ÚLTIMA
3 MAIO 2012
Movimento dos Cursilhos de Cristandade
ANO 98 - N.º 4908 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt
50.º ANIVERSÁRIO DO 1.º CURSILHO NA DIOCESE DE LEIRIA-FÁTIMA
FUNDADO EM 1914
DESTAQUE
ENTREVISTA AO PADRE DAVID NOGUEIRA
O DEUS QUE NOS CHAMA NÃO NOS DESAMPARA”
DR
David Nogueira Ferreira, padre diocesano de Leiria-Fátima ordenado em 2001, esteve em missão em Angola, entre Agosto de 2006 e Fevereiro de 2012. O Mensageiro esteve à conversa com ele, para recordar os mais de cinco anos desta experiência e conhecer melhor o trabalho do grupo Ondjoyetu na diocese do Sumbe, geminada com Leiria-Fátima desde o ano de 2005. Páginas 2 e 3
Conferência “Retrospectivas” e exposição sobre os 30 anos do Festival Música em Leiria Concursos | P. 5
Batalha e Marinha Grande em fotos
Em dia de festa | P. 6
Vigararia de Ourém | P. 9
Câmara de Ourém | P. 7
Dia das Vocações | P. 9
Hospital de Santo André com especial reconhecimento aos colaboradores
D. António fala aos autarcas: “A Igreja resgata almas e corações”
Obras são “um rasgo Reitor do Santuário de modernidade de Fátima fala em para Fátima” crise de respostas
Foto Estúdio Ourém
Balanço do Festival | P. 4
ECLESIAL
SOCIEDADE
<
CULTURA
INICIATIVA
2 DESTAQUE
O Mensageiro 3.Maio.2012
EDITORIAL EDITORIAL
Rui Ribeiro
Entrevista ao padre David Nogueira
“O Deus que nos chama não nos desampara"
Ser missionário
David Nogueira Ferreira nasceu em França a 26 de Dezembro de 1975, mas veio para Portugal logo aos 5 anos, em 1981. Sentindo o despertar da vocação sacerdotal, veio para o Seminário Diocesano de Leiria, onde fez a sua caminhada de preparação para a ordenação presbiteral, a 18 de Novembro de 2001. Começou por desempenhar algumas funções paroquiais nos Marrazes, mas em 2006 entregou-se de alma e coração ao projecto missionário que o grupo diocesano Ondjoyetu desenvolve em Angola. Ali permaneceu até ao início de 2012, quando foi substituído naquela missão pelo padre Vítor Mira. Actualmente, desempenha funções de pároco de Monte Real e director do Serviço de Animação Missionária. O Mensageiro esteve à conversa com ele, para recordar os mais de cinco anos da sua experiência missionária e conhecer um pouco melhor o trabalho do grupo Ondjoyetu na diocese do Sumbe, geminada com Leiria-Fátima desde o ano de 2005. Entrevista de Rui Ribeiro e Luís Miguel Ferraz Recorde-nos o seu percurso antes de ir para Angola e desde a sua ordenação... Poderei iniciar um pouco mais atrás, em relação à minha ordenação, e recuar até ao dia 29 de Outubro do ano 2000, em que entrei "oficialmente" ao serviço da diocese de Leiria-Fátima, na paróquia dos Marrazes. Na altura, ainda era acólito instituído e lá fui trabalhando, enquanto aguardava a ordenação de diácono, que veio a acontecer a 6 de Maio do ano 2001, e finalmente a ordenação presbiteral, a 18 de Novembro do mesmo ano. Nessa paróquia, fui trabalhando principalmente com as áreas da catequese e da juventude. Durante os anos antes de ir para Angola, de 2000 a 2006, também fui colaborando na assistência regional do Escutismo, pri-
meiro só num sector, e depois como Assistente Regional. E também, já desde seminarista, sempre integrei o Secretariado do Grupo Ondjoyetu. Como se desencadearam os acontecimentos para que surgisse a ideia de ir para Angola? A minha relação com Angola já vem do ano 2000, quando integrei o primeiro projecto ASA – Acção Solidária em Angola, durante dois meses, com mais sete jovens da diocese de Leiria-Fátima. Esta iniciativa da Animação Missionária Diocesana no Sumbe, encabeçada pelo padre Vítor Mira, foi uma experiência que marcou muito e manteve em mim o desejo de dar continuidade à acção missionária. Na altura, a maneira de continuar foi integrar o Secretariado do Grupo Missionário Ondjoyetu, dando ajuda na dinamização missionária na Diocese. Desde o ano 2003 que se começou a falar de uma ligação mais séria entre estas duas dioceses e de uma cooperação mais continuada. Em 2005, já se falava em geminação e, nesse ano,
dei o tempo das minhas férias para acompanhar de novo o projecto ASA. Foi uma forma de ajudar a preparar a geminação e, ao mesmo tempo, de contactar com a realidade da Missão, numa situação pessoal diferente da que tinha em 2000, pois agora já era sacerdote. Quando voltei dessa nova experiência, fui acompanhando a preparação do protocolo de geminação e notei que uma das dificuldades do nosso Bispo de então era encontrar um padre da Diocese que estivesse disposto a integrar este trabalho. Nesse sentido, e dentro da obediência sacerdotal, manifestei a minha disponibilidade, embora me sentisse bem nos trabalhos que estava a desempenhar cá. Essa minha disponibilidade terá ajudado a tarefa do senhor Bispo, que decidiu enviar-me. Pode dizer-se que houve em mim um amadurecimento da possibilidade de ir trabalhar para Angola, mas o facto decisivo foi a nomeação para este serviço, que encarei como um serviço em nome da diocese de Leiria-Fátima numa outra diocese, a do Sumbe.
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O imaginário de infância de muitos de nós está preenchido com histórias aos quadradinhos em que os heróis eram homens e mulheres bons, santos, e missionários. Recordo os serões do meu tempo de estudante preenchidos com um espaço de leitura obrigatória nos meios das paredes da biblioteca forrada de livros velhos e de intenso odor. Na ocasião os momentos pareciam um martírio, até porque interrompiam outros de intensa correria pelos pátios do recreio. Também para passar depressa e para que não houvesse compromissos sérios com a leitura, a maioria das vezes passavam-se os minutos a desfolhar revistas missionárias, em que regularmente vinham narradas vidas aos quadradinhos. Falavase de homens e mulheres que tinham deixado as comodidades da sua terra, da sua família e da sua casa, para se embrenharem na floresta, muitas A diocese de vezes ainda virgem, e aí Leiria-Fátima está se dedicarem ao serviço comprometida de generoso e gratuito dos forma profunda mais esquecidos. altura, e apesar com este trabalho da Na rapidez da leitura, ad gentes. essas narrações eram o O trabalho é de rastilho para despoletar todos conhecido. um manancial de ideais e ideais, sonhos e fantasias. Imaginava-me a mim mesmo herói das histórias, com meios e vontade para fazer subir ao mais alto da civilização aqueles que pareciam estar na sua fase mais primitiva. Ingenuamente, imaginava o trabalho missionário como uma completa e irracional revolução sem olhar a tempos nem ritmos, sem respeitar culturas e formas de estar. A inculturação, termo que só mais tarde aprendi a pronunciar, não fazia parte de mim. Com o passar dos anos foi-me mudando a visão do mundo e da vida. E ao mesmo tempo que me fui apercebendo da organização e da complexidade que o trabalho missionário envolve, fui perdendo também a vontade de ser protagonista dessas histórias. Vi partir colegas contemporâneos e mais novos até. Nos momentos da sua partida por vezes o entusiasmo voltava a apoderar-se de mim e com ele o desejo de me fazer companheiro. Mas, nem sei bem porquê, fui ficando. Entretanto o trabalho foi sendo feito, a missão continuou e agora ela aí está de forma plena e bem próxima do nosso quotidiano. A diocese de LeiriaFátima está comprometida de forma profunda com este trabalho ad gentes. O trabalho é de todos conhecido. O nosso jornal tem feito a crónica dos acontecimentos. Nesta edição abordamos o assunto do ponto de vista interno e pessoal. Como se sentem e como vivem aqueles que vão para a missão? O padre David Nogueira acaba de regressar de Angola, onde esteve durante vários anos. Fomos ao seu encontro e questionámo-lo sobre a sua experiência. Aqui partilhamos com os leitores as suas emoções, alegrias e dificuldades.
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prui@iol.pt
O trabalho manual também faz parte da missão. Na capa, o padre David na construção de um telhado na Donga. Aqui, na construção da moagem.
DESTAQUE 3
O Mensageiro 3.Maio.2012ro.2011
Como descreve a zona onde esteve, do ponto de vista social, geográfico e religioso? A zona onde estive a trabalhar é pobre, de povos simples e dependentes da agricultura. Geograficamente, a Missão do Gungo tem uma área plana mais próxima do litoral e uma outra mais montanhosa. Tem áreas de floresta densa e áreas de savana. O solo é rico para a agricultura e há cursos de água, maioritariamente sazonais. Religiosamente, os povos com quem trabalha o Grupo Ondjoyetu
O padre David a celebrar o sacramento da Penitência
são católicos, com um sentido de Deus bem marcado. Posso dizer que encontrei muitos exemplos de fé viva e verdadeira e muitos cristãos "de corpo e alma". São sinais disso mesmo as grandes caminhadas que fazem para irem à missa, ou para estarem com os missionários, o entusiasmo na celebração eucarística dominical e o sentido da gratuidade para com Deus. Sempre foi para mim muito edificante a postura dos catequistas, como verdadeiros "pais" destas comunidades, uma manifestação do compromisso laical na Igreja num contexto difícil e exigente. Durante os anos que esteve lá, quais as principais dificuldades encontradas? Dificuldades há muitas. Desde logo, a precariedade da saúde e o rigor do clima, por vezes muito quente e húmido. Depois, as dificuldades ligadas às distâncias, às más vias de comunicação e às centenas de horas passadas a conduzir e a saltar obstáculos. E também a dificuldade linguística, pois o português falado por aqueles povos é algo diferente na estrutura e até no léxico e exige adaptação. A situação de precariedade de vida daqueles povos leva-nos a interrogar a nossa postura perante a vida. Há um verdadeiro "choque de mentalidades", em que vemos que há maneiras de entender as coisas, a vida, o trabalho e as responsabilidades, muito diferentes daquelas que estamos habituados na nossa sociedade. E quais a principais conquistas? Talvez prefira falar de "realizações", em vez de "conquistas". Creio que, com este projecto, temos conseguido ser no mundo um sinal visível de que Cristo está vivo e actuante. Em cada voluntá-
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Pode descrever um dia típico de um missionário em Angola? A missão, nos moldes em que tem sido desenvolvida, tem muitos dias atípicos. Mas, se tivesse de elaborar um horário do nosso esquema de trabalho mais habitual, poderia ser assim: 06h00 – Levantar 06h30 – Oração da manhã 07h00 – Mata-bicho (ou seja, o pequeno-almoço) 08h00 – Início dos trabalhos: formações, encontros ou trabalhos práticos 10h30 – Intervalo 12h30 – Almoço 14h30 – Recomeço do trabalho 18h00 – Eucaristia 19h00 – Jantar 20h00 – Oração do terço 20h30 – Convívio à fogueira, nos dias em que é possível Mas, como disse, muitos dias fugiam a esta regra, até porque os horários em Angola são mais relativos do que por cá.
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Como foi o processo de habituação? A minha habituação teve duas fases bem distintas e que tiveram a ver com duas predisposições diferentes. Como disse, na primeira vez tudo era novidade e era absorvido como tal. No ano 2006, a preocupação já não foi apenas de contactar com a realidade, mas de a tentar assimilar e entrar mais a sério dentro dela. Foi um esforço progressivo de inculturação. Posso dizer que foi uma habituação progressiva. Foi necessário compreender a mentalidade das pessoas no contexto em que vivem, adaptar a linguagem, adaptar-me ao clima que, nalgumas épocas do ano, é bem exigente. Foi também a tomada de consciência de um "novo" estilo de vida, com alguns laivos de nomadismo, pois a equipa missionária não está sempre no mesmo sítio, para além do desafio que foi viver numa equipa com leigos.
Felizmente, tive sempre boas ajudas. Uma das maiores foi a do padre Vítor Mira, que conhece bem a realidade local, há já muito tempo. Depois, a ajuda do povo que nos acolhe e que se preocupa em colocar-nos na realidade e ensinar-nos o que for preciso.
D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, em visita pastoral a Angola, com o grupo Ondjoyetu no Sumbe, em Janeiro de 2012 rio, em cada problema para o qual se vão encontrando soluções, está uma continuação da missão salvadora de Cristo. Este é já um facto importante. Depois, sentimos alegria por ajudarmos a que uma comunidade de 25 mil pessoas tenha assistência religiosa contínua, possa aceder regularmente aos medicamentos mais básicos, desfrute das várias construções feitas na cidade do Sumbe ou na Missão do Gungo, e cresça com as horas de formação que damos. E, claro… os passos do crescimento da fé de tantas crianças, adolescentes e jovens são realizações que têm permitido ao povo "ganhar o que não tinham", como já chegámos a ouvir nas mensagens de agradecimento. Podemos juntar a isto os projectos do camião, da moagem, da agricultura, da Pastoral da Criança
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Lembra-se do primeiro impacto, quando chegou lá? O primeiro dia... Quando cheguei a primeira vez, em 2000, tudo era novidade. Viam-se sinais de destruição e de pobreza e começaram os primeiros "choques", devido à diferença com a realidade donde vinha. Ao sair do avião, a atmosfera mais quente marcou-me logo, bem como os aromas, as cores, tantos rostos diferentes dos que estava habituado a ver. Recordo também alguns comentários racistas, embora pontuais… Nas experiências seguintes, já sabia o que ia encontrar. Mas, quando cheguei para esta experiência mais prolongada, em 2006, senti uma grande responsabilidade sobre os ombros. Não só porque já era padre e tinha o mandato do Bispo para esta missão, mas também porque ia ser o responsável pelo primeiro grupo que ia ficar em permanência.
O padre David a celebrar o sacramento do Matrimónio
e da formação profissional, que são realização mais concretas deste campo vasto de trabalho. Ao nível da diocese de LeiriaFátima, creio que este projecto também conseguiu mostrar que é possível manter uma mentalidade missionária, captar boas vontades e encontrar crianças, jovens e adultos corajosos e abertos à caridade. Regressaria a um trabalho missionário prolongado? Estou disponível, como estava quando iniciei há seis anos atrás. Sinto que este projecto em concreto estava a precisar de renovação e que a mudança de quem o estava a dirigir vai trazer essa renovação. Mas continuo ao dispor do Bispo diocesano para ser enviado. Como testemunho, o que diria a quem sinta esse apelo ao trabalho missionário, sobretudo aos jovens que colocam a questão do seu caminho vocacional? Aos jovens, repito as palavras de João Paulo II, quando lhes dizia: "Não tenham medo". A doação ao próximo e a Deus vale a pena e não deve ser deixada para "quando eu puder". As oportunidades devem aproveitar-se e não devemos pensar só em nós e nos nossos cursos e na nossa carreira... A experiência de quem tem ido mostra que vale a pena confiar n’Aquele que nos chama a segui-l’O. Se sentem que é Cristo que os chama, não tenham medo de dizer "sim". Não tenham medo de arriscar e de entregarem um tempo das suas vidas a Deus e ao próximo. O Deus que nos chama não nos desampara.
4 CULTURA
O Mensageiro 3.Maio.2012
Carlos de Pontes Leça fará balanço do Festival no Leiria Shopping
Conferência “Retrospectivas” e exposição sobre os 30 anos do Festival Música em Leiria
CINEMAS
Teatro José Lúcio da Silva (Leiria) • OS MARRETAS | Comédia/Animação | de James Bobin | 13 Maio, 15h30. Teatro Miguel Franco (Leiria) • APOLLONIDE - MEMÓRIAS DE UM BORDEL | Drama | de Bertrand Bonello | 13 e 17 de Maio, 21h30 e 15 de Maio, 18h30 e 21h30. Cine-Teatro (Monte Real) • OS MARRETAS | 11 de Maio, 21h30 e 12 de Maio, 15h30.
A viagem de “regresso às origens” do Festival Música em Leiria (FML), proposta pela direcção artística na edição comemorativa dos seus 30 anos, vai arrancar com uma conferência de retrospectiva sobre o evento, que inaugura, simultaneamente, uma exposição fotográfica que estará patente na Fnac do Leiria Shopping para “contar a história” do mais antigo festival de música do País. A conferência contará com a participação de Carlos de Pontes Leça, antigo director artístico do FML, entre 1993 e 2001, para fazer um balanço das edições anteriores do evento, a partir das 17h00, do próximo dia 12 de Maio. O objectivo da conferência “Retrospectivas” passa por dar a conhecer à cidade a história do FML ao longo das suas 29 edições, contando ainda com uma exposição fotográfica que reúne, em imagens, alguns dos momentos mais marcantes do festival anualmente promovido pelo Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL CA). “Esta conferência será na verdade uma conversa descontraída, com lugar à partilha de memórias e curiosidades sobre o Música em Leiria, a sua relevância e impacto na cultura da região e do País”, partilha Henrique Pinto, presidente do OL CA.
EXPOSIÇÕES
Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Portugal,entre hoje e ontem” “Floresta encantada” - fotos (~19/05) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Oficina do Olhar” - exposição permanente Edifício Banco de Portugal - Leiria •”No meu silêncio vejo-te em palavras” - pintura (~22/05) Moinho de Papel - Leiria •”Englobarte” - fotografias (~12/05) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República” (~30/04) Exposalão - Batalha •”O Mundo dos Dinossauros” (~3/06) Galeria Municipal - Ourém •”Exposição colectiva” - pintura (~6/05) Museu Municipal - Ourém •”Faz de conta” (~31/05)
MÚSICA | TEATRO | EVENTOS
m|i|mo - Muse da Imagem em Movimento - Leiria • Teatro de sombras e oficinas criativas (3ªs~6ªs) Moinho de Papel - Leiria •“Viagem à Fábrica do papel (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Olá, eu sou um livro” - hora do conto (2ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) Largo Cónego Simões Inácio - Batalha • XXII Fiaba - feira de artesanato e gastronomia da Batalha (24~27/05)
Museu do Casal de Monte Redondo em festa
“Museum Festum”
desenvolve a programação da edição deste ano do FML”, refere Henrique Pinto, presidente do Orfeão de Leiria. “Este espectáculo da Orquestra Gulbenkian celebra a longa parceria que desenvolvemos com a Fundação Calouste Gulbenkian, que acompanha e apoia o Música em Leiria desde a sua primeira edição, ano após ano”, explica o presidente do OL CA. “É um orgulho enorme fazer parte da história do maior festival de música erudita da região, um dos mais importantes do País, e assistir à sua evolução e reinvenção ao longo dos tempos”, partilha Henrique Pinto. “Esta conferência será uma excelente forma de antecipar a edição comemorativa do 30.º aniversário do Festival, com a apresentação da exposição fotográfica que permitirá envolver toda a comunidade leiriense em torno da história deste marco cultural para a cidade e para a região”, acrescenta. Ao todo, as 29 edições do Música em Leiria somam cerca de 500 espectáculos de música e dança, que contaram com a participação de mais de 150 grupos e músicos estrangeiros e 300 nacionais. No evento musical que já faz parte da história da cidade do Lis, estiveram presentes, apenas para referir alguns nomes,
a conceituada pianista Maria João Pires, a pianista e antiga ministra da cultura, Gabriela Canavilhas, o violoncelista Jordi Savall, o grupo italiano Europa Galante, o quarteto de cordas Pagagnini, Maria João e Mário Laginha, Sequeira Costa e Miguel Aguime, entre outros. A repercussão nacional do FML é crescente ao longo das suas últimas edições. Ano após ano o número de forasteiros que visitam a cidade por altura do Festival é cada vez maior, o que reflete o reconhecimento da qualidade do evento que reúne todos os anos, em Leiria, reconhecidos músicos nacionais e internacionais. “Temos muitas pessoas de fora da cidade que adquirem os seus bilhetes antecipadamente, quer contactando-nos directamente para fazer as reservas, quer noutros pontos de venda, como o site do Teatro José Lúcio da Silva, e presencialmente nas várias lojas Fnac, aproveitando para conciliar um concerto do Música em Leiria com a visita à cidade”, refere Henrique Pinto. As actualizações sobre as iniciativas e sobre o programa e locais dos concertos da 30.ª edição do FML poderão ser consultadas na página de Facebook do Festival, e no site do Orfeão de Leiria.
Exposição e livro na Marinha Grande
“Retrospetivas 3” e “Há dias de sorte”
DR
Nos próximos dias 5 e 6 de Maio, o Museu do Casal de Monte Redondo, com a colaboração de outras entidades, promove uma festa que denominou de “Museum Festum”. Durante estes dias, decorrerão variados eventos, com destaque para as exposições “Gestos do Quotidiano”, “Oficina de José Pereira dos Santos”, “Orquestra Jazz Os Galitos de Monte Redondo”, “Vestígios da Idade da Pedra” e “Pasteleiras”, e ainda para a projecção de fotografias antigas e para o fabrico de carvão. Mais concretamente, no sábado, dia 5, haverá observação nocturna da Lua, promovida pelo Centro de Ciência Viva de Constância e orientada pelo astrónomo Máximo Ferreira. A animação também estrá garantida, com a actuação do grupo “Nice Weather for Ducks” e “jam session” com músicos da região. No domingo, dia 6, será organizado um passeio pedestre, a partir das 11h00, e torneios de chinquilho e de petanca, a partir das 15h00. Durante a tarde actuarão os grupos Danças de S. Tomé e Príncipe, Academia de Dança Ritmus, da Bajouca, e o Grupo de Cantares de Condeixa. À noite, 21h30, haverá teatro, com “Todoo-Mundo e Ninguém” e “A Farsa de Mestre Pathelin”, pelo GATAS - Grupo Amador de Teatro da Associação da Sismaria.
A exposição fotográfica poderá ser vista nos corredores da Fnac durante o período em que decorre o festival, proporcionando aos visitantes um “passeio” pelos espectáculos mais marcantes da história do festival, com imagens dos participantes, dos locais e dos próprios concertos. A originalidade e exclusividade da programação deste ano do Música em Leiria garantem a essência deste evento único, que regressa em Maio para encher novamente as salas de espectáculos do distrito, proporcionando uma vasta oferta cultural. Além da homenagem às origens do Festival e do OL CA, com os concertos corais, protagonizados pela Capella Duriensis, pela Filarmonia das Beiras, e pelos próprios Corais do OL CA, como exemplo do grupo amador que esteve na fundação da instituição inicialmente conhecida como grupo coral, a edição deste ano do Música em Leiria conta ainda com o regresso da Orquestra Gulbenkian, em celebração da longa parceria desenvolvida com a Fundação Calouste Gulbenkian, que apoia o evento desde a sua fundação. “A participação da Orquestra Gulbenkian tem uma grande carga simbólica no “regresso às origens”, tema em torno do qual se
O Museu Joaquim Correia, na Marinha Grande, vai inaugurar no dia 5 de Maio, pelas 16h00, a exposição “Retrospetivas 3”, de Miguel Reis. Na ocasião será também apresentado o seu livro “Há dias de sorte”, por Rui Ramusga, director da rádio 94FM, e Helena Godinho, técnica da Câmara da Marinha Grande. Quanto à exposição, apresentará três séries de desenhos: “Tuptankhal”, desenho a caneta sobre
papel; “Marshisusva”, desenho a caneta sobre fotografia; e “Les 6 moments d’un amour”, desenho a caneta sobre papel. Miguel Reis participou na exposição coletiva “Filan Art’s I”, em Póvoa do Varzim, em 2009, apresentou a mostra individual no Alinhavar e no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, em 2010 e 2011, e participou no 22.º Festival Internacional de BD de Amadora 2011.
CULTURA 5
O Mensageiro 3.Maio.2012
Concursos de fotografia e poesia
Junta da Batalha entrega prémios
Rui Gouveia
A Junta de Freguesia da Batalha entregou, no passado dia 21 de Abril, no decorrer da Festa da Juventude, os prémios dos concursos de fotografia e de poesia, nas comemorações 500 anos da freguesia. No caso da poesia, foram entregues 11 trabalhos, analisados por um júri composto por Fátima Gaspar, do Agrupamento de Escolas da Batalha, Rui Cunha, do Município da Batalha, e Ivone Neves e Germano Pragosa, da Freguesia da Batalha. A
pontuação teve em conta os critérios de temática, criatividade, originalidade, estrutura externa, estrutura interna e correcção linguística, tendo sido premiados os seguintes: 1.º - “A Vila da Batalha”, de Nuno Filipe Sá da Silva Custódio; 2.º - “Batalha!”, de Ana Cristina Flores da Silva; 3.º - “Minha Batalha”, de Augusto Sesimbra. Na vertente de fotografia, o júri foi composto por António Sequeira, profissional de fotografia,
Património cultural, natural e religioso
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Algumas nuvens e um pouco de chuva não desmotivaram a participação nesta actividade. Das 28 inscrições, compareceram 21 candidatos. O concurso decorreu num espaço geográfico do concelho da Marinha
Grande, circunscrito a uma categoria definida e respectivas temáticas que foram sendo apresentadas nos diferentes pontos de controlo. Os temas que estiveram na base das fotografias foram: Estatuária (cidade da
veia; 3.º - “Dá-me a honra desta dança?” de António Pedrosa.) e 46 fotografias na categoria “Momentânea” (1.º - “Curiosa, eu...?” de Rui Gouveia (ao lado); 2.º “Obras de arte” de Francisco Mendes; 3.º “Liberdade” de Eduarda Pragosa). Os três premiados em poesia e em cada categoria de fotografia receberam prémios pecuniários de 100, 75 e 50 euros, respectivamente. Todos os participantes receberam um diploma de participação.
Pintura na Batalha
Marinha Grande fotografada em Maratona A Câmara Municipal da Marinha Grande realizou, no passado dia 21 de Abril, um Concurso de Fotografia do Concelho – Maratona Fotográfica 2012, na modalidade de fotografia digital, subordinada ao tema “Olhar Dentro e Fora de Portas”. Tratou-se de uma iniciativa organizada em parceria com o ISDOM – Instituto Superior D. Dinis, que visou promover a criatividade artística, a produção cultural e o conhecimento e divulgação daquele concelho. Esta iniciativa inseriuse nas comemorações do 25 de Abril de 1974. A prova teve início e fim nas instalações do Arquivo Municipal, situado junto ao Parque da Cerca.
Rui Cunha, do Município da Batalha, Rosa Abraúl e Germano Pragosa, da Freguesa da Batalha. Concorreram 19 pessoas, com 48 fotografias na categoria de “Património” (1.º - “Reflexos da história” de Rui Gouveia; 2.º - “ Fé” de Francisco Mendes; 3.º “Vou na Boutaca” de António Pedrosa), 37 fotografias na categoria “Gente” (1.º - “Quando for grande, vou ser a preto e branco…” de António Pedrosa; 2.º - “Os nossos dias” de Rui Gou-
Marinha Grande); Parques e equipamentos de lazer (cidade da Marinha Grande); Património Religioso (Marinha Grande, Garcia, São Pedro de Moel, Vieira de Leiria e Praia da Vieira); Pessoas na paisagem (concelho). Agora, um júri seleccionará os três melhores conjuntos, sendo os prémios, respectivamente: Voucher de uma noite no Hotel Mar e Sol, em S. Pedro de Moel; Voucher de uma noite na Pensão Miramar, em S. Pedro de Moel; Cabaz gourmet Marinha Grande. Os resultados da Maratona Fotográfica serão anunciados na inauguração da exposição, no Museu Joaquim Correia, no princípio de Junho.
“Do Clássico ao Contemporâneo” De 18 a 27 de Maio, a Galeria Mouzinho de Albuquerque acolhe a exposição de pintura "Do Clássico ao Contemporâneo", da autoria de Armando Lopes Ramos. O artista, que se define como autodidacta, iniciou-se no mundo artístico por via da frequência de um curso de desenho e pintura que o projectou para as lides da pintura. É a partir de 2005 que passa a entender (e a viver) a criação artística de uma forma incessante, cuja materialização e busca por novos conceitos e criações artísticas não mais cessou. A exposição pode ser visitada diariamente das 14h30 às 18h30.
Fotografia em Alcobaça
“Quotidiano” de Nelson Fernandes Inaugurada no passado dia 14, estará patente até 19 de Maio, na Galeria do Atelier19, em Alcobaça, a exposição de fotografia “Quotidiano”, de Nelson Fernandes. Poderá ser visitada das 9h30 às 13h00 e das 14h30 às 19h30, excepto aos domingos.
O Mensageiro associa-se a iniciativa nacional: Os media são importantes? Hoje, 3 de Maio, comemora-se “Um Dia com os Media”. Trata-se de uma iniciativa de âmbito nacional, que visa colocar a relação dos cidadãos com os media no centro das atenções, suscitando iniciativas orientadas para a reflexão e a acção. A escolha desta data foi proposta pela ONU, por se comemorar, também a 3 de Maio, a liberdade de Imprensa e de expressão. Uma iniciativa à qual O Mensageiro se associa. Nas últimas três semanas, apelamos à participação dos nossos assinantes e leitores, nomeadamente que respondessem à questão: que significado tem para si O Mensageiro e como o poderíamos tornar mais significativo? Fizemo-lo exclusiva-
mente por intermédio das páginas do jornal, excluindo propositadamente as plataformas digitais. Desta forma, pretendíamos recolher indicadores de qual seria o papel do papel – num período em que a Internet é o meio dominante para a partilha e o consumo de informação –, para além de saber a opinião dos nossos leitores em relação à questão formulada. Assim, após três semanas e até à data de fecho da presente edição – 30 de Abril – não recebemos qualquer resposta. Leitores desatentos? Desinteressados? São questões, preocupantes, que se nos levantam. Ainda assim, estes não são os únicos motivos de reflexão. Ao que nos foi possível apurar, O Mensageiro terá sido a
única publicação da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã a aderir à proposta daquela entidade, para além do Reconquista (Castelo Branco), que já participava em “Um Dia com os Media”, integrado noutra iniciativa. Factos que levantam novas questões: media desatentos ou sem interesse na opinião dos seu público? Cidadãos e a participação nos media Na recente iniciativa Ágor@: Encontro de Media, Proximidade e Participação (Covilhã, 19 e 20 de Abril), foram vários os académicos, jornalistas e responsáveis por jornais regionais a sublinharem a importância destes media. Numa época em que muito se sabe sobre o que se passa
no mundo, no que por vezes está longe, pouco se sabe sobre as realidades que estão próximas dos cidadãos. A imprensa regional tem assumido esse papel, num espaço frequentemente “negligenciado” pelos media nacionais, como alguém recordou no referido encontro. A participação foi igualmente debatida, tendo Juan Pedro Cañabate (Universidade Carlos III de Madrid, Espanha) questionado se, tanto os cidadãos, como os media, têm disponibilidade e meios para o fazerem. Pode acompanhar todas as iniciativas que estão a decorrer em Portugal, integradas neste dia, em literaciamediatica.pt/ umdiacomosmedia. Pedro Jerónimo
6 SOCIEDADE Fóruns de Cidadania
“Marinha Grande: que futuro?" A Câmara Municipal da Marinha Grande vai realizar os "Fóruns de Cidadania - Marinha Grande: Que Futuro?", um debate descentralizado que pretende "contribuir para incentivar a participação da população na discussão da construção do futuro, e qual o desenvolvimento que se pretende para o concelho, através da definição dos objectivos estratégicos que serão plasmados na revisão do Plano Director Municipal", adianta nota do Município. Serão realizadas diversas sessões, três das quais com a população, uma por freguesia e as restantes especificamente orientadas para os agentes de desenvolvimento local mais representativos. Visa-se abrir uma discussão alargada sobre o futuro do território, tanto numa reflexão temática, como num espaço de esclarecimento e formulação de sugestões. Assim, as reuniões abertas à população serão realizadas no dia 10 de Maio no Clube Desportivo Moitense, no dia 15 de Maio na Junta de Freguesia da Vieira de Leiria, e no dia 16 de Maio na Biblioteca Municipal da Marinha Grande, sempre às 21h00. A Biblioteca Municipal acolherá os fóruns de auscultação dos agentes de desenvolvimento: dia 4 de Maio, às 21h00, para membros da Assembleia Municipal; dia 24 de Maio, às 21h00, para agentes económicos; dia 30 de Maio, às 14h30, para agentes do sistema científico e tecnológico; dia 4 de Junho, às 14h30, para agentes de segurança e protecção civil e entidades externas; e dia 5 de Junho, às 21h00, para agentes sócio-culturais.
O Mensageiro 3.Maio.2012
Dia do Hospital de Santo André
Reconhecimento aos colaboradores
Dia 9 de Maio
Caminhada pela diabetes e palestra sobre a acne na Escola José Saraiva
No Centro de Actividades ao Ar Livre
Festa da Primavera em Alvados
Ourém recebe Feira da Europa O Centro de Negócios de Ourém recebe, no dia 9 de Maio, a Feira da Europa, uma iniciativa que contará na sessão de abertura, entre outros, com a presença da Coordenadora Nacional do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e Solidariedade entre Gerações. Esta é uma organização do Município, da Europe Direct, da Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém e do Instituto Português do Desporto e Juventude. Para além da exposição e da animação constante durante o dia, nomeadamente com sessões “Live Cooking Sabores da Europa”, o programa do evento será o seguinte: 10h00 – Acolhimento dos participantes 10h30 – Sessão de abertura, Hino da Europa e hastear das bandeiras 11h00 – Visita à exposição 12h00 – Aula de ginástica intergeracional 14h00 – Apresentação da visita ao Parlamento Europeu dos vencedores do concurso da VI Feira da Europa 14h10 – Concurso “Bolsa de ideias para a Solidariedade entre gerações” 15h00 – Oficina “Seniores esclarecidos”, sobre segurança e direitos dos consumidores 16h00 – Divulgação dos vencedores do concurso Bolsa de Ideias
DR
A Associação Trilho do Castelejo vai organizar uma Festa da Primavera, no dia 6 de Maio, no recinto do Centro de Actividades ao Ar Livre. Haverá várias actividades lúdicas e culturais, entre as quais uma “Feira da Ladra” com objectivos solidários, cujo lucro reverterá em alimentos para o Espaço Social de Porto de Mós. Para tal, pede-se a entrega antecipada de artigos que já não sejam utilizados e possam ser vendidos, tais como livros, loiças, artigos de madeira de menor volume, quadros, etc. O espaço contará ainda com uma exposição de arranjos de flores campestres, que deverão também ser entregue à Associação no dia anterior.
“É-me fácil, tal é a evidência, reconhecer a dedicação, o empenho e a qualidade do trabalho dos nossos colaboradores, que têm sido o motor do desenvolvimento da nossa instituição”, disse Helder Roque, presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santo André (HSA), na sétima edição das comemorações do Dia do Hospital. O evento, realizado no passado dia 26, juntou dezenas de profissionais e representantes de entidades oficiais, numa homenagem aos colaboradores do HSA com 25 anos de casa, e aos que no último ano se reformaram, num total de 43 pessoas. Helder Roque salientou na ocasião o contributo que o trabalho diário dos colaboradores do HSA têm para a afirmação do Hospital, referindo que “somos uma instituição de saúde que gradualmente tem vindo, com mérito próprio, a afirmar-se como insubstituível unidade de cuidados hospitalares de referência da nossa região”, e por isso vamos “reforçando junto da comunidade a nossa credibilidade e confiança”. O responsável recordou alguns exemplos dessa imagem fortalecida, que é “testemunha do que faze-
mos”, como o Prémio Saúde Sustentável, iniciativa do Jornal de Negócios e da Sanofi que distingue entidades que se destacam por promover e implementar princípios e acções de sustentabilidade com impacto tangível na saúde, e que foi entregue pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, na passado dia 12 de Abril. “Estes reconhecimentos – disse Helder Roque – são reflexo da excelência e qualidade dos nossos serviços e dos nossos profissionais, e são o reflexo da satisfação dos nossos utentes, e é isso que realmente importa”. E acrescentou: “Temos de continuar motivados e empenhados, manter o entusiasmo e colocar todo este nosso potencial ao serviço da nossa instituição e ao serviço dos nossos cidadãos, temos que nos manter continuadamente
insatisfeitos com o que temos vindo a conseguir, para sermos cada vez melhores”. António Almeida, enfermeiro supervisor do HSA, proferiu a conferência solene e realçou o seu “orgulho em trabalhar nesta instituição, que tem vindo a desenvolver-se na sua diferenciação técnica, aperfeiçoando as boas práticas, prestando cuidados de saúde de qualidade, e ganhando por isso a confiança e a respeitabilidade das comunidades que serve, indo ao encontro das suas expectativas, e sendo assim um hospital de referência não só a nível regional, mas também a nível nacional”. Destacou ainda que a excelência é alcançada por todos, “um processo colaborativo” e defendeu que este profissionalismo deveria mais
divulgado. Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria, felicitou o HSA pelo exemplo de serviço público, nos cuidados de saúde de qualidade aliados a uma gestão rigorosa, que lhe garantem ser “distinguido amiúde, sendo motivo de orgulho para todos nós”. Valorizando o serviço eficiente e o profissionalismo dos colaboradores do HSA, Raul Castro rematou citando Albert Einstein: “há uma força motriz mais poderosa que o vapor, a electricidade e a energia atómica: a vontade”. Também José Manuel Tereso, presidente do Conselho Directivo da Administração Regional de Saúde do Centro, felicitou esta “hora de apreço pelo esforço e dedicação profissionais” e defendeu que a reorganização hospitalar que tem vindo a ser feita “é pensada para prestar melhores cuidados aos cidadãos”, concluindo que o desafio é “aproximar os médicos e os enfermeiros dos centros de saúde e dos cuidados diferenciados e trabalhar para que se adaptem às necessidades dos cidadãos”.
Cuidados de saúde no Mês do Coração As farmácias do grupo Sanches vão dedicar o mês de Maio à promoção de cuidados de saúde entre jovens e adultos, com destaque para a realização de uma caminhada pela diabetes, a realizar no dia 20, e uma palestra de esclarecimento sobre a acne, a decorrer já nesta quinta-feira, dia 3 de Maio, na Escola Básica de 2.º e 3.º ciclos José Saraiva. Esta palestra, direccionada aos alunos do sétimo ano, será feita turma a turma por Margarida Oliveira, farmacêutica adjunta da Farmácia Sanches. “Vamos dar a conhecer um pouco
mais sobre este problema que afecta maioritariamente os jovens nestas idades, explicar como surge e o que se pode fazer, apresentando soluções”, explica Margarida Oliveira, salientando que, “no fundo, queremos mostrar que é uma situação normal, e que deve ser encarada sem vergonha”. As restantes acções irão decorrer na Farmácia Sanches em Leiria, na Farmácia Pastorinhos em Fátima, e na Farmácia de Caxarias, e incluem outras iniciativas dedicadas ao Mês do Coração, como a medição gratuita da tensão arterial nas três farmácias,
no dia 17 de Maio, em que se assinala o Dia Mundial da Hipertensão, e ainda rastreios e consultas gratuitas de dermocosmética. No âmbito do aconselhamento dermocosmético, a farmácia Sanches contará com sessões no dia 15, orientadas pelas conselheiras da marca Skin Expert, no dia 16 com a presença das técnicas da Guam, e no dia 18 com o acompanhamento das conselheiras da marca Skinceuticals. Por sua vez, na Farmácia Pastorinhos as sessões de aconselhamento dermocosmético decorrem no dia 7 de Maio mediante marcação prévia.
As consultas de nutrição terão lugar na Farmácia Sanches nos dias 8, 15, 22 e 29 de Maio, sendo que nas farmácias Pastorinhos e Caxarias se realizam nos dias 7, 14, 21 e 28 do mesmo mês, através de marcação prévia. Nas farmácias do grupo, durante o mês de Maio, realizam-se ainda rastreios da osteoporose nos dias 16 a 19 na Farmácia Sanches, no dia 15 na Caxarias e nos dias 12 a 14 na Pastorinhos, além das consultas de podologia, a realizar nos dias 11 e 25 de Maio na Sanches, nos dias 9 e 23 na Pastorinhos, e no dia 9 na Caxarias.
SOCIEDADE 7
O Mensageiro 3.Maio.2012
Câmara apresentou obras da avenida D. José Alves Correia da Silva "Uma obra complexa, mas muito necessária, para a cidade altar do mundo". Foi assim que o vereador da Câmara Municipal de Ourém responsável pelo pelouro de Fátima, Nazareno do Carmo, apresentou as construções em curso naquela cidade, em conferência de imprensa, no passado dia 16 de Abril. A empreitada prevê a requalificação dos cerca de dois quilómetros da avenida D. José Alves Correia da Silva, num projecto em parceria com o Santuário de Fátima e co-financiado por Fundos Comunitários, orçado em cerca de 16 milhões de euros. "Largos passeios, com pavimentos em granito, áreas verdes, mobiliário urbano e nova iluminação pública permitirão ao peão circular de forma confortável e sem obstáculos", adiantou o vereador, apontando ainda que a via rodoviária, com uma via em cada sentido e cerca de 500 estacionamentos laterais, permitirá "o acesso ao centro da cidade, ou percorrer o espaço entre as rotundas Norte e Sul usando a passagem desnivelada na zona do Recinto do Santuário, com
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“Um rasgo de modernidade para Fátima”
a espectacularidade própria das grandes obras, com a inclusão de quatro novas rotundas, que não só darão uma melhor possibilidade de gestão de tráfego, como conseguirão um melhor conforto e imagem para peões e automobilistas". Esta "envolvente urbana harmoniosa" será numa fase seguinte complementada com o desenvolvimento do Plano de Pormenor da Avenida Papa João XXIII, contígua a esta, que prevê também a qualificação do espaço urbano e parqueamento organizado. Segundo Nazareno do Carmo, "apesar das dificuldades operacionais e administrativas naturais de um processo complexo como este, as obras estão a decorrer dentro do cronograma previsto e con-
tinuamos a apontar para que neste Verão já se possa circular na Avenida". Na ocasião, o presidente do Município de Ourém, Paulo Fonseca, considerou que "esta é uma obra que valoriza o peão, com menos largura rodoviária, para dar prioridade ao peregrino", sendo "um rasgo de modernidade para Fátima". Agradecendo a "colaboração e empenho das empresas que estão afectas a esta grande obra", o presidente apelou "à tolerância de todos para as muitas dificuldades que advêm da obra", especialmente no período que se aproxima, com o início das peregrinações. Contingências em Maio As obras vão condicionar a circulação e estacionamento na cidade de Fátima,
com especial impacto nos próximos dias 12 e 13 de Maio. O plano tem vindo a ser preparado por uma equipa nacional de mais de vinte entidades, onde se incluem o Município de Ourém, o Santuário de Fátima, as forças de segurança e protecção civil e outros intervenientes em operações de abastecimento e logística. Para já, foi criado um novo "Dístico de Autorização Condicionada de Circulação em Fátima", que permitirá aos comerciantes, serviços técnicos e residentes circularem por percursos que venham a ser interditados ao trânsito, embora condicionados às indicações específicas da GNR. Estes dísticos serão emitidos pela ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima e a sua regulamentação está disponível em www.aciso.pt e www.cm-ourem.pt. Quanto a todos os outros visitantes, turistas e peregrinos, o ideal será irem com tempo para evitar engarrafamentos e dificuldades de estacionamento, em especial nas ocasiões de grande afluência. Luís Miguel Ferraz
Partilha de responsabilidades e gestão racional Decorreu no passado dia 20 de Abril, na Biblioteca Municipal da Marinha Grande, a sessão pública “Cidadania Global e Autoridades Locais: Um Ponto Focal para o Desenvolvimento”, que tem por objectivo essencial o estabelecimento de relações de parceria entre municípios de países de expressão portuguesa A sessão contou com a presença de Hermínia Ribeiro, coordenadora de projectos de uma das principais ONGD portuguesas, o Instituto Marquês de Valle Flor, de Álvaro Pereira, presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, e de Cristina Simões, chefe da Divisão de Cooperação,
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Rede para o Desenvolvimento apresentada
Comunicação e Modernização da autarquia. Esta sessão realizou-se no âmbito da participação do Município da Marinha Grande, enquanto parceiro principal, no projecto “Redes para o Desenvolvimento”, totalmente financiado
pela Comissão Europeia, liderado por aquele instituto e que conta, também, com a parceria do Município de Loures e duas organizações não governamentais, uma espanhola e outra alemã. O presidente do Município sublinhou que “é hoje
aceite, de uma forma geral, que o estabelecimento de relações de cooperação em rede, em razão da escassez de recursos, recomenda a partilha de responsabilidades e a sua gestão racional, sendo a realização de projectos comuns, a opção que permitirá uma maior capacidade de concretização, conferindo-lhes maior alcance e significado”. A anteceder o debate com o público, no final, foi exibido o documentário “Kilombos”, realizado por Paulo Nuno Vicente e produzido pelo Instituto Marquês de Valle Flor, sobre a repressão e as más condições dos africanos escravizados no Brasil.
Mais um acidente no acesso ao IC2
Batalha “insiste” numa rotunda No passado dia 23 de Abril, o presidente do Município da Batalha enviou uma comunicação escrita à empresa Estradas de Portugal, voltando a insistir na “necessidade imperiosa” de se resolver o problema do acesso ao IC2 para as viaturas que entram nesta via rodoviária vindas da antiga EN 356 (sentido Batalha/ Leiria). Segundo o autarca, “a construção de uma rotunda” seria a solução mais indicada. O motivo para esta insistência prende-se com o facto de nesse mesmo dia ter ocorrido mais um aparatoso acidente naquele local, de que resultaram elevados prejuízos materiais e um ferido grave a lamentar. Na comunicação endereçada à Estradas de Portugal, António Lucas escreve que “reclamamos há vários anos pela resolução do grave problema do entroncamento, com base na perigosidade do mesmo, tendo em consideração a necessidade de cruzamento das duas faixas de rodagem, para as viaturas entrarem no IC 2, no sentido Batalha/Leiria. Desde há longos anos que temos vindo a sugerir aos diversos directores de estradas e à própria EP, a construção de uma rotunda no local em questão. Trata-se de um investimento relativamente barato e que tornaria o entroncamento seguro”.
Obras no centro da Batalha
Autocarros voltam ao largo Na sequência da execução das obras de requalificação da via de acesso ao centro histórico da vila da Batalha, entre a Igreja Matriz e a Adega Cooperativa (rotunda das Cancelas), a paragem de autocarros voltou para o largo 14 de Agosto, no mesmo local em que estava antes das obras. Assim, os autocarros voltaram a efectuar o percurso realizado anteriormente, ou seja, rotunda de Trujillo – rotunda da Misericórdia – rua Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque – largo 14 de Agosto, saindo em direcção à rotunda de Trujillo.
Mercado Sant’Ana em Leiria
Parque de estacionamento reabriu O parque de estacionamento do Centro Cultural Mercado Sant’Ana reabriu no passado dia 1 de Maio, após uma intervenção de fundo nos seus sistemas de gestão, principalmente ao nível da segurança dos utentes. Não haverá qualquer alteração aos preços praticados. Composto por 59 lugares, este parque de estacionamento funciona entre as 7h00 e as 2h00, durante todo o ano. O regulamento prevê avenças mensais para residentes no Centro Histórico, até ao número máximo de 15 lugares. A fase de candidaturas decorre entre os dias 1 e 8 de Maio, através da apresentação de requerimento na portaria do parque.
Pinhal do Rei, em S. Pedro de Moel
Passeio solidário e musical Até dia 15 de Maio, estão abertas as inscrições para o terceiro passeio solidário promovido pela Câmara da Marina Grande, que decorrerá no dia 19, em São Pedro de Moel. Recorde-se que está associada a estes passeios a campanha “Tampinhas & Companhia”, que visa a recolha de tampas de plástico a entregar no dia. A causa desta edição será ajudar Ana Júlia Sobreira, de seis anos, das Chãs, que sofre de “distrofia neuroaxonal”. O passeio tem também uma vertente cultural e de sensibilização ambiental. Assim, no dia 19 de Maio, o encantador Pinhal do Rei servirá de cenário para uma oficina musical, dinamizada pela SAMP – Sociedade Artística e Musical dos Pousos, cujos instrumentos serão elementos naturais da floresta.
8 ECLESIAL
O Mensageiro 3.Maio.2012
Família há oito séculos Chamava-se Catarina Vigri. Nasceu em Bolonha, Itália, no dia 8 de Setembro em que a Igreja celebra a festa da Natividade da Virgem Santa Maria. Não existem acasos mas coincidências de profunda beleza. Filha de Benvinda Mammolíni e de João Vígri, diplomata ao serviço do marquês de Ferrara. Quando completou 11 anos de idade foi levada pelo duque de Este para ser dama de companhia da princesa Margarida que a escolheu como sua confidente. Na corte recebeu uma esmerada educação e formação humana e espiritual. Lia e escrevia correctamente o latim com tal elegância que espantava os próprios humanistas. Decifrava e traduzia com facilidade antiquíssimos manuscritos. Revelou-se uma verdadeira artista sobretudo na pintura,
onde sobressaía a harmonia dos traços e das cores, desenvolveu a dança e a música. Aprendeu a escrever poemas, composições literárias e revelou-se uma excelente violonista. Contudo os atractivos da corte não a prenderam à vida cómoda e aos prazeres fácies. Aos 14 anos decidiu oferecer-se totalmente Àquele que tem em tudo o primeiro lugar. Muito bela, entrega-se de alma e corpo ao mais belo dos filhos dos homens. Sem ceder a pressões de possíveis enlaces humanos, como virgem sábia e prudente avança com passo firme e sem tropeçar ao encontro do Esposo. Atraída pela Altíssima Pobreza de Santa Clara, pela vida simples, humilde e austera das Irmãs do mosteiro de Ferrara aí professou em 1432. Distinguiu-se pela humildade e delicadeza no trato com as suas Irmãs.
Teve de vencer duras lutas, sobretudo por parte do anjo das trevas que disfarçado de anjo da luz tentava levá-la ao desespero. Mas Catarina manteve-se forte e firme e depois de árduas batalhas alcançou o prémio da vitória, sendo inundada por uma suave alegria interior que acompanhou ao longo de toda a sua vida. Na Comunidade, apesar da sua vasta cultura e condição social, ocupa-se dos trabalhos mais humildes: lavandaria, costura, cuidado de animais e padaria. Tendo de aquecer diariamente o forno, amassar e cozer o pão para todas as Irmãs. Faz tudo com amor, sempre pronta na obediência, oferecendo às Irmãs um testemunho nobre de uma verdadeira discípula de Santa Clara. Embora contra sua vontade, teve de aceitar o cargo de mestra de noviças, missão que desempenhou com rara
sabedoria e prudência. Em 1456 foi fundado o Mosteiro Corpus Domini em Bolonha. Desta cidade parte uma delegação para pedir algumas Irmãs do mosteiro de Ferrara para a nova fundação. A Irmã Catarina é escolhida e enviada com um grupo de Irmãs para darem início à nova Comunidade. Mais uma vez, contra sua vontade, aceita o cargo de superiora. Torna-se assim a serva de todas. Em 1463 após uma vida de intensa e densa de ascese e contemplação, no dia 9 de Março, quando na natureza despontavam as primeiras flores, a Irmã Catarina adornada com a túnica da santidade parte ao encontro do Pai. Os seus restos mortais foram enterrados sem caixão e sem qualquer tratamento. Exumado dezoito dias depois, devido aos muitos milagres que
ocorriam junto da sua sepultura, o corpo estava incorrupto e dele exalava suavíssimo perfume. Diante deste facto, foi chamado o doutor Maestro Giovanni Marcanova que examinou o corpo e não pôde explicar o facto. O seu corpo foi novamente vestido com um hábito limpo e sentado numa cadeira, numa capela especial, atrás de barras de vidro onde ainda se encontra. Nas últimas décadas, foram e ainda são realizadas actualmente de dois em dois anos, radiografias à coluna vertebral e as análises até ao momento comprovam que não houve deterioração nem desvio da coluna que se mantém perfeitamente erecta, sustentando o corpo e a cabeça. A única mudança é a cor da pele que se apresenta de cor castanha. Dos vários escritos de Catarina Vigri destacamos “A escada das Virtudes” que consiste em dez degraus: clausura interior, escuta da voz de Deus, modéstia, amor ao silêncio, delicadeza, diligência, pure-
LUZ ENTRE OS HOMENS
nifestou-se vivo. Os seus discípulos testemunham a sua presença na sua vida e anunciam que agora Ele oferece os seus dons espirituais a quem nele crê e vive segundo o seu Evangelho. Com tal testemunho e anúncio cresceu a comunidade dos fiéis. Desde cedo, porém, a começar por Estevão, em Jerusalém, muitos deles tiveram a mesma sorte que o seu Mestre e foram perseguidos e mortos. Na verdade, Jesus prevenira os seus discípulos, dizendo-lhes: “Se o mundo vos odeia, reparai que, antes que a vós, me odiou a mim. Se viésseis do mundo, o mundo amaria o que é seu; mas, como não vindes do mundo, pois fui Eu que vos escolhi do meio do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: o servo não é mais que o seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós. Se cumpriram a minha palavra, também hão de cumprir a vossa” (Jo 15, 18-20). Aos cristãos que
são mortos por causa da fé, a Igreja dá-lhes o nome de mártires e considera-os as mais autênticas testemunhas de Jesus Cristo e do seu Evangelho. Ao longo de toda a história houve mártires da fé. Também os há nos nossos dias. As notícias dos tempos recentes relativas a cristãos mortos por motivos religiosos provêm de vários continentes e aconteceram em países como o Paquistão, a Índia, a China, o Vietname, a Coreia do Norte, o Afeganistão, o Kazaquistão, o Sri Lanka, as Filipinas, a Nigéria, o Sudão, o Mali, o Egito, a Eritreia, a Colômbia, o Iraque, o Irão, a Síria, a Arábia Saudita... A lista poderia continuar... Em muitos casos, a perseguição e a tortura afeta milhares de cristãos que, não raramente, têm que fugir de suas casa e terras para não serem mortos. Outras vezes têm que se esconder ou reunir-se com muita cautela apenas nas suas casas, devido ao medo da opressão e de serem presos. Também a Europa
conhece formas de perseguição, nomeadamente por causa da denominada “cristianofobia”: há cristãos vítimas de despedimento, discriminados e molestados de várias modos por causa das suas posições motivadas pela fé ou por usarem símbolos religiosos no seu trabalho profissional. Segundo a fundação “Ajuda à Igreja que Sofre”, presentemente, “há cerca de 200 milhões de cristãos perseguidos anualmente e de cinco em cinco minutos morre um cristão por causa da sua fé”. A situação torna-se ainda mais inquietante pelo facto de toda esta violência, intimidação e violações à liberdade religiosa deixarem indiferentes os governos, os organismos internacionais, os meios de comunicação social e mesmo os cidadãos comuns. Poucos são aqueles que denunciam os factos e tomam a defesa pública de todos os maltratados por motivos religiosos. Parece não haver vontade política por parte dos governantes
das democracias mundiais para travarem e resolverem o problema. Urge, por isso, uma consciencialização maior quer entre os cristãos quer nos demais cidadãos dos países democráticos para lutarem pelo pleno direito à liberdade religiosa em qualquer lugar do mundo e para qualquer homem. Aos cristãos perseguidos servem de conforto e fortaleza as palavras de Jesus acima citadas. Na sua catequese do passado dia 19 de abril, Bento XVI afirmou que “a Igreja não deve temer as perseguições que na sua história se vê obrigada a sofrer, mas deve confiar sempre, como Jesus no horto do Getsemani, na presença, na ajuda e na força de Deus, invocado na oração”. O Pontífice assegurou que Deus está presente na nossa vida também nos momentos difíceis e que tudo faz parte “de um projeto superior de amor em que a vitória sobre o mal, o pecado e a morte é a do bem, a da graça, a vida, Deus”.
Pedras vivas - Catarina de Bolonha
Pe Jorge Guarda
Vigário Geral da Diocese
Mártires da fé de hoje http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt
J
esus sofreu na própria carne o ódio daqueles que se sentiram incomodados com as suas atitudes, palavras e ideias religiosas. Se houve quem aderiu à sua mensagem e se tornou seu discípulo também aconteceu haver quem o rejeitasse, perseguisse e matasse, mas Ele ressuscitou e ma-
za de intenção, obediência, humildade e amor a Deus e ao próximo. Foi canonizada em 1712. A vocação da jovem Catarina, a quem nada faltava na vida, é um dom do amor de Deus pois, como afirma Bento XVI para a Semana de Oração pelas Vocações, toda a vocação é dom do amor de Deus. Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente aos jovens, a beleza persuasiva deste amor divino. O exemplo desta Pedra viva da Igreja de Cristo é um desafio permanente a cada cristão a viver com fidelidade e generosidade a vocação especifica a que Deus o chama. É um contínuo desafio aos jovens de hoje, saturados e cansados dos prazeres fáceis que a sociedade lhes oferece, a descobrirem e a viverem com nobreza, na gratuidade, a vocação a que Deus os chama. Jesus quando chama nada retira mas, pelo contrário, tudo nos oferece. Irmãs Clarissas de Monte Real
Há cristãos ameaçados e perseguidos que manifestam uma confiança extraordinária. Recentemente, converteu-se ao cristianismo um importante príncipe da família real do Kuwait. A sua decisão foi divulgada num vídeo por um canal de televisão. Sabendo que a legislação islâmica condena à morte quem abandone o islamismo e se converta à fé cristã, este príncipe afirma não temer ser morto pela sua decisão, pois, diz: “então irei para junto de Jesus Cristo e estarei com Ele por toda a eternidade”. Como este, muitos outros cristãos perseguidos de hoje dão testemunho ao mundo da vida boa e bela que receberam e da confiança da sua plenitude após a morte. O seu testemunho e coragem suscita a fé noutros que, por isso mesmo, querem tornar-se cristãos. Sempre na história da Igreja, “o sangue dos mártires é semente de novos cristãos”.
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O Mensageiro 3.Maio.2012
Diocese e vigararia de Ourém reúnem autarcas
Fotos: Estúdio Ourém
“A Igreja resgata almas e corações”
O Bispo da diocese de Leiria-Fátima, D. António Marto, participou no encontro das autarquias locais organizado pela Vigararia de Ourém, no passado dia 20 de Abril, no Centro Pastoral de Gondemaria, no âmbito do Ano Pastoral “Testemunhas de Cristo no Mundo”. Os relatos mostraram que é possível estar presente nas diversas realidades, até na política, levando aí os valores do Evangelho. O pároco de Gondemaria, António Lopes, na qualidade de sacerdote anfitrião, foi o primeiro a usar da palavra nos trabalhos que se iriam prolongar noite fora, dizendo, ao citar uma declaração do episcopado italiano, sobre os cristãos e a vida pública, que “a Igreja não está subordinada no campo religioso e moral à comunidade política, nem esta está subordinada no campo propriamente político e social à Igreja; isto não significa que as duas comunidades não se devam encontrar, porque ambas, embora a títulos diferentes, estão ao serviço da vocação pessoal e social das mesmas pessoas humanas, isto é, encontram-se no mesmo homem que elas servem, para o ajudarem a aperfeiçoar-se humanamente”. O vigário de Ourém, padre José Luís, mencionou a decisão dos párocos da vigararia em reunir com autarcas e ex-autarcas, na “busca de caminhos que nos possam incentivar a descobrir a melhor maneira de sermos resposta ao convite que, no contexto do tema deste Ano Pastoral, Jesus nos faz: «Brilhe a vossa luz, diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o Pai que está nos
céus»”. O testemunho dos oradores convidados teve início com a presidente da Assembleia Municipal, para quem a religião ensina a justiça, a solidariedade e “nos dá força para lutar para que o irmão que está ao lado possa ultrapassar as dificuldades”. Deolinda Simões enfatizou que “a força que vem de cima” e que o “Pilar de Deus” deve orientar os autarcas que se dedicam “verdadeiramente” à comunidade. Para o secretário do vice-presidente da Câmara Municipal, “autarcas e Igreja devem estar unidos na mudança do mundo” e a “Doutrina Social da Igreja é estímulo e guia para caminhar nas soluções”. José Fernandes realçou que a política deve ser actividade nobre, “desde que orientada à pessoa humana”. A intervenção de Lucinda Batista, ex-membro da Assembleia de Freguesia de Urqueira, centrou-se no serviço à comunidade e aos outros, como essência da “caridade”. Num relato da sua experiência de vida cristã, colocou ênfase nas responsabilidades de ser catequista e médica de família, duas funções desempenhadas em locais
diferentes, mas como o mesmo tronco comum de “serviço à comunidade nos preceitos da fé cristã”. O presidente da Junta de Freguesia de Seiça acredita que “com fé, perseverança e a ajuda de Deus” os objectivos de serviço público podem ser atingidos. Referindo-se à realidade portuguesa do “Estado laico para uma nação católica”, José Custódio, que foi catequista em Seiça, destacou que a acção política tem de ter como objectivo principal os cidadãos, referindo que “sem pessoas, não há desenvolvimento”. Na reflexão dirigida aos autarcas, o Bispo da Diocese começou por acentuar que a fé cristã não deve ser vivida “só dentro das quatro paredes da igreja, mas mover-se numa atitude de solidariedade, diálogo e compreensão”. D. António Marto incentivou os cristãos a “viverem intensamente a colaboração com Deus na transformação do mundo” e a fazerem “o caminho da Igreja, que é a pessoa humana, pela qual Cristo veio dar a sua vida”. Frisou que, se o Estado é laico, “não pode ser indiferente à religião” e que “é a sociedade civil que deve ser servida pelo Estado
e não o contrário”. Afirmou que “a Doutrina Social da Igreja e a preocupação pelo humanismo integral como consequência da Fé em Deus são absolutamente fundamentais para resolver os muitos problemas que atormentam as sociedades”, exemplificando com a violência doméstica, a perda de confiança, a criminalidade, o vazio de valores e os muitos desertos que vão sobressaindo, como o da solidão e o do “vazio de almas e corações de quem perdeu até a noção do bem e do mal”, existindo a Igreja para “resgatar as pessoas destes desertos”, porque a “religião abraça o homem e vai em seu socorro”. O prelado considerou que a política deve ser exercida com o sentimento de uma “forma nobre de caridade e amor fraterno”, exigindo qualidades, virtudes e uma “consciência de servir o próximo e a comunidade, com competência, honestidade, justiça, transparência, atenção especial para com os mais necessitados e coerência de vida”. No final, os participantes tiveram oportunidade de desfrutar de um bom convívio.
Dia Mundial das Vocações
Reitor do Santuário fala em crise de respostas No passado domingo, em que a Igreja celebrou o Domingo do Bom Pastor, Dia Mundial das Vocações, também o reitor do Santuário de Fátima refletiu sobre este tema. Durante a homilia da eucaristia dominical, celebrada no recinto de oração do Santuário, o padre Carlos Cabecinhas afirmou que, mais que uma crise de vocações, o que se vive atualmente é uma crise de respostas. “No momento atual, a crise é de respostas, de respostas da nossa parte, e a grande causa desta crise está na débil consciência do grande amor de Deus por nós”, afirmou o reitor. “É que quem faz a experiência de ser amado por Deus, quem toma consciência, como S. Paulo, de que Jesus Cristo me amou, e que a Si mesmo se entregou por mim, esse dispõe-se a responder, diretamente, com a sua vida a esse amor. É aquilo a que o Papa chama na mensagem para este ano ‘a medida alta da vida cristã’”, disse. “Só uma vida vivida como entrega de si tem pleno sentido”, exortou o reitor, ao destacar que também a pergunta de Nossa Senhora aos Pastorinhos de Fátima ‘Quereis oferecer-vos a Deus?’ é um apelo à entrega ao serviço a Deus. O caminho, considera o reitor, está em seguir Jesus Cristo, em escutar a sua palavra.
D. Virgílio Antunes preside a peregrinação
“É preciso ajudar as crianças” a desejar a generosidade D. Virgílio do Nascimento Antunes, bispo de Coimbra, preside este ano à Peregrinação das Crianças a Fátima, nos próximos dias 9 e 10 de junho. O convite foi-lhe feito por D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, a 10 de junho de 2011, precisamente a um dia antes de D. Virgílio deixar de exercer funções como reitor do Santuário de Fátima. D. Virgílio Antunes recorda agora ter sentido “uma enorme alegria” no momento em que recebeu o convite, mesmo no final da Peregrinação das Crianças de 2011. “Naquela altura, quando me preparava para deixar Fátima e entrar em Coimbra como bispo, senti que Deus continuava a querer-me ali ao serviço da mensagem de Sua Mãe, de Nossa Senhora. Em Fátima, Ela dirigiu-se aos Três Pastorinhos e quis, agora, por meio de mim, continuar a dirigir a Sua palavra de salvação a todos os que estarão em Fátima”, afirma D. Virgílio Antunes, em declarações à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima. A Peregrinação das Crianças é uma das maiores e mais festivas peregrinações ao Santuário de Fátima. Realiza-se sempre nos dias 9 e 10 de junho e este ano propõe à reflexão dos peregrinos o tema “O que é que vossemecê me quer?”, numa alusão à pergunta colocada pelos videntes a Nossa Senhora, a 13 de maio de 1917, em Fátima. Para a peregrinação deste ano, D. Virgílio Antunes prepara-se para transmitir aos pequenos peregrinos a mensagem “da alegria de acolher no coração os apelos de Nossa Senhora, na sua primeira aparição em Fátima”. “Gostaria de lhes transmitir o gosto de dar a vida e de a pôr ao serviço dos outros, à maneira do Francisco e da Jacinta. Peço a Deus que me dê essa capacidade, para que a peregrinação seja um momento marcante da caminhada cristã que as crianças estão a fazer na sua família e na catequese paroquial”, conclui. LeopolDina Simões
10 ECLESIAL
O Mensageiro 3.Maio.2012
Leituras | V Domingo da Páscoa
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(6/05/2012)
Antífona de Entrada: Salmo 97, 1-2 Leitura I: Actos 9, 26-31 Salmo Responsorial: Salmo 21 (22), 26b-27.28.30.31-32 (R. 26a);Refrão: Eu Vos louvo, Senhor, na assembleia dos justos. Ou: Eu Vos louvo, Senhor, no meio da multidão. Repete-se Leitura II: 1 Jo 3, 18-24 Aclamação ao Evangelho: Jo 15, 4a.5b; Refrão: Aleluia. Repete-se. Diz o Senhor: Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós; quem permanece em Mim dá muito fruto. Refrão. Evangelho: Jo 15, 1-8 Naquele tempo, disse Jesus: ««Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido. A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos». Palavra da salvação.
Cânticos | VI Domingo da Páscoa
Visita dos pais missionários Como é do vosso conhecimento, o casal Maria Delfina e Manuel Pereira, pais das nossas missionárias Maria Inês e Ana Sofia, estiveram connosco uns dias que a todos souberam muito bem. Apesar de ter sido uma visita de curta duração, “cuiou” (foi boa) de verdade, como aqui se diz. No dia a seguir à sua chegada a Angola subiram logo connosco para a Donga a fim de lá celebrarmos a Páscoa. Já pareciam missionários que estavam connosco havia muito tempo e logo se integraram e participaram em várias actividades. E que boa ajuda nos deram, desde os trabalhos mais físicos – e aqui o Sr. Manuel é “pau para toda a obra”, até aquele contacto mais humano em que a mãe Delfina com o seu jeito materno cativou
AO SABOR DA PALAVRA
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(13/05/2012)
INÍCIO Enviai Senhor o vosso Espírito - Lau 335 Nós somos as pedras vivas - Lau 529 SALMO RESPONSORIAL Diante dos povos - Lau 291 APRESENTAÇÃO DOS DONS Deus enviou ao mundo - Lau 277 Só no Espírito de Deus - Lau 789
COMUNHÃO Não fostes Vós que me escolhestes- Lau 512 Deus é amor - Lau 275 PÓS-COMUNHÃO Recebestes um Espírito - Lau 716 Se vos amardes - Lau 749 FINAL Senhor Tu amas o mundo - Lau 778 Todos unidos - Lau 819
MISSAS DOMINICAIS
Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação
Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com
5 º Domingo da Páscoa 6 de Maio de 2012
Dar frutos
A
liturgia do 5º Domingo da Páscoa convidanos a reflectir sobre a nossa união a Cristo. Só unidos a Cristo temos acesso à vida verdadeira. A doação de vida é um dom do Espírito Santo, que aparece bem retratado na imagem da videira e dos ramos: uma mesma vida circula entre a videira e os ramos, enquanto que o Pai, que é o agricultor, cuida dos ramos para que dêem mais fruto. O paralelismo do texto evangélico com a segunda leitura, ambos de S. João, ajuda na interpretação de ambos: “Permanecei
muitas senhoras e crianças. Tendo em conta que no dia de Páscoa havia casamentos, também deram o seu testemunho de casal cristão a esses novos casais. Os dias da celebração do Tríduo Pascal e da Páscoa foram bem cheios e marcantes para todos nós e também para a comunidade que sempre se congrega em grande número. Na segunda-feira feira
regressámos ao Sumbe, ainda que com algumas peripécias pois o camião furou dois pneus no espaço de dois quilómetros, o que “atirou” o jantar para as 23h00, mas é a vida. Depois, de terça a sextafeira demos um pequeno passeio com as nossas visitas, que bem merecem este mimo pelo tanto que têm dado à missão como casal e família. E também para a
em mim e Eu permanecerei em vós” = “quem observa os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele. E sabemos que permanece em nós pelo Espírito que nos concedeu”. A vida cristã é comunhão na vida trinitária. Fomos baptizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O baptismo enxerta-nos na verdadeira Vide, Jesus Cristo, para que produzamos fruto. A confirmação sela com o dom do Espírito Santo a comunhão com Jesus Cristo. A Eucaristia é a bênção do Pai, é memorial do mistério pascal do Filho e é “epíclesis” do Espírito Santo. A vida cristã vive-se na graça de Deus. Sem a graça de Cristo não podemos fazer nada e quando a sua palavra permanece em nós e nós Nele, a nossa oração de petição concretiza-se, porque estamos identificados com a sua vontade. O grande dom de Deus é o Seu Espírito: “Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o Dom de Deus”. Assim, a celebração da confirmação ilumina-se na sua verdadeira perspectiva. A Igreja é em Cristo como um sacramento ou sinal e instrumento da união íntima com Deus
(Lumen Gentium 1). Hoje, a homilia é uma boa ocasião para convidar os fiéis a reconhecer e a dar graças pelo mistério da Igreja, na qual e pela qual Deus oferece aos homens a salvação de Jesus Cristo, e também para apelar a viver com alegria a sua identidade cristã. O texto dos Actos dos Apóstolos que lemos na primeira leitura relata-nos como os neófitos começam a viver em comunidade. Saulo era um neófito e ex-perseguidor. Esta situação criava um receio que era compreensível. A intervenção de Barnabé e o encontro com os Apóstolos identificaram Paulo como um irmão de tal maneira que foram os outros irmãos que o ajudaram a livrar-se das perseguições dos helenistas. As palavras dos Actos dos Apóstolos são uma tradução visível das imagens do evangelho de hoje, ou seja, coloca pessoas concretas – Saulo, Barnabé, os Apóstolos, os irmãos – no contexto do mistério da Igreja. Como nota conclusiva da narração da conversão de Paulo, Lucas escreve sobre a situação interna da Igreja: “a Igreja gozava de paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, edificando-se e vivendo no
equipa foram dias para estarmos mais juntos. Num dia visitámos Lobito e Benguela. Depois tomámos a via do interior e passámos por Gabela, Quibala, Mussende, Malange, Calandula, Pedras Negras do Pungo Andongo, Ndalatando, Muxima (onde tirámos esta fotografia, Viana e Luanda). Pelo caminho fomos acolhidos por missionários nossos amigos que nos deram dormida e em alguns casos refeições. No sábado deixámos estes simpáticos pais missionários no aeroporto e rumámos ao Sumbe. No da 25 iremos para o Chimbango, donde regressaremos no domingo, se Deus quiser. Um abraço e continuação de boa semana. Pe.Vitor Mira
temor do Senhor e ia crescendo com a assistência do Espírito Santo”. É bom não esquecer esta imagem da Igreja, que está unida ao Senhor e que se anima, fortalece e cresce com a força do Espírito Santo. A missão da comunidade de Jesus, que hoje caminha pela história, é produzir esses mesmos frutos de justiça, de amor, de verdade e de paz que Jesus produziu. Trata-se de uma tremenda responsabilidade que nos é confiada, a nós, os seguidores de Jesus. Ele não criou um gueto fechado onde os seus discípulos podem viver tranquilamente sem “incomodarem” os outros homens; mas criou uma comunidade viva e dinâmica, que tem como missão testemunhar em gestos concretos o amor e a salvação de Deus. Se os nossos gestos não derramam amor sobre os irmãos que caminham ao nosso lado, se não lutamos pela justiça, pelos direitos e pela dignidade dos outros homens e mulheres, se não construímos a paz e não somos arautos da reconciliação, se não defendemos a verdade, estamos a trair Jesus e a missão que Ele nos confiou.
ECLESIAL 11
O Mensageiro 3.Maio.2012
Mensagem do Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos
Desvalorizar o papel dos trabalhadores “é uma perversão à dignidade do ser humano” Ao celebrar o 1º de Maio, data muito significativa para os trabalhadores e trabalhadoras do mundo operário, o Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC) reafirma a sua solidariedade e comunhão para com todos os homens e mulheres que actualmente sofrem graves injustiças nos seus lugares de trabalho. Actualmente a precariedade laboral, o desemprego estruturante e massivo, a exploração e escravidão a que muitos trabalhadores se vêem submetidos, são as principais consequências de um modelo mercantilista originado pelo poder económico neoliberal, com graves incidências no conceito do trabalho. Os trabalhadores, criadores de riqueza por meio do seu trabalho e coproprietários dos lucros da produção, como explica João Paulo II na sua Encíclica Laborem Exercem, são valorizados pelas empresas apenas pelo lucro financeiro que produzem. Em tempo de recessão ou de reestruturação os trabalhadores são os primeiros a serem despedidos sem qualquer tipo de compaixão, sem respeito algum pelos seus direitos e dignidade. A precariedade laboral é uma das principais causas do empobrecimento em que vivem hoje muitos homens e mulheres, jovens e adultos, de países do norte e do sul, com graves repercussões negativas nas suas vidas e na dos seus agregados familiares. As
baixas remunerações, os ritmos de trabalho acelerados, os horários desregulados, a competitividade desenfreada, a exigência da flexibilidade laboral, o assédio moral e sexual, a escravidão do trabalho a que estão sujeitos sobretudo os migrantes, são reveladores de um sistema que devemos rejeitar. O nosso desafio é denunciar essas injustiças e assegurar o compromisso permanente com os mais pobres e débeis. O desemprego é considerado como um dos flagelos deste novo século e não pára de crescer. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou recentemente que em 2011 um total de 197 milhões de pessoas foram vítimas do desemprego mundial. Prevê ainda que em 2012 o número possa chegar a 200 milhões. Na Europa, países como Espanha, Grécia e Portugal, onde esta realidade detém elevadas taxas, vieram acentuar o crescimento substancial de novos pobres e dos índices da pobreza. Esta situação leva a que os políticos restrinjam a legalização e integração dos migrantes, imponham reformas laborais que facilitam os despedimentos, criam precariedade e retiram direitos àqueles que têm emprego. Vivemos num mundo globalizado e mundializado, onde aparecem constantes ondas de solidariedade entre os povos, seja em situações de guerra, de catástrofes, de fome, seja para apoiar os
“O Teu Palco” A organização do Festival Jota pretende, mais uma vez, promover e dar oportunidade aos jovens que estão agora a lançar-se no panorama da música de inspiração cristã. Por isso para os dias do Festival Jota 2012, mais concretamente para os dias 20, 21 e 22 de Julho, lança às bandas portuguesas amadoras o convite a participar no espaço “O Teu Palco”. Com o “Teu Palco”, estes grupos ou artistas têm a oportunidade de se juntarem ao Festival Jota com as suas
movimentos da primavera árabe, ou, ainda, por meio de denúncias de trabalho escravo a migrantes, como ocorreu há pouco no Brasil em algumas fábricas de confeção, subsidiárias duma marca internacional. Através desta denúncia, a justiça brasileira comprovou os factos e obrigou a marca a assinar o Pacto Nacional pela erradicação do trabalho escravo no Brasil e a indemnizar os trabalhadores migrantes para que desta forma se possam fortalecer as medidas de legalidade dos negócios deste país. Estamos conscientes de que o trabalho deve ser a base do sistema económico e social em todos os países e em todas as culturas, pois favorece a ligação entre o cidadão e a sociedade e deve garantir independência económica de quem o executa. Acreditamos que o trabalho é fonte de dignidade, de valor e de reconhecimento social. Permite exercer a cidadania, é um fator de inclusão e de compromisso social e é condição integradora numa sociedade solidária e organizada, em que cada um faz parte de um todo. É com o trabalho (agricultura, indústria transformadora, e dos diversos serviços) que em qualquer parte do planeta, o homem e a mulher garantem a sua qualidade de vida e a das suas famílias. Por isso, os movimentos de trabalhadores cristãos que integram o MMTC, baseados no Evangelho e no Ensino So-
propostas e criações musicais. Para serem um dos candidatos a partilhar “O Teu Palco”, devem enviar para festivaljota@gmail.com, com assunto Teu Palco, até dia 20 de Junho de 2012: o nome, historial e foto do grupo; uma maquete com as músicas que pretendem apresentar (no máximo 3 temas para uma apresentação até 15 minutos); e o raider técnico. A comunicação das bandas ou artistas seleccionados será feita na semana seguinte. Os jovens que participarem neste espaço do festival, terão ainda descontos na inscrição do festival. Além
cial da Igreja, reafirmam que o homem e a mulher são seres criados por Deus. Maltratá-los, subjugá-los à lei do mais forte e impedi-los de viver uma vida digna é atentar contra a Obra da criação. Não valorizar o rendimento dos trabalhadores através duma justa remuneração, obrigá-los a migrar para fora da sua região ou do seu país para poder sobreviver, a ter mais de um trabalho para poder completar o salário que não chega para viver, ter que aceitar que tudo lhe seja imposto com medo de perder o trabalho é uma perversão à dignidade do ser humano. O trabalho humano deve permitir o desenvolvimento em todas as dimensões da vida. Em qualquer contrato de trabalho deve ser considerado que o trabalhador não deve ser só produtivo, mas que também deve dispor de tempo livre para a sua família, para a vida social, política, cultural e espiritual. Com as trabalhadoras e os trabalhadores debilitados, desanimados, desmoralizados, nós queremos criar uma rede de solidariedade e de fraternidade que denuncie as injustiças e anuncie a Boa Nova da Ressurreição. Queremos que esta cadeia faça emergir uma nova mentalidade e uma nova cultura mais humana que contribua para um mundo mais justo e mais equitativo na repartição das riquezas, mais solidário e fraterno. Secretariado-geral do MMTC
deste pequeno prémio, será escolhida entre os participantes, a banda “Revelação” que terá a oportunidade de, na edição do Festival Jota 2013, garantir a sua presença no palco principal do Festival Jota. Foi no “Teu Palco” que muitas bandas portuguesas deram os seus primeiros passos neste panorama da música de inspiração católica portuguesa. A Banda Missio venceu a anterior edição e este ano abre o cartaz do Festival Jota 2012.
Diocese Pároquia das Cortes
Festa da Nossa Sra. da Gaiola No próximo fim-de-semana, a paróquia das Cortes vai estar de festa. Celebra a sua padroeira, Nossa Senhora da Gaiola, com um programa vasto e recheado de momentos diversificados. Festa singular na região, é marcada pela tradicional procissão dos meninos, que percorre as ruas da aldeia durante mais de 60 minutos. Trata-se de uma antiga tradição em que as mulheres levam à cabeça uma imagem do Menino Jesus, ladeada de 8 bolos, oferta feita pelos mordomos em benefício dos festejos. Anualmente mais de 50 imagens compõem a procissão, numa mistura singular de gerações, entre avós, filhos e netos, que assim partilham a experiencia da fé. Para abrilhantar mais a procissão, todas as imagens dos padroeiros dos lugares, que são 6, são incorporadas na procissão a qual pela sua longitude, exige o acompanhamento de duas filarmónicas. Missa e procissão são o centro dos festejos, e terão lugar no domingo a partir das 14h30. Um dia que culminará com a distribuição de 4000 pães, às 19h30. Os dias serão preenchidos com animação variada, música e actividades diversas. Um óptimo cartaz para quem vive saturado da cidade e quer passar um fim-de-semana diferente ouvindo os sons da natureza e do campo, aqui tão perto. Visite as Cortes estes dias, não vai arrepender-se.
Padre José Luís Borga nos Milagres
Peregrinação ao Senhor Jesus A paróquia dos Milagres já começou os trabalhos preparatórios da próxima peregrinação anual ao Senhor Jesus dos Milagres. Iniciativa a realizar no dia 17 de Setembro de 2012. O programa está definido e será brevemente publicado. Num ano dedicado na Diocese de LeiriaFátima ao testemunho de Cristo no mundo e na perspectiva da abertura do Ano da Fé, os Milagres pretendem dar um ar festivo ao dia de peregrinação ao Senhor Jesus. Assim, foi convidado o padre José Luís Borga que será o pregador da principal celebração da peregrinação e à noite, junto ao Santuário, fará uma actuação acompanhado pela sua banda. Esta opção dos responsáveis pela tradicional romaria ao Senhor dos Milagres não surge apenas porque a crise actual obriga à contenção de custos. Surge também na sequência da reflexão feita a partir da Carta Pastoral de D. António Marto para o ano Pastoral 2011/2012, intitulada “Testemunhas de Cristo no Mundo” e que esta paróquia procurará pôr em prática. No documento amplamente divulgado na Diocese de Leiria-Fátima, D. António Marto faz esta “interpelação a propósito das festas populares das nossas paróquias: não seria de aproveitar este ano pastoral para elevar o nível cultural destas festas que por vezes deixa tanto a desejar, e com gastos tão dispendiosos? Promovam-se e valorizem-se os talentos artísticos e as iniciativas locais de animação, poupando em contratos com agentes exteriores”.
12 MUNDO Viagem do Papa à Toscânia A Santa Sé divulgou o programa da próxima visita do Papa, à Diocese de Arezzo–Cortona–Sansepolcro, na Toscânia, centro de Itália, marcada para o próximo dia 13 de Maio. Bento XVI vai presidir a uma missa na praça em frente da Catedral de Arezzo (cerca de 220 quilómetros a norte de Roma), às 10h00 locais (menos uma em Lisboa), recitando depois a oração do Regina Coeli, antes de um almoço com os bispos católicos da região. A segunda parte da visita vai decorrer no Santuário franciscano de La Verna, onde o Papa profere um discurso, e na Catedral da Diocese do Santo Sepulcro, que celebra os mil anos de fundação. Bento XVI vai falar à população na Praça Torre di Berta, pelas 19h30 locais, antes de regressar ao Vaticano. O último Papa a visitar San Sepulcro tinha sido Júlio II, em 1512, no quinto centenário da diocese que em 1986 foi unida às de Arezzo e Cortona. A 23 de Maio de 1993, João Paulo II deslocou-se em visita a Cortona e Arezzo, e a 17 de Setembro desse mesmo ano esteve no Santuário de La Verna. Esta vai ser a 27ª deslocação de Bento XVI em solo italiano desde a sua eleição como Papa, em Abril de 2005.
Hino oficial do encontro mundial
«A tua Família te rende graças» O hino oficial do VII Encontro Mundial das Famílias, a realizar em Milão (Itália), de 30 de Maio a 3 de Junho, tem como título «A tua Família te rende graças». Segundo o site da Rádio Vaticano, é uma “melodia solene, intensa e comovente, que sustenta palavras profundas, mas, ao mesmo tempo, fáceis de cantar e memorizar”. Escrito e musicado pelo padre Claudio Burgio, maestro e director da Capela Musical da Catedral de Milão, foi gravado pelo coro Cara Beltà e pela orquestra da Academia Música Sacra. Com direcção do maestro Diego Montrone, o hino acompanhará todos os dias do evento, a partir do congresso teológico pastoral até à missa de domingo, dia 3, celebrada por Bento XVI e no total, participarão 1400 coristas, informa a Rádio Vaticano.
Sudão e Sudão do Sul
Fundação católica apela à oração A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) alertou para o agravamento do conflito militar na região fronteiriça entre o Sudão e o Sudão do Sul, situação que a levou a lançar um apelo à oração. Christine du Coudray, responsável internacional da Fundação AIS para os assuntos de África, afirmou a urgência de se calarem as armas imediatamente: “Não podemos esquecer ou negligenciar este novo conflito”. “Temos todos o dever de, através das nossas orações, apelarmos ao fim deste conflito, para o impedirmos de ganhar ainda mais dimensão”, acrescentou. Segundo o Departamento de Informação da AIS, “o risco de o conflito se generalizar é elevado, pois essa parece ser a vontade do presidente sudanês, Omar Hassan al-Bashir”. “Nas montanhas de Nuba, as crianças desatam a fugir e começam logo em pranto mal escutam o ruído dos motores dos aviões”, afirma Coudray, responsável internacional da AIS que está a acompanhar em permanência este conflito. “As populações civis têm estado a ser bombardeadas, havendo muitos mortos e feridos com gravidade. Será que ninguém escuta os gritos destes inocentes?”, questiona. A AIS assinala que o governo do Sudão, a norte, continua a impedir que organizações não-governamentais possam distribuir alimentos ou construir campos para os refugiados.
3.Maio.2012
Responsáveis católicos criticam exploração dos recursos naturais
Bispos pedem “mais transparência” na luta contra evasão fiscal Um grupo de bispos católicos da Europa, África e América Latina subscreveu um apelo dirigido aos responsáveis da União Europeia, exigindo “mais transparência” na luta contra a corrupção e a evasão fiscal. “As multinacionais privam os países em desenvolvimento de cerca de 125 mil milhões de euros, todos os anos”, assinala o documento, enviado hoje à Agência ECCLESIA. A iniciativa é apoiada pela CIDSE, rede internacional de agências católicas de desenvolvimento. O texto pede a implementação de uma “regulamentação forte que exija completa transparência às empresas que operam em todos os sectores da economia”, favorecendo assim “uma mais justa redistribuição das riquezas”. Um dos 15 bispos signatários. D. Joseph Banga (R. D. Congo), afirma à CIDSE que mesmo “um ‘pequeno’ projecto de 10 mil euros pode ter enormes repercussões nas comunidades circundantes”, observando, por exemplo, que as minas
DR
Santa Sé divulga programa
O Mensageiro
“empregam crianças que deveriam estar na escola”. As 16 organizações católicas de desenvolvimento da Europa e da América do Norte - nas quais se inclui a Fundação Fé e Cooperação (FEC), de Portugal – da CIDSE criticam a Alemanha e o Reino Unido, entre outros, por tentarem travar a nova legislação comunitária em matéria de transparência económica. “Temos de avançar rapidamente
para adoptar reformas necessárias para a transparência plena das indústrias de extracção”, assinala o presidente da rede internacional, Chris Bain. Para este responsável, é necessário “proteger as comunidades mais pobres da exploração e assegurar que recebem uma parte justa dos lucros realizados com a riqueza natural da sua terra”.
Dia Mundial de Oração pelas Vocações
Papa pede aos jovens para estarem atentos à «voz de Deus» Bento XVI ordenou nove padres, no Vaticano, por ocasião do 49.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, e pediu que os jovens ouçam o chamamento de Deus, ignorando “vozes mais superficiais”. “Rezemos para que todos os jovens estejam atentos à voz de Deus que fala interiormente nos seus corações e os chama a deixar tudo para o servir”, disse, na oração do Regina Caeli, diante de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, após a missa a que presidiu na Basílica do Vaticano. O Papa sublinhou que “o Senhor chama sempre”, mas os fiéis não o escutam, “muitas vezes distraídos por tantas coisas”. “Depois, temos medo de ouvir a voz do Senhor, porque pensamos que possa limitar a nossa liberdade”, alertou, apelando a uma
resposta ao amor “maior do que qualquer outro” que realiza “plenamente” a liberdade de cada um. Antes, na homilia da missa a que presidiu, ao início da manhã, Bento XVI declarou que cada sacerdote católico é “chamado a viver em si mesmo aquilo que Jesus experimentou em primeira pessoa, ou seja, a doar-se plenamente a oração e a cura do homem de cada mal do corpo e do espírito e depois, no final, reassumir tudo no gesto supremo de dar a vida pelos homens”. Os novos padres são oriundos dos seminários diocesanos de Roma: oito vão permanecer na capital italiana, um segue para a diocese vietnamita de Bui Chu. “Celebrar todos os dias a Santa Missa não significa desempenhar uma função ritualista, mas execu-
tar uma missão que envolve inteira e profundamente a existência, em comunhão com Cristo ressuscitado que, na sua Igreja, continua a realizar o sacrifício redentor”, referiu o Papa aos sacerdotes recém-ordenados. O Dia Mundial das Vocações é este ano dedicado ao tema ‘As vocações, dom do amor de Deus’. Nas saudações que dirigiu aos presentes na Praça de São Pedro, Bento XVI recordou a beatificação, neste domingo, de Giuseppe Toniolo, professor universitário que viveu entre os séculos XIX e XX, distinguindo-se na aplicação dos ensinamentos da Doutrina Social da Igreja.
OPINIÃO 13
O Mensageiro 3.Maio.2012
A insólita inversão* Por João César das Neves
A
relevância da homossexualidade na nossa sociedade é surpreendente. Um assunto do foro privado, igual ao que sempre foi, saltou para o centro da actualidade. Mais estranha ainda a inversão de atitude. De prática condenada e repudiada passou a algo que todos se esforçam por considerar normal. Aliás, qualquer outra avaliação é inaceitável. É verdade que, apesar dos importantes avanços na tolerância, ainda se encontram aí casos graves de discriminação e violência que devem ser denunciados e resolvidos. Mas no meio de tantos problemas sociais, económicos e políticos, vivendo-se fortes conflitos de muitos tipos, é inusitada a atenção e a inversão. Um paralelo resolve a estranheza. O horror nazi ensinou ao Ocidente a suprema injustiça do racismo. Alguém
O suicídio e a actual crise económica* Por Pedro Afonso, médico psiquiatra
D
e acordo com os números do Instituto Nacional de Estatística, em 2010 as mortes por suicídio em Portugal ultrapassaram pela primeira vez, os óbitos provocados por acidentes rodoviários. Neste caso, ocorreram no nosso país 1101 óbitos por suicídio, mais 86 do que as mortes registadas em acidentes nas estradas durante o mesmo período. Desde a “grande depressão”, com início em 1929 nos EUA, que se conhece a relação entre a crise económica e o aumento do número de suicídios. Ora, considerando o crescimento da taxa de desemprego para cerca de 15%, as dificuldades
que é desprezado por ser judeu, mulher ou negro sofre por algo inevitável, que não depende da sua escolha. Mas isso é muito diferente da crítica contra atitudes pessoais, como cristão, comunista ou engenheiro. Em ambos os casos, a injustiça é comparável, mas no primeiro existe pura arbitrariedade, enquanto o segundo visa actos da responsabilidade da pessoa, que deve assumir as suas escolhas. Como diz o velho provérbio jurídico, “ninguém é preso por ser ladrão, mas por ser apanhado a roubar”. A chamada “ideologia do género” tem feito o impossível para conseguir que a opção sexual seja classificada como congénita, identificando assim a homofobia com o racismo. No entanto, nesse campo, a única coisa demonstrável é a existência de uma tendência. Todos temos múltiplas inclinações pessoais, que o nosso comportamento depois promove ou contraria. Não existe no acto sexual uma necessidade inelutável. Cada um continua senhor das suas escolhas e nunca pode atribuir o seu estilo de vida a uma predeterminação genética. Aqui surge uma segunda confusão entre discriminação
e opinião. Existe realmente o crime grave de homofobia, que consiste no tratamento injusto, ou pior a agressão, a alguém por opção sexual. Isso é muito diferente da opinião que cada um possa ter sobre essa actividade. Chamando “homófobo” a quem quer que, sem prejudicar ninguém, considere a prática uma perversão, confundem-se as coisas e comete-se uma outra discriminação, aqui por delito de opinião. Também existem no mundo graves perseguições contra católicos, que não podem ser confundidas com o repúdio particular por essa religião, manifestado de forma civilizada. A fúria actual contra qualquer pessoa que não alinhe com a visão dominante da naturalidade e equivalência de todas as opções sexuais é, ela sim, uma forma grave de totalitarismo cultural. Ultimamente, esta ideologia tornou-se institucional. Aquilo de que tratam os jornais não é sexualidade, mas decretos. O problema não é erótico, é jurídico. Esta terceira confusão vem de deduzir do repúdio da homofobia a exigência de leis que concedam a esses casais uma paridade com as famílias. O erro abandona o campo
especulativo e torna-se político. O Estado não regula amor e paixão. Se assim fosse, teria de criar muitos contratos para além do casamento. O motivo por que instituiu apenas este tem razões político-sociais, não sentimentais. De facto, a família é a célula base da sociedade, e convém que a lei a estatua, regulamentando os direitos básicos. Fora disso há múltiplas formas de amizade e relação que seguem as partes genéricas do Código Civil. A razão do interesse jurídico está na paternidade, nascimento e educação de futuros cidadãos, que apenas a família estável realiza com qualidade. Isso não significa que o casamento só se aplique a casais férteis; também o contrato de sociedade é dirigido à produção e lucros, mas uma empresa não deixa de o ser se estiver inactiva. Estas considerações são óbvias, mas a lógica cede num tempo em que as questões da sexualidade têm impetuosidade doentia. O prazer venéreo adquiriu estatuto absoluto, e a regra suprema é “vida sexual e reprodutiva saudável, gratificante e responsável”. Que significa gozo sem regras. Esta é a verdadeira causa das confusões. * In DN 30/04/12
económicas da população e o consequente acréscimo dos casos de depressão, existem sérios riscos de ocorrer no nosso país um aumento exponencial do número de suicídios. Um estudo publicado em 2009, na revista Lancet, revelou que na UE cada aumento de 1% do desemprego está associado a uma subida de 0,8% de suicídios. Além disso, verificouse que um aumento superior a 3% na taxa de desemprego encontra-se associada a um acréscimo de 4,5% de suicídios. Mas será que este aumento do número de suicídios poderá ser evitado? Existem pelo menos dois países da UE que conseguiram alcançar este objectivo. Na Suécia, o desemprego aumentou de 2,1% para 5,7 % entre 1991 e 1992, mas apesar disso a taxa de suicídios diminuiu. Por sua vez, na Finlândia, o desemprego aumentou de 3,2% para 16,6% entre 1990 e 1993 e as taxas de suicídios diminuíram ano após ano. Este sucesso pode ser em grande parte explicado
pelo facto de ambos os países disporem de um forte modelo de protecção social e terem implementado programas de estímulo à procura e criação de emprego, a par de possuírem bons cuidados de saúde mental. O aumento das doenças psiquiátricas associadas à crise económica é um problema que terá de ser monitorizado pelo governo, devendo ser tomadas algumas medidas que podem salvar vidas. Por exemplo, os serviços de saúde devem acompanhar as situações mais dramáticas, como são os casos em que ambos os elementos do casal estão desempregados, ou quando existem filhos menores que podem sofrer graves carências com o empobrecimento dos pais. De resto, umas das maiores humilhações que o ser humano pode sofrer é não conseguir garantir a alimentação dos seus próprios filhos. Sabendo que a crise veio para durar, já não se trata de solicitar aos portugueses que façam alguns sacrifícios,
trata-se de lhes pedir que acatem resignadamente uma vida servil de constante provações, exigindo por vezes que ultrapassem os limites do suportável da sua saúde mental. Talvez por isso é que tomo cada vez mais consciência do sentimento de impotência perante muitos casos de depressão e sinto uma força irreprimível de escrever a palavra “fome” no diagnóstico psiquiátrico da ficha de observação. O pior sinal que poderíamos dar actualmente ao mundo seria o de uma sociedade que se resigna perante o sofrimento dos mais fracos e que permanece impassível face à sua própria destruição. A indiferença política diante do aumento do número de suicídios, no contexto da presente crise económica, pode tornar-se perigosa, pois corrompe o tecido social e exprime a renúncia a um importante compromisso: o compromisso com o futuro. * In Sol (24/04/12)
Holanda, destino perigoso* Por Aura Miguel, jornalista
A
tenção: se tem mais de 60 anos e for passear até à Holanda; se aí tiver um grave problema de saúde e for para ao hospital, pode ficar sujeito à eutanásia. Com a liberalização desta prática, há médicos que a propõem a pacientes crónicos com diabetes, com esclerose múltipla, SIDA ou cancro. Há mesmo cidadãos que, em autodefesa, transportam consigo um cartão contra a eutanásia chamado “passaporte para a vida” ou “não-me-matem”. Com os idosos, o risco ainda é mais flagrante. É que, para além da falta de confiança nos médicos, a família também pode ser uma ameaça: um recente estudo da Universidade de Göttingen revela que, em sete mil casos de eutanásia praticada na Holanda, 41% foram a pedido dos familiares. Muitos deles justificaram-se incapazes de lidar com a situação… Resultado: os idosos evitam os hospitais holandeses e muitos refugiam-se em lares do outro lado da fronteira. É que na Alemanha sentemse protegidos, porque ali a memória das práticas nazis ainda está viva. Pelo menos, por enquanto. * In RR online (27/04/12)
14 INSTITUCIONAL
O Mensageiro 3.Maio.2012
Agradecimento
António da Silva Santos António da Silva Santos faleceu com 89 anos. Era viúvo de Emília Neto Rocha, e pai de D. Maria da Conceição Rocha Santos Silva Carruço, D. Maria Regina Rocha Santos Reis Silva, e D. Maria Irene Rocha Santos. Residia em Alcogulhe, Azoia. A família comunica a todas as pessoas de suas relações e amizade o falecimento do seu ente querido e que o funeral se realizou dia 26 de Abril pelas 14 horas na Igreja de Alcogulhe, tendo seguido para o Cemitério de Azóia.
Divulgação
CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Mansa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas dezoito a folhas dezanove, do Livro Cento e Oitenta - B, deste Cartório. Joaquim Miguel Novo, NIF 144 432 625 e mulher Lúcia Carreira, N1F 115 931 260, casados sob o regime da comunhão geral, ambos naturais da freguesia de Barosa, concelho de Leiria, onde residem na Rua do Pinhal Manso, n°511, no lugar de Moinhos da Barosa, declaram que são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto de terra com oliveiras e arvores de fruto, com a área de mil setecentos e cinquenta e nove metros quadrados, sito em Pinhal Manso, freguesia de Barosa, concelho de Leiria, a confrontar de norte com estrada e Joaquim Miguel Novo, de sul com caminho de ferro, de nascente com José Ferreira Passadouro e de poente com Francisco de Jesus Alves, não descrito na Primeira Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 2.213, com o valor patrimonial de 2.406,20. Que, adquiriram o identificado prédio no ano de mil novecentos e sessenta e sete, por partilha verbal por óbito de Joaquim dos Santos Miguel e mulher Umbelina Serrano, pais do marido, residentes que foram em Barosa, Leiria, não dispondo os justificantes de qualquer titulo formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição do mesmo. Que em consequência daquela partilha verbal, possuem o identificado prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriram o referido prédio por usucapião. Batalha, vinte e quatro de Abril e dois mil e doze. A funcionária com delegação de poderes, (Liliana Santana Santos) PUB
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DESPORTO 15
O Mensageiro 3. Maio.2012
E 6 6 5 5 6 3 5 11 10 6 5 5 6 9 8 4
D 1 3 5 6 8 12 12 9 11 14 15 15 15 14 14 19
Pts 69 63 59 53 48 42 38 35 31 30 29 29 27 24 23 19
Sp. Braga x Beira-Mar (todos às 16h00) Olhanense x Marítimo Porto x Sporting P. Ferreira x Rio Ave Académica x V. Setúbal Benfica x U. Leiria Nacional x Gil Vicente Feirense x V. Guimarães
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
associação de futebol de leiria
V 19 17 15 16 15 14 11 9 9 9 8 7 6 7 2 2
E 5 3 9 5 4 3 7 8 4 4 6 7 9 6 3 1
D 2 6 2 6 7 9 8 9 13 13 12 12 11 13 21 23
Marrazes x Meirinhas (todos às 16h00) Fig.Vinhos x Atouguiense Pedroguense x Nazarenos Vieirense x Avelarense Alq. Serra x Portomosense Ansião x GRAP/Pousos Biblioteca x Guiense Pataiense x Alvaiázere
E 8 5 13 10 7 10 9 9 8 5 9 12 9 7 9 12
D 5 8 3 8 10 9 10 10 11 13 11 9 11 13 12 10
Pts 53 50 49 40 40 37 36 36 35 35 33 33 33 31 30 30
D. Aves x Freamunde (todos às 16h00) Penafiel x Oliveirense Portimonense x Trofense Atlético x U. Madeira Sp. Covilhã x Belenenses Leixões x Estoril Arouca x Naval Santa Clara x Moreirense
NORTE
22.ª J.29.04.12 Pts 62 54 54 53 49 45 40 35 31 31 30 28 27 27 9 7
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º
30.ª JOR. 29.04.12 A festa da primeira subida, em 2007, pode repetir-se, novamente na presidência do padre Pereira (ao centro) e que não será descabido considerar, em virtude do previsível alargamento da II Liga, já em 2012/13, para 22 equipas. Esta alteração, protocolada entre LPFP e FPF, considera a participação de até seis equipas “B” – Porto, Benfica, Sp. Braga, Sporting, Marítimo e V. Guimarães já terão manifestado interesse –, algo que não é para já garantido. A eventual inscrição de um número ímpar de equipas na próxi-
Pousaflores x Motor Clube (5-1) Alegre e Unido x Caseirinhos (2-2) Boavista x Ranha (1-4) Moita do Boi x Mata Mouriquense (1-4) Castanheira de Pêra x Arcuda (0-4) Ilha x Pelariga (2-3) Equipa Pelariga Pousaflores Moita do Boi Motor Clube Mata Mourisq. Boavista Alegre e Unido Ranha Arcuda Ilha Cast. Pêra Caseirinhos
J 22 22 22 22 22 22 22 22 22 22 22 22
V 19 16 13 13 10 11 8 8 6 3 4 3
E 2 3 3 1 7 1 4 2 6 5 1 1
D 1 3 6 8 5 10 10 12 10 14 17 18
Pts 59 51 42 40 37 34 28 26 24 13 13 10
Play-off de subida à Honra da AFL Pousaflores
União de Leiria
associação de futebol de leiria
I Divisão
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º
SUL
Lisboa e Marinha x Os Vidreiros (5-1) Nadadouro x Juncalense (1-3) Santo Amaro x Gaeirense (2-2) Praia da Vieira x Maceirinha (2-11) Outeirense x Pilado (1-2) Folgou: Unidos Equipa Lisboa Marinha Outeirense Gaeirense Juncalense Pilado Maceirinha Os Vidreiros Santo Amaro Praia da Vieira Unidos Nadadouro
J 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20
V 17 13 12 10 10 8 6 4 4 3 3
E 3 5 4 4 2 4 4 6 2 4 2
D 0 2 4 6 8 8 10 10 14 14 15
Pts 54 44 40 34 32 28 22 18 14 13 11
Campeão de zona (sobe à Honra da AFL) Lisboa e Marinha Play-off de subida à Honra da AFL Outeirense
ma edição da II Liga poderá abrir assim as portas para o 3.º classificado da segunda fase da II Divisão. Seguem-se, então, quatro jogos, onde o Fátima tentará repetir o feito de 2008/09, em que se sagrou campeão nacional da II Divisão. Trata-se do principal título do seu palmarés, depois de se ter sido campeão da III Divisão, em 1999/00. PJ
Final distrital
Campeão de zona (sobe à Honra da AFL) Pelariga
22.ª J.29.04.12
26.ª JOR. 29.04.12 27.ª JOR. 06.05.12
J 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26
V 15 15 12 10 11 9 9 9 9 10 8 7 8 8 7 6
I Divisão
Meirinhas x Fig.Vinhos (1-0) Atouguiense x Pedroguense (3-1) Nazarenos x Vieirense (3-1) Avelarense x Alq. Serra (1-3) Portomosense x Ansião (4-1) GRAP/Pousos x Biblioteca (2-2) Guiense x Pataiense (2-0) Alvaiázere x Marrazes (1-0) Equipa Alq. Serra Guiense Nazarenos Portomosense GRAP/Pousos Atouguiense Pataiense Vieirense Alvaiázere Fig.Vinhos Marrazes Meirinhas Biblioteca Avelarense Ansião Pedroguense
J 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28
associação de futebol de leiria
HONRA
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
Equipa Estoril Moreirense D. Aves Naval Leixões Belenenses Atlético Oliveirense Penafiel Trofense U. Madeira Arouca Santa Clara Portimonense Sp. Covilhã Freamunde
Num jogo decisivo para as contas da manutenção a equipa leiriense apresentou-se com apenas oito atletas. A derrota, esperada, terá sido mal menor entre os motivos que colocaram, por estes dias, a equipa e a SAD na agenda mediática. O fim foi anunciado. Estes oito e alguns adeptos mantêm a esperança... PUB
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1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
Equipa Fátima Torreense Oriental Carregado Pinhalnovense Louletano Mafra Sertanense Vendas Novas Tourizense 1.º Dezembro Juv. Évora Monsanto Reguengos Moura Caldas
J 30 20 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30
V 18 15 16 15 16 13 10 11 11 8 8 9 6 5 6 3
E 6 11 8 8 5 7 16 10 5 11 10 5 11 11 7 9
D 6 4 6 7 9 10 4 9 14 11 12 16 13 14 17 18
Pts 60 56 56 53 53 46 46 43 38 35 34 32 29 26 25 18
Descem à III Divisão Juventude de Évora, Monsanto,
Atlético de Reguengos, Moura e Caldas federação portuguesa de futebol
III Divisão
SUBIDA “D”
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º
FUTEBOL – G:D. Pelariga e S. Lisboa e Marinha vão decidir o título de campeão da 1.ª Divisão da Associação de Futebol de Leiria, depois de terem vencido as zonas norte e sul, respectivamente. O jogo decisivo está agendado para o dia 6 de Maio, 16h00, Estádio Dr. Magalhães Pessoa (Leiria).
Campeões ORIENTAÇÃO – Ricardo Tenreiro (H14), Anabela Vieito (D40), Isabel Monteiro (D50) e Rui Antunes (H55) – todos em representação do Clube de Orientação do Centro (Leiria) – sagraram-se campeões nacionais de distância longa, na prova que decorreu no Gerês, no passado fim-de-semana.
Monsanto x Reguengos (5-0) Carregado x Louletano (3-0) Sertanense x Fátima (0-1) Torreense x Pinhalnovense (1-0) Tourizense x Juv. Évora (3-0) Oriental x Mafra (0-0) 1.º Dezembro x Caldas (2-0) Moura x Estrela de Vendas Novas (1-1)
Campeão de zona (segue para a segunda fase) Fátima
6.ª J. 29.04.12
V 21 19 18 16 14 13 11 8 7 8 8 8 7 5 5 5
O C.D. Fátima venceu a zona sul da II Divisão, resultado que lhe garante um lugar na segunda fase da prova, onde vai disputar o título de campeão nacional e as duas vagas de subida à II Liga. Tondela (centro) e Varzim (norte), vencedores das restantes zonas, são os adversários. Está à vista uma quarta participação do Fátima na II Liga, depois das presenças nas épocas 2007/08, 2009/ 10 e 2010/11. Para tal, terá que concluir o mini-campeonato que se segue – com duas voltas – no 1.º ou 2.º lugar. Porém, a subida das três equipas não deixa e ser uma possibilidade, sendo para tal necessária uma alteração ao regulamento da Liga Profissional de Futebol Profissional (LPFP). Trata-se de uma ressalva que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresenta no seu regulamento da II Divisão
SUL
7.ª J. 06.05.12
J 28 28 28 27 28 28 28 28 28 28 28 28 28 28 27 28
Belenenses x Arouca (3-0) Naval x Moreirense (1-2) Estoril x Santa Clara (0-0) U. Madeira x Leixões (3-1) Trofense x Sp. Covilhã (2-2) Oliveirense x Portimonense (1-1) Freamunde x Atlético (2-2) D. Aves x Penafiel (2-0)
II Divisão B
6.ª J. 29.04.12
Equipa Porto Benfica Sp. Braga Sporting Marítimo V. Guimarães Nacional Olhanense Gil Vicente V. Setúbal Beira-Mar P. Ferreira Rio Ave Feirense Académica U. Leiria
28.ª JOR. 29.04.12
Sp. Braga x Olhanense (1-2) G.Vicente x V. Guimarães (3-1) Marítimo x Porto (0-2) U. Leiria x Feirense (0-4) V. Setúbal x Nacional (0-3) Beira-Mar x P. Ferreira (2-0) Rio Ave x Benfica (2-2) Sporting x Académica (dia 30, 20h45,TVI)
federação portuguesa de futebol
Subida e título à vista
Paulo Cunha/Lusa
29.ª JOR. 06.05.12
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
II LIGA
29.ª JOR. 06.05.12
28.ª JOR. 29.04.12
I LIGA
Futebol | Fátima mais próximo do regresso à II Liga
Pampilhosa x Marinhense (1-0) Tocha x B.C. Branco (0-1) Sp. Pombal x Sourense (0-2) Equipa B.C. Branco Pampilhosa Sourense Tocha Sp. Pombal Marinhense
J 6 6 6 6 6 6
V 4 4 2 2 1 1
E 2 2 3 1 0 0
D 0 0 1 3 5 5
Pts 32 30 28 25 20 19
Sourense x Pampilhosa (todos às 16h00) Marinhense x Tocha B.C. Branco x Sp. Pombal federação portuguesa de futebol
III Divisão
MANUTENÇÃO “D”
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º
7.ª J. 06.05.12
liga portuguesa de futebol profissional
Pedro Jerónimo/Arquivo
liga portuguesa de futebol profissional
Riachense x Bombarralense (0-0) Peniche x Beneditense (1-1) Folgou: Alcobaça Equipa Peniche Beneditense Alcobaça Riachense Bombarralense
J 5 5 4 5 5
V 3 1 1 2 0
E 1 3 2 3 1
D 1 1 1 0 4
Pts 25 21 16 13 4
Bombarralense x Peniche (todos às 16h00) Beneditense x Alcobaça Folga: Riachense
A árvore dos Cursilhos só pode crescer e desenvolver-se se for fiel à sua identidade, se se apoiar nas suas raízes e não se separar do seu tronco.
ÚLTIMA 3MAIO2012
Eduardo Bonnín Aguiló, fundador dos Cursilhos de Cristandade [1917-2008]
Movimento dos Cursilhos de Cristandade
50.º aniversário do 1.º Cursilho na Diocese de Leiria-Fátima Os Cursilhos de Cristandade (MCC) são um Movimento de Igreja que, mediante um método próprio, possibilitam a vivência e a convivência do fundamental cristão, ajudam a descobrir e a realizar a vocação pessoal e tornam possível a criação de núcleos de cristãos que vão fermentando de Evangelho os ambientes. O MCC não é algo, mas sim alguém; não é uma coisa, mas sim uma realidade organizada, viva e actuante; uma realidade humana, constituída pelo conjunto de homens e mulheres que, depois de terem feito o Cursilho de três dias, adoptaram a mentalidade e os princípios fundamentais e, seguindo um método próprio, se unem para se ajudarem a viver de um modo mais autêntico a vida cristã, realizando de uma nova maneira a sua relação com Deus, consigo mesmo, com os homens e com o mundo; e para se esforçarem por impregnar de Evangelho os seus ambientes, a fim de que outras pessoas respondam também à chamada de Deus. O início O Movimento teve início na década de 40, em Palma de Maiorca (Espanha). É então que um jovem, chamado Eduardo Bonnin Aguiló, de 27 anos, reconhecendo os ambientes descristianizados em que se encontrava, lançou um grito de alerta para a juventude, para propagar o Evangelho de Jesus Cristo, à semelhança de São Paulo. Eduardo ficou inquieto após ter frequentado o 2.º Curso de Chefes Peregrinos (Curso da Acção Católica), realizado na Semana Santa, em Palma de Maiorca, no ano de 1943. Desde jovem, teve a visão e a inquietação de chegar com o Evangelho aos mais afastados, especialmente dos mais jovens. Eduardo foi educado num ambiente de fé católica profunda, mas ao mesmo tempo num ambiente fechado, não tendo outros contactos que os da sua família no comércio e com os ambientes
rurais da ilha. A experiência determinante da sua vida foi a do serviço militar, em 1937. Durante os nove anos que prestou serviço (até 1946), contactou com todas as classes sociais e a realidade mais autêntica da juventude masculina do seu tempo. Concluiu que o comum dos seus colegas vivia num ambiente descristianizado (ou mesmo hostil) face à religião, mas conservava ainda uma série de valores evangélicos (a rejeição da mentira e da hipocrisia, a alegria, a abertura a todas as classes, o sentido da amizade, etc.). De 19 a 23 de Agosto de 1944, realiza-se em Cala Figuera o 1.º Cursilho, já com a duração de três dias, tendo Bonnin introduzido um esquema preparado por ele, o do “Estudo dos ambientes”, que conterá o essencial daquilo que virá a ser o esquema do MCC. Mas é em 7 de Janeiro de 1949 que se realiza o 1.º Cursilho de Cristandade (já de modo “oficial”), no Mosteiro de San Honorato, no Monte da Randa. Nesse mesmo ano, têm lugar vinte Cursilhos de homens em Palma de Maiorca. Até 1948, alternaram-se os Cursilhos dos chefes de peregrinos com os Cursilhos com a duração de três dias. Expansão Os Cursilhos propagaram-se por todo o mundo a partir de 1953. Actualmente, são mais de cinquenta nações onde se fazem Cursilhos de Cristandade, tendo passado por um Cursilho mais de 14 milhões de homens e mulheres de várias línguas e raças. Só na Ásia, existem, neste momento, cerca de 10 milhões de pessoas à espera de poder fazer um Cursilho de Cristandade. Em 30 de Novembro de 1960, os Cursilhos chegam a Portugal, tendo lugar o 1.º Cursilho em Fátima: “Obra que nasce em Fátima não morre”, dizia o Bispo de Leiria da época. A partir daí, espalharam-se por todas as dioceses do País.
A “consagração” O Apóstolo dos Gentios é, sem dúvida, um exemplo magnífico do mandamento de Cristo: “ide e pregai a Boa Nova a toda a gente”. Com efeito, S. Paulo foi um portentoso caminheiro de Cristo, pois ele foi onde era preciso ir, levando a palavra do Senhor sempre com um ardor, um alento e uma perseverança que são verdadeiramente o modelo do que o Senhor quer dos Seus discípulos. S. Paulo é, pois, o exemplo para todos os cursilhistas daquilo que constitui a nossa principal preocupação, isto é, a transformação dos ambientes pelo anúncio kerigmático da Salvação. Foram estes factos que levaram os cursilhistas e o episcopado espanhóis, nos princípios de 1963, a suplicar ao Papa Paulo VI, através do Cardeal-Arcebispo de Tarragona, a declaração de S. Paulo como patrono celestial do Movimento. O Santo Padre acedeu “com muito gosto” a esta petição, como se diz no Breve Pontifício, datado de 14 de Dezembro de 1963, em que a pretensão dos nossos irmãos espanhóis era satisfeita. “De Colores” e o MCC D. Juan Hervás, na Introdução ao Manual de Dirigentes, escreve: “Um canto popular de carácter profano intitulado De Colores tornou-se famoso. Alguns quiseram dar-lhe o sentido de um rito, de um símbolo e, até, o de uma forma de expressão do estado de consciência; mas nunca foi nada disso. É simplesmente uma canção popular, que estava em voga nos primeiros dias dos Cursilhos, de letra muito simples, inocente e até ingénua, que foi utilizada e se continua ainda a utilizar como elemento de descompressão”. Hoje, quando falamos em De Colores, referimo-nos às cores descritas por Paulo VI aos cursilhistas da Ultreia Mundial: “Não é isso que vós pretendeis ao querer substituir na alma as trevas do pecado pelas «cores vivas da graça»,
e ao querer implantar a transparência da fé luminosa onde antes havia dúvida, tormento, egoísmo? Seja o vosso Pós-Cursilho uma primavera de flores cristãs que alegrem a paisagem do mundo, e uma aurora de novas luzes que marquem o vosso caminho e o caminho dos homens que, talvez sem o saberem, também se dirigem para Deus”. O fundador do MCC, Eduardo Bonnin, criou-o com a intenção de tornar mais cristãos os ambientes em que se desenrola o dia-a-dia das pessoas. Faleceu no dia 6 de Fevereiro de 2008, por volta das 18 horas da tarde, em Espanha, mas a sua obra perdura!
História na Diocese Na diocese de Leiria-Fátima, o 1.º Cursilho de Homens teve lugar em Maio de 1962, nas Termas da Piedade, em Alcobaça, comemorando-se neste mês de Maio os 50 anos do Movimento na Diocese. Desde então, são muitos os homens e mulheres que se renderam ao amor de Cristo e com ele se tornaram o fermento indispensável à massa, difundindo, evangelizando e fazendo crescer o amor de Cristo nos ambientes. Com esta experiência, muitos homens e mulheres se regeneraram, muitas famílias encontraram a paz e a harmonia, muitos ambientes se transformaram. Secretariado do MCC
E A HISTÓRIA CONTINUA... De 3 a 6 de Maio, decorrerá no Seminário Diocesano de Leiria o 125.º Cursilho de Homens da Diocese. De 24 a 27 de Maio, no mesmo local, decorerrá o 95.º Cursilho de Senhoras. Nos dias 6 e 27 de Maio, esperamos a presença no Seminário Diocesano de Leiria, de todos os que fizeram esta caminhada de 50 anos, acreditando que COM CRISTO TUDO PODEMOS porque “CRISTO E EU, MAIORIA ABSOLUTA”.