FESTAS
11 AGOSTO 2011
Padroeira da Cidade | P. 8
ANO 97 - N.º 4872
Leiria celebra Nossa Senhora da Encarnação dia 15
FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt
Cartaz de luxo | Última
Batalha em festa de 12 a 15 de Agosto
FUNDADO
EM 1914
DESTAQUE
Páginas 2, 3, 4 e 5
UM PENTECOSTES JUVENIL EM MADRID Informamos os nossos leitores que O Mensageiro irá fazer a habitual pausa de Verão nas duas edições de 18 e 25 de Agosto
AVISO
Agradecemos a compreensão e desejamos a todos reconfortantes férias!
Estamos de regresso a 1 de Setembro
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O Mensageiro 11.Agosto.2011
Pe. Pablo Lima Director do DNPJ
Portugal e a JMJ 2011 Aproxima-se a passos largos o maior evento organizado pela Igreja Católica a nível mundial: as Jornadas Mundiais da Juventude. Esta edição 2011, a realizar na cidade de Madrid, Espanha, tem um fascínio e uma relevância enormes para Portugal pela afinidade humana e proximidade geográfica. Tomarão parte nesta Jornada mais de 12 mil portugueses. Dentre eles, mais de 1.500 irão para fazer as pré-jornadas ou «Dias en las diócesis» que decorrem entre 10 e 15 de Agosto. Outros 8.500 juntar-se-ão aos anteriores a partir de 16 e até 21 de Agosto, já na capital espanhola. Finalmente, pouco mais de 2.200 irão apenas à Vígília e Missa com o Papa no Aeródromo de Cuatro Vientos, nos dias 20 e 21 de Agosto. As dioceses que participam nas pré-jornadas são: Aveiro, com 245 jovens, na diocese de Córdoba; Braga, Vila Real, Funchal e Lamego, com 282 jovens, na diocese de Segovia; Coimbra levará 282 jovens a Toledo; Lisboa peregrina a Zamora com 362 jovens; os jovens de Granada receberão 238 congéneres do Porto. Vários movimentos também irão participar nas Jornadas, de acordo inclusive com a mística dos seus fundadores: jovens carmelitas irão a Ávila, jovens hospitaleiros a Granada, o Caminho Neo-catecumenal terá vários grupos em Madrid, Leiria-Fátima tem duzentas inscrições. São as três maiores dioceses do país as que levam mais jovens: Lisboa leva 2.018 jovens; Braga leva 752 jovens e Porto leva 620 jovens. O número estimado de sacerdotes portugueses presentes em Madrid supera os 400; o número de religiosos e religiosas é também muito próximo e os seminaristas, entre diocesanos e religiosos, ronda os 300 jovens. Apenas uma diocese de Portugal não leva seminaristas ao Encontro de jovens com o Papa pela ocorrência do seu encontro de férias durante os mesmos dias. O carinho dos Bispos portugueses para com os seus jovens tem sido extraordinário! Foram eles que quiseram e se esforçaram, através do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, em concretizar o Encontro dos Jovens Portugueses que terá lugar no dia 18 de Agosto, em Madrid. O local do Encontro é o Centro de Congressos de Madrid, mais concretamente no extraordinário anfiteatro polivalente conhecido como Madrid Arena. Contamos com a participação de perto de 10.000 jovens; dentre os quais 6.500 já estão inscritos. Os outros deverão inscrever-se no próprio dia, no local, ao fazer a sua comparticipação nas despesas do mesmo. O título do Encontro recorre a uma outra frase paulina (recorde-se que o mote das Jornadas é retirado de Col 2,7) e quer ser a ponte entre o antes, o durante e o depois das Jornadas: «Edificados sobre o alicerce dos Apóstolos» (Ef 2,20). Resulta clara e muito eloquente a ligação entre o «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» e o «edificados sobre o alicerce dos Apóstolos»… Participarão no Encontro com os jovens 17 bispos portugueses: titulares de quinze dioceses territoriais e uma pessoal (Forças Armadas e Segurança) e um bispo auxiliar. Apenas os titulares de Leiria, Santarém, Funchal, Bragança e Vila Real não podem mesmo estar presentes por imperativos pastorais. À catequese e Eucaristia do Encontro dos Jovens portugueses presidirá o Cardeal-Patriarca de Lisboa D. José Policarpo. Nos dias 17 e 19 de Agosto, os jovens portugueses terão as catequeses com sete bispos portugueses: D. Manuel Clemente (Porto), D. António dos Santos (Aveiro), D. Ilídio Leandro (Viseu), D. Antonino Dias (Portalegre-Castelo Branco), D. Manuel Quintas (Algarve), D. Jorge Ortiga (Braga) e D. Virgílio Antunes (Coimbra), o mais jovem bispo ordenado em Portugal.
Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011
Um Pentecostes juvenil em Madrid A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011 não é, com certeza, só um dia, mas é também muito mais do que uma semana, precedida de uma cuidada organização: seguir-se-ão, como sempre acontece neste evento eclesial, numerosos frutos apostólicos e transformará Madrid, de 16 a 21 de Agosto, no centro juvenil de toda a Igreja Católica. Isso vai acontecer em especial nos dias em que o Papa Bento XVI acompanhar os mais de um milhão de jovens de todo o mundo que se reunirão na capital espanhola, como se depreende dos números de inscrições, o mais alto em todas as edições da JMJ. Os números deste encontro são já tão excepcionais, na sua dimensão, que mesmo do ponto de vista humano fazem com que este acontecimento seja “magno”, por si só, e situam-no na primeira linha de todos os eventos mundiais. A cidade de Madrid, no entanto, vai converter-se sobretudo neste Agosto de 2011 no cenário de um verdadeiro “Pentecostes juvenil”, no qual esta grande representação da juventude católica mundial, acompanhada por cerca de um milhar de bispos e outros
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EDITORIAL
milhares de padres, vai reunir-se junto de Bento XVI – como um dia o fizeram os primeiros cristãos em volta do apóstolo São Pedro, como nos conta a Bíblia – para confessarem juntos a fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus incarnado, e renovar o compromisso evangelizador de transformar o mundo. Este é o verdadeiro objectivo da JMJ. No meio de todo este cenário juvenil, sempre surpreendente e novo, Bento XVI aproveitará a magnífica oportunidade da JMJ 2011 para fazer, mais uma vez, o seu reiterado apelo ao essencial da fé, como fizera também o primeiro Papa à saída do cenáculo de Pente-
costes: a proposta salvadora de Deus misericordioso no seu filho Jesus Cristo. Como consequência disso, o testemunho, as homilias e alocuções de Bento XVI em Madrid vão dar aos jovens que ali se reunirem as respostas adequadas da fé aos anseios e carências profundas do ser humano e do crente, apresentandoas como actuais – sempre modernas! – para a vida concreta do hoje e do amanhã. No seu ensinamento – sempre cheio de sentido positivo- o Papa incentivará os jovens ao esforço de chegar às razões últimas da fé e do agir humano, de as acompanhar com a imprescindível iluminação
da Revelação. Graças ao Espírito Santo, os jovens de todo o mundo continuarão a encontrar nesta ocasião, no Sucessor de Pedro, um verdadeiro mestre da fé e de humanidade. Da mesma forma que aconteceu, no início, com o antigo Pescador da Galileia. Agora cabe as jovens seguir Jesus de Nazaré, para o qual o Papa remete sempre, e lançar as redes… A história repetese, oxalá também as generosas respostas juvenis. Padre José María Gil Tamayo, Consultor do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais
Entrevista ao Pe. Pablo Lima, director do DNPJ
«Vinde ver e viver as Jornadas» O padre Pablo Lima é o Director do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), organismo da Conferência Episcopal Portuguesa, e está a coordenar a participação portuguesa nas Jornadas Mundiais da Juventude que vão decorrer em Madrid, entre 16 e 21 de Agosto, sob o tema «Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» A. Juvandes e C. Barreto, In Boletim Salesiano, 527, Jul-Ago 2011
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) vai realizar-se este ano em Madrid. Como está a ser coordenada a participação portuguesa e quais os critérios? Os jovens portugueses participam, na sua maior parte, através dos secretariados diocesanos e movimentos inscritos no Conselho Nacional de Pastoral Juvenil. Para além destes, vários grupos e paróquias estão a organizar-se por conta própria pois é possível a inscrição directa junto do site do Comité de Madrid www.madrid11.com Porém, a coordenação do «contingente» português está confiada ao Depar-
tamento Nacional da Pastoral Juvenil, estrutura da Conferência Episcopal Portuguesa que estabelece o diálogo com a Secção de Jovens do Conselho Pontifício para os Leigos e com o Comité Organizador Local de Madrid e apoia as dioceses e movimentos. Estão convidados todos os jovens destinatários da pastoral juvenil em Portugal que, por princípio, são os maiores de 16 anos, isto é, quantos terminaram o itinerário catequético nacional que inclui dez anos de caminhada. Mas o convite do Papa estendese também aos jovens não
crentes pois, na Mensagem para a XXVI Jornada Mundial da Juventude, ele afirma mesmo que «gostaria que todos os jovens, quer os que partilham a nossa fé em Jesus Cristo, quer todos os que hesitam, que estão na dúvida ou não crêem n’Ele, possam viver esta experiência, que pode ser decisiva para a vida: a experiência do Senhor Jesus ressuscitado e vivo e do seu amor por todos nós». Em atenção à diversidade pastoral da vizinha Espanha, onde não existe um programa catequético uniforme e nacional e onde muitas dioceses reú-
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O Mensageiro
Que motivações levam os jovens a participar neste tipo de encontro? Em primeiro lugar, as Jornadas Mundiais da Juventude são um evento de evangelização e, por isso, a primeira motivação é a fé em Jesus. Mesmo para aqueles que vão sem saber o que lhes espera ou que não são crentes, creio profundamente que existe um acto implícito de fé pois aderem a uma actividade organizada publicamente pela Igreja Católica e cujo momento principal é o encontro com Bento XVI: não há dúvidas quanto a isso! Por outro lado, numa lógica mais natural, a perspectiva de estar em simultâneo com mais de um milhão de jovens dos quatro cantos do mundo, exerce um fascínio enorme nesta geração global. O testemunho conjunto e corajoso do Evangelho, o encontrar e aprofundar as raízes da própria fé (não por acaso, o lema é de Col 2,7: «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé»), a partilha de vida com outros jovens, o intercâmbio cultural são outros dos motivos essenciais. Pessoalmente creio que as Jornadas podem realizar aquilo que o poeta espanhol León Felipe escreveu um dia: «Para cada homem / guarda um raio de luz o sol / e um caminho virgem, Deus». Cada jovem parte para Madrid com uma motivação muito pessoal e regressará com uma experiência incomparável no coração.. Será correcto pensar que a fé destes jovens assenta mais na busca do extraordinário do que do ordinário? É típico da religiosidade e cultura do nosso tempo um pensamento fragmentário, que vive de momentos fortes. A socióloga francesa Hervieu-Léger tem escrito muito e bem sobre isso e faz referência explícita às Jornadas. Porém, a experiência de encontro dos apóstolos com Jesus não terá tido também algo de
tão arrebatador que os levou a ficar com Ele sem hesitações? O problema não é que os jovens sejam atraídos pelo carácter gigantesco dum evento como as Jornadas mas sim qual é a capacidade real das comunidades, grupos e movimentos em Portugal de acolher depois esse enorme potencial humano e espiritual que despertará em Madrid… Considera as JMJ como ponto de chegada de uma caminhada ou ponto de partida? Absolutamente como um ponto de partida. O Departamento Nacional trabalhou ao longo destes dois anos nesse sentido. Por tal motivo, publicámos com as Paulinas o itinerário de catequeses «Enraizados e edificados com Cristo» redigido pelos bispos e pelos secretariados diocesanos de pastoral juvenil. A intenção era que as Jornadas fossem bem preparadas antes da viagem e que servissem como saudável pretexto para iniciar um caminho de reflexão e oração juvenil nas paróquias, grupos, etc. Por outro lado, tínhamos o sonho de publicar um itinerário de mais um ano após as Jornadas. E esperamos vivamente, neste contexto, que as dioceses e movimentos não percam essa oportunidade de ouro de integrar todos os jovens peregrinos de Madrid 2011 na sua vida e pastoral. É possível que surja ainda uma publicação em forma de dez cartas dirigidas aos jovens participantes em Madrid. São elas já uma vivência antecipada do que vai acontecer em Madrid? Sim, e pelo ritmo da adesão esperamos uma Jornada marcante para as Igrejas locais e movimentos. Que efeito poderá ter esta Jornada em especial para a Pastoral Juvenil portuguesa? Cremos que o impacto poderá ser enorme. Uma prova do mesmo será o Encontro dos Jovens Portugueses em Madrid, a ocorrer no dia 18 de Agosto. É uma iniciativa inédita, querida pela Conferência Episcopal Portuguesa e confiada ao Departamento Nacional. Eu diria que esta é a grande novidade das Jornadas para os portugueses!
Nessa manhã, em vez das tradicionais catequeses por grupos, em diversas Igrejas de Madrid, os jovens participarão numa grande festa, com a catequese e a Eucaristia, num único local e com todos os jovens portugueses e seus bispos presentes em Madrid. Já confirmaram a sua presença dezoito bispos titulares e dois auxiliares. É como se a Igreja que peregrina em Portugal realizasse uma magna assembleia com os seus jovens! Como não poderá dar frutos de um novo empenho pastoral e evangelizador e de renovada partilha entre os pastores diocesanos e seus jovens? Contudo, é importantíssimo recordar e advertir que este Encontro não está incluído no pacote geral das jornadas. Por isso, os jovens e grupos que se inscreveram directamente no site de Madrid, devem contactar as dioceses e movimentos nacionais para garantir o seu passe e a sua entrada neste grande Encontro. E devem fazê-lo com urgência porque falta pouquíssimo tempo! E a nível vocacional? O cardeal Bertone referia há tempos numa entrevista o impacto vocacional das JMJ nos jovens de alguns países. Há conhecimento deste efeito nos jovens portugueses? N ã o temos c o -
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nem num só secretariado a catequese de infância e de juventude, também os adolescentes menores de dezasseis anos podem ser inscritos em Madrid mas, no nosso caso português, não são os participantes ideais e representam uma excepção apenas aceitável.
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nhecimento de histórias fabulosas de vocações que tenham surgido como por acto de magia nas Jornadas… mas sim temos testemunhos - e são muitos! - de jovens, rapazes e raparigas, que reiniciaram a vida da fé depois de participar nas Jornadas de Roma, Colónia, Sidney… E, dentre esses, alguns e algumas fizeram um percurso vocacional que os levou ao ministério sacerdotal, ao matrimónio e à consagração religiosa. Pessoalmente estou a pensar num padre que conheço, em dois seminaristas, em duas famílias cujos casais se conheceram nas Jornadas e numa consagrada secular. Um destes casos está muito associado à figura do beato fundador das JMJ, João Paulo II. E outros responsáveis conhecem outros casos. Talvez não se trate – estes que eu conheço mas é possível que os haja – de conversões e chamamentos segundo o paradigma de Damasco; são mais do género de vocação de Samuel, por etapas… Já participou em alguma JMJ? Que marca lhe deixou? O que mudou? Que testemunho quer partilhar com os jovens portugueses?
Participei em Roma 2000, Toronto 2002, Colónia 2005 e Sidney 2008. E espero continuar a participar nas Jornadas enquanto for vivo! A Jornada de Roma foi uma experiência da universalidade e beleza da Igreja, sob o encanto do olhar e do sorriso de um João Paulo II já muito fragilizado. Colónia 2005 permitiu-me uma experiência de pré-jornadas e jornadas que me fez sentir em casa, mesmo estando a milhares de quilómetros do meu lar: foi a experiência da fraternidade cristã. Foi também a Jornada inaugural do actual Papa e experimentamos como o Espírito governa a Igreja e a sustenta nas suas etapas duma forma providencial: Bento XVI é o dom de Deus para a Igreja do nosso tempo. Toronto 2002 e Sidney 2008 foram uma oportunidade para testemunhar o Evangelho em países secularizados onde a presença da Igreja é residual ou simbólica e quanta força pode ter esse mesmo anúncio de Jesus! O que me ficou na retina e na vida? O que mudou em mim? Experimentei o amor de Jesus nos outros, no meu coração, na Eucaristia. Apreendi – de apreender com o coração e não com a cabeça – que somos o povo de Deus sempre jovem, um povo numeroso e sem fronteiras. Conservo os sorrisos, os cânticos, a oração, as palavras dos Papas – poderia
citar-vos frases de cada Jornada que foram como setas! – a partilha de segredos, alegrias, de apoio no cansaço e de amizades que, desde então para cá, cresceram e se afirmaram. O contacto com gente de latitudes tão diversas enriqueceu-me: ajudou-me a relativizar muitas coisas e a valorizar outras da nossa identidade católica às quais não prestava atenção, aos pequenos gestos, convicções e hábitos de vida que eram para mim dados adquiridos. Também como português – filho de emigrantes e nascido na Venezuela – ensinou-me a olhar mais e melhor para a nossa cultura e todos os valores que ela encerra e quanto podemos aprender com os outros. Ainda como seminarista, depois como diácono e já, finalmente, como padre as Jornadas foram um momento e um espaço para crescer na relação pessoal com Cristo e na entrega aos outros, de modo particular, aos jovens. Também nelas se confirmou – e de que maneira! – a minha vocação. A palavra final aos indecisos e mesmo aos inscritos? Vinde ver! Com um coração aberto, vinde ver e viver as Jornadas!
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As Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), reunião magna de jovens católicos, realizam-se em cada dois ou três anos e deverão juntar em Madrid cerca de um milhão de participantes, vindos das mais diversas partes do mundo. De 16 a 21 de Agosto, durante todo o dia, irão existir diversas actividades do Programa Cultural das JMJ, quando não coincidam com os eventos principais do encontro. Este plano inclui concertos, exposições, visitas guiadas a museus, teatro entre outros. O programa será conhecido quando se finalizem todas as propostas recebidas.
16 de Agosto 08h00 (Hora local) - Chegada a Madrid - Os peregrinos e grupos inscritos na JMJ poderão recolher as acreditações e mochilas nos lugares indicados pela organização. 20h00 - Missa de inauguração das JMJ - A Jornada Mundial tem início às 20h00 com uma eucaristia na praça de Cibeles em Madrid, presidida pelo arcebispo local e celebrada pelos bispos e sacerdotes que participam nas JMJ. 17 de Agosto 10h00 - Catequeses dos bispos - Os participantes nas JMJ, organizados por grupos linguísticos, terão sessões de catequeses com bispos vindos de todo o mundo. As sessões terão lugar nas igrejas, colégios, auditórios e polidesportivos de Madrid. 18 de Agosto 10h00 - Catequeses dos bispos. 12h00 - Chegada do Papa ao aeroporto de Barajas. Cerimónia de boas-vindas no pavilhão do Estado. 12h40 - Entrada do Papa em Madrid - Percurso de entrada na cidade em papamóvel e chegada à nunciatura. 16h00 - Recepção ao Papa 19h30 - Cerimónia de boas - vindas dos jovens - Na praça da Independência Bento XVI cruzará a Porta de Alcalá com jovens dos cinco continentes. Depois subirá ao papamóvel, que o levará até à praça Cibeles. 19 de Agosto 10h00 - Catequeses dos bispos. 11h30 - Encontro do Papa com religiosas jovens no mosteiro de El Escorial no Pátio de los Reyes. 12h00 - Encontro do Papa com 1000 professores universitários jovens, na Basílica de El Escorial. 19h30 - Via-Sacra - Catorze estátuas da Semana Santa espanhola, vindas de vários pontos da Península, sairão em procissão pelas ruas de Madrid, em volta da praça de Cibeles, com a presença de Bento XVI. 20 de agosto 10h00 - Missa para seminaristas na catedral de Almudena (Bento XVI). 16h00 - Ato preparatório em “Cuatro Ventos” - Os jovens irão chegando pouco a pouco ao aeródromo e ocupando os seus lugares. Realização de várias actividades (testemunhos de jovens, actuações musicais, orações à Virgem, etc), para preparar a vigília. 19h40 - Visita à Fundação Instituto São José (Bento XVI), centro de acolhimento a pessoas com deficiência pertencente à Ordem Hospitaleira de São João de Deus. 20h30 - Vigília com o Papa no aeródromo de Cuatro Vientos. 23h00 - Os participantes nas JMJ passarão a noite no aeródromo. Haverá várias tendas para momentos de oração diante do Santíssimo Sacramento. 21 de Agosto 09h00 - Chegada do Papa a Cuatro Vientos 09h30 - Missa de Envio das JMJ. No fim da eucaristia, Bento XVI anunciará o lugar onde se celebrará a próxima edição das Jornadas. 17h30 - Encontro do Papa com voluntários das JMJ no recinto de exposições IFEMA (Madrid). 18h30 - Despedida do Papa, no aeroporto de Barajas.
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Jornadas “são importantes não pelas multidões mas pelas catequeses”
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Programa da Jornada 2011
O Mensageiro
O arcebispo de Braga sublinhou no sábado que as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) “são importantes não pelas multidões mas pelas catequeses”, tendo desvalorizado as razões alheias à formação espiritual e doutrinal que motivem a participação na iniciativa. “Nas catequeses ireis ver que o fundamental é escutar aquilo que Cristo terá para dizer a cada um de vós. Se ides cheios de outras expectativas e de outras coisas, não ireis escutar nada e vireis de lá vazios e sem trazer nada de novo», afirmou D. Jorge Ortiga, citado pelo ‘Diário do Minho’, jornal da diocese. Na intervenção de aber-
tura do segundo e último encontro de preparação para as JMJ, realizado em Braga, o prelado apontou as razões que devem conduzir os 753 participantes da arquidiocese bracarense à Jornada, que decorre em Madrid de 16 a 21 de Agosto. A peregrinação, que conta com a presença do Papa Bento XVI nos últimos quatro dias, “deverá significar um encontro com Cristo” que traga “força e coragem para O anunciar” num “tempo conturbado e complexo”, afirmou o prelado perante as sete centenas de pessoas que compareceram no Auditório Vita. Depois de sublinhar que a presença na capital espa-
nhola deve intensificar a “relação fraterna”, a “escuta da Palavra” [Bíblia] e a participação “com convicção” nas celebrações litúrgicas, D. Jorge Ortiga disse esperar que a participação na JMJ se traduza num “compromisso mais consciente e responsável”. “Deveis regressar não com a alegria superficial, mas a alegria interior e testemunhar verdadeiramente (…) que não vos envergonhais de ser cristãos e simultaneamente não vos envergonhais de ser Igreja”, disse o anterior presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. O prelado salientou que a renovação do catolicismo resulta do empenho da juventude: “A Igreja nas vossas paróquias poderá ter um outro rosto se cada um de vós se assumir como Igreja e se aceitar que o rosto da vossa paróquia depende muito de vós”. D. Jorge Ortiga, que vai acompanhar os participantes em alguns momentos do maior encontro juvenil católico, expressou o desejo de que as 551 paróquias da arquidiocese tenham um grupo de jovens e fez votos
para que o encontro suscite vocações sacerdotais e religiosas. Os mais de 12 mil jovens portugueses que se inscreveram na 26.ª JMJ encontram-se a 18 de Agosto com 17 bispos lusos, numa sessão que inclui uma catequese do cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, anunciou o Departamento Nacional da Pastoral Juvenil. Nos dias 17 e 19 os jovens podem assistir a catequeses proferidas por outros sete prelados portugueses: D. Manuel Clemente (Porto), D. Jorge Ortiga (Braga), D. António Francisco dos Santos (Aveiro), D. Ilídio Leandro (Viseu), D. Antonino Dias (Portalegre-Castelo Branco), D. Manuel Quintas (Algarve), e D. Virgílio Antunes (Coimbra), revelou o mesmo organismo. Os mais de 400 mil inscritos na Jornada, cujo tema é “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé”, têm à disposição mais de 200 catequeses em 27 idiomas, entre os quais chinês, vietnamita, árabe, russo e grego.
Prioridade aos jovens? Com energia capaz de permanecer em muitos jovens que passam pelas JMJ, estes encontros mundiais enfrentam o desafio de conquistar semelhantes consequências para as estruturas da Pastoral Juvenil. A juventude é, com regularidade, apontada como a prioridade de lideranças políticas, tanto de quem governa como de quem se opõe, no Parlamento ou autarquias. E são os jovens que frequentemente oferecem argumentos e minutos a prolongados discursos. No entanto, as novas gerações pouco se mobilizam em torno dessa retórica, mais voltada para o imediato do que para a construção de projectos de vida pessoais e colectivos. Mas há acontecimentos, globais ou de vizinhança, aos quais os jovens acorrem voluntária e massivamente. Os encontros da juventude com o Papa são disso o melhor exemplo. Desde 1985, cada Jornada Mundial da Juventude (JMJ) supera expectativas pela afluência de jovens
de todo o mundo, a participação serena, a tipologia de iniciativas propostas para tantas pessoas e as mensagens que desses encontros emergem. Nomeadamente a JMJ de Roma, no ano 2000, com a participação de mais de 2 milhões de jovens a suscitarem interrogações noutras tantas pessoas sobre as razões que os mobilizavam em torno de Cristo. Ou o encontro de Manila, onde mais de 4 milhões aclamavam o Papa, Vigário de Cristo. A história das JMJ evidencia um claro sinal “mais” a uma iniciativa lançada pelo Papa João Paulo II. E revela-se como metodologia capaz de dialogar com os jovens que nela participam, passando mensagens que atingem o interior de cada um, provocando marcas e transformações no percurso de vida dos que se aventuram a uns dias de encontro com a juventude de outro lado qualquer do globo. Também naqueles que seguem, mesmo à distância, esse mediático evento.
Em cada encontro, os jovens são conquistados por imagens, cenários, mensagens, slogans e desafios. Quase todos propostos pelo Papa, na justa medida de cada ouvinte e das interrogações e expectativas transportadas pela juventude de todo o mundo. Com energia capaz de permanecer em muitos jovens que passam pelas JMJ, estes encontros mundiais enfrentam o desafio de conquistar semelhantes consequências para as estruturas da Pastoral Juvenil. De facto, são precisos acontecimentos que ofereçam a este sector da pastoral da Igreja uma alavanca de mudança positiva, de catalisação de recursos e vontades que permitam uma actuação estável e planeada junto de uma faixa etária caracterizada pela mobilidade frequente. Estratégias e escolhas que ofereçam à juventude uma efectiva prioridade.
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O Mensageiro 11.Agosto.2011
Tive a graça de participar nas Jornadas Mundiais da Juventude de Paris (1997), Roma (2000) e Toronto (2002). Isto é, nas últimas três Jornadas Mundiais da Juventude a que presidiu João Paulo II. E posso testemunhar que, quanto mais idoso, mais atraente e jovem de coração, mais nos electrizava o seu olhar num rosto cansado, as suas mãos vagarosas que batiam o compasso dos hinos da JMJ. Este é o João Paulo II que eu e a minha geração guardamos na memória e no coração, como num relicário. Não podíamos estar mais felizes por saber que a Igreja já o proclama «servo de Deus» e que o seu processo de beatificação avança rapidamente. Quem sabe não venha a ser beatificado em Madrid 2011?! A sua pastoral juvenil, porém, não se restringe às Jornadas Mundiais. Desde os seus primeiros dias de padre, na sua amada Cracóvia, onde foi vigário paroquial e confessor, dedicava muito tempo ao
diálogo pastoral com os jovens. Como professor, foi também capelão na Universidade de Lublin e os seus acampamentos e semanas de montanhismo ficaram famosas entre os seus alunos que, carinhosamente, lhe chamavam «Tio Karol» e não «Padre Karol». Como arcebispo e cardeal de Cracóvia, continuou a manter uma atenção privilegiada à juventude pois temia muito pela sua formação humana e espiritual tão ameaçada pelo regime comunista. Conta-se mesmo que, quando foi chamado pelo arcebispo de Cracóvia para lhe comunicar a sua nomeação como bispo auxiliar, estava numa caminhada com jovens, e teve que deixar o grupo diante de um tão urgente pedido de regresso e outro transporte não teve que a boleia de um camionista. Informal, anti-protocolar, sempre imprevisível… Eleito Papa em 1978, lançou sempre um olhar prioritário aos jovens (por estranho que pareça, uma
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O Papa dos jovens
das poucas memórias infantis que guardo é essa: tinha cinco anos e a tv, ainda a preto e branco, mostrou o fumo branco e um «novo papa» e a minha mãe disse que tinha acontecido algo muito importante). Testemunho claro dessa relação foram as suas visitas pastorais onde não dispensava os encontros com os jovens e ninguém esquece os que em Portugal ocorreram no Parque Eduardo VII e no Estádio do Restelo. O seu diálogo com os jovens conheceu um grande desenvolvimento a partir do Domingo de Ramos de 1985, quando escreveu a carta «Queridos jovens»,
de que não consigo esquecer a afirmação: «preocupome convosco, em vós eu e toda a Igreja somos jovens». A partir daí, todos os anos, antes da Semana Santa, nos dirigia uma Mensagem cheia de palavras profundas e afectuosas. Elas serviam para as nossas reuniões de jovens e, normalmente, as reflectíamos no encontro diocesano da Juventude. É claro que as Jornadas Mundiais representam o ponto alto dessa sua acção. No texto que acompanhou o seu corpo ao túmulo ficou escrito: «o seu amor pelos jovens levou-o a iniciar as Jornadas Mundiais da Juventude, convocando mi-
lhões de jovens de várias partes do mundo» (rezar na Cripta dos Papas, há dois anos, junto do seu túmulo, foi um dos momentos mais preciosos da minha vida). Em Toronto, tivemos a sensação de que já não seria ele a estar em Colónia. De facto, recordo que não nos disse o habitual e esperado «até Colónia» mas limitouse a dizer «anuncio que as próximas Jornadas serão em Colónia, Alemanha, em 2005». Alguns pensámos que ele já não contava lá estar. Foi por pouco mas, de facto, passou o testemunho a Bento XVI. Em nós permanecerá sempre essa fotografia de um Papa ami-
go dos jovens; que gostava de estar connosco, que nos dirigia palavras exigentes, que suportava as ofensas de quem o chamava antiquado e que perdoou mesmo a quem o tentou matar, do Papa do Jubileu que, na Praça de São Pedro nos perguntou: «quem viestes ver a Roma?» e que nos corrigiu, depois da nossa resposta: «Não, não foi ao Papa, foi a Jesus». Nisso se resume a sua acção com os jovens: mostrar Jesus. Nas suas palavras, nos seus gestos simbólicos, eloquentes (e quando beijava o chão ao chegar a um país?!), na sua história de vida, sofrida e generosa, no seu sorriso e na sua última aparição pública, depois da traqueotomia que lhe roubou a voz e cuja imagem pungente ainda nos comove e arrepia, só de pensar (estava em Cabo Verde e lá decretaram também luto nacional). «Abri as portas a Cristo, não tenhais medo!». Ele deu o exemplo. Santo Subito! – ergueram nos cartazes uns jovens nas suas exéquias. Para nós, será sempre, o Papa amigo. Alexandrina Marques
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Uma experiência de Igreja
Ao vigésimo dia do mês de Julho de 2008 encontrava-me no Hipódromo de Randwick, Sydney, Austrália, quando o Santo Padre no fim de rezar o Angelus disse: “Queridos amigos, Chegou agora o momento de dizermos «Adeus», ou melhor, «Até à próxima». A todos vós agradeço por terdes participado na Jornada Mundial da Juventude 2008, aqui em Sydney, e espero voltar a ver-vos daqui a três anos. A Jornada Mundial da Juventude de 2011 terá lugar em Madrid, Espanha. Até lá rezemos uns pelos outros, e prestemos a Cristo o nosso jubiloso testemunho diante do mundo. Que Deus vos abençoe a todos!” Este foi o início da minha peregrinação a Madrid, já tinha na agenda um encontro marcado
com o Papa. É a partir deste momento que as pessoas se questionam: o que é que faz um jovem estudante de engenharia civil de vinte e dois anos partir em peregrinação? Que se passa nestes encontros para que um homem de oitenta e quatro anos consiga reunir centenas de milhares de jovens de todo o mundo? A experiência de participar numa Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é algo muito pessoal. É um encontro que se dá na minha vida com o Jesus que se deixou cravar na cruz por mim, é uma experiência de Igreja jovem e com vida e acaba por ser uma ajuda para o meu crescimento na fé através dos ensinamentos da Igreja, na pessoa do Papa Bento XVI. É um encontro com Jesus
durante a peregrinação, são momentos em que acabo por me aperceber do amor que Deus tem por mim, que entregou o seu próprio filho. E consigo olhar para a cruz e entregar todos os sofrimentos que possa ter, fazendo assim com que eu possa entrar em paz e reconheça este Deus como o Deus único! É uma experiência de Igreja jovem porque as JMJ reúnem centenas de milhares de jovens que estão todos presentes por terem tido contacto com Jesus, acreditamos todos no mesmo Deus, e proporciona sempre uma troca de experiências com jovens de outros países. É um crescimento na fé pois as JMJ têm sempre um tema, que o Papa acaba por aprofundar, que fala de assuntos importantes em relação ao ser Cristão! Em Madrid espero uma “aula” em relação ao tema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na Fé” (São Paulo) e que me possa ajudar a ser firme na fé, esteja eu na faculdade, em casa, com amigos, com namorada ou noutra situação qualquer. E foi no arriscar e partir para a JMJ em Toronto (2002) que pude começar a experimentar esta realidade, que me impulsionou a par-
ticipar nas JMJ de Colónia (2005) e de Sydney (2008) e me leva agora a ir participar nesta JMJ que se avizinha em Madrid, inserido no Caminho Neocatecumenal! Esta peregrinação será diferente, pois terá uma componente muito forte de Evangelização por indicação da equipa responsável do Caminho Neocatecumenal (Kiko Argüello, Carmén Hernández e Pe Mário Pezzi): “Que cada comunidade escolha livremente onde evangelizar: escolham com humildade, façam 5 ou 7 dias de missão enquanto estiverem a caminho. Peguem um mapa, fechem os olhos e coloquem o dedo em um país ou uma cidade. Depois falem com o presidente da câmara e digam-lhe o que pretendem fazer. O Senhor os levará aonde vocês menos esperam e fará grandes milagres; podemos ir aos hospitais, aos asilos, às escolas... Vocês devem providenciar o autocarro para os dias de missão e depois de realizarem a missão chegarão a Madrid (…)” (Kiko Argüello) Uns farão mais dias de missão que outros, o importante é que todos possam ter a experiência de anunciar aquilo em que acreditam, anunciar Jesus Cristo,
anunciar o Deus que nos ama apesar da nossa realidade! Inserido no grupo que parte da Paróquia de Nova Oeiras, em conjunto com a Paróquia de Belas e de Paço de Arcos, faremos missão de rua nas cidades portuguesas de Torres Novas, Castelo Branco, Fundão e nas espanholas de Placência e Talavera de la Reina. E encontrar-nos-emos com o Papa Bento XVI em Cuatro Vientos para a vigília, no sábado, e para a santa missa, no domingo. O Caminho Neocatecumenal terá um encontro na segunda-feira seguinte com os responsáveis desta realidade da Igreja, sendo este um encontro essencialmente vocacional, que interpela cada um dos jovens sobre qual é a sua missão como cristão, qual a sua vocação. Acabando assim por ser um momento de introspeção pessoal e enriquecedora para cada jovem. Assim, mais do que uma Jornada Mundial da Juventude, esta será uma Jornada Missionária da Juventude por toda a Europa! O futuro da Igreja passa pelos jovens que se vão reunir com Pedro! João Novais, Caminho Neocatecumenal
6 CULTURA
O Mensageiro 11.Agosto.2011
Batalha recebe grandes do jazz Jacinta, Llibert Fortuny (Catalunha) e Mário Laginha são os três grandes nomes da música internacional que compõem o Ciclo de Jazz da Batalha. A iniciativa, organizada pelo Município da Batalha e apoiada pela Rota dos Mosteiros Património Mundial da Humanidade, realiza-se nos últimos sábados dos meses de Agosto, Setembro e Outubro e promete atrair à vila todos os amantes deste mágico género musical. - 27 de Agosto, 22h00, na praça Mouzinho de Albuquerque: JACINTA – “Songs Of Freedom”. - 24 de Setembro, 22h00, no auditório municipal: Llibert Fortuny – “Triphasic”, com Llibert Fortuny no saxofone, Gary Willis no baixo e David Gomez na bateria. - 29 de Outubro, 22h00, no auditório municipal: Mário Laginha Trio – “Mongrel”, com Mário Laginha no piano, Bernardo Moreira no contrabaixo e Alexandre Frazão na bateria.
Biblioteca de Praia no Pedrógão Durante a época balnear os veraneantes podem usufruir a Biblioteca de Praia, na Praia do Pedrógão, aberta de segunda-feira a domingo. Tem o seguinte horário: à quarta-feira, sábado e domingo das 10 às 19h00; à segunda e quinta-feira, das 10 às 12h30 e das 13h30 às 18h00 e à terça e sexta-feira das 11 às 13h30 e das 14h30 às 19h00. Neste espaço estão disponíveis serviços de leitura, empréstimo, internet gratuita e actividades lúdicas e de animação como a Bebeteca. A Bebeteca - Cantinho do Embalo funcionará no dia 20 de Agosto, a partir das 9h30, dirigida ao universo dos bebés dos 0 aos 36 meses.
EXPOSIÇÕES Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Sensibilidades 25” - fotografia (25/08~30/09) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Os sabores da terra” - Duarte Belo (~25/09) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •Trabalhos de Carla Fontes e Francisco Santos (~31/08) Edifício Banco de Potugal - Leiria •”Nada em comum 2011” (~4/09) m|i|mo -Museu de Imagem e Movimento - Leiria •”Oficina do Olhar” (exposição permanente) •”Provas de cor” - arte da fundação EDP (~23/10) •”Entremuralhas 2010” - retrospectiva por Ricardo Graça (~10/08) Tuá Tuá Cozinhartes - Leiria •”Anonimato” - fotografia de Rute Violante (26/08~29/09) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Jogos e brincadeiras de outros tempos” (~31/09) Escola Primária João Leal - Coimbrão •”Recordar é viver” (~14/08) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Divulgando... aos+pequenos” (~31/08) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Retratos” (3ªs~6ªs) • Gravuras sobre S. Pedro de Moel - Joaquim Correia (14/08, 18h00) •”Afonso Lopes Vieira” - objectos (14/08, 18h00) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Jogos e brincadeiras de outros tempos” (~31/08) Biblioteca Municipal - Ourém •”A natureza das paisagens” - fotografia de Pedro Martins (~2/09) Galeria Municipal - Ourém •”Era uma vez” - pintura de Ricardo Passos (~28/08)
A praia a Vieira de Leiria apresenta um cartaz de actividades culturais durante o período de Verão. A Câmara Municipal da Marinha Grande tem como objectivo acolher bem os turistas que escolhem o património natural, histórico e cultural deste concelho para descansar e/ou visitar, proporcionando-lhes momentos de diversão, bem-estar e lazer. A programação para o mês de Agosto é a seguinte: - 19 de Agosto, 22h00: Snowball, banda de covers - 20 de Agosto, 22h00: Deolinda e José Pires - 27 de Agosto, 22h00: Biscoito Interrompido
“Ekhaya Afrika” em Porto de Mós De 2 a 31 Agosto, às segundas-feiras, das 14h00 às 20h00, e de terça a sexta-feira, das 10h00 às 18h30, na Biblioteca Municipal de Porto de Mós, será apresentado “Ekhaya Afrika” de Rafaela Martins. O nome da exposição significa em Zulu “estou em casa em África”.
Hip hop no Castelo de Leiria O Castelo de Leiria será palco, nos dias 13 e 20 de Agosto, a partir das 14h00, do Encontro Anual de Cultura Hip Hop-4 Vertentes. MC, breakdancers, graffitters e DJ reúnem-se no mesmo espaço para criar espectáculos de música, pintura e dança, num evento de cariz cultural, artístico e pedagógico. O 4 Vertentes é um projecto que promove os MC, DJ, B-Boys e writters da zona centro de Portugal, estando prevista a presença de artistas de toda a região, que demonstrarão as suas habilidades, para o público fã da cultura Hip Hop.
festa é garantida pelo Grupo de Cantares Pinhal D’El Rei que actua há quase 30 anos ao som da música tradicional e do fado. Na segunda-feira, dia 15, Victor Sérgio & C.ª levam à Praia do Pedrógão um espectáculo cheio de animação, com um instrumento típico da música popular portuguesa, a gaita-de-foles. Todas as actuações terão lugar pelas 22h00, no Largo da Capela. Em Monte Real, no Jardim Olímpio Duarte Alves, decorrem diversos espectáculos que começam com o Rancho Folclórico do Souto da Carpalhosa, na sexta-feira, 12 de Agosto, às 22h00. No dia 13, a partir das 8h00, os apaixonados das feiras de velharias poderão encontrar toda uma variedade de objectos interessantes. A noite, a partir das 22h00, será de baile e todos poderão “dar um pezinho de dança” ao ritmo luso-brasileiro de Heliac & Tuninho.
“Bireun Seudati” Em Fátima O grupo de danças da Indonésia, “Bireun Seudati”, actuou na Praça Luis Kondor em Fátima, no passado dia 3 de Agosto. Um fim de tarde diferente, cheio de cor, brilho e graciosidade, surpreendeu os presentes. Este grupo, criado em 2005 é constituído por jovens universitários que promovem a arte e a herança cultural da Indonésia. Foram vários os momentos de dança partilhados neste fim de tarde e, cada perfomance, recriava vivências quotidianas e tradições da cultura Indonésia.
Praça Viva em Leiria, Pedrógão e Monte Real Sábado, dia 13 de Agosto, às 22h00, a banda de Leiria Nice Weather for Ducks (ecO - Associação Cultural), actua no Jardim Luís de Camões. Na Praia do Pedrógão, os músicos David Ramy e Fabrício Cordeiro, animam, no dia 12, os veraneantes que apreciem os sons mais quentes e festivos da música latina, misturados com a tranquilidade do som do piano. No dia 13, a
Edifício dos Paços do Concelho - Ourém •”O castelo visto pelas criaças” - mostra de desenhos (~31/08) Paços do Concelho - Tomar • Fotografia - Fernando Lemos (~30/09)
MÚSICA | TEATRO | EVENTOS Castelo de Leiria •”4 Vertentes” - encontro de cultura do Hip Hop (13 e 20/08, 14h00) •”Escurial” de Michel de Ghelderode - teatro (21/08, 11h00 e 22h00) •”Yoga no Castelo” (27/08, 10h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Eu e a biblioteca estamos de férias” - actividades (~31/08) •”Pare! Leia!” - montras de livros (~31/08) •”Contos e cantigas” - hora do conto (~17/08) •”Cantinho do Embalo-imaginar a praia” - Bebeteca (18/08, 15h00) m|i|mo - Leiria • Oficinas de teatro de sombras e brinquedos ópticos (3ª~6ª feira) • Oficina de cianotipia (11 e 18/08, 10h00 e 14h30) Jardim Luís de Camões - Leiria •”Bailes de Verão” - animação de rua (~9/09, 6ªs, 22h00) Moinho de Papel - Leiria • Animação infantil - actividades (3ª~6ª feira, 10h00 e 14h30) Cool Park - Cortes •”Cool Weeks” - ATL (~31/08) Barreiros - Amor • VI Festival de Folclore Barreiros 2011 (27/08) Jardim Olímpico Duarte Alves - Monte Real •”Praça Viva” (~17/09) Largo da Capela - Pedrógão •”Praça Viva” (~10/09) Praia - Pedrógão •”Cria e reutiliza” (17, 24 e 31/08, 10h00 e 14h30)
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Animação na Praia da Vieira
•”Mesas pedagógicas” (13 e 20/09, 15h00~17h00) • Jogos ambientais (19/08, 16h30~18h00) •”Cantinho do Embalo-imaginar a praia” - Bebeteca (20/08, 9h30) • A Praia na Pré-História (26/08, 10h00) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Barbie Mariposa e as suas amigas fadas-borboletas”-filme (17/08, 15h30) •”Horton e o mundo dos quem!” - filme (21/08, 15h30) •”Lassie mais do que herói. É uma lenda” - filme (31/08, 15h30) •”Pimpim tem medo do escuro” - hora do conto (3ªs, 11h e 5ªs, 15h) • Jogos de Tabuleiro (6ªs, 11h00) •”Pinturas” - desenhos para colorir/desenho livre (2ªs, 15h00) •”Divulgando os nossos livros” (~31/08) Arquivo Municipal - Marinha Grande •”Memórias” - apontamento documental (~31/08, 8h30~17h30) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Cinco poemas de Afonso Lopes Vieira” - apre. do caderno (14/8, 18h) •”Festival de S. Pedro de Moel” (1960) - mostra de slides (14/08, 18h00) Casa-Museu Afonso Lopes Vieira - Marinha Grande •”Animais nossos amigos” - poesia e origami (17/08, 11h00) •”Bartolomeu Marinheiro” - hora do conto (19/08, 11h00) Largo dos Pescadores - Praia da Vieira •”Snowball” - banda de covers (19/08, 22h00) •”Deolinda e José Pires” - música (20/08, 22h00) •”Biscoito Interrompido” (27/08, 22h00) Jardim Olímpico Duarte Alves - Monte Real •”Praça Viva” (~17/09) Castelo - Ourém •”Passo a passo por Ourém” - conhecer o castelo (27/08, 20h30) Museu Municipal - Ourém •”Faz de conta” - oficinas pedagógicas (~31/08) •”Descobrir a Floresta” - oficinas pedagógicas (~31/08)
SOCIEDADE 7
O Mensageiro 11.Agosto.2011
Arroz de Marisco candidato a Maravilha da Gastronomia
Termina no dia 7 de Setembro a votação para a eleição das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, da qual o arroz de marisco da Praia da Vieira, concelho de Marinha Grande, é finalista. O cantor João Portugal e o actor e humorista Marco Horário apadrinham a candidatura deste prato. A selecção do Arroz de Marisco para a fase final do concurso “7 Maravilhas da Gastronomia” resulta de uma candidatura conjunta apresentada pela Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura (ADAE); pelos Municípios de Marinha Grande, Batalha e Leiria; e pelo Entidade
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“Vote e prove que gosta”
Regional de Turismo Leiria/ Fátima. É um projecto cofinanciado pelo PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural/LEADER. A candidatura preten-
deu promover “as artes Culinárias” da nossa região, através do vasto património culinário existente e que importa preservar, valorizar e divulgar.
Este prato diferenciase dos restantes por ser servido directamente do lume num tacho de barro, ainda a fervilhar. A lagosta, os camarões grandes e as amêijoas conferem-lhe um sabor único a mar, muito bem acompanhados com pimento, coentros e arroz. O arroz de marisco concorre na categoria de Marisco, com as Amêijoas à Bulhão Pato, da região de Lisboa e Setúbal, e com Xarém com Conquilhas, do Algarve. Para que seja o vencedor na categoria de Marisco das “7 Maravilhas da Gastronomia” é necessária a votação do público.
Marinha Grande aprova novo regulamento
Regras para cantinas escolares A Câmara Municipal da Marinha Grande aprovou um regulamento de funcionamento e gestão dos refeitórios escolares, que pretende “sistematizar um conjunto de normas que disciplinem uma matéria tão importante como é o funcionamento e gestão dos refeitórios, que fornecem as refeições às crianças e alunos do pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico do concelho”. “O fornecimento de refeições escolares deve estar associado a um local onde são respeitados os horários de funcionamento
e cumpridas regras, muito rigorosas, de higiene e salubridade”, defende a autarquia, apontando a necessidade de criar “mecanismos de controlo do acesso aos refeitórios escolares e da execução do serviço de confecção e fornecimento das refeições”, inclindo um mapa onde fiquem a constar as presenças diárias dos alunos que os utilizam”. A autarquia defende ainda que “as ementas devem ser sempre compostas por uma diversidade de alimentos, que fomente hábitos alimentares equili-
brados e saudáveis e combata eventuais disfunções alimentares, muito comuns nas camadas mais jovens”. Entre outras medidas, o regulamento cria um sistema alternativo às senhas individuais de refeições, o que contribuiu para simplificar o procedimento de aquisição a que estavam sujeitas, indo ao encontro do processo de racionalização e desburocratização que está a ser levado a cabo por esta Câmara. Fica salvaguardado o reembolso das senhas adquiridas no passado ano lectivo e não utilizadas, mediante
requerimento na Câmara Municipal, até ao final do mês de Setembro. A introdução de um sistema de pagamento mensal das refeições “traduz-se em preços economicamente mais vantajosos para as famílias do concelho que, na actual conjuntura económica de crise, sentem sérias dificuldades financeiras”, adianta o Município. Ao mesmo tempo, será emitido um documento que poderá ser usado para dedução dessa despesa na declaração anual do IRS.
População da Freixianda reúne-se “Agradecer à Câmara e à Junta de Freguesia a concretização das obras em várias estradas da freguesia da Freixianda” foi o mote do almoço convívio que reuniu no sábado passado em Porto do Carro, um conjunto de pessoas das localidades da freguesia que viram as suas estradas requalificadas. Rui Vital, presidente da Junta de Freguesia de Freguesia de Freixianda, mostrou-se “muito grato” pelo gesto da população, pois “é de louvar o reconhecimento da população
DR
Agradecimento pelo arranjo de estradas
perante o nosso esforço e dedicação, ao conseguirmos realizar esta obra que era tão necessária”. Também Paulo Fonseca, presidente da Câmara de Ourém, agra-
deceu o gesto da população que “ao saber as grandes dificuldades financeiras”, teve a “amabilidade de nos presentear com este convívio”.
Os referidos arranjos foram feitos de acordo com uma delegação de competências na Junta de Freguesia, repartida em duas empreitadas: a primeira incluiu a estrada de ligação a Porto do Carro, a Rua de Nossa Senhora das Candeias, a Rua Outeiro de São Jorge, a Rua D. Nuno Álvares Pereira e a Rua da Felicidade (Ramalheira), num total de 147.743,50 euros; a segunda incidiu no alargamento da Estrada Real, num investimento de cerca de 148 mil euros.
Filarmónica de São Cristóvão da Caranguejeira
Baile de Verão
O sucesso dos Bailes de Verão continua em Leiria. Na próxima sexta-feira, dia 12, a Sociedade Filarmónica de São Cristóvão da Caranguejeira irá levar ao Jardim Luís de Camões o tema “Do vira do Minho ao samba”. Recorrendo à nossa tradição cultural e etnográfica, danças populares como o “Malhão” e o “Vira do Minho” serão interpretadas com um toque de música latino- americana, não esquecendo o pop e o rock dos anos 60. Todas as sextas-feiras, até Setembro, os leirienses e também todos aqueles que nos visitam poderão passar um serão diferente entre amigos, ou em família, a dançar nos “Bailes de Verão” ao som das Filarmónicas do Concelho.
Na Praia do Pedrógão
Férias 100 Limites No âmbito da iniciativa Férias 100 Limites, a Praia do Pedrógão, em Leiria, vai ser palco no dia 13 de Agosto do Festival Fitness, e nos dias 14 e 15 deste mês é a vez do Rugby FALeiria. De 8 a 12 de Agosto os mais novos podem divertir-se nos insufláveis. O programa Férias 100 Limites, dinamizado pela Leirisport desde 2002, em articulação com o Município de Leiria, engloba um conjunto de eventos de animação desportiva e de actividades lúdico pedagógicas, cujo público alvo são todos os veraneantes que frequentam a Praia do Pedrógão nos meses de Julho e Agosto.
Dia Internacional da Juventude
Piscinas gratuitas em Porto de Mós O Dia Internacional da Juventude aproxima-se e será comemorado já no próximo dia 12 de Agosto. A Câmara Municipal de Porto de Mós não querendo deixar de comemorá-lo e vai proporcionar entrada gratuita nas piscinas municiapais para crianças e jovens entre os 5 e os 18 anos.
Leiria
Cemitério vai ter 102 gavetões Até ao final de Setembro, o cemitério de Leiria vai passar a dispor de 102 gavetões, solução que permitirá aumentar a capacidade do espaço. No futuro, o cemitério poderá ainda albergar outro bloco com o mesmo número de gavetões. Se a opção fosse construir sepulturas nesses espaços, a capacidade seria de apenas 84. Construídos na parte nova do cemitério, os gavetões permitirão aumentar a capacidade e rapidez de inumação e ainda que se deixe de efectuar inumações em sepulturas temporárias. A existência de gavetões vem permitir que a inumação dos cadáveres seja feita através de um processo de decomposição aeróbia, em que a presença de oxigénio, através de uma tubagem, permite a decomposição orgânica dos corpos. A falta de espaço nos cemitérios deve-se sobretudo à lentidão com que as sepulturas fazem a decomposição dos cadáveres (mais de seis anos), não permitindo que, após o período legal de inumação (três anos), se possa inumar um novo cadáver. O cemitério de Leiria possui 434 sepulturas temporárias, das quais 16 sepulturas estão disponíveis para ocupação. Dispõe ainda cerca de 2600 sepulturas perpétuas, todas ocupadas, embora 130 tenham sido abandonadas. Existem no cemitério de Leiria ainda 105 jazigos, dois dos quais são municipais, e 96 ossários, 69 dos quais encontram-se ocupados. O espaço tem ainda 80 sepulturas de crianças, algumas das quais serão reconvertidas em sepulturas perpétuas para adultos.
8 ECLESIAL
O Mensageiro 11.Agosto.2011
Família há VIII Séculos Tal como o século XX ou outro século da história da humanidade, também o século XIII foi uma época de luzes e sombras. De forma muito simples e concisaTomás de Celano, contemporâneo e biógrafo de Santa Clara de Assis, no início da “Legenda da Virgem Santa Clara” destinada ao Papa Alexandre IV, provavelmente no ano de 1255, dois anos após a morte da Santa escreve: “Num Divulgação / Apoio
mundo envelhecido e em decomposição galopante, onde se ofuscava a razão da fé, se pervertia a firmeza dos costumes, quando se coligava a decadência e a depravação, Deus, que ama os homens, suscitou por sua imensa piedade novas e sábias comunidades religiosas (…) Num mundo próximo do ocaso o bom Deus escolheu a venerável Virgem Clara para ser luz no mundo”.
Uma época de grandes contrastes e assimetrias sociais: um pequeno número de senhores detentores de imensas riquezas e uma multidão de pedintes e servos da gleba. Um punhado de ricos cada vez mais ricos e uma multidão de pobres cada vez mais pobres. O luxo, o fausto, o aparato, a corrupção, as rivalidades e os conflitos bélicos entre cidades, regiões ou países eram uma constante. A
sociedade do século XIII vivia uma grave crise. O declínio do feudalismo e o nascimento da burguesia, com o consequente desenvolvimento, deram origem a uma forte rivalidade económica e politica entre as comunas e a nobreza. Assis não foi excepção à regra. A degradação moral atingia também a Igreja. Por isso sentia-se a profunda necessidade de uma maior vivência evangélica.
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Luzes e sombras
Contudo, se foi um século de sombras, foi igualmente uma era de luzes de intensa claridade porque Deus estava lá vivo e actuante, Senhor do mundo e da História, fazendo caminho com o seu povo. O século XIII foi berço de grandes homens e mulheres que marcaram o seu tempo e, graças à santidade e grandeza das suas vidas, a sua memória jamais se apagará dos anais da História. Entre essas grandes figuras surge S. Francisco e Santa Clara de Assis, que vieram recordar a novidade e actualidade do Evangelho na sua pureza e originalidade. Foi neste século que, com as suas vicissitudes, lutas e combates, derrotas e vitórias, Deus quis operar grandes maravilhas. Foi precisamente neste século que Deus fez nascer no tempo estes dois “gigantes da santidade”. “Vai, Francisco, e repara minha Igreja, que está em ruínas”. Estas palavras do Crucifixo de S. Damião conduzem Francisco a empreender a grande aventura de reparar a “casa de Deus “ que de facto, moralmente, ameaçava ruir. “Este acontecimento, ocorrido provavelmente em 1205, faz pensar num outro acontecimento similar, ocorrido em 1207: o sonho do Papa Inocêncio III. Este viu em sonhos que a Basílica de São João de Latrão, a igreja mãe de todas as igrejas, estava a desmoronar-se e que um religioso pequeno e insignificante a segurava com os ombros, para que não caísse. É interessante notar, por um lado, que não é o Papa quem ajuda para que a Igreja não caia, mas um religioso pequeno e insignificante, que o Papa reconhece em Francisco quando este o visita” (Bento XVI). “Nasceu para o mundo um sol”, é com estas palavras que o inigualável poeta italiano Dante Alighieri, na “Divina Comédia”, alude ao nascimento de Francisco.
Igual missão foi assumida por Clara, e talvez de forma mais radical, porque como a Virgem Maria ela optou pela vida de “mãos postas”, de silenciosa escuta aos pés do Mestre numa contínua intercessão pela Igreja. Reparar a “casa de Deus” estava muito presente no coração, no pensamento, na vida e nos escritos da Santa Fundadora como ela própria escreveu numa das suas cartas: “Somos suportes dos membros mais débeis do Corpo de Cristo”. Alexandre IV em 1255 na Bula de Canonização enaltece esta figura singular ao escrever: “Como era grande a força desta luz e como era forte a claridade deste brilho! Tal coisa não nos deve espantar. Como podia uma lâmpada tão clara e resplandecente permanecer sem alumiar com todo o esplendor a casa do Senhor? Quanto mais quebrava o vaso de alabastro do seu corpo em recôndita solidão, tanto mais o odor da sua santidade perfumava a Igreja (…) Clara foi a árvore nobre e distinta, de ramagens frondosas que, plantada no campo de Igreja, produziu frutos de santidade. Ela foi o alto candelabro de santidade, que resplandece vigorosamente na casa do Senhor, a cuja chama viva acorrem numerosas virgens para nela acenderem as suas lâmpadas”. “A História atravessada pelo dinamismo do Reino de Deus não se reduz a um monte de implacáveis cinzas. Estamos, sim, prometidos à Primavera” (José T. Mendonça). Há oito séculos, Francisco e Clara reacenderam a chama viva do Evangelho. Francisco e Clara, dois jovens chamados por Deus, responderam sim. Como vamos responder nós, jovens de hoje? Esta é a nossa hora. Irmãs Clarissas de Monte Real
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O Mensageiro
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AMIGRANTE
Padre brasileiro preside a associação No próximo mês de Setembro deve realizarse a Assembleia Geral da AMIGrante, que irá eleger o padre Sílvio Litvinczuk presidente da associação, confirmou o actual responsável, o padre Sérgio Henriques. De saída da AMIGrante, Sérgio Henriques apontou alguns desafios difíceis que o seu sucessor terá pela frente. “Se os portugueses sofrem com a crise, os imigrantes são os primeiros a sentir a austeridade”, disse, elencando os problemas que mais afligem esta comunidade: “habitação, vínculos precários, salários em atraso, desemprego e exploração”. “A AMIGrante ficará em boas mãos”, defendeu, acrescentando que “o padre
Sílvio está próximo das duas fortes comunidades migratórias em Portugal e na nossa região. Conhece a cultura ucraniana, a fé, e está também dentro do viver e do sentir de um brasileiro”. Uma ideia partilhada pelo padre Vítor Coutinho, chefe de gabinete do bispo diocesano, António Marto: “Entendemos que é uma vantagem o facto de ter um campo comum com o movimento migratório e que a sua experiência trará benefícios ao nível de um atendimento de proximidade”. Sílvio Litvinczuk, de 33 anos, capelão da comunidade ucraniana na diocese, vai ter no desemprego potenciado pela actual crise “um dos maiores problemas que irá encontrar junto da
comunidade imigrante”, admitiu o novo director do Serviço de Apoio Pastoral à Mobilidade na diocese. “Há a questão do desemprego e o facto de muitos quererem voltar a casa”, até porque, “sem trabalho, muitos não conseguem prolongar a sua residência”, frisou o sacerdote, natural de Prudentópolis, cidade do sul do Estado do Paraná, Brasil. O crescente número de imigrantes abrangidos pelo Programa de Apoio ao Retorno Voluntário é uma das situações com a qual tem vindo a ser confrontado. “Sou descendente de ucranianos e tenho acompanhado na diocese os casos de alguns membros da comunidade que queriam regressar ao seu país”, explicou o capelão, que estu-
dou teologia durante quatro anos e meio na Ucrânia. Os ucranianos constituem a maior comunidade estrangeira no distrito de Leiria - o quinto a nível nacional em número de imigrantes (17.031) -, segundo dados divulgados na segunda-feira pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. A Amigrante nasceu em 2003, fundada a partir de diversos movimentos católicos, aos quais se associou a Câmara Municipal de Leiria. Fornece ajuda social e jurídica, cursos de língua portuguesa, apoio a iniciativas culturais, bem como apoio moral e religioso. Lusa
Missa na capela da Casa-Museu Afonso Lopes Vieira A capela da Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, situada na Rua Dr. Adolfo Leitão, em São Pedro de Moel, recebe a celebração de uma Eucaristia, no dia 13 de Agosto (sábado), pelas 16h00. A entrada é livre, limitada ao número de lugares existentes. No âmbito do 82º aniversário da inauguração da capela, a Câmara Municipal da Marinha Grande e a Paróquia da Marinha Grande organizam a celebração em honra de Nossa Senhora de Fátima, de devoção do poeta Afonso Lopes vieira e sua senhora Helena Aboim Lopes Vieira.
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82º Aniversário da capela
A Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, possui uma capela dedicada a Nossa Senhora de Fátima, mandada construir pelo poeta para a sua
mulher, inaugurada em 12 de Agosto de 1929. Para essa ocasião festiva, Afonso Lopes Vieira escreveu o “Ave” de Fátima, assinando apenas como um
servita. A estátua de N. Sr.ª de Fátima, que ainda hoje adorna a rosácea da capela da casa de S. Pedro de Moel - com o altar virado a poente, foi esculpida por um canteiro da região de Porto de Mós. A capela está ainda decorada com elementos alusivos ao mar, principalmente com azulejos e através da utilização de conchas da praia para a criação de motivos decorativos, no interior e o exterior. Alguns destes azulejos foram adornados com transcrições de partes de texto dos Lusíadas.
“Santíssima Trindade, adoro-Vos profundamente”
Filme sobre aparições do Anjo em Fátima Neste ano em que se evocam de forma especial as aparições do Anjo em Fátima, o Santuário de Fátima propôs-se editar um pequeno filme para recordar os acontecimentos e a mensagem deste mensageiro de Deus aos homens.
Através deste trabalho percorrem-se os locais das aparições do Anjo em Fátima, em 1916, são lembradas as vivências familiares e de trabalho do início do século XX e destacados os principais intervenientes deste momento em que, através do Anjo da Paz,
Deus se revela de novo à humanidade. Entendeu-se intitular este trabalho audiovisual de “Santíssima Trindade, adoro-Vos profundamente” por ser o tema proposto pelo Santuário para o corrente ano pastoral. O filme pretende dar a
conhecer o convite do Anjo da Paz para os dias de hoje, numa leitura actual e mobilizadora da atenção para a mensagem de Fátima. O texto é da autoria do jornalista Henrique Matos, numa produção e realização da Logomedia.
BREVES Festa da Bajouca
Em honra de Santo Aleixo É sob o lema “Eram unidos e punham tudo em comum…” act, 2-14 que a paróquia da Bajouca se prepara para viver e celebrar as suas tradicionais festas em honra de Santo Aleixo. Esta frase dos Actos dos Apóstolos foi a frase chave que serviu de lema da visita pastoral do Bispo à paróquia, em Fevereiro, e foi também esta frase que serviu de lema para a elaboração do programa das festas de Santo Aleixo deste ano que vão decorrer de 12 a 16 de Agosto. Na celebração do sábado dia 13, que terá como intenção “as famílias”, um casal da paróquia vai celebrar a festa das suas bodas de prata, 25 anos de Matrimónio. Na terça-feira haverá mais um motivo de festa, pois neste dia o padre Melquiades, celebra os seus 50 anos de Sacerdócio, e irá presidir à celebração na comunidade que o viu nascer. As duas principais celebrações, do domingo dia 14 e da segunda dia 15, estão marcadas para as 14h30. A procissão do dia 14, será dedicada a Santo Aleixo e Nossa Senhora com as respectivas imagens na procissão e ainda a imagem de Santa Cecília, padroeira dos músicos. A procissão do dia 15, será dedicada ao Santíssimo Sacramento, e será animada pela Orquestra Filarmónica de Stº. Aleixo. No dia 13, sábado, além do programa da festa vai realizar-se o 1º encontro de bicicletas das festas de Santo Aleixo” (este encontro está aberto a pessoas de todas as idades, basta ter bicicleta, aparecer e participar). Depois do Folclore com o Rancho do G A U e outro do Norte, haverá uma demonstração de actividades dos utentes do Centro Social, seguindo-se um espectáculo de dança pela Academia de dança “Ritmus”. A noite será animada com música popular pelo grupo “Sons do Minho”. No dia 15, o destaque vai para a Orquestra Filarmónica da Samb, a para o folclore internacional este ano com um grupo da Albânia, País de Leste, mais uma vez possível, graças à colaboração do Rancho “Rosas do Lena” da Rebolaria, Batalha.
Souto da Carpalhosa
2º Convívio da Casa do Retiro Pelo segundo ano consecutivo, vai realizar-se o encontro dos descendentes da Casa do Rocio (Família Ginja), fundada por Joaquim da Silva Ginja (182206.09.1891) e Maria de Jesus (13.04.1855-04.08.1933). Será no dia 14 de Agosto de 2011, na Moita da Roda, freguesia do Souto da Carpalhosa, concelho de Leiria, com o programa a seguir indicado: 10h30 - Concentração no Parque de Merendas da Mata do Nicho (Moita da Roda) 11h00 - Missa Solene 13h00 - Almoço partilhado 15h00 - Tarde de convívio, com concerto da Banda Filarmónica das Chãs, com jogos tradicionais e espaço para a revelação dos valores da família, incluindo uma peça teatral, evocando a vida da Casa do Rocio na segunda metade do século XIX. 20h00 - Encerramento oficial do convívio (Haverá uma pequena exposição histórica e a apresentação da árvore genealógica). Como coordenador deste encontro e havendo descendentes desta família espalhados um pouco por todo o país, venho por este meio pedir, caso seja possível, a divulgação desta iniciativa que no ano passado congregou cerca de 800 pessoas, ficando desde já ao dispor para mais alguma informação adicional (Pe. David Barreirinhas – 914138850 ou para o email padrebarreirinhas@gm ail.com). Pe. David Barreirinhas
10 ECLESIAL
INÍCIO: Salvé ó Virgem Maria - Lau 953 Gloriosa raínha do mundo - Lau 928 SALMO RESPONSORIAL: À vossa direita, Senhor - Lau 893 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Avé Maria - Lau 901 Ó Santíssima - Lau 939 COMUNHÃO: O trigo que Deus semeou - Lau 618 O pão que comemos - Lau 570 PÓS-COMUNHÃO: A minha alma glorifica - Lau 104 FINAL: Tu és a gloria de Jerusalém - Lau 968
Cânticos | XXI Dom. Comum (21/08/2011)
INÍCIO: Fiz de ti a luz das nações - Lau 403 Eu venho Senhor à vossa presença - Lau 377 SALMO RESPONSORIAL: Vossa grande misericórdia - Lau 650 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Tomai Senhor e recebei - Lau 821 Vós me seduzistes Senhor - Lau 877 COMUNHÃO: Senhor, eu creio que sois Cristo - Lau 759 Eu sou o Bom Pastor - Lau 370 PÓS-COMUNHÃO: Glória a Ti Jesus Cristo - Lau 411 O Senhor fez em mim - Lau 403 FINAL: Povo teu somos - Lau 677 És senhor minha força - Lau 403
Cânticos | XXII Dom. Comum(28/08/2011) INÍCIO: Eu venho Senhor à vossa presença - Lau 377 Escutai Senhor, a voz - Lau 344 SALMO RESPONSORIAL: A minha alma tem sede - Lau 105 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Tomai, Senhor, e recebei - Lau 821 Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade - Lau 379 COMUNHÃO: Se alguém quiser seguir-me - Lau 739 O meu alimento - Lau 562 PÓS-COMUNHÃO: Vós me seduzistes, Senhor - Lau 877 FINAL: Irmãos convertei - Lau 441 Anunciaremos teu reino - Lau 153
Cânticos | XXIII Dom. Comum(04/09/2011) INÍCIO: Abri de par em par - Lau 129 Fiz de Ti a luz das nações - Lau 403 SALMO RESPONSORIAL: Se hoje ouvirdes a voz - Lau 742 Hoje se escutardes - Lau 426 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Onde há caridade e amor - Lau 625 Onde há caridade verdadeira - Lau 626 COMUNHÃO: Se vos amardes - Lau 749 Dou-vos um mandamento novo - Lau 301 PÓS-COMUNHÃO: Tudo o que pedirdes na oração - Lau 829 Aclamai o Senhor porque Ele é bom - Lau 135 FINAL: Dá-nos um coração - Lau 259 Senhor Tu amas o mundo - Lau 778
11.Agosto.2011
Janela Sobre a Missão
Estudantes de medicina no Gungo O “Projecto Move-te” deu os primeiros passos em 2008. Alguns alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa tinham vontade de fazer voluntariado na área da saúde, tanto a nível nacional como internacional e puseram as mãos à obra. Para cumprirem os objectivos do seu projecto, foram fazendo colaborações, ao longo do tempo, com muitas instituições de voluntariado nacional, nomeadamente a “Associação Conversa Amiga”, “Comunidade Vida e Paz”, “Legião da Boa Vontade”, “Associação Coração Amarelo”, e outras de voluntariado internacional como os Médicos do Mundo. Neste ano 2011 surgiu a ideia de colaborar com o Grupo Missionário Ondjoyetu. Tendo sido feita a proposta a este grupo, depois de ouvidos os catequistas e as autoridades de saúde do Gungo, ela foi acolhida com muita alegria e esperança.
AO SABOR DA PALAVRA
Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com
20º Domingo do Tempo Comum 14 de Agosto de 2011
Emigrantes Ao longo desta semana o tema principal de reflexão para a igreja são os migrantes. O nosso país sempre teve uma grande tradição de emigração, mas neste novo século são os outros que vêm para o nosso país em busca de melhores condições de vida. E qual é a resposta que nós devemos dar a estas novas situações? “Se houver estrangeiros que sigam o Senhor, hei-
DR
Cânticos | Assunção de N.ª Sr.ª (15/08/2011)
O Mensageiro
De imediato se começou a preparar esta acção. O “Projecto Move-te” desenvolveu iniciativas para angariar fundos para as despesas relacionadas com as viagens, seguros, vistos, etc. e seleccionou duas voluntárias para esta missão em África. A outro nível, foram estabelecidos contactos com a equipa missionária da diocese de Leiria-Fátima a fim de preparar este projecto ao nível técnico. Também cá, em Portugal, tiveram lugar vários encontros de preparação destas duas
voluntárias a fim de terem um melhor conhecimento da nova realidade que iriam encontrar e aí melhor se poderem integrar. No passado dia 2 de Agosto, com um grande sorriso nos lábios e muita expectativa, vimos partir, por dois meses, as jovens Sandra Leal, de Guimarães, e Inês Figueiredo, de Leiria, estudantes, respectivamente, do 4º e 5º ano de Medicina. Não sendo membros do Grupo Ondjoyetu, elas são acolhidas por ele, assegurando-lhes este o
de conduzi-los à minha morada santa.” O sentido das palavras que nos são apresentadas neste domingo pelo Livro de Isaías é precisamente este: o de que todos têm direito à salvação, mesmo sendo estrangeiros. A Igreja é a comunidade do Povo de Deus. Todos os seus membros são filhos do mesmo Deus e irmãos em Jesus, embora pertençam a raças diferentes, a culturas diferentes e a extractos sociais diferentes. No entanto nem todos são lá acolhidos da mesma forma. O rico e o pobre são sempre tratados da mesma forma nas recepções das nossas igrejas? Aqueles que têm comportamentos considerados social ou religiosamente incorrectos são sempre tratados com amor e acolhidos com respeito nas nossas comunidades cristãs, ou são tratados como cristãos de segunda? “Vós agora alcançastes a misericórdia, devido à desobediência dos judeus.” Este excerto da carta de S. Paulo aos Romanos texto sugere que “Deus escreve direito por linhas tortas”. Do mal,
ele é sempre capaz de retirar o bem (se os judeus - com a sua mentalidade fechada aos estrangeiros e com a sua mentalidade de que a salvação era uma proposta exclusiva, só a eles destinada - tivessem aderido em massa ao Evangelho, dificilmente teriam aceite que a proposta de salvação se tornasse universal). Aquilo que, muitas vezes, nos parece ilógico e sem sentido, talvez faça parte dos projectos de Deus - projectos que nem sempre conseguimos entender e enquadrar nos nossos esquemas mentais. Temos de aprender a confiar em Deus e na forma como ele dirige a história, mesmo quando não conseguimos entender os seus projectos. É com esta confiança que a mulher cananeia diz: “Também os cachorrinhos comem das migalhas que caem das mesas dos donos”. Pela sua fé alcançou a cura da sua filha. Se Deus não discrimina ninguém, mas aceita acolher à sua mesa todos os homens e mulheres, sem distinção, porque não havemos de proceder da
alojamento, alimentação, integração na comunidade e todo o apoio necessário. Esta parceria visa “levar mais saúde ao Gungo”, através da formação de promotores de saúde locais, parteiras e de elementos da pastoral da criança, nas diferentes zonas da região. Pretende-se, com esta acção, que os locais adquiram conhecimento de como usar os medicamentos e material médico de que dispõem, de forma racional e apropriada. A população do Gungo terá ainda oportunidade de ter consultas/aconselhamento dados por estas duas voluntárias. Também irão colaborar nas campanhas de vacinação que serão realizadas nos meses de Agosto e Setembro. O Grupo Ondjoyetu agradece ao “Projecto Move-te” esta colaboração e espera que seja a primeira de futuras parcerias do género a realizar no futuro. P. Vítor Mira
mesma forma? Particular cuidado e atenção devem merecer-nos os imigrantes que não falam a nossa língua, que não têm casa, que não têm trabalho, que sentem a ausência da família e dos amigos, que são perseguidos pelas redes que exploram o trabalho escravo... O convite que Deus nos faz é que vejamos em cada pessoa um irmão, independentemente das diferenças de cor da pele, de nacionalidade, de língua ou de valores, e que com eles saibamos construir o Reino de Deus. O verdadeiro crente é aquele que se apresenta diante de Deus numa atitude de humildade e simplicidade, acolhendo com um coração agradecido os dons de Deus e a graça da salvação. O verdadeiro crente não se barrica em certezas imutáveis ou em chavões doutrinais, mas procura descobrir, cada dia, com humildade e simplicidade, a verdade eterna de Deus e as suas propostas para o mundo e para os homens.
ECLESIAL • PORTUGAL 11
O Mensageiro
11.Agosto.2011
D. Carlos Azevedo destaca respeito pela «dignidade das pessoas»
Programa de emergência social O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social considera que o Programa de Emergência Social (PES), apresentado pelo Governo português na última sexta-feira, é realista e respeita a “dignidade das pessoas”. O conjunto do plano engloba quase 50 medidas, entre elas o apoio aos jovens, através de bolsas de estudo para o ensino superior, e a famílias jovens em que os dois membros do casal estejam desempregados, com uma majoração de 10% do subsídio do desemprego. Em declarações à Renascença, D. Carlos Azevedo disse tratar-se de “um programa amplo, concreto e abrangente, o que revela conhecimento e respeito pela dignidade das pessoas e, também, pelo trabalho das instituições”. Sobre as previstas avaliações semestrais, o bispo auxiliar de Lisboa estima que as mesmas “permitirão
corrigir e endereçar os recursos para o que for visto como mais urgente”. D. Carlos Azevedo recorda alguns aspectos a ter em atenção na implementação do PES: “Vejo que há a necessidade de uma coordenação, sobretudo nas grandes cidades e terá de encontrar-se um meio eficaz de resposta dada a escassez de vizinhança que existe noutros lugares do país.” O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social destaca, também, a dimensão pedagógica do plano, “não só para as escolas, como para os adultos”, para ajudar as pessoas a saírem deste tipo de situações. D. Carlos Azevedo sublinha, no entanto, que não viu no discurso do ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, nenhuma referência directa ao “apoio ao cultivo dos campos”,
mas espera que esteja “incluído” nas várias iniciativas do PES, para que “as pessoas tenham trabalho e sustento”. Também o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) se mostrou satisfeito com o programa do Executivo liderado por Pedro Passos Coelho. Em declarações ao ‘Solidariedade’, jornal oficial da CNIS, o padre Lino Maia sublinhou a “desburocratização e simplificação” da acção das instituições, algo que a organização vem reclamando há muito. “Estou francamente satisfeito com o anúncio do programa e com ideias que foram assumidas e que vão entrar em execução. Este programa, de algum modo, consubstancia algumas medidas que já estão em curso e introduz outras. Depois, procura anunciar, e penso que é importante, um conjunto de iniciativas para
Banda católica Laetare em destaque
desburocratizar, simplificar e cativar as instituições e a sociedade em geral para a resolução dos problemas que se perfilam”, referiu. Para o líder da CNIS, “estão reunidas bastantes condições para que, de facto, as instituições se sintam motivadas, elas que são reconhecidas neste programa, e há também um conjunto de ideias em que vínhamos insistindo e que são agora assumidas”. O PES foi apresentado publicamente pelo ministro da Solidariedade e da Segurança Social, o qual afirmou que o mesmo deverá chegar a três milhões de pessoas e será desenvolvido em cinco áreas consideradas pelo Governo como essenciais: famílias, idosos, deficientes, voluntariado e instituições sociais. Este plano vai custar 400 milhões de euros no primeiro ano e vigorará até Dezembro de 2014.
Férias são oportunidade para mudar de vida
«Saber perder tempo e entrar em horas mais lentas» As actividades organizadas pela Igreja Católica nas férias de verão são uma oportunidade para a mudança de vida e tomada de decisões importantes, que frequentemente ocorrem entre lágrimas e desassossegos. “Houve gente que casou depois de se ter conhecido no acampamento e há pessoas que entraram na vida religiosa e nos seminários, fruto de uma caminhada maior”, contou à Agência ECCLESIA o frei João Costa, um dos organizadores da quinta edição do ‘Akampaki’. As férias requerem habituação do corpo e dos processos mentais: “Nos primeiros dias as pessoas vão-se despindo de hábitos, costumes, ritmos e rituais”, explica o religioso carmelita, acrescentando que é preciso “saber perder tempo e entrar em horas mais lentas”. “As pessoas andam a 200 à hora mas aqui envol-
vemo-nos num ritmo muito vagaroso, permitindo que o Espírito nos acompanhe e que nós acompanhemos o Espírito”, refere frei João Costa sobre a iniciativa que atravessa esta semana de domingo a domingo, num espaço localizado a oeste de Viana do Castelo e a norte de Lisboa. A passagem para um estilo de vida mais distendido é uma oportunidade para balanços pessoais, mas nem sempre é fácil: “Há adultos que enchem a sua vida com muitas coisas para não entrarem em comunhão consigo mesmos, evitando assim escutar as suas feridas e dores”. “Há choques, choros e ansiedade porque de repente ficamos sem os confortos e as rotinas de lá de fora. Por isso as pessoas entram mais dentro de si, o que por vezes se torna um processo muito difícil. Têm havido aqui experiências muito duras”, diz o frei João Costa, responsável
pelo acampamento dirigido a participantes dos 15 aos 35 anos. A natureza favorece a revisão de vida: “Temos o rio Lima aos nossos pés, uma veiga muito fértil de milho, vinha, oliveiras, castanheiros e pinheiros. É um lugar de sossego e de paz, juntamente com os animais que nos visitam”, afirma o carmelita, que elege o “santuário de Nossa Senhora do Akampki” como o seu local favorito. “A porta obriga-nos a alguma ginástica, fazendo perceber que entramos numa zona diferente das outras, dedicada à oração; logo depois estamos numa pequena clareira, diante das árvores que nos acolhem e abraçam, tendo por teto as estrelas e o céu”, descreve o frei João Costa. Os momentos de recolhimento e relação com Deus decorrem com os 30 participantes “sentados nas mantas, sobre o chão, vivenciando momentos muito intensos de oração
BREVES
entre a natureza, os silêncios, os ruídos, o Evangelho e as palavras de Santa Teresa de Jesus” (1515-1582), espanhola cofundadora dos Carmelitas. “O acampamento não está tanto voltado para o beato mas para o crescimento humano e espiritual, em grupo e na família”, indica o religioso, para quem “o grande segredo” da iniciativa está no ambiente “de serenidade, entreajuda e união” que se estabelece entre os participantes, ajudados pelas reflexões propostas pelos oradores convidados. “Já estou cheio de fazer retiros em casas. Este caminhar no pó, este contacto com as árvores, os bichos e a natureza pacifica-nos, tornando-se uma grande mediação que nos renova para a nova batalha que chega no fim de Agosto”, conclui o frei João Costa, apontando para o reinício das aulas e do trabalho.
Prémios Kerygma
A banda lisboeta Laetare esteve em destaque nos Prémios Kerygma da Música Católica ao arrecadar o primeiro lugar nas categorias de melhor canção, álbum e artista/grupo, referentes a 2010. Trata-se de um galardão idealizado e instituído pela Associação Cultural Kerygma (ACK), que “em cada ano ou período de anos” procura “incentivar a evangelização através da actividade musical, destacando e promovendo os melhores intérpretes e trabalhos”. Na origem desta distinção está o álbum de estreia do grupo, “Ao teu sopro”, editado depois de um período de quatro anos de preparação, em que a banda passou por diversos festivais e concertos, um pouco por todo o país. Os Laetare subiram ao palco pela primeira vez em 2006, tendo alcançado o primeiro lugar no Festival da Canção Cristã do ano seguinte. Composto pela vocalista Clara Raimundo e pelo guitarrista Pedro Marques, o grupo distingue-se sobretudo pela sua “música intimista e inspirada no imaginário português”, através da qual procura “espalhar a alegria nos corações de quem os escuta”, realça o site oficial da ACK.
Faro
“Noites de Agosto na Catedral” A paróquia da Sé de Faro promove este ano, pela segunda vez consecutiva, a iniciativa intitulada ‘Noites de Agosto na Catedral’, noticia o jornal da diocese, «Folha do Domingo». O evento cultural, que acontece em todos os sábados deste mês nos claustros da Sé de Faro, após a missa das 21h30, contará com a participação dos coros daquela comunidade paroquial. O pároco da Sé de Faro explica que o objectivo é “valorizar a catedral”, procurando ir ao encontro do que foi proposto no Congresso Internacional das Catedrais realizado em Faro, em Abril deste ano. Por outro lado, o sacerdote considera que “é uma maneira de valorizar o mês de Agosto em que há muitas pessoas de férias que saem à noite e é uma forma de as pessoas se encontrarem depois da missa”. O cónego José Pedro Martins refere ainda que a edição inaugural do ano passado teve “muita adesão”, inclusivamente de turistas nacionais e estrangeiros, que visitavam a cidade velha e foram surpreendidos com a sua realização. A iniciativa tem entrada livre.
Madeira
Doentes vão a Fátima O Movimento da Mensagem de Fátima (MMF) da diocese do Funchal está a promover, desde o dia 9 de Agosto, até ao dia 14 de Agosto um retiro para 50 doentes de várias paróquias da Madeira. “São pessoas que estão associadas ao movimento e que necessitam de um suporte, para conseguirem aguentar o seu sofrimento”, explicou Maria Isilda, do MMF da diocese do Funchal, ao ‘Jornal da Madeira’. A iniciativa está a decorrer no Santuário de Fátima, incluindo quatro conferências, a recitação do terço na Capelinha das Aparições e a participação na missa do dia 13, no recinto. Maria Isilda é uma das seis voluntárias que acompanha os doentes, neste retiro, juntamente com uma enfermeira e um médico. Participar nestes retiros “é como a palavra diz, deixar tudo em casa, todas as preocupações e entrar no espírito do retiro, encher a alma com os ensinamentos da mensagem que a Senhora de Fátima nos trouxe”, refere.
12 ECLESIAL • MUNDO
Academia Musical Europeia abre concurso
Música Sacra
A Academia Musical Europeia, em parceria com o Conselho Pontifício da Cultura e outras entidades, volta a realizar o Concurso Internacional ‘Música Sacra’, “o único” no mundo “dedicado a jovens cantores solistas de música sacra”. A iniciativa, que decorre em Roma a partir de 15 de Novembro, dirige-se a cantores “de todas as nacionalidades e religiões”, refere uma circular da Academia Musical Europeia, citada pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC). A final realiza-se no dia 19 do mesmo mês, também na capital italiana, com um concerto de gala a realizar na basílica dos Doze Santos Apóstolos, transmitido para todo o mundo pela rede de televisão Telepace e em resumo pela Rádio Vaticano. A edição de 2011, que conta também com o patrocínio da Conferência Episcopal de Itália e da Província de Roma, inclui uma comissão de honra formada exclusivamente por embaixadores e conselheiros culturais junto da Santa Sé e da República Italiana. O concurso, cujo júri é composto por personalidades de vários países europeus ligadas à Igreja Católica e às artes, constitui uma ocasião para os participantes “mudarem a sua vida”, num mundo em que é “difícil obter o justo reconhecimento pelo seu empenho e capacidade”.
Cuba
Papa nomeia novo representante O arcebispo italiano D. Bruno Musarò, de 63 anos, é o novo Núncio Apostólico, embaixador da Santa Sé, em Cuba, substituindo no cargo D. Angelo Becciu, no Vaticano desde Maio. A escolha de Bento XVI foi tornada pública pela sala de imprensa da Santa Sé. D. Bruno Musarò era Núncio no Peru, onde substituira D. Rino Passigato, actual representante diplomático do Papa em Lisboa. O anterior embaixador da Santa Sé em Cuba, D. Angelo Becciu, é agora substituto para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado, o terceiro lugar mais importante da diplomacia do Vaticano.
África
Bíblias a «preços acessíveis» A “impressão de Bíblias a preços acessíveis” constitui uma das recomendações do seminário de capacitação para animadores bíblicos dos países lusófonos de África, que decorreu de 1 a 6 de Agosto em São Tomé e Príncipe. O documento final do encontro, em que participaram representantes do país anfitrião, Angola, Cabo Verde e Moçambique, assinala uma “evolução” do apostolado bíblico nos estados lusófonos do continente, refere uma nota de imprensa enviada hoje à Agência ECCLESIA. Entre as propostas da assembleia, que incluiu o bispo da diocese de São Tomé, o português D. Manuel António dos Santos, consta a realização anual de seminários de capacitação para agentes ligados à promoção da Bíblia, periodicidade a manter durante três anos consecutivos, passando depois a bianual. O programa incluiu a análise da proposta de protocolo a assinar entre o Centro Bíblico Católico para a África e Madagáscar (CEBAM) e algumas entidades para o financiamento do apostolado bíblico, sector que deve tornar-se “um dos eixos fundamentais” da acção da Igreja Católica no continente. O seminário foi organizado pelo CEBAM, em colaboração com a Comissão Bíblica de São Tomé e Príncipe.
11.Agosto.2011
Papa sugere Bíblia para leitura de férias
«Não somos feitos só para trabalhar, mas também para pensar» e «reflectir» O Papa propôs, no dia 3 de Agosto, aos católicos que façam uma leitura continuada da Bíblia durante as férias, desde os livros mais pequenos, como os de Tobias, Ester ou Rute, às “obras-primas” como Job, Qohélet ou Cântico dos Cânticos. Na primeira audiência geral depois de uma pausa durante o mês de Julho, Bento XVI sugeriu que os fiéis “tenham à mão, durante o período estival ou nos momentos de pausa, a Santa Bíblia, para a apreciar de uma maneira nova”, lendo “alguns dos seus livros, os menos conhecidos e também os mais notórios, como os Evangelhos”. “Muitos cristãos deixaram de ler a Bíblia e têm dela um conhecimento muito limitado e superficial”, salientou o Papa, que fez votos para que uma “leitura continuada” do texto sagrado para os cristãos possa tornar-se um “enriquecimento cultural” e “nutriente do espírito, capaz de
alimentar o conhecimento de Deus e o diálogo com Ele, a oração”. Em Agosto, mês em que os encontros públicos vão decorrer em Castel Gandolfo, Bento XVI pretende apontar “alguns aspectos de carácter espiritual e concreto” que lhe parecem “úteis não só para quem vive – numa parte do mundo – o período de férias estivais, mas também para todos aqueles que estão empenhados no trabalho diário”. “Não somos feitos só para trabalhar, mas também para pensar, reflectir ou simplesmente seguir com a mente e com o coração” uma história na qual “em certo sentido nos ‘perdemos’ para depois nos enriquecermos”, afirmou o Papa, cujas audiências gerais deste mês se enquadram nas catequeses semanais dedicadas à oração iniciadas em Maio. Alguns dos textos da “pequena ‘biblioteca’” que é a Bíblia “permanecem
quase desconhecidos para a maior parte das pessoas”, disse Bento XVI, que recordou textos “muito breves” como o livro de Tobias, “uma narrativa que contém um sentido muito elevado da família e do matrimónio”. Continuando a referirse a textos curtos do Antigo Testamento, a intervenção aludiu ao livro de Ester, “no qual a rainha hebraica, com a fé e a oração, salva o seu povo do extermínio”, e ao “ainda mais breve” livro de Rute, narrativa de “uma estrangeira que conhece Deus e experimenta a sua providência”. “Estes pequenos livros podem ler-se por inteiro numa hora”, frisou o Papa, que também destacou “obras-primas” de leitura exigente, como Job, que se detém sobre “o grande problema da dor inocente”, e Qohélet, também conhecido como Eclesiastes, que manifesta com “desconcertante modernidade” o “sentido da vida e do mundo”.
Bento XVI mencionou igualmente o Cântico dos Cânticos, “admirável poema simbólico do amor humano”, tendo passado seguidamente para o Novo Testamento, conjunto de obras “mais conhecidas” e com géneros literários “menos diversificados”. No discurso que proferiu diante de centenas de fiéis, o Papa salientou a “beleza” da leitura “seguida” de um dos quatro Evangelhos, bem como dos Actos dos Apóstolos ou de uma das cartas que compõem a segunda parte da Bíblia. Na alocução em língua portuguesa, o Papa saudou “de modo especial” os portugueses de Vidigueira e do Porto: “Não deixeis de aproveitar os momentos de descanso para redescobrir na leitura da Bíblia um enriquecimento cultural e, sobretudo, um alimento para os vossos espíritos. Que Deus vos abençoe!”.
22º Jamboree Mundial Escutista na Suécia
«Espírito de serviço» A comitiva portuguesa que esteve na Suécia a participar na 22ª edição do Jamboree Mundial Escutista regressou no domingo, 7 de Agosto, a Portugal com a moral em alta e um sentimento de dever cumprido. “É sempre bom quando temos a oportunidade de contactar com escuteiros de todo o mundo, sentir a dimensão, a diversidade e a riqueza que tem este movimento, espelhadas em jovens de vários continentes”, realça José Carlos Oliveira, chefe do contingente luso, em entrevista concedida hoje à Agência ECCLESIA. Depois de passar 12 dias no meio de cerca de 40 mil escuteiros, que encheram o acampamento de Kristianstad (a mais de 500 quilómetros a sul de Estocolmo), aquele responsável dá sobretudo graças pela forma como o escutismo
DR
BREVES
O Mensageiro
continua a “cativar os mais novos”. Um entusiasmo que, realça, assenta sobretudo em três pilares: “o trabalho em grupo, as actividades programadas de acordo com a sensibilidade dos jovens e o contacto com a natureza”. No que diz respeito aos
cerca de 900 escuteiros portugueses que marcaram presença no certame deste ano, José Carlos Oliveira destaca sobretudo a disponibilidade e a alegria com que eles encararam as diversas actividades propostas. Uma parte do contin-
gente integrou a equipa de serviço do Jamboree, e “para além do serviço normal que tinham ainda se voluntariaram muitas vezes para fazer horas extras de trabalho, uma prova do espírito de serviço que possuem”. Em virtude desse esforço, que envolveu “muitas horas extra na cozinha a lavar loiça ou a dar apoio na preparação da comida”, vários jovens lusos receberam o prémio de “jamboree heroes” (n.d.r. heróis do Jamboree). “Foi uma prova cabal da maneira como eles sentem e vivem o escutismo, e isso para nós foi um aspeto muito positivo também”, sublinha o chefe lisboeta, que presenciou ainda momentos dedicados à oração e à partilha de culturas e tradições, onde imperaram a simplicidade e boa disposição.
OPINIÃO 13
O Mensageiro 11.Agosto.2011
TESTEMUNHAS DO AMOR
Pe. Jorge Guarda
Vigário Geral da Diocese
http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt
João Maria Vianney
O
profeta Oseias anuncia a misericórdia de Deus em relação ao seu povo usando a imagem do amor materno (cf Os 11, 1ss.). Como uma mãe ama o filho que gerou, assim Deus quer bem ao seu povo, chama-o, ensina-o a caminhar, sustenta-o nos braços; quando se afasta, procura atraí-lo “com laços humanos, com vínculos de
ÚLTIMA COLUNA
D. João Alves
Bispo Emérito de Coimbra
E os que não são capazes de estender a mão à esmola?
N
este mundo, com tantas formas de sofrimento, todas importantes e dignas de solidariedade, vou dedicar este meu artigo aos pobres envergonhados, que são mais do que se julga. Começo por aqueles que sempre tiveram uma vida respeitada porque se
amor”. Trata-o “como quem pega um menino ao colo”, inclina-se “para lhe dar de comer”. Este modo de proceder de Deus foi o que João Maria Vianney, o famoso pároco ou cura de Ars, na França, pôs em prática em relação às pessoas da sua paroquia e a quantas a ela acorriam para ouvir os seus ensinamentos e receber o perdão de Deus. Ele foi um bom exemplo de pastor na prática da caridade. João Maria Vianney nasceu em Dardilly (França), no dia 8 de Maio de 1786, de uma família de camponeses, pobre de bens materiais mas rica de humanidade e de fé. Consagrou os anos da infância e da adolescência ao trabalho no campo e à pastagem de animais, a tal ponto que, com 17 anos de idade, ainda era analfabeto. Desejava ser padre, mas foi-lhe muito difícil corresponder a tal vocação. Enquanto alguns olhavam para os seus limites humanos e o consideravam inapto para o sacerdócio, houve sacerdotes sábios que souberam olhar
mais além, intuindo algo de singular e capacidades não desenvolvidas naquele jovem. E ajudaram-no nos estudos. Deste modo, em 1815, foi finalmente ordenado sacerdote, com 29 anos de idade. Começou por ser colaborador do padre Balley, que o havia ajudado na sua formação para o sacerdócio. Agora, contribuiria para que João Vianney adquirisse um coração de pastor capaz de uma total dedicação ao serviço espiritual das pessoas. Em 1818, o jovem sacerdote foi nomeado pároco de Ars, uma pequena aldeia, onde, no dizer do Vigário Geral da diocese, não havia muito amor a Deus, pelo que era sua missão levar esse amor e suscitá-lo no coração das pessoas. Dedicou-se inteiramente a elas, conseguindo uma transformação espiritual de toda a comunidade e atraindo inúmeros peregrinos que vinham para ouvir a sua palavra e obter por meio dele as graças divinas, sobretudo através do sacramento da penitência. O seu primeiro amor era
em relação a Deus. Dedicava muito tempo à oração. Assim o amor divino entrou sempre mais profunda e abundantemente no seu coração. Tudo recebia da bondade de Deus e quanto lhe era dado distribuía gratuitamente pelas pessoas, fosse bens espirituais ou materiais. Procurava ser um bom pastor segundo o coração de Deus. De tal modo se deixou moldar pelo amor divino que abandonou a rigidez que manifestava nos primeiros tempos para passar a oferecer abundantemente os dons da misericórdia divina. João Maria Vianney revelou-se um pastor empreendedor: visitava doentes e famílias, ensinava a catequese às pessoas, celebrava a missa, dedicava muito tempo a atender as pessoas no confessionário, cuidava da beleza da casa de Deus, adquiriu paramentos litúrgicos para que as celebrações fossem dignas e belas, construiu uma casa para acolher gratuitamente raparigas órfãs e promoveu
a sua educação. Do mesmo modo, criou outra obra para a formação dos rapazes. E escolheu pessoas para dirigirem essas obras e ajudarem quem nelas era acolhido, acompanhando-as e apoiando-as. Embora fosse normalmente bondoso para com as pessoas, não deixava de as corrigir, sempre que fosse necessário. A sua mensagem era simples e acessível. Dizia: “Que grande bondade a de Deus: o Seu bom coração é um oceano de misericórdia; assim, por maiores pecadores que sejamos, não desesperemos nunca da nossa salvação. É tão fácil salvar-se!” No exercício do ministério de confessor, o modo bondoso e compreensivo como acolhia as pessoas, as ouvia e lhes falava cativava-as. Assim os fiéis, que a ele se confessavam ficavam tão entusiasmados com o seu acolhimento, intuição e sabedoria que falavam dele aos amigos. Então vinham cada vez mais pessoas e tinham que esperar muito tempo, por vezes horas, para se pode-
apresentavam bem e com honradez. Tinham um modesto fundo pecuniário que foi perdendo valor pela carestia da vida, até ao ponto de não chegar para manter a sua apresentação habitual. Chegados aqui, levantou-se o dilema: manter a mesma maneira de ser sem dinheiro, o que é impossível ou estender a mão à esmola, o que é para essas pessoas não aceitável. Esta forma de pobreza vem de as pessoas ou famílias não terem conseguido aceitar a mudança de abastadas ou bem remediadas para uma situação de pobreza efectiva. Como me dizia uma das pessoas vindas de Angola, onde era rica e aqui em Portugal nada tinha, porque nada pôde trazer, aqui tem de viver de esmolas que lhe chegam discretamente por alguns amigos fiéis, porque os outros fizeram que não davam pelos problemas. Este é um caso de pobreza envergonhada, ao
lado de muitos outros que receiam identificar-se. Vieram a esta situação alguns por má administração dos bens que tinham; ou por vícios contraídos que foram desbaratando o que os seus antepassados juntaram; há entre estes vícios um que consome toda a riqueza, por maior que seja. Estou a pensar no jogo de casino. Muitos dos pobres envergonhados são pessoas pobres mas não são capazes de o reconhecer na realidade porque seria ocasião de crítica mordaz, porque originaria interpretações malévolas e tudo isto tolhe o estender da mão à esmola. Chega porém a altura em que a necessidade aperta e, então, é indispensável que o próximo ajude e lá se recorre a mil estratagemas para alcançar o necessário mas sem estender, publicamente, a mão de pobre. Sei que há pobres envergonhados que se servem de outros pobres
não envergonhados para eles levantarem a ajuda desejada, sem revelar a verdadeira identidade daquele que solicitou auxílio. Pela minha experiência verifiquei como era dolorosa esta situação para o casal, para os filhos e para os amigos mais íntimos daqueles que sofrem pelo passado e pela falta de transparência em suas vidas. É que o que é consistente é a verdade. A inconsistência vem da falta de verdade. Só as pessoas mais amigas podem ir ajudando estes pobres envergonhados a encontrar uma maneira de entrar no modo normal do geral das pessoas que passa precisamente pela revelação com verdade. A sua vergonha em revelar como se processou a mudança na sua vida levou-as a atitudes de mentira. Há que pedir desculpa pelo acontecido e prometer fazer tudo para não enganar. Aquele que está ao serviço desta reabilitação tem uma missão muito impor-
tante, mas muito melindrosa. Com racionalidade, porém, e com a graça de Deus, tudo chegará a bom porto. Que neste tempo de descanso, todos os necessitados de ajuda sintam que nem todos passam de lado, mas que ainda há aqueles que se abeiram com simplicidade e atitudes verdadeiras para ajudar quem precisa. São aqueles para quem a palavra de Cristo “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” é ordem e apelo e para os quais o testemunho de Cristo de dádiva total por toda a humanidade não foi revogada. Que não se esqueçam os pobres envergonhados. Diante do sofrimento de todos os pobres, que a palavra e o testemunho de Cristo nos motivem a agir como Ele. Boas férias para todos vós!
rem confessar a ele. Uma pessoa testemunha: ‘Este sacerdote é de vistas largas, dá sábios conselhos e a sua orientação é doce e firme. Mas é preciso submeter-se e obedecer’. As palavras que se seguem podem bem dizer de como ele vivia a partir de Deus e no amor aos irmãos: “Se compreendemos toda a felicidade de uma alma inflamada do amor de Bom Deus, se podemos saborear como é doce andar sempre na Sua presença, sentir-se sob o Seu olhar, deixar-se conduzir pela Sua mão, então pensaremos sempre nele, não poderemos fazer de outro modo. É a nossa maior felicidade de cada dia”. Este santo sacerdote faleceu em 1859, aos 73 anos. Ficou e é conhecido mundialmente como o Santo Cura de Ars e é o modelo de todos os párocos e mesmo dos sacerdotes.
OMENSAGEIRO Diferentes meios, o mesmo compromisso: (in)formação diferente
14 OPINIÃO
O Mensageiro 11.Agosto.2011
RABISCOS
Pedro Jerónimo Curioso dos media
Incendiários
L
igar a televisão, o rádio ou ler jornais são gestos que nos levam, inevitavelmente, até às notícias sobre a convulsão social que tomou conta das ruas de Londres, em Inglaterra. “A situação na Europa é explosiva e os incidentes de agora no Reino Unido tendem a multiplicar-se e a alastrar a outros países num efeito dominó incontrolável que pisa terreno fértil devido às cada vez maiores dificuldades económicas e sociais que os jovens europeus atravessam” (António Boronha), li entretanto num blogue. O stress dos mercados, da economia mundial, a instabilidade, a precariedade… levam aos actos noticiados. Num momento em que se aproxima mais uma Jornada Mundial da Juventude
(JMJ), em Madrid, Espanha, não posso deixar de recordar as palavras de João Paulo II, em Tor Vergata, Roma, Itália, aquando da jornada de 2000: “sois [jovens] o incendiários do terceiro milénio”. O Papa de então não se referia às imagens que agora nos chegam de Londres, mas sim ao Espírito Santo – em forma de línguas de fogo – que desceu sobre os apóstolos e se estendeu a todo o mundo. Incendiar de esperança as vidas cinzentas, a solidão que gela a vida das pessoas. É disso que falava João Paulo II. O encontro com Bento XVI, na JMJ deste ano, reveste-se de particular importância, por surgir num momento histórico. A Europa está em crise (e não é só económica). Acredito que o Papa terá uma palavra mobilizadora para a juventude. Ainda há pouco tempo, num encontro preparatório desta JMJ, o cardeal Joachim Meisner, de Colónia, Alemanha, afirmava que “não se pode ser cristão pela metade”. Bento XVI certamente não lhe ficará atrás. Se há coisa que tem caracterizado as mensagens de João Paulo II e Bento XVI ao longo das últimas JMJ, não são as ‘falinhas mansas’ ou os ‘paninhos quentes’, mas palavras de esperança, verdade e compromisso. Não se espera outra coisa das de 2011.
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COMENTÁRIO DA SEMANA
Orlando Fernandes Jornalista
A venda do BPN e o Governo
A
o saber da decisão do Governo de entregar o BPN ao BIC, por 40 milhões de euros. É um desfecho altamente penalizador para os contribuintes portugueses que tiveram de suportar, até agora, 2,4 mil milhões de euros com a instituição que Oliveira e Costa conduziu para o buraco. E, pelos vistos, mais 550 milhões, pelo menos, ainda irão ser investidos pelo Estado para garantir a recapitalização do banco. O BPN é um bom exemplo do que não pode acontecer. Não vale a pena chorar sobre leite derramado, mas é imperioso que se aprenda com os erros. O que aconteceu, nesse caso, em matéria de regulação, não deve nunca repetir-se. Ao Banco de Portugal exige-se que seja inflexível na supervisão da actividade das instituições financeiras e que não se distraia na observação dos números e das práticas de banqueiros e gestores. Carlos Costa tem revelado pulso firme na condução da sua actividade à frente do banco central e é bom que assim se conserve,
independentemente dos protestos e queixumes dos responsáveis e protagonistas do sistema bancário. O País precisa de um regulador que não se deixe impressionar nem, comover, que diga o que pensa com frontalidade e que não abdique de dar orientações ao mercado. A economia portuguesa necessita de um sistema financeiro estável e sólido, que esteja em condições de a apoiar de maneira saudável e sustentada. A alienação de activos que o Governador do Banco de Portugal tanto tem recomendado aos bancos como forma de se recapitalizarem assenta em raciocínios lógicos e realistas perante a verdadeira dimensão dos problemas que enfrentam. É evidente que se o Estado pagasse o que deve seria meio caminho andado, pois a dívida global é astronómica, superior mesmo, na sua totalidade, aos recursos que a banca nacional se viu forçada a ir buscar ao Banco Central Europeu. Não resolveria, no entanto, a questão de fundo que é ter um dispositivo bancário exigente que se concentre no essencial da sua actividade e não se mostre permeável a negócios de sustentabilidade duvidosa, muitos deles de natureza puramente especulativa. Para dar um futuro a Portugal é fundamental que haja coragem para começar a desfazer equívocos, entre eles, o que permitiu que se criasse a ilusão de que o País dispunha de uma verdadeira classe empresarial activa e autónoma, com capacidade para correr riscos. Sabe-se que, com poucas excepções, os grupos económicos que se consti-
765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista
tuíram, desde as empresas de construção aos conglomerados financeiros, se habituaram a viver à sombra do Estado, sujeitandose a jogos de influências e de dependências que retiraram verdade e força às suas actividades e fragilizaram as sujas estruturas accionistas, tanto do ponto de vista de independência, como de competitividade e de produtividade. As reformas que este Governo anuncia querer empreender, por pressão do acordo com a União Europeia e o FMI e, espera-se, por vontade própria, revelam-se fundamentais para que o País possa entrar nos eixos. Até agora, exímia a aplicar medidas de austeridade, a equipa de Passos Coelho terá, a curto prazo, de explicar como tenciona dar a volta a Portugal, fazendo-o crescer. Sabe-se que o reequilíbrio das contas públicas se assume como pressuposto básico para a reintrodução de racionalidade, mas os sucessivos apertos de cinto de nada valerão se não se enveredar rapidamente por políticas que conduzam ao crescimento económico. É com desenvolvimento que o País pode atingir patamares que garantam uma economia competitiva e criar empregos com durabilidade e consistência. O resto não passa de palavras sem recheio e que o vento leva como penas de pássaro. Sem iniciativa privada dinâmica, criativa e com capacidade de arriscar dificilmente se sairá da situação actual. A revisão das funções do Estado e o seu afastamento de muitas empresas, tanto em termos de propriedade como de gestão, poderão dar um contributo importante à mudança.
Nem tudo é mau na presença estatal na economia, mas abundam os exemplos que apontam em sentido contrário. A privatização de actividades e entidades na órbita do Estado, se executada com transparência e com base nas melhores soluções e propostas, será eventualmente um passo nesse percurso. Do mesmo modo, a extinção de organismos oficiais que só servem para dar emprego a ‘boys’ partidários e consumir recursos de todos nós representa princípio elementar de nacionalidade, além de constituir um desejável princípio de justiça. Não há, pois, tempo a perder. Os dias passam e os portugueses querem começar a ver uma luz ao fundo do túnel em que entraram e de onde tem dificuldade em vislumbrar como dele conseguirão sair. O primeiro-ministro reúne ainda um capital de esperança que permite que, por enquanto, os portugueses lhe concedam o benefício da dúvida. Precisa, porém, demonstrar ser capaz de cumprir as promessas eleitorais e retirar Portugal da condenação ao empobrecimento inevitável. Para tanto, não pode permitir erros como o das nomeações para a Caixa Geral de Depósitos, péssimas para a imagem e credibilidade do Governo, por tudo o que implicam. Sobretudo, numa altura em que muita gente sofre, que muitos empregos desaparecem e que o custo de vida se agrava. A suspeita de que há filhos e enteados, que se actua de uma forma para o povo e de outra para o grande capital, não traz bons sinais.
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Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Jerónimo (CP7104), Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171 Depósito Legal 2906831/09
Tabela de Assinaturas para 2011 Destino Nacional Europa Resto do Mundo
Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros
Preço avulso - 0,80 euros
DESPORTO 15
O Mensageiro 11.Agosto.2011
Futebol | U. Leiria recebe Académica
Atletismo Torneio da JV
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Vai soar o apito inicial
Yipsi “rouba” título a Vânia
I LIGA 1.ª jornada (14.08.11)
Feirense x Nacional Marítimo x Beira-Mar Sporting x Olhanense Rio Ave x Sp. Braga V. Setúbal x P. Ferreira U. Leiria x Académica Gil Vicente x Benfica V. Guimarães x Porto 2.ª jornada (21.08.11)
João Filipe Matias
F. Costa Pereira
Algumas das caras nova da U. Leiria para a nova época
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A vitória da cubana Yipsi Moreno (na foto, ao centro) no lançamento do martelo (74,46 metros) foi a nota de destaque do XVII Torneio de Lançamentos da Juventude Vidigalense (JV), realizado nos Centro Nacional, Leiria, dias 6 e 7 de Agosto. Com este resultado terminou a hegemonia da leiriense Vânia Silva (Sporting; na foto, à esquerda) no torneio, que terminou no 2.º lugar, seguida por Mafuta Maketa (JV; na foto, à direita). Venceram ainda Dário Manso (Sporting), no martelo, Irina Rodrigues (Sporting) e Filipe Vital e Silva (Real Sociedade), no disco, Natalia Ducó (Chile) e António Vital e Silva (individual), no peso, e Marta Mendes (JV) e Tiago Aperta (Benfica), no dardo.
Dr. Rui Castela Médico Especialista - Doenças dos Olhos Operações - Contactologia
CONSULTAS ÀS TERÇAS E QUINTAS FEIRAS POR MARCAÇÃO Consultório - R. João de Deus, 17-1ºEsq. - Leiria
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Ficha de Assinatura
liga portuguesa de futebol profissional
Nome Guarda-redes Gottardi Luiz Carlos João Guedes Defesas Pedro Almeida Shaffer Maykon Josias Basso Yvan Erichot Hugo Gomes Hugo Alcântara Ivo Pinto Edson Henrique Diogo Gaúcho André Almeida Patrick Médios Elvis Manuel Curto Tiago Terroso Francisco Júnior Manuel Iturra Diogo Amado Rúben Brígido Marco Soares Marcos Paulo Obradavoic Cacá Cepeda Avançados Robinho Carlos Daniel Jô Abudakar Bruno Moraes Djaniny Jorge Chula Luís Leal Léo Serge N’Gal
Idade Naturalidade
Clube em 2010/11
Beira-Mar x Sporting Nacional x V. Guimarães Benfica x Feirense Académica x Rio Ave Porto x Gil Vicente P. Ferreira x U. Leiria Olhanense x V. Setúbal Sp. Braga x Marítimo 3.ª jornada (28.08.11)
25 23 17
Brasil Brasil Portugal
U. Leiria U. Leiria U. Leiria
18 25 27 22 21 31 32 21 24 29 20 30
Portugal Argentina Brasil Brasi França Portugal Brasil Portugal Brasil Brasil Portugal Brasil
Benfica (juniores) Benfica P. Ferreira Slavia Sofia (Bulgária) Clermont (França) U. Leiria At. Paranaense (Brasil) Sp. Covilhã Figueirense (Brasil) Brasov (Bulgária) / U. Leiria Belenenses U. Leiria
20 25 23 19 27 21 20 27 23 24 28 21
Brasil Portugal Portugal Guiné-Bissau Chile Portugal Portugal Cabo Verde Brasil Jugoslávia Brasil Portugal
At. Goianiense (Brasil) Naval Varzim Benfica (juniores) U. Leiria U. Leiria U. Leiria U. Leiria U. Leiria U. Leiria U. Leiria U. Leiria
23 17 21 22 27 20 21 24 21 25
Brasil Portugal Brasil Nigéria Brasil Cabo Verde Portugal Portugal Brasil Camarões
Al Sharjah (Arábia Saudita) U. Leiria (juniores) Juventus (Brasil) Qormi (Malta) Naval / Gloria (Roménia) Velense (distritais dos Açores) Venlo (Holanda) Estoril Paraná (Brasil) U. Leiria
Fonte: zerozero.pt
Feirense x P. Ferreira Nacional x Benfica Sporting x Marítimo Rio Ave x Olhanense V. Setúbal x Sp. Braga U. Leiria x Porto Gil Vicente x Académica V. Guimarães x Beira-Mar
liga portuguesa de futebol profissional
II LIGA 1.ª jornada (21.08.11)
Santa Clara x Arouca Oliveirense x Freamunde Trofense x Penafiel U. Madeira x D. Aves Belenenses x Atlético Naval x Leixões Moreirense x Portimon. Estoril x Sp. Covilhã 2.ª jornada (22.08.11)
Freamunde x Trofense Arouca x Moreirense Leixões x Santa Clara Sp. Covilhã x U. Madeira Portimonense x Naval D. Aves x Oliveirense Atlético x Estoril Penafiel x Belenenses
Assinaturas normal/benfeitor: 20/40 Euros (Nacional), 30/60 euros (Europa) e 40/60 (Resto do Mundo)
I Liga pouco portuguesa
Nome: ___________________________________________ ____________________________________________ Rua: _____________________________________________ _______________ N.º _______________ Localidade: ____________________________ C. Postal: _____ - ____________________ Telf.: _______________________________ E-mail:___________________________@_______________
João Filipe Matias
Enviar esta ficha, recortada ou fotocopiada, para: O Mensageiro - Lg. Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA ou forneça-nos os seus dados através do endereço de correio electrónico jornal@omensageiro.com.pt
O tema da escassez de atletas portugueses nos plantéis dos clubes que actuam na I Liga, foi recuperado recentemente, depois do Benfica ter alinhado frente à equipa turca do Trabzonspor (jogo a contar para a Liga dos Campeões) com um 11 inicial composto, na sua totalidade, por atletas estrangeiros. Num olhar para as 18 equipas que vão iniciar, no próximo fim-de-semana, a I Liga 2011/12, verificamos que 44,8% dos atletas são portugueses e 55,2% estrangeiros. São apenas sete as equipas em que predominam atletas portugueses, com o Feirense a ser o campeão nesse capítulo (69%). As restantes são o Rio Ave (64%), Gil Vicente (58%), Beira-Mar (58%), Académica (54%) e P. Ferreira (53%). Já a U. Leiria, fica-se pelos 35% de atletas portugueses. Quanto aos chamados ‘grandes’, o Benfica regista 38%, o Sporting 33% e o Porto 28%.
Número de atletas por clube Clube Portugueses Estrangeiros V. Guimarães 10 20 Gil Vicente 15 11 U. Leiria 13 24 V. Setúbal 16 10 Rio Ave 18 10 Marítimo 10 23 Feirense 20 9 Sporting 9 18 Porto 9 23 Benfica 12 20 Académica 14 12 P. Ferreira 16 14 Sp. Braga 9 18 Beira-Mar 19 14 Nacional 7 20 Olhanense 14 14 Total 211 260 Dados recolhidos na base de dados do website zerozero.pt, a 9 de Agosto.
ÚLTIMA 11AGOSTO2011
Se todo o ano fosse de férias alegres, divertirmo-nos tornar-se-ia mais aborrecido do que trabalhar. William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês [1564-1616]
GNR, Virgem Suta, Deolinda, Anakim, José Cid e folclore internacional
SULUI (Roménia), Grupo Folclórico Lavradeiras de Parada de Gatim (Minho) e Estampas Méxicas Ballet Folklórico (México). A terminar a noite, o palco principal dos festejos recebe "Virgem Suta", banda de Beja constituída por Nuno Figueiredo e Jorge Benvinda. Para quem não conhece, espere-se uma lufada de ar fresco, com tradição e portugalidade misturada em sons
tural", uma autobiografia que será apresentada por Moisés Espírito Santo. Segue-se a sessão solene do Dia do Município, presidida pelo secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa, Paulo Júlio, onde será apresentado o "Passaporte Cultural Batalha" e será inaugurada a Zona Desportiva da Vila. Às 18h00, as ruas acolhem um desfile com a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Batalha, decorrendo às 18h30, no pavilhão multiusos, mais um Encontro Anual de Emigrantes do Concelho. Entretanto, no campo sintético decorre mais uma edição do Torneio de Futebol Inter-Freguesias "São Nuno de Santa Maria", este ano aberto à participação de equipas femininas.
DR
DR
Dia 13 No dia seguinte, decorre na praça Mouzinho de Albuquerque, das 14h30 às 19h30, um torneio aberto
Dia 15 O último dia das festas reserva diversas actividades, com o desporto e o atletismo, em concreto, a ter lugar na Batalha, com mais uma prova de atletismo "Mestre de Aviz". Aponte-se que no ano em curso a prova vai atribuir prémios monetários os atletas vencedores nos escalões principais. Às 18h00, as praças Mouzinho de Albuquerque e D. João I acolhem um Desfile de Cabeçudos, seguindo-se a animação pela Filarmónica das Cortes. Às 21h30, tem lugar uma representação etnográfica por um dos grupos estrangeiros da Gala, preparando o concerto final, a cargo de José Cid, um daqueles artistas cuja
carreira dispensa apresentações. Com uma enorme capacidade de se reinventar ao longo do tempo, é dos poucos da sua geração que pode gabar-se de estar sempre à tona da popularidade, algumas vezes controversa, mas sempre com um carisma que mantém e cativa fãs. Espera-se uma noite bem animada e divertida, que tem fecho marcado a fogo de artifício.
DR
moram 30 anos de uma extraordinária carreira, com a reedição de toda a sua discografia, o novo álbum "Voos Domésticos", que entrou directamente para o 1.º lugar do top de vendas, e dois concertos de aniversário nos Coliseus de Lisboa e Porto, agendados para Novembro. Na Batalha, os fãs terão oportunidade de antecipar a festa, que ainda por cima é de entrada gratuita.
FOTOS: DR
A edição de 2011 das Festas da Batalha volta a contar no seu programa com alguns dos nomes mais sonantes do panorama musical do nosso país, para além de um vasto conjunto de actividades lúdicas, culturais e desportivas. Inseridas nas comemorações dos 626 anos da Batalha de Aljubarrota, o programa poderá ainda ser complementado com outras ofertas pela região, nomeadamente em Alcobaça, Porto de Mós e S. Jorge, como poderá conferir no sítio www.626aljubarrota.com. Refira-se ainda que junto ao recinto funcionará a habitual Mostra das Actividades Económicas do Concelho, que envolve a participação de mais de uma dezenas de empresas de diversos sectores de actividade. E claro, lá estarão as diversas tasquinhas tradicionais, com petiscos e bebidas a servir por algumas associações concelhias. Tudo e com mais pormenores em www.festasda batalha.com.
DR
Batalha em festa de 12 a 15 de Agosto
Dia 12 A animação na Batalha começará pelas 20h30 do dia 12, com o grupo Terranova (Maceira) a tocar pelas ruas. Duas horas mais tarde, o palco será inaugurado pelos GNR, a carismática banda nortenha de Rui Reininho, que comemora agora os 30 anos de carreira. É em 1981 que os GNR editam o seu primeiro registo em vinil – "Portugal Na CEE". Desde então, não mais pararam de nos oferecer algumas das melhores canções de sempre da música Pop/Rock Nacional. Em 2011 come-
de xadrez, bem como diversos apontamentos de animação de rua com o Grupo de Bombos do Paço (Canas de Senhorim). Às 18h30, decorre na sala de sessões do Município a cerimónia de recepção aos grupos folclóricos que participam, a partir das 21h30, na XXVI Gala Internacional de Folclore da Batalha e que reúne os seguintes agrupamentos: Rancho Folclórico Rosas do Lena, Grupo de Canto e Dança ZAMOJSZCZYZNA (Polónia), Rancho Folclórico de Paranhos da Beira, Grupo Folclórico IZVORU SOME-
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Dia 14 No feriado concelhio, 14 de Agosto, o Museu da Comunidade Concelhia abre as suas portas gratuitamente, das 10h00 às 21h00, com visitas guiadas, decorrendo às 12h00, na Capela do Fundador, as habituais Cerimónias Civis e Militares. O programa continua pelas 16h00, no auditório municipal, com o lançamento de duas obras. A primeira é "Portal de Santa Maria da Vitória e a Arte Europeia do seu Tempo – Circulação dos Artistas e das Formas na Europa Gótica", da autoria de JeanMarie Guillouët, com apresentação de Saul António Gomes. A segunda é "José Batista de Matos: Uma Vida de Militância Cívica e Cul-
Às 21h00, o Rancho Folclórico do Penedo irá aquecer o público para a actuação das bandas Anakim e Deolinda. A primeira é um projecto de José Rebola, que com alguns amigos de Coimbra explora uma sonoridade folk e popular com um toque de inovação que não esconde o sabor do nosso som tradicional, rapidamente visível na empatia que cria com o público. A segunda anda pelas mesmas tónicas, ainda mais próximo do popular, sobretudo da canção de Lisboa. Com o nome já consagrado, Deolinda é na voz de Ana Bacalhau uma das refrescantes novidades dos últimos anos, contagiante, alegre, imaginativa e muito "nossa".
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contemporâneos, com alguma ironia e bom humor.
Destacamos, pela região… Dias 12 a 15 – Feira medieval da vila de ALJUBARROTA. Dia 13, 21h30 – Cinema ao ar livre de evocação da Batalha de Aljubarrota e actuação musical e lúdica do grupo medieval "Strella do Dia", no castelo de PORTO DE MÓS. Dia 14, 10h00 – Comemorações e missa campal no campo de SÃO JORGE. No mesmo local, pelas 17h15, mostras de armas e recriação de cenas do período medieval (1385).