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4938#OMensageiro#13DEZ

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ADVENTO 2012

13 DEZEMBRO 2012

Terça Semana

ANO 99 - N.º 4938

PARTILHAI

FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

FUNDADO EM 1914

DESTAQUE

CULTURA

Músico dos The Gift | P. 4

Nuno Gonçalves defende mais concertos inclusivos

JESUS DE NAZARÉ UMA TRILOGIA DE HISTÓRIA E DE FÉ

Exposição | P. 5

Duas décadas de Leiria em fotografia SOCIEDADE

Câmara aprova | P. 6

Benefícios fiscais para famílias e empresas de Leiria Câmara atribui | P. 7

Associações da Batalha recebem 135 mil euros ECLESIAL

Seminário de Leiria | P. 9

Retiro “A Fé, luz que ilumina as noites da vida!”

Em Porto de Mós | P. 11

D. António Marto destaca actualidade do Concílio Vaticano II Bento XVI acaba de publicar o último livro da trilogia sobre Jesus de Nazaré. São três volumes onde o Papa quis estar atento à história e à fé. Tarefa árdua e algo arriscada para os tempos que correm. De imediato se levantaram as vozes dos que pensam muito saberem e mais não sabem que confundir historicidade com verdade. Páginas 2 e 3

Propostas da Diocese | P. 11

DR

Festa da Família


2 DESTAQUE

O Mensageiro 13.Dezembro.2012

EDITORIAL EDITORIAL

prui@iol.pt

Escrever um livro

Nos tempos que já lá vão, escrever um livro não era coisa fácil e era, por isso mesmo, reservado apenas a alguns. Seja pelas dificuldades de impressão, seja pelos custos que tal empreitada exigia, a verdade é que as publicações eram sinónimo de mestria e dotavam prestígio social. Reservada assim a alguns, a publicação de um livro era coisa séria e nobre. Os tempos mudaram, as publicações tornaramse vulgares e qualquer pessoa passou a ter acesso aos meios de publicação. Aliás, as editoras começaram a procurar interessados em publicar, quando nos tempos anteriores era ao contrário. Apesar de tudo, na apresentação de novos livros, manteve-se algum fausto, rituais e ritos algo desajustados ao conteúdo de muitas das publicações. Os meios de comunicação conseguem mesmo fazer das apresentações algo mais importante do que os conteúdos dos das publicações Vemos pessoas a apresentadas. No meio destas escreverem sobre coisas de que nada mudanças, uma percebem, mas realidade se tem a afirmar: conseguem 15 vindo a publicidade é minutos de completa mais marcante do auto-propaganda que os conteúdos. na televisão, e com Ou seja, um fraco isso tornam os seus livro, se for bem fracos livros em publicitado, é um acontecimentos best-seller, ao passo nacionais que um bom livro se não entrar nos círculos publicitários, corre o risco de morrer na estante. E a publicidade faz-se com sponsers, com patrocinadores, e com rostos ou figuras públicas. É assim que vemos pessoas a escreverem sobre coisas de que nada percebem, mas conseguem 15 minutos de completa auto-propaganda na televisão, e com isso tornam os seus fracos livros em acontecimentos nacionais. Portugal está cheio de casos destes. Ouvimos determinados indivíduos a falar, por exemplo, de religião, como se fossem especialistas nos assuntos, quando efectivamente não sabem nada sobre ele. Aliás afirmam-se mesmo não crentes ou não religiosos. Motivo mais que suficiente para então se calarem. Bento XVI acaba de publicar o último livro da trilogia sobre Jesus de Nazaré. São três volumes onde o Papa quis estar atento à história e à fé. Tarefa árdua e algo arriscada para os tempos que correm. De imediato se levantaram as vozes dos que pensam muito saberem e mais não sabem que confundir historicidade com verdade. No final fica a certeza de um legado único e artístico para a Igreja e para os crentes em geral. Uma obra valiosa para o presente e para o futuro. Nesta edição quisemos chamar a atenção para esta obra, sobretudo porque o terceiro volume acaba de sair e trata da infância de Jesus, muito apropriado nesta época natalícia, e também porque alguns viram nela referencias pouco benéficas para a celebração do momento.

DR

Rui Ribeiro

Jesus de Nazaré

Uma trilogia de história e de fé Ainda antes de ser Papa, o cardeal Joseph Ratzinger alimentava o desejo de publicar uma trilogia sobre a vida de Jesus. O seu desejo era apresentar a figura de Jesus numa sã convivência entre a sua humanidade e a sua divindade. O projecto começou a tomar alguns contornos em 2003, com as primeiras notas e primeiros estudos. Sempre fiel ao desejo de apresentar a figura real de Jesus, o então cardeal Ratzinguer embrenhava-se no estudo e na meditação. Mas já então afirmava que a apresentação da figura der Jesus só poderia corresponder à verdade se, para além do rigor histórico do seu estudo, fosse vista à luz da fé. Embora seja inteiramente lícito optar pela perspectiva que parte da realidade humana de Jesus, pretender contudo isolá-la da sua realidade divina já não respeita a verdade do seu mistério. O projecto de Ratzinger consistia precisamente em partir do estudo histórico de Jesus, como a perspectiva que vai mais ao encontro da mentalidade moderna, mas recusando simultaneamente isolar a realidade humana de Jesus da sua realidade divina que só num horizonte de fé se torna apreensível. Por isso,

desde logo se fazia prever um projecto aliciante mas difícil. O autor negava ser sua intenção escrever uma “vida de Jesus” à maneira de uma biografia, como também elaborar uma “cristologia do alto”. Em 2005 o cardeal Ratzinguer era eleito Papa, e escolheu o nome de Bento XVI. Se o projecto ficou algo abalado, o sonho mantevese e na gaveta continuaram a juntar-se apontamentos e reflexões. 1º Volume O primeiro volume, publicado em 2007, abordou a vida de Jesus desde o Baptismo à Transfiguração. A obra compreendia 10 capítulos e centrou-se no ministério de Jesus durante os 3 anos da sua vida pública. O Papa destacou alguns dos momentos mais significativos dessa actuação de Jesus: o baptismo, o Sermão da Montanha , o significado das parábolas , o chamamento dos Doze , a confissão de Pedro , e a Transfiguração. Neste primeiro volume foi nítida a preocupação para salvar a pessoa de Jesus de recentes “populares” representações e restaurar verdadeira identidade de Jesus como o revelam os Evangelhos. Através de seu brilhantismo como teólogo

e sua convicção pessoal, como um crente, o papa, faz um retrato de carne e sangue de Jesus e convidanos a encontrar, face-a-face, a figura central da fé cristã. A grande questão que vai estar connosco durante todo este livro inteiro: O que Jesus realmente terá vindo trazer? A resposta é muito simples: Deus. Ele trouxe Deus. Ele trouxe o Deus que outrora revelou seu rosto gradualmente, primeiro a Abraão, em seguida, a Moisés e aos Profetas, e depois na Literatura de Sabedoria - o Deus que se revelou em seu rosto. É este Deus, o Deus de Abraão, Isaac e Jacob, o Deus verdadeiro, que Ele nos fez conhecer e que se torna visível na sua acção e pregação. Jesus trouxe Deus e, com Deus, a verdade sobre nós próprios começa a ser desvendada. 2º Volume Em 2011, o segundo volume acompanhava em 9 capítulos os momentos que antecederam a morte e ressurreição de Cristo, desde a sua entrada em Jerusalém, a Última Ceia com os discípulos ou a sua prisão no Monte das Oliveiras. Este segundo volume descreve-nos a Páscoa, a “hora” de Jesus, anunciada

como o momento decisivo da realização da Sua obra e da vontade do Pai. A tiragem foi de 1,2 milhões de exemplares, com 35 mil em Portugal. 3º volume O terceiro volume, já nas bancas, aborda os chamados ‘evangelhos de infância’, sobre os primeiros anos de vida de Cristo. O novo livro do Papa Bento XVI, divide em quatro capítulos o arco histórico que começa na sua genealogia e termina na separação e reencontro com os pais, em Jerusalém. Este livro de Bento XVI aborda a representação dos primeiros anos de vida de Cristo nos evangelhos como a sua “verdadeira história”. A obra teve uma tiragem inicial de mais de um milhão de exemplares em oito línguas (italiano, francês, inglês, espanhol, alemão, português europeu e brasileiro, croata e polaco), mas estão em preparação traduções num total de 20 idiomas, para publicação em 72 nações. Em Portugal, a primeira tiragem foi de 15 mil exemplares, estando já a editora a fazer uma primeira reimpressão, por causa das encomendas recebidas.


DESTAQUE 3

O Mensageiro 13.Dezembro.2012

História e Fé A verdade histórica que a obra de Bento XVI pretende abordar encontra-se muitas vezes revestida, senão mesmo distorcida, por expressões da fé, da cultura, da semântica. Ou seja, a história fez com que os crentes preenchessem algumas lacunas que a narrativa evangélica deixou em aberto, por não se revelarem importantes ou essenciais para a verdade anunciada. É assim que surgem, nas nossas vivências da fé, determinadas formas de falar e de expressar que, não tendo fundamento histórico, foram assumidas e passaram mesmo a fazer parte da vivência. De tal forma foram assumidas que em muitos casos passaram, pelo menos na mente das pessoas, a fazer parte essencial da verdade. Historia moderna Num tempo em que os romances históricos, assumem um estilo demasiado impositivo e afirmativo, muito se confunde a ficção com a verdade. Muitos dos leitores, ou espectadores, já não sabem distinguir o que é verdade e o que é ficção. Tanto mais que a historicidade é mais afirmada pela projecção do autor do que propriamente pela análise dos factos. Hoje tem-se por certas determinadas afirmações simplesmente pelo facto de terem sido proferidas por determinadas pessoas e em determinados ambientes. Aliás, o povo apresenta como garantia de verdade o facto de “ter passado na televisão”. Num tempo assim, a Bíblia, os Evangelhos, lutam com a dificuldade de levarem aos crentes a verdade que ultrapassa a narrativa. Tanto mais que esta, no tempo em que foi criada, não era entendida da forma como hoje a entendemos. O estilo jornalístico, mais precisamente a crónica, não se confunde de forma alguma com a narrativa. Porém, hoje entendemos que esta deverá assumir sempre os contornos daquela. Na trilogia que apresenta, Bento XVI quis, por um lado pegar na história, encontrar-se e levar-nos a

encontrar, o Jesus da história. Mas, como ele mesmo o disse, tal tarefa não pode prescindir da narrativa crente e da experiência da fé. O desafio era, pois, alto e o trabalho muito árduo. Apesar de tudo, e sabendo-o à priori , Bento XVI arriscou e legou ao mundo uma visão inovadora e aliciante de Jesus Cristo. O cristianismo ficou assim mais atractivo e ao mesmo tempo mais purificado. Os “iluminados”cegos Apesar de tudo, os tais “iluminados”, mas cegos e escravos da visão redutora da modernidade, caíram, em vários momentos, na ilusão de puderem encontrar um Papa que agora queria descristianizar o cristianismo. No segundo volume desta trilogia encontraram alguns “ditos” e pontos “polémicos que aqui referimos: 1. Pecado da Igreja. O Papa fala do “traidor” como a possibilidade de a ruptura da amizade poder chegar à comunidade sacramental da Igreja, onde há e poderá haver sempre pessoas que partilham «o seu pão» e O atraiçoam. É motivo, também, para a agonia de Jesus, no dizer de Pascal. 2. É Jesus um “revolucionário”? Jesus nunca aparece como um zelota ou membro de algum partido político. O Seu zelo é o amor e nunca a violência. Os cristãos nunca poderão ser confundidos pela prática da violência, mas pela vivência do amor. Jesus aparece com a missão de curar quem está à margem da própria vida e da sociedade. Na purificação do Templo, é o universalismo do acolhimento que está em jogo, como Ele prova nas referências às crianças, aos simples, aos pequenos. 3. Sangue derramado “por todos”. Jesus veio à humanidade e está na Igreja como um “ser para”. O que se lê na palavra “muitos”, no Antigo Testamento, deve ler-se a “totalidade”, diz o Papa, justificando que, na consagração do cálice deve ser dito “derramado por vós e por todos”. Então,

como entender: muitos; totalidade dos judeus; ou todos? Como com a Eucaristia foi instituída a Igreja e esta é o princípio visível do reunir-se, a Igreja tem como missão reunir todos os que estão dispersos, levando a Nova Aliança a todos. 4. Culpa dos judeus. Quem acusa Jesus? A aristocracia do Templo e não o povo judeu. Além deste grupo, associa-se, no contexto da amnistia pascal, a gentalha dos apoiantes de Barrabás. Mesmo em relação aos que gritaram a Sua morte, esta não é castigo para ninguém. A morte de Jesus, com o derramamento do Seu sangue, está ao serviço da cura e não do castigo. O Seu sangue não é maldição, mas força purificadora de amor. 5. A Ressurreição confirma e valida o cristianismo. Diz o Papa que, na sua pesquisa sobre Jesus, a ressurreição é o ponto decisivo. “Que Jesus tenha existido só no passado ou, pelo contrário, exista também no presente depende da ressurreição”. Está aqui o centro da nossa relação com Jesus Cristo. Com a ressurreição começou a leitura “nova” da Escritura. Ao mesmo tempo, a ressurreição de Jesus cria,

para nós, um novo âmbito da vida – estar com Deus. Ela é um acontecimento histórico mas vai para além da história. Isto é, rompe a história e inaugura uma nova dimensão – dimensão escatológica. 5. Ministério ordenado e ministério da mulher. Na Ressurreição nasce a missão da Igreja. Na sua missão, todos somos chamados a participar. O Papa fala da missão diferente dos homens e das mulheres, a partir das formas diversas como uns e outros participaram no anúncio da ressurreição. A tradição sobre a forma de profissão de fé e a tradição sob a forma de narração. 6. A Ressurreição como um acontecimento da história que a ultrapassa, num salto ontológico, inaugurando um âmbito novo da vida: o estar com Deus, antecipando o definitivo. Anunciar a Ressurreição e a Ascensão de Jesus é a missão da Igreja. Dar testemunho de Cristo vivo é o fundamental na Igreja e no cristão. Daí, ter sido decisivo para a escolha de Matias ser um dos que testemunhou a Ressurreição. Sem Páscoa, não há Igreja nem cristãos. Esta é a força que se transforma em sim-

patia e em testemunho de alegria no mundo de hoje, critério essencial para que o mundo creia. Agora no terceiro volume, as primeiras leituras foram no mesmo sentido de trazer a nu determinados pontos que, não sendo históricos, pretendiam alguns viessem abalar a crença milenar dos crentes: 1. Local de nascimento de Jesus. A obra sustenta a historicidade da representação tradicional do nascimento de Cristo, como a sua localização em Belém, pequena localidade da Cisjordânia. Bento XVI diz não ver como se possa apoiar a ideia de que esse dado representaria apenas “uma afirmação teológica e não histórica”, criticando assim os teólogos que apontam como local de nascimento de Jesus a cidade de Nazaré, na Galileia, onde viria a viver mais tarde. “Se nos ativermos às fontes, fica claro que Jesus nasceu em Belém e cresceu em Nazaré”, escreve. 2. Paz aos homens do seu agrado. A respeito do anúncio do nascimento de Jesus, que é colocado entre os anos 7-6 a.C., o Papa apresenta uma reflexão sobre a expressão “paz na terra aos homens por ele amados”, comentando mesmo a tradução da Conferência Episcopal Portuguesa e sugerindo antes o uso da expressão “os homens do seu agrado”. 3. Os animais no presépio. O Papa lembra que nos evangelhos não se fala de animais, ao descrever o presépio, mas destaca que a iconografia cristã preencheu esse espaço com as figuras do burro e da vaca, que são popularmente ali apresentadas. “Nenhuma representação do presépio prescindirá da vaca e do burro”, acrescenta. 4. A Estrela do Oriente. Sobre o episódio da adoração dos magos, que marca várias tradições da quadra natalícia, Bento XVI começa por elogiar a “inquietação interior” que os fez pôr-se a caminho e classifica estas personagens como “antecessores, precursores, indagadores

que desafiam os tempos”. O livro debate a existência da “estrela” que é referida na Bíblia e, a esse respeito, o Papa cita autores bíblicos, teólogos da antiguidade, tábuas cronológicas chinesas, Kepler e outros astrónomos antes de afirmar que “a grande conjunção de Júpiter e Saturno no signo zodiacal de Peixes, nos anos 7-6 a.C. parece ser um facto confirmado”. “Aquilo que na grande perspectiva da fé é uma estrela de esperança, na perspectiva da vida quotidiana constitui inicialmente apenas causa de transtorno, motivo de preocupação e temor. É que Deus perturba a nossa comodidade diária”, acrescenta, numa análise teológica sobre o fenómeno astronómico. Bento XVI afirma que estes relatos evangélicos abordam acontecimentos históricos que foram “teologicamente interpretados pela comunidade judaicocristã” e pelo evangelista Mateus, precisando que essa é também a sua “convicção”. 5. O massacre dos inocentes. Sobre o massacre dos inocentes, relatado por São Mateus, o Papa admite que não há qualquer referência fora da Bíblia ao facto, mas sublinha que a “maldade” de Herodes faz com que essa falta de alusões “não prove que tal delito não tenha sucedido”. Conclusão O Papa não veio de forma alguma desdizer o que sempre se aceitou como certo, mesmo que o não fosse. Pelo contrário, o seu desejo de verdade jamais se sobrepôs à sua vivência de crente. Por isso, não se manifestou em parte alguma contra determinadas expressões de fé vindas da tradição, mas apenas as esclareceu. Dizem, os que nada entendem, que “ O Papa já não quer o burrinho e a vaquinha no presépio”, aos que assim falam aconselhamos vivamente a lerem os 3 livros de Bento XVI, depois falamos.

Pe Rui Ribeiro


4 CULTURA

O Mensageiro 13.Dezembro.2012

CINEMAS

EXPOSIÇÕES

Castelo - Leiria •”Habitantes e Habitats” - exposição permanente •”Korrodi e o restauro do Castelo de Leiria” - exposição permanente Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Paisagem Interior” - escultura de Filipe Curado (~29/12) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria • Voluntariado 2011 - ano europeu do voluntariado (~31/12) • Presépios (~31/12) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Oficina do Olhar” - exposição permanente •”(RE) ANIMAR - interpretação contemporânea (~31/12) Moinho de Papel - Leiria • Mapas para efectivar o quotidiano (~12/01) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República “ - colecção de António Pedro Vicente (~31/12) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Medidores de Azeite” (~31/12) Galeria Mouzinho de Albuquerque - Batalha • Pintura de Artur Franco (~9/12)

Exposição “Explode” patente ao público até 4 de dezembro

Nuno Gonçalves defende que todos os concertos deveriam ser inclusivos Nuno Gonçalves, membro dos The Gift esteve presente no acto de inauguração da exposição de fotografia inclusiva “Explode” que está patente na Biblioteca José Saramago do Instituto Politécnico de Leiria (IPL). Na altura o músico de Alcobaça defendeu a “continuidade da aposta da banda, e também de outros agentes culturais, em formatos inclusivos, acessíveis a todas as pessoas” apelando: “vamos tornar este projecto não numa ilha, mas numa obrigatoriedade para o futuro”. Esta mostra que ficará patente ao público até dia 4 de Janeiro tem a particularidade de permitir que também as pessoas cegas,

com baixa visão ou surdas, possam partilhar as emoções vividas pelo grupo na experiência multi-sensorial do festival Holi, na Índia, por altura da criação do trabalho Explode, através da disponibilização de áudio descrição e informação táctil. Nuno Gonçalves ainda defendeu que “Não faz sentido num país livre haver exclusão de pessoas na cultura”, acrescentando que “da mesma forma que hoje não faz sentido para nós haver um carro sem cinto de segurança, queremos que daqui a 10 anos seja tão ridículo fazer espectáculos não inclusivos como o é actualmente haver um carro sem cinto”. Num gesto de consci-

ência cívica, o grupo alcobacense tem já um caminho percorrido na inclusão de pessoas com necessidades especiais, abrindo as portas dos seus concertos a públicos muitas vezes afastados de eventos desta natureza: pessoas com baixa visão, cegueira ou surdez, para que a explosão de alegria, som e cor que caracteriza o Explode chegue a todos. “Orgulhamo-nos de ser os primeiros, mas não queremos que isto acabe aqui, o projecto não pode morrer nos The Gift, nasceu aqui mas há que dar continuidade”, reiterou o músico. Josélia Neves, docente e investigadora do IP Leiria, responsável pelos textos/ áudio descrição da exposi-

ção Explode, e especialista na área dos formatos inclusivos, confidenciou que pretendeu “transmitir a beleza das fotos em palavras” e que isso é “uma experiência única, é entrar na alma das músicas, compreender as mensagens, entrar na intimidade da banda e tentar descobrir o que sentiram”. A exposição é composta por 18 fotografias da banda, na preparação do álbum Explode, tiradas em 2010 na Índia, por Poras Chaudhary, um fotojornalista local, durante os festejos Holi (ou Festival das Cores), que comemoram a chegada da primavera, e durante os quais as pessoas atiram tinta de diversas cores umas às outras.

“Percursos reConhecer Leiria”

Visita a locais onde existiram edifícios emblemáticos “A cidade: espaços e história” é o tema da próxima visita temática, integrada nos “Percursos reConhecer Leiria”, que decorrerá neste Sábado, entre as 10h30 e as 12h30. António Moreira de Figueiredo, arquitecto, acompanhará os munícipes que queiram saber mais sobre o património local, nomeadamente sobre edifícios que existiram em Leiria. A

DR

Teatro Miguel Franco (Leiria) • BELLAMY | Drama | de Claude Chabrol | c/ Gérard Depardieu, Clovis Cornillac, Jacques Gamblin | 16 de Dezembro, 21h30; 17 de Dezembro, 18h30 e 21h30. • UM MONSTRO EM PARIS | Animação | de Bibo Bergeron | 17 de Dezembro, 19 de Dezembro, 23 de Dezembro, 24 de Dezembro e 26 de Dezembro, 15h30. • COMPLEXO-UNIVERSO PARALELO | Documentário | de Mário Patrocínio e Pedro Patrocínio | 19 de Dezembro, 21h30. Cine-Teatro (Monte Real) • UM MONSTRO EM PARIS | Animação | de Bibo Bergeron | 14 de Dezembro, 15h30. • LOOPER, REFLEXO ASSASSINO | Acção | de Rian Johnson | c/ Joseph Gordon-Levitt, Bruce Willis, Emily Blunt, Paul Dano | 21 de Dezembro, 21h30 e 23 de Dezembro, 15h30. • ASTERIX E OBELIX: AO SERVIÇO DE SUA MAGESTADE | Comédia | de Laurent Tirard | c/ Gérard Depardieu, Edouard Baer, Guillaume Gallienne, Catherine Deneuve | 29 de Dezembro, 21h30 e 30 de Dezembro, 15h30.

Câmara Municipal de Leiria propõe, assim, uma visita a cada espaço do núcleo his-

tórico, como o Teatro Maria Pia, a Igreja de S. Martinho ou o Convento de Sant’Ana,

através de uma viagem pelo tempo, cheia de surpresas, reflectindo sobre a evolução urbanística e arquitectónica da cidade. Este passeio, que tem como ponto de encontro o Centro Cívico, na Rua Barão de Viamonte, integra-se nos “Percursos reConhecer Leiria”, um ciclo de visitas temáticas sobre o património local que se prolonga até Setembro de 2013.


CULTURA 5

O Mensageiro 13.Dezembro.2012

Joaquim Santos

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

José da Silva Fabião e outros fotógrafos contribuiram com exposição

Raul Faustino de Sousa mostra em livro a Leiria de duas décadas do século XX Leiria, 1909-1939” de Raul Faustino de Sousa é o livro que foi apresentado no dia 8 de Dezembro, no mimo e que retrata uma Leiria esquecida, mas que fez história. Mário Matias, da Fundação Caixa de Crédito Agrícola considerou que é um livro “de fácil leitura que retrata um Leiria bem diferente da actual”. As imagens escritas de Raul Faustino de Sousa centram-se em histórias, pequenos factos, recantos e rostos das pessoas que registam a história da cidade. Raul Castro, presidente da Câmara de Leiria referindo-se ao livro e à exposição de fotografia “(re)Conhecer Leiria – memórias e imagens do século XX”, em homenagem a José Fabião disse que “é um momento de afirmação da memória colectiva, num casamento feliz das imagens de Fabião com as descrições de Raul de Sousa”. Acrescentando

Até 31 de Dezembro

Exposição de presépios na Biblioteca Municipal de Leiria Até dia 31 de Dezembro o átrio da Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira acolhe a exposição de presépios “Velhas Tradições/ Novos Presépios”, organizada pela Delegação Distrital de Leiria da Associação de Solidariedade Social dos

Professores. Esta exposição retrata a história de um nascimento partilhado entre avós e netos, num diálogo inter-geracional, fomentando uma tradição arreigada na sociedade portuguesa.

que esta exposição “permite fortalecer o nosso sentimento de pertença e deixá-lo para as novas gerações”. Novas tecnologias fundem Leiria antiga e moderna José da Silva Fabião e outros autores também estiveram representados com acervo fotográfico que permitiu uma exposição que pode ser apreciada até dia 15 de Junho de 2013. Uma mostra que interliga o passado com o presente através das imagens e que, por meio das novas tecnologias, permite que consigamos visualizar a Leiria de hoje e identificá-la nos anos 20 ou 30. Com esta iniciativa a Câmara de Leiria, promotora da exposição “pretende mostrar uma Leiria construída de memórias, através do olhar, na sua maioria de originais, de José Fabião, que retratou Leiria desde meados do século passado até à transição com o novo

milénio, e através das palavras de Raul Faustino de Sousa, ilustrativas da 1ª metade do século XX”. José Fabião registou durante anos, de forma sistemática, as imagens das pessoas, da cidade, da sua sociologia vivencial, sendo o seu espólio um manancial de informação de grande valor técnico e artístico. Os trabalhos apresentados, de retrato individual e colectivo de pessoas, bem como de acontecimentos significativos ocorridos na cidade, “são, em jeito de homenagem à sua obra, um reconhecimento ao mérito de um profissional filho da cidade”. O fotógrafo marcou presença na inauguração da mostra e reconheceu que a Leiria “dos anos 20 se transformou numa cidade moderna e apelativa”.

Cláudia Santos

No Moinho do Papel

Fádo Com Alma apresenta CD “Nós”

De Júlia Guarda Ribeiro

“Contos Temperados” resultou em edição de livro “Contos Temperados” é o título do livro de Júlia Guarda Ribeiro que será apresentado no dia 14 de Dezembro, pelas 18h00, no Moinho do Papel, em Leiria. A obra é temperada com uma pitada de ironia,

uma gota de inocência e um cheirinho de veneno. A autora fala da incerteza do futuro dos jovens, dos aposentados e dos contribuintes em geral, da crise e da vontade de proporcionar uma boa gargalhada.

Os Fádo Com Alma apresentam no dia 13 de Dezembro, no Moinho de papel, em Leiria, pelas 21h00, o CD “Nós”. Uma sessão que contará com a presença de todos os intervenientes na elaboração deste trabalho discográfico. Trata-se de uma apresentação “informal”, sem actuação, onde o grupo contará todo o seu trajecto, desde o primeiro ensaio até à edição do primeiro registo discográfico. Fádo Com Alma é essencialmente uma tentativa de fazer chegar o fado e as melodias de sempre a todos, numa outra perspectiva, tanto em termos de sonoridade como em termos de arranjos musicais. Augusto Veleira

O mimo – Museu da Imagem em Movimento apresenta em imagens e em palavras a Leiria do século passado. Tudo porque num só espaço juntam as fotografias de José da Silva Fabião, fotógrafo leiriense e os escritos de Raul Faustino de Sousa, marinhense, mas que residiu em Leiria. Os escritos de Raul Faustino de Sousa foram entregues pela família ao Arquivo Distrital de Leiria. A sua directora Paula Cândido cedo percebeu que não poderia deixar “tais escritos ao acaso” e por isso decidiu publicá-los em livro, revelou aquando da apresentação do mesmo, no dia 8 de Dezembro, no Mimo. Tal tornou-se possível com o apoio da Fundação Caixa de Crédito Agrícola. Paula Cândido ainda deixou a esperança que “os leirienses tenham orgulho em reconhecer e conhecer livremente a Leiria de então”. “Minhas memórias:

Cidade - Leiria •”A viagem do Pai Natal” (2ªs~6ªs, 9h30~18h30;Sáb e Dom, 14h~18h30) Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”A verdadeira história da cigarra e da formiga” (14/12, 11h00 e 15h00) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Moustache” (15/12, 21h30) • Concerto de Natal (21/12, 21h30) •”Rodrigo Cavalheiro e as folhas secas” (22/12, 22h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria • BEBETECA” (13/12, 10h15 e 15/12, 16h00) •”Contar, cantar e encantar o Natal” (14,19 e 28/12, 10h30 e 14h30) • Férias de Natal divertidas... (18, 20, 21 e 26/12, 14h30~15h30) • Labirinto de pesquisa (19/12, 14h30~16h30 e 27/12, 10h30~12h30) •”Parimónio de Leiria” - histórias de fio a pavio (21/12, 11h00) • Clube de Leitura (27/12, 14h30~15h30) m|i|mo - museu da imagem em movmento - Leiria •”A Roda da Vida” - oficina (~31/12, 10h00~17h30) • Construção de câmaras obscuras - oficina (13, 20 e 27/12, 10h00) • Técnicas alternativas de cianotpia - oficina (13, 20 e 27/12, 14h30) •”Momentos luminosos” - actividade pedagógica (18/12, 18h) •”A cor do Natal” - decorações de Natal (3ªs a 6ªs, 10h00 e 14h00) Arquivo Livraria - Leiria • Clube de Leitura Arquivinho (15/12, 15h00 e 26/12, 18h30)) Moinho de Papel - Leiria •”Contos Temperados” - apresentação da obra (14/12, 18h00) Sala Jaime Salazar Sampaio - Leiria •”C10H14N2-NICOTINA” - teatro (~30/12, 22h00) Centro de Interpretação Ambiental - Leiria •”Educador ambiental II” - acção de formação (15/12, 9h00) • Postais e enfeites de Natal - construção (18, 19, 20 e 21/12, 9h30) Sé - Leiria • Concerto de Natal (16/12, 15h00) Igreja Paroquial - Pousos • SAMPARÓQUIA (16/12, 16h00) • Cantata de Natal (20/12, 21h00) Auditório da SAMP - Leiria • 139 Anos SAMP (~21/12) •”Moustache” - concerto (13/12, 21h00) • Espectáculo de Natal Berço (15/12, 16h30) • Espectáculo de Natal Berço (15/12, 18h00) • Concerto Coral de Natal (21/12, 21h00) Igreja Paroquial - Caranguejeira • Concerto de Natal (21/12, 20h30) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Prendas no saco” - oficinas de Natal (~20/12, 15h00~17h00) Biblioteca Municipal - Batalha • A hora do conto (15/12, 16h00) Museu da Comunidade Concelhia - Batalha • Colecção de conversas (7/12, 21h00)


6 CULTURA/SOCIEDADE Concerto de Natal na Sé de Leiria A Sé de Leiria acolherá no Domingo o Concerto de Natal, numa organização da Câmara Municipal, Paróquia de Leiria e Grupos Corais do concelho. O concerto está marcado para as 15h00 e contará com a participação de vários grupos corais: “Arrabal”, Cantábilis-CGD”, “Corális”, “Orfeão de Leiria” e “Coral Infantil do Jardim-Escola João de Deus”. A entrada é livre.

No salão do Convento dos Franciscanos

Sempraudaz realiza festa de Natal

A Sempraudaz – Associação Cultural realiza a sua festa de Natal nesta Sexta-feira, pelas 15h00 no salão do Convento dos Franciscanos. A Sempraudaz está instalada no Centro Cívico de Leiria com o objectivo de desenvolver acções de formação para seniores, actividades culturais e formativas difusoras da cultura e, em especial, da escrita, do património e das artes. A nova associação, liderada por Helena Carvalhão, funciona de Segunda-feira a Sábado, entre as 15h00 e as 18h00, nas salas São Joanina, Padre Amaro e Luís Serra.

Orquestra de Jazz de Leiria

Concerto de Natal

No dia 21 de Dezembro, a Orquestra de Jazz de Leiria, acompanhada por Vânia Fernandes, dá um concerto de Natal, no Teatro Miguel Franco, às 21h30. A Orquestra de Jazz de Leiria surgiu em Fevereiro de 2011 com os objetivos de juntar a comunidade jazzística de Leiria e fazer um tipo de música diferente. Este projeto, apoiado pela Câmara Municipal, tem como mentor o músico César Cardoso, professor na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal. O preço do bilhete é de 6 euros para o público em geral e de 4 euros para estudantes.

Associação de Solidariedade dos Professores

Exposição de pintura de Julieta A Associação de Solidariedade Social dos Professores (ASSP) tem patente na sua sede, em Leiria, uma exposição de pintura de Julieta Fernandes, uma associada da instituição. A mostra com entrada livre pode ser visitada de Segunda a Quinta-feira, entre as 15h00 e as 17h00 até ao próximo dia 19 de Dezembro.

No Teatro José Lúcio da Silva

Ballet “Quebra-Nozes” A Companhia Russian Classical Ballet apresenta o bailado Quebra-Nozes no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, no dia 20 de dezembro, pelas 21h30. Esta Companhia é composta por um elenco de bailarinos graduados pelas mais conceituadas escolas coreográficas da Rússia e dos mais prestigiados teatros de dança. Baseado no conto “O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos”, de E.T.A. Hoffman, este bailado conta a história de uma menina que sonha com um Príncipe Quebra-Nozes. Numa feroz batalha contra um Rei dos Ratos, Quebra-Nozes encontra-se em grave perigo. Clarinha, vencendo os seus próprios medos, entra nesta batalha e, lançando os seus sapatinhos, acaba por aniquilar o Rei dos Ratos.

13.Dezembro.2012

Bolsa de Voluntários apoia carenciados

Câmara cria Gabinete Leiria Saudável A Câmara Municipal de Leiria vai colocar em funcionamento o Gabinete Leiria Saudável, que promoverá rastreios e formação na área dos cuidados de saúde, alimentação saudável e economia doméstica. Além disso será criada uma Bolsa de Voluntários que exercerão funções diversas de apoio a pessoas desfavorecidas, sob a coordenação do município de Leiria. Também está previsto criar um Banco de Recursos, onde seja possível entregar móveis, equipamentos e outro tipo de bens em bom estado, que depois serão entregues a

DR

No dia 16 Dezembro

O Mensageiro

pessoas carenciadas, as quais estão devidamente identificadas, com o apoio das Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho. No sentido de contri-

buir para o combate ao desemprego, a autarquia irá ainda contratar pessoas desempregadas do Programa CEI – Contrato Emprego e Inserção. E, a pensar na população com

menos recursos financeiros será assinado um protocolo com a Associação Nacional de Direito ao Crédito, para lhes proporcionar acesso ao micro-crédito. Assim será reforçado o montante atribuído ao programa de comparticipação no apoio à aquisição de medicamentos, com a intenção de abranger mais pessoas. A Câmara Municipal de Leiria irá ainda concretizar o projecto de Teleassistência para idosos. Desta forma o município pretende minimizar os impactos da crise que afecta os munícipes.

Em 2013

Câmara Municipal de Leiria concede benefícios fiscais a famílias e empresas A Câmara Municipal de Leiria aprovou, por unanimidade, na última reunião de executivo um conjunto de benefícios fiscais, a aplicar em 2013, direccionado a famílias, entidades e empresas. O objectivo é ajudar a minimizar o impacto das medidas de austeridade anunciadas pelo governo, bem como incentivar o

crescimento económico sustentado do Município. Assim na área do urbanismo serão reduzidas em 20 por cento as taxas relativas à realização, reforço e manutenção das infra-estruturas urbanísticas. Em relação ao licenciamento anual de publicidade, também foi aprovada a redução do valor das taxas

em 20% nas situações de comprovado início de actividade no Município de Leiria, no momento da emissão do alvará de licença; em 10% nas situações de emissão do primeiro alvará de licença, em todos os processos de licenciamento, não cumulativa com a redução prevista na alínea a); e em 5% nas situações

de renovação do licenciamento, no momento de emissão do averbamento ao alvará de licença. Estes benefícios fiscais ainda têm que obter o voto favorável da Assembleia Municipal de Leiria.

APAV lança campanha

“A tua segurança não é um jogo. Fica Ligado.” A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) lançou a campanha “A tua segurança não é um jogo. Fica Ligado.” O objectivo é chamar a atenção para os perigos que a rua pode trazer e, no sentido de os evitar, incentiva-se a adopção de comportamentos preventivos de maior segurança e protecção. Segundo a APAV entre 2000 e 2011 registaram-se

7.387 processos de apoio a crianças e jovens vítimas de crime e de violência, que se traduziram na identificação de 11.261 crimes praticados contra menores. Entre estes, os crimes contra o património surgem em terceiro lugar, com uma prevalência relativamente baixa comparativamente aos crimes contra as pessoas. Este facto é indicativo dos baixos níveis de denúncia e de procura de ajuda por parte dos mais

jovens perante crimes desta natureza. Por isso, a APAV vai investir “na produção e na disseminação de recursos informativos dirigidos às faixas etárias mais jovens, disponibilizando, de uma forma simples, atractiva e ajustada, informação sobre violência, sobre a importância de procurar ajuda e apoio e de adoptar estratégias de segurança e protecção” adianta a insti-

tuição em comunicado. Para dar corpo à campanha a APAV desenvolveu uma agenda escolar e o website: www.apavparajovens.pt. Estes produtos vão ser distribuídos junto a estabelecimentos de ensino do 2º e 3º ciclo e do ensino secundário de todo o país.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 13.Dezembro.2012

A mais elevada da OCDE

Candidataram-se 40 associações

nas taxas de desemprego nos 25 dos 34 países da organização para os quais existem dados até Outubro permanecem “elevadas”. O país com a taxa mais

elevada foi Espanha, com 26,2%, seguida da Grécia, com 25,4% (em Agosto, o último mês disponível) e Portugal, com 16,3% (taxa que já tinha sido divulgada

pelo Eurostat a 30 de Novembro). Na Austrália, Áustria, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Luxemburgo e México, o desemprego permaneceu abaixo dos 5,5%. Nos EUA e Canadá a taxa de desemprego em Outubro fixou-se nos 7,9% e 7,4%. Segundo a OCDE, no final de Outubro havia 48,1 milhões de desempregados no conjunto dos países que compõem a organização (mais 400 mil do que em Setembro e mais 13,4 milhões do que em Julho de 2008, antes da crise).

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Privatização da TAP cada vez mais perto

plo: quando entrámos nesta companhia [Avianca], todo o mundo tinha medo. Começámos com 4.700 funcionários e agora estamos com 17.000”, acrescentou. O empresário defendeu que as oportunidades da privatização da TAP “não podem causar constrangimentos. Só podem causar satisfação”, algo que, contou, tem sentido quando viaja pela TAP. “Tenho conversado com tripulantes e pilotos da TAP, porque reconhecem-me quando entro nos aviões. As pessoas fazem perguntas e até agora não ouvi nenhum comentário negativo, até pelo contrá-

rio”, disse. Sobre a administração da TAP, liderada por Fernando Pinto, o empresário elogiou o trabalho e, sobretudo a capacidade de contornar a falta de investimento na companhia pelo accionista Estado, escusando-se a expor os planos após a privatização. “A administração fez um excelente trabalho para quem não teve investimento e teve que se virar sozinha. Se não se põe dinheiro, a companhia não anda”, disse. Admitindo que “é uma boa administração”, sublinhou que a sua continuidade à frente da TAP tem que ser decidi-

No Centro de Interpretação Ambiental

Acção de formação “Educador Ambiental”

Empresário German Efromovich e o seu grupo Synergy, potenciará a criação de postos de trabalho O empresário German Efromovich defendeu no dia 11 de Dezembro que não há razão para os trabalhadores da TAP estarem preocupados com a privatização, realçando que o crescimento da companhia aérea, pela mão do grupo Synergy, vai potenciar a criação de postos de trabalho. “Se vamos crescer, precisamos de admitir gente e não de despedir, a não ser que tenha um monte de pessoas sem fazer nada. Quem está lá para trabalhar vai continuar”, afirmou o dono do grupo Synergy, único candidato à compra da companhia aérea portuguesa, e que entregou a proposta final na passada sexta-feira. Em entrevista à Lusa, na sede da Avianca, na capital da Colômbia, Efromovich ressalvou que hoje, no actual contexto, ninguém pode “garantir absolutamente nada” em termos de postos de trabalho, considerando que “quem garante não é honesto”. “Mas vou dar um exem-

Mesmo em tempo de crise a Câmara Municipal da Batalha consegue disponibilizar 135 mil euros para apoiar o associativismo do concelho. As 40 contempladas são as associações que apresentaram candidaturas à primeira fase do Programa de Apoio ao Associativismo relacionadas com a prática desportiva federada e não federada e ao desenvolvimento de actividades regulares. António Lucas, Presidente da Câmara Municipal da Batalha explica que “a verba disponibilizada é bem evidente e representativa da importância que o Executivo atribui às Associações e Colectividades da Batalha”. No discurso que proferiu no Fórum do Associativismo que se realizou no passado dia 24 de Novembro, o Edil destacou o “trabalho inexcedível” que as associações desenvolvem em prol da comunidade em que estão inseridas, justificando que é sobre esse “papel de excelência” que o Município da Batalha se baseia para a atribuição dos auxílios económicos, que disponibiliza mediante a outorga dos protocolos.

da por mútuo acordo: “Para fazer amor é preciso dois”. Confrontado com a disponibilidade já demonstrada por Fernando Pinto para continuar, pelo menos na fase de transição, à frente da companhia portuguesa, German Efromovich adiantou que “a primeira coisa é ver se os actuais administradores aceitam o modo de operar [da Synergy]”. A análise dos vários dossiers e números da TAP, que se realizou nas últimas seis semanas, foi uma surpresa agradável, disse, referindo apenas “alguns problemas por falta de investimentos”, visíveis na idade da frota. “Ficámos surpreendidos agradavelmente. A TAP está bem ‘enxuta’, é eficiente e os indicadores são muito bons. Detectámos alguns problemas por falta de investimento”, resumiu. Segundo o empresário, “a vida média dos aviões da TAP está em torno de 10 ou 12 anos, o que significa que está na hora de mudar, porque hoje já existem aviões mais eficientes e mais confortáveis”.

No Centro de Educação Ambiental (CIA) em Leiria estão abertas as inscrições para a acção de formação “Educador Ambiental II” que se realizará no dia 15 de Dezembro. O conteúdo geral desta formação consiste na aprendizagem de metodologias e estratégias de observação e identificação da biodiversidade local. Os destinatários são todos os interessados que pretendam desenvolver competências na área da educação sustentável, através da percepção, interpretação e exploração sensorial. A formação decorrerá entre as 09h00 e as 18h30. DR

A taxa de desemprego em Portugal subiu para os 16,3%, a terceira maior dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para os quais existem dados disponíveis. No conjunto dos países da OCDE, a taxa de desemprego subiu para os 8%, assim como na União Europeia, onde avançou para os 10,7%. Na zona euro, a taxa de desemprego subiu para os 11,7%. De acordo com a OCDE, as diferenças face aos níveis pré-crise verificadas

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Taxa de desemprego em Portugal subiu para 16.3%

Câmara da Batalha atribui 135 mil euros ao associativismo

Ficha de Assinatura Assinaturas normal/benfeitor: 20/40 Euros (Nacional), 30/60 euros (Europa) e 40/60 (Resto do Mundo) Nome: ___________________________________________ ___________________________________________ _ Rua: ___________________________________________ __ _______________ N.º _______________ Localidade: ____________________________ C. Postal: _____ - ____________________ Telf.: _______________________________ E-mail:___________________________@_____________ __ Enviar esta ficha, recortada ou fotocopiada, para: O Mensageiro - Lg. Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA ou forneça-nos os seus dados através do endereço de correio electrónico jornal@omensageiro.com.pt


8 ECLESIAL

O Mensageiro 13.Dezembro.2012

Família há oito séculos

Sob o olhar do Santo Cristo S

anta Clara de Assis foi a amante apaixonada de Cristo Pobre e Crucificado, como disse João Paulo II. Brotam do seu coração ardente de amor estas palavras por ela dirigidas a Santa Inês de Praga e à Irmã Ermentrudes: Permanece firme no santo serviço de Jesus Cristo pobre e crucificado, ao qual te dedicaste com amor ardente. Ele suportou por todos nós a paixão da cruz. Ama com todo o coração a Deus e a seu Filho Jesus, crucificado por nós pecadores, sem permitir que ele saia da tua recordação. Medita sempre nos mistérios da cruz e nas dores de sua Mãe que estava ao pé da cruz. Este mesmo amor e contemplação invadiram em todos os tempos o coração e a vida das Irmãs Clarissas. Recordemos a devoção singular, intimamente ligada ao Ecce Homo, que surge tão vivamente no célebre Mosteiro de Nossa Senhora da Esperança em Ponta Delgada, o primei-

ro de irmãs de clausura erigido na cidade. A sua construção foi iniciada pelo Capitão Donatário Rui Gonçalves da Câmara (Rui II) que, depois do terramoto de 20 de Outubro de 1522, arrasou Vila Franca do Campo, passou a residir em Ponta Delgada. Após a sua morte, a sua mulher, D. Filipa Coutinho, com a colaboração de alguns nobres, conseguiu concluir as obras. Assim no dia 23 de Abril de 1540 as irmãs que deixaram o Mosteiro da Caloura, trazendo a Imagem do Senhor Santo Cristo, vieram habitar o Mosteiro de Nossa Senhora da Esperança. Rapidamente acorreu um grande número de jovens atraídas pelo ideal e carisma de Santa Clara que as irmãs ali tão fielmente viviam. Em 1723 havia no Mosteiro da Esperança 102 irmãs e 57 noviças. Passados cem anos, estavam apenas 42 irmãs professas pois, como todos os outros mosteiros, também este foi

vítima das leis liberais. A última religiosa clarissa deste Mosteiro, Madre Maria Vicência Cabral, a Abadessa, faleceu em Dezembro de 1894. Quis a Providencia escolher este espaço privilegiado para guardar e divulgar a tão singular devoção ao Senhor Santo Cristo, hoje profundamente enraizada no coração dos açorianos. Em 1700 ter-se-á realizado a primeira procissão do Senhor Santo Cristo, que percorreu todas as igrejas e conventos da cidade de Ponta Delgada, a pedido de Madre Teresa da Anunciada e por intercessão do Conde da Ribeira Grande. Pouco tempo depois, por causa da forte e continuada incidência de sismos que afectava a ilha de S. Miguel, um grupo de irmãs do Mosteiro da Esperança organizou uma procissão pelas ruas da cidade, com a imagem do Senhor Santo Cristo, que passa a designar-se “Senhor Santo Cristo dos Milagres” porque, durante a procissão,

um forte abalo fez cair a imagem do andor, e que, apesar disso, não sofreu qualquer dano, enquanto que a crise sísmica cessou imediatamente. Então, o povo clamou “milagre”! A partir de então, a imagem passo a ser designada “Senhor Santo Cristo... dos Milagres”! Em Abril de 1959, o Bispo de Angra, D. Manuel Afonso de Carvalho, declarou a Igreja do Santo Cristo como Santuário Diocesano: Dom Manuel Afonso de Carvalho, por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica Bispo de Angra e Ilhas dos Açores: (...) Para que este culto de Jesus Cristo Rei não

esmoreça e a Paixão do Senhor absorva plenamente as almas, sem que surja qualquer vislumbre de prática ou acto menos conforme com o espírito e orientação da Santa Igreja, havemos por bem: Declarar a Igreja do Santo Cristo dos Milagres Santuário Diocesano. Exortar todos os açorianos, de qualquer categoria que sejam, a que, nas horas de tribulação como nas de bonança, invoquem, com verdadeiro espírito de fé, o Senhor Santo Cristo e Lhe peçam que lhes conserve a pureza do coração, a resignação nos infortúnios e, dum modo especial, a graça para levaram uma vida conforme com a vontade

O DOM DA FÉ

não se preocuparem com a sua defesa, pois, garantelhes, “Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não poderão resistir ou contradizer os vossos adversários”. Eles seriam entregues até pelos próprios familiares, alguns seriam mortos e muitos odiados, mas nem um só cabelo das suas cabeças se perderia. E conclui, declarando que seriam salvos pela própria constância, isto é, mantendo-se firmes na fidelidade à sua fé (Lc 21, 12-19). Hoje, continua a haver cristãos vítimas de semelhantes situações de perseguição, prisão e martírio. É o caso da mulher paquistanesa Asia Bibi, presa no seu país desde julho de 2009, acusada de blasfémia e condenada à morte pelos muçulmanos. Há uma campanha internacional em sua defesa. No dia 15 de Dezembro, o seu marido, Ashiq Masih, acompanhado de uma das

filhas, irá a Espanha receber um prémio atribuído à sua esposa como “heroína da liberdade”. Numa entrevista concedida a um jornal italiano, Ashiq afirma: “Como marido de Asia, sinto-me orgulhoso do seu sacrifício”, como também ela “se sente orgulhosa de ser uma prisioneira cristã que enfrenta um castigo por causa da sua fé. Está na esperança de ser libertada. (...) Na verdade temos medo. A nossa vida está confiada a Nosso Senhor Jesus Cristo. Estamos sempre em perigo”. Por ocasião desta viagem do marido a Madrid, Asia enviou uma carta aos espanhóis, escrita na prisão, no dia 5 de novembro de 2012. Nela apresenta a sua situação de prisioneira: “Condenaram-me a morrer na forca por blasfemar contra o profeta Maomé. Deus sabe que é uma sentença injusta e que o meu único delito, neste grande país

que tanto amo, é ser católica”. Depois, diz não saber se a mensagem chegará aos destinatários. Se tal acontecer, pede-lhes que rezem e intercedam por ela. Em seguida, fala da sua família, o marido e os cinco filhos, que “são uma bênção do Céu”. E só quer “voltar a estar com eles, a ver os seus sorrisos e devolver-lhes a paz. Estão a sofrer por causa de mim, ao ver-me presa e privada de justiça”. E, pior ainda, temem pela sua vida, pois sabem que é firme a condenação à morte. Em continuação, conta a visita de um juiz que foi junto dela para lhe oferecer a possibilidade de revogar a sentença, se ela se convertesse ao islão: “Eu agradecilhe de coração a sua boa intenção, porém também lhe disse, com toda a clareza de que sou capaz, que prefiro morrer como cristã do que sair da prisão sendo muçulmana. ‘Fui julgada por ser cristã’, disse ao juiz. ‘Creio

em Deus e no seu grande amor. Se você me condenou à morte por amar a Deus, ficarei orgulhosa por sacrificar a minha vida por Ele’, disse-lhe”. Lembra ainda as duas pessoas que foram mortas por pedirem justiça e liberdade para ela: um muçulmano, que era governador na sua região, o Punjab, e um cristão, que era ministro do governo paquistanês. Diz que reza “a todas as horas para que Deus misericordioso ilumine a mente das nossas autoridades e as suas leis civis restabeleçam a antiga harmonia que sempre reinou no meu grande país entre as pessoas de diferentes religiões. Jesus Nosso Senhor e Salvador nos amou livres e creio que a liberdade de consciência é um dos maiores tesouros que o nosso Criador nos deu e temos que o preservar”. Revela que sentiu “uma grande comoção ao saber que o

Pe Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

A fé heróica de Asia Bibi http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

J

esus preveniu os seus discípulos de que seriam perseguidos, presos e levados aos tribunais perante reis e governadores por serem seus discípulos. “Assim, disse-lhes, tereis ocasião de dar testemunho”. E exorta-os a

do mesmo Senhor, a fim de um dia O poderem aclamar no seu Reino de glória. A contemplação e imitação desse Cristo da imagem, o Filho de Deus, que pobre nasceu e pobre morreu cravado no madeiro da Cruz, marcou, orientou e definiu toda a vida de Santa Clara. O Pobrezinho de Assis mostrou-lhe uma beleza superior, que não se mede com o espelho da vaidade, mas desenvolve-se numa vida de amor autêntico, nas pegadas de Cristo Crucificado. Deus é a beleza verdadeira! O coração de Clara iluminou-se com este esplendor e isto incutiu-lhe a coragem de deixar que lhe cortassem os cabelos e de começar uma vida penitente – como refere Bento XVI.

Irmãs Clarissas de Monte Real

Santo Padre Bento XVI tinha pedido o meu indulto. Deus me conceda viver para peregrinar até Roma e, se for possível, agradecer-lhe pessoalmente”. Por fim, volta a falar da sua família e do seu enorme desejo de voltar a reunir-se com ela. Pede a quem tiver conhecimento da carta que “se lembre de que há pessoas no mundo que são perseguidas por causa da sua fé e, se está nas tuas mãos, pede por nós aos Senhor e escreve ao presidente do Paquistão, rogando-lhe que me permita voltar para a minha família”. A notícia e a publicação da carta pode ser encontrado no seguinte endereço da internet: http://www.religi onenlibertad.com/articulo. asp?idarticulo=26390


DIOCESE 9

O Mensageiro 13.Dezembro.2012

Uma tarde de reflexão no Seminário

A Fé, luz que ilumina as noites da vida! No contexto do Ano da Fé, o Centro de Formação e Cultura da Diocese de Leiria-Fátima promove, na Aula Magna do Seminário de Leiria, a 27 de Janeiro de 2013, Domingo, uma tarde de reflexão, testemunhos e oração sobre o tema “A Fé, luz que ilumina as noites da vida!” Começa às 15h00 e termina pelas 18h00. Com esta iniciativa procuramos, por um lado, compreender melhor a peregrinação na fé de quantos experimentam um perturbador silêncio de Deus na

sua vida, de que muito nos falam os santos e que São João da Cruz apelidou, metaforicamente, de “noite escura” da fé: tempo de obscuridade e aridez espiritual, sem motivações sentimentais ou consolações espirituais! Por outro lado, queremos também criar um espaço de partilha onde escutaremos três testemunhos sobre o modo como a fé ilumina vidas que foram particularmente atingidas por situações difíceis de aceitar e/ou suportar, quer

pessoalmente quer dos que lhes estão mais próximos. Tendo em conta a cultura envolvente e a situação pessoal e/ou familiar, os intervenientes falar-nosão da sua peregrinação na fé (cf. LG 68). O encontro prosseguirá, depois, com um tempo de oração, na Igreja do Seminário, onde meditaremos nos testemunhos dos antigos que, “pela fé”, permaneceram fiéis a Deus. Celebrar a sua perseverança, meditar na ousadia do seu crer, tal como são

evocados no capítulo 11 da Carta aos Hebreus, é já abrir o nosso coração e a nossa mente aos surpreendentes caminhos por onde Deus nos quer conduzir, e confiar-Lhe, sempre mais, os destinos da nossa vida, para além do que podemos programar e realizar, intuir ou imaginar. A entrada é livre. Convidamos todos os interessados a participar.

P. Manuel Armindo Pereira Janeiro

Festa paroquial em Pataias casais foram acolhidos na igreja paroquial de Nossa Senhora da Esperança, na missa das 18h30, onde se reuniram à volta do altar para a renovação dos votos matrimoniais e uma oração de agradecimento a Deus pelos dons concedidos durante a vida em conjunto.

“Os casais renovaram o seu compromisso matrimonial, receberam a bênção jubilar, testemunharam a alegria do amor que vivem e partilharam o seu contentamento por este encontro”, refere a equipa Ser Família. No final, foi distribuí-

da aos casais uma pequena lembrança e convidaramse todos os presentes para um convívio no salão paroquial.

caminhada e encontrar o apoio adequada. No final deverão estar aptos para darem um pequeno ou grande passo na sua vida, consoante as descobertas que tenham feito. A organização é da responsabilidade dos serviços diocesanos da pastoral juvenil e da animação vocacional com a colaboração das Irmãs da Aliança de Santa Maria, em cuja casa têm lugar os encontros e que contribuem na sua animação. Os jovens participantes têm entre os 21 e os 35 anos de idade e são estudantes ou já exercem uma profissão. Esta iniciativa para os jovens resulta de um apelo e proposta do bispo de Leiria-Fátima, na sua carta pastoral “Descobrir a beleza

A 2.ª edição das tertúlias “Conversas c’aFé”, promovidas pelo Serviço Diocesano de Pastoral Juvenil (SDPJ) da diocese de Leiria-Fátima é já na próxima quinta-feira, dia 13 de Dezembro, a partir das 21h00. A sessão voltará a contar com alguns convidados-supresa, que virão partilhar as suas experiências de fé e conversar com os presentes em ambiente sereno e descontraído, no espaço do Grémio Literário (GL) Caffé, na cidade de Leiria. Quem não puder estar presente e quiser acompanhar a conversa, poderá fazê-lo através da transmissão em directo, na página do SDPJ. Também aí e no Facebook será dada a oportunidade para os internautas deixarem as suas perguntas ou comentários em tempo real.

“O Tesouro da Fé, Dom para Todos”

O Movimento de Educadores Católicos (MEC) da diocese de Leiria-Fátima vai realizar, no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 16h30, um encontro de preparação para o Natal. No seguimento do que tem acontecido em anos anteriores, este encontro de Advento terá lugar na sede do Movimento, começando com um tempo de estudo e reflexão sobre a Nota Pastoral de D. António Marto, “O Tesouro da Fé, Dom para Todos”, orientada pelo assistente diocesano do MEC, Frei Adriano Brites. Pelas 19h00 será a celebração da Eucaristia, seguindo-se um jantar de convívio num restaurante local.

GIC de Leiria-Fátima

Visita Pastoral 10 a 13 de Janeiro

Cortes

Encontro “Em rede” O itinerário prolonga-se por seis meses, ao ritmo de um encontro mensal numa tarde de domingo. Ao longo dele, acompanhados por uma equipa que inclui sacerdotes, uma religiosa, um casal e uma jovem leiga, os jovens podem clarificar e aprofundar a sua fé e a relação pessoal com Jesus Cristo, procurando interrogar-se sobre o seu futuro, de modo a construírem o seu projecto de vida sob o apelo que Jesus Cristo dirige a cada um e contando com os dons espirituais que Ele oferece. Nesse sentido, são convidados a fazerem em casa a leitura orante da palavra de Deus e a procurarem a ajuda de um ou uma acompanhante espiritual com quem possam confrontar a sua

SDPJ promove tertúlias

GIC de Leiria-Fátma

Rapazes e raparigas aprofundam vocação cristã em grupo Sob o nome “Em rede”, teve início no passado dia 9 de Dezembro, em Fátima, a caminhada de um novo grupo de 10 jovens, rapazes e raparigas, da diocese de Leiria-Fátima, que vão aprofundar a sua vocação cristã. O encontro inicial incluiu a leitura orante do Evangelho, uma catequese de aprofundamento, partilha de ideias, desejos e experiências e convívio. Interrogado sobre o motivo para aceitar este desafio, uma participante respondeu: “Julgo que este itinerário me vai ajudar de certa forma a perceber qual a minha vocação, e, tendo o auxílio de pessoas mais experienciadas na área, será mais fácil entender este conceito que é tão particular a cada um de nós”.

2.ª “Conversa c’a Fé”

Educadores preparam o Natal

Paróquia celebra jubileus matrimoniais O serviço de pastoral familiar da paróquia de Pataias (Ser Família) organizou, no passado dia 24 de Novembro, uma celebração de bênção e acção de graças para os casais que este ano completam os 25 e os 50 anos de matrimónio. Em ambiente festivo, os

Breves

e a alegria da vocação cristã”, publicada em 2006. D. António Marto convidou os jovens a darem um “projeto belo” à sua vida e a fazerem “uma experiência de fé, em grupo” com a finalidade de “buscar a vontade de Deus na própria vida, orientar a liberdade e a escolha do projecto de vida para servir o projecto de Deus no mundo na parte que a cada um diz respeito”. A actividade iniciou-se na Diocese em 2007, repetese em cada ano, e por ele já passaram mais dezenas de jovens, alguns dos quais encontraram nele uma clarificação para o rumo a dar à própria vida.

Padre Jorge Guarda

10 de Dezembro (Quinta-feira) 18h30 - Recepção e boas vindas. 19h00 - Missa na Igreja Paroquial, seguida de visita guiada à Igreja. 20h00 - Jantar com o Conselho Económico e o Conselho Pastoral. 21h30 - Assembleia Paroquial. 11 de Dezembro (Sexta-feira) 11h00 - Visita ao lar S. José. 11h30 - Celebração da Unção dos doentes na Assiste. 12h30 - Almoço na Assiste. 16h00 - Visita à capela de Famalicão. 17h00 - Visita à capela das Fontes. 18h00 - Visita à capela da Amoreira. 19h00 - Visita e Missa na capela da Reixida. 20h00 - Jantar com as direcções das associações e autarcas. 12 de Dezembro (Sábado) 15h00- Encontro com a catequese: infância. 16h00 – Encontro com a catequese: adolescência. 17h30 - Encontro com os crismandos. 19h00 - Jantar com jubilados. 20h00 - Missa Vespertina. 21h30 - Encontro com casais. 13 de Dezembro (Domingo) 11h00 - Celebração da missa (com crisma e ministros da comunhão. 12h30 - Almoço partilhado para toda a paróquia. 15h00 - Sessão de encerramento da Visita Pastoral.


10 ECLESIAL

O Mensageiro

Leituras | III Domingo do Advento Ano C (16-12-2012 Antífona de Entrada: cf. Filip 4, 4.5 Leitura I: Sof 3, 14-18a Salmo Responsorial: Is 12, 2-3.4bcd.5-6 (R. 6) Leitura II: Filip 4, 4-7 Aclamação ao Evangelho: Aleluia Is 61, 1 (cf. Lc 4, 18) Refrão: Aleluia. Repete-se. O Espírito do Senhor está sobre mim: enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres. Refrão. Evangelho: Lc 3, 10-18 Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Baptista: «Que devemos fazer?». Ele respondia-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo». Vieram também alguns publicanos para serem baptizados e disseram: «Mestre, que devemos fazer?». João respondeu-lhes: «Não exijais nada além do que vos foi prescrito». Perguntavam-lhe também os soldados: «E nós, que devemos fazer?». Ele respondeu-lhes: «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo». Como o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias, ele tomou a palavra e disse a todos: «Eu baptizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga». Assim, com estas e muitas outras exortações, João anunciava ao povo a Boa Nova». Palavra da salvação.

JANELA SOBRE A MISSÃO

Pe. Vitor Mira

vitormira67@gmail.com

Notícias da missão Olá amigos, muito boa noite e votos de bemestar. Por aqui estamos bem, graças a Deus. Toda a equipa está no Gungo, à excepção de mim que estou na Gabela. Desde sexta-feira passada estamos em visita aos centros de Calipe e Chitiapa. Eu estive lá no fim-de-semana, depois desci e voltarei a subir no próximo sábado. Se Deus quiser, na segunda-feira,

Cânticos |4º Domingo do Advento

AO SABOR DA PALAVRA

Ano C (23/12/2012) INÍCIO O Senhor virá- Lau 613 A vida que estava junto do Pai - Lau 121 SALMO RESPONSORIAL Senhor, nosso Deus - Lau 769 APRESENTAÇÃO DOS DONS Eu venho, Senhor - Lau 379 Avé Maria - Lau 901 COMUNHÃO Feliz és tu - Lau 923 O pão que comemos - Lau 570 PÓS-COMUNHÃO A minha alma glorifica - Lau 704 FINAL Quero ser como Tu - Lau 946 Dái-nos a bênção - Lau 918

MISSAS DOMINICAIS

Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

3º Domingo do Advento 16 de Dezembro de 2012

Alegria sem heróis

A

s pessoas dizem que nos dias de hoje já não há heróis. Que já não há ninguém que consiga realizar feitos gloriosos, como aqueles que os nossos antepassados conseguiram. Mas, se reparamos bem, ainda há muita gente que faz coisas extraordinárias, que ultrapassam a memória dos homens. Mas isso só se pode comprovar daqui a

dia 10 regressaremos todos ao Sumbe. Os nossos trabalhos na missão vão continuando. Aproveitando a presença do Amândio entre nós, e com a ajuda principalmente da mana Ana, têm-se vindo a concluir alguns pequenos trabalhos que ainda estavam pendentes na parte nova da casa do Sumbe como a colocação das grades nas janelas, e outros acabamentos. A nossa casa está, por isso, cada vez mais bonita. Também têm vindo a ser pintadas algumas divisões da parte antiga pois para isso tinha vindo a tinta. Também já há um quarto com mosaico (que por acaso – ou não – é o meu, eh, eh). Relativamente aos trabalhos no Gungo, depois daquela saída apressada do Gungo por causa da tempestade, voltámos lá, mais concretamente à aldeia da Chitunda, onde foi feita a despedida oficial do Gungo das missionárias Inês e Elsa. Também nesse dia 18 de Novembro procedemos

umas centenas de anos ou, pelo menos, daqui a umas dezenas de anos. Mas nem só de heróis vive a história. Ela vive sobretudo daqueles personagens humildes que ajudam a construir o em que vivemos: Nuno Álvares Pereira não teria vencido a batalha de Aljubarrota se não fossem as centenas de soldados desconhecidos que lutaram ao seu lado; as grandes catedrais góticas foram construídas por homens humildes, muitos dos quais não chegaram a ver a sua obra acabada. Mas houve sempre algo que os uniu e que lhes deu forças para suplantarem as dificuldades das suas tarefas. Também nesta época do advento esperamos alguém, que é a razão do nosso actuar. Como o diz na primeira leitura o profeta Sofonias: “O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, como herói que te vem salvar.” O profeta diz isto para encorajar os judeus seus contemporâneos a lutarem contra os adversários, mantendo a fidelidade à sua Fé e à sua Lei, a manterem-se fieis à Aliança realizada

DR

13.Dezembro.2012

à abertura oficial do Ano da Fé no Gungo e foram baptizadas 14 crianças filhas de “casais da Igreja”. No sábado tinha tido lugar um retiro de jovens da missão. Esta visita também marcou a apresentação das duas irmãs noviças das Filhas de Santa Maria de Guadalupe que, juntamente com a sua formadora, irmã Léo, foram passar 20 dias ao Gungo em estágio pastoral, rodando por várias aldeias, umas vezes acompanhadas pela equipa, outras apenas com a comunidade. Ao que nos dizem, tem sido uma experiência positiva para elas e para a comunidade. Da Chitunda passámos ao centro do Uquende, onde estivemos três dias completos, também com

actividades diversas e idênticas às que já temos falado noutros apontamentos e que aqui relembramos: reunião com o ondjango do centro, atendimento de consultas, encontro com os responsáveis da Pastoral da Criança, encontro com jovens, encontro com os movimentos apostólicos e os vários grupos de catequese que existem em cada comunidade, formação na área da economia doméstica, entre outros. Do Uquende descemos ao Sumbe e dois dias depois rumámos a Luanda para deixar a nossa avó Inês e mana Elsa que tinham viagem marcada para Portugal. Estamos juntos na missão e na oração. Votos de santo Advento

com Deus. Tem de haver sempre alguém que caminhe à frente de um grupo conduzindo-o ao seu destino. Esse é também membro do grupo, caminha com ele: são os que assim fazem que são os verdadeiros heróis É também isso que João Baptista vem afirmar aos seus contemporâneos, mesmo que o faça de uma maneira estranha para o tempo. No Evangelho deste dia vemos João Baptista, com muitas e diversas exortações, a anunciar ao povo a Boa Nova: a chegada do Messias por esses dias, que iria libertar os pobres das suas prisões não apenas físicas, mas sobretudo sociais. Não são os pecadores que devem temer a vinda do Cristo Salvador e Redentor, mas sim o próprio pecado do qual se anuncia a libertação. Os pecadores devem alegrar-se porque para eles chegou a libertação daquela negra realidade que os mantém escravos. Por isso a chegada do Messias, do Salvador, é razão suficiente para nos alegrarmos, pois ele nos

mostrou que é possível vencer os verdadeiros inimigos: o pecado e a morte. Mas como diz S. Paulo na segunda leitura não basta confiar no senhor pois Ele não faz o trabalho por nós, é necessário a oração, para descobrirmos aquilo de que necessitamos verdadeiramente. E também para saber o que é que precisamos de fazer para ajudarmos verdadeiramente os nossos irmãos. Neste domingo de alegria vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance por transmitirmos alegria aos nossos irmãos: a alegria de uma palavra amiga, de um conforto, de coisas pequenas mas verdadeiramente humanas. Para que no meio da agitação diária não nos sintamos perdidos, anónimos, solitários mas personagens importante, fundamentais e necessários da história, mesmo sem nos armarmos em heróis. Deus apenas nos pede que façamos qualquer coisa em concreto para manifestar ais justiça, mais generosidade, mais paz…


DIOCESE/PORTUGAL 11

O Mensageiro 13.Dezembro.2012

Breves

A Igreja como “povo que caminha”

Bispo diocesano sublinha visão do Concílio No passado dia 5 de Dezembro, realizou-se o encontro vicarial de Porto de Mós com o Bispo de LeiriaFátima, D. António Marto, em que participaram cerca de uma centena e meia de pessoas das doze paróquias da vigararia. O Concílio Vaticano II e a avaliação pastoral dos últimos anos foram os pontos centrais da reflexão. O encontro decorreu na cripta da igreja paroquial de Mira de Aire e centrou-se no tema do Concílio Vaticano II, conforme proposto na Nota Pastoral de D. António para estas reuniões vicariais, especialmente direcionadas aos colaboradores mais directos da pastoral paroquial. Após a oração inicial, o Bispo de Leiria-Fátima partilhou com os presentes uma breve meditação sobre a importância do Concílio para a vivência da fé nos dias de hoje, sublinhando

que “o Concílio não serviu para fazer uma Igreja diversa da que existia antes, mas para fazer com que ela respondesse às novas necessidades das pessoas do tempo presente, numa actualização na maneira de viver e expressar a fé”. D. António sublinhou ainda que “o Concílio possibilitou à Igreja abrir-se ao mundo e revelar-se como povo que caminha, um povo feito por todas as pessoas que queiram caminhar com ela para Jesus Cristo”. Um pequeno filme sobre a história, o contexto e os conteúdos do Concílio Vaticano II serviu, depois, de introdução a uma apresentação mais detalhada deste tema, pelo padre Adelino Guarda. Centrando a sua reflexão no impacto atual que o Concílio deve ter na vida cristã, nomeadamente, as constituições Dei Verbum, Lumem Gentium, Sacrosanctum

Propostas para quadra natalícia

Concilium e a Gaudium et Spes, afirmou que “a Igreja é fundada sobre a pedra que é Pedro e, por isso, tem de continuar a ser apostólica”. Nesta consciência profética sobre si mesma, a Igreja é constituída por cada um dos cristãos, que “não podem esquecer que todos os domingos no credo professam: “Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica”, e são convocados pelo Senhor para a missão na Igreja e no mundo em que vivem. Na última parte do encontro, o padre José Alves, vigário de Porto de Mós, fez uma apresentação da avaliação que foi feita por parte das diversas assembleias paroquias sobre o projecto pastoral que foi realizado entre os anos de 2005 a 2012. Ano após ano, recordou os temas e os principais eventos realizados na concretização desse projeto pastoral. “A conclu-

Antecipar a próxma Cimeira

Parceria África-Europa debatida em Lisboa

são foi de que se cresceu em muitos aspectos, nomeadamente, no acolhimento, no serviço de apoio social, na organização da catequese e na liturgia, na participação mais activa e consciente dos fiéis”. Referiu, também, alguns aspectos em que a caminhada não foi tão positiva, “nomeadamente, na constituição e bom funcionamento dos conselhos pastorais paroquiais e na participação dos leigos nos grupos constituídos para o “retiro popular” que tem sido proposto anualmente na Quaresma”. Houve ainda tempo para um “muito doce e saboroso convívio”, preparado pelos “quarentões” de Mira de Aire, que assumiram a organização das actividades de preparação para a quadra natalícia.

GIC de Leiria-Fátima

Celebração festiva da Sagrada família “Ao rejubilarmos com o milagre de um Deus que se faz Homem, a Igreja convida-nos a celebrá-lo em ambiente familiar”, lembra o padre José Augusto Rodrigues, director do Departamento de Pastoral Familiar (DPF), numa carta enviada aos padres da Diocese, onde apresenta “algumas propostas e alguns materiais para que a comunidade cristã possa viver mais proveitosamente a Festa da Sagrada Família”. Inserida na quadra natalícia, esta festa celebrase no próximo dia 30 de Dezembro. Esta iniciativa pretende sublinhar que “o presépio não só nos mostra que Deus é família, mas também que faz de cada família uma experiência de humanização e de realização pessoal”.

Entre os materiais disponibilizados, o DPF inclui algumas indicações para que “a celebração da Eucaristia possa expressar mais claramente a importância da família na celebração da fé”, um postal com uma oração pelas famílias e um folheto muito especial, com uma proposta de celebração em casal do aniversário do seu matrimónio. Esta é uma sugestão que poderá ser usada mais tarde, por cada casal, no dia do seu aniversário de casamento. Para além ligações que deixamos, todos estes instrumentos estão também disponíveis no blogue do DPF.

GIC de Leiria-Fátima

De 13 a 14 de Dezembro, na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) realiza-se a conferência “A Parceria África-Europa em Construção: que Futuro?” para debater alguns temas na construção da parceria euroafricana e na cooperação para o desenvolvimento nos próximos anos. Esta iniciativa - uma forma de antecipar a próxima Cimeira UE-África prevista para 2014 - contará com a presença de Adebayo Olukoshi, diretor do UN African Institute for Economic Development and Planning (IDEP), J. K. Shinkaiye, embaixador e antigo chefe de Gabinete do Presidente da Comissão da União Africana; e Luís Brites Pereira, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

Colóquio dedicado à reflexão de temas actuais

“Perspectivas sobre o ecumenismo” O Centro de Estudos de Filosofia (CEFi) da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, com a colaboração da Faculdade de Teologia da mesma Universidade, realiza, no próximo dia 29 de Janeiro de 2013, às 17h00, um Colóquio dedicado à reflexão sobre temas actuais no âmbito dos estudos ecuménicos. Este Colóquio contará com intervenções de José Eduardo Borges de Pinho, Professor Catedrático da Faculdade de Teologia da UCP, de Rudolf von Sinner, Professor Catedrático das Faculdades EST, Brasil, e de Florinda Martins, Coordenadora Científica do Projecto de Investigação do CEFi, «O que pode um corpo?» Os temas das comunicações serão: “O futuro ecuménico na perspectiva católica” por José Eduardo Borges de Pinho, “Confiança e consciência” por Rudolf von Sinner, “O que é uma manifestação?: Filosofia, Religião e Sociedade” por Florinda Martins. A entrada é livre.

Internet ajuda voluntários

“Bolsa do Voluntariado” A Microsoft apresentou, no dia 5 de Dezembro, a “Bolsa do Voluntariado”, a primeira aplicação de solidariedade para Windows 8, assinalando o Dia Internacional dos Voluntários. A aplicação funciona em ligação com o portal da Bolsa do Voluntariado, criado pela ENTRAJUDA, “permitindo a qualquer organização de solidariedade social que pretenda promover projectos solidários ou de natureza social e que necessite de apoio de voluntários apresentar-se e apresentar a oportunidade que tem em aberto”, refere um comunicado enviado à Agência ECCLESIA pelos seus promotores. Para Isabel Jonet, presidente da ENTRAJUDA “a aplicação da Bolsa do Voluntariado para Windows 8 vem introduzir uma nova dinâmica na relação entre as pessoas que querem ser voluntárias e as organizações que criam oportunidades, ajudando a aproximar quem quer dar de quem precisa de receber”. A internet apresenta ainda o espaço “My Social Project”, uma rede social que junta “causas, voluntários e empresas”, apresentada em Abril, contando neste momento com mais de 2500 membros.


12 MUNDO/PORTUGAL Mensagem do Papa apresentada sexta-feira

Dia Mundial da Paz 2013

A mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz 2013 vai ser apresentada na próxima sexta-feira, em conferência de imprensa, anunciou o Vaticano. Bento XVI vai apresentar uma “reflexão ética” sobre a construção da paz a nível mundial com atenção particular à “preocupante crise da democracia” que se vive em vários países, segundo revelou a Santa Sé em Julho, ao apresentar o tema escolhido. A mensagem para o 46.º Dia Mundial da Paz, a celebrar em 1 de Janeiro de 2013, tem como título ‘Bemaventurados os construtores da paz’. A conferência de imprensa vai contar com a presença do cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, e D. Mario Toso, secretário do mesmo organismo do Vaticano. Bento XVI vai aludir ao 50.º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II (1962-1965) e da encíclica ‘Pacem in terris’ (1963), de João XXIII, documento em que se apontava para o primado da “dignidade humana e da sua liberdade” O Papa pretende recordar o objetivo de edificação de uma “cidade ao serviço de todos os homens, sem qualquer discriminação, e orientada para o bem comum que se funda na justiça e na verdadeira paz”. A mensagem para o Dia Mundial da Paz 2013, adiantou a Santa Sé, procura abordar “a plenitude e multiplicidade do conceito de paz, a partir do ser humano: paz interior e paz exterior”. Bento XVI quer colocar em evidência “a emergência antropológica, a natureza e evidência do niilismo e, ao mesmo tempo, os direitos fundamentais, em primeiro lugar a liberdade de consciência, a liberdade de expressão, a liberdade religiosa”. Desde a sua eleição, em Abril de 2005, Bento XVI escolheu como temas para esta celebração anual a verdade, a dignidade da pessoa, a unidade da família humana, o combate contra a pobreza, o meio ambiente, a liberdade religiosa e os jovens.

Preservar a unidade em tempos de crise

Igreja elogia atribuição de Nobel à UE Os responsáveis dos episcopados católicos na União Europeia (UE) elogiaram a atribuição do Nobel da Paz ao projecto comunitário, uma distinção que foi entregue no dia 9, destacando a importância de preservar a unidade em tempos de crise. “Vejo nesta atribuição do Nobel da Paz um reconhecimento do valor do projecto da União Europeia e do seu sentido para a construção da paz entre os povos da Europa”, disse à Agência ECCLESIA D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima e representante da Conferência Episcopal Portuguesa na comissão dos episcopados católicos da Comunidade Europeia (COMECE). Já o cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique e presidente da COMECE, saudou a decisão do Comité do Prémio Nobel, anunciada a 12 de Outubro, mostrandose particularmente satisfeito pela mesma ocorre num “tempo de crise”. Segundo o líder dos episcopados comunitários, apesar dos problemas com que a Europa se vê confrontada, o Nobel da Paz deve lembrar os cidadãos da UE “o grande contributo que o projecto de integração europeia ofereceu ao desenvolvimento pacífico do continente”. Van Rompuy, na capital norueguesa, que a Europa vai sair da actual crise “mais forte” e voltará a ser um “símbolo de esperança”. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou, por sua vez, que o Nobel da Paz “é um prémio para o projecto europeu, para as pessoas e as instituições, que, durante os últimos 60 anos, construíram uma nova Europa”.

O Mensageiro 13.Dezembro.2012

Cáritas distinguida no Parlamento

Prémio Direitos Humanos 2012 O presidente da Cáritas Portuguesa recebeu, no passado dia 10, na Assembleia da República o Prémio Direitos Humanos 2012 entregue pelo Parlamento à organização católica, destacando a necessidade de defender e promover a justiça social no país. “A Cáritas acolhe este prémio como sinal de reconhecimento pelo trabalho de animação de diversos organismos eclesiais presentes na operatividade dos Direitos Humanos, sobretudo na salvaguarda concreta de direitos sociais”, disse Eugénio Fonseca, no discurso que proferiu após aceitar o galardão. Na abertura do encontro, o presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, que promoveu a cerimónia, apresentou a organização católica de solidariedade como uma “instituição com inquebrantável e re-

conhecida actividade na defesa da dignidade do ser humano”. Fernando Negrão elogiou o papel de “denúncia audível da pobreza e exclusão social e de combate feroz ao estigma da emergente pobreza envergonhada e invisível” da Cáritas, “colocando as pessoas no núcleo de todas as suas acções” e não “buscando o reconhecimento fácil, imediato ou mediático”. Eugénio Fonseca apelou à superação da dicotomia entre “caridade e justiça,

assistência e direitos, acção pontual e desenvolvimento económico-social”. Segundo o líder da Cáritas Portuguesa, estas oposições “muito difundidas” têm tido como efeito “prejudicar a acção social integral”. “Mediante esta cooperação, teremos sempre presentes as situações de pobreza e exclusão, transmitidas directamente por quem as vive no dia a dia”, precisou, antes de pedir aos membros do Parlamento a criação de leis que

“superem as escandalosas desigualdades existentes e combatam outras injustiças sociais”. O Prémio Direitos Humanos 2012 foi atribuído à Cáritas Portuguesa pela sua intervenção de “resposta sempre presente aos pedidos de assistência dos cidadãos que não têm possibilidades de garantir as suas necessidades básicas”, em especial na presente situação de “emergência social”. A cerimónia de atribuição, presidida por Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República, teve lugar no Salão Nobre do Palácio de São Bento e incluiu a projecção de um curto filme produzido pelo Canal Parlamento. Para esta responsável, os premiados representam os “heróis anónimos da consciência sobre o outro” que completam as “margens de ineficácia e frustração da justiça”.

Presidente das Misericórdias

“Apoio social prestado pelo Estado deve ser residual O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos, considera que o apoio social deve ser fornecido sobretudo por instituições particulares de solidariedade, enquanto que ao Estado compete prioritariamente fiscalizar e financiar o sistema. “O Estado Social do futuro próximo pode e deve ser um Estado que garanta as respostas às necessidades dos cidadãos, como regulador para todos, como pagador em nome da solidariedade e da coesão social para os que precisem e só, residualmente, como prestador”, sublinha em artigo publicado na edição do Semanário Agência ECCLESIA. O responsável frisa que

“se não existisse sector solidário em Portugal, o problema do Governo não seria o de reduzir a despesa pública em 4,5 mil milhões de euros, mas sim certamente em mais alguns milhares de milhões de euros”. “É evidente que não tenho ilusões que, pelas mais variadas razões, muitos vão tentar tirar ou colocar este debate [sobre o Estado Social] da ordem do dia, mas nós – Misericórdias e sector solidário – é que não podemos ir ao sabor desses interesses e marés, porque o que está verdadeiramente em causa é a nossa sustentabilidade e a nossa missão de ajudar os que mais precisam”, vinca. Os desafios que se colocam actualmente às Misericórdias incluem a

“devolução” dos hospitais que lhes pertenciam, “as experiências-piloto na área do Alzheimer ou do acolhimento de idosos, a rede de cantinas sociais, os cuidados continuados para crianças, o esforço no sentido da abertura de todas as unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados em fase de conclusão ou já prontas, a continuação da protecção à deficiência e às crianças em risco” e a “integração das amas nas instituições”. O artigo de opinião alerta para o “problema” do envelhecimento da população, “que pode ser incontrolável do ponto de vista da dignidade humana”. “Só uma política humanista de verdadeiro cuidado

com os nossos idosos (que podem ser factor de despesa, mas são os nossos pais, os nossos avós, os nossos amigos e um dia nós próprios) evitará que os hospitais públicos, os lares, as unidades de cuidados continuados ou os centros de dia possam correr o risco de se transformarem de lugares em ‘deslugares’”, sustenta. Para Manuel de Lemos “os valores que dominaram e foram o motor do desenvolvimento da Europa ao longo dos séculos estão postergados e submersos numa cascata confusa de interesses e de poderes, que utilizam os recursos financeiros como arma e alavanca”.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 13.Dezembro.2012

OPINIÃO

João César das Neves

Incongruências

C

asa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.” Vendo o que se diz sobre a crise nota-se enorme falta de lógica e coerência. Isto é normal em tempos assim. Aliás o estranho e precioso em Portugal é que, por enquanto, as discussões, apesar de vociferantes, são pacíficas e a economia vai ajustando. Mas a paz e os progressos não impedem

OPINIÃO Adriano Moreira

O conceito estratégico de segurança e defesa

A

crise financeira e económica, que é mundial mas aflige especialmente a Europa naquilo que interessa mais intimamente a vida portuguesa, obriga a que finalmente a questão da segurança e defesa, sobretudo um tema referente às Forças Armadas, tenha ganho a atenção da opinião pública. Não se trata apenas da nossa opinião pública, mas de todos os países europeus abran-

os disparates. Para compreender os erros comecemos numa das poucas afirmações consensuais: o ensino obrigatório deve ser gratuito. Uma pseudo-ameaça a este princípio suscitou há pouco os maiores sobressaltos. Mas logo a seguir ouvimos os protestos das escolas e dos professores contra a redução dos seus gastos. Afinal a educação gratuita fica muito cara. Quem a paga então? Dizer que deve ser o Estado é tolice, pois todo o dinheiro que ele gasta sai do nosso bolso. Só que os mesmos que querem educação gratuita e manutenção dos gastos das escolas também protestam contra a subida dos impostos. Assim se completa a incongruência. Como as coisas gratuitas e caras não se limitam à educação, a coisa fica mesmo grave.

Pensões e apoios, polícia e tribunais, saúde e energia, embaixadas e militares, estradas e esgotos, entre tantos outros, constituem pesadíssimos encargos. E falar de pagamentos dos utentes, das portagens às taxas moderadoras, implica sempre novos protestos ruidosos. Podem ser compreensíveis, mas não são coerentes, violando as leis da aritmética. Muitos julgam escapar à falácia apelando a mitos. Um dos mais populares, que o Governo também divulga, é cortar as “gorduras” do Estado. Os opositores usam uma variante da mesma ideia, falando de carros e gabinetes ministeriais, erros e corrupções administrativos. É verdade que existem muitos desperdícios, vícios, exageros e entorses na máquina pública. Mas um problema deste tamanho não se soluciona

só com dieta. É precisa cirurgia estrutural. Devemos manter o essencial, na educação, saúde, estado social, etc., mas a aritmética exige que tudo seja alinhado com os impostos que podemos suportar. Recusar a mudança é perigosa ilusão. Outro mito comum é achar que os ricos pagam a crise. Claro que quem mais tem mais deve pagar. Só que, não só não temos ricos suficientes, mas se abusarmos desse expediente quem beneficia é a Espanha e Inglaterra, para onde irão os nossos ricos, aumentando a nossa miséria. Também as empresas não podem ser sobrecarregadas de tributação se quisermos criar emprego e crescimento. Mais uma vez a lógica impõe-se. A verdade é que só cá estamos nós, e querer serviços gratuitos, despesas altas e impostos baixos não é possível. A

não ser que alguém nos empreste. Esta última ilusão é aquela que hoje nos custa couro e cabelo. A crise resultou directamente da acumulação de quinze anos de dívida externa. Aqui surge uma outra incongruência, quando descarregamos os nervos, não sobre os culpados, mas precisamente naqueles que nos querem ajudar. É bom lembrar que Passos Coelho e Vítor Gaspar não geraram a doença, mas tentam curá-la. O mesmo se diga da troika. Só conseguimos o nível de vida dos últimos anos porque os alemães e outros europeus nos emprestaram as suas economias. A dívida externa bruta do País, incluindo Estado e privados, atingiu 386 mil milhões de euros em Junho. É isto a crise. Os credores não querem que saldemos essa dívida,

mas apenas que demos garantias de conseguir ir pagando os juros. Foi esse medo que nos fechou os mercados em 2010 e criou a crise. Ficar zangado com quem nos ajudou é estranho. Mais estranha é a continuação. A recuperação portuguesa interessa-nos a nós tanto quanto aos credores, que perderiam tudo se falíssemos. Por isso, em resposta às nossas dificuldades, eles decidiram emprestar--nos mais 78 mil milhões de euros, impondo em troca que sigamos uma cura exigente dos desequilíbrios. Estas condições são muito melhores que a generalidade dos países gastadores tiveram ao longo dos séculos. Face a isto fará sentido insultar a troika? São concebíveis alternativas melhores? Podemos ralhar, mas não temos razão.

gidos quer por obrigações internacionais que exigem participações custosas, e também a consistência de conceitos de segurança e defesa nacional sustentáveis. Recentemente foi nomeada uma comissão oficial encarregada de rever tal conceito, propondo as alterações que as novas circunstâncias aconselhem e lhes pareçam necessárias, mas opiniões que nada têm de obrigatório para os responsáveis pela governação. É uma tarefa difícil a começar pela falta de um conceito estratégico nacional que não se encontra formulado, é uma tarefa que não pode deixar de ter em conta realidades conhecidas e identificáveis de compromissos nacionais formalizados legalmente, é uma tarefa que além dessas obrigações tem de arriscar alguma incursão na pros-

pectiva supercomplexa da situação, mesmo da mais próxima da Europa, que é a chamada primavera dos povos muçulmanos, por enquanto dos mais ou menos relacionados com os interesses e geografia do Mediterrâneo. Com esta parte dos objectivos da segurança e defesa, naquilo que tem de difícil, mesmo sendo perspectivável, não se refere apenas um número restrito dos países da União, da NATO, e também da África: é obrigatório anotar que está sempre presente um complexo denominador comum de preocupações com os objectivos, que é a dimensão dos recursos financeiros disponíveis, a perturbar as conclusões praticáveis. Parece ainda que, em vista da internacionalização dos riscos e das ameaças, que já leva-

ram à formulação ainda pouco clarificada de Estado transnacional, o tema da imagem do Estado no exterior é sempre incluído nas argumentações a favor do dimensionamento suficiente das forças armadas, o que, por outro lado, implica pedir comedimento nos custos do financiamento perante os compromissos, como exemplo os de vigilância do Índico contra a pirataria marítima, incitar a nova gestão eficaz ou mais eficaz dos recursos que forem disponibilizados pelos orçamentos de Estado, com inevitável consequência, em qualquer caso, de os quartéis-generais terem de reduzir os seus programas de treino e manobras. É corrente para os observadores, ainda quando, como é a regra, não tenham conhecimento detalhado das exigências dos tem-

pos, dos projectos de resposta equilibrada entre as exigências e as possibilidades, admitir que não pode ser atingida negativamente a operatividade e segurança das forças, salientando-se o capítulo dos gastos em bens e serviços. É evidente que a evolução implicou a crescente adesão ocidental à exclusão do serviço militar obrigatório, o que também em tempo de crise mostra que a medida tem passivo agora inevitável, mas é de sublinhar o facto de o secretário de Estado da Defesa de Espanha, Pedro Argüelles, que assume todas as dificuldades do seu país nesta difícil data, ter declarado em 17 de Abril no Congresso que “no domínio das infraestruturais continuarse-á prestando atenção aos Centros Universitários de Defesa, assim como à infra estrutura co-financiada

com a NATO, através do Programa de Infra estrutura para a Segurança, de grande importância para a potenciação dos centros de comando e controlo”. É talvez menos divulgado entre nós o conhecimento do esforço sustentado que neste domínio tem sido levado a cabo pela rede de ensino das Forças Armadas, ainda com a crescente cooperação com os centros universitários. Tudo tendo presente que a eventual escassez de recursos materiais não deve afectar o saber e o saber fazer, porque é o capital que, perdido, tem uma recuperação mais problemática. A articulação com as universidades é crescente, e correspondente às exigências de informação da retaguarda.

7 de Outubro de 1914 7 de Outubro de 2012

98 ANOS


14 OPINIÃO/INSTITUCIONAL

O Mensageiro 13.Dezembro.2012

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Santuário tem nova exposição temporária

«Ser, o segredo do Coração»

Dr. Rui Castela Médico Especialista - Doenças dos Olhos Operações - Contactologia

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FARMÁCIAS DE SERVIÇO Higiene (13), Antunes (14), Lis (15), Oliveira (16), Sanches (17), Tomás (18), Maio (19) e Avenida (20). TELEFONES ÚTEIS Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

No 3.º ano da celebração do Centenário das Aparições de Fátima, o Santuário de Fátima inaugura uma exposição evocativa da aparição de junho de 1917, que estará patente ao público entre 24 de novembro de 2012 e 31 de outubro de 2013. Sob o título “Ser, o segredo do Coração”, desenvolvem-se seis núcleos através dos quais se desenrola uma narrativa que leva o visitante a fazer uma experiência, ora sensorial, ora reflexiva, acerca da temática do Imaculado Coração de Maria, que ali se vê tratada quer na sua componente histórica quer na sua componente teológica e espiritual, através de

vários documentos e obras artísticas. Para esta exposição foram chamados três autores a criarem propositadamente obras de arte (Cristina Leiria, Helena Langrouva e Ricardo de Campos), peças que convivem com espólio histórico-artístico do Museu do Santuário, do Arquivo da Diocese de

Leiria-Fátima e com espólio oriundo de coleções particulares e de acervos de várias instituições religiosas e culturais. Entre as peças de maior valia simbólica, encontra-se a escultura do Imaculado Coração de Maria, concebida por José Ferreira Thedim segundo as indicações da vidente Lúcia, que pela primeira vez saiu do Carmelo de Santa Teresa de Coimbra para onde foi esculpida em 1948. Também se encontram pela primeira vez expostos os manuscritos originais das Memórias da Irmã Lúcia, abertos nos fólios referentes à aparição de junho de 1917. Estas páginas contêm a narração que dá a conhe-

cer um dos capítulos mais importantes da Mensagem de Fátima, precisamente a primeira parte do Segredo relativa ao Imaculado Coração de Maria. “Ser, o segredo do Coração” pretende constituir-se um contributo para a reflexão sobre esta devoção mariana que, embora já estivesse inscrita nos corações dos fiéis desde o século XVII, aufere uma projeção universal e contemporânea a partir de Fátima.

Marco Daniel Duarte Comissário da exposição

CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia dez de dezembro de dois mil e doze, exarada a folhas trinta e uma do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Setenta e Seis A: MARIA DA ENCARNAÇÃO BATISTA RITO e cônjuge JOSÉ DE JESUS RITO, casados sob o regime da comunhão geral de bens, naturais da freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, residentes na Rua do Chouso, 3, Chainça, Leiria, Nifs: 162 697 619 e 162 697 627, declararam: Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, dos seguintes bens: UM: Metade indivisa do prédio rústico sito em Cepo ou Costa da Mata, freguesia de Chainça, concelho de Leiria, composto de terreno e mato com oliveiras e terra de cultura, com a área de dois mil e quatrocentos metros quadrados, a confrontar do norte com António Francisco Catarino, do sul com Manuel Carreira, do nascente com Júlia de Jesus Pereira e do poente com caminho, descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria na ficha duzentas e vinte e quatro, da freguesia de Chainça, direitos sem qualquer relação com os lá registados pela inscrição correspondente á apresentação oitenta e três de quatro de junho de mil novecentos e noventa e sete, inscrito na matriz da freguesia de Santa Catarina da Serra sob o artigo 4693, com o valor patrimonial 1MT correspondente de 169,77. DOIS: Prédio rústico sito em Texugueira, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terra de mato com vinte oliveiras, com a área de mil quatrocentos e oitenta metros quadrados, a confrontar do norte com Joaquim Francisco Barbeiro Júnior, do sul: com Joaquim Gomes Narciso, do nascente com caminho e do poente com Amélia da Purificação, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 4712, com o valor patrimonial IMT de E 185,24. TRÊS: Prédio rústico sito em Achada, freguesia de Arrabal, concelho de Leiria, composto de pinhal e mato, com a área de onze mil e cem metros quadrados, a confrontar do norte e nascente com Freguesia de Chainça, do sul com herdeiros de José Lageiro e do poente com serventia, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 1156, com o valor patrimonial IMT de E 1.283,42. QUATRO: Uma quarta parte indivisa do prédio rústico sito em Valeiras,

freguesia de Chainça, concelho de Leiria, composto de terra de cultura e vinha, com a área de três mil e quatrocentos metros quadrados, a confrontar do norte e sul com caminho, do nascente com Herdeiros de José Francisco e do poente com José dos Santos Vieira, descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria na ficha seiscentas e quinze, da freguesia de Chainça, direitos sem qualquer relação com os lá registados pelas inscrições correspondentes às apresentações trinta de vinte e cinco de junho de dois mil e oito, três mil quatrocentas e duas de dezoito de março de dois mil e dez e três mil setecentas e setenta e quatro de dois de dezembro de dois mil e dez, inscrito na matriz da freguesia de Santa Catarina da Serra sob o artigo 3570, com o valor patrimonial IMT correspondente de C 297,75. Que atribuem a estes bens valores iguais aos patrimoniais; Que adquiriram o bem relacionado sob a verba UMA, DUAS e QUATRO por doação verbal de Maria da Encarnação e marido José Batista, residentes em Chainça, Leiria, doação essa que teve lugar no ano de mil novecentos e noventa, já no seu estado de casados. Que adquiriram o bem relacionado sob a verba TRÊS por compra verbal a Fernando Manuel da Conceição Pereira Padre e esposa Susana Emília Santos Marcelino Pereira Padre, residentes em Soutocico, Arrabal, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e noventa e um, já no seu estado de casados. Que, não obstante não terem título formal de aquisição dos referidos bens, foram eles que sempre os possuíram, os relacionados sob as verbas UMA e QUATRO em compropriedade, desde aquelas datas até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, gozaram todas as utilidades por eles proporcionadas, pagaram os respectivos impostos, cultivaram-nos, colheram os seus frutos sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente, fazendo-o ostensivamente, e sem oposição de quem quer que seja, posse essa de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida pelos interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que os justificantes invocam como causa de aquisição dos referidos prédios relacionados sob as verbas DUAS e TRÊS e dos referidos direitos nos prédios relacionados sob as verbas UMA e QUATRO, por não poderem comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Porto de Mós, dez de dezembro de dois mil e doze. A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Mendes)

- 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista

- 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), Cláudia Mirra, José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Pedro Jerónimo (CO1060), Saúl António Gomes, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Depósito Legal 2906831/09 Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171

Tabela de Assinaturas para 2012 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 13.Dezembro.2012

Final da 2.ª Divisão

I Liga 11.ª Jornada 9 de Dezembro Estoril x V. Setúbal (3-0) Portox Moreirense (1-0) Gil Vicente x Beira-Mar (1-2) Rio Ave x Paços de Ferreira (0-0) Marítimo x Nacional (2-0) V. Guimarães x Olhanense (2-0) Académica x Sp. Braga (1-4) Sporting x Benfica (1-3) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Benfica Porto Sp. Braga Rio Ave P. Ferreira Estoril V. Guimarães Marítimo V. Setúbal Nacional Sporting Olhanense Beira-Mar Gil Vicente Académica Moreirense

J 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11

V 9 9 6 5 3 4 4 3 2 3 2 2 2 2 1 1

E 2 2 2 3 7 3 3 4 5 2 5 4 4 4 6 4

D 0 0 3 3 1 4 4 4 4 6 4 5 5 5 4 6

Pts 29 29 20 18 16 15 15 13 11 11 11 10 10 10 9 7

12.ª Jornada 15 de Dezembro V. Setúbal x Porto . Dia 14, 20h15, SportTv1 Beira-Mar x Rio Ave . 16h00 Olhanense x Gil Vicente . 16h00 Nacional x Sporting . 18h00, SportTv1 Benfica x Marítimo . 20h30, SportTv1 Moreirense x Académica . Dia 16, 16h00 Sp. Braga x Estoril . Dia 16, 18h00, SporTv1 P. Ferreira x V. Guimarães . Dia 16, 20h15, SporTv1 liga portuguesa de futebol profissional

II Liga 17.ª Jornada 9 de Dezembro Marítimo B x Sp. Braga B (0-1) Atlético x Belenenses (2-4) Porto B x Santa Clara (3-2) Trofense x Naval (0-1) Arouca x Benfica B (3-1) Oliveirense x Portimonense (1-0) Freamunde x Feirense (3-2) Penafiel x Leixões (1-1) Sp. Covilhã x Tondela (1-0) Sporting B x D. Aves (2-2) V. Guimarães B x U. Madeira (0-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º 17.º 18.º 19.º 20.º 21.º 22.º

Equipa Belenenses Sporting B Arouca Benfica B D. Aves U. Madeira Oliveirense Santa Clara Porto B Tondela Leixões Portimonense Atlético Naval Marítimo B Penafiel Feirense V. Guimarães B Sp. Braga B Sp. Covilhã Trofense Freamunde

J 16 16 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17 17

V 12 10 9 8 7 7 7 7 6 6 5 6 7 5 7 6 5 3 3 3 3 2

E D Pts 2 2 38 4 2 34 4 4 31 4 5 28 7 3 28 6 4 27 6 4 27 4 6 25 6 5 24 6 5 24 8 4 23 5 6 23 1 9 22 6 6 21 0 10 21 3 8 21 3 9 18 8 6 17 6 8 15 6 8 15 5 9 14 4 11 10

18.ª Jornada 16 de Dezembro Feirense x Porto B . Dia 15, 16h00, SportTv1 Belenenses x Marítimo B . Dia 15, 17h30 Tondela x Sporting B . 11h15, SportTv1 D. Aves x Oliveirense . 15h00 Leixões x V. Guimarães B . 15h00 Sp. Braga B x Freamunde . 15h00 Portimonense x Sp. Covilhã . 16h00 U. Madeira x Atlético . 16h00 Naval x Arouca . 16h00 Benfica B x Trofense . 16h00, Benfica TV Santa Clara x Penafiel . 16h00

FUTSAL – As equipas do Condestável A.C. e da A.D.F. Alvorninha – seniores masculinos – vão disputar a final do Torneio de Abertura do Campeonato Distrital da 2.ª Divisão, a ter lugar no Pavilhão da Martingança, dia 15 de Dezembro, 16h00.

federação portuguesa de futebol

II Divisão B sul 10.ª Jornada 9 de Dezembro U. Leiria SAD x Oriental (3-1) Futebol Benfica x Ribeira Brava (6-0) Pinhalnovense x Casa Pia (2-5) Oeiras x Louletano (1-0) Torreense x Sertanense (1-0) Farense x Fátima (0-2) Quarteirense x Mafra (0-2) Carregado x 1.º Dezembro (3-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Sertanense Farense Mafra Torreense Oriental U. Leiria SAD Fátima Casa Pia Carregado Quarteirense 1.º Dezembro Pinhalnovense Fut. Benfica Oeiras Louletano Ribeira Brava

J 11 11 10 11 10 10 10 11 11 10 10 10 10 10 10 11

V 7 6 6 5 5 4 5 3 4 3 2 3 2 2 1 1

E 1 4 3 3 2 4 0 6 2 4 5 2 4 3 4 1

D 3 1 1 3 3 2 5 2 5 3 3 5 4 5 5 9

Pts 22 22 21 18 17 16 15 15 14 13 11 11 10 9 7 4

11.ª Jornada 16 de Dezembro U. Leiria SAD x Fut. Benfica .Todos os jogos às 15h00 Casa Pia x Oeiras Louletano x Torreense Sertanense x Farense Fátima x Quarteirense Mafra x Carregado Oriental x 1.º Dezembro Ribeira Brava x Pinhalnovense

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Nadadora de Os Pimpões em grande nos Campeonatos de Portugal

NATAÇÃO – Cinco vitórias nos Campeonatos Absolutos de Portugal (Porto, 7 a 9 de Dezembro) fizeram de Victoria Kaminskaya (Os Pimpões, Caldas da Rainha) a mais medalhada da prova (100, 200 e 400 metros estilos, 50 metros mariposa e 200 metros bruços). Para além disso, bateu três recordes nacionais. Especialista na varian-

BRIDGE – Uma equipa formada por Manuel Mendes, José Alho, Mário David e Antero Correia (Bridge Clube de Leiria), venceu a sua congénere de Coimbra, constituída por Carlos Pessoa, Alexandre Monteiro, Luís Breda e Albertina Martins. Num encontro referente à Superliga da Região Centro, realizado em Leiria (30 de Novembro), o colectivo leiriense levou a melhor por 25 PV a 0 PV.

federação portuguesa de futebol

III Divisão D

III Divisão E

Equipa Sourense Sp. Pombal Sernache Caldas Ol. Hospital Alcanenense Penelenense Torres Novas Alcobaça Marinhense Beneditense Mortágua

J 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

V 6 7 7 6 6 5 4 3 2 2 2 0

E 4 1 1 3 1 0 1 1 3 2 1 2

D 0 2 2 1 3 5 5 6 5 6 7 8

Pts 22 22 22 21 19 15 13 10 9 8 7 2

11.ª Jornada 16 de Dezembro Ol. Hospital x Mortágua .Todos os jogos às 15h00 Sp. Pombal x Beneditense Torres Novas x Caldas Alcanenense x Alcobaça Sernache x Sourense Marinhense x Penelense

te de estilos. Foi assim o desempenho de Victoria Kaminskaya, que às vitórias juntou recordes nacionais nos 100 (1:03.28), 200 (2: 14.28) e 400 metros estilos (4:41.02). Quem também subiu ao pódio foi Filipa Ruivo, do Clube Náutico da Marinha Grande (CNMG), para receber a medalha de bronze dos 800 metros livres.

Colectivamente os mais medalhados foram o Porto (22), Amadora (21) e Sporting (21), logo seguido por Os Pimpões (5). O CNMG ocupou o 20.º lugar, com uma medalha. Todo os tempos e resultados podem ser consultados na pagina oficial na Internet da Federação Portuguesa de Natação (fpnatacao.pt).

BCLis vence

federação portuguesa de futebol

10.ª Jornada 9 de Dezembro Penelense x Ol. Hospital (0-1) Mortágua x Sp. Pombal (0-2) Beneditense x T orres Novas (1-2) Caldas x Alcanenense (1-0) Alcobaça x Sernache (0-1) Sourense x Marinhense (2-0)

Leiria Christmas Night Trail

Kaminskaya é apelido de Victoria(s)

DR/Os Pimpões

liga portuguesa de futebol profissional

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa Sacavenense Lourinhanense Barreirense Eléctrico Fabril Barreiro Sintrense U. Tires Pêro Pinheiro Amora Real Peniche Cartaxo

J 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

V 6 5 5 4 4 4 4 4 3 3 2 0

E 2 3 3 4 4 3 3 2 3 3 1 1

D 2 2 2 2 2 3 3 4 4 4 7 9

Pts 20 18 18 16 16 15 15 14 12 12 7 1

11.ª Jornada 16 de Dezembro Barreirense x Peniche .Todos os jogos às 15h00 Cartaxo x Amora Lourinhanense x Fabril Barreiro U. Tires x Sintrense Pêro Pinheiro x Eléctrico Real x Sacavenense

Europeu de Budapeste ALETISMO – Marta Martins (51.º lugar) foi a melhor representante da Juventude Vidigalense no Campeonato da Europa de Corta-Mato (Budapeste, Hungria, 9 de Dezembro). Seguiramse-lhe Bárbara Ferreira (55.º) e Diogo Lourenço (84.º), todos no escalão Sub-23. O principal destaque luso vai para Dulce Félix (Maratona C.P.), que repetiu a medalha de prata do ano anterior.

Tomás Silva (-30 Kg, benjamins) e Ricardo Fortunato (-50 Kg, infantis) foram os atletas do Lis Tiger Club em destaque no Torneio de Natal do Clube de Judo do Juncal (8 de Dezembro), onde o clube leiriense totalizou 10 subidas ao pódio. Foto: DR

associação de futebol de leiria

HONRA

associação de futebol de leiria

associação de futebol de leiria

10.ª Jornada 9 de Dezembro Sacavenense x Barreirense (0-2) Peniche x Cartaxo (1-0) Amora x Lourinhanense (1-0) Fabril Barreiro x U. Tires (2-0) Sintrense x Pêro Pinheiro (0-1) Eléctrico x Real (0-0)

ATLETISMO – Uma prova solidária, com o objectivo de reunir alimentos para a Cáritas e a Casa do Gaiato. É esse o objectivo do 1.º Leiria Chistmas Night Trail, a realizar dia 15 de Dezembro, e pelo qual vão correr cerca de 800 atletas, em circuito urbano. Mais informações em leiriatrail.offtel.pt.

I Divisão norte

I Divisão norte

2.ª Jornada 9 de Dezembro Ranha x Alegre e Unido (1-0) Pedroguese x Albergaria dos Doze (1-2) Mata Mourisquense x Ansião (2-2) Caseirinhos x Ilha (0-3) Motor Clube x Moita do Boi (1-2)

2.ª Jornada 9 de Dezembro Unidos x Alqueidão da Serra (1-3) Maceirinha x Alfeizerense . Adiado Nadadouro x Outeirense (1-2) Os Vidreiros x U. Leiria (0-3) Boavista x Santo Amaro (3-0)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º

Equipa Moita do Boi Alb. Doze Ranha Ansião Motor Clube Ilha Mata Mourisq. Alegre e Unido Pedroguense Caseirinhos

J 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

V 2 1 1 1 1 1 0 0 0 0

E 0 1 1 1 0 0 2 1 0 0

D Pts 0 6 0 4 0 4 0 4 1 3 1 3 0 2 1 1 2 0 2 0

3.ª Jornada 16 de Dezembro Ansião x Ranha .Todos os jogos às 15h00 Alegre e Unido x Albergaria dos Doze Ilha x Mata Mourisquense Moita do Boi x Caseirinho Pedroguense x Motor Clube

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º

Equipa U. Leiria Outeirense Alq. Serra Nadadouro Boavista Maceirinha Alfeizerense Santo Amaro Unidos Os Vidreiros

J 2 2 2 2 2 1 1 2 2 2

V 2 2 2 1 1 1 0 0 0 0

E 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

D Pts 0 6 0 6 0 6 1 3 1 3 0 3 1 0 2 0 2 0 2 0

3.ª Jornada 16 de Dezembro Alfeizerense x Boavista .Todos os jogos às 15h00 Outeirense x Maceirinha Santo Amaro x Alqueidão da Serra U. Leiria x Nadadouro Unidos x Os Vidreiros

11.ª Jornada 9 de Dezembro Avelarense x Lisboa e Marinha (2-2) Bombarralense x Vieirense (0-1) Meirinhas x GRAP/Pousos (1-1) Pataiense x Figueiró dos Vinhos (1-1) Pousaflores x Atouguiense (2-5) Pelariga x Nazarenos (0-0) Marrazes x Guiense (2-2) Portomosense x Alvaiázere (3-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa GRAP/Pousos Marrazes Pelariga Portomosense Fig.Vinhos Pousaflores Guiense Lisboa Marinha Atouguiense Pataiense Meirinhas Nazarenos Vieirense Avelarense Alvaiázere Bombarralense

J 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11

V 7 7 6 6 6 5 5 5 5 4 3 3 3 3 1 0

E 3 3 3 2 1 3 2 2 1 3 4 3 3 1 2 2

D 1 1 2 3 4 3 4 4 5 4 4 5 5 7 8 9

Pts 24 24 21 20 19 18 17 17 16 15 13 12 12 10 5 2

12.ª Jornada 16 de Dezembro Alvaiázere x Bombarralense .Todos os jogos às 15h00 Vieirense x Pelariga GRAP/Pousos x Pousaflores Atouguiense x Pataiense Figueiró dos Vinhos x Marrazes Nazarenos x Meirinhas Guiense x Avelarense Lisboa e Marinha x Portomosense


ÚLTIMA 13DEZEMBRO2012

Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo. Fernando Pessoa, poeta e escritor [1888 - 1935]

Janeiro de 2013 vai trazer ainda mais obrigações aos empresários Com o mês de Janeiro chega um ano novo mas também mais exigências de cumprimento de nova legislação e de regras a cumprir para com a Autoridade Tributária. Que o digam os empresários que vão ter a braços um novo paradigma nas regras de facturação, passando a ser obrigatório, por exemplo, o envio do ficheiro mensal SAF-T ou XSD, com estrutura XML, gerado automaticamente pelos programas informáticos. A diferença reside no facto de anteriormente esse ficheiro ser gerado pelo programa mas ficava alojado no sistema, sendo obrigatório apresentá-lo apenas se fosse pedido pela Autoridade Tributária (em caso de fiscalização), passando agora norma o seu envio

DR

Novas regras são exigência da Autoridade Tributária

por internet, mensalmente. Este ficheiro SAF-T é um registo normalizado de exportação de dados, criado

pela portaria nº 321-A/2007, de 26 de Março mas tem vindo a sofrer inúmeras alterações.

A partir de 1 de Janeiro de 2013 passa a ser obrigatória a declaração mensal de todas as facturas

emitidas. Assim, todo o movimento contabilístico fica sujeito ao registo informático neste software, que foi desenvolvido internacionalmente mas, segundo a Autoridade Tributária, foi alvo de alguns ajustes face à realidade portuguesa. Como o SAF-T é um ficheiro que contém dados contabilísticos fiáveis que se podem exportar de um sistema contabilístico original por um período de tempo específico, e que se lê facilmente em virtude da sua estandardização de layout e formato, que pode ser usado pelos funcionários das autoridades tributárias, com o fim de verificar o cumprimento, terá de ficar apto a partir do primeiro dia de 2013 para criar o ficheiro ao

nível diário. O problema é que, quando foi implementada em Portugal a obrigatoriedade de incluir nos computadores o SAF-T para o registo dos movimentos contabilísticos, foram desenvolvidas aplicações anuais, que não estão conformes, o que é exigido a partir do próximo ano. Ou seja, os programadores estão com a obrigação de criar o SAF-T com a capacidade de registo, de modo a ser possível o envio mensal de forma electrónica. Em muitos programas isto significará mais custos aos empresários e novas adaptações.

Joaquim Santos

Finanças divulgam regras de comunicação de facturação

Sistema em tempo real Um dos sistemas, previstos pelas Finanças, para o cumprimento da nova obrigatoriedade é o chamado webservice. Tratase da comunicação dos dados às Finanças, em tempo real, pelo programa de facturação. Este sistema implica que o programa, além de ser certificado, terá de enviar a informação,

organizada através de um conjunto de campos disponibilizados pela Autoridade Tributária. A partir de 2011, decorre uma fase de testes, na qual as empresas produtoras de software podem pedir às Finanças um código para efectuar experiências de comunicação. Envio do ficheiro SAF-T (PT) A segunda hipótese, prevista na legislação, é o envio mensal do ficheiro SAFT-PT. Neste caso, o contribuinte irá seguir os seguintes passos: • Exportar o ficheiro SAF-T (PT) do programa de facturação; • Visitar o Portal das Finanças e inserir o NIF e senha de acesso; • Escolher a opção de entrega de elementos de facturas; • Dentro da opção anterior, escolher a acção de Ficheiro SAFT (PT) e seleccionar o ficheiro a enviar; • O sistema das Finanças realizará uma pré-validação do ficheiro. Caso esteja tudo em ordem, será apresentado um resumo e o comando “Submeter”; • Submeter o ficheiro. No

DR

Como já foi referido no texto anterior, a partir de 1 de Janeiro de 2013, passará a existir uma nova obrigação que é necessário cumprir. Trata-se da declaração mensal às Finanças de todas as facturas emitidas. Ora, como é fácil de perceber, esta operação pode ser complexa, pelo que a Autoridade Tributária disponibilizou um documento no qual são elencadas as várias formas de realizar esta comunicação. Assim, estão previstos vários sistemas técnicos, adaptados, tanto a grandes empresas, como a pequenos negócios que emitam um reduzido número de facturas por mês. Vejamos as principais características de cada um dos sistemas.

final, o sistema emitirá uma mensagem de confirmação. Depois do envio, a informação será analisada pelas Finanças, seguindo-se um período de validação semelhante ao que acontece com as restantes declarações (por ex., Modelo 22). Assim, o contribuinte poderá acompanhar a situação no Portal das Finanças, onde irão surgir as seguintes mensagens: (1) Integrado com sucesso; (2) Pendente; (3) Rejeitado ou (4) Integrado

parcialmente. Registo directo no Portal das Finanças Para os contribuintes que apenas emitem um reduzido número de facturas, haverá um sistema de registo directo que permitirá inserir manualmente os dados das operações. Como é óbvio, este sistema é bastante moroso, uma vez que implica digitar todos os elementos das facturas.

Conforme o número de facturas O melhor sistema depende, naturalmente, da dimensão da actividade. Se se tratar de uma grande empresa, que emite milhares de facturas por mês, o sistema em tempo real será o mais prático. No extremo oposto, se pensarmos num profissional liberal que emite apenas 3 ou 4 facturas por mês, o registo directo será a opção correcta, uma vez que não necessita de realizar quaisquer operações de exportação, nem possuir um programa sofisticado. Entre uma realidade e a outra, situa-se a maioria das empresas, as quais irão, certamente, utilizar o ficheiro SAF-T. A obrigatoriedade de exportação SAF-T surgiu em 2009, pelo que esta modalidade já está presente em todos os programas de facturação existentes no mercado. Contudo, conforme referem as Finanças, caso a empresa emita muitas facturas, poderá ser necessário dividir a facturação mensal em vários ficheiros SAF-T.


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