CELEBRAÇÃO
7 JUNHO 2012
“Que é que Vossemecê me quer?”
ANO 98 - N.º 4913 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro
PEREGRINAÇÃO NACIONAL DAS CRIANÇAS
PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt
Fátima • 10 de Junho Página 11
FUNDADO EM 1914
DESTAQUE
Páginas 2 e 3
CULTURA
SOCIEDADE
ECLESIAL
Festival de Música em Leiria - dia 8 | P. 4
Caranguejeira + Santa Catarina da Serra | P. 6
Congresso da ACEGE | P. 11
Fabrico do Papel em Figueiró dos Vinhos | P. 5
Municípios que apoiam associativismo | P. 6
Encontro Mundial das Famílias | P. 12
Orquestra Gulbenkian no teatro José Lúcio da Silva
Livro apresentado em Leiria
Câmara de Leiria contra fusão de agrupamentos escolares
Empresários e gestores cristãos defendem valor do emprego
Distinção nacional para Batalha Papa viveu “grande experiência”
2 DESTAQUE
O Mensageiro 7.Junho.2012
EDITORIAL EDITORIAL
prui@iol.pt
Mistério admirável da fé
Um ponto central da doutrina católica define a Eucaristia como alicerce da vida do cristão. A obrigatoriedade de nela participar semanalmente mais reforça essa convicção. No entanto, e não vale a pena enterrar a cabeça na areia, regista-se uma diminuição crescente nesta participação. E, pior ainda, os cristãos são cada vez mais fáceis em substituir a Eucaristia por um outro facto ou evento, mais apetecível. Por outro lado, também é digna de registo a facilidade com que se pretende incluir a celebração eucarística como um ponto para preencher programa em determinados eventos sociais. Há de facto uma mudança no modo de entender e de viver a Eucaristia. E no entanto a igreja continua a ver nela o ponto central da expressão da fé. O mundo moderno, definido pela correria e dispersão, pela velocidade e pelo ecletismo, não entende facilmente uma acção como é a Eucaristia. Cinquenta Nestes dias em minutos, e tudo se Dublin, cidade que mede pelo relógio, vive, como nós, parado no mesmo esacorrentada a uma paço sem poder falar, crise económico- nem circular a belo financeira, prazer, torna-se um pode acontecer, momento altamente e até certamente vai angustiante impossível. Vista sob mesmo acontecer, este prisma, afinal o um milagre. mais imediato para as mentes modernas, a Eucaristia fica a perder e não encontramos nela nada de aliciante ou agradável. Mas vista sob o prisma do se sentido, e não da sua encenação, não há no nosso mundo nada que se possa comparar com a Eucaristia. Afinal, não há nenhuma acção humana que posa comparar-se com uma de instituição divina. Nunca seríamos capazes de descobrir gesto tão significativo e expressivo capaz de gerar união e ao mesmo tempo ser impulso para crescer. A nossa mente não conseguiria imaginar um gesto, um ritual, uma encenação que tivesse um alcance tão vasto e tão forte como este. De facto na Eucaristia, pão partido, realizase o encontro entre Deus e o homem, realiza-se o encontro entre os homens entre si e diríamos mesmo de Deus consigo mesmo. A Eucaristia, como expressa o tema do Congresso deste ano, é efectivamente encontro com Cristo e uns com os outros. Nestes dias em Dublin, cidade que vive, como nós, acorrentada a uma crise económico-financeira, pode acontecer, certamente vai mesmo acontecer, um milagre e se estivermos atentos encontraremos ali uma solução para os graves problemas com que ainda vivemos.
Crónica de um congresso
DR
Rui Ribeiro
Em 2004 realizou-se o Congresso Eucarístico no México, em Guadalajara. Fui um dos 50 portugueses que então estiveram presentes. Na altura eu estava longe de imaginar o que seria um Congresso Eucarístico. Recordo que a ideia que tinha era um pouco lírica e tirada do mundo do sonho e da imaginação. Quando, a dada altura, tive o programa na mão, fiquei algo desiludido. Afinal o congresso parecia reduzirse a conferências, palestras e encontros pouco claros e pouco estruturados. O predomínio era, porém, para as conferências, algumas ocupando tardes inteiras e pouco mais se vislumbrava. Mesmo a celebração da Eucaristia, que na minha opinião deveria ocupar a parte nobre do programa, aparecia como que encaixada entre duas conferências dando a impressão que se celebrava por obrigação e nada mais. Já no México, a experiência começou por ser mais gratificante. Os congressistas portugueses aproveitaram uns dias antes do início para fazerem um pequeno passeio cultural pelo país e por algumas cidades e pontos turísticos mais importantes. Foi bom e serviu para criar entre nós laços de amizade e de alguma culpabilidade entre nós. Mas ardia sempre a curiosidade de chegar ao local do Congresso e dar início aos trabalhos. Chegamos na véspera, era já
noite. Logo nessa noite fomos informados do programa mais em pormenor. E naquela apresentação senti uma dispersão que fez crescer a desilusão: afinal haveria igrejas abertas para momentos de oração e espectáculos que animavam os serões, mas a participação era deixada ao critério de cada um. De alguma forma sentime abandonado no meio da cidade de Guadalajara. Na manhã seguinte, o grande pavilhão onde se realizavam as maiores conferências fez-me duvidar se estaria no sítio certo. Os oradores não se viam senão por meio de um grande ecrã colocado nas paredes e durante as conferências as portas abertas permitiam que entrassem uns saíssem outros, enquanto alguns iam conversando. Uma confusão de línguas, de cores, cheiros e traços fisiológicos trazia ao espaço um colorido que mais parecia confusão que propriamente organização. As refeições servidas em pequenos sacos e racionadas de forma equitativa, faziam aumentar a sensação de isolamento e de abandono. O Congresso tinha trazido muita gente à cidade. Mas uma grande maioria passeava-se pelas ruas da cidade. Havia depois encontros em pequenas paróquias. Aí nos encontrávamos por línguas, e vi-me rodeado de gente que falava a minha língua, mas que trazia consigo experiências de vida que
nada me diziam. A proximidade da língua desfazia-se com a distância das vidas e das experiências. Ainda recordo que alguns desses encontros foram uma tortura, por vezes parecia-me desenquadrado, não sabia porque estava ali, qual o objectivo e qual a ideia que presidia aos encontros. Depois via que nem metade dos 50 que comigo tinham viajado participava nesses encontros e perguntava-me onde estariam, estaria eu no sitio errado? Só prestes a terminar é que aconteceu uma revolução na forma de estar e viver aquele congresso eucarístico. Tudo aconteceu no decorrer de uma longa procissão eucarística que demorou mais de 5 horas a percorrer as ruas da cidade. Era o princípio da tarde quando iniciamos e já era noite quando terminamos. Uma longa procissão, com milhares de pessoas que na berma da estrada iam gritando, e uma enorme hóstia transportada num carro. Havia festa, colorido e de tempos a tempos momentos de louvor e acção de graças. Incorporado na procissão, no grupo dos sacerdotes, eu achei-me pequeno, tão pequeno, ao olhar aquela hóstia consagrada e ver a euforia com que as pessoas se manifestavam. Havia crianças, bebés, adolescentes, jovens mais velhos e menos velhos, mais bem vestidos e menos bem vestidos. Havia de tudo e as horas passa-
vam depressa demais. Era assim que eu tinha de facto imaginado um Congresso Eucarístico, com entusiásticas manifestações de fé, com gente, muita gente, concentrada num mesmo acontecimento e numa mesma acção. E todos nos entendíamos e todos nos sentíamos unidos. Era quase o fim. No dia seguinte nova concentração num enorme estádio de futebol. Destra vez para ouvir o Papa numa alocução breve, manifestando a sua união a todo o grupo, e exprimir a sua alegria e por fim a anunciar novo Congresso, dali a 4 anos (em 2008) agora em Toronto, no Canadá. Quando regressava a casa pensava iniciar um programa que haveria de me levar ao Canadá dali a quatro anos. Mas a vida dá tantas voltas e os quatro anos passaram num ápice e eu perdi o Congresso. Ali foi anunciado um outro para 2012, na Irlanda e o sonho voltou a emergir. E de novo fugiu. Na próxima semana não estarei fisicamente presente, mas os modernos meios de comunicação, tão diferentes dos de 2004, vão permitir-me estar lá, como se de facto estivesse fisicamente presente. Claro que não será a mesma coisa, mas já será bastante. De 10 a 17 de Junho, todos voltados para a Irlanda.
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O Mensageiro
7.Junho.2012ro.2011
Congresso Eucarístico Internacional
paz, felicidade e liberdade. Os nossos irmãos e irmãs na fé, que virão ao Congresso Eucarístico Internacional, em grande número, não somente da Europa, mas também da Ásia e da África, das Américas e da Oceânia, irão mostrar-nos como se vive a comunhão da Igreja na unidade e na diversidade, o que muito enriquece o nosso aprofundamento do tema do Congresso. O Congresso Eucarístico será celebrado, em 2012, numa Irlanda marcada por um contexto contemporâneo de luz e escuridão. De um lado, lembrando a “rocha de onde fostes tirados” no qual foram talhados homens, mulheres e crianças irlandeses (Is 51,1), nós damos graças a Deus pelas contribuições generosas, muitas vezes heróicas, oferecidas à Igreja e à humanidade pelas gerações passadas de irlandeses. A contribuição significativa das igrejas ao processo de paz na Irlanda do Norte é uma história recente de frutos positivos. Apesar das suas dificuldades financeiras actuais, a Irlanda podese alegrar pelos enormes avanços sócio-económicos alcançados. Faz-se necessário reconhecer, entretanto, no início destas reflexões teológicas e pastorais, que a Igreja na Irlanda avança hoje sobre um caminho de cura, de renovação e de reparação pelos actos de agressão sexual cometidos, particularmente, por padres
e religiosos, em crianças e pessoas vulneráveis. Como os discípulos de Emaús, os católicos irlandeses estão desorientados pelo que aconteceu dentro da sua Igreja. Os gritos das vítimas e dos sobreviventes desses abusos fazem-se ouvir nos céus e na terra, exigindo sinais radicais de arrependimento. O Congresso de 2012 pode ser visto como um tempo de “Kairos” no sentido bíblico do termo, que quer dizer um tempo de graça, durante o qual algo de especial pode acontecer pela intervenção de Deus. Este é para a Igreja, tanto na Irlanda como no mundo inteiro, um tempo privilegiado para escutar, de novo, o que o Espírito Santo nos disse e continua a dizer, durante e por meio do Concílio Vaticano II. Esta é, sem dúvida, uma ocasião providencial para nos reunirmos em comunhão com Cristo e entre nós para “reflectir sobre as feridas infligidas no Corpo de Cristo, sobre os remédios por vezes dolorosos, mas necessários para as tratar e curar e sobre a necessidade de unidade, de caridade e de ajuda recíproca no longo processo de retomada e de renovação eclesial”. O Congresso pode, também, ser visto como um momento de “statio”, isto é, como uma pausa de compromisso e de oração, uma pausa sobre o caminho da Igreja, à qual a Igreja da Irlanda convida a Igreja universal. Sendo as-
sim, é um momento da sua peregrinação no qual a Igreja é convidada a concentrar-se, especialmente, sobre o aspecto particular da Eucaristia, da comunhão com Cristo e entre nós, proposto pelo tema do Congresso. Todos juntos, nós iremos prestar um culto público, unidos na caridade. Reunindo peregrinos de todas as partes do mundo, o Congresso será para todos um sinal autêntico de fé e de caridade na comunhão. Inspirado nos ensinamentos do Concílio Vaticano II, o Congresso Eucarístico Internacional de 2012 quer ser uma ocasião para que os nossos irmãos e irmãs de outras Igrejas e comunidades possam partilhar connosco as abordagens e a sabedoria das suas experiências eclesiásticas e das suas respectivas estruturas. Nós temos em comum muitos aspectos da doutrina eucarística. É claro que muitas igrejas e comunidades eclesiais consideramse nitidamente como nossas irmãs na Eucaristia, porque elas celebram o sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo. Podemos esperar que o Congresso Eucarístico será um fórum, onde se desenvolverão possibilidades de reflexão conjunta à luz de numerosas experiências positivas, que surgiram depois do Concílio Vaticano II. Essa deverá ser também uma ocasião para reconhecer com gratidão o papel precioso e inovador que desempenham as famílias mistas (intercristãs) na construção da comunhão de cristãos das diferentes igrejas com Cristo e entre eles. Talvez, nós poderíamos juntarmo-nos em uma prece comum pelo Congresso – a fim de que ele seja para todos nós fonte de uma comunhão maior de vida e de amor, e para que possamos entrar no “espaço interior onde Cristo, fonte da unidade da Igreja, pode agir eficazmente com toda a força do Seu Amor.
DR
O 50.º Congresso Eucarístico Internacional será celebrado, em Junho de 2012, em Dublin, na Irlanda. Por uma feliz coincidência, o ano de 2012 marcará, também, o quinquagésimo aniversário da inauguração do Concílio Vaticano II. O tema do Congresso Eucarístico Internacional de Dublin “A Eucaristia: comunhão com Cristo e entre nós” retoma a noção de comunhão, tão central na visão do Concílio. O Concílio Vaticano II pode ser descrito como um acontecimento de Pentecostes, que ainda hoje continua a ser uma bússola segura para orientar a Igreja nas suas deliberações. Uma grande preocupação conciliar foi descobrir como - numa época na qual a humanidade entrava numa nova fase da história, envolvendo numerosas, rápidas e profundas mudanças -, a Igreja podia manifestar Jesus Cristo, da melhor forma, para que os homens e as mulheres do nosso tempo o vissem, o compreendessem e o encontrassem, vivendo entre nós. Sob a moção de Espírito Santo, o Concílio respondeu a esta preocupação promovendo uma eclesiologia de comunhão. Neste quinquagésimo aniversário do Concílio, é, portanto, particularmente significativo, que o Congresso Eucarístico chame a nossa atenção para este tema da Comunhão. O Congresso oferece-nos uma ocasião providencial de nos perguntarmos até que ponto permitimos que esta reforma proposta pelo Concílio fez crescer a nossa comunhão, tanto ao nível da vida de comunhão no interior da própria Igreja, assim como nas nossas relações com todos os outros que caminham connosco pelos caminhos da história. A noção de comunhão é, de fato, muito importante para a evangelização, isto é, para comunicar a Boa Nova de Jesus Cristo: Boa Nova de uma presença de amor, trazendo
DR
“A Eucaristia: Comunhão com Cristo e entre nós”
A “Pedra da Cura”
Congresso marca início de uma nova era Milhares de peregrinos de vários países, incluindo Portugal, são esperados em Dublin, Irlanda, para o 50.º congresso, que decorre de 10 a 17 de Junho sob o tema “A Eucaristia: Comunhão com Cristo e entre nós”. A cerimónia de abertura do próximo Congresso Eucarístico Internacional, vai contar com a inauguração da “pedra da cura”, em memória das vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica. Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o padre Kevin Doran, secretário-geral da organização do evento, sublinha que “a pedra representa a firme determinação de trabalhar para a cura e a renovação”. “Para muitos que sofreram a experiência dos abusos e para as suas famílias, a dor pode ser muitas vezes como uma pedra, pesando fortemente sobre eles”, reconhece. Após o congresso, a pedra vai estar exposta ao público, de forma permanente. Na apresentação desta iniciativa mundial, no Vaticano, o arcebispo de Dublin afirmou que esta é uma “oportunidade de renovação e reconciliação” para o catolicismo no país. “Há divisões dentro da Igreja da Irlanda e, por vezes, divisões que não são saudáveis”, disse D. Diarmuid Martin. O Vaticano publicou em Março as conclusões da visita apostólica à Irlanda, ordenada pelo Papa após os casos de abusos sexuais sobre menores verificados na Igreja local, documento que manifestou a “consternação” de Bento XVI perante essas situações. O documento, que apela ao compromisso dos católicos para erradicar a “praga” dos abusos sobre menores, menciona a “gravidade das falhas que lhes deram lugar” no passado e realça a necessidade de reforçar a “assistência” às vítimas. Os bispos irlandeses expressaram “dor e vergonha” perante as conclusões do relatório, onde se assinala que os abusos deixaram “muitas feridas” na comunidade católica. O programa prevê a apresentação uma centena de mostras sobre a Igreja local, além de 150 oficinas e grupos de discussão, referiu D. Diarmuid Martin, adiantando que mais de 100 coros irlandeses vão participar nas celebrações litúrgicas. O congresso, antecipado por um seminário teológico, conclui-se com uma missa presidida pelo cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação dos Bispos e legado papal ao encontro.
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O Mensageiro 7.Junho.2012
Festival Música em Leiria | Dia 8 de Junho Teatro Miguel Franco (Leiria) • LORAX | Animação | de Chris Renaud e Kyle Balda | 10 de Junho, 11h00 • OS DESCENDENTES | Comédia/Drama | de Alexander Payne | c/ George Clooney, Shailene Woodley e Amara Miller | 10 de Junho, 21h30; 11 de Junho, 21h30; 12 de Junho, 21h30; 13 de Junho, 18h30 e 21h30; Cine-Teatro (Monte Real) • LORAX | Animação | de Chris Renaud e Kyle Balda | 9 de Junho, 21h30 e 10 de Junho, 15h30
A Orquestra Gulbenkian será uma das grandes presenças nesta 30.ª edição do Festival Música em Leiria. No dia 8 de Junho, às 21h30, no teatro José Lúcio da Silva, apresentará um programa com algumas das mais emblemáticas páginas de música, repertório sinfónico fundamental dos circuitos de todo o mundo. O Concerto para violino de Felix Mendelsshon-Bartholdy é uma das obras concertantes mais conhecidas, sendo praticamente obrigatório entre o repertório de qualquer violinista. Terminado em 1844, foi dedicado ao violinista Ferdinand David, que estrearia a obra um ano mais tarde, em Leipzig, e com quem o compositor se correspondeu frequentemente durante o relativamente longo processo de criação da obra de cerca de seis anos. Tratase de uma obra que conjuga uma exigência técnica com um lirismo extremo, factor
EXPOSIÇÕES
Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Teatro de Aguarelas” - de Artur Franco (~29/06) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Analogika” - fotografia lomográfica (~23/06) •”Oficina do Olhar” - exposição permanente Moinho de Papel - Leiria •”Sacas de retalhos” (~30/06) Salão Social - Marrazes •”Artistas de Marrazes” - aniversário do Museu Escolar (~28/06) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Pérolas ambientais do concelho de Leiria” - OIKOS (~30/06) Junta de Freguesia - Vieira de Leiria •”Olhares” (~20/06) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Olhares dentro e fora de portas” - fotografias (9/06~30/06) Exposalão - Batalha •”O Mundo dos Dinossauros” (~3/06) Galeria Municipal - Ourém •”As cidades visíveis” - fotografia de Ricardo Vieira (~8/06) •”A olho nu” - fotografia de Hélder farinha e Cláudia Loureiro (9/6~1/7) Paços do Conceho - Ourém • Artes decorativas (8~22/06, 9h00~17h00) •”A cor do contraste” - Joel Santos (30/06~20/07, 9h00~17h00)
MÚSICA | TEATRO | EVENTOS
decisivo para a popularidade conquistada logo após a sua estreia, e que serve de referência a alguns dos compositores que sucedem a Mendelssohn. Mesmo considerando que o seu estilo não foge muito às convenções da época, é de sublinhar alguns aspectos distintivos da prática comum, como por exemplo a entrada do solista logo nos primeiros compassos – apesar de Beethoven já antes o ter experimentado no seu quarto concerto para piano, não era um recurso formal muito habitual. No que respeita às obras de Wolfgang Amadeus Mozart em programa, elas representam uma fase de
grande maturidade artística do compositor, revelando o pleno apuramento da escrita deste genial músico. A obra de abertura é retirada de As Bodas de Fígaro, uma das óperas resultantes da feliz colaboração com o libretista Lorenzo da Ponte, que aqui trabalhou sobre a peça homónima de Beaumarchais de assumidos contornos de sátira social, aspecto que Mozart soube captar de forma exímia e hilariante na sua música. A Sinfonia nº 40, inequivocamente a mais conhecida de Mozart, faz parte de um tríptico que coroa a derradeira contribuição do compositor para o género sinfónico e que
pode ser olhado como um verdadeiro ícone do classicismo musical. Todas elas escritas no ano de 1788, as sinfonias nºs 39, 40 e 41 pertencem a um período particularmente sombrio da vida do compositor, em que é confrontado com a morte do pai e da sua filha Theresia. Apesar disso, a sua escrita parece sublimar os sentimentos mais lúgubres, que muito embora se percebam na carga dramática e alguma nostalgia que ali é depositada, não o impedem de evidenciar uma dimensão expressiva que anuncia, ainda que de forma rudimentar, a aurora do romantismo musical.
Exposição e entrega de prémios
Fotografia da Marinha Grande O Museu Joaquim Correia irá receber a exposição do V Concurso de Fotografia do Concelho da Marinha Grande – Maratona Fotográ-
DR
m|i|mo - Muse da Imagem em Movimento - Leiria • Teatro de sombras e oficinas criativas (3ªs~6ªs) Moinho de Papel - Leiria •“Viagem à Fábrica do papel (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) Incubadora D. Dinis - Parceiros •”Avaliação e Intervenção em digrafia” - Curso (17/06 10h00~18h00) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”O Urso e a Formiga” - hora do conto (2ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •”Bratz, super babyz” - filme (13/06, 15h30) Arquivo Municipal - Marinha Grande •”Memórias” - apontamento documental (~30/06) Estádio Municipal - Marinha Grande • Marchas Populares (15~17/06) Museu Municipal - Ourém •”As dinâmicas da Casa de Ourém” - jantar temático (15/06, 20h30) •”A Moura Oureana” - oficina pedagógica (~30/06) Cine-Teatro Municipal - Ourém •”Tudo baila em seu redor” - teatro (8/06, 15h00 e 9/06, 21h30) Biblioteca Municipal - Ourém •”Lendas de Portugal” - hora do conto (~27/06, 14h30) • Fora da Estante - mostra das obras de Alves Redol (~30/06) •”Histórias com animais” - hora do cnto (8 e 14/06, 10h30) •”As Patafúrdias...” - hora do conto (9 e 23/06, 11h00~12h30) •”(Con) Tributos - apresentação do livro de Eduardo Biscaia (30/6, 17h) Bairro - Ourém •”À descoberta dos elementos” - aventura (9 e 10/06) Praça Mouzinho de Albuquerque - Ourém • Feira de Artesanato urbano (16 e 17/06, 9~19h00)
DR
Orquestra Gulbenkian no José Lúcio
CINEMAS
fica 2012, na modalidade de fotografia digital, subordinada ao tema “Olhar Dentro e Fora de Portas”, no dia 9 de Junho, pelas 15h00.
A iniciativa visou promover a criatividade artística, a produção cultural e o conhecimento e divulgação do concelho.
“Tintas, pincéis e letras - Contos com arte no século XXI”
Escolas de Marrazes fazem exposição Sob o tema “Tintas, pincéis e letras - Contos com arte no século XXI”, está patente, até ao dia 22 de Junho, a exposição de reproduções em k-line, dos alunos dos 1º e 2º ciclos do
Agrupamento de Escolas de Marrazes, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria. Este projecto consiste na construção de textos criativos com base na vida e obra de pintores de
referência como Dali, Miró, Degas, Frida Khalo, Gaugin e Van Gogh, entre outros. Os visitantes vão poder ver reproduções em k-line dos retratos e obras destes pintores, acompanhados
pelos textos criativos dos alunos. A entrada é livre, à segunda-feira e ao sábado das 14h00 às 20h00 e de terça a sexta-feira das 10h00 às 20h00.
Agromuseu Municipal Dona Julinha
Dia Mundial do Ambiente assinalado Para assinalar o Dia Mundial do Ambiente, o Agromuseu Municipal Dona Julinha, na Freguesia de Ortigosa, organizou no dia 5 de Junho, a oficina de
trabalho “Lixo divertido”. Este núcleo museológico convidou os participantes a experimentarem novos conceitos, com o objectivo de criar divertimentos a
partir de materiais existentes nas nossas casas. Foram feitas mini hortinhas com garrafas PET, carimbos de batata, cartões comemorativos a partir de
embalagens de leite ou sumo, colares a partir de massas alimentícias e instrumentos musicais com embalagens de iogurte.
CULTURA 5
O Mensageiro 7.Junho.2012
Moinho do Papel de Leiria recebe apresentação de livro
Na Filarmónica das Chãs
a geografia proporcionava. Esta actividade industrial coexistiu, em paralelo com as Ferrarias da Foz de Alge, também em Figueiró dos Vinhos, empreendimento de grande vulto para o país restaurado do séc. XVII, que mobilizou técnicos estrangeiros e nacionais e investimentos consideráveis. Será com certeza uma interessante lição histórica, num local emblemático para esta temática, como é o Museu do Moinho do Papel, à beira-Lis restaurado. LMF
DR
Será apresentado no dia 9 de Junho, pelas 15h30, no Moinho de Papel, em Leiria, o livro “O Fabrico do Papel em Figueiró dos Vinhos no séc. XVII”, da autoria de Miguel Portela. O lançamento deste novo livro é mais um contributo do autor para a história regional e nacional, desta vez do séc. XVII, num contexto nacional de momentos de impulso tecnológico específicos e localizados em regiões como a que envolve Figueiró dos Vinhos e os concelhos vizinhos. Sem estudos anterio-
res conhecidos, o fabrico do papel em Figueiró dos Vinhos prolongou-se por várias gerações e constituiu uma das formas de
investimento económico na região, demonstrando a visão da época, no aproveitamento das apetências que os recursos naturais e
De 05 a 10 de Junho, na Praça Mouzinho de Albuquerque
No dia 9 de Junho, pelas 21h30, no auditório da Filarmónica de Chãs, a Staccato apresenta “ The World of the white dolls” espectáculo de dança contemporânea. Os bilhetes estão a ser vendidos a um preço simbólico de um euro.
DR
Fabrico do Papel em Figueiró dos Vinhos
“ The World of the white dolls”
Festival no dia 10 de Junho
Folclore Cidade de Leiria O jardim Luís de Camões vai receber no Dia de Portugal, 10 de Junho, o Festival de Folclore Cidade de Leiria 2012, numa organização do Rancho da Região de Leiria. Os grupos participantes serão o Rancho Folclórico Vale Santarém (Ribatejo), Rancho Típico de Alvorge (Alta Estremadura), Grupo Folclórico Danças Cantares S. João de Ver (Douro Litoral), actuando também o grupo anfitrião, o Rancho da Região de Leiria (Alta Estremadura).
XI Feira do Livro e do Jogo da Batalha
No Teatro Miguel Franco
Decorre desde o dia 5 de Junho, prolongando-se até dia 10, na Praça Mouzinho de Albuquerque, a XI edição da Feira do Livro e do Jogo da Batalha. A iniciativa conta com a participação de sete livrarias, que representam mais de 25 editoras do país e que apresentam as últimas edições literárias.
O Teatro Miguel Franco, em Leiria, será palco, dia 8 de Junho, pelas 22 horas, da actuação dos Desbundixie - Dixie Band. Composta por sete elementos, esta banda apresenta temas de época e alguns originais, numa linguagem marcada pelo improviso e irreverência. Desbundixie é um projeto que tenta reviver o estilo jazzístico denominado dixieland, com inspiração nas sonoridades nascidas em Nova Orleães, nos EUA, no princípio do século XX.
Destaque também para a componente do jogo, com as representações de chancelas como a Zoch, Gigamic, Rex Games, entre outras. No que toca às editoras representadas, a Feira da Batalha contemplará chancelas como a Areal Editores, Caminho, Assírio & Alvim, Estampa,
Porto Editora, Livros do Brasil, Bizâncio, Plátano, Caminho, D. Quixote, Impala, Teorema, Presença, Relógio D`Água, 7 dias 6 noites, Gailivro e Oficina do Livro, entre outras. Com o intuito de promover a potenciar a leitura junto do público infanto-juvenil, o Município da Bata-
lha oferece aos alunos dos estabelecimentos de ensino concelhios do Pré-escolar e do 1º CEB um Cheque-Livro no valor de 2,5 Euros que pode ser descontado na aquisição de livros / jogos na Feira.
Vida de Santo António no m|i|Imo
Na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira
Vida e obra de Florbela Espanca que certifica a sua poesia como um lugar de expressão estética, mas também de luta permanente contra a morte, numa tentativa de aproximar os presentes da mulher que rompeu vários tabus nas primeiras décadas do séc. XX, em Portugal. O filme “Florbela”,
que estreou este ano em Portugal, vem reforçar a dimensão de mito, muito pouco comum na vida literária portuguesa, mas que no caso de Florbela Espanca permanece intacto 80 anos após a sua morte.
“Biblioteca de Verão” na Casa-Museu João Soares Já se encontram abertas as inscrições para mais uma edição do “Biblioteca de Verão” (Programa de Ocupação de Tempos livres) que, como é habitual, a Casa-Museu João Soares promove nas férias de Verão entre 2 a 31 de Julho. Destinada a crianças entre os 6 e 12 anos, este projecto, que conta com o apoio da Fundação EDP, pretende promover
actividades divertidas e momentos alegres de convívio e aprendizagem, através do contacto com experiências diferentes, inovadoras e, sobretudo, diversificadas. Este ano, o tema escolhido foi “Heróis dos Mares”, para salientar a importância da preservação dos recursos marítimos e das suas espécies, através de diversas actividades
Teatrinho de sombras
O m|i|mo - museu da imagem em movimento, em Leiria, organiza no dia 13 de Junho, pelas 10h00, a segunda acção da iniciativa “Teatrinho de sombras”. O ateliê do dia 5, intitulado “As sombras da Floresta”, assinalou o Dia Mundial do Ambiente e o do dia 13 abordará a história da vida de Santo António. Estas oficinas pretendem fazer com que os mais pequenos conheçam o mundo fascinante das sombras, utilizando materiais reciclados na construção das personagens.
De 9 a 23 de Junho DR
Elsa Ligeiro apresenta “Eu não sou de ninguém” e “Diário de Florbela Espanca”, no dia 9 de junho, pelas 17h00, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria. Esta apresentação será um percurso pela vida e obra de Florbela Espanca
Desbundixie - Dixie Band
que abordam igualmente a aventura marítima levada a cabo pelos navegadores na história de Portugal. As actividades procuram proporcionar às crianças momentos dedicados à criatividade e à participação de todos para a construção de uma perspectiva optimista do futuro, sem nunca esquecer a importância da nossa região.
Ciclo de Concertos em Rede “Música nos Mosteiros” No âmbito da Rede de Mosteiros Portugueses Património da Humanidade, o IGESPAR apresenta de Junho a Setembro o Ciclo de Concertos em Rede “Música nos Mosteiros”. A temporada inicia-se com quatro concertos de música barroca por “Os Músicos do Tejo”, de 9 a 23 de Junho, com a direcção musical de Marcos Magalhães. A entrada é livre. Programação 9 de Junho, 16h00 - Mosteiro de Alcobaça 10 de Junho, 16h00 - Mosteiro da Batalha – Capelas Imperfeitas 22 de Junho, 21h30 - Mosteiro dos Jerónimos 23 de Junho, 18h00 - Convento de Cristo
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Caranguejeira + Santa Catarina da Serra
Municípios que apoiam associativismo
O Município de Leiria enviou, recentemente, um ofício ao Ministério da Educação e Ciência a solicitar que reveja a sua posição de unir o Agrupamento de Escolas Dr. Correia Alexandre, na Caranguejeira, e o Agrupamento de Escolas e Jardins da Serra, em Santa Catarina da Serra. “Não tendo chegado ao Município ou aos Conselhos Gerais qualquer proposta de agregação, deparamo-nos com uma imposição do Ministério de Educação”, lamenta Raul Castro, Presidente da Câmara Municipal de Leiria, que pede “o adiamento desta posição e consequente retirada do processo desta primeira fase”. O autarca alega que, antes dessa decisão ser tomada, deve promover-se o debate e minimizar os impactos políticos e educativos desta medida, nas respectivas comunidades educativas do Concelho de Leiria. O ofício refere a existência de um eventual lapso do Ministério da Educação, quando diz que houve um “amplo consenso” em relação a esta matéria, já que, no Concelho de Leiria, o Conselho Municipal de Educação defende a actual territorialização, por a mesma se mostrar equilibrada e responder às necessidades
O Município da Batalha recebeu no dia 3 de Junho, da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, a atribuição do reconhecimento e mérito de Comunicação Associativa, uma das mais importantes distinções conferidas em Portugal ao nível do movimento associativo. A distinção foi atribuída por ocasião da celebração do 88º aniversário da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, em Almada, onde decorreu o fórum subordinado ao tema “Mulheres e Jovens debatem o futuro das colectividades” e que contou com a participação de Catalina Pestana, Hermínio Loureiro, Nuno Delgado, Odete Santos entre outros oradores. A distinção atribuída ao Município da Batalha baseia-se no trabalho empenhado e contínuo que
Câmara de Leiria contra fusão Município da Batalha recebe de agrupamentos escolares distinção a nível nacional das comunidades educativas do concelho. “Os agrupamentos de escolas, em diferentes momentos, mostraram a sua discordância face ao processo de agregação, do mesmo modo que os órgãos autárquicos das freguesias e as associações de pais das várias comunidades se pronunciaram desfavoravelmente”, recorda ainda Raul Castro. Posição que foi transmitida também à Directora Regional de Educação, em duas reuniões que decorreram em Abril, “onde foi decidido o envio posterior de uma proposta aos Conselhos Gerais e Câmara Municipal para apreciação, o que até à data não se verificou”. O documente faz ainda alusão ao facto de a Assembleia Municipal de Leiria, na sua reunião de 30 de Abril, ter aprovado por unanimidade uma moção em que exorta o Ministério da Educação a «consensualizar com as escolas/agrupamentos e a Câmara Municipal, soluções equilibradas que, de forma adequada, possam optimizar recursos, sem pôr em causa a qualidade da escola pública».
esta Autarquia tem levado a cabo em prol do apoio e da comunicação dirigida às associações culturais, recreativas e desportivas existentes no Concelho da Batalha. Os dirigentes da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto salientaram, na atribuição da distinção, a realização anual dos Fóruns do Associativismo do Concelho da Batalha, em que a grande generalidade dos responsáveis das colectividades participa, ou a realização, a expensas da Autarquia da Batalha, de um seguro de responsabilidade civil que abrange todos os responsáveis pelas associações. Mais do que os valores financeiros atribuídos por esta Edilidade às cerca de 30 colectividades existentes no Concelho, a Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto distin-
guiu e enfatizou, na essência, a ligação estreita e profícua que o Município da Batalha tem sabido manter para com estes agentes de desenvolvimento locais. Para António Lucas, Presidente da Câmara Municipal da Batalha, a atribuição desta distinção pela Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto “assume grande importância para a Batalha e demonstra o trabalho objectivo que tem sido realizado em prol das colectividades concelhias”. Entendendo que as associações são espaços de desenvolvimento cultural, social e desportivo, António Lucas salienta a responsabilidade que esta distinção representa para o Município da Batalha, enfatizando que “nunca como agora, é de todo necessário o papel activo e empenhado destas estruturas voluntárias de desenvolvimento”.
Quatro centenas de pessoas em jornada de homenagem
José Ribeiro Vieira: um homem de pensamento e acção Um homem de muita reflexão, de carácter vertical, que estimava a sua isenção e liberdade acima de tudo; que praticava a amizade sem reservas; demonstrador de um enorme amor à sua terra, com uma capacidade invulgar de reunir consensos e que não procurava protagonismos. Um paradigma para as gerações futuras quer como empresário quer pela sua intervenção cívica. Quem não conheceu José Ribeiro Vieira e participou na jornada de homenagem a ele dedicada, que decorreu no dia 22 de Maio, foi com esta imagem que ficou deste ilustre cidadão leiriense que faleceu a 20 de Janeiro de 2012. Foram cerca de 400 as pessoas que quiseram participar nesta homenagem, que decorreu no Edifício NERLEI, entre familiares, colaboradores das suas empresas e de representantes das muitas entidades a que José Ribeiro
Vieira esteve ligado durante a sua vida. Para falar do homenageado, estiveram presentes muitos dos que com ele conviveram de perto, nomeadamente: Orlando Cardoso, Amado da Silva, Daniel Madeira de Castro, Fernando Villalôbos, Téofilo Santos, António Sequeira, Tomás Oliveira Dias, Henrique Neto, Isabel Damasceno, Arnaldo Sapinho, Nuno Mangas, José Eduardo Carvalho, e António Saraiva. Na apresentação, Rui Filinto, presidente da Comissão Organizadora, justificou esta homenagem referindo que “uma sociedade que não reconhece os seus melhores não os merece e pior que isso compromete o surgimento de novos valores”. Na abertura, Mário Soares, ex-presidente da República, que reconheceu ter conhecido José Ribeiro Vieira “muito tarde”, salientou que além de ter sido
um “grande empresário…foi também civicamente muito importante”. Jorge Rocha de Matos, presidente do Conselho Geral da AIP (Associação Industrial Portuguesa), em mensagem enviada por impossibilidade de estar presente, refere estar convicto que a vida de José Ribeiro Vieira deverá ser “um paradigma para as gerações futuras”. O encerramento deste tributo coube ao general Ramalho Eanes, amigo de longa data do homenageado e presidente da Comissão de Honra, que por impossibilidade de estar presente devido ao facto de se encontrar em Timor, a acompanhar o Presidente da República em visita oficial, se fez representar por João Botequilha que leu a sua mensagem. Num dos excertos desta mensagem Ramalho Eanes diz que José Ribeiro Vieira “revelou-se-me
um homem inteligente, ousado e empreendedor, com cuidada e elaborada capacidade de liderança; um homem de carácter, criativamente inovador muitas vezes, verdadeiramente empenhado em aperfeiçoar-se e em tornar virtuosa, quer a Sociedade Civil local, quer a nacional, quer o Estado nas suas organizações e manifestações”. Na cerimónia de homenagem a NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, de que José Ribeiro Vieira era presidente quando faleceu e a quem dedicou muitos anos de trabalho, atribuiu o seu nome ao auditório, local onde decorreu esta cerimónia. Além da NERLEI esta foi uma homenagem da AIP – Associação Industrial Portuguesa (Direção e Conselho Geral); CIP – Confederação Empresarial de Portugal; IPL – Instituto Politécnico de Leiria; IPN – Instituto Pedro Nu-
nes; IDD – Incubadora D. Dinis; Garval – Sociedade de Garantia Mútua, SA; GestinLeiria – Parques Empresariais de Leiria, SA; Liga de Amigos da Casa Museu João Soares; Casa Museu João Soares; SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social; ASMIR – Associação dos Militares na Reserva e Reforma; ASSISTE – Associação de Solidariedade Social das Cortes; Escola Clube Ténis Leiria; ADLEI – Associação de Desenvolvimento de Leiria; Associação Portuguesa de Imprensa e Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social e da ACILIS – Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mós. Para a ocasião foi constituída uma comissão de honra que incluiu mais de 50 personalidades regionais e nacionais e que foi presidida pelo general Ramalho Eanes.
SOCIEDADE 7
O Mensageiro 7.Junho.2012
Biblioteca Municipal da Marinha Grande
Pombal recebeu a final intermunicipal
Até dia 21 de Junho, a Biblioteca Municipal da Marinha Grande, tem patente a exposição “Atlas Municipal”. A exposição foi preparada pela Área de Informação Geográfica da Divisão de Ordenamento, Planeamento e Projectos. Visa apresentar um trabalho exaustivo de pesquisa e compilação de informação, que retrata as inúmeras mutações que se registaram no concelho ao longo dos últimos 36 anos. São evidenciados a transformação do território que advém do processo de mudança social, económica e demográfica, oferecendo desta forma uma obra de referência para todos os que se interessam pelo nosso concelho. O “Atlas Municipal” é um documento que reúne um denso conjunto de informação e constitui um instrumento pedagógico que permite ter um conhecimento profundo do território centrado em
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“Atlas Municipal” em exposição
quatro temáticas: “Conhecimento físico” (localização geográfica, hipsometria, hidrografia, geologia, solos, climatologia, paisagem e ambiente); “Conhecimento humano” (origens do povoamento: histórias de um povo, demografia, par-
que habitacional, actividades económicas, educação, comunicação e sistemas de transporte, turismo e cultura); “Conhecimento e crescimento urbano” (etapas da evolução administrativa, dinâmica territorial e o concelho); e “Voar sobre a
Marinha Grande”. A exposição pode ser visitada até 21 de Junho, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 12h00 e das 13h30 às 17h00, e ao sábado, das 14h30 às 18h00.
Exercício envolveu 65 profissionais O Hospital de Santo André (HSA), unidade do Centro Hospitalar de Leiria-Pombal (CHLP) testou a capacidade de resposta dos seus serviços durante um exercício que simulou um incêndio numa das salas do Bloco Operatório Central, com actuação dos bombeiros e evacuação do doente da sala, e que decorreu hoje, segunda-feira, dia 4 de Junho. O simulacro juntou 65 profissionais do Hospital e da Protecção Civil local, Bombeiros Municipais e Polícia de Segurança Pública, e teve como principal objectivo testar o plano de segurança da unidade hospitalar de Leiria. «Os profissionais de Saúde e os profissionais de apoio à prestação de cuidados de Saúde de um Hospital, que exercem funções em todos os Serviços,
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HSA testa capacidade de resposta
têm de estar preparados para situações críticas e inesperadas relativas à segurança de pessoas e bens, e em que os recursos próprios disponíveis são insuficientes. Como acontece em situações de incêndio, que têm de ser resolvidos com o recurso a profissionais externos municipais e voluntários», explica
Francisco Velez Roxo, vogal executivo do Conselho de Administração do CHLP. O administrador salienta que o balanço do exercício é «positivo e evidencia um bom cumprimento da maioria das regras constantes do Manual de Segurança Interna do HSA», acrescentando que «há, como é natural, a necessidade de re-
forço da formação contínua em métodos e técnicas de utilização de meios, assim como da boa articulação do sistema de comunicação interno, para que estes episódios possam ter, em qualquer caso e sempre, a resposta mais adequada e eficaz». Este tipo de exercícios irá realizar-se trimestralmente, visando abranger um cada vez maior número de serviços e infra-estruturas do CHLP, e contribuindo assim para uma política de segurança e qualidade que vem sendo a aposta principal deste Centro Hospitalar nos últimos anos, e que conhecerá durante o próximo mês de Julho uma evolução importante com a Auditoria Final de Acreditação da Joint Commission International.
“Gestão de Resíduos e Empreendedorismo nas Escolas” Decorreu no passado dia 1 de Junho, no TEATRO CINE em Pombal, a FINAL INTERMUNICIPAL do projecto “Gestão de Resíduos e Empreendedorismo nas Escolas” do ano lectivo 2011/2012. Esta proposta de trabalho colectiva sobre a temática do empreendedorismo foi coordenada pela TERRAS DE SICÓ – Associação de Desenvolvimento, desenvolvida junto dos Municípios associados e respectiva comunidade escolar e apoiado financeiramente pelo MAIS CENTRO. A iniciativa visa a promoção de atitudes empreendedoras que levem à concepção de novas ideias e projectos para a problemática dos resíduos. Este é um projecto inovador que abrange 5 Municípios (Alvaiázere, Ansião, Condeixa, Penela e Pombal) e que aposta na necessidade de intervir precocemente na criação de novos hábitos de consumo que conduzam à redução da produção de resíduos, assim como na consciencialização da necessidade de reutilizar, valorizar e reciclar os resíduos. O projecto engloba também a concepção e o desenvolvimento de um Programa Educativo Integrado, de actividades que conjugam a educação ambiental com a inovação e empreendedorismo, valorizando o “aprender” a tomar decisões que tenham em conta aspectos económicos, ecológicos e de equidade de todas as comunidades, estimulando a compreensão e discussão para que se possam fazer melhores escolhas que não comprometam o futuro.
Londres e lendas do Pinhal do Rei
Festa de final de ano na Escola Nery Capucho A Escola Nery Capucho, na Marinha Grande, recebe no dia 15 de Junho, a festa de final de ano lectivo numa iniciativa do Projecto Londres da Escola Nery Capucho. Trata-se de um projecto que completa o seu segundo ano, num total de três anos, respeitantes ao percurso do 3º ciclo do ensino básico e que culminará com o grupo de alunos envolvidos a visitar Londres no final do próximo ano lectivo. Esta festa de encerramento contará com a representação das lendas do Pinhal do Rei, pelos alunos de várias turmas de oficina de teatro. Os alunos envolvidos no Projecto Londres, assim como professores e encarregados de educação prepararam várias actividades, que incluem uma Feira de velharias; Mercado de frutas, legumes, hortaliças e animais; Concurso de doces tradicionais e ainda Corrida das panquecas. Durante a iniciativa haverá porco no espeto, sopas variadas e serviço de bar.
Dia 14 de Julho
“Vespas à Nora” A Associação “Vespas à Nora”, sedeada nas Cortes, pretende realizar a sua Primeira Concentração Nacional de “Vespas” em Leiria no dia 14 de Julho de 2012. Esta associação tem como objectivo o desenvolvimento de actividades de carácter recreativo, desportivo e cultural relacionados com os veículos motorizados da marca Vespa e com a promoção cultural e turística da região de Leiria.
8 ECLESIAL
O Mensageiro 7.Junho.2012
Família há oito séculos
Na planície eborense Silenciosa, activa e prudente, esquecida de si própria, perdida em Deus, Clara de Assis cumpre com simplicidade a sua grande missão (Margarida de Magalhães). Missão nobre que as suas filhas espirituais prosseguiram nas vastas regiões alentejanas que são celeiro de pão, mas também celeiro de mosteiros desta grande Família das Irmãs de Santa Clara. No alvorecer do século XV Évora abre de par em par as portas para acolher no seu seio as filhas de Santa Clara. Esta cidade de singular beleza que deve o seu nome original, Ebora, aos Celtas, é considerada uma das cidades históricas mais belas do mundo. Assim como os Romanos construíram nela o seu templo glorioso em honra do imperador Augusto e a nobreza portuguesa mandou erguer palácios impo-
nentes, também a luminosa estrela Clara de Assis quis que nela se erguessem sob a Altíssima Pobreza tronos de puro amor ao Senhor, o Rei dos reis. A vastidão das planícies e searas eborenses estendem-se humildemente aos pés das santas virgens que tudo deixam para se consagrarem ao perene louvor e adoração da Santíssima Eucaristia. Terra do pão trigo e terra do verdadeiro Pão do Céu. O primeiro dos nove mosteiros que seriam fundados, só no distrito de Évora, foi construído em Estremoz em 1425. Ao longo de um século nele brilhou o clarão da Altíssima Pobreza e do Santo Evangelho. Foi suprimido em 1553, ano em que as últimas Irmãs foram juntar-se à Comunidade do Mosteiro de Portalegre. Mas se os condiciona-
lismos humanos fecham as portas, Deus escancara as janelas. Por isso, em 1458 é fundado o Mosteiro de Santa Clara entre as Ruas de Serpa Pinto e de Santa Clara, na freguesia de Santo Antão, no coração da cidade, por D. Vasco Perdigão, Bispo de Évora. Se os Irmãos Menores de S. Francisco chegaram ainda nos primórdios da Ordem à cidade eborense, o mesmo não aconteceu com o ramo feminino que, só passados dois séculos depois da morte da Santa Fundadora se estabeleceu nesta cidade. D. Vasco adquire o Paço dos Falcões à Rua de Alconchel, dando assim início à construção do Mosteiro. Foi consagrado em 1464, altura em que as Irmãs Clarissas aí iniciaram vida claustral. Nele deram entrada inumeráveis jovens das mais distintas famílias alentejanas. Deus não faz
acepção de pessoas e na sua casa há lugar para todos: ricos, pobres, jovens e velhos, o importante é mesmo apresentarem-se com a veste nupcial. A beleza do Evangelho propaga-se em todas as direcções como um feixe de luz que toca e ilumina o coração de todos aqueles que se abrem ao Seu amor. Em Maio de 1663 o edifício foi profundamente danificado em consequência do cerco da cidade pelo exército castelhano de D. João de Áustria. Essa deterioração agravou-se ainda mais com o terrível sismo que destruiu parte da cidade de Lisboa em 1755 e que se sentiu também em Évora. Devido à extinção das Ordens Religiosas, pelas leis liberais de 1833 o mosteiro encerrou em 9 de Maio de 1903, com a morte da última Religiosa,
Maria Ludovina do Carmo. Entrou então na posse do Estado, que nele instalou um Quartel de Infantaria entre 1911 e 1936. A partir desta última data, passou a servir de Escola Industrial e depois Preparatória, tendo então sido alvo de várias campanhas de restauro, que têm mantido o sóbrio aspecto conventual desta vasta construção, albergando hoje a Escola EB 2,3 de Santa Clara. Do secular e nobre monumento quatrocentista apenas subsiste a igreja conventual e o claustro. Apesar das vicissitudes da realidade humana com que constantemente somos confrontados, ainda subsistem presenças vivas e visíveis d’Aquele que foi, é e continuará a ser o Senhor da história. Estas marcas sagradas, símbolos de fé, apelam a tantos corações vazios, lembrando-lhes
que o sentido da vida é sempre mais ao longe, mais ao largo, mais ao alto. Para essas vidas eis a jovem e luminosa Clara de Assis que continuamente incentiva a olhar mais longe, a fixar o coração nas verdadeiras alegrias como recentemente afirmou o Santo Padre Bento XVI: A história de Clara é um convite a meditar sobre o sentido da existência e a procurar em Deus o segredo da alegria verdadeira. É uma prova concreta de que quantos cumprem a vontade do Senhor e confiam n’Ele não só não perdem nada, mas pelo contrário encontram o verdadeiro tesouro capaz de dar sentido a tudo.
Irmãs Clarissas de Monte Real
Beatos Jacinta e Francisco Marto Há três milagres em estudo na causa de canonização dos beatos Jacinta e Francisco Marto, revelou à Agência ECCLESIA a Irmã Ângela Coelho, vice-postuladora do processo. “Os três processos que tenho em mãos são estrangeiros”, confirmou a responsável pela difusão da vida dos irmãos pastorinhos que, segundo o testemunho reconhecido pela Igreja Católica, presenciaram as aparições da Virgem Maria na Cova da Iria, entre Maio e Outubro de 1917. Questionada sobre a possibilidade de perceber estar perante um milagre a religiosa da congregação da Aliança de Santa Maria referiu “haver um ou outro que inspira mais confiança”, mas acrescentou não haver “nada de concreto” ainda.
De acordo com o Direito Canónico, para a declaração de santidade é necessário um novo milagre, ou seja, o reconhecimento de uma cura inexplicável à luz da ciência médica actual e comprovada pelos médicos do Vaticano. O processo para a canonização tem uma primeira etapa na diocese em que faleceu o servo de Deus e uma segunda em Roma, onde se examina toda a documentação enviada pelo bispo diocesano. Após exame da documentação efectuada pelos teólogos e especialistas, compete ao Papa declarar a heroicidade das virtudes, a autenticidade dos milagres, a beatificação e a canonização. A tramitação do processo de santidade de um católico morto com fama de santo passa por fases
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Milagres abrem caminho para a canonização
distinta, podendo ser iniciado por qualquer católico ou grupo de fiéis, através de um postulador, constituído mediante mandato de procuração e aprovado pelo bispo local.
Após a investigação, na diocese, sobre as virtudes ou martírio e fama de santidade, a informação é enviada à Santa Sé que, se o exame dos documentos recolhido for positivo,
declara o “servo de Deus” como “venerável”. A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável”.
Se um destes milagres for considerado autêntico, o “venerável” é considerado “beato”. Quando, após a beatificação, se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado “santo”. As virtudes heróicas de Jacinta e Francisco Marto foram declaradas a 13 de Maio de 1989. A 22 de Junho de 1999 foi aprovado o milagre que abriu o caminho da beatificação, tendo esta ocorrido a 13 de Maio de 2000, em Fátima, numa celebração presidida por João Paulo II. Francisco e Jacinta Marto são os mais novos beatos não-mártir da história da Igreja Católica.
DIOCESE 9
O Mensageiro 7.Junho.2012
A história e os momentos mais marcantes das Aparições de 1917
“O Milagre de Fátima” interactivo No dia 6 de Junho foi inaugurado o espaço museológico “O Milagre de Fátima” – experiência interactiva no Espaço Fatimae, Avenida D. José Alves Correia da Silva, em Fátima. A empresa organizadora, Pacis Vrbs – Eventos e Animação Turística, Lda. no Espaço Fatimae, Avenida D. José Alves Correia da Silva, explica que “O Milagre de Fátima” conta a história de Fátima através dum percurso virtual inovador, interactivo, com conteúdos multimédia de última geração. Com recurso a imagens holográficas e vídeos estereoscópicos (3D), o visitante sentir-se-á parte integrante dos acontecimentos através da percepção de sensações, podendo
explorar conteúdos que permitem compreender a dimensão que Fátima teve e tem no mundo, bem como a importância e o conteúdo da sua Mensagem. Numa visita com duração aproximada de 30 a 40 minutos, crianças e adultos poderão partilhar esta experiência interactiva e sensorial que transmite o magnetismo de Fátima, Altar do Mundo e Cidade da Paz, sentindo-se eles próprios parte desta História. “O Milagre de Fátima” é um projecto desenvolvido pela empresa Pacis Vrbs, Lda. Trata-se de uma experiência que permitirá sentir a História de Fátima e os momentos mais marcantes das aparições de 1917, tal como aconteceram.
VII Encontro Mundial das Famílias
Um momento de partilha na Maceira No próximo dia 8 de Junho, pelas 21h30 no Salão Paroquial de Maceira, a Equipa da Pastoral Familiar irá proporcionar, às famílias que queiram participar, um momento de partilha sobre o VII Encontro Mundial das Famílias que decorreu em Milão até ao
passado dia 3 de Junho. Neste encontro estarão elementos do Departamento Diocesano da Pastoral Familiar que estiveram presentes no dito encontro, trazendo em primeira mão a mensagem do Papa Bento XVI para as famílias portuguesas.
“Além Fronteiras” em peregrinação a Fátima O Grupo de Jovens “Além Fronteiras”, do Casal da Quinta, paróquia dos Milagres, está a viver um momento particularmente dinâmico. Depois da participação no “Fátima Jovem” e preparando-se já para uma possível ida ao “Festival Jota”, que decorrerá em Braga, o Grupo vai na madrugada deste domingo, dia 10 de Junho, dinamizar uma peregrinação a pé até ao Santuário de Fátima. A saída é junto à Igreja de S. António, no Casal da Quin-
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Jovens dos Milagres estão activos
ta, às 3h30. Além disso, os jovens estão também a trabalhar
na comunidade cristã com diversas iniciativas. Com frequência têm assumido
a animação da missa dominical. Irão também começar a ocupar parte das manhãs dos domingos com a visita aos idosos do lugar. Estas visitas serão feitas pausadamente para darem a cada idoso o tempo que for necessário, ouvindo a sua história e colhendo ensinamentos válidos para a formação de cada jovem. O Grupo de Jovens “Além Fronteiras” como tantos outros grupos são a prova de que para se ser jovem não é preciso virar costas à Igreja.
Breves Romaria ao Senhor dos Milagres
“A fé que envolve milhares de peregrinos” De 14 a 21 de Setembro realiza-se, no adro do Santuário dos Milagres, uma das mais antigas e populares romarias da região. A fé que envolve milhares de peregrinos é o motivo mais forte para o sucesso e continuidade dos festejos. Embora sem o brilho de outrora. São milhares os romeiros que visitam a imagem do Senhor Jesus para pagamento de promessas fazendo ainda desta festa uma das mais simbólicas e religiosas do país. Essencialmente na segunda-feira em excursões de grupos organizados. Na vertente musical as festas dos Milagres têm sido marcadas pelo êxito das escolhas. Já passaram pelos palcos cantores como Tony Carreira, Adelaide Ferreira, Fernando Pereira, Chiquita, José Malhoa e bandas como os Polo Norte, Santamaria, Quinta do Billy, Diapasão, Da Vinci, Mundo Novo, UHF, Santos & pecadores, entre muitos outros. Este ano o programa dos festejos será o seguinte: Dia 14, Sexta-feira: Sexta-feira, dia19h00 – Abertura do arraial com música, Bar e Restaurante, 21h00 – Missa de abertura da Romaria, 21h30 – Procissão de Velas, 22h15 – Actuação do duo Tomané Dia 15, Sábado: 14h00 – Abertura do Arraial com música e Bar, 19h30 – Missa Vespertina, 21h00 – Actuação do Grupo Musical Ukapa Dia 16, Domingo: 9h00 – Alvorada, 10h30 – Cumprimento de Promessas, 14h00 – Missa Solene e Procissão com a imagem de Nª Srª da Nazaré, 15h30 – Apresentação das Filarmónicas dos Marrazes e das Châs, 16h30 – Concerto Musical pela Filarmónica dos Marrazes, 18h00 – Actuação do Rancho Folclórico As Tecedeiras, 20h00 – Exposição, Adoração e Bênção do Santíssimo Sacramento, 22h00 – Actuação da Orquestra HI-FI, 24h00 – Sensacional Fogo-de-artifício Dia 17, Segunda-feira: 9h00 – Alvorada, 10h00 – Missa do Peregrino e atendimento de Confissões, 10h30 – Chegada das Filarmónicas, 13h00 – Chegada dos Andores e Guiadeiras com as crianças, 14h30 – Solene celebração da Eucaristia no Adro do Santuário, com o Padre Borga, 15h30 – Solene Procissão com o Santíssimo Sacramento, 17h30 – Concerto pela Filarmónica das Chãs.
Lameira e Monte Agudo
Festa em honra de Nossa Srª. da Paz Nos próximos dias 8, 9 e 10 de Junho vão decorrer os tradicionais festejos em Lameira e Monte Agudo, Ortigosa, em honra de Nossa Senhora da Paz. O programa dos três dias será o seguinte: Dia 8, Sexta-feira: Durante a tarde o arraial será animado pela música a cargo de Produções Veríssimo, 21h30: actuação da Banda Overflow, seguindo-se o Dj Pitro Dia 9, Sábado: 16h00: Garraiada, 20h00: Santa Missa em honra de S. José, 21h00: abertura do arraial e quermesse, 22h00: actuação do grupo musical Dualband Dia 10, Domingo: 10h30: chegada da Filarmónica de Chãs, seguindo-se a recolha dos andores e ofertas, 13h00: Missa Solene, Sermão e Procissão em honra de Nossa Senhora da Paz, 15h30: reabertura do arraial e das quermesses, venda de andores e ofertas, 17h00: concerto pela Filarmónica de Chãs, 18h30: actuação do Rancho Folclórico Flores da Primavera, 22h00: actuação do grupo musical D’Arromba, 23h00: realização do sorteio, seguindo-se o fogo de artificio.
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O Mensageiro 7.Junho.2012
Leituras | X Domingo do Tempo Comum Janela sobre a Missão Antífona de Entrada: Salmo 26, 1-2 O Senhor é minha luz e salvação: a quem temerei? O Senhor é protector da minha vida: de quem hei-de ter medo? Leitura I: Gen 3, 9-15 Salmo Responsorial: Salmo 129 (13), 1-2.3-4ab.4c-6.7-8 (R. 7); Refrão: No Senhor está a misericórdia e abundante redenção. Repete-se. Ou: No Senhor está a misericórdia, no Senhor está a plenitude da redenção. Repete-se. Leitura II: 2 Cor 4, 13-5,1 Aclamação ao Evangelho: Refrão: Aleluia. Repete-se Evangelho: Mc 3, 20-35 Naquele tempo, Jesus chegou a casa com os seus discípulos. E de novo acorreu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer. Ao saberem disto, os parentes de Jesus puseram-se a caminho para O deter, pois diziam: «Está fora de Si». Os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: «Está possesso de Belzebu», e ainda: «É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios». Mas Jesus chamou-os e começou a falar-lhes em parábolas: «Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode aguentar-se. E se uma casa estiver dividida contra si mesma, essa casa não pode durar. Portanto, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não pode subsistir: está perdido. Ninguém pode entrar em casa de um homem forte e roubar-lhe os bens, sem primeiro o amarrar: só então poderá saquear a casa. Em verdade vos digo: Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e blasfémias que tiverem proferido; mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: será réu de pecado para sempre». Referia-Se aos que diziam: «Está possesso dum espírito impuro». Entretanto, chegaram sua Mãe e seus irmãos, que, ficando fora, O mandaram chamar. A multidão estava sentada em volta d’Ele, quando Lhe disseram: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura». Mas Jesus respondeu-lhes: «Quem é minha Mãe e meus irmãos?». E, olhando para aqueles que estavam à sua volta, disse: «Eis minha Mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe». Palavra da salvação.
Missionárias de agulha e linha Em Janeiro, após a inauguração da nossa Ondjoyetu do Sumbe, tomei conhecimento que a nova capela precisava de umas cortinas que proporcionassem um ambiente de maior recolhimento. Como há já muitos anos que não me dedico aos bordados, perguntei às senhoras do “Clube dos Saberes”, do Juncal, se alguma teria um modelo bonito para as ditas cortinas. Logo aí nasceu o desejo de colaborar na sua confeção. As medidas foram enviadas pela mana Inês e, o tempo de espera fez aumentar o desejo de concretizar o projeto. Escolheu-se o motivo a bordar e logo que tive as medidas, comprei o tecido e fui com ele a casa da Senhora Rosário, mestra na arte dos bordados, para lhe pedir conselho sobre a aplicação. -”Então, não traz aí o
AO SABOR DA PALAVRA
Cânticos | XI Domingo do Tempo Comum (17/06/2012) INÍCIO O Povo de Deus no deserto andava - Lau 574 Nós somos as pedras vivas - Lau 529 SALMO RESPONSORIAL É bom louvar-vos, senhor - Lau 306 APRESENTAÇÃO DOS DONS Tomai, senhor, e recebei - Lau 821 No Teu altar, Senhor - Lau 526 COMUNHÃO A semente é a palavra de Deus - Lau 116 Felizes os convidados - Lau 393 PÓS-COMUNHÃO Eu canto para sempre - Lau 358 Coração de Jesus nossa esperança - Lau 239 FINAL Anunciaremos Teu Reino Senhor - Lau 153 Ide e ensinai - Lau 432
Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com
10º Domigo do Tempo Comum 10 de Junho de 2012
Onde estás?
N
o tempo do GoogleMaps é difícil não sabermos onde estamos. Mesmo nas nossas relações pessoais a informação sobre o lugar onde estamos é constante, as redes sociais estão constantemente a dizer aos nossos amigos onde é que estamos. Há até um programa para os telemóveis com o título “Encontrar amigos”. podemos então achar estranha
desenho e o químico? É passá-lo já para o tecido!” Enquanto eu compunha o trabalho sobre a mesa da sua sala, já ela enfiava a agulha e punha o dedal. Quando saí de sua casa o bordado tomava forma naquela que seria a primeira das três cortininhas para a porta da capela. Nos dias seguintes as cortinas circularam de mão em mão: umas fizeram o “ajour”, outras tiraram os fios das
bainhas abertas e a nossa mestra, o recorte de remate e o “richelieu” do bordado principal. Mas não se pense que se ficou por aqui! A D. Celeste trouxe um tecido branco e perguntou se daria para alguma coisa. – “Que rica toalha de altar dará!” Nova procura de um motivo bonito e a toalha começou logo a tomar forma. Às quintas-feiras, na hora do nosso “Clube dos Saberes”, é um regalo
ver um trabalho executado a quatro pares de mãos. Durante a semana vai rodando, conforme as disponibilidades, mas há sempre quem a queira levar para adiantar! Entretanto o entusiasmo aumentou e espalhouse. A sra. Maria iniciou uma linda renda para outra toalha e a Fátima está a fazer uns paninhos para servir o altar, ou na capela do Sumbe, ou no Gungo. Com a ida dos pais das manas Pereira, antes da Páscoa, foi possível a colocação das cortinas no seu devido lugar e, assim mais uma peça do puzzle missionário se encaixou. Aguardamos as medidas para avançar com as agulhas missionárias. Gestos destes, feitos com tanto carinho, fazemnos perceber que se pode ser missionário de muitas formas Angélica
a pergunta que Deus faz na primeira leitura: “Onde estás?”. Deus não joga aos dados disse um dia Albert Einstein. Podemos também dizer que Deus não joga às escondidas. Ele sabia bem onde estava o Adão e a Eva. Por isso a pergunta que ele faz é mais profunda do que a simples localização dos dois. Já sabemos que o texto do Génesis não é um relato factual, é uma narração simbólica da história do Homem, de cada Homem. Por isso esta pergunta ganha hoje novo sentido: onde estamos na nossa história, não apenas na história universal, mas sobretudo na história pessoal de cada um. Estamos constantemente ligados mas continuamos a estar sozinhos, porque continuamos a arranjar desculpas para o que nos acontece, porque deixámos enfraquecer os laços que nos ligam, uns aos outros, mas sobretudo a Deus. Só sabemos onde estamos quando estamos referenciados a Deus, só quando o temos a Ele como marco central da nossa vida.
É também por causa disso que Jesus pergunta: “Quem é minha mãe e meus irmãos?” Ele mesmo dá a resposta: “Quem fizer a vontade de Deus.” Só nos cumprimos verdadeiramente quando a nossa vida tem Deus como referência e nele encontramos o sentido da humanidade como comunidade ou família. Adão e Eva escondemse. Os parentes de Jesus ficam fora da casa e esperam por Ele. O movimento tem sempre de ser iniciativa dos outros. É mais cómodo ficar à espera, ficar parado. Mas como diz S. Paulo: “Acreditei, por isso falei.” O ser discípulo de Cristo é ser inconformado, não nos contentarmos com a inevitabilidade dos acontecimentos, mas tomarmos a iniciativa de ir ao encontro, dos irmãos e de Deus. Ter a consciência da nossa fragilidade deve-nos motivar para nos unirmos, para trabalharmos em conjunto pela construção do reino de Deus. “Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode aguentar-se. E se uma casa estiver divi-
dida contra si mesma, essa casa não pode aguentar-se.” Estas palavras de Jesus são fundamentais para as nossas comunidades. O ser cristão não se pode separar do ser comunidade. Estar com Cristo significa estar com a Igreja, ao mesmo tempo santa e pacadora, mas sobretudo corpo de Cristo e Sacramento de Salvação. Em Outubro próximo inicia-se a celebração do Ano Fé, anunciado há meses por Bento XVI através de um breve mas belíssimo documento. Aí está: ou entramos na porta da casa, na Porta da Fé, e continuamos o caminho apenas com Jesus como único nas nossas vidas, ou ficamos à porta ou a espreitar pelas janelas, continuando a apanhar ou a soprar outros ventos que não nos centram em Jesus. Na caminhada da fé, cada um é livre de optar pela família que quiser: ou ficar pelas famílias que dispersam do sentido da vida, ou permanecer na única família de Jesus, de «quem quiser fazer a vontade de Deus».
DR
(10/06/2012)
PORTUGAL 11
O Mensageiro 7.Junho.2012
Breves
Congresso da ACEGE chega ao fim
Empresários e gestores cristãos defendem valor do emprego O presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) considerou, no dia 2 de Junho em Lisboa, que as empresas devem evitar ao máximo proceder a despedimentos perante a actual conjuntura económica. “O desemprego em Portugal está em níveis elevados e os gestores devem tomar em consideração, antes de despedirem funcionários, que a crise vai passar, pelo que devem fazer tudo para evitar essa opção”, defendeu António Pinto Leite, que falava aos jornalistas durante o 5.º Congresso Nacional da ACEGE. A iniciativa, dedicada ao tema ‘Amor ao próximo como critério de gestão’, concluiu-se esta tarde, após ter-se iniciado na de sexta-feira. Questionado sobre qual o valor económico do amor no mundo dos negócios, o presidente da ACEGE deu como exemplo a produtividade dos colaboradores
quando trabalham num ambiente favorável. “Quando os colaboradores sentem que são amados, são felizes, produzem mais e as empresas são melhores, ajudando a economia”, sublinhou Pinto Leite, citado pela agência Lusa. Passando do campo empresarial para o político, este responsável afirmou que o Governo deve “aliviar a carga fiscal sobre os portugueses” o mais rapidamente possível. Já o político e empresário António Lobo Xavier, um dos oradores do congresso, salientou que “os gestores cristãos não podem deixar a fé à porta da empresa”. Nesse sentido, defendeu que os empresários não podem colocar “o lucro acima de tudo”, não podem ter “ambição sem limites”, nem optar pela tentação da “exploração dos trabalhadores”. O padre António Vaz Pinto assinalou, por sua vez, que “o amor ao pró-
ximo é ainda mais importante neste momento” de crise. Segundo o sacerdote jesuíta, “na prática há uma oposição entre o mundo económico e financeiro e os valores cristãos”, embora existam excepções. No último painel dos trabalhos, Vera Pires Coelho, empresária e antiga responsável pela construtora Edifer, falou dos processos de despedimento, confessando que este é um momento “extremamente doloroso” “Eu não dormia à noite, entrava na empresa e tinha dificuldade em respirar, mas tem de ser feito e quando tem de ser feito é por amor à organização”, observou. O congresso foi inaugurado pelo primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, o qual afirmou que as reformas estruturais que o Governo está a levar a cabo devem ser orientadas por valores como “a confiança, a liberdade, a responsabi-
Nasceu a Associação Bíblica Portuguesa
Projectos em marcha lidade, a solidariedade, o trabalho, o respeito pela iniciativa alheia, o mérito, a abertura à descoberta”. Também na sessão de abertura da iniciativa, o cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo referiu que se a sociedade colocasse em prática a temática escolhida pela ACEGE “deixaria de haver lugar para a violência e para menosprezo”. Para o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, o amor “não é só sentimento”, é também “luta pela verdade”, sendo por isso um desafio para os participantes no congresso da ACEGE assumirem-se como “protagonistas desta revolução cultural”. D. José Policarpo defendeu a necessidade de equidade, frisando que “não há soluções económicas nem políticas resolutivas das crises que se justifiquem sacrificando os mais desfavorecidos da sociedade”.
que trabalham para nos poupar tempo, e que, afinal, parecem estar apenas a alimentar o apetite voraz com que consumimos tudo, inclusive o próprio tempo. Propomos assumir o compromisso de dar tempo a Deus. Para isso, propomos às crianças, como exemplo a seguir, o caminho percorrido pelos Pastorinhos, que se concretiza na atitude interior de perscrutar a vontade de Deus, para assim poder assumir um compromisso e manter-selhe fiel até ao fim. A comissão desta peregrinação preparou uma campanha, que decorreu durante o mês de Maio e à qual aderiram 18 000
“Alegrai-vos sempre no Senhor” Cerca de 400 jovens da diocese de Setúbal e também de Lisboa, Algarve e Portalegre-Castelo Branco participaram no Acampamento A3 que decorreu entre sexta-feira e domingo na Quinta do Álamo, no Seixal, próximo da capital. A iniciativa, dedicada ao tema “Alegrai-vos sempre no Senhor”, caracteriza-se por convocar os jovens a anunciar a mensagem cristã aos seus colegas, com o apoio de sacerdotes e responsáveis diocesanos, explicou à ECCLESIA o padre Marco Luís. O conceito, que vai na sexta edição e cujos direitos de autor foram recentemente vendidos para a República Checa, simula uma embalagem de produto farmacêutico que no interior contém uma dezena do rosário, uma cruz e uma oração à Santíssima Trindade, acompanhados de um folheto.
Bispo reestrutura diocese e prepara novo ano
Peregrinação das Crianças a Fátima Nossa Senhora: “Que é que Vossemecê me quer?”. Esta pergunta foi também uma resposta, como a de Samuel, que ao ser chamado respondeu: “Fala, Senhor; o teu servo escuta!”. Naquela pergunta universal feita pela pastorinha Lúcia, cabe toda a humanidade, e foi também essa a pergunta que adoptámos para tema da Peregrinação das Crianças em 2012: “Que é que Vossemecê me quer?”. Para tudo há um momento certo. No entanto, o homem contemporâneo sente cada vez mais dificuldade em gerir o seu próprio tempo. É o paradoxo da modernidade: uma sociedade que dispõe de todo o tipo de máquinas,
Acampamento reuniu 400 jovens católicos
Coimbra
Com o tema “Que é que Vossemecê me quer?”
Em sintonia com a temática do Santuário para este ano pastoral de 2011-2012, segundo da celebração do centenário das aparições, a Peregrinação das Crianças deste ano vai centrar-se na primeira aparição de Nossa Senhora, em Maio de 1917. Presidirá D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra e antigo reitor do Santuário de Fátima. Nesta peregrinação, pretende-se valorizar a atitude crente dos Pastorinhos, que se manifestou na sua entrega e disponibilidade incondicionais ao apelo de Nossa Senhora. Foi essa atitude activa de disponibilidade pronta, que impeliu a pastorinha Lúcia a perguntar a
Tal como acontece em vários países, Portugal tem uma «Associação Bíblica Portuguesa» (ABP) cujo presidente é o padre Armindo Vaz. Além de promover o “diálogo ecuménico com base no estudo comum da Bíblia, esta associação visa colaborar no campo internacional com organizações congéneres”, refere um comunicado enviado à Agência ECCLESIA. O primeiro projecto da associação - sob proposta da Conferência Episcopal Portuguesa – é “fazer uma nova tradução da Bíblia, para uso na liturgia, na catequese e nos textos oficiais da Igreja”, anuncia o comunicado.
crianças, que visou impelir à atitude de inteira disponibilidade a Deus. Assim, ao longo das quatro semanas de Maio, cada criança foi convidada a descobrir o seu próprio caminho, ao longo dos compromissos que foi assumindo. A atitude de entrega plena a Deus, por parte dos Pastorinhos, é como uma lanterna que ilumina os caminhos dos adultos e das crianças de hoje, ajudando-nos a desenvolver, à luz do seu exemplo, esta atitude tão generosa de abertura a Deus.
A Comissão da Peregrinação das Crianças
O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, convocou os organismos da diocese para explicar a criação de uma nova estrutura de coordenação e a reorganização das regiões pastorais (arciprestados). “Um bispo sozinho não tem capacidade de pensar e reflectir sobre as mais diversas situações da diocese”, sublinhou na reunião realizada esta terça-feira, em Coimbra, ao referir-se ao novo Secretariado de Coordenação Pastoral, revela o departamento diocesano de Comunicação Social. A composição do sector agora instituído mereceu críticas dos participantes por não incluir qualquer mulher e pelo facto de a presença de leigos (dois) ser pouco significativa em comparação com a dos padres (sete). O prelado afirmou que os arciprestados estavam “desfasados” da realidade pelo que a sua remodelação visa organizar a diocese em paróquias que convergem em núcleos comuns dirigidos por um padre, que contará com a colaboração de diáconos. O responsável sugeriu que o seminário de Coimbra possa ceder parte das suas instalações para sediar num único local os secretariados, movimentos e associações, dado que a situação económica da diocese inviabiliza a construção de um novo edifício para este fim. O planeamento do próximo ano, que começa em Setembro, prevê a publicação de uma nota pastoral do bispo diocesano e o lançamento de 15 catequeses para acompanhar o Ano da Fé, que a Igreja Católica assinala entre Outubro e Novembro de 2013.
12 MUNDO
O Mensageiro 7.Junho.2012
Breves Aparições ou revelações privadas
A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) publicou um conjunto de normas que orientam a acção da Igreja Católica no discernimento dos casos relacionados com aparições ou revelações privadas. Segundo um comunicado avançado pela sala de imprensa da Santa Sé, as regras determinam que o processo de investigação obedeça a uma avaliação das “qualidades pessoais, psicológicas e morais” dos possíveis videntes, bem como a análise da sua relação com a Igreja e a fé. Todas as conclusões que apontem para a existência de uma nova aparição ou revelação deverão resultar de uma “verdade teológica conforme à doutrina espiritual e imune ao engano”, tendente a gerar “uma devoção saudável e frutuosa”, acrescenta a mesma nota. As normas já haviam sido reunidas em 1978, durante o pontificado de Paulo VI, mas nunca tinham sido dadas a conhecer oficialmente ao público. A sistematização destas orientações, feita a partir do latim, foi obra de uma comissão de trabalho criada há três anos pela CDF, no âmbito da investigação de uma série de supostas aparições de Nossa Senhora, na localidade de Medjugorje, na Bósnia-Herzegovina.
Congresso Internacional na Áustria
“Futuro sem Fome”
DR
As confederações europeia e internacional da Cáritas promoveram um congresso sobre a fome no mundo e a segurança alimentar, alertando para o “escândalo” que representa a negação deste “direito básico da humanidade”. A iniciativa, intitulada “Futuro sem Fome”, “quer lançar um olhar em profundidade sobre a evolução da segurança alimentar, o comércio global e as catástrofes relacionadas com a fome”, acrescenta o documento, enviado à Agência ECCLESIA. Entre outras preocupações, os participantes alertaram para a “apropriação indevida das terras públicas” e pediram uma “moratória sobre a importação de agro combustíveis”. A Cáritas apela ao respeito pelo “direito à alimentação” e ao reconhecimento da “importância da agricultura para o desenvolvimento”, destacando a necessidade de apoio à agricultura familiar. A instituição internacional pede ainda “ajuda aos sistemas alimentares para lidar com as mudanças climáticas” e a “coerência das políticas para o combate à pobreza e à fome”. O comunicado refere que é urgente “parar o comércio injusto na agricultura” e “regulamentar a especulação do mercado sobre os alimentos”. A Cáritas Europa lança em Viena aquilo a que chama de “10 mandamentos para um Futuro sem Fome”. “Honra a terra e o trabalho para combater as mudanças climáticas, para que todos tenham uma vida mais longa e uma terra melhor”, exige um dos “mandamentos”, nos quais se condenam a guerra e a corrupção.
DR
Santa Sé publica normas
Bento XVI elogiou Encontro Mundial das Famílias
“Grande experiência” vivida em Milão Bento XVI apelou, no passado domingo, à confiança na Igreja Católica e nos seus responsáveis, apesar das dificuldades que esta possa enfrentar. “Se às vezes se pode pensar que a barca de Pedro está realmente à mercê de adversários difíceis, também é verdade que vemos como o Senhor está presente, está vivo, ressuscitou verdadeiramente, e tem nas suas mãos o governo do mundo e no coração de homens”, disse o Papa, em Milão, numa intervenção publicada pela sala de imprensa da Santa Sé. Antes de deixar a cidade italiana, Bento XVI
almoçou com responsáveis e participantes no 7.º Encontro Mundial das Famílias (EMF), que reuniu pessoas oriundas de mais de 150 países, incluindo Portugal. No final da refeição, os cardeais Angelo Scola e Dionigi Tettamanzi, respectivamente actual e antigo responsável pela Arquidiocese milanesa, saudaram Bento XVI e ofereceram-lhe uma cópia do evangeliário ambrosiano. Com o Papa estavam também famílias de sete nações: Iraque, R. D. Congo, México, Espanha, Austrália, Itália e EUA, mais precisamente de Filadélfia, a cida-
de que em 2015 vai acolher o Encontro Mundial das Famílias, como anunciou o Papa. O Papa dirigiu-se aos presentes, sublinhando que a “Palavra de Deus é a chave da vida, do pensamento, do viver”. “Estamos no clima da verdadeira vida e gostaria simplesmente de agradecer por tudo o que vivi nestes dias: esta experiência da Igreja viva”, afirmou. O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse na conferência de imprensa final do EMF 2012 que entre 1,5 a 2 milhões de pessoas estiveram com o Papa, desde sextafeira, e que este sentiu
grande alegria pelos “três belíssimos dias de visita pastoral”. Durante o encontro de Milão foram lembradas as famílias afitadas pela crise económica e as vítimas dos recentes sismos no norte da Itália, para as quais foram canalizados 500 mil euros, por decisão do Papa. Bento XVI falou da família como “principal património da humanidade”, pediu responsabilidade aos políticos e desafiou os mais jovens a assumirem os valores católicos no seu quotidiano.
Filadélfia vai acolher próximo encontro mundial O 8.º Encontro Mundial das Famílias (MEF) terá lugar na cidade norte-americana de Filadélfia, em 2015, anunciou Bento XVI enquanto se referia à “grande experiência” que foi a sétima edição do evento, que terminou no passado dia 3 de Junho em Milão. O papa Bento XVI agradeceu a “disponibilidade oferecida” ao arcebispo da diocese norte-americana, D. Charles Chaput e como última intervenção papal apelou à solidariedade
para com “as famílias que vivem maiores dificuldades”. Em várias línguas cumprimentou as famílias vindas de mais de 150 países para um encontro dedicado ao tema “A família: o trabalho e a festa”. Já em polaco, Bento XVI deixou votos de que os temas tratados em Milão reforcem “o amor, a fidelidade e a honestidade conjugal” e leve todos a “viver o domingo como encontro com Cristo, na alegria da festa da família”.
Esta é a 28ª visita de Bento XVI a localidades italianas desde o início do seu pontificado, em Abril de 2005. Os Encontros Mundiais das Famílias iniciaram-se na cidade de Roma, em 1994, repetindo-se a cada três anos com o objectivo de “celebrar o dom divino da família” e aprofundar a “compreensão da família cristã como Igreja doméstica e unidade básica de evangelização”.
OPINIÃO 13
O Mensageiro 7.Junho.2012
o ano de1263 um sacerdote chamado Pedro estava a ser assaltado por uma terrível tentação a respeito da presença real de Cristo na Eucaristia. Para fortalecer a sua fé vacilante, resolveu fazer uma peregrinação a Roma. Chegando às portas de Bolsena, Itália, decidiu entrar na cidade para celebrar a Santa Missa. Rogou insistentemente a Deus que o livrasse da dúvida atroz que há tempos o atormentava. Assim, começou a celebração. No momento da Consagração, ao pronunciar as palavras rituais – “Isto é o Meu Corpo…” – a Hóstia consagrada tomou uma coloração avermelhada e começou a deitar gotas de sangue, que caíram com abundância sobre o corpo-
ral. Os fiéis presentes também puderam ver o maravilhoso acontecimento. O sacerdote apressouse a comunicar o facto ao Papa Urbano IV que residia temporariamente na vizinha cidade de Orvieto. Este logo enviou a Bolsena uma comitiva chefiada pelo arcebispo, para examinar a verdade do facto e, se fosse confirmado, trazer as preciosas relíquias para lhas entregar. São Tomás de Aquino e São Boaventura também teriam feito parte dessa comitiva (mas sem confirmação). Comprovada a autenticidade do facto prodigioso, a Hóstia consagrada e o corporal impregnado do Precioso Sangue foram conduzidos em solene procissão até Orvieto, onde o Papa os recebeu de joelhos
ANÁLISE POLÍTICA
to são um conjunto de más notícias sobre as contas do Estado que são suficientes para desmoralizar o mais optimista dos leitores. Com a excepção da descida das despesas com pessoal, nada corre bem. Desde logo, há o erro no cálculo da variação das receitas do IVA, por contraste com a anterior socialista, sempre pretendeu passar uma imagem de rigor. Os erros e os lapsos vão-se somando. Vítor Gaspar fala devagar para ser rigoroso nas palavras. Quanto aos números, é mais à pressa. Com esta correcção, a receita da Administração Central e da Segurança Social baixou 2,3%, em vez de registar um ligeiro aumento. Este é o primeiro grande alerta. A forte diminuição da actividade
Orlando Fernandes Jornalista
O défice a derrapar
H
á livros de terror mais alegres do que o último relatório da UTAO sobre a execução orçamental nos primeiros quatro meses do ano. As onze páginas do documento elaborado pelos especialistas do Parlamen-
em atitude de adoração. A seguir seguiram para a Catedral onde milhares de fiéis emocionados puderam prestar culto às preciosas relíquias. Urbano IV ficou vivamente impressionado com o facto, ele que já tinha conhecimento do famoso milagre de Lanciano e,
económica está a corroer a arrecadação de impostos, colocando em perigo os objectivos de consolidação orçamental. Já os gastos com as prestações sociais estão a subir, levando a uma inversão na tendência da despesa corrente primária (gastos excluindo os juros da dívida pública). Antes estava a descer, agora já sobe. O segundo alerta passa pelas despesas com juros da dívida pública, que estão a subir 58%, cerca do dobro do que o Governo orçamentou para o conjunto do ano. Resultado disto, o défice está muito pior do que o esperado. Em contabilidade nacional, a que interessa para Bruxelas, o défice global das Administrações Públicas está em 7,4% do PIB no primeiro trimestre,
além disso fora confidente de Santa Juliana de Mont Cornillon, uma mística que recebera dos Céus a incumbência de transmitir à Igreja o desejo divino de ser estabelecida no calendário litúrgico uma festa em honra da Eucaristia. Assim em 11 de Agosto de 1264 assinou em Orvie-
to a bula Transiturus de Hoc Mundo, pela qual instituiu a Festa de Corpus Christi. Com isso estendeu a toda a Igreja o culto público à Sagrada Eucaristia, que até então era realizado só em algumas dioceses por influência de Santa Juliana. Cinquenta anos mais tarde outro Papa, Clemente V, estabeleceu a Festa da Eucaristia como dia santo e o Concílio de Trento, em meados do século XVI, tornou oficial a realização da Procissão Eucarística, como acção de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública de fé na presença real de Cristo na Hóstia Consagrada. Estava assim definitivamente instaurada em toda a Igreja a Festa em que o Povo de Deus se reúne em volta
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Como nasceu a festa do Corpo de Deus?
quando Vítor Gaspar espera chegar a 4,5%. Obviamente que o jogo não acabou. Há medidas que ainda não chegaram ao terreno e que podem corrigir parte
deste desvio colossal. Porém, para já, o Executivo está a perder por muitos. Muito já foi feito e, por isso, a ´troika` deverá aprovar novamente a im-
do tesouro mais precioso que Cristo nos deixou – o Sacramento da sua própria Presença, e o louva, canta e leva em procissão pelas ruas das cidades e vilas. É, por assim dizer, uma Festa «social», enquanto que na Quinta-feira Santa, dia da Instituição da Eucaristia, a festa é intimista: tudo se passa no silêncio e recolhimento das igrejas. A Festa actualmente é celebrada na Quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade. Nos países em que nesse dia não é feriado, a celebração passa para o Domingo seguinte. Será talvez o que nos espera em 2013!
Maria Fernanda Barroca
plementação do plano de resgaste. O relatório da UTAO vem apenas provar que ainda há muito para fazer. O desequilíbrio das contas públicas, a semente da crise económica e social que afecta Portugal, está longe de ser ultrapassado. A dúvida coloca-se sobre a estratégia que deve ser seguida: mais austeridade ou mais tempo para atingir as metas orçamentais. Arrisco afirmar que optar pela austeridade será mais um passo para a desgraça social, com uma recessão mais profunda e uma taxa de desemprego mais alta. Vários Estados europeus, como Espanha, já conseguiram mais tempo para atingir as metas orçamentais. Portugal devia forçar Bruxelas a aceitar uma solução semelhante.
14 DIVERSAS / DESPORTO
O Mensageiro 7.Junho.2012
Agradecimento
Ficha de Assinatura Emília Rosa Ferreira Virgolino 18-12-1915 • 01-06-2012 Emília Rosa Ferreira Virgolino faleceu com 96 anos. A sua família, na impossibilidade de o fazer pessoalmente como era seu desejo, vem por este meio agradecer a todas as pessoas que estiveram presentes no seu funeral ou que de algum modo manifestaram o seu pesar. O funeral realizou-se no dia 2 de Junho, tendo seguido para o Cemitério de Carvide. CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas cento e quarenta e duas a folhas cento e quarenta e três, do Livro Cento c Oitenta e Um - B, deste Cartório. Vítor dos Santos Ruivo, NIF 153 924 519 e mulher Maria Odete de Jesus Jorge Ruivo, NIF 153 924 527, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de Colmeias, concelho de Leiria, residentes em França e quando em Portugal na Avenida da Fonte, nº.938, Santa Margarida, Memória, Leiria, declaram que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto de terra de semeadura e mato, com a área de quinhentos e setenta metros quadrados, sito em Vale Migalha Chumbaria, freguesia de Colmeias, concelho de Leiria, a confrontar de norte com António Francisco Miliciano, de sul com Maria de Fátima Miliciano Borges, de nascente com Manuel Pereira Domingos Armando e de poente com Diamantino de Jesus Jorge, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 14.211, com o valor patrimonial para efeitos de IMT de 101,24. Que, adquiriram o identificado prédio no ano de mil novecentos e oitenta e oito, por doação verbal de Joaquim Francisco Ruivo e Júlia de Jesus dos Santos, pais do marido, residentes que foram no referido lugar de Santa Margarida, Memória, Leiria, Os quais por sua vez haviam adquirido o prédio por doação verbal de Luisa de Jesus, viúva, residente que foi no referido lugar de Tôco, não dispondo, assim, os justificantes de qualquer título formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição do mesmo. Que em consequência daquela doação verbal, possuem o identificado prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriram o referido prédio por usucapião. Batalha, trinta de Maio de dois mil e doze. A funcionária com delegação de poderes, (Lucília Maria Ferreira dos Santos Fernandes) O MENSAGEIRO • Edição N.º 4913 • 7/06/12
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INFANTIS DISTRITAIS encerram época em festa no Estádio Magalhães Pessoa. À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, a Associação de Futebol de Leiria promoveu uma festa de encerramento da época desportiva para as equipas distritais de infantis, no passado dia 3 de Junho. O palco foi o estádio municipal de Leiria, que recebeu centenas de jogadores das escolinhas e muitos adeptos, familiares e amigos numa verdadeira tarde festiva. Os torneios proporcionaram a todos dois jogos no campo relvado, mas o principal ponto de interesse foi o convívio entre os pequenos atletas, cujo desfile final encheu por completo a pista em redor do recinto de jogo. Foto: LMFerraz
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Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros
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DESPORTO 15
O Mensageiro 7.Junho.2012
Futebol 11 | Guiense deu luta até aos 120 minutos
Milagres recebeu 2.ª etapa
Campeonato nacional de karting O Kartódromo dos Milagres recebeu, no passado fim-de-semana, 2 e 3 de Junho, a segunda etapa do Campeonato de Portugal de Karting, com 81 pilotos em prova e um tempo bastante ensolarado e quente. Sem qualquer incidente a registar, foram emotivas as qualificações e corridas finais, para satisfação da maioria dos participantes, organização e do muito público presente. As finais tiveram vitórias de Tiago Faria na iniciação, de Ruben Silva em cadetes e de Tomás Apolónia em juvenis, categorias destinadas aos mais novos. Já nos mais crescidos, salientaram-se as vitórias de Bruno Borlido em juniores, de Henrique Chaves em X30 e de Armando Parente em X30 Swifter.
Árbitro: Rudy Silva (AF Leiria) Marrazes: Maké, Ramon, João Luís, Caio e Tiago Filipe (Leandro, 90+6’), Ricardo Silva, Tiago Clemente (Pedro Li, 78’), Samuel, Rúben Martins, Cristiano e Camará (Teles, 83’). Treinador: Rui Bandeira. Guiense: Tiago Gordalina, João do Touco, Beto, Hugo Monteiro e Joni Alberto (Ezequiel, 76’), Pedro Dias, Rodolfo e Pedrito (Fabinho, 76’), Cedric, Joel (Bruno Conguito, 65’) e Diogo Jorge. Treinador: José Godinho. Marcadores: Joel (16’), Cristiano (45+2’), Rodolfo (51’), João Luís (61’ g.p), Camará (73’), Joni Alberto (87’), Pedro Li (90’+6’), Cedric (107’ g.p) e Rúben Martins (120’) A final da Taça Distrital de Leiria de Futebol de 11, disputada no Estádio Municipal Magalhães Pessoa, no passado dia 3 de Junho, foi, a vários títulos, emocionante. Logo a começar, a presença
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Marrazes conquista Taça Distrital
e animação de cerca de 4000 adeptos nas bancadas não é vulgar no estádio leiriense, nem nos remotos tempos em que recebia jogos da I Liga. Depois, porque as equipas em “palco” fizeram render o jogo até ao prolongamento e só nos momentos finais o marcador ficou resolvido, com 5-4 a favor do Marrazes, frente a um Guiense que era favorito e esteve por várias
vezes em vantagem na partida. Foi mesmo o Guiense a inaugurar os festejos, com um golo de Joel aos 16 minutos, mas mesmo a fechar a primeira parte seria Cristiano a restabelecer a igualdade. No arranque do segundo tempo, um canto directo de Rodolfo volta a pôr o Guiense na frente, mas uma grande penalidade 10 minutos de-
pois foi bem convertida por João Luís para o 2-2 e, aos 73 minutos, o Marrazes virava mesmo o resultado, por Camára. Mas o prolongamento haveria de ser o destino do jogo, com empate restabelecido a três minutos do fim por Joni Alberto. No tempo extra, o Marrazes foi o primeiro a adiantar-se no marcador, com golo de Pedro Li, e novamente o Guiense anulou a vantagem, desta vez na conversão de uma grande penalidade por Cedric. As grandes penalidades pareciam mesmo ser o destino para a decisão do vencedor, mas ao cair do pano Rúben Martins provocou o delírio nos adeptos do Marrazes, ao garantir o quinto golo da sua equipa e o direito a levantar a Taça Distrital de 2011/2012.
Luís Miguel Ferraz
Taça Nacional de Futsal Feminino
Campeonato Nacional de Kickboxing
“Lis Tiger Club” em grande Realizou-se no último fim-de-semana, em Mirandela, o Campeonato Nacional de Kickboxing, tendo os atletas do Lis Tiger Club obtido excelentes resultados. Em Light Kick: Campeã Nacional – Márcia Ramos (45kg, iniciada); 3.º lugar – David Pedro (-50 kg, iniciado); 3.º lugar – Beatriz Campos (+60 kg, juvenil). Em K1: Campeão Nacional – Telmo Lourenço (+91kg, júnior); Campeã Nacional – Maria Matias (-60kg, júnior); 3.º lugar – Jonathan Silva (-71kg, sénior); 3.º lugar – Bruno Serra (-75kg, sénior). Em Semi-Contacto: 2.º lugar – Samuel Pedro (-35kg, cadete). O Lis Tiger Club informa que está a oferecer a primeira mensalidade nas aulas de Judo e de Kickboxing/ Muay Thai, durante os meses de Junho e Julho. Info: listigerclub@gmail.com/ www.listigerclub.pt
Associação Desportiva e Rec. de Barreiros
Convívio de final de época
A Associação Desportiva e recreativa de Barreiros vai realizar no dia 9 de Junho, na sede da associação da freguesia de Amor, o almoço convívio que assinalará o final da época desportiva. Sócios, jogadores e amigos do clube, assim como todos os familiares, vão juntarse para uma confraternização que assinalará o início das férias. Em plena harmonia com a natureza, vão realizar-se algumas iniciativas de cariz tradicional, um compacto da época desportiva 2011-2012 e a apresentação de um power point com conteúdos de interesse daquele organismo.
A equipa de Futsal Feminino Sénior do Centro Recreativo da Golpilheira está de parabéns, ao conseguir passar à fase final da Taça Nacional da modalidade, sendo uma das quatro equipas de topo a nível nacional que continuam a disputar a prova. Para além desta equipa, da AF Leiria, estão a discutir o título a Quinta dos Lombos (AF Lisboa), Vermoim (AF Braga) e Posto Santo (AF Angra do Heroísmo). Até ao último minuto… O percurso das atletas do CR Golpilheira não foi fácil, com a passagem a discutir-se até ao apito final dos últimos dois jogos do grupo, estando em causa a diferença de golos com outra forte candidata a vencer o grupo B, o Vilaverdense (AF Coimbra). No embate directo entre estas duas equipas, a Golpilheira ganhou o primeiro jogo (4-2) e o Vilaverdense ganhou o segundo (5-3). Restava fazer a contabilidade aos golos, pois, com igual número de pontos na tabela, seria a diferença entre marcados e sofridos a ditar
estava em 4-0 a favor da Golpilheira, acabou o jogo na Figueira, com o resultado de 4-2. Passaria assim o Vilaverdense, com igualdade na diferença de golos, mas mais marcados. No entanto, a dois minutos do fim, o pavilhão da Batalha explodiu de alegria, quando Jessica Pedreiras marcou o 5.º golo da Golpilheira e carimbou a sua passagem à fase seguinte.
LMFerraz / Foto da Final da Taça Distrital (31.03.2012)
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Golpilheira é uma das 4 melhores do País
a vencedora. A Golpilheira manteve a superioridade até à penúltima jornada, a 19 de Maio, mas aqui tudo se alterou, com o resultado por 7-3 frente ao Núcleo Sportinguista de Leiria, a outra equipa da AF Leiria que integrou este grupo, a ser curto perante a goleada (19-0) imposta pelo Vilaverdense à Guarda Unida. A última jornada foi, portanto, “de nervos” para estas duas equipas: na Fi-
gueira, o Vilaverdense (68 golos marcados e 15 sofridos) defrontava o NS Leiria; na Batalha, a Golpilheira (65 golos marcados e 14 sofridos) defrontava a Casa do Benfica de Belmonte. Ao intervalo, a balança pendia para a equipa de Vila Verde, a vencer por 2-1, enquanto as atletas de Teresa Jordão venciam na Batalha por apenas 2-0. A sete minutos para o fim do jogo na Batalha, que
Próximos jogos Dia 7 – Vermoim / Quinta dos Lobos e Posto Santo / Golpilheira Dia 10 – Posto Santo / Vermoim e Quinta dos Lobos / Golpilheira Dia 16 – Vermoim / Golpilheira e Posto Santo / Quinta dos Lobos Dia 23 – Quinta dos Lobos / Vermoim e Golpilheira / Posto Santo Dia 30 – Vermoim / Posto Santo e Golpilheira / Quinta dos Lobos
Fase final A recta final da competição começou no passado dia 2 de Junho e não foi auspiciosa para a equipa golpilheirense, ao perder em casa (1-3) frente à equipa de Vermoim, a campeã em título que conquistou o troféu na época passada. No outro jogo, a equipa da Quinta dos Lobos venceu o Posto Santo por 9-0. É ainda cedo para análises, já que o troféu será disputado em forma de campeonato entre estas quatro equipas, com encontros a duas mãos entre todas elas. Portanto, tudo está em aberto e… a esperança é a última a morrer.
LMF
ÚLTIMA 7JUNHO2012
“Catedral verde e sussurrante, aonde a luz se ameiga e se esconde e aonde, ecoando a cantar, se alonga e se prolonga a longa voz do mar: ditoso o “Lavrador” que a seu contento por suas mãos semeou este jardim; ditoso o Poeta que lançou ao vento esta canção sem fim...” Afonso Lopes Vieira [1878-1946]
Carlos Fernandes falou do anarquista e conservador Afonso Lopes Vieira
A tarde do dia 2 de Junho de 2012, precisamente quando passavam 100 anos sobre a publicação de três trabalhos literários de Afonso Lopes Vieira (Bartolomeu Marinheiro, Poesias de Heine e Gil Vicente – conferência de Mofina Mendes), tornou-se numa justa e histórica evocação ao poeta ‘saudade’ de Leiria. Uma personalidade que escreveu sobre a realidade do País mas também sobre a sua região, num enquadramento sobre as três épocas que mais marcaram o escritor (Monarquia, Ditadura Militar e o Estado Novo). Carlos Fernandes, na sede do Rancho Folclórico de Leiria, na freguesia de Marrazes, entre algumas dezenas de participantes, apresentou uma sessão intitulada “Afonso Lopes Vieira – O homem, o épico e o dramático”, trazendo várias perspectivas do punho literário do escritor leiriense mas também sobre a sua vida privada. Aliás, a primeira parte da sessão foi centrada numa entrevista que realizou à afilhada de Afonso Lopes Vieira, a menina que o escritor aperfilhou desde bastante nova, filha do seu caseiro de confiança da casa das Cortes. O palestrante recorre ao trabalho que fez sobre as experiências da vida de Maria Helena, a criança que viveu desde quase bebé ao lado daquele que viria a chamar de pai, acompanhando-o tantas vezes nas suas sessões culturais, na visita a museus, na aprendizagem da leitura e escrita, mas também nas suas brincadeiras simples e divertidas, revelando-se um intelectual e apaixonado pelas letras mas também como um ser simples e acessível a todas as pessoas. O jornalista Carlos Fernandes, no início da sua prelecção, destacou o facto de ainda existir muito a descobrir e investigar sobre a figura de Afonso Lopes Vieira, adiantando mesmo
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“O homem, o épico e o dramático”
que dele “se conhecem os livros e mal”. Afiançando aos presentes que o poeta não gostava muito de se deslocar às Cortes, supostamente pelo falecimento, em sua casa, da sua tia-avó, num incêndio que apanhou o vestido da senhora, facto que muito o marcou, mesmo assim, sempre que podia vinha até Leiria quase sempre no Outono porque “gostava muito de ir até ao lagar de azeite”. Baseando-se na entrevista que realizou à D. Maria Helena, explorou os hábitos do escritor, tal como o facto de gostar de se levantar tarde, a razão porque veio três anos para as Cortes (“um capataz tinha vendido indevidamente algumas propriedades”), assim como os seus problemas com a família. O discurso que o jornalista preparou para a sessão rebusca as memórias do passado, também contempla aspectos engraçados da vida pessoal do escritor, como o seu lado bondoso. Dando como exemplo os três anos que esteve nas Cortes “servindo todos os dias um panelão de sopa a
muitas pessoas, porque ele via como se vivia naquela época, vivia-se mal”, afiança Carlos Fernandes. O lado anarquista e conservador foi explorado pelo orador na temática Afonso Lopes Vieira, reconhecendo um homem que ‘odiou Salazar e o seu regime, trazendo à memória o livro ‘Éclogas de Agora’, uma forte crítica à sociedade e ao País, publicação que não chegou a circular porque, como disse Carlos Fernandes, “teve de recuar porque se assumia anti-salazarista e com aquela obra seria imediatamente preso”. Até mesmo amigos leirienses como Horácio Eliseu o aconselharam a nunca publicar esta obra, advertindo o poeta a sair do País antes de o fazer. Esta opinião surgiu depois de uma visita de Horácio Eliseu à sua casa das Cortes. A irreverência do cidadão Afonso Lopes Vieira e o seu inconformismo, aliados à sua frontalidade, trouxeram à tona um homem que viajou entre o anarquismo e o conservadorismo, assumindo-se contra os sistemas instalados. “Quando havia a Monarquia era favorável à
República e quando existiu o regime republicano era do contra”, pela simples razão de não se querer colar aos regimes. A sua verticalidade de sentimentos e posições públicas chegaram ao ponto de ter chegado a dar uma entrevista no Diário de Lisboa, quase no final da sua vida, no tempo da II Guerra Mundial, dizendo que não era republicano pela simples razão de que “interessa-me liberdade e pão”. Carlos Fernandes trouxe à sessão a relação próxima mas posteriormente afastada de Afonso Lopes Vieira com Fernando Pessoa. O escritor de Leiria chegou mesmo a ser fortemente elogiado pelo poeta dos heterónimos até ao dia que decide escrever um livro dedicado às crianças, publicação que foi alvo de fortes críticas de Pessoa, assumidas publicamente na imprensa. O escritor de Leiria ganhara fama com os bons trabalhos publicados até então mas na perspectiva de Fernando Pessoa, com a sua escrita infantil este sentara-se a dormir à sombra desse fama adquirida
acusando-o de que “dorme que nem uma besta.” Outro facto abordado na sessão foi a fé de Afonso Lopes Vieira, o autor do hino de Fátima. Da sua casa de São Pedro, ele e a esposa, afirmam terem visto o milagre do Sol de Fátima, tornando-se mais tarde num dos primeiros ‘Servitas’ e amigo próximo de D. José Alves Correia da Silva, o bispo da Diocese de Leiria que fora restaurada em 1918. O Prelado era um amigo próximo do poeta, chegando mesmo a frequentar a casa do escritor. A segunda parte da sessão de Carlos Fernandes trouxe à tona as virtudes de Afonso Lopes Vieira e o seu reconhecimento entre grandes vultos da escrita, tal como o isento Aquilino Ribeiro que sobre ele escreveu que seria “uma alma insatisfeita”. O valor da sua escrita, incluindo nela novelas como “O Marques – Memórias de um perseguido”, publicada em 1904, destaca-se na análise de Aquilino Ribeiro que o chega a comparar à “prosa tolstoiana”. Também Teixeira de Pascoaes se refere a Afonso Lopes Vieira, assumindo-se como leitor atento e inte-
ressado nas suas obras, ao escrever “para mim, o seu último livro é sempre o melhor”. Nem David Mourão Ferreira fica indiferente à tenacidade de Afonso Lopes Vieira, evocando e elogiando a ousadia do seu livro ‘Éclogas de Agora’, classificando a sua escrita como “poesia de resistência ao fascismo”. Esta publicação das éclogas, embora não fosse tornada oficial, foi impressa por Afonso Lopes Vieira e esteve no seio das suas casas, distribuída à margem, junto dos amigos mais próximos, difundindo assim a sua mensagem antiregime. Carlos Fernandes foi muito além de apresentar o ‘poeta saudade’ como escritor. Trouxe à sessão o seu valor e dedicação na fotografia (considerando-o como um dos pioneiros) e no teatro. Nesta sessão, percebeu-se que a dimensão de todo o percurso de Afonso Lopes Vieira, de panorama nacional e até mesmo internacional, colocam-no como uma das figuras de maior destaque da primeira metade do século XX leiriense.
Texto e fotos: Joaquim Santos