Skip to main content

4920#OMensageiro#26JUL

Page 1

26 JULHO 2012 ANO 98 - N.º 4920 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

FUNDADO EM 1914

1919-2012 - Faleceu o leiriense José Hermano Saraiva

DESTAQUE

Professor e historiador que têm, fazem prestar atenção à mensagem, mesmo quando ela de per si não parece ser do agrado do ouvinte. O Mensageiro quis recordar nesta edição o homem, historiador, comunicador e o amigo. E deixamonos interpelar pelos desafios que a sua arte de comunicação nos deixa, a nós cristãos que recebemos o mandato de transmitir (comunicar) a Boa Nova.

Páginas 2 e 3

DR

Habitamo-nos a ver José Hermano Saraiva a entrar em nossas casas de forma cordial e gostosa. Nesse sentido ele faz parte de uma galeria (já grande) de homens e mulheres que conseguiram a simpatia do povo, mesmo quando os assuntos que tratavam eram tidos como pouco atractivos. José Hermano Saraiva, ajudou-nos a gostar da História de Portugal, mesmo para quem só se interessava por coisas práticas e futuristas. São homens que, pela capacidade comunicativa

CULTURA

Teatro e dança | P. 4

Leiria-Fátima e Oeste | P. 6

Bodas de ouro | P. 4

Fiscalização à “Arte Xávega” | P. 6

História de Korrodi | P. 5

Implantes no Santo André | P. 7

Artesanato e música | P. 5

Faltam duas tonelas | P. 5

VI Festiv’Álvaro anima Praia da Vieira Rosas do Lena vai aos Açores Castelo de Leiria abre exposições

ECLESIAL

SOCIEDADE

Governo extingue regiões de turismo

Grupo de jovens “Somos Um” | P. 9

Banda de Leiria ganha prémio revelação

Medidas de protecção aos “jaquinzinhos”

Surdez neurosensorial é o próximo passo

Mercadinho Ana Júlia ajudada com de Sant’Ana em Leiria recolha de tampas

A banda “Somos UM”, da paróquia de Fátima, Diocese de Leiria-Fátima, foi considerada o grupo revelação entre as bandas que actuaram no Festival J 2012 e abrirá a edição de 2013.


2 DESTAQUE

O Mensageiro 26.Julho.2012

EDITORIAL EDITORIAL

prui@iol.pt

A arte de comunicar

Habitamo-nos a ver José Hermano Saraiva a entrar em nossas casas de forma cordial e gostosa. Nesse sentido ele faz parte de uma galeria (já grande) de homens e mulheres que conseguiram a simpatia do povo, mesmo quando os assuntos que tratavam eram tidos como pouco atractivos. Quem não se lembra de um engenheiro Sousa Veloso, que nas manhãs de domingo nos fazia gostar da agricultura? Ou um Fernando Pessa que, quase sempre de forma inesperada, fazia silenciar os que seguiam as noticias de forma distraída? José Hermano Saraiva, ajudou-nos a gostar da História de Portugal, mesmo para quem só se interessava por coisas práticas e futuristas. São homens que, pela capacidade comunicativa que têm, fazem prestar atenção à mensagem, mesmo quando ela de per si não parece ser do Porém, e esta é uma agrado do ouvinte. critica constatada, Na Igreja passa-se uma na maioria da vezes situação um tanto inversa: a essa mensagem é mensagem é excelente, única “estragada”, para e singular. Mais nenhuma não dizer mesmo matéria tem tanto interesse desvalorizada, pelos como a Boa Nova que lhe foi comunicadores confiada. Porém, e esta é uma que a transmitem. critica constatada, na maioria vezes essa mensagem é “esE falamos dos da tragada”, para não dizer mespregadores, como mo desvalorizada, pelos comudos leitores e demais nicadores que a transmitem. E actores da celebração falamos dos pregadores, como litúrgica. dos leitores e demais actores da celebração litúrgica. Durante muito tempo, conscientes desta verdade, apontamos setas para os meios de transmissão da mensagem: culpamos o ambão, o microfone, a acústica do templo, e assim nos fomos contentando. Agora não há mais lugar para essas desculpas, porque as novas técnicas trouxeram a possibilidade de eliminar os “ruídos” próprios dos meios de transmissão. E se a menagem é boa e os meios são bons, fica-nos o emissor como um dos culpados para que a mensagem não atinja o seu fim. E de facto neste particular há muito a fazer. Os pregadores, padres e não só, deverão cada vez mais saber do que falam, amar o que proclamam, e transmiti-lo de forma atractiva. Muitos já o fazem, e sabemo-los reconhecer. Mas muitos também não o fazem e, diga-se em abono da verdade, tornam pesada e triste uma mensagem que de si era leve e alegre. Mas também os leitores, aqueles que em cada domingo voluntariamente se oferecem para proclamar a Palavra, deverão saber faze-lo de forma séria e técnica, diríamos mesmo de forma profissional. E quanto falta fazer neste ponto concreto!? A morte de um homem é sempre dolorosa para os que ficam. A morte de um homem conhecido, atinge uma dimensão de dor mais vasta. Mas a morte de um homemcomunicador significa ainda mais, porque com ele morre também uma ideia, uma mensagem e uma filosofia. Foi o que aconteceu com José Hermano Saraiva, que O Mensageiro quis recordar nesta edição. Recordamos o homem, o historiador, o comunicador, o amigo. E deixamo-nos interpelar pelos desafios que a sua arte de comunicação nos deixa, a nós cristãos que recebemos o mandato de transmitir (comunicar) a Boa Nova.

DR

Rui Ribeiro

Faleceu um leiriense que com história entrou nos anais da história

José Hermano Saraiva, o professor e historiador Faleceu no dia 20 de Julho, na sua residência de Palmela, com 92 anos de idade, um dos vultos da história de Portugal. José Hermano Saraiva, terceiro filho de José Saraiva e de Maria Baptista. Conheceu a Leiria do início do século XX, percorrendo as ruas da cidade, descobrindo cantos e recantos da urbe. Embora tenha saído de Leiria bastante novo, a ligação às suas origens mantevese sempre bem vincada na sua vida, visitando ou referindo-se à cidade que o viu nascer no dia 3 de Outubro de 1919. Por várias vezes escreveu sobre a história de Leiria, ou destacou a riqueza histórica deste território nos seus programas de televisão. Em 1941 licenciou-se em Histórico-Filosóficas e no ano seguinte em Ciências Jurídicas. A sua primeira marca profissional foi em 1942, como professor, no ensino liceal, exercendo nesse período a advocacia. A sua vida começa a ganhar raízes em Lisboa, ficando como director do Instituto

de Assistência de Menores, reitor do Liceu Nacional D. João de Castro e assistente do Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina. Em pleno Estado Novo, como salazarista assumido (posição que manteve toda a vida), foi deputado na Assembleia Nacional, procurador da Câmara Corporativa e mais tarde Ministro da Educação, no período 1968-1970 enfrentando aqui uma das fases mais conturbadas da oposição ao regime salazarista com a conhecida Crise Académica de 1969. Não resistiu, até porque não gostava de política, e deslocou-se para o Brasil, como embaixador de Portugal, tendo sido substituído por José Veiga Simão que ficou com a sua pasta da Educação, personalidade que conseguiu ficar até 1974. Foi justamente na década de 70, com um apogeu maior depois de Abril de 1974, que José Hermano Saraiva se destaca na comunicação da história. Para além dos livros que publi-

cara, tornou-se no primeiro historiador português que introduz uma nova forma de envolver os portugueses nesta ciência. Com o seu programa “O Tempo e a Alma”, a partir de 1972, inicia uma nova forma de comunicar a história em Portugal, perfazendo neste ano de 2012 quatro décadas ao serviço público de televisão. Embora bastante debilitado, José Hermano Saraiva ainda dinamizava a “A Alma e a Gente”, tendo dedicado os seus dois últimos programas a Tomar e à Batalha. Embora a sua forma de apresentar a história de Portugal seja contestada por alguns historiadores, especialmente do meio académico, José Hermano Saraiva gostava de juntar à informação relevante da época a que se referia, alguns cenários que imaginava com o seu conhecimento histórico de como seriam os locais, as pessoas, a possível génese dos acontecimentos e também os motivos das alterações profundas que o

País foi sofrendo ao longo dos séculos. Foi justamente este método diferente de contar a história que o tornou singular, fazendo dele uma das figuras mais populares da televisão em Portugal nas vertentes históricas e culturais. Ao longo da sua vida teve sempre a cidade de Leiria nos seus horizontes e nas suas melhores memórias. Aliás, sempre que vinha a estas paragens, não abdicava de ir à Rua Direita comprar a sua morcela de arroz, de visitar alguns elementos históricos como o Castelo de Leiria, a cidade que considerava com um dos berços portugueses. Nas suas investigações históricas teve o jornal O Mensageiro como uma das suas referências para constituir a história de Leiria, considerando José Ferreira de Lacerda (fundador e director de O Mensageiro), arquitecto Ernesto Korrodi e o seu pai José Saraiva, como as três principais figuras leirienses do século XX. Joaquim Santos


DESTAQUE 3

O Mensageiro

26.Julho.2012ro.2011

Professor José Hermano Saraiva Sou um jovem professor e investigador de História que aprendeu a perder-se, neste fantástico mundo das coisas de Clio, graças ao fascínio que tinha em ver e ouvir o Professor José Hermano Saraiva. Como muitos milhões de portugueses, e passando por várias gerações, tive o privilégio de conhecer esta celebridade. Era uma visita habitual em casa dos meus pais. Todas as semanas entrava no nosso lar através dos seus fantásticos programas da RTP. Com ele descobri o amor pela História. Muito aprendi com a sua sabedoria e capacidade únicas de comunicar. Julgo que todos os portugueses têm uma dívida de gratidão para com este Professor. Um mestre que todos gostariam de ter e de conhecer pessoalmente. Eu, felizmente, e emocionado o escrevo, tive o prazer e a fortuna de estar e falar com o professor Hermano Saraiva. A última vez, e recordo-me muito bem, foi na cidade do Porto, na Livraria Latina, na Rua de Santa. Catarina, no lançamento de um dos seus últimos livros. Fui dos poucos que consegui falar alguns

minutos com o professor. Não se conseguia aguentar muito tempo de pé, e pediu desculpa por isso. Mas fez questão de se levantar para me cumprimentar. Sabemos que grandes homens morrem fisicamente, mas nunca morre a sua alma e memórias no coração dos que lhe sobrevivem. O professor José Hermano Saraiva, e basta ouvir o que as pessoas dizem na rua e nos transportes públicos, está neste grupo. Era um Senhor que sabia traduzir em palavras e gestos a «alma mater» da nacionalidade portuguesa. Manteve-se firme e coerente desde o início ao fim da sua vida. Podemos concordar ou não com as suas convicções, mas temos de admitir que se tratou de um Homem de valores e de carácter. A visão que possuía das coisas era ampla. O rigor e a largueza do seu pensamento não tinham limites. Idealista e inconformista, sincero e leal, passou no mundo para além do mundo. E abriu um sulco de tão luminosa e viva irradiação que esta não se apaga nem apagará jamais da lembrança de quantos estimavam e admiravam a estranha e

DR

O homem que o povo amava e (um)a (certa) esquerda odiava

cativante personalidade. Divulgador da História de Portugal, teve sempre o povo que o amava e acarinhava. Porém, uma certa esquerda militante desdenhava e abominava o seu passado como ministro do regime anterior. A política, e sempre a política, que em Portugal aproveita para catalogar as pessoas com os chavões do preconceito. Mas também precisamos de referir que uma certa classe intelectual lhe era indiferente e nunca lhe perdoou o ser divulgador da História que o professor Hermano Saraiva contava, e muitas vezes, através de

estórias. Era nisso que o professor era excelente: um contador nato da nossa História! Um grande comunicador, sem dúvida, especialista em contar as estórias da História. Tinha o dom da palavra e cativava a atenção do público. Alguns, com desdém, diziam que aquilo que Hermano Saraiva fazia na televisão não era História. Ao que sempre respondi: «se não é tenho pena que a História não me motive assim. E se calhar não era, talvez fosse mais «a alma da gente».

Grande Mestre! Grande Comunicador! Grande Divulgador da nossa História! Para ensinar não basta o saber e o conhecer: é preciso gostar de o fazer e fazê-lo com vocação e talento, tal como o professor o fez. Agora que José Hermano Saraiva partiu a melhor homenagem será feita por todos nós, no silêncio das nossas almas, na admiração e respeito que lhe temos. Este grande português fica na História de Portugal e com todo o mérito. Bem-haja, professor José Hermano Saraiva, por tudo quanto fez por Portugal e pelos portugueses. Excelente orador e hábil contador de histórias deu vida e emoção ao que os nossos antepassados fizeram e que nos engrandece enquanto povo e Pátria. Cumpriu a sua vida com dignidade, princípios e serenidade e tornou-se, também ele, num homem de valor para a nossa História. O maior legado que nos fica desta personalidade ímpar é o de saber contar a nossa História com a naturalidade e a força de quem respira e vive para sempre.

Estou certo que o tempo e a História reservarão a este Homem um lugar de relevo, não só pelo que ele valeu como comunicador, mas também por ser o testemunho de um Homem superior, que foi uma das mais prestigiosas figuras do nosso século XX. Um Homem que merece ser reconhecido pelo dom da sua palavra. Um homem que se deve recordar pela sua capacidade inata de falar. E que os seus programas de televisão nos mantenham a ilusão de que está connosco! Um Homem que sabia dar vida à História e aos homens e mulheres que fizeram Portugal. Saibamos nós, agora, nestes tempos conturbados, manter Portugal vivo assente nos melhores exemplos do nosso glorioso passado e ultrapassar, juntos, os momentos de dificuldade. Vale a pena pensar nisto! P.S. - Até sempre, Senhor Professor José Hermano Saraiva!

José Carvalho Professor e Investigador de História

Historiador recebeu Medalha da Cidade

Município de Leiria lamenta morte de Hermano Saraiva

DR

DR

O mundo da cultura portuguesa ficou mais pobre com a morte do professor José Hermano Saraiva, historiador natural de Leiria. Apesar de a sua vida ter sido passada fora da cidade do Lis, nunca perdeu a oportunidade de demonstrar publicamente o carinho que sempre nutriu pela terra onde nasceu. Em comunicado, a Câ-

mara Municipal de Leiria adianta que “Leiria e o país muito lhe devem. O conhecimento da história das nossas terras também se deve ao imenso trabalho deste grande divulgador e homem do saber.” No mesmo comunicado a autarquia adianta que resta o “conforto de, em 2010, a Câmara Municipal de Leiria ter reconhecido publicamente o mérito e

o prestígio do Professor José Hermano Saraiva com a atribuição da Medalha da Cidade – insígnia de primeira classe – Ouro”. Acrescentando que na “memória fica-nos aquilo que nos ensinou” com a certeza de que “todos vamos sentir a falta deste ilustre leiriense”. Por isso o município envia à família as mais sentidas condolências.


4 CULTURA

O Mensageiro 26.Julho.2012

Teatro e dança até 12 de Agosto Teatro Miguel Franco (Leiria) • A TEIA DE GELO | Comédia Dramática | de Nicolau Breyner | c/ Diogo Morgado, Margarida Marinho, Paula Lobo Antunes | 29 de Julho, 21h30, 30 de Julho, 21h30, 31 de Julho, 21h30 e 1 de Agosto 18h30 e 21h30. Cine-Teatro (Monte Real) • O DITADOR | Comédia | de Larry Charles | c/ Sacha Baron Cohen, Anna Faris, John C. Reilly, Ben Kingsley | 26 de Julho, 21h30 • AMIGOS, AMIGOS SEXO À PARTE | Comédia | de Jennifer Westfeldt | c/ Jennifer Westfeldt, Adam Scott, Maya Rudolph, Megan Foz | 1 de Agosto, 21h30.

EXPOSIÇÕES

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”O princípio da Viagem” - pintura de José Manuel Pedrosa (~31/07) • Pintura de José Pedrosa (~31/07) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”O Museu Etnográfico do Freixial...” (~30/07) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Por estes lugares adentro” - fotografia e escultura (~30/08) •”Oficina do Olhar” - exposição permanente •”ANALOGIKA” - fotografia (~31/07) Banco de Portugal - Leiria •”Artes de ESFRL” - mostra colectiva (~09) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República” - colecção de António Pedro Vicente (~30/07) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Água leva o regadinho” - engehos tradicionais (~29/09) Auditório do Rancho Folclórico - Freixial •”O Museu Etnográfico do Freixial visto pelas crianças” (~23/08) Biblioteca Municipal - Ourém •”Os meus olhares” - pintura de Isabel Gil Maia (~31/07) Galeria Municipal - Ourém •”7” (sete pecados capitais) - pintura de Jason Brutt (~29/07)

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Eu visito a biblioteca” - actividades (30/07, 10h00) Mi|mo - Museu da Imagem em Movimento - Leiria • Teatro de sombras e oficinas criativas (3ªs~6ªs) • Férias de Verão - actividades (2ªs~6ªs, 10h~12h30 e 14h~16h30) Moinho de Papel - Leiria •“Viagem à Fábrica do papel (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) Jardim Luís de Camões - Leiria • Bailes de Verão (27/07) Páteo do Mercado Sant’Ana - Leiria • Praça Viva Leiria 2012 (28/07) Casa-Museu João Soares - Cortes •”Heróis do Mar” - biblioteca de Verão (~31/07) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”O Urso e a Formiga” - hora do conto (2ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) Museu Municipal - Ourém •”A Moura oureana” - oficina pedagógica (~30/07) Biblioteca Municipal - Ourém • Fora da estante - Dia Mundial dos Avós (~31/07)

Museu da Cerâmica inaugura exposição

“Um ano de cerâmica e vidro” O Museu da Cerâmica, nas Caldas da Rainha inaugura esta quinta-feira, pelas 17h30 a exposição “um ano de cerâmica e vidro – cencal” seguindo-se uma conversa com Emídio Galassi que recebeu o Prémio Internacional Faenza1983. Uma iniciativa conjunta da Direcção Regional de Cultura do Centro; do Conselho de Administração do Cencal e do Museu da Cerâmica.

VI Festiv’Álvaro anima Praia da Vieira Na Praia da Vieira, concelho da Marinha Grande continua a decorrer o VI Festiv’Álvaro, no Auditório António Campos. Um festival composto por grupos de teatro amadores e semiprofissionais de vários locais do país e que decorrerá até dia 12 de Agosto. Com organização do Teatresco – Grupo de Teatro e com o apoio da Câmara Municipal da Marinha Grande, ao longo do festival, serão apresentadas sete peças de teatro, distribuídas em ses-

DR

CINEMAS

sões para jovens e adultos e espectáculos infantis e dois

espectáculos de dança. No dia 28 de Julho, o

Teatresco apresenta a peça “A Lição”, pelas 22h00. As entradas custam três euros. No dia 29 de Julho o Triopulante – Teatro para todos trará à cena a peça “Sabemos porque lemos” com as entradas a custarem 2,50 euros. No dia 31 de Julho o palco do Auditório António Campos acolherá um espectáculo de dança “Bionic” de Pedro Simões, sob direcção musical de João Labrincha. Os bilhetes custam sete euros.

Casa-Museu João Soares apresenta a peça “A Advogada do Pulgão”

Cortes recorda tradições da Festa de Maio “A Advogada do Pulgão” é o tema da peça de teatro que será apresentada no próximo sábado, pelas 18h00, no Auditório da Casa-Museu João Soares, nas Cortes, concelho de Leiria. Esta peça de teatro é um retrato de um dia de uma família das Cortes nos anos 50 do século passado, em véspera da tradicional

Festa de Maio, em honra de Nossa Senhora da Gaiola. Retrata as tradições da aldeia e dos seus habitantes, os seus trabalhos diários no campo e na lida de casa e outros afazeres obrigatórios na preparação da Festa de Maio. “A Advogada do Pulgão” é trazida a palco pelo grupo Belidade, um grupo de seniores aposentados de

Cortes que semanalmente se reúne na Casa-Museu João Soares, no âmbito do projecto “Viva a Vida” para participar em sessões diversas em prol do envelhecimento activo. Este projecto do teatro surgiu no âmbito de um trabalho de estágio de uma aluna do curso de Animação Cultural, do Instituto Politécnico de Leiria, Cindy

Pinto. O texto foi escrito com base em crónicas da autoria de um elemento da Belidade, Maria do Carmo Cordeiro e completado pelas memórias dos outros elementos do grupo. Para a peça de teatro, o texto foi adaptado pela estagiária e pela coordenadora do estágio.

Bodas de Ouro a caminho

Rosas do Lena vai aos Açores O Rancho Folclórico Rosas do Lena vai participar, de 2 a 8 de Agosto, no Festival Nacional da Relva e noutras manifestações etnográficas na ilha de S. Miguel, Açores. Esta é mais uma actividade deste agrupamento, entre tantas outras que organiza durante o ano, uma das quais a Gala Internacional de Folclore da Batalha, este ano a 11 de Agosto. Mas nem só de espectáculos se faz o folclore. Ao longo do ano, por exemplo,

têm decorrido cursos de concertina, de violão e de cavaquinho, ministrados tanto aos componentes do Rosas do Lena como de outros grupos da região. Outro âmbito importante da sua actividade relaciona-se com o Museu Etnográfico da Alta Estremadura. Entre fins de Maio e princípios de Julho, quatro alunos do Agrupamento de Escolas da Batalha estagiaram neste museu, onde procederam ao inventário fotográfico das peças ex-

postas e realizaram visitas guiadas e actividades com crianças. No 7º Festibatalha, a 8 de Julho passado, estiveram presentes com trabalhos de divulgação do museu e com jogos tradicionais infantis. Entretanto, o programa das comemorações do cinquentenário do Rosas do Lena, em 2013, está praticamente elaborado. Entre outras iniciativas, estão previstos colóquios com etnógrafos, etno-musicólogos, historiadores,

jornalistas e sociólogos, exposições repartidas por vários espaços na Batalha e na Rebolaria, evocação de mestre António Pereira Marques e, evidentemente, novas edições da Gala Internacional de Folclore da Batalha, do Festibalatalha, do Encontro Nacional de Cantadores e Tocadores de Instrumentos Tradicionais, do Museu ao Vivo, da Adiafa da Cultura, dos Cânticos da Quaresma, dos jogos tradicionais e dos espectáculos etnográficos, etc.

Fados no aniversário do Centro Paroquial do Reguengo do Fetal Inserida nas comemorações dos 500 anos da paróquia e freguesia do Reguengo do Fetal, realiza-se no dia 27 de Julho a festa anual do Centro Paroquial de Assistência da paróquia,

com os seguintes actos: 17h00 - Eucaristia com coro litúrgico CPA|SAMP 18h00 – Lanche de convívio 21h30 – Actuação do CAO da

CERCILEI 22h00 – Grande Noite de Fados com Joana Amendoeira. Inclui ceia com caldo verde, grelhados mistos, bom vinho, filhós e café.


CULTURA 5

O Mensageiro 26.Julho.2012

História de Korrodi em destaque

Estágio Internacional de Orquestra

Castelo de Leiria abre sala de exposições A partir desta sexta-feira o Castelo de Leiria passa a ter um novo espaço de visita: a sala de exposições no interior do Palácio (Paços Novos). Este espaço apresentará duas exposições: “Korrodi e o Restauro do Castelo de Leiria” e “Habitantes e Habitats-Pré e Pró-História na Bacia do Lis”. Duas mostras que serão inauguradas esta sexta-feira, pelas 18h30, contando com a presença de Jorge Estrela, director da Casa-Museu João Soares e de Gonçalo Lopes, vereador da Cultura na Câmara Municipal de Leiria. A exposição “Korrodi e o

Restauro do Castelo de Leiria” resulta de uma parceria da Casa-Museu João Soares e do Município, e pretende dar a conhecer as propostas de Ernesto Korrodi, que logo em 1898 tiveram enorme impacto nos meios intelectuais portugueses e em particular nos de Leiria. A força das imagens fez nascer a vontade de recuperação de um monumento para o qual apenas se previa indiferença e ruína. É esse esforço – que se prolongou durante um século - que é documentado na exposição. O Município de Leiria reabre igualmente ao público a exposição

Habitantes e Habitats-Pré e Proto-história na Bacia do Lis, apresentando sítios arqueológicos da região, enquadráveis na Pré e ProtoHistória, salientando-se que em Leiria se têm revelado descobertas arqueológicas de relevância no contexto nacional e internacional. A partir de um vasto conjunto de achados e sítios arqueológicos, pode observar e compreender a evolução das comunidades Pré e Proto-Históricas que habitaram a Bacia do rio Lis. A exposição abre com uma jazida de sílex, local de abastecimento de maté-

ria-prima, essencial para a vida quotidiana do homem na pré-história. De seguida o percurso expositivo levanos a conhecer diversos sítios arqueológicos com cronologias desde o Paleolítico Inferior até à Idade do Ferro. Destacam-se os sítios arqueológicos da praia do Pedrógão, o Abrigo do Lagar Velho, local da descoberta do Menino do Lapedo, e os contextos da Idade do Ferro identificados no morro do castelo de Leiria. As exposições podem ser visitadas, todos os dias da semana, das 10h00 às 18h00.

Artesanato e música animam sábados leirienses

“Mercadinho de Sant’Ana” Até ao próximo dia 18 de Agosto o pátio do Mercado de Sant’Ana, em Leiria receberá todos os sábados entre as 16h00 e as 24h00, o “Mercadinho de Sant’Ana”, numa iniciativa da Câmara Municipal de Leiria. Neste espaço composto por 21 bancas será possível encontrar à venda objectos de olaria, bijutaria, peças de artesanato, brinquedos em madeira, cestaria, trabalhos em tecido e vidro, pintura, doçaria e licores. Para a concretização

deste “Mercadinho de Sant’Ana” a autarquia contou com a colaboração dos lojistas que se associaram à acção através da comercialização dos seus produtos ao ar livre. Assim sendo, a partir das 22h00 a venda de artigos de artesanato e tradicionais alia-se à música e à dança, pela “Praça Viva”. No próximo Sábado a animação no pátio do Mercado de Sant’Ana fica por conta do grupo Hombres Y Flamenco que apresentarão um espectáculo de música

e dança. A 11 de Agosto Celina da Piedade interpretará música tradicional com o acordeão e depois Cosie Chérie encerrará este ciclo de espectáculos com um concerto acústico de música summer folk, no próximo dia 18 de Agosto. Antes a 4 de Agosto “Filmus” actuarão no Teatro Miguel Franco, mas quem desejar poderá assistir ao concerto no pátio do Mercado Sant’Ana através de ecrã gigante. Gonçalo Lopes, vereador

da Cultura na Câmara Municipal de Leiria explica que este evento tem por objectivo “dinamizar o Mercado de Sant’Ana, afirmando-o como uma nova centralidade cultural em Leiria, num espaço de convívio entre gerações, através de uma oferta diversificada de produtos artesanais e de doçaria, que pretende contribuir ainda para a atracção de novos públicos e de turistas a Leiria”.

Desenhos de Carlos Reys e produtos gourmet atraem turistas Até ao próximo dia 5 de Agosto o Posto de Turismo de S. Pedro de Moel apresenta exposições do pintor Carlos Reys e Fátima Rodrigues, numa iniciativa da Câmara Municipal da Marinha Grande. Num só espaço os turistas podem usufruir de duas exposições diferentes já que Carlos Reys apresenta uma mostra de desenhos à pena a tinta da china intitulada “Pinheiros Serpente de São Pedro de Moel” em 12 telas. Por sua vez, Fátima

DR

Pinheiros serpentes em S. Pedro de Moel

Rodrigues mostra “Onde a terra se acaba e o mar começa … Da Natureza para a mesa/Saborear São Pedro”

numa exposição que exibe produtos gourmet de sua autoria. Podem ser observadas

ou degustadas diversas iguarias regionais, como bolachas em forma de esquilo, sargo, robalo, víbora do pinhal; bolo de pinhão, bolachas de urze (planta característica do Pinhal do Rei), geleia de camarinha (baga da camarinheira que é um arbusto endémico quase exclusivamente do litoral português). As exposições podem ser vistas de terça-feira a sábado, das 10h00 às 13h00 e 15h00 às 19h00.

Concerto no Mosteiro da Batalha As Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha acolhem, no dia 29 de Julho, domingo, às 18h00, o concerto de encerramento do 9.º Estágio Internacional de Orquestra da Região de Leiria/ Fátima. O repertório a interpretar inclui composições de Debussy (Prélude à l’après-midi d’un faune, Nocturnes I e II (Nuages e Fêtes) e Berlioz (Symphonie fantastique). As duas primeiras obras serão dirigidas por alunos de Direcção de Orquestra que integram este estágio, enquanto que a Sinfonia Fantástica será conduzida pelo conceituado maestro Jean-Sébastien Béreau, responsável pelos estágios de orquestra do Orfeão de Leiria.

Música nos Mosteiros

Hot Clube de Portugal na Batalha No âmbito da Rede de Mosteiros Portugueses Património da Humanidade (RMPPH), a Direcção-Geral do Património Cultural apresenta até Setembro um ciclo de concertos denominado “Música nos Mosteiros”. Este ciclo inscreve-se no plano estratégico da RMPPH, apresentando como parceiros os municípios de Alcobaça, Batalha, Lisboa e Tomar, e contando com co-financiamento comunitário, através do QREN, POCentro e POLisboa e Vale do Tejo. Neste âmbito, o Mosteiro da Batalha vai receber um concerto de jazz pelo quinteto do Hot Club Portugal, no próximo dia 4 de Agosto, sábado, às 18h00.

Em São Pedro de Moel “À Descoberta do Mar”

Férias sobre Afonso Lopes Vieira Até ao final deste mês de Julho a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, em S. Pedro de Moel, no concelho da Marinha Grande, está a organizar actividades educativas subordinadas ao tema “À Descoberta do Mar”. Uma acção dirigida a crianças dos cinco aos dez anos e de participação gratuita que visa dar a conhecer a obra e vida do poeta e escritor Afonso Lopes Vieira e a sua colecção que mostra a perfeita ligação que existe entre a casa e os elementos relacionados com o mar. No ateliê “À Descoberta do Mar”as crianças são convidadas a escutar a leitura do livro “Bartolomeu Marinheiro” de Afonso Lopes Vieira e ainda a participarem numa actividade de expressão plástica. Os interessados podem obter mais informações junto da Casa-Museu Afonso Lopes Vieira.

“Praça Viva Leiria 2012” em Monte Real

Festas da Rainha Santa Isabel O programa “Praça Viva Leiria 2012” continua a animar as noites de verão na cidade do Lis e em Monte Real, nos meses de Julho, Agosto e parte de Setembro. Para esta noite de quinta-feira, em Monte Real, pelas 21h30, será exibido o filme “O Ditador”, no Cine-Teatro local. Mas a animação em Monte Real vai ser grande este fim-de-semana, devido às Festas da Rainha Santa Isabel, organizadas pela Junta de Freguesia. As festas começam esta sexta-feira, pelas 21h15 com a Procissão das Velas, seguindo-se a actuação de Virgílio Pereira e Manuel Ribeiro. No Sábado, actuará pelas 21h30 a Banda Acesso, seguindo-se a banda Red e no Domingo pelas 15h30 haverá Procissão Solene e pelas 22h30 actuará a Chaparral Band. Os festejos encerrarão com fogo de artifício por volta das 24h00.


6 SOCIEDADE

O Mensageiro 26.Julho.2012

Oposição contesta decisão do Governo

Extinção das regiões de turismo de Leiria-Fátima e do Oeste O Governo prepara-se para extinguir as Regiões de Turismo do Oeste e de Leiria/Fátima. Uma decisão que não agrada ao presidente da Federação Distrital de Leiria do PS, João Paulo Pedrosa que em comunicado critica esta tomada de posição dizendo que o Governo “se prepara para dar mais uma machadada na economia do nosso distrito”. O presidente da Federação e deputado do PS na Assembleia da República pelo distrito de Leiria lem-

bra que “este distrito tem sido dos poucos a nível nacional que tem índices de crescimento económico que permitem a Portugal sair da crise e o Governo, em vez de ajudar, só tem contribuído para prejudicar Leiria, anunciando sucessivos encerramentos de serviços e agora quer dar cabo da promoção turística da região, impedindo-nos de atrair mais turistas e de promover as nossas belezas naturais, prejudicando os operadores, empobrecendo

empresários e comerciantes e lançando no desemprego muitos trabalhadores do sector”. Acrescentando “Fátima, por exemplo, que é uma marca turística conhecida em todo o mundo, vai acabar e ser substituída por uma marca chamada “Centro”. Alguém, no seu perfeito juízo consegue ver ganhos de promoção turística substituindo Fátima por Centro?” interroga João Paulo Pedrosa. “Leiria/Fátima e o Oeste são polos turísticos essen-

ciais porque promovem um produto único no país, duas das sete maravilhas do Portugal estão nesta região e o turismo religioso de Fátima é praticamente único no país e no mundo”. Segundo o presidente da Federação socialista “Se esta intenção do governo se concretizar, e se o bom senso não os fizer arrepiar caminho, esta coligação PSD/CDS está a contribuir para apagar Fátima do caminho de peregrinação de muitos povos europeus que

vêem naquele santuário o principal local de culto e de expressão da sua fé e espiritualidade.” Em face disto, o Partido Socialista apela “ao Sr Ministro da Economia e à Sra Secretária de Estado do Turismo para que arrepiem caminho nesta intenção, apela ainda aos sete deputados eleitos pela maioria PSD/CDS no distrito de Leiria para que sensibilizem o governo para esta decisão profundamente errada” conclui João Paulo

Pedrosa. Os deputados do Partido Socialista vão tomar um conjunto de iniciativas públicas reunindo com operadores locais e associações, ao mesmo tempo que vai solicitar audiências ao Patriarcado de Lisboa, ao Sr Bispo de Leiria/Fátima e ao Reitor do Santuário, no sentido de os sensibilizar para a gravidade e os prejuízos que esta decisão pode acarretar para Portugal.

1ª fase termina a 10 de Agosto

Deputados questionam Governo sobre fiscalização à “Arte Xávega”

O Gabinete de Acesso ao Ensino Superior do IP Leiria já está disponível para auxiliar os estudantes nas suas candidaturas. Aliás este é o único espaço onde os alunos podem efectuar a sua candidatura presencial, auxiliados pelos técnicos do Gabinete ou esclarecer dúvidas sobre o processo da candidatura. Nuno Mangas, presidente do IP Leiria, explica que “este Gabinete visa prestar um serviço de proximidade e é o único no distrito que assegura apoio a quem se quer candidatar ao ensino superior, seja para efectuar a própria candidatura (que pode ser feita online nos computadores do Gabinete), seja para auxiliar na procura da instituição e/ou curso que se pretende, ou para esclarecer dúvidas pontuais”. O apoio do Gabinete aos futuros estudantes do ensino superior é assegurando de forma gratuita durante as três fases de candidatura. A primeira fase de candidaturas ao ensino superior já está a decorrer e termina a 10 de Agosto, sendo que a segunda fase decorre entre 10 e 21 de Setembro. A terceira fase tem início a 27 de Setembro e terminará a 5 de Outubro. O Gabinete de Acesso ao Ensino ao Ensino Superior situa-se no edifício sede do IP Leiria, na Rua General Norton de Matos, em Leiria, e está aberto ao público de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e as 17h30.

A “Arte Xávega”, nas últimas semanas tem sido alvo de apertada fiscalização, algo que tem afectado bastante a actividade piscatória da zona costeira do distrito de Leiria. Nesse sentido, um grupo de deputados do Partido Socialista questionou o Governo sobre as prioridades de fiscalização da pesca de “Arte Xávega”, em detrimento de medidas de protecção. No conjunto de questões dirigidas à Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e ainda aos Ministros da Administração Interna e da Defesa Nacional, os deputados recordam que “a Xávega é uma arte de pesca costeira portuguesa com mais de 200 anos” cuja “actividade ininterrupta foi responsável pelo sustento

Gabinete de Acesso ao Ensino Superior do IP Leiria auxilia estudantes nas candidaturas

Até ao próximo dia 10 de Agosto

Interrupção de trânsito na freguesia de Marrazes Na freguesia de Marrazes, concelho de Leiria o trânsito automóvel vai estar interrompido até dia 10 de Agosto, na Rua Padre Manuel Seiça-Barros. Em comunicado a Câmara Municipal de Leiria informa que esta interrupção se fica a dever à realização de obras de requalificação num muro, a cargo da respectiva junta de freguesia. A alternativa será pela Estrada da Mata, estando ainda salvaguardada a situação dos moradores.

Medidas de protecção aos “jaquinzinhos” de milhares de pescadores em épocas de dificuldades, guerras e miséria alimentar”, perdurando até hoje sobretudo nos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria. Com esta situação de crise e de desemprego que o país atravessa os deputados lembram que muita desta população costeira voltouse para a pesca sazonal entre Junho e Setembro “cujo pescado, vendido directamente aos turistas e à restauração local é hoje, sem dúvida, um forte atractivo turístico e, assim, um factor de dinamização das economias costeiras, também elas muito afectadas pela crise económica”. Por isso, os deputados João Paulo Pedrosa, Basílio Horta, Odete João, Sérgio Sousa Pinto e Filipe Neto Brandão perguntaram ao Governo se na missão da

Polícia Marítima a fiscalização da “Arte Xávega” está nas principais prioridades e se, de todas as funções desta autoridade policial, esta é a mais determinante, socialmente a mais útil e estrategicamente a mais dissuasora do crime.” Os deputados querem também saber se tenciona “o MAI e o MDN determinar a esta força policial que se concentre nas grandes missões de fiscalização costeira contra o crime organizado, o contrabando e tráfico de droga, em vez de andar a medir o tamanho dos “joaquinzinhos” que os pescadores da Arte Xávega capturam”. À Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território perguntam se, “num momento em que Portugal precisa urgentemente de

substituir importações de produtos de pesca, é preferível importar da Ásia douradas de aquicultura do que consumir peixe capturado por artes tradicionais na nossa orla costeira”. Os deputados querem saber “que pensa o MAMAOT fazer para proteger estas artes de pesca tradicional, designadamente na legalização da venda directa do pescado, à semelhança, aliás, do que já existe para outras artes de pesca, evitando deslocações em lota de mais de 30 ou 40 km para esta pesca costeira”, bem como “se está interessado em proteger os seus pescadores ancestrais e ajudar a garantir o seu sustento e sobrevivência num momento tão difícil da vida de todos os nossos concidadãos”.

No âmbito da revisão do PDM

Ourém cataloga actividades económicas A Câmara Municipal de Ourém está a realizar o levantamento das actividades económicas existentes em todo o concelho. Um registo de dados que surge no âmbito da revisão do Plano Director Municipal (PDM). Nesse sentido, José Alho, vice-presidente da autarquia fez saber, na última

reunião do executivo, que a câmara municipal “que está a ser realizado um inquérito de preenchimento voluntário através do qual o empresário poderá responder ao solicitado sobre a actividade que desenvolve”. Para tal a autarquia disponibilizou agentes municipais que se deslocam aos

locais “com o propósito de providenciar apoio necessário ao preenchimento e esclarecimento de dúvidas, que de outra forma poderia inviabilizar a recolha desta informação essencial” esclarece o vice-presidente. Acrescentando que “Uma vez que o conhecimento do território e das suas

actividades económicas é fundamental à elaboração da proposta de revisão do PDM e se pode constituir numa mais valia para os agentes económicos, apelase a todos os empresários que dediquem uma parte do seu tempo ao preenchimento do referido inquérito”.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 26.Julho.2012

Dinamismo do comércio tradicional

Município e Escola de Cavalaria

Feira de Stocks na Batalha

No dia 21 de Julho, a Batalha voltou a evocar o aniversário da Batalha de Macontene e a homenagear o nascimento de Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, que foi o principal dos heróis dessa batalha. A sessão contou com a organização conjunta do Município e da Escola Prática de Cavalaria, de quem este ilustre militar batalhense foi adoptado como patrono. Na praça com o mesmo

DR

Homenagem a Mouzinho de Albuquerque

nome e que alberga o seu busto, Mouzinho de Albu-

querque foi lembrado pela sua capacidade de táctica

Um grupo de comerciantes batalhenses irá organizar nos dias 4 e 5 de Agosto, uma Feira de Stocks, na praça do Município, no centro da Célula B. Com descontos anunciados “até aos 70%”, será uma boa oportunidade para os consumidores adquirirem produtos de moda, calçado, acessórios, artigos de beleza, papelaria, decoração e até serviços de cafetaria e restauração, cabeleireiro e estética, lavandaria, ortopedia, informática e viagens, etc. Segundo os organizadores, trata-se de “uma acção conjunta na defesa do comércio tradicional e para contrariar um pouco os efeitos da crise e das campanhas agressivas das grandes superfícies”. Durante o funcionamento da feira – dia 4 das 10h00 às 23h00 e dia 5 das 10h00 às 21h00 – haverá insufláveis e animação infantil, para que os mais pequenos estejam entretidos enquanto os pais espreitam as compras. Além disso, no primeiro dia, às 21h00, será apresentada uma demonstração pelo Ginásio O2 e, no segundo dia, das 15h00 às 17h00, actuará o duo Vaskinho e Jony.

militar, mas também como exemplo de português que amava a sua pátria e não vacilava perante os desafios que lhe eram impostos para a sua defesa. Para assinalar este acto, perante a formatura militar, as autoridades civis e algumas dezenas de pessoas que ali se juntaram, foi deposta uma coroa de flores junto ao busto e descerrados os sabres de bronze na placa de homenagem. Manuel Carreira Rito

Hospital de Leiria coloca com sucesso seis implantes auditivos O Serviço de Otorrinolaringologia do Centro Hospitalar Leiria-Pombal (CHLP) colocou com sucesso seis implantes auditivos osteointegrados designados por BAHA – Bone Anchored Hearing Aid em pacientes com problemas graves de audição. Paulo Eanes, director do Serviço de Otorrinolaringologia, refere que “esta é uma técnica de baixo risco cirúrgico, usada em vários países desde há alguns anos, com a recuperação da audição pelo indivíduo surdo a quem é aplicada”. Acrescentando que este é

um sistema indicado para “doentes que requerem amplificação auditiva, com algumas condições específicas como as otológicas”, nomeadamente: supressão crónica do ouvido não possibilitando o uso de uma prótese por via aérea; doentes com surdez unilateral combinada com hipoacusia de transmissão contra lateral devido a doença ossicular; otosclerose, em doentes que não podem ou não querem ser operados, ou usar próteses convencionais; exostoses (crescimento anormal do osso); surdez neurossenso-

rial unilateral; malformação congénita do ouvido médio e/ou externo; na pediatria, o Síndrome de Usher, Síndrome de Treacher-Collins; Síndrome de Goldenhar, e Síndrome de Down (nos casos em que a adaptação de uma prótese auditiva é dificultada pela estenose do canal auditivo). “Cerca de um mês e meio depois de colocados os primeiros dois implantes, fizemos a programação dos implantes e os doentes ficaram absolutamente radiantes”, conta Paulo Enes, “eram pacientes com uma surdez relevante do ponto

de vista social e laboral e que agora podem fazer a sua vida normal, sem limitações devido à surdez”. O Baha pode ser usado em qualquer situação da vida diária do utente, excepto enquanto dorme, toma banho ou pratica alguns desportos. O Hospital já tem programados mais oito implantes Baha e em breve o Hospital de Santo André passará a usar uma outra técnica mais complexa que permitirá tratar casos mais graves como a surdez neurosensorial.

Faltam duas toneladas para atingir objectivo

DR

Marinha Grande recolhe 100 kg de tampas Cerca de 100 quilos de tampas de plásticos foram recolhidas pelas crianças do estabelecimento de ensino “Pátio da Inês”, na Marinha Grande, no âmbito da Campanha “Tampinhas & Companhia” a favor da Ana Júlia que está a decorrer. A Campanha “Tampinhas & Companhia” está prestes a cumprir o seu terceiro objectivo que é a angariação de seis toneladas de tampinhas para a aquisição de equipamento especial de posicionamento, acessórios de banho e material ortopédico. Estes materiais vão permitir o correcto posicionamento de mãos, pés, tronco e pescoço e ainda a correcta e segura transferência da pequena Ana Júlia quando chega a hora do banho. A Ana Júlia é uma menina de seis anos de idade que sofre de uma do-

ença degenerativa rara desde os 15 meses. Esta doença designada por “distrofia neuroaxonal infantil” vai deixando a criança, a cada dia que passa, mais debilitada porque a doença provoca o atrofiamento dos membros. A única forma de comunicar da Ana Júlia é através do olhar e do belo sorriso. Para a “Tampinhas & Companhia” contam todas as tampas de plástico, nomeadamente, de garrafas de água, frascos de iogurte e de detergente. Para o objectivo ficar cumprido ainda faltam duas toneladas e por isso a autarquia apela “à colaboração de todos para fazerem chegar tampas de plástico às instalações do Arquivo Municipal”.

DR

Surdez neurosensorial é próximo passo

Empresa leiriense de decoração

Espaço Libris celebra 8 anos “Ainda há pouco tempo nasceu e já lá vão 8 anos de decoração, profissionalismo, criatividade, inovação e design… com a finalidade principal da satisfação total dos clientes”, refere Marco Ferraz, um dos sócios gerentes da Espaço Libris – Decoração de Interiores, Lda. Desde 24 de Julho de 2004, a empresa tem vindo a cumprir os objectivos traçados, “numa estratégia de crescimento paulatino e sustentado, sempre com o cuidado de acompanhar tendências e antecipar formas de ultrapassar as adversidades sócio-económicas de cada época”, acrescenta Paulo Cruz, o outro gerente da sociedade. Presentemente, com dois espaços de atendimento e exposição em Leiria e Lisboa, a Espaço Libris é já uma marca de referência no sector da decoração, actuando em vários âmbitos desde mercado, nomeadamente, na habitação, espaços de público e hotelaria. Nestes 8 anos de existência, a aposta foi na criação de uma cultura de imagem própria e em conceitos que se tornassem característicos do seu trabalho, mas sem descurar a perspectiva de expansão, tanto a nível nacional, como internacional. Prova disso é a forte campanha de marketing que iniciou este mês e irá decorrer até ao final do ano, em vários meios de comunicação espalhados pelas principais cidades do País. A participação anual assídua na FIL – Feira Internacional de Lisboa, tem projectado o nome da empresa ao nível do que de melhor existe no País. E, actualmente, o horizonte projecta-se já além fronteiras, em especial, no mercado francês e angolano. Estes passos são “naturais neste rumo de sucesso, na senda de levar a marca e imagem Espaço Libris tão longe quanto possível, sempre com a distinção qualitativa e inovadora com que muitos já nos conhecem”, consideram os gerentes.


8 ECLESIAL

O Mensageiro 26.Julho.2012

Família há oito séculos

Maria Madalena Martinengo Chama-se Maria Madalena. Nasceu a 4 de Outubro de 1687 em Bréscia no palácio dos condes Martinengo: Leopardo III, da nobre família Martinengo de Barco, e de Margarida Secchi, dos Condes Secchi de Aragão, da família de São Luís Gonzaga. O seu nascimento foi motivo de grande alegria, mas também de muitas preocupações por ser de saúde muito frágil. Porém, o seu nascimento, custou a vida, cinco meses depois, da própria mãe. No baptismo recebeu o nome da mãe – Margarida. Contudo, os planos de Deus são diferentes dos homens. A pequena Margarida cresceu melancólica e pálida ultrapassando a sua debilidade física somente aos cinco anos de idade. Foi educada no mosteiro das Beneditinas onde viviam duas tias. Aí recebeu uma sólida formação humana e cristã. Serena e precocemente foi percebendo que Jesus a escolhera desde toda a eternidade para ser propriedade Sua. Por isso, com apenas treze anos, fez o voto de virgindade. Mas o pai e os

irmãos tinham projectado outro futuro para a jovem condessa. Vestiram-na elegantemente e com fausto palaciano apresentaram-na à sociedade. Não faltavam pretendentes. Segundo os seus, o casamento era o caminho certo para a jovem princesa. Margarida não cedeu e revelou a sua decisão de se consagrar totalmente ao Senhor. Começou a grande luta. Tinha dezassete anos. Era nobre, rica, inteligente, culta e de grande beleza. As perspectivas apontavam um futuro brilhante. Margarida foi obrigada a relacionar-se com a sociedade da alta nobreza como competia ao seu nascimento. Para dissuadi-la e fazer esquecer a vocação à vida Consagrada o pai levou-a a viajar por todas as cidades italianas: lugares e paisagens lindíssimos. As igrejas e catedrais impressionaram-na muito. A luta recrudesceu, a ponto de quase ceder à sua decisão. Em Veneza, obrigada a visitar famílias ricas, recebeu mais ofertas de casamento. Para dificultar ainda mais,

vivia na casa dum tio, adverso a qualquer vocação religiosa. Margarida não desarma e, numa noite, enquanto estava no seu quarto, depois de uma festa, dispôs-se a escrever ao pai, pedindo que aceitasse a sua resolução. Mas uma dama de companhia, tendo conhecimento, disse-lhe para rezar e esperar, antes de tomar aquela decisão. A luta foi dura mas, enfim, a graça venceu e o pai concedeu-lhe a suspirada permissão. Após um intenso e prolongado retiro espiritual entrou no Mosteiro de Clarissas de Santa Maria das Neves em Bréscia no dia 8 de Setembro de 1705. Recebeu um nome novo: Maria Madalena. Nesta nova vida, Jesus fê-la beber do cálice da Sua paixão. Ele sabia que podia contar com ela, por isso muito duros foram os primeiros meses. Atormentada por aquela vida de silêncio e austeridade, pela qual agora não sentia a mínima atracão e gosto, chegou a pensar que tinha errado a vocação. A mestra de noviças era de carácter

duro e demasiado rígida. Temia que a Ir. Madalena guardasse no coração sentimentos de orgulho, por ser de origem nobre. Madalena tinha um comportamento reservado, era humilde, recolhida e pontual em todos os actos da comunidade; por tudo isto a mestra temia que a irmã Madalena fosse influenciada pela ânsia de se evidenciar, e mostrar-se superior às outras. Para que tal não acontecesse impôs-lhe contínuas mortificações e humilhações. Porém a jovem estava disposta a morrer,

antes do que transgredir uma só prescrição da Regra. Nas prolongadas horas de oração, à noite, junto do Santíssimo, reafirmava a sua fidelidade a Jesus, redobrando as penitências para obter a graça da perseverança. No fim do ano de provação, a mestra de noviças disse a toda a Comunidade que a Ir. Madalena deveria ser despedida e voltar para casa, caso contrário, tornarse-ia a ruína do Mosteiro. Mas, por desígnio da Divina Providência, a votação foi unânime em favor da jovem noviça. As Irmãs,

OPINIÃO

queda do império romano ou ao fim de Constantinopla. Um dos mistérios da história é a inépcia da brilhante sociedade iluminista em precaver os horrores seguintes, com a sangrenta Revolução Francesa e o cruel império napoleónico. Porque foram tão cegos alguns dos mais profundos espíritos da nossa civilização? Também é sumamente incongruente que a sofisticada Alemanha do início do século XX falhasse no pressentimento da barbaridade nazi que germinava no seu seio. Em 1977, Ingmar Bergman usou a comparação de O Ovo da Serpente para manifestar este espanto. Como não viram, através da casca translúcida, o réptil em formação? A conclusão desta meditação não deve ser que algo falhava nessa elevação intelectual ou que os

movimentos da História escapam até aos génios. Isso deve motivar-nos a procurar as múltiplas sementes de abominação que brotam hoje, como sempre. Que tendências nos podem conduzir ao horror? As histórias revelam que tais venenos raramente estão entre aqueles que a sociedade identifica. Dizer que a nossa época se encaminha para o cataclismo não é propriamente grande novidade. Não temos a complacência do Trianon ou Weimar. Desde a bomba atómica que a humanidade encara a extinção, e a recente crise financeira levou ao paroxismo a sensação de fim de regime. Mas também aqui as nossas preocupações escondem-nos a verdadeira ameaça. Não é a falência do Lehman Brothers ou o programa nuclear iraniano que nos arruinarão. O mal

não está nas exigências de Angela Merkel ou na concorrência com a China. Apesar de graves, esses são detalhes laterais como o Caso do Colar de 1785. A serpente está noutro ovo, que teimamos em não olhar à transparência. Aquilo que os nossos descendentes não conseguirão compreender é a nossa inacreditável ligeireza e inoperância perante factos devastadores, que subjazem a tudo o mais: "No primeiro semestre deste ano, nasceram menos quatro mil bebés do que no mesmo período de 2011. Se a tendência de decréscimo se mantiver, 2012 poderá ficar para a história como o ano em que os nascimentos não chegaram aos 90 mil, algo que nunca aconteceu desde que há registos" (DN, 5/Julho). Sem portugueses não há economia, consumo, emprego, ensino, jus-

tiça, país. Com a atenção centrada no défice, desemprego, ou pior, nas tricas do momento, Portugal resvala para a decadência perante a apatia generalizada. Somos um dos países do mundo com menor taxa de fertilidade, muito inferior à dos nossos parceiros, aliás também entre os mais estéreis. Essas sociedades desenvolvidas há muito identificaram o problema e criaram políticas resolutas para o enfrentar, com sucessos muito díspares. Em Portugal a medida recente neste campo é o subsidiação do aborto, que aliás é a única área da Saúde onde os cortes financeiros não têm efeito. Pior, neste tema, ao contrário dos casos históricos, estamos em violação aberta dos mais elementares princípios da civilização. Luís XVI ou Von Hindenburg podiam dizer que a

João Cesár das Neves Professor e Investigador

Ovo de crocodilo icamos sempre impressionados ao considerar a incapacidade de sociedades antigas em antecipar o que mais as afectaria. Parece incrível que pessoas inteligentes se tenham deixado cair em horrores para nós tão evidentes. Pensando assim vamos, como eles, dirigindo-nos inconscientemente para as próximas catástrofes. Não é preciso recuar à

admiradas, comentavam depois que no momento da votação se sentiram impelidas a votar favoravelmente, movidas por uma força irresistível. No dia 8 de Setembro de 1706, sob o olhar materno de Nossa Senhora, fez a sua Profissão religiosa: seria, por toda a eternidade, esposa do Filho de Deus. Nada mais ambicionava nesta vida. No mosteiro, ocupou-se sempre dos trabalhos mais simples e humildes: cozinha, encarregada da horta, padaria, limpezas, rouparia, lavandaria, sapataria, costura, secretária e sacristã. Foi também mestra de noviças e Abadessa. Deixou muitos escritos espirituais e distinguiu-se pelo seu profundo amor a Jesus Crucificado. A sua festa litúrgica celebra-se no dia 27 de Julho. Pedra viva do templo que Deus vivo vai edificando a cada momento e à qual todos nós estamos chamados a unir-nos como pedras do mesmo Templo. Esta é, portanto, a nossa hora.

Irmãs Clarissas de Monte Real

sua boçalidade seguia os cânones recebidos. Nós, ao apregoarmos o aborto como direito, contrariamos séculos de civilização. Que a atrocidade de arrancar o embrião do seio da sua mãe, prática recusada por toda as sociedades cultas, seja por nós promovida pelo Estado será incompreensível aos nossos poucos descendentes. Nos raros casos em que o tema surge nas conversas, atribui-se a redução da natalidade à crise e ao desemprego, sem notar a incongruência de serem os pobres os mais férteis. Insiste-se na muralha de falácias que tenta esconder a multidão de pequenos cadáveres. Após novo gole de café, o debate regressa às intrigas da semana. É perfeito o paralelo com Versalhes em 1789. Porque o ovo de crocodilo é opaco. In DN


DIOCESE 9

O Mensageiro 26.Julho.2012

Nomeações na Diocese de Leiria-Fátima Julho de 2012 Por mandato do Senhor Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, são tornadas públicas as seguintes nomeações: A Irª Drª Ângela de Fátima Coelho da Rocha Pereira da Silva, da congregação da Aliança de Santa Maria, até agora Vice-Postuladora da Causa de Canonização de Francisco e Jacinta Marto, é nomeada Postuladora da mesma causa. Para além da prática da Medicina, mantém as funções que exerce na Diocese e desempenhará o cargo de Postuladora junto da Congregação da Causa dos Santos em Roma. O Cón. Dr. Emanuel André Matos e Silva, da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, com a anuência do seu Bispo diocesano, é nomeado Capelão do Santuário de Fátima. Nos últimos anos foi Diretor Espiritual no Seminário da Sagrada Família, em Coimbra, docente de teologia no Instituto Superior de Estudos Teológicos da mesma cidade e, mais recentemente, Pároco da Sé de Castelo Branco, Vigário Episcopal do Clero, Reitor do Seminário Diocesano. Acumula as funções de Capelão do Santuário com o cargo de Secretário da Comissão

Episcopal Vocações e Ministérios. O P. Eugeniusz Fasuga, da congregação dos Missionários Redentoristas, com a anuência do seu Superior, é nomeado Capelão do Santuário de Fátima pelo período de um ano. Fez trabalho missionário na Província da Baía, no Brasil, nos Estados Unidos da América e na Irlanda. Exerceu funções de Vigário Paroquial, Formador e trabalhou em missões populares. O P. Dr. Adelino Filipe Guarda, Diretor do Colégio de S. Miguel em Fátima e Diretor do Serviço de Apoio ao Clero, é nomeado colaborador permanente do Santuário de Fátima. A seu pedido, o P. Joaquim de Almeida Baptista é dispensado da paroquialidade da Caranguejeira. Para o substituir é nomeado administrador paroquial o P. Dr. Jorge Manuel Faria Guarda, que acumula com o cargo de Vigário Geral.

Leiria, 18 de Julho de 2012. Vítor Coutinho, Chefe de Gabinete do Bispo Diocesano

Grupo de jovens “Somos UM”

Banda de Leiria ganha prémio revelação

Notícias da Catequese

Preparar o ano 2012-2013 O Encontro Diocesano de Catequistas com que se iniciam as actividades da catequese na Diocese de LeiriaFátima, irá realizar-se no Sábado, dia 29 de Setembro, das 15h00 às 19h30, no Colégio da Cruz da Areia. Este ano com uma configuração diferente do habitual, terá como tema «Expressar a Fé na catequese e na vida», procurando aprofundar os principais conteúdos da Fé presentes no Credo. A marcar o início do Ano da Fé, pretende-se com este Encontro dar a possibilidade dos catequistas fazerem uma síntese da Fé dos Cristãos, numa tarde de reflexão orientada pelo Prof. Dr. Juan Francisco Ambrósio, professor da Universidade Católica Portuguesa. O encontro tem início às 15h00, e terminará com a celebração da Eucaristia às 18h30. Entretanto o SDC vai disponibilizar, na Escola Diocesana «Razões da Esperança», a funcionar quinzenalmente, das 21h00 às 23h00, no Seminário de Leiria, três propostas de formação para os catequistas na segunda hora de formação (22h00 às 23h00): - Curso de Iniciação de Catequistas (formação inicial, para os catequistas que começam a sua formação); - Pedagogia da Fé, do Curso Geral de Catequistas (formação de base, para os catequistas que já completaram o Curso de Iniciação; o Curso Geral é composto pelas cadeiras de Catequética, Psicologia e Pedagogia, além das 6 cadeiras doutrinais da 1ª hora); - 6º Ano da Catequese (espaço de aprofundamento do novo catecismo do 6º ano, com a preparação das catequeses, destinado aos catequistas do 6º ano).

“Algumas actividades atrevidas”

Jovens com calendário definido O Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ) de Leiria-Fátima anunciou, na sua página no Facebook, que já tem calendário para o ano pastoral de 2012-2013 e que este inclui “algumas novidades atrevidas”. Para além das habituais noites de oração Shemá, da formação “4x4” e dos encontros do grupo “Em Rede”, aí surgem novas actividades como as “Conversas c’a Fé”, o “Pedalagrinar a Santiago” a “Peregrinação a Roma / Encontro Internacional Taizé” ou o “YoutTravel ???”, uma formação ligada ao youcat, em parceria com a Paulus. Ainda sem grandes pormenores, os interessados poderão consultar as datas já marcadas na agenda disponibilizada na página do SDPJ e começar a programar a sua participação, acompanhando depois os respectivos desenvolvimentos informativos. Gic de Leiria-Fátima

DR

No final da missa de encerramento do festival Jota, que decorreu em Braga nos dias 19 a 21 e Julho, como oportunamente fizemos referência na edição passada, D. Jorge Ortiga, que presidiu à celebração, e também considerado director artístico do festival, anunciou que a banda “Somos UM”, da paróquia de Fátima, diocese de Leiria-Fátima, foi considerada o grupo revelação entre as bandas que actuaram no evento. A banda “Somos UM” nasceu no seio do Grupo de Jovens de Fátima há cerca de 5 meses sensivelmente. O grupo de jovens surgiu com o intuito de motivar os jovens da paróquia de Fátima a participar nas JMJ Madrid e formar um grupo de jovens empenhados na missão de espalhar a mensagem do Senhor. Em Madrid, a actuação da Banda Jota motivou-os imenso para criarem uma banda de inspiração cristã. O grupo acompanha as actividades da paróquia e está inserido na vida paroquial. A par disso tem

Breves

participado em vários encontros de cariz musical e festivo bem como tem promovido actividades internas para formação e reflexão. Antes deste espectáculo ensaiaram uma vez por semana com o objectivo de pôr a render os seus talentos para que a mensagem chegasse aos mais longínquos corações, que, segundo eles, não são forçosamente os mais distantes fisicamente, mas sim, os que estão fechados para Deus.

Entretanto na sequência da realização do Festival Jota 2012, foi anunciado que o próximo festival se vai realizar de 19 a 21 de Julho de 2013 na freguesia de Paul, Serra da Estrela. A sexta edição do evento regressa ao local onde em 2007 se realizou pela primeira vez, na Diocese da Guarda. Ainda relativamente ao festival deste ano, a organização emitiu um comunicado de agradecimento aos organismos juvenis da

arquidiocese, ao arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, “por ter acreditado”, bem como à estrutura da Capital Europeia da Juventude, entre outros colaboradores. No estádio 1.º de Maio, em Braga, onde decorreram os concertos, foram instalados dois palcos, uma tenda de oração, um insuflável e espaços temáticos que acolheram as cerca de 1900 pessoas que passaram pelo recinto, segundo estimativa do coordenador da Pastoral de Jovens da arquidiocese.

Festas Religiosas na Diocese

Julho e Agosto

Tradicionalmente nos meses de Verão com a chegada dos emigrantes, intensifica-se as festividades religiosas na Diocese. Na impossibilidade de reproduzirmos o programa de cada uma das festas de que vamos tendo conhecimento, deixamos algumas datas: Dias 28, 29 e 30 de Julho, na Golpilheira, Batalha, Festa em honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos; Dias 28, 29 e 30 de Julho, na Reixida, Cortes, Festa em honra de Santa Marta; Dias 28 e 29 de Julho, no Telheiro, Festa em honra da Imaculada Conceição; Dias 6, 7 e 8 de Agosto, na Barreira, Festa em honra do Santíssimo Salvador.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 26.Julho.2012

Leituras | XVII Domingo do Tempo A viver sem água e luz, apenas porque quer evangelizar... Comum (29/07/2012)

“Vivemos e partilhamos como irmãos que somos!” É assim que Graça Lameiro, missionária do Instituto das Irmãs Missionárias da Consolata que está em missão, em Porto Leguissimo, no Sul da Colômbia define a sua missão. Uma missão que exige partir sem olhar para trás porque é preciso não pensar no “conforto” que fica. Graça acompanha os povos indígenas que habitam a Amazónia colombiana e adianta que para eles “não há divisões” as únicas que existem “são políticas e foram criadas por nós ocidentais”. Esta missionária da diocese Leiria-Fátima confessa que quando parte para evangelizar os povos que vivem à beira do rio o faz de “olhos fechados, mas de coração

AO SABOR DA PALAVRA

Cânticos | XVIII Domingo do Tempo Comum (5/08/2012) INÍCIO O povo de Deus- Lau 574 Deus vinde em meu auxílio - Lau 288 SALMO RESPONSORIAL O Senhor deu-lhes o pão - Lau 581 APRESENTAÇÃO DOS DONS Senhor Tu és o pão do Céu - Lau 781 Não podemos caminhar - Lau 515 COMUNHÃO Buscai o alimento - Lau 187 O pão que o Teu amor nos dá - Lau 571 PÓS-COMUNHÃO Senhor, eu creio que sois Cristo - Lau 759 Saboreai como é bom - Lau 726 FINAL Louvai, louvai o Senhor - Lau 479 Povos da terra louvai o Senhor - Lau 1116

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

17º Domingo do Tempo Comum 29 de Julho de 2012

Milagres

T

antas vezes na nossa vida encontramos pessoas que esperam, melhor, que exigem a realização de milagres como se fossem acontecimentos corriqueiros na vida das pessoas, como se Deus fosse um criado ao nosso dispor, com uma varinha mágica para satisfazer todos os nossos desejos. Os milagres de que nos fala a liturgia deste domin-

DR

Antífona de Entrada: Salmo 67, 6-7.36 Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo. Leitura I: 2 Reis 4, 42-44 Salmo Responsorial: Salmo 144 (145), 10-11.15-16.17-18 (R. cf. 16): Abris, Senhor, as vossas mãos e saciais a nossa fome. Repete-se. Leitura II: Ef 4, 1-6 Aclamação ao Evangelho: Aleluia Lc 7, 16 Refrão: Aleluia. Repete-se. Apareceu entre nós um grande profeta: Deus visitou o seu povo. Refrão. Evangelho: Jo 6, 1-15 Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes. Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?». Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um». Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro: «Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?». Jesus respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram. Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca». Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido. Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo». Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte. Palavra da salvação.

Missionária leiriense dá a conhecer a palavra de Deus na Amazónia Colombiana (I)

aberto”. Isto porque Graça trabalha com cinco povos indígenas completamente diferentes distribuídos por 11.640 quilómetros de território, o que torna a missão ainda mais difícil. Graça considera-se “afortunada” por poder partilhar a “sua vida e a sua fé” com estes povos, assim como, por “viver sem luz e sem água e do rio, que é a

nossa fonte de vida”. Esta missionária, crescida e criada, na freguesia de Pousos, concelho de Leiria, passa os seus dias dividida entre a Colômbia e o Peru, vivendo diariamente, lado a lado com o risco porque a zona onde habita é classificada como “uma zona de conflito”. A única forma de chegar as estas comunidades é por

go não são actos gratuitos, para maravilhar as pessoas que deles beneficiaram. Eliseu e Jesus ao realizarem a multiplicação dos pães não se limitaram a dar comida às pessoas. Os milagres são antes de mais uma imagem dos bens espirituais que Deus dá àqueles que n’Ele acreditam. Mais importante que os bens materiais que Deus vai dando aos homens, são os bens espirituais, que são também alimento para a nossa vida. E o alimento mais rico que ele nos dá é a sua Palavra, que nos vem pela Bíblia, pela tradição e ensino da Igreja, que vai actualizando a sua leitura para cada tempo que se vive. Esta palavra divina que foi sendo revelada ao longo da história do Povo de Deus teve a sua revelação final com a encarnação de Jesus (o verbo de Deus, nas palavras de S. João), este Jesus que está presente na Eucaristia: no pão consagrado que, repartido, alimenta os fiéis. O milagre da multiplicação dos pães que Jesus realiza é prefiguração da

sua doação a todos os homens pela Eucaristia, também como resposta ao Evangelho que ouvíamos no Domingo passado: os que vivem perdidos no mundo encontram em Jesus, alimento dos cristãos, a força para caminharem juntos. Este é um verdadeiro milagre que acontece cada vez que celebramos a missa: o pão e o vinho tornam-se no corpo e sangue de Cristo para alimento dos membros da sua família. É pois do mesmo Pão e da mesma Palavra que todos nós, cristãos, nos alimentamos: esta unidade tem a sua fonte no baptismo que recebemos, que nos torna a todos membros do mesmo corpo, vivendo segundo o mesmo Espírito, como filhos do mesmo Pai, que é o Deus único, como nos diz S. Paulo. Por isso o Pão que repartimos, em cada celebração, tem de ser imagem da nossa vida como cristãos: alguém que encontra a fonte do seu viver na Palavra que Deus deu (e vai dando) ao homem, no Próprio Cristo que deu a sua vida por nós e ficou para sempre pre-

barco e para isso Graça precisa de viajar mais de oito horas. Apesar de tantas restrições quando se olha para as comunidades da “civilização urbana” Graça diz que se sente “muito consolada” por estes povos e que “tenho aprendido muito com eles”. Acrescentando que aprendeu a “valorizar as pequenas coisas que afinal são muito grandes”. “ Agora valorizo mais aquilo que a natureza nos dá”. Além disso “descobri e compreendo melhor o encontro e o silêncio que, muitas vezes, diz mais que mil palavras”. Até porque os indígenas “não são de muitas falas. Eles privilegiam muito o silêncio. Apreciando apenas o estar juntos”.

Cláudia Santos

sente na Eucaristia, não de maneira meramente simbólica mas de forma bem real, sendo Ele próprio o vínculo de unidade entre todos os cristãos e origem de toda a Caridade, Fé e Esperança. Assim só participamos verdadeiramente na Eucaristia se a comunhão for algo efectivo na nossa vida comum. Se a nossa relação com aqueles que nos rodeiam, com os nossos irmãos, for fruto do próprio Jesus Cristo. Comecei a falar dos milagres que as pessoas desejam. Pois não é esse o modo habitual de Deus proceder, de tal forma que Jesus se retirou quando o quiseram fazer rei, depois da multiplicação dos pães. As pessoas não entenderam que o mais importante é aquilo que está no interior das coisas, o espírito das coisas, aquilo que não se vê mas permanece para sempre porque não é corruptível, não tem dimensões físicas e por isso é absolutamente satisfatório, e não uma mera ilusão passageira.


PORTUGAL 11

O Mensageiro 26.Julho.2012

Vítimas de incêndios

Cáritas Portuguesa abre conta solidária A Cáritas Portuguesa abriu uma conta solidária para “atender às necessidades que se revelem necessárias” face aos sucessivos incêndios que têm atingido a Madeira, o Algarve e o restante território nacional. A organização católica revela, em comunicado, ter disponibilizado desde já um “donativo de emergência no valor de 20 mil euros” e “através da disponibilização de dezenas de voluntários que estão a actuar directamente no terreno”. A Cáritas manifesta a sua “solidariedade com as vítimas dos incêndios” que estão a atingir as diversas

populações e adianta que o seu presidente nacional tem estado em “contacto permanente” com os responsáveis das Cáritas diocesanas”, que estão no terreno a apoiar a população e que fazem o relato dramático daquilo que se vive”. A conta “Cáritas ajuda vítimas de incêndios”, com o NIB 0007 0000 00107639446 23, recebe agora donativos para as vítimas dos incêndios. O bispo do Funchal manifestou a sua “solidariedade espiritual” e “profunda comunhão” com as pessoas atingidas pelos incêndios que assolam a Madeira, que considerou uma “calamidade”, e prometeu o apoio da

Igreja às populações. “Toda a nossa diocese, com as suas paróquias e instituições, vive momentos de grande sofrimento e apreensão, devido aos incêndios que assolam várias partes da nossa ilha”, sublinha D. António Carrilho, numa nota enviada à Agência ECCLESIA. Uma série de incêndios atinge diversas áreas da ilha desde terça-feira, sendo as situações mais críticas neste momento os focos nos concelhos da Calheta, Funchal e Santa Cruz, que originaram a retirada de centenas de pessoas. D. António Carrilho adianta que a Diocese do

Funchal, através da Cáritas, “que mais uma vez se colocou no terreno desde a primeira hora”, vai procurar prestar apoio “às necessidades das populações que têm sido e estão a ser afectadas”. A organização católica de solidariedade e acção humanitária tem desde esta madrugada cerca de 50 voluntários prontos a apoiar as vítimas dos fogos. Os incêndios deixaram centenas de pessoas desalojadas, dezenas de casas destruídas ou parcialmente consumidas pelo fogo, bem como elevados danos materiais e ambientais.

Breves “Eucaristia, Sacramento da Caridade”

Encontro da Pastoral Litúrgica O 38.º Encontro Nacional da Pastoral Litúrgica, iniciativa que decorre desde o dia 23 de Julho até ao dia 28, está a juntar cerca de 1200 pessoas à volta da temática “Eucaristia, Sacramento da Caridade”. De acordo com o programa do evento, publicado na página do Secretariado Nacional da Liturgia (SNL), o principal objectivo será destacar a Eucaristia enquanto “fonte de missão, caridade e comunhão”, no meio da Igreja Católica. Citando a exortação apostólica Sacramentum Caritatis, do Papa Bento XVI, a entidade organizadora recorda que o Mistério Eucarístico nasceu do “amor” de Jesus por toda a humanidade, algo que o Filho de Deus levou “até ao fim, até ao dom do seu corpo e sangue”. “A Eucaristia impele todo o que acredita n’Ele a fazer-se pão repartido para os outros e, consequentemente, a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno”, acrescenta o SNL, que espera contribuir para uma participação mais activa da comunidade naquele “sacramento admirável”. Entre os diversos conferencistas que irão marcar presença, destaque também para a participação de D. António Couto, bispo de Lamego e presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização.

“A Fé da Igreja”

Faculdade de Teologia organiza curso

Reflexão sobre as JMJ 2013 O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ) aproveitou a passagem de milhares de jovens pelo Festival Jota para promover um workshop sobre a próxima Jornada Mundial da Juventude. Em entrevista à ECCLESIA, no encerramento do certame de música cristã que animou a Cidade dos Arcebispos o director do

organismo católico, padre Eduardo Novo, mostrou-se agradado com a “firmeza” com que os mais novos se estão a preparar para o encontro internacional que vai ter lugar em 2013, no Brasil. Para o sacerdote, a adesão dos mais novos ao ateliê revelou que já há uma boa “capacidade de caminho”, rumo à JMJ do Rio de Janeiro, que será

um convite à descoberta de Deus e de cada um. “A JMJ tem de facto este dom de nos unir mas sobretudo de cada um fazer esta experiência pessoal e comunitária de encontro com Cristo”, salientou. A Jornada Mundial da Juventude é o maior encontro juvenil organizado pela Igreja Católica, unindo pessoas de todo o mundo

Edição da“YOUCAT”

Agenda 2012-2013 Dando continuidade ao projecto do YOUCAT, a PAULUS apresenta agora YOUCAT – Agenda 2013, uma agenda em sintonia com a Igreja. Com ela pode-se compreender melhor as festas da Igreja e ganhar ânimo para participar nelas. Segue o mesmo design e estilo

do YOUCAT, muito dinâmico e apelativo para os jovens de hoje. Esta agenda pretende ser um meio de evangelização para todos os jovens e pode-se alargar a todos os crentes e não crentes. O preço de venda ao público será de 9,90.

em momentos de reflexão, celebração e oração em volta do Papa O lema da JMJ 2013, que vai decorrer de 23 a 28 de Julho, é “Ide e fazei discípulos de todos os povos”, expressão baseada no evangelho segundo São Mateus.

A Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, associa-se à celebração do «Ano da Fé» e organiza um curso sobre “A Fé da Igreja”. Este curso será ministrado em regime de e-Learning, facultando assim “aos cristãos a possibilidade de aprofundar os conteúdos da sua fé eclesial e, ao mesmo, habilitar todos aqueles que exercem um serviço pastoral com novos e mais sólidos conteúdos para a transmissão e o testemunho da sua identidade crente”, salienta um comunicado enviado à Agência ECCLESIA. O curso realiza-se de Outubro de 2012 a Julho de 2013 e a primeira fase das inscrições já está a decorrer.

Canções para celebrações litúrgicas

Banda Jota canta Ámen

A Banda Jota acaba de lançar o seu terceiro cd de originais, intitulado Amen. Três anos depois da edição do “Obrigatório Ser” este trabalho apresenta canções para celebrações litúrgicas. Um álbum com temas para a Eucaristia era já um sonho antigo da Banda Jota. Fruto da sua actividade junto dos ambientes da pastoral juvenil, cedo perceberam que não havia muita oferta de cânticos litúrgicos que fossem ao encontro da sensibilidade musical actual dos jovens. Por isso, foram compondo vários temas que surgem agora editados num só cd. “Ámen” apresenta 20 canções havendo mais do que uma proposta para alguns dos momentos da Eucaristia. A sonoridade é a que caracteriza já esta banda da diocese da Guarda. Os arranjos vocais simples e harmoniosos são facilmente adaptados pelos coros juvenis, independentemente de estes terem ou não formação musical. A produção do cd esteve a cargo de David Neutel, uma referência no panorama da música cristã.


12 ECLESIAL

Breves D. Pierluigi Celata

Papa nomeou vice-camerlengo Bento XVI nomeou o arcebispo italiano D. Pierluigi Celata, de 75 anos, como vice-camerlengo da Igreja, informou a sala de imprensa da Santa Sé. O novo responsável substitui no cargo o cardeal espanhol Santos Abril y Castelló, arcipreste da Basílica Papal de Santa Maria Maior de Roma, de 76 anos, criado cardeal por Bento XVI no consistório realizado a 28 de Fevereiro. D. Pierluigi Celata, diplomata de carreira, é o secretário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso e assume agora a tarefa de coadjuvar o camerlengo da Santa Igreja Romana que é, desde 2007, o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano. Este cargo implica que, após a morte de um Papa, seja o cardeal camerlengo a gerir o património da Santa Sé, o que também acontece quando o bispo de Roma se encontra em viagem.

“Pontifícia” e “Católica”

Santa Sé retira títulos A Sala de Imprensa do Vaticano divulgou, um comunicado no qual informa que a Santa Sé retirou os títulos de «Pontifícia» e «Católica» do nome da Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP). No documento lê-se que “a Santa Sé, através de decreto do secretário de Estado, com base em específico mandato pontifício, decidiu conforme a legislação canónica retirar da Pontifícia Universidade Católica do Peru o direito de usar na sua denominação os títulos de «Pontifícia» e de «Católica». A mencionada universidade, fundada em 1917 e erigida canonicamente com decreto da Santa Sé em 1942, a partir de 1967 modificou unilateralmente os seus estatutos em diversas ocasiões “prejudicando seriamente os interesses da Igreja”, lê-se no site da Rádio Vaticano. A partir de 1990, continua a nota, a Santa Sé solicitou, em várias ocasiões, à Universidade que adequasse os seus estatutos à Constituição Apostólica «Ex Corde Ecclesiae» (15 de Agosto de 1990), sem que a mesma tenha respondido a essa exigência legal. Recentemente, através de duas cartas dirigidas ao Secretário de Estado, continua a nota da Sala de Imprensa da Santa Sé, o reitor manifestou a impossibilidade de realizar o que se pedia, condicionando a modificação dos estatutos à renúncia, por parte da Arquidiocese de Lima, ao controle da gestão dos bens da Universidade. A Santa Sé seguirá atentamente a evolução da situação dessa Universidade, desejando que num futuro próximo, as autoridades académicas competentes reconsiderem a sua posição com a finalidade de poder revisar as actuais medidas.

Em Outubro

Papa entrega “nobel” da Teologia Bento XVI vai entregar em Outubro o segundo “nobel” da Teologia, o “Prémio Ratzinger”, que lhe é dedicado, anunciou o jornal do Vaticano. A iniciativa vai decorrer durante o próximo Sínodo dos Bispos, que vai decorrer no Vaticano, estando marcada para o dia 20 de Outubro. Segundo a edição do “Osservatore Romano”, já disponível na internet, o prémio vai distinguir “dois eminentes estudiosos”.

O Mensageiro 26.Julho.2012

Encontro Internacional das Equipas de Nossa Senhora

Diálogo constante evita divórcios O secretário de Estado do Vaticano, o cardeal italiano D. Tarcisio Bertone, recordou que a comunicação permanente entre os membros do casal contribui para evitar o divórcio. “No nosso mundo tão marcado pelo individualismo, o activismo, a pressa e a distracção, o diálogo sincero e constante entre os esposos é essencial para evitar que surjam, cresçam e endureçam incompreensões que, infelizmente, muitas vezes acabam em rupturas insanáveis”, assinala o responsável em nota divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé. Na mensagem que dirige em nome do Papa aos participantes no 11.º Encontro Internacional das Equipas de Nossa Senhora (ENS), que decorreu até ao

dia 26 de Julho, no Brasil, o prelado pede aos esposos para cultivarem o “valioso hábito de se sentarem um ao lado do outro para se falarem e ouvirem”. Este “dever”, explicou, consiste em “manter periodicamente um tempo de diálogo pessoal entre os cônjuges”, durante o qual cada um torna presente ao outro, “com toda a sinceridade e num clima de escuta mútua, os problemas e os assuntos relevantes para a vida de casal”. Bento XVI enviou a sua “paterna saudação” aos oito mil católicos de mais de 50 países presentes em Brasília para a assembleia de um movimento que, segundo o cardeal, mantém a sua “actualidade e urgência”, desde que em 1939 o padre francês Henri Caffarel

deu início a reuniões com casais, que evoluíram para o que são hoje as ENS. A responsabilidade das Equipas de Nossa Senhora “aumentou à luz dos problemas e dificuldades que o matrimónio e a família experimentam hoje, rodeados por uma atmosfera de crescente secularização”, frisou D. Tarcisio Bertone. A delegação portuguesa presente no encontro que começou no dia 21 de Julho é composta por perto de 300 pessoas, lideradas pelo bispo do Porto e vicepresidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Manuel Clemente, bem como pelos bispos D. Virgílio Antunes (Coimbra), D. António Francisco dos Santos (Aveiro) e D. Joaquim Mendes (auxiliar de Lisboa).

O novo conselheiro espiritual internacional das ENS, o padre português Jacinto Farias, disse à Agência ECCLESIA que está empenhado em “ajudar” os casais a manterem-se “em sintonia” com as exigências do matrimónio cristão. O congresso marca a entrada em funções de um casal português, Maria Berta e José Moura Soares, à frente da Equipa Internacional Responsável das ENS. As Equipas de Nossa Senhora são constituídas por um número indicativo de cinco a sete casais e um padre, designado Conselheiro Espiritual, que se reúnem mensalmente num encontro de oração, partilha de vida e estudo de um tema de formação cristã,.

Contra o sistema de castas

Oração pela Unidade dos Cristãos 2013 Cerca de 10 mil estudantes universitários indianos estão envolvidos na preparação da próxima edição da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que em Portugal vai ter lugar em Janeiro de 2013. A iniciativa, que todos os anos conta com o apoio do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos

Cristãos, organismo católico sediado no Vaticano, e pelo Conselho Mundial de Igrejas, vai incidir sobre temáticas como a exclusão social e “as perseguições contra os cristãos”, adianta o serviço informativo da Santa Sé. “Uma forte condenação ao sistema de castas” e “o grito de dor dos dalits”, co-

munidade que está no fundo da hierarquia social da Índia e que é formada, “na maioria”, por “cristãos”, serão matérias abordadas no “subsídio” que, durante sete dias, “acompanhará a reflexão e a oração” das comunidades cristãs, um pouco por todo o mundo. Todos os anos, a preparação do “oitavário para a

unidade da Igreja”, criado em 1908 mas hoje com outra denominação, é confiada a um grupo ecuménico de determinado país. No caso do evento de 2013, está ainda envolvida a Federação dos Universitários Católicos de toda a Índia.

“Crise da democracia preocupa Bento XVI”

Dia Mundial da Paz Bento XVI vai apresentar uma “reflexão ética” sobre a construção da paz a nível mundial com atenção particular à “preocupante crise da democracia” que se vive em vários países, anunciou o Vaticano. O tema vai estar presente na mensagem do Papa para o 46.º Dia Mundial da Paz, a celebrar em 1

de Janeiro de 2013, com o título “Bem-aventurados os construtores da paz”. A mensagem anual, refere um comunicado divulgado pela sala de imprensa da Santa Sé, quer “encorajar todos a sentirem-se responsáveis em relação à construção da paz, no complexo contexto actual”.

O documento papal, pode ler-se, vai abordar “algumas medidas que se estão a adoptar para conter a crise económica e financeira, a emergência educativa, a crise das instituições e da política que é também, em muitos casos, uma preocupante crise da democracia”. Bento XVI vai ainda

aludir ao 50.º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II (1962-1965) e da encíclica “Pacem in terris” (1963), de João XXIII, documento em que se apontava para o primado da “dignidade humana e da sua liberdade”.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 26.Julho.2012

ESBOÇOS - VII

Joaquim Santos Jornalista

Reflectir e não fugir ao tema D. Januário Torgal Ferreira

A

ntes de iniciar esta minha reflexão sobre uma temática que parece movimentou a opinião pública, é elementar esclarecer que um Bispo é também um cidadão, tendo por isso a mesma condição de natureza humana, acertando e podendo também errar como qualquer um de nós. O cerne da questão D. Januário Torgal Ferreira não reside em focos da sua vida pessoal que alguns tendem a valorizar (discutíveis a sua veracidade e muito pouco relevantes para aqui) mas antes o que um País está a viver neste momento da história de Portugal, com sofrimento, dúvida, um plano de austeridade e mentiras atrás de mentiras face às promessas eleitorais. Isto é um dado adquirido e são muitos os cidadãos que para além de

OPINIÃO Isabel Vasco Costa

Férias sem crise

A

penas os homens necessitam de férias. Os animais alimentamse, defendem-se, caçam, dormem, respiram, vêem, ouvem...fazem muitas coisas como os homens, mas férias, não. E porque não? O que passo a expor não passa de conjecturas sem qualquer suporte científico. Atrevo-me a partilhá-las porque...estamos, ou vamos,

se questionarem também acusam o actual e anterior executivo governamental, de várias coisas, algumas bem graves. Mas, vamos ao que interessa. O Bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, deu a sua opinião pessoal sobre o Governo, referindo que este é “profundamente corrupto”. José Pedro Aguiar-Branco, Ministro da Defesa, não gostou do que ouviu do prelado num programa televisivo. Até podemos admitir que o Bispo poderia ter sido mais comedido. Mas, bem ou mal, disse o que pensa sobre o Estado português e dos seus dirigentes políticos. Talvez o tivesse feito de forma mais emocionada, com termos que lhe sairam na hora, mas é forçoso analisar vários pontos da realidade portuguesa da actualidade. Até o clero também se ressentiu sobre o conteúdo das palavras do Bispo. No entanto, considero cabal colocar alguns pontos em reflexão: 1 - O que disse D. Januário Torgal Ferreira causou incómodos no Governo, parecendo que esta opinião era apenas do Bispo. Afinal, o que disse não é o sentimento generalizado dos portugueses? Apenas não se assume a palavra corrupção mas diz-se tantas vezes que fomos enganados, imensamente enganados. A diferença é que se conversa em cafés e D. Januário falou publicamente e entrou no País pelas televisões dos

portugueses. 2 - A opinião do cidadão D. Januário Torgal Ferreira não representa a opinião do Clero, nem da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP). Este facto afasta um Bispo de não poder ter a sua opinião como português? 3 - D. Januário Torgal Ferreira, na sua dedicação eclesiástica, disse sempre o que pensava de forma directa. Afinal, a frontalidade não é valorizada? Não foi igual ao que sempre foi? 4 - A violenta crise que vivemos, com injustiças sociais e mentiras sobre as promessas eleitorais do Governo, não são o alimento dos portugueses? Quem se atreve a dizer que uma ou outra vez não se sentiu ludibriado face às expectativas que depositou nos actuais governantes? 5 – O que se passa em Portugal, intervencionado pela Troika, não é o espelho das consequências da má política portuguesa? Num momento tão exigente, como jornalista e nos meus afazeres profissionais, tenho verificado que muitos cidadãos consideram que não estamos a ser bem governados. Quem nos conduziu a esta crise? Não foram erros e corrupção política? Agora, quando precisávamos de governantes competentes, todos verificamos que muitos deles estão a ser incompetentes e inconstantes. Até a democracia está em questão, com muitas medidas em causa face à Constituição porque estão em desacordo

ou fora dos seus princípios. Não haverá uma ‘revolta’ de D. Januário sobre mais esta realidade portuguesa? 6 – Sabendo que D. Januário Torgal Ferreira cumpre o serviço de Bispo das Forças Armadas, mesmo assim não deve ao Ministro da Defesa o dever de obediência, nem colocou em tempo algum a questão nesses termos. O político é que saiu a terreiro no sentido de frisar e mostrar o seu poder superior, quase sugerindo que o prelado optasse por ser comentador político ou então que exercesse a sua função de elemento da igreja. Eu fiquei perplexo com esta posição de Aguiar-Branco porque uma coisa nada tem a ver com a outra. D. Januário, como Aguiar-Branco, assim como qualquer outro cidadão, independentemente da sua função profissional, pode e deve questionar, ou sugerir novos rumos à governação da Nação. D. Januário fez o que qualquer cidadão de bom senso deve fazer (repito, talvez de forma mais comedida), enquanto que Aguiar-Branco, como Ministro da Defesa, não está a cumprir minimamente com o seu papel, porque foi eleito pelo povo e sabe que na sua missão está sujeito à opinião pública. Mais do que isso, deve-lhe explicações, facto que este governo esqueceu, porque fazem sem consulta pública dos cidadãos, das estruturas superiores ou até mesmo da legislação e Constituição. Onde está

aqui a razoabilidade? 7 - Aguiar-Branco desafiou o Bispo das Forças Armadas para apresentar provas à Procuradoria Geral da República. Eu achei esta afirmação riquíssima para uma outra reflexão profunda sobre o Portugal da actuialidade. Apeteceme falar como D. Januário porque todos nós sabemos que vivemos num Portugal que desde há muitos anos tem imensos corruptos e o mais grave é que dos imensos julgamentos que esta República promoveu, os espectadores dos telejornais apenas se vão rindo porque quase nenhum deu alguma coisa. O resultado final foi sempre falta provas ou então pena suspensa. Pena suspensa? O que é isso de pensa suspensa? Ou existe sanção, castigo efectivo, ou então estão a gozar com a população. Certamente que estas questões que incomodam os cidadãos portugueses (também incluindo D. Januário) movimentou o Bispo das Forças Armadas para tomar uma posição pública que muitos de nós não temos coragem de fazer. Tantos roubos ao erário público que existiram ao longo destes anos (por isso o País está assim), com origem em profunda corrupção

política. Isto tem de ser dito, com todas as palavras, porque alguns destes crimes nem sequer chegaram a ser julgados nos tribunais, outros com julgamento mas aparentemente tão distante da verdade que o povo tanto suspeita existir, mas com a desculpa sempre igual: sem prova suficiente. Espertinhos, estes políticos que fazem, repetem tão bem feito, para depois sairem sem consequências, com uma imensa riqueza que amealharam dos cofres do Estado, do nosso esforço do trabalho. A comunicação social está neste momento a difundir as várias balizas deste assunto. Trata-se de uma questão que não afectará a Igreja. Em primeiro lugar, porque não foi uma posição oficial do clero (até me arrisco a dizer que o deveria fazer) e, em segundo lugar, porque com o tempo, suspeito que D. Januário ainda poderá ser homenageado em Portugal. Existe no panorama nacional tanta coisa estranha, chamemoslhe o que quisermos. Por aqui, em Leiria, apenas sei dar um exemplo: A Câmara Municipal de Leiria, agora com o executivo em minoria, segundo o vereador Gonçalo Lopes, “transfere em média, 11 mil euros por dia para a Leirisport e nos 10 anos da sua existência, a empresa recebeu 33 milhões de euros da autarquia.”. E tudo continuará na mesma? É quase um saque legalizado. Ou, o que será isto então?

de férias. Por ser pessoa, o homem tem a capacidade de observar e raciocinar sobre quanto vê ou experimenta, no corpo ou no espírito. Com base nessa cogitação, é convidado a tomar decisões difíceis ou a agir contrariando o que os sentimentos ou sentidos lhe pedem. Por exemplo: recusar ao filho uma semanada porque estragou deliberadamente um brinquedo do irmão e deverá comprar-lhe um novo, ou esperar um pouco antes de tomar uma bebida gelada porque está a transpirar. Para o homem, a vida é árdua, exige esforço, luta e superação das próprias limitações. É normal que se sinta cansado e necessite

de férias. Isso não significa que passe de imediato a comportar-se como irracional e a deixar-se conduzir pelos instintos, sensações ou impulsos (raiva, euforia...). Daí, a necessidade de pensar para conseguir passar, em tempo de crise, umas férias sem crise. A primeira de todas as soluções é o bom humor, a capacidade de levar os outros (e a si próprio) a rir-se, a esquecer dores e tristezas, a sentir-se cada dia melhor, como é de esperar que aconteça nas férias. Recordo-me bem, quando o meu sogro estava já muito doente, das visitas da minha cunhada. Ia sempre prevenida com uma mão cheia de anedotas

para contar ao pai. A sua iniciativa fazia recordar aos presentes novas anedotas ou episódios divertidos. Todos ficavam mais bem dispostos e o doente distraído das suas dores. Ao bom humor podemos acrescentar o aproveitamento do tempo para nos formarmos e formar os outros, particularmente os filhos e netos. Os jogos, por exemplo, sejam eles praticados ao ar livre ou dentro de casa, são propícios a este fim. Como se riem os mais novos quando apanham o pai a fazer batota ao jogar às cartas! Aprendem com esse exemplo que os jogos de cartas não são para levar a sério que apenas servem para se passar um serão divertido

e barato em família. Económicas devem ser também as idas à praia. Para se apanhar sol e tomar um refrescante banho de mar, não há necessidade de alugar toldos ou cadeiras, comprar gelados ou bolos e o refresco pode ser substituído por uma garrafa de água...da torneira, aquela fornecida pela Epal (que me desculpem a propaganda). Mas não me emendo do erro e...cá vai nova propaganda: para transportar este precioso líquido, podem usar uma garrafinha de água do Fastio (ou outra) reciclada. Talvez as marcas estrangeiras sejam mais “in”, mas deste modo rimo-nos “de fora cá dentro”. As ajudas prestadas por

empregadas, podem ser substituídas (com suplementos de risos e diversões) por todos os elementos da família. Experimentem pedir ao pai que monte a tábua de passar a ferro!!! Ou à mãe que lave o carro no jardim. Aconselhamos vivamente que convidem as crianças para esta tarefa num dia em que os adultos estão sem disposição de ir à praia. Finalmente, deixo-vos, perdão, deixo-nos um trabalho para casa (casa de férias, bem entendido): elaborar uma lista de experiências de FÉRIAS SEM CRISE que sirva de inspiração à autora destas linhas. Servirá para usar na não crise das férias do próximo verão.


14 INSTITUCIONAL / OPINIÃO CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia onze de julho de dois mil e doze, exarada a folhas vinte e uma do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Sessenta e Oito A, a) MARIA SUZEL RODRIGUES LOPES NEVES e cônjuge JOÃO MENDES PEREIRA DAS NEVES, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais da freguesia de Azóia, concelho de Leiria, lá residentes na Rua da Sanzala, 40, Vale do Horto, Nifs: 188 260 447 e 126 995 303; b) REGINA RODRIGUES LOPES FERREIRA e cônjuge ARLINDO DOS SANTOS FERREIRA, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturis da dita freguesia da Azóia, ele da freguesia de Marrazes, concelho de Leiria, residentes na Rua Paulo VI, 2215, Vale Sepal, Marrazes, Leiria, Nifs: 152 466 908 e 113 111 673; c) EDUARDO RODRIGUES LOPES e cônjuge MARIA LUCINDA FRANCO VALA LOPES, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais ele da dita freguesia de Azóia, ela da freguesia de S. João, concelho de Porto de Mós, residentes na Rua do Albardão, 37, Vale do Horto, Azoia, Leiria, Nifs: 120 466 880 e 152 457 801; d) MARIA CELESTE RODRIGUES LOPES MORGADO e cônjuge JOSÉ CARREIRA MORGADO, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais ela da dita freguesia de Azóia, ele da freguesia de Pedreiras, concelho de Porto de Mós, residentes na Rua do Arneiro, 4, Moitalina, Pedreiras, Porto de Mós, Nifs: 138 967 105 e 160 679 524; e) JOSÉ CARLOS RODRIGUES LOPES e cônjuge MARIA IRENE PEREIRA DA SILVA CARREIRA LOPES, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais da dita freguesia de Azóia, residentes na Travessa do Albardão, 13, vale do Horto, Azoia, Leiria, Nifs: 141 270 705 e 141 270 691; TERCEIRO: a) MARIA JÚLIA DOS SANTOS PEREIRA MARCELINO e cônjuge FRANCISCO MARQUES DA SILVA, casados sob o regime da comunhão geral de bens, naturais ela da freguesia de Azóia, ele da freguesia de Caranguejeira, ambas do concelho de Leiria, residentes na Travessa do Pisão, 76, Parceiros, Leiria, Nifs: 160 565 324 e 117 865 206. b) MARIA CELESTE DA SILVA a mesma que, enquanto casado usou o nome de MARIA CELESTE DA SILVA PEREIRA MARCELINO, divorciada, natural da freguesia de Ucha, concelho de Barcelos, residente na Rua das Olarias, 22, Gândara dos Olivais, Marrazes, Leiria, Nif: 165 882 050. c) FABRÍCIO CLEMENTE PEREIRA MARCELINO e cônjuge MARIA DE LURDES FERREIRA AUGUSTO MARCELINO, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais ele da dita freguesia de Azóia, ela da freguesia de São Sebastião da Pedreira, concelho de Lisboa, residentes na Avenida 25 de Abril, lote 2, 202, Leiria, Nifs: 128 551 380 e 128 551 399, ambos por si e ele marido na qualidade de procurador de:

O Mensageiro 26.Julho.2012

i) JOAQUIM DOS SANTOS PEREIRA MARCELINO, casado com EMILIANA DA SILVA MOREIRA MARCELINO sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais ele da freguesia de Azóia, ela da freguesia de Maceira, ambas do concelho de Leiria, residentes em França, Nifs: 165 684 666 e 153 032 383, devidamente autorizado pela esposa, como resulta da procuração, que arquivo. ii) MANUEL DOS SANTOS PEREIRA MARCELINO, divorciado, natural da dita freguesia de Azóia, residente na Rua das Olarias, 22, 10 andar, Gândara dos Olivais, Marrazes, Leiria, Nif: 103 802 983. d) JOSÉ DOS SANTOS PEREIRA MARCELINO e cônjuge GRACINDA DA SILVA MOREIRA NIARCELINO, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais ele da dita freguesia de Azóia, ela da dita freguesia de Maceira, residentes na Rua 25 de Abril, 31, Vale do Horto, Azóia, Leiria, Nifs: 113 557 914 e 156 452 901. Declararam os primeiros outorgantes: Que as primeiras outorgantes mulheres referidas em a), b) e d) e os primeiros outorgantes maridos referido em c) e e) são os únicos interessados na herança aberta por óbito de EDUARDO LOPES e esposa MARIA CELESTE RODRIGUES DE SÁ, nos termos da escritura de habilitações exarada a folhas dezanove, deste mesmo Livro. Declararam os terceiros outorgantes: Que os terceiros outorgantes referidos em a) e b), os terceiros outorgantes maridos referidos em c) e d) e os representados do terceiro outorgante marido referido em c) são os únicos interessados na herança aberta por óbito de JOSÉ PEREIRA MARCELINO NOVO e esposa JÚLIA DOS SANTOS CLEMENTE, nos termos da escritura de habilitações exarada a folhas cento e vinte do Livro de Notas para “Escrituras Diversas” Cento e Cinquenta-A, do Cartório Notarial da Notária Maria Lucília Ferreira Antunes Martins, em Leiria. Declararam os primeiros outorgantes: Que, elas primeiras outorgantes mulheres referidas em a), b) e d) e eles primeiros outorgantes maridos referidos em c) e e), em comum e sem determinação de parte ou direito, com exclusão de outrem, são actualmente donos e legítimos possuidores do seguinte bem: Prédio urbano sito na Travessa do Albardão, 13, Vale do Horto, freguesia de Azóia, concelho de Leiria, composto de morada de casas de habitação e logradouro, com a área coberta de sessenta e três metros quadrados e descoberta de quatrocentos e trinta e sete metros quadrados, a confrontar do norte com Álvaro Pereira Barbeiro, do sul com serventias de fazendas e do nascente e poente com Manuel dos Santos Clemente, descrito na Primeira Conservatória de Registo Predial de Leiria na ficha mil oitocentas e setenta e oito, inscrito na matriz sob o artigo 218, com o valor patrimonial de 16.730,00. Que este prédio lhes pertence por o haverem adquirido por dissolução por morte da comunhão conjugal e sucessão hereditária dos referidos EDUARDO LOPES e esposa MARIA CELESTE RODRIGUES DE SÁ. Que o prédio veio à posse do dissolvido casal de Eduardo Lopes e esposa Maria Celeste Rodrigues de Sá por compra verbal àqueles José Pereira Marcelino Novo e esposa Júlia dos Santos Clemente, residentes que foram ele em Vale do Horto, Azóia, Leiria e ela em Parceiros, Leiria, compra essa que teve lugar no ano

de mil novecentos e cinquenta e cinco; Não obstante, por escritura exarada a folhas cento e vinte e duas do Livro de Notas para “Escrituras Diversas” Cento e Cinquenta - A, do Cartório Notarial da notária Maria Lucília Ferreira Antunes Martins, em Leiria, os terceiros outorgantes referidos em a) e b), os terceiros outorgantes maridos referidos em c) e d), os representados do terceiro marido referido em c), sendo que a referida em b) e o representado do marido referido em c), identificado em ii), eram à data dessa escritura casados entre si sob o regime da comunhão geral de bens, com base na referida escritura de habilitações e como únicos interessados na herança aberta por óbito dos referidos José Pereira Marcelino Novo e esposa Júlia dos Santos Clemente, ter vendido esse prédio a José Carlos Rodrigues Lopes e esposa Maria Irene Pereira da Silva Carreira Lopes. E, por escritura exarada a folhas cento e cinco do Livro de Notas para “Escrituras Diversas” Duzentos e Sessenta e Sete-A, deste Cartório, aqueles referidos terceiros outorgantes e representados, como vendedores, e aquele referido José Carlos Rodrigues Lopes e esposa, como compradores, por mútuo acordo e com todos os efeitos legais, terem distratado aquela referida escritura de compra e venda. Com base nesta escritura de distrate de compra e venda o prédio encontra-se actualmente registado a favor da terceira outorgante mulher referida em a), dos terceiros outorgantes maridos referidos em c) e d), dos representados do terceiro outorgante marido referido em c) e da terceira outorgante referida em b) pela inscrição correspondente à apresentação duas mil trezentas e dezasseis de cinco de julho de dois mil e doze. Que, apesar de os referidos EDUARDO LOPES e esposa MARIA CELESTE RODRIGUES DE SÁ, falecidos respectivamente no dia quatro de julho de dois mil e onze e no dia dois de maio de dois mil e doze, não terem título formal de aquisição do referido prédio, sempre o possuíram, desde a data daquela compra verbal até à data da sua morte, logo durante mais de vinte anos, em nome próprio, defenderam a sua posse, pagaram os respectivos impostos, fizeram obras de reparação e conservação, gozaram todas as utilidades por ele proporcionadas, habitaram-no, aí tomaram as suas refeições e receberam os seus amigos, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, ostensivamente e sem oposição de quem quer que seja, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente. Que essa sua posse foi de boa fé, por ignorarem lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida por todos os interessados, posse que continuou nos seus indicados sucessores desde o momento da sua morte ---Tais factos integram a figura da usucapião, que os justificantes invocam, como causa de aquisição do referido prédio, por não poderem comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro em Porto de Mós, onze de Julho de dois mil e doze. A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Cordeiro Pires de Sousa Mendes)

F. Costa Pereira Médico Especialista Doenças da boca e dentes

Rua João de Deus, 25- 1º Dt. - LEIRIA CONSULTAS COM HORA MARCADA 2ª, 4ª e 5ª: 11h-13h e 15h-19h, 3ª: 10h-13h e 15h-19h, Sábados: 9h30-15h Tel. 244 832406

Dr. Rui Castela Médico Especialista - Doenças dos Olhos Operações - Contactologia

CONSULTAS ÀS TERÇAS E QUINTAS FEIRAS POR MARCAÇÃO Consultório - R. João de Deus, 17-1ºEsq. - Leiria

Telefones: 244 832 288 e 244 870 500

FARMÁCIAS DE SERVIÇO Lis (26), Oliveira (27), Sanches (28), Tomáz (29), Maio (30), Avenida (31), Baptista (1) e Central (2).

TELEFONES ÚTEIS

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

Ficha de Assinatura Assinaturas normal/benfeitor: 20/40 Euros (Nacional), 30/60 euros (Europa) e 40/60 (Resto do Mundo) Nome: ___________________________________________ ____________________________________________ Rua: _____________________________________________ _______________ N.º _______________ Localidade: ____________________________ C. Postal: _____ - ____________________ Telf.: _______________________________ E-mail:___________________________@_______________ Enviar esta ficha, recortada ou fotocopiada, para: O Mensageiro - Lg. Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA ou forneça-nos os seus dados através do endereço de correio electrónico jornal@omensageiro.com.pt - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista

- 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), Cláudia Mirra, José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Jerónimo (CO1060), Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171 Depósito Legal 2906831/09

Tabela de Assinaturas para 2012 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 26.Julho.2012

Futebol | U. Leiria com duas equipas em 2012/13

Papa saúda participantes nos Jogos Olímpicos

Diz o ditado que “não há fome que não dê em fartura”. Recuperamo-lo na sequência das manifestações públicas que entretanto foram feitas por parte dos dirigentes da U. Leiria clube e SAD. Os primeiros anunciaram a inscrição de uma equipa sénior masculina na 1.ª Divisão da Associação de Futebol de Leiria, enquanto que os segundos pretendem fazê-lo na 2.ª Divisão B, organizada pela Federação Portuguesa de Futebol. Depois da crise em que entrou a equipa no final da época 2011/12 – chegou a apresentar-se em campo com apenas oito atletas, em jogo a contar para a I Liga – e na qual se chegou a equacionar a extinção do futebol sénior, clube e SAD distanciaram-se, apresentando agora treinadores para comandarem equipas em provas distintas. Bilro, 41 anos, é uma antiga glória do clube, tendo capitaneado a equipa nas últimas épocas em que representou a U. Leiria. Onze no total (1992/93 a 2003/04), tendo como ponto alto a presença na final da Taça de Portugal 2002/03, de onde saiu derrotado (0-1, Porto). Ainda passou pelos Dragões Sandinenses e Lusitânia (ambos em 2004/05), antes de se dedicar ao futebol de praia, onde conseguiu a sua primeira internacionalização, aos 35 anos. Foi nesta variante do futebol que se manteve nos últimos anos, como jogador e treinador, em representação do Sporting. Regressa ao clube da cidade do Lis, seis anos depois, para recomeçar o percurso, a partir dos distritais, tendo como “casa” o Estádio Dr. Magalhães Pessoa (Leiria). Ricardo Moura, 41 anos, é outro regresso à U. Leiria, depois de ter treinado a equipa de juniores há uma década (2002/03). É mais experiente que o seu colega, sobretudo depois de ter liderado as equipas técnicas da U. Serra (2007-2009) e do C.D. Fátima (2010-12), que disputaram a 2.ª Divisão B. Conhece bem a prova, onde ao que tudo indica irá comandar a equipa da SAD da U. Leiria. O presidente daquela entidade, Manuel Mendes, ainda acalenta, porém, esperanças de disputar a II Liga, onde a equipa deveria jogar, caso não tivesse sido impedida de o fazer por parte da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, por incumprimento dos pressupostos necessários para a inscrição. O local onde irá disputar os jogos em casa é ainda desconhecido, sendo o Estádio da Marinha Grande uma possibilidade.

Bento XVI dirigiu uma saudação aos participantes na próxima edição dos Jogos Olímpicos (JO), que se vão iniciar amanhã, dia 27, em Londres, e disse que a Igreja olha para o evento com “particular simpatia e atenção”. O Papa destacou o “forte valor simbólico” daquele que classificou como “o maior evento desportivo mundial, no qual participam muitíssimas nações”, falando após a recitação da oração do Angelus, em Castel Gandolfo, arredores de Roma. “Rezemos para que, segundo a vontade de Deus, os Jogos de Londres sejam uma verdadeira experiência de fraternidade entre os povos da Terra”, prosseguiu. Em inglês, Bento XVI enviou as suas saudações aos “organizadores, atletas e espectadores” dos JO 2012. “Rezo para que, no espírito das tréguas olímpicas, a boa vontade gerada por este evento desportivo internacional possa trazer frutos, promovendo a paz e a reconciliação por todo o mundo”, acrescentou. A Trégua Olímpica moderna foi inspirada em acordos semelhantes rea-

Promover “a paz e a reconciliação por todo o mundo”

DR

Luís Bilro e Ricardo Moura são apostas de clube e SAD

Nelson Évora, medalha de ouro nos últimos JO (Pequim 2008), estará ausente lizados durante os antigos Jogos Olímpicos na Grécia, que permitiam aos concorrentes e espectadores viajarem com segurança. A organização dos Jogos de Londres, que se concluem a 12 de Agosto, vai reservar espaços interreligiosos de oração e silêncio para os 16 mil atletas de mais de 200 países, incluindo Portugal. O centro interconfessional da aldeia olímpica inclui mais de 50 clérigos cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e hinduístas, entre outros, para “oferecer apoio, cuidado pastoral e ajuda espiritual”, bem

Sete pódios para Alcobaça ATLETISMO – Nuno Martins foi o atleta do Casa do Benfica de Alcobaça e do distrito de Leiria que mais se destacou no campeonato nacional de veteranos (Luso, 14 e 15 de Julho), ao vencer as provas de lançamento do martelão, do martelo e do disco, e ao conquistar ainda o 3.º lugar no lançamento do dardo – todos em veteranos 40. Destaque ainda para os seus colegas de equipa, Diogo Caseiro (veteranos 35), que se sagrou campeão nos triplo-salto e salto em altura, e Pedro Custódio (veteranos 35), 3.º lugar salto em altura. Daniel Covas (Juventude Vidigalense; veteranos 50) sagrou-se vice-campeão nacional nos 200 metros planos.

como vários momentos de celebração e encontros de grupo, refere o site do evento. Este espaço foi visitado por representantes das nove religiões que vão oferecer a sua presença durante os JO 2012. Além da presença no centro interconfessional, a organização londrina anuncia serviços de capelania para os seus mais de 200 mil membros e voluntários, bem como para 20 mil profissionais da comunicação, envolvendo “193 capelães das comunidades religiosas” locais. Os JO 2012 têm vindo a

U. Leiria recebe Manchester City FUTEBOL – Jogo grande no Estádio Dr. Magalhães Pessoa (Leiria), dia 26 de Julho, 18h30. A U. Leiria

Fátima na 2.ª Divisão B FUTEBOL – Foi campeão, subiu, mas afinal já não vai participar na II Liga. Falamos do Varzim, que juntamente com o C.D. Fátima disputou o play-off da 2.ª Divisão, que dava acesso à subida a duas das três equipas participantes. Como recordamos na última edição, o Fátima (3.º lugar) ficou de fora, em detrimento do Varzim (1.º) e do Tondela (2.º). Acontece, porém, que

a equipa da Póvoa não conseguiu garantir os pressupostos de participação na II Liga – sobretudo devido a problemas financeiros – tendo sido assim afastada e convidada a do Portimonense (16.º e último lugar na II Liga 2011/12) para ocupar o seu lugar. Algo que, embora esteja nos regulamentos da Liga, não caiu bem entre os dirigentes fatimenses. O presidente da direcção do clube, Sérgio Frias, assumiu um “grande sentimento de injustiça”, em virtu-

ser preparados, a este nível, desde 2007, com um grupo de referência de várias religiões para promover o seu envolvimento neste evento desportivo. Durante a competição, os representantes religiosos poderão circular na aldeia olímpica com um identificação e um crachá próprio, com a palavra ‘Faith’ (fé) e os logos dos J0. Portugal vai estar representado nos JO 2012 por 75 atletas em 13 modalidades. Ecclesia

recebe nada mais nada menos que o Manchester City, em jogo de preparação e no escalão júnior. Oportunidade única de (re)ver grandes jogos na cidade do Lis e as promessas do futebol português e britânico.

de do sucedido, pois as dificuldades financeiras pelas quais passam alguns clubes, não se verificam no Fátima. O clube “tem todas as contas saldadas e não deve nada à Segurança Social nem às Finanças. Preenchemos todos os requisitos”, desabafou, em declarações ao O Mirante. A menos que ocorram situações inesperadas, o Fátima irá disputar a 2.ª Divisão na próxima época, cuja jornada inaugural está agendada para 2 de Setembro.


ÚLTIMA 26JULHO2012

Sol com anéis, água a tonéis. Provérbio popular

Centro Hospitalar lembra

Cuidados de Saúde em tempo de estio

Do exercício à alimentação Os benefícios que se procuram com as condições climatéricas favoráveis, podem não surtir efeito esperado se não se tomarem certas precauções. “No período de férias, as pessoas devem aproveitar para se libertar do ‘stress’ do dia a dia, relaxar, e aproveitar para reforçar ou adoptar um estilo de vida mais saudável, dedicando algum tempo a actividades que distraiam, a uma alimentação mais cuidada, leve, variada e saudável. E é sempre muito importante ter cuidados redobrados no que toca ao calor”, refere o médico. Neste sentido o relaxamento, o exercício físico e a alimentação são os três campos apresentados como princpais desafios a ter em conta nestes dias. Raios solares mais agressivos Mas o caso português tem ainda um acrescido cuidado a ter em conta. A incidência dos raios solares é forte e exige por isso mesmo uma atenção especial. De facto, devido à redução da camada do ozono no nosso país (em 1992 registava uma redução de 4% em relação à média dos 12 anos anteriores) os efeitos nocivos desta exposição têm vindo a

DR

O Verão, o calor, a poeira, a mudança de hábitos, fazem com que esta seja uma época em que as pessoas estão mais expostas e ao mesmo tempo mais frágeis para determinadas doenças e alergias. Por essa razão, os profissionais do Centro Hospitalar Leiria-Pombal (CHLP) lançaram uma campanha para alertar os seus utentes afim de que se protejam e cuidem da sua saúde. João Coucelo, director clínico do CHLP, salienta que “nesta altura, as pessoas passam mais tempo ao ar livre, vão à praia ou fazem passeios e desporto e todas estas actividades implicam cuidados acrescidos, especialmente em crianças, idosos e outros dependentes, para que todos possam usufruir de uma relação saudável com o sol, e aproveitar o Verão”.

aumentar. Estes efeitos podem ser imediatos (queimaduras e insolação) e ter consequências a longo prazo, como o envelhecimento precoce da pele e, certamente o mais temido de todos, o cancro da pele. No caso específico do cancro da pele (melanoma) sabe-se que é actualmente a forma de cancro que está a aumentar mais rapidamente no mundo, duplicando a sua incidência de 10 em 10 anos, o que é devido em 90% dos casos à exposição excessiva ao Sol. Quando se fala em exposição excessiva ao Sol todos pensamos na praia, mas é importante lembrar-nos que também nas actividades da montanha, devido à menor altura de atmosfera para absorver os raios solares, há frequentemente exposição excessiva. Conselhos genéricos Genericamente, os conselhos a dar para evitar os efeitos nocivos do abuso do sol são: 1) Evitar a exposição entre as 11 e as 16 horas, mesmo em dias enevoados;

2) No primeiro dia de praia, permanecer pouco tempo ao Sol, aumentando gradualmente nos dias seguintes; 3) Aplicar sempre um protector solar adaptado ao respectivo tipo de pele, de 3 em 3 horas e sempre que tome banho. Esta aplicação deve ser feita mesmo quando está à sombra porque a areia, a água e o cimento são superfícies que reflectem mais de metade da radiação solar recebida, pelo que é possível apanhar queimaduras mesmo nestas condições. Saber como proceder Relativamente à protecção solar, Martinha Henrique, dermatologista do CHLP, explica que “é imprescindível aplicar protector todos os dias, no rosto e nas restantes áreas do corpo expostas, usar chapéu, óculos de sol e roupa e calçado adequados”, uma vez que é essencial proteger a pele, que é o órgão de maior superfície do nosso corpo, e com uma função vital na nossa protecção e interacção com o ambiente”. “Nunca é de mais frisar que se

deve evitar a exposição solar nas horas de maior intensidade das suas radiações, entre as 11h00 e as 17h00”, refere, aconselhando a uma maior vigilância as pessoas mais vulneráveis ao calor, como crianças nos primeiros anos de vida, idosos, portadores de doenças crónicas, pessoas obesas, pessoas com problemas de saúde mental, pessoas medicadas, trabalhadores expostos ao calor e, ainda, pessoas que vivem em más condições de habitação. O creme protector deve ser adaptado ao tipo de pele. Sucintamente poderemos referir que: 1) Os indivíduos loiros, ruivos ou de pele clara, deverão utilizar um creme com índice de protecção superior a 15; 2) Os indivíduos de pele morena deverão utilizar um creme com índice de protecção superior a 8; 3) Os indivíduos de pele escura (indianos ou árabes) ou mesmo negra deverão utilizar um creme com índice de protecção superior a 4, embora só nos primeiros dias e apenas para evitar a desidratação da pele.

Ninguém precisa de “banhos de sol” Apesar de tudo, não podemos deixar de referir que segundo os entendidos na matéria, os melhores protectores solares não são estes cremes modernos, mas sim o que já se usava no tempo dos nossos avós: o chapéu de aba larga e o vestuário. De facto, embora o sol seja necessário para a síntese de vitamina D3, para isso bastará expormo-nos num passeio ou em brincadeiras no meio da rua. Assim, é preciso que fique bem claro que ninguém precisa de “banhos de sol”, na praia ou na montanha, e muito menos as crianças que são aquelas que correm maiores riscos. Algumas destas crianças, porque são imprudentemente expostas ao sol, desenvolverão 20 ou 30 anos mais tarde o famigerado cancro da pele, do qual hão-de falecer. Por isso, os cuidados para com as crianças mais novas - especialmente as que têm menos que 12 meses - deverão ser redobrados, nomeadamente, não deverão expor-se ao sol ou, caso se exponham, deverão usar vestuário e um creme protector de índice superior a 15 na pele exposta, cuja aplicação deverá iniciar-se 30 minutos antes de entrar na praia e, seguidamente, todas as horas. Acompanhamento médico “Em situações que inspirem cuidados, deve procurar-se ajuda junto dos profissionais de saúde”, salienta o director clínico do CHLP, alertando para o facto de nunca ser demais lembrar que “apenas quando se verificam situações de verdadeira urgência se deve recorrer à urgência hospitalar”, algo que só deve ocorrer quando a situação clínica não possa ser resolvida no exterior. “Em caso de dúvida deve ser contactado, primeiro, o médico de família ou a Linha Saúde 24 através do 808 24 24 24”, relembra João Coucelo. Rui Ribeiro


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
4920#OMensageiro#26JUL by O Mensageiro - Issuu