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CAMPANHA

12 AGOSTO 2010 ANO 96 - N.º 4822 FUNDADOR José Ferreira Lacerda DIRECTOR Rui Ribeiro

PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

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ECONOMY

Nº DE2703206MPC

DESTAQUE

15 DE AGOSTO UMA DAS FESTAS MAIS CELEBRADAS EM TODO O PAÍS...

CULTURA

Orquestra Típica de Ourém brilha em Itália | P. 4

“Bravo Portugallo!” “Capital do gótico” | P. 4

Festival Gótico 2010 no castelo de Leiria

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

Orfeão organizou | P. 5

Estágio Internacional de Orquestra juntou 127 jovens músicos em Leiria SOCIEDADE

“Ciência Viva” | P. 6

A ciência vai ter consigo à praia Festas da Batalha | P. 7

Um dos feriados que esteve recentemente em discussão na Assembleia da República, com o objectivo de ser abolido, foi o de 15 de Agosto, dia da Assunção de Nossa Senhora. Trata-se de um dogma definido por Pio XII em 1950, segundo o qual a Mãe de Jesus, no termo da sua vida mortal, foi elevada ao Céu em corpo e alma. Nesta edição, revelamos alguns conceitos teológico-pastorais e outras razões que fizeram desta festa uma das mais celebradas em Portugal. Páginas 2 e 3

“Dr1ve”, “Amália Hoje”, Rui Veloso e Folclore Internacional ECLESIAL

TESTEMUNHO | D. João Venâncio | P. 9

Apóstolo irrequieto e obreiro silencioso! Festa a 15 de Agosto | Última

Nossa Senhora da Encarnação | Leiria PUB

Informamos os nossos leitores que O Mensageiro irá fazer a habitual pausa de Verão nas duas edições de 19 e 26 de Agosto Agradecemos a compreensão e desejamos a todos reconfortantes férias!

AVISO

Estamos de regresso a 2 de Setembro


2 DESTAQUE

Rui Ribeiro

Política e religião

prui@iol.pt Um dos feriados que esteve recentemente em discussão na Assembleia da República com o objectivo de ser abolido, foi o dia 15 de Agosto, dia da Assunção de Nossa Senhora. O projecto global não teve a maioria necessária para passar e, por agora, o assunto fica na gaveta. Mais do que uma mera questão de reestruturar o calendário dos feriados nacionais, o que está em questão é a nossa própria identidade como cidadãos e como humanos. É que os feriados religiosos, e no caso concreto o da Assunção de Nossa Senhora, não são simples dias de descanso ou meras recordações piedosas de pessoas ou factos ocorridos na história e que se encerram no âmbito da fé. Há neles uma celebração do que de mais profundo existe na nossa condição e identidade humanas. É mesmo a nossa identidade que se celebra e se joga sempre que respeitamos os feriados. Pelo contrário, discuti-los, aboli-los, é pôr em questão o passado, o presente e o futuro da nossa condição. No dia 15 de Agosto, a Igreja celebra um acontecimento que é incompreensível fora do âmbito da fé; evoca um acontecimento ocorrido na pessoa de Maria de Nazaré e contempla um mundo que se abre para lá da nossa existência terrena. Mais que uma questão política é uma questão essencial. Mas o cristão não se detém unicamente na memória e na contemplação. Elas seriam inúteis se não levassem à vida, se não fossem ajuda para melhorar o presente. De facto, a invocação da Assunção de Nossa Senhora, tenha ela acontecido da forma que Mais do que uma tenha, acaba por mera questão de ser uma actualizareestruturar o ção da esperança calendário dos humana-cristã ao feriados nacionais, mesmo tempo que o que está em se transforma numa questão é a nossa espécie de mola própria identidade impulsionadora da como cidadãos e vida presente. E em tempos de crise como humanos como os que vivemos, esta celebração pode fazer mais, muito mais mesmo, do que muitas politicais sociais que se apregoem. A Assunção de Maria lembra o objetivo de nossa vida: estar um dia, eternamente, com Deus, e mostra as preferências de Deus por aqueles que são pobres, pequenos e pouco considerados neste mundo. Uma irmã e mãe nossa, irmã na ordem da criação, mãe na ordem da graça, já está com Deus. Renova-se no nosso coração a esperança de recebermos, também, idêntico prémio. Um fulgor renovado que certamente anima e encoraja a olhar em frente, sem medo nem desconfiança em relação aos tempos futuros. Se os deputados soubessem a razão das coisas, discutilas-iam menos e talvez soubessem aproveita-las mais para alcançar até os seus objectivos. Não fora o ódio e a perseguição que muitas vezes está subjacente a determinadas propostas e o País teria muito a ganhar.

12.Agosto.2010

Uma das festas mais celebradas em todo o País

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora A Assunção de Maria é um dogma solenemente definido por Pio XII em 1 de Novembro de 1950, segundo o qual Nossa Senhora, no termo da sua vida mortal, foi elevada ao céu em corpo e alma. Pio XII referia que “não só os simples fiéis, mas até aqueles que, em certo modo, personificam as nações ou as províncias eclesiásticas, e mesmo não poucos Padres do concílio Vaticano pediram instantemente à Sé Apostólica esta definição”. “Com o decurso do tempo essas petições e votos não diminuíram, antes foram aumentando de dia para dia em número e insistência”, acrescentava na Constituição Apostólica com a qual se deu a definição do dogma da Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma ao Céu. A Assunção da Virgem é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos (Catecismo da Igreja Católica, 966). Os Orientais celebram este mistério desde o século V com o nome de “Dormição de Maria”. No calendário da Igreja latina celebra-se, com a categoria de solenidade, a 15 de Agosto. Nota Histórica Ao terminar a Sua missão na terra, Maria, a Imaculada Mãe de Deus, «foi elevada em corpo e alma à glória do céu» (Pio XII), sendo assim a primeira criatura humana a alcançar a plenitude da salvação. Esta glorificação de Maria é uma consequência natural da Sua Maternidade divina: Deus «não quis que conhecesse a corrupção do túmulo Aquela que gerou o Senhor da vida». É também o fruto da íntima e profunda união existente entre Maria e a Sua missão e Cristo e a Sua obra salvadora. Plenamente unida a Cristo, como Sua Mãe e Sua serva humilde, associada, estreitamente a Ele, na humilhação e no sofrimento, não podia deixar de vir a participar do mistério de Cristo ressuscitado e glorificado, numa conformação

levada até às últimas consequências. Por isso, Maria é «elevada ao Céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha, para assim Se conformar mais plenamente com Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte» (LG. 59). Este privilégio, concedido à Virgem Imaculada, preservada e imune de toda a mancha da culpa original, é «Sinal» de esperança e de alegria para todo o Povo

de Deus, que peregrina pela terra em luta com o pecado e a morte, no meio dos perigos e dificuldades da vida. Com efeito, a Mãe de Jesus, «glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há-de consumar no século futuro» (LG. 68). O triunfo de Maria, mãe e filha da Igreja, será o triunfo da Igreja, quando, juntamente com a Humanidade, atingir a glória plena, de que Maria goza já.

Definição solene do dogma “Depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus omnipotente que à Virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da Sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos S. Pedro e S. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celestial”. Pelo que, se alguém, o que Deus não permita, ousar, voluntariamente,

DR

EDITORIAL

O Mensageiro

negar ou pôr em dúvida esta nossa definição, saiba que naufraga na fé divina e católica. Para que chegue ao conhecimento de toda a Igreja esta nossa definição da

assunção corpórea da virgem Maria ao céu, queremos que se conservem esta carta para perpétua memória; mandamos também que, aos seus transuntos ou cópias, mesmo impressas, desde que sejam subscritas pela mão de algum notário público, e munidas com o selo de alguma pessoa constituída em dignidade eclesiástica, se lhes dê o mesmo crédito que à presente, se fosse apresentada e mostrada. A ninguém, pois, seja lícito infringir esta nossa declaração, proclamação e definição, ou temerariamente opor-se-lhe e contrariá-la. Se alguém presumir intentá-lo, saiba que incorre na indignação de Deus omnipotente e dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo.


DESTAQUE 3

O Mensageiro 12.Agosto.2010

A Assunção de Nossa Senhora foi transmitida pela tradição escrita e oral da Igreja. Ela não se encontra explicitamente na Sagrada Escritura, mas está implícita. Os protestantes acreditam que a Mãe de Deus, apesar de ter sido o Tabernáculo vivo da divindade, devia conhecer a podridão do túmulo, a voracidade dos vermos, o esquecimento da morte, o aniquilamento da sua pessoa. Segundo a tradição, na ocasião do Pentecostes, Maria Santíssima teria mais ou menos 47 anos de idade. Depois desse acontecimento, ela permaneceu ainda por mais 25 anos na terra, para educar e formar, por assim dizer, a Igreja nascente, como outrora ela educara, protegera, e dirigira a infância do Filho de Deus. Terminou a sua “carreira mortal” na idade de 72 anos, conforme a opinião mais comum. A morte de Nossa Senhor foi suave, qualquer coisa de sereno e tranquilo, chamada de “dormição”. Pouco, ou nada, de verdadeiramente histórico sabemos sobre este acontecimento. Mas há alguns registos que o descrevem de forma mais ou menos mítica. De entre esses relatos sobressai o de S. Dionísio Aeropagita, discípulo de S.. Paulo e primeiro Bispo de Paris. Diversos Santos Padres da Igreja contam que os Apóstolos foram milagrosamente levados para Jerusalém na noite que precedera o desenlace da Bem-aventurada Virgem Maria. S. João Damasceno, um dos mais ilustres doutores da Igreja Oriental, refere que os fiéis de Jerusalém, ao terem notícia do falecimento de sua Mãe querida, como a chamavam, vieram em multidão prestar-lhe as últimas homenagens e que logo se multiplicaram os milagres em redor da relíquia sagrada do seu corpo. Três dias depois chegou o Apóstolo S. Tomé, que a Providência divina parecia ter afastado, para melhor manifestar a glória de Nossa Senhora, como dele já se servira para manifestar a ressurreição de Nosso Senhor. S. Tomé pediu para ver o corpo de Nossa Senhora. Quando retiraram a pedra, o corpo já não estava lá. Do túmulo saía um perfume de suavidade celestial! Como o seu Filho e pela virtude de seu Filho, a Virgem Santa ressuscitara ao terceiro dia. Os anjos retiraram o seu corpo imaculado e transportaram-no ao céu, onde ele goza de uma glória inefável. Os Apóstolos, ao abrirem o túmulo da Mãe de Deus para satisfazer a piedade de São Tomé e ao desejo deles todos, não encontrando o corpo de Nossa Senhora, deduziram e perceberam que Ela havia ressuscitado! Não era preciso ver a ressurreição para crer no facto, era uma dedução lógica decorrente das circunstâncias celestiais da sua morte, da sua santidade, da dignidade de Mãe de Deus, da

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“Dormição”: tradição sobre a morte de Maria

sua Imaculada Conceição, da sua união com o Redentor, tudo isso constituía uma prova irrefutável da Assunção de Nossa Senhora. Nada é mais autêntico do que estas antigas tradições da Igreja sobre o mistério da Assunção da Mãe de Deus, encontradas nos escritos dos Santos Padres e Doutores da Igreja, dos primeiros séculos, e relatadas no Concílio geral de Calcedónia, em 451. Como Nossa Senhora era isenta do ‘pecado original’, ela estava imune à sentença de morte (consequência da expulsão do paraíso terrestre). Todavia, por não ter acesso à “árvore da vida” (que ficava no paraíso terrestre), Maria Santíssima teria que passar por uma “morte suave” ou uma “dormição”. Por um privilégio especial de Deus, acredita-se que Nossa Senhora não precisaria morrer se assim o desejasse. É certo que Nossa Senhora escolheu passar pela morte, mesmo não tendo necessidade. Quais foram, então, as razões da escolha da morte por Nossa Senhora? Podem-se levantar várias hipóteses. O Pe. Júlio Maria (da década de 40) assinala quatro: 1) Para refutar, de antemão, a heresia dos que mais tarde pretenderiam que Maria Santíssima não tivesse sido uma simples criatura como nós, mas pertencesse à natureza angélica. 2) Para em tudo se assemelhar ao seu divino Filho. 3) Para não perder os merecimentos de aceitação resignada da morte. 4) Para nos servir de modelo e ensinar a bem morrer. Podemos, pois, resumir esta doutrina dizendo que Deus criou o homem mortal. Deus deu a Maria Santíssima não o direito (por não ter acesso à “Árvore da vida”), mas o privilégio, de ser imortal. Ela preferiu ser semelhante ao seu Filho, escolhendo voluntariamente a morte, e não a padecendo como castigo do pecado original que nunca tivera.

A Assunção difere da ascensão de Nosso Senhor no facto de que, no segundo caso, Nosso Senhor subiu por seu próprio poder, enquanto a sua Mãe foi assunta ao Céu pelo poder de Deus. Ora, há vários argumentos racionais em favor da Assunção de Nossa Senhora. Primeiramente, havendo entrado de modo sobrenatural nesta vida, seria normal que saísse de forma sobrenatural, esse é um princípio de harmonia nos actos de Deus. Se Deus a quis privilegiar com a Imaculada Conceição, tanto mais normal seria completar o acto na morte gloriosa. Depois, a morte, como diz o ditado latino: “Talis vita, finis ita”, é um eco da vida. Se Deus guardou vários santos da podridão do túmulo, tornando os seus corpos incorruptos, muito mais deveria ter feito pelo corpo que o guardou durante nove meses, pela pele que o revestiu na sua natureza humana, etc. Nosso Senhor tomou a humanidade do corpo de sua Mãe. A sua carne era a carne da sua Mãe, o seu sangue era o sangue da sua Mãe, etc. Como permitir que a sua carne, presente na carne de sua santíssima Mãe, fosse corrompida pelos vermes e tragada pela terra? Ele que nasceu das entranhas amorosíssimas de Maria Santíssima permitiria que essas mesmas entranhas sofressem a podridão do túmulo e o esquecimento da morte? Seria tentar contra o amor filial mais perfeito que a terra já conheceu. Seria romper com o quarto mandamento da Lei de Deus, que estabelece “Honrar Pai e Mãe”. Qual filho, podendo, não preservaria sua Mãe da morte? A dignidade de Filho de Deus feito homem exigia que não deixasse no túmulo Aquela de quem recebera o seu Corpo sagrado. Nosso Senhor Jesus Cristo, por assim dizer, preservando o corpo de Maria Santíssima, preservava a sua própria carne. Como seria possível que o Filho, tendo sido unido

à sua Mãe em toda a sua vida, na sua infância e na sua dor, não se unisse a Ela na sua glória? A Assunção de Maria Santíssima foi sempre ensinada em todas as escolas de teologia e não há voz discordante entre os Doutores. A Assunção é como uma consequência da encarnação do Verbo. Se a Virgem Imaculada recebeu outrora o Salvador Jesus Cristo, é justo que o Salvador, por sua vez, a receba. Não tendo Nosso Senhor desdenhado descer ao seu seio puríssimo, deve elevála agora, para partilhar com Ela a sua glória. Cristo recebeu sua vida terrena das mãos de Maria Santíssima. Natural é que Ela receba a Vida Eterna das mãos de seu divino Filho. Além de conservar a harmonia em sua própria obra, Deus devia continuar favorecendo a Virgem Imaculada, como Ele o fez, desde a predestinação até a hora de sua morte. Ora, podendo preservar da corrupção do túmulo a sua santa Mãe, tendo poder para fazê-la ressuscitar e para levá-la ao céu em corpo e alma, Deus devia fazê-lo, pois Ele devia coroar na glória aquela que já coroara na terra... Dessa forma, a Santíssima Mãe de Deus continuava a ser, na glória eterna, o que já fora na terra: “a mãe de Deus e a mãe dos homens”. Tal se nos mostra Maria na glória celestial, como cantava o Rei de sua Mãe, assim canta Deus de Nossa Senhora: “Sentada à direita de seu Filho querido” (3 Reis, 2, 19), “revestida do sol” (Apoc. 12, 1), cercada de glória “como a glória do Filho único de Deus” (Jo. 1, 14), pois é a mesma glória que envolve o Filho e a Mãe! Ele nos aparece tão belo! E ela como se nos apresenta suave e terna no seu sorriso de Mãe, estendendo-nos os braços, num convite amoroso, para que vamos a Ela e possamos um dia partilhar de sua bem-aventurança!

Assunção de Maria lembra objetivo de vida

“Estar um dia, eternamente, com Deus”

Um grande sinal apareceu no céu: uma mulher revestida de sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de 12 estrelas” (Ap 12,1). Esta passagem do livro do Apocalipse é proclamada na Missa da Assunção de Nossa Senhora. Segundo o ensinamento oficial da Igreja, a humilde jovem de Nazaré, escolhida e preparada desde toda a eternidade por Deus para ser mãe de seu Filho Jesus, foi elevada em corpo e alma à glória do céu. A Assunção de Maria mostra-nos o valor do corpo humano, templo do Espírito Santo. Também ele é chamado à glorificação. O nosso corpo não nos é dado para ser instrumento do pecado, para a busca do prazer pelo prazer, mas para a glória de Deus. O dogma da Assunção dános a certeza de que Maria alcançou a realização final, e, tornou-se, assim, um sinal para a Igreja que, olhando para ela, crê com renovada convicção no cumprimento das promessas de Deus. Olhando para o que Deus já realizou em Maria, os cristãos animam-se a lutar contra o pecado e a construir um mundo justo e solidário, para participar, um dia, do Reino definitivo. A verdade sobre a Assunção de Maria, sobre a sua glorificação antecipada, pode, contudo, fazer com que passemos a vê-la distante de nós, muito acima de nossa vida e da nossa realidade. Mas a verdade é que crer na Assunção é proclamar que aquela mulher que deu à luz num estábulo, entre animais, que teve o seu coração traspassado, viveu no exílio etc., foi exaltada por Deus e, por isso mesmo, está muito mais próxima de nós. A Assunção mostra as preferências de Deus por aqueles que são pobres, pequenos e pouco considerados neste mundo. Lembra-nos o objetivo de nossa vida: estar, um dia, eternamente, com Deus. Uma irmã e mãe nossa - irmã na ordem da criação, mãe na ordem da graça -, já está com Deus. Renovase no nosso coração a esperança de recebermos, também, idêntico prémio.


4 CULTURA

O Mensageiro 12.Agosto.2010

Orquestra Típica de Ourém brilha em Itália

“Castel Arte” em Porto de Mós

“Com o pincel no pé…”

Vai realizar-se mais uma exposição “Castel Arte”, a decorrer no castelo de Porto de Mós de 20 de Agosto a 12 de Setembro, designada “Com o pincel no pé…”, de Maria Lurdes Oliveira da Associação dos Artistas Pintores com a Boca e o Pé do Mundo_”Arte que derruba muralhas”.

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A Orquestra Típica de Ourém, da Academia de Música Banda de Ourém (AMBO), esteve presente no Europeade 2010 em Bolzano, Itália. Foi a primeira vez que esta orquestra esteve presente neste festival, que é considerado o maior festival de música e dança folclórica da Europa, com mais de cinco mil participantes de trinta países europeus. A viagem a Itália decorreu sem problemas, com duas paragens para dormir na ida e no regresso em França, nas cidades de Montpellier e Biarritz. O Festival que decorreu de 21 a 25 de Julho encheu as ruas de música, cores e tradições da bela cidade de Bolzano. Esta cidade é a capital da província autónoma do sul do Tirol, conhecida por ser a cidade mais austríaca de Itália. Nesta província a língua italiana é minoritária, sendo a mais falada a alemã. A Orquestra Típica de Ourém foi seleccionada para pisar o palco na cerimónia de abertura, no Estádio Palaonda na quinta-feira, dia 21. No entanto,

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Tearo José Lúcio da Silva (Leiria) • MARMADUKE | comédia | de Tom Dey | 12 a 18 Ago., 15h30; dia 14, 21h30 • SHREK - PARA SEMPRE! | animação | de Mike Mitchell | 12 a 18 de Agosto, 15h30; dia 14, 21h30 • TOY STORY 3 | animação | de Lee Unkrich | 26 de Agosto a 1 de Setembro, 15h30; dia 18, 21h30 Teatro Miguel Franco (Leiria) • JOHN RABE – O NEGOCIADOR | drama | de Florian Gallenberger | c/ Ulrich Tukur, Daniel Brühl, Steve Buscemi | 15 a 18 de Agosto, 21h30; dia 18, 18h30 • FANTASIA LUSITANA | documentário | de João Canijo | 22 a 25 de Agosto, 21h30; dia 25, 18h30 • A MULHER DO VIAJANTE DO TEMPO | drama | de Robert Schwentke | c/ Stephen Tobolowsky, Rachel McAdams, Eric Bana | 29 de Agosto a 1 de Setembro, 21h30; dia 1, 18h30 Cine-Teatro de Monte Real • MARMADUKE | 13 de Agosto, 21h30 • NUNCA É TARDE DEMAIS PARA AMAR | drama | de Andreas Dresen | c/ Ursula Werner, Horst Rehberg, Horst Westphal | 18 de Agosto, 21h30 • SHREK - PARA SEMPRE! | 20 de Agosto, 21h30 • TERAPIA PARA CASAIS | comédia | de Peter Billingsley | c/ Vince Vaughn, Jason Bateman, Faizon Love | 25 de Agosto, 21h30 • TOY STORY 3 | 27 de Agosto, 21h30 Auditório Municipal da Batalha • ECLIPSE | romance | de David Slade | c/ Kristen Stewart, Robert Pattinson, Nikki Reed, Dakota Fanning | 13 a 16 de Agosto, 21h30 • DIA E NOITE | acção | de James Mangold | c/ Cameron Diaz, Maggie Grace, Tom Cruiser | 20 a 23 de Agosto, 21h30 • A ORIGEM | ficção | de Christopher Nolan | c/ Ellen Page, Joseph GordonLevitt, Ken Watanabe | 27 a 30 de Agosto, 21h30 Auditório António Campos (Praia da Vieira, Marinha Grande) • JOHN RABE – O NEGOCIADOR | 12 de Agosto, 21h45 • DE PARIS COM AMOR | acção | de Pierre Morel | c/ John Travolta, Jonathan Rhys Meyers, Kasia Smutniak | 17 de Agosto, 21h45 • EU SOU O AMOR | drama | de Luca Guadagnino | c/ Tilda Swinton, Flavio Parenti, Edoardo Gabriellini | 19 de Agosto, 21h45 • NADA PESSOAL | drama | de Urszula Antoniak | c/ Stephen Rea, Lotte Verbeek, Tom Charlfa | 24 de Agosto, 21h45 • SEM NOME | aventura | de Cary Fukunaga | c/ Marco Aguirre, Alonso Karla, Cecilia Alvarado | 26 de Agosto, 21h45 • FLOR DO DESERTO | drama | de Sherry Horman | c/ Liya Kebede, Sally Hawkins, Craig Parkinson, Timothy Spall | 31 de Agosto, 21h45 Cine-Teatro Actor Álvaro (Vieira de Leiria, Marinha Grande) • ELA É DEMAIS PARA MIM | comédia | de Jim Field Smith | c/ Jay Baruchel, Alice Eve, T. J. Miller | 15 de Agosto, 21h30 • ATRAÍDOS PELO CRIME | thriller | de Antoine Fuqua | c/ Richard Gere, Don Cheadle, Ethan Hawke | 22 de Agosto, 21h30 • ECLIPSE | 29 de Agosto, 21h30 Cine-Teatro da Nazaré • EM ROMA | comédia | de Mark Steven Johnson | c/ Anjelica Huston, Dax Shepard, Jon Heder | 16 a 18 de Agosto, 21h45 e 00h15 • DIA E NOITE | 18 a 25 de Agosto, 21h45 e 00h15; dias 21 e 22, 15h30 • A ORIGEM | 26 Agosto a 1 Setembro, 21h45 e 00h15; dias 28 e 29, 15h30

“Bravo Portogallo!”

o momento mais inesquecível para os elementos da Orquestra Típica, foi o concerto realizado no Auditório Haydn, no âmbito do evento “ Noite de Coros e Música europeia”. Efectivamente, nenhum dos presentes tinha tido a oportunidade de pisar um palco de grande renome e com condições acústicas jamais experimentadas. Foi um grande concerto para uma vasta plateia, bem

atenta e calorosa. No sábado de manhã, esta orquestra teve ainda a oportunidade de realizar um concerto na praça principal da cidade de Bolzano, junto da Catedral. No final da tarde, realizou-se um cortejo pelas ruas da cidade com todos os grupos participantes, sendo a OTO muito aplaudida, ouvindo-se constantemente por parte da assistência “Bravo Portogallo!”. Ao cair da noite

realizou-se um baile com músicas europeias, dançando-se na praça diversas coreografias de várias partes da Europa. O domingo ficou marcado pela missa celebrada na Catedral de Bolzano, animada pelos países participantes na Europeade. Seguiu-se depois, no final da tarde, a cerimónia de encerramento deste Festival.

Leiria quer ser “capital do gótico” com o “Entremuralhas”

Festival Gótico 2010 no castelo Mil e quatrocentos, é o número de espectadores que Leiria espera receber nos próximos dias 27 e 28 de Agosto, enquanto “Capital da Música Gótica”, através da realização, no Castelo de Leiria, do Entremuralhas – Festival Gótico, iniciativa única, que se realizará pela primeira vez no nosso país. Organizado pela FADE IN – Associação de Acção Cultural, em parceria com a Câmara Municipal de Leiria, o Entremuralhas, trará ao Castelo de Leiria, conferências, animação, projecção de filmes, comércio alternativo, exposições e espectáculos com alguns dos melhores representantes mundiais da DarkFolk, do Neo-Clássico, da Música Medieval, da Cold/ Darkwave, do Synthpop de reminiscências EBM, e do Electro-Gótico de descendência Industrial. Seis bandas de referência internacional irão divi-

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CINEMA

dir-se entre o Palco Corpo e o Palco Alma, evoluindo ao vivo, no enquadramento histórico e arquitectónico absolutamente ímpar do Castelo de Leiria. No Palco Corpo actuarão, dia 27 de Agosto, os alemães Project Pitchfork, e no dia 28, os suecos Covenant e os portugueses Uxu Kalhus. O Palco Alma receberá no dia 27 os Ataraxia e os Ashram, ambos italianos. Dia 28 este palco conta com as actuações dos Ordo Rosarius Equilíbrio, da Suécia e com os Collection D’Arnell Anréa, de França. Subordinadas ao tema “Margens e Rupturas”, terão lugar no Paço D.

João I, também no Castelo de Leiria, as conferências: “Desconstrução do standard e do vigente. O mundo não é obrigatoriamente como (querem que) o ve(ja)mos”; “Preconceito e desproporcionalidade. - Ideias pré-concebidas e mistificações erróneas”; “Racionalidade versus Emotividade. - Teoria ou espontaneidade?”; “Liberdade artística ou ditadura da “normalidade”? - O politicamente correcto enquanto inimigo da criatividade” e “Todos diferentes… todos diferentes! - O culto da individualidade enquanto manifesto existencial”. Tendo como moderador

Bruno Monteiro (professor de geologia e biologia), estas conferências contarão com os conferencistas Adolfo Luxúria Canibal (músico e escritor), Fernando Ribeiro (músico e escritor), Joana Bartolomeu (realizadora de cinema de animação), Patrick Mendes (realizador de cinema), Filipe Melo (músico, argumentista e produtor de cinema), Filipe Lopes (crítico de cinema), Miguel Figueira (arquitecto) e Pedro Trindade Ferreira (arquitecto urbanista). Ainda no Paço D. João I, o público do Entremuralhas, poderá assistir aos filmes “The Tailor’s Kiss” de Joana Bartolomeu, “A Sangue Frio” de Patrick Mendes e “I’ll See You In My Dreams” de Filipe Melo. Paralelamente a estas iniciativas e até dia 30 de Agosto, estará patente ao público a exposição “A Ferro e Pedra!” de Alexandre Estrela.


CULTURA 5

O Mensageiro 12.Agosto.2010

Orfeão de Leiria organiza a maior edição de sempre

O Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL CA) organizou este ano a maior edição de sempre do Estágio Internacional de Orquestra da Região de Leiria/Fátima, que se realizou pelo sétimo ano consecutivo. O evento, que contou com o alto patrocínio da AMLEI – Associação de Municípios da Região de Leiria, proporcionou uma experiência única aos 127 jovens músicos que se reuniram em Leiria entre 19 de Junho e 1 de Agosto. Franceses, portugueses, polacos, espanhóis e brasileiros aproveitaram ao máximo duas semanas em que a direcção artística esteve a cargo do maestro Jean-Sébastien Béreau. Dos 127 alunos presentes, 82 integraram o Estágio de Orquestra e 45 a Master Class de Direcção de Orquestra, sendo que, destes, oito eram ouvintes. Com ensaios em conjunto ou por naipes de instrumentos pautados por um ritmo muito intenso, a animação esteve sempre presente entre os alunos, que aproveitaram algumas das pausas para conhecer a cidade. Mário Teixeira, director executivo do Estágio Internacional de Orquestra, salienta «o balanço positivo feito por todos, que se espelha no facto de 82 dos

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Estágio Internacional de Orquestra juntou 127 jovens músicos

127 alunos já terem participado em edições anteriores». «São duas semanas de trabalho intenso, em que as pessoas sentem que realmente podem dedicarse por inteiro, praticar, aprender e usufruir da grande qualidade artística do maestro Jean-Sébastien Béreau», refere Mário Teixeira, acrescentando que «cada edição é uma experiência nova, com um repertório diferente, e um ambiente cultural muito original». Entre Beethoven, Brahms e Béla Bartók, os jovens músicos foram desafiados a tocar ao seu melhor nível, dirigidos por

37 maestros diferentes, e ainda por Jean-Sébastien Béreau, que seleccionou depois alguns deles para dirigir os concertos finais. «No Estágio de Orquestra os instrumentistas são testados ao limite, a sua capacidade de reacção deve ser impecável para se conseguirem adaptar a um maestro diferente a cada dez minutos”, explica Mário Teixeira. Henrique Pinto, presidente do OL CA, salienta que «a edição de 2010 do Estágio Internacional de Orquestra é a melhor de sempre, em todos os aspectos, quer quantitativos, quer qualitativos», referin-

do ainda que «a repercussão internacional é enorme e não há em Portugal nenhum evento deste tipo que consiga ter esta dimensão, com padrões tão altos de qualidade, tornando-se uma referência na formação dos jovens músicos». O Estágio Internacional de Orquestra, organizado anualmente pelo Orfeão de Leiria Conservatório de Artes, tem como principal objectivo dar oportunidade aos estudantes de música de trabalharem um repertório orquestral com um maestro de renome internacional, e dirige-se preferencialmente a estudantes de nível complementar ou superior.

Marinha Grande assinala Dia Internacional da Juventude A Câmara Municipal da Marinha Grande assinala o Dia Internacional da Juventude, que se celebra a 12 de Agosto, com entradas gratuitas nos museus municipais para todos os jovens até aos 25 anos. O objectivo desta iniciativa é fomentar nos jovens a apetência cultural, social e turística. O Instituto Português da Juventude conjuga assim esforços com a autarquia para poderem proporcionar aos jovens dos 12 aos 25 anos um dia institucionalizado e diferente. • O Museu do Vidro (na foto), instalado no Palácio Stephens, reúne colecções que testemunham a actividade industrial, artesanal e artística vidreira portugue-

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Entradas gratuitas nos museus

sa, desde meados do século XVII/XVIII até à actualidade. Trata-se do único museu especificamente vocacionado para o estudo da arte, artesanato e da indústria vidreira em Portugal. • O Museu Joaquim Correia, no Largo 5 de Outubro, consagra a obra

de um dos maiores expoentes no campo da criação artística do concelho da Marinha Grande, o escultor Joaquim Correia. É constituído por obras realizadas e doadas pelo autor e família à Câmara Municipal, para fruição e enriquecimento do património cultural. O

acervo é constituído por várias colecções de obras de arte e estudos, como bustos, estátuas em bronze e gesso com e sem policromia, medalhas, desenhos e pinturas. • A Casa-Museu Afonso Lopes Vieira situa-se na Rua Dr. Adolfo Leitão, em São Pedro de Moel. Está instalada num edifício residencial principal situado junto ao mar. A casa constitui em si um testemunho literário da obra de Afonso Lopes Vieira, na medida em que possui diversos elementos decorativos bem como alguns exemplares da sua obra literária. Aqui poderse-á também assistir a exposições temporárias, alusivas à obra e vida do poeta.

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Castelo de Leiria •”Entremuralhas - Festival Gótico “- música (27 e 28/08) Biblioteca Municipal Afons Lopes Vieira - Leiria •”O pequeno gato” - hora do conto (16/08, 10h00) • História criada e apresentada pelos participantes (27/08, 14h30) Centro de Interpretação Ambiental - Leiria •���Férias com ciência” - infantil/juvenil (~13/08) Casa dos Pintores - Leiria • Visita guiada (13 e 27/08, 15h00~16h00) Praça Rodrigues Lobo - Leiria •”The Allstar Project” - música (13/08, 22h00) Pátio Mercado Sant’Ana - Leiria •”Train Station (Palhaço Kaki)” (14/08, 22h0) •”Um mundo muito próprio ” - teatro (20/08 22h00) •”Big Pea” - clown em acção (21/08, 22h00) •”Teatro para todos” - teatro (26/08, 21h00) •”7 ou nenhuma coisa sequer” - música (27/08, 22h00) Casa-Museu João Soares - Cortes • Dia Internacional da Juventude - comemoração (12/08) •”Tardes no Museu” - infantil/juvenil (18 e 25/08, 15h00~16h30) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”O porquinho Vítor” - hora do conto (3ªs, 11h00 e 5ªs, 15h30) •”O panda do Kung Fu” - filme (18/08, 15h30) •”Pucca: funny love stories” - filme (25/08, 15h30) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Guilherme, o Grãozinho de Areia” - contos do vidro (~28/08) •”Guilherme, o Grãozinho de Areia” - leitura animada (4ªs a Sáb.) •”Meter as mãos no vidro” - famílias (~28/09, 11h00 e 15h00) Praça Afonso Lopes Vieira - S. Pedro de Moel • Festas de S. Pedro de Moel (13~15/08) Praça do Monumento ao Pescador - Praia da Vieira • Festa do porco no espeto (13~15/08) •”Depuralina” - música (28/08) •”Reviver o passado” (4/09) Concelho de Pombal • Semana Gastronómica de Pomba (13~22/08) Café Concerto - Pombal • Palco aberto (6ªs do mês, 23h00) Osso da Baleia- Pombal •”Energias renóvaveis” - actividades (13/08, 10h00~13h00) •”Vigilância,protecção e sensibi. ambiental” (2/8~10/9, 9h30~12h30) Museu Municipal - Ourém •”O Dinossáurio gigante da Europa” (10/08, 21h30) •”Jogos de Perfídia” - apresentação do livro (27/08, 21h00)

EXPOSIÇÕES

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Light Against Time” - fotografia de Nuno Moreira (~30/08) Bibioteca Municpal Afonso Lopes Vieira - Leiria • Pintura - Maria Alexandra Fernandes (~26/08) Edifício Banco de Portugal - Leiria •”Macau, Encontro de Culturas” (~21/08) Sede a9))))/Célula e Membrana - Associaçã - Leiria •”Isto não faz sentido” (~15/09) Agromuseu Municipal Dona Julinha - Ortigosa •”Sacas de retalhos à moda antiga” (3ªs~6ªs) Junta de Freguesia - Santa Eufémia •”A Arte que o Côa guarda” (~31/08) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Vilma Libana” - arte de gravura em vidro (~30/11) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Retratos” (~11/08) Galeria Centro Azul - S. Pedro de Moel • Fotografia - Jorge Humberto Ricardo (~15/08) • Pintura - Artur Franco (21~31/08) Casa-Museu Afonso Lopes Vieira - Marinha Grande • Afonso Lopes Vieira (~29/08) Galeria Mouzinho de Albuquerque - Batalha •”Festas da Batalha” - uma história com mais de 50 anos (14~29/08) Museu Marquês de Pombal - Pombal •”O Marquês de Pombal no Postal Ilustrado” (~30/09) Claustros dos Paços do Município - Pombal •”Medalhística do Município de Pombal” (~31/08) Museu Municipal - Ourém •”Ourempublica” (~12/10) Mercado Municipal - Ourém •”Mercado de Ourém” - fotografia (~2/09) Galeria Municipal - Ourém •”Antese” - pintura (~29/09)


6 CULTURA / SOCIEDADE

O Mensageiro 12.Agosto.2010

“Ciência Viva” nas praias

Animação de Verão nas praias A Câmara Municipal da Marinha Grande em conjunto com as colectividades do concelho apresenta um cartaz cultural para as praias de São Pedro de Moel e Vieira durante o período de Verão. O objectivo é acolher bem os turistas que escolhem o património natural, histórico e cultural deste Concelho para descansar e/ou visitar, proporcionando-lhes momentos de diversão, bem-estar e lazer. A participação em qualquer actividade é gratuita. PRAIA DA VIEIRA |Pç. dos pescadores Dia 13 | 22h00 | Danças e Cantares de S. Romão Dias 14 e 15 | Festa do Porco no Espeto Dia 14 | 22h00 | Dr. Cavalheiro Dia 15 | 22h00 | Zé Pedro dos Xutos Dia 28 | 22h00 | Banda Depuralina SÃO PEDRO DE MOEL | Pç. Afonso Lopes Vieira De 13 a 15 | Festas de S. Pedro de Moel Dia 13 | 21h30 | Baile Popular com o Grupo HD Dia 14 | 16h00 | Arruada Dia 14 | 18h00 | Orquestra Ligeira da Marinha Grande Dia 14 | 21h30 | Grupo Dixie Boys Dia 14 | 00h00 | Espectáculo de Fogo de Artificio Dia 15 | 17h00 | Passagem de Modelos Dia 15 | 21h00 | Marchas Populares Dia 15 | 22h00 | Baile Popular com a Banda Face to Face

Valorização ambiental na praia

Paralelamente, a autarquia marinhense está a realizar actividades de sensibilização ambiental, no âmbito do projecto de Valorização Ambiental e Turística de São Pedro de Moel. A programação das actividades para o mês de Agosto é a seguinte: 15 de Agosto (domingo)| Das 9h30 às 12h Trilhos na Natureza em São Pedro de Moel Passeio guiado por bióloga – saída de campo Local de início: edifício do turismo de São Pedro de Moel Inscrições prévias: Casa Afonso Lopes Vieira e Museu do Vidro 18 de Agosto | Das 15h às 16h30 Oficina infantil “Por onde voam as aves” por Natureza Brincalhona Público-alvo: crianças dos 4 aos 10 anos Praça Afonso Lopes Vieira (ou Centro Azul, no caso de ocorrência de chuva)

Durante o mês de Agosto

Colheitas de Sangue em Leiria 12-08-2010 15-08-2010 22-08-2010 29-08-2010 29-08-2010 29-08-2010 3ªs e Sabs.

15h00-19h00 9h00-13h00 9h00-13h00 9h00-13h00 9h00-13h00 9h00-13h00 9h00-13h00

Intermarché de Gandara - Leiria Centro Cul. e Recre. de Casal da Quinta Salão Paroquial de Amor Salão Paroquial de Regueira de Pontes Ass. Cul. e Recreativa de Loureira Salão Paroquial do Louriçal Cruz Vermelha de Leiria

de moldes em Portugal, as tecnologias utilizadas, aplicações e processos de fabrico dos moldes para injecção de plásticos. No dia 9, às 14h30,

“Venha conhecer a TPE” (Transformação de Plásticos de Engenharia), na sede do Grupo Iberomoldes. Este programa vai satisfazer curiosidades de como nas-

cem os objectos usados no quotidiano e processo de fabrico. Estas actividades requerem inscrição prévia obrigatória e estão inseridas numa programação que decorre entre 15 de Julho e 15 de Setembro, em todo o país. Os especialistas realizam centenas de actividades orientadas para o público, nas áreas da Astronomia, Biologia, Geologia, Engenharia, Faróis e este ano também na área do Património.

De 4 a 12 de Setembro

Festival de Gastronomia de Leiria Vai realizar-se o Festival Regional de Gastronomia de Leiria, promovido pelo Turismo de Leiria-Fátima e Câmara Municipal de Leiria, com a colaboração das Câmaras Municipais de Batalha, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós. A iniciativa decorrerá de 4 a 12 de Setembro, no Marachão, em Leiria, junto ao rio Lis, diariamente das 18h00 às 24h00. Este ano, o tema “Do

Mar à Serra, Sabores da nossa Terra” tem como finalidade promover o evento pela riqueza histórica, tradicional e variada da gastronomia da região de Leiria-Fátima. A qualidade e primor gastronómico regionais continuam a ser a grande aposta do Festival. Esta é uma iniciativa de referência na dinâmica da animação turística regional, que ao longo das várias edições tem conquis-

tado o reconhecimento de um público cada vez mais vasto. Este ano conta com os apoios do Semanário Jornal de Leiria, da TV Fátima, da Reisgás, Lda, da Associação de Apicultores da Região de Leiria e do financiamento do QREN – Programa Mais Centro. A qualidade e diversidade são as bases deste evento que combina uma oferta única de produtos gastronómicos que passam

pelos pratos regionais servidos nos restaurantes presentes, e produtos regionais nos stands diversos. O certame conta com 12 participações de restaurantes representantes de cada um dos seis concelhos da região, duas escolas profissionais, um restaurante de leitão da Boa Vista, e 3 restaurantes convidados e representativos das Entidades Regionais de Turismo contíguas.

Pombal assinala Dia Internacional da Juventude

Entradas livres em espaços culturais No dia 12 de Agosto, o Município de Pombal, em parceria com o IPJ, promove um conjunto de actividades para assinalar o Dia Internacional da Juventude. Durante este dia, os espaços culturais de Pombal estão abertos à população jovem com novidades e surpresas, com entrada livre nas piscinas municipais e viagens gra-

tuitas no Pombus. À tarde, a partir das 14h30, nas Piscinas Municipais realizam-se sessões de Hidroginástica, Insufláveis, Desporto, Música, Animação e Ateliês. Pelas 15h00, realiza-se uma actividade de sensibilização ambiental, intitulada “Resíduos, Biodiversidade & Arte”. Nesta oficina de trabalho propõe-se a criação

de porta-canetas, marcadores de livros e pregadeiras, através da reutilização de resíduos e decorados com elementos demonstrativos de Biodiversidade. Entre as 14h30 e as 17h30, a Praça Marquês de Pombal acolhe a iniciativa “MarquêsGrafiti”, que pretende proporcionar aos jovens um dia diferente oferecendo-lhes uma zona

Doação de Carlos Vieira à autarquia da Marinha Grande

dedicada à arte de rua. Na Praça Marquês de Pombal os artistas urbanos encontram um painel onde podem trabalhar colectivamente e expressar a sua arte inspirados na temática do Museu Marquês de Pombal. Da parte da noite, no Café Concerto do Teatro-Cine de Pombal, promove-se uma noite de karaoke.

Mais espólio de Afonso Lopes Vieira A Casa-Museu Afonso Lopes Vieira recebeu no passado dia 7 de Agosto uma doação de cerca de 30 bens documentais e artísticos por parte de Carlos José Gomes Vieira. O lote integra postais, uma reprodução do desenho a lápis de António Carneiro com o retrato do poeta, fotografias inéditas da “Casa de S. Pedro”, livros

e outras publicações. “Este é um contributo muito importante para o estudo e divulgação da produção literária e vivência do poeta, que em muito completa e valoriza o acervo da Casa-Museu”, referiu o presidente da Câmara, Álvaro Pereira. O lote está em exposição no local até 29 de Agosto.

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S. Pedro de Moel e Vieira de Leiria

A Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Cientifica e Tecnológica realiza acções de divulgação científica no concelho da Marinha Grande, nos dias 8 e 9 de Setembro de 2010, no âmbito da sua campanha nacional. “Aníbal H. Abrantes - O Berço da Indústria de Moldes em Portugal” vai ser o tema abordado no dia 8 de Setembro de 2010, às 14h30, na Sede do Grupo Iberomoldes, em Picassinos - Marinha Grande. O objectivo é dar a conhecer onde nasceu a indústria

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Nestas férias a ciência vai ter consigo


CULTURA / SOCIEDADE 7

O Mensageiro 12.Agosto.2010

Espectáculos de qualidade nas Festas de Agosto na Batalha

las do Mosteiro da Batalha – Forma e Função” e ainda a recepção aos grupos que nessa noite, participarão na XXV Gala Internacional de Folclore. A tarde reserva ainda o habitual Encontro de Emigrantes do Concelho da Batalha, com animação musical e um Torneio aberto de Xadrez a decorrer na Praça Mouzinho de Albuquerque. No último dia de festejos, Domingo, dia 15, o programa inicia-se com actividades desportivas, nomeadamente uma caminhada e a já habitual Prova de Atletismo “Mestre de Aviz”. Durante a tarde a Vila receberá diversos apontamentos de animação musical e jogos tradicionais, encerrando o programa com o consagrado Rui Veloso, apelidado de “Pai do Rock Português”.

“Verão Total” em Porto de Mós

Conferência no Edifício do Banco de Portugal

“As sombras chinesas” Dia 12 de Agosto, pelas 18h30, no Edifício do Banco de Portugal “Do misticismo à diversão popular: as sombras chinesas”, é o tema da conferência a apresentar pela Professora

Doutora Ana Maria Amaro. Professora Catedrática Jubilada ISCSP-UTL e Presidente do Instituto Português de Sinologia (criado em 2007), Ana Maria Amaro é uma sinóloga que há mais

A EDP, a acompanhar pelo sétimo ano consecutivo a Volta a Portugal em Bicicleta, vai estar no dia 14 de Agosto em Pedrógão com o camião EDP para trocar lâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras e sensibilizar a população para o consumo consciente de energia. De 4 a 15 de Agosto a EDP pretende trocar 50.000 lâmpadas economizadoras por lâmpadas incandescentes. É na carrinha EDP, que vai estar na zona da partida da etapa, que vai ser possível a cada pessoa trocar até 4 lâmpadas incandescentes por um conjunto de lâmpadas economizadoras e participar num jogo dedicado à eficiência energética. Consciente da necessidade de participar activamente para um mundo mais sustentável, a EDP vai fazer a compensação das emissões de CO2 (dióxido de carbono) que resultam das suas acções realizadas no quadro desta edição da Volta a Portugal em Bicicleta.

Programa da RTP em directo

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A edição de 2010 das Festas da Batalha vai contar no seu programa com dois dos nomes mais sonantes do panorama musical do nosso país. Na noite de Sexta-Feira, 13 de Agosto, o palco recebe o mediático projecto “Amália Hoje”, sendo antecedido pelos nortenhos “Dr1ve”. No dia seguinte, Feriado Municipal, as cerimónias têm início às 12h00, na Capela do Fundador do Mosteiro de Santa Maria, prosseguindo às 15h00, na Galeria de Exposições Mouzinho de Albuquerque com a inauguração da exposição “Festas da Batalha – Uma história com mais de 50 anos”. Segue-se depois no Auditório Municipal a Sessão Solene que acolhe uma alocução histórica a proferir por António de Almeida Monteiro, seguindo-se o lançamento da obra “Gárgu-

Troca de 50.000 lâmpadas na Volta a Portugal em Bicicleta

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“Dr1ve”, “Amália Hoje”, Rui Veloso e Gala Internacional de Folclore

EDP promove sensibilização ambiental

de 45 anos estuda a China, bem como a história de Macau e que possui mais de uma dezena de livros publicados. Esta iniciativa da Câmara Municipal de Leiria

insere-se nas actividades a decorrer paralelamente à exposição “Macau, encontro de culturas”, patente ao público no Edifício Banco de Portugal, até ao próximo dia 20 de Setembro.

No próximo dia 18 de Agosto, Porto de Mós será a companhia da manhã (10h00-13h00) e da tarde (15h0018h00) para todos os portugueses! A RTP estará no concelho com o programa “Verão Total”, transmitido em directo da Praça da República, contando com a presença dos apresentadores Serenella Andrade e Francisco Mendes, que prometem um visita guiada pelas históricas terras de D. Fuas Roupinho. Esta será uma ocasião para dar a conhecer o que Porto de Mós tem de melhor para oferecer a nível turístico, cultural, gastronómico e artesanal a Portugal e além fronteiras. O programa contará com a presença de vários convidados das mais diversas áreas de interesse turístico da terra, incluindo uma série de reportagens em vários pontos do município. Neste sentido, a Câmara Municipal de Porto de Mós e a RTP convidam toda a população a participarem num evento que é de todos e para todos, e a estar presente, no dia 18 de Agosto pelas 10:00 da manhã na Praça da República, junto da Câmara Municipal, para acompanhar de perto e ao vivo todo o programa.

Câmara Municipal da Marinha Grande

Construção de muro no estádio

Subida dos valores dos cereais = Aumento do preço do pão O preço do trigo atingiu um novo valor recorde no dia 5 de Agosto, no mesmo dia em que a Rússia anunciou ao mundo que vai cancelar as exportações de cereais até Dezembro. As consequências da escalada de preços - a maior desde Agosto de 2008 - acentuam ainda mais as preocupações da indústria em Portugal, nomeadamente da panificação, que voltou a anunciar subidas no pão a partir desta semana. A Rússia é o terceiro maior produtor do mundo e está a braços com a pior seca dos últimos 50 anos. As fracas colheitas e o aumento do preço do trigo em 62 por cento desde Junho levaram o Governo a decretar a proibição temporária das exportações. A intenção é garantir o abastecimento do mercado doméstico a preços baixos. “Temos reservas suficientes - 9,5 milhões de toneladas -, mas não podemos permitir que haja uma subida no preço dos alimentos”, justificou o primeiro-ministro, Vladimir Putin. Portugal depende das importações de

trigo para se abastecer e, embora não compre directamente à Rússia, pode sofrer com a paragem temporária. Segundo João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), é da União Europeia (sobretudo da França e da Polónia) que importamos esta matéria-prima e, por isso, os impactos não serão visíveis. Contudo, Bernardo Albino, presidente da Associação Nacional de Produtores de Cereais (ANPOC), defende que se um grande exportador encerra as fronteiras, cria-se tensão no mercado e uma corrida ao cereal. “A Rússia exporta muito para o Norte de África e nós importamos de França. Não tendo trigo, o Norte de África pode passar a importar de França. As consequências para Portugal são indirectas”, lembra. E continua: “Os grandes exportadores são também os maiores consumidores. Há países estúpidos, como nós, completamente dependentes, que sofrem os impactos destas medidas”.

Para além do aumento do preço do pão, a alta do trigo também é sentida na fileira animal (as rações são à base de cereais). Contudo, para os produtores, há benefícios a curto prazo. “No imediato, é bom para quem tem cereal em casa e pode vender a um preço mais elevado. Mas a cadeia produtiva tem margens muito apertadas e, a médio prazo, não é bom para ninguém”, avisa Bernardo Albino. Apenas 25 por cento do trigo produzido em Portugal serve o mercado doméstico e, por isso, João Machado lembra que os aumentos no pão que serão sentidos pelos consumidores já na próxima semana não dependem dos produtores nacionais. Recorda ainda que, depois da crise de 2007/ 2008, o preço do cereal baixou para metade. Ontem, o trigo era comercializado em Chicago a 7,25 dólares, ou 5,5 euros, por bushel, valor que ainda continua distante dos 13,34 dólares registados há três anos

A Câmara Municipal da Marinha Grande concluiu, a 5 de Agosto, a reconstrução do muro da vedação do lado nascente do Estádio Municipal, na zona desportiva da cidade. Esta obra visou reparar uma falha no muro circundante do Estádio, que se encontrava danificado numa extensão aproximada de 30 metros e que se vinha deteriorando nos últimos anos. Esta situação, que era do conhecimento público, divulgada também pela comunicação social e discutida na Assembleia Municipal, poderá ter potenciado os diversos assaltos de que esta importante infra-estrutura foi alvo nos últimos anos. Os trabalhos desenvolvidos representam um custo aproximado de 2.500 € (dois mil e quinhentos euros) afectos ao material necessário, já que a mesma foi executada pelos serviços da Câmara Municipal. Os serviços da autarquia instalaram ainda um portão metálico de forma a permitir o fácil acesso do estádio ao campo sintético que está em construção na zona da Ribeira das Bernardas.


8 ECLESIAL

O Mensageiro 12.Agosto.2010

LENDO OS JORNAIS (3)

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Por estes dias, os jornais falaram abundantemente do caso Freeport, que para regozijo do nosso primeiro-ministro parece estar a chegar ao fim, e destacaram também a disparidade de situações climáticas com calor (e incêndios) na Europa a par com situações de tempestade e calamidade, mais para o médio oriente. Os jornais noticiaram os acontecimentos e, como sempre nestas coisas, a notícia nem sempre foi isenta nem clara. O leitor que muitas vezes assume uma posição passiva, ouve falar destas coisas e nem sempre consegue manter uma posição distante e serena para as analisar, não chegando às conclusões que também lhe cabe tirar. Senão vejamos, e tomemos como exemplo as notícias referentes às mutações climatéricas. Portugal foi atravessado por uma baixa pressão que trouxe um calor não habitual, com ele vieram os inevitáveis incêndios, havendo dias em que foram registadas 300 ocorrências. O que para um país tão pequeno é muito, nada que se compare com as 5000 ocorrências verificadas num país tão vasto como a Rússia. Só que a quase alegria com que se faziam estas comparações entre estes dois países pareci vir ao encontro das notícias que na passada semana se puderam ler nos mesmos jornais. Dizia-se então que as agências de viagens da Rússia estavam a desaconselhar o turismo para Portugal porque, diziam, “é um país que está sempre a arder”, referindo-se aos fogos de Verão. Da minha parte vi o mesmo jornalista a dar as duas notícias e não foi difícil relacionar a comparação feita entre Portugal e a Rússia, como uma resposta ao que as agências diziam. Como quem diz “então, o nosso país está a arder? Olhem para o vosso como vai de fogos? Então quem é o pior?”. Não ouve referências às condições dos incêndios, às áreas abrangidas, às populações em risco, nem se teve em conta a proporção de área das situações comparadas. No que li e ouvi, detectei muito do espírito de vingança, talvez uma espécie de contraditório a que nos achamos ter direito. Ora o que ficou por dizer, talvez fosse mesmo o mais importante. Faltou fazer-se o estudo das razões dos incêndios, quer em Portugal quer na Rússia, faltou apontar o dedo a nós mesmos que, com as nossas, “vaidades das vaidades” vamos dando cabo do planeta. Chuvas torrenciais, como não há registo, calor desmedido e anormal para a época, ainda que seja uma época de calor, são o verdadeiro problema. Não o lugar onde ocorrem. Porque não tenhamos dúvidas que o que está verdadeiramente em causa são os nossos hábitos, os nossos gestos, pouco respeitadores do ambiente, pouco higiénicos, pouco saudáveis. A guerra não é entre as agencias de viagem portuguesas e russas. A guerra é entre os homens e a natureza. Esta está há já muito tenpo, a lançar avisos, mas nós vamos olhando para o lado e pouco ou nada fazemos para responder aos seus gritos de pedido de auxílio. Ler é bom, mas infelizmente muito do que se escreve está ao serviço de interesses que acabam por nos desviar do que verdadeiramente é importante. Estejamos atentos. Rui Ribeiro

Vinde e descansai um pouco!

Férias num mosteiro “Todos os hóspedes que se apresentam no mosteiro sejam recebidos como se fosse Cristo em pessoa” (Regra de São Bento, cap. LIII)

A abertura ampla e generosa da comunidade aos hóspedes é unicamente motivada por uma exigência cristã: rejeitar uma pessoa necessitada de acolhimento é rejeitar Cristo. No acolhimento beneditino trata-se de pôr em prática a virtude da hospitalidade, tão proclamada na Sagrada Escritura, e que a tradição monástica considerou sempre como uma exigência. Gente de todas as idades bate frequentemente à porta do mosteiro. Alguns vêm passar um dia, outros um fim-de-semana e outros ainda um período mais prolongado. E isto ocorre porque desde sempre os mosteiros são espaços de liberdade, em que é possível entregar-se à oração e à reflexão, num clima de simplicidade de vida e no ambiente caloroso de uma comunidade fraterna. O quadro de vida que os hóspedes encontram num mosteiro favorece o silêncio, a oração, a reflexão e o diálogo. Aqueles que se apresentam à portaria do mosteiro pertencem a todos os níveis sociais: ricos ou pobres, cultos ou incultos, todos recebem o mesmo acolhimento, pois assim o quer a tradição beneditina. Todos são convidados a partilhar das riquezas da vida monástica: a liturgia, que diariamente é celebrada a horas fixas, a oração, as refeições em comum e o silêncio, que

proporciona o encontro de cada um consigo próprio e com Deus. O acolhimento dos hóspedes é uma tarefa que também interpela a comunidade. Abrir as portas aos hóspedes significa aceitá-los como eles são, acolhê-los com todas as suas alegrias, angústias e problemas. Isto exige da parte da comunidade monástica abertura ao imprevisto e ao risco. O hóspede traz consigo uma grande bênção, quando é recebido. A comunidade recebe, deixando entrar alguém na sua vida, abrindo as mãos ao dom que o outro traz e que ele mesmo é. Os hóspedes são, pois, um dom precioso. Mas só podem ser este dom, se a comunidade estiver disposta a acolhê-los. A hospitalidade beneditina é uma tarefa, uma missão, uma partilha, e quantos a procuram tornam-se eles mesmos mais acolhedores e despertos para os valores eternos. No mosteiro, longe da agitação habitual, acaba o ritmo do mundo e começa o ritmo de Deus; acaba o ritmo do tempo e começa o ritmo da eternidade. Tratando com grande honra e veneração os hóspedes, a comunidade adora Jesus Cristo que mais uma vez se lhe apresenta revestido de um corpo humano. Padre Luís Aranha

LMFerraz

Divulgação

‘Vinde, retiremo-nos a um lugar deserto e repousai um pouco’ (Mc 6,31a). Podemos encontrar neste texto bíblico uma fundamentação teológica para a vivência do tempo de férias, sejam elas para os cristãos ou mesmo para agnósticos ou ateus. Às vezes ouvimos pessoas justificarem a ‘impossibilidade’ de terem férias. Se uns têm esta opção devido às dificuldades económicas, em que o dinheiro fica curto para o que é essencial; outros tentam encontrar razões para continuarem a trabalhar, invocando a falta de meios e locais de saída como alibis tanto pessoais como familiares; outros ainda arranjam múltiplos destinos (mais ou menos exóticos) para impressionarem vizinhos, companheiros ou familiares nem que para isso seja necessário apertar o cinto por uns dias ou meses; muito poucos usufruem de umas merecidas férias, tendo em conta tanto os meios disponíveis como as possibilidades em causa. No entanto, raramente encontramos pessoas que usam o tempo de férias para darem mais espaço, oportunidade ou alternativa a Deus. E esta vertente não é preciso que tenha a conotação com algum exercício espiritual, retiro ou coisa piedosa. Será importante, isso sim, colocar Deus como opção de vida, mais preferencial do que alternativa: olhar/contactar com a natureza, visitar amigos ou familiares, tornar-se permeável às coisas do espírito, exercitar a atenção aos outros – porque não ser até mais simpático na estrada, nas compras ou na rua! – sem qualquer interesse egoísta, cuidar de tarefas descuradas ao longo do ano – arrumar assuntos pendentes – ao menos na intenção... ‘Deus não tem férias’ – ouvese, por vezes, na conversa de certos mentores religiosos. Mas será que Deus não está de férias permanentes na vida de tantos cidadãos, que se dizem ‘católicos não-praticantes’? Não teremos muitos cristãos tão acomodados na sua crença que nem as férias os sacodem para um tempo de maior seriedade de vida? Como será importante descansar, sem exaltar a preguiça. Como será essencial repousar, sem promover a futilidade social. Como será fundamental descobrir a beleza de Deus na natureza, nas coisas pequenas de cada dia e naquilo que nos envolve, falando e descobrindo a nossa dimensão espiritual e eterna. Oxalá saibamos descansar com utilidade, serenidade e espiritualidade. A. Sílvio Couto


DIOCESE 9

O Mensageiro

12.Agosto.2010

No âmbito das celebrações evocativas de D. João Pereira Venâncio e na passagem da data da sua partida para a casa do Pai, 2 de Agosto de 1985, publicamos o testemunho do Cónego Doutor Américo Ferreira, ao tempo, reitor do Seminário de Leiria:

D. João Pereira Venâncio

Pediram-me algumas palavras para evocar a memória do sr. D. João Pereira Venâncio. Não me cabe delinear o seu perfil. Outros o farão com a galhardia da sua gratidão e a profundidade do seu saber. Encontrei-o em 14 de Outubro de 1945, aquando do meu ingresso no Seminário. Mas o primeiro contacto directo coincidiu com o ensaio geral dos cânticos para a sessão solene da festa da Imaculada Conceição desse ano. A primeira mensagem que me transmitiu foi a de um homem de rara competência em âmbitos da música coral e de não menor exigência na sua execução; igual competência e exigência afirmou nas aulas de música, canto gregoriano e grego clássico. Por detrás de um olhar penetrante e de um sorriso afável escondia-se uma inteligência fulgurante. Os seus alunos alardeavam com desusado espanto a sua competência esclarecida e argumentação convincente em campos da Teologia Dogmática. Disponível e discreto, eficiente e modesto, humilde e compreensivo, sabia enlear os predicados pedagógicos de professor à autoridade serena e respon-

sável de vice-reitor do Seminário. Durante os anos de docência no Seminário foi semente escondida, presença oculta, identificada com a vida de cada dia, ancorado na convicção de que a Igreja precisa de padres bons, sãos no corpo, vigorosos no espírito, humanamente equilibrados. Deus chamou-o a percorrer outros caminhos em 4 de Fevereiro de 1954, como bispo da sua Diocese. Mas o diálogo com o Seminário de Leiria, que iniciou em 17 de Dezembro de 1918, no primeiro edifício do Seminário da Diocese restaurada, implantado na casa do P. Joaquim José de Carvalho, na Quinta da Bela Vista, depois continuado em 1919 num edifício arrendado, junto à Fonte Freire e nobilitado em 1923, na Rua Marcos Portugal, onde foi professor e vice-reitor, foi retomado no dia 10 de Junho de 1962, data em que benzeu e lançou a primeira pedra do novo edifício do Seminário, implantado na mesma Quinta, que o acolhera em 1918. Uma das suas grandes preocupações foi a construção dum novo edifício do Seminário à altura das exigências do seu tempo e à qual dedicou parte do seu entusiasmo e energias.

“Enraizados e edificados em Cristo, firme na Fé”

Ana Vala

Apóstolo irrequieto e obreiro silencioso!

Nesta casa que edificou, cada pedra humilde é um bocado da sua alma grande, um referencial vivo de oração confiante e solicitude pastoral que o foi para a vida e para a missão de muitos de nós. Nas suas salas, nos seus amplos e longos corredores, nos recreios irrequietos e nas capelas orantes, repercutem-se os ecos da sua presença benquista, de apóstolo irrequieto e de obreiro si-

Cruz das JMJ na diocese Leiria-Fátima A Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude vai estar na Diocese de Leiria-Fátima nos dias14 e 15 de Agosto. O programa da Cruz das JMJ para a diocese será o seguinte: Dia14 de Agosto às 21h00 Acolhimento no Santuário de Fátima junto à Cruz Alta; Procissão até à Capelinha; Rosário; Procissão para o Altar do Recinto e canto do “Akathistos” e Vigília de adoração na Basílica. Dia 15 de Agosto, às 10h00 Rosário na Capelinha das Aparições e Procissão para o Altar do Recinto e Eucaristia com entrega aos jovens de Coimbra. O local da actividade é o Santuário de Fátima. A organização desta actividade é feita em parceria com a diocese de Santarém.

lencioso, construindo o santuário onde Deus habita para continuar a alimentar o seu povo. Aceite a sua resignação como bispo da Diocese em 1 de Julho de 1972, fixou residência no seu Seminário. Aí, silenciosamente, continuou a brilhar como lamparina frágil e orante diante do sacrário, até serenamente adormecer nas mãos de Deus em 2 de Agosto de 1985.

Para lançar os fundamentos da sua Igreja Jesus escolheu homens humildes, mas as pedras que o sr. D. João utilizou no seu Seminário têm a sua alma e todas elas projectam mistérios de pedras vivas. Entrando nas provas da vida como o Apóstolo João, foi alcançado pelo amor. E como ele, correu sempre na mesma direcção, trabalhando na fé toda a noite, atravessando o cansaço até

à hora que o Senhor lhe destinou. E a emoldurar o ardor da luta estava aquele seu sorriso de esperança em Deus e nos homens. O seu livro de oração era o livro da sua vida, a escritura onde se revela a vontade de Deus. Dos nossos fracassos podem surgir virtudes, mas nada se pode esperar das nossas omissões. Herdeiros que somos desta nobre, bela e densa sementeira de bênçãos que através dele Deus nos prodigalizou, só o coração sabe inventar o muito que lhe devemos. Bendizendo a sua memória, agradecemos tudo quanto fez por nós. O seu brasão de armas episcopais, entronizado na fachada do Seminário no dia 8 de Dezembro de 1989, compendia a grandeza da sua alma. Nele germina uma flor, o Lírio, a Senhora da Conceição, acolhido entra as asas da águia, o Apóstolo João. No listel orante que envolve asas e lírio, o último testamento do nosso Deus: “Ecce Mater Tua”, eis a tua Mãe. E no coração de todos nós, este humilde gesto de gratidão: Eis a tua Casa, sr. D. João. Padre Américo Ferreira

“O aprofundamento da mensagem de Fátima”

Reitor do Santuário de Fátima revela detalhes das celebrações do centenário O Santuário de Fátima prepara-se para dar início à celebração do Centenário das Aparições. O Reitor da instituição faz votos que a celebração constitua “uma nova fonte de dinamismo para a Igreja em Portugal, sob o signo de Maria”. “Os próximos sete anos (20112017) serão, por isso, vividos pastoralmente à volta da temática emergente daquele acontecimento que marcou a história deste lugar, a história da Igreja e a história do mundo do nosso tempo”, informa o Padre Virgílio Antunes na edição de 13 de Agosto do jornal oficial do santuário, “Voz da Fátima”. Sob o título “Ideias para o centenário”, o sacerdote revela em editorial que o esboço do itinerário temático já existe e tem em vista “o aprofundamento da mensagem de Fátima”. Adianta

também que a celebração “deverá ter uma dimensão eminentemente pastoral” e que o seu objectivo principal “tem de ser da ordem do espiritual”. Para os próximos sete anos, em que serão lembradas as aparições do Anjo e as seis aparições de Nossa Senhora, o Padre Virgílio Antunes adianta ainda que o programa “vai ser apresentado aos peregrinos de Fátima, uma vez que lhes diz directamente respeito, pelo facto de serem devotos. Poderá também interessar às dioceses e à Igreja portuguesa que contam entre os seus membros multidões de pessoas que se habituaram a incluir Fátima no roteiro da sua fé e que já não sabem vivê-la sem dar ouvidos aos apelos e promessas de Nossa Senhora”.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 12.Agosto.2010

Senhora (15/08/10)

Leitura I: 1 Cr 15, 3-4.15-16; 16, 1-2 Salmo Responsorial: Salmo 131 (132), 6-7.9-10.13-14 (R. 8) Leitura II: 1 Cor 15, 54b-57 Aclamação ao Evangelho: Lc 11, 28; Refrão: Aleluia. Repete-se; Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática. Refrão EVANGELHO: Lc 11, 27-28 Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática». Palavra da salvação.

Cânticos | XXI Domingo do Tempo Comum (22/08/10) INÍCIO: Nós somos o povo do Senhor – Lau 533 SALMO RESPONSORIAL: Ide por todo o mundo – Lau 433 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Ao teu altar – Lau 160 COMUNHÃO: Pedi e recebereis – Lau 649 Preparais a mesa para mim – Lau 682 PÓS-COMUNHÃO: Glória a ti Jesus Cristo – Lau 411 FINAL: Povo teu somos – Lau 677

“Que mais havemos de dizer?” Sempre que um missionário parte em missão realiza-se uma celebração de envio. A minha e dos missionários que irão partir para o Alentejo decorreu na Barreira poucos dias antes de partir. Esta celebração onde sentimos bem a presença de Deus na nossa decisão foi enriquecida pelo apoio e carinho de muitas pessoas especiais que rechearam este dia de momentos únicos que trago no coração. Um destes momentos foi quando um amigo me escreveu algo na mão, “Rm 8, 31” e disse-me para nunca me esquecer disso. Foi então a primeira coisa que fiz quando cheguei a casa. “Que mais havemos de dizer? Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?” Depois de ler, tive a certeza que podemos ir sempre onde Deus nos

DR

Leituras |Assunção de Nossa

Janela Sobre a Missão

AO SABOR DA PALAVRA

Cânticos | XXII Domingo do Tempo Comum (29/08/10) INÍCIO: Alegre-se o coração – Lau 142 SALMO RESPONSORIAL: Na vossa bondade, Senhor – Lau 508 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Pobres e fracos que somos – Lau 663 COMUNHÃO: Os discípulos reconheceram – Lau 630 Saboreai como é bom – Lau 726 PÓS-COMUNHÃO: Senhor fazei de mim um instrumento – Lau 761

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

Viver com(o) Maria Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

FINAL: Cristo é caminho – Lau 247

Cânticos | XXIII Domingo do Tempo Comum (05/09/10) SALMO RESPONSORIAL: Sois para mim refúgio – Lau 794 APRESENTAÇÃO DOS DONS: Se vos amardes – Lau 749

PÓS-COMUNHÃO: Tudo posso – Lau 830 FINAL: Dá-nos um coração – Lau 259

nesta nova realidade. Tudo é tão diferente daquilo que eu imaginava, a Ondjoyetu (a nossa casa), as picadas, as pessoas… Foram poucos os dias que passamos no Sumbe a preparar a nossa ida ao Gungo. Com o nosso Cavalinho Branco, que é o carro da missão bem carregado, partimos rumo a um bairro no mais profundo do Gun-

Neste domingo, por ser dia 15 de Agosto celebramos a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. No Evangelho é-nos apresentado o cântico do Magnificat em que Maria descreve o programa que Deus tinha começado a realizar desde o começo, que ele prosseguiu em Maria e que cumpre agora na Igreja, para todos os tempos. Pela Visitação que teve lugar na Judeia, Maria levava Jesus pelos caminhos da terra. Pela Dormição e pela Assunção, é Jesus que leva a sua mãe pelos caminhos celestes, para o templo eterno, para uma Visitação definitiva. Nesta festa, com Maria, proclamamos a obra grandiosa de Deus, que chama a humanidade a se juntar a ele pelo caminho da ressurreição. Em Maria, Ele já realizou

a sua obra na totalidade; com ela, nós proclamamos: “dispersou os soberbos, exaltou os humildes”. Os humildes são aqueles que crêem no cumprimento das palavras de Deus e se põem a caminho, aqueles que acolhem até ao mais íntimo do seu ser a Vida Nova, Cristo, para o levar ao nosso mundo. Deus debruça-se sobre eles e cumpre neles maravilhas. Frequentemente, ouvimos a expressão: “rezar à Virgem Maria”… Esta maneira de falar não é absolutamente exacta, porque a oração cristã dirige-se a Deus, ao Pai, ao Filho e ao Espírito: só Deus atende a oração. Os nossos irmãos protestantes que, contrariamente ao que se pretende, por vezes têm a mesma fé que os católicos e os ortodoxos na Virgem Maria Mãe de Deus, recordam-nos que Maria é e se diz ela própria a Serva do Senhor. Rezar por Maria é pedir que ela reze por nós: “Rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte!” A sua intervenção maternal em Caná resume bem a sua intercessão em nosso favor. Ela é nossa “advogada” e diz-nos: “Fazei tudo o que Ele vos disser!” Ela está ao nosso lado para nos levar na oração, como uma mãe sustenta a palavra balbuciante do seu filho. Na glória de Deus, na

Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos

INÍCIO: Quem poderá subir – Lau 709

COMUNHÃO: Se alguém quiser seguir-me – Lau 739 Se queres ser perfeito – Lau 748

levar sem medo nem dúvidas pois nunca estaremos sozinhos. Os dias aqui passam a voar… Já passaram 3 semanas desde que pisei pela primeira vez o solo angolano. A recepção calorosa da equipa missionária e o excelente acolhimento está a ser um pilar muito importante para a minha integração

MISSAS DOMINICAIS

Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 10h00 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h45 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

go enfrentando muitas horas de picada em que não passava nenhum carro há anos. A chegada ao bairro enche-nos o coração, foi quando senti mesmo que aquele grande sonho se estava mesmo a realizar. Uma noite escura em que a única luz é a do carro engrandecida pelos cânticos de boas vindas que se ouviam e os olhares e sorrisos emocionados pela visita da equipa missionária, são tantos os sentimentos que não se conseguem explicar. São já muitas as recordações que levo deste tempo de missão, mas fica a certeza que ainda falta viver muito mais. Twapandula (obrigado) a todos os que tornam possível que esta linda missão continue a crescer. Elsa Pedro

qual nós a honramos hoje, ela prossegue a missão que Jesus lhe confiou sobre a Cruz: “Eis o teu Filho!” Rezar com Maria, mais que nos ajoelharmos diante dela, é ajoelhar-se ao seu lado para nos juntarmos à sua oração. Ela acompanhanos e guia-nos na nossa caminhada junto de Deus. Aprendemos junto de Maria os caminhos da oração. Na escola daquela que “guardava e meditava no seu coração” os acontecimentos do nascimento e da infância de Jesus, nós meditamos o Evangelho e, à luz do Espírito Santo, avançamos nos caminhos da verdade. A nossa oração torna-se acção de graças no eco ao Magnificat. Pomos os nossos passos nos passos de Maria para dizer com ela na confiança: “que tudo seja feito segundo a tua Palavra, Senhor!”. Termino com uma pequena oração que podemos rezar nesta semana: Nós Te bendizemos, Deus do universo, porque pelo teu Filho ainda pequeno e pela sua mãe, Maria, visitaste o teu povo, vieste até nós. Felizes aqueles que acreditam no cumprimento da tua Palavra. Nós Te pedimos pelas nossas comunidades cristãs, encarregadas, como Maria, de levar Cristo ao mundo. Como fizeste por ela, guia-nos pelo teu Espírito Santo.


IGREJA EM PORTUGAL 11

O Mensageiro

12.Agosto.2010

Comunidade de Vila Real emocionada

BREVES

Passagem da Cruz das JMJ pelo Centro Internacional Juvenil São Lourenço, a instituição do Vaticano que acolhe a “Cruz dos Jovens”, ao longo do ano. Entre as 3 e as 7 da manhã, a comunidade continuou em adoração ao Santíssimo e à Cruz. Para Daniel Afonso, “a força da Cruz dos Jovens ficou demonstrada na forma, ininterrupta, como alguns grupos animaram os momentos de oração”, durante tantas horas. “Para muitos deles, era a primeira vez que contactavam com o símbolo”, reforçou ainda. Com o raiar do dia, os jovens levaram a Cruz para o exterior: “Fizemos uma saída para uma das principais artérias da cidade”, conta o responsável do SDPJVR. A Cruz e o ícone de Maria que a acompanha foram colocados nas escadarias de uma capela e procedeu-se à celebração da “Via Lucis”. “Num dia da semana, muitas pessoas ficaram paradas, sentaram-se connosco e acompanharamnos, ao longo da oração

“Ser fermento na massa: como?”

JOC avalia triénio

DR

A Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude foi acolhida pelos jovens da diocese de Vila Real em ambiente de oração e de festa. O responsável pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil de Vila Real (SDPJVR), Daniel Afonso, destaca “uma experiência fascinante de encontro com Cristo”, que envolveu não apenas os jovens mas todas as pessoas que quiseram partilhar a passagem do símbolo pela região. “Vi jovens com as lágrimas nos olhos, a terem uma experiência muito forte, principalmente quando puderam colocar sobre a Cruz, todas as suas esperanças e sofrimentos”, descreve aquele responsável. A Cruz chegou às duas da manhã do dia 9, mas os jovens já se encontravam em vigília de oração ao Santíssimo, desde as dez da noite do dia anterior. Os preparativos também incluíram o visionamento do filme “O poder da Cruz”, uma película preparada

que fizemos” recorda, com satisfação, Daniel Afonso, acrescentando que “foi assim que acordamos a cidade”. Ás 10 horas, chegou o momento da celebração da Eucaristia, na Sé Catedral, presidida por D. Amândio Tomás. O bispo coadjutor da diocese de Vila Real deixou uma mensagem de apreço aos jovens, considerando-os “o futuro da Igreja”. A passagem da Cruz dos Jovens por Vila Real é entendida pelos responsáveis da pastoral juvenil como um momento de grande responsabilidade. Uma visita que serve de apelo à participação de todos nas Jornadas Mundiais da Juventude, que se realizam de 16 a 21 de Agosto, no próximo ano, em Madrid. “O secretariado já está

a trabalhar na diocese para juntar o maior número de pessoas. Os jovens estão entusiasmados, mas a preparação será o mais importante”, defende Daniel Afonso, acrescentando que “tem de haver um caminho e um amadurecimento dos jovens, seja através de vigílias, sessões de informação e encontros”. A nível nacional, o responsável considera fundamental que o Departamento Nacional da Pastoral Juvenil tenha em atenção questões relacionadas, por exemplo, com os preços elevados que os jovens terão de pagar, para poderem participar nas Jornadas Mundiais da Juventude.

A Juventude Operária Católica (JOC), irá reunir em Assembleia, de 13 a 15 de Agosto, na casa Oásis, em Ermesinde com os objectivos de avaliar o último triénio e definir prioridades de acção para o próximo triénio. “Ser fermento na massa: como?” dará mote à reflexão que, nesses três dias, o movimento é chamado a fazer, com vista a melhorar a sua acção para que, efectivamente, chegue aos jovens, sendo formação na vida. Este será também tempo de os militantes se reunirem e estreitarem laços, mas, acima de tudo, de perspectivar o futuro. A JOC define-se como um movimento de Jovens Operários Católicos e celebra, este ano, o 75º Aniversário. Enquanto movimento de acção, precisa de interagir com outros jovens sendo “fermento na massa”. Muitas são as preocupações, pois a JOC faz falta, podendo significar uma ajuda na transformação da vida dos jovens trabalhadores que, como a maioria da sociedade, vivem momentos de profundas dificuldades. Quem chega de fora e olha para o movimento é cativado pela capacidade de reflectir a vida. A aprendizagem da partilha consiste numa escola de aprofundamento da vida - todos partilham a sua opinião porque se vive e reflecte a realidade da vida dos jovens trabalhadores. Com o método de Revisão de Vida Operária a JOC significa um abanão na monotonia da juventude. A dimensão da militância intimida porque compromete, contudo quem assume esse compromisso fá-lo em consciência e arrisca sempre com vista à sua própria transformação, pelo protagonismo da sua vida, tendo presente o bem comum.

Actividade Nacional em Coimbra

Escuteiros no ROVER 2010 “Encontrámos o Messias”

Encontro Afro-Europeu de JOSV O grupo de jovens JOSV – Jovens Scalabrinianos, da paróquia da Amora, diocese de Setúbal, está a acolher pela primeira vez em Portugal um Encontro Afro-Europeu de Jovens Scalabrinianos até ao próximo dia 14 de Agosto “Encontrámos o Messias – com Maria, testemunhas credíveis no encontro entre os povos” é o tema desta

formação, que irá contar com a participação de jovens católicos de diversas nacionalidades, da Amora e de países como França, Itália, Suíça, Alemanha, num total de cerca de 30 jovens. O programa inclui momentos de convívio com as diversas comunidades migrantes presentes na comunidade da Amora e

ainda a participação na Peregrinação Anual do Migrante e do Refugiado no Santuário de Fátima, nos dias 12 e 13 de Agosto. Os missionários Scalabrinianos são uma Congregação fundada em 1887 pelo beato João B. Scalabrini para a evangelização dos migrantes. Em Portugal, a Congregação fundou a primeira comunidade em

1971, a pedido da Conferência Episcopal, pelo facto dos scalabrinianos se encontrarem comprometidos com a “diáspora portuguesa” em terras do Canadá (Vancouver, desde 1959) e França (Paris, desde 1967).

Arcebispo de Braga alerta

Itinerários pedestres em igrejas lisboetas

“Pais têm de acompanhar os filhos”

“Por Igrejas e Miradouros” O Centro Cultural do Patriarcado de Lisboa promove, nos dias 18 de Setembro e 2 de Outubro, a primeira edição dos itinerários pedestres em igrejas de Lisboa. Com o tema “Por Igrejas e Miradouros - Do Castelo até à Graça”, os

percursos são apresentados como “uma oportunidade única para conhecer e explorar a história destes monumentos, em articulação com a própria história da cidade e da diocese”. Os interessados em parti-

O Corpo Nacional de Escutas, Escutismo Católico Português (CNE), está até ao próximo dia 15 de Agosto a realizar o ROVER 2010, Actividade Nacional para Caminheiros e Companheiros (escuteiros dos 18 aos 22 anos). Esta iniciativa, cujo campo de intervenção se centra no concelho da Pampilhosa da Serra, envolve perto de 800 participantes, oriundos de várias regiões do país O ROVER 2010 vê os seus participantes, provenientes de todo o país, partir rumo às terras pampilhosenses onde estão a desenvolver projectos de intervenção local em cinco freguesias do concelho (Pampilhosa da Serra, Unhais-o-Velho, Dornelas do Zêzere, Fajão e Janeiro de Baixo). Esta fase será o culminar de vários meses de preparação, durante os quais os jovens foram chamados a planear todos os passos necessários à concretização de diversas acções de serviço, visando o lema central do fundador do escutismo de deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrámos. O ponto alto da actividade ocorrerá com a concentração de todos os participantes na zona da Barragem de Santa Luzia, local onde decorrerá a programação de encerramento nos dias 14 e 15, coincidindo com este último a Celebração Eucarística.

cipar nesta actividade podem solicitar mais informações em ccultural@patriarcado-lisboa.pt.

Os pais têm de acompanhar permanentemente os seus filhos, têm de estar presentes em tudo o que é a sua vida em termos de conhecimento, de diálogo e de uma grande familiaridade, para que no amor apareça o estímulo de valores como a solidariedade, a justiça e a tolerância. Esta foi uma das mensagens deixadas pelo Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, na Eucaristia de encerramento do Acampamento Regional de Braga (AcaReg), que decorreu em S. Pedro de Rates, na Póvoa de Varzim, iniciativa que juntou cerca de 4500 escuteiros.


12 IGREJA NO MUNDO

BREVES

Mudanças climáticas

«Osservatore Romano» critica inércia da comunidade O jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, chamou a atenção para as catástrofes naturais que ocorrem em todo o mundo, por estes dias, apelando a um maior compromisso na luta contras as mudanças climáticas. “Os atrasos na luta contra as mudanças climáticas e a falta de controlo sobre as construções, em geral desordenadas, são as causas usuais de situações que se repetem cada vez com maior frequência”, refere um artigo publicado na edição de Agosto do jornal. Falando ainda em “cimentificação”, o «Osservatore Romano» aponta o dedo às “trágicas consequências do mau tempo que está a flagelar grande parte da Ásia, do Paquistão, da Índia e da China, e também vastas regiões da África e da Europa”. Estas calamidades, pode ler-se, “invocam responsabilidades políticas locais e internacionais”. O jornal recorda as recentes tragédias no Paquistão, com 1500 mortos e cinco milhões de afectados, China e Índia, por causa dos aluviões. Na Europa, as violentas chuvas atingiram Polónia, Alemanha e República Checa, provocando várias mortes e avultados danos materiais.

O Mensageiro 12.Agosto.2010

Ir. Roger e o dom da paz

Comunidade celebra 70 anos A comunidade Taizé festeja, no próximo dia 14 de Agosto, o seu septuagésimo aniversário. Uma ocasião em que será também prestada homenagem ao seu fundador, o Irmão Roger. Um homem que acreditava que, para se entrar no espírito de Taizé, bastava “tomarmos consciência, aos poucos, de que há um dom, um presente, como que uma oferta de Deus a todos nós, que é a paz, a paz interior, a paz do coração”. Quanto aos objectivos que a comunidade tinha para os jovens, eram simples: “que sejam escutados, não para pedirem conselhos ou instruções, nada disso. Mas que sejam ouvidos e que se liberte assim em cada ser humano, nesta escuta, nesta compreensão que é amor, que se descubra aos poucos, o que não sabíamos”, dizia o Irmão Roger. Estes dois excertos fazem parte de um conjunto de entrevistas inéditas, em vídeo, que a comunidade Taizé tem vindo a revelar, em homenagem ao seu

fundador. Roger Schütz-Marsauche foi morto a 16 de Agosto de 2005, durante uma celebração da oração da noite, por uma mulher de 35 anos, de origem romena, que sofria de perturbações mentais. Terminava assim, a aventura de vida daquele que era conhecido, simplesmente, por Irmão Roger. Uma vida que ficou, desde cedo, marcada pelo sofrimento da guerra. O Irmão Roger tinha 25 anos quando teve de sair do seu país de origem, a Suíça, para se mudar para França, em 1940. A Segunda Guerra Mundial começara um ano antes e o jovem, formado em Teologia, tinha já a forte convicção de que queria fazer algo por aqueles que estavam a sofrer com o desenrolar do conflito. Em França, a terra da sua mãe, fixou-se na aldeia de Taizé, na região de Borgonha. Ali começou a acolher refugiados de guerra numa casa que comprara há alguns anos. Foi lá que foram lançadas as primeiras sementes para uma experi-

ência de vida comunitária, que mais tarde ficaria conhecida como Comunidade de Taizé. Em 1942 a casa foi descoberta pelas forças alemãs e todos tiveram de se mudar para Genebra, na Suíça, onde ficariam até ao final da guerra. A partir de 1945, a Comunidade de Taizé começou a desenvolver-se na sua plenitude: jovens provenientes de toda a parte começaram a juntarse aos primeiros irmãos; a comunidade recebia ainda crianças que a guerra tinha feito órfãs. Em 1949, no dia de Páscoa, oito elementos, incluindo o Irmão Roger, fizeram votos de celibato e comprometeram-se a uma vida comunitária feita de simplicidade. Entre 1953, o irmão Roger acabou de escrever a Regra de Taizé, onde ficaram estabelecidos, até hoje, os princípios orientadores da comunidade. Uma das regras diz “ama teu próximo, seja qual for a sua visão religiosa ou ideológica”. Taizé passou a ser sinónimo de encontro com Deus, oração,

diálogo e, sobretudo, local de reconciliação para milhares de pessoas. O irmão Roger é recordado pelo Papa Bento XVI como alguém que, “através do seu testemunho de fé cristã e de diálogo ecuménico, transmitiu lições valiosas para gerações inteiras de jovens”. (declaração prestada durante a Audiência Geral de 16 de Agosto de 2006, em Castel Gandolfo, segundo a Rádio Vaticano). O seu sucessor, o Irmão Alois Loser, definiu-o, em entrevista à Rádio Vaticano, em 2007, como alguém que sempre teve uma paixão pela comunhão da Igreja”. Hoje em dia, a Comunidade de Taizé é constituída por mais de 100 irmãos, de várias nacionalidades, representantes das Igrejas Católica e Protestante. Os jovens que a visitam (cerca de 6 mil por semana) procuram meditar na Palavra de Deus e encontrar paz de espírito para as suas vidas.

Angola

O novo Núncio Apostólico para Angola e São Tomé e Príncipe, D. Novatus Rugambwa, encontra-se já em Luanda, onde presidiu a uma missa na igreja de São Paulo. O representante diplomático do Papa transmitiu às dezenas de fiéis a satisfação por “poder cumprir mais uma jornada de evangelização e consolidação da fé cristã”. D. Novatus Rugambwa louvou os “esforços das autoridades” angolanas em “tornar efectiva a paz alcançada há oito anos, de reconstrução e unidade nacional, cujos resultados se traduzem num crescimento económico visível”. “Para que estas conquistas se multipliquem e se consolidem as famílias devem manter-se unidas, respeitar as diferenças e cultivar a fé cristã”, frisou. O presidente da CEAST, D. Gabriel Mbilingue, deu as boas-vindas ao Núncio e reiterou a disponibilidade das autoridades eclesiásticas de Angola e São Tomé e Príncipe colaborarem “na procura de respostas, através da palavra de Deus, para os principais desafios sociais, políticos, morais e religiosos”. D. Novatus Rugambwa foi nomeado, em 20 de Fevereiro, pelo Papa Bento XVI, para representar a diplomacia do Vaticano em Angola e São Tomé e Príncipe, em substituição de D. Angelo Becciu, que exerce agora as mesmas funções em Cuba. É natural de Bukoka, Tanzânia, onde nasceu a 8 de Outubro de 1957. Foi ordenado sacerdote em Julho de 1986. É pós-graduado em direito canónico. Entrou ao serviço da diplomacia da Santa Sé em Julho de 1991, tendo já representado o Vaticano no Panamá, na República do Congo, no Paquistão, na Nova Zelândia e na Indonésia. «Jornal de Angola»

“Ninguém é insignificante”

Cem anos do nascimento de Madre Teresa de Calcutá “Madre Teresa mostrou a todos a estrada, fazendo ver que, quando se tem paixão pela vida e pela dignidade humana, ninguém é insignificante neste mundo”, afirmou o sub-secretário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso. Em declarações à Rádio Vaticano, o Arcebispo Felix Machado salientou que a religiosa nascida em Skopje, actual capital da Macedónia, deixou a segurança do convento onde vivia “sem levar nada consigo e sem saber o que aconteceria com ela”. “De facto - acrescentou o prelado - Madre Teresa acreditou somente naquela voz que pode tornar diferente o mundo, mesmo se se está sozinho, pobre e marginalizado. Esse é, sem dúvida, é o maior dom da sua humanidade.” No entender do arcebispo, Madre Teresa é um exemplo de como se pode

DR

Novo Núncio Apostólico em Luanda

“ir contra a corrente”: “Muitas vezes as pessoas encontram dificuldades em levantar a voz diante de opressões e injustiças sociais”. A 26 de Agosto assinalam-se os cem anos do nascimento da fundadora da congregação católica Missionárias da Caridade, que se distinguiu inicialmente pelo trabalho realizado com sem-abrigo, excluídos e famintos de todas as idades nas ruas da cidade indiana de Calcutá.

“Madre Teresa é uma figura internacional, amada por todos. Ela teve um impacto sobre o mundo seja quando estava viva como após a sua morte, e por essa razão é essencial comemorar o primeiro centenário”, frisou D. Felix Machado. O prelado acredita que a evocação da memória de Agnes Gonxha Bojaxhiu, nome original da missionária, é um convite ao envolvimento dos jovens no apoio aos excluídos.

O arcebispo recordou algumas das palavras que Madre Teresa dirigiu à juventude: “‘Vocês são pessoas de esperança. Doem as suas vidas aos marginalizados e façam com que o amor seja a coisa mais importante das suas vidas’”. D. Felix Machado considera que a religiosa falecida a 5 de Setembro de 1997 e beatificada em 2003 revelou ao mundo “o verdadeiro significado da vida, ainda que seja precisamente isso o que as pessoas muitas vezes ignoram”. “Ela deu aos pobres, aos marginalizados aos moribundos, o sentido da vida. Demonstrou que a única coisa que o homem deseja é o amor. (…) Madre Teresa foi uma testemunha desse amor e da dedicação total a Deus para as gerações que a encontraram”, referiu o prelado.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 12.Agosto.2010

Viva + Jesus!

NO CORAÇÃO DA IGREJA

Nos seus 70 Anos de Vida Religiosa, a Irmã Joana Margarida Maya, do Mosteiro da Visitação de Santa Maria da Batalha, publica esta Poesia, onde testemunha a sua alegria por ter entrado na casa do Senhor no dia da Assunção de Nossa Senhora.

Jesus, meu Senhor! Setenta anos há, que, Neste dia da Assunção de Maria E trazida pela sua mão, Na Visitação entrei, E em total disponibilidade Toda a Ti me entreguei Pela Maravilha do Teu “OLHAR DE AMOR” Com que me chamaste, Por tão imerecida predilecção Deixa-me que Te diga Com a alma amorosamente confundida “OBRIGADA, SENHOR!” Pela minha Família tão querida, Que com tanta saudade deixei E que com igual saudade me deixou partir E a ti me ofereceu; Por esta nova Família em que entrei E tão carinhosamente me recebeu; Por tantas Filhas que me deste E por todo o carinho que, por mim, Em seu peito depuseste, Por tudo e por todos a quem tanto devo, Deixa-me que te diga, com a alma imensamente agradecida, “OBRIGADA SENHOR!” Pela Misericórdia infinita Com que perdoaste e esqueceste, Todo o mal que eu fiz, e tanto foi! ... Todo o bem que não fiz!... Tanto Amor que com amor não paguei!... Deixa-me que te diga, Com a alma sinceramente arrependida, “OBRIGADA, SENHOR!” Por Tua MÃE, a cheia de Graça, Que por MÃE me deste E a meu lado puseste Para sempre me acompanhar E para Ti meus passos guiar; Pelo Seu CORAÇÃO MATERNO Aonde sempre me refugiou E, para cada momento a graça me alcançou, Deixa-me que una ao d’ Ela o meu MAGNIFICAT E exultante te diga, Com a alma filialmente enternecida, “OBRIGADA, SENHOR” Oh! Pudesse eu chegar aos confins do mundo A dizer a todos e a cada um dos que “TU OLHAS COM AMOR”: “Não temas, como eu temi, de dar o teu “SIM” ao Senhor. Há setenta anos que lhe dei o meu E nunca me arrependi. É verdade que o Seu seguimento comporta Dificuldades...provações... dor intensa... Mas a “MARAVILHA DO SEU AMOR” Tudo, tudo recompensa.” Por isso, Jesus, eu quero, será ousadia?! Que o meu “OBRIGADA” deste dia, Seja tão infinito como infinitas são As “MARAVILHAS QUE O TEU AMOR EM MIM OPEROU!”” Será possível? Sim, se fizeres o que te peço: “Pega nesta inífima Visitandina que eu sou, Mete-a na CHAGA DO TEU LADO E transforma-me em Ti! ... Então já não serei eu, mas Tu em mim, Que dirá ao Pai hoje... sempre...sem fim... “OBRIGADA, SENHOR!” Visitação – Batalha, 1940 – 15 de Agosto – 2010, D.S.B.

Pe. Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

“Pequenino rebanho”

É

frequente hoje, nas comunidades e grupos cristãos, ouvir o desabafo: “somos tão poucos, sempre os mesmos”. Nestas palavras transparece desalento e impotência. Estes sentimentos são ainda reforçados pelo ambiente de indiferença e senão mesmo de hostilidade que na sociedade se nota contra a Igreja Católica. A agravar a situação vem ainda a humilhação de que ela tem sido alvo por causa da doutrina incómoda que ensina e dos escândalos de pedofilia e outros desmandos de alguns dos seus membros. Nesta situação, soam espantosas as palavras de Jesus aos discípulos: “Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12,32). Eles eram poucos, pobres, simples, sem forças nem meios adequados para fazer face ao mundo. Jesus

ANÁLISE POLÍTICA

Orlando Fernandes Jornalista

Avanços e recuos

C

elebrou-se oficialmente, em Portugal, o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo – duas senhoras –, facto que foi assinalado pela generalidade dos órgãos de informação nacionais. É provável que neste momento já tenham ocorrido outros, e mais deverão seguir-se, passando o facto,

encoraja-os, garantindolhes que são amados pelo Pai celeste, o qual decidiu fazê-los participar do Seu Reino. Este Reino significa a presença e a acção divina naqueles que acreditam e estão disponíveis para cumprirem a vontade de Deus e cooperarem com Ele. Dar o Seu reino ao “pequenino rebanho” quer dizer habitar no meio dele, ser a sua vida e força, irradiar a Sua luz e o amor para os oferecer a todos. Daí a exortação à confiança no providência divina que antecede as palavras mencionadas. A Igreja experimenta hoje, em muitas situações, ser um “pequenino rebanho”: nas pequenas, definhadas e envelhecidas comunidades de fiéis perdidos no mundo secularizado, na impotência para atrair as novas gerações para Cristo, na dificuldade em envolver pessoas nos grupos apostólicos e nos serviços pastorais, na crise de novas vocações sacerdotais e para a vida religiosa... A qualquer sensação de “pequenez” eclesial respondem as palavras e a promessa de Jesus antes citadas. Mas Jesus fez mais: prometeu estar presente em qualquer grupo de seus discípulos, onde quer que se reúnam “dois ou três em seu nome”, e disse que estaria com a sua Igreja “até ao fim dos tempos”. Assim, é no reconhecimento da presença de Cristo e na relação e comunhão estreitas com Ele que a Igreja, a qualquer nível, encontra a sua vida e a sua força.

No Concílio Vaticano II, quando se reviu e se renovou, segundo o espírito das suas origens e do Evangelho, a Igreja compreendeu que devia viver na humildade, pobreza, amor e serviço, segundo o exemplo do seu Senhor: “Assim como Cristo realizou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir pelo mesmo caminho para comunicar aos homens os frutos da salvação. Cristo Jesus «que era de condição divina... despojou-se de si próprio tomando a condição de escravo» (Fil 2, 6-7) e por nós, «sendo rico, fez-se pobre» (2 Cor 8,9): assim também a Igreja, embora necessite dos meios humanos para o prosseguimento da sua missão, não foi constituída para alcançar a glória terrestre, mas para divulgar a humildade e abnegação, também com o seu exemplo. Cristo foi enviado pelo Pai «a evangelizar os pobres, a sarar os contritos de coração» (Lc 4,18), «a procurar e salvar o que perecera» (Lc 19,10). De igual modo, a Igreja abraça com amor todos os afligidos pela enfermidade humana; mais ainda, reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu fundador pobre e sofredor, procura aliviar as suas necessidades, e intenta servir neles a Cristo. Enquanto Cristo «santo, inocente, imaculado» (Heb 7,26), não conheceu o pecado (cfr 2 Cor 5,21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (Heb 2,17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simul-

taneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja «prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus», anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cfr 1 Cor 11,26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz” (LG 8). Diz o ditado popular que “há males que vê por bem”. Assim, na consciência do pecado e dos de Deus existentes no seu seio, na perda de influência, prestígio, reconhecimento e apreço por parte do mundo, na diminuição do número dos seus membros e dos que se identificam com ela, no crescimento das dificuldades em cumprir a missão de oferecer aos homens o conhecimento de Cristo de modo a atraí-los para Ele, a Igreja pode redescobrir a verdade sobre si mesma e a força evangélica que lhe permite crescer: o dom do Reino de Deus, isto é, a fé, a esperança e o amor que lhe vêm de Jesus Cristo. Assim viverá de modo mais autêntico e dará testemunho cativante dos bens espirituais de que é portadora.

dentro de pouco tempo, a constituir um episódio banal do quotidiano português. Banal para a sociedade em geral, pois para as pessoas envolvidas será muito importante, como o são os casamentos entre pessoas de sexos diferentes. Não se abateu desgraça alguma sobre as famílias, a Civilização não ficou em perigo, nem os portugueses desataram a brigar uns contra os outros, desagregando a sociedade. O tema não é, pois “fracturante” como se anunciou e, ao contrário de dividir as pessoas, une-as, passando a considerar como iguais um grupo que até aqui era marginalizado. Evidentemente que esta igualdade é, por agora apenas legal, pois haverá muita gente que continuará a olhar do lado para os homossexuais, como aliás também olha de lado para todo aquele que tenha preferências ou com-

portamentos diferentes da “norma”. Contudo é um exemplo significativo que o Estado dá no sentido da tolerância, idêntico a tantos outros dados ao longo dos tempos. E é importante que o faça, pois estes sinais vindos de “cima” têm influência na população, que tende a incorporá-los. A respeito deste assunto, o antropólogo Moisés Espírito Santo explicava um destes dias que, se hoje, a sociedade portuguesa é menos racista do que nos anos Setenta, se deve, em larga medida, só facto da guerra colonial ter terminado com o 25 de Abril. Portugal deu, portanto, um passo no sentido da justiça social com a aprovação desta lei. Mas também deu passos atrás – muitos, nos últimos tempos – com impacto negativo na vida da generalidade dos cidadãos, incluindo obviamente as pessoas que se casam com

parceiros do mesmo sexo. Temos, então, um país tendencialmente menos racista e mais tolerante em relação ao casamento, porém mais desigual em muito outros aspectos da vida social. O Estado emancipou a Mulher, deixou de discriminar crença religiosas, aboliu preconceitos étnicos e sexuais – avanços importantes para a construção de uma sociedade mais tolerante e justa – contudo aumentou a precariedade laboral, diminuiu salários reais, retirou apoios sociais, reduziu a solidariedade nacional – recuos dramáticos para o bem-estar colectivo, medidas verdadeiramente “fracturante”, porque acentuam a clivagem social. No fundo, somos todos formalmente iguais, sobretudo no direito de sermos formalmente explorados.


14 OPINIÃO/INSTITUCIONAL OPINIÃO António Pinheiro Torres ...

Presidente: para quê?*

A

promulgação pelo Presidente da República da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo desiludiu todos os portugueses, defraudou aqueles que nele votaram e surpreendeu os católicos deste país. A decisão desiludiu todos os portugueses: o Presidente ignorou o sentir da sociedade portuguesa e simultaneamente operou uma interpretação dos

seus poderes ao arrepio da Constituição, sendo que a fragilidade das suas supostas razões foi tal que nem à crítica dos supostos beneficiários da decisão escapou... Do sentir da sociedade portuguesa sabia o Presidente: não existe uma só sondagem (por telefone, online ou por qualquer outro meio) que mostre uma aprovação pelos portugueses do casamento e da adopção gay ou negue que o referendo é de facto uma exigência popular (antes e depois da promulgação como se verificou logo no dia seguinte num programa da SIC-Notícias). Só assim se explica que tenha sido possível em três semanas uma Iniciativa Popular de Referendo ter angariado cerca de 92 mil assinaturas (na

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O Mensageiro 12.Agosto.2010

época do ano mais adversa para tal) ou que também em apenas um mês se tenham mobilizado alguns milhares de portugueses que no dia 20 de Fevereiro encheram a Av. da Liberdade em Lisboa, por motivo da mesma reivindicação. Esse mesmo sentir se constatou na maioria esmagadora da opinião publicada, na primeira manifestação pública dos militares de Abril desde a época revolucionária, ou na tomada de posição de mais de uma centena de autarcas do país inteiro que subscreveram o pedido de referendo. E, por fim, o comprovou o apelo final de voz autorizada dos bispos portugueses defendendo que, ainda que com custos políticos elevados, se pedia estivesse à altura das suas responsabilidades.

Quanto à abdicação dos seus poderes constitucionais de veto, essa conclui-se da sua história de desempenho do mandato e das considerações expendidas sobre a “inevitabilidade” da aprovação da lei. Ficámos a saber que para o Presidente o veto apenas se justifica nos casos em que o Tribunal Constitucional faça um juízo desfavorável da lei e por isso em última instância o poder de veto é de hoje para diante um atributo desse tribunal e não do Presidente, que, em caso contrário, promulgará todas as leis, independentemente do seu conteúdo, desde que exista maioria para nova ratificação na Assembleia da República. Que a decisão do Presidente defraudou o seu eleitorado testemunha-o

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rede de movimentação cívica da sociedade portuguesa, com algum poder eleitoral já testado e demonstrado (vide como último exemplo o ocorrido nas últimas europeias da sequência das declarações de Paulo Rangel precisamente sobre este tema), a questão é: “Presidente: para quê?” Até saber a resposta, uma certeza: se isto se repetir não será com o nosso voto. Mandatário da Plataforma Cidadania e Casamento, filiado no PSD. * In Público (24/05/10)

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a vaga de protestos na comunicação social (seja nas cartas de leitores, seja em programas de televisão que permitem a intervenção de espectadores), a que conhecemos tem chegado ao Palácio de Belém ou às estruturas cívicas que se bateram por um referendo, algumas declarações de políticos e fazedores de opinião ou responsáveis de instituições relevantes na sociedade portuguesa (por todas veja-se Nota de Abertura da Renascença) ou a simples memória das últimas eleições. Quanto à surpresa dos católicos, esta decorre da visita de Bento XVI e da presença do Presidente, nos moldes em que bem ocorreu e interveio, como tem sido já suficientemente observado. Assim, para uma vasta

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C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244 816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

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DESPORTO 15

O Mensageiro 12.Agosto.2010

Ténis | Jogos da CPLP

DR

Claúdia Gaspar ‘dá’ vitória a Portugal

Video em www.omensageiro.com.pt

Tem 15 anos, treina no Centro Internacional de Ténis de Leiria e venceu, na semana passada, a sétima edição dos Jogos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Cláudia Gaspar teve um desempenho invicto que a levou, juntamente com restante a equipa feminina de Portugal, ao 1.º lugar. O Jardim Tunduro, em Maputo, Moçambique, assistiu à primeira entrega de troféus e medalhas da modalidade de ténis dos Jogos da CPLP – 29 de Julho a 7 de Agosto –, que teve como principais vencedoras as equipas masculina e feminina de Portugal. Para Cláudia Gaspar, que treina no Centro Internacional de Ténis de Leiria (CITL), a participação nos Jogos da CPLP é a grande estreia fora do país. Tenista “há quase 10 anos”, tinha 11 quando foi chamada aos estágios da selecção, contou a jovem à agência Lusa, de taça nos braços. Tal como muitos consideram o suíço Roger Federer como o melhor tenista dos últimos tempos, também a futura “campeã nacional”, assim dita o seu sonho, vê no atleta uma referência do ténis. E quanto às irmãs Serena e Venus Williams? “Não”, diz Cláudia, até porque, confessa, não olha muito “para o ténis feminino”. “Gosto mais do ténis masculino, não sei bem explicar, mas gosto mais de ver ténis masculino”, continua a jovem, que prefere “treinar com rapazes, mas jogar com raparigas”. A jovem tenista explica o porquê: “É diferente. Os rapazes têm um peso de bola diferente das raparigas, são mais fortes e dá melhor para nos habituarmos a outro tipo de jogadoras”. Apesar de terem sido “jogos mais fáceis”, a jovem revela que houve uma atleta de Moçambique, país que ficou em 2.º lugar em femininos, que “pôs mais respeito”. Ainda assim, Cláudia adiantou que o objectivo das duas equipas portuguesas – feminina e masculina – passava pela vitória. “É uma das poucas vezes que ganhámos isto em feminino e masculino e isso é bom para nós”, referiu. Juntamente com a atleta do CITL, festejaram Raquel Mateus, do Porto, também com 15 anos, e Maria Palhoto, de Coimbra, com 16. O prémio foi entregue às três atletas, que ganharam todas as provas, duas disputadas individualmente e uma em pares. PJ com Lusa

Futebol | Leiria e Fátima entram em campo para o início das ligas

Meu querido mês de Agosto É por excelência o mês de férias. O País fervilha com o calor, as praias enchem-se, os emigrantes regressam. O cenário – talvez – perfeito para o arranque das principais provas do futebol português. O apito está prestes a soar e a bola a rolar. União Desportiva de Leiria (I Liga) primeiro, Centro Desportivo de Fátima (II Liga) depois. Contrariando aquilo que tem sucedido nas últimas épocas, os campeonatos organizados pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional não vão começar no mesmo fim-de-semana. Assim, à I Liga caberá as hornas de abertura, seguindo-se-lhe a II Liga (ver calendário, ao lado). O motivo, para que assim seja, prende-se com a realização da primeira fase – grupos (4) – da Taça da Liga. As 16

equipas – II Liga – envolvidos nesta fase, entre as quais o C.D. Fátima, vão ter pela frente três jogos em 15 dias. Só depois começam o campeonato. Ambas partem para a nova época com muitas novidades, a começar pelos treinadores. Em Fátima, Diamantino Miranda (ex-Benfica, juniores) substitui Rui Vitória (Paços de Ferreira) no comando técnico. Apesar de ter um plantel muito jovem – formado maioritariamente por atletas emprestados pelo Benfica – “o objectivo passa por consolidar o clube na Liga de Honra [II Liga], mas sempre com a ambição de chegar à Liga”, apontou Diamantino Miranda, aquando da sua apresentação. A maior surpresa deu-se em Leiria, com a chegada do – até então – desconhecido

técnico Pedro Caixinha, para o lugar de Lito Vidigal. No currículo conta com passagens pelo Sporting e selecção da Arábia Saudita, como adjunto de José Peseiro. Sendo esta a estreia, ao mais alto nível, como treinador principal, Pedro Caixinha não se intimida como os desafios U. D. Leiria e I Liga. “Vamos querer jogar para ganhar e de preferência com espectáculo”, referiu, recentemente, numa entrevista ao Região de Leiria. Para quem terminou a última época no 9.º (U. Leiria, I Liga) e 8.º (Fátima, II Liga) lugares, o objectivo é comum: manutenção. Daqui a nove meses – no decorrer do mês de Maio – se saberá se cumpriram... ou se surpreenderam. Pedro Jerónimo pj@omensageiro.com.pt

liga zon sagres

I LIGA

1.ª Jornada (15.08) Rio Ave x Nacional, Marítimo x V.

Setúbal (14.08), Sp. Braga xPortimonense (13.08), P. Ferreira x Sporting (14.08), Naval x Porto (14.08), Beira-Mar x U. Leiria, Olhanense x V. Guimarães (16.08), Benfica x Académica 2.ª Jornada (22.08) V. Setúbal x Sp. Braga, Nacional

x Benfica,V. Guimarães x Rio Ave, U. Leiria x P. Ferreira, Académica x Olhanense, Porto x BeiraMar, Portimonense x Naval, Sporting x Marítimo 3.ª Jornada (29.08) Rio Ave x Porto, Nacional x V.

Guimarães, Sp. Braga x Marítimo, P. Ferreira x Portimonense, Naval x Sporting, Beira-Mar x Académica, Olhanense x U. Leiria, Benfica x V. Setúbal

liga orangina

II LIGA

1.ª Jornada (29.09) Varzim x Penafiel, Santa Clara x

Arouca, Feirense x Freamunde, Sp. Covilhã x Leixões, Gil Vicente x Trofense, Moreirense x Estoril, Oliveirense x Fátima, Belenenses x D. Aves

Plantéis de U.D. Leiria e C.D. Fátima para a nova época Nome Guarda-redes Anđelko Djuricic Eduardo Gottardi Michael Domingues

Clube(s) em 2009/10

Nome Guarda-redes Bruno Fernandes Joslain Mayebi Hugo Pinheiro Sérgio Fonseca

U. Leiria Juventude (Brasil) U. Leiria

Defesas Diego Gaúcho Bruno Miguel Raimundo Martins ‘Raí’ Renato Saldanha Hugo Gomes Saïdou Panandétiguiri Mamadou Tall Zé António Patrick Lopes

U. Leiria U. Leiria Mogi Mirim (Brasil) Toledo (Brasil) U. Leiria U. Leiria U. Leiria U. Leiria / R. Santander (Espanha) U. Leiria

Médios Ricardo Pateiro Paulo Vinícius Diogo Amado Paulo Sérgio Ruben Brígido Jorge Fernandes ‘Silas’ Marco Soares Marcos Paulo

U. Leiria U. Leiria Sporting Académica U. Leiria U. Leiria U. Leiria Le Mans (França)

Avançados Anderson Lessa Zhang Chengdong Rodrigo Silva Vjatseslav Zahovaiko João Vieira Carlos Silva ‘Carlão’ Issouf Ouattara

Cruzeiro (Brasil) Mafra Nacional U. Leiria U. Leiria U. Leiria U. Leiria

Clube em 2009/10 Real S.C Maccabi Ahi Nazareth (Israel) Fátima U. Serra

Defesas Bruno Mestre Mário Rui Abel Pereira João Pereira Paulo Pina Nelson Veríssimo Hélio Neto

Louletano Benfica Benfica Benfica Carregado Fátima Fátima

Médios Rafael Costa Rui Baião Leandro Pimenta Ângelo Varela Jorge Neves Ishmael Yartey Nuno Cunha ‘Kata’

Benfica Olhanense Benfica Estoril Fátima Benfica Fátima

Avançados José Coelho Evandro Brandão Pedro Moreira André Carvalhas Miguel Neves Nuno Sousa

Benfica Benfica Fátima Benfica Fátima Fátima

Os plantéis apresentados não são definitivos para o arranque da época 2010/11, devido ao facto do período de transferências decorrer até 31 de Agosto (Fonte: zerozero.pt).

FOTOJORNALISMOS ‘Pedaladas’ de fé. Carlos Vieira (União de Ciclismo de Leiria) percorreu cerca de 500 quilómetros, numa iniciativa de homenagem ao Papa João Paulo II, que o recebeu, no Vaticano, em 1987. O percurso começou no Santuário de Santiago de Compostela (foto), Espanha, no dia 5 de Agosto, e terminou no Santuário de Fátima, dia 6. Para além de pedalar, o ciclista leiriense também rezou, durante aquela que considerou como uma peregrinação. Foto: DR

Os primeiros jogos...

Apresentação que ‘meteu água’. Com a indefinição do local onde a U. Leiria iria jogar em 2010/11, esta apresentou-se - 7 de Agosto - aos sócios no Estádio da Nazaré, onde perdeu (0-1) com a Naval 1.º Maio (foto). Entretanto, a SAD do clube e a Leirisport já chegaram a um entendimento, pelo que o Estádio Dr. Magalhães Pessoa, Leiria, continuará a ser a ‘casa’ da União. Foto: João Filipe Matias


ÚLTIMA 12AGOSTO2010

Ninguém no mundo pode mudar a Verdade. O que podemos e devemos fazer é procurá-La e quando a encontrarmos servi-La. S. Maximiliano Kolbe, frade franciscano e mártir polaco em Auschwitz (1894-1941)

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