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4914#OMensageiro#14JUN

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EVENTO

14 JUNHO 2012

“Quereis oferecer-vos a Deus?”

ANO 98 - N.º 4914

Horizontes contemporâneos da entrega de si

FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro

SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL

PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

Fátima • 15-17 Junho Última

FUNDADO EM 1914

DESTAQUE

Uma reflexão para o início do Verão

Rui Gouveia

Religiosidade popular, um desafio à fé? Terminado o ano pastoral e com o Verão à porta, as comunidades entram num Páginas 2 e 3 frenesim de festas e alguma paralisia espiritual. Os meses de Verão, e são na prática quatro meses, com a chegada dos emigrantes à mistura, desfiguram o rosto da Igreja e da expressão da fé. Alguma dispersão e até algum cansaço fazem com que os fiéis se voltem para formas de vivência religiosa mais descuradas, mais populares e muitas vezes paralelas à liturgia oficial. Algum paganismo ou algumas reminiscências pagãs apoderam-se então até dos mais sensatos e dos mais crentes. O Mensageiro aborda desde já a questão, para que os mais incautos estejam prevenidos e procurem não “apanhar a onda” da falsidade e do engano. Páginas 2 e 3 ECLESIAL

Festa do Corpo de Deus

Uma verdadeira multidão, vinda das várias paróquias da Diocese, participou nas celebrações da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, na passada quinta-feira, na cidade de Leiria. O Bispo diocesano lembrou os problemas actuais e a “bênção” que é a “presença real de Cristo na Eucaristia, presente neste nosso mundo”. Última

LMFerraz

“Esta procissão é uma grande e pública bênção para a nossa cidade”

DESPORTO

Equipas feminina e masculina sobem ao pódio do nacional de clubes da 1.ª Divisão| P. 15

Juventude Vidigalense com participação inédita

CULTURA

Museu de Arte Sacra e Etnologia | P. 4

Actividades para crianças e idosos

DR / JV

Distinção recebida na Feira do Livro | P. 5

SOCIEDADE

Abertura da Base de Monte Real em perspectiva| P. 6

Raul Castro quer dinheiro americano Projecto está

Batalha na rede aprovado| P. 7 de bibliotecas Milagres terá lar de idosos da UNESCO


2 DESTAQUE

O Mensageiro 14.Junho.2012

EDITORIAL EDITORIAL

Fé e religião

A Igreja, como instituição, tem uma forma oficial de expressão da fé. A Liturgia é o campo vasto deste conjunto de celebrações, rituais e ritos que dão visibilidade à expressão da fé. Esta por seu lado, ultrapassa os limites das fronteiras territoriais e culturais para adquirir contornos universais, num sábio e difícil processo de inculturação. A liturgia é, pois, a forma oficial de expressar a fé. Mas ao lado da liturgia, caminhou sempre uma outra expressão da fé, mais popular, mais desorganizada e mais cultural. Por vezes, e esse o seu grande perigo, com desvios doutrinais graves e até heréticos. Muito próxima do paganismo, esta expressão religiosa passou a designar-se de religiosidade popular. Em muitos casos, os valores que estavam anexos foram-se perdendo ou desviando, até terminarem numa confusão de sentidos e de vivências. A Igreja sempre aceitou, e soube conviver com esta expressão da fé. Os bispos, e os padres, tinham neste campo um Bento XVI haveria papel importante no de chamar a sentido de levar mais atenção dos bispos longe os exercícios de portugueses por piedade que alimentaocasião da visita ad vam esta forma de viver limina, pedindo-lhes a fé. Mas nos últimos por força das que e empenhassem anos, circunstâncias a que a num esforço de escassez de clero não renovação da é alheia, assim como a expressão da fé falta de gente formada e decidida, fizeram com que de alguma forma se perdesse a capacidade de intervir. Pouco a pouco fomos assistindo à desfiguração das festas religiosas, por exemplo, e de muitas outras formas de religiosidade popular. Portugal sofreu este embate de tal forma que Bento XVI haveria de chamar a atenção dos bispos portugueses por ocasião da visita ad limina, pedindo-lhes que e empenhassem num esforço de renovação da expressão da fé. O pedido foi escutado e está em processo repensar a pastoral em Portugal. A religiosidade popular não tem que ser negativa; pode até trazer muito de bom à liturgia da Igreja e pelo menos tem a capacidade de estar mais próxima do povo, capaz por isso de congregar, reunir e unir o que muitas vezes parece estar disperso. Também em Leiria-Fátima, D. António Marto tem chamado a atenção para a necessidade de transformação. Na sua última carta pastoral voltou a lançar o desafio para que fosse revista a forma como se organizam as festas religiosas. Consciente como está da facilidade com que se descai do sagrado para o profano, D. António Marto não se cansa de apelar ao rigor, à verdade e à fé. O Mensageiro presta o seu contrito para esta reflexão destacando nesta edição o tema, por ser este o tempo em que mais se agudiza a temática.

Religiosidade popular, um desafio à fé? Terminado o ano pastoral e com o Verão à porta, as comunidades entram num frenesim de festas e alguma paralisia espiritual. Os meses de Verão, e são na prática 4 meses, com a chegada dos emigrantes à mistura, desfiguram o rosto da Igreja e da expressão da fé. Alguma dispersão e até algum cansaço fazem com que os fiéis se voltem para formas de vivência religiosa mais descuradas, mais populares e muitas vezes paralelas à liturgia oficial. Algum paganismo ou algumas reminiscências pagãs apoderam-se então até dos mais sensatos e dos mais crentes. O Mensageiro aborda desde já a questão para que os mais incautos estejam prevenidos e procurem não “apanhar a onda” da falsidade e do engano. Religiosidade popular A religião, como expressão que é da fé, manifestase numa variedade enorme de expressões. No seu todo essas expressões põem agrupar-se por sectores diferentes. No global, a expressão da fé pode ter uma forma oficial, organizada e sistemática, o que implica também a universalidade da expressão e a envolvência da Igreja institucional. Mas também pode haver uma expressividade da fé mais espontânea, particular, menos sistemática e até, por vezes, com algumas incongruências. Trata-se nesse cão da chamada “religiosidade popular”. Os meses do Verão, no nosso país, com as tradi-

cionais festas religiosas são marcados por esta religiosidade. Para além das festas religiosas, entendidas aqui como festas dos padroeiros, também as festas dos santos populares, que o mês de Junho assinala, as muitas procissões que se fazem e as diversificadas manifestações religiosas, em que se mistura o sagrado com o profano, marcam o ritmo desta religiosidade. No ano passado, Bento XVI, abordou a questão no encontro que manteve com os membros da Comissão Pontifícia para a América Latina (CPAL), afirmando então que tais manifestações de fé “não podem ser consideradas como algo secundário na vida da Igreja Católica”. Para Bento XVI esta é uma área que se constitui como “espaço de encontro com Jesus Cristo” e “uma forma de exprimir a fé da Igreja”. Por essa razão, o desafio da nova

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prui@iol.pt

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Rui Ribeiro

evangelização que se lança a toda a igreja não pode deixar de lado as múltiplas demonstrações da piedade popular. Bento XVI foi ainda mais longe ao afirmar que “todas” as demonstrações da religiosidade popular, se “bem canalizadas e devidamente acompanhadas, propiciam um frutífero encontro com Deus, uma intensa veneração do Santíssimo Sacramento, uma profunda devoção à Virgem Maria”. Encontramos nelas um bom caminho para evangelizar, para comunicar a fé, para aproximar dos sacramentos os fiéis, para fortalecer os elos de amizade e de união familiar e comunitária, assim como para incrementar a solidariedade e o exercício da caridade. Obviamente que esta visão encerrando uma avaliação positiva das manifestações da religiosidade popular, não nega que exis-

tem certas formas desviadas de religiosidade popular que, longe de fomentar uma participação activa na Igreja, pelo contrário, criam confusão e podem favorecer uma prática religiosa meramente exterior, desligada de uma fé bem enraizada e interiormente viva. Este é aliás o olhar mais comum e mais generalizado, que faz com que o juízo geral seja mais negativo que positivo. Reduzir a religiosidade popular a uma simples expressão cultural de uma determinada região, é minimizar o seu contributo para a fé e para a Evangelização. Ela terá que estar em estreita relação com a sagrada liturgia, a qual não pode ser substituída por nenhuma outra expressão religiosa. As festas populares O caso mais expressivo da religiosidade popular é o das festas populares. Micael Pereira, professor de Sociologia da Universidade Católica Portuguesa, olha para as festas populares, entre a religiosidade popular e o paganismo, como uma marca civilizacional, na medida em que elas, por um lado, marcam o ritmo do tempo. Trata-se aqui de um momento esperado, preparado, e sonhado ao longo do ano. Por outro lado, há depois a celebração em si que é a ruptura propriamente dita e depois a festa continua, pois ela não acaba naquele dia. Prolongam-se por vezes para comer os restos ou porque a família fica mais uns dias, por uma quantidade enorme de “acidentes”


DESTAQUE 3

O Mensageiro

14.Junho.2012ro.2011

Repensar as manifestações religiosas populares

Na estação do verão, as festas e procissões são uma constante nas paróquias portuguesas. O capítulo da religiosidade popular tem sido estudado? A religiosidade popular tem de ser repensada e renovada. Com o fluxo dos tempos inserem-se aspectos que não provêm da inspiração evangélica. No entanto, não se pode colocar de lado que o homem necessita de festas, romarias e peregrinações. A religiosidade popular tem a particularidade de lhe dar esses símbolos concretos. Em Portugal realizamse muitas festas, mas a principal procissão de cariz popular é a do «Corpo de Deus». A Eucaristia é o centro de toda a religiosidade cristã. Depois, vêm as festas de Nossa Senhora e em honra dos santos padroeiros. Todavia, nem sempre elas estão, totalmente, sintonizadas com o objectivo de honrar o padroeiro. Muitas vezes, o lado lúdico prevalece em relação à vertente religiosa. O lado lúdico e o cultural são necessários, mas as motivações das festas nem sempre são as mais correctas. Nem sempre as pessoas que se juntam para uma festa têm mesma fé e visão festiva. Mas há uma coisa que as une: o desejo de conviver com os outros e de alegrar-se com as outras pessoas. Se repararmos, o Natal tem muita religiosidade popular à sua volta.

estão abertas à novidade. Dizem: «sempre foi assim e vai continuar assim». Este processo exige muito diálogo e preparação. É fundamental evitar tocar em aspectos sensíveis ou, então, explicar e ver se a reacção é positiva. Outras vezes deve-se permutar com outro aspecto que seja mais realista. Não se deve entrar em choque.

Mas um Natal tem um momento preparatório – o Advento -, suponho que tal não acontece em relação às festas em honra do padroeiro? Antigamente havia…. Nalguns lados ainda existe o tríduo preparatório, mas é concorrido por pouca gente. Noutros, a festa da Imaculada Conceição é preparada por uma novena. Prepara-se a festa mais do lado exterior (arranjos dos andores e outras coisas) do que do lado interior. O aspecto económico, cultural e lúdico prevalece.

É fundamental a renovação pastoral para que os cristãos sejam mais adultos na fé. Neste repensar é preciso muito cuidado, sobretudo quando se mexe na religiosidade popular. Por vezes, as pessoas herdaram as tradições e não

Os párocos estão sensibilizados para alterar a vertente preparatória da festa? Alguns estão. Outros menos. É sempre altura de muito cansaço porque se acrescenta algo àquilo que é o dia a dia. Dada a escassez do clero, há muita dificuldade em encontrar padres disponíveis para ajudar. E os cristãos conhecem a história do santo/a que celebram? Alguns dos santos têm séculos e nem sempre se sabe a vida deles. Mas há aspectos que passaram para a mentalidade do povo e sabem, sobretudo, do que é que eles são padroeiros. Sabem que a Santa Bárbara é padroeira dos mineiros, São Sebastião é das pestes… Às vezes, fazem-se sermões à volta da vida do padroeiro, só que no ambiente de festa exterior nem tudo se ouve e percebe…

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D. António Vitalino, bispo de Beja e vogal da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, fala à Agência ECCLESIA da importância da religiosidade popular e do seu entendimento, à luz da fé e da necessidade de “festa” que é sentida por todos os seres humanos. Para este responsável, é fundamental que as duas dimensões se encontrem e se promova uma síntese que não deixe de lado a verdadeira motivação religiosa.

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positivos e negativos que ocorrem durante a festa. Como cristãos seria normal que nós, sem vivermos em festa, de algum modo andássemos de festa em festa havendo tempo comum pelo meio. Isto existe na liturgia e lá tem a sua terminologia própria mas existia ainda mais na religião popular, porque ela estende-se pelo ano inteiro - o tempo litúrgico, o tempo das festas dos santos, o chamado “festão de Verão”. Podemos falar de uma certa liberdade celebrativa na forma de celebrar o santo, além da procissão há os tronos, as sardinhas, os casamentos e o povo encontra ritmos à parte da celebração tradicional. Houve um tempo em que “era muito bem” contrastar a festa litúrgica e a festa deste tempo. Mas há nestas duas formas de celebrar uma continuidade que não pode ser esquecida. E a Igreja tem que ser capaz de aproveitar o que há de bom na tradição popular e assim chegar ao povo. Em outros tempos a Igreja chamou tradições romanas tanto para a liturgia como para a religião popular. Se a religiosidade popular permite reunir mais pessoas, permite ainda confundir. Por exemplo, Santo António hoje é muito mais António do que santo. Por outro lado os casamentos hoje são terrivelmente ambíguos. Foi uma maneira de casar algumas pessoas quase que “à força”, ajudar os que não casariam pela Igreja de outra maneira e agora até incluem os casamentos civis. No fundo, uma festa popular é qualquer coisa que por um lado se dança, se come, se bebe, se cheira e se convive, onde se ouve, se passeia, se ri, se compra, se trabalha, se chora, se reza. É um fenómeno global que toca em imensas coisas e que por qualquer pormenor se tem a festa toda. E é aí que me parece que tem o encanto, não por ser popular, mas por ser criativo e tem uma criatividade que nasce de uma pluralidade muito grande de autores, que convergem num mesmo ideal, numa fantasia que ultrapassa o tempo. A festa faz o apelo ao artista e ao poeta na Igreja. Rui Ribeiro

A vivência da religiosidade popular não é o lado infantilizado da fé? Não diria que é infantil, mas uma expressão – para alguns um pouco infantil ainda – adulta da fé. As pessoas saem do espaço litúrgico (do templo) e vão para a rua. Sabemos que em meios adversos as pessoas são apontadas. As

pessoas agem por motivações e pressões sociais. Evitamos fazer determinadas coisas quando somos marginalizados. Mas aqueles que participam mostram que são adultos e não têm medo de enfrentar as críticas. Quando se realiza a festa, as localidades recebem os «filhos da terra» que migraram. Normalmente, os conterrâneos voltam a terra natal. Muitos, fazem questão de marcar as férias na altura das festas da sua terra. Outros marcam casamentos e baptismos para esse tempo. Como estão ausentes muito tempo do ano, não recebem a catequização. Às vezes, «armam» conflitos porque não acompanharam o processo.


4 CULTURA

O Mensageiro 14.Junho.2012

No Colégio Dr. Luís Pereira da Costa

Finalistas sobem ao palco

EXPOSIÇÕES

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Teatro de Aguarelas” - de Artur Franco (~29/06) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Analogika” - fotografia lomográfica (~23/06) •”Oficina do Olhar” - exposição permanente Moinho de Papel - Leiria •”Sacas de retalhos” (~30/06) Banco de Portugal - Leiria •”Ponto, Linha e IEJ” - colectânea dos alunos do IEJuncal (~7/07) Biblioteca José Saramago - Leiria •”O Mundo de Fantasia” - pintura de Tânia Bailão Lopes (~6/07) Galeria Quattro - Leiria •”A comunidade incofessável” - pintura de Ronaldo Grossman(~30/06) Salão Social - Marrazes •”Artistas de Marrazes” - aniversário do Museu Escolar (~28/06) Auditório do Rancho Folclórico - Freixial •”O Museu Etnográfico do Freixial visto pelas crianças” (~23/08) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Pérolas ambientais do concelho de Leiria” - OIKOS (~30/06) Junta de Freguesia - Vieira de Leiria •”Olhares” (~20/06) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Olhares dentro e fora de portas” - fotografias (~30/06) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Atlas Municipal” (~21/06) Parque da Cerca - Ribeira das Bernardas •”Onde corre a Arte?” - esculturas para a sustentabilidade (~15/06) Galeria Municipal - Ourém •”A olho nu” - fotografia de Hélder farinha e Cláudia Loureiro (~1/7) Paços do Conceho - Ourém • Artes decorativas (~22/06) •”A cor do contraste” - Joel Santos (30/06~20/07)

No Moinho do Papel

“O Porquinho Poupadinho” O Moinho do Papel, em Leiria, organiza no dia 16 de Junho, das 15h00 às 16h30, a oficina “O Porquinho Poupadinho”, convidando as crianças a realizarem ecocriações. Esta actividade consistirá na decoração de porquinhos mealheiro, feitos em pasta de papel, através de pinturas, colagens e recortes. No fim da actividade, as crianças levam um guião em papel reciclado, com dicas para poupar e ajudar o ambiente.

Na Biblioteca Municipal de Leiria

“Leitura com texturas e cores” A partir da figura de Elmer, o elefante muito divertido de David Mckee, a Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria, organiza no dia 14 de Maio, pelas 10h30, a actividade “Leitura com texturas e cores”. Elmer passa a vida a pregar partidas aos seus amigos, todos eles de cor de elefante, e um dia decide fugir. A partir desta narrativa, as crianças vão colocar sementes (centeio, trigo, milho e feijão) em diferentes partes do corpo dessa personagem, ilustrando de forma diferente a imagem.

No dia 06 de Junho, às 19h30, no Restaurante Pinhal da Quinta, deu-se início ao evento que marca, de forma muito expressiva, a vida dos finalistas: a gala. Mais de sessenta finalistas concluíram um ciclo de estudos, terminando, desta forma, a sua permanência, nesta instituição de ensino, que, na maior parte das situações, os acarinhou durante oito anos. Já na escola, os directores de turma começaram por entregar os diplomas de participação aos finalistas, distinguindo-se, posteriormente, os alunos ao nível do aproveitamento e das atitudes e valores. Premiou-se, assim, aqueles para quem os estudos e o trabalho tiveram sempre, no seu percurso escolar, primazia. Apontamentos de uma beleza singular, protagonizados por Ana Nogueira e Iolanda Costa, deram ao evento a cor do espectáculo. As academias Anarelle e Rytmus, cujos momentos proporcionados são sempre pautados por uma sincronia e beleza excepcionais, contribuíram, de forma inequívoca, para o glamour desta noite especialíssima. Este evento, que contou com a presença de toda a comunidade educativa, foi abrilhantado não só pelas indumentárias requintadas, mas também pelos discursos emotivos dos alunos que expressam uma clara gratidão para com este estabelecimento de ensino, nomeadamente para com o corpo docente.

Esculturas no Parque da Cerca

Ribeira das Bernardas acolhe projeto de reciclagem O Parque da Cerca, junto ao espelho de água da Ribeira das Bernardas, Marinha Grande, apresenta a exposição de arte urbana “Onde Corre a Arte?”, até 15 de Junho. A iniciativa promovida pelo estabelecimento de ensino Pátio da Inês foi inaugurada no passado dia 5 de Junho, assinalando o Dia Mundial do Ambiente. A inauguração contou com a presença de centenas de pessoas, estacando-se a presença do vice-presidente da Câmara, da vereadora da cultura, directora do Pátio da Inês, funcionários da escola, crianças, familiares e técnicos da autarquia. Cidália Ferreira, vereadora responsáveis pelos pelouros da cultura e educação, afirmou ser “um enorme orgulho ter uma exposição tão bonita feita pela comunidade educativa e suas famílias”. A autarca mostrou-se satisfeita por saber que “o projecto educativo do presente ano lectivo envolveu crianças, pais e professores”. “As obras de arte patentes no Parque da Cerca resultam da reciclagem de materiais, contribuem para melhorar o ambiente e permitem um melhor conhecimento do nosso concelho”, acrescentou Cidália Ferreira.

Actividades para crianças e idosos O Museu de Arte Sacra e Etnologia (MASE), dos Missionários da Consolata, em Fátima, lançou um pacote de actividades para público infantil e sénior. As actividades são organizadas por Gonçalo Frazão, aluno estagiário do curso de Animação Sociocultural da Escola Básica e Secundária de Ourém e estão a decorrer desde o dia 11 a 26 de Junho. O pacote dispõe de três actividades, duas delas para crianças dos 6 aos 12 anos e uma para seniores. Assim, para o público infantil, estará à disposição um atelier de máscaras e pinturas faciais africanas, onde as crianças irão aprender os costumes de África. Além desta acção, o museu apresenta a actividade “Sentidos da Vida” no qual as crianças irão desenvolver os vários sentidos do corpo humano ao longo de uma visita cheia de surpresas. Finalmente, para o público sénior, através de uma visita interactiva ao museu, os idosos poderão partilhar histórias e tradições da sua terra.

“Era uma vez um quadro…” Encontra-se patente no MASE, até 1 de Julho (excepto segundas-feiras), das 10h00 às 19h00, a exposição “Era uma vez um quadro…”. Resulta de uma proposta da LA-MASE – Liga dos Amigos do Museu de Arte Sacra e Etnologia com a parceria do Centro de Estudos de Fátima e do Colégio do Sagrado Coração de Maria. É composta por trabalhos dos alunos inspirados em pinturas de artistas de renome. A partir da sua observação e estudo, os alunos deram asas à sua imaginação, compondo histórias e realizando trabalhos artísticos. Para a abertura da exposição foi convidada Paula Sá, autora do livro “Uma História por um quadro”, onde no Auditório do Centro Missionário Allamano se realizou uma apresentação interactiva a 180 alunos do Centro de Estudos de Fátima e do Colégio do Sagrado Coração de Maria. Na exposição encontra-se uma pintura do museu, de temática africana, onde os visitantes da exposição poderão elaborar uma história a partir dela em formato de texto ou pintura.

Encerramento das actividades

Festa da Academia de Leiria Na quinta-feira, 14 de Junho, 15h00, o Teatro Miguel Franco, Leiria, acolhe a festa de encerramento das actividades do ano 2011/2012 da Academia de Cultura e Cooperação de Leiria. O grupo de teatro desta academia irá apresentar algumas figuras dos “Autos das Barcas do Inferno e do Purgatório”, de Gil Vicente, com adaptação e encenação de Isabel Aragão. Já o grupo de dança apresentará uma coreografia de músicas populares, orientadas por Isabel Varregoso. A entrada é livre.

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Teatro Miguel Franco (Leiria) • EM CÂMARA LENTA | Drama | de Fernando Lopes | c/ Rui Morrison, João Reis, Maria João Pinho | 18 de Junho, 21h30 e 19 de Junho, 18h30 e 21h30 • HEIMA | Documentário | de Dean Deblois | c/ Jon Thor Birgisson, Orri P Dyrason, George Holm | 20 de Junho, 21h30

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CINEMAS

Museu de Arte Sacra e Etnologia

Final de ano para alunos da SAMP

Audição no Teatro Miguel Franco Terá lugar na sexta-feira, dia 15 de Junho, pelas 21h00, no Teatro Miguel Franco, em Leiria, a audição final de ano lectivo dos alunos da Escola de Artes da Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP). Crianças que acabaram de descobrir as viagens por arquitecturas sonoras, e jovens que há alguns anos se dedicam ao estudo de um instrumento musical, descem dos Pousos à cidade para dar a ouvir compositores de todos os tempos. A entrada é gratuita. Info: 244801685 ou ana.santos@samp.pt.


CULTURA 5

O Mensageiro 14.Junho.2012

Distinção ocorreu na XI Feira do Livro e do Jogo

Batalha na rede de bibliotecas da UNESCO A Biblioteca Municipal da Batalha integra, desde sábado passado, a Rede de Bibliotecas Associadas da UNESCO. A distinção foi entregue na XI Feira do Livro e do Jogo da Batalha pela própria Comissária Nacional da UNESCO, Manuela Galhardo, que enfatizou o trabalho inequívoco que a Biblioteca da Batalha tem vindo a desenvolver ao nível da promoção da cultura, dos valores da cidadania e ainda da inovação de alguns projectos implantados no concelho e na região. Criada internacionalmente em 1985, a Rede de Bibliotecas Associadas da UNESCO visa a promoção

da leitura e do livro como ferramentas essenciais para o desenvolvimento do saber, do entendimento e da cooperação internacional. No entender de Manuela Galhardo, ao promoverem o acesso à leitura e à informação, as bibliotecas associadas da UNESCO constituem-se como o meio ideal para a disseminação do conhecimento, desempenhando, por essa razão, um papel fundamental na difusão da informação e no combate à iliteracia. O facto de a Biblioteca da Batalha registar grande dinâmica e de ter, desde a sua fundação, criado e dinamizado projectos ampla-

mente reconhecidos, como, por exemplo, o Biblioclube 24 (máquina que empresta livros 24 horas por dia, 365 dias por ano), os percursos diurnos e nocturnos da Biblioteca Itinerante, os diversos projectos de acessibilidade à leitura aprovados pela Fundação Calouste Gulbenkian, as conferências e sessões temáticas realizadas ou a realização da Feira do Livro e do Jogo, são algumas das actividades mais visíveis desta dinâmica, agora reconhecida. Para Cíntia Silva, vereadora da Cultura do Município da Batalha, a distinção atribuída pela UNESCO à

Biblioteca Municipal é um motivo de orgulho para todos os batalhenses e um sinal claro da dinâmica em prol do livro e da cultura que esta unidade orgânica do Município regista há anos. Ao integrar a Rede de Bibliotecas Associadas da UNESCO, a Batalha passa a contar com dois registos ímpares e singulares na lista da UNESCO: O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Património Mundial e agora, a Biblioteca Municipal, associada da Rede de Bibliotecas deste organismo mundial dedicado à defesa e à promoção da ciência e da cultura.

Porto de Mós recorda tragédia de 1936 em livro

“O Desastre da Escola” Em 8 de Dezembro de 1936 Porto de Mós assistiu a uma das maiores tragédias humanas registada até aos dias de hoje. No decorrer de uma cerimónia religiosa a Escola de Porto de Mós, onde decorria o evento, abateu provocando a morte a 36 crianças e 8 adultos, num total de 42 vítimas, entre centenas de feridos. No seguimento da come-

moração dos 76 anos da tragédia, que se comemoram a 8 de Dezembro do presente ano, a Câmara Municipal de Porto de Mós decidiu editar um livro sobre “O Desastre da Escola”. A obra pretende homenagear as vítimas, os familiares e os sobreviventes do acidente relatando e contextualizando os acontecimentos históricos que deram origem à cerimónia,

apresentando uma série de depoimentos dados na primeira pessoa por quem viu e sobreviveu ao desastre e ainda reunindo uma série de documentos oficiais e de meios de comunicação da época que são prova concreta da dimensão internacional que esta tragédia alcançou. Para além da equipa técnica este é um livro que dá o papel principal aos

testemunhos vivos deste acidente, que contam, por palavras próprias, a experiência vivida naquele dia. O lançamento do livro está previsto para o dia 8 de Dezembro de 2012, numa cerimónia que pretende reunir todos os participantes do livro, vítimas e familiares num momento de reflexão, análise e homenagem.

Casa-Museu Afonso Lopes Vieira reabre

No Teatro José Lúcio da Silva

A Câmara Municipal da Marinha Grande reabre ao público a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, situada na Rua Dr. Adolfo Leitão, em São Pedro de Moel, de 13 de Junho a 16 de Setembro de 2012. Após o seu encerramento durante o período de Outono/Inverno (durante o qual só recebe visitas por marcação prévia), este espaço de cultura voltará a receber os visitantes durante o período de Verão, com o circuito museológico e oficinas infantis.

A quarta edição do Ciclo “Roque Beat” sobe ao palco do Teatro José Lúcio da Silva, no dia 14 de Junho, às 21h30, com a actuação dos You Can`t Win Charlie Brown e Paus, dois dos projectos da nova música portuguesa. Os You Can`t Win, Charlie Brown são uma banda que acumula conquistas uma atrás das outras, de que é exemplo terem sido convidados para o South by Southwest, um dos mais importantes eventos musicais em solo americano. A grande força do sexteto luso são as músicas, numa mistura mágica entre folk, pop e rock alternativo. O quarteto nacional Paus, com origem em bandas tão diversas como Caveira, If Lucy Fell ou Linda Martini, são já considerados uma das super-bandas do nosso país. Têm como ex-libris a utilização da bateria siamesa.

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Circuito museológico em São Pedro de Moel

Novas bandas no “Roque Beat”

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Castelo - Leiria •”O Homem que via passar as estrelas” - teatro (17/06, 16h00) Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Júlio de Matos” - teatro (20/06, 21h30) • Espectáculo de Final do Ano Lectivo da Escola de dança (23/06, 21h30) • 30.º Festival de Música em Leiria (30/06) Teatro Miguel Franco - Leiria • Audição Final de Ano Lectivo de escola de Artes SAMP (15/06, 21h00) • Concertos para bebés (17/06, 10h30 e 11h45) •”Tudo bala em seu redor” - teatro (23/06, 21h30) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria • Leitura com texturas e cores (14/06, 10h30) •”Cores” - bebeteca (14/06, 10h15 e 15/06, 16h00) •”Eu visito a Biblioteca” (18 e 25/06, 10h00) •”O cão mal desenhado” - rabiscos de peça em peça (18/06, 10h30) •”Aprender a aprender” - filme (21/06, 14h30) •”O pato camponês” - hora do conto (22 e 27/06, 10h30) •”O sonho de Mariana” - hora do conto (22 e 27/06, 10h30) Biblioteca José Saramago - Leiria •”A Princesa do amor de sal” - teatro (15/06, 22h00) m|i|mo - Museu da Imagem em Movimento - Leiria • Teatro de sombras e oficinas criativas (3ªs~6ªs) • Construção de câmaras obscuras - oficina (14, 21 e 28/06, 10h00) Moinho de Papel - Leiria •“Viagem à Fábrica do papel (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •“O Porquinho poupado” - ecocriações (16/06, 15h00~16h30) Sala Jaime Salazar Sampaio - Leiria •”O crime do Padre Amaro”-adaptação teatral (15/6, 21h30 e 16/6, 22h) •”Hoje é já amanhã”-teatro a partir da infância (17 e 24/6, 11h e 30/6, 16h) •”Frida Kahlo: Viva la vida!” - teatro (21, 22 e 23/06, 22h00) •”E se não houver castelo?” - teatro (29/06, 22h00 e 27/06, 19h30) O Nariz - Leiria •”Miss Cat e Rapaz Cão” - música (23/06, 22h00) Incubadora D. Dinis - Parceiros •”Avaliação e Intervenção em digrafia” - Curso (17/06, 10h00~18h00) Museu da Comunidade Concelhia - Batalha • Visitas guiadas (1ºs domingos do mês, 11h30) Praça Mouzinho de Albuquerque - Batalha • VIII Feira dos ATL´S (17/07) Campo da Sociedade Recreativa Relvense - Batalha • IX Edição do Torneio de Futsal “Municipio da Batalha” (~7/07) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”O Urso e a Formiga” - hora do conto (2ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •”O último livro dos feiticeiros” - filme (20/06, 15h30) Arquivo Municipal - Marinha Grande •”Memórias” - apontamento documental (~30/06) Estádio Municipal - Marinha Grande • Marchas Populares (15~17/06) Junta de Freguesia - Vieira de Leiria • Acção de compostagem domméstica (15/06, 21h00) Pinhal do Rei - S. Pedro de Moel • VI Festival de Artes para a Infância (26/06~1/07) Museu Municipal - Ourém •”As dinâmicas da Casa de Ourém” - jantar temático (15/06, 20h30) •”A Moura Oureana” - oficina pedagógica (~30/06) Biblioteca Municipal - Ourém •”Lendas de Portugal” - hora do conto (~27/06, 14h30) • Fora da Estante - mostra das obras de Alves Redol (~30/06) •”Histórias com animais” - hora do cnto (14/06, 10h30) •”As Patafúrdias...” - hora do conto (23/06, 11h00~12h30) •”(Con) Tributos - apresentação do livro de Eduardo Biscaia (30/6, 17h) Bairro - Ourém •”À descoberta dos elementos” - aventura (10/06) Praça Mouzinho de Albuquerque - Ourém • Feira de Artesanato urbano (16 e 17/06, 9h00~19h00)


6 SOCIEDADE

O Mensageiro 14.Junho.2012

Abertura da Base Aérea de Monte Real em perspectiva

Iniciativa da Junta de Freguesia

Primeiro Dia Cívico de Leiria

Raul Castro quer dinheiro americano

A Junta de Freguesia deliberou instituir o Dia Cívico de Leiria envolvendo os seus parceiros numa actividade periódica. A ideia base é que, num dia do ano, e com uma temática diferente cada ano, a Junta em conjunto com os parceiros desenvolvam acções cívicas. Este ano e em comemoração do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações a Junta em parceria com o Agrupamento de Escolas D. Dinis realizou um conjunto de actividades nas Instituições Particulares de Solidariedade Social de Leiria. Tendo o seu culminar no dia 13 de Junho com um encontro convívio entre todos os envolvidos nesta iniciativa.

O Presidente de Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, obteve hoje a garantia de dois emigrantes do distrito radicados nos EUA e do chefe de gabinete do Presidente da Câmara de Newark de que se iriam empenhar a procurar investidores lusoamericanos ou americanos para viabilizar a abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil e construir um resort com campo de golfe na Praia do Pedrógão. Raul Castro pediu a colaboração de Vítor Santos, empresário natural da Freguesia das Colmeias, em Leiria, radicado nos EUA há 36 anos, de Fausto Simões, advogado natural de Caldas da Rainha e radicado nos EUA há 46 anos, e de Modia Butler, chefe de gabinete do Presidente da Câmara de Newark, para

De 15 a 24 de Junho

Festas de Ourém 2012 Estão a chegar as Festas de Ourém que decorrem de 15 a 24 de Junho. Um modelo que segue as linhas anteriores, e que aposta na sua localização no exterior, no Parque Linear, onde serão instalados dois palcos, tasquinhas, equipamentos variados e um espaço aventura/infantil, o que confere uma dimensão ao cenário festivo e viabiliza uma dinâmica contínua. Para este ano, houve a preocupação de “reduzir custos, mantendo a qualidade a que já habituámos as pessoas” afirmou Paulo Fonseca, presidente da Câmara Municipal de Ourém. Ao mesmo tempo, a organização pretende reforçar o Festival de urbanidade e sustentabilidade ambiental, reforçando este novo paradigma, potenciando novas vivências que ultrapassem os limites concelhios.

pôr em marcha estes dois projectos, estratégicos para o desenvolvimento do concelho e, no caso do aeroporto, de toda a região centro. No caso da construção de um terminal para voos civis na Base Aérea de Monte Real, Raul Castro garantiu que o Governo não se opõe desde que seja um investidor privado a assegurar o montante de 17 milhões de euros necessários para concretizar esse projecto. Da parte da Força Aérea Portuguesa, também acredita que haverá “luz verde”. “Vamos tentar encontrar empresários com disponibilidade para investir. Vamos tentar vender este projecto”, assegurou Vítor Santos, que o encara como uma “boa” oportunidade de negócio, já que não existe

mais nenhum aeroporto no centro do País. Referiu ainda como benefícios para Leiria a dinamização da economia local e a criação de emprego. Vítor Santos manifestou-se optimista em relação à receptividade de potenciais interessados luso-americanos e americanos, tanto na concepção e exploração de um terminal para aviação civil em Monte Real como na construção de um resort com um campo de golf na Praia do Pedrógão. “Estou convencido que são óptimas oportunidades.” O empresário da construção civil acredita que, até ao final do ano, poderá haver novidades em relação a esta matéria. O autarca de Leiria explicou que, à semelhança do que sucedeu hoje, tem dado a conhecer as

oportunidades de negócio que existem no concelho a emigrantes de Leiria a viver em diferentes países do mundo. “Temos pedido aos nossos emigrantes para não esquecerem o País e para ajudarem a recuperar o País, através de investimentos seguros, que são uma mais-valia para todos”. Impressionado com o “poder visionário” de Raul Castro, o chefe de gabinete do Presidente da Câmara de Newark, cidade onde habitam mais de 50 mil portugueses, elogiou ainda a dedicação, a coragem e as boas ideias do Presidente da Câmara Municipal de Leiria, que, acredita, irão conduzir Leiria muito longe, apesar do período difícil que atravessa.

“Be@Berlenga” 2012

Caritas Diocesana de Leiria

O Departamento de Acção Social da Caritas Diocesana de Leiria leva a efeito um novo projecto designado “Livros Solidários”. Este projecto visa recolher junto dos estabelecimentos de ensino do 1.º, 2.º e 3.º ciclos da Diocese de Leiria-Fátima que aderiram a esta iniciativa, livros e manuais escolares para serem entregues no início do ano lectivo às famílias com menores rendimentos económicos apoiadas pela Cáritas Diocesana de Leiria. A campanha de recolha irá decorrer entre 12 de Junho até ao dia 7 de Setembro do corrente ano, e procura assim, angariar livros escolares utilizados durante os anos lectivos de 2009/2010 a 2011/2012. Todas as pessoas que queiram associar-se a esta iniciativa, podem entregar os livros nos pontos de recolha existentes nas escolas aderentes, ou entregá-los directamente na Cáritas Diocesana de Leiria, sediada no Largo Padre Carvalho (Seminário de Leiria), durante o horário de atendimento. PUB

O Arquipélago da Berlenga será palco e objecto principal do “Be@Berlenga”, três dias dedicados à biodiversidade e preservação ambiental da Reserva da Natural da Berlenga, que junta biólogos marinhos, ilustradores científicos e estudantes. Iniciativa do Grupo de Investigação em Recursos Marinhos da Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar (GIRM/ESTM), do Instituto Politécnico de Leiria (IP Leiria), e a decorrer dias 8, 9 e 10 de Junho, a iniciativa compreende oficina de trabalho científico, acções de preservação ambiental, baptismos de mergulho, exibição de documentários, palestras, uma expedição oceanográfica e sessões de ilustração científica. Sérgio Leandro, responsável pela licenciatura em Biologia Marinha e Biotecnologia, considera que «o mar assume-se cada vez mais como um desígnio nacional, e por isso temos de garantir que num futuro próximo temos massa

DR

Encontro científico do IPL sobre o mar

Projecto “Livros solidários”

crítica devidamente capacitada e com competências profissionais. É também importante suscitar junto dos jovens um interesse acrescido pelo mar nas suas diversas dimensões, desde o turismo ao desporto, da ciência à tecnologia aplicada aos recursos marinhos – trabalho que a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar tem vindo a desenvolver, e que é reforçado com este tipo de iniciativa, que reforça a formação e sensibilização dos jovens com interesse na biologia marinha e bio-

tecnologia». O Arquipélago da Berlenga, que compreende os três ilhéus, Berlenga Grande, Estelas e Farilhões, é detentor de um enorme valor de biodiversidade marinha, assumindo-se como um laboratório natural de excelência para a prática de actividades formativas, projectos de investigação científica e acções de educação ambiental marinha. Situase a cerca de 10 quilómetros de Peniche e é considerada Reserva Natural. Em 2011 a UNESCO considerou-a Reserva mundial da Biosfera.

«Ao localizar-se junto a este património natural, a ESTM possui não só uma vantagem competitiva muito significativa, mas também responsabilidades acrescidas na implementação e dinamização de acções que possam conduzir ao desenvolvimento sustentável de tão importante território», conclui o responsável. A iniciativa “Be@Berlenga 2012” é organizada pelo Núcleo de Estudantes de Biologia Marinha e Biotecnologia, pela coordenação do curso de Biologia Marinha e Biotecnologia, pelo GIRM e pelo Grupo do Risco – Ilustração Científica, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Peniche, da ICNB – Reserva Natural das Berlengas, da Capitania do Porto de Peniche, da HALIOTIS, da AQUASUBOESTE, da VIAMAR e dos Bombeiros Voluntários de Peniche.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 14.Junho.2012

Projecto do Instituto de Solidariedade Social está aprovado

Transformar resíduos urbanos biodegradáveis

O projecto do Instituto de Solidariedade Social dos Milagres (ISSM) foi aprovado pela Câmara Municipal de Leiria no passado dia 24 de Abril, sete anos após o lançamento da primeira pedra. O edifício será a sede do instituto, com valências de apoio domiciliário, centro de dia e lar de idosos. Segundo a direcção do ISSM, “foram anos de trabalho duro e paciente”, que recebem agora a luz verde para “lançar a concurso uma obra que todos querem e desejam, mas que terá custos muito acima de um milhão de euros”. Por esse

No dia 15 de Junho, pelas 21h00, o Auditório da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, recebe uma ação de sensibilização sobre compostagem doméstica. A entrada é livre. No dia 22 de Junho, pelas 21h00, é a vez da acção se dirigir ao público da freguesia da Marinha Grande, decorrendo no Estádio Municipal. As iniciativas são promovidas pela Valorlis – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, SA, em parceria com a Câmara Municipal da Marinha Grande e as Juntas de Freguesia da Moita e de Vieira de Leiria. O objectivo é esclarecer o que é a compostagem doméstica, como montar um compostor, onde se pode colocar este equipamento, tipo de materiais a compostar, materiais a evitar colocar no compostor e como o utilizar. Poderão participar nas acções de sensibilização e no Projecto de Compostagem todas as famílias que possuam um pequeno espaço exterior na sua habitação (jardim, quintal ou horta) residentes nos concelhos da Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal, Porto de Mós e Ourém. A todos os participantes, a Valorlis oferecerá um compostor doméstico, um guia na sequência da participação na acção de formação sobre boas práticas de compostagem. No dia da realização da acção, cada participante inscrito deverá levar uma cópia do seu comprovativo de morada (factura de água, luz, gás ou telefone).

DR

Milagres vai ter lar de idosos

motivo, os responsáveis da instituição adiantam que “não se podem dar passos apressados nem impruden-

tes” e que “é preciso muito dinheiro para uma obra que será feita por todos e para todos”.

Lamentando a demora na aprovação da obra, a direcção reconhece a persistência e o acreditar de “muitos milagrenses” e apela à união de todos em prol deste empreendimento, desde “os sócios que têm sido fiéis desde o início” aos que “dada a demora na aprovação deixaram de pagar as quotas” e até aos que “ainda não colaboraram com nada para o instituto, mas que já têm feito nos últimos anos um excelente trabalho em prol dos idosos da freguesia dos Milagres”.

Inscrições até 30 de Junho para uma oferta de 38 mestrados

IPL abre novas candidaturas a mestrados Estão abertas inscrições para 38 mestrados promovidos pelas diferentes escolas do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), entre os quais cinco novos cursos - Comunicação e Média, Especialidade em Tradução e Interpretação de Português e Chinês, Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, Enfermagem de Saúde Familiar, e

Educação Matemática no pré-escolar e 1.º ciclo. Nuno Mangas, presidente do IPL, explica que «alargámos este ano a nossa oferta com o objectivo de nos adaptarmos melhor às necessidades do mercado, procurando proporcionar aos nossos estudantes uma formação que faça a diferença, e que traga uma mais-valia efectiva para as

suas vidas profissionais». «O caso do Mestrado de Especialidade em Tradução e Interpretação de Português e Chinês surge da grande aposta que temos feito na formação em Mandarim para portugueses, e Português para chineses, que é uma das mais abrangentes e diversificadas do País», salienta, acrescentando que «este mestrado permite-nos

ir mais longe, qualificando mais e melhor os nossos alunos de licenciatura e outros interessados». A oferta de mestrados do IPL abrange as áreas de educação, ciências sociais, ciências empresariais, ciências jurídicas, engenharias, tecnologias, artes, design, turismo e saúde, e a lista da oferta deve ser consultada na página do IPLeiria.

No Centro de Actividades da Fruticultura de Alcobaça

Projecto In_AGRI promove sessão Na próxima sexta-feira, dia 15 de Junho, decorre, das 10h00 às 17h00, em Alcobaça, no Centro de Actividades da Fruticultura (antiga Estação Nacional de Fruticultura de Vieira Natividade), a Sessão de Trabalho da Fileira das Hortícolas, Frutos e Flores, integrada no projecto In_AGRI. Com esta sessão pretende-se estabelecer o diálogo entre os diferentes agentes da cadeia de valor das hortícolas, frutos e flores, representados por organizações de produtores individuais e cooperativas de produtores, unidades industriais, empresas de

comercialização e grande distribuição. A sessão vai permitir, também, a identificação dos problemas reais que atingem os produtores e as empresas, estabelecer elos de ligação para futuros projectos de Cooperação e de Investigação, sempre com o objectivo de valorizar o sector através da transferência de conhecimento e de tecnologia entre os diferentes parceiros. Os trabalhos obedecem a uma metodologia de “chuva de ideias”, onde a livre expressão de conceitos aproxima o conhecimento de problemas concretos

identificados pela produção com o potencial de resolução dos mesmos. São realizados com a colaboração do Comissão Técnico Científica do in-AGRI, maioritariamente integrados no CERNAS, unidade de investigação do Sistema Científico e Tecnológico Nacional que lidera este processo, em parceria com o Conselho Empresarial do Centro, com o Instituto Pedro Nunes e com as Escolas Superiores Agrárias dos Institutos Politécnicos de Coimbra e de Castelo Branco. O principal objectivo do Projecto in_AGRI é elevar o

grau de partilha de conhecimento dentro da cadeia de valor do sector agro-industrial da região do Centro de Portugal, induzindo a adopção das melhores práticas geradoras de sustentabilidade colaborativa e de mais-valia competitiva. Ao mesmo tempo pretende-se actuar sobre algumas das fileiras mais representativas do sector, nomeadamente os lacticínios, o vinho, o azeite, os cereais, o peixe, a carne, os hortícolas, frutos e flores, o mel e o medronho. Info: www.inagri.org

Compostagem doméstica em Vieira e Marinha Grande

São Pedro de Moel

Inscrições para campos de férias A Câmara da Marinha Grande abriu as inscrições para a participação de crianças e jovens nos campos de férias em São Pedro de Moel, que decorrerão entre 30 de Julho e 1 de Setembro. Os campos destinam-se a crianças e jovens dos 8 aos 14 anos ou pessoas portadoras de deficiência de idade igual ou superior, a enquadrar nos escalões especiais, residentes no concelho. As inscrições estarão abertas nos dias 26 e 27 de Junho, entre as 09h00 e as 16h00, na recepção do Arquivo Municipal, com um custo de 15 euros. Estão isentos do pagamento as crianças e os jovens com comprovada carência socioeconómica. As crianças ou jovens em acompanhamento indicados pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, as integradas no Centro de Acolhimento ou indicados pelo Gabinete de Apoio à Família, beneficiarão da existência de uma quota própria de participação, que pode ir até 40% das vagas existentes em cada período do campo de férias. Cada campo de férias disponibilizará aos participantes alojamento, em camaratas divididas por género; alimentação, em cinco refeições diárias; realização de actividades, com total acompanhamento de monitores; transporte de ida e volta da sede do concelho; e seguro de acidentes pessoais. Estão agendados 5 turnos: de 30 de Julho a 4 de Agosto, dos 8aos 11 anos; de 6 a 11 de Agosto, dos 12 aos 14 aos; de 13 a 18 de Agosto, dos 8 aos 11 anos; de 20 a 25 de Agosto, dos 12 aos 14 anos; de 27 de Agosto a 1 de Setembro, dos 8 aos 11 anos. Os campos de férias de S. Pedro de Moel, visam promover a ocupação saudável dos tempos livres das crianças e jovens, no período de férias escolares, através da prática de actividades de carácter educativo, cultural, desportivo ou meramente recreativo.


8 DIOCESE

O Mensageiro 14.Junho.2012

Festa do Corpo de Deus em Leiria

“Esta procissão é uma grande e pública bênção para a nossa cidade”

“A vossa numerosa presença conforta e alegra o coração do Bispo”, afirmou D. António Marto, na palavra final que dirigiu aos milhares de fiéis concentrados no adro da Sé de Leiria, depois da procissão desde os jardins da igreja de Santo Agostinho, onde se celebrou a Missa da festa do Corpo de Deus, na passada quinta-feira, dia 7 de Junho. Confessando a sua emoção perante a multidão de diocesanos vindos das várias paróquias para celebrar esta solenidade, o Bispo de Leiria-Fátima quis “abrir o coração” para confessar que se trata, a cada ano, de “um momento afectivamente muito querido”. Especialmente, durante a procissão em que “Cristo ressuscitado visita as ruas da nossa cidade, realmente presente neste sacramento da Eucaristia, o mistério mais maravilhoso, a maravilha das maravilhas da fé cristã, o maior milagre do seu amor”. “Como pastor da Igreja, que sente e traz consigo toda a riqueza e beleza de vida do seu povo, com todos os seus anseios, os seus problema e as suas dificuldades, quando seguro Cristo ressuscitado, no sacramento da Eucaristia, digo-Lhe: «Quero conversar Contigo, ao longo do caminho, sobre a Igreja que me confiaste» e trago-vos a todos juntamente com Ele”, referiu D. António. E

concretizou a sua preocupação com “o momento difícil que vive esta sociedade, em que sentimos muito o peso da vida, com todas as consequências da crise”. Em resposta, citou S. Bonifácio: “já que não podemos suportar sozinhos este peso, levemo-lo com auxílio d’Aquele que é o omnipotente e nos diz «vinde a Mim vós todos os que andais atribulados e Eu vos aliviarei e encontrareis em Mim conforto, força e fortaleza para as vossas almas»”.

“Nesta procissão eucarística, é o Senhor Jesus ressuscitado que está sempre a caminho em direcção ao mundo, ao nosso mundo, a este mundo; que as nossas ruas sejam ruas de Jesus, que as nossas casas sejam casa para Ele, com Ele e onde Ele também habita”, continuou o Pastor. “Sob o seu olhar colocamos todos os nossos sofrimentos, os nossos doentes, a solidão dos nossos jovens e dos nossos idosos, as tentações de desânimo e desespero, os medos

que nos assaltam, sobretudo o de ficar sem trabalho; esta procissão é uma grande e pública bênção para a nossa cidade, uma bênção que é o próprio Cristo em pessoa”, concluiu D. António. Grande manifestação pública de fé A festa do Corpo de Deus é uma tradição pluri-centenária em Leiria, assumindo uma dimensão diocesana que se expressa, de modo particularmente visível,

pela presença das bandeiras dos padroeiros de cada paróquia. A elas se juntam os grupos paroquiais de acólitos, a grande maioria do clero diocesano, muitos religiosos e religiosas e a grande massa do povo. Há alguns anos realizada no adro da Sé, para permitir uma participação alargada de fiéis, era dali que partia a procissão eucarística, com percurso pelas ruas da zona histórica da cidade, chegando por vezes as primeiras pessoas quando as últimas ainda não tinham partido. Na última década, dado o crescente número de fiéis e para alargar este itinerário, a celebração passou a fazer-se no jardim da igreja de Santo Agostinho, de onde se organiza a procissão para a Catedral. Nesta última celebração, talvez em confirmação da importância que lhe é dada pelos diocesanos de Leiria-Fátima, e dada a iminência do fim deste feriado religioso, a afluência foi uma das maiores dos últimos anos. A grande multidão concentrada durante a Eucaristia tornou-se ainda mais expressiva quando se estendeu em cortejo para a Sé, numa bela e impressionante manifestação pública de fé no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Textos e fotos: Luís Miguel Ferraz


DIOCESE 9

O Mensageiro 14.Junho.2012

Dois bispos em grupo angolano

A festa diocesana do Corpo de Deus contou, este ano, com a presença de um grupo angolano, em viagem para o Congresso Eucarístico da Irlanda (10-17 de

Junho), constituído por vários padres, leigos e dois bispos, D. José Manuel Imbamba, arcebispo de Saurimo, e D. Benedito Roberto, ex-Bispo do Sumbe nomeado

Arcebispo de Malanje no passado dia 19 de maio. Convidado a proferir a homilia da celebração, D. Benedito começou por referir que “não podia ser melhor ocasião do que a festa do Corpo de Deus” para este encontro entre pessoas das duas dioceses geminadas do Sumbe e de Leiria-Fátima. Precisamente porque “é o mesmo Cristo, na hóstia consagrada, que sacia a fome de todo o mundo e une a todos na mesma Igreja”, considerou o Prelado, referindo o trabalho concreto de evangelização que o grupo missionário da nossa diocese está a realizar em permanência

no Gungo (Sumbe). “O grande projecto da Igreja é fazer com que Cristo seja conhecido de todos e a todos alimente”, concluiu D. Benedito, pedindo

uma oração “neste dia especial, por todos os que ajudam a Igreja nessa missão”.

Filarmónicas enriquecem a festa É também já tradicional a presença das doze filarmónicas de toda a Diocese, alternando-se em dois grupos de seis a cada ano, que muito contribuem para a riqueza e solenidade desta procissão. Nesta edição, participaram as seguintes: Sociedade Artística Musical 20

Bênção do Santíssimo A grande multidão permaneceu firme, desde o início da Eucaristia, às 16h00, até à bênção final do Santíssimo Sacramento, pelas 19h00. Este é um momento de especial significado, em que Deus “se estende sobre cada um de nós, como os raios de sol, a garantir a Sua presença permanente a iluminar os nossos caminhos e a nossa vida”, como lembvrava D. António Marto nas suas palavras finais.

“Amiguitos e amiguitas” D. António Marto faz sempre questão de referir, de modo especial, as crianças, que saúda com um já popularizado cumprimento de “amiguitos e amiguitas”. Na sua palavra final, referiu também a sua alegria pela presença de muitas crianças e, ao abandonar o adro da Sé, aproveitou para partilhar essa alegria com algumas com quem se cruzou.

de Julho de Santa Margarida do Arrabal, Sociedade Artística e Musical da Bajouca, Associação Filarmónica Bidoeirense, Sociedade Filarmónica São Cristóvão da Caranguejeira, Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus e Maria das Chãs e Sociedade Artística Musical Cortesense.

Após o encerramento da celebração, as seis filarmónicas tocaram uma peça em conjunto, seguindo-se o desfile musical de cada uma separadamente, com a troca de cumprimentos e o agradecimento do Bispo da Diocese.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 14.Junho.2012

Leituras | XI Domingo do Tempo Janela sobre a Missão Comum (17/06/2012)

Visita ao Chitonde, Cambinda e Uquende (I) Como tínhamos dito, subimos ao Gungo dia 18 de Maio, onde já chegámos bem tarde para as horas de cá. Mesmo assim, as pessoas estavam à nossa espera. Nessa subida visitámos o centro do Chitonde onde o nosso amigo Jorge, na foto, teve o seu verdadeiro batismo de missão. Passámos lá o sábado e o domingo. Sentimo-nos muito bem acolhidos e percebemos que para aquela comunidade foi uma visita importante para revigorar e dar ânimo à sua fé. Dali partimos para a Donga, sede da missão. De 21 a 24 de Maio tivemos connosco algumas pessoas da comunidade que nos ajudaram em alguns trabalhos como a criação

AO SABOR DA PALAVRA

Cânticos | XII Domingo do Tempo Comum (24/06/2012)

INÍCIO Eu sou a salvação - Lau 368 Meu Senhor eu vos amo - Lau 498

SALMO RESPONSORIAL Cantai ao Senhor porque Ele é bom - Lau 196/197 APRESENTAÇÃO DOS DONS Tu que nas margens do lago - Lau 827 No Teu altar, Senhor - Lau 526

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

11º Domingo do Tempo Comum 17 de Junho de 2012

COMUNHÃO Eu vim para que tenham vida - Lau 382 Saboreai como é bom - Lau 726

Sopa instantânea

PÓS-COMUNHÃO Ao Deus do universo - Lau 155 Cantarei ao Senhor - Lau 211 FINAL Cristo é caminho - Lau 247 Confiarei no meu Deus - Lau 236

V PUB

Dr. Rui Castela Médico Especialista - Doenças dos Olhos Operações - Contactologia

CONSULTAS ÀS TERÇAS E QUINTAS FEIRAS POR MARCAÇÃO Consultório - R. João de Deus, 17-1ºEsq. - Leiria

Telefones: 244 832 288 e 244 870 500

ivemos na era do instantâneo: queremos que tudo apareça já feito; quando pedimos alguma coisa a alguém pedimos que seja “para ontem”. Vemos o êxito da SicNotícias, da RTPN e da TVI24 que transmitem notícias continuamente, o enorme desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação (Internet), que permitem que a comunicação entre qualquer parte do mundo se torne numa coisa

de uma horta no terreno da missão e a continuação da construção da cisterna para a água. Foram dias dedicados essencialmente a trabalhos mais práticos em ordem à melhoria das condições de habitabilidade e acolhimento da nossa missão. Como estava programado, dia 24 fomos para o centro de Cambinda, a 25 quilómetros da Donga que percorremos no nosso

jipe em cerca de três horas, devido ao mau estado da picada. Fomos recebidos, mais uma vez, com muita alegria por parte da comunidade que muito agradeceu a nossa presença e trabalho feito. Ali estivemos até segunda de manhã com reuniões de vários grupos, atividades de formação, dinâmicas com crianças, entre outras coisas, sem esquecer a celebração da missa e do sa-

cramento da Reconciliação, muito “concorrido”. Terminada mais esta etapa, rumámos de novo à Donga, desta vez para um encontro de formação com candidatos ao Crisma, outro com jovens e mais alguns trabalhos práticos como rega da horta e da lavra da missão, continuação da construção da cisterna, visita a vários locais em ordem à construção de um poço para água, entre outros. Temos que confessar que não foi uma semana muito “conseguida” pois faltaram alguns daqueles a quem era suposto dar a tal formação; mas a vida é mesmo assim, nem tudo corre como queremos e se programa. Padre Vítor Mira

imediata e que se conheça no momento tudo o que acontece no nosso planeta. Surge um número infinito de produtos prontos a consumir: os primeiros exemplos foram as sopas instantâneas, que poupavam o trabalho de cortar os vegetais, de fazer os purés, das cozeduras. Bastava juntar água ao conteúdo do pacote e estava pronta a sopa. Mas nem só as sopas sofreram esta tratamento: muitas outras espécies de comida vão sendo preparadas para não darem trabalho aos seus consumidores: pizas, lasanhas, feijoada, massas e outros tipos de comida que são comprados já prontos, necessitando apenas de serem aquecidos. Esta sede de instantaneidade vem do facto da nossa vida ter sido acelerada de grande forma, de vivermos uma vida intensas com milhentas coisas para fazer. E nós perdemos a capacidade de esperar calmamente pelas coisas, saboreando o crescimento da coisas e o seu gradual desenvolvimento, Já não desfrutamos nenhum acontecimento. Fazemos “zaping” por tudo o que

nos rodeia. Jesus no Evangelho deste domingo diz-nos que é preciso esperar para que as coisas revelem a sua verdadeira natureza. A semente que é semeada demora algum tempo a dar novas sementes, e o seu crescimento é gradual, não aparece logo com a haste com a espiga formada. O Reino de Deus (a semente) é uma iniciativa divina: é Deus quem actua no silêncio da noite, no tumulto do dia ou na turbulência da história para que o Reino aconteça; e nenhum obstáculo poderá frustrar o seu plano. Não adianta forçar o tempo ou os resultados: é Deus que dirige a marcha da história e que fará com que o Reino aconteça, de acordo com o seu tempo e o seu projecto. Nós próprios não nascemos como somos hoje, vamos crescendo, vamos aprendendo coisas novas cada da que vai passando, e todo essa aprendizagem leva ao nosso desenvolvimento como pessoas. Claro que é necessária uma certa dose de paciência para esperar que as coisas sigam o seu rumo normal, mas sabemos que Deus está connosco, e

assim dizemos como S. Paulo que estamos sempre cheios de confiança. Confiança em Deus que zela por nós apesar de o rejeitarmos tantas vezes. O fim último da nossa existência não está nesta terra; o nosso horizonte e as nossas apostas devem apontar sempre para o mais além, para a vida plena e definitiva. Mas Deus está sempre pronto a aceitar-nos novamente, se nós estivermos dispostos a renovar-nos. O ramo que ele vai arrancando da árvore velha, como nos diz o profeta Ezequiel, é transplantado num sítio escolhido, com as melhores condições para ele se desenvolver: mas é preciso esperar para que ele atinja a dimensão da árvore original. Se tivermos confiança no trabalho de Deus e se nos deixarmos guiar pela Fé saberemos que a nossa árvore cresce imensamente, podendo abrigar todos aqueles que dela necessitem. Deixemos de aceitar apenas aquilo que os outros fazem e que nos impõem, mas trabalhemos nós para criar algo que seja verdadeiramente nosso. Façamos nós as nossas próprias sopas.

DR

Antífona de Entrada: Salmo 26, 7.9 Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Vós sois o meu refúgio: não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador. Leitura I: Ez 17, 22-24 Salmo Responsorial: Salmo 91 (92), 2-3.13-14.15-16 (R. cf. 2a); Refrão: É bom louvar-Vos, Senhor. Repete-se. É bom louvar o Senhor e cantar salmos ao vosso nome, ó Altíssimo, proclamar pela manhã a vossa bondade e durante a noite a vossa fidelidade. Refrão. Leitura II: 2 Cor 5, 6-10 Aclamação ao Evangelho: Refrão: Aleluia. Repete-se. A semente é a palavra de Deus e o semeador é Cristo: quem O encontra permenecerá paara sepre. Refrão. Evangelho: Mc 4, 26-34 Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo se mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita». Jesus dizia ainda: «A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar? É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigarse à sua sombra». Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender. E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos. Palavra da salvação.


ECLESAL 11

O Mensageiro 14.Junho.2012

VIII séculos depois

Santa Clara de Assis em Timor (I) Luz alta, luz viva que não se apaga, que vai crescendo sempre, a alma de Clara está sempre em vigília (Guedes de Amorim). Alistada para o combate, Clara de Assis, alma ardente e apaixonada pelo Reino, não desarma nem se rende a dificuldades. Deseja dilatar o reinado de Cristo entre todos os povos da terra. Estrela brilhante, mulher eucarística, alto candelabro na casa de Deus obstina-se levar a claridade do Evangelho e da Eucaristia até aos confins do mundo. E este espírito de ousadia missionária que brilhava no coração de Clara propagou-se, ao longo de oito séculos, pelas suas Irmãs que, arrojadas e decididas, levaram e continuam a levar a chama viva da

LUZ ENTRE OS HOMENS

Pe Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

A arquitectura sacra http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

E

ntre as obras humanas que permitem manifestar a luz do evangelho e levar os homens a glorificar a Deus pela beleza que elas manifestam estão as de arte sacra. O Catecismo da Igreja Católica afirma que “a verdadeira arte sacra leva o homem à adoração, à oração e ao amor de Deus, Criador e Salvador, Santo e Santificador”. Na verdade, a vocação da arte sacra é

Altíssima Pobreza a todos os continentes. E, neste ano tão especial que estamos a viver, a Virgem Santa Clara parece querer levantar um altar à divina Eucaristia na longínqua ilha verde, nas terras de Lorosae. Assim, num dia tão especial como é especial para nós o dia 8 de Dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, Rainha da Ordem Franciscana, recebemos este convite também ele tão especial: Irmãs, coragem, vinde. É o Senhor que vos chama. É o povo de Timor que vos deseja. É a Igreja de Timor que vos ama e vos deseja. Seria uma grande alegria espiritual: Clarissas, Santa Clara, a jovem amiga de S. Francisco e fundadora das Irmãs Clarissas em Timor, que alegria…

Assim, vestida da mais pura delicadeza e simplicidade, Santa Clara, neste ano especial, desafia-nos desta forma. Segundo dados históricos as Irmãs Clarissas expandiram-se para o Oriente nos princípios de século XVII (Filipinas, Macau e Vietname). Só em 1934 foi fundado o primeiro Mosteiro na Indonésia em Tjitjoeroeg. Mas não há memória da existência de Irmãs Clarissas na ilha de Timor. Sem dúvida que este pedido foi para a Comunidade algo inesperado, uma surpresa atemorizante. Mas o nosso Deus surpreende-nos a cada momento, porque Ele é eterna novidade que nos desafia à renovação, à exigência da mudança, a deixar todas e quaisquer

seguranças. O Reino de Deus é permanente desafio do mais além. Assim, depois de algum tempo de ponderação, reflexão e muita, muita oração, duas Irmãs partiram do Mosteiro de Monte Real, em missão a Timor, para observarem in loco as possibilidades e condições existentes. Depois de um mês em missão, regressaram. Não trouxeram cachos de uvas de Escol como os exploradores do Povo de Deus, da terra de Canaã. Mas regressaram com a certeza de que Deus nos espera em Timor e que a Virgem Santa Clara deseja que o Santíssimo Sacramento seja também adorado e desagravado na longínqua ilha do Sol Nascente. E a Imaculada Conceição, Rai-

nha e Padroeira de Timor, parece que veio confirmar este projecto com a visita que, na sua Imagem peregrina, fez ao Mosteiro de Santa Clara e do Santíssimo Sacramento de Monte Real, a 3 de Junho, dia de Oração pelos Religiosos de Vida Contemplativa. A ima-

“evocar e glorificar, na fé e na adoração, o mistério transcendente de Deus” (n. 2502). Gostaria todavia de destacar a arquitetura sacra e o seu significado como expressão da fé. Grandes mosteiros ou santuários, igrejas antigas ou modernas, pequenas capelas e ermidas são alguns exemplos de arquitetura sacra. Foram construídos para exprimir a fé e para serem lugar onde ela é alimentada em pequeno grupos, grandes assembleias, momentos familiares ou nos atos pessoais de meditação ou de oração. Ao construir um edifício sagrado, os crentes marcam e delimitam um determinado espaço que consagram a Deus, para nele Lhe prestarem culto, O escutarem e Lhe falarem. Como muito bem diz Nuno Higino, toda a igreja “é uma representação humana do divino. É uma mediação humana apontando o próprio Deus. Deus não precisaria de nenhuma casa para habitar, porque ‘os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade’ (Jo 4, 23). Mas à condição histórica do homem convém a representação. A casa de Deus é a casa

dos homens. ‘Assente no chão’, ‘atenta à beleza e à diversidade da imanência’, a casa de Deus é feita ‘para habitação da eternidade’ (Sophia Andresen)”. Os templos são ao mesmo tempo “casa de Deus” e casa da comunidade cristã. Casa de Deus, porque Ele aí se manifesta e acolhe os seus filhos. Mas não fica prisioneiro do espaço sagrado, como bem afirmou S. Paulo aos atenienses, quando lhes disse que “o Altíssimo não habita em casa erguida pela mão do homem” (Act 7, 48-49), pois Ele está presente em todo o lado. Os edifícios sagrados também não são os únicos espaços em que os homens podem adorar a Deus, pois podem fazê-lo em qualquer lugar. Ao construírem um templo, por mais modesto e simples que seja, os crentes levantam um sinal de Deus que se torna patente diante dos homens. Toda a obra de arte, também a arquitetura, “é um testemunho do homem” (A. Halder) situado no tempo, na sociedade e na cultura que lhe são próprios. Uma igreja, uma capela ou qualquer outro edifício religioso é portan-

to um testemunho da fé da comunidade que o ergueu. Nessas obras traduzem-se alguns elementos do seu credo, do modo de pensar a religião e da sensibilidade. Nelas manifesta-se simbolicamente “um estilo de vida, uma qualidade de acolhimento, uma espiritualidade” (A. Houssiau). Como já disse, um edifício sacro, é também uma casa que acolhe a comunidade cristã, a Igreja. É chamado “igreja” porque é a casa que abriga o grupo ou a assembleia dos fiéis, essa sim a Igreja viva e verdadeira. Ali se congregam os crentes reunidos “no amor de Cristo”. Também a comunidade cristã é sinal que indica o divino, um sinal mais importante e expressivo do que a obra material. Mas o testemunho da Igreja viva não tira valor de sinal à igreja a casa de Deus construída pelos homens. O testemunho da Igreja exprime-se também através das suas obras de arte e da beleza dos templos que dedica a Deus e aos santos. A igreja material é todavia “morada de uma comunidade” (A. Houssiau) e não simplesmente o lugar onde ela se reúne. Como

uma família tem a sua casa onde habita, assim os fiéis formam uma comunidade, identificam-se com ela e têm a casa onde fazem oração, se encontram, partilham experiências e dons espirituais. Amam a sua casa, correm para ela e cuidam dela com grande zelo. Podem encontrar-se com Deus em muitos outros lugares, mas é à morada da sua comunidade que retornam como quem volta a casa depois de qualquer ausência. Por isso, o fiél háse sentir-se na igreja como na sua casa, organizá-la segundo a sua sensibilidade religiosa, identificar-se com ela. O templo sagrado falanos, toca-nos, dá-nos testemunho de Deus através das suas formas, volumes, linhas, cores, sons, luz... Nele podemos ter uma qualquer experiência religiosa. Pelo ambiente, beleza, simplicidade e nobreza pode suscitar na alma humana o sentido da transcendência, do infinito, do divino, podendo promover nas pessoas, mesmo nos não crentes, uma certa experiência mística. Por vezes, pode mesmo imprimir no espírito humano

gem peregrina da Senhora chegou na solenidade da Santíssima Trindade, cerca do meio-dia, trazida pela Paróquia com o seu Pároco, em solene procissão. No acolhimento, a Irmã Maria Clara, como representante da Comunidade, convidou: “Fica connosco, Senhora, ensina-nos a fazer tudo o que o Teu Filho nos disser”. A Senhora ficou e passou aquela noite connosco e com o seu Filho. Após a Santa Missa do dia 4, depois da bela e abrangente consagração usada por João Paulo II em Fátima, em 1982, feita agora pelo Rev.do Capelão, a Senhora deixou-nos. Eram 19h30.

Irmãs Clarissas de Monte Real

uma certa percepção de estar num lugar habitado. O templo cristão, sendo “casa de Deus”, é efetivamente um lugar habitado por Alguém. A filósofa judia Edith Stein, quando jovem, entrou um dia na catedral de Frankfurt em visita turística. Ao ver uma mulher entrar e ajoelhar-se, ficando um certo tempo em oração, percebeu que o templo católico é verdadeiramente um espaço habitado, vai-se a ele para se encontrar Alguém, entra-se como quem vai visitar um amigo a sua casa. Quem dera que todos nós percebêssemos esta qualidade dos templos católicos! Então neles receberíamos a luz divina... Os templos são também “memórias” de determinadas épocas. Registam os modos de se exprimir das comunidades do passado. Mas ficam sujeitos às intervenções e às marcas das gerações sucessivas que usam e usufruem dos bens patrimoniais que herdaram. Cada geração deixa as suas marcas no património cultural religioso recebido.


12 ECLESIAL

O Mensageiro 14.Junho.2012

DIOCESE

PORTUGAL Novo bispo auxiliar de Braga

“Conheces alguém que tem queda para isto?!”

“Conheces alguém que tem queda para isto?!” - é este o repto lançado pela Cáritas Diocesana de Leiria, à procura de voluntários para monitores das suas colónias de férias, na Praia do Pedrógão. A “Casa Amarela”, como é também conhecida esta infra-estrutura diocesana, recebe a cada verão quatro turnos de férias, três infantis (6-12 anos) e um juvenil (13-16 anos), realizados entre 15 de Julho e 1 de Setembro. Para cada turno infantil são necessários 16 monitores e para o juvenil 12. O perfil dos candidatos deverá obedecer a alguns critérios, como a idade entre os 18 (20 no caso do turno juvenil) e os 30 anos de idade, disponibilidade durante os 15 dias do turno que escolher e “condições morais, psíquicas e físicas normais”, para além da obrigatoriedade em participar em, pelo menos, um encontro de formação. Os interessados neste serviço de voluntariado deverão consultar o sítio www.coloniacaritas.org. Gabinete de Informação e Comunicação

Festa em Picassinos

Em Honra de Santo António Nos próximos dias 16 e 17 de Junho vão decorrer os tradicionais festejos em Picassinos em honra de Nossa Senhora da Paz. O programa dos dois dias contará com a actuação do teclista Patrick e Ernestino Gomes. Pelas 15h00, missa solene seguida de procissão com os andores e ofertas.

Visita “Fé e Arte, um diálogo de séculos”

Santuário de N.ª Sr.ª da Encarnação Como já é do conhecimento geral, o Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima tem vindo a organizar visitas guiadas ao património edificado da Diocese. Para terminar o programa para o presente ano pastoral, ocorrerá uma próxima visita, no dia 23 de junho, ao Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria. A concentração será às 17h00 ao fundo do escadório que leva ao Santuário e será orientada pelos; Padre Dr. Luciano Cristino, arquiteto Humberto Dias e Dr. Marco Daniel Duarte que abordarão respetivamente a história, arquitetura e iconografia do templo. No decorrer do evento, haverá ainda um concerto pelo organista João Santos, assinalando os 200 anos do órgão da igreja. Será uma oportunidade para conhecer melhor um belo templo da cidade de Leiria, assistir a um bom momento musical e ao, mesmo tempo, fazer a avaliação do conjunto das visitas realizadas e também de convívio. Info: 962540255, 244837291 ou coelhomartins@iol.pt.

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D. António Moiteiro Ramos Bento XVI nomeou como bispo auxiliar de Braga o padre António Moiteiro Ramos, de 56 anos, até agora pároco da Sé e São Vicente, na Diocese da Guarda, revelou à Agência ECCLESIA a Nunciatura Apostólica em Portugal. O prelado vai assim juntar-se a D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga desde

1999, e D. Manuel Linda, bispo auxiliar que foi nomeado em 2009. O novo bispo vai ser ordenado no dia 12 de Agosto, numa celebração presidida pelo cardeal português D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos. Na cerimónia, que vai

decorrer na Sé da Guarda, serão também bispos ordenantes o bispo local, D. Manuel Felício, e D. Jorge Ortiga. D. António Manuel Moiteiro Ramos nasceu a 17 de Maio de 1956 na freguesia de Aldeia de João Pires, Concelho de Penamacor, Diocese da Guarda e Distrito de Castelo Branco.

A Guarda

Cáritas pede monitores para colónias de férias

Consagração das Famílias Portuguesas a Nossa Senhora

Manifestação de Fé A Irmandade de Nossa Senhora da Lapinha e o Arciprestado de Guimarães/ Vizela tomaram a iniciativa de programar para o próximo dia 17 de Junho uma cerimónia de Consagração das Famílias Portuguesas a Nossa Senhora, no Largo do Toural, em Guimarães, por ocasião da comemoração do IV centenário da Ronda da Lapinha, o mais antigo e singular Clamor de que há

memória, com um percurso de 21 quilómetros, percorrido a pé por milhares de peregrinos, com o andor de Nossa Senhora da Lapinha sempre em ombros, sob a torreira do sol. Esta cerimónia de Consagração das Famílias a Nossa Senhora será presidida pelo Senhor Arcebispo de Braga e contará com a presença das Imagens de Nossa Senhora mais veneradas na

região (Nossa Senhora da Lapinha, Nossa Senhora da Oliveira, Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora da Madre de Deus, Nossa Senhora do Alívio e Nossa Senhora da Abadia). Assim, pretende-se que seja uma manifestação de fé grandiosa e que afirme a antiga e sempre forte devoção mariana ao longo dos séculos, no âmbito da Arquidiocese de Braga.

Por outro lado, como Guimarães é Capital Europeia da Cultura, este será também o momento idóneo de os católicos da Região darem à Europa e ao Mundo o testemunho de que a nossa Pátria se funda em raízes católicas, particularmente a sua instituição social mais importante que é a Família. Pela Irmandade da Lapinha Florentino Cardoso

Congresso Internacional no Porto

“UnPacking the Future” O Monsignor Giampietro Dal Toso, Ministro da Santa Sé responsável pelas organizações Católicas de apoio social vai marcar presença no Congresso Internacional sobre Inovação Social que decorrerá no Porto, a 19 e 20 de Junho, no Teatro Rivoli, sob organização da União Distrital das IPSS do Porto (UDIPSS – Porto), sob o título “UnPacking the Future”. O também, Secretário do Conselho Pontifício COR UNUM, abrirá o programa do segundo dia do evento, num painel denominado “Momento Inspiracional”, de que fazem também parte Gustavo Brito, do Social Lab da Fundação EDP, e Rui Marques, do Instituto Padre

António Vieira. O programa do Congresso, que conta com o patrocínio principal do Montepio, inicia-se no dia 19 com uma sessão de abertura que contará com o presidente da UDIPSS, o Padre José Lopes Baptista, com Guilhermina Rego, vereadora da Câmara Municipal do Porto, e com Marco António Costa, Secretário de Estado da Segurança Social. Entre os oradores estrangeiros, destaque para Emmanuel Vallens, da Comissão Europeia, onde coordena a área do mercado interno, que vem a Portugal para falar de “Como Acelerar a Inovação Social” e sobre “O Papel das Organizações do Terceiro Sector

e dos Empreendedores Sociais”. Este painel, que se seguirá à abertura do congresso, será moderado por Paul Adamson, editorchefe da revista E!Sharp, publicação sobre temas comunitários, contando também com os contributos de Filippo Addarri, da EUCLID NETWORK e Amândio Rodrigues, da ASHOKA, comunidade mundial que reúne cerca de 3.000 empreendedores sociais e a maior organização global de investimento em ideias inovadoras. O programa conta ainda com muitos outros oradores nacionais e internacionais que abordarão o tema da inovação social em formato de debate, mas

também em workshops temáticos que decorrerão na tarde do dia 19 de Junho. O encerramento do congresso terá lugar pelas 17,30 horas do dia 20, numa sessão que contará, além do presidente da UDIPSS – Porto, como organizador, com António Tomás Correia, presidente do Conselho de Administração do Montepio; António Tavares, Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto; Padre Lino Maia, Presidente da CNIS, e por Rui Rio, Presidente da Câmara Municipal do Porto, estando em confirmação a presença do Ministro da Segurança Social.


OPINIÃO 13

O Mensageiro

ESBOÇOS - 1

Joaquim Santos Jornalista

Espanha não tem apenas um crédito mas sim um resgate A Europa igual ou parcialmente igual? O resgate em Espanha é uma realidade. O facto da banca espanhola estar a colapsar não dá direito às autoridades governamentais espanholas de se vangloriarem sobre um facto que é idêntico ao português, grego e irlândes. A única diferença é que a ‘procissão ainda vai no adro’ e os 100 mil milhões de euros para os bancos espanhois vão também endividar ou baralhar as contas dos cofres do governo de Espanha, podendo, num futuro muito próximo, novos problemas surgirem naquele país ibérico. A economia e os seus subsectores estão a enfrentar graves dificuldades e esta realidade está

OPINIÃO Maria Fernanda Barroca

O Anjo de Portugal Nestes momentos de desânimo, é importante que nos lembremos do Anjo de Portugal, cuja celebração ocorreu no passado dia 10 de Junho, pedindo-lhe a sua protecção para o País. “A pedido do rei Dom Manuel e dos bispos portugueses, o Papa Leão X instituiu em 1504 a festa do «Anjo Custódio do Reino» cujo culto já era antigo

a ser permanentemente ignorada pelo primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy, que tenta disfarçar ou passar a imagem de um país superior. E foi o mesmo primeiro-ministro do país vizinho que veio a terreiro dizer que Espanha não teria planos de austeridade como os três países resgatados pela Troika, posição que lhe ficou extremamente mal, diria mesmo arriscadíssima, porque a proporção dos problemas espanhóis é de uma espiral sem precedentes. O que este primeiro-ministro afirmou é que não existirá austeridade ou mais reformas que penalizem os cidadãos espanhóis. Sabendo que o país terá de cumprir os acordos do plano de estabilidade que estão inerentes ao empréstimo, não será isto igualmente um resgate? Chiristinne Lagarde, directora do FMI (Fundo Monetário Internacional) é outro dos rostos tristes da Europa. Os planos de contigência precipitados, as declarações lamentáveis sobre as crianças gregas, a ostentação de luxo que se percebe nas suas deslocações pelo mundo, não lhe legitima circunstância exemplar para estar à frente de uma instituição que deve ter no seu representante máximo a sensibilidade pelos países que sofrem. Os países resgatados não têm o seu povo, muito menos as crianças, como elementos culpados das

em Portugal. Oficializada a celebração tradicional, Dom Manuel enviou alvarás às Câmaras Municipais ordenando que essas festas em honra do nosso Anjo da Guarda fossem celebradas com a maior solenidade. Na festa do Anjo de Portugal deveriam participar as autoridades e instituições das cidades e vilas além de todo o povo. Esta celebração manteve o seu esplendor durante os séculos XVI, XVII e XVIII em que Portugal deu cartas ao mundo mantendo o seu esplendor que decaiu no século XIX. De acordo com o teste-

DR

14.Junho.2012

Muro de Berlim, começado a construir na madrugada do dia 13 de Agosto de 1961 crises instaladas. Serão, de certeza absoluta, pessoas pertencentes ao elitismo, porventura comparável à D. Christinee Lagarde, aqueles ricos que ficaram e continuam na senda da maior riqueza. Foram estes que roubaram e ludibriaram os povos que trabalham, não ganhando ordenados comparáveis com estes europeus de primeira. A Europa, a União Europeia, só conseguirá ser igual para os países quando for igual para todos os seus membros. Como é que o ordenado de um português vai competir com o de um inglês ou luxemburguês, quando recebemos menos e os preços são na maioria mais caros? Porque não se regulam os vencimentos na União Europeia? Chegamos

ao cúmulo do facto de nesses países de vencimentos superiores chegarem a ter produtos/serviços mais baratos que Portugal, como as compras nos supermercados, portagens, compra de automóveis, seguros, entre muitos outros exemplos que poderia apresentar. Também por Portugal, no meio de tanta austeridade e falhas nas metas a atingir, Governo e Presidente da República deveriam prescindir de tantas mordomias, que são gastos supérfluos, quando muitos portugueses estão à ‘mingua’ com desemprego ou baixos rendimentos, pacotes fiscais injustos e anulação por completo do Estado social. Muitas outras elites, por terem cumprido altas funções

do Estado, como ex-Presidentes da República, ou ex-deputados, porque será que continuam a somar direitos e valores monetários pelo nada que continuam a fazer? Que somas, quanto gastam aos cofres do Estado? Poderíamos falar tanto, sobre tanta coisa, dos comportamentos que o Estado Português e altos funcionários da Europa que vivemos. Seria importante que de uma vez por todas se mudasse a ‘violência’ em que o povo português está mergulhado, também o grego e irlândes e... não tenhamos dúvidas, também o espanhol. Se isso não acontecer, também aqui existem diferenças no tratamento, havendo legitimidade para pergun-

munho dos Pastorinhos de Fátima, em 1915 e 1916 o Anjo de Portugal pareceu por diversas vezes a anunciar as aparições de Nossa Senhora nesta Terra de Santa Maria e deu aos Pastorinhos a comunhão com o «preciosíssimo corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo» como ele próprio declarou. Essa representação pode ser vista, em Fátima, na Loca do Cabeço. O culto do Anjo de Portugal teve o seu maior brilho nas cidades de Braga, Coimbra e Évora, e manteve-se na diocese de Braga onde se celebrava a

9 de Julho. No tempo de Pio XII a festa do Anjo de Portugal foi restaurada e implantada para todo o País, comemorando-se no dia 10 de Junho a fim de que o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas fosse também o Dia do Anjo de Portugal. Para o aumento da devoção ao Anjo de Portugal muito contribuem as representações, sendo especialmente notáveis as imagens do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e da charola do convento de Cristo, em Tomar, a pintura da Misericórdia de Évora e

a iluminura do «Livro de Horas de Dom Manuel». O Anjo da Guarda de Portugal é, até hoje, o único Anjo da Guarda de um país com culto público oficializado e foi o único Anjo da Guarda de uma nação que apareceu aos homens”. Este ano o Dia de Portugal caiu num Domingo, mas as celebrações começaram no Sábado, dia 9 de Junho, presididas pelo Chefe de Estado, Prof. Aníbal Cavaco Silva, que em breves palavras aos portugueses residentes e aos da diáspora apelou ao amor que devem ter por Portugal. As aparições do Anjo

tar porque pertencemos à União Europeia, porque temos o euro, a moeda que assim que chegou colocou para o dobro a maioria dos nossos preços. Um simples exemplo do que vos falo: um café custava 45-50 escudos (equivalente a 25 cêntimos) e quando adoptámos a moeda, passou a custar, em média, 50 cêntimos. Este é o espelho da Europa e da moeda possível, aquela que dizem que seria uma catástrofe se a deixássemos de ter nas nossas carteiras ou contas bancárias. Por mim, acreditem, não me importaria de voltar a pagar 50 escudos por cada café que tomo. No final do mês, teria uma poupança considerável. Esperamos que esta Europa caminhe para a igualdade entre os seus estados membros porque o que nos parece que está a construir-se, a cada dia que passa, nesta terceira guerra mundial (económica), é a reconstrução do muro de Berlim, deitado abaixo no passado histórico. Esses quilómetros de muro dividiram duas alemanhas mas neste momento é esse país que protagoniza novas divisões, à escala europeia, como tão bem sabe fazer... Entretanto, na agenda política dos países dividos, está oficialmente o Chipre e na objectiva próxima a Itália, outra grande economia em colapso... Vivemos numa Europa entre várias euros, também numa União Europeia mergulhada numa desunião sem precedentes.

em Fátima não foi só uma preparação dos Pastorinhos para as Aparições de Nossa Senhora, foi uma manifestação do Amor de Deus para com os portugueses, mesmo que muitos de nós O estejamos a expulsar das escolas públicas, do hospitais públicos, da vida familiar, social ou empresarial. Isto faz parte da «crise», mas tenhamos esperança que enquanto houver cepa boa o fruto também é bom; o mal virá, se não arrepiarmos caminho, quando a cepa boa se extinguir!


14 INSTITUCIONAL

O Mensageiro 14.Junho.2012

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas oito a folhas nove, do Livro Cento e Oitenta e Dois - B, deste Cartório. Maria Joaquina Ferreira de Almeida, N1F 140 949 194 e marido Manuel de Assunção Pinheiro, NIF 109 441 842, casados sob o regime da comunhão geral, naturais, ela da freguesia de Azoia, e ele da freguesia de Parceiros, ambas do concelho de Leiria, residentes na Rua Cruz de São Tomé, n°112, Azóia, Leiria, declaram que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios, ambos sitos na freguesia de Azoia, concelho de Leiria: UM — rústico, composto de terra de semeadura, com a área de mil duzentos e oitenta e cinco metros quadrados, sito em Cabeças, a confrontar de norte com Álvaro Pereira Barbeiro, de sul com estrada, de nascente com Linha de Agua e de poente com José Ferreira Almeida, não descrito na Primeira Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 1.975, com o valor patrimonial para efeitos de IMT de 810,00; DOIS — rústico, composto de terra de semeadura, com a área de mil e cem metros quadrados, sito em Cova da Vinha, a confrontar de norte com Fernando Jorge Mendes Castro Oliveira, de sul com Manuel da Assunção Pinheiro, de nascente com Diamantino Ferreira Simões e de poente com estrada, não descrito na Primeira Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 1.976, com o valor patrimonial para efeitos de 1MT de 710,00; Que, adquiriram os identificados prédios no ano de mil novecentos e oitenta e um, por doação verbal de Manuel Almeida e Maria da Piedade Ferreira, pais da mulher, residentes que foram no referido lugar de Azoia, Leiria, não dispondo, assim, os justificantes de qualquer titulo formal para os registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição dos mesmos. Que em consequência daquela doação verbal, possuem os identificados prédios em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriram o referidos prédios por usucapião. Batalha, cinco de Junho de dois mil e doze. A funcionária com delegação de poderes, (Lucília Maria Ferreira dos Santos Fernandes)

Ficha de Assinatura Assinaturas normal/benfeitor: 20/40 Euros (Nacional), 30/60 euros (Europa) e 40/60 (Resto do Mundo) Nome: ___________________________________________ ____________________________________________ Rua: _____________________________________________ _______________ N.º _______________ Localidade: ____________________________ C. Postal: _____ - ____________________ Telf.: _______________________________ E-mail:___________________________@_______________ Enviar esta ficha, recortada ou fotocopiada, para: O Mensageiro - Lg. Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA ou forneça-nos os seus dados através do endereço de correio electrónico jornal@omensageiro.com.pt

FARMÁCIAS DE SERVIÇO Sanches (14), Tomáz (15), Maio (16), Avenida (17), Baptista (18), Central (19), Godinho Tomáz (20) e Higiene (21).

TELEFONES ÚTEIS

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia seis de junho de dois mil e doze, exarada a folhas sessenta e oito do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Sessenta e Cinco A, JOSÉ LOURENÇO RIBEIRO, casado, natural da freguesia de Orbacém, concelho de Caminha, residente na Rua Central, 163, Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, que outorga na qualidade de procurador de: ANA PAULA RIBEIRO e cônjuge JAMES PAUL MC COY, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais ela da freguesia e concelho de Leiria e ele dos Estados Unidos da América, de nacionalidade americana, residentes em férias na Rua Central, 163, Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria e habitualmente nos Estados Unidos da América, ela Nif: 246 513 438, declarou; Que a sua representada mulher, com exclusão de outrem, é dona e legítima possuidora do prédio rústico sito em Fazarga, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terra de oliveiras, uma azinheira e mato, com a área de quatrocentos e vinte e oito vírgula setenta e cinco metros quadrados, a confrontar do norte com Virgolino Gomes Leal e outro, sul com António Jesus Rosa, nascente terreno público e poente com Rua Nova da Fazarga, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 11 237, com o valor patrimonial IMT de 260,00. Que a sua representada adquiriu este prédio por doação verbal de João Rosa e mulher Maria Inácio de Jesus, residentes que foram em Loureiro, Santa Catarina da Serra, Leiria, doação essa que teve lugar no ano de mil novecentos e setenta e nove, ainda no estado de solteira. Não obstante não ter título formal de aquisição do referido prédio, foi ela que sempre o possuiu. Desde aquela data até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, defendeu a sua posse, pagou os respectivos impostos, gozou de todas as utilidades por ele proporcionadas, cultivou-o e colheu os seus frutos, sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecida como sua dona por toda a gente, posse essa de boa fé, por ignorar lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, continua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida por todos os interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que a justificante invoca, como causa de aquisição do referido prédio, por não poder comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro em Porto de Mós, seis de junho de dois mil e doze. A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Cordeiro Pires de Sousa Mendes)

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas seis a folhas sete, do Livro Cento e Oitenta e Dois - B, deste Cartório. José Ferreira de Almeida, NIF 120 988 356 e mulher Maria Germana de Oliveira Soares, NIF 120 988 348, casados sob o regime da comunhão geral de bens, naturais, ele da freguesia de Azóia, ela da freguesia de Cortes, ambas do concelho de Leiria, residentes na Rua Cruz de São Tomé, n°110, Azóia, Leiria, declaram que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto de terra de semeadura, com a área de dois mil cento e cinquenta e três metros quadrados, sito em Cova da Vinha, freguesia de Azoia, concelho de Leiria, a confrontar de norte com Maria Joaquina Ferreira de Almeida, de sul com Maria Isabel Ferreira Vieira Fernandes, de nascente com Maria de Lurdes Ferreira Almeida Aires e Adelino Novo Simões e de poente com Estrada, não descrito na Primeira Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 1.974, com o valor patrimonial para efeitos de IMT de 1.380,00. Que, adquiriram o identificado prédio no ano de mil novecentos e oitenta e um, por doação verbal de Manuel Almeida e Maria da Piedade Ferreira, pais do marido, residentes que foram no referido lugar de Azoia, Leiria, não dispondo, assim, os justificantes de qualquer titulo formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição do mesmo. Que em consequência daquela doação verbal, possuem o identificado prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriram o referido prédio por usucapião. Batalha, cinco de Junho de dois mil e doze. A funcionária com delegação de poderes, (Lucília Maria Ferreira dos Santos Fernandes)

500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

CATÓRIO NOTARIAL A CARGO DA NOTÁRIA ANA PAULA PINTO ALVES CERTIDÃO Nos termos do artigo n.° 1000 do Código do Notariado, CERTIFICO, PARA EFEITOS DE PUBLICAÇÃO, que por escritura lavrada no dia um de junho de dois mil e doze, exarada a folhas cento e trinta e duas e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número DOIS, deste Cartório Notarial, sito na Avenida Marquês de Pombal, Galerias S. José, lote doze, Loja H, na cidade de Leiria, a cargo da notária, Ana Paula Pinto Alves, os outorgantes: ANTÓNIO GAMEIRO DOS SANTOS, contribuinte número 115 726 373, e cônjuge, ADELINA ALVES DE OLIVEIRA, contribuinte número 156 237 946, casados sob o regime da comunhão geral de bens, como declararam, naturais da freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, onde residem em Sobral, na Rua Principal, declararam: Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, sito na rua Principal, Sobral, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de vinha, com a área de mil quinhentos e setenta e três metros quadrados, a confrontar de norte com António Oliveira Santos, de sul com Isabel da Cruz e herdeiros de Manuel Gonçalves, de nascente com Isabel Oliveira Santos Manso e de poente com rua Principal, inscrito na respectiva matriz, em dele, justificante marido, sob o artigo número 11148, ainda por descrever na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria. Que entraram na posse do identificado bem, já com a área e configuração acima identificadas, em data que já não sabem precisar mas que se situa por volta do ano de mil novecentos e setenta, através de uma doação meramente verbal que dele lhes ajustaram fazer os pais do justificante marido, Manuel dos Santos e mulher, lnácia da Conceição, que também usa e era conhecida por Inácia Gameiro, residentes que foram em Sobral, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, doação essa que não lhes foi nem é agora possível titular por escritura pública, dado o falecimento dos doadores. Desde a mencionada data tomaram a posse efectiva do aludido prédio, tendo vindo desde então a gozar todas as utilidades por ele proporcionadas, nele praticando os atos materiais de fruição e conservação correspondentes ao direito de propriedade, designadamente, cultivando-o e colhendo os seus frutos, participando-o à respetiva matriz quando verificaram que na mesma se encontrava omisso, não tendo eles, justificantes, conhecimento de qual o artigo matricial que lhe correspondia na antiga matriz nem sequer se o mesmo nela se encontrava inscrito, e avivando as estremas, tudo na convicção plena que sempre tiveram e têm de ser de facto proprietários. Todos estes atos de posse foram, como se disse, praticados pelos justificantes, em nome próprio e pessoalmente, durante mais de vinte anos, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento e o acatamento de toda a gente da região, sendo por isso uma posse pacífica, contínua e pública, que conduz à aquisição por usucapião, que expressamente invocam, não tendo os justificantes, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam fazer a prova do seu direito de propriedade plena pelos meios extrajudiciais normais. Leiria, um de Junho de dois mil e doze. A Notária, (Ana Paula Pinto Alves)

CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia seis de junho de dois mil c doze, exarada a folhas sessenta e três do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Sessenta e Cinco A, ANTÓNIO DE JESUS ROSA e cônjuge CONCEIÇÃO DAS NEVES RIBEIRO ROSA, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais da freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, lá residentes na Rua Fernando Moniz, 3, em Loureira, Nifs: 162 696 981 e 199 169 020, declararam; Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico sito em Fazarga., freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terra de cultura com oliveiras e terreno de mato, com a área de quatrocentos e vinte e oito vírgula setenta e cinco metros quadrados, a confrontar do norte e sul com Ana Paula de Jesus Ribeiro, nascente terreno público e poente com Rua Nova da Fazarga, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 11 239, com o valor patrimonial IMT de 470,00. Que adquiriram este prédio por doação verbal de João Rosa e mulher Maria Inácia de Jesus, residentes que foram em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, doação essa que teve lugar no ano de mil novecentos e setenta e nove, já no estado de casados. Não obstante não terem título formal de aquisição do referido prédio, foram eles que sempre o possuíam, desde aquela data até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, defenderam a sua posse, pagaram os respectivos impostos, gozaram de todas as utilidades por ele proporcionadas, cultivaram-no e colheram os seus frutos, sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente, posse essa de boa fé, por ignorarem lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida por todos os interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que os justificantes invocam, como causa de aquisição do referido prédio, por não poderem comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro em Porto de Mós, seis de junho de dois mil e doze. A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Cordeiro Pires de Sousa Mendes)

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Jerónimo (CO1060), Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171 Depósito Legal 2906831/09

Tabela de Assinaturas para 2012 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 14.Junho.2012

Vidigalenses duplamente ‘bronzeados’

FUTEBOL – É a questão que se coloca neste momento, depois da renúncia do C.C.R. Alqueidão da Serra em participar na 3.ª Divisão. Quem também não está para aí virada é a A.D. Portomosense, vice-campeã distrital. O anunciado fim da 3.ª Divisão, após 2012/13, e a crise económica precipitam as recusas. Aprovada por unanimidade. A Assembleia Geral do C.C.R. Alqueidão da Serra de 9 de Junho reatificou aquilo que a direcção do clube já tinha por intenção, isto é, rejeitar a participação na 3.ª Divisão, na próxima época. Trata-se do lugar destinado ao campeão da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Leiria (AFL), que esta entidade iria propor à Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Face a este cenário, seria o 2.º classificado a ocupar o lugar deixado em aberto pelo Alqueidão da Serra. No caso seria outro clube do município de Porto de Mós, o Portomosense, que entretanto já rejeitou o cenário, avançou o presidente do clube, Luís Costa, em declarações ao Jornal de Leiria. “Conseguimos controlar as contas e não vamos andar para trás”, referiu. A este facto não seria alheio um natural aumento das despesas, com a participação na 3.ª Divisão. Se a posição destes clubes se mantiver, o G.D. Nazarenos (3.º lugar) deverá ser convidado a representar a AFL na 3.ª Divisão 2012/13. Caso as recusas se mantenham, seguir-se-á o G.D. Guiense (4.º).

Associação de Leiria procura soluções

Segundo os actuais regulamentos da AFL, a recusa em subir de divisão implica a descida, isto é, disputar a última divisão distrital (1ª) na próxima época. Sensível às dificuldades dos clubes e à extinção da 3.ª Divisão – a partir de 2013/14 o campeão da Honra da AFL sobe à actualmente designada de 2.ª Divisão “B” – a associação leiriense desenvolve, segundo o Jornal de Leiria, diligências que visam a alteração dos regulamentos, de modo a evitar a descida do Alqueidão da Serra à 1.ª Divisão. Para além disso, os dirigentes associativos propuseram à FPF o fim ou a redução significativa das taxas de jogo na 3.ª Divisão.

Descidas (já) anunciadas para 2012/13

Sp. Pombal, A.C. Marinhense, G.D. Peniche, A. Beneditense C.D. e G.C. Alcobaça são as equipas da AFL que garantiram a permanência na 3.ª Divisão. Com o fim desta competição, já sabem que só o 1.º e 2.º lugares em 2012/13 evitam a descida aos distritais. Assim, no cenário mais optimista descem três e, no pior, cinco – há a considerar ainda a equipa que a AFL irá designar, entre aquelas que participaram na Honra 2011/12. PJ

Vera Lavrador e Lilian Silva

regressaram à JV, “tendo as suas prestações sido importantíssimas para este grande feito”, sublinha o clube em juventudevidgalense.pt. Registaram-se um total de 15 pódios individuais, com as medalhas de prata de Micaela Lopes (800 metros planos), Juliana Pereira (lançamento do disco), Marta Mendes

(lançamento do dardo), Evelise Veiga (salto em comrpimento) e de bronze de Micaela Lopes (1500 metros planos), Juliana Pereira (lançamento do peso), Marta Martins (5000 metros planos), João Moniz (400 metros planos), Bruno Rodrigues (500 metros planos), Diogo Santos (400 metros com barreiras), Adriano Lopes (lançamento do peso), Jader Silva (lançamento do disco) e a estafeta 4x400 metros planos – Dyllan Pedro, João Moniz, Ricardo A. Fernandes e Diogo Santos. Colectivamente, foram melhor que a JV o Sporting (1.º lugar em femininos, 2.º em masculinos) e Benfica (1.º lugar em femininos, 2.º em femininos). PJ

Futebol | Regulamento só permite duas subidas

Fátima afastado da II Liga Perdida em campo, renascida fora dele. A esperança reside no C.D. Fátima, que apesar de não ter conseguido um dos dois lugares de subida, não descura a possibilidade de ser convidada a participar na II Liga. A crise que se instalou em alguns clubes, que têm ordenados em atraso, poderá motivar a exclusão dos mesmos das competições profissionais, como sucedeu recentemente com U. Leiria. “Estamos desiludidos, pois fizemos um bom campeonato na zona sul. O Fátima, em princípio, não sobe, mas fez um grande esforço para chegar até aqui com os ordenados em dia, libertando seis jogadores em Dezembro. Temos de saber se se procura o êxito desportivo fácil ou se se deve respeitar os compromissos. Não sei se outros fazem o que o Fátima fez”. As palavras são do treinador do Fátima, Ricardo Moura, em declarações a jornal A Bola, no final do último jogo da equipa na 2.ª Divisão “B” – derrota por 4-1 no reduto do Varzim, que viria a sagra-se campeão nacional – e que ditou o afastamento da II Liga.

Pedro Jerónimo/Arquivo

João Flipe Matias/Arquivo

Alguém quer subir?

ATLETISMO – As equipas feminina e masculina da Juventude Vidigalense (JV) subiram ao 3.º lugar no Campeonato Nacional de Clubes da 1.ª Divisão – ar livre (9 e 10 de Junho, Estádio Universitário, Lisboa). Um feito inédito, pois nunca antes o clube leiriense tinha conseguido colocar as duas equipas no pódio. Estávamos em 2006 e a JV fazia a festa no Estádio Dr. Magalhães Pessoa (Leiria), com um então inédito 3.º lugar da equipa feminina. Seis anos volvidos, a festa foi redobrada, curiosamente com alguns atletas a repetirem pódios. São os casos de Vera Lavrador (3.º lugar no salto com vara) e Lilian Silva (3.º lugar nos 3000 metros com obstáculos – entretanto representaram Sporting e Porto, respectivamente – que

“Temos de saber se se procura o êxito desportivo fácil ou se se deve respeitar os compromissos. Não sei se outros fazem o que o Fátima fez”, Ricardo Moura federação portuguesa de futebol

II Divisão B

apuramento do campeão

4.ª Jornada 10.06.12

Varzim x Tondela (3-1) Folgou: Fátima Equipa 1.º Varzim 2.º Tondela 3.º Fátima

J 4 4 4

Campeão Varzim Sobem à II Liga Varzim e Tondela

V 3 1 0

E 1 2 1

D Pts 0 10 1 5 3 1

Aquilo que Ricardo Moura expressou, já o fizera o presidente do Sp. Covilhã (15.º lugar na II Liga), quando desportivamente desceu à II Divisão “B”. Porém, em virtude da exclusão da U. Leiria das competições profissionais, por incumprimento dos requisitos da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), foi recentemente convidado a participar a manter-se na II Liga. Entretanto, são também conhecidas dificuldades no Leixões (6.º lugar, II Liga), sendo que a imprensa desportiva avança a possibilidade de exclusão do clube de Matosinhos das provas profissionais. Recorde-se ainda que, em virtude das alterações dos quadros competitivos, no decorrer da época 2011/ 12, foi anunciado, pela LPFP, a introdução de seis equipas “B” na próxima edição da II Liga e consequente alargamento da competição para um máximo de 22 clubes. Ora, é nestes cenários de mudanças, por um lado, e de instabilidade no seio de alguns clubes, por outro, que o Fátima ainda acalenta algumas esperanças de regressar à II Liga. Pedro Jerónimo

1⁄2 finais da Taça de Portugal ANDEBOL – O Colégio João de Barros (Pombal) e Gil Eanes (Lagos) defrontam-se nas 1⁄2 finais da Taça de Portugal, dia 16 de Junho, 16h00, no Pavilhão da Escola Nery Capucho (Marinha Grande). No outro jogo defrontam-se Madeira SAD e Colégio de Gaia, no mesmo dia e local, a partir das 18h30. A final realiza-se no dia seguinte, 17h00.

Zona de adeptos Euro 2012 FUTEBOL – Certamente não será o mesmo que estar na Ucrânia ou na Polónia, mas a ideia é recriar, em Leiria, o ambiente que se vive por ocasião do campeonato europeu. Assim, encontra-se em frente ao Edifício da Nerlei um ecrã gigante, onde são transmitidos os jogos. Depois do Portugal x Alemanha (0-1) e do Dinamarca x Portugal (relizado após fecho), que reuniu dezenas de adeptos, segue-se o Portugal x Holanda, dia 17, 19h45.


Minha terra velhinha! Assim te quero, entre as olhalvas frescas, pequenina, teu Lis saudoso, teu castelo em ruína, teu ar de monja, tímido e severo.

ÚLTIMA 14JUNHO2012

Acácio de Paiva, poeta leiriense [1863-1944]

Simpósio teológico-pastoral

“Quereis oferecer-vos a Deus?” É já nos próximos dias 15 e 16 de Junho que se realiza o simpósio teológico-pastoral subordinado ao tema «“Quereis oferecer-vos a Deus?” – Horizontes contemporâneos da entrega de si», promovido e organizado pelo Santuário de Fátima. O simpósio decorrerá no Salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral de Paulo VI, em Fátima. No texto de divulgação da iniciativa, a presidente da Comissão Organizadora, Isabel Varanda, destaca a pertinência da proposta apresentada: “A questão ‘Quereis oferecer-vos a Deus?’ não é, hoje, claramente, uma questão confortável. Terá ainda lugar e sentido, no tempo do humanismo secular, pensar a oferta de si a Deus? A complexidade teológica,

religiosa, antropológica, social, existencial e ética da questão solicita, necessariamente, uma abordagem multidisciplinar”. Recorde-se que, ao longo de 2012, “o Santuário de Fátima convida crentes e não crentes a escutar e a procurar responder à pergunta que, no dia 13 de Maio de 1917, o pastorinho Francisco e as pastorinhas Jacinta e Lúcia escutaram vinda do Céu: ‘Quereis oferecer-vos a Deus?’”, e é nesse sentido que está a ser preparado o programa do simpósio. “O Simpósio reúne um grupo de especialistas vindos de Portugal, da Espanha, da França, da Bélgica e dos Estados Unidos para dinamizarem os trabalhos, com os seus contributos específicos. Ao longo de três dias, pretende-se escrutinar

a forma como hoje se compreende e realiza o oferecimento de si, os seus limites e dimensões; as suas possibilidades e equívocos; os seus fundamentos e razões”, sublinha Isabel Varanda, docente e investigadora da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. Quanto aos destinatários do simpósio, Isabel Varanda refere que “o evento destina-se a todos e a todas para quem Deus não é uma questão menor e se disponham ao trabalho concreto de procurar as ressonâncias contemporâneas da pergunta que os pastorinhos de Fátima acolheram há quase um século, e que concentra em si os alicerces e as dinâmicas essenciais da fé cristã: ‘Quereis oferecer-vos a Deus?’.

VII Simpósio Nacional do Clero

O Padre, homem de fé – do Mistério ao ministério A melhor forma de agradecer um dom é aceitá-lo, acolhê-lo, valorizá-lo, dar ao outro a alegria de o poder dar ou de o ter dado. Recebê-lo, agradecido, é cuidar dele. E cuidar dele é zelar para que não se degrade, é vigiar para que não se extinga. É, fundamentalmente, reavivá-lo. Do dinamismo originário da fé cristã faz, precisamente, parte integrante e constitutiva a lógica do dom que é a mesma lógica da confiança e do oferecimento. Deus revela-Se, faz-Se dom, a humanidade acolhe e oferece-se confiadamente nas mãos de Deus. E a fé surge, simultaneamente como dom de Deus e resposta livre do homem, manifestação de que a revelação de Deus chegou ao seu destinatário. De facto, quem não confia também não se deixa interpelar nem chamar; quem não sai de si mesmo também não sabe nunca acolher; quem não é capaz de se dar gratuitamente também não sente nunca a alegria dos dons que recebe; quem não sabe agra-

decer também não é capaz de viver sem estar permanentemente a exigir recompensas, a estudar estratégias, a evidenciar e expor direitos, a reivindicar atenções para satisfação pessoal, enfim, a mercantilizar os sentimentos. Entrar na lógica do dom é diferente, é surpreender-se e deixarse surpreender na gratuidade. É antecipar-se na caridade. É aí, de resto, que acontece a nossa maior semelhança com Deus (o amor e o amar) e é aí que somos mais humanos. Quem não é capaz de entrar na lógica do dom não é capaz de entrar na relação da fé. A Igreja, por iniciativa do Santo Padre, o Papa Bento XVI, prepara-se para celebrar um “Ano da Fé”. Com início em Outubro próximo, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II e quando se completam vinte anos sobre a publicação do Catecismo da Igreja Católica, o Ano da Fé terá o seu termo na Solenidade de Cristo Rei em Novembro de 2013 e é um convite e uma ocasião para descobrir novamente

os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e, ao mesmo tempo, reflectir sobre o próprio acto com que se crê (Bento XVI, PF 16). Numa Igreja, sacramento e sinal de Cristo (a Luz dos Povos, LG 1), pertencendo ao Senhor e por fé, os Presbíteros são os servidores do baptismo dos seus irmãos cristãos, que o mesmo é dizer, são servidores da fé do Povo de Deus e são servidores da renovação dessa mesma fé. Estando marcados por uma unção que os identifica ao Bom Pastor, Jesus Cristo, os cristãos esperam encontrar nos presbíteros não apenas um homem que os acolhe, que os escuta voluntariamente, que lhes testemunha simpatia, amizade ou solidariedade, mas também e sobretudo um homem que os ajuda a olhar para Deus, a elevar-se para Ele e a projectar a vida com base n’Ele. Sacramentalmente. O serviço de Deus é, aliás, o fundamento sobre o qual se constrói o autêntico serviço dos homens. O VII Simpósio nacional do

Clero, a realizar entre 4 e 7 de Setembro próximos em Fátima e subordinado ao tema “O Padre, Homem de fé – do Mistério ao ministério” pretende, na sequência do desafio e convite que o Santo Padre faz a toda a Igreja, promover uma reflexão da profunda relação entre a fé e o ministério dos presbíteros. Integrado no “Ano da Fé”, é desejo do Simpósio proporcionar uma reflexão e um percurso que partem das raízes e fontes da fé para e conduzem à consciencialização, reflexão e vivência das consequências existenciais da própria fé. Na sua dimensão sacramental e ministerial, o Sacerdócio ministerial é, necessariamente, consequência do processo de fé no qual Deus Se revela, forma aquele a quem Se revela e o chama ao seu serviço. O horizonte de fundo do Simpósio coloca-se, pois, na articulação entre o Mistério (da fé) e Ministério (do Padre), a sua relação, os momentos processo, as implicações na vida dos que acei-

tam ser chamados, a credibilidade da fé para conduzir à consagração, a relação da existência presbiteral nos desafios quotidianos com a fonte da fé. Na sua Carta a Timóteo (2 Tim 1, 6), Paulo convida-o a “reavivar” o dom de Deus. O verbo “reavivar” é o mesmo que se utiliza quando se trata de significar o avivar ou o reacender de um fogo. E é nesse sentido que é extremamente interessante que seja dito que o homem tem responsabilidade em reavivar em si mesmo o dom de Deus. Significa que para acolher um dom tem de se entrar na lógica do que é gratuito, na lógica da capacidade de admiração, na lógica do extasiamento, na lógica do que dá com alegria de dar e sem estar a prever a recompensa. O VII Simpósio do Clero pretende, desta forma, colaborar com todos e cada um dos Presbíteros no trabalho e processo de, permanentemente, “reavivar” o dom de Deus à Igreja e ao mundo que é o seu ministério presbiteral refontalizado na fé.


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