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4827#OMENSAGEIRO#30SET

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CAMPANHA

30 SETEMBRO 2010 ANO 96 - N.º 4827 FUNDADOR José Ferreira Lacerda DIRECTOR Rui Ribeiro

PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

|Última

ECONOMY

Nº DE2703206MPC

DESTAQUE

A PROPÓSITO DO 5 DE OUTUBRO, UMA ANÁLISE À RELAÇÃO IGREJA/ESTADO

JORNADAS DEBATEM

100 ANOS DA

REPÚBLICA

LMFerraz

O Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja associou-se ao debate sobre os 100 anos da República em Portugal, juntando historiadores e jornalistas para discutir as dinâmicas do relacionamento entre os católicos e o Estado. O tema animou as Jornadas Nacionais da Comunicação Social, sob o título de “República-Comunicação-Igreja”, que decorreram em Fátima nos dias 23 e 24 de Setembro. Nesta edição, associamo-nos ao tema, publicando alguns textos de referência. Páginas 2 e 3 CULTURA

Eventos culturais pela região | P. 4 e 5

Comemorações da República Reconstituições históricas | Última

Leiria reviveu a corte de D. Dinis, Batalha teve mercado à séc. XIX

SOCIEDADE

Tasquinhas no Souto da Carpalhosa | P. 6

Raul Castro elogiou “paixão” e “capacidade de dar” Leiria aposta na mobilidade | P. 7

Transportes colectivos renovados

ECLESIAL

Centro de Formação e Cultura | P. 8

Início do Ano Lectivo 2010/11 No Centro Catequético em Fátima | P. 9

Curso Intensivo de Iniciação para Catequistas EVENTO

DIA 3 DE OUTUBRO, NO SEMINÁRIO DIOCESANO DE LEIRIA

D. ANTÓNIO MARTO CONVIDA TODOS PARA A ASSEMBLEIA DIOCESANA 15h00 – Acolhimento, música e retrospectiva da caminhada diocesana 16h00 – Tempo de convívio 16h30 – Música e apresentação da nova Carta Pastoral do Senhor Bispo 18h00 – Eucaristia na igreja do Seminário


2 DESTAQUE

O Mensageiro 30.Setembro.2010

EDITORIAL

A propósito do 5 de Outubro, uma análise ao relacionamento Igreja/Estado

Jornadas debatem 100 anos de República

A República desceu à rua. Ou todas as crónicas do reino vão dar à Rua da República. Já compreendemos que não falta quem dela se apodere para dizer tudo o que já pensava. Já não me lembro bem dos que mal se lembravam daquele 5 de Outubro de 1910 - como muitos, hoje, do 25 de Abril têm uma imagem ténue. Lembro-me dum velhote que dizia não se tratar de nenhum regime mas apenas de uma forma de estarem contra a monarquia, a Igreja e a tradição. Havia manifestos, pasquins, comícios. Factos houve, como as comemorações da morte de Camões e o ultimato inglês, que foram aquecendo os ânimos para a estocada final na monarquia. Que, também se acrescenta, andava de péssima saúde e deixou saudades a muito poucos. São as turbulências da história. A República, um facto, muitas leituras. Mas um acontecimento que marcou a nossa história do século XX e não nos é indiferente cem anos depois. Dá-se agora uma espécie de correria para cada corrente de leitura chegar primeiro à interpretação ortodoxa que defenderá como única e definitiva. Muitas vezes trabalhando a história à sua maneira e encaixando-a na ideologia já instalada. Assim, não haverá interpretação dos factos, mas o seu tratamento voltado para uma direcção pré-definida. Distorcida e estreita. Mas a história não se faz sem sobressaltos. E importa por isso descobrir as mudanças radicais que, a bem ou a mal, se introduziram no nosso país. Diríamos hoje simplesmente: uma estrondosa mudança cultural. Nos pós 25 de Abril muitos evocaram as lições desoladoras da primeira República, nomeadamente em relação à Igreja. Mas também há muitos traumas clericais lembrados apenas de bens e privilégios perdidos. Urge por isso uma grande humildade e liberdade para ler correctamente a história. E com ela sempre aprender. E actualizar uma lição para todos nós, cidadãos, profissionais da política, governantes e governados deste decénio: o momento que vivemos, nem monárquico nem republicano, é de alguma ansiedade face a muitos riscos que nos ameaçam perante a Europa, o mundo e nós próprios. O espectáculo do orçamento de Estado, e da previsível evolução da economia dão-nos a imagem dos caminhos tortuosos que temos a percorrer. Tão complexos como os tempos que se seguiram à implantação da República e ao 25 de Abril, com tantos escolhos na área social, pedagógica, familiar, institucional, religiosa, em clima de insegurança, desemprego, com números ínfimos de crescimento económico, e a certeza triste duma crise que – terá fim - mas deixará pelo caminho muitas vítimas entre as quais os próprios construtores do futuro que são os jovens. É bom celebrar a história. Desde que se procure compreendê-la e aprender as lições que nos deixa. Seria muito bom celebrar a República de forma a mobilizar-nos com mais uma dura lição da história.

do relacionamento entre católicos e o Estado. O tema animou as Jornadas Nacionais da Comunicação Social, sob o título “República-Comunicação-Igreja”, que decorreram em Fátima nos dias 23 e 24

de Setembro. A palavra de abertura foi de D. Manuel Clemente, seguida da conferência “O poder da comunicação social no início do séc. XX”, pelo historiador António Matos

Fotos: LMFerraz

Cónego António Rego

O Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja associou-se ao debate sobre os 100 anos da República em Portugal, juntando historiadores e jornalistas para discutir as dinâmicas

Ferreira. Depois, foi a vez de se juntarem “pessoas dos dois lados” da interpretação histórica, num debate com a presença de D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, e do historiador Fernando Rosas, sobre o tema “Igreja versus República: verdades e mentiras”. O segundo dia iniciou-se com um debate sobre “República: Comunicação e Igreja”, com a presença de Emídio Rangel e Francisco Sarsfield Cabral. E terminou com a apresentação de uma Revista Especial da Agência Ecclesia, onde se publica a investigação do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa sobre os acontecimentos em torno da I República. Nesta edição, associamonos ao tema, publicando alguns textos de referência.

A república despertou católicos “Em 1910, a República, enquanto mudança de regime, não trazia grande problema ao catolicismo português, que soubera encontrar algum “espaço” próprio, fora das conotações políticas. Aliás, a dependência da vida eclesiástica em relação ao governo monárquico constitucional já fora sentida como excessiva por muitos católicos. No entanto, para grande número de republicanos, o novo regime também deveria trazer ao país a laicização geral da vida pública e a restrição da presença institucional e cultural da Igreja Católica, negativamente apreciada esta, face à sua influência passada e face à consideração “positivista” das coisas, agora propugnada. Muitos católicos apreciariam a República como regime e até como ultrapassagem da incapacidade política e administrativa do constitucionalismo monárquico, na sua fase final. Mas foi-lhes impossível aceitar o enquadramento religioso previsto pela Lei de Separação de 20 de Abril de 1911, que não respeitava a identidade própria do Catolicismo, enquanto Igreja hierárquica e transnacional. Refira-se, no entanto, que o “movimento católico” soube relançar-se em Portugal, sobretudo depois de 1913, respeitando o regime e tentando, mesmo através da intervenção política, modificar a legislação que coibia a acção da Igreja. Assim como os “católicos liberais” do constitucionalismo monárquico tinham lutado para que o regime fosse autenticamente liberal, respeitando os “princípios de 1789” no tocante à “liberdade da Igreja em Portugal”, assim os católicos da República procuraram que esta respeitasse a Igreja e contasse com ela para a “regeneração” do país, ideal que igualmente compartilhavam e passaria pela generalização

da educação e da participação cívica e política, pelo desenvolvimento económico e pela reafirmação de Portugal no mundo.” (..) Nos anos seguintes à Implantação da República (5 de Outubro de 1910), a resistência do clero foi apoiada pelos cristãos. Reunidos em Santarém, a 10 de Julho de 1913, os bispos lançam um apelo aos católicos. O chamado «apelo de Santarém» alterou o panorama socioreligioso da sociedade portuguesa. “Defesa e afirmação da Igreja; catequização e restauração da sociedade portuguesa com o contributo da Igreja” foram as linhas mestras que marcaram o catolicismo português na primeira metade do século XX. A “radicalização de Afonso Costa (pasta da Justiça e Cultos) não afastou os católicos. Pelo contrário deu-lhes força. A Igreja defendia a separação do Estado, mas “não neste quadro”. O «corpo católico» “não tinha saudades” da monarquia constitucional e “não rejeitou o regime republicano”. Ainda estava bem presente o decreto de 2 de Janeiro de 1862, em que o padre “se apresentava a concurso” para exercer o seu múnus nas paróquias. Nenhum bispo queria a legislação de 1862 O problema é que Afonso Costa queria “somente uma República com republicanos” e “considerava que a religião tinha um papel negativo” na sociedade portuguesa. Neste contexto, os católicos portugueses levantaram a voz e contestaram “a facção mais radical dos republicanos”. Para a figura mais relevante da primeira república (Afonso Costa), o catolicismo era visto como um “resquício dos tempos obscuros”. As obras de Herculano e Antero são exemplo deste

D. Manuel Clemente

sentimento republicano. A ideia de que a decadência de Portugal se devia primeiro aos jesuítas e depois ao clero era anterior ao republicanismo. Quando Afonso Costa afirma que acabaria com o catolicismo em duas gerações, esta ideia tinha 150 anos. A primeira República é o culminar de uma caminho feito ao longo dos anos. Como o pensamento republicano não concordava com a proposta religiosa, através de legislação (22 de Outubro de 1910) “é proibido o ensino da doutrina cristã nas escolas primárias”. No ano seguinte (22 de Janeiro) é extinto o culto na Universidade de Coimbra. A primeira República pretendia a emancipação das ciências a elementos estranhos à razão. Os primeiros anos da República colocaram em sobressalto a hierarquia da Igreja. Vários bispos foram destituídos das suas diocese. D. António Barroso não cumpriu as ordens de Afonso Costa e foi destituído da diocese do Porto. A ideia de uma República só para republicanos fez brotar nos católicos uma consciência mais definida da opção religiosa, uma resistência na defesa dos valores e uma necessidade de formação dos crentes para a restauração do país.


DESTAQUE 3

O Mensageiro

30.Setembro.2010

Comemorar o passado a pensar no futuro

Episcopado português na I República

DR

República e Igreja Católica As dificuldades em que o catolicismo português se moveu desde o dealbar do liberalismo persistiram e agravaram-se com a eclosão da revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 e com a subsequente lei da separação de 20 de Abril de 1911. A Igreja foi confrontada com um novo quadro jurídico, pois os novos protagonistas políticos retiraramlhe o estatuto de religião oficial e, consequentemente, já não lhe destinavam o papel na construção social que o liberalismo entre contradições lhe reconheceu. Não foi, contudo, este novo enquadramento global que causou mais perplexidade à Igreja, atendendo à reflexão sobre a contingência das formas de governo que o movimento católico lhe fora oferecendo ao longo da segunda metade da centúria precedente e à aceitação da república pelo “ralliement” de Leão XIII na tentativa de atenuar a política laicizadora em França. De facto, alguns protagonistas do movimento católico, como o conde de Samodães, foram afirmando desde os anos 70 que «a Igreja católica se concilia com todas asformas de governo, com tanto que cada uma delas a respeite e reconheça os seus direitos» (“O Direito”, 30/12/1871, 3). O mesmo autor acrescentaria que «encarando as coisas só pelo lado religioso não há, com razão plausível, essas preferências, e a Igreja pode florescer com os governos absolutos, com os representativos e com as repúblicas» (“A Liberdade da Igreja em Portugal”, 209). Este pensar cruzou-se bem com o entendimento de Leão XIII, delineado primeiramente em 1881, na encíclica “Diuturnum illud”: «Salvaguardada a justiça, não está proibida aos povos a adopção daquele sistema de governo que for mais apto e conveniente à sua maneira de ser e às suas instituições e costumes». Repercutiu-se depois no referido “ralliement”, concretizado no convite aos católicos a aceitarem o regime republicano francês, expresso sobretudo na “Au milieu des sollicitudes” de 1892, tendo em vista a atenuação ou suspensão das leis laicistas. Depois de aludir às formas distintas de governo que vigoraram na França

oitocentista – impérios, monarquias e repúblicas –, o papa referia que «pode-se afirmar igualmente com toda a verdade que cada uma delas é boa, desde que saiba encaminhar-se para o seu fim, o bem comum para o qual a autoridade social é constituída». Voltando à situação portuguesa, os transtornos para a Igreja não advinham tanto do novo enquadramento global, quanto da política de laicização que a república instaurou em Portugal, similar à francesa, hostilizando a fé católica, na expectativa da sua erradicação a prazo. As medidas legislativas sucederam-se, alterando a fisionomia do catolicismo português: os jesuítas foram expulsos e as congregações religiosas foram extintas e perderam os seus bens; os juramentos com carácter religioso foram eliminados; o ensino religioso nas escolas primárias e normais foi proibido, e a Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra foi extinta, como o foi também a disciplina de Direito Eclesiástico na Faculdade de Direito; os dias santificados foram abolidos; o casamento civil foi tornado obrigatório e introduzido o divórcio. A confrontação ficou assinalada na referida lei da separação, que privou a Igreja da sua personalidade jurídica e passou os seus bens para as associações culturais, de que estava excluído o clero. A lei converteu-o ao funcionalismo público pela oferta de pensões, a que maioritariamente renunciou. O episcopado reagiu na linha do “ralliement”, não contestando o novo regime, mas apenas a sua política laicizadora e anticatólica. Competia aos católicos «acatá-las [as novas instituições politicas], sem pensamento reservado. [...] «Ainda que nos sejam desfavoráveis ou se nos mostrem hostis, sejamos-lhes sujeitos, obedeçamos fielmente a suas determinações em tudo que não for contrário à consciência». Depois de denunciar obviamente os termos do processo de laicização em curso, o episcopado regressou aos termos do “ralliement”: «A Igreja [...] não é adversa a nenhuma forma de governo, desde que ela respeite a honestidade e a justiça». Assim, deixando aos católicos a liberdade das suas escolhas partidárias

e a preferência por um ou outro regime, os bispos determinavam que não cooperassem com a hostilidade vigente e usassem de todos os meios legais e honestos para favorecerem o catolicismo. Foi este o tom da pastoral colectiva do episcopado português de 24 de Dezembro de 1910, anterior à lei da separação, da pena material de D. Augusto Eduardo Nunes, arcebispo de Évora. Foi a primeira pastoral colectiva alguma vez emanada pelos bispos portugueses, a exprimir a gravidade do momento, a relevância daquela intervenção conjunta e a crescente consciência da unidade do episcopado. A pastoral começou a circular em Fevereiro na diocese da Guarda e ia ser lida nas assembleias dominicais das restantes no primeiro domingo de Março, quando foi proibida pelo governo, por não ter o beneplácito governamental. A sua divulgação ficou-se pela Guarda e pelo Porto, cujo prelado, D. António Barroso, não obedeceu à ordem do governo, pagando em seguida com o exílio. À lei da separação os bispos reagiram em protesto colectivo de 6 de Maio e Pio X pela encíclica “Iamdudum in Lusitania”. A lei foi obviamente condenada, porque, segundo os bispos, «resume-se todo [o decreto] em quatro palavras: injustiça, opressão, espoliação, ludíbrio». Subjacente ao protesto estava a conhecida teoria tese/hipótese, que recusava a separação ao nível dos princípios, mas a aceitava na prática desde que respeitasse o catolicismo; respeito que a lei sob protesto não tinha em conta. E o protesto concluía: «A Religião Católica deixou de ser a do Estado; não deixará, porém, de ser a do povo português». Paralelamente à intervenção política dos católicos em defesa da sua fé, que se consolidaria anos depois com o aparecimento da União Católica e do Centro Católico Português, exigia-se uma acção pastoral concertada e dirigida à recomposição do catolicismo na sociedade portuguesa, que se prolongou até ao Concílio Plenário Português de 1926 e à criação da Acção Católica Portuguesa em 1933. Adélio Fernando Abreu, In “Voz Portucalense”

O regime republicano completa um século em Portugal. Atravessou períodos difíceis e no entanto sobreviveu. Nem Salazar o eliminou. Justifica-se, por isso, celebrar cem anos de República. Mas, celebrar como? Certamente não evocando o passado com espírito saudosista ou propagandístico. Estudar a implantação da República e os anos que se lhe seguiram é importante. Mas numa perspectiva crítica e plural e, sobretudo, aprendendo as lições do passado para prepararmos um futuro melhor. Conflito religioso O que, aliás, já aconteceu no caso do conflito entre os dirigentes republicanos e a Igreja Católica. A Lei de Separação do Estado e das Igrejas, de 1911, até parecia corresponder a um princípio hoje plenamente acolhido pelos católicos: Estado e Igreja movem-se em diferentes esferas autónomas, devendo colaborar para bem da sociedade mas não interferir na esfera alheia. “A Deus o que é de Deus, a César o que é de César...”. Aconteceu, porém, que aquela lei de 1911 não era propriamente de separação, antes pretendia subordinar a Igreja ao poder do Estado. Curioso foi que padres, bispos e leigos reagiram com determinação contra tal sujeição. Reacção porventura inesperada da parte de uma Igreja portuguesa que tinha vivido com fraca autonomia e dependente do Estado na monarquia constitucional, quando o catolicismo era a religião oficial do país. Como mostra o P. Doutor João Seabra, a verdadeira separação Igreja/Estado ficou a dever-se a essa recusa dos católicos a subordinarem-se ao poder político em assuntos religiosos. O afrontamento com os católicos foi altamente negativo para a I República. Daí o cuidado dos líderes democráticos, como o Dr. Mário Soares, em não reacender conflitos com a Igreja após o 25 de Abril. Uma Igreja já pós-conciliar, aberta aos valores da democracia, com a qual o diálogo se tornou fácil. Sinal de que o relacionamento da Igreja com a República é hoje bem diferente do que era há um século, encontramo-lo, por exemplo, na activa e construtiva participação do Senhor D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, na Comissão Consultiva das Comemorações do Centenário da República. Ou na organização pela Universidade Católica Portuguesa de várias iniciativas apoiadas pela Comissão do Centenário. Mas se as relações entre o Estado e as religiões já não re-

Francisco Sarsfield Cabral presentam um problema espinhoso em Portugal, o mesmo já não acontece com o Islamismo, seja em vários países europeus, seja em países islâmicos onde não existe verdadeira liberdade religiosa. Por isso a questão da laicidade do Estado é muito actual e será um dos temas a abordar neste Centenário – partindo do passado para perspectivar o futuro. Questões de cidadania A mesma lógica se aplica às questões de cidadania. Pelo menos nas intenções, o regime republicano visava estimular a cidadania dos portugueses. Ora as democracias actuais debatem-se com um problema de representatividade: os cidadãos sentem-se pouco representados pelos políticos e afastam-se da actividade cívica e política. Convém lembrar que a corrente dita de republicanismo cívico, nos Estados Unidos, se interessa prioritariamente pela participação dos cidadãos na esfera política. Aí está mais um tema que as comemorações do Centenário de República vão permitir aprofundar. E há valores característicos dos republicanos fundadores do regime que importa não apenas lembrar como actualizar no que têm de válido para os tempos actuais. Um exemplo: na sua esmagadora maioria, os políticos da I República saíram dos seus cargos mais pobres do que tinham entrado. Poderemos dizer o mesmo dos políticos de hoje? Claro que as comemorações, que oficialmente começaram no dia 31 de Janeiro no Porto, não terão apenas a dimensão do debate de ideias. Houve inúmeras manifestações artísticas, desportivas (os Jogos do Centenário), recreativas, populares, etc. O mais importante, porém, é que a grande maioria das cerca de 600 iniciativas previstas no programa das comemorações partiu da sociedade civil. É um sinal de esperança numa democracia mais participada e melhor, afinal o grande objectivo destas comemorações.


4 CULTURA

O Mensageiro 30.Setembro.2010

Comemorações dos 100 Anos

CINEMA Teatro José Lúcio da Silva (Leiria) • LUCKY LUKE | comédia | de James Huth | c/ Jean Dujardin, Melvil Poupaud, sylvie Testud | 2 a 5 de Outubro, 21h30; dia3, 15h30 Teatro Miguel Franco (Leiria) • PANDORA | drama | de António da Cunha Telles | c/ Philippe Léotard, Fanny Cottençon, Inês Medeiros | 1 de Outubro, 21h30 Cine-Teatro de Monte Real • DUAS MULHERES | drama | de João Mário Grilo | c/ Nicolau Breyner, Beatriz Batarda, Virgílio Castelo | 1 a 3 de Outubro, 21h30 Auditório Municipal da Batalha • O ÚLTIMO AIRBENDER | aventura | de M. Night Shyamalan | c/ NJackson Rathbone, Dev Patel, Cliff Curtis | 1 a 3 de Outubro, 21h30

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Centro Histórico - Leiria •”Há música na cidade” - música (2/10, 14h00~19h00) Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Os fados da República” - concerto (7/10, 21h30) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Famirosa Harmony” - música (30/09, 21h00) •”Paus (PT)” - música (2/10, 22h00) • Comemoração do dia do Idoso - música (3/10, 15h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”A gata borralheira” - hora do conto (1/10, 14h30 e 2/10, 16h00) Livraria Arquivo - Leiria •”Era uma vez a República” - apresentação do livro (2/10, 17h00) Praça Rodrigues Lobo - Leiria •”Uníssono Virtual” - Centenário da República (5/10, 10h30) •”Sons da República - Centenário da República (5/10, 10h30) •”Representação dramática - Centenário da República (5/10, 16h00) • Roteiro - Centenário da República (5/10, 17h00) Fórum Fnac - Leiria •”Salto!” - música (2/10, 17h00) •”Berço das Artes-SAMP” - infantil/juvenil (3/10, 11h30) •”Slimmy, be someone else” - música (5/10, 21h30) Casa-Museu João Soares - Cortes •”Tardes no Museu” - infantil/juvenil (6/10, 15h0~16h30) Boa Vista - Leiria •1ª Semana Gastronómica - leitão assado à moda da Boa Vista (1~5/10) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Um dia mal-humorado” - hora do conto (3ªs, 11h00 e 5ªs, 15h30) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Guilherme, o Grãozinho de Areia” - leitura animada (4ªs a Sáb.) Café Concerto - Pombal • Palco aberto (6ªs do mês, 23h00)

Apresentação de CD em S. Pedro de Moel

Poesia de Afonso Lopes Vieira A Câmara Municipal da Marinha Grande e o Museu da Poesia, procederam, no dia 25 de Setembro, à apresentação do CD de Poesia de Afonso Lopes Vieira, na Casa-Museu Afonso Lopes Vieira em São Pedro de Moel. Nuno Miguel Henriques apresentou este seu décimo primeiro CD editado de poesia portuguesa. A obra terá exemplares para distribuição gratuita, com o objectivo de dar a conhecer a obra poética do autor e de cumprir a máxima de Octávio Paz que diz “a melhor maneira de compreender um poema, é ouvi-lo”. Cidadão do mundo e figura de referência no panorama literário do século XX, Afonso Lopes Vieira não esqueceu as suas origens, conservando as imagens de uma Leiria de paisagem bucólica e romântica, rodeada de maciços verdejantes plantados de vinhedos e rasgados pelo rio Lis, mas, sobretudo, de São Pedro de Moel, paisagem de eleição do escritor, enquanto inspiração e génese da sua obra. O Mar e o Pinhal são os principais motivos da sua poética. Publicou livros entre 1898 e 1947, sempre com grande sucesso junto da crítica e dos leitores e é nome de Rua, Biblioteca e Escola, entre outras diversas distinções. Com quase 25 anos de actividade de divulgação poética, Nuno Miguel Henriques apresenta neste trabalho uma leitura artística, levando-nos a viajar pelo imaginário das palavras do grande poeta Afonso Lopes Vieira, de uma forma comovente e contemporânea.

Leiria Republicana A Câmara Municipal de Leiria já está a comemorar há algum tempo as comemorações do centenário da República Portuguesa. Teve início em Março, com a plantação da ‘Árvore do Centenário’, seguindo-lhe outras iniciativas que marcaram esta data histórica do País. Agora, que se avizinham as comemorações oficiais, para 5 de Outubro, dia em que se comemoram os 100 anos da Implantação da República, está progra-

mada a entoação do Hino Nacional, em simultâneo, em todo o país, através do “Uníssono Virtual”. Este desafio foi proposto a todas as bandas pela Comissão Nacional das Comemorações e irá contar a participação de bandas locais. Também neste dia, terão lugar desfiles, animação de rua e o Roteiro Porta Aberta, em que alguns edifícios públicos, como a Câmara Municipal, Banco de Portugal e Governo Civil irão abrir as

suas portas ao público para visitas guiadas. O mês de Outubro continua com o concerto “Os Fados da República”, bem como o teatro infantil, com a peça “O Rei vai nu”, e para o público em geral, a peça “Os Republicanos”. Outro ponto alto será a reconstituição de um Banquete Republicano e um debate sobre os “Cem anos da República”. Em Novembro estão agendados uma Conferên-

cia e um Colóquio, bem como um concerto com a Orquestra Filarmonia das Beiras e grupos corais locais. No palco do Teatro José Lúcio da Silva estarão, em simultâneo, cerca de 150 coralistas, além dos elementos da orquestra. As Comemorações do Centenário da República em Leiria terminam em Dezembro com um último Roteiro do Centenário nas ruas da cidade.

Teatro José Lúcio da Silva

“Os Fados da República” em Leiria No dia 7 Outubro 2010, pelas 21h30, no Teatro José Lúcio da Silva, sobe ao palco ‘Os Fados da República’. O fado é a canção de um povo, de uma alma, de uma história... Ao longo de todas as tristezas e alegrias de um país, de uma vida, o fado cantou saudades, evocou desejos, criticou pensamentos e embelezou Portugal com uma cultura única. Desta forma, o fado não podia deixar de estar presente nos tempos primos da República acompanhando a

mensagem da mesma. Este espectáculo procura recriar fados e poemas situados na queda da Monarquia fazendo um enquadramento histórico e cultural. Traz-se assim aos nossos dias a voz dos poetas que marcaram uma época acompanhados com uma linguagem musical portuguesa, orgânica, mas moderna mostrando assim os caminhos que a República abriu quer a nível de mentalidades, de vivências e de paixões.

Exposição na Galeria Municipal da Marinha Grande

“Do Regicídio à Implantação da República” “Do Regicídio à Implantação da República” é o tema da exposição que vai inaugurar no dia 2 de Outubro 2010 na Galeria Municipal da Marinha Grande. Esta iniciativa organizada pela Câmara Municipal e pelo Rotary

Club da Marinha Grande está inserida no programa das comemorações do Centenário da Implantação da República. A inauguração contará ainda com uma intervenção teatral pelo Grupo de Teatro do Operário alusiva ao 5 de

Outubro de 1910. Esta exposição tem um núcleo local sobre as repercussões da implantação no concelho e uma abrangência cultural desde da morte do rei até à implantação da república. Estarão expostos diversos documentos

Primeira edição do concurso ‘Villa Portella’

originais da época, desde jornais, selos, moedas, entre outros. A acompanhar a exposição, que vai estar patente até ao dia 31 de Outubro, estará a decorrer um ciclo de conferências alusivas ao tema.

Investigação na história local premiada Com o objectivo de homenagear os seus antepassados que viveram na Villa Portela, em Leiria, Ricardo Charters d’Azevedo instituiu, em parceria com a Associação para o Desenvolvimento de Leiria (ADLEI), o Prémio Villa Portela, destinado a galardoar trabalhos

de investigação no âmbito da história local, relativos ao distrito de Leiria e ao concelho de Ourém. O prémio terá periodicidade bienal e em 2011 realizar-se-á a primeira edição, havendo para o primeiro classificado 2.000 euros.


CULTURA 5

O Mensageiro 30.Setembro.2010

Realização de cursos profissionais de música

Orfeão de Leiria formaliza protocolo O Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL CA) vai formalizar com a Escola Secundária Eng.º Acácio Calazans Duarte, da Marinha Grande, o protocolo para a realização dos cursos profissionais de música, que terão início já no ano lectivo 2010/2011. A assinatura do protocolo entre as duas instituições de ensino será concretizada no dia 5 de Outubro, no âmbito das cerimónias que assinalam o Centenário da República e a abertura, a nível nacional, de cem escolas novas ou requalificadas. Os cursos profissionais de música são uma iniciativa inédita na região do Orfeão de Leiria, que teve início 2009 em conjunto

com a Escola Secundária Domingos Sequeira, de Leiria. A formação é caracterizada por uma forte ligação ao mundo profissional, e funciona com uma estrutura curricular por módulos que inclui as vertentes sociocultural, científica e técnica (com formação em contexto de trabalho). As disciplinas da componente sociocultural serão da responsabilidade da Escola Secundária, enquanto as das componentes científica e técnica serão da responsabilidade do OL CA. Os cursos destinam-se a todos os alunos que tenham o 9.º ano e que pretendam seguir uma carreira musical, independentemente

do posterior ingresso em estudos musicais superiores. Têm a duração de três anos, correspondentes ao 10.º, 11.º e 12.º anos e serão certificados com um diploma do nível secundário de educação e com um certificado de qualificação profissional de nível três. Henrique Pinto, presidente do OL CA, salienta que “a experiência dos cursos profissionais de música tem tido muito sucesso, e contamos já com cerca de 25 alunos a frequentá-los neste momento, além dos 14 que se inscreveram este ano na escola Eng.º Acácio Calazans Duarte”. “Independentemente de se pensar em profissão ou não – e a música é hoje de emprega-

bilidade alta – estes Cursos facilitam também a progressão para o ensino superior”, acrescenta o responsável do Orfeão de Leiria. No portefólio dos alunos dos cursos profissionais de música contam-se já diversas formações, de que é exemplo o Trio de Guitarras de Leiria, composto por Bruno Ferreira, João Paulo Lopes e João Resende, e que participa regularmente em iniciativas como o ciclo “A guitarra no Outono”. Os cursos profissionais de música têm o apoio do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, do POPH – Programa Operacional do Potencial Humano e do Fundo Social Europeu.

Na praça Mouzinho de Albuquerque e na Biblioteca Municipal

Batalha lembra República com exposições A praça Mouzinho de Albuquerque, na Batalha, acolhe de 28 a 30 de Setembro, das 10h00 às 20h00, a exposição itinerante “Viva a República”, numa iniciativa que visa assinalar o Centenário da República. Esta exposição é dedica-

da à história da I República, um dos períodos mais marcantes da história recente de Portugal. Instalada numa viatura de grandes dimensões, a mostra é complementada com duas tendas de apoio, sendo possível ao visitante acompanhar

o percurso de evolução do ideário republicano, o processo de implantação da República, os principais contextos e transformações a que esteve associada. De igual modo, a Biblioteca Municipal recebe a exposição “Letras e Cores,

Ideias e Autores da República”, em que a partir de onze cartazes, ilustradores conceituados trabalharam plasticamente as ideias da República. Esta segunda exposição estará patente de 5 de Outubro a 30 de Novembro.

EXPOSIÇÕES

Castelo de Leiria •”A Ferro e Pedra” - escultura de Alexandre Estrela (~31/10) Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Light Against Time” - fotografia de Nuno Moreira (~30/09) •”Passe, Cidadão” - Centenário da República (1/10, 17h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Contos tradicionais de outros países” (~30/09) •”Re(s) Pública: As leituras” - Centenário da República (1/10~13/11) •”Letras e cores, ideias e autores da República” (1/10~30/10) Biblioteca José saramago - Leiria •”Ouro-Robin Read” - pintura (~8/10) Banco de Portugal - Leiria •”Re(s) Pública: Os ambientes” - Centenário da República (1/10~13/11) Arquivo Distrital - Leiria •”Re(s) Pública: Os registos” - Centenário da República (1/10~13/11) • Obras de João dos Santos (~7/10) Centro de Interpretação Ambiental - Leiria •”Insectaricos saltaricos” trabalhos em madeira (6/10~5/11) Loja PONTO JA - Leiria •”Viagem ao país de 1900” (1/10~31/10) Galeria fotográfica da Fnac - Leiria •”City Models” - fotgrafias de Masimino Mastrorillo (~20/11) Museu Escolar - Marrazes •”A instrução na 1ª República” (3/10~24/12) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Sacas de retalhos à moda antiga” (3ªs~6ªs) Junta de Freguesia - Santa Eufémia •”A arte que o Côa guarda” - réplicas e fotograias (-31/10) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Vilma libana-arta da gravura em vidro” (~30/11) Arquivo Municipal - Pombal •”Projectar Pombal” - desenhos e projectos arquitectónicos (~30/09) Museu Marquês de Pombal - Pombal •”O Marquês de Pombal no Postal Ilustrado” (~30/09) Teatro-Cine - Pombal • Pintura de Vitor Gonçalves Carvalho (~30/10) Centro Cultural - Pombal •”Projectar Pombal” (~30/09) Museu Municipal - Ourém •”OUREMPUBLICA” - implantação da República em Ourém (~31/12) Posto de Turismo e Ascensor - Alcobaça •“Alma” - pintura de Ricardina Silva (~5/10)

Nas Cortes

Pintura de Tânia Lopes na Acrenarmo “4g de loucura – os eus que trago” é o titulo da mostra de Pintura de Tânia Bailão Lopes. Natural de Leiria, inicia o seu trabalho na área das Artes Plásticas em 1999, tendo sido convidada a expor em vários espaços, dentro e fora do país, passando por Macau, Itália, Espanha

e Brasil. Dada a heterogeneidade do seu trabalho e a necessidade de se fragmentar, dá vida a Mirtilo Gomes, Miguel Alexandre Marto e Aurora Santo, heterónimos nas Artes Plásticas, e Goma, pseudónimo no âmbito de Artesanato e pintura in-

fantil. Esta é a primeira vez que os seus heterónimos se encontram expostos no mesmo espaço, a ACRENARMO - Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Ex-Residentes de Moçambique, onde estará patente até 10 de Outubro.

“Há música na cidade” de Leiria No próximo dia 2 de Outubro, entre as 15h00 e as 20h00, a cidade de Leiria vai ser o grande palco do evento “Há música na cidade”. Organizado pelo Jornal de Leiria, em parceria com a SAMP, o Orfeão e outras colectividades e associações ligadas à música, dança e à cultura, esta segunda edição promete voltar a encher as

praças e ruas da cidade com música de variados estilos e sonoridades, como aconteceu o ano passado. Serão 17 palcos e mais de 700 músicos espalhados pelo centro histórico de Leiria, num programa contínuo, marcado pela diversidade e pela complementaridade: música clássica, música de câmara, música

electrónica e alternativa, hip-hop, várias orquestras e filarmónicas, coros, jazz, blues, percussões, entre outros. Destaque para a intervenção dos carrilhões e do órgão de tubos da Sé, para o reconhecido projecto “Música para Bebés” (SAMP), e para o concerto dos Desbundixie, que encerrará a iniciativa.

Segundo a organização, esta iniciativa “apresenta uma vertente social e educacional bastante marcada e pretende ajudar a ver e a viver a cidade sob outras perspectivas, fomentando o gosto pela música, pelas artes e pelo exercício de uma cidadania activa”.

“À Tarde na Casa-Museu...” No dia 6 de Outubro, das 15h00 às 16h30, na CasaMuseu João Soares, nas Cortes, Leiria, vai dinamizar-se “À Tarde na Casa-Museu João Soares”, que proporciona actividades dirigidas a crianças do 4.º ao 8.º anos (9-14 anos). A actividade é gratuita e as inscrições deverão ser efectuadas até ao dia 4 de Outubro, na Casa-Museu.

Em Porto de Mós

‘VI Mostra de Doces & Licores’ Nos próximos dias 9 e 10 de Outubro terá lugar a ‘VI Mostra de Doces & Licores’ no Forum Cultural de Porto de Mós, organizado pelo Coral Vila Forte Associação. O programa pretende promover o licor da região e contempla a gastronomia tradicional com o tradicional café da avó e filhós.

Centenário da Implantação da Republica

Programa de comemorações

A Câmara Municipal da Marinha Grande, numa organização conjunta com o Rotary Club da Marinha Grande, prepara um conjunto de actividades para comemorar o Centenário da implantação da república, que se assinala no dia 5 de Outubro. Para assinalar este acontecimento, estas entidades organizaram um conjunto de actividades, que decorrem de 2 de Outubro a 30 de Novembro, na Galeria Municipal, junto ao Museu do Vidro.


6 SOCIEDADE

O Mensageiro 30.Setembro.2010

Centro de Interpretação das Grutas da Moeda

Escolas convidadas às grutas

Visando ser uma ferramenta pedagógica de apoio à coordenação e organização das actividades escolares dos vários níveis de ensino, o Centro de Interpretação Científico – Ambiental das Grutas da Moeda elaborou um Plano de Actividades para o ano lectivo 2010/2011. Para além das habituais visitas de estudo, o referido plano apresenta inúmeras actividades didácticas e lúdicas, desde concursos, acções de sensibilização, de prevenção e promoção ambiental, bem como um conjunto de outras iniciativas integradas no âmbito da comemoração de dias temáticos para diferentes faixas etárias. Assim, diariamente e mediante inscrição prévia, as visitas de estudo à Gruta podem ser complementadas com um “Roteiro de Visita”, um pequeno livro de apoio, cuja consulta pelo aluno lhe permite fundamentar as explicações que recebe do guia. Semanalmente, as escolas interessadas podem participar em palestras e oficinas, como é o caso da que se realiza em parceria com a SIMLIS – “O Mistério da Água”, ou ainda sobre os “Minerais, Fósseis e Rochas”. Propõem-se também actividades designadas por “Saídas de Campo”, que visam levar os alunos a compreender e entender toda a envolvência natural/ ambiental das Grutas da Moeda (Maciço Calcário Estremenho). Os já habituais passeios pedestres e os jogos como a “Caça ao Tesouro”, ecológicos e tradicionais, sempre com objectivos de carácter lúdico e pedagógico, são exemplos das inúmeras iniciativas contempladas pelo plano de actividades. Ao desenvolver acções de sensibilização sobre as áreas da geologia, mineralogia e do ambiente junto da população escolar, o CICA está a caminhar no alcance de uma das metas a que se propôs desde a sua abertura ao público, e que é, entre muitas outras, a de criar um espaço alternativo com actividades lúdicas e pedagógicas de grande componente prática, visando despertar mentalidades para os temas actuais, tais como, os problemas ambientais, a biodiversidade, motivando os participantes a agirem e a alterarem comportamentos do seu quotidiano. Info: www.grutasmoeda.com.

Utentes encaminhados para áreas específicas por grau de urgência

HSA quer “melhorar funcionalidades” A nova urgência provisória do Hospital de Santo André (HSA), em Leiria,que entrou em funcionamento no dia 23 de Setembro, conta com um novo e melhorado sistema de atendimento que possibilitará o encaminhamento dos doentes para áreas específicas, com meios próprios, de acordo com o seu grau de urgência. Helder Roque, presidente do Conselho de Administração (CA) explica que «com o novo projecto pretendemos melhorar a funcionalidade e a operacionalidade do serviço, através da reformulação de circuitos e a inovação dos modelos de cuidados, e tendo como base todas as potencialidades da “Triagem de Manchester”». Helder Roque explica que «o Serviço de Urgência Geral do Hospital de Leiria foi construído há 15 anos e desde essa altura não teve qualquer intervenção de fundo», daí que «a sua desadequação em relação às actuais necessidades de procura e abordagem dos doentes urgentes fosse já expectável». «O que agora apresentamos é um serviço mais funcional, mais confortável, e mais adequado à qualidade que caracteriza todos os nossos serviços”,

acrescenta. As grandes apostas, que serão desde já implementadas na urgência provisória, são a separação dos doentes por gravidade (áreas de cor), a adequação dos recursos ao modelo de cuidados a implementar, as dinâmicas funcionais, a melhoria das condições de conforto, a melhoria da qualidade dos cuidados, reduzindo as readmissões, a redução dos tempos de decisão e consequentemente de espera (reorganizando os fluxos e circuitos), a eliminação dos riscos de segurança das pessoas e a reorganização dos mecanismos/protocolos de internamento. «Além da alteração da estrutura física, a maior fatia do investimento, procederemos também à total reorganização do modelo de funcionamento e à modernização dos equipamentos, aspectos fundamentais para uma melhor qualidade dos cuidados, que poderão ser mais personalizados e focados no doente, proporcionando-lhe maior privacidade, conforto e segurança», explica Helder Roque. As novas instalações da Urgência Geral têm áreas de cuidados amplas, que são estruturadas em boxes separadas por cortinas ou

divisórias fixas, onde todos os doentes terão acesso visual aos profissionais de saúde, e estes poderão também assegurar uma maior vigilância e rapidez de intervenção. «Independentemente do grande investimento que estamos a fazer na melhoria das condições do serviço, quer em termos financeiros quer em termos de recursos humanos, é importante que as pessoas tenham em mente que o recurso à urgência do Hospital, quer seja a Geral, a Pediátrica ou a Ginecológica/ Obstétrica, deve ocorrer apenas quando a situação clínica não possa ser resolvida no exterior, ou seja, nas situações previsivelmente graves, ou em que a demora de diagnóstico e/ou tratamento possa acarretar graves riscos para a saúde», refere Helder Roque, salientando que «40 por cento dos doentes que atendemos na Urgência Geral ainda são não urgentes». O presidente do Conselho de Administração chama a atenção para o facto de o Hospital ter por missão prestar cuidados de saúde diferenciados, em articulação com os Centros de Saúde e hospitais de proximidade, pelo que «é incor-

recto que a grande maioria dos doentes recorra à urgência directamente, sem antes procurar o apoio de outros serviços de saúde». Este facto «leva a um tempo de espera excessivo que, para além do desconforto que provoca para utentes e profissionais, poderá acarretar um aumento do risco de contágio de outros doentes com outros tipos de doenças», salienta. As instalações da urgência provisória estão situadas na torre poente do hospital, contornando o edifício até à zona posterior, e têm uma área bruta interior de 1.058 m². São compostas por 64 módulos pré-fabricados adaptados às áreas de prestação de cuidados, e equipados com as melhores condições de conforto e segurança, nomeadamente redes de distribuição eléctrica, água potável, esgotos domiciliários e pluviais, informática, telecomunicações, Internet, televisão, som, gases medicinais, vácuo, ar condicionado (AVAC), ventilação forçada, detecção de segurança contra incêndios e sistema de transporte pneumático das análises clínicas.

“Festa das Colectividades e Tasquinhas” em Souto da Carpalhosa supera expectativas

“Esta é a prova da paixão à terra, às gentes e à capacidade de dar. É o exemplo da carolice”, afirmou Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria, sábado, dia 25 de Setembro, na “Festa das Colectividades e Tasquinhas”. O autarca de Leiria visitou o certame que, de 23 a 26 de Setembro, envolveu toda a freguesia numa festa que atraiu milhares de pessoas ao pulmão florestal de Souto da Carpalhosa, em Charneca do Nicho, Moita da Roda. “Aqui deparamo-nos com o sucesso da criação de sinergias”, disse, lembrando a necessidade da relação entre entidades oficiais e a população. O presidente da Câmara de Leiria, que já conhecia iniciativa de edições anteriores, afirmou que se “nota um melhorar a cada ano e um especial cuidado na or-

ganização e na apresentação das tasquinhas. Mesmo a variedade, o excelente aspecto, e não só, das iguarias, mostra o esforço dos dirigentes”, salientando ainda que a envolvente natural destaca as tasquinhas de Souto da Carpalhosa das semelhantes. Acompanhado pela edilidade, Raul Castro aproveitou ainda para sugerir que o “espaço da Charneca do Nicho seja aproveitado para ainda mais iniciativas”. Na generalidade, a edição de 2010 superou as expectativas das colectividades e associações presentes com tasquinhas. Para muitos, a forte afluência a este evento fez esquecer quaisquer sinais de crise. “As pessoas já não pensam na crise. Estão mais à vontade”, afirmou um membro de uma associação participante.

DR/Notícias da Freguesia

Raul Castro elogia “paixão” e “capacidade de dar”

O reflexo do sucesso viu-se não apenas no número considerável de visitantes, como também na necessidade de reposição de stocks de comida e bebidas por parte das colectividades. Também José Carlos Gomes, presidente da Junta de Freguesia

de Souto da Carpalhosa, se mostrou não só surpreendido com a forte adesão mas também “emocionado por ver o esforço e o trabalho de todos os envolvidos”. “Ver pessoas de idade avançada, com algumas limitações físicas, a darem grandes contributos e a

trabalhar, ajudando no sucesso desta festa, é, sem dúvida, muito gratificante”, afirmou. A realização de missa campal no domingo – uma novidade na edição deste ano – foi igualmente participada, com o espaço a ser pequeno para o número de fiéis que ali acorreu. A quinta edição da “Festa das Colectividades e Tasquinhas”, no parque da Charneca do Nicho, junto à Casa do Guarda, Moita da Roda, realizou-se de 23 a 26 de Setembro, com a presença de doze tasquinhas que primaram pela originalidade, numa mostra gastronómica, cultural e recreativa única na freguesia de Souto da Carpalhosa.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 30.Setembro.2010

Leiria na vanguarda da mobilidade

Na Batalha

Frota de transportes colectivos renovada No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade – Dia Europeu sem Carros, decorreu nodia 22 de Setembro, no átrio do Teatro José Lúcio da Silva, a apresentação de três novidades no domínio da mobilidade, que contribuirão para que Leiria continue a afirmar-se como precursora da salvaguarda e respeito pelo ambiente. Frota dos transportes colectivos renovada, novas paragens do MOBILIS e a inauguração do primeiro ponto de carregamento de veículos eléctricos, junto ao Teatro José Lúcio da Silva, foram os destaques desta iniciativa que simbolicamente se realizou no Dia Europeu sem Carros. Com a presença de Raul Castro, Presidente da Câmara Municipal de Leiria e dos Vereadores Blandina Oliveira e António Martinho, esta apresentação contou com diversos convidados em representação das entidades envolvidas nos projectos, entre os quais a Rodoviária Nacional e a EDP. No âmbito do Mobilis - Circular Urbana de Leiria, que teve início em 2005 e é um exemplo de sucesso, com mais de 1 milhão de passageiros transportados em cinco anos de existên-

cia, foram apresentadas pelo Vereador António Martinho, responsável pela mobilidade, as alterações a inserir com a consolidação deste serviço. Uma das novidades apresentadas foi a optimização dos circuitos, através da eliminação de percursos com utilização residual, casos do Cinema City e do Cemitério e, em contrapartida, a entrada em funcionamento de dois novos percursos, que permitem o acesso ao Hospital de Santo André e ao Campus 2 do Instituto Politécnico de Leiria, equipamentos de grande geração de viagens. Pretende-se deste modo abranger uma população que regularmente utiliza os transportes públicos, sendo ainda implementada uma melhor comunicação com os utentes.

De seguida, os convidados realizaram um breve trajecto, num dos dois novos autocarros que irão integrar a frota da Rodoviária Nacional em Leiria, e que são mais modernos que os já existentes, dado possuírem maior comodidade bem com a possibilidade de serem adaptados a pessoas com mobilidade reduzida. Durante o percurso, foi também referido por Paulo Carvalho, representante da Rodoviária Nacional, a alteração ao horário da linha 3 (Telheiro/Gândara), com o objectivo de adaptar esta linha aos horários dos estudantes da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira. De volta ao Teatro José Lúcio da Silva e após a apresentação do MOBI.E, uma iniciativa do Estado Português, que tem por objectivo a promoção de

novos modelos energéticos de mobilidade sustentável, foi inaugurado, junto àquele Teatro, o primeiro ponto de carregamento normal, inserido na Fase Piloto do Plano Municipal de Mobilidade Eléctrica, que prevê, até 2012, um total de 27 pontos de carregamento, no Concelho de Leiria. Refira-se que, até 2015, está prevista a implementação no Concelho de Leiria, de um total de 92 pontos de carregamento (88 postos de carregamento lento e 4 postos de carregamento rápido), abrangendo as freguesias de Marrazes, Leiria, Coimbrão, Monte Real, Maceira e Santa Catarina da Serra. No final, Raul Castro realizou um curto trajecto no FUTI, veículo eléctrico projectado e construído no Concelho de Leiria. No local encontravam-se ainda diversas scooters eléctricas que foram experimentadas pelos convidados presentes, os quais apreciaram as características das mesmas, esperando que muito brevemente os veículos eléctricos sejam uma realidade que faça naturalmente parte do nosso dia-a-dia, quer em Leiria, quer em todo o País.

“Resíduos em Movimento” A exposição itinerante “Resíduos em Movimento – Uma viagem virtual” poderá ser visitada no município da Batalha entre os dias 28 de Setembro e 4 de Outubro, na Praça Mouzinho de Albuquerque, junto ao Mosteiro da Batalha. Esta iniciativa, protagonizada pelo VersusTir, um camião equipado com tecnologia de ponta e com diversas actividades lúdicas e didácticas, visa ensinar e informar os cidadãos sobre a valorização de resíduos, sensibilizando-os para a importância da reciclagem. A exposição está aberta ao público entre o dia 28 de Setembro, terça-feira, e o dia 3 de Outubro, domingo, entre as 09h30 e as 18h00. Já no dia 4 de Outubro, segunda-feira, o VersusTir pode ser visitado entre as 09h30 e as 13h30. A exposição “Resíduos em Movimento – Uma viagem virtual”, que a Valorlis proporciona pelo terceiro ano consecutivo aos munícipes da sua área de influência, possui diversas actividades lúdicas e didácticas, que explicam o funcionamento do sistema de tratamento e valorização de resíduos sólidos e urbanos (RSU). Aqui, os visitantes poderão encontrar suportes com informações interactivas que visam promover a utilização racional dos recursos naturais, como por exemplo um Tetris da Reciclagem, um raio-x do aterro sanitário ou uma mesa de triagem.

Mobilização em nove concelhos do Distrito

Combater a pobreza e a exclusão No âmbito da iniciativa “24 Horas pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social” – um evento de activismo, mobilização e sensibilização para a problemática da pobreza e da exclusão social – nove concelhos do distrito de Leiria vão promover actividades sob o lema comum “Mobiliza-te contra a Pobreza e a Exclusão Social!” A iniciativa, a realizar a 6 de Outubro, é organizada por várias instituições de solidariedade social e autarquias e consiste na mobilização da comunidade em geral para a realização de várias actividades, tendo como tema de fundo a Pobreza e a Exclusão Social. A acção insere-se, igualmente, na Focus Week, organizada pela Rede Europeia Anti Anti-Pobreza (REAPN) , que decorre de 4 a 10 de Outubro em todo o País. Info: www.2010combateapobreza.pt.

Conferência Internacional PMI 2010

Pedro Martinho premiado

Leiria recebe parceiros noruegueses

“Geminação para Conciliação entre Vida Familiar e Profissional” Está a realizar-se em Leiria, nos dias 29 e 30 de Setembro, uma visita de estudo de representantes das entidades norueguesas que integram o projecto “Geminação para Conciliação entre Vida Familiar e Profissional”. Esta visita, organizada pela Câmara Municipal de Leiria, pela Nerlei – Associação Empresarial da Região de Leiria e pela empresa ínCentea, tem como objectivo proporcionar aos representantes dos municipios e empresas norueguesas contactos directos com a realidade portuguesa, e mais especificamente com a realidade do concelho de Leiria, em termos das medidas e instrumentos facilitadores da Conciliação

entre Vida Familiar e Profissional, no âmbito do plano de trabalho definido na primeira visita de estudo, que decorreu na Noruega em 2009. Nestes dois dias a agenda de trabalhos previu a apresentação e debate de tais medidas, no âmbito da conciliação, no Município de Leiria e nos Municípios Noruegueses de Kristiansand e Tvedestrand. Realizar-se-ão ainda visitas à creche da “Casa Sanches”, ao Centro Social Batista, à escola pré - primária do Telheiro, à escola EB1 da Quinta do Alçada e à empresa parceira ínCentea. O projecto “Geminação para Conciliação entre Vida Familiar e Profissional” surge de uma proposta da

Associação Portuguesa de Famílias Numerosas ao Município de Leiria, que veio a concretizar-se através da assinatura de um Acordo de Parceria, decorrente de deliberação de Câmara de 3 de Março de 2009. Os pressupostos que enquadraram a adesão do Município de Leiria a este Projecto foram a insuficiente e baixa divulgação das medidas de conciliação existentes em Portugal, na óptica das duas dimensões de vida – familiar e profissional – vistas como fundamentais para o bem-estar dos cidadãos e das cidadãs, e, por consequência directa, essenciais para o desenvolvimento económico, social e demográfico. O projecto “Geminação

para Conciliação entre Vida Familiar e Profissional” engloba as seguintes entidades: Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, Instituto das Ciências da Família da Universidade Católica Portuguesa, Município de Leiria, Município de Faro, Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e da Solidariedade, Associação Nacional de Municípios Portugueses, empresa ínCentea (Leiria), empresa Rolear (Faro), Norwegian Association of Local and Regional Authorities, Município de Tvedestrand, Município de Kristiansand e empresa National Oilwell Varco (Kristiansand).

Pedro Martinho, docente da área da Engenharia Mecânica, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), venceu o prémio de melhor artigo com potencial de transferência de conhecimento para a indústria, durante a “Internacional Conference on Polymers & Moulds Innovations” (PMI 2010), realizada em Ghent (Bélgica), de 15 a 17 de Setembro. O artigo intitulado “A new way to produce conformal cooling channels by RPT for moulding blocks of the hybrid moulds”, foi elaborado pelo professor do IPL, em conjunto com António Nogueira (estudante do Mestrado Integrado de Engenharia de Polímeros da Universidade do Minho); Paulo S. Pouzada (ex-estudante do Mestrado Integrado de Engenharia Mecânica da Universidade do Minho e, actualmente, colaborador da MP Tool – Vangest Group e António S. Pouzada (professor catedrático do Departamento de Engenharia de Polímeros da Escola de Engenharia da Universidade do Minho e membro do Instituto de Polímeros e Compósitos (IPC/I3N) da Universidade do Minho).

Com a presença de especialistas internacionais

Curso em medicina regenerativa

O Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentável do Produto (CDRsp), do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), promove nos dias 28 e 29 de Outubro um curso avançado em “Medicina Regenerativa”, a realizar no auditório daquela unidade orgânica de investigação, no Centro Empresarial da Marinha Grande.


8 ECLESIAL

O Mensageiro 30.Setembro.2010

Beatificação do Cardeal Newman

Homilia de Bento XVI Queridos irmãos e irmãs em Cristo, o dia que nos reuniu aqui em Birmingham é muito auspicioso. Em primeiro lugar, é o dia do Senhor, domingo, o dia em que nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou dos mortos e mudou para sempre o curso da história humana, dando vida e esperança novas para aqueles que viviam nas trevas e na sombra da morte. É por isso que os cristãos ao redor do mundo reúnem-se neste dia para louvar e agradecer a Deus pelas grandes maravilhas que Ele realizou por nós. Este domingo em particular, além disso, marca um momento significativo na vida da nação britânica, pois é o dia escolhido para comemorar os 70 anos da Battle of Britain (Batalha da Grã-Bretanha). Para mim, que vivi e sofri durante os tenebrosos dias do regime nazista na Alemanha, é profundamente comovente estar aqui convosco em tal ocasião, e recordar todos dos vossos compatriotas que sacrificaram a própria vida, resistindo corajosamente às forças daquela ideologia maligna. Meu pensamento dirige-se particularmente à vizinha Coventry, que sofreu tão pesado bombardeio e uma grande perda de vidas humanas em novembro de 1940. Setenta anos depois, recordamos com vergonha e horror a espantosa quantidade de morte e destruição que a guerra traz consigo quando inicia, e renovamos nosso propósito de agir pela paz e reconciliação em qualquer lugar em que surja a ameaça dos conflitos. Mas há outra e mais alegre razão pela qual este é um dia de alegria para a Grã-Bretanha, Midlands e Birmingham. É

o dia que vê o Cardeal John Henry Newman formalmente elevado aos altares e declarado Beato. Agradeço ao Arcebispo Bernard Longley pelas amáveis boas-vindas que me dirigiu, no início da Santa Missa. Agradeço a todos aqueles que trabalharam intensamente por muitos anos para promover a causa do Cardeal Newman, incluindo os Padres do Oratório de Birmingham e os membros da família espiritual Das Werk. E saúdo todos os presentes que vieram de toda a GrãBretanha, Irlanda e outros países; agradeço-vos pela vossa presença nesta celebração, durante a qual glorificamos e louvamos a Deus pelas virtudes heróicas deste homem santo inglês. A Inglaterra tem uma grande tradição de Santos Mártires, cujo corajoso testemunho sustentou e inspirou a comunidade católica local por séculos. E, no entanto, é justo e conveniente que reconheçamos hoje a santidade de um confessor, um filho desta nação que, embora não sendo chamado a derramar o próprio sangue pelo Senhor, deu-lhe testemunho eloquente no curso de uma vida longa dedicada ao ministério sacerdotal, especialmente na pregação, ensino e escritos. É digno de ocupar o seu lugar em meio a uma longa lista de santos e mestres destas ilhas, São Beda, Santa Hilda, São Aelredo, o beato Duns Scotus, somente para citar alguns. No beato John Henry a gentil tradição de ensino, de profunda sabedoria humana e intenso amor pelo Senhor produziu ricos frutos como um sinal da presença contínua do

Espírito Santo no profundo do coração do Povo de Deus, trazendo abundantes dons de santidade. O lema do Cardeal Newman, Cor ad cor loquitur, “o coração fala ao coração”, permite-nos penetrar na sua compreensão da vida cristã como chamado à santidade, experimentada como intenso desejo do coração humano de entrar em íntima comunhão com o Coração de Deus. Ele nos recorda que a fidelidade à oração nos transforma gradualmente na imagem de Deus. Como escreveu em um de seus bem acabados sermões: “o hábito da oração, que é a prática de voltar-se para Deus e ao mundo invisível em qualquer época, em qualquer lugar, em qualquer emergência, a oração, digo, tem o que se pode chamar de um efeito natural no espiritualizar e elevar a alma. Um homem não é mais o que era antes; gradualmente [...] interiorizou um novo sistema de ideia e tornou-se imbuído de novos princípios “(Parochial and plain sermons, IV, 230-231). O Evangelho de hoje nos diz que ninguém pode servir a dois senhores (cf. Lc 16, 13), e o ensino do Beato John Henry sobre a oração explica como o fiel cristão está colocado de maneira permanentemente a serviço do único verdadeiro Mestre, o único que tem o direito de receber nossa devoção incondicional (cf. Mt 23, 10). Newman ajudanos a entender o que isso significa em nossa vida diária: diz-nos que o nosso Mestre divino reservou uma missão específica para cada um de nós, um ‘serviço bem definido’, confiado unicamente a cada um em particular: “Eu tenho a mi-

nha missão - escreveu – sou o elo de uma cadeia, uma ligação entre as pessoas. Ele não me criou para nada. Farei o bem, farei o seu trabalho; serei um anjo da paz, um pregador da verdade no meu papel [...] se obedecer aos seus mandamentos e o servir na minha vocação” (Meditations and devotions, 301-2). O serviço específico para o qual o Beato John Henry Newman foi chamado comportou a aplicação de seu sutil intelecto e prolífica pena a muitos dos mais urgentes “problemas atuais”. As suas intuições sobre a relação entre fé e razão, sobre o espaço vital da religião na sociedade civilizada, e sobre a necessidade de uma abordagem da educação com amplas bases e longo alcance não foram somente de profunda importância para a Inglaterra vitoriana, mas continuam ainda hoje a inspirar e iluminar a muitos ao redor do mundo. Quero prestar homenagem à sua visão da educação, que tanto fez para moldar o “ethos” que é a força subjacente às escolas e universidades católicas de hoje. Firmemente contrário a toda a abordagem reducionista ou utilitarista, buscou chegar a um ambiente educativo em que a formação intelectual, a disciplina moral e o compromisso religioso agissem em conjunto. O projeto de fundar uma universidade católica na Irlanda deu-lhe a oportunidade de desenvolver suas idéias sobre o assunto e recolher discursos por ele publicados como The Idea of a University, que contém um ideal acerca do qual podem aprender todos os envolvidos na formação acadêmica. E, de fato, qual

outra meta melhor poderia se propor aos professores de religião se não aquele famoso apelo do Beato John Henry por um laicato inteligente e bem instruído: “Desejo um laicato não arrogante, não precipitado nos discurso, nem polêmico, mas homens que conheçam a própria religião, que entrem em seu interior, que saibam bem em que estão sustentados, que saibam no que creem e não creem, que conheçam o próprio credo tão bem a ponto de poder explicá-lo, que conheçam tão bem a história para poder defendê-la” (The Present Position of Catholics in England, IX, 390). Hoje, quando o autor dessas palavras é elevado aos altares, rezo para que, através de sua intercessão e exemplo, aqueles que se dedicam à tarefa de ensino e catequese sejam inspirados a um maior esforço maior pela sua visão, que tão claramente coloca diante de nós. Enquanto o testamento intelectual de John Henry Newman foi aquele que, compreensivelmente, recebeu a maior em meio às vastas publicações sobre sua vida e trabalho, prefiro, nesta ocasião, concluir com uma breve reflexão sobre sua vida como sacerdote e pastor de almas. O calor e humanidade que estão subjacentes à sua apreciação do ministério pastoral são belamente expressas por outro de seus famosos discursos: “Se os anjos fossem vossos sacerdotes, queridos irmãos, não poderiam participar dos vossos sofrimentos, nem perdoar-vos, nem ter compaixão por vós, nem mostrar ternura em meio a vossos confrontos ou encontrar motivos para

Centro de Formação e Cultura

Início do Ano Lectivo 2010/11 o Senhor Bispo nos convida a reflectir e viver a caridade) pelo – Dr. Luís Inácio João e das 21h00 – 22h30 O Ano Litúrgico (reflexão sobre a celebração dos mistérios da fé ao longo do tempo) pelo Doutor Carlos Cabecinhas. Estas disciplinas podem ser frequentadas por todos os cristãos que queiram aprofundar as “razões do seu acreditar”, nomeada-

mente responsáveis de movimentos e serviços eclesiais, educadores no âmbito da formação religiosa, membros de comunidades religiosas e leigos consagrados, profissionais de organismos eclesiais. As aulas decorrem no Seminário Diocesano de Leiria e para cada unidade curricular estão previstas 30 horas lectivas (em 15

sessões). O Centro de Formação e Cultura, que promove estas aulas, é um organismo da Diocese de Leiria-Fátima que proporciona formação humana, religiosa, teológica e pastoral de modo orgânico e progressivo e apoia, neste âmbito, as múltiplas iniciativas dos diferentes serviços da Diocese. DR

As aulas do Curso Geral de Teologia começam já na próxima quinta-feira, dia 7 de Outubro de 2010. Este ano temos Eclesiologia (estudo sobre a realidade da Igreja) à segunda-feira: das 19h00 – 20h30 pelo Dr. Adelino Guarda e à quintafeira, das 19h00 – 20h30 Ética Social (disciplina especialmente oportuna neste ano pastoral em que

justificar-vos, como podemos nós; não poderiam ser modelos e guias para vós, e tampouco conduzir-vos do homem velho a uma vida nova, como podemos todos que viemos da vossa própria realidade” (“Men, not Angels: the Priests of the Gospel”, Discourses to mixed congregations, 3). Ele viveu a visão profundamente humana do ministério sacerdotal na atenção dedicada ao povo de Birmingham durante os anos em que passou no Oratório por ele fundado, visitando os doentes e os pobres, confortando os necessitados, cuidando daqueles que estavam na prisão. Não é de se admirar que, depois de sua morte, milhares de pessoas colocaram-se em fila pelas ruas do lugar, enquanto seu corpo era levado à sepultura a meia milha daqui. Cento e vinte anos depois, uma multidão está novamente aqui reunida para alegrar-se no reconhecimento solene da Igreja da excepcional santidade desse amadíssimo pai das almas. Que melhor maneira de expressar a alegria por este momento se não voltar-se ao nosso Pai celeste agradecimentos sinceros, rezando com as palavras colocadas pelo Beato John Henry Newman na boca do coro dos anjos no céu: Louvai Aquele que é Santíssimo no alto dos céus E louvai também na profundidade; Belíssimo em todas as suas palavras, mas bem mais em todos os seus caminhos! (The dream of Gerontius). Bento XVI


DIOCESE 9

O Mensageiro

30.Setembro.2010

Ministro de Cristo e administrador dos bens de Deus

Novos párocos recebidos em festa Duas filarmónicas, uma dezena de estandartes erguidos e centenas de pessoas deram as boas vindas ao pároco de Nossa Senhora das Misericórdias, de Ourém, padre Pedro Ferreira, no largo em frente à igreja matriz, no domingo, 26 de Setembro. Com aparatos diferentes mas a mesma alegria estampada nos rostos, foi assim que foram acolhidos os novos párocos: para a Sé de Leiria e Cruz da Areia, o Padre Gonçalo Diniz, e como vigários paroquiais, os padres José Augusto Rodrigues e Miguel Sottomayor; para a Barreira, o Padre Rui Ribeiro; para a Marinha Grande, o Padre Armindo Ferreira, e como vigário paroquial, o Padre Pedro Viva; para a Caranguejeira, o Padre Joaquim Baptista; para São

Mamede, os padres João Carlos Rodrigues e Jovanete Vieira; e para a Ortigosa, o padre Alcides Neves. Todos eles iniciaram as suas novas missões em datas diferentes, desde o final de Agosto até este Domingo. Nas suas homilias e saudações, os novos párocos manifestaram a sua disponibilidade para o serviço pastoral das populações e disseram contar com a colaboração dos fiéis nas variadas tarefas necessárias para a vida das paróquias. Nas palavras de boas-vindas ao novo pároco, em cada paróquia, transparecia, por um lado, a tristeza e saudade pela separação dos pastores cujas características e acções já conheciam e apreciavam e, por outro, as interrogações, expectativas e esperança

em relação ao sacerdote que chagava. Entre a Marinha Grande e a Ortigosa, houve a feliz ideia de fazer ponte, convidando mutuamente representantes de ambas as paróquias para assistirem à despedida e ao acolhimento do pároco que passava de uma para outra. Procuraram assim transmitir uma ideia positiva do pároco que saía de uma paróquia e ia servir a outra. De entre os gestos que marcaram o acolhimento aos novos párocos, destacam-se em duas comunidades a homenagem de gratidão aos pais dos sacerdotes, com a oferta de dons e flores. Para além das celebrações eucarísticas, cuidadosamente preparadas e bem participadas com muitos fiéis, as paróquias proporcionaram aos seus

novos párocos momentos de convívio, com lanches partilhados ou o almoço com um grupo representativo da comunidade paroquial. Em quase todas as comunidades paroquiais, os párocos cessantes e outros sacerdotes estiveram presentes, manifestando a sua amizade e apoio ao que iniciava nova missão. Em nome do Bispo de Leiria-Fátima, deu a posse aos novos párocos o Vigário Geral da diocese, que, na ocasião definiu a missão do pároco como a do pastor espiritual que é “ministro de Cristo e administrador dos bens de Deus em favor das pessoas”, guiando-as nos caminhos de Deus e da fraternidade cristã. Padre Jorge Guarda

Curso intensivo de iniciação de catequistas

1ª Sessão Sábado, 06 de Novembro de 2010 9h00 – Acolhimento e oração 10h00 – Acolhimento em catequese | Deus é Pai 12h00 – A catequese que fazemos 14h30 – A catequese de Jesus 16h30 – O que diz a Igreja acerca da catequese 17h30 – Lectio Divina 18h00 – Encerramento Domingo, 07 de Novembro de 2010 9h00 – Oração da manhã 9h30 – Rezar é encontrar-se com Deus 11h00 – A mensagem na catequese: fonte e fontes da catequese 14h30 – A Bíblia na catequese: trabalho prático 15h30 – Preparação da celebração 16h00 – Eucaristia 2ª Sessão Sábado, 04 de Dezembro de 2010 9h00 – Acolhimento e oração 9h30 – Jesus Cristo 11h30 – O catequista à luz da Bíblia

14h30 – Preparação de uma catequese 16h30 – A acção do Espírito Santo no coração dos homens 17h30 – Oração mariana 18h00 – Encerramento Domingo, 05 de Dezembro de 2010 9h00 – Acolhimento e oração na igreja paroquial de Fátima (a confirmar) 10h00 – Catequese com crianças na paróquia de Fátima (a confirmar) 11h30 – Elementos pedagógicos de uma catequese 14h30 – Fidelidade a Deus e fidelidade ao homem 15h30 – Preparação da celebração 16h00 – Eucaristia 3ª Sessão Sábado, 15 de Janeiro de 2011 9h00 – Acolhimento e oração 9h30 – O catequista na Igreja 11h00 – Catequese, família e comunidade cristã 14h30 – A Identidade dos destinatários da catequese 15h30 – Programa da catequese da infância e adolescência 17h00 – Catequese e celebrações da fé 18h00 – Encerramento Domingo, 16 de Janeiro de 2011 9h00 – Acolhimento e oração 9h30 – Catequese activa e actividades 11h00 – Utilização do material da catequese 14h30 – Avaliação, conclusões e preparação da celebração 15h30 – Eucaristia e convívio final O desdobrável informativo e a ficha de inscrição encontram-se no site do serviço Diocesano de catequese, Leiria-Fátma.

“Chamados à caridade”

Apoios para o Ano Pastoral 2010/11 Já se encontram disponíveis alguns subsídios para o presente ano pastoral. Na página da diocese Leiria-Fátima, podem ser descarregados a carta pastoral, o cartaz e a imagem do ano,

os objectivos, o itinerário de reflexão e duas propostas de adoração eucarística. A carta pastoral impressa em livro é distribuída pela Livraria da Gráfica de Leiria, onde pode ser enco-

mendada e procurada. O preço de cada exemplar é 1 euro. O cartaz e estampa com as orações podem ser pedidos nas quantidades necessárias, no Serviço

Bairro das Almuinhas

Nossa Senhora da Fátima Nos próximos dias 1 a 3 de Outubro vão realizar-se os tradicionais festejos em honra de Nossa Senhora da Fátima no Bairro das Almuinhas (Sismaria, Marrazes, Leiria). No primeiro dia, sexta-feira, celebra-se a Eucaristia e reflexão às 21h0. No sábado, realiza-se a procissão de velas, a partir da Capela, pelo itinerário habitual. Paragem na Sismaria para a celebração da Eucaristia. Após esta, o regresso à Capela. No domingo, realiza-se a Eucaristia Solene e procissão com a participação da Filarmónica da Bajouca. Durante a tarde a abertura do arraial será às 16h30 com quermesse e venda de ofertas.

Festa em Monte Redondo

Sagrado Coração de Jesus

No Centro Catequético em Fátima O “Curso de Iniciação de Catequistas – Intensivo” realiza-se em três fins-de-semana, no Centro Catequético, em Fátima, ao longo do ano pastoral 2010-2011. Pode ser frequentado por catequistas de todas as paróquias da diocese de Leiria-Fátima, ou de outras dioceses que estejam a iniciar a sua formação como catequistas. O programa será dividido em três sessões com as seguintes actividades:

BREVES

Diocesano da Catequese, no Seminário Diocesano de Leiria. Padre Jorge Guarda Vigário Geral

No próximo dia 10 de Outubro realizam-se os tradicionais festejos em honra do Sagrado Coração de Jesus, na paróquia de Monte Redondo. Nos dias 7, 8 e 9, dias que antecedem a festa, realizam-se momentos de preparação. No dia 7 às 9h00, haverá um momento para a reconciliação no Salão Paroquial. Às 20h00, celebram-se, na Igreja, os Sufrágios Solenes, pelos zeladores e associados da irmandade do Sagrado Coração de Jesus, já falecidos. No dia 8, às 8h00, celebra-se a missa e ficará exposto o Santíssimo Sacramento . No dia 9, às 19h00, celebra-se a missa Vespertina. No primeiro dia de festa, dia 10 pelas 10h00, realiza-se a recolha dos andores pela Filarmónica de Monte Redondo. Às 15h00 celebra-se a santa missa, seguida da procissão solene e entrega do guião. No arraial a venda de andores será animada pela Filarmónica Nossa Senhora da Piedade. Durante os festejos haverá, na Cave do Centro Social, o tradicional restaurante e no arraial haverá os serviços de bar, quermesse e petiscos.

Marinha Grande

Nossa Senhora do Rosário Nos próximos dias 8, 9 e 10 de Outubro, a comunidade cristã da Marinha Grande homenageia a sua Padroeira, Nossa Senhora do Rosário. As actividades têm início na sexta-feira, dia 8, com a actuação do Grupo Coral do Arrabal, na Igreja Paroquial. No sábado, dia 9, às 19h00 será celebrada a Eucaristia vespertina. Seguem-se, então, variedades musicais com “Sónia Santos”. O terceiro momento da actuação “Duo José Café e Guida” tem início às 22h30 e termina às 24h00, quando encerra o arraial. A Festa em Honra de Nossa Senhora do Rosário tem o seu ponto alto no domingo, dia 10, às 14h30, com a celebração solene da Eucaristia, na Igreja Paroquial. Segue-se a procissão com a imagem da Padroeira, acompanhada pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários e pela Banda Filarmónica Ouriense, ao longo das ruas do centro da Cidade. Às 17h00, tem lugar um concerto de homenagem a Nossa Senhora do Rosário, pela Banda Filarmónica Ouriense.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 30.Setembro.2010

Leituras | XXVII Domingo do

Tempo Comum (03/10/10)

Antífona de Entrada: Est 13, 9.10-11 Leitura I: Hab 1, 2-3; 2, 2-4 Salmo Responsorial: Salmo 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R.8) Leitura II: 2 Tim 1, 6-8.13-14 Aclamação ao Evangelho: 1 Pedro 1, 25 Refrão: Aleluia. Repete-se A palavra do Senhor permanece eternamente. Esta é a palavra que vos foi anunciada. Refrão EVANGELHO: Lc 17, 5-10 Naquele tempo, os Apóstolos disseram ao Senhor: «Aumenta a nossa fé». O Senhor respondeu: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘Arranca-te daí e vai plantar-te no mar’, e ela obedecer-vos-ia. Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: ‘Vem depressa sentar-te à mesa’? Não lhe dirá antes: ‘Preparame o jantar e cinge-te para me servires, até que eu tenha comido e bebido. Depois comerás e beberás tu’?. Terá de agradecer ao servo por lhe ter feito o que mandou? Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer’. Palavra da salvação.

Cânticos | XXVIII Domingo do Tempo Comum (10/10/10) INÍCIO: Cantarei, cantarei – Lau 212 Vamos confiantes ao trono da graça – Lau 843 SALMO RESPONSORIAL: Escuta Israel – Lau 342 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Eu vim para que tenham vida – Lau 382 Vós todos os que tendes sede – Lau 888 COMUNHÃO: Beberam o cálice – Lau 172 Eu estou no meio de vós – Lau 1134 PÓS-COMUNHÃO: O Senhor salvou-me – Lau 609

Janela Sobre a Missão

«Como eu vos fiz, fazei vós também» Para um rosto missionário da Igreja em Portugal, É este o título da mais recente carta pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa. Por sinal, é a passagem bíblica que serve de subtítulo à carta “Chamados à Caridade” do nosso bispo, D. António Marto, para o ano pastoral 2010-2011 para a nossa diocese. A carta da Conferência Episcopal vem na sequência e como resposta ao pedido feito no Congresso Missionário Nacional, que teve lugar em Fátima entre os dias 3 e 7 de Setembro de 2008. O documento tem como base os mais recentes documentos da Igreja, com especial destaque para a doutrina missionária da Igreja do pós Vaticano II, fazendo inclusivamente referência a alguns discursos e homilias do papa Bento XVI na sua recente visita a Portugal. Depois de uma introdução que nos situa no contexto sócio-cultural em que hoje nos encontramos no âmbito da missão evangelizadora, a carta recorda

AO SABOR DA PALAVRA

FINAL: Cantarei ao Senhor – Lau 211

www.

OMENSAGEIRO .com.pt Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos

MISSAS DOMINICAIS

Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 10h00 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h45 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

Educação

XXVII Domingo do Tempo Comum

Iniciamos hoje a semana nacional da educação cristã. “Tornai as vossas vidas lugares de beleza” é o tema deste ano. Também o nosso Bispo D. António na sua actividade pastoral desde que chegou à nossa diocese tem afirmado esta necessidade.Nesse itinerário, para além do papel da graça de Deus e do esforço pessoal de conversão, também é importante o testemunho da comunidade. E por isso pego na segunda leitura que escu-

que o primado da missão está no amor que tem a sua fonte em Deus. Recordando as palavras de João Paulo II na “Redemptoris Missio”, o texto diz que a Evangelização é o primeiro e melhor serviço que a Igreja pode prestar à humanidade que, “apesar de conhecer realizações maravilhosas, parece ter perdido o sentido último das coisas e da sua própria existência”. Dos números 12 ao 15 o texto, num primeiro momento, recorda aquele princípio enunciado por

Pa u l o VI na “Evangelii Nuntinadi” de que “todo o evangelizado evangeliza”, tirando daí algumas consequências práticas. Logo a seguir, até ao número 23, concretiza ainda mais os princípios antes enunciados, afirmando que as Igrejas locais são o primeiro sujeito da missão. Neste ponto afirma que “cada Igreja particular é responsável de toda a missão” e que “cada cristão, em virtude do baptismo, é chamado a exercitá-la toda de algum modo”. É apontado

tamos neste domingo e leio: “Não te envergonhes do testemunho que dás.” Estas palavras que S. Paulo dirige a Timóteo também nos são dirigidas hoje. Não podemos ter vergonha de ser cristãos e mais ainda de educar cristãmente os homens dos dias de hoje, e educação cristã não pode ficar apenas resumida às sessões da Catequese Paroquial ou às aulas de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC). As famílias cristãs são pois chamadas a desempenhar um papel decisivo e insubstituível, acompanhando o desenvolvimento harmonioso dos seus filhos. No entanto são as paróquias, o espaço humano e cristão onde se torna mais presente a comunidade cristã, que acolhe, congrega e educa na fé. O problema é que esta educação na fé não pode ser apenas destinada às crianças e adolescentes, para que eles possam conhecer bem na ponta da língua a doutrina, os mandamentos, as bem-aventuranças, as obras de misericórdia, etc. A verdadeira educação cristã consiste em conhe-

cer Jesus Cristo, e acreditar que ele é, verdadeiramente, o Senhor do Universo. Ele próprio nos diz, no Evangelho, que devemos, antes de mais, esforçarmo-nos por fazer o que nos é pedido. Não somos nós que devemos esperar que seja Deus a resolver os nossos problemas, como é dito na primeira leitura. A Fé não é esperar que Deus me obedeça, que faça a minha vontade, mas sim trabalhar, sabendo que, por muito bem que façamos, nos limitamos a fazer o que o Senhor nos inspira e nos pede. E a educação cristã reside nisto mesmo: não ficarmos à espera que as coisas aconteçam, mas ir à procura das fontes que matem a nossa sede, do alimento que aumente a nossa fé. Não podemos dizer ao Senhor, como os apóstolos: “aumenta em nós a fé” se não nos preocupamos em cultivar essa mesma fé. Porque a fé precisa de alimento para se manter, precisa de fortalecer as suas convicções para existir. A Fé tem de ser conhecida, celebrada, vivida e feita oração. Vive-se na comunidade cristã e

como caminho a intensificação das relações entre os institutos missionários e as dioceses, colaborando na animação missionária. Continuando a apontar caminhos concretos, o documento diz que é necessário que se criem Centros Missionários Diocesanos e Grupos Missionários Paroquiais, com o favorecimento das vocações missionárias nas comunidades locais. É ainda recordado que “a dimensão missionária está especial e intimamente ligada à vocação sacerdotal. O último capítulo da carta é dedicado de forma mais explícita aos fiéis leigos e ao indispensável contributo que eles dão no coração do mundo. É destacado o papel dos leigos na evangelização como uma novidade no nosso tempo. Ficaram algumas das ideias da referida carta pastoral. Mas mais importante será lê-la, tanto mais que não é muito extensa. Oxalá tenhamos conseguido aguçar a curiosidade. Padre Vítor Mira

anuncia-se na missão. Criticamos, por exemplo o fundamentalismo islâmico, ou o modo de evangelizar das seitas, mas esquecemo-nos de que o que eles fazem é uma grande prova de fé, da sua fé. O nosso problema é que nos acomodámos à nossa situação de religião maioritária, quase absoluta, e por isso nunca fomos confrontados com aquilo em que de facto acreditamos. Como seria o nosso cristianismo se nos fosse proibido ser cristãos, se fossemos perseguidos, se não houvesse aulas de EMRC, se a catequese tivesse de ser feita às escondidas, juntamente com as missas? Se fosse preciso ir à missa sem ser na capela da nossa terra por ela ter sido destruída por outras forças? Haveria menos gente a dizer-se cristã, mas acredito que seriam melhores cristãos porque o seriam pela sua fé pessoal, fé assente numa vida comunitária (embora clandestina), e não apenas por um gosto pessoal, mostrado tantas vezes apenas por vaidade, no fundo desligado da comunidade cristã.


ECLESIAL 11

O Mensageiro

30.Setembro.2010

Compromissos assumidos são sinal de esperança

Objectivos de desenvolvimento do milénio

ensino primário um bem universal, promover a igualdade entre homem e mulher, reduzir a mortalidade infantil e materna, combater doenças graves, como a SIDA e a malária, garantir a sustentabilidade ambiental e fortalecer uma parceria global para o desenvolvimento. “A primeira reacção poderia ser o que temos nós, sociedade civil e Igreja, a ver com isto?”, diz José Augusto Leitão, respondendo a esta pergunta com a mensagem presente nas escrituras, na passagem do Génesis sobre Caim e Abel (Gn. 4, 9) “É Deus que pergunta a Caim e pergunta a cada um de nós: ‘Onde está o teu irmão’?”, explica o

responsável pela Antena AEFJN Portugal, acrescentando que “o desinteresse e a omissão pela sorte do outro podem ser assassinas. Somos de facto, guardas dos nossos irmãos e da integridade da criação”. Nos países mais desfavorecidos, especialmente no continente africano, as metas traçadas pelos ODM continuam muito longe de serem atingidas. José Augusto Leitão reforça a importância de cada cristão, e da Igreja em geral, procurar colaborar com esta causa. No que diz respeito à Antena AEFJN Portugal, aquele responsável refere que vão trabalhar para “influenciar as políticas nas relações comerciais entre Europa e África,

para que a dependência e o subdesenvolvimento não se perpetuem”. A Antena AEFJN Portugal reúne congregações religiosas e missionárias, femininas e masculinas que trabalham em África e na Europa. Os seus principais objectivos passam pela difusão de informação sobre os problemas relacionados com a justiça em África e os efeitos da política europeia no continente africano; fazer recomendações aos institutos membros para mobilizar a opinião pública e organizar acções eficazes e influenciar positivamente as decisões da União Europeia que afectem a vida dos africanos.

Formação de animadores é a grande aposta

Pastoral Juvenil com novas actividades O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil apresentou a planificação do Ano Pastoral 2011-2012. Além de várias actividades destaca-se um seminário de formação para animadores bem como todas a informação sobre as Jornadas Mundiais da Juventude de Madrid. Depois da primeira reunião o departamento torna disponível a planificação deste ano pastoral, tendo em agenda «uma acção que corresponde a um desejo e pedido bastante antigo dos

Apoio às IPSS

Festa da Solidariedade no interior do país

DR

Numa sociedade marcadamente individualista, em que “há mil e um argumentos para nos abstrairmos dos problemas dos outros”, o compromisso assumido pelas Nações Unidas, ao traçar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), “é um sinal de esperança”. Uma ideia partilhada pela AEFJN Portugal (Africa Europe Faith and Justice Network) , em conjunto com a Comissão Episcopal da Pastoral Social, a Comissão Episcopal Justiça e Paz, CIRP-JPIC, a Cáritas Portuguesa e o Desafio Miqueias. Estas organizações de solidariedade social estiveram reunidas dia 27, no Seminário do Verbo Divino, em Lisboa, para avaliar a recente Cimeira das Nações Unidas sobre o futuro dos ODM. Numa carta enviada à agência ECCLESIA, José Augusto Leitão, responsável pela Antena AEFJN Portugal, considera que o trabalho realizado pela ONU, desde que instituiu os ODM, em 2000, é um sinal de que “a indiferença e o egocentrismo foram vencidos pela solidariedade e entreajuda”. Recorde-se que, há 10 anos, foram traçados 8 objectivos essenciais para reduzir, até 2015, os valores de pobreza e exclusão social no mundo para metade. As metas envolvem o combate à pobreza extrema e à fome, fazer do

PORTUGAL

animadores», como se lê em comunicado enviado à Agência ECCLESIA. Tomou o nome de Seminário de Formação para Responsáveis de Secretariados, Movimentos e Congregações com acção na Pastoral Juvenil e terá lugar no mês de Agosto de 2012, numa semana intensiva de formação. Esta planificação de actividades 2011-2012, já disponível para download no site do departamento, é lançada na reunião dos secretariados diocesanos no

próximo mês de Outubro, em Fátima. Ainda da agenda deste encontro constam «preparativos para o VIII Festival Nacional Jovem da Canção Mensagem, informações sobre as Jornadas Mundiais da Juventude e a avaliação da visita da Cruz das JMJ a Portugal.» O DNPJ pretende iniciar um processo de reflexão intitulado Considerações para um bom exercício da Pastoral Juvenil em Portugal, que reúna as sugestões dos actuais e antigos responsáveis diocesanos

de pastoral juvenil e que constitua como um «Guia de boas práticas» para as dioceses e seus responsáveis e, eventualmente, como contributo de todos os Secretariados Diocesanos e Departamento Nacional a apresentar aos bispos portugueses através da Comissão Episcopal do Laicado e Família. O próximo encontro para a juventude ao nível nacional está marcado para o dia 6 de Novembro, no XII Fórum Ecuménico Jovem, a realizar em Viseu.

A 4ª Festa da Solidariedade animou Castelo Branco, que recebeu milhares de pessoas, iniciativa em que as instituições mostravam o que de melhor tinham e o interior do país ganhou visibilidade para as suas necessidades. «São mais de 100 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que se encontram nesta festa, o que transforma a iniciativa num encontro de instituições e dirigentes mas também numa partilha de experiências e realidades», disse à Agência ECCELSIA o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS). Sendo um dia em que as IPSS mostram o que fazem, o envolvimento de todas transforma o ambiente. No fim o balanço era positivo e a zona do interior do país ganhava nova vida. O padre Lino Maia realçava que «esta foi uma forma de chamar a atenção para o interior do país, que está muito deprimido e onde há equipamentos devolutos». No ano de 2011 a Festa da Solidariedade está marcada para o mês de Junho, em Santarém, celebrando também os 30 anos de actividade da CNIS.

Para repensar a pastoral da Igreja

Assembleia Diocesana no Algarve No próximo dia 5 de Outubro, terá lugar no Centro Paroquial de Loulé, a Assembleia Diocesana do Algarve. Os delegados das Paróquias, Movimentos de Apostolado laical e Comunidades religiosas, irão perspectivar o ano pastoral de 2010-2011 em ordem a promover uma pastoral de missão, nomeadamente através do método da Lectio Divina, isto é, da escuta orante da Palavra de Deus. Os delegados vão ainda reflectir e responder às questões colocadas pelo recente documento de trabalho da Conferência Episcopal Portuguesa “Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal”, de modo a encontrar os caminhos da missão e enunciar prioridades e opções estratégicas para a acção da Igreja nos próximos anos, iniciando um processo de discernimento pastoral que procura perscrutar os sinais de Deus na vida da sociedade e da Igreja de modo a determinar o caminho e os meios mais adequados para a Igreja realizar mais frutuosamente a sua missão no contexto actual. Os trabalhos iniciam-se pelas 9h45 com a oração de invocação do Espírito Santo, conduzida por um grupo de jovens de vários pontos do Algarve e prosseguem com o plenário e grupos de trabalho, prolongando-se durante todo o dia, até às 17h30. Luís Seabra Galante, GIDAlg

“Rezar os Salmos”

Luciano Manicardi ministra curso Luciano Manicardi vai ministrar o curso «Rezar os Salmos», dias 23 de 24 de Outubro, no Convento de São Domingos, em Lisboa. Durante dois dias, das 9h30 às 17h3, o monge da Comunidade de Bose irá ajudar os participantes a conhecer melhor este livro da Bíblia. O orientador do curso nasceu em Itália, em 1957. Formou-se na Universidade de Bologna. Desde 1980 é monge da Comunidade de Bose, onde continuou os Estudos Bíblicos e é responsável pela formação cultural. Autor com vasta obra publicada, colabora também em diversas revistas. Podem encontrar-se mais informações em www.fundacao-betania.org.


12 ECLESIAL

Papa visita Palermo

Encontro de famílias e jovens Bento XVI visita no próximo Domingo, 3 de Outubro, a localidade italiana de Palermo (Sicília), por ocasião do encontro eclesial regional de famílias e jovens. O Papa chegará às 9h15 (hora local, menos uma em Lisboa) e às 10h00 está prevista a saudação à cidade no Fórum Itálico de Palermo, onde, pelas 10h30, Bento XVI preside à Missa, concluída com a recitação do Angelus. Após o almoço com os bispos da Sicília, Bento XVI encontra-se, às 17h00, com os sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas na catedral; às 18h00, será a vez do encontro com os jovens, na Praça Politeama. Pelas 19h15, o avião papal volta a Roma.

“Olhares sobre os cristãos do Médio Oriente”

Encontros preparam Sínodo

Uma exposição multimédia com imagens da vida dos cristãos na Terra Santa, Irão e outros lugares, além de um intenso calendário de encontros com bispos, religiosos, escritores, jornalistas e outros especialistas no Médio Oriente são as actividades relacionadas com o Sínodo dos Bispos desta região, o qual acontecerá em Roma, em Outubro. A iniciativa tem como título “Olhares sobre os cristãos do Médio Oriente” e foi apresentada em Roma, na sede da Acção Católica (AC) italiana. É promovida pela Custódia da Terra Santa e por Edizioni Terra Santa, em colaboração com a Acção Católica italiana, o FIAC (Fórum Internacional da Acção Católica), a UCSI (União Católica da Imprensa Italiana), Pax Christi Itália, a CIMI (Conferência dos Institutos Missionários Italianos) e a Fundação João Paulo II, adianta a Agência Zenit. A assembleia especial do Sínodo dos Bispos para o Médio Oriente, afirmou o Padre Giuseppe Ferrari, delegado italiano da Custódia da Terra Santa, “representa a oportunidade de uma viagem especial às origens da história cristã, numa região complexa e muito variada”. O Sínodo vai decorrer entre 10 e 24 de Outubro, tendo como tema “A Igreja Católica no Médio Oriente: Comunhão e testemunho”.

30.Setembro.2010

Um «peregrino» que caminha com «esperança e simplicidade»

Mensagem para Congresso Mundial Bento XVI apresentou-se como um “peregrino que percorre os caminhos do mundo com esperança e simplicidade”. Assim se manifestava o Papa numa mensagem enviada aos participantes no II Congresso Mundial de Pastoral das Peregrinações e Santuários, que decorre até 30 de Setembro em Santiago de Compostela (Espanha). “Desde o início do meu pontificado que entendi viver o ministério de Su-

cessor de Pedro com os sentimentos do peregrino que percorre os caminhos do mundo com esperança e simplicidade, levando nos lábios e no coração a mensagem salvadora de Cristo Ressuscitado e confirmando na fé os seus irmãos”, referiu. Bento XVI revelou ainda que “é como sinal explícito desta missão que figura no meu escudo, entre outros elementos, a concha de peregrino”. Na sua mensagem, o

Papa quis “sublinhar a riqueza que provém da peregrinação aos santuários”. “Antes de mais pela sua extraordinária capacidade de atracção, que congrega um crescente número de peregrinos e turistas religiosos, alguns dos quais se encontram em situações humanas e espirituais complexas, um tanto distantes da vivência da fé e com uma débil pertença eclesial”, precisou. Para o Papa, é necessário “fazer com que os

peregrinos não percam de vista que os santuários são lugares sagrados, comportando-se portanto neles com devoção, respeito e decoro”. Bento XVI pediu também que os santuários estejam atentos aos mais desfavorecidos “mediante obras concretas de solidariedade e misericórdia e uma constante disponibilidade para escutar”.

Vaticano quer turistas mais ecológicos

Dia Mundial do Turismo 2010 O Vaticano apelou a uma maior atenção ecológica por parte dos turistas de todo o mundo, lembrando o impacto desta indústria sobre o meio ambiente. Na Mensagem para o Dia Mundial do Turismo 2010, que se celebrou dia 27 de Setembro, o Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI) fala em “graves perigos” para vários ecossistemas do planeta. Em particular, são lembradas as mudanças climáticas, a desertificação e a perda da biodiversidade, que, segundo o documento, “exigem uma solução urgente” Para o CPPMI, um turismo organizado de forma apropriada pode ser um “importante recurso de desenvolvimento e bemestar” para muitas populações, mas é preciso ter em conta os “graves danos de tipo ambiental” que

DR

BREVES

O Mensageiro

podem ocorrer nas zonas em causa. Nesse sentido, indica o Vaticano, a indústria do turismo não pode negar-se a “defender a biodiversidade”. Seguindo o tema “Turismo e biodiversidade”, a mensagem indica que só nos últimos anos “estão ameaçados ou em risco de extinção 22% dos mamíferos, 31% dos anfíbios” ou 27% das barreiras de coral. Neste “cenário preocupante”, observa o CPPMI,

o turista deve fazer a sua parte no que diz respeito ao “consumo desmesurado de recursos limitados”, como a água potável, e à “grande produção de resíduos contaminantes”. O turismo, indica o Vaticano, “nasce e desenvolve-se por causa da atracção de alguns sítios naturais e culturas, mas estes podem ser deteriorados e mesmo destruídos pelo próprio turismo, pelo que acabam por ser excluídos dos destinos turísticos”.

Neste contexto, a actividade económica deve ser “acompanhada de princípios de sustentabilidade e respeito pela diversidade ecológica”. Segundo a mensagem, é “urgente e necessária” a busca de “um equilíbrio entre turismo e biodiversidade, no qual ambos se apoiem reciprocamente, de modo que desenvolvimento económico e protecção do ambiente não surjam como elementos opostos e incompatíveis”. Daqui surge um apelo em favor de um “turismo sustentável”, que proteja recursos naturais e culturais, para além de promover “a luta contra a pobreza”. Aos turistas é pedido que respeitem os locais visitados e que “em caso algum” prejudiquem “o território ou o património histórico-cultural” do destino.

INSTITUCIONAL

PUB CARTÓRIO NOTARIAL DE LEIRIA Da Drª Maria Lucília Ferreira Antunes Martins, que também usa Maria Lucília Ferreira Antunes, sito na Avª. Marquês de Pombal, lote 12 –H, Galerias de S. José. CERTIFICO que por escritura de 17 de Setembro de 2010, iniciada a folhas 143 do livro de notas 172-A, deste Cartório. MANUEL DE JESUS NORTE e mulher JÚLIA VIEIRA DE OLIVEIRA, casados em comunhão geral de bens, naturais ele da freguesia de Milagres, concelho de Leiria, e ela da freguesia de Colmeias, concelho de Leiria residentes na Rua do Serradico, nº 40, Bidoeira de Cima, Leiria, NIF 174 618 042 e 215 840 003. Justificaram a posse do seguinte bem: Que por terem justificado interesse no registo se declaram possuidores, com exclusão de outrem, do seguinte bem: PRÉDIO RÚSTICO, sito em Fonte Ferreira, freguesia de Bidoeira de Cima, concelho de Leiria, composto de semeadura, com a área de quatrocentos e noventa metros quadrados, a confrontar do Norte com Joaquim dos Santos Norte, do sul com Luís da Costa Agostinho Herdeiros, do Nascente com Manuel de Sousa do Outeiro do Carvalhal, e Poente com Manuel Rodrigues, inscrito na matriz da freguesia de Milagres sob o artigo 2.724, com o valor patrimonial de IMT de 66,32 , e atribuído de setenta euros, não descrito na

Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria. Que o referido bem veio à posse dos justificantes por volta do ano de mil novecentos e oitenta e um, por doação verbal de Manuel dos Santos Norte Novo e mulher Joaquina de Jesus, ele residente que foi em Bidoeira de Cima, Leiria, há portanto mais de vinte anos, não reduzida a escrito, sendo impossível fazer a escritura por falecimento do doador marido e por impossibilidade da doadora mulher também residente em Bidoeira de Cima, Leiria, e desde essa data que o vêm possuindo em nome próprio, sem interrupção ostensivamente e se oposição de ninguém, na convicção, que sempre tem sido também a das outras pessoas, de serem eles os únicos donos. Que durante este período foram eles que desfrutaram o dito prédio, pagáramos impostos por ele devidos e têm praticado nele os actos normais de conservação e defesa da propriedade. Que assim e na falta de melhor titulo, adquiriram o aludido imóvel por usucapião, que aqui invocam por não lhes ser possível provar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Vai conforme o original na parte transcrita não havendo na parte omitida nada que altere, modifique ou restrinja a parte transcrita. Leiria, 17 de Setembro de 2010. A Colaboradora, (Assinatura ilegível)


OPINIÃO 13

O Mensageiro

30.Setembro.2010

TESTEMUNHAS DO AMOR

Pe. Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

Jacinta Marto

J

acinta Marto, uma das três crianças beneficiada com as aparições de Nossa Senhora em Fátima, nasceu a 11 de Março de 1910 e veio a falecer, em Lisboa, a 20 de Fevereiro de 1920. Segundo a prima e amiga, Lúcia, ela “tinha um coração muito bem inclinado, e o bom Deus tinha-a dotado dum carácter doce e meigo, que a tornava, ao mesmo tempo, amável e atraente”. As graças recebidas do Céu com as Aparições despertaram nela um amor admirável, generoso e criativo.

O seu amor dirigia-se, acima de tudo, a Deus, a Jesus e à Virgem Maria. Manifestava-o em atitudes, gestos e palavras. Tinha uma convicção firme e uma percepção tão clara da presença divina no seu íntimo e na Eucaristia que exclamava: “É tão bom estar com Ele!”. Repetia muitas vezes a sua declaração de amor a Jesus e sentia inflamar-se no seu coração um fogo ardente, que a consolava e fortalecia. Muitos dos sacrifícios que sofria ou fazia por iniciativa própria oferecia-os por amor a Jesus e a Maria com grande generosidade, o que lhe dava grande coragem para suportar os sofrimentos e aceitar a morte. A pequena Jacinta não amou apenas os pais, os irmãos e os amigos, aos quais abraçava, dava beijos, oferecia flores e outros dons, ela amou também os pobres, os doentes, os pecadores, o Santo Padre, os sacerdotes... A uns conhecia e encontrou-se com eles e a outros não, mas a todos queria bem e por eles sacrificava-se e rezava, implorando de Deus o alívio de sofrimentos, a cura

de doenças, a conversão a Deus e a salvação eterna. Às crianças pobres distribuiu a sua merenda e levou os companheiros a fazerem o mesmo, exprimindo desse modo um amor muito concreto que implicava o desprendimento do que era necessário para ela. Fazia-o “com tanta satisfação, como se não lhe fizesse falta”, testemunha a sua prima Lúcia. Quando um sacerdote lhe falou do Santo Padre, que vivia em Roma, ela não terá compreendido muito quem ele era, mas entendeu o suficiente para o amar. Este amor foi reforçado, sem dúvida pela visão em que o via em sofrimento, insultado por muitos. Propõe-se então aliviá-lo mediante a oração e a oferta de sacrifícios. O seu amor suscitou nela o desejo de ver o Papa em Fátima, como tanta gente. Também os sacerdotes, sobretudo na fase em que ela já estava muito doente, foram envolvidos pelo amor da Jacinta. Apreciou um ao qual se confessou e dele recebeu o perdão divino. Exclamava: “Ai, mãe, que padre tão bom!”.

Nesse tempo, rezava e recomendava a oração pelos sacerdotes, para que eles se ocupassem só das coisas da Igreja e fossem puros, muito puros. O que levou uma criança como esta, com menos de 10 anos, a viver assim o amor, o interesse e o sacrifício pelos outros? Só pode ter sido a graça divina que recebeu do Céu por intermédio de Nossa Senhora. Tal graça levou-a muito para além das suas capacidades naturais, tornando-a admiravelmente bondosa e capaz de praticar o bem. Ao amor e aos dons divinos ela soube corresponder de forma desmedida e continuada. Por isso, cresceu na santidade e mereceu o reconhecimento por parte da Igreja que a declarou “beata”. Assim é modelo e exemplo para crianças e não menos para os adultos. Todos podemos aprender com ela a “arte de amar” os outros, sejam próximos ou distantes, com acções e orações, com gestos e palavras de consolação ou a oferta de sacrifícios. Um amor assim é uma ponte para a eternidade, não acaba nunca, conduz a Deus.

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ANÁLISE ECONÓMICA

Orlando Fernandes

Jornalista

Os cortes radicais

F

alta um mês para a apresentação do Orçamento para 2011. A tensão à volta do tema está a marcar o novo ano político. Tanto o Presidente como os líderes partidários não evitam o assunto, ou não fosse o orçamento o instrumento central da nossa política económica. Desconhece-se o que vai fazer o governo. Teixeira dos Santos falou em “melhorar as nossas

receitas públicas”, dando a entender que pode estar a preparar um novo aumento de impostos. Passos Coelho, por seu lado, definiu como condição essencial para o PSD viabilizar o orçamento, não haver um novo aumento de impostos, nem sequer alterando as deduções fiscais do IRS. Não sei como vai desatar este nó. Mas depois de vários orçamentos falhados (e rectificados), não há margem para mais erros ou tibiezas. Tanto mais que o “monstro” continua imparável, como demonstra Ricardo Reis numa análise publicada no jornal i, onde compara a nossa despesa pública, nos primeiros sete meses, com os outros ´PIGS`: na Grécia, até Julho, a despesa caiu 14%; na Irlanda 2,9%; em Espanha 2,5%. Só em Portugal (pasmese) a despesa pública, em vez de descer, subiu 4%. Perante isto, repito não há margem para tibiezas. E a solução não passa por carregar outra vez nos impostos.

Isso seria fatal para a competitividade das empresas, afastando de vez o crescimento económico, essencial para criar emprego e pagarmos as nossas dívidas. Temos sobrevivido à custa das poupanças de outros países, que agora dão sinais de não querer sustentar os nossos vícios. Se nada fizermos é natural que não nos queiram emprestar dinheiro. Ou que os custos subam, como na semana passada, quando o risco da dívida portuguesa foi mais elevado de sempre. São inevitáveis, por isso, cortes mais radicais na despesa pública. O próximo orçamento deve dar o primeiro passo no caminho longo e difícil para pagarmos as nossas dívidas. Se não formos nós a fazê-lo serão a Europa e o FMI a impor-no-lo. Por isso, na ausência de uma estratégia corajosa e realista por parte do Governo, o orçamento deve ser alterado Recordo que o Parlamento tem poderes para o alterar em sede de espe-

cialidade. O papel do maior partido da oposição tornase aqui essencial. Apesar de uma crise orçamental não ser desejável para ninguém – muito menos para o “candidato” Cavaco Silva – o PSD não se pode deixar condicionar pelas presidenciais e muito menos pelo Governo. Claro que um chumbo no orçamento não seria positivo. Mas o medo de uma crise política, como defendeu Miguel Cadilhe, não justifica hipotecarmos o nosso futuro com um mau orçamento. Tal implicaria continuarmos a empobrecer, já não lentamente, como na última década, mas de modo acelerado, com a bancarrota do Estado, incapaz de cumprir os compromissos financeiros. A ruptura pode tornar-se o único caminho para acabar com a paz podre em que vivemos. E acreditem que a coisa já cheira mal.

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14 INSTITUCIONAL CATÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste Cartório Notarial, no dia vinte e três de Setembro de dois mil e dez, exarada a folhas quarenta e oito do Livro de Notas para “Escrituras Diversas” Duzentos e Treze-A, deste Cartório: ENG.º UZIEL FERREIA BAPTISTA DE CARVALHO, casado, natural da freguesia de Monte Redondo, concelho de Leiria, lá residente, na qualidade de gerente da sociedade comercial por quotas com a firma: “UZIEL CARVALHO, LDA”, com o número único de matrícula e de identificação fiscal 501 548 688, com sede em Aroeira, Monte Redondo, Leiria, matriculada na Conservatória de Registo Comercial de Leiria, com o capital social de cem mil euros, declarou: Que a sociedade sua representada é dona e legítima possuidora, com exclusão de outrem, dos seguintes prédios. IMÓVEIS SITUADOS NO CONCELHO DE LEIRIA FREGUESIA DE COIMBRÃO UM - Prédio rústico, sito em Murra, composto de terra de cultura, com a área de dois mil e seiscentos metros quadrados, a confrontar do norte com Caminho, sul Vala de Enxuga, nascente João de Oliveira Duque e poente Ilídio Duarte Rolo, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz, sob o artigo número 5 860, com o valor patrimonial IMT de 1517,29 . DOIS – Prédio rústico, sito em Moitais, composto de terra de cultura, com a área de seis mil quatrocentos e noventa e quatro metros quadrados, a confrontar do norte com José Ramos, sul Manuel Duarte Gervásio, nascente Canal de Rega e do poente com Vala de Enxuga, não descrito na Segunda Conservatória do registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz, sob o artigo número 6 178, com o valor patrimonial IMT de 3439,98 . TRÊS - Prédio rústico, sito em Murra, composto de terra de cultura, com a área de dois mil e trezentos metros quadrados, a confrontar do norte com Canal de Regadio, do sul José Jacinto Duarte, nascente Agostinho Videira e do poente com José Rolo Rodrigues, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz, sob o artigo número 5 902, com o valor patrimonial IMT de 1464,24 . QUATRO – Prédio rústico, sito em Caniceira, composto de terra de cultura, com a área de quatro mil e quinhentos metros quadrados, a confrontar do norte com limite da Freguesia de Vieira de Leiria, do sul com Joaquim Pedro Novo, do nascente com Casa Leal e do poente com Rio Negro e Casa Leal, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz, sob o artigo número 5 905, com o valor patrimonial IMT 2381,59 . CINCO - Prédio rústico, sito em Coimeira, composto de terra de cultura, com a área de seiscentos e vinte metros quadrados, a confrontar do norte com José Ferreira Rocio, do sul Domingues Pedrosa Frias, do nascente Joaquim Fragoso e do poente Vala, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz, sob o artigo número 5 974, com o valor patrimonial IMT, de 330,69 . SEIS – Prédio rústico, sito Coimeira, composto de terra de cultura, com a área de mil e sete metros quadrados, a confrontar do norte com Casa Leal, do sul com Arménio Matias Jordão, do nascente com António de Deus Mateus e do poente com António Pereira Farto, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 6 039, com o valor patrimonial IMT 591,08 . SETE – Prédio rústico, sito em Vale de Água, composto de terra de cultura, com a área de dois mil e trezentos metros quadrados, a confrontar do norte com Colector de Regadio, do sul com Rio de Fora, do nascente com Manuel Leal Pedrosa e do poente com Joaquim Domingues Pedro, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 5 705, com o valor patrimonial IMT 1217,10 . OITO – Prédio rústico, sito em Cosmos, composto de terra de cultura, com a área de setecentos metros quadrados, a confrontar do norte com Casa Leal, do sul com Joaquim Pereira Manso, do nascente com António Pereira Manso e do poente com José Pedrosa Vitorino, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 5 739, com o valor patrimonial IMT 450,06 . NOVE – Prédio rústico, sito em Cosmos, composto de terra de cultura, com a área de três mil e novecentos metros quadrados, a confrontar do norte com Caminho, do sul com Vala da Formiga, do nascente com Herdeiros de José Pedrosa Giró e do poente com Manuel Pedrosa Gaspar, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 5 749, com o valor patrimonial IMT de 2482,83 . DEZ – Prédio rústico, sito em Coimeira, composto de terra de cultura, com a área de seiscentos e vinte metros quadrados, a confrontar do norte com Domingues Pedrosa Frias, do sul com José Ferreira Rocio, do nascente com Joaquim Fragoso e do poente com Vala de Enxuga, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 5 972, com o valor patrimonial IMT de 330,69 . ONZE – Prédio rústico, sito em Marmeleiro, composto de terra de cultura, com a área de mil setecentos e sessenta metros quadrados, a confrontar do norte com Caminho, do sul com Rio Negro, do nascente com José Pedrosa Clemêncio e do poente José Joaquim Duarte, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 6 202, com o valor patrimonial IMT de 1243,63 . DOZE – Prédio rústico, sito em Milhão, composto de terra de cultura, com a área de dois mil e quinhentos metros quadrados, a confrontar do norte com José

JOGOS | Nº 39/2010 (Confirme em www.jogossantacasa.pt) Euromilhões: 1, 4, 16, 40, 48 + 1, 9 Totoloto: 2, 8, 9, 15, 18, 37 + 29 Loto2: 7, 12, 14, 27, 41, 48 + 46 Joker: 7 5 5 6 4 2 1 Totobola: 1X1 11X 1X1 1111 FÁRMÁCIAS DE SERVIÇO Tomaz (30), Avenida (1), Baptista (2), Central (3), Godinho e Tomaz (4), Higiene (5), Antunes (6) e Lis (7).

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

O Mensageiro 30.Setembro.2010

Rodrigues, do sul com Manuel Gaspar, do nascente com Caminho e do poente com Herdeiros de Augusto Pedrosa, não descrito na Segunda Conservatória do registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 6 175, com o valor patrimonial IMT de 1653,90 . TREZE – Metade indivisa do prédio rústico, sito em Sisminhos, composto de terra de cultura, com a área de mil e setecentos metros quadrados, a confrontar de norte com Vala Formiga e serventia, de sul e nascente com Casa Leal e de poente com José Rolo, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria na ficha quatrocentos e oitenta e oito, direitos sem qualquer relação com os registados pela inscrição trinta e seis de onze de Novembro de mil novecentos e oitenta e oito a favor de Maria da Encarnação e de João Manuel Pedrosa de Agostinho e João Pedrosa da Agostinha, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 5 781, com o valor patrimonial de IMT correspondente à fracção de 595,51 . CATORZE – Três quartos indivisos do prédio rústico, sito em Murra, composto de terra de cultura, com a área de mil e quatrocentos metros quadrados, a confrontar de norte com canal de regadio, de sul com José Joaquim Duarte, de nascente com José Neto Rodrigues e de poente com Manuel Pereira Manso, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria na ficha três mil e cinquenta, direitos sem qualquer relação com os registados pela inscrição dezanove de dezanove de Outubro de dois mil a favor de Maria Alda Santos Videira Bacelar de Begonha, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 5 904, com o valor patrimonial de IMT correspondente à fracção de 671,44 . FREGUESIA DE MONTE REDONDO QUINZE – Prédio rústico, sito em Lagoa-Cova, composto de pinhal e mato, com a área de mil novecentos e sessenta metros quadrados, a confrontar do norte, sul, nascente e poente Manuel Baptista Carvalho, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 6 877, com o valor patrimonial de IMT de 171,98 . DEZASSEIS – Prédio rústico, sito em Cerolica, composto de terra de arroz, com a área de mil e quarenta metros quadrados, a confrontar do norte com Arménio Pedrosa Crespo, do sul com Vala de Esgoto, do nascente com Américo Figueiredo e do poente com João Pedrosa, não descrito na Segunda Conservatória do registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 20 652, com o valor patrimonial de IMT de 661,38 DEZASSETE – Prédio rústico, sito em Cerolica, composto de terra de arroz, com a área de dois mil quinhentos e vinte metros quadrados, a confrontar do norte com Agostinho Duarte Rolo, do sul com Herdeiros de Manuel Pedrosa, do nascente com José Pedrosa da Agostinha e do poente com Vala de Esgoto, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 20 659, com o valor patrimonial de IMT de 1600,84 . DEZOITO – Prédio rústico, sito Cerolica, composto de terra de semeadura, com a área de dois mil seiscentos e dez metros quadrados, a confrontar do norte com Caminho, do sul com Manuel Duarte Pedrosa, do nascente com António Duarte Rolo e do poente com Herdeiros de João Pedrosa, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 20 639, com o valor patrimonial de IMT de 1384,66 . DEZANOVE – Prédio rústico, sito em Tramagueiras, composto de terra de arroz, com a área de setecentos e oitenta metros quadrados, a confrontar do norte com José Carreira Bernardo, do sul com Herdeiros de Manuel Rodrigues, do nascente com Manuel Sebastião e do poente com João Silva Rolo e outro, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 20 722, com o valor patrimonial de IMT de 498,25 . VINTE – Prédio rústico, sito em Cova da Lezíria, composto de terra de arroz, com a área de mil e sessenta metros quadrados, a confrontar do norte com Agostinho Duarte Rolo, do sul com Serventia, do nascente com José Pedrosa Giró e do poente com António Marques Moço, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, inscrito na respectiva matriz sob o artigo número 20 773, com o valor patrimonial de IMT de 674,64 . VINTE E UM: Metade indivisa do prédio rústico, sito em Lezirão, composto de terra de semeadura, com a área de dois mil cento e vinte metros quadrados, a confrontar de norte com Manuel Francisco da Rosam, de sul com Rio Negro Velho, de nascente com caminho e de poente com Joaquim Duarte Rolo, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria na ficha cinco mil seiscentos e setenta e nove, direitos sem relação com os registados a favor de Maria da Encarnação Marques Pedrosa Frias pela inscrição correspondente à apresentação cinquenta e cinco de dezanove de Julho de dois mil, inscrito na respectiva matriz, sob o artigo 20 888, com o valor patrimonial de IMT correspondente de 280,07; Que os prédios relacionados sob as verbas UMA e DUAS, vieram à posse da sua representada por compra verbal a Blandina da Encarnação Amado dos Santos, solteira, maior, residente na Av. Alfredo da Silva, 103, 3º, Barreiro; Luzia Amado Rocio, solteira, maior, residente na Rua Miguel Pais, 109, 2º esqº Barreiro; Manuel Ferreira Rocio e mulher Ana Magalhães Rocio, residente na Rua Júlio Dinis, 20, r/c, Barreiro; Maria Duarte Amado, solteira, maior, residente no Largo da Igreja, Coimbrão, Leiria; e Maria Duarte Amado Rocio Crespo, solteira, maior, residente na Rua do Instituto dos Ferroviários, 21, Barreiro, compra essa que teve lugar no ao de mil novecentos e oitenta e cinco. Que o prédio relacionado sob a verba TRÊS, veio à posse da sua representada por compra verbal a Herdeiros de Joaquim Videira, residentes em Coimbrão, Leiria; José Neto Rodrigues e mulher Maria da Conceição Baptista, residentes em Casal Baixo, Coimbrão, Leiria; e Manuel Videira, solteiro, maior, residente em Coimbrão, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e seis. Que o prédio relacionado sob a verba QUATRO, veio à posse da sua representada por compra verbal a Adelino Henriques Miguel e Agostinho Duarte Carqueijeiro, ambos solteiros e a Edmundo Veríssimo Dinis e mulher Júlia Carqueijeiro Duarte, todos residentes em Casal d’Anja, Vieira de Leiria, Marinha Grande, compra essa

que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e nove. Que o prédio relacionado sob a verba CINCO, veio à posse da sua representada por compra verbal a Raquel Mira Ferreira e marido Hipólito Amado Serrano, residentes em Casal d’Anja, Vieira de Leiria, Marinha Grande, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e nove. Que o prédio relacionado sob a verba SEIS, veio à posse da sua representada por compra verbal a Maria Soares da Luz, solteira, maior, residente em Vieira de Leiria, Marinha Grande, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e nove. Que o prédio relacionado sob a verba SETE, veio à posse da sua representada por compra verbal a Joaquim Ferreira Júnior e mulher Maria Conceição Santos Silva, residentes em Passagem, Vieira de Leiria, Marinha Grande, Manuel Ferreira dos Santos e mulher Deolinda Ferreira, residentes na Rua da Ajuda, 30, Passagem, Vieira de Leiria; e José Ferreira dos Santos, solteiro, maior, residente no Largo da Nossa Senhora da Ajuda, 24, Passagem, Vieira de Leiria, Marinha Grande, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e oito. Que os prédios relacionados sob as verbas OITO, NOVE, DEZ e ONZE, vieram à posse da sua representada por compra verbal a Joaquim Duarte e mulher Maria do Carmo, residentes na Rua dos Cabecinhas, 30, Coimbrão, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e nove. Que o prédio relacionado sob a verba DOZE, veio à posse da sua representada por compra verbal a José Rodrigues e mulher Maria de Fátima Santos Oliveira Rodrigues, residentes na Rua de S. Bento, 634, porta II, Lisboa; Luzia Pedrosa, solteira, maior, residente em Salgueira, Coimbrão; Joaquim Rodrigues e mulher Emília Pereira Carreira, residente em Salgueira, Coimbrão; e Manuel Évora, solteiro, maior, residente em Sismarias, Monte Redondo, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e nove. Que o prédio relacionado sob a verba TREZE, veio à posse da sua representada por compra verbal a Luzia Amado Rocio, solteira, maior, residente na Rua Miguel Pais, 109, 2º esqº. Barreiro; Manuel Ferreira Rocio e mulher Ana Magalhães Rocio, residentes na Rua Júlio Dinis, 20 r/c, Barreiro; Maria Duarte Amado, solteira, maior, residente no Largo da Igreja, Coimbrão, Leiria; e Maria Duarte Amado Rocio Crespo, solteira, maior, residente na Rua do Instituto dos Ferroviários, 21, Barreiro, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e oito. Que o prédio relacionado sob a verba CATORZE, veio à posse da sua representada por compra verbal a José Neto Rodrigues e mulher Maria da Conceição Baptista, residentes em Casal Baixo, Coimbrão, Leiria e a Manuel Videira, solteiro, maior, residente em Coimbrão, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e um. Que o prédio relacionado sob a verba QUINZE, veio à posse da sua representada por compra verbal a Manuel Baptista de Carvalho e mulher Maria Rosa Gomes Ferreira, residentes em Aroeira, Monte Redondo, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e sete. Que o prédio relacionado sob a verba DEZASSEIS, veio à posse da sua representada por compra verbal a Manuel Pedrosa e mulher Maria Gomes Oliveira, residentes na Rua de Leiria, 98, Boco, Casal Brejinho, Carvide, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e sete. Que o prédio relacionado sob a verba DEZASSETE, veio à posse da sua representada por compra verbal a António Roque Féria e mulher Maria da Conceição Ramalho Féria, residentes em Cabecinhas, Coimbrão, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e cinco. Que o prédio relacionado sob a verba DEZOITO, veio à posse da sua representada por compra verbal a Crescência de Jesus e marido Joaquim Évora da Fonte, residentes em Camarnal, Coimbrão, Leiria, compra essa que teve lugar no ao de mil novecentos e oitenta e oito. Que o prédio relacionado sob a verba DEZANOVE, veio à posse da sua representada por compra verbal a José Rodrigues e mulher Maria de Fátima dos Santos Oliveira Rodrigues, residentes na Rua de S. Bento, 634, porta II, Lisboa, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e seis. Que o prédio relacionado sob a verba VINTE, veio à posse da sua representada por compra verbal a Manuel Pereira Sebastião e mulher Maria Preciosa da Felicidade, residentes em Sismaria, Monte Redondo, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e nove. Que o bem relacionado sob a verba VINTE E UM, veio à posse da sua representada por compra verbal a Maria da Encarnação da Piedade Santos e marido José Agostinho Vitorino Bernardo, residentes na RUA dos Loureiros, 3, Sismaria, Monte Redondo, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e oitenta e cinco. Não obstante a sua representada não ter título formal de aquisição dos referidos prédios, foi ela que sempre os possuiu, os relacionados sob as verbas treze, catorze e vinte e um em compropriedade, desde aquelas datas até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, defendeu a sua posse, pagou os respectivos impostos, gozou todas as utilidades por eles proporcionadas, amanhou-os, colheu os seus frutos, sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecida como sua dona por toda a gente, posse essa de boa fé, por ignorar lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida por todos os interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que o primeiro outorgante, em nome da sua representada, invoca, como causa de aquisição dos referidos prédios, por não poder comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Conferida está conforme. Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro, vinte e três de Setembro de dois mil e dez. A colaboradora com delegação de poderes, (Assinatura ilegível)

TELEFONES ÚTEIS

- 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Pedro Jerónimo (CP7104), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade Pedro Viva (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição CORAZE - Oliveira de Azeméis - Tel: 256 600 580 / Fax: 256 600 589 - E-mail: grafica@coraze.com Depósito Legal 2906831/09

Tabela de Assinaturas para 2010 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 30.Setembro.2010

liga zon sagres

I LIGA

FOTOJORNALISMOS

Orientação | Países Latinos e Ibérico

liga orangina

Portugal vence na região

II LIGA 6.ª Jornada (26.09) V. Setúbal x P. Ferreira (1-0),

Marítimo x Benfica (0-1), Sp. Braga x Naval (3-1), U. Leiria x Rio Ave (1-0), Académica x V. Guimarães (3-1), Porto x Olhanense (2-0), Portimonense x Beira-Mar (1-0), Sporting x Nacional (1-1) Equipa J V E D Pts 1.º Porto 6 6 0 0 18 2.º Académica 6 3 2 1 11 3.º Sp. Braga 6 3 2 1 11 4.º V. Guimarães 6 3 2 1 11 5.º Benfica 6 3 0 3 9 6.º Olhanense 6 2 3 1 9 7.º V. Setúbal 6 2 3 1 9 8.º Sporting 6 2 2 2 8 9.º U. Leiria 6 2 2 2 8 10.º P. Ferreira 6 1 4 1 7 11.º Portimonense 6 2 1 3 7 12.º Nacional 6 2 1 3 7 13.º Beira-Mar 6 1 3 2 6 14.º Naval 6 1 1 4 4 15.º Marítimo 6 0 2 4 2 16.º Rio Ave 6 0 2 4 2 7.ª Jornada (03.10) Rio Ave x Marítimo, Nacional x

Portimonense,V. Guimarães x Porto, U. Leiria x Académica (01.10, 20h15), Naval x P. Ferreira, BeiraMar x Sporting, Olhanense x V. Setúbal, Benfica x Sp. Braga

zona centro

II DIVISÃO 2.ª Jornada (26.09) Padroense x U. Serra (0-0),

Eléctrico x Gondomar (1-1), Esmoriz x Coimbrões (1-0), Pampilhosa x Sertanense (1-0), Cesarense x Sp. Pombal (3-0), Sp. Espinho x Boavista (1-1), Al. Lordelo x Anadia (0-1), Tondela x Tourizense (3-1) Equipa J V E D Pts 1.º Tondela 2 2 0 0 6 2.º Cesarense 2 1 1 0 4 3.º Anadia 2 1 1 0 4 4.º Sertanense 2 1 0 1 3 5.º Sp. Pombal 2 1 0 1 3 6.º Pampilhosa 2 1 0 1 3 7.º Esmoriz 2 1 0 1 3 8.º Tourizense 2 1 0 1 3 9.º Coimbrões 2 1 0 1 3 10.º Boavista 2 0 2 0 2 11.º Gondomar 2 0 2 0 2 12.º Sp. Espinho 2 0 2 0 2 13.º Padroense 2 0 2 0 2 14.º Eléctrico 2 0 1 1 1 15.º U. Serra 2 0 1 1 1 16.º Al. Lordelo 2 0 0 2 0 3.ª Jornada (03.10) Padroense x Eléctrico, Gondomar

x Esmoriz, Coimbrões x Pampilhosa, Sertanense x Cesarense, Sp. Pombal x Sp. Espinho, Boavista x Al. Lordelo, Andia x Tondela, U. Serra x Tourizense

3.ª Jornada (26.09) Varzim x Trofense (0-0), Penafiel

x Fátima (2-1), Feirense x Santa Clara (1-0), Sp. Covilhã x Freamunde (1-0), Gil Vicente x Leixões (0-0), Moreirense x D. Aves (1-0), Oliveirense x Estoril (1-1), Belenenses x Arouca (1-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Gil Vicente Penafiel Moreirense Sp. Covilhã Belenenses Feirense D. Aves Estoril Leixões Trofense Oliveirense Fátima Arouca Freamunde Santa Clara Varzim

J V E D Pts 3 2 1 0 7 3 2 1 0 7 3 2 0 1 6 3 2 0 1 6 3 1 2 0 5 3 1 2 0 5 3 1 1 1 4 3 1 1 1 4 3 1 1 1 4 3 1 1 1 4 3 1 1 1 4 3 1 0 2 3 3 0 2 1 2 3 0 1 2 1 3 0 1 2 1 3 0 1 2 1

4.ª Jornada (03.10) Arouca x Moreirense, Santa

Clara x Sp. Covilhã, Fátima x Belenenses, Estoril x Penafiel, D. Avez x Gil Vicente, Trofense x Feirense, Freamunde x Varzim, Leixões x Ovarense

III DIVISÃO Oeiras x Sacavanense (1-1), Peniche x Caldas (1-2), Bombarralense x Odivelas (0-1), Sintrense x Alcochetense (1-0), Tojal x Malveira (2-0)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa Odivelas Caldas Sintrense Crato 1.º Dezembro Tojal Oeiras Sacavenense Bombarralense Alcochetense Malveira Peniche

J V E D Pts 2 2 0 0 6 2 1 1 0 4 2 1 1 0 4 2 1 1 0 4 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 0 2 0 2 2 0 2 0 2 2 0 1 1 1 2 0 1 1 1 2 0 1 1 1 2 0 0 2 0

3.ª Jornada (03.10) Crato x Oeiras, Sacavenense x

Peniche, Caldas x Bombarralense, Odivelas x Sintrense, Alcochetense x Tojal, 1.º Dezembro x Malveira

Encontro de ‘Uniões’ em Leiria

III DIVISÃO 2.ª Jornada (26.09) Gândara x B.C. Branco (0-2),

Ac.Viseu x Ág. Moradal (2-1), Nogueirense x V. Mocidade (5-0), Ol. Bairro x Marinhense (0-2), Sourese x U. Tocha (1-0), Monsanto x Riachense (3-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa Monsanto Nogueirense Ac.Viseu Marinhense Riachense Ág. Moradal B.C. Branco Ol. Bairro Sourense U. Tocha Gândara V. Mocidade

J V E D Pts 2 2 0 0 6 2 2 0 0 6 2 2 0 0 6 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 0 0 2 0 2 0 0 2 0 2 0 0 2 0

Burinhosa fica com a Super-Taça. A final da Super-Taça da Associação de Futebol de Leiria em futsal - seniores, masculinos - (25 de Setembro) colocou frente-a-frente CCRD Burinhosa e ACR Anços (3-1). Foto: DR/AFL Vídeo com o resumo do jogo disponível em www.omensageiro.com.pt

Portugal vence Quatro Nações

x Nogueirense,V. Mocidade x Ol. Bairro, Marinhense x Sourense, U. Tocha x Monsanto, B.C. Branco x Riachense

associação de futebol de leiria

Carlão decide no último minuto. Depois de um empate (0-0 com o Paços de Ferreira) e uma vitória (2-1, Nacional - foto), a U. Leiria voltou a conquistar os três pontos no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. Num jogo em que o Rio Ave foi mais forte, a equipa leiriense acabaria por marcar no derradeiro minuto, por Carlão (à direita), na marcação de uma grande penalidade. Segue-se novo jogo em casa, frente à Académica, dia 1 de Outubro, pelas 20h15. Foto: João Filipe Matias/Arquivo

Alavaiázere x Pataiense, Pedroguese x Portomosense, Fig.Vinhos x Ansião, Marinha x Beneditense, Alq. Serra x Guiense, Biblioteca x Alcobaça, GRAP/Pousos x Marrazes 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Alcobaça Beneditense Marrazes Fig.Vinhos Nazarenos Alvaiázere Guiense Pataiense Ansião Pedroguense Alq. Serra Marinha Portomosense Biblioteca GRAP/Pousos Gaeirense

J V E D Pts 2 2 0 0 6 2 2 0 0 6 2 2 0 0 6 2 2 0 0 6 2 1 1 0 4 2 1 1 0 4 2 1 1 0 4 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 0 1 1 1 2 0 0 2 0 2 0 0 2 0 2 0 0 2 0 2 0 0 2 0 2 0 0 2 0

Três jogos, três vitórias, conquista do Torneio Internacional das Quatro Nações – Liverpool, Inglaterra, 23 a 26 de Setembro. Com o contributo de Eduarda Pinheiro, Maria Pereira, Inês Catarino, Helena Côrro (todas do Colégio João de Barros) e Diana Pereira (Juventude Desportiva do Lis), a selecção nacional – seniores, femininos – superiorizou-se às suas congéneres da Grã-Bretanha (23-22), Itália (27-26) e Suiça (26-17).

Prata no Scandibérico Entretanto, no Torneio Scandibérico – Fuerteventura, Espanha, 23 a 26 de Setembro – a selecção nacional de juniores femininos classificou-se no 2.º lugar, atrás da Noruega, com quem registou a única derrota (22-44). Sofia João, Ana Gante e Sara Gonçalves (todas da Juventude Desportiva do Lis) foram as representantes do distrito de Leiria no torneio, onde Portugal registou três vitórias: frente à Suécia (24-21), Espanha (30-27) e Dinamarca (26-25).

Duplas dirigem jogos europeus ‘Bikers’ em Leiria. O Parque Radical, no Parque Desportivo de S. Romão, Leiria, acolheu o Campeonato Nacional de BMX (25 e 26 de Setembro), onde venceram Francisco Caramelo (iniciados), Nuno Faria (juniores) e Daniel Serra (open). Foto: DR/CML

3.ª Jornada (10.10) Alcobaça x Nazarenos, Pataiense x

Gaeirense, Portomosense x Alvaiázere, Ansião x Pedroguense, Beneditense x Fig.Vinhos, Guiense x Marinha, Marrazes x Alq. Serra, Biblioteca x GRAP/Pousos

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São três as equipas da região de Leiria que vão disputar a 3.ªeliminatória da Taça de Portugal, agendada para o dia 16 de Outubro. A U. Leiria (I Liga) vai fazer a sua estreia com uma recepção à U. Madeira (II Divisão), jogo no qual é a equipa favorita para seguir em frente. Mais equilibrados deverão ser os restantes jogos, Carregado (II Liga) x Fátima (II Liga) e Bombarralense (III Divisão) x Louletano (II Divisão). Relativamente aos três ‘grandes’, o sorteio ditou os seguintes encontros: Benfica (I Liga) x Arouca (II Liga), Porto (I Liga) x Limianos (III Divisão) e Estoril (II Liga) x Sporting (I Liga).

Andebol | Torneios internacionais

3.ª Jornada (03.10) Gândara x Ac.Viseu, Ág. Moradal

2.ª Jornada (26.09) Gaeirense x Nazarenos,

2.ª Jornada (26.09) Crato x 1.º Dezembro (0-0),

Futebol | Restam três equipas na Taça de Portugal

série d

HONRA série e

Campeões nacionais. A dupla leiriense Ricardo e Manuel Porém (na foto) garantiu no passado fim-de-semana a vitória no Campeonato de Portugal de Todo-o-terreno, na categoria de T2, conquistando o 3.º lugar na sua categoria e o 8.º na geral do Rali TT Terras da Raia (25 e 26 de Setembro). Foto: Direitos Reservados

Vitória colectiva na XVI Taça dos Países Latinos e no XVIII Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre, inseridas no âmbito do XII Meeting de Orientação do Centro, que decorreu na região de Leiria nos dias 25 e 26 de Setembro – prova pontuável em simultâneo para a Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2009/2010 e para a Liga Espanhola 2010. No capítulo individual destaque para os títulos dos atletas do Clube de Orientação do Centro, Leiria: Luísa Mateus, campeã ibérica de distância média, sprint e distância longa (veteranos II), Joaquim Sousa, campeão ibérico de distância média, sprint e distância longa (veteranos I), e Tiago Romão, campeão ibérico de sprint e vice-campeão ibérico de distância longa (HE). Para além das conquistas já referidas, Portugal contabilizou ainda mais 18 títulos ibéricos e 10 latinos.

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Leiria Av. Marquês de Pombal, Lote nº 2 Tel.: 244 830 460 Fátima Rotunda Sul - Ed. Azinheira Marinha Grande Rua das Portas Verdes, 58 Ourém Av. Nuno Álvares Pereira

Ainda no âmbito internacional, destaque para a nomeação de duas duplas de árbitros da Associação de Andebol de Leria para dirigirem jogos da Taça da EHF (Federação Europeia de Andebol) – seniores, masculinos. Assim, Eurico Nicolau e Ivan Caçador (na foto) vão dirigir o jogo da primeira mão da 2.ª eliminatória da Taça EHF, entre os holandeses do KRAS/Volendam e os israelitas do Maccabi Rishon Le Zion, dia 2 de Outubro, enquanto que Roberto Martins e Daniel Martins foram escalados para os dois jogos – duas mãos – da 2.ª eliminatória da Taça EHF, entre os belgas United HC Tongeren e os sérvios do RK “Crvena Zvezda.


ÚLTIMA 30SETEMBRO2010

É melhor renunciar ao próprio direito do que violentar o do outro. Frase no Convento dominicano de San Estebán, em Salamanca

Recriação histórica da Corte de El Rei D. Dinis

Cerca de oito mil pessoas passaram pelo Castelo de Leiria durante o passado fim-de-semana para assistirem ao vivo à extraordinária encenação de dezenas de actores e figurantes que trouxeram até Leiria EL Rei D. Dinis e a sua Corte. “D. Dinis o Lavrador” foi o tema da programação de sábado e “D. Dinis O Trovador “, o tema de Domingo. Desde os mais jovens aos mais idosos, todos ficaram maravilhados com os cortejos, encantadores de serpentes, danças da corte e danças Mozarables, além da teatralização da lenda do Segovim, concerto das três culturas e encenações relativas ao dia-a-dia da Corte de El Rei D. Dinis. O mercado medieval, com bancas decoradas a rigor e vendedores vestidos de acordo com a época, os sons, as cores e os cenários criados convidavam a querer ver mais. Em cada canto e recanto do Castelo

surgia uma surpresa! Almocreves, Exposição das Três Culturas (Cristã, Judaica e Muçulmana), Acampamento Castrense, bem como, a animação na Praça de Armas, Alcáçova do Castelo e Igreja da Pena. Músicos e actores levavam o público a aplaudir com entusiasmo as actuações e faziam de cada momento um regresso a tempos idos da nossa história. Um dos pontos altos teve lugar à meia-noite de sábado, com a apresentação da Lenda da Donzela encantada, cuja música, dança e muito fogo-de-artifício levaram o público a aplaudir entusiasticamente, maravilhado pela beleza daquela actuação. Esta iniciativa de cariz cultural, à qual os leirienses aderiram em massa e de forma entusiástica, repetir-se-á no próximo ano, estendendo-se até ao Centro Histórico da Cidade, onde comerciantes e mora-

dores serão convidados a participar, quer através da decoração das suas lojas, quer através da utilização de adereços alusivos à época medieval. Produto de uma candidatura da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral (CIMPL), esta iniciativa, que visa criar um elo de forte identidade entre os leirienses e a sua História, da qual o Castelo é um dos principais legados, orçou em 2010 os 50 mil euros, tendo a Autarquia comparticipado com o valor aproximado de 10 mil euros, essencialmente utilizados na aquisição de materiais que serão aproveitados em futuras edições. Crianças estiveram no Castelo Lendas de encantar, levaram ao Castelo, entre os dias 21 e 24 de Setembro, cerca de 5.300 crianças que assistiram entusiasmadas à encenação das lendas “Zha-

ra”, “O Pagem Invejoso”, “A Fonte do Rei” e “O Milagre das Rosas”. Esta actividade pedagógica, que coroou a abertura do ano lectivo, teve, como principal objectivo, promover a ligação entre as crianças e o património histórico de Leiria, do qual o Castelo é um dos baluartes. A envolvência do espaço, o colorido e o exotismo dos adereços usados pelos actores, levaram os mais pequenos numa viagem, da qual com certeza não irão esquecer-se tão depressa. Professores com uma genuína capacidade de promoverem o conhecimento e a aprendizagem dos seus alunos deram um apoio extraordinário a esta actividade pedagógica, à qual irão dar continuidade nas suas salas de aula. Por seu lado, a Câmara Municipal de Leiria irá dar sequência a esta iniciativa de carácter pedagógico no Castelo, tendo sido esta a

DR

Recorde de visitantes do Castelo de Leiria

primeira, de muitas outras, que passarão a realizar-se anualmente, dado o grande sucesso desta primeira edição. Todas as encenações históricas que decorreram

no Castelo de Leiria, entre os dias 21 e 26 de Setembro, tiveram a chancela dos Viv’Arte.

Na praça Mouzinho de Albuquerque

Mercado à séc. XIX na Batalha O tira-dentes anunciava as mezinhas enfrascadas para diversas maleitas, as bordadeiras trabalhavam com afinco, as vendedeiras de peixe, o oleiro e o latoeiro anunciavam os seus produtos, as leitoras da sina iam convidando os clientes a conhecerem o seu futuro, o retratista ia fazendo disparar a máquina para mais tarde recordar, os ranchos dançavam no meio da praça, ao redor das bancas de venda de vegetais, enchi-

dos, pão e bolos, sardinha assada e vinho. E nesta representação da azáfama mercantil do século XIX, com o Mosteiro do século XIV por cenário, algumas centenas de pessoas fizeram de clientes a sério, em pleno século XXI. Podemos resumir assim a tarde do passado dia 26 de Setembro, na praça Mouzinho de Albuquerque, na vila da Batalha. A iniciativa já se realiza há alguns anos e é marcada pelo sucesso,

não só pelas muitas pessoas que vêm ver o mercado, como pelos cerca de 350 figurantes envolvidos na organização, com especial destaque para os elementos de vários ranchos folclóricos do concelho e não só. Esta é uma forma da autarquia promover “as tradições da cultura popular e os produtos comercializados nos mercados da época”, muitos deles ainda hoje comercializados na região.

LMFerraz

Divulgação


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