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4864#OMENSAGEIRO#16JUN

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ECLESIAL

16 JUNHO 2011 ANO 97 - N.º 4864 FUNDADOR: José Ferreira Lacerda DIRECTOR: Rui Ribeiro PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

Celebração no dia 23 | P. 8

EM1914 FUNDADO

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo na cidade de Leiria

DESTAQUE

Paróquias e serviços | P. 8

Nomeações episcopais para a Diocese de Leiria-Fátima D. António exorta movimentos e associações eclesiais | P. 9

UMA NOVA MANEIRA DE SER IGREJA

“Dai as mãos para renovar as comunidades”

RENOVAR ESTRUTURAS E VIVÊNCIAS DA FÉ

CULTURA

S. Pedro de Moel | P. 4

Novo circuito museológico da casa de Afonso Lopes Vieira “Diários Gráficos” | P. 5

Eça de Queiroz evocado em Leiria SOCIEDADE

Para os mais novos... | P. 6

Actividades para férias de Verão Concurso da ADLEI | P. 7

Região com Futuro

RESUMO DA DIOCESE DE LEIRIA-FÁTIMA

“REPENSAR A PASTORAL DA IGREJA EM PORTUGAL”

António Barreto | Última

Ao longo desta semana, os membros da Conferência Episcopal Portuguesa estão reunidos em Fátima para as suas jornadas pastorais, este ano dedicadas ao tema da nova evangelização. Em cima da mesa está também a implementação de uma nova dinâmica na acção eclesial, desafio lançado pelos bispos portugueses há cerca de um ano, no projecto “Repensar a Pastoral da Igreja em Portugal”. Páginas 2 e 3 DR

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas


2 DESTAQUE

O Mensageiro 16.Junho.2011

Uma nova maneira de ser Igreja

EDITORIAL

prui@iol.pt

Ao longo desta semana, os membros da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) estão reunidos em Fátima para as suas jornadas pastorais, este ano dedicadas ao tema da nova evangelização. Em cima da mesa está também a implementação de uma nova dinâmica na acção eclesial, desafio lançado pelos bispos portugueses há cerca de um ano, no projecto «Repensar a Pastoral da Igreja em Portugal». “Até agora, o trabalho tem sido feito a partir das bases, nas dioceses, congregações religiosas, institutos seculares e movimentos eclesiais, e o que se pretende é criar uma Igreja sem fronteiras, mantendo no entanto o respeito pela identidade e autonomia de cada uma destas parcelas” explica o secretário da CEP. Em declarações à Agência ECCLESIA, o padre Manuel Morujão revela que, no contexto sociocultural de hoje,

Rosto renovado

A Igreja atravessa a História humana de forma singular: é a instituição que mais próxima está das bases e que conta já com um percurso de dois mil anos. Uma longa caminhada feita lado a lado, atravessando altos e baixos, momentos bons e momentos menos bons. Uma vezes de olhos postos no futuro, outras vezes no passado; ora apontando caminhos, ora condenando opções. Nem sempre o percurso foi feito de mão dada, como se de dois amantes se tratasse. Houve momentos em que o caminho foi percorrido de costas voltadas, expressando desagrado e desacordo completo sobre determinadas formas de proceder. Apesar de tudo, Igreja e História percorreram um longo trajecto e encontram-se hoje, como há dois mil anos, com marcas impressas na felicidade do ser humano. Inevitavelmente em alguns momentos há abusos de um lado e de outro. Por vezes é a Igreja que quer comandar e conduzir a História segundo os seus projectos e itinerários, outras vezes é esta que procura comandar aquela, impondolhe ritmos e modelos diferentes. Às vezes encontram-se num abraço prolongado, outras vezes afastam-se de forma fria e dura. Uma coisa, porém, parece clara e evidente: ambas têm muito a aprender. Ambas podem sair mais ricas do encontro entre si. A Igreja aprende e renova-se sempre que ouve e escuta as vozes da História. Esta, por sua vez, como que se embeleNuma atitude za e enche de graça sempre que se humilde e deixa plasmar pela Igreja. dialogante, a Nos últimos anos a evolução e Igreja continua a a caminhada da História tem sido querer ouvir a voz muito rápida e inovadora. Ao mesdo mundo, quer mo tempo registam-se aventuras e deseja estar novas e há atalhos que têm sido percorridos de forma abrupta. cada vez mais Os passos desencontraram-se e próxima e por a Igreja ficou para trás. Por mais isso se empenha que grite e avise sobre os perigos na escuta e no eminentes, a História continua diálogo. indiferente, sem querer ouvir ou fazendo de conta que não ouve. A verdade é que nas últimas décadas, ambas se foram afastando uma da outra e já quase não se reconhecem nem se vêem. Se ainda é possível encontraremse, são mais os desencontros que marcam a sua relação. Nesta divergência de caminhos, porém, não se sabe quem está melhor e quem está pior. Às vezes está melhor quem fica para trás e não quem vai à frente. Embora quase sempre pensemos o contrário. Numa atitude humilde e dialogante, a Igreja continua a querer ouvir a voz do mundo, quer e deseja estar cada vez mais próxima e por isso se empenha na escuta e no diálogo. Apesar do peso da tradição, ela quer mudar e está disposta a mudar. Um processo longo e algo doloroso. A Igreja em Portugal, ainda na sequência dos apelos feitos pelo papa Bento XVI a quando da visita Ad Limina, quer mudar, sem deixar de ser o que é. Por isso, os bispos portugueses lançaram um grande debate que chega agora à fase de discussão final e elaboração de conclusões. Durante um ano, internamente circulou o documento “repensar a Igreja em Portugal”. Os cristãos foram chamados a pronunciar-se sobre o rosto da Igreja em Portugal e muitas foram as opiniões e sugestões dadas. Agora é tempo para tirar conclusões e fazer propostas. É o que está já a acontecer por estes dias em Fátima na presença dos bispos portugueses. O Mensageiro teve acesso ao documento final da diocese enviado ao secretariado nacional e apresenta nesta edição esse trabalho.

“existem duas frentes que precisam de ser potenciadas: a atenção às famílias e aos jovens”, caracterizadas por um cada vez maior distanciamento em relação à fé. Em Abril de 2010 foi apresentado a todas as comunidades o documento-base do projecto «Repensar a Pastoral da Igreja em Portugal», texto que tinha como principal objectivo encontrar novas formas de anunciar o Evangelho, numa sociedade fortemente marcada pelo secularismo. Partindo da necessidade de uma “nova maneira de ser Igreja”, os bispos portugueses estabeleceram três prioridades: uma formação cristã exigente, um empenho na nova evangelização e a reorganização das comunidades cristãs. Depois de o documento ter sido debatido, ao longo de vários meses, por milhares de agentes eclesiais, com o contributo da sociedade ci-

vil, as conclusões foram sintetizadas pelo secretariado geral da CEP, em Abril último. O fruto desse trabalho vai ser agora apresentado durante as Jornadas Pastorais do Episcopado, existindo a possibilidade de se criar um tema anual que mantenha toda esta dinâmica de Igreja e favoreça novas formas de actuação. A diocese de Leiria-Fátima prestou a sua colaboração de forma eficaz. Muitos grupos e movimentos eclesiais debruçaram-se sobre o referido documento-base e as conclusões foram, depois, apresentadas ao secretariado da CEP. São essas conclusões que aqui apresentamos ainda que de uma forma demasiadamente técnica, própria de um relatório do género. Rui Ribeiro

DR

Rui Ribeiro

Renovar estruturas e vivências da fé

Jornadas Pastorais do Episcopado

“Igreja tem de evitar afastamento de Deus no mundo ocidental” O presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, D. Salvatore Rino Fisichella, afirmou em Fátima, nas Jornadas Pastorais do Episcopado, que a Igreja Católica deve estar atenta ao “secularismo” que quer afastar o mundo ocidental da “sua relação fundamental com Deus”. São as “Igrejas de antiga tradição as que se sentem prejudicadas por esta situação”, considerou o prelado, defendendo que “este é um dos motivos para promover a nova evangelização”. Segundo nota da Agência Ecclesia, o arcebispo italiano considerou prioritário” um esforço para “re-

cuperar a consciência daquilo que determina a conduta das pessoas, (…) em primeiro lugar, compreender que nos encontramos diante de uma mudança real de paradigmas do pensamento e da linguagem que não já permitem enfrentar a vida, o mundo, a relação com os outros, a fé e os grandes valores como no passado”. “Diante da possibilidade de Jesus Cristo, não é possível manter a neutralidade: é preciso dar uma resposta se queremos achar um significado à nossa vida”, frisou D. Fisichella, lembrando que “uma coisa pode ser constantemente verificada nos dois mil anos do cristia-

nismo: a atenção permanente que a comunidade cristã teve em relação ao tempo no qual vivia e ao contexto cultural”. Para este responsável, a “crise dos dias de hoje” está ligada ao tema de Deus – “não é negado, mas é desconhecido” – sendo “por isto que o verdadeiro desafio escondese em como poder e saber falar de Deus hoje”. As jornadas continuaram até quarta-feira, com a participação de cerca de 80 pessoas, entre as quais 45 bispos e representantes das mais diversas dioceses, congregações religiosas e movimentos eclesiais.


DESTAQUE 3

O Mensageiro 16.Junho.2011

Resumo da Diocese de Leiria-Fátima

“Repensar a pastoral da Igreja em Portugal” Participaram neste processo conselhos pastorais paroquiais, 8 vigararias, 1 congregação religiosa, dois departamentos diocesanos, o conselho pastoral diocesano, o de coordenação pastoral e o presbiteral. Houve ainda o contributo pessoal de uma religiosa. Sombras que nos desafiam no mundo e na Igreja actual - Cultura assente no hedonismo, na procura de obtenção fácil do imediato e no individualismo, que põe barreiras à relação e à comunhão das pessoas; - O materialismo prático, desde o consumismo até à sedução tecnológica sem pensamento humanista, tornou o homem carente do mais básico e fundamental: entender-se na sua dimensão espiritual e religiosa; - A tentação de cada um se fazer um deus de si mesmo; o aumento constante do número de pessoas a viver na solidão e de jovens e adultos insatisfeitos; o ambiente de angústia difusa e de vazio existencial em muitas pessoas; o predomínio da concorrência económica e da aparência social, a ocupação em múltiplas actividades; - A informação adaptada à captação dos destinatários (audiências) sacrifica a objectividade e a verdade ao gosto dos consumidores; a intensidade e velocidade do viver não deixam espaço para a reflexão e não permitem a boa formação; - Situação crítica e desamparada da família e muitas famílias desestruturadas; - Muita ignorância religiosa e indiferença em relação à fé, banalização do sagrado e do sentido do transcendente; já não estamos propriamente numa “sociedade de maioria católica”, é muito deficiente a identificação com a Igreja e o compromisso dos católicos com ela; distanciamento entre a fé e a vida quotidiana; - Igreja muito clerical e sacramentalista, diminuição da prática cristã e afastamento dos jovens, dispersão e falta de unidade na acção pastoral; dificuldade de suscitar novos trabalhadores para a “messe”; incapacidade eclesial para inquietar, interpelar e oferecer propostas credíveis; - A falta de catequese ao longo da vida traz o problema da “fé infantil”, sem a descoberta de Deus manifestado em Jesus Cristo, sem persistência e fidelidade, sem apreço pela participação na comunidade cristã, sem capacidade para dar ao mundo as “razões

da sua esperança”; há muita oferta de retiros, cursos, semanas de estudo, congressos, actividades... que acabam por dispersar por falta de unidade e coordenação; - Dilema pastoral entre a opção pelas pessoas que correspondem bem aos critérios normais da vida cristã ou a abertura e acolhimento a todos sem exigências que afastem parte deles; incapacidade de pegar em projectos persistentes e duradouros. Luzes de esperança no mundo e na Igreja actual - Consciência crescente dos valores humanos da liberdade, da solidariedade e da dignidade da pessoa, como essenciais e universais; despertar para novos valores: estéticos, ambientais e espirituais; empenho no derrubar de fronteiras e desejo de maior proximidade entre as pessoas; necessidade de quem seja capaz de escutar, acolher e dar uma resposta de esperança; gemidos e lamentos do povo por: pão, casa, agasalho; afecto, companhia e compreensão; perdão e tolerância para os erros; testemunhos vivos e alegres; - A busca da felicidade e a busca de resposta para os grandes problemas associam-se à protecção divina. O anúncio de um Deus cuja glória é o homem terá campo aberto; anseio cada vez maior pelo transcendente procurado de variadas formas, desejo e procura de sentido; - Alguns sinais interpeladores: a atracção de Fátima pela peregrinação ao Santuário bem como pela imagem de Nossa Senhora, onde quer que se encontre; exigência de profissionalismo e de qualidade nas iniciativas e nas propostas; interesse e empenho crescente em diferentes formas de voluntariado; uma certa abertura, sobretudo da comunidade juvenil, em relação à Igreja e o desejo de partilhar de forma simples e sincera; - Nota-se que quem ousa no mundo testemunhar a sua fé de forma coerente é hoje apreciado e respeitado, mesmo que, paradoxalmente, incomodado e perseguido. Há testemunhos ricos e caridade vivida em muitas famílias, comunidades e grupos. - Na rapidez das mudanças científicas, tecnológicas, culturais e políticas, a Igreja amadureceu a sua Doutrina Social que vai adequando e comprovando nas novas situações. Na Igreja estão a surgir novas e surpreendentes expressões associativas e comu-

nitárias de vida cristã com novo vigor apostólico, fruto de carismas e do sopro do Espírito. - Há na vida das comunidades e dioceses decisões e experiências que iluminam o caminho: a implementação de escolas da fé e de formação teológica em coordenação entre serviços e movimentos diversos, congressos de leigos, sínodos diocesanos, congresso da nova evangelização (ICNE), “festa da fé” na diocese de Leiria-Fátima; a implementação dos ministérios laicais e o compromisso crescente de leigos nas comunidades cristãs, em movimentos e na sociedade. - Nota-se, com grande satisfação, a importância que se tem dado à formação, séria e fundamentada. É, no entanto, necessário continuar a apostar nesse sentido, tendo em conta as exigências da missão no mundo actual. Caminhos para uma nova maneira de ser Igreja - Ter consciência de que é Jesus Cristo o horizonte de toda a vida e acção da Igreja; aceitar a realidade de que somos cada vez mais uma minoria; mobilizar mais pessoas, diversificando as que estão empenhadas na vida das comunidades e movimentos; trabalhar mais eficazmente para a unidade, especialmente na acção, para fazer face aos desafios actuais; a Igreja deve dar no mundo testemunho de comunidade dos que se amam no amor de Jesus Cristo e amam a todos com o mesmo amor; a profundidade da fé e da comunhão é condição para rejuvenescer o rosto da Igreja: o mundo precisa do testemunho feliz dos seguidores de Jesus Cristo. - A inserção no mundo, nas causas da dignidade humana e do respeito pelos direitos humanos fundamentais, bem como o reconhecimento da importância da mulher na sociedade, não podem faltar nunca, nem à comunidade nem à pessoa do cristão. Para que aconteça tudo isso é necessário que haja testemunhas credíveis. Nós devemos apresentar-nos mais como seguidores de Jesus Cristo, do que de uma doutrina. Por isso, devem acontecer mais acções concertadas e conjuntas para que passe a mensagem de Jesus. - É preciso ir mais longe do que oferecer apenas as propostas tradicionais; importa e insistir na espiritualidade e promover uma

pastoral de maior proximidade à pessoa; a família com as suas funções fundamentais deve tornar-se hoje uma prioridade na pastoral da Igreja. Os documentos da CEP, demasiado numerosos e nem sempre ao alcance, poderão ser mais conhecidos e eficazes, se menos numerosos, mais simples e mais inseridos nas realidades concretas da Igreja e do mundo. Exigência de formação cristã A vivência cristã requer o conhecimento pessoal de Cristo e do seu Evangelho; a começar na catequese dos adultos; colocar a Palavra de Deus como refeição para todos e provocar o apetite para ela; cultivar a oração e a interioridade, proporcionando experiências, incluindo a da ‘lectio divina’, de forma a ajudar a atingir um encontro pessoal com Cristo, intenso e profundo É necessária uma formação geral de base: bíblica, teológica, espiritual e moral. A catequese, nomeadamente de crianças e adolescentes, deve ser revista, de modo a ser inserida e coordenada com a pastoral familiar e na perspectiva de continuidade da vida cristã e de inserção na comunidade eclesial. Empenho criativo para uma nova evangelização A Igreja pode responder às inquietações das pessoas mediante a criação de laços humanos fortes e o revitalização espiritual de cada uma; o primeiro meio de evangelização é o testemunho pessoal e comunitário da vivência da fé;

esta há-de ser apresentada como dimensão positiva para viver a vida; É necessário promover uma verdadeira iniciação cristã, estabelecendo o catecumenado; a recuperação de alguma simbologia religiosa será válida ajuda para uma verdadeira mistagogia da celebração da fé. Reorganização das comunidades cristãs Desenvolver a confiança no sacerdócio comum dos fiéis; promover a co-responsabilidade de todos na comunidade cristã na missão da Igreja; apostar no convite pessoal directo às pessoas. Promover a revisão do conceito de paróquia e da sua base territorial; reorganizar as comunidades cristãs para implementar uma pastoral de conjunto e apostar mais nos pequenos grupos como “células vivas de vida cristã”; A integração dos fiéis em grupos ou comunidades é necessária como expressão comunitária e, também, como meio de conforto e reforço da fé e amor fraterno, face à dissonância e até hostilidade sentidas na vida no mundo. Sugestões diversas Será preciso contrapor à resistência dos hábitos enraizados a persistência e a pedagogia, respeitando sempre a sensibilidade das pessoas. Apreço e louvor por esta iniciativa de escuta ampla da Igreja nas suas múltiplas expressões e componentes. Leiria, 25 de Março de 2011


4 CULTURA

O Mensageiro 16.Junho.2011

Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, em S. Pedro de Moel

Em Porto de Mós

Festival de Teatro “Teatremos”

Circuito museológico vai ser inaugurado

Acervo da galeria vendido a favor de orfanato

Capitel ajuda crianças da Zambézia A galeria de arte Capitel, em Leiria, realiza até 1 de Julho uma exposição especial. A venda do seu acervo, reunido ao longo de 38 anos de actividade, vai ajudar o orfanato da província da Zambézia, a cerca de 10 quilómetros de Quelimane, em Moçambique. Para além de investir na compra de uma obra de arte poderá contribuir num acto de solidariedade. Os preços das obras de arte são de valores mais baixos até aos mais caros, dando a possibilidade de todos os cidadãos poderem colaborar neste acto de cariz humanitário. A título de exemplo, para os apreciadores de arte, o benemérito e proprietário da galeria Capitel Joaquim Vieira, colocou à disposição oportunidades quase irrecusáveis como os artistas de renome Henrique Medina, João Mário, Zé Penicheiro ou Mário Salvador. Mas estes são apenas alguns dos exemplos do imenso espólio que está em exposição até final do próximo mês de Julho. Joaquim Santos

DR

O Cine-Teatro de Porto de Mós recebe o VI Festival de Teatro “Teatremos”, de 15 a 19 de Junho, às 21h30, com o seguinte programa: Dia 15: “Auto da Barca do Inferno” pelo Núcleo de Teatro do Instituto Educativo do Juncal. Dia 16: “Casado à força” pelo Trupêgo - Grupo de Teatro. Dia 17: “O valente Gondalim” pelo Clube Teatro e Oficina e a música pela Escola EB Dr. Manuel Oliveira Perpétua. Dia 18: “Um dia a boneca sonhou” com o grupo “Art_e_Manhas”, da Escola Secundária de Porto de Mós. Dia 19: “O alto do lume brando” pelo grupo “Meia Via”.

Vai ser inaugurado no dia 18 de Junho, pelas 18h00, o “Circuito Mu-

seológico da Casa-Museu Afonso Lopes Vieira – Lugar literário”, no dia 18 de

Junho, pelas 18h00, em São Pedro de Moel. O Circuito Museológico e o Roteiro foram elaborados no âmbito do Plano de Valorização Turístico e Ambiental de São Pedro de Moel. Os textos dos painéis interpretativos e do roteiro são da autoria de Cristina Nobre e Fernando Magalhães, docentes do Instituto Politécnico de Leiria. Para este trabalho foram realizados estudos históricos e artísticos dos elementos decorativos

patrimoniais aplicados nos edifícios da Casa-Museu Afonso Lopes Vieira e a produção dos respectivos conteúdos no que diz respeito à informação a divulgar sobre cada um dos elementos, e sua relação com a vida e obra do escritor. O Roteiro Museológico inclui de forma mais detalhada a interpretação do património musealizado, associada à implementação do circuito interpretativo dos elementos decorativos aplicados na arquitectura.

Documentos pesquisáveis para estudo

Espólio de Joaquim Correia catalogado A Biblioteca Municipal da Marinha Grande procedeu ao tratamento técnico do espólio documental existente no Museu Joaquim Correia e que pertence ao escultor, constituído por 585 documentos. São documentos que

constituem por si só uma base de dados autónoma, relativamente à da Biblioteca, agora pesquisável pelos interessados. Esta base foi concebida de modo a poder responder a um eventual aumento do espólio, dada a possibilidade de existência

de novos documentos. O Museu passa, assim, a dispor de uma nova valência ao serviço de estudantes ou investigadores em áreas ligadas à Arte. O seu acervo integra obras do artista marinhense Joaquim Correia, constituído por bustos,

estátuas em bronze e gesso, com e sem policromia, medalhas, desenhos e pinturas. Uma das suas obras mais emblemáticas é o Orfeu, estátua que se pode admirar no largo exterior ao Museu.

Lavradores – De Montemor-o-Novo e Alcácer do Sal António A. P. Vacas de Carvalho

A Revolta do Leite – Madeira 1936 João Abel de Freitas

Faces de Eva - Estudos sobre a mulher

Mulheres na I República

Edições Colibri

Edições Colibri

Com este livro, procura-se devolver à “Revolta do Leite” a dimensão que merece e o espaço a que tem lugar na História da Madeira e do País. Começa por uma breve resenha, onde se apontam os marcos importantes da Revolta; é seguida por outros capítulos onde se fala dos dias críticos, sobretudo o Verão de 1936. A segunda parte, de índole mais económica, centra-se na importância da fileira do leite na economia da Madeira. Esta análise é apenas antecedida de um muito curto sobrevoo do papel do leite na história, nos mitos e na religiosidade dos povos de todo o mundo.

Este é o número 25 desta revista, dedicada à problemática do feminino e dos femininos que, na perspectiva escolhida, pretende lembrar a face e ouvir a voz das mulheres. Mulheres que foram esquecidas ou ficaram ignoradas, mas que viveram a própria vida na sociedade que as acolheu. Ou, ainda que vivendo nos dias de hoje, são minimizadas, subalternizadas, diminuídas na sua condição de seres humanos dotadas de direitos e deveres tal como os seus pares masculinos. Em cada capa, relembram-se mulheres que se distinguiram pelo espaço que ocuparam, e o conteúdo dá a conhecer situações e condições cujo número não tem limites.

na nossa estante

Guarda-Livros José Travaços dos Santos

Do abismo à esperança Otilina Silva

Colecção 25 Poemas - XXXI Folheto Edições & Design

Edições Colibri

O batalhense José Travaços dos Santos, para além de historiador local e investigador da etnografia da nossa região, tem-se revelado como poeta em várias publicações. Neste seu último livro, volta a mostrar em verso o seu patriotismo, a sua luta pela cultura e pela língua portuguesas, e um olhar sentido sobre a natureza, o amor e a vida. Com palavras simples, de homem que vive entre o povo que ama, revela a profundidade de quem pensa sobre si e sobre os outros, de quem não se conforma com a simplicidade do real, mas parte sempre à procura de novos horizontes, novas visões de esperança confessada no futuro.

O P. José Maria Silva, de quem aqui, contando-se a história e lendo-se o pensamento, se desvenda a alma, é um daqueles arautos de vida que mais procuram dar conteúdo do que nome à sua própria vida. Evocálo, conhecer-lhe o pensamento e identificar as reais motivações das suas opções missionárias é, seguramente, restituir evangelho ao próprio Evangelho. Esta é, na verdade, uma daquelas obras que continuam a fazer falta, designadamente no nosso espectro nacional, para uma adequada compreensão do papel da missionação no processo global de desenvolvimento e cooperação entre povos, culturas e crenças.

Este é um livro de família sobre a ascendência paterna do autor: Além das origens dos ramos Carvalho e Vacas, foi estudada até ao presente a descendência dos oito irmãos nascidos no monte de vale dos Açougues de vale Figueiras, de São Cristóvão e de Vale carvalho, além de apelidos Mira e Gião e a descendência dos dez irmãos nascidos no monte da Serra dos Mendes, da antiga freguesia de São Martinho do concelho de Alcácer do sal, mas perto de São Cristóvão, Montemor-o-Novo, com ramos de apelido Morgado, Calção, Louro, Lecas-nunes, Martins, Braga, Vacas e Castro.

Edições Colibri

– Percursos, Conquistas e Derrotas

Vários autores Edições Colibri Este livro aposta na originalidade e na ruptura com o passado que concretiza. Não se pretendeu confrontar a História das Mulheres com a História dos Homens, mas procurar a sua conjugação. Nas diversas facetas focadas encontra-se uma identidade, talvez não tanto do ser, como do estar, presente pela via positiva da afirmação que não da ocultação. As mulheres, de hoje e ontem tantas vezes ignoradas ou esquecidas, faziam parte da sociedade, de tal forma que esta sem elas não existiria. Ignorá-las ou esquecêlas significa, pois, mutilar uma realidade e torná-la obsoleta.


CULTURA 5

O Mensageiro 16.Junho.2011

Primeiro encontro de “Diários Gráficos em Leira”

O primeiro encontro de “Diários Gráficos em Leiria” ultrapassou todas as expectativas. Este encontro, o primeiro do género realizado em Leiria, deu início formalmente às IX Comemorações da Criação do Dia da Freguesia de Leiria e incluiu a actividade anual que visa dar a conhecer o tempo em que Eça de Queirós viveu em Leiria, terceira edição de “Olhares Queirosianos”. Iniciou-se a actividade, no dia 3 de Junho, com a realização de uma mesa redonda com os oradores Eduardo Salavisa, Pedro Cabral, Mónica Cid e Mário Linhares, este último administrador do Blog Urban Sketchers. No dia 4 de Junho a Junta de Freguesia de Leiria abriu as suas portas aos

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Eça de Queiroz evocado em desenho

participantes que foram recebidos pela Presidente da Junta de Freguesia de Leiria, com café e brisas do lis. Foi dada também uma informação sumária da história de Leiria e das principais áreas de interesse. De seguida, a comitiva dirigiu-se para o Restaurante “Porto Artur”, que serviu

um “Almoço Queirosiano”, canja de galinha, arroz de cabidela e creme queimado. Teve como sobremesa especial uma oferta de mais uma edição dos “Olhares Queirosianos”, com a partilha de saberes do leiriense Orlando Cardoso, que fez a apresentação dos livros da também leiriense, Ana

Dinis Vieira: “A Leiria de Eça de Queiroz – Guia da Cidade” e, ainda o livro “As Vertentes do Olhar na Ficção Queirosiana”. O livro “A Leiria de Eça de Queiroz - Guia da Cidade”, é editado pela Junta de Freguesia de Leiria e é de distribuição gratuita. Por volta das 15h00 os amantes do desenho, deram asas às suas sensibilidades estéticas e captaram ângulos da nossa cidade nunca antes registados graficamente. Das 18h30 às 19h30 partilharam-se saberes e os trabalhos conseguidos nesta iniciativa, na esplanada da cervejaria Camões. Já estão disponíveis alguns dos desenhos feitos no evento, em http://urbansketchersportugal.blogspot.com.

Museu de Arte Sacra e Etnologia promove

“O Conto das Quartas” O Museu de Arte Sacra e Etnologia, dos Missionários da Consolata em Fátima, apresenta uma nova actividade: “ O Conto das Quartas”. Dinamizado por Katya Rafael, esta iniciativa consiste na leitura dum conto de forma interactiva e motivante, dirigido a crianças dos 3 aos 12 anos de idade. A actividade terá a duração de 45 minutos,

aproximadamente. O preço por criança é 1 euro, sendo grátis para o acompanhante. Os contos poderão incluir algumas ligações às peças ou histórias do museu, surgindo várias surpresas que agradarão certamente aos pequenos e também graúdos. Assim, em Junho, estão já agendadas duas sessões para as

17h30 das quartas-feiras dos dias 22 e 29 de Junho. “Leónia devora histórias” e o “Elefante diferente” são os contos escolhidos para este mês. Todas as terças-feiras de tarde e quartas-feiras de manhã, mediante marcação prévia, o museu dispõe ainda de oficinas dirigidas a grupos escolares ou a centros de actividades de

tempos livres. Nas oficinais «Os pastorinhos que todos gostamos» e «Conta-me uma História no Museu», para além da leitura dum conto, as crianças participarão em oficinas diversas. Poderão surgir visitas surpresas a determinadas áreas do museu, bem como participar em vários jogos didácticos.

Opus Ensemble e Solistas da Orquestra Gulbenkian O quarteto Opus Ensemble e as Solistas da Orquestra Gulbenkian, Alexandra Mendes, Cecília Branco, Barbara Friedhoff e Maria José Falcão protagonizam os próximos concertos do Festival Música em Leiria, nos dias 21 e 26 de Junho, respectivamente. Os espectáculos pretendem homenagear a memória de autores como o argentino Astor Piazzolla, ou Debussy, Dvorák e Luís de Freitas Branco, compositores que se destacaram na composição de obras para música de câmara. No dia 21 de Junho, no

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Festival Música em Leiria soma e segue

Opus Ensemble Teatro José Lúcio da Silva, o espectáculo protagonizado pelo Opus Ensemble, apresenta um repertório inteiramente dedicado a Astor Piazzolla, pelo agrupamento que introduziu a sua obra em Portugal. As solistas da Orques-

Solistas da Orquestra Gulbenkian tra Gulbenkian, Alexandra Mendes, Cecília Branco, Barbara Friedhoff e Maria José Falcão constituem o quarteto de cordas composto por dois violinos, uma viola e um violoncelo, que irá protagonizar o concerto do dia 26, na igreja de São

Pedro de Moel, às 21h30. As quatro instrumentistas vão apresentar um repertório que inclui algumas das mais belas obras de Luís de Freitas Branco, Antonin Dvorák e Claude Debussy, juntando os estilos contrastantes dos três autores.

CINEMAS Teatro José Lúcio da Silva (Leiria) • HOP | animação | de Tim Hill | 18 Jun, 15h30 e 21h30; 19 Jun, 11h00, 15h30 Teatro Miguel Franco (Leiria) • A CIDADE DOS MORTOS | documentário | de Sérgio Tréfaut | 27 a 30 Jun, 21h30; dia 29, 18h30 e 21h30 m|i|mo -Museu de Imagem e Movimento - Leiria • THE ANIMATION WORKSHOP | animação | filmes vencedores do concurso “The Animation Workshop” de 2010 e 2011 | 16 e 23 Junho, 21h30 Cine-Teatro de Monte Real • ENGANA-ME QUE EU GOSTO | comédia | de Dennis Dugan | c/ Adam Sandler, Jennifer Aniston, Nicole Kidman | 17 e 18 Junho, 21h30 Cine-Teatro Actor Álvaro - Vieira de Leiria • TRUST | drama | de David Schwimmer | c/ Clive Owen, Catherine Keener, Viola Davis, Noah Emmeriche | 18 Junho, 21h30

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Castelo de Leiria •”Castelo D’Actores” - tearo (19/06, 16h30) Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Uma coisa em forma de assim” - festival de música (16 e 17/6, 21h30) •”Opus Ensemble” - festiva de música em Leiria (21/06, 21h30) •”Um precipício no mar” - teatro (23/06, 22h00) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Os 7 pecados” - dança (19/06, 15h e 18h00) •”Em Viagem” (21~24/06) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”BEBETECA” - animação infantil (16/06, 15h00) •”O beijo da palavrinha” - contos e cantigas ( 17, 24 e 29/06, 11h e 15h) m|i|mo -Museu de Imagem e Movimento - Leiria •”Ver,imaginar e criar até onde a imaginação te levar” (25/6, 15 e 16h) •”Câmara obscura” (21 e 28, 10h00 e 14h30 e 18/06, 14h30)) •”Oficinas criativas” (22/06, 14h00 e 15h00) Livraria Arquivo - Leiria •”A Vida não basta” - encontros na Arquivo (18/06, 18h00) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”A gansa tolinha” - hora do conto (2ªs~6ªs, 10h00 e 14h30) Praia - Pedrogão • Festival da Sadinhada (22~26/06) Associação Recreativa Amarense - Batalha • VII Torneio de Futsal (~9/07)

EXPOSIÇÕES

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Expressões” - pintura de Kim Cruz (~30/06) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Olhares” - fotografia (~25/06) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Naturarte” (~17/06) • Pintura de Paulo Cruz (~18/06) Biblioteca José Saramago - IPL Leiria •”Cores de Leiria” - pintura de Arnaldo Barateiro (~30/06) m|i|mo -Museu de Imagem e Movimento - Leiria •”Oficina do Olhar” (exposição permanente) •”Provas de cor” - arte da fundação EDP (~23/10) •”About the neck tie” - fotografia de Dietmar Schmaler (~2/07) •”The animation workshop” - cinema de animação (~30/06) Centro de Interpretação Ambiental - Leiria • Trabalhos escolares (~31/06) Biblioteca Municipal - Marinha Grande • José Saramago - divulgação de livro (~30/06) •”Chicken Little” - filme (22/06, 15h30) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Retratos” (3ªs~6ªs) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Jogos e brincadeiras de outros tempos” (~31/08) Galeria Mouzinho de Albuquerque - batalha •”Se não existisse era inventado” - Eduardo malé (~30/06) Galeria dos Paços do Concelho -Tomar • Joaquim Rodrigo - pintura (~30/06) Arquivo Municipal - Pombal • Trabalhos de alunos do Curso de Artes Visuais (~15/06) Museu Marquês de Pombal - Pombal •”Pombal Iluminista” (~30/06) Paços do Município - Pombal •”Pombal e a Guerra Peninsular 1811-2011” (~30/06)


6 SOCIEDADE / CULTURA

O Mensageiro 16.Junho.2011

LMFerraz

DR

Actividades para FÉRIAS

Almoço/Conferência

“Leiria vista pelos Estrangeiros” A Confraria de Nossa Senhora da Encarnação vai organizar, no próximo dia 25 de Junho, um almoço/conferência com o tema “Leiria vista pelos Estrangeiros”, orientada pelo historiador Saul António Gomes. Na sessão será ainda apresentada a obra recém-publicada «O Diário “Perdido” da viagem de José Cornide por Espanha e Portugal, em 1772», do também historiador Mário Rui Simões Rodrigues. O almoço inicia às 13h00, no salão da igreja de Nossa Senhora da Encarnação, e está integrado nas comemorações do Dia da Freguesia de Leiria.

Tertúlia na Praia da Vieira

“Lis: Velho Rio Con’Vida”

DR

A Câmara Municipal da Marinha Grande, a Escola EB1 da Praia da Vieira e o Instituto Politécnico de Leiria promovem uma tertúlia intitulada “Lis: Velho Rio Con’Vida”, no dia 17 de Junho de 2011 (sexta-feira), pelas 21h00, no Auditório António Campos, na Praia da Vieira, freguesia de Vieira de Leiria. A entrada é livre. Esta iniciativa visa a promoção das relações intergeracionais, através do resgate das tradições e conhecimentos relacionados com o rio Lis, no âmbito dos projectos IPL e “À Descoberta das 4 Cidades” (CMMG). Esta tertúlia irá fomentar a partilha de conhecimentos, usos e costumes, das populações em relação ao rio Lis, do passado ao presente. Esta iniciativa é de participação livre, para todas as idades e terá a duração máxima de duas horas.

Iniciativa em Alcaria

Nosso Compromisso é a Floresta A floresta portuguesa é um dos principais pilares para a qualidade ambiental e sustentabilidade nacional, e por isso é nossa obrigação preservar esta herança para as gerações futuras. Assim, no dia 4 de Junho foi levada a cabo uma acção de arborização, com aproveitamento de regeneração natural num terreno na área da freguesia de Alcaria. A acção consistiu no aproveitamento da regeneração de pinheiro bravo existente. Foi efectuada a limpeza do povoamento florestal, removendo as árvores em excesso preferencialmente as mal conformadas, dominadas, debilitadas ou enfraquecidas. Nas árvores preservadas foi feita a desramação. No âmbito da Defesa da Floresta Contra Incêndios foi feito o corte e destruição de matos, deixando apenas núcleos compostos por espécies de baixa combustibilidade.

Emolândia oferece actividades artísticas para férias de Verão A Emolândia, projecto desenvolvido pelo Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL CA), regressa em 2011 com a proposta de ocupar os tempos livres de crianças entre os 6 e os 12 anos com actividades artísticas. Expressão dramática, expressão plástica, dança, música e literatura infantil são apenas algumas das ideias para animar os dias dos mais pequenos na Emolândia, que decorre entre os dias 4 e 15 de Julho, no OL CA. Na Emolândia as crianças vão ter oportunidade de conhecer as diversas valências artísticas do OL CA, desenvolvidas pela Escola de Música (EMOL) e pela Escola de Dança (EDOL). Para além de promover o gosto pelas artes, as actividades desenvolvidas neste projecto pretendem contribuir para o desenvolvimento das capacidades cognitivas, criatividade e espírito crítico das crianças. O trabalho desenvolvido durante as actividades interdisciplinares, orientadas pelos professores do OL CA, será apresentado no dia 15 de Julho, sexta-feira, no auditório do Orfeão de Leiria. Familiares, amigos e público em geral, todos estão convidados a assistir a este espectáculo final.

Actividades pedagógicas na Casa-Museu Afonso Lopes Vieira A Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, dinamizará diversas actividades pedagógicas para o público infantil, durante o mês de Junho. A iniciativa pretende promover a participação da instituição museal no processo de aprendizagem e de aculturação de um dos principais públicos do museu – o infantil/juvenil do concelho e de fomentar a identidade e consciência histórica e cultural desde cedo, divulgando a vida e obra do poeta Afonso Lopes Vieira. Pretende também aproximar e integrar as crianças em idade escolar em espaços culturais e museológicos, para que estas identifiquem os museus como locais de aprendizagem e de bem-estar; entre outros. De 15 de Junho a 18 Setembro, a Casa-Museu estará aberta ao público, de quarta-feira a domingo, das 10h30 às 18h00. Hora do Conto 29 de Junho (Quarta-feira) e 1 de Julho (Sexta-feira) | 14h30 e 15h30 Leitura animada da obra infantil “Bartolomeu Marinheiro” de Afonso Lopes Vieira, seguida de ateliê de desenho relacionado com a temática da obra abordada. Público-alvo: crianças dos 6 aos 12 anos de idade N.º máximo de participantes: 5 crianças Duração aproximada: 1 hora Poesia e Origami 30 de Junho (Quinta-feira) | 14h30 e 15h30 Leitura animada de um poema da obra infantil “Animais nossos amigos” de Afonso Lopes Vieira, seguida de ateliê de origami (técnica japonesa de dobragem de papel) relacionado com a temática da obra apresentada. Público-alvo: crianças dos 3 aos 10 anos de idade N.º máximo de participantes: 5 crianças Duração aproximada: 1 hora

Férias Desportivas na Batalha O Município da Batalha e a Iserbatalha levam a cabo, de 4 a 29 de Julho, o programa de ocupação de jovens “Nas Férias, eu aprendo e divirto-me”. Esta oferta visa auxiliar pais e familiares numa altura sempre complicada de férias escolares, podendo os mais jovens estar ocupados no período das 09h00 às 18h00, de segunda a sexta-feira. O programa vai proporcionar diversas actividades ligadas à actividade física, onde está incluído o ténis, as caminhadas, jogos de tabuleiro, natação, fotografia, cinema e visitas a locais de interesse da nossa região. A organização fornece a cada participante refeições (almoço e lanche à tarde), seguro de acidentes pessoais e de responsabilidade civil, transporte para as actividades, monitores em permanência e acessos gratuitos a todos os locais de visita. As inscrições podem ser efectuadas na Câmara Municipal da Batalha (Divisão da Educação e Cultura) até ao dia 24 de Junho, sendo as mesmas validadas por ordem de chegada. A inscrição tem um custo simbólico de 40 euros por semana.

“Biblioteca de Verão” da Casa Museu João Soares A Casa Museu João Soares, nas Cortes, vai promover a “Biblioteca de Verão” (Programa de Ocupação de Tempos livres) que, como é habitual, decorre nas férias de Verão, neste ano de 2011 entre 27 de Junho e 22 de Julho. Destinado a crianças entre os 6 e 12 anos, este projecto pretende promover actividades divertidas e momentos alegres de convívio e aprendizagem, através do contacto com experiências diferentes, inovadoras e, sobretudo, diversificadas. Em 2011, escolheu-se “A Magia do Cinema”, para proporcionar momentos dedicados à descoberta da sétima arte, à criatividade e à participação de todos para a construção de uma perspectiva optimista do presente, sem nunca esquecer a importância da nossa região. As inscrições decorrem de 1 a 15 de Junho de 2011 e deverão ser efectuadas na Casa-Museu João Soares.

Biblioteca Municipal de Ourém abre aos mais novos A Biblioteca Municipal de Ourém recebe em Junho diversas iniciativas dirigidas aos mais novos. Nos dias 16 e 30 de Junho, quinta-feira, pelas 10h30, há “Histórias com animais”, seguidas de expressão plástica, uma actividade dirigida para menores de 7 anos e limitada a 20 participantes. Os trabalhos resultantes da actividade ficarão expostos na Biblioteca Municipal, onde poderão ser apreciados por toda a comunidade.

“Férias de Verão” no Agrupamento de Escolas de Marrazes O Agrupamento de Escolas de Marrazes está a preparar as actividades de ocupação das “Férias de Verão” para todos os alunos do agrupamento e outras crianças potencialmente interessadas. Estas actividades terão lugar na semana de 27 de Junho a 1 de Julho e procuram as temáticas da cultura e da arte como base de trabalho. As inscrições serão gratuitas e serão aceites até 21 de Junho, com o máximo de 25 participantes.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 16.Junho.2011

Encerramento do Ciclo de Conferências Rotárias

comportamentos anormais do sono, sendo o elemento do casal fundamental para detectar os sintomas. Mas, existem pistas que cada um pode reflectir, se for portador deste tipo de sintomas: fadiga, cefoleia, alteração de humor, sonolência diurna… Orlando Santos sublinhou a importância de efectuar uma consulta de patologia do sono “para caracterizar a doença há que fazer um estado poligráfico do sono nocturno”. Mas, pequenas medidas do dia-a-dia podem fazer toda a diferença para cada um ter um sono mais saudável. Assim, o clínico aconselha “não se deve tomar mais de cinco cafés po dia, não fazer sestas durante o dia e não fazer exercício físico pouco tempo antes de dormir, evitar o tabaco, álcool ou outras substâncias que criem dependência”. Os sintomas de alerta podem ser vários mas exis-

Concurso da ADLEI

Vencedores do “Região com Futuro” A equipa de Bernardo Pontes, Célia Spínola, Daniel Madruga, João Luís e Margarida Henriques foi a vencedora do concurso “Região com Futuro”, promovido pela ADLEI e IPL, com o apoio do BPI. Estes alunos do 12.º ano do Curso de Ciências e Tecnologias da Escola Secundária de Raul Proença, em Caldas da Rainha, apresentaram o projecto CASUS, visando a construção de uma casa sustentável e eficiente energeticamente, recorrendo a energias renováveis como a solar, eólica e geotérmica. Para a constru-

ção, pretenderam conciliar uma arquitectura moderna e bioclimática, utilizando as formas mais rentáveis e eficientes de obter energia, de modo a que a mesma fosse o mais atractivo e sustentável possível. Ao longo do ano, além do desenvolvimento da referida casa, elaboraram campanhas de sensibilização ambiental, nas quais pretendiam elucidar a sociedade para a necessidade de adoptar novos comportamentos, como a rentabilização e poupança de energia, aliados à utilização de novas tecnologias. Para esse efeito, utilizaram

panfletos, dinamizaram e participaram em palestras e divulgaram o seu projecto na Expo Miranda. Este concurso teve o mérito de promover a criatividade, a troca de ideias, o desenvolvimento de conceitos inovadores e o desenvolvimento de competências sociais, tais como: a comunicação, o trabalho em equipa, a gestão de conflitos, a avaliação de processos, a angariação de recursos, etc. Acresce que esta participação potenciou ainda o desenvolvimento de qualidades como compromisso,

envolvimento, responsabilidade, solidariedade, consciência democrática, motivação, participação, iniciativa, respeito pelos outros, tolerância e autoestima. Foi a vontade de desenvolver competências, de pensar e de actuar no meio em que vivem, que motivou cerca de 143 jovens a participar no concurso. Num total de 12 escolas secundárias, uma profissional e dois colégios. Os 37 projectos apresentados a concurso foram coordenados por 21 professores.

Concelho de Porto de Mós

Mais fruta para as escolas Desde Abril de 2010 que os alunos das escolas do primeiro ciclo do concelho de Porto de Mós contam com uma peça de fruta para enriquecer o seu lanche. Duas vezes por semana é distribuída a cada criança uma cenoura, tomate, laranja ou pêssego, para além da pêra e da maçã já distribuídas desde o ano lectivo anterior, garantindo variedade de vitaminas e sabores, aos mais novos. A fruta é entregue pela Cooperativa Agrícola de Porto de Mós, numa iniciativa que surgiu no âmbito do Regime de Fruta Escolar, coordenado pela Instituto de Financiamento da Agricultura e das Pescas, ao qual a Câmara Municipal se candidatou e que apoia, igualmente, a este nível, um conjunto alargado de iniciativas, nomeadamente, a distribuição de folhetos e material didáctico, eventuais visitas a quintas, mercados, estações hortofrutículas, entre outras. O objectivo primordial desta campanha é implementar hábitos de consumo de fruta nos mais pequenos e assim contribuir para um regime alimentar mais saudável.

Ourém no “Dia do Combate à Desertificação”

Seminário “Sust Forest” e a conservação do emprego rural

O Município de Ourém recebe no próximo dia 17 de Junho, Dia Mundial do Combate à Desertificação, o seminário internacional Sust Forest - Multifuncionalidade, conservação e emprego rural no território do sul da Europa, através da extracção da resina. Esta edição portuguesa do debate em torno dos objectivos deste projecto Sust-Forest numa abordagem integrada sobre a actividade resineira, a economia, incêndios florestais e as dinâmicas de desertificação do mundo rural, irá decorrer a partir das 09h30 no auditório dos Paços do Concelho de Ourém e contará com a participação de vários especialistas nacionais e internacionais na área da resinagem. No passado mês de Abril, o Município de Ourém participou no seminário de lançamento deste projecto que se realizou em Soria (Espanha). José Manuel Alho, vice presidente da Câmara Municipal de Ourém e Gisela Cid Simões, administradora da OurémViva, foram intervenientes no painel sobre a situação da exploração de resina em Portugal, tendo justificado a motivação do Município para participar num projecto com estas características, na medida em que “surge na linha de coerência da intervenção desenvolvida para a promoção do desenvolvimento rural no nosso território, na prevenção de incêndios florestais e no apoio aos pequenos proprietários rurais”. DR

nhou que actualmente já existem vários exames que testam o sono (distúrbios, insónias, perturbações respiratórias, hipersónia de origem central). A mestre na medicina do sono alertou os participantes para o facto de que se “perspectiva que nesta sociedade industrializada em que vivemos, 45% da população restringe ou não respeita o tempo necessário do seu sono, podendo levar, mais cedo ou mais tarde, a lesões graves”. O sono, tão importante como a alimentação, é regulado por um conjunto de memórias no hipotálamo e para se ter uma ideia da sua necessidade, Alcinda David dá o exemplo: “a sua privação, ao fim de 14 dias, leva à morte”. O segundo orador, Orlando Santos, começou por identificar 88 patologias do sono (insónias, apneias ou narcolepsia). O pneumologista sublinhou que o doente só recorre à consulta por

te um indicador que na opinião de Orlando Santos constituiu um motivo de análise: “se a pessoa ressona, o mais provável é que tenha uma apneia do sono, devendo ser acompanhado, fazendo um diagnóstico”. A apneia do sono é uma cessação quase completa da respiração (90% da paragem respiratória), existindo hoje tecnologias que o paciente pode dispor, até na sua própria residência, que lhe poderá poupar a vida. Com esta iniciativa “Medidas de Higiene do Sono”, terminou o ciclo de conferências de mais um ano rotário em Leiria. Manuela Santos, presidente do Rotary de Leiria, termina o mandato com a acção “Dê um pouco de Si a Olhos sem Esperança” que se estenderá por autarquias, museus e outros espaços públicos. Quem tiver armações de óculos que já não utilize, poderá deixar as mesmas numa embalagem específica da campanha, ajudando muitas pessoas pobres que não têm visão. A campanha de óculos usados poderá até ser ‘uma gota de água no oceano’ mas poderá minimizar o efeito às “153 milhões de pessoas que sofrem de miopia no mundo mas precisam de acompanhamento médico e de óculos para melhorar a sua qualidade de vida”, referiu a presidente rotária. Texto e foto: Joaquim Santos

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Já na hora do sono do dia 7 de Junho, das 21h30 até às 23h00, o Rotary Clube de Leiria encerrou o seu ciclo de conferências da actual direcção (2010-2011), com uma reflexão sobre “Medidas de Higiene do Sono”, com os oradores Alcinda David (Neurofisiologista e Mestre em Medicina do Sono) e Orlando Santos (Pneumologista). O objectivo desta iniciativa consistiu em divulgar a necessidade de cada indivíduo ter ao longo da sua vida as “medida de higiene do sono” com cuidados simples mas que podem trazer à vida benefícios significativos. Alcinda David começou a sua intervenção recordando que em tempos ancestrais existiram “o deus e a deusa da noite”, referindo que o sono se resume, em condições normais, a um terço da vida de cada ser vivo. “O sono é um processo com fisiologia dinâmica e complexo, é reversível porque não é como o coma que é irreversível e essencial para o funcionamento normal cerebral que necessita de 7-8 horas de descanso por noite”, referiu a especialista. A título de exemplo dos hábitos do sono, lembrou que existem os que têm as horas do mocho (deitam-se tarde) e os que têm a hora da cotovia (levantam-se cedo). Alcinda David subli-

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Medidas de higiene do sono reflectidas


8 ECLESIAL

O Mensageiro 16.Junho.2011

Espectáculo

“Canções de Esperança” em CD e DVD Gravação ao vivo do espectáculo de João Junqueira & Convidados, a 11 e 12 de Dezembro, em Fátima, a favor das obras no Seminário.

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Paróquias e serviços da diocese de Leiria-Fátima

Nomeações episcopais Por mandato do Senhor Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, são tornadas públicas as seguintes nomeações: - O P. Doutor Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas foi nomeado Reitor do Santuário de Fátima, tendo já tomado posse. Deixa as funções de Director do Departamento Diocesano de Liturgia. - O P. Sérgio Feliciano de Sousa Henriques é nomeado Director do Departamento Diocesano de Liturgia. Mantém as funções de Pároco de Vieira de Leiria e de Carvide. Deixa as funções de Director do Serviço de Apoio Pastoral à Mobilidade e de Presidente da Amigrante. - O P. Dr. Sílvio Litvinczuk, da Ordem Basiliana de São Josafat, é nomeado Director do Serviço de Apoio Pastoral à Mobilidade. Mantém as funções de Pároco da Comunidade Ucraniana. - O P. André Antunes Batista é nomeado Cerimoniário Diocesano. Mantém as funções de Prefeito do Seminário Diocesano e Director do Pré-Seminário. - O P. Alcides Rocha dos Santos Neves é nomeado Director Espiritual do Movimento dos Cursos de Cristandade. Mantém o serviço paroquial da Ortigosa. - O P. David Rodrigues Barreirinhas é nomeado Pároco de Rio de Couros, de Formigais e da Ribeira do Fárrio. É nomeado também Director do Apostolado da Oração. Deixa a paroquialidade de Azoia e Barosa. - O P. Jorge Domingues

de Oliveira, Missionário Comboniano do Coração de Jesus, é nomeado Pároco de Azoia e da Barosa. Deixa o serviço na paróquia dos Marrazes. - O P. Dr. Luís Inácio João é nomeado Pároco de Parceiros. Mantém as diversas funções nos serviços diocesanos: Director do Departamento de Pastoral Social, Assistente da Comissão Diocesana Justiça e Paz, Assistente da Cáritas Diocesana. - O P. José Mirante Carreira Frazão é nomeado Pároco de Albergaria dos Doze e de São Simão de Litém. Deixa a paroquialidade de Alqueidão da Serra. - O P. Manuel Vítor de Pina Pedro é nomeado Pároco de Alqueidão da Serra. Mantém as funções de Conselheiro Espiritual da Sociedade de São Vicente de Paulo e de Notário-Actuário do Tribunal Eclesiástico. Deixa o serviço de Capelão dos Estabelecimentos Prisionais de Leiria e de Capelão do Mosteiro da Visitação, na Batalha. - O P. Raúl Rodrigues Carnide é nomeado Capelão do Mosteiro da Visitação, na Batalha. Deixa a paroquialidade de Vermoil e de Meirinhas. Passará a colaborar pastoralmente na paróquia da Batalha. - O P. Dr. Orlandino Barbeiro Bom é nomeado Pároco de Vermoil e de Meirinhas. Deixa a paroquialidade de Serro Ventoso, do Arrimal e da Mendiga, bem como as funções de Vigário da Vara de Porto de Mós. Mantém as funções de Assistente

Diocesano da Juventude Operária Católica. - O P. Dr. Leonel Vieira Baptista é nomeado Pároco de Serro Ventoso, do Arrimal e da Mendiga. - O P. Luís Manuel Rodrigues Ferreira e o P. Alejandro Chuquimbalqui Guélac, da Congregação dos Padres Monfortinos, são nomeados Párocos «in solidum» das paróquias de Mira de Aire, da Serra de Santo António, de São Bento e de Alvados. O P. Luís Ferreira assume a tarefa de moderador do serviço pastoral. - O P. Segunda Julieta Miguel, da Diocese do Sumbe, é nomeado Pároco de Urqueira e de Casal dos Bernardos. - O P. Adelino Rodrigues Ferreira é nomeado Director Espiritual da Casa do Clero da Diocese de LeiriaFátima. Deixa a paroquialidade de Parceiros. - O P. Vítor José Mira de Jesus é enviado para prestar serviço missionário na Diocese do Sumbe, em Angola. É dispensado de todos os serviços que desempenha na Diocese. - O P. Filipe da Fonseca

Lopes é dispensado de todos os serviços que desempenha na Diocese, para frequentar um programa de formação contínua durante o próximo ano pastoral. - O P. Luís Henriques Francisco é dispensado, a seu pedido, por motivos de saúde, da paroquialidade de Rio de Couros e de Formigais. - O P. Ángel Antonio Alonso, da Diocese de Valladolid, termina o seu serviço no Santuário de Fátima e regressa à sua diocese. - O P. José Barbosa Granja, da Arquidiocese de Braga, termina o seu serviço no Santuário de Fátima e regressa à sua Arquidiocese. - O P. Manuel Gonçalves Peixoto, da Congregação dos Padres Monfortinos, cessa as funções de Pároco das paróquias de Mira de Aire, da Serra de Santo António, de São Bento e de Alvados. As tomadas de posse serão no início do próximo ano pastoral. Leiria, 13 de Junho de 2011. Vítor Coutinho, Chefe de Gabinete do Bispo Diocesano

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

Celebração na cidade de Leiria No dia 23 de Junho, quinta-feira às 16h00, vai ter lugar no Jardim Santo Agostinho, em Leiria, a celebração diocesano do Corpo de Deus. Será uma comemoração dirigida a todos os diocesanos para uma manifestação pública da Fé. A concentração será no jardim junto à Igreja de Santo Agostinho, seguida da celebração Eucarística.

Depois realizar-se-á a procissão com o Santíssimo sacramento para o adro da Sé, pelo itinerário seguinte Jardim de Sto. Agostinho, onde vai ser instalado o palco com o altar, Largo de Infantaria 7, Rua Tenente Valadim, Largo Alexandre Herculano, Praça Goa Damão e Diu, Largo 5 de Outubro, Largo das Forças Armadas, Rua da Vitória e Largo da Sé. No final,

haverá a bênção com o Santíssimo no adro da Sé. Como é habitual, várias filarmónicas do conselho de Leiria marcarão o ritmo da procissão e executarão em conjunto uma peça musical no termo das celebrações. Este ano actuarão as seguintes filarmónicas: Soutocico, Maceira, Marrazes, Monte Redondo e Pousos. Para participar nesta celebração, presidida pelo

Bispo D. António Marto, são convidados especialmente os ministros extraordinários da comunhão, os acólitos e, onde a houver, a confraria ou irmandade do Santíssimo. Os acólitos, com as suas túnicas e cíngulos, deverão estar no lugar da celebração às 15h30, pois haverá um espaço próprio para eles.


DIOCESE 9

O Mensageiro

16.Junho.2011

D. António Marto exortou movimentos e associações de fiéis

“Dai as mãos para renovar as comunidades cristãs” “Sofremos a tentação de privatizar os carismas, de cada um se fechar sobre si mesmo. Mas é preciso dar as mãos uns aos outros para renovar as comunidades cristãs” – disse D. António Marto a cerca de 250 fiéis católicos dos 40 movimentos e associações apostólicas existentes na Diocese de Leiria-Fátima presentes na celebração da vigília de Pentecostes, no dia 11 de Junho, em Leiria. Na ocasião, sublinhou que o Espírito Santo é quem revitaliza a Igreja derramando sobre ela dons que a dinamizam, geram comunhão e enviam em missão. Exortou a amar o mundo difícil em que vivemos como o fizeram os santos. E convidou a deixar actuar o Espírito na Igreja, pois Ele “trabalha antes de nós, connosco e através de nós, depois de nós e melhor do que nós”. E concluiu apelando à fé no

Espírito Santo alimentada através da oração diária, que é como a rega gota a gota que faz penetrar gradualmente a graça de Deus até ao profundo dos nossos corações e os torna fecundos na prática do bem e na transformação do mundo. Durante a celebração, que teve como tema “Chamados à caridade pelo Espírito Santo”, em sintonia com os objectivos do ano pastoral na Diocese, foram apresentados os diversos modos como se actua a caridade nos diferentes movimentos e associações. Há os que a praticam visitando as pessoas carenciadas nas suas casas levando-lhes ajudas materiais em alimentos, vestuário e outros bens e ainda apoio pessoal em várias dificuldades. Outros ocupam-se mais da dimensão cultural e relacional. Prestam atendimento e aconselhamento espiritual,

contribuem para a educação humana e cristã das pessoas, ajudam os noivos na sua preparação para a vida conjugal e familiar, ajudam casais a corresponderem à sua vocação à santidade no seu estado de vida... Outros, por fim, centram o seu empenho no horizonte moral e espiritual, contribuindo na difusão do Evangelho e no desenvolvimento da espiritualidade em ligação com as várias situações da vida das pessoas. A vigília foi animada por um grupo de jovens dos Focolares com cânticos alegres e repassados de espiritualidade que convidavam “a acreditar como muitos numa força maior que nos leva a amar sempre até ao fim”. Nela foram contadas três experiências de prática da caridade como relação, doação e serviço às pessoas. Um membro das Conferências de S. Vicente

Novo reitor sublinha prioridades

de Paulo contou como visitam as famílias carenciadas e lhes levam ajudas de vária ordem. Uma jovem voluntária da associação “Os samaritanos” testemunhou o serviço, animados pelo espírito do Evangelho, que prestam aos presos das cadeias de Leiria com apoios materiais, animação e ajuda à recuperação e reinserção social. Por fim, um leigo da Comunidade Canção Nova, que ocupa muito do seu tempo no atendimento a pessoas com perturbação psico-espiritual, relatou alguns casos do sofrimento que as afecta e como, sem necessidade de qualquer exorcismo, mas com escuta atenta e demorada, conquista da confiança, esclarecimentos e oração ajuda muitos a libertar-se das suas tribulações. Padre Jorge Guarda

Crianças por um «Portugal melhor»

DR

Peregrinação encheu de cor o Santuário O bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos convidou, no passado dia 10 de Junho, as crianças presentes em Fátima a “construir um mundo e um Portugal melhor”. Na homilia da missa da peregrinação nacional das crianças, o prelado afirmou que no actual momento de crise todos precisam de “olhar o futuro com verdade, alegria e esperança” O Santuário de Fátima estimou uma participação de mais de 250 mil pessoas, entre as quais cerca de 50 mil crianças, que foram convidadas a ocupar a escadaria e o espaço frontal à basílica. D. António Francisco dos Santos referiu que em Fátima “Nossa Senhora falou muito de Jesus a Lúcia, Jacinta e Francisco e ensinou estes três pastorinhos, crianças da vossa idade, a serem amiguitos de Jesus”. Neste ano de arranque da celebração do centenário das aparições na Cova da Iria, que ocorre em 2017, as actividades propostas

pelo santuário mariano basearam-se nas aparições do anjo e propõem como tema ‘Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos adoro’. “Adoramos a Deus quando sorrimos e dizemos bem de alguém, quando no nosso coração pensamos ou dizemos que gostamos muito de Deus, quando na escola estamos com atenção e fazemos os trabalhos bem feitos, quando não estragamos a água e as plantas, quando participamos na catequese, quando rezamos, quando convidamos os nossos pais a rezar connosco”, acrescentou. Durante a missa, foram dados a conhecer os resultados da campanha de catequese desenvolvida junto das crianças durante o mês de maio.

“Na descoberta do tesouro que é Jesus, Ele mesmo foi recebendo muitos pequeninos tesouros vossos. Vamos trazê-los para junto do grande baú do tesouro que está aqui diante de nós. Aí estão alguns deles, muitos mesmo! Estes, são os tesouros de alguns de vós, mas são o sinal dos tesouros das crianças de Portugal e do mundo inteiro”, disse D. António Francisco dos Santos. O bispo pediu às crianças que digam aos seus pais que Jesus é “Grande Tesouro”, que é necessário “continuar a descobrir sempre mais”. No final da eucaristia, todas as crianças receberam um desdobrável que recorda as aparições e as orações do Anjo. D. António Marto, bispo

Fátima

de Leiria-Fátima, tomou a palavra final, dirigindo-se directamente às crianças: “Vós sois um espectáculo, com a vossa presença tão numerosa, com o colorido dos vossos bonés e das vossas t-shirts, com o sorriso dos vossos lábios e que resplandece do vosso rosto. Sois um espectáculo de beleza e de alegria, só tenho pena que não esteja aqui um dos nossos canais da televisão para levar esta alegria a Portugal”, afirmou o prelado, recebendo uma enorme salva de palmas. Esta foi a última peregrinação organizada sob a coordenação de D. Virgílio Antunes, reitor do Santuário, que foi nomeado bispo de Coimbra e com ordenação episcopal marcada para 3 de Julho em Fátima. D. António Marto manifestou-lhe o seu agradecimento pelo trabalho realizado em Fátima e anunciou que em 2012 será D. Virgílio Antunes, já como bispo de Coimbra, o presidente da Peregrinação das Crianças.

Primeira intervenção pública do padre Carlos Cabecinhas O novo reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, assumiu, no dia 11 de Junho, na sua tomada de posse que vai ter como prioridade os peregrinos que procuram o local. “Os peregrinos são a razão de ser das iniciativas que dinamizam a vida do Santuário. Todos os que aqui trabalhamos pretendemos ser instrumentos ao serviço da mensagem de Fátima, instrumentos que permitam que este continue a ser um lugar de forte experiência de encontro com Deus, através de Maria”, disse o sacerdote. Numa celebração que juntou vários bispos, sacerdotes e milhares de peregrinos na igreja da Santíssima Trindade, Carlos Cabecinhas apontou também para o ciclo de celebrações que vai assinalar a comemoração do centenário das aparições, afirmando que “a fidelidade a esta mensagem da Mãe de Deus” é a “verdadeira prioridade pastoral do Santuário”. “O itinerário de sete anos da celebração do centenário, que já iniciámos e nos conduzirá até 2017, mais não pretende que fazer-nos redescobrir ou tomar consciência da grande riqueza da mensagem e da urgência em vivêla, ou tomar consciência mais clara da grande riqueza da mensagem, da urgência em vivê-la e da necessidade de a divulgar”, apontou. “Este itinerário de sete anos constitui o plano pastoral do Santuário até 2017 e é na sua concretização e realização que se encontra a actual prioridade pastoral”, prosseguiu. Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas, de 40 anos, até agora capelão do Santuário, substitui o padre Virgílio Antunes, reitor desde 2008, que a 28 de Abril deste ano foi nomeado bispo de Coimbra por Bento XVI. Na sua primeira intervenção pública como reitor, o sacerdote da diocese de Leiria-Fátima saudou “todos os peregrinos que diariamente procuram este Santuário”, bem como o bispo local, D. António Marto, os capelães, funcionários, voluntários e outros colaboradores. Carlos Cabecinhas deixou “uma saudação especial” ao seu antecessor, D. Virgílio Antunes, bispo eleito de Coimbra. “A fecunda acção que aqui desenvolveu como Reitor deixa-nos abertos importantes horizontes para o caminho que o Santuário deve seguir para se manter fiel à sua missão”, assinalou. O novo reitor recordou a visita de Bento XVI, em Maio de 2010, afirmando que “a mensagem de Fátima mantém toda a sua actualidade e frescura”. No dia em que se celebra o aniversário do beato Francisco Marto, nascido a 11 de Junho de 1908, o novo reitor do Santuário de Fátima, afirmou que “os beatos Francisco e Jacinta foram exímios “’discípulos da escola de Maria’ e o seu luminoso exemplo é um permanente desafio”. A tomada de posse teve lugar às 11h00, na igreja da Santíssima Trindade, seguindo-se a oração de consagração, na Capelinha das Aparições, e uma sessão de cumprimentos, na sala de visitas da Reitoria. Nesta oração, Carlos Cabecinhas pediu a oração dos peregrinos “pelo Santuário e por todos os que aqui trabalham”. “Neste dia, em que por nomeação do bispo de Leiria-Fátima, assumo a coordenação da vida do Santuário de Fátima, como reitor, quero consagrar a Nossa Senhora a missão que me foi confiada”.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 16.Junho.2011

Santíssima Trindade (19/06/2011) Antífona de Entrada: Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho Unigénito, bendito o Espírito Santo, pela sua infinita misericórdia. Leitura I: Ex 34, 4b-6.8-9 Salmo Responsorial: Dan 3, 52.53.54.55.56 (R. 52b) Refrão: Digno é o Senhor de louvor e de glória para sempre. Leitura II: 2 Cor 13, 11-13 Aclamação ao Evangelho: cf. Ap 1, 8 Refrão: Aleluia. Repete-se; Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, ao Deus que é, que era e que há-de vir. Refrão EVANGELHO: Jo 3, 16-18 Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita n’Ele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus».

Cânticos | Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo (23/06/2011)

INÍCIO:

Nós somos o Povo do Senhor - Lau 533 Toda a terra Vos adore - Lau 813 SALMO RESPONSORIAL:

Jerusalém louva o teu Senhor - Lau 448

Janela Sobre a Missão

O nosso amigo Neto No dia seguinte tínhamos de voltar ao Sumbe e o meu coração ficou “pendurado”. São poucas as coisas que me tiram o sono, mas nessa noite acordei várias vezes a pensar naquela ferida. Passou uma semana e já estávamos de regresso ao Uquende; ele veio de novo a gritar e o meu olhar deslocou-se logo para o tornozelo que estava sem pano, preto e cheio de terra. A mãe tinha-lhe posto terra, como medicamento. O meu coração ficou de novo “pendurado” por tudo aquilo que esta situação representa. O Neto, um menino especial, sempre foi um pouco desprezado na comunidade: Provavelmente alguma convulsão o fez cair na fogueira e queimar, mas a falta de cuidados da família complica toda a situação. Limpei de novo a ferida, um pouco melhor que da primeira vez; doeu-lhe muito, eu sei, mas ele sempre sem chorar, sem afastar o pé. Um menino bonito que

DR

Leituras | Solenidade da

sabia bem que apesar de lhe estarmos a fazer doer, estávamos a fazer-lhe bem. Porque ele sabe bem que nós gostamos muito dele e ele gosta muito de nós, por isso continua a chamar-nos “Mana Sara”, por tudo aquilo que esta mana representa para ele. Agora, que passaram quase dois meses, a ferida

já está cicatrizada, o Neto já corre (com o seu próprio jeito devido à sua condição) e continua a gritar sempre que vê o cavalinho branco chegar: “a minha mana veio! A minha mana veio!” e continua a pedir para lhe curar a ferida, porque é a ferida do coração que ele quer que nós curemos com a atenção que sempre lhe

damos. Obrigada, Neto, por existires e por nos alegrares o coração cada vez que nos dizes “a minha mana veio”, porque também foi por isso que nós viemos. Estamos sempre juntos. Mana Inês

leitura, quando Deus faz a aliança com o Povo Hebreu no monte Sinai: “O Senhor é um Deus clemente e compassivo, sem pressa para se indignar, e cheio de benevolência e fidelidade.” Nesse tempo esta é uma grande revolução, porque os deuses anteriores eram sempre seres caprichosos, volúveis, que olhavam para os homens com desprezo e condescendência. O Deus de Israel é alguém que está verdadeiramente próximo, não só por caminhar à sua frente no deserto, mas porque faz uma aliança plena com o Seu Povo, uma aliança fundada não no medo ou na chantagem, mas assente na misericórdia e no amor. E isto acontece assim porque este Deus não vive sozinho, isolado. É um Ser em comunhão, é por assim dizer um Deus “social”; é por essência relação, mesmo antes da criação: relação entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, numa mútua partilha do seu ser e da sua vida. Uma relação em que nenhum é subordinado ao outro, em que não há diferenças, domínio ou hierarquia. É também nesta relação que somos baptiza-

dos. E quando o ministro diz: “eu te baptizo em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo” significa que na nossa unicidade pessoal, existimos em comum, como parceiros, em Cristo, numa relação de amor mútuo, entre nós como Igreja e com Deus como família. É por isso que a oração de S. Paulo “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” nasce deste apelo que S. Paulo faz aos coríntios para viverem em paz e se saudarem com o ósculo da paz. Porque o amor recíproco da Igreja, é para que esse amor seja cada vez mais perfeito que iniciamos todas as missas com esta oração, nasce do amor recíproco das três pessoas da SS. Trindade. Os membros da comunidade cristã, que pelo baptismo aderiram ao projecto de salvação que Deus apresentou aos homens em Jesus e cuja caminhada é animada pelo Espírito, são convidados a integrarem esta comunidade de amor. O fim último da nossa caminhada é a pertença à família trinitária.

Deus não enviou o seu Filho único ao encontro de homens perfeitos e santos; mas enviou o seu Filho único ao encontro de homens pecadores, egoístas, auto-suficientes, a fim de lhes apresentar uma nova proposta de vida… E foi o amor de Jesus – bem como o Espírito que Jesus deixou – que transformou esses homens egoístas, orgulhosos, auto-suficientes e os inseriu numa dinâmica de vida nova e plena. Quem aceita a proposta de Jesus, adere a Ele, recebe o Espírito, vive no amor e na doação, escolhe a vida definitiva; mas quem prefere continuar escravo de esquemas de egoísmo e de auto-suficiência, auto-exclui-se da salvação. A salvação ou a condenação não são, nesta perspectiva, um prémio ou um castigo que Deus dá ao homem pelo seu bom ou mau comportamento; mas são o resultado da escolha livre do homem, face à oferta incondicional de salvação que Deus lhe faz. A responsabilidade pela vida definitiva ou pela morte eterna não recai assim sobre Deus, mas sobre o homem.

SEQUÊNCIA:

Terra exulta de alegria - Lau 807 APRESENTAÇÃO DOS DONS:

Ao teu altar nós levamos, Senhor - Lau 160 O Senhor alimentou-nos - Lau 579 COMUNHÃO:

AO SABOR DA PALAVRA

Formamos um só corpo - Lau 406 Eu sou o pão vivo descido do Céu - Lau 375 PÓS-COMUNHÃO:

Ó verdadeiro corpo do Senhor - Lau 620 Eu creio em Ti, Senhor - Lau 54

Final: Lauda Jerusalém - Lau 463 Ditosos os que te louvam sempre - Lau 297

Pe. Francisco Pereira

Cânticos | Domingo XIII

do Tempo Comum (26/06/2011) INÍCIO:

Cantai ao Senhor - Lau 204 Escutai, Senhor, a prece - Lau 343 SALMO RESPONSORIAL:

Eu canto para sempre - Lau 358 Cantarei eternamente - Lau 214 APRESENTAÇÃO DOS DONS:

Se me envolve a noite escura - Lau 744 Tomai Senhor e recebei - Lau 821 COMUNHÃO:

É Cristo quem nos convida - Lau 305 Felizes os convidados - Lau 393 PÓS-COMUNHÃO:

Proclamai que Jesus Cristo - Lau 684 Senhor Tu és a luz - Lau 779

Final: Confiarei no meu Deus - Lau 236 Dá-nos um coração - Lau 259

pe.francisco@mac.com

Solenidade da Ssma. Trindade 19 de Junho de 2011

Amor e vida O mistério da Santíssima Trindade é o maior mistério a nossa fé porque nele se apresenta a vida íntima de Deus. Sobre este mistério muito se tem escrito: a relação entre as três pessoas, as suas diferenças, a sua essência, as suas obras. Mas o mais importante é que este mistério nos apresenta um Deus pessoal, que está perto de nós, conhece-nos, ama-nos. Este amor aparece logo no início da Bíblia. Aparece sobretudo na primeira


ECLESIAL • PORTUGAL 11

O Mensageiro

16.Junho.2011

BREVES

Peditório Nacional da Cáritas foi em Março

Donativos aquém do esperado O peditório público nacional realizado em Março deste ano em favor da Caritas Portuguesa recolheu mais de 239 mil euros, mas ficou aquém das expectativas da organização católica, que atribui o facto ao agravamento da crise. Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a Caritas assinala que este total fica abaixo dos montantes recolhidos em 2010 e 2009, mas sublinha que “a diminuição, ao longo dos últimos três anos, já era esperada”, considerando que a mesma “reflecte a conjuntura económica do país”. Para o presidente da Caritas, Eugénio Fonseca,

a generosidade dos portugueses não está em causa e os resultados do peditório público apenas evidenciam a grave crise financeira que assola o país. “Este é um dos anos em que mais pedidos de ajuda estamos a receber, como é do conhecimento público registámos um aumento de 40% e a previsão é que, infelizmente, continuem a aumentar e, por isso mesmo, este foi também um dos anos em que recebemos menos contribuições. Não é que os portugueses não queiram dar, a questão é que deixaram de poder dar”, aponta. O total de 239 452,64 euros recolhidos em Março

de 2011 revelou uma queda que, nalgumas dioceses, chegou aos 40%. No ano passado, o peditório público da Caritas angariou 292 560,34 mil euros e, em 2009, 325 722,22 mil euros, valores que, segundo a organização católica, “reflectem o grande espírito de solidariedade dos portugueses”. Em 2011, a instituição esperava reunir 320 mil euros, que iriam reverter “a favor das diferentes iniciativas sociais desenvolvidas por cada uma da Caritas diocesanas, em prol de todos aqueles que vivem no limiar da sobrevivência em Portugal”. O peditório público

«A Palavra de Deus na Evangelização da família»

nacional de Março foi realizado por 2900 voluntários, com a Caritas a associar-se às comemorações do Ano Europeu do Voluntariado, promovido pela União Europeia. A Caritas Portuguesa é a união das 20 Caritas diocesanas distribuídas pelo território nacional, tendo como objectivos “a assistência em situações de emergência ou dependência, a promoção da autonomia e do desenvolvimento integral de cada ser humano e a transformação nos domínios sociais e ambientais de acordo com os valores da ética cristã”.

Em defesa dos trabalhadores

Liga Operária pede acção dos cristãos

O Movimento de Espiritualidade da Sagrada Família (MESF) vai realizar um encontro geral no próximo dia 26 de Junho, em Praia de Mira (diocese de Coimbra), com o tema «A Palavra de Deus na Evangelização da família». O professor Juan Ambrósio, da Universidade Católica Portuguesa, será o orador desta iniciativa – realça um comunicado enviado à Agência ECCLESIA. Durante o encontro será lançado também um CD gravado pelo grupo musical – MESF do arciprestado de Soure. O Movimento de Espiritualidade da Sagrada Família foi criado e animado pelo Instituto Secular da Sagrada Família segundo o carisma do seu fundador, padre Manuel Antunes, para responder aos apelos de muitas famílias que desejam viver segundo o espírito da Sagrada Família de Nazaré. Teve o seu início em 21 de Janeiro de 2007, em Fátima, tendo sido consagrado a Nossa Senhora, na Capelinha das Aparições. Recebe o apoio, dinamismo e a espiritualidade do Instituto Secular da Sagrada Família e tem uma implantação nas paróquias e comunidades cristãs, contando com o apoio dos párocos. O MESF está implantado nas quatro regiões pastorais da diocese de Coimbra e conta também com alguns seguidores noutras dioceses.

Assembleia Nacional em Santarém

MAAC programa o próximo triénio O Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças (MAAC) realiza a 13ª assembleia nacional, dias 2 e 3 de Julho, em Torres Novas (diocese de Santarém) para programar o próximo triénio (2011/14) e eleger a nova equipa executiva nacional. No último dia será apresentado o ponto da situação da pesquisa feita pela equipa de trabalho do livro da História do MAAC, com Paulo Fontes, Nuno Estêvão, Carla Santos e o padre Emanuel Vaz.

Com «humildade» e «responsabilidade»

Cáritas recebe condecoração do Presidente da República DR

A Liga Operária Católica (LOC/MTC) manifestou a sua preocupação com os “tempos difíceis” vividos pelas famílias de trabalhadores, que consideram “numa posição fragilizada perante as novas exigências do mercado de trabalho”. A posição é assumida no comunicado final do Seminário Internacional, promovido pela LOC/MTC sobre o tema «Tempo para o trabalho e para a Família, realizado entre 9 e 12 de Junho, em Torres Novas. No documento, enviado à Agência ECCLESIA, aponta-se o dedo ao “sistema capitalista neoliberal disseminado à escala global”, exigindo “uma forte intervenção da Igreja e dos cristãos” na defesa da “dimensão humana do trabalho”. “A prática de horários dilatados, o desemprego e os baixos salários, aumentam exponencialmente o perigo de exclusão social”, alerta a LOC/MTC. Os trabalhadores portugueses, pode ler-se, “são os que mais se referem aos problemas da insegurança no trabalho, talvez porque não sentem as suas necessidades primárias cumpridas que passam pelo pagamento de um salário digno”.

MESF investe na formação integral das famílias

Participaram neste evento, para além dos membros da LOC/MTC, diversos Movimentos de Trabalhadores Cristãos Europeus de Espanha, Bélgica, Alemanha, Dinamarca, Inglaterra, República Checa e Eslovénia. “Torna-se importante consolidar políticas e regulamentação comuns, sobretudo quando discutimos e avaliamos a realidade Europeia”, assinala o comunicado final. Segundo o documento, no seminário internacional “foram vários os desafios

lançados e que constituem um princípio para um compromisso colectivo”, para ser “uma voz em defesa de uma maior conciliação entre a vida profissional e a vida familiar”. “É imperativo um compromisso de toda a sociedade, da Igreja e de cada um de nós, uma vez que para alterar comportamentos discriminatórios e violentos é necessário mudar as mentalidades”, indicam os signatários. A Liga Operária refere ser “necessário perceber a importância de continuar a proteger o elo mais

fraco – os trabalhadores, e estes devem reorganizar-se no sentido de reconquistar o seu poder negocial”. O Movimento Europeu redigiu uma carta sobre os direitos sociais da família, debatida e assumida pelos participantes no seminário de Torres Novas. Nesta missiva, é feito “um apelo forte a que os trabalhadores e suas organizações se impliquem na revisão da Directiva de trabalho [da UE] para aí ser incluído uma maior defesa dos direitos dos trabalhadores”.

A Caritas diocesana do Funchal foi distinguida como Membro Honorário da Ordem de Mérito, decisão acolhida com “grande humildade e sentido de responsabilidade” pelo presidente da instituição. O presidente da Caritas madeirense salienta que a insígnia, a impor esta sexta-feira no Funchal, reconhece o trabalho desenvolvido pelos voluntários, colaboradores e todos os organismos que têm acompanhado a instituição. A comenda, recebida com “surpresa”, enaltece a acção deste organismo de apoio social da Igreja Católica na sequência do temporal de 20 de Fevereiro de 2010, além dos serviços que tem prestado à região, explicou o responsável. A Caritas local, que estende a sua rede às paróquias da diocese, conta com 50 a 60 voluntários permanentes, número que se multiplica por 10 aquando das duas campanhas anuais a favor do Banco Alimentar. A Ordem do Mérito destina-se a galardoar actos ou serviços meritórios praticados no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas, que revelem abnegação em favor da colectividade.


12 ECLESIAL • MUNDO

Vaticano

Atribuição do «Prémio Ratzinger» O Vaticano apresentou, no dia 14 de Junho, o «Prémio Ratzinger», atribuído pela Fundação Joseph Ratzinger-Bento XVI. A conferência de imprensa contou com a presença do cardeal Camillo Ruini, presidente do comité científico da fundação. A distinção foi entregue a três estudiosos de teologia, pelo próprio Papa, no dia 30 de Junho. A fundação foi aprovada a 1 de Março de 2010, por Bento XVI, que a dotou de personalidade canónica pública e civil, do Vaticano. Tem como objectivo promover investigações e estudos sobre o pensamento de Joseph Ratzinger, organizar congressos científicos e premiar estudiosos que se distingam nesta área.

Prémio Nobel da Paz

Igreja Católica apoia candidatura de D. Thomas Menamparampil A Igreja Católica na Índia apoia a candidatura ao Prémio Nobel da Paz de D. Thomas Menamparampil, arcebispo de Guwahati, região no nordeste do país marcada por conflitos territoriais étnicos. “Seria um legítimo reconhecimento do empenho e dedicação levado a cabo há mais de 25 anos para construir a paz e a harmonia”, disse à agência Fides o padre Joseph Babu Karakombil, porta-voz da Conferência Episcopal da Índia, citado pela Rádio Vaticano. O arcebispo da diocese, que “há décadas” trabalha “incansavelmente pela paz, a reconciliação e a estabilidade”, é “reconhecido pelos líderes religiosos e civis locais”, sendo “apreciado em todo o país e em toda a Ásia”, sublinhou. “Os bispos indianos apoiam com convicção” a candidatura do presidente da Conferência Episcopal do nordeste do país e responsável máximo da Comissão de Educação e Cultura dos bispos da Índia, acrescentou Joseph Karakombil. A candidatura ao Nobel da Paz foi lançada pela revista italiana “O Boletim Salesiano”, depois de o arcebispo ter contribuído para a pacificação de pelo menos sete conflitos no nordeste da Índia.

16.Junho.2011

Urgência da evangelização

Inauguração do congresso da diocese de Roma Bento XVI inaugurou, no dia 13 de Junho, o congresso eclesial da diocese italiana de Roma, dedicado à iniciação cristã, tendo insistido na necessidade do anúncio da mensagem evangélica. No discurso pronunciado na basílica de S. João de Latrão, o Papa afirmou que “a fé não se conserva por si mesma no mundo, não se transmite automaticamente no coração do homem, mas deve ser sempre anunciada”. Depois de apelar a um empenho renovado na evangelização, tarefa “não só de alguns, mas de todos os membros da Igreja”, o Papa questionou: “Não devemos também nós hoje mostrar a beleza e a razoabilidade da fé, levar a luz de Deus ao homem do nosso tempo, com coragem, com convicção, com alegria?”. Além das “crianças e jovens de famílias cristãs que pedem para percorrer

DR

BREVES

O Mensageiro

os itinerários da iniciação cristã”, há “adultos que não receberam o Baptismo, ou que se distanciaram da fé e da Igreja”, lembrou o Papa, sublinhando que estas pessoas reclamam uma atenção “urgente”. “Mas quem é o mensageiro deste feliz anúncio?”, perguntou Bento XVI, respondendo de seguida: “Seguramente é cada baptizado”, em especial “os pais, a quem compete pedir o Baptismo para os próprios filhos.”

O cristianismo só pode espalhar-se caso os crentes o testemunhem “não como uma utopia, mas como a forma plena da existência”, assinalou o Papa: “A palavra da fé arrisca-se a permanecer muda se não encontra uma comunidade que a coloca em prática, tornando-a viva e atraente”. O Papa encorajou os participantes a dedicarem-se “com paixão” à redescoberta do sacramento do Crisma e destacou a importância da catequese, que com “criati-

Papa apela ao fim das perseguições

Bispos criticam «ditaduras» e pedem «respeito absoluto»

Audiência com representantes das comunidades ciganas

Os bispos da África Ocidental francófona condenaram “duramente e sem reservas” todas as “ditaduras e imperialismos” existentes na região, que têm motivado confrontos sangrentos em países como a Costa do Marfim e a Líbia. “Desaprovamos completamente os chefes de Estado africanos que se estabelecem como presidentes por toda a vida, e muitas vezes organizam eleições fraudulentas para permanecerem no poder” pode ler-se num comunicado da Conferência Episcopal Regional da África Ocidental (CERAO), publicado pela Rádio Vaticano. Os prelados mostram-se ainda a favor do “respeito absoluto das leis democráticas e pela vontade do povo, que se expressa através das eleições”. Com o apoio das Nações Unidas (ONU) e da França, foi nomeado entretanto um governo provisório para a Costa do Marfim, liderado por Alassane Ouattara, que vai orientar os destinos do país até às próximas eleições legislativas, marcadas para o final deste ano. Apesar desta mudança política, a onda de violência ainda não estancou completamente, já que ainda hoje foram denunciados ataques efectuados por forças militares, leais ao novo presidente, contra várias aldeias no sul do país. A CERAO pede por isso que seja verificada a legalidade das intervenções externas ocorridas na Costa do Marfim, denunciando-as como um atentado grave ao direito da nação costa-marfinense.

Bento XVI recebeu, no dia 11 de Junho no Vaticano, uma delegação europeia de diversas etnias ciganas de Roma, diante da qual pediu o fim das perseguições a estas comunidades, lembrando em particular o seu extermínio durante a II Guerra Mundial. “Que nunca mais o vosso povo seja objecto de opressão, de rejeição e de desprezo! Pela vossa parte, procurai sempre a justiça, a legalidade, a reconciliação e esforçai-vos por nunca ser causa de sofrimento para os outros”, disse o Papa. Evocando a sua visita ao campo de concentração nazi de Auschwitz, em 2006, Bento XVI aludiu aos “milhares de mulheres, homens e crianças” de etnia cigana que ali foram

África Ocidental

vidade” deve ensinar “a fé da Igreja e não uma sua interpretação”. Para Bento XVI a fidelidade à tradição eclesial passa pelo recurso ao Catecismo da Igreja Católica”, entregue simbolicamente aos participantes na assembleia para que a diocese “possa empenharse com renovada alegria na educação da fé”. A intervenção do bispo de Roma fez apelo à necessidade de educar para o “silêncio”, a “interioridade e a “oração” e realçou que a catequese deve ter em conta a cultura e a idade dos destinatários, além de apelar à dimensão artística. “O património de história e arte que Roma guarda é um caminho posterior para aproximar a pessoa da fé”, disse Bento XVI, que convidou os participantes a expressar a “via da beleza” na catequese.

“barbaramente mortos”, naquilo que os ciganos chamam de ‘Porrájmos’ – a grande devoração. Para o Papa alemão, este é “um drama ainda pouco reconhecido, do qual ainda dificilmente se medem as proporções”. O encontro foi promovido pelo Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, contando com a presença de uma cigana e três ciganos portugueses, das dioceses de Setúbal, Viana do Castelo, Guarda e Lisboa, acompanhados pelo director executivo da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, Francisco Monteiro. O Papa disse que a história deste povo é “complexa e, em muitos períodos, dolorosa”, recordando que

até hoje permanece “sem pátria”. “Persistem problemas graves e preocupantes, como as relações muitas vezes difíceis com as sociedades nas quais viveis. Ao longo dos séculos, conhecestes o sabor amargo do não acolhimento e das perseguições”, declarou aos participantes. Bento XVI admitiu que hoje a “situação está a mudar”, com novas oportunidades para os ciganos e o reconhecimento de uma “cultura de expressões significativas” que “enriqueceu a Europa”. Esse mesmo continente, “que reduz as fronteiras e considera a riqueza da diversidade dos povos e das culturas”, convida o povo cigano a “escrever uma

nova página na história”. A audiência foi o primeiro ato da peregrinação dos ciganos europeus ao Santuário de Nossa Senhora do Amor Divino, em Roma, por ocasião dos 150 anos do nascimento do beato cigano Zeferino Giménez Malla (El Pelé) [1861-1936], e dos 75 anos do seu martírio. Bento XVI convidou os presentes a seguir o exemplo do beato Zeferino, de forma a evitarem os “riscos” levantados pelas “seitas ou outros grupos” junto das comunidades católicas ciganas. “A Igreja caminha convosco e convida-vos a viver segundo as exigências do Evangelho, confiando na força de Cristo, rumo a um futuro melhor”, concluiu o Papa.


OPINIÃO 13

O Mensageiro

16.Junho.2011

TESTEMUNHAS DO AMOR

Pe. Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt

Movimentos e Associações Eclesiais

S

ão Paulo diz que “a cada um é dada a manifestação do Espírito para o bem comum” (1 Cor 12,7). E o bispo Cirilo de Jerusalém (séc. IV) observa que o Espírito Santo “vem como protector fraterno: vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, iluminar a alma de quem O recebe, e depois,

por meio desse, a alma dos outros”. O Espírito actua nos movimentos e associações eclesiais impelindo os seus membros à prática da caridade de vários modos. Há movimentos e associações que praticam a caridade face a carências das pessoas no âmbito material oferecendo-lhes alimentação, vestuário, cuidados de saúde, casa, trabalho, recursos económicos. Vemos isso nas Conferências de São Vicente de Paulo mediante as suas visitas, dádivas e serviços aos pobres. Por seu lado, o Movimento da Mensagem de Fátima presta assistência e apoio aos peregrinos de Fátima e aos doentes. Em relação a estes, especialmente no âmbito apostólico e no fortalecimento espiritual, agem também os membros do Centro Voluntários do Sofrimento e os Silenciosos Operários da Cruz. Em favor dos presos, sendo junto deles consolação e ajuda, actua a associação “Os Samaritanos”. A Comunidade Vida

e Paz, por sua vez, trabalha pela recuperação das pessoas sujeitas a dependências nocivas. E a “Amigrante” ajuda de várias formas os estrangeiros imigrantes de vários países que se encontram entre nós. Quanto à dimensão cultural e relacional, quer na ajuda para superar pobrezas quer no sentido de desenvolver as próprias capacidades humanas, temos várias associações e movimentos. Os grupos do Renovamento Carismático Católico, além do cultivo da oração, prestam atendimento e aconselhamento espiritual quer a pessoas que desejam saciar a sede do seu coração quer as que atravessam situações de perturbação. Já os escuteiros promovem a educação das crianças, adolescentes e jovens mediante múltiplas actividades e jogos em grupo, na natureza, e o incentivo à prática diária de boas acções em favor do seu semelhante. Os casais dos Centros de Preparação para o Matrimónio, com o

seu testemunho de vida, ajudam os noivos a conhecerem e a saberem como agir nas múltiplas situações da sua vida conjugal e familiar. Incentivam-nos a viverem segundo a graça de Cristo que recebem no sacramento do matrimónio. A partir desta fonte sacramental, as Equipas de Nossa Senhora ajudam os casais a cultivarem a espiritualidade conjugal e familiar e a corresponderem à vocação à santidade no seu estado de vida. Por seu lado, às mulheres que sofrem a ruptura do laço conjugal por causa da morte do marido, o Movimento Esperança e Vida ajuda-as com solidariedade, amparo e várias propostas para enfrentarem as dificuldades da viuvez. No horizonte moral e espiritual situa-se o terceiro cenário de pobreza. Marcados pelo “vazio de grandes ideais, de valores, de espiritualidade e de fé”, muitas pessoas experimentam a tentação de se fechar no seu pequeno mundo e se entregarem ao gozo do

momento presente. “Isto provoca, diz D. António Marto, crises de interioridade, a perda de confiança na vida, o medo do futuro e uma quebra da fraternidade e da compaixão”. Para vencer este vazio nos corações humanos, as associações e movimentos oferecem o testemunho e o anúncio do Evangelho (Focolares, Renovamento carismático, Canção Nova...), propõem uma caminhada comunitária de re-iniciação cristã (Caminho Neo-catecumenal), o acolhimento e a irradiação dos dons espirituais (Renovamento carismático...), a oferta de instrução e experiência de oração (Oficinas de Oração e Vida, FMME), a iniciação das crianças na adoração eucarística (Movimento da Mensagem de Fátima), a difusão de uma espiritualidade e de múltiplas iniciativas para construir a fraternidade universal (Focolares), a proposta da descoberta da beleza da fé e do apostolado nos próprios meios profissionais, de trabalho ou de

estudo (MCE, ACR, ACI, ACEGE, JOC). Neste mesmo sentido, alguns promovem a vivência, conhecimento aprofundado e difusão da mensagem das aparições de Fátima (MMF, Grupo da Imaculada...). Por fim, praticamente todos os movimentos e associações promovem a entre ajuda, a partilha e a comunhão fraterna, pondo assim em prática o mandamento evangélico do amor recíproco. Assim contribuem efectivamente para que a caridade se torne um estilo de vida e de relação fraterna entre as pessoas unidas pelo amor de Cristo. Os membros destas agregações eclesiais não são os únicos a viver deste modo nem têm que se julgar melhores do que os outros fiéis na Igreja. Encontramos muitos outros exemplos admiráveis de fraternidade em cristãos e nas suas comunidades.

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F. Costa Pereira ANÁLISE POLÍTICA

Orlando Fernandes

Jornalista

A Direita no Governo

O

s resultados eleitorais não mentem, como o velho teste do algodão. E no passado dia 5 foi evidente que o eleitorado português quis substituir José Sócrates do cargo de primeiro-ministro. Depois, procurou não proporcionar uma maioria absoluta monopartidária; e consequentemente consagrar um governo de coligação. Claro que estas foram umas eleições invulgares.

Primeiro na sua origem (coligação negativa que derruba o governo no parlamento), e depois pela característica singular de parte dos programas de governo terem sido importados, em virtude da aceitação do acordo da Troika. Isto significa que o próximo governo, em muitos sectores, pouco mais será que um governo de gestão, obrigado a implementar medidas económicas e financeiras desenhadas fora do espaço nacional. Esta característica internacionalista acaba por ter uma particularidade interessante de explorar, e que representa o estado da actual integração europeia. São a prova de que vivemos num sistema de soberania híbrida e partilhada, que retirou há muito aos países membros da União a capacidade de gestão autónoma dos seus recursos políticos e implementou um sistema de partilha entre as instituições nacionais e europeias. Não vejo estas características como nefastas,

acrescento, antes pelo contrário. A União Europeia é um projecto colectivo que, bem aproveitado e bem gerido, é benéfico para os Estados-membros e para os cidadãos. Temos ainda, é verdade, de nos habituarmos ao facto de vivemos num sistema político que tem na dimensão europeia o seu último patamar; e que neste esquema o governo de Portugal em relação à Europa se assemelha à governação de uma autarquia em relação ao poder central. Julgo que Passos Coelho sabe que estas são as regras do jogo. Aliás, a sua família política europeia tem sabido muito bem gerir a crise internacional e, com o apoio da Comissão Barroso, dominar o discurso europeu (com uma mescla de populismo, liberalismo e nacionalismo). O problema é que a União não tem sido bem dirigida nem gerida. As soluções propostas para a crise não funcionam (como na Grécia), e nada indica que funcionarão em Portugal.

Mas Portugal, com os resultados do dia 5 de Junho, acompanha finalmente o ritmo europeu, que remete o socialismo democrático para a oposição e instala a direita no governo. Resta saber se correremos o risco de, como na Hungria, assistirmos à tomada do aparelho do Estado por parte de uma elite autocrática e nacionalista que recentemente produziu um golpe de Estado constitucional. Mas, como o domínio da direita não é absoluto será decisivo assistir à evolução interna no seio do Partido Socialista, que terá de saber potenciar um processo intenso de reflexão e (re) posicionarse politicamente. Em todo o caso, e contrariamente ao primeiroministro demissionário, não nos esperarão certamente dias felizes nos próximos meses e anos. Resta esperar que saibamos aproveitar as novas oportunidades proporcionadas do passado dia 5: PSD e CDS no governo, PS na oposição.

Médico Especialista Doenças da boca e dentes

Rua João de Deus, 25- 1º Dt. - LEIRIA CONSULTAS COM HORA MARCADA 2ª, 4ª e 5ª: 11h-13h e 15h-19h, 3ª: 10h-13h e 15h-19h, Sábados: 9h30-15h Tel. 244 832406

Telemóvel: 917 511 889 Telefone: 244 828 450 Fax: 244 828 580 Rua Machado Santos, n.º 33 2410-128 LEIRIA

Telefones: BARREIROS (sede): 244 840 677 JUNCAL: 244 470 610 Fernando - 919 890 630


14 INSTITUCIONAL / DESPORTO CARTÓRIO NOTARIAL A CARGO DA NOTÁRIA ANA PAULA PINTO ALVES CERTIDÃO Nos termos do artigo n.º 100º do Código do Notariado, CERTIFICO, PARA EFEITOS DE PUBLICAÇÃO, que por escritura lavrada no dia catorze de Junho de dois mil e onze, exarada a folhas uma verso e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número UM, deste Cartório Notarial, sito na Avenida Marquês de Pombal, Galerias de S. José, lote doze, Loja H, na cidade de Leiria, a cargo da notária, Ana Paula Pinto Alves, a outorgante: MARIA DA LUZ DE JESUS LOPES, viúva, natural da freguesia de Milagres, concelho de Leiria, residente na Rua Principal, n.º 1276, freguesia de Bidoeira de Cima, concelho de Leiria, na qualidade de procuradora de MARIA ADELAIDE DA FONSECA LOPES, contribuinte número 170 213 978, e marido, LUÍS DE JESUS AGOSTINHO, contribuinte número 116 906 324, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais da freguesia de Milagres, concelho de Leiria, residentes na Rua da Vista Alegre, nº 312, freguesia de Bidoeira de Cima, concelho de Leiria, declarou: Que, com exclusão de outrem, os seus representados são donos e legítimos possuidores de um cinquenta e seis avos, do prédio rústico, sito em Volta, freguesia de Bidoeira de Cima, concelho de Leiria, composto de terra de semeadura com tanchas e árvores de fruto, com a área de dois mil e seiscentos metros quadrados, a confrontar de norte com António da Silva Coelho, de sul com Manuel Agostinho da Costa Volta e outros, de nascente com Luís Fonseca e de poente cm caminho inscrito na respectiva matriz, na proporção de um catorze avos, em nome de Luís Lopes, sob o artigo número 4573 da freguesia de Milagres. Que o identificado prédio se encontra descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leria sob o número quatrocentos e um da dita freguesia de Bidoeira de Cima, não se encontrando no entanto o direito que pertence aos seus representados lá inscrito. Que os seus representados entraram na posse do identificado bem, já no estado de casados, em data que já não sabem precisar mas que se situa por volta do ano de mil novecentos e oitenta, através de uma doação meramente verbal que, na indicada proporção, dele lhes ajustaram fazer os pais da justificante mulher, o referido Luís Lopes e mulher, Maria de Jesus, residentes que eram em Bideoira de Cima, Leiria, doação essa que não lhes foi nem é agora possível titular por escritura pública. Desde a mencionada data os seus representados tomaram a posse efectiva do aludido prédio, na indicada proporção de um cinquenta e seis avos, tendo vindo desde então a gozar, com os restantes possuidores, actualmente Deolinda da Conceição de Jesus Fonseca, casada, residente na Rua de Santo António, dita freguesia de Bidoeira de Cima, Aquilino da Silva Dionísio e mulher, Maria Celeste Sousa de Oliveira, residentes em Bidoeira de Cima, referida, Henrique Jorge de Sousa Dionísio, solteiro, maior, residente na Rua do Capitão, n.º 132, aludida Bidoeira de Cima, Ilda Maria dos santos Norte Cravo, casada, residente em Bidoeira de Cima referida, Kathy Agostinho Rodrigues, solteira, maior, residente na Rua principal, n. 814, aludida Bidoeira de Cima e Adelina Maria da Silva Fernandes, casada, residente na Rua da Cova, n.º 36, referida Bidoeira de Cima, todas as utilidades por ele proporcionadas, nele praticando os actos materiais de fruição e conservação correspondentes ao direito de propriedade, designadamente, cultivando-o e colhendo os seus frutos e avivando as estremas, tudo na convicção plena que sempre tiveram e têm de ser de facto proprietários na indicada proporção. Todos estes actos de composse foram, como se disse, praticados pelos justificantes, em nome próprio e pessoalmente, durante mais de vinte anos, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento e o acatamento de toda a gente da região, sendo por isso uma posse pacífica, contínua e pública, que conduz à aquisição por usucapião, que expressamente invocam, não tendo os justificantes, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam fazer a prova do seu direito de propriedade plena, na indicada proporção, pelos meios extrajudiciais normais. Pombal, catorze de Junho de dois mil e onze. A Notária, (Ana Paula Pinto Alves)

Instituto dos Registos e do Notariado 1º Cartório Notarial de Competência Especializada de Leiria Certifico, para fins de publicação, que por escritura de justificação e compra e venda, outorgada neste Primeiro Cartório Notarial de Competência Especializada de Leiria, no dia três de Junho de dois mil e onze, a folhas 9, do livro de notas para escrituras diversas, número 366-A, ALFREDO GOMES e NAZARÉ CHIBANTE, casados sob o regime da comunhão geral, ambos naturais da freguesia de Amor, concelho de Leiria, onde residem na Rua do Rei Lavrador, nº 27, contribuintes fiscais números 106.231.880 e 106.231.898, declararam: Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do seguinte: Prédio rústico, sito em Arroteia ou Marinheira, freguesia de Amor, concelho de Leiria, composto por terreno de cultura com videiras, com a área de oitocentos e quarenta e nove vírgula trinta e seis metros quadrados, a confrontar do norte com caminho, do sul com Joaquim da Silva, nascente com Manuel Ferreira Serra e do poente cm José Gaspar Sapateiro, inscrito na matriz, em nome do seu representado, sob o artigo 2581, com o valor patrimonial (IMT) de 53,05 , e o atribuído de quatro mil e duzentos e quarenta e seis euros e oitenta cêntimos, não descrito no registo predial; Que o referido prédio veio à posse dos justificantes, por lhes foi doado verbalmente por Joaquim Neto e mulher Maria dos Santos, residentes que foram na Rua Rei, por volta do ano de mil novecentos e cinquenta e um, sempre há mais de vinte anos. Que desde a referida doação, até hoje, sempre possuíram o referido imóvel, sem a menor oposição de quem quer que fosse, desde o seu início, posse que sempre exerceram sem interrupção e ostensivamente, à vista de toda a gente e na convicção de exercerem um direito próprio, tudo traduzido na prática de actos materiais de fruição, retirando dele todas as utilidades de que era susceptível, tais como cultivando-o, colhendo os respectivos frutos e produtos agrícolas, pagando sempre as respectivas contribuições, sendo por isso uma posse pública, pacífica, contínua e de boa-fé, pelo que adquiriram o referido imóvel por usucapião, que em nome dos mesmos invoca, para efeitos de registo, dado que esta forma de aquisição não pode ser comprovada por qualquer outro título formal extrajudicial. Está conforme. 1º Cartório Notarial de Competência Especializada de Leiria, 06/06/2011. O Ajudante Principal, (Rui Jorge Cunha Rebelo)

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

O Mensageiro 16.Junho.2011

Cartório Notarial de Leiria A cargo do Notário Pedro Tavares Certifico, para fins de publicação, que neste Cartório e no Livro de Notas para Escrituras Diversas nº 207-A de folhas cento e cinco a folhas cento e seis verso se encontra exarada uma escritura de Justificação Notarial no dia oito de Junho de 2011. Outorgada por Silvino de Jesus Rodrigues Lavos e mulher Maria Otília Pedrosa Carreira, casados em comunhão de adquiridos, naturais de Souto da Carpalhosa, Leiria e Monte Redondo, Leiria, residentes em 3 Square Philippe Lebon, 77185 Lognes, França, nif 163 401 683 e 182 082 660, na qual disse Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio urbano composto por casa de habitação de rés-do-chão, dependências e logradouro, sito em Carreira de Cima – Norte do Rio, na freguesia de Carreira, concelho de Leiria, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial deste concelho sob o número setecentos e sessenta e nove, com registo de um décimo indiviso a seu favor pela apresentação mil quatrocentos e sessenta e nove de vinte e sete de Julho de dois mil e nove, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 88 de Souto da Carpalhosa, com o valor patrimonial tributário de 307,55 , a que atribuem igual valor. Que os restantes nove décimos indivisos do prédio vieram à sua posse por doação meramente verbal por volta do ano de mil novecentos e oitenta, feita a ambos pelos pais dele Raul Rodrigues Lavos e Maria de Jesus, sendo os justificantes casados a essa data. Que, assim, vêm possuindo esse prédio, como seu, há mais de vinte anos, como proprietários e na convicção de o serem, habitando-o, fazendo nele pequenas obras e reparações, cumprindo as obrigações fiscais a ele relativas, posse que vêm exercendo ininterrupta e ostensivamente, com conhecimento de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, assim de modo pacífico, contínuo, público, de boa fé, pelo que adquiriram por usucapião a propriedade sobre o imóvel. Que dada a forma de aquisição originária não tem documentos que a comprovem. Que para suprir tal título vêm pela presente escritura prestar estas declarações de justificação com o fim de obter no registo predial a primeira inscrição de aquisição do prédio. Vai conforme ao original na parte fotocopiada não havendo na parte omitida nada que amplie restrinja, modifique ou condicione a parte fotocopiada. Maria Leonor de Almeida Pereira, funcionária do Cartório em epígrafe, no uso de competência cuja autorização pelo Notário Respectivo foi publicado nos termos da Lei sob o número 128/3 a 31/01/2011, oito de Junho de dois mil e onze. A Funcionária, (Leonor Pereira)

Cartório Notarial de Leiria A cargo do Notário Pedro Tavares Certifico, para fins de publicação, que neste Cartório e no Livro de Notas para Escrituras Diversas nº 207-A de folhas cento e vinte e três a folhas cento e vinte e quatro se encontra exarada uma escritura de Justificação Notarial no dia catorze que Junho de 2011. Outorgada por Padre Augusto Gomes Gonçalves, solteiro, maior, natural de Santa Catarina da Serra, Leiria, residente na Estrada de Santiago, nº 1, Marrazes, Leiria, nif 147 881 595; Na qual disse: Que, com exclusão de outrem, é dono e legítimo possuidor do prédio rústico, composto por terra de semeadura dom a área de trezentos e trinta e oito metros quadrados, a confrontar a norte com José de Jesus Gonçalves, a sul com caminho público – Rua Central, a nascente com António Gonçalves e a poente com Rua Central, sito em Sobral, na freguesia de Santa Catarina da Serra, concelho de Leiria, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial deste concelho, inscrito na respectiva sob o artigo 11193 com o valor patrimonial tributário de 220,00 , igual ao atribuído. Que o prédio veio à sua posse por doação meramente verbal no ano de mil novecentos e setenta e sete que lhe foi feita pelos pais, Manuel Gonçalves e Maria Ana Gomes, residentes que foram em Sobral da Granja, Santa Catarina da Serra. Que, assim, vem possuindo esse prédio, como seu, há mais de vinte anos, como proprietário e na convicção de o ser, cultivando-o e colhendo os seus frutos, cumprindo as obrigações fiscais a ele relativas, posse que vem exercendo ininterrupta e ostensivamente, com conhecimento de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, assim de modo pacífico, contínuo, público e de boa fé, pelo que adquiriu põe usucapião a propriedade sobre o aludido imóvel. Que dada a forma de aquisição originária não tem documento que a comprovem. Que para suprir tal título vem pela presente escritura prestar estas declarações de justificação com o fim de obter no registo predial a primeira inscrição de aquisição do prédio. Vai conforme ao original na parte fotocopiada não havendo na parte omitida nada que amplie restrinja, modifique ou condicione a parte fotocopiada. Maria Leonor de Almeida Pereira, funcionária do Cartório em epígrafe, no uso de competência cuja autorização pelo Notário Respectivo foi publicado nos termos da Lei sob o número 128/3 a 31/01/2011, catorze de Junho de dois mil e onze. A Funcionária, (Leonor Pereira)

FARMÁCIAS DE SERVIÇO Godinho Tomáz (16), Higiene (17), Antunes (18), Lis (19), Oliveira (20), Sanches (21), Tomáz (22) e Maio (23)

TELEFONES ÚTEIS

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 |

Passeio de BTT em São Mamede

“Rota do Calcário”

Realiza-se a 26 de Junho, domingo, com início às 09h30, na Junta de Freguesia de São Mamede, mais uma edição do Passeio de BTT “Rota do Calcário”. O trilho, com diversas zonas técnicas e paisagens naturais deslumbrantes, percorre 30 Km de serra, com passagens por lugares de grande interesse natural e turístico. As inscrições são gratuitas e a organização fornece lembranças, seguro de acidentes pessoais e reforço alimentar. Os interessados podem efectivar a inscrição até ao dia 22 de Junho, através do email: cultura@cm-batalha.pt. PUB

CEDILE Telefone 244 850 690 ECOGRAFIA / DOPPLER / ECOCARDIOGRAFIA TAC / MAMOGRAFIA / RX / OSTEODENSITOMETRIA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ARTICULAR Telefone +351244850690 / Fax 244850698 Largo Cândido dos Reis, Nº 11 / 12 • 2400-112 LEIRIA

Ficha de Assinatura Assinaturas normal/benfeitor: 20/40 Euros (Nacional), 30/60 euros (Europa) e 40/60 (Resto do Mundo) Nome: ___________________________________________ ____________________________________________ Rua: _____________________________________________ _______________ N.º _______________ Localidade: ____________________________ C. Postal: _____ - ____________________ Telf.: _______________________________ E-mail:___________________________@_______________ Enviar esta ficha, recortada ou fotocopiada, para: O Mensageiro - Lg. Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA ou forneça-nos os seus dados através do endereço de correio electrónico jornal@omensageiro.com.pt

Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 |

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, André Batista (Pe.), Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Jerónimo (CP7104), Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade André Antunes Batista (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição Empresa do Diário do Minho, Lda - Tel: 253 303 170 - Fax: 253 303 171 Depósito Legal 2906831/09

Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Tabela de Assinaturas para 2011 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


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O Mensageiro 16.Junho.2011

Desporto | Leiria

Trail Louco de Reixida Realiza-se, dia 19 de Junho, a partir das 9h15, a iniciativa “2.º Trail Louco de Reixida”, na freguesia de Cortes, Leiria. A prova divide-se em duas partes, de 7 e 16 quilómetros, destinada a caminheiros e atletas, respectivamente. No final da actividade segue-se o almoço e a entrega de prémios. A organização está a cargo da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Reixida.

Jorge Alexandre na União de Leiria Jorge Alexandre foi o nome escolhido pela SAD da União de Leiria para ocupar o cargo de directorgeral do clube, uma função que estava disponível na estrutura de futebol do clube, ficando a coordenar todos os sectores profissionais da SAD leiriense.

O futuro director-geral da União de Leiria tinha exercido funções na Académica como director desportivo, em 2008/2009, época em que os estudantes alcançaram o sétimo lugar na Liga, uma das melhores classificações dos últimos anos.

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Director-geral do clube

Fórum do Desporto decorreu em Maio, em Leiria

Futebol para alunos do primeiro ciclo

Casal de Malta vence Torneio Inter-Escolas 2011

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A Escola EB1 de Casal de Malta venceu o Torneio de Futebol Inter-Escolas 2011, cuja final decorreu no passado sábado, 4 de Junho, no Polidesportivo de relva sintética do Parque Mártires do Colonialismo, na Marinha Grande. A iniciativa, que teve início no dia 28 de Maio, foi organizada pela Divisão de Educação, Desporto e Intervenção Social da Câmara Municipal da Marinha Grande, com o objectivo de fomentar o convívio e o intercâmbio entre as escolas do concelho, bem como a prática de actividade física. A final contou com a presença do Presidente da Câmara, Álvaro Pereira; do Vice-Presidente, Paulo Vicente; e da Vereadora do Desporto, Cidália Ferreira.

Futsal na Marinha Grande

Torneio da Função Pública terminou com vitória da GNR A equipa da GNR venceu o “Torneio da Função Pública 2011” em futsal, organizado pela Câmara Municipal da Marinha Grande. Os jogos decorreram no Pavilhão Gimnodesportivo da Marinha Grande (junto à Escola Nery Capucho). O último jogo do torneio disputou-se no dia 7 de Junho.

É indiscutível que, desde 1976, os municípios se afirmaram como o principal financiador do desenvolvimento desportivo nacional, por vontade própria ou por ausência de outras soluções (públicas ou privadas). No entanto, as autarquias, no cenário normativo português, deviam ter apenas um papel de complementaridade. Contudo, apesar de as câmaras não terem uma responsabilidade directa sobre o sistema desportivo, sem a sua intervenção não seria possível o desenvolvimento de todas as áreas da oferta desportiva à população, nomeadamente ao nível local. Este foi um dos temas que esteve em discussão no “Fórum do Desporto”, promovido pela Câmara Municipal de Leiria, em parceria com o Centro de Investigação em Motricidade Humana do Instituto Politécnico de Leiria e a Leirisport, que decorreu no dia 21 de Maio, no Estádio Municipal de Leiria. Após a intervenção de abertura realizada pelo Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro, sob a tónica das dificuldades de financiamento do Município face aos compromissos existentes, o Vereador do Desporto António Marti-

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Debate sobre formação, terceira idade e associativismo

nho apresentou as linhas gerais de orientação da política desportiva do Município, neste novo contexto, que passam por três pilares essenciais: Actividade física para a população; Modelo de gestão das instalações desportivas municipais; Reformulação do Programa de Apoio ao Associativismo Desportivo (PAAD). No primeiro painel “Estratégias na Formação Desportiva” - discutiu-se o modelo de desenvolvimento da formação desportiva, nomeadamente os objectivos que devem nortear o trabalho com crianças e jovens. Rui Matos, professor da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), apresentou um conjunto de evidências sobre as contradições existentes entre os estudos científicos e pedagógicos e a generalidade do trabalho realizado no terreno.

Rui Matos referiu vários casos e enfermidades que o modelo nacional do desporto federado “obriga” os clubes a seguir e os prejuízos que se corre o risco de produzir ao nível da formação do indivíduo, enquanto desportista e enquanto pessoa. A exclusão dos menos aptos, em determinado momento do seu desenvolvimento pessoal, a vertigem dos títulos e das medalhas em idades cada vez mais precoces, a perda de objectivos recreativos e a falta de preocupação com a felicidade dos jovens atletas foram tópicos para o debate que se seguiu a esta apresentação. O segundo painel - “Estratégias na actividade física na terceira idade” - trouxe para o debate a importância de criação de serviços para novos segmentos, nomeadamente para os idosos, tendo em conta o

envelhecimento da população. Este painel contou com as apresentações de Ana Comprido, professora do IPL e investigadora do Centro de Investigação de Motricidade Humana, e de Cláudia Fonseca e Artur Mendes, técnicos do Programa Viver Activo. O terceiro painel foi dedicado ao tema “Sustentabilidade do Associativismo”. Nuno Arroteia, professor da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do IPL, centrou a sua comunicação no processo de criação e gestão de marcas no Associativismo Desportivo. Ricardo Luz, economista da Gestluz Consultores, abordou as opções que cada clube terá de adoptar, agora que o financiamento público (central e local) se esgotou, para obter a sustentação da sua actividade. Debateram-se ainda as questões da concorrência e da extinção de alguns clubes ou modalidades, devido à falta de interesse que o mercado (famílias) terá na manutenção destas, em contraponto com o ressurgimento do associativismo mais participado e colaborante de todos os interessados naqueles clubes e modalidades que conseguirem estabelecer essa ligação com a comunidade.


Temos que levar gente, não a uma vida cómoda, a uma vida fácil, mas temos que ter a coragem de levá-la a uma vida difícil, a uma vida perigosa, pois só com uma vida difícil, rigorosa e perigosa, dá o homem o melhor de si próprio.

ÚLTIMA 16JUNHO2011

Agostinho da Silva, filósofo e ensaísta português [1906-1996]

Discurso de António Barreto, Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Tudo é novo. Sempre! Uma crise internacional inédita, um mundo globalizado, uma moeda comum a várias nações, um assustador défice da produção nacional, um insuportável grau de endividamento e a mais elevada taxa de desemprego da história. São factos novos que, em simultâneo, tornam tudo mais difícil, mas também podem contribuir para novas soluções. Não é certo que o novo enquadramento internacional ajude a resolver as nossas insuficiências. Mas é possível. Novo é também o facto de alguns políticos não terem dado o exemplo do sacrifício que impõem aos cidadãos. A indisponibilidade para falarem uns com os outros, para dialogar, para encontrar denominadores comuns e chegar a compromissos contrasta com a facilidade e o oportunismo com que pedem aos cidadãos esforços excepcionais e renúncias a que muitos se recusam. A crispação política é tal que se fica com a impressão de que há partidos intrusos, ideias subversivas e opiniões condenáveis. O nosso Estado democrático, tão pesado, mas ao mesmo tempo tão frágil, refém de interesses particulares, nomeadamente partidários, parece conviver mal com a liberdade. Ora, é bom recordar que, em geral, as democracias, não são derrotadas, destroem-se a si próprias! Há momentos, na história de um país, em que se exige uma especial relação política e afectiva entre o povo e os seus dirigentes. Em que é indispensável uma particular sintonia entre os cidadãos e os seus governantes. Em que é fundamental que haja

tado de protecção social. É quase impossível. Mas é possível. É muito difícil, em momentos de penúria, acudir à prioridade nacional, a reorganização da Justiça, e fazer com que os Juízes julguem prontamente, com independência, mas em obediência ao povo soberano e no respeito pelos cidadãos. É difícil. Mas é possível.

RTP

Nada é novo. Nunca! Já lá estivemos, já o vivemos e já conhecemos. Uma crise financeira, a falência das contas públicas, a despesa pública e privada, ambas excessivas, o desequilíbrio da balança comercial, o descontrolo da actividade do Estado, o pedido de ajuda externa, a intervenção estrangeira, a crise política e a crispação estéril dos dirigentes partidários. Portugal já passou por isso tudo. E recuperou. O nosso país pode ultrapassar, mais uma vez, as dificuldades actuais. Não é seguro que o faça. Mas é possível.

um entendimento de princípio entre trabalhadores e patrões. Sem esta comunidade de cooperação e sem esta consciência do interesse comum nada é possível, nem sequer a liberdade. Vivemos um desses momentos. Tudo deve ser feito para que estas condições de sobrevivência, porque é disso que se trata, estejam ao nosso alcance. Sem encenação medíocre e vazia, os políticos têm de falar uns com os outros, como alguns já não o fazem há muito. Os políticos devem respeitar os empresários e os trabalhadores, o que muitos parecem ter esquecido há algum tempo. Os políticos devem exprimir-se com verdade, princípio moral fundador da liberdade, o que infelizmente tem sido pouco habitual. Os políticos devem dar provas de honestidade e de cordialidade, condições para uma sociedade decente. Vivemos os resultados de uma grave crise internacional. Sem dúvida. O nosso povo sofre o que outros povos, quase todos, sofrem. Com a agravante de uma crise política e institucional europeia que fere mais os países mais frágeis, como o nosso. Sentimos também, indiscutivelmente, os efeitos de longos anos de vida despreocupada e ilusória. Pagamos a factura que a miragem da abundância nos legou. Amargamos as sequelas de erros antigos que tornaram a economia portuguesa pouco competitiva e escassamente inovadora. Mas também sofremos as consequências da imprevidência das autoridades.

Eis por que o apuramento de responsabilidades é indispensável, a fim de evitar novos erros. Ao longo dos últimos meses, vivemos acontecimentos extraordinários que deixaram na população marcas de ansiedade. Uma sucessão de factos e decisões criou uma vaga de perplexidade. Há poucos dias, o povo falou. Fez a sua parte. Aos políticos cabe agora fazer a sua. Compete-lhes interpretar, não aproveitar. Exige-se-lhes que interpretem não só a expressão eleitoral do nosso povo, mas também e sobretudo os seus sentimentos e as suas aspirações. Pede-se-lhes que sejam capazes, como não o foram até agora, de dialogar e discutir entre si e de informar a população com verdade. Compete-lhes estabelecer objectivos, firmar um pacto com a sociedade, estimular o reconhecimento dos cidadãos nos seus dirigentes e orientar as energias necessárias à recuperação económica e à saúde financeira. Espera-se deles que saibam traduzir em razões públicas e conhecidas os objectivos das suas políticas. Deseja-se que percebam que vivemos um desses raros momentos históricos de aflição e de ansiedade colectiva em que é preciso estabelecer uma relação especial entre cidadãos e governantes. Os Portugueses, idosos e jovens, homens e mulheres, ricos e pobres, merecem ser tratados como cidadãos livres. Não apenas como contribuintes inesgotáveis ou eleitores resignados. É muito difícil, ao mesmo tempo, sanear as contas públicas, investir na economia e salvaguardar o Es-

O esforço que é hoje pedido aos Portugueses é talvez ímpar na nossa história, pelo menos no último século. Por isso são necessários meios excepcionais que permitam que os cidadãos, em liberdade, saibam para quê e para quem trabalham. Sem respeito pelos empresários e pelos trabalhadores, não há saída nem solução. E sem participação dos cidadãos, nomeadamente das gerações mais novas, o esforço da comunidade nacional será inútil. É muito difícil atrair os jovens à participação cívica e à vida política. É quase impossível. Mas é possível. Se os mais velhos perceberem que de nada serve intoxicar a juventude com as cartilhas habituais, nem acreditar que a escola a mudará, nem ainda pensar que uma imaginária “reforma de mentalidades” se encarregará disso. Se os dirigentes nacionais perceberem que são eles que estão errados, não as jovens gerações, às quais faltam oportunidades e horizontes. Se entenderem que o seu sistema político é obsoleto, que o seu sistema eleitoral é absurdo e que os seus métodos de representação estão caducos. Como disse um grande jurista, “cada geração tem o direito de rever a Constituição”. As jovens gerações têm esse direito. Não é verdade que tudo dependa da Constituição. Nem que a sua revisão seja solução para a maior parte das nossas dificuldades. Mas a adequação, à sociedade presente, desta Constituição anacrónica, barroca e excessivamente programática afigura-se indispensável. Se tantos a invocam, se tantos a ela se referem, se tantos dela se queixam, é porque realmente está desajustada e corre o risco de ser factor de afastamento e de divisão. Ou então é letra morta, triste consolação. Uma nova Constituição, ou uma

Constituição renovada, implica um novo sistema eleitoral, com o qual se estabeleçam condições de confiança, de lealdade e de responsabilidade, hoje pouco frequentes na nossa vida política. Uma nova Constituição implica um reexame das relações entre os grandes órgãos de soberania, actualmente de muito confusa configuração. Uma Constituição renovada permitirá pôr termo à permanente ameaça de governos minoritários e de Parlamentos instáveis. Uma Constituição renovada será ainda, finalmente, o ponto de partida para uma profunda reforma da Justiça portuguesa, que é actualmente uma das fontes de perigos maiores para a democracia. A liberdade necessita de Justiça, tanto quanto de eleições. Pobre país moreno e emigrante, poderás sair desta crise se souberes exigir dos teus dirigentes que falem verdade ao povo, não escondam os factos e a realidade, cumpram a sua palavra e não se percam em demagogia! País europeu e antiquíssimo, serás capaz de te organizar para o futuro se trabalhares e fizeres sacrifícios, mas só se exigires que os teus dirigentes políticos, sociais e económicos façam o mesmo, trabalhem para o bem comum, falem uns com os outros, se entendam sobre o essencial e não tenham sempre à cabeça das prioridades os seus grupos e os seus adeptos. País perene e errante, que viveste na Europa e fora dela, mas que à Europa regressaste, tens de te preparar para viver com metas difíceis de alcançar, apesar de assinadas pelo Estado e por três partidos, mas tens de evitar que a isso te obrigue um governo de fora. País do sol e do Sul, tens de aprender a trabalhar melhor e a pensar mais nos teus filhos. País desigual e contraditório, tens diante de ti a mais difícil das tarefas, a de conciliar a eficiência com a equidade, sem o que perderás a tua humanidade. Tarefa difícil. Mas possível.

Castelo Branco, 10 de Junho de 2011


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