CAMPANHA
10 JUNHO 2010 ANO 96 - N.º 4813 FUNDADOR José Ferreira Lacerda DIRECTOR Rui Ribeiro
PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt
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ECONOMY
Nº DE2703206MPC
DESTAQUE
RICARDO CHARTERS D’AZEVEDO APRESENTOU ESTUDO SOBRE “O LIVRO MAIS NOTÁVEL DA BIBLIOGRAFIA LEIRIENSE”
“QUEM ESCREVEU O COUSEIRO ?” Ricardo Charters d’Azevedo apresentou, no dia 5 de Junho, o livro “Quem escreveu O Couseiro ?”, com uma investigação sobre a autoria desta obra, considerada por alguns historiadores como a “mais notável da bibliografia leiriense”. O jornal O Mensageiro está intimamente ligado à obra, até porque foi nas suas páginas que surgiu a terceira edição conhecida... Páginas 2 e 3
J. Santos
CULTURA Festival de Música em Leiria
ECLESIAL
Festa do “Corpo de Deus”
Bispo preside no Convento da Batalha
Ordem da Visitação celebra 400 anos de fundação | P. 9
MISTÉRIO DA EUCARISTIA, CORAÇÃO DA IGREJA
SOCIEDADE Com o secretário de Estado do Ambiente
“Limpar Leiria” recolheu Próximo ano será dedicado mais de 200 toneladas | P. 7 ao serviço à pessoa | P. 9 Comunicado do Conselho Presbiteral
LMFerraz
Última página
LMFerraz
“Quinteto de Sopros” traz riqueza de França | P. 5
2 DESTAQUE
O Mensageiro 10.Junho.2010
“Couseiro” em três edições...
EDITORIAL
Rui Ribeiro
O “livro mais notável da bibliografia leiriense”
Aprender a ser homem com as crianças
prui@iol.pt Todos os anos o Santuário de Fátima vive uma experiência única ao encher-se de milhares e milhares crianças que participam na sua peregrinação. Mais barulhenta que as outras e também mais colorida, esta peregrinação é um ex-libris do Santuário. Ninguém consegue ficar indiferente ao que ali se faz e se experimenta em cada ano. Mesmo os mais descrentes não podem negar a força e a emoção que espontaneamente nascem no íntimo de quem por ali passa. A peregrinação é esperada com ansiedade pelas crianças, preparada com afinco e empenho pelos mais velhos e é sempre um êxito alcançado desde o primeiro momento. Porquê? Porque as crianças na sua ingenuidade e simplicidade dão o melhor de si mesmas e de forma alguma trabalham para o aparato ou para o espectáculo. Talvez pela grandiosidade da peregrinação, muitas vozes se têm levantado relativamente à capacidade que as crianças têm ou não para viver a fé. Dos mais variados quadrantes das ciências humanas, as opiniões vão-se exprimindo e os argumentos vão-se sucedendo. Alguns querem a todo o custo negar a evidência e Quando alguns procuram arranjar razões afirmam por aí, que a ninguém passaria de forma um pela cabeça. A verdade é evidente. tanto ostensiva O ser humano é, todo ele, e orgulhosa, que adulto ou criança, um ser não têm fé, estão espiritual e por isso mesa dizer que são mo aberto à possibilidade pouco ou nada da fé, seja ela qual for. O humanos. Estão a que as crianças nos dizem negar aquilo que afinal, é que a fé não é uma é essencial ao ser questão de modernismo humano ou tradicionalismo, não é uma questão de épocas ou idades. Ela é uma questão essencial. Ou seja, somos mais humanos, quanto mais espirituais formos. E a fé, como expressão de espiritualidade, é sinal de humanismo e valoriza o indivíduo. Quando alguns afirmam por aí, de forma um tanto ostensiva e orgulhosa, que não têm fé, estão a dizer que são pouco ou nada humanos. Estão a negar aquilo que é essencial ao ser humano. Afinal de contas, as crianças na sua simplicidade estão a ensinar-nos a ser mais homens. Talvez por esta teimosia de alguns é que a Europa está como está, em termos económicos e sociais. Ora a peregrinação das crianças a Fátima além de nos relembrar aquilo que é essencial ao ser humano, tem ainda o condão de anualmente alertar para valores educacionais que se vão esquecendo. Enquanto, por exemplo, as politicas educativas se vão esquecendo da promoção dos valores éticos e morais, em Fátima vamos ouvir falar este ano do valor da partilha e da relação com os outros. Altar do Mundo, Fátima é uma verdadeira “escola de Maria”, como a definiu Bento XVI, onde se aprendem os valores da fé e consequentemente da humanidade. Nesta edição quisemos falar desta peregrinação e ao mesmo tempo abordamos de forma simples a questão da espiritualidade e da fé na idade infantil.
Na publicação “Quem Escreveu O Couseiro” de Ricardo Charters d’Azevedo são identificadas as três edições do “O Couseiro”. O jornal “O Mensageiro”, baseando-se nesta recente publicação, passa a identificar as três publicações do livro de referência da história de Leiria.
Edição número três O jornal “O Mensageiro” é, há quase um século de existência, uma referência para os investigadores que queiram retratar a história de Leiria. Neste âmbito, volvidos cento e dez anos sobre a publicação da primeira edição do livro “O Couseiro”, é o jornal do
Edição número um A primeira edição impressa tinha como título “O Couseiro ou Memórias do Bispado de Leiria”, datada de 1868, impressa em Braga na Typografhia Lusitana no ano de 1868, teve como responsável o Pe. Inácio José de Matos (eclesiástico do bispado de Leiria) que lhe acrescentou inúmeras notas. D. Frei Francisco de S. Luiz Saraiva, aquando da sua permanência no Convento da Batalha, desde os princípios de Outubro de 1823 até Fevereiro de 1824, leu-o e colocou-lhe vários comentários reproduzidos nesta primeira edição, com um total de 372 páginas.
Frei Francisco de S. Luiz Saraiva foi o responsável pelas notas que acrescentou na primeira edição de “O Couseiro”
Edição número dois Agora com o título “O Couzeiro ou Memórias do Bispado de Leiria”, foi publicada em 1898, igualmente da responsabilidade do Pe. Inácio José de Matos. Nesta edição aumentada, além de uma justificação das despesas feitas com a primeira publicação, e das actividades desenvolvidas para descobrir outros manuscritos da obra, o editor muda o nome do manuscrito para “Couzeiro”. Esta edição tem 424 páginas,
pois o editor inclui um suplemento à obra primitiva. Neste suplemento são incluídas cerca de 80 páginas de transcrições de documentos avulsos, dois opúsculos, mais 34 páginas impressas na Tipografia Católica, em Lisboa, sobre “A confirmação da Fundação da Sé Catedral de Leiria na pessoa do seu verdadeiro fundador – um bispo” onde se refutam afirmações produzidas no livro ‘Um Bispo por Deus’, e ainda uma “Crónica da
supressão do Bispado de Leiria”, de 60 páginas. Incluem-se diversas gravuras do Paço Episcopal e da Sé de Leiria e um texto com a ‘sua meditação’. Nesta edição, o editor traça ainda um percurso dos manuscritos a que teve acesso e aponta alguns erros na primeira edição resultantes de uma deficiente transcrição do manuscrito, em que se baseou.
Seminário de Leiria que procede à reimpressão dessa primeira edição, por iniciativa do Pe. António Francisco Pereira, publicada em folhetins entre 25 de Maio de 1978 e 25 de Setembro de 1980. Depois da publicação no jornal, os folhetins foram reunidos num volume de 322
páginas que foi colocado à venda na Gráfica de Leiria, estando hoje esgotada. Esta edição foi enriquecida com uma adenda que contém dados sobre a Diocese de Leiria, especialmente do período após a sua restauração, em 1918.
Edição número quatro?... Actualmente, o Seminário Diocesano, proprietário de “O Mensageiro”, está a projectar uma nova edição crítica de “O Couseiro”. Está já nomeada uma comissão responsável por pensar na execução desse trabalho. Brevemente, poderemos ter novidades...
DESTAQUE 3
O Mensageiro 10.Junho.2010
Livro de Ricardo Charters d’Azevedo revelou que “O Couseiro” pode ter tido dois autores
“Quem Escreveu O Couseiro?” A Biblioteca Afonso Lopes Vieira, com uma exposição da cópia do manuscrito do “Couseiro” e as edições impressas do livro, acolheu no dia 5 de Junho a apresentação da publicação “Quem Escreveu O Couseiro?”, de Ricardo Charters d’Azevedo. O autor, depois de uma apurada investigação, conseguiu encontrar documentos que sugerem que afinal a autoria da obra não se deve apenas a um mas antes a dois escritores que viveram em duas épocas distintas. Com a ausência do manuscrito original, através dos elementos recolhidos da extensa bibliografia, as inúmeras consultas na Torre do Tombo e Arquivo Distrital de Leiria, o autor Ricardo Charters d’Azevedo, quase 400 anos depois, desvenda os dois possíveis autores do “livro mais notável da bibliografia leiriense”. Da primeira parte do Couseiro surge como autor o Dr. António Couceiro, Provedor da Comarca de Leiria entre 1628 e 1637 e o criador da segunda parte do livro aparece o Dr. Simão da Rosa Guerra, Deão da Sé de Leiria, pelo menos de 1651 até 1660. A cerimónia de apresentação do livro “Quem Escreveu O Couseiro?” contou com Carlos Fernandes da editora Textiverso e Saul António Gomes, historiador e um dos investigadores leirienses que Ricardo Charters d’Azevedo consultou para escrever o livro. “Não se pode fazer a história de Leiria sem “O Couseiro” (Saul Gomes) O historiador leiriense Saul Gomes, um investigador de referência da história de Leiria, iniciou a sessão referindo que “Ricardo Charters d’Azevedo é agora um dos mais recentes historiadores de Leiria” ao publicar a obra “Quem escreveu O Couseiro?”. Saul Gomes reforçou a importância deste novo livro como elemento fundamental de todos os que queiram conhecer a identidade e o património da região de Leiria, reforçando que “não se pode fazer a história de Leiria sem “O Couseiro”, mesmo sabendo que se trata de uma análise histórica eclesiástica dos finais do século XVII”. Saul Gomes, sublinhando que a versão do manus-
crito original do séc. XVII não se conseguiu naquele tempo imprimir em livro, destacou a primeira edição impressa em 1868 baseada em cópias do alegado manuscrito original como um marco importante, sendo o título da obra de “O Couseiro ou Memórias do Bispado de Leiria”. Trinta anos volvidos, em 1898, foi lançada a segunda edição da obra, novamente das mãos do Pe. Inácio José de Matos, mas desta vez o título ficou apenas como “Couzeiro”. Esta edição justificou-se porque foram descobertos naquela época mais manuscritos com dados importantes para complementar a primeira edição impressa. Através do jornal “O Mensageiro”, o livro aparece na sua terceira edição, numa reimpressão da primeira edição impressa, através do Pe. António Francisco Pereira, director do periódico do Seminário de Leiria, depois de publicados neste semanário vários capítulos de 25 de Maio de 1978 a 25 de Setembro de 1980. Todas as três edições tiveram alterações, com dados novos, embora a versão original manuscrita de “O Couseiro” nunca tenha aparecido, desconhecendo-se por completo o seu paradeiro. Saul Gomes, na sua intervenção, destacou a necessidade de haver mais pessoas que vejam em “O Couseiro” um motivo de pesquisa histórica com profundidade, sendo esta análise de Ricardo Charters d’Azevedo, “um contributo
Ricardo Charter’s d’Azevedo na sua intervenção para se conhecer melhor o livro”. O historiador convidado para falar sobre esta edição da editora Textiverso, destacou o facto de serem identificados nas suas páginas todos os manuscritos que se conhecem de “O Couseiro”, destacando também os argumentos de pesquisa do escritor que indicam poder haver não um mas sim dois autores. Saul Gomes, referindo-se aos séculos XVI e XVII, numa cidade de Leiria Filipina, identificou o primeiro autor da primeira parte do livro “de nome António Couceiro, com ligações familiares nas Brancas, com os vários documentos descobertos por Ricardo Charters d’Azevedo que sugerem que “O Couseiro” deriva do apelido do autor”. Saul Gomes apontou como dado importante deste livro de Ricardo Charters d’Azevedo a informação disponibilizada sobre a autoria da segunda parte de “O Couseiro”, da responsabilidade do deão Simão Guerra, dando continuidade ao projecto inicial da obra, com informações
sobre o Bispado Novo. “O que explanei é somente uma teoria, uma boa teoria, julgo eu, que espero ver comentada e rebatida” (Ricardo Charters d’Azevedo) O autor do livro “Quem Escreveu O Couseiro?”, Ricardo Charters d’Azevedo, tem tido nesta primeira década do século XXI, uma notável produção de obras sobre Leiria, contribuindo para o conhecimento da história da cidade. Depois dos livros “Villa Portela”, de 1987, ”D. Frei Patrício”, de 2009, e “As destruições provocadas pelas Invasões Francesas em Leiria”, de 2009, aparece em 5 de Junho de 2010 com o livro “Quem escreveu O Couseiro”, uma investigação que resultou numa publicação com mais conteúdos para a história desta publicação. No início da sua intervenção, Ricardo Charters d’Azevedo confidenciou que sempre o impressionou o facto de existirem dados no “Couseiro” que não se encontram em
Traseiras da Sé de Leiria (gravura da segunda edição de O Couseiro, 1898)
mais lado nenhum e que o incomodava o facto de não ser conhecido o verdadeiro autor da obra indispensável para conhecer a história de Leiria. Depois de ter lido um artigo de um leitor do jornal “O Mensageiro” que perguntava ao seu director, Pe. Lacerda, quem seria o autor de “O Couseiro”, com uma resposta nas páginas do jornal que não tinha conhecimento da autoria do livro, Ricardo Charters d’Azevedo enceta uma investigação dos tempos do poeta Francisco Rodrigues Lobo, conferindo quem eram os Bispos e Padres daquela época. A surpresa chegou, com a descoberta surpreendente de um documento, colhido na obra de Selma Pousão-Smith, que identificava dois irmãos de nome “Couceiros”. Encetava aqui uma dedicada pesquisa sobre o Dr. António Couceiro, um homem que ao que tudo indica desenvolveu os escritos da primeira parte do livro e que participava na cobrança de impostos do Rei. Posteriormente abandonou a cidade de Leiria para ir para Guimarães, morrendo no ano de 1638. Ricardo Charters d’Azevedo adianta que da sua pesquisa tomou conhecimento que “no ano de 1650, a esposa do Dr. António Couceiro, devolve o manuscrito à Sé de Leiria e que o segundo autor, Simão da Rosa Guerra, recebe o manuscrito e acrescentalhe mais informação escrevendo na capa o nome de Couseiro, indicando assim de quem era.
O autor da publicação “Quem Escreveu O Couseiro?” indica-nos que, apesar da sua investigação, “muito está para conhecer deste longo percurso secular de um compilado de textos que identificam a história de Leiria”, destacando que nas suas conversas com o historiador Pe. Luciano Cristino, do Santuário de Fátima, tomou conhecimento que existe desde 1968 uma comissão para efectuar a revisão essencial dos textos do “Couseiro” mas que apenas um elemento ainda está vivo da génese desse grupo de trabalho, o Doutor Cristino. Essa comissão com elementos novos do Clero e leigos, nomeadamente com apoio da Câmara Municipal e da Universidade de Coimbra, poderiam ser a génese da elaboração de uma 4.ª edição de “O Couseiro”, agora anotada, permitindo igualmente corrigir alguns erros das edições anteriores. Charters d’Azevedo, embora destacasse que sempre foi bem recebido por onde se deslocou para efectuar as suas diligências sobre “O Couseiro”, chamou a atenção ao Seminário de Leiria para que abra portas, possibilitando aos historiadores o acesso aos documentos de que é possuidor porque “só assim se poderá fazer história”. No final da sua intervenção, o autor explicou que este livro “Quem Escreveu O Couseiro?” não pretende ser uma análise aos conteúdos de “O Couseiro” mas antes constitui uma contribuição para se poderem conhecer os seus autores, embora nos diga que “provavelmente, nunca saberemos ao certo quem escreveu ‘O Couseiro ou Memórias do Bispado de Leiria’, e o que explanei é somente uma teoria, uma boa teoria, julgo eu, que espero ser comentada e rebatida, para que possamos aprofundar os nossos conhecimentos sobre este assunto”.
Texto: Joaquim Santos Fotografia: Gonçalo Fernandes
4 CULTURA
O Mensageiro 10.Junho.2010
No Teatro José Lúcio da Silva
CINEMA
Festival de Teatro Juvenil acaba em festa
EXPOSIÇÕES
No dia 12 de Junho, pelas 15h30, o Teatro José Lúcio da Silva será palco da cerimónia de encerramento do XVI Festival de Teatro Juvenil, a decorrer desde dia 27 de Abril no Teatro Miguel Franco, com a participação de jovens do 2º e 3º ciclos do ensino básico, ensino secundário e ensino Superior. A cerimónia terá início
Na praça Mouzinho de Albuquerque
Feira do Livro e do Jogo na Batalha De 8 a 13 de Junho, com a presença das principais editoras do País, realiza-se na praça Mouzinho de Albuquerque mais uma edição da Feira do Livro e do Jogo da Batalha, que dará a conhecer as últimas novidades literárias e os mais recentes jogos didácticos, constituindo-se estes factores como os ingredientes principais da iniciativa. Em complemento, haverá a habitual animação, destacando-se alguns espectáculos de teatro e vários momentos musicais no decorrer dos vários dias da Feira.
Festival de Rock na Ortigosa
“Flashover 2010” solidário O festival “Flashover 2010” decorre nos dias 18 e 19 de Junho na Ortigosa, um evento humanitário sobre o tema “ajuda a ajudar”. A iniciativa é organizada pelos Bombeiros da Ortigosa, sabendo que todos os resultados são para ajudar o próximo e garantir e prestar o auxilio e socorro a todos.
Companhia Marimbondo. Esta iniciativa será o culminar de um trabalho de excepção que as escolas participantes no Festival de Teatro Juvenil, têm vindo a apresentar em palco, com peças que abordam temas tão actuais que por si só promovem o debate e a reflexão dos mais jovens, mas também de pais e professores, bem como da
sociedade em geral. Dada a importância que a cerimónia de encerramento da XVI edição do Festival de Teatro Juvenil terá para todos aqueles, que ao longo de dois meses se envolveram neste projecto, a Câmara Municipal de Leiria convida a Comunicação Social a estar presente, no sábado 12 de Junho, no Teatro José Lúcio da Silva.
Teatro em Pombal
Cinderela em marionetas fecha festival O Teatro de Marionetas do Porto fecha com chave de ouro o Festival de Teatro de Pombal, no dia 12 de Junho, pelas 21h30, no Teatro-Cine de Pombal, com a apresentação do espectáculo “Cinderela”, com marionetas construídas a partir de desenhos de João Vaz de Carvalho. “Esta não é a uma Cinderela tradicional. Há uma reescrita, um tanto ou quanto anacrónica, da história tradicional, a partir das versões de Perrault e Grimm. Personagens saídos de outros contos de fadas caem do céu para
dificultar a vida a Cinderela. Há uma Bruxa-Má que detesta histórias com final feliz e um Lobo-Mau disfarçado de GNR a patrulhar as estradas da floresta. Os Sete Anões são chamados para salvar Cinderela de morte certa, na sua qualidade de especialistas em técnicas de salvamento de meninas envenenadas. A Fada-Madrinha é uma tia irascível e ajusta contas com a Bruxa-Má, num combate de wrestling. No final, Cinderela casa mesmo com o príncipe e têm imensos filhinhos, para descanso de todos.”
Doze colectividades juntas pela primeira vez
Marchas Populares na Marinha Grande De 18 a 20 de Junho de 2010, na Avenida da Liberdade da Marinha Grande, vão realizar-se as marchas populares da cidade. A organização deste evento tem como objectivos preservar as tradições de cariz popular, estimular e
promover o enraizamento, indo ao encontro dos gostos e tradições populares reforçando o sentido da festa, fomentar a partilha e convívio entre colectividades do nosso concelho nas suas mais diversas áreas, trabalhando em grupo tro-
cando experiências, incentivando o convívio entre a população. As marchas populares da Marinha Grande 2010 são organizadas pela comissão eleita entre os representantes das colectividades das marchas pro-
ponentes, realizada no dia 14 de Janeiro de 2010 na colectividade da Amieira em reunião conjunta, contando com o apoio da Câmara Municipal da Marinha Grande e Juntas de Freguesia da Marinha Grande Vieira de Leiria e Moita.
Alunos do Colégio Conciliar Maria Imaculada premiados
“Moa, o Rei sem coroa” Decorreu no dia 31 de Maio, na praça Rodrigues Lobo, a entrega de prémios do concurso de desenho “Moa, o Rei sem Coroa”, que se realizou no âmbito das comemorações do centenário da República, bem como das comemorações dos 150 anos de amizade entre Portugal e Japão. No evento participaram Akira Miwa, embaixador do Japão em Portugal, e Tomohioro Sato, director da Fundação MOA, organizadora do prémio. O presidente da Câmara, Raul Castro, e o vereador dos pelouros da Educação, Cultura e Juventude, Gonçalo Lopes, repre-
sentaram a autarquia. Os prémios, atribuídos a alunos do Colégio Conciliar Maria Imaculada, constaram de oito menções honrosas (diploma), seguindose o terceiro prémio a Rita
DR
Teatro José Lúcio da Siva - Leiria •”Alma nua” - pintura, Anjos Fernandes (~30/06) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Poesia de Resistência” (~15/06) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Arte da Escola Sec. Afonso Lopes Vieira” (~15/06) •”Música e leitura na mesma p+artitura” (~25/06) Edifício Banco de Portugal - Leiria •”Viagem” (~10/07) Sede da Associação Célula e Membrana - Leiria •”24 horas a fazer arte” -Pedro Ferreira (~12/06) Arquivo Distrital - Leiria •”Leiria, uma diocese restaurada na 1.ª República” (~15/06) Centro de Língua e Cultura Chinesas - Leiria •”Olhares cruzados:recortes fotográficos...” (~16/06) Escola Secundária Domingos Sequeira - Leiria •”Expoarte 2010” - mostra de trabalhos (~18/06) Instituto Português da Juventude - Leiria •”EncontrArte” - Arte e Cidadania” (~18/06) Museu Joaquim Correia - Marinha Grande •”A Medalha” - visitas guiadas (marcação prévia •”És bom observador?” (2ªs, mascação prévia) •”Presépios” - visitas guiadas (marcação prévia) •”Descobrir o Tesouro” (3ªs~6ªs) Posto de Turismo - Monte Real •”Sentimentos Profundos 2” (~30/06) Teatro-Cine - Pombal • Biodiversidade do Concelho de Pombal (~27/06) Bilioteca Municipal - Pombal •”Biblioteca de livros fantásticos” - Carmne Domech (~28/06) Claustros dos Paços do Município - Pombal •Trabalhos de Alunos da Área de Artes Visuais (~14/06) Paços do Concelho - Tomar • Pintura de Gracinda Candeias (~30/06) Biblioteca Municipal - Ourém •”O Futuro das Espécies” - grupo Evolution Team (~30/06) Galeria Municipal - Ourém • Artes plásticas de Marco Ayres (~27/06) Paços do Concelho - Ourém •”Cidade de Ourém” - De La Mancha (14/06~9/07)
com a apresentação de um filme de José Pedro Gomes, actor que apadrinhou esta edição do Festival de Teatro Juvenil, seguindo-se a apresentação multimédia, dos espectáculos que decorreram ao longo do festival e a entrega de certificados e lembranças aos grupos participantes. Após o intervalo terá lugar a actuação do “Circo Sonâmbulo” pela
DR
Teatro Miguel Franco (Leiria) • OS SIMPSONS – O FILME | animação | David Silverman | 13 Jun, 15h30 Cine-Teatro de Monte Real • OS SIMPSONS – O FILME | 11 a 13 de Junho, 21h30 Audtório Municipal da Batalha • O HOMEM DE FERRO 2 | ficção | de Jon Favreau | c/ Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Mickey Rourke, | 11 a 14 de Junho, 21h30; dia 13, 18h00 Cine-Teatro de Ourém • O HOMEM DE FERRO 2 | 12 de Junho, 21h30 • A ILHA DE IMPY | animação | de Reinhard Klooss, Holger Tappe | 13 de Junho, 21h30
Pedrosa Faria, de 11 anos, o segundo prémio a Matilde Azambuja Pereira Martins, de 11 anos, e o primeiro prémio a Simão Olaio, de 10 anos, cujo trabalho será exposto no Museu
de Artes MOA, situado na cidade de Atami, província de Shizuoka, no Japão. Participará ainda no Concurso Anual Internacional de Desenho Infantil promovido pela Fundação MOA. Na sua intervenção o director da Fundação MOA, Tomohioro Sato, mencionou que o objectivo desta iniciativa é intensificar o intercâmbio cultural entre Portugal e Japão, despertando e estimulando a criatividade ao nível do desenho com as técnicas adquiridas nas escolas. Para Tomohioro Sato, “a qualidade dos trabalhos superou todas as expectativas”.
CULTURA 5
O Mensageiro 10.Junho.2010
No próximo domingo, em Leiria
Concerto para Bebés Repetindo o sucesso de edições anteriores, o Teatro Miguel Franco em Leiria, recebe, mais uma vez, a iniciativa de Concertos para Bebés dinamizada pela Nestlé Portugal. O som e, consequentemente, a música, ocupam um lugar fulcral no desenvolvimento de um bebé que se habitua aos mesmos desde o seu momento ‘in utero’, altura em que muitas mães gostam de cantar e falar para as suas próprias barrigas, estabelecendo o primeiro contacto musical. Perpetuando o mesmo princípio e sabendo a importância que a música possui para um correcto
e harmonioso desenvolvimento de um bebé, a Nestlé apoia esta iniciativa – onde é mecenas em exclusivo – promovendo Concertos para Bebés mensalmente em Sintra e Leiria e de dois em dois meses no Porto. No próximo dia 13 de Junho de Junho, o teatro Miguel Franco em Leiria, proporcionará a pais e bebés dos 0 aos 5 anos de idade, a possibilidade de fazerem parte de uma experiência musical única. Com duas sessões previstas, às 10h30 e 11h45, prevê-se que sejam, mais uma vez, umsucesso, há semelhança de anos anteriores. A Nestlé, proporcionou no
MÚSICA | TEATRO | EVENTOS site do Clube Bebé Nestlé – também presente no Facebook - a oferta de bilhetes aos seus membros através da participação em passatempo. O passatempo ‘Dó Ré Mi’ decorre ao longo do ano, estando neste momento, prevista a oferta de 4 convites por concerto, a ocorrer em Leiria, Sintra e Porto. Os Concertos para Bebés são uma produção portuguesa pioneira no domínio das artes de palco para a primeira infância. Tiveram início em Novembro de 1998, em Leiria, e é seu autor o professor e musicólogo Paulo Lameiro. Têm a sua origem no trabalho com
bebés desenvolvido pela Escola de Artes SAMP desde 1991 no programa Berço, e são fortemente inspirados pela Teoria de Aprendizagem Musical do professor e pedagogo norte-americano Edwin Gordon. Depois de percorrerem as principais salas de concerto portuguesas, são actualmente projectos residentes no Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra, no Teatro Miguel Franco em Leiria, e na Casa da Música no Porto onde se apresentam com 70 concertos anuais.
“Quinteto de Sopros” no Festival de Música em Leiria
“O repertório francês para Quinteto de Sopros é muito vasto, sendo este concerto uma pequena demonstração da diversidade que comporta”, refere Pedro Ribeiro na apresentação do espectáculo que traz ao Festival Música em Leiria os instrumentistas Vera Dias no fagote, Cristina Ánchel na flauta, Esther Georgie no clarinete, Jonathan Luxton na trompa, e o próprio Pedro Ribeiro no oboé. Este concerto vai realizar-se em dois dias, no
DR
A riqueza da música francesa
dia 14 de Junho no Teatro Miguel Franco, em Leiria, e no dia 15 de Junho no
Teatro-Cine de Pombal. O concerto percorrerá as obras “Le Tombeau de
Concerto de piano “Japonismo”
O Japão no olhar do Ocidente No âmbito das comemorações dos 150 Anos do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre o Japão e Portugal, e integrado nas iniciativas que a Câmara Municipal de Leiria tem vindo a promover para assinalar estas comemorações, terá lugar no Teatro Miguel Franco, no dia 18 de Junho, pelas 21h30, o concerto de piano “Japonismo – O Japão no olhar do Ocidente”, pela pianista Kaoru Tashiro. Kaoru Tashiro nasceu em Tóquio. Aos 16 anos foi para a cidade do México onde se apresentou pela primeira vez em recitais a solo e em programas de rádio enquanto estudou com Maria Teresa Rodri-
guez. Completou o grau de Bacharelato em Música pelo “College of Music” de Nova Iorque tendo estudado sob a tutela de Leon Pommers. Mais tarde, Kaoru Tashiro foi para a Bélgica onde estudou com Yvegenia Braginsky, Mikhail Faerman e Eugene Moguilevsky, no Conservatório Real de Bruxelas. Em 1998, desenvolveu um estudo avançado sobre música para piano de Prokofiev, no Conservatório Tchaikovsky, em Moscovo, com Olga Zukova. Desde 1997 tem feito uma série de apresentações de recitais de música russa para piano e integrais da música de Prokofiev no Japão e na Europa.
Está igualmente envolvida na apresentação de música para crianças, tendo vindo a apresentar obras como “Pedro e o Lobo”, “A História de Babar”, “A Minha Mãe Gansa”, “O Carnaval dos Animais”, entre outras. No início de 2009 teve várias apresentações programadas para diversas cidades europeias da obra “Gauche e violoncelista”, uma composição de Hikaru Hayashi. Em agenda está a gravação de um CD/DVD de música contemporânea belga e a tradução da autobiografia e composição de Prokofiev, que será publicada no Japão pela editora “Ongaku no Tomo”.
Couperin” de Maurice Ravel, “Dix-Sept Variations” de Jean-Michel Damase, “Adagio” e “Scherzino”, de Joly Braga Santos, “Trois Pièces Brèves” de Jacques Ibert, e “Quintett” de Jean Françaix. “No percurso da simplicidade da obra de Jacques Ibert, à complexidade do Quinteto de Jean Françaix encontramos um elemento comum: a riqueza tímbrica”, salienta Pedro Ribeiro.
Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Música em Leiria” (~27/06) •”Circo Sonâmbulo” - infantil/juvenil (12/06, 15h30) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Divertissemente” - dança (10/06, 16h00 e 19h30) •”Cenofobia” - teatro (11/06, 21h30) • Concerto para bebés (13/06, 10h30 e 11h45) • Encerramento das actividades do ano lectivo 209/10 (16/06, 15h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Branca de neve e os sete anões” - conto (11/6, 14h30 e 16/6, 10h30) Ruas da Cidade - Leria • Festival de Fanfarras - aimação de rua (10/06, 14h30) Praça Rodrigues Lobo - Leiria •”Mundialódromo” - animação de rua (11/06~1/07) Jardim Luís de Camões - Leiria • Festival de Folclore - animação de rua (13/06, 17h00) Largo Goa, Damão e Diu - Leiria •”Mundialódromo” - animação de rua (11/06~1/07) Largo 5 de Outubro - Leiria •”Mundialódromo” - animação de rua (11/06~1/07) Casa dos Pintores - Leiria • Visita guiada à Casa dos Pintores (11/06, 15h00 e 16h00) Livraria Arquivo - Leiria •”Que grande abóbora” - animação da história infantil (12/06, 16h30) •”Conversas entre pais” (12/06, 14h30) Sede da Associação Célula e Membrana - Leiria • Exibição de vídeios de Paulo Henrique (12/06, 19h00) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”O rapaz da bicicleta azul” - hora do conto (marcação prévia) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”Pedro e a Lua” hora do conto (marcação prévia) Picassinos - marinha Grande •”Festas de santo António (11/06~13/06) Concelho da Batalha •”Sabores Serranos” - semana gastronómica (~13/06) •”Município da Batalha” - III grande prémio de ciclismo (10/06) Paraça Mouzinho de Albuquerque - Batalha • IX Feira do Livro e do Jogo da Batalha (~13/06) Biblioteca Municpal - Pombal •”Recolectores de palavras” oficinas (19/06, 15h00~17h30) Largo da Biblioteca Municipal - Pombal • Marchas Populares de santo António (12/06, 22h00) Teatro-Cine - Pombal •”Cinderela” - teatro de Marionetas do Porto (12/06, 21h30) •”A importãncia da Biodiversidade” (16/06, 21h00) Arquivo Municipal - Pombal •”A República no Feminino” - conferência (25/06, 21h00) Museu Marquês de Pombal- Pombal • Workshop de Fotofrafia de Natureza (19~20/06) Café Concerto - Pombal • Palco aberto (6ªs do mês, 23h00) •”Tango com Joaquim & Sílvia” (19/06, 23h00) •”Funkoff” - espectáculo (26/06, 23h00) Conservatório de Música- Fátima • Concerto de canto e órgão (12/6, 21h00)
“A Arte Entre Nós” na Galeria Municipal até 13 de Junho
À descoberta da Marinha Grande A Exposição “A arte entre nós – À descoberta da Marinha Grande” da autoria dos alunos do Pátio da Inês está patente na Galeria Municipal da Marinha Grande até ao dia 13 de Junho. A inauguração desta exposição, que aconteceu no dia 3 de Junho, contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Álvaro Pereira; da vereadora da Cultura, Cidália Ferreira; da director do Pátio da Inês, Isabel Bonita; e de cerca de meia centena de pessoas. No âmbito do Projecto Curricular de Escola do Pátio da Inês “A arte entre nós”, esta iniciativa é o reflexo da percepção do meio envolvente, histórico, natural, urbano, artístico representado através do acto criativo. É uma mostra que delicia o
olhar dos mais pequenos e graúdos, com muitos painéis e telas coloridas, objectos aos quais é emprestada uma nova vida e onde são empregues os mais diversificados e originais materiais. O vidro, as plantas, as bicicletas, o comboio de lata e outros símbolos que representam o concelho da Marinha Grande, mostram a criatividade nos diversos domínios, desde a ciência à tradição, passando pela arte propriamente dita. Os trabalhos foram criados por crianças dos 6 meses aos 10 anos, com o envolvimento de professores, colaboradores da escola, famílias, e organizações da comunidade, criando uma diversidade de temas e trabalhos na descoberta da Arte da Marinha Grande e na sua representação.
6 CULTURA / SOCIEDADE
DR
Recriação do Antigo Mercado
No seguimento do trabalho desenvolvido na criação e tratamento de várias hortas biológicas, por algumas das escolas do município de Porto de Mós, em parceria com a Divisão dos Serviços Municipais e Ambiente, a Câmara de Porto de Mós teve a iniciativa de dinamizar e promover este mesmo trabalho através da recriação do Antigo Mercado Municipal. Assim, no passado dia 5 de Junho aconteceu, no Jardim da vila de Porto de Mós, a recriação do Antigo Mercado Municipal através da montagem de bancas de venda de produtos hortícolas criados pelas escolas. O evento contou, ainda, com o desfile de trajes típicos, com a animação de vários grupos de rancho folclórico do concelho e o grupo de concertinas da Barrenta. Este projecto-piloto pretendeu, não só, recordar à população e mostrar aos mais novos a forma como o mercado acontecia em inícios do séc. XX, mas também promover a aprendizagem de técnicas agrícolas junto do público escolar, fazendo a ponte com os grupos culturais do município e assim oferecer a todos um momento de animação e convívio diferentes.
Esperados cerca de 300 participantes
BTT nocturno em Leiria
No próximo sábado, dia 12 de Junho, cerca de 300 praticantes de BTT voltam a percorrer o centro histórico de Leiria, para mais uma edição de Resistência Urbana Nocturna. Entre as 21h00 e as 24h00, a circulação nas ruas da cidade vai fazer-se de forma condicionada. Assim, a zona de partida e de meta vão situar-se no Largo 5 de Outubro e a volta completa demorará entre 13 a 15 minutos. O percurso inclui: Largo 5 de Outubro (partida), Largo Paulo VI, Travessa do Banco de Portugal, Rua D. Dinis, Rua da Vitória, Largo da Sé, Rua Pêro Alvito, Travessa do Horto, Rua Christiano Cruz, Estacionamento da Escola Secundária Domingos Sequeira, Avenida Ernesto Korrodi, Travessa da Amoreira, Rua Padre António, Avenida Ernesto Korrodi, Rua D. Nuno Alvares Pereira, Rua P. Nunes, Rua Alfredo Keil, Travessa da Beneficência, Largo Cândido dos Reis, Largo Marechal Gomes da Costa, Rua do Comércio, Praça Rodrigues Lobo, Largo 5 de Outubro, Largo Goa Damão e Diu, Zona Pedonal do Marachão nas 2 margens, Largo Goa Damão e Diu, Jardim Luís de Camões e Largo 5 de Outubro (meta).
Estágios no Japão e na Croácia
Estudantes do IPL no estrangeiro Cristóvão Barreto finalista do curso de licenciatura em Engenharia Electrotécnica, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria (ESTG/IPL), e Hélder Lourenço finalista do curso de licenciatura em redes e telecomunicações, da mesma escola, foram aceites para a realização de um estágio no Japão, na multinacional Canon.Inc, e na Croácia, na Nuclear Technology, respectivamente. Os estágios foram atribuídos pela International Association for the Exchange of Students for Technical Experience (IAESTE), organização que promove programas de mobilidade internacional de estudantes em contexto de mercado de trabalho, privilegiando a formação técnica e profissional. No total, a IAESTE atribuiu 108 estágios a nível nacional, destacando-se o IPL como único instituto politécnico com estágios aceites, sendo que os restantes foram atribuídos a universidades.
10.Junho.2010
Carolina Rosa, aluna de flauta transversal na Escola de Música do Orfeão de Leiria (EMOL), alcançou o segundo prémio no Concurso Marília Rocha 2010, promovido pela Academia de Música de S. Pio X de Vila do Conde, concurso que se realizou entre 31 de Maio e 4 de Junho e que teve o piano e a flauta transversal como instrumentos a concurso. A aluna da EMOL, de 10 anos, alcançou o 2.º prémio neste concurso, no escalão de músicos até aos 11 anos, sendo que o 1.º prémio não foi entregue a qualquer concorrente. A participação de Carolina Rosa culminou com a actuação no concerto dos laureados, que decorreu no Salão de Festas do Centro Municipal de Juventude de Vila do Conde, no passado 4 de Junho. No Concurso Marília Rocha 2010 puderam participar jovens portugueses ou residentes em Portugal, até
Concurso Marília Rocha 2010
Carolina Rosa de prata DR
Em Porto de Mós
O Mensageiro
aos 20 anos de idade, os quais foram integrados em diferentes níveis, de acordo com as suas idades. Este evento, promovido pela Academia de Música de S. Pio X de Vila do Conde, tem como objectivos divulgar o piano e a flauta transversal enquanto instrumentos e disciplinas curriculares e promover o intercâmbio de experiências no
domínio do ensino e da aprendizagem do piano e da flauta. O concurso pretende ainda incrementar a divulgação e a utilização em contexto didáctico de obras de compositores portugueses e alargar o repertório contemporâneo de piano e de flauta transversal, através de encomendas de obras com fins didácticos a compositores de prestígio nacional.
Autarquia de Ourém visita obras de centros escolares
“Não é possivel que uma escola funcione, em todas as suas vertentes, com 10 alunos” No dia 4 de Junho a Câmara Municipal de Ourém juntou agrupamentos escolares e empreiteiros com o objectivo de verificar as obras de construção dos novos centros escolares. A visita iniciou-se no Centro Escolar Beato Nuno, em Fátima. Uma construção que se prevê que esteja concluída em Dezembro de 2010, e que estará preparada para receber 300 alunos. Segundo o Vereador José Manuel Alho, “está-se a trabalhar para dar melhores condições aos alunos”. E, a exemplo do que irá acontecer com os restantes centros em construção, “será em coordenação com os agrupamentos escolares que se decidirá a data de abertura do Centro Escolar, após o término das obras”. Também em Fátima está em curso a obra de ampliação da Escola da Cova da Iria. Este Centro é de menor dimensão que o do Beato Nuno, e estará preparado para albergar 175 alunos. Prevê-se o final da sua construção em Setembro de 2011. Os empreiteiros responsáveis pelas obras visitadas mostraram a disponibilidade para cumprirem os prazos que estão estipulados e o vereador com o pelouro da educação fez “um agradecimento muito especial aos empreiteiros envolvidos nestes projec-
tos, assim como ao esforço que os diferentes serviços municipais tem feito para que a qualificação do Parque Escolar, com modernidade e capacidade de resposta, seja uma realidade”. Já na cidade de Ourém foi a vez de se visitar a obra do Centro Escolar de Ourém, localizado na Caridade. A exemplo do que aconteceu nas visitas anteriores, também aqui as obras decorrem em bom curso, com a particularidade desta incluir um parque de estacionamento subterrâneo, com capacidade para 38 veículos. Segundo indicações do empreiteiro esta obra estará concluída em Dezembro de 2010. Ficou também, nesta
visita a garantia de que os agrupamentos vão ser chamados a manifestarem-se quanto ao apetrechamento dos novos centros escolares e quanto ao início do seu funcionamento efectivo. “O prazo de execução da obra não coincide com o início da entrada em funcionamento dos Centros. É necessário acautelar uma série de situações e os professores e responsáveis pelos agrupamentos são os que melhor saberão dizer qual a melhor altura para a abertura dos mesmos”, afirmou José Manuel Alho. Por último foi a vez do Centro escolar de Nossa Senhora das Misericórdias. Um Centro que ficará com capacidade para receber
300 alunos e que, segundo o empreiteiro, estará concluído em Dezembro de 2010. Destaque ainda para o apelo lançado pelo presidente da autarquia, Paulo Fonseca, às famílias do Município de Ourém: “Muitas vezes as famílias não estão despertas para o salto qualitativo que se está a dar. Não é possível que uma escola funcione, em todas as suas vertentes, com 10 alunos. Há uma grande envolvência dos serviços da autarquia para chegar mos mais longe. Com os novos centros escolares teremos melhor educação, com mais qualidade e em melhores condições, e é para isto que trabalhamos”.
SOCIEDADE 7
O Mensageiro 10.Junho.2010
Cristina Ferreira será a apresentadora
Secretário de Estado do Ambiente presente
Desfile de moda em Monte Real
A iniciativa “Limpar Leiria”, que decorreu a 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente, apadrinhada por Humberto Rosa, Secretário de Estado do Ambiente, constituiu “um assinalável êxito, quer pelo número de participantes, quer pela quantidade de resíduos recolhidos”, refere a Câmara de Leiria, em comunicado. Relativamente aos resíduos recolhidos, e que tiveram um destino final adequado, os valores finais foram os seguintes: resíduos urbanos e equiparados, incluindo misturas de resíduos, depositados na Valorlis, 152,82 toneladas; mistura de resíduos de construção e demolição perfizeram um total de 62,92 toneladas, destinados à Ambilei; pneus usa-
dos, 2.720 kg e resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (140 Kg), que foram entregues na Natureza Verde. A iniciativa contou ainda com a participação de Raul Castro, presidente da Câmara de Leiria, Blandina Oliveira, vereadora do ambiente, para além de elementos dos gabinetes de apoio ao presidente, vereadores e funcionários da autarquia leiriense, que recolheram resíduos nas freguesias de Santa Catarina da Serra e Marrazes. “A Câmara Municipal, tendo em conta a adesão, o esforço e o empenho demonstrados pelas centenas de voluntários, manifesta o seu profundo reconhecimento a todos por esta atitude cívica, que contribuiu
DR
“Limpar Leiria” recolheu mais de 200 toneladas para melhorar o ambiente e a qualidade de vida no nosso Concelho”, refere. Na iniciativa participaram 22 freguesias do concelho de Leiria, nomeadamente, Amor, Azoia, Bajouca, Barosa, Barreira, Bidoeira, Chaínça, Coimbrão, Colmeias, Cortes, Leiria, Marrazes, Memória, Monte Real, Monte Redondo, Ortigosa, Parceiros, Pousos, Regueira de Pontes, Santa Catarina da Serra, Santa Eufémia e Souto da Carpalhosa, sendo que, todos os locais alvo de intervenção foram seleccionados pelas freguesias, com base nos levantamentos dos focos
existentes e também com o contributo do movimento cívico Limpar Portugal. “Limpar Leiria” contou ainda com o apoio de diversas entidades, nomeadamente, do Governo Civil de Leiria, da Polícia de Segurança Pública, da Guarda Nacional Republicana, do Regimento de Artilharia N.º4, das Corporações de Bombeiros Voluntários e Municipais do Concelho e do Movimento Cívico Limpar Portugal, tendo ainda colaborado diversas empresas.
À semelhança do que aconteceu com o Moda Leiria, em Abril último, Cristina Ferreira (TVI) vai ser a apresentadora de mais um desfile de moda promovido pela ACILIS, desta vez em Monte Real. O evento – que a ACILIS promove com o objectivo de dinamizar o comércio daquela vila termal, vai realizar-se no dia 12 de Junho, no Largo da Rainha Santa, em Monte Real, a partir das 21h30, contando com a presença de manequins conhecidos do público como Andreia Rodrigues, Érica Aguilar, Valter Carvalho, Fernando Nogueira, Mariza Pérez, entre outros.
Dias 16 e 17 de Junho
“Metodologia do Teatro do Oprimido” No âmbito do Projecto “Mobiliza-te contra a Pobreza e a Exclusão Social!”, financiado pelo Programa Nacional do Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, irá ser promovida uma oficina de trabalho sobre a “Metodologia do Teatro do Oprimido”, nos dias 16 e 17 de Junho de 2010, na sala polivalente da Biblioteca Municipal de Pombal. A inscrição é gratuita e deverá ser realizada até ao dia 11 de Junho de 2010, para os contactos abaixo indicados.
Gabinete de acesso em Leiria e Caldas da Rainha
Candidaturas ao Ensino Superior
Câmara de Leiria promove No âmbito do programa local de promoção da acessibilidade, a Câmara Municipal de Leiria promove nos dias 23 de Junho e 5 de Julho, duas acções gratuitas de formação na área da acessibilidade e mobilidade para todos, na sala polivalente da Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira. A primeira acção terá lugar no próximo dia 23 de Junho e dirige-se a técnicos de gabinetes locais, empresas e escritórios de projecto, sendo a data limite de inscrição o dia 16 de Junho presente. O programa engloba conceitos genéricos sobre o tema, enquadramentos
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Cursos de acessibilidade e mobilidade
legais, interpretação e descodificação do DL nº 163/06 e das respectivas normas técnicas, boas práticas para a promoção das acessibilidades, casos práticos e dinâmicas. No dia 5 de Julho decorrerá a segunda acção, dirigida a operadores
de comércio, turismo e transportes, sendo a data limite de inscrição o dia 28 de Junho. O programa desta acção contempla conceitos genéricos sobre o tema, enquadramentos legais, interpretação e descodificação do DL 163/08 e das respectivas normas
técnicas, boas práticas para a promoção das acessibilidades e casos práticos nas áreas dos transportes, comércio e turismo. Estas acções surgem na sequência da adesão do Município de Leiria aos programas de promoção de acessibilidade, que teve lugar no passado dia 17 de Setembro de 2009, que visam a eliminação de barreiras arquitectónicas, urbanísticas e psicológicas, construindo cidades mais inclusivas.
O gabinete de acesso ao ensino superior de Leiria funciona, este ano, no Instituto Politécnico de Leiria (IPL). Os estudantes que pretendam candidatar-se ao ensino superior poderão fazê-lo de 13 de Julho a 6 de Agosto, online em www.dges.mctes.pt ou, no distrito de Leiria, presencialmente nos seguintes locais, das 9h30 às 16h00.
Actividade física em Monte Real
Passeio pedestre
No dia 13 de Junho, realiza-se um passeio pedestre com início às 09h00, no Parque Mártires do Colonialismo, na Marinha Grande. A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal da Marinha Grande com o objectivo de fomentar a prática de estilos de vida saudáveis junto da população e incutir o gosto de fruição do meio natural deste concelho, que constitui um importante legado às gerações vindouras se for preservado no presente. O percurso passará pela Base Aérea de Monte Real, Lagoa e o Cruzamento do Pilado, num itinerário de 8300 metros. A Câmara Municipal cede transporte do Parque Mártires do Colonialismo até ao início do passeio, trazendo os pedestrianos para o Parque no final da iniciativa. Será ainda oferecido lanche aos participantes.
Banco Europeu de Investimento disponibiliza empréstimo de 100 milhões de euros
Pequenas e médias empresas portuguesas apoiadas O Banco Europeu de Investimento (BEI) acaba de aprovar um empréstimo de 100 milhões de euros à Caixa Económica Montepio Geral para financiamento de projectos de investimento de capitais promovidos essencialmente por pequenas e médias empresas.
Este empréstimo destinase a financiar pequenos projectos nas áreas da indústria, turismo e serviços, incluindo em matéria de investigação e desenvolvimento, energias renováveis e protecção do ambiente. Pode também ser utilizado para projectos de
infra-estruturas promovidos pelos municípios. A maior parte dos projectos beneficiários situa-se em regiões portuguesas incluídas no objectivo de convergência. O empréstimo irá contribuir para o aumento da produtividade e da competitividade das
PME portuguesas, atenuando o impacto da actual crise económica nestas empresas e promovendo o desenvolvimento regional e a coesão económica e social do país. Este empréstimo do BEI é uma continuação da sua cooperação com a Caixa Económica
Montepio Geral e tem lugar após a aprovação, em 2008, de outro empréstimo de 100 milhões de euros também destinado essencialmente às pequenas e médias empresas.
8 ANO SACERDOTAL
O Mensageiro 10.Junho.2010
Uma presença orante
As doze Bem-aventuranças Bem-aventurados os sacerdotes que são pobres interiormente, desprendidos das coisas efémeras, não amam a ninguém e amam a todos, não possuem alforge, sandálias ou bordão, pisam, descalços, a terra sagrada da total e exclusiva pertença a Deus, estão no mundo mas não são do mundo, usam as coisas deste mundo mas não se prendem a elas, não acumulam o que a ferrugem e a traça podem corromper ou destruir… porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os sacerdotes que se preocupam com aqueles que Jesus lhes confiou, comungam e partilham das alegrias e tristezas deles, estão disponíveis para acolher, consolar, confortar, animar, fortalecer, têm gestos de bondade e de compaixão, choram com os que choram e riem com os que riem, sabem sofrer as fraquezas dos mais débeis, levantam os que caem e perdoam aos que erram, não se escudam no seu comodismo mas lutam, dia e noite, ao lado do rebanho que Jesus lhes confiou… porque serão consolados. Bem-aventurados os sacerdotes que são mansos e humildes de coração, aceitam serenamente as incompreensões, sabem perdoar, não levantam a voz para condenar, aceitam ser julgados injustamente, sem se afastarem da man-
sidão do Coração de Cristo, sofrem com paciência as adversidades, carregam a cruz sem lamentos, queixumes, revolta ou desânimo e se deixam guiar apenas pela luz do amor oblativo… porque possuirão a terra. Bem-aventurados os sacerdotes que têm fome e sede de Deus, fonte inesgotável que sacia para a vida eterna, que em cada dia oferecem a vida por Cristo, pela Igreja e pela humanidade, lutam com as armas do Evangelho e do amor na edificação de um mundo mais justo e mais fraterno, diariamente saciam o povo faminto com a Palavra de Deus e o Pão da Vida, são presença viva do amor de Deus entre os homens, não abandonam a frente de batalha em defesa do “evangelho da vida” e da “civilização do amor”… porque serão saciados. Bem-aventurados os sacerdotes que são misericordiosos, que não têm sentimentos de ódio, desprezo ou inveja, perdoam até 70X7, amam os inimigos, oram pelos seus perseguidores e fazem bem aos que os maltratam, têm compaixão, consolam os aflitos, estendem as mãos aos pobres e olham com benevolência para os que erram… porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os sacerdotes que conservam
a alma pura, o coração indiviso e o corpo casto, que têm o olhar límpido e as mãos totalmente livres para receberem e partilharem os dons de Deus, que não se saciam no banquete dos prazeres fáceis, amam e vivem com fidelidade o seu celibato, espalham o suavíssimo perfume do primeiro Sim a Cristo e à sua Igreja, e livre e conscientemente renunciam a constituir uma família humana para serem pais e mães de inumerável descendência segundo o Espírito, que renunciam a um bem para possuírem um outro maior… porque verão a Deus. Bem-aventurados os sacerdotes que promovem a
paz na cidade dos homens, semeiam nos corações sementes de esperança, de perdão e amor, constroem pontes de comunhão, levam a paz aos corações em guerra e a alegria aos olhos tristes… porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os sacerdotes que sofrem com amor as injustiças humanas, que não pactuam com os critérios deste mundo, surgem como sinais de contradição, são incompreendidos e falsamente julgados, heroicamente oferecem a sua vida ao morrer cada dia como o grão de trigo, e teimosamente aceitam seguir os passos do Mestre e com Ele morrer na
cruz do cumprimento do dever… porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os sacerdotes que vivem da e para a Eucaristia, diariamente se alimentam neste manancial de graças, fazem da sua vida uma permanente Eucaristia e amam e adoram de todo o coração este divino Sacramento… porque viverão eternamente. Bem-aventurados os sacerdotes que amam filialmente Maria, Mãe de Jesus, que como o discípulo amado a acolhem em suas vidas, como Ela se dispõem a fazer em tudo a vontade de Deus, diariamente lhe oferecem o suave perfume
do Santo Rosário, vivido e meditado, aceitam com amor filial o seu testamento: “Fazei tudo o que Jesus vos disser”, e adoptam como lema de toda a vida: “Totus tuus, Maria”… esses nunca se sentirão órfãos, e em todos os momentos têm a Mãe a seu lado. Bem-aventurados os sacerdotes que têm os joelhos rijos e calejados de permanecerem, perseverantes, prostrados na pedra fria, junto do sacrário, lutam com a poderosa arma da oração, têm tempo para dialogar com o melhor Amigo, e em cada momento partilham tristezas e alegrias com o Mestre… porque em todas as batalhas sairão vencedores. Bem-aventurados os sacerdotes que, ao declinar da vida, oferecem ao Senhor a flor pura e fresca do seu primeiro Amor e, como bons administradores, prestam contas do sagrado ministério. Porque ao entregarem o espírito, poderão com verdade exclamar: “Terminei a minha carreira, guardei a fé…. Tudo está consumado… Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” esses brilharão como estrelas no firmamento de Deus e os seus nomes permanecerão escritos no Céu por toda a eternidade. Irmãs Clarissas de Monte Real
Santos Populares
Convívio dos Santos Populares no Seminário A nossa tradição cultural descobriu, na passagem das estações do ano, grandes oportunidades para quebrar rotinas e construir
relações de proximidade. Entre estes momentos de encontro e de festa estão, sem dúvida, os Santos Populares. Muitos desses
Donativos e informações
LMFerraz
Seminário Diocesano • 2414-011 Leiria Tel. 244832760 • Fax 244821102 sdl.reitoria@mail.telepac.pt NIB: 0018 0000 03669452001 72 (Se desejar recibo para IRS, envie nome, morada e NIF)
momentos nasceram espontaneamente, outros foram e são pensados como ocasião para lançar projectos de interesse comum.
Em tempos, como os nossos, em que o individualismo reinante tende a esvaziar as relações sociais, importa estimular esta predisposição natural para a relação, pois ela quebra o isolamento e desfaz a solidão. Neste contexto, o centro de culto do Seminário, como o fez em outras ocasiões, organiza, a seguir à missa dominical (11h30) do dia 20 de Junho, uma sardinhada para o qual convida todos os interessados a inscreverem-se (244 832 760). No final do almoço/ convívio faremos um visita guiada os espaços renovados do Seminário. Continuando a campanha de angariação de
fundos a favor das obras no edifício do Seminário, informamos que, em Abril e Maio, recebemos os seguintes donativos: Daniel Oliveira Silva: 75,00 ; Manuel Brás Fragoso do Mar: 250,00 ; Cónego Manuel da Fonseca Moreira: 5.000,00 ; Maria Inês C. P. Ferreira Lourenço: 200,00 ; Paróquias de Urqueira e Casal dos Bernardos: 2.430,89 ; Grupo de Teatro Amador do Juncal: 1.285,00 ; Paróquia da Maceira: 500,00 ; Sandra Catarina Fernandes Ascenso: 20,00 ; Anónimo de Aljubarrota: 75,00 ; Sacerdote diocesano: 300,00 ; Sacerdote diocesano: 10.000,00 ; Joaquim de Jesus Duarte: 100,00 ; João Simões Pipa Ávila: 1.000,00 ; Agostinho Nogueira, Minde:
1.000,00 ; Sérgio Santos Prino, Ourém: 15,00 . Total: 22.250,89 . Juntando estes aos donativos referidos no mês de Maio (433.910,11 ), atingimos em Junho a importância de 456.161,00 . O nosso bem-haja a todos os benfeitores. Padre Armindo Janeiro (reitor)
Nota
Em Maio publicámos dados trocados referentes aos donativos recebidos da Paróquia de Matas. Com o nosso pedido de desculpas, apresentamos a sua correcção: igreja paroquial de Matas: 600,00 ; Centro de Culto da Vesparia/Lavradio: 876,00 .
DIOCESE 9
O Mensageiro 10.Jumho.2010
Comunicado do Conselho Presbiteral
Próximo ano dedicado ao serviço à pessoa
da Festa da Fé, reconheceu o seu êxito, e manifestou o seu regozijo pela participação dos fiéis, que compareceram de forma participativa e alegre, ao mesmo tempo que endereçou um agradecimento aos organizadores pelo seu trabalho e empenho. Da análise feita pelos conselheiros, destacamse algumas acções que marcaram o ano pastoral,
a saber: o retiro popular, os encontros vicariais com os conselhos pastorais e económicos, a peregrinação diocesana a Fátima, as visitas pastorais e a carta de comunhão dos sacerdotes. Este Conselho elegeu ainda a Comissão para aplicação do Estatuto Económico do Clero, composta pelo padre João Feliciano, padre José Alves e padre Carlos Cabecinhas, e indicou como
seu representante ao Conselho Pastoral Diocesano o padre Rui Ribeiro. Em clima de fraternidade sacerdotal e comunhão eclesial, os conselheiros apresentaram um conjunto de propostas e sugestões a ter em conta na elaboração do programa pastoral diocesano para o próximo ano, de acordo com o tema geral “serviço à pessoa, caminho da Igreja”.
“Viver em comunhão na Igreja”
Retiro Popular entusiasmou e dá fruto A leitura orante da palavra de Deus e a partilha de vida e da fé, em grupo, com encontros ao ritmo semanal ou quinzenal, entusiasmou as pessoas que aceitaram o convite do Bispo de LeiriaFátima para fazerem deste modo um “retiro popular” durante a quaresma do presente ano. Foram 6 mil as pessoas que se congregaram em 350 grupos de quase todas as paróquias da Diocese. A informação foi dada na reunião dos Vigários, sacerdotes responsáveis pelas zonas pastorais chamadas vigararias, com o
“Mensagem da compaixão continua actual”
Centenário ajudou a redescobrir a Jacinta LMFerraz
Por convocação do Sr. D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, esteve reunido, no dia 8 de Junho, o Conselho Presbiteral da diocese. O primeiro ponto da agenda, de carácter urgente, tratou da questão da continuidade do Seminário Maior em Coimbra e frequência do ISET. Os conselheiros foram inteirados da actual situação e manifestaram o seu parecer ao bispo diocesano. O Conselho manifestou publicamente a sua alegria e congratulação pela recente visita do Papa Bento XVI ao nosso país e à diocese. De igual modo comunga da alegria de D. António que durante esta visita acompanhou de modo próximo Sua Santidade. No quadro de avaliação do ano pastoral que agora termina, o Conselho congratulou-se com a realização
Breves
Bispo diocesano na passada semana. Os mencionados sacerdotes testemunharam que houve grupos que quiseram continuar a reunir-se, mesmo após a Páscoa, pedindo textos de apoio. Houve pessoas que a partir desta experiência manifestaram o desejo de maior compromisso na paróquia e de uma vida cristã mais aprofundada. Revelaram ainda que o guião do retiro popular vai continuar a ser usado por uma ou outra paróquia na preparação para as festas do
respectivo padroeiro. Também já serviu na animação de um retiro espiritual. Os grupos reuniram-se em variados locais, desde igrejas e centros pastorais até casas de família. Num caso ou outro, a proposta suscitou o interesse e a participação mesmo de quem não frequenta regularmente a igreja. Por vezes, os jovens também se envolveram e deram o seu próprio contributo. O tema do retiro popular era “Viver em comunhão na Igreja” e inseria-se no programa pastoral da diocese,
que apontava o objectivo de promover a consciência de pertença e de participação nas comunidades cristãs e na vida da Igreja. Nesse sentido, esta proposta para a quaresma visava desenvolver a espiritualidade de comunhão mediante a experiência da mesma no pequeno grupo de irmãos. Foi desejo unânime dos sacerdotes presentes que a proposta continue e se desenvolva no próximo ano pastoral. Padre Jorge Guarda
O Congresso “Jacinta Marto: Do Encontro à Compaixão”, que decorreu no passado fim-de-semana (5 e 6 de Junho) em Fátima, foi um passo importante para a redescoberta da figura da Beata, assinala o Reitor do Santuário Juntamente com Francisco, beatificado também a 13 de Maio de 2000, a Pastorinha “tem muito a dizer à vida da Igreja, não só às crianças”, assinala o padre Virgílio Antunes, em declarações à Ecclesia. Para o Reitor do Santuário, os dois Beatos têm uma “espiritualidade muito séria, apesar de serem crianças”, manifestando uma “grande atitude de compaixão, que depois se manifestou nas coisas pequenas”. D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, defende que Jacinta captou “esta dimensão da compaixão”, como “partilha da dor de Deus pelo sofrimento dos homens e até pela apostasia, pelo afastamento de Deus, o amor solidário para com a humanidade em guerra, a Igreja perseguida, o Papa”. “Tudo isto é uma expressão da compaixão entendida como uma expressão do amor solidário que é capaz de sofrer com os outros e pelos outros”, acrescenta. Neste sentido, assinala o prelado, diversas iniciativas têm procurado destacar a actualidade da mensagem e do “exemplo luminoso de uma criança para os tempos de hoje”.
Centro Voluntários do Sofrimento
Encerramento do ano pastoral No dia 20 de Junho o Centro Voluntários do Sofrimento (CVS) encerra o ano pastoral 2009-2010 durante o qual aprofundou o tema “O Sacramento da Confirmação - Somos responsáveis por um dom que vem do alto”. O encontro desenvolver-se-á no Centro Francisco e Jacinta Marto, em Fátima, com o seguinte programa: 9h30: acolhimento; 10h00; abertura; 10h30: conferência “Jacinta Marto: uma vida acolhida com responsabilidade” Ir. Ângela Coelho, ASM;11h30: intervalo; 11h45: diálogo; 12h30: almoço (8 euros); 14h15: reflexão “O CVS: Sujeitos activos e responsáveis” Ir. Patrícia, SODC; 15h15: Celebração Eucarística.
Bispo diocesano preside à Missa no Convento da Batalha
José António Carneiro
Ordem da Visitação de Santa Maria celebra 400 anos A 6 de Junho de 1610, São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal fundavam uma congregação feminina que viria a ser pouco tempo depois a Ordem da Visitação de Santa Maria. Passam agora os 400 anos desta Ordem, que rapidamente se espalhou por todo o mundo, tendo actualmente cerca de 3000
irmãs em 168 mosteiros. Chegou a Portugal em 1784 e hoje mantém três mosteiros, em Braga, Vila das Aves e Faniqueira (Batalha). Para comemorar esta efeméride dos quatro séculos da sua fundação, as irmãs do Convento da Batalha vão celebrar uma Missa de acção de graças, presidida pelo Bispo diocesano, D. António Marto, no
próximo dia 11 de Junho, sexta-feira, pelas 16h00. O Mensageiro marcará presença neste acto celebrativo e está a preparar um trabalho especial sobre a Ordem da Visitação, em especial sobre este mosteiro da nossa Diocese. Contamos na próxima edição fazer destaque deste assunto.
10 ECLESIAL
O Mensageiro 10.Junho.2010
Comum (13/06/10)
Antífona de Estrada: Salmo 26, 7.9 Leitura I: 2 Sam 12, 7-10.13 Salmo Responsorial: Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. cf. 5c) Refrão: Perdoai, Senhor, minha culpa e meu pecado. Repete-se Leitura II: Gal 2, 16.19-21 Aclamação ao Evangelho: 1 Jo 4, 10b Refrão: Aleluia. Repete-se Deus amou-nos e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. Evangelho: Lc 7, 36-50 Naquele tempo, um fariseu convidou Jesus para comer com ele. Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa. Então, uma mulher – uma pecadora que vivia na cidade – ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito, banhava-Lhe os pés com as lágrimas e enxugava-Lhos com os cabelos, beijava-os e ungia-os com o perfume. Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora». Jesus tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele respondeu: «Fala, Mestre». Jesus continuou: «Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?». Respondeu Simão: «Aquele – suponho eu – a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». E voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. Por isso te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». Depois disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». Então os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem, que até perdoa os pecados?». Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz». Palavra da salvação.
Ousar
A Maria Inês Pereira é uma jovem de 24 anos que terminou o curso de fisioterapeuta em Dezembro de 2008. Nasceu numa família cristã (é a terceira de quatro filhos) e desde cedo se integrou em movimentos juvenis católicos. Aos 16 anos foi a Taizé pela primeira vez, tendo repetido a experiência mais algumas vezes. Esta espiritualidade deixou nela marcas bem profundas que acabaram por dar um sentido diferente à sua vida. Em 2004 ingressou no Grupo Missionário Ondjoyetu, desde logo com vontade de fazer umas férias missionárias na Missão do Gungo. A sua vontade era partir em 2005, mas como não foi possível, soube esperar até 2007. A experiência que viveu foi muito forte, de tal modo que quando regressou logo manifestou desejo de voltar por um ano quando terminasse o seu curso. Apesar de algumas ofertas de emprego, tudo recu-
AO SABOR DA PALAVRA
Cânticos | XII Domingo do Tempo Comum (20/06/10)
Entrada Nós somos as pedras vivas - LAU 559 Nós somos o Povo do Senhor - LAU 533 Salmo Responsorial A minha alma tem sede - LAU 105
Apresentação dos Dons Vós que fostes baptizados em Cristo - LAU 880 Senhor congregai-nos - LAU 757 Comunhão Formamos um só corpo - LAU 406 Se alguém quiser seguir-me - LAU 739 Acção de Graças Senhor, eu creio que sois Cristo - LAU 759 Glória ao Pai qiue nos criou - LAU 413 Final Todos unidos - LAU 819 Povo teu somos - LAU 677
MISSAS DOMINICAIS Sábado: 19h00 - Sé; 19h30 - Franciscanos Domingo: 08h30 - Espírito Santos; 09h00 - Franciscanos; 10h00 - Paulo VI; 10h00 - S. Francisco e São Romão; 10h30 - Franciscanos; 11h00 - S. Agostinho; 11h00 - Hospital; 11h30 - Cruz da Areia; 11h30 - Seminário, 11h30 - Sé, 18h30 - Sé; 19h30 - Franciscanos; 21h30 - Srª da Encarnação
Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com
Entregar-se 11º Domingo do Tempo Comum
Todos nós gostamos de nos sentir amados, todos gostamos de sentir que somos alvo de uma predilecção especial. Isto acontece porque desde que começamos a existir há alguém que nos dá toda a atenção: a mãe, que durante nove meses nos transportou, alimentou e protegeu, que nos amamentou, que nos defendeu dos perigos. Mas essa experiência do amor não se pode resumir àquilo que experimentamos e
sou porque o chamamento à Missão era superior a tudo mais. Antes da partida continuou a sua preparação e, em conjunto com o Grupo Ondjoyetu e a FEC (Fundação Evangelização e Culturas) elaborou o projecto “Ser Jovem no Gungo” que, depois de apresentado a um departamento de cooperação da União Europeia, foi aprovado. Este projecto prevê a atribuição de uma remuneração mensal de 80,00 ao voluntário; mas a Maria Inês abdicou desse valor em favor do Grupo Ondjoyetu para se poder situar ao mesmo nível de todos os outros voluntários que deram o tempo das suas vidas à missão em regime de voluntariado total, sem qualquer contrapartida material. A partida da Inês para a Linha da Frente teve lugar a 25 de Agosto de 2009, tendo ainda trabalhado alguns meses com a sua irmã Ana Sofia Pereira. Na minha recente visi-
que é dado pelo outros. Esta experiência torna-se mais plena quando há reciprocidade, quando também respondemos com amor ao que recebemos dos outros. Todos nós gostamos de fazer o bem a quem nos faz o bem. É assim que toda a gente vai construindo as suas relações, retribuindo aos outros aquilo que recebemos, numa espécie de comércio. Por isso as relações humanas nos dias de hoje são tão voláteis, porque só duram enquanto ambas as partes recebem aquilo que desejam. E algumas vezes isso tem como resultado a instrumentalização das outras pessoas. Foi isso que aconteceu com o rei David, famoso por ter unificado o Povo de Deus, vencido os inimigos de Deus, origem da linhagem do Messias, etc. Mas mesmo este homem fez um grande pecado, apaixonou-se pela mulher de outro, desejou-a para si e por isso arranjou maneira do marido dela morrer numa batalha: “tomaste como esposa a mulher dele [Urias], depois de o teres feito morrer às mãos dos Amonitas”. David
DR
Leituras | XI Domingo do Tempo
Janela Sobre a Missão
ta a Angola encontrei uma Inês bem animada e feliz, com uma verdadeira paixão pela missão. Sempre bem disposta e voluntariosa, com uma energia e alegria contagiantes. Esta jovem aprendeu bem e tem executado ainda melhor aquelas que são as competências do missionário: é um trabalho transversal que vai desde as questões mais materiais e de gestão dos bens e das casas da missão aos assuntos humanos e alguns deles bem sensíveis como o confronto com situações em que o missionário se sente impotente para resolver e dar a resposta que gostaria. Ao nível da relação
humana consegue ser próxima de todos, desde as crianças aos idosos, mas é principalmente com os jovens que mais interage quer pela proximidade da idade quer pelo projecto específico com o qual se comprometeu. A ousadia é própria da juventude, como o caudal forte de um rio. Obrigado Maria Inês e muitos parabéns por teres sabido colocar essa tua ousadia no romper de medos e objectivos pessoais para colocares essa tua energia ao serviço de quem tanto precisava de ti. E podes estar certa que não ficarás a perder. Padre Vítor Mira
aproveitou-se do seu poder de rei para satisfazer os seus desejos, sem ter em conta a dignidade quer de Urias, quer da sua esposa, de um casamento anterior, de uma relação de entrega, que era maior de que o desejo por uma mulher. No Evangelho deste domingo vemos uma mulher a ter gestos de carinho por Jesus, ainda por cima é uma mulher pecadora, possivelmente uma prostituta. Essa mulher lavou os pés de Jesus com as suas lágrimas, enxugou-lhos com os cabelos, beijou-os e pôs-lhes perfume. Porque o acto de lavar os pés a alguém era nesse tempo sinal de submissão, esta mulher ao fazer isto estava a submeter-se a Jesus, porque percebeu que só ele é que seria capaz de a libertar da situação em que vivia, só ele seria capaz de lhe restituir a dignidade perdida. Foi por isso que Jesus disse aos judeus escandalizados com a sua atitude ao não rejeitar esta mulher: “Os seus numerosos pecados ficam perdoados porque manifestou tanto amor.” Jesus revelanos um Deus de bondade e de misericórdia, que detesta
o pecado, mas ama o pecador; por isso, Ele multiplica “a fundo perdido” a oferta da salvação. Da descoberta de um Deus assim, brota o amor e a vontade de vivermos uma vida nova, integrados na sua família. É nesta entrega a Jesus, tema que S. Paulo retoma ao dizer “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim.” , que descobrimos a fonte do verdadeiro amor. A nossa existência tem verdadeiro sentido não quando recebemos o amor dos outros mas quando o damos, sem esperar em troca, como uma mãe que se sente plenamente feliz ao cuidar do seu filho. Ser profeta da civilização do amor acontece na medida em que se testemunha e anuncia o Amor de Deus, construindo o Reino do Amor de Deus no coração dos homens e mulheres do nosso tempo: um reino de justiça e paz, de amor e misericórdia, de perdão e compaixão, de verdade e liberdade, de respeito e promoção dos direitos humanos.
IGREJA EM PORTUGAL 11
O Mensageiro
10.Junho.2010
Diocese de Aveiro
“Caminhamos em direcção ao jubileu” A Diocese de Aveiro está a viver um plano pastoral de cinco anos que culmina nos 75 anos da restauração da diocese, em 2013. Os dias 5 e 6 deste mês foram um “ponto de viragem na dinâmica que queremos imprimir” na renovação das estruturas – disse à Agência Ecclesia o padre Francisco Melo, Vigário Episcopal para a Pastoral Geral. Nestes dois dias celebrou-se o dia da igreja diocesana. O local foi mudado tal como “a forma de motivar as pessoas” – referiu. Depois de auscultar o desejo
dos cristãos deste território eclesial, a celebração diocesana é uma “configuração de tudo aquilo que as pessoas dos diversos arciprestados e instâncias desejavam” – sublinhou o padre Francisco Melo. A presença de milhares de pessoas mostra que a “viragem feita e o caminho a trilhar está a ser acolhido pelas pessoas”. A preparação prévia e a caminhada feita indiciam que as pessoas aprofundaram a consciência de Igreja Diocesana. A audição das pessoas e a promoção do
concurso «A Minha Igreja» mostra que “foi um caminho correcto”. A envolvência de várias instituições, movimentos e secretariados como actores “foi importante para o sucesso deste dia”. E adianta: “é o sinal que houve mudança” – frisou o Vigário Episcopal para a Pastoral Geral. Neste dia vivido com o lema da «Esperança», o bispo da diocese de Aveiro, D. António Francisco Santos, realça que os cristãos “devem ser sinal de esperança para o mundo”. No parque
de exposições da cidade da ria, os cristãos “deram visibilidade da esperança”. A dimensão do convívio e encontro esteve presente nesta actividade diocesana. “O testemunho de comunhão alarga-se ao horizonte da sociedade civil” – disse D. António Francisco Santos. O bispo de Aveiro sentiu o pulsar da diocese. “Foi muito gratificante sentir esta moldura humana”. E finaliza: “Caminhamos em direcção ao jubileu (75 anos) da restauração da diocese”.
Barcelos
Paróquia reconhece frutos de uma pastoral partilhada Leigos de Barcelos, empenhados na acção pastoral são hoje mais numerosos e mais interventivos, pelo que a Igreja em Barcelos vê renovada a sua imagem e oferece uma palavra de sentido aos homens e mulheres da cidade. Foi esta uma das conclusões marcantes da última reunião do Conselho Pastoral da Paróquia de Santa Maria Maior que, no seu olhar retrospectivo para três anos de actividade, pôde reconhecer a acção de Deus, primeiramente no seu próprio interior, depois no seio da comunidade cristã e no meio urbano. Ao terminar um triénio
de actividade – pelo que o Conselho está agora em processo de substituição de alguns dos seus mais de 30 membros - os conselheiros reconheceram o esforço havido na atitude de escuta uns dos outros, particularmente nos assuntos mais «sensíveis», dando-se conta da exigência do respeito das diferenças e da caminhada que a todos era exigida no sentido da comunhão, de modo a que as decisões permitissem avançar numa voz harmoniosa e credível de serviço não só aos cristãos da cidade, mas mesmo aos cidadãos barcelenses. Na continuidade do triénio dedicado à centra-
lidade da palavra de Deus na Arquidiocese de Braga, os conselheiros de Barcelos avaliaram a Semana Bíblica da cidade e deram sugestões para próximas actividades que possam levar à valorização da Palavra de Deus. Interrogaram-se sobre as procissões que se fazem na cidade, no sentido da renovação das mesmas e iniciaram uma reflexão acerca dos rituais celebrativos da morte, reconhecendo a necessidade de sobre eles se pensarem novas e mais significativas orientações. Terminado o triénio, estão, agora, os diversos grupos, movimentos e
confrarias em processo de renovarem os seus responsáveis, que os representarão no próximo Conselho, estando agendada a próxima reunião para o mês de Outubro. Entretanto, o Prior de Barcelos, que a ele preside, anunciou a intenção de delegar no Secretariado Permanente, que será eleito na primeira reunião, novas responsabilidades na condução da vida paroquial. Secretariado Permanente do Conselho Pastoral da Paróquia de Santa Maria Maior
Évora
“A Liberdade é o suporte da Dignidade e o alimento da Esperança”. Com este tema-lema, o Lar de Santa Helena, IPSS das Irmãs Adoradoras, irá realizar no próximo dia 14 de Junho, na Fundação Eugénio de Almeida, uma Jornada Comemorativa dos 15 anos de intervenção/acolhimento a mulheres vítimas de violência doméstica e seus filhos. Do programa da Jornada fazem parte três
mesas redondas onde será posto de relevo “estórias que fizeram História” nesta instituição ao longo destes anos. Representantes da Segurança Social a nível nacional e distrital, bem como personalidades da cidade de Évora com responsabilidade na área social, jurídica, entre outras, farão as suas intervenções sobre as mais diversas matérias relacionadas com a assistência às vítimas de
DR
Jornada sobre Violência Doméstica
violência doméstica e sua re-integração social. As Irmãs Adoradoras e os profissionais da sua Equipa Técnica, convidam
todos e todas a juntar-se a elas para comemorar, celebrar e projectar um horizonte mais luminoso. Ir. Júlia Bacelar, directora
BREVES “Turismo: Oportunidades de Evangelização”
Encontro no Algarve
No próximo mês, terá lugar no Centro Pastoral e Social de Ferragudo, de 5 a 8 de Julho, um Encontro dos Secretariados Diocesanos da Mobilidade Humana sob o tema “Turismo: Oportunidades de Evangelização”. A iniciativa nacional, que terá início, após o jantar do dia 5 de Julho, com a sessão de abertura presidida pelo Bispo de Beja e presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, D. António Vitalino Dantas, tem continuidade na manhã do dia seguinte com a primeira conferência subordinada ao tema “Orientações da Igreja para a Pastoral do Turismo: perspectivas para uma Pastoral do Turismo em Portugal”, proferida pelo Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas. Depois seguir-se-á a apresentação do trabalho desenvolvido nas dioceses ao nível da Pastoral do Turismo e, após o almoço, será realizada uma mesa redonda sobre “A importância das Agências e Instituições que promovem o Turismo Religioso” com a participação do algarvio João Cabral sobre a experiência da peregrinação juvenil a Taizé. A primeira conferência da tarde será da responsabilidade de monsenhor Luciano Guerra, ex-reitor do Santuário de Fátima, sobre “A verdade da Peregrinação”. No segundo dia, 7 de Julho, a primeira conferência será sobre a temática “A Pastoral dos Santuários”, apresentada pelo padre Sesinando Alberto, reitor do Santuário do Cristo-Rei, e a segunda sobre “Perspectivas para uma Pastoral das Termas”, pelo padre Carlos Alberto Godinho. O dia incluirá ainda uma abordagem à integração da APOAP na Pastoral Nacional do Turismo e uma apresentação sobre as orientações para uma reestruturação dos Secretariados Diocesanos que abranja as diversas dimensões da Pastoral da Mobilidade Humana. No último dia de trabalhos, o encontro contará com uma partilha sobre as possibilidades e dificuldades de implantação da Pastoral do Turismo nas Dioceses e a apresentação das conclusões. Samuel Mendonça
“Festa com Cristo”
Acampamento na Quinta do Álamo A Quinta do Álamo, no Seixal, acolheu a segunda edição do “A3”, um “Mega Acampamento jovem”, que juntou centenas de participantes. O responsável pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ), padre Luís Ferreira, explicou à Agência Ecclsia que o “A3” nasceu da ideia de “queremos um nome sonante”, apelando também a quem “não conhece Cristo”. “A grande novidade é Cristo e nós queremos anunciá-lo a estas pessoas, especialmente aos jovens”, afirma. O tema deste encontro esteve relacionado com o tema proposto pelo Papa Bento XVI para o ano 2010 - «Bom Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna» - como preparação para as Jornadas Mundiais da Juventude, em Madrid, no ano de 2011. Mobilizando os sectores “envolvidos com os jovens”, a Diocese de Setúbal promove “um grande evento” que é igualmente “belo e económico”, sublinha o director do SDPJ. De 4 a 6 de Junho, os jovens tiveram a oportunidade de participar em ateliers, actividades lúdicas (canoagem, equitação, rapel, peddy-papper), momentos de oração, exposições, tendas dos secretariados diocesanos, debates, conferência de fundo, muitos concertos, para além da Mostra de Bandas Católicas 2010. À semelhança do ano passado, a edição 2010 teve uma “Tenda de Adoração”. Todos os participantes do acampamento são chamados a dar uma hora do seu tempo para estar com Jesus. Numa mensagem dirigida aos participantes, D. Gilberto Reis, bispo de Setúbal, realçou que “os jovens gostam de festa e esta é uma festa verdadeira mas não é uma festa qualquer: é uma festa com Jesus, em redor de Jesus e para Jesus”.
12 ECLESIAL
O Mensageiro 10.Junho.2010
Paróquia de Porto de Mós organiza
Festa de Santo António No próximo dia 13 de Junho vai realizar-se a Festa de Santo António na paróquia de S. Pedro, Porto de Mós. O programa deste festejo inclui a missa às 16h00, seguida de procissão e às 17h30 realiza-se o convívio e venda de ofertas.
Passeio ao Gerês A paróquia de Porto de Mós (S. Pedro e S. João) está a organizar um passeio ao Gerês. Este Passeio será no dia 10 de Julho e tem o seguinte programa, sujeito a confirmação: 6h30 - Partida (parque Igreja S. Pedro); 11h00 - Chegada ao Gerês; 11h15 - Visita ao Santuário de S. Bento da Porta Aberta; 13h00 - Almoço num hotel do Gerês; 15h00 - Percurso em Mini-autocarro pela Serra; 17h00 - Merenda e convívio; 18h00 - Início da Viagem de Regresso ao Gerês; 23h00 - Chegada a Porto de Mós. Este passeio destina-se em primeiro lugar aos agentes da pastoral desta paróquia nomeadamente catequistas, ministros extraordinários da comunhão, coralistas, e todas outras pessoas que exercem algum serviço na comunidade paroquial. Contudo, o passeio está aberto a todos os interessados em participar. O custo previsto para o passeio por cada participante é de 25 com almoço incluído.
“Quem como Deus?”
Final de ano no colégio de S. Miguel Os Valinhos, em Aljustrel, acolheram nos dias 7 e 8 de Junho os alunos do 3º ciclo e do Secundário, respectivamente, do Colégio de São Miguel A Caminhada de final de
ano “Quem como Deus?” é já uma tradição no Colégio e tem um significado que muito diz aos alunos, de um modo especial aos que terminam, agora, o 12º ano. É uma Caminhada em que
alunos e professores fazem um balanço do ano lectivo: recordam as coisas boas que aconteceram, reflecte-se sobre os aspectos menos bons vividos em cada turma e traçam-se metas a alcançar no
próximo ano. No final, a consagração dos finalistas a Nossa Senhora, foi o colocar a vida nas Suas mãos!
Igreja no Mundo Homilia de Bento XVI no Chipre
Papa alerta: «O mundo precisa da cruz» Na homilia da missa celebrada na igreja da Santa Cruz, em Nicósia, capital do Chipre, Bento XVI deteve-se sobre o sentido do sofrimento e da morte que resultam da crucificação de Jesus. “Muitos poderão ser tentados a perguntar por que motivo nós, cristãos, celebramos um instrumento de tortura, um sinal de sofrimento, de derrota e de fracasso”, referiu o Papa, para a seguir sublinhar que a cruz representa o “triunfo definitivo do amor de Deus sobre todos os males do mundo”. Bento XVI recordou a narrativa bíblica que pretende explicar a entrada do mal na vida humana: “Adão abandonou a confiança filial em Deus e pecou, comendo o fruto da única árvore do jardim que lhe era proibida”, e agora “só Deus” pode libertar o homem da escravidão
moral e física causada por aquela desobediência. O “sofrimento e a morte, que eram consequência do pecado, tornaram-se eles mesmos o meio através dos quais o pecado foi derrotado”, sublinhou Bento XVI ao referir-se à agonia física, psicológica e espiritual de Jesus perante a iminência da morte. “Por isso – prosseguiu o Papa – a cruz é algo de maior e mais misterioso do que à primeira vista pode parecer. É sem dúvida um instrumento de tortura”, mas ao mesmo tempo exprime a vitória definitiva sobre esse mal, tornando-a “no símbolo mais eloquente da esperança que o mundo jamais havia visto”. Para Bento XVI, o significado da cruz “fala a todos aqueles que sofrem – os oprimidos, os doentes, os pobres, os marginalizados, as vítimas da violência e oferece-lhes a esperança PUB
Jorge Carvalho Sofia
Médico Especialista de Otorrinolaringologia CONSULTAS • CIRURGIAS • EXAMES DE AUDIÇÃO VIDEONISTAGMOGRAFIA • POSTURAGRAFIA APNEIA DO SONO
Rua Dª Maria da Graça Lúcio da Silva, 9 - 1º Esqº - LEIRIA Marcações pelos telefones 244 822970 • 239 827 089 • 932 442 274
de que Deus pode transformar o seu sofrimento em alegria, o seu isolamento em comunhão, a sua morte em vida. Oferece esperança sem limites ao nosso mundo decaído”. É por estes motivos que o mundo “precisa da cruz”, que “não é simplesmente um símbolo privado de devoção, não é um distintivo da pertença a qualquer grupo no interior da sociedade” e “o seu significado mais profundo não tem nada a ver com a imposição forçada de um credo ou de uma filosofia”. A cruz, frisou o Papa, “fala de esperança, fala de amor, fala da vitória da não-violência sobre a opressão, fala de Deus que exalta os humildes, dá força aos frágeis, faz superar as divisões e vencer o ódio
com o amor”. “Um mundo sem cruz seria um mundo sem esperança, um mundo no qual a tortura e a brutalidade permaneceriam desenfreados, os frágeis seriam explorados e a avidez teria a última palavra”, sublinhou. Bento XVI dirigiu-se aos padres, religiosos e catequistas presentes na missa, salientando que a mensagem da cruz foi confiada à Igreja para que ela possa “oferecer esperança ao mundo”. “Quando proclamamos Cristo crucificado, não nos proclamamos a nós próprios, mas a ele”, afirmou, acrescentando: “Não ofereçamos a nossa sabedoria ao mundo, não falemos dos nossos próprios méritos”, mas do seu “amor”, sabendo “ser simplesmente vasos
feitos de argila”. “Não cessemos de reconhecer a nossa indignidade, mas ao mesmo tempo esforcemo-nos sempre para nos tornarmos menos indignos do nosso nobre chamamento, de forma a não enfraquecer mediante os nossos erros e as nossas quedas a credibilidade do nosso testemunho”, pediu o Papa. Bento XVI lembrou os sofrimentos e dificuldades vividos pelo clero e consagrados: “No meu pensamento e na minha oração recordo-me de modo especial dos muitos sacerdotes e religiosos do Médio Oriente que experimentam neste momento um chamamento particular a conformar a própria vida ao mistério da cruz do Senhor”. “Onde os cristãos são a minoria, onde sofrem privações por causa das tensões étnicas e religiosas, muitas famílias tomam a decisão de partir e muitos pastores também são tentados a fazer o mesmo”, constatou o Papa, que pediu ao clero e aos consagrados para permanecerem nas suas comunidades. Os sacerdotes e paróquias que continuam a dar testemunho de Cristo são
“um sinal extraordinário de esperança, não só para os cristãos, mas também para quantos vivem na região” e a sua presença é uma “expressão eloquente do Evangelho da paz” e do empenho da Igreja “no diálogo, na reconciliação e na aceitação amorosa do outro”. Com a celebração da missa, o Papa concluiu o programa do segundo dia da visita a Chipre. No Domingo, Bento XVI presidiu em Nicósia à eucaristia por ocasião da entrega do documento preparatório do Sínodo dos Bispos para o Médio Oriente, que decorre em Roma no mês de Outubro. Almoçou na Nunciatura Apostólica – representação diplomática do Vaticano – com os patriarcas e bispos do Conselho Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, com o arcebispo ortodoxo Crisóstomo II de Chipre e com os membros da comitiva papal. Após a despedida da Nunciatura visitou a catedral maronita de Chipre, deslocando-se seguidamente para Larnaca, onde se realizou a cerimónia de despedida no aeroporto local.
OPINIÃO 13
O Mensageiro 10.Junho.2010
NO CORAÇÃO DA IGREJA
Pe. Jorge Guarda
Vigário Geral da Diocese
Viver como povo sacerdotal
H
á pelo menos dois cânticos cujo refrão menciona a Igreja como “povo sacerdotal”. Num esta característica está associada à afirmação dos fiéis como “pedras vivas do templo do Senhor”. E fala deste “templo” chamando-lhe “Igreja santa de
SINAIS DOS TEMPOS
D. João Alves
Bispo Emérito de Coimbra
Mais verdade melhor fraternidade
1.
Um pouco antes do início do ano das comemorações do Centenário da implantação da República passei a estar atento ao que o povo português guardava na sua memória desse acontecimento e manifestava nas suas conversas. A primeira observação que faço é que o povo conserva pouco na memória e, no geral, com fraca precisão. Só nomeando efemérides desse tempo, sem qualquer comentário, é que as pessoas lá iam juntando alguns pormenores, por vezes, sem qualquer nexo com o desenrolar daquilo que aconteceu em 1910.
Deus”. No outro, a Igreja é referida como “povo de reis, assembleia santa, povo sacerdotal, povo de Deus” e é convidada a bendizer o seu Senhor. A qualidade sacerdotal está associada num e noutro caso ao culto prestado a Deus e à acção de louvor pelo que Ele é e pelas suas obras admiráveis que enchem de júbilo os seus filhos. Pode parecer estranho, mas é verdade: na Igreja, todos os fiéis são sacerdotes e como tal devem viver e agir. Isto quer dizer que receberam a graça e o convite a aproximarem-se de Deus e a viverem, pessoal e comunitariamente, em permanente comunhão com Ele. Não apenas quando rezam, participam na missa ou pensam em Deus. Sempre, todos os dias e durante o dia todo, façam o que fizerem e onde quer que estejam. Trata-se, na verdade, de acolher o amor incondicional de Deus e viver a relação filial
com Ele, mediante Cristo e animados pelo Espírito Santo. O modelo é Jesus Cristo. É também n’Ele que cada cristão encontra ajuda para viver o seu sacerdócio baptismal. A Carta aos Hebreus, que desenvolve amplamente o sacerdócio de Cristo, explicitando a diferença radical em relação ao sacerdócio como era entendido e exercido até então, exorta os cristãos a considerarem Jesus “como o Sumo Sacerdote da fé” que professam (3,1). Ele derramou o seu sangue e “ofereceu-se a si mesmo a Deus”. Assim, aproximou de Deus os homens (7,25), introduziu-os na relação filial com Ele e ajuda-os na sua caminhada para a morada eterna, a fim de que em tudo obedeçam a Deus e levem uma vida santa. Este é o culto verdadeiro que prestam ao Deus vivo. Viver como sacerdote, nesta grande dignidade concedida a todos os bap-
tizados, significa, antes de mais, reconhecer e aceitar Deus na própria vida. É saber-se amado imensamente por Deus, confiar n’Ele em todas as circunstâncias e orientar-se por Ele nas opções e caminhos da vida. Nesta relação, o cristão encontra em tudo sinais do amor de Deus e apelos a amá-lo sempre mais, numa adesão generosa à vocação à santidade, a realizar em si de modo sempre mais pleno a imagem e semelhança de Deus. O caminho é o empenho por imitar Jesus, aprendendo com Ele a viver. A ajuda infalível é o Espírito Santo, como guia e mestre interior. O mesmo Espírito impele também à relação e à comunhão com os demais cristãos; e concede dons especiais com que enriquece o espírito e a personalidade de cada cristão, tornando-o apto para as boas obras e capaz de enriquecer e colaborar na comunidade cristã. Cada cristão vive o
sacerdócio baptismal também quando participa na Eucaristia e nos demais sacramentos. Participa! Nas celebrações, todos os fiéis são chamados a tomar parte activa e não apenas a assistir a uma acção que outros realizam. Esta é uma mudança recente a que muitos ainda não aderiram. A participação faz-se com a atitude interior de fé, de amor a Deus, de entrega de si mesmo e de adesão. Escutam activamente, rezam e cantam. Entregam ofertas, saúdam os irmãos e interessam-se uns pelos outros. Comungam do corpo de Cristo. E saem com a missão de iluminar e dar novo sabor à vida de cada dia com a graça de Deus, tanto no ambiente familiar como no trabalho e na vida social. Assim toda a sua vida se torna santa e agradável a Deus. E eles orientam para Ele a vida do mundo. Nesta relação sacerdotal dos fiéis, quer na vida
de todos os dias quer nas celebrações litúrgicas e na oração, aqueles que receberam a missão de exercer o ministério sacerdotal, os padres (chamados também presbíteros), pelo seu poder sagrado, formam e conduzem o povo sacerdotal e os seus membros, realizam o sacrifício eucarístico fazendo as vezes de Cristo e oferecem-no a Deus em nome de todo o povo (cf LG 10). Deus comunica os seus dons aos fiéis quer directamente quer mediante os ministros sagrados. Estes são muito importantes para o serviço do povo de Deus, mas não são tudo. Há graças de Deus que são concedidas aos fiéis sem passarem pelas mãos dos sacerdotes ministros. Os fiéis podem e devem também cultivar uma relação pessoal com Deus sem estarem dependentes dos ministros sagrados, embora em alguns aspectos não possam passar sem o serviço sacerdotal.
Há, no entanto, factos que tocaram a sensibilidade popular mais profundamente e foram retidos um pouco melhor pela memória. Um desses factos é o regicídio, ocorrido em 1908, dois anos antes da proclamação da República. Não ouvi nunca a referência ao ano 1908. O regicídio esse sim foi indicado com bastantes pormenores. Referiu-se o assassinato do Rei e do seu Filho e a aflição da Rainha pela morte do seu esposo, o Rei e pela morte do seu filho, o sucessor ao trono. Reparei que, geralmente, as pessoas quando falavam dessas mortes e do sofrimento da Rainha o faziam doloridamente e com alguma revolta. Outro aspecto frequentemente apontado foi a sanha dos revolucionários contra a Igreja, os padres, os frades e as freiras. Vi nestes depoimentos a pena por as coisas terem decorrido assim e questionavam, porquê este ódio e a expulsão de suas casas e do seu país para o estrangeiro? Foram estes dois apontamentos que mais me impressionaram, ao lado de outras menções quase irreconhecíveis. Em conclusão verifiquei que o povo tem, no geral, pouco na memória sobre a proclamação da República e mesmo aquilo que guarda,
e acima indiquei, é, ainda hoje, envolvido em certa mágoa. Em outros casos, ouvi o louvor e a exaltação incontidos da República como o encontro do paraíso perdido, o encontro da terra que produz sempre bons frutos e onde a liberdade, a igualdade e a fraternidade são sempre respeitadas. Ouvi louvores àqueles que tiveram a coragem de banir os que possuíam abundante riqueza sem se importarem com os pobres. Esses homens, afirmavam, foram verdadeiros heróis e mártires. Isto não apareceu em discurso seguido, apareceu aqui e ali, em pedaços, que procurei juntar com fidelidade num só texto. Tudo, porém, foi ouvido por mim próprio em várias ocasiões. Creio poder concluir que, embora parcelarmente e com variadas interpolações, passou de geração em geração. Nestes restos consegue-se ver a memória da implantação da República. É pouco mas, ainda assim, chegou até nossos dias.
informação segura sobre o que ocorreu na implantação da República. Muito do que já se escreveu é, por vezes, demasiado abstracto para o povo ou, então, não isento. Não faltam escritos destes demasiadamente apologéticos, de uma ou outra parte, o que não facilita o respeito pela verdade dos factos. Esta minha insistência na honestidade quanto ao que se oferece ao povo, faço-a por amor à verdade da história e, ao mesmo tempo, por amor ao povo português, para que não se deixe manipular por qualquer “vendedor de verdades”, que pouco ou nada têm a ver com a verdade verdadeira. Só assim ele não se deixará arregimentar como ovelhas em rebanho submisso e inconsciente. Se as pessoas conseguirem ter a sua opinião pessoal objectiva, muito mais facilmente se juntarão àqueles que têm a mesma versão da realidade, sejam da direita ou da esquerda. O mais importante é, pela verdade e objectividade, obstar à divisão do nosso país pelos interesses pessoais ou de grupo, pelos interesses políticos, culturais e, até, pelos interesses religiosos. Repito, celebrar o centenário da proclamação da República exige que tudo seja feito para que em
grupos de mentalidades contrastantes se progrida no conhecimento íntegro dos factos históricos na implantação da República. Teria imensa pena que nas comemorações se ficasse tão só nos discursos académicos e nas decorações de encher os olhos e não se ajudasse o povo português a crescer na verdade da história. Estou a ouvir alguns a dizerem-me que essa unidade é impossível, é utópica, que não vale a pena procurá-la pois não se consegue alcançar.
se aproximarem mais fraternalmente, perdoandose e reconciliando-se sem atraiçoar a verdade e a Fraternidade. Neste sentido é de saudar a obra publicada pela Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal, referida e brevemente comentada no meu último artigo. Penso que é uma boa base para o funcionamento dos grupos de reflexão, acima referidos, na busca da verdade histórica. A preferência vai para a constituição de grupos de ambas as partes com orientadores competentes e sem espírito apologético de quem julga ter a verdade toda. Que não tarde publicação semelhante à dos religiosos, mas da responsabilidade da Conferência Episcopal Portuguesa, directa ou indirectamente. Ficaríamos com conhecimento seguro de toda a realidade eclesial no contexto da proclamação da República e dos anos que se lhe seguiram. A Igreja em Portugal tem já bons trabalhos históricos em diversas áreas. Há na Igreja bons historiadores que interessa estimular a publicar obras neste tema adequadas ao povo. Seguir no sentido indicado aqui, creio que será garantia de progresso na unidade e na fraternidade.
2. Com os seus aspectos positivos e negativos, todos os acontecimentos históricos têm esta dupla companhia, penso que se deve ter presente esta realidade e, em hora de comemorações jubilares, cuidar de oferecer à população portuguesa
3. Respeito essas opiniões, embora demasiado prudentes e tão semelhantes à opinião do Velho do Restelo… Seguindo-a nunca teríamos chegado à Índia e a tantos outros novos mundos… seguindo essas ideias de puro conservadorismo não se refariam as relações cordiais entre a Alemanha e a França, após a II Guerra Mundial. Não haveria União Europeia com povos que se combateram na mesma guerra mundial, como inimigos de um e outro lado da barricada. Para esta unidade se refazer urge a publicação dos elementos necessários e fundamentados para que o povo português conheça como é que as coisas se passaram e fazer a revisão das suas ideias, para todos
14 OPINIÃO / INSTITUCIONAL OPINIÃO José Jacinto F. de Farias SCJ
Não haverá mesmo homens rectos em Portugal?
A
inda no avião, e no início da sua viagem a Portugal, Bento XVI declarou que a grande perseguição à Igreja “não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja” [1], o pecado que os filhos da Igreja praticam. O mesmo Bento XVI declarou na celebração eucarística em Lisboa que nada destruirá a Igreja, nem sequer o pecado que no seu interior se pratica, porque ela, apesar de ter filhos pecadores, é santa, da santidade do seu esposo, Cristo, e da santidade dos santos, que são esses que, como disse Bento XVI, reflectem perfeitamente o rosto da Igreja: “A ressurreição de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja” [2]. Este pormenor é muito importante, que os jornalistas de propósito não consideraram, apontando logo o dedo para os outros, como se eles estivessem fora, e não participassem nem no pecado que se pratica na Igreja, se forem católicos (e muitos são pelo menos baptizados, e não viver de acordo com o baptismo já faz parte desse pecado de que fala o Papa) nem no que se pratica no mundo, o pecado do mundo, nesta cultura do terror e da morte que o homem provoca, mas que não pode parar. Deste pecado falou Bento XVI na homilia em Fátima, e já antes havia o denunciado na sua recente encíclica, A Caridade na Verdade (CV 75). Na homilia no Porto o Papa interpelou os leigos a darem testemunho de Cristo no lugar em que se encontram no mundo,
porque “se não fordes vós as suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar?” [3]. Ora quando se fala na corrupção em Portugal, os cristãos católicos têm grande responsabilidade nisso, e isso faz parte do pecado que se pratica na Igreja, que não pode por isso reduzirse à sacristia e aos domínios do culto; quando elementos da hierarquia dizem que a Igreja não intervém em determinadas questões – as questões fracturantes – porque elas não são especificamente religiosas, também isso faz parte das omissões e dos silêncios que são o pecado que se pratica na Igreja e que é um dos seus grandes inimigos. Onde estão os homens rectos que Bento XVI diz ser necessário existir para que em Portugal e no mundo possa construir-se a justiça e a paz? Na encíclica Caridade na Verdade recorda o Papa: “O desenvolvimento é impossível sem homens rectos, sem operadores económicos e homens políticos que sintam intensamente em suas consciências o apelo do bem comum” (CV 71). Quando o Presidente da República promulga leis que vão directamente contra o sentir comum da sociedade portuguesa e da moral católica, abdicando (por alegadas razões políticas) dos princípios nos quais diz pessoalmente acreditar, onde está o carácter, a rectidão, a firmeza que faz os homens grandes nos momentos cruciais da história? Infelizmente parece que já não há homens em Portugal, já não há pastores, e o rebanho encontra-se à mercê de mercenários sem escrúpulos, dispostos a vender a alma ao diabo!... Como foi diferente a atitude dos Pastorinhos de Fátima: eles acolheram o convite do céu, feito pelo Anjo e Nossa Senhora para rezarem e se sacrificarem pela conversão dos pecadores para que as suas almas não fossem para o inferno;
JOGOS | Nº 23/2010 (Confirme em www.jogossantacasa.pt) Euromilhões: 4, 17, 34, 40, 42 + 4,9 Totoloto: 1, 12, 18, 24, 32, 39 + 2 Loto2: 5, 8, 10, 38, 41, 47 + 45 Joker: 7 7 3 0 6 4 9 Totobola: 212 1X2 122 X1X1 FÁRMÁCIAS DE SERVIÇO Oliveira (dia 10), Sanches (11), Tomaz (12), Avenida (13), Baptista (14), Central (15) Godnho Tomaz, (16) e Higiene (17).
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O Mensageiro 10.Junho.2010
para repararem os pecados que estavam na origem dos males no mundo: as perseguições à Igreja e ao Papa, as guerras e devastações, o extermínio de tantas nações…; para oferecerem as suas vidas para consolarem Deus dos pecados que tanto O ofendiam e ao Coração Imaculado de Maria. E assim fizeram recentemente outras crianças: como aquele menino de cinco anos que disse à sua professora, nas vésperas de Natal, que queria o presépio na escola e não o pai-natal, pois este é o símbolo da coca-cola; ou aquele outro, de 10 anos, que, em obediência ao seu pai, se recusou a participar numa aula de educação sexual, porque o seu pai não tinha sido informado pela escola acerca dos programas e dos conteúdos da disciplina, de acordo com a lei!... Os Pastorinhos e estes dois meninos mostraram ser homens de carácter e homens rectos. A salvação de Portugal passará por eles, e passaria por tantos outros que o egoísmo e a perversão de leis favorecem o seu precoce desaparecimento. Quem será que hoje responde aos apelos do céu a reparar e a consolar Deus, porque Ele está tão triste?
[1] BENTO XVI em Portugal, Discursos e Homilias (Lisboa: Paulinas 2010) 12. [2] BENTO XVI, Discursos e Homilias, 27. [3] BENTO XVI, Discursos e Homilias, 105.
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OPINIÃO
Aura Miguel
Vaticanista e jornalista
Fé envergonhada*
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Tribunal Europeu dos Direitos do Homem divulgou esta semana a lista dos países que vieram em defesa do Estado italiano contra uma sentença que proíbe os crucifixos nas escolas públicas. De entre os 47 Estados que compõem o Conselho da Europa, foram apenas 10 os que pediram para se constituírem como parte interessada, ao lado de Itália. Estes 10 países europeus querem demonstrar os limites do tribunal, nomeadamente, quando a sua jurisdição cria novos direitos contra a vontade dos seus Estados membros – neste caso uma imposição do laicismo numa Nação maioritariamente católica. Os 10 países europeus que vão a tribunal defender o crucifixo são quase todos de maioria ortodoxa: Bulgária, Chipre, Grécia, Roménia, Federação Russa, Lituânia, Arménia. Só três têm tradição católica: Mónaco, São Marino e Malta. Afinal, quando se trata de defender publicamente e sem vergonha os sinais da fé, Portugal ficou para trás. Bento XVI, conta mais com o apoio de Malta católico (que visitou o mês passado) e com Chipre ortodoxo (cuja visita inicia hoje).
* In RR online (04/06/10)
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816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600
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Tabela de Assinaturas para 2010 Destino Nacional Europa Resto do Mundo
Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros
Preço avulso - 0,80 euros
DESPORTO 15
O Mensageiro 10.Junho.2010
Prata olímpica A selecção da Associação Distrital de Atletismo de Leiria (370 pontos) terminou o Torneio Olímpico Jovem, no 2.º lugar, atrás da sua congénere de Lisboa (403). Individualmente, destaque para as vitórias dos iniciados Juliana Pereira, no lançamento do peso, Marta Mendes, lançamento do dardo, e Miguel Lavrador, lançamento do dardo, bem como dos juvenis Artur Koshchuk, no salto em comprimento, e Anaïs Baptista, triplo-salto.
Futebol | Leiria
Taça Distrito Já são conhecidos mais dois vencedores da Taça Distrito (ver ainda, ‘fotojornalismos’), nomeadamente, nos escalões de iniciados e juvenis masculinos. S.L. Marinha x U. D. Caranguejeira (1-1, 3-1 g.p.) e G.D. Nazarenos x U.D Caranguejeira (3-1), respectivamente, foram os resultados registados.
Andebol | O melhor João de Barros de sempre
Futsal | Percurso invicto na Taça Nacional
“Classificação fantástica”
Golpilheira nas 1⁄2 finais
Seis jogos, seis vitórias. Terminou, assim, o percurso da equipa do C.R. Golpilheira (Associação de Futebol de Leiria) na fase de grupos da Taça Nacional (seniores, femininos), que agora segue para as 1⁄2 finais, a duas mãos. F.C. Vermoim (Associação de Futebol de Braga), vencedor do grupo A e finalista vencido da última época, será o adversário. Uma média de cerca de 11 golos marcados, por jogo. É este o registo do Vermoim, na fase de grupos, a equipa com mais golos marcados (45) e menos sofridos (7). Se a estes factos juntarmos a vontade da equipa da A.F. Braga em querer chegar novamente à final, a tarefa do C.R Golpilheira será “extremamente complicada”, reconhece a treinadora Teresa Jordão. “Sei que lá [Vermoim] costumam estar 400/500 pessoas a assistir e também sei que já têm dois autocarros cheios para o jogo da segunda mão”, avança. Apesar disso, “o que tenho dito às jogadoras é que chegamos até aqui”, portanto, “o resto é com elas”, refere. As 1⁄2 finais jogam-se a 10 de Junho, em Vermoim, Braga, e a 13 de Junho, 17h30, no Pavilhão da Batalha. Quem também irá procurar um lugar na final são o Vilaverdense (A.F. Coimbra) e o Benfica (A.F. Lisboa), vencedoras dos grupos B e D, respectivamente. Curioso é o facto de estarem a completar-se três anos – 30 de Junho de 2010 – da histórica final da Taça Nacional, Benfica x Golpilheira (5-2, na foto), a primeira que contou com uma equipa do distrito de Leiria. Esta poderá ser reeditada, ainda durante o mês de Junho, caso ambas vençam nas 1⁄2 finais.
Terceiro lugar assegurado, a uma jornada do fim do campeonato da 1.ª Divisão (seniores, femininos), motiva a festa em Meirinhas, Pombal. A melhor classificação de sempre do Colégio João de Barros (CJB), e qualificação para as competições europeias, pela terceira época consecutiva, dão o mote. Os próximos objectivos são a final four da Taça de Portugal e, a médio prazo, o título nacional. “É uma enorme satisfação”, começou por comentar o técnico da equipa, Paulo Félix. Um 3.º lugar, histórico, que premeia a única equipa do pódio que não tem uma estrutura semi-profissional, à excepção de Gil Eanes (Algarve) e Madeira SAD. “Sabemos que têm uma estrutura melhor, semi-profissional, em que as atletas recebem. Sabemos também que podemos fazer mais, porém, temos dificuldades que outras não têm”, reconhece. Estas não se ficam pelo plano financeiro e
Goleada na Taça Entretanto, nos escalões de formação, a equipa júnior, feminina, foi derrotada (0-6) na final da Taça Distrito, pelo Centro de Estudos de Fátima. PJ
Transmissão de jogos, animação e solidariedade em Leiria
João Filipe Matias/Arquivo
Atletismo | Leiria
CJB x Juve Lis: Um dos derbies regionais da época estrutural, mas também de preparação. “Temos atletas a estudar fora, por isso, só conseguimos treinar juntos à sexta-feira… e jogar ao sábado”, comenta Paulo Félix, que acrescenta: “e não recebem nada!” Segue-se a última jornada, dia 12 de Junho, em que o CJB receberá aquele que se avizinha como novo campeão nacional – caso vença o jogo em atraso da penúltima jornada, a realizar dia 10 –, Gil Eanes, pelas 17h00, no Pavilhão Eduardo Gomes, Pombal. No mesmo dia e hora, a Juve Lis (6.º lugar) recebe, no seu pavilhão, em São Romão, Leiria, o Santa Joana (5.º), equipas que se encontram empatadas (21 pontos).
Taça de Portugal Entretanto, o CJB vai disputar os 1⁄4 final da Taça de Portugal, frente ao Salgueiros. Passar à final four – 26 e 27 de Junho – é o objectivo da equipa comandada por Paulo Félix, que pretende melhorar o desempenho da última época, onde chegou às 1⁄2 finais e perdeu com o Gil Eanes – já eliminado, na presente edição. Madeira SAD, CS Madeira e Santa Joana apresentam-se como possíveis adversárias, caso vençam os respectivos jogos, tal como o CJB, que recebe, em Pombal, o Salgueiros, dia 10, 15h00. Pedro Jerónmo pj@omensageiro.com.pt
FOTOJORNALISMOS
Portugal ‘joga’ no Mundialódromo Dia 11 de Junho, 15h00, África do Sul x México. Começa o Campeonato do Mundo de Futebol, na África do Sul, que decorrerá até ao dia 11 de Julho. Leiria não quis ficar de fora e vai ter o seu Mundialódromo, no mesmo local onde, há seis anos, milhares de portugueses vibraram com o percurso de Portugal, até à final do Euro 2004. Animação e solidariedade são outras marcas da iniciativa, da rádio leiriense 94FM. A “Praça de Portugal” (Praça Rodrigues Lobo), um ‘estádio’ com a capacidade para cerca de 10 mil pessoas e com um ecrã gigante, para a transmissão dos jogos de Portugal, será o centro das atenções. Ainda assim não é de esperar a mesma
afluência que em 2004, com o Europeu, atendendo ao facto de dois dos jogos da selecção nacional, na fase de grupos (G), se realizarem durante a semana e a meio da tarde. Quem trabalha, por exemplo, tem a hipótese de comemorar as eventuais vitórias dos “navegadores” – nome com que foi baptizado o grupo de atletas e técnicos portugueses que Calendário (fase de grupos) 15 Junho (terça-feira), 15h00 Costa do Marfim x Portugal 19 Junho (sábado), 12h30 Portugal x Coreia do Norte 25 Junho (sexta-feira), 15h00 Portugal x Brasil
estão na África do Sul – na “Praça da Solidariedade” (Praça Goa, Damão e Dio – Fonte Luminosa), que contará com a participação de “associações de solidariedade social do distrito de Leiria, com acções de informação, venda de artefactos e animação” e onde “será instalado o Parque de Insufláveis”, adianta organização, no website oficial (http: //mundialodromo.com). A iniciativa contará ainda com um “Campo de Treinos” (Largo 5 de Outubro – Edifício do antigo Banco de Portugal), local onde “onde será instalado o Posto de Informação, insufláveis e stands comerciais”. PJ
Pataiense leva o ‘caneco’. Duas equipas de Alcobaça na final da Taça Distrito da Associação de Futebol de Leiria (AFL): Ginásio e Pataiense. Ambas disputaram o Campeonato de Honra da AFL, onde terminaram em 3.º e 6.º lugares, respectivamente. Na taça inverteu-se a tendência e o Pataiense levou a melhor (2-1). Foto: DR/AFL
Praça Rodrigues Lobo, Euro 2004 1
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Os jogos vão ser transmitidos em ecrã gigante, na Praça Rodrigues Lobo (1), mas também é esperada animação junto à Fonte Luminosa (2) e Largo 5 de Outubro (3).
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Pedro Jerónimo/Arquivo
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Amigos da Paz campeões. Foram necessárias as grandes penalidades para apurar o campeão da 1.ª Divisão da AFL. Na final, encontraram-se o G.D. Alvaiázere e o G.R. Amigos da Paz, com estes a conquistarem o tão desejado título (1-1, 2-3 g.p.). Foto: DR/AFL
ÚLTIMA 10JUNHO2010
Um intelectual é aquele que usa mais palavras do que as necessárias para dizer mais do que aquilo que sabe. Dwight D. Eisenhower, ex-presidente dos EUA (1890-1969)
Festa do Corpo e Sangue de Cristo
Mistério da Eucaristia, coração da Igreja A diocese de Leiria-Fátima celebrou no passado dia 3 de Junho a Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, tradicionalmente conhecida por “Corpo de Deus”. É uma das ocasiões anuais para a união de toda a comunidade diocesana em torno do seu Bispo, numa manifestação de fé com um carácter especialmente “público”. A celebração da Eucaristia faz-se num recinto ao ar livre, nos últimos anos o jardim de Santo Agostinho, junto à igreja dedicada a este Padroeiro da Diocese. Depois, a procissão com o Santíssimo Sacramento, que parte dali até à igreja Catedral, leva as centenas de fiéis a percorrer as ruas da cidade, em silêncio de adoração, em cantos de louvor ou em meditação ao compasso das filarmónicas da região (este ano: Amor, Arrabal, Bajouca, Bidoeira e Caranguejeira). A presença das dezenas de bandeiras vindas das comunidades paroquiais é o sinal mais visível dessa
comunhão de todos os cristãos da Igreja particular de Leiria-Fátima, o mais forte desafio lançado pelo tema diocesano para o ano pastoral que estamos a viver. O Bispo D. António Marto, que presidiu às celebrações, afirmou que este “mistério da Eucaristia” é o verdadeiro “coração da Igreja” (ver texto integral da homilia nesta página). Um mistério que “é o dom que Jesus faz de si mesmo a nós, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada um”. Sendo “destinado a todos, ao mundo inteiro”, é nossa missão “levar idealmente o Senhor Jesus por todas as ruas da cidade e do mundo” e “ao quotidiano da nossa vida para que Ele caminhe por onde nós caminhamos, para que Ele viva onde nós vivemos”, alertou o Bispo. E lembrou qual o segredo para o sucesso dessa tarefa: “Nós caminhamos pelas ruas da cidade, do mundo, sabendo que O temos a nosso lado, que Ele é a nossa esperança”.
Com a bênção de Deus, recebida no adro da Sé, os fiéis levam para cada uma das suas comunidades este convite à comunhão, para que também aí a Igreja se manifeste publicamente como lugar da presença de Cristo nas nossas vidas. Texto e fotos: Luís Miguel Ferraz
Homilia de D. António Marto Terra exulta de alegria, Louva teu pastor e guia, Com teus hinos, tua voz. Quanto possas tanto ouses, Em louvá-lo não repouses; Sempre excede o teu louvor. Hoje a Igreja te convida: O pão vivo que dá vida Vem com ela celebrar. 1. Hoje professamos, com grande júbilo, a nossa fé no mistério da Eucaristia, que constitui o coração da Igreja: é o dom que Jesus faz de Si mesmo a nós, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada um. Por isso, a festa do SS.mo Corpo e Sangue de Cristo é uma festa singular e constitui um encontro de fé e louvor para cada comunidade cristã. Nasceu com a finalidade precisa de afirmar, abertamente, a fé do Povo de Deus em Jesus Cristo vivo e presente no sacramento da Eucaristia. Uma festa instituída para adorar, louvar e agradecer publicamente ao Senhor que no “sacramento eucarístico continua a amar-nos até ao extremo”, até ao dom do seu corpo entregue e do seu sangue derramado. 2. A celebração eucarística desta tarde reconduz-nos ao ambiente espiritual de Quinta-Feira Santa, em que Jesus institui a Eucaristia na intimidade da última ceia. A festa de hoje quer pôr em evidência que esse dom é destinado a todos, ao mundo inteiro. É Jesus ressuscitado que vem ao nosso encontro e nos assegura como o fez à multidão na multiplicação dos pães: “Eu sou o pão da vida, o pão vivo descido do céu; quem come deste pão viverá eternamente”.
Sim, Ele é o alimento indispensável que nos sustenta através do deserto árido deste mundo, onde domina mais a lógica do poder e do ter do que a do amor, da partilha e do serviço. Comungá-Lo é ser renovado e curado pela força do seu amor. Por isso, a Eucaristia é também convite à doação de nós mesmos, a sermos como Jesus pão partido e partilhado para a vida do mundo. 3. No termo da celebração unir-nosemos em procissão para levar idealmente o Senhor Jesus por todas as ruas da cidade e do mundo. Levá-Lo-emos ao quotidiano da nossa vida para que Ele caminhe por onde nós caminhamos, para que Ele viva onde nós vivemos. A sua passagem entre as casas e pelas ruas é uma oferta de alegria, de vida verdadeira, divina e fraterna, de paz e de amor. Nós caminhamos pelas ruas da cidade, do mundo, sabendo que O temos a nosso lado, que Ele é a nossa esperança. Jesus passa e faz ouvir a sua voz como no livro do Apocalipse: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém Me escuta e Me abre a porta, Eu entrarei e cearei com ele e ele comigo”(3,20). Acolhamo-Lo, de todo o coração, com a invocação da liturgia:
Bom Pastor, pão da verdade, Tende de nós piedade. Conservai-nos na unidade, Extingui nossa orfandade E conduzi-nos ao Pai. Aos mortais dando comida, Dais também o pão da vida: Que a família assim nutrida Seja um dia reunida Aos convivas lá do Céu. † António Marto, Bispo de Leiria-Fátima Leiria, 3 de Junho de 2010