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4868#OMENSAGEIRO#14JUL

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CULTURA

14 JULHO 2011

No Castelo de Leiria | P. 4

ANO 97 - N.º 4868

2.ª edição do “Entremuralhas”

FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

Com mais de 160 artistas e 6.500 espectadores | P. 5

Música em Leiria deste ano foi “o melhor de sempre” CIBA e Companhia Livre |P. 5

Batalha de Aljubarrota “ao vivo”

SOCIEDADE

Vieira e S. Pedro de Moel |P. 6

Animação, cultura e programas de TV nas praias da região

FUNDADO

EM 1914

DESTAQUE

FELICIDADE EM TEMPOS DE CRISE

“ESTAMOS A CAMINHAR PARA UMA SOCIEDADE QUE BUSCA MAIS O SENTIDO DA VIDA” Páginas 2 e 3

Assembleia Municipal deu “luz verde” | P. 7

Leiria aprova concessão de água Em Porto de Mós | P. 7

Municípios do Pinhal Litoral debatem competitividade ECLESIAL

Cristãos perante a crise | P. 8

Atitudes ressuscitadoras e criativas para o nosso tempo Acção Católica Rural | P. 9

“Crescer e recriar o futuro na esperança” Janela sobre a Missão | P. 10

Ana Sofia regressa à linha da frente

Entrevista a Helena Marujo FELICIDADE COMO OPÇÃO Em tempo de férias, O Mensageiro quer mostrar como a felicidade pode ser uma opção e uma pedagogia, mesmo em momentos de crise. Quem o explica é Helena Marujo, especialista em psicologia positiva, que sugere formas de caminhar para a felicidade e nos deixa dicas para tornar os dias mais positivos.

Último texto de Maria José Nogueira Pinto

NADA ME FALTARÁ Em complemento, deixamos o testemunho de felicidade numa hora de sofrimento, por uma outra mulher, Maria José Nogueira Pinto. Foi uma jurista com intervenção política activa, afirmou sempre com convicção a fé católica, e mostra-nos como ser feliz... na vida e na morte.

EVENTO

Última | FESTAS DO BODO EM POMBAL

UMA TRADIÇÃO QUE SE CUMPRE


2 DESTAQUE

O Mensageiro 14.Julho.2011

Rui Ribeiro prui@iol.pt

Sair da crise

Subitamente o ano 2010 arrastou sobre a Europa e sobre Portugal, concretamente, o espectro da ruína. Os dias tornaram-se negros, primeiro na economia, depois nas finanças, até atingir os semblantes e as próprias estruturas mentais. De povo alegre e simpático, fomo-nos transformando em pessoas tristes e cabisbaixas. O medo apoderou-se de muitos, vivemos cada vez mais desconfiados, isolados e furiosos. A crise de que tanto se fala, não se encerra no quadro de uns tantos dados contabilísticos, com saldos negativos, ela espalha-se e ramifica-se por todos os sectores da vida e neste momento entre nós ela está a implantar-se na mente. Os jornais e os meios de comunicação vão dando conta da crescente onda de crimes, aumento de doenças nervosas e psicoses gerais. Aos números do deficit, acrescem os do desemprego, da criminalidade, do abandono e da precariedade. Os consultórios médicos enchem-se e os Os valores internamentos humanos, o por causas psíhumanismo quicas aumenna sua tam. globalidade É a crise em e a dimensão todo o seu fulgor transcendente, e esplendor. A religião é algo artística procurada por até, são cada muitos como vez mais única porta de urgentes saída. Serve de refúgio, algo sublimado, de um bem-estar que se acredita existir mas que se sente cada vez mais longe. A Igreja sabe que assim é e por isso vai alertando para o essencial: a Palavra de Deus que encerra em si o segredo da verdadeira felicidade. Os nossos bispos não se cansam de o dizer, a saída da crise parece estar cada vez mais na reviravolta nos costumes e ideias com que construimos a nossa sociedade. O regresso à espiritualidade é urgente e é também a única porta de saída. Os valores humanos, o humanismo na sua globalidade e a dimensão transcendente, algo artística até, são cada vez mais urgentes. Não queremos esquecer os números, mas acima deles importa afirmar os valores. O Mensageiro está atento e em tempo de férias quer alertar os leitores para a necessidade de dar uma reviravolta na situação. Portugal e os portugueses são alegres e cheios de sol e luz, é também uma missão nossa não deixar que se extinga essa luz.

Felicidade em tempos de crise

“Estamos a caminhar para uma sociedade que busca mais o sentido da vida” Em tempo de férias, O Mensageiro quer ajudar os leitores a transformar o olhar e a forma de estar. O sol a praia e a descontracção, são muitos motivos para reencontrar a verdade da vida. Tempo de paragem, de reflexão e de viragem. A felicidade pode ser uma opção e uma pedagogia, mesmo em tempo de crise. Quem o explica é Helena Marujo (foto ao lado), especialista em psicologia positiva, que sugere formas de caminhar para a felicidade e nos deixa dicas para tornar os dias mais positivos. Em complemento, deixamos o testemunho de felicidade numa hora de sofrimento, por uma outra mulher, Maria José Nogueira Pinto (foto na pag. 3). Foi uma jurista com intervenção política activa, afirmou sempre com convicção a fé católica, e mostra-nos como ser feliz... na vida e na morte. A entrevista a Helena Marujo foi feita por Lígia Silveira, da Agência Ecclesia, da qual publicamos alguns excertos. Os portugueses são um povo triste? Na área do bem-estar e optimismo têm surgido estudos e investigações, desenvolvidos nomeadamente por estrangeiros, que indicam que os portugueses, quando questionados, por exemplo, no final de cada ano sobre as suas expectativas para o ano seguinte, tendem, de uma maneira geral, a mostrar que se sentem pouco optimistas em relação ao futuro. Fala em diversas entrevistas e nas conferências em que participa que a sociedade se encontra num ponto de viragem. Que circunstâncias vivemos para indicar este ponto de viragem? Estamos num momento fantástico e, ainda que tantas vozes digam constantemente que estamos em crise profunda, seja económica, social ou política, considero que estamos a caminhar para uma sociedade que busca mais o sentido da vida, que quer reflectir nas suas escolhas e está a perceber que

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EDITORIAL

as visões de competitividade, consumo e individualismo que marcaram as últimas décadas, deixaram de fazer sentido e não nos levaram para um caminho que nos orgulhe. Está a aparecer nas ciências sociais e humanas a preocupação em investigar o que leva as pessoas a estar na sua excelência, que procuram outras formas de ser sociedade, investir no voluntariado, criar mais espaços de cooperação. Há uma sede imensa de parar para pensar, reavivar os valores que

É precisamente pelo confronto com as crises que vamos mais longe. de facto fazem sentido, deixar uma visão passiva, de consumidor de coisas com efeitos transitórios nos níveis de bem-estar, para voltar ao essencial. E as relações humanas são essenciais. Viver uma vida com propósito, comprometida, virada para o bem comum, é o caminho que estamos a descobrir. Portanto, é possível falar de felicidade num momento social e económico que Portugal está a atravessar? Este é um tempo de oportunidades? Eu penso que sim, precisamente por estarmos num momento difícil, temos que nos

Precisamos voltar a apostar no valor colectivo, no que nos une, no amor, na criatividade, na generosidade, na gratidão. reencontrar. É nos momentos menos bons, no confronto com alguns becos resultantes de escolhas que enquanto humanidade fomos fazendo, em questões tão profundas e fortes como as injustiças sociais que, quando paramos para definir o que queremos, percebemos que não estamos mais felizes, apesar de muito mais ricos e estamos mais sozinhos. Precisamos voltar a apostar no valor colectivo, no que nos une, no amor, na criatividade, na generosidade, na gratidão. Penso que isto está a surgir e é precisamente pelo confronto com as crises que vamos mais longe. Nos momentos mais difíceis descobrimos que temos forças extraordinárias, virtudes de carácter que nem sonhávamos, capacidade para pensar e fazer de outra maneira. Penso que este é o ponto de viragem em que nos encontramos e, por isso, está tudo em aberto. Os cristãos são pessoas tristes? Obviamente que temos um modelo do sofrimento e da morte de Cristo. A cruz está em todas as nossas igrejas e em

muitas das nossas casas para nos lembrar e fazer acordar para a ideia de que o sofrimento faz parte da experiência humana. Mas temos a leitura de ressurreição e a possibilidade de perspectivar a vida humana numa visão constante de renovação e restauração a cada momento. Vivi nos EUA e numa igreja católica que conheci e frequentei, uma coisa que me impressionou, contrariamente à minha experiência num país latino, não havia imagens da morte e da crucificação, apenas da ressurreição. Os espaços da celebração eucarística eram de grande alegria. Há muitas formas de viver o cristianismo e eu conheço muitos cristãos que são fonte de alegria permanente e, por ser cristãos, se agarram e usam a sua crença religiosa como um permanente motor para dar, por onde passam, um sinal de vida e não de morte.

O sofrimento pode ser uma pedagogia para a felicidade? Para algumas pessoas, as experiências de sofrimento podem ter sido momentos de viragem, mas não precisamos passar pelo sofrimento para ser felizes. Não precisamos que algo terrível aconteça para finalmente pensarmos na nossa existência, decidir o


DESTAQUE 3

O Mensageiro 14.Julho.2011

Um testemunho de vida, na perspectiva da morte...

Nada me faltará Por Maria José Nogueira Pinto* Acho que descobri a política como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia. Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos. Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções. Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - “não tenhais medo”. Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as

DR

que é essencial ou Não há felicidade refazer o dia-a-dia e virados para os umbigos as escolhas. individuais, mas apenas O sofrimento voltados para o bem comum. é parte da nossa existência, felizmente ou infelizmente. novo e até assustador para A dor tem de fazer parte espaços conservadores que do nosso olhar, temos de consideravam que a espiriestar preparados para lidar tualidade se ligava apenas com ela da melhor forma. à religião. Mas fazer crescer uma rosa não é o mesmo que limpar O dar-se e o sentimento de as ervas daninhas. Tirar as pertença fomentam o caminho ervas daninhas não me dá de felicidade? Sim e nesse sentido um jardim, eu tenho de uma visão de felicidade plantar coisas belas. Precisamos de pensar só com emoções positivas no que queremos cultivar, é muito redutor. É imporos valores e práticas de vida tante, mas o lado hedónico que nos fazem sentido, que da existência não chega. mensagem dou na fila do Daí que os actuais modesupermercado, ou numa los de felicidade apontem fila de trânsito? Dou uma para uma vida com compromensagem de querer estar misso, em algum projecto – seja a família, o emprego, à frente ou de amor? um hobby, um projecto de Destacou que ultimamente se voluntariado – onde se posprocura o sentido da vida. A sa colocar em acção o que se espiritualidade pode ser um faz de melhor. Para além disso precicaminho para a felicidade? Sem dúvida. É um dos samos de relações positicaminhos. A espirituali- vas. Não há felicidade na dade que pode ser ou não solidão. Somos seres que religiosidade. Há muitas precisam de afecto e recopessoas agnósticas que são nhecimento do outro, do profundamente espirituais. contacto físico e do olhar A experiência da busca de – coisas das quais nos tesentido, de perguntar o que mos vindo a afastar. Precisamos de atingir quero fazer da minha vida, onde quero estar daqui a metas, estabelecendo obuns anos, coisas aparente- jectivos e caminhando para mente simples mas difíceis eles e aí, de novo, estamos - o que gostava de escrever a transformar-nos porque numa carta antes de mor- não são os objectivos marer, o que gostava de ter na teriais que estão na linha da frente. É nesta conjunção de vários elementos A primeira [dica] que a ciência diz que a é reparar e escutar com felicidade é passível de ser atenção as notícias boas das compreendida, ser medida pessoas à vossa volta. e hoje temos bases de dados que avaliam a felicidade das minha lápide - ajuda-nos pessoas. a reflectir melhor sobre a Pedia-lhe três dicas para que os existência. Quando paramos para leitores possam viver melhor o pensar, em vez de passivos dia de hoje... A primeira é reparar consumidores, percebemos que de facto é pela espiritu- e escutar com atenção as alidade, pela busca de senti- notícias boas das pessoas do e pela compreensão que à vossa volta. A segunda é registar não há felicidade virados para os umbigos individu- diariamente, pelo menos, ais, mas apenas voltados três bênçãos do dia. Para terceira sugeria um para o bem comum, pode ser cuidando do planeta, ou investimento na gratidão de crianças, ou fazendo algo que é uma área de grande onde me sinto a participar potencial e com grandes na construção colectiva, efeitos cardiovasculares. Eu acrescentava uma sentir que sou activo na construção da sociedade e o quarta – arranjem pedóque eu faço entra num bolo metros, contadores de maior, onde a minha contri- passos, e passem a fazer buição conta, isto é também 10 mil passos diários se uma cultura espiritual. Há quiserem ter saúde física, livros sobre o cultivo da pois não há felicidade sem espiritualidade no contex- um corpo cuidado. to das organizações. Isto é

rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos. Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo. Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência. Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação. Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários. A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi--a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e cren-

* Maria José Pinto da Cunha Avilez Nogueira Pinto, nascida a 23 de Março de 1952 em Lisboa, morreu na passada quarta-feira, dia 6 de Julho, vítima de um cancro no pâncreas. Jurista de formação, licenciada pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, foi subsecretária de Estado da Cultura num dos Governos de Cavaco Silva, dirigiu a Maternidade Alfredo da Costa e foi também Provedora da Santa Casa da Misericórdia. Foi deputada entre 1995 e 1999, na bancada do CDS-PP, abandonando depois o partido, em ruptura com Paulo Portas. Voltou ao Parlamento em 2009,

ças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD. Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati-me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN [Diário de Notícias]. Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé. Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor. Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.

eleita pelo PSD, onde se manteve até agora. Na actual legislatura, esteve presente nas duas primeiras sessões plenárias, referentes à eleição da presidente da Assembleia da República, não tendo já comparecido à discussão do Programa do Governo. Durante a doença, manteve os seus comentários habituais na SIC Notícias e continuou a escrever um artigo semanal no Diário de Notícias. Este é o último texto que escreveu. Não precisa de comentários. É um testemunho que diz tudo o que há para dizer. É isto ser cristão feliz, na vida e na morte.


4 CULTURA

O Mensageiro 14.Julho.2011

De novo no Castelo de Leiria

Castelo de Leiria •”Contos ao pôr-do-dol” (17/07, 20h30) m|i|mo - Leiria •”Oficina de Cianotipia” (14/07, 10h00 e 14h30) •”A viagem de comboio” - oficinas criativas (~14/07, 14h30) •”Tertúlia novas tecnologias” (16/07, 14h30~18h00) •”Cantinho do Embalo” - Bebeteca (21/07, 15h00) •”Câmara Obscura” - construção (26/07, 10h00 e 14h30) •”Ver,imaginar e criar até onde a imaginação te levar” (30/7, 15h e 16h) Jardim Luís de Camões - Leiria •”Bailes de Verão” - animação de rua (~9/09, sextas- feiras, 22h00) •”Ignis fatuus luna” - dança do ventre (16/07, 22h00) •”herança de Jeremias” - teatro de rua (23/07, 22h00) Esecs - IPL • Congresso do movimento escola moderna - conferências (20~23/07) Casa dos Ataídes - Leiria •”Noites no palácio” - Coro do Orfeão de Leiria (14/07, 22h00) •”Noites no palácio” - Swingsamp (28/07, 22h00) Barroca da Gafaria - Caranguejeira • Festival de Folclore (16/07, 21h30) Coimbrão • Festival de Folclore do Coimbrão (16/07, 21h30) Escola Primária João Leal - Coimbrão • Trajo e música-Etnográficos (17/07, 18h00) Altos de S. Paulo - Amor • Festival d’Amor (15/07~17/07) Jardim Olímpico Duarte Alves - Monte Real •”Praça Viva” (~17/09) Praia - Pedrógão • Jogos ambientais (16 e 22/07, 16h30~18h00) • Actividades de educação ambiental (19/07, 10h00~12h00) •”Cria e reutiliza” (20/07, 14h30~16h30) •”Fornos solares” (20/07, 10h00~12h00) •”Os amigos da menina do mar e do menino da praia” (21/07, 11h~11h30) Largo da Capela - Pedrógão •”Praça Viva” (~10/09) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”O Gato e o Rato” - hora do conto (2ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) •”Juno” - filme (20/07, 15h30) •”A Ovelha Choné:Emagrecer com o Choné” - filme (27/07, 15h30) Casa-Museu Afonso Lopes Vieira - Marinha Grande •”Bartolomeu Marinheiro” - hora do conto (14/07, 14h30 e 16h30) •”Animais nosso amigos” - poesia e origami (15/07, 14h30 e 16h30) •”doBop&drums” - concerto (17/07, 18h00) Auditório António de Campos - Vieira de Leiria •”Peter Pan” - teatro (15/07, 21h00) •”A tempestade” - teatro (22/07, 22h00) •”O meu filho chama-se Laura” - teatro (29/07, 22h00) Biblioteca Municipal - Ourém •”Histórias com... animais” (~14/07, 10h30) Museu Municipal - Ourém •”O brinquedo” - oficinas pedagógicas (~29/07) Teatro-Cine - Pombal • Escola de Ballet Coppélia apresenta dança (17/07, 21h00) Salão Paroquial - Vermoil •”Poupança de Água” - sessão informativa (19/07, 21h15) Junta de Freguesia - Ilha •”Poupança de Água” - sessão informativa (20/07, 21h00) Junta de Freguesia - Pelariga •”Poupança de Água” - sessão informativa (21/07, 21h30) Salão José Maria Duarte Júnior da Guia •”Poupança de Água” - sessão informativa (22/07, 21h00)

Carlos Matos, da Fade In, partilhou com os presentes a convicção de que a programação deste ano será melhor do que a do ano transacto, tendo ainda afirmado que “dos 12 projectos que se vão espalhar pelos três palcos, seis são estreias absolutas em Portugal”. Gonçalo Lopes, Vereador da Cultura da Autarquia, destacou o empenho

e dedicação da Fade In, na concretização deste projecto, “ logo abraçado pela Autarquia, que percebeu tratar-se de um evento único, marcando a diferença, e que consegue catapultar Leiria, a nível nacional e internacional”. No dia 29 de Julho, no Palcos Corpo, Alma e Igreja da Pena actuam Nitzer Ebb, Sol Invictus e Irfan, para

além da dança do ventre a cargo do projecto Ignis Fatuus Luna. Naqueles locais actuarão no dia 30 de Julho, Suicide Commando, Rosa Crvx, Sieben e os portugueses Brainderstörm. No último dia do Festival sobem ao palco Diary of Dreams, Arcana, Trobar de Morte e Narsilion.

Vilma Libana no Museu de Arte Sacra e Etnologia

Arte da gravura em vidro Abriu ao público no Museu de Arte Sacra e Etnologia, em Fátima, a exposição temporária «Sala de Cristal – Temas sacros em vidro de Cristal». A exposição dedicada à obra artística de Vilma Libana apresenta arte da gravura em vidro, um processo que permite explorar a superfície do vidro, inicialmente plana, conferindo baixo-relevo à imagem. Vilma Teresa Franco Ro-

que nasceu na Marinha Grande, filha de José Manuel Roque de Jesus (Libano), conceituado artista marinhense, gravador à roda, gravador a ácido e lapidário, iniciou a sua carreira artística como gravadora em 2004, seguindo as passadas do pai e herdando deste a tradição, a arte e a mestria da gravura a ácido sobre o vidro. Esta é a primeira das suas exposições que apresenta unicamente temática religiosa. As formas das peças variam entre cálices, taças, jarras e jarrões. Encontram-se igualmente expostas

obras de autoria do mestre Líbano, pai da autora. A artista de renome nesta área conta no seu currículo, com nove exposições individuais e participação em duas exposições colectivas. A internacionalização aconteceu em 2009, em Espanha, onde foi convidada a expor no Centro Cultural de La Guardia. As suas peças já atravessaram as fronteiras da Europa. A exposição poderá ser visitada até ao dia 28 de Agosto, das 10h00 às 19h00. Encerra às segundas-feiras.

A partir do dia 15 de Julho

A festa do livro “invade” Peniche A 15ª edição da Feira do Livro de Peniche abre ao público no próximo dia 15 de Julho, pelas 15h00. Durante quase um mês, a Associação Juvenil de Peniche (AJP) vai organizar a festa do livro na cidade de Peniche. Este ano o evento conta com a 15ª edição da Feira do Livro, que vai ter o seu início no

dia 15 de Julho e irá prolongar-se até dia 9 de Agosto. O local onde a feira irá decorrer será no Clube Recreativo Penichense e terá as suas portas abertas diariamente das 15h00 às 23h30. O evento tem como principal objectivo possibilitar um contacto directo com o livro à população

que se deslocar à feira e, possibilitar ainda, o acesso a livros com vários descontos. A feira conta com a presença de cerca de 32 editoras, com alguns milhares de títulos de vários géneros literários. Os descontos variam entre os 8% e 50% em diversas editoras nacionais, para além

de promoções a partir de 1 , haverá também livros noutras línguas. Como é hábito, paralelamente à feira, haverá um programa que estará interligado ao evento, um ciclo de cinema que passará vários filmes baseados em obras literárias e a apresentação de várias obras literárias.

Cláudia Narciso na Biblioteca de Porto de Mós

“Os Sentidos da Pintura” De 5 a 29 Julho de 2011, das 14h00 às 20h00, de terça a sexta-feira das 10h às 18.30h, na Biblioteca Municipal de Porto de Mós, está patente a exposição “Os Sentidos da Pintura” de Cláudia Narciso. “O meu nome é Cláudia Narciso tenho 23 anos e as artes plásticas preenchemme como poucas outras

coisas. Considero-me uma simples amadora, mas amo o que faço e gosto de o partilhar com todos vós. Completei o 12ºano no Colégio de São Miguel em Fátima, no curso de design cerâmico e escultura onde aprendi muito do pouco que sei. Já executei algumas esculturas em argila e cantaria e participei no

concurso de presépios do nosso concelho. Além disso já tive expostos alguns deste trabalhos em Fátima na “Casa das exposições de arte sacra”, em Leiria e em Porto de Mós na “Pastelaria Portomosense “ e na Junta de Freguesia de São João”, comentou a artista.

DR

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Decorreu no dia 5 de Julho, no mIiImo – museu da imagem em movimento, em Leiria, a apresentação da segunda edição do “Entremuralhas”, Festival Gótico, que volta ao Castelo, de 29 a 31 de Julho, numa organização da Fade In – Associação de Acção Cultural e da Câmara Municipal de Leiria. Nesta apresentação

DR

Teatro Miguel Franco (Leiria) • LIXO EXTRAORDINÁRIO | documentário | de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley | 14 de Julho, 21h30 Cine-Teatro de Monte Real • BLUE VALENTINE - SÓ TU E EU | drama | de Derek Cianfrance | c/ Ryan Gosling, Michelle Williams e John Doman | 21 de Julho, 21h30 Cine-Teatro Actor Álvaro (Marinha Grande) • O CASTOR | comédia | de Jodie Foster | c/ Jennifer Lawrence, Mel Gibson, Jodie Foster | 16 de Julho, 21h30.

2ª edição do “Entremuralhas”

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CINEMAS


CULTURA 5

O Mensageiro 14.Julho.2011

Música em Leiria: mais de 160 artistas e 6.500 espectadores

«O melhor Festival de sempre, com muito público e uma participação cívica e empresarial extraordinária», salienta Henrique Pinto, presidente do Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL CA), no balanço da 29.ª edição do Festival Música em Leiria, que reuniu cerca de 160 artistas em palco, e mais de 6500 espectadores. «Além de ter sido, seguramente, o melhor Festival de sempre em termos de qualidade e variedade artística, conseguimos também optimizar muito bem os investimentos que fizemos, resultando num dos orçamentos mais baixos de todas as edições», explica Henrique Pinto. A participação financeira do sector empresarial privado é também um dos factores destacados pelo presidente do OL CA, «que fez toda a diferença na concretização do evento». Pelos palcos da região de Leiria passaram nomes

DR

“O melhor Festival de sempre”

nacionais e internacionais, que encheram salas, como a Companhia Nacional de Bailado que contou com mais de 1.500 espectadores em dois espectáculos, Maria João e Mário Laginha que levaram ao Teatro José Lúcio da Silva 750 pessoas, ou as mais de 700 crianças que assistiram ao espectáculo “A menina do mar” com Bernardo Sassetti e Beatriz Batarda. Jordi Savall, Opus Ensemble, Jill Lawson ou a orquestra Divino Sospiro, que encerrou o Festival no Mosteiro da Batalha, foram alguns protagonistas.

Com grande repercussão nacional e internacional, «como nenhum outro evento do centro do país o consegue», refere Henrique Pinto, o Festival Música em Leiria teve «uma excelente divulgação pelo Turismo de Leiria-Fátima, pela FNAC, pelos CTT de todo o país, pelo Leiria Shopping, pela Antena 2 e sites de projecção mundial, vencendo ainda os concursos públicos do Ministério da Cultura e do Turismo de Portugal». A edição deste ano fez uma grande aposta na conquista de novos públicos,

EXPOSIÇÕES com uma programação variada e locais originais para a realização dos espectáculos, o que viria a resultar na presença de espectadores vindos de todo o País, e ainda reservas a partir de outros países. Nesta edição do Festival Música em Leiria houve actuações únicas, especialmente desenhadas para o Festival, e estreias exclusivas, constituindo uma referência regional para os melómanos, e um contributo para o desenvolvimento musical na região e no País. «A singularidade de um Festival assim é ultrapassar todas as fronteiras, constituir uma Estrela na qualificação das cidades», afirma Henrique Pinto, acrescentando que «a cultura é um requisito para o Turismo, independentemente do número de turistas presentes, como o é um bom sistema de abastecimento de água para a população em geral, ou uma “estrelinha” no guia da Michelin».

Teatro Miguel Franco - Leiria •”Os sabores da terra” - Duarte Belo (~25/09) Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Expressões” - pintura de kim Cruz (~17/07) Edifício Banco de Potugal - Leiria •”Nada e comum 2011” (~4/09) m|i|mo -Museu de Imagem e Movimento - Leiria •”Oficina do Olhar” (exposição permanente) •”Provas de cor” - arte da fundação EDP (~23/10) •”Entremuralhas 2010” - retrospectiva por Ricardo Graça (~10/08) •”A ferro e a pedra!” - esculturas de Alexandre Estrela Alinhavar, Chico Lobo, Livraria Arquivo, Praça Caffé, Ócio - Leiria •”LomoLife” - itineráio pessoal pela cidade (~17/07) IPJ - Leiria •”Uma nova realidade” - pintura (~15/07) Casa-Museu João Soares - Cortes •”Os grafitos medievais do Mosteiro da Batalha” (~31/07) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Jogos e brincadeiras de outros tempos” (~31/09) Escola primária João Leal - Coimbrão •”Recordar é viver” (16/07~14/08) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Aristides de Sousa Mendes” - divulgação de livros (~29/07) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Retratos” (3ªs~6ªs) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Jogos e brincadeiras de outros tempos” (~31/08) Biblioteca Municipal - Ourém •”Um certo olhar” - fotografia de Fernando e Eduardo Souto (16~30/7) Galeria Municipal - Ourém •”Sons e Terra” - escultura e pintura (~31/07) Edifício dos Paços do Concelho - Ourém • Trabalhos de Artistas e Artesãos de Ourém (~29/07) Paços do Município - Pombal •”Pombal e a Guerra Peninsular” (~31/07) Praça Marquês de Pombal - Pombal •”A Lenda do Bodo em BD” (29~31/07)

Orfeão de Leiria nos Mosteiros Portugueses Património da Humanidade

gestão do Convento de Cristo, e dos mosteiros de Alcobaça, Batalha e Jerónimos no sentido de explorar as potencialidades destes quatro importantes recursos culturais da zona Centro, a fim de dar a conhecer o seu contributo, enquanto património cultural, na sociedade actual. Henrique Pinto, presidente do Orfeão de Leiria Conservatório de Artes, salienta que «não podemos dissociar a cultura do património arquitectónico que nos foi deixado ao longo dos tempos, ambos

fazem parte da nossa História, da nossa evolução», sendo que «a realização destes concertos celebra o “casamento” entre dois elementos culturais, entre duas formas de arte, a música e a arquitectura, sem esquecer toda a sua envolvente histórica e a sua importância na transmissão de valores sociais». O concerto agendado para dia 16 de Julho, sábado, terá lugar no Scriptorium do Convento de Cristo, em Tomar, pelas 17h00. Este espectáculo será protagonizado pelo

Trio de Guitarras de Leiria, constituído pelos alunos do OL CA Bruno Ferreira, João Lopes e João Resende, que irá incluir no seu repertório obras de Jesus Guridi, Antonio Vivaldi, Werdin, Raul Maldonado, Isaac Albeniz e Manoel de Falla. No dia seguinte, 17 de Julho, o guitarrista André Almeida Ferreira vai interpretar a solo obras de Mauro Giuliani, Bach, Albeniz e Augustín Bárrios, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, a partir das 16h00. Os concertos oferecidos pelo Orfeão de Leiria vão continuar a animar os mosteiros de Alcobaça, Batalha, Jerónimos e o Convento de Cristo durante os meses de Verão, sendo que o próximo espectáculo se realizará no dia 30 de Julho no Mosteiro da Batalha, com a participação da Orquestra do Estágio Internacional da Orquestra da Região de Leiria/Fátima.

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Músicos e guitarras do Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL CA) serão os protagonistas de mais dois concertos no âmbito da Música nos Mosteiros Portugueses Património da Humanidade, no Convento de Cristo, em Tomar, e no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, nos dias 16 e 17 de Julho, respectivamente. A Música nos Mosteiros Portugueses Património da Humanidade uma parceria do OL CA desenvolvida com o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), e com o Centro Nacional de Cultura (CNC), que pretende dinamizar os Mosteiros Portugueses Património da Humanidade através da realização de concertos entre os dias 11 de Junho e 24 de Setembro. A iniciativa faz parte do projecto Rede dos Mosteiros Portugueses Património da Humanidade, desenvolvido pelo IGESPAR, que tem como objectivo articular a

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Guitarras em Tomar e nos Jerónimos

Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota e Companhia Livre

Batalha de Albujarrota “ao vivo” Aproxima-se a data comemorativa dos 626 anos da Batalha de Aljubarrota, decorrida a 14 de Agosto de 1385 no planalto de São Jorge, perto da vila da Batalha. Este ano, à semelhança de outros anos, o Centro de Interpretação (CIBA) promove um evento com o nome de “Quadros Vivos da Batalha Real”, que consiste em recriar momentos importantes da batalha, e toda a sua envolvência, em pequenos “quadros vivos”. Para tal contará com a colaboração da companhia residente do centro, a Companhia Livre, associação que se dedica à recriação histórica, especialmente ao séc XIV. D. João I, o mestre de Avis, Leonor Teles e o conde Andeiro, D. Nuno Álvares Pereira, serão alguns dos personagens desta história aberta a todos os visitantes do centro no dia 14 de Agosto pelas 17h15. Este evento contará com a participação de cerca de 50 homens de armas daquela companhia, bem como outros tantos voluntários que se queiram inscrever e participar nos “Quadros Vivos”. num total de 100 participantes.


6 CULTURA / SOCIEDADE

O Mensageiro 14.Julho.2011

Monte Real e Praia da Vieira

A Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, acolhe o concerto do Quarteto e Saxofones “DoBop&drums”, inserido no Ciclo de Concertos Primavera Erudita, no dia 17 de Julho (domingo), pelas 18h00. A entrada é livre. Este projecto surge de um gosto comum pela formação que é o quarteto de saxofones. Visto todos os seus elementos terem por base a formação na área clássica, seria a forma mais natural de desenvolver música em conjunto nessa mesma área. Ao ser criado este projecto (em especial o projecto “DoBop & drums”), pretende-se dinamizar e trazer novos horizontes à formação do quarteto de saxofones na área do jazz, não esquecendo novas influências de outras culturas. A ideia base do projecto “DoBop & drums” surge como sendo a recriação do quarteto tradicional do jazz (instrumento de sopro, instrumento harmónico, contrabaixo e bateria). Sendo omitido o instrumento harmónico, este acto obriga a uma reinvenção e reestruturação dos temas. É adicionado também alguma componente tecnológica ao grupo, como sons ambientes ou samples, de modo a criar um ambiente mais actual e moderno. “DoBop & drums” tenta explorar novos caminhos, não se limitando ao material já existente, mas sim tentando transmitir a ideia de que esta formação não se limita aos padrões que estão definidos. A música é e sempre será uma linguagem, uma transmissão de sentimentos que não se podem limitar às regras que se tentam impor. O grupo integra os saxofonistas João Capinha, Joaquim Pequicho, Nuno Mendes e Raimundo Semedo e a participação especial de João Rijo.

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Outras actividades pedagógicas A Casa-Museu Afonso Lopes Vieira vai organizar diversas actividades pedagógicas durante o mês de Julho, destinadas ao público jovem. O objectivo é promover iniciativas que dinamizam aquele espaço cultural e, sobretudo, divulgam a vida e obra do poeta Afonso Lopes Vieira. A programação para o mês de Julho é a seguinte: 13 e 15 de Julho (Quarta e Sexta-feira) | 14h30 e 16h30 Poesia e Origami • Leitura animada de um poema da obra infantil “Animais nossos amigos” de Afonso Lopes Vieira, seguida de atelier de origami (técnica japonesa de dobragem de papel) relacionado com a temática da obra apresentada. Público-alvo: crianças dos 3 aos 10 anos de idade. N.º máximo de participantes: 5 crianças. Duração: 1 hora. 14 de Julho (Quinta-feira) | 14h30 e 16h30 Hora do Conto • Leitura animada da obra infantil “Bartolomeu Marinheiro” de Afonso Lopes Vieira, seguida de atelier de desenho relacionado com a temática da obra abordada. Público-alvo: crianças dos 6 aos 12 anos. N.º máximo de participantes: 5 crianças. Duração: 1 hora.

Serra Porto de Urso é a principal atracção dos dias 15, 16 e 17 de Julho, em Monte Real. Na sexta-feira, às 20 horas, decorre a

abertura da festa, seguida de torneio de futsal e noite DJ. No sábado, pelas 11 horas, continuam os festejos, a final do torneio de

futsal e baile com o grupo “Dualband”. No domingo, a animação tem início às 11 horas, incluindo também o jogo da vitela, baile com Nelson Santos e sorteio de rifas. O Largo da Capela, na Praia do Pedrógão, acolhe sexta-feira, pelas 22 horas, o Grupo de Flamenco Alfonso “EL Maleno”, com ritmos e compassos do flamenco, dando uma pincelada de alegria com o ritmo de sevilhanas. No sábado é a vez do Choro da Nora, grupo de cantares populares tradicionais portugueses.

Programa da RTP1

“Verão Total” na Praia da Vieira O programa televisivo “Verão Total” vai ser transmitido em directo para a RTP 1 a partir do Largo dos Pescadores (junto ao Monumento ao Pescador), na Praia da Vieira, freguesia de Vieira de Leiria, no dia 15 de Julho (sexta-feira), entre as 10h00 e as 13h00 e entre as 15h50 e as 18h00.

O programa apresentado por Jorge Gabriel e Tânia Ribas de Oliveira realiza-se no âmbito da divulgação do concurso “7 Maravilhas da Gastronomia”. No dia 15 de Julho será dado enfoque ao Arroz de Marisco da Praia da vieira, candidato finalista na categoria de marisco. O “Verão Total” realiza-

do a partir da Praia da Vieira dará a conhecer não apenas aquela praia, como os aspectos mais relevantes do concelho, abordando a sua economia, cultura, etnografia, tradições, património natural. Será dada grande atenção ao Arroz de Marisco, havendo oportunidade para fazer um apelo ao voto neste prato, no sentido de vir a ser eleito como uma das “7 Maravilhas da Gastronomia”. O “Verão Total” decorre num roteiro que leva os telespectadores à descoberta de quarenta terras de norte a sul e ilhas. Vai fazer uma conta de somar, de cultura e tradição, descobrir de que é feito Portugal. O Verão Total de 2011 vai continuar a mostrar a

Transmissão a 30 de Julho na RTP

diversidade do nosso país. Ao longo de cinco horas diárias de emissão, em directo, explorará o que há de melhor em Portugal. Desde a história, ao património, passando pelas tradições e lendas de cada local. Continuará a destacar a economia de cada região, o ambiente, as festividades locais, o artesanato, o desporto, as gentes e as figuras de cada terra. A cultura, a música, as curiosidades, a oferta turística, a organização do território e a realidade social da região. Este ano, 21 das suas emissões serão inteiramente dedicadas à promoção dos 21 pratos finalistas das “7 Maravilhas da Gastronomia”.

“Prove Portugal” mostra Marinha Grande O programa “Prove Portugal” gravado no passado dia 28 de Junho, na Praça Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, será exibido no dia 30 de Julho, na RTP1. De acordo com a produtora Mandala, o programa será transmitido no dia 30 de Julho, cerca das 16h00, se não houver nenhuma alteração na programação por parte da RTP. O “Prove Portugal” é um programa dedicado às

regiões, que visa enaltecer a gastronomia regional, tradições e novos valores das diferentes regiões portuguesas fazendo sempre o contraponto entre a tradição e a inovação. Ligado ao Turismo de Portugal, o programa visa vender a imagem de Portugal para o mundo enquanto destino gastronómico e pretende o envolvimento das comunidades locais. É apresentado por Carlos Alberto Moniz e Ana Galvão.

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Música em S. Pedro de Moel

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Quarteto de Saxofones na Casa-Museu

Os espectáculos de dança, música e teatro, proporcionados pelo programa de animação de rua Praça Viva, voltam a animar Leiria, Monte Real e a Praia do Pedrógão, no próximo fim-de-semana, de 15 a 17 de Julho. Em Leiria, 16 de Julho, o Jardim Luís de Camões será palco do espectáculo Ignis Fatuus Luna, projecto dedicado à dança do ventre, que encontra na cultura e na estética de reminiscência gótica a sua fonte de maior inspiração. A festa anual da ACD

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Mais animação com o Praça Viva


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 14.Julho.2011

Assembleia Municipal deu luz verde

Na vila da Caranguejeira

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Leiria aprova concessão de água

A concessão do sistema municipal de águas e saneamento foi aprovada por maioria pela Assembleia Municipal de Leiria. Com esta medida, o presidente do Município, Raul Castro, acredita que “a população

do concelho ficará melhor servida, já que permitirá executar investimentos para aumentar a cobertura do saneamento”. No sentido de garantir a defesa dos interesses dos munícipes, Raul Castro estabeleceu como condições que a sede da empresa seja no concelho e a manutenção de todos os postos de trabalho dos funcionários dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS). O presidente determinou ainda que o novo concessionário tem de actualizar o tarifário nos próximos cinco anos de forma condicionada e dar conhecimento à autarquia do plano de execução dos investimentos a realizar no

prazo de oito anos. Além disso, a empresa que assumir a concessão terá de adquirir todo o material existente em armazém; comprar o mobiliário, equipamento informático e veículos; arrendar os imóveis ocupados pelos SMAS que são pertença da autarquia, bem como efectuar um adiantamento de 40% das rendas. A concessão das águas e saneamento resulta do impasse criado pela empresa Águas de Portugal na constituição de uma parceria com Leiria e com mais 12 municípios da região Centro, que levaria à concretização de investimentos no concelho de Leiria, elevando a taxa de

cobertura de saneamento de 74% para 94%. Por outro lado, constatou-se que as dificuldades financeiras do Município de Leiria prejudicam a maximização do aproveitamento de fundos comunitários para executar investimentos que possibilitariam aumentar a cobertura do saneamento. Pela experiência de outros concelhos, “conclui-se que a concessão assenta num modelo de gestão que se tem revelado eficaz, capaz de assegurar o interesse público, elevar os padrões de qualidade e garantir o financiamento dos investimentos a realizar no futuro”, adianta nota da autarquia.

desenvolvimento de negócios (“business friendly”). De um ponto de vista operacional, a concretização dos objectivos descritos implica, numa fase preliminar, a elaboração de uma diagnóstico aprofundado da região, a análise dos factores internos e externos que influenciam a atracção de pessoas e investimento e a aprendizagem de experiências já desenvolvidas em outros territórios de características análogas. O Município de Porto de Mós e a Comunidade Intermunicipal, na fase de conclusão, quer promover a participação dos agentes municipais e regionais, com análise crítica e a apresentação de sugestões e ideias que possam enriquecer as conclusões

Tertúlia sobre novas tecnologias O mIiImo - museu da imagem em movimento, em Leiria, organiza no próximo sábado, 16 de Julho, das 14h30 às 18 horas, uma tertúlia sobre novas tecnologias, abordando o cinema com as câmaras fotográficas digitais reflex (DSLR), por Nuno Fonseca, professor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico de Leiria. A partir do momento em que as DSLR começaram a gravar vídeo, iniciou-se uma revolução na área do cinema e do audiovisual. Durante esta sessão, serão apresentadas as principais características deste tipo de máquinas no que toca à gravação de vídeo digital, respectivas vantagens e desvantagens e a sua utilização em cinema.

Todos os dias se registam furtos de flores em Leiria, especialmente no centro da cidade, acto que a Câmara Municipal repudia. Habitualmente, a flores são arrancadas com o objectivo de voltarem a ser plantadas. Contudo, também se verifica que em alguns casos são arrancadas e abandonadas no próprio local ou nas imediações. A Autarquia tem-se empenhado em embelezar a cidade, por forma a torná-la mais aprazível. No entanto, esta situação tem-se traduzido em custos desnecessários, inerentes à substituição das flores. Desta forma, a Câmara Municipal apela ao fim destes actos de vandalismo para que Leiria possa continuar a ser uma cidade bonita e agradável de visitar. efectuadas. É com este propósito que no próximo dia 15 de Julho, às 15h00, no Cine-teatro de Porto de Mós, a equipa da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral e da equipa técnica da Consultora SPI, estarão para ouvir novas propostas ou sugestões.

Leirisport promove

“Férias 100 limites” contrato-programa com o Município de Leiria e visa motivar a comunidade em geral – e, em particular, a população mais jovem – a usufruir da Praia e do Parque de Campismo da Praia do Pedrógão, únicos no Concelho de Leiria. A edição de 2011 começa a 23 de Julho com o encontro de Futebol de Praia Juvenil da Associação de Futebol de Leiria, no areal. No fim-de-semana seguinte, a 30 e 31 de Julho, realiza-se o

No m|i|mo, em Leiria

Acabar com furto de flores

Pinhal Litoral em debate

Tem início, a 23 de Julho, mais uma edição do programa “Férias 100 Limites”, um conjunto de eventos de animação desportiva e de actividades lúdico-pedagógicas destinados aos veraneantes de todas as idades que frequentam a Praia do Pedrógão nos meses de Julho e Agosto. O Programa Férias 100 Limites é dinamizado desde 2002 pela LEIRISPORT, EM no âmbito de um

Sob o mote “O enxoval”, realiza-se no dia 16 de Julho, pela 21h30, mais uma edição do já tradicional festival de folclore da Vila da Caranguejeira. Com o Rancho Folclórico dos Soutos como promotor, este ano, como é tradição, haverá um convidado internacional, desta vez oriundo da Costa Rica, para além de quatro grupos nacionais.

Câmara de Leiria sensibiliza munícipes

No Cine-teatro de Porto de Mós A Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral e os municípios que a compõem encontram-se a liderar a Rede Urbana para a Competitividade e a Inovação do Pinhal Litoral, tendo como objectivo a promoção da competitividade económica do território. O programa estratégico da rede sustenta-se em diversos projectos, sendo de destacar o Plano de Marketing e Branding territorial, como ferramenta de suporte à criação de uma imagem actual e atractiva da região, através da organização e desenvolvimento dos seus factores distintivos, com base na segmentação de públicos e mercados-alvo. Com esta ferramenta pretende-se garantir o reforço do território como destino turístico emergente e como região propícia ao

Festival de Folclore

Torneio de Futebol de Praia Sénior Masculino. Também no areal, o Torneio de Voleibol de Quadras será disputado a 6 e 7 de Agosto. A 13 de Agosto, ao longo do dia, a praia acolhe o Festival de Fitness. Para os mais novos, ainda na praia, haverá insufláveis (de 25 a 29 de Julho, de 1 a 5 de Agosto e de 8 a 12 de Agosto). Entre as novidades deste ano estão as demonstra-

ções de rugby dinamizadas, na praia, pelo Núcleo desta modalidade da Federação Académica de Leiria, a 14 e 15 de Agosto. No Parque de Campismo da Praia do Pedrógão, serão promovidas, diariamente, actividades para todas as idades, incluindo caminhadas e circuito de manutenção e, para as crianças, mesas pedagógicas e actividades desportivas.

Promovido pela ESTM

European Identity and Diversity Summer Course A Escola de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), em Peniche, do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), promove, entre os dias 18 e 22 de Julho, um Curso de Verão subordinado ao tema da Identidade e Diversidade Europeia. Este curso, que tem como objectivo discutir as várias temáticas culturais, turísticas e científicas na perspectiva da Identidade e Diversidade Europeia, destina-se a professores e estudantes de doutoramento ou mestrado, bem como a profissionais da área, de todas as nacionalidades, já que o European Identity and Diversity Summer Course terá o inglês como língua oficial. O programa de actividades está dividido por temas como Cultura, Ciência, a visão de França, Alemanha e Polónia sobre a identidade e diversidade europeia, terminando com a visão dos participantes sobre a identidade europeia. Além da discussão das diversas temáticas, a iniciativa conta ainda com a realização de diversas visitas de estudos, tais como uma visita a um produtor de vinhos, visita à reserva natural das Berlengas, e visitas a Peniche e Óbidos. Os participantes terão, ainda, a oportunidade de conhecer um pouco da gastronomia da região saboreando o melhor que esta tem para oferecer.


8 ECLESIAL

O Mensageiro 14.Julho.2011

Os cristãos perante a crise

Atitudes ressuscitadoras e criativas para o nosso tempo alegrias e das tristezas de quem participa num ato litúrgico. Por princípio, uma celebração é significativa quando contribui para a pessoa e a comunidade gerarem vida nova, suscitarem esperança e darem mais sentido à vida.

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O contexto sociocultural actual desafia continuamente toda a pessoa, e os agentes eclesiais em particular, a assumirem atitudes criativas, empreendedoras e diferenciadoras. As reais situações contemporâneas de desemprego, de apatia social, de individualismo, de crise de valores e de infelicidade exigem a promoção de experiências inovadoras e significativas que qualifiquem o sentido da vida e que constituam, efectivamente, uma mais-valia para o cristão, tanto considerado individualmente como colectivamente. As propostas evangélicas e eclesiais fundamentam-se num conjunto de significados capazes de colmatar muitas lacunas na experiência quotidiana do Homem contemporâneo. Para isso há que, com lucidez e coragem, identificar o essencial da identidade cristã e realizar, com método, experiências significativas que qualifiquem os pensamentos, as emoções e os comportamentos de quem procura na Igreja respostas para as suas inquietações existenciais. A Igreja, na sua essência, ao colocar-se ao serviço do Reino de Deus, procura satisfazer, em todos os tempos e em todos os lugares, a utopia do coração humano. Esta utopia refere-se ao desejo profundo do ser humano experimentar em pleno a vida, a felicidade, a paz, a liberdade, a unidade e a comunhão. Por isso, a Igreja torna-se sinal eficaz da união de todo o género humano, tendo, para isso, como ponto de partida, a comunhão da pessoa com Deus. Como mediação e expressão visível da concretização deste desígnio de vida em plenitu-

de, quatro exigências se colocam continuamente a todo o cristão de modo a expressar o mistério da Igreja: realizar um serviço, viver a comunhão, proclamar a vida através do testemunho e celebrar a existência através da liturgia. Ao nível do SERVIÇO, interessa responder às necessidades dos desempregados, capacitando-os e formando-os para assumirem uma atitude empreendedora na resolução das suas problemáticas profissionais. Ao nível da COMUNHÃO, constata-se actualmente uma

enorme sede de criação, desenvolvimento e fortalecimento de laços humanos. Num período dominado pelo individualismo, pelo vazio e pela fragmentação, a Igreja tem a proposta de uma experiência altamente significativa para a vivência da comunhão, da ligação a Deus e, a partir d’Ele, a toda a Humanidade. Para isso há que trabalhar o acolhimento, a superação de conflitos, a maximização das potencialidades humanas e a minimização das fragilidades das pessoas, a liderança para a construção de pontes e desenvolvimento de um relacionamento maduro e a longo prazo.

Oração para o tempo de férias Senhor, seja este o tempo de nos relançarmos em aliança mais pura com o real convictos daquilo que a hospitalidade paciente e fraterna do mundo em nós revela.

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Que saibamos apreciar a imediatez flagrante em que a vida se dá, mas também as suas camadas profundas, escondidas, quase geológicas. Que no instante e na duração saibamos escutar, hoje e sempre, o vivo, o desperto, o fremente e o seu esperançoso trabalho.

Ao nível do TESTEMUNHO, o contexto de infelicidade e de crise exigem um repensar o modo de proclamar a força do mistério pascal. Por vezes, fica-se mais pela paixão e pela morte do que pelo essencial, que é a ressurreição que resulta do processo de sofrimento e de morte de Jesus Cristo. É a força de Cristo ressuscitado que é capaz de dar um significado para as frustrações, erros, mágoas, dificuldades da vida, levando a pessoa a se autotranscender.

O período pascal é um tempo privilegiado para serem realizadas acções que levem à experiência de ressuscitados e de ressuscitadores, para serem aperfeiçoadas as modalidades de relacionamentos dentro e fora da Igreja, para serem encetados novos padrões no anúncio de ideias revitalizadoras e de serem experimentados novos modos de festejar a vida. A fim de serem activadas mudanças que visem responder efectiva e adequadamente aos desafios e sinais dos dias de hoje, interessa revitalizar o ser cristão de modo a ser possível interiorizar novos conhecimentos, assumir novas atitudes, experimentar novas emoções, encetar novos comportamentos, promover novas experiências. Vivenciar e expressar a ressurreição de Cristo de um modo positivo, criativo e significativo, exige lucidez e coragem para activar novas atitudes e promover experiências inovadoras. Quem vive como ressuscitado assume atitudes ressuscitadoras e contagia os outros com a sua força interior. E é precisamente disso que precisamos nos ambientes onde vivemos, trabalhamos, educamos, comunicamos.

Ao nível da LITURGIA, interessa dar-lhe vida, de modo a ser efectivamente a expressão das

Jacinto Jardim Professor do Instituto Piaget e investigador da UCP

Recebe, de nós, a aurora e o verde azulado dos bosques. Recebe o silêncio intacto dos espaços. Recebe a música oceânica do vento. Mas recebe igualmente a marcha desencontrada da história, o desenho inacabado da nossa conversa terrena, esta espécie de parto que, entre dor e alegria, nos une. Sejam os nossos quotidianos gestos mergulhados na vivacidade da troca, abertos ao que de todos os pontos da humanidade e do mundo converge, impelido pelo teu Espírito. Que a frágil chama de amor hoje acesa Ilumine tudo por dentro: desde o coração da menor partícula à vastidão das leis mais universais. E tão naturalmente invada cada elemento, cada mola, cada liame, florescendo e amadurecendo toda a vida que em nós vai germinar.

José Tolentino Mendonça


DIOCESE 9

O Mensageiro

14.Julho.2011

P. José Lopes Baptista

Nomeado Administrador Paroquial de Monte Real Tendo ficado vaga a paróquia de Monte Real, na vigararia de Monte Real, por morte do respectivo pároco, Padre Fernando Pereira Ferreira, há necessidade de nomear “um sacerdote que supra as vezes do pároco” (cân. 539) para exercer o múnus pastoral. Assim, em conformidade com o direito canónico (cân. 539 e 540), determina quanto segue:

1. Nomeia o Reverendo Padre José Lopes Baptista, pároco de Souto da Carpalhosa, como Administrador Paroquial da referida paróquia. A teor do direito, “tem os mesmos deveres e goza dos mesmos direitos que o pároco” (cân. 540). 2. A nomeação tem efeitos a partir da presente data e prolonga-se até à tomada de posse do novo pároco. Leiria, 11 de Julho de 2011 † António Augusto dos Santos Marto. Bispo de Leiria-Fátima

Conselho Nacional da Acção Católica Rural

BREVES Nova Junta Regional dos Escuteiros

“Mais próximo…”

No passado dia 8 de Julho, na Junta Regional de Leiria (Cruz da Areia), teve lugar a cerimónia de tomada de posse dos órgãos regionais do CNE – Escutismo Católico Português, recentemente eleitos. A Junta Regional de Leiria é liderada pelo Chefe Pedro Ascenso, que está à frente da “Patrulha D. Manuel de Aguiar”, e escolheu o lema “Mais próximo…” para orientar a acção dos escuteiros da Região durante o próximo triénio. Toma posse também o Conselho Fiscal e Jurisdicional Regional. Durante a cerimónia houve ainda a celebração de inauguração da sala “Maria Mãe do Escuta”, uma sala remodelada no edifício da Junta Regional, que servirá como espaço de formação e oração. Esta celebração será presidida pelo Senhor Bispo, D. António Marto. Pe. José Henrique Pedrosa

De 2 a 3 de Julho estiverem reunidos, no Seminário Diocesano de Leiria, os representantes de Dioceses e Ilhas no Conselho Nacional da Acção Católica Rural (ACR). Os representantes de 15 Dioceses do Continente e Ilhas em que a ACR está implantada (Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Funchal, Guarda, Lamego, Leiria-Fátima, Lisboa, Portalegre-Castelo Branco, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu), à luz das linhas de força da VI Assembleia Nacional de Delegados, e do projectado para o triénio 2010/2013, avaliaram o trabalho desenvolvido e definiram as prioridades e o plano de acção para 2011/2012, reafirmando o propósito de prosseguir, com determinação, a Missão Eclesial e Social do Movimento. Um dos momentos fortes deste Conselho consistiu na releitura da missão exigente e actual do Movimento, a partir das palavras de Bento XVI à Acção Católica Italiana, que nos desafia a assumir a missão enquanto movimento laical e de evangelização, como espaço de compromisso qualificado dos militantes cristãos no mundo e como resposta para viver a esperança. A ACR assume-se como fermento, como sinal e testemunho no mundo, no cuidar da dignidade da pessoa humana, na promoção da participação de todos, na criação de uma nova cultura

humanista, de uma sociedade mais justa, humana e solidária, fundamentando o seu vigor na oração, na meditação da Palavra e na vida sacramental. Outro momento forte consistiu na avaliação do trabalho bastante positivo realizado nas Dioceses onde a ACR continua viva e actuante, na condição de fermento no seio das realidades temporais, assim como o relato da experiência vivida por algumas Equipas Diocesanas que se conseguiram renovar, na sua constituição e funcionamento, logrando mais coesão, mais vida e participação empenhada, permitem olhar para o futuro com enorme esperança. Esta reafirmação da actualidade e dinamismo da ACR, constituiu um novo impulso e um sinal de esperança no sentido da renovação e revitalização do Movimento. Outro momento importante consistiu na programação futura, à luz das linhas de força da VI Assembleia Nacional de Delegados e das prioridades definidas para o triénio 2010-2013, destacando-se para o programa de 20112012 as seguintes: - Prosseguir o esforço de expansão e consolidação (crescimento e renovação) através da criação de novos grupos, da recuperação de grupos residuais e da renovação do tecido humano dos grupos existentes, com a entrada de novos membros, continua a ser

uma prioridade e o maior desafio para a sustentabilidade e crescimento do Movimento em todas as dioceses. - Abrir as portas da Igreja para interagir, em projectos concretos, com outras organizações da sociedade civil, na fidelidade ao Evangelho e à originalidade do Movimento. - Contribuir para ultrapassar a situação da crise actual, impregnando pessoas e ambientes, através de acções planeadas e programadas, e do desenvolvimento de projectos, do dinamismo evangélico, em metodologia da Revisão de Vida, que permitam uma eficácia maior dos esforços conjugados; - Prosseguir e intensificar o investimento feito na formação e capacitação dos militantes, simpatizantes e animadores especializados, atendendo a que ACR foi e continua a ser, na Igreja e para a Igreja, uma grande escola de leigos militantes, que enriquecem tanto a comunidade cristã, como tornam presente, na sociedade, o Evangelho feito vida. - Continuar a aprender e a praticar o método da Revisão de Vida como identificativo do Movimento, o estudo prático da DSI como iluminação e o reforço da espiritualidade secular como caminho de realização pessoal. O Movimento continuará a investir e aprofundar a forma de trabalho cooperante das Dioceses de

Proximidade, isto é, de inter-ajuda entre Dioceses vizinhas, pois tem-se revelado uma das formas privilegiadas de revitalização, de rejuvenescimento das equipas diocesanas, de criação de espírito de participação e de dinamismo da ACR. Apesar do trabalho de formação dos membros da ACR para a acção pessoal e de grupo assentar, essencialmente, na leitura e análise dos casos de vida, das situações sociais dos meios e ambientes envolventes, bem como da leitura social, económica, política, cultural e eclesial, no contexto actual, continua a reconhecer-se a necessidade de o Movimento sinalizar determinadas temáticas e proporcionar contributos para o seu desenvolvimento. Temáticas ligadas à Pobreza/Solidariedade, Família, Agricultura, Equilíbrio familiar (Orçamento, gestão e consumo), Trabalho (Modos, capacidades e competências; Emprego/Desemprego: causas, consequências e alternativas; Aproveitamento das Potencialidades Locais; Educar para o Empreendedorismo), Aquisição de competências sociais e cívicas, Doutrina Social da Igreja e Cidadania Eclesial (Direitos e deveres Eclesiais). A ACR reafirma o seu propósito de prosseguir o trabalho para recuperar um Futuro de Esperança, construído por todos! A Equipa Nacional

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“Crescer e recriar o futuro na esperança” Paróquia de Urqueira e Casal dos Bernardos

Peregrinação à Terra Santa

Está a ser organizada uma peregrinação à Terra Santa que terá lugar de 29 de Setembro a 6 de Outubro de 2011. Esta peregrinação é proposta em primeiro lugar às pessoas das paróquias de Urqueira e Casal dos Bernardos, mas também está aberta a pessoas de outras comunidades. Serão visitados lugares importantes como Tel Aviv, Haifa, Nazaré, Tiberiades, Tabor, Qumran, Jerusalém e Belém, entre outros. A peregrinação será acompanhada pelo padre Vítor Mira. O custo da viagem por pessoa é de 1.330,00 euros. As inscrições estão abertas até dia 16 de Agosto. Os contactos disponíveis para mais informações são: www.ur cabernardense.blogspot.com; vitormira67@gmail.com; 937 840 637.

Meses de Julho e Agosto

Festas Religiosas na Diocese Tradicionalmente nos meses de Verão com a chegada dos imigrantes, intensifica-se as festividades religiosas na Diocese. Para além de proporcionarem momento de encontro e convivo, elas são essencialmente homenagem dos crentes aos seus Santos Padroeiros. Na impossibilidade de reproduzirmos o programa de cada uma das festas de que vamos tendo conhecimento, deixamos as datas das que chegaram até nós: - Dias 16, 17 e 18 e Julho, na Amoreira, Cortes, Festa em honra de Santa Bárbara - Dias 20 a 25 de Julho, Arrabal, Festa em honra de Santa Margarida - Dias 23, 24 e 25 de Julho, na Reixida, Cortes, Festa em honra de Santa Marta; - Dias 30 e 31 de Julho, no Telheiro, Festa em honra da Imaculada Conceição - Dias 30, 31 de Julho e 1 de Agosto, na Golpilheira, Festa em honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos. - Dias 1, 2, 3 e 4 de Agosto, nos Marrazes, Festa em honra do Santíssimo Salvador; - Dias 6, 7 e 8 de Agosto, na Barreira, Festa em honra do Santíssimo Salvador.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 14.Julho.2011

Comum (17/07/2011)

Antífona de Entrada: Salmo 53, 6.8 Leitura I: Sab 12, 13.16-19 Salmo Responsorial: Salmo 85 (86), 5-6.9-10.15-16a (R. 5a); Refrão: Senhor, sois um Deus clemente e compassivo. Repete-se Leitura II: Rom 8, 26-27 Aclamação ao Evangelho: cf. Mt 11, 25; Refrão: Repete-se Aleluia. Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque revelastes aos pequeninos Refrão os mistérios do reino. EVANGELHO: orma breve Mt 13, 24-30 Naquele tempo, Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando o trigo cresceu e começou a espigar, apareceu também o joio. Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?’. Ele respondeu-lhes: ‘Foi um inimigo que fez isso’. Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’. ‘Não! – disse ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro’». Palavra da salvação.

Cânticos | XVII Domingo do Tempo

Comum (24/07/2011)

Janela Sobre a Missão

A Ana Sofia regressa à linha da frente A Ana Sofia Pereira, da Barreira, está de regresso à Linha da Frente da missão que a nossa diocese de Leiria-Fátima tem no Gungo, diocese do Sumbe. A partida terá lugar durante este mês de Julho, ainda que o dia não esteja bem definido devido ao envio do contentor. Depois de uma experiência muito marcante vivida entre Maio de 2008 e Janeiro de 2010, a Ana Sofia decidiu dar mais um ano da sua vida a esta missão e ao povo do Gungo que nunca lhe saiu do coração. Na primeira fase da sua presença nesta nova etapa missionária da sua vida, irá acompanhar a construção da segunda fase da casa da missão, no Sumbe. Este trabalho já começou cá quando a Ana assumiu a coordenação da organização do contentor que irá ser enviado em breve com grande parte dos materiais de construção. Há várias semanas que esta jovem

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Leituras | XVI Domingo do Tempo

deixou o seu emprego para se dedicar a tempo inteiro a este projecto. Recordamos que nos anos 2006 e 2007 foi construída apenas a primeira fase desta casa porque era urgente começar o trabalho junto da comunidade do Gungo. Assim, criaram-se as condições mínimas é com elas que se tem vivido ao longo destes anos. No entanto, o objectivo era concluir este projecto criando assim melhores condições de acolhimento

no Sumbe, base de apoio do trabalho que se desenvolve no Gungo. Tendo em conta a formação específica da Ana – engenheira civil – pretendemos aproveitar a sua presença para lançar alguns projectos de desenvolvimento na comunidade do Gungo como a melhoria das condições na missão da Donga (incluindo o abastecimento de água), melhoria de um ou outro troço de picada por onde apenas passa a equipa missionária, de-

entanto, encontrar tempo e espaço para reflectir, para redefinir o sentido da nossa existência, para perceber se estamos a conduzir a nossa vida “segundo a carne” ou “segundo o Espírito”. As leituras deste domingo falam-nos pelo contrário da paciência de Deus na sua relação com os homens. O texto central é a parábola do trigo e do joio. Diz o senhor quando descobre que no campo onde tinha semeado trigo, alguém tinha também espalhado o joio (planta daninha, semelhante ao trigo, mas que produz uma substância tóxica para os homens e animais): “Deixai que ambos [o trigo e o joio] cresçam juntamente até à ceifa.” O Deus que Jesus mostra é um Deus paciente e misericordioso, lento para a ira e rico de misericórdia, que dá sempre ao homem todas as oportunidades para refazer a existência e para integrar plenamente a comunidade do “Reino”. Ele tem um plano de salvação e de graça que oferece gratuitamente a todos os homens, bons e maus; de-

pois, no tempo oportuno, ver-se-á quem são os maus e quem são os bons. De resto, não é muito fácil separar o bom e o mau, porque as duas realidades coexistem em todos os “campos”, em todos os corações. Este é um Deus de amor e de misericórdia, sem pressa para castigar, que dá ao homem “todo o tempo do mundo” para crescer, para descobrir o dom de Deus e para fazer as suas escolhas. Não percamos nunca de vista a “paciência” de Deus para com os pecadores: talvez evitemos ter de carregar sentimentos de culpa que oprimem e amarguram a nossa breve caminhada nesta terra. “Aos vossos filhos destes a esperança feliz de que, após o pecado, inspirais a contrição.” Deus não está interessado em castigar os pecadores... Quando muito, procura fazer-nos perceber - com a pedagogia de um pai cheio de amor - o sem sentido de certas opções e o mal que nos fazem certos caminhos que escolhemos. Também não somos minúsculos grãos de areia

senvolvimento do projecto da construção de manilhas para poços e cisternas em várias aldeias, acompanhamento da moagem da missão, entre outros. A viagem de regresso a Angola será feita na companhia do P. David Nogueira que se encontra entre nós, por um período de férias, e com quem já trabalhou durante todo o tempo da sua anterior estadia em missão. Ao chegar irá encontrar a sua irmã, Maria Inês Pereira, a Maria Angélica Filipe e a Teresa, que é angolana e faz parte da equipa. Já sabemos que o povo do Gungo a irá acolher com grande alegria e emoção, algo que já se percebeu desde o dia em que foi anunciado o regresso. Outros missionários se preparam para partir, mas a seu tempo daremos conta disso. Padre Vítor Mira

INÍCIO: Sede a rocha do meu refúgio - Lau 750 Eu sou a salvação do meu povo - Lau 368 SALMO RESPONSORIAL: Quanto amo Senhor a vossa lei - Lau 696 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Pedi e recebereis - Lau 649

AO SABOR DA PALAVRA

COMUNHÃO: Buscai o alimento - Lau 187 Como veado anseia - Lau 228 PÓS-COMUNHÃO: Eu canto para sempre - Lau 358 FINAL: Quem me seguir - Lau 708 És Senhor, a minha força - Lau 341

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

16º Domingo do Tempo Comum 17 de Julho de 2011 Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos

MISSAS DOMINICAIS

Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

Paciência O ritmo da vida moderna é estonteante... As exigências profissionais, os problemas familiares, o inferno do trânsito, a necessidade de ganhar a vida atiram-nos de corrida em corrida, sempre ocupados, sempre cansados, sempre carregados de stress, prisioneiros de uma máquina que nos desumaniza e que não nos deixa centrar a nossa atenção no essencial: reequacionar os nossos valores e prioridades. É preciso, no

abandonados ao sabor das tempestades cósmicas num universo sem fim; somos filhos amados de Deus, a quem ele não desiste de indicar, todos os dias, os caminhos da felicidade e da vida definitiva. Nos momentos de crise, de derrota, de falência, é preciso conservar os olhos postos nesta certeza: Deus ama-nos; por isso, oferece-nos, de forma gratuita e incondicional a salvação. É por isso que S. Paulo escreve assim aos romanos: “O Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, pois não sabemos o que pedir, para rezar como devemos. A “paciência de Deus” com o joio convida-nos a ter uma atitude mais tranquila para com o mundo que nos rodeia. Tempo é o que é preciso para o pão levedar, para a semente germinar e crescer. Vamos abrandar a nossa velocidade, o ritmo da nossa vida, deixando que a graça de Deus e a força do Espírito Santo nos ajudem a crescer.


ECLESIAL • PORTUGAL 11

O Mensageiro

14.Julho.2011

BREVES

Festival Terras Sem Sombra

“Diálogo aberto e ecuménico entre fé e cultura” O responsável pelo Festival Terras Sem Sombra de música sacra do Baixo Alentejo estima em mais de 15 mil o número de pessoas que passaram pela sétima edição do certame organizado pela Igreja Católica. Em declarações prestadas à Agência ECCLESIA, o director do Departamento do Património Histórico e Artístico da diocese de Beja (DPHA), José António Falcão fez um balanço “francamente positivo” da adesão aos concertos, conferências, visitas guiadas e acções no terreno em prol da salvaguarda da biodiversidade”. “Com alguma pena nossa tivemos de deixar algumas centenas de interessados à porta das igrejas,

mesmo sabendo que alguns dos monumentos levam até 900 pessoas”, referiu o arquitecto, acrescentando que a “grande cobertura” da imprensa levou o festival a um “público muito mais alargado”. A atenção dada à protecção da natureza tornou-se “uma das dimensões mais importantes” da iniciativa, através de acções que envolveram “músicos, intérpretes, directores e compositores”, juntamente com representantes das comunidades locais, como “autarquias, escolas e paróquias”. José António Falcão sublinhou a vertente “pedagógica” destes eventos: “Os artistas são pessoas que estão sempre na van-

guarda. Quando um músico importante ajuda humildemente a salvar a natureza, as outras pessoas são sensibilizadas por isso”. O Ministério da Cultura cortou em 2010 as verbas ao festival, forçando a organização procurar alternativas nas autarquias, entidades ligadas ao turismo, empresas e particulares, conseguindo, com “orgulho”, que mais de metade do financiamento fosse assegurado pela “sociedade civil do interior do Alentejo”. A “partilha do património religioso” é um dos eixos do festival, pelo que os responsáveis têm recusado convites para apresentar concertos em salas de espectáculos, castelos ou espaços com maior

Encontro da Pastoral Social em Fátima

Desenvolvimento local, caridade global capacidade. Além de promover a economia do Baixo Alentejo, o Terras Sem Sombra não esquece a “evangelização”, que passa pelo “diálogo aberto e ecuménico entre fé e cultura”. “Estamos numa ponte entre a Igreja e a sociedade”, afirma José António Falcão, que acentua igualmente a importância dada “à criação contemporânea” e ao seu diálogo com a “grande tradição musical da Igreja”. O Festival Terras Sem Sombra decorreu entre 19 de Março e 9 de Julho em sete igrejas da diocese de Beja.

Num tempo marcado pela crise, em que os cristãos são chamados a responder de forma inequívoca, vai realizar-se em Fátima (Seminário do Verbo Divino-Rotunda Norte) de 13 a 15 de Setembro o XXVII Encontro da Pastoral Social, subordinado ao tema Desenvolvimento local, caridade global. Esta acção permitirá que todos os que de alguma forma intervêm nas instituições de acção social, possam aprofundar as linhas da identidade cristã que as distingue e se sentirem animados num agir mais criativo e radical. O Secretariado Nacional informa que estará encerrado para período de férias entre os dias 18 de Julho e 19 de Agosto, mas será garantida a recepção e registo de todas as inscrições para o Encontro. O alojamento poderá ser garantido pelo Seminário do Verbo Divino em regime de pensão completa (estão reservados 80 quartos) ou refeições aos participantes que assim o desejem. Para tal, deverá fazer um contacto, indicando o tipo de alojamento desejado (Single/ 35 Duplo/ 30), com indicação das datas de chegada e partida.

ISD organiza curso em Lisboa

Direito da Vida Consagrada Proposta do grupo «Diálogos»

Projectos junto de crianças, idosos e pessoas com deficiência

Movimento Encontros de Jovens Shalom

24 horas de oração online

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Promover o voluntariado em projectos junto de crianças, idosos e pessoas com deficiência é a proposta de férias do grupo «Diálogos», dos Leigos do Verbo Divino para a Missão. Em Viseu, Lisboa e Vilar Formoso decorrem nos próximos meses diversas actividades para distribuir sorrisos e companhia, como explica ao programa ECCLESIA na Antena 1 Sofia Costa, membro do grupo. “O voluntariado é uma oportunidade para estarmos com pessoas e em situação que, de outra forma, não conheceríamos”, admite. Uma proposta para jovens a partir dos 16 anos que passa por visitar, durante dez dias, um centro para pessoas com deficiência. “É uma oportunidade de estarmos com essas pessoas, conversarmos, passearmos e promovermos actividades de animação sociocultural”, refere Sofia Costa. Outra iniciativa é um projecto de voluntariado

O Instituto Superior de Direito canónico está a receber inscrições para o curso da Vida Consagrada que irá decorrer de Outubro deste ano até Maio de 2012, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa. O curso está organizado por módulos (0 a 5) num total de 124 horas. A primeira fase de inscrições será até a dia 31 de Julho e a segunda será de 5 a 16 de Setembro.

com crianças e jovens, oferecendo actividades de tempos livres, dinamizando acções sobre o ambiente e a cidadania, por exemplo. “Dez dias em que vamos estar com as crianças, a brincar com elas, desenvolvendo esta actividade de voluntariado”, explica a voluntária do grupo «Diálogos». Nestes dias, assinala Sofia Costa, os voluntários têm momentos de “oração” e partilha de grupo, sobretudo em “contextos

complicados” que muitos não conhecem. Partindo da sua experiência, afirma que os dias oferecidos nestas iniciativas são de uma “grande riqueza”. Cativar jovens para essa experiência, admite, não tem sido fácil, ainda que aqueles que passam pelas iniciativas acabem por chamar outros para estes projectos de “grande animação e de alegria”. No Ano Europeu do Voluntariado, é possível

conhecer uma proposta para dias de férias diferentes, através do email dialogossvd@gmail.com Durante esta semana até sexta-feira, às 22h45, o programa da Igreja Católica na Antena 1 apresentou propostas de férias diferentes para os meses de verão, emissões que estão disponíveis também em podcast, para descarregar ou ouvir no computador, a qualquer momento.

O Movimento Encontros de Jovens (MEJ) Shalom e a organização do Festival Mesh.com vão realizar uma maratona de 24 horas de oração com transmissão online, entre os dias 23 e 24 deste mês, anunciaram os organizadores da iniciativa. Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, assinala-se que “o MEJ Shalom pretende alertar os jovens para a importância da oração, fazendo-os despegarem-se das coisas que os ‘prendem’ durante 24 horas”. O evento tem lugar nas dioceses onde o movimento católico está presente, nomeadamente Lisboa, Portalegre-Castelo Branco, Coimbra e Braga, podendo ser acompanhado através dos sites www.festival.shalom.pt e www.shalom.pt. O Festival “Mesh.com” é um encontro de evangelização e animação promovido pelo Movimento Encontro de Jovens Shalom (MEJ Shalom) e irá decorrer nos dias 9, 10 e 11 de Setembro de 2011 na cidade do Entroncamento, diocese e distrito de Santarém. Durante esta actividade, apoiada pela Câmara Municipal do Entroncamento, o Instituto Português da Juventude (IPJ) e o Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), vão realizar-se actividades, tais como torneios desportivos, workshops, um espectáculo musical no sábado à noite e um Fórum de debate, que pretendem animar e dinamizar os 700 jovens vindos de todo o país que são esperados para participar no Festival. O festival está presente na Internet com um site (www.festival.shalom.pt) e uma página na rede social Facebook (http://www.facebook.com/Meshcom).


12 ECLESIAL • MUNDO

O Mensageiro 14.Julho.2011

BREVES Bento XVI em Castel Gandolfo

Bento XVI chegou, no dia 7 de Julho, à residência pontifícia de Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, onde pelo segundo ano consecutivo vai passar as suas férias de verão, afirmando esperar um “bom descanso”. Saudando o pessoal do palácio apostólico, o Papa manifestou satisfação por encontrar, no local, “tudo: montanha, lago, mar, uma bela igreja com uma fachada renovada e boa gente”. “Sinto-me muito feliz por estar aqui”, acrescentou, debaixo de palmas dos presentes. Em Castel Gandolfo, Bento XVI vai presidir à recitação da oração do Angelus, nos próximos domingos em dias solenes do calendário litúrgico da Igreja Católica. “Esperemos que o Senhor nos proporcione um bom descanso”, disse o Papa, à sua chegada. Neste período, o Papa não concederá quaisquer audiências privadas ou especiais, estando suspensas as audiências semanais até ao dia 3 de Agosto. Em declarações à Rádio Vaticano, o padre Federico Lombardi, director da sala de imprensa da Santa Sé, adiantou que Bento XVI vai trabalhar no último volume da sua obra «Jesus de Nazaré», cujo terceiro livro se vai centrar nos chamados «Evangelhos da infância».

Jornal do Vaticano

Ética na informação O jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’, destacou na sua edição, do dia 12 de Julho, a importância da ética no jornalismo, a “infoética”, ao comentar o caso das escutas ilegais que levaram ao fim do semanário britânico ‘News of the World’. “Este episódio confirma a necessidade e a urgência de exigir uma maior consideração ética dos meios de comunicação, que não podem submeter-se apenas aos ditames das estratégias económicas e políticas”, pode ler-se no editorial da edição em italiano. O texto, assinado pelo director da Comissão dos Meios de Comunicação Social da Conferência Episcopal Espanhola, José Maria Gil Tamayo, fala numa “infoética”, que visa respeitar os direitos individuais e colectivos. “O direito à informação deve harmonizar-se com os outros direitos humanos, de modo que um não anule os outros”, indica o jornal. A publicação destaca também que “as vítimas deste jornalismo sem escrúpulos não são apenas os envolvidos nas escutas, mas também toda a opinião pública e a própria indústria da comunicação”. “São a própria sociedade civil, as autoridades e, sobretudo, os profissionais da comunicação que se devem dotar de um autêntico sentido ético que responda à genuína e inviolável dignidade natural da pessoa”, indica o editorial.

Congresso na Polónia

A Misericórdia de Deus O II congresso apostólico mundial sobre a «Misericórdia de Deus» será de 1 a 5 de Outubro de 2011, em Cracóvia (Polónia) e pretende-se envolver toda a Igreja e o mundo inteiro, numa “experiência verdadeira e profunda da Divina Misericórdia”. Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA realça-se que este congresso é presidido pelo cardeal Schönborn (de Viena, Aústria) e organizado pelo cardeal Stanislaw Dziwisz (Cracóvia).

JMJ

“Bom descanso”

Jornada Mundial da Juventude

Portugal no «top 10» A organização da Jornada Mundial da Juventude 2011 (JMJ), que vai decorrer em Madrid, anunciou que Portugal está entre os 10 países com maior número de inscritos para o evento, promovido pela Igreja Católica. Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA adianta-se que, até ao momento, existem mais de 440 mil inscritos, vindos de 182 países, o que constitui um recorde na história das edições da JMJ, nascidas em 1985.

O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil tem apontado para a presença de 15 mil portugueses em Madrid, de 16 a 21 de Agosto. Além de Portugal, no «top 10» de inscrições figuram o país organizador, Espanha, Itália, França, Estados Unidos da América, Alemanha, Brasil, México, Polónia e Argentina África do Sul e Nigéria (África), Filipinas (Ásia) e Austrália (Oceania) lideram as inscrições nos respectivos continentes.

A organização da JMJ 2011 lançou uma nova campanha de inscrições, através da Internet (www.madrid11.com), em duas modalidades: com alojamento, até esta sextafeira; sem alojamento, até ao próximo dia 15, com um desconto de 50%. A aposta no mundo virtual inclui a presença nas redes sociais, tendo sido criada uma aplicação para dispositivos móveis, em social.madrid11.com. Com presença desde 2009, a página da JMJ no

Facebook conta hoje com 300 mil seguidores, de 82 países, em 21 línguas, esperando-se que possa chegar ao milhão de «fãs». A organização da jornada anunciou ainda um «flashmob» - um ajuntamento repentino de pessoas num local público – com mais de 100 mil pessoas, no dia 20 de Agosto, antes da chegada ao aeródromo de Cuatro Vientos do Papa Bento XVI.

“Iniciativa pastoral para a nova evangelização”

«Missão Metrópoles» para 2012 O Vaticano anunciou o lançamento da iniciativa «Missão Metrópoles» que vai envolver, no próximo ano, onze das maiores cidades europeias numa “iniciativa pastoral para a nova evangelização”. Em declarações à Rádio Vaticano, o arcebispo italiano Rino Fisichella, responsável por este sector, explica que «missão» nasceu após um encontro para o qual foram convocados bispos e cardeais dessas cidades, incluindo o patriarca de Lisboa, D. José Policarpo. O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evange-

lização (CPPNE) refere que estão previstas iniciativas simultâneas na Quaresma de 2012, início a 22 de Fevereiro. D. Rino Fisichella diz que, de momento, estão apenas envolvidas cidades do Velho Continente, nas quais se contam, para além da capital portuguesa, Barcelona, Budapeste, Bruxelas, Dublin, Colónia, Liverpool, Paris, Turim, Varsóvia e Viena. O objectivo é promover uma “resposta à nova evangelização na situação de crise em que se encontra a Europa”. A «Missão Metrópoles» acontecerá poucos meses

antes do próximo Sínodo dos Bispos, dedicado ao tema da nova evangelização, e é para o presidente do CPPNE um “sinal concreto que as grandes cidades, grandes dioceses da Europa vão propor” como “um projecto comum que pode ser partilhado”. Entre 2003 e 2007, Viena, Paris, Lisboa, Bruxelas e Budapeste promoveram o chamado Congresso Internacional para a Nova Evangelização (ICNE), em diversas sessões anuais, num modelo similar: de manhã, um conjunto de conferências, testemunhos de fé e celebrações litúrgicas; à tarde, anima-

ção de rua, concertos, ateliês e outras actividades de evangelização junto de um público alargado. O Conselho Pontifício para a Nova Evangelização foi apresentado em 2010, no Vaticano, com a publicação da Carta Apostólica de Bento XVI, intitulada “Ubicumque et semper”. Este organismo pretende fazer face aos desafios que a evolução e as transformações sociais e económicas colocam à Igreja, particularmente no que diz respeito ao anúncio da Palavra de Deus.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 14.Julho.2011

RECORTES

Aura Miguel

Vaticanista e jornalista

“Nada me faltará”*

E

ncontrei a Zezinha Nogueira Pinto pouco depois de ela saber que estava gravemente doente. Ao dizer-lhe que podia contar com as minhas orações, ela agradeceu e sorriu com um ar tão jovial, que até parecia que estávamos a falar de uma coisa boa… Impressionou-me, sobretudo, a certeza serena que ela tinha. E foi, talvez perante o meu silêncio, que então me explicou que não rezava a Deus pela sua cura, mas para que a ajudasse a dizer sempre que sim. “Porque – disse ela – ou tudo isto em que acreditamos é verdade ou então não faz sentido o que andamos a dizer”. Quando nos despedimos, ainda acrescentou: “Sabe o que também me ajuda a abraçar esta cruz? O modo como o nosso João Paulo II viveu o sofrimento!”. Assim foi. Tal como o grande Papa polaco, a Zezinha não se escondeu por estar doente, nem disfarçou a sua fragilidade, ensinando-nos, deste modo, a abraçar todas as circunstâncias que Deus nos dá, “confiando no melhor”. Mas que tipo de confiança é esta? A resposta partilhou-a ela com todos, no último artigo que escreveu, publicado ontem postumamente: “Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará”. * In RR online (08/07/11)

A

juda sempre o que se está a afogar, sem ter em conta a sua religião ou nacionalidade. Ajudar cada dia alguém tem que ser uma necessidade que saia do coração”. Foi este ensinamento e recomendação recebida dos pais que levou a polaca Irena Sendler (1910-2008) a salvar da morte no holocausto nazi 2.500 crianças judias que viviam no gueto de Varsóvia. Por isso, chamaram-lhe “a mãe das crianças do Holocausto” e “o Anjo do gueto de Varsóvia”. Irena Sendler nasceu em Varsóvia, na Polónia, em 1910. Era enfermeira e trabalhava no Departamento de Bem-Estar Social da sua cidade, que administrava as cozinhas sociais, quando a Alemanha invadiu a Polónia, em 1939. Três anos depois, os nazis alemães criaram o gueto de Varsóvia. Horrorizada pelo que ali via, Irena começa a colaborar com o Conselho para a Ajuda aos Judeus. Os alemães tinham medo que se desencadeasse uma

epidemia de doenças contagiosas. Por isso, permitiam que fossem os polacos a controlarem o gueto. Esta situação deu a Irena a possibilidade de conhecer e contactar com as famílias judias a quem levava muitas ajudas. Prevendo que as crianças seriam deportadas e morreriam com os pais nos campos de concentração para onde os nazis os levavam, a enfermeira ofereceu-se para procurar pôr as crianças a salvo fora do gueto. Era difícil convencer os pais e os avós a separarem-se dos seus filhos e netos. Irena era mãe e compreendia o drama da separação, mas procurava convencer estes pais de que era a única possibilidade de salvarem os seus filhos. Às crianças que lhe eram entregues, ela leva-as para fora do gueto usando vários meios para as esconder: ambulâncias, passando como contagiadas com o tifo, caixas de ferramentas, caixotes do lixo, carregamentos de mercadorias, sacos de batatas e

até caixões. Conseguiu recrutar colaboradores no Departamento de Bem-Estar Social e com eles arranjaram documentos falsos com novas identidades das crianças. Irena escondia o registo do nome verdadeiro com o nome falso em frascos e enterrava-os debaixo de uma árvore no jardim do vizinho. Só ela sabia onde estavam os nomes. As crianças eram confiadas a famílias de confiança que as adoptavam e educavam. Em 1943, os nazis descobriram a sua actividade. Prenderam-na, torturaramna, partiram-lhe os pés e as pernas, mas ela nada revelou. Condenaram-na à morte, mas no caminho para o lugar da execução, o soldado que a levava deixou-a fugir. A resistência à ocupação alemã tinha-o subornado, para que ela fosse salva. Oficialmente ficou nas listas dos executados, mas ela continuou a viver e trabalhar com uma identidade falsa. Finda a guerra e a ocu-

pação, Irena desenterrou os frascos e, com a ajuda do comité de salvação dos judeus sobreviventes, procurou as crianças que salvara para lhes revelar a sua verdadeira identidade e as entregar às suas famílias. Infelizmente, muitos dos pais tinham sido mortos. As crianças que tinham parentes foram por estes acolhidas. Ao longo do resto da sua vida, muitas destas crianças a reconheceram e lhe mostraram uma inesquecível gratidão por as ter salvo da morte. Ela dizia porém simplesmente: “Poderia ter feito mais, e este lamento continuará comigo até ao dia em que eu morrer”. Teve uma vida longa até aos 98 anos, morrendo no ano de 2008. A sua obra ficou escondida durante muitos anos, mas felizmente acabou por ser descoberta e reconhecida. A organização judaica Yad Vashem de Jerusalém atribuiu-lhe o título de “Justa entre as Nações” e nomeou-a cidadã honorária de Israel. Estas

ÚLTIMA COLUNA

e de revigoramento. Com elas vem o bem para cada um, para a família, para a profissão e mesmo para a própria sociedade. Férias, em tempo de crise, dura crise, hão-de manifestar a quadra em que as vivemos. Mesmo em tempo de crise que se tomem dias de férias, segundo a capacidade de cada um. Permitirme-eis, prezados leitores, que recomende a todos os mais favorecidos de meios que não ofendam os mais humildes com gastos excessivos. Peço-lhes que reservem alguns dos seus bens para doar às obras de beneficência da sua zona. Deste modo, sereis solidários com os pobres e tereis férias com a consciência mais tranquila. Agora que muitos partem para férias não deixeis de cuidar em contribuir para garantir a continuação da ajuda aos mais desfavorecidos. Vós sabeis o que deveis fazer para as férias de cada um não agravarem as carências dos pobres. Há poucos dias um digno lutador das causas sindicais manifestou a sua preocupação porque a Igreja se estava a deixar enredar nas questões assistenciais imediatas e a esquecer-se da luta pela afirmação

dos princípios e critérios cristãos, isto é, pela proposta da doutrina social da Igreja. Ao ter conhecimento desta tomada de posição, compreendi as razões que motivaram tal atitude, mas pareceu-me que era uma visão incompleta da doutrina da Igreja. Se é certo que é uma riqueza a doutrina social da Igreja, que todo o cristão deve conhecer, também é certo que no Evangelho está insistentemente a proposta de atender, sem demora, quem sofre por falta de água, por falta de alimento e por tantos males imediatos. O ferido pelos ladrões e salteadores da parábola do Bom Samaritana, que jazia à beira do caminho só foi socorrido e salvo por um. Muitos passaram por lá mas não se importaram com aquela desgraça, certamente filosofando segundo os seus interesses. Jesus insiste, tive sede e fome e atendeste às minhas carências, salvando a minha vida. Para percebermos a força do Evangelho lembremos o que se passa, ainda hoje, em bastantes zonas da África onde morrem todos os dias bastantes crianças e adultos por falta de água e de alimento. Se não se atende à

necessidade imediata de água, alimento, medicamento…que vale fazer marchas concorridas com slogans repetidos vezes sem fim, pela verdade e pela justiça, se entretanto se deixa morrer os que têm fome e sede, isto é, uma necessidade imediata. Muitas vezes é assim que se passam as coisas. Belos discursos. Imponentes marchas, sem se reparar que as necessidades das pessoas também são imediatas e que a melhoria prometida e não chegada não cura qualquer dos agonizantes. É do Evangelho a necessidade da ajuda imediata,

D. João Alves

Bispo Emérito de Coimbra

Tempo de Férias, crise económica e pobres

C

om os meses de Julho e Agosto chega a quadra mais escolhida para tomar férias. É um costume que, respeitado, se torna salutar porque beneficia o corpo e o espírito dos seres humanos. É um bem tal, no meio da azáfama quotidiana, que a libertação da “ditadura” do dia a dia, para descansar mais e melhor, para usufruir do tempo de lazer e para cuidar da vida cultural e espiritual, até parece irreal. Em princípio cada um deve ter as suas férias, como tempo de renovação

TESTEMUNHAS DO AMOR

Pe. Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

Irena Sendler

suas palavras podem bem resumir o que procurou fazer na sua vida: “Não se plantam sementes de comida. Plantam-se sementes de bondades. Tratem de fazer um círculo de bondades. Estas vos rodearão e vos farão crescer mais e mais”.

como daquela mais morosa e que exige mais meios estratégicos, porque mais profunda e exigente. Concluindo estas linhas este é tempo de férias. Que elas respeitem o tempo de crise que fere tanta gente com as suas exigências. Que não se olhe só para si, para cada um de nós, mas que olhemos para todos que nos cercam e que chegue até eles a nossa atitude solidária. Toda a humanidade, bem formada, se mostrou ao longo da história compassiva para com os pobres e os que sofrem. Entremos nesse número de benfeitores da humanidade. INSTITUCIONAL

MINISTÉRIO DA ECONOMIA, DA INOVAÇÃO E DO DESENVOLVIMENTO Direcção Regional da Economia do Centro ÉDITOS Faz-se público que, nos termos e para os efeitos do Art. 19º do Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 26 852, de 30 de Julho de 1936, com redacção dada pela Portaria n.º 344/89, de 13 de Maio, estará patente na Secretaria da Câmara Municipal de Leiria, e na Direcção Regional da Economia do Centro, Rua Câmara Pestana nº. 74, 3030-163 Coimbra, todos os dias úteis, durante as horas de expediente, pelo prazo de quinze dias, a contar da publicação destes éditos no “Diário da República”, o projecto apresentado pela EDP Distribuição -Energia, S.A – Direcção de Rede e Clientes Tejo, para o estabelecimento de Linha Aérea a 15 KV com 4541,20m de SE na Ortigosa a ap. 30 LAT Ortigosa – Bouça de Cá (1º Troço); freguesias de Ortigosa e Souto da Carpalhosa, concelho de Leiria, a que se refere o Processo nº. 0161/10/9/1562. Todas as reclamações contra a aprovação deste projecto deverão ser presentes na Direcção Regional da Economia do Centro ou na Secretaria daquela Câmara Municipal, dentro do citado prazo. Direcção Regional da Economia do Centro, 1 de Julho de 2011 Adelino Lopes de Sousa, Director de Serviços de Energia


14 INSTITUCIONAL / OPINIÃO

O Mensageiro 14.Julho.2011

H

Ficha de Assinatura Assinaturas normal/benfeitor: 20/40 Euros (Nacional), 30/60 euros (Europa) e 40/60 (Resto do Mundo) Nome: ___________________________________________ ____________________________________________ Rua: _____________________________________________ _______________ N.º _______________ Localidade: ____________________________ C. Postal: _____ - ____________________ Telf.: _______________________________ E-mail:___________________________@_______________ Enviar esta ficha, recortada ou fotocopiada, para: O Mensageiro - Lg. Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA ou forneça-nos os seus dados através do endereço de correio electrónico jornal@omensageiro.com.pt

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F. Costa Pereira Médico Especialista Doenças da boca e dentes

á dias um pobre pediume esmola. Depois, encorajado pela minha generosidade e esperançoso na minha gravata, perguntou se eu fazia o favor de entregar uma carta ao senhor ministro. Perguntei-lhe qual ministro e ele, depois de pensar um pouco, acabou por dizer que era ao ministro que o andava a ajudar. O texto é este: “Senhor ministro, queria pedir-lhe uma grande ajuda: veja lá se deixa de me ajudar. Não me conhece, mas tenho 72 anos, fui pobre e trabalhei toda a vida. Vivia até há uns meses num lar com a minha magra reforma. Tudo ia quase bem, até o senhor me querer ajudar. Há dois anos vieram uns inspectores ao lar. Disseram que eram de uma coisa chamada Azai. Não sei o que seja. O que sei é que destruíram a marmelada oferecida pelos vizinhos e levaram frangos e doces dados como esmola. Até os pastelinhos da senhora Francisca, de que eu gostava tanto, foram deitados fora. Falei com um deles, e ele disse-me que tudo era para nosso bem, porque aqueles produtos, que não estavam devidamente embalados, etiquetados e refrigerados, podiam criar graves problemas sanitários e alimentares. Não percebi nada e perguntei-lhe se achava

bem roubar a comida dos pobres. Ele ficou calado e acabou por dizer que seguia ordens. Fiquei então a saber que a culpa era sua e decidi escrever-lhe. Nessa noite todos nós ali passámos fome, felizmente sem problemas sanitários e alimentares graves. Ah! É verdade. Os tais fiscais exigiram obras caras na cozinha e noutros locais. O senhor director falou em fechar tudo e pôr-nos na rua, mas lá conseguiu uns dinheiritos e tudo voltou ao normal. Como os inspectores não regressaram e os vizinhos continuaram a dar-nos marmelada, frangos e até, de vez em quando, os belos pastéis da tia Francisca, esqueci-me de lhe escrever. Até há seis meses, quando destruíram tudo. Estes não eram da Azai. Como lhe queria escrever, procurei saber tudo certinho. Disseram-me que vinham do Instituto da Segurança Social. Descobriram que estava tudo mal no lar. O gabinete da direcção tinha menos de 12 m2 e na instalação sanitária do refeitório faltava a bancada com dois lavatórios apoiados sobre poleias e sanita com apoios laterais. Os homens andaram com fitas métricas em todas as janelas e portas e abanaram a cabeça muitas vezes. Havia também um problema

qualquer com o sabonete, que devia ser líquido. Enfureceram-se por existirem quartos com três camas, várias casas de banho sem bidé e na área destinada ao duche de pavimento (ligeiramente inferior a 1,5 m x 1,5 m) não estivesse um sistema que permita tanto o posicionamento como o rebatimento de banco para banho de ajuda (uma coisa que nem sei o que seja). Em resumo, o lar era uma desgraça e tinha de fechar. Ultimamente pensei pedir aos senhores fiscais para virem à barraca onde vivo desde então, medir as janelas e ver as instalações sanitárias (que não há!). Mas tenho medo que ma fechem, e então é que fico mesmo a dormir na rua. Mas há esperança. Fui ontem, depois da missa, visitar o lar novo que o senhor prior aqui da freguesia está a inaugurar, e onde talvez tenha lugar. Fiquei espantado com as instalações. Não sei o que é um hotel de luxo, porque nunca vi nenhum, mas é assim que o imagino. Perguntei ao padre por que razão era tudo tão grande e tão caro. Afinal, se fosse um bocadinho mais apertado, podia ajudar mais gente. Ele respondeu que tinha apenas cumprido as exigências da lei (mais uma vez tem a ver consigo,

RECORTES

João César das Neves Economista

Obrigado, sr. ministro!* senhor ministro). Aliás o prior confessou que não tinha conseguido fazer mesmo tudo, porque não havia dinheiro, e contava com a distracção ou benevolência dos inspectores para lhe aprovarem o lar. Se não, lá ficamos nós mais uns tempos nas barracas. Senhor ministro, acredito que tenha excelentes intenções e faça isto por bem. Como não sabe o que é a pobreza, julga que as exigências melhoram as coisas. Mas a única coisa que estas leis e fiscalizações conseguem é criar desigualdades dentro da miséria. Porque não se preocupam com as casas dos pobres, só com as que ajudam os pobres.” * In DN (07/0711)

Rua João de Deus, 25- 1º Dt. - LEIRIA CONSULTAS COM HORA MARCADA 2ª, 4ª e 5ª: 11h-13h e 15h-19h, 3ª: 10h-13h e 15h-19h, Sábados: 9h30-15h

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Agradecimento

Tel. 244 832406

Pe Carlos Querido da Silva

Dr. Rui Castela Médico Especialista - Doenças dos Olhos Operações - Contactologia

A família do Padre Carlos Querido da Silva agradece reconhecidamente a presença de todos os seus conterrâneos e amigos no seu funeral ou que manifestaram o seu pesar e solidariedade – em especial aos seus antigos paroquianos de Caxarias e Ourém. A nossa gratidão para todos os colaboradores da Casa Diocesana do Clero, em especial os seus dirigentes Pe. Clemente e Dra. Alexandra bem como ao seu médico Dr. Agostinho.

CONSULTAS ÀS TERÇAS E QUINTAS FEIRAS POR MARCAÇÃO Consultório - R. João de Deus, 17-1ºEsq. - Leiria

Telefones: 244 832 288 e 244 870 500

FARMÁCIAS DE SERVIÇO Tomáz (14), Maio (15), Avenida (16), Baptista (17), Central (18), Godinho Tomáz (19), Higi-ene (20) e Antunes (21).

TELEFONES ÚTEIS

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

- 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista

- 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Jerónimo (CP7104), Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171 Depósito Legal 2906831/09

Tabela de Assinaturas para 2011 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 14.Julho.2011

Futebol | U. Leiria recebe Académica

FOTOJORNALISMOS

Campeã nacional | A equipa feminina da Associação de Surdos da Alta Extremadura, Leiria, sagrou-se campeã nacional de futsal feminino, título alcançado no dia 3 de Julho, em Coimbra. Já a formação masculina, terminou no 4.º lugar. Foto: DR/ASAE INSTITUCIONAL CARTÓRIO NOTARIAL DE ALCOBAÇA A cargo do notário Rui Sérgio Heleno Ferreira EXTRACTO DE JUSTIFICAÇÃO CERTIFICO, para efeitos de publicação, que por escritura de cinco de Julho de dois mil e onze, iniciada a folhas cento e quarenta e duas do Livro de Notas para Escrituras Diversas número quarenta e quatro – A deste Cartório: DULCINA GASPAR FERREIRA LOPES, casada com Carlos Manuel dos Santos Lopes sob o regime da comunhão de adquiridos, natural da freguesia e concelho de Leiria, residente na Rua dos Gomes, Estrada da Bouça, n.º 100, Colmeias, Leiria, NIF 223 956 228, justificou a posse do seguinte bem: Prédio rústico sito em Castanheiro, freguesia de Colmeias, concelho de Leiria, composto de terra de semeadura, com área de seiscentos e quarenta metros quadrados, que confronta a norte com Rua do Castanheiro, a sul e a nascente com herdeiros de Diamantino Rodrigues Gameiro e a poente com Agostinho de Jesus dos Santos, omisso na Segunda Conservatória do registo Predial de Leiria, inscrito na matriz da referida freguesia sob o artigo 22883.º, com o valor patrimonial e atribuído de 650,00 . Que o referido bem veio à posse da justificante por volta do ano de mil novecentos e noventa, no estado de solteira, por doação verbal feita por Manuel Gomes e mulher Emília Gaspar, casados na comunhão geral, residentes que foram na Estrada da Bouça, Casal D’Além, Colmeias, Leiria, doação essa que não lhe foi nem é agora possível titular por escritura pública por falecimento dos doadores. Que, deste modo, não tem ela justificante título formal de aquisição do mencionado bem. Certo é porém, e do conhecimento geral, que o vem possuindo desde há mais de vinte anos, sem interrupção, ostensivamente e sem oposição de ninguém, na convicção, que sempre tem sido também a das outras pessoas, de ser ela a sua única e verdadeira dona. Na verdade, foi a justificante e mais ninguém que durante todo este tempo tem desfrutado o dito bem e tem praticado nele os actos normais de conservação e de defesa da propriedade. Que assim, e na falta de melhor título, a justificante adquiriu o identificado bem por usucapião, que aqui invoca por não lhe ser possível provar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Que vai conforme o original na parte fotocopiada, não havendo na parte omitida nada que altere, cinco de Julho de dois mil e onze. O Notário, (Rui Sérgio Heleno Ferreira)

CARTÓRIO NOTARIAL DA BATALHA Notária: Sónia Marisa Pires Vala Certifico, para fins de publicação, que por escritura lavrada hoje, exarada de folhas oitenta a folhas oitenta e uma verso, do Livro Cento e Setenta e Quatro – B, deste Cartório. Manuel de Faria Fiúza, NIF 168 486 024 e mulher Lucinda de Jesus Jorge Fiúza, NIF 160 565 413, casados sob o regime da comunhão geral, naturais, ele da freguesia de Boa Vista, ela da freguesia de Caranguejeira, ambas do concelho de Leiria, residentes na Rua de Santa Marta, nº 830, no lugar de Espinheirinha, Santa Eufémia, Leiria, declaram que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do seguinte: Um – prédio rústico, composto de pinhal, com a área de dois mil duzentos e trinta e nove metros quadrados, sito em Poceirão, freguesia de Santa Eufémia, concelho de Leiria, a confrontar de norte com José Órfão, de sul com José António Ribeiro e outra, de nascente com José da Costa Domingues e Deolinda Rodrigues Faria e serventia e de poente com Maria Cândida Pereira Patrício Carreira e outro e serventia, não descrito na Primeira Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na matriz sob o artigo 4.641, com o valor patrimonial e atribuído de 1.260,00. Dois – um quarto indiviso do prédio rústico, composto de pinhal e mato, sito em Outeiro da Rosa, freguesia de Boa Vista, concelho de Leiria, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, sob o número oitocentos e quinze/Boa Vista, sem inscrição de aquisição em vigor quanto ao referido direito, inscrito na matriz predial sob o artigo 2.982, com o valor patrimonial correspondente à fracção de 8,86, para efeitos de IMT e atribuído de 259,07. Que adquiriram o prédio identificado em um no ano de mil novecentos e oitenta e quatro, por doação verbal de Manuel de Oliveira Fiúza e mulher Maria Luísa Faria, pais do marido, residentes que foram na Rua do Casal n.º1, Alqueidão da Boavista, Leiria, e o direito na prédio identificado em dois, no ano de mil novecentos e setenta e três, por doação verbal de José de Oliveira Fiúza, tio do marido, residente que foi no dito lugar de Alqueidão da Boavista, não dispondo os justificantes de qualquer titulo formal para os registar na Conservatória, mas desde logo entraram na posse e fruição dos mesmos. Que em consequência daquelas doações verbais, possuem os identificados prédios e direito predial em nome próprio há mais de vinte anos sem a menor oposição de quem quer que seja desde o seu inicio, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário pleno, com o amanho da terra, recolha de frutos, conservação e defesa da propriedade, pagamento das contribuições e demais encargos, pelo que, sendo uma posse pacifica, contínua, pública e de boa fé durante aquele período de tempo, adquiriram os identificados bens por usucapião. Batalha, seis de Julho de dois mil e onze. A funcionária com delegação de poderes, (Liliana Santana Santos)

DR/CML

Derbie no arranque da I Liga

Municipal da Marinha Grande poderá ser a nova casa da U. Leiria

É daqui a um mês que a bola irá começar a rolar, no âmbito da I Liga 2011/ 12. Realizado o respectivo sorteio, ficou a saber-se que a jornada inaugural contará com um derbie da região centro: U. Leiria x Académica. Quanto ao primeiro encontro com um dos “grandes” será logo à 3.ª jornada (ver tabela, ao lado), com o actual campeão nacional, Porto. Mudar ou não mudar À semelhança do que tem acontecido nas últimas épocas, ainda não é certo qual será a infra-estrutura desportiva a receber os jogos da U. Leiria. Isto porque “As portas do recinto leiriense [Estádio Dr. Magalhães Pessoa] estão encerradas para a equipa de futebol profissional do clube mais representativo da cidade”, lia-se no sítio da Internet do jornal A Bola, no dia 10 de Julho. Alegadas divergências entre a

SAD – Sociedade Anónima Desportiva da U. Leiria e da Leirisport, empresa municipal que gere o espaço, estão na base da decisão. Por outro lado, a Assembleia Municipal de Leiria aprovou recentemente a venda do estádio, que segundo o presidente da autarquia, Raul Castro, “é o causador da situação financeira da Câmara”. O Estádio Municipal da Marinha Grande, com a capacidade para 6000 espectadores, é uma alternativa. Ainda segundo o diário desportivo, “já houve, até, conversações entre os dirigentes e a autarquia no sentido de ser celebrado um protocolo de utilização do espaço nos jogos oficiais em 2011/2012”. Sem representantes Com a descida do C.D. Fátima à II Divisão, após duas épocas na II Liga, a região de Leiria ficou sem representantes no segundo

liga portuguesa de futebol profissional

I LIGA 1.ª jornada (14.08.11)

3.ª jornada (28.08.11)

Feirense x Nacional Marítimo x Beira-Mar Sporting x Olhanense Rio Ave x Sp. Braga V. Setúbal x P. Ferreira U. Leiria x Académica Gil Vicente x Benfica V. Guimarães x Porto

Feirense x P. Ferreira Nacional x Benfica Sporting x Marítimo Rio Ave x Olhanense V. Setúbal x Sp. Braga U. Leiria x Porto G.Vicente x Académica Guimarães x Beira-Mar

10.ª jornada (06.11.11)

14.ª jornada (08.01.12)

Beira-Mar x Feirense Marítimo x Académica Sporting x U. Leiria Rio Ave x Nacional V. Setúbal x Gil Vicente P. Ferreira x Guimarães Olhanense x Porto Sp. Braga x Benfica

Beira-Mar x Sp. Braga Marítimo x Olhanense Sporting x Porto Rio Ave x P. Ferreira V. Setúbal x Académica U. Leiria x Benfica Gil Vicente x Nacional Guimarães x Feirense

escalão do futebol profissional. Algo que só poderá acontecer no final de 2011/12, caso alguma das representantes da região, Fátima ou Caldas, termine no 1.º lugar e seja uma das duas melhores vencedoras das três séries – norte, centro e sul.

Orientação | Leiria

Bronze à prata Um dia após – 8 de Julho – termos noticiado o título de vice-campeão mundial de Joaquim Sousa, na prova de “sprint” (M40), novo feito do atleta do Clube de Orientação do Centro, Leiria: 3.º lugar na prova de distância longa (M40). Recorde-se que o campeonato do mundo de orientação pedestre decorreu na Hungria, de 2 a 8 de Julho.

Atletismo | Leiria

Juniores de prata A equipa masculina da Juventude Vidigalense (JV) terminou o campeonato nacional de juniores no 2.º lugar, atrás do Benfica, enquanto que a feminina ficou no 4.º, escalão em que o vencedor foi o Sporting. Individualmente o destaque vai para Juliana Pereira (JV), campeã nacional no lançamento do disco.

Natação | Leiria

Regional Absoluto As associações distritais de Leiria, Coimbra e Aveiro vão disputar o Campeonato Regional de Verão Juvenil e Absoluto nos dias 15 e 16 de Julho, no Complexo Olímpico de Piscinas de Coimbra. A prova será dividida em duas sessões, com início agendado para as 10h00 e 16h00. divulgação

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ÚLTIMA 14JULHO2011

Sabe o que também me ajuda a abraçar esta cruz? O modo como o nosso João Paulo II viveu o sofrimento! Maria José Nogueira Pinto, jurista e deputada portuguesa [1952–2011]

Festas do Bodo em Pombal

De 28 de Julho a 1 de Agosto vão realizar-se em Pombal mais umas tradicionais festas do Bodo. O jornal O Mensageiro apresenta nesta edição um texto que explica o sentido desta festa ancestral. De origem remota, as tradicionais Festas do Bodo esgotam-se no tempo. Festa do Povo para o Povo, a sua popularidade ainda hoje perdura, talvez com um espírito já diluído no tempo, mas preservando a tradição de serem as festas mais importantes do concelho de Pombal. A lenda liga as festas do bodo a uma praga que atingiu os pombalenses e a uma mítica D. Maria Fogaça, pessoa muito devota que deu origem à secular festa. Conta-nos então a tradição que, uma praga de gafanhotos e lagartas afligiu os pombalenses, invadindo ousadamente as suas habitações, contaminando os alimentos, e até caindo em nuvem dentro dos vasos onde as mulheres levavam a água, obrigando ao uso de um pano para a coar. Esta vexação era tão insuportável que obrigou o povo a ir à Igreja de S. Pedro, então Matriz da Vila, e aí principiarem uma procissão de preces, que acabou na Capela de Nª Srª de Jerusalém. Realizou-se missa cantada, prometendo-se uma festa, se esta os livrasse de tão grande calamidade. A Senhora de Jerusalém rápido atendeu os rogos e súplicas do povo aflito, porque na manhã seguinte já o terrível inimigo tinha evacuado os campos e as searas. Reconhecido o milagre, celebrou-se nova missa solene em acção de graças pelos benefícios recebidos, ajustando-se desde logo as festas para o ano vindouro. No ano seguinte, D. Maria Fogaça decide tomar por sua conta o total dispêndio da festa religiosa, tal foi o empenho que houve canas, escaramuças, touros, fogos e danças. Nessa festa, foram oferecidos ao pároco da vila, dois grandes bolos, que saindo de extraordinária

grandeza, ao serem deitados no forno, um ficou mal colocado. Um criado da casa, invocando o nome da Srª de Jerusalém, atreveu-se a entrar rapidamente no forno, consertou-o e saiu ileso. Tal facto correu logo todo o povo, como um novo milagre, e deu origem à festa do bodo. A partir de então, a festa passou a fazer-se com temerária devoção ao bolo, ao qual a população deu o nome “fogaça”. As festas que tinham inicialmente lugar nos finais de Junho, passaram a realizarse no último fim de semana de Julho, visto estar mais de acordo com o calendário das colheitas. Contudo, nas quatro semanas anteriores, continuaram-se a promover cerimónias em honra da Senhora. Para tal, no último dia das festas, a Câmara nomeava quatro mordomos, cada um de casais diferentes, que se encarregavam de fazer a festa, um deles vinha na primeira sexta-feira, procurar a bandeira de Nossa Senhora do Cardal que levava para o seu casal. Na manhã de sábado e domingo depois dos banqueteados, mordomos e convidados vinham para a vila a cavalo (cavalhadas), trazendo à frente um rapaz vestido de anjo, percorriam as ruas e davam voltas à igreja, onde o anjo recitava as loas (versos referentes aos milagres), por fim iam assistir às vésperas cantadas pelo pároco na ermida do Cardal. Os restantes mordomos nas semanas seguintes repetiam, até que na última semana tinha lugar a festa solene. Na última semana havia as cavalhadas na sexta-feira, depois pelas onze horas acendiam o forno, onde chegaram a queimar quatro a seis carradas de lenha e à mesma hora no convento, 6 mulheres vestidas de branco, como que amortalhadas, procediam à confecção do bolo, que levava seis alqueires de trigo. O bolo era de forma redonda, de farinha não levedada. Das seis para as sete da tarde havia procissão aberta pelo presidente da câmara que levava uma bandeira de Nossa Senhora

do Cardal, seguindo-se as irmandades. Quatro homens com o bolo numa padiola ladeado pelas mulheres que o haviam confeccionado, o andor com a imagem de Nossa Senhora do Cardal, o pároco, a filarmónica e muito povo, dava a volta às ruas da vila, dirigindo-se depois para o local do forno, tendo o homem que devia entrar nele, passado todo o dia sob o andor a rezar. Chegados ao forno, ia o bolo para junto deste e aproximavam o andor de nossa senhora o mais possível. O homem tirava da mão de Nossa Senhora um cravo e caminhava para o forno, ia quase sempre vestido de preto e de chapéu de dois bicos e no momento que os vários homens tentavam meter o bolo no forno, o homem que tinha de entrar dizia “Viva Nossa Senhora do Cardal”, a seguir metia o cravo na boca, punha o chapéu na cabeça e entrava juntamente com o bolo, dava uma volta à roda deste, como que a consertálo e voltava; tirava o chapéu e renovava os valores à virgem, repetindo «Viva Nossa Senhora do Cardal». Logo que a procissão recolhia à igreja, a boca do forno era tapada com adobes de terra. O grande largo do Cardal onde isto se passava enchia-se de povo e não se ouvia o maior ruído durante a cena do forno, ouvindo-se nitidamente os vivas que ele dava, quer a terminar cada volta, quer quando saía. No sábado havia missa rezada de manhã e festa de arraial como na sexta-feira. No domingo pelas doze horas iam tirar o bolo do forno que quase sempre vinha torrado ou queimado e colocá-lo num andar enfeitado para percorrer toda a vila em procissão, ficando finalmente na Misericórdia até à quarta-feira seguinte, altura em que se repartia por todos os moradores da vila, mas para o «fazerem he necessária huma serra, porque noutra forma se não pode fazer, por estar muyto seco & recozido». Consta, também por tradição, que nos primeiros tempos se colocava uma pipa cheia de vinho e distribuíam quartos

DR

Uma tradição que se cumpre

de carneiro e cambos de peixe. Talvez o que no século XVI, tenha feito com que D. Manuel, visando impedir alguns destes excessos, proibisse as festas do bodo, mas tomando conhecimento da devoção e milagres de N.ª Sr.ª do Cardal, permitiu que se continuassem a efectuar. Consta também que terá existido no cartório da Câmara de Pombal diferentes privilégios, concedidos pelo Infante D. Henrique, por El-Rei D. Sebastião, D. João seu avô, D. Manuel e D. Afonso, sendo um deles, e o maior que todos os outros concedidos a esta vila, o de não poder ser preso quinze dias antes, nem quinze dias depois, excepto por crime de lesa-majestade, toda a pessoa que viesse às ditas suas festas, precedendo justificação de como vinha ou teria vindo. Infelizmente todos estes privilégios terão sido reduzidos a cinzas pelo exército de Napoleão em 1811. Pouco depois da implantação da República, foi demolido o forno e alguns anos depois, o bispo de Coimbra, proíbe a entrada do homem no forno, não só em Pombal, mas também nas freguesias de Santiago de Litém e de Abiúl (Concelho de Pombal) e no Avelar (Concelho de Ansião) que tinham semelhante prática. Termina assim a entrada do homem no forno, mas o Cardal vai continuar a ser o coração das Festas. Com a separação da Igreja do Estado, a Câmara nomeia uma comissão que continua a realizar a festa todos os anos. As suas tradições porém, vão

caindo em desuso, como nos refere uma descrição de 1881, em que se fizeram decantadas e alvoradas, que não se faziam há anos. Com o passar dos anos estas festas vão perdendo algum do fulgor de outrora, a incerteza da sua realização, os improvisos de última hora dos programas, a monotonia e falta de originalidade, vão provocando algum desconforto no seio da população. Mas mesmo nesses anos, não se deixou de realizar as novenas e a procissão solene no Domingo, com missa cantada, sermão e grande procissão, a que tem continuado a concorrer muita gente. Na década de 30, face à elevada dificuldade e pouco empenho das Comissões em realizar as festividades, debate-se a possibilidade de tornar as festividades bienais. Estudam-se estratégias, políticas e financiamentos no sentido de as modernizar… Mas a partir de 1935, com a criação de uma comissão em que entram representantes da Associação Comercial, da Comissão Administrativa Municipal e da Comissão de Iniciativa e Turismo, as Festas do Bodo renascem. As festividades excedem todos os limites clássicos. O recinto vedado, mimosamente enfeitado, mistura as suas garridas flores à frescura encantadora dos ranchos de outras terras. Despertaram entre o público verdadeira curiosidade e interesse pelas bandas vindas de fora, sendo apreciadíssimos os seus concertos. Porém o que mais prendeu

o coração dos pombalenses foi o culto da tradição, o suave deslizar das procissões entre o respeito de milhares de crentes, o saltitar monótono das moçoilas, que emotivamente visitou pela primeira vez os moradores do Bairro da Várzea. Para a elevada concorrência de forasteiros, também contribuíram os Caminhos de Ferro, que estabeleceram preços especiais para Pombal e comboios especiais que transportaram algumas das bandas e ranchos. Certo é que 1935, deu um novo impulso, que viria a ser repetido em 1936 e 1938. No ano de 1937, a Comissão das Festas declinou o seu encargo e não houve as tradicionais festas do Bodo, muito embora a monotonia da localidade fosse quebrada pela solene realização da parte religiosa. Ao longo dos anos, a organização foi procurando adaptar em cada época a criatividade e as necessidades, sendo criados certames de carácter económico, nomeadamente no sector agrícola (tendo mesmo a partir do ano de 1980 a denominação de Agro-Bodo), actividades culturais e provas desportivas com carácter nacional. Em 1991, recupera o nome de Festas do Bodo. As festas permaneceram, chegando aos nossos dias e mesmo nos anos em que não terão sucedido, nunca deixaram de estar presentes no espírito dos pombalenses, demonstrando ser as festas mais importantes do concelho de Pombal.


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