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4894#OMensageiro#26JAN

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DOCUMENTO

26 JANEIRO 2012 ANO 98 - N.º 4894 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

P. 8

FUNDADO EM 1914

DESTAQUE

A POLÉMICA DO MOMENTO

NEGÓCIOS DE

BARRIGAS

DR

A expressão “barriga de aluguer”, ou a mais politicamente correcta “maternidade de substituição”, andou nas últimas semanas na boca de toda a gente. Estiveram em discussão no Parlamento, no dia 20, quatro propostas de alteração à Lei da Procriação Medicamente Assistida, para tornar legal este método de “fazer filhos”. Duas foram chumbadas e outras duas foram retiradas. Mas, tal como aconteceu na Lei do Aborto, é provável que o assunto volte e, um dia destes, a lei seja mesmo aprovada ou um referendo inquinado de lutas partidárias dê o seu aval ao “negócio das barrigas”. A nossa missão é “evangelizar”, isto é, explicar o que está em causa e ajudar a perceber qual a luz que o Evangelho de Jesus Cristo nos dá sobre o assunto. Páginas 2, 3 e 4 CULTURA

SOCIEDADE

ECLESIAL

No Cine-Teatro Municipal de Ourém | P. 5

Estímulo à sustentabilidade nas escolas | P. 7

Vida consagrada no coração da evangelização |P. 9

OLCA apresenta João Baptista Branco | P. 5

Tertúlias “Diálogos com a Região” | Última

Iniciativa nos últimos sábados de cada mês | P. 11

Novo maestro dos coros do Orfeão

“Agir Verde” em vários municípios Vigília de Oração pelos consagrados Autarcas defendem especificidades Eucaristia gestual na Sé de Leiria

EVENTO(S)

PUB

Aniversário do Museu Etnográfico do Freixial | Última

LMFerraz

Teatro amador no CenOurém

“10 ANOS A REACENDER MEMÓRIAS”


2 DESTAQUE

O Mensageiro 26.Janeiro.2012

EDITORIAL EDITORIAL

Rui Ribeiro prui@iol.pt

Oportunistas das questões inoportunas

Em tempos de vacas magras, mais do que em outras ocasiões, é preciso saber escolher e seleccionar opções que sejam de facto importantes. A vida é multifacetada e muitos são efectivamente os caminhos que importa percorrer. Mas a variedade aponta de imediato para a diferença. Ou seja, nem tudo tem a mesma importância e urgência. Em tempos de crise, torna-se imperioso concentrar as atenções no que realmente interessa. A sociedade portuguesa vive mergulhada numa situação que fala por si. Não é de agora, os acontecimentos atravessam anos da nossa história e caminham de forma galopante. E se olharmos para trás, veremos ainda que, apesar de tudo, continuamos a “atirar para o lado”, como se nada se passasse ou, pior ainda, como se as propostas que advogamos fossem o tiro certeiro. Ninguém hoje duvida de que a crise económica e financeira é resultado de uma crise mais vasta, a dos valores, da ética e da moral. Perdemos o dinheiro depois de termos perdido a vergonha de o gastar ao desbarato. E enquanto tudo isto ia acontecendo na nossa vida, alguns “sábios e inteligentes, visionários ou oportunistas” fizeram-nos olhar para outras frentes de combate: o aborto, as uniões de facto, o casamento homossexual e, agora, a gravidez de substituição. Ou seja, há interessados em distrair-nos com questões, ainda que importantes, nada oportunas. Provavelmente, para apanhar as pessoas “sem cabeça” para avaliarem essas questões em profundidade. Assim, esses oportunistas aproveitam momentos em que estamos preocupados com assuntos graves para fazer passar as suas causas, de forma “escondida” e sem debate. Atenção, que esses oportunistas são sempre os mesmos. Conhecêmo-los, nem precisamos de nomeá-los. O povo português é mais sábio do que alguns pensam. Por isso, não pode deixar-se levar por estes oportunismos. É urgente abrir os olhos. A participação, a intervenção é bemvinda, mas não é para ser feita de qualquer modo, sem análise e sem discussão profunda, serena e séria. Cabe também aos cristãos assumir a diferença e encabeçar uma campanha que desmascare estes interesses ocultos que aparecem sempre em ocasiões de crise. Não tenho dúvidas de que não há mais nenhum interesse nestas discussões, que não seja desviar as atenções e tentar aproveitar alguma distracção para se adquirir protagonismo. Pequeno que seja e pelas piores razões. O Mensageiro, mesmo depois de o assunto ser ultrapassado, fala dele, porque sabe que pode estar adormecido... mas eles voltarão ao ataque.

A polémica do momento

Negócios de barrigas A expressão “barriga de aluguer”, ou a mais politicamente correcta “maternidade de substituição”, andou nas últimas semanas na boca de toda a gente. Ou talvez não, porque a “austeridade” ou a “crise” fazem com que muitos não prestem atenção a mais nada para além das contas. Tal como as “casas dos segredos” fazem com que muitos outros andem inebriados com futilidades e esqueçam que o mundo “pula e avança”, nem sempre na direcção certa e, na maioria das vezes, com matérias graves a serem decididas por decreto, sem que ninguém dê conta dos seus prejuízos. Na verdade, estiveram

em discussão na Assembleia da República, na passada sexta-feira, dia 20 de Janeiro, quatro propostas de alteração à Lei da Procriação Medicamente Assistida, que visavam fazer aprovar como legal este método de “fazer filhos”. Duas foram chumbadas e outras duas foram retiradas em cima da hora, para evitar semelhante destino, mas baixaram à respectiva comissão parlamentar. Parece que ainda reina algum bom-senso no Paramento, mas nada nos garante que dure muito tempo. Tal como aconteceu na Lei do Aborto, é provável que o assunto volte. É provável que os especialistas das “causas

fracturantes” não desistam. É provável que os discursos demagógicos e enganadores da defesa das “minorias” e dos “coitadinhos” convençam a maioria de que este é um caminho de “progresso”. É provável que, um dia destes, a lei seja mesmo aprovada ou um referendo inquinado de lutas político--partidárias dê o seu aval ao “negócio das barrigas”. A nossa missão é “evangelizar”, isto é, explicar o que está em causa e ajudar a perceber qual a luz que o Evangelho de Jesus Cristo nos dá sobre o assunto. Para isso, publicamos nas três páginas deste destaque uma selecção de textos que

foram escritos por estes dias sobre a matéria, a maioria nos dias antes da referida votação na Assembleia. Vêm de diversas fontes e de especialistas em áreas como a medicina, a psicologia, o direito, a filosofia ou o trabalho prático no apoio à vida. Esperamos que estes textos sejam uma ajuda para esclarecimento dos leitores, para formarem uma opinião fundamentada, para perceberem quais os valores que, realmente, estão em risco. Será mais fácil, assim, termos os pés assentes na terra, quando, um dia destes, os ventos da “mudança” voltarem a levantar-se. Luís Miguel Ferraz

Maternidade para substituição Por esta designação – mais adequada que a vulgar “barriga de aluguer” – entende-se a indução de gravidez numa mulher, pelo processo de transferência de um embrião constituído em laboratório, com o compromisso, contratualizado, de que a criança que venha a nascer será entregue a outrém. A situação típica em que tem sido invocada a necessidade de recurso a esta maternidade é a de um casal no qual a esposa, por acidente ou por doença, perde definitivamente a capacidade de usar o útero para nele se desenvolver uma gravidez. E deseja intensamente ter um filho a partir dos seus ovócitos e dos espermatozoides do marido. E sofre, no plano emocional e afetivo, por não poder realizar este seu desejo, que é também desejo do casal. Ou seja, o casal tem condições para gerar um filho com os seus gâmetas mas esse filho não pode ser desenvolvido no útero da mãe porque tal útero não existe ou não tem capacidade funcional para a gravidez. Como a fertilização gamética extracorporal, em laboratório, se tornou possível e é usada para os casos de infertilidade de casais, encarou-se a possibilidade de “prolongar” esta técnica, recorrendo a um útero na-

tural, noutra mulher, com entrega da criança nascida aos pais biológicos. Pode olhar-se esta situação de dois prismas, ambos legítimos. Como um ato de amor e generosidade no qual uma mulher abdica de um filho que nela se desenvolveu durante nove meses e o entrega aos pais biológicos; como uma manipulação da maternidade, poder supremo da mulher, que até pode ser grosseira se estiver em causa um pagamento por este “serviço”. (uma simples consulta à Net, mostra como, em vários países, está organizada e é publicitada uma “indústria” de produção de crianças que são vendidas). Mas, seja qual for o prisma de observação temos de reconhecer que estão em causa pelo menos, três interesses que terão de ser acautelados se vier a ser aprovada legislação que permita esta prática. Que sempre será excecional dada a reconhecida raridade deste tipo de impossibilidade de conceção maternal. São eles o interesse da mulher que se disponibiliza para ser a criadora uterina do filho, os interesses do filho a nascer, os interesses do casal que recorre a esta prática. Levantam-se muitas dúvidas sobre a possibilidade

de compatibilizar estes três interesses sem a produção de um texto jurídico muito apurado e completo. Por exemplo: o ato médico de transferir para o útero da mãe portadora o embrião constituído em laboratório tem de passar por uma informação completa, verdadeira e compreensível, na qual não sejam escamoteadas as consequências da relação feto/ mãe/feto, próprias de toda a gravidez, que se destinam a garantir a sobrevivência do feto antes e depois do nascimento e que constituem o essencial da biologia da maternidade. Sabe-se hoje (Biological Psychiatry, 63, 415-423, 2008) que o funcionamento cerebral da mulher é modificado durante a gravidez o que torna muito difícil a separação do filho nascido. Também uma informação séria e completa dos riscos inerentes à gravidez em geral, incluindo o de abortamento espontâneo, e ao parto, que pode ter de ser cirúrgico, como na gravidez em geral. Esta gravidez, por ser para substituição, não é no interesse da mulher que vai engravidar mas no interesse de outrem; o que impõe, ao médico, a obrigação ética de dar informação completa e rigorosa dos riscos inerentes ao ato médico que

vai praticar. E se a gravidez se tornar uma gravidez de risco, se o feto tiver malformações graves ou, simplesmente, se a mulher portadora decidir mudar de opinião, pode ou não recorrer ao abortamento legal? Se a criança nascer com defeitos congénitos ou adquiridos, por exemplo por parto distócico, a mãe biológica pode recusar-se a aceitar o filho “encomendado”. Se a mãe portadora, por generosidade e amor, decidir depois do parto, não entregar o filho à mãe biológica, vai ser punida por ter mudado de opinião (sendo que esta mudança é de raiz neurobiológica)? Se o casal se divorciar durante o período de gravidez para substituição e nenhum dos cônjuges quiser receber o filho, a mãe portadora vai ter de ficar com ele? As questões elencadas são um simples exemplo, muito incompleto, das dificuldades médico-jurídicas que a lei, a existir, terá de considerar. Há, ainda, lugar para uma reflexão ética e sociológica que ficará para outra oportunidade. Daniel Serrão, médico, in Agência Ecclesia (2012-01-17)


DESTAQUE 3

O Mensageiro

26.Janeiro.2012ro.2011

Entrevista ao psicólogo Eduardo Sá

Dentro ou fora do útero, um bebé não se dá, aluga ou vende O feto tem uma vida emocional e mental? O feto tem uma vida emocional desde muito cedo e, em consequência disso, tem uma vida mental. Não podemos dizer que o nascimento psíquico de um bebé se dê ao fim dos nove meses de uma gestação. Ele é, substancialmente, mais precoce. Tem uma individualidade e uma identidade próprias, a que não é estranha a relação privilegiada com a mãe. Para o feto, não há como não distinguir um útero da mulher com quem comunica 24 horas por dia. O mesmo embrião será um bebé diferente conforme o útero em que cresceu? Os inúmeros estímulos que chegam ao bebé de forma bioquímica e sensorial ajudam a formatar um embrião de forma singular, dependendo da pessoa com quem se relaciona durante nove meses. A relação com a mãe arquitecta as competências sensoriais, emocionais e mentais de um feto. Por mais que as suas competências genéticas sejam iniludíveis, é a relação com a mãe que as formata e as torna expressivas. Faz sentido a ideia de um útero como se fosse um cacifo? Não, não faz de todo. Primeiro, porque uma barriga não é uma realidade estranha ao corpo e ao psiquismo de que faz parte. Depois, porque se corre o risco de legalizar a exploração de pessoas que alugam a terceiros uma parte do corpo a troco de dinheiro. Desconsiderando os direitos de um feto que, quer se queira quer não, já é um bebé. As novas propostas de lei prevêem essa possibilidade, através daquilo a que chamam um negócio jurídico gratuito. O facto de ser gratuito justifica-o? Não, não justifica. Porque, como todos sabemos, esse é um argumento que sossega a consciência de quem legisla quando, na verdade, a questão fundamental é outra: será

legítimo que uma pessoa crie um bebé, dentro de si, que aprofunde laços e vínculos e que, depois, os fracture, sem se estimarem os custos incalculáveis que isso tem para uma mulher que aluga o seu útero e para um filho que resulta dessa transacção? Como se pode sentir uma criança quando concluiu, anos mais tarde, que resultou de um negócio jurídico gratuito em vez de ser a consequência de uma relação vinculativa? E, supondo que a mulher que condescende com esse negócio fractura toda a realidade de uma gravidez (consultas de obstetrícia, movimentos fetais, sintonia mãe/ feto, etc.), do útero onde, supostamente, de forma hermética está um bebé, será que o legislador tem noção que estará a acarinhar danos emocionais com custos exorbitantes no pós-parto? Quando os políticos falam do Superior Interesse da Criança, fazem sentido estas propostas? Se a noção de Estado se funda numa ideia de Direito, não se compreende que promova maustratos em nome da Justiça! Nem que aja de maneira diferente, consoante legisle sobre crianças fora e dentro do corpo da mãe.

Ninguém é insensível ao sofrimento de quem não pode ter filhos, mas há limites para aqui1o que se pode dar, ou pedir? Os limites nos nossos actos são aquilo que, depois de compreendido com sabedoria, nos torna mais e melhores pessoas. Não compreendo que um Estado não entenda que, embora uma criança exista dentro do corpo da mãe, ela não é um património que se alugue, se doa ou se venda. O Direito da Criança hoje, supunha eu, não se assemelha ao Direito Romano, em que tudo isso era permitido. Mas não percebo onde estão todos aqueles que tinham o dever moral de se insurgirem contra uma realidade como esta! Não compreendo por que é que as mesmas pessoas que falam da crise de valores sejam aquelas que aprovem que uma criança seja objecto num negócio... jurídico ou do aluguer de uma parte do corpo por outra. O que leva uma mulher a sujeitar-se a tudo isto. Generosidade, narcisismo, ingenuidade? Não, não é generosidade. É negócio. Salvo em circunstâncias excepcionais em que uma familiar, por exemplo, viabiliza uma gravidez de alguém que, por qualquer motivo, não pode ter filhos. No entanto, as confusões relacionais que daí derivam podem ser tão graves que os custos emocionais não compensam os ganhos que se espera obter. Em que difere da mulher que dá um filho para adoptar? Na adopção, uma mulher é surpreendida pela gravidez e, quer por choque, quer por pânico, hesita a ponto de não ter como deixar de ter um bebé e, ao mesmo tempo, não ter como o conseguir para si. Numa barriga de aluguer, uma mulher, de forma calculada, decide ter um filho quando jamais o quis para si.

Entrevista de Isabel Stilwell, in Destak (2012.01.18)

Barrigas de aluguer Foi anunciada a apresentação, pelo Bloco de Esquerda, de um projecto de lei que altera a regulação da procriação medicamente assistida, designadamente no que se refere à chamada “maternidade de substituição” (vulgarmente conhecida como “barriga de aluguer”), isto é, a situação em que a mulher se dispõe a suportar uma gravidez por conta de outrem e a entregar a criança após o parto, renunciando aos poderes e deveres próprios da maternidade. Pretende-se tornar lícita tal prática quando não lucrativa, indo, assim, de encontro aos desejos de casais inférteis devido a patologias não superáveis de outro modo, e evitando, através de um regime transparente, os abusos da exploração lucrativa. Há que salientar, porém, que os malefícios da maternidade de substituição não decorrem apenas, nem principalmente, da sua eventual exploração lucrativa e que a experiência de outros países tem revelado a extrema dificuldade em impedir a comercialização encapotada por detrás da suposta não onerosidade dos contratos. O filho nunca deixa de sentir o abandono da “mãe de substituição”. Cada vez se conhece melhor os intercâmbios entre a mãe gestante e o feto e a importância desse intercâmbio para o salutar desenvolvimento físico, psicológico e afectivo deste. Esse intercâmbio ajuda a construir a própria identidade da criança. Esta não poderá experimentar a segurança de reconhecer, depois do nascimento, o corpo onde habitou durante vários meses. A “mãe de substituição” também sofre graves danos porque uma qualquer mulher não fica indiferente ao que lhe acontece quando está grávida. Este estado não é uma actividade como qualquer outra; transforma a vida da mulher física, psicológica e moralmente. Esta não pode deixar de viver a gravidez como sua e de sofrer com o abandono do filho. É, por isso, compreensível que, mais tarde, queira ter o direito de visitar o seu filho (e o que lhe responder, então, quando a lei lhe nega esse direito?). O útero é inseparável do corpo e da pessoa, não é um alojamento temporário, ou um instrumento técnico. Dir-se-á que tudo isto já sucede quando uma criança é abandonada ou “dada” para adopção. Mas essa é uma situação que não pode ser evitada (se tal fosse possível, seria evitada). Aqui, estamos perante um abandono deliberadamente programado, institucionalizado pela lei, que veda a obrigação mais natural que existe: a de assumir a vida que se gerou. A investigação empírica vem demonstrando que, quase sempre, só situações de grande carência económica (não o altruísmo) levem mulheres a sujeitar-se a tão traumatizante experiência (não é por caso que a prática se vem difundindo na Índia). A “compensação de despesas” acaba por ter efeitos idênticos aos do pagamento. E será sempre difícil o controlo judicial de compensações indirectas ou não monetárias. Na instrução da Congregação para a Doutrina da Fé Domum Vitae, de 1987, afirma-se (II, A, 3), a respeito da “maternidade de substituição”, que «representa falta objectiva contra as obrigações do amor materno, da fidelidade conjugal e da maternidade responsável; ofende a dignidade e o direito do filho a ser concebido, levado no seio, posto ao mundo e educado pelos próprios pais; em detrimento da família, instaura divisão entre os elementos físicos, psíquicos e morais que a constituem». Mais genericamente, também aí se afirma (II, B, 8), a respeito do pretenso “direito ao filho” frequentemente invocado para justificar esta prática: «Um verdadeiro e próprio direito ao filho seria contrário e sua dignidade e à sua natureza. O filho não é algo devido e não pode ser considerado como objecto de propriedade; é um dom, “o maior” e o mais gratuito dom do matrimónio, e é testemunho vivo da doação recíproca dos seus pais.» Mas a oposição à legalização desta prática vem também de sectores ditos “progressistas” e “de esquerda”, que a consideram um grave retrocesso social. É o que faz, de forma muito categórica, o documento Mères Porteuses; Extension du Domaine de l´Aliénation elaborado no âmbito da fundação Terra Nova – La Fondation Progressiste. Nele se afirma que a maternidade de substituição representa «a mais recente e a mais chocante das extensões do domínio da alienação», ou seja, da coisificação e instrumentalização da pessoa, assim ferida na sua iminente dignidade. E de que são principais vítimas as mulheres mais pobres. Pedro Vaz Patto, Juiz de Direito, in A Voz da Verdade (2011-12-04)


4 DESTAQUE

Para mais textos, procurar a etiqueta “Vida: Maternidade de substituição” em http://o-povo.blogspot.com

Comunicado BARRIGAS DE ALUGUER - NÃO A Federação Portuguesa pela Vida vem apresentar o seu mais profundo protesto relativamente a uma eventual legalização da chamada “Barriga de Aluguer”, ainda que sujeita a condições e restrições (de duvidosa constitucionalidade), pelas seguintes razões: 1 – A Barriga de Aluguer é uma opção de Bioética profundamente fracturante e que vai contra a sensibilidade genuína do Povo Português. 2 – O País e muito em concreto as famílias portuguesas estão a sofrer uma crise com custos pessoais gravíssimos. 3 – O Estado tem de ter critérios claros no uso dos recursos, proveito dos nossos impostos. Por isso, é profundamente questionável que se invista em técnicas (PMA) de reduzida eficácia (inferior a 20%) e de custos elevadíssimos (tecnologia altamente sofisticada). Em matéria de saúde a legalização de uma prática implica sempre face ao SNS um encargo para o Estado. 4 – O actual Conselho Nacional da Procriação Medicamente Assistida não é isento da maioria política que o constituiu (socialista), nem das opções ideológicas inerentes. 5 – O projecto apresentado no Parlamento por um Partido de fraca representatividade (BE) parece agora ser o “Cavalo de Tróia” usado pelo Partido Socialista para minar a actual maioria, cujos deputados nos respectivos círculos eram conhecidos por levar ao Parlamento os valores da Família e da Dignidade Humana. 6 – Sobretudo, a “barriga de aluguer” constitui uma matéria fracturante e onde as opções éticas impõem um debate alargado na sociedade portuguesa, levantando questões tão dramáticas como: a) Decidir quem é a mãe, se quem deu os genes, quem gerou ou uma terceira pessoa? Salomão decidirá… b) Quem decide se é ou não de fazer um aborto em caso de malformação do feto? c) Pode uma mulher renunciar antecipadamente a um direito de personalidade (estatuto jurídico de mãe)? d) Serão a maternidade e filiação transaccionáveis (ainda que gratuitamente)? e) Porque impede a lei civil os pais de renunciarem ao poder paternal nas primeiras seis semanas de vida do bebé (art. 1982.º n.º3 do CC)? f) Pode admitir-se a imposição de cláusulas de “estilo de vida” (não fumar, exames obrigatórios, etc.) à portadora? g) Nas técnicas de PMA o marido daquela que dá à luz e que tenha consentido, não pode renunciar à paternidade. Como decidir aqui? 7 – Na “barriga de aluguer” todos os intervenientes podem ser vítimas de circunstâncias que é impossível prever. Ao legislador pede-se que não agrave mais esses riscos. 8 – A decisão política deve respeitar a autonomia da vontade em muitas circunstâncias. Mas, há direitos indisponíveis. Ao decisor político pede-se a defesa do Bem Comum. Pelo exposto, a Federação Portuguesa Pela Vida espera que a responsabilidade de Estado a todos pedida leve à REJEIÇÃO de qualquer iniciativa legislativa nesta matéria, que apenas serviria para aprofundar a crise económica e social que o nosso País atravessa. A Direcção da Federação Portuguesa Pela Vida

O Mensageiro 26.Janeiro.2012

Testemunho de quem esteve no Parlamento

Ser humano, quem és? Ontem dia 19 de Janeiro de 2012, estive com um grupo de mais 3 amigos, a assistir silenciosamente nas galerias da Assembleia da República à apresentação dos projectos-lei para as “Barrigas de Aluguer”. Enquanto o resto das bancadas tinham muitas pessoas ligadas aos movimentos de lésbicas, gays, etc., nós éramos aqueles 3... Foram quatro horas de silêncio, de paciência de compaixão, mas de uma profunda tristeza e preocupação por estar a assistir mais uma vez ao espectáculo decadente, deprimente e desumano. Essas quatro horas, deram-me a possibilidade de olhar de cima. Lembrei-me então que ainda mais acima, está Aquele que nos deu vida. Aquele que um dia foi derramado pelo Baptismo à maior parte daqueles que ali estão sentados a desenhar uma estratégia, minuciosa e incisiva para dar cabo do ser humano. É uma operação cirurgicamente pensada, com

o objectivo de retirar “sem dor” a alma ao ser humano. Isto parece uma coisa subjectiva, mas tirar ao ser humano aquilo que o anima, é matá-lo. E por isso vale tudo: na lei dos mais fortes, a primeira coisa a fazer é acabar com os mais fracos, calá-los para sempre. Como? Começa-se por mudar o significado da verdade, depois calar os que falam, em seguida oferecem-se presentes grátis, falsos (o vale tudo), a troco de um prazer de poder, de domínio. O chamado presente envenenado!!! Todos ouvimos, mas nem todos escutaram o que ali se propôs. Máximas como: ter um filho é um “direito” de todos: O homem sozinho, a mulher sozinha, um par de lésbicas, um par de homossexuais, uns que ainda não se definiram e ainda outros que já não são novos, que ultrapassaram a idade fértil. Os “coitadinhos”. Vale tudo para todos. Estou certa que se esta lei passar, chegaremos ao cúmulo de

uma criança que saiba exprimir-se exija para ela um “boneco” de verdade! Isto não é a brincar. Só uma deputada foi brilhante = iluminada: a Teresa Caeiro, do CDS-PP. Falou com o coração e a inteligência de mulher, de mãe e pessoa. Colocou questões que provocaram um silêncio impressionante. Lá de cima conseguia-se ver a expressão de espanto de tantas mulheres e alguns homens perante tais questões!!! É que só quem conhece a maternidade pode falar. Só quem olha a sua mãe com carinho, pode saber o que é ser filho de verdade. Será que temos a consciência do que está a acontecer? Pergunto: “conseguem dormir descansados?” Eu, não! E pergunto a tantos que se dizem cristãos católicos, conhecem a Sagrada Escritura? Conhecem o conteúdo do Catecismo? Aqueles que estão actualizados, já entenderam o que nos diz

esta história do Rei David (profeta Samuel), que estamos a seguir neste tempo litúrgico? Já não consigo esconder ou fingir que isto não tem nada a ver com Cristo! Tem tudo. E eu não tenho medo de assumir. Se me afasto d’Ele, sinto-me a afogar neste mar de inferno. Somos um pequeno exército, somos os escolhidos e podemos muito!!! Como? Ser presença, mesmo que silenciosa. Podem-nos calar a boca, atar os braços, privarem-nos de tudo, mas a nossa liberdade encharcada de amor, ainda pode muito! Nós de facto não temos a noção do Amor de Deus. Que Ele nos perdoe e nos acorde para sermos homens e mulheres novos, com objectivos, com coragem e com convicção. Amar o próximo como a nós mesmos é o mandamento novo e perene. Aqui fica o meu grito de alerta: ACORDEM! Sofia Guedes

Barrigas para alugar? Não obrigada… A gravidez é sem dúvida um período diferente, diferente porque pode ser especial, pode ser bonito, mas também pode ser horrendo, pode despertar o lado mais belo e emotivo da mulher, mas também o seu lado mais neurótico. A mulher pode sentir-se a mais bela de sempre, ou a mais feia à face da terra! Seja como for é um período potencial crítico, envolto numa miscelânea de emoções, desejos e pensamentos, ansiedades e frustrações, prontas a fazer manifestações constantes, umas mais pacíficas, outras mais animadas. Tudo isto culpa do nosso lado “psi”, claro! O nosso psíquico é uma coisa extraordinária, foge ao nosso controle como diz o povo “como o diabo foge da cruz” e apresenta-nos uma série de partidas ao longo da vida, mas mais ainda, ao longo destes períodos potenciais críticos como é o caso da gravidez.

Eu que o diga, que já passei por quatro e mesmo com os conhecimentos técnicos “todos” e prevendo uma série de situações, não consegui escapar ao terrível “psíquico e seus fantasmas”. Ora felizmente ainda somos todos seres humanos, e por isso limitados pela nossa humanidade. Faz parte desta mesma uma incapacidade em controlar muitas emoções, muitos pensamentos, muitos desejos, medos, angústias e sentimentos e por isso mesmo é diferente alugarmos a nossa casa de férias, o nosso carro, ou alugarmos a nossa barriga. Não é possível, do ponto de vista mental, este ser um aluguer pacífico, não é possível de forma serena para os egos dos envolvidos já para não falar nos “super-egos” de cada um. É urgente todos descermos à terra e constatar que não há mecanismos de defesa que resistam a tamanha trapalhada.

Outros países já nos mostraram os acontecimentos consequentes desta prática assustadora, mães que alugam a sua barriga e depois sentem o filho como seu e não querem dá-lo, bebés que desenvolvem alguma deficiência e depois não são aceites por quem os encomendou por não virem “perfeitinhos”, estes são dois dos muitos exemplos de casos dramáticos das barrigas de aluguer. Não menos importante a ter em conta é a saúde mental de quem decide alugar uma barriga, se há esta decisão há certamente uma incapacidade em ter filhos, um caso de infertilidade ou algo semelhante. Do ponto de vista psicológico é muito diferente não querer ter filhos, ou não poder ter filhos e mais uma vez fantasmas psíquicos vêem sem se esperar ter com quem, normalmente, já se encontra em grande sofrimento interno. Não é por se desejar muito

ter um filho, que se aceita e ama pacificamente um que cresceu numa barriga de alguém que se contratou. Estes são processos muito complicados do ponto de vista psicológico e que têm muito de involuntário. Sem querer e sem esperar, quem decide alugar uma barriga, vai confrontar-se com pensamentos, frustrações, sentimentos e afins que não esperava. Resta-me por último, mas não menos importante, referir o mais indefeso em todo o processo, no meio de tudo isto há um bebé, um novo ser que não pediu para nascer, que durante 9 meses convive com uma voz, partilha um espaço, sente muitas das sensações e emoções de alguém que vai simplesmente desaparecer naquele momento em que ele tanto precisa de ser amado e cuidado. Alexandra Chumbo, pós-graduada em Psicologia da Gravidez e da Parentalidade


CULTURA 5

O Mensageiro 26.Janeiro.2012

No Cine-Teatro Municipal de Ourém O Cine-Teatro Municipal de Ourém vai receber, a partir de Fevereiro, mais uma edição do CenOurém - Festival de Teatro Amador de Ourém. A primeira temporada, que decorre nos meses de Fevereiro e Março, é dedicada às associações do concelho. Em Abril e Maio são as escolas que mostram os seus dotes artísticos. O “Movimento Pró – Palco”, do Centro Cultural e Recreativo do Olival, é o primeiro elenco a subir ao à cena, no dia 3 de Fevereiro, com a peça “Estado da nossa (des)graça”, de Pedro Oliveira. Segue-se o Grupo de Teatro da Academia de Música Banda de Ourém, que a 10 de Fevereiro apre-

DR

Teatro amador regressa com CenOurém

sentará “Nós numa corda” de Miguel Castro Caldas. O Grupo Desportivo e Cultural de Seiça sobe ao palco no dia 24 de Fevereiro, com “Eu tenho dois amores” de Ray Cooney . Em Março, no dia 2, os actores do Grupo de Teatro Apollo, do Centro Cultural e Recreativo de Pêras Ruivas, vai servir um “Jantar

de idiotas”, da autoria de Francis Veber. Quinze dias depois, é a vez Grupo Desportivo Sobralense - Os Pepétos - levar à cena a peça “O avarento”. A fechar o mês de Março, no dia 23, a Associação Cultural e Recreativa da Moita Redonda vai mostrar a célebre “Romeu e Julieta”.

A abrir a temporada dedicada às escolas, o Clube de Cultura e Artes da Escola Secundária de Ourém apresenta nos dias 12 e 13 de Abril, “Infernal auto da escola”. Nos dias 26 e 27, a Escola Básica 2,3 de Caxarias leva à cena “O pirata que não sabia ler”. “Próxima paragem…” é a proposta do Centro de Recuperação Infantil de Fátima para o dia 4 de Maio. A escola Conde de Ourém vai encerrar o certame, nos dias 24 e 25 de Maio, com uma peça “Tudo num segundo”. Os bilhetes custam 2 euros e podem ser adquiridos antes do espectáculo. As receitas revertem inteiramente para os Grupos de Teatro.

OLCA apresenta João Baptista Branco

Novo maestro dos coros do Orfeão O Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OLCA) apresenta João Baptista Branco, o novo maestro que estará à frente das vozes do Coro de Câmara e do Coro do Orfeão de Leiria. Também professor da Escola de Música do Orfeão de Leiria (EMOL), o maestro João Branco dirige assim dois dos mais emblemáticos grupos corais da instituição e da região, com décadas de história. Henrique Pinto, presidente do OLCA, explica que “esta mudança natural no Coro do Orfeão de Leiria tem em vista manter a

altíssima qualidade coral da instituição, na primeira divisão da música coral, intensificando a necessária renovação e o entrosamento entre coros da casa, para permitir a sustentação de um repertório de coro e orquestra, e o acesso a competições e eventos corais de maior exigência na qualidade vocal e artística em Portugal e no mundo”. Nascido em Lisboa há 33 anos, João Baptista Branco desde cedo demonstrou a sua paixão pelo canto coral. Fez a sua formação musical em violino, licenciou-se na Escola Superior de Música

No dia 4 de Fevereiro, em Leiria

“Fotojornalista por um dia+”

Leiria será o próximo local onde Ana Ribeiro promove mais uma oficina de trabalho intitulada “Fotojornalista por um dia +”. À imagem das anteriores organizações já postas em prática, este conceito permite ao participante, a oportunidade de lidar de perto e em tempo real com as rotinas “profissionais”de um fotojornalista, acedendo em tudo semelhante à agenda interna do jornal “pedagógico” do Diário de Leiria e dos meios do grupo Controlinveste, a referir Jornal de Notícias e Diário de Notícias, e na cobertura fotográfica de serviços. Um conceito que é dirigido ao público em geral, que não distingue áreas de profissão nem faixas etárias, como é adaptável ao nível de conhecimento que o(a) interessado(a) possui em fotografia digital.

de Lisboa, e está actualmente a finalizar o mestrado em Direcção Coral. Colabora numa base regular, como maestro, cantor, director artístico ou jurado, com instituições como o Orfeão de Leiria, o Chorall Phydellius, o Coro Polifónico de Almada, o Coro Stella Vitae, o coro Voces Caelestes, a Fundação Calouste Gulbenkian, o grupo vocal Officium, o Coro de Santo Amaro de Oeiras, o World Youth Choir e os festivais “Cantar Liberdade” e “Outonalidades”. Baseando sempre o seu trabalho na procura

exaustiva da cultura do som, realizou mais de mil concertos em Portugal e no estrangeiro, contando várias gravações de CD e transmissões em directo ou diferido para a rádio e televisão.

Na Biblioteca Municipal de Leiria

Visita guiada à Sala-Museu Afonso Lopes Vieira No dia 26 de Janeiro, das 14 às 16h00, e no sábado, 28, das 14h00 às 18h00, prosseguem as visitas guiadas à Sala Museu Afonso Lopes Vieira, na Biblioteca Municipal com o nome daquele poeta, em Leiria. O objectivo é dar a conhecer aos visitantes o espólio e a valiosíssima biblioteca pessoal que Afonso Lopes Vieira doou à cidade de Leiria. Natural de Leiria, Afonso Lopes Vieira é considerado um eminente poeta, um dos primeiros representantes do neogarretismo e esteve ligado à corrente conhecida como Renascença Portuguesa. A participação é gratuita, sendo necessário marcação prévia para grupos, com o limite de 15 participantes.

CINEMAS Teatro José Lúcio da Silva (Leiria) • O GATO DAS BOTAS | Animação | de Chris Miller | 12 de Fevereiro, 15h30 Teatro Miguel Franco (Leria) • ANÓNIMO | Drama | de Roland Emmerich | c/ Rhys Ifans, Vanessa Redgrave, Joelt Richardson, Davi Thewlis | 30 de Janeiro, 21h30, 31 de Janeiro, 21h30 e 1 de Fevereiro, 18h30 e 21h30

EXPOSIÇÕES

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Tonekos” - uma porta aberta para a liberdade de um traço (~31/01) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Todas as noites acordam no dia” - pintura de João Pereira (~30/01) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Da suspensão do tempo e outros registos”-fotos e escultutras (~29/01) •”Zona Letal, Espaço Vital” - arte contemporânea (~14/04) •”Oficna do Olhar” - exposição permanente Edifício Paços do Concelho - Leiria •”As invasões francesas” - painés e vídeo (~31/03) Fórum Fnac - Leria •”Um dia pergunto o teu nome” - fotografia de Cátia Alves (~20/02) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República” - colecção de António Pedro Vicente (~31/01) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”O Inverno” - divulgando aos + pequenos (~31/01) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Retratos” (3ªs~6ªs) •”Mulher, cavalo e árvore” - desenho de Carlos Reys (3ª~sábados) •”O 18 de Janeiro de 1934” - exposição temporária Galeria Paços do Concelho - Tomar • Desenho de Manuel Baptista (~31/03)

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Toda a gente sabe que toda a gente sabe...”-teatro (27 e 28/01, 21h30) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Grupo Coral do Ateneu desportivo de Leiria” - música (28/01, 17h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria • Histórias de fio a pavio (26/01, 11h00) • Hora do Conto (28/01, 16h00) •”Eu visito a Biblioteca (30/01, 10h00) m|i|mo - Muse da Imagem em Movimento - Leiria • Teatro de sombras e oficinas criativas (3ªs~6ªs) •”Momentos luminosos” - oficina (28/01, 15h00) •”Luz no cinema” - conferência (28/01, 17h00) Moinho de Papel - Leiria • Yoga no museu (28/01, 10h00) •“Viagem à Fábrica do papel (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •“Fazer farinha e transforma-lá em pão” (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •“Queres pintar? Vai ao moinho vai...” (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •“O saber de mão em mão” (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •“A dobrar a dobrar no moinho vais criar” (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •“O meu caderno” ((3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Os ratinhos do mar” - hora do conto (3ªs, 11h00 e 5ªs, 15h00) CineTeatro Actor Álvaro - Vieira de Leiria •”O Avarento” - teatro pelo AltaCena (Lisboa) (28/01, 21h30) S. Pedro de Moel •”Da orla costeira às pedras negras” - passeio solidáro (28/01, 14h30)

Actuação no dia 28 de Janeiro

20 anos do Coral do Ateneu O Grupo Coral do Ateneu Desportivo de Leiria, vai levar a efeito no próximo dia 28 e Janeiro, pelas 17h00, no Teatro Miguel Franco, um espectáculo de música coral, para comemorar o seu 20º aniversário. Neste espectáculo, estarão presentes os grupos corais do Ateneu Desportivo de Leiria, Divo Canto de Penacova e de Cantanhede. O evento terá abertura por uma classe de dança da Escola de Dança Staccato.


6 SOCIEDADE Leiria recebe rastreio do aneurisma da aorta abdominal Na praça da República, em Leiria, vai realizar-se no dia 27 de Janeiro, das 10h00 às 18h00, um rastreio do aneurisma da aorta abdominal. Promovido pela Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular, em 10 capitais de distrito, este rastreio nacional já chegou a mais de 700 pessoas e detectou vários casos merecedores de vigilância e tratamento especializado. A campanha está a superar as expectativas em termos de números, cumprindo o seu principal objectivo que é salvar vidas e sensibilizar a população de risco para esta problemática. Esta campanha conta com o apoio do Alto Comissariado para a Saúde.

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Pediatria do Hospital de Leiria e Sociedade Portuguesa de Pediatria organizam

Jornadas sobre cuidados neonatais no HSA O Hospital de Santo André (HSA) vai receber, no próximo dia 27 de Janeiro, a partir das 9h30, as Jornadas de Neonatologia, que têm como objectivo promover o debate de boas práticas que contribuam para prestação de melhores cuidados neonatais. Organizadas pelo Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Leiria-Pombal (CHLP), em conjunto com a secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), estas jornadas terão como tema “Consensos em Neonatologia”, contando com a participação e contributo da Sociedade de Doenças Metabólicas (SDM). «É crucial que todos os médicos e enfermeiros que prestam assistência ao recém-nascido conheçam os protocolos e as boas práti-

O

Pe. José Lacerda chegou a Paris no dia 9 de Maio de 1917 e seguiu imediatamente para a zona da Flandres, com destino a Calais. Daqui, rumou para Aire-Sur-La-Lys. Naquela altura, o sacerdote escreveu nos seus inúmeros manuscritos que retratam a época e as suas circunstâncias, a forma como foi encontrar uma região marcada pelo conflito, com fome, miséria nas ruas, batalhas de sangue e um caos completo. Para termos uma ideia da ocupação do seu dia-a-dia, sabendo que se encontrava em condições humanas muito desfavoráveis, podemos ler nas suas memórias: «Levanto-me às seis, seis 1⁄2, estou na Igreja a confessar soldados até às 8 1⁄2 - 9 horas. Tomo o petitdéjeuner e vou dia sim, dia não às trincheiras animar os soldados, regressando à 1. Às 4 vou para a Igreja confessar, às 6 faço o terço e às 8 estou em casa»1. A presença dos capelães militares não foi pacífica. A forma como estes foram recebidos em França foi muito precária, sem o devi-

José Patrocínio Dias foi chefe do corpo de capelães

do apoio das estruturas de acolhimento dos aliados, sempre com o olhar desconfiado das autoridades francesas. O Estado Português estava numa crise de afirmação. O peso da Guerra nas suas acções diárias e o temor de que as coisas em França não corressem pelo melhor, assim como nas colónias de África, eram o motivo de muitos receios dos governantes no nosso País. Agora, não havia nada a fazer. Portugal estava nas trincheiras e participava no som das armas, assumindo em paralelo as suas consequências. Mas, os capelães militares portugueses que sofreram inicialmente alguns incómodos na forma como foram aco-

cas para a abordagem a cada caso específico, sendo que para isso deve haver uma consonância na actuação de todos os profissionais de saúde», explica Bilhota Xavier, director do Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Leiria-Pombal, sobre a importância da realização destas jornadas, acrescentando que «a universalidade na prestação dos cuidados neonatais só é possível mediante o debate efectivo dos tratamentos em vigor, no sentido de os tornar mais eficientes, mais céleres e eficazes». «Uma das principais razões para o sucesso da política de saúde em Portugal na área da saúde materna e pediátrica nos últimos 20 anos, com 2,5 por 1000 nados vivos, a mais baixa de sempre e uma das menores do Mundo, tem a ver com a

complementaridade de cuidados, partilha de saberes, utilização da mesma linguagem e de boas práticas, que estas jornadas vêm consolidar», refere Bilhota Xavier. O director da Pediatria do CHLP salienta ainda que «este tipo de organização, invejada em muitos países do mundo com maiores recursos, tem servido como ESTUDO DE CASO, e seria bom que em Portugal esta experiência e conhecimento, acumulados de 20 anos, pudessem ser replicados para outras áreas». O painel “Consensos em Neonatologia”, que dá nome ao tema desta edição, fará a abertura das jornadas, partilhando com todos os participantes os objectivos, o formato e os temas a apresentar. Ainda durante a manhã, a SDM dará o seu contributo com

a apresentação do painel “Doenças metabólicas no período neonatal”, que irá tratar o acompanhamento e tratamento deste tipo de doenças em recém-nascidos. No período da tarde, a partir das 14h00, decorre o painel “Acessos vasculares em neonatologia” que abordará os procedimentos relacionados com a obtenção de acessos venosos nos neonatos e prematuros. No painel “Reanimação Neonatal” será feita a revisão de procedimentos a seguir no âmbito da reanimação de recém-nascidos. Por fim, o painel “Avaliação do desenvolvimento do recém-nascido de muito baixo peso” encerra o debate da edição deste ano das Jornadas de Neonatologia. Helder Roque, presidente do Conselho de

lhidos, foram afirmando a sua utilidade com os seus préstimos na Guerra, muito especialmente no apoio moral e religioso que deram aos soldados. Sobre esse facto, Tiago Sousa escreveu: «Os capelães militares recebidos a princípio com desconfiança e frieza, depressa conquistaram a simpatia e respeito do meio militar» (Sousa, 2006: 28). Entre algumas das dificuldades que o Pe. José Lacerda encontrou na sua missão de capelão militar, destaca-se o facto de não existirem possibilidades de celebrações móveis da Eucaristia. O sacerdote veio a conseguir adquirir altares portáteis, dandolhe a possibilidade de celebrar as missas nos locais mais longínquos e de difícil acesso. Também conseguiu a criação da casa dos recreios dos soldados e oficiais portugueses e a aquisição de bandeiras portuguesas para cobrir os corpos dos soldados que tombaram na batalha. A sua presença na Flandres foi positiva mas, mesmo assim, bem ao seu

estilo inconformado, não fez uma campanha absolutamente consensual. Houve alguns conflitos de relacionamento com o capelão-chefe (Pe. José Patrocínio), sendo mesmo alvo de um rigoroso processo disciplinar. Um dos motivos deste desentendimento, era a necessária presença de mais capelães na Grande Guerra e o facto de não existirem esforços do seu superior para usar os seus conhecimentos e influência nas relações com Lisboa, de forma que o Parlamento português autorizasse um aumento do número de padres entre as tropas portuguesas. De forma inesperada, regressou a Portugal no dia 21 de Setembro de 1917. Na sua bagagem, trouxe uma missão cumprida mas algo frustrada porque assumira recusar desenvolver mais funções sobre ordens do Pe. José Patrocínio. Mas não teriam sido apenas os seus desencontros, com o seu superior na Grande Guerra, o único motivo da sua retirada. O Pe. José Lacerda teria sido informado por telegrama que a residência e o seu

passal iriam ser vendidos em leilão. Mesmo com o seu regresso antecipado, o Pe. José Lacerda recebe as medalhas «Comemorativa da Campanha de 19141918» e a da «Victória». Mas outras condecorações o cidadão, jornalista, sacerdote e capelão militar, veio a receber como a de Cavaleiro e Comendador da Ordem de Instrução Pública e Cavaleiro da Ordem de Cristo. O então ex-capelão e jornalista José Lacerda, é considerado uma figura de destaque na causa pelo envio dos capelães militares para o conflito. Embora tenham existido muitas resistências do Governo Português para solicitar os préstimos da Igreja Católica, os governantes tiveram de ceder, muito especialmente depois da integração dos nossos soldados no cenário catastrófico de uma guerra que viria a ceifar tantas vidas de portugueses, deixando milhares de feridos graves, muitos deles em desespero total. Foram estes sacerdotes, capelães militares, que conseguiram ser amigos, companheiros,

Administração do CHLP, afirma que «é uma honra poder acolher este debate promovido pela Sociedade Portuguesa de Pediatria, que visa debater e avaliar procedimentos que garantem melhores cuidados neonatais». «A realização deste encontro no Hospital de Santo André permitirá que os nossos profissionais tenham uma participação mais efectiva neste debate, contribuindo para a melhoria contínua dos cuidados e da excelência do nosso Serviço de Pediatria que, recordo, foi já reconhecido inúmeras vezes pela qualidade do trabalho desenvolvido pelos seus profissionais», conclui o presidente do Conselho de Administração do HSA.

REFLEXÕES SOBRE O SÉCULO XX - 9

Joaquim Santos Jornalista

A ida para a Flandres e o seu regresso inesperado psicólogos, elos de ligação com os seus familiares e, sobretudo, transmitiram aos soldados a força da fé. Neste capítulo, o Pe. José Lacerda deixou a sua marca indelével. Muitos dos acontecimentos da Flandres, ficaram também registados nas suas crónicas de guerra, publicadas no seu jornal O Mensageiro. 1 - Notas de Viagem, manuscrito do Pe. José Lacerda, 1917, p 1.


SOCIEDADE 7

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Revista Invest e Simlis estimulam sustentatibilidade nas escolas

“Agir Verde” envolve vários municípios A Revista Invest e a Simlis – Saneamento Integrado dos Municípios do Lis, com o apoio das câmaras municipais de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém e Porto de Mós, estáo a organizar o Projecto Agir Verde, no qual, entre outras iniciativas, consta a realização de um Concurso de Ideias de empreendedorismo aliado à sustentabilidade para o ensino superior e ensino profissional. O Projecto Agir Verde insere-se nas actividades de promoção e estímulo do espírito de iniciativa

e de empreendedorismo, bem como de divulgação e dinamização de práticas de sustentabilidade, de respeito para com o meio ambiente. As ideias devem sobretudo apontar para iniciativas de sustentabilidade num conjunto de locais sugeridos pelas próprias autarquias, ou noutros escolhidos pelos participantes, desde que obedeçam ao espírito da iniciativa. Resultarão certamente projectos interessantes, estando definidos três prémios para cada uma das categorias – Ensino Superior e Ensino Profissional,

de acordo com parâmetros como a sustentabilidade, qualidade da ideia, apresentação da proposta, interactividade com a região e exequibilidade. As sessões de esclarecimento nas escolas começaram na semana passada, na Escola Profissional de Ourém, seguindo-se o ISDOM (Instituto Superior D.Dinis), da Marinha Grande, e a Escola Profissional de Leiria, reunindo um total de 300 alunos. As sessões prosseguem na Escola Profissional de Fátima, no Instituto Politécnico de Leiria, na Escola Profissio-

nal e Artística da Marinha Grande e no ISLA (Instituto Superior de Línguas e Administração) de Leiria. Os trabalhos submetidos a apreciação do Júri deverão ser entregues até ao dia 15 de Abril, devendo os resultados ser conhecidos em Junho próximo. Além das autarquias, o Projecto Agir Verde foi igualmente acarinhado pelas incubadoras de empresas desta região (D. Dinis e Open) e pelas associações ambientais Oikos, Quercus e Vertigem.

Projecto pioneiro apresentado a 31 de Janeiro

“Consórcio ErasmusCentro” Vai ser apresentado publicamente, no próximo dia 31 de Janeiro, em Coimbra, o "Consórcio ErasmusCentro", um projecto que se afirma "pioneiro e único em Portugal" e com a missão de "fortalecer e aprofundar a ligação entre o ensino superior politécnico e o mercado de trabalho, promovendo estágios profissionais em países europeus aos alunos dos politécnicos consorciados, e estágios em Portugal a estudantes europeus". Reunindo os institutos politécnicos de Coimbra,

Castelo Branco, Guarda, Leiria e Viseu, este "primeiro Erasmus regional do País" representa mais de 34 mil estudantes, 16 associações empresariais, 41 empresas, cinco câmaras municipais, seis associações da sociedade civil, e ainda uma parceria com o Conselho Empresarial do Centro / Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CEC/CCIC), que representa 41 estruturas associativas empresariais, que abrangem mais de 40 mil empresas.

O Instituto Politécnico de Coimbra irá coordenar o ErasmusCentro entre 2011 e 2013. Maria João Cardoso, vice-presidente desta escola, afirma que "nunca em Portugal um projecto deste género reuniu, em simultâneo, agentes do ensino superior, empresas e autarquias, numa dimensão tão alargada, e com uma intervenção tão abrangente, que poderá projectar-se para além das fronteiras da região e do País". Na sessão de apresentação conta-se com a pre-

sença de entidades como o secretário de Estado do Ensino Superior, João Filipe Queiró, o presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, Rui Antunes, o presidente do CEC, José Manuel da Silva Couto, a directora da Agência Nacional PROALV, Maria Isabel Duarte, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo, e o presidente da Associação Politécnica e do Instituto Politécnico de Leiria, Nuno Mangas.

NERLEI, ACILIS, IPL, AMLEI e Caixa Agrícola

Departamento de Engenharia Mecânica do IPL

Foi constituída no dia 18 de Janeiro a CCD – Centro de Competências D. Dinis Associação, comercialmente designada CCD – Business School, que pretende colmatar uma lacuna na formação de quadros superiores da região de Leiria. Associação de carácter cultural, científico e pedagógico, sem fins lucrativos, tem como associados fundadores a ACILIS – Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mós; a AMLEI – Associação de Municípios da Região de Leiria; a Fundação Caixa Agrícola de Leiria; o IPL – Instituto Politécnico de Leiria; e a NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria. Poderão ainda entrar neste lote as empresas que manifestem esse interesse dentro de 90 dias. A CCD pretende “pela influência, pela qualidade e aplicabilidade prática da formação prestada aos empresários e gestores, contribuir para o aumento da qualificação e competitividade do tecido empresarial da região”. Para tal definiu como missão “proporcionar a aprendizagem e a aplicação das melhores práticas de gestão, envolvendo os empresários e gestores, proporcionando às empresas uma cultura de excelência reconhecível a nível nacional e internacional”.

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Leiria (IP Leiria) vai abrir as portas do seu Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) às empresas da região, para lhes dar a conhecer as suas competências e fomentar a realização de parcerias e projectos conjuntos. A iniciativa, organizada em parceria entre o DEM, o Centro de Transferência e Valorização do Conhecimento do IP Leiria, e o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI), terá lugar na próxima quinta-feira, dia 26 de Janeiro, a partir das 14h30. No Dia do Departamento de Engenharia Mecânica, os participantes terão oportunidade de conhecer o trabalho que tem sido desenvolvido pelos investigadores do DEM, numa apresentação do “know-how” e a tecnologia que o departamento poderá colocar ao dispor das empresas, no âmbito de projectos tecnológicos. O evento incluirá ainda uma visita aos laboratórios, durante a qual os participantes poderão conhecer o equipamento tecnológico disponível.

Nova “CCD – Business School”

Abertura de portas às empresas

Paróquia dos Milagres

Festival de Sopas Milagrenses A paróquia dos Milagres organiza a 4 de Fevereiro a sua já 5ª edição do festival de sopas milagrenses. Assim serão servidas, a partir das 20h00 no Restaurante Senhor dos Milagres, sopas caseiras e tradicionais do Casal da Quinta, Figueiras, Mata, Milagres e Chãs, pelo preço de 5 euros (não incluindo a bebida). Os participantes ainda poderão dar um pezinho de dança ao som de “Carlos Pina”.

Ajuda à Loja Social da Marinha Grande

Passeio solidário na orla costeira Realiza-se no próximo sábado, 28 de Janeiro, pelas 14h30, o passeio solidário “Pense em si, Pense nos outros!”, da orla costeira às Pedras Negras, no concelho da Marinha Grande. A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal da Marinha Grande com o propósito de angariar bens que serão posteriormente distribuídos pela Loja Social da Marinha Grande. Como forma de agradecer o contributo dos participantes, a autarquia oferece uma visita guiada. O itinerário dá a conhecer a lenda do Penedo da Saudade, a paisagem costeira e a sua biodiversidade, o Farol do Penedo da Saudade (com a colaboração da Capitania do Porto da Nazaré) e o pinheiro-bravo serpente das Pedras Negras. Dado tratar-se de uma iniciativa solidária, os participantes deverão entregar os bens no local de início do percurso. Os participantes poderão contribuir com um ou mais produtos da seguinte lista: fraldas para bebés/acamados, produtos de higiene pessoal, pensos higiénicos, produtos para a barba, lençóis e cobertores, atoalhados e roupa interior (homem/mulher).

AFL apresenta concursos

Estudos sobre o futebol distrital A Associação de Futebol de Leiria está a incentivar a realização de estudos sobre o futebol distrital, para divulgação no seu portal. Os trabalhos devem ser enviados para a AFL, devidamente identificados (nome e contactos) até ao final da época 2011/12. Após avaliação dos trabalhos, serão entregues bolsas aos três primeiros classificados, no valor de 500, 300 e 200 euros, respectivamente. Estes estudos podem ser apresentados em vários formatos (textos, vídeo, livros, CD, etc.) e devem contribuir para o desenvolvimento do futebol distrital. Podem ser o resultado de experiências acumuladas de dirigentes, treinadores, médicos, massagistas, jogadores e árbitros, que muitas vezes são esquecidos mas que contribuem em muito para a formação dos agentes e para a evolução da modalidade.

Desenho do Cartão da AFL Está também a decorrer um concurso para o desenho do Cartão de Jogador/Dirigente da AFL para a época 2012/2013, aberto a todos os interessados que queiram apresentar uma ideia original para este fim, até ao dia 30 de Abril, para marketing.afleiria @fpf.pt. Para um prémio no valor de 250 euros, as propostas deverão ter as dimensões de 5,5 cm de altura por 8,5 cm de largura. Outras condições técnicas podem ser consultadas em www.afleiria.com.


8 ECLESIAL

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Família há oito Séculos

CAMINHO... COM A

CARTA PASTORAL 15

3. Vasto mundo, minha paróquia 3.6. Empenho pelo bem comum e Doutrina Social da Igreja Ser “sal” e “luz” na sociedade significa promover a dignidade da pessoa humana. João Paulo II afirma-o de modo inequívoco: “Descobrir e fazer descobrir a dignidade inviolável de cada pessoa humana constitui uma tarefa essencial, mais ainda, em certo sentido, a tarefa central e unificante do serviço que a Igreja e, nela, os fiéis leigos são chamados a prestar à família humana” (CFL, n. 37). Este primado da pessoa humana e a igualdade de todos em dignidade constituem a fonte de todos os outros princípios que regulam toda a convivência social e a organização da sociedade. O amor à pessoa humana, a promoção e defesa da sua dignidade obriga os cristãos a participar na vida social e pública a favor do bem comum – o bem relacionado com o viver social das pessoas – na construção duma sociedade justa, solidária, fraterna, com particular atenção aos mais pobres e necessitados. Hoje notamos uma forte tendência individualista que busca apenas o bem estar privado, individual ou de determinada corporação. Como despertar nos cristãos a consciência de serem cidadãos do mundo empenhados a construí-lo segundo o desígnio de Deus? Como suscitar a paixão e o compromisso pelo bem comum? Torna-se necessária uma séria educação para a socialidade e para a cidadania responsável através duma ampla difusão da Doutrina Social da Igreja, que ainda é desconhecida por uma grande maioria dos cristãos. Seria salutar tomar iniciativas, neste sentido, a nível paroquial, vicarial ou diocesano, de oferecer encontros de sensibilização ou mesmo uma formação em breves módulos sobre a Doutrina Social, em colaboração com a Comissão Diocesana Justiça e Paz e com o Centro de Formação e Cultura.

Para reflexão...um e Doutrina Social da Igreja

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A beleza da vocação No dia 2 de Fevereiro celebramos a Festa da Apresentação de Jesus no templo. Passados quarenta dias do seu nascimento, Maria e José oferecem o Filho ao Pai. Inspirado pelo Espírito Santo, o velho Simeão veio ao templo e, no declinar da vida, recebeu em seus braços o Filho de Deus, pôde contemplar a Luz das nações. Jesus, o Filho de Deus, é a Luz, Luz verdadeira, o Dia sem ocaso. Passados 1200 anos também Santa Clara de Assis fez a mesma experiência do Velho Simeão, também ela acolheu no seu coração virginal o Verbo Encarnado, a Luz do mundo. Experimentou misticamente o que só os amigos saboreiam, como ela própria sentiu, viveu e escreveu: Feliz daquele a quem foi dado gozar da íntima união com Deus e aderiu com todas as fibras do seu coração Àquele cuja beleza é contemplada pelos santos, cujo amor nos encanta, cuja contemplação nos vivifica, cuja bondade e benignidade nos basta. Jesus é o esplendor da eterna glória, a Luz da eterna luz, o Espelho sem mancha. Ligado ao mistério da Apresentação do Senhor celebra-se em toda a Igreja o dia do Consagrado, o dia dessa imensa multidão de homens e mulheres que, como Santa Clara de Assis, ao longo dos séculos, ofereceram e oferecem as suas vidas ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. Como Jesus, também eles são para o mundo de hoje a luz das nações, sentinelas vigilantes que percebem e anunciam a vida nova já presente na nossa história (Bento XVI). Atraídos, escolhidos e chamados por Cristo a abraçarem a radicalidade do seu Evangelho, são para a sociedade de hoje, tão afastada dos verdadeiros valores humanos e cristãos, sinal de contradição mas, ao mesmo tempo, sinal de esperança, porque Cristo, a verdadeira Luz, guia os seus passos. Se os Consagrados não existissem o mundo seria muitíssimo mais pobre. A Vida Consagrada é importante

DR

[COLUNA SEMANAL]

por ser sinal de gratuidade e amor, nesta sociedade que tende a ser sufocada no turbilhão do efémero e do lucro (Bento XVI). Vivendo “sem alforge e sem bordão” como os primeiros discípulos de Jesus, os Consagrados proclamam a primazia da vida simples, serena, sem ambições, centrada no essencial, somente em Deus. Os Consagrados proclamam a verdadeira condição do homem neste mundo: peregrinos a caminho da pátria. O olhar de Cristo que se cruza com o olhar de um jovem ou de uma jovem que decide deixar-se amar e moldar pelo Mestre, segui-l’O na vida Consagrada, é sempre uma experiência inesquecível que permite usufruir da autêntica felicidade. Na verdade é uma troca maravilhosa e digna de todo o louvor, renunciar aos bens temporais e preferir os eternos, perder o que é terreno para merecer o que é celeste, renunciar a um para ganhar cem e possuir para sempre a vida bem-aventurada (Santa Clara). É certo que nem todos compreendem esta linguagem, linguagem exigente, linguagem do Espírito, linguagem que Cristo falou, viveu e, por isso, foi cravado na cruz.

Também os Consagrados que prometeram fidelidade ao Mestre não podem seguir por outro caminho. Como Jesus, também eles são sinal de contradição para a sociedade de hoje; e trairão a sua vocação e missão se viverem segundo as normas e padrões que o mundo lhes apresenta. Desde o Cenáculo, ao longo dos séculos, ressoa a voz de Cristo: Eles estão no mundo mas não são do mundo. Todavia “são luz para o mundo, o sal da terra e o fermento que se mistura na massa”. Fermento que não pode pretender ser igual à massa. É o fermento que leveda a massa e nunca o contrário. Na verdade, os Consagrados apontam a meta, indicam a pátria. São presenças visíveis do amor de Deus por cada ser humano. Embora com o olhar fixo “onde se encontram as verdadeiras alegrias” eles não se cansam de trabalhar, gratuitamente, na vinha do Senhor, nesta vinha concreta da labuta diária de tantos homens e mulheres que lutam pela sua dignidade e que tantas vezes são privados do necessário para sobreviver. Em nome de Deus, eles estão ao lado dos mais pobres e dos que mais sofrem. Choram com

os que choram e sofrem com os que sofrem. Nos seus corações indivisos, oferecidos somente Àquele que os escolheu e chamou, há espaço para todos. Não sendo de ninguém são de todos. Neles resplandece a chama do amor universal. A sua família é toda a humanidade. A ajuda e o apoio oferecidos pela Vida Consagrada não se restringe aos tempos passados, mas continua a ser um dom precioso e necessário também no presente e para o futuro (João Paulo II). Na Vida Activa ou na Vida Contemplativa, na acção ou na contemplação, nas actividades missionárias ou no silêncio dos claustros, mãos no “arado” ou mãos postas em oração, adoração e intercessão, os Consagrados continuam a reflectir no mundo e na Igreja o resplendor da luz de Deus Filho, a eterna beleza de Deus Pai e o infinito amor de Deus Espírito Santo. A Vida Consagrada torna-se um dos rastos concretos que a Santíssima Trindade deixa na história, para que os homens possam sentir o encanto e a saudade da beleza divina (João Paulo II, VC,20). Irmãs Clarissas de Monte Real


DIOCESE 9

O Mensageiro 26.Janeiro.2012

Fé e arte, um diálogo de séculos

BÊNÇÃO DE BEBÉS

Visita “Do românico ao barroco”

Na Sé de Leiria

Momento de bênção e de festa

A equipa de Pastoral Familiar da paróquia de Leiria vai, mais uma vez, realizar uma iniciativa pastoral destinada às famílias com bebés recém-nascidos, à qual deu o nome de Bênção dos Bebés. O objectivo desta acção é acolher as famílias jovens num dos momentos mais significativos da sua história, com elas louvar e dar graças a Deus pelo dom da vida recebido e pedir-Lhe que abençoe e proteja aqueles que agora começam a sua existência. Está programada para o sábado dia 4 de Fevereiro, às 16h00, na Sé de Leiria. Para que tudo possa estar devidamente preparado, pede-se às famílias interessadas que se inscrevam. Tal pode ser feito presencialmente no Cartório paroquial da Sé, por telefone (244832366) ou via email (pfseleiria@gmail.com). DR

No âmbito da iniciativa “Fé e Arte, um diálogo de séculos”, organizada pelo Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima, realizou-se, no passado sábado, dia 21 de Janeiro, a terceira visita guiada ao património religioso da Diocese. Sob o título “Do românico ao barroco”, cerca de cento e vinte pessoas participaram na visita guiada, orientada pela historiadora de arte Sónia Vazão e historiadora M. Filomena Martins, descrevendo aspectos históricos e artísticos das Igrejas Paroquiais de N. Sra. dos Prazeres e capela de S. João Batista, em Aljubarrota, e de S. Miguel do Juncal. O grupo foi acolhido em cada uma das igrejas pelo respectivo Pároco, sendo-lhe revelado aspectos inéditos e dado a conhecer espaços que habitualmente não são visitáveis. Na igreja de N. Sra. dos Prazeres e após a recepção e um momento de introdução no adro da igreja, o grupo foi recebido no interior da mesma com um momento musical oferecido pelo jovem Tiago Martins, natural daquela freguesia, que criou um momento de interiorização e predisposição para a explanação dos aspectos arquitectónicos do monumento, ligados à vivência da fé.

Na Capela de S. João Baptista, em vias de classificação como monumento de interesse nacional, foi possível observar um exemplar único do século XVII no que respeita à capela-mor e aos contrafortes que suportam o edifício. Na igreja de S. Miguel do Juncal, o grupo foi recebido no adro tendo Filomena Martins feito a abordagem histórica realçando os três templos que, ao longo dos séculos se foram sucedendo naquele local. No interior, realçou a decoração azulejar com painéis figurativos executados na Real Fábrica do Juncal que embelezam todo o templo.

Sónia Vazão chamou a atenção para os detalhes do estilo rococó que marca a edificação e embelezamento do mesmo monumento. Um excelente momento musical oferecido pelo coro S. Miguel, do Juncal, sob a orientação do maestro Bruno Santos e um agradável convívio, proporcionado pela paróquia numa das salas do Centro Pastoral, encerraram mais uma das visitas organizadas pelo Departamento do Património Cultural. A próxima visita está agendada para 25 de Fevereiro e será denominada “Por terras da Colegiada”

Serão visitadas a antiga igreja paroquial do Olival, e as de N. Sra. da Conceição e da Colegiada de Ourém. Como habitualmente, a concentração será feita às 14h, 45min junto da primeira igreja a visitar e a visita é livre. Quem desejar viajar de autocarro, saindo às 14horas do Seminário de Leiria, deverá inscrever-se pelo email coelhomartins@iol.pt ou pelo telefone 962540255. O custo do bilhete será de 7,5euros por pessoa; as reservas deverão ser feitas através do telefone 962 540 255 ou 244 837 291 Pelo Departamento Júlio Martins

Na paróquia da Marinha Grande

Apresentação dos bebés ao Senhor A equipa da Pastoral Familiar da paróquia da Marinha Grande convida todos os Bebés que nasceram nos anos de 2010, 2011 e 2012, com seus pais e familiares, para a celebração de Bênção que se vai realizar na igreja matriz, no dia 5 de Fevereiro, pelas 16h00. A celebração pretende ser, sobretudo, a apresentação dos Bebés ao Senhor, como expressão de gratidão, louvor, consagração e oferta. Cada criança é sempre um Dom de Deus aos pais, à família e à própria comunidade. O mais natural é pois bendizer a Deus por esse Dom maravilhoso, de uma criança que acaba de nascer. A Bênção é essencialmente esse acto de bendizer, embora seja também o pedido a Deus para o Bebé, entregando-o e confiando-o ao mesmo Deus, desde o primeiro momento de vida e para sempre. O Bebé, é já ele próprio uma Bênção de Deus. Para fazer parte desta celebração não necessita de inscrição prévia, nem nenhuma formalidade, basta comparecer com o seu(s) bebé(s) e familiares.

VIGÍLIA DE ORAÇÃO | “A vida consagrada no coração da evangelização” No dia 2 de Fevereiro próximo, às 21h00, na capela do Convento (Lar) de Santa Clara, das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, junto ao Colégio da Cruz da Areia, terá lugar uma vigília de oração pela vida consagrada. A iniciativa é do Serviço Diocesano de Animação Vocacional com a colaboração das mencionadas Irmãs e visa assinalar o Dia da Vida Consagrada, que este ano tem como lema “A vida consagrada no coração da evangelização, 50 anos depois do início do Concílio vaticano II”. Apela-se à participação das pessoas consagradas a Deus bem como os demais fiéis cristãos que

apreciam esta vocação na Igreja. A vida consagrada engloba os fiéis cristãos, homens e mulheres, que sentiram um especial apelo e dom de Deus a entregarem-se totalmente a Ele. Concretiza-se em diferentes formas: a maior parte inserese em comunidades religiosas constituídas a partir de diferentes carismas; outros doam toda a sua vida a Deus mas mantêm-se como fiéis leigos integrados na vida familiar, exercendo uma profissão civil ou dedicando-se ao apostolado na Igreja. Também neste caso, há diferentes institutos, grupos, movimentos ou comunidades congregados à

volta de variados carismas. Foi João Paulo II que, em 1997, propôs que todos os anos e em toda a Igreja, na Festa da Apresentação do Senhor, a 2 de Fevereiro, se celebrasse “o Dia da Vida Consagrada”, com a finalidade de “ajudar toda a Igreja a valorizar sempre mais o testemunho das pessoas que escolheram seguir a Cristo mais de perto, mediante a prática dos conselhos evangélicos e, ao mesmo tempo, quer ser para as pessoas consagradas uma ocasião propícia para renovar os propósitos e reavivar os sentimentos, que devem inspirar a sua doação ao Senhor.”

Com a mencionada vigília pretende-se, por um lado, no dizer de João Paulo II, “louvar solenemente o Senhor e agradecer-Lhe o grande dom da vida consagrada, que enriquece e alegra a comunidade cristã com a multiplicidade dos seus carismas e com os frutos de edificação de tantas existências, totalmente doadas à causa do Reino”; por outro, permite aos fiéis reunidos para a oração reconhecer as maravilhas que o Senhor realiza em quem se entrega a Ele, e “descobrir, com um olhar de fé mais lúcido, os raios da divina beleza difundidos pelo Espírito” nesta forma de vocação,

“e tomar consciência mais viva da sua insubstituível missão na Igreja e no mundo”. Na Diocese de Leiria-Fátima, com maior concentração em Fátima, há 70 institutos de vida consagrada, sendo 15 de religiosos masculinos, 49 femininos, 2 sociedades de vida apostólica e 4 seculares. Além destes, há ainda pessoas que se consagram a Deus noutros modos, como as Auxiliares do Apostolado e alguns membros de novas comunidades ou de vários movimentos eclesiais. Padre Jorge Guarda, Coordenador do Serviço de Animação Vocacional


10 ECLESIAL

O Mensageiro 26.Janeiro.2012

Leituras | IV Domingo Tempo Comum Janela sobre a Missão Antífona de Entrada: Salmo 105, 47 Leitura I: Deut 18, 15-20 Salmo Responsorial: Salmo 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. cf. 8) Refrão: Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações. Repete-se Leitura II: 1 Cor 7, 32-35 Aclamação ao Evangelho: Mt 4, 16 ; Refrão: Aleluia. Repete-se; O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte uma luz se levantou. Refrão Evangelho: Mc 1, 21-28 Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia. Palavra da salvação.

Cânticos | V Domingo Tempo Comum (05/02/09)

Subindo ao Gungo Olá amigos e amigas. O Sr. Bispo já regressou a Portugal e, graças a Deus, tudo correu bem. Foi bonito ver uma tão grande família missionária no momento da partida e do regresso de D. António. Mas ainda há muito que contar sobre a presença dele entre nós, porque foi um grande momento da nossa missão. Por isso, com alegria e gratidão, partilhamos mais um pouco do que foi esta viagem. A subida à aldeia do Uquende foi algo demorada devido ao mau estado da picada. Mas, felizmente, tudo correu bem. Umas centenas de metros antes de chegarmos à aldeia parámos para ir visitar as obras da casa da moagem, feita em BTC, e que já

tem as paredes levantadas, havendo a esperança de em breve poder começar a fazer farinha. Depois seguimos para o Uquende onde estava uma entusiasta multidão (outra!) à nossa espera. Mais uma vez o acolhimento à entrada da aldeia, os cânticos, as danças, as palmas, os gritos de alegria, o calor de um acolhimento que não deixa ninguém indiferente. Até um arco enfeitado foi feito para manifestar a satisfação da comunidade pela visita. Quando o contexto o permitiu, o catequista Celestino leu uma mensagem de boas-vindas, a que o Sr. D. António respondeu dizendo que era também para ele uma grande alegria estar ali com aquelas pessoas, po-

AO SABOR DA PALAVRA

nossa vida: vai sendo descoberto, desbravado pouco a pouco, e é necessário ler as indicações que nos vão aparecendo, se não andamos completamente perdidos e não chegamos a chegar. É desses mapas que nos fala a liturgia deste domingo: um mapa que não está escrito em papel mas que é como aqueles “aparelhómetros” que nos ralis vão indicando aos pilotos onde estão e para onde querem ir (os sistemas de posicionamento global, mais conhecidos por GPS). Ora nós conhecemos alguém que funciona como GPS para nós e para a nossa vida, alguém que sabe donde vimos e para onde vamos, que é a pergunta que o homem continua a colocar desde a sua existência: Quem sou? De onde venho? Para onde vou? Esse alguém é Jesus (porque, se já fez o mesmo caminho que nós, está ao mesmo tempo distante, tendo uma visão global e próxima, caminhando connosco) e é por isso que vemos no Evangelho os seus contemporâneos admirados com as maravilhas que ele fazia, e também com

INÍCIO: Vamos confiantes ao trono da graça - Lau 843 SALMO RESPONSORIAL: Louvai o Senhor que salva - Lau 483 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Nós te apresentamos - Lau 535 COMUNHÃO: Eu sou o bom pastor - Lau 370 Vinde a mim vós todos - Lau 862 PÓS-COMUNHÃO: Dai graças ao Senhor - Lau 261 FINAL: Anunciaremos Teu Reino Senhor - Lau 153 AConfiaremos no meu Deus - Lau 236

Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos

MISSAS DOMINICAIS

Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

4º Domingo do Tempo Comum 29 de Janeiro de 2012

Mapa da vida Certamente já vos aconteceu irem a algum lado sem conhecer o caminho. Nessas alturas servimo-nos de um mapa que nos indique as estradas correctas, ou guiamo-nos pelas tabuletas que nos vão aparecendo à frente e indicando o caminho a seguir. À falta disto perguntamos a alguém que encontramos pelo caminho. Quando conhecemos o caminho é sinal de que já por lá passámos. Assim é o caminho da

DR

(29/01/12)

der ver e conhecer os seus rostos, partilhar um pouco da sua vida. Depois todos seguimos para junto da capela da aldeia, onde foi feita uma oração na parte exterior. À noite ainda foi rezado o rosário, agora já no interior da capela que ficou repleta de gente. Entretanto, chegou a hora do descanso que o dia tinha sido logo e cansativo, cheio de emoções, risos, palmas, cânticos e também muita transpiração. O Bispo retirou-se para

os seus aposentes, muito simples e pobres, mas preparados para ele com toda a dedicação e carinho. Para não cansar demasiado, por aqui me fico. Logo que possa contarei mais um pouco desta memorável visita. Aqui fica uma fotografia tirada nesta aldeia do Uquende no momento do discurso. Um abraço e continuação de boa semana. Padre Vítor Mira

as coisas que dele diziam os doentes. Realmente era preciso que alguém fosse meio doido para dizer, nesse tempo, que Jesus era filho de Deus. Mas, já no princípio da história do Povo de Deus, Moisés anunciava que haveria de vir um profeta que não seria apenas uma voz de Deus, mas a sua própria Palavra, absolutamente fiel à sua tarefa de proclamar aos homens o caminho a seguir, de uma forma compreensível. Esse profeta não anunciaria falsas palavras porque ele seria a verdade absoluta, podendo assim guiar todos os homens no caminho da sua vida. Mas como diz o ditado: “Todos os caminhos vão dar a Roma”, ou seja: há muitos meios para chegar à felicidade, todos com a sua eficácia. E para cada caminho é necessário encontrar os meios mais apropriados: ninguém anda de bicicleta numa auto-estrada, ou de carro num rio, nem se pode fazer todo-o-terreno com um Fórmula 1. É por isso que S. Paulo nos diz que aquele que casou se preocupa com as coisas deste mundo: com

o casamento promete-se amor absoluto ao outro cônjuge e aos filhos, e é dessa forma que se ama a Deus e se percorre o caminho devido em direcção à perfeita realização. Ao passo que quem se dedica a Deus caminha por outro caminho muito diferente mas com o mesmo fim. É um percurso de liberdade e de vida que Jesus nos traz. Ao egoísmo, Ele contrapõe a doação e a partilha; ao orgulho e à autosuficiência, Ele contrapõe o serviço simples e humilde a Deus e aos irmãos; à exclusão, Ele propõe a tolerância e a misericórdia; à injustiça, ao ódio, à violência, Ele contrapõe o amor sem limites; ao medo, Ele contrapõe a liberdade; à morte, Ele contrapõe a vida. Pontuemos os nossos dias, a nossa semana, com encontros, mesmo curtos, com o Senhor: momentos de oração (sozinhos, em casal, em família, em comunidade), celebrações na paróquia, momentos de meditação da Palavra de Deus; e gestos, e encontros, para servir os mais pequenos.


DIOCESE 11

O Mensageiro 26.Janeiro.2012

“Formamos todos um só corpo em Cristo”

O Concílio Vaticano II, na sua Constituição dogmática sobre a Igreja, afirma: “Um só é, pois, o Povo de Deus: «um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo (Ef. 4,5); comum é a dignidade dos membros, pela regeneração em Cristo; comum a graça de filhos, comum a vocação à perfeição; uma só salvação, uma só esperança e uma caridade indivisa. Nenhuma desigualdade, portanto, em Cristo e na Igreja, por motivo de raça ou de nação, de condição social ou de sexo, porque «não há judeu nem grego, escravo nem homem livre, homem nem mulher: com efeito, em Cristo Jesus, todos vós sois um» (Gál. 3,28 gr.; cfr. Col. 3,11).” (LG 32) O último dia de Natal foi um momento muito especial para a Associação Surda da Alta Estremadura (ASAE): a Eucaristia do dia de Natal da Sé de Leiria teve

DR

Eucaristia com linguagem gestual nos últimos sábados do mês na Sé de Leiria

tradução em língua gestual portuguesa (LGP). Para muitos dos surdos que participaram, foi a primeira vez na vida que puderam entender o que se dizia na celebração mais importante da sua fé. Muitos deles, principalmente durante a infância, frequentaram a Eucaristia, bem como a catequese paroquial. Mas a sua participação esteve sempre gravemente limitada pelas restrições auditivas. Esta iniciativa começou a ser preparada em meados de Novembro, num encon-

tro com alguns elementos da Associação, onde foi evidente o desejo de crescer numa participação mais consciente na Eucaristia. Logo no início se percebeu que tão belo e arrojado projecto não podia ficar por ali. Havia desejo de mais: mais presença, mais participação, mais integração, mais comunhão eclesial. Assim, a começar no próximo sábado, 27 de Janeiro – e continuando no último sábado de cada mês – a Eucaristia vespertina da Sé de Leiria, às 19h00, terá tradução em

língua gestual, para uma melhor participação dos surdos. Nesse sentido, a primeira leitura será feita em língua gestual. A integração é um desafio enorme para a comunidade eclesial. Como diz S. Paulo, embora sejamos muitos e diferentes, “formamos todos um só corpo em Cristo” (Rom 12, 5). Este é um primeiro e pequeno passo. Acreditamos, porém, que haverá muitos outros a seguir o seu encalço. Padre José Augusto Rodrigues Vigário paroquial de Leiria

Centro de Formação e Cultura e Escola Diocesana Razões da Esperança

Escolas da fé iniciam 2.º semestre Escola Diocesana Razões da Esperança É já a 31 de Janeiro que começa o 2º semestre na escola Razões da Esperança. O ritmo de funcionamento é quinzenal, sempre à terça-feira, no Seminário Diocesano de Leiria. Na primeira hora (das 21h00 às 22h00) repete-se a disciplina “As celebrações da fé” que faz parte do curso básico e é “obrigatória” para quem pretende obter diploma. Será leccionada pelo padre Carlos Cabecinhas e pelo padre Sérgio Henriques. Os temas gerais que abordará são: celebrar a fé, os vários sacramentos, o ano litúrgico. Também na primeira hora é oferecido um tema novo: “A Família: o trabalho e a festa”, em ordem à preparação do Encontro Mundial das Famílias a realizar em Milão. Será leccionado pelo padre José

Augusto Rodrigues. A este evento alude o Sr. Bispo na carta pastoral para este ano nº 3.8… Na segunda hora (das 22h00-23h) funcionarão, como de costume os vários grupos para Catequistas, Cursistas; Lectio Divina; Canto; Escola de Leitores; Animação Vocacional; Acção Sócio-caritativa e CNE (este último aberto também a pessoas que não pertençam ao CNE). Quem não estiver interessado em nenhum destes grupos, pode frequentar somente a primeira hora. As disciplinas da 1ª hora têm uma duração de 8 horas lectivas, em 8 sessões. Em qualquer delas, podem inscrever-se todas as pessoas maiores de dezasseis anos. Estão abertas as inscrições. Mais informações junto do Centro de Formação e Cultura (Seminário Diocesano de Leiria), em

www.leiria-fatima.pt/cfc, por e-mail: razoesdaesper anca@gmail.com, ou pelo tel. 244 103 816. Centro de Formação e Cultura Vai iniciar brevemente o II semestre do presente ano lectivo com as seguintes propostas formativas: Curso geral de teologia, serão ministradas aulas de duas disciplinas: “Mariologia: Maria no mistério de Cristo e da Igreja”, pela Dr.ª Ângela de Fátima Coelho, das 19h15 às 20h45 e Escatologia: aprofundar as razões da nossa esperança para dar sentido à existência” pelo doutor Augusto Pascoal das 21h00 às 22h30. As aulas decorrem à segunda-feira, com início a 13 de Fevereiro. Na formação teológica complementar, o tema será “Gestão de relações interpessoais e conflitos”.

É um desafio a reflectir sobre a própria conduta, aumentando a capacidade de relacionamento com os outros e com o quotidiano. O curso decorre à quintafeira em regime intensivo: das 19h15às 20h45 e das 21h00 às 22h30. Tem início a 16 de Fevereiro e termina a 19 de Abril. Os cursos realizam-se no Seminário Diocesano de Leiria, têm ritmo semanal e uma duração de 30 horas lectivas, em 15 sessões. Em qualquer deles, podem inscrever-se todas as pessoas maiores de dezasseis anos. As matrículas devem ser efectuadas até oito dias antes do início das aulas. Mais informações junto do Centro de Formação e Cultura (Seminário Diocesano de Leiria), em www.leiriafatima.pt/cfc, por email: cfcleiria@gmail.com, ou pelo tel. 244 103 816.

BREVES Naufrágio do cruzeiro “Costa Concórdia“

Imagem resgatada do navio é de Nossa Senhora de Fátima A imagem resgatada intacta no dia 21 de Janeiro, do navio Costa Concórdia, naufragado junto da ilha de Giglio, Itália, é a de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Em resposta a vários pedidos de informação, confirma-se que efectivamente a imagem recuperada da capela do navio de cruzeiros é a de Nossa Senhora de Fátima, uma réplica da imagem da Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima em Portugal. A imagem resgatada foi entronizada na capela do navio no dia do baptismo e inauguração da embarcação, a 7 de Julho de 2006, na presença do cardeal D. Stephen Fumio Hamao, então presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes. A imagem tinha sido adquirida no Santuário de Fátima pelos empresários proprietários do Costa Concórdia. Em representação do Santuário de Fátima esteve presente na celebração inaugural o Padre Clemente Dotti, sacerdote italiano então ao serviço do Santuário. O jornal oficial do Santuário de Fátima em português, “Voz da Fátima”, publicou na altura um breve apontamento informativo, na edição 13 de Setembro de 2006. De acordo com a informação transmitida este fim-desemana ao Padre Clemente Dotti, a imagem resgatada está agora na igreja paroquial da ilha de Giglio. Este domingo, em Fátima, durante a recitação do rosário das 10:00, na Capelinha das Aparições, o Padre Luciano Cristino, capelão do Santuário, anunciou com alegria, em português e em italiano, a recuperação da imagem. Antes das três ave-marias finais, o sacerdote saudou os sobreviventes e rezou pelos falecidos. Solidarizou-se sobretudo com todos aqueles que mais sofrem com esta tragédia, em especial os familiares dos passageiros falecidos ou ainda desaparecidos. LeopolDina Simões

Celebração no Santuário do Senhor dos Milagres

Festa das Famílias

No próximo Domingo, dia 29 de Janeiro, a paróquia dos Milagres vai celebrar a Festa das Famílias. Este dia é, sobretudo, dedicado a beleza e fecundidade da família cristã. Na verdade, uma família com alicerces no verdadeiro amor é um tesouro de valor incalculável. As famílias cristãs são convidadas a participar na totalidade dos seus membros na missa que às, 11h00, é celebrada no Santuário do Senhor dos Milagres. Será feita a consagração das famílias. Às 16h00, também no Santuário, há uma meditação sobre a vivência familiar cristã. Às 16h30 um tempo de oração pela família. A festa irá terminar com um tempo de convívio, pelas 17h00, com uma merenda partilhada entre todas as famílias. Esta iniciativa da Sagrada Família visa também já divulgar o Encontro Mundial das Famílias que se realizará em Milão com o tema “Família, Festa e Trabalho”.


12 ECLESIAL

“Olhar com interesse” para a Internet

Papa apela a um novo “ecossistema” mediático

Bento XVI defendeu que a Igreja Católica deve “olhar com interesse” para o mundo da Internet e promover “uma espécie de ‘ecossistema’” mediático capaz de equilibrar “silêncio, palavra, imagens e sons”. “Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório”, escreve o Papa na mensagem para o 46.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que se celebra a 20 de Maio, este ano dedicada ao tema ‘Silêncio e Palavra: caminho de evangelização’. O documento convida os responsáveis católicos a analisarem “as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem actual” a encontrar “espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus”. “Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos”, indica o Papa, numa alusão à prática já implementada por leigos, sacerdotes, bispos e cardeais na rede social ‘Twitter’. Bento XVI constata que “grande parte da dinâmica actual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas”, como acontece nos motores de busca e nas redes sociais, advertindo, no entanto, que “o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente”. “O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos”, refere a mensagem papal. Partindo do tema escolhido para esta celebração, o Papa assinala que silêncio e palavra são “dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si” para se obter um “diálogo autêntico”. “O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo”, frisa. Bento XVI observa que no silêncio “se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam” e que daí deriva “uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e à capacidade de escuta”. O Papa aborda o que denomina como “questões últimas da existência humana - Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar?” para afirmar que “é importante acolher as pessoas que se põem estas questões”, num convite “à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada”. “Nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas”, recorda. Para Bento XVI, “se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus”. Neste contexto, o Papa diz que silêncio e palavra são “elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo”, o que implica “aprender a escutar, a contemplar, para além de falar”. A mensagem foi dada a conhecer, como é tradição, na festa litúrgica de São Francisco de Sales (1567-1622), padroeiro dos jornalistas, celebrada no passado dia 24 de Janeiro. A celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais foi a única do género a ser instituída pelo Concílio Vaticano II (Decreto ‘Inter Mirifica’, 1963).

26.Janeiro.2012

PORTUGAL Encontro Nacional de Escolas dos Cursilhos de Cristandade

“Repensar o MCC” em Fátima No dia 21 de Janeiro decorreu, em Fátima, o Encontro Nacional de Escolas do Movimento dos Cursilhos de Cristandade sob o tema “Repensar o MCC”. Com uma plateia de mais de 200 participantes, oriundos das diversas dioceses do país, foram ouvidos e colocados à discussão três temas da responsabilidade dos três núcleos (Norte, Centro e Sul). No tema da responsabilidade do núcleo sul “Análise dos Rolhos do 3º Dia”, podemos concluir que é nos rolhos do 3º dia que se percebe o porquê e o para quê do cursilho de cristandade, da mesma forma que é da relação interpessoal que se gera e se ganha ambiente. Mais se concluiu deste tema que «nem todos servem para tudo, mas todos servem para algo», e que na nossa ação como cristãos no pós-cursilho, devemos aprender a escrever com a nossa vida os Actos dos Apóstolos, conscientes da missão a que somos chamados nos nossos grupos e ultreias, de animar, converter e entusiasmar. «Fiz-me

DR

MUNDO

O Mensageiro

tudo para todos, para ganhar alguns» (S.Paulo) Da responsabilidade do núcleo centro, foi ouvido o tema”Como mostrar aos jovens que o amor de Cristo é importante nos dias de hoje”, tendo sido salientada a importância da mensagem cristã para a vida do ser humano devendo ser transmitida e traduzida numa linguagem adequada a cada tempo. Os jovens hoje, ainda que muito tecnológicos, continuam à procura de experiências verdadeiras e profundas como procuravam os jovens do passado e como procurarão os jovens do futuro. Mas cada tempo tem a sua forma de fazer essa procura, pelo que a resposta tem que ser também ajustada a

cada tempo. Também o MCC não pode ficar indiferente à problemática de uma juventude que não sabe como chegar ao futuro, e que muitas vezes manifestam no perigo e no risco uma sede de sensações como resultado de um grande vazio afectivo, procurando uma resposta de amor que só em Cristo se pode encontrar. Para que o jovem se sinta Igreja, esta tem que ter uma linguagem, desafio e vida jovem. Tudo amadurece, como nos disse o Papa João Paulo II, “A juventude não é apenas um período de vida (…), mas uma qualidade de alma que se caracteriza precisamente por um idealismo que se abre para o amanhã”.

O tema “ Escola do MCC hoje” da responsabilidade do núcleo norte, destacou o papel da escola como essencial para a continuidade e desenvolvimento desta obra de evangelização que são os cursilhos de cristandade, salientando a necessidade de um novo ardor e novas competências para o novo modo de evangelizar, sendo que é missão da escola proporcionar o estudo profundo de Jesus Cristo e do Evangelho. A nova evangelização tem que se adaptar às novas vivências e desenvolvimento cultural, sendo que a grande maioria dos adultos necessita hoje de uma nova catequese. A escola tem o importante papel de proporcionar o estudo necessário para o melhor conhecimento de Jesus Cristo, uma vez que Ele não pode ser inventado para estar de acordo com o que queremos. Foi uma jornada bastante positiva, vivida e convivida a pensar no futuro do MCC, no futuro da Igreja, nos desafios da nova evangelização, futuros que começam já hoje.

Clero de Lisboa reúne-se em formação

Assumir a dimensão profética da Igreja O Clero de Lisboa tem, desde o dia 24 até o dia 27 de Janeiro, as jornadas de formação permanente sobre «Assumir sem medo

e com ousadia a dimensão profética da Igreja» A actividade formativa realiza-se no Seminário dos Olivais e conta com

a participação do arcebispo emérito de Pamplona (Espanha), D. Fernando Sebastián Aguilar, e do bispo nomeado de Lamego, D.

António Couto, revela o site do Patriarcado de Lisboa.

Comunidades paroquiais de Aveiro

Semana Missionária no início da Quaresma O arciprestado de Aveiro organiza, entre os dias 25 de Fevereiro e 4 de Março, uma Semana Missionária com o intuito de promover a consciência missionária das comunidades paroquiais no seu inte-

rior, abrindo-se também à missão «Ad gentes». As paróquias este arciprestado vão ter a presença de oito equipas de missionários, no início do tempo quaresmal, quando se realizarão encontros “com

agentes de pastoral, visitar às escolas e encontros com alunos, participação nos encontros de catequese, vigílias de oração, jogos ou dinâmica exterior pela cidade para crianças, adolescentes e jovens”, realça

um comunicado enviado à Agência ECCLESIA. A semana encerrará com um Festival Missionário dia 3 de Março na igreja de Santa Joana.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 26.Janeiro.2012

LUZ ENTRE OS HOMENS

Pe Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

Hildegarda Burjan, militante das questões sociais

P

ara a Arquidiocese de Viena, mas também para toda a Áustria, Hildegarda Burjan é uma figura impressionante, uma pessoa que deve ser destacada”, afirmou o cardeal Schonborn, arcebispo de Viena. Profundamente comprometida no amor social, em várias frentes, Hildegarda Burjan (1883-

O

passado tem sempre boas lições. Por isso, nestes tempos de crise financeira global há muito a aprender com os erros dos marinheiros da época dos Descobrimentos. A opinião actual sobre mercados financeiros cai facilmente no mito do “mar tenebroso”. Como nos primórdios da aventura marítima, as notícias e comentários económicos estão cheios de monstros míticos, ameaças assombrosas, colossos maléficos. Das bolsas às agências de rating, dos bancos às multinacionais, não faltam candidatos a serpentes marinhas do mundo creditício. Serão essas análises erradas? Como os oceanos, as transacções financeiras incluem muitos dramas e imprevistos. Surgem tormentas e calmarias, ventos e naufrágios, piratas, escorbuto e indígenas hostis. Mas esses graves problemas são sempre acidentes, erros e crimes

1933) vai ser beatificada no próximo dia 29 de Janeiro de 2012, na capital austríaca. Hildegarda nasceu em 1833 na cidade de Gorlitz, na fronteira germano-polaca, de uma família judia. Desde jovem, manifestou grande abertura e sensibilidade aos problemas sociais. Frequentou a universidade de Zurique, na Suiça, e alcançou o doutoramento em filosofia de forma brilhante. Em 1907, casou-se com Alexander Burjan e foi viver para Berlim. Dois anos depois, o casal mudou-se para Viena. Do seu casamento nasceu uma filha, Lisa. Por motivos de saúde, os médicos, haviam recomendado o aborto, mas Hildegarda recusou. Em 1909, após uma doença grave, converteu-se à fé católica e foi baptizada. Na capital austríaca, observando as grandes contradições sociais, começou a interessar-se e a ocupar-se da miséria de inúmeras pessoas. Juntou-se a um grupo de mulheres que lutavam pela implementação das

ideias formuladas pelo Papa Leão XIII, na sua encíclica Rerum Novarum (1891). O seu compromisso social é profundamente marcado pela fé católica. Considera que a dignidade do homem está a cima de tudo e que, para o seu desenvolvimento, é indispensável a liberdade interior e a formação da personalidade. Hildegarda tinha a convicção firme de que uma verdadeira assistência social consiste em ajudar os outros a ajudarem-se a si mesmos. Em 1912, funda a Associação da Trabalhadoras Cristãs Domésticas. Em 1918, consegue reunir todas as organizações de mulheres operárias na Associação de Assistência Social. Promove a distribuição de alimentos aos mineiros carenciados da região montanhosa de Erzgebirge e cria uma rede de apoio familiar em Sudetendland. E procura a prevenção: “Trabalhar socialmente significa também prevenir, dizia. Significa procurar vencer os abismos que surgem dentro da sociedade, com

amor cristão e coração solidário”. Convicta de que a acção social requer a combinação do empenho privado e político, em 1918, no final da primeira grande guerra e do colapso do império austro-húngaro, lança-se na actividade política. O seu objectivo é a mudança permanente das estruturas sociais. Como deputada no Parlamento austríaco durante dois anos, Hildegarda lutou pela igualdade, pela definição do salário mínimo das trabalhadoras domésticas, pela assistência às pessoas envolvidas em actividades de risco e pelo combate ao trabalho infantil. A sua acção foi decisiva para a política e para as instituições sociais com benefícios que ainda hoje se fazem sentir. Com a ajuda do padre Ignaz Seipel, que, por duas vezes foi chanceler da Áustria, fundou em 1919 a sociedade apostólica das Irmãs da Cáritas Socialis. A iniciativa é motivada pela convicção de que a sociedade precisa de pessoas

dedicadas inteiramente à ação social. A instituição desenvolve ainda hoje uma vasta rede de estruturas sociais em Viena que inclui um albergue para mães e crianças, creches, centros de saúde e clínicas especializadas em idosos e doentes crónicos, pacientes que sofrem de Alzheimer e de esclerose múltipla. O Centro Rennweg da Cáritas Socialis é especializado em cuidados paliativos, estendendo a sua acção inclusive à casa dos doentes. Aquando da visita apostólica à Áustria, em 1998, o Papa João Paulo II visitou o referido Centro. Ali afirmou: “Hoje, dia em que me é proporcionada a possibilidade de visitar o Hospital «Caritas Socialis», desejo recordar que o encontro com o sofrimento humano encerra em si um feliz anúncio. Com efeito, o «Evangelho do sofrimento», não está escrito só nas Sagradas Escrituras, mas é escrito de novo, dia após dia, em lugares como este. (...) Assim como o sofrimento do homem ferido suscitou a

estritamente humanos, não aberrações acéfalas e perversas, como o Adamastor ou o Mostrengo que a lenda constrói. Passado o susto, quando chegavam a terras longínquas, um segundo erro dos nossos navegantes era interpretar à portuguesa essa realidade exótica. Muita da incompreensão intercultural vinha de quem queria ver uma aldeia minhota nos aluviões indianos. Também hoje grande parte dos erros crassos nasce da simples confusão entre situações financeiras incomparáveis. Um exemplo disto está nas conversas sobre o valor das acções na bolsa. Há anos que a minúscula cotação de alguns bancos e grandes empresas de referência é por cá tema de chacota ou preocupação, sem que se coloque a pergunta óbvia: se estão tão baratos, porque não são comprados? De facto, por muitos proble-

mas que tenham, os seus activos devem valer muito mais que o apregoado. Mas quem comprasse todo o capital acessível nunca mandaria na empresa, que tem os estatutos blindados. Isto mostra como na Europa continental as bolsas são muito diferentes das anglo-saxónicas. Grande parte do desenvolvimento mundial das últimas décadas advém das extraordinárias inovações financeiras, que se espalharam pelo mundo na globalização dos últimos 25 anos. O acesso ao capital é sempre decisivo para as empresas e a tradição bolsista americana não só o facilita muito, mas permite uma afectação eficiente dos activos, punindo quem os desperdiça e desviando o dinheiro para actividades produtivas. As finanças são um instrumento excelente mas, sempre baseadas na confiança, são também muito frágeis. Os

ganhos conseguidos foram espantosos, sobretudo nos mais pobres, China, Índia e microcrédito. Mas a crise mostra que o crédito é como os automóveis: grandes vantagens com muitos acidentes. A Europa acordou tarde para as novidades. Só com o projecto do euro a União veio aproveitar progressos que já eram antigos noutros lados. Mas fê-lo à europeia, sem deixar que os mercados ameaçassem a influência das elites económicas. O resultado é evidente: o euro nunca atingiu o dinamismo da zona dólar e ainda suporta uma instabilidade maior. Um terceiro erro dos antigos exploradores era o oposto do anterior, pois a estranheza das diferenças culturais ocultava muitas semelhanças de comportamento. Um paralelo actual pode ver-se no drama do endividamento das famílias.

As dificuldades financeiras de bancos, empresas e governos têm sido tratadas através de fundos e outros apoios que aliviam a urgência e permitem um ajustamento razoável. Mas no que toca aos créditos pessoais ninguém apresenta respostas. Nesta questão, que gera enormes dramas familiares e afecta crescentemente o nosso panorama bancário, as coisas são resolvidas a quente e à bruta. Soluções adequadas, paralelas às usadas nos outros sectores, estão bem analisadas tecnicamente por especialistas (ver, por exemplo, www.bridgesadvisors.com/ pt-pt/blogs.asp). Falta apenas vontade dos bancos e autoridades para encontrar mecanismos que permitam gerir e aliviar, de forma equilibrada, a carga de dívidas que afoga tantas famílias. No meio da confusão da crise mundial renascem

compaixão do Samaritano, também o encontro com o mundo do sofrimento no Hospital possa fazer brotar, em todos os que assistem um doente na última etapa da sua vida, os sentimentos calorosos e delicados da verdadeira caridade cristã. Só os que sabem chorar podem enxugar as lágrimas do próximo. Um papel especial nesta casa é desempenhado pelas Irmãs da Caritas Socialis, às quais a Fundadora dirigia as seguintes palavras: «Na pessoa do doente podemos curar sempre o nosso Salvador sofredor, unindo-nos a Ele». Resumindo a vida e o projecto de caridade social de Hildegarda Burjan, que faleceu em 1933, o Papa João Paulo II disse que ela “quis estar presente nos pontos centrais do sofrimento humano como ‘a anunciadora carismática do amor social’”.

RECORTES

João César das Neves Economista

O novo mar tenebroso*

velhos erros. Os tempos mudam, mas a natureza humana permanece. Por isso, o passado tem sempre boas lições. * In Dn (23/01/12)


14 OPINIÃO

O Mensageiro 26.Janeiro.2012

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FARMÁCIAS DE SERVIÇO Tomáz (26), Maio (27), Avenida (28), Baptista (29), Central (30), Godinho Tomáz (31), Higiene (1) e Antunes (2).

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Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

INSTITUCIONAL

CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia dezanove de janeiro de dois mil e doze, exarada a folhas treze do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Cinquenta e Nove – A, JOSÉ LUÍS MARQUES DA CRUZ MONTEIRO casado com Ana Maria Rosa Marques Monteiro sob o regime da separação de bens, natural da freguesia e concelho de Leiria, residente no Bairro dos Capuchos, lote 8, 3º dtº, em Leiria, Nif: 115 209 069, declarou; Que é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrém, dos seguintes bens: UM – Duas terças partes indivisas do prédio rústico, sito em Fortunato, freguesia de Barreira, concelho de Leiria, composto de pinhal, com a área de mil trezentos metros quadrados, a confrontar do norte, sul e poente com Mitra de Leiria e nascente com ribeiro, descrito na primeira Conservatória do Registo Predial de Leiria na ficha duas mil quatrocentas e quarenta e cinco, direitos sem qualquer relação com os lá registados pela inscrição apresentação trinta e duas de onze de Maio de dois mil e seis inscrito na matriz sob o artigo 308, com o valor patrimonial de IMT correspondente à fracção de 370,48; DOIS – Duas terças partes indivisas do prédio rústico, sito em Ramires, freguesia de Barreira, concelho de Leiria, composto de pinhal, com a área de mil e quatrocentos metros quadrados, a confrontar do norte e sul com Mitra de Leiria, nascente com Constantino de Carvalho e poente com Manuel Ferreira Verde, descrito na Primeira Conservatória do Registo Predial de Leiria na ficha duas mil quatrocentas e quarenta e seis, direitos sem qualquer relação com os lá registados pela inscrição apresentação trinta e duas de onze de Maio de dois mil e seis, inscrito na matriz sob o artigo 360, com o valor patrimonial de IMT correspondente à fracção de 291,12; TRÊS – Duas terças partes indivisas do prédio rústico, sito em Ramires, freguesia de Barreira, concelho de Leiria, composto de pinhal, com a área de dois mil e oitocentos metros quadrados, a confrontar do norte com José Policarpo da Cunha, sul com Jorge de Oliveira Simões, nascente com Manuel Constantino de Carvalho e poente com Manuel Ferreira Verde, descrito na Primeira Conservatória do Registo Predial de Leiria na ficha duas mil quatrocentas e quarenta e sete, direitos sem qualquer relação com os lá registados pela inscrição apresentação trinta e duas de onze de Maio de dois mil e seis, inscrito na matriz sob o artigo 361, com o valor patrimonial de IMT correspondente à fracção de 217,52; QUATRO – Duas terças partes indivisas do prédio rústico, sito em casal do Fortunato, freguesia de Barreira, concelho de Leiria, composto de eucaliptal, com a área de vinte e oito mil seiscentos e oitenta metros quadrados, a confrontar do norte com Francisco Faustino, sul com Manuel Lopes Antunes, nascente com Francisco Faustino e poente com serventia pública, descrito na primeira Conservatória do Registo Predial de Leiria na ficha duas mil quatrocentas e quarenta e oito, direitos sem qualquer relação com os lá registados pela inscrição apresentação trinta e duas de onze de Maio de dois mil e seis, inscrito na matriz sob o artigo 2 404, com o valor patrimonial de IMT correspondente à fracção de 3 151,88; Que estes direitos vieram à sua posse do seguinte modo: Uma terça parte indivisa por compra verbal que fez António Marques da Cruz Monteiro casado com Maria Isabel Carvalhão de Abreu e Oliveira da Cruz Monteiro, residente em Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e setenta e oito; Uma terça parte indivisa por compra verbal que fez a Joaquim Fonseca da Silva e mulher Maria Idalina Ferreira da Silva, residentes em Parceiros, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e setenta e cinco; Não obstante não ter título formal de aquisição dos referidos direitos nos prédios, foi ele que sempre os possuiu, em compropriedade, desde aquelas datas até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, defendeu a sua posse, pagou os respectivos impostos, gozou todas as utilidades por eles proporcionadas, cultivou-os e colheu os seus frutos, sempre com ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecido como seu dono por toda a gente, posse essa de boa fé, por ignorar lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida por todos os interessados. Tais factos comprovam a figura jurídica da usucapião, que o justificante invoca, como causa de aquisição dos referidos direitos nos prédios, por não poder comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro em Porto de Mós, dezanove de janeiro de dois mil e doze. A colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Cordeiros Pires de Sousa Mendes)

500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

ANÁLISE POLÍTICA

Orlando Fernandes Jornalista

Fez dez anos o euro

A

1 de Janeiro de 2002, o euro começou a circular. Passaram 10 anos. Nesse dia, as notas e moedas de euro foram introduzidas em 12 Estados-membros da União Europeia. Hoje, a moeda única é utilizada por 332 milhões de pessoas de 17 países e é considerada a segunda moeda mais importante no mundo, depois do dólar. Na altura, a decisão foi realmente inovadora e constituiu um desafio enorme para todos os países que teve êxitos. O euro tornou-se um símbolo da Europa. A nova divisa trouxenos auto-estima, algumas vantagens, mas também alguma ilusão. Do lado das vantagens, existe um claro benefício para as empresas em usar uma única moeda, pois pouparam-se muitos custos com os câmbios. Houve um sucesso tranquilo na adaptação à nova moeda, que foi bem interiorizada pela população. Com a nova moeda pensámos que poderíamos iniciar uma nova figura de relacionamento entre os estados nação. A utopia dos Estados Unidos da Europa.

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Jerónimo (CO1060), Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171 Depósito Legal 2906831/09

Da parte das desvantagens, assistiu-se uma inflação generalizada, aparentemente bem escondida nas estatísticas, que principalmente atingiu os países periféricos. Ao completar o décimo ano de existência, a moeda da União Europeia enfrentará o seu maior desafio. A crise da dívida soberana. Depois de 2008, a moeda que anunciava ser a mais forte do planeta, começou a vacilar e ameaça ruir, por causa de falhas na construção das relações de paridade inicial no euro. Espavorida por dívidas de países marginais como a Grécia, Portugal ou Irlanda amedronta-se com a possibilidade de economias mais fortes como a Italiana, Espanhola, Belga ou até mesmo a Francesa entrarem em derrapagem descontrolada. Infelizmente, os europeus não se entenderam nas estratégias a seguir para a defesa da sua moeda. O sonho de uma Europa de Estados Nação Unidos parece cada vez mais longe, muito por causa dos egoísmos de cada estado e por terem medido mal a paridade com que iniciámos esta caminhada. Mas, mesmo assim, acredito que a moeda europeia resistirá. Por muito que se bramem os eurocépticos, o resultado para as economias mais fortes da queda do euro será bem pior do que participarem no resgate dos países em dificuldades. Se resistir, como acredito, tornar-se-á finalmente uma moeda forte.

Tabela de Assinaturas para 2011 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 26.Janeiro.2012

J 12 12 12 11 12 12 12 12 12 11 12 12

V 10 9 9 7 7 6 4 4 3 2 2 1

E D 1 1 31 2 1 29 1 2 28 0 4 21 0 5 21 1 5 19 4 4 16 1 7 13 0 9 9 2 7 8 0 10 6 2 9 5

Arcuda x Ilha (todos às 15h00) Pelariga x Mata Mourisquense Castanheira de Pêra x Ranha Moita do Boi x Caseirinhos Boavista x Motor Clube Alegre e Unido x Pousaflores

12.ª J.22.01.12 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º

FOTOJORNALISMOS

Equipa Lisboa Marinha Gaeirense Outeirense Pilado Juncalense Os Vidreiros Maceirinha Praia da Vieira Santo Amaro Unidos Nadadouro

J 11 11 10 11 11 11 11 11 11 11 11

V 10 7 6 6 6 4 4 4 2 1 1

E 1 2 3 1 0 3 2 1 2 2 1

D 0 2 1 4 5 4 5 6 7 8 9

Pts 31 23 21 19 18 15 14 13 8 5 4

Praia da Vieira x Outeirense (todos às 15h00) Santo Amaro x Pilado Nadadouro x Maceirinha Lisboa e Marinha x Gaeirense Unidos x Juncalense Folga: Os Vidreiros

ATLETISMO – Sempre a subir. Depois de dois terceiros lugares, na última época, as equipas – juniores femininos e masculinos – da Juventude Vidigalense subiram a segundo lugar no respectivo campeonato Nacional de pista coberta. A cereja no topo do bolo foram três títulos. Ricardo Mendes (triplo-salto e salto em altura) e Juliana Pereira (lançamento do peso), que se sagraram campeões nacionais, foram os atletas vidigalenses

liga portuguesa de futebol profissional

Para mais tarde recordar... Uma semana a preparar o Euro 2012 em Monte Real e no Pavilhão do Souto da Carpalhosa, a selecção nacional de futsal tirou neste último a “foto de família”. Foto: Federação Portuguesa de Futebol

Equipa Benfica Porto Sp. Braga Marítimo Sporting V. Guimarães Académica Nacional Olhanense Beira-Mar Gil Vicente Feirense Rio Ave U. Leiria V. Setúbal P. Ferreira

J 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16

V 13 12 10 8 8 6 5 5 4 4 3 3 4 4 3 3

E D Pts 3 0 42 4 0 40 4 2 34 5 3 29 5 3 29 2 8 20 4 7 19 4 7 19 6 6 18 4 8 16 7 6 16 6 7 15 2 10 14 2 10 14 5 8 14 3 10 12

V. Guimarães x Nacional (dia 27, 20h15, Sport Tv1) Rio Ave x Académica (dia 28, 18h30, Sport Tv1) Feirense x Benfica (dia 28, 20h30,TVI) U. Leiria x P. Ferreira (16h00) V. Setúbal x Olhanense (16h00) Sporting x Beira-Mar (17h00, Sport Tv1) Gil Vicente x Porto (19h15, Sport Tv1) Martítimo x Sp. Braga (dia 30, 20h15, Sport Tv1)

16.ª JOR. 22.01.12 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

SUL

Atlético x Belenenses (0-2) Sp. Covilhã x Estoril (0-1) Arouca x Santa Clara (1-0) Freamunde x Oliveirense (3-0) D. Aves x U. Madeira (1-1) Penafiel x Trofense (2-0) Leixões x Naval (0-2) Portimonense x Moreirense (1-2) Equipa Estoril Moreirense D. Aves Atlético Naval Leixões Penafiel Oliveirense Arouca Sp. Covilhã Santa Clara Belenenses Freamunde U. Madeira Trofense Portimonense

J 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16

V 9 9 7 7 6 7 6 5 4 5 5 4 4 4 4 3

E D 5 2 3 4 6 3 5 4 6 4 3 6 5 5 5 6 8 4 4 7 4 7 6 6 6 6 5 7 4 8 3 10

III Divisão

II Divisão B

II LIGA

17.ª JOR. 29.01.12

16.ª JOR. 22.01.12 17.ª JOR. 29.01.12

Empate no derbie do centro. A vitória esteve mais perto de sorrir à U. Leiria, porém, na deslocação a Coimbra o jogo terminou empatado. O segundo consecutivo como visitante. Foto: Palo Novais/Lusa

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Académica x U. Leiria (0-0) Beira-Mar x Marítimo (1-2) P. Ferreira x V. Setúbal (2-1) Nacional x Feirense (2-0) Sp. Braga x Rio Ave (2-1) Porto x V. Guimarães (3-1) Benfica x Gil Vicente (3-1) Olhanense x Sporting (0-0)

federação portuguesa de futebol

federação portuguesa de futebol

liga portuguesa de futebol profissional

I LIGA

em destaque. Seguiram-se-lhe Bernardo Lopes (2.º lugar no lançamento do peso) e a estafeta constituída por Verónika Zhukova, Sara Oliveira, Carine Moreira e Evelise Veiga (3.º lugar nos 4x200 metros planos). Colectivamente o título foi para o Benfica, em ambos os escalões, tendo o pódio ficado completo com as equipas do Sp. Braga (femininos) e Sporting (masculinos).

Pts 32 30 27 26 24 24 23 20 20 19 19 18 18 17 16 12

Estoril x Atlético (dia 26, 20h15, Sport Tv1) U. Madeira x Sp. Covilhã (dia 28, 16h00) Oliveirense x D. Aves (11h15) Trofense x Freamunde (15h00) Belenenses x Penafiel (15h00) Moreirense x Arouca (16h00) Santa Clara x Leixões (16h00) Naval x Portimonense (16h30)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Caldas x Vendas Novas (1-1) Mafra x 1.º Dezembro (1-0) Juv. Évora x Oriental (1-0) Pinhalnovense x Tourizense (3-1) Fátima x Torreense (0-0) Louletano x Sertanense (2-1) Reguengos x Carregado (1-3) Monsanto x Moura (2-0) Equipa Torreense Oriental Carregado Vendas Novas Fátima Pinhalnovense Louletano Mafra Sertanense 1.º Dezembro Juv. Évora Monsanto Moura Tourizense Reguengos Caldas

J 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16

V 9 9 8 8 8 9 7 6 6 5 5 3 4 3 3 2

E D 5 2 3 4 5 3 4 4 4 4 1 6 5 4 7 3 3 7 4 7 2 9 7 6 3 9 5 8 5 8 3 11

Moura x Caldas (todos às 15h00) Vendas Novas x Mafra 1.º Dezembro x Juv. Évora Oriental x Pinhalnovense Tourizense x Fátima Torreense x Louletano Sertanense x Reguengos Carregado x Monsanto

15.ª J. 22.01.12

Alq. Serra x Alvaiázere (todos às 15h00) Vieirense x Guiense Pedroguense x GRAP/Pousos Fig.Vinhos x Portomosense Anisão x Pataiense Atouguiense x Nazarenos Meirinhas x Avelarense Biblioteca x Marrazes

Pts 37 28 28 27 27 27 25 16 15 15 15 15 11 11 9 4

Equipa Moita do Boi Pelariga Pousaflores Alegre e Unido Boavista Motor Clube Mata Mourisq. Ranha Cast. Pêra Arcuda Caseirinhos Ilha

Pilado x Praia da Vieira (4-1) Maceirinha x Santo Amaro (3-1) Gaeirense x Nadadouro (4-1) Juncalense x Lisboa e Marinha (2-3) Os Vidreiros x Unidos (0-0) Folgou: Outeirense

Pts 32 30 29 28 28 28 26 25 21 19 17 16 15 14 14 9

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º

16.ª J. 29.01.12

E D 1 1 4 2 4 2 3 3 3 3 3 3 1 5 4 6 3 7 3 7 6 5 3 7 5 7 5 7 3 9 1 12

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Arcuda x Pelariga (0-4) Mata Mourisq. x Castanheira Pêra (4-1) Ranha x Moita do Boi (0-2) Caseirinhos x Boavista (0-2) Motor Clube x Alegre e Unido (1-0) Pousaflores x Ilha (1-0)

Vice-campeões nacionais

SUL

16.ª JOR. 22.01.12

V 12 8 8 8 8 8 8 4 4 4 3 4 2 2 2 1

I Divisão

13.ª J.29.01.12

J 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14 14

12.ª J.22.01.12

Avelarense x Fig.Vinhos (2-4) GRAP/Pousos x Vieirense (3-0) Marrazes x Atouguiense (1-3) Portomosense x Pedroguense (4-0) Alvaiázere x Ansião (1-2) Pataiense x Biblioteca (2-1) Guiense x Alq. Serra (2-3) Nazarenos x Meirinhas (1-0) Equipa Alq. Serra Pataiense Nazarenos Portomosense Atouguiense Guiense GRAP/Pousos Marrazes Alvaiázere Fig.Vinhos Vieirense Avelarense Biblioteca Meirinhas Ansião Pedroguense

I Divisão

16.ª JOR. 22.01.12

15.ª JOR. 29.01.12

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

associação de futebol de leiria

NORTE

13.ª J.29.01.12

14.ª JOR. 22.01.12

HONRA

associação de futebol de leiria

DR/JV

associação de futebol de leiria

série D

Riachense x Marinhense (0-1) Beneditense x B.C. Branco (1-0) Peniche x Tocha (0-0) Sourense x Alcobaça (1-0) Sp. Pombal x Bombarralense (3-0) Folga: Pampilhosa Equipa Pampilhosa Sp. Pombal B.C. Branco Tocha Marinhense Sourense Beneditense Peniche Alcobaça Bombarralense Riachense

J 13 14 14 14 14 14 13 14 13 13 14

V 8 7 6 6 6 5 4 3 3 0 0

E D 1 4 3 4 5 3 5 3 3 5 6 3 8 1 8 3 5 5 6 7 4 10

Pts 25 24 23 23 21 21 20 17 14 6 4

Tocha x B.C. Branco (todos às 15h00) Marinhense x Peniche Alcobaça x Riachense Bombarralense x Sourense Pampilhosa x Beneditense Folga: Sp. Pombal

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ÚLTIMA 26JANEIRO2012

Se fosse possível descobrir o primeiro e verdadeiro germe de todos os afectos elevados e de todas as acções honestas e generosas de que nos orgulhamos, encontrá-lo-íamos quase sempre no coração da nossa mãe. Edmondo de Amicis, escritor italiano [1846-1908]

Museu Etnográfico do Freixial

“10 anos a reacender memórias” O Museu Etnográfico do Freixial vai comemorar em 2012 os 10 anos da sua fundação e preparou para o efeito um vasto programa de actividades, que apresentou publicamente no passado domingo. Este vai ser um ano onde a etnografia em toda a sua plenitude vai estar presente a cada momento e em cada actividade, sendo de destacar o “Museu Vivo”, entre Setembro e Novembro, onde serão recreadas actividades tradicionais como a vindima (22 e 23 de Setembro), a apanha da azeitona (29 e 30 de Setembro), a feira tradicional (6 e 7 de Outubro), a descamisada (13 e 14 de Outubro), o serão à lareira (20 e 21 de Outubro), a matança do porco (27 e 28 de Outubro) ou o Dia de Todos-os-Santos (1 de Novembro). Mas o calendário de actividades será muito mais vasto. Já em Fevereiro (dia 18), será realizado o VI Encontro de Saberes “A Comunicação Social e as Pequenas Entidades Cul-

turais” e uma oficina sobre “Como aplicar o marketing nas actividades culturais e criativas”. Em Março (dia 17) será acolhida a visita do Conselho Técnico da Federação do Folclore Português, haverá uma acção de formação dedicada à pequena agricultura e será inaugurada uma exposição de desenho infantil (dia 26). Em Abril (dia 15), decorrerá a VII Corrida de Carros de Rolamentos e em Maio haverá uma peregrinação a Fátima. Junho traz a fogueira de S. João (dia 23) e a data oficial do aniversário do Museu (dia 30), em que será inaugurada a exposição “Museu Etnográfico do Freixial: 10 Anos a Reacender Memórias”, patente até final do ano. O VI Festival de Sopas acontecerá em Julho (dia 7), com um Encontro de Instrumentos Tradicionais de Cordas e, no dia seguinte, uma Mostra de Folclore. Em Agosto haverá espaço para o intercâmbio juvenil e em Setembro (dia 2) nova exposição será inaugurada

“O Museu Inspira[ARTE]”, sendo realizado um Passeio Pedestre (dia 7) e o IV Passeio BTT “Caminhos de Cultura” (dia 9). Dezembro fecha o cartaz, com uma exposição relativa ao IV Concurso de Presépios (dia 16) e a sessão de encerramento das comemorações (dia 22), em que serão entregues os prémios do concurso de contos que decorrerá entre 10 e 16 deste mês. Como se pode verificar, motivos não vão faltar para uma visita ao Museu Etnográfico do Freixial nestas datas. Na altura própria, acompanharemos mais em pormenor cada uma delas. VI Encontro de Saberes Com o tema “A Comunicação Social e as Pequenas Entidades Culturais”, a sexta edição do Encontro de Saberes que é já uma marca anual deste Museu vai decorrer no dia 18 de Fevereiro, pelas 21h00. Pretende-se “possibilitar a partilha de experiências, conhecimentos e saberes; dotar as entidades cultu-

rais, principalmente as de pequenas dimensões, de conhecimentos e estratégias que lhes permitam comunicar e divulgar as suas actividades, através da apresentação de casos de sucesso; sensibilizar a comunicação social para a dificuldade das entidades culturais na comunicação dos seus eventos”. Isto porque “a comunicação é uma das preocupações desta associação”, resultando da “dificuldade das pequenas entidades culturais em comunicar e divulgar as suas actividades”. Espera-se que neste encontro possam ser encontradas “novas soluções de divulgação” e melhorar os canais existentes. O evento será antecedido (entre as 10h00 e as 17h30) de uma oficina sobre a mesma temática, intitulada “Como aplicar o marketing nas actividades culturais e criativas”. Luís Miguel Ferraz

Museu Etnográfico do Freixial O Museu Etnográfico do Freixial é o culminar de um longo percurso de recolha de objectos etnográficos por parte do Rancho Folclórico do Freixial, que contou também com a motivação e dedicação da comunidade onde se insere. A ela se deve a edificação e as doações que vão enriquecendo o espólio. Parte desse acervo encontrava-se disperso por locais pouco adequados à sua conservação. A ideia de restaurar e expor esse material etnográfico levou à realização, em 1996, de uma exposição numa casa antiga cedida temporariamente. Tendo em conta o sucesso desta iniciativa, em 2000 iniciou-se a construção de um edifício de traçado tipicamente regional, utilizando materiais característicos do século XIX. No dia 30 de Junho de 2002, o Museu Etnográfico abriu as suas portas ao público. Nestes dez anos de existência, o Museu Etnográfico do Freixial recebeu inúmeras visitas escolares dos vários graus de ensino, de utentes de lares de terceira idade, de grupos ligados à etnografia, ao folclore e à museologia, e ainda de famílias que incluem este local no seu roteiro turístico de fim de semana.

Ciclo de tertúlias “Diálogos com a Região”

Reforma da Administração Local “deve contemplar especificidades” Segundo o adjunto do secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, dentro de 15 dias, aproximadamente, saberemos quais os contornos concretos da reforma da administração local que vamos ter. “Digo apenas que o Governo teve sensibilidade para acolher vários critérios, houve a preocupação de distinguir o que é rural do que é urbano, sendo que no urbano apontamos para uma redução em 50 por cento no número de freguesias”, referiu Ricardo Carvalho. No entanto, na tertúlia “Desafios da Administração Local” que decorreu na NERLEI, no dia 18 de Janeiro, foi patente a preocupação e receios dos autarcas da região, apesar de muitos já entenderem que esta reforma é inevitável. Preocupações com perda de identidade, memória

colectiva e do efeito de proximidade ao cidadão foram algumas das preocupações manifestadas. Reforçando que o governo é “a favor do poder local, do aumento da descentralização e conhecedor que o poder local é uma alavanca do crescimento económico”, Ricardo Carvalho referiu, contudo, que vamos caminhar para a “diminuição das estruturas de poder local. Nas autarquias com um carácter voluntário, nas freguesias com um carácter obrigatório”. Por seu turno, o vice-presidente da ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias) Cândido Moreira, entende que esta reforma é “uma necessidade política e não do território” e “deveria começar por cima: administração central, regiões, municípios e freguesias”. Reconhecendo que é a or-

ganização do território (Eixo 2) que mais está a gerar polémica nesta reforma da administração local, o adjunto do secretário de Estado, fez questão, no entanto, de referir os outros eixos. No que se refere ao Eixo 1 – Sector Empresarial Local, cuja proposta de reforma deverá estar concluído durante o 1º trimestre de 2012, Ricardo Carvalho revelou que existem 460 empresas municipais em 179 municípios, com 2,4 milhões de endividamento, 14 mil funcionários, 40 por cento das quais com resultados negativos e destas 72 por cento dos seus custos são com pessoal e FSE. Traçada a realidade, adiantou que o Governo quer “diminuir em 35 por cento o número destas entidades, delimitar os sectores de actividade em que podem operar e estabelecer critérios objectivos de sustentabilidade”.

No Eixo 3 – Comunidades Intermunicipais deverão ser reforçadas as sinergias entre municípios com partilha de serviços e competências. Vai ser “reformatado o modelo de gestão e financiamento pois não devem ter apenas o papel de gerir fundos e candidaturas”. Ricardo Carvalho falou ainda na revisão da Lei das Finanças Locais, que deverá acontecer durante o 1.º semestre de 2012. Esta deverá prever novas alternativas de financiamento das autarquias, até aqui muito dependentes das receitas dos sectores da construção civil e imobiliário, que baixaram em alguns casos para metade. A reforma da Lei Eleitoral Autárquica também foi focada nesta tertúlia, referindo Ricardo Carvalho que deverá passar por um reforço da capacidade

fiscalizadora das Assembleias Municipais e por executivos homogéneos. A encerrar, João Salgueiro, presidente da CIMPL (Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral) e da câmara municipal de Porto de Mós, alertou o adjunto do secretário de Estado para o facto de as freguesias pesarem apenas 0,11 por cento no Orçamento do Estado, enquanto a administração central pesa 96 por cento: “há que fazer algo aqui também”! Este Ciclo de Tertúlias é desenvolvido no âmbito do projecto Leiria Região de Excelência, assumindo-se como um espaço de reflexão sobre a região, promovendo um novo olhar e uma nova forma de sentir este território. O projecto é promovido pela NERLEI, ADLEI, CIMPL e IPL.


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