NOTA PASTORAL
18 OUTUBRO 2012 ANO 99 - N.º 4930 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt
FUNDADO EM 1914
CULTURA
DESTAQUE
Projecto IPL (+)| P. 4
Multi-formato em livro olha para a inclusão Exposição| P. 5
Café Gato Preto acolhe “Leiria, o Antes e o Agora” SOCIEDADE
Unidades de Dor| P. 6
Jornadas traçam perfil da dor no distrito de Leiria Câmara Municipal| P. 7
Castro suspende mandato por 21 dias ECLESIAL
Faleceu com 94 anos| P. 9
Aurélio Galamba recordado como amigo
Páginas 2 e 3
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O Mensageiro
18.Outubro.2012
Rui Ribeiro prui@iol.pt
Tempos novos se avizinham
Os números são mais desafiadores do que propriamente preocupantes. Em 1965, o Concílio Vaticano II apontava 2.000.000.000 de não cristãos. Vinte e cinco anos depois, em 1990, o Papa João Paulo II aumentava esse número e apresentou um novo índice que quase duplicou (Redemptoris Missio, n.o 3), número que a missiografia precisa em 3.449.084.000. Em 2000, esse número subia para 4.069.672.000. Em 2006, o número de não cristãos sobe para 4.373.076.000. Para 2025, prevê-se que esse número atinja os 5.220.896.000. No recente artigo que publicou na ecclesia, Tolentino Mendonça lembra Karl Rahner que escreveu “A Igreja tem sido conduzida pelo Senhor da história para uma nova época” para depois dizer que essa nova época não é só de baixas drásticas nos indicadores estatísticos quando se compara a actualidade com aquele que já foi o quadro da vivência da Fé”. De facto o tempo que vivemos é demasiaBento XVI está na damente marcado pelos frente de novas números. Tudo se contaleituras que os biliza e tudo se expressa cristãos precisam de forma numérica. Os dar aos factos que matemáticos chegaram são visíveis e reais ao ponto de querer mensurar e expressar em formulas matemáticas os sentimentos mais profundos do espírito humano, como sejam o amor, a alegria e a afectividade. Mas os números induzem no erro se não forem compreendidos de forma mais profunda e mais aberta. A Igreja sabe que os tempos trouxeram mudanças profundas à sua própria estrutura: passou a ser minoria, o seu peso institucional é cada vez mais reduzido e os cristãos vivem cada vez mais a sua fé de uma forma discreta, isolada e algo até subjectiva. Realidades que se impuseram com as mudanças e que se vão afirmando cada vez mais. Para alguns a situação é catastrófica e põem as mãos na cabeça como se o fim estivesse próximo. Outros vêem nesta situação o triunfo de outras ideias e ideais e clamam victória. Mas os cristãos começam a tirar outra conclusão. Bento XVI está na frente de novas leituras que os cristãos precisam dar aos factos que são visíveis e reais. Desde logo, estas flutuações ou decréscimos nos números exigem uma releitura e reorganização da própria Igreja. Esta precisa abrir-se a novas formas de expressão da fé, precisa de Nova Evangelização dos tocados pela fé, precisa, em suma, de um aggiornamento que a faça caminhar ao lado do tempo actual. O dia das missões este ano é uma ocasião para pensar mais largo e ver mais longe. Na sua mensagem para este dia Bento XVI chama a atenção para a obrigatoriedade da Evangelização, entendendo esta não como imposição mas como testemunho alegre de quem bebe a àgua viva recebida das mãos do Senhor. Um desafio e uma perspicácia que quisemos deixar presente nesta edição.
Dia Mundial das Missões 2012
Chamados a fazer resplandecer a Palavra da verdade (Lett. ap. Porta fidei, 6) Tradicionalmente o penúltimo domingo de Outubro é o dia das missões. Será já no próximo domingo. A Igreja voltase para este tema sob várias perspectivas: rezar, reflectir, motivar, ajudar. Os ofertórios das missas revertem a favor desta causa. Este ano a temática está reforçada pela enquadramento no ano da da fé e na celebração dos 50 anos do Concilio Vaticano II. Por tudo isso quisemos deixar integralmente a mensagem de Bento XVI sobre este tema e chamamos a atenção para a ideia forte da mesma mensagem: todos somos chamados à missão, não por opção mas por obrigação. Mensagem do Papa A celebração do Dia Mundial das Missões deste ano está carregada de um significado todo especial. A recordação do 50º aniversário do Decreto conciliar Ad Gentes, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos sobre o tema da nova evangelização contribuem para reafirmar a vontade da Igreja de empenhar-se com maior coragem e ardor na missio ad gentes para que o Evangelho chegue até aos extremos confins da terra. O Concílio Ecuménico Vaticano II, com a participação dos Bispos católicos provenientes de cada canto da terra, foi um empenho luminoso para a universalidade da Igreja, acolhendo, pela primeira vez, um alto número de Padres Conciliadores provenientes da Ásia, África, América Latina e da Oceania. Bispos missionários e bispos nativos, Pastores de comunidades espalhadas entre as populações não cristãs, que buscavam, conciliar a imagem da Igreja presente em todos os continentes, e que eram os intérpretes das realidades complexas do então chamado “Terceiro Mundo”. Ricos em experiências derivadas por serem Pastores de
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EDITORIAL EDITORIAL
Igrejas jovens e em caminho de formação, animados pela missão pela difusão do Reino de Deus, esses contribuíram de maneira relevante na reafirmação da necessidade e urgência da evangelização ad gentes, e, assim, levar, ao centro da eclesiologia, a natureza missionária da Igreja. Eclesiologia missionária Hoje, essa visão não falhou, de facto, experimentou uma reflexão proveitosa teológica e pastoral e, ao mesmo tempo, retorna
com renovada urgência, pois ampliou o número daqueles que ainda não conhecem Cristo: “Os homens que esperam Cristo ainda são numerosos”, afirmava o beato João Paulo II, na Encíclica Redemptoris missio sobre a permanente validade do mandamento missionário, e acrescentava: “Não podemos ficar tranquilos, pensando nos milhões de nossos irmãos e irmãs, também redimidos pelo sangue de Cristo, que vivem sem conhecer o amor de Deus” (n. 86).
Eu também, ao instituir o Ano da Fé, escrevi que “hoje, então, envia-nos às ruas do mundo para proclamar o Seu Evangelho a todos os povos da terra” (Carta. ap. Porta fidei, 7); proclamação que, como dizia também o Servo de Deus Paulo VI, na Exportação apostólica Evangelii nuntiandi, “não é para a Igreja uma contribuição facultativa: é dever a ela incumbida pelo Senhor Jesus, a fim que os homens possam crer e serem salvos. Sim, esta mensagem é necessária, é única, é insubs-
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O Mensageiro
tituível” (n. 5). Precisamos, portanto voltar ao mesmo zelo apostólico das primeiras comunidades cristãs, que mesmo pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e testemunho, de difundir o Evangelho em todo mundo até então conhecido. Não é de se maravilhar que o Concílio Vaticano II e o sucessivo Magistério da Igreja insistam, de modo especial, sobre o mandamento missionário que Cristo confiou a seus discípulos e que deve ser empenho de todo Povo de Deus, Bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e leigos. O cuidado de anunciar o Evangelho em cada parte da terra pertence primeiramente aos Bispos, directamente responsáveis pela evangelização no mundo, seja como membros do colégio episcopal, seja como Pastores das Igrejas particulares. Esses, de facto “foram consagrados não somente para uma diocese, mas para a salvação de todo mundo” (João Paulo II, Carta enc. Redemptoris missio, 63), “mensageiros da fé que levam novos discípulos a Cristo” (Ad gentes, 20) e tornam “visível o espírito e o ardor missionário do povo de Deus, de modo que toda a diocese se torne missionária” (ibid., 38). A prioridade da evangelização O mandamento de pregar o Evangelho não se limita, portanto, a um Pastor, em atenção à porção do povo de Deus confiado aos seus cuidados pastorais, ou em enviar um sacerdote, leigo ou leiga Fidei Donum [enviados em missão temporariamente pelas dioceses]. Esse deve envolver toda a actividade da Igreja particular, todos os seus sectores, em suma, todo o seu ser e sua obra. O Concílio Vaticano II indicou com clareza e o Magistério sucessivamente defendeu fortemente. Isso exige adequar constantemente aos estilos de vida, planeamentos pastorais e organizações diocesanas para esta dimensão fundamental do ‘ser Igreja’, especialmente no nosso mundo que passa por mu-
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danças contínuas. E isso vale também aos Institutos de Vida Consagrada e às Sociedades de Vida Apostólica, bem como aos Movimentos eclesiais: todos os componentes do grande mosaico da Igreja devem sentir-se fortemente questionados pelo mandamento do Senhor de pregar o Evangelho, a fim que Cristo seja anunciado a todos. Nós Pastores, os religiosos, as religiosas e todos os fiéis em Cristo, devemos colocar-nos sobre as pegadas do apóstolo Paulo, “prisioneiro de Cristo pelos pagãos” (Ef 3,1), que trabalhou, sofreu, lutou para disseminar o Evangelho no meio dos pagãos (cfr Ef 1,24-29), sem poupar energia, tempo e meios para fazer ser conhecida a Mensagem de Cristo. Também hoje a missão ad gentes deve ser horizonte constante e o paradigma de cada actividade eclesial, porque a identidade da Igreja é constituída pela fé no Mistério de Deus, que se revela em Cristo para levar-nos a salvação, e da missão de testemunhá-Lo e anunciá-Lo ao mundo, até ao Seu regresso. Como São Paulo, devemos estar atentos aos afastados, àqueles que não conhecem ainda Cristo e não experimentaram a paternidade de Deus, na consciência que “a cooperação missionária se deve estender hoje a formas novas incluindo não somente a ajuda económica,
mas também a participação directa na evangelização” (João Paulo II, Carta. enc. Redemptoris missio, 82). A celebração do Ano da fé e do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização serão ocasiões propícias para um aumento da cooperação missionária, sobretudo nesta segunda dimensão. Fé e anúncio A ânsia de anunciar Cristo impulsiona-nos também a ler a história para detectar os problemas, as aspirações e as esperanças da humanidade, que Cristo deve sanar, purificar e preencher com a sua presença. A Sua Mensagem, de facto, é sempre actual, está no centro da história e é capaz de dar resposta as inquietações mais profundas de cada homem. Por isso, a Igreja, em todos seus elementos, deve estar consciente que “os imensos horizontes da missão eclesial, e a complexa situação presente pede hoje modalidades renovadas para poder comunicar eficazmente a Palavra de Deus (Bento XVI, Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 97). Isto exige, antes de tudo, uma renovada adesão de fé pessoal e comunitária ao Evangelho de Jesus Cristo, “num momento de profunda mudança como aquele que a humanidade está a viver” (Carta. ap. Porta fidei, 8). Um dos obstáculos para o impulso da evangelização, de facto, é a crise da fé, não somente do mundo ociden-
tal, mas de grande parte da humanidade, que simplesmente tem fome e sede de Deus e deve ser convidada e conduzida ao Pão de Vida e Água Viva, como a Samaritana que vai ao poço de Jericó e dialoga com Cristo. Como conta o Evangelista João, a história dessa mulher é particularmente significativa (cfr Jo 4,1-30): ela encontra Jesus, que lhe pede de beber, mas depois fala-lhe de uma água nova, capaz de acabar com a sede para sempre. A mulher, no início, não compreende, permanece no plano material, mas lentamente é conduzida pelo Senhor a cumprir um caminho de fé que a leva a reconhecê-Lo como o Messias. E sobre este propósito, Santo Agostinho afirma: “depois de ter acolhido no coração Cristo Senhor, que outra coisa poderia fazer se não abandonar o jarro e correr para anunciar a boa nova?” (Homilia 15, 30). O encontro com Cristo como Pessoa viva que preenche a sede do coração não pode se não levar ao desejo de compartilhar com os outros a alegria desta presença e fazê-Lo ser conhecido para que todos possam experimentar. Ocorre renovar o entusiasmo de comunicar a fé para promover uma nova evangelização das comunidades e dos países de antiga tradição cristã, que estão a perder a referência de Deus, de modo a redescobrir a alegria de crer. A preocupação de evangelizar não deve jamais
permanecer às margens da actividade eclesial e da vida pessoal do cristão, mas caracterizá-la fortemente, na consciência de serem destinatários e, ao mesmo tempo, missionários do Evangelho. O ponto central do anúncio permanece sempre o mesmo: o Kerigma do Cristo morto e ressuscitado para a salvação do mundo, o Kerigma do amor de Deus absoluto e total por cada homem e cada mulher, culmina no envio do Filho eterno e unigénito, o Senhor Jesus, que não hesitou em assumir a pobreza de nossa natureza humana, amando-a e resgatando-a, por meio da oferta de si sobre a cruz, do pecado, e da morte. A fé em Deus, neste plano de amor realizado em Cristo, é, antes de tudo, um dom e um mistério a ser acolhido, no coração e na vida, e que se deve sempre agradecer ao Senhor. Mas a fé é um dom que nos é dado para que seja dividido; é um talento recebido para poder dar frutos; é uma luz que não deve ser escondida, mas deve iluminar toda a casa; é o dom mais importante que nos foi dado para nossa existência e não podemos detê-lo para nós mesmos. O anúncio se faz caridade “Ai de mim se não anunciar o Evangelho!”, dizia o apóstolo Paulo (1 Cor 9,16). Estas palavras ressoam com força para cada cristão e para cada comunidade cristã em todos
os continentes. Também para as Igrejas nos territórios das missões, Igrejas na sua maioria jovens, normalmente de fundação recente, a missionaridade torna-se uma dimensão congénita, também se esses precisam ainda dos missionários. Tantos sacerdotes, religiosos, religiosas, de cada parte do mundo, muitos leigos e até mesmo famílias inteiras, deixam os próprios países, as próprias comunidades locais e vão para outras igrejas para testemunhar e proclamar o Nome de Cristo, no qual a humanidade encontra a salvação. Trata-se de uma expressão de profunda comunhão, partilha e caridade entre as Igrejas, para que cada homem possa escutar e escutar novamente o anúncio que cura e aproxima-os dos Sacramentos, fonte de verdadeira vida. Junto a este alto sinal de fé que se transforma em caridade, recordo e agradeço as Pontifícias Obras Missionárias, instrumentos para a cooperação às missões universais da Igreja no mundo. Através da acção delas, o anúncio do Evangelho faz-se também intervenção na ajuda ao próximo, justiça aos mais pobres, oportunidade de educação nas aldeias mais remotas, assistência médica nos lugares mais afastados, emancipação da miséria, reabilitação de quem está marginalizado, sustento ao desenvolvimento dos povos, superando das divisões étnicas e respeitando a vida em cada fase. Queridos irmãos e irmãs, invoco sobre a obra de evangelização ad gentes, e em particular sobre os operadores, a efusão do Espírito Santo, para que a Graça de Deus a faça caminhar mais decisivamente sobre a história do mundo. Com o beato John Henry Newman gostaria de rezar: “Acompanha, oh Senhor, os Teus missionário nas terras da evangelização, coloca as palavras certas nos seus lábios, torna frutuosa a sua fadiga”. Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja e Estrela da evangelização, acompanhe todos os missionários do Evangelho.
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O Mensageiro
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CINEMAS
Teatro Miguel Franco (Leiria) • NANA + RAFA | Drama | de Valérie Massadian | c/ Kelyna Lecome, Marie Delmas, Alain Sabras | 19 de Outubro, 21h30; 20 de Outubro, 21h30; 21 de Outubro, 21h30; 22 de Outubro, 21h30. • WOMEN ARE HEROES | Documentário | de JR | 24 de Outubro, 18h30 e 21h30. • MADAGASCAR 3 | Animação| de Tom McGrath, Eric Darnell, Conrad Vernon | 28 de Outubro, 11h00. • FORA, SATANÁS | Drama | de Brun Dumont | c/ David Dewaele, Alexandra Lemâtre, Christophe Bon | 31 de Outubro, 18h30 e 21h30. Cine-Teatro (Monte Real) • MADAGASCAR 3 | Animação| de Tom McGrath, Eric Darnell, Conrad Vernon | 28 de Outubro, 15h30. • A IDADE DO GELO 4 | Animação| de Steve Martino, Mike Thurmeier | 25 de Novembro, 15h30.
MÚSICA | TEATRO | EVENTOS
Castelo - Leiria •”Contos ao pôr do sol” - música e histórias (21/10, 17h00) Teatro José Lúcio da Silva - Leiria • Fernando Pereira - o senhor das vozes (19/10, 21h30) •”Vila Moleza ao vivo” (21/10, 15h00) •”O Libertino” - teatro (24/10, 21h30) • 30 anos do pinhal d’el Rei - concerto (27/10, 21h30) Teatro Miguel Franco - Leiria •”O homem que via passar as estrelas” (23 e 30/10, 10h30 e 14h00) •”Moustache” - música (27/10, 22h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”BEBETECA” (18/10, 10h15 e 20/10, 16h00) •”Histórias de fio a pavio” - momentos musicais (25/10, 11h00) •”Contos e cantigas” - hora do conto (26 e 31/10, 10h30 e 14h30) •”Contos e cantigas” - contar e encantar (27/10, 16h00) Mi|mo - Museu da Imagem em Movimento - Leiria • Teatro de sombras e oficinas criativas (3ªs~6ªs) • Workshop de fotografia (27/10, 9h00~17h00) Sala Jaime Salazar Sampaio - Leiria •”C10H14N-Nicotina” - teatro (18, 19, 26 e 27/10, 22h30) •”Oru+oficina criativa” (21/10, 11h e 16h; 22 e 23/10, 10h30 e 14h30) Moinho de Papel - Leiria •”Horas sem dias” - disco de Ludgero Rosas (18/10, 22h00) Mercado de Sant’Ana - Leiria • Sabores no Mercado (27/10, 15h00~24h00) Espaço O Nariz - Leiria •”Daniel Bernardes - piano jazz (27/10, 22h00)
Projecto IPL (+) Inclusivo apresenta livro multi-formato
“O menino dos dedos tristes” olha para a inclusão “O menino dos dedos tristes” é o título do livro multi-formato de Josélia Neves que surge no âmbito do projecto IPL (+) Inclusivo, uma campanha de sensibilização, de informação e formação, para a mudança de atitudes no que respeita às temáticas da inclusão/exclusão. E porque se trata de um projecto de inclusão e para que todos possam ler o livro, este está acompanhado de um CD com materiais em formato alternativo que podem ser reproduzidos li-
vremente para fins lúdico didácticos. Josélia Neves, responsável pela obra “O menino dos dedos tristes”, explica que “Esta obra é um apelo à criação de livros em formato alternativo e um exemplo de como um livro multi-formato se pode ‘abrir’ a novos leitores e a novas leituras, já que, sendo simultaneamente lúdico e didáctico, tocará pequenos e grandes e servirá de estímulo a atitudes mais inclusivas e à criação de conteúdos acessíveis a
Nos Marrazes
pessoas com necessidades especiais”. “O menino dos dedos tristes” que foi apresentado, no passado dia 12 de Outubro, inclui os formatos de áudio livro com soundpainting, vídeo livro em Língua Gestual Portuguesa (LGP), vídeo livro em LGP com legendas glosadas, video livro em LGP com legendas do texto original, versão pictográfica (SPC), lista de pictogramas (SPC), versão em formato “.wif” para impressão em Braille (sobre versão a tinta ou a
branco), e ilustrações para impressão em relevo; e ainda a descrição dos três quadros que serviram de base à ilustração da obra. O IPL (+) Inclusivo é um projecto que pretende transformar o IPL numa instituição inclusiva, capaz de receber e integrar pessoas com necessidades especiais, e, acima de tudo, capaz de mover mentalidades e potenciar atitudes das pessoas que integram a comunidade do Instituto.
Museu Escolar celebrou Dia do Idoso O Museu Escolar de Marrazes festejou o Dia do Idoso, no dia 4 de Outubro, na presença de mais de 60 idosos de diferentes lares da região de Leiria. Este dia foi celebrado com uma peça de teatro realizada pelas alunas do grupo de Teatro da Escola de Formação Social e actividades de expressão musical, onde houve oportunidade de recordar, cantar e até dançar algumas músicas tradicionais. Um dia bem animado que terminou com um lanche convívio entre os idosos e foram distribuídas lembranças a cada participante.
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Castelo - Leiria •”Habitantes e Habitats” - exposição permanente •”Korrodi e o restauro do Castelo de Leiria” - exposição permanente Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Ritmos de cor e composição” - pintura de Manuela G. Henriques (~11/11) Teatro Miguel Franco - Leiria •”O movimento rotário” (~21/10) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieiria - Leiria •”Envolvências de cor” (20/10~8/11) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Cêramica reflexo de uma cultura” (~23/11) •”Oficina do Olhar” - exposição permanente Edifício Banco de Portugal - Leiria •”Cidades, quero-as comigo!” pintura de Maria Dulce Bernardes (~17/11) Sala Jaimea Salazar Sampaio - Leiria •”Natureza c/ e s/ cor” - fotografias de Flávio Ruivo (~31/10) Moinho de Papel - Leiria •”Mielo e farelo no moinho de papel” - pintura de Tânia Bailão (~31/10) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República” - colecção de António Pedro Vicente (~31/10) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Medidores de Azeite” (27/10~31/12)
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EXPOSIÇÕES
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O Mensageiro 18.Outubro.2012
Fernando Rodrigues retrata a cidade com fotografia antiga e actual
Gato Preto recebe exposição “Leiria, o Antes e o Agora” 48 anos, desde muito novo que se interessa e dedica à pesquisa de elementos históricos da cidade. A residir em Leiria desde os 8 anos de idade, foi durante muitos anos comerciante como proprietário de um quiosque de jornais e actualmente trabalha numa empresa de perfis de alumínios. Conta com mais de 1000 postais e fotografias sobre Leiria e colecciona também elementos arqueológicos encontrados por exemplo nos terrenos do antigo convento de Santa
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São largas dezenas de postais e fotografias antigas de Leiria que estão na exposição “Leiria, o Antes e o Agora”, da autoria de Fernando Rodrigues, conjuntamente com fotos actuais do autor, exactamente nos mesmos locais e tanto quanto possível nas mesmas perspectivas. O resultado foi uma mostra que está patente durante todo o mês de Outubro no café Gato Preto, em Leiria, podendo observar-se a evolução da cidade. Fernando Rodrigues,
Joaquim Santos
Incêndio no Hotel Central (actualmente encontra-se o banco Montepio Geral), em 19 de Março de 1974
Fernando Rodrigues, o autor da exposição
Ana aquando das escavações arqueológicas. Outros elementos históricos da sua colecção são arquivos encontrados do antigo Hotel Lis e da Casa de Saúde,
objectos que Fernando Rodrigues guarda com muito orgulho, pelo gosto de coleccionador mas muito especialmente pela ligação que nutre pela cidade de
Leiria. A perspectiva antiga e actual da cidade de Leiria, vista em postas e fotografia, é o desafio deixado ao leitor, como forma de revisitar
a urbe do passado e poder voltar ao presente, estabelecendo paralelos e diferenças entre si, na paisagem, edifícios e pessoas. Joaquim Santos
De 24 a 26 de Outubro no Rio de Janeiro
Este fim-de-semana na Paróquia dos Pousos
Fátima vai marcar presença na ABAV 2012 – Feira de Turismo das Américas, um dos mais importantes certames turísticos do Mundo que se realizará de 24 a 26 de Outubro, no Rio de Janeiro, no Brasil. Uma participação enquadrada pelo GAPAE – Gabinete de Apoio à Promoção da Actividade
A Paróquia de Pousos vai estar em festa este fim-desemana em Honra de Nossa Senhora do Desterro. As celebrações têm início no dia 19 de Outubro pelas 20h30 com Missa na igreja nova, seguida de Procissão de Velas com a imagem de Nossa Senhora. Depois da Procissão terá lugar, na igreja nova, uma apresentação de fotografias da Missão Calheta, em Cabo Verde onde está o Missionário Padre Nuno. No sábado, pelas 19h30 terá lugar a abertura do arraial e a organização terá à disposição Bifanas, Caldo Verde, Broa de milho, Bolos, chá, café, entre outras iguarias. A partir das 21h00 actuará o Grupo Susan’s Barbecue.
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Fátima promove-se na Feira das Américas Empresarial, iniciativa conjunta da ACISO – Associação Empresarial Ourém Fátima e do Município de Ourém que visa assumir o Brasil como um mercado estratégico para Fátima. Em comunicado, divulgado no seu sítio na Internet a Câmara de Ourém adianta que “esta participação individualiza-
da só é possível graças à dimensão internacional da marca Fátima que só por si garante uma forte atracção ao stand e a perspectiva de um elevado número de contactos de negócio”. O investimento global com esta iniciativa rondará os 25 mil euros.
Festa em Honra de Nossa Srª do Desterro em três dias
No dia 21 de Outubro a Missa está marcada para as 14h30, na igreja nova, seguida de Procissão com acompanhamento da Banda Filarmónica da SAMP. Pelas 16h00 decorrerá o Leilão de Ofertas e a Aber-
tura da Feira das Velharias e Coisas Novas a favor das obras da Igreja. Para “adoçar” o momento o serviço de bar estará a funcionar e haverá farturas, bolos, chá, café e ainda caldo verde e bifanas.
6 SOCIEDADE Ismael Jorge é o novo comandante da PSP de Leiria
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O Intendente Ismael Jorge é o novo comandante do Comando Distrital de Leiria da PSP. Natural de Santa Eufémia, Leiria assume o cargo em substituição de Rui Conde que terminou a sua comissão de serviço de três anos em Leiria e regressa ao Comando do Porto. Ismael Jorge exercia funções de director adjunto no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa.
Uma medida que integra o Programa de Emergência Social
Câmara de Ourém adere ao Mercado Social de Arrendamento A Câmara municipal de Ourém associou-se ao Mercado Social de Arrendamento. Uma medida que faz parte do Programa de Emergência Social e que se destina aquelas famílias que, não podem ter uma casa social, porque os rendimentos são superiores ao que deviam, mas também não conseguem alugar uma casa, tendo em conta os preços praticados no mercado livre. Com este sistema, estas famílias, já vão poder ter a sua casa. No âmbito do protocolo celebrado com os diferentes parceiros, cabe ao Município de Ourém a recepção das candidaturas ao arrendamento dos imóveis e a pré-selecção dos candidatos, encaminhando-os de seguida para as entidades gestoras, a quem compete a avaliação das condições de adesão e a decisão final.
Em Pombal
Seminário “Que futuro para a Educação?” no Teatro-Cine O Teatro-Cine, em Pombal acolhe este sábado, pelas 14h30, um seminário subordinado ao tema da Educação. As politicas educativas e o futuro da Educação em Portugal serão o mote para a discussão que contará com a contribuição de membros da DREC – Direcção Regional de Educação do Centro, do presidente da CONFAP – Confederação Nacional das Associações de Pais, dos directores dos agrupamentos de escolas do concelho de Pombal e da Escola Profissional e ainda com o presidente da Câmara Municipal de Pombal. Sendo um dos principais vectores de evolução de um país, os sucessivos cortes orçamentais e a consequente limitação de recursos materiais e humanos, sob a égide de um difícil “temos de fazer mais com menos”, parecem ameaçar a Educação no presente e, sobretudo, o modo como ela evoluirá para o futuro. Motivo pelo qual os participantes, deste seminário, são desafiados a pensar alternativas que assegurem o futuro da Educação em Pombal.
18.Outubro.2012
Nos dias 18 e 19 de Outubro na Escola Superior de Saúde
Jornadas Unidade de Dor traçam perfil da dor no distrito de Leiria Nos dias 18 e 19 de Outubro a Escola Superior de Saúde de Leiria vai acolher as II Jornadas Unidade de Dor. Organizadas pelo Centro Hospitalar Leiria-Pombal (CHLP), em conjunto com os Agrupamentos de Centros de Saúde do Pinhal Litoral I e II antecedem o 5.º Encontro Nacional das Unidades de Dor, uma organização da Associação Portuguesa do Estudo da Dor (APED), que, este ano se realiza em Leiria, e as comemorações oficiais do Dia Nacional de Luta Contra a Dor, dia 19, pelas 17h30. Maria do Carmo Rocha, directora do Serviço de Anestesiologia e responsável pela Unidade de Dor (UniDor) do CHLP, explica
que «a dor, na sua generalidade, interfere no bemestar e nas necessidades fundamentais da pessoa, influenciando a sua qualidade de vida». Neste contexto, «as Jornadas da Unidade de Dor pretendem analisar a realidade dos cuidados em termos gerais, traçar estratégias de melhoria, e sensibilizar a população em geral para a importância de um acompanhamento próximo, não só dos utentes que sofrem de dor crónica, como dos utentes afectados pela dor aguda associada a diversas patologias», refere. A responsável adianta ainda que no evento «será traçado o perfil da prevalência da dor no distrito, e serão debatidas as melhores formas de
lidar com este problema, e que passam inevitavelmente pela educação dos utentes crónicos e pela aposta contínua na formação dos profissionais de saúde no apoio psicológico de doentes e familiares». As jornadas começam no dia 18 de Outubro, pelas 15h00 com o painel “O tratamento da Dor na população do distrito de Leiria”, moderado por Maria do Carmo Rocha, que incluirá as perspectivas dos cuidados primários e dos cuidados hospitalares. O segundo dia das Jornadas terá início pelas 09h00, e dará destaque à “Dor de cabeça: cefaleias e não só…”, no ano em que se assinala o Ano Internacional da Cefaleia.
A dor é um sintoma que acompanha, de forma transversal, a generalidade das situações patológicas que requerem cuidados de saúde. São inúmeras as causas que podem influenciar a existência e a intensidade da dor, sendo que esta pode ser classificada, de forma genérica, em dor crónica e aguda. Normalmente a dor aguda está associada à dor de início recente e com duração limitada. Por sua vez, a dor crónica é uma dor prolongada de difícil identificação causal, podendo gerar diversos estádios patológicos que causam graves consequências ao nível da qualidade de vida dos doentes.
No 6º ano o colégio obteve uma média interna de 3,42
CDLPC entre as 10 melhores secundárias com notas mais coerentes O Colégio Dr. Luís Pereira da Costa, localizado na freguesia de Monte Redondo, concelho de Leiria está situado entre as dez melhores escolas secundárias com notas mais coerentes. Em comunicado, a direcção do colégio informa que segundo “o Diário de Notícias on-line, o CDLPC está na 9.ª posição do ranking das 10 melhores escolas secundárias com notas mais coerentes. Realce-se que, neste ranking, este estabelecimento de ensino é o único que consta do distrito de Leiria. Desta forma, a diferença entre a média nos exames e a média da nota interna é de apenas de 0,73”. Quanto ao desempenho, dos alunos do 6º ano, a direcção esclarece que “o Jornal Expresso indica que o colégio encontra-se na posição 397, com uma média de exame de 3,07 e uma média
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Rui Conde regressou ao Comando do Porto
O Mensageiro
interna de 3,42. Atrás desta instituição, encontram-se o Colégio Dinis de Melo, a Escola Básica Rainha Santa Isabel, a Escola Básica D. Dinis e a Escola Básica Dr.
Correia Mateus”. “Por seu lado, no 9.º ano, o Colégio ocupa a posição 442, com uma média de 2,94”. Nos exames do Ensino Secundário, segundo
“o Jornal O Público, este estabelecimento de ensino ocupa a posição 169, com uma média de 10,34, apresentando-se à frente de escolas como a Francisco Rodrigues Lobo ou a Afonso Lopes Vieira”. Fazendo uma análise comparativa com o ano transacto, por disciplina, “a Português, a média subiu de 9,75 para 10,75; a Matemática A, desceu de 13,76 para 11,69; a Biologia e Geologia, em 2010, a média era de 10,88 e em 2011, de 9,53; a Físico-Química A, a média desceu de 11,93 para 9,01”. No mesmo comunicado a direcção mostra-se “bastante satisfeita” com estes resultados, salientando que estes “são o reflexo de um trabalho concertado entre professores e alunos, pautado por espírito de sacrifício e dedicação de ambas as partes”.
SOCIEDADE 7
O Mensageiro 18.Outubro.2012
Na Alemanha
O autarca alega motivos pessoais
O Município de Leiria esteve representado na Bernburg – Saale, uma conferência sobre a “Eficiência Energética e Conservação de Recursos” na Alemanha, de 3 a 6 de Outubro. Em representação da Câmara de Leiria estiveram a vereadora do Ambiente, Isabel Gonçalves, e a Vereadora da Acção Social, Lurdes Machado. Esta conferência foi promovida no âmbito do projecto “Parceria Climática – Cidades geminadas assumem responsabilidade
ambiental”, financiado por fundos comunitários ao abrigo do programa “Europa para os Cidadãos”. Esta iniciativa envolve as cidades geminadas com Rheine, cidade alemã que apresentou a candidatura: Leiria (Portugal), Bernburg (Alemanha), Borne (Holanda) e Trakai (Lituânia). A primeira das cinco conferências previstas contou com a participação do Município de Leiria, de uma delegação de professores/investigadores
e técnicos do Instituto Politécnico de Leiria, Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS), Simlis e Valorlis. Durante o período de execução do projecto, que decorre de 1 de Julho de 2012 a 30 de Junho de 2014, serão organizadas mais quatro conferências sobre questões ambientais com apresentação de acções planeadas e executadas, nas quatro cidades geminadas com Rheine, entre as quais Leiria, que será responsável
pela conferência a realizar em Março de 2014. “O projecto contribuirá para o conhecimento da realidade existente e partilha de experiências sobre acções locais de protecção climática e, de certo modo, para incentivar um processo de aprendizagem, com o objectivo de mitigação das alterações climáticas”, explica Isabel Gonçalves.
Com acção de sensibilização para crianças
Leiria comemorou Dia Internacional para a Redução de Catástrofes Tendo em conta que Leiria já sofreu alguns abalos sísmicos, embora de baixa intensidade é sempre bom prevenir. Por isso e aproveitando que no dia 12 de Outubro se assinalou o Dia Internacional para a Redução de Catástrofes, a Câmara Municipal de Leiria realizou uma acção de sensibilização. Uma acção que decorreu na sala polivalente da Biblioteca Municipal Afon-
so Lopes Vieira, em Leiria que estava completamente cheia de alunos de escolas do concelho. O evento teve início com umas breves palavras proferidas por José Manuel Moura, Comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro de Leiria, que realçou a importância desta acção de sensibilização, considerando que as crianças são o futuro e por isso devem ter conheci-
mentos sobre uma protecção adequada em situações de socorro, nomeadamente em acidentes e catástrofes naturais. Participaram nesta iniciativa alunos do Colégio Nossa Senhora de Fátima, Escola Branca de Leiria e Escola do 1º Ciclo dos Capuchos, que começaram por ver e participar no livro digital “Nós e os Riscos”, editado pela Autoridade Nacional de Protecção Ci-
vil, onde a figura de Jaime dá bons conselhos sobre comportamentos e atitudes correctas em situações de socorro. Um elemento do Corpo de Bombeiros Municipais de Leiria realizou ainda uma demonstração de primeiros socorros, numa situação de pós acidente, com uma aluna presente.
Em Leiria no dia 23 de Outubro
No dia 23 de Outubro, a Câmara Municipal de Leiria vai promover uma acção de sensibilização sobre o regime excepcional de regularização do exercício da actividade pecuária. Uma acção que tem início marcado para as 14h30, na sala de reuniões do executivo, no edifício municipal e que pretende informar os projectistas que elaboram peças gráfi-
cas das explorações pecuárias sobre a melhor forma de procederem à instrução dos pedidos. Isto porque segundo a Câmara municipal existe um “número apreciável dos pedidos de regularização que não se encontram adequadamente instruídos, quer por a representação gráfica estar incompleta quer por omissão de antecedentes processuais
respeitantes a processos de obras”. Assim sendo, a autarquia decidiu convidar alguns projectistas a assistirem a esta acção de sensibilização para “evitar que estas situações se repitam no futuro”. O prazo para apresentar pedidos de regularização da actividade pecuária foi prolongado até ao dia 31 de Março de 2013.
DR
Autarquia apoia projectistas na regularização de actividade pecuária
Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria tem o mandato suspenso até ao próximo dia 4 de Novembro, sendo que a suspensão vigora desde o dia 15 de Outubro. Em comunicado o presidente invoca “motivos de natureza pessoal” para esta tomada de decisão adiantando que, neste período de 21 dias, o cargo de presidente será desempenhado pela Vereadora Lurdes Machado, que é a número dois da lista, e que “manterá os pelouros que lhe foram atribuídos”. Na ausência de Raul Castro, a vaga no órgão da Câmara Municipal será ocupada por Acácio de Sousa que deixa de desempenhar as funções de Chefe de Gabinete para assumir o cargo de vereador com “responsabilidades na área do Desporto” Acácio de Sousa ocupará este cargo “por ser o primeiro candidato não eleito na lista do PS nas últimas autárquicas”. No mesmo comunicado é explicado que “A suspensão de mandato pretende manter a estabilidade governativa, uma vez que só assim é possível garantir a entrada de mais um vereador”. Gonçalo Lopes manterá as funções de Vice-Presidente, na ausência da Presidente da Câmara Municipal de Leiria. Raul Castro voltará a ocupar a Presidência da Câmara Municipal de Leiria no dia 5 de Novembro. DR
Leiria participa em projecto europeu de parceria climática
Raul Castro suspende mandato durante 21 dias
Para promover comportamentos responsáveis e cívicos
Caravana Rodoviária ensina crianças leirienses Com o objectivo de promover junto das crianças comportamentos responsáveis e cívicos, no que toca à sinalização rodoviária, a Caravana de Educação Rodoviária da Fundação MAPFRE esteve estacionada em Leiria, durante uma semana, nomeadamente, entre os dias 8 e 13 de Outubro. Durante a semana perto de 600 crianças com idades compreendidas entre os 9 e os 12 anos passaram pelo camião e participaram nas actividades propostas. Primeiro marcavam presença numa “aula” teórica que terminava com um teste, onde as crianças demonstravam o que aprenderam ou não e depois passavam à parte prática composta por um circuito rodoviário, onde os mais pequenos foram convidadas a assumir quer o papel de condutores, quer de peões. A Caravana está pela segunda vez em Leiria, a primeira passagem verificou-se no ano de 2009. Gonçalo Lopes, vereador da Educação na Câmara de Leiria referiu, na visita à caravana, que iniciativas deste tipo “têm contribuído para a prevenção rodoviária”, destacando que a “sinistralidade tem vindo a diminuir” o que significa que “este tipo de iniciativas tem ajudado à mudança de comportamentos dos condutores”. Inês Silva, da Fundação MAPFRE também admite que este projecto “poderá ajudar a reduzir a sinistralidade nas estradas” porque embora seja “muito direccionado para as crianças a mensagem também chega aos adultos”.
8 ECLESIAL
O Mensageiro
18.Outubro.2012
Família há oito séculos
Sobre a colina de Ulisses E
m 1508, a cidade das sete colinas recebe uma vez mais a visita da Princesa evangélica, Santa Clara de Assis que, do alto da montanha de Deus, esparge a claridade do seu ideal evangélico sobre a colina de Ulisses. Fundado pela rainha D. Leonor, mulher de D. João II e irmã de D. Manuel I, o Mosteiro da Madre de Deus em Xabregas, teve o seu início, numas casas que ali adquirira e nas quais deram entrada, no dia 9 de Junho, sete Religiosas provenientes do Convento de Jesus de Setúbal. A 23 do mesmo mês, o então Arcebispo de Lisboa, D. Martinho da Costa, sagrava o espaço, o qual bem cedo se afirmou como Real Mosteiro. Nobre de sangue, nobre de sentimentos e imbuída do verdadeiro espírito de devoção e oração, D. Leonor foi uma personagem ímpar do universo intelectual da
Europa do Renascimento. O seu interesse e acção directa na fundação de mais um templo ao Deus vivo permitiu que o Mosteiro da Madre de Deus se tornasse, na sua beleza arquitectónica, num dos mais ricos de Lisboa e do reino. No entanto, as obras estenderam-se até 1516. Rapidamente o Mosteiro se transformou num espaço de oração, adoração e de silêncio, onde dia e noite a divina Eucaristia era adorada e contemplada pelas santas virgens. Todavia como refere o cronista da ordem seráfica, Frei Jerónimo de Belém, o mosteiro de Xabregas ou da Madre de Deus também foi escolhido para nele se representarem alguns Autos de devoção de Gil Vicente. Refere-se principalmente ao Auto de Natal dedicado a D. Leonor. Além da rainha, fundadora do referido mosteiro, podemos pensar nos outros des-
tinatários do auto. Teriam estado também presentes as Religiosas que viviam no mosteiro, incluindo as sete que, a pedido de D. Leonor, vieram do convento de Jesus em Setúbal e que iniciaram a vida monástica em Xabregas seguindo e vivendo com fidelidade a Primeira Regra, a Regra de Santa Clara. As religiosas da Madre de Deus eram pessoas da primeira nobreza, em que se admiram à competência a humildade com a soberania, no dizer de Frei Jerónimo de Belém. Algumas provinham da corte, de damas de D. Leonor e da rainha D. Maria e muito pretendidas no paço. Este público teria influenciado a concepção do auto, como assinalou o conde de Sabugosa no livro A Rainha D. Leonor. Num quadro litúrgico natalício, o autor teatralizou, com finalidades edificantes, virtudes e devoções que interessariam
estas damas, ao ingressarem numa ordem que inculcava a humildade e a pobreza. Teatralizou ainda o próprio tema da vocação para os desposórios com Deus, relativo ao estado monástico. Fundado em 1508 passados apenas dois anos as Irmãs eram vinte, número que foi crescendo pois, em 1551, o papa Júlio II estabeleceu o limite de vinte religiosas para habitarem no mosteiro. Mas Em 1567 através da autorização do papa Pio V, o número de religiosas aumentou para trinta e três. Mais tarde o mosteiro chegou a albergar quarenta e seis Irmãs. Devido às inúmeras esmolas e protecção dos monarcas portugueses, foi chamado Real Mosteiro da Madre de Deus, tornando-se um dos mais populares santuários da Lisboa do Renascimento. Ao longo de vários séculos, o Mosteiro pertenceu sem-
pre à Casa das Rainhas, foi sujeito a várias intervenções arquitectónicas, e decorativas, possuindo um vasto património de obras de arte. Todavia as Irmãs nunca se afastaram do ideal da Virgem Santa Clara vivendo sempre sob a altíssima pobreza, com alegria e simplicidade. Destruído pelo terramoto de 1755, foi reedificado e sofreu de novo obras de restauro. Em 1834, no âmbito da “Reforma geral eclesiástica” empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de todas as ordens religiosas, femininas e masculinas, ficando também as Irmãs Clarissas deste Mosteiro sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última Religiosa que definia a data do seu encerramen-
to. Finalmente em 1867, o edifício foi adquirido pelo Estado e os seus bens incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional. Deste Mosteiro destacamos a Irmã Auta da Madre de Deus que se formou em Teologia e Cânones pela universidade de Coimbra, onde antes tinha estudado, disfarçada com roupas de rapaz. No Mosteiro desenvolveu um excelente trabalho na formação espiritual, jurídica e humana das suas Irmãs. Também os filhos da luz têm direito a realizarem obras de justiça.
O DOM DA FÉ
memória mais recente foi vê-lo na capela da casa do clero, bastantes vezes, em oração prolongada, com o livro da liturgia da horas ou o rosário nas mãos. Viveu os últimos tempos dedicado a uma intimidade com Deus e com a Virgem Maria, numa atitude de oração quase ou mesmo efetivamente “sem cessar”. Ao longo da sua vida, registou na sua agenda todas as missas que celebrou, como ele próprio disse. A celebração diária da Eucaristia foi para ele um ponto de honra e um empenho fiel na sua vivência e alimentação da fé cristã e da união estreita com o Senhor Jesus Cristo. “Tu, ó homem de Deus, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão. Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e da qual fizeste uma bela profissão na presença de muitas testemunhas. Na presença de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Jesus Cristo, que deu teste-
munho perante Pôncio Pilatos numa bela profissão de fé, recomendo-te que guardes o mandato, sem mancha nem culpa, até à manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo” (cf 1 Tm 6, 11-14). Ao ler estas palavras de São Paulo a Timóteo, seu companheiro e colaborador na missão apostólica, lembrei-me espontaneamente do Cónego Aurélio: julgo que ele viveu assim a fé e o ministério sagrado. A sua vivência da fé não se ficava pela oração. Grande parte da sua vida dedicou-a ao serviço de apoio e recuperação dos presos. E com que entusiasmo e zelo o fazia! Com frequência falava dos “rapazes da Prisão-Escola”! Com uma metáfora, reconhecia que se tinham metido na “lama” mas o seu trabalho era para que descobrissem que eram “lírios”, que havia neles beleza e possibilidades para saírem dessa ambiente degradante e se tornarem homens capazes de viverem com dignidade e honra integrando-se de
forma sadia na sociedade. A fé em Deus deste sacerdote gerava e sustentava a confiança nos homens presos, dava-lhe um coração cheio de misericórdia e sabedoria e perseverança para colaborar na sua recuperação humana, espiritual e social. O seu livro “Lírios na Lama” testemunha o seu trabalho e a sua confiança nas possibilidades de regeneração humana. Depois do trabalho nas prisões, veio o da assistência aos doentes nos hospitais. Também aqui se entregou com entusiasmo e fé. Visitar os doentes nas suas camas, animá-los e consolá-los nos seus sofrimentos, oferecer-lhes a graça do perdão mediante o sacramento da Reconciliação, dar-lhes o conforto e a força espiritual através da celebração da Santa Unção ou o alimento com o corpo de Cristo pela comunhão eucarística, estes eram alguns dos meios pelos quais cuidava da vida espiritual e íntima dos seus queridos doentes. Assim os ajudava a recuperarem das
suas enfermidades ou os preparava para deixarem a vida na terra e partirem para a eternidade com a graça de Deus, entregando-se confiantes e serenos ao seu amor terno e eterno. Não se ficaram por aqui as “boas obras” de fé e de amor do Cónego Aurélio. Como homem de Deus que era e para Quem vivia, tornou-se de igual modo um homem que viveu a comunhão com a Igreja e a amou. De que modos? Servindo-a generosamente onde quer que o chamavam a exercer o ministério sagrado e também partilhando dos seus bens materiais. Foram suas as primeiras ideias e iniciativas da construção da Casa Diocesana do Clero, para acolher e cuidar dos sacerdotes idosos ou doentes. E contribuiu generosamente para a sua construção. Em tempos, comprou uma carrinha para apoio aos serviços pastorais diocesanos. Serviu dedicadamente como mestre de cerimónias no Santuário de Fátima e na Sé ao longo
de bastantes anos. Trabalhou com grande zelo na Escola de Formação Social em benefício das jovens estudantes e para garantir futuro ao estabelecimento de ensino. A lista das suas boas poderia continuar... O Cónego Aurélio vive a sua fé e ministério sacerdotal também no sofrimento, em vários momentos da sua vida. Segundo pude observar, era um homem paciente na doença e persistente nos esforços de cooperação com a medicina e os serviços de saúde para recuperar das enfermidades. Já na velhice, ouvi-o várias vezes a exclamar num misto de realismo, de inquietação e de desejo de ir para o Céu: “Estou velho!” Deus chamou-o agora. Louvado seja Ele pela vida e obra deste seu filho e servidor no ministério sagrado!
Pe Jorge Guarda
Vigário Geral da Diocese
O Cónego Aurélio viveu a fé e fez boas obras http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt
N
a passada semana, aos 94 anos, morreu o Cónego Aurélio Galamba de Oliveira (1918-2012), sacerdote da diocese de Leiria-Fátima. Se quisesse resumir em poucas palavras a sua vida, diria que viveu com entusiasmo a vida e com paixão o ministério sacerdotal. A minha
Irmãs Clarissas de Monte Real
DIOCESE 9
O Mensageiro 18.Outubro.2012
Assembleia Diocesana
No Seminário Diocesano de Leiria
“Precisamos começar a falar chinês, para que outros, ouvindo, comecem também a falar”, com esta frase, Marcelo Rebelo de Sousa terminou a sua intervenção na Assembleia Diocesana do passado domingo em Leiria. A frase concluía uma reflexão que no essencial constou de um testemunho pessoal das vivências do Concílio Vaticano II. O professor deixou bem claro que o acontecimento foi oportuno, no enquadramento histórico e social que então se vivia, correspondeu por isso a uma visão profética do Papa João XXIII. Por outro lado o contexto político, social e eclesial vivido em Portugal foi também o meio oportuno para que o Concilio Vaticano II fosse sentido à época com muita expectativa e entusiasmo. O facto de em sua casa sentir a vivência crista de forma algo díspar, tendo na mãe uma referência mais progressista e no pai uma mais tra-
Luís Miguel Ferraz
Arranque do ano Pastoral
dicionalista, fez com que o jovem Marcelo sentisse os desafios e também os riscos que representava para a Igreja o acontecimento Vaticano II. Depois de ter partilhado a sua experiência pessoal, o professor à giza de conclusão acabaria por tentar esbater algumas ideias lançadas por aqueles que vêem no Concilio uma dificuldade mais que uma vantagem. No enquadramento da actual conjuntura que a Igreja vive, o professor reconheceu no Concílio o primeiro passo da chamada Nova Evangelização,
entendida como forma de viver de forma feliz o tesouro da fé e ao mesmo tempo transmiti-lo a quem ainda o não conhece. O contexto actual, em que os cristãos são minoria, para Marcelo Rebelo de Sousa, é uma oportunidade para que cada vez mais vivam a alegria da fé que depois contaminará os que neste mundo vivem fechados na tristeza. É nesse sentido que os cristãos deverão falar uma linguagem que o mundo não conhece, mas que só pode conhecer se a ouvir falar, ou seja, é cada vez mais importante “falar
Pastoral juvenil promove formação de animadores chinês para que os outros venham a falar chinês”. Esta foi a primeira Assembleia diocesana realizada na Sé de Leiria e, também pela notoriedade do conferencista, trouxe à cidade várias centenas de pessoas. A Assembleia, pelo que vimos, era composta por cristãos e não só, que quiseram acima de tudo ver e ouvir o professor. Terminada a intervenção muitos foram os que saíram ficando os fiéis para tomar conhecimento do Plano Pastoral Diocesano para o presente ano e para a celebração da Eucaristia. A Assembleia diocesana foi positiva no seu conjunto, mas no final pudemos ouvir sugestões e interpelações sobre o modelo da mesma. Não deveria ser esta assembleia mais participativa e menos expositiva, para que efectivamente se tornasse ela mesma uma forte experiência de comunhão?
Cónego Aurélio Galamba de Oliveira Na passada semana recebemos a notícia do falecimento do nosso irmão, de todos conhecido, cónego Aurélio Galamba de Oliveira. Com 94 anos de idade o cónego Galambra estava a residir na casa do clero, casa que ele próprio se empenhou em construir para os padres da diocese, em Fátima. Lembrou D. António Marto na missa exequial que a sua partida “foi silenciosa, tranquila e serena”. O Mensageiro quer prestar a sua homenagem a tão ilustre figura e por isso o recorda nesta edição. Não tanto para relembrar o seu curriculum, as suas múltiplas actividades, nem mesmo a sua dedicação e empenho em tudo o que fez. São sobejamente conhecidas as suas actividades e as suas qualidades de trabalho e dedicação. Mas O Mensageiro quer
DR
O Mensageiro recorda um amigo
deixar uma recordação singular e muito particular: relembramos o Cónego Aurélio Galamba como aquele rosto de menino, permitam que diga mesmo de criança, que a todos tocava quando ria. O sorriso aberto, honesto, sincero, rasgado e
profundo com que nos brindou em várias ocasiões não pode ser esquecido nem ignorado. O cónego Aurélio, assim o chamávamos, sabia rir como ninguém e quando ria mexia connosco, ninguém podia ficar indiferente. Sobretudo
porque a inocência infantil espelhava-se nesse sorriso rasgado. Homem culto e sabedor, maduro e de têmpera forte, tornava-se uma graciosa criança quando sorria. Várias vezes tivemos oportunidade de estar próximos em momentos em que a tal gargalhada se proporcionava. Soluçava, ria a bom rir, comentava, sem quase poder falar, e todo o seu ser estremecia com a alegria que deveras sentia. A sua inocência, a sua simplicidade, e a sua graciosidade marcaram muitos dos que com ele se cruzaram na prisão, no hospital, na escola de formação social e nas ruas da nossa cidade. O Mensageiro agradece o amigo, o leitor e o padre que sempre esteve presente na nossa redacção, nem que fosse para deixar um sorriso. Pe Rui Ribeiro
O Serviço Diocesano de Pastoral Juvenil anuncia que estão abertas, até ao dia 24 de Outubro, as inscrições para o “4×4 – Formação de Animadores Juvenis”, uma oferta a pessoas com mais de 20 anos de idade “que já trabalham no âmbito da pastoral juvenil ou que possam vir a fazê-lo, sobretudo na animação de grupos de jovens, tanto no espaço paroquial como no seio de movimentos eclesiais”, e ainda para catequistas ou futuros catequistas dos 9.º e 10.º anos da catequese. Segundo os responsáveis deste serviço, “fazendo uma leitura atenta da situação da nossa Diocese no que diz respeito à pastoral juvenil, reconhece-se uma urgência no campo da formação de animadores de jovens”, pelo que surgiu esta iniciativa, ao encontro das “prioridades deste ano pastoral a nível diocesano”. A formação decorrerá no Seminário de Leiria, em quatro encontros (27 de Outubro, 3 de Novembro, 17 e 24 de Novembro de 2012), e visa “capacitar os destinatários para o desempenho da missão de animador; ajudar a aproximar o projecto de Jesus Cristo da realidade actual da juventude; aprofundar na animação de jovens como educação na fé e para a fé; promover o gosto pelo trabalho de animação com os jovens; contribuir para a vivência da própria vocação como animador de jovens; e apontar caminhos práticos no relacionamento com os jovens e no desenrolar da dinâmica de grupo”.
Visita Pastoral - 18 a 21 de Outubro
Cruz da Areia 18 de Outubro (Quinta-feira) 10h00 – Acolhimento na igreja paroquial. 11h00 – Visita ao Colégio Conciliar Maria Imaculada. 15h30 – Oração do Rosário e lanche com os idosos. 21h00 – Eucaristia, seguida de encontro com catequistas e chefes de escuteiros. 19 de Outubro (Sexta-feira) 10h00 – Visita à Escola José Saraiva (2º e 3º Ciclo). 11h15 – Visita à Escola do Primeiro Ciclo e Jardim Infantil. 14h00 – Visita ao Estabelecimento Prisional Especial de Leiria (Prisão Escola), com celebração da Eucaristia, Baptismos e Crisma. 21h30 – Encontro com casais. 20 de Outubro (Sábado) 10h30 – Encontro com a catequese da adolescência (7º ao 10º). 12h00 – Encontro com os crismandos. 15h30 – Encontro com a catequese da infância (1º ao 6º), seguido de lanche. 17h00 – Encontro com o Grupo de Jovens. 19h30 – Jantar com o Conselho Económico e o Conselho Pastoral. 21h30 – Assembleia paroquial. 21 de Outubro (Domingo) 10h00 – Visita ao Agrupamento 776. 11h00 – Caminhada em direcção à igreja. 11h30 – Missa com administração do sacramento do Crisma. 13h00 – Almoço convívio, seguido de encerramento da Visita.
10 ECLESIAL Leituras | XXIX Domingo do Tempo Comum (21/10/2012) Antífona de Entrada: Salmo 16, 6.8.9 Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco, ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras. Guardai-me dos meus inimigos, Senhor. Protegei-me à sombra das vossas asas. Leitura I: Is 53, 10-11 Salmo Responsorial: Salmo 32 (33), 4-5.18-19.20.21 (R. 22) Refrão: Desça sobre nós a vossa misericórdia, porque em Vós esperamos, Senhor. Repete-se. Leitura II: Hebr , 4, 14-16 Aclamação ao Evangelho: Aleluia Mc 10, 45 Refrão: Aleluia. Repete-se. O Filho do homem veio para servir e dar a vida pela redenção de todos.. Refrão. Evangelho: Mc 10, 42-45 Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir». Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?». Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o baptismo com que Eu vou ser baptizado?». Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis baptizados com o baptismo com que Eu vou ser baptizado. Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós: quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos». Palavra da salvação.
O Mensageiro
18.Outubro.2012
JANELA SOBRE A MISSÃO
Pe. Vitor Mira
vitormira67@gmail.com
De visita ao Longundo (a estadia)
T
rês horas depois de termos chegado ao Longundo de motorizada, as luzes ao longe fizeram adivinhar a chegada do resto da equipa. Fomos recebêlos com o povo, como nos tinham feito a nós. Logo ali soubemos pormenores
AO SABOR DA PALAVRA
Cânticos | XXX Domingo do Tempo Comum (28/10/2012) INÍCIO Congregados num só Povo - Lau 237 SALMO RESPONSORIAL Deus fez maravilhas - Lau 281 APRESENTAÇÃO DOS DONS Eu creio em Ti Senhor - Lau 54 COMUNHÃO Eu vim para que tenham vida - Lau 382 Felizes os convidados - Lau 394 PÓS-COMUNHÃO Vós Senhor sois o nosso Pai - Lau 883 FINAL Abri de par em par - Lau 129 Confiarei no meu Deus - Lau 236
leia, assine, divulgue, anuncie!
O MENSAGEIRO
Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com
29º Domingo do Tempo Comum 21 de Outubro de 2012
Ter pena
«E
u vi uma menina na rua, tremendo de frio, vestindo apenas um tecido muito fino, esperando que alguém lhe desse uma refeição decente. Fiquei com raiva e disse a Deus: “Como é que permitis tal situação. Porque não fazeis alguma coisa por esta menina?” Deus não respondeu nada naquele momento; mas à noite, sem eu esperar, tocou-me a consciência e disse: “Eu já fiz a minha parte por aquela menina:
da viagem que, no global tinha corrido bem. Dirigimo-nos à capela para fazer uma breve oração de acção de graças com a comunidade por todos termos chegado e estarem reunidas as condições para se concretizar aquela tão esperada visita. Na aldeia a azafama da energia eléctrica continuava. Havia um gerador (que se notava ser novo) e continuavam a ser “semeadas” lâmpadas em locais como a casa onde íamos ficar hospedados, a capela, três locais do exterior. Apesar daquelas ligações eléctricas tão pouco ortodoxas, não podíamos deixar de ficar sensibilizados pelo grande esforço em nos acolher da melhor maneira. Esta hospitalidade ainda se concretizou mais com a atitude do catequista que deixou a sua casa para a equipa missionaria, entre muitos outros gestos ao
longo daqueles dias. Sendo a equipa composta ao todo por oito pessoas, foi possível desenvolver várias actividades: reuniões de carácter catequético com vários grupos, jogos e brincadeiras com crianças, lições de culinária, sensibilização para a adesão à Pastoral da Criança, atendimento médico, palestra sobre higiene e cuidados de saúde, momentos de oração, celebração da Euca-
ristia e Reconciliação. Em vários momentos veio bem ao de cima o isolamento a que esta comunidade está sujeita e as dificuldades que enfrenta. Ali não há qualquer posto de saúde e muito poucas crianças vão à escola, tendo para isso que se deslocar vários quilómetros a pé. De entre tudo o que vivemos duas coisas me marcaram mais. (continua)
criei-te assim, de coração sensível, para poderes ajudar no caso dela”.» Esta parábola encontreia por acaso num livro de Anthony de Melo: O Canto do Pássaro, quando me preparava para fazer este pequeno apontamento. Lembrou-me que também nós somos parte activa na obra da salvação do Senhor Jesus Cristo. Ele que foi o primeiro redentor, mas chamando-nos também a participar dessa redenção. O autor da Carta aos Hebreus fala-nos neste domingo de um Deus que ama o homem com um amor sem limites e que, por isso, está disposto a assumir a fragilidade dos homens, a descer ao seu nível, a partilhar a sua condição. Ele não tem medo de perder a sua dignidade ou as suas prerrogativas divinas quando assume a pobreza, a fragilidade, a debilidade dos homens Por isso pergunta aos seus discípulo se estão dispostos a partilhar o seu cálice e o seu baptismo. Para fazer parte da comunidade do Reino é preciso, portanto, que os discípulos estejam dispostos a percorrer, com Jesus, o caminho do
sofrimento, da entrega, do dom da vida até à morte. Os discípulos ficam atarantados e respondem que sim sem saberem bem o que isso implicava, mas nós sabemos: é o que vem escrito por Isaías e ouvimos na primeira leitura: uma vida vivida na simplicidade, na humildade, no sacrifício, na entrega e no dom de si mesmo não é, aos olhos de Deus, uma vida maldita, perdida, fracassada; mas é uma vida fecunda e plenamente realizada, que trará libertação, verdade, esperança e amor ao mundo e aos homens. Poderemos perceber a presença de Deus a nosso lado nos pequenos gestos que todos os dias testemunhamos e que nos dão esperança, nas coisas simples e banais que nos enchem o coração de paz, nas pessoas humildes que o mundo despreza e marginaliza, mas que são capazes de gestos impressionantes de serviço, de partilha, de doação, de entrega Mas não podemos então ficar à espera que seja Deus a fazer tudo o que é preciso para a nossa salvação e para a salvação dos que estão à nossa volta, ou melhor ele
já fez o que lhe competia: colocar-nos a nós como agentes da sua acção. De tal maneira que nos deu um exemplo: o seu filho Jesus, que possui toda a experiência dos homens, sobretudo as suas provações, e por isso entende a nossa dificuldade de fazer o bem. O serviço não tem um aspecto teórico, não é um exercício de estilo. Tem de ser a nossa realidade do dia-a-dia. Tem de ser equivalente ao comer, ao dormir e a outros actos tão naturais que nem sequer pensamos neles, como o respirar. Tem de manifestarse, de forma especial, no acolhimento dos pobres, dos débeis, dos humildes, dos marginalizados, dos sem direitos, daqueles que não nos trazem o reconhecimento público, daqueles que não podem retribuirnos... Seremos capazes de acolher e de amar os que levam uma vida pouco exemplar, os marginalizados, os estrangeiros, os doentes incuráveis, os idosos, os difíceis, os que ninguém quer e ninguém ama? As galinhas é que têm pena(s). Nós agimos.
PORTUGAL 11
O Mensageiro 18.Outubro.2012
Ano da Fé
Reaproximar a sociedade de Deus Reforçar os alicerces das comunidades cristãs e recolocar Deus no centro de uma sociedade em crise são os principais objectivos da Igreja Católica portuguesa para o Ano da Fé, que começou no dia 11 de Outubro. Em declarações concedidas à Agência ECCLESIA, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Policarpo, sublinha a necessidade de cada cristão “aprofundar” a sua relação com Deus, no sentido de ajudar a construir uma “Igreja viva” e “crente”. O cardeal-patriarca de Lisboa propõe “a escuta da Palavra de Deus” e “a oração comunitária e pessoal” como “elementos decisivos” para um bom aproveitamento da iniciativa convocada por Bento XVI e que vai decorrer até 24 de Novembro de 2013. D. José Policarpo preside este sábado, em Fátima, à abertura nacional do Ano da Fé, durante a peregrinação de 13 de Outubro.
Na Diocese de Lisboa, o lançamento do evento está marcado para 25 de Outubro, data em que as comunidades locais vão assinalar a “Solenidade da Dedicação da Sé Patriarcal”. O vice-presidente da CEP, D. Manuel Clemente, aponta como desafio transmitir a fé no meio de uma sociedade em ruptura, dominada pela quebra de “tradições familiares e religiosas” e pela “possibilidade real ou virtual de cada um fazer o seu caminho, por necessidade ou gosto, ou a gosto induzido pelo marketing alheio”. “Sendo a descoberta do Ressuscitado essencialmente comunitária, nas famílias, paróquias e demais agregações cristãs, como havemos de a proporcionar no actual contexto, tão disperso?”, questiona o bispo do Porto, que vai inaugurar o Ano da Fé com uma celebração eucarística no dia 4 de Novembro. D. António Sousa Braga, bispo de Angra, considera
que a solução para este problema passa, antes de mais, por uma aposta séria na “formação” dos cristãos, para que estes, munidos de uma “fé esclarecida, celebrada e comprometida”, contribuam para a transformação da sociedade. Para o prelado, os próximos meses devem ser aproveitados “para reavivar e robustecer, testemunhar e transmitir” a mensagem da Igreja Católica. As intenções dos responsáveis episcopais portugueses para o Ano da Fé centram-se também na procura de respostas para a crise económica que atinge o país. D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana do Castelo, convida as comunidades cristãs a privilegiarem este tempo para a prática da “caridade”, marca “identificativa” da Igreja e da espiritualidade católica. O prelado sublinha que o apoio prestado aos mais necessitados “não se pode limitar ao âmbito estrita-
mente eclesial” mas sim a todas as pessoas e comunidades, “sem distinção de raça, nação ou religião”. Segundo o bispo da Guarda, é preciso reafirmar Cristo como alternativa a uma sociedade orientada para a “satisfação das necessidades materiais”, para a “competição desenfreada” e onde “cresce a falta de esperança”. D. Manuel Felício sublinha que o modelo actual retira às pessoas “tempo e energias para o que é mais importante na vida”, ou seja, “a relação com Deus e nele a gratuidade das relações humanas, a começar pelas relações familiares”. O Ano da Fé coincide com a comemoração dos 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II e dos 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. A iniciativa pode ser acompanhada online e em permanência, na Agência ECCLESIA, através da página de internet http: //ecclesia.pt/anodafe/.
Católicos devem promover “nova governança”
Concílio Vaticano II e o cenário actual O presidente da Fundação SPES, D. Carlos Azevedo, disse no Porto que os católicos devem promover uma “nova governança” da sociedade num cenário que estava fora das previsões do II Concílio do Vaticano (1965-1965). Segundo o membro do Conselho Pontifício da Cultura (Santa Sé), urge um “empenhamento dos cristãos” para que possa erguer “uma nova governança, com qualidade para inventar o futuro, que mais do que repetir doutrinas sociais, parta, como intuiu o Concílio, da força inovadora do Evangelho”. Falando no seminário «Teologia moral na dimensão política: nos 50 anos do II concílio do Vaticano», a decorrer no auditório da igreja nova de Ramalde (Diocese do Porto), o responsável referiu que a vi-
são do decreto “Gaudium et Spes”, “Alegria e esperança”, relativo à “Igreja no mundo actual, sobre a comunidade política é “limitada aos conhecimentos optimistas dos anos 60” do século passado. O prelado português apresentou, neste sentido, alguns exemplos de mudança no último meio século: “O subjugar do politico aos golpes dos tirânicos poderes financei-
ros, a desmotivação para o exercício da cidadania e a perigosa erosão do sentido do politico nos cidadãos, a dificuldade enorme de fazer prognósticos a médio e longo prazo e a evidente ausência de finalidades para além da regulação técnica do nosso quotidiano”. “Muito menos se anteviam as gigantescas mudanças que aí vêm ainda”, acrescentou. Com esta iniciativa
pretende-se “marcar as comemorações do 50.º aniversário do II Concílio do Vaticano e o papel de D. António Ferreira Gomes nos trabalhos do Concílio”, revela um comunicado enviado à Agência ECCLESIA. O encontro vai contar com a presença de um dos “maiores especialistas mundiais em teologia moral”, Guy Jobin, da Universidade de Laval - Quebeque (Canadá), e também com Manuel Pinho Ferreira, “um especialista reconhecido pelos estudos sobre o pensamento de D. António Ferreira Gomes”. Este Seminário pretende contribuir, “no espírito conciliar e dentro da preocupação de D. António, para que a fonte do viver em conjunto jorre de novo”, disse D. Carlos Azevedo.
Breves “Comunicação organizacional e Media Training”
Curso em Lisboa e Porto
A Universidade Católica Portuguesa (UCP) vai organizar em Lisboa e Porto um curso de dois dias sobre “Comunicação Organizacional e Media Training para Instituições da Igreja”. “Métodos e técnicas de comunicação na gestão de crises”, “Princípios do Jornalismo Contemporâneo” e “A estrutura da atenção na sociedade contemporânea” constituem alguns dos temas a abordar na formação promovida em parceria com o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja (SNCS). A iniciativa coordenada por Fernando Ilharco, professor da UCP, e cónego João Aguiar, presidente do SNCS e do Conselho de Gerência da Rádio Renascença, dirige-se a responsáveis e assessores de gabinetes de imprensa, directores de instituições eclesiais e outros profissionais chamados a prestar declarações à comunicação social. A leccionação baseia-se na exposição, análise de casos de estudo, debate de questões práticas, leitura de textos, visionamento de vídeos e discussão. As sessões realizam-se a 19 e 20 de Outubro, em Lisboa, e a 30 de Novembro e 1 de Dezembro no Porto, sempre nas instalações da Universidade Católica. O curso, que exige pelo menos 12 participantes e é limitado a um máximo de 20, decorre das 09h30 às 13h00 e das 14h00 às 18h30, com a duração total de 16 horas.
Rádios cristãs reforçam cooperação
Conferência Europeia em Fátima As rádios cristãs da Europa decidiram reforçar os mecanismos de cooperação no plano editorial, tecnológico e financeiro, disse o cónego João Aguiar no final do encontro europeu do sector. O presidente do Conselho de Gerência da Renascença referiu também que as “evoluções tecnológicas” são motivo de preocupação para os membros da Conferência Europeia das Rádios Cristãs (CERC): “O digital avançou na televisão, mas nas rádios está parado”. Consciente das dificuldades dos tempos que se vivem na Europa, a CERC pretende ser “fonte de inspiração e ajuda para cada uma das rádios cristãs europeias, na diversidade das suas realidades”, lê-se no comunicado final. A sustentabilidade dos projectos também é motivo de preocupação para os membros da CERC porque o país e a Europa “estão em crise”, declarou o cónego João Aguiar. O encontro europeu decorreu em Fátima e elegeu também uma “nova direcção para um mandato de dois anos, sendo a presidência assumida por Emanuel Jousse, pela RCF, França”.
MISSAS DOMINICAIS
Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação
12 MUNDO
Breves O mundo escolar e a liberdade de educação
Responsáveis deixam alertas
Os membros do Comité Europeu do Ensino Católico, que congrega 27 países, reuniram-se em Portugal e deixaram alertas sobre as consequências da crise económica sobre o mundo escolar e a liberdade de educação. O presidente da Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC) disse à ECCLESIA que a liberdade de ensino “não pode estar apenas no papel”. O padre Querubim Silva, presente na assembleia, considera que, na prática, “os condicionamentos” são de tal ordem que “a escolha é impossível”. “A asfixia das prestações sociais está a levar as pessoas a reduzirem ao mínimo as suas despesas”, acrescentou. D. António Francisco dos Santos, presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF), afirmou que a assembleia decorreu num “momento difícil e crucial para a Europa” e “num contexto delicado para Portugal” onde “a crise financeira, com sucessivas medidas de austeridade”, leva a reflectir sobre a forma como quer “construir uma Europa para o futuro”. Durante a reunião, com representantes de 23 países, foram partilhadas preocupações sobre a identidade e missão da escola católica numa Europa descristianizada e secularizada. Neste quadro, mereceu especial atenção a formação espiritual dos professores e directores das escolas católicas, pois só com “esta forte vivência interior será possível as escolas realizarem a sua missão evangelizadora (e educadora) na sociedade actual”, refere hoje o site do Secretariado Nacional da Educação Cristã. Com a intenção de promover a liberdade de ensino/ escolha, prevê-se a “criação de um «observatório político» que acompanhe iniciativas europeias levadas a cabo por organizações políticas”. Neste contexto problemático e difícil, o Estado “tem aproveitado para tentar convencer a opinião pública em geral de que as escolas privadas são um encargo financeiro pesado para o orçamento do estado” procurando um debate “ideológico que tenta desvalorizar a escola particular em comparação com a escola pública do Estado”, referiu D. António Francisco Santos, bispo de Aveiro. Desta forma, sustentou o prelado, “o Estado desvia o verdadeiro debate sobre a liberdade dos pais e dos alunos” e retira-lhes a possibilidade de escolherem um “projecto educacional, de acordo com os valores que eles querem para o seu futuro”. A assembleia aprovou a escolha do novo secretáriogeral do Comité Europeu do Ensino Católico, Guy Selderslagh, que sucederá a Etienne Verhack em 2013.
O Mensageiro
18.Outubro.2012
Papa defende partilha da riqueza
Bento XVI evoca início do Ano da Fé Bento XVI lançou, no passado dia 14 deste mês, um apelo à partilha da riqueza com os mais necessitados, num momento de crise económica e social que atinge vários países em todo o mundo. “Deus pode conquistar o coração de uma pessoa que possui muitos bens e levá-la à solidariedade e à partilha de bens com quem é necessitado, com os pobres, a entrar na lógica do dom”, disse o Papa, após a recitação da oração do Angelus, perante milhares de pessoas, na Praça de São Pedro, Vaticano. Partindo da passagem do Evangelho segundo São Marcos, relativa à dificul-
dade de um rico “entrar no Reino de Deus”, Bento XVI disse ser possível contrariar o apego “aos muitos bens”. “A história da Igreja está cheia de exemplos de pessoas ricas que usaram os próprios bens de modo evangélico, chegando também à santidade”, acrescentou, dando como exemplo
São Francisco de Assis ou Santa Isabel da Hungria. O Papa saudou os participantes neste momento de oração em várias línguas, pedindo que os católicos tenham a coragem de fazer mais “especialmente pelos pobres, os sós, os doentes e os que sofrem”. Poucos dias após o início do Ano da Fé, nos
50 anos do Concílio Vaticano II (1962-1965), Bento XVI deixou votos de que os fiéis saibam viver sem receio de “proclamar” as suas convicções. A este respeito, o Papa recordou que no sábado foram beatificados, na república Checa, Federico Bachstein e 13 companheiros franciscanos, mortos em 1611 por motivos religiosos. “São os primeiros beatos do Ano da Fé e são mártires, recordam-nos que acreditar em Cristo significa estar dispostos também a sofrer com Ele e por Ele”.
Sínodo 2012
Burocracia e falta de formação travam evangelização O excesso de burocracia na Igreja e a falta de formação dos católicos estiveram no centro das preocupações em várias intervenções no Sínodo dos Bispos 2012, a decorrer no Vaticano, sobre o tema da nova evangelização. O arcebispo italiano D. Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, observou que ao longo do tempo se tem “burocratizado a vida de fé e sacramental” e se perdeu a consciência de que “ser baptizado equivale a ser evangelizador”. “Incapazes de ser propositivos do Evangelho, fracos na certeza da verdade que salva e cautelosos, porque oprimidos pelo controlo da linguagem, perdemos a credibilidade”, observou o colaborador de Bento XVI. O cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, apresentou como prioridade a formação de “cristãos coerentes, capazes de responder a respeito da pró-
pria fé, através de palavras simples e sem medo” O cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, falou aos mais de 260 prelados reunidos no Vaticano do trabalho realizado por movimentos e novas comunidades católicas, um recurso que considera “ainda não plenamente valorizado”. O membro da Cúria Romana diz que nestas realidades se promove “experiências muito sérias e exigentes de formação de leigos para uma fé adulta,
capaz de responder adequadamente aos desafios da secularização”. Já o presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), cardeal Peter Erdo, apresentou aos participantes no Sínodo um relatório sobre a situação do Velho Continente, alertando para o aumento da “ignorância a respeito da fé cristã”. O arcebispo de Budapeste (Hungria) afirmou que “muitos media divulgam uma apresentação da fé cristã e da história que frequentemente abunda
em calúnias, desinformado o público”. “A descristianização é acompanhada por repetidos ataques jurídicos, e por vezes físicos, contra a presença visível das manifestações da fé”, observou. No mesmo sentido, o cardeal Tauran pediu que se denuncie “com a máxima força, a violência que fere e mata, ainda mais injustificada quando se escuda por detrás de uma religião”. “A harmonia entre crentes dá às sociedades de que estes fazem parte uma dimensão espiritual da vida, antídoto para a desumanização e os conflitos”, acrescentou. Os trabalhos do Sínodo dos Bispos prosseguem até ao próximo dia 28, com a presença de dois representantes da Conferência Episcopal Portuguesa: D. Manuel Clemente, bispo do Porto, e D. António Couto, bispo de Lamego.
OPINIÃO 13
O Mensageiro
ESBOÇOS - XVII
Joaquim Santos Jornalista
Portugal está de luto e em luta
O
s tempos que vivemos estão a trazer à sociedade novos modelos de vida, outras realidades, bem distantes dos tempos dos nossos avós ou outros antepassados. Na sua maioria, viviam com muito menos mas tinham mais garantias no que concerne à palavra, à honra do compromisso, ao estabelecido. Não é mentira nenhuma ou alguma conversa barata, dizer-se mesmo que muitos dos nossos queridos antepassados compravam terrenos ou casas, sobre a palavra dada, com dinheiro adiantado como sinal, na base da confiança. E o que fora estabelecido era para se cumprir, sob pena de perder toda a credibilidade no meio onde habitava qualquer cidadão que não fosse verdadeiro para com o seu semelhante. Já tenho escrito que a palavra de antigamente valia bem mais que um qualquer contrato da actulidade, porque este facilmente se anula ou se argumenta que uma sim-
OPINIÃO Maria Fernanda Barroca
Nossa Senhora de Vandoma
ples vírgula ou um ponto pode não corresponder à nossa conveniência. Uma nova geração aí está. Aquela que usa computadores, é mais egoísta e fria. Muitas pessoas dizem que a Igreja se afastou dos seus crentes e por isso mesmo tem menos pessoas na prática religiosa. É verdade. Mas essa verdade refere-se substancialmente e pelo contrário ao distanciamento das pessoas. Vejo que muitos adolescentes e jovens já quase se divorciaram da Igreja Católica e muitos adultos pegaram esta moda, esquecendo os valores refundadores do mundo, depois da morte de Jesus Cristo há pouco mais de 2000 mil anos atrás. E o que mais me preocupa é ver essas mesmas pessoas que já se afastaram da Igreja porque denunciam a necessidade de mudanças no seu seio, a não querer ajudar nessa reconstrução necessária. Também são essas mesmas pessoas, aquelas que viraram costas à sua Igreja, também dos seus antepassados, que aparecem nos cartórios paroquiais apenas para baptizarem ou casarem os seus filhos porque parece bem na sociedade. Afinal, qual a hipocrisia desmedida destas decisões? Aprendi na vida que ou se é ou pura e simplesmente não se é... O meio termo não existe, nem se localiza no Norte ou no Sul. Mas as mudanças do mundo, não falando desta crise económica mas acima de tudo de valores, porque a especulação financeira dizimou com um sistema monetário do mundo, quero chamar à atenção que continuo a constatar o aumento das igualdades de acesso aos direitos fundametais do Estado português. Cada vez mais
N
ossa Senhora de Vandoma é uma das invocações à Virgem Maria na Igreja Católica. A devoção tem sua origem em um episódio conhecido como Armada dos Gascões, ocorrido em Portugal no período da Reconquista. Terá surgido por volta do ano 990, na altura em que o
DR
18.Outubro.2012
a legislação é enquadrada nos interesses perfeitos de determinadas elites, colocando os mais desfavorecidos a trabalharem para um sistema que de honestidade tem muito pouco. Mas, se muitos têm cada vez menos, os que aforram são cada vez mais ricos. O leitor já imaginou que os depósitos bancários de algumas franjas da população aumenta de forma considerável? E os jogos da Santa Casa da Misericórdia que atingem recordes históricos? Nem falando no fenómeno euromilhões, recentemente tenho averiguado que a raspadinha está quase sempre esgotada. É incrível, mal chega desaperece. Este feito traduz duas realidades: muitas pessoas com poder de compra adquirem muitos exemplares e também o povo que menos rendimentos tem disponível, arrisca a sorte com o sonho de lhe calhar a independência. Tudo está em mutação. Não acredita? Na semana
passada mais um dado incrível deste cada vez mais assombroso mundo. Vi um anúncio num jornal regional a pedir uma pessoa para tomar conta de um casal de idosos. Cada vez menos as famílias têm possibilidade ou mostram querer tomar conta dos seus mais velhinhos. Mas o dado novo é que a pessoa que colocou o referido anúncio, oferecia refeições e hospitalidade. Apenas isso. Ordenado não existia. Isto é surreal, desonesto. Uma das tarefas que inspira mais cuidados de acompanhamento, sendo um serviço para poucas pessoas habilitadas, é solicitado provavelmente por cidadãos abastados que julgam que nos tempos actuais um prato de sopa e uma cama oferecidos, anulam direitos de salário, subsídios de férias e de Natal, descontos para a sede de IRS e Segurança Social. Assim está Portugal, cada vez menos correcto com os mais desfavorecidos. Outra realidade da actu-
alidade são as farmácias, um negócio que até há poucos anos atrás era considerado muito lucrativo, pertencente a determinadas elites, sobretudo médicas. Agora, especialmente pelo aparecimento dos genéricos e da crise financeira, teme-se que 600 farmácias possam encerrar em 2013. Actualmente já existem em Portugal 1.131 farmácias com fornecimentos suspensos, 457 com processos judiciais, 235 milhões de euros de dívida litigiosa e uma média de 40 mil euros de resultado líquido negativo por cada farmácia. Muitas farmácias para continuarem a sobreviver tiveram de se endividar ainda mais e a renegociar salários com os seus trabalhadores. O colapso está aí, mas não é só neste sector. O comércio tradicional definha. As empresas estão cada vez mais com contas em atraso, sobrevivendo mal, cada vez pior. Afinal, não são apenas as farmácias que estão de luto. É o País todo
que se encontra na linha de uma morte anunciada, teimosamente pelas mãos destes políticos que não abdicam do seu quinhão. Continuamos a trabalhar (os que conseguem) para ficar cada vez mais com o justo salário que merecíamos receber. As futuras gerações vão sofrer imenso se nada for feito num curto espaço de tempo. Mudem a moeda, fechem fronteiras para a leiva de pessoas que por elas passam e nada interessam ao País, criem emprego, facultem igualdade de direitos a todos os cidadãos, reduzam a carga horário das famílias para elas conseguirem dedicarse a uma sólida formação/ educação dos seus filhos e paguem com justiça a todos os trabalhadores. Só assim conseguiremos ter mais Portugal e melhores portugueses. No actual contexto, não são apenas as farmácias que estão de luto. É o País.
nobre português D. Munio Viegas liderou uma armada de cavaleiros originários da Gasconha que, ao desembarcarem na foz do rio Douro, combateram os mouros que dominavam a região do Porto. Junto com os gascões estava o bispo da localidade francesa de Vendôme, D. Nonego, que segundo se
crê trouxera consigo uma cópia da imagem de Nossa Senhora que havia na Catedral de Vandoma. Segundo a tradição, D. Munio e os franceses, após a vitória sobre os mouros e a retomada a cidade, reergueram as muralhas da cidade. E nelas tinha como uma das saídas principais,
da fortificação a chamada porta de vandoma onde terá sido colocada a referida imagem de Nossa Senhora de Vandoma actualmente exposta na Sé do Porto, para o recordar. A cidade consagrou Nossa Senhora de Vandoma como sua padroeira, devoção que até hoje ilustra o
brasão de armas do Porto. A imagem foi venerada pela população, que a levou a percorrer as suas ruas em procissão, principalmente durante os períodos de epidemias que assolaram o Porto e regiões vizinhas.
14 OPINIÃO
O Mensageiro
18.Outubro.2012
OPINIÃO
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Reflectir sobre 40 anos de Coeducação
E
mbora possa passar despercebido, a 28 de Novembro deste ano, ocorre o 40º aniversário do Decreto–Lei nº 482 do Ministério da Educação Nacional presidido por José Veiga Simão que determinou “(…) para vigorar a partir do ano lectivo de 1973-74, o restabelecimento da Coeducação no ensino primário e a sua instituição no ciclo preparatório do ensino secundário”. A maior parte das pessoas, incluídos os professores, estão convencidas que a mudança na organização escolar se deveu ao 25 de Abril, mas, e apesar de os efeitos do citado decreto se terem feito sentir após a Revolução, de facto, não foi assim. Também pensam, numa visão simplista, que antes, a educação sempre tinha sido diferenciada por género e que, depois, deixou de o ser. Aqueles que andam pelos 50 anos ou mais, recordam talvez os seus anos nalguma escola primária das que foram construídas na década de 40 a 50 do século passado, no âmbito dos Centenários da
Fundação de Portugal e da Restauração, normalmente um edifício gémeo com entradas separadas por sexos e um longo e alto muro de granito que dividia os recreios. Também não é verdade: existem muitos edifícios do mesmo género pelo país apenas com uma sala. Como recordo no meu livro “Entre o Tabu e o Sucesso. O caso da Educação Diferenciada por Género”, a coeducação sempre foi alternativa, por razões económicas, quando os alunos eram poucos quer no ensino primário, quer no secundário. Aliás, apenas em algumas capitais de distrito havia liceus femininos e masculinos. Por exemplo, em Famalicão, onde vivo, o Liceu Camilo Castelo Branco era misto. Outros, como o Liceu de V.N. Gaia ou o Alberto Sampaio, em Braga, optavam por turmas diferenciadas, como se fez, até bastante tarde, com a Educação Física e os Trabalhos Manuais. Daí que o decreto fale de “restabelecimento” da coeducação e não de introdução da mesma, tendo em conta que sempre existiu, dependendo das condições demográficas. Passados 40 anos, vale a pena recordar e refletir sobre os argumentos e fatores dessa mudança de
- 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista
organização escolar: a) A experiência “francamente positiva ” nas escolas onde tinha sido praticada a Coeducação, por força das circunstâncias ou por experiência pedagógica, e a de outros países onde se estava a generalizar com resultados satisfatórios; b) A Igualdade: “A evolução social tende a situar homens e mulheres lado a lado com equivalência de direitos e deveres, na família, no trabalho e em geral na vida quotidiana”; c) A Socialização: “Convém pois que as crianças se habituem, desde os primeiros anos de escolaridade, a uma situação (…) em que rapazes e raparigas cresçam numa sã convivência”, o que leva a esperar “ um maior equilíbrio para personalidade de cada indivíduo e uma melhor preparação para assumir o seu futuro papel na sociedade”; e) A esperança de que a Coeducação “ (…) valorizará o clima moral da escola,” e de que supusesse “uma maior aproximação entre mestres e alunos, bem como entre a escola e a família”; f) “ Quando se verifiquem disparidades entre as linhas de crescimento psicológico dos dois sexos, um atento ensino individualizado será necessário
e suficiente (…)” e com “(…) novas técnicas pedagógicas onde tenham lugar a participação activa, o espírito criador e a atitude de colaboração” (Ministério da Educação Nacional, 1972). É certo que a Coeducação generalizada constituiu um instrumento de Igualdade, sobretudo no que se refere ao acesso das raparigas à escolaridade, mas será que os objetivos de Veiga Simão foram atingidos? Não é verdade que as raparigas continuam a não ter acesso aos mesmos postos e salários que os seus colegas? Porque será que os rapazes apresentam maiores índices de abandono e insucesso em todos os países da OCDE? Respeitase ou tem-se em conta o ritmo de crescimento psicológico e diferente modo de aceder à aprendizagem dos dois sexos? O clima moral da escola melhorou, de facto? Estas são perguntas em que valeria a pena refletir ao fim destes 40 anos. Não talvez com o objetivo de pôr em causa o status quo, mas para aprender e aprofundar na experiência e argumentos ideológicos, psicológicos, axiológicos, logístico/ económicos, pedagógicos e institucionais brandidos pelos partidários de cada um dos modelos, assim como nas concepções da sociedade e de género subjacentes a estas opções educativas. Freitas, A. (2011). Entre o Tabu e o Sucesso. O caso da Educação Diferenciada por Género. Porto: Papiro Editora. Ministério da Educação Nacional (1972). Decreto-Lei nº 482/72 de 28 de Novembro. DR 1ª série, nº 277. Consultado a 15-12-2009. em http://dre.pt/pdf1sdip/1972/ 11/27700/17851786.pdf.
- 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600
Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), Cláudia Mirra, José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Pedro Jerónimo (CO1060), Saúl António Gomes, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Depósito Legal 2906831/09 Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171
Tabela de Assinaturas para 2012 Destino Nacional Europa Resto do Mundo
Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros
Preço avulso - 0,80 euros
DESPORTO 15
O Mensageiro 18.Outubro.2012
II Liga
II Divisão B sul
10.ª Jornada 24 de Outubro Belenses x Portimonense . dia 14, 16h00 Feirense x Tondela Benfica B x V. Guimarães B Naval x Penafiel U. Madeira x D. Aves Arouca x Leixões Trofense x Marítimo B Freamunde x Atlético Porto B x Sp. Covilhã Santa Clara x Sporting B Sp. Braga B x Oliveirense 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º 17.º 18.º 19.º 20.º 21.º 22.º
Equipa Sporting B Belenenses Oliveirense Penafiel Benfica B D. Aves Marítimo B Leixões Tondela Arouca Portimonense U. Madeira V. Guimarães B Trofense Atlético Sp. Covilhã Santa Clara Porto B Naval Sp. Braga B Feirense Freamunde
J 9 9 9 9 9 9 9 8 9 9 9 9 9 9 9 9 8 9 9 9 9 9
V 7 7 6 5 4 4 5 4 4 4 3 3 2 2 3 1 1 1 1 0 1 0
E 1 0 2 2 4 4 0 3 3 3 3 2 4 4 0 5 4 4 2 5 2 3
D 1 2 1 2 1 1 4 1 2 2 3 4 3 3 6 3 3 4 6 4 6 6
Pts 22 21 20 17 16 16 15 15 15 15 12 11 10 10 9 8 7 7 5 5 5 2
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6º 7º 8º 9.º 10º 11º 12º 13º 14.º 15.º 16º
Equipa Fátima Farense Carregado Mafra 1.º Dezembro Quarteirense U.Leiria Sertanense Torreense Oriental Casa Pia Pinhalnovense Ribeira Brava Fut. Benfica Oeiras Louletano
J 5 5 5 5 5 5 5 4 5 5 5 5 4 5 5 5
V 4 3 3 3 2 2 2 2 1 1 0 1 1 0 0 0
E D Pts 0 1 12 2 0 11 2 0 10 1 1 10 3 0 9 2 1 8 2 1 8 1 1 7 2 2 5 2 2 5 4 1 4 1 3 4 0 3 3 3 2 3 2 3 2 2 3 2
6.ª Jornada 28 de Outubro Casa Pia x Oriental Farense x Quarteirense Fut. Benfica x Fátima Oeiras x 1º Dezembro Pinhalnovense x Mafra Ribeira Brava x Louletano Torreense x Carregado U. Leiria x Sertanense
federação portuguesa de futebol
federação portuguesa de futebol
III Divisão D
III Divisão E
5.ª Jornada 14 de Outubro Alcanenense x Torres Novas (0-2) Sernache x Sp. Pombal (0-2) Marinhense x Ol. Hospital (1-3) Sourense x Mortágua (2-2) Alcobaça x Beneditense (1-2) Penelense x Caldas (0-4) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º
5.ª Jornada 14 de Outubro Louletano x Casa Pia (0-0) Sertanense x Ribeira Brava Fátima x U. Leiria (1-0) Mafra x Futebol Benfica (1-0) 1.º Dezembro x Pinhalnovense (2-0) Carregado x Oeiras (2-1) Quarteirense x Torreense (3-3) Oriental x Farense (0-2)
Equipa Sourense Sernache Caldas Sp. Pombal Alcobaça Ol.Hospital Alcanenense Penelense Beneditense Torres Novas Mortágua Marinhense
J 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5
V 4 4 4 3 2 2 2 2 1 1 0 0
E D Pts 1 0 13 0 1 12 0 1 12 1 1 10 2 1 8 1 2 7 0 3 6 0 3 6 1 3 4 1 3 4 2 3 2 1 4 1
6.ª Jornada 28 de Outubro Ol. Hospital x Torres Sernache SP. Pombal x Alcanenense Mortágua x Marinhense Caldas x Alcobaça Torres Novas x Penelense Beneditense x Sourense
5.ª Jornada 14 de Outubro U. Tires x Lourinhanense (1-1) Pêro Pinheiro x Cartaxo (3-0) Real x Barreirense(2-2) Eléctrico x Peniche (2-0) Sintrense x Amora (2-2) Sacavenense x Fabril Barreiro (0-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º
Equipa Sintrense Lourinhanense Sacavenense Fabril Barreiro Electrico Barreirense U. Tires Real Pêro Pinheiro Amora Peniche Cartaxo
J 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5
V 3 3 3 2 3 2 2 1 1 0 0 0
E D Pts 2 0 11 2 0 11 1 1 10 3 0 9 0 2 9 2 1 8 2 1 8 2 2 5 2 2 5 3 2 3 1 4 1 0 5 0
6.ª Jornada 28 de Outubro Amora x Eléctrico Barreirense x Pêro Pineiro Cartaxo x U. Tires Fabril Barreiro x Sintrense Lourinhanense x Sacavenense Peniche x Real
HC Turquel perde com Valongo
Experiência foi mais forte Não foi o regresso esperado dos jogos em casa do Hóquei Clube de Turquel na 1ª Divisão Nacional. A equipa turquelense foi derrotada no passado sábado pela Associação Desportiva de Valongo por 1-5, em partida a contar para a 2ª jornada. Foram centenas as pessoas que quiseram ver a equipa turquelense no regresso ao escalão maior do hóquei em patins nacional, dez anos depois da última participação e viram um começo em que a equipa de Valongo que chegava a Turquel moralizada pela vitória contundente na passada semana perante o HC “Os Tigres” e aproveitou esse tónico para marcar cedo, aproveitando um passe errado de Vasco Luís e em contra-ataque Nuno Araújo abriu o marcador. A turma de João Simões reagiu na procura do golo do empate e estaria perto de o conseguir na cobrança de um livre directo apontado por Vasco Luís, com o esférico a embater no poste. A experiência do Valongo nestas
associação de futebol de leiria
HONRA 3.ª Jornada 7 de Outubro Vieirense x Fig.Vinhos (0-2) Bombarralense x Pousaflores (1-3) Alvaiázere x Guiense (2-5) Lisboa e Marinha x Marrazes (0-1) Avelarense x GRAP/Pousos (0-5) Nazarenos x Atouguiense (0-2) Pelariga x Meirinhas (5-2) Portomosense x Pataiense (3-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
Equipa GRAP/Pousos Pelariga Pousaflores Guiense Marrazes Portomosense Nazarenos Alvaiázere Avelarense Fig.Vinhos Pataiense Atouguiense Meirinhas Bombarralense Vieirense Lisboa Marinha
J 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3
V 3 3 3 2 2 2 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0
E 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 1 1 1 0
D Pts 0 9 0 9 0 9 0 7 0 7 1 6 1 4 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 1 2 1 2 1 3 0
4.ª Jornada 14 de Outubro Fig.Vinhos x Alvaiázere .Todos os jogos às 15h00 Pataiense x Bombarralense Meirinhas x Avelarense Guiense x Lisboa e Marinha GRAP/Pousos x Nazarenos Pousaflores x Pelariga Atouguiense x Vieirense Marrazes x Portomosense
andanças foi determinante e com o decorrer do tempo foi implementando o seu jogo, com muita troca de bola e uma organização no rinque, dificultando a tarefa do HC Turquel, que tinha pouco tempo o esférico em sua posse. O intervalo chegaria com a vantagem mínima a favor da equipa de Paulo Pereira. O Hóquei Clube de Turquel entrou determinado na procura do golo do empate. Vasco Luís sempre o mais inconformado na equipa da “aldeia de hóquei em patins”, esteve mais uma vez perto do golo com um
remate à trave da baliza de Ângelo Girão. O jogo estava mais emocionante, com qualquer equipa a poder marcar, mas seria a equipa forasteira, contra a corrente do jogo, a marcar o 0-2, por intermédio de João Souto. A tarefa tornava-se mais difícil para os “Brutos dos Queixos”. O Hóquei Clube de Turquel tentava de todas as maneiras chegar ao golo, mas encontrava sempre pela frente André Girão, que estava intransponível entre postes e defendia tudo, até mesmo uma grande penalidade do jovem Xavier Lourenço.
O Valongo era sempre uma equipa “fria” e sempre que criava perigo, chegava ao golo, com “Poka” a bisar na partida, colocando o resultado em 0-4. Os turquelenses continuavam na procura do primeiro golo e seria premiada com um tento de Fábio Alexandre, pleno de oportunidade. Ainda antes do final do encontro, a formação nortenha haveria de chegar ao 1-5, por intermédio de Hugo Azevedo, num golo que motivou protestos dos turquelenses que reclamaram que a bola não teria entrado na baliza de Marco Tuga. Uma vitória justa da AD Valongo, uma equipa mais experiente e habituado as estas partidas, controlando bem as investidas dos turquelenses e marcando os golos em momentos decisivos do jogo. Quanto ao Hóquei Clube de Turquel bem tentou partida mas o golo sofrido cedo e a exibição do guarda-redes adversário impediu que pudessem discutir o jogo.
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Andebol feminino
Madeira SAD vence em Leiria Pela 14º vez consecutiva o Madeira SAD conquistou a Supertaça, em andebol feminino. A formação de Duarte Freitas alcançou a vitória nos últimos minutos, perante uma Juve Lis que nunca se entregou e lutou até ao final. O encontro foi emotivo até aos últimos segundos, num pavilhão praticamente cheio e que não se cansou de apoiar a equipa da Juventude do Lis. O Madeira SAD talvez não esperasse tantas dificuldades no encontro, o que é certo é cometeu alguns erros que não são habituais. O conjunto madeirense no segundo tempo chegou a estar a vencer por quatro golos de diferença, mas ia permitindo a recuperação das leirienses. O
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federação portuguesa de futebol
DR
liga portuguesa de futebol profissional
equilíbrio esteve sempre presente, com o Madeira SAD a nunca conseguir ganhar grande vantagem. Na parte final do encontro a Juve Lis ficou privada de Telma Amada que foi desqualificada e perdeu um elemento importante tanto a nível defensivo bem como ofensivo. No último minuto o Madeira SAD tentou “matar”
o jogo, mas Tatiana Góis não o permitiu, contudo o conjunto madeirense susteve o último ataque das leirienses e ,no final, fez a festa. Tiago Monteiro e António Trinca rubricaram uma arbitragem com alguns erros, prejudicando ambas as equipas.
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ÚLTIMA 18OUTUBRO2012
Quem não for belo aos vinte anos, forte aos trinta, esperto aos quarenta e rico aos cinquenta, não pode esperar ser tudo isso depois. Martinho Lutero, reformador religioso [1483 - 1546]
Livro evoca meio século de actividade rotária na cidade
“Rotary Club de Leiria acompanhou movimento social e histórico de Leiria” A cerimónia de apresentação pública do livro da autoria de Acácio de Sousa, “Rotary Club de Leiria – 50 Anos em Acção”, lançado pelo Rotary Club de Leiria, no dia 9 de Outubro, no Teatro Miguel Franco, foi carregada de um simbolismo muito especial porque a obra retrata meio século de vida daquele movimento na cidade de Leiria. Com uma plateia que somava mais de cem pessoas, o livro foi apresentado pelo rotário António Gordo que assinalou a publicação como “um registo competente de meio século de acção do Rotary em Leiria”, destacando que existia muito material para analisar e investigar mas faltava o verdadeiro obreiro Apoio / Divulgação
de um livro desta natureza, tendo sido encontrado com alguma facilidade, tendo recaído a escolha no “escriva igualmengte competente, o rotário e historiador Acácio de Sousa”. António Gordo antes de se referir propriamente à obra fez um destaque amplo ao autor, sublinhando o seu extenso e valioso curriculo, argumentando também a razão natural da sua escolha: “uma longa e rica formação académica na área da história, ex-director do Arquivo Distrital de Leiria e por isso conhecedor da história da região, organizador e dinamizador de múltiplos eventos culturais e sociais, professor do ensino secundário e supe-
rior, investigador e muito especialmente como participante activo de várias instituições e movimentos cívicos de Leiria”. Por outro lado, como pertenecente do Rotary Club de Leiria, Acácio de Sousa conhece bem o lema desta organização que consiste em “dar de si antes de pensar em si”. Acácio de Sousa nesta cerimónia evocativa dos 50 anos do Rotary Club de Leiria caracterizou a estrutura da publicação e apresentou algumas curiosidades históricas destas cinco décadas rotárias leirienses, não esquecendo algumas figuas essenciais como Serafim Rosas, Rocha e Silva e Horácio Eliseu, entre outros. O historial evocativo dos 50
anos do Rotary Club traduzse em “anos de dinamismo, solidariedade e filantropia, sabendo que o Rotary acompanhou o movimento social e histórico de Leiria”. Na mesa estava também Susana Santos, a actual presidente do Rotary Club de Leiria, figura que foi incansável e muito contribuiu para que este clube se afirmasse na sociedade leiriense. Aliás, Acácio de Sousa, indo colher novamente alguns dados da história, refere que “até à década de 90 o Rotary é contituído sobretudo por homens mas a partir daqui a mulher começa a afirmar-se no mundo profissional, nas várias organizações como o Rotary Club de Leiria”.
No mesmo dia foi inaugurada uma exposição evocativa que em quatro momentos distintos apresentou o Rotary Club de Leiria: abordagem do movimento rotário no contexto internacional, a sua implementação em Portugal, o Rotary Club de Leiria e a sua história e o conjunto de elementos que integram o espólio desta organização. A sessão contou com a pianista Bárbara Freitas que
sobre a música de Chopin deixou os presentes com um excelente elemento complementar do destacado momento cultural que assinalou históricamente os 50 anos do Rotary Club em Leiria. Venham mais 50 anos e que muitos dos presentes nesta festa de meio século rotário leiriense consigam estar para a sua comemoração.
Texto e foto: Joaquim Santos