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4841#OMENSAGEIRO#06JAN

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DESEJAMOS

6 JANEIRO 2011

AOS LEITORES, ANUNCIANTES, ASSINANTES E AMIGOS...

ANO 97 - N.º 4841 FUNDADOR José Ferreira Lacerda DIRECTOR Rui Ribeiro

PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

z i l e FANO 2011

ECONOMY

Nº DE2703206MPC

DESTAQUE

MENSAGEM DE BENTO XVI PARA O DIA MUNDIAL DA PAZ 2011

LIBERDADE RELIGIOSA, CAMINHO PARA A PAZ Como é nosso hábito, publicamos na primeira edição do ano a mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial da Paz. São votos de “serenidade e prosperidade”, que reconhecem uma realidade marcada “pela perseguição, discriminação e terríveis actos de violência e de intolerância”, mas que encerram sérias reflexões sobre a liberdade religiosa como “caminho para a paz”. Uma mensagem que, pela sua profundidade e clareza, merece ser lida na íntegra, sem cortes nem comentários. Páginas 2 e 3

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CULTURA Câmara aprovou | P. 4

Voto de louvor ao “Bailadoiro” da SAMP

SOCIEDADE Em Ourém | P. 6

ECLESIAL Homilia de fim de ano | P. 9

Gala a favor da D. António “Ajuda de Berço” Marto sublinha “sinais de vida e Conselho de Educação| P. 7 de esperança” Na cidade de Leiria | P. 5 Moção defende Concertos de ensino particular Bispo Diocesano visita|P. 9 Reis e Ano Novo Monte Redondo Norte do Distrito | P. 7 e Coimbrão Associações culturais | P. 5 Falta de dinheiro Câmara corta suspende parque Ano Europeu 2011 | P. 10 “Seja voluntário” nos apoios empresarial


2 DESTAQUE

O Mensageiro 6.Janeiro.2011

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2011

Liberdade religiosa, caminho para a paz desproporcionada à verdadeira natureza da pessoa; isto significa tornar impossível a afirmação de uma paz autêntica e duradoura para toda a família humana. Por isso, exorto os homens e mulheres de boa vontade a renovarem o seu compromisso pela construção de um mundo onde todos sejam livres para professar a sua própria religião ou a sua fé e viver o seu amor a Deus com todo o coração, toda a alma e toda a mente (cf. Mt 22, 37). Este é o sentimento que inspira e guia a Mensagem para o XLIV Dia Mundial da Paz, dedicada ao tema: Liberdade religiosa, caminho para a paz.

1. No início de um ano novo, desejo fazer chegar a todos e cada um os meus votos: votos de serenidade e prosperidade, mas sobretudo votos de paz. Infelizmente também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa. Penso, em particular, na amada terra do Iraque, que, no seu caminho para a desejada estabilidade e reconciliação, continua a ser cenário de violências e atentados. Recordo as recentes tribulações da comunidade cristã, e de modo especial o vil ataque contra a catedral siro-católica de «Nossa Senhora do Perpétuo Socorro» em Bagdad, onde, no passado dia 31 de Outubro, foram assassinados dois sacerdotes e mais de cinquenta fiéis, quando se encontravam reunidos para a celebração da Santa Missa. A este ataque seguiram-se outros nos dias sucessivos, inclusive contra casas privadas, gerando medo na comunidade cristã e o desejo, por parte de muitos dos seus membros, de emigrar à procura de melhores condições de vida. Manifesto-lhes a minha solidariedade e a da Igreja inteira, sentimento que ainda recentemente teve uma concreta expressão na Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, a qual encorajou as comunidades católicas no Iraque e em todo o Médio Oriente a viverem a comunhão e continuarem a oferecer um decidido testemunho de fé naquelas terras. Agradeço vivamente aos governos que se esforçam por aliviar os sofrimentos destes irmãos em humanidade e convido os católicos a orarem pelos seus irmãos na fé que padecem violências e intolerâncias e a serem solidários com eles. Neste contexto, achei particularmente oportuno partilhar com todos vós algumas reflexões sobre a liberdade religiosa, caminho para a paz. De facto, é doloroso constatar que, em algumas regiões do mundo, não é possível professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a vida e a liberdade pessoal. Noutras regiões, há formas mais silenciosas e sofisticadas de preconceito e oposição contra os crentes e os símbolos religiosos. Os cristãos são, actualmente, o grupo religioso que padece o maior número de perseguições devido à própria fé. Muitos suportam diariamente ofensas e vivem frequentemente em sobressalto por causa da sua procura da verdade, da sua fé em Jesus Cristo e do seu apelo sincero para que seja reconhecida a liberdade religiosa. Não se pode aceitar nada disto, porque constitui uma ofensa a Deus e à dignidade humana; além disso, é uma ameaça à segurança e à paz e impede a realização de um desenvolvimento humano autêntico e integral.[1] De facto, na liberdade religiosa exprime-se a especificidade da pessoa humana, que, por ela, pode orientar a própria vida pessoal e social para Deus, a cuja luz se compreendem plenamente a identidade, o sentido e o fim da pessoa. Negar ou limitar arbitrariamente esta liberdade significa cultivar uma visão redutiva da pessoa humana; obscurecer a função pública da religião significa gerar uma sociedade injusta, porque esta seria

Direito sagrado à vida e a uma vida espiritual 2. O direito à liberdade religiosa está radicado na própria dignidade da pessoa humana,[2] cuja natureza transcendente não deve ser ignorada ou negligenciada. Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 27). Por isso, toda a pessoa é titular do direito sagrado a uma vida íntegra, mesmo do ponto de vista espiritual. Sem o reconhecimento do próprio ser espiritual, sem a abertura ao transcendente, a pessoa humana retrai-se sobre si mesma, não consegue encontrar resposta para as perguntas do seu coração sobre o sentido da vida e dotar-se de valores e princípios éticos duradouros, nem consegue sequer experimentar uma liberdade autêntica e desenvolver uma sociedade justa.[3] A Sagrada Escritura, em sintonia com a nossa própria experiência, revela o valor profundo da dignidade humana: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes, que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes? Fizestes dele quase um ser divino, de honra e glória o coroastes; destes-lhe poder sobre a obra das vossas mãos, tudo submetestes a seus pés» (Sl 8, 4-7). Perante a sublime realidade da natureza humana, podemos experimentar a mesma admiração expressa pelo salmista. Esta manifesta-se como abertura ao Mistério, como capacidade de interrogar-se profundamente sobre si mesmo e sobre a origem do universo, como íntima ressonância do Amor supremo de Deus, princípio e fim de todas as coisas, de cada pessoa e dos povos.[4] A dignidade transcendente da pessoa é um valor essencial da sabedoria judaico-cristã, mas, graças à razão, pode ser reconhecida por todos. Esta dignidade, entendida como capacidade de transcender a própria materialidade e buscar a verdade, há-de ser reconhecida como um bem universal, indispensável na construção duma sociedade orientada para a realização e a plenitude do homem. O respeito de elementos essenciais da dignidade do homem, tais como o direito à vida e o direito à liberdade religiosa, é uma condição da legitimidade moral de toda a norma social e jurídica. Liberdade religiosa e respeito recíproco 3. A liberdade religiosa está na origem da liberdade moral. Com efeito, a abertura à verdade e ao bem, a abertura a Deus, radicada na natureza humana, confere plena dignidade a cada um dos seres humanos e é garante do respeito pleno e recíproco entre as pessoas. Por conseguinte, a liberdade religiosa deve ser entendida não só como imunidade da coacção mas também, e antes ainda, como capacidade de organizar as próprias opções segundo a verdade. Existe uma ligação indivisível entre liberdade e respeito; de facto, «cada homem e cada grupo social estão moralmente obrigados, no exercício dos próprios direitos, a ter em conta os direitos alheios e os seus próprios deveres para com os outros e o bem comum».[5]

Uma liberdade hostil ou indiferente a Deus acaba por se negar a si mesma e não garante o pleno respeito do outro. Uma vontade, que se crê radicalmente incapaz de procurar a verdade e o bem, não tem outras razões objectivas nem outros motivos para agir senão os impostos pelos seus interesses momentâneos e contingentes, não tem uma «identidade» a preservar e construir através de opções verdadeiramente livres e conscientes. Mas assim não pode reclamar o respeito por parte de outras «vontades», também estas desligadas do próprio ser mais profundo e capazes, por conseguinte, de fazer valer outras «razões» ou mesmo nenhuma «razão». A ilusão de encontrar no relativismo moral a chave para uma pacífica convivência é, na realidade, a origem da divisão e da negação da dignidade dos seres humanos. Por isso se compreende a necessidade de reconhecer uma dupla dimensão na unidade da pessoa humana: a religiosa e a social. A este respeito, é inconcebível que os crentes «tenham de suprimir uma parte de si mesmos – a sua fé – para serem cidadãos activos; nunca deveria ser necessário renegar a Deus, para se poder gozar dos próprios direitos».[6] A família, escola de liberdade e de paz 4. Se a liberdade religiosa é caminho para a paz, a educação religiosa é estrada privilegiada para habilitar as novas gerações a reconhecerem no outro o seu próprio irmão e a sua própria irmã, com quem caminhar juntos e colaborar para que todos se sintam membros vivos de uma mesma família humana, da qual ninguém deve ser excluído. A família fundada sobre o matrimónio, expressão de união íntima e de complementaridade entre um homem e uma mulher, insere-se neste contexto como a primeira escola de formação e de crescimento social, cultural, moral e espiritual dos filhos, que deveriam encontrar sempre no pai e na mãe as primeiras testemunhas de uma vida orientada para a busca da verdade e para o amor de Deus. Os próprios pais deveriam ser sempre livres para transmitir, sem constrições e responsavelmente, o próprio património de fé, de valores e de cultura aos filhos. A família, primeira célula da sociedade humana, permanece o âmbito primário de formação para relações harmoniosas a todos os níveis de convivência humana, nacional e internacional. Esta é a estrada que se há-de sapientemente percorrer para a construção de um tecido social robusto e solidário, para preparar os jovens à assunção das próprias responsabilidades na vida, numa sociedade livre, num espírito de compreensão e de paz. Um património comum 5. Poder-se-ia dizer que, entre os direitos e as liberdades fundamentais radicados na dignidade da pessoa, a liberdade religiosa goza de um estatuto especial. Quando se reconhece a liberdade religiosa, a dignidade da pessoa humana é respeitada na sua raiz e reforça-se a índole e as instituições dos povos. Pelo contrário, quando a liberdade religiosa é negada, quando se tenta impedir de professar a própria religião ou a própria fé e de viver de acordo com elas, ofende-se a dignidade humana e, simultaneamente, acabam ameaçadas a justiça e a paz, que se apoiam sobre a recta ordem social construída à luz da Suma Verdade e do Sumo Bem. Neste sentido, a liberdade religiosa é também uma aquisição de civilização política e jurídica. Trata-se de um bem essencial: toda a pessoa deve poder exercer livremente o direito de professar e manifestar, individual ou comunitariamente, a própria religião ou a própria fé, tanto em público como privadamente, no ensino, nos costumes, nas publicações, no culto e na observância dos ritos. Não deveria encontrar obstáculos, se quisesse eventualmente aderir a outra religião ou não professar religião alguma. Neste âmbito, revelase emblemático e é uma referência essencial para os Estados o ordenamento internacional, enquanto não consente alguma derrogação da liberdade

religiosa, salvo a legítima exigência da justa ordem pública.[7] Deste modo, o ordenamento internacional reconhece aos direitos de natureza religiosa o mesmo status do direito à vida e à liberdade pessoal, comprovando a sua pertença ao núcleo essencial dos direitos do homem, àqueles direitos universais e naturais que a lei humana não pode jamais negar. A liberdade religiosa não é património exclusivo dos crentes, mas da família inteira dos povos da terra. É elemento imprescindível de um Estado de direito; não pode ser negada, sem ao mesmo tempo minar todos os direitos e as liberdades fundamentais, pois é a sua síntese e ápice. É «o papel de tornassol para verificar o respeito de todos os outros direitos humanos».[8] Ao mesmo tempo que favorece o exercício das faculdades humanas mais específicas, cria as premissas necessárias para a realização de um desenvolvimento integral, que diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em cada uma das suas dimensões.[9] A dimensão pública da religião 6. Embora movendo-se a partir da esfera pessoal, a liberdade religiosa – como qualquer outra liberdade – realiza-se na relação com os outros. Uma liberdade sem relação não é liberdade perfeita. Também a liberdade religiosa não se esgota na dimensão individual, mas realiza-se na própria comunidade e na sociedade, coerentemente com o ser relacional da pessoa e com a natureza pública da religião. O relacionamento é uma componente decisiva da liberdade religiosa, que impele as comunidades dos crentes a praticarem a solidariedade em prol do bem comum. Cada pessoa permanece única e irrepetível e, ao mesmo tempo, completa-se e realiza-se plenamente nesta dimensão comunitária. Inegável é a contribuição que as religiões prestam à sociedade. São numerosas as instituições caritativas e culturais que atestam o papel construtivo dos crentes na vida social. Ainda mais importante é a contribuição ética da religião no âmbito político. Tal contribuição não deveria ser marginalizada ou proibida, mas vista como válida ajuda para a promoção do bem comum. Nesta perspectiva, é preciso mencionar a dimensão religiosa da cultura, tecida através dos séculos graças às contribuições sociais e sobretudo éticas da religião. Tal dimensão não constitui de modo algum uma discriminação daqueles que não partilham a sua crença, mas antes reforça a coesão social, a integração e a solidariedade. Liberdade religiosa, força de liberdade e de civilização: os perigos da sua instrumentalização 7. A instrumentalização da liberdade religiosa para mascarar interesses ocultos, como por exemplo a subversão da ordem constituída, a apropriação de recursos ou a manutenção do poder por parte de um grupo, pode provocar danos enormes às sociedades. O fanatismo, o fundamentalismo, as práticas contrárias à dignidade humana não se podem jamais justificar, e menos ainda o podem ser se realizadas em nome da religião. A profissão de uma religião não pode ser instrumentalizada, nem imposta pela força. Por isso, é necessário que os Estados e as várias comunidades humanas nunca se esqueçam que a liberdade religiosa é condição para a busca da verdade e que a verdade não se impõe pela violência mas pela «força da própria verdade».[10] Neste sentido, a religião é uma força positiva e propulsora na construção da sociedade civil e política. Como se pode negar a contribuição das grandes religiões do mundo para o desenvolvimento da civilização? A busca sincera de Deus levou a um respeito maior da dignidade do homem. As comunidades cristãs, com o seu património de valores e princípios, contribuíram imenso para a tomada de consciência das pessoas e dos povos a respeito da sua própria identidade e dignidade, bem como para a conquista de instituições democráticas e para a afirmação dos direitos do homem e seus correlativos deveres.


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Também hoje, numa sociedade cada vez mais globalizada, os cristãos são chamados – não só através de um responsável empenhamento civil, económico e político, mas também com o testemunho da própria caridade e fé – a oferecer a sua preciosa contribuição para o árduo e exaltante compromisso em prol da justiça, do desenvolvimento humano integral e do recto ordenamento das realidades humanas. A exclusão da religião da vida pública subtrai a esta um espaço vital que abre para a transcendência. Sem esta experiência primária, revela-se uma tarefa árdua orientar as sociedades para princípios éticos universais e torna-se difícil estabelecer ordenamentos nacionais e internacionais nos quais os direitos e as liberdades fundamentais possam ser plenamente reconhecidos e realizados, como se propõem os objectivos – infelizmente ainda menosprezados ou contestados – da Declaração Universal dos direitos do homem de 1948. Uma questão de justiça e de civilização: o fundamentalismo e a hostilidade contra os crentes prejudicam a laicidade positiva dos Estados 8. A mesma determinação, com que são condenadas todas as formas de fanatismo e de fundamentalismo religioso, deve animar também a oposição a todas as formas de hostilidade contra a religião, que limitam o papel público dos crentes na vida civil e política. Não se pode esquecer que o fundamentalismo religioso e o laicismo são formas reverberadas e extremas de rejeição do legítimo pluralismo e do princípio de laicidade. De facto, ambas absolutizam uma visão redutiva e parcial da pessoa humana, favorecendo formas, no primeiro caso, de integralismo religioso e, no segundo, de racionalismo. A sociedade, que quer impor ou, ao contrário, negar a religião por meio da violência, é injusta para com a pessoa e para com Deus, mas também para consigo mesma. Deus chama a Si a humanidade através de um desígnio de amor, o qual, ao mesmo tempo que implica a pessoa inteira na sua dimensão natural e espiritual, exige que lhe corresponda em termos de liberdade e de responsabilidade, com todo o coração e com todo o próprio ser, individual e comunitário. Sendo assim, também a sociedade, enquanto expressão da pessoa e do conjunto das suas dimensões constitutivas, deve viver e organizar-se de modo a favorecer a sua abertura à transcendência. Por isso mesmo, as leis e as instituições duma sociedade não podem ser configuradas ignorando a dimensão religiosa dos cidadãos ou de modo que prescindam completamente da mesma; mas devem ser comensuradas – através da obra democrática de cidadãos conscientes da sua alta vocação – ao ser da pessoa, para o poderem favorecer na sua dimensão religiosa. Não sendo esta uma criação do Estado, não pode ser manipulada, antes deve contar com o seu reconhecimento e respeito. O ordenamento jurídico a todos os níveis, nacional e internacional, quando consente ou tolera o fanatismo religioso ou anti-religioso, falta à sua própria missão, que consiste em tutelar e promover a justiça e o direito de cada um. Tais realidades não podem ser deixadas à mercê do arbítrio do legislador ou da maioria, porque, como já ensinava Cícero, a justiça consiste em algo mais do que um mero acto produtivo da lei e da sua aplicação. A justiça implica reconhecer a cada um a sua dignidade,[11] a qual, sem liberdade religiosa garantida e vivida na sua essência, fica mutilada e ofendida, exposta ao risco de cair sob o predomínio dos ídolos, de bens relativos transformados em absolutos. Tudo isto expõe a sociedade ao risco de totalitarismos políticos e ideológicos, que enfatizam o poder público, ao mesmo tempo que são mortificadas e coarctadas, como se lhe fizessem concorrência, as liberdades de consciência, de pensamento e de religião. Diálogo entre instituições civis e religiosas 9. O património de princípios e valores expressos por uma religiosidade autêntica é uma riqueza para os povos e respectivas índoles: fala directamente à consciência e à razão dos homens e mulheres, lembra o imperativo da conversão moral, motiva para aperfeiçoar a prática das virtudes e aproximar-se amistosamente um do outro sob o signo da fraternidade, como membros da grande família humana.[12] No respeito da laicidade positiva das institui-

ções estatais, a dimensão pública da religião deve ser sempre reconhecida. Para isso, um diálogo sadio entre as instituições civis e as religiosas é fundamental para o desenvolvimento integral da pessoa humana e da harmonia da sociedade. Viver no amor e na verdade 10. No mundo globalizado, caracterizado por sociedades sempre mais multiétnicas e pluriconfessionais, as grandes religiões podem constituir um factor importante de unidade e paz para a família humana. Com base nas suas próprias convicções religiosas e na busca racional do bem comum, os seus membros são chamados a viver responsavelmente o próprio compromisso num contexto de liberdade religiosa. Nas variadas culturas religiosas, enquanto há que rejeitar tudo aquilo que é contra a dignidade do homem e da mulher, é preciso, ao contrário, valer-se daquilo que resulta positivo para a convivência civil. O espaço público, que a comunidade internacional torna disponível para as religiões e para a sua proposta de «vida boa», favorece o aparecimento de uma medida compartilhável de verdade e de bem e ainda de um consenso moral, que são fundamentais para uma convivência justa e pacífica. Os líderes das grandes religiões, pela sua função, influência e autoridade nas respectivas comunidades, são os primeiros a ser chamados ao respeito recíproco e ao diálogo. Os cristãos, por sua vez, são solicitados pela sua própria fé em Deus, Pai do Senhor Jesus Cristo, a viver como irmãos que se encontram na Igreja e colaboram para a edificação de um mundo, onde as pessoas e os povos «não mais praticarão o mal nem a destruição (...), porque o conhecimento do Senhor encherá a terra, como as águas enchem o leito do mar» (Is 11, 9). Diálogo como busca em comum 11. Para a Igreja, o diálogo entre os membros de diversas religiões constitui um instrumento importante para colaborar com todas as comunidades religiosas para o bem comum. A própria Igreja nada rejeita do que nessas religiões existe de verdadeiro e santo. «Olha com sincero respeito esses modos de agir e viver, esses preceitos e doutrinas que, embora se afastem em muitos pontos daqueles que ela própria segue e propõe, todavia reflectem não raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens».[13] A estrada indicada não é a do relativismo nem do sincretismo religioso. De facto, a Igreja «anuncia, e tem mesmo a obrigação de anunciar incessantemente Cristo, “caminho, verdade e vida” (Jo 14, 6), em quem os homens encontram a plenitude da vida religiosa e no qual Deus reconciliou consigo mesmo todas as coisas».[14] Todavia isto não exclui o diálogo e a busca comum da verdade em diversos âmbitos vitais, porque, como diz uma expressão usada frequentemente por São Tomás de Aquino, «toda a verdade, independentemente de quem a diga, provém do Espírito Santo».[15] Em 2011, tem lugar o 25º aniversário da Jornada Mundial de Oração pela Paz, que o Venerável Papa João Paulo II convocou em Assis em 1986. Naquela ocasião, os líderes das grandes religiões do mundo deram testemunho da religião como sendo um factor de união e paz, e não de divisão e conflito. A recordação daquela experiência é motivo de esperança para um futuro onde todos os crentes se sintam e se tornem autenticamente obreiros de justiça e de paz. Verdade moral na política e na diplomacia 12. A política e a diplomacia deveriam olhar para o património moral e espiritual oferecido pelas grandes religiões do mundo, para reconhecer e afirmar verdades, princípios e valores universais que não podem ser negados sem, com os mesmos, negar-se a dignidade da pessoa humana. Mas, em termos práticos, que significa promover a verdade moral no mundo da política e da diplomacia? Quer dizer agir de maneira responsável com base no conhecimento objectivo e integral dos factos; quer dizer desmantelar ideologias políticas que acabam por suplantar a verdade e a dignidade humana e pretendem promover pseudo-valores com o pretexto da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos; quer dizer favorecer um empenho constante de fundar a lei positiva sobre os princípios da lei natural.[16] Tudo isto é ne-

cessário e coerente com o respeito da dignidade e do valor da pessoa humana, sancionado pelos povos da terra na Carta da Organização das Nações Unidas de 1945, que apresenta valores e princípios morais universais de referência para as normas, as instituições, os sistemas de convivência a nível nacional e internacional. Para além do ódio e do preconceito 13. Não obstante os ensinamentos da história e o compromisso dos Estados, das organizações internacionais a nível mundial e local, das organizações não governamentais e de todos os homens e mulheres de boa vontade que cada dia se empenham pela tutela dos direitos e das liberdades fundamentais, ainda hoje no mundo se registam perseguições, descriminações, actos de violência e de intolerância baseados na religião. De modo particular na Ásia e na África, as principais vítimas são os membros das minorias religiosas, a quem é impedido de professar livremente a própria religião ou mudar para outra, através da intimidação e da violação dos direitos, das liberdades fundamentais e dos bens essenciais, chegando até à privação da liberdade pessoal ou da própria vida. Temos depois, como já disse, formas mais sofisticadas de hostilidade contra a religião, que nos países ocidentais se exprimem por vezes com a renegação da própria história e dos símbolos religiosos nos quais se reflectem a identidade e a cultura da maioria dos cidadãos. Frequentemente tais formas fomentam o ódio e o preconceito e não são coerentes com uma visão serena e equilibrada do pluralismo e da laicidade das instituições, sem contar que as novas gerações correm o risco de não entrar em contacto com o precioso património espiritual dos seus países. A defesa da religião passa pela defesa dos direitos e liberdades das comunidades religiosas. Assim, os líderes das grandes religiões do mundo e os responsáveis das nações renovem o compromisso pela promoção e a tutela da liberdade religiosa, em particular pela defesa das minorias religiosas; estas não constituem uma ameaça contra a identidade da maioria, antes, pelo contrário, são uma oportunidade para o diálogo e o mútuo enriquecimento cultural. A sua defesa representa a maneira ideal para consolidar o espírito de benevolência, abertura e reciprocidade com que se háde tutelar os direitos e as liberdades fundamentais em todas as áreas e regiões do mundo. Liberdade religiosa no mundo 14. Dirijo-me, por fim, às comunidades cristãs que sofrem perseguições, discriminações, actos de violência e intolerância, particularmente na Ásia, na África, no Médio Oriente e de modo especial na Terra Santa, lugar escolhido e abençoado por Deus. Ao mesmo tempo que lhes renovo a expressão do meu afecto paterno e asseguro a minha oração, peço a todos os responsáveis que intervenham prontamente para pôr fim a toda a violência contra os cristãos que habitam naquelas regiões. Que os discípulos de Cristo não desanimem com as presentes adversidades, porque o testemunho do Evangelho é e será sempre sinal de contradição. Meditemos no nosso coração as palavras do Senhor Jesus: «Felizes os que choram, porque hão-se ser consolados. (...) Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. (...) Felizes sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, vos acusarem de toda a espécie de mal. Alegraivos e exultai, pois é grande nos Céus a vossa recompensa» (Mt 5, 4-12). Por isso, renovemos «o compromisso por nós assumido no sentido da indulgência e do perdão – que invocamos de Deus para nós, no “Pai-nosso” – por havermos posto, nós próprios, a condição e a medida da desejada misericórdia: “perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”(Mt 6, 12)».[17] A violência não se vence com a violência. O nosso grito de dor seja sempre acompanhado pela fé, pela esperança e pelo testemunho do amor de Deus. Faço votos também de que cessem no Ocidente, especialmente na Europa, a hostilidade e os preconceitos contra os cristãos pelo facto de estes pretenderem orientar a própria vida de modo coerente com os valores e os princípios expressos no Evangelho. Mais ainda, que a Europa saiba reconciliar-se com

as próprias raízes cristãs, que são fundamentais para compreender o papel que teve, tem e pretende ter na história; saberá assim experimentar justiça, concórdia e paz, cultivando um diálogo sincero com todos os povos. Liberdade religiosa, caminho para a paz 15. O mundo tem necessidade de Deus; tem necessidade de valores éticos e espirituais, universais e compartilhados, e a religião pode oferecer uma contribuição preciosa na sua busca, para a construção de uma ordem social justa e pacífica a nível nacional e internacional. A paz é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, um projecto a realizar, nunca totalmente cumprido. Uma sociedade reconciliada com Deus está mais perto da paz, que não é simples ausência de guerra, nem mero fruto do predomínio militar ou económico, e menos ainda de astúcias enganadoras ou de hábeis manipulações. Pelo contrário, a paz é o resultado de um processo de purificação e elevação cultural, moral e espiritual de cada pessoa e povo, no qual a dignidade humana é plenamente respeitada. Convido todos aqueles que desejam tornar-se obreiros de paz e sobretudo os jovens a prestarem ouvidos à própria voz interior, para encontrar em Deus a referência estável para a conquista de uma liberdade autêntica, a força inesgotável para orientar o mundo com um espírito novo, capaz de não repetir os erros do passado. Como ensina o Servo de Deus Papa Paulo VI, a cuja sabedoria e clarividência se deve a instituição do Dia Mundial da Paz, «é preciso, antes de mais nada, proporcionar à Paz outras armas, que não aquelas que se destinam a matar e a exterminar a humanidade. São necessárias sobretudo as armas morais, que dão força e prestígio ao direito internacional; aquela arma, em primeiro lugar, da observância dos pactos».[18] A liberdade religiosa é uma autêntica arma da paz, com uma missão histórica e profética. De facto, ela valoriza e faz frutificar as qualidades e potencialidades mais profundas da pessoa humana, capazes de mudar e tornar melhor o mundo; consente alimentar a esperança num futuro de justiça e de paz, mesmo diante das graves injustiças e das misérias materiais e morais. Que todos os homens e as sociedades aos diversos níveis e nos vários ângulos da terra possam brevemente experimentar a liberdade religiosa, caminho para a paz!

Vaticano, 8 de Dezembro de 2010. BENEDICTUS PP XVI

Notas:

[1] Cf. BENTO XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 29.55-57. [2] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 2. [3] Cf. BENTO XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 78. [4] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs Nostra aetate, 1. [5] CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 7. [6] BENTO XVI, Discurso à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (18 de Abril de 2008): AAS 100 (2008), 337. [7] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 2. [8] JOÃO PAULO II, Discurso aos participantes na Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) (10 de Outubro de 2003), 1: AAS 96 (2004), 111. [9] Cf. BENTO XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 11. [10] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 1. [11] Cf. CÍCERO, De inventione, II, 160. [12] Cf. BENTO XVI, Discurso aos Representantes de outras Religiões do Reino Unido (17 de Setembro de 2010): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 25/IX/2010), 6-7. [13] CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs Nostra aetate, 2. [14] Ibid., 2. [15] Super evangelium Joannis, I, 3. [16] Cf. BENTO XVI, Discurso às Autoridades civis e ao Corpo Diplomático em Chipre (5 de Junho de 2010): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 12/ VI/2010), 4; COMISSÃO TEOLÓGICA INTERNACIONAL, À procura de uma ética universal: um olhar sobre a lei natural (Cidade do Vaticano 2009). [17] PAULO VI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1976: AAS 67 (1975), 671. [18] Ibid.: o.c., 668.


4 CULTURA

O Mensageiro 6.Janeiro.2011

CINEMA Teatro José Lúcio da Silva (Leiria) • REDE SOCIAL | drama | de Pierre David Fincher | c/ Andrew Garfiel, Jesse Eisenberg, Rashida Jones | 17 de Janeiro, 21h30 Teatro Miguel Franco (Leiria) • O ÚLTIMO VOO DO FLAMINGO | thriller | de João Ribeiro | c/ Adriana Alves, Alberto Magassela, Cláudia Semedo | 9 a 12 de Janeiro, 21h30; dia 9, 15h30; dia 12, 18h30 Cine-Teatro de Monte Real • HARRY POTTER E OS TALISMÃS DA MORTE | acção | de David Yates | c/ Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint | 7 a 9 de Janeiro, 21h30

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

EXPOSIÇÕES Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Roteiros de inquietação no feminino (~9/01) m|i|mo -Museu de Imagem e Movimento - Leiria •”Oficina do Olhar” (exposição permanente) •”Negativo Positivo” (~01/05) •”(RE)Play:” (~01/05) Fnac LeiriaShopping - Leiria •”Olhar as subculturas” - fotografia (~21/01) Casa-Museu João Soares - Cortes •”Os grafitos medievais do Mosteiro da Batalha” (~01/04) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Sacas de retalhos à moda antiga” (3ªs~6ªs) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Tradições, contos e imagens de Natal” (~31/01) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Vilma Liban”- arte da gravura em Vidro (~27/03) Teatro-Cine - Pombal •”Sensibilidades 25” - fotografia (7/01~6/03) Biblioteca Municipal - Pombal •”Um Presépio, um Tesouro, uma Arte” (~6/01) Praça Marquês de Pombal - Pombal •”São Martinho na Arte Popular” (~31/01)

Câmara de Leiria decidiu por unanimidade DR

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria • Concerto de Ano Novo e Reis (6/01, 21h30) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Sons de música” - concerto para bebés (9/01, 10h30 e 11h45) • Concerto de Reis - Soci. Filarmónica S. Aflitos do Soutocico (8/01, 21h) •”Beny Hall” - teatro (13/01, 21h30) Biblioteca Municipal - Leiria •”As palavras que falam” - hora do conto (14/01, 10h30) •”Eu quero um amigo” - hora do conto (14/01, 10h30) •”Ynari: a meina das cinco tranças” - hora do conto (14/01, 10h30) Biblioteca José Saramago, IPL - Leiria •”Os erros que nunca cometerei” - workshop (11/01, 18h30) Edifício Banco de Portugal - Leiria •”Fábrica do Pai Natal” - infantil/juvenil (~6/01) Centro de Convívio e Recreio - Telheiro •”Ria, pela sua saúde” - yoga do riso (6,13,20,27, 19h30~20h30) Casa-Museu João Soares - Cortes • Serões Literários (8/01, 21h30) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Tertúlia dos Anos de Ouro” (2ªs e 5ªs feiras, 15h00~17h00) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Meter as mãos no vidro” -infantil/juvenil (4ªs a 6ªs, 10h00 e14h30)

Voto de louvor ao “Bailadoiro” da SAMP Por proposta do Vereador da Educação, Juventude e Cultura, Gonçalo Lopes, a Câmara Municipal de Leiria deliberou por unanimidade, na sua Reunião de 28 de Dezembro, atribuir um Voto de Louvor à SAMP – Sociedade Artística Musical de Pousos pela participação, no passado dia 16 de Dezembro, do

Edições Colibri Como tantos jovens da sua idade, Corbeau alistou-se nos exércitos de Napoleão e, aos 35 anos, integrou o Exército de Portugal, comandado por André Massena, com a missão de invadir de novo o reino luso. Atravessou os Pirenéus sob a chefia de Clausel, com quem partilhava a terra natal – Mirepoix – um pequeno burgo no Sul de França, e a Amizade cimentada nos palcos da guerra. Corbeau chegou às Linhas de Torres Vedras, a 12 de Outubro de 1810, tendo conhecido, na igreja da pequena aldeia de Matacães, uma joven de nome Maria, por quem se apaixonou. Maria tornara-se a sua Amiga, confidente e enfermeira, mas também a sua eterna lembrança.

autónoma de muitos bailes por toda a região, e para além de temas tradicionais portugueses tem no seu repertório obras originais da autoria do director do grupo, o saxofonista Adelino do Carmo Venâncio. Para a SAMP, fundada há 137 anos pelo Barão de Viamonte, a participação

“Abordagem médica, educacional e terapêutica”

do Bailadoiro SAMP neste concerto em Viena de Áustria, foi um dos momentos mais altos na divulgação do seu excelente trabalho, que prestigia, não só esta Sociedade Artística e Musical, mas também a Freguesia de Pousos e o Município de Leiria.

SAMP promove oficina sobre autismo No próximo dia 16 de Janeiro, a SAMP organiza uma oficina “Autismo - abordagem médica, educacional e terapêutica”, que contará com a presença de Arlete Crisóstomo, Pediatra de Desenvolvimento, com Célia Sousa, Docente de Educação Especial e Cora Levinson, Musicoterapeuta Espanhola. As inscrições encontram-se abertas até 14 de Janeiro, sendo os preços para encarregados de educação, estudantes e sócios SAMP de 15 euros e de 20 euros para outros profissionais da área.

na nossa estante

Um País Silencioso Calos Guardado da Silva

agrupamento Bailadoiro SAMP num concerto apresentado no Konzerthaus de Viena de Áustria. O Bailadoiro SAMP é uma formação improvisada da Filarmónica que inicialmente começou por tocar durante as festas religiosas. Devido ao seu sucesso tem hoje em dia uma temporada


CULTURA 5

O Mensageiro 6.Janeiro.2011

Coro do Orfeão de Leiria e Coro Ninfas do Lis

Gaudia Vitae deu espírito da quadra

Concerto de Natal

Concerto de Reis na Igreja de S. Pedro

DR

O Coro do Orfeão de Leiria e o Coro Ninfas do Lis protagonizam o Concerto de Reis que o Orfeão de Leiria oferece à cidade de Leiria no próximo sábado, dia 8 de Janeiro. Este evento decorrerá na Igreja de S. Pedro, pelas 18h00. O Coro Ninfas do Lis é um grupo feminino de Leiria constituído por 25 coralistas, dirigidas por Mário Nascimento e acompanhadas ao piano por Rui Daniel Silva. Criado em 2003, este grupo apresenta um repertório ecléctico, com peças de música sacra e profana, erudita e popular, portuguesas e de diversas partes do mundo, percorrendo uma grande diversidade de períodos históricos, desde o canto gregoriano à música actual. O maestro Mário Nascimento é também professor de Formação Musical e de Classe de Conjunto na

Na igreja matriz de Mira de Aire teve lugar, no passado sábado, 18 de Dezembro, o XV Concerto de Natal, promovido pelo Coro Gaudia Vitae – Associação Cultural. Cantou em primeiro lugar o Orfeão Dr. João Antunes de Condeixa, sob a direcção do Maestro António Pedro Devesa. A excelente interpretação dos números apresentados, mereceu o reconhecimento do numeroso público que não regateou nos seus aplausos. O Coro Gaudia Vitae, com direcção do Prof. Jaime Bento, por sua vez apresentou em estreia dois números novos. Uma Ave Maria de autor desconhecido que pela sua beleza, interioridade e, simultaneamente grandiosidade, teve o reconhecimento dos presentes que, de pé, o aplaudiram, acontecendo o mesmo no final com “Cântico di Natale” de A. C. Adam. O concerto terminou como é já hábito, com um número cantado em conjunto com os dois grupos. Nesta quadra festiva, o Coro Gaudia Vitae deseja a todos os seus associados e amigos, boas festas e um ano repleto de saúde e felicidade.

Escola de Música do Orfeão de Leiria Conservatório de Artes, e maestro do Coro do Conservatório Sénior desta instituição. O Coro do Orfeão de Leiria nasceu da tradição dos coros de vozes masculinas e atingiu nos anos cinquenta, pela sua qualidade artística, uma grande visibilidade a nível nacional, que teve também repercussões internacionais, nomeadamente através da BBC de Londres. Em 1986, como

resposta à necessidade de introduzir vozes novas que se fixassem na casa, foi criado um Coro Misto. A profissionalização por inteiro da direcção coral, em 1988, possibilitou não apenas prosseguir a renovação, mas alcançar também outros objectivos, como a generalização da técnica vocal, a melhoria dos conhecimentos musicais, a adopção de um repertório sistematicamente mais erudito e uma maior qua-

lidade interpretativa, trabalhando diferentes estilos de repertório, desde a música sacra da idade média até à música ligeira, repertório “a cappella” e também coralsinfónico. No Concerto de Reis os grupos Corais percorrerão obras de diversos compositores, trazendo à cidade um evento que é já uma tradição do Orfeão de Leiria no início do novo ano.

No Teatro Miguel Franco

“Benny Hall”

Orquestra Filarmonia das Beiras e Paulo de Carvalho

clima festivo que rodeia este espectacular programa, mas também pela ha-

bitual participação de um público que, ano após ano, atende com entusiasmo

ao concerto para festejar a chegada do Ano Novo. Este ano não fugirá à regra e haverá ainda mais razões para celebrar connosco: à Orquestra juntar-se-á um nome incontornável na música portuguesa das últimas décadas: Paulo de Carvalho. O resultado: uma viagem às canções de todos nós na voz deste cantor, num concerto envolvente, que contará ainda com outras obras de carácter festivo apropriadas à quadra.

Doação do “José Lúcio da Silva” foi há 44 anos

Câmara quer definir estatuto do Teatro Na reunião de Câmara de 28 de Dezembro de 2010 foi apresentado pelo Vereador da Cultura, Gonçalo Lopes, o parecer sobre o estatuto jurídico do Teatro José Lúcio da Silva, cujo estudo foi realizado pela Faculdade de Direito de Coimbra. Este parecer revela-se fundamental, dadas as preocupações de ordem jurídica e financeira surgidas na sequência da auditoria externa realizada neste Município e através da qual diversas questões foram levantadas.

Aspectos como a responsabilidade financeira pela gestão de dinheiros públicos (transferências anuais do Município de Leiria), a contratação e gestão de recursos humanos, assim como o cumprimento dos procedimentos concursais para aquisição de bens e serviços, requerem que seja encontrada uma solução relativamente ao estatuto jurídico do Teatro José Lúcio da Silva. Também, a prestação de contas quer ao Município de Leiria, quer a entidades

externas, motivadas pelo facto do Teatro José Lúcio da Silva ter sido objecto de doação ao Município de Leiria, e ter funcionado ao longo de 44 anos com uma gestão autónoma a nível patrimonial, administrativo e financeira, desprovido, até hoje, de personalidade jurídica, são motivos relevantes para que se defina o enquadramento jurídico desta entidade cultural. Do parecer agora apresentado surgem três cenários, teoricamente possíveis para a regulariza-

ção do estatuto jurídico do Teatro José Lúcio da Silva e que são nomeadamente, a criação de uma fundação, de uma empresa municipal, ou a integração nos serviços municipais. Para a Autarquia, bem como para o Teatro José Lúcio da Silva, e na sequência das alterações de carácter legal, que se têm verificado ao longo dos anos no que diz respeito a estas matérias, urge encontrar uma solução que obvie à actual situação e defina o Estatuto jurídico do teatro.

DR

No dia 6 de Janeiro, pelas 21h30, no Teatro José Lúcio da Silva, haverá o concerto de Ano Novo e Reis pela Orquestra Filarmonia das Beiras e Paulo de Carvalho. Para a Orquestra Filarmonia da Beiras (OFB), nada faz mais sentido do que começar o novo ano com música. O já tradicional Concerto de Ano Novo e Reis constitui um dos momentos marcantes da temporada musical da OFB, não só pelo extraordinário

Pedro Jerónimo

Concerto de Ano Novo e Reis no teatro

No próximo dia 13 de Janeiro, pelas 21h30, sobe ao palco do Teatro Miguel Franco a peça de teatro “Benny Hall”. Trata-se de uma paródia à excessiva intelectualização do teatro, interpretada por uma pianista e dois actores, que partem dos diálogos do filme “Annie Hall”, de Woody Allen, para uma divertidíssima desconstrução daquilo que se tem por hábito chamar “o processo criativo” da arte teatral. Num registo próximo da stand-up comedy, mas abrangendo também as descobertas de Peter Brook, Stanislavski, Pinter ou Grotowski, este é um espectáculo tão sarcástico quanto absurdo.

Associações com menos dinheiro

Câmara corta nos apoios O Município de Leiria aprovou uma medida que pôs fim aos protocolos estabelecidos com as associações culturais do concelho, tendo em vista a redução de apoios financeiros. Segundo o vereador da Cultura, Gonçalo Lopes, “a câmara não pode continuar a manter 60.000 euros de protocolos que não consegue honrar”, perante ranchos, filarmónicas, grupos culturais, entre outros da área da cultura. O vereador referiu ainda que só agora foram pagas as últimas tranches de 2009 e não há dinheiro para as de 2010. Por isso, “devemos terminar com os protocolos ainda no corrente ano e avançar com novos protocolos no próximo ano, com novos valores, mais baixos, mas para cumprir os prazos de pagamento”. Os novos protocolos deverão funcionar na base das actuações dos grupos e associações culturais, prevendo-se que sejam encontrados “mecanismos para haver mais actuações, dentro e fora do concelho”, ao mesmo tempo que deverão ser procuradas outras instâncias que apoiem as suas actividades. Na mesma reunião do executivo, a oposição socialdemocrata defendeu que a cessação dos protocolos só deveria avançar no momento em que o município tivesse outros já elaborados para protocolar com as associações culturais do concelho. “Que isto não ponha em causa a actividade desenvolvida pelas associações”, alertou a vereadora independente eleita pelo PSD, Isabel Gonçalves.


6 OPINIÂO / SOCIEDADE Oportunidade histórica Os homens crescem mais nas tormentas que na bonança. Por isso vivemos hoje uma ímpar oportunidade histórica: podemos finalmente dar o salto que falta para nos confirmar no ritmo do futuro. Depois de ser líder cultural no Renascimento, lançando e conduzindo a gesta da globalização marítima, o pequeno Portugal deu-se mal na época civilizacional seguinte. Não foi por os ideais iluministas terem chegado tarde ou demorado a estabelecer-se. A penetração começou em meados de setecentos com o marquês de Pombal e, após dura guerra civil, estavam definitiva e triunfantemente implantados a partir de 1834. A maioria dos países europeus sofreu um reaccionarismo mais longo, demorando a adquirir estavelmente um regime aberto. Ao contrário do que se diz, o problema nunca esteve no atraso da modernização. Aliás, o País antecipou várias ideias que a Europa viria a aplicar, como a abolição da pena de morte ou a criação do banco central. O mal sempre foi a qualidade dos nossos modernistas. A podridão do Liberalismo e a canalhice da República mostram bem o fiasco da variante lusitana de progresso. O mais irónico é que os nossos intelectuais costumam desprezar o povo e a cultura nacional, quando o único grande defeito do País está na mediocridade das elites. A inversão desse fiasco deu-se porque comparativamente os fascistas portugueses foram melhores que as alternativas. Ao contrário dos outros regimes autoritários europeus (e das tentativas democráticas nacionais), o resultado do salazarismo foi um país seguro, estável e progressivo. Assim, a revolução de 1974 pode trazer a grande oportunidade para Portugal, finalmente, conseguir um regime aberto, pacífico, dinâmico. E correu muito bem! O nosso país ocupou enfim uma posição digna e respeitável junto das nações avançadas. Mas, após vinte anos de sucesso, surgiu há quinze a terrível tentação da facilidade. A Europa afinal não era um desafio, uma concorrência, mas um hipermercado que fornecia fartura em doze suaves prestações mensais. A sociedade pensou que a prosperidade estava em promoção. Promessas, direitos adquiridos, justas reivindicações, garantias, exigências e obras públicas faziam o País acreditar que o bem-estar era rápido e barato. A dívida crescente foi o truque que suportou a ilusão. Hoje somos um país europeu, livre e desenvolvido, que enfrenta o último desafio, dominar a tentação oportunista. Se aprendermos que o sucesso nunca está adquirido e exige sempre esforço, seriedade e criatividade, ultrapassaremos o obstáculo e chegaremos ao grupo de países na frente do progresso. Nas últimas décadas aprendemos tanto e conquistámos posições. Falta apenas dominar a última falácia para chegar ao destino. Vencendo a ilusão, atingiremos enfim a condição de país próspero. Os próximos anos determinarão se conseguimos ou não. O obstáculo não são só os suspeitos do costume, corrupção dos políticos, defeitos da administração, educação, justiça e cultura. O obstáculo está também nos que bramam contra os suspeitos do costume. O inimigo que temos de vencer são as raivas, os insultos, as lamúrias, os resmungos e as imprecações ociosas. É preciso deixar-nos de tretas, apertar o cinto, trabalhar mais e melhor. Cada um no seu sítio tem de procurar a solução para a migalha da crise que lhe compete, sem desculpas, zangas ou teorias. Simplesmente subir ao nível europeu a pulso, carregando às costas a mochila dos disparates recentes. No cimo do penhasco está a modernidade. A distância já não é longa. Temos a democracia e a economia. Precisamos apenas de realismo, serenidade, imaginação. Há que vencer as fraudes e boçalidade dos dirigentes, mas também os extremismos e insultos dos que desconfiam dos dirigentes. Tal como a mentira da facilidade que levou à crise foi a mesma que apodreceu o império em meados do século XVI, também o inimigo actual é a mesma tolice intelectual que paralisou o liberalismo de oitocentos. A nossa geração tem à vista a realidade de um novo Portugal, moderado, inteligente, capaz. Esse pode vencer a crise. João César das Neves in DN (27/12/2010)

6.Janeiro.2011

Em Ourém

Jantar-Gala a favor da “Ajuda de Berço” No dia 11 de Janeiro, no Restaurante D. Nuno, o Município de Ourém, associase à Future Health Portugal, na realização de um jantar - gala, a favor da Ajuda de Berço. Desde Junho 2010 que a Future Health Portugal tem desenvolvido uma campanha de recolha de fundos a favor desta instituição. Esses donativos serão entregues no próximo dia 11 de Janeiro, a partir das 19h30, em Fátima, no restaurante D. Nuno.

DR

Opinião

O Mensageiro

OurémViva tem novo Conselho de Administração Foi nomeado no dia 28 de Dezembro de 2010 o Conselho de Administração da Empresa Municipal OurémViva - Gestão de Eventos, Serviços e Equipamentos, EEM. A OurémViva será composta por um presidente, José Manuel Alho, sem remuneração; um vice-presidente, João Sousa, que irá auferir 75 por cento do vencimento do presidente da câmara; e um vogal, Gisela Cid Simões, que receberá 90 por cento do vencimento do vice-presidente, após a integração da AmbiOurém nesta estrutura municipal.

No mesmo evento serão lançadas a leilão as camisolas assinadas por vários jogadores de futebol que, de modo solidário se juntaram a esta causa: Cristiano Ronaldo, Yanick Djaló, Daniel Carriço, Rui Patrício, Carlos Saleiro, Alberto Zapater, Fábio Coentrão, entre muitos outros, deram o seu contributo e as suas camisolas serão postas a leilão em mais de 47 países, onde a Future Health tem delegações. No jantar gala participa-

rão várias personalidades que desde sempre estiveram com a Ajuda de Berço, nesta campanha da Future Health Portugal, à qual o Município de Ourém aderiu de imediato, após saber da intenção da Future Health Portugal, em realizar esta gala no nosso concelho. Se cada um ajudar, faremos a diferença!

Novo site do Município No mesmo dia foi apresentado aos vereadores e comunicação social o novo site do município de Ourém. A nova plataforma, elaborada na totalidade pelos serviços da autarquia (Divisão de Tecnologias de Informação e Comunicação e Gabinete de Comunicação), ficará acessível ao público a partir da meianoite de sexta-feira através do endereço www.cm-ourem.pt. Acompanhando a evolução da sociedade de informação, das novas tecnologias e das necessidades dos cidadãos, o site apresenta uma nova imagem e novas formas de navegação, para um acesso rápido e fácil à informação.

Operação Ano Novo

Menos acidentes e menos vítimas A GNR registou nas estradas portuguesas 916 acidentes, que provocaram cinco mortos e 12 feridos graves. Estes são os números oficiais da operação Ano Novo, que começou no dia 30 e terminou às 24h00 do dia 2 de Janeiro. É um balanço positivo, quando comparado com o ano passado, sublinha o Major Maximiano Vaz Alves. “Este ano, na operação fim de ano tivemos

916 acidentes, menos 187 do que em igual período do ano passado. Tivemos cinco mortos, menos dois, e 12 feridos graves, menos 13”, explicou o Major Maximiano Vaz Alves, do Comando da GNR. O mesmo responsável adianta ainda que foram registados “278 feridos leves, menos 68”. “Tivemos uma descida em número de acidentes, número de mortos, número de feridos graves, número de feridos leves, o

que significa uma melhoria. Não é o ideal, mas é bastante melhor do que no ano anterior”, refere o Major Maximiano Vaz Alves. Em Leiria destaca-se três mortes no período da Operação Ano Novo. Na Guia, perto da EN109, no dia 31 de Dezembro, um condutor de 66 anos, despistou-se, embatendo no muro de um poço. A viatura desfez parcialmente o muro do poço, ficando suspensa,

tendo o condutor caído no poço. Em Porto de Mós, igualmente no dia 31 de Dezembro, uma mulher de 51 anos faleceu atropelada. Um outro acidente aconteceu na madrugada do dia 1 de Janeiro de 2011, com o despiste de um automóvel em Caldas da Rainha, resultando na morte de uma mulher de 61 anos.

Instituto Nacional de Estatística precisa de funcionários

30 mil colaboradores para o Censos 2011 O Instituto Nacional de Estatística (INE) está a recrutar 30 mil colaboradores para levar a cabo o censos de 2011. O trabalho vai ser pago em função dos resultados apresentados e o contrato será de dois meses, entre Março e Abril. Os interessados podem inscrever-se através

do preenchimento de um formulário disponível no site do instituto. Para o maior processo de recrutamento do INE, os candidatos precisam de ter mais de 25 anos, pelo menos o equivalente ao 9º ano de escolaridade, um telemóvel e conhecer bem a zona a que se candidatam.

Deverá ser dada preferência a quem tiver conhecimentos de informática e um computador com ligação à internet. Isto porque, pela primeira vez, vai ser possível responder aos censos via Internet.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 6.Janeiro.2011

Conselho Municipal de Educação apoia

Norte do distrito de Leiria

Moção relativa ao ensino particular No dia 28 de Dezembro, em reunião da Câmara de Leiria, foi deliberado subscrever a Moção do Conselho Municipal de Educação, que defende a manutenção dos contratos de associação entre o ensino particular e o Ministério da Educação, bem como, remeter a sua subscrição àquele Ministério. Com efeito, e conforme é referido nesta Moção, emitida na sequência da reunião que o Conselho Municipal de Educação promoveu no passado dia

27 de Dezembro, num universo de 7399 alunos matriculados no ensino básico 2.º e 3.º ciclos do concelho de Leiria, 2662 encontram-se matriculados em seis estabelecimentos de ensino particular e cooperativo com contrato de associação com o Ministério da Educação. Considerando que, também como é referido na mesma Moção, os estabelecimentos da rede pública têm capacidade para receber apenas 222 turmas, tendo sido homologadas

235 pela rede escolar (4737 alunos), verifica-se que existe uma sobrelotação das escolas da zona urbana com taxas de ocupação bastante superiores à capacidade das mesmas. Com base nesta realidade, os contratos de associação foram celebrados para dar resposta a situações de rotura da oferta pública, uma situação que se mantém actualmente. A não serem celebrados estes contratos de associação, a rede pública já por si deficitária, não terá

Falta de dinheiro suspende criação de parque empresarial

capacidade para receber todos os alunos dos 2.º e 3.º ciclos que neste momento se encontram no ensino particular. Refira-se ainda que, os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo estão integrados na rede escolar, cuja oferta educativa está inscrita na Carta Educativa de Leiria, homologada pelo Ministério da Educação em 29 de Maio de 2007.

Leiria representou Portugal na Sessão Internacional Findada a Sessão Internacional Extraordinária do Parlamento Europeu dos Jovens(PEJ) em Lillehammer, na Noruega, a equipa leiriense escolhida para representar Portugal regressou a casa com uma nova visão da cidadania europeia na bagagem. A sessão, que decorreu entre 10 e 18 do presente mês, veio recompensar os delegados de vários países que se tinham visto impedidos de comparecer na Sessão Internacional de Tromso em Abril deste ano, devido à erupção do vulcão islandês Eyjafjallajokull. Sem se desmotivarem, e à semelhança de centenas de jovens espalhados de toda a Europa, os delegados leirienses preparam-se para uma semana intensa de neve e debates, educação europeia e diversão em Lillehammer, antiga cidade olímpica e um cenário certamente diferente do que aquele a que estavam habituados.

DR

Parlamento Europeu dos Jovens na Noruega

O evento contou com a participação de mais de duas centenas de delegados e dezenas de organizadores, coordenadores e jornalistas de toda a Europa, de Portugal à Turquia, da Noruega a Itália, da Irlanda à Rússia. As assembleias-gerais, emitidas e assistidas em directo na Internet por mais de um milhar de pessoas, foram o culminar de uma semana de trabalho intenso. Os jovens foram distribuídos em comités multi-nacionais e, à semelhança das sessões

de apuramento regionais e nacionais, colocados a trabalhar na elaboração de moções relativas a vários temas de relevância no panorama europeu, temas tão variados quanto a protecção das minorias, as relações entre a UE e a Rússia ou a violência desportiva. Os acontecimentos dos “bastidores” são, contudo, a grande parte do que o PEJ verdadeiramente é. Durante uma semana, os jovens leirienses puderam conviver de perto

com as várias realidades culturais que formam a rica tapeçaria europeia, num ambiente jovial de cordialidade e compreensão. Ajudados diariamente por muitas actividades de convívio, incluindo jogos, noites de dança e jantares, estabeleceram-se amizades entre os jovens das várias delegações, no verdadeiro espírito do Parlamento. Foi assim que, com alguma tristeza para todos os participantes, esta sessão verdadeiramente extraordinária chegou ao fim. Mas, nas palavras de Cristopher Marques, delegado leiriense: “Sentem-se tristes? Não estejam! O fim de uma sessão marca apenas o início de uma nova”. Os ensinamentos ganhos nesta experiência irão certamente perdurar por bastante tempo. António Conduto Oliveira Delegado representante da Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo -Leiria

Os municípios de Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande, no Norte do distrito de Leiria, anunciaram a suspensão do projecto de criação de um parque empresarial comum por falta de verbas. “O projecto encontra-se suspenso por falta de dinheiro”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, João Marques (PSD), apontando a inexistência de apoio do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). João Marques sublinhou a incapacidade financeira dos três municípios para avançarem com fundos próprios para o investimento, estimado em cinco milhões de euros. “A actual conjuntura é-nos absolutamente desfavorável”, assegurou o autarca, adiantando que o seu município sofreu um corte de verbas de cinco por cento do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) II, a que acresce o mesmo valor no Orçamento do Estado. “Somos afectados de duas formas: sofremos um corte de verbas e, depois, não temos como assegurar a contrapartida nacional em projectos candidatados ao QREN”, salientou. Criticando o “corte cego” que atinge todos os municípios de igual forma, o presidente da Câmara de Pedrógão Grande classificou a situação como “injusta” para os municípios do Interior, que “não têm receitas próprias”. As verbas do QREN “vão para os municípios ricos”, acusou. João Marques manifestou ainda a esperança de que o projecto de criação do parque empresarial “possa ser apoiado num futuro próximo”, se houver “alguma reprogramação” dos fundos comunitários. “Só há uma forma de combater a desertificação: é a criação de emprego, para os que cá estão fiquem e os que foram embora regressem”, declarou. O presidente da autarquia de Castanheira de Pêra, Fernando Lopes (PS), também lamentou que a concretização do parque empresarial dos três concelhos, anunciada para este ano, não esteja em curso. “Este deveria ser um projeto não só apoiado, como incentivado e potenciado”, afirmou Fernando Lopes, destacando a parceria dos municípios para criar uma infra-estrutura que “poderia constituir uma mais valia para o Pinhal Interior Norte”. O parque empresarial intermunicipal está projectado para uma zona que delimita os três concelhos, junto ao Itinerário Complementar 8. Lusa

www.omensageiro.com.pt

96 de (in)formação diferente

Programa de apoio à Internet nos Jardins de Infância A Câmara Municipal de Leiria deliberou aprovar a transferência de verbas até ao valor máximo de 90 euros por Jardim de Infância, num total de 4.770 euros por ano, no âmbito do Programa de Apoio à Internet nos Jardins de Infância. A transferência de verbas, que só será efectivada após a apresentação dos documentos de despesa

em nome do Agrupamento de Escolas, com referência ao Jardim de Infância e posterior informação dos serviços, destina-se aos estabelecimentos do agrupamento que ainda não possuem acesso à internet, nomeadamente Caranguejeira, Colmeias, Rainha Santa Isabel (Carreira), Maceira, Marrazes, Dr. José Saraiva, Dr. Correia

Mateus e Jardins da Serra. Subjacente a esta deliberação da Autarquia está o facto de as novas tecnologias da informação assumirem hoje um papel preponderante no desenvolvimento das actividades educativas, bem como na concretização de vários projectos em cada comunidade escolar/território educativo do

nosso Concelho. Como tal, este mecanismo de apoio agora desencadeado pela Autarquia, irá permitir que, para além das escolas EB1, já abrangidas pelo protocolo celebrado entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Associação Nacional de Municípios Portugueses, no âmbito do programa Internet

na Escola, os estabelecimentos de educação do pré-escolar, que não estão integrados nestas medidas, possam também usufruir deste importante recurso educativo, na actividade desenvolvida pelo(a) educador(a) de Infância e na sua relação com a unidade organizacional “Agrupamento de Escolas”.


8 ECLESIAL

O Mensageiro 6.Janeiro.2011

[COLUNA SEMANAL]

CAMINHO... COM A

CARTA PASTORAL 13

O novo fardo do homem, e cristão CLIPPING

José Manuel Fernandes

Jornalista*

3. A IGREJA, CASA E ESCOLA DA CARIDADE (...) 3.4. A caridade no itinerário da iniciação cristã

Ser iniciado à fé implica necessariamente ser iniciado ao amor fraterno. Então há que fazer da caridade uma componente indispensável da catequese, de modo a proporcionar às crianças e aos adolescentes a aprendizagem da capacidade de doação, de partilha e de serviço. Esta aprendizagem deveria tornar-se prática habitual para os crismandos através de experiências concretas – bem preparadas, acompanhadas e orientadas –, de visita e até de serviço a instituições que cuidam dos mais vulneráveis. 3.5. A Eucaristia, Sacramento da Caridade

Outro momento de iniciação à caridade e fonte permanente do seu dinamismo é a celebração da Eucaristia. Nela “Jesus faz de nós testemunhas da compaixão de Deus por cada irmão e irmã; nasce assim, à volta do mistério eucarístico, o serviço da caridade para com o próximo, que consiste precisamente no facto de eu amar, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou nem sequer conheço. (...) Então aprendo a ver aquela pessoa já não somente com os meus olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo. Desta forma, nas pessoas que contacto reconheço irmãos e irmãs, pelos quais o Senhor deu a sua vida amando-os ‘até ao fim’ (Jo 13, 1)” (SC n. 88). O próprio gesto da paz, na celebração, convida-nos a “fazer-nos próximo” da pessoa que está a nosso lado; não porque a escolhemos nós mas porque Deus a chamou e a pôs aí. A recolha das ofertas também promove a atenção e a solidariedade para com as necessidades dos irmãos. Recomendo aos sacerdotes que, na celebração da Santa Missa, usem mais frequentemente a Oração Eucarística V/D, do Missal Romano, intitulada “Jesus passou fazendo o bem”.

Proposta para reflexão...ção cristã • A

rário da inicia 3.4 - A caridade no itine idade está a ser um lugar catequese na nossa comun O ação, partilha e ser viço? de aprendizagem da do melhorar? que podemos fazer para que mento da Caridade • O 3.5 - A Eucaristia, Sacra ia a celebração da Eucarist podemos fazer para que adin do te en an rm te pe seja, cada vez mais, a fon ? de ida un com mismo caritativo da nossa

Bernard-Henri Lévy defendeu esta semana, no El País, que “os cristãos formam hoje, à escala planetária, a comunidade perseguida de forma mais violenta e na maior impunidade”. Mais: “enquanto o anti-semitismo é considerado um crime e os preconceitos antiárabes ou anticiganos são estigmatizados, a violenta fobia anticristã que percorre o mundo não parece ter qualquer resposta”. Curiosas palavras vindas de um não-cristão, interessantes considerações proferidas por quem, em tempos, ajudou a fundar o SOS-Racismo. E singularmente coincidentes com as de Bento XVI, que, na sua mensagem a propósito do próximo Dia Mundial da Paz, também notou que “os cristãos são, actualmente, o grupo religioso que padece o maior número de perseguições devido à própria fé”. São raras as notícias sobre estas perseguições, mas isso não significa que elas não existam - apenas que não lhes é dada a importância que merecem. Parece mesmo existir uma espécie de sentimento de culpa que leva a que, ao mesmo tempo que se destacam os ataques aos crentes de outras religiões, se subvalorizam aqueles de que são vítimas os cristãos - católicos, ortodoxos, evangélicos, baptistas e por aí adiante. Vejamos alguns exemplos recentes. Na Nigéria, o Natal foi marcado por uma série de atentados, de que resultaram 86 mortos, todos reivindicados por uma organização islamista. Em Hanói, as autoridades proibiram uma celebração protestante e a polícia carregou sobre os crentes que rezavam na rua. No

Azerbaijão, foi aprovada legislação que aumenta as multas aplicáveis a todos os grupos que tenham actividade religiosa sem antes se terem registado oficialmente. No Paquistão, uma mulher cristã, Asia Bibi, foi condenada à morte por blasfémia. No Irão, foram muitos os cristãos que passaram o Natal na cadeia, alguns deles acusados de apostasia (terem trocado a fé muçulmana por outra). Pouco antes do Natal, um grupo de cristãos coptas foi morto no Egipto perto da sua igreja. Nas Filipinas, uma bomba feriu 11 pessoas durante uma missa no dia de Natal. Na cidade chinesa de Chendgu, a polícia invadiu uma igreja na véspera de Natal e levou presos 17 crentes, incluindo uma mulher grávida. Na Índia, ocorreram ataques contra comunidades cristãs conduzidos por fundamentalistas hindus. E, no Iraque, onde a intensidade do ataque às comunidades cristãs tem levado a um êxodo em massa, várias cerimónias natalícias foram canceladas após terem sido recebidas ameaças de grupos ligados à Al-Qaeda. Bernard-Henry Levy acrescenta a estes muitos outros exemplos, incluindo a prisão de uma jovem internauta na Palestina de Mahmud Abbas, a tentativa de assassinato do arcebispo de Kartum, Gabriel Zubeir Wako, a perseguição aos cristãos evangélicos da Eritreia, ou a morte a tiro do padre Christian Bakulene na República Democrática do Congo. O terrível destino da comunidade de monges franceses que vivia num mosteiro católico na Argélia e foi assassinada por um grupo de fundamentalistas islâmicos, e que Xavier Beauvois nos conta no belíssimo filme Dos Homens e dos Deuses (ainda em exibição), está longe de ser um exemplo isolado de violência sectária. Não faltará quem, como alerta o filósofo francês, esteja pronto a fechar os olhos perante estes crimes lembrando o antigo estatuto de religião dominante do Cristianismo. É um disparate imenso, sob todos os pontos de vista. Primeiro, porque todas as vidas humanas têm o mesmo valor, e nada nos permite diminuir a integralidade de qualquer ser humano, seja ele hindu, muçulmano,

ateu ou cristão. Depois, porque se é verdade que os cristãos, como tantos outros, promoveram “guerras santas”, não se pode ignorar que a emergência dos valores modernos da liberdade, da igualdade e da dignidade humana medrou em sociedades cristãs, nelas tendo ganho corpo e foros de cidadania muito antes de tal ocorrer noutras civilizações. É bom recordar, por exemplo, que na primeira república democrática moderna, os Estados Unidos, a liberdade religiosa antecedeu a liberdade política e, como justamente notou Tocqueville, a forte presença da religião na sociedade não impediu a criação de um Estado forte e separado das igrejas. Bento XVI, que dedica precisamente a sua mensagem de 1 de Janeiro de 2011 à liberdade religiosa, nota que esta se radica “na própria dignidade da pessoa humana” e está “na origem da liberdade moral”, pois se estabelece que “cada homem e cada grupo social estão moralmente

obrigados, no exercício dos próprios direitos, a ter em conta os direitos alheios e os seus próprios deveres para com os outros e o bem comum”, como proclamou o Concílio Vaticano II. Invocando a Declaração Universal dos Direitos do Homem, o Papa defende que excluir a religião da vida pública torna mais difícil “orientar as sociedades para princípios éticos universais” ou “estabelecer ordenamentos nacionais e internacionais nos quais os direitos e as liberdades fundamentais possam ser plenamente reconhecidos e realizados”. Na mira do chefe da Igreja Católica está um laicismo radical que se traduz na “hostilidade contra a religião” e numa limitação ao “papel público dos crentes

na vida civil e política”. É neste quadro que Bento XVI não se limita a desejar que terminem as perseguições sectárias aos cristãos na Ásia, em África ou no Médio Oriente, mas também faz votos para que “cessem no Ocidente, especialmente na Europa, a hostilidade e os preconceitos contra os cristãos pelo facto de estes pretenderem orientar a própria vida de modo coerente” com os seus valores. Em causa não está a laicidade das instituições ou o direito de crítica, que no Ocidente é exercida com veemência sem que suscite apelos à censura por parte das igrejas cristãs (ao contrário do que sucede com os muçulmanos). Em causa está, isso sim, saber se é legítimo despedir uma enfermeira em Inglaterra porque esta insistiu em usar um crucifixo. Ou se, também em Inglaterra, é legítimo levantar um processo contra um psicólogo que distribuiu aos seus colegas de serviço um desdobrável sobre os efeitos negativos do aborto com base no argumento de que isso é “perturbador”. Entretanto, chega-nos de Espanha outro tipo de notícias perturbantes. Em Lérida, um imã radical criou uma milícia privada que anda pelas ruas a perseguir os muçulmanos que têm comportamentos não ortodoxos (na forma de vestir, por exemplo), perante a indiferença das autoridades. Enquanto isso, na província de Cádiz, um jovem muçulmano fez queixa na polícia do seu professor de Geografia por este ter falado, nas aulas, das condições em que fabricava presunto (o Ministério Público espanhol teve, neste caso, o bom senso de arquivar a queixa). O contraste entre estas situações faz-nos regressar à ideia de que tendemos a olhar para a violência anticristã com critérios mais condescendentes ou mesmo com um espírito compreensivo. É como se entendêssemos que todos os cristãos devem carregar um novo “fardo do homem branco”, sendo obrigados a penar, pelos cinco continentes, os pecados da colonização e, por isso, sendo sempre culpados de todos os males, mesmo quando estão inocentes... Público, 2010-12-31 www.twitter.com/jmf1957


DIOCESE 9

O Mensageiro

6.Janeiro.2011

Homília do Final do Ano de D. António Marto

Sinais de vida e de esperança

É uma grande alegria voltar a ver-vos aqui reunidos nesta Igreja da Santíssima Trindade, numa circunstância tão significativa como é a passagem de ano. Com esta alegria saúdo-vos a todos, douvos as boas vindas e exprimo a minha proximidade espiritual e afectuosa a cada um de vós em particular. Com que sentimentos no coração celebramos esta Eucaristia de final do ano? Com os sentimentos que a Palavra de Deus proclamada quer suscitar e desenvolver em nós: a recordação dos dons de Deus e a acção de graças. Recordemos os dons de Deus: sinais de vida e de esperança O hino de S. Paulo “Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos cumulou de todas as bênçãos espirituais em Cristo...” convida-nos a dizer com a voz, o coração e a vida a nossa acção de graças a Deus pelo dom do Filho, fonte de todos os outros dons com que Ele enche a nossa existência, a Igreja e o mundo. Maria é-nos proposta como “ícone privilegiado” da recordação. Toda ela é conquistada pela recordação do que Deus realizou: “grandes coisas fez em mim o Todo Poderoso”. Traz todas estas coisas à memória, medita-as, revisita-as cheia dos afectos do coração, saboreia-as no seu significado de graça e na sua beleza espiritual. Assim, convida-nos a todos – pessoas, famílias, comunidades, Igreja a cultivar, como ela, a recordação perante os dons recebidos do Senhor, em particular dos que enriqueceram os dias, as semanas e os meses do ano que chega ao seu termo. Cada um certamente fará a sua recordação pessoal das experiências de graça que porventura só ele e Deus conhecem. Eu, como bispo, desejaria trazer à memória, em acenos rápidos, algumas experiências que tiveram particular relevância na vida eclesial para todos nós e que são sinais de vida e de esperança. 1. A nível diocesano quero recordar, antes de tudo, a “Festa da Fé: Rosto(s) da Igreja Diocesana” com que encerrou o Ano Pastoral dedicado a “Ir ao coração da Igreja. Comunhão e corresponsabilidade na comunidade cristã”. Foi uma verdadeira festa de um povo que deu visibilidade à

beleza do rosto da nossa Igreja na sua unidade e pluralidade e irradiou a alegria da fé, a comunhão e a fraternidade na cidade dos homens. 2. Recordo também as celebrações da abertura e do encerramento do Ano Sacerdotal. Foi um ano dedicado, segundo as palavras do Papa, a “favorecer a tensão dos sacerdotes para a perfeição espiritual da qual depende a eficácia do seu ministério” e a “promover o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um testemunho evangélico mais forte e incisivo no mundo de hoje”. Ajudou a redescobrir a beleza do dom do sacerdócio, a revigorar a fraternidade entre os padres e a cuidar das vocações sacerdotais. Na lógica do Ano Sacerdotal agradeço ao Senhor, particularmente, a ordenação de um presbítero, após três anos sem ordenações, e a entrada de seis novos seminaristas para o nosso Seminário Maior. 3. Como acontecimento maior, mais marcante, gozoso e inesquecível para o nosso Santuário recordo a peregrinação do Santo Padre que trouxe à nossa Igreja e ao nosso país um “suplemento” de espiritualidade, de esperança, de paz e de beleza espiritual de que tanto precisávamos. Aqui em Fátima sublinhou a actualidade da mensagem da Senhora que “veio do Céu, a nossa bendita Mãe oferecendo-se para transplantar no coração de quantos se lhe entregam o Amor de Deus que arde no seu”; e que convida hoje a Igreja e o mundo a um sério exame de consciência, à purificação e à reparação. Nesta linha deixou-nos um estímulo a preparar o Centenário das Aparições a que já respondemos prontamente com um programa para sete anos, que constituem sete luzes para o nosso itinerário espiritual, desde 2010 até 2017. Além disso apontou Fátima como “coração espiritual de Portugal” e “escola de caridade e de serviço aos irmãos”. Foi nesta lógica da caridade que celebrámos o centenário da nascimento da pequena Jacinta sob o lema: “repartir com alegria como a Jacinta”. 4. Por fim, no horizonte da Igreja em Portugal desejo recordar dois acontecimentos. O primeiro é o projecto “Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal” cujo primeiro esboço está agora confiado à reflexão dos órgãos de corresponsabilidade das comunidades cristãs, das congregações religiosas, dos institutos seculares, dos movimentos, grupos e associações eclesiais. Trata-se de darmos todos as mãos, de nos pormos todos à escuta do que

o Espírito diz à Igreja neste momento da história, para um novo despertar de uma fé cansada e para readquirir um nova vitalidade em ordem à renovação e reorganização das nossas comunidades e à ousadia de novos dinamismos da missão, do testemunho do Evangelho numa sociedade plural e em mudança. O outro facto é a criação do “Fundo Social Solidário”, neste momento de emergência social, para responder mais eficazmente às necessidades de quem sofre as consequências da crise. Este Fundo representa um expoente significativo de toda a acção sócio-caritativa que a Igreja está a levar a cabo em todas as dioceses. Pede-nos um gesto de partilha como testemunho do amor fraterno: “A caridade é a força que transforma o mundo porque Deus é Amor”(Bento XVI). A recordação dos dons leva-nos à mais viva gratidão para com o Senhor celebrando a Eucaristia e cantando o Te Deum, um hino tradicional de louvor e acção de graças à Santíssima Trindade. Entrar na nova década com esperança, na força do Espírito Caros amigos, encerramos o ano de 2010 e iniciamos o de 2011 com a consciência de uma crescente crise social e económica. Despedimo-nos de uma década difícil como nem sequer imaginávamos. Todos experimentamos o mal estar de uma sociedade afectada pelos reflexos da crise, pela escassez do precioso bem do trabalho para todos, pela insegurança do futuro, pelo aumento da pobreza e pelo sofrimento de muitos pobres – uma sociedade psicológica, cultural e espiritualmente cansada, desiludida, esgotada. O nosso mundo está desorientado por causa da crise do mercado que se julgou omnipotente, dos poderes anónimos de capitais financeiros que escravizam o homem e ditam a agenda política em prejuízo do bem comum universal e ainda por causa de uma globalização que por vezes não tem alma nem rosto. Estamos perante um mundo com corpo de gigante e alma de anão! O mundo precisa de alma, de um suplemento de alma, que só pode provir de Deus. É precisa a coragem de resistir à decadência moral e social, de suprir à carência inédita de referências e de modelos de valores éticos e espirituais que atravessa a nossa sociedade. Queremos entrar na nova década com a força do Espírito para criar um tempo de esperança para o mundo. Mas

isto requer que sejamos capazes de olhar o momento actual como uma oportunidade histórica para uma conversão (mudança) de mentalidade e de critérios e modos de vida, a nível pessoal, familiar, educativo, empresarial, económico e político, sem nos deixarmos abater pelos inevitáveis problemas e dificuldades. Não se pode continuar a viver como dantes. O novo ano é um convite a um estilo de vida mais sábio através de um consumo mais sóbrio e sustentável, a uma solidariedade de maior partilha com os necessitados, a uma cidadania social mais consciente e mais forte da parte de todos, a uma nova cultura política de verdade, transparência, honestidade e responsabilidade que ponha o bem comum acima dos jogos, equilíbrios e privilégios do poder partidário, à colocação das necessidades dos mais pobres no topo das políticas económicas; em síntese, a um novo humanismo, a uma nova cultura com fundamentos espirituais e morais. Ouçamos o apelo que o Papa Bento XVI lançou na visita à Inglaterra: <<O mundo foi testemunha dos imensos recursos de que os governos podem dispor quando se tratou de ir em socorro das instituições financeiras entendidas como ‘demasiado importantes para serem votadas ao fracasso’. Não se pode duvidar de que o desenvolvimento integral dos povos do mundo não seja menos importante: eis um empreendimento que merece a atenção do mundo e que é verdadeiramente ‘demasiado importante para ser votado ao fracasso’>>. Isto vale também para Portugal!... Quando cantarmos o Te Deum, rezaremos: “Socorre os teus filhos, Senhor, que remiste com o teu precioso sangue; salva o teu povo, Senhor, e abençoa a tua herança; sê o seu Pastor e Guia através dos tempos e condu-lo às fontes da vida eterna”. Seja, pois, esta a nossa invocação para o novo ano: socorre, Senhor, com a tua misericórdia o nosso povo no meio do qual graves carências e pobreza pesam sobre a vida de pessoas e famílias impedindo de olhar o futuro com confiança. Concede a todos a luz e a força interior de dar passos corajosos na escolha de um estilo de vida sóbrio, na partilha com os necessitados e de cada um contribuir para criar um futuro de justiça, de solidariedade e de paz. Nós to pedimos por intercessão de Maria, tua e nossa bendita Mãe, Rainha da Paz!

† António Marto, Bispo de Leiria-Fátima

Visita Pastoral à Diocese 6 a 9 de Janeiro

Monte Redondo 6 de Janeiro (quinta-feira) 15h00 – Recepção no adro da igreja paroquial 15h30 – Eucaristia e Santa Unção a todos os doentes e idosos na igreja paroquial 17h30 – Visita à igreja de Casal Novo e oração do Rosário 19h30 – Visita à igreja da Sesmaria, oração do Rosário com os fiéis presentes e lanche/convívio 21h00 – Encontro de associações culturais, desportivas e outras de carácter civil 7 de Janeiro (sexta-feira) 15h00 – Vista ao Centro Social Paroquial 16h00 – Visita à igreja do Grou, oração do Rosário 17h15 – Encontro com Professores e Trabalhadores do Colégio Dr. Luís Pereira da Costa, seguido de um pequeno lanche/convívio. 19h30 – Eucaristia na igreja de Fonte Cova seguida de lanche/convívio 21h00 – No salão de Fonte Cova, Assembleia Paroquial (Conselhos pastoral e económico, Catequistas, ministros da comunhão, coros litúrgicos, movimentos…) 8 de Janeiro (Sábado) 15h00 – Encontro com as crianças do 1º ao 6º anos de Catequese 16h15 – Encontro com os adolescentes do 7º ao 10º anos de Catequese 17h30 – Encontro com os jovens e crismandos 19h00 – Eucaristia na igreja paroquial 20h00 – Jantar 21h15 – Encontro com casais no salão paroquial 9 de Janeiro (domingo) 11h00 – Celebração solene da eucaristia e crisma seguida de almoço/ convívio partilhado

13 a 16 de Janeiro

Coimbrão 13 de Janeiro (quinta-feira) 15h30 – Recepção no adro da igreja paroquial 16h30 – Visita ao Lar de S. Miguel das Areias - Barreiro 17h30 – Visita ao Lar “Quinta dos Avós! - Fontainhas 18h30 – Eucaristia na Igreja não paroquial de Ervedeira 20h00 – Lanche com a população daquele Centro de Culto 14 de Janeiro (sexta-feira) 15h00 – Eucaristia e encontro com os idosos, na Igreja Paroquial do Coimbrão, com a Santa Unção (+ 70) Lanche partilhado por todos 17h30 – Terço e encontro na Praia do Pedrógão 19h00 – Jantar 20h30 – No salão do Coimbrão, Assembleia Paroquial (Conselhos pastoral e económico, Catequistas, ministros da comunhão, coros litúrgicos, movimentos…) 21h00 – No salão de Fonte Cova, Assembleia Paroquial (Conselhos pastoral e económico, Catequistas, ministros da comunhão, coros litúrgicos, movimentos…) 15 de Janeiro (Sábado) 15h00 – Encontro com todas as crianças da Paroquia 16h30 – Encontro com os jovens e crismados 18h00 – Missa vespertina 19h00 – Jantar 20h30 – Encontro com autoridades, grupos recreativos e culturais 16 de Janeiro (domingo) 11h00 – Celebração solene da eucaristia e crisma seguida de almoço/ convívio no Salão Paroquial.

Festa na Barreira

Em honra de S. Amaro

Os jovens nascidos em 1991 estão a preparar a tradicional festa em honra de S. Amaro que se realizará nos dias 15 e 16 de Janeiro, na paróquia da Barreira. O programa está já elaborado e os preparativos estão adiantados. Aponte na sua agenda, que estes dias são para visitar a paróquia.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 6.Janeiro.2011

(09/01/11)

Antífona de Entrada: cf Mt 3, 16-17 Leitura I: Is 42, 1-4.6-7 Salmo Responsorial: Salmo 28 (29), 1a.2.3ac-4.3b.9b10 (R. 11b); Refrão: O Senhor abençoará o seu povo na paz. Repete-se Leitura II: Actos 10, 34-38 Aclamação ao Evangelho: cf. Mc 9, 6 Refrão: Aleluia. Repete-se; Abriram-se os céus e ouviu-se a voz do Pai: «Este é o meu Filho muito amado: escutaiO». Refrão EVANGELHO: Mt 3, 13-17 Naquele tempo, Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Baptista ao Jordão, para ser baptizado por ele. Mas João opunha-se, dizendo: «Eu é que preciso de ser baptizado por Ti e Tu vens ter comigo?». Jesus respondeu-lhe: «Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça». João deixou então que Ele Se aproximasse. Logo que Jesus foi baptizado, saiu da água. Então, abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre Ele. E uma voz vinda do céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência». Palavra da salvação.

Cânticos | II Domingo Tempo Comum (16/01/11) INÍCIO: Fiz de Ti a luz das nações – Lau 403 Toda a terra Vos adore Senhor – Lau 813 SALMO RESPONSORIAL: Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade - Lau 378 Eu venho, Senhor, para a fazer a vossa vontade - Lau 379 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Deixo-vos a paz - Lau 269 Enviai, Senhor, o Vosso Espírito – Lau 335

2011 - Ano Europeu do Voluntariado A 27 de Novembro de 2009, o “Conselho de Ministros da U.E., declarou oficialmente 2011, Ano Europeu das Actividades Voluntárias que Promovam uma Cidadania Activa”. Este “ano Europeu tem por objectivo geral incentivar e apoiar os esforços desenvolvidos pela Comunidade, pelos EstadosMembros e pelas autoridades locais e regionais tendo em vista criar condições na sociedade civil propícias ao voluntariado na U.E. e aumentar a visibilidade das actividades de voluntariado na U.E.” Assim, esta semana sugerimos uma visita ao sítio do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado (CNPV), que é o organismo responsável pela organização da participação nacional no ano Europeu. Ao digitarmos o endereço http:// www.voluntariado.pt, entramos no espaço virtual da entidade a “quem compete desenvolver as acções indispensáveis à promoção, coordenação e qualificação do voluntariado em Portugal”.

AO SABOR DA PALAVRA

COMUNHÃO: Preparais a mesa para mim – Lau 682 Este é Aquele de quem João dizia – Lau 352 PÓS-COMUNHÃO: Cantarei ao Senhor enquanto viver – Lau209 Porque és Senhor o caminho – Lau 670 FINAL: É preciso renascer - Lau 309 Eu louvarei – Lau 364

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

Água da vida

Festa do Baptismo do Senhor

Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos

MISSAS DOMINICAIS

Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 09h45 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h30 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

Neste dia em que celebramos o baptismo de Jeus Cristo celebramos ao mesmo tempo a revelação de Deus como Pai Misericordioso, quando se ouve a sua voz logo depois de Jesus ser baptizado: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência” E estas palavras continuam a ter o mesmo significado para todos aqueles que se baptizam ainda hoje. Deus continua a revelar o seu amor aos homens de hoje,

DR

Leituras | Baptismo do Senhor

“Seja voluntário”

No item “CNPV ”, ficamos a saber o que é este conselho, qual o seu enquadramento legal e quais as actividades que desenvolve e apoia. Na opção “voluntariado”, podemos consultar a legislação e as normas legais em vigor, quais os projectos em funcionamento, saber mais acerca do voluntariado empresarial, e ainda, por exemplo, obter a definição legal de voluntariado. O decreto de lei diz que, voluntariado “é o conjunto de acções de interesse social e

comunitário, realizadas de forma desinteressada por pessoas, no âmbito de projectos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade, desenvolvidos sem fins lucrativos por entidades públicas ou privadas”. Caso pretenda tornarse um voluntário clique em “seja voluntário”. Aí pode descobrir onde é que se pode tornar voluntário, quais são os seus direitos e deveres e ainda obter alguns testemunhos inte-

ressantes, nomeadamente uma partilha bastante rica do Monsenhor Victor Feytor Pinto. Estranhamente sobre o Ano Europeu do Voluntariado, não existe nenhuma área específica e os conteúdos que podemos encontrar sobre esta temática são ainda escassos. No entanto, fica aqui lançado o repto de estarmos atentos aos eventos e actividades que certamente irão ser realizados ao longo de todo este ano. Fernando Cassola Marques

mesmo que eles pareçam cada vez mais afastados do Seu amor. Este é o desafio que somos convidados a assumir neste tempo: viver a fraternidade que nos foi transmitida por Jesus. Reparemos nas palavras de S. Pedro na casa de Cornélio, o primeiro pagão a receber o baptismo: “Deus não faz acepção de pessoas.” Com esta atitude a Igreja nascente tornou-se verdadeiramente universal, aberta a todas as pessoas, independentemente da sua raça e do seu nascimento. Talvez seja tempo de fazermos um exame de consciência sobre a forma como estamos a dar testemunho da nossa fé, como estamos a anunciar o baptismo de salvação aos homens do mundo de hoje. Dizemos todos os dias que Deus veio salvar todos os homens, que ele quer que todos façam parte da sua família. Mas continuamos a olhar para a Fé como uma questão pessoal, um tesouro bem fechado no cofre do nosso coração, que não é acessível a ninguém. Deus na sua bondade continua a chamar a todos para pertencerem a esta fa-

mília divina, como ouvimos na primeira leitura: “Fui eu o Senhor que te chamei.” E para quê? Para que é que Deus se dá ao “trabalho” de nos chamar? De querer que sejamos nós a ter nas mãos o destino do mundo? Porque somos da sua família, e Ele não é egoísta para guardar só para si a tarefa de fazer tornar as coisas boas, incluindo-nos a nós mesmos. “Não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que fumega.” Diz o profeta Isaías. Esta frase devenos levar a pensar que não podemos fechar a torneira desta fonte do baptismo aos que têm sede, mesmo que parte da água escorra para a terra, é bastante a que se aproveita. Se muitas pessoas não estão preparadas para receber o baptismo, ou para baptizar os seus filhos, temos de encontrar uma maneira de os tornar conscientes da riqueza que está ao seu lado, de os levar a descobrir este enlevo que Deus tem para cada um de nós. Não basta dizer não, temos de revelar o sentido do baptismo às pessoas. Mas isso só acontecerá quando

tivermos plena consciência das nossas próprias limitações e que o verdadeiro trabalho da conversão dos corações é realizado pela graça de Deus. Jesus foi baptizado já como adulto e consciente da sua tarefa no mundo: anunciar o Reino de Deus aos homens. Nós fomos baptizados em criança, sem termos consciência da nossa responsabilidade. Mas à medida que vamos crescendo também vamos tomando consciência do que somos. Assim como Jesus foi tomando consciência da sua missão ao longo dos anos vividos até ao início da sua vida pública. Vamos então, nós que já fomos baptizados, tomar consciência da nossa missão no mundo, que é no fundo a mesma de Jesus: levar a todos os homens o reino de Deus, baptizandoos em nome do Pai e do Filho e do espírito Santo. Permitir-lhes conhecerem o infinito enlevo que Deus pai tem por todos os seus filhos, criados à sua imagem e semelhança, criados para amar.


ECLESIAL 11

O Mensageiro

6.Janeiro.2011

Resultados da reflexão

Diocese do Porto avalia «Missão 2010»

que, provavelmente, vai ser repetida a maior parte das actividades em que a diocese foi capaz de “ir mais fundo e mais longe” ao encontro das pessoas que não têm o hábito de participar nas celebrações religiosas, que serão cerca de 85% da população da diocese. O responsável acredita que essas iniciativas se realizarão “não tanto a nível diocesano, que só daqui a algum tempo é que fará sentido, mas a nível local e de região pastoral”. Para o padre Américo Aguiar, o principal impacto da ‘Missão 2010’ consistiu na penetração da Igreja Católica em realidades e estruturas que normalmente estão distanciadas dos interesses e linguagem eclesiais. “O que para mim foi mais significativo é que durante o último ano, em ambientes que não são pro-

priamente eclesiásticos, falou-se e perguntou-se o que era isso da ‘Missão 2010’”, afirmou. “De 12 meses da diocese na rua, nos meios mediáticos, nas comunidades, fora e dentro da Igreja, notou-se que estava a acontecer qualquer coisa de diferente”, realçou Américo Aguiar, padre há nove anos. O ritmo das actividades da ‘Missão 2010’ exigiu que os secretariados diocesanos, estruturas que coordenam sectores específicos, se reunissem mensalmente com o bispo do Porto, o que no dizer do vigário geral foi uma “experiência nova”. “Ultrapassámos em 2010 aquilo que era costume realizar. Estamos todos felizes mas cansados”, assinalou o padre Américo Aguiar, acrescentando que o objectivo da diocese é que as actividades de referência

que mensalmente foram realizadas tenham criado nas comunidades e movimentos “o desejo de continuar” esse dinamismo. O responsável salientou que “o objectivo da ‘Missão 2010’ não foi fazer megaacontecimentos”, mas proporcionar motivos para que os organismos e estruturas diocesanas “trabalhassem antes para esses eventos”. Agora, concluiu, é preciso “ver se não foi só fogo-de-artifício. O que nós queremos é que tenha sido qualquer coisa mais interior e estrutural para as comunidades. Isso é o que nós vamos avaliar”. A diocese do Porto publicou na sua página da rede social ‘Facebook’ um vídeo com fotografias de actividades realizadas entre Janeiro de Setembro no âmbito da ‘Missão 2010’. RM

Diocese de Aveiro

Revitalizar comunidades cristãs Avivar a fé, mobilizar os leigos para a missão de evangelizar e ajudar na promoção de novas vocações para a Igreja são alguns dos desafios que o bispo de Aveiro pretende levar às populações locais, neste início de 2011. Depois de, no ano passado, ter passado pelos arciprestados de Murtosa, Estarreja, Albergaria, Sever do Vouga e Anadia, D. António Francisco dos Santos começa dia 9 de Janeiro a visitar Oliveira do Bairro, localidade do Distrito aveirense, cerca de 250 quilómetros a norte de Lisboa. O programa da iniciativa foi apresentado hoje, numa conferência de imprensa realizada na Biblioteca Municipal de Oliveira

Estudo alemão coloca Portugal bem classificado

Topo da tolerância religiosa

DR

A diocese do Porto vai avaliar a ‘Missão 2010’ em Janeiro e Fevereiro, antecipando a eventual continuação e retomada das suas actividades em 2011, ainda que noutros moldes. O vigário geral da diocese, padre Américo Aguiar, revelou hoje à Agência ECCLESIA que a avaliação da ‘Missão 2010’, conjunto de iniciativas com que a Igreja Católica fez chegar a mensagem cristã a novos públicos, será efectuada pelos principais envolvidos nas actividades, entre os quais párocos e dirigentes de movimentos laicais. “Vai haver múltiplas possibilidades de avaliação: individual, por movimentos e por responsáveis”, explicou o chefe dos Gabinetes Episcopal e de Informação, que se escusou a especificar as actividades que poderão ser retomadas em 2011 antes de anunciados os resultados da reflexão. As conclusões da avaliação vão ser comunicadas aos principais agentes pastorais da diocese pelo bispo do Porto, D. Manuel Clemente, na manhã de 26 de Fevereiro. “Se não continuarmos nada, é sinal que não correu bem. Agora vamos ver, de tudo o que se fez, o que é que de facto resultou”, referiu o padre Américo Aguiar, de 37 anos. O vigário geral disse

BREVES

do Bairro. D. António Francisco dos Santos afirmou, nesta ocasião, que “a presença demorada do bispo diocesano em cada arciprestado deve oferecer aos sacerdotes e aos fiéis leigos uma ocasião privilegiada de ver reunida à volta do bispo, dos presbíteros e diáconos toda a Igreja diocesana na sua beleza e plenitude”. “Importa valorizar esta ocasião como um impulso para ultrapassar as barreiras da paróquia de forma a descobrir cada vez mais o valor do arciprestado, como sinal de unidade e de comunhão entre paróquias e o rosto da Igreja diocesana”, prosseguiu. Para o bispo de Aveiro, “a Igreja deve fazer tudo o

que estiver ao seu alcance para vencer o desalento de uns, o medo de outros e a pobreza de muitos”. “Aqui está a Igreja no meio de vós e convosco como sinal de esperança e sacramento de salvação”, indicou. Até 15 de Maio, a diocese aveirense pretende também desafiar a comunidade oliveirense a debater temas como a educação e a crise social. O padre António Cruz, arcipreste de Oliveira do Bairro, espera que a passagem de D. António Francisco dos Santos traga às pessoas sobretudo “esperança, a nível humano, social e cristão”. “Que seja também um caminho de conversão e de

reconversão”, aponta este responsável, para quem “é nítido um decréscimo nas pessoas que recorrem à Igreja”. O arciprestado é uma circunscrição eclesiástica de que fazem parte várias paróquias e tem à frente, com funções de animação pastoral e de apoio ao clero paroquial, um arcipreste, também chamado, nalgumas regiões, vigário forâneo, vigário da vara ou ouvidor. Para além da calendarização geral da visita, foi tornado público o cartaz oficial e a videomensagem que o bispo de Aveiro gravou, anunciando a sua iniciativa pastoral junto da população de Oliveira do Bairro. JCP/OC

Portugal é dos países europeus que mais defende a igualdade de direitos entre religiões, revela um estudo alemão da Universidade Westfälisches Wilhems, apresentado em Berlim. Segundo o inquérito, dirigido pelo professor e sociólogo das religiões Detlef Pollack, 89% dos portugueses crê que “todos os grupos religiosos devem ter direitos iguais”, percentagem que lidera os cinco países da União Europeia eleitos para o inquérito – Alemanha, França, Dinamarca e Holanda. Questionados sobre se “a pluralidade religiosa produz conflito ou enriquecimento cultural”, os portugueses voltam a revelar-se os mais tolerantes, atingindo os 80% de respostas que falam em “enriquecimento cultural”. A escolha dos países que o estudo inclui deveu-se aos diversos patamares de diversidade religiosa, embora tenha focado o Islão devido aos acontecimentos mundiais da última década, assinala um comunicado do ACIDI – Alto Comissariado para a imigração e diálogo intercultural. Portugal foi objecto de estudo justamente por contraste, ou seja, pelo facto de a diversidade religiosa não ser tão pronunciada.

Caminhos de Santiago e os Carmelitas

Instalações para peregrinos A Comunidade dos Carmelitas Descalços de Viana do Castelo vai começar a disponibilizar, a partir da Primavera, parte das suas instalações para dar apoio aos peregrinos que percorram o Caminho da Costa até Santiago de Compostela. De acordo com um comunicado da congregação religiosa católica, o Albergue de Peregrinos São João da Cruz dos Caminhos, situado à saída da Ponte Eiffel, vai funcionar com duas valências. Em regime de donativo, os peregrinos credenciados poderão usufruir de uma pequena camarata com 12 camas; em regime de pagamento e com aviso prévio, vão poder usar quartos com casa de banho privada, com capacidade para 50 pessoas. O «Caminho da Costa», um percurso que começa no Porto e percorre o litoral do país, é uma das seis alternativas que os peregrinos portugueses têm para rumar até à cidade galega, onde, segundo a tradição, está sepultado o apóstolo São Tiago, um dos doze discípulos de Jesus Cristo. O Albergue de Peregrinos São João da Cruz dos Caminhos, inaugurado em Dezembro último, funciona com horário de entrada às 14 horas e de saída às 9 horas. As instalações estão também disponíveis para os peregrinos que se desloquem a pé até ao Santuário de Fátima, Para inscrições prévias, os interessados deverão contactar o número de telefone 258 822 264 ou fazer o pedido via e-mail, em Viana@carmelitas.pt ou albergue@carmelitas.pt. JCP

Braga

Desafios: educação no século XXI A educação no século XXI é um dos temas em destaque no «dia do coordenador» da diocese de Braga, a 8 de Janeiro. Esta iniciativa realiza-se no Auditório Vita daquela cidade e este ano “foi alargada e reformulada para acolher todos aqueles que, nas paróquias e arciprestados, servem a Igreja em tarefas que implicam coordenação”, lê-se no site da diocese. O programa inicia-se às 9h00 e conta com a apresentação da conferência «Desafios da Educação no século XXI» - padre Vasco António da Cruz Gonçalves, do projecto Esperança: Serviço de Formação, e vários ateliers de 120 minutos Agência Ecclesia


12 IGREJA NO MUNDO

O Mensageiro 6.Janeiro.2011

BREVES Comunidade de Taizé

A cidade alemã de Berlim vai acolher o próximo encontro europeu promovido pela comunidade ecuménica de Taizé, entre 28 de Dezembro de 2011 e 1 de Janeiro de 2012, anunciou o seu responsável máximo, irmão Alois. No final da oração da noite a que presidiu em Roterdão, na Holanda, onde decorre a iniciativa deste ano, o prior da comunidade disse que o próximo encontro europeu “acontecerá numa cidade onde nunca houve nenhum Encontro e onde os jovens estão à nossa espera desde há muito tempo: fomos convidados para ir à Alemanha, por todas as Igrejas e pela Câmara Municipal da cidade de Berlim”. Fundada há 70 anos, em França, pelo irmão Roger, a comunidade promove há mais de três décadas uma «peregrinação de confiança», juntando jovens para reflexão e oração na passagem de cada ano. “É muito evidente que levar a confiança entre os povos e nas nossas sociedades, através de encontros e de partilhas pessoais, é indispensável, sobretudo num período em que as dificuldades económicas se fazem sentir cada vez mais”, sustentou o irmão Alois. Este responsável adiantou que no mês de Abril de 2011 irá com alguns irmãos e com jovens de toda a Europa celebrar a Semana Santa e a festa da Páscoa com a Igreja ortodoxa, na cidade de Moscovo. Daqui a dois anos, de 14 a 18 de Novembro de 2012, os cristãos do Ruanda vão acolher, na cidade de Kigali, um encontro internacional da comunidade ecuménica. O 33.° Encontro Europeu de Taizé decorre até 1 de Janeiro de 2011, em Roterdão, na Holanda, país que se estreia na organização desta iniciativa.

Destinos do Papa em 2011

Quatro viagens internacionais Jornada Mundial da Juventude, em Madrid, e segunda passagem por África são pontos altos da agenda de Bento XVI O calendário das viagens que Bento XVI tem previstas para 2011, que incluem visitas a quatro países - Croácia, Espanha, Alemanha e Benim -, para além de quatro deslocações a dioceses italianas. A Jornada Mundial da Juventude, em Madrid, e segunda passagem por África são, neste conjunto, os pontos altos da agenda papal. A primeira viagem vai decorrer em solo italiano, com uma visita a Aquileia e Veneza, de 7 a 8 de Maio. Bento XVI visita depois a Croácia, nos dias 4 e 5 de Junho, numa viagem em que vai visita o túmulo do beato Alojzije Stepinac, cardeal croata, mártir do regime comunista. Duas semanas depois, a 19 de Junho, tem lugar a visita pastoral à diocese de São Marino-Montefeltro. Em Agosto, acontece a terceira viagem de Bento XVI à Espanha, para participar na Jornada Mundial da Juventude, em Madrid, de 18 a 21 de Agosto. O mês de Setembro tem duas viagens apostólicas marcadas: no dia 11, a Ancona (Itália), para a conclusão do congresso eucarístico internacional, e de 22 a 25 para a referida visita à Alemanha, com passagens por Berlim, Friburgo e Erfurt. A 9 de Outubro, o Papa visita novamente uma localidade italiana, Lamezia Terme. A última viagem prevista para 2011 será a segunda de Bento XVI a solo africano, tendo como destino o Benim, de 18 a 20 de Novembro, para a celebração dos 150 anos da evangelização deste país. Nesta ocasião, o Papa vai entregar aos bispos africanos a exortação apostólica fruto do Sínodo especial para a África que decorreu no Vaticano, em Outubro de 2009. Desde o início do pontificado, em Abril de 2005, Bento XVI fez 18 viagens apostólicas fora da Itália, incluindo uma visita a Portugal (11-14 de Maio de 2010).

DR

Berlim acolhe encontro Europeu

Diálogo inter-religioso

Bento XVI anuncia peregrinação a Assis Bento XVI anunciou que se vai deslocar à cidade italiana de Assis, no próximo mês de Outubro, para assinalar o 25.º aniversário do encontro entre líderes religiosos então convocado por João Paulo II. “No próximo mês de Outubro deslocar-me-ei como peregrino à cidade de São Francisco, convidando a unirem-se a mim, neste caminho, os irmãos cristãos das diversas confissões, os expoentes das tradições religiosas do mundo e, em espírito, todos os homens de boa vontade”, revelou, após a recitação da oração do Angelus, no Vaticano,

este Sábado. Segundo Bento XVI, a iniciativa visa “fazer memória” do gesto do seu predecessor, em 1986, que qualificou como “histórico”. No dia que a Igreja Católica dedica ao tema da paz, o actual Papa falou da necessidade de “renovar solenemente o empenho dos crentes de todas as religiões em viver a sua própria fé religiosa como serviço à causa da paz”. A cidade de Assis, na Itália, está ligada à figura de S. Francisco (11821226), um dos santos mais populares no catolicismo,

apresentado, entre outros, como exemplo de compromisso no diálogo entre as religiões. Referindo-se ao tema do Dia Mundial da Paz 2011, Bento XVI observou que “as grandes religiões podem constituir um importante factor de unidade e de paz para a família humana”. Para o Papa, “quando se reconhece efectivamente a liberdade religiosa, respeita-se na sua raiz a dignidade da pessoa humana”, reforçando “as próprias instituições e a convivência civil”. Na parte final do encontro, Bento XVI saudou

os peregrinos de língua portuguesa, pedindo que “Santa Maria, Mãe de Deus”, interceda “junto do seu Divino Filho, Príncipe da Paz, para que a humanidade se abra cada vez mais ao Evangelho, único caminho para a verdadeira fraternidade”. «Liberdade Religiosa, caminho para a paz» foi o tema escolhido pelo Papa para a 44ª Jornada Mundial da Paz, celebrada na Igreja Católica, desde 1968, a 1 de Janeiro. OC

Dia Mundial dos Leprosos

“Viver é ajudar os outros a viver” No último Domingo de Janeiro de cada ano, é celebrado o Dia Mundial dos Leprosos, o qual foi instituído pela ONU, em 1954, a pedido de Raoul Follereau, o Apóstolo dos Leprosos do século XX. A Lepra é uma doença dermatológica, infecciosa, crónica que atinge as pessoas pelo contágio, em especial as mais frágeis que sofrem de desnutrição, falta de água potável e baixos padrões de higiene. Raoul Follereau chamava à lepra a filha primogénita da pobreza. O Dia Mundial dos Leprosos celebra-se no próximo dia 31 de Janeiro

de 2010 e será mais uma oportunidade para levar as pessoas a reflectirem sobre a situação de sofrimento das vítimas desta doença e a partilhar com elas a sua solidariedade e algo dos seus bens, para ajudar a tratar as suas feridas, aconchegar os seus estômagos, prestar mais informação sobre a doença, reabilitar e reinserir quem está marginalizado por causa desta enfermidade. Quando a Lepra é diagnosticada e tratada atempadamente, evita-se a formação de úlceras, a afectação do sistema nervoso periférico, a produção de lesões graves nos pés, nas

mãos e evitar a cegueira. Actualmente há tratamento e cura para a doença e são tratados, efectivamente, cerca de um milhão de doentes por ano. No entanto, as precárias condições de vida de muitas populações, devido à pobreza, às injustiças sociais, à ignorância, às guerras e às calamidades naturais causam o aparecimento de 400/500 mil casos novos por ano. Raoul Follereau (1903/ 1977) dedicou 50 anos da sua vida à causa dos Leprosos “os mais pobres dos pobres”, como ele os definia, orientando a sua acção sob a mensagem “combater a Lepra e todas as causas de

exclusão social”. A Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau (APARF) inspira a sua actividade na Mensagem de Raoul Follereau, a favor dos doentes de Lepra e vítimas de todas as “lepras”. Em Portugal, a APARF colabora com ajuda material e social, ao mesmo tempo que acompanha os casos mais urgentes e de maior necessidade, tanto nacionais como estrangeiros, cujo número total ronda presentemente meia centena de hansenianos e seus familiares. APARF


OPINIÃO 13

O Mensageiro 6.Janeiro.2011

TESTEMUNHAS DO AMOR

Pe. Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

A Sagrada Família

U

ma das formas de viver a caridade é a relação. Esta faz a pessoa sair de si para criar laços com o outro e comunicar com ele com respeito e afecto. É feita de atenção, apreço, comunicação, acolhimento, partilha... A Sagrada Família permite-nos ter uma ima-

SINAIS DOS TEMPOS

D. João Alves

Bispo Emérito de Coimbra

Há criminosos a secar as fontes

T

em a Comunicação Social noticiado, ultimamente, a gravidade da violência doméstica em Portugal. Confesso que me arrepia ouvir falar desta tristíssima realidade. É que me faz reviver uma das mais desagradáveis lembranças dos finais da minha infância. Nessa altura, fui chamado a observar a gritaria na minha rua, provocada por uma pobre mulher mal arranjada, a correr rua fora, perseguida por um homem tresloucado, munido de uma faca para agredir a fugitiva.

gem viva da vivência da caridade como relação. Maria, José e Jesus vivem a relação antes de mais com Deus. Acolhem as suas mensagens e correspondem aos seus convites. Em cada um deles Deus ocupa o centro da própria vida. Esta família assenta em Deus e nas suas comunicações. É Ele que a orienta, protege e sustenta. Todos procuram corresponder aos desígnios de Deus sobre cada um e sobre os três. Maria vive atenta a Deus. Dele acolhe a manifestação da sua caridade, tornando-se a “cheia de graça”. Reconhece que Ele “olhou para a humilde condição da sua serva” e nela fez maravilhas. Quando Ele se manifesta, na anunciação, ela acolhe a sua palavra e responde com a total entrega de si mesma: “faça-se em mim segundo a tua palavra”. Ama incondicionalmente a Deus, aderindo às suas palavras,

sem medir as consequências que isso poderia ter na sua relação com José e com a família. Deus tem a primazia no seu amor. A sua prática do amor para com José manifestase no entendimento com ele e no acompanhá-lo nas suas decisões relativamente ao Menino: na ida a Belém, na fuga para o Egipto, no regresso à terra de Israel. Com ele procura Jesus, quando ele ficou no templo, aos doze anos, e mais tarde quando correu o boato de que estaria louco. O amor de Maria para com Jesus é manifesto nos cuidados e no modo como o acompanha em várias ocasiões, durante toda a sua vida e com a presença junto à cruz, participando solidariamente na paixão do filho. A relação com Jesus é feita de palavras mas também de interrogação, como no reencontro do filho em Jerusalém; no íntimo do seu coração, ela

medita nos acontecimentos e nas palavras que o filho lhe dirige; nas bodas de Caná, faz a Jesus uma discreta observação e sugestão, que o leva a agir; junto da cruz do filho, acolhe as suas palavras e age em conformidade, aceitando os cuidados do apóstolo João. Maria vive a caridade também em relação à prima Isabel a quem visita e serve durante a gravidez. No casamento em Caná da Galileia, intervém para aliviar os noivos e a família da vergonha, levando Jesus a dar início aos seus milagres. Da parte de José, o seu amor a Deus manifesta-se no acolhimento da palavra que lhe dirige. Conforme a mensagem do Céu, recebe Maria e o filho que ela gerava no seu seio. Em relação a Maria, a sua relação é de grande respeito. Mesmo a custo, aceita o acontecimento da gravidez inex-

plicável e dispõe-se a agir, deixando-a secretamente. Não a queria difamar nem comprometer. Depois de esclarecido por Deus, aceita-a como sua esposa e assume o Menino como seu filho, sabendo no entanto que era filho de Deus. Apoia-a e ampara-a no cumprimento da missão da maternidade divina. Em relação a Jesus, José ama-o e cuida dele tanto como filho de Deus como seu filho legal. Coopera com Maria na protecção, cuidados e educação de Jesus. E Jesus, como é que ele pratica a caridade para com José e Maria? Destaco três momentos. Aos doze anos, quando decide ficar no Templo de Jerusalém e depois é encontrado, ajuda os pais a entenderem que Deus tem a primazia na sua vida, é Seu Pai, e que seria sua missão ocupar-se da missão que Ele lhe confiara. Noutra ocasião, durante

a sua vida pública, salienta a primazia da relação espiritual sobre as relações de sangue, dizendo que “sua mãe e seus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”. Por fim, na cruz, confia uma missão especial a sua mãe em relação aos seus discípulos: a maternidade espiritual. Neste seu modo de agir, Jesus leva os pais a levarem até ao fim a missão que Deus lhes tinha confiado ao chamá-los a serem pais de Seu Filho. Na Sagrada Família, todos os seus membros vivem a caridade na relação com Deus, na de uns com os outros e mesmo para fora, para a família mais ampla e para as demais pessoas com as quais se encontram ou convivem. São assim testemunhas do amor para todas as famílias, também nos dias de hoje.

A população que se juntara, não permitiu a agressão por aquele homem enlouquecido, salvando assim a desamparada mulher. Pouco depois pude ver três filhitos cansados de chorar a fuga da mãe, sendo o mais crescido dos seus seis anitos. Acrescento que os ralhos, os gritos e as agressões naquela casa eram frequentes, quase sempre provocados pelo excesso de vinho do marido ou, então, por questões de dinheiro ou por suspeitas de infidelidade conjugal. Ficou-me gravada na memória, para toda a vida, esta triste lembrança. Não é só pela lembrança da cena referida, profundamente desagradável, que me parece de extrema gravidade a violência doméstica, mas também pela reflexão sobre esta forma de desrespeito. Creio que ainda não está a ser encarada, por todos, com a devida atenção e decisão. Reconheço, no entanto, que entre nós, se vão tomando progressivamente as decisões julgadas mais urgentes e adequadas. Com este proceder vamos tentando acompanhar a União Europeia que se debate com problemas semelhantes. A gravidade do problema fica bem patente com

o número das denúncias e, principalmente, das mortes. Neste ano são já, em Portugal, 39 as mortes por violência doméstica e, informam que este número vai crescer até ao fim do ano. Embora a morte seja o pior, tem igualmente importância o número de denúncias que, neste ano, atinge mais do milhar, o que quer dizer que os lares correspondentes vivem sem paz permanente e com perturbações a invalidarem qualquer trabalho sério nessas famílias a começar logo pela educação. Tenho verificado que muitas pessoas recebem a informação dessas mortes e denúncias com um lamento habitual sem se aperceberem da monstruosidade dos factos, o que sublinha a necessidade não apenas da informação, mas também de ajuda à reflexão. É que estamos diante de um problema grave para o nosso País. Grave, porque a dignidade da pessoa humana e seus direitos são desrespeitados. Apesar do desrespeito dessa dignidade humana e dos seus direitos em muitas zonas do mundo, havemos de reconhecer que se foi progredindo, com altos e baixos, na humanidade, em geral, quanto a esta realidade.

Mesmo que nem sempre se respeite a informação desse dever, a consciência do problema está lá. Sabendo nós que a pessoa humana é o maior valor do mundo e um valor sagrado, devia repugnar não reconhecer a sua dignidade e os seus direitos. Não estou a supervalorizar a dignidade e direitos da mulher ou do homem nos casos indicados, esquecendo tantos outros seres humanos semelhantemente desrespeitados e oprimidos. Não os estou a esquecer, somente devo tratar de um problema de cada vez e este problema tem características muito próprias que lhe dão uma importância especial. Estou, agora, a pensar que o problema da violência doméstica atinge o amor e a unidade do casal, origem da família e atingindo a família atinge-se o bem e a harmonia da sociedade, que tem a família como sua base necessária. Além disto, a felicidade da família periga como periga a existência do clima necessário para uma frutuosa educação, para o uso equilibrado da cidadania reconhecendo direitos e deveres, periga a existência de crentes rectamente formados e capacitados para uma vida honesta

orientada para o serviço de todos e uma esclarecida relação com Deus. Acrescento ainda que os atropelos pela violência doméstica atingem a fonte da vida pela agressão à normal e necessária estabilidade do casal. Diante desta triste realidade a sociedade, as Igrejas em particular a católica, porque maioritária, e as outras Confissões Religiosas, as associações e movimentos sensibilizados para este problema tão grande, devem intensificar a sua colaboração para mitigar ou fazer desaparecer causa de tão grandes males. Não chega só informar, apesar do seu valor, é necessário ir mais longe, quer na prevenção, quer no acompanhamento destes casos, quer ainda na exigência ao governo de medidas adequadas e eficazes no campo legislativo e social para que não faltem os meios necessários

a trabalho difícil como este e complexo, porque incluiu as pessoas em questão, esposo e esposa, os filhos, a família, a escola, a comunicação social, as forças de segurança, os tribunais, o emprego e a religião. Creio não haver dúvidas de que este problema só não é grave senão para quem o olhe pelo exterior. Este escrito visa ajudar a encará-lo por dentro, pela sua profundidade. Não podemos deixar de colaborar na sua solução, pois está em questão o bem maior das pessoas implicadas, a unidade sã da sociedade portuguesa e o seu desenvolvimento tranquilo, o bem das próprias Confissões Religiosas e Igrejas e o bem das associações e movimentos a trabalhar neste campo. Apesar da sensibilidade pessoal para o problema, como expliquei, este problema é mesmo grave, muito grave. PUB

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14 INSTITUCIONAL

O Mensageiro 6.Janeiro.2011

Divlgação

Ficha de Assinatura Assinaturas normal/benfeitor: 20/40 Euros (Nacional), 30/60 euros (Europa) e 40/60 (Resto do Mundo) Nome: ___________________________________________ ____________________________________________ Rua: _____________________________________________ _______________ N.º _______________ Localidade: ____________________________ C. Postal: _____ - ____________________ Telf.: _______________________________ E-mail:___________________________@_______________ Enviar esta ficha, recortada ou fotocopiada, para: O Mensageiro - Lg. Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA ou forneça-nos os seus dados através do endereço de correio electrónico jornal@omensageiro.com.pt INSTITUCIONAL CARTÓRIO NOTARIAL DA MARINHA GRANDE NOTÁRIA – Ana Luísa Cabral de Melo Certifico, para fins de publicação, que no Livro de Notas para escrituras diversas número 81 A, deste Cartório, a folhas 140 e seguintes, foi lavrada escritura de Justificação Notarial, no dia 29/12/2010, na qual PEDRO NUNO BROGUEIRA MARTINS, casado, natural da freguesia de Azóia, concelho de Leiria, residente na Avenida do Brasil, nº 190, 4º dto, Lisboa. Outorga na qualidade de sócio gerente, em representação da sociedade comercial por quotas com a firma “AZÓIATUR INVESTIMENTOS TURÍSTICOS, IMOBILIÁRIOS, E COMERCIAIS, LDA”, NIPC e único de matricula 507 507 410, com sede na Avenida do Brasil, nº 190, 4º dto, Lisboa, com o capital social de cinco mil euros, declarou que a sociedade é dono e legítimo possuidor, com exclusão de outrem, do seguinte imóvel: prédio urbano outrora destinado a adega e armazém, actualmente em ruínas e que ocupava uma superfície coberta de seiscentos e cinquenta metros quadrados e logradouro com cinco mil oitocentos e cinquenta metros quadrados, a confrontar do norte e do nascente com a própria sociedade, do sul com Rua da Valenta e herdeiros de João Ferreira Bernardino e do poente com herdeiros de João Bernardino e outros, denominado por Quinta do Padre, sito na freguesia de Azóia, concelho de Leiria, inscrito na matriz em nome da sociedade justificante sob o artigo P1.748, pendente de avaliação, com o valor atribuído de mil euros, não descrito na primeira Conservatória do Registo Predial de Leiria. O referido prédio veio à posse e ingressou na esfera jurídica da sociedade justificante, ainda antes da sua constituição formal, mas já com o intuito deste imóvel fazer parte do seu património social, a qual inicialmente funcionou como sociedade irregular mas no comércio jurídico e com o conhecimento de toda a gente como sociedade, praticando todos os actos em seu nome e mais tarde, formalmente constituída como a sua actual natureza. A sociedade adquiriu este imóvel no ano de mil novecentos e oitenta e cinco por compra meramente verbal feita a João Ferreira Bernardino e Maria Lucília Menezes Coelho Pereira, casados que foram sob o regime da comunhão geral, residentes que foram em Azóia, Leiria, já falecidos. A sociedade justificante, por acessão de posses possui este imóvel em nome próprio, há mais de vinte anos, sem a menor oposição de quem quer que seja, posse que sempre exerceu sem interrupção e ostensivamente com o conhecimento de toda a gente do lugar e de outros circunvizinhos, designadamente do vendedor e seus sucessores, traduzida em actos materiais de fruição, conservação e defesa, nomeadamente usufruindo dos seus rendimentos, agindo sempre pela forma correspondente ao direito de propriedade, sendo por isso uma posse pública, pacífica, contínua e de boa fé. Por tal motivo e muito embora a sociedade justificante não possa exibir o respectivo título de aquisição, o certo é que adquiriu o mencionado imóvel, por acessão de posses, por USUCAPIÃO, que aqui invoca, por não lhe ser possível provar pelos meios extrajudiciais normais. Marinha Grande, 29 de Dezembro de 2010. A Notária, (Assinatura ilegível)

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TELEFONES ÚTEIS

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria

- 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

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Tabela de Assinaturas para 2010 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 6.Janeiro.2011

Andebol | João de Barros quer surpreender na Supertaça liga orangina

II LIGA 14.ª Jornada (19.12) V. Setúbal x Sporting (0-3),

Marítimo x Portimonense (1-1), Sp. Braga x Académica (5-0), P. Ferreira x Porto (0-3), Naval x U. Leiria (0-3), Beira-Mar x V. Guimarães (32), Olhanense x Nacional (0-0), Benfica x Rio Ave (5-2) Equipa J V E D Pts 1.º Porto 14 12 2 0 38 2.º Benfica 14 10 0 4 30 3.º Sporting 14 7 4 3 25 4.º U. Leiria 14 7 3 4 24 5.º V. Guimarães 14 6 4 4 22 6.º Nacional 14 6 3 5 21 7.º Sp. Braga 14 6 2 6 20 8.º Beira-Mar 14 4 7 3 19 9.º Académica 14 5 3 6 18 10.º Marítimo 14 3 7 4 16 11.º Olhanense 14 3 7 4 16 12.º P. Ferreira 14 3 6 5 15 13.º Rio Ave 14 3 5 6 14 14.º V. Setúbal 14 3 4 7 13 15.º Portimonense 14 2 3 9 9 16.º Naval 14 1 2 11 5 15.ª Jornada (09.01) Rio Ave x Olhanense, Nacional

x Beira-Mar,V. Guimarães x Naval, U. Leiria x Benfica (20h15), Académica x P. Ferreira, Porto x Marítimo (08.01), Portimonense x V. Setúbal (07.01), Sporting x Sp. Braga (08.01)

12.ª Jornada (29.12) Arouca x D. Aves (1-3), Santa

Clara x Fátima (0-0), Feirense x Penafiel (2-1), Sp. Covilhã x Oliveirense (1-2), Gil Vicente x Varzim (2-2), Moreirense x Belenenses (2-1), Freamunde x Estoril (2-2), Leixões x Trofense (1-2) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Feirense Trofense Oliveirense Gil Vicente Arouca Leixões Santa Clara Estoril Penafiel Varzim Moreirense Sp. Covilhã Freamunde Belenenses D. Aves Fátima

J 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

V 6 5 5 4 4 4 4 4 4 3 4 4 2 3 3 2

E D Pts 3 3 21 5 2 20 5 2 20 5 3 17 5 3 17 5 3 17 4 4 16 4 4 16 4 4 16 7 2 16 3 5 15 2 6 14 7 3 13 4 5 13 4 5 13 3 7 9

13.ª Jornada (09.01) Varzim x Moreirense, Penafiel x

Gil Vicente (06.01), Fátima x Sp. Covilhã, Estoril x Feirense (08.01), D. Aves x Santa Clara, Trofense x Arouca, Freamunde x Leixões, Belenenses x Oliveirense

série d

zona centro

III DIVISÃO

II DIVISÃO 13.ª Jornada (19.12) Sp. Espinho x Al. Lordelo

(1-0), Cesarense x Tondela (2-2), Pampilhosa x Tourizense (1-0), Esmoriz x Anadia (1-1), Eléctrico x Boavista (1-2), Padroense x Sp. Pombal (4-2), Gondomar x Sertanense (1-0), U. Serra x Coimbrões (0-1) Equipa J V E D Pts 1.º Tondela 13 8 4 1 28 2.º Sertanense 13 8 2 3 26 3.º Padroense 13 7 4 2 25 4.º Boavista 13 6 3 4 21 5.º Gondomar 13 4 7 2 19 6.º Coimbrões 13 5 4 4 19 7.º Pampilhosa 13 5 2 6 17 8.º Tourizense 13 5 2 6 17 9.º Al. Lordelo 13 4 4 5 16 10.º Esmoriz 13 3 7 3 16 11.º Sp. Espinho 13 3 6 4 15 12.º Anadia 13 3 6 4 15 13.º U. Serra 13 3 5 5 14 14.º Sp. Pombal 13 3 3 7 12 15.º Cesarense 13 2 5 6 11 16.º Eléctrico 13 1 4 8 7 14.ª Jornada (09.01) U. Serra x Al. Lordelo, Tondela

x Sp. Espinho, Tourizense x Cesarense, Anadia x Pampilhosa, Boavista x Esmoriz, Sp. Pombal x Eléctrico, Sertanense x Padroense, Coimbrões x Gondomar

12.ª Jornada (19.12) Gândara x Ág. Moradal (0-2),

Ac.Viseu x V. Mocidade (5-1), Nogueirense x Marinhense (1-1), Ol. Bairro x Tocha (2-2), Sourense x At. Riachense (0-0), Monsanto x B.C. Branco (2-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa Monsanto Nogueirense At. Riachense Ol. Bairro Ac.Viseu Sourense Marinhense Ág. Moradal B.C. Branco U. Tocha V. Mocidade Gândara

J 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

V 8 6 6 6 6 5 4 4 3 4 4 1

E D Pts 1 3 25 5 1 23 4 2 22 3 3 21 2 4 20 3 4 18 3 5 15 2 6 14 5 4 14 1 7 13 1 7 13 0 11 3

13.ª Jornada (09.01) B.C. Branco x Gândara, Ág.

Moradal x Ac.Viseu,V. Mocidade x Nogueirense, Marinhense x Ol. Bairro, Tocha x Sourense, At. Riachense x Monsanto

associação de futebol de leiria

HONRA 12.ª Jornada (19.12) Pedroguense x Alcobaça (0-2),

série e

III DIVISÃO 12.ª Jornada (19.12) Crato x Sacavenense (2-0),

Oeiras x Caldas (3-1), Peniche x Odivelas (1-0), Bombarralense x Alcochetense (1-3), Sintrense x Malveira (1-0), Tojal x 1.º Dezembro (0-4)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa 1.º Dezembro Sintrense Caldas Alcochetense Peniche Crato Sacavenense Oeiras Odivelas Tojal Malveira Bombarralense

J 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

V 7 6 6 6 5 4 4 4 4 4 2 3

E D Pts 3 2 24 3 3 21 3 3 21 3 3 21 2 5 17 4 4 16 3 5 15 3 5 15 1 7 13 1 7 13 6 4 12 2 7 11

13.ª Jornada (09.01) 1.º Dezembro x Crato,

Sacavenense x Oeiras, Caldas x Peniche, Odivelas x Bombarralense, Alcochetense x Sintrense, Malveira x Tojal

Alvaiázere x Fig.Vinhos (2-0), Gaeirense x Marinha (1-2), Nazarenos x Alq. Serra (0-0), Pataiense x GRAP/Pousos (0-0), Portomosense x Biblioteca (1-1), Ansião x Marrazes (1-0), Beneditense x Guiense (3-2) Equipa J V E D Pts 1.º Alcobaça 12 9 2 1 29 2.º Portomosense 12 7 2 3 23 3.º Nazarenos 12 6 5 1 23 4.º Beneditense 12 6 3 3 21 5.º Alvaiázere 12 6 3 3 21 6.º Alq. Serra 12 5 5 2 20 7.º Guiense 12 5 4 3 19 8.º Pataiense 12 5 3 4 18 9.º Marrazes 12 4 3 5 15 10.º GRAP/Pousos 12 4 2 6 14 11.º Marinha 12 3 4 5 13 12.º Pedroguense 12 2 6 4 12 13.º Fig.Vinhos 12 2 5 5 11 14.º Biblioteca 12 2 4 6 10 15.º Ansião 12 3 1 8 10 16.º Gaeirense 12 1 0 11 3 13.ª Jornada (09.01) Pedroguense x Alvaiázere, Fig.

Vinhos x Gaeirense, Marinha x Nazarenos, Alq. Serra x Pataiense, GRAP/Pousos x Portomosense, Biblioteca x Ansião, Marrazes x Beneditense, Alcobaça x Guiense

De olhos no ‘caneco’ Um verdadeiro embate David contra Golias. Sobretudo ao nível da estrutura dos clubes e das condições de treino, porque desportivamente, a qualidade existe em ambos os lados. Colégio João de Barros (CJB) x Madeira SAD é um dos jogos das 1⁄2 finais da Supertaça, seniores femininos, que se joga em Coimbra, dias 8 e 9 de Janeiro. “Sabendo que é muito difícil, o objectivo é ir à final e ganhar”, aponta o técnico do clube do município de Pombal, Paulo Félix. Uma afirmação que poderá surpreender, sobretudo se olharmos para o resultado dos encontros em que ambas já se defrontaram, esta época, para o campeonato nacional da 1.ª Divisão: CJB x Madeira SAD (20-33), a 9 de Outubro de 2010, e Madeira SAD x CJB (33-21), a 19 de Dezembro de 2010. O técnico recorda precisamente o último jogo, em que “ao intervalo estávamos empatados”, porém, no segundo tempo “o factor

Pedro Jerónimo/Arquivo

I LIGA

Atletismo | Pombal

Taças FPA

Profissionais x Amadoras físico foi determinante”. Foi assim nesse jogo e tem sido assim nos últimos anos. Se a equipa madeirense é profissional e tem vários treinos por semana, com todo o plantel, o mesmo já não sucede com o CJB, que é uma equipa amadora e que, esporadicamente, consegue reunir toda a equipa no último treino da semana – atletas trabalham ou estudam fora. Já para não falar no facto de que “a Madeira SAD tem 15 atletas de qualidade semelhante, enquanto o Colégio [João de Barros] não”. Apesar das diferenças,

Paulo Félix está confiante para a Supertaça, até porque já poderá contar com duas atletas internacionais A, Natalina Melo e Barbara Teixeira, que assim se juntam a nomes como Eduarda Pinheiro ou Maria Pereira, também elas internacionais. As equipas vencedoras dos jogos CJB x Madeira SAD (dia 8, 19h30) e Colégio de Gaia x Gil Eanes, vão discutir a Supertaça, dia 9, 17h00. Pelas 15h00 realizam-se os jogos de atribuição dos 3.º e 4.º lugares. Pedro Jerónimo pj@omensageiro.com.pt

Todas as atenções centradas em Pombal, com a realização das Taça da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) de provas combinas, de velocidade e com barreiras, dia 8 de Janeiro, e de saltos, dia 9. As provas estão agendadas para a Expocentro e dão início à época de pista coberta. Mais informações, como os horários, em www.fpatletismo.pt.

Futsal | Batalha

Torneio de ‘elite’ C.R. Golpilheira (Batalha), S.L. Benfica (Lisboa), Vilverdense (Braga) e Trujillo (Cáceres, Espanha) são as equipas que vão disputar o I Torneio de Futsal Sénior Feminino, agendado para os dias 8 e 9 de Janeiro, no Pavilhão da Batalha. Os jogos, cujo resultado do sorteio se desconhecia à hora de fecho da edição, realizam-se às 18h00 e 20h00 (dia 8), 15h00 e 16h30 (dia 9).

Andebol | Leiria

Torneio Cidade

Futebol | U. Leiria recebe Benfica

A cidade do Lis vai receber, nos dias 15 e 16 de Janeiro, as melhores equipas de andebol, em seniores masculinos. Atlético Clube da Sismaria (Leiria), ABC de Braga, Sporting e Benfica (ambos de Lisboa) são as equipas que se vão defrontar no Torneio Cidade de Leiria. Os jogos estão agendados para o Pavilhão da Gândara, Leiria.

Regresso com o campeão A I Liga está de regresso e logo com um U. Leiria x Benfica. Duas equipas que se encontram no topo da tabela classificativa (ao lado), o que faz prever um bom espectáculo, dentro e fora do relvado. Considerando a tradição dos últimos anos, este poderá ser o jogo que levará mais espectadores ao Estádio Dr. Magalhães Pessoa. Boas perspectivas para o jogo que encerra a primeira volta da I Liga. Ambas as equipas terminaram 2010 com uma vitória, às quais juntaram boas exibições: a U. Leiria em Aveiro, frente ao Beira-Mar (3-0), e o Benfica, em casa, frente ao Rio Ave (5-2). Se para o campeão nacional não há margem de manobra, pois está a oito pontos do Porto, já para a U. Leiria uma vitória significará chegar aos 27 pontos,

João Flipe Matias/Arquivo

liga zon sagres

Futebol | Leiria

Elite da UEFA Última época, sob o olhar de 22.676 pessoas referenciados pelo técnico Pedro Caixinha como garantia da manutenção. O jogo, agendado para o dia 9 de Janeiro, 20h15, poderá representar ainda a estreia do avançado senegalês Baptiste (U. Leiria e ex-Interclube, Angola) e do extremo Fernández (Benfica e ex- Racing Avellaneda, Argentina). PJ

U. Leiria x Benfica Época 2009/10 2008/09 2007/08 2006/07 2005/06 2004/05 2003/04 2002/03 2001/02 2000/01

Resultado 1-2 * 1-2 0-4 3-1 1-0 3-3 0-3 1-1 1-1

* U. Leiria disputou a II Liga

Olegário Benquerença (Associação de Futebol de Leiria) e Pedro Proença (A.F Lisboa) são os dois os árbitros portugueses que continuam a ter o seu nome inscrito na lista de 24 juízes que integram a categoria de Elite da UEFA. Somente a Alemanha, com três árbitros inscritos, tem mais árbitros que Portugal nesta lista. Esta decisão surge na sequência de uma reunião recente da Comissão de Arbitragem da UEFA, em Nyon, Suíça, onde foram revistas as categorias para os árbitros (masculinos e femininos), para a segunda metade da época 2010/11.


ÚLTIMA 6JANEIRO2011

A bancarrota ética levou-nos à bancarrota financeira. D. António Marto, Bispo Diocesano de Leiria-Fátima, 14 de Dezembro de 2010

Tudo vai aumentar em 2011

Já não é novidade que os portugueses vivem a braços com uma crise que tem devassado a sua vida, com consequências graves para a sua estabilidade financeira e também emocional. Se os políticos se encerram com a máxima de que não se deve dramatizar, que os portugueses devem ter uma postura pró-activa, enfrentando com ânimo os tempos difíceis, o mesmo não é sentido pela maioria da população. O jornal O Mensageiro saiu para a rua, com o objectivo de falar com alguns comerciantes e cidadãos leirienses. A temática inseria-se nas projecções que estas pessoas tinham para 2011 mas o resultado final foi praticamente nulo. Não conseguimos saber qual a

opinião dos leirienses pela simples razão que estes cidadãos se encontram desacreditados no que se refere ao desfecho ou consequências que irão existir neste ano. Ou não quiseram falar ou simplesmente afirmaram que será um ano mau, com aumentos de preços dos produtos e serviços, dos impostos, limitando e causando dificuldades na sua organização de vida pessoal ou empresarial. Numa análise ao aumentos directos aos cidadão e empresas, destaca-se o agravamento a vários produtos e serviços devido à subida do IVA de 21% para 23%, desde 1 de Janeiro de 2011. Também o pão, electricidade, transportes e vestuário têm as subidas de preços mais acentua-

das. Mesmo os saldos não vão compensar para esta escalada de subida que só no foro psicológico afasta os cidadãos de consumirem. Quanto a bens mais caros vão registar também um aumento com a subida do Imposto de Valor Acrescentado para 23%. O único aumento que os portugueses levaram foi do salário mínimo, um dos mais baixos da Europa, com uma subida para os 485 euros. Ao longo de 2011 estão planeadas duas avaliações para a aprovação do aumento do salário mínimo para 500 euros, com a primeira análise a decorrer em Março e a segunda em Setembro. Joaquim Santos

DR

Novo ano, preços novos

Os principais aumentos em 2011 Pão – 12%; Transportes – 4,5%; Passes sociais – 3,5%; Energia – 3,8%; Gás natural – 2,6% a 4,1%, de acordo com a região; Roupas e calçado – média de 10%; Telecomunicações – 2,2% e alguns tarifá-

Fevereiro

Não podemos ficar doentes...

Crise de crédito pode atingir mercados europeus Uma crise de crédito poderá atingir os mercados europeus em Fevereiro, devido aos receios do aumento do volume de títulos que vai ser vendido pela banca e os governos em 2011. Só os bancos europeus deverão ter de se refinanciar em cerca de 400 mil milhões de euros em títulos de dívida no primeiro semestre do ano, valor a que se deve juntar os mais de 500 mil milhões de euros que os governos europeus devem substituir no mesmo período, salienta agência financeira norte-americana. A estes valores há que adicionar umas centenas de milhões de euros em dívida garantida por créditos à habitação,

rios aumentaram entre 15% a 25%; Portagens – 2,3%; Automóveis – Imposto Veículos – 2,2%; Saúde – subida das taxas moderadoras – consultas nos hospitais aumentam 10 cêntimos e 20 cêntimos nas urgências; IVA – aumento da taxa máxima, de 21% para 23%.

Saúde mais cara

diz a Bloomberg, o que fará aumentar o potencial para que se desencadeie o caos no crédito nos mercados de dívida europeus. Um especialista em mercados de crédito citado pela Bloomberg garante que, por enquanto, «os governos têm sido capazes de retardar o processo, mas os problemas não vão embora», alertando que «permanecem triliões de dólares de dívida que deve ser refinanciada ou vendida». Neste contexto, prevê que possa haver «uma corrida» para vender activos, parecida com a que deu origem à crise do crédito no verão de 2007.

Divulgação

O aumento das taxas moderadoras e o seu pagamento por desempregados, o fim do pagamento do transporte para doentes não urgentes e alterações nos preços dos medicamentos são medidas que entram hoje em vigor para reduzir a despesa na Saúde. Desde o dia 1 de Janeiro os portugueses estão a pagar mais em taxas moderadoras. As consultas nos hospitais centrais sobem de 4,50 para 4,60 euros e nos distritais passam de 3 para 3,10 euros. Já as consultas nos centros de saúde sobem de 2,20 para 2,25 euros e na urgência polivalente de 9,40 para 9,60 euros. Também o Ministério da Saúde (MS) deixa de garantir o pagamento do transporte de doentes não urgentes com rendimentos superiores ao salário mínimo nacional. O pagamento é garantido aos utentes que “preencham simultaneamente os seguintes requisitos: em caso que clinicamente se justifique e em caso de insuficiência económica”. Os desempregados com rendimentos acima dos 485 euros deixam de ter acesso gratuito aos cuidados prestados pelo SNS, tendo de pagar taxas moderadoras, que representam cerca de um por cento do total dos gastos da Saúde. Quanto aos pensionistas, para continuarem a beneficiar do regime especial de comparticipação de medicamentos terão de provar que a soma dos rendimentos do agregado familiar, dividida pelo número de pessoas, não ultrapassa os 14 salários mínimos (6790 euros). O preço dos medicamentos também sofreu modificações a partir de 1 de Janeiro devido à alteração da fórmula de cálculo do preço de referência, uma “medida de racionalização e de boa disciplina na gestão dos dinheiros públicos que assim permite ao Estado continuar a assegurar elevadas taxas de comparticipação e a continuação do acesso a medicamentos com taxas de comparticipação elevadas”, segundo o MS. Para efeitos de comparticipação do Estado, o cálculo do preço de referência passa a corresponder à média dos cinco preços de venda ao público dos medicamentos mais baratos que integrem cada grupo homogéneo. Esta medida será complementada com outras que entram em vigor no primeiro trimestre de 2011: a descomparticipação de todos os medicamentos não sujeitos a receita médica e a comparticipação apenas das receitas prescritas por via eletrónica.


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