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NOTA PASTORAL

11 OUTUBRO 2012 ANO 99 - N.º 4929 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

FUNDADO EM 1914

disponível em www.leiria-fatima.pt

DESTAQUE

SOCIEDADE

Começou a 11 de Outubro de 1962

Nos 53 anos da base | P. 7

Ordem Militar de Cristo atribuida à BA5

CONCILIO VATICANO II UMA REVOLUÇÃO DE ONTEM E DE HOJE

Iniciativa da Câmara | P. 7

Batalha aposta no orçamento participativo

Concurso educacional | P. 5

Sqédio 2012 premeia IPL

CULTURA

Na sede da instituição | P. 4

Noite de Fados solidária com a CERCILEI

Teatro Miguel Franco | P. 4

Mário Laginha em “Concertos para Bebés”

DESPORTO

Rip Curl Pro Portugal regressa

DR

Até dia 21 em Peniche | P. 15

O Concílio Vaticano II como evento terminou. Como espírito prossegue. O especificamente

ECLESIAL

A partir do dia 20 | P. 9

“Fé e arte, um diálogo de séculos” regressa

missionária perante o mundo de hoje. Recordamo-lo nesta edição. Páginas 2 e 3 AGENDA

Assembleia Diocesana dia 14

Na Cruz da Areia | P. 9

15h00, Sé de Leiria

Arquivo

D. António Marto retoma Visita Pastoral

novo e importante do XXI Concílio Ecuménico está na sua atitude pastoral, ecuménica e


2 DESTAQUE

O Mensageiro

11.Outubro.2012

Rui Ribeiro prui@iol.pt

Caminhos de santidade

Precisamente no dia em que o nosso semanário sai para as ruas, ocorre o 50º aniversário da abertura do Concilio Vaticano II. No dia 11 de Outubro de 1962, já com os resultados de anteriores reflexões, o Papa João XXIII dava inicio oficial à grande Assembleia Internacional. A composição desta Grande Assembleia, era já por si reveladora do que se pretendia com o Concilio: diálogo, mais diálogo e mais atenção ao comum dos fiéis. Ou seja, O Papa João XXIII, tomou sobre si a responsabilidade de “des-hierarquizar” a instituição à qual ele mesmo presidia. Não fui apanhado pelo ambiente ante-conciliar, e toda a a minha formação teológica foi posterior ao Concilio, embora muitos dos meus professores tenham sido formados numa lógica pré-conciliar. De qualquer modo fui habituado a ver o Concílio Vaticano II como o eixo de uma autêntica revolução copernicana operada na Igreja. Claro que o mais O Concílio visível foram algumas Vaticano II está transformações ou para a Igreja mudanças ritualistas, como a pobreza na forma de celebrar, apregoada por de falar, de vestir e Francisco de de aparecer. Mas auAssis ou como a têntica novidade do está mais no espiritualidade de Concilio espírito que quis introTeresa de Ávila. duzir na Igreja. O Concilio foi o resultado de uma mente e de um homem que via mais longe e ia mais à frente. O Papa João XXIII percebeu que o mundo precisava de mais diálogo e mais consensos. Ele sabia que a verdade é sempre o resultado da partilha de opiniões e não é posse de ninguém. Ele sabia que o amor é afinal a maior expressão de Deus e que o amor se define não pela posse do outro, mas pela partilha com o outro. Embora o âmbito tenha sido estritamente religioso, a verdade é que o Concílio abriu portas para uma nova forma de se ser humano e estar no mundo. Dizem que os santos são pessoas que, inseridas no mundo e num contexto concreto, sabem ver mais longe e sabem combater os cantos “podres” de cada época. Nesse sentido João XXIII foi um santo homem que soube analisar o seu tempo, soube ver-lhe as arestas mais agressivas e soube dar-lhe solução. O Concílio Vaticano II está para a Igreja como a pobreza apregoada por Francisco de Assis ou como a espiritualidade de Teresa de Jesus. É, por isso mesmo, um património da humanidade e precisa ser conhecido, amado, vivido por todos, mais ainda pelos que se dizem cristãos. Nesta edição falamos do Concilio Vaticano II, comemorando os seus 50 anos e ao mesmo tempo antecipando a reflexão de Marcelo Rebelo de Sousa no próximo domingo, na abertura oficial do ano pastoral na diocese.

Faz hoje 50 anos

Concílio Vaticano II, em nome do Ao longo do presente ano pastoral a Igreja Católica celebra de forma festiva e efusiva o cinquentenário do grande acontecimento que foi o Concílio Vaticano II. O facto merece destaque e referência por várias razões, devendo sublinhar-se à partida duas de maior relevo. Por um lado pela mudança conceptual e prática que o Concilio trouxe à Igreja; por outro lado, não menos importante, o facto de apesar da sua importância, ou talvez por ela, o mesmo Concilio estar ainda por executar no quotidiano das comunidades e da instituição eclesial. Recordar os cinquenta anos do Concilio Vaticano II é ao mesmo tempo uma memória e um desfio para a Igreja do tempo presente. Ao longo do ano muitas serão as oportunidades para desenvolver estes dois aspectos e ao mesmo tempo realçar outros que não cabe agora referir. Nesta edição de O Mensageiro quisemos simplesmente evocar o contexto histórico e social em que surgiu o referido Concílio, já que se celebra precisamente hoje, dia 11 de Outubro de 2012, o 50º aniversário do seu início. A Igreja do início do século No início do século XX vivia-se na Igreja os mesmos problemas da sociedade civil: a pluriferação de ideias, movimentos e instituições geravam um grave problema de unidade e de organização. O recurso mais comum era o absolutismo ou, dito de outra forma, a centralidade. A dificuldade em dialogar e encontrar pontes de convergência, faziam com que a Igreja fosse entendida como uma multinacional centrada nas chefias. A hierarquia e o modelo piramidal faziam da Igreja um poder institucional em que muitas vezes a espiritualidade era esquecida. Reagiam a este modelo alguns iluminados (ou inspirados) que corajosamente desbravavam caminhos diferentes. O movimento Bíblico, Litúrgico, Ecuménico, Teológico, Social

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EDITORIAL EDITORIAL

e de leigos faziam ouvir novas e diferentes vozes. Mas no geral a centralização dava lugar a alguma desorganização e à autonomia descontrolada. A identidade da Igreja moldava-se pelo modelo de S. Roberto Bellarmino (1542-1621) de uma Igreja como comunidade dos homens reunidos mediante a profissão da verdadeira fé, a comunhão dos mesmos sacramentos, sob o governo dos legítimos pastores, e, principalmente, do único vigário de Cristo sobre a terra, o Romano Pontífice (...). O cardeal Ângelo Roncalli Depois de uma longa enfermidade, cessa o poder temporal do Papa Pio XII em 1958. Assim, o conclave que se reuniu logo em seguida, elegeu para a Igreja o patriarca de Veneza, o Cardeal Ângelo Roncalli, que o se fez chamar de João XXIII. O Seu pontificado compreende o período de 1958 a 1963. Para a maior parte do mundo, João XIII era um desconhecido. Dizia-se nos corredores do Vaticano que a sua eleição era de uma simples transição, pois Rocalli já se encontrava com seus 77 anos de vida. Alguns diziam que o conclave o teria escolhido porque não houve acordo sobre outros candidatos qualificados. Teria sido um acordo entre as duas classes opositoras da

Papas João XXIII (à esquerda) e Paulo VI (à direita) Igreja, os progressistas e os conservadores. Uma leitura teológica não dispensa olhar para o quilate espiritual de João XXIII. Hoje a sua santidade já foi reconhecida pelo acto de beatificação. Unia enorme capacidade de discernimento, de sabedoria, de sagacidade a humildade corajosa. Muito tranquilo sobre si, revelando sadia psicologia, apoiada em piedosa e devota confiança em Deus. Certa vez repreendeu delicadamente o seu secretário que temia pela sua saúde, quando quis empreender a árdua tarefa do Concílio: "Você ainda não se despojou de si mesmo, anda preocupado com fazer bela figura. Só quando um homem calcou o próprio eu debaixo dos pés é que consegue ser verdadeira e plenamente livre. E você ainda não é". Aggiornamento João XXIII delineou para o seu pontificado três metas: primeira, um sínodo romano; segunda, um "aggiornamento" do código de direito canónico; e terceiro, um concílio ecuménico. Três meses depois de sua eleição o Papa João XXIII mostra para a Igreja a sua vontade de dar novos rumos a Igreja. Assim, numa missa em 1959 por intenção da unidade de todos os cristãos, celebrada na Basílica São Paulo fora de muros, anuncia a convo-

cação de um novo concílio. Tal comunicação apanhou de surpresa muitos cardeais ali presentes e a própria cúria romana que achava que o depósito da fé estava bem guardado na sua próprias mãos. Achava a Cúria Romana que uma assembléia internacional com vários membros do episcopado de toda parte do mundo iria causar mais conflitos do que acordos na Igreja. Mas João XXIII foi corajoso e firme na sua decisão. O Papa em diversas ocasiões preocupou-se em explicar o porque da convocação do concílio. Para ele, a Igreja sofria marcas deixadas pelos mal-entendidos, desconfiança e inimizade dentro e fora do corpo eclesial obscurecendo assim, um possível diálogo com a Igreja católica e as outras Igrejas cristãs. Fez-se ouvir das próprias palavras dele, a palavra "Aggionarmento", ou seja, uma actualização da Igreja onde nela o Cristianismo deveria ser mais actuante e presente para o povo de Deus. A opinião pública da Igreja, porém, viu-se surpreendida com a decisão de convocar um Concílio. A repercussão foi paradoxal. Na publicidade, choveram vozes entusiastas. Nos bastidores, ouviram-se opiniões temerosas. Conta-se que o próprio Cardeal Montini, futuro Paulo VI, teria dito: "aquele


DESTAQUE 3

O Mensageiro

11.Outubro.2012ro.2011

diálogo, da comunhão e da partilha

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santo homem", referindose a João XXIII, "não se dá conta de que se está a meter num vespeiro" e outro cardeal, Lercaro, julgava uma imprudência e inexperiência tal convocação. Os temores vinham tanto dos conservadores como dos progressistas. Os primeiros temiam um tsunami de idéias, propostas, desejos, aspirações que abalariam a tranquilidade da ordem da Igreja. Roma receava a novidade como fonte de incerteza. Depois que a preparação do Concílio se pôs em movimento, os prognósticos pareciam ainda mais escuros. Para confirmar essa expectativa sombria, vieram as nomeações para as comissões preparatórias do Concílio, cujas presidências foram confiadas à Cúria romana, símbolo e real oposição às mudanças. E para a presidência da Comissão Teológica, a que se confiava uma supervisão sobre a teologia conciliar, foi designado o todo-poderoso e temido Cardeal A. Ottaviani. Não deixa de ser significativo que o seu emblema cardinalício era "semper idem" "sempre o mesmo". Não era

nenhum bom agouro para uma comissão teológica em momento de mudança. Havia, porém, escassos sinais de abertura que vinham sobretudo de discursos e gestos proféticos de João XXIII. Apostava-se muito na originalidade e imprevisibilidade da personalidade do Papa que sabia contornar com sabedoria situações conflituosas e difíceis. O Concilio Vaticano II João XXIII antecipou por muitas vezes o início do concílio. Marcado para 1963, foi aberto oficialmente em 11 de Outubro de 1962. Neste concílio foi dada uma atenção especial às Igrejas Cristãs. Fundouse o Secretariado para a Unidade dos Cristãos. O que o Vaticano II pensava em relação as Igrejas Cristãs era diferente do programa estabelecido pelo Vaticano I. Enquanto que no Vaticano I o convite para as Igrejas Cristãs exigia o reconhecimento de seus erros e exigiam que elas voltassem ao seio da Igreja Mãe. Para o Vaticano II, as Igrejas não unidas a Roma foram convidadas como Igrejas irmãs. Eram nesse

sentido, hóspedes do Papa e não pecadores que deveriam voltar ao seio materno da Igreja Mãe. Tal investidura, teve um grande sucesso, no início do Concílio, 17 Igrejas estavam presentes nas sessões do concílio. No discurso de Inauguração, João XXIII traçou a orientação fundamental para o Concílio. Não partilhou a posição de "almas, ardorosas sem dúvida no zelo, mas não dotadas de grande sentido de discrição e moderação. Nos tempos modernos, não vêem senão prevaricações e ruínas...Mas a Nós parece-Nos que devemos discordar desses profetas de desgraças, que anunciam acontecimentos sempre infaustos, como se estivesse iminente o fim do mundo". Confessou-se esperançoso nos sinais que percebe no mundo e na Igreja. “O Concílio, não visa, insistiu o Papa, repetir e proclamar o já conhecido, mas espera-se dele "um progresso na penetração doutrinal e na formação das consciências", articulando "fidelidade à doutrina autêntica" e "indagação e formulação literária do pensamento moderno".

Trata-se de interpretar a revelação tradicional (Escritura e Tradição), dialogando com a modernidade. Nisso consiste o desafio pastoral de interpretar e não de condenar. Buscava-se a renovação da Igreja indo ao essencial da mensagem cristã. Só assim ela cumpre a missão de sinal da salvação visível e perceptível para o mundo de hoje. Diferentemente dos concílios anteriores, o Vaticano II não pretendeu tomar posições dogmáticas definitórias nem condenatórias, mas intensificar o diálogo com o homem e a mulher de hoje, lançando ponte para o mundo contemporâneo em nítido contraste com as posições conservadoras de Gregório XVI (1831-1846) de Pio IX (1846-1878), que conflituavam fortemente com a modernidade. João XXIII marcou nitidamente a característica ecuménica, ao dizer que "infelizmente a família cristã, no seu conjunto, não chegou ainda a esta visível unidade na verdade. A Igreja Católica julga portanto dever seu empenhar-se activamente para que se realize o grande mistério daquela unidade, que Jesus Cristo pediu com oração ardente ao Pai do Céu pouco antes do seu sacrifício". Além de ecuménico, João XXIII quis um Concílio pastoral e actualizado, usando a palavra italiana "aggiornamento" ou "actualização". O termo "pastoral" significava uma abertura ao mundo moderno de onde vinham as questões a serem respondidas e para quem se respondiam. O texto conciliar deveria corresponder às aspirações, compreensões, desejos, perspectivas dos homens e mulheres situados no mundo moderno, como aparece no proémio da Constituição pastoral Gaudium et spes. Opções fundamentais do Concílio O Concílio é mais que

os seus documentos. Ele é uma "intencionalidade". Esta é, antes de tudo, uma intuição, uma percepção global, uma evidência conatural, um espírito. Funciona como coluna vertebral do conjunto dos textos. Contudo, está em tensão com o texto. A intencionalidade fundamental do Concílio parece ter sido o diálogo com a Reforma e com a modernidade, num espírito ecuménico e de actualização. Caberia fazer uma leitura honesta e pertinente dos textos conciliares na óptica da intencionalidade fundamental para ver se ela se justifica. Existe consenso no facto de que o tema central do Concílio Vaticano II foi a Igreja. Com certa facilidade, consegue-se organizar todas as suas Constituições, Decretos, Declarações em torno do eixo central da Igreja, quer na sua dimensão interna (ad intra), quer na sua relação com realidades externas (ad extra). Conclusão: A crise pós-conciliar Paulo VI optara para que os textos conciliares só fossem aprovados com larga maioria. Não queria, de modo nenhum, dar a entender que havia facções antagónicas e que os documentos significavam a vitória de uma sobre a outra. Deviam manifestar para a Igreja e para o mundo que nasciam de uma comunhão de corações e mentes. Essa opção está na base dos compromissos linguísticos e permite e permitiu que depois do Concílio houvesse interpretações diferenciadas, apoiadas na literalidade do texto. Houve duas ondas interpretativas. Uma primeira que se levantou logo depois do Concílio. Sensível e desejosa de mudanças, leu os textos sob o prisma da novidade, da ruptura. Ela produziu uma efervescência no interior

da Igreja com resultados renovadores maravilhosos, mas também com desvios e até desvarios. Graças a ela, a Igreja católica fez uma entrada na modernidade e assumiu uma face próxima do homem e mulher de hoje. Mas por causa de mudanças conjunturais na Igreja, de certos refluxos no contexto sócio-político, uma outra onda se ergueu, recuperando do texto conciliar os resíduos tradicionais, pré-modernos. E empenhou-se em reverter a dinâmica inovadora, ao aproveitar das brechas deixadas pelo Concílio. Assim os princípios fundamentais da igualdade de todos os cristãos pelo baptismo, a necessidade de participação colegial em todos os níveis, a valorização das experiências, a liberdade de expressão na Igreja, os ideais democráticos e outros pontos inovadores do Concílio foram detidos no seu fluxo. Assim permanece para a Igreja a tarefa de prosseguir o movimento iniciado no Concílio de diálogo aberto e crítico com a modernidade, transformando um espírito em história, uma intencionalidade em práxis, desejos e opções na verdade dos factos. Aí se joga o futuro do Concílio. Em termos teológicos, o Concílio é um facto passado. A sua recepção decide sobre sua validez e força histórica. Ou seja, o Concílio como evento terminou. Como espírito prossegue. o especificamente novo e importante do XXI Concílio Ecuménico está na sua atitude pastoral, ecuménica e missionária perante o mundo de hoje. O seu espírito novo, a sua intencionalidade fundamental é dialogar e abrir-se à modernidade. Assumir esse espírito continua a ser o desafio para a Igreja actual.

Rui Ribeiro


4 CULTURA

O Mensageiro

11.Outubro.2012

No próximo dia 12, na sua sede

Cine-Teatro (Monte Real) • MADAGASCAR 3 | Animação| de Tom McGrath, eric darnell, Conrad Vernon | 28 de Outubro, 15h30.

EXPOSIÇÕES

Castelo - Leiria •”Habitantes e Habitats” - exposição permanente •”Korrodi e o restauro do Castelo de Leiria” - exposição permanente Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Ritmos de cor e composição” - pintura de Manuela G. Henriques (~11/11) Teatro Miguel Franco - Leiria •”O Movimento Rotário” (~21/10) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieiria - Leiria •”Viagem ao país de 1900 visto por Benoliel” (~15/10) •”Envolvências de cor” (20/10~8/11) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Cêramica reflexo de uma cultura” (~23/11) •”Oficina do Olhar” - exposição permanente Edifício Banco de Portugal - Leiria •”Cidades, quero-as comigo!” pintura de Maria Dulce Bernardes (~17/11) Sala Jaimea Salazar Sampaio - Leiria •”Natureza c/ e s/ cor” - fotografias de Flávio Ruivo (~31/10) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República” - colecção de António Pedro Vicente (~31/10) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Medidores de Azeite” (27/10~31/12)

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”O Libertino” - teatro (24/10, 21h30) Teatro Miguel Franco - Leiria •”O homem que via passar as estrelas” (16, 23 e 30/10, 10h30 e 14h) •”The elements” - teatro (11/10, 21h30) •”Um dia de Raiva” - teatro (11/10, 22h00) •”Embalos azuis e algum swing” - concerto p/bebés (14/10, 10h30 e 11h45) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Contos e cantigas” - hora do conto (12, 17, 26 e 31/10, 10h30 e 14h30) •”Renascer” - livro de Carla Pais (13/10, 16h00) •”BEBETECA” (18/10, 10h15 e 20/10, 16h00) Mi|mo - Museu da Imagem em Movimento - Leiria • Teatro de sombras e oficinas criativas (3ªs~6ªs) Sala Jaime Salazar Sampaio - Leiria •”C10H14N-Nicotina” - teatro (12, 13, 18, 19, 26 e 27/10, 22h30) •”Oru+oficina criativa” (21/10, 11h e 16h; 22 e 23/10, 10h30 e 14h30) Jardim Luís de Camões - Leiria • Encontro de Tunas Leiria’ 12 (11/10, 21h00) Mercado de Sant’Ana - Leiria • Novo Mercadinho (13/10, 16h00) • Sabores no Mercado (27/10, 15h00~24h00) Agromuseu Municipal D. Julinha - Ortigosa •”Os vegetais estão na moda!” - concurso (16/10, 10h00~15h00) Mosteiro - Batalha • Jornadas Europeias do Património (28~30/09

A CERCILEI – Cooperativa de Ensino e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Leiria organiza esta sexta-feira, pelas 20h30 uma noite do fado, na sua sede no lugar de Pinheiros, freguesia de Marrazes, concelho de Leiria. Uma iniciativa que visa

a angariação de fundos para a aquisição de um forno para o atelier de cerâmica do centro de actividades ocupacionais da instituição. Algo que importante para a CERCILEI, já que este atelier assume uma extrema importância nas actividades lectivas,

pois permite agir a nível terapêutico com os jovens desde a estimulação sensorial, motora, bem-estar, individual e social. Por isso mesmo e porque se trata de uma causa solidária a CERCILEI pretende ter “casa cheia” esta sexta-feira.

A Noite do fado será dinamizada por um grupo de fadistas que se quis associar a esta iniciativa e para animar o “estômago” dos presentes será servido um sortido de grelhados, caldo verde, pão, azeitonas, arrozdoce e café. A entrada custa 10 euros por pessoa.

Este fim-de-semana é recriada a “merenda”

Museu Etnográfico do Freixial comemora 10º aniversário O Museu Etnográfico do Freixial está a comemorar o seu 10º aniversário e por isso preparou um programa especial sob o mote de “Museu-Vivo” que garante seis fins-de-semana repletos de animação. O “Museu-Vivo” apresentar-se-á animado por vários animais domésticos e ainda haverá várias recriações de actividades rurais praticadas no início do século XX, o que permitirá aos visitantes uma verdadeira viagem no tempo. Em comunicado a organização explica que cada fim-de-semana abordará uma “temática e por isso nas quatro oficinas do Museu voltarão a soar os vários sons do trabalho do

ferreiro, do carpinteiro, da tecedeira e do sapateiro”. No dia 14 de Outubro, a tarde será dedicada à gas-

tronomia regional com a “merenda”. Aceso o forno a lenha, é hora de saborear o pão e a broa, mas também

Em Leiria, com Mário Laginha

Concerto para bebés Os “Concertos para Bebés” estão de regresso a Leiria. E Mário Laginha vai dar dois concertos de jazz para bebés, no domingo, no Teatro Miguel Franco. Em comunicado Paulo Lameiro, o director artístico da Musicalmente – companhia que organiza o evento – informa que “Será um dos ‘Concertos para Bebés’ mais denso e com mais sumo, que irá colocar exigências

musicais e artísticas muito elevadas”. O espectáculo será apresentado no domingo em duas sessões: uma às 10h30 e outra às 11h45. Em Novembro os “Concertos para bebés” vão marcar presença em dois festivais de arte contemporânea, em Barcelona e em Girona, no Mercat de Les Flors e no Temporada Alta.

DR

Teatro Miguel Franco (Leiria) • FOOD MATTERS | Documentário | de James Colquhoun, Carlo Ledesma | 17 de Outubro, 21h30. • NANA + RAFA | Drama | de Valérie Massadian | c/ Kelyna Lecome, Marie Delmas, Alain Sabras | 19 de Outubro, 21h30; 20 de Outubro, 21h30; 21 de Outubro, 21h30; 22 de Outubro, 21h30.

CERCILEI organiza noite do fado para angariação de fundos

DR

CINEMAS

as cebolas no forno, e as filhós com café d’avó. No Sábado, dia 20 de Outubro, é a vez da recriação do “Enxoval da noiva”. Dezenas de figurantes encenarão um típico enxoval da noiva, em que esta e os seus amigos e familiares transportavam os objectos e materiais (o ainda chamado “enxoval”) da casa dos pais para a sua futura casa. Uma recriação nocturna, à luz do candeeiro, com cantigas e animação, a partir das 21h00 As entradas no museu e a participação nas actividades é gratuita. São aceites marcações para grupos durante a semana.


CULTURA 5

O Mensageiro 11.Outubro.2012

No Agromuseu Dona Julinha

Na sede do Rancho da Região de Leiria

Concurso “Mestre Sanduicheiro” O Agromuseu Municipal Dona Julinha, situado na freguesia de Ortigosa, concelho de Leiria está a promover o concurso “Mestre Sanduicheiro”. O objectivo é incentivar as pessoas a praticarem uma alimentação saudável dentro e fora de casa. Os participantes pode-

rão apresentar uma receita de uma sanduíche, à base de carne ou de peixe, ou totalmente vegetariana, com molhos ou sem molhos. Tem é de ser saudável e divertida, e deve conter obrigatoriamente, no mínimo, três vegetais. As receitas, com especificação dos ingredientes,

do modo de preparação e apresentação, devem ser enviadas até ao dia 12 de Outubro de 2012, para o email agromuseu@cmleiria.pt. As sugestões serão analisadas e o autor da melhor receita receberá como presente um portasanduíche. No dia 16 de Outubro,

Dia Mundial da Alimentação, a receita premiada será apresentada no Agromuseu Municipal Dona Julinha, e as três melhores receitas serão divulgadas no sítio do Município, durante os meses de Novembro e Dezembro, com a foto das sanduíches e dos autores premiados.

Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira promove

“Viagem ao País de 1900, visto por Benoliel” A Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria, apresenta até dia 15 de Outubro uma exposição denominada “Viagem ao País de 1900, visto por Benoliel”, organizada pela Direcção Regional do Cen-

tro do Instituto Português do Desporto e Juventude, e pela FAJDL – Federação das Associações Juvenis do Distrito de Leiria, em parceria com a Câmara Municipal de Leiria. Dezenas de imagens, de

alguns dos momentos mais relevantes do início do século XX em Portugal, dominam a exposição de Joshua Benoliel (1873-1932), considerado o “pai” do fotojornalismo português. Benoliel, também considerado o

maior fotógrafo do início do século XX, registou os grandes acontecimentos da sua época. A mostra poderá ser visitada Segundas e Sábados das 14h00 às 20h00 e Terças a Sextas das 10h00 às 20h00.

Estudantes, diplomados, professores e escolas reconhecidos

IPL multipremiado no concurso nacional Sqédio 2012 A Escola Superior de Tecnologia Gestão (ESTG) e a Escola Superior de Artes de Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR), do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) foram premiadas no Concurso Educacional Sqédio 2012 pelos projetos apresentados pelos seus estudantes, diplomados e docentes. A Sqédio organiza periodicamente concursos educacionais, destinados

a reconhecer projetos efetuados por estudantes de escolas nacionais, utilizando a ferramenta de desenvolvimento de produto em 3D “SolidWorks”, comercializada pela empresa em Portugal. O Prémio Melhor Imagem foi atribuído ao diplomado da ESAD.CR Pedro Pinheiro, com os projetos Prótese de braço biónica e Conceito de carro

NewRetro; o Prémio Melhor Animação foi para Fábio da Silva Lopes, estudante de Engenharia Mecânica na ESTG, com um projeto que consistiu na modelação tridimensional de um Motor V8 com compressor, utilizando a ferramenta de desenvolvimento de produto “SolidWorks”; o Prémio Professor foi atribuído a João Mateus, docente da ESAD.CR, pela qualidade

e pelo total das classificações dos projetos dos seus alunos. Receberam menções honrosas o Professor Pedro Custódio (Prémio Professor), do Departamento de Engenharia Mecânica da ESTG, que acompanhou o projeto de Fábio Lopes, e a ESAD.CR (Prémio Instituição), pela classificação conjunta dos projetos da escola.

As inscrições decorrem até 15 de Outubro

Concurso “Arrisca C 2012” Até dia 15 de Outubro estão a decorrer as inscrições para apresentação das candidaturas ao concurso “Arrisca C 2012 – Ideias, Planos de Negócio e provas de Conceito”. Um concurso que visa incentivar o desenvolvimento de ideias e conceitos de negócio em

torno dos quais se perspective a criação de novas empresas. Uma iniciativa que tem vindo a crescer e a obter sucesso que fica reflectido no crescimento exponencial no número de parceiros, promotores, prémios e projectos. Se

em 2008 o Arrisca C teve 12 projectos a concurso, 31 promotores e prémios no valor de 5000,00€, em 2011 foram apresentados a concurso 162 projectos, de 392 promotores e distribuídos prémios no valor de mais de 135.000,00€. Na edição de 2012 o

prémio IPDJ, I.P. distinguirá uma equipa de jovens com um voucher no valor de 750,00€, que permitirá, à equipa seleccionada, receber apoio na elaboração de um dossier de investimento. Para mais informações aceda em www.arrisca-c.pt

Implantação da República é tema de colóquio

A sede social do Rancho da Região de Leiria, localizada na freguesia de Marrazes, concelho de Leiria acolhe, no próximo sábado, um colóquio subordinado ao tema “A Implantação da República e o contexto sócio económico do povo da região” que terá como orador Acácio de Sousa. O colóquio que terá entrada livre tem início marcado para as 15h00.

No Teatro Miguel Franco

Movimento Rotário em exposição “O Movimento Rotário” é o tema da exposição documental da autoria de Acácio de Sousa que está patente no foyer do Teatro Miguel Franco, em Leiria até ao próximo dia 21 de Outubro. Uma mostra para ver no horário de funcionamento do Teatro Miguel Franco.

No Teatro Miguel Franco

Mazgani dá espectáculo Shahryar Mazgani sobe ao palco do Teatro Miguel Franco, em Leiria, para um concerto, no dia 12 de Outubro, pelas 21h30. Cantor e compositor, Mazgani caracterizado por um estilo musical de Indie Rock deu início à sua carreira com a edição do álbum “Song of the new heart”, no final de 2007. Aclamado pela crítica especializada, o novo álbum inclui grandes canções e belas melodias.

No Teatro José Lúcio da Silva

Quorum Ballet em espectáculo O Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria recebe esta quinta-feira, pelas 21h30, Daniel Cardoso que apresenta mais uma criação para o Quorum Ballet: “The Elements”. Um espectáculo que pretende levar o espectador numa viagem à essência de cada um, demonstrando que a terra, o ar, o fogo e a água são imprescindíveis para a harmonia e equilíbrio do ser humano, e, como facilmente cada um de nós esquece a importância desses elementos, perante o fascínio e a preferência pelo materialismo oriundo da evolução tecnológica.

Associação de Desenvolvimento e Bem-estar Social da Freguesia da Barreira

ASSEMBLEIA GERAL CONVOCATÓRIA

Nos termos do artº 34º dos Estatutos, convoco os sócios da ADESBA – Associação de Desenvolvimento e Bem-estar Social da Freguesia da Barreira, para se reunirem em Assembleia-geral Ordinária, a realizar nas instalações da BARDEC, no próximo dia 10 de novembro de 2012, pelas 19.00 horas, com a seguinte ordem de trabalhos: Ponto um – Apresentação, apreciação e votação do Programa de Ação e Orçamento para o ano de 2013. Ponto dois – Assuntos diversos de interesse geral. Se à hora marcada não estiverem presentes mais de metade dos associados com direito a voto, a Assembleia-geral funcionará às 20.00 horas com qualquer número de sócios. A sua presença é fundamental para a consolidação da nossa Instituição. Barreira, 08 de outubro de 2012 A Presidente da Mesa da Assembleia Geral Maria Elisa Carreira da Silva


6 PUBLICIDADE/INSTITUCIONAL CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia dois de outubro de dois mil e doze, exarada a folhas oitenta e quatro do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Setenta e Dois - A: MANUEL ALVES DE OLIVEIRA ou MANUEL DE OLIVEIRA ALVES e cônjuge TERESA DA CONCEIÇÃO ou TEREZA DA CONCEIÇÃO, casados sob o regime da comunhão geral de bens, naturais da freguesia de Santa Catarina da Sena, concelho de Leiria, lá residentes na Rua Bajanque, 7, Loureira, Nifs: 146 649 613 e 146 649 621, declararam; Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, dos seguintes bens: DEZ: Prédio rústico sito em Lomba do Sobral, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terra de semeadura e mato com oliveiras, com a área de três mil quatrocentos e noventa e cinco vírgula oitenta metros quadrados, a confrontar do norte caminho, do sul com Herdeiros de Augusto Ferreira Filipe e caminho, do nascente com Herdeiros de José Lebre e do poente com Arminda Alves Pereira, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 11254, com o valor patrimonial IMT de € 1500,00. ONZE: Metade indivisa do prédio rústico, únicos direitos de que são titulares, sito em Valinho das Alcanadas, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terreno de mato, com a área de nove mil oitocentos e oitenta e oito vírgula cinquenta metros quadrados, a confrontar do norte Joaquim Simão de Oliveira e outros, do sul com Manuel Vieira do Fetal e do nascente e poente com caminho, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 5679, com o valor patrimonial IMT correspondente de € 37,58. DEZASSEIS: Prédio rústico sito em Mourada, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terra de semeadura com oliveiras, com a área de dois mil e noventa e cinco vírgula quarenta metros quadrados, a confrontar do norte com caminho público, do sul com Mário Neves Vicente, do nascente com Francisco das Neves Carreira e do poente com caminho, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 11261, por proveniência do artigo 1047, com o valor patrimonial IMT de € 207,34. DEZASSETE: Prédio rústico sito em Mourada, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terra de semeadura com oliveiras, com a área de mil novecentos e sessenta e quatro vírgula quarenta metros quadrados, a confrontar do norte com Manuel Ribeiro. do sul com caminho público, do nascente com caminho e do poente com União Desportiva da Serra, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 11260, por proveniência do artigo 1047, com o valor patrimonial IMT de € 194,08. VINTE: Prédio urbano sito na Rua do Bajanque, 7, Loureira, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de casa térrea destinada a habitação, dependência e logradouro, com a área coberta de cento e vinte e um metros quadrados e descoberta de novecentos e cinquenta e nove metros quadrados, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 829, com o valor patrimonial de € 15.280,00. VINTE E DOIS: Prédio rústico sito em Loureira, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terreno rochoso com oliveiras e tanchas, atravessado por caminho, com a área de quatro mil e novecentos metros quadrados, a confrontar do norte com Herdeiros de José Vicente, do sul com caminho, do nascente com Herdeiros de José Matinho e do poente com baldio, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 33, com o valor patrimonial IMT de € 1 98,50. Que adquiriram os bens relacionados sob as verbas DEZ e ONZE por doação verbal de Francisco Alexandre de Oliveira e esposa Albina Alves, residentes em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, doação essa que teve lugar no ano de mil novecentos e setenta, já no seu estado de casados. Que adquiriram os bens relacionados sob as verbas DEZASSEIS e DEZASSETE por compra verbal a Maria Vitória, viúva, residente em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e sessenta e nove, já no seu estado de casados. Que adquiriram os bens relacionados sob as verbas VINTE e VINTE E DUAS por compra verbal a José Filipe Pereira Craveiro, viúvo, residente em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e cinquenta e quatro, já no seu estado de casados. Que, não obstante não terem título formal de aquisição dos referidos bens relacionados sob as verbas DEZ, ONZE, DEZASSEIS, DEZASSETE, VINTE e VINTE E DUAS, foram eles que sempre os possuíram, o relacionado sob a verba ONZE em compropriedade, desde aquelas datas até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, gozaram todas as utilidades por eles proporcionadas, pagaram os respectivos impostos, cultivaram e colheram os frutos dos referidos prédios rústicos, habitaram, tomaram as suas refeições e receberam os seus amigos no referido prédio urbano, sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente, fazendo-o ostensivamente, e sem oposição de quem quer que seja, posse essa de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida pelos interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que os justificantes invocam, como causa de aquisição dos referidos prédios relacionados sob as verbas dez, dezasseis, dezassete, vinte e vinte e duas e dos referidos direito no bem relacionado sob a verba onze, por não poderem comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro em Porto de Mós, dois de outubro de dois mil e doze. A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Cordeiro Pires de Sousa Mendes — 83/4)

CEDILE Telefone 244 850 690 ECOGRAFIA / DOPPLER / ECOCARDIOGRAFIA TAC / MAMOGRAFIA / RX / OSTEODENSITOMETRIA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ARTICULAR Telefone +351244850690 / Fax 244850698 Largo Cândido dos Reis, Nº 11 / 12 • 2400-112 LEIRIA

O Mensageiro

11.Outubro.2012

CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia dois de outubro de dois mil e doze, exarada a folhas noventa e duas do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Setenta e Dois - A: MARIA DE FÁTIMA DE OLIVEIRA DOS SANTOS e cônjuge ANTÓNIO GONÇALVES DAS NEVES, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais da freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, residentes na Rua dos Santos, 26, Loureira, Santa Catarina da Serra. Leiria, Nifs: 158 880 692 e 100 758 126, declararam; Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores de metade indivisa do prédio rústico, sito em Valinho das Alcanadas, freguesia de Santa Catarina da Sena, concelho de Leiria, composto de terreno de mato, com a área de nove mil oitocentos e oitenta e oito virgula cinquenta metros quadrados, a confrontar do norte Joaquim Simão de Oliveira e outros, do sul com Manuel Vieira do Fetal e do nascente e poente com caminho, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 5679, com o valor patrimonial IMT correspondente de € 37,58. Que adquiriu os referidos direitos no identificado prédio por doação verbal de Francisco Alexandre de Oliveira e esposa Albina Alves, residentes em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, doação essa que teve lugar no ano de mil novecentos c oitenta e cinco, já no seu estado de casados. Que, não obstante não terem título formal de aquisição dos ditos direitos, foram eles que, em compropriedade, sempre possuíram o identificado prédio, desde aquela data até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, gozaram todas as utilidades por eles proporcionadas, pagaram os respectivos impostos, cultivaram-no, colheram os seus frutos sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente, fazendo-o ostensivamente, e sem oposição de quem quer que seja, posse essa de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, pacífica. porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida por todos os interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que os justificantes invocam, corno causa de aquisição dos referidos direitos no indicado prédio, por não poderem comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro em Porto de Mós, dois de outubro de dois mil e doze. A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Cordeiro Pires de Sousa Mendes — 83/4)

CARTÓRIO NOTARIAL DE ALCOBAÇA A cargo do notário Rui Sérgio Heleno Ferreira EXTRACTO DE JUSTIFICAÇÃO CERTIFICO, para efeitos de publicação, que por escritura de vinte e sete de Setembro de dois mil e doze, iniciada a folhas cento e quatro do Livro de Notas para Escrituras número cinquenta e três A deste Cartório: MARIA CRACINDA MENDES AGOSTINHO SANTOS e marido MANUEL DE JESUS SANTOS, casados sob regime da comunhão de adquiridos, naturais ambos da freguesia de Milagres, concelho de Leiria, residentes na Rua Principal, n. 1867, Bidoeira de Cirna, Leiria, NlF 41 611 480 e 141 611 499, respectivamente, justificaram a posse do seguinte Prédio rústico sito em Lagoeiro, freguesia de Bidoeira de Cirna, concelho de Leiria, composto de pinhal, com área de cinco mil setecentos e quarenta metros quadrados, que confronta a norte com Luís Fonseca, a sul com José Sousa Ferreira, o nascente com Manuel Agostinho Júnior e a poente com Manuel Agostinho Nova, omisso na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz da freguesia de Milagres sob o artigo 4308º. Que o bem acima identificado velo à posse dos justificantes por volta do ano de mil novecentos e setenta e seis por compra verbal feita a Manuel Francisco do Arneiro e mulher Rosalina Agostinho, casados que foram na comunhão geral, residentes que foram em Bidoeira de Cima, Leiria, compra essa que não lhes foi nem é agora possível titular por escritura pública. Que, deste modo, não têm eles justificantes título formal de aquisição do mencionado bem. Certo é porem, e do conhecimento geral, que o vêm possuindo desde há mais de vinte anos, sem interrupção, ostensivamente e sem oposição de ninguém, na convicção, que sempre tem sido também a das outras pessoas, de serem eles os seus únicos e verdadeiros donos. Na verdade, foram os justificantes e mais ninguém que durante todo este tempo têm desfrutado o dito bem e têm praticado nele os actos normais de conservação e de defesa da propriedade. Que assim, e na falta de melhor título, os justificantes adquiriram o identificado bem por usucapião, que aqui invocam por não lhes ser possível provar a sua aquisição Dolos motos extrajudiciais normais. Que vai conforme o original na parte fotocopiada, não havendo na parte omitida nada que altere, modifique ou restrinja a parte transcrita. Alcobaça, vinte e sete de Setembro de dois mil e doze. O Notário, (Rui Sérgio Heleno Ferreira)

Câmara Municipal AVISO N.º 84/2012 Departamento de Planeamento e Gestão Urbanística ALTERAÇÃO À LICENÇA DE OPERAÇÃO DE LOTEAMENTO ABERTURA DE PROCEDIMENTO DE CONSULTA PÚBLICA PROCESSO DE LOTEAMENTO N.º 13/98 Lino Dias Pereira, Vereador do Pelouro do Ordenamento do Território, Urbanismo e Obras Municipais, no uso da competência delegada (Edital n.º 18/2012) torna público, nos termos da alínea d) do n.º 1, do artigo 70.º do Código do Procedimento Administrativo (C.P.A.), conjugado com o disposto no n.º 5 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro, na redação que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 26/2010, de 30 de março, e do disposto no artigo 77.º do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, alterado, e da deliberação do executivo datada de 07/08/2012, que se submete a discussão pública o pedido de alteração à licença de operação de loteamento, cuja apreciação decorre na Câmara ao abrigo do processo n.º 13/98. A alteração consiste em redefinir as áreas de cedência ao domínio público, diminuindo a área cedida para os espaços verdes, redistribuindo-a na área destinada aos arruamentos, designadamente 23m2, assim como nas parcelas “A” a “H”, que passarão a integrar o domínio privado do município. O período de discussão pública decorre pelo prazo de quinze dias úteis, contados a partir do oitavo dia útil seguinte à data da respetiva publicação em jornal, em diário da republica, e no sítio do Município de Leiria na Internet, podendo no decorrer deste período, os interessados vir a pronunciar-se por escrito sobre a alteração pretendida, mediante requerimento dirigido ao Ex.mo Presidente da Câmara Municipal de Leiria, a remeter ou entregar no Departamento de Planeamento e Gestão Urbanística, deste Município, onde se encontra patente o respetivo processo, para eventual consulta, todos os dias úteis entre as 09:00 horas e as 16:30 horas. E para constar, se lavrou o presente Aviso e outros de igual teor, que vão ser afixados no edifício-sede do Município e da respetiva Freguesia, bem como de anúncio a publicar em dois jornais locais, em diário da república, e no sítio do Município de Leiria na Internet. Município de Leiria, 10 de Setembro de 2012 POR DELEGAÇÃO DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL O VEREADOR, (Lino Dias Pereira)

F. Costa Pereira Médico Especialista Doenças da boca e dentes

Rua João de Deus, 25- 1º Dt. - LEIRIA CONSULTAS COM HORA MARCADA 2ª, 4ª e 5ª: 11h-13h e 15h-19h, 3ª: 10h-13h e 15h-19h, Sábados: 9h30-15h Tel. 244 832406

Dr. Rui Castela Médico Especialista - Doenças dos Olhos Operações - Contactologia

CONSULTAS ÀS TERÇAS E QUINTAS FEIRAS POR MARCAÇÃO Consultório - R. João de Deus, 17-1ºEsq. - Leiria

Telefones: 244 832 288 e 244 870 500

Telemóvel: 917 511 889 Telefone: 244 828 450 Fax: 244 828 580 Rua Machado Santos, n.º 33 2410-128 LEIRIA

Telefones: BARREIROS (sede): 244 840 677 JUNCAL: 244 470 610 Fernando - 919 890 630


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 11.Outubro.2012

Casa de Retiros de São José acolhe Narcóticos Anónimos No primeiro fim-de-semana de Outubro, dias 6 e 7, a Casa de Retiros São José, no Seminário Diocesano de Leiria acolheu a 1ª Convenção da Área Oeste da Região Portuguesa de Narcóticos Anónimos (NA) na Casa de Retiros S. José, no Seminário Diocesano de Leiria. Este evento subordinado ao tema “20 Anos a olharpor nós”, foi pensado com o objectivo de chegar aqueles que mais precisam, o adicto que ainda se encontra a usar. Com este fim estiveram presentes 286 pessoas, sendo 244 adictos em recuperação e as restantes pessoas, 42, visitas de familiares, ami-

gos ou interessados. Foi-nos informado que o adicto há mais tempo em recuperação e presente na convenção tem 22 anos de recuperação e o adicto que menos tempo de recuperação tinha, um dia, este companheiro e outro, dois dias, decidiram tentar deixar de usar drogas e procurar um novo modelo de vida. Esta é uma associação internacional sem fins lucrativos, com base na comunidade, para adictos em recuperação, a funcionar em mais de cento e dezasseis países e recebe membros que aprendem, uns com os outros, a viver livres de drogas e a recuperar dos efeitos da adição nas

suas vidas. Segundo a associação a base de NA é constituída por adictos que se ajudam mutuamente. Os membros reúnem-se regularmente para falar acerca das suas experiências em recuperação e os membros com maior experiência (conhecidos por padrinhos/ madrinhas) trabalham individualmente com os membros mais novos. O núcleo de NA são os Doze Passos. Estes “passos” constituem um conjunto de linhas de orientação que definem uma abordagem prática à recuperação. Seguindo estas linhas de orientação e trabalhando em conjunto com outros

membros, os adictos aprendem a parar de usar drogas e a encarar os desafios do dia-a-dia. NA não é uma organização religiosa e não apoia nenhuma crença em particular. Ensina simples princípios espirituais, tal como a honestidade, mente aberta, fé, boa vontade e humildade, que podem ser aplicados na vida diária. A recuperação em NA não é uma cura milagrosa que acontece num dado período de tempo. É um processo pessoal e contínuo. Os membros tomam a decisão pessoal de aderirem e de recuperarem ao seu próprio ritmo.

No 29º aniversário

Bombeiros da Maceira recebem duas novas viaturas Uma viatura de combate a incêndio florestal e outra viatura de combate a incêndio urbano e industriais foram as prendas que os Bombeiros Voluntários da Maceira receberam no dia 5 de Outubro, altura em que comemoraram o seu 29º aniversário. Este dia de festa ainda ficou marcado pelo juramento de bandeira de 12 novos bombeiros. A viatura de Incêndios

florestais resultou de um reacondicionamento de uma viatura de origem francesa, mas que foi reequipada com material nacional e que representa um investimento de cerca de 30 mil euros por parte da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Maceira, sendo que a aquisição desta viatura foi apoiada pelo sócio benemérito José Silva Febra. A aquisição da viatura

de incêndios Urbanos e industriais ascende a um investimento de cerca de 200 mil euros, com apoio financeiro do Programa Mais Centro/União Europeia, através do POVT. Com a aquisição desta viatura fica concretizado um antigo anseio da Corporação de Bombeiros que ficará dotada de melhores condições técnicas de actuação em cenários de incêndios urbanos e industriais,

cerimónia prosseguiu com a entrega de Pergaminhos Comemorativos aos Funcionários Civis, pelos 25 anos de serviço na Força Aérea, e encerrou com o desfile das Forças em Parada. Ao longo destes anos a Base Aérea Nº 5 tem assumido um papel fundamental no complexo contexto geoestratégico e geopolítico da actualidade e é por isso que estão ali sediadas as Esquadras de

Pêra rocha do Oeste nos gelados de 136 restaurantes A Pêra Rocha do Oeste é o novo sabor que está a integrar a gama de gelados Sundae da McDonald’s. O Sundae Origens com cobertura de Pêra Rocha do Oeste de Denominação de Origem Protegida (DOP), reforça a aposta nos sabores portugueses e na fruta de origem nacional. É desenvolvido em Portugal, em exclusivo para o mercado nacional, e é fornecido pela Frulact - o mais recente parceiro nacional da McDonald’s -em colaboração com a Associação Nacional de Produtores de Pêra Rocha (ANP). A campanha já está a decorrer nos 136 restaurantes nacionais e o novo Sundae com sabor a Pêra Rocha do Oeste pode ser saboreado até final de Dezembro.

Novo website é multi-funcional com um vasto número de equipamentos e valências. Esta viatura está equipada com um tanque para água com capacidade de três mil litros e bombas de serviço de grande débito. Também dispõe de equipamentos para a actuação em cenários que envolvam matérias perigosas, condições de execução de salvamentos em edifícios e estruturas danificadas.

BA5 condecorada com ordem Militar de Cristo prestada homenagem aos mortos, seguido da imposição de condecorações. Destas destaca-se a concessão da Condecoração da Ordem Militar de Cristo à Base Aérea Nº5, por destacados serviços prestados ao país no exercício das funções de soberania ou na administração pública, em geral, e na magistratura e diplomacia, em particular, e que mereçam ser especialmente distinguidos. A

Sabores portugueses é aposta da McDonald’s

Centro Hospitalar Leiria-Pombal

No 53º aniversário O Chefe de EstadoMaior da Força Aérea, General José Pinheiro esteve presente em Monte Real, Leiria, no passado dia 4 de Outubro, para presidir à cerimónia de comemoração do 53º aniversário da Base Aérea Nº 5 (BA5) de Monte Real. A cerimónia iniciou-se com a apresentação das Forças em Parada e após a rendição dos Porta-Estandartes Nacional e da Unidade foi

DR

Convenção “20 Anos a olhar por nós”

Voo que operam o F-16, às quais está atribuída uma importante missão. Para cumprir essa missão em território nacional, bem como para responder às crescentes exigências das missões NATO, a BA5 implementou diversos projectos e processos relacionados com a manutenção e operacionalidade dos caças F-16.

O novo website do Centro Hospitalar Leiria-Pombal “www.chlp.pt” já está online. Pedro Santos de Oliveira, director criativo da Sistema4, empresa que concebeu este website multi-funcional, considera que se trata de “um projecto ambicioso” que demorou cerca de oito meses a desenvolver e a implementar e que envolveu “numa estreita parceria” três entidades: uma equipa multi-disciplinar do Centro Hospitalar, a sistema4comunicação criativa e a Pêndulo Virtual, ambas, empresas de Leiria.

A população com uma palavra a dizer

Câmara da Batalha aposta no orçamento Participativo para 2013 A Câmara municipal da Batalha volta a apostar na elaboração de um orçamento participativo para 2013. O que significa que a população terá algo a dizer na sua elaboração. Para António Lucas, Presidente do Município da Batalha, o orçamento participativo, “assume-se como um modelo de governação que importa consolidar e manter, assumindo-se como uma nova forma de articulação entre o poder público e a sociedade civil que será, de ora em diante, cada vez mais chamada a pronunciar-se sobre as decisões dos organismos públicos”. No entender de António Lucas, “a definição do Orçamento e das Grandes Opções do Plano constitui o mais importante exercício de planeamento de acção do município e, atendendo aos fortes condicionalismos orçamentais com que os municípios se deparam, o alargamento deste exercício aos munícipes é de extrema importância”. A consulta à população do Concelho da Batalha é efectuada através de duas vias: a partir da Internet, no portal do Município (www.cm-batalha.pt) preenchendo o formulário específico ou, ao invés, no Município da Batalha, através do preenchimento presencial do formulário.


8 ECLESIAL

O Mensageiro

11.Outubro.2012

Família há oito séculos

N

o dia 11 de Setembro de 2001, o mundo assistia ao desabamento do maior ícone da supremacia económica norte-americana. A maior potência do planeta é alvejada pelo terror. Um atentado que marcaria a história mundial. Um Boeing 747 da American Airline atingiu o Word Trade Center, conhecido também como Torres Gémeas, um dos maiores símbolos da economia dos Estados Unidos. A colisão destruiu a torre norte entre os andares 93 e 99, e dezassete minutos depois, uma segunda colisão destruiu a torre sul entre os andares 77 e 28, fechando os meios de evacuação de quem estava acima da zona de impacto, matando instantaneamente 700 pessoas. Bastaram apenas escassos minutos para que, o aparentemente indestrutível ficasse reduzido a um montão de escombros. As imagens ainda hoje, passados onze anos, atravessam a nossa mente como um filme, infelizmente um filme real e não de ficção. No dia 11 de Setembro de 2001, o mundo parou e pôde contemplar a tão poderosa e ao mesmo tempo a

tão frágil nação americana. Eis as torres dos homens, a obra das suas mãos, tão imponentes e ao mesmo tempo tão frágeis, com o seu princípio e o seu fim. E, perante tal catástrofe, surge a tão absurda pergunta: Onde estava Deus, no dia 11 de Setembro de 2001? Neste contexto, numa entrevista, a filha de Billy Graham deu uma resposta profunda e sábia: Há muitos anos que temos dito a Deus para não interferir nas nossas escolhas, para sair do nosso governo e das nossas vidas. Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua bênção e a sua protecção se nós exigimos que Ele não se envolva mais connosco? À vista de tantos acontecimentos recentes; ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc... Eu creio que tudo começou desde que alguém se queixou de que era impróprio fazer-se oração nas escolas Americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião. Depois, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas... A Bíblia que ensina que não devemos matar, roubar e

devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos. Alguém sugeriu que deveríamos deixar que as nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem. E nós aceitamos sem ao menos questionar. Se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender: nós colhemos aquilo que semeamos!!! Mas o Senhor da História não perde batalhas. Enquanto em 2001 vidas jovens se sacrificavam simplesmente com o objectivo de espalharem o terror e destruírem vidas e bens humanos, passados onze anos, sob a égide do amor, outras vidas se oferecem não para destruir ou arruinar, mas para construir e edificar para erguer torres e fortalezas, levantar um templo ao Deus Vivo em terras longínquas de Timor-Leste, cujo alicerce e topo é a Eucaristia. Torre que será edificada sobre a rocha inabalável de Pedro. Um claustro no coração da missão. Sim, neste mesmo dia – 11 de Setembro de 2012 – passados onze anos da tragédia de Word Trade Center – não é mera coin-

cidência –, quatro Irmãs do Mosteiro de Santa Clara e do Santíssimo Sacramento de Monte Real, no mais profundo silêncio e discrição, longe das câmaras, dos repórteres e das objectivas, partem sem alforge e sem bordão rumo à terra prometida, onde certamente não corre o leite e o mel, mas onde irradiarão em abundância os benefícios do Pão do Céu para aquele Povo querido, através da adoração Eucarística. Partem para serem em Timor, mais concretamente na Diocese de Maliana, testemunhas vivas do amor de Deus, que está no meio do mundo e ama o Seu Povo. Sobre este projecto que é de Deus, da Igreja, de toda a Família Franciscana e de toda a humanidade, alguém escreveu: Vivemos depressa, fazendo e desfazendo «redes sociais» na internet, cruzando os céus até aos pontos mais distantes da Terra, só para podermos dizer «estivemos lá». Tudo demasiado rápido, sem deixar marcas duradouras - mas isso não interessa, pois estamos sempre a correr para o dia seguinte, para a viagem seguinte, para a diversão seguinte,

O DOM DA FÉ

Vaticano II. Entre outros modos, também nos nossos dias, é através dos seus fiéis e da comunidade cristã que Deus se faz próximo de cada homem. Não admira por isso que Jesus tenha dito aos seus discípulos: “Quem vos ouve é a mim que ouve, e quem vos rejeita é a mim que rejeita; mas, quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10,16). Os sinais, ações e palavras dos cristãos e das suas comunidades contribuem para que outros recebem a graça da fé. Foi o que aconteceu no caso que vou contar. Pedro Ruiz vive numa cidade dos arredores de Madrid. As circunstâncias da vida levaram-no a perder tudo, casa, emprego e família, a dormir no seu carro e a não crer em nada nem

esperar nada de ninguém. Passava os dias deambulando pelas ruas, sem sentido nem qualquer perspetiva para a sua vida. “Era tão pouca coisa que as pessoas já não me olhavam, eu já não existia”, confessa. Um dia, porém, passando diante de uma igreja, viu um cartaz em que se anunciava que o Santíssimo Sacramento estava exposto. Lembrou-se então do seu passado de “adorador noturno”, uma prática de oração bastante difundida em Espanha. Decidiu entrar. Um homem, Pepe, veio ao seu encontro. Pedro ficou surpreendido por alguém lhe falar, perguntar onde vivia e interessar-se por ele. Marcaram encontro para o dia seguinte e Pedro pode tomar banho, barbear-se e receber alimento

no serviço sócio-caritativo da paróquia. E disseramlhe que podia procurar esta ajuda às quartas-feiras e aos sábados. As pessoas da comunidade paroquial começaram a aproximar-se dele e a ter para com ele gestos de afeto e de amor, sem lhe fazerem perguntas. “Como pode haver gente como esta que se interessa por mim!” – admirava-se. Começou ele mesmo a perguntar-se e a pensar: “Porquê estas pessoas me tratam tão bem, se nunca me tinham visto? Quem viam em mim, se eu era tão insignificante?! Não era nada nem ninguém. Quem os fazia agir deste modo? Será verdade que Deus existe e que através destas pessoas me estende a mão? Eu não tinha nada que lhes dar, por isso, não

Pe Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

Comunidade faz renascer a fé http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

D

eus fala aos homens por obras e palavras, como ensina o Concílio

DR

A torre de Deus

para o telefonema seguinte, para... não sabemos para onde nem queremos saber. Precisamos de mais do que isso, como humanos e como cristãos. Precisamos de voltar a casa, não só à casa que Construímos para ser o nosso lar, mas Sobretudo Àquele que é a nossa verdadeira casa, porque é o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro – Deus. Precisamos de voltar a sentir o gosto de construir para Ele, por Ele. Talvez já não seja o tempo de Lhe erguer grandes catedrais que ficam pelos séculos - mas é, sem dúvida, o tempo de construir casas onde possamos encontráLo encontrando quem nos fale d’Ele. Hoje, temos quem nos fale de quase tudo, a qualquer hora, em qualquer lugar. Mas começam a ser raros os lugares onde

podemos encontrar quem nos fale de Deus, com a vida e com a palavra - devagar, doando-se todos os dias, adorando, acolhendo, servindo. E o mundo de hoje precisa de quem lhe fale de Deus assim, para não se transformar num deserto. Construir o Mosteiro de Santa Clara e do Santíssimo Sacramento em Timor-Leste não é um sonho - ou melhor, é um sonho capaz de fazer brotar uma nascente no deserto, para que no nosso mundo alguém continue a falar de Deus aos homens e dos homens a Deus.

era o interesse material que os movia. Tinha que ser algo mais profundo e espiritual.” Entretanto, com a ajuda dos assistentes sociais a sua vida foi tomando uma nova direção. Começaram também a convidá-lo para as reuniões da paróquia, excursões, encontros, escola de cristianismo... E, nesta mudança de vida, ele próprio, começou a pensar que não podia somente receber ajuda e afeto. A participação diária na missa e a comunhão com Cristo começaram a transformá-lo também por dentro. Decidiu pôr-se a ajudar também os outros, empenhando-se na paróquia que o acolheu e lhe ofereceu um novo sentido para a vida. No seu testemunho, Pedro Ruiz agradece às

pessoas da comunidade paroquial por “me ter conduzido a reintegrar-me na sociedade, tirando-me das sombras da desilusão, da desesperança e da vida vazia que levava. Obrigado, amigos, por terem sido artífices da minha ressurreição”. E deixa uma dica para quem queira compreender e ajudar os sem abrigo: “Os excluídos sociais valorizam muito mais um gesto de afeto do que uma ajuda de alimentos ou dinheiro”. Isto mesmo é confirmado no cartaz segurado por um sem abrigo na rua: “O teu sorriso far-me-á mais feliz do que o teu dinheiro”.

Irmãs Clarissas de Monte Real


DIOCESE 9

O Mensageiro 11.Outubro.2012

Novas visitas ao património religioso da diocese

“Fé e a arte, um diálogo de séculos”

De Outubro de 2012 a Março de 2013

Próxima visita pastoral será na Vigararia de Leiria D. António Marto terminou a sua última Visita Pastoral na vigararia de Porto de Mós em Abril de 2012. Agora, segue-se a visita pela vigararia de Leiria, entre Outubro deste ano e Março de 2013. O calendário das visitas será o seguinte: 18 a 21 de Outubro Cruz da Areia, 24 a 28 de Outubro Azoia, 8 a 11 de Novembro Parceiros, 16 a 18 de Novembro S. Romão e Guimarota, 28 de Novembro a 2 de Dezembro Barosa, 10 a 13 de Janeiro Cortes, 30 de Janeiro a 3 de Fevereiro Pousos, 7 a 10 e 14 a 17 de Fevereiro Marrazes, 1 a 3 e 7 a 10 de Março Leiria.

“Para mim viver é Cristo”

Fundação Maria Mãe da Esperança promove retiro

DR

com encontro na igreja paroquial de Colmeias, seguindo-se, depois, as visitas às igrejas paroquiais de Vermoil e Carnide, com o objectivo de conhecer a obra artística (em vitral, azulejo, cerâmica, pedra, madeira…) de Mons. Nunes Pereira, na diocese de Leiria-Fátima. À semelhança do ano passado, também este ano, havendo um número mínimo de interessados, teremos um autocarro disponível, mediante pagamento e marcação prévia, através do e-mail coelhomartins@iol.pt ou do telemóvel 962 540 255. O ponto de partida será no Seminário de Leiria, às 14h15. Quem for em transporte próprio deverá estar na Igreja paroquial de Colmeias às 14h45.

Com a temática “Para mim viver é Cristo”, uma “comovente” expressão do Apóstolo Paulo, a Fundação Maria Mãe da Esperança, da diocese de Leiria-Fátima, vai promover mais um retiro, nos próximos dias 18 a 21 de Outubro. “Nesta hora, em que o Papa nos oferece um ano para crescermos na fé e, consequentemente, no amor de Cristo, nada mais estimulante à nossa alma do que nos debruçarmos sobre a vivência da fé em S. Paulo e, a partir do seu exemplo, crescermos na compreensão do AMOR”, refere uma nota sobrwe a organização do retiro. Os interessados podem inscrever-se pelos telefones 919663411, 936268302 ou 969310272.

Departamento do Património Cultural P. Manuel Armindo Pereira Janeiro (director) DR

O Departamento do Património Cultural, tendo em conta o bom acolhimento e elevada participação na iniciativa “Fé e a arte, um diálogo de séculos”, decidiu dar-lhe continuidade, não só para visitar património edificado de altíssimo valor (Mosteiro da Batalha) como também para dar a conhecer algumas da melhores obras de arquitectura, pintura, escultura, vitral e cerâmica, dos últimos cinquenta anos, existentes na área geográfica da nossa Diocese. Deste modo associam-se ao Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, e que, nas palavras de D. António Marto, na Nota Pastoral: O tesouro da Fé, dom para todos, foi “acolhido com grande alegria e plena disponibilidade”. Ao longo do ano pastoral são organizadas sete visitas guiadas que têm inicio às 14h45 e terminam por volta das 18h00. A primeira visita será no dia 20 de Outubro, Sábado,

Breves

Associação Mãos Unidas Padre Damião promove

Marcha solidária contra a pobreza

“A vocação do Homem é a relação, é o amor”

De Fátima, uma reflexão sobre o matrimónio Em fim-de-semana alargado pelo feriado nacional de 5 de Outubro, foram muitos os grupos de peregrinos e as famílias portuguesas a rumar a Fátima, que assim se juntaram aos grupos estrangeiros em peregrinação. Em maior número, estiveram na Cova da Iria os peregrinos da Família Franciscana portuguesa. A liturgia do dia realça hoje a dignidade do matrimónio. Neste sentido, na eucaristia celebrada às 11h00 no Recinto de Oração, rezou-se em Fátima, pela voz do reitor do Santuário, “por todas as famílias cristãs para que, fiéis ao projecto de Deus que nos criou para o amor, saibam testemunhar esse amor de Deus para com todos os homens e mulheres”. Rezou-se também “por todos esses projectos

de amor e de vida familiar que fracassaram, para que o Senhor seja o suporte e o auxílio de todos aqueles que se vêm envolvidos em tais dramas”. No momento da homilia, a reflexão do padre Carlos Cabecinhas destacou a importância do sacramento do matrimónio: “A plena realização do ser humano só acontece na relação. O Homem que vive fechado em si próprio, no seu egoísmo e auto-suficiência, que se fecha ao amor e à partilha, é um homem profundamente infeliz, que nunca conhecerá a felicidade plena, porque a vocação do Homem é a relação, é o amor”. À luz da Mensagem de Fátima, da interpelação deixada por Nossa Senhora “Quereis oferecer-vos a Deus?”, a realidade matri-

monial, referiu o sacerdote, “é a concretização da entrega de si, da oferta se si aos outros, antes de mais ao cônjuge e aos filhos. (…) Amar a Deus na vida matrimonial significa amar a Deus na esposa, ou no esposo, e nos filhos”. Como Igreja Doméstica, a família, recordou o padre Carlos Cabecinhas, “tornase, por isso, a primeira escola de vida cristã, ao mesmo tempo que é uma escola de enriquecimento humano”. Qual a resposta a dar aos casos de matrimónios fracassados? Para o reitor “a separação será sempre o fracasso do amor e, por isso, não está prevista no projeto ideal de Deus”, isto porque “Deus não concebe um amor que não seja total e duradouro”.

“Apesar de tudo, o realismo obriga-nos a reconhecer que a nossa vida, a vida do Homem e da Mulher, é sempre marcada pela fragilidade, pela debilidade, tão próprias à nossa humana condição”, daí que, reconhecendo esses fracassos e falhas, compete à comunidade cristã agir com compreensão: “acolher e ajudar aqueles a quem as circunstâncias de vida impediram de viver o tal projeto ideal de Deus”. “Não se trata de renunciar ao ideal, ou sequer de o desvalorizar, trata-se de sermos todos nós testemunhas da bondade e da misericórdia que Deus usa para com todos”, sublinha contudo o padre Carlos Cabecinhas.

LeopolDina Simões

No próximo dia 17 de Outubro celebra-se o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza e a Associação Mãos Unidas Padre Damião, uma IPSS e uma ONG, leva a efeito, nas várias cidades do país onde tem implantado um núcleo regional, uma marcha solidária contra a pobreza, com início às 15h30. Também Leiria será palco de marcha idêntica, partindo do Largo da Sé e terminando no Largo da República, onde haverá um momento musical. O cortejo passará pela Rua da Vitória, Largo Luís de Camões (Banco de Portugal), Praça Goa, Damão e Diu (C. G. Depósitos) e R. Combatentes G. Guerra. Balões e t-shirts alusivos à efeméride estarão à disposição dos participantes, por um preço módico. A receita reverterá a favor dos pobres que esta associação apoia. Todos os leirienses são convidados a participar nesta marcha de solidariedade pelos que vivem com mais dificuldades, infelizmente em número cada vez maior.

MASE promove o encontro

Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja Para assinalar o Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja, 18 de Outubro, o Museu de Arte Sacra e Etnologia (MASE), dos Missionários da Consolata em Fátima, irá oferecer aos seus visitantes várias promoções, como descontos nas publicações dedicadas ao património da Igreja, ofertas de postais, entre outras surpresas. Além disso, na compra de um bilhete de ingresso, é oferecido outro.


10 ECLESIAL Leituras | XXVIII Domingo do Tempo Comum (14/10/2012) Antífona de Entrada: Salmo 129, 3-4 Se tiverdes em conta as nossas faltas, Senhor, quem poderá salvar-te? Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel. Leitura I: Sab 7, 7-11 Salmo Responsorial: Salmo 89 (90), 12-13.14-15.16-17 (R. 14) Refrão: Saciai-nos Senhor, com a vossa bondade. Repete-se. Leitura II: Hebr , 4, 12-13 Aclamação ao Evangelho: Aleluia Mt 5, 3 Refrão: Aleluia. Repete-se. Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Refrão. Evangelho: Mc 10, 2-12 Naquele tempo, ia Jesus pôr-Se a caminho, quando um homem se aproximou correndo, ajoelhou diante d’Ele e perguntou-Lhe: «Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?». Jesus respondeu: «Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus. Tu sabes os mandamentos: ‘Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe’». O homem disse a Jesus: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude». Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me». Ouvindo estas palavras, anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso, porque era muito rico. Então Jesus, olhando à sua volta, disse aos discípulos: «Como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!». Os discípulos ficaram admirados com estas palavras. Mas Jesus afirmou-lhes de novo: «Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus». Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode então salvar-se?». Fitando neles os olhos, Jesus respondeu: «Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível». Palavra da salvação.

O Mensageiro

11.Outubro.2012

JANELA SOBRE A MISSÃO

Pe. Vitor Mira

vitormira67@gmail.com

De visita ao Longundo (continuação)

A

viagem prosseguia agora por entre duas enormes cordilheiras montanhosas que se esbatiam lá ao fundo e por entre as quais haveríamos de “furar” para chegar ao Longundo. Entre as montanhas, o espaço em que seguíamos era de savana, num ou noutro sítio com uma vegetação um pouco mais densa. São

AO SABOR DA PALAVRA

Cânticos | XXIX Domingo do Tempo Comum (21/10/2012) INÍCIO Fiz de ti a luz das nações - Lau 403 Vamos confiantes - Lau 843 SALMO RESPONSORIAL Esperamos Senhor na Vossa misericórdia - Lau 345 APRESENTAÇÃO DOS DONS Escuta Israel - Lau 342 COMUNHÃO Beberam o cálice do Senhor - Lau 172 O meu alimento/O filho do Homem - Lau 562 PÓS-COMUNHÃO Eu vim para que tenhas vida - Lau 382 FINAL Dá-nos um coração - Lau 259 Ide por todo o mundo - Lau 433

leia, assine, divulgue, anuncie!

O MENSAGEIRO

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

28º Domingo do Tempo Comum 14 de Outubro de 2012

Saber escolher

T

odos os dia fazemos opções, a todo o momento temos de escolher: a roupa que vestimos, o que comemos, que música ouvimos, que livro lemos, que programas vemos na TV. Este é o maior dom que Deus nos deu quando nos criou. Mas esta dádiva em vez de facilitar a nossa vida acabou por a complicar, pois sabemos como tantas vezes é difícil este processo,

bem visíveis os sinais do ano extremamente seco que se tem vivido nestas áreas, com o aspeto ainda mais desolador em vastas áreas atingidas pelas queimadas. O trilho era agora tremendamente estreito, sinuoso e acidentado. Havia zonas de contínuo sobe e desce, numa autêntica montanha russa. Os nossos motoqueiros com frequência tinham que pôr os pé no chão para recuperar o equilíbrio, uma vez ou outra para ajudar na subida. Num ou noutro local os “penduras” tinham mesmo que descer e passar a pé, tal era o grau de dificuldade. A noite caía com o seu véu de escuridão e as motorizadas lá iam emitindo o seu “roncar” umas vezes mais apertado, outras mais folgado. Num local de passagem estreita a mota do Pedro (onde eu seguia), bateu com um estribo numa pedra, deu uma guinada para um lado, depois, na busca do equilíbrio, outra

guinada em sentido oposto, as nossas pernas no ar a tentar contrapor aquele desequilíbrio, o chão duro e pedregoso ali tão perto e, finalmente, o motoqueiro a conseguir resolver o caso e eu a dar um suspiro gritado pela aflição superada. Depois, intimamente, a gratidão a Deus por não termos caído. Uma queda com ferimentos naquelas paragens seria uma situação bem complicada. Já noite dentro, com as lâmpadas das motorizadas a iluminarem o caminho, co-

meçámos a escutar o canto que cada vez se sentia mais nítido. Ao escutar as vozes os motoqueiros abrandaram a marcha e o Pedro ligou os quatro piscas, qual missão de soberania. Estávamos no Longundo, a ser recebidos em festa por um pequeno grupo de pessoas que veio ao nosso encontro à entrada da aldeia. Graças a Deus e à perícia dos nossos motoqueiros, tínhamos chegado ao nosso destino, 35 km e duas horas e meia depois da nossa partida da Donga.

e tantas vezes nos arrependemos das escolhas que fazemos: sair sem chapéu quando o tempo está incerto e apanharmos com uma chuvada no corpo, ou levar guarda-chuva e fazer um sol radioso. No entanto nós não trocávamos este dom por nada deste mundo. Era esta a tragédia do Rei Midas: tudo o que tocava transformava-se em ouro, não podia escolher. Por outro lado não podemos ser indecisos a ponto de ficar bloqueados e não decidir nada com medo de errar. Temos de arriscar: “Quem não arrisca não petisca”. É sobre este assunto que nos fala a liturgia deste domingo: o autor do Livro da Sabedoria (segundo a tradição é Salomão) pede a Deus a sabedoria, a capacidade de discernimento e de escolha, e alegra-se porque Deus desceu sobre ele, iluminando-o. Mas a sabedoria é mais do que a capacidade de escolha, é a habilidade de distinguir o melhor e agir segundo essa distinção. E qual é a luz que nos ajuda a distinguir o que está á nossa frente? É a palavra

de Deus, que é viva e realizadora, como diz o autor da carta aos Hebreus, os descendentes de Salomão, de David, dos patriarcas, daqueles que sempre escutaram e seguiram a Palavra deste Deus que acompanha sempre o homem no seu caminho. A sabedoria divina, que nos é dada pelo Espírito Santo impele-nos a caminharmos, a agirmos, a ultrapassar as nossas limitações e as nossas fraquezas, inspirando-nos a viver a nossa fé de uma maneira consciente e mais profunda. Esta sabedoria leva-nos a não nos contentarmos com a mediania, porque todos sabemos como esta mediania é cinzenta, leva à estagnação e ao fim da exigência. Em suma da própria vida, da verdadeira vida. É por isso que Jesus desafia aquela pessoa muito rica a escolher trocar a sua fortuna por uma riqueza maior e mais satisfatória: o amor, que enche plenamente o nosso coração e que nunca pára de jorrar, sendo partilhado; ao contrário do que fez Salomão, preferiu ficar agarrado às

suas coisinhas. Seguir o “caminho do Reino” não é aceitar viver infeliz e sacrificado nesta terra, com a esperança de uma recompensa no mundo que há-de vir; mas é, livre e conscientemente, escolher um caminho de vida plena, de realização, de alegria, de felicidade. O cristão não é um pobre coitado condenado a passar ao lado da vida e da felicidade; mas é uma pessoa que renunciou a certas propostas falíveis e parciais de felicidade, pois sabe que a vida plena está em viver de acordo com os valores eternos propostos por Jesus. Como aquela águia que nasceu e cresceu entre as galinhas e nunca soube o que era a felicidade de voar, de poder elevar-se acima da sua pequenez, apesar de ver as outras águias como ela, a voarem lá bem no alto. Vamos nós também voar acima do comum, elevados pela sabedoria de Deus, libertos das amarras que nos prendem aos convencionalismos da nossa sociedade.


PORTUGAL 11

O Mensageiro 11.Outubro.2012

“A formação humana e cristã”

Corpo Nacional de Escutas em formação De 5 a 7 de Outubro decorreu na Casa de Retiros São José, no Seminário Diocesano de Leiria, o Curso Complementar de Formação para os dirigentes do Corpo Nacional de escutas que pretendam ser formadores dentro da associação. Estiveram presentes 15 formandos sendo avaliados nas seguintes unidades de formação: A missão do Formador, A dimensão espiritual na Formação, a Formação no escutismo, a Formação no CNE e suas políticas, as Normas para a Formação de Dirigentes, a Mística e Simbologia na Formação e o P.I.F. Estas unidades de Formação foram orientadas por Inês Martins, Lurdes

Gameiro, Mizé, Olga Cunha, Paulo Peres, Paulo Valdez e Ricardo Matos. O CNE é uma associação de juventude sem fins lucrativos, não-política e não-governamental, destinada à formação integral de jovens, com base no método criado por Baden Powell e no voluntariado dos seus membros.

Esta instituição está implementada em cerca de 1.100 agrupamentos locais em todos os concelhos do território continental e regiões autónomas dos Açores e da Madeira, dispondo de uma rede de animação e coordenação territorial apoiada em meia centena de estruturas de núcleo e regionais, tendo como

executivo nacional a Junta Central, que assegura a gestão e a implementação das políticas gerais e sectoriais do CNE. É um movimento da Igreja Católica e assim, está ciente das responsabilidades que lhe advêm desse facto, bem como daquelas que a Hierarquia e o restante Povo de Deus têm para com a Associação. A Animação da Fé, característica do Escutismo do CNE, é feita naturalmente através do jogo escutista, vivido à luz de Jesus e do Evangelho, procurando contribuir para a formação humana e cristã dos seus associados, pelo testemunho da vida em comunhão eclesial. Ana Vala

Universidade Católica

Nova reitora toma posse A nova reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Maria da Glória Garcia, vai tomar posse no próximo dia 18, numa cerimónia marcada para Lisboa, a partir das 16h30, anunciou a instituição académica em comunicado. Na mesma ocasião vão tomar posse os novos vicereitores, Isabel Capeloa Gil e o padre José Tolentino Mendonça, para além de Mário António de Sousa Aroso de Almeida, como pró-reitor, e Maria Helena Brissos de Almeida, como administradora. A jurista Maria da Glória Garcia, de 58 anos, foi escolhida para

o cargo de reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP), em Julho deste ano, e o nome da professora catedrática da Faculdade de Direito, antiga vicereitora, foi apresentado à Congregação para a Educação Católica (Santa Sé), para nomeação. Maria da Glória Garcia, natural de Coimbra, sucede assim a Manuel Braga da Cruz, que terminou o seu terceiro mandato de 4 anos como reitor da UCP. A escolha foi feita pelo magno chanceler da Universidade Católica, D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, após ter ouvido o Conselho

Superior da instituição académica e a Conferência Episcopal Portuguesa. Maria da Glória Ferreira Pinto Dias Garcia, nascida em 6 de Novembro de 1953, licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e prestou provas de mestrado e de doutoramento na Faculdade de Direito da UCP. A jurista, agraciada com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique em 1995, é fundadora da Societas Iuris Publici Europaei (SIPE), constituída em Frankfurt, em 2004; é ainda académica correspondente da Academia das Ciências

de Lisboa e da Academia Internacional da Cultura Portuguesa. Em 2009, foi a candidata apoiada pelo PSD para o cargo de provedor de Justiça, que viria a ser ocupado por Alfredo José de Sousa. O reitor da UCP tem a responsabilidade da gestão académica e administrativa da Universidade, com sede em Lisboa e outros pólos regionais nas Beiras, Braga e Porto; os vice-reitores são nomeados pelo magno chanceler sob proposta do reitor.

Presidente da Cáritas

Pessoas estão acima do défice O presidente da Cáritas Portuguesa admitiu que o défice do Estado tem de ser resolvido para que Portugal tenha credibilidade internacional, mas sustentou que acima deste “há um desígnio maior”, que são as pessoas. Antecipando o próximo Orçamento de Estado, que vai ser conhecido no dia 15 deste mês, Eugénio da Fonseca referiu à ECCLESIA que “são as pessoas que formam as nações” e que “não se pode desmobilizar o capital humano para ressuscitar o capital financeiro”. Em relação às últimas medidas de austeridade anunciadas pelo ministro das finanças, Vítor Gaspar, o presidente da Cáritas sublinhou que estas foram recebidas “com muita apreensão” e revelou que os responsáveis das organizações diocesanas estão a “ficar bastante esmagados pelo sofrimento das pessoas que cada vez mais” procuram ajuda. O anúncio do aumento de impostos “representa diminuição de rendimentos” e as reduções de prestações sociais e da despesa na área da educação “compromete o futuro”, lamentou Eugénio da Fonseca, falando à margem do conselho permanente da Cáritas Portuguesa, este sábado, em Fátima. O responsável declarou que Portugal necessita de resolver o problema do défice para poder “trilhar os caminhos do progresso”, mas também precisa de ter “pessoas qualificadas”. Para o presidente da organização católica de solidariedade e acção humanitária é fundamental “alargar o prazo de pagamento da dívida”, porque as metas definidas pela troika “são muito exigentes” para um país que já tinha “debilidades muito grandes em termos económicos”. A tensão que se vive “não ajuda à recuperação do país”, disse Eugénio da Fonseca, antes de acrescentar: “Deve evitar-se o fervilhar de tensões, porque só na harmonia e unidade se supera as dificuldades”. Uma das soluções apresentadas pelo responsável da Cáritas, que ajudariam Portugal a superar estes momentos difíceis, passaria por um “pacto de regime” em que os “partidos deveriam esquecer a luta pelo poder”. Eugénio da Fonseca reconhece que a solidariedade dos portugueses tem sido “inexcedível”, mas refere também que o povo “não pode dar mais do que aquilo que tem dado”. Para ajudar aqueles que mais necessitam e de forma imediata, o próximo orçamento de Estado deve destinar “uma verba significativa” para a área da ação social, aponta o responsável do organismo da Igreja Católica.

“Com Maria, peregrina na fé e no amor”

Legião de Maria peregrina a Fátima A associação de leigos Legião de Maria está a organizar uma Peregrinação Nacional a Fátima com o tema “Com Maria, peregrina na fé e no amor”, a realizar nos dias 27 e 28 de Outubro. O programa do dia 27

será o seguinte, às 10h00: Via-sacra aos Valinhos; 14h00: Encontro no Centro Paulo VI. Neste encontro faz parte a oração, terço, cânticos, testemunhos. O tema de formação será orientado pelo Bispo D. Nuno Brás, haverá uma representação

cénica pelos jovens de V. Nova de Famalicão e Braga, e o encerramento com as orações finais e o Hino Legionário. 18h00: Missa na Igreja da Santíssima Trindade; 21h30: Terço na Capelinha e Procissão de Velas; 23h00 às 7h00:

Vigília Mariana na Basílica do Rosário. No dia 29, às 8h30: Viasacra no recinto; 10h00: Terço do Rosário e Procissão para o altar do recinto; 11h00: Santa Missa e Adeus à Virgem.

MISSAS DOMINICAIS

Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação


12 MUNDO

DR

Papa concede “indulgência plenária” Bento XVI vai conceder “indulgência plenária” aos fiéis durante o Ano da Fé, a qual é válida a partir da data de abertura, 11 de Outubro de 2012, até a data de encerramento, 24 de Novembro de 2013. O decreto, assinado pelo cardeal português D. Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor da Santa Sé, foi publicado pela Sala de Imprensa do Vaticano. O Ano da Fé tem início no dia da celebração do 50º aniversário do Concílio Vaticano II e o Papa decretou um ano especialmente dedicado à profissão da verdadeira fé e à sua correcta interpretação, através da leitura, ou da meditação piedosa dos Actos do Concílio e dos artigos do Catecismo da Igreja Católica. O decreto apresenta que “todos os fiéis verdadeiramente arrependidos, devidamente confessados, em comunhão sacramental, que rezarem pelas intenções do Sumo Pontífice”. Acrescenta ainda que poderão receber indulgência plenária os que participarem em “pelo menos três momentos de pregação durante as Santas Missões, ou de pelo menos três palestras sobre os actos do concílio Vaticano II”, os que “visitarem, na forma de peregrinação, qualquer basílica papal, uma catacumba cristã, uma catedral, um lugar sagrado designado pelo ordinário local para o Ano da Fé”.

“A fé e o papel público da religião” em debate

Presidentes reuniram-se em Assis

O presidente da Itália e o responsável máximo do Conselho Pontifício da Cultura (CPC), organismo da Santa Sé, reuniram-se na cidade transalpina de Assis para um debate sobre a fé e o papel público da religião. A conversa entre os dois responsáveis foi o encontro principal da mais recente sessão do “Átrio dos Gentios”, estrutura criada pelo CPC para o diálogo entre crentes e não crentes, que teve lugar na cidade natal de São Francisco. Na introdução ao debate, o director do jornal italiano “Corriere della Será”, Ferruccio de Bortoli, disse que “o Átrio dos Gentios é o lugar do diálogo, da tolerância, mas sobretudo da escuta”. O “Átrio dos gentios” já passou por várias cidades europeias depois da sua sessão inaugural em Paris, em Março de 2011, e vai estar em Guimarães e Braga de 16 a 17 de Novembro. O ensaísta Eduardo Lourenço, o neurocirurgião João Lobo Antunes e o cardeal Gianfranco Ravasi vão inaugurar a sessão portuguesa que se associa às capitais europeias da cultura e da juventude no ano de 2012. “Identidade e sentido da vida de um povo” é a temática escolhida por Eduardo Lourenço, a que se segue o debate sobre “o valor e o sentido da vida de cada ser humano”, com D. Gianfranco Ravasi e João Lobo Antunes. A sessão minhota do ‘Átrio dos Gentios’ vai ter como tema central ‘O Valor da Vida’ e é organizada pelo Instituto de História e Arte Cristãs da Arquidiocese de Braga, em articulação com o CPC.

Inauguração do Sínodo dos Bispos

Católicos são desafiados ao encontro com pessoas diferentes No passado dia 7 de Outubro Bento XVI inaugurou a 13ª assembleia-geral ordinária do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, durante uma celebração em que deixou apelos ao diálogo entre católicos, quem se afastou da Igreja e descrentes, num “mundo descristianizado”. O Papa falava na homilia da missa a que preside na Praça de São Pedro, Vaticano, que centrou no tema sinodal, a “nova evangelização”, uma acção “destinada principalmente às pessoas que, embora baptizadas, se distanciaram da Igreja e vivem sem levar em conta prática cristã”. O Sínodo, precisou Bento XVI, visa “ajudar essas pessoas a terem um novo encontro com o Se-

nhor, o único que dá sentido profundo e paz para a existência” e “favorecer a redescoberta da fé, a fonte de graça que traz alegria e esperança na vida pessoal, familiar e social”. Neste contexto, os católicos foram desafiados ao encontro com as pessoas, “indiferentes ou mesmo hostis”, para lhes anunciar “a beleza do Evangelho e da comunhão em Cristo”. O Papa disse ainda que esta perspectiva se vai reforçar pela coincidência entre a abertura da assembleia sinodal e o início do Ano da Fé, que terá lugar hoje, quinta-feira, assinalando o 50.º aniversário da abertura do II Concílio do Vaticano (1962-1965). “A evangelização, em

todo tempo e lugar, teve sempre como ponto central e último Jesus, o Cristo, o Filho de Deus, e o Crucificado é por excelência o sinal distintivo de quem anuncia o Evangelho: sinal de amor e de paz, apelo à conversão e à reconciliação”, observou. O Papa admitiu que o “pecado, pessoal e comunitário” de muitos cristãos se apresenta como “grande obstáculo para a evangelização”, falando também numa “clara correspondência entre a crise da fé e a crise do matrimónio”. “A união do homem e da mulher, o ser ‘uma só carne’ na caridade, no amor fecundo e indissolúvel, é um sinal que fala de Deus com força, com uma

eloquência que hoje se torna ainda maior porque, infelizmente, por diversas razões, o matrimónio está a passar por uma profunda crise, precisamente nas regiões de antiga tradição cristã”, precisou. Este Sínodo dos Bispos, que se vai prolongar até ao próximo dia 28, é dedicado ao tema “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, contando com a maior presença de participantes na história destes eventos: 262 cardeais, arcebispos e bispos, a que se juntam peritos e outros convidados, incluindo representantes de outras 15 Igrejas cristãs.

São João de Ávila e Hildegarda de Bingen

Bento XVI proclama novos “doutores da Igreja” No passado dia 7 de Outubro Bento XVI proclamou dois novos doutores da Igreja Católica, São João de Ávila, e Hildegarda de Bingen. São João de Ávila, o religioso espanhol, que foi canonizado a 31 de Maio 1970 por Paulo VI, apoiou Santa Teresa de Ávila na

reforma da Ordem Carmelita e o português São João de Deus na fundação de casas de apoio aos desfavorecidos. Hildegarda de Bingen, a monja beneditina nascida em 1098 e falecida em 1179 no actual território germânico foi oficialmente canonizada pelo actual

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Ano da Fé

11.Outubro.2012

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Breves

O Mensageiro

Papa no último dia 10 de Maio, que estendeu a toda a Igreja Católica o seu culto litúrgico. O reconhecimento, doutora da igreja, tornaa quarta mulher a receber essa distinção. O Papa sublinhou que São João de Ávila “participou e trabalhou na renovação cultural e religiosa da Igreja e na configuração da sociedade na transição para a modernidade”. Hildegarda, disse o Papa, “assumiu o carisma

beneditino no meio da cultura medieval, foi uma autêntica professora da teologia e estudou aprofundadamente a ciência natural e a música”. A monja e fundadora de dois mosteiros escreveu livros de mística e teologia, textos de medicina e análises de fenómenos naturais. O título de doutor da Igreja é atribuído a fiéis que se tenham distinguido pela santidade de vida, ortodoxia doutrinal e sabedoria.


OPINIÃO 13

O Mensageiro

Joaquim Santos Jornalista

É tempo de repensar a comunicação social regional e local

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esde os anos 80 que colaboro com o jornalismo regional/local de Leiria, isto nas mais diversas tarefas. Da era do chumbo no semanário Região de Leiria à participação activa da introdução desse título no mundo da informática, de forma faseada, de quase tudo fiz, aprendendo e apreendendo imenso. Na verdade, se tive uma escola verdadeira do que é trabalhar num jornal com profissionalismo e rigor, devo esse feito ao semanário Região de Leiria , publicação que continua a ser uma referência nacional no jornalismo regional, embora com dificuldades actuais destes tempos de crise conturbada que nos entra a todos pela porta da casa, sem pedir qualquer licença. Em Leiria, desde 1999, ano que fundei um mensário em Colmeias, vi tanta alma com ideias que difundiam como superiores, originais, melhores que os outros, muitas vezes dinamizando projectos de comunicação social de forma irresponsável e utópica. Costumo dizer que está tudo inventado, apenas temos de melhorar, evoluir. Fundar um qualquer projecto de comunicação social, de papel, electrónico, rádio ou televisão, implica muito estudo do género de órgão que se quer criar, é forçoso conhecer o público-alvo, analisar os custos das publicações, o tempo necessário para conseguir

a sua implantação, também saber que se andará provavelmente alguns anos a correr contra o prejuízo. Só depois se consegue ver a luz ao fundo do túnel. Nos últimos 13 anos, período que dinamizo esse projecto de Colmeias, vi um Notícias de Leiria que entrou a arrasar com tudo e todos e fechou ao fim de poucos anos de edições. Outros títulos surgiram na cidade ou em aldeias do concelho, alguns dos quais só vieram a colocar no prelo 3-4 números. Até um jornal desportivo se publicou em Leiria que só se viu uns meros três números, embora lançado com pompa e circunstância, fazendo transparecer que os seus elementos eram os heróis e sabedores de tudo do jornalismo regional. Na Marinha Grande, uma revista Expressões foi igualmente lançada como suporte de comunicação que se queria distinguir pela qualidade do seu papel e pelo jornalismo produzido, mas revelouse em mais um produto dinamizado por jovens inexperientes no que concerne à gestão de uma publicação. O resultado foi esclarecedor: igualmente o fim do título no formato a que se propôs. Neste rol de aberturas e encerramentos de jornais, não esqueço também o caso de um jornal de Meirinhas, feito por jovens daquela freguesia de Pombal, que um dia me solicitaram para pedir ajuda e esclarecimentos para iniciarem o projecto. Depois de o lançarem, dinamizaram um periódico que se veio a afirmar como mais um caso triste da comunicação social regional. Quiseram apanhar tudo e todos, alargando de forma precipitada o seu raio de acção para as freguesias vizinhas. O resultado? Encerramento do título. Na verdade, tanto no jornalismo regional como no nacional, sucederam-se imensos casos parecidos, com pessoas aventureiras e muitas vezes sem escrúpulos, que se assumem como sabedoras de gerir projectos de comunicação social, esquecendo que este é um sector com especificidades muito concretas. A dinamização de um meio

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ESBOÇOS - XVI

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11.Outubro.2012

de comunicação social implica gerir praticamente duas empresas: a que tem de facturar e a que tem de produzir os seus conteúdos editoriais. Depois, conhecemos também os iluminados, autênticos obreiros de determinados projectos de comunicação que mais não fazem que encerrar jornais por encerrar. Um grupo de comunicação social de Leiria encerrou em poucos anos vários jornais: O Correio, da cidade da Marinha Grande; O Imparcial , de Fátima; e o Jornal da Maceira, que depois de estar nas mãos do novo dono, iniciou praticamente a sua rota do fecho com a sua inserção em suplemento num título da cidade, para em pouco tempo desaparecer completamente. O resultado não foi nada satisfatório. As populações ficaram desprovidas destes títulos que muito tinham

contribuído para a história destas localidades. Actualmente, vivemos no novo sonho do momento. A internet é um desafio tentador. Mas por provar está a sua funcionalidade. As gerações mais novas estão todas por lá. Impõe-se perguntar, o que querem consultar? O que fazem na internet? A minha resposta é simples: jogos, facebook, pesquisa de temáticas do seu interesse. Creio que a consulta de jornais electrónicos não esteja nas suas prioridades, embora o façam mas por pouco tempo, vendo os títulos, não aprofundando a leitura das notícias. Talvez o interesse do jornalismo na web chegue daqui a uma ou duas décadas, o que torna imprudente toda a passagem exclusiva de um periódico editado actualmente em papel para apenas a sua edição web. Se falarmos que existe uma

diminuição de custos em relação a uma publicação de papel, porque se poupa na impressão, talvez não seja bem assim. Uma publicação on-line exige edição ao momento, havendo a necessidade de filtrar, ler em tempo rápido e atentamente o que se publica. Para além de poder exigir o esforço de mais jornalistas para cobertura integral dos acontecimentos também são necessárias ferramentas e plataformas tecnológicas de qualidade para corresponder em tempo útil, o que acarreta custos. Por exemplo, enquanto que um determinado acontecimento de um Domingo poderá ser editável no jornal O Mensageiro até terça ou quarta-feira, numa publicação web requer-se a disponibilidade de um jornalista para o fim-de-semana no sentido de efectuar a reportagem e muito provavelmente, de-

pendendo da dimensão do projecto electrónico, haverá também a necessidade de um editor para a colocar no ciberespaço. Se existirem três acontecimentos importantes em diferentes horários e locais, com a necessidade de publicação ao momento, ou no próprio dia, serão necessários três jornalistas para efectuar o seu acompanhamento. Seria trabalho de fim-desemana, implicando mais jornalistas ou editores, por isso mesmo mais custos. Reflectir a comunicação social regional é um desafio. Neste cenário, temos vários órgãos de imprensa em Leiria (cinco jornais, uma revista especializada e vários títulos de freguesias/ paróquias), duas rádios locais e alguns portais web. O jornal mais antigo do distrito de Leiria é o jornal O Mensageiro e o mais novo projecto de comunicação é a revista Invest. O que precisam os leirienses para mais e melhor comunicação social? Esta pergunta só pode ser respondida se for efectuado um estudo concreto, de modo a definir o perfil dos leitores e muito especialmente as suas preferências. Mesmo assim, a comunicação social regional/local de Leiria é uma das melhores do País. Conseguiremos guardar esse feudo por muitos mais anos? O arrependimento no futuro não resolve o que se poderá fazer no presente. Ainda é tempo da comunicação social da nossa região se tornar mais valiosa. É necessário evoluir para as novas plataformas digitais mas com muito cuidado. Primeiro é preciso fazer melhor. Depois, se possível, edite-se por enquanto em papel e na web. Só assim estaremos com tudo e todos, ou pelo menos não discriminaremos quem ainda não está na rede. São muitos! Nos primeiros três meses de 2011, 55,3% de indivíduos com idades entre os 16 e 74 anos, utilizaram a Internet. Só aqui verificamos que 44,7% nunca se ligaram a um computador. Depois, desses 55,3% de cibernautas, impõem-se saber o que andaram por lá a fazer… A ler jornais electrónicos? Não me parece.


14 OPINIÃO

O Mensageiro

ANÁLISE POLÍTICA

Orlando Fernandes Jornalista

Para serem credíveis

H

á quem diga que o governo de Passos Coelho está ligado à máquina (Marcelo Rebelo de Sousa), mas em boa verdade, desde o dia 15 de Setembro, que ele está morto, embora possa criar-se, ainda, a ilusão

OPINIÃO Maria Fernanda Barroca

História do Rosário Celebrou-se a dia 7 de Outubro, a Festa de Nossa Senhora do Rosário. Vejamos um pouco da história do rosário. Segundo consta, o rosário teve suas origens na Irlanda, no século IX. Naquela época, os 150 salmos de David eram uma das formas mais usadas de oração entre os monges. Os leigos, não sabendo ler, contentavam-se em ouvir a recitação dos Salmos. Por volta do ano 800, começou a surgir o costume, entre os leigos, de recitarem

de ser um cadáver adiado. Quando um milhão de pessoas, em Portugal, sai à rua manifestando a sua indignação e protesto contra a política que está a oprimir o povo, significa que o país não só não se revê no governo, como coloca como exigência uma mudança profunda na área do poder. Há uma palavra que provavelmente foi gritada um milhão de vezes: Basta! Talvez nenhuma defina tão bem o cansaço e a revolta dos portugueses. Basta! O cerco de pobreza que tem sido imposto, o embuste em que se transformou o propósito de consolidação orçamental, o ataque aos mais frágeis e indefesos (veja-se o que se tem passado com reformados e pensionistas), a desvalorização persistente do trabalho são

150 vezes o “Pai-Nosso”. No início os devotos usavam uma bolsa de couro com 150 pedrinhas para contar as vezes que repetiam a oração. Mais tarde começou a ser usado um cordão com 50 pedacinhos de madeira. É a origem do instrumento que chamamos de o terço. Em 1072 São Pedro Damião menciona que já era costume, em sua época, recitar, em forma de diálogo, 50 vezes a saudação angélica (primeira parte da Ave-Maria). Durante o século XIII apareceu o costume de se recitar 150 louvores a Maria (breves pensamentos lembrando as virtudes e glórias de Nossa Senhora). Neste período aparece a palavra rosarium que significa ramo de rosas. Por volta de 1365, Hen-

FARMÁCIAS DE SERVIÇO Oliveira (11), Sanches (12), Tomáz (13), Maio (14), Avenida (15), Baptista (16), Central (17) e Godinho Tomáz (18). TELEFONES ÚTEIS Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

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o pano de fundo da indignação colectiva. O fanatismo ideológico que levou o governo a anunciar, sem vergonha, a redução da Taxa Social Única (TSU) para os patrões, impondo um verdadeiro imposto aos trabalhadores de mais 7 por cento nos salários, receita que se transferia para o patronato, é mais do que um escândalo

– é um crime! A opção define bem o tipo de sociedade que sai dos crânios que nos desgovernam. Ao contrário do que alguns querem fazer crer, a perda de confiança no governo (de coligação debilitada) não se relaciona apenas com o escândalo da TSU, mas com todo o conjunto de medidas com que a equipa de Passos

Coelho tem massacrado os portugueses para colmatar os clamorosos erros da sua política de austeridade, a tal que é “mais troikista do que a Troika”. O que o povo português disse, na rua é que não quer mais disto e rejeita, em absoluto, uma austeridade que apenas aprofunda desigualdades e a pobreza, mata a economia, amputa

rique Kalkar agrupou as 150 saudações angélicas em dezenas, intercalando um Pai-Nosso em cada grupo de 10 Ave-Marias. Desta data até 1470 foram feitas outras modificações. A partir de 1470, apareceram os dominicanos como os grandes propagadores desta forma simples de oração. A cada uma das 150 Ave-Marias correspondia um pensamento bíblico. Por volta de 1500, teve origem a xilogravura. Como o analfabetismo continuava a imperar, usava-se reproduzir em madeira as cenas evangélicas para meditação. Usavam-se 15 cenas bíblicas correspondentes a cada dezena de Ave-Marias. Durante os séculos XVI e XVII generalizou-se o costume de se explicitarem

apenas os 15 pensamentos relativos a cada dezena. Por volta de 1700, São Luiz de Montfort consagrou a forma de se ler um pensamento mais longo, narrando a cena Bíblica e sugerindo atitudes práticas a cada dezena de AveMarias. Convencionou-se chamar “mistério” a cada um destes pensamentos. É a forma mais conhecida hoje, o rosário com 15 mistérios. Os mistérios foram divididos em três partes, cada qual com 5 meditações: nascimento e infância de Jesus (mistérios da alegria), paixão e morte (mistérios dolorosos), ressurreição e ascensão (mistérios gloriosos). Ao celebrar 24 anos de pontificado, no dia 16/10/ 2002, o Papa João Paulo II

assinou a carta apostólica Rosarium Virginis Mariae em que acrescenta, ao rosário, os cinco Mistérios da Luz, inspirados na vida pública de Jesus. O terço é uma oração trinitária e mariana. Invoca-se no fim de cada mistério a Santíssima Trindade, com o Glória; 50 vezes a Ave-Maria (que contém a saudação do anjo e de Isabel a Maria) e 5 vezes o Pai-Nosso, ensinado pelo próprio Jesus. No terço não se trata de repetição mecânica de palavras. O grande segredo do terço está na meditação dos mistérios da nossa redenção, vividos por Jesus e Maria. Os grandes Santos rezavam o terço. O Papa reza. A Igreja recomenda a todos. Todos os Papas recomendam o seu uso como “arma poderosa”

- 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista

direitos sociais, rouba pensionistas e reformados e semeia como uma praga infelicidade colectiva. O que os portugueses disseram é que querem pôr fim a este pesadelo social e não há reconciliação possível com a desgraça programada. E disseram-no, de tal forma clamorosa, que ficou claro que este país está contra este governo. E, não sendo Portugal o Chile de Pinochet (tão celebrado pelos Chicago boys), resta saber se, para caucionar as suas políticas, suas excelências (incluindo a União Europeia) aceitam uma ditadura, mais ou menos musculada. De que outra maneira se pode governar contra um país inteiro? É que a democracia é uma chatice e a Constituição uma força de bloqueio…

O saudoso Padre Cruz, indo um dia pela estrada foi abordado por um camponês que lhe perguntou se a Câmara da vila ficava longe e ouviu esta resposta: “Não, meu amigo, são quatro mistérios do terço”. Isto significa que o «santo» Padre Cruz, aproveitava as deslocações para ir rezando o terço e assim fazem muitas pessoas. Não esqueçamos que esta designação «Senhora do Rosário» foi dada, em Fátima aos três pastorinhos, por Nossa Senhora na Aparição de Outubro. Perguntou a Lúcia a Nossa Senhora: “Vocemecê quem é?” e Maria respondeu: “Sou a Senhora do Rosário”.

- 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), Cláudia Mirra, José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Pedro Jerónimo (CO1060), Saúl António Gomes, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Depósito Legal 2906831/09 Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171

Tabela de Assinaturas para 2012 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 11.Outubro.2012

I Liga 5.ª Jornada 7 de Outubro Benfica x Beira-Mar (2-1) V. Setúbal x P. Ferreira (0-0) Nacional x Gil Vicente (0-1) Sp. Braga x Olhanense (4-4) Estoril x Rio Ave (1-3) Académica x V. Guimarães (1-2) Porto x Sporting (2-0) Moreirense x Marítimo (0-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Porto Benfica Sp. Braga Gil Vicente Marítimo V. Guimarães Rio Ave P. Ferreira V. Setúbal Académica Estoril Sporting Moreirense Nacional Olhanense Beira-Mar

J 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6

V 4 4 3 2 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 0

E 2 2 2 3 2 2 2 4 4 4 3 3 2 2 2 3

D 0 0 1 1 2 2 2 1 1 1 2 2 3 3 3 3

Pts 14 14 11 9 8 8 8 7 7 7 6 6 5 5 5 3

6.ª Jornada 28 de Outubro V. Guimarães x V. Setúbal . dia 26, 20h15, Sport Tv1 Beira-Mar x P. Ferreira . 16h00 Olhanense x Moreirense . 16h00 Gil Vicente x Benfica . 20h30, Sport Tv1 Rio Ave x Nacional . 16h00 Marítimo x Sp. Braga . dia 26, 18h00, Sport Tv1 Estoril x Porto . dia 28, 20h15, Sport Tv1 Sporting x Académica . dia 29, 20h15, Sport Tv1

liga portuguesa de futebol profissional

II Liga 9.ª Jornada 7 de Outubro Sporting B x Porto B (2-0) D. Aves x Belenenses (2-1) Portimonense x Benfica B (3-3) Oliveirense x Feirense (2-0) Tondela x U. Madeira (3-2) V. Guimarães B x Santa Clara (2-1) Penafiel x Sp. Braga B (2-0) Leixões x Naval (4-3) Sp. Covilhã x Freamunde (0-0) Atlético x Trofense (2-1) Marítimo B x Arouca (3-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º 17.º 18.º 19.º 20.º 21.º 22.º

Equipa Sporting B Belenenses Oliveirense Penafiel Benfica B D. Aves Marítimo B Leixões Tondela Arouca Portimonense U. Madeira V. Guimarães B Trofense Atlético Sp. Covilhã Santa Clara Porto B Naval Sp. Braga B Feirense Freamunde

J 9 9 9 9 9 9 9 8 9 9 9 9 9 9 9 9 8 9 9 9 9 9

V 7 7 6 5 4 4 5 4 4 4 3 3 2 2 3 1 1 1 1 0 1 0

E 1 0 2 2 4 4 0 3 3 3 3 2 4 4 0 5 4 4 2 5 2 3

D 1 2 1 2 1 1 4 1 2 2 3 4 3 3 6 3 3 4 6 4 6 6

Pts 22 21 20 17 16 16 15 15 15 15 12 11 10 10 9 8 7 7 5 5 5 2

10.ª Jornada 24 de Outubro Belenses x Portimonense . dia 14, 16h00 Feirense x Tondela Benfica B x V. Guimarães B Naval x Penafiel U. Madeira x D. Aves Arouca x Leixões Trofense x Marítimo B Freamunde x Atlético Porto B x Sp. Covilhã Santa Clara x Sporting B Sp. Braga B x Oliveirense

Derbies e Taça Distrito animam fim-de-semana FUTEBOL – Fátima x U. Leiria (II Divisão B) e Alcobaça x Beneditense (III Divisão) são os derbies agendados para dia 14 de Outubro, tal como o arranque da Taça Distrito da Associação de Futebol de Leiria (AFL), que marca a estreia das equipas que vão disputar a 1.ª Divisão. Num fim-desemana em que as ligas profissionais param, devido aos compromissos das selecções nacionais (fase de qualificação para o mundial do Brasil, em 2014) futebol em Portugal só nos campeonatos não profissionais e distritais. A Taça Distrito arranca dia 14, 15h00, com os seguintes jogos: Ranha x Moita do Boi e Caseirinhos x Ansião (pré-eliminatória, série A; folga: Motor Clube), Alegre e Unido x Albergaria dos Doze e Pedroguense x Mata Mourisquense (pré-eliminatória, série A; folga: Ilha).

Rip Curl Pro regressa a Peniche A praia de Supertubos, em Peniche, reúne até dia 21 de Outubro os melhores surfistas da actualidade, na oitava etapa do circuito mundial (WCT). Entre eles estão os três últimos vencedores da etapa portuguesa: o brasileiro Adriano Souza (2011), o norte-americano Kelly Slater (2010) e o australiano Mick Fanning (2009). São 10 as etapas do WCT e a de Peniche tem sido determinante para apurar o campeão. A vantagem para já vai para o australiano Joel Parkinson, 31 anos, que comanda o ranking da associação de surfistas profissionais (ASP: 46.200 pontos), depois de ter ultrapassado do compatriota Mick Fanning na etapa anterior (França). “Mick [Fanning] manteve-se no primeiro lugar durante a maior parte da temporada, mas tem sido

Adriano Souza (Brasil) venceu edição de 2011 um circuito tão renhido que tudo pode acontecer de etapa para etapa”, disse Parkinson, em declarações ao SurfTotal (surftotal.com). “Este ano fiquei três vezes em segundo lugar, no Brasil, Taiti e Trestles por isso estou concentrado em ganhar em Portugal. É uma onda fantástica e estou muito entusiasmado por voltar a Peniche”, concluiu. Quem também conhece, e bem, as ondas da Su-

pertubos são Kelly Slater (45.450) e Mick Fanning (43.000), que já venceram anteriores edições do Rip Curl Pro Portugal e que completam o pódio do ranking ASP. É, portanto, esperada uma luta a três até dia 21. A competição pode ser acompanhada no local ou em directo na Internet, a partir de live.ripcurl.com/ ?portugal2012.

federação portuguesa de futebol

federação portuguesa de futebol

federação portuguesa de futebol

associação de futebol de leiria

II Divisão B sul

III Divisão D

III Divisão E

HONRA

4.ª Jornada 7 de Outubro Louletano x Oriental (2-2) Casa Pia x Sertanense (1-1) Ribeira Brava x Fátima (3-1) U. Leiria x Mafra (1-0) Futebol Benfica x 1.º Dezembro (2-2) Pinhalnovense x Carregado (2-1) Oeiras x Quarteirense (0-1) Torreense x Farense (0-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Surf | Prova da ASP World Tour reune os melhores

Arquivo

liga portuguesa de futebol profissional

Equipa Fátima Farense U. Leiria Carregado Mafra Sertanense Quarteirense 1.º Dezembro Oriental Torreense Pinhalnovense Casa Pia Ribeira Brava Fut. Benfica Oeiras Louletano

J 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4

V 3 2 2 2 2 2 2 1 1 1 1 0 1 0 0 0

E 0 2 2 1 1 1 1 3 2 1 1 3 0 3 2 1

D Pts 1 9 0 8 0 8 1 7 1 7 1 7 1 7 0 6 1 5 2 4 2 4 1 3 3 3 1 3 2 2 3 1

5.ª Jornada 14 de Outubro Louletano x Casa Pia . todos os jogos às 15h00 Sertanense x Ribeira Brava Fátima x U. Leiria Mafra x Futebol Benfica 1.º Dezembro x Pinhalnovense Carregado x Oeiras Quarteirense x Torreense Oriental x Farense

4.ª Jornada 7 de Outubro Alcanenense x Penelense (3-2) Torres Novas x Sernache (1-4) Sp. Pombal x Marinhense (3-2) Ol. Hospital x Sourense (1-2) Mortágua x Alcobaça (2-3) Benditense x Caldas (1-2) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa Sernache Sourense Caldas Acobaça Sp. Pombal Alcanenense Penelense Ol. Hospital Mortágua Beneditense Marinhense Torres Novas

J 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4

V 4 4 3 2 2 2 2 1 1 0 0 0

E 0 0 0 2 1 0 0 1 1 1 1 1

D Pts 0 12 0 12 1 9 1 8 1 7 2 6 2 6 2 4 2 4 3 1 3 1 3 1

5.ª Jornada 14 de Outubro Alcanenense x Torres Novas .Todos os jogos às 15h00 Sernache x Sp. Pombal Marinhense x Ol. Hospital Sourense x Mortágua Alcobaça x Beneditense Penelense x Caldas

4.ª Jornada 7 de Outubro Barreirense x Eléctrico (3-1) U. Tires x Sacavenense (1-0) Lourinhanense x Pêro Pinheiro (5-2) Cartaxo x Real (0-4) Peniche x Sintrense (0-1) Amora x Fabril Barreiro (2-2) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa Sintrense Lourinhanense Sacavenense Fabril Barreiro Barreirense U. Tires Eléctrico Real Amora Pêro Pinheiro Peniche Cartaxo

J 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4

V 3 3 3 2 2 2 2 1 0 0 0 0

E 1 1 0 2 1 1 0 1 2 2 1 0

D Pts 0 10 0 10 1 9 0 8 1 7 1 7 2 6 2 4 2 2 2 2 3 1 4 0

5.ª Jornada 14 de Outubro U. Tires x Lourinhanense .Todos os jogos às 15h00 Pêro Pinheiro x Cartaxo Real x Barreirense Eléctrico x Peniche Sintrense x Amora Sacavenense x Fabril Barreiro

3.ª Jornada 7 de Outubro Vieirense x Fig.Vinhos (0-2) Bombarralense x Pousaflores (1-3) Alvaiázere x Guiense (2-5) Lisboa e Marinha x Marrazes (0-1) Avelarense x GRAP/Pousos (0-5) Nazarenos x Atouguiense (0-2) Pelariga x Meirinhas (5-2) Portomosense x Pataiense (3-1) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa GRAP/Pousos Pelariga Pousaflores Guiense Marrazes Portomosense Nazarenos Alvaiázere Avelarense Fig.Vinhos Pataiense Atouguiense Meirinhas Bombarralense Vieirense Lisboa Marinha

J 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3

V 3 3 3 2 2 2 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0

E 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 1 1 1 0

D Pts 0 9 0 9 0 9 0 7 0 7 1 6 1 4 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 1 2 1 2 1 3 0

4.ª Jornada 14 de Outubro Fig.Vinhos x Alvaiázere .Todos os jogos às 15h00 Pataiense x Bombarralense Meirinhas x Avelarense Guiense x Lisboa e Marinha GRAP/Pousos x Nazarenos Pousaflores x Pelariga Atouguiense x Vieirense Marrazes x Portomosense

Taças das Taças em Lublin ANDEBOL – O Colégio João de Barros decide a sua continuidade na Taça das Taças, em seniores femininos, em Lublin, Polónia, nos dias 13 e 14 de Outubro. As duas mãos decidem-se naquele território, onde a equipa das Meirinhas, Pombal, irá defrontar a formação local, o SPR Lublin. Os jogos estão agendados para as 17h00 (menos uma hora em Portugal) e podem ser acompanhados em eurohandball.com.

Vitórias à dúzia ORIENTAÇÃO – Os atletas do Clube de Orientação do Centro (COC) venceram por 12, vezes em 58 possíveis, no Circuito Nacional Urbano (CiNU), pontuável para a Taça de Portugal (Serpa, 6 e 7 de Outubro). Os principais destaques entre os representantes do clube leiriense são Rodrigo Oliveira (H10), Jorge Oliveira (H40) e Manuel Domingues (H55), que venceram nos respectivos escalões e provas. Ao lugar mais alto do pódio subiram ainda Joaquim Sousa (elites), Beatriz Norte (D14), Edgar Domingues (H21B) e Ricardo Oliveira (H35), no CiNU, bem como Inês Domingues (D18) e Anabela Vieito (D40), na Taça de Portugal.

Duplas no pódio BRIDGE – Afonso Carvalho / José Alho (Bridge Clube de Leiria) venceu o torneio “Simultâneo Nacional de Bridge” (1 de Outubro), num total de 76 duplas. Manuel Mendes / Joaquim Rebelo (40.º), Antero Correia / António Cravo (63.º) e Adelino Carvalho / Vasco Siza (71.º) completaram o leque de participantes do clube leiriense. Entretanto, Manuel Mendes / Mário David terminaram no 2.º lugar do Torneio ACUREP das Vindimas 2012 (29 de Setembro).


ÚLTIMA 11OUTUBRO2012

Em geral, nove décimos da nossa felicidade baseiam-se exclusivamente na saúde. Artur Shopenhaeur, filósofo alemão [1788 - 1860]

Período que suscita a prevenção

O mês de Outubro marca o início da vacinação contra a gripe. Este ano as pessoas com mais de 65 anos de idade podem vacinar-se gratuitamente no Centro de Saúde, sem necessidade de receita médica. A vacina provoca a produção de anticorpos, reacção normal do sistema imunitário de uma pessoa saudável para tentar eliminar o “invasor”, elementos do vírus que podem desencadear a imunidade. Em caso de ataque posterior por germes patogénicos activos, as nossas defesas reconhecem o “inimigo” e neutralizam-no. A vacina é relativamente segura. As reacções adversas são localizadas e transitórias. Dor, vermelhidão e ligeiro inchaço no local da picada são os principais efeitos secundários. Também pode causar dores de cabeça e febre. Estes problemas desaparecem passado pouco tempo. Num ano em que a distribuição da vacina passou a ser gratuita para pessoas com mais de 65 anos, o Ministro da Saúde frisou que «os cidadãos têm de ser bem informados sobre os riscos que a gripe representa e sobre as opções, como a da vacinação, que podem reduzir esses riscos». Paulo Macedo relembrou que «a vacina contra a gripe é especialmente

eficaz para reduzir a probabilidade de ocorrerem complicações durante as infecções provocadas pelo vírus da gripe nas estações frias do ano. Não sabemos exactamente quando irá ter início a actividade epidémica: se nas próximas semanas do Outono, se no Inverno ou no início da primavera», afirmou o Ministro da Saúde, acrescentando que «o que sabemos é que o vírus da gripe irá circular (…) e que é diferente todos os anos», pelo que as vacinas do ano anterior não poderão «ser armazenadas e administradas este ano». Apesar de não haver uma data para o fim da campanha da administração da vacina, o Ministro da Saúde referiu que «quanto mais cedo melhor». A gripe é uma infecção respiratória aguda muito contagiosa, causada por um vírus que não é específico dos humanos (o vírus infecta vários vertebrados domésticos e selvagens que, por sua vez, contagiam os humanos), o Myxovirus influenzae, de que existem três tipos - A, B e C, sem imunidade cruzada entre eles. O tipo A é o mais virulento, causador de maiores epidemias, e subdivide-se ainda em subtipos, conforme as características das suas moléculas superficiais, (designadas

abreviadamente por HA e NA). Nos humanos há presentemente em circulação dois subtipos de gripe A: o H1N1 e o H3N2. A mortalidade associada à doença pode ser elevada nos indivíduos mais idosos e nos muito jovens e em indivíduos com patologias respiratórias, cardio-vasculares, renais, diabetes .... A gravidade da doença pode ser devida ao próprio vírus ou, mais frequentemente, a infecções bacterianas que se sobrepõem na sequência duma gripe. As vacinas usadas na Europa são vacinas inactivadas, preparadas a partir de vírus cultivados, fragmentados e purificados. A vacina é trivalente, pois confere protecção contra o H3N2, H2N1 e o Tipo B do vírus. Esta vacina não confere protecção contra o subtipo H5N1 que presentemente se receia poder vir a causar uma pandemia. Não existe ainda vacina contra o H5N1. As variantes de cada um dos 3 subtipos da actual vacina trivalente, são recomendadas anualmente pela OMS em Fevereiro, para serem tomadas em Outubro. A recomendação é feita em função das variantes dos subtipos que os laboratórios da OMS prevêm estar em circulação no Inverno seguinte. É recomendada para:

DR

Vacina anual contra a gripe

• Indivíduos com 65 ou mais anos de idade, particularmente os residentes em lares ou instituições comunitárias • Pessoas residentes ou com internamentos prolongados em instituições prestadoras de cuidados de saúde, independentemente da idade (ex: deficientes, centros de reabilitação A vacina contra a gripe pode gerar alguma frustração na população vacinada. Em alguns anos, pode haver um número apreciável de indivíduos que contrairão “gripe”, apesar de terem sido vacinados. Há duas razões principais para isso: Uma é que a previsão efectuada em Fevereiro sobre a principal estirpe do vírus que estará em circulação no inverno seguinte pode falhar e, simultaneamente, a vacina tomada pode não conferir imunidade cruzada contra a estirpe que de facto vai circular.

Outra razão é que algumas pessoas terão um sindroma gripal (sintomas parecidos aos da gripe), mas causado por outro agente que não o vírus da gripe (Myxovirus influenzae), ficando a aparência de a vacina ter falhado. Relativamente à primeira razão, relembra-se que o vírus tem uma grande capacidade para mudar a sua aparência exterior, na tentativa de confundir o nosso sistema imunitário. Estas variantes têm propriedades antigénicas diferentes (i.e., são reconhecidas pelo nosso sistema imunitário de forma diferente) e têm imunidade cruzada que pode ir desde zero a 100% (i.e. a imunidade contra uma pode conferir imunidade nula ou total contra outra). Uma vez que estas variantes podem-se converter umas nas outras com relativa rapidez, é crucial prever anualmente

Monte Real

Criada a 14 de Setembro de 1512, a paróquia de Monte Real irá assinalar o encerramento dos festejos dos seus 500 anos no fim-de-semana de 13 e 14 do próximo mês de Outubro de 2012. Tal como o Reguengo do Fetal e a Batalha, também a paróquia de Monte Real, nesta diocese de Leiria-Fátima, está a comemorar os seus 500 anos de fundação.

Criada a 14 de Setembro de 1512, por D. Pedro Gavião, Bispo da Guarda e Prior-Mor de Santa Cruz de Coimbra, foi-lhe atribuído o orago de S. João Batista. A efeméride tem sido associada aos vários eventos paroquiais ao longo do ano e vai ter celebração especial nos próximos dias 13 e 14 de Outubro. Assim, na tarde de sábado, haverá actividades para as

crianças e jovens da catequese e os escuteiros, junto à igreja paroquial, com uma largada de 500 balões agendada para as 18h00. Uma hora depois será celebrada a Eucaristia, animada por todos os grupos e movimentos da Paróquia, seguindo-se um convívio e serão musical no Centro Paroquial S. João Batista. No domingo, a Missa das 10h30 será presidida pelo Bispo

diocesano, D. António Marto, com celebração do Santo Crisma. Segue-se um almoço partilhado, no Centro Paroquial, e uma “Feira dos Movimentos”, com tendinhas temáticas, jogos tradicionais e petiscos. Durante a tarde haverá animação musical e, pelas 18h00, será o “repique festivo e a retirada da faixa comemorativa dos 500 Anos da Paróquia de Monte Real”.

DR

500 anos da paróquia

qual a variante que estará em circulação no Inverno seguinte, a fim de fabricar a vacina adequada. Não obstante a crescente sofisticação dos métodos de previsão utilizados, por vezes a previsão falha e, nesse caso, a vacina terá uma eficácia alta ou baixa, dependendo da imunidade cruzada entre a variante prevista e a que realmente ocorreu. Quando a previsão sobre a variante circulante do vírus não erra, a eficácia vacinal contra a infecção oscila entre 70 e 80% em adultos jovens. A eficácia contra formas muito severas da doença é superior: ronda os 95%. Apesar da eficácia diminuir com a idade, sendo menor nos mais velhos, vários estudos evidenciam o benefício da vacina na diminuição das complicações da gripe, dos ingressos hospitalares e da mortalidade.


4929#OMensageiro#11OUT