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4904#OMensageiro#05ABR

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QUARESMA 2012

5 ABRIL 2012

RETIRO POPULAR

ANO 98 - N.º 4904

“Fazer Brilhar no Mundo a Luz de Cristo”

FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

Participe num grupo de lectio divina Informe-se na sua paróquia

FUNDADO EM 1914

DESTAQUE

CULTURA

Orfeão de Leiria | P. 4

Lixo ganha nova vida e protagoniza espectáculo musical 26 Maio - 30 Junho | P. 5

Festival “Música em Leiria” celebra 30.º aniversário Na Exposalão até Junho|Últ.

“O Mundo dos Dinossauros” vai invadir a Batalha

Páginas 2 e 3

SOCIEDADE

Fórum na Batalha | P. 6

“Envelhecimento activo: olhares e desafios” Marinha Grande | P. 7

Passeio pedestre recolheu 1500 quilos de papel ECLESIAL

Visita Pastoral de D. António Marto| P. 9

Entrevista ao pároco de Pataias

DR

DR

“MENSAGEM DE ESPERANÇA, ANUNCIADA E TESTEMUNHADA”


2 DESTAQUE

O Mensageiro 5.Abril.2012

Rui Ribeiro prui@iol.pt

Fé e saúde, um caminho de Páscoa

Um dos campos de intervenção da Igreja mais consensual é, desde sempre, o da saúde. Os Evangelhos relatam-nos muitos momentos da vida de Jesus e dão especial destaque à sua acção junto dos doentes. Os relatos são tantos que em muitos casos se chegou a reduzir a vida de Jesus a esta acção junto dos doentes. Depois, já no contexto da história da Igreja, as ordens religiosas desenvolveram esta presença de tal forma que muitas praticamente se constituíram à sombra da assistência na doença. Numa época, como a nossa, em que a dimensão espiritual é valorizada e se torna interpelativa, as atenções voltam-se mais para o espírito e menos para o corpo. Outras dimensões e outros campos de acção são então valorizados, levando por vezes ao esquecimento dos anteriores. Por sua vez, a sociedade organizou-se de tal forma que toda a assistência anteriormente monopólio da Igreja, passou a fazer-se em instituições grupos da própria soNa Páscoa eciedade e não exclusivaencontramos o mente religiosos. significado mais O panorama actual autêntico do é gerador de conflitos sofrimento e da e define-se por uma morte encarados pela procura geral de camifé como portas de nhos que beneficiem passagem para a vida o doente, dando-lhe plena “como o grão na hora do sofrimento de trigo que para dar maior dignidade e resLonge parecem fruto precisa morrer” peito. estar os tempos em que a doença era considerada castigo divino e por isso mesmo implicava o abandono e a exclusão do doente. Apesar de tudo não deixamos de adivinhar em determinados sectores da sociedade uma espécie de saudade desses tempos e talvez até uma vontade escondida de a eles regressar. Seja como for, a Igreja continua a ter um papel activo neste campo. Não tanto, agora, pela organização e desenvolvimento de estruturas, mas mais pela capacidade de ter uma mensagem e uma presença singulares. A fé será sempre uma “alavanca” que nenhum outro antídoto poderá superar ou igualar. Não uma forma de sublimar uma dor ou um sofrimento, mas uma forma de o enfrentar e de lhe descobrir o sentido. Nada mais oportuno nesta época do ano em que a Igreja vive e celebra a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Nesta encontramos o significado mais autêntico do sofrimento e da morte encarados pela fé como portas de passagem para a vida plena “como o grão de trigo que para dar fruto precisa de morrer”. Neste sentido a Pastoral da Saúde, continua a ser um dos campos de acção em que a Igreja melhor pode expressar a sua verdade e em que a fé melhor pode ser percebida. Nesta edição tocamos o assunto, a propósito do Encontro Nacional da Pastoral da Saúde. Um encontro que decorrerá em Fátima e para o qual você se pode inscrever.

XXIV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde

“Cuidados de saúde, lugar de esperança” “Cuidados de Saúde, lugar de esperança” é o título dado ao XXIV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde. Dadas as dificuldades que se estão a viver em Portugal, pareceu à Comissão Nacional da Pastoral da Saúde dever estudar-se a Saúde em Portugal hoje, a qualidade dos cuidados, os apoios sociais indispensáveis, a organização dos serviços, a sua humanização e igualitarização, o recurso aos medicamentos, a assistência Espiritual e Religiosa, e tantas outras questões que se levantam. Para conseguir realizar este projecto organizou-se o trabalho do Encontro com quatro partes: 1. O estudo da realidade da saúde em Portugal: até que ponto está assegurado a todos o direito à assistência, segundo o art. 25º. dos Direitos Humanos; como se desenvolve no concreto o Serviço Nacional de Saúde; qual a cooperação entre o público, o privado no social e haverá mesmo respostas sociais. 2. As maiores dificuldades sentem-se ao nível do cuidado social a ter com os doentes mais velhos e mais carenciados; mas também ao nível da organização, dos recursos humanos e, sobretudo, das dificuldades económico-financeiras. 3. E qual o papel das Comunidades cristãs nesta conjuntura? É fundamental a relação entre as unidades de

LMF

EDITORIAL EDITORIAL

saúde e as comunidades cristãs, com os seus núcleos de Pastoral da Saúde. Pretende estudar-se então a forma de dar apoio às populações mais débeis e, também, em organizar as próprias comunidades paroquiais, para uma relação concertada com os hospitais e centros de saúde de cada zona. 4. A Igreja tem responsabilidade específica a dois níveis: a espiritualidade e a assistência religiosa, e a integração deste trabalho na nova evangelização. A reflexão sobre esta intervenção da Igreja, no que lhe é próprio, é um imperativo pastoral indispensável. Seria óptimo que todas as comunidades cristãs, sobretudo as paróquias, as residências de idosos, os lares e clínicas da Igreja participassem neste encontro, uma vez que a Igreja é uma força intermédia a que os mais pobres e mais carenciados podem sempre re-

correr para encontrar soluções para os seus problemas. Também na Saúde. De uma forma genérica, pode dizer-se que os destinatários deste encontro são as comunidades cristãs que têm a saúde no horizonte das suas actividades. As Comunidades Paroquiais, as Misericórdias, os Centros Sociais, os Lares e residências de pessoas mais velhas, os Hospitais da Igreja, todos deveriam mobilizar os seus agentes pastorais para participar num encontro em que a Igreja se envolve para, em tempo de dificuldade, dar às pessoas doentes alguma esperança. Este Encontro Nacional, em pleno Ano do Envelhecimento Activo e do Encontro entre Gerações é de uma oportunidade única que não pode perder-se. Todos são esperados. Inscrições em www.pastoraldasaude.pt

Pastoral da Saúde

26 anos ao serviço do doente Ao longo dos últimos 26 anos a Pastoral da Saúde tem-se empenhado em dar um contributo válido para a humanização dos cuidados de saúde em Portugal. Todos os anos tem realizado um Encontro Nacional, a que se somam 2 congressos, cujos temas têm trazido à discussão pública alguns dos assuntos mais prementes e oferecendo uma visão cristã que dignifique todos os agentes envolvidos no sector. O elenco dos temas abordados, mostra a centralidade da discussão que aposta na dignificação do doente e dos profissionais de saúde. A educação e a dignificação são os pontos cruciais para uma política e acção num sector que diz muito à Igreja. 2012 - XXIV ENCONTRO Cuidados de Saúde, Lugares de Esperança 2011 - XXIII ENCONTRO Acompanhar o doente, desfio para o cristão 2010 - XXII ENCONTRO Espiritualidade em Saúde – Novos Desafios 2009 - XXII ENCONTRO

Transplante de Orgãos - Doação para a vida 2008 - XXI ENCONTRO A Dimensão Terapêutica da Espiritualidade 2007 - XX ENCONTRO Boas Práticas no Serviço à Pessoa 2007 - 2º CONGRESSO Ao Serviço da Pessoa – Curar e Cuidar 2005 - XIX ENCONTRO A Saúde Integral da Pessoa – O Desafio do Espiritual 2004 - XVIII ENCONTRO Plano Nacional de Saúde 2003 - XVII ENCONTRO Inclusão ou Exclusão? – A pessoa com Deficiência no meio da Cidade 2002 - XVI ENCONTRO Ética e Vida 2001 - XV ENCONTRO A Saúde em Portugal – Questões em Debate 2000 - XIV ENCONTRO Saúde e Solidariedade 1999 - XIII ENCONTRO Responsabilidade da Igreja na Política da Saúde

1998 - XII ENCONTRO Mulher Informada – Maternidade Saudável 1997 - XI ENCONTRO A Pastoral da Saúde na Saúde do País 1996 - X ENCONTRO Responsabilidade no Serviço da Vida 1995 - 1º CONGRESSO Ao Serviço da Vida 1994 - IX ENCONTRO Família, Saúde e Toxicodependências 1993 - VIII ENCONTRO Saúde e Qualidade Global 1992 - VII ENCONTRO Comunidades Terapêuticas e Unidades de Acolhimento 1991 - VI ENCONTRO Direito à Vida e Qualidade de Vida 1990 - V ENCONTRO Saúde na Família 1989 - IV ENCONTRO Educar para a Saúde 1988 - III ENCONTRO Relações Humanas na Saúde 1987 - II ENCONTRO Ética em Saúde 1986 - I ENCONTRO Pastoral da Saúde, Hoje


DESTAQUE 3

O Mensageiro 5.Abril.2012ro.2011

Origem e ponto de partida

DR

Desde 1986 que a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde considerou essencial promover cada ano um encontro nacional sobre problemas de saúde. É uma forma de ajudar os profissionais, cristãos ou não cristãos, a aprofundar grandes questões sobre as quais a Igreja sente ter uma palavra a dizer. Normalmente estes encontros realizam-se em Fátima, com a participação de cerca de 1000 participantes e são repetidos depois no norte e no sul do país, com a participação de largas centenas de técnicos de saúde. Através destes encontros, nacionais e das suas extensões, são atingidos anualmente alguns milhares de profissionais de saúde. Para orientar as lições destes grandes encontros são escolhidos os melhores professores universitários e técnicos de saúde, reconhecidos quer pela sua qualidade científica, quer pela sua honestidade e preocupação ética. Os prelectores não são necessariamente católicos, mas são pessoas de grande estatura moral, no campo da medicina e da enfermagem. A Pastoral da Saúde é, desde 1985 e por vontade expressa do Santo Padre o Papa João Paulo II, uma das formas de pastoral especializada. De facto a 11 de Fevereiro de 1985, pelo Motu Proprio “Dolentium Hominum” o Santo Padre instituiu a Comis-

são Pontifícia para o Apostolado dos Profissionais da Saúde, anos depois convertida em Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde. A 13 de Maio de 1981, ocorreu na Praça de São Pedro o atentado contra o Papa Karol Wojtyla que estava a ser muito incómodo para muitos dos senhores do mundo. Daí, até a um atentado para lhe dar a morte foi um passo. Recolhido de imediato na Clínica Gemelli, ali permaneceu alguns meses até à sua plena recuperação. Foi um tempo de reflexão e de oração. Quando o Papa deixou a clínica, quis oferecer ao mundo um documento notável sobre o sofrimento humano, a Encíclica Salvifici Doloris. Assinada a 11 de Fevereiro de 1984, constitui a carta magna de uma pastoral diferente. Se é certo que “o sofrimento humano suscita compaixão, inspira também respeito e, a seu modo, intimida” diz o Papa. É por isso que se torna urgente reflectir sobre o mundo do sofrimento e encontrar os caminhos para superá-lo e descobrir para ele um sentido mais profundo. “A medicina, enquanto ciência e, conjuntamente como arte de curar, revela no vasto terreno dos sofrimentos do homem o seu sector mais conhecido”. E o Papa continua falando da importância da terapia que permite vencer

alguns dos problemas humanos. Para além do sofrimento físico, é indispensável acompanhar o ser humano no seu todo, para este poder vencer os sofrimentos psicológicos, morais, sociais e até espirituais. O que está em questão é a saúde integral de cada pessoa. Talvez por isso, nesta carta encíclica comece a desenhar-se o que um ano mais tarde o Papa vai chamar “Pastoral da Saúde”. Se a Pastoral é a acção organizada da Igreja, através da qual se torna presente, aqui e agora, a acção salvífica de Cristo, então em Jesus Cristo todo o sofrimento é vencido pelo amor, e esta acção salvífica de Deus opera-se pelo dar mais saúde a cada pessoa, na circunstância concreta em que está a viver. A encíclica termina com uma interpretação maravilhosa da parábola do Bom Samaritano em que este estrangeiro tudo faz para dar saúde e mais qualidade de vida ao homem caído na estrada de Jericó . Curiosamente, nos últimos discursos do Papa sobre a Pastoral da Saúde, este insiste muito em que os Profissionais de Saúde (médicos, enfermeiros, voluntários e outros) se devem tornar “bons samaritanos” na generosidade com que assistem e acompanham todos os que deles necessitam .

MENSAGEM 1. A sociedade de hoje debate-se com inúmeros problemas de natureza económico-social que afectam toda a população. Também os serviços de saúde, pelas dificuldades surgidas, estão na ordem do dia. A Igreja, na sua paixão pela humanidade, não pode ficar à margem desta situação e, por isso, quer contribuir sobretudo para o apoio aos mais carenciados. Estes não podem, entre outras aspectos, perder a possibilidade de acesso aos cuidados de saúde de que necessitam e de adquirir os medicamentos que lhes podem ser indispensáveis. Atenta a esta situação e consciente da sua responsabilidade, a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde quis organizar o seu XXIV Encontro Nacional sob o tema “Cuidados de saúde, lugares de esperança” (a saúde em Portugal), de cuja actualidade ninguém pode duvidar. 2. Cuidar dos enfermos, visitando-os e apoiando-os nos problemas concretos que estejam a viver, é uma das missões mais nobres da ação pastoral de todas as comunidades. Na verdade, o Evangelho de Mateus, numa linguagem nem sempre entendida, é muito concreto ao identificar o cuidado a ter com os doentes com o próprio Cristo. “Estava doente e visitaste-me” (Mt 25,36). Se há muitos problemas relacionados com as questões da saúde que interpelam o agir das comunidades, a atualidade manifesta a emergência dum número crescente de pessoas que, pela idade ou pela doença, estão sozinhas em sua casa. As comunidades cristãs não podem alhear-se, mas devem organizar-se para responder a este flagelo social. O acompanhamento destas pessoas deve ser global, tanto com o apoio humano como com a ajuda espiritual e religiosa. 3. No Ano Europeu do Envelhecimento Activo e do encontro entre gerações, a Igreja tem uma intervenção a realizar a partir das suas comunidades. Ninguém como a Igreja conhece os isolados e pode organizar-se em termos de proximidade, para que estes não se sintam sós. Se a ajuda espiritual é indispensável, acompanhá-los na forma de serem apoiados pelas Unidades de Saúde é tarefa apaixonante. Urge ensiná-los a recorrer à isenção das taxas moderadoras, a ter medicamentos mais baratos, a recorrer aos genéricos e a muitas outras formas de apoio social. Isto também está no âmbito da pastoral das comunidades! 4. É para estimular todas as comunidades cristãs no exercício deste trabalho de apoio a pessoas concretas, que se realiza o XXIV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde. Os responsáveis pelas comunidades cristãs, paróquias, centros sociais, lares e residências, hospitais especializados ou movimentos, todos deveriam participar neste Encontro, fazendo com que a acção da Igreja associe a Pastoral da Saúde com a Pastoral Social, num acompanhamento integral da pessoa doente. Ao formular este convite, tenho diante da mim a urgência do projecto da Nova Evangelização. O anúncio do Amor de Deus é a nossa prioridade. Fazê-lo de modo novo na rectificação de processos e actuação doutros itinerários pastorais, pode ser a responsabilidade que a sociedade exige para a visibilização do Amor de Deus! D. Jorge Ortiga Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social DR

Pastoral da Saúde


4 CULTURA

O Mensageiro 5.Abril.2012

Espectáculo final de percussão “Lixo com Ritmo do OL CA”

CINEMAS

Cerca de uma centena de pessoas testemunhou um insólito episódio no dia 30 de Março, quando, num concerto dinamizado pelo Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL CA), objectos, normalmente utilizados no dia a dia, ganharam nova vida como instrumentos musicais tendo protagonizado um espectáculo de percussão inesquecível no m|i|mo – Museu da Imagem em Movimento. O espectáculo assinalou o encerramento da oficina de percussão Lixo com Ritmo, que juntou 30 participantes com idades entre 10 e os 40 anos, durante os dias 28, 29 e 30 de Março para aprenderem a fazer música com objectos do quotidiano. Rapidamente as cadeiras iam sendo preenchidas à medida que as pessoas entravam, a expectativa era grande, afinal não é todos os dias que se assiste a um concerto em que os instrumentos são na verdade… lixo! Não por serem instrumentos musicais com muito uso ou por serem obsoletos, mas porque de facto estes “instrumentos” são, literalmente, lixo. Pouco passava das 21h00 e já não haviam cadeiras vagas, a assistência ia-se acomodando, ora junto às paredes de pé, ou sentados “à chinês”, ora nas escadas de acesso ao espaço onde

Teatro José Lúcio da Silva (Leiria) • ALVIN E OS ESQUILOS 3: NAUFRAGADOS | Animação | de Mike Mitchell | 15 de Abril, 11h00. Teatro Miguel Franco (Leiria) • FLORBELA | Drama | de Vicente Alves Do Ó | c/ Dalila Carmo, Albano Jerónimo, Ivo Canelas | 11 de Abril, 14h30, 18h30 e 21h30. Cine-Teatro (Monte Real) • ALVIN E OS ESQUILOS 3: NAUFRAGADOS | Animação | de Mike Mitchell | 14 de Abril, 21h30 e 15 de Abril, 15h30.

EXPOSIÇÕES

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Portugal,entre hoje e ontem” “Floresta encantada” - foto. de Paulo Rombo (~19/05) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Inês de Castro” - biograia da história D. Pedro e Dª. Inês (~30/04) •”Carnaval das frutas” - máscaras de carnaval (~30/04) •”Animais selvagens” - pintura de Orlando Domingues (~28/04) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Zona Letal,espaço vital” - arte contemporânea (~14/04) •”Paixões por maratona” - fotografia (~28/04) •”Oficina do Olhar” - exposição permanente Centro de Interpretação Ambiental - Leiria •”Floresta Ribeirinha” (~30/04) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República” (~30/04) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Retratos” (3ªs~6ªs) •”Mulher, cavalo e árvore” - desenho de Carlos Reys (3ª~sábados) Biblioteca Municipal - Ourém •”Espanta-me” - fotografia de António Flor (~30/04) •”Cartazes de Abril” - 25 de Abril (~30/04) Galeria Municipal - Ourém •”Exposição colectiva” - pintura (~6/05) Museu Municipal - Ourém •”Faz de conta” (~31/05)

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

todos aguardavam a chegada dos “instrumentistas”. Eis que a certa altura se começa a ouvir uma espécie de cânticos. Esta não seria uma entrada triunfal, a dos protagonistas da noite, mas antes, uma “entrada tribal”! Os cânticos, apesar de calmos, acompanhados de palmas e pancadas no peito, chegaram a suscitar algum receio na plateia que, de repente, temeu estar no meio de uma cerimónia de uma qualquer tribo canibal, que rodeava o jantar… mas a ausência do “caldeirão” tranquilizava os presentes que acabariam por entender que esta malta estava, sim, com fome de música! Após o aparato inicial, chegara a hora dos músicos se apoderarem dos objectos e, como por magia, transformarem o lixo em instrumentos musicais. E a verdade é que logo no primeiro instante, os

bidões se transformaram em batuques e surdos, os velhos tambores de máquinas de lavar roupa assumiram a sua vocação de caixas, enquanto garrafas de água com areia faziam as vezes das maracas e dos chocalhos e os jerry cans se transformavam em pequenos tambores e repiques. Ora à vez, ora em simultâneo, as velhas baquetas açoitavam nos instrumentos improvisados que, a pouco e pouco, deixavam fluir ritmos associados a estilos musicais urbanos como o Hip-Hop, o Samba Reggae, o Samba Funky, o R&B, o Quizomba, entre outros. O ritmo frenético com que os instrumentistas tocavam, foi contagiando a audiência que inevitavelmente batia o pé e acenava com a cabeça acompanhando o compasso da música que envolvia toda a sala. Todos tocavam

todos os instrumentos sob as indicações do professor Joaquim Alves. À medida que os ritmos mudavam os participantes trocavam de instrumentos como se andassem num carrocel, tudo tinha sido preparado ao pormenor! A cumplicidade entre os músicos e o professor era notória, cumplicidade essa que acabou passar também para a assistência, que partilhava sorrisos ao ver os “solos” dos mais pequenos, que na verdade pareciam crescer quando malhavam nas chapas, ou as danças desconchavadas dos mais velhos, enquanto agitavam as novas “maracas”. A timidez parecia ter ido embora, ela sim acabrunhada por não ter saído vitoriosa neste espectáculo. Durante cerca de 45 minutos o lixo foi rei! O lixo e os participantes de diferentes faixas etárias, alguns deles sem qualquer formação musical, que mostraram ser possível reutilizar alguns objectos de forma original juntando na mesma iniciativa as componentes musical e ambiental. No final do concerto as felicitações surgiam de todos os lados, os aplausos duraram perto de dois minutos como que se todos tivessem à espera de um encore, só faltou mesmo ouvir-se gritar “Só mais uma, só mais uma”!

TE-ATO – Grupo-Teatro de Leiria

Vá ao teatro em Leiria DR

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Aurea” - música (12/04, 21h30) Teatro Miguel Franco - Leiria •”The other women” - múscia de Rita Redshoes” (7/04, 21h30) Sala Jaime Salazar Sampaio - Leiria •”Dos pequenos gestos” - teatro a partir da infância (15 e 29/04, 11h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Eu visito a biblioteca” -visita guiada e actividade (9,16,23 e 30/04, 10) •”Os ovos misteriosos” - hora do conto (13,18 e 27/04, 10h30 e 14h30) •”Contos e cantigas” - história surpresa para pais e filhos (28/04, 16h) m|i|mo - Muse da Imagem em Movimento - Leiria • Poesia japonesa haiku e haicai (10/04, 10h00 e 14/04, 15h00) • Câmaras obscuras - oficina (12,19 e 24/04, 10h00) • Cianotipia - oficina (12, 19 e 26/04, 14h30) •”Workshop in vivo” - formaão (14/04, 9h00~18h00) • Teatro de sombras e oficinas criativas (3ªs~6ªs) Moinho de Papel - Leiria •“Viagem à Fábrica do papel (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) Orfeão - Leiria •”Master Classe de Trompete” - formação (13 e 14/04, 10h00 e 14h30) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Mariana e a missão Primavera” - hora do conto (2ªs~6ªs, 10h e 14h) Biblioteca Municipal - Ourém •”Lendas de Portugal” - hora do conto (11/04, 14h30) •”Fora da Estante” - dia internacional do livro infantil (~30/04) Museu Municipal - Ourém •”Fotografia criativa com luz relãmpago” - workshop (15/04, 10h e14h) •”Faz de conta” - oficinas pedagógicas (~30/04) •”A Moura oureana” - oficinas pedagógicas (~30/04)

DR

Lixo “protagoniza” espectáculo

O TE-ATO – Grupo-Teatro de Leiria apresenta uma programação regular na sua sede, na sala Jaime Salazar Sampaio, junto ao Arquivo Distrital. Motivos não faltam para uma sessão teatral de qualidade na cidade leiriense. Assim, nos domingos 1, 15 e 29 de Abril, às

11h00, leva ao palco “dos pequenos GESTUS”, uma peça elaborada a partir da infância e para a infância (a partir dos 3 anos). São histórias breves que se vão contando, construídas com os sentidos que se vão descobrindo. No dia 13, às 19h30, apresenta “as PEÚGAS”,

uma comédia de “mauscostumes” protagonizada por um casal desentendido em que ele constrói protótipos que não funcionam e ela não entende para que servem coisas sem utilidade. No dia 14, às 21h30, é a vez de “em concerto”, projecto composto por dois músicos: Fabrício Cordeiro, ao piano, partilha os seus temas com o saxofonista Bruno Homem, numa performance inspirada no quotidiano e nas vivências

pessoais. Nos sábados 21 e 28 e na terça-feira dia 24, às 19h30, o espaço é para “e se não houver CASTELO?”, teatro para a infância (a partir dos 13 anos), um trabalho final de mestrado na ESAD da autora/actriz Sandra José sobre “a última madrugada da vida em comum de um casal”, em que dividem entre si o que cada um levará da relação e já não sabem o que é suposto dizer ou fazer mais.


CULTURA 5

O Mensageiro 5.Abril.2012

30.ª edição do Festival decorre entre 26 de Maio e 30 de Junho depois da designação OL CA ser identificada com uma instituição que ultrapassou em grande medida a dimensão de agrupamento amador, para se tornar num dos mais importantes agentes da cultura musical da região e do País», explica Miguel Sobral Cid, director artístico do FML, numa breve referência histórica ao OL CA. «É também a esse agrupamento amador, que esteve na fundação do OL CA, que a 30.ª edição do FML pretende prestar uma singela e indirecta homenagem neste “regresso às origens”», salienta. As novidades da edição deste ano do FML são pautadas pela originalidade e exclusividade dos espectáculos agendados e dos seus participantes, garantindo mais um festival único com a vasta oferta cultural característica do evento que colocou a cidade de Leiria no circuito dos grandes festivais de música do País. A qualidade do FML é provada pelos milhares de espectadores que, anualmente enchem as salas de espectáculos e pelos músicos de renome que ao longo das 29 edições têm participado no evento. À semelhança de anos anteriores, o Festival aposta na conquista de públicos diversificados, apresentando um programa de carácter eclético, assente em critérios de elevada qualidade, que reúne músicos e grupos nacionais e internacionais. «Em prol da difusão da cultura e do património musical, o FML volta a juntar no mesmo evento músicos

consagrados e jovens talentos, conciliando a identidade individual de cada um dos participantes com a identidade deste festival», afirma Miguel Sobral Cid. Durante as suas 29 edições, o FML recebeu mais de 150 artistas estrangeiros e 300 artistas nacionais, que protagonizaram cerca de 500 concertos em diversas salas de espectáculos espalhadas pelo distrito. Em cada uma das edições o Festival tem procurado apresentar espectáculos e grupos variados, inseridos num tema específico. Entre os participantes das várias edições do FML destacam-se a conceituada pianista Maria João Pires, a antiga ministra da cultura, Gabriela Canavilhas, o violoncelista Jordi Savall, o grupo italiano Europa Galante, o quarteto de cordas Pagagnini, entre muitos outros. Henrique Pinto, presidente do OL CA, refere que «sendo esta uma data tão especial que assinala três décadas de FML, era inevitável não abordar a história deste evento nesta edição, é essencial dar a conhecer as origens e a evolução de um dos mais conceituados festivais de música do País, que tanto tem contribuído para o desenvolvimento da sociedade, da cultura e do turismo da cidade e da região». O presidente considera que «o evento já faz parte da história recente da

Uma experiência única no Soutocico

“Enterro do Bacalhau”

O “Enterro do Bacalhau” sai à rua já no próximo dia 14 de Abril. Passados quatro anos, a população do Soutocico espera milhares de espectadores em torno de um espectáculo de rua, cumprindo-se assim uma tradição cultural de carácter popular e humorístico. Da responsabilidade do Clube Recreativo e Desportivo do Soutocico, a organização e realização do evento envolve a população de toda a aldeia e conta tradicionalmente com milhares de espectadores. cidade de Leiria» e salienta o esforço que tem sido feito, ao longo das últimas edições no sentido de «levar o Festival até às pessoas, como aconteceu na passada edição, com a realização de vários espectáculos em “palcos improváveis”». A organização do Música em Leiria promete ainda várias surpresas, não só durante o Festival, mas também nos meses que o antecedem, sobre as quais, o presidente do OL CA, brinca dizendo que «surpresa é surpresa!» alertando, no entanto, os leirienses para o “perigo” de, «quando menos esperarem, poderem estar envoltos em música e dança!». Henrique Pinto adianta ainda que «queremos convidar a cidade a olhar em retrospectiva para todas estas edições do Música em Leiria, temos planeadas várias iniciativas que nos levarão pela história e, ao mesmo tempo, antecipar os espectáculos de 2012», partilha Henrique Pinto.

No Teatro Miguel Franco

Espectáculo com Rita Red Shoes Rita Red Shoes sobe a palco do Teatro Miguel Franco, em Leiria, no sábado, 7 de Abril, pelas 21h30, apresentando “The other women – O mundo nas canções delas”, projecto inovador da cantora dedicado às mulheres. Desde a sua revelação há 5 anos,

Rita tem coabitado no nosso imaginário levando à descoberta de canções ímpares através dos discos “Golden Era” e “Lights & Darks”, exemplos da singularidade da artista. Rita Redshoes sempre se interrogou com a relação entre “ser mulher” e a sua

criatividade. Daí, resulta a concepção de um concerto de características algo diferentes do habitual: uma homenagem às autoras, compositoras e intérpretes que pela sua criatividade a inspiram desde que despertou para a música. Em “The Other Women

– O mundo nas canções d’Elas”, Rita Redshoes evoca alguns dos grandes nomes da música mundial: PJ Harvey, Loretta Lynn, Lhasa de Sela, Joan Jett, Nina Simone, Dolly Parton, Joni Mitchell, Amélia Muge, Vahsti Bunyan ou Sheryl Crow, entre outras.

DR

Uma viagem de “regresso às origens” é a proposta da direcção artística do Festival Música em Leiria (FML) para a edição que, este ano, assinala o 30.º aniversário do mais antigo festival de música do País a decorrer de forma ininterrupta. A iniciativa promovida anualmente pelo Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL CA), regressa a 26 de Maio e decorre até 30 de Junho, prometendo envolver toda a comunidade leiriense num programa musical que homenageia a excelência e história deste evento cultural único na região. Ao todo, serão 10 os concertos integrados na 30ª edição do FML que, este ano, apresenta um programa diversificado e multicultural, conciliando opostos e contrastes que reforçam a natureza eclética que o Festival tem assumido nas últimas edições. A homenagem com o “regresso às origens” do OL CA, enquanto entidade promotora do evento, está presente nos concertos corais, protagonizados pela Capella Duriensis, pela Filarmonia das Beiras, e pelos próprios Corais do OL CA, como exemplo do grupo amador que esteve na fundação da própria instituição, inicialmente conhecido como grupo coral. «O FML existe porque, em tempos, foi criado um grupo amador de pessoas que gostavam de ouvir e fazer música, agrupamento que viria a ser conhecido por Corais do OL, já

DR

“Música em Leiria” celebra 30 anos

No IPJ de Leiria

Exposição “Grão Vasco Digital” De 2 a 13 de Abril está patente ao público no IPJ de Leiria, a Exposição “Grão Vasco Digital” de autoria de José Manuel Pereira Galvão. Para que as obras de Grão Vasco não caiam no esquecimento das obras clássicas e sejam retratadas a partir de uma forma de arte actual, José Galvão estruturou esta exposição tendo como principal característica a recreação em ambiência de novas interpretações de alguns dos quadros desse grande pintor viseense José Manuel Pereira Galvão, natural de Oliveira do Hospital, desde jovem demonstrou grande paixão pelas artes visuais. Formado no curso de animação cultural na Escola Superior de Educação de Viseu, criou a exposição “Grão Vasco Digital” que passa por uma reinterpretação digital de algumas obras mais emblemáticas do pintor quinhentista Grão Vasco. Integrando obras digitais da sua autoria e de um conjunto de alunos do curso de artes plásticas e multimédia da ESEV, esta exposição é o resultado do seu projecto de estágio, sendo que o seu gosto pela criação da arte digital fazem desta a “ponte” para futuros projectos, iniciativas ou propostas na área das Artes.


6 SOCIEDADE

O Mensageiro 5.Abril.2012

Fórum na Câmara da Batalha

Inauguração no Hospital das Brancas

Nova Unidade de Imagiologia A Santa Casa da Misericórdia da Batalha vai inaugurar a nova Unidade de Imagiologia do Centro Hospitalar de Nossa Senhora da Conceição, nas Brancas, no próximo dia 11 de Abril. Esta nova unidade, em funcionamento desde o passado dia 2 de Janeiro, sob a direcção clínica de Nuno Pinto Leite, está provida de equipamentos modernos e recentes. Também as equipas técnica e médica são especializadas na utilização de tecnologia de última geração, assegurando qualidade e rapidez na execução dos exames de diagnóstico. Os interessados em conhecer mais de perto todas as funcionalidades deste serviço e as pessoas a ele ligadas poderão aproveitar esta sessão de inauguração “oficial”, no dia 11 de Abril, em que será serviço um beberete de boas-vindas, pelas 18h00, seguindo-se a apresentação da unidade e a visita às instalações.

E

ntre 4 de Maio e 21 de Setembro de 1917, o Pe. José Lacerda escreve, para além do seu pormenorizado diário de guerra, 31 textos que viriam a ser conhecidos como Crónicas da Guerra / Em Campanha, publicados semanalmente até 29 de Novembro desse mesmo ano, no seu jornal O Mensageiro. Só as edições nº 151 de 22 de Agosto de 1917 e a nº 153, de 5 de Setembro de 1917, não apresentam esta secção Crónicas da Guerra / Em Campanha. Desde o início da sua viagem até ao regresso a Portugal do palco da Grande Guerra, o capelão militar desenvolve no terreno, em paralelo com a sua acção religiosa, imensas narrativas da guerra que fizeram história no jornal de sua propriedade. Depois da sua chegada, ainda faz publicar durante mais de dois meses os seus relatos e observações do conflito, narrativas que trouxe consigo e que pretendeu dar continuidade ao conhecimento dos leitores de O Mensageiro. A imprensa ainda gozava do privilégio de não ter concorrência de outros suportes comunicacionais. Estávamos bem distantes dos anos 30 em que surgiu a rádio e dos anos 50 da primeira emis-

são da televisão. A imprensa escrita cumpria também uma função cultural que mais tarde se viria a reformular com o surgir de outros órgãos de comunicação social, associados a novas tecnologias. A crónica era uma presença habitual nos periódicos do início do século XX e permitia uma comunicação com maior proximidade e cumplicidade. Mesmo quando surgiu o novo paradigma comunicacional da rádio e da televião que introduziu outros métodos de comunicação, a crónica continua com o seu espaço e função nos muitos jornais que a publicavam, distinguindo-se da frieza e da notícia propriamente dita.

«A possibilidade de aprofundamento da notícia, nomeadamente através de crónicas, dossiers, opiniões, confere à imprensa escrita uma capacidade de recuo ou de distanciação crítica em relação à notícia ‘bruta’» (Rodrigues; Dionísio; Neves, 1981:9)1. A crónica surgiu mesmo como um reforço da notícia ou um aprofundamento maior de uma informação. No caso das Crónicas da Guerra / Em Campanha do Pe. José Lacerda, verifica-se no seu conjunto,

A sala de sessões do Município da Batalha vai acolher o fórum “Envelhecimento activo: olhares e desafios”, no dia 13 de Abril, das 10h00 às 17h00. Trata-se de uma iniciativa no âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações – 2012, organizada pela Câmara Municipal e o Núcleo Distrital de Leiria da EAPN Portugal/Rede Europeia-Anti-Pobreza, em parceria com a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria e o Programa IPL 60+. Este encontro tem como objectivo a reflexão e partilha de conhecimentos

uma visão muito pessoal, embora muito realista e profissional da Grande Guerra, numa linguagem na primeira pessoa, com discurso muito próximo da opinião. Numa verificação dos textos, não para apurar o seu conteúdo mas antes o tipo de discurso, ponderou-se a análise em volta da crónica e da reportagem. Dado o discurso ser essencialmente efectuado numa visão particular do conflito, o também jornalista José Lacerda, função que acumulou com a de capelão militar, desenvolve um conjunto de crónicas sobre um acontecimento de repercussão mundial, publicadas num jornal regional, longe do seu País mas na proximidade do seus leitores leirienses. Num ritmo de tempo bem identificado nos seus textos, com relação de determinadas horas e dias, o sacerdote-jornalista, tendo em conta a difícil divisão da reportagem com a crónica, destaca-se sobretudo como um verdadeiro repórter de guerra, apurando muitos factos, mas numa descrição perfeita dos cenários, quase colorindo os escritos com a adjectivação, numa lógica de relato pormenorizado. Esta é uma das pistas que nos conduziu a não concluir que se tratavam de reportagens as

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“Envelhecimento activo: olhares e desafios”

e experiências acerca da promoção do envelheci-

mento activo na sociedade, nas instituições e nos

suas Crónicas da Guerra / Em Campanha. José Lacerda com o recurso à divulgação de notícias dos soldados de Portugal, com especial enfoque dos leirienses na guerra, mas também as observações que fazia sobre as suas saudades de Leiria, das festas, dos costumes e até da falta dos jornais da cidade, certamente não se coaduna com a linguagem jornalística da reportagem. A sua produção escrita na Flandres foi ampla no registo histórico da guerra mas não se distanciou da sua visão particular daquela batalha sangrenta. Descrição pormenorizada dos traumas vividos, discurso descritivo constante, sempre com a opinião própria de observador. Pela estrutura dos seus textos, verificamos que se trata da crónica. Um jornal regional como O Mensageiro, ao publicar textos em exclusivo da Grande Guerra, fugia à normalidade dos jornais regionais que se centravam essencialmente pelos enfoques mais localizados, tendo mais êxito pelos assuntos de fora da área de actuação do jornal mas cujos assuntos era do interesse local.

regionais não depende essencialmente da sua boa gestão nem da originalidade das informações sobre acontecimentos mundiais. O coração do jornal, a sua razão de ser, a sua justificação é o ‘local’. Informar os leitores do que se passa à sua porta» (Rodrigues; Dionísio; Neves, 1981:43)2.

«Toda a gente sabe que o êxito dos jornais

Mas a primeira pessoa, os comentários e até envio de pedidos do Pe. José Lacerda, deixam antever mesmo que o perfil da sua escrita é predominantemente inserido na crónica, por vezes mais distante e com poder de descrever a guerra quase como um repórter, mas muitas vezes de uma forma cúmplice com os seus leitores, numa visão partilhada, quase entrando em diálogo e em pedidos especiais para comunicar que está «fino» na Flandres.

«Dentro de poucos dias devo ir ver a rapaziada de Leiria. Continúo em artilharia 7, que é a jóia dos regimentos em soldados e oficiaes. Se o meu amigo adivinhasse o que se passa por cima de nós, neste momento, ria-se a valer. Daqui a pouco os boches são capazes de nos cumprimenta com os gazes asfixiantes, repetindo as proezas das noutes anteriores. Temos

cidadãos, sobretudo entre profissionais que trabalham directamente com a população idosa. Para tal, serão abordados temas como a saúde, o emprego, o voluntariado, a solidariedade inter-geracional, etc. A sessão de abertura será pelas 10h00, seguindo-se a apresentação de 8 mini-conferências, com um olhar multi-sectorial sobre a temática. No período da tarde, será a vez de “conversar” em pequenos grupos sobre as partilhas escutadas, em ordem ao aprofundamento dos temas e à tomada de conclusões a apresentar em plenário no final.

REFLEXÕES SOBRE O SÉCULO XX - 19

Joaquim Santos Jornalista

Os textos do Pe. Lacerda serão crónicas? de dormir de mascara ao pescoço. Peço diga, a quem por mim perguntar, que estou fino. Escreva e conte coisas daí. Abraça-o este seu amigo. Padre José Ferreira de Lacerda - Alferes capelão-militar de Artilharia 7 Director de O MENSAGEIRO» («Crónicas da Guerra, Notas e Factos, Em Campanha»; in O Mensageiro, nº 143, 27 de Junho de 1917, p.p.1-2). 1 e 2 - RODRIGUES, Adriano Duarte; Dionísio, Eduarda; Neves Helena G.; Comunicação Social e Jornalismo, Lisboa, A Regra do Jogo, 1981


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 5.Abril.2012

Câmara da Marinha Grande solidária com Banco Alimentar O Banco Alimentar de Leiria/Fátima vai receber no dia 28 de Março, tonelada e meia de papel, recolhida no âmbito do segundo passeio solidário “Pense em si pense nos outros - Da Orla Costeira ao Ribeiro de São Pedro”, que decorreu no passado sábado, dia 24. Tratou-se de uma iniciativa da Câmara Municipal da Marinha Grande, organizada com o objectivo de recolher papel no âmbito da “Campanha Papel Por Alimentos”, desenvolvida pelo Banco Alimentar. Os 110 participantes no passeio fizeram a sua inscrição simbólica através da entrega de papel para reciclar, para ser posteriormente entregue àquela entidade. Dos 1500 quilos de

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Passeio recolheu 1500 quilos de papel

papel, 400 quilos foram oferecidos pela Bourbon, tendo sido recolhidos entre os colaboradores daquela empresa da Marinha Grande. A Câmara Municipal conseguiu assim encher os dois “bigbags”, recorrendo ainda a mais sacos e caixas para acondicionar o papel

angariado. O céu cinzento e alguns chuviscos não demoveram os caminhantes do percurso, que teve início no Parque Vale do Ribeiro de São Pedro de Moel e se estendeu até ao Ribeiro de São Pedro. Ao longo dos 9,5 km,

em ritmo moderado, os participantes apreciaram a paisagem, assumiram uma atitude solidária para com o Banco Alimentar e assistiram à actuação de dois “faunos”, protagonizados por alunos da SAMP - Sociedade Artística e Musical dos Pousos, que colaborou com a iniciativa. Os “faunos” interagiram com os pedestrianos no lugar das Árvores. Um dos personagens tocou oboé e a outra criança teatralizou e executou movimentos de bailado naquele cenário bucólico. No final do passeio, cada participante recebeu uma flor feita com materiais reciclados como recordação e forma de gratidão pelo seu gesto solidário.

Novas Oportunidades da NERLEI funciona aos sábados de manhã

Sete anos de experiência na certificação O Centro Novas Oportunidades da NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria está a funcionar com horário alargado: de segunda a sexta-feira entre as 9h00 e as 22h00 e aos sábados das 9h00 às 13h00, dando assim maior possibilidade a todos os que se queiram inscrever.

Recorde-se que o CNO da NERLEI foi dos primeiros a iniciar a sua actividade no distrito de Leiria, em Agosto de 2004. Na altura, dado que a rede de Centros era pouco abrangente, realizou dezenas de itinerâncias levando o processo RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) a todo o distrito

e a muitas empresas que, desta forma, apostaram na qualificação dos seus colaboradores. Em sete anos de actividade, passaram pelo CNO da NERLEI mais de 6600 pessoas, tendo certificado competências a mais de 2200 adultos. O Centro Novas Oportunidades tem como objectivo principal a valorização

e qualificação da população adulta, que pretenda concluir o ensino básico e/ou secundário, por isso, é uma “porta de entrada” para todos os adultos que desejem qualificar-se. De acordo com o seu perfil pessoal e profissional cada adulto será encaminhado para a oferta formativa mais adequada.

Novo espaço em Leiria Inaugurada no passado dia 31 Março, a Clínica Fisioin (Terapias Manuais & Fisioterapia) vem apresentar um novo conceito de fisioterapia na cidade de Leiria. Apresenta uma vasta gama de serviços que vão desde a fisioterapia, terapias manuais, reeducação postural global, osteopatia, shiatsu até treino personalizado. Direccionada para as técnicas manuais, tem como principal objectivo um serviço diferenciado, mais personalizado e de

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“Fisioin – muito mais que fisioterapia!”

maior qualidade, que vá de encontro às necessidades dos pacientes, sem se centrar apenas no tratamento

do sintoma, mas sim na promoção da saúde e do bem-estar geral. O destaque vai para

programas de intervenção que pretendem conjugar as técnicas de modo a garantir resultados rápidos nas diferentes patologias, nomeadamente no tratamento da dor. Tem ainda programas de treino/exercício personalizado com acompanhamento nutricional, específicos para patologias como diabetes, obesidade, entre outras. Para assinalar a abertura, a Fisioin oferece aulas de pilates e avaliações gratuitas durante todo o mês de Abril.

Comemorações do 25 de Abril de 1974

Peddy paper pela liberdade A Câmara Municipal da Marinha Grande vai realizar um peddy paper no dia 25 de Abril, pelas 9h00. Esta prova insere-se na acção “Programa de Animação Cultural CMMG” que decorre da assinatura do programa “Política de Cidades – Parcerias para a Regeneração Urbana”, financiado pelo QREN. Esta actividade contempla áreas pedonais que se cruzam com vias rodoviárias, pelo que se alerta para a necessidade de atenção permanente ao tráfego rodoviário e para o cumprimento das regras de trânsito. Quaisquer acidentes e/ou danos são sempre da responsabilidade dos participantes.

Município de Leiria anuncia

Quatro parques infantis reabrem Os parques infantis dos Capuchos (Leiria), da Estação (Marrazes), da Serrada do Pinhal (Marrazes) e da zona desportiva dos Pousos foram reabertos no dia 28 de Março, depois de terem sido remodelados, por forma a cumprirem a legislação em vigor. Corrigidas as anomalias que conduziram à sua suspensão provisória, os quatro parques infantis já reúnem as condições de segurança necessárias para serem utilizados por crianças, de acordo com a Comissão Técnica de Fiscalização/Inspecção de Espaços de Jogo e Recreio, constituída pelo Delegado de Saúde e por um representante do Município de Leiria. A remodelação resulta da substituição e recuperação de equipamentos, aquisição de vedações, placas informativas, substituição de areia e pintura de muros e equipamentos. Dentro em breve, prevê-se a reabertura do parque infantil dos Jardins do Lis, em Leiria.

Desenvolvido pela Cruz Vermelha

Projecto “Lapis”

O projecto “Lapis” é desenvolvido pela Cruz Vermelha – Delegação de Leiria e destina-se a 25 crianças e jovens do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 8 e os 18 anos, institucionalizados no Internato Masculino de Leiria, situado na freguesia dos Marrazes. Este projecto tem como objectivo geral promover o desenvolvimento de competências pessoais e sociais de relacionamento intra e inter pessoal que estimulem a integração social, através da criação de um (etno)espaço lúdico e educativo. Para que seja possível a concretização do projecto “Lapis” o plano de intervenção tem como datas previstas o último sábado de cada mês, à excepção das actividades atempadamente planeadas e comunicadas ao Internato Masculino de Leiria. Tendo em conta que o projecto “Lápis” visa promover a integração social importa utilizar os recursos educativos, culturais e sociais da comunidade envolvente. PUB


8 ECLESIAL

O Mensageiro 5.Abril.2012

Família há oito séculos No Domingo de Ramos recordamos o início dos últimos dias terrenos de Jesus. Dias densos e intensos que culminaram na gloriosa manhã de Páscoa, nesse grande acontecimento da Ressurreição. O grito vitorioso de Maria Madalena naquele alvorecer: “Vi o Senhor” jamais se apagou da história da humanidade. 1200 anos depois destes acontecimentos também, na cidade de Assis, uma jovem se deixou envolver pela loucura de amor ao Senhor Ressuscitado. Seguindo os passos do seu Mestre, Clara de Assis viveu igualmente momentos densos e intensos que tiveram o seu início no Domingo de Ramos. A sua grande decisão de seguir os passos de Cristo pobre e crucificado, viven-

do da raiz do Evangelho, Clara está intimamente unida ao imenso Mistério Pascal. Nessa escura-luminosa noite de Domingo de Ramos parte para não mais regressar. Inicia assim a sua contínua ascensão para Deus. Deixa o seu palácio. Sai de noite sem ser notada. Sobre os sentimentos daquele momento, Clara nada nos diz. Contudo acreditamos que também ela sentiu a voz persistente da natureza que a chamava à razão e que sete séculos depois o poeta Armando Côrtes Rodrigues dramatiza com singular beleza e realismo: Nobre Clara de Ofreduccio onde vais tão apressada? Ó Clara das tranças lindas, és filha desnaturada! Volta atrás, volta atrás que vais errada… Clara decidiu por

Cristo e nada nem ninguém poderia separá-la do Seu amor; ao longe, sobre a pedra rolada do sepulcro, ela já contemplava o clarão da esperança, da certeza do Senhor Ressuscitado. A luz clara do amanhecer do Domingo de Páscoa sobrepunha-se à noite escura da agonia, da luta, da hora do príncipe das trevas. Fez-se discípula de Jesus no Seu grande mistério pascal. Nele cravou o olhar do coração e deixou-se envolver por este inefável mistério de amor, amor louco de um Deus que ama sem limites. Clara, naquele momento da sua vida, vivenciou de forma particular a Semana Santa. Uniu-se intimamente a Jesus no sofrimento. Também ela viveu a sua noite de intensa oração, noite das grandes

decisões, ante o desafio a que Deus a chamava. Não teria sido fácil tudo deixar, a família, o conforto da casa paterna, um futuro promissor, para simplesmente ser pobre como Jesus, para simplesmente nada possuir. Como Jesus, naquela noite de trevas e luz, de lutas e vitórias, ela teria de exclamar: Pai, faça-se a tua vontade. Nas tuas mãos entrego a minha vida. Fez a sua caminhada de elevação para Deus, para Aquele que “preenche tudo em todos”. Mas para saborear a alegria pascal da Ressurreição de Cristo, da certeza do sepulcro vazio, Clara também teve de passar pela noite do Getsemani. A noite do Getsemani é passagem obrigatória para aqueles que aspiram ao esplendor da manhã da Ressurreição: os grandes homens e mulheres, os místicos que marcam indelevelmente a história da humanidade. Diante das vicissitudes

LUZ ENTRE OS HOMENS

“sua piedade foi atendido” (Hb5,7). O dito salmo é admiravelmente expressivo da experiência que pode fazer a pessoa que, sendo atingida pelo sofrimento, o vive na atitude de profunda confiança em Deus e a Ele se entrega , dirigindo-lhe repetidamente o seu “grito de socorro”. Na verdade, confessa o salmista: “Ele não desprezou nem desdenhou a aflição do pobre, nem desviou dele a sua face; mas ouvi-o, quando lhe pediu socorro” (Sl 22, 25). Então, falará a todos das “maravilhas do Senhor, contará o que Ele fez” por quem lhe pediu ajuda (Sl 22, 31-32). Alexandrina Maria da Costa experimentou realmente a transfiguração da sua vida marcada pelo sofrimento e irradiou as maravilhas de Deus para as outras pessoas. Nasceu em Balasar, Póvoa de Varzim, diocese de Braga, no ano de 1904. Viveu com a mãe e uma irmã, já que o pai as abandonou. Desde criança começou a trabalhar na agricultura. Aos 14 anos, quando trabalhava na costura com a irmã e outra rapariga, sentindo que havia homens a invadir a casa

com intensões de agressão, saltou de uma janela para a rua, o que deixou sequelas no seu corpo. Até aos 19 anos ainda se conseguia movimentar razoavelmente. A paralisia contudo foi-se agravando de tal modo que em 1925, aos 21 anos, ficou definitivamente de cama. Morreu em 1955, com 51 anos, exclamando: “Sou feliz porque vou para o céu”. Dotada de grande fé em Deus e de profunda devoção à Virgem Maria, começou por implorar a cura para a sua doença. Mas depressa compreendeu que a sua vocação seria a de compartilhar misticamente o sofrimento de Jesus Cristo. Ofereceu-se então como vítima pelos pecadores para obter a sua salvação. Recebeu repetidas graças místicas, com frequentes conversas com Jesus Cristo, que a associavam à sua paixão e à redenção dos homens. Assim, às sextas-feiras, quando fazia a via-sacra, sofria intensamente no seu próprio corpo a compaixão com Cristo. Em 1934, recebia dele a missão: “Por ti serão salvos muitos e muitos pecadores”. Essas experiências foram por elas

escritas por recomendação do seu diretor espiritual. A partir de 1942 deixou de tomar alimentos, vivendo exclusivamente da comunhão diária da hóstia consagrada. No ano seguinte, para se verificar a autenticidade do prodígio, Alexandrina foi internada durante 40 dias, no Porto. O grupo de médicos que a observou e submeteu a vigilância assegurou que era “absolutamente certo” que em todo aquele período a paciente não tinha comido. bebido, defecado ou urinado. E quanto às faculdades mentais, o médico que examinou a doente declarou que a sua expressão era “viva, perfeita, afetuosa, boa e acariciadora”, mostrando uma “atitude sincera, sem preensões, natural”; mais, “fala de modo natural, inteligente, mesmo subtil; responde sem hesitações, até com convicção, sempre em harmonia com a sua estrutura psíquica e a construção sólida de juízos bem delineados em si e pelo ambiente”. Devido à bondade que irradiava da doente, ao fenómeno prodigioso de se alimentar somente da Eu-

Manhã de Páscoa

Pe Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

Alexandra de Balasar http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

M

eu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?” É do salmo 22 (21) este versículo que o próprio Jesus rezou na sua paixão, exprimindo a profunda dor moral e espiritual, além de física, que sofreu. Segundo o evangelista Lucas, a esta interrogação seguiu-se a entrega confiante: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lc 23,46) E a carta aos Hebreus interpreta o efeito da oração de Jesus afirmando que pela

e contingências da vida humana, a Igreja orante faz o convite: Troquemos o instante pelo eterno, sigamos o caminho de Jesus. A primavera vem depois do Inverno, a alegria virá depois da cruz. Surpreendente é uma jovem de dezoito anos apenas, condicionada pelas normas rígidas e restritivas do seu tempo em relação à mulher, tenha quebrado todas as barreiras e padrões sociais e, tomando a vida nas suas próprias mãos, tenha dado vida e consistência a obra tão grandiosa. Na verdade o espírito do Senhor estava com ela. Dentro dessa mulher precoce havia uma força mais forte, mais poderosa, mais arrebatadora: havia o apelo de Deus (Amândio César). Através das suas cartas, Santa Clara revela-nos toda a sua riqueza humana e espiritual, aquela riqueza íntima de quem vive profundamente envolvido em Cristo, de quem se deixa apaixonar

pelo grande mistério da morte e ressurreição do Filho de Deus. Toda a vida de Clara foi uma contínua contemplação desse mistério, desde o nascimento na pobreza de Belém até ao consumatum est do Calvário. Clara não fica estática junto à cruz. A sua vida é uma pertinaz certeza de que Cristo, vivo e ressuscitado, caminha connosco. Para que a humanidade, a pobre humanidade aflita, torturada, ferida até ao âmago da alma, possa entoar os seus hossanas ao Senhor, por Quem Clara de Assis tanto sofreu, na antevisão, na antemanhã da alvorada plena, da alvorada de Deus, é preciso escutar Aquele que nos cicia aos ouvidos da alma: Eu sou a Ressurreição e a Vida (Amândio César). Irmãs Clarissas de Monte Real

caristia e ao bem espiritual que as pessoas experimentavam junto dela, a fama de Alexandrina começou a alastrar. Por isso, muita gente se deslocava em peregrinação até ao seu leito em busca de ajuda e aconselhamento espiritual. Ela sofria muito mas quando as pessoas a visitavam oferecia-lhes um sorriso nos seus lábios, o que as deixava impressionadas. A todas dirigia também palavras de conforto e de estímulo para uma vida melhor. Após a sua morte, milhares e milhares de pessoas continuaram a peregrinar até Balasar para conhecer melhor Alexandrina, visitar o seu túmulo na igreja paroquial e pedir-lhe a intercessão para as necessidades e aspirações do corpo e da alma. Entretanto, escreveram-se biografias, publicaram-se os escritos e a sua fama continuou a alastrar em Portugal, na Itália, na Irlanda e noutros países. Muitas pessoas testemunharam as graças divinas e mesmo milagres obtidos mediante a intercessão de Alexandrina. Decorreu o processo para sua beatificação, foi comprovado um

milagre de que beneficiou uma emigrante portuguesa em França; e a celebração realizou-se em Roma no ano de 2004. Mesmo paralítica numa cama, Alexandrina de Balasar, com a sua vida, escritos, testemunhos e obra irradiou a luz de Cristo no mundo, transmitindo-a a muitas pessoas enquanto viveu e depois de morrer. Numa das conversas com ela, Cristo diz-lhe: “Quero que tu faças o que faria Eu hoje se andasse pelo mundo. Imita-me! Atrais a Mim a multidão das almas às quais Eu permito vir a ti”. De facto, o que acontecia é que as pessoas não iam como vinham para junto dela. Suscitava arrependimentos e mudanças na vida de muitas delas. Ela não saía de casa mas a sua vida percorreu o mundo: “Tu pregas com o teu sofrimento, com o teu exemplo. És a missionária do Altíssimo: é na tua cama de dor que és missionária como tanto desejaste”, dizia-lhe Cristo em 1952. Foi e é uma testemunha de Cristo de modo único e especial.


DIOCESE 9

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Visita Pastoral à Diocese Entrevista ao padre Virgílio do Rocio Francisco, Pároco de Pataias

O Bispo diocesano, D. António Marto, esteve em visita pastoral à paróquia de Pataias, de 14 a 18 de Março. A esse propósito, entrevistámos o pároco, padre Virgílio Francisco. Que pensa desta iniciativa do Bispo diocesano fazer uma visita pastoral a todas as paróquias? A Visita Pastoral do Sr. Bispo às paróquias da diocese, do modo como é proposta, parece-me muito bem. Além das comunidades se darem a conhecer ao Sr. Bispo com as suas dinâmicas, desejos, interesses, capacidades e necessidades, há o encontro pessoal concreto que cria e desenvolve laços de afecto com a pessoa do Sr. Bispo, como “nosso” / “meu” bispo. Por outro lado a Visita Pastoral promove um ambiente de entusiasmo e de festa que “hoje” é muito importante especialmente para as novas gerações.

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Como se preparou a comunidade para receber o Bispo? Depois de alguma reflexão no Conselho Pastoral, nas “assembleias paroquiais” e noutras reuniões de grupos, foi feito um encontro para animadores da Lectio Divina dos textos propostos, e formaram-se vários grupos nos diversos

lugares da paróquia. Foi distribuída pelas casas a oração própria da Visita, que também passou a ser rezada nos encontros dos grupos eclesiais e introduziu-se nas assembleias litúrgicas a prece indicada. Durante o mês de Janeiro de 2012 fez-se uma peregrinação com a imagem da padroeira, Nossa Senhora da Esperança, pelos lugares da paróquia, com tempos de celebração eucarística, celebração do Perdão e oração (pessoal e em grupos) em cada igreja. Qual foi o critério na elaboração do programa? Além do cumprimento das indicações dadas no sentido da visita a todas as comunidades (igrejas) e dos encontros “obrigatórios” com as crianças, adolescentes, jovens crismandos e colaboradores (assembleia paroquial), programaram-se dois outros encontros no sentido de chegar ao maior número possível de pessoas, nomeadamente, às que participam nos dinamismos da comunidade - autarcas e dirigentes de associações, e casais / pais, tendo cada um destes encontros também um objectivo específico: Dar a conhecer a verdadeira Igreja e a Sua mensagem actual (remover preconceitos) às pessoas com (grande) influência na orgânica e dinâmica da comunidade. Incentivar e dinamizar a pastoral familiar que ainda é bastante precária, apesar ser uma das prioridades pastorais da paróquia.

De forma geral, como decorreu a visita? No geral correu muito bem. Em cada lugar as comunidades (incluídas as crianças) primaram pelo ambiente de festa no acolhimento ao sr. Bispo, pela preparação e participação nas celebrações, e pela organização dos jantares em convívio. Também os demais encontros foram preparados com muito empenho, dedicação e cuidado por parte dos responsáveis (catequistas, membros do Conselho Pastoral e outros). Todas as pessoas que participaram em alguma das actividades se manifestam muito agradadas e enriquecidas com o modo de presença amiga, testemunho sereno, alegria brilhante, ensinamentos valiosos, desafios oportunos e palavra clara e simples do Sr. Bispo. Digo “as pessoas que participaram”, pois também reconheço que alguns encontros não foram participados por todos os destinatários (convidados). Houve algum momento especial que queira destacar? Cada momento foi especial para os que participaram. Destacar algum poderia ser entendido como desvalorizar os outros, por isso gosto de olhar a Visita Pastoral como uma árvore única cuja beleza está na variedade e harmonia dos ramos e das folhas… como aquela oliveira que foi plantada no dia do encerramento, para, como foi rezado na ocasião: “re-

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“Mensagem de esperança, anunciada e testemunhada”

cordação destes dias de graça; convite a cuidarmos da nossa fé, para que floresça e dê muitos e bons frutos; e compromisso de rezarmos e vivermos em todas as situações da vida como o Vosso Filho Jesus Cristo, junto das oliveiras no jardim do Getsemani: «Pai, não se faça o que eu quero, mas sim o que Tu queres».” Qual a principal mensagem ou marca deixada por D. António? Apesar de ainda não ter sido feita a avaliação da Visita Pastoral pelo Conselho Pastoral, é bem clara a mensagem de esperança anunciada e testemunhada pelo Sr. D. António Marto, sobretudo porque ele apresenta a raiz da Esperança não só na certeza da fé que o anima, mas também na vida concreta das pessoas e das comunidades que visita. Outra mensagem muito forte, actual (necessária) e muito presente durante estes dias foi a da vivência da fé como relação de amor com a pessoa concreta, viva e presente de Jesus Cristo, de modo muito especial manifesta, alimentada, celebrada e aprofundada na Eucaristia dominical. Quais as expectativas criadas a partir da Visita Pastoral? Foi já definida alguma prioridade pastoral ou tomada alguma

decisão em ordem à renovação da dinâmica paroquial? Como referi, ainda não houve tempo para o Conselho Pastoral refletir sobre a Visita Pastoral e as suas consequências, no entanto o Sr. Bispo deixou desafios sobre assuntos e áreas pastorais que temos em agenda há algum tempo, nomeadamente: • Formação dos catequistas e outros animadores de grupos - espiritual, teológica e pedagógica • Formação cristã de adultos (todos os cristãos) – conhecimento dos fundamentos da fé cristã e das razões da esperança cristã adequado ao tempo presente e às exigências actuais. • Qualificação dos servidores nos ministérios litúrgicos: como os grupos corais preparam semanalmente a liturgia, assim também o façam os leitores; organização de um grupo de acólitos em cada Centro, com reuniões mensais de oração e de formação a nível paroquial e participação nos encontros diocesanos e nacionais. • Na pastoral juvenil, organização e dinamização de um grupo de jovens em cada Centro, com 3 ou 4 encontros gerais paroquiais e participação nas atividades e dinâmicas vicariais e diocesanas.

Depois da Visita Pastoral à paróquia de Alpedriz, da semana Santa, da Páscoa e de uns dias de descanso e reflexão pessoal, vamos reunir e tirar as conclusões devidas da Visita Pastoral em ordem à implementação de algumas dinâmicas possíveis e à planificação do próximo ano pastoral. Se me é permitido, aproveito este “tempo de antena” para agradecer a todas as pessoas que se empenharam e trabalharam na preparação e na realização da Visita Pastoral. Valeu muito a pena! Conto com todos para darmos continuidade ao trabalho realizado e cuidarmos da semente lançada à nossa terra pelo Sr. Bispo, para que dê muitos e bons frutos. Obrigado ao nosso Deus pelas maravilhas do Seu amor, pelo Pastor a quem nos confia, pelos dons, qualidades e capacidades com que nos enriquece, pela missão que nos confia e pelo tempo da história em que nos é dado viver. Obrigado ao Sr. Bispo, D. António Marto, pela sua amizade, compreensão, ensinamentos e testemunho, especialmente na Sua Visita Pastoral a esta paróquia de Nossa Senhora da Esperança de Pataias.


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O Mensageiro 5.Abril.2012

Leituras | Domingo da Páscoa Janela sobre a Missão Antífona de Entrada: Salmo 139, 18.5-6 Leitura I: Act. 10, 34a, 37-43 Salmo Responsorial: Sal. 117(118), 1-2, 16ab-17, 22-23; Refrão: Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria. Repete-se; Ou: Aleluia. Repete-se Leitura II: Col. 3, 1-4 Aclamação ao Evangelho: I Cor 5, 7b-8a; Refrão: Aleluia. Repete-se; Cristo, nosso Cordeiro Pascal, foi imolado: celebremos a festa do Senhor. Refrão Evangelho: Jo 20, 1-9 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo que Jesus amava e disselhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro¬. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro:¬ viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. Palavra da Salvação.

Cânticos | II Domingo da Páscoa

Notícias da linha da frente Cá estamos novamente para dar notícias sobre a nossa missão do Gungo. Nas últimas semanas a nossa equipa esteve separada. As manas Inês, Elsa e Teresa andaram a percorrer vários centros do Gungo dentro das atividades da “Pastoral da Criança”. Dentro de todos os condicionalismos próprios do local e que podeis imaginar, o trabalho até correu bem e foi “regado” com algumas boas chuvadas, uma verdadeira bênção para o Gungo. A restante equipa esteve no Uquende (com a moagem), na Donga (com os catecúmenos) e no Sumbe onde nas duas últimas semanas acabámos por estar eu, o Amândio e a Ana Sofia. Estivemos a fazer alguns acabamentos das obras que realizámos aqui na Ondjoyetu. A inauguração oficial foi no dia 7 de Janeiro, mas depois

dessa data temos vindo, aos poucos, a fazer alguns acabamentos: entre outras coisas, colocação de caleiras e condutas para os tanques a fim de aproveitar as águas das chuvas (que este ano teimam em não cair aqui no Sumbe), canalização das águas entre os tanques, substituição dos aros das portas da primeira fase da casa porque os originais foram roídos pelo salalé (uma formiguinha branca que pela calada destrói tudo o que pode e em pouco

tempo), execução de alguns trabalhos de serralharia, arrumação e organização do armazém que, por causa das obras, ficou disperso e desorganizado. Como vêm, trabalho não nos tem faltado e motivação para o fazer também não, graças a Deus. Neste fim-de-semana fomos à aldeia da Tuma, uma das mais próximas do Sumbe. Aí tivemos mais um dia de retiro com os catecúmenos que no sábado realizaram o terceiro escrutínio

em direção à celebração do seu batismo. Neste momento, o resto da equipa está a caminho de Luanda para ir buscar os pais das nossas manas Inês e Sofia, que vêm passar a Páscoa connosco. Eu fiquei no Sumbe porque amanhã nós, os padres, teremos um dia de formação e retiro que culminará com a celebração da Missa Crismal ao fim do dia (aqui é à terça-feira para que os missionários possam estar nas suas comunidades no Tríduo Pascal) Na quarta subiremos para a Donga onde só deveremos chegar na quintafeira por causa da distância e mau estado da picada. Na sede da nossa missão celebraremos o Tríduo Pascal e a Páscoa. Fica a fotografia da casa da missão no Sumbe – a Ondjoyetu – Depois das obras da segunda fase. Um abraço para todos e boa Semana Santa.

tos em que encontramos casulos vazios: as larvas que aí estavam deram origem a maravilhosas borboletas deixando, como testemunho da sua transformação e da sua nova vida, o casulo vazio. A ressurreição de Jesus também aconteceu, literalmente, da noite para o dia. Depois da paixão e da sua morte, a obra salvadora de Cristo não estava completa, era necessário que ressuscitasse e, embora Ele o tivesse o anunciado aos seus discípulos, eles não tinham absoluta certeza nisso. As mulheres que de manhã foram visitar o túmulo, quando o viram vazio ficaram aflitas porque não sabiam o que tinha acontecido ao corpo do seu mestre. Os próprios discípulos ficaram sem saber o que fazer perante a ausência do corpo de Jesus. Mas esta incerteza perante aquilo que já não está presente acaba por se transformar numa luz para os seus olhos, porque descobrem, com a ajuda do Espírito Santo, que Jesus

está vivo, que tudo aquilo que lhe aconteceu tinha de acontecer para que as pessoas alcançassem liberdade, esta é a realização da Boa Nova que ele tinha anunciado a todos os que ouviam Jesus. Pedro anuncia que a ressurreição de Jesus não é facto isolado, mas sim o culminar de uma vida vivida na obediência ao Pai e na doação aos homens: depois de Jesus ter passado pelo mundo “fazendo o bem e libertando todos os que eram oprimidos”; depois de ele ter morrido na cruz como consequência desse “caminho”, Deus ressuscitou-o. Assim a vida nova e plena que a ressurreição significa é ponto de chegada de uma existência posta ao serviço do projecto salvador e libertador de Deus. Esta vida é uma proposta transformadora que, uma vez acolhida, liberta da escravidão do egoísmo e do pecado. E é este exemplo que todos temos de seguir, nós que tendo sido baptizados, também ressuscitamos

de uma maneira espiritual, morrendo para tudo aquilo que é mal e ressuscitando para a nova vida de amor, com Jesus Cristo nosso Mestre, pois foi ele que nos ensinou: “Não há maior prova de amor do que dar a vida pelo amigo”. E todos os homens são nossos amigos porque são nossos irmãos, foi por eles que Cristo morreu e ressuscitou. S. Paulo diz aos Colossenses que a identificação com Cristo implica o assumir uma dinâmica de vida nova, despojada do egoísmo, do orgulho, do pecado e feita doação a Deus e aos irmãos. O cristão torna-se então, verdadeiramente, alguém que “aspira às coisas do alto” - quer dizer, alguém que, embora vivendo nesta terra e desfrutando as realidades deste mundo, tem como referência última os valores de Deus. Por isso temos de dizer a todos os homens que Deus os ama e que só quer que eles sejam felizes abraçando a vida que têm, aproveitando todas as maravilhas que Ele nos deu.

DR

(8/04/2012)

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(15/04/2012)

INÍCIO Nós somos as pedras vivas - Lau 529 Congregados num só povo - Lau 237

AO SABOR DA PALAVRA

SALMO RESPONSORIAL Aclamai o Senhor - Lau 135 APRESENTAÇÃO DOS DONS Senhor trazei-nos a paz - Lau 777 Vós me seduzistes, Senhor - Lau 877 COMUNHÃO Senhor eu creio que sois Cristo - Lau 759 Os discípulos reconheceram - Lau 630 PÓS-COMUNHÃO Senhor Tu és a luz - Lau 779 Fica entre nós Senhor - Lau 401 FINAL Aclamai Jesus Cristo - Lau 134 Proclamai que Jesus Cristo - Lau 684

MISSAS DOMINICAIS

Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

Domingo de Páscoa 8 de Abril de 2012

Sepulcro vazio Este é o maior domingo do ano para nós que sermos cristãos. A terra exulta de alegria depois de dois dias de tristeza. Na natureza, quando chega a primavera, há alguns dias em que parece que todas as flores decidiram abrir ao mesmo tempo, mas essas mudanças são sempre mais ou menos graduais. Há também momen-


DIOCESE 11

O Mensageiro 5.Abril.2012

Uma forma de sentir educação

Colégio de S. Miguel faz parceria com a Fundação Arca da Aliança Chegada a hora, há muitos anos solicitada, de deixar a direção do colégio de S. Miguel, devo uma palavra de agradecimento às muitas pessoas e comunidades que estabeleceram comigo e com o colégio excecionais relações de entendimento, cooperação e amizade ao longo dos 50 anos, em que presidi ao nascer, crescer e consolidar desta instituição educativa, que constitui hoje um inestimável património material, cultural e espiritual da Diocese de Leiria-Fátima. Falseada ficaria a história desta instituição se não se revelassem pelo menos alguns traços da sua face oculta, que creio só a mim foram dados a conhecer. O colégio de S. Miguel deve apenas, e exclusivamente, a sua existência à vontade hercúlea de um homem, então Bispo da Diocese de Leiria, D. João Pereira Venâncio que, apesar da oposição de alguns dos seus mais próximos colaboradores, não desistiu de construir em Fátima uma instituição educativa, cujos alargados horizontes ele vislumbrava, como o afirmou no dia da bênção da primeira pedra das suas modelares instalações. Não tendo o aval da Administração diocesana para a sua construção, de que carecia, como mo confidenciou, recorreu à generosidade de amigos

seus de além-fronteiras, aonde se deslocou, em jeito de pedinte Ao regressar, feliz, comunica-me «já podemos começar a obra; não com dinheiro da Diocese, mas com dinheiro que me foi dado para esta obra. Quanto ao resto, Deus providenciará». Enganou-se, porém, porque uma vez mais a oposição se manifestou, desta vez por meio da Comissão de Arte, da Diocese, não dando a necessária aprovação ao projeto de arquitetura, por o achar fora do habitual. Durante cinco anos, que pareceram uma eternidade, esteve este projeto estagnado, até que uma luz brilhou no escuro, quando o dito projeto foi apresentado, como uma tese de doutoramento em arquitetura, na Escola de Belas Artes, então sedeada no Porto, a que foi atribuída a qualificação de 20 valores. Rompeu-se o cerco e deu-se início às obras, a 10 de Junho de 1972, dez anos após a criação do colégio, obras que se foram desenvolvendo progressivamente, sem qualquer comparticipação do Estado, nem de outra entidade civil ou religiosa, mas apenas com a cuidada administração daquele a quem fora confiada a condução da barca. Inextrincavelmente ligado ao colégio, desde a sua conceção pedagógica e arquitetónica, o Padre Ven-

tura intuiu, desde muito cedo, dada a sua formação no campo das Ciências da Educação, que o colégio era uma obra inacabada, atendendo a que a educação, sendo uma teia de relações interativas e complementares, não podia confinar-se à relação triangular: professor – alunos – pais, mas a um universo mais alargado de pessoas em situações e idades diferentes - crianças, adolescentes e idosos - o que o levou a projetar, uma aldeia intergeracional que, de mãos dadas, em parceria com o colégio, constituísse um projeto pedagógico de grande relevância educativa. Como era de esperar, aos muitos e fortes aplausos a esta iniciativa não tardaram a juntar-se as dúvidas, críticas e até suspeições da parte de quem devia estar na primeira linha, na defesa de um tal projeto de unidade, a traduzir-se no encontro real, vivencial, de gerações, em que cada um possa dar ao outro o que é e o que tem de melhor. O Espírito sopra onde quer! Que, por nenhum preconceito, alguém O impeça de operar, antes procure discernir os sinais da suja presença. Isto é construir o Corpo, que o Senhor Jesus quer que sejamos. E é este espírito que está na base da aliança, do «feliz casamento», na expressão de então Bispo da Diocese,

D. Serafim, entre o Colégio de S. Miguel e a Fundação Arca da Aliança, em regime, como é óbvio, de separação de bens, o que significa que esta união contempla as vertentes humanista e espiritual, ainda que, no domínio económico e financeiro, cada uma das instituições mantenha, desde sempre, uma gestão independente. Dão-nos ânimo para esta nova arrancada educativa, deste alargar do espaço inter relacional do colégio, testemunhos como estes, produzidos por entidades de elevado mérito acerca da obra educativa do colégio de S. Miguel: «é uma obra de amor» (Eng. Roberto Carneiro, ministro de educação»; «é um amoroso plasmar de almas para a vida» (D. João P. Venâncio) e muitos outros, que nos impelem a não perder o ânimo. Ao entregar o leme do colégio a outro timoneiro, em 31 de julho próximo, deposito nas suas mãos esta minha convicção, na esperança de que esta teia de relações, constitutiva de uma educação autêntica, se mantenha e fortifique na vivência quotidiana do amor fraterno, feito de pequenas e grandes coisas, para uma maior dignidade de vida de todos os seus interventores, seja qual for a sua idade e condição. Padre Joaquim Rodrigues Ventura

Grande adesão à iniciativa

“Fé e Arte, um diálogo de séculos” No passado dia 24 de Março, sábado, realizou-se a quinta visita ao património no âmbito da iniciativa “Fé e Arte, um diálogo de séculos”, organizada pelo Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima. Cerca de oito dezenas de participantes assistiram à visita orientada por Júlio Órfão intitulada “Na rota

da pedra lavrada” que teve início na igreja matriz da Batalha com o seu magnífico portal manuelino e retábulo setecentista em mármore transferido do mosteiro da Batalha para esta igreja, na primeira metade do século XX. O grupo seguiu depois para a Capela de N. Sra. da Conceição na localidade de Brancas, conhecendo a sua

interessante arquitetura, partindo-se daí até ao Reguengo do Fetal onde o grupo conheceu a Igreja Matriz e o Santuário de Nossa Senhora do Fetal onde foi explicada a história do Milagre e as fases de construção do Santuário. Foi lá que o grupo assistiu aos habituais momentos musicais que decorrem durante as visitas, sendo desta vez

convidado o tenor António Alves que interpretou os temas Ave-maria de Schubert e Panis Angelicus de César Franck. A visita terminou com um lanche oferecido pela paróquia do Reguengo, no alpendre da casa do peregrino onde não faltaram as iguarias da localidade, nomeadamente as famosas cavacas do Reguengo. A próxima visita guiada

BREVES Paróquia de Minde

Encontro de Jovens No dia 18 de Fevereiro de 2012, realizou-se em Minde um encontro entre o grupo de jovens da Juventude Franciscana de Minde (Pássaros de Assis) e o grupo de Leiria (Poverello de Assis). O momento alto do encontro coincidiu com a Eucaristia celebrada pelo Frei Pedro e pelo Senhor Padre Albino. A Eucaristia decorreu pelas 21h30, na sala recentemente renovada da residência paroquial, a qual foi benzida visto ter sido este o primeiro encontro nela realizado.

Encontro de animadores sobre as vocações

“Dom do amor de Deus”

Terá lugar no sábado, 14 de Abril, das 10h00 às 12h30, no Seminário de Leiria, um encontro de animadores. O tema será: As vocações, dom do amor de Deus. Os objectivos são: redescobrir o amor de Deus como fonte da própria vocação, saboreá-lo no próprio encontro e na vida de cada dia e dispor-se a testemunhá-lo para despertar novas vocações, segundo o dom e o apelo que Deus concede a cada pessoa. Haverá ocasião para em grupo elaborar uma proposta para a animação vocacional. Organizado pelo Serviço diocesano de Animação Vocacional, este encontro destina-se a catequistas e animadores vocacionais e de jovens. Mas podem também participar outras pessoas que tenham interesse no tema e nos objectivos. As inscrições devem fazer-se até 10 de Abril, para padre Jorge Guarda (email: sav@leiriafatima.pt; tel. 244 845 032; 962445325). A iniciativa insere-se na preparação para o Dia mundial de Oração pelas vocações, a celebrar no domingo, 29 de Abril. Na sua mensagem para essa ocasião, o Papa Bento XVI exorta todos os membros da Igreja, desde os bispos aos sacerdotes, dos consagrados aos catequistas, dos animadores pastorais a quantos estão empenhados no campo da educação das novas gerações, “a uma escuta atenta de quantos, no âmbito das comunidades paroquiais, associações e movimentos, sentem manifestar-se os sinais duma vocação para o sacerdócio ou para uma especial consagração. É importante que se criem, na Igreja, as condições favoráveis para poderem desabrochar muitos «sins», respostas generosas ao amoroso chamamento de Deus”. Padre Jorge Guarda Coordenador do Serviço de Animação Vocacional

ao património da Diocese de Leiria-Fátima realizarse-á no dia 28 de Abril, sábado, tendo por título “Por terras do Lena”, orientada pelo Professor Doutor Saul Gomes. Será visitada a Igreja paroquial de Alvados e, em Porto de Mós, a capela de Sto. António e as Igrejas de São S. João Batista e S. Pedro. Como habitualmente, a concentração será fei-

ta às 14h, 45min junto da primeira igreja a visitar e a visita é livre. Quem desejar viajar de autocarro, saindo às 14h00 do Seminário de Leiria, deverá inscrever-se pelo mail coelhomartins@iol.pt ou pelo telefone 962540255. A concentração será feita às 14h45, junto da primeira igreja a visitar. Gonçalo Cardoso


12 ECLESIAL

MUNDO

João Paulo II

Canonização à espera de milagre O responsável pela causa de canonização de João Paulo II (1920-2005), Papa falecido há sete anos, revelou que o processo está dependente da confirmação de um “novo milagre” para que se possa concluir. O padre Slawomir Oder disse à Rádio Vaticano que têm chegado “numerosas indicações de graças atribuídas ao beato João Paulo II e algumas são, seguramente, interessantes”. “De momento, espero pela documentação para poder dar início a um estudo mais aprofundado e fazer um bom discernimento acrescenta o postulador da causa. De acordo com o direito canónico, para a canonização é necessário um novo milagre atribuível à intercessão do beato João Paulo II a partir da data da beatificação. Concluídas estão, em definitivo, as investigações sobre as chamadas “fama de santidade” e “virtudes heróicas” de Karol Wojtyla, eleito Papa em Outubro de 1978. João Paulo II morreu a 2 de Abril de 2005, data que é assinalada com iniciativas em várias partes do mundo, segundo o padre Slawomir Oder, que destaca a peregrinação das relíquias do beato, actualmente na Nigéria.

Católicos e budistas unidos pelos jovens

Festa do Vesakh

A Santa Sé enviou uma mensagem aos budistas de todo o mundo, por ocasião da sua principal festividade, o Vesakh/Hanamatsuri, apelando à “responsabilidade comum” na educação dos jovens para “o diálogo entre religiões e culturas”. O documento, assinado pelo cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, destaca a “necessidade de educar os jovens para o respeito e a compreensão das crenças e das práticas religiosas dos outros”. A Santa Sé recorda que cada vez mais estudantes pertencentes a várias religiões e crenças se sentam “lado a lado, aprendendo uns com os outros e uns dos outros”. Os jovens, prossegue a mensagem, devem juntar-se àqueles que pertencem a outras religiões para “resolver os conflitos e promover amizade, justiça, paz e um autêntico desenvolvimento humano”. A celebração do Vesakh assinala os principais acontecimentos da vida de Buda e é assinalada em várias datas: a 8 de Abril no Japão; a 5 de Maio no Sri Lanka, Singapura, Malásia, Birmânia, Camboja e Laos; 6 de Maio na Índia, Nepal, Paquistão e Indonésia; a 28 de Maio na Coreia do Sul, Taiwan, Vietname, Tibete, China, Hong Kong e Macau; a 4 de Junho na Tailândia. O presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso deixa votos de que esta festa anual traga “serenidade e alegria” em todas as partes do mundo. Este responsável sublinha a importância de unir os fiéis das duas religiões na educação dos mais novos, fazendo-os a crescer como “seres pacíficos e obreiros de paz”.

O Mensageiro 5.Abril.2012

D. Virgílio Antunes lembra outras formas de pertença à comunidade

«Civilização paroquial» terminou O bispo de Coimbra encerrou o ciclo de conferências quaresmais da paróquia de São José, nesta cidade, afirmando que a Igreja Católica deve estar “consciente de que a civilização paroquial terminou”. Na sua prelecção, enviada hoje à Agência ECCLESIA, D. Virgílio Antunes disse aos participantes que, actualmente, “há outros modelos de adesão à fé cristã e de pertença à comunidade eclesial”. O prelado começou por referir que pode parecer “anacrónico falar de paróquia nos dias de hoje” porque a vida “não é paroquial, nem nos pequenos aglomerados, nem nas vilas ou cidades, onde o campanário é uma marca cada vez menos significativa e onde a realidade já não gravita à sua sombra”. De um ponto de vista arquitectónico, D. Virgílio Antunes considera que “é interessante visitar” algumas das grandes cidades, onde “o volume das igrejas ou a altura das suas torres foram completamente ultrapassados pelos grandes edifícios de todo o género e pelos arranha-céus”. As igrejas modernas “já não apresentam as marcas tão vincadas da arquitectura sagrada e confundem-se facilmente com outro tipo de construções públicas ou privadas”, referiu o bispo

de Coimbra, na conferência proferida esta quinta-feira. “Há um certo complexo religioso que leva a procurar formas discretas, com a finalidade de não causar afronta aos ateístas militantes ou aos que professam outros credos religiosos”, acrescentou. Este responsável reconhece que houve “uma diminuição da importância dos dinamismos paroquiais na vida das pessoas, das famílias, da sociedade e da

Igreja” onde o sinal “mais evidente é a diminuição da prática religiosa, concretamente a diminuição da participação na missa dominical, mas também a diminuição do número de baptismos e matrimónios católicos, da frequência da catequese e das aulas de Educação Moral e Religiosa”. Segundo o bispo de Coimbra, além destes “índices objectivos e contabilizáveis”, há uma outra

área “que não é calculável, embora com fortes indícios de mudança: os valores que orientam a vida das pessoas e das famílias não são, em grande parte, os representados pela comunidade paroquial – entenda-se, eclesial”. Num “mundo secularizado”, o prelado realça que é importante “clarificar o significado da palavra esperança, pois não parece tratar-se propriamente da virtude teologal da tríade da doutrina cristã”. Quando se “fala de esperança em tempos de crise”, acentua-se sobretudo “a capacidade humana de resistir diante das tentações de desanimar face às grandes dificuldades que advêm da situação presente”, disse. A este nível a paróquia pode fazer alguma coisa, pois tem “alguma capacidade para ajudar a despertar nas pessoas sentimentos de fraternidade, solidariedade e caridade”, adianta. As conferências quaresmais deste ano na paróquia de São José tiveram o seu início a 1 de Março com a presença de António Barreto e contaram também com prelecções de José Souto Moura, D. Manuel Clemente e do padre Lino Maia.

Braga acolhe quinta edição

Festival JOTA 2012

Nos próximos dias 20 a 22 de Julho vai decorrer, na cidade de Braga, a quinta edição do Festival JOTA. Estão garantidas as presenças dos Portugueses Claudine Pinheiro e “Mendigo de Deus” num espaço “lounge” onde a oração será fio condutor, os evangélicos David Neutel e “Coração Profético”, que acabaram de lançar novos cds, a

“Banda Missio” que foi a banda vencedora em 2010 do “Teu Palco”, um espaço para bandas mais amadoras, os estreantes “Luz Jovem”, que lançaram há pouco o seu primeiro cd, e o já bastante conhecido Padre Victor. A anfitriã Banda Jota estará presente com o novo álbum que está para lançar. O cartaz conta ainda com o rock da banda Kenosis e o

famosíssimo Don Jose, e os italianos Nuova Civiltá e o mais conhecido artista desse país, Roberto Bignoli. A organização espera ainda poder revelar mais surpresas até às datas do festival. As informações podem ser encontradas na página: www.festivaljota.com.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 5.Abril.2012

Temas de interMediação

Silêncio … chegou a hora de olhar e escutar o outro! Todos nós, por sermos partes integrantes de um todo que é O MUNDO, utilizamos a comunicação para nos relacionarmos. A maior ou menor eficácia do nosso relacionamento depende, em grande parte, da nossa capacidade de comunicar. As palavras que proferimos (linguagem verbal), os gestos (um sorriso, uma lágrima, um abraço, um aperto de mão, o dar a mão) ou as atitudes que tomamos são as formas de comunicação mais comumente utilizadas. As estatísticas dizem- -nos que a linguagem não verbal, no qual se inclui a expressão facial e corporal, os gestos, tem maior impacto na comunicação eficaz (entre aquilo que se quer dizer, se diz, e é recebido). O processo de comunicação Em termos linguísticos podemos definir a comunicação como «o processo de enviar e receber mensagens». Esta definição, aparentemente simples, torna--se mais complicada quando se observa uma relação interpessoal (entre duas ou mais pessoas).Quando alguém (emissor) pretende expressar algo a outrém (receptor) a partir de um código, a que designamos mensagem. A expe-

H

á muitos anos Deng Xiaoping dizia que pobreza não era socialismo e o que era glorioso era ser rico. Tudo tinha a ver com a nova ideologia chinesa, consubstanciada num princípio de equilibrismo filosófico puro: “um país, dois sistemas”. O capitalismo de Estado que irrompeu nos países asiáticos bebeu destes princípios, onde se equilibrava um Estado forte com a economia de mercado. Aquilo que era visto como um delírio oriental voltou referência agora que em Davos os líderes mundiais tentam encontrar uma saída para o labirinto onde o capitalismo ocidental se meteu e de onde tem dificuldades em sair. O novo paradigma encontrou eco na capa da semana passada da “The Economist”: Lenine segu-

riência mostra-nos que este processo, aparentemente simples, falha muitas vezes. O significado formado pelo receptor quando dá o seu feedback não coincide necessariamente com aquele que o emissor conferiu à mensagem, ou porque pressupôs elementos que o emissor não disse, ou porque o próprio emissor não foi suficientemente esclarecedor na sua forma de comunicar, isto é, não conseguiu traduzir os seus pensamentos em palavras claras e precisas. A maior ou menor confiança/credibilidade que se dá ao outro, a atenção que dou ao outro, o tempo que demoro a comunicar, o tipo de linguagem que utilizo determinam a eficácia da comunicação. A importância da comunicação nos conflitos A (má) comunicação pode ser, em si mesma, causa de muitos conflitos. Quando uma pessoa interpreta mal o que a outra quis dizer e reage defendendo-se perante aquilo que considera uma ofensa, a tensão do conflito aumenta e a sua solução torna-se ainda mais longínqua. Pelo contrário, quando as pessoas em conflito estabelecem uma comunicação eficaz e clara permite-lhes chegar à raiz do

rando um charuto, cuja cinta era um cifrão, e sob o título: “The Rise ofState Capitalism”. Os portugueses, num na fase de desnacionalização das últimas jóias da coroa económica do Estado, conhecem esta história deliciosa. Quem compra são fundos soberanos ligados à China, a Angola ou ao Brasil. Diferentes faces do capitalismo de Estado que vem em socorro das economias privadas da Europa. O absurdo tornou-se real. A questão é que como a austeridade pura e dura não resolve a essência do problema (como já referiu Cristine Lagarde, a líder do FMI, ao pedir medidas enérgicas de crescimento económico), a salvação tem de vir de algum lado. Os Estados retiraram-se de cena com o argumento que os mercados se regu-

conflito e encontrarem soluções satisfatórias para ambas. Técnicas que facilitam a comunicação e a tornam eficaz na resolução dos conflitos Para comunicar é necessário ouvir, falar, emitir e receber mensagens, sejam elas verbais, gestuais ou escritas. Escuta Activa A optimização da comunicação, no âmbito do “saber ouvir”, passa necessariamente pela utilização da escuta activa. O que é? A escuta activa implica que prestemos atenção não só ao conteúdo da mensagem de cada uma das partes, mas também aos sentimentos e emoções nelas implicadas, aos índices não verbais e ao contexto em que a mensagem é proferida”. Para que serve? É a competência mais poderosa, interessante e útil para mediar qualquer conflito. É imprescindível saber escutar! Serve para identificar e compreender as posições, os interesses e as necessidades de cada parte envolvida no conflito. O saber escutar permite também

lam por si próprios. Mas o crescente fosso entre os rendimentos, um desemprego estável que ameaça a sustentabilidade social das democracias ocidentais e a criação de bolsas de miséria nos países desenvolvidos está a ter implicações gravíssimas. A fraqueza da zona euro levou já a quebras nas exportações dos países emergentes. Mas a doença é mais grave. Os consumidores dos países ocidentais viveram nas últimas décadas acima das suas possibilidades. Pediram dinheiro para comprar. Mas os Estados fizeram o mesmo. O resultado foi uma catástrofe à espera de acontecer. Isto enquanto a outra metade do mundo amealhava e poupava, emprestando ao desvario ocidental. O equilibrista caiu. Os

criar empatia. A empatia, por sua vez, cria, facilita e permite a obtenção de um ambiente mais propicio ao encontro de soluções satisfatórias para todos os protagonistas (sejam eles principais ou secundários) - WIN/WIN. Modo de usar O primeiro passo a dar passa pela mentalização prévia de que «eu tenho que ouvir com toda a atenção». Depois, fazer «uso dos meus ouvidos» e ouvir realmente até ao fim. Devemos evitar as interrupções e as distracções, devemos aceitar os silêncios e estar sensibilizado para as mensagens não verbais. «Mais do que ouvir, eu tenho que estar atento e observar o outro». Enquanto receptor, e utilizador da escuta activa, posso expressar-me de várias maneiras nomeadamente, estimular quem fala, a partir de perguntas abertas, abanar afirmativamente a cabeça, ou repetir as principais ideias ou pensamentos expressos por quem fala. Falar eficazmente Uma outra técnica que pode minimizar os erros na comunicação se seguir estas regras: manter o contacto visual com o interlocu-

cidadãos não eram tão ricos como supunham, os bancos não eram tão sólidos como acreditavam, os Estados abdicaram dos meios para fazer face ao delírio. Em Davos leva-se as mãos à cabeça, sem perceber a lição das economias orientais. Olhe-se para o passado: na década de 90 do século XX a crise dos chamados “tigres asiáticos” afectou a economia global. A Tailândia desligou o seu bath do dólar e isso contagiou as outras moedas da zona. Na altura o FMI aplicou ali as mesmas medidas de sempre: austeridade, corte nas regalias sociais, corte no investimento estatal. Países como a Tailândia, Malásia, Indonésia e mesmo Singapura aprenderam a Lição. E, como explicava Mahatir Mohammad no “FT” há alguns dias, depois de ter alertado que a moeda

tor; ser um discurso organizado, com ritmo, breve e com uma linguagem simples. Escrever eficazmente Ao escrever um documento deve-se ter em mente que se escreve para os outros, quem lê tem que entender claramente o que se diz através das palavras, da pontuação, dos títulos, e dos subtítulos utilizados. Ler eficazmente A leitura faz parte integrante do processo de comunicação, corresponde à interiorização da escrita e dá origem às actividades de falar, ouvir e escrever. Deve ser feita em voz alta, com ritmo e servir para reter as ideias principais de uma mensagem. Opinião da InterMEDIAR: Comunicar implica manifestar a própria opinião sem perder o interesse e o respeito no outro. Sabemos, pela nossa experiência, que a comunicação é a chavemestra para a solução dos seus conflitos e confiamos que a sua vontade pode fazer a diferença. Porque o “Encontro de vontades é capaz de criar soluções”. P´InterMEDIAR Filipa Nogueira

não era uma mercadoria e, no meio da crise, a Malásia fixou a taxa de câmbio e os seus habitantes ajudaram com as suas poupanças à recuperação. Vivendo com os meios que tinham. Regressaram para produzir bens e serviços visíveis e não virtuais. E solidificaram os Estados, mesmo que isso tenha implicado democracias musculadas. Por isso a Mahatir pede um novo Bretton Woods, onde o euro volte a ser a base das moedas. E assim o sistema financeiro passaria a suportar negócios reais e não virtuais. É uma mudança de paradigma que iria contra o sistema implementado no Ocidente nos últimos anos. É por isso que, agora, os fundos soberanos fazem valer a sua força num mundo onde o valor do dinheiro deixou de equivaler à criação de riqueza.

COMENTÁRIO SEMANAL

Orlando Fernandes Jornalista

O novo capitalismo

Sem empenhar a democracia que temos, é altura de olhar não para Lenine, mas sim para o que nos legaram as economias asiáticas.


14 INSTITUCONAL

O Mensageiro 5.Abril.2012

Sodicel CONVOCATÓRIA SODICEL – SOCIEDADE DE REPRESENTAÇÕES, S.A., sociedade anónima, com sede em Leiria – Gare, Marrazes, Leiria, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Leiria sob o número 500 270 716 e com o mesmo número de pessoa colectiva, com o capital social de 324,229,47 (trezentos e vinte e quatro mil duzentos e vinte e nove euros e quarenta e sete cêntimos), vem convocar os Senhores Accionistas para a Assembleia Geral Ordinária da sociedade, que terá lugar no próximo dia 9 de Maio de 2012, pelas 15h00, na sede da sociedade, com a seguinte ordem de trabalhos: 1. Análise e aprovação do Relatório de Gestão e Contas do exercício de 2011. 2. Deliberar sobre a aplicação de resultados; 3. Apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade; Leiria, 29 de Março de 2012 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral, (Dr. Teófilo Araújo dos Santos) PUB

CEDILE Telefone 244 850 690 ECOGRAFIA / DOPPLER / ECOCARDIOGRAFIA TAC / MAMOGRAFIA / RX / OSTEODENSITOMETRIA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ARTICULAR Telefone +351244850690 / Fax 244850698 Largo Cândido dos Reis, Nº 11 / 12 • 2400-112 LEIRIA

F. Costa Pereira Médico Especialista Doenças da boca e dentes

Rua João de Deus, 25- 1º Dt. - LEIRIA CONSULTAS COM HORA MARCADA 2ª, 4ª e 5ª: 11h-13h e 15h-19h, 3ª: 10h-13h e 15h-19h, Sábados: 9h30-15h Tel. 244 832406

FARMÁCIAS DE SERVIÇO Central (5), Godinho Tomáz (6), Higiene (7), Antunes (8), Lis (9), Oliveira (10), Sanches (11) e Tomáz (12).

TELEFONES ÚTEIS

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia trinta de março de dois mil e doze, exarada a folhas cinquenta de quatro do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Sessenta e Dois – A, SERAFIM CARREIRA DAS NEVES, casado com Maria Teresa Simão ou Maria Teresa Simão das Neves sob o regime da comunhão geral de bens, naturais ele da freguesia de Santa Catarina da Serra, ela da freguesia de Arrabal, ambas do concelho de Leiria, residentes na Rua dos Santos, 12, Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, Nifs: 113 648 707 e 113 648 685, por si e na qualidade de procurador de sua referida esposa, declarou: UM: seis noventa e seis avos indivisos (um dezasseis avos) do prédio rústico sito em Vale das Cerejeiras, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terra de cultura com oliveiras, com a área de quinze mil e oitocentos metros quadrados, a confrontar de norte com José Carreira Jorge e outro, de sul com David Pereira das Neves, de nascente com Manuel Rodrigues da Piedade e de poente com caminho, descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria na ficha sete mil seiscentas e cinquenta e duas, únicos direitos de que são titulares, sem qualquer relação com os lá registados pela inscrição correspondente à apresentação noventa e seis de um de junho de dois mil e onze, inscrito na matriz sob o artigo 7574, com o valor patrimonial IMT correspondente de 133,96. DOIS: Prédio rústico sito em Cova da Raposa, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terra de semeadura, com a área de mil e cem metros quadrados, a conforntar do norte com António Alexandre de Oliveira, do sul com Serafim Carreira das Neves e do nascente e poente com caminho, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 3394, com o valor patrimonial IMT de 330,69. Que o bem relacionado sob a verba UM veio à sua posse e da sua referida esposa por doação verbal de José Carreira e esposa Emília das Neves, residentes em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, doação essa que teve lugar no ano de mil novecentos e setenta e cinco, já no seu estado de casados. Que o bem relacionado sob a verba DOIS veio à sua posse e da sua referida esposa por doação verbal de António Carreira, solteiro, residente em Loureira, Santa Catarina da Serra, Leiria, doação essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e sete, já no seu estado de casados. Não obstante ele e a sua referida esposa não terem título formal de aquisição dos bens relacionados sob as verbas UMA e DUAS foram eles que sempre os possuíram, o relacionado sob a verba UMA em compropriedade, desde aquelas datas até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, gozaram todas as utilidades por eles proporcionadas, pagaram os respectivos impostos, cultivaram-nos, colheram os seus frutos sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente, fazendo-o ostensivamente, e sem oposição de quem quer que seja, posse essa de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida pelos interessados. Tais factos integram a figura juridica da usucapião, que o primeiro outorgante, nas indicadas qualidades, invoca, como causa de aquisição dos referidos bens, por não poderesm comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Cartório Notatrial de Manuel Fontoura Carneiro em Porto de Mós, trinta de março de dois mil e doze. A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Cordeiro Pires de Sousa Mendes)

Cartório Notarial de Leiria A cargo do Notario Pedro Tavares Certifico, para fins de publicação, que neste Cartório e no Livro de Notas para Escrituras Diversas nº 218-A de folhas noventa e quatro a folhas noventa e cinco se encontra exarada uma escritura de Justificação Notarial no dia vinte e oito de Março de 2012. Outorgada por: Conceição Alves Pereira Gaspar, viúva, natural de Amor, Leiria, residente na Rua do Lagoeiro nº 13, Casal dos Claros, Amor, Leiria, nif 189 714 611, na qual disseram. Que, com exclusão de outrém, é dona e legítima possuidora do prédio rústico, composto por terra de cultura, com a área de dois mil metros quadrados, a confrontar do norte com Paulo João Gaspar, sul Masiga, nascente Paulo João Gaspar e do poente caminho, sito em Casal Novo, na freguesia de Amor do concelho de Leiria, não descrito na Conservaória do Registo Predial deste concelho, incrito na respectiva matriz sob o artigo 10,419, com o valor patrimonial tributário de 1450 , igual ao atribuído; Que o referido imóvel veio à sua posse por doação meramente verbal que lhe foi feita por volta do ano de mil novecentos e oitenta e três por Joaquim Pereira e Conceição Alves, pais dela, residentes que foram em Casal dos Claros, Amor, Leiria, sendo ela justificante casada em separação de bens a essa data. Que, assim, vem possuindo esse prédio como seu, há mais de vinte anos, como proprietária e na convicção de o ser, cultivando-o e colhendo os seus frutos, cumprindo as obrigações fiscais a ele relativas, posse que vem exercendo initerrupta e ostensivamente, com conhecimento de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, assim de modo pacífico, contínuo, público e de boa fé, pelo que adquiriu por usucapião a propriedade sobre o indicado imóvel. Que dada a forma de aquisição originária não tem documentos que a comprovem. Que para suprir tal título vem pela presente escritura prestar estas declarações de justificação com o fim de obter no registo predial a primeira inscrição de aquisição do referido prédio. Vai conforme ao original na parte fotocopiada não havendo na parte omitida nada que amplie restrinja, modifique ou condicione a parte fotocopiada. Maria Leonor de Ameida Pereira, funcionária do Cartório em epígrafe, no uso de competência cuja autorização pelo Notário respectivo foi publicado nos termos da Lei sob o número 128/3 a 31/01/2011, em Leiria, vinte e oito de Março de dois mil e doze. A Funcionária, (Leonor Pereira)

CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebradea neste Cartório Notarial, no dia trinta de março de dois mil e doze, exarada a folhas cinquenta de duas do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Sessenta e Dois – A, JOSÉ CARREIRA DAS NEVES, divorciado, natural da freguesia de Santa Catarina da Serra, lá residentes na Rua dos Santos, 16, em Loureira, Nif.: 115 386 831, declarou: Que é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrém, do prédio rústico sito em Fasarga, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, composto de terra de cultura com oito oliveiras, com a área de três mil trezentos e vinte e seis metros quadrados, a confrontar do norte com José Carreira, do sul com Francisco D’Oliveira, do nascente com José Rodrigues dos Santos e do poente com José Filipe das Neves, não descrito na Segunda Conservatória de Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 2398, com o valor patrimonial IMT de 167,56. Que adquiriu o referido prédio, ainda no seu estado de solteiro, tendo entretanto sido casado com Maria Lúcio Marques da Silva sob o regime da comunhão de adquiridos, da seguinte forma: Metade indivisa por adjudicação em inventário orfanológico a que se procedeu por óbito de Alzira Rodrigues das Neves, que correu termos pelo Tribunal Judicial da Comarca de Leiria sob o número 102/1960 da Segunda Secção do Segundo Juízo, cuja sentença transitou em julgado; Metade indivisa por compra verbal a Maria de Lurdes das Neves, solteira, residente no Brasil, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e setenta e quatro. Não obstante não ter título formal de aquisição de metade indivisa do referido prédio, foi ele que sempre o possuiu, desde aquelas datas até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, defendeu a sua posse, pagou os respectivos impostos, gozou de todas as utilidades por ele proporcionadas, cultivou-o colheu os seus frutos, sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecido como seu dono por toda a gente, posse essa de boa fé, por ignorar lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida por todos os interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que o justificante invoca como causa de aquisição da referida metade indivisa, por não poder comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro em Porto de Mós, trinta de março de dois mil e doze. A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Cordeiro Pires de Sousa Mendes)

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas sessenta e sete a folhas setenta e oito, do Livro Cento e Oitenta – B, deste Cartório. Emília Matias, NIF 133 348 741 e marido Mário Valério Filipe, NIF 147 743 281, casados sob o regime da comunhão geral, ambos naturais da freguesia de Parceiros, concelho de Leiria, onde residem na Rua Círio da Nazaré, nº.632, no lugar de Casal do Ralha, declaram que, com exclusão de outrem são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto de terra de semeadura, com a área de mil e quinze metros quadrados, sito em Casal do Ralha, freguesia de Parceiros, concelho de Leiria, a confrontar de norte com Rua Círio da Nazaré, sul com Fernando Valério Filipe, de nascente com Rua da Fonte e de poente com Herdeiros de António Pereira das Vinhas, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 2,381, com o valor patrimonial de 820,00. Que, adquiriam o identificado prédio no ano de mil novecentos e oitenta e dois, por doação verbal de Joaquim Matias e mulher Maria da Conceição, residentes que foram em Casal do Ralha, Parceiros, Leiria, não dispondo os justificantes de qualquer titulo formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição do mesmo. Que em consequência daquela doação verbal, possuem o identificado prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu início, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, continua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriram o referido prédio por usucapião. Batalha, vinte e nove de Março de dois mil e doze. A funcionária com delegação de poderes, (Liliana Santana dos Santos) PUB

Telemóvel: 917 511 889 Telefone: 244 828 450 Fax: 244 828 580 Rua Machado Santos, n.º 33 2410-128 LEIRIA

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Jerónimo (CO1060), Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171 Depósito Legal 2906831/09

Telefones: BARREIROS (sede): 244 840 677 JUNCAL: 244 470 610 Fernando - 919 890 630

Tabela de Assinaturas para 2011 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 5.Abril.2012

II Divisão B

D 1 2 3 5 6 10 11 8 12 11 14 15 14 12 17 14

Pts 60 59 58 48 47 39 32 29 27 26 25 24 23 23 18 17

U. Leiria x Gil Vicente (dia 6, 17h00) Beira-Mar x Académica (dia 6, 18h00, Sport Tv1) V. Setúbal x V. Guimarães (dia 6, 20h15, Sport Tv1) Rio Ave x Feirense (16h00) Olhanense x P. Ferreira (16h00) Marítimo x Nacional (18h30, Sport Tv1) Sp. Braga x Porto (20h30,TVI) Sporting x Benfica (dia 9, 20h15, Sport Tv1)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

2.ª J. 01.04.12 Pts 49 44 44 37 36 34 34 33 32 31 30 29 28 27 26 25

D. Aves x Portimonense (dia 6, 15h00, Sport Tv1) Estoril x Naval (11h15, Sport Tv1) Oliveirense x Arouca (16h00) Trofense x Leixões (16h00) Freamunde a x Sp. Covilhã (16h00) Penafiel x Atlético (16h00) Belenenses x Moreirense (16h00) U. Madeira x Santa Clara (dia 9, 18h00)

3.ª J. 07.04.12

D 4 3 7 6 9 9 11 10 9 10 9 8 9 10 13 12

D 6 3 8 6 5 4 8 11 9 14 12 10 11 11 16 15

23.ª JOR. 01.04.12 Pts 50 49 48 48 47 40 40 37 37 28 26 26 25 25 22 17

Moura x Louletano (todos às16h00) Fátima x Reguengos Pinhalnovense x Monsanto Juventude de Évora x Carregado Mafra x Sertanense Caldas x Torreense Estrelas de Vendas Novas x Tourizense 1.º Dezembro x Oriental

Pampilhosa x Sourense (1-1) Tocha x Marinhense (2-0) Sp. Pombal x B.C Branco (1-2) Equipa B.C. Branco Tocha Pampilhosa Sp. Pombal Sourense Marinhense

J 2 2 2 2 2 2

V 1 1 1 1 0 0

E 0 0 1 0 1 0

D 0 1 0 1 1 2

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Marrazes x Pedroguense (9-0) Vieirense x Fig.Vinhos (2-2) Alq. Serra x Meirinhas (3-2) Ansião x Atouguiense (0-4) Biblioteca x Nazarenos (2-2) Pataiense x Avelarense (0-1) Alvaiázere x Portomosense (1-3) Guiense x GRAP/Pousos (2-1) Equipa Alq. Serra Portomosense Nazarenos Guiense GRAP/Pousos Atouguiense Pataiense Marrazes Vieirense Alvaiázere Fig.Vinhos Avalarense Meirinhas Biblioteca Ansião Pedroguense

Pts 24 21 20 20 20 16

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Pampilhosa x Tocha (todos às 16h00) Marinhense x Sp. Pombal Sourense x B.C. Branco

V 17 15 13 14 14 13 11 8 7 8 7 6 5 4 2 2

E 4 4 8 3 2 3 5 6 8 4 4 6 7 8 3 1

D 2 4 2 6 7 7 7 9 8 11 12 11 11 11 18 20

Pts 55 49 47 45 44 42 38 30 29 28 25 24 22 20 9 7

1

Equipa Pelariga Pousaflores Moita do Boi Motor Clube Boavista Mata Mourisq. Alegre e Unido Ranha Arcuda Cast. Pêra Ilha Caseirinhos

2

NORTE

J 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 18 18

V 16 13 12 11 11 7 8 6 5 4 2 3

E 2 3 3 1 0 7 3 2 5 0 4 0

D 1 3 4 7 8 5 8 11 9 15 12 15

Pts 50 42 39 34 33 28 27 20 20 12 10 9

C.R. Golpilheira (Batalha), em seniores femininos (1), e A.C.R.D. 3 Louriçal (Pombal), em juniores (2) e juvenis masculinos (3), conquistaram a Taça Distrito da Associação de Futebol de Leiria em futsal. O desfecho ficou a dever-se às vitórias nas respectivas finais, frente à Academia A.D. Caranguejeira (7-3), U.D. Leiria (2-1) e A.C.R. Arnal (3-1). Foto: DR/AFL

Pousaflores x Ranha (todos às 16h00) Boavista x Arcuda Motor Clube x Caseirinhos Alegre e Unido x Mata Mourisquense Moita do Boi x Pelariga Castanheira de Pêra x Ilha SUL

MANUTENÇÃO “D”

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º

Peniche x Bombarralense (2-0) Alcobaça x Beneditense (0-0) Folgou: Riachense Equipa Peniche Beneditense Alcobaça Riachense Bombarralense

J 2 1 1 2 2

V 2 0 0 1 0

E 0 1 1 0 0

D 0 1 0 1 2

Riachense x Peniche (todos às 16h00) Bombarralense x Alcobaça Folga: Beneditense

Pts 21 16 12 7 3

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º

Lisboa e Marinha x Nadadouro (5-1) Unidos x Santo Amaro (2-2) Os Vidreiros x Praia da Vieira (0-0) Juncalense x Outeirense (1-1) Gaeirense x Pilado (1-0) Folgou: Maceirinha Equipa Lisboa Marinha Outeirense Gaeirense Juncalense Pilado Maceirinha Os Vidreiros Praia da Vieira Santo Amaro Nadadouro Unidos

J 18 17 17 17 18 17 17 17 17 17 18

V 15 11 11 8 8 7 5 4 3 3 2

E 3 5 3 3 2 4 4 2 4 2 4

Nadadouro x Unidos Santo Amaro x Os Vidreiros Praia da Vieira x Juncalense Outeirense x Gaeirense Pilado x Maceirinha Folga: Lisboa e Marinha

D 0 1 3 6 8 6 8 11 10 12 12

FUTEBOL – O Estádio Dr. Magalhães Pessoa (Leiria) é um dos palcos escolhidos para um dos dois jogos de preparação que a selecção nacional irá realizar em Portugal, antes de participar no Campeonato da Europa (Polónia e Ucrânia, 8 de Junho a 1 de Julho). O jogo, frente Macedónia, está agendado para o dia 26 de Maio, 17h00. O seguinte será no Estádio da Luz (Lisboa), dia 2 de Junho, 20h45, contra a Turquia.

Taça Distrito decide-se dia 7

Ilha x Caseirinhos (adiado) Ranha x Motor Clube (1-2) Mata Mourisquense x Pousaflores (0-0) Arcuda x Alegre e Unido (0-0) Pelariga x Boavista (1-0) Castanheira Pêra x Moita do Boi (0-1)

I Divisão

III Divisão

J 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23 23

Fig.Vinhos x Pedroguense (todos às 16h00) Meirinhas x Vieirense Atouguiense x Alq. Serra Nazarenos x Ansião Avelarense x Biblioteca Portomosense x Pataiense GRAP/Pousos x Alvaiázere Guiense x Marrazes

I Divisão

federação portuguesa de futebol

2.ª J. 01.04.12

E 7 11 5 10 6 7 4 6 8 7 9 11 10 9 5 7

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º

2.ª J. 01.04.12

24.ª JOR. 01.04.12 25.ª JOR. 07.04.12

V 14 11 13 9 10 9 10 9 8 8 7 6 6 6 7 6

E 5 10 3 6 8 13 7 4 7 4 8 11 10 10 4 8

SUBIDA “D”

Estoril x Trofense (0-2) Leixões x D. Aves (0-0) Moreirense x Atlético (4-1) Santa Clara x Freamunde (1-0) Sp. Covilhã x Oliveirense (0-1) Arouca x U. Madeira (0-0) Naval x Belenenses (0-1) Portimonense x Penafiel (3-2) J 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25

V 15 13 15 14 13 9 11 11 10 8 6 5 5 5 6 3

III Divisão

II LIGA

Equipa Estoril D. Aves Moreirense Naval Leixões Atlético Trofense Oliveirense Penafiel Santa Clara Belenenses Arouca Freamunde U. Madeira Portimonense Sp. Covilhã

J 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26

federação portuguesa de futebol

liga portuguesa de futebol profissional

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Oriental Torreense Pinhalnovense Fátima Carregado Mafra Sertanense Vendas Novas Louletano Juv. Évora 1.º Dezembro Tourizense Monsanto Reguengos Moura Caldas

24.ª JOR. 15.04.12

E 6 5 4 6 5 3 5 11 6 8 4 3 5 8 3 8

19.ª J.01.04.12

V 18 18 18 14 14 12 9 6 7 6 7 7 6 5 5 3

20.ª J.07.04.12

J 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25 25

Monsanto x Juv. Évora (3-1) Louletano x Fátima (1-2) Reguengos x Pinhalnovense (12) Carregado x Mafra (0-0) Sertanense x Caldas (4-0) Torreense x Vendas Novas (1-2) Tourizense x 1.º Dezembro (0-0) Oriental x Moura (1-0)

19.ª J.01.04.12

Equipa Porto Benfica Sp. Braga Marítimo Sporting V. Guimarães Nacional Olhanense V. Setúbal Gil Vicente P. Ferreira Rio Ave Beira-Mar Académica U. Leiria Feirense

26.ª JOR. 01.04.12

Académica x Marítimo (0-1) Porto x Olhanense (2-0) Benfica x Sp. Braga (2-1) Feirense x Beira-Mar (1-3) Nacional x Rio Ave (2-1) Gil Vicente x V. Setúbal (0-1) U. Leiria x Sporting (0-1) V. Guimarães x P. Ferreira (3-1)

20.ª J.07.04.12

26.ª JOR. 07.04.12

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

HONRA

SUL

27.ª JOR. 07.04.12

25.ª JOR. 01.04.12

I LIGA

Leiria na rota do Euro 2012

associação de futebol de leiria

federação portuguesa de futebol

liga portuguesa de futebol profissional

Aparentemente de costas voltadas para a vitória, foi preciso esperar pelos descontos para haver golo... do Sporting. Foto: DR Pts 48 38 36 27 26 25 19 14 13 11 10

Onze títulos foi o saldo da participação dos atletas do Lis Tiger Clube (Leiria) no campeonato regional de kickboxing. Foto: DR

FUTEBOL – A final, que colocará frente-afrente o G.D. Guiense e A.D. Portomosense (seniores masculinos), está agendada para o próximo sábado, dia 7 de Abril, 16h00, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa (Leiria).

Vitória na Taça de Portugal BRIDGE – Manuel Mendes, Jorge Matias, Mário David, Antero Correia e Joaquim Rebelo integraram a equipa do Bridge Clube do Lis (BCLis) que venceu (61-59) a do Clube de Bridge da Bairrada (Mealhada), num encontro referente à Taça de Portugal (Leiria, 30 de Março). O próximo adversário do BCLis será Clube Tiro e Sport (Coimbra).

“Desporto rei” no feminino FUTEBOL – Realiza-se, dia 7 de Abril, no Centro Escolar de Ourém, a I Jornada de Futebol/ Futsal Feminino. O programa da iniciativa, que incluiu o colóquio “Quem disse que o futebol é um desporto só de homens? ” e um torneio, pode ser consultado em www.cmourem.pt


ÚLTIMA 5ABRIL2012

A vida consiste de metade de mentiras que a gente é obrigado a dizer, e metade de verdades que a gente é obrigado a calar. Millôr Fernandes, escritor brasileiro [1923-2012]

Exposalão acolhe evento até Junho

“O Mundo dos Dinossauros” vai invadir a Batalha Cinco áreas temáticas • Estúdio de Cinema – Aqui inicia a visita, com a projecção de um pequeno documentário sobre a vida e extinção dos dinossauros, como ponto de partida para “o regresso ao passado”. • Galeria de Fósseis – Depois de passar por um cenário de escavação paleontológica e por um laboratório, neste espaço o visitante vai poder ver centenas de peças representativas de ossadas, dentes, garras e muito outro elementos, como três esqueletos completos de dinossauros, incluindo um esqueleto de 10 metros de um Yangchuanossauro. • Exposição de Dinossauros – Com cenários que recriam florestas, desertos, bordas de rio, cascatas e zonas de vegetação densa, numa conjugação de elementos e despertar de sentidos, as figuras reagirão com movimento e som à presença dos visitantes o que tornará a visita mais dinâmica e interactiva. • Atelier de Paleontologia / Espaço Criança – Já perto do fim e depois de verem os dinossauros em acção, os visitantes são convidados a agirem como paleontólogos e a descobrirem as ossadas de alguns exemplares; os mais novos são convidados a darem largas à sua grande imaginação. • Loja – O espaço final da exposição é a oportunidade de levar para casa uma recordação desta visita fantástica, continuando em casa e na escola a brincar e a aprender a história do planeta com os dinossauros.

DR

A 31 de Março, chega à Batalha “O Mundo dos Dinossauros”, a maior exposição da Europa dedicada a este tema, organizada pela empresa Between Planets, que tem somado êxitos de visitantes nos locais por onde tem passado. O espaço escolhido para acampamento destes enormes ex-habitantes do nosso planeta foi a Exposalão, onde se manterá até ao dia 3 de Junho. A mostra, de grande valor científico e pedagógico, aborda os conceitos fundamentais da evolução do animal no planeta Terra ao longo de centenas de milhões de anos, apresentados de uma forma lúdica e didáctica. Será uma oportunidade para os visitantes poderem ver bem de perto os grandes répteis do “Parque Jurássico”, como os temíveis Velociraptors, Oviraptor e T-Rex, ou outros

mais simpáticos e enormes, como o Braquiossauro, para além da enorme riqueza paleontológica existente actualmente e dos seus principais achados. Portugal é um país com grandes tradições na descoberta e preservação de fósseis de dinossauro e conta-se entre os sete países do mundo que apresentam o maior género de dinossauros, num total de vinte e cinco. Aliás, esta é uma das zonas mais ricas

do País na ligação à existência dos dinossauros, com diversos vestígios já encontrados na nossa região, em especial na zona de Fátima. Extintos há milhões de anos, os dinossauros dominaram o planeta como criaturas imponentes e demolidoras. Os primeiros fósseis descobertos no século XIX pelos paleontólogos permitiam reunir esqueletos completos que hoje integram as mais

ricas colecções de muitos museus de todo o mundo. Figuras incríveis, os dinossauros continuam a ser as maiores atracções não só nos museus mas, também, em exposições como esta. A exposição estará aberta todos os dias (de semana, das 10h00 às 18h00, e aos fins-de-semana, das 10h00 às 20h00) e funciona em condições especiais para escolas e famílias. Info: www.omundo dosdinossauros.com

ADLEI, CIMPL, IPL e NERLEI promovem “Fórum Leiria Região de Excelência” A identificação de prioridades, a discussão de alguns caminhos a seguir e o assumir de compromissos que conduzam a região à excelência foram os pontos-chave do Primeiro Fórum Leiria Região de Excelência, que decorreu no dia 26 de Março. O debate revelou que a região já faz algumas coisas muito bem, mas que ainda tem muito para fazer em diversas áreas para atingir o patamar que se pretende com o projecto Leiria Região de Excelência. Após uma consulta a entidades regionais de diversas áreas, realizada antes do Fórum, a equipa

responsável identificou 39 prioridades. Estas foram agrupadas em 4 eixos: actividades, governância, território e pessoas, em torno dos quais se centrou o debate neste primeiro fórum. Empresários, ambientalistas, autarcas, deputados e responsáveis ligados ao ensino foram questionados pelo moderador do debate que, apontando algumas das fragilidades e constrangimentos existentes na região, desafiou estes actores do desenvolvimento regional a proporem medidas e acções conducentes à melhoria desses aspectos. No final ficou o com-

promisso de a equipa responsável pela dinamização do projecto enviar as conclusões deste primeiro fórum a todas as entidades que deram os seus contributos para os caminhos da excelência. Pretende-se ainda, tendo como base as conclusões deste 1º Fórum, identificar os aspectos a que se deve dar prioridade e desenvolver um plano de acção que envolva e comprometa todas as entidades. Foi ainda decidido que, além da realização semestral do Fórum, serão promovidas sessões sectoriais dentro de cada um dos 4 eixos identificados com vista a clarificar e aprofun-

dar algumas temáticas. Durante este primeiro fórum foi ainda apresentado o Observatório para o Desenvolvimento Estratégico da Região de Leiria (ODERL), projecto que está a ser desenvolvido pela NERLEI (Associação Empresarial da Região de Leiria) e pelo IPL (Instituto Politécnico de Leiria). Tratase de um instrumento que ficará disponível ao público em breve e que permitirá perceber o posicionamento da região, em termos absolutos e em termos relativos, e definir objectivos a atingir ao nível dos indicadores considerados de intervenção prioritária.

Pedro Subtil

Identificar prioridades, apontar caminhos e assumir compromissos

Este fórum tem como objectivo não só a definição de uma estratégia para a região, mas também a organização e desenvolvimento de acções concretas e a monitorização da sua execução. Insere-se no projecto

Leiria Região de Excelência, uma iniciativa conjunta da ADLEI (Associação de Desenvolvimento de Leiria), CIMPL (Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral), IPL e NERLEI.


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