DOCUMENTO
19 JANEIRO 2012 ANO 98 - N.º 4893 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt
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FUNDADO EM 1914
DESTAQUE De 18 a 25 de Janeiro, decorre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, este ano com o tema “Unidos no ensinamento dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações”. A nível internacional, foi preparada pelos cristãos de Jerusalém, que vivem num meio de especiais dificuldades e nos mostram como o apelo à unidade tem de ir além das palavras e ser construtor da futura “Jerusalém celeste”. É um apelo ao regresso às origens da primeira Igreja de Jerusalém, ao essencial da fé, à evocação do tempo em que os cristãos “viviam unidos”. Páginas 2 e 3
DE 18 A 25 DE JANEIRO
SEMANA DE ORAÇÃO PELA DR
UNIDADE DOS CRISTÃOS ECLESIAL
Ano Jubilar do Cinquentenário traz programa variado em 2012 | Última
Colégio de S. Miguel promove “Dia do Antigo Aluno” Visita de D. António Marto ao Gungo, Angola | P. 9
“Bisipoyetu weia! Twa pandula, Ñgala!”
SOCIEDADE
CULTURA
Colecção da Caixa Geral de Depósitos em Leiria | P. 4
Exposição “Zona letal, Espaço vital” Casa-Museu João Soares promove o livro | P. 4
“Itinerâncias e Sonhos no Baú das Narrativas”
Entidade Regional de Turismo Leiria-Fátima vai desaparecer | P. 5
Comemorações do 18 de Janeiro | P. 5
Marinha Grande evoca a revolução operária de 1934 Primeira unidade certificada do País | P. 6
Urgência Pediátrica de Leiria mantém “selo” de qualidade
Dia histórico comemorado com casa renovada e olhos no futuro | Última
Bombeiros de Ourém assinalaram um século de vida e de “missão”
Morte anunciada Calendário solidário com autógrafos
DR
DR
Rádio Sim passou pelo Seminário de Leiria | P. 5
2 DESTAQUE
O Mensageiro 19.Janeiro.2012
EDITORIAL EDITORIAL
“Unidos no ensinamento dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações”
Semana de Oração pela Todos por um...
Nos estudos relacionados com a História da Igreja, sempre me vi perdido no emaranhado das igrejas cristãs. Se parecia fácil compreender o Grade Cisma e acompanhar o Cisma do Ocidente, já as confusões na Igreja Oriental faziam por vezes perder a paciência e a vontade de estudar. No passado recente a presença de muitos irmãos ucranianos, e não só, entre nós veio aflorar novamente o problema, já que houve indícios de surgirem problemas relacionados com baptismos, catequese e celebrações. Recordo que durante alguns meses a igreja paroquial da paróquia onde me encontrava serviu para o culto semanal destes irmãos. Na altura convidei os católicos a participar neste culto, como experiência enriquecedora. Agora, com a grave situação económica do nosso país, e com a maturação do processo de inserção, o ambiente está mais calmo e parece que por aqui não surgirão problemas. De alguma forma o tão apregoado ecumenismo, impôs-se por si mesmo devido às condições históricas. Continua porém por não ser aceitável esta enorme divisão que fere o coração dos cristãos. Mais ainda quando analisamos as razões históricas destas divisões e constatamos que na sua origem está, sejamos claros, tão-somente o orgulho. O orgulho que impediu o diálogo, e impediu que se encontrassem formas de resolver problemas linguísticos, organizacionais e também doutrinais, que teriam certamente solução se as partes em litígio soubessem ser humildes. Certamente os protagonistas de então estavam longe de imaginar a repercussão dos seus gestos e das suas palavras. Mas a verdade é que geraram um dos maiores problemas, mesmo escândalo, a que assistimos no Cristianismo. Esta igreja dividida, por questiúnculas, não é certamente a Igreja sonhada e querida por Jesus Cristo. Ele teria sabido esbater as arestas que deixam farpas prolongadas. Os últimos anos, porém, e graças ao Papa João Paulo II, têm sido marcados por esforços e tentativas de apaziguamento e reencontro. O ecumenismo tem sido ponto central nos planos pastorais da Igreja Católica e também das não católicas. Mesmo que alguns vejam neste esforço um programa a continuar, quase valendo por si mesmo, a verdade é que há um longo caminho a percorrer e o ecumenismo tem de ser levado mais a sério. Não se trata de um esforço, mas de uma urgência e uma necessidade. Os cristãos não podem continuar a exibir tão escandalosa realidade num tempo em que cada vez mais se apela ao diálogo, à convergência e à concertação. Entretanto todos os anos vamos promovendo encontros de oração e formação sobre este desejo e talvez miragem: o dia em que todos os cristãos possam unir as mãos e formar a única, verdadeira e singular Igreja de Jesus Cristo. Mas para que todos sejam um só, requer-se que cada um queira ser parte do todo.
Unidade dos Cristãos A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos tornouse numa das instituições mais significativas do movimento ecuménico. Iniciada há mais de cem anos, tem sido realizada ininterruptamente entre 18 e 25 de Janeiro de cada ano. Em muitos locais é, sem dúvida, oportunidade para algumas das principais actividades ecuménicas, ao longo do ano. O cerne dessa semana é claramente a celebração ecuménica, que pode ser estendida ao longo dos oito dias. Mas essa celebração serve de oportunidade para muitas outras iniciativas de aproximação entre as comunidades cristãs. Cada ano, há um grupo ecuménico, juntando os cristãos de várias tradições que habitam uma região determinada, que prepara a celebração, originando um guião que depois é traduzido para praticamente todas as línguas e divulgado, sob responsabilidade do Conselho Mundial das Igrejas e do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Igreja Católica Romana). É com base nesse guião que se realizam as iniciativas ecuménicas dessa semana, um pouco por todo o mundo. Este ano, o grupo de preparação foi constituído por cristãos de Jerusalém. Em primeiro lugar porque essa cidade é altamente significativa para o início do Cristianismo. Assim sendo, este «regresso» a Jerusalém significa uma espécie de refontalização dos cristãos, na recuperação dos elementos fundamentais da sua união, muito antes de a História os ter conduzido a divisões diversas. Em segundo lugar, porque Jerusalém é uma cidade a gritar por paz e por possibilidade de convivência. Aí, não se trata apenas de convivência entre cristãos de várias tradições, mas de convivência entre oriundos
de diversas religiões e de diversas etnias e culturas. O ecumenismo assume, assim, um significado mais vasto, manifestando a sua importância para uma humanidade que procura a paz e que tem encontrado, sobretudo e paradoxalmente em Jerusalém, o contrário daquilo que procura. Ou seja, os cristãos de Jerusalém propõem uma mensagem de fonte aos cristãos de todo o mundo e esperam, da parte destes, a solidariedade na oração, para que as condições de existência na Terra Santa se possam alterar. Foi com base nestas circunstâncias e no significado desta cidade que o grupo de preparação escolheu o texto para a celebração deste ano. Trata-se de um texto dos Actos dos Apóstolos, que descreve, precisamente, a primeira comunidade cristã. Sem idealismos baratos, esse texto aponta-nos, contudo, o elemento essencial da unidade da Igreja nascente: a Eucaristia. Por isso, Act 2,42 diznos que os primeiros cristãos estavam «unidos no ensinamento dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações». Eis, pois, o programa ecuménico por excelência. Mas a comunidade de Jerusalém – a de ontem e a de hoje – sentindo-se unida nessas dimensões, não recusava a diversidade que a habitava, tão claramente representada na pluralidade do Pentecostes. Nesse sentido, aí se encontra o modelo mais profundo de todo o ecumenismo: a fidelidade apostólica, a fraternidade, a celebração da Eucaristia e a oração, na diversidade dos membros concretos. Porque só com base nesses elementos é que a diversidade desses membros não constitui fonte de desunião, mas possibilidade de convivência entre os diferentes – como diferenciada é hoje a cidade santa. Se este é o tema central
da semana de oração pela unidade dos cristãos, o seu desenvolvimento, ao longo dos oito dias, aponta para elementos que são consequência destes centrais. O primeiro desses elementos é, precisamente, a continuidade da Igreja em relação à primeira geração, dita apostólica. Essa continuidade manifesta que, ontem como hoje, a oração pela unidade não pode ser desligada da oração pela justiça e pela paz, que tão ameaçada se encontra em Jerusalém. O segundo elemento desenvolve o significado positivo da diversidade dos membros que constituem um só corpo, tal como era a comunidade inicial e tal como é, actualmente, a pequena comunidade cristã em Jerusalém – minoria, como no início, mas fértil em unidade. O terceiro elemento acentua a fidelidade ao ensino que, através dos Apóstolos, nos coloca em contacto com a tradição hebraica, sobretudo dos profetas. A unidade só será possível se a nossa oração pela paz e pela justiça nos tornar conscientes de que só Deus, luz das nações, poderá realizá-las plenamente. O quarto elemento salienta a comunhão fraterna, a partilha dos bens, sejam eles de que ordem forem. Esse é, sem dúvida, um pressuposto fundamental de todo o ecumenismo. Nesta semana, trata-se sobretudo da partilha de orações e da fraternidade que a oração pode tornar viva. Todos oramos por todos, porque todos necessitamos de todos, para que possamos ser um só. O quinto elemento concentra-se na Eucaristia, pois é essa a celebração da unidade dos cristãos, a sua «marca» identitária fundamental. E é precisamente essa celebra-
ção a que se encontra mais afectada pela divisão. Nesse sentido, a oração ecuménica é, antes de tudo, a oração para que seja possível voltar a celebrar juntamente com todos os irmãos. O sexto elemento recorda-nos a força da oração, em estreita união com uma pragmática condizente. Uma dimensão sem a outra torna todo o empenho ecuménico fútil. O sétimo elemento concentra-se no fundamento de tudo: a ressurreição de Jesus. De facto, tudo seria vão se Ele não tivesse ressuscitado. Mas isso é precisamente o que constitui o núcleo fundamental da fé comum a todos os cristãos. Por último, o oitavo elemento desta semana coloca-nos perante a tarefa da reconciliação, tão árdua em Jerusalém como no resto do mundo. Mas, sem a coragem da dedicação a essa tarefa, não caminharemos para a nossa verdade, que é precisamente a de humanos reconciliados em Deus e com Deus, por Cristo e no Espírito. De 18 a 25 de Janeiro, somos, portanto, convocados a abandonar a comodidade da nossa vida instalada e das nossas convicções estáveis, para irmos ao encontro do cristão diferente de nós e, com ele, orarmos e invocarmos aquilo que verdadeiramente nos une. Nesse movimento de saída, encontraremos, certamente, também os humanos que, mesmo não sendo cristãos, partilham a mesma condição e poderão, pela nossa oração, acolher a dádiva da paz e da justiça que Deus a todos oferece. João Duque
DR
prui@iol.pt
DR
Rui Ribeiro
DESTAQUE 3
O Mensageiro
19.Janeiro.2012ro.2011
Igrejas cristãs
Vencer com e em Cristo
O Cristianismo começou por ser um grupo pequeno que se separou do Judaísmo. Uma seita religiosa que se organizou e solidificou como religião. O Cristianismo Primitivo representa a forma genuína desta religião. A organização sistemática e doutrinal começou desde muito cedo a gerar algumas divisões e contrariedades, dando origem a vários grupos. Muitos desses grupos primitivos, hoje considerados heréticos, extinguiram-se por falta de seguidores ou, de uma forma geral, por supressão por parte da Igreja, que nos primeiros séculos passou por um grande esforço de unificação e definição do que seria ou não doutrina cristã. Apesar desse movimento, representado especialmente pelos primeiros concílios ecuménicos, foram-se aprofundando algumas diferenças entre as tradições oriental e ocidental. Elas derivaram inicialmente das divisões linguísticas e sócio-culturais entre o Império Romano do Ocidente e o Bizantino. Em virtude do Ocidente (ou seja, a Europa) usar o latim como sua língua franca e o Oriente (o Oriente Médio, a Ásia e no norte da África) usarem o grego koine para transmitir os seus escritos, os desenvolvimentos teológicos tornaram-se de difícil tradução de um ramo para o outro.
Estes grupos chegaram até ao ponto em que os Patriarcas de ambas as famílias se excomungaram mutuamente em 1054, no que ficou conhecido como o Grande Cisma. As razões políticas e teológicas para o cisma são complexas mas o ponto mais controverso foi a questão da primazia papal: o Ocidente insistia em que o Patriarca de Roma mantinha uma posição especial de autoridade sobre os outros patriarcas (em Alexandria, Antioquia, Constantinopla e Jerusalém), enquanto que o Oriente sustentava que todos os patriarcas eram co-iguais, não tendo qualquer autoridade especial sobre outras jurisdições. Cada igreja considera a outra como a catalisadora da divisão e foi somente no papado de João Paulo II que se fizeram reformas significativas para melhorar a relação entre as duas. Grupos ocidentais No Cristianismo ocidental houve uma série de movimentos geograficamente isolados que precederam o espírito da Reforma protestante. E em 1517 um cisma enorme dividiu a Igreja Ocidental, que passou a ter dois ramos católico e Protestante. O Protestantismo é um movimento geral que não tem uma estrutura governamental interna. Desta forma, diversos grupos, como Luteranos, Presbiterianos, Congregacionais,
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A dor da divisão Anabatistas, Metodistas, Baptistas, Adventistas, Pentecostais. O anglicanismo é geralmente classificado como protestante) são todos parte de uma mesma família. Temos assim dois grupos cristãos no Ocidente: o catolicismo e o protestantismo. Um elemento central da tradição católica é a sua adesão ao princípio de sucessão apostólica. Uma crença característica dos católicos é a de que o Papa tem uma autoridade que pode ser ligada directamente àquela que teria sido concedida ao apóstolo Pedro. Há alguns pequenos grupos cismáticos dentro da fé católica, como a Antiga Igreja Católica, que rejeitou a definição de infalibilidade papal declarada pelo Concílio Vaticano I, e os Anglo-católicos, anglicanos que afirmam ser o anglicanismo a continuação do catolicismo histórico e que incorporam muitas crenças e práticas católicas. O catolicismo é amplamente designado como Catolicismo Romano, mas este título é um reflexo pouco acurado da organização da fé católica, pois há outros ritos distintos do rito romano (que compõe a vasta maioria dos fiéis). Estes pequenos grupos são incluídos no rito oriental (que é composto pelos cristãos orientais que se diferenciam de sua tradição por se submeterem à autoridade papal). Como o protestantismo não representa uma organização uniforme de fiéis mas sim uma tradição religiosa que se dividiu por várias vezes, este é regularmente analisado a partir de suas grandes famílias denominacionais. Cada movimento protestante desenvolveu-se livremente e muitos se dividiram em função de questões teológicas. Temas doutrinários e questões de
consciência também têm dividido os protestantes. O grau de aceitação mútua entre denominações e movimentos varia, mas tem crescido muito em função do movimento ecuménico no século XX e do surgimento de organizações cristãs como o Concílio Mundial de Igrejas. Grupos orientais No mundo oriental, a maior organização de fiéis pertence à Igreja Ortodoxa. Ela também crê que é a continuação da Igreja cristã original estabelecida por Jesus. De acordo com a compreensão oriental da primazia papal, o bispo de Roma foi o primeiro em honra entre os bispos, mas não possuía nenhuma autoridade directa sobre outras dioceses que não fossem a sua. Consequentemente, cada Igreja em comunhão com a Igreja Ortodoxa é autocéfala, e é responsável internamente por questões de fé e prática. Hoje em dia, o Patriarca de Constantinopla (modernamente Istambul, na Turquia) é conhecido como o Patriarca Ecuménico, e sustenta o título de honra entre os outros bispos (primus inter pares). Com as quatro igrejas mais antigas, há aproximadamente dez outras igrejas mais ou menos organizadas em linhas nacionais (há alguma controvérsia sobre se a Igreja Ortodoxa na América é ou não autocéfala). A maior delas, e a maior de todas as igrejas ortodoxas, é a Igreja Ortodoxa Russa. Existem, hoje em dia, alguns pequenos cismas com grupos e igrejas nacionais que não mantêm comunhão com outras igrejas ortodoxas (como é o caso da Igreja Ortodoxa da Macedónia e da Igreja Ortodoxa de Montenegro). Rui Ribeiro
O material para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em 2012 foi preparado por um grupo de trabalho composto por representantes da Igreja Católica Romana, da Igreja Ortodoxa e dos Antigos Católicos e Igrejas protestantes em actividade na Polónia. A partir de amplas discussões de que participaram os representantes de vários círculos ecuménicos na Polónia, ficou decidido focalizar um tema que diz respeito ao poder transformador da fé em Cristo, particularmente no que se refere à nossa oração pela unidade visível da Igreja, o Corpo de Cristo. Isso foi baseado nas palavras de São Paulo aos coríntios, que se referem à natureza temporária da nossa vida presente (com todas as suas aparentes “vitórias” e “derrotas”) em comparação com o que recebemos através da vitória de Cristo pelo mistério pascal. Quem dedicará um pensamento aos perdedores, àqueles que constantemente sofrem derrotas porque lhes é negada a vitória por causa de várias condições e circunstâncias? A rivalidade é uma característica permanente, não apenas no desporto, mas também na política, nos negócios, na cultura e mesmo na vida da Igreja. Quando os discípulos de Jesus entraram em disputa sobre “quem era o maior” (Mc 9,34) ficou claro que esse impulso era forte. Mas a reacção de Jesus foi muito simples: “quem quiser ser o primeiro seja o último de todos e servo de todos” (Mc 9,35). Essas palavras falam de vitória através do serviço, da ajuda mútua, promovendo a auto estima daqueles que são os “últimos”, os esquecidos, os excluídos. Para todos os cristãos, a melhor expressão de tal serviço humilde é Jesus Cristo, sua vitória através da morte e sua ressurreição. É na sua vida, acção, ensinamento, sofrimento, morte e ressurreição que desejamos buscar inspiração para uma moderna e vitoriosa vida de fé que se expressa no compromisso social em espírito de humildade, serviço e fidelidade ao Evangelho. E, quando se viu na expectativa do sofrimento e da morte que estavam para vir, ele orou pedindo que os seus discípulos fossem um a fim de que o mundo pudesse crer. Essa “vitória” só é possível através de uma transformação espiritual, uma conversão. É por isso que consideramos que o tema para nossas meditações deveria vir daquelas palavras do Apóstolo das nações. O objectivo é conquistar uma vitória que integre todos os cristãos ao redor do serviço a Deus e ao próximo. À medida que oramos e trabalhamos pela plena unidade visível da Igreja nós – e as tradições a que pertencemos - seremos mudados, transformados e moldados à semelhança de Cristo. A unidade pela qual oramos pode exigir a renovação de formas da vida eclesial com as quais estamos familiarizados. Isso é uma visão emocionante mas pode trazer-nos algum tipo de medo! A unidade pela qual oramos não é simplesmente uma noção “confortável” de amizade e cooperação. Ela exige uma disposição de renunciar à competição entre nós. Precisamos de nos abrir uns aos outros, oferecer e receber dons uns dos outros, para que possamos verdadeiramente entrar na nova vida em Cristo, que é a única verdadeira vitória. Há lugar para todos no plano de salvação de Deus. Através de sua morte e ressurreição, Cristo abraça a todos, independentemente de vencer ou perder, “a fim de que todo aquele que crê tenha nele a vida eterna”. (Jo 3,15) Nós também podemos participar da sua vitória! É suficiente crer nele, assim acharemos mais fácil vencer o mal com o bem.
4 CULTURA
O Mensageiro 19.Janeiro.2012
Obras da Colecção da Caixa Geral de Depósitos em Leiria
“Zona letal, Espaço vital”
Tearo José Lúcio da Silva (Leiria) • DESALINHADO | Drama/Thriller | de Bruno Santana | c/ André Matias, Cleopatra Morillo, Diogo Carvalho, Joana Martins, Nelson januário, Rute Bastos e Rafaela Simão | 22 de Janeiro, 21h30 Teatro Miguel Franco (Leria) • BERLENGA - A ILHA DO FAROL | Documentário | de Paulo César Fajardo | 19 de Janeiro, 21 de Janeiro, 21h30 e 22 de Janeiro, 15h30 • DESALINHADO | Drama/Thriller | de Bruno Santana | c/ André Matias, Cleopatra Morillo, Diogo Carvalho, Joana Martins, Nelson januário, Rute Bastos e Rafaela Simão | 23 de Janeiro, 21h30, 24 de Janeiro, 21h30 e 25 de Janeiro, 18h30 e 21h30
De 21 de Janeiro 2012 a 14 de Abril 2012, no m|i|mo – museu da imagem em movimento, de segunda a sexta, 09h00 às 12h30 e 14h00 às 17h30 e aos sábados, das 14h00 às 17h30, estará patente a exposição - “Zona letal, Espaço vital - Obras da Colecção da Caixa Geral de
Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Tonekos” - uma porta aberta para a liberdade de um traço (~31/01) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Todas as noites acordam no dia” - pintura de João Pereira (~30/01) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Da suspensão do tempo e outros registos”-foto e escultutras (~29/01) •”Zona Letal, Espaço Vital” - arte contemporânea (~14/04) Edifício Paços do Concelho - Leiria •”As invasões francesas” - painés e vídeo (~31/03) Fórum Fnac - Leria •”Um dia pergunto o teu nome” - fotografia de Cátia Alves (~20/02) Casa-Museu João Soares - Cortes •”A República” - colecção de António Pedro Vicente (~31/01) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”O Inverno” - divulgando aos + pequenos (~31/01) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Retratos” (3ªs~6ªs) •”Mulher, cavalo e árvore” - desenho de Carlos Reys (3ª~sábados) •”O 18 de Janeiro de 1934” - exposição temporária
MÚSICA | TEATRO | EVENTOS
Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Não há euros p’ra ninguém” - revista à portuguesa (20/01, 21h30) •”Com todo o respeito” - múscia de Jorge Palma (21/01, 21h30) •”Toda a gente sabe que toda a gente sabe...”-teatro (27 e 28/01, 21h30) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Guitarra e outras histórias” - Pedro Rodrigues (20/01, 21h30) •”Grupo Coral do Ateneu desportivo de leiria” - música (28/01, 17h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Eu visito a Biblioteca (23 e 30/01, 10h00) •”Letras soltas - P” - bebeteca (19/01, 10h15 e 21/01, 16h00) • Hora do Conto (20 e 25/01, 10h30; 28/01, 16h00) m|i|mo - Muse da Imagem em Movimento - Leiria • Teatro de sombras e oficinas criativas (3ªs~6ªs) •”Às quartas, danças e outros m|i|mos (25/01, 15h30) •”Momentos luminosos” - oficina (28/01, 15h00) Moinho de Papel - Leiria •“Viagem à Fábrica do papel (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •“Fazer farinha e transforma-lá em pão” (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •“Queres pintar? Vai ao moinho vai...” (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •“O saber de mão em mão” (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •“A dobrar a dobrar no moinho vais criar” (3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •“O meu caderno” ((3ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) Fnac - LeiriaShopping •”Só um milagre nos salva” - apresetação de livro (21/01, 21h30) •”Numa noite muito escura” - comboio de fantasias (22/01, 11h30) Município - Marinha Grande • 18 de Janeiro de 1934 - comemorações (20/01) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Os ratinhos do mar” - hora do conto (3ªs, 11h00 e 5ªs, 15h00) •”A História de uma abelha” - filme (25/01, 15h30) Arquivo Municipal - Marinha Grande • Reconhecimento da importância do 18 de Janeiro (~31/01) CineTeatro Actor Álvaro - Vieira de Leiria •”Tributo ao triciclo” - teatro (21/01, 21h30) Escola Guilherme Stiphens - Vieira de Leiria •”Cronologia da Marinha Grande” - apresetação de livro (21/01, 15h30) S. Pedro de Moel •”Da orla costeira às pedras negras” - passeio solidáro (28/01, 14h30)
ve procedimentos singulares de criação, pretendeu mostrar-se que as obras
não são o resultado de um desenvolvimento linear.
Até 25 de Fevereiro
“Bichos” na Biblioteca de Ourém Foi inaugurada no dia 14 de Janeiro a exposição de fotografia “Bichos”, da autoria de Hélder Conceição. Com mais de 30 fotografias dedicadas às diferentes espécies, algumas raras e em perigo de extinção, que povoam o nosso país, esta exposição tem como principal mote a desmistificação dos supostos perigos inerentes a estes animais, demonstrando a sua beleza e a forma segura de os fotografar e até manusear. Para ver na Biblioteca
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EXPOSIÇÕES
Depósitos”. O projecto de itinerância da colecção da Caixa Geral de Depósitos apresenta a sua terceira edição. Procura aproximar o espectador de algo a que geralmente não tem acesso: o processo criativo. Sabendo que este não é rígido nem visível e que cada artista desenvol-
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CINEMAS
Municipal até ao próximo dia 25 de Fevereiro, proporcionando-se a possibilidade de visitas guiadas a grupos escolares. São diversas as espécies protegidas, mais ou menos
raras, que vivem em vizinhança próxima de todos nós. “Bichos” retrata os nossos vizinhos do reino animal: A sua diversidade, a sua beleza, os preconceitos errados que temos sobre
eles. Animais coloridos, extraordinários, úteis... e não vivem na Amazónia... estão mesmo aqui entre nós.
ISBN para promover o livro na Casa-Museu João Soares
“Itinerâncias e Sonhos no Baú das Narrativas” A Casa-Museu João Soares implementou, no inicio do ano lectivo 2011/ 2012, um novo projecto denominado Itinerâncias e Sonhos no Baú das Narrativas (ISBN) que pretende promover o livro e o gosto pela leitura, fomentando a aquisição de novas competências, no âmbito de uma leitura mais autónoma pelos alunos do Ensino Básico. Este projecto destina-se a alunos do Ensino Básico e do Jardim-de-infância, com ajustes necessários
para esta faixa etária. Por razões de logísticas e de localização da Casa-Museu João Soares, este projecto é essencialmente desenvolvido com as escolas da Freguesia de Cortes. Contudo, pretende-se proporcionar a abertura do I.S.B.N. a outras escolas da região através da prévia solicitação de baús. A acompanhar os baús, são entregues portfolios ou diários de leitura, com fichas de leitura lúdicas e pedagógicas, para implementar a leitura regular de livros e promover o
espírito critico dos jovens alunos. Posteriormente, são agendadas visitas da animadora da Casa-Museu para uma dinamização da leitura, junto das escolas e jardins-de-infância. Esses momentos organizam-se em função das faixas etárias e das suas características intrínsecas. Como tal, as fichas de leituras serão adaptadas aos vários anos lectivos. Os baús de leitura são trocados no inicio de cada período escolar de modo a permitir o acesso alargado
aos títulos disponíveis no acervo da Biblioteca João Soares. O projecto ISBN pretende promover ainda iniciativas complementares como visitas à Biblioteca João Soares, encontros com escritores ou oficinas com ilustradores. As escolas do primeiro Ciclo de Ensino Básico e jardins-de-infância da região poderão solicitar mais informações deste projecto, contactando a Casa-Museu João Soares
Teatro José Lúcio da Silva
Desenho de António Elias em exposição Com o título “Tonekos”, está patente no átrio do Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, até ao dia 31 de Ja-
neiro, a exposição de desenho da autoria de António Sérgio Mateus Elias Silva. O artista, que nasceu em
Leiria há 54 anos, ao longo dos tempos desenvolveu um sentido de humor que veio a traduzir, em jeito de
passatempo, na criação de alguns bonecos, de forma espontânea e divertida.
CULTURA / SOCIEDADE 5
O Mensageiro 19.Janeiro.2012
Entidade Regional de Turismo Leiria-Fátima vai desaparecer
Morte anunciada Aconteceu o que se previa e já se temia. Em conferência de imprensa dada no dia 17, a secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, deu a conhecer as linhas gerais da nova organização regional do turismo. O programa prevê a extinção de seis pólos regionais de turismo. O pais passa a ter sete regiões de turismo, cinco no continente e duas nas regiões autónomas. As novas regiões, irão desenvolver a sua actividade em três campos distintos mas “em articulação conjunta”: “estruturação do produto e da oferta, promoção interna e promoção externa”. As mudanças agora operadas são motivadas
pela crise económica e financeira e devem-se à necessidade de reduzir custos. Afirmando q u e alguns dos actuais organismos regionais “passaram à margem dos cortes” na administração central e local”, a secretária de estado afirma que as novas entidades “não devem ter capacidade de endividamento”, assegurando: “vou deixar explícito legalmente que isto não pode acontecer”. O novo modelo organizativo prevê poupanças de 30% face ao orçamento de 20 milhões de euros, facto que é conseguido a partir da redução de dirigentes de poder executivo remu-
nerados, que passam de três para um. Recorde-se que nas regiões agora extintivas contam-se a região de turismo do Oeste e a Região de Turismo Leiria-Fátima. Esta, aliás, será mesmo dividida, ficando Leiria, Ourém, Marinha Grande, Porto de Mós e Pombal agregadas à região de Turismo do Centro e Fátima juntamente com toda a ac-
tual região do Oeste passam a pertencer a Lisboa. A nova estrutura organizativa não está a ser bem aceite pelos autarcas da região de Turismo Leiria-Fátima que de vários modos têm manifestado o seu descontentamento e desagrado. Para já a secretária de estado do turismo diz que o que temos são linhas gerais, devendo o processo entrar em fase de diálogo.
Rádio Sim passou pelo Seminário de Leiria A Rádio Sim editou um calendário para 2012 que traz, em cada mês, a foto de uma das vozes desta emissora do grupo Renascença. A venda destes calendários (5 euros cada) reverte a favor da Campanha de Natal da Rádio Sim (Lar da Anunciada em Setúbal e Lar de S. Tiago em Almada). Os calendários têm estado à venda nos estúdios da Rádio Sim de Lisboa, Palmela, Gaia e Braga e ainda no Seminário de Leiria. Foi a esse propósito
que se deslocou uma equipa da Rádio Sim ao nosso Seminário, para autografar os calendários a todos os ouvintes que os tivessem adquirido e assim o desejassem. Numa sala contígua à redacção de O Mensageiro, foram várias dezenas as pessoas que aproveitaram para conhecer alguns dos animadores que ouvem habitualmente em suas casas e ficar com uma recordação com a sua assinatura e uma dedicatória personalizada. Texto e foto: LMF
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Calendário solidário com autógrafos
No Museu Municipal de Ourém
‘Rockumentário’ “Meio Metro de Pedra” O auditório do Museu Municipal de Ourém teve lotação esgotada no dia 14 de Janeiro para a exibição do documentário “Meio Metro de Pedra”. Quem assistiu teve acesso a uma visão descomplexada sobre a contracultura do rock’n’roll português desde o seu surgimento no fim da década de 50 até aos nossos dias. No final dos anos 50
e década seguinte, várias bandas, entre as quais os inevitáveis Beatles, inspiraram grupos musicais de norte a sul do País que abalaram o espectro conformista que dominava as editoras portuguesas. A partir desse momento é possível analisar em retrospectiva diferentes sonoridades como o psicadelismo dos Jets ou o
punk dos Aqui D’el Rock que surgem em vários pontos nevrálgicos do país. O documentário “Meio Metro de Pedra” retrata o espírito ousado deste movimento que apesar das mais variadas dificuldades conseguiu, continuamente, apresentar novos projetos com o apoio de editoras independentes e assim contribuir para um retrato histórico da música
nacional muitas vezes pouco reconhecido. A iniciativa contou com a presença do realizador do documentário, Eduardo Morais, que se disponibilizou para uma descontraída tertúlia sobre o tema, onde os presentes tiveram oportunidade de saber um pouco mais sobre os meandros deste projecto.
Comemorações do 18 de Janeiro de 1934
Marinha Grande evoca a revolução operária O levantamento revolucionário armado, desencadeado por operários vidreiros, no dia 18 de Janeiro de 1934, foi evocado no passado dia 14 de Janeiro, sábado, no Museu Joaquim Correia, situado no Largo 5 de Outubro, na Marinha Grande. Foram apresentados os trabalhos criativos feitos na sequência do desafio lançado aos estabelecimentos do ensino pré-escolar e os textos redigidos pelos alunos do 1º ciclo, a partir de um livro com ilustrações do pintor Guilherme Correia, distribuído às escolas. Foi exibido pela primeira vez um pequeno documentário sobre a efeméride, produzido e realizado pela Câmara Municipal da Marinha Grande. Este trabalho resulta de uma recolha de testemunhos relativos aos acontecimentos do 18 de Janeiro de 1934, que se pretende desenvolver até meados de Outubro de 2012. Foi também projectado o filme sobre a reconstituição histórica do 18 de Janeiro de 1934, encenada por Norberto Barroca, realizada na Praça Guilherme Stephens, em 26 de Setembro de 1998, por ocasião das comemorações dos 250 anos da indústria vidreira. As comemorações prosseguem até 25 de Fevereiro. O programa das comemorações é o seguinte: 18 de Janeiro de 2012 (quarta-feira) Visitas gratuitas ao Museu Joaquim Correia 00h00 | Salva de morteiros e fogo de artifício no Parque de Exposições 10h00 | Romagem aos cemitérios de Casal Galego e Marinha Grande, com deposição de flores nas campas dos prisioneiros por participação no Movimento Operário do 18 de Janeiro de 1934. Intervenção sindical de homenagem aos falecidos, no Cemitério da Marinha Grande 11h30 | Praça do Vidreiro – Actuação do grupo de percussão “Tocándar”. Cerimónia pública junto do Monumento do Vidreiro, com intervenções sindicais com a presença da Comissão Executiva da CGTP-IN 20 de Janeiro de 2012 (sexta-feira) No Museu Joaquim Correia, exposição temporária “O 18 de Janeiro de 1934” - trabalhos realizados pelas crianças dos Jardins de Infância e escolas de 1.º ciclo do concelho (patente até 25 de Fevereiro). 10h00 | 11h30 | 14h30 | 16h00 - Exibição de filme sobre a reconstituição histórica do 18 de Janeiro de 1934, realizada na praça Stephens em 26 de Setembro de 1998, por ocasião das comemorações dos 250 anos da indústria vidreira (cerca de 55 minutos). 22h30 | Concerto de Bandas no Parque Municipal de Exposições 19, 20, 26 e 27 de Janeiro | Quintas e sextas-feiras 09h30-10h30 e 10h30- 11h30 - Histórias da nossa história - Duas sessões de uma isita pedagógica ao museu para os estabelecimentos de ensino públicos do concelho. Será abordada temática do 18 de Janeiro de 1934, dando a conhecer os acontecimentos que tiveram lugar na nossa cidade nessa data bem como a obra do Mestre Joaquim Correia relacionada com este tema. No final as crianças participarão num atelier de expressão plástica, em que irão decorar um mural da autoria do pintor Guilherme Correia recorrendo a colagens de papéis. 14h30-15h30 e 15h30-16h30 - Histórias da nossa história - A mesma visita guiada, para os alunos das escolas do ensino particular.
FOTOJORNALISMOS
As Conversas Improváveis, organizadas pela revista Invest e pela SIC, reuniram, para além de Ricardo Araújo Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa, cerca de 200 pessoas no Teatro Miguel Franco (e mais 200 a assistirem no exterior). Em Fevereiro, há mais conversas e convidados. Foto: CML
6 SOCIEDADE Visita ao Buraco Roto
Realiza-se a 28 de Janeiro o 2.º passeio pedestre das “Caminhadas na Batalha”, proposta pelo Agrupamento de Escolas da Batalha, através do Grupo de Educação Física/Projecto Educação para a Saúde e Sexualidade, e integrada no Programa Pessoa. Esta caminhada, aberta a toda a comunidade, decorrerá no percurso pedestre do Buraco Roto, com concentração junto à Igreja do Reguengo do Fetal, a partir das 09h45. Até Maio decorrem novas caminhadas que “visitarão” a Rota dos Moinhos (São Mamede), a 25 de Fevereiro, o Caminho de Ferro Mineiro, a 24 de Março, a Fórnea (Alcaria), a 28 de abril, e a Serra da Pevide, em Porto de Mós, a 26 de Maio.
19.Janeiro.2012
Primeira unidade do SNS certificada no País, em 2003
Pediatria de Leiria mantém “selo” de qualidade O serviço de urgência pediátrica do Hospital de Santo André (HSA) viu mais uma vez renovada a sua certificação de qualidade, após uma auditoria de acompanhamento, realizada no passado dia 21 de Dezembro pela empresa SGS International. Esta manutenção vem confirmar que o serviço mantém os compromissos assumidos com todos os que a utilizam, crianças, acompanhantes e profissionais, garantindo a qualidade dos cuidados que presta e a segurança das instalações e equipamentos. A urgência pediátrica do HSA foi a primeira unidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no País a ser distinguida com a declaração oficial de “serviço certificado”,
em 2003, em resultado do cumprimento de um conjunto de normas, no que respeita ao atendimento administrativo, de enfermagem e médico, triagem, sala de espera, sinalética e níveis de limpeza, higiene e segurança. O trabalho realizado por este serviço, com vista à melhoria constante das suas condições de atendimento aos utentes, permitiu ao Serviço de Pediatria do HSA colaborar na elaboração da norma ET-SCHESO26, que actualmente rege e atribui a certificação a todas as urgências pediátricas, a nível nacional e internacional. Para além da auditoria de certificação que se realiza a cada três anos, e das auditorias de acompanhamento
Capelão militar José Ferreira de Lacerda
«Exmo. Senhor General Comandante da 7ª Divisão: Pela leitura dos jornaes e pelos preparativos que se notam em Leiria, vae o nosso valoroso exército seguir dentro em pouco para os campos de batalha. É de crer que à semelhança dos exércitos de todas as nações beligerantes o nosso também tenha a acompanhá-lo capelães militares...»1.
C
ontinuamos a abordar a questão das capelanias militares, uma das preocupações do Pe. José Ferreira de Lacerda, logo no despoletar da Grande Guerra. Para além de querer introduzir esta figura na assistência militar, o sacerdote leiriense também mostrou que não enviava apenas missivas para o Ministério da Guerra, com tomadas de posição públicas sobre o assunto, alistando-se também ele como voluntário, para servir de exemplo e poder participar activamente na difícil missão. Assim viria a acontecer, depois de muitos contratempos e contradições, face a governantes que não queriam introduzir esta figura no Corpo Expedicionário Português (CEP). Ainda Portugal não participava na Grande Guerra, já o Pe. José Lacerda preparava malas para se deslocar para França. Para se ter uma noção do seu sentimento de antecipação, a Grande Guerra teve início em Agosto de 1914, mas logo a 30 de Outubro desse ano, já o sacerdote oferecia a sua disponibilidade de serviços ao então
Ministério da Guerra. Embora não viesse a integrar o primeiro grupo de capelães, escreveu de 1914 a 1917 várias circulares, com posições bem vincadas, não só se referindo à importância da assistência religiosa naquele conflito como também mostrandose disponível para dar o exemplo na solidariedade, no alívio da dor dos soldados, na coragem em enfrentar dificuldades extremas. Assm, o Pe. José Lacerda, convencido que Portugal integraria a guerra no seu início, envia desde logo o requerimento ao governo para que seja integrado no Exército como capelão militar, manifestando a importância desta figura nos campos de batalha.
Nesta carta o sacerdote de Leiria oferece os seus préstimos ao Ministério da Guerra de Portugal, mas só no dia 2 de Maio de 1917, partiu o Pe. José Lacerda para França, com o objectivo de cumprir o seu dever. Este facto ficou expresso no jornal O Mensageiro, na edição do dia 9 de Maio de 1917, com honras de primeira página.
«Despedida – Pe. José Ferreira de Lacerda, director do Mensageiro, tendo partido para os campos de batalha, em França, e não lhe tendo sido possível despedir-se dos seus amigos e conhecidos, vem por este meio cumprir esse seu dever, oferecendo a todos o seu préstimo dentro dos
DR
Caminhadas na Batalha
O Mensageiro
anuais, todos os anos são realizadas seis a sete visitas à urgência pediátrica, por um “cliente mistério” que avalia, os compromissos de qualidade assumidos pelo Serviço. A pediatria do HSA tem sido por diversas vezes reconhecido publicamente, por profissionais e pelo público
em geral, como atestam os exemplos do primeiro lugar no ranking anual da revista Sábado, realizado em colaboração com a Escola Nacional de Saúde Pública; e o lugar entre o “top five” do concurso Missão Sorriso em 2010. O serviço de pediatria presta cuidados de saúde
limites dos regulamentos militares. Em caminho de França, 3-05-1917»2.
«Natural desta região e mais ou menos conhecido em todas as freguezias do concelho de Leiria e dos concelhos limítrofes, além dos meus serviços religiosos, creio que as famílias dos soldados vendo-os acompanhados por um eclesiástico sentiriam como que uma certa alegria. V. Exa. Muito melhor do que eu sabe se é útil a presença do capelão no exército. O que desejo é que fique oculto este meu oferecimento, bastando só saber que partilharei da sorte dos meus paroquianos, patrícios e compatriotas»3.
De uma pequena cidade do litoral português saiu um capelão militar que acabaria por ser bastante interventivo na sua acção mas também foi um promotor do jornalismo regional, revelando-se um cronista de guerra astuto, com apontamentos históricos importantes, em simultâneo com histórias incríveis dos nossos militares, publicados em O Mensageiro durante a sua presença no conflito. Concretizou-se um dos maiores desejos do Pe. José de Lacerda, depois de um período longo de pedidos e argumentações para conseguir integrar o CEP, como expressão do seu sentimento de dever em estar próximo dos soldados, especialmente os das freguesias de Leiria. Esta posição foi assumida de forma muito convicta, numa carta que enviou no ano de 1914 ao General Comandante da 7ª Divisão, afirmando igualmente o desejo de distanciamento dos protagonismos da imprensa.
Existia a resistência da requisição civil dos serviços da Igreja, muito por causa da Lei da Separação do Estado da Igreja. Mas, o contexto de guerra deitou por terra a neutralidade do Estado em relação às capelanias militares. Isso ditou que nesta matéria tudo se organizasse, embora tardiamente. Estes voluntários partem para o conflito, conseguindo minimizar os efeitos da guerra nos nossos soldados, prestando o apoio possível às tropas portuguesas.
diferenciados aos recémnascidos, crianças e adolescentes até aos 18 anos de idade, com capacidade para o internamento de cinco crianças na Unidade de Internamento de Curta Duração, 26 na enfermaria, 16 na Unidade de Cuidados Especiais Neonatais e Pediátricos e 49 no berçário. É composto, entre outros profissionais, por 16 pediatras, dois pedopsiquiatras, 55 enfermeiros, dois psicólogos e cinco professores/ educadores. O serviço está ainda equipado com uma plataforma de telemedicina que permite a realização de ecocardiografias a crianças, em tempo real, em colaboração com o serviço de cardiologia do hospital pediátrico.
REFLEXÕES SOBRE O SÉCULO XX - 8
Joaquim Santos Jornalista
O sonho de integrar o CEP como capelão militar 1 - Caixa 1243, requerimento do Pe. José Ferreira de Lacerda, 4 de Outubro de 1914, pedindo que integrasse a lista dos capelães militares do CEP, Arquivo Histórico-Militar, 1ª Divisão, 35ª secção, pretensões e requerimentos. 2 - Veja-se artigo «Uma despedida», O Mensageiro, nº 136, 9 de Maio de 1917, pp1. 3 - Caixa 1243, requerimento do Pe. José Ferreira de Lacerda, 4 de Outubro de 1914, pedindo que integrasse a lista dos capelães militares do CEP, Arquivo HistóricoMilitar, 1ª Divisão, 35ª secção, pretensões e requerimentos.
SOCIEDADE 7
O Mensageiro 19.Janeiro.2012
Campanha comercial ajuda Associação de Bem Estar dos Parceiros
“Espírito de Natal” dá 865 euros à ABEP O Câmara Municipal de Leiria e a Acilis – Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mós entregaram, no dia 6 de Janeiro, 865 euros à Associação de Bem Estar dos Parceiros (ABEP). A verba resulta da venda de senhas aos comerciantes que aderiram à iniciativa “Espírito de Natal”, promo-
vida por aquelas entidades, durante a quadra natalícia. Essas senhas foram sorteadas, no final da iniciativa, entre os munícipes que fizeram compras nas lojas aderentes. Diamantino Pedro, presidente da ABEP, manifestou-se satisfeito por ter sido esta a instituição particular de solidarieda-
de social contemplada no sorteio e revelou que esta verba vem ajudar aos investimentos a fazer na creche e no pré-escolar. No futuro, a instituição pretende ainda fazer obras na cozinha e criar condições para abrir mais cinco vagas no lar. A ABEP dispõe de um lar de idosos com 35 vagas, um centro de dia com 25 vagas,
uma creche com capacidade para 34 crianças e préescolar para 50 crianças. Segundo Gonçalo Ribeiro, director de serviços, presta ainda apoio domiciliário a 45 utentes, nomeadamente, serviço de refeições, tratamento de roupa, cuidados de higiene e apoio na medicação, incluindo aos fins de semana e feriados.
Seminário Luso-Brasileiro de Direito do Consumo
“Serviços Públicos Essenciais” A delegação de Leiria da apDC – associação portuguesa de Direito do Consumo vai organizar no auditório D do Instituto Politécnico de Leiria, no próximo dia 9 de Fevereiro, um seminário luso-brasileiro sobre o tema “Serviços Públicos Essenciais”. Aberto aos consumidores em geral, com entrada livre, o evento debaterá um tema muito actual, já que “os serviços públicos essenciais estão presentes em permanência na vida de cada um e todos e nem
sempre os preceitos legais se cumprem em detrimento da condição dos consumidores”, aponta a organização. O objectivo será “saber o que vigora no Brasil e quais os direitos e deveres dos consumidores, neste particular, em Portugal, é o propósito deste seminário, que muito poderá contribuir para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos seus direitos”. Entre as questões em análise estarão as consequências das chamadas
de valor acrescentado nas comunicações móveis, da facturação da energia eléctrica ou do gás, dos prazos de prescrição das dívidas provenientes de tais serviços ou produtos, das taxas de disponibilidade ou das quotas de serviços, da suspensão e da interrupção do serviço, dos tribunais competentes para as acções deduzidas contra ou pelos consumidores, etc. A sessão de abertura será pelas 18h00, seguindo-se a apresentação do tema “Serviços Públicos
Essenciais em Portugal e Tutela Reforçada de Consumidores e Utentes”, por Mário Frota, presidente da direcção nacional da apDC. Pelas 19h00, seguir-se-á a prelecção “Serviços Públicos Essenciais no Brasil e Direitos do Consumidor”, por Marcus da Costa Ferreira, director do Fórum de Anápolis e professor da Universidade Evangélica de Anápolis, Goiás, Brasil. Um debate com os convidados será promovido no final das apresentações.
Preço da electricidade prejudica empresas insuportáveis e, sobretudo, desfavoráveis face a outros países da União Europeia e, para a maioria das situações, não devidamente repercutíveis nos preços dos produtos ou dos serviços finais”. Há empresas que podem vir a sofrer agravamentos de 30% nas suas facturas de luz. Este foi aliás um dos constrangimentos à competitividade empresarial que vários empresários de
Leiria referiram durante o almoço de trabalho que decorreu na NERLEI, no dia 9 de Janeiro, com o secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Oliveira, e que integrou o relatório enviado pela direcção da NERLEI àquele governante com o resumo das intervenções. Por considerar a questão deveras grave para as empresas, a NERLEI vai
fazer chegar as suas preocupações ao Ministério da Economia e do Emprego e à ERSE. Além disso, vai solicitar à entidade reguladora uma audiência e alertar os deputados à Assembleia da República, eleitos pelo círculo eleitoral de Leiria, para que, no âmbito das suas funções, possam desenvolver as iniciativas que considerem adequadas.
Candidaturas abertas para a Feira de Maio A Câmara Municipal de Leiria informa que as instituições de solidariedade social sem fins lucrativos e autarquias locais que pretendam participar na Feira de Maio, terão de candidatar-se até 3 de Fevereiro. A participação das IPSS, juntas de freguesia e associações do conce-
lho é gratuita, mas as candidaturas deverão ser apresentadas individualmente para um lugar por cada tipo de actividade, instruídas pelo boletim da candidatura e outros documentos legalmente exigidos. É ainda necessária certidão de situação regular perante o Fisco e a
“Uma Viagem Diferente!” A CERCILEI, Cooperativa de Ensino e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Leiria, desde 1996, realiza formações cientifico-pedagógicas, no concelho de Leiria, Porto de Mós e Batalha, procurando ir ao encontro das necessidades de pais, encarregados de educação e profissionais da área. Neste sentido, está a organizar um encontro subordinado ao tema “Uma Viagem Diferente!”, que irá decorrer nos dias 2 e 3 de Março de 2012, no auditório da Escola de Educação e Ciências Sociais de Leiria. A iniciativa abrange um leque diversificado de especialistas (Padre Feytor Pinto, Dr. Paulo Sargento, Dr. Hernâni Carvalho, Dr. Carlos Poiares, Dr. Rui Veiga, Dr.ª Ana Vasconcelos, Dr. Nuno Colaço, Dr. Ricardo Cardoso e Dr. Luís Borges) que abordam as seguintes temáticas: Família, Sociedade, (In)disciplina, Motivação, Escola, Diferença, Educação, Deficiência Mental, Saúde, Farmacologia, PHDA, entre outras.
ISLA lança pós-graduação
NERLEI apresenta preocupações ao Governo Em nota dirigida à imprensa, a NERLEI - Associação Empresarial da Região de Leiria manifesta a sua preocupação com os aumentos dos preços da energia eléctrica para as empresas, publicado em Dezembro pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. Tal reprovação deve-se ao facto de esta alteração “trazer às empresas variações de custo de produção
Cercilei promove formações
Segurança Social e a memória descritiva dos equipamentos a instalar, acompanhada de fotografia a cores. Para mais informações, os interessados poderão contactar a autarquia, pelo telefone 244 839 524.
Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho Na sequência da transposição para o direito interno português de diversa legislação da União Europeia e subsequente regulamentação das actividades de Segurança e de Saúde do Trabalho nas empresas, levanta-se, cada vez mais, a questão da qualificação dos profissionais de Segurança e Higiene do Trabalho e do seu papel nas organizações. Daí, e no âmbito da responsabilidade social e legal das empresas, torna-se necessário que a Segurança e Higiene do Trabalho seja desenvolvida por profissionais obrigatoriamente certificados que dispõem de formação qualificante reconhecida. O ISLA vai levar a efeito um curso que pretende desenvolver a qualificação dos técnicos superiores de segurança e higiene do trabalho dentro do sistema nacional de certificação profissional. O curso de Pós-Graduação de Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho tem a duração de 552 horas, sendo 432 horas lectivas e 120 horas de estágio ou realização de trabalho de cariz científico e está devidamente homologado pela ACT – Autoridade para as Condições de Trabalho.
Câmara de Leiria em remodelação
Autarquia poupa 100 mil euros com extinção de divisões A Câmara de Leiria vai poupar este ano 101.744,16 euros com custos de pessoal, na sequência da extinção de dez divisões e um departamento, medida que entrou em vigor a 1 de Janeiro. Esta redução de despesa corresponde à diferença entre o montante pecuniário do cargo e o da carreira, bem como despesas de representação. Os postos de trabalho foram todos mantidos. Na sequência desta reorganização dos serviços municipais, que antecipa as medidas prevista no Livro Verde, passaram, assim, a existir as divisões jurídica e administrativa; de manutenção e conservação; de obras municipais; de gestão urbanística; de juventude e educação; de acção cultural, museus e biblioteca; e de desenvolvimento económico e ambiente. Estas divisões resultam da fusão entre as divisões administrativa e jurídica; de manutenção e conservação e de parques e espaços verdes; de edifícios e de infraestruturas; de loteamentos e de edificação; de planeamento e gestão de equipamentos educativos e de juventude e educação; de cultura e de museus, património e bibliotecas; de desenvolvimento económico e planeamento e de ambiente e serviços urbanos.
8 ECLESIAL
O Mensageiro 19.Janeiro.2012
Família há oito Séculos
CARTA PASTORAL 14
3. Vasto mundo, minha paróquia 3.5. Promover a qualidade humana na vida da sociedade Quando falamos de “ambientes da vida social” não nos referimos simplesmente a lugares onde as pessoas se encontram a trabalhar juntas. Estamos a falar de espaços humanos nos quais se constrói e se exprime a autêntica humanidade do homem e da mulher, antes de mais através de relações humanas. Por isso, o testemunho cristão nestes lugares e ambientes requer agir para que sejam lugares verdadeiramente humanos e humanizantes. Trata-se de assegurar a “qualidade humana” em todas as relações e em todos os lugares da vida das pessoas concretas com a sua história, as suas alegrias, as suas dores e fadigas. As próprias relações funcionais que caracterizam tantas actividades podem e devem transformar-se em relações humanas e interpessoais. O testemunho cristão passa através de relações humanas ricas e enriquecedoras. São expressão do amor ao próximo em gestos e atitudes vividas quotidianamente; e constituem uma gramática do amor que passa pela oferta do próprio tempo e da própria presença e atenção ao outro, da escuta e da comunicação, até colocar-se ao serviço da vida do outro. Mais ainda, podem tornar-se caminhos de abertura e de aproximação à fé cristã. Neste aspecto, as comunidades e instituições católicas deveriam tornar-se exemplares. Quanto precisamos de prestar atenção e cuidar das nossas relações! Aí se aprende como num laboratório vivo o que poderemos estender a todos os espaços humanos em que decorre a nossa vida.
Para reflexão... mana na vida da sociedade
qualidade hu idade/paróquia 3.5. Promover a da nossa comun ro nt de as an m hu ho da fé? • As relações outros ao camin de ão aç xim ro ap motivam a
De todos e de ninguém Santa Clara fez-se pequena semente de trigo, voluntariamente lançada à terra, que produziu abundantes frutos de santidade. Na sua biografia Tomás de Celano escreve: Em S. Damião, no interior deste minguado lugar se encerrou Clara, por amor ao Divino Esposo. Ali, Clara pela sua própria caminhada mostrou o caminho a todas as que a haviam de seguir. Na estreiteza desta clausura sacrificou com penitências o alabastro de seu corpo para que a Igreja toda fosse invadida pela fragrância dos seus aromas. De facto, a Igreja de Jesus Cristo usufruiu do aroma de santidade de Clara e de suas Irmãs, em muitos povos, nações e continentes. Clara foi uma mulher verdadeiramente livre. Jamais permitiu ser propriedade de outrem. O seu coração indiviso, propriedade exclusiva do seu Senhor, não sendo de ninguém era de todos porque a todos amava com o Coração de Cristo. Por isso no seu coração e na sua oração havia espaço para a humanidade inteira. Deus, na sua infinita condescendência, caminha com o homem. E as mulheres ousadas, como Clara, não desistem de fazer caminho com Deus. Com as grandes descobertas, abriram-se novos caminhos para a expansão da Ordem a nível mundial. As Irmãs “lançaram as redes” e fizeram-se ao largo. O Novo Mundo surgia no horizonte. Outros povos e continentes esperavam a sua presença. Os missionários das caravelas ansiavam por essa força silenciosa que emergia dos mosteiros das Irmãs Clarissas e dava impulso às suas actividades de evangelização. Esta verdade confirmou-a João Paulo II, em 1982, numa visita que fez às Irmãs do Protomosteiro em Assis: Não imaginais como sois importantes para a vida da Igreja vós, escondidas, desconhecidas; quantos problemas, quantas coisas dependem de vós, da vossa presença orante.
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CAMINHO... COM A
Durante o século XVI, um fervoroso espírito missionário contagiou as Clarissas do velho continente. São muitas as que partem para novas fundações, sobretudo para o continente americano. Edificam-se mosteiros nas ilhas dos Açores, Canárias e Madeira. Em 1558 chegam ao Peru, México, Colômbia e Chile. O primeiro mosteiro do Novo Mundo foi construído em São Domingos em 1552. Mas, apenas quatro anos depois, é destruído pelo corsário inglês Francis Drake. Como porém a obra não era dos homens mas de Deus, o mesmo mosteiro rapidamente é reconstruído, o que revela o grande apreço e carinho que os próprios nativos tinham pelas filhas de Santa Clara. A chama viva do Evangelho e da altíssima pobreza que, sem cessar, emergia da vida simples e humilde das Irmãs, atraiu muitas jo-
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[COLUNA SEMANAL]
vens vocações. Fundadoras europeias, descendentes dos colonizadores e as indígenas, todas viviam em perfeita harmonia e em santa união. A diversidade de cultura, raça, condição social ou cor da pele não impedia de se amarem e viverem como verdadeiras irmãs. O ideal de Santa Clara a todas unia sob a força viva e vivificadora do santo Evangelho Em 1620 partem do mosteiro de Toledo as primeiras Clarissas rumo ao Oriente. Após quinze meses de viagem chegaram às Filipinas onde fundaram o convento real de Manila. Foi tão rápido o seu florescimento que apenas treze anos depois foi possível fundar um novo mosteiro em Macau. Porém, pouco tempo depois, as quatro Irmãs espanholas foram perseguidas e expulsas do território. No seu regresso ao mosteiro de Manila foram presas, no que é hoje
o Vietnam, por ordem do imperador Hué que as manteve em cativeiro no próprio palácio, enquanto no país se desencadeava violenta perseguição aos cristãos. As Irmãs não cruzaram os braços. Feitas prisioneiras por causa da fé, tornaram-se ousadas apóstolas, anunciando sem medo o Evangelho de Jesus Cristo. Após um ano de cativeiro, sem qualquer explicação, foram postas em liberdade. Europa, América e Ásia, três continentes unidos pelas santas virgens que, de mãos postas em oração, elevavam sem cessar ao trono do Altíssimo os anseios, sofrimentos e dificuldades desses povos, onde já brilhava o ideal de Santa Clara. As Irmãs Clarissas, como uma irradiação que salva e recria, a partir do seu ser em Deus, são chamadas em todos os tempos a servir a Igreja, os povos, nações e continentes, através de contínua oração de adoração, louvor e súplica. Na verdade, Clara e suas Irmãs estão no mundo mas não são do mundo. São de todos mas não são de ninguém. Porque, propriedade exclusiva de Deus. E porque são de Deus são pertença de toda a humanidade, humanidade pela qual todos dias oferecem a suas vidas. Irmãs Clarissas de Monte Real
DIOCESE 9
O Mensageiro 19.Janeiro.2012
Visita de D. António Marto ao Gungo, Angola “Bisipoyetu weia! Twa pandula, Ñgala!” (O nosso Bispo chegou! Obrigado, Senhor!). Foi com estas palavras que a comunidade do Gungo acolheu o Sr. Bispo D. António Marto nos vários locais por onde foi passando. A visita decorreu de 12 a 15 de Janeiro. O lugar da primeira paragem foi a aldeia da Tuma, a cerca de 90 km. do Sumbe. Nas proximidades da aldeia D. António tinha a recebê-lo uma pequena e entusiasta multidão que o recebeu com cânticos, palmas e gritos de alegria e depois o acompanhou até junto da capela de adobes da aldeia, onde estava mais um considerável grupo de pessoas a acolhê-lo no mesmo tom das anteriores. Às palavras “Nda Pandula” (muito obrigado) proferidas pelo Sr. Bispo quando saiu do jipe, respondeu a multidão com uma vibrante salva de palmas e gritos.
Seguiu-se a leitura de um discurso de boas vindas por parte de um catequista a que D. António respondeu com palavras emocionadas de gratidão e manifestando a alegria por se poder encontrar pessoalmente com esta comunidade. A oferta de um copo de água, símbolo do acolhimento, completou este “rito”. Do programa nesta comunidade constou a celebração da Eucaristia, bênção da primeira pedra da casa de passagem dos missionários e o almoço. Após as despedidas, a caravana prosseguiu viagem em direcção à aldeia do Uquende, situada junto à sede administrativa desta comuna. Os cerca de 23 quilómetros demoraram cerca de duas horas a percorrer, tal é o estado de toda esta picada. O cenário da chegada ao Uquende foi idêntico ao anterior. À noite foi
feita oração na capela local a que se seguiu o jantar e o tão necessitado repouso na casa de passagem dos missionários construída em adobes já depois de 2006. A manhã do dia 13 começou com a oração da manhã na capela, que congregou muita gente, tendo-se seguido a visita e cumprimentos às autoridades locais, oficiais e tradicionais, que nas suas palavras manifestaram grande apreço pela presença da equipa missionária de Leiria-Fátima e por todo o trabalho que tem desenvolvido junto do tão isolado povo do Gungo. Também nesta comunidade foi celebrada a Eucaristia, desta vez ao ar livre, tal era o número de participantes. Após o almoço chegou a hora de arrumar bagagens e dar mais um passo, desta vez em direcção à Donga, sede da missão, 18 km. mais
para interior. Do Sumbe a este local são 130 km. dos quais 80 de asfalto e 50 de picada. Mais uma vez o Sr. D. António teve a acolhê-lo uma multidão de gente, mas ainda maior que as anteriores porque aqui se congregava toda a comunidade e já estavam presentes pessoas que tinham vindo dos lugares por onde já se tinha passado. Este dia ainda teve um grande momento quando à noite rezámos o terço à volta da fogueira, tendo-se seguido cânticos e danças à volta da fogueira, que vindos do fundo da alma, também aqueciam aquela noite tão especial. O sábado teve como momentos principais três encontros mantidos, um com os catequistas, outro com os crismandos e outro com famílias e jovens, sempre muito participados. À tarde foi celebrada Eu-
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“Bisipoyetu weia! Twa pandula, Ñgala!”
caristia a que se seguiu um tempo de oração e adoração com o Santíssimo exposto, também numa atitude de preparação da celebração do Crisma do dia seguinte. O domingo começou com a oração da manhã com toda a comunidade. Pelas 8h30 teve início a celebração da Eucaristia. Podemos dizer que esta missa foi o ponto mais alto desta visita de D. António a Angola. Foi uma celebração verdadeiramente festiva que durou mais de duas horas e meia e teve a coroá-la a recepção do crisma por parte de 33 pessoas da comunidade. O ofertório
foi um momento de grande beleza com as habituais danças feitas com os trajes “oficiais” e onde foram oferecidas ao Sr. Bispo, entre outras coisas, galinhas, bananas, milho, farinha de milho, dois cabritos… tudo expressão de gratidão e grande contentamento. No fim foi lido um discurso de gratidão pela visita e todo o apoio que a diocese de Leiria-Fátima tem prestado a esta comunidade. Seguiu-se o almoço, o arrumar das “imbambas” e o regresso ao Sumbe onde já chegámos já bem noite escuro. Padre Vítor Mira
Santuário de Nossa Senhora de Fátima no Huambo
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Bispo de Leiria-Fátima preside à abertura do Cinquentenário No contexto da visita que D. António Marto está a fazer a Angola, nos dias 9 e 10 de Janeiro esteve de visita à diocese do Huambo, a convite do bispo local, D. José Queiroz. Ainda que tenha sido uma estadia de curta duração, foi a oportunidade de D. António, bispo da diocese de Leiria-Fátima, presidir à abertura oficial e solene do jubileu dos 50 anos do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, situado na cidade do Huambo. Ao final da tarde do dia 9, D. António foi acolhido por uma multidão em festa que o saudou entusiasticamente com cânticos, palmas e danças no exterior do templo. Após a entrada neste, o reitor do Santuário dirigiu algumas palavras de boas vindas e manifestou a alegria da comunidade pela oportunidade de ter tão distinta presença neste momento tão solene. Seguiu-se uma intervenção de D. António acerca da
mensagem de Fátima que procurou contextualizar no momento histórico do mundo em que vivemos e na realidade concreta de Angola que saiu de uma cruel guerra civil ainda não há muitos anos. Apelou, por isso, à abertura aos valores para a criação de uma sociedade melhor e exortou os cristãos a estarem na primeira linha na vivência de uma atitude de vida virada para a solidariedade, a verdade e a justiça. No fim ainda foi dada a oportunidade a algumas pessoas de dirigirem algumas perguntas a D. António, tendo este momento terminado com a palavra de D. José Queiroz que sublinhou a gratidão que a diocese sentia pela presença do bispo de Fátima. Seguiu-se a celebração da Eucaristia, presidida por D. António e concelebrada pelo bispo do Huambo e ainda uma dúzia de padres. A igreja, que é grande, estava repleta de gente
com traje festivo e alusivo a vários movimentos de espiritualidade católica. Logo após os ritos iniciais foi benzida uma capela, integrada no espaço da igreja do santuário, dedicada aos pastorinhos Francisco e Jacinta. A missa foi muito festiva e no ofertório, entre outros símbolos, foram oferecidas a D. António duas estatuetas africanas e duas pombas. O grupo coral animou a celebração com cânticos ora em Português ora em Umbundo, sempre com a assembleia a acompanhar cantando e com palmas de modo que se sentia a igreja cheia de sonoridade e alegria. O dia 10 começou com a visita ao novo seminário de filosofia do Huambo. Existe a particularidade de D. António ter encaminhado uma renúncia quaresmal para este projecto, enquanto bispo de Viseu, tendo agora a oportunidade de ver aplicada essa
ajuda. Seguiu-se a visita ao seminário de Teologia, um edifício antigo com as marcas da guerra e o desgaste do tempo porque as dificuldades vividas por este país não têm contribuído para a sua renovação. Seguiu-se a partida para o Santuário da Senhora do Monte, nos arredores da vila de Caála, a 20 km. do Huambo. D. António, depois de ter visitado a pequena ermida no cimo do monte, presidiu à celebração da Eucaristia que teve lugar num espaço mais abaixo preparado para o efeito. Estavam presentes várias centenas de fiéis, entre eles numerosos escuteiros. No regresso à capital do Planalto Central D. António ainda teve a oportunidade de conhecer a paróquia de Nª Sª de Fátima na vila de Caála. Seguiu-se o almoço na casa episcopal e o regresso ao Sumbe. Padre Vítor Mira
10 ECLESIAL
O Mensageiro 19.Janeiro.2012
Leituras | III Domingo - Tempo Comum Época natalícia nos estabelecimentos prisionais de Leiria (22/01/12) Antífona de Entrada: Salmo 95, 1.6 Leitura I: Jonas 3, 1-5.10 Salmo Responsorial: Salmo 24 (25), 4bc-5ab.6-7bc.8-9 (R. 4a); Refrão: Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos. Repete-se Leitura II: 1 Cor 7, 29-31 Aclamação ao Evangelho: Mc 1, 15; Refrão: Aleluia. Repete-se; Está próximo o reino de Deus; arrependei-vos e acreditai no Evangelho. Refrão Evangelho: Mc 1, 14-20
Cânticos | IV Domingo - Tempo Comum (29/01/12) INÍCIO: Fiz de Ti a luz das nações - Lau 403 Pelos caminhos da esperança - Lau 654 SALMO RESPONSORIAL: Hoje se escutades - Lau 426 Se hoje ouvirdes a voz do Senhor - Lau 742 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Se vos amardes - Lau 749 Onde há caridade e amor - Lau 625 COMUNHÃO: Eu vim para que tenham vida - Lau 382 Saboreai e vede - Lau 727 PÓS-COMUNHÃO: Senhor congregai-nos - Lau 757 Tudo posso - Lau 830 FINAL: És Senhor minha força - Lau 341 Confiarei no meu Deus - Lau 236
AO SABOR DA PALAVRA
Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com
3º Domingo do Tempo Comum 22 de Janeiro de 2012
Fogo
Em toda a história dos homens sempre houve profetas de desgraça, que anunciavam o fim dos tempos e o castigo dos que procediam mal. Por isso não é de admirar que no tempo presente surjam vozes a condenar o homem e a dizer que este mundo está cada vez pior, que está definitivamente perdido e que não há mais esperança. Muitas dessas pessoas são cristãos e são como Jonas, que percorria a cidade de Nínive anunciado o seu castigo devido às suas atitudes. O que Jonas não esperava é que as pessoas ouvissem a sua mensagem e que realmente mudassem a sua maneira de Ser. Mas os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, proclamaram um jejum e
“O Tesouro de Natal” “Voa bem mais alto, livre sem alforge, nem prata nem ouro. Amando este mundo, esta vida que é campo…e esconde um tesouro!” Foi este o mote para a celebração da época natalícia nos Estabelecimentos Prisionais de Leiria, levada a cabo pela Associação de Visitadores “Os Samaritanos”, em estreita colaboração com o novo assistente religioso Frei Moisés Semedo, e por mais alguns amigos que se quiseram juntar a este momento especial. A cada recluso foi entregue um pequeno livrinho intitulado “O meu tesouro” que continha o cântico “Lança-te”, um excerto bíblico, o texto “A concha” e algumas parábolas para serem trabalhadas posteriormente. A dinâmica feita com os reclusos partiu assim deste livrinho e culminou com a entrega de uma bola de plasticina para cada um deles moldar aquilo que era, para si, o maior tesouro. Cruz, mundo, coração, nome próprio ou de familiares… foram alguns dos símbolos apresentados pelos reclusos que participaram com grande empenho neste momento de partilha. Aos visitadores
todos, do maior ao mais pequeno, se revestiram de trajos grosseiros. Jonas não fez mais do que anunciar a palavra de Deus, o resto foi obra da graça divina. Muitas são as vezes que nós esperamos que os outros mudem apenas graças à nossa acção, ou então, no fundo, não queremos que eles mudem para que possam ser exemplo da justiça de Deus. No entanto Deus ama todos os homens e mulheres, sem excepção e de forma incondicional. Deus ama até os maus e os opressores. Deus não quer a morte de nenhum dos seus filhos; o que quer é que eles se convertam e percorram, com Ele, o caminho que conduz à vida plena, à felicidade sem fim. É este Deus, tornado
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Conversão de S. Paulo Oitavário de oração pela unidade dos cristãos
e amigos, coube a tarefa de partilhar, igualmente, o seu símbolo e reforçar a ideia que para nós, e por isso estávamos ali a celebrar com aqueles rapazes este momento, o maior tesouro é Jesus. Houve ainda oportunidade para oferecer a cada recluso um Menino Jesus numa concha e, posteriormente, um postal, uma agenda jovem, uma caneta, uma fatia de bolo-rei e um par de meias. No dia 24 de Dezembro, e como vem sendo habitual, foi feita uma pequena visita aos reclusos à hora do jantar, onde ficou expresso o desejo de uma noite feliz, tendo em conta o contexto difícil em que se encontravam, mas com a esperança de que o Menino que estava para nascer também o fazia por cada um deles. Para que
a noite se tornasse mais especial, foi oferecido a cada um deles um saquinho com bombons e uma mensagem de Natal. Como também já vem sendo habitual, guardas prisionais e pessoal administrativo, também não foram esquecidos e participaram num pequeno momento de partilha e desejo de Boas Festas da parte o grupo de visitadores. Para a celebração desta época natalícia, a Associação de Visitadores contou com a colaboração de muitas pessoas a título individual e de algumas empresas às quais gostaria de agradecer. Assim, pelos bolos-rei oferecidos o agradecimento às pastelarias Haiti, Virgolino Mendes, Alexmel, Brisa Norte, Oliveira e Arqueiro; pelas canetas à Papelaria Americana e à Livraria Boa
frágil pelo amor, que somos chamados a descobrir, a aceitar e a amar. A nossa tarefa neste mundo é dar o exemplo de como se pode viver segundo o espírito de deus: usando as coisas que temos à nossa disposição para fazer o bem Tudo o que existe, porque é obra de deus é intrinsecamente bom, mas é o mau uso que os homens lhe dão que torna as coisas más. E assim faremos como S. Paulo nos diz na segunda Leitura: “Os que se utilizam deste mundo ajam como se realmente se não usassem.” O Reino de Deus já está presente neste mundo em nós. Ouçamos mais atentamente o apelo de Jesus: “Vinde após mim e eu farei de vós pescadores de homens” Foi isso que
Jonas acabou por fazer, sem o saber: tornou-se pescador de homens. É isso que somos chamados a fazer. Como dizia a raposa ao Princepezinho, na obra de Saint-Exupéry: “Somos responsáveis por aqueles que cativamos. Aqueles que prendemos nas redes do amor, ficam ligados de uma forma especial a nós e nós devemos cativar aqueles que estão à nossa volta, principiando por aqueles que encontramos todos os dias na escola ou no trabalho, em casa, ou quando nos estamos a divertir. O “Reino” é uma realidade que Jesus começou e que já está decisivamente implantada na nossa história. Não tem fronteiras materiais e definidas; mas está a acontecer e a concretizar-se através dos gestos
Leitura; pelos sacos à Papelaria Americana e à Empresa Eusébia Gomes – sacos de plástico. As meias foram oferecidas por muitas pessoas particulares no âmbito da “Campanha das Meias”, que foi realizada um pouco por toda a diocese, onde foram angariadas cerca de 1000 pares de meias. A todas estas pessoas que quiseram mostram o espírito de solidariedade para com os reclusos, um profundo obrigada e um bem-haja pelo gesto de partilha. O agradecimento é extensível a todos os guardas prisionais e aos directores de ambos os Estabelecimentos, que possibilitaram a realização de todas as actividades inseridas na vivência deste Natal. De toda esta celebração ficou a mensagem de que, às vezes, são as coisas que mais nos custam que nos trazem a maior riqueza, por isso há que aproveitar este tempo de reclusão para valorizar o que se tem e acreditar que, em Jesus encontramos o nosso maior tesouro… esse tesouro que estará sempre connosco, mesmo que, às vezes, ainda nos pareça escondido. “Os Samaritanos”
de bondade, de serviço, de doação, de amor gratuito que acontecem à nossa volta (muitas vezes, até fora das fronteiras institucionais da “Igreja”) e que são um sinal visível do amor de Deus nas nossas vidas. Mas nunca podemos perder de vista o que nos diz S. Paulo: agir no mundo como se não estivéssemos nele, dando um carácter especial ao que fazemos. Tudo o que fazemos seja por amor a Deis e aos homens, para que todos possam descobrir esse Amor que dá sempre novas oportunidades ao homem, pois o que Ele que é que todos façam parte do Seu Reino. Que o fogo que anunciamos não seja o fogo do inferno mas seja o fogo do amor, que se vai ateando de pessoa para pessoa.
ECLESIAL 11
O Mensageiro 19.Janeiro.2012
PORTUGAL
DIOCESE
Mensagem para a Semana do Consagrado 2012
Igreja precisa do testemunho dos religiosos O presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios (CEVM) afirmou que a Igreja Católica tem uma “necessidade imperiosa” dos membros de institutos religiosos para “evangelizar o mundo”. “Na Europa ou nos outros continentes em tempos remotos ou nos tempos mais próximos, os consagrados constituem a grande força evangelizadora da Igreja”, escreve D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra, na mensagem para a Semana do Consagrado 2012, enviada à Agência ECCLESIA. Segundo este responsável, a presença de religiosos e religiosas, “tanto no silêncio da clausura como nos dinamismos apostólicos”,
produziu sempre “frutos de evangelização”. “A Igreja tem, por isso, muito a esperar da vida consagrada, neste tempo em que urge um novo ardor e uma nova metodologia na acção evangelizadora”, indica o prelado. Os religiosos e religiosas assumem um compromisso público para toda a vida, através dos votos de pobreza, castidade e obediência, vivendo em comunidade. Falando num “seguimento radical de Cristo”, o presidente da CEVM diz que aos que optaram pela vida consagrada compete “um estilo de vida aberto aos outros”. “O seu amor partilhado em gestos quotidianos
de caridade leva a marca inconfundível e inegável do Filho de Deus que morreu por aqueles que ama”, assinala. O bispo de Coimbra recorda que este ano a celebração da Semana do Consagrado acontece 50 anos após o início do Concílio Vaticano II (1962-1965), frisando que “toda a Igreja é missionária e se alegra por levar o Evangelho ao mundo”. Segundo os últimos dados divulgados pelo Vaticano, existem em Portugal 972 padres pertencentes a institutos de vida consagrada, 312 religiosos e 5695 religiosas. D. Virgílio Antunes deixa votos de que se “dê a conhecer esta vocação como
parte integrante da vida da Igreja, meio privilegiado de comunhão com Cristo em ordem à evangelização do mundo”. Os institutos religiosos da Igreja Católica em território português vão celebrar pelo terceiro ano consecutivo a Semana do Consagrado, de 29 de Janeiro a 5 de Fevereiro. A iniciativa vai ter como tema ‘A Vida Consagrada no coração da Evangelização’, anuncia a irmã Lucília Gaspar, presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), na apresentação desta semana, disponível na Internet em www.ecclesia.pt/ semanadoconsagrado2012.
Fado, música ucraniana e teatro
50 anos da Obra Católica das Migrações A Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM) vai apresentar um espectáculo com fado, música ucraniana e teatro em Fátima, a 21 de Janeiro, no âmbito do início das comemorações dos 50 anos da instituição. Aos fadistas João Azevedo e Alice Ferreira juntam-se um grupo de música popular da Ucrânia
e os Pequenos Cantores da Pontinha (Lisboa), num programa que inclui a actuação do “RefugiActo”, Grupo de Teatro Amador do Conselho Português para os Refugiados, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA. O espectáculo, que começa às 21h00 no auditório do Museu de Arte Sacra e Etnologia dos Missionários
da Consolata, tem entrada livre. A OCPM inicia no mesmo dia e local as comemorações do cinquentenário da fundação, com uma sessão que conta com a presença do secretário de Estado Adjunto do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Feliciano Barreiras Duarte, e o secretário de Estado das Comunidades,
José de Almeida Cesário. De 20 e 22 de Janeiro a Obra Católica organiza, também em Fátima, o 12.º encontro de formação de agentes sociopastorais das migrações, iniciativa que tem por tema “Portugal entre a emigração e a imigração”.
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Voto de congratulação da CEP pela eleição do Arcebispo D. Manuel Monteiro de Castro Tendo o Santo Padre Bento XVI anunciado, no passado dia 7, que decidiu convocar um Consistório em que irá criar 22 novos Cardeais, entre os quais o Arcebispo português D. Manuel Monteiro de Castro, o Conselho Permanente da CEP, reunido em Fátima
a 10 de Janeiro de 2012, congratula-se com esta distinção, saudando cordialmente o novo Cardeal e prometendo a sua oração pelo bom desempenho deste serviço ao sucessor de Pedro. Fátima, 10 de Janeiro de 2012.
Retiro orientado por Mons. Luciano Guerra
“Procura-te no silêncio. Encontra-te na oração!”
Recentemente constituída, a UASP – União das Associações dos Antigos Alunos dos Seminários Portugueses aprovou, em Assembleia-Geral, no passado mês de Dezembro o primeiro programa de acção com propostas nas áreas da espiritualidade, cultura e reflexão. A primeira iniciativa, a realizar no fim-de-semana de 2 a 4 de Março, na Casa de Retiros do Seminário Diocesano de Leiria, consiste na oferta a todos os interessados, membros das associadas e outros que o desejem, de um tempo de silêncio e oração, orientado por Mons. Luciano Guerra, sob o tema: Procura-te no silêncio. Encontra-te na oração! Estes dois dias de paragem e reflexão, nos inícios da Quaresma, são uma oportunidade para escutar o convite do Senhor a uma vida mais autêntica, centrada numa relação pessoal e íntima com a Deus Trindade Santíssima, princípio e fim da nossa peregrinação sobre a terra! O retiro terá início com o jantar do dia 2 de Março (Sexta-feira) e terminará com o almoço do dia 4 (Domingo). Os interessados deverão preencher a Ficha de Inscrição, para tal devem contactar o padre Armindo Janeiro, reitor do seminário Diocesano de Leiria.
Encontro em Fátima
“O Reino de Deus” No próximo dia 22 de Janeiro o Centro Voluntários do Sofrimento, movimento da Igreja constituído por pessoas doentes e sãs, realiza um encontro no Centro Francisco e Jacinta Marto, em Fátima, com o tema “O Reino de Deus”. A organização disponibiliza-se para fornecer outras informações, através do contacto: 249521777.
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DIOCESE
O Mensageiro 19.Janeiro.2012
MUNDO Viagem do Papa à Toscânia
Conferência na Maceira
“Como educar os nossos filhos para o futuro” No próximo dia 28 de Janeiro pelas 21h00 no Salão Paroquial de Maceira, a Equipa da Pastoral Familiar irá proporcionar aos pais e avós uma conferência sobre “Como educar os nossos filhos para o futuro”. Contaremos com a presença da Drª Maria Teresa Ribeiro, Professora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa para nos falar sobre este tema. A Drª Maria Teresa Ribeiro tem uma vasta experiência em trabalhos relacionados com a Família, principalmente com a mediação familiar. Será oportunidade para troca de experiências e ideias sobre a educação dos nossos filhos e de esclarecimento de inquietações e dúvidas que possamos ter.
Bento XVI vai visitar a Diocese de Arezzo–Cortona–Sansepolcro, na Toscânia, centro de Itália, no próximo dia 13 de Maio, revelou o portal de notícias do Vaticano. Segundo o programa divulgado pela diocese italiana, o Papa vai presidir a uma missa na praça em frente da Catedral de Arezzo (cerca de 220 quilómetros a norte de Roma), às 10h00 locais (menos uma em Lisboa) e, de tarde, visitará o santuário franciscano de La Verna e a Catedral da Diocese do Santo Sepulcro, que celebra os mil anos de
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“Busca da justiça e da paz”
fundação. Em 1512, o Papa Júlio II tinha-se deslocado a San Sepulcro, no quinto centenário da diocese, que em
1986 foi unida às de Arezzo e Cortona. A 23 de Maio de 1993, João Paulo II deslocouse em visita a Cortona e
Arezzo, e a 17 de Setembro desse mesmo ano, visitou La Verna. O arcebispo de Arezzo–Cortona–Sansepolcro, D. Riccardo Fontana, considera que a próxima visita papal vai “sublinhar” a ligação aos cristãos de Jerusalém e o compromisso diocesano “na busca da justiça e da paz”. Esta vai ser a 27ª deslocação de Bento XVI em solo italiano desde a sua eleição como Papa, em abril de 2005.
Bento XVI pede «renovação» social
“Sociedade mais justa, equitativa e solidária”
Pastoral Familiar da Paróquia dos Marrazes
“A Família Hoje na Sociedade” A Pastoral Familiar da Paróquia dos Marrazes vai promover uma Conferência, a realizar no próximo dia 3 de Fevereiro, às 21h00, na sede da Filarmónica de Santiago dos Marrazes sobre o tema “A Família Hoje na Sociedade”, sendo orador o padre Adelino Guarda. Convidamos todos os que se dispõem a pensar a família, hoje.
Paróquia dos Marrazes
Noite de Fados
A paróquia dos Marrazes está a organizar uma noite de fados, no próximo dia 4 de Fevereiro, às 21h30 no salão da Associação Columbófila, nos Marrazes. Estarão presentes Cátia Silva, Silvina Pereira e Tó Ferreira, acompanhados por Joaquim Domingues (guitarra) e Eduardo Carvalho (viola). Os participantes, poderão contar com o caldo verde, petiscos, vinho e “muita Amizade = 10 Guitarras”. Para reservar mesa para esta iniciativa, a favor da instrução da obra: Igreja de Nossa Senhora de Fátima, pode ligar para 913012355/ 969104627/924475299.
Bento XVI afirmou no Vaticano que a actual crise económica e financeira global pode ser ocasião para promover uma “verdadeira renovação da sociedade” que defenda o “bem integral da pessoa”. O Papa falava aos administradores da província de Roma, na Itália, que apresentaram os seus cumprimentos de Ano Novo, pedindo que a prioridade dos governantes não seja apenas a “retoma económica”, mas a criação de uma “sociedade mais justa, equitativa e solidária”. Aludindo aos “efeitos da crise económica e financeira que atinge várias áreas
do mundo”, há alguns anos, Bento XVI declarou que se está perante uma “crise ética” que só pode ser superada dando “vida a uma sociedade mais humana”. Neste contexto, Bento XVI lamentou um “olhar muitas vezes superficial sobre situações de marginalização e de pobreza”. O discurso papal destacou a importância da educação das novas gerações para um “humanismo renovado”, promovendo o “valor do acolhimento”. “A Caritas diocesana e as comunidades cristãs não podem poupar esforços nesta obra de acolhimento, em particular daqueles que,
vindos de países em que a pobreza é muitas vezes causas de morte ou fugindo deles para tutelar a própria segurança, chegam às nossas cidades e batem às portas das paróquias”, prosseguiu, desejando uma “plena integração” dos imigrantes. Além do acolhimento, Bento XVI apelou ao reforço do “valor da solidariedade”, que considerou uma “exigência de caridade e de justiça” em momentos difíceis. “Uma sociedade solidária deve sempre tomar a peito o futuro das novas gerações, predispondo políticas adequadas que
assegurem habitação a custo justo e que façam todos os possíveis para assegurar uma actividade laboral”, observou. Segundo o Papa, “tudo isto é importante para evitar que os jovens sejam vítimas de organizações ilegais” e para promover “uma cultura da legalidade”. Bento XVI manifestou ainda preocupações em defesa da “família fundada sobre o matrimónio”, pedindo aos governantes que façam “todos os esforços para que todos os núcleos familiares vejam garantidas as condições necessárias para uma vida digna”.
Moçambique
Papa aceita renúncia do bispo Bento XVI aceitou a renúncia do arcebispo da arquidiocese moçambicana da Beira, D. Jaime Pedro Gonçalves, revela a Sala de
Imprensa da Santa Sé. O prelado renunciou por ter completado 75 anos, limite de idade para o cargo segundo o Código
de Direito Canónico. A arquidiocese vai ter como administrador apostólico D. João Carlos Hatoa Nunes, de 43 anos, bispo
auxiliar de Maputo, até que o Papa nomeie o substituto de D. Jaime.
OPINIÃO 13
O Mensageiro 19.Janeiro.2012
LUZ ENTRE OS HOMENS
Pe Jorge Guarda
Vigário Geral da Diocese
http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt
Iraquiano arrisca a vida por Cristo
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trevas. Pediu-lhe para lhe trazer uma Bíblia, para a poder examinar. Massoud prometeu-lhe trazer a Bíblia mas aconselhou-o antes a começar por reler o Alcorão de forma sincera, honesta e crítica. Aceitou o desafio e ficou espantado quando começou a encontrar contradições e lhe surgiram questões que punham em dúvida as suas convicções anteriores sobre aquele livro. Foi percebendo que tudo aquilo que nele se dizia afinal não era na verdade palavra de Deus. Entretanto, teve um sonho: viu uma ribeira e do outro lado um homem vestido de branco à sua espera. Quis saltar mas não conseguiu. O homem vestido de branco disse-lhe que o ajudava a travessar se ele comesse “o pão da vida”. No dia seguinte, o amigo trouxe-lhe a Bíblia. Quando a abriu, a primeira palavra que nela viu foi a afirmação de Jesus “Eu sou o pão da vida”. Percebeu nisso um sinal muito
forte. Começou então a ler com grande interesse a Bíblia e converteu-se à fé cristã. Diz que se sentiu profundamente tocado “por este Jesus de que falam os Evangelhos”, este Jesus que o visitou no sonho. Em seguida, converteu-se também a sua mulher. Difícil foi encontrar acolhimento na Igreja do Iraque, pois a sua conversão era um risco grande para ele e também para a comunidade cristã que o acolhesse. Depois de muita persistência, acabou por encontrar quem o preparasse para o baptismo. Quando a família soube da sua aproximação à fé cristã, começou a maltratá-lo e levou-o a um líder religioso que pronunciou sobre ele uma ameaça da morte no caso de se confirmar a conversão. Ficou preso dezasseis meses, foi torturado e espancado. Ao ser liber-
tem a ver com a autonomia das realidades terrestres. A Bíblia é essencialmente dessacralizadora da natureza, da história e da política, precisamente porque a criação ex nihilo por Deus, pessoal e transcendente, criando, não por necessidade, mas livremente e por amor, implica a autonomia das criaturas. Este sentido de secularização é particularmente importante para a política, que deve estar separada da religião. O Estado deve ser laico e não confessional. Jesus tinha dito: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Mas também as ciências, a economia, a filosofia, a própria moral são autónomas, com as suas próprias leis, sem pedir legitimação à religião. 2. Há um segundo sentido de secularização. Tem a ver com aquele processo mediante o qual, concretamente na modernidade,
se pretendeu realizar no mundo o Reino de Deus. A modernidade ainda era teológica, na medida em que queria, pela razão, pela ciência, pela técnica, pelo progresso ilimitado, trazer para a imanência, realizando-as, ideias religiosas da fé cristã: messias, salvação, consumação da história - o Além deveria realizar-se no aquém. Pense-se em Feuerbach, Marx, Condorcet, Bloch... O seu ateísmo era de algum modo “positivo”, no sentido de que não negava Deus pura e simplesmente: o que queria era realizá-lo no mundo e na história intra-mundana. 3. Que sucedeu no nosso tempo? As grandes esperanças da modernidade ruíram. O “socialismo real” faliu, o progresso científico-técnico põe problemas graves, sobretudo por causa da ecologia, a razão já se não encontra divinizada, assiste-se ao fim das meta-narrativas – só há
pequenas histórias, o pensamento é débil (il pensiero debole, de G. Vattimo). Assiste-se assim a uma crise geral de Deus, na medida em que a descrença parece normal - pelo menos na Europa, já não se sabe se Deus existe ou não, e reina a indiferença, numa sociedade que já é, em grande parte, pós-cristã. Consequências: encontramo-nos cada vez mais inseguros e assiste-se ao aumento do consumo de drogas e anti-depressivos. A perspectiva é cada vez mais pragmática - o que interessa é o aquém sem Além: a vida depois da morte já não parece sequer ser problema. Continua a festa do consumo, mas os europeus andam cada vez mais insatisfeitos. Não há filhos nem futuro. É a desorientação e a consumação do niilismo. A actual situação é fruto do terceiro sentido de se-
tado, não sendo aceite na família, fugiu para a Jordânia, onde foi acolhido por uma família cristã. Aí pode continuar a preparar-se e finalmente ser baptizado, recebendo o nome de Joseph Fadelle. Pela primeira vez comungou “o pão da vida”: “Ser baptizado e poder comungar foi uma sensação fantástica – conta. Sentia-me como se fosse um príncipe, uma pessoa acima das outras, filha de um imperador! Logo depois de ser baptizado, assistia a três missas por dia, e comungava sempre”. Devido às ameaças de morte e após ter sido alvejado pelos seus próprios irmãos, em 2001, foi para França. Conseguiu o estatuto de refugiado e ali vive com a mulher e os filhos. Mas não está seguro, pois mesmo ali já foi ameaçado por um líder mu-
çulmano. Vive por isso com muitas precauções, não se expondo muito. Na sua nova vida como cristão confessa que o mais difícil foi perdoar a quem o perseguiu. Rezou muito e pediu ajuda. Por fim, conseguiu perdoar e hoje reza pelos muçulmanos. Considera ser sua missão denunciar o perigo do islão, mas exortando ao amor e respeito pelos muçulmanos: “É preciso rezar por eles – declara com firmeza – rezar pela sua conversão”. Não se lamenta por todos os sofrimentos que passou. Desejaria somente que a sociedade mude, melhor, “que se torne cristã” e que ele um dia pudesse “viver num Iraque onde os cristãos tenham o direito de cidadania”.
cularização: secularização da secularização, isto é, fim da secularização moderna e secularismo radical. Deste modo, a questão essencial é precisamente a crise dos valores e do sentido. Como viu o filósofo Georges Gusdorf, “Deus morreu, a História enlouqueceu, o Homem morreu: tudo fórmulas desesperadas que exprimem a tomada de consciência, e o ressentimento, da ausência de sentido”. Não colocando sequer a questão de Deus enquanto questão, que é a questão do sentido último, a Humanidade europeia sucumbe ao imediatismo, a uma visão fragmentária do aqui e agora, sem horizonte de ultimidade. Aí está então a falta de força anímica, de projecto, de futuro. Thanatos toma conta da Europa.
Isto tem, evidentemente, repercussões também na economia e na democracia. Para quê poupar, por exemplo, e investir no futuro? Václav Havel, um dos europeus mais lúcidos do século XX, preveniu: “Pela primeira vez na História, assistimos ao desenvolvimento de uma civilização deliberadamente ateia. Deve alarmar-nos”. “A transcendência é a única alternativa à extinção.” E o agnóstico M. Gauchet disse: “O que ameaça a democracia, hoje, é o vazio, a futilidade, o esquecimento, a facilidade, o curto prazo, a superficialidade. As religiões, e o cristianismo em particular, têm o sentido do essencial, do trágico, do mistério da aventura humana, coisas que a democracia facilmente ignora. Elas podem ser decisivas para a democracia.” * In DN (14/01/12)
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m muçulmano que se converta a Cristo fica com a sua vida em risco para sempre. Assim aconteceu com o iraquiano Joseph Fadelle que, encontrando a fé cristã, foi baptizado, atraindo por esse motivo o ódio da sua
família, a prisão, a tortura e a perseguição. No livro “O preço a pagar”, há pouco publicado também em português, conta essa história de grande sofrimento e de graça. Herdeiro do chefe de uma importante tribo xiita do Iraque, o jovem Mohammed al-Sayyd al-Moussaoui, seu verdadeiro nome, recebeu uma educação cuidada. Era o filho preferido entre nove irmãos e dez irmãs e deveria suceder ao pai. Nunca tinha convivido com um cristão e, pelo que aprendera no Alcorão, considerava o cristianismo uma religião impura que acreditava em três deuses. Em 1987, aquando do serviço militar, foi colocado a dormir na mesma caserna que um cristão, chamado Massoud. Ficou chocado e pensava como podia conviver com uma pessoa impura, inferior. Acabou por se afeiçoar pelo companheiro e pensou em convertêlo, para o não deixar nas
RECORTES
Pe Anselmo Borges Professor de Filosofia
Secularização e destino da Europa*
A
í está um tema fundamental. Mas, quando se reflecte, é necessário perceber que há vários sentidos de secularização. 1. O primeiro sentido – secularização vem do latim saeculum (mundo) -
14 OPINIÃO
O Mensageiro 19.Janeiro.2012
num país que se diz maioritariamente católico, este fenómeno merece reflexão, pois se os confessionários estão vazios os “spas” são cada vez mais procurados. Por conseguinte, talvez não seja por acaso que Portugal ocupe um indecoroso 32ºlugar no Índice de Percepção da Corrupção, relativo a 2011, divulgado pela Transparência Internacional, de um total de 183 países avaliados. Numa sociedade cada vez mais secularista, a noção entre o bem e o mal tem vindo a esbater-se. Se recusarmos assumir que o bem e o mal são realidades naturais, como é que faz sentido falar-se em justiça? Existem interesses políticos e económicos que visam extinguir da nossa sociedade
RECORTES
Pedro Afonso
Médico Psiquiatra
Confessionários vazios, spas cheios
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ecentemente um sacerdote lamentava-se de passar horas a fio no confessionário sem que ninguém aparecesse. Ora,
uma certa consciência moral. É o principio de todas as tiranias: prometem de início o cumprimento de todos os desejos humanos, dando rédea solta a todos os instintos e apetites, mas rapidamente se apoderam da liberdade de um povo. E foi o que aconteceu connosco. Portugal não perdeu apenas soberania com a dívida pública, antes disso, perdeu um depósito moral que urge repor. A televisão não ficou indiferente a este fenómeno, explicando-se deste modo o florescimento de programas televisivos moralmente degradantes, como “a casa dos segredos”, nos quais, em vez de se enaltecer as virtudes humanas, se idolatram os vícios privados e se promove a boçalidade.
Escasseiam as pessoas que falam com a mínima convicção sobre o bem e o mal e quando alguém expressa este tipo de opinião ela é escarnecida, apontada como fundamentalista – como se fosse possível haver alguma tolerância perante o lamaçal da degradação humana. Temos assistido a um aumento da corrupção, criando-se a percepção perigosa de que aqueles que ontem foram as vítimas, se tiverem oportunidade, convertem-se amanhã em carrascos. Impera o principio justificativo “ todos fazem assim...”. E quando alguém deixa de acreditar nos princípios é porque deixou de os ter. A corrupção não se combate apenas com leis gerais, numa pla-
nificação em grande escala. A corrupção só se combate eficazmente quando o indivíduo reconhece que o mal está dentro de si próprio. Mas como será possível alcançar este objectivo se apenas se promove o autoendeusamento? Esta crescente idolatria pelos centros de rejuvenescimento, relaxamento e anti-stresse é psiquicamente estéril. A fecundidade está no acto de nos questionarmos quanto ao que está certo e se, porventura, nos teremos equivocado; a fecundidade está na reflexão pessoal e no desejo de enriquecer as nossas qualidades humanas. Não é possível melhorarmos enquanto país se não melhorarmos enquanto pessoas. E este
elemento de mudança não está ao alcance de nenhum governo. Um país para ser verdadeiramente livre e próspero terá de fomentar a autocrítica e o pensamento, defender uma consciência moral, assumir que existe um bem-comum e que todos nós somos responsáveis pela sua conquista. Devido à constante correria é provável que haja muitas pessoas que nem sequer tenham consciência disso. É preciso travar esta agitação febril para as soluções fáceis, penetrando na raiz do problema. Pior do que termos uma praga de “spas” é entronizarmos a decrepitude e entregarmo-nos submissos à época viciosa em que vivemos.
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DESPORTO 15
O Mensageiro 19.Janeiro.2012
Equipa Estoril Moreirense D. Aves Atlético Leixões Naval Penafiel Oliveirense Sp. Covilhã Santa Clara Arouca Trofense U. Madeira Belenenses Freamunde Portimonense
J 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15
V 8 8 7 7 7 5 5 5 5 5 3 4 4 3 3 3
E 5 3 5 5 3 6 5 5 4 4 8 4 4 6 6 3
D 2 4 3 3 5 4 5 5 6 6 4 7 7 6 6 9
Pts 29 27 26 26 24 21 20 20 19 19 17 16 16 15 15 12
Atlético x Belenenses (dia 21, 17h00, Sport Tv1) Sp. Covilhã x Estoril (11h15, Sport Tv1) Arouca x Santa Clara (15h00) Freamunde x Oliveirense (15h00) D. Aves x U. Madeiria (15h00) Penafiel x Trofense (15h30) Leixões x Naval (16h00) Portimonense x Moreirense (dia 23, 20h15)
FOTOJORNALISMOS
Futebol | Novo presidente da LPFP propõe I Liga com 18 clubes
U. Leiria poderá respirar de alívio Mário Figueiredo é o novo presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), eleição que decorreu dia 14 de Janeiro. Traz consigo uma proposta que certamente interessará à U. Leiria, bem como aos clubes que actualmente ocupam lugares de descida: aumentar, já em 2012/13, a I Liga de 16 para 18 clubes. A confirmar-se, nenhum clube descerá à II Liga na presente época. “Esta vitória eleitoral não é por si só a mudança que procuramos – é apenas a oportunidade que temos
associação de futebol de leiria
(L)Ogu ponto. No segundo jogo com a camisola da União, o médio nigeriano Ogu marcou no primeiro empate da equipa na I Liga. Foi o melhor em campo. Foto: Homem de Gouveia/Lusa
I Divisão
I Divisão
12.ª J.22.01.12
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º
Equipa Moita do Boi Pelariga Pousaflores Alegre e Unido Boavista Motor Clube Mata Mourisq. Ranha Cast. Pêra Arcuda Caseirinhos Ilha
J 11 11 11 10 11 11 11 11 11 10 11 11
V 9 8 8 7 6 5 3 4 3 2 2 1
E 1 2 1 0 0 1 4 1 0 2 0 2
D 1 1 2 3 5 5 4 6 8 6 9 8
Arcuda x Pelariga (todos às 15h00) Mata Mourisq. x Castanheira de Pêra Ranha x Moita do Boi Caseirinhos x Boavista Motor Clube x Alegre e Unido Pousaflores x Ilha
28 26 25 21 18 16 13 13 9 8 6 5
11.ª J.15.01.12
Motor Clube x Pousaflores (0-3) Caseirinhos x Alegre e Unido (0-3) Ranha x Boavista (2-1) Mata Mourisquense x Moita do Boi (2-4) Arcuda x Castanheira de Pêra (3-1) Pelariga x Ilha (7-1)
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º
12.ª J.22.01.12
11.ª J.15.01.12
NORTE
SUL
Os Vidreiros x Lisboa e Marinha (3-3) Juncalense x Nadadouro (4-0) Gaeirense x Santo Amaro (2-1) Maceirinha x Praia da Vieira (21) Pilado x Outeirense (1-1) Folgou: Unidos Equipa Lisboa Marinha Outeirense Gaeirense Juncalense Pilado Os Vidreiros Praia da Vieira Maceirinha Santo Amaro Unidos Nadadouro
J 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10
V 9 6 6 6 5 4 4 3 2 1 1
E 1 3 2 0 1 2 1 2 2 1 1
D 0 1 2 4 4 4 5 5 6 8 8
Pilado x Praia da Vieira (todos às 15h00) Maceirinha x Santo Amaro Gaeirense x Nadadouro Juncalense x Lisboa e Marinha Os Vidreiros x Unidos Folga: Outeirense
Pts 28 21 20 18 16 14 13 11 8 4 4
13.ª JOR. 15.01.12
associação de futebol de leiria
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
Ouro em Meeting Internacional
Biblioteca x Alvaiázere (4-2) Alq. Serra x GRAP/Pousos (3-0) Fig.Vinhos x Nazarenos (0-2) Meirinhas x Atouguiense (0-1) Marrazes x Pataiense (1-2) Pedroguense x Avelarense (2-4) Vieirense x Portomosense (0-0) Ansião x Guiense (4-4) Equipa Alq. Serra Guiense Pataiense Nazarenos Portomosense Atouguiense GRAP/Pousos Marrazes Alvaiázere Avelarense Vieirense Fig.Vinhos Biblioteca Meirinhas Ansião Pedroguense
J 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13 13
V 11 8 7 7 7 7 7 4 4 4 3 3 2 2 1 1
E D 1 1 3 2 4 2 4 2 3 3 3 3 1 5 4 5 3 6 3 6 6 4 3 7 5 6 5 6 3 9 1 11
Avelarense x Fig.Vinhos (todos às 15h00) GRAP/Pousos x Vieirense Marrazes x Atouguiense Portomosense x Pedroguense Alvaiázere x Ansião Pataiense x Biblioteca Guiense x Alq. Serra Nazarenos x Meirinhas
mento da Liga Zon Sagres [I Liga]”, “aos clubes o estabelecimento de um novo mecanismo de negociação colectiva dos direitos televisivos procurando aumentar as receitas totais e parciais” e “pugnar pelo estabelecimento de mecanismos de solidariedade e de um fundo transitório de apoio à descida de divisão”. A implementar-se a principal medida de Mário Figueiredo, será um regresso ao passado, nomeadamente à época 2005/06, a última que foi disputada por 18 clubes. Na altura
Pts 34 27 25 25 24 24 22 16 15 15 15 12 11 11 6 4
O Clube de Orientação do Centro (Leiria) venceu o Meeting Internacional de Arronches (14 e 15 ed Janeiro), prova inserida no calendário da Federação Portuguesa de Orientação e pontuável para a Taça de Portugal e para o World Ranking Event. Para além do título colectivo, destaque para as vitórias de João Bernardino (H14), Celso Moiteiro (H21A), Anabela Vieito (D40), Luísa Mateus (D45), Albano João (H50) e Manuel Domingues (H55).
Mário Figueiredo a U. Leiria – treinada por Jorge Jesus – terminou no 7.º lugar, atrás do campeão Porto. PJ
federação portuguesa de futebol
federação portuguesa de futebol
Orientação | Leiria
HONRA
14.ª JOR. 22.01.12
associação de futebol de leiria
para implementar um novo modelo. E isso não pode acontecer sem a união de todos os clubes em torno de um projecto que defende os interesses de todos e cada um”, começou por afirmar Mário Figueiredo na tomada de posse. Uma eleição que tem sido muito comentada no decorrer da última semana, pois tratava-se do candidato dos clubes ‘pequenos’, sem apoio de Benfica, Porto e Sporting. No que a medidas diz respeito, o novo presidente da LPFP propõe: “o alarga-
DR
Académica x U. Leiria (dia 20, 20h15, Sport Tv1) Beira-Mar x Marítimo (dia 21, 20h30, Sport Tv1) P. Ferreira x V. Setúbal (16h00) Nacional x Feirense (16h00) Sp. Braga x Rio Ave (16h15, Sport Tv1) Porto x V. Guimarães (18h15,TVI) Benfica x Gil Vicente (20h15, Sport Tv1) Olhanense x Sporting (dia 23, 20h15, Sport Tv1)
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
cada dia”, referiu o capitão da actual vice-campeã da Europa. O primeiro, oficial, será com o Azerbeijão, dia 1 de Fevereiro. Antes, a preparação contará com treinos bi-diários, 10h00 e 17h00. Dia 20, será a vez de um jogo treino com a Burinhosa, no pavilhão local, 19h00. PJ com Notícias da Freguesia
III Divisão
II Divisão B
SUL
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
Reguengos x Monsanto (2-2) Louletano x Carregado (2-2) Fátima x Sertanense (3-2) Pinhalnovense x Torreense (1-2) Juv. Évora x Tourizense (2-1) Mafra x Oriental (1-0) Caldas x 1.º Dezembro (0-2) Vendas Novas x Moura (2-1) Equipa Torreense Oriental Fátima Vendas Novas Carregado Pinhalnovense Louletano Mafra Sertanense 1.º Dezembro Moura Reguengos Juv. Évora Tourizense Monsanto Caldas
J 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 14
V 9 9 8 8 7 8 6 5 6 5 4 3 4 3 2 2
E D 4 2 3 3 3 4 3 4 5 3 1 6 5 4 7 3 3 6 4 6 3 8 5 7 2 9 5 7 7 6 2 10
Caldas x Vendas Novas (todos às 15h00) Mafra x 1.º Dezembro Juv. Évora x Oriental Pinhalnovense x Tourizense Fátima x Torreense Louletano x Sertanense Reguengos x Carregado Monsanto x Moura
14.ª J. 15.01.12
15.ª JOR. 15.01.12
E D Pts 3 0 39 4 0 37 4 2 31 4 3 28 5 3 26 2 7 20 3 7 18 5 6 17 4 7 16 4 7 16 7 5 16 6 6 15 5 7 14 2 9 14 1 10 13 2 10 9
Janeiro a 11 de Fevereiro, Croácia). No arranque do estágio de preparação, que decorre até dia 21 no Pavilhão do Souto da Carpalhosa (Leiria), referiu ainda que “serão duas de semanas de muito e intenso trabalho”. “Estamos perante um campeonato cada vez melhor e isso nota-se pelo desafio que nasce a
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1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º
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A fasquia está elevada, com o capitão da selecção nacional, Arnaldo Pereira (na foto), a prometer que “vamos procurar apresentar o melhor resultado”, no Campeonato da Europa – seniores masculinos (31 de
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Arouca x Estoril (1-4) Santa Clara x Naval (2-2) Portimonense x U. Madeira (1-2) Sp Covilhã x Moreirense (1-2) Leixões x Belenenses (0-0) D. Aves x Trofense (3-1) Penafiel x Freamunde (1-0) Atlético x Oliveirense (2-0)
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Equipa Benfica Porto Sp. Braga Sporting Marítimo V. Guimarães Académica Olhanense Nacional Beira-Mar Gil Vicente Feirense V. Setúbal Rio Ave U. Leiria P. Ferreira
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15.ª JOR. 15.01.12 16.ª JOR. 22.01.12
1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º
P. Ferreira x Marítimo (1-1) Feirense x Gil Vicente (0-0) Benfica x V. Setúbal (4-1) Porto x Rio Ave (2-0) Nacional x U. Leiria (2-2) Olhanense x Beira-Mar (2-1) Académica x V. Guimarães (0-2) Sp. Braga x Sporting (2-1)
Arnaldo quer “o melhor resultado”
DR
II LIGA
I LIGA
Futsal | Capitão de Portugal no arranque da preparação do Euro 2012
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liga portuguesa de futebol profissional
liga portuguesa de futebol profissional
série D
B.C. Branco x Peniche (0-0) Tocha x Riachense (2-0) Marinhense x Sourense (1-0) Alcobaça x Sp. Pombal (1-0) Bombarralense x Pampilhosa (1-2) Folgou: Beneditense Equipa Pampilhosa B.C. Branco Tocha Sp. Pombal Marinhense Sourense Beneditense Peniche Alcobaça Bombarralense Riachense
J 13 13 13 13 13 13 12 13 12 12 13
V 8 6 6 6 6 4 3 3 3 0 0
E D 1 4 5 2 4 3 3 4 2 5 6 3 8 1 7 3 5 4 6 6 3 10
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Riachense x Marinhense (0-1, antecipado) Beneditense x B.C. Branco (todos às 15h00) Peniche x Tocha Sourense x Alcobaça Sp. Pombal x Bombarralense Folga: Pampilhosa
ÚLTIMA 19JANEIRO2012
Não haja medo que a sociedade se desmorone sob um excesso, de altruísmo. Não há perigo desse excesso. Fernando Pessoa, poeta português [1888-1935]
Dia histórico comemorado com casa renovada e olhos no futuro
desta centenária instituição, o momento foi ainda marcado pela imposição de divisas a 20 novos soldados da paz, que irão reforçar o corpo de bombeiros. Governo “ausente” Seguiu-se o desfile apeado e motorizado, com a representação dos corpos de bombeiros de Caxarias e Fátima e das associações geminadas (Carnaxide, Dafundo, Faial, Pombal e Vila do Conde), e a largada de cem pombos evocativos do
centenário. Para provar o seu apoio a esta corporação, a população acorreu em massa, juntando milhares de pessoas pelas ruas da cidade. De notar, ainda, a participação das principais forças viva daquele concelho e de diversas outras entidades regionais e nacionais, sobretudo ligadas aos serviços de protecção civil. De estranhar foi a ausência de qualquer representante do Governo, apesar de ter sido anunciada a presença
do secretário de Estado da Administração Interna. Mas nem isso ensombrou a festa. Na sessão solene que decorreu no cine-teatro municipal, foi atribuída aos Bombeiros de Ourém a Medalha de Ouro de Mérito Protecção e Socorro pela ANPC e a Fénix de Honra pela Liga dos Bombeiros Portugueses. O presidente da assembleia-geral da AHBVO, Carlos Batista, lembrou a “nova caminhada” que agora se inicia, contando para isso “com os jovens oureenses para uma sociedade mais humana, mais justa e mais fraterna”, certo de que “com este espírito, os Bombeiros de Ourém vão viver, certamente, mais cem anos”. Num discurso emocionado, Júlio Henriques, comandante da corporação que junta cerca de 150 voluntários, frisou o “testemunho de gratidão pelos que souberam construir esta causa que fomos abraçando ao longo de cem anos”. Aos presentes, pediu “serenidade e confiança no futuro”, para que “aquilo que demorou anos a construir não seja comprometido”. Em declarações à imprensa, Carlos Safira, presidente da direcção, havia referido algum receio em relação a esse futuro, mercê da actual conjuntura económica, mas adiantou que esta instituição centenária está “apetrechada de meios humanos e financeiros e não atravessa grandes dificuldades de ordem financeira”. Luís Miguel Ferraz
LMFerraz
Um dia histórico e memorável assinalou os 100 anos dedicados à missão, ao voluntariado e ao serviço do cidadão pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ourém (AHBVO). Um dia marcado pela emoção, com uma série de iniciativas que demonstraram a vivacidade, a destreza, a coragem e o afecto dos muitos elementos da corporação, os de hoje, os de ontem e os de sempre. As celebrações oficiais iniciaram-se com a colocação de flores no monumento aos Bombeiros, seguindo-se uma missa no Centro de Negócios de Ourém, presidida pelo padre Vítor Melícias. Durante a tarde, foram inauguradas as obras de remodelação do quartel, no valor de 400 mil euros, comparticipadas pelo QREN (70%) e pelo Município de Ourém (30%), contemplando a construção de camaratas femininas e a modernização do equipamento central de comunicações, entre outras melhorias nas instalações. Esta “prenda” foi reforçada com o “baptismo” de três novas viaturas, um pesado de combate a incêndios urbanos e industriais oferecido pela Câmara Municipal, outro de combate a incêndios florestais cedido pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e ainda uma ambulância cujo valor foi deixado em testamento por um casal oureense falecido no ano passado. Como tónica da continuidade e da dinâmica
Fotos: DR
Bombeiros de Ourém assinalaram um século de vida e de “missão”
Cinquentenário do Colégio de S. Miguel
“Dia do Antigo Aluno” em Ano Jubilar
Por ocasião dos 50 anos da fundação do Colégio de São Miguel, propriedade da nossa diocese de Leiria-Fátima, um vasto programa comemorativo está a ser preparado, visando envolver toda a comunidade que ajudou a construir a sua história, actuais e antigos alunos, professores, funcionários e pais. O próximo dia 11 de Fevereiro de 2012 será especialmente dedicado ao antigo aluno. As portas do colégio vão abrir-se para que o espaço se encha com todos aqueles que por ali passaram ao longo destes últimos cinquenta anos e contribuiram para o sucesso e bom nome desta instituição de ensino. Todos esses estão convidados...
PROGRAMA 14h30 – Sessão de boas-vindas 15h00 – Eucaristia comemorativa 16h00 – “50 passos”: peddy-paper 18h00 – Tarde musical e de convívio) 19h30 – Jantar no restaurante D. Nuno, com música ao vivo.