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4882#OMENSAGEIRO#03NOV

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DOCUMENTO

3 NOVEMBRO 2011 ANO 98 - N.º 4882 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

P. 8

FUNDADO EM 1914

PATRÍCIO OLIVEIRA, NOVO SACERDOTE PARA A DIOCESE ORDENAÇÃO NO DIA 13 DE NOVEMBRO

“NÃO VOU FUGIR DO MUNDO, VOU VIVER NO MEIO DO MUNDO”

DESTAQUE

CULTURA

Tradição religiosa | P. 4

Todos-os-Santos e Fiéis Defuntos: Celebrar (com) os antepassados Museólogo conceituado| P. 5

Huges de Varine elogia museu batalhense

18.ª Semana Cultural | Últ.

Golpilheira com programa de luxo

LMFerraz

SOCIEDADE Patrício Alexandre Lopes de Oliveira é um jovem seminarista da nossa diocese, natural de Caxarias, Ourém, que no próximo dia 13 de Novembro, Dia dos Seminários, será ordenado presbítero. Nascido a 8 de Junho de 1985, entrou para o Seminário em 2002. Terminado o percurso do Seminário em 2010, foi ordenado diácono em Maio de 2011. Desde então, está a trabalhar na paróquia da Maceira. O Mensageiro esteve à conversa com ele e publica nesta edição a entrevista que gentilmente nos cedeu. Páginas 2 e 3

Diálogos com a Região | P. 7

Turismo de LeiriaFátima precisa de ganhar escala e dimensão

ECLESIAL

Paróquia de Amor | P. 9

Depois da Visita Pastoral do Bispo, a “maior união na vida da comunidade” EVENTO Página 7

Com o apoio de


2 DESTAQUE

O Mensageiro 3.Novembro.2011

EDITORIAL EDITORIAL

prui@iol.pt

De tempos a tempos surgem noticias que nos põem a pensar um pouco mais seriamente sobre a vida. Ultimamente elas têm a ver com a crise económica e financeira e têm ajudado a reflectir sobre a sociedade sem valores em que estamos mergulhados. A falta de dinheiro nas carteiras leva-nos a olhar a vida, a natureza, os outros, Deus com outros olhos. Hoje, no entanto, surgiu uma notícia diferente: a diocese de Leiria-Fátima vai ordenar um novo sacerdote, no dia 13 de Novembro. Pela importância e pelo significado merece parar para reflectir. De facto, o mundo não para de rodar, e os acontecimentos vão-se sucedendo uns aos outros, por vezes até de forma indiferente. Uma ordenação sacerdotal começa por ser importante porque é um enriquecimento do presbitério e da Igreja. O crescimento do número dos que se entregam de forma total ao serviço de Deus, da Igreja e dos irmãos, permite pensar em melhorias consideráveis na resposta ao desafio deixado por Jesus há mais de 2000 Ser padre é estar anos “ide por todo o disponível para mundo e levai a todos Nova”. A diocese morrer desde que adeBoa Leiria-Fátima neste essa morte se particular fica mais rica traduza em mais pois que o presbitério é vida. reduzido para as necesSe esta atitude sidades que tem. Mas por outro lado, por si mesma é de admirar, mais é importante pensar ainda quando sobre o significado que nasce num tem a ordenação de um coração jovem jovem sacerdote. Sobretudo nos tempos que vivemos, em que escasseiam atitudes de responsabilidade, de confiança, de doação e até de sacrifício, encontrar alguém que faça destes os desafios da sua vida é motivo mais que suficiente para fazer parar o mundo. Um padre não é um mero funcionário do sagrado, não é primeiramente alguém dotado de capacidades técnicas para orientar multidões ou acompanhar vidas. Mais que tudo isso, ele é um tesouro de generosidade que não pode ser desperdiçado. Todo o jovem que avança para o sacerdócio, é alguém que descobriu a força do amor, porque descobriu a felicidade na entrega, na doação, na aniquilação, na morte. Esse o verdadeiro segredo da vida: morrer para viver. O nosso mundo esquece-se disso. Não acredita mesmo nisso. E no entanto assim foi desde sempre e assim será sempre: a vida brota da morte. Ser padre é estar disponível para morrer desde que essa morte se traduza em mais vida. Se esta atitude por si mesma é de admirar, mais ainda quando nasce num coração jovem, precisamente de alguém que está na flor da vida. Estar pronto para dar o que tem de melhor para perder tudo afim de que alguns possam ter alguma coisa… é extraordinário. No meio das noticias cada vez mais enfadonhas e desanimadoras que a crise nos faz chegar cada dia, vale a pena trazer às nossas páginas uma noticia animadora.

Fotos: DR

Rui Ribeiro

Uma notícia boa, para variar

Patrício Oliveira será ordenado sacerdote a 13 de Novembro

“Não vou fugir do mundo vou viver no meio do mundo” Patrício Alexandre Lopes de Oliveira é um jovem seminarista da nossa diocese, natural de Caxarias, Ourém, que no próximo dia 13 de Novembro, dia dos seminários, será ordenado presbítero. Nascido a 8 de Junho de 1985, entrou para o Seminário em 2002. Terminado o percurso do Seminário em 2010, foi ordenado diácono em Maio de 2011. Desde então está a trabalhar na paróquia da Maceira. O Mensageiro esteve à conversa com o diácono Patrício e nesta edição publicamos a entrevista que gentilmente nos cedeu. Qual o teu percurso de vida antes de entrar no Seminário? Nunca pensei no assunto do presbiterado até aos meus 17 anos. E depois, como costumo dizer em tom de brincadeira, caí de “pára-quedas no seminário”, gostei, fiquei e cada vez gosto mais. A minha infância e adolescência são perfeitamente vulgares, iguais a tantos outros. Sou filho único, educado na fé cristã com toda a naturalidade. Confesso nunca ter tido nenhum tipo de contacto a nível vocacional. Recordo, vagamente, o dia

em que fui inscrito na escola primária, sei que parece estranho mas lembro-me mesmo deste episódio, em que a professora, a dona Iria, perguntou à minha mãe o que eu gostava de ser quando fosse grande - pergunta à qual sempre fiz questão de não responder – e a minha mãe não sabendo que dizer disse na brincadeira que eu seria padre… ironias da vida… De resto o contacto com a Igreja limitava-se à catequese, e posteriormente a um grupo de jovens. Hoje reconheço que apesar do esforço e do empenho que tínhamos andávamos meio perdidos, creio que nem tinha bem noção do que era a Diocese, nem da sua estrutura, nem coisa que se parecesse. Mas andávamos entusiasmados e queríamos algo mais! E isso bastava-nos. Já com os meus 15, 16 anos acabei por me aproximar da equipa vicarial de jovens. Talvez seja aí que os meus horizontes se alargam e surja um despertar para uma fé mais viva e mais entusiasmante. Mas daí à questão de querer ser padre… nunca tal se colocou. Hoje olhando para trás, e nestas últimas

semanas tenho pensado muito nisso, que tanto a minha educação como os factores que mais contribuíram para o despertar da minha vocação nunca foram forçados nem impostos. Fui sempre seguindo o exemplo. Desde a participação na missa, que sempre foi uma coisa normal, ia com os pais, não ir não era normal, até coisas simples como a bricolagem por ajudar o meu pai. A vocação nasceu de forma natural? Nunca padre algum me perguntou se eu queria ser padre ou se pensava nisso. No entanto, sempre me impressionou a maneira de estar do meu pároco. Por exemplo, ver uma homília em que o padre chora de emoção, marca… portanto, nunca houve um convite directo, mas a imagem do padre era muito positiva. E de positiva passou a convidativa e a aliciante. Até que pelos 17 anos de facto se tornou uma opção a ponderar fortemente. E aí sim, pedi ajuda. Abri-me com a família, que entretanto já tinha percebido que alguma coisa se passava. Como filho único, o primeiro impacto foi uma grande surpresa, mas

mantiveram a coerência que sempre tiveram comigo: “a escolha é tua, tudo faremos para te ajudar no que nos for possível, mas tu farás o que te fizer feliz”. E tive contacto com o seminário. E desse dia até hoje… foi um instantinho. Ingressar no Seminário aos 17 anos, não terá sido fácil. Como foram esses anos? O seminário é uma experiência muito própria. é daquelas coisas que só quem por lá passa compreende. Acho que existe uma certa relação amor-ódio. Num sentido positivo, claro. Quando lá estamos, passamos a vida a queixar-nos, ou da comida, ou da falta de água quente, ou dos padres da equipa… tudo poderia ser melhor! E de facto podia. Mas a verdade é que bom ou mau, o seminário muda-nos. E se formos capazes de reconhecer isso, há quem não seja ou não queira, acabamos por ficar gratos ao seminário. Não tenho problema nenhum em reconhecer que o seminário tem um papel fundamental no meu crescimento e no meu amadurecimento, vocacional, mas sobretudo humano.


DESTAQUE 3

O Mensageiro

3.Novembro.2011ro.2011

Certamente aí foi transmitida uma forma de ser padre, uma ideia diríamos mais estereotipada. Como entendes a vida do padre nos dias de hoje? O que é pata ti ser padre? Aquilo que sei, sem dúvidas, sobre o que é ser padre, é que há tantos padres quanto formas de o ser. Isto é, cada um assume a sua postura, a sua maneira de ser que é influenciada pela sua pessoa. Somos todos diferentes, logo cada um assume uma forma diferente. O que importa é a missão e os objectivos. Esses são iguais para todos: levar Deus às pessoas, mostrar-lhes a beleza de Deus e a felicidade que Ele pode proporcionar. A partir daí cada um faz, consoante as suas capacidades, e também os seus gostos. Não sendo uma norma definida, é muito habitual os padres mais novos terem uma acção mais próxima com os jovens, com a catequese, etc. Aquilo que é de facto importante é esse anúncio de Deus. Este último ano na paróquia da Maceira a tempo inteiro, tem-me levado a um esforço de mostrar, principalmente junto dos mais novos, que é possível na nossa vida ter espaço para Deus e que Ele não é impedimento para ter uma vida normal, pelo contrário! Pessoalmente gosto de uma abordagem mais bem-disposta e, porque não dizê-lo, divertida. Não perdendo o horizonte para onde caminhamos nem a seriedade dos vários momentos. Tento fazer aquilo que vi fazer, mostrar um Deus

bom, alegre, que nos ama e que quer o melhor para nós. No fundo proporcionar uma experiência de Deus, o que, infelizmente, nem sempre é fácil. Há muito gente fechada em si mesma e muito atarefada no corre-corre da vida. Ainda no outro dia fizemos uma actividade com os jovens, e uma das participantes deixou bem claro que ali estava de forma muito contrariada. Na semana a seguir descobrimos que afinal tinha gostado imenso. Por isso, cada vez me convenço mais que ser padre passa por procurar proporcionar essa experiência de Deus. Porque só depois de feita essa experiência, haverá disponibilidade e vontade de conhecer e aprofundar Deus. Estás consciente de que o passo que te é pedido significa uma entrega radical a Deus. Como explicas a entrega e consagração de toda a vida a uma pessoa que não é visível, palpável e real, como entendemos nos dias de hoje? Honestamente não explico. Nem tudo o que fazemos na vida precisa de uma explicação racional… Creio até, que é uma falsa questão. Não vejo ninguém a perguntar a um casal de noivos como explicam o amor que os leva a casarem-se. O amor não se explica. A felicidade não se explica. Sente-se. E há sempre dúvida e algum receio naturalmente. Eu estou convencido que a minha felicidade depende da entrega a esta pessoa que não é visível, nem

palpável, mas que se faz presente de forma muito forte na minha vida. O suficiente para me levar a esta consagração. Claro que há sempre a pergunta clássica: será mesmo? Há sempre algum receio claro. Mas esse receio não é maior que a fé, nem superior à presença de Deus que sinto a chamarme para esta “aventura”. E se de facto os dias de hoje não entendem estas realidades, então perdemos alguma coisa algures, e os dias de hoje estão mais pobres, o que significa que são precisas mais pessoas para ajudar a redescobrir esse algo que se perdeu. Um dos maiores obstáculos para que o nosso mundo compreenda o padre é a questão do celibato. Discute-se por todo o lado. Não te assusta esta norma da Igreja? O celibato deve ser um dos maiores motivos de curiosidade do mundo contemporâneo. Assustar, não assusta… não mais que a vida de padre em si. Nem creio que possamos dividir as coisas. Assustava-me se eu estivesse contrariado na opção que fiz. O celibato é parte da opção que tomei, não foi a semana passada que me disseram que teria que ser celibatário! Portanto encaro com naturalidade como forma de estar no mundo, é um dos aspectos que faz parte desse ser testemunha de Cristo no mundo. Com certeza que é um tema delicado, não vou ser hipócrita, mas não tenho medo do celibato. Se tivesse estava no caminho errado.

Se o celibato é uma dificuldade para perceber o padre, já o sofrimento, a morte, as catástrofes naturais surgem cada vez mais como obstáculos para acreditar em Deus. Que resposta darias a alguém que apontasse estes temas como negação da existência e do amor de Deus? Essa é uma questão delicada, e que de facto muita gente coloca, e que leva muitos a afastar-se da Igreja. Por um lado parece-me uma boa questão sim, que pode ser colocada, por outro lado, muitas das vezes é uma desculpa. Quando não há argumentos válidos para desculpar o seu afastamento atira-se “o mal no mundo” como culpado. Até porque o não acreditar em Deus não resolve a questão do mal no mundo. Na verdade é uma desculpa para não experimentar Deus, porque às vezes dói, provoca mudanças, e nós temos muito medo de mudar. A resposta a este tipo de pergunta necessita de muito trabalho. Mas ocorre-me sempre uma história de um padre, que quando interrogado sobre o porque da morte de alguém muito jovem, convidou a pessoa a ir ao jardim e apontou-lhe uma flor e perguntou: por que razão nasceu aquela flor? A reposta a este tipo de questão só se obtém na

procura do conhecimento de Deus, a melhor reposta será sempre o: vem e vê. O tema da diocese de Leiria-Fátima para o presente ano pastoral, “Testemunhas de Cristo no mundo”, é um desafio a viver a fé na vida social, no empenho do quotidiano. Fará ainda sentido a consagração como padre? Não é uma fuga do mundo? Faz cada vez mais sentido. apesar do estado do mundo, e da falta de valores e de compromisso e daquele rol de coisas más que vemos todos os dias na comunicação social, as pessoas continuam a procurar a felicidade; continuam a procurar um algo mais que lhes dê sentido e alegria à vida. Eu sei que a opção por Jesus Cristo trás tudo isso! E portanto faz todo sentido haver padres, faz todo o sentido haver freiras, faz todo sentido haver leigos empenhados, faz sentido que haja pessoas que queiram ser testemunhas de Cristo no Mundo e que dediquem a sua via a ser testemunhas e a ajudar outros a chegar a Jesus. Ordenar-me não significa fugir do mundo, pelo contrário, sou ordenado para ser colocado numa comunidade. não vou fugir do mundo vou viver no meio do mundo.

Que sentimentos vives na altura em que se aproxima o dia da tua ordenação? Têm sido uns dias no mínimo interessantes. Uma vez que estou já a trabalhar na paróquia, na última reunião de padres da vigararia, marcámos já as confissões para o advento, a fazer conta já com o padre Patrício… e apesar de andar há oito anos a preparar-me para isto, é uma surpresa constante. Eu próprio me surpreendi com a felicidade que foi receber a confirmação de que seria de facto ordenado no dia 13 e Novembro. Estou mais feliz do que alguma vez imaginei. Por outro lado há um nervosismo miudinho que se instala, e algumas noites e perder o sono e ponderar sobre como vai ser a celebração, ou a missa nova e os novos desafios que se aproximam. Mas acima de tudo destaco a minha auto surpresa com este sentimento de felicidade que tem dominado os meus dias e sobretudo a sensação de realização. Sinto-me realizado com o que estou a fazer e isso é óptimo. Agradecido pela entrevista, O Mensageiro deseja ao novo sacerdote uma vida feliz e um fecundo apostolado. Rui Ribeiro


4 FÉ / CULTURA

O Mensageiro 3.Novembro.2011

“Todos-os-Santos” e os “Fiéis Defuntos” são uma tradição religiosa Teatro José Lúcio da Silva (Leiria) • RIO | Animação | de Carlos Saldanha | 6 de Novembro, 15h30 Teatro Miguel Franco (Leria) • ÉPOCA DAS BRUXAS | Thriller | de Dominic Sena | c/ Claire Foy, Nicolas Cage | 1 de Novembro, 21h30; 2 Novembro, 18h30 e 21h30 e 3 Novembro, 21h30 • CISNE | Drama | de Teresa Vilaverde | c/ Beatriz Batarda, Miguel Nunes, Israel Pimenta | 7, 8 e 9 de Novembro, 21h30 e 9 Novembro, 18h30 Cine-Teatro de Monte Real (Leiria) • CAPITÃO AMERCIA | Acção | de Joe Johnston | c/ Chris Evans, Hayley Atwell, Hugo Weaving, Richard Armitage, Tommy Lee Jone | 5 de Novembro, 21h30 e 6 de Novembro, 15h30

EXPOSIÇÕES

Teatro Miguel Franco - Leiria •”Partículas Elementares” - marionetas (~30/11) Edifício Paços do Concelho - Leiria •”Passe, cidadão!” (~30/11) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Oficina do Olhar” (exposição permanente) Célula e Membraba/a9)))) - Leiria •”Nora. Eine Idyle” - pintura e desenho de Jochen Dietrich (~2/01) •”A cassete das nossas vidas”- Pedro Serrazina e Natalie Woolf (~30/1) Casa-Museu João Soares - Cortes •”Os grafitos medievais do Mosteiro da Batalha” (~31/12) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Retratos” (3ªs~6ªs)

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Teatro Miguel Franco - Leiria •”Histórias com sombras” - teatro de sombras/oficina (6/11, 14h30) m|i|mo - Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”As primeiras imagens animadas” - teatro de smbras (3 e 10/11, 10h00) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Os vizinhos da casa azul” - hora do conto (3ªs, 11h00 e 5ªs, 15h00)

Celebrar (com) os antepassados O dia de “Todos os Santos” é muitas vezes associado unicamente à tradicional volta que as crianças dão nas suas localidades para pedirem o bolinho. Mas, esta data é muito mais que isso. Ela une numa única celebração a homenagem que a Igreja presta a todos os que assumindo o seu baptismo viveram e vivem de forma heróica as virtudes. São os santos. No dia 1 de Novembro, os cristãos celebram de forma festiva e alegre esta evocação. Heróis da fé, os santos estimulam todos os crentes a tornarem-se cada vez mais seus imitadores e anunciadores da santidade do próprio Deus. Só Deus é Santo, mas a nós foi-nos dada a possibilidade de participar nessa santidade, tornando-nos verdadeiros, filhos de Deus, e respondendo ao desafio de Jesus “sede santos como vosso Pai celeste é Santo”. A tradição do bolinho, que neste dia anima

muitas das localidades da nossa diocese, traz consigo um sinal evocativo da santidade. A partilha e a alegria expressam o caminho da santidade que é proposto aos cristãos. Já o dia 2 de Novembro, é dedicado aos fiéis defuntos, ou seja, a todos os crentes falecidos. Para além de proporcionar uma visita aos cemitérios e uma recordação evocativa dos antepassados falecidos, a celebração deste dia é motivo para o encontro de famílias e ao mesmo tempo a oração por aqueles que o tempo levou e corre o risco de fazer apagar da memória. A reflexão sobre a morte, é, porém, momento único para se reflectir sobre a vida. Numa sociedade cada vez mais materialista, o divino e o lado espiritual do ser humano deve ser valorizado, ganhando mais consistência o sentido de vida de cada indivíduo. Joaquim Santos

Duas celebrações Solenidade de Todos os Santos, dia 1 de Novembro, e a comemoração de fiéis defuntos, no dia 2 de Novembro. Estas duas celebrações litúrgicas, tão queridas da devoção popular, oferecem-nos uma singular oportunidade, para meditar sobre a vida eterna! E fazemo-lo, num tempo em que estamos tão absorvidos pelas coisas terrenas, que, às vezes, temos dificuldade de pensar em Deus, como protagonista da história, como origem e meta da nossa própria vida. De modo que caberia perguntarmo-nos, se os homens e as mulheres desta nossa época ainda desejam a vida eterna?! Ou tornou-se, porventura, a existência terrena, o seu único horizonte?! A verdade, é que mesmo quando somos tentados a iludir a morte e a menosprezar a vida eterna, sentimos todos, no mais fundo de nós mesmos, quanto a nossa existência humana, por sua natureza, está orientada para algo maior e eterno, que a transcende! No ser humano é insuprível o anseio pela justiça, pela verdade e pela felicidade completa! Na realidade, como já observava Santo Agostinho, todos queremos a “vida bem-aventurada”, a felicidade. Todos queremos ser felizes. Não sabemos bem o que isso seja e como seja, mas sentimo-nos atraídos por essa felicidade eterna. Esta é uma esperança universal, comum aos homens de todos os tempos e lugares. Diante do enigma da morte, em muitos de nós estão bem vivos o desejo e a esperança de voltar a encontrar no além os seus

DR

CINEMAS

Nota histórica Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, Santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado a 2 de Novembro, porque a 1 de Novembro se celebra a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,4346), apoiando-se numa prática de milhares de anos.

entes queridos. É também forte a convicção de um juízo final, que restabeleça a justiça, a espera de um confronto definitivo, em que a cada um seja dado quanto lhe é devido! Eis porque a esperança da vida eterna responde e corresponde ao que, de mais íntimo, aspira o coração humano. “Fizeste-nos, para Vós, Senhor, e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em Vós” (Sto. Agostinho). No fundo, quando falamos de “vida eterna” queremos dar um nome a esta expectativa insuprível: não se trata de uma sucessão infinita da vida no tempo, ou de um prolongamento sem fim desta vida na outra; trata-se do imergirse da nossa vida, no oceano do amor infinito de Deus, no qual o tempo, o antes e o depois, já não existem. Trata-se de uma plenitude de vida e de alegria: é isto que esperamos e aguardamos do nosso ser e nosso estar, do nosso viver, morrer e ressuscitar com Cristo (cf. Spe Salvi, 12). Só em Cristo Ressuscitado é que a nossa vida se realiza e finaliza, na sua plenitude. Portanto, para nós cristãos, “vida eterna” não indica somente uma vida que dura ou perdura para sempre; a vida eterna refere-se a uma nova qualidade de existência, plenamente imersa no amor de Deus, que liberta do mal e da morte e nos põe em comunhão infinita com todos os irmãos e irmãs, que participam do mesmo Amor de Deus. Dizia o Santo Cura d’Ars, que “a morte é união com Deus” e que “no Céu, o amor de Deus preencherá e inundará tudo!” (Cura d’Ars). Neste sentido, a eternidade pode estar e

está já presente no coração da vida terrena e temporal, quando a nossa vida, mediante a graça, está unida a Deus, seu derradeiro fundamento. Eis porque pôde o mesmo santo dizer: “Ser amado por Deus, estar unido a Deus, viver na presença de Deus, viver para Deus: oh, linda vida e linda morte! Tudo sob o olhar de Deus, tudo com Deus, tudo para agradar a Deus… oh como é lindo”! Perguntava então o Santo Cura d’Ars: “Que direcção tomará a nossa alma?”. E respondia: “A que lhe tivermos dado na Terra. Os bons cristãos nunca morrem; dão todos os dias um passo para o paraíso. As neblinas que escurecem a nossa razão serão dissipadas. O nosso espírito terá a inteligência das coisas que lhe são escondidas cá em baixo. Havemos de vê-lO. Vê-lO-emos irmãos! Já pensastes, nisso alguma vez? Havemos de ver Deus! Nós vê-lO-emos a valer! Vê-lO-emos tal como é, face a face! Vê-lo-emos. Vê-lO-emos”! Esta esperança cristã não é apenas individual, é sempre também esperança para os outros. Aliás, as nossas existências estão profundamente ligadas umas às outras e o bem e o mal que cada qual pratica atinge sempre também os outros. Assim a oração de uma alma peregrina no mundo, pode ajudar outra alma que se está a purificar depois da morte. Por isso, oremos para que esta seja a herança de todos os fiéis defuntos, não somente dos nossos queridos, mas também dos mais esquecidos e necessitados da misericórdia divina.


CULTURA 5

O Mensageiro 3.Novembro.2011

Um dos principais museólogos mundiais

Também no Mosteiro da Batalha

Hugues de Varine elogia museu batalhense

Museu foi inaugurado por Cavaco Silva em Abril deste ano mente, emprestados pelos moradores”. O especialista, lembra até o anterior Museu Etnográfico da Rebolaria, “um pequeno museu associativo, despretensioso mas genuinamente comunitário”, que não desapareceu mas “foi plenamente respeitado” e até “associado como complementar ao seu ‘concorrente’ moderno”. Destaca ainda “a rede de percursos temáticos e de descoberta que permitem conhecer a pé todo o território municipal e suas paisagens”. Finalmente, este autor destaca o excelente equipamento de “guia”, que dá a

funcionários e voluntários “todas as informações necessárias para acolher o público, apagar e acender as luzes, registar objectos, etc.”. São “centenas de páginas, muito detalhadas, es-

critas colectivamente pela equipa, que muitos museus mais ricos poderão invejar”. E termina com uma nota de futuro: “Veremos como este museu vive e evolui”.

Crianças convidadas ao Museu O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha lançou para o presente ano lectivo um extenso serviço educativo. Sob o lema “Aprender no Museu”, são disponibilizadas diversas actividades dirigidas aos alunos do pré-escolar e do 1.° CEB. Oficinas temáticas e várias modalidades de visita (para professores, orientadas, de exploração pedagógica ou de jogo) são algumas das dinâmicas preparadas para o pleno usufruto deste espaço cultural, que ilustra e complementa os conteúdos programáticos das instituições escolares. Todas as actividades deverão ser agendadas, com marcação prévia pelo telefone 244769878 ou e-mail geral@museubatalha.com.

Porto de Mós

21.º Concurso de Presépios De 5 de Dezembro a 6 Janeiro, o pelouro da Cultura do Município de Porto de Mós irá organizar o 21º Concurso de Presépios. Estão abertas as inscrições para a participação nesta edição. Os trabalhos devem de ser entregues

Os livros vão “invadir” os monumentos nacionais, saindo do espaço convencional das lojas e ocupando o próprio património. Trata-se da Feira do Livro do Património, promovida pelo IGESPAR, que vai decorrer consecutivamente em cinco monumentos: Palácio Nacional da Ajuda, de 7 a 11 de Novembro; Mosteiro de Alcobaça, de 15 a 19 de Novembro; Mosteiro da Batalha, de 22 a 26 de Novembro; Convento de Cristo, de 29 de Novembro a 8 de Dezembro; Mosteiro dos Jerónimos, de 6 a 10 de Dezembro. Trata-se de uma proposta de cinco semanas de descontos em livros de qualidade a preços acessíveis. O público especializado encontrará publicações técnicas e científicas, o público generalista, ou simplesmente curioso, descobrirá um universo cultural de referência. Em cada um dos locais haverá, para cada dia, um livro em destaque, cujo preço será abaixo dos 10 euros. Mais informação em www.igespar.pt.

Apresentação do livro de Luís Ferreira

LMFerraz

Hugues de Varine, uma das principais referências mundiais da museologia, passou pela Batalha em finais de Setembro e visitou o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha. Ao comentar essa visita no seu blog – www.worldinteractions.eu – teceu críticas muito interessantes ao MCCB e aos seus projectos museológicos e museográficos, considerando que é “muito original e vai trazer durante alguns anos muitas lições sobre a gestão do património a nível municipal”. O académico enfatizou, sobretudo, o facto de o Museu da Batalha assumir, desde o seu início, a condição de museu de comunidade, feito por pessoas e para as pessoas do concelho, o que lhe confere uma dimensão de proximidade e verdade junto das mesmas. Permitindo “devolver aos moradores a sua própria identidade, história e património”, que foram algo obscurecidos pela presença do Mosteiro da Batalha, “Património da Unesco que atrai multidões de turistas”, o museu “não foi criado a partir de uma coleção”, mas sim integrando “objectos pertencentes ao município, provenientes de escavações e, especial-

Feira do Livro do Património

até dia 5 de Dezembro de 2011, no seguinte horário; 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, de terça a sábado no edifício do Espaço Jovem, situado no Jardim Municipal de Porto de Mós. Salienta-se a existência

de 4 categorias; Adultos, 3.º Ciclo, 1.º e 2.º Ciclo e Jardim-de-infância. Neste âmbito, e após classificação dos premiados, seguir-se-á uma exposição onde poderão ser vistos os melhores trabalhos a concurso, que estará

patente ao público de 07 de Dezembro de 2011 a 06 de Janeiro de 2012, no Espaço Jovem de Porto de Mós, no seu horário de funcionamento

10.ª edição decorre em Leiria

No próximo dia 5 de Novembro, pelas 16h00, será apresentado o livro “O céu também tem degraus”, da autoria de Luís Ferreira, na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria. Luís Ferreira extravasa os seus sentimentos através da sua poesia, utilizando a palavra com uma mestria única, amarrando o leitor aos versos, agitando todos os sentidos. Este poeta nasceu no Barreiro, a 8 de Maio de 1970, e reside actualmente em Alcochete.

Na Biblioteca Municipal da Batalha

Hora da Conto

A iniciativa “Hora do Conto” vai recomeçar na Biblioteca Municipal e promete continuar a encantar os mais novos, com a dramatização de uma história infantil e uma oficina temática. Esta actividade decorre nos primeiros e segundos sábados de cada mês, numa sessão dirigida a pais e filhos. Tendo como objectivo promover os hábitos de leitura, a “Hora do Conto” aposta nas capacidades de interacção do texto e do cenário, um Barco Pirata e toda a sua envolvência. Sempre às 16h00, em Novembro as sessões ocorrerão nos dias 5 e 12 e em Dezembro nos dias 3 e 10. Têm uma duração aproximada de uma hora e meia e cada criança deverá estar acompanhada por um adulto. As histórias a dramatizar serão as seguintes: “O cuquedo” de Clara Cunha, “O alfabeto trapalhão” de Lurdes Breda, “Quero dormir, carneiros traquinas!” de Alison Ritchie e “O médico do mar” de Leo Timmers. As inscrições devem ser efectuadas através do email biblioteca@cm-batalha.pt ou pelo telefone 244769871.

Biblioteca Itinerante

Encontro Nacional de Arquivos Municipais A Associação Portuguesa de Bibliotecário, Arquivistas e Documentalistas vai realizar o 10º Encontro Nacional de Arquivos Municipais nos próximos dias 4 e 5 de Novembro. Contando com apoio da Câmara Municipal de Leiria e a

“O céu também tem degraus”

colaboração do Instituto Politécnico de Leiria, o encontro decorrerá no auditório do Teatro “Miguel Franco” em Leiria e apresenta como tema “Gestão da Informação na Administração Municipal: passado, presente e futuro”.

A Biblioteca Itinerante da Batalha vai continuar a percorrer o Concelho, em horários nocturnos, de forma a fazer chegar o empréstimo de livros, CD e DVD a novos leitores. Associações culturais e recreativas, instituições de solidariedade social, centros de saúde, fábricas e juntas de freguesia constituem os novos locais de paragem da viatura que, de forma gratuita, disponibiliza livros, revistas, material multimédia e ainda o acesso à Internet. Para mais informações sobre os novos percursos e novos horários, consulte em http: //biblioteca.cm-batalha.pt.


6 SOCIEDADE Júlio Órfão deixa direcção do Mosteiro da Batalha Por motivos de aposentação, Júlio Ribeiro Órfão cessou este mês as suas funções como director do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, que desempenhou ao longo de mais de dezanove anos, “honrosa e empenhadamente”, como refere o próprio. Caso prevaleça o princípio da substituição pelo técnico superior mais antigo na instituição, será Pedro Redol o previsível sucessor neste cargo. Com uma longa ligação ao Mosteiro e à Batalha, este mestre em Arte, Património e Restauro foi já director do Convento de Cristo, em Tomar, entre 199 e 2002. A decisão, no entanto, deverá ser tomada apenas depois da reestruturação em curso dos organismos públicos, como é o caso do IGESPAR.

Município defende maior equidade fiscal

Batalha mantém IMI e derrama O Município aprovou por unanimidade manter em 2012 as taxas praticadas quanto ao IMI e à derrama. No caso do IMI, as taxas serão de 0,7% para os prédios não avaliados ao abrigo do Código do IMI e de 0,35% para os prédios já avaliados. Para a derrama, será mantida a taxa de 1,2% para as empresas com facturação superior a 150.000 e de 0,95% para as unidades com facturação inferior àquele montante. Estas taxas correspondem, em termos médios, a cerca de 50% do máximo legal previsto na Lei. Segundo António Lucas, presidente do Município, a decisão teve em consideração a actual situação financeira difícil, pelo que se evitou “penalizar tributariamente” os munícipes e as empresas do concelho. Em nota enviada à imprensa, o Município defende que “os governos deveriam criar condições para que todos os prédios fossem avaliados e tributados em sede de CIMI, o que levaria os ainda não avaliados a pagarem um pouco mais e permitiria uma descida em geral das taxas aos prédios já avaliados. Por outro lado, “esta situação permitiria melhorar as condições financeiras das autarquias e, ao mesmo tempo, gerar equidade fiscal entre os proprietários de prédios urbanos”.

Mais de 433 mil euros de financiamento

Quartel dos Bombeiros da Batalha vai ser requalificado Uma candidatura efectuada pelo Município da Batalha ao Programa POVT – Programa Operacional Temático Valorização do Território assegura uma verba de mais de 433 mil euros à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Batalha, tendo como fim a execução de diversas obras de requalificação do quartel. As obras consistirão na criação de duas novas camaratas, na reestruturação dos balneários existentes e na construção de novas salas de equipamentos e de formação, contemplando ainda a substituição dos sistemas de comunicações por uma moderna plataforma de telecomunicações. Está ainda prevista a adopção de medidas de poupança energética no edifício, nomeadamente, através da utilização de painéis solares e da instalação de novas caldeiras de aquecimento de águas, mais eficientes. Segundo António Lucas, presidente da Câmara da Batalha, “a aprovação desta candidatura ao POVT é fulcral para a execução das obras, permitindo a readaptação do Quartel dos Bombeiros Voluntários da Batalha aos nossos dias e às novas exigências da corporação”.

3.Novembro.2011

Professor Marcelo nos 50 anos do Colégio de São Miguel

A escola não-estatal em Portugal No passado dia 22 de Outubro, pelas 18h30, o Colégio de São Miguel teve o privilégio de receber o professor Marcelo Rebelo de Sousa para reflectir sobre “O lugar e a situação da escola não estatal em Portugal”. Este evento marcou o arranque oficial das comemorações dos 50 anos do colégio que se irá prolongar até ao final do presente ano lectivo. O pavilhão gimnodesportivo acolheu cerca de 600 pessoas que escutaram atentamente “o saber” e o “saber dizer” do professor. A educação integral do aluno, o assumir os valo-

DR

Pedro Redol poderá suceder no cargo

O Mensageiro

res cristãos, a liberdade de escolha do projecto educativo, a importância de processos educativos flexíveis mas de conteúdo valorativo, foram alguns dos temas abordados que

motivaram o debate, em que participaram alunos, encarregados de educação, antigos alunos e representantes da Câmara Municipal de Ourém. Marcelo Rebelo de Sou-

sa, consciente da realidade da educação no nosso país e da escola não estatal, aproveitou o espaço e o tempo para felicitar o Colégio pelo seu projeto educativo e, também, pelos resultados alcançados nos rankings das escolas nacionais. A noite terminou com um jantar no Hotel D. Gonçalo onde foi oferecido ao professor um quadro do pintor Charters de Azevedo, a medalha comemorativa do 50º aniversário do colégio e dois tesouros naturais da nossa região – mel de mil flores e vinho histórico Medieval.

Porto de Mós promove o comércio local e distribuição de pinheiros

“Pinheiro Amigo, Natal Feliz!” A iniciativa “Pinheiro Amigo, Natal Feliz!”, está de volta, e à semelhança do ano passado, o Pelouro da Cultura, em parceria com o Pelouro da Educação e Acção Social da Câmara Municipal de Porto de Mós vão organizar esta iniciativa, com o objectivo de promover e dinamizar as ruas do comércio local e tradicional da vila de Porto de Mós e, simultaneamente, sensibilizar toda a comunidade para a problemática que se verifica nesta altura do ano, e que se prende com o corte clandestino de pinheiros, assim como o aumento do consumo ex-

cessivo de materiais pouco amigos do ambiente. Com esta iniciativa pretende-se ainda, para além de incentivar e estimular a criatividade e fomentar a tradição do Natal; alertar a consciência de cada um, para a preservação e combate ao desperdício, evidenciando que a utilização de materiais recicláveis e a limpeza planeada dos pinhais, contribuirão na prática para a melhoria do Ambiente e para a importância de colocar em prática a política dos 3 R’s, Reduzir, Reutilizar, Reciclar. Neste sentido, propôsse a cada EB1, Jardim-de-

infância e Instituição de Apoio à 3ª idade do Município de Porto de Mós, que decorasse um pinheirinho de Natal artificial, recorrendo à utilização de materiais recicláveis e/ou reciclados, a expor nos espaços comerciais de Porto de Mós. O acolhimento do respectivo pinheirinho baseiase na colocação do mesmo no interior ou exterior de cada lojista aderente, de forma a captar a atenção do consumidor / visitante, tendo sempre o cuidado de não deixar que o mesmo se deteriore com a chuva ou o vento. De salientar que estas

árvores estarão disponíveis para os estabelecimentos comerciais, que fizerem a sua pré-inscrição, através do preenchimento do formulário que poderá encontrar em www.municipioportodemos.pt, e que deverá ser entregue até dia 14 de Novembro de 2011, na recepção do Edifício dos Gorjões _Largo de São João (Igreja de S. João), ao cuidado do Pelouro da Cultura. As inscrições são limitadas. A distribuição dos pinheiros já decorados, junto das lojas inscritas, será feita a partir do dia 30 de Novembro de 2011.

No Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota

Oficinas à prova de crise Em época de crise, o Centro de Interpretação Batalha de Aljubarrota (CIBA) faz a sua parte e apresenta uma programação original para pais e educadores com as oficinas à prova de crise. Tratam-se de espaços que ensinam actividades plásticas e práticas para os pais fazerem em casa com as crianças, sem gastar dinheiro em saídas e aproveitando aqueles materiais de desperdício que todos temos em casa e aos quais não sabemos que

destino dar. Em cada primeiro sábado do mês, há uma temática diferente, que resulta na construção de um objecto diferente. O enfoque das sessões é nas matérias-primas e técnicas, de modo a que, uma vez na posse destas ferramentas, pais e filhos possam criar novos objectos em sua casa. As sessões passam pela reutilização de materiais recolhidos na própria natureza, pelo aproveitamento de têxteis e retalhos de tudo e mais alguma coisa ou até

mesmo pela modelagem de pastas moles feitas de muitas maneiras. O Serviço Educativo do CIBA concebeu esta programação inédita com um pensamento em tempos de crise, o dinheiro escasseia, mas não tem de acontecer o mesmo às ideias. Numa altura em que se fazem contas até mesmo às idas ao cinema, as oficinas à prova de crise são parte da solução. Propõem ideias úteis e criativas para animar as tardes em família, sem sair de casa e sem gastar dinheiro.

E como se isso não bastasse, os trabalhos feitos dão óptimos presentes de Natal para toda a família.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 3.Novembro.2011

Oradores da 4ª tertúlia “Diálogos com a Região” defendem fusão

Turismo de Leiria-Fátima precisa de ganhar escala e dimensão O Turismo de Leiria/ Fátima necessita de ganhar escala e dimensão e para tal deve unir-se a outras regiões adjacentes ou até mesmo fundir-se com o Turismo do Oeste. Esta foi a mensagem deixada por vários oradores na tertúlia com o tema “O Turismo e a Região – Ao Encontro de Novas Respostas”, a quarta do ciclo “Diálogos com a Região”, que decorreu no dia 27 de Outubro, na NERLEI. Para António Lucas, vice-presidente da direcção da Entidade Regional do Turismo Leiria/Fátima, este território tem potencial, mas para o aproveitar “precisamos de ganhar escala e dimensão” e para tal considera “fundamental que nos unamos a outras regiões adjacentes”. Relembrando o estudo que a NERLEI encomendou à consultora Roland Berger & Partner em 1997, António Lucas fez referência ao conceito aí apresentado do “colar de pérolas” numa alusão aos vários produtos turísticos que a região poderia explorar. Este responsável concluiu que “temos as pérolas, mas ao fim destes anos todos ainda não conseguimos construir um colar sustentável e vendável para o exterior”. Apontando a qualificação dos territórios, nomeadamente ao nível ambiental e da eliminação das bar-

reiras arquitectónicas, e da oferta, trabalho que tem de ser feito com os privados, como factores-chave para que a região se torne mais atractiva para o turista, António Lucas considerou ainda fundamental a questão das acessibilidades, concretamente a abertura da base aérea de Monte Real ao tráfego civil. Por seu lado, Francisco Vieira, ex-presidente do Turismo Leiria/Fátima, defendeu claramente “uma fusão com o Oeste, para ganharmos dimensão e massa crítica”. Defendendo que o turismo religioso “deve ser considerado como um produto turístico nacional e não estar integrado no touring cultural e paisagístico”, este responsável falou das especificidades deste turismo religioso: “Tem formas de promoção diferentes dos outros produtos e, muitas vezes, isso penaliza uma promoção do turismo regional adequada; ou sai a perder o turismo religioso ou

são penalizados os outros produtos”. Apresentando já alguns casos concretos, o também presidente da ACISO (Associação Empresarial Ourém/Fátima) está convicto de que “Fátima caminha para um esforço de promoção autónomo que envolverá a Câmara Municipal de Ourém, a ACISO e os empresários do sector”. Também Miguel Sousinha, ex-presidente da Associação Nacional de Regiões de Turismo e do Turismo Leiria/Fátima, considera que “é importante apoiarmo-nos na marca Fátima, e espero que possa vir a ser reconhecida como marca de promoção internacional nas alterações que estão para ser feitas ao PENT (Plano Estratégico Nacional do Turismo). Referindo-se ainda ao PENT, documento que considerou algo rígido em termos temporais, defendeu a necessidade de “definir planos mais flexíveis que possam

ser adaptados à realidade, dada a rapidez das alterações hoje em dia”. Como exemplo referiu a chamada “Primavera Árabe” que levou às deslocalização de operações turísticas desses destinos para outros, considerando que Portugal não foi tão célere a reagir, quanto teria sido desejável, para potenciar esse fenómeno. Já no período de debate alargado aos participantes, vários professores da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche, do Instituto Politécnico de Leiria (ESTM/IPL), intervieram para alertar para a necessidade de melhorar e apostar na investigação na área do turismo. A ideia é que não se conseguirão definir estratégias coerentes e ganhadoras se não soubermos exactamente para quem estamos/queremos dirigir os nossos produtos e a promoção dos mesmos. Os docentes da ESTM/IPL deixaram um alerta e disponibilidade para que “o lado académico e empresarial trabalhem em conjunto para conhecer melhor a realidade do turismo na região”. Para esta tertúlia foram ainda convidados o presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, e o presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado, presenças com as quais não foi possível contar no debate.

Mantém-se transporte de mercadorias

Linha do Oeste sem passageiros O Governo anunciou que vai desactivar os serviços de passageiros nas linhas ferroviárias do Leste, do Vouga e do Oeste, entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz, segundo o Plano Estratégico dos Transportes. Esta reestruturação do transporte ferroviário, num plano a implementar até 2015, deverá entrar em vigo já no final deste ano e, no caso da Linha do Oeste, prevê que esta passe a ser utilizada apenas para o transporte de mercadorias.

Aos passageiros, prometese “transporte rodoviário alternativo”. Várias forças políticas e grupos de cidadãos vieram já a público lamentar esta decisão, radicalmente oposta à modernização da linha, que tem andado a ser prometida por sucessivos governos e cuja urgência era frequentemente lembrada por alguns deputados e outras entidades da região. Foi o caso dos deputados do PSD eleitos por

Leiria, representados pelo batalhense Paulo Batista, que defende que “a Linha do Oeste é viável desde que sejam feitos os investimentos necessários e que foram sucessivamente adiados”. Em declarações à agência Lusa, o parlamentar defende que esses investimentos “podiam ser feitos de forma faseada e sem penalizar excessivamente o Orçamento” e referiu que irão sensibilizar o Governo para que pondere “a possibilidade de retomar

rapidamente o serviço de passageiros, mesmo com menos horários”, até porque é a substituição da rodovia pela ferrovia que faz sentido “do ponto de vista ambiental e dos circuitos turísticos da região”. Ainda assim, Paulo Batista considera um “ganho positivo” que, ao contrário de outras linhas, a do Oeste não seja totalmente desactivada e mantenha o transporte de mercadorias.

Seminário de Leiria acolhe Congresso da AIC

Desafios à imprensa regional e de inspiração cristã em análise

“Reinventar/Fechar Jornais” é o mote para o debate, que reunirá, nos dias 11 e 12 de Novembro, no Seminário Diocesano de Leira, directores, editores, jornalistas e investigadores. Trata-se do 8.º Congresso da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC), que conta com o apoio do jornal O Mensageiro. No encerramento do último congresso, em 2008, D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, dizia que se apresentavam à imprensa de inspiração cristã dois desafios: económico e tecnológico. Três anos volvidos, com os avanços da crise e das novas plataformas digitais e móveis, os membros da AIC voltam a reunir-se para reflectir e actuar. Para a AIC, este será um congresso determinante, que "irá focar os problemas que tanto tem afectado a imprensa regional, obrigando muitas publicações a encerrar". Apresenta-se, pois, a necessidade de rever as formas de actuação e encarar a "reinvenção" das diferentes publicações, que vão dos jornais às revistas, passando por boletins paroquiais ou diocesanos. A primeira parte do congresso, dia 11, às 10h15, será dedicada às "Análises", por Alexandre Manuel, jornalista e professor universitário, Pedro Jerónimo, do Observatório do Ciberjornalismo, e Luís Miguel Ferraz, chefe-de-redacção de O Mensageiro. Seguir-seão os "Testemunhos" dos jornais Reconquista e Folha do Domingo, às 12h15, e ao debate das "Realidades", às 14h30. O primeiro dia terminará com uma tarde e noite culturais, em Leiria e na Batalha. O segundo dia, 12, começa com a conferência "Potencialidades", às 09h30, pelo cónego João Aguiar, presidente do conselho de administração da Rádio Renascença, prosseguindo-se com as "Perspectivas", às 11h15, e os "Rumos", às 15h00, num painel com António Granado, jornalista e professor universitário, Alexandra Serôdio, jornalista, e os padres Nuno Rosário Fernandes, do Departamento da Comunicação do Patriarcado de Lisboa, e Tony Neves, da Missão Press. O congresso terminará com uma intervenção de D. João Lavrador, Bispo auxiliar do Porto, e a leitura das conclusões, pelas 17h00. Mais informação em: http://caiic2011.wordpress.com.

Hasta pública sem efeito

Compra do Estádio sem ofertas Ao contrário da expectativa da maioria da Câmara Municipal de Leiria, não foi entregue nenhuma proposta de participação na Hasta Pública de Alienação do Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, pelo que a solução de venda da infra-estrutura para reduzir o serviço da dívida (Câmara Municipal de Leiria e Leirisport) - que, no final de Setembro, representava um encargo diário de amortizações e juros no montante de 12.632,44 euros para os cofres da Autarquia -, fica, assim, adiada. Os responsáveis da Câmara Municipal de Leiria que promoveram esta iniciativa acreditam que a não formalização do interesse manifestado anteriormente por dois grupos se prenderá, sobretudo, com a actual conjuntura económica e financeira, aliada à dificuldade em obter crédito junto da banca, o que está a conduzir a uma retracção do investimento. Além da crise que o país atravessa, é de salientar que o facto de sete elementos do PSD terem apresentado uma acção popular contra a venda do Estádio Municipal e uma providência cautelar com o objectivo de inviabilizar a Hasta Pública também contribuiu para perturbar este processo. Apesar deste desfecho, a maioria acredita que as manifestações de interesse se mantêm e que se venham a concretizar no futuro, pelo que equaciona marcar uma nova hasta pública em data a anunciar oportunamente.


8 DIOCESE

O Mensageiro 3.Novembro.2011

Família há oito séculos

[COLUNA SEMANAL]

CAMINHO... COM A

CARTA PASTORAL

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1. Os desafios de hoje 1.2. O cristão aberto ao mundo, inserido na sociedade A presença e a missão do cristão no mundo nem sempre foi correctamente compreendida e equacionada. Não vai longe o tempo em que se olhava para o mundo com uma visão negativa que acentuava o desprezo ou menos apreço das realidades do mundo. É uma visão que tinha a sua origem numa espiritualidade intimista, desincarnada em que o mundo era considerado como “inimigo da alma”, como reino do mal e ocasião de pecado. Ainda hoje se nota o refúgio de muitos nas coisas ou tarefas da Igreja, onde se encontra mais protecção e menos riscos, deixando o mundo correr por sua própria conta e não se deixando contagiar por ele. Uma outra atitude, bastante espalhada, é o divórcio entre a fé professada na comunidade cristã e a vida quotidiana na família, na profissão, na escola, nas relações económicas, sociais e políticas. É a atitude de quem vive pensando ou dizendo: “O que o Evangelho diz e propõe é belo, talvez demasiado belo... mas a vida concreta é completamente diferente”. Assim, fé e vida correm por vias paralelas: a vida privada e a vida secular, até chegar ao extremo de uma total mundanização dos critérios e valores vividos por muitos cristãos, completamente distantes do Evangelho de Jesus. Nas duas atitudes mencionadas não há pontes que permitam o diálogo ou encontro entre a fé e a cultura. Existe, antes, a rotura ou a indiferença total. Notamos ainda que está presente na sociedade, sobretudo na Europa, um certo laicismo agressivo e intolerante para com a presença dos cristãos e da Igreja na vida pública, social ou cultural. Manifesta uma clara hostilidade para com tudo o que é cristão e para com os próprios cristãos. Tem uma força intimidatória que leva muitos a viverem uma fé envergonhada, clandestina, com complexos de inferioridade e certo medo. Outra tentação é fazer do cristianismo uma mera “religião civil” reduzindo-o a uma agência de moralidade pública em ordem à coesão social, a uma mera organização não governamental de solidariedade social ou instrumentalizando a Igreja em relação ao poder para fins mundanos. Assim, diluir-se-ia o específico, a novidade da fé cristã. A fé em Jesus Cristo Salvador não permite aos fiéis desertar do mundo que Deus confiou aos homens como dom e missão para o tornar casa comum e digna de todos. O Concílio Vaticano II clarificou a relação da Igreja e dos cristãos com o mundo em termos de encontro, diálogo, solidariedade, colaboração mútua e serviço à pessoa humana e à sociedade. Hoje é assente e pacífico que a Igreja não é nem quer ser nenhum poder mundano nem estar ao serviço de qualquer poder do mundo. “Todas as realidades humanas seculares, pessoais e sociais, ambientes e situações históricas, estruturas e instituições, são o lugar próprio do viver e do agir dos cristãos leigos. Estas realidades são destinatárias do amor de Deus; o empenho dos fiéis leigos deve corresponder a esta visão e qualificar-se como expressão da caridade evangélica” (CDSI n. 543). O actual momento de crise que atinge toda a nossa sociedade portuguesa reclama dos cristãos este forte empenho da caridade em todas as suas dimensões, seja de proximidade seja social e política, para construir uma sociedade toda ela solidária em que todos demos as mãos para fazer face aos problemas maiores do desemprego, da pobreza e da doença.

Para reflexão...róquia, como é compreendida a preseneçaa

unidade/pa te como se viv • Na nossa com do? Habitualmen un m no s ão ist e missão dos cr vive-se no e vida? relação entre fé s com o mundo ão ist cr s do e Igreja útua e serviço à • A relação da , colaboração m de da ie ar lid so , encontro, diálogo ciedade? e à so pessoa humana

O prémio Clara de Assis na luta pela altíssima pobreza, não lutava apenas por um ideal ou porque desprezasse os bens terrenos, lutava porque livre deles mais facilmente se centrava no essencial, mais facilmente vivia a primeira bem-aventurança – bem-aventurados os pobres em espírito. Até à sua morte, em 1226, S. Francisco foi para ela força e apoio espiritual. Depois, Clara fica só nessa “guerra santa”, uma dura batalha que lhe mereceu tão grande prémio. Como filha da nobreza tinha uma vasta cultura humana e espiritual. Sabia escrever e falar o latim. Assim para redacção de qualquer documento não precisava de terceiros, o que era vantajoso; redigia ela própria os requerimentos que queria fazer ao Papa. Era na verdade uma mulher singular, determinada e muito firme na fé e nas suas convicções. Ao optar pela clausura nada perdeu da sua originalidade e potencialidades humanas, dos seus talentos e feminilidade. Clara viveu abraçada a Cristo Pobre e Crucificado e a Regra que escreveu é síntese da sua vida. Clara padeceu longas enfermidades sem delas se deixar vencer e que não a impediram de lutar até alcançar aquilo a que se propunha. Ao ver delongas na aprovação da sua Regra, decidiu escrever o Testamento em que acentuava bem o que devia ser a rota que as Irmãs presentes e futuras deviam seguir. Era uma salvaguarda da fidelidade a Cristo Pobre. A uma perspectiva de VIII séculos, na linguagem e mentalidade de hoje, nós diríamos: “só um milagre”! De facto só um milagre podia dar a Clara o que ela esperava… pois entre ela e a sua aspiração encontrava-se um Decreto Conciliar que alguns homens de Deus, como S. Domingos de Gusmão, não lograram ultrapassar – a proibição de escrever novas Regras para a Vida Religiosa –. Mas Clara não

desarma, e persiste! O seu estado de saúde agrava-se e ela sentia que a hora da partida estava próxima. Por isso mesmo não desistiu e apressouse a realizar a obra que o Pai lhe confiara. Aí por 1247, pôs mãos ao trabalho e escreveu ela mesma a Regra. Terminada a redacção, imediatamente entregou o texto ao Cardeal Reinaldo, bispo de Óstia e Velletri que era então o protector da Ordem para que o aprovasse. Com data de 16 de Setembro de 1252 Clara recebe uma carta do referido Cardeal com a tão esperada aprovação. Mas Clara não se dá por satisfeita como qualquer criança a quem se dá um entretém… ela queria uma aprovação nem mais nem menos do que do próprio Papa, oficial e escrita. Clara exigia segurança e bem sabia o que Jesus disse um dia a Pedro: Tudo o que ligares na terra será ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu. E “resolve não morrer” enquanto não tivesse na mão e não pudesse beijar

esse “troféu” da guerra de uma vida inteira… Finalmente, como refere o biógrafo: O Cardeal Reinaldo soube que piorara o estado de saúde de Clara, ele, pelo cargo que exercia e pela afeição de amigo fiel, apressou-se a ir visitá-la. Então, Clara suplicou-lhe que insistisse junto do Senhor Papa e dos Cardeais para que fosse confirmada a Regra. Ele prometeu oralmente. De facto, com data de 9 de Agosto de 1253, vésperas da sua morte, Clara recebe, feliz, a Bula “Solet annuere” do Papa Inocêncio IV a confirmar, a Regra. Já moribunda, Clara toma nas mãos e beija repetidamente o precioso e tão esperado documento. Como o velho Simeão podia exclamar: Agora, Senhor, podes deixar partir a tua serva em paz. Ela podia repetir o que há alguns anos atrás tinha escrito à princesa Inês de Praga: Posso alegrar-me e ninguém pode usurpar-me esse direito, porque já obtive o que mais ambicionei debaixo do céu. Desejou viver pobre como Jesus, agora, como

Jesus, pobre morria. Com Mestre diria: Tudo está consumado! Pai, nas vossas mãos entrego o meu espírito! Os que semeiam em lágrimas recolhem com alegria. À ida vão a chorar levando as sementes, à volta vêm a cantar trazendo os molhos de espigas – canta o Salmista. Também Santa Clara, após uma perseverante luta, tinha a alegria de voltar a Deus com a sua missão cumprida. Com olhar profético de moribunda, contempla a seara futura, promissora e abundante. Regressava assim à casa do Pai com a alma em festa e nos braços “os molhos de espigas. Falando para si mesma, Clara silenciosamente diz à sua alma: Vai em segurança, que boa escolta levas para a viagem. Vai porque Aquele que te criou, também te santificou. Ele sempre te protegeu como uma mãe ao seu filho e amou-te com ternura. E exclamou: Bendito sejais, Senhor, por me terdes criado e, suavemente, adormeceu nos braços do Pai. Irmãs Clarissas de Monte Real


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O Mensageiro 3.Novembro.2011

Visita Pastoral à Diocese Entrevista ao padre Manuel Pedrosa Melquíades, pároco de Amor

Deseja-se “maior união na vida da comunidade paroquial”

O Bispo D. António Marto, esteve na paróquia de Amor, entre 20 a 23 de Outubro. A esse propósito, entrevistámos o pároco, padre Manuel Melquíades. Que pensa desta iniciativa do Bispo diocesano de fazer uma visita pastoral a todas as paróquias? Faz parte da missão do Bispo diocesano fazer regulares vistas às comunidades que lhe foram confiadas e ao serviço das quais deve pôr as suas preocupações pastorais. Tendo começado no ano de 2007, chegou a hora de se encontrar na vigararia dos Milagres, iniciando na freguesia de Amor. Não se trata somente de cumprir um dever; é uma autêntica necessidade de o Bispo se dar a conhecer e, directamente, exercer o seu ministério de Mestre da Fé, ensinando, santificando, e no serviço da Caridade, dirigir o Povo de Deus no caminho da salvação. Como se preparou a comunidade para receber o Bispo? Na nossa comunidade tivemos o primeiro encontro de preparação para esta visita no dia 13 de Fevereiro do presente ano. Perante algumas dezenas de pessoas foram dadas informações sobre o que seria esta visita, quais os passos mais importantes terminando por escolher alguns elementos que, generosamente, tomaram à sua conta começar a delinear o futuro programa; entretanto, outras reuniões aconteceram de modo a seleccionar grupos, movimentos e tarefas também com a finalidade

Qual foi o critério na elaboração do programa? Na elaboração do programa houve a preocupação de que a Visita Pastoral atingisse o máximo da população, nas suas diversas situações: crianças, adolescentes, jovens, casais, os movimentos e grupos activos, os doentes ou idosos, grupos específicos como os alunos do Colégio Dinis de Melo, as pessoas acolhidas nos Lares, algumas empresas, Colectividades Culturais ou deportivas e a Autarquia Local. De forma geral, como decorreu a visita? Depois de aprovado o programa foi fácil executá-lo, embora à custa de algum esforço para que se cumprisse tudo o que constava no seu teor, sendo necessário prolongar pela noite algumas actividades; podemos que dizer tudo decorreu bem.

Fotos: DR

de constituir o Conselho Pastoral Paroquial.

Houve algum momento especial que queira destacar? Se quisermos dar aos leitores o que pareceu ter sido algum momento especial, não sabemos bem distinguir ou salientar: o primeiro acto da Visita com a celebração da Eucaristia com mais de uma centena de idosos e doentes que receberam o sacramento da Unção dos Doentes?

Os encontros com os alunos do Colégio, com as crianças e adolescentes da Catequese? As celebrações da Eucaristia com os casais na sexta-feira na igreja do Casal dos Claros e Coucinheira, a celebração na igreja dos Barreiros, sábado, totalmente repleta, ou a última, no domingo na igreja paroquial com a celebração do Crisma e a instituição do Conselho Pastoral Paroquial? Qual a principal mensagem ou marca deixada por D. António Marto? Não é fácil escolher uma mensagem que possamos classificar como principal, tantas foram as propostas e exortações a uma maior adesão à fé em Deus revelado no Senhor Jesus; em jeito de corolário podemos recordar o modo fraterno e acolhedor com que o nosso Bispo se dirigia aos grupos ou a cada pessoa, o que lhe permitia fazer apelos veementes ao amor à Eucaristia dominical, à Igreja Católica, a uma vivência efectiva da Caridade no seu pleno sentido, e, por fim, o apelo para que não tenhamos medo do Senhor Jesus, abrindo as portas à sua mensagem de salvação. Quais as expectativas criadas a partir da Visita Pastoral? Foi já definida alguma prioridade pastoral ou tomada alguma decisão em ordem à renovação da

dinâmica paroquial? É verdade que algo começou a mudar na perspectiva da Visita Pastoral, pelo que se espera um reforço desse caminho, nomeadamente: maior união na vida da comunidade paroquial, aperfeiçoamento de alguns aspectos das nossas celebrações litúrgicas, tendo como figura o que se

passou com os grupos corais: uniram-se na preparação e juntos, participaram nas quatro celebrações litúrgicas que aconteceram durante a visita, onde foi notório e notável o progresso conseguido em tão pouco tempo e que brilhou na beleza espiritual dessas celebrações. A concluir damos conta da Instituição do Conselho Pastoral Paroquial, seguido de palavras bem animadoras do Senhor Bispo. Esperamos que este Conselho seja uma vivência de corresponsabilidade na vida da paróquia e motor da vida pastoral nos próximos tempos, já que é algo de novo para alguns dos elementos que o constituem. A paróquia está grata ao nosso Bispo, aos grupos de trabalho e a todos os que, de qualquer modo, participaram no bom resultado deste acontecimento. Assim Deus nos ajude e nós não faltemos.

3 a 6 de Novembro

Milagres

3 de Novembro (quinta-feira) 16h30 – Recepção ao Senhor Bispo junto ao Santuário 17h00 – Missa no Santuário dos Milagres com idosos e doentes 18h00 – Visita à Casa Social dos Milagres e a uma Exposição de Trabalhos dos Idosos no Centro de Convívio 20h30 – Vigília com casais na Igreja de S. António, Casal da Quinta 21h30 - Chá-convívio com as Famílias no Casal da Quinta 4 de Novembro (sexta-feira) 16h30 – Visita a uma empresa familiar na Mata dos Milagres 17h30 – Encontro formativo com a Direcção, Professores e Trabalhadores do Colégio Sr. dos Milagres 21h30 - Missa festiva, destinada a todos os jovens na Igreja de S. Luzia, Mata dos Milagres 22h00 - Chá-convívio com os jovens na Mata dos Milagres 5 de Novembro (sábado) 15h00 – Encontro com criaças da Catequese: 1º ao 6º ano, Milagres 16h00 - Encontro com adolecentes da Catequese: 7º ao 10º ano, Milagres 17h30 - Encontro com os membros da Junta de Freguesia, Assembleia de Freguesia e representantes das Colectividades 20h30 - Missa vespertina com a comunidade das Figueiras 21h30 - Assembleia paroquial nas Figueiras 22h30 - Chá-convívio com os participantes 6 de Novembro (domingo) 11h00 – Missa de encerramento da Visita Pastoral no Santuário, com celebração do Crsima 13h00 - Almoço-buffet no Centro paroquial com as Comissões das Igrejas e Junta de Freguesia


10 ECLESIAL

O Mensageiro 3.Novembro.2011

Leituras | XXXII Domingo Tempo Janela Sobre a Missão Comum (6/11/11)

Antífona de Entrada: Salmo 87, 3 Leitura I: Sab 6, 12-16 Salmo Responsorial: Salmo 62 (63), 2.3-4.5-6.7-8 (R. 2b) Refrão: A minha alma tem sede de Vós, meu Deus. Leitura II: 1 Tes 4, 13-18 Aclamação ao Evangelho: Mt 24, 42a.44; Refrão: Aleluia. Repete-se; Vigiai e estai preparados, porque, na hora em que não pensais, virá o Filho do homem. Refrão EVANGELHO: Mt 25, 1-13 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo. Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. No meio da noite ouviu-se um brado: ‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’. Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’. Mas as prudentes responderam: ‘Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores’. Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’. Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’. Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora». Palavra da salvação.

Cânticos | XXXIII Domingo Tempo Comum (13/11/11)

INÍCIO: Alegre-se o coração dos que procuram - Lau 142 A messe é grande - Lau 102

Resultados da campanha de Advento 2010 No último Advento o Serviço Diocesano de Catequese e o de Animação Missionária da nossa diocese realizaram um trabalho conjunto para a vivência do Advento de 2010 e celebração da Festa da Infância Missionária que tem lugar no dia da Epifania ou num domingo mais próximo. O nome da caminhada foi “O Fogo da Caridade”, ligado ao tema da nossa diocese para este ano pastoral. Para isso o Serviço de Catequese preparou um guião que foi usado principalmente na catequese. Assim se proporcionou às crianças, seus catequistas, famílias e comunidades cristãs uma caminhada que, em muitos casos, terá contribuído para uma melhor vivência do Advento e Natal. Recordamos que os objectivos da campanha eram: reforçar a consciência das famílias como «Igreja doméstica», preparar o Natal como acolhimento de Jesus em família, cultivar a espiritualidade da caridade em família e desenvolver a dimensão da partilha com

as Missões. Neste contexto que foi integrada a campanha a favor da Missão do Gungo. Partindo da referência que o Sr. Bispo faz à geminação da nossa diocese dom a do Sumbe e à colaboração neste projecto como forma de vivência da Caridade, achou-se oportuno levar por diante esta iniciativa, dando também assim um sentido de partilha concreta num tempo propício a este tipo de atitude. Como o que está estabelecido é que o ofertório da Infância Missionária se destine às Obras Missionárias Pontifícias, foi pedida autorização para neste ano, excepcionalmente, lhe dar este destino concreto, o que foi autorizado. O Grupo Missionário Diocesano preparou um mealheiro com um formato diferente do costume (em forma circular) e com uma referência explícita às crianças do Gungo. Também foi realizado um filme com imagens da referida missão que visava dar a conhecer melhor a realidade do local para onde se contribuía. Vá-

rias dezenas de cópias desse filme foram distribuídas pelas paróquias e escolas. O filme foi muito bem acolhido e serviu para sensibilizar crianças, catequistas, pais e até comunidades que o puderam ver. Os contributos que recebemos são os seguintes (por ser mais simples, fazemo-lo por paróquias): Albergaria dos Doze: 328,26 ; Aljubarrota: 100,00 ; Alqueidão da Serra: 78,00 ; Amor: 779,15 ; Arrabal: 1.500,00 ; Arrimal: 82,22 ; Azóia: 341,90 ; Bajouca: 335,00 ; Barreira: 266,91 ; Bidoeira: 260,00 ; Boa Vista: 355,00 ; Caranguejeira: 1.088,14 ; Carnide: 250,00 ; Carvide: 309,73 ; Casal dos Bernardos: 210,14 ; Caxarias: 503,17 ; Cercal: 130,41 ; Espite: 270,00 ; Gondemaria: 38,07 ; Juncal: 598,72 ; Leiria: 268,20 ; Maceira: 290,00 ; Marinha Grande: 1.132,58 ; Matas: 232,36 ; Mendiga: 150,00 ; Milagres: 878,31 ; Minde: 350,00 ; Monte Redondo: 92,97 ; Olival: 276,00 ; Pataias: 660,17 ; Pedreiras: 90,08 ; Regueira de Pontes: 596,32 ; Re-

guengo do Fetal: 210,00 ; S. Simão de Litém: 369,06 ; Santa Catarina da Serra: 838,95 ; Santa Eufémia: 525,00 ; Seiça: 50,00 ; Serra de S. António/S. Bento: 100,61 ; Serro Ventoso: 67,60 ; Urqueira: 527,64 ; Vermoil: 692,25 ; Vieira de Leiria: 197,22 ; mealheiro da Câmara Eclesiástica: 128,07 ; mealheiro do grupo missionário: 121,92 ; houve mais uma oferta de 750,00 feita por transferência bancária que certamente será de alguma paróquia, mas não sabemos qual, pois está com o nome de uma pessoa. Estas ofertas totalizam 19.158,26 . Retirando a este valor as despesas de realização da campanha, que rondaram os 650,00 , houve um resultado líquido positivo de 18.500,00 . Este valor irá ser usado em projectos de desenvolvimento local no Gungo, nomeadamente em ordem ao fornecimento de água. A seu tempo daremos conta destes projectos. Um grande bem-haja a todas as pessoas que colaboraram nesta iniciativa. Padre Vítor Mira

AO SABOR DA PALAVRA

chegar, como anuncia uma série de televisão recente. Este inverno não é contudo a mera estacão do ano, é a experiência humana perdida no meio do frio e das trevas de uma vida sem norte e sem Deus, como afirmou recentemente o Papa Bento XVI em Assis. Por todo o mundo se multiplicam as revoltas contra os governantes e os mais ricos, contra os poderes visíveis e escondidos que manipulam as vidas de milhares de pessoas que tentam desenvolver uma vida digna. Encontramo-nos na mesma situação daquelas virgens de que nos fala o Evangelho. Esperamos a salvação no meio da noite e tememos que ela nunca chegue. E é precisamente na altura mais inesperada que chega o esposo, imagem que representa Cristo, que toma a humanidade por esposa para com ela construir a vida nova, a Civilização do Amor. Porque como nos diz S. Paulo na segunda leitura: “Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido.”

É esta a verdadeira sabedoria que nos guia, como cristãos, uma sabedoria que nao nasce dos livros, nem da ciência, nem da técnica, mas do amor, da capacidade de ir mais além do que se vê, de experimentar a vitalidade de nos empenharmos num projecto que nos ultrapassa, porque somos criados por Deus para sempre. É a sabedoria da esperança em Cristo ressuscitado, que está vivo e caminha connosco na história para reconstruir a criação. Porque Cristo campanha connosco e porque o Espírito Santo, sabedoria de Deus, foi derramado sobre nós não podemos ficar parados, deixando a vida à sorte. Esse foi o erro das cinco virgens que levaram pouco azeite, demasiado optimistas para prever que os recursos são limitados, que o azeite se gasta e é preciso comprar mais. Aí vem o esposo, vinde ao seu encontro. Não basta esperar o esposo, temos de ir ter com ele, temos de caminhar, de avançar e de progredir. Não podemos ficar parados à espera que tudo se resolva, a eucatástrofe acontece quando já

fizemos tudo o que podíamos fazer, quando ultrapassamos toda a capacidade, engenho e arte. Enquanto isso não acontece o futuro está nas nossas mãos. Em vez de exigirmos dos outros aquilo que nos falta, vamos pôr mãos à obra e construir a nossa vida, lutar com todas as forcas sem medo dos sacrifícios, das dificuldades, dos obstáculos. Como diz o autor do Livro da Sabedoria: “a sabedoria faz-se encontrar aos que a procuram.” Aqueles que procuram o verdadeiro sentido da vida, que buscam sem descanso o bem, a verdade e a beleza, acabam por encontrar toda a riqueza em Deus, que desejando a salvação dos seus filhos, nunca os abandona, mesmo e sobretudo nas situações em que d’Ele nos esquecemos. Jesus vem ao nosso encontro para podermos também nós caminhar à luz da fé, da esperança e da caridade e assim tornarmos esta casa comum, que é a nossa Terra, uma habitação digna da nossa condição de filhos de Deus.

SALMO RESPONSORIAL: Ditoso o que anda na Lei - Lau 296 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Tomai Senhor e recebei - Lau 821 COMUNHÃO: Não fostes Vós que me escolhestes - Lau 512 Senhor eu seguirei o Vosso exemplo - Lau 760 PÓS-COMUNHÃO: O amor de Deus repousa em mim - Lau 546 FINAL: Ditosos os que te louvam sempre - Lau 297 Confiarei no meu Deus - Lau 236 Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos

MISSAS DOMINICAIS

Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

Pe. Francisco Pereira

pe.francisco@mac.com 32º Domingo do Tempo Comum 6 de Novembro de 2011

Eucatástrofe Tolkien, o autor de “O senhor dos anéis” criou o termo “eucatástrofe” para designar uma mudança súbita nos acontecimentos que resulta na salvação dos protagonistas, contra toda a esperança. Como cristão que era ele aplica este termo, na história da humanidade à encarnação de Jesus e à Sua ressurreição. Quando toda a esperança humana falha é este o grito que se ouve: “Aí vem o esposo vinde ao seu encontro”. O inverno está a


ECLESIAL • PORTUGAL 11

O Mensageiro 3.Novembro.2011

BREVE

Vocações

Há menos padres e religiosos O bispo responsável pelas vocações na Igreja Católica afirmou que a diminuição de padres e religiosos de ambos os sexos não pode fazer esquecer o aumento de formas alternativas de consagração a Deus. “Sabemos que é menor o número daqueles que avançam no caminho do sacerdócio e da vida consagrada mas temos de verificar que têm nascido novas formas de vocação” e que esta “tem um âmbito muito alargado”, disse D. António Francisco dos Santos à ECCLESIA. O bispo de Aveiro lembrou que as Jornadas Mundiais da Juventude, realizadas em Madrid no mês de Agosto, revelaram “que há muitos jovens entusiasmados por Jesus

Cristo, decididos a servir a causa do Evangelho e disponíveis para a missão”. “Estes são valores de vocação. Há formas e testemunhos muito belos de respostas vocacionais que é preciso não esquecer”, salientou o prelado, que destacou os “novos desafios que se lançam aos leigos e à vida consagrada no meio do mundo, na diversidade de tantos carismas”. As vocações, especialmente as “nascidas em ambientes que humanamente são os mais difíceis”, revelam “que Deus continua a chamar quando e onde quer”, sustentou o prelado, que deseja ver a questão vocacional nas prioridades dos bispos e dos restantes fiéis. “Não é possível” repensar a acção da Igreja em

Portugal sem ter em conta que ela tem de ser “repassada transversalmente pela pastoral vocacional”, sublinhou o responsável, acrescentando que o assunto “não é apenas do domínio de um grupo mas da responsabilidade de toda a comunidade”, D. António Francisco dos Santos não quer que o decréscimo de padres e religiosos esgote o tema das vocações e acentuou que é preciso “valorizar aqueles que sentem o chamamento [de Deus à vida religiosa] e respondem generosamente”. No termo do segundo mandato consecutivo de três anos à frente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios, que estatutariamente impede a reeleição, o bispo de

Congresso da Escola Católica Aveiro afirmou que “foi uma experiência muito gratificante”. O prelado enalteceu a “extraordinária presença de tantos colaboradores” e realçou o “dinamismo que a comissão procurou imprimir”: “Sabemos que os tempos são difíceis mas não deixam de ser estimulantes. É a certeza que Deus continua a chamar que nos mobiliza”, apontou. A Comissão Episcopal Vocações e Ministérios, presidida por D. António Francisco dos Santos, conclui hoje em Fátima o 8.º Fórum Nacional das Vocações, que começou na sexta-feira sob o tema “A Pastoral Vocacional em tempos difíceis e aliciantes”.

A escola católica é pólo de esperança

A escola católica continua a ser “imprescindível nas sociedades actuais”, considera a Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC). Num comunicado da direcção da APEC sublinha-se que com “maior ou menor dificuldade de acção, a maioria das vezes sem os adequados apoios governamentais, a Escola Católica, sobretudo nas circunstâncias mais adversas e nos cenários políticos mais conflituosos, é comummente reconhecida como um espaço de evangelização, de cultura humanista, de inquietação perante as injustiças, de denúncia e promoção dos direitos humanos, em suma, é um pólo «de esperança»”. Depois de alguns elementos da APEC terem participado no XVII Congresso Mundial da Escola Católica, em Saragoça (Espanha), de 18 a 21 deste mês, a direcção deste organismo realça que o “segredo” desta escola “interventiva e desenvolvimentista reside na sua essência – Jesus Cristo -, tendo como alvo a promoção da pessoa do aluno, assim como da comunidade educativa onde se insere”. Com uma participação de 400 pessoas representantes de 104 países, neste congresso reflectiu-se sobre «A escola, lugar de esperança para a educação nos direitos humanos»

D. José Policarpo nos seus 50 anos de sacerdócio

Igreja deve redescobrir «frescura» da fé O cardeal-patriarca de Lisboa considera que a “rotina” é hoje um dos principais obstáculos à renovação da Igreja Católica, que deve voltar a olhar com “frescura” para a sua missão evangelizadora no mundo. “A diferença que há entre a primeira celebração vivida com fé e as celebrações rotineiras é muito grande. De vez em quando, tem de haver um alerta, dinamismos internos da Igreja para voltar a descobrir o ardor e a frescura da Verdade inicial”, defende D. José Policarpo, em declarações ao jornal “Voz da Verdade”. Numa entrevista de-

dicada aos seus 50 anos de sacerdócio, o patriarca lisboeta recorda alguns dos acontecimentos que marcaram a sua caminhada de fé, apontando o Concílio Vaticano II (1962-1965) como “uma grande sacudidela” para a “busca de autenticidade da Igreja”. Apesar da importância da mensagem que ecoou daquele evento, sobretudo no que diz respeito à afirmação de uma vivência cristã mais comunitária, ela “já sofreu o desgaste do tempo e da história”, sublinha D. José Policarpo, que olha agora com entusiasmo para a “nova evangelização”. Para o patriarca de Lis-

boa, este apelo a um “novo ardor” no anúncio de Cristo, proposto por João Paulo II e continuado por Bento XVI, “acabará por dar frutos e marcar o rosto da Igreja e o seu contributo para a sociedade global, no seu conjunto”. No entanto, para que isso aconteça, “a Igreja tem de escutar tanto a Palavra de Deus como os anseios dos homens”, sustenta ainda, apontando para a sede de “esperança” que atinge hoje tantos homens e mulheres. “Um dos contributos que a Igreja dá à humanidade é suscitar a esperança! Mas cautela, a esperança

não é desligável de um projecto de eternidade, realizado no tempo, mas um projecto de eternidade”, advoga. Apesar da “nova evangelização” representar também um esforço da Igreja para vencer o individualismo, já que desafia todos os cristãos a anunciarem a Palavra de Deus, esse trabalho “ainda não está totalmente feito”. D. José Policarpo sublinha que “a força da Igreja” vem dela “ser um povo, uma comunidade crente” e que só a interiorização dessa dimensão é que “torna tudo possível”.

Colóquio ajuda estudantes carenciados

«Superar (in) justiças» Com o intuito de ajudar os estudantes universitários mais carenciados, o Instituto Universitário Justiça e Paz de Coimbra organiza, dia 19 de Novembro, um colóquio sobre «Superar (in) justiças» Esta iniciativa é feita em parceria com a Comis-

são Justiça e Paz da diocese de Coimbra, no auditório da Faculdade de Direito, e “o valor das inscrições reverte totalmente para o Fundo Solidário de apoio a estudantes mais carenciados do ensino superior”, realça um comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

Depois de um documentário sobre o Instituto Universitário e Comissões Justiça e Paz – realizado pela ECCLESIA – Gomes Canotilho e Alfredo Bruto da Costa abordarão a temática «De que falamos quando falamos de justiça». Segundo o programa

haverá um painel sobre «Da responsabilidade à esperança» e a conferência de encerramento será com D. António Marcelino: «Na crise – caminhos e desafios concretos».

Ficha de Assinatura Assinaturas normal/benfeitor: 20/40 Euros (Nacional), 30/60 euros (Europa) e 40/60 (Resto do Mundo) Nome: ___________________________________________ ____________________________________________ Rua: _____________________________________________ _______________ N.º _______________ Localidade: ____________________________ C. Postal: _____ - ____________________ Telf.: _______________________________ E-mail:___________________________@_______________ Enviar esta ficha, recortada ou fotocopiada, para: O Mensageiro - Lg. Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA ou forneça-nos os seus dados através do endereço de correio electrónico jornal@omensageiro.com.pt


12 ECLESIAL

MUNDO Congresso internacional em Itália

Recordar Santa Catarina de Sena Um congresso internacional, nas cidades italianas de Roma e Sena assinalou, entre os dias 27 a 29 e Outubro, o 550.° aniversário da canonização de Santa Catarina de Sena (13471380). A iniciativa tem como título ‘Virgo digna coelo. Catarina e sua herança’ e pretende “estudar a complexa herança e o quadro histórico no qual viveu a santa de Sena”, segundo os organizadores do evento. Catarina de Sena, filha de uma família de comerciantes, entrou aos 15 anos de idade na Ordem Terceira de São Domingos. Embora analfabeta, Catarina ditou mais de 300 cartas a Papas, reis e líderes políticos, defendendo pela unificação da Igreja e a pacificação dos Estados pontifícios. Em 1970, o Papa Paulo VI declarou-a ‘Doutora da Igreja’, sendo a única leiga a obter esta distinção. João Paulo II declarou Santa Catarina como co-padroeira da Europa, juntamente com Santa Brígida da Suécia e Santa Teresa Benedita da Cruz.

Fim da violência e mais protecção

Primavera árabe

O Parlamento Europeu aprovou um documento que pede o fim da violência e mais protecção para as comunidades cristãs no Egipto e na Síria. “Pedimos de modo muito claro que, a partir de agora, cessem os ataques violentos sobre as comunidades coptas egípcias, para que possam viver em paz e sejam livres para exprimir as suas convicções em todo o Egipto”, disse o presidente do grupo do Partido Popular Europeu, Joseph Daul. O hemiciclo referiu-se ainda à repressão na Síria, condenando “firmemente” o uso “brutal e desproporcionado da força contra manifestantes pacíficos” e exprimindo “viva preocupação pela gravidade das violações dos direitos humanos”. Estas tomadas de posição acontecem no dia em que o Parlamento Europeu atribuiu o prémio Sakharov para a liberdade de pensamento a cinco representantes da ‘primavera árabe’, “pela sua luta pela liberdade, pela democracia e pelo fim dos regimes autoritários”. A cerimónia de entrega do prémio, no valor de 50 mil euros, está agendada para o dia 14 de Dezembro, durante a sessão plenária de Estrasburgo (França).

Vaticano

Papa agradece à Fundação João Paulo II Bento XVI recebeu cerca de 300 membros e benfeitores da Fundação João Paulo II, criada há 30 anos pelo Papa polaco, agradecendo o empenho destas pessoas na preservação da “herança” de Karol Wojtyla (19202005). “Eu próprio posso experimentar a eficácia destes esforços, quando recebo o amor e o apoio espiritual de tantas pessoas em todo o mundo”, disse o actual Papa. Para Bento XVI, a Fundação não deve “limitar-se a uma memória sentimental do passado”, mas levar ao mundo de hoje um “espírito de solidariedade e fraternidade”.

O Mensageiro 3.Novembro.2011

Bispos europeus

«Corresponsabilidade» social na procura de soluções Os bispos europeus reclamaram maior “corresponsabilidade” social na procura de soluções para a crise financeira, no final de uma reunião em Bruxelas, Bélgica, onde também foi analisada o “futuro da integração europeia”. De acordo com um comunicado da comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE), enviado à Agência ECCLESIA, do encontro sobressaiu ainda a necessidade de “uma visão política a longo prazo”, no sentido

de ultrapassar a actual conjuntura. Os 23 prelados tiveram a oportunidade de ouvir diversos especialistas sobre esta matéria. Peter Wagner, representante da União Europeia, falou sobre a missão do grupo de trabalho recentemente criado para a Grécia, um dos países em maiores dificuldades na chamada Zona Euro. A partir de uma análise feita por diversos especialistas económicos, como Jean-Pierre Jouyet,

presidente da Autoridade Francesa dos Mercados Financeiros (FFMA), foi possível verificar que a crise está ligada a “políticas eleitoralistas e de curto prazo que foram consecutivamente implementadas nas últimas décadas”. Para a COMECE, ainda que “essas escolhas se tenham deflectido frequentemente num consumismo desenfreado, a atribuição de culpas não levará a lado nenhum”. “Os cidadãos europeus têm de se manter unidos e

exercer da sua solidariedade para ultrapassar a crise, que pode ser uma oportunidade de renovação”, salientam os prelados. Quanto ao contributo que a Igreja pode dar, no sentido de aplicar estas ideias, os bispos mostramse convencidos de que ela será sobretudo “uma força de coesão e de esperança”, no meio de uma sociedade “ameaçada pelo populismo e a divisão”.

Jornada de diálogo pela paz em Assis

«Desejo genuíno de contribuir para bem da humanidade» Bento XVI acredita que o encontro inter-religioso, realizado no dia 27 de Outubro na cidade italiana de Assis, mostrou ao mundo que os diversos líderes religiosos têm um “desejo genuíno” de paz. “Tenho a certeza que este encontro serviu para demonstrar que o nosso desejo pelo bem da humanidade é genuíno e que temos muito para partilhar uns com os outros”, referiu o Papa, durante uma audiência concedida a todos os participantes, no Vaticano. De acordo com a sala de imprensa da Santa Sé, cerca

de 300 representantes religiosos tiveram a oportunidade de fazer um pequeno balanço da iniciativa que, tal como fez João Paulo II há 25 anos atrás, consistiu num “dia de reflexão, diálogo e oração pela justiça e paz no mundo”. Depois de elogiar a “visão” de Karol Wojtyla, o Papa mostrou-se satisfeito pelo facto da herança de Assis continuar viva através de “homens e mulheres de diversas religiões, que testemunham juntos que a jornada do espírito é sempre uma jornada de paz”. “Que esta amizade pos-

sa continuar a crescer no meio de todas as religiões e entre homens e mulheres de boa vontade, em todo o mundo”, salientou. Depois de uma palavra de agradecimento pela presença dos “irmãos cristãos” e de “representantes do povo judaico, particularmente próximo” da Igreja Católica, Bento XVI saudou todos os líderes religiosos em geral e deixou uma palavra especial para quem esteve em Assis, mesmo sem estar ligado a qualquer religião. “O facto de partilharem esta peregrinação connosco

é um sinal de vontade em trabalharem juntos por um mundo melhor”, sustentou. A audiência no Palácio Apostólico terminou com o Papa a desejar que “todos tenham retirado forças desta experiência”, no sentido de continuarem a sua caminhada de “verdade e paz”. Antes de abandonar o Vaticano, a comitiva ainda participou num almoço de confraternização, na companhia do Secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Tarcísio Bertone.

graciosa “de alguns dos melhores profissionais e agências” do país, bem como das “dezenas de voluntários dentro e fora de Espanha, verdadeiros protagonistas de muitas das ideias criativas”. Gabriel González-Andrío recordou os principais obstáculos que a organização tentou ultrapassar para divulgar o encontro: “Um grande desconhecimento do que era a JMJ”, o “perigo de chegar só aos que já estavam convencidos” e os

“problemas de imagem da Igreja em alguns sectores”. Os responsáveis pela publicidade da Jornada tiveram também de encontrar soluções criativas para cativar o público-alvo do encontro, “jovens entre 16 e 24 anos, católicos e não católicos”, em “plenas férias de verão”, num contexto económico e social marcado pelo desemprego que atinge “cinco milhões” de pessoas.

JMJ de Madrid distinguida

“Eficácia em Meios” A Associação Espanhola de Anunciantes distinguiu com o galardão máximo da categoria “Eficácia em Meios” a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madrid, revela uma nota de imprensa enviada à Agência ECCLESIA pela organização do evento. As mais de 20 campanhas de divulgação da maior iniciativa católica juvenil, que começaram em Maio de 2010, chegaram a “55 milhões de pessoas em todo o mundo”, sobretudo

através da internet: meio milhão de seguidores na rede social Facebook e mais de seis milhões de visitas ao site da JMJ, adianta o comunicado. Os espaços comerciais usados para a promoção da Jornada que decorreu em Agosto foram “cedidos gratuitamente” por 65 parceiros de comunicação internacionais, nacionais e da capital espanhola. O director de marketing da JMJ destacou o apoio das empresas e a colaboração


OPINIÃO 13

O Mensageiro 3.Novembro.2011

Divulgação

Nova Evangelização

O

meu pai nasceu no dia 18 de Outubro de 1941. Acaba de fazer 70 anos, mais dez do que Cícero tinha quando escreveu De Senectute. Quando penso na geração dele e na idade dele, ocorre-me que não houve nada no século XX português que eles não tivessem visto. A geração do meu pai passou por tudo na rotina frenética destes 70 anos. Foi uma geração imensamente disponível, batalhadora, dividida, na ditadura e na democracia, na guerra e na paz, e hoje talvez continue a ser isso tudo, só que com mais amargura e desencanto. Quando o meu pai nasceu em 1941, a Europa tinha mergulhado numa guerra planetária a que um Salazar de manhosa filigrana nos poupou. Por isso, e pela idade, talvez não se tenha dado conta lá na província minhota que, quatro anos depois, a contenda diabólica tinha acabado. Mas lembra-se certamente que na mesma

província as famílias aprendiam cedo o racionamento. A Europa estava em guerra, o Minho também estava em guerra. Famílias grandes, gigantescas em comparação com um país onde em cada ano já são mais os mortos do que os nascidos, não tinham como educar os filhos senão à custa de sorte e improvisação. O meu pai, na medida do possível, teve sorte. No Portugal dos anos 40 e 50 era preciso ter padrinhos mais abonados para estudar. Inteligente, bom aluno, foi o primeiro da sua família a pôr os pés na faculdade, porque o Estado Novo, embora expusesse a maioria ao analfabetismo, nunca fechou as portas do ensino aos mais capazes. Mas esse não era ainda o tempo das licenciaturas ao domingo, do fim do serviço militar e dos direitos humanos. Quando em 1961 Salazar exclamou Para Angola rapidamente e em força, o meu pai tinha 20 anos e foi. pub

Encontros para adolescentes, jovens e adultos

Paróquia dos Marrazes Quartas e Sextas-feiras, 21h30, Salão Paroquial (junto à igreja dos Marrazes) Paróquia do Souto da Carpalhosa Segundas e Quintas-feiras, 21h00, Cave da Casa Paroquial (junto à igreja do Souto da Carpalhosa) Até 30 de Novembro

A geração do meu pai foi a geração da guerra de África. Pessoas como o meu pai, provincianos, rurais, nada sabiam da política, não pensavam no Portugal multicontinental do regime. Mas estiveram disponíveis quando foram chamados para as comissões africanas, porque acreditavam em velharias como o dever e a sobrevivência. Fiéis ao passado, podem ter aprovado a Europa por estarem convencidos de que viveríamos melhor, mas nunca se tornaram europeístas parolos e deslumbrados. Como quase toda a gente, a geração do meu pai fez a transição do campo para a cidade, a primeira geração a ocupar os subúrbios das cidades onde as casas eram comportáveis para quem ganhava a vida no Estado e que, entretanto, se encheram de comboios populosos e de adolescentes cuja única cultura é a que aprendem na televisão do big brother. A geração do meu pai resiste aos telemóveis e olha para a Internet com desconfiança. A geração do meu pai nunca

comprou casa porque nunca teve dinheiro para isso, mas pode gabar-se de não ter contraído dívidas mastodônticas para os seus filhos e netos. A geração do meu pai foi a geração que conheceu a fundo o provérbio chinês: não serás homem enquanto não conheceres a pobreza, o amor e a guerra. Uma geração que ainda encarou os filhos como filhos, não como “amigos”, mantendo uma distância emocional que não conseguiu vencer. Uma geração que nunca foi a mais qualificada de sempre, que não fez carreiras em partidos políticos, que não teve “mundo”, mas nunca perdeu o sentido das proporções. Uma geração sequestrada pelos grandes debates ideológicos do século. Esta foi a geração sem a qual não teria existido a democracia, uns porque lutaram por ela, outros porque foram a bússola de ordem e conservadorismo sem os quais nenhuma democracia prospera. Pessoas como o meu pai tiveram “convicções”. Tiveram acima de tudo bom senso. Tiveram acima

RECORTES

Pedro Lomba Jurista

Uma geração traída* de tudo vergonha. Conservadores nos costumes e crentes de que o Estado deve ajudar os mais desfavorecidos, foram eles os “pais” do serviço nacional de saúde. Hoje, contemplam com estranheza um mundo de patos-bravos e oportunistas sanguessugas. Mereciam mais das instituições que serviram. Mereciam melhor que um país de Armandos Varas e Dias Loureiros. Mereciam melhor do que um país falido. *In Público 2011-10-20 institucional

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CARTÓRIO NOTARIAL A cargo da Notária Ana Paula Pinto Alves CERTIDÃO Nos termos do artigo n.º 100º do Código do Notariado, CERTIFICO, PARA EFEITOS DE PUBLICAÇÃO, que por escritura lavrada no dia vinte e oito de outubro de dois mil e onze, exarada a folhas onze e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número Dois, deste Cartório Notarial, sito na Avenida Marquês de Pombal, Galerias S. José, lote doze, Loja H, na cidade de Leiria, a cargo da notária, Ana Paula Pinto Alves, os outorgantes: MANUEL ANTUNES CATARINO, contribuinte número 196 338 352, e cônjuge, MARIA BELMIRA MENDES FERREIRA, contribuinte número 190 482 737, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, como declararam, naturais da freguesia de Souto da Carpalhosa, concelho de Leiria, onde residem em Vale da Pedra, na rua Principal, n.º 425, declararam: Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores dos seguintes bens, todos situados na freguesia de Souto da Carpalhosa, concelho e Leiria: Um – Prédio rústico, sito em Vale do Boquinho, Chã da Laranjeira, composto de terra de pinhal e mato, com a área de três mil e quatrocentos metros quadrados, a confrontar de norte com Domingos Fernandes Carreira, de sul com herdeiros de Manuel Lopes Catarino, de nascente com Manuel Francisco e de poente com regato, inscrito na respectiva matriz, em nome de Manuel Lopes Catarino, sob o artigo número 3129, ainda por descrever na Segunda Conservatória do Registo Predial e Leiria. Dois: Prédio rústico, sito em Vale do Boquinho, Chã da Laranjeira, composto de terra de pinhal e mato, com a área de mil quatrocentos e cinquenta metros quadrados, a confrontar de norte com herdeiros de Manuel Lopes Catarino, de sul com Manuel Ferreira dos Pinhais, de nascente com Manuel Ferreira dos Pinhais e de poente com Manuel Francisco do Moinho, inscrito na respectiva matriz, em nome de Joaquim de Jesus Ferreira, sob o artigo número 3121, ainda por descrever na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria. Três – Prédio rústico, sito em Assenha, composto e terra de eucaliptos, pinhal e mato, com a área de mil e duzentos metros quadrados, a confrontar de norte com Manuel Pereira Sebastião, de sul com Luís Pereira Dâmaso, de nascente com Luís Pereira Dâmaso e de poente com José Caetano, inscrito na respectiva matriz, em nome de José Pereira Dâmaso, sob o artigo número 7175, ainda por descrever na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria. Quatro – Metade, única parte que possuem, o que declaram sob sua inteira responsabilidade, do prédio rústico, sito em Assenha, composto de terra de pinhal e mato, com a área de dois mil e oitocentos metros quadrados, a confrontar de norte com José Pereira Dâmaso, de sul com Manuel Caetano Novo, de nascente com Luís Pereira Dâmaso e de poente com José Caetano, inscrito na respectiva matriz, na

indicada proporção, em nome de Luís Pereira Dâmaso, sob o artigo número 7176. Que este prédio se encontra descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria sob o número quatro mil e três da dita freguesia, não se encontrando no entanto lá inscrito o direito que lhes pertence e que ora justificam. Que entraram na posse dos identificados bens, já no estado de casados, em data que já não sabem precisar mas que se situa por volta do ano de mil novecentos e setenta e oito, através de compras meramente verbais que, nas indicadas proporções, deles ajustaram fazer, os das verbas um e dois ao referido Joaquim de Jesus Ferreira e cônjuge, Irene de Jesus Duarte Ferreira, residentes que eram em Marinha, dita freguesia de Souto da Carpalhosa, os quais, por sua vez, tinham adquirido o prédio da verba número um por compra também meramente verbal, em data que não sabem precisar mas que se situa antes do ano de mil novecentos e setenta e cinco, ao referido Manuel Lopes Catarino, viúvo, residente que foi na rua Central, Vale da Pedra, mencionada freguesia de Souto da Carpalhosa, o da verba número três ao referido José Pereira Dâmaso e cônjuge, Maria Inácia Sebastião Dâmaso, residentes que foram em Chã da Laranjeira, referida freguesia de Souto da Carpalhosa e o da verba número quatro ao referido Luís Pereira Dâmaso e cônjuge, Joaquina de Jesus Dâmaso, residentes que eram em Assenha, dita freguesia de Souto da Carpalhosa, compras essas que não lhes foram nem é agora possível titular por escritura pública, dado desconhecerem o paradeiro dos referidos Joaquim de Jesus Ferreira e cônjuge, desconhecendo mesmo se ainda são vivos e o falecimento doas restantes vendedores. Desde a mencionada data tomaram a posse efetiva dos aludidos bens, nas indicadas proporções, tendo vindo desde então a gozar, no da verba quatro com os restantes possuidores, atualmente Luís Pereira Caetano e cônjuge, Ana Paula de Sousa Silva, residentes na rua do Pinhal, n.º 300, Assenha, aludida freguesia de Souto da Carpalhosa, todas as utilidades por eles proporcionadas, neles praticando os atos materiais de fruições e conservação correspondentes ao direito de propriedade, designadamente, vendendo árvores para corte, limpando o mato e avivando as estremas, tudo na convicção plena que sempre tiveram e têm de serem de facto proprietários, nas indicadas proporções. Todos estes atos de posse e de composse foram, como se disse, praticados pelos justificantes, em nome próprio e pessoalmente, durante mais de vinte anos, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento e o acatamento de toda a gente da região, sendo por isso uma posse pacífica, contínua e pública, que conduz à aquisição por usucapião, que expressamente invocam, não tendo os justificantes, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam fazer a prova do seu direito de propriedade plena, nas indicadas proporções, pelos meios extrajudiciais normais. Leiria, vinte e oito de Outubro de dois mil e doze. A Notária, (Ana Paula Pinto Alves)


14 INSTITUCIONAL CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas vinte e três a folhas vinte e quatro, do Livro Cento e Setenta e Sete –B, deste Cartório. Diamantina Cristino Santo Reinoite, NIF 119 160 021 e marido José Filipe Reinoite, NIF 119 160 030, casados sob o regime da comunhão geral, ambos naturais da freguesia de Maceira, concelho de Leiria, onde residem no lugar de Vale Salgueiro, declaram que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto de pinhal, com a área de novecentos e cinquenta e seis metros quadrados, sito em Vale Salgueiro, freguesia de Maceira, concelho de Leiria, a confrontar de norte com Herdeiros de Diamantino Cristino Santo, de sul com Albino Cristino Santo, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, e inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 15.635, com o valor patrimonial de 420,00. Que adquiriram o referido prédio, no ano de mil novecentos e setenta e oito, por partilha verbal por óbito de Manuel Santo, pai da mulher, residente que foi em Maceira, Leiria, não dispondo os justificantes de qualquer titulo formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição do mesmo. Que em consequência daquela partilha verbal, possuem o identificado prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriram o prédio por usucapião. Batalha, vinte e sete de Outubro de dois mil e onze. A funcionária com delegação de poderes, (Lucília Maria Ferreira dos Santos Fernandes)

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins e publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas dezassete a folhas dezoito, do Livro Cento e Setenta e Sete – B, deste Cartório. Albino Cristino Santo, NIF 109 214 102 e mulher Clélia Rosália da Conceição Santo, NIF 109 214 455, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de Maceira, concelho de Leiria, onde residem no lugar de Vale Salgueiro, declararam que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios, ambos sitos na freguesia de Maceira, concelho de Leiria: Um – rústico, composto de pinhal, com a área de novecentos e sessenta e três metros quadrados, sito em Vale Salgueiro, a confrontar de norte com Clélia Rosália da Conceição Santo, de sul com caminho publico, de nascente com Maria Celeste Cristino Santo e outro e de poente com Manuel Cristino Santo, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, e inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 15.634, com o valor patrimonial de 420,00; Dois – rústico, composto de pinhal, com a área de novecentos e sessenta e três metros quadrados, sito em Vale Salgueiro, a confrontar de norte com Diamantina Cristino Santo Reinoite, de sul com Maria Celeste Cristino Santo e outros, de nascente com caminho público e de poente com Francisco Cristino Santo, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, e inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 15.640, com o valor patrimonial de 450,00; Que adquiriram os referidos prédios, no ano de mil novecentos e setenta e oito, por partilha verbal por óbito de Manuel Santo, pai do marido, residente que foi em Maceira, Leiria, não dispondo os justificantes de qualquer titulo formal para os registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição dos mesmos. Que em consequência daquela partilha verbal, possuem os identificados prédios em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a pratica reiterada dos actos habitais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos pelo que, sendo uma posse pacífica, continua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriram os prédios por usucapião. Batalha, vinte e sete de Outubro de dois mil e onze. A funcionária com delegação de poderes, (Lucília Maria Ferreira dos Santos Fernandes)

O Mensageiro 3.Novembro.2011

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas vinte e uma a folhas vinte e duas, do Livro Cento e Setenta e Sete – B, deste Cartório. Luciano Cristino Santo, NIF 119 736 020 e mulher Noémia Coelho Cristino, NIF 119 736 039, casados sob o regime da comunhão geral, naturais, ele da freguesia de Maceira, concelho de Leiria, ela da freguesia de Pedreiras, concelho de Porto de Mós, onde residem na Rua do Outeiro, nº10, no lugar sede, declaram que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto de pinhal, com a área de mil cento e quinze metros quadrados, sito em Vale Salgueiro, freguesia de Maceira, concelho de Leiria, a confrontar de norte com Maria Celeste Cristino Santo, de sul e de nascente com caminho público e de poente com Albino Cristino Santo, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, e inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 15.645, com o valor patrimonial de 470,00. Que adquiriram o referido prédio, no ano de mil novecentos e setenta oito, por partilha verbal por óbito de Manuel Santo, pai do marido, residente que foi em Maceira, Leiria, não dispondo os justificantes de qualquer titulo formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição do mesmo. Que em consequência partilha verbal, possuem o identificado prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, continua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriam o prédio por usucapião. Batalha, vinte e sete de Outubro de dois mil e onze. A funcionária com delegação de poderes, (Lucília Maria Ferreira dos Santos Fernandes)

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas vinte e seis a folhas vinte e sete, do Livro Cento e Setenta e Sete – B, deste Cartório. Augusto da Silva Tereso, NIF 117 857 211 e mulher Maria Ermelinda Ferreira, NIF 137 769 068, casados sob o regime da comunhão geral, naturais, ele da freguesia de Maceira, ela da freguesia de Azóia, ambas concelho de Leiria, residentes na Rua do Pousio, nº2, no lugar de Arnal, Maceira, Leiria, declaram que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto de pinhal e mato, com a área de dois mil quatrocentos e quarenta e três metros quadrados, sito em Chamiço, freguesia de Maceira, concelho de Leiria, a confrontar de norte com Manuel Ferreira, de sul com António dos Santos, de nascente com Maria Rita e de poente com ribeiro, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, e inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 15.675, com o valor patrimonial de 1.510,00; Que adquiriam o referido prédio, no ano de mil novecentos e setenta e nove, por doação verbal de Joaquim Ferreira e mulher Maria Ermelinda, pais da mulher, residentes que foram no lugar de Alcogulhe, Azóia, Leiria, não dispondo os justificantes de qualquer titulo formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição do mesmo. Que em consequência daquela doação verbal, possuem o identificado prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriam o prédio por usucapião. Batalha, vinte e sete de Outubro de dois mil e onze. A funcionária com delegação de poderes, (Lucília Maria Ferreira dos Santos Fernandes)

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas quinze a folhas dezasseis, do Livro Cento e Setenta e Sete – B, deste Cartório. Maria Celeste Cristino Santo, NIF 115 374 035 e marido José Jacinto dos Santos, NIF 123 766 273, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de Maceira, concelho de Leiria, onde residem na Rua da Relvinha, nº3, no lugar de Vale Salgueiro, declaram que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores dos seguintes prédios, ambos sitos na freguesia de Maceira, concelho de Leiria: Um – rústico, composto de terra de semeadura, com a área de dois mil e treze metros quadrados, sito em Vale Salgueiro, a confrontar de norte com Rua da Relvinha, de sul e de poente com Herdeiros de Diamantino Cristino Santo e de nascente com caminho publico, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, e inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 15.636, com o valor patrimonial de 850,00: Dois – rústico, composto de pinhal, com a área de mil metros quadrados, sito em Vale Salgueiro – Maceira, a confrontar de norte e de poente com Albino Cristino Santo, de sul com Luciano Cristino Santo e de nascente com caminho público, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, e inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 15.661, com o valor patrimonial de 420,00; Que adquiriram os prédios, no ano de mil novecentos e setenta e oito, por partilha verbal por óbito de Manuel Santo, pai da mulher, residente que foi em Maceira, Leiria, não dispondo os justificantes de qualquer titulo formal para os registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição dos mesmos. Que em consequência daquela partilha verbal, possuem os identificados prédios em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de que quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriram os prédios por usucapião. Batalha, vinte e sete de Outubro de dois mil e onze. A funcionária com delegação de poderes, (Lucília Maria Ferreira dos Santos Fernandes)

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas dezanove a folhas vinte, do Livro Cento e Setenta e Sete – B, deste Cartório. Francisco Cristino Santo, NIF 120 695 170 e mulher Celeste da Conceição de Jesus Bastos Cristino, NIF 103 081 348, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, ambos naturais da freguesia de Maceira, concelho de Leiria, onde residem na Estrada Nacional 356, nº8, no lugar de Vale Salgueiro, declaram que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto de pinhal, com a área de dois mil novecentos e quarenta e sete metros quadrados, sito em Vale Salgueiro – Maceira, freguesia de Maceira, concelho de Leiria, a confrontar de norte com Herdeiros de Diamantino Cristino Santo, de sul com Manuel Cristino Santo e Armando Caetano Gomes, de nascente com Diamantina Cristino Santo e outro e de poente com Rua da Relvinha e Armando Caetano Gomes e outros, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, e inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 15.659, com o valor patrimonial de 1.120,00. Que adquiriram o referido prédio, no ano de mil novecentos e setenta e oito, por partilha verbal por óbito de Manuel Santo, pai do marido, residente que foi em Maceira, Leiria, não dispondo os justificantes de qualquer titulo formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição do mesmo. Que em consequência daquela partilha verbal, possuem o identificado prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé, durante aquele período de tempo, adquiriram o prédio por usucapião. Batalha, vinte e sete de Outubro de dois mil e onze. A funcionária com delegação de poderes, (Lucília Maria Ferreira dos Santos Fernandes)

Telemóvel: 917 511 889 Telefone: 244 828 450 Fax: 244 828 580 Rua Machado Santos, n.º 33 2410-128 LEIRIA FARMÁCIAS DE SERVIÇO Avenida (3), Baptista (4), Central (5), Godinho Tomáz (6) Higiene (7), Antunes (8), Lis (9) e Oliveira (10),

TELEFONES ÚTEIS

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

| C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Telefones: BARREIROS (sede): 244 840 677 JUNCAL: 244 470 610 Fernando - 919 890 630

F. Costa Pereira Médico Especialista Doenças da boca e dentes

Rua João de Deus, 25- 1º Dt. - LEIRIA CONSULTAS COM HORA MARCADA 2ª, 4ª e 5ª: 11h-13h e 15h-19h, 3ª: 10h-13h e 15h-19h, Sábados: 9h30-15h Tel. 244 832406

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Jerónimo (CP7104), Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171 Depósito Legal 2906831/09

Tabela de Assinaturas para 2011 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 3.Novembro.2011

Bicampeão europeu

V 7 7 6 5 5 3 3 3 3 3 2 1 2 1 2 1

E 2 2 2 3 2 4 3 1 1 0 3 4 1 4 1 2

D 0 0 1 1 1 2 3 5 5 6 3 4 6 4 6 6

Pts 23 23 20 18 17 13 12 10 10 9 9 7 7 7 7 5

P. Ferreira x V. Guimarães (dia 4, 20h15, Sport Tv) Marítimo x Académica (dia 5, 18h15, Sport Tv) Olhanense x Porto (dia 5, 20h30,TVI) Beira-Mar x Feirense (16h00) Rio Ave x Nacional (16h00) V. Setúbal x Gil Vicente (16h00) Sp. Braga x Benfica (18h00, Sport Tv) Sporting x U. Leiria (20h15, Sport Tv)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

federação portuguesa de futebol

Pinhalnovense x Mafra Fátima x Juv. Évora (15h00) Louletano x Mafra Reguengos x Caldas (15h00) Monsanto x Estrelas Novas Carregado x 1.º Dezembro Sertanense x Oriental Torreense x Tourizense

E 2 1 1 1 3 2 4 4 3 2 5 2 4 1 1 2

D 1 2 2 2 1 2 1 1 2 3 1 3 2 4 5 5

7.ª JO. 30.10.11 Pts 14 13 13 13 12 11 10 10 9 8 8 8 7 7 4 2

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º

8.ª JO. 06.11.11

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Juv. Évora x Pinhalnovense (1-2) Mafra x Fátima (1-1) Caldas x Louletano (0-1) Vendas Novas x Reguengos (2-0) 1.º Dezembro x Monsanto (0-1) Oriental x Carregado (0-0) Tourizense x Sertanense (1-1) Moura x Torreense (1-6) V 4 4 3 4 3 3 2 2 2 2 1 2 1 2 1 0

V 5 4 3 3 3 3 3 3 2 2 2 3 2 2 2 2

E 2 3 3 3 2 2 2 2 4 4 4 1 3 2 2 1

D 1 1 2 2 3 3 3 3 2 2 2 4 3 4 4 5

Pts 17 15 12 12 11 11 11 11 10 10 10 10 9 8 8 7

Portimonense x Atlético (dia 5) Estoril x Belenenses (dia 5) Naval x Oliveirense (dia 5) Sp. Covilhã x D. Aves (dia 5, 17h00, Sport Tv1) Leixões x Penafiel (11h15, Sport Tv1) Arouca x Freamunde Moreirense x U. Madeira Santa Clara x Trofense

III Divisão

SUL

J 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7

J 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8

NATAÇÃO – Festa na secção de natação pura da Associação Desportiva Bairro dos Anjos, Leiria, que esta época contará com duas equipas na 1ª Divisão. Na sequência de irregularidades na inscrição de uma das equipas – adianta o clube leiriense em comunicado –, a Federação Por-

Equipa B.C. Branco Pampilhosa Sp. Pombal Sourense Tocha Peniche Beneditense Marinhense Alcobaça Bombarralense Riachense

J 7 6 6 6 7 7 6 7 6 6 6

V 4 4 3 3 2 1 1 2 1 0 0

E 2 1 2 2 2 5 4 1 2 5 2

HONRA

série D

D 1 1 1 1 3 1 1 4 3 1 4

tuguesa de Natação deu a possibilidade à equipa masculina do Bairro dos Anjos ocupar o lugar deixado em aberto. “Tal facto deve-se à equipa ter ficado em 3.º lugar na classificação de 2ª Divisão”, recorda o clube. “Internamente foi com satisfação que os atletas, treinadores e directores

associação de futebol de leiria

Tocha x Marinhense (1-0) B.C. Branco x Alcobaça (0-0) Peniche x Bombarralense (1-1) Sourense x Pampilhosa (2-1) Beneditense x Sp. Pombal (1-3) Folgou: Riachense Pts 14 13 11 11 8 8 7 7 5 5 0

Marinhense x Beneditense (15h00) Alcobaça x Tocha (15h00) Bombarralense x B.C. Branco (15h00) Pampilhosa x Riachense Sp. Pombal x Sourense (15h00) Folga: Peniche

DR

Bairro dos Anjos na 1ª Divisão

federação portuguesa de futebol

II Divisão B

Equipa Torreense Fátima Vendas Novas Pinhalnovense Oriental Sertanense Tourizense Carregado Moura 1.º Dezembro Mafra Louletano Monsanto Juv. Évora Caldas Reguengos

Equipa Atlético Penafiel Freamunde Santa Clara Moreirense Naval Sp. Covilhã Oliveirense Estoril Belenenses D. Aves Leixões Arouca Trofense U. Madeira Portimonense

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Portomosense x GRAP/Pousos (0-1) Atouguiense x Pataiense (1-3) Meirinhas x Biblioteca (0-0) Fig.Vinhos x Ansião (2-0) Nazarenos x Alvaiázere (0-0) Pedroguense x Alq. Serra (1-5) Avelarense x Guiense (3-1) Vieirense x Marrazes (1-1) Equipa Portomosense Alq. Serra Pataiense Guiense Atouguiense Alvaiázere Nazarenos Biblioteca Marrazes Vieirense GRAP/Pousos Meirinhas Pedroguense Avelarense Fig.Vinhos Ansião

J 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5

V 4 4 3 3 3 3 2 1 1 1 1 1 1 0 0 0

E 1 1 2 1 1 1 1 3 3 2 1 1 1 3 2 0

D 0 0 0 1 1 1 2 1 1 2 3 3 3 2 3 5

receberam a notícia, já que a equipa se preparava para ir discutir este ano a subida ao lugar mais alto da natação nacional”, adianta o Bairro dos Anjos. A equipa masculina junta-se assim à feminina que há dois anos que compete no escalão principal.

associação de futebol de leiria

associação de futebol de leiria

I Divisão

I Divisão

NORTE

4.ª JO.30.10.11

J 9 9 9 9 8 9 9 9 9 9 8 9 9 9 9 9

Freamunde x Leixões (2-1) Atlético x Sp. Covilhã (0-0) Oliveirense x Belenenses (3-2) D. Aves x Santa Clara (2-2) Penafiel x Moreirense (1-0) Trofense x Naval (1-2) U. Madeira x Estoril (0-0) Portimonense x Arouca (0-0)

6.ª JORN. 30.10.11

Equipa Porto Benfica Sporting Sp. Braga Marítimo Académica Olhanense V. Setúbal Nacional U. Leiria Gil Vicente Beira-Mar P. Ferreira Feirense V. Guimarães Rio Ave

8.ª JORN. 30.10.11

Porto x P. Ferreira (3-0) Académica x Sp. Braga (0-0) Benfica x Olhanense (2-1) Nacional x Beira-Mar (2-1) U. Leiria x V. Setúbal (2-0) V. Guimarães x Rio Ave (2-1) Feirense x Sporting (0-2) Gil Vicente x Marítimo (dia 31, 20h15, SpotTv1)

7.ª JORN. 06.11.11

10.ª JOR. 06.11.11

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

II LIGA

9.ª JORN. 06.11.11

9.ª JORN. 30.10.11

I LIGA

Pts 13 13 11 10 10 10 7 6 6 5 4 4 4 3 2 0

Pataiense x Nazarenos Alq. Serra x Fig.Vinhos Ansião x Meirinhas (todos os jogos às15h00) Alvaiázere x Avelarense Marrazes x GRAP/Pousos Guiense x Portomosense Vieirense x Pedroguense Biblioteca x Atouguiense (adiado)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Caseirinhos x Pelariga (1-11) Motor Clube x Castanheira da Pêra (3-0) Pousaflores x Moita do Boi (1-2) Alegre e Unido x Boavista (1-0) Mata Mourisquense x Ilha (3-0) Ranha x Arcuda (4-1) Equipa Moita do Boi Pelariga Alegre e Unido Mata Mourisque. Pousaflores Ranha Motor Clube Boavista Cast. Pêra Ilha Arcuda Caseirinhos

J 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4

V 4 3 3 2 2 2 2 1 1 0 0 0

E 0 1 0 2 1 0 0 0 0 2 2 0

D 0 12 0 10 1 9 0 8 1 7 2 6 2 6 3 3 3 3 2 2 2 2 4 0

Mata Mourisquense x Ranha Arcuda x Caseirinhos Pelariga x Motor Clube Castanheira de Pêra x Pousaflores Moita do Boi x Alegre e Unido Ilha x Boavista (todos os jogos às15h00)

4.ª JO.30.10.11

liga portuguesa de futebol profissional

é talismã para mim pois foi aqui que conclui o meu primeiro triatlo olímpico, em 2006, daí que tenha uma ligação emocional a esta terra”, recordou. Trata-se da 12.ª medalha da carreira de João Silva em provas individuais, num ano em que se tornou o primeiro atleta masculino português a vencer uma etapa do Mundial, em Yokohama, no Japão, no passado mês de Setembro. Referir ainda que o novo campeão europeu é um dos atletas da região de Leiria candidatos aos prémios da Confederação de Desporto de Portugal. A votação decorre em http: //galacdp.sapo.pt.

5.ª JO.06.11.11

liga portuguesa de futebol profissional

Vitória nos campeonatos da Europa de Sub-23 em 2008, 2010 e 2011. O feito é de João Pedro Silva (Sporting), natural da Benedita, Alcobaça, alcançado em Eilat, Israel, no dia 29 de Outubro. “Esta terá sido a vitória mais fácil, dos campeonatos da Europa que conquistei, mas foi sem dúvida sofrida, não só pelo percurso, mas também pelo tempo que fazia e sobretudo pela concorrência”, comentou. “Com o passar do tempo vou ganhando experiência, fico mais à vontade e as coisas correm-me melhor”, acrescentou. Uma vitória alcançada num lugar que não é estranho ao atleta. “Esta cidade

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º

5.ª JO.06.11.11

Djagolo | O jovem avançado cabo-verdiano Djaniny (ao centro) estreou-se a marcar na I Liga, selando a vitória da U. Leiria frente ao V. Setúbal. Jogava nos distritais. Foto: Paulo Cunha/Lusa

7.ª JORN. 30.10.11

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas sete a folhas oito verso, do Livro Cento e Setenta e Sete – B, deste Cartório. António Gonçalves Fartaria, NIF 114 752 230 casado com Maria Oliveira Ribeiro Pereira, sob o regime da separação de bens, natural da freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, residentes na Rua Vale Grande, Edifício 2, 2º D, Marinheiros, Marrazes, Leiria, declara que, com exclusão de outrem, é dono e legítimo possuidor dos seguintes prédios: Um – rústico, composto de terra de semeadura, com a área de mil seiscentos e sessenta e sete metros quadrados, sito em Passadouro, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, a confrontar de norte com Estrada Municipal 357, de sul, de nascente e de poente com António Gonçalves Fartaria, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, e inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 10.763, com o valor patrimonial de 993,61; Dois – rústico, composto de terra de semeadura, com a área de mil cento e nove metros quadrados, sito em Passadouro, freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, a confrontar de norte com Estrada Municipal 357, de sul, de nascente e de poente com António Gonçalves Fartaria, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, e inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 10.766, com o valor patrimonial de 340,00. Que adquiriu o prédio identificado na verba um, no ano de mil novecentos e oitenta e nove por compra verbal a Francisco de Jesus Gameiro e mulher Maria Urite da Anunciação, residentes na Rua da Paz, nº13, Casal da Cruz, Caranguejeira, Leiria e o prédio da verba dois, no ano de mil novecentos e oitenta e nove por compra verbal a Laurinda das Neves Ferreira e marido António de Jesus Gameiro, residentes na Rua Barbara Vaz Preto, Quinta do Cabeço, Leiria, não dispondo o justificante de qualquer titulo formal para os registar na Conservatória, mas desde logo entrou na posse e fruição dos mesmos. Que em consequência daquelas compras verbais, possui os identificados prédios em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceu sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé durante aquele períodos de tempo, adquiriu os prédios por usucapião. Batalha, vinte de cinco de Outubro de dois mil e onze. A funcionária com delegação de poderes, Lucília Maria Ferreira dos Santos Fernandes)

Triatlo | Ano de João Silva

FOTOJORNALISMOS

8.ª JORN. 06.11.11

institucional

SUL

Praia da Vieira x Santo Amaro (2-1) Outeirense x Nadadouro (4-2) Pilado x Lisboa e Marinha (0-2) Gaeirense x Os Vidreiros (2-1) Maceirinha x Unidos (-22) Folgou: Juncalense Equipa Lisboa Marinha Gaeirense Outeirense Maceirinha Juncalense Pilado Os Vidreiros Praia da Vieira Nadadouro Santo Amaro Unidos

J 4 4 3 4 3 4 3 3 4 4 4

V 4 3 2 2 2 2 1 1 1 0 0

E 0 0 1 1 0 0 0 0 0 1 1

Nadadouro x Praia da Vieira Lisboa e Marinha x Outeirense Unidos x Pilado Os Vidreiros x Maceirinha Juncalense x Gaeirense Folga: Santo Amaro

D Pts 0 12 1 9 0 7 1 7 1 6 2 6 2 3 2 3 3 3 3 1 3 1


Apetite, com a intuição de o realizar, chama-se esperança; o mesmo, sem essa intuição, desespero.

ÚLTIMA 3NOVEMBRO2011

Thomas Hobbes, filósofo político inglês [1588-1679]

18.ª Semana Cultural, de 5 a 13 de Novembro de 2011

Golpilheira com programa de luxo A 18.ª edição da Semana Cultural da Golpilheira vai realizar-se de 5 a 13 de Novembro, organizada pelo Centro Recreativo local (CRG), com mais um programa variado e repleto de boas propostas. O desfile “Moda Golpilheira 2011” vai abrir o cartaz, no sábado 5, pelas 21h30, com a estilista Fátima Cruz a garantir uma das noites com mais tradição de sucesso nestas semanas culturais. E para que a festa possa continuar pela noite dentro, a “Festa dos Anos 80” traz o convite à dança, com o DJ André “A Karaoke” e as músicas mais emblemáticas dos “loucos” anos 70, 80 e 90. No domingo 6, organiza-se o tradicional almoço oferecido aos reformados e maiores de 60 anos, naturais ou residentes na freguesia. O ano passado contou com a presença de Artur Agostinho, que prometeu voltar este ano. A morte não o deixou cumprir a promessa, mas será recordado com uma singela homenagem. E porque a vida continua, a tarde será animada pelo grupo de ginástica geriátrica da colectividade e incluirá ainda a apresentação do livro de poesia “A Estrada da Vida”, da golpilheirense Cremilde Monteiro, editado

pelo Município da Batalha. A segunda-feira 7 será dedicada ao tema da Saúde, com uma equipa médica a fazer rastreios gratuitos à população, a partir das 19h00, quanto aos níveis de glicemia, colesterol, diabetes e outros. À noite, pelas 21h00, o colóquio versará sobre “Medicação na Terceira Idade”, com o Dr. José Leite, director clínico do Centro Hospitalar Nossa Senhora da Conceição, da Misericórdia da Batalha. É um tema muito actual, já que está na ordem do dia a discussão sobre várias questões relacionadas com a medicação, como a dos medicamentos genéricos, a venda em unidose, etc. A terça-feira 8 reserva uma grande noite, a partir das 21h00. “Austeridade: que fazer deste Estado?” será o mote para um de-

bate organizado em parceria pelo Jornal da Golpilheira e a Revista Invest, cujo director, João Paulo Leonardo, será o moderador de um elenco de luxo: • José Ribeiro e Castro, ex-presidente do CDS/PP, actual deputado à Assembleia da República por este partido, sendo presidente da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, e com uma profícua carreira política em Portugal e na Europa; • Paulo Batista Santos, batalhense deputado à Assembleia da República pelo PSD, sendo vicepresidente da Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, e com um vasto currículo em órgãos locais e nacionais deste partido; • José Ribeiro Vieira, empresário da Movicortes, presidente

da NERLEI e do Conselho Geral do IPL, vice-presidente da CIP e da AIP, director do Jornal de Leiria e do Região de Cister. É uma das personalidades leirienses de relevo, com uma vida marcada pela acção no âmbito social, cultural e político e com dezenas de artigos e publicações, sobretudo, sobre a nossa região. (Presença a confirmar) • António Lucas, presidente da Câmara da Batalha há 4 mandatos e, provavelmente, a pessoa que melhor conhece a realidade política e social deste concelho. Será uma oportunidade de ouro para escutar e conversar com quem sabe, sobre a actual situação económica, social e política do País e da região. Na quarta-feira 8, a GNR da Batalha virá fazer uma sessão de Apoio / Divulgação

esclarecimento sobre o tema da “Segurança dos Idosos”. Embora destinada aos mais velhos, a apresentação será também muito útil para todos os outros, sobretudo quem tem idosos ao seu cuidado e quer conhecer alguns dos problemas que actualmente se agravam na sua segurança, sobretudo os que vivem mais isolados. Para quinta-feira 10 está reservada outra novidade: “Golpilheira no Facebook” é o convite a todos os jovens e menos jovens que usam as redes sociais na internet a trazerem os seus portáteis e virem “navegar juntos”. Será uma oportunidade para alguns “amigos virtuais” se conhecerem “ao vivo”, partilharem contactos e conversarem sobre as suas actividades. Espera-se também a participação de golpilheirenses que estão longe, mesmo no estrangeiro, que assim poderão “ligar-se” à festa. Festa rija será o arraial popular de S. Martinho, na sexta-feira 11, com castanhada, petiscos e boa bebida, no lugar da Cividade. Contará com a animação do rancho folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”. No sábado 12 vai organizar-se um passeio nocturno de veículos de todo-o-terreno. A concentração no CRG está marcada para as 17h00, seguindo-se o passeio pela região, jantar no Restaurante Etnográfico e, a terminar, um trial na Canoeira, onde decorrerá a exibição de habilidade dos pilotos. Na mesma noite, na sede da colectividade, haverá uma sessão de cinema infantil, às 20h30, com um filme de animação e surpresas para os mais novos. O encerramento, no domingo 14, marcará o primeiro aniversário da organização dos passeios pedestres “Golpilheira em movimento”. A manhã começa com a Missa pelas intenções dos sócios do CRG, às 09h30, seguindo-se a concentração para o passeio pelas paisagens locais, a terminar na sede da associação com um almoço volante de “Sopa da Pedra” (5 euros por pessoa). Mesmo os que não participarem no passeio, estão convidados para vir almoçar ao Centro, bem como para participar na tarde recreativa que se seguirá, com jogos tradicionais como pião, andolas, salto à corda, rodeiros, etc. As inscrições deverão ser feitas até às 19h00 do sábado anterior. São muitas e variadas as propostas para uma semana rica de cultura, diversão e convívio nesta comunidade, que estende o convite a todos os interessados, mesmo de fora da freguesia. Luís Miguel Ferraz


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