segunda caminhada turística, com uma duração prevista de 2h30, vai levar os participantes por um passeio entre a praia, com partida no molhe norte do porto de abrigo, e o Terreiro, no Sítio

A Delegação Distrital de Leiria da Associação de Solidariedade Social de Professores organizou, na sua sede, uma exposição de pintura constituída por obras da associada Julieta Fernandes. Uma mostra que pode ser visitada até dia 17 de Janeiro de Segunda a Quinta-feira, entre as 15h00 e as 17h00. Julieta Fernandes estudou na ARCO e na Sociedade Nacional de Belas Artes e já expôs individualmente por oito vezes, entre 1991 e 2008, em Leiria, Fátima e Pombal. A artista também participou em 10 exposições colectivas entre 1993 e 2009, em Lisboa.

Caminhada Turística “Rotas da Nazaré”

Pintura de Julieta Fernandes numa mostra em Leiria

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A 15 de Janeiro, no Teatro José Lúcio

da Nazaré, onde se localiza, entre outros pontos de interesse, o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, através de uma subida pela ladeira

do Sítio. A actividade é gratuita e não obriga a inscrição prévia, bastando aos interessados aparecer no ponto de

encontro para a partida, à hora designada, com roupa confortável e calçado adequado à caminhada.

Com músicas dos anos 80 e 90

O músico promete surpreender

A comissão da Festa do Senhor dos Aflitos (FSA63) dos Pousos vai realizar no Sábado à noite, a “Festa do Vinil” com música dos anos 80 e 90, na sede da Associação do Vidigal. A animação fica por conta dos DJ’s Quim Zé e Gustavo. Uma festa que tem por objectivo a angariação de fundos para a Festa do Senhor dos Aflitos.

Rodrigo Leão será o protagonista do concerto de aniversário do Teatro José Lúcio da Silva, no dia 17 de Janeiro, a partir das 21h30. Este reconhecido compositor português promete uma vez mais surpreender quem o tem seguido de perto, bem como novos públicos, com ideias arrojadas e revisitando momentos marcantes da sua carreira. A sua música já viajou por todo o mundo, tendo recebido aplausos mas mais distintas latitudes.

Associação do Vidigal acolhe Festa do Vinil

O Gato Filini em destaque

Biblioteca Municipal organiza mais uma “Hora do Conto” A Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria acolhe esta Sexta-feira, mais uma sessão de “Contos e Cantigas – Hora do Conto” com “Histórias com gatos”. Uma história que tem como protagonista o gato Felini. Uma narrativa bem-humorada, que foi escrita a partir da ficcionalização de alguns dos principais traços que caracterizam os felinos: a sonolência ou a preguiça, o gosto pelo escuro, por espaços escondidos e quentes e, ainda, a curiosidade. Uma actividade dirigida a crianças dos três aos dez anos.

No dia 17 de Janeiro

Conto para bebés na Biblioteca Municipal de Leiria A Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria organizará no dia 17 de Janeiro às 10h15, mais um conto para bebés intitulado “A árvore das tocas”, seguido de uma actividade de expressão plástica. Esta história fala-nos de um velho carvalho sabichão e resmungão, que guarda muitos segredos nas suas tocas e locas. Uma actividade que surge no âmbito da Bebeteca – Cantinho do Embalo. A Bebeteca é um espaço intergeracional, criado a pensar na promoção da leitura desde os primeiros anos de vida e com um ambiente dimensionado e apelativo, para uma aprendizagem lúdica e activa dos bebés.

Rodrigo Leão no aniversário do Teatro José Lúcio da Silva

Leiria recebe

XX Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental Vai proceder-se à abertura das XX Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental, que se realizará no Teatro Miguel Franco, em Leiria, no dia 18 de janeiro, às 9h30. Numa organização conjunta da Associação Portuguesa de Educação Ambiental e da Autarquia, estas jornadas, que se desenrolam de 17 a 19 de janeiro, têm como objetivos principais a divulgação de estudos e investigações nos domínios da educação ambiental e sustentabilidade, promovendo a troca de experiências.

A “burra” era uma arca que servia de cofre

Óbidos Museu Municipal mostra objectos com história O Museu Municipal de Óbidos apresenta neste mês de Janeiro um objecto que continha a riqueza do concelho: a “burra”. Trata-se de uma arca que servia de cofre para nela se guardarem os valores do concelho (dinheiro proveniente de impostos ou documentos). O objecto apresenta três fechaduras, as quais tinham uma chave distinta, cada qual distribuída por três dos principais oficiais da Câmara. A Arca só poderia ser aberta com a junção destas 3 chaves. Este cofre esteve guardado na torre da Câmara, também conhecida por Torre Albarrã ou Torre do Relógio.

“Comida colorida, estória garantida”

No próximo dia 15 de Janeiro, o Teatro José Lúcio da Silva receberá pelas 10h30, o espectáculo “Comida colorida, estória garantida”, dirigido às crianças dos 3 aos 12 anos. Trata-se de uma história que narra “as façanhas de uma cegonha muito vaidosa que gosta de cantar e dançar, mas que martiriza os animais da floresta, com a sua falta de talento e de um coelho que quer comer às suas custas, bastando-lhe para isso elogiar o seu canto e a sua dança. Falta ainda a personagem da raposa manhosa, que também quer comer sem trabalhar”. O objectivo é realçar a importância da amizade e de uma alimentação saudável.

Em Leiria, no Teatro Miguel Franco

“Concertos para bebés” ao som das concertinas

O Teatro Miguel Franco, em Leiria recebe neste domingo, mais uma edição de “Concertos para bebés” com os Naragónia em concerto. Estão programadas duas sessões às 10h30 e às 11h45 e são dirigidas às crianças dos zero aos cinco anos. O dueto flamengo Naragónia, constituído por Pascale Rubens e ToonVan Mierlo, é um dos maiores sucessos europeus da actual música de dança tradicional. A melhor música de dança para se ouvir em família, com um especial universo tímbrico e rítmico que apaixona os mais pequenos.

Em Janeiro

Rota dos Escritores dá a conhecer poetas leirienses Para este sábado está prevista mais uma Rota dos Escritores em Leiria, a partir das 15h00, com concentração dos participantes junto ao Centro Cívico de Leiria. Francisco Rodrigues Lobo, Acácio Paiva e Afonso Lopes Vieira, que nasceram em Leiria e Eça de Queiroz e Miguel Torga, que viveram na cidade, são agora carinhosamente relembrados pelo município, que quer partilhar, a vida e obra destes homens que tiveram também um papel muito importante na divulgação de Leiria através da sua obra literária. O percurso, que inclui 25 pontos de interesse, tem a duração de cerca de duas horas e será acompanhado por Miguel Narciso, técnico da Autarquia.


6 SOCIEDADE Abertas candidaturas para Mestrado em Comunicação e Media Até dia 1 de Fevereiro está a decorrer uma nova fase de candidaturas para o Mestrado em Comunicação e Media a leccionar no Instituto Politécnico de Leiria (IPL). Um mestrado que visa promover o aprofundamento de um conjunto integrado de competências na área das Ciências da Comunicação e que será ministrado em horário pós-laboral, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, durante quatro semestres.

A partilha de afectos foi real

Festa “Mimos de Natal” distribuiu presentes a 119 crianças O Centro Comunitário de Voluntariado de Ourém foi o palco para a festa “Mimos de Natal” que se realizou, no dia 21 de Dezembro, por iniciativa da Câmara Municipal e que encheu de alegria e presentes 119 crianças sinalizadas pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Ourém. Uma festa que contou com muita animação e partilha de afectos, além da visualização do filme “Gnomeu e Julieta”, tendo terminado com um lanche convívio.

Em Fátima

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Colégio S.Miguel realizou simulacro de sismo

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O Colégio S. Miguel realizou um simulacro de sismo com o apoio do Serviço Municipal de Protecção Civil e a participação dos Bombeiros Voluntários de Fátima e da GNR, no passado dia 3 de Janeiro. O exercício envolveu os 1176 alunos do colégio e serviu para testar a evacuação ordenada de todo o edifício, após um período de auto-protecção, e a intervenção da equipa de primeiros socorros do colégio. O Colégio S. Miguel costuma realizar estas acções com frequência junto dos alunos, corpo docente e auxiliares com o objectivo de agilizar os processos de actuação neste tipo de situação. O balanço do exercício é extremamente positivo com a evacuação a decorrer no tempo previsto e os intervenientes a adoptarem as atitudes adequadas.

10.Janeiro.2013

O simulacro previa a explosão de reactor

Plano interno e externo de segurança da Respol testado com sucesso O derrame de um dos reactores da Respol empresa instalada no lugar de Pinheiros, concelho de Leiria, seguido de incêndio e explosão foi o cenário preparado para o simulacro que teve lugar a 3 de Janeiro. O alarme da Respol soou às 16h46 e oito minutos depois chegou a primeira viatura dos Bombeiros Voluntários de Leiria. Nesse período de tempo, a empresa accionou o plano de emergência interno e foram prestados os primeiros socorros à “vítima” que ficou inconsciente e com queimaduras nos membros inferiores. Durante a evacuação das instalações, um dos colaboradores torceu um pé e, pouco tempo depois, uma explosão num dos reactores causou mais duas “vítimas”, que também ficaram inanimadas. João Afonso, gestor da Respol, considerou que “o exercício correu dentro da normalidade”. O simulacro que, envolveu as quatro corporações de bombeiros do concelho, e testou os planos de segurança interna e externa da Respol revelouse um sucesso. “O exercício cumpriu com os objectivos. Temos equipas de bombeiros cada vez mais aptos e mais bem preparados e os meios são empregues de uma forma cada vez mais eficaz”, afirmou Artur Figueiredo, responsável pela Divisão de Protecção Civil e Bombeiros da Câmara Municipal de Leiria. Quanto às dificuldades detectadas, “sobretudo ao nível da comunicação”, servirão para introduzir ajustamentos no plano de segurança externa. “Por isso é que fazemos estes exercícios”, justificou. O Comandante dos Bombeiros Voluntários de Leiria, José Almeida Lopes, destacou a importância da receptividade da Respol para dar formação e treino aos colaboradores nesta área. “Tem sido mui-

Fotografias: Joaquim Santos

Até dia 1 Fevereiro

O Mensageiro

to agradável a colaboração com esta empresa, porque tem permitido melhorar os planos de segurança. É sempre gratificante quando as empresas têm este tipo de postura. Tomara as outras serem assim.” Artur Figueiredo explicou que o plano de emergência externa da Respol é da responsabilidade da Autarquia e foi elaborado em 2010 pela Divisão de Protecção Civil e Bombeiros. O exercício não se limitou à Respol, mas incluiu ainda a evacuação das instalações da Cercilei, localizada nas proximidades, e um foco de incêndio num pinhal. Além do posto de comando, foi activado um posto médico avançado da Cruz Vermelha e foi criada uma zona de concentração e reserva, com meios adicionais disponíveis.

Estiveram envolvidos nas operações 43 bombeiros das corporações dos Municipais de Leiria e Voluntários de Leiria, Maceira e Ortigosa, apoiados por 21 viaturas, nove elementos da delegação de Leiria da Cruz Vermelha Portuguesa, a equipa do Serviço de Protecção da Natureza e

Ambiente da GNR, a PSP e dois técnicos da Divisão de Ambiente do Município de Leiria. Acompanharam as operações o Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, e a Presidente da Junta de Freguesia de Marrazes, Isabel Afonso.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 10.Janeiro.2013

Conselho de Administração da Caixa de Crédito Agrícola de Leiria triénio 2013/2015 Fotografias: Joaquim Santos

Presidente: Mário Matias Vice-presidente: Jorge Manuel Pereira Cova Administrador: Ernestina Maria L. Tavares Santos Administrador: Adriano Ferreira Administrador: António Sequeira

Mesa da Assembleia Geral

Mário Matias mantém a presidência

Novos órgãos Sociais da Caixa de Crédito Agrícola de Leiria tomam posse A Fundação da Caixa de Crédito Agrícola de Leiria em oito anos de existência já apoiou várias instituições existentes nos concelhos, do seu raio de acção, nomeadamente, Leiria, Marinha Grande e Ourém, com um total de 1.055.969,00 euros. Desta verba 21 por cento formalizou-se em apoio às Associações Humanitárias e Bombeiros Voluntários; 30 por cento para Associações Musicais e Culturais e 32 por cento foi para apoio social. A restante verba foi para apoiar escolas e a publicação ou aquisição de livros também. Na verdade, quando foi constituída em 19 de Março de 2004, a Fundação tinha como fundamento o privilégio da “relação com os entes públicos e particulares de solidariedade social, na convicção de que, uns e outros, dispõem já de informação e de experiências acumuladas que garantirão a mais útil, porque mais sistemática, aplicação de recursos” pode ler-se nos estatutos da Fundação. Estes números foram revelados, na cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais para o triénio 2013/2015 da Caixa de Crédito Agrícola de Leiria e da Fundação. Mário Matias que foi reconduzido no cargo de presidente do Conselho de Administração da Caixa e da Fundação referiu que a Fundação “desde sempre

Presidente: Guilherme Alves da Silva Vice-Presidente: Artur Francisco Secretário: Adelino de Sousa

Conselho Fiscal Presidente: Oliveira de Jesus Soares Vogal: Filipe José Cândido da Silva Vogal: Luís Heleno Cardoso Substituto: Alexandre Moura Valente

Conselho Administração da Fundação Caixa Crédito Agrícola Leiria para triénio 2013/2015 Presidente: Mário Matias Administrador: Afonso Marcelino dos Santos Administrador: Ernestina Maria dos Santos Administrador: Filipe José Cândido da Silva

Conselho Fiscal e assim continuará a ser investirá sobretudo em acções que possam mais consistentemente melhorar as condições materiais, sociais e culturais das comunidades, para que os resultados da sua intervenção frutifiquem e se multipliquem com o tempo”. Acrescentou ainda que “Atentará, com especial cuidado, nas necessidades dos mais jovens, em nome do futuro, e nas carências dos mais velhos, por respeito pelo passado comum”. Mário Matias, presidente do Conselho de Administração da Fundação referiu que no início “não foi um trabalho fácil porque nenhum dos elementos tinha experiência de como gerir uma Fundação e havia poucos recursos financeiros, mas depois tudo se resolveu”, permitindo fazer “um balanço positivo” do trabalho

realizado até aqui. Nos últimos anos a Fundação tem tido um papel mais activo na área cultural e das associações humanitárias de bombeiros voluntários, mas com a crise económica que se abateu sobre Portugal, os responsáveis da Fundação estão “a olhar mais para a área social”. Mário Matias diz mesmo que, nos últimos meses, “tem havido mais necessidade de apoiar as instituições de carácter social que já estão no terreno” ajudando quem mais precisa. No início de um novo mandato o presidente das Fundação mostra-se consciente da necessidade “de aumentar os apoios financeiros na área social”. Foram várias as personalidades que marcaram presença, neste acto de tomada de posse, nomeadamente, Carlos André, Isabel Damasceno, Álvaro

Órfão, Ricardo Charters d’ Azevedo, Vitorino Guerra, entre Outros. Presente também esteve Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria que no final tomou da palavra para classificar a Caixa de Crédito Agrícola de Leiria como uma “referência para a região” e elogiou os “resultados que tem vindo a conseguir”. Na sua tomada de posse Mário Matias ainda deixou duas palavras de “gratidão e saudade” ao Coronel Carvalho dos Santos e ao Engº José Ribeiro Vieira. Uma tomada de posse que aconteceu precisamente no dia em que a Caixa de Crédito Agrícola de Leiria comemorou os seus 98 anos. No final a “família” Caixa Agrícola – que deixou repleto o Salão Nobre - cantou os parabéns à instituição. Cláudia Santos

Presidente: Ambrósio Jorge dos Santos Luís Heleno Cardoso Raul Miguel Castro

Conselho Consultivo Acácio de Sousa Álvaro Órfão António Sequeira Carlos de Sousa Neves Carlos Manuel Mateus Carlos André Davide Catarino Deolinda de Jesus Lopes Simões Isabel Damasceno Joaquim Luís das Neves Vieira Pereira José Manuel Alho José Manuel Varela da Costa Vitorino Guerra Leonília Rijo Martinho Ricardo Manuel Monteiro Charters d’ Azevedo Tomaz Oliveira Dias

Direcção Executiva Mário Matias Susana Margarida Martins Sequeira Bertão


8 ECLESIAL

O Mensageiro 10.Janeiro.2013

Família há oito séculos

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ara observar um alvorecer de uma nova e bela aurora é necessário estar desperto para contemplar a luz que se entorna e se estende por cima da escuridão. À medida que a luz cresce tudo vai ganhando cor e forma. As trevas e o vazio já não existem. Agora são múltiplas as perspectivas que se apresentam e povoam a mente e os olhares do observador. Este, ainda que em cada madrugada se ponha de atalaia, é sempre surpreendido pela novidade, numa esperança cheia de beleza e de verdade. Novidade que não se esgota no olhar de quem espera a fecunda actividade da constante recriação do mundo que o rodeia. Enquanto a luz se expande alegre, quanta vida gera, quanta riqueza origina, quanta beleza põe a descoberto! A luz é sinó-

nimo de vida e de alegria e até nos olhos tristes semeia a esperança transcendente que anima, revigora e ultrapassa as dores da maternidade em que todos nos sentimos envolvidos, rumo à nova criação que nos aguarda. Tudo o que é gerado nas entranhas e no coração encerra um mistério de amor, maior do que o sol traz na luz e no calor. Deus é o sol divino, mistério inefável que gera e povoa o pensamento do desejo do encontro do amor, e da vontade de total e fiel correspondência do finito ao Infinito. Vive-se num mundo agitado, que corre contra o tempo em busca de sentido para a vida. Há tanta coisa para ver, gozar e admirar mas nada satisfaz. Tudo cansa e o que agora é novidade, daqui a uns segundos já é monótono, ultrapassado e

O DOM DA FÉ

da fé, o caminho continua com luzes e sombras. O relato evangélico dos “magos do Oriente” que vão visitar e adorar Jesus em Belém (Mt 2, 1-12) ilustra bem de modo exemplar o caminho para a fé e até mesmo o caminho na fé para a revitalizar. Segundo Bento XVI, no seu livro “A Infância de Jesus”, aqueles homens eram certamente gente “de uma certa inquietação interior”, “não eram apenas astrónomos; eram ‘sábios’: representam a dinâmica de ir para além da religião; uma dinâmica que é busca da verdade, busca do verdadeiro Deus” (p. 82). Estes sábios “não representam apenas as pessoas que encontraram o caminho até Cristo, mas também a expectativa interior do espírito humano, o movimento das religiões e da razão humana ao encontro de Cristo” (p. 83). E como foi que eles conheceram o caminho? Segundo Bento XVI, foi através da sabedoria religiosa e filosófica. Eles “eram portadores de um conhecimento religioso e filosó-

Pe Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

O caminho para a fé http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

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omo acontece nas relações humanas em que há sempre um caminho para que se estabeleça a confiança e a amizade, de certo modo, o mesmo acontece na fé. Há um caminho a percorrer até encontrar esse dom que Deus faz a quem o deseja e o busca. Trata-se de um caminho que tem sempre algo de único para cada pessoa. E depois de se receber o dom

DR

Timor-Leste, Ilha do Sol nascente - I

cansativo. Vive-se a era do vazio e do sem-sentido. O descontentamento alargase, as manifestações proliferam e o desencanto leva à revolta e ao barulho, sinais que, apesar de contrários, trazem em si o desejo de um mundo novo que há-de vir, mas de difícil gestação e doloroso parto. O homem quer muito e esbarra com o

vazio dentro de si mesmo: tremenda realidade! Mas caminho seguro para a maturidade afectiva e psicológica. Não é a desordem dos afectos, não é o satisfazer os apetites desordenados da natureza que enobrece o homem; mas o impor-se a si mesmo um caminho de harmonia interior que o torne senhor e mestre e

não escravo de si mesmo, neste deserto da fé. Todos temos de redescobrir os jardins floridos do amor sem fronteiras, que se volta para o próximo e não se perde em consumismos e futilidades. Isto, para falar de um sonho de Deus na obra que está a nascer em Timor-Leste, Maliana. Como

fico que se desenvolvera e se achava presente” nos ambientes onde viviam (p. 81). Por isso, intuíram “na linguagem da estrela uma mensagem de esperança” que os levou “à procura da verdadeira Estrela da salvação”, encaminhandose para irem ao encontro do “recém-nascido ‘rei dos judeus’”. Terá havido de facto um sinal astronómico na altura do nascimento de Jesus. Não sabemos todavia como é que os sábios terão chegado “à certeza que os fez partir e levou, finalmente, a Jerusalém e a Belém”. “A constelação estelar podia ser um impulso, um primeiro sinal para a partida exterior e interior; mas não teria conseguido falar a esses homens se eles não tivessem sido tocados também do outro modo: tocados interiormente pela esperança daquela estela que devia surgir de Jacob (cf Nm 24, 17)” (p. 85). Para encontrarem Jesus precisaram de outra ajuda, aquela que lhe foi dada pela Escritura Sagrada através de Herodes e dos seus conselheiros. Na verdade, “para encontrarem

definitivamente a estrada para o verdadeiro herdeiro de David, eles precisaram ainda da indicação das Sagradas escrituras de Israel, das palavras do Deus vivo” (p. 86). Por fim, guiados de novo pela estrela, chegam ao local onde estava Jesus. Aí, testemunha o Evangelho, os magos “sentiram grande alegria”. Bento XVI comenta: “É a alegria do homem que é atingido no coração pela luz de Deus e pode ver realizada a sua esperança: alegria daquele que encontrou e foi encontrado” (p. 90). No seu encontro com o Menino Jesus, os magos prostram-se, adoram-no e oferecem-lhe como presentes ouro incenso e mirra: reconhecem-no como “um Rei-Deus”. A tradição da Igreja, lembra o Papa, viu nesses presentes três aspetos do mistério de Cristo: o ouro apontaria para a realeza de Jesus, o incenso para o Filho de Deus, e a mirra para o mistério da sua Paixão” (p. 91). Depois do encontro, relata o evangelho, os magos, avisados em sonhos para não voltarem

à presença de Herodes, regressam à sua terra por outro caminho”. Este regresso “por outro caminho” não tem apenas um significado geográfico. Significa a mudança espiritual que se operou neles no encontro com Cristo e que acontece em todo aquele que recebe o dom da fé e da transformação que ela provoca em quem a acolhe e adere com todo o próprio ser a Jesus Cristo. A sua vida toma um novo rumo, é animada por um novo espírito. O que nos revela então o caminho dos magos para quem busca o encontro com Cristo e uma fé renovada, mais firme? O caminho começa na inquietação experimentada no próprio coração, no desejo de verdade, de vida mais plena, de encontrar Deus. Isso põe pessoa em busca de variadas formas e torna-a mais sensível às questões espirituais e mais atenta aos sinais de Deus. Esses sinais podem vir de intuições e iluminações interiores, experiências espirituais, de acontecimentos, de encontros com certas

sempre, é Deus que dá o primeiro passo. Também aqui não houve excepção. Deus chamou, e a Comunidade das Irmãs Clarissas de Monte Real quis corresponder ao chamamento amoroso de Deus, mesmo consciente das tremendas dificuldades e desafios na fé. Abandonando-se nos braços do Deus forte, este grupo de quatro Irmãs, depois de longa e reflectida ponderação, começaram a dar rosto a esse sonho feito de amor e misericórdia: é o cumprimento do sonho que Clara de Assis, há oitocentos anos, tanto ansiou realizar quando queria partir para as missões em terras longínquas e não o pôde fazer… Deus salvou o mundo e continua a ter muitas formas de o salvar.

Irmãs Clarissas de Monte Real

pessoas e da escuta de testemunhos e interpelações, de leituras, de participação em celebrações de fé ou momentos de oração. Tais sinais não bastam. É preciso a escuta da palavra de Deus. Pois é Ele quem revela a sua existência, o seu rosto de bondade, o seu amor e o caminho para uma vida plena de sentido. Tal escuta pode ser direta, isto em contacto com a Bíblia, ou indireta, através de testemunhos ou comunicações de mensageiros humanos, através da Igreja. É pela sua Palavra viva que Deus se revela. Daí virá o encontro com Ele mediante a fé, onde e como Ele entender. De tal encontro resulta uma iluminação e nova compreensão de si próprio e da vida. E a pessoa regressa então à sua terra, isto é, à sua vida de todos os dias “por outro caminho”, ou seja, com outro ânimo, de modo novo, com um espírito divino. Seria preciso agora dar um exemplo. E há-os em abundância.


DIOCESE 9

O Mensageiro 10.Janeiro.2012

A fé, luz para as noites da vida É apenas uma tarde de domingo. Uma tarde de 3 horas, das 1h00 às 1800, já no próximo 27 de Janeiro, no Seminário Diocesano. É um desafio, um apelo, um convite. A possibilidade de uma paragem, na correria da vida, para podermos escutar, pensar, partilhar, testemunhar, rezar, a nossa Fé. A Fé que, sendo “Dom de Deus para todos”, só opera em nós quando a acolhemos, alimentamos, partilhamos, celebramos… Não basta querer ter Fé. Ela é dom de Deus mas é também tarefa nossa. E vem-me ao pensamento o desabafo sofredor de uma mulher, a quem ouvi dizer, chorando a morte trágica do companheiro, “como eu queria ter a vossa Fé; não estaria aqui, ardendo no desespero de que tudo acaba aqui.” Desabafo arrepiante e “provocador” para quem, tendo Fé, tão pouco podia fazer, naquele momento. Sentimento de que a Fé é dom a

DR

“Um desafio, um apelo, um convite”

agradecer, a cultivar, a partilhar, a viver com os outros e para os outros, em Igreja. É um “tesouro” como diz o nosso Bispo, que transportamos em “vasos de barro” e que é preciso cuidar, pois um tesouro, ninguém quer perder ou desperdiçar. Dom de Deus, a não desperdiçar, é também este Encontro sobre a Fé e/ou as noites escuras da nossa vida, para as quais só a Fé pode trazer Luz. É organizado pelo Centro de Formação e Cultura da

nossa Diocese, no âmbito do Ano da Fé, e será composto de três momentos: 1 – Reflexão, sobre a “peregrinação” na Fé, de figuras da vida da Igreja, que em momentos de “escuridão” experimentaram o silêncio de Deus; sentimento a que S. João da Cruz chamou “noites escuras” da Fé. Será orador o Padre Jeremias Vechina, ocd. 2 – Espaço de partilha: como a vivemos nós hoje. Escutaremos três testemunhos de pessoas que

foram/são particularmente atingidas por situações de sofrimento e sobre o modo como a Fé tem sido Luz e força no caminho das suas vidas – uma leiga, um padre e um casal. 3 - Tempo de oração, na igreja do Seminário. Meditaremos nos testemunhos daqueles que nos precederam e que, pela força da Fé, permaneceram fiéis a Deus. Celebraremos a sua perseverança e entrega nas mãos de Deus, com base no capítulo 11 da Carta aos Hebreus, e partilharemos a nossa oração pessoal, louvando, agradecendo, suplicando… e sobretudo, abrindo-nos para entregar a Deus a condução da nossa vida, na certeza, pela Fé, de que n’Ele temos sempre um rumo certo, um “Porto de Abrigo” seguro. A entrada é livre. O convite é para todos!

Pela Organização Belmira Lourenço de Sousa

Rumo ao Alentejo Há muito, muito tempo, em Abril de 1384, S. Nuno de Santa Maria e cerca de 300 cavaleiros, 100 besteiros e 1000 peões rumaram ao Alentejo para defender a nobre Pátria da invasão das tropas de D. João I de Castela, que se preparava para invadir Portugal, sendo que este episódio acabaria por se tornar um marco na história de Portugal – a célebre Batalha dos Atoleiros. Bem, desta vez não eram cavaleiros, mas sim cerca de 100 caminheiros e 20 dirigentes, que rumaram até Alter do Chão/Fronteira para reviver a grandiosa batalha. Foi no dia 26 de Dezembro de 2012 que nós, caminheiros da região de Leiria-Fátima, pegámos nas mochilas e bicicletas, fazendo delas preciosas montadas para explorar tais terras alentejanas. As

DR

Caminheiros vivem “grande campanha”

dinâmicas vividas durante a actividade ajudaram-nos a aprofundar os principais valores da nossa identidade. O primeiro dia assentou sobre a descoberta da nossa própria identidade, com dinâmicas que abordaram a identidade cristã, o serviço, o carácter, o bem comum, e a identidade cultural e histórica. À semelhança dos cavaleiros da época, vivemos uma vigília que permitiu um momento de reflexão e encontro com Deus.

O segundo dia assentou na identidade escutista, através da simbologia da secção: evangelho, pão, fogo, mochila, tenda e vara. Ao fim do dia, celebrámos a Eucaristia e fomos para a batalha – o jogo da Grande Campanha. No último dia, teve lugar uma visita ao Centro de Interpretação da Batalha dos Atoleiros, que permitiu uma contextualização e consolidação histórica, importante para a vivência do tema regional.

Não posso deixar de referir a paisagem fantástica que nos acompanhou ao longo dos três dias. Ficam na memória locais como Alter Pedroso, Seda, Cabeço de Vide, Crato, Flor de Rosa, Chança e Aldeia da Mata, tal como a hospitalidade com que fomos recebidos nas respectivas comunidades.Este tipo de actividade proporciona momentos de partilha e convívio que marcam os participantes. Pessoalmente, foi uma experiência enriquecedora, que me proporcionou uma reflexão sobre o espírito de equipa. E acabou assim uma das batalhas da vida desta heróica personagem, cuja vida estamos a procurar reviver no imaginário deste ano escutista 2012-2013.

Simão Pedrosa (Agrupamento do CNE 1054 –

“Não tenhais medo”

D. António aponta caminho Cumprindo “uma tradição já consolidada”, o Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, celebrou na Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima, a Eucaristia de fim-de-ano, uma ocasião que considerou “sempre rica de sentimentos e de significado”, especialmente por ser “um apelo a reflectir sobre o tempo e o seu significado para a nossa vida pessoal, para a vida da Igreja e do mundo, à luz da fé cristã”. Na sua homilia, o Bispo diocesano frisou que “não andamos no mundo ao acaso” e que “2012 não está escrito só no calendário dos homens, mas também e sobretudo no de Deus”. Por isso, a primeira atitude do cristão deverá ser a de “acção de graças por todos os dons que o Senhor na sua bondade concedeu a nós, aos nossos familiares, às nossas comunidades, à Igreja e à humanidade inteira, ao longo deste ano”. Depois, numa síntese retrospectiva, lembrou alguns desses dons recebidos, como o anúncio do Ano da Fé pelo Santo Padre, como “desafio pastoral prioritário para a Igreja face à cultura da descrença, da indiferença e do esquecimento de Deus”, e a convocação do sínodo sobre «A nova evangelização e a transmissão da fé», no contexto da celebração do 50.º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II. Na mesma linha, recordou “dois factos positivos e promissores” vividos na diocese de Leiria-Fátima: os encontros de cristãos dos vários sectores socioprofissionais em cada vigararia, “muito concorridos e apreciados para reavivar o entusiasmo do testemunho da fé capaz de gerar o empenho social e a melhor cultura humanista”; e “a onda de voluntariado que se tem manifestado em tempo de crise no serviço aos necessitados”, que considerou ser “um verdadeiro fenómeno expressivo duma nova consciência social e duma cultura de solidariedade, aberta ao outro, sustentada pela atitude evangélica da gratuidade” e “um sinal a apontar para uma nova cultura política nacional e internacional que, numa situação de emergência, seja capaz de vencer a sede de poder, de superar os muros dos interesses particulares e corporativos estranhos ao bem comum que deve ter a primazia”. Reconhecendo que o ano de 2012 “trouxe privações económicas e sociais para muitos”, D. António quis sublinhar que esta “é também ocasião para uma reflexão profunda, para um exame de consciência num mundo em profunda mudança” e que tal reflexão é um desafio “a repensar as nossas prioridades, os nossos valores, o nosso próprio modo de viver, a nossa vida espiritual”. Apontando à realidade nacional do momento presente, o Bispo de Leiria-Fátima indicou “quatro prioridades ou exigências para uma boa prática política que ajude ao renascimento do país”. Serão elas: “o rigor que inclui um estilo de seriedade, competência e honestidade; o desenvolvimento que implica confiança, tenacidade, co-responsabilidade e generosa participação de todos os que podem pôr em marcha a produtividade e o emprego; a solidariedade, unindo as energias para objectivos comuns, em particular no apoio social aos mais carenciados; a verdade feita de transparência, de diálogo e busca alargada de consenso social e político, pondo de parte a demagogia e a mentira como armas de luta política”. É nesse contexto que se insere o lema do ano pastoral do Santuário de Fátima: “Não tenhais medo”. Uma “mensagem de confiança que Nossa Senhora trouxe à Igreja e à humanidade para viver a fé em tempos difíceis e para viver os tempos difíceis com a coragem da fé e a confiança no coração da Mãe”. A ela, a “Rainha da Paz”, D. António Marto confiou, por fim, “os nossos anseios e os dramas do nosso país e da humanidade”, para que este seja um “Bom Ano de 2013 na luz e na paz de Cristo”. Luís Miguel Ferraz GIC de Leiria-Fátima


10 ECLESIAL

O Mensageiro 10.Janeiro.2013

Leituras | Baptismo do Senhor Janela sobre a Missão Ano C (13-01-2013) Antífona de Entrada: cf Mt 3, 16-17 Leitura I: Is 42, 1-4.6-7 Salmo Responsorial: Salmo 28 (29), 1a.2.3ac-4.3b.9b-10 (R.11b) Leitura II: Actos 10, 34-38 Aclamação ao Evangelho: Aleluia cf. Mc 9, 6 Refrão: Aleluia. Repete-se. Abriram-se os céus e ouviu-se a voz do Pai: “Este é o meu Filho muito amado: escutai-O”. Refrão. Evangelho: Lc 3, 15-16.21-22 Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias. João tomou a palavra e disse-lhes: «Eu baptizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu, do qual não sou digno de desatar as correias das sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo». Quando todo o povo recebeu o baptismo, Jesus também foi baptizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência». Palavra da salvação.

Cânticos |II Domingo do Tempo Comum Ano C (20/01/2013) INÍCIO Feliz o Povo de quem o Senhor é Deus - Lau 1135 Fiz de ti a luz das nações - Lau 403 Toda a terra Vos adore - Lau 813

De visita ao Chitonde (I) C

hegámos às proximidades da aldeia da Dula, sede do centro do Chitonde, por volta das 21 horas. A noite já caíra sobre nós e toda aquela imensa mata três horas antes; na aldeia sem iluminação aquela hora era muito tardia e poderiam já nem esperar por nós. Dois elementos do grupo arriscaram a subida da íngreme encosta, enquanto os outros esperámos junto ao jipe. Daí a pouco desciam os nossos emissários e com eles dois catequistas que nos deram as boas-vindas. Da breve reunião mantida concluímos que iríamos subir para saudar a comunidade que ainda nos esperava, mas que deveríamos ir dormir ao Uquende, uma aldeia a cerca de 10 km, porque àquela hora não era viável montar toda a logística necessária à nossa “instalação”.

SALMO RESPONSORIAL Anunciai no meio de todos os povos - Lau 152 O Senhor fez maravilhas - Lau 599

AO SABOR DA PALAVRA

APRESENTAÇÃO DOS DONS Cremos em Vóz ó Deus - Lau 243 Só no Espírito de Deus - Lau 789 COMUNHÃO É Cristo quem nos convida - Lau 305 Felizes os convidados - Lau 395 O Senhor alimentou-nos- Lau 579 PÓS-COMUNHÃO Cantai ao Senhor um cântico novo - Lau 201 Cantarei ao Senhor enquanto viver - Lau 209 Recebeste um Espírito - Lau 716 FINAL Jerusalém louva o teu Senhor - Lau 448 Louvai louvai o Senhor - Lau 479 Povos da terra cantai todos - Lau 679

MISSAS DOMINICAIS

Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

Festa do Baptismo do Senhor 13 de Janeiro de 2013

Água da vida

N

este dia em que celebramos o baptismo do Senhor celebramos ao mesmo tempo a revelação de Deus como pai misericordioso, quando se ouve a sua voz depois do baptismo de Jesus: “Tu és o meu filho muito amado, em ti pus toda a minha complacência.” E estas palavras continuam a ter o mesmo significado para todos

Fizemos a difícil escalada àquela hora da noite iluminados pelas lanternas. À nossa chegada fomos saudados com alegria, mas notava-se que parte das pessoas já tinha dispersado. Felizmente ainda tínhamos à nossa espera uma saborosa sopa de feijão, muito grossa e suculenta, o que nos reconfortou o estômago vazio havia várias horas. No dia seguinte che-

gámos de manhã cedo ao sopé da colina onde se situa a aldeia da Dula. A questão era de como levar toda aquela bagagem para cima, incluindo um pesado gerador que levávamos para apoio a algumas actividades e mostrar filme. Quando chegámos à aldeia com as primeiras bagagens sentimos o conforto de ver um pequeno grupo de pessoas a acompanhar-nos. Assim

aqueles que se baptizam ainda hoje. Deus continua a revelar o seu amor aos homens de hoje, mesmo que eles pareçam cada vez mais afastados do Seu amor. Este é o desafio que somos convidados a viver neste tempo: viver a fraternidade que nos foi transmitida por Jesus. Reparemos nas palavras de S. Pedro na casa de Cornélio, o primeiro pagão a receber o baptismo: “Deus não faz acepção de pessoas.” Com esta atitude a Igreja nascente tornou-se verdadeiramente universal, aberta a todas as pessoas, independentemente da sua raça e do seu nascimento. Talvez seja tempo de fazermos um exame de consciência sobre a forma como estamos a dar testemunho da nossa fé, como estamos a anunciar o baptismo de salvação aos homens do mundo de hoje. Dizemos todos os dias que Deus veio salvar todos os homens, que ele quer que todos façam parte da sua família. Mas quais são as consequências para a nossa vida concreta? Deus na sua bondade

continua a chamar a todos para pertencerem a esta família divina, como ouvimos na primeira leitura: “Fui eu o Senhor que te chamei.” E para quê? Para que é que Deus se dá ao “trabalho” de nos chamar? De querer que sejamos nós a ter nas mãos o destino do mundo? Porque somos da sua família, somo seus filhos, e Ele não é egoísta para guardar só para si a tarefa de tornar, recriar, as coisas boas, incluindo-nos a nós mesmos. “Não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que fumega.” Diz o profeta Isaías. Esta frase deve-nos levar a pensar que não podemos fechar a torneira desta fonte do baptismo aos que têm sede, mesmo que parte da água escorra para a terra, alguma se aproveita. Se muitas pessoas não estão preparadas para receber o baptismo, ou para baptizar os seus filhos temos de encontrar uma maneira de os tornar conscientes disso, de os levar a descobrir este enlevo que Deus tem para cada um de nós. Não basta

talvez fosse mais rápido. Mas à medida que íamos distribuindo as cargas por aquelas pessoas, entre as quais muitas crianças, parecia que elas se iam multiplicando. Quando perguntei a uma senhora porque estava ali, pois não a tinha visto na aldeia, respondeu-me: “senhor padre, uma parte do bairro ainda estava inocente da vossa chegada; por isso, quando soubemos, descemos todos”. E assim, nesta segunda tirada, foi para cima toda aquela carga, incluindo o gerador que foi levado por quatro homens com a ajuda de uns paus que fizeram de padiola. Logo nos foram distribuídas as casas, num total de três, muito pequenas, construídas de pau a pique, chão de terra vermelha, ficando assim a equipa e bagagens dispersa por vários sítios.

dizer não, temos de revelar o sentido do baptismo às pessoas. Mas isso só acontecerá quando tivermos plena consciência das nossas próprias limitações e que o verdadeiro trabalho da conversão dos corações é realizado pela graça de Deus. Jesus foi baptizado já como adulto e consciente da sua tarefa no mundo: anunciar o Reino de Deus aos homens. Nós fomos baptizados em criança, sem termos consciência da nossa responsabilidade. Mas à medida que vamos crescendo também vamos tomando consciência do que somos e daquilo a que somos chamados. Assim como Jesus foi tomando consciência da sua missão ao longo do tempo. Vamos então, nós que já fomos baptizados, tomar consciência da nossa missão no mundo, que é no fundo a mesma de Jesus: levar a todos os homens o reino de Deus, baptizandoos em nome do Pai e do Filho e do espírito Santo.


DIOCESE 11

O Mensageiro 10.Janeiro.2013

Grupo do Caminho Neocatecumenal peregrinou até Madrid

DR

Leiria-Fátima representada na Festa da Família

Cardeal Rocco Varela presidiu ao encontro

Várias famílias da diocese de Leiria-Fátima rumaram a Madrid (Espanha) para a Festa da Família. Uma iniciativa que teve como ponto alto a celebração de 30 de Dezembro de 2012, presidida pelo Cardeal Rocco Varela, de Madrid. “Pelo sexto ano consecutivo, a Praça de Colón e arredores foram pre-

enchidos por dezenas de milhares de famílias, que já sabiam, de experiências anteriores, que iriam sofrer de frio, muitas horas de pé, desconforto com filhos e os mais velhos, numa liturgia exigente, mas que voltam, ano após ano, para tornar visível a proposta de família cristã.” As palavras são do jornalista Pablo J. Ginés, no artigo que publicou no

jornal espanhol La Razón, intitulado “La família Cristiana, un pilar indispensable” (A família cristã, um pilar indispensável). Entre as cerca de 30 diocesanos, do Caminho Neocatecumenal, que se deslocaram de autocarro ou de carro, registamos dois testemunhos, que partilhamos.

“Agora é o momento da salvação”

“O Senhor de verdade pode reconstruir um matrimónio e dar um amor novo”

Sofia Casal, 24 anos, solteira, Paróquia dos Marrazes (Leiria).

Nelson Jerónimo, 37 anos, casado e com três filhos, Paróquia dos Pousos (Leiria).

Sinto que Deus me chamou a ir ao Encontro das Famílias, para lhe agradecer o facto de me ter colocado numa família, que me conduziu a um caminho de iniciação Cristã, que está a revolucionar a minha vida, através de uma Palavra que me diz que Deus me ama incondicionalmente apesar de ser tão débil de espírito. Neste encontro pude escutar o Cardeal Rocco que dizia que Deus, para se fazer homem e para manifestar o seu amor, não precisou de uma casa confortável, nem de dinheiro, mas sim de uma família. Escutei também que todas as famílias cristãs são sagradas e chamadas a ser santas e têm um papel de edificação do ser humano que mais nenhuma instituição pode garantir. Acredito nisto pois no Matrimónio inclui-se Deus na vida da família. Não haja ilusões, nenhum homem, nem nenhuma mulher têm amor suficiente para o seu esposo. Sinto que este acontecimento, que decorreu numa praça de Colón, rodeada de “símbolos idolatrados pelo mundo” (as instituições financeiras), mostrou, através de tantas famílias, que o vigor de uma sociedade está nos filhos e nuns pais que perseverem no Amor e na Confiança em Jesus Cristo Ressuscitado que morreu para que o Homem não viva mais para si mesmo. Isto vai totalmente contra a “catequese do mundo”, que diz a todos que não há condições para se ter filhos e que o caminho a seguir é o da auto-suficiência. Não quero deixar de referir um testemunho de uma mãe de 19 filhos, no encontro de 2011 em Madrid, que firmemente se expressou da seguinte forma “Um filho no regaço traz sempre um pão debaixo do braço. Não tenham medo!”. A palavra que mais me tocou foi, “Agora é o momento da salvação!”. É agora! Não é daqui a bocado, ou daqui a uns anos quando eu estiver velha e já não prestar para mais nada se não para me alienar em orações ao Deus bombeiro, porque agora não tenho tempo para isso. Ela ajuda-me a pensar em não viver como se fosse imortal. Convida-me a viver o Hoje e a desejar ser um instrumento fiel da vontade de Deus, a cada dia. A sua vontade é que eu ame incondicionalmente e com liberdade, porque, tal como Kiko Arguello falou, não há amor sem liberdade. Só assim poderei ser um “Ser Novo” que não vive escravizado por afectividades, pelo dinheiro, pelo sucesso profissional e por tantos outros ídolos.

Esta festa poderia ser celebrada na nossa paróquia, mas Deus chamou estas famílias a peregrinarem, a saírem do seu conforto, a fazer esta viagem até Madrid, onde participariam de uma celebração a começar às 10h00, depois de uma viagem durante a noite de autocarro e onde os esperava uma temperatura que não foi além dos 3.5º. Este texto poderia ser uma notícia com a transcrições dos ‘discursos’ por lá proferidos, com o número de pessoas presentes e cheia de outros detalhes estatísticos e factos mensuráveis, mas isso teria uma valor muito relativo, pelo que opto nestas curtas linhas por tentar colocar em palavras aquilo que ‘vi’ com os olhos do coração e da (pouca e rudimentar) fé. Foi tocante perceber a quantidade imensa de famílias presentes na celebração, muitas delas numerosas (uma delas, minha conhecida, com oito filhos e outras com semelhante número de filhos e outras com mais ainda) e que para estarem presentes viajaram durante a noite desde Portugal, França, Croácia, Eslovénia, Rússia, algumas delas acompanhadas pelos respectivos Bispos. Esta celebração, que se tem realizado há alguns anos para cá tem como intenção paralela ser um sinal nos dias de hoje em como a Família Cristã é a base imprescindível da civilização. A celebração começou com uma pregação krigmática, palavra grega que significa o anúncio da morte e ressurreição de Cristo para salvar os homens da morte e do pecado, feita por Kiko Arguello, iniciador da realidade eclesial Caminho Neocatecumenal, que num paralelismo comparou a vida do Homem a uma peça de teatro em que Deus é o autor e encenador e que a cada homem atribui uma personagem e um papel.

Quando o homem nega a existência de Deus, fica perdido no meio da ‘peça’ pois não sabe qual é a sua personagem nem o seu papel. Assim é o homem, que fica perdido quando nega a Deus e por isso tudo tem de estar em função de si mesmo. Por isso os abortos, os divórcios expresso, a eutanásia, os divórcios, os casamentos homossexuais, porque o homem tem de se dar tudo a si mesmo. Todas estas coisas que destroem invariavelmente o homem, destroem por inerência a família. Mas se o homem descobrir que “Se Cristo morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que morreu e ressuscitou por eles” então tudo muda. A Família Cristã é chamada a ser sinal do amor de Deus. Se os esposos descobriram e conhecem de verdade a Deus como Pai, podem perdoar sempre, amar sempre e saber que por mais difíceis que sejam alguns momentos, Deus que é Pai sempre providencia e que cada dia é uma Criação e a cada dia Deus faz tudo novo e pode fazer novo um matrimónio destruído e que aos olhos do mundo a única solução seria o divórcio. Porque essencialmente Deus é Amor. Depois da intervenção de Kiko Arguello, seguiu-se a intervenção de Monsenhor Vincenzo Paglia, Presidente para o Pontifício Conselho da Família. Este Bispo que ocupa à pouco tempo este lugar mostrou-se verdadeiramente impressionado pelo ambiente que se vivia na praça, pela alegria que se fazia sentir com a quantidade imensa de crianças presentes e pela disponibilidade das famílias em passar todas estas horas naquela praça com as incomodidades e com o frio que se fazia sentir. Foi interessante que na sua intervenção não teve receio de falar no demónio e em como ele devia estar furioso com o que se podia ver

naquela praça, um testemunho de alegria das famílias verdadeiras, constituídas por Pai, Mãe e Filhos. Seguiu-se a transmissão a partir de Roma da oração do Angelus, ao qual se seguiu a Eucaristia, presidida pelo Cardeal Rocco Varella de Madrid. De toda a sua homilia destaco um pormenor bastante importante neste ambiente em que o tema recorrente das notícias é a crise e como isso serve de ‘desculpa’ para não se ter filhos. Dizia ele que Jesus quando nasceu, ‘prescindiu’ de todas as comodidades habituais (casa, cama, higiene...) apenas precisou de uma família onde crescer. Estes foram alguns factos daquilo que por lá se passou. Eu fui a Madrid com dois meus três filhos, porque tenho o meu coração verdadeiramente agradecido ao Senhor porque tenho podido experimentar na minha carne e na minha família como aquilo que lá foi anunciado é verdade. Como o Senhor de verdade pode reconstruir um Matrimónio e dar um Amor novo, onde não se carregam fardos nem se vive resignado e onde o Deus a cada dia providencia como Pai. Fiquei contente com a alegria genuína das crianças, que apesar de terem viajado de autocarro toda a noite, não terem dormido, e por serem muito novas não terem perfeita noção do que ali estavam a fazer, mas que ainda assim cumpriam a sua missão: a de viver alegres e de transmitirem essa alegria. Esta celebração de Madrid tem no seu todo teve para mim uma mensagem bem clara: que Deus é fiel e não abandona o Homem. As famílias, numerosas, abertas à Vida, disponíveis a entregar toda a sua Vida à evangelização são prova disso.


12 PORTUGAL/DIOCESE

Portugal “Uma nova forma de ver a economia e a relacionar com a juventude”

Encontro da Pastoral Juvenil O próximo Conselho Nacional de Pastoral Juvenil da Igreja, agendado para 11 e 12 de Janeiro em Fátima, vai contar com a intervenção de João César das Neves, “reconhecido economista católico”. O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), dirigido pelo padre Eduardo Novo, convidou o docente universitário para proporcionar aos participantes “uma nova forma de ver a economia e a relacionar com a juventude, à luz do Evangelho”, num período “em que todos estão apreensivos com a crise e o futuro”, refere um comunicado enviado à Agência ECCLESIA. O programa da assembleia, para a qual foram convidados “todos os representantes dos secretariados diocesanos de pastoral juvenil e movimentos”, prevê a avaliação de actividades realizadas, o anúncio de novas informações sobre a próxima Jornada Mundial da Juventude, marcada para Julho no Rio de Janeiro, e o planeamento de iniciativas. A intervenção inicial do encontro, na sexta-feira às 21h00, pertence ao bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, na qualidade de membro da Comissão Episcopal do Laicado e Família, que na manhã de sábado voltará a falar aos participantes para projectar o ‘Fátima Jovem 2013’ e enquadrar as acções previstas pelo DNPJ para os próximos meses.

“A crise apresenta implicações de fundo”

Responsáveis da Igreja e da Cultura em Fátima Os responsáveis nacionais pela relação da Igreja Católica com a Cultura reúnem-se a 2 de Fevereiro em Fátima, anunciou o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC). Na mensagem enviada Referentes da Pastoral da Cultura em várias dioceses portuguesas, o director do SNPC sublinha que a actual “crise” apresenta “implicações culturais de fundo”. “Que modelos de felicidade perseguimos?”; “em que estilos de vida nos revemos?”; “o que é que a nossa sociedade coloca no centro, como critério fundamental?” são algumas das questões colocadas pela situação social e económica, assinala o padre José Tolentino Mendonça. A mensagem salienta que a celebração do Ano da Fé por parte dos católicos, que se prolonga até 24 de Novembro, e os 50 anos do Concílio Vaticano II (19621965) oferecem “razões acrescidas” para aprofundar “linhas pastorais comuns”. O encontro, que decorre na Casa de Nossa Senhora das Dores, começa às 10h15 com a partilha de informações sobre as actividades realizadas e projectos em curso por parte dos Referentes e do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. Durante a tarde está programada a intervenção do presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, o bispo D. Pio Alves, prevendo-se que os trabalhos terminem pelas 16h30.

O Mensageiro 10.Janeiro.2013

Vigararia de Monte Real “reviveu” o Vaticano II

Encontro Vicarial com o Senhor Bispo Cerca de 200 pessoas, de todas as paróquias da vigararia de Monte Real, participaram no encontro com o Bispo diocesano, no passado dia 4 de Janeiro, na igreja paroquial de Monte Redondo. O cântico “Povo de Deus, Igreja Santa” e a leitura dos Actos dos Apóstolos foram o ponto de partida para uma reflexão sobre o Concílio do Vaticano II, tema central dos encontros vicariais neste Ano da Fé. “O Concílio foi um novo Pentecostes”, começou por referir D. António na sua reflexão inicial. Serviu para “responder aos problemas do mundo daquela época”, promovendo uma “renovação da fé e da Igreja a partir das fontes mais puras, a Palavra de Deus e a tradição dos Padres da Igreja”. Mas não foi uma reunião “à maneira de uma assembleia parlamentar ou de accionistas”, pois “a lei e a salvação vêm de Deus” e é Ele que “recria a Igreja pela força do Espírito Santo”, salientou o prelado. Assim, os crentes apenas “procuram avaliar e discernir” os caminhos apontados por Deus e na “pluralidade de expressões”, respondem à “mesma fé que faz parte do coração da Igreja”.

Foi nesse espírito que o Vaticano II “ajudou a redescobrir alguns tesouros e uma faceta da Igreja que estava esquecida”, o serviço de amor, diálogo e respeito ao mundo, vendo-o com o olhar criador e salvador de Deus. Assistindo a um pequeno documentário, os presentes puderam recordar alguns dos momentos históricos mais importantes do Concílio e as principais consequências que trouxe à Igreja nos últimos 50 anos. Partindo dessas imagens, o padre Adelino Guarda recordou a “graça” que o Vaticano II foi para o mundo. “O Concílio veio chamar à atenção para o que é fundamental, Jesus” e, ao mesmo tempo, lembrar que “a Igreja é constituída por pessoas concretas”, afirmou o orador. No Credo que os fiéis proclamam na Missa, afirmam a sua fé na Igreja “una, santa, católica e apostólica”, isto é, fundada por Jesus Cristo e constituída sobre a fé dos Apóstolos, de quem os Bispos são os actuais sucessores. Centrando-se nesta necessidade de olhar sobre si mesma com esta consciência de ser a “luz de Cristo para o mundo”, a Igreja

pós-conciliar redescobriu a Palavra de Deus e a liturgia como “fonte e cume” da sua vida e “pilares fundamentais” da sua acção. “A igreja não existe nem por si, nem para si, mas para o mundo”, afirmou o padre Adelino Guarda, referindo que a forma de se “fortalecer para a missão” é a “celebração da fé”. Por isso, como defendeu o Papa Bento XVI ao convocar este Ano da Fé, “os documentos do Concílio não perderam a actualidade e, pelo contrário, são absolutamente pertinentes”. Nos nossos dias, merece especial destaque o decreto conciliar sobre os leigos e o “convite à sua participação activa na Igreja, como fermento na sociedade com o vigor do seu espírito cristão”, concluiu o sacerdote. Avaliação do projecto pastoral Estes encontros servem também para uma avaliação da caminhada feita com o projecto pastoral que orientou a diocese de Leiria-Fátima nos últimos sete anos. No caso da vigararia de Monte Real, foram vários os párocos a referir que houve “algum empenho na renovação”, destacando exemplos como a oração vocacional regular ou as

iniciativas promovidas aquando da visita pastoral do Bispo diocesano. D. António Marto agradeceu o trabalho pastoral que tem sido ali desenvolvido, manifestando interesse em conhecer mais em pormenor “a vida de cada paróquia” e pedindo que continuasse em cada uma esta “tarefa de aprofundar a reflexão sobre o caminho pastoral percorrido”. Consciente das “dificuldades de cada comunidade”, o Bispo sublinhou que “não é tempo para desânimo, mas para nos ajudarmos uns aos outros”. O encontro terminou em ambiente de oração e prolongou-se num convívio entre todos, já nas instalações do salão paroquial. Próximos encontros No passado dia 9 de Janeiro foi a vez da vigararia dos Milagres realizar o seu encontro vicarial. Seguir-se-ão as vigararias de Marinha Grande (6 de Fevereiro), Fátima (6 de Março), Colmeias (20 de Março), Batalha (22 de Março), Ourém (19 de Abril) e Leiria (24 de Abril).

GIC de Leiria-Fátima

“Se Tu és o farol, não tenho medo de embarcar”

Festa da Família em S. Mamede É já tradição na paróquia de S. Mamede, a celebração da Festa da Sagrada Família animada pelos casais do movimento das Equipas de Nossa Senhora (ENS). Assim se cumpriu, no passado dia 30 de Dezembro de 2012, com as famílias em procissão até ao altar, onde receberam uma pequena lembrança feita pelos casais das ENS: um pequeno barco de papel com duas velas: uma a representar a luz de Cristo e outra com a mensagem

mariana “Feliz és tu porque acreditaste!”. “Os membros das ENS estão cientes de que muitos casais navegam sozinhos, em embarcações desgastadas; outros estão desesperados a combater as ondas, em mar alto, no meio da tempestade; outros ainda ficam em terra com medo de embarcar”, afirma Sílvia Gomes Neves, membro da ENS Leiria 25, em nota enviada ao GIC de Leiria-Fátima. É com essa noção das “grandes as necessidades

materiais, mas sobretudo espirituais, que fazem vacilar a família” que as ENS assumem esta missão de “convidar outros casais para seguir em direcção ao farol, em direcção à Luz, onde nada faltará”, refere a mesma fonte. A celebração que promovem na paróquia de S. Mamede visa, precisamente, sublinhar a presença da Igreja na ajuda às famílias a “superarem a crise de valores da nossa sociedade”, pois “cada família é

uma pequena Igreja onde fermenta e cresce o dom do amor, um amor que promove e defende a dignidade da pessoa humana, que obriga a participar na vida social e pública a favor do bem comum, na construção de uma sociedade justa, solidária, fraterna, com particular atenção aos mais pobres e necessitados”, conclui Sílvia Neves, uma das organizadoras da iniciativa.

GIC de Leiria-Fátima


OPINIÃO 13

O Mensageiro

OPINIÃO Adriano Moreira

A crise da segurança

U

m dos sinais talvez com maior significado no que respeita à mudança do tipo, ou tipos, da nova sociedade em formação está seguramente na produção insaciável de normativos legais, tão frequentemente alarmantes quer pelo difícil entendimento da forma, quer pela breve duração, quer pela disputa surda de sobrevivência dos textos em face das orientações dificilmente articuláveis. A tentação de adoptar um paradigma que possa ajudar a racionalizar a desordem, para que possa ser orientada, a maior parte das vezes traduz-se na afirmada busca de segurança (Maurice Bertrand), que por sua vez não é um conceito de conteúdo invariável, é, por isso, também um paradigma a exigir cautelas quanto às decisões às quais pretendemos garantir desenvolvimento e credibilidade.

RECORTES

Patrícia Marques

Onde está a Pessoa nas organizações?

W

illiam Schaufeli (2011) refere a necessidade de se observar o capital mental nas organizações. Entre o capital monetário e o

Em todo o caso, qualquer das definições que circulam nesta época de mudança acelerada ainda não podem, por regra, omitir que uma capacidade militar está frequentemente envolvida nas necessidades de conseguir tal clima. Claro, e pouco recompensado politicamente como foi, Pierre Mendès France percebeu isto: “A paz no mundo. É o primeiro objectivo que prima sobre todos os outros. Porque nenhum outro objectivo seria jamais alcançado se a paz não for previamente assegurada. (1978)” O que evidentemente implica reconhecer que, ainda que em trânsito para uma nova ordem mundial, a travessia para novos modelos exige, obedecendo a outro iluminismo de esperança, a necessidade de conceitos estratégicos de segurança que incluem uma componente de prontidão militar. Isto não é incompatível com o facto de novos modelos, como a União Europeia, terem praticado o abandono de velhos conflitos armados, e de no decurso da Guerra Fria se terem reforçado os temas de uma política de controlo dos armamentos e de segurança e cooperação entre os dois

capital humano, existe o capital a ser desenvolvido, adaptado, reestruturado e possivelmente (se assim for necessário) reabilitado. Este capital mental, refere-se ao conjunto de estruturas de pensamentos organizados, que visam responder aos desafios das tarefas apresentadas. A organização mental deve de encarar as tarefas como um desafio satisfatório/ motivacional que levará à realização. A vida organizacional deve de estar em constante harmonia com o capital humano. Pode-se verificar as seguintes situações: - A existência harmoniosa capital humano – capital mental (desenvolvimento psicossocial) – capital monetário. - A existência harmonio-

DR

10.Janeiro.2013

campos. Tal como também parecem identificadas as novas ameaças e exigências estratégicas inovadoras, para enfrentar os efeitos colaterais da mundialização da economia deprimida, incluindo o contágio mundial das crises financeiras, tornando-se subitamente evidente que o chamado economismo em vigor exige uma renovação das concepções de segurança, de que não dispúnhamos. Tudo isto afecta em primeiro lugar a que foi chamada “cidade plane-

tária do Norte”, mas a globalização não implica apenas a exportação dos avanços científicos e técnicos do Norte para o Sul, este em libertação colonial mas não da pobreza de vida civil e política, porque esta lhe acrescentou exigências longe das pacíficas, como aconteceu no Iraque ou no Paquistão, com a ameaça a agravar-se no Mediterrâneo, levando ao envolvimento das potências que tiveram a esperança da hegemonia e agora não sairão facilmente das intervenções com hon-

ra e proveito. Por isso, a passagem da utopia dos projectistas da paz para a realidade de uma segurança global é uma exigência que cresce de evidência e urgência, sobretudo se admitirmos, como há décadas escreveu, algures, Brandt, que a fome é tão ameaçadora como a arma atómica. A distância entre a intervenção dos governos sem lideranças mobilizadoras, e a complexidade da mudança, retira à ONU a capacidade de tornar efectiva

sa capital humano – capital monetário, mas a inexistência de segurança ao nível do capital mental, i.é, a falta de encorajamento de compromisso capacidade – atitude (fruto da intervenção psicossocial) - A existência harmoniosa capital humano – capital mental em desarmonia com o capital monetário (necessidade de intervenção ao nível da reabilitação psicossocial ligada ao dever do trabalho) - E por último, a inexistência harmoniosa entre os 3 segmentos que devem de ser entendidos pela Pessoa, em contexto Pessoalidade – Organização. É claro que apenas a primeira situação de harmonia é a que é genuinamente credível. As 3 situações posteriores podem dar se-

gurança em muitos aspectos da vida quotidiana mas não em todos. Deste modo, as organizações devem requerer uma estrutura Pessoa – Trabalho como um desafio constante, como situação fortificada, com valores sustentáveis parte a parte. Hoje em dia fala-se cada vez mais em “Reorientar para o trabalho”, em vez de “Reorientação vocacional”. Numa perspectiva própria, isto não está muito certo, mas está adaptado às circunstâncias que são possibilitadas no próprio País. “Já te deste conta das actividades que te deixam realmente feliz, quando o produto de actividade fica pronto?” “Já alguma vez fizeste Orientação Vocacional e comparaste com o tipo de

actividades que gostas e ficas feliz ao realizar?” Cada vez mais o capital mental, seja nas organizações, seja na vida privada e pessoal, está cada vez mais enraizado no contexto do trabalho; isto porque, o dinheiro é necessário para comprar, mas a prevenção de riscos psicossociais é importante para intervir. A sociedade deve ser bem vivida, não num standard padrão “ ganhar dinheiro – trabalhar – gastar”, mas num processo superior, ou seja, num continuum de vida onde conste o sentido da felicidade, ante a observação de um estado precário ao nível monetário. Isto porque, um standard padrão, desenvolve (não existindo prevenção dos mesmos) problemas situacionais, sociais,

a convicção de que a época das sonhadas hegemonias imperiais não é a do globalismo, e que a segurança tem de acompanhar tal mudança para evitar a alternativa da catástrofe. E também não parece aceitável que o adormecimento dos normativos da Carta, e das instituições que esta cobre, seja acompanhado pela desordem normativista dos Estados que multiplicam os diplomas com uma velocidade que excede a lenta compreensão da realidade, e com isso nem fazem crescer a confiança interna nem se definem como suportes de uma nova ordem a negociar. Os recursos e prontidão clássicos militares ainda não parecem dispensáveis nesta época de incerteza, mas a sua carência aumenta nas proporções em que minguam os recursos financeiros e sobretudo os levantamentos fiáveis da conjuntura em mudança. Não são sobretudo os estudos académicos que estão em questão, é a corrente mundial da informação que aparece como variável fundamental, para que a realidade seja visível.

emocionais, psicológicos, físicos, que darão origem à substituição e possivelmente a desemprego e desarmonia nas esferas da vida da Pessoa. Um processo superior visa responder com motivação aos desafios, utilizando a ferramenta “Criatividade”, “WorkTeam” ou outro tipo de ferramenta que dá um sentido de felicidade ao “WorkCreator” que realiza com devoção – valor, o trabalho que lhe dará o fruto monetário necessário, dando por isso a resposta às necessidades sentidas, não só no âmbito financeiro, mas também no âmbito familiar. Deste modo, as barreiras valores e trabalho em si mesmo são transpostas e farão muito mais sentido para a Organização maior que é a organização famíliar.


14 OPINIÃO / INSTITUCIONAL

O Mensageiro 10.Janeiro.2013

Mercado livre para electricidade e gás

Saiba tudo A liberalização do mercado de electricidade em Portugal está em curso desde 2000 e irá entrar agora na sua fase plena, com a extinção gradual das tarifas reguladas para todos os clientes, de acordo com o seguinte calendário: A partir de 1 de Julho de 2012, para os clientes de electricidade com potência contratada igual ou superior a 10,35 kVA e para os clientes de gás natural com consumos anuais superiores a 500 m3; A partir de 1 de Janeiro de 2013, para os clientes de electricidade com potência contratada inferior a 10,35 kVA e para os clientes de gás natural com consumos inferiores ou iguais a 500 m3. Os clientes poderão verificar a sua potência contratada nas facturas de electricidade. A partir das datas acima referidas deixará de ser possível realizar novos contratos com a EDP Serviço Universal e EDP Gás Serviço Universal. Os actuais clientes continuarão a ser abastecidos de energia pela EDP Serviço Universal e EDP Gás Serviço Universal, até escolherem um novo comercializador. Durante este período, será aplicada uma tarifa transitória com preços agravados, fixada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). O que é o mercado liberalizado? O mercado liberalizado permite a livre concorrência nos mercados de electricidade e gás, possibilitando

o aparecimento de vários comercializadores de energia e uma maior escolha por parte dos consumidores. O processo de liberalização do mercado de energia ficará completo até ao final de 2012, com a extinção gradual das tarifas reguladas de venda de electricidade e gás a clientes. Qual a diferença entre o mercado regulado e o mercado livre? No mercado regulado, os preços de venda da energia são fixados anualmente pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), sendo essa a tarifa praticada pela EDP Serviço Universal e EDP Gás Serviço Universal. No mercado livre, os preços da energia são estabelecidos por cada comercializador, respeitando as regras da concorrência e o Regulamento das Relações Comerciais. O mercado regulado vai acabar? Sim. Os decretos-lei nº75/2012 e nº 74/2012, de 26 de Março, apresentam a extinção gradual das tarifas reguladas de venda de electricidade e gás, definindo um período transitório máximo de 3 anos, para incentivar os consumidores a mudar de comercializador de energia. Assim, a partir de 1 de Julho de 2012, deixará de ser possível realizar novos contratos em mercado regulado para os seguintes casos: - Electricidade: consumidores com potências contratadas iguais ou superiores a 10,35 kVA;

FARMÁCIAS DE SERVIÇO Tomáz (10), Maio (11), Avenida (12), Baptista (13), Central (14), Godinho Tomáz (15), Higiene (16) e Antunes (17). TELEFONES ÚTEIS Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

- Gás: consumidores com consumos anuais superiores a 500m3. A partir de 1 de Janeiro de 2013, esta impossibilidade estende-se aos restantes consumidores. Os actuais consumidores do mercado regulado de gás e electricidade poderão optar por celebrar um novo contrato com a EDP Comercial (empresa do Grupo EDP que fornece electricidade e gás em mercado livre) ou com qualquer outro comercializador a operar em Portugal. O que acontece se eu não mudar de comercializador? Fico sem serviço? Se não optar por um comercializador em mercado livre, continuará a ser fornecido pelo seu comercializador regulado mas será aplicada uma tarifa transitória, a definir pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). O que é a tarifa transitória? Após o fim das tarifas reguladas, existirá um período máximo de 3 anos onde serão aplicadas tarifas transitórias aos consumidores que ainda não tenham escolhido o seu comercializador de energia em mercado liberalizado. São tarifas definidas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), com preços agravados, de forma a estimular a transição gradual dos consumidores para os comercializadores livres. As tarifas transitórias entrarão em vigor: a 1 de Julho de 2012,

para os consumidores de electricidade com potência contratada acima de 10,35 kVA e de gás natural com consumo anual superior a 500 m3; a 1 de Janeiro de 2013 para os restantes consumidores. Porque devo mudar para o mercado livre? No mercado livre de energia, actuam várias empresas fornecedoras em concorrência, o que permite ao consumidor a escolha de uma solução de fornecimento que considere mais adequada às suas necessidades. Como consumidor em mercado livre tem a possibilidade de mudar de fornecedor de energia a qualquer momento. Posso continuar a ser cliente da EDP? Para continuar a ser cliente do Grupo EDP e ter acesso às vantagens do mercado livre, deverá celebrar um contrato com a EDP Comercial, a empresa do Grupo EDP que fornece electricidade e gás natural no mercado liberalizado de energia. O que é necessário fazer para ser fornecido através do mercado livre? Aderir ao mercado livre é muito simples: precisa apenas de celebrar um contrato com um comercializador que actue no mercado liberalizado. É necessário mudar de contador de electricidade e de gás natural? A mudança de comercializador não implica mudança de contador. Vai haver interrupção de fornecimento?

- 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista

Não. A mudança de fornecedor não altera a continuidade do fornecimento da energia nem dos serviços técnicos associados, que continuarão a ser assegurados pela EDP Distribuição ou, no caso do gás natural, pelo respectivo operador de rede. Quais os custos desta mudança? O processo de mudança de comercializador não tem custos. Posso voltar ao meu comercializador original? Tem custos? Em mercado livre pode mudar de comercializador sem custos adicionais.

Após mudança para o mercado livre posso regressar à EDP Serviço Universal ou à EDP Gás Ser viço Universal? Enquanto existirem tarifas reguladas, qualquer cliente poderá regressar à EDP Serviço Universal ou à EDP Gás Serviço Universal. No entanto, após as datas de extinção das tarifas reguladas, os consumidores fornecidos por comercializadores em mercado livre não poderão regressar à EDP Serviço Universal ou à EDP Gás Serviço Universal, mesmo que esteja ainda a decorrer o período transitório. PUB

Padaria Flor de Leiria Pastelaria, Lda Quinta do Alçada, lote 3, R/c Esq. 2415-569 Leiria Telefone 244 881 059 Email pastelariaflorleiria@hotmail.com

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CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas dezanove a folhas vinte, do Livro Cento e Oitenta e Seis – B, deste Cartório. Maria Adélia Carvalho das Neves Silva, NIF 115 287 736, viúva, natural da freguesia de Casais, concelho de Tomar, onde reside na Rua dos Parceiros, nº 1030, Parceiros, Leiria, declara que com exclusão de outrem é dona e legítima possuidora do prédio rústico, composto de pinhal com mato, com a área de quatro mil setecentos e trinta metros quadrados, sito em Cabeço, freguesia de Parceiros, concelho de Leiria, a confrontar de norte com Francisco Silva Rosa, de sul com Joaquim Silva, de nascente com caminho e de poente com Joaquim da Silva e outros, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 454, cm o valor patrimonial para efeitos de IMT de 471,72. Que, adquiriu o identificado prédio no ano de mil novecentos e oitenta e nove, já no actual estado de viúva, por compra verbal a Manuela Morais Barosa, residente na Marinha Grande, não dispondo a justificante de qualquer titulo formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entrou na posse e fruição do mesmo. Que em consequência daquela compra verbal, possui o identificado prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu início, posse que sempre exerceu sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé, durante aquele período de tempo adquiriu o prédio por usucapião. Batalha, dezoito de Dezembro de dois mil e doze. A funcionária com delegação de poderes, (Liliana Santana dos Santos)

- 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), Cláudia Mirra, José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Pedro Jerónimo (CO1060), Saúl António Gomes, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Depósito Legal 2906831/09 Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171

Tabela de Assinaturas para 2012 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 10.Janeiro.2013

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liga portuguesa de futebol profissional

II Divisão B sul

I Liga

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Benfica Porto Sp. Braga P. Ferreira Rio Ave V. Guimarães Estoril Olhanense Marítimo Beira-Mar Académica Sporting Gil Vicente Nacional V. Setúbal Moreirense

J 13 12 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 12 13

V 11 10 8 5 5 4 4 3 3 3 2 2 2 3 2 1

E 2 2 2 7 3 4 3 5 5 5 7 6 6 3 5 5

D 0 0 3 1 5 5 6 5 5 5 4 5 5 7 5 7

Pts 35 32 26 22 18 16 15 14 14 14 13 12 12 12 11 8

14.ª Jornada 13 de Janeiro V. Guimarães x Marítimo . Dia 12, 18h00, SportTv1 Nacional x Sp. Braga . Dia 12, 20h30, SportTv1 V. Setúbal x Moreirense . 16h00 P. Ferreira x Académica . 16h00 Gil Vicente x Rio Ave . 16h00 Olhanense x Sporting . 18h00, SportTv2 Benfica x Porto . 20h15, SportTv1 Beira-Mar x Estoril . Dia 14, 20h15, SportTv1

14.ª Jornada 6 de Janeiro Oriental x Pinhalnovense (5-0) Oeiras x Fut. Benfica (1-2) Torreense x U. Leiria SAD (2-1) Farense x Ribeira Brava (2-1) Quarteirense x Casa Pia (1-2) Carregado x Louletano (2-2) 1.º Dezembro x Sertanense (1-1) Mafra x Fátima (2-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º 17.º 18.º 19.º 20.º 21.º 22.º

E D 3 1 5 1 2 4 4 3 4 3 3 4 2 6 8 2 4 6 4 6 6 5 7 5 3 8 5 7 7 6 3 10

Pts 33 29 26 25 25 24 20 20 16 16 15 13 12 11 10 6

HONRA

21.ª Jornada 6 de Janeiro Arouca x Tondela (3-1) Oliveirense x V. Guimarães B (0-0) Sporting B x Penafiel (2-2) Sp. Covilhã x Leixões (2-0) Atlético x Portimonense (3-2) Marítimo B x D. Aves (0-0) Trofense x U. Madeira (0-0) Freamunde x Belenenses (3-3) Porto B x Naval (1-1) Santa Clara x Benfica B (1-1) Sp. Braga B x Feirense (1-0) V 15 11 10 10 9 8 8 8 8 7 7 6 6 7 8 7 7 4 4 4 4 3

V 10 8 8 7 7 7 6 4 4 4 3 2 3 2 1 1

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II Liga

J 20 20 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21 21

J 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14

15.ª Jornada 13 de Janeiro Pinhalnovense x Oeiras .Todos os jogos às 15h00 Fut. Benfica x Torreense U. Leiria SAD x Farense Casa Pia x Carregado Louletano x 1.º Dezembro Sertanense x Mafra Fátima x Oriental Ribeira Brava x Quarteirense

liga portuguesa de futebol profissional

Equipa Belenenses Sporting B D. Aves Arouca Benfica B U. Madeira Santa Clara Portimonense Tondela Naval Oliveirense Porto B Leixões Penafiel Atlético Feirense Marítimo B V. Guimarães B Sp. Braga B Sp. Covilhã Freamunde Trofense

Equipa Mafra Farense Oriental Torreense U. Leiria SAD Sertanense Fátima Casa Pia Carregado Fut. Benfica Quarteirense 1.º Dezembro Pinhalnovense Oeiras Louletano Ribeira Brava

E 3 6 8 5 6 9 7 6 6 8 8 9 9 5 2 4 1 9 8 8 5 6

D 2 3 3 6 6 4 6 7 7 6 6 6 6 9 11 10 13 8 9 9 12 12

Pts 48 39 38 35 33 33 31 30 30 29 29 27 27 26 26 25 22 21 20 20 17 15

22.ª Jornada 13 de Janeiro Sporting B x Oliveirense Sp. Braga B x Benfica B Santa Clara x Naval Feirense x Belenenses Freamunde x U. Madeira Porto B x Tondela Trofense x D. Aves Arouca x Portimonense Marítimo B x Leixões Atlético x Penafiel Sp. Covilhã x V. Guimarães B

13.ª Jornada 6 de Janeiro Avelarense x Portomosense (2-1) Pelariga x Alvaiázere (3-0) Pousaflores x Nazarenos (1-0) Pataiense x GRAP/Pousos (0-0) Bombarralense x Lisboa e Marinha (0-1) Marrazes x Atouguiense (1-0) Meirinhas x Vieirense (1-1) Guiense x Figueiró dos Vinhos (1-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Marrazes Pelariga GRAP/Pousos Pousaflores Portomosense Guiense Figueiró Vinhos Lisboa Marinha Atouguiense Pataiense Nazarenos Meirinhas Vieirense Avelarense Alvaiázere Bombarralense

J 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13

V 8 8 7 7 7 6 6 6 5 4 4 3 3 4 2 0

E D 4 1 3 2 4 2 3 3 2 4 3 4 3 4 2 5 2 6 5 4 3 6 5 5 4 6 1 8 2 9 2 11

Pts 28 27 25 24 23 21 21 20 17 17 15 14 13 13 8 2

14.ª Jornada 13 de Janeiro Portomosense x Bombarralense Alvaiázere x Meirinhas .Todos os jogos às 15h00 Vieirense x Pousaflores GRAP/Pousos x Marrazes Avelarense x Fig.Vinhos Atouguiense x Guiense Nazarenos x Pataiense Lisboa e Marinha x Pelariga

Daniela Ferreira DR

13.ª Jornada 6 de Janeiro Rio Ave x Olhanense (0-1) Marítimo x Beira-Mar (1-1) Sporting x P. Ferreira (0-1) Estoril x Benfica (1-3) Porto x Nacional (1-0) Académica x V. Setúbal (4-2) Sp. Braga x Moreirense (1-0) Gil Vicente xV. Guimarães (0-0)

Clubes da região dominam Taça FPA ATLETISMO – Quatro taças, quatro vitórias. Tiago Marto (Grupo de Atletismo de Fátima) e Daniela Ferreira (Juventude Vidigalense) foram os grandes vencedores da Taça Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) de provas combinadas “Mário Aníbal” (Pombal, 6 de Janeiro). O desempenhou valeu ainda a vitória colectiva aos respectivos clubes. No sector masculino Tiago Marto comprovou o favoritismo, alcançando um total de 5.454 pontos, superando o seu colega de equipa Samuel Remédios (5.042). O primeiro lugar foi, aliás, muito disputado

entre os atletas do GAF, que se revezaram na vitória em algumas provas. Tiago Marto foi o melhor no lançamento do peso, nos 60 metros com barreiras e no salto com vara, enquanto que Samuel Remédios foi o melhor nos 60 metros planos e no salto em altura. Este desempenho permitiu ao GAF vencer o título colectivo, com um somatório de 10.496 pontos. No sector feminino Daniela Silva teve um competição mais renhida, ao conseguir 2.785, face à sua perseguidora Sofia Melo (Escola Básica Integrada de Arrifes, Açores), que conse-

gui 26.48. Destaque ainda para a vitória da atleta do clube leiriense no salto em altura e no salto em comprimento. Já a sua colega de equipa, Bruna Silva, venceu nos 800 metros planos, o que no final lhe valeu o 5.º lugar. Ainda assim, foi um desempenho suficiente para, juntamente com Daniel Ferreira, arrecadar o título colectivo, com um total de 5.254. Seguiu-se, no 2.º lugar, outra equipa do distrito de Leiria, a Atlético Clube de Vermoil (Pombal), com 4.648. A classificação completa pode ser consultada em fpatletismo.pt. PUB

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III Divisão D

III Divisão E

13.ª Jornada 6 de Janeiro Penelense x Sernache (0-3) Marinhense x Alcanenense (2-1) Sourense x Torres Novas (2-0) Alcobaça x Sp. Pombal (1-3) Caldas x Ol. Hospital (0-0) Beneditense x Mortágua (0-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa Sp. Pombal Sourense Caldas Ol. Hospital Sernache Alcanenense Penelense Marinhense Torres Novas Alcobaça Beneditense Mortágua

J 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13

V 9 7 7 8 8 6 5 4 4 2 2 1

E D Pts 1 3 28 6 0 27 5 1 26 2 3 26 2 3 26 1 6 19 2 6 17 3 6 15 2 7 14 3 8 9 1 10 7 2 10 5

14.ª Jornada 13 de Janeiro Alcanenense x Sernache .Todos os jogos às 15h00 Torres Novas x Marinhense Sp. Pombal x Sourene Ol. Hospital x Alcobaça Mortágua x Caldas Beneditense x Penelense

13.ª Jornada 6 de Janeiro Fabril Barreiro x Barreirense (1-1) Sacavenense x Pêro Pinheiro (1-0) Real x U. Tires (1-1) Eléctrico x Lourinhanense (1-0) Sintrense x Cartaxo (8-1) Amora x Peniche (3-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

J 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13

V 7 6 6 7 6 5 5 5 5 4 3 0

E D 3 3 5 2 5 2 2 4 4 3 4 4 3 5 3 5 2 6 4 5 2 8 1 12

Pts 24 23 23 23 22 19 18 18 17 16 11 1

14.ª Jornada 13 de Janeiro U. Tires x Pêro Pinheiro .Todos os jogos às 15h00 Lourinhanense x Real Cartaxo x Eléctrico Barreirense x Sintrense Peniche x Fabril Barreiro Amora x Sacavenense

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I Divisão norte

I Divisão norte

4.ª Jornada 6 de Janeiro

4.ª Jornada 6 de Janeiro Santo Amaro x Unidos (1-3) Maceirinha x U. Leiria (0-5) Nadadouro x Os Vidreiros (1-1) Boavista x Outeirense (1-0) Alqueidão da Serra x Alfeizerense (4-0)

Ranha x Ilha (2-1) Albergaria dos Doze x Ansião (2-2) Alegre e Unido x Pedroguense (3-0) Mata Mourisquense x Moita do Boi (0-1) Caseirinhos x Motor Clube (1-4) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º

Equipa Sintrense Barreirense Fabril Barreiro Sacavenense Eléctrico U. Tires Amora Lourinhanense Pêro Pinheiro Real Peniche Cartaxo

Equipa Moita do Boi Motor Clube Ansião Alber. Doze Ranha Ilha Alegre e Unido Mata Mourisq. Pedroguense Caseirinhos

J 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4

V 4 3 2 2 2 1 1 0 0 0

E 0 0 2 2 1 1 1 3 0 0

D Pts 0 12 1 9 0 8 0 8 1 7 2 4 2 4 1 3 4 0 4 0

5.ª Jornada 13 de Janeiro

Moita do Boi x Ranha .Todos os jogos às 15h00 Ilha x Albergaria dos Doze Ansião x Alegre e Unido Motor Clube x Mata Mourisquense Pedroguense x Caseirinhos

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º

Equipa U. Leiria Alq. Serra Boavista Outeirense Unidos Nadadouro Maceirinha Os Vidreiros Santo Amaro Alfeizerense

J 4 4 4 4 4 4 3 4 4 3

V 4 4 3 3 2 1 1 0 0 0

E 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0

D Pts 0 12 0 12 1 9 1 9 2 6 2 4 2 3 3 1 4 0 3 0

5.ª Jornada 13 de Janeiro

U. Leiria x Boavista .Todos os jogos às 15h00 Outeirense x Alqueidão da Serra Alfeizerense x Santo Amaro Os Vidreiros x Maceirinha Unidos x Nadadouro

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O jornalismo moderno tem uma coisa a seu favor. Ao nos oferecer a opinião dos deseducados, ele mantém-nos em dia com a ignorância da comunidade. Oscar Wilde, escritor [n.1854 - f.1900]

Ano novo e novas medidas fiscais

Orçamento de 2013 e as mudanças de vida O Orçamento de Estado 2013 (OE 2013) foi promulgado pelo Presidente da República, Cavaco Silva, a 28 de Dezembro de 2012 e http://dre.pt/ pdf1sdip/2012/12/25201/ 0004200240.pdfpublicado em Diário da República no dia 31 de Dezembro. Após a aprovação, Cavaco Silva submeteu o Orçamento de Estado 2013 à fiscalização sucessiva do Tribunal Constitucional alegando “fundadas dúvidas sobre a justa repartição dos sacrifícios”. O Orçamento de Estado

escalões de IRS 2013, e do aumento da sobretaxa extraordinária sobre o IRS de 3,5% para 4%), que, afinal, mantém-se nos 3,5%. A versão final do Orçamento contém algumas atenuantes face ao inicialmente proposto: A já referida descida da sobretaxa sobre o IRS de 4% para 3,5%; IVA de 23% na restauração deverá ser reavaliado; Imposto sobre o tabaco desce dos 25% iniciais para 20%; Rendas mensais de PPR deixam de pesar nas contas

rever contratos, repensar a estratégia e racionalizar os investimentos das empresas públicas. - IVA mantém-se Não foram feitas alterações às taxas existentes nem está prevista a passagem de produtos para taxas mais elevadas de IVA. O Governo manteve intacto o imposto indirecto, ao contrário do esperado. - Medidas planeadas Corte nos contratos da função pública Os contratados a prazo

ir de encontro aos padrões europeus efectivou-se a redução associada ao aumento das taxas médias de imposto. A taxa mais alta (46,5%), a que acresce a taxa adicional de solidariedade aumenta para 54,5%, assim como a progressividade do imposto. - Sobretaxa Extraordinária IRS Inicialmente a sobretaxa seria de 4% a mais em vez dos 3,5% do ano passado, no entanto a medida voltou atrás e a taxa irá manter-se. 3,5% é quanto os portugueses vão pagar com a entrada em vigor da nova sobretaxa sobre o IRS. - Nova taxa sobre casas de valor superior a 1 milhão Os imóveis de elevado valor (igual ou superior a um milhão de euros) ficarão sujeitos a uma nova taxa em sede de imposto do selo. Esta taxa acresce aos aumentos do IMI e aos efeitos da avaliação patrimonial em curso.

2013 entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2013. Aprovação do Orçamento de Estado 2013 O Orçamento de Estado 2013 foi aprovado a 27 de Novembro de 2012, com os votos faróveis da maioria PSD/CDS-PP. Os partidos da oposição votaram contra. O OE 2013 apresenta um forte aumento de imposto e uma redução das prestações sociais. Algumas das medidas do documento foram até alteradas, caso do aumento da TSU, substituído pelas alterações nos

para a contribuição especial de solidariedade, no caso dos reformados. Cortes orçamentais e medidas de austeridade foram apresentadas, mas o que propõe mesmo o Orçamento de Estado 2013 para todos nós? Medidas anunciadas para o Orçamento de Estado 2013 - 1000 milhões de corte nas PPP Como o objectivo para 2013 é diminuir os encargos com as parcerias público-privadas o Governo quer

da função pública serão os grandes candidatos a despedimentos no Estado, a par das rescisões por mútuo acordo e saída de funcionários para a reforma. São 80 987: onde quase dois terços são professores e contratados pelo Ministério da Educação. - Aumento do IRS com corte no número de escalões Portugal possuía oito escalões de IRS, e agora são apenas cinco. A média da União Europeia ronda os três a quatro escalões. Para

- Subsídio de desemprego O acesso às prestações sociais será dificultado e o valor diminuirá. Para os desempregados mais velhos o subsídio de desemprego deverá ser cortado. Também o acesso ao Rendimento Social de Inserção será mais restrito. - Corte nos pensionistas Além da suspensão dos subsídios de férias e de Natal, as pensões acima de 1500 euros vão sofrer em 2013 um corte progressivo, de 3,5% a 10%, à semelhança do que acontece com os salários da função pública. - Aumentam impostos sobre capital Dos actuais 25%, a tributação sobre os dividendos e as mais-valias bolsistas passam para uma taxa de imposto de 26,5%. Nos juros dos depósitos a fiscalidade aumenta 1,5 pontos percentuais, ainda este ano.

- Corte nas fundações O Governo quer reduzir ou terminar os apoios a fundações e entidades. Deste modo poderá cortar entre 150 milhões e 200 milhões de euros por ano (perto de metade do apoio financeiro concedido). Os prazos para a entregas do IRS 2013, relativo ao rendimentos auferidos em 2012, diferem consoante a categoria de rendimentos do contribuinte e o método de entrega das declarações. Todos os contribuintes que usufruam de rendimentos, provenientes de pensões, trabalho dependente ou trabalho independente, são obrigados a preencher a declaração Modelo 3, de acordo com o Código do IRS. O prazo de reembolso do IRS para os contribuintes que en-

treguem as declarações via electrónica é de 20 dias. Datas de entrega IRS 2013 (rendimentos de 2012) - Entregas em papel 1ª Fase - 1 a 31 de Março de 2013, para rendimentos das categorias A e H; 2ª Fase - 1 a 30 de Abril de 2013, para os restantes rendimentos. - Entrega via internet 1ª Fase - 1 a 30 de Abril de 2013, para rendimentos das categorias A e H; 2ª Fase - 1 de Maio a 31 de Maio de 2013, para os restantes rendimentos (prazo alargado pelas Finanças) O prazo de reembolso do IRS 2013 é feito através de transferência bancária até 31 de Julho. Os limites globais dos benefícios fiscais para 2013 foram alterados, de acordo com o orçamento de estado 2013.

Benefícios Fiscais 2013

Limite das deduções com benefícios fiscais no IRS 2013 (rendimentos de 2012). Escalão de rendimentos

Limite (em euros)

Até 7.000 euros

Sem limite

De mais de 7.000 até 20.000 euros

100

De mais de 20.000 até 40.000 euros

80

De mais de 40.000 até 80.000 euros

600

De mais de 80.000 euros

0

Nota: Estes limites são majorados em 10% por cada dependente ou afilhado civil que não seja sujeito passivo de IRS.

Deduções IRS 2013

Limite da soma das deduções à colecta no IRS 2013 (rendimentos de 2012) Escalão de rendimentos

Limite (em euros)

Até 7.000 euros

Sem limite

De mais de 7.000 até 20.000 euros

12.50

De mais de 20.000 até 40.000 euros

1000

De mais de 40.000 até 80.000 euros

500

De mais de 80.000 euros

0

Inclui despesas com saúde, educação, formação, encargos com lares, imóveis e pensões de alimentos.


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