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4814#OMENSAGEIRO#17JUN

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NOMEAÇÃO PAPAL

17 JUNHO 2010 ANO 96 - N.º 4814

Toma posse em Agosto

D. Anacleto Oliveira é o novo Bispo de Viana do Castelo

FUNDADOR José Ferreira Lacerda DIRECTOR Rui Ribeiro

PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

Última ECONOMY

Nº DE2703206MPC

DESTAQUE

ORDEM DA VISITAÇÃO FOI FUNDADA HÁ QUATRO SÉCULOS

ENTREGA A DEUS, NA HUMILDADE E SIMPLICIDADE DE VIDA

LMFerraz

Fundada a 6 de Junho de 1610, em Annecy (França), por São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal, a Ordem da Visitação de Santa Maria celebra os 400 anos. Para conhecermos melhor a sua história e o presente, fizemos uma visita ao interior do Convento da Batalha. Relatamos ainda a celebração festiva, presidida pelo Bispo de Leiria-Fátima, e terminamos com uma entrevista à irmã Maria de Lourdes Mendes, superiora desta comunidade. Páginas 2, 3 e 4

CULTURA

Dia da Freguesia de Leiria festejado com programa alargado | P. 5

Comemorações do Centenário da República

Evocação dos 25 anos da sua morte

Roteiro Republicano vai ser encenado Diocese de Leiria-Fátima prepara homenagem a D. João Venâncio | P. 11 pelas ruas da cidade de Leiria | P. 7

Em Porto de Mós

Mel, azeite, vinho e doçaria...

Comunicado do Gabinete Episcopal

Livros, Prémio Korrodi e outras iniciativas

V Festival de Teatro “Teatremos” apresenta-se nos próximos dias | P. 5

Feira do Mundo Rural traz animação e produtos regionais à Batalha | P. 7

ANO SACERDOTAL terminou!

DR

ECLESIAL

SOCIEDADE

Nomeações de D. António Marto para o próximo ano pastoral | Última CENTRAIS


2 DESTAQUE

O Mensageiro 17.Junho.2010

EDITORIAL

Rui Ribeiro prui@iol.pt

Sob os desígnios de Deus

Passam agora 400 anos desde que Francisco de Sales e Joana de Chantal iniciaram em França uma nova forma de viver a fé e estar presente no mundo. No início animava-os o desejo de percorrer ruas, entrar em becos e casas onde a luz do sol raramente leva o seu calor. Queriam ser os portadores de calor e de luz àqueles que pela sua condição social eram desprovidos de qualquer tipo de conforto. Ir até junto dos mais pobres, dos que não sabem sequer medir o tempo. Este intuito de ir ao encontro dos que assim viviam era, na época, uma novidade. A Igreja aprendera nos séculos anteriores a estar no mundo mas sem se misturar com ele. A ajuda que prestava tinha sido aos poucos empurrada para dentro dos mosteiros e conventos e a clausura revelara-se uma forma segura de não ser contaminado pelas pestes mundanas. Francisco e Joana decidem abrir as portas e sair à rua. Nasceu assim um projecto e o trabalho começou. Mas os desígnios de Deus são sempre inovadores, perturbadores e tantas vezes fazem rever os sonhos tidos como mais belos e seguros. Por sugestão da autoridade eclesiástica o que começou por ser A Igreja sempre uma ordem activa acaencontrou em ba por ser uma outra Marta e Maria, as ordem de clausura. irmãs desgostosas As irmãs aprenderam de Lázaro, o a viver o seu gosto e modelo destas a sua vocação ao serformas de estar no viço dos mais pobres, mundo: seja mais dentro das paredes do activa, cruzando mosteiro. O que impressiona as ruas e entrando nesta inversão de tranas casas, seja jectória é a humildade mais escondida e e a serenidade com que silenciosa dentro os fundadores aceitam de muros. a mudança. Vêem na voz da Igreja a voz de Deus e de forma alegre, iniciam um processo de conversão interior, sem revoltas nem protestos. A sua vocação de serviço aos mais pobres continuou e atravessou estes 400 anos, muitos foram os que encontraram nas irmãs da visitação o calor amigo e o conforto que parecia impossível. E no entanto a forma de concretizar esta vocação sofreu uma inversão completa. A Igreja sempre encontrou em Marta e Maria, as irmãs desgostosas de Lázaro, o modelo destas formas de estar no mundo: seja mais activa, cruzando as ruas e entrando nas casas, seja mais escondida e silenciosa dentro de muros. O interessante é perceber e reconhecer que para cada tempo uma destas formas de presença se torna mais oportuna e adequada. O desafio que se cola a cada cristão de cada tempo e de cada época é saber exactamente qual a melhor forma para sua acção. O Ano Sacerdotal que agora termina teve o condão, quanto mais não seja, de ajudar o padre a centrar-se mais na especificidade da sua vocação. De tantas experiências já feitas sobre o ser padre, eis que os tempos modernos desafiam a um estilo mais sereno e mais espiritual, menos activista. Nesta edição, O Mensageiro faz eco do silêncio das paredes do mosteiro da Visitação da Batalha e ao mesmo tempo faz um balanço do Ano Sacerdotal.

Ordem da Visitação foi fundada há 4 séculos

Entrega a Deus, na humildade e simplicidade de vida Reportagem (textos e fotos) de Luís Miguel Ferraz Fundada a 6 de Junho de 1610, em Annecy (França), por São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal, a Ordem da Visitação de Santa Maria celebra agora os seus 400 anos de existência. Na mente do fundador estava uma congregação feminina que se dedicasse ao serviço dos pobres e dos doentes, sem a austeridade que marcava as muitas ordens religiosas da época, todas elas de clausura. Mas a presença das irmãs nas ruas causou alguma perplexidade às autoridades eclesiásticas, nomeadamente ao Cardeal Arcebispo de Lyon, cidade onde havia sido fundado o segundo mosteiro da Visitação, em 1616. Este Bispo pediu a Francisco de Sales que transformasse a Congregação em Ordem e a dedicasse à clausura, o que ele aceitou como sinal da

vontade divina: “Eu não fiz o que queria, fiz o que não queria”. E a co-fundadora completaria: “Deus deu às nossas Irmãs um espírito de inteira submissão à sua Divina Vontade; da sua bondade recebemos grande disposição e atractivo para viver em clausura, com inteira consolação para as nossas almas”. Ainda assim, os fundadores mantiveram a sua intenção original de não seguir regras tão austeras como as que adoptavam outras ordens religiosas, permitindo que nela ingressassem irmãs de todos os géneros e condições, mesmo que de fraca compleição física, idosas ou doentes. Único objectivo, segundo o fundador: “Dar a Deus almas tão interiores que sejam julgadas dignas de O adorar em espírito e verdade”. As suas virtudes de referência seriam a humildade perante Deus e a simplicidade para com o próximo.

Expansão mundial e presença em Portugal A Ordem rapidamente se expandiu. À data da morte de Francisco de Sales (1622) existiam já 11 mosteiros, e quando morreu Joana de Chantal (1641) o número de casas era já de 87. Ao longo da sua história, muitas das suas Irmãs foram exemplos de santidade, como Santa Margarida Maria Alacoque (1647-1690), talvez a mais famosa das Visitandinas, pelas revelações recebidas sobre a consagração e o amor ao Sagrado Coração de Jesus. Mas o “apagamento” característico do modo de vida destas religiosas faz com que poucos conheçam esses exemplos e mesmo a própria Ordem. Ainda assim, quatro séculos depois da sua fundação, a Visitação está presente em quatro continentes do mundo, com cerca de 3000 irmãs em 168 mosteiros. A Ordem chegou a Portugal em 1784, com a fundação do mosteiro de Lisboa. Em

1879 foi fundado o mosteiro do Porto. Com as perseguições de 1910, pelo regime da I República, as religiosas dispersaram-se por vários mosteiros europeus, acabando por se juntarem no primeiro mosteiro de Madrid, onde permaneceram até à Guerra Civil de Espanha. Voltaram a formar uma comunidade no nosso país em 1924, num mosteiro em Guilhufe (Penafiel) e fixaramse, finalmente, na Batalha, em 1936. A vinda para a diocese de Leiria ficou a deverse à intercessão do Dr. Carlos Mendes e à generosidade do Bispo D. José Alves Correia da Silva, que lhes cedeu a Quinta do Casal (Faniqueira, Batalha), que havia sido deixada à Diocese por Júlia Charters Crespo, com a condição de as irmãs dedicarem as suas orações ao Seminário Diocesano. Hoje existem três mosteiros da Visitação em Portugal, situados em Braga, Vila das Aves e Batalha.

Bispo diocesano preside à celebração festiva na Batalha | De modo simples, mas “na Acção de Graças por excelência que é a Santa Missa”, a efeméride foi ali comemorada, no passado dia 11 de Junho, festa do Sagrado Coração de Jesus, numa celebração presidida pelo Bispo diocesano, D. António Marto. Participou ainda D. Augusto César, Bispo Emérito de Portalegre/Castelo Branco, bem como diversos sacerdotes da Diocese de Leiria, algumas autoridades autárquicas locais e cerca de duas centenas de pessoas, entre as quais muitos familiares e amigos das irmãs visitandinas.

Afirmando associar-se com muita alegria a esta festa, “na proximidade, afecto e gratidão pelo testemunho e pela oração destas irmãs por todos nós e pelo mundo”, D. António Marto lembrou a intenção do fundador, São Francisco de Sales, de que fossem “violetas entre outras flores, pequeninas e de cor menos brilhante, mas que dão ao Criador todo o seu perfume”. A propósito do ícone escolhido pela Ordem, o Sagrado Coração de Jesus trespassado por duas lanças, cuja devoção muito se deve à visitandina


DESTAQUE 3

O Mensageiro 17.Junho.2010

Visita “guiada” ao interior do Convento da Batalha

O peso da idade, a leveza de Deus Para conhecermos mais profundamente estes 400 anos de história e, sobretudo o presente, da Ordem da Visitação, fomos visitar o convento da Batalha, na diocese de Leiria-Fátima. A irmã Maria de Lourdes da Conceição Mendes (73 anos), superiora desta comunidade, abriu-nos as portas e conduziu-nos amavelmente num “passeio” pela casa. A igreja é o espaço público por excelência, sobretudo na celebração dominical em que participam muitas pessoas da localidade. Colada a ela, a área residencial e de serviços tem no coração um jardim interno, rodeado de claustros, em cujo centro domina uma estátua do Sagrado Coração de Jesus. A decoração é sóbria mas colorida, onde as flores imperam, juntamente às imagens e quadros de cariz religioso. Muitas das peças são feitas pelas irmãs, como é o caso dos vasos em materiais reciclados, antigos potes de azeite ou outros recipientes, panos bordados, obras de tapeçaria, etc. O ambiente é leve, arejado, com numerosas janelas e portadas a comunicar com os jardins e os espaços agrícolas da quinta. Terminadas as orações da manhã e o pequenoalmoço, pelas 10h00, algumas irmãs circulam por ali. A “Mãe”, tratamento carinhoso dedicado à superiora, explica a presença do jornalista de O Mensageiro, que veio para recolher imagens e informações, numa reportagem para dar a conhecer a Ordem e o dia-a-dia da comunidade visitandina. O acolhimento é numa boa-disposição

contagiante. “É bom que se dê a conhecer a nossa vida, porque muitas pessoas, mesmo vizinhas, não fazem ideia de existirmos e do que fazemos”, adianta a irmã Joana Margarida Maia, que foi muitos anos a superiora deste convento. É uma das mais idosas, com 92 anos, mas com um impressionante sorriso permanente e um olhar azul claro e límpido. Aos poucos, a curiosidade da “estranha” presença vai concentrando as atenções. Lanço o convite a uma foto de grupo. A superiora manda tocar o sino para a reunião e em poucos minutos todas comparecem no jardim. Escolhido o local, frente a um dos altares dos claustros, alinham-se por alturas. “Eu dantes ficava na fila de trás, mas a idade já me tirou altura, agora já posso ficar à frente”, comenta com bom humor uma das irmãs. Mas foi fácil organizar o grupo e mantêlo durante alguns minutos para várias fotografias. São 17 ao todo, mas ali só estão 15, pois as irmãs Maria Florinda Ribeiro (81 anos) e Maria Helena Mota (80 anos) estão acamadas. A média de idades é elevada, mas pelo movimento não parece, mesmo das duas ou três que já precisam da cadeira de rodas para se deslocarem. É o caso da irmã Maria Leonor Ferreira (88 anos), uma das que segue pelas várias salas, dando sugestões para fotos e comentando com alegria o trabalho a que algumas se dedicam, como a irmã Maria Bernardete Amaro (78 anos) na cozinha a preparar a refeição, a irmã Maria Margarida Jesus (64 anos) na sala de convívio

a bordar, a irmã Maria Jacinta Marques (78 anos) na rouparia a passar a ferro, a irmã Maria Pia Cruz (75 anos) no refeitório a preparar as mesas para o almoço. No serviço exterior, a irmã Maria Augusta Jesus (83 anos) está na portaria, enquanto a irmã Maria Clara Gomes (77 anos) vai tratar dos perus, galinhas e outros animais de capoeira. “Já não fazemos tudo o que fazíamos há uns anos, porque a idade da maioria já não o permite”, explica a superiora, apresentado algumas das pessoas que foram contratadas para ajudar nas lides domésticas e no trabalho do campo. Mas ainda asseguram grande parte do serviço, “acumulando tarefas conforme podemos”, como refere a irmã Maria Paula Valente (81 anos), que é assistente, arquivista e trata do economato. Outras apenas dão uma pequena ajuda nas tarefas comuns, como a irmã Maria Florinda Saraiva (87 anos), que foi sapateira muitos anos, mas agora só faz os “Bentinhos do Sagrado Coração”, pequeno corações que oferecem como lembrança. Ou a irmã Maria Armanda de Moura (81 anos), a quem a doença de Alzheimer limita muito as capacidades de trabalho. A mais nova é a noviça Rita Maria Sousa, de 37 anos, que tem à sua responsabilidade a enfermaria e os trabalhos informáticos no escritório. É ela que faz a ligação das irmãs às novas tecnologias, sobretudo pela Internet, uma ferramenta de divulgação que as irmãs acreditam ser muito útil para a evangelização de hoje

em dia. “Estamos a preparar um site actualizado dos mosteiros portugueses”, lembra a irmã Maria de Lourdes, confiante de que será uma forma de levar ao público mais jovem a informação sobre esta vocação específica. A outra noviça é Sílvia Maria, de 74 anos, que teve já uma experiência de vida consagrada activa e decidiu agora recolher à clausura. A mais idosa, irmã Maria Nadir Faria, de 97 anos, é ainda a organista de serviço. Foi ela que compôs a letra e música do Hino da Visitação apresentado no dia da festa pelos Arautos do Evangelho. Faz questão de ir até à capela das irmãs para uma fotografia na sua “função”, que desempenha com desenvoltura. Refiro a minha admiração pela facilidade com que os dedos percorrem os teclados. “É um dom de Deus, para eu continuar a louvá-l’O com o som do órgão”, responde. É na capela que me despeço das irmãs, após a oração da Hora Intermédia. São 12h00, hora de almoço. Foram duas horas de agradável companhia, simpatia e simplicidade no trato. As irmãs acumulam muitos anos de vida, mas a sua vitalidade e energia são uma lufada de ar fresco e jovialidade. Sem dúvida, sente-se que Deus está presente em cada espaço e, sobretudo, em cada coração. Os sorrisos da despedida são acompanhados pelos votos de “bom trabalho”, para que a reportagem venha a ser “em honra de Deus e para o bom serviço às pessoas”. Faço os mesmos votos.

“Oásis espiritual no deserto do mundo” Santa Margarida Maria Alacoque, o Bispo afirmou que este é símbolo da “festa do amor divino num sinal humano, que se manifesta em carinho, amizade e amor, mas também em misericórdia e compaixão”. “O amor de Deus não é um conceito, uma abstracção, mas um coração que leva o nosso a palpitar ao mesmo ritmo”, referiu D. António, apontando o exemplo do Evangelho desta Eucaristia, em que o Bom Pastor deixou o rebanho todo para ir à procura da ovelha perdida. “Por isso esta festa é tão querida

ao povo cristão, porque usa a linguagem do coração, que o povo entende e à qual adere facilmente”, afirmou ainda o prelado. “A raiz da nossa fé não é um ideal grandioso nem um código de leis, mas um encontro com Deus, pelo coração de Cristo”, acrescentou. Desta realidade resulta o “convite a reconhecer o primado de Deus e do seu amor”, pois “quando se esquece Deus, fica-se mais triste e abandonado, perde-se o sentido da vida e o calor para vencer as dificuldades do ca-

minho”. Referindo-se a uma actual “escuridão pelo eclipse dos valores na sociedade”, o Bispo diocesano apontou a Ordem da Visitação como “exemplo vivido, oásis espiritual no deserto do mundo e estrela de esperança”, que testemunha esse amor divino e incita ao amor aos irmãos, já que “no coração de Jesus Cristo estão todos os seres humanos e nele somos chamados a amar todos os irmãos”.

História e convívio No final da celebração, António Monteiro, um dos

“vizinhos” e amigos deste mosteiro, fez um breve resumo histórico dos 400 anos da Ordem da Visitação, “uma semente que cresceu e veio a tornar-se uma grande árvore”. Lembrando, sobretudo, a sua presença em Portugal, a partir de 1784, após uma viagem atribulada de cinco irmãs desde o mosteiro de Annecy, e a expulsão da ordem em 1910, António Monteiro frisou o papel de Carlos Mendes e do Bispo D. José Alves Correia da Silva para a fundação do Mosteiro da Visitação na Batalha, aquando do seu regres-

so em 1933. Para isso, muito contribuiu também a doação da Quinta do Casal que Júlia Charters Crespo havia feito à diocese de Leiria. E, sem dúvida, a ligação de várias das personalidades envolvidas ao nascente Santuário de Fátima, pelo que, concluiu o orador, “tinha sido na Cova da Iria que germinou esta promissora semente e de certo por obra e graça da Senhora de Fátima que a tempo e horas não se esquecera de também ser a Senhora da Visitação”. Já no exterior da igreja,

foi descerrada uma placa evocativa desta efeméride, após o canto do Hino da Visitação pelo grupo coral dos Arautos do Evangelho, que animara também a liturgia da celebração eucarística. Após esse último acto comemorativo, todos os presentes foram convidados para um lauto lanche oferecido pelas irmãs no rústico espaço do celeiro da sua Quinta do Casal da Faniqueira.


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O Mensageiro 17.Junho.2010

Entrevista à Superiora do Convento da Visitação da Batalha

“Fazer subir até ao trono de Deus o «aroma das virtudes»” A irmã Maria de Lurdes, de 73 anos de idade, natural de Lisboa, entrou na Ordem da Visitação a 25 de Outubro de 1975 e professou a 21 de Janeiro de 1979. Antes disso, esteve 20 anos – de 2 de Fevereiro de 1955 a 25 de Outubro de 1975 – na Congregação das Irmãs do Amor de Deus, 16 dos quais foram passados em Angola (Carmona e Vila Nova de Seles). Este é o terceiro mandato como superiora deste convento, tendo completado já dois triénios e sido eleita há um ano para este, que é o segundo consecutivo. Fomos perguntar-lhe como é, mais concretamente, o dia-a-dia das irmãs e como entende o papel desta Ordem no contexto da missão salvífica da Igreja. Ao mesmo tempo, partindo do seu testemunho pessoal, quisemos saber que leitura apresenta desta proposta de vida, no contexto de “crise” que marca todas as vocações na Igreja dos nossos dias.

com recreio até às 21h30, para a oração de Completas. O deitar é entre as 22h00 e as 22h30. Aos fins-de-semana os horários variam ligeiramente, mas esta é a nossa rotina diária mais comum.

Entrevista e fotos: Luís Miguel Ferraz

Fundada num contexto de “combate às heresias”, nomeadamente ao Calvinismo, a Ordem da Visitação pretendia ser um exemplo de vida em oração e entrega a Deus, ajudando dessa forma à salvação dos homens e à renovação da Igreja. Quatro séculos depois, que leitura faz da sua história, nomeadamente em Portugal? Nestes 400 anos, a nossa Ordem passou por graves perseguições em França, Espanha e Portugal, chegando mesmo a ter Irmãs Mártires. O principal contributo contra as heresias passadas e actuais tem sido a nossa fidelidade ao Santo Padre e a doutrina da Igreja, pela nossa oração e vida de penitência. Sente que esse ideal fundador está presente hoje? Sim. Hoje, como no passado, as Irmãs esforçam-se por serem fiéis ao que os Santos Fundadores tanto desejaram, ajudando com a sua vida escondida, com a sua vida de oração e sacrifício, a Santa Igreja e a salvação do próximo.

Inicialmente pensada com uma missão externa de serviço aos pobres e doentes, depressa se converteu em Ordem de clausura. A vida contemplativa nem sempre foi bem entendida e é muitas vezes criticada por não ser “produtiva” ou estar “desligada” do mundo. O que significa, afinal, esta opção de clausura? É verdade que há muitas pessoas e até mesmo sacerdotes que não compreendem a vida religiosa em Clausura, mas o facto é que ela continua a ser de grande auxílio para a Igreja, porque dela continua a subir até ao trono de Deus o “aroma das virtudes”, tocando assim o Coração de Deus e atraindo para a Igreja e para todo o mundo as bênçãos divinas. O Papa João Paulo II assim o compreendeu quando fundou no Vaticano o Mosteiro Mater Ecclesiae para ajuda espiritual ao Papa e a toda a Igreja. Presentemente, estão lá as visitandinas. A opção pela humildade, simplicidade de vida e “apagamento” perante o mundo não terá prejudi-

A “Mãe” dá formação às Noviças

cado, de alguma forma, a expansão e o conhecimento da Ordem da Visitação por parte da sociedade e dos próprios cristãos? Aparentemente, sim, somos pouco conhecidas. No entanto, a Ordem está espalhada por 4 continentes, o que significa que o Senhor continua a chamar e há correspondência a esse chamamento. Reconhecendo-se hoje uma “crise” de vocações, nomeadamente, para a vida consagrada, de que forma essa realidade tem afectado a instituição? Temos sentido esta “crise” como todas as congregações. No entanto, ainda temos duas noviças no nosso Noviciado. Quantas visitandinas existem actualmente em Portugal e, concretamente, no convento da Batalha? E qual a média de idades? Em Portugal (Batalha, Braga e Vila das Aves) so-

mos 56 Irmãs, sendo 17 neste Mosteiro. A nossa média etária é de 77,4 anos! Mas os nossos Mosteiros do Norte têm Irmãs mais novas. Falou na riqueza eclesial da vocação contemplativa. De que forma concreta ela se exprime? Como é o dia-a-dia normal das irmãs deste convento? Exprime-se pela nossa entrega total ao Senhor. O nosso dia é muito simples, marcado sobretudo pela oração, com destaque para a Santa Missa, a Liturgia das Horas cantada e o terço. Mas também com tempos de trabalho e recreio. Levantamo-nos às 06h25, fazemos oração mental das 07h00 às 08h00, seguindo com oração de Laudes, Missa e Hora Tércia. Às 09h30 tomamos o pequeno-almoço, após o que nos dedicamos aos vários trabalhos. Pelas 11h40 rezamos a Hora Intermédia e almoçamos às 12h00, seguindo-se o recreio até às 14h00, altura da oração do Ofício de Leitura, Hora Noa e Terço. Às 16h00 fazemos meia hora de leitura espiritual individual, até à merenda, pelas 16h30. Depois fazemos a chamada “assembleia”, em que nos juntamos para uma leitura comunitária, feita por uma das irmãs enquanto as outras fazem os seus trabalhos manuais, havendo no final uma partilha de comentários. Pelas 18h00 é a oração de Vésperas, seguida de meia hora de oração com o Santíssimo Sacramento exposto. O jantar é às 19h30,

A vossa Regra refere que podem aceitar pessoas que queiram fazer apenas um retiro espiritual temporário. Costumam ter pedidos dessa natureza? Só aceitamos na clausura meninas ou senhoras, solteiras ou viúvas, que pretendam fazer uma experiência vocacional. Na mente do Fundador estava essa possibilidade de acolher senhoras em retiro, pois não havia casas com esse tipo de serviço, mas actualmente não o fazemos. Tem a ver sobretudo com a falta de estruturas e pessoas para acompanharem essas pessoas. Num campo mais pessoal, como sentiu o seu chamamento a uma vida de consagração deste tipo? Estive 20 anos numa congregação missionária. Um dia, ao ler a vida de Frei Maria Rafael, senti que o Senhor me queria também num convento de Clausura. A princípio não liguei. Falei a um sacerdote com quem mantinha correspondência e ele não aprovou. No entanto, quando veio a este Mosteiro acompanhar uma pretendente, falou em mim e disse-me depois que se eu quisesse poderia corresponder-me com uma Irmã para ter mais conhecimento sobre a vida contemplativa. Primeiro tentei entrar nas religiosas Cistercienses em Espanha, mas não me aceitaram. Eram outros os desígnios de Deus. Comecei então a escrever para este Mosteiro (eu estava em Angola) e, ao fim de mais ou menos um ano, escrevi à Superiora, pedindo-lhe a minha admissão. A sua resposta foi negativa, só que essa carta... nunca chegou às minhas mãos. Foi a 1ª carta que se perdeu nos vinte anos em Angola. Vim então a Portugal e falei pessoalmente. Fiz aqui um retiro de 10 dias e, poucos meses depois, entrei. O que encontrou no convento correspondeu às suas expectativas, ou “aprendeu” só depois o

que significava ser religiosa contemplativa? A religiosa que me escrevia explicou-me bastante bem como era a vida no convento e como eu já vivia uma vida comunitária não me foi muito difícil a adaptação. É feliz nesse despojamento voluntário? Não sente saudades de algumas coisas que deixou para trás? Sim, sinto-me feliz, o que não quer dizer que algumas vezes não sinta saudades da “minha querida Angola”. Ainda “sonhei” com uma fundação nesse país, mas já perdi as esperanças, pela falta de vocações. Acha que actualmente é mais difícil optar por um caminho de consagração, do que era quando tomou essa decisão ou noutras épocas mais remotas? Certamente. As jovens de hoje, com todas as liberdades que têm, com o ambiente barulhento em que vivem, não têm tempo para fazerem silêncio e escutar o Senhor que fala baixinho ao coração. Finalmente, o que diria hoje a uma jovem à procura de respostas para o seu futuro, para lhe mostrar que a Ordem da Visitação pode ser uma dessas respostas para uma vida feliz, apesar de completamente divergente dos ideias de felicidade que a sociedade quase nos impõe como universais? Dir-lhe-ia que não tivesse medo de se entregar totalmente ao Senhor e que na nossa Ordem ela poderia ser inteiramente feliz, porque a felicidade consiste na correspondência ao chamamento de Deus. A nossa Ordem tem uma particularidade que a diferencia das outras: não tem “austeras austeridades”, porque o nosso Santo Fundador, São Francisco de Sales, dizia que “onde falta o rigor da mortificação corporal aí deve haver mais perfeição de espírito”. E isto porque a Ordem podia receber jovens e senhoras de saúde fraca ou com defeitos físicos, que não podiam praticar as austeridades naquele tempo exigidas noutras congregações.


CULTURA 5

O Mensageiro 17.Junho.2010

Livros, Prémio Korrodi e outras iniciativas

Dia da Freguesia de Leiria O Dia da Freguesia de Leiria, instituído a 13 de Junho de 2003, está a ser assinalado em 2010 com várias actividades. A primeira delas, no dia 12, no castelo, foi a apresentação do livro de fotografia “Ao encontro do Castelo”, da autoria de Adélio Amaro, integrado na colecção “Leiria – Cantos, Recantos e Encantos”, da AICAL – Associação de Investigação e Cultura dos Açores/Leiria. Na sessão ocorreu ainda a assinatura de um protocolo de colaboração entre esta associação e a Junta de Freguesia de Leiria. Prémio Korrodi No dia 13, decorreu a sessão solene de apresentação do vencedor do Prémio Korrodi – IV Bienal, também no castelo de Leiria. O prémio Korrodi 2010,

promovido pela Junta de Freguesia, foi atribuído ao antigo “Palacete do Guerra”, localizado na rua João de Deus, nesta cidade. O projecto que recebeu o prémio de 2.500 euros foi dinamizado pela PAU – Arquitectos Associados, e promovido pela Creinveste – Investimentos Imobiliários. Este edifício de cariz histórico, na opinião do júri, “é uma obra madura, baseada numa solução sóbria e que contribui de uma forma clara para a revitalização do centro histórico, apresentando, pela sua dimensão e complexidade, um carácter pedagógico”. Houve uma menção honrosa à “Antiga Padaria Arte Nova”, actual Viagens El Corte Inglês, situada na rua da Graça.

Livro de Saul Gomes Durante a tarde deste dia, decorreu a apresentação de outro livro, “A Comuna Judaica de Leiria – das origens à Expulsão”, da autoria de Saul António Gomes, nas instalações da Junta de Freguesia de Leiria. O autor lega à comunidade uma publicação que retrata a fundação da judiaria e a sua topografia, infra-estruturas urbanas, população, a antroponímia judaica local, personalidade jurídica da comuna e administração, vida económica e rendas, sociedade e vida quotidiana, cultura e conversões ao Cristianismo e finalmente a expulsão e sobrevivências dos judeus na nossa região.

Camões foi palco para o Festival de Folclore Cidade de Leiria 2010, durante a tarde, numa organização do Rancho da Região de Leiria. À noite teve lugar mais um concerto, integrado no 28.º Festival de Música do Orfeão de Leiria No próximo dia 19 decorrerá o percurso de orientação pela cidade de Leiria, alusiva ao tema “Poetas e Escritores Leirienses”. Em relação aos dois livros editados, na próxima edição faremos uma apresentação mais detalhada das respectivas sessões de apresentação.

Outras iniciativas Ainda no dia 13 de Junho, o Jardim Luís de

Porto de Mós

V Festival de Teatro “Teatremos”

CINEMA

Teatro Miguel Franco (Leiria) • A MELODIA DO ADEUS | drama | de Julie Anne Robinson | c/ Miley Cyrus, Liam Hemsworth, Bobby Coleman | 23 de Junho, 15h30 e 21h30 Cine-Teatro de Monte Real • UMA NOITE ATRIBULADA | comédia | de Shawn Levy | c/ Mark Ruffalo, Mark Wahlberg, Ray Liotta | 18 a 20 de Junho, 21h30 Cine-Teatro de Ourém • EU AMO-TE PHILLIP MORRIS | comédia | de Glenn Ficarra e John Requa | c/ Jim Carrey, Nicholas Alexander, Michael Beasley | 19 de Junho, 21h30

EXPOSIÇÕES

Teatro José Lúcio da Siva - Leiria •”Alma nua” - pintura, Anjos Fernandes (~30/06) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Música e leitura na mesma p+artitura” (~25/06) Edifício Banco de Portugal - Leiria •”Viagem” (~10/07) Escola Secundária Domingos Sequeira - Leiria •”Expoarte 2010” - mostra de trabalhos (~18/06) Instituto Português da Juventude - Leiria •”EncontrArte” - Arte e Cidadania” (~18/06) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”Na ponta dos dedos” (~18/06) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Vilma Libana-Arte da gravura em Vidro” (19/06~30/11) Galeria Mouzinho de Albuquerque - Batalha •”Percursus” - escultura de Cristina Maria Ferreira (19/06~1/07) Posto de Turismo - Monte Real •”Sentimentos Profundos 2” (~30/06) Teatro-Cine - Pombal • Biodiversidade do Concelho de Pombal (~27/06) Bilioteca Municipal - Pombal •”Biblioteca de livros fantásticos” - Carmne Domech (~28/06) Paços do Concelho - Tomar • Pintura de Gracinda Candeias (~30/06) Biblioteca Municipal - Ourém •”O Futuro das Espécies” - grupo Evolution Team (~30/06) Galeria Municipal - Ourém • Artes plásticas de Marco Ayres (~27/06) Paços do Concelho - Ourém •”Cidade de Ourém” - De La Mancha (~9/07)

No mês de Junho, no Cine Teatro de Porto de Mós, o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal irá organizar o V Festival de Teatro, com todos os espectáculos a decorrerem pelas 21h30. Dia 17, “As promessas do Condestável” - adaptação da lenda do Juramento do Condestável, com os TRUPÊGO Grupo de Teatro; Dia 18, “O Príncipe nabo da nabolandia”, pelo Grupo de Teatro Clube Teatro e Oficina Música da EB 2º Dr. Manuel Oliveira Perpétua; Dia 20, “Felizmente há Luar”, pelo Grupo de Teatro Núcleo de Teatro do Instituto Educativo do Juncal.

O colectivo a9))))

“Festival Braçadeiras” De 17 a 27 de Junho, em Leiria - o Rio Lis e as suas margens vai acolher a segunda edição do “Festival Braçadeiras”. Segundo a organização será um festival “transdisciplinar” para uma abordagem diferente do espaço público.

Biblioteca Municipal da Marinha Grande

Livro de Armando Castro

“Ao soprar da cana - entrelinhas” de Armando Castro, será o livro a apresentar no dia 19 de Junho, pelas 15h30, no auditório da Biblioteca Municipal da Marinha Grande. A apresentação será feita por Cidália Ferreira, vereadora da Cultura da Câmara Municipal, numa sessão moderada por António José Ferreira, director do Jornal da Marinha Grande. A iniciativa contará com animação musical de José Pires e da fadista Deolinda Bernardo.

Na SAMP

Oficinas de Férias 2010 Este Verão, a SAMP volta a abrir as suas portas para as actividades das Oficinas de Férias. Já estão abertas as inscrições para crianças dos 6 aos 14 anos de idade, que terão diversas actividades como, oficinas de dança, de teatro, construção de instrumentos na Natureza, entre outras.

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Música em Leiria” (~27/06) •”Clube da comédia” - teatro (18/06, 21h30) •”Easyway” - música (25/06, 21h30) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Japonismo O Japão no olhar do Ocidente” - múscia (18/06, 21h30) • Danças Urbanas de Nelly’s Dance - dança (20/06, 18h00) •”O Rótulo” - teatro (25/06, 21h30) •”Jennifer Yu” - música (27/06, 19h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Branca de Neve e os sete anões” - (25/06, 14h30 e 30/06, 10h30) •”Mar” - cantinho das histórias (30/06, 14h30) Praça Rodrigues Lobo - Leiria •”Hair & Fashion Show, by Ângela Lopes” - desfile (19/06, 21h30) Largo Goa, Damão e Diu - Leiria •”Mundialódromo” - animação de rua (~1/07) Largo 5 de Outubro - Leiria •”Mundialódromo” - animação de rua (~1/07) Casa dos Pintores - Leiria • Visita guiada (25/06, 15h00 e 16h00) Livraria Arquivo - Leiria • Workshop de Escrita Criativa (19/06) •”Na agenda dos líderes” - apresentação do livro (19/06, 18h00) Kartódromo Internacional - Leiria • Resistência - desporto (18/06) • Rally paper - aniversário NDML (27/06) Auditório ESECS - Leiria • Acção de sensibilização para a Qualidade do ar (17/06, 10h00) Auditório ESTG - Leiria •”O Incidente de qualificação da insolvência” - conferência (17/6, 17h30) Praia das Paredes - Leiria •”2 ND Beach Weekend” (19/06 e 20/06) Jardim do Visconde - Barreira • Tasquinhas da Barreira (18/06~20/06) Casa-Museu João Soares - Cortes •”Anim’Arte” - biblioteca de Verão 2010 (28/06 ~28/07) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”O rapaz da bicicleta azul” - hora do conto (marcação prévia) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Pedro e a Lua” hora do conto (marcação prévia) Marinha Grande • Marchas Populares (18,19, 20 e 25/06) Sport Operário Marinhense - Marinha Grande • Encontro Nacional de Coleccionadores (26/6, 14h30) Praça Afonso Lopes Vieira - S. Pedro de Moel •”Origami-animais marinhos” - oficina infantil (19/15h00~16h30) Turismo - S. Pedro de Moel •”Trilhos na natureza” - passeio guiado (20/06, 9h30~11h30) Praia da Vieira • Orquestra da Amieirinha - animação de Verão (19/06, 21h30) Casa da Música - Monte Real • Tertúlias do Pelourinho VIII” - música (19/06, 21h30) Praça Mouzinho de Albuquerque - Batalha • VI Feira de ATL’S do Concelho da Batalha (27/06) Patamar do Mosteiro - Batalha • III Feira do Mundo Rural (18/06~20/06) São Mamede - Batalha •“Rota do Calcário” - III passeio BTT (20/06) Rebolaria - Batalha • VII Torneio de Futsal (14/06~10/07) Biblioteca Municipal - Pombal •”Recolectores de palavras” oficinas (19/06, 15h00~17h30) Arquivo Municipal - Pombal •”A República no Feminino” - conferência (25/06, 21h00) Museu Marquês de Pombal- Pombal • Workshop de Fotofrafia de Natureza (19~20/06) Café Concerto - Pombal • Palco aberto (6ªs do mês, 23h00) •”Tango com Joaquim & Sílvia” (19/06, 23h00) Cidade de Ourém • Festas de Ourém 2010 (17/06~20/06) Museu Municipal - Ourém • Oficinas lúdico-pedagógicas (marcação prévia) Centro Pastoral paulo VI - Fátima •”Sentir a música” - concerto (18/06, 20h00) Cine-Teatro - Ourém • Concerto com rao kyão (18/06, 21h30) • Gala de Ópera (19/06, 16h00)


6 CULTURA / SOCIEDADE

O Mensageiro 17.Junho.2010

Jardim Escola João de Deus de Leiria

EXPOSIÇÕES “SHOAH” – um olhar sobre o holocausto é o tema da exposição de fotografia de António Nunes Farias e Mário Raposo, que é inaugurada no dia 22 de Junho às 18:00 h, na Loja Ponto JA de Leiria. A exposição estará patente ao público em Leiria, até ao dia 22 de Julho e enquadra-se num circuito de divulgação itinerante por todas as Lojas Ponto JA da região centro e algumas escolas.

Colégio Senhor dos Milagres

Exposição de artes plásticas No âmbito do Ano Europeu de Luta Contra a Pobreza e a Exclusão Social, o Colégio Senhor dos Milagres dinamiza no Instituto Português da Juventude de Leiria uma exposição de artes plásticas intitulada “Arte e Cidadania”. O Departamento de Artes e Expressões desta escola pretende dar continuidade ao projecto “EncontrArte”, intervindo de forma directa na sociedade através da utilização da linguagem visual e explorando temáticas ligadas à solidariedade e à cidadania. As obras expostas podem ser adquiridas pelos visitantes, revertendo a totalidade do valor angariado a favor da instituição Cercilei. A exposição encontra-se patente ao público de 2 a 18 de Junho, de segunda a sexta, das 9H00 às 20H00.

De 15 a 26 de Junho no IPL

Dulce Bernardes expõe pintura Foi inaugurada a 15 de Junho, pelas 18H00, a exposição “Cidades de Água”, de Dulce Bernardes, que irá estar aberta ao público na Biblioteca José Saramago (Campus 2 do IPL, em Leiria), de 15 a 26 de Junho. A exposição “Cidades de Água” apresenta o reflexo da alma da autora, com um espelho. “ As suas telas, onde mergulha as mãos cravejadas de reflexos, tons e transparências, constroem cidades luminosas, verdadeiros espelhos que mais não são do que os reflexos de um sonho transformado”, explica Graça Campos, Comissária de Artes Plásticas.

Exposição temporária na Marinha Grande

Vilma Libana no Museu do Vidro A exposição “Vilma Libana- Arte da Gravura em Vidro” vai ser inaugurada no dia 19 de Junho de 2010 (Sábado), pelas 17h00, no Museu do Vidro – Palácio Stephens. A exposição monográfica dedicada à obra artística de Vilma Libana consiste numa apresentação da arte da gravura em vidro, um processo que permite explorar a superfície do vidro, inicialmente plana, conferindo baixo-relevo à imagem.

Colégio de São Miguel

Viver uma Festa de Família Numa altura em que a palavra “crise” sai facilmente da boca de toda a gente e entra, por vezes, sem querermos, pelas nossas casas (é a crise económica, a financeira, a social, a da família, a de valores, …), viveu-se, no passado dia 4 de Junho, no Colégio de São Miguel, uma verdadeira festa de Família. O tema, “Século XX”, permitiu criatividade ao 2º ciclo com os heróis da Disney, ao 3º ciclo, os heróis da Marvel e ao Secundário, personalidades marcantes das mais diversas áreas. PUB

Jorge Carvalho Sofia

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Durante a sua história, o Jardim Escola João de Deus de Leiria distinguiu-se pela sua qualidade e método de ensino mas também pelos prémios e distinções que tem recebido no âmbito de participações em vários tipos de concursos regionais e nacionais. No mês de Maio e Junho de 2010, a instituição tem vindo a somar mais desempenhos positivos na participação em concursos, “fruto de muito trabalho e entrega, de uma dedicação extrema dos profissionais do estabelecimento de ensino mas também do envolvimento das crianças e dos seus pais”, refere Vera Sebastião, Presidente do Conselho Directivo do João de Deus. No dia 10 de Maio recebeu o primeiro prémio do concurso literário “Uma Aventura Literária” da editora Caminho, na modalidade teatro. Posteriormente, houve uma apresentação dos textos vencedores no

Teatro Aberto em Lisboa, com a participação dos alunos do João de Deus de Leiria, tendo sido entregue o prémio pelas autoras de “Uma Aventura”, Ana Maria Magalhães e a ministra da Educação, Isabel Alçada. Nesta cerimónia, o João de Deus de Leiria arrecadou mais prémios, resultado da sua representação mas também pelo belo cenário criado para o efeito. Assim, o prémio Cenários e Adereços, de Melhor Actriz Principal (Madalena Rodrigues, 9 anos) e Melhor Actriz Secundária (Maria Carolina

Nunes, 9 anos), foram mais distinções que honraram a escola leiriense. Na edição de 2010 concorreram 10.366 participações individuais e de grupo. No dia 1 de Junho, na Estação Elevatória dos Barbadinhos do Museu da Água, em Lisboa, uma vez mais o João de Deus de Leiria distingue-se ao receber uma menção honrosa no escalão de ensino básico (1º ciclo), no âmbito da participação do “13º Concurso Águas Livres - Água é Património”. A 8 de Junho, os alunos

do 1º ano do João de Deus de Leiria receberam outro primeiro prémio, desta vez na participação no Concurso de desenho “Era uma Vez o meu País… na minha Escola”. A entrega decorreu no Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, com os trabalhos dos alunos de Leiria a poderem ser vistos numa máquina fotográfica feita para o efeito, imitando o antigo e com uma visualização dos desenhos com o espreitar do monitor. No dia 16 de Junho, uma menção honrosa no Concurso Heróis Saudáveis “Mimosa”, desta vez com um desenho da Roda dos Alimentos, com proposta de uma ementa saudável para uma semana. Muitos concursos e muitos prémios para uma escola premiada mas que também premeia pelas suas distinções no ensino e na forma como inter-age com as suas crianças. Joaquim Santos

Estilista José António Tenente apresentou na Batalha

Primeiro perfume “Amor Perfeito” O criador e estilista, José António Tenente, que celebra este ano 24 anos de carreira, deslocou-se à Batalha para apresentar “Amor Perfeito”. Trata-se de um perfume desenvolvido em parceria com as empresas portuguesas “100 ML” e “ISensis”. “Na verdade”, diz José António Tenente, “são dois aromas que se complementam. São intencionalmente diferentes, mas com pontos em comum”. Os aromas de senhora e homem foram recentemente lançados em Lisboa no MUDE-Museu do Design e da Moda e agora apresentados durante a inauguração da nova loja da Perfumaria Jordão, no Largo Goa Damão e Diu, na Batalha, no passado dia 29 de Maio. O perfume de mulher “é forte e envolvente, sensual

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Exposição de Fotografia “SHOAH”

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Maio e Junho com uma “chuva” de prémios

No IPJ de Leiria

sem ser óbvio, doce sem ser excessivo. Abre com a leveza da flor da laranjeira e notas cítricas, evolui para um sedutor bouquet floral, e sobre um fundo amadeirado saltam os sensuais aromas ´gourmand´ dos frutos vermelhos e chocolate”, descreve o estilista. Já o aroma de homem é “intenso e elegante”. José António Tenente destaca

as “notas cítricas”, que evoluem “sensualmente para notas orientais de especiarias, sobre um fundo de acordes masculinos de âmbar e sândalo vermelho”. Rematando, os dois são “apaixonados e apaixonantes”. Susana Jordão, proprietária da Perfumaria, que registou uma mudança de morada, do interior de um

centro comercial para uma rua da Vila Heróica. “As pessoas estão a apostar nas zonas históricas”, explica a responsável. Há mais de 20 anos no comércio, Susana Jordão recorda que tudo começou no ramo da Drogaria. “Nessa altura ainda tudo era vendido a peso, incluindo os perfumes. Houve realmente uma grande evolução.” Revelando-se conhecedor da Batalha, “desde o tempo das visitas de estudo ao Mosteiro”, sublinhou que a visita é inspiradora, confessando: “não há muito tempo tive a oportunidade de aí passar um fim-de-semana em família”. “O centro histórico da Batalha com a imponente presença do belíssimo Mosteiro é muito inspirador de facto.”

Câmara da Marinha Grande aposta em veículo ecológico

Melhor ambiente no serviço aos cemitérios A Câmara da Marinha Grande adquiriu uma viatura eléctrica com o objectivo de minorar o impacto ambiental e melhorar o acesso aos dois cemitérios

municipais. A viatura até agora usada não permitia deslocação entre as estreitas ruas dos cemitérios nem na via pública, o que dificultava os serviços.

O novo equipamento “amigo do ambiente”, que representou um investimento de cerca de 24 mil euros, além de ergonómico pela largura reduzida e faci-

lidade de deslocação, é mais económico. Foram ainda entregues quatro fardas aos assistentes operacionais (coveiros), para cerimónias fúnebres.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 17.Junho.2010

Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário da República

Roteiro Republicano encenado em Leiria Fernando Catroga e Acácio de Sousa no Café das Quintas

“Os cem anos da República”

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No âmbito das comemorações locais do Centenário da República, a Comissão Organizadora local leva a efeito no próximo dia 19 de Junho (sábado), pelas 17h00, o segundo Roteiro Republicano encenado de Leiria. O percurso a efectuar e que terá início junto à Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira (Largo Cândido dos Reis/Terreiro), tem como objectivo recuperar a memória das ruas que homenagearam as personalidades marcantes da República e será orientado por Acácio de Sousa, Director do Arquivo Distrital de Leiria e investigador, contando também com o apoio do ISLA Leiria (Licenciatura de Turismo). Este périplo terminará no Salão Nobre dos Paços

do Concelho, mas pelo caminho muitas surpresas estão reservadas aos participantes, através de animações pontuais e alusivas ao trajecto a percorrer. Desta forma será criada uma maior empatia entre os participantes no roteiro e a cidade, uma vez que no dia-a-dia nem paramos para pensar nas situações que na nossa história dão origem

aos topónimos. O primeiro Roteiro Republicano teve lugar no passado dia 13 de Março e, na ocasião, contou com a participação de muitos leirienses que ficaram a conhecer o significado dos topónimos das ruas de Leiria que invocam personalidades marcantes ligadas à implantação da República em Portugal.

Fernando Catroga, professor universitário, historiador e membro da Comissão Nacional das Comemorações do Centenário da República, e Acácio de Sousa, Director do Arquivo Distrital de Leiria, são os convidados do Café das Quintas para a edição de Junho, a realizar no dia 17 de Junho. O tema desta sessão, que conta com as participações de dois eméritos historiadores e ambos especialistas naquela temática, será “Os 100 anos da República em Portugal”.

Ciclo de Conferências em Pombal No próximo dia 25 de Junho, pelas 21h00, tem lugar no Auditório Municipal de Pombal a Conferência “A República no Feminino”, no âmbito do Ciclo de Conferências - Quem Fez a República. A Conferência “A República no Feminino” tem como oradora Isabel Lousada, Investigadora Auxiliar de nomeação definitiva, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi uma das fundadoras da Associação Portuguesa das Mulheres Empre-

sárias e da Federação de Mulheres Empresárias e Profissionais de Portugal. Depois da Conferência “A República no Feminino” no dia 25 de Junho, a ter lugar no Auditório Municipal, o Arquivo Municipal de Pombal recebe no dia 2 de Julho, pelas 21h00, a Conferência “A Maçonaria e a República” tendo como orador o Dr. António Lopes, Director do Museu Maçónico Português. Ainda programadas estão as conferências “O 5 de Outubro de 1910”

no próximo dia 9 de Julho, pelas 21h00 e “O Papel da Carbonária na Implantação da República” a ter lugar a 16 de Julho pelas 21h00. Ambas as conferências terão lugar no Arquivo Municipal de Pombal. O Ciclo de Conferências - Quem Fez a República, que decorre em Pombal, é promovido pela Fundação Mário Soares com o apoio da Cultrede, no âmbito das Comemorações do Centenário da República Portuguesa.

Mel, azeite, vinho e doçaria, de 18 a 20 de Junho

Feira do Mundo Rural na Batalha Decorre de 18 a 20 de Junho, junto ao Mosteiro da Batalha, a III Feira do Mundo Rural da Batalha, numa iniciativa que pretende dar a conhecer e valorizar os produtos de qualidade existentes na região da Alta Estremadura. Mel, azeite, produtos biológicos, flores e doçaria são alguns dos produtos à disposição do público. Em complemento à Feira do Mundo Rural, a Praça Mouzinho de Albuquerque recebe a presença de alguns canteiros que trabalharão ao vivo a Pedra, divulgando, assim, esta arte ancestral da região da Batalha. Na componente da animação, destaque para o espectáculo do Agrupamento de Escolas da Batalha, “Escolas a Cantar”, que assinalará a conclusão do presente ano lectivo e no dia seguinte, Sábado, às 21h30, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, o

espectáculo “La Venexiana”, que integra a 28º edição do Festival Música em Leiria. Ainda nesse mesmo dia, mas às 16h30, a Galeria Mouzinho de Albuquerque recebe a exposição de escultura da autoria de Cristina Maria Ferreira intitulada “Percursus”. Inserido no programa da III Feira do Mundo Rural, decorrerá no dia 18, às 18h30, na cerimónia de inauguração do evento, a entrega dos certificados aos formando do Concelho da Batalha que frequentaram no presente ano lectivo a formação no Curso de Informática.

Praia da Vieira galardoada

Novamente “Praia Acessível” O galardão da “Praia Acessível” foi mais uma vez atribuído à Praia da Vieira, na freguesia de Vieira de Leiria, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). O projecto “Praia Acessível” visa tornar acessíveis as praias portuguesas, marítimas e fluviais, às pessoas com mobilidade condicionada e sensibilizar todas as pessoas, em especial as que intervenham como agentes e as que são utentes das praias como veraneantes, para a problemática das pessoas com mobilidade condicionada.

Na Praia do Pedrógão

Festival da Sardinha Promovido pela Câmara Municipal de Leiria, em colaboração com o Turismo Leiria /Fátima e a Junta de Freguesia de Coimbrão, vai decorrer entre os dias 24 e 27 de Junho na Praia do Pedrógão, o XIII Festival da Sardinha. Dia 24, pelas 18h00 terá lugar a assinatura do protocolo relativo à vigilância balnear e a cerimónia do hastear da bandeira “Praia Acessível”, bem como, a inauguração da nova embarcação representativa da Arte Xávega na Praia do Pedrógão. Pelas 19h00 segue-se a inauguração do Festival da Sardinha, com a visita às tasquinhas, onde a sardinha assada será o cardápio de excelência apresentado pelos participantes que aderiram a este evento. A inauguração do Festival da Sardinha será animada pelos Gaiteiros do Liz, seguindo-se pelas 20h00 a actuação do saxofonista Paulo Nunes (junto às mesas das tasquinhas) e pelas 21h30, a actuação em palco, de Victor Sérgio e Banda. Entre os dias 25 e 27, o Festival da Sardinha estará aberto ao público das 12h00 às 24h00 e além das tasquinhas, as tendas de artesanato regional serão também um atractivo para o público, assim como a animação, garantida por diversas actuações ao longo dos dias do evento.

Divulgação ambiental

Actividades em São Pedro de Moel A Câmara Municipal da Marinha Grande organiza um programa de actividades de divulgação ambiental nos dias 19, 20 e 27 de Junho, a decorrer em São Pedro de Moel. Estas actividades têm como objectivo estimular a criatividade dos mais jovens e promover a relação com a natureza, conhecer a fauna e a flora existente no concelho da Marinha Grande.

No Casal Fernão João

Dia Eco-Escolas No próximo dia 18 de Junho, a partir das 09h30, a EB1 Casal Fernão João promove o seu Dia Eco-Escolas com um conjunto de actividades de sensibilização ambiental. Pelas 09h30 - Pintura de um painel colectivo alusivo aos temas do projecto Eco-Escolas - “A Necessidade de Poupar Água”, Apresentação em PWP, pela Engenheira Catarina Soares (CMP) - “Experiências”, Experiências com os alunos, dinamizadas pela Engenheira Catarina Soares; 11h30, pausa (Lanche); 11h40, desfile de moda, com fatos reciclados (alunos e familiares); 12h15, Canção; 12h20, Jogos de Exterior com a reciclagem (alunos e familiares); 13h00, almoço partilhado.


8 ANO SACERDOTAL

O Mensageiro

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17.Junho.2010

Maior concelebração da história de Roma fechou ano sacerdotal

Padres de uma centena de países estiveram com Bento XVI Mais de 15 mil padres de todo o mundo marcaram presença na Sexta-feira na Missa que encerrou o Ano Sacerdotal, no Vaticano, naquela que foi a celebração eucarística com o maior número de concelebrantes da história de Roma. A Missa, presidida por Bento XVI, colocou um ponto final neste ano, que ele próprio convocou para assinalar o 150.º aniversário da morte do Santo Cura d’Ars, João Maria Vianney (1786-1859). Simbolicamente, Bento XVI utilizou na celebração o cálice que pertencia a

São João Maria Vianney, que hoje é conservado na paróquia de Ars (França). Mons. Guido Marini, responsável pelas celebrações litúrgicas do Papa, lembra que o Santo francês “esteve no centro do Ano Sacerdotal”. A celebração contou com momentos particulares, como o “rito de aspersão com a água benta, como acto penitencial”, para “retomar o tema da purificação, sobre o qual o Papa falou ultimamente, em diversas ocasiões”. Depois da homilia, os sacerdotes renovaram as

promessas sacerdotais, como na Quinta-Feira Santa, na Missa Crismal. No fim da concelebração, antes da bênção conclusiva, o Papa renovou o acto de consagração dos sacerdotes a Nossa Senhora, segundo a fórmula utilizada por ocasião da peregrinação a Fátima, no dia 13 de Maio. Quinta-feira, na vigília de oração com Bento XVI que decorreu na Praça de São Pedro, o Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, explicou que o Ano sacerdotal teve como objectivo

“promover o compromisso de interior renovação de todos os sacerdotes por um forte e incisivo testemunho evangélico no mundo de hoje”. “Cada sacerdote sabe bem que nunca está concluído o caminho de conversão”, afirmou o Cardeal brasileiro, acrescentando que este caminho se inicia no seminário e que prossegue durante toda a existência terrena, pelo que deixou votos de que “o Ano Sacerdotal não termine nunca”. D. Cláudio Hummes manifestou ainda sua gra-

tidão ao Papa, “por tudo o que fez, o que está a fazer e fará por todos os sacerdotes”. “Sabemos que Sua Santidade já perdoou e perdoa sempre a dor que alguns lhe provocaram. Esteja certo de que o corpo sacerdotal como tal deseja ingressar, com o Senhor, no diálogo de amor entre Jesus e Pedro”, completou. Bento XVI disse pedir “perdão” pelos “pecados dos sacerdotes”, em particular pelos “abusos sobre os pequenos”, assegurando que a Igreja tudo fará para que não se repitam.

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, que ouviu, em Roma, a mensagem do Papa, destaca a coragem de Bento XVI ao pedir perdão a Deus e às vítimas. “A religião cristã é a religião da misericórdia e do perdão, tanto a misericórdia e o perdão que recebe de Deus, de Jesus Cristo, como também recebe daqueles que são ofendidos pela Igreja”, disse à Rádio Renascença.

Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios faz balanço positivo

Ano Sacerdotal ajudou a redefinir prioridades O Simpósio do Clero de Portugal, as iniciativas regionais e locais e o encontro de Bento XVI com o clero, durante a visita a Portugal, marcam a história do Ano Sacerdotal, que terminou na sexta-feira, dia 11 de Junho. Para D. António Francisco dos Santos, que acolheu a convocação do Ano Sacerdotal “com surpresa”, a mensagem que o Papa dirigiu aos padres de Portugal, na tarde do dia 12 de Maio, em Fátima, sintetiza as conclusões e os desafios que emergem de um ano Pastoral centrado na figura do padre. Em entrevista ao Programa ECCLESIA, o Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios aponta como primeiro desafio deixado pelo Papa Bento XVI o da fidelidade e da

lealdade. “O Santo Padre foi ao encontro da vida real de cada um de nós sacerdotes, deixando-nos um apelo a que não nos deixemos vencer pela rotina e pelo desânimo, mas que vivamos o fascínio de uma vida dada e renovada diariamente como no dia da nossa ordenação”, afirma. O Papa pediu também aos sacerdotes que não se dispersem por actividades que “não são consentâneas” com o essencial do ministério sacerdotal. “É muito oportuno fazêlo para que a vida dos sacerdotes não se disperse e não se perturbe com actividades que devem ser assumidas pelos leigos e que podem ser realizadas com muita eficiência e competência pelos leigos, libertando os

sacerdotes para o essencial do seu ministério e da sua missão”, indica o Bispo de Aveiro. Exemplos disso são, para D. António Francisco dos Santos, actividades de gestão de centros sociais. Neste momento temos de ser corajosos e lúcidos e determinados a procurar centrarmo-nos no essencial”. O Sacerdote precisa de estar disponível para o acompanhamento espiritual, para o que é essencial da sua missão”. Para o Bispo de Aveiro, os padres devem “compreender que os leigos têm espaços que ainda não ocuparam na Igreja e que é necessário que o assumam. E rapidamente!” “O sacerdote tem de ter tempo privilegiado para a oração, para o acompa-

nhamento espiritual, para celebrar os sacramentos, para caminhar com o povo de Deus”. D. António Francisco dos Santos aponta como prioridade no planeamento da vida dos sacerdotes não estarem tão ocupados e tão dispersos com actividades que outros membros da comunidade em que o padre está inserido podem assumir ”por inteiro e com eficiência”. Aos analisar um Ano – que D. António Francisco dos Santos diz não ter o direito de avaliar, mas de agradecer – o Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios assume que a realização deste projecto proposto pelo Papa constituiu uma oportunidade de encontro, de reflexão e de valorização da vocação

sacerdotal. A necessidade de realizar trabalho em rede, em equipa entre os sacerdotes é uma das intuições que sai reforçada com o Ano Sacerdotal, confirmada pelas mensagens dirigidas aos sacerdotes por Bento XVI, em Fátima. “Têm de surgir iniciativas em equipa sacerdotal”. Para D. António Francisco dos Santos, esse é “o caminho do futuro da Igreja”. “Temos decididamente de dar passos nesse sentido”. A formação contínua está também entre os desafios propostos pelo Papa e sentidos ao longo do Ano Sacerdotal. As iniciativas levadas a cabo contribuíram, segundo D. António Francisco dos Santos, para “fazer sentir que os sacerdotes, para lá do tempo

do seminário, precisam de uma formação permanente, que faz uma formação contínua”. A realização do Ano Sacerdotal foi também um contributo para que, diante da decisão vocacional, seja colocada em consideração também a opção sacerdotal. Para D. António Francisco dos Santos, não estão em causa mudanças no perfil do sacerdote, que refere a entrega total, a disponibilidade permanente e a doação de vida como as características que identificam o ser padre hoje. O Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios considera o Ano Sacerdotal “uma bênção”. “Constituiu uma oportunidade da descoberta e da beleza da vocação sacerdotal”, refere.


ANO SACERDOTAL 9

O Mensageiro 17.Jumho.2010

Opinião

Uma presença orante

Testemunho vivo

Direito por linhas tortas

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Chamava-se Hermann Cohen. Nasceu em Hamburgo, Alemanha, no dia 10 de Novembro de 1821. Os Cohen eram uma família judia. Em Hamburgo tinham um lugar de destaque pela sua grande riqueza e sucesso nos negócios. Hermann recebeu uma esmerada educação num colégio protestante onde teve bastantes dificuldades no relacionamento em consequência da sua religião. Contudo dotado de uma inteligência rara rapidamente se sobrepôs aos colegas nos conhecimentos académicos. Apenas com 4 anos de idade pediu a sua mãe, que nada lhe recusava, para aprender piano. Aos 6 anos já tocava as óperas então mais em voga. Aos 12 já era um artista reconhecido. Os êxitos sucediam-se. As suas actuações em Paris fascinaram célebres compositores e músicos como Chopin, Zimmermann e Franz Lizt. Lizt tornou-se seu professor, sentia-se profundamente orgulhoso por ter Hermann como aluno. Apenas com 12 anos Hermann começou a viver no mundo da aristocracia, dos pensadores e dos filósofos da época. Em casa todos viviam para o menino-prodígio. Mais tarde afirmou: Êxitos, honra, fama, viagens, aventuras, prazeres em que os artistas passam parte do seu tempo, tudo isto se gravava com matizes primaveris na minha imaginação, demasiadamente desenvolvida para a minha idade. Contudo, apesar de tantos êxitos, tantos aplausos, tanto sucesso, tanta fama, Hermann não era feliz, um enorme vazio minava-lhe o coração. Então Deus surpreendeu-o com o Seu infinito amor na curva do caminho. Decorria o ano de 1847, Hermann tinha 26 anos. O príncipe de Moscovo, muito seu amigo, convidou-o para o substituir na regência de um coral na igreja de Santa Valéria em Paris. Era o mês de Maio, mês de Maria. Estava lá a Mãe de Jesus para encher, no sagrado banquete da Eucaristia, as talhas vazias daquele jovem tão sedento da verdadeira harmonia e beleza. Após a Eucaristia a que Hermann assistiu, seguiu-se a Bênção do Santíssimo Sacramento. Tudo muito estranho e misterioso para o jovem

artista. Ele próprio o descreve: Naquele momento a minha mente encontrava-se perturbada, por assim dizer, e retirada da agitação do mundo, foi penetrada por algo totalmente desconhecido para ela anteriormente. Fui obrigado a curvar-me, contra a minha vontade, sem dúvida. No dia seguinte, tive a mesma experiência e, de repente senti um enorme desejo de me tornar católico. Durante o mês de Maio ele continuou a ir à Eucaristia mesmo sem perceber nada. Algum tempo depois ao visitar a cidade de Ems na Alemanha, por causa de um concerto, procurou uma igreja para assistir à Santa Missa, sem esconder dos seus colegas a necessidade que sentia de ir ao Santo Sacrifício, mesmo antes de ter sido baptizado. Assim o refere: Pouco a pouco os cânticos, as orações, a presença – embora invisível, sentida por mim – de um poder sobre- humano, começam a agitar-me, a perturbar-me e faziam-me tremer. Numa palavra, a graça divina começava a derramar-se sobre mim com abundância. Subitamente, no momento da Consagração, das minhas pálpebras desprende-se um dilúvio de lágrimas que não

cessa de correr com abundância sobre minha face em chamas...Oh momento para sempre memorável para a saúde de minha alma! Enquanto elas me inundavam, senti surgir no mais fundo da alma dilacerada, pela minha consciência, os mais lancinantes remorsos por toda a minha vida passada. Sentia, ao mesmo tempo, uma calma desconhecida que invadiu a minha alma como bálsamo consolador e que o Deus de misericórdia me perdoaria e teria piedade de mim. Ao sair dessa igreja de Ems, já era cristão. Sim, tão cristão quanto é possível sê-lo antes de receber o Santo Baptismo... Decidido a converter-se à Igreja católica teve um duro combate: o respeito humano, as críticas dos amigos e a terrível oposição da família. Mas Deus foi mais forte e lutou ao lado do seu fiel Amigo. Depois de uma cuidadosa preparação recebeu o Baptismo no dia 28 de Agosto com o nome de Maria Henrique Agostinho. Ao longo de toda a vida teve um amor louco à Eucaristia. Após o seu baptismo fundou a Adoração Nocturna que tinha como objectivo a adoração ao Santíssimo Sacramento durante toda a noite. Dois

anos mais tarde entrou na Ordem dos Carmelitas Descalços onde mudou o nome para Frei Agostinho Maria do Santíssimo Sacramento. Sobre a sua ordenação, assim escreveu a um amigo: Serei ordenado sacerdote no Sábado Santo e celebrarei a primeira Missa no Domingo de Páscoa. Nem tu nem eu, conheceremos jamais nesta vida terrena o que encerra de grandeza e majestade o temível mistério de ser sacerdote, de celebrar a Eucaristia ao qual os Anjos assistem tremendo. Sobre a sua Missa Nova escreveu: Senti-me tão feliz de tocar Jesus e têLo nas minhas mãos. Desde esse dia sinto o coração ferido, ferido de amor. Amo a Jesus, amo a Eucaristia. Ó Jesus, ó divina Eucaristia, atraindo-me com irresistível encanto despertaste na minha alma uma fome devoradora pelo Pão da Vida e no meu coração acendeste uma sede abrasadora pelo Teu sangue divino. Eram estes os sentimentos deste grande homem da humanidade, deste grande sacerdote da Igreja de Cristo, deste grande apaixonado da Eucaristia, deste “convertido da Eucaristia” como gostava de se chamar. Irmãs Clarissas de Monte Real

Terminou na passada sexta-feira, festa do Sagrado Coração de Jesus, o ano sacerdotal iniciado pelo Papa Bento XVI a 19 de Julho de 2009. Isto, que parecia pacífico, mostrou-se revolucionário. A função sacerdotal, vasta e profunda na Igreja, tem na pessoa do padre o seu ponto central, como indica a referência aos 150 anos da morte de S. João Maria Vianney, humilde cura de aldeia. Organizar um ano de celebrações à volta dessa figura é, na nossa sociedade, um dos maiores atrevimentos culturais. Não só o cristianismo é a única ideologia que hoje se pode atacar sem violar a tolerância, mas nele o padre é o aspecto mais desprezado. No Ocidente, a Igreja, mesmo se marginal, não goza do estatuto protector de minoria. Qualquer bizarria está mais defendida de críticas que ela. Tendo sido cultura dominante durante séculos, a crítica ao catolicismo é, no actual quadro de rebeldia adolescente, emblema de modernidade e progressismo, mesmo entre católicos. Aquilo que seria intolerável contra outros grupos sociais é comum com a Igreja em geral, e os padres em particular. Eles são, pode dizer-se, a menos respeitada de todas as profissões aceitáveis. Admira-se este ou aquele clérigo, mas o conjunto não presta. Assim, a surpreendente decisão de Bento XVI inclui uma serena mas contundente provocação à opinião dominante, levando os fiéis a meditarem sobre tudo o que a comunidade recebe das mãos e ministério dos sacerdotes. Só que aquilo que devia ser um período de reflexão, gratidão e celebração transformou-se num momento de terrível pressão mediática. Os escândalos de pedofilia centraram as atenções nos padres, mas pelas piores razões. Chega-se a duvidar se, afinal, será profissão aceitável. Este contraste entre propósitos e resultados chega para marcar este na longa história dos anos comemorativos. Não haverá outro em que o desvio seja maior. Isto não se deve a uma coincidência, porque realmente não aconteceu nada. Os factos que suscitam as acusações são antigos, alguns muito antigos, a ponto de nem permitirem investigações policiais. As notícias não são novidades. O único motivo está no interesse dos jornalistas, que decidem concentrá-las agora. Também é difícil sustentar a tese de cabala organizada, sendo impossível orquestrar uma campanha de tal dimensão. O mais surpreendente no episódio é, assim, ele parecer genuinamente fortuito. Claro que o quadro cultural ajuda. Se os jornais procurassem casos de pedofilia de professores, médicos ou outros (que os poucos estudos sérios indicam serem bastante mais frequentes), ninguém se lembraria de deduzir daí consequências sobre a respectiva classe profissional. Aliás, se o fizessem, imediatamente apareceriam as competentes organizações sindicais a criticar abespinhadamente tais insinuações. Mas os padres não se defendem. Chocados com o comportamento dos colegas, batem no peito e baixam a cabeça. São os únicos profissionais que sofrem vergonha e responsabilidade por actos de outros. Deste modo, o caso concede autorização aos inimigos da Igreja para insultar alegremente todo o clero, e até a instituição, sem temer resposta. Pior, se alguém disser que assim se conspurca uma multidão de inocentes por causa de um punhado de criminosos, logo se acusa de insensibilidade ao horrível sofrimento das crianças. É espantoso, mas existe mesmo muita gente capaz de retirar consequências para a doutrina e a hierarquia católicas destes poucos e velhos comportamentos aberrantes. Será que também duvidam da educação e medicina por existirem profissionais perversos? Noutro sector isto não passaria de uma falhada operação de relações públicas. A Igreja, também nisto, é diferente. Que os nossos padres, totalmente inocentes, tenham sofrido terrível vitupério simplesmente por serem o que são, logo no ano que lhes era dedicado, é um mistério espantoso. Afinal, na perspectiva cristã, centrada na cruz, o ano sacerdotal correu mesmo bem. João César das Neves


10 ECLESIAL

O Mensageiro 17.Junho.2010

Comum (20/06/10)

Antífona de Estrada: Salmo 27, 8-9 Leitura I: Zac 12, 10-11; 13, 1 Salmo Responsorial: Salmo 62 (63), 2-6.8-9 (R. 2b) Refrão: A minha alma tem sede de Vós, meu Deus. Repete-se Leitura II: Gal 3, 26-29 Aclamação ao Evangelho: Jo 10, 27 Refrão: Aleluia. Repete-se; As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor; Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Refrão Evangelho: Lc 9, 18-24 «És o Messias de Deus. O Filho do homem tem de sofrer muito» Um dia, Jesus orava sozinho, estando com Ele apenas os discípulos. Então perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». Eles responderam: «Uns, dizem que és João Baptista; outros, que és Elias; e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou». Disse-lhes Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «És o Messias de Deus». Ele, porém, proibiu-lhes severamente de o dizerem fosse a quem fosse e acrescentou: «O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia». Depois, dirigindo-Se a todos, disse: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á». Palavra da salvação.

Cânticos | XII Domingo do Tempo Comum (27/06/10) Entrada Senhor, tu nos chamaste - LAU 782 Fiz de ti a luz das nações - LAU 403

O meu amigo Tino Uma das coisas mais curiosas e confusas em Angola é o nome das pessoas. Para começar, é melhor não perguntar “como te chamas?”, mas “qual é o teu nome?”. Se a pergunta for a primeira o mais provável é que o inquirido não entenda. Outra questão é o nome da pessoa, sobretudo se é uma criança: pode ter até três ou quatro nomes pelos quais se dá. Pode apresentar-se pelo nome relativo ao dia da semana em que nasceu (Segunda, Caterça, Caquarta…) pelo nome que lhe deram no dia em que nasceu, pelo nome do Xará, que é uma pessoa de referência de quem se copia o nome. Depois, quando se fazem os documentos para o registo oficial, ainda pode haver outro nome que depois vai ser conhecido como o “nome da escola”. Para terem uma ideia, por vezes há grandes dificuldades até na elaboração de cédulas, documentos de casamento, etc. Mas há mais: por vezes são escolhidos nomes que têm tanto de original como de chocante, pelo menos para nós.

Na minha recente visita à Missão do Gungo, quando me encontrava com algumas crianças na aldeia do Uquende, fui perguntando às crianças os seus nomes. Um deles disse: “Lixo”. “Lixo?”, inquiri eu sem querer acreditar. “Sim”, confirmou o miúdo. Fiquei chocado e até algo perturbado. Já tinha ouvido falar destes casos, mas nunca me tinha deparado com nenhum directamente. Movido pelo incómodo, comecei a imaginar outro nome poderia arranjar para aquele miúdo tão franzino e de voz tão fina. E porquê aquele nome? Antes do nascimento daquele menino, a mãe deu à luz três crianças que morreram todas à nascença ou pouco depois. Todos tinham recebido um nome “normal”. Então, quando ele nasceu, recebeu o nome de “Lixo”. Por um lado, porque havia o forte receio de que viesse a ter a mesma sorte dos irmãos (se ia morrer, já era lixo); por outro, vejo atitude quase um desafio à morte: a impotência por fazer alguma coisa que permita manter a vida parece levar a uma ren-

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Leituras | XII Domingo do Tempo

Janela Sobre a Missão

dição perante a morte na esperança de que a mesma se deixe “enganar” e acabe por poupar aquela vida. E não é que às vezes até resulta, como foi o caso. Depois de percorrer mentalmente alguns nomes, disse-lhe: “então agora ficas Tino, de Diamantino; o teu nome agora é Diamantino e dizes aos teus amigos que és Tino”. A minha ideia mudar o nome de algo que se deita fora, que não interessa, por um que signifique algo valioso. Diamantino vem de diamante. A Missão permite-nos estas “acrobacias”. Numa terra em que as pessoas têm tantos nomes achei que não tinha mal mudar este, ainda para mais valendo-me da minha autoridade de padre missionário. Mas nesta história está em causa mais que o nome em si mesmo.

A Missão é mesmo esta tarefa de dar às pessoas, tantas vezes oprimidas por situações tão desumanas, uma nova identidade que traga ao de cima sua dignidade de filhos de Deus. Nos dias que se seguiram, junto de adultos e crianças, ia dizendo que aquele menino agora se chama Tino; mas algumas dos miúdos insistiam em dizer “é Lixo” num ar de gozo e até de provocação de quem sabe que o primeiro nome não é assim lá muito simpático. Quando estive a última vez com o Tino ele já me soube dizer o seu novo nome. Espero que ele e os outros não o esqueçam. P. Vítor Mira

cristão pela forma como viviam. O nosso cristianismo, como toda a cultura dos anos 90, é um cristianismo light, que não compromete verdadeiramente, que aparece um pouco nos novos movimentos cristãos de caris pentecostalista. Temos de descobrir o que significa ser cristão: aceitar ter valores diferentes daqueles que a maioria segue, porque nem sempre a maioria tem razão, e viver de uma forma heróica esses valores minoritários mas essenciais. S. Paulo diz que “Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher.” Claro que esta afirmação não anula as diferenças existentes, apenas significa que o valor é o mesmo. Que todos, como filhos de Deus, têm o mesmo direito à salvação, ao seu desenvolvimento total, sem haver alguém que diga o que devo

fazer para agradar a este ou àquele. Acreditar que Jesus é o Messias significa viver de acordo com a mensagem que ele nos disse, não é preciso dizer aos quatro ventos como somos bons por sermos cristãos pois isso vê-se pela nossa vida. Mesmo que para isso seja preciso continuar a existirem mártires, pessoas que simbolizem a mesma dádiva da vida que Jesus realizou ao morrer na cruz, com a certeza de que três dias depois se dará a ressurreição. A verdadeira vida não é destruída porque é sustentada pelo próprio Deus, nascente permanente que lava o pecado. Tudo é perdoado, se houver arrependimento.

Salmo Responsorial O Senhor é a inha herança - LAU 583 Apresentação dos Dons Só no Espírito de Deus - LAU 789 Tomai, Senhor, e recebei - LAU 821 Comunhão Se alguém quiser seguir-me - LAU 739 Não fostes vós que me escolhes-tes - LAU 512 Acção de Graças Se vos amardes uns aos outros - LAU 749 Um novo coração - LAU 833

AO SABOR DA PALAVRA

Final Quem me seguir andará nas trevas - LAU 708 Cristo dará a liberdade - LAU 246

MISSAS DOMINICAIS Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 10h00 – Paulo VI 10h00 - S. Francisco 10h30 – Franciscanos 10h00 – S. Romão 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h45 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário e Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

Cidade de Deus 12.º Domingo do Tempo Comum

Neste Domingo Jesus pergunta-nos: “Quem dizeis que Eu sou?” Mas não é só ele a fazer-nos estas perguntas. Todos os homens nos perguntam por Jesus Cristo. Quem é Ele? O que faz? E o que é que nós dizemos? Sabemos que ele é o

messias, mas o que é que isso significa para nós? Os judeus viam o Messias como um político que tornasse o seu Povo numa grande nação. Vivendo sempre a experiência da opressão por povos mais fortes sentiam desejo de um libertador político/militar. Mas Ele dizia: “O filho do homem tem de sofrer muito; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia.” E nós hoje não queremos ouvir falar de sofrimento, de resignação, de morte. Dizemos que o Messias é Salvador, mas é difícil aceitar a forma como se consegue a salvação: dando a vida pelos outros. Uma das acusações mais comuns contra os cristãos é a sua incoerência entre o estilo de vida e aquilo que professam. Há necessidade então de regressar às raízes da nossa fé: aos tempos em que, por causa das perseguições, só se sabia quem era


IGREJA EM PORTUGAL 11

O Mensageiro

17.Junho.2010

Homenagem a D. João Pereira Venâncio No contexto do Ano Sacerdotal e por iniciativa de D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, foi constituída, no início deste ano, uma Comissão composta pelos padres Joaquim Ventura, Luciano Cristino, Joaquim João e Armindo Janeiro para promover a evocação do sacerdote e bispo de Leiria, D. João Venâncio, na passagem dos 25 anos da sua partida para a casa do Pai. A estes foram, depois, agregados dois antigos alunos do Seminário da Leiria: Joaquim Madail Pedrosa e Martinho Nunes. Na reflexão feita em Comissão pareceu oportuno que esta evocação decorresse ao ritmo da vida da Diocese, privilegiasse o testemunho daqueles que com ele privaram, retomasse algumas das sugestões da Comissão que coordenou as celebrações do centenário do seu nascimento, em 2004, e lançasse a reflexão sobre a melhor forma de guardar a memória dos Pastores que o Senhor enviou à

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Evocação dos 25 anos da sua morte

nossa Diocese para nos confirmarem na fé e servirem a comunhão eclesial. Neste sentido, entre Julho e Dezembro deste ano, realizar-se-ão diversas iniciativas para recordar, agradecidos, a vida e o ministério de D. João Venâncio: 1) -13/7/2010: 21h00, na celebração da dedicação da Catedral, lembraremos os padres que ele ordenou, as comunidades paroquiais que fundou, os institutos de vida consagrada que

acolheu na Diocese e as instituições (educativas, sociais…) que criou. 2) -12/10/2010: 16h00, por ocasião da peregrinação aniversária de Outubro ao Santuário de Fátima, publicaremos as comunicações proferidas no centenário do seu nascimento e evocaremos o intenso trabalho do padre e bispo João Venâncio na difusão da mensagem de Fátima em todo o mundo. 3) -24/10/2010: 16h00, na reabertura ao culto da igreja paroquial de Monte Redondo, faremos uma romagem ao cemitério onde repousam os restos mortais de D. João Pereira Venâncio e recordaremos as suas raízes. 4) -8/12/2010: 15h30, Solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira do Seminário; data da ordenação episcopal de D. João e da sua entrada solene na Diocese, como Bispo residencial, lembraremos os seus trabalhos como formador de seminaristas e de padres e os seus esforços como o

grande impulsionador da construção do edifício do Seminário em Leiria. Nesse dia faremos também a bênção da primeira fase das obras, já concluídas, que se destinam à Comunidade do Seminário e à Casa de Retiros. 5) - De Julho a Dezembro, publicaremos mensalmente nos nossos jornais diocesanos um artigo sobre as grandes dimensões do seu ministério episcopal. 6) – Outras iniciativas: promoveremos a redacção da sua biografia e lançaremos a reflexão sobre a melhor forma de guardar a memória daqueles que o Senhor enviou em seu Nome como pastore à nossa Diocese. Convidamos todas comunidades da nossa Diocese e seus membros a participar. Padre Manuel Armindo Pereira Janeiro (Coordenador da Comissão Organizadora)

Renovar o conceito de igualdade no Centenário da República

Jornada da Pastoral da Cultura em Fátima A Igreja Católica em Portugal promove no próximo dia 25 de Junho a sua VI Jornada da Pastoral, desta feita centrada na renovação do conceito de “igualdade”, num ano em que assinala o Centenário da República. Para o director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC), padre Tolentino Mendonça, este é “um momento de grande importância”, como espaço de “encontro, congregação, refontalização”.

Nesta jornada, acrescenta o padre e poeta em declarações à Ecclesia, será relido “em chave cristã” o tema da igualdade, algo que considera ser “urgente”. Em Fátima, a discussão versará sobre a “igualdade social, numa linha de renovação do próprio conceito”. D. Manuel Clemente, responsável pela Comissão Episcopal que acompanha a área da Cultura, diz que este é um “tema vivo”,

que desta feita conta com contributos do cinema, da arquitectura, da economia e da própria Igreja. Entre os participantes destaca-se Artur Santos Silva, Presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. No final dos trabalhos, será entregue à diocese de Beja o Prémio de Cultura Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes, na sua sexta edição, instituído pelo Secretariado Nacional

da Pastoral da Cultura. O júri considera que “a forma criativa e empenhada” com que Beja “tem sabido colocar a Cultura como campo prioritário da missão da Igreja” é um “testemunho” para as dioceses portuguesas. Para D. Manuel Clemente, o trabalho das últimas três décadas é “verdadeiramente extraordinário e pioneiro”, realçando o património como “meio de cultura e de evangelização”.

“Iniciação Cristã, liturgia e catequese”

Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica O Secretariado Nacional de Liturgia vai realizar o 36º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica nos dias 26 a 30 de Julho em Fátima. Este Encontro será dedicado à temática da “Iniciação Cristã, liturgia e catequese”. A Conferência Episco-

pal Portuguesa está particularmente interessada no aprofundamento desta realidade da vida da Igreja. A liturgia e a catequese são chamadas a prestar o seu contributo à causa da formação e da celebração dos sacramentos que geram os cristãos e os acompanham

no seu crescimento. Além das quatro conferências destinadas a todos, a organização oferece uma renovada Escola de Ministérios, este ano estendida aos catequistas, especialmente convidados pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã.

As inscrições para o encontro devem ser feitas até ao dia 17 de Julho. O programa encontra-se na página do Secretariado Nacional de Liturgia: www.liturgia.pt.

PEREGRINAÇÃO

Crianças invadiram Fátima no seu dia Milhares de crianças, acompanhadas pelos seus catequistas e muitas famílias estiveram no dia 10 de Junho, em Fátima a participar num momento particular e especial que se vive anualmente neste santuário de Maria em Fátima. Os números oficiais apontam para a presença de cerca de 200 mil peregrinos no Santuário na missa das 11h00, celebrada no Recinto de Oração, dos quais mais de trinta mil eram crianças. Além deste grande grupo de âmbito nacional, seis outros grupos de peregrinos, vindos da Irlanda, de Itália e de Portugal, anunciaram a sua participação nesta eucaristia. Integrada nas Celebrações do Centenário do Nascimento de Jacinta Marto, vidente de Fátima, a Peregrinação das Crianças procurou mostrar aos mais novos este exemplo concreto de uma vida de entrega e dedicação aos outros e de grande amor e oração pela Igreja. Também não foi esquecido que este ano se celebra o décimo aniversário da beatificação de Jacinta Marto e de seu irmão Francisco Marto. O presidente da Peregrinação das Crianças foi D. Manuel Clemente, bispo do Porto. Concelebraram com ele a missa da peregrinação o anfitrião, D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, e 160 sacerdotes. Como exortação principal, em palavras ao jeito das crianças, D. Manuel Clemente pediu aos mais novos que escutem o Céu, que escutem a Deus, e que ofereçam as suas vidas aos outros e a Deus. Após a homilia, num jardim cheio de flores que as crianças tinham oferecido a Nossa Senhora, uma flor gigante, em tela, “plantada” no espaço em frente do altar construído propositadamente para a peregrinação e diante das crianças que foram convidadas a subir para a escadaria da Basílica, mostrou de forma mais evidente o que significavam as duas principais palavras e pedidos lançados na homilia, como que desafios às crianças para embelezar e perfumar o mundo. Em cada pétala um apelo a “Escutar” e “Oferecer”: acolher, respeitar, amar, rezar, ajudar, sorrir, perdoar, trabalhar, conviver, consolar, obedecer e partilhar. No final da Missa, D. António Marto voltou a relembrar as palavras do bispo do Porto durante a homilia, Escutar e Oferecer, e chamou a atenção para o essencial a reter: “Devemos escutar a Deus e oferecer o nosso coração e a nossa vida a Deus, como fez a Jacinta, para que a nossa vida seja bela”. Apesar do tempo frio e chuvoso do dia antecedente e de uma manhã igualmente cinzenta, crianças de todo o país foram trazidas a Fátima, e, com a sua alegria, entusiasmo e cor, bem visível nas camisolas e nos bonés de todas as cores, transformaram o Recinto do Santuário de Fátima num enorme jardim, num grande espaço de festa, a festa do centenário do nascimento da Jacinta e a “festa do encontro com o nosso amigo Jesus”, como foi anunciado ao início da manhã na Capelinha das Aparições. Mesmo final da Missa, para grande alegria das crianças, foi distribuída a prenda-surpresa. Este ano foram oferecidos pelo Santuário de Fátima um rosário e um livro de leitura enriquecido com propostas para actividades. Intitulado “Jacinta, um coração de ouro”, palavras do pai da vidente para a descrever, o livro é da autoria de Maria Emília Carreira, com a colaboração do Padre José Henrique Pedrosa para as actividades e de Inês do Carmo para as ilustrações. LeopolDina Simões Sala de Imprensa do Santuário de Fátima


12 ECLESIAL

Bento XVI

Significado do serviço diplomático da Santa Sé Bento XVI recebeu, no Vaticano, cerca de 40 membros da Pontifícia Academia Eclesiástica, que forma os representantes diplomáticos da Santa Sé. No seu discurso, falou sobre o conceito de representação, sublinhando a importância de uma “plena adesão ao Papa e ao Magistério” e “paixão pela comunidade eclesial”. Representar o Romano Pontífice, afirmou Bento XVI, significa “ter a capacidade de ser um canal seguro de comunicação entre as Igrejas particulares e a Sé Apostólica”. “Por um lado, colocando à disposição do Papa e dos seus colaboradores uma visão objectiva, correcta e aprofundada da realidade eclesial e social em que se vive; por outro, empenhando-se em transmitir as indicações da Santa Sé, respeitando e valorizando, ao mesmo tempo, os esforços dos bispos e o caminho das Igrejas particulares junto às quais se encontra a servir”, indicou. Segundo o Papa, trata-se de “um modo original de realizar a própria vocação sacerdotal”. Com Rádio Vaticano

“Igreja e novas tecnologias da comunicação”

Encontro Ibérico em Málaga

A cidade espanhola de Málaga vai acolher entre 28 e 30 de Junho o Encontro Ibérico das Comissões Episcopais de Meios de Comunicação Social de Espanha e da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais de Portugal. A iniciativa deste ano será subordinada ao tema “Igreja e novas tecnologias da comunicação: uma oportunidade para a missão pastoral”. Para além da partilha de preocupações comuns, os participantes contarão ainda com a ajuda de Daniel Arasa, professor de Comunicação Digital na Universidade Pontifícia da Santa Cruz (Roma), que apresentará uma conferência intitulada “A comunicação da Igreja na Internet. Avaliação e perspectivas”. A comitiva portuguesa integra seis elementos, com a presidência de D. Manuel Clemente, responsável pela Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

Congo

Antigos meninos-soldados necessitam de esperança Na República Democrática do Congo, os antigos meninos-soldados necessitam urgentemente de ajuda para superar os traumas de guerra e poderem voltar a viver uma vida normal. A associação humanitária internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) está a promover uma iniciativa de amplo alcance neste sentido, oferecendo auxílio a mais de mil refugiados que escaparam da milícia rebelde Exército de Resistência do Senhor (Lord’s Resistance Army, LRA), com base no Uganda. Segundo o bispo Julien Andavo Mbia, de Isiro-Niangara, responsável por supervisionar os esforços em favor dos refugiados, os meninos sequestrados estão sob sério risco. O programa do bispo Mbia prevê, além do fornecimento de comida e peças de vestuário aos sobreviventes dos ataques, o atendimento médico dos feridos – algumas das vítimas tiveram os lábios e as orelhas arrancados. Segundo o missionário comboniano Romano Segalini, as crianças e os jovens “estão traumatizados, e muitos deles estão gravemente doentes”. Com Zenit

17.Junho.2010

Desafios deixados pelo papa

Bispos reúnem-se e procuram respostas Os desafios deixados pela visita de Bento XVI a Portugal deverão gerar novas respostas da Igreja Católica, face a um modelo de acção que se confronta com uma sociedade em profunda mudança. Na semana em que a Conferência Episcopal Portuguesa promove as suas Jornadas Pastorais anuais, a Agência Ecclesia foi ao encontro de um conjunto de responsáveis e especialistas, partindo em particular das interpelações lançadas durante o discurso do Papa aos Bispos do nosso país. D. António Marcelino, Bispo emérito de Aveiro, lembra que “o pedido do Papa aos bispos para serem promotores de cultura e de espiritualidade, marca um sentido de novidade na acção pastoral, em que se entrelaçam a vida e a fé”. Relacionando este discurso com aquele que o Papa dirigiu aos Bispos de Portugal em 2007 durante a visita ad Limina, D. António Marcelino refere a urgência da formação e iniciação cristã: “A Igreja viu-se derepente uma comunidade cheia de pagãos baptizados, que a pouco e pouco abandonam a prática sacramental e optam por uma vida à margem do Evangelho”. “Os bispos portugueses estão conscientes desta rea-

lidade e sentem-se interpelados por ela. Estão, porém, dispostos a renovar, a partir daqui, a acção pastoral da Igreja?”, questiona. Alfredo Teixeira, do Centro de Estudos de Religiões e Culturas da Universidade Católica Portuguesa (UCP), refere à Ecclesia que a Igreja Católica pensa a sua pastoral na óptica de “uma certa homogeneidade da pertença”, mas nas sociedades actuais “a forma como os indivíduos gerem a sua pertença é muito complexa”. A percentagem de quase 90% de católicos em Portugal esconde “uma realidade muito diversificada”. “Quando um português diz que é católico, isso pode significar muitas coisas”, alerta. Para o especialista, há uma “persistência dessa identidade” que é interessante analisar, porque “a construção da identidade religiosa, hoje, já não sofre os constrangimentos e as pressões sociais e culturais que, porventura, existiam em décadas anteriores”. Para Alfredo Teixeira, em questão está a concepção do “lugar da religião nas sociedades”, que em muitos casos desenvolveram a ideia de que “o espaço público deve ser neutro, em termos religiosos” e não

apenas o Estado. “Não vejo como escapar a essa realidade quando se pensa a organização do espaço público”. Relativamente à Igreja Católica, o antropólogo fala em “alguma indecisão” quanto à definição do papel dos leigos, sobretudo face à diminuição do número de presbíteros para presidir às comunidades e organizar a vida pastoral. “A importância do presbítero na identidade católica nas comunidades não diminuiu e, ao tornarse mais rara, isso trouxe um problema”. Alfredo Teixeira lembra as experiências de “reorganização” do território de pertença, com a introdução de unidades mais amplas do que a “tradicional paróquia”, mas “não tem sido fácil encontrar um modelo organizativo adequado”. Bento XVI pediu aos Bispos de Portugal que estejam atentos aos padres e aos novos movimentos da Igreja, como pastores que promovem a comunhão entre todos. A este respeito, D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu, escreve: “Creio firmemente que, enquanto manifestação do Espírito em cada tempo, os Movimentos são indispensáveis à vida da Igreja e têm um

lugar insubstituível na Iniciação Cristã de muitos baptizados, levando-os ao encontro pessoal com Jesus Cristo”. No texto que assina nesta edição do semanário Agência Ecclesia, o vogal da Comissão Episcopal do Laicado e Família admite que “há aspectos na renovação da Igreja e na sinodalidade que se sente urgente incrementar nas Dioceses do nosso País e que são já prática de acção de muitos carismas e de muitas experiências que muitos Movimentos vão fazendo”. D. António Couto, Bispo Auxiliar de Braga, refere, por seu lado, que “para lá dos conteúdos dos discursos com que nos brindou, o maior realce tem de ser posto, todavia, também para que os discursos sejam verdadeiros, no facto de Bento XVI ter sido no meio de nós testemunha qualificada da acção da Graça de Deus em acção no nosso mundo”. “Bento XVI voltou a lembrar que os discursos e apelos aos princípios e valores cristãos, ainda que necessários e indispensáveis, não chegam ao mais fundo do coração da pessoa, não tocam a sua liberdade, não mudam a vida”.

Turquia

Emoção no adeus a Bispo Bento XVI manifestou a sua “profunda dor” perante o assassinato de D. Luigi Padovese, na Turquia, lembrando o falecido Bispo como uma “alma nobre”. A Catedral de Milão acolheu uma nova cerimónia fúnebre do administrador apostólico de Anatólia (Turquia), morto no passado dia 3 de Junho pelo seu motorista. Em mensagem enviada ao Cardeal Dionigi Tettamanzi, que presidiu à celebração, o Papa manifesta as suas “sentidas condolências” pela morte de um “amado pastor” e agradeceu o “testemunho generoso” daquele que era o presidente da conferência episcopal da Turquia. D. Luigi Padovese, de 63 anos, pertencia à Ordem dos Frades Capuchinhos,

DR

BREVES

O Mensageiro

tendo sido ordenado padre em 1973 e Bispo em 2004. O prelado foi assassinado por Murat Altun, de 26 anos, que segundo testemunhas locais terá gritado “Matei o grande Satã! Allah Akbar” após apunhalar e degolar o Bispo italiano. Na cerimónia desta manhã marcaram presença

5 mil pessoas, incluindo perto de meia centena de Bispos e um representante do próprio Papa, o Arcebispo libanês Edmond Farhat, antigo Núncio apostólico na Turquia que ordenou D. Luigi Padovese como Bispo. Na sua homilia, o Cardeal Dionigi Tettamanzi lembrou o falecido Bispo

como um “verdadeiro construtor de reconciliação e de paz, a partir do respeito recíproco e do acolhimento fraterno”. Já D. Ruggero Franceschini, que o Papa designou como novo administrador apostólico de Anatólia, disse no final da cerimónia que “mataram o bom pastor” e pediu ajuda para a Igreja Católica na Turquia. “A pequena Igreja que ficou em Anatólia, mesmo sendo de tradição apostólica, é demasiado jovem para superar sozinha uma tragédia como esta, demasiado frágil para enfrentar o mal com que foi atingida”, alertou. À saída, os presentes aplaudiram durante a passagem do caixão, que seguiu para o túmulo da família de D. Luigi Padovese.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 17.Junho.2010

NO CORAÇÃO DA IGREJA

Pe. Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

O celibato dos sacerdotes

O

mundo que vive sob o domínio do princípio do prazer não aprecia nem entende o celibato dos sacerdotes. E, menos ainda, que esteja protegido por uma lei da Igreja. Por isso, a divulgação dos actos sexuais escandalosos de sacerdotes levou muitos a apontarem o dedo ao celibato como factor causador ou pelo menos facilitador

de tais os abusos sexuais, como se não houvesse muitos crimes do mesmo género em pessoas casadas e em outras sem qualquer compromisso de casamento. O celibato é uma forma de amor não compreendida por muitos, mesmo quando a esmagadora maioria das quatro centenas de milhares de sacerdotes existentes no mundo a vive pacificamente e de modo feliz. É certo que há uma lei da Igreja latina a exigir este estado de vida aos jovens chamados ao sacerdócio. Porém, antes e para além disso, é um carisma espiritual, um dom divino só concedido a alguns. E tem uma finalidade divina e altruísta: é sinal de Deus e mensagem para os homens. O escritor inglês G.K.Chesterton (18741936), no seu livro “Ortodoxia”, reconhece o valor do celibato, mesmo admitindo pessoalmente não ter “especial afinidade com aquele entusiasmo pela virgindade física que

foi indubitavelmente uma componente do cristianismo ao longo da história”. E explica: “Quando me ponho a olhar, não para mim mesmo, mas para o mundo, apercebo-me de que esse entusiasmo não é uma componente apenas do cristianismo, é também uma componente do paganismo, uma componente da natureza humana superior em muitas esferas. Os gregos estavam a elogiar a virgindade quando conceberam Ártemis, os romanos quando criaram as vestais; e os piores e mais depravados dramaturgos isabelinos agarraram-se à pureza literal das mulheres como pilar central do mundo. Acima de tudo, o mundo moderno (embora troce da inocência sexual) lançou-se numa generosa idolatria da inocência sexual, que é nisso que consiste o moderno culto das crianças. Porque qualquer pessoa que goste de crianças concordará que a beleza peculiar que as caracteriza é posta em causa pela menor sugestão de actividade sexual. Perante

toda esta experiência humana, aliada à autoridade cristã, tenho de concluir que sou eu que estou enganado e que é a Igreja que tem razão; ou antes, que eu sou imperfeito, enquanto a Igreja é universal. É necessário todo o tipo de pessoas para constituir a Igreja; e esta não me pede que seja celibatário. Mas aceito o facto de não apreciar os celibatários como aceito o facto de não ter ouvido para a música. O melhor da experiência humana está contra mim, neste caso, como no caso de Bach. O celibato é uma flor do jardim da minha infância cujo nome, doce ou terrível, não me ensinaram, mas pode ser que venham a ensinar-me” (p. 222-223). Na Igreja católica, além dos celibatários há também sacerdotes casados, nomeadamente na Igreja oriental. Um destes, o ucraniano Yurko Kolasa, casado e pai de 4 filhos, diz o seguinte: “A tradição do clero casado vem dos tempos apostólicos. Nos primeiros anos da Igreja, alguns homens

casados foram inclusive consagrados bispos. A Igreja oriental sempre admitiu a possibilidade de os homens casados serem ordenados sacerdotes. Tenha-se, no entanto, em consideração que nunca nenhum sacerdote solteiro na Igreja se casou; só houve exemplos de homens casados que depois foram ordenados. A Igreja ocidental decidiu ordenar somente homens que não estão casados, excepto para alguns protestantes que entraram na Igreja nos últimos anos. Eu sempre tive um grande respeito e uma alta estima pelos sacerdotes não casados e sempre tento incentiválos a valorizar e proteger o dom que receberam. São Paulo diz: “Aliás, gostaria que todos fossem como eu. Mas cada um recebe de Deus um dom particular, um este, outro aquele” (1 Cor 7,7)”. Um terceiro testemunho vem-nos da beata Teresa de Calcutá, que assim disse aos sacerdotes: “O celibato sacerdotal é o dom que prepara para a vida nos céus.

O maior dom que alguém pode oferecer a Jesus no dia em que se torna sacerdote é um coração virginal, um corpo virginal. O celibato não é apenas a nossa capacidade de dar, mas, ainda mais, a nossa capacidade de acolher o dom de Deus, a escolha de Deus. O celibato sacerdotal cria um vazio que nos permite receber o outro dom maravilhoso que somente Jesus pode oferecer e presentear, o dom do amor divino”. É deste amor divino que vivem os sacerdotes, pessoalmente, e o oferecem com total generosidade aos homens nas suas relações pessoais e através do seu ministério. Assim se tornam na Igreja testemunhas e dispensadores dos saborosos bens que Deus, na sua bondade e amor, concede aos homens. Não é isto um bem preciso que o celibato proporciona?

WWW.OMENSAGEIRO.COM.PT COMENTÁRIO

Orlando Fernandes Jornalista

O poder político português

O

mundo no início do século XIX era diferente. Mas há coisas que pouco mudaram. Na altura uns dos mais poderosos banqueiros do mundo, Nathan Rolhei, podiam dizer: “Não me interessa saber qual é o boneco que está colocado no trono de Inglaterra para governar o Império…O homem que controla fornecimento de

dinheiro à Grã-Bretanha controla o Império Britânico eu controlo o fornecimento de dinheiro”. A questão, como nesse tempo continua a ser dinheiro. E lucro. Porque tudo tem um preço, menos honra. Mas a luta, cada vez mais fratricida, entre a PT e a Telefónica sobre o controle da Vivo, levanta outras questões que não têm só a ver como lucro que os accionistas possam querer retirar da oferta espanhola. Para a PT esta é, claramente, uma questão de sobrevivência. Se ficar encurralada em Portugal, o seu peso revelar-se-á insignificante Brasil é o seu oxigénio: seja na Vivo seja noutro operador móvel. Mas esta luta pela Vivo mostrou o erro que foi a aliança da PT com uma operadora com um músculo muito superior: a sua voracidade haveria de vir ao de cima, porque a Telefónica considera a operadora portuguesa a última na cadeia alimentar.

As declarações do seu administrador financeiro ao “Financial Tims” são uma traição digna de Brutus. A Telefónica não tem amigos ou parceiros: tem conhecidos que trata como produtos descartáveis. Isto é: não tem moral. Mas não é isso que vale à PT. O dinheiro não vive numa cama de moralidades públicas. E por isso o desafio que tem pela frente é enorme. A política da Telefónica lembra a do grande marechal-de-campo da Guerra dos 30 anos (que durou de 1618 a 1648), Albrecht von Wallenstein.Colocou 100 mil homens no campo de batalha, dizendo para eles se alimentarem do que a terra dava. O resultado foi o exército ter-se tornado um parasita que consumiu toda a vida existente nas províncias do Império. A espiral de morte foi devastadora mas isso fez com que aumentasse o seu poder numa sociedade e auto-destruição. O epílogo foi simples: o imperador austríaco man-

dou assassiná-lo em 1634. Mas pelo caminho o marechal deixou um deserto. A alucinação brasileira da Telefónica, porque precisa da sua presença ali para tapar os buracos dos seus erros estratégicos alhures, poderá devastar tudo. Mas mostra o outro lado de pessoas com quem não se pode acordar nada: a arrogância. O problema é, no entanto, maior. É político. A PT é uma ds poucas empresas portuguesas que põem ser instrumentais na nossa diplomacia económica. E o seu poder for transferido para Espanha o poder político português no mundo ficará o muito pobre. Basta fazermos uma conta: quantas empresas espanholas estratégicas são absorvidas por uma entidade estrangeira? Em Espanha resiste-se sempre e criam-se todo o tipo de minas para que tal não seja possível. As empresas portuguesas que se têm aventurado em Espanha sabem-no bem. O valor da PT é também político. E por isso Ricardo Sal-

gado fez bem relembrar que o Governo português ainda tem a “golden share”. A PT é estratégica para o futuro de Portugal. E não pode ser um entreposto comercial de Espanha. Sabe-se o que sucederia às áreas de inovação tecnológica ou mesmo aos melhores técnicos portugueses utilizados pela PT no mundo se esta fosse absorvida pela Telefónica. É aqui que a política vale mais que o simples valor do dinheiro. O Governo, aqui, nunca poderá fazer como Pilatos. Deixar a Telefónica à solta no Brasil e mesmo em Portugal seria um erro catastrófico em termos políticos. Por isso, na Vivo ou fora dela, a PT terá de se manter no Brasil. E em Portugal. E nos países de língua portuguesa. E não pode sequer pensar em “hablar potunhol”.

JORNALICES.COM

Pedro Jerónimo

Curioso dos media

(Des)informação

P

agar para ser supervisionado. Na prática é o que acontece com os media, na sequência da Taxa de Regulação e Supervisão que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) já começou a cobrar. A questão é que ‘no mesmo saco’ estão tanto os grandes títulos, como os pequenos. É caso dos jornais locais, para quem a crise não é desconhecida. Carolice, pela informação de proximidade. Com estas cargas, desajustadas, que o Estado lhes vai colocando em cima, resta perguntar: até quando?


14 INSTITUCIONAL / DIVERSAS

BREVES Valorlis junta utilizadores

Encontro inédito sobre compostagem doméstica A Valorlis vai realizar, no dia 26 de Junho, o 1.º Encontro de Compostagem Doméstica, uma iniciativa inédita a nível nacional que pretende juntar os utilizadores dos compostores para uma troca de experiências e proporcionar novas aprendizagens através de um conjunto de workshops temáticos. A empresa desenvolve, desde 2007, o projecto de compostagem doméstica, que possibilitou já a valorização de 4.265 toneladas de resíduos através da utilização de 5.587 compostores, que foram distribuídos gratuitamente aos munícipes pela empresa nas acções de formação realizadas em 43 freguesias dos seis municípios da sua área de influência.

O Mensageiro 17.Junho.2010

CEDILE Telefone 244 850 690 ECOGRAFIA / DOPPLER / ECOCARDIOGRAFIA TAC / MAMOGRAFIA / RX / OSTEODENSITOMETRIA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ARTICULAR Telefone +351244850690 / Fax 244850698 Largo Cândido dos Reis, Nº 11 / 12 • 2400-112 LEIRIA

De 28 de Junho a 9 de Julho

Emolândia ocupa tempos livres A Emolândia propõe ocupar os tempos livres de Verão das crianças entre os 6 e os 12 anos com actividades em diversas áreas artísticas, como a dança, a expressão dramática, a expressão plástica, a literatura infantil e a música. A Emolândia 2010 decorre durante dez dias, de 28 de Junho a 9 de Julho, no Orfeão de Leiria Conservatório de Artes. «A Emolândia é um conjunto de actividades que tem como objectivo divulgar as diversas valências artísticas do Orfeão de Leiria, como por exemplo, a dança e a música, e promover o gosto pelas artes, desenvolvendo as capacidades cognitivas, o pensamento crítico e a criatividade das crianças», explica Mário Teixeira, coordenador deste projecto e director pedagógico da Emolândia.

F. Costa Pereira Médico Especialista Doenças da boca e dentes

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Assinaturas normal/benfeitor: 20/40 Euros (Nacional), 30/60 euros (Europa) e 40/60 (Resto do Mundo) Nome: ___________________________________________ ____________________________________________ Rua: _____________________________________________ _______________ N.º _______________ Localidade: ____________________________ C. Postal: _____ - ____________________ Telf.: _______________________________ E-mail:___________________________@_______________ Enviar esta ficha, recortada ou fotocopiada, para: O Mensageiro - Lg. Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA ou forneça-nos os seus dados através do endereço de correio electrónico jornal@omensageiro.com.pt

JOGOS | Nº 2/2010 (Confirme em www.jogossantacasa.pt) Euromilhões: 2, 22, 24, 36, 44 + 1, 2 Totoloto: 6, 13, 14, 25, 41, 49 + 21 Loto2: 3, 21, 26, 30, 36, 45 + 43 Joker: 4 1 8 1 1 5 2 Totobola: 111 111 111 1212 FÁRMÁCIAS DE SERVIÇO Higiene (17), Antunes (18), Lis (19), Oliveira (20), Sanches (21), Tomaz (22) Avenida, (23) e Baptista (24).

Registo no ICS N.º 100494 Semanário - Sai à 5ª Feira Tiragem média - 3.000

Leiria Av. Marquês de Pombal, Lote nº 2 Tel.: 244 830 460 Fátima Rotunda Sul - Ed. Azinheira Marinha Grande Rua das Portas Verdes, 58 Ourém Av. Nuno Álvares Pereira

Telemóvel: 917 511 889 Telefone: 244 828 450 Fax: 244 828 580 Rua Machado Santos, n.º 33 2410-128 LEIRIA

TELEFONES ÚTEIS

Telefones: BARREIROS (sede): 244 840 677 JUNCAL: 244 470 610 Fernando - 919 890 630

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244

Cartório Notarial de Leiria A cargo do Notário Pedro Tavares Certifico, para fins de publicação, que neste Cartório e no Livro de Notas para Escrituras Diversas nº 189 – A, de folhas cento vinte e seis a folhas cento e vinte e sete, 27 de Maio de dois mil e dez, outorgada por Reinildo Cabral Saraiva e mulher Maria Irene Bernardino Heleno, casados no regime da comunhão geral, naturais de Carvide, Leiria, residentes na Rua Moinho Caldeira nº 143, Carvide, Leiria, nif 157 757 234 e 172 894 670, Que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores do prédio rústico, composto por pinhal, com a área de mil duzentos e setenta e seis metros quadrados, a confrontar do norte com Rua Principal, sul com Maria Adulecina Amado, nascente com Joaquim Dinis Sousa e do poente com Florindo Serrano, sito na Rua Principal em Moinhos de Carvide, na freguesia de Carvide do concelho de Leiria, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial deste concelho, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 5307, com o valor patrimonial tributário de 570 , igual ao atribuído. Que o referido prédio veio à sua posse por compra meramente verbal que fizeram por volta do ano de mil novecentos e oitenta e um a Manuel Gaspar Brilhante e mulher Lozumira Rodrigues Guerra. Que, assim, vêm possuindo esse prédio como seu, há mais de vinte anos, como proprietários e na convicção de o serem, cortando o mato, plantando e vendendo árvores, cumprindo as obrigações fiscais a ele relativas, posse que vêm exercendo ininterrupta e ostensivamente, com conhecimento de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, assim de modo pacífico, contínuo, público e de boa fé, pelo que adquiriram por usucapião a propriedade sobre o indicado imóvel. Que dada a forma de aquisição originária não têm documentos que a comprovem. Que para suprir tal título vêm pela presente escritura prestar estas declarações de justificação com o fim de obter no registo predial a primeira inscrição de aquisição do referido prédio. Vai conforme ao original na parte fotocopiada não havendo na parte omitida nada que amplie restrinja, modifique ou condicione a parte fotocopiada. Leiria vinte e sete de Maio de dois mil e dez. A Funcionária, (Leonor Pereira)

CARTÓRIO NOTARIAL DE MANUEL FONTOURA CARNEIRO PORTO DE MÓS Certifico para fins de publicação, que por escritura de justificação celebrada neste cartório Notarial, no dia catorze de Junho de dois mil e dez, exarada a folhas oitenta e nove do livro de Notas para Escrituras Diversas Duzentos e Quatro – A; HORÁCIO DE JESUS QUINTINO e esposa ALZIRA DE JESUS QUINTINO, casados sob o regime da comunhão geral de bens, naturais da freguesia de Colmeias, concelho de Leiria, residentes na Rua das Laranjeiras, 106, Zaburreiras, Memória, Leiria, declararam: Que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, do prédio rústico, sito em Memória, freguesia e Memória, concelho de Leiria, composto de terra de semeadura com seis oliveiras, com a área de mil trezentos e sessenta e oito vírgula quarenta metros quadrados, a confrontar do norte com Maria Alice, do sul e nascente com Horácio de Jesus Quintino, e do poente com capela da Senhora da Memória, não descrito na Segunda Conservatória de registo Predial de Leiria, inscrito na matriz da freguesia de Colmeias em nome de Manuel dos Santos sob o artigo 2187, com o valor patrimonial IMT de 105,66. Que o imóvel veio á sua posse por compra verbal a Manuel dos santos e esposa Emília de Jesus Mota, residentes que foram em Chã, Colmeias, Leiria, compra essa que teve lugar no ano de mil novecentos e setenta e oito, já no seu estado de casados. Não obstante não terem título formal de aquisição do referido prédio, foram eles que sempre o possuíram, desde aquela data até hoje, logo há mais de vinte anos, em nome próprio, defenderam a sua posse, pagaram os respectivos impostos, gozaram todas as utilidades por ele proporcionadas, amanharam-no, colheram os seus frutos sempre com o ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecidos como seus donos por toda a gente, fazendo-o ostensivamente, e sem oposição de quem quer que seja, posse essa de boa-fé, por ignorarem lesar direito alheio, pacífica, porque sem violência, contínua e pública, por ser exercida sem interrupção e de modo a ser conhecida pelos interessados. Tais factos integram a figura jurídica da usucapião, que os justificantes invocam como causa de aquisição do referido prédio, por não poderem comprovar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Cartório Notarial de Manuel Fontoura Carneiro, catorze de Junho de dois mil e dez. A Colaboradora com delegação de poderes, (Ana Paula Cordeiro Pires de Sousa Mendes)

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Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Pedro Jerónimo (CP7104), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (CP8867). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Filipe Matias (CO798), Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade Pedro Viva (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição CORAZE - Oliveira de Azeméis - Tel: 256 600 580 / Fax: 256 600 589 - E-mail: grafica@coraze.com Depósito Legal 2906831/09

Tabela de Assinaturas para 2010 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 17.Junho.2010

Tiago e Luísa campeões ibéricos Oito títulos para Portugal, seis para a Espanha. Entre os portugueses, destaque para as vitórias da dupla do Clube de Orientação do Centro, de Leiria, Tiago Romão (elites) e Luísa Mateus (veteranos B). A equipa nacional venceu assim o Campeonato Ibérico de Orientação em BTT, inserido no I Troféu Extremadura, realizado em Espanha, nos dias 12 e 13 de Junho.

Atletismo | Campeonato da Europa e Jogos CPLP

Portugal ‘chama’ atletas do Distrito Bruno Gualberto (Juventude Vidigalense) foi convocado pelo técnico nacional João Barros para integrar a estafeta 4x400 metros planos, no Campeonato da Europa de Equipas – 1ª Liga, que vai decorrer nos dias 19 e 20 de Junho, em Budapeste, Hungria. Quem também integra a comitiva são Vânia Silva, para o lançamento do peso, e Irina Rodrigues, lançamento do disco (ambas do Sporting e ex-JV), tal como Eva Vital (Benfica e ex-Arneirense, Caldas da Rainha), para os 100 metros com barreiras e estafeta 4x100 metros planos. Os VII Jogos Desportivos da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) são o destino de Anaïs Baptista (JV), que juntamente com a sua treinadora, Cátia Ferreira, integra a comitiva nacional que irá disputar a prova – destinada a jovens até aos 16 anos –, de 28 de Julho a 7 de Agosto, em Maputo, Moçambique.

Futsal | Taça Nacional de seniores femininos

Terminou sonho da final

A equipa do C.R Golpilheira terminou a sua participação na Taça Nacional, após ter sido eliminada nas 1⁄2 finais. Depois de uma derrota (5-8) no reduto do F.C. Vermoim, na primeira-mão, a 10 de Junho, não foi além de um empate (3-3), na segunda-mão, disputada na Batalha, dia 12. Recorde-se que esta foi a quarta época consecutiva que a representante de Leiria disputou a prova, disputada pelas campeãs de cada distrito. Finalista vencida em 2006/07, foi semi-finalista em 2007/08 e 2009/10 tendo ficado pela fase de grupos em 2008/09. Os finalistas desta época são o Vermoim e o Benfica.

FOTOJORNALISMOS

Andebol | Juvenis campeãs e seniores sonham com Taça Challenge

Juve Lis com ano “de ouro” Fim-de-semana de emoções no seio da Juventude Desportiva do Lis (Juve Lis), que se sagrou campeã nacional, no escalão de juvenis femininos, enquanto que em seniores femininos terminou no 5.º lugar, que poderá dar acesso às competições europeias. “Trata-se de uma equipa muito promissora porque para além de talentosa, as atletas são muito aplicadas e trabalham bem. Aí está o resultado. Outras equipas, igualmente boas e com muitas atletas na selecção nacional, ficaram pelo caminho”, comentou Célia Afra, presidente da Juve Lis. Duas vitórias, uma derrota. Foi este o saldo da equipa juvenil, na final four do campeonato nacional, disputada até ao fim. A equipa leiriense estreou-se com uma vitória (32-27) ante o C.P. Valongo Vouga, à qual se seguiu uma derrota (26-31), com C.D.B. Perestrelo. No último jogo, frente à equipa anfitriã (12 e 13 de Junho), J.A.C. Alcanena, só a vitória interessava. Três golos de diferença acabariam por ditar o desfecho (30-27) e a festa leiriense. Sonho europeu “Não podemos desperdiçar as oportunidades de evolução e de motivação para as atletas continuarem a trabalhar, até porque

Equipa campeã nacional

DR

Orientação | Portugal vence em Espanha

no feminino ninguém tem possibilidade de viver do andebol... logo, só com fortes motivações um sentimento de evolução e prazer se conseguem fixar as atletas.” A afirmação é da presidente da Juve Lis, perante a possibilidade da equipa de seniores femininos vir a participar na Taça Challenge, em 2010/11, apesar de ter terminado o campeonato nacional no 5.º lugar, e de tal cenário acarretar custos acrescidos. Os regulamentos da Federação Portuguesa de Andebol (FPA) são claros: o campeão nacional, Gil Eanes, qualifica-se para a Taça dos Campeões Europeus, “o 2.º classificado [Madeira SAD] é o representante na Taça EHF e o 3.º classificado na Challenge Cup [Colégio João de Barros, Pombal]” (VII, art. 8.º, 2). O mesmo regulamento ressalva, no

entanto, que “estas participações serão sempre em função do vencedor ou finalista vencido da Taça de Portugal que será o representante na Taça das Taças”. Como Madeira SAD e Colégio João de Barros (CJB) são as duas equipas já qualificadas para as competições europeias, e com presença garantida na final four da Taça de Portugal, poderá abrir-se uma vaga para o 4.º, o 5.º classificado... ou até para ambos. “A designação dos diferentes representantes para as competições europeias de clubes terá, sempre, de ser ratificada pela Direcção da FAP, mormente tendo em atenção as condições económicas e/ou desportivas de cada um dos clubes, procedendo-se às substituições respectivas quando for caso disso”, conclui o regulamento. Sobre os custos que uma

Tripela | Modalidade criada há dois anos

‘Dobradinha’ à vista? A equipa de infantis da Sociedade Instrução e Recreio, Picassinos, Marinha Grande, poderá juntar ao título de campeã distrital, recentemente conquistado, a Taça Primavera, que irá disputar com o Catarinense (Caldas da Rainha), dia19 de Junho, no Pavilhão Correia Mateus, Leiria. Foto: DR

“Quem experimenta fica fã” Passar com as mãos, rematar com os pés. É assim a tripela, uma mistura de futebol com andebol, que vai ‘beber’ ainda a outras modalidades, como o basquetebol, corfebol ou râguebi, e que comemorou, recentemente, dois anos de vida. “Penso que o balanço não poderá ser considerado completamente positivo, pois a divulgação estará muito aquém do que eu desejaria; ainda assim, já realizámos cerca de 30 acções”, começou por comentar o fundador da tripela, Rui Matos. As funções de sub-director da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (Instituto Politécnico de Leiria), que entretanto assumiu, são a justificação que apresenta. Ainda assim,

considera que “a receptividade de quem experimenta tem sido enorme, em todos os escalões etários e em todos os contextos”. O Verão traz, porém, novidades. “Fomos convidados para promover um torneio paralelo à etapa de andebol de praia, no Pedrógão, no início de Julho, assim como temos sido solicitados para promover acções de divulgação em vários municípios, nomeadamente em férias desportivas. Também está prevista, para breve, a realização de um Torneio patrocinado pelo INATEL”, adianta. Com as iniciativas já agendadas, “vamos tentar dar um maior impulso, pois quem experimenta fica fã”. PJ

Pedro Jerónimo/Arquivo

Esteve quase! Três pontos fizeram a diferença e, assim, a equipa masculina da Juventude Vidigalense (84 pontos) terminou no 4.º lugar, no nacional de clubes, 1.ª Divisão, atrás de Sporting (154), Benfica (134) e Juventude Operária Monte Abraão (87). Já a equipa feminina, terminou no 8.º e último lugar (54), escalão em que venceu o Porto (144). Foto: DR

eventual participação possa trazer, Célia Afra refere que “a participação nas competições europeias é sempre apoiada oficialmente, pelo que as despesas são sempre inferiores ao que se imagina” Com a equipa de iniciados a garantir o título de vice-campeã nacional e a de juniores presente na fase final, a presidente da Juve Lis refere ainda que “foi um ano que poderemos considerar de ouro para as equipas femininas”. A presença da Juve Lis na Taça Challenge, a verificar-se, representará um feito inédito para o andebol distrital, que assim colocaria duas representantes nas competições europeias, em 2010/11. Pedro Jerónimo pj@omensageiro.com.pt

Rui Matos inventor da tripela


ÚLTIMA 17JUNHO2010

Cada sacerdote sabe que nunca está concluído o caminho da conversão. Cardeal Cláudio Hummes, (no encerramento do Ano Sacerdotal, Junho de 2010)

Nomeações na Diocese de Leiria-Fátima

Por mandato do Senhor Bispo de LeiriaFátima, D. António Marto, são tornadas públicas as seguintes nomeações: O P. José Augusto Pereira Rodrigues é nomeado Director do Departamento de Pastoral Familiar, Director do Serviço de Pastoral da Saúde e Vigário Paroquial das Paróquias de Leiria e Cruz da Areia. O P. André Antunes Batista é nomeado Prefeito do Seminário Diocesano. Mantém as funções de Director do Pré-Seminário. Deixa o serviço nas capelanias militares e no Mosteiro de Santa Clara, em Monte Real. O P. Manuel Henrique Gameiro de Jesus é nomeado Director do Serviço Diocesano de Pastoral Juvenil e indigitado para Capelão das capelanias militares da Base Aérea de Monte Real e do Regimento de Artilharia de Leiria. Assume ainda o serviço de capelão do Mosteiro de Santa Clara, em Monte Real, e mantém as funções de Assistente Diocesano do Movimento dos

Convívios Fraternos. Deixa o serviço paroquial na Marinha Grande. O P. João Pereira Feliciano é nomeado Adjunto do Chanceler e, para o Tribunal Eclesiástico, Defensor do Vínculo e Promotor de Justiça. Continua como Pároco de Colmeias. O P. Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas é nomeado Capelão do Santuário de Fátima. Mantém as funções de Director do Departamento de Liturgia, membro do Secretariado Nacional de Liturgia, Docente no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra e na Universidade Católica Portuguesa. Deixa as funções de Prefeito do Seminário Maior de Coimbra. Passará a integrar o Colégio de Consultores. O P. Adelino Filipe Guarda é nomeado Coordenador do Serviço de Apoio ao Clero. Deixa o Serviço de Pastoral da Saúde e mantém os restantes serviços: Director do Centro de Formação e Cultura, Director do Gabinete de Apoio aos Serviços Pastorais, Defensor do Vínculo no Tribunal Eclesiástico, Coordenador do Serviço para o Diaconado Permanente, Assistente Religioso da Escola de Formação Social Rural de Leiria, Docente no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra e Docente no Seminário Diocesano de Leiria. Passará a integrar o Colégio de Consultores. O P. Vítor Manuel Leitão Coutinho assume a responsabilidade do Gabinete de Imprensa da Diocese. Mantém os serviços que já desempenha e passa a integrar também o Serviço de Apoio ao Clero. O P. Gonçalo Corrêa Mendes Teixeira Diniz é nomeado Pároco de Leiria e Cruz da Areia. Mantém as funções de Director

do Departamento de Pastoral Juvenil e Escolar e continua como Docente no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra e no Centro de Formação e Cultura. Deixa o Serviço Diocesano de Pastoral Juvenil. O P. Armindo Castelão Ferreira é nomeado Pároco da Marinha Grande. Deixa a paroquialidade de Ourém e as funções de Vigário da Vara desta Vigararia. O P. Alcides Rocha dos Santos Neves é nomeado Pároco da Ortigosa. Deixa o serviço paroquial na Marinha Grande. O P. Pedro Manuel Jorge Ferreira é nomeado Pároco de Nossa Senhora das Misericórdias, em Ourém. Deixa o serviço paroquial na Caranguejeira. O P. Joaquim de Almeida Baptista é nomeado Pároco de Caranguejeira. Deixa a paroquialidade de Leiria e as funções de Vigário da Vara desta Vigararia. O P. Rui Acácio Amado Ribeiro é nomeado Pároco da Barreira. Continua como Pároco das Cortes e mantém as funções de Director do Jornal “O Mensageiro” e Director do Serviço Pastoral da Comunicação Social. Deixa a paroquialidade da Cruz da Areia e a coordenação do Gabinete de Imprensa. Passará a integrar o Colégio de Consultores. O P. João Carlos Roma Leite Rodrigues e o P. Jovanete Paulo Vieira, da Congregação dos Marianos da Imaculada Conceição, são nomeados Párocos «in solidum» de São Mamede. O P. João Carlos Rodrigues assume a tarefa de moderador do serviço pastoral e deixa o serviço paroquial na Maceira. O P. Pedro Miguel Ferreira Viva é

Natural de Leiria-Fátima, toma posse a 15 de Agosto

nomeado Vigário Paroquial da Marinha Grande. Passa a integrar também o Serviço de Apoio ao Clero. Deixa os serviços no Seminário Diocesano. O P. Filipe da Fonseca Lopes é nomeado por mais um ano Administrador Paroquial do Fárrio. O P. Leonel Vieira Baptista é dispensado de todos os serviços que desempenha na Diocese, para frequentar um programa de formação contínua durante o próximo ano pastoral. O Diácono Miguel Sottomayor prestará serviço pastoral nas paróquias de Leiria e Cruz da Areia. O P. António Ramos é dispensado, a seu pedido, por motivos de saúde, da paroquialidade de São Mamede. Deixa as funções de Vigário da Vara desta Vigararia. O Serviço de Apoio ao Clero passará a ser constituído pelos seguintes elementos: P. Adelino Filipe Guarda, Mons. Luciano Gomes Paulo Guerra, P. Manuel Pedrosa Melquíades, P. Pedro Miguel Ferreira Viva, P. Vítor Manuel Leitão Coutinho e P. Clemente Dotti. O Colégio de Consultores passará a ser constituído pelos seguintes elementos: P. Jorge Manuel Faria Guarda, P. Virgílio do Nascimento Antunes, Mons. Luciano Gomes Paulo Guerra, P. Manuel Armindo Pereira Janeiro, P. Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas, P. Adelino Filipe Guarda, P. Rui Acácio Amado Ribeiro. Vítor Coutinho, Chefe de Gabinete Episcopal

Papa nomeia D. Anacleto para Bispo de Viana do Castelo pela CEP, para o Ano Paulino proclamado pelo Papa em 2008. É ainda membro da Comissão Episcopal da Educação Cristã. D. Anacleto de Oliveira nasceu a 17 de Julho de 1946. Estudou no Seminário de Leiria e foi ordenado padre a 15 de Agosto de 1970. Após a ordenação, frequentou em Roma a Universidade Pontifícia Gregoriana e o Instituto Pontifício Bíblico, tendo obtido as licenciaturas em Teologia Dogmática e em Ciências Bíblicas. Terminou os estudos bíblicos na Alemanha, tendo obtido o doutoramento em Ciências Bíblicas pela Universidade de Munster, cidade na qual trabalhou com a comunidade portuguesa. Na Diocese de Viana, criada em Novembro de 1977, irá encontrar um território com 2108 quilómetros quadrados, contando 291 paróquias e uma população de aproximadamente 250 mil habitantes. A tomada de posse está marcada para o próximo dia 15 de Agosto. DR

Bento XVI nomeou D. Anacleto Gonçalves Oliveira, de 63 anos, como novo Bispo para a Diocese de Viana do Castelo. O até agora Bispo Auxiliar de Lisboa vai substituir D. José Pedreira, que apresentara ao Papa a sua renúncia por ter atingido o limite de idade imposto pelo direito canónico. D. Anacleto Oliveira foi nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa a 4 de Fevereiro de 2005 e foi ordenado no dia 24 de Abril de 2005, em Fátima, numa celebração presidida por D. Serafim Ferreira e Silva. Tem como lema episcopal «Escravo de Todos». O prelado, que se irá tornar o quarto Bispo na história da Diocese de Viana, é actualmente presidente da Comissão Episcopal para a Liturgia. D. Anacleto Oliveira foi um dos dois delegados da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) ao Sínodo dos Bispos, que decorreu em Roma de 5 a 26 de Outubro de 2008, subordinado ao tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, e assinou o itinerário catequético, proposto


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