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4874#OMENSAGEIRO#08SET

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EVENTO

8 SETEMBRO 2011

ASSEMBLEIA DIOCESANA

ANO 97 - N.º 4874

2 DE OUTUBRO

FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro

“BRILHE A VOSSA LUZ DIANTE DOS HOMENS”

PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

Início do Ano Pastoral

FUNDADO

EM 1914

DESTAQUE

REFLEXÃO NO INÍCIO DO ANO ESCOLAR

A ESCOLA EM PORTUGAL - EDUCAÇÃO INTEGRAL DA PESSOA

LMFerraz

Em Novembro de 2008, a Conferência Episcopal Portuguesa publicou uma carta pastoral intitulada “A Escola em Portugal – Educação Integral da Pessoa Humana”. O documento, dirigido aos cristãos em geral e aos responsáveis pela educação no País, parece ter passado ao lado. Ignorado pela maioria, encontrou pouco eco naqueles que devem tomar decisões no campo da educação. No início de um novo ano lectivo, O Mensageiro volta à referida carta e aponta algumas ideias que os pais, educadores e demais responsáveis deveriam ter presentes. Páginas 2 e 3

CULTURA

SOCIEDADE

Marinha Grande | P. 4

Acção ambiental | P. 6

Actividades pedagógicas para idosos no Museu J.Correia

Valorlis desafia os “Amigos do Vidrão” para cicloturismo

Porto de Mós | P. 5

Economia Social | P. 7

“Castel’Arte” mostra colectiva de pintura Livros | P. 5

Monografia de Espite

IGREJA

Papa nas JMJ | P. 8

Seminário, uma casa para gente feliz! Projecto já existe | P. 9

Futuro complexo da paróquia das Colmeias será uma realidade

Jornadas com o tema: “Qualificar e Humanizar as Organizações sem Fins Lucrativos: Simpósio Ecuménico|P. 12 reflectir, debater Testemunho da e agir”. Igreja no mundo

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2 DESTAQUE

O Mensageiro 8.Setembro.2011

EDITORIAL

prui@iol.pt

Educar para formar

Setembro marca o início de muitas e variadas actividades. Terminado o período de férias, recomeçam as actividades escolares e associativas. Os mais novos vivem a azáfama habitual e os dias são preenchidos com inúmeras novidades, descobertas e redescobertas mais ou menos aliciantes. Também os mais velhos, pais e encarregados de educação, vivem uma agitação pouco benéfica, depois do repouso das férias. Tanta correria e tanta agitação, acaba por se sobrepor aos próprios acontecimentos e faz apontar a atenção para aspectos muitas vezes secundários, fazendo esquecer o que realmente era importante: afinal está em causa a educação dos mais novos e com ela está em causa o futuro do país. Neste, como em tantos outros sectores da vida social, a Igreja tem uma visão particular e não se cansa de apelar para que os mais incautos não se deixem levar. Neste, como em tantos outros sectores, ela apela para a formação integral, axiológica e humanizadora que deve ser sempre o motivo mais importante a justifica a correria e agitação. A educação é mais, muito mais, que uma formação técnicoprofissional. A escola deve ser mais que um espaço onde se formam técnicos especializados. Há uma vasta rede de formas A educação é mais, de estar e de valores muito mais, que a aprofundar que não uma formação pode ser esquecida em técnicoprofissional. troca da eficácia e da A escola deve rapidez. Entender a escola ser mais que um espaço onde se como “ocupação de formam técnicos tempo” para os mais novos, enquanto os especializados pais estão no trabalho, e recorrer depois a uma outra actividade para os manter ocupados enquanto os pais não estão livres, é uma forma errada de entender a educação e é um óptimo caminho para criar futuros tecnocratas frios e sem coração. O ser humano é também, senão mesmo essencialmente, coração, sentimento, beleza e emoção. E estes aspectos também são objecto de educação. Aliás deveriam mesmo estar na linha da frente das preocupações formativas e dos planos educativos de qualquer escola. Sabemos que nem sempre assim acontece. A escola católica continua a ser o espaço alternativo que a Igreja oferece para concretizar o seu modelo educativo. Talvez, porém, que o melhor seria que as parcerias publico-privadas funcionassem plenamente e de forma mais alargada que as questões económicas e financeiras. Elas deveriam ser espaço de discussão e debate de programas e projectos, para que a sociedade (independentemente da sua orientação laica) fosse mais humana. Aos pais e encarregados de educação compete agora um papel importante: acompanhar, de forma interessada e próxima, a educação que os filhos vão receber nas escolas. Para alertar para esta responsabilidade, O Mensageiro publica nesta edição alguns excertos da Carta Pastoral da Conferencia Episcopal sobre a educação.

Reflexão no início do ano escolar

LMFerraz / Arquivo

Rui Ribeiro

“A Escola em Portugal - Educação integral da Pessoa Humana”

Em Novembro de 2008 a Conferência Episcopal Portuguesa publicou uma carta pastoral intitulada “A Escola em Portugal – Educação integral da Pessoa Humana”. O documento, dirigido aos cristãos em geral e aos responsáveis pela educação no país, parece ter passado ao lado. Ignorado pela maioria, encontrou pouco eco naqueles que devem tomar decisões no campo da educação. No início de um novo ano lectivo, O Mensageiro volta à referida carta e aponta algumas ideias que os pais, educadores e demais responsáveis deveriam ter presentes. A missão da escola A educação escolar terá de assentar, consequentemente, num projecto cultural de natureza axiológica, antropologicamente fundamentado, capaz de definir as opções, as propostas e os contornos das políticas educativas que, coerentemente, o levem à prática. “A escola não pode ser apenas um conjunto de actividades; é uma visão da vida, persistente e longamente perseguida e afirmada” . A educação é o percurso da personalização, e não apenas socialização e formação para a cidadania. A educação autêntica é a educação integral da pessoa. Isto exige promoção dos valores espirituais, estruturação hierárquica de saberes e de valores, integração do saber científico-tecnológico

num saber cultural mais vasto, mais abrangente e mais englobante. Exige igualmente partilha dos bens culturais e democratização no acesso aos conhecimentos, aos saberes científicos e competências tecnológicas, que são património comum da humanidade. Exige ainda promoção do homem-pessoa em recusa do homem-objecto de mercado, rejeição de todas as formas de alienação do ser humano, defesa do primado da solidariedade e da fraternidade sobre o interesse egoísta e a competição desenfreada. Uma das formas desta educação integral dá-se, também, através da educação artística, da dinamização da sensibilidade estética e da promoção das várias expressões no contexto da comunicação humana, cultivando os vários talentos, respeitando a sua diversidade na contribuição para o bem comum. O mesmo se promove através da educação física e da actividade desportiva quando estas obedecem a valores pessoais e sociais autênticos e recusam as lógicas apenas indicadas e menos dignas do ser humano. Este princípio e esta finalidade exigem à escola a luta contra a realidade da marginalização, que caracteriza as nossas sociedades e

o mundo no seu conjunto, e a rejeição da crescente mentalidade individualista, ancorando-se no valor da vida e numa ética do bem comum e da solidariedade entre seres humanos e instituições. Tem todo o cabimento a pergunta de Bento XVI: “Concebendo o homem de maneira individualista, segundo a tendência actual, como é que se poderá justificar o esforço a favor da construção de uma comunidade justa e solidária?” A escola é um projecto educativo em marcha que, necessariamente, brota de uma convicção que, por sua vez, radica num determinado modelo de homem e de sociedade. A escola é uma concepção de vida em acção, em realização continuada e renovada pela incarnação de ideias, de saberes, de valores, de critérios, de atitudes, de comportamentos. Não há, portanto, educação e ensino alheios a preocupações de ordem filosófica, ideológica, política e religiosa. A racionalização instrumental, económica e técnico-funcionalista não deve constituir o principal referente do desenvolvimento e melhoria das escolas. Estas devem, antes, guiar-se pela promoção constante da dignidade humana, pela

A educação é o percurso da personalização, e não apenas socialização e formação para a cidadania. A educação autêntica é a educação integral da pessoa.

formação de uma interioridade criativa e solidária no coração de cada estudante, em constante confronto com o mistério da vida humana. Cada vez mais a escola tem de se considerar uma comunidade educativa alargada, que integra alunos, a entidade responsável pela escola pública, estatal ou privada, os educadores, professores e pessoal não docente, os pais e outros encarregados de educação, a comunidade circundante. A cooperação de todos os membros da comunidade educativa e a sua coesão em função dos objectivos pretendidos são inseparáveis do projecto educativo concreto de cada escola. A comunicação dos valores constitutivos do tecido social, a transmissão da memória cultural e a redescoberta da identidade através do contacto com as próprias raízes são acções muitas vezes facultadas pelo apreciável contributo do contacto inter-geracional, com a participação de alunos, pais e avós. Condicionantes e problemas hodiernos da escola É sobejamente conhecida a dificuldade e a complexidade de educar nos tempos que correm. A escola acaba por ser muitas vezes reflexo da sociedade e dos sues problemas e sofre por isso, em si mesma, as condicionantes, as influências, as debilidades e as oscilações políticas, ideológicas,


DESTAQUE 3

O Mensageiro

económicas, tecnológicas e culturais da sociedade em que está inserida. Corre constantemente o perigo de produzir resultados contrários aos que se propõe, reproduzindo as estruturas e as mesmas características da sociedade, das quais ela própria deveria ser um factor de mudança. O mundo contemporâneo caracteriza-se pela ausência de unidade na vida, até já lhe chamam “sociedade do fragmento”, pela renovação incessante dos saberes e das técnicas, pela multiplicação de pertenças e consequente relativização dos laços familiares, nacionais, culturais e religiosos. A mundialização e a globalização são realidades com as quais a criança, desde a mais tenra idade, se encontra confrontada. Desde muito cedo, ela se depara com muitos universos culturais contrastantes, muitas vezes opostos nos valores que apresentam. Tais universos, hoje em dia, não se apresentam afastados no espaço, mas estão patentes no ecrã do computador, pelo fácil acesso à Internet, aos vídeos e aos filmes, à música e às imagens que invadem o seu espaço de intimidade. Neste universo cultural, as próprias relações afectivas são marcadas pela errância e superficialidade e pela dificuldade de assumir compromissos pessoais estáveis e fortes. O processo de globalização tem a sua influência na educação pelas muitas potencialidades que oferecem oportunidade de acesso e de intercâmbio de conhecimentos, tecnologias e bens culturais, mas exige assumir o risco de uma imitação generalizada das expressões culturais e dos comportamentos, pela imposição das subculturas momentânea e politicamente mais fortes. Causa particular preocupação a divulgação mediática e a imitação local de práticas violentas. A descoberta e o encontro pessoal com o «homem novo» constituem a experiência capaz de sarar estas feridas e fundamentar a comunhão na diversidade. Por outro lado, nas sociedades ocidentais, a vida escolar, propriamente dita, inicia-se numa idade muito precoce da vida da criança, pelo que a missão de educar transfere-se paulatinamen-

te para uma instituição com regras e práticas muito específicas, diferentes e cada vez mais afastadas ou não sintonizadas com as do círculo familiar, havendo o perigo de tal instituição se tornar como um fim em si mesma. Pela própria duração do processo de escolarização, a escola corre o risco de ser vista por muitas crianças e jovens não como um instrumento de humanização, mas como um longo “túnel”, um constrangimento insuportável a que se encontram condenados antes de passarem à ”vida verdadeira”. A seguir à família, a escola deve ser o lugar da assumpção das primeiras responsabilidades, em que a criança descobre que não está só, que existem solidariedades, que ela pode e deve assumir compromissos para ajudar a melhorar o curso do mundo. A educação desde o nascimento à idade escolar constitui um dos períodos onde a presença familiar se torna fundamental e a que a sociedade deve estar bastante mais atenta e ser muito mais cuidadosa, evitando o aprofundamento das desigualdades sociais. Também a educação básica de nove anos carece de melhorias na qualidade das aprendizagens para todos, com rigor e exigência, diversificando estratégias de ensino e de aprendizagem e criando os itinerários mais adequados para todos poderem concluí-la com qualidade e sucesso. O ensino de nível secundário, apostado em diferenciar modalidades de ensino, o que pode trazer benefícios aos diferentes jovens que procuram os diversos cursos, não pode continuar a perder caudais enormes de alunos, devendo tornar-se muito mais atractivo e socialmente útil, com propostas educativas estimulantes e ambiente de trabalho contínuo e exigente. O ensino superior, a braços com mudanças

profundas na estrutura e na pedagogia, na esteira da aplicação do “Processo de Bolonha”, corre riscos sérios de degradação da sua qualidade, caso não se melhorem substancialmente as práticas de ensino e de aprendizagem, não se apoie muito mais rigorosamente o trabalho autónomo de cada estudante e não se melhorem as condições quotidianas de pesquisa e trabalho individual e em grupo por parte dos estudantes. As escolas, os professores, os pais, as autarquias, as associações profissionais, culturais e outras de interesses socioeconómicos, a comunidade circundante dos estabelecimentos de ensino, não estão ainda suficientemente articulados entre si, mormente a nível local, para favorecer um clima educativo sadio e para combater o ambiente de permissividade e de descrédito que se instalou em muitas instituições escolares. As desarticulações entre estes agentes têm tido consequências dramáticas para uma aprendizagem de qualidade, quer na “idade escolar” quer ao longo de toda a vida e com a vida. Os esforços articulados e solidários de cada comunidade são decisivos para uma nova aposta na educação e para a melhoria da escola portuguesa. O Estado tem sido, por vezes, em virtude das políticas dos diversos governantes, um obstáculo à melhoria da qualidade da escola portuguesa, e isto por vários motivos: A necessária liberdade de aprender e ensinar Em todo este contexto, ganham força a necessária reivindicação da liberdade, constitucionalmente consignada, de aprender e ensinar, tanto para as escolas estatais como para as escolas privadas, todas elas prestando um serviço público, bem como as exigências de uma sociedade democrática plural que não

O processo de globalização tem a sua influência na educação pelas muitas potencialidades que oferecem oportunidade de acesso e de intercâmbio de conhecimentos, tecnologias e bens culturais, mas exige assumir o risco de uma imitação generalizada das expressões culturais e dos comportamentos, pela imposição das subculturas momentânea e politicamente mais fortes.

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8.Setembro.2011

“A perfeição do sistema educativo português não se atingirá quando todas as crianças e jovens frequentarem uma escola estatal. Caminhar-se-á para essa perfeição quando a sociedade gerar instituições de qualidade, com projecto educativo próprio e claramente definido, de modo a que os pais possam escolher em nome desse projecto educativo” . pode deixar de favorecer e apreciar projectos alternativos válidos. Não é legítimo analisar a questão da educação e do ensino, designadamente ao nível básico e secundário, à luz das leis do mercado. A educação e o ensino não são mercadorias para se transaccionarem comercialmente, mas decorrem fundamentalmente de quadros antropológicos de referência e de sistemas de valores. Os seus custos não são custos de produção, mas de formação e crescimento de pessoas a integrar socialmente e que contribuirão com o seu saber, o seu saber fazer e o seu quadro de valores para o desenvolvimento da sociedade. É, portanto, à sociedade no seu conjunto que cabe o ónus da formação dos seus membros. Tal não quer dizer, todavia, que o interesse público em matéria de educação e ensino se confunda com ensino público estatal. “A perfeição do sistema educativo português não se atingirá quando todas as crianças e jovens frequentarem uma escola estatal. Caminhar-se-á para essa perfeição quando a sociedade gerar instituições de

qualidade, com projecto educativo próprio e claramente definido, de modo a que os pais possam escolher em nome desse projecto educativo” . A educação é um direito e um dever primordial dos pais, competindo-lhes, por isso, participação na definição dos projectos educativos das escolas. Compete ao Estado facilitar, promover, regular democraticamente e financiar todas as instituições escolares que se enquadram legalmente no sistema educativo e que contribuem para a formação das crianças e jovens de Portugal. O Estado não tem, porém, o direito de impor currículos exaustivos, programas ideologicamente direccionados e processos educativos exclusivos, contrários à legitima e necessária autonomia das diferentes comunidades e instituições educativas. O critério deve ser o da qualidade, quer dos projectos e processos educativos, quer de cada uma das escolas concretas, comprovada pelo seu agir quotidiano, e não de quaisquer imposições arbitrárias da administração educativa.

A escola católica – serviço da Igreja à sociedade A escola católica, que mais directamente nos diz respeito, não se pode dispensar de ser escola de qualidade e reivindica legitimamente o seu lugar de direito no espaço educativo, pelo papel histórico de uma escola ao serviço de todos, independentemente da sua origem social, pela sua capacidade inovadora nos processos e meios educativos, pelo valor e seriedade dos resultados obtidos na educação dos alunos e no seu aproveitamento escolar e, sobretudo, pela preferência manifestada pelos pais, sempre que os filhos a ela possam aceder. Todas as escolas católicas estão ao serviço da missão da Igreja e são chamadas, por isso, a assumir a sua missão evangelizadora. Todo o ambiente da escola, como comunidade educativa, deve estar impregnado dos valores cristãos e as actividades, curriculares e extracurriculares, ordenadas e iluminadas pela fé cristã em diálogo com a cultura e com a vida. Não é possível educar cristãmente sem ajudar os alunos a adquirir um conhecimento objectivo e científico do mundo e da vida. Mas também não é possível educar cristãmente apenas com base em conhecimentos científicos. À luz de Jesus Cristo, o cristão procura o sentido do mundo, quer no seu fundamento ontológico quer enquanto interacção e expressão de todas as realidades científicas, técnicas, sociais, culturais e religiosas. O projecto educativo da escola católica depende principalmente da presença motivada e activa de testemunhas do encontro vivo com Cristo e da adesão pessoal e comunitária ao Senhor da história e do universo. Membro constitutivo do Povo de Deus, o educador cristão participa, por inerência, da missão santificadora e educativa da Igreja. Por tal motivo, vive o seu trabalho educativo “como vocação pessoal na Igreja e não apenas como exercício de uma profissão” . Em todas as dimensões da sua acção educativa deve estar reflectida a imagem do ser humano conforme o Evangelho de Cristo.


4 CULTURA

O Mensageiro 8.Setembro.2011

Museu Joaquim Correia, na Marinha Grande

EXPOSIÇÕES Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Sensibilidades 25” - fotografia (~30/09) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Os sabores da terra” - Duarte Belo (~25/09) m|i|mo -Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Oficina do Olhar” (exposição permanente) •”Provas de cor” - arte da fundação EDP (~23/10) Tuá Tuá Cozinhartes - Leiria •”Anonimato” - fotografia de Rute Violante (~29/09) Centro de Interpretação Ambiental - Leiria • Projecto”Lis:Velho rio con’vida” - mostra de pintura (~30/09) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Jogos e brincadeiras de outros tempos” (~31/09) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Divulgando...aos+pequenos” - trabalhos feitos p/ crianças (~30/9) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Retratos” (3ªs~6ªs) Celeiro do Marquês - Pombal •”A Lenda do Bodo em BD” (~30/09) Paços do Concelho - Tomar • Fotografia - Fernando Lemos (~30/09)

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Castelo de Leiria •”Festival Baila - salsa Leiria” (9 e 10/09) Teatro Miguel Franco - Leiria •”As paredes têm ouvidos?” - Frankie Chaves, música (9/09, 22h00) •”Vamos bailar?” - concerto para bébes (11/09, 10h30, 11h45 e 15h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Cantinho do Embalo-chegou o Outono”- BEBETECA (15 e 17/9 e Sáb.,16h) m|i|mo - Museu da Imagem em Movimento - Leiria •”Quando ainda não havia cinema” - palestra (10/09, 17h00) Casa dos Ataídes - Leiria •”Noites no palácio” - teatro (8/09, 22h00) Fórum Fnac - LeiriaShopping •”Diana Piedade” - música (10/09, 17h00) •”Era umavez um dia normal na escola”- comboio de fantasias (11/9,11h30) Jardim Olímpico Duarte Alves - Monte Real •”Praça Viva” (~17/09) Largo da Capela - Pedrógão •”Praça Viva” (~10/09) Centro Azul - Praia do Pedrógão • Cria e reutiliza (13/09, 10h00 e 14h30) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Pedro e a Lua” - hora do conto (3ªs, 11h00 e 5ªs, 15h00) • Jogos de Tabuleiro (6ªs, 11h00) •”Pinturas” - desenhos para colorir/desenho livre (2ªs, 15h00) •”A grande aventura - Gnomos” - filme (14/09, 15h30) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Memórias com arte” - explorar exposições (9,14,16,20 e 22/09) Jardim Olímpico Duarte Alves - Monte Real •”Praça Viva” (~17/09) Teatro-Cine - Pombal •”Educação” - Dia da Educação do Concelho (9/09, 9h00)

O Museu Joaquim Correia, na Marinha Grande, realiza durante o mês de Setembro a oficina de trabalho sénior “Memórias com Arte”. A iniciativa realiza-se nos dias 9, 14, 16, 20 e 22 de Setembro, das 9h30 às 11h30. Trata-se de uma visita orientada para exploração das exposições do museu, através da observação e interpretação de algumas das obras do escultor Joaquim Correia. Além dos conteúdos relacionados com a vida e obra do escultor, são trabalhadas as memórias para as quais algumas obras remetem os visitantes, numa tentativa de identificação das obras com o interlocutor e com a sua vivência pessoal. No final da visita será promovido um momento de reflexão e partilha de

memórias em torno das obras de arte observadas. Esta actividade será realizada no âmbito de um projecto de estágio do Mestrado em Intervenção para um Envelhecimento Activo do IPL. Evocação a Afonso Lopes Vieira No mesmo museu, a

“Exposição de Gravuras sobre São Pedro de Moel”, da autoria de Joaquim Correia, e a mostra evocativa de Afonso Lopes Vieira foram prolongadas até final de Setembro. A “Exposição de Gravuras sobre São Pedro de Moel” reúne gravuras criadas pelo professor e escultor Joaquim Correia, em

2010. Reportam-se àquela praia do concelho da Marinha Grande, apresentando o areal, casas típicas, pinhal, Bambi, a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, entre outros temas. Na mostra evocativa de Afonso Lopes Vieira são exibidos objectos pessoais do poeta, que estão na posse de Joaquim Correia. Encontram-se uma camisa da qual o escritor tanto gostava, fotografias, cartas, postais e outros escritos originais, bem como catálogos dos Festivais de São Pedro de Moel, que tanto dinamizaram a cultura daquele lugar no início do século XX. As exposições podem ser apreciadas, de terçafeira a sábado, das 10h00 às 18h00.

Vilma Libana no Museu de Arte Sacra e Etnologia até Outubro

«Temas sacros em vidro de Cristal» A data de encerramento da exposição temporária «Sala de Cristal – Temas sacros em vidro de Cristal» patente ao público desde o passado mês de Julho no Museu de Arte Sacra e Etnologia, em Fátima, foi alterada para o dia 2 de Outubro. A exposição que muito tem agradado às centenas de visitantes, é dedicada à obra artística de Vilma Libana, apresentando arte da gravura em vidro, um processo que permite explorar a superfície do vidro, inicialmente plana,

conferindo baixo-relevo à imagem. Vilma Teresa Franco Roque nasceu na Marinha Grande, filha de José Manuel Roque de Jesus (Libano), conceituado artista marinhense, gravador à roda, gravador a ácido e lapidário, iniciou a sua carreira artística como gravadora em 2004, seguindo as passadas do pai e herdando deste a tradição, a arte e a mestria da gravura a ácido sobre o vidro. Esta é a primeira das suas exposições que apresenta unicamente temáti-

ca religiosa. As formas das peças variam entre cálices, taças, jarras e jarrões. Encontram-se igualmente expostas obras de autoria do mestre Líbano, pai da autora. A artista, de renome nesta área, conta no seu currículo, com nove exposições individuais e participação em duas exposições colectivas. A internacionalização aconteceu em 2009, em Espanha, onde foi convidada a expor no Centro Cultural de La Guardia. As suas peças já atravessaram as fronteiras da Europa.

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Teatro José Lúcio da Silva (Leiria) • CICLO CINEMA - MOVIMENTOS PERPÉTUOS | cine-tributo a Carlos Paredes | de Edgar Pêra | c/ Luísa Amaro (viola) | 14 de Setembro, 21h30 • CICLO CINEMA - A JANELA | comédia dramática | de Edgar Pêra | c/ Lúcia Sigalho, Manuel João Vieira, Nuno Melo, José Wallenstein e João Didelet | 15 de Setembro, 21h30 • CICLO CINEMA - DIÁRIOS E RETRATOS | biográfico | de Edgar Pêra | c/ presença do realizador | 16 de Setembro, 21h30 Teatro Miguel Franco (Leiria) • AMÉRICA | drama | de João Nuno Pinto | c/ Chulpan Khamatova, Fernando Luís, Maria Barranco e Raul Solnado | 12 a 14 Set.,21h30; dia 14, 18h30 Cine-Teatro de Monte Real (Leiria) • ZÉ COLMEIA | animação | de Eric Brevig | dobrado em português | 8 de Setembro, 21h30 • AMÉRICA | drama | de João Nuno Pinto | c/ Chulpan Khamatova, Fernando Luís, Maria Barranco e Raul Solnado | 15 de Setembro, 21h30 Auditório Municipal da Batalha • CARROS 2 | animação | de John Lasseter e Brad Lewis | versão portuguesa | 9, 10 e 12 de Setembro, 21h30

Actividades pedagógicas para idosos

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CINEMAS

A exposição poderá ser visitada das 10h00 às 19h00. Encerra às segundas-feiras.

Um curso-livre em Fátima

«Da pintura antiga - Como se fazia» O Museu de Arte Sacra e Etnologia, dos Missionários da Consolata, em Fátima, irá promover um curso-livre intitulado «Da pintura antiga - Como se fazia». A decorrer às terças-feiras de 11 de Outubro a 15 de Novembro, das 18h30 às 20h00, este curso livre orientado pelo historiador de arte Pedro Redol propõe-se realizar uma abordagem

da pintura antiga (medieval e moderna) centrada na produção da obra, momento privilegiado para o entendimento do processo criativo. Neste sentido, pretende-se proporcionar aos participantes um contacto próximo com as fontes histórico-artísticas – a começar pela própria obra de arte –, bem como com os

métodos utilizados na sua crítica, não esquecendo os métodos científicos de exame e análise de pinturas. A literatura artística relacionada, em particular receituários e tratados, será explorada a par e passo. Tenciona-se que este curso venha a funcionar como um laboratório em que cada participante experimente a ferramenta

necessária ao processo crítico de construção do conhecimento em história da arte, aplicando-a, tanto quanto possível, a peças do próprio Museu. A data limite para a inscrição é 4 de Outubro, existindo número limitado de 30 vagas.


CULTURA 5

O Mensageiro 8.Setembro.2011

“Castel Arte” em Porto de Mós

Festival na Batalha

Jorge Rebelo Após alguns anos de Liceu, ingressou na Escola António Arroio frequentando até ao 4º. ano o Curso de Pintura Artística e Decorativa, trabalhando em simultâneo no atelier Augusto Berthollo em Lisboa. Em 1977 dá entrada na Companhia de Carris de Ferro de Lisboa na Secção de Pintura Artística e Publicidade. Ao fim de 9 anos é promovido a “Mestre “ ficando a chefiar a Secção durante 20 anos. Durante os 40 anos de profissão, aprendeu, coordenou e ensinou várias técnicas de pintura com vários tipos de materiais , incluindo apren-

dizagem para impulsionar a serigrafia ainda muito primária nos anos 70 - 80. Fez muitas pinturas de grandes dimensões como: cenários, stands, publicidade nos eléctricos e autocarros da Carris etc, consideradas na época autênticas obras de arte, atrevendo-se assim a chamar “Arte em Movimento”. Actualmente dedica-se à pintura de quadros a óleo “realismo e surrealismo”. Tem feito várias exposições individuais, e colectivas. Sandra Raposo Sandra Maria Ferreira Raposo nasceu a 14 de Abril de 1976 em Leiria. Começou a ter aulas de pintura aos 12 anos com a monitora Maria da Graça Pereira. Aprendeu desde Artes Decorativas a Acrílico em tela Óleo em tela. Apaixonada pela pintura a óleo e fã de Salvador Dali, inspira-se principalmente no surrealismo. Agora com 35 anos de

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Estará patente ao público a exposição colectiva de pintura intitulada “No Reino da Cor”, no Castelo de Porto de Mós, de 16 de Setembro a 09 de Outubro e poderá ser visitada de terça a domingo das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.

idade ensina no seu atelier desde Artes Decorativas a pintura em tela.

Armindo Augusto De seu nome completo Armindo Augusto dos Santos, nasce em Lisboa no ano de 1950. Gostando de desenhar desde menino e sem possibilidades financeiras para seguir uma carreira de artes é como autodidacta que ao mesmo tempo, e já no liceu, adquire conhecimentos de Desenho e Pintura, fazendo o curso de José Maria Parramont. Mais tarde em 1989, em Aveiro onde na altura reside, desenvolve a pintura a óleo com o pintor ilhavense Valdemar Ribau, numa iniciativa do INATEL. Tendo experimentado outras técnicas, tais como o carvão, o pastel e a aguarela, é na pintura a óleo que realiza “pintura de género”, indo buscar ao quotidiano urbano e rural os motivos e os temas que o impressionam, procurando um cunho pessoal ainda que no âmbito do Realismo.

Exposição no Teatro Miguel Franco

Exposição na Biblioteca Municipal de Leiria

Até dia 15 de Outubro, a exposição de fotografia “Sabores da Terra”, da autoria de Duarte Belo, estará patente ao público no Teatro Miguel Franco. Pensada como uma iniciativa que envolvesse globalmente o país, esta exposição foi produzida com o objectivo de levar Portugal à Expo’98. Descreve cada uma das regiões do país, revivendo a riqueza da sua diversidade. É na terra que nos apoiamos, dela que nos alimentamos, é ela que configura o nosso espaço e condiciona as nossas comunicações físicas. É nela que moraram os nossos antepassados e, por isso, é o elemento permanente da nossa identidade. “Sabores da terra” pode ser visitada durante os horários dos espectáculos e das sessões de cinema. A entrada é livre.

“Origem” é a exposição colectiva de Nuno Ramos e Filomena Jesus, que estará patente ao público até ao dia 30 de Setembro, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira. Dois olhares e perspectivas diferentes que criaram obras em relevo, feitas em papel costurado à mão. Como pinturas de conotação orgânica, são penduradas nas paredes, criando um contraste de luz/sombra. A partir de códigos de formas geométricas irregulares, os trabalhos expostos surgem no espaço, crescendo de um modo automático e livre. “Origem” pode ser visitada às segundas-feiras, das 14 às 20 horas e, às terças e sextas-feiras, das 10h00 às 20h00. A entrada é livre.

“Sabores da terra” de Duarte Belo

“Origem” de Nuno Ramos e Filomena Jesus

na nossa estante Monografia de Espite Jacinto Gonçalves Folheto Edições & Design São longos os séculos e bem numerosas as páginas por que se espraia a História de São João de Espite, hoje parte integrante do Concelho de Ourém. Não dispunha esta laboriosa Freguesia de uma monografia em que se convocasse, na palavra escrita e perdurável, a memória das suas paisagens, destes campos férteis regados por tropel de ribeiros ou de colinas mansas carregadas de olivais, pinheirais e florestas tingidas de verde-escuro, ao labor das gerações de homens que, desde tempos remotos, a ocuparam, dominaram e nelas se multiplicaram.

Esta obra de Jacinto Gonçalves vem colmatar essa ausência e, simultaneamente, fazer justiça a esta sua Freguesia, colocando-a no seu devido lugar histórico, cimeiro entre as muitas outras localidades que a circundam. Uma Freguesia com um passado muito relevante, o qual, nestas páginas, se desvenda e afirma, de modo objectivo, contribuindo para tornar mais justamente visível, nos anais do conhecimento do passado regional, o significado histórico desta tão antiga povoação cujos primeiros habitantes decidiram dedicar à memória e à protecção celestial de São João Baptista.

Ronda dos Quatro Caminhos, Maio Moço, Fanfarra de Alfares, Sons do Lena, Gaitilena e de Espanha, da região de Valladolid, Triquel. É este o cartaz de luxo, da primeira edição do Festival de Música Tradicional e Celta, organizado pelo Município da Batalha e pela Associação Cultural Sons do Lena. Uma oportunidade única, para apreciar e ouvir alguns dos agrupamentos nacionais de maior renome da música tradicional e celta cuja apresentação caberá ao Jornalista da RDP, Armando Carvalhêda. Os concertos têm lugar no mês de Setembro, nos dias 10 às 21h30 e 11, às 15h00, na Praça Mouzinho de Albuquerque sendo a entrada gratuita. Refira-se que esta actividade está inserida na programação da Rede de Mosteiros Património Mundial da Humanidade

No Jardim Luís de Camões

Bailes de Verão terminam com a Filarmónica das Cortes O Verão está a terminar e, com ele, os Bailes de Verão que têm vindo a animar as noites de sexta-feira no Jardim Luís de Camões. No próximo dia 9, a Sociedade Artística e Musical Cortesense encerra a temporada de 2011. O tema deste último baile será “Dançar com a filarmónica!” e todos poderão bailar ao som das músicas de Astor Piazzolla, Ary dos Santos, Franco Cesarini, Giuseppe Verdi, entre muitos outros.

Novo ano vai começar

Academia de Cultura e Cooperação de Leiria A Academia de Cultura e Cooperação de Leira vai iniciar um novo ano, estando abertas as inscrições dos dias 12 a 15 de Setembro, das 15h00 às 17h00, na sede da instituição. No dia 20 às 15h00, recepção e conhecimento dos horários.

Na Barrenta, Alvados

10º Encontro Nacional de Concertinas da Barrenta É já no próximo dia 24 de Setembro que se realiza mais um Encontro Nacional de Concertinas na Barrenta, Alvados. O evento promovido pelo Centro Cultural da Barrenta, ao qual pertencem as Concertinas da Barrenta, em colaboração com a Junta de Freguesia de Alvados e a Câmara Municipal de Porto de Mós pretende reunir, pelo décimo ano consecutivo, vários grupos e tocadores de concertina de Portugal e além fronteiras, num certame que terá início às 14h00 com muita música, cantares ao desafio, 200 tocadores representantes de todas as regiões do país e muita animação. Também no dia 23 de Setembro poderá participar na Gala do “X Encontro de Tocadores de Concertina” que acontecerá na Casa da Cultura de Mira de Aire pelas 21h30. A entrada terá um custo de “5 concertinas” por pessoa. DR

Colectiva de pintura “No Reino da Cor”

Música Tradicional e Celta


6 CULTURA / SOCIEDADE “Floresta Unida” em Alcaria

DR

No próximo dia 22 de Outubro, decorrerá uma intervenção de grande dimensão em Alcaria, numa área de 20 hectares, com o objectivo de preservar e promover o crescimento sustentável da floresta, com acções como a gestão de combustíveis (limpeza do mato), a poda de condução (desrama) e a plantação efectiva de novas árvores. Pretendendo ser “uma actividade de todos e para todos”, não faltarão actividades didácticas de sensibilização e brincadeira para os mais novos. Este é um projecto organizado pela Floresta Unida, em colaboração com a Câmara Municipal de Porto de Mós e patrocinado por várias empresas de renome. Já realizada anteriormente, a concretização desta actividade revelou-se, de tal forma um êxito, que lhe permitiu angariar a curiosidade jornalística e ter cobertura nos quatro canais televisivos nacionais, nos jornais informativos em horário nobre. O projecto será oficialmente apresentado em Setembro, nas Grutas de Mira de Aire, numa cerimónia que contará com a presença de figuras públicas da Central Models e inúmeras personalidades empresariais de renome para assistir ao impulsionamento de um projecto tão ambicioso no concelho de Porto de Mós, anfitrião de lugares onde moram maravilhas naturais de Portugal, grutas, serras, algares, plantas e paisagens conhecidas aqui e além fronteiras, como parte integrante do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e, que por isso, merecem ser, acima de tudo, preservadas. É neste contexto que ousámos dirigir-nos a V. Exmas. e convidá-los a serem colaborantes numa iniciativa que se revela tão nobre, tornando-se, ao lado das empresas citadas, um dos patrocinadores oficiais deste evento e assim, acrescentar ao vosso plano de responsabilidade social a participação num evento que contribuirá, indiscutivelmente, para o crescimento sustentável de uma área protegida.

Concurso de Fotografia do IPJ

8.Setembro.2011

Passeio de bicicleta e produção de filme e cartaz

Valorlis desafia os “Amigos do Vidrão” A Valorlis – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A., vai desafiar os “Amigos do Vidrão” para uma campanha que pretende sensibilizar a população para a correcta deposição das embalagens de vidro para posterior reciclagem. A campanha “Amigos do Vidrão”, a decorrer ao longo de 2011, inclui diversas iniciativas, com destaque para um passeio de bicicleta “Na Rota do Vidro”, e dois concursos para o filme “As Vidas do Vidro” e o cartaz “Ciclo do Vidro”. A campanha parte de quatro personagens, os “agentes” Xavier, Mimi, Óscar e Crispim, que, numa “missão ultrassecreta” irão desafiar crianças, jovens e adultos a aprender boas práticas para a deposição e reciclagem de vidro, e a combater o ecocrime. O mote para este desafio é “Junta-te a esta missão: o vidro é no vidrão!”. Sobre a importância da sensibilização para a reciclagem do vidro, Miguel Aranda da Silva, administrador-delegado da Valorlis, explica que, «embora tenha sido um material cuja recolha teve grande crescimento no início, tem agora uma evolução mais lenta, exigindo um maior esforço de sensibilização dos munícipes». «A nossa aposta de sensibilização recai essencialmente nos mais novos, porque estes são mais receptivos às mensagens que preten-

DR

A maior acção de reflorestação sustentável!

O Mensageiro

demos transmitir e são, acima de tudo, potenciais catalisadores das alterações de hábitos junto das suas famílias», justifica Miguel Aranda da Silva. O passeio de bicicleta está marcado para o dia 24 de Setembro, e percorrerá a “Rota do Vidro”. É dirigido à população em geral, de todas as idades, e tem o objectivo de sensibilizar para a deposição de embalagens de vidro, como garrafas, frascos e boiões nos ecopontos. A inscrição no passeio terá “valor”de três embalagens de vidro, que deverão ser colocadas no ecoponto que estará no

local de partida. Os concursos “As Vidas do Vidro” e “Ciclo do Vidro”, também integrados nesta campanha, destinam-se aos mais jovens, que têm a oportunidade de colocar à prova a sua criatividade e aprender como se desenvolve todo o processo de reciclagem do vidro. O primeiro, “As vidas do vidro”, é destinado a alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário, e consiste na realização de um vídeo sobre o vidro, com a duração máxima de cinco minutos, que deverá ser enviado para o endereço electrónico valorlis@valorlis.pt

até ao dia 2 de Junho. Os melhores vídeos ficarão disponíveis no YouTube e na página de Facebook da Valorlis, e haverá prémios para os vencedores. Para os alunos do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, o desafio é que contem a “história” do ciclo do vidro, desde a matéria-prima, passando pela deposição do vidro no ecoponto, até ao processo de reciclagem, tudo isto em forma de cartaz. O melhor trabalho será produzido e exposto em todas as escolas da região, e os vencedores serão premiados. Dados apurados nos últimos anos demonstram que a recolha de vidro evoluiu de forma menos notória, relativamente à recolha de outros resíduos, mas ainda assim foi positiva, sendo que, de 2008 para 2009, o crescimento foi de 4,3% (de 4271 para 4455 toneladas), e de 2009 para 2010, foi de 1,4% (de 4455 para 4516 toneladas). Desde o início da sua actividade, a Valorlis aposta na sensibilização das populações da sua área de influência, dos municípios de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós, para a necessidade de alteração de hábitos, no que respeita à produção, reutilização e correcta deposição de resíduos, e à consequente preservação dos recursos ambientais.

Diálogo e compreensão mútua Promovido pelo Instituto Português da Juventude (IPJ), o concurso de fotografia “Diálogo e Compreensão Mútua” realiza-se no âmbito das comemorações do AIJ – Ano Internacional da Juventude, tendo como mentor André Boto (prémio do fotógrafo europeu do ano 2010 e embaixador do AIJ). Este concurso tem como objectivos: sensibilizar os jovens para a relevância da compreensão intercultural e do respeito por outras culturas, enfatizando a importância dos jovens como agentes de inclusão social e de paz; Desafiar a criatividade dos participantes; Incutir nos jovens o gosto pela fotografia. Divide-se em 2 categorias: Categoria A – participantes com idades entre os 12 e os 17 anos; Categoria B – participantes com idades entre os 18 e os 30 anos. Em cada categoria, serão atribuídos três prémios: 1.º – Uma viagem para duas pessoas aos Açores (Ponta Delgada); 2.º – Um telemóvel Sapo a5; 3.º – Alojamento de uma noite para duas pessoas numa Pousada da Juventude à escolha. Os trabalhos deverão ser entregues, até 30 de Setembro, na sede do IPJ – Av. da Liberdade, 194, Piso 0, Lisboa – em mão ou por carta registada.

No Centro de Interpretação Ambiental

Exposição “Lis: Velho Rio Con’Vida” No âmbito do projecto “Lis: Velho Rio Con’Vida”, encontra-se patente ao público, no Centro de Interpretação Ambiental (CIA), até ao dia 30 de Setembro, uma exposição de pintura, resultado do trabalho conjunto de alguns utentes do Centro de Dia e alunos da Escola Básica nº 1 da Gândara dos Olivais. Os trabalhos de pintura desenvolvidos no dia 16 de Junho, na zona envolvente

do CIA, por pares (um idoso e uma criança), que pintaram o Rio Lis e as suas margens, nas telas que lhes foram distribuídas, resultaram numa experiência muito agradável e interessante para todos os participantes. O projecto “Lis: Velho Rio Con’Vida” tem como grande objectivo o envolvimento inter-geracional em torno de temáticas ambientais, essencialmen-

te centradas no rio Lis e no relacionamento com ele mantido, ao longo do tempo, pelos habitantes das suas margens. Promovido pelo Instituto Politécnico de Leiria e integrado na iniciativa “Enfrentar um Desafio do Século XXI”, da Fundação Calouste Gulbenkian, “Lis: Velho Rio Con’Vida” visa resgatar os valores patrimoniais mais significativos sobre a relação do Homem

com o Rio. Projectar formas de estar e atitudes positivas para desfrutar o Rio Lis no presente e no futuro é um desafio que nos diz respeito a todos, cabendo aos mais velhos a sensibilização das gerações mais jovens para a importância vital da Bacia Hidrográfica do Rio Lis, nomeadamente para aqueles que habitam ao longo do seu curso.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 8.Setembro.2011

I Jornadas de Economia Social

Qualificar e humanizar as organizações sem fins lucrativos Nos dias 23 e 24 de Setembro de 2011, a Academia Cultural e Social da Maceira, a APEPI – Associação de Pais e Educadores para a Infância de Pombal, a Associação de Ocupação de Tempos Livres do SOM, a EAPN Portugal / Núcleo Distrital de Leiria e a Vida Plena – Associação de Solidariedade de Leiria, em parceria com a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, vão organizar as I Jornadas de Economia Social: “Qualificar e Humanizar as Organizações sem Fins Lucrativos: reflectir, debater e agir”. Os estudos nesta matéria indicam que as organizações para garantirem a sua sustentabilidade e qualidade nos serviços que prestam, necessitam de uma liderança forte, com capacidade de gestão e visão estratégica; uma

equipa técnica motivada e motivadora, com competências profissionais e sociais capazes de assegurar um bom relacionamento com os seus pares e clientes, respondendo aos desafios que se lhe colocam, com criatividade e optimismo. Mas as organizações precisam, igualmente, de comunicar, internamente e externamente, com vista a assegurarem a sua própria sustentabilidade. Assim, como garantir um serviço de qualidade, humanizado, nas OSFL e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade da organização? A realização das I Jornadas de Economia Social procurará responder a esta questão. Procurar-seá abordar diversos temas, durante 2 dias, que forneçam pistas, estratégias e instrumentos, apresentados por profissionais reconhecidos/as, e que

possam ser apropriados pelos/as participantes, com o objetivo de os colocar em prática nas suas instituições. Em cada dia, serão abordadas três temáticas. No dia 23 de Setembro 1) Otimismo e criatividade nas OSFL – Ana Caetano, Psicóloga Clínica pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, Terapeuta em EMDR (Eye Movement Desensitization Reprocessing) e Brainspotting; 2) Resiliência nos profissionais de intervenção social – Georgette Lima, Agregada ao Ensino Superior (Universidade Católica de Louvain), Terapeuta Sistémica e Familiar. 3) A participação dos/as clientes nas OSFL – Maria João Vargas Moniz, Professora no ISPA, Fundadora e Coorde-

nadora da Associação para os Estudos da Integração Psicossocial (AEIP) No dia 24 de Setembro 1) Liderança e recursos humanos nas OSFL, Núria Mendoza, Psicóloga e Certificada Internacionalmente em Coaching e Master Practicioner em PNL; 2) Planeamento estratégico, Lina Figueira, Formadora e consultora na área da formação comportamental, intervenção em projectos de inovação social, com especial enfoque no empreendedorismo social. 3) Comunicação externa e interna nas OSFL, Lígia Ramos, licenciada pela Universidade Católica em Filosofia e especialista em Recursos humanos, formadora transformacional, comunicadora e investigadora.

Câmara de Leiria

Venda de escolas do 1.º ciclo A Câmara de Leiria quer vender 27 escolas do 1.º ciclo que foram encerradas por falta de alunos e arrecadar cerca de meio milhão de euros. Os emigrantes são um alvo apetecido. “Temos essa possibilidade e é importante realizar alguma receita com estas escolas que, do ponto de vista educativo, já não têm utilidade”, disse à Lusa o vice-presidente da autarquia, Gonçalo Lopes. O autarca admitiu que uma das razões para a alienação do património

prende-se com o facto da Câmara viver «fortes pressões de tesouraria». Contudo, o município também quer assegurar o acesso a fundos comunitários, “para a construção dos 30 centros escolares inscritos na Carta Educativa concelhia, algo que só será possível através de receitas extraordinárias”. A hasta pública das escolas desactivadas deverá avançar no início do próximo ano, faltando ainda concretizar o registo do património no nome da autarquia e um trabalho

elaborado por peritos na avaliação de imóveis. Neste momento 15 dos estabelecimentos de ensino são ocupados, na sua maioria, por associações de pais e as restantes 12 encontram-se devolutas. O vice-presidente da Câmara de Leiria explicou que estas associações irão beneficiar do direito de preferência na compra dos imóveis e adiantou que ao município já chegaram algumas manifestações de interesse. “Por outro lado, temos escolas em algumas fre-

guesias com muitos emigrantes e é possível que estes queiram adquirir a escola onde estudaram no passado”, disse. As escolas encontram-se situadas nas freguesias de Azóia, Bajouca, Barreira, Boa Vista, Caranguejeira, Carvide, Coimbrão, Colmeias, Maceira, Memória, Milagres, Monte Redondo, Parceiros, Pousos, Santa Catarina da Serra, Souto da Carpalhosa, Cortes e Santa Eufémia.

Rastreios nas farmácias do grupo Sanches

Antigos Combatentes da Guiné

As farmácias do grupo Sanches, em Leiria, em Fátima e Caxarias, vão assinalar o Dia Mundial do Coração, que se comemora a 29 de Setembro, com a realização de rastreios gratuitos da hipertensão. Esta é uma das acções que estarão disponíveis para os utentes das farmácias ao longo do mês de Setembro, que incluirão, entre outras, aconselhamento nutricional e dermocosmético, e rastreios da osteoporose.

No próximo dia 5 de Outubro, quarta-feira, realizar-se-á o 30º Almoço-Convívio Nacional dos Antigos Combatentes da Guiné, no restaurante Beira Rio, em Góis. Os interessados neste convívio (e seus familiares) devem fazer a inscrição, a ser enviada para: 30º Almoço-Convívio Guiné 2011, Apartado 42, 3534-909 Mangualde.

Dia Mundial do Coração

30.º Almoço-Convívio Nacional

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os últimos 500 anos o RECORTES Ocidente viveu o maior ataque cultural da história. Seguindo o magno processo contra a cultura cristã, nas suas três fases, entende-se a situação actual. Primeiro atacou-se a Igreja em nome de Deus. Depois descartou-se a divindade mantendo a moral cristã. Hoje desmantela-se a ética. A primeira fase seguiu dois passos. Primeiro, com Lutero, João César das Neves Calvino e outros reformadores, Economista agrediu-se a estrutura eclesial conservando o Cristianismo. A fé em Cristo era preciosa, apesar dos perversos eclesiásticos. Depois, através de Hume, Voltaire e outros teístas, o cientifismo deísta rejeitou a doutrina e ritos, acenando à divindade longínqua e apática d’”O Grande Arquitecto” e distorcendo a História para apagar o papel da Igreja. A segunda fase do ataque dirigiu--se ao transcendente. Recusava-se Deus e a eternidade, pretendendo conservar as regras cristãs de comportamento social. O primeiro passo, de Feuerbach, Comte e outros ateus, quis demonstrar filosoficamente a inexistência formal de Deus na sociedade humanista ideal. O falhanço dos esforços teóricos levou Thomas Huxley, Bertand Russell e outros agnósticos ao ateísmo prático simplesmente desinteressado da questão religiosa. A fase actual é de ataque frontal à moral cristã. Primeiro, com Saint-Simon, Marx e outros revolucionários, visou-se uma moral exclusivamente humana. Mas, como Nietzsche e Sartre tinham explicado, eliminando a referência metafísica, vivemos “Para lá do Bem e do Mal”. Para compreender os traços essenciais da atitude moral dominante é preciso lembrar o elemento novo e original que o Cristianismo trouxe à civilização há 2000 anos. Aí se situa o núcleo da luta moral da nossa era. Quando Cristo nasceu, a sociedade ocidental já possuía uma estrutura ética sofisticada. Homero, Zoroastro, Sócrates, Zenão, Epicuro e tantos outros tinham estabelecido um sistema complexo de virtudes, regras e comportamentos. No campo estrito da ética, a revelação cristã trouxe apenas um contributo: a misericórdia. Para Aristóteles e seus contemporâneos, o perdão era uma injustiça inaceitável. A visão cristã do mundo tornou-o indispensável: “todos pecaram e estão privados da glória de Deus. Sem o merecerem, todos são justificados pela Sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus” (Rm 3, 23-24). Aquilo que a moral de hoje perdeu é a misericórdia. Em jornais, novelas, televisão e cinema encontramos valores e atitudes elevados. Mantêm-se virtudes, guardam-se mandamentos, pululam os exemplos honestos, sensatos, equilibrados. Tolera-se tudo. Só se despreza a caridade cristã. Existem duas formas de destruir a misericórdia: eliminando o pecado e eliminando o perdão. Estas são precisamente as duas atitudes mais comuns nos dias que correm. Numa enorme quantidade de situações não se vê nada de mal. Naquelas em que se vê, não há desculpa possível. As acções do próximo ou são indiferentes ou intoleráveis. O que nunca são é censuradas e perdoadas. O que nunca se faz é combinar o repúdio do pecado com a compaixão pelo pecador. O resultado está à vista. A moral oficial, em filmes, romances, séries e telejornais, é uma amálgama de regras, princípios e procedimentos, sem fundamento, coerência ou justificação. Do libertarismo mais acéfalo salta-se ao moralismo totalitário sem lógica ou razão. Aborto e adultério tornavam-se de crimes em direitos, enquanto tabaco e touradas passaram de hábitos a infâmias. Os enredos da moda exaltam os valores pagãos, mágicos, bárbaros, orientais, ocultistas, libertinos, vampiros. Todos, menos cristãos. Após 500 anos de ataques à Igreja, este é o estado do Ocidente. Qual a situação da fé, com cinco séculos de agressões? Está igual a si mesma. A moral cristã perdura, 100 anos depois de Nietzsche. A fé em Cristo mantém-se, 250 anos depois de Hume. A Igreja Católica permanece, cinco séculos após Lutero. O último meio milénio não foi mais duro para os discípulos de Cristo que os anteriores. Desde o Calvário, a Igreja é atacada. Ressuscitando ao terceiro dia.

A perda do perdão*

In DN, 05-09-2011


8 ECLESIAL

O Mensageiro 8.Setembro.2011

Família há VIII Séculos

11 de Agosto. Ao cair da tarde celebrámos oito séculos da Fundação da Ordem de Santa Clara, que nasceu naquela luminosa noite de Domingo de Ramos de 1211, quando Clara de Assis iniciou uma singular aventura e deu vida a uma nova família religiosa. A igreja do Mosteiro de Monte Real encheu-se de fiéis que trocaram a praia e outros lazeres por uma calorosa acção de graças vivida na Comunidade. Foi um dia cheio, repleto das bênçãos de Deus, porque o espírito de Clara e Francisco continuam vivos, em permanente desafio para a sociedade de hoje tão gasta e amachucada pelo efémero mas, ao mesmo tempo, tão sedenta de Deus. Às 18.00H com o cântico: “Hoje nasceu uma estrela brilhante …” subiam processionalmente ao altar vinte e seis sacerdotes, vestidos de túnicas brancas. Esta coroa de sacerdotes que quiseram dar maior beleza à celebração eram – como refere o Autor Sagrado – como um sol radioso sobre o templo do Altíssimo, como os lírios junto das correntes de água, como o incenso sobre a oblação sagrada. Assim apareciam quando se revestiam dos ornamentos da sua dignidade; quando subiam ao altar santo e honravam a tribuna do santuário de Deus” (Cfr Ecli, 50).

É verdadeiramente grande este mistério no que se refere ao sacerdócio. Sem sacerdote não haveria Eucaristia. Ao longo da celebração como brisa suave, foi passando pela Palavra de Deus, “viva e eficaz”, a promessa da Aliança: “Heide conduzi-la ao deserto e falar-lhe ao coração” (Os 2,16). Ao deserto foi conduzida Clara de Assis ao encontro com Deus e n’Ele permaneceu como Sarmento ligado à videira. Também o Presidente da Celebração “falou alto”, com clareza e profundidade em jeito de proposta e desafio: “É gratificante celebrar oitocentos anos de uma Ordem que conserva a frescura, o vigor e a actualidade do seu carisma e é um dom inestimável para a Igreja. O carisma de Santa Clara continua sendo um caminho belo e atraente de seguimento de Cristo pobre, casto e obediente, para muitas jovens do mundo, apesar de exigente e radical. Atravessando os séculos com as suas intempéries, o carisma que o Senhor inspirou a S. Francisco e a Santa Clara continua a ser um dom precioso para a Igreja e para o mundo, despertando para o sentido de Deus. A vida contemplativa é uma realidade que transcende as categorias humanas da “acção”. Referindo-se ao Evangelho da Solenidade, o Senhor

DR

Acção de Graças

D. Joaquim Mendes disse: “A vida contemplativa realiza de forma admirável aquela relação que Jesus, no Evangelho, exprime através da imagem da ligação entre a “cepa” e as “varas”, ou seja, a relação de intimidade e de Aliança entre Deus e a sua criatura. Uma relação fecunda, que dá muito fruto e glorifica o Pai que está nos Céus. Santa Clara escolheu, como forma de vida para ela e para as suas Irmãs, por inspiração de Deus, a vida de oração na solidão e no silêncio e assim “permaneceu” em Cristo e Cristo nela, e a sua vida deu muito fruto, que ainda hoje permanece”. Depois, dirigindo-se expressamente às Irmãs afirmou: “Caríssimas Ir-

mãs: Santa Clara irradiou com “todo o seu esplendor a glória de Deus que se reflecte no rosto de Cristo”. Ela foi um “recipiente de Deus”, preenchida totalmente por Ele. Como Santa Clara, sede fiéis aos dons de Deus. Sede transparência de Deus, para os homens e mulheres do nosso tempo, sobretudo para aqueles que buscam Deus, e, são tantos. Tende consciência de que trazeis em “vasos de barro”, na vossa existência toda dada a Deus, um dom que Deus quer fazer a todos, através da vossa humilde mediação”, e concluiu: “Caríssimos Irmãos e Irmãs, agradeçamos o dom da santidade de Santa Clara e das suas filhas espirituais, que numa vida de entrega

total e absoluta a Deus pela salvação do mundo, são uma retaguarda preciosa para a acção missionária da Igreja. Os seus Mosteiros são “oásis” de Deus, à sombra dos quais muitos podem encontrar a Deus. Agradeçamos ao Senhor o dom da vida contemplativa, testemunha eloquente do Evangelho de Cristo no meio de uma sociedade consumista e afastada de Deus”. No final da Celebração, uma simples coreografia evocou “o passo gigante” de Clara de Assis que, no meio dos atractivos, prazeres e honras que o mundo lhe oferecia, preferiu seguir Jesus pobre e crucificado e, “postas as mãos no arado” jamais voltou atrás e, de-

terminada, ousou sulcar um novo caminho de perfeição evangélica. É difícil? Sim. Exigente? Sem dúvida. Contudo, porque é Evangelho vivo, é o único que conduz à vida. Santa Clara recorda-nos assim que a radicalidade evangélica não é somente para alguns mas sim para todos. Graças ao sim generoso e fiel desta jovem invulgar, podemos hoje suplicar: Santa Clara de Assis, rogai por nós. A todos os que com amizade nos acompanharam nesta Celebração festiva, com a sua presença física ou espiritual, o nosso muitíssimo obrigada no Senhor. Clarissas de Monte Real

Papa celebrou com os seminaristas na Jornada Mundial da Juventude - Madrid 2011

Seminário, uma casa para gente feliz! Em Madrid, na missa celebrada com os seminaristas, Bento XVI desafiava os candidatos aos sacerdócio a não se deixarem “amedrontar por um ambiente onde se pretende excluir Deus” e a assumirem, “sem complexos nem mediocridade”, “uma forma estupenda de realizar a vida humana na gratuidade e no serviço, sendo testemunhas de Deus feito homem, mensageiros da dignidade altíssima da pessoa humana e, consequentemente, seus defensores incondicionais”. Para concretizar seme-

lhante projecto de vida, o Papa convidava-os a desenvolver todo um processo de identificação com “Aquele que por nós se fez servo, sacerdote e vítima”. Só assim, dizia ele, será possível chegar ao “amadurecimento do coração” que permite a cada candidato colocar-se “totalmente à disposição do Mestre”. Neste contexto, percebe-se bem a importância do tempo de preparação passado no Seminário. De uma forma ousada e provocadora para a cultura dominante, o Papa incita os seminaristas a vivê-lo em

“silêncio interior, oração permanente, estudo constante e progressiva inserção nas actividades e estruturas pastorais da Igreja”. Deste modo, os candidatos ao ministério ordenado, mergulhando profundamente na contemplação do amor misericordioso da Trindade Santíssima, aprendem, na força do Espírito Santo, a traduzir em gestos concretos a solicitude amoroso de Deus Pai para com todos os seus filhos e a criar formas de atrair para Cristo os que “procuram a Deus na verdade e na justiça”.

Parece, pois, oportuno recordar a toda a comunidade diocesana a necessidade de acompanhar com a sua oração esta causa maior da nossa Diocese. No próximo Domingo, dia 11 de Setembro, os alunos do nosso Seminário Maior iniciam o novo ano de formação nos Seminários da diocese de Lisboa e na Faculdade de Teologia da Universidade Católica: quatro continuam no Seminário dos Olivais e seis integram, pela primeira vez, o Seminário de Caparide; destes, quatro iniciam os estudos filosóficos e dois

vão frequentar o Tempo Propedêutico. Desta forma se conclui o processo de transferência do nosso Seminário Maior de Coimbra para Lisboa. Também este mês, o aluno Miguel Alves inicia o seu estágio pastoral na paróquia da Marinha Grande, e, no próximo, serão retomados os encontros mensais com os dois grupos de pré-seminaristas e iniciadas as visitadas às comunidades cristãs das vigararias de Fátima e de Ourém. Nestas visitas, os padres da Equipa Formadora do

Seminário serão acompanhados por alguns alunos do Seminário Maior. É nosso objectivo dar a conhecer não só a vocação ao ministério ordenado como também sensibilizar as comunidades cristãs para a necessidade de trabalhar na descoberta da vocação de cada um dos seus membros, em especial das gerações mais jovens, para que elas possam conhecer, experimentar e responder, por amor, ao Amor que as amou primeiro! P. Armindo Janeiro (reitor)


DIOCESE 9

O Mensageiro

8.Setembro.2011

BREVES Encontro Nacional dos Sectores do Ensino Básico e Secundário

DR

Tomada de Posição

Edifício terá salas para a catequese, salão e auditório

Futuro complexo da paróquia das Colmeias será uma realidade

A Paróquia de Colmeias está a desenvolver um estudo para a realização de um complexo que servirá a Vigararia de Colmeias. O ante-projecto, realizado pela empresa leiriense 2L – Atelier, contempla um desenho que ainda será sujeito à aprovação prévia da Comissão Económica da Paróquia de Colmeias, do pároco, da Diocese de Leiria-Fátima, Junta de Freguesia de Colmeias, da Câmara Municipal de Leiria e outras entidades competentes.

A realização da obra, considerada como extremamente necessária para a comunidade Colmeense, já teve em Maio de 2011, o parecer positivo da Comissão Económica da Paróquia de Colmeias. No terreno, de 1700 metros quadrados (uma parte doado por uma paroquiana e a outra comprada a um empresário local), será edificado um edifício que terá um salão para festas e reuniões, salas de catequese e auditório. O ante-projecto está ainda na fase de estudo,

sujeito a alterações para melhoramentos. Segundo João Feliciano, pároco de Colmeias, “a obra, a ser possível, ainda é para arrancar em 2011, ou então no início de 2012, sendo o prazo previsto para a sua execução de 2-3 anos”. Quanto ao orçamento previsto para a realização deste complexo da Vigararia de Colmeias, por se encontrar ainda em fase de análise, ainda não existem valores definidos. No entanto, as previsões apontam para 600-700 mil euros,

podendo ser mais, ou menos, mediante a finalização definitiva do projecto. O desafio é enorme, especialmente num contexto de País em crise. No entanto, o Pe. João Feliciano está confiante que a obra se realize, por se tratar de uma necessidade para toda a Vigararia de Colmeias mas também por saber que os Colmeenses quando estão unidos fazem com que as coisas aconteçam, lembrando que “não existe impossíveis”. Joaquim Santos

Animadores de Grupo e Reitores de Ultreia

Jornada e Reflexão no Seminário de Leiria Por forma a preparar o arranque do ano pastoral, procurando que nas diversas paróquias da diocese, sejam introduzidas novas dinâmicas aos Grupos e aos Centros de Ultreia, entendeu o Secretariado Diocesano de Leiria, aceitar o repto lançado pelo Secretariado Nacional, e realizar nos dias 17 e 18 de Setembro, uma Jornada de Reflexão destinada a Animadores de Grupo e Rei-

tores de Ultreia, versando diversos temas de interesse para o desenvolvimento de um trabalho que se pretende cada vez mais ajustado às realidades comunitárias e sociais de hoje. O programa de trabalhos começará às 10h00 do dia 17, terminando pelas 17h30 do dia 18. Com temas diversificados como: «Carisma Fundacional do MCC», «Animador de Grupo - seus objectivos»,

«Reitor de Ultreia - seus objectivos», « Responsabilidade do Animador de Grupo e do Reitor de Ultreia», serão seguramente dois dias de trabalho mas também de partilha, reflexão, troca de ideias e experiências, que vão possibilitar aos animadores de grupo e reitores de ultreia, a valorização dos seus conhecimentos e a motivação necessária para, no inicio deste ano pastoral, levarem para as

suas comunidades e para os seus ambientes, dinâmicas de trabalho diferentes, mais bem estruturadas e que seguramente terão inquestionáveis resultados na vivência de cada um enquanto cristãos orgulhosa e assumidamente cursilhistas. As incrições podem ser feitas através do Centro de Ultreia ou através do telemóvel 915758670 (Manuel Duarte).

Festas religiosas na Diocese

Mês de Setembro Tradicionalmente nos meses de Verão com a chegada dos imigrantes, intensifica-se as festividades religiosas na Diocese. Para além de proporcionarem momento de encontro e convivo, elas

são essencialmente homenagem dos crentes aos seus Santos Padroeiros. Na impossibilidade de reproduzirmos o programa de cada uma das festas de que vamos tendo conhecimento, deixamos as datas

Nos dias 6, 7 e 8 de Maio realizou-se o Encontro Nacional dos Sectores do Ensino Básico e Secundário organizado pelo Movimento Católico de Estudantes. Nele estiveram presentes cerca de 20 estudantes que tiveram a reflectir sobre o Bem Comum, a temática nacional do MCE para este ano lectivo. Durante os três dias, através da organização e preparação da Equipa Temática, os estudantes foram confrontados com situações de presença e ausência do Bem Comum nas várias vertentes das suas vidas: Sociedade, Política, Ambiente, Igreja, Família e Escola. Pelo recurso a imagens e textos, cada estudante explorou o seu ambiente social, familiar e escolar, dando origem à partilha das vivências de cada participante, o que por sua vez resultou em algumas conclusões do grupo. Uma das conclusões que mais sobressaiu das reflexões do grupo foi que a estrutura familiar portuguesa tem sofrido mudanças graduais que apontam para um maior egocentrismo e falta de partilha entre os elementos de uma família. Ou seja, o Bem Comum dentro da família é substituído por desejos e caprichos: uns fortes - como o desejo dos pais em trabalhar para sustentar ou dos filhos em estudar para assegurar o seu futuro -, outros menos relevantes – como a insistência dos pais em centros de dia e babysitters como meios de os substituir e a vontade dos filhos de ver televisão e sair à noite se sobrepor ao tempo que despendem com a família. Os participantes do ENSEBS, pelas razões acima mencionadas, querem propor tanto aos militantes do Movimento e seus amigos como também a todas as famílias que assim o entenderem, um Dia a Família. Este dia, 17 de Setembro de 2011, irá ser um momento especial de partilha e contacto entre a família e que compreenderá actividades lúdicas a desenvolver em diversas dioceses por todo o país. Apesar disto, o espírito desta iniciativa começa nos respectivos lares, com a esperança que nunca termine. Em nome dos participantes do ENSEBS, O Executivo Nacional do Movimento Católico de Estudante

Museu de Arte Sacra e Etnologia

Colóquio sobre património religioso O Museu de Arte Sacra e Etnologia (MASE) prepara-se para acolher um colóquio sobre património religioso nos dias 24 e 25 de Outubro, em Fátima. Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o MASE explica que a iniciativa “pretende abordar a temática do património religioso levada a efeito por várias instituições, com a apresentação de experiências e de projectos museológicos”. Integrado no tema do Ano Nacional dos Museus, “Políticas Museológicas: património religioso”, o certame conta com a organização da Associação Portuguesa de Museologia e vai ter como palco o auditório do Centro Missionário Allamano. Actualmente, a instituição “reúne uma vasta colecção de elevado interesse artístico e cultural, promovendo o encontro com a beleza, a arte, a história e a cultura”.

Errata

das que chegaram até nós: Dias 9, 10, 11 e 12 de Setembro, na Maceira, Festa em honra do sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora da Luz; Dias 10 e 11 de Setembro, na Amieira, Marinha

Grande, Festa em honra de Santo António; Dias 22, 23, 24 e 25 de Setembro, nas Colmeias, Festa em honra do sagrado Coração de Jesus.

Tomadas de posse No calendário das tomadas de posse dos párocos e serviços da cúria diocesana, que saiu na última edição, houve um lapso. A entrada do padre Jorge Oliveira na Barosa e na Azoia não será no dia 18 mas sim no dia 25 de Setembro, às 15h30 e 17h30, respectivamente. Padre Jorge Guarda


10 ECLESIAL

O Mensageiro 8.Setembro.2011

Comum(11/09/11)

Antífona de Entrada: cf. Sir 36, 18 Leitura I: Sir 27, 33 – 28, 9 Salmo Responsorial: Salmo 102 (103), 1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8); Refrão: O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade. Repete-se Leitura II: Rom 14, 7-9 Aclamação ao Evangelho: ALELUIA Jo 13, 34; Refrão: Aleluia. Repete-se; Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Refrão EVANGELHO: Mt 18, 21-35 Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: ‘Senhor, concedeme um prazo e tudo te pagarei’. Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdooulhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: ‘Paga o que me deves’. Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: ‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’. Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. Então, o senhor mandou-o chamar e disse: ‘Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque mo pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’. E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração». Palavra da salvação.

Apontamentos diversos As Jornadas Missionárias 2011 terão lugar em Fátima, no “Convívio de Santo Agostinho” (Junto à Igreja da Santíssima Trindade) de 16 a 18 de Setembro. O tema das jornadas deste ano é “ Voluntariado e Missão”. Serão proferidas várias conferências e também haverá lugar à realização de vários painéis com testemunhos ligados à temática. O prazo para a inscrição com alojamento já terminou; mas quem se quiser inscrever sem alojamento pode fazê-lo directamente para as Obras Missionárias Pontifícias (218148428 e missio.omp@netcabo.pt) ou para o Serviço de Animação Missionária da Diocese (937840637 e animissionar ialeiria@gmail.com) até dia 12 de Setembro. O custo da inscrição é de 15,00 . De 6 a 15 de Agosto o Grupo Missionário Ondjoyetu este presente nas paróquias de Ponte de Sor e Longomel, Diocese de Portalegre e Castelo Branco. Os ecos que nos chegaram dessa actividade missioná-

ria foram muito positivos. Em breve daremos conta de alguns deles de forma mais detalhada. De Angola chegam-nos informações de que o trabalho que as jovens estudantes de medicina Inês Figueiredo e Sandra Leal estão a fazer tem merecido grande acolhimento da parte das autoridades e população. A sua integração, embora contanto com alguns choques e surpresas, tem decorrido bastante bem e, ao que nos contam, o bichinho da missão está mesmo a entrar naqueles corações. Também nos informam que houve alguns percalços na documentação para o levantamento dos contentores que daqui foram enviados no início de Agosto. Esperamos que até ao fim desta semana eles possam chegar ao Sumbe, onde serão descarregados. Entretanto, a nossa equipa tem estado a fazer alguns armazéns improvisados para acondicionar temporariamente a grande quantidade de bens que foram

AO SABOR DA PALAVRA

mais lidos são aqueles que noticiam mais crimes, os programas vais vistos são aqueles que violentam e degradam as pessoas. Poucos são os suspeitos de crimes que não têm de ser protegidos da população que cegamente procura fazer justiça pelas próprias mãos. Mas um crime nunca justifica outro crime. E a morte nunca pode ser justificação para a morte. É por isso que a pena de morte não é aceitável. Mas é o que acontece quando as pessoas se guiam apenas por critérios materiais e hedonistas: pretendemos assim acabar de qualquer forma com aquilo que nos faz sofrer e nos incomoda. O livro do Ben-Sirá (ou Eclesiástico) afirma isso claramente ao dizer que aquele que se vinga sofrerá o castigo do Senhor; a ira e o rancor são sentimentos maus, que não convêm à felicidade e à realização do homem. Esta leitura mostra como é ilógico esperar o perdão de Deus e recusar-se a perdoar ao irmão; e avisa que a nossa vida nesta terra não pode ser

Cânticos | XXV Domingo Tempo Comum(18/09/11) INÍCIO: Alegre-se o coração dos que procuram o Senhor - Lau 142 Somos um povo que caminha - Lau 799 SALMO RESPONSORIAL: O Senho está próximo - Lau 595 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Tomai Senhor e recebei - Lau 821 Pobres e fracos que somos - Lau 663 COMUNHÃO: É Cristo quem nos convida - Lau 305 Vinde comer do meu pão - Lau 864 PÓS-COMUNHÃO: Senhor, Vós sois o caminho - Lau 1089 Vós me seduzistes, Senhor - Lau 877 FINAL: Confiarei no meu Deus - Lau 236 É precisso renascer - Lau 309

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

24º Domingo do Tempo Comum 11 de Setembro de 2011

Qual o sabor da vingança? A violência tem aumentado muito por todo o mundo: nos últimos meses surgiram guerras civis em muitos países do Norte de África, há poucos dias fomos testemunhas de graves distúrbios, com incêndios e pilhagens nas maiores cidades de Inglaterra. Mesmo em Portugal, as televisões abrem quase sempre os seus noticiários com notícias violentas, os jornais

DR

Leituras | XXIV Domingo Tempo

Janela Sobre a Missão

enviados, tendo em conta que seguiram dois contentores de 40 pés. Também sabemos que já foi adquirido todo o tijolo necessário para a construção da segunda fase da casa da missão, já temos licença de construção e que outros passos vêm sendo dados para que durante este mês de Setembro comecem as obras. Ainda da Linha da Frente da nossa missão informam-nos que as obras de construção da estrutura onde funcionará a moagem, na aldeia do Uquende, seguem a bom ritmo, não faltando já muito para a concretização do sonho de ter uma moagem a martelos a funcionar naquela comunidade. Vem aí o mês de Missionário de Outubro. Setembro é tempo de preparação para uma melhor vivência do referido mês. As paróquias

que estiverem interessadas podem solicitar o envio de alguém da equipa diocesana que vá apresentar o “Guião Outubro Missionário” nas missas dominicais. Os contactos para esse pedido são os que já se encontram acima. Este ano a Vigília Missionária Diocesana será na paróquia de Minde, às 21h00. Está a ser programada uma semana de sensibilização missionária para essa mesma paróquia na semana que antecede a referida vigília. Também está agendada para a tarde do Dia Mundial das Missões, 23 de Outubro, uma festa missionária que terá lugar no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. Também sobre este evento, logo que estejam disponíveis, daremos informações mais detalhadas. Padre Vítor Mira

estragada com sentimentos, que só geram infelicidade e sofrimento. Quem perdoa também verá perdoadas as suas culpas. Jesus Cristo quando diz que a lei válida é a do amor, não está a negar a antiga Lei mas a torná-la mais clara. Neste domingo ouvimos contar uma parábola sobre o perdão: quanto mais se tem, maior é a capacidade de perdoar. O “mundo” considera que perdoar é próprio dos fracos, dos vencidos, dos que desistem de impor a sua personalidade e a sua visão do mundo; Deus considera que perdoar é dos fortes, dos que sabem o que é verdadeiramente importante, dos que estão dispostos a renunciar ao seu orgulho e auto-suficiência para apostar num mundo novo, marcado por relações novas e verdadeiras entre os homens. A lógica do mundo só tem aumentado a espiral de violência, de injustiça, de morte; a lógica de Deus tem ajudado a mudar os corações e frutificado em gestos de amor, de partilha, de diálogo e de comunhão. Por isso S. Paulo diz

que não vivemos para nós mesmos, isolados dos outros. Os fiéis, antes de se deixarem dividir e separar por questões verdadeiramente secundárias, devem ter consciência do essencial da fé e daquilo que os une: Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para a todos dar a mesma vida. A comunidade é uma família de irmãos, reunida à volta do mesmo Senhor.Quando os homens esqueceram isto perde-se a ordem do mundo e começamos a viver como animais em que cada um procura salvar a sua própria vida sem atender aos outros. Pensemos nisto durante esta semana e procuremos perdoar as faltas dos nossos irmãos que são iguais a nós, quer na virtude, quer nos pecados: senão somos iguais àquele que depois de lhe ter sido perdoada uma dívida de 5 000 000 não consegue perdoar outra de 5. A vingança tem sempre um sabor amargo porque não traz de volta aquilo que perdemos. Quando perdoamos sentimos que a vida é importante e vale a pena fazer parte do mundo.


ECLESIAL • PORTUGAL 11

O Mensageiro

8.Setembro.2011

“Os cursilhos são a volta ao mundo da Graça em bicicleta” Não podiam as actividades do Ano Pastoral começar de melhor forma para o Movimento dos Cursilhos de Cristandade, do que com a realização da Jornada Nacional de Dirigentes, que decorreu em Fátima nos dias 3, 4 e 5 de Setembro, o qual juntou dirigentes dos diversos secretariados diocesanos do país, reitores e directores espirituais que apoiam o movimento nas suas dioceses. Tratou-se de uma actividade desenvolvida e organizada pelo Secretariado Nacional, que juntou em Fátima cerca de 100 cursilhistas com funções de res-

ponsabilidade nos diversos secretariados diocesanos, e que mereceu a honra de ser presidida pelo Bispo Emérito de Leiria-Fátima, D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, que tem pelo MCC um carinho especial, traduzido nas mensagens de motivação e de esperança que não se cansa de transmitir: «O MCC é o motor da Nova Evangelização», «somos missionários, catequistas, ministros de uma missão profética», e ainda «O que se recebe nunca enche a mão, o que se dá enche o coração». Foram sobretudo três dias de partilha, com traba-

lhos de reflexão em grupos compostos por elementos das diversas dioceses, e que permitiram dar pistas para o Repensar do MCC hoje e para o futuro, o que foi e o que queremos que seja o MCC na nossa diocese, em consonância com as realidades actuais da Igreja e dos Ambientes, procurando que a mensagem de evangelização do MCC chegue cada vez mais a grupos etários mais jovens. Citando o presidente do Secretariado Nacional, Jaime Custódio, é importante que o MCC inicie um novo ciclo, aberto às novas realidades, aos novos desafios e

às novas tecnologias. «Unidade na diversidade», «sem Mim nada podeis fazer», «que eu me conheça Senhor» e «quero seguir-Te Senhor», foram alguns dos temas que estiveram na base dos momentos de oração dos três dias, sempre criteriosa e cuidadosamente preparados pela organização do SN, que serviram para reflexão sobre a nossa missão de cursilhistas no mundo, e em particular nos nossos ambientes. A concluir e citando um dos oradores, «os cursilhos são a volta ao mundo da Graça em bicicleta».

Diocese de Viseu

500 anos da aprovação da Regra de Santa Beatriz da Silva A diocese de Viseu iniciou a celebração dos 500 anos da aprovação da regra da Ordem da Imaculada Conceição, fundada por santa Beatriz da Silva, religiosa descendente de pais portugueses. A evocação iniciou-se com uma missa na igreja do Convento de Santa Beatriz, na cidade viseense, presidida pelo bispo local, D. Ilídio Leandro, revela um comunicado do gabinete de informação da diocese enviado à Agência ECCLESIA. “Tudo passa e só Deus permanece – eis o segredo para que qualquer vocação

se torne caminho de santidade, pessoal e comunitária e de acção para a transformação e a salvação do mundo”, afirmou o prelado na homilia As celebrações dos cinco séculos da Ordem da Imaculada Conceição prosseguem a 17 de Setembro em Viseu, com uma representação teatral de homenagem a Santa Beatriz da Silva, marcada para as 15h00 no auditório do Centro Sócio-Pastoral. O encontro, que inclui intervenções sobre a “Presença das Concepcionistas na Diocese de Viseu” (Custódio Costa) e acerca do “Carisma Contemplati-

vo” daquela ordem (padre Abílio Ribeiro), termina às 18h30 com missa presidida por D. Ilídio Leandro. Santa Beatriz da Silva nasceu em Ceuta cerca do ano de 1426, viajando para Campo Maior ainda jovem, transitando depois para a corte de Castela em 1447, como dama de honor da Infanta D. Isabel de Portugal. Retirou se da corte para um mosteiro de Toledo, onde permaneceu mais de 30 anos, e em 1484 fundou o instituto que mais tarde tomou o título da Imaculada Conceição de Nossa Senhora (Concepcionistas),

aprovado pelo Papa Inocêncio VIII em 1489. Depois de fazer a profissão religiosa faleceu em 1492 com fama de santidade, tendo sido canonizada pelo Papa Paulo VI a 3 de Outubro de 1976. De 14 a 16 de Outubro decorre em Fátima um congresso internacional dedicado à Ordem da Imaculada Conceição, congregação de vertente contemplativa que tem 148 mosteiros na Europa, Ásia e América, 74 dos quais em Espanha e dois em Portugal (Viseu e Campo Maior).

Bispo do Porto em Lisboa

«Experimenta Design» O bispo do Porto, D. Manuel Clemente, vai inaugurar a sexta edição da Experimenta Design Lisboa, revelou a directora da bienal que em 2011 é dedicada ao tema ‘Useless’ (sem uso). “Queríamos abrir as conferências de Lisboa não com um designer, arquitecto ou alguém da comunidade criativa, mas com

alguém que pudesse trazer um olhar diferente sobre a ideia do uso”, afirmou Guta Moura Guedes em conferência de imprensa realizada na capital. Depois de qualificar o bispo do Porto como “um dos mais importantes pensadores da nossa sociedade”, Guta Moura Guedes explicou que a organização pediu ao responsável da

Igreja Católica em Portugal pela cultura para falar sobre a “utilidade” e “não utilidade no século XXI”. A Experimenta Design realiza-se de 28 de Setembro a 27 de Novembro, com a intervenção do bispo do Porto agendada para a semana inaugural, que decorre entre a data da abertura da iniciativa e o dia 2 de Outubro.

O site da bienal explica que o programa “propõe um questionamento aprofundado da ideia de utilidade e do conceito de ‘sem uso’”, constituindo, nas palavras da directora, o tema “mais provocador” da história de uma iniciativa que em 2011 apresenta 126 eventos e 164 convidados de 18 países e quatro continentes.

DR

Jornada nacional de dirigentes do MCC Jovens de volta a Portugal após missão em Angola

“Rebentos de Amor, Coração na Missão” Um padre e dez voluntários portugueses regressaram “de coração cheio” a Portugal, depois de um mês de missão em Kalandula, uma das localidades mais desfavorecidas de Angola. A actividade, integrada no projecto ponte “Rebentos de Amor, Coração na Missão” dos Jovens Sem Fronteiras (JSF), tinha como principal objectivo apoiar as populações locais ao nível da educação mas, de acordo com Rita Costa, acabou por ser muito mais do que isso. Em declarações à ECCLESIA, a presidente dos JSF destaca a forma como o seu grupo foi recebido em Kalandula e a onda de “partilha” que se gerou, “muito além das expectativas”. “As pessoas aqui têm um dom de acolher extraordinário e é isso que trazemos mais no coração, a qualquer sítio que fossemos elas cantavam, riam, de braços abertos, parecia que já nos conheciam há muito tempo”, recorda a jovem de 29 anos, que integra aquele movimento católico desde 1993. A alegria e espírito de abertura da comunidade africana apanharam de surpresa todo o grupo, confrontado também com a “simplicidade” com que as pessoas vivem, “em casas de barro, sem água e electricidade”. O município de Kalandula, situado na província do Malange, centro-norte de Angola, herdou o seu nome a partir das quedas de água do Duque de Bragança, consideradas como as maiores do continente africano. Fundado em 1929, afirmou-se progressivamente como um importante ponto turístico de Angola, cenário que se alterou com a guerra civil entre 1975 e 2002. Quase 10 anos depois do processo de paz, as gentes locais continuam em busca de um “abrigo seguro”, para retomar as suas vidas, com a ajuda da Congregação dos Missionários do Espírito Santo, da qual fazem parte os JSF. Para o padre Miguel Ribeiro, missionário espiritano que acompanhou os dez voluntários portugueses a Kalandula, é tempo de voltar a valorizar os recursos naturais da região. “Não vejo uma grande aposta nessa área e seria uma grande riqueza, porque as pessoas não têm dinheiro, vivem ainda daquelas trocas directas e Kalandula tem potencial para muito mais”, sublinha. No meio das dificuldades, o sacerdote acredita que a Igreja Católica tem uma importante palavra a dizer. “O que podemos dar como sinal àquela gente é, como se diz muitas vezes em África, mostrar-lhes que estamos juntos, que há cristãos preocupados e que eles não são um povo abandonado e esquecido”. Todos os dias, os voluntários visitavam algumas aldeias do município, sobretudo para acompanhar os mais novos e transmitir-lhes perspectivas de futuro. Muitas vezes obrigados a alterarem os planos que tinham traçado, devido às limitações com que se tinham de debater no dia-a-dia – a barreira linguística foi apenas um dos obstáculos – os jovens missionários foram obrigados a “crescer”. “Costumamos dizer que há uma visão europeia e uma visão africana das coisas e nós fomo-nos adaptando a esta realidade, se calhar mais fraterna, com exemplos mais humanos, tentando a partir daí transmitir a Palavra de Deus”, explica André Alves, de 22 anos. Chegados a Portugal, os jovens voluntários vão agora ter tempo para “assentar” ideias e “quem sabe” prepararem-se para participar em novos projectos deste género.


12 ECLESIAL • MUNDO

Itália reflectiu sobre a importância de Deus

«Comunhão e Libertação»

O 32º Encontro de Amizade entre os Povos, que terminou no passado sábado na cidade de Rimini, no centro-norte de Itália, permitiu a partilha de experiências de vida e de fé entre mais de 800 mil pessoas, de 38 nacionalidades. Em entrevista à agência Zenit a presidente do comité organizador do evento mostrou-se satisfeita com a adesão que teve esta iniciativa, promovida pelo movimento católico “Comunhão e Libertação” e onde se abordou a importância de Deus numa sociedade em crise. “Encontrámos pessoas vindas de todas as partes do mundo que mostraram a forma como a força da sua fé lhes permite enfrentar os problemas com um positivismo surpreendente”, sublinhou Emilia Guarnieri. Aludindo ao tema deste ano, “e a existência torna-se numa certeza imensa”, aquela responsável destacou o “testemunho forte” dado não só por “leigos e eclesiásticos” mas também por “líderes políticos e empresários”. A 33ª edição do certame, entre 19 e 25 de Agosto de 2012, vai ser dedicada ao tema “A natureza do Homem e a sua relação com o infinito”.

D. Giuseppe Bertello

Estado da Cidade do Vaticano vai ter novo responsável O Papa nomeou o arcebispo italiano D. Giuseppe Bertello para presidente da Comissão Pontifícia para o Estado da Cidade do Vaticano e responsável máximo do Governo do território, anunciou a Sala de Imprensa da Santa Sé. O actual detentor destes cargos, o cardeal transalpino Giovanni Lajolo, apresentou a demissão a Bento XVI depois de completar 75 anos, seguindo os procedimentos previstos do código jurídico da Igreja Católica.

Papa recordou documento de João Paulo II

«Laborem exercens»

Bento XVI afirmou, no passado Domingo, que a encíclica sobre o trabalho “Laborem exercens”, escrita há 30 anos pelo seu antecessor, Papa João Paulo II, constitui um dos marcos fundamentais da Doutrina Social da Igreja. O documento, assinado a 14 de Setembro de 1981, tece considerações sobre “o conflito entre trabalho e capital”, reflecte acerca dos direitos dos trabalhadores, apresenta elementos para uma “espiritualidade” no mundo laboral e salienta a importância da actividade profissional no crescimento humano individual e colectivo. Na oração do Angelus proferida na residência pontifícia de Castel Gandolfo, próximo de Roma, Bento XVI acentuou também a importância da concórdia dentro das comunidades cristãs, tendo referido a “responsabilidade recíproca” dos fiéis na construção da fraternidade. “Se o meu irmão comete uma falta contra mim, devo usar da caridade para com ele e, antes de tudo, falar-lhe pessoalmente, fazendo-lhe ver que o que ele disse ou fez não é bom”, explicou o Papa. Cada crente, “ciente dos seus próprios limites e defeitos”, é chamado a realizar a “correcção fraterna”: “Se algum irmão peca, não deixemos de o amar, convidando-o a voltar ao bom caminho”. As palavras de Bento XVI, baseadas no trecho do Evangelho proclamado nas missas deste domingo, sublinharam igualmente a presença de Deus quando os fiéis estão reunidos para rezar.

8.Setembro.2011

12º Simpósio ecuménico

“Testemunho da Igreja Católica no mundo contemporâneo» Bento XVI apelou à “união” de todos os cristãos, “católicos e ortodoxos”, de forma a combaterem os efeitos de “uma secularização capaz de empobrecer o ser humano na sua dimensão mais profunda”. De acordo com a sala de imprensa do Vaticano, a mensagem do Papa foi transmitida ao presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, por ocasião do encerramento do 12º Simpósio Inter-

cristão, que decorreu em Salónica, na Grécia. Indo ao encontro do tema do encontro, “o testemunho da Igreja no Mundo Contemporâneo”, Bento XVI citou o Papa Paulo VI sublinhando que, enquanto “evangelizadores”, os cristãos “não podem passar a imagem de homens divididos e separados por litígios que nada edificam”. No actual contexto social, económico e cultural, “proclamar o ministério salvífico da morte e ressur-

reição de Cristo” implica a participação de “pessoas amadurecidas na fé, capazes de se encontrarem para além das tensões, graças à procura comum, sincera e desinteressada da verdade”, continuou Bento XVI. Recordou ainda que “o conhecimento recíproco de tradições e a amizade sincera” podem “favorecer a causa da unidade dos cristãos”. Este ano, o 12º Simpósio ecuménico foi promovido pelo Instituto Franciscano

de Espiritualidade da Unersidade Pontifícia Antonianum e pelo Departamento de Teologia Ortodoxa da Universidade de Aristóteles, em Salónica. Salientando que foi naquela cidade que São Paulo proclamou em primeiro lugar o Evangelho, o Papa pediu a todos os participantes para que “animados pelo mesmo zelo apostólico”, possam levar Cristo de forma “renovada” ao mundo contemporâneo.

Foi bom mas é preciso mais

Jornadas Mundiais da Juventude 2011 O secretário-geral do Conselho das Conferências Episcopais da Europa, o padre português Duarte da Cunha, considera que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) foi positiva mas é insuficiente para mudar a Igreja Católica. O encontro não resolve todos os problemas dos jovens nem os da Igreja” mas constitui um “impulso” importante para a evangelização da Europa, escreve o sacerdote em texto publicado pela agência SIR, acrescentando que a jornada realizada em Madrid de 16 a 21 de Agosto comprova a vitalidade das posições da Igreja. “Perante numerosas dificuldades sociais, económicas, culturais, afectivas e

espirituais experimentadas pelos jovens, a JMJ prova que estão errados aqueles que consideram a Igreja como uma realidade pertencente ao passado, aqueles que vêem o discurso da Igreja como ultrapassado e incapaz de chegar à juventude”, assinala. A Jornada, que decorreu sob o lema ‘Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé”, provou que a contribuição dos católicos para o mundo “envolve homens e mulheres contemporâneos, bem como homens e mulheres do amanhã”, aponta o padre Duarte da Cunha. Após o encontro é necessário “manter vivas as palavras” do Papa Bento XVI e convertê-las em “car-

ne e sangue nas vidas quotidianas dos jovens”, num dinamismo que transforme famílias e sociedade, refere o sacerdote, para quem são necessários “momentos especiais” mas depois é necessário saber voltar a uma “vida normal”. O responsável alerta para as “falsas esperanças” suscitadas pelas centenas de milhares de jovens reunidos na capital espanhola, afirmando que são uma “minoria” numa sociedade “onde a maior parte das pessoas” não está “aparentemente” interessada na religião. A “procura espiritual” dos participantes, entre os quais mais de 12 mil portugueses, foi “evidente”: a “grande maioria” dos jovens

foi à 26.ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ) motivada por um “verdadeiro encontro pessoal com Jesus na sua Igreja”. Para o padre Duarte da Cunha, este desejo foi “claramente” apreendido “por bispos e padres nas confissões e catequeses ou nas missas”, mas agora é preciso que o “entusiasmo” vença as “dificuldades”, dado que a “missão é urgente”. O diálogo “exigente” mas “autêntico” entre o Papa e os jovens “contradiz as propostas pastorais segundo as quais a Igreja deveria mudar o seu código ético e ‘seguir’ os tempos’ para ‘atrair’ os mais novos, indica o sacerdote.

Ásia

Franciscanos terminam tradução da Bíblia A Escola Bíblica Franciscana de Tóquio conclui os trabalhos de tradução para o japonês coloquial de toda a Bíblia, iniciados em 1958, revela a Rádio Vaticano. O volume foi entregue ao cardeal Raffaele Farina,

prefeito da Biblioteca do Vaticano, durante uma missa na catedral da capital japonesa. Esta nova tradução “é a primeira feita a partir das línguas originais da Sagrada Escritura”, grego, hebraico e

aramaico, indica a emissora pontifícia. A obra é fruto também de uma colaboração, entre os anos 70 e 80 do século passado, com a Sociedade Bíblica Japonesa. DR

BREVES

O Mensageiro


OPINIÃO 13

O Mensageiro 8.Setembro.2011

TESTEMUNHAS DO AMOR

Pe. Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

Os jovens das JMJ

S

e o amor cristão se vive primeiramente nas relações interpessoais, ele também é testemunhado por uma multidão, como foi o caso dos jovens participantes nas Jornadas

RECORTES

José António Saraiva in Sol (05/09/11)

Um polícia do pensamento?

A

bri o meu email e não queria acreditar: estava positivamente inundado de correspondência enviada por pessoas que eu não conhecia, insultando-me pela crónica Dois Maridos, publicada neste espaço há 15 dias. A correspondência dividia-se em três categorias. Os emails mais benévolos continham lições de moral, considerando o dito artigo homofóbico e contrário à igualdade entre os seres humanos. E uma leitora até dizia que o texto era «racista» e que incitava à «violência sobre as mulheres». Extraordinário! Havia, depois, os emails simplesmente insultuosos, quase sempre com amplo recurso a palavrões, chegando a desejar-me a infeli-

Mundiais da Juventude, em Madrid (Espanha), de 16 a 21 de Agosto que tiveram como tema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé”. Além do que os protagonistas comunicaram sobre a sua satisfação pela experiência de fé e de amor vivida nesses dias, há outras vozes que salientam de forma convergente a grandeza e a beleza do acontecimento. Os jovens deram um testemunho fabuloso de bom espírito, tolerância, capacidade de amar, de fazer silêncio, de rezar, de saber expressar a alegria e fazer festa... Foram um “caos organizado”, como o definiu o principal organizador das JMJ, Yago de la Cerva. Para este responsável, na resposta dos jovens às provocações dos manifestantes contra o acontecimento, “ficou muito mais clara a diferença entre os que difundem o

amor e os que vivem o ódio; entre os que querem ajudar os jovens a que olhem para o futuro com responsabilidade e esperança, e os que se fecham em si mesmos; entre os que deram exemplo de convivência e os que são intolerantes com os que não pensam como eles e empregam a violência verbal, gráfica ou física... Mas agora é mais fácil apreciar o trabalho da Igreja com os jovens no mundo inteiro”. David Hatchwell, vicepresidente da Comunidade Judaica de Madrid, considera o acontecimento “um êxito absoluto”. E explica: “Ver Madrid com todo o tipo de gente jovem nas ruas, pessoas muito saudáveis, com energia positiva, foi incrível, uma delícia. A avaliação só pode ser positiva. Todos os dias, na grande variedade de eventos que ocorreram, demonstrou-se que o que se queria era um momento

espiritual muito potente, e isso aconteceu.” Por seu lado, o escritor peruano prémio Nobel, Mário Vargas Llosa, que se considera agnóstico, ao observar o que aconteceu nesta viagem de Bento XVI a Espanha, publicou as suas impressões no jornal El Pais: “Crentes e não crentes devemos alegrar-nos por isso com o que aconteceu em Madrid nestes dias em que Deus parecia existir, o catolicismo parecia ser a religião única e verdadeira, e todos como rapazes bons caminhávamos de mão dada com Santo Padre em direcção ao reino dos céus.” No seu entender, é na fé que o ser humano pode encontrar “aquela esperança de uma sobrevivência mais além da morte a que nunca pôde renunciar”. Por isso, defende que “ a religião não só é lícita como é indispensável numa sociedade democrá-

tica”. Os jornalistas que fizeram a cobertura do acontecimento foram contagiados pelo que viram. Inma Álvarez, da agência ZENIT, refere que entre os profissionais do mundo da informação, o que “mais lhes chamou a atenção foi a atitude dos jovens: Não somente diante das dificuldades da chuva e do sol, mas também diante das manifestações contrárias. Os informadores ficaram impressionados pela festa que havia nas ruas, pelo civismo e pela correcção, pela ausência de incidentes e pela atitude positiva daqueles que não puderam entrar em Cuatro Vientos pela falta de espaço”. Também o Papa Bento XVI falou da sua experiência, nestes termos: “Quase dois milhões de jovens de todos os continentes viveram, com alegria, uma

formidável experiência de fraternidade, de encontro com o Senhor, de partilha e de crescimento na fé”. Estes jovens, disse, “com o desejo firme e sincero de enraizar as suas vidas em Cristo, permanecer firmes na fé, caminhar juntos na Igreja”, são um “dom precioso, que dá esperança para o futuro da Igreja”. O encontro de Madrid, “para a multidão de jovens, procedentes de todos os cantos da terra, foi uma ocasião especial para reflectir, dialogar, trocar experiências positivas e, acima de tudo, rezar juntos e renovar o compromisso de enraizar a própria vida em Cristo, Amigo fiel.” E o Papa conclui, com uma convicção: “Tenho a certeza de que voltaram às suas casas com o firme propósito de ser fermento na massa, levando a esperança que nasce da fé”.

cidade e a morte – a mim e aos meus familiares! Um terceiro grupo era composto por emails sem qualquer texto escrito – e que, no espaço destinado ao Assunto, tinham uma referência depreciativa: «Vergonhoso», «Atrasado mental», etc. Havia finalmente um, endereçado por um jornalista estrangeiro, que me ameaçava com a Justiça internacional e uma eventual pena de prisão! ‘Só me faltava esta’, pensei eu, que já fui julgado umas 100 vezes por alegado abuso de liberdade de imprensa e passo a vida nos tribunais e nas secções de Justiça a prestar declarações. Percebi, entretanto, que uma comunidade gay tinha feito circular o texto entre os seus membros, com o pedido expresso de enviarem ao autor um email ofensivo. E no Facebook circulava um abaixo-assinado incitando a um boicote activo ao SOL e ao seu director, que tinha cerca de 1.000 adesões. Ora qual fora o meu crime, para suscitar tamanho repúdio e ataques tão violentos e grosseiros? Basicamente, manifestar-me contra o casamento gay. Numa crónica que eu pretendi que fosse ligeira e descontraída, ilustrada por uma imagem do filme Dona Flor e Seus Dois Mari-

dos, comentava-se a suposta cena de violência conjugal entre o ex-deputado do PSD Jorge Nuno de Sá e Carlos Marcano, referiam-se as dificuldades semânticas que um casamento gay levanta (por exemplo, numa relação entre dois homens devemos chamar ‘maridos’ a ambos?) e reafirmava-se a ideia de que a palavra ‘casamento’ deveria ser reservada à união entre um homem e uma mulher, ou seja, ao acto fundador de uma família. Não era um texto pesado nem doutrinário, e muito menos radical. O desacordo relativamente ao casamento gay não é uma posição original e, até mais ver, é legítima. Ou não será? Já não existe o direito de discordar da lei que admitiu a extensão da palavra ‘casamento’ à união entre dois homens ou duas mulheres? Enchi-me de paciência e decidi responder personalizadamente a cada um dos emails. Entendi que era meu dever enviar uma palavra directa a todos que me tinham escrito, mesmo os mais grosseiros. Levei uma noite inteira a fazêlo, e as minhas respostas agrupavam-se em três categorias. Aos que não escreveram texto nenhum, e apenas preencheram o espaço do Assunto, agradeci o facto de se darem ao trabalho de me

escrever mesmo sem terem nada para dizer. Aos que me insultavam com palavrões ou me desejavam a morte expliquei que os insultos dizem muito sobre quem os profere – mas não dizem absolutamente nada sobre o destinatário. Ora os autores dessas mensagens tinham deixado uma péssima imagem de si próprios. Aos que me davam lições de moral – acrescentando invariavelmente que aquele texto não devia ter sido publicado – procurei explicar-lhes o que significa a palavra ‘tolerância’. Informei-os que publico semanalmente no SOL diversos textos com opiniões contrárias às minhas, já tendo publicado artigos a defender o casamento gay. E interpelei-os directamente: «Se o leitor estivesse agora no meu lugar, publicaria o meu texto?». Esta pergunta é sempre, nestas polémicas, a pedra de toque. É ela que separa os tolerantes dos intolerantes, os democratas dos fundamentalistas. Finalmente, expliquei ao jornalista estrangeiro que em Portugal houve censura durante 50 anos, que agora vivemos em democracia – e que o SOL é um jornal plural, que respeita a liberdade de opinião e a diversidade de pontos de vista. Não percebo por que razão a homossexualidade tende a tornar-se um tema

tabu, que não pode ser discutido e sobre o qual não é permitido opinar. Não percebo – e não aceito. Nunca me verguei às conveniências e ao politicamente correcto – e não seria agora que o começaria a fazer. Sou totalmente contra o casamento gay, já expliquei detalhadamente porquê e reivindico o direito de ter opinião sobre este assunto e de a expressar. Será que alguns querem instituir uma nova Polícia do Pensamento? Querem reacender-se as fogueiras da Inquisição? Hoje, em Portugal, escreve-se sobre tudo: sobre a liberalização de todas as drogas, sobre a eutanásia, sobre as vantagens das centrais nucleares, sobre a legitimidade do aborto, até sobre a reposição da pena de morte – e não se pode contestar o casamento gay? Porquê? Com base em quê? Há muitos anos o meu pai, já em ruptura com o PCP, escreveu no Diário de Lisboa um longo artigo sobre África que incomodou os comunistas. Respondeulhe um jornalista chamado António Rego Chaves, militante ou simpatizante comunista, que acabava assim o seu texto: «Senhor doutor, deixe-nos em paz!». Numa admirável resposta, o meu pai dizia-lhe o seguinte: «Faço-lhe a justiça de pensar que, ao tomar a iniciativa de comentar o

meu artigo, a sua paz irreversivelmente acabou». Tinha razão. Uns tempos depois este jornalista afastar-se-ia do PCP. A todos os que me atacaram, mesmo aos mais agressivos, aos mais grosseiros, aos mais insultuosos, eu digo o mesmo: «Faço-lhes a justiça de pensar que a minha resposta os leve a reflectir um pouco sobre a sua atitude. Ao verem que alguém lhes pode responder civilizadamente a um insulto, isso constitua para eles uma lição». Acredito nisso – e foi por isso que a todos respondi um a um. Uma reflexão, para finalizar. Na nossa Civilização, a palavra ‘casamento’ tinha um significado preciso. Por que se insistiu em estendêla a outro tipo de relações? Eu digo: por razões ideológicas. Exactamente para significar que as uniões homossexuais são exactamente iguais às uniões heterossexuais. Só que eu acho que não são. Que são diferentes – e portanto não deveriam usar a mesma palavra. Ora, se os gays tiveram o direito de defender o seu ponto de vista, eu não terei o direito de discordar? Ou a lei que legalizou os casamentos gay ilegalizou simultaneamente as opiniões contrárias?


14 OPINIÃO / INSTITUCIONAL CARTÓRIO NOTARIAL A CARGO DA NOTÁRIA ANA PAULA PINTO ALVES CERTIDÃO Nos termos do artigo n.º 100º do Código do Notariado, CERTIFICO, PARA EFEITOS DE PUBLICAÇÃO, que por escritura lavrada no dia trinta de agosto de dois mil e onze, exarada a folhas oitenta e oito e seguinte do livro de notas para escrituras diversas número UM, deste Cartório Notarial, sito na Avenida Marquês de Pombal, Galerias S. José, lote doze, Loja H, na cidade de Leiria, a cargo da notária, Ana Paula Pinto Alves, o outorgante: JORGE MANUEL DOMINGUES FONSECA, contribuinte número 186 023 987, solteiro, maior, natural da freguesia de Milagres, concelho de Leiria, onde reside em Casal da Quinta, na Rua dos Combatentes, declarou: Que, com exclusão de outrem, é dono e legítimo possuidor de metade, única parte que possui, o que declara sob sua inteira responsabilidade, do prédio rústico, sito em Vale da Preza, freguesia de Milagres, concelho de Leiria, composto de pinhal, com a área de dois mil trezentos e vinte metros quadrados, a confrontar de norte com Luís Fernando Lisboa da Laura, de sul com caminho, de nascente com Manuel Sousa Areia e de poente com Bonifácio Oliveira Carvalheiro, inscrito na respectiva matriz, em nome de Manuel da Silva Novo, sob o artigo número 8121, ainda por descrever na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria. Que entrou na posse do identificado bem, em data que já não sabe precisar mas que se situa por volta do ano de mil novecentos e noventa, através de uma compra meramente verbal que, na indicada proporção, dele ajustou fazer ao referido Manuel da Silva Novo e mulher, Maria Marta residentes que eram em casal da Quinta, dita freguesia de Milagres, compra essa que não lhe foi nem é agora possível titular por escritura pública, dado o falecimento dos vendedores. Desde a mencionada data tomou a posse efetiva do aludido prédio, na indicada proporção de metade, tendo vindo então a gozar, com os restantes possuidores, atualmente Luísa Carpalhosa da Mota, viúva, residente no mencionado lugar de Casal da Quinta, todas as utilidades por ele proporcionadas, nele praticando os atos materias de fruição e conservação correspondentes ao direito de propriedade, designadamente, vendendo árvores para corte e avivando as estremas, tudo na convicção plena que sempre teve e tem de ser de facto proprietário, na indicada proporção. Todos estes actos de composse foram, como se disse, praticados pelo justificante, em nome próprio e pessoalmente, durante mais de vinte anos, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento e o acatamento de toda a gente da região, sendo por isso uma posse pacífica, contínua e pública, que conduz à aquisição por usucapião, que expressamente invoca, não tendo o justificante, dado o modo de aquisição, documentos que lhe permitam fazer a prova do seu direito de propriedade plena, na indicada proporção, pelos meios extrajudiciais normais. Leiria, trinta de agosto de dois mil e onze. A Notária, (Ana Paula Pinto Alves)

O Mensageiro 8.Setembro.2011

Bodas Matrimoniais

Salatina e José de Jesus

No passado dia 26 de Agosto o casal José de Jesus e Salatina Guerra Mira de Jesus, residentes no lugar de Moinhos, freguesia de Carvide, completou 50 anos de matrimónio cristão. Para celebrar a data, foi celebrada uma missa de acção de graças na igreja matriz de Carvide, a mesma onde casaram. A celebração foi animada por um grupo coral inter-paroquial de Carvide e Vieira de Leira e presidida pelo filho do casal, P. Vítor Mira, tendo também estado presentes a sua filha Rosa Mira, as netas Beatriz, Inês e Sofia e ainda muitos familiares e amigos. À missa seguiu-se um almoço de confraternização com o cantar dos parabéns e corte do bolo. Felicitamos este casal por esta celebração e invocamos as bênçãos de Deus para ele e sua família.

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas sessenta e seis a folhas sessenta e sete, do Livro Cento e Setenta e Cinco – B, deste Cartório. António dos Santos de Sousa Frade, NIF 116 069 740 e mulher Maria de Fátima da Costa Frade, NIF 174 442 270, casados sob o regime da comunhão geral, ambos naturais da freguesia de Maceira, concelho de Leiria, onde residem na Estrada Nacional 356, nº 46-A, no lugar de Maceirinha, declaram que, com exclusão de outrém, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto de terra de semeadura com uma figueira, com a área de novecentos e trinta metros quadrados, sito em Serradas, freguesia de Maceira, concelho de Leiria, a confrontar de norte com estrada, de sul com José da Silva Frade, de nascente com José de Sousa Frade e de poente com João Ramos Júnior, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, e inscrito na matriz predial rústica sob o artigo 2.945, com o valor patrimonial de 11,82; Que adquiriram o referido prédio, no ano de mil novecentos e setenta e seis, por doação verbal dos pais do marido Joaquim de Sousa Frade e mulher Maria Fernanda dos Santos, ela já falecida, residentes no dito lugar de Maceirinha, não dispondo os justificantes de qualquer título formal para o registar na Conservatória, mas desde logo entraram na pose e fruição do mesmo. Que em consequência daquela doação verbal, possuem o identificado prédio em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé, durante aquele período de tempo, adquiriram o prédio por usucapião. Batalha, nove de Agosto de dois mil e onze. A funcionária com delegação de poderes, (Liliana Santana Santos)

Manuel e Emília da Silva

Dr. Rui Castela Ficha de Assinatura Assinaturas normal/benfeitor: 20/40 Euros (Nacional), 30/60 euros (Europa) e 40/60 (Resto do Mundo) Nome: ___________________________________________ ____________________________________________ Rua: _____________________________________________ _______________ N.º _______________ Localidade: ____________________________ C. Postal: _____ - ____________________ Telf.: _______________________________

Como exemplo de vida e testemunho cristão, assim é definido o casal Emília da Silva Francisco e Manuel da Silva Santos, que comemoraram no dia 2 de Setembro as “Bodas de Ouro”. Para festejar o meio século de vida conjugal, o casal reuniu filhos, netos, familiares e amigos numa celebração presidida pelo padre Joaquim de Jesus João, na igreja de Fonte Cova. Felicitações ao casal por esta data, sinónimo de companheirismo, cumplicidade, respeito e muita fé em Deus.

TELEFONES ÚTEIS

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

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Enviar esta ficha, recortada ou fotocopiada, para: O Mensageiro - Lg. Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA ou forneça-nos os seus dados através do endereço de correio electrónico jornal@omensageiro.com.pt

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Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244

832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

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Tabela de Assinaturas para 2011 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 8.Setembro.2011

Orientação | Seis pódios para o Clube do Centro

Atletismo Magazine

Luísa Mateus vence na Serra de Sintra tuados. Em termos pessoais estou contente com a minha prestação. Não tive problemas na Orientação, dei o meu melhor de “pernas” e penso que já melhorei a forma física em relação ao passado Campeonato

do Mundo. De qualquer maneira, só vou estar em boa forma física para a próxima época”, comentou ao Orientovar (orientovar.blog spot.com). O próximo Ori-BTT está agendado para 1 e 2

de Outubro, em Idanha-aNova, uma prova a contar para a respectiva Taça de Portugal.

Futebol | Divisão de Honra da Associação de Leiria 2011/12

Vai soar o apito inicial

II LIGA

Feirense x P. Ferreira (0-0) Nacional x Benfica (0-2) Sporting x Marítimo (2-3) Rio Ave x Olhanense (0-1) V. Setúbal x Sp. Braga (0-1) U. Leiria x Porto (2-5) Gil Vicente x Académica (2-0) V. Guimarães x Beira-Mar (0-3)

Freamunde x Trofense (3-1) Arouca x Moreirense (3-1) Leixões x Santa Clara (1-2) Sp. Covilhã x U. Madeira (0-2) Portimonense x Naval (2-1) D. Aves x Oliveirense (1-0) Atlético x Estoril (1-0) Penafiel x Belenenses (2-2)

Equipa Porto Benfica Sp. Braga Académica Beira-Mar Olhanense Gil Vicente V. Setúbal P. Ferreira Marítimo V. Guimarães Sporting Feirense Rio Ave Nacional U. Leiria

J 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3

Beira-Mar x U. Leiria Marítimo x Rio Ave Benfica x V. Guimarães Académica x Nacional Porto x V. Setúbal P. Ferreira x Sporting Olhanense x Feirense Sp. Braga x Gil Vicente

V 3 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0

E 0 1 1 0 2 2 1 1 1 1 0 2 2 1 1 0

2.ª JORN. 28.08.11

I LIGA

D Pts 0 9 0 7 0 7 1 6 0 5 0 5 1 4 1 4 1 4 1 4 2 3 1 2 1 2 2 1 2 1 3 0

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

3.ª JORN. 11.09.11

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

federação portuguesa de futebol

liga portuguesa de futebol profissional

Equipa U. Madeira Arouca Santa Clara Atlético Oliveirense Moreirense Freamunde D. Aves Leixões Portimonense Penafiel Belenenses Estoril Trofense Sp. Covilhã Naval

J 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

V 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0

Estoril x Portimonense Trofense x Oliveirense U. Madeira x Penafiel Belenenses x D. Aves Moreirense x Freamunde Santa Clara x Atlético Arouca x Leixões Naval x Sp. Covilhã

E 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 2 2 1 1 1 0

federação portuguesa de futebol

II Divisão B

III Divisão

SUL

D Pts 0 6 0 4 0 4 0 4 1 3 1 3 1 3 1 3 1 3 1 3 0 2 0 2 1 1 1 1 1 1 2 0

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Vendas Novas x Caldas (1-0) 1.º Dezembro x Mafra (0-0) Oriental x Juv. Évora (0-0) Tourizense x Pinhalnovense (3-1) Torreense x Fátima (1-0) Sertanense x Louletano (1-0) Carregado x Reguengos (2-0) Moura x Monsanto (1-1) Equipa Tourizense Carregado Sertanense Torreense Vendas Novas Monsanto Moura Oriental Mafra Juv. Évora 1.º Dezembro Fátima Louletano Caldas Pinhalnovense Reuengos

J 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1

V 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

Caldas x Moura Mafra x Vendas Novas Juv. Évora x 1.º Dezembro Pinhalnovense x Oriental Fátima x Tourizense Louletano x Torreense Reguengos x Sertanense Monsanto x Carregado

E 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0

D Pts 0 3 0 3 0 3 0 3 0 3 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0

1.ª JO. 04.09.11

liga portuguesa de futebol profissional

47) são as equipas que se apresentam como candidatas a andarem nos lugares da frente. Depois de ter ganho a Taça Distrito da AFL, a formação de Porto de Mós parte como a mais séria à subida à III Divisão, onde esteve recentemente (2007-2010).

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

2.ª JO. 18.09.11

Marrazes x Nazarenos Avelarense x Atouguiense GRAP/Pousos x Fig.Vinhos Guiense x Pedroguense Portomosense x Meirinhas Biblioteca x Ansião Pataiense x Alq. Serra Alvaiázere x Vieirense

ocorrerem desistências de clubes da AFL, que estejam a competir em divisões superiores. Olhando para a classificação da última época, Portomosense (3.º lugar, 50 pontos), Pataiense (4.º, 50), GRAP/Pousos (5.º, 49), Nazarenos (6.º, 48), Guiense (7.º, 48) e Alvaiázere (8.º,

1.ª JORN. 04.09.11

HONRA

Dezasseis equipas, um lugar de acesso à III Divisão. A edição 2011/12 da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Leiria (AFL) arranca dentro de dez dias e só após 30 jornadas se saberá quem irá ocupar esse lugar. Uma coisa é certa: só subirá de divisão o campeão distrital. Isto, claro, se não

2.ª JORN. 18.09.11

associação de futebol de leiria

1.ª JORN. 18.09.11

DIVULGAÇÃO

3.ª JORN. 28.08.11

Golos, muitos, e nova derrota | Na recepção ao campeão nacional, Porto, a U. Leiria foi derrotada por 2-5. O avançado Djaniny (na foto, ao centro), que na última época jogava nos distritais dos Açores, foi um dos melhores da equipa leiriense. Foto: João Filipe Matias

A vitória de Luísa Mateus (D45) foi o ponto alto da participação do Clube de Orientação do Centro no 7.º Troféu do Clube Português de Orientação e Corrida – Serra de Sintra, 3 e 4 de Setembro –, cuja participação colectiva se saldou num 3.º lugar. Com a participação de 15 atletas, o clube leiriense viu ainda Marisa Barroso (D21A) subir ao 2.º lugar, enquanto que Cláudia Monteiro (D21A), Daniel Marques (HE) e José Bernardo (H40) terminaram no 3.º. Para o experiente Daniel Marques, tratou-se de uma prova “num mapa pouco interessante no que toca a rede de caminhos e com desníveis muito acen-

4.ª JORN. 11.09.11

FOTOJORNALISMOS

série D

Beneditense x Bombarralense (1-1) Crato x Alcobaça (0-1) Sp. Pombal x Tocha (1-1) Riachense x Peniche (1-1) Sourense x B.C. Branco (0-5) Pampilhosa x Marinhense (3-2) Equipa B.C. Branco Pampilhosa Alcobaça Bombarralense Tocha Sp. Pombal Beneditense Peniche Riachense Marinhense Crato Sourense

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Alcobaça x Pampilhosa Marinhense x Sp. Pombal Tocha x Sourense B.C. Branco x Riachense Peniche x Beneditense Bombarralense x Crato

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ÚLTIMA 8SETEMBRO2011

Nem todos podem tirar um curso superior. Mas todos podem ter respeito, alta escala de valores e as qualidades de espírito que são a verdadeira riqueza de qualquer pessoa. Alfred Armand Montapert, escritor francês [1906-]

Marinha Grande no programa das Jornadas Europeias do Património

No âmbito das Jornadas Europeias do Património, que se realizam de 23 a 25 de Setembro, sob o tema “Património e Paisagem Urbana”, a Câmara Municipal da Marinha Grande vai promover diversas actividades que visam a divulgação do seu património industrial e cultural. As Jornadas Europeias do Património são uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, que envolve cerca de 50 países, no âmbito da sensibilização dos cidadãos europeus para a importância da salvaguarda do Património. Cada país elabora, anualmente, um programa de actividades a nível nacional, a realizar em Setembro, acessível gratuitamente ao

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Visitas ao património industrial e cultural

público. O tema de 2011 é “Património e Paisagem Urbana” e pretende sensibilizar os cidadãos para a necessidade de proteger e valorizar as características da paisagem nas cidades, vilas e aglomerados urbanos, entendida

no seu sentido mais amplo. O património e a paisagem urbana são indissociáveis, a partir do momento em que a ideia de paisagem urbana é abrangente e reflecte todos os valores sociais, naturais, culturais, urbanísticos, arquitectóni-

cos e arqueológicos que aí se encontram. O património e a paisagem urbana, nas suas múltiplas manifestações, documentando a história e o desenvolvimento da sociedade, contribuem, decisivamente, para a diferenciação de identidades. As cidades, vilas e aglomerados urbanos são recursos únicos que têm de ser protegidos e valorizados, apesar dos problemas que lhes são inerentes por serem organismos em constante transformação, como a desertificação dos centros históricos e tradicionais e a tendência para a sua descaracterização.

Colóquio em Outubro, no Museu de Arte Sacra e Etnologia

“Políticas Museológicas: património religioso”

para o desenvolvimento das comunidades locais, bem como analisar o papel da arte sacra no desenvolvimento do turismo. Neste colóquio pretende-se também debater várias propostas para que os museus com colecções de património religioso se aproximem mais dos cidadãos. O Museu de Arte Sacra e Etnologia, pertencente ao Instituto Missionário da Consolata e comemora no presente ano o seu vigésimo aniversário, pretende introduzir o visitante no espírito missionário da Igreja e leválo a participar com ela no esforço da evangelização do mundo. Reúne uma vasta colecção de elevado interesse

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O Museu de Arte Sacra e Etnologia irá receber nos dias 24 e 25 de Outubro de 2011, no Auditório do Centro Missionário Allamano em Fátima, o Colóquio APOM/2011. A APOM (Associação Portuguesa de Museologia) em colaboração com o MASE, organizará este colóquio anual integrado no Ano Nacional dos Museus subordinado ao tema “Políticas Museológicas: património religioso”. Com a realização deste colóquio, pretende-se abordar a temática do património religioso levada a efeito por várias instituições, com a apresentação de experiências e de projectos museológicos. Procurar-se-á identificar a problemática geral das colecções do património religioso, conhecer as experiências museológicas inovadoras dos museus com colecções de património religioso e sua importância

artístico e cultural, promovendo o encontro com a beleza, a arte, a história e a cultura.

Regresso às aulas

Famílias mais pobres obrigadas a pagar livros A factura dos manuais escolares para o ano lectivo 2011/2012, que arrancará entre 8 e 15 de Setembro, vai pesar mais este ano na carteira dos pais, não só porque quase 20 mil alunos ficaram excluídos dos apoios da Acção Social Escolar (ASE). Mesmo aqueles que continuam a ser beneficiários – cerca de 300 mil crianças e jovens têm direito ao apoio máximo, de acordo com as contas do Ministério relativas a 2010 – serão obrigados a adiantar a verba para adquirirem os livros. Em alguns casos, o montante pode atingir aos 300 euros. “Trata-se de uma alteração das boas práticas e de uma enorme insensibilidade social”, afirmou Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), endereçando duras críticas às escolas, que decidiram retirar-se do problema. “É uma visão pobre e negativa deixar os pais sozinhos nisto.” Mas a origem do problema está afinal subordinada à tutela. Segundo adianta o mesmo jornal, a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) divulgou uma circular afirmando que as escolas não podem fazer compras fora das centrais públicas, de acordo com o decreto-lei de 2008 sobre processos de adjudicação dos contratos públicos de fornecimento. Isto significa que as escolas têm de abrir um concurso público para aquisição de material, e não, como antes acontecia, escolher aleatoriamente a fonte do fornecimento. No entanto, a maioria das escolas optou por não abrir concursos. Consequentemente, os pais, que antes levantavam a crédito os manuais nas lojas - as lojas depois ajustavam contas directamente com as escolas -, têm agora de adiantar o dinheiro. Algumas livrarias confirmaram a mudança do processo: “O concurso público dá muito trabalho (exige um caderno de encargos com listas de livros, preços, escalões dos alunos, valor a atribuir pelo Ministério a cada um...) e as escolas não têm pessoas com formação para o fazer. Além disso, é um processo longo, que nunca demora menos de dois meses”. E que nunca pode ser iniciado antes do fim de Agosto, porque só nessa altura o Ministério da Educação divulga a lista dos escalões. Ou seja, quem abrir concurso agora, só terá o processo fechado em Outubro e nunca receberá o dinheiro antes de Janeiro. Daí que as escolas estejam cada vez mais a demitir-se da intermediação, mesmo que esta seja penalizadora para as famílias mais carenciadas. Fonte do Ministério da Educação reconheceu que “este problema não é novo”, garantindo estar “atento à questão”. Mas não o suficiente e muito menos com a atenção que o contexto de crise acentuada exigiria, uma vez que, apesar disso, não tomou ainda nenhuma medida sobre a agilização do concurso público, nem tem solução para os pais que não têm dinheiro disponível para adiantar. O Ministério da Educação liderado por Nuno Crato limitou-se a antecipar, em cerca de três semanas, o despacho que regula as condições de aplicação das medidas da acção social escolar. Sobre o tempo de espera pelo reembolso a tutela não deu qualquer resposta.


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