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4776#OMENSAGEIRO#24SET

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CAMPANHA

24 SETEMBRO 2009 ANO 95 - N.º 4776 FUNDADOR José Ferreira Lacerda DIRECTOR Rui Ribeiro

PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

|Última

PRIORITY

DESTAQUE

FALECEU O CÓNEGO JOSÉ DE OLIVEIRA ROSA

Ana Vala

SINAL VISÍVEL E TANGÍVEL DA TERNURA DE DEUS O cónego José Rosa era um dos leitores mais atentos e críticos de O Mensageiro. Não podemos deixar de recordar a abordagem quase sistemática, após cada edição, com os elogios aos melhores textos e os reparos ao que menos lhe tinha agradado. Sempre de forma simpática, construtiva e amiga, mas directamente, sem rodeios ou meias-palavras. Muitas foram também as vezes em que nos sugeriu temas, nos enviou colaborações, ou em que a ele recorremos para esclarecer dúvidas, completar informações, recolher memórias. Talvez não tenha sido por acaso que fomos o último jornal a entrevistá-lo, em Julho do ano passado. Apesar da debilidade física, encontrámos ainda a mesma lucidez, a mesma amizade, a mesma disponibilidade sorridente. Não podemos, por isso, deixar de o considerar como amigo e membro da família de O Mensageiro. Estamos em condolências, solidários com todos os seus familiares e amigos. Páginas 2 e 3 divulgação

Nº DE2703206MPC

ECLESIAL

Convocatória de D. António

Início do Ano Pastoral Caríssimos diocesanos, Irmãos e Irmãs na graça da fé no Senhor Jesus “A vós graça e paz. Damos continuamente graças a Deus por vós, recordandovos sem cessar nas nossas orações; guardamos na memória a vossa fé activa, o esforço da vossa caridade e a constância da vossa esperança, que vêm de Jesus Cristo”(1Ts 1, 1-3). Com esta saudação de S. Paulo desejo manifestar toda a estima e todo o afecto que tenho por vós como vosso bispo. Como sabeis, estamos a seguir o percurso traçado pelo Sínodo Diocesano e desenvolvido no projecto pastoral “Testemunhar Cristo, fonte de esperança”. Antes de mais, quero dar graças a Deus, com S. Paulo e convosco, pelas bênçãos e pelos frutos do ano pastoral findo, em que nos empenhámos em “ir ao coração da fé”, em ordem à sua maturação. Nesta caminhada comum, seguindo as realizações dos anos passados, venho convocar uma ASSEMBLEIA DIOCESANA, que terá lugar na tarde do Domingo, 4 de Outubro, no ginásio do Seminário, em Leiria. Com ela celebramos o Dia da Igreja Diocesana, podendo experimentar que somos muitos, mas um só corpo, em Cristo. Nela será apresentada a carta pastoral Ir ao Coração da Igreja e o programa do ano. Para ela convoco os agentes pastorais e apostólicos da Diocese empenhados na sua vida e missão, nomeadamente: os padres, o Conselho Pastoral Diocesano, os membros dos serviços e organismos diocesanos, as direcções dos movimentos, associações e obras, os superiores ou representantes das comunidades religiosas masculinas e femininas, as direcções dos institutos seculares e novas comunidades, os membros dos conselhos pastorais vicariais e paroquiais, catequistas, ministros da comunhão e outros. O programa será o seguinte: 15H00 - Acolhimento e retrospectiva de 2008-2009 16H00 - Tempo de convívio 16H30 - Apresentação da nova Carta Pastoral. 17h30 - Apresentação da “Festa da Fé”. 18H30 - Eucaristia na igreja do Seminário. Na manhã desse dia e no mesmo local, realiza-se o encontro anual dos catequistas da Diocese, promovido pelo Departamento da Educação Cristã. Estes eventos marcam o início do novo ano pastoral e promovem a comunhão eclesial, imprimindo no coração dos colaboradores da Igreja diocesana maior sentido de co-responsabilidade e de pertença a uma mesma e grande família espiritual. Reservai na vossa agenda a disponibilidade para participar, não marcando qualquer outra actividade no âmbito da vossa responsabilidade, informai e motivai os vossos mais imediatos colaboradores para vos acompanharem. Tendo em conta as orientações diocesanas, peço a todos o melhor empenho na programação pastoral para o próximo ano. † António Augusto dos Santos Marto, Bispo de Leiria-Fátima


2 DESTAQUE

O Mensageiro 24.Setembro.2009

Olha aí, rapaz! Rui Ribeiro prui@iol.pt Morreu o “patriarca do presbitério diocesano”, assim disse o senhor bispo D. António Marto. Na expressão está o elogio mais à função e ao ministério do que à pessoa em si mesma. Ou seja, o cónego José de Oliveira Rosa, foi na sua pessoa um elogio e um louvor do sacerdócio ministerial e sacramental. Em pleno Ano Sacerdotal, a diocese sente-se orgulhosa de dar aos céus um dos seus filhos mais ilustres. A minha passagem pelo Seminário Diocesano está marcada pelo homem, pelo professor, pelo sacerdote e pelo amigo que sempre foi. Desde pequeno recordo a sua capacidade de “descer” ao nível dos mais novos, apesar de sempre o ver como avançado na idade. Talvez pelo seu rosto infantil ou pela candura da sua; sem dúvida pelo seu sorriso e pela expressão que nunca esquecerei “olha aí rapaz!”. Assim nos tratava nas de piano, A dedicação, a aulas quando o dedo paixão pelo outro teimoso caia e a piedade com na tecla erraque preencheu a da. Lembrosua vida, fizeram me que tinha dele um autêntico medo, não arauto ambulante medo dele, do Evangelho. que sentado ao meu lado, partilhava o mesmo banco e as mesmas teclas. Mas medo, porque eu queria ser bom para ele, queria retribuir de alguma forma.. mas o dedo caía sempre na tecla errada. E se porventura seria de esperar um “ralhete” pela lição mal estudada, sentia-me envergonhado quando, no fim daqueles minutos, me dizia “olha, rapaz, continua a estudar”. Depois passei a um estatuto diferente. Tornamo-nos colegas de missão e lembro ainda as noites em que no silêncio dos corredores do Seminário eu ouvia o piano que tocava no seu quarto. Adormeci algumas vezes embalado pelo som harmonioso que fazia vibrar (creio que muitas vezes de notas improvisadas). Mas hoje, ao olhar para a sua figura inerte na sua mortalha, agradeço a Deus o sacerdote que conheci. Pela sua piedade, pela sua verdade e pelo seu humor. O sacerdote que soube celebrar a missa para lá do altar e soube oferecer a Deus o dom de si mesmo em cada minuto e em cada segundo. Se para mim o sacerdócio se define pelo dom e pela oblação, quero hoje confessar que aprendi-o também pela forma com que ele viveu o seu sacerdócio. A dedicação, a paixão pelo outro e a piedade com que preencheu a sua vida, fizeram dele um autêntico arauto ambulante do Evangelho. A Igreja é rica com património igual a este, sobretudo nestes dias que atravessamos em que o dom e a oblação vão seno cada vez mais desapreciados. O mensageiro presta singela homenagem ao amigo, ao leitor e ao sacerdote.

Faleceu o cónego José de Oliveira Rosa, amigo de O Mensageiro

“Sinal visível e tangível da ternura de Deus” Faleceu no dia 19 de Setembro, na Casa Diocesana do Clero, aos 93 anos, e com 70 anos de ministério sacerdotal, o cónego José de Oliveira Rosa. Conhecido por muita gente como organista na Catedral de Leiria, ainda hoje é recordado como “o que tocava os sinos da Sé”. Foi, aliás, um dos impulsionadores da aquisição do novo órgão daquela igreja e do restauro do carrilhão que se encontra actualmente na torre, onde funciona uma escola para novos executantes daquele majestoso instrumento. Nascido em 31 de Julho de 1916, no lugar do Padrão, da paróquia dos Pousos, entrou para o Seminário de Leiria em Outubro de 1927, tendo sido ordenado presbítero a 6 de Agosto de 1939 e nomeado Cónego da Catedral de Leiria em 1951. Durante quase toda a sua vida foi o organista principal da catedral de Leiria e do Seminário Diocesano, onde foi director da Schola Cantorum e professor de Latim, Religião, Música, Piano, Órgão e Canto Gregoriano, de muitas gerações de seminaristas e de quase todos os sacerdotes desta Diocese. No seu ministério foi ainda Chanceler da Câmara Eclesiástica durante 56 anos, notário-actuário do Tribunal Eclesiástico, notário do Tribunal para a Causa de Beatificação dos Videntes de Fátima, tesoureiro da Confraria de Nossa Senhora da Encarnação, bem como pároco e capelão em diversas comunidades da Diocese. Missa exequial na Sé A missa exequial de corpo presente celebrada na Sé, pelas 11h00 do dia 21, foi presidida pelo Bispo diocesano, D. António Marto, concelebrada por muitos dos seus colegas no sacerdócio e participada por algumas centenas de fiéis. Na sua homilia, o Pastor salientou o “ministério generoso e desprendido” do cónego Rosa e citou a passagem bíblica “Felizes os mortos que morrem no Senhor”, para se referir à “apoteose que atingem todos os que, como ele, amaram e seguiram as bem-aventuranças durante a sua vida”. “Em primeiro lugar, estamos aqui para adorar a vontade santa de Deus; a adoração que ele viveu, de gratidão perante Deus, sempre com um sorriso no rosto, sinal da alegria do seu coração, da sua fé e do seu sacerdócio”, afirmou D. António Marto sobre o falecido cónego,

Fotos: Arquivo/O Mensageeiro

editorial

13-07-2007 - Festa da Dedicação da Catedral, uma das últimas ocasiões no Grande Órgão da Sé que “sem desconhecer as contrariedades, procurava sempre o lado bom da vida e aproveitava todas as ocasiões para fazer festa e brindar”. Depois, o Prelado referiu que este era também momento para “agradecer o ministério sacerdotal que ele viveu durante 70 anos, como sinal visível e tangível da ternura de Deus, com a simplicidade própria dos pequeninos”. Nessa longa caminhada, sobressaíram dois aspectos: “o amor entranhado ao Seminário, onde viveu sempre e onde foi exemplo e estímulo para os seminaristas, e que pode ser ainda hoje um

testemunho vocacional”; e “o tempo dedicado ao sacramento da Reconciliação, onde mais pôde exercer a ternura e misericórdia de Deus, e que hoje ainda pode ser apelo à disponibilidade e dedicação dos sacerdotes a este ministério”. Finalmente, D. António apontou o modo sereno e feliz como o cónego Rosa viveu a sua morte, como prova de que “criatura alguma nos pode separar do amor de Deus”. Este deverá ser “um estímulo a confessarmos e proclamarmos a nossa esperança em Deus, e a vivermos o dom da Piedade,

a relação íntima com Deus, que nunca nos deixará sós”. No tom emotivo que marcou as suas palavras, o Bispo diocesano concluiu dirigindo uma oração a Deus: “Guarda-o junto de ti; guarda-o na tua paz, Senhor”! No final da celebração, sacerdotes e fiéis acompanharam a urna em cortejo fúnebre até às portas da Catedral, de onde partiu para a celebração Eucarística nos Pousos, sua paróquia natal, em cujo cemitério ficou sepultado. Luís Miguel Ferraz

Dados biográficos • Nasceu 31.07.1916, no lugar do Padrão, da Paróquia dos Pousos, filho de José de Oliveira Rosa e de Inácia de Jesus. • Foi baptizado nos Pousos a 15.08.1916. • Entrou para o Seminário de Leiria em Outubro de 1927, tendo terminado o curso em Julho de 1937. • Foi instituído no ministério dos Leitores a 20.10.1936 e no dos Acólitos a 24.10.1936. • Em Outubro de 1937 é nomeado Prefeito do Seminário, funções que exerce até Novembro de 1940. Passa a ser também professor nesta instituição, onde, até 1996, virá a ensinar disciplinas como Latim, Religião, Música, Piano, Órgão, Canto Gregoriano, etc. Durante quase toda a sua vida de sacerdote viria a ser o organista principal da catedral de Leiria e do Seminário Diocesano. • Foi ordenado diácono a 22.01.1939. • Foi ordenado presbítero a 06.08.1939, na Catedral de Leiria. • A 02.11.1940 é nomeado Chanceler da Câmara Eclesiástica, cargo que exerce durante 56 anos, até 05.09.1996. • De Abril de 1941 a Agosto de 1942 assume as funções de Pároco dos Parceiros, continuando como Chanceler da Câmara Eclesiástica e Professor no Seminário. • A 25.07.1951 é nomeado Cónego da Catedral de Leiria. • De 11.08.1964 a 15.08.1973 é Vigário da Vara da Vigararia de Leiria. • A 11.08.1973 é nomeado Notário-Actuário do Tribunal Eclesiástico. • A 4.12.1973 é confirmado como Notário do Tribunal para a Causa de Beatificação dos Videntes de Fátima. • A 13.12.1983 é nomeado Tesoureiro da Confraria de Nossa Senhora da Encarnação. • Durante os anos do seu ministério sacerdotal foi ainda capelão em diversas capelanias: Carreira, Riba d’Aves, Ortigosa, Amor, Barreiros, igreja de Nossa Senhora da Encarnação em Leiria, no Colégio de Nossa Senhora de Fátima. • Faleceu a 19.09.2009, na Casa do Clero, aos 93 anos, e com 70 anos de sacerdócio.


DESTAQUE 3

O Mensageiro 24.Setembro.2009

À conversa com… No dia 31 de Julho de 2008, O Mensageiro publicou uma entrevista com o cónego José de Oliveira Rosa. Na altura a entrevista vinha a propósito do seu 92º aniversário natalício. A entrevista foi também um dos últimos momentos em que pudemos estar com o entrevistado de forma lúcida, serena e pacífica. Como então escrevíamos ficamos espantados ao ver chegar “ curvado, de bengala na mão e cabelos brancos, meio titubeante e à procura de um suporte para fixar as mãos. Uma primeira impressão que nada teria a ver com o homem que ao longo da conversa se revelou conversador, sábio, perspicaz e bem-humorado”. Passado um ano, queremos confessar que nossa entrevista escondia uma intenção que na altura não revelamos e que o próprio não quis de forma alguma empolgar. Tratava-se de reconhecer e trazer à luz o trabalho social que o cónego Rosa, era assim conhecido, realizou na diocese por ocasião da Segunda Grande Guerra. A Igreja não possuía ainda um trabalho social organizado e a diocese de Leiria vivia ainda sob o calor dos acontecimentos de Fátima. Estes, aliás, tiveram eco singular na alma e no peito do cónego Rosa. Mas mesmo assim, ou talvez por isso, ei-lo de coração e alma voltado para a causa dos mais pobres, as crianças vitimas da guerra. O seu trabalho, consistiu essencialmente na organização de uma estrutura que pudesse acolher algumas crianças vindas, na sua maioria, da Áustria. Organizado o transporte das mesmas, eram depois trazidas para a diocese e eram confiadas a famílias previamente seleccionadas e preparadas para as acolher. Depois o trabalho continua-

Testemunho*

va com o acompanhamento regular a preocupação pelo bem estar, até ao dia em que fosse possível reencaminhalas para a sua terra. Foi um trabalho pioneiro, árduo e difícil como então nos confessou “Fui envolvido neste trabalho, que me deu enorme satisfação. Aquelas crianças precisavam de apoio psicológico, moral e económico. Fazíamos o possível para as ajudar. Nem sempre foi fácil, mas foi sempre compensador e gratificante”. Quando quisemos relacionar estes acontecimentos com o inicio daquilo a que mais tarde viria a chamar-se a Cáritas, ele olhou o chão e de forma despretensiosa disse-nos: “Não me considero como fundador da Cáritas, mas de facto há uma explicação a dar sobre esse assunto. O nome “Caritas” está ligado à caridade para com as crianças vítimas da Segunda Grande Guerra. A França, Áustria e Alemanha organizaram uma complexa rede de ajuda às crianças, muitas delas órfãs, outras a viverem em condições menos favoráveis. A caridade passava então pelo acolhimento dessas crianças em diferentes países e ao abrigo de famílias acolhedoras. Fui envolvido pelo facto de estar a trabalhar na Câmara Eclesiástica”. No seu jeito brincalhão quis minimizar o seu papel neste trabalho que o envolveu nos anos da guerra. E talvez por isso ficou para sempre escondido o seu contributo e a sua generosidade, mas as suas palavras deixam antever as dificuldades, o empenho e a dedicação, e o gosto com que se deixou envolver nesta causa: “Eu era uma espécie de intermediário entre os padres, as famílias acolhedoras e os responsáveis dos países de onde elas vinham. Passaram

Pela mão do P. José Rosa... a Cáritas em Leiria deu os primeiros passos

por cá cerca de 30 crianças que foram bem recebidas sem problemas de maior a registar. Isto só foi possível com muito trabalho. As famílias apareciam e nós tínhamos que conhecê-las, saber em que condições ficavam as crianças, tudo com critério muito apertado, pois não se podiam mandar crianças frágeis, algumas sem família, para casa de desconhecidos. Quase tudo me passava pelas mãos, mas nunca me senti o responsável pela criação da Cáritas entre nós, éramos muitos os que fazíamos o que se podiam para ajudar”. Para os leirienses a figura deste homem fica registada pela sua postura singela e cândida com que atravessava as ruas da cidade, de forma serena e passo certo em direcção à Câmara Eclesiástica onde trabalhou durante 50 anos. Um trabalho que soube vivenciar como forma de viver o ministério sacerdotal ao serviço de Deus e da Igreja “Foi um gosto pessoal. Gostei muito deste trabalho na Câmara Eclesiástica. Permitia-me uma visão abrangente da diocese e um contacto com os padres que provavelmente não é pos-

sível noutros ambientes. Nisso até me sinto um privilegiado. Gostei muito de trabalhar na Câmara Eclesiástica, era um trabalho bastante burocrático, havia um grande contacto com os padres e as pessoas que se dedicavam à Igreja. Ali aprendi a ser sacerdote”. Aos 93 anos o senhor cónego Rosa deixou-nos e foi para a casa do Pai, não sem antes nos deixar um segredo para o futuro da Igreja, sobretudo o das vocações sacerdotais “ o melhor caminho para enfrentar a apregoada crise de vocações sacerdotais e laicais, é a oração, e por isso é bom que se pense num espaço que ajude a orar, a fazer retiro, a pensar. Para além da oração, parece-me que o exemplo da parte do clero é fundamental para este dinamismo vocacional que a diocese quer viver. Foi o Senhor que escolheu os apóstolos, é Ele também que nos escolhe a nós. Não se pode só olhar para a própria vocação é preciso também preocuparse com os outros. Antigamente havia pessoas que encaminhavam outras para o seminário, umas ficavam outras não. É preciso continuar a desafiar”.

Foi uma lembrança feliz e plena de actualidade, a da evocação, pel’ O Mensageiro, da figura ilustre da nossa Igreja de Leiria-Fátima, que é o Sr. Cónego Rosa. São quase sessenta e nove anos de sacerdócio generoso e esclarecido, e a Cáritas Diocesana associa-se às legítimas manifestações de júbilo e de acção de graças pela fecundidade do seu longo e profícuo ministério. Para além de repetidas expressões de estímulo e de apoio que lhe tem prodigalizado, há ainda um laço especial que associa o Sr. Cónego Rosa à Cáritas em Leiria. Muitos leitores saberão já que foi durante a II guerra mundial que a instituição Cáritas se expandiu por toda a Europa e chegou a Portugal. E que as várias delegações nacionais da Cáritas nasceram todas para participar no projecto comum de responder às imensas carências de uma Europa em ruínas. Acolher em famílias portuguesas centenas de crianças órfãs, vindas da Áustria depois de terminada a guerra, foi a primeira e principal actividade a que, na ocasião, se lançou a Cáritas de Portugal. Poucos saberão, porém, que foi ao padre José Rosa, que D. José Alves Correia da Silva encarregou de identificar famílias da diocese em condições de poder receber essas crianças. “ Deviam ter algumas posses”, disse-me há tempos, “porque vêm de países mais avançados”. Eram também com ele a organização dos transportes, na vinda e no regresso, bem como o acompanhamento das crianças e das famílias em Portugal. Por entre as muitas dificuldades que não é difícil imaginar - valia-lhe a motorizada para vencer distâncias e dificuldades de comunicação e levar longe algum recado urgente - , o Padre Rosa conseguiu encontrar, assim, por toda a diocese, numerosas famílias que souberam receber carinhosamente como filhos, muitas dessas crianças, estabelecendo com elas laços indestrutíveis de afecto, que perduram até aos nossos dias. Com esta actividade diocesana, integrada num projecto da Cáritas de Portugal, e pela mão do P. José Rosa, a Cáritas em Leiria, se não ainda pelo nome, ao menos pela pureza do espírito e grandeza das motivações, tinha dado também os primeiros passos. É-nos grato trazer, assim, para as colunas de “O Mensageiro” a memória deste acontecimento fundador; mas esta é, sobretudo, uma ocasião bem ao jeito para saudar também com afectuoso respeito, reconhecimento e admiração, o Sr. Cónego Rosa. Ambrósio Santos, presidente da Cáritas Diocesana *Texto publicado n’O Mensageiro em 30.07.2008

Visão positiva da vida e do mundo Segundo o vigário-geral da Diocese, padre Jorge Guarda, o cónego Rosa “era um sinal tangível da ternura de Deus para com quantos o conheciam e dele beneficiavam, com o seu jeito simples e cativante de ser e de viver. O que mais admirava nele era o seu modo simples, humilde e alegre de viver. Era uma pessoa com quem dava gosto estar e conversar. Apreciava o humor e não ficava melindrado quando brincavam

com ele. Enraizado em Deus e na fé, tinha uma visão positiva da vida e do mundo, mesmo não desconhecendo os problemas e os pecados dos homens de hoje. As suas palavras revelavam a sabedoria de quem viveu longamente e sabia tirar proveito da experiência da vida permeada pela fé cristã e pelo cultivo de uma profunda piedade na relação com Deus e Nossa Senhora”. O padre Jorge Guarda lembra ain-

da que “foi um grande benfeitor para pessoas e instituições, desprendido em relação aos seus bens e a si próprio, nada regateava sempre que via uma oportunidade para se dar e dar do que tinha”. Num testemunho deixado no site da Diocese, o vigário-geral conclui que “a sua vida sacerdotal é uma referência para todos os sacerdotes, e um estímulo para que surjam novas vocações”.


4 CULTURA

O Mensageiro 24.Setembro.2009

Jornalismo de proximidade e imprensa regional/local em livro

CINEMAS Teatro José Lúcio da Silva (Leiria) • UP - ALTAMENTE | animação | de Pete Docter, Bob Peterson | 13 a 26 de Setembro, 15h30 e 21h30 Teatro Miguel Franco (Leiria) • COCO AVANT CHANEL | romance | de Anne Fontaine | c/ Audrey Tautou, Benoît Poelvoorde, Alessandro Nivola | 16 de Setembro, 18h30 • UP - ALTAMENTE | 27 a 31 de Setembro, 15h30 e 21h30 Cine-Teatro de Monte Real • HANNAH MONTANA: O FILME | comédia | de Peter Chelsom | c/ Miley Cyrus, Billy Ray Cyrus, Emily Osment | 28 a 30 de Setembro, 21h30 Auditório Municipal da Batalha • O MENSAGEIRO DOS ESPÍRITOS | terro | de Peter Cornwell | c/ Martin Donovan, Virginia Madsen, Elias Koteas, Kyle Gallner, Amanda Crew | 25 a 28 de Setembro, 21h30 Cine-Teatro Municipal de Ourém • INIMIGOS PÚBLICOS | acção | de Michael Mann | c/ Johnny Depp, Christian Bale, Billy Crudup, Marion Cotillard, Channing Tatum | 25 e 26 de Setembro, 21h30

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS Castelo de Leiria e Torre de Menagem •”Jornadas Europeias do Património” - visitas (25,26,27/09, 10h~18h) Teatro José Lúscio da Silva - Leiria •”Maria do Mar” - Filme Concerto (25/09 21h30) •”Vozes da Rádio” - música (1/10, 21h30) •”Polarized” - concerto-performance de Von Magnet (3/10, 22h00) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Couple Coffee” - música (26/09, 21h30) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira- Leiria •“Pumba na praia” - hora do conto (25/09, 10h30 e 14h30; 26/9, 16h) •”O segredo da tartaruga Huga”- conto (25/9,10h30e14h30; 26/9,16h) •”Junto ao mar” - hora do conto (25/09, 10h30 e 14h30; 26/9, 16h00) •”Cantinho das histórias” (30/09, 14h30) Ludoteca Afonso Lopes Vieira - Leiria •”Pompom” - infantil/juvenil (26/09, 10h00 e 14h30) • Arte em papel - infantil/juvenil (27/09, 10h00 e 14h30) Centro de Interpretação Ambiental - Leiria •”A Musa Natureza” - escrita criativa (25/9,19h~22h e 26/9, 10h~17h) Casa dos Pintores - Oficina de Arqueologia - Leiria •”Jornadas Europeias do Património” - visitas (25/09, 10h00 e 15h00) Kartódromo de Leiria • Convívios Loja do Kart 2009 (27/09) Agromuseu Municipal D. Julinha - Ortigosa - Leiria •”Jornadas Euro.Património”-acti/jogos descamisada (25/9, 14h~18h) Moinho do Papel - Leiria •”Jornadas Euro.Património” - visitas (25,26 e 27/9, 15h30~17h00) Centro de Inter. Abrigo do Lagar Velho e Lapedo - Sta. Eufémia •”Jornadas Europeias do Património” - visitas (25 e 26/9, 10h~12h) Centro de Assistências Paroquial Carvide - Leiria • Serviço de apoio da Biblioteca a Idosos Atentos (29/9, 14h30~16h) Biblioteca Municipal - Marinha Grande •”O Tigre Xadrez” - hora do conto (marcação prévia) •”O tempo” - documentário M6 (30/09, 15h30) Praia Velha - Marinha Grande • Passeios Pedestres (30/09, 9h00) Mosteiro da Batalha • Jornadas Europeias do Património (25/09, 21h00~27/09) Biblioteca da Batalha •”A hora do conto” ( 3/10~23/10, sáb. 1ºs e 4ºs de cada mês) Auditório Municipal da Batalha •”O 1º milagre do menino Jesus” - teatro “Acaso” (28/10, 21h30) Capela de S. Mateus - Alcanadas • Percurso Pedestre “Mata do Cerejal” (4/10, 9h30) Escolinha “O Trevo” - Reg. Fetal • Persurso pedestre no reguengo do Fetal (20/09, 9h00) Junto ao Mosteiro de Alcobaça •Feira de Antiguidades e Velharias (20/09) Casa dos Cubos - Tomar •”Surrealismo Porquê?” - ciclo conferências (5ªs feiras, 18h~24/09)

Leiria

Moinho de Papel abre ao público A Câmara Municipal de Leiria vai inaugurar no dia 26 de Setembro, pelas 15h00, o “Moinho do Papel”. O primeiro moinho do papel do país vai voltar a funcionar em Leiria, com a sua estrutura medieval alimentada pela força das águas do rio Lis e ensinando aos mais novos as tradições ancestrais da moagem. O arquitecto Siza Vieira foi o escolhido para fazer o projecto de recuperação do edifício, mas a traça manteve-se, dividida por áreas de produção de papel, cereais e azeite.

Notícias de Colmeias: 10º aniversário O átrio da EBI – Escola Básica Integrada de Colmeias encheu de pessoas no dia 20 de Setembro para a cerimónia que assinalou os dez anos do Notícias de Colmeias, momento que serviu para também fazer o lançamento do livro que constitui uma antologia dos textos publicados na década de existência do jornal e outras temáticas de investigação sobre a freguesia. Com a designação “um jornal que nasceu com uma vida” a assinalar os dez anos do jornal de Colmeias, o periódico foi fielmente retratado no livro de 256 páginas, mostrando que o exercício do jornalismo foi promovido em Colmeias a par com outras iniciativas culturais e recreativas, provando que informar e o envolvimento com a sociedade foi uma construção benéfica para o jornal e a comunidade que o acolhe. Informar e formar são duas tónicas que fortaleceram laços e constituíram o Notícias de Colmeias como jornal local de respeito no seio da imprensa de Leiria. A cerimónia teve início com a guitarra clássica de André Rodrigues do Orfeão de Leiria, com autênticos momentos musicais que nos transportou ao barroco, aos ensejos de momentos ancestrais. Saul Gomes, historiador leiriense, colaborador e acompanhante de proximidade do Notícias de Colmeias desde a sua génese, enalteceu a iniciativa do jornal em apresentar o volume que passa a fazer parte dos escaparates da história da imprensa regional. Recordando Colmeias, Saul Gomes remete-nos para alguns dados essenciais da história daquela terra antiga, desde as origens da nacionalidade portuguesa, época em que já existia,

até à actualidade, o tempo em que existe o periódico colmeense. O historiador explicou e apresentou alguns factos relevantes da história de Colmeias, incluindo a origem do nome e a sua relação com o mel, os frades de Santa Cruz de Coimbra, dos cavaleiros de Avis e de Compostela e de outras personalidades que foram construindo uma história de uma comunidade rica em conteúdos no seu percurso. João Paulo Leonardo, director da revista Invest, trouxe à sessão as noções exactas do jornalista e do jornalismo de proximidade, da sua relação com os leitores, do seu envolvimento e o género de vizinhança com a comunidade que o acolhe, apontando as vantagens deste tipo de jornalismo que triunfa pela sua capacidade de intervenção. Carlos Fernandes, chefe de redacção do “Jornal das Cortes”, referiu na cerimónia do lançamento do livro “10 Anos de Notícias de Colmeias” a atitude do periódico daquela freguesia nesta década como um exemplo a seguir, salientando que no concelho de Leiria subsistem poucos órgãos de comunicação com estas características. Apontando que actualmente só nas freguesias

de Caranguejeira, Cortes, Leiria e Colmeias existem títulos jornalísticos, tendo sido extintos no período de vigência do jornal colmeense os jornais da Barreira e Maceira, Carlos Fernandes aponta os caminhos de mérito desta década de jornalismo em Colmeias como um trabalho de enaltecer e para seguir como exemplo. O fundador e director do Notícias de Colmeias não quis abordar o êxito do jornal nos dez anos de vida mas optou por apontar directrizes para o futuro da imprensa regional, não poupando sucessivos Governos que “ignoram e faltam mesmo ao respeito deste tipo de publicações”. Joaquim Santos lembrou Alfredo Gândara que no ano de 1956, na revista ilustrada “Portugal d’Aquém e d’Além Mar”, com o título “A Imprensa Regional ao Serviço da Nação”, disse que “a imprensa regional consegue aprofundar mais o conhecimento das regiões, o que somado aumenta o conhecimento nacional, ao contrário da imprensa nacional, que se dilui no espaço”. O director do jornal Notícias de Colmeias apontando aquele autor da metade do século passado como um homem atento à realidade da imprensa

regional recordou que na época Alfredo Gândara provou a importância deste tipo de edições locais com escritos como “Portugal deve muito à imprensa regional, referindo que os grandes homens das letras e muitos políticos de relevo se iniciaram em gazetas de comarca. Tal foi o caso do Dr. Augusto de Castro, de João de Deus, de Eça de Queirós, de Fialho de Almeida, de António Nobre, do Cardeal D. Manuel Gonçalves Cerejeira e muitos outros “povoadores do panteão mental”, como Almeida Garrett, António Sardinha e Teófilo Braga. Grande parte dos jornalistas descobriram a sua vocação nos jornais das regiões, sustenta o autor. À imprensa regional se deve “o enriquecimento do património espiritual, moral, científico e estético da nação”, fortaleceu Joaquim Santos na evocação a Gândara. No final da sessão houve uma sessão de autógrafos de Joaquim Santos, de um livro que vai ficar registado nos anais da história de Colmeias, uma produção da editora Textiverso e edição do mensário informativo Notícias de Colmeias.

Espectáculo no Castelo de Ourém

Biblioteca Municipal da Batalha

O Grupo Teatro Apollo apresenta no dia 26 de Setembro, pelas 21h00, a peça “Leandro, Rei de Heliria”, de Alice Vieira, no Torreão do Castelo de Ourém. “Quero-vos como a comida quer ao sal, assim definiu a princesa o seu amor pelo pai, numa história da tradição popular. É essa história que aqui se conta, adaptada ao teatro por Alice Vieira. Uma peça onde se fala de amor, de ingratidão e do que acontece a um rei quando a coroa lhe sai da cabeça.” Um espectáculo apoiado pela Câmara Municipal de Ourém e pelo “Bar Taverna Típica A Ginjinha”, que inclui dois momentos de refeição e a oferta de uma ginjinha.

A iniciativa “A Hora do Conto” promete continuar a encantar os mais novos no mês de Outubro, com a dramatização de uma história infantil. As sessões dirigidas às escolas do Concelho decorrem às segundas, quartas e sextas-feiras, enquanto aos Sábados (primeiros e quartos de cada mês) o espaço recebe as crianças na companhia dos pais. Tendo como objectivo promover os hábitos de leitura, “A Hora do Conto” aposta nas capacidades de interacção do texto e do cenário, que desta vez recria um barco pirata e toda a sua envolvência.

“Leandro, Rei de Helíria”

“A Hora do Conto” pirata


CULTURA 5

O Mensageiro 24.Setembro.2009

Mercado do Século XIX na Batalha

Um ambiente de memórias A praça Mouzinho de Albuquerque, na vila da Batalha, voltou a ser palco de mais uma reconstituição do Mercado do Século XIX, no dia 20 de Setembro. Organizada pela Câmara Municipal da Batalha, teve a colaboração do Rancho Folclórico do Penedo, do Rancho Folclórico Rosas do Lena e do Rancho Folclórico “As Lavadeiras do Vale do Lena”, do Centro Recreativo da Golpilheira, bem como de outros grupos folclóricos de localidades próximas. As reconstituições históricas, a venda de produtos regionais, a animação da época, leitura da sina, tasca típica com vinho da região e sardinha assada, foram alguns dos ingredientes para uma tarde bem passada, que tem registado um crescente número de

visitantes. Nesta edição, destacouse a presença de figurastipo dos diferentes grupos sociais da época, como o tira-dentes (barbeiro), o

cego que diz “rimansos”, os burgueses, as lavadeiras, o aguadeiro, a carvoeira e a bendezeira. Em complemento, estiveram também disponíveis aos visitantes

EXPOSIÇÕES

alguns jogos tradicionais do século XIX, como a corrida de frangos, a corrida com cântaros, o galo/malhão, a moedinha e o mioto. Texto e foto: Manuel Carreira Rito

Inscrições abertas para novos coralistas O Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL CA) inicia em Outubro o ano coral 2009-2010, com a participação na sessão de encerramento das comemorações do 10.º aniversário do Programa Viver Activo, que se realiza no dia 2, às 16h00, no Teatro José Lúcio da Silva. É também altura para receber novos coralistas, estando por isso abertas inscrições para todas as classes corais, para homens a partir dos 18 anos, e mu-

DR

Orfeão de Leiria dá início ao ano coral

lheres a partir dos 16 anos de idade.

Exposições na Batalha Andreia Monteiro expõe “Inconstâncias” Andreia Monteiro, natural da Batalha e estudante de Artes Visuais no Algarve, expõe pela primeira vez as suas obras na Galeria Mouzinho de Albuquerque. Apesar do seu, ainda, reduzido currículo, demonstra uma crescente maturidade nos seus trabalhos, procurando encontrar o seu caminho no seio de diversas formas de expressão artística, designadamente na pintura, na fotografia e na escultura. A mostra ficará patente ao público até 27 de Setembro, de semana das 14h00 às 21h00 e aos fins-de-semana, das 11h00 às 22h00.

Pintura de José António Varatojo É um dos grandes nomes das artes plásticas, com grande reconhecimento nacional e internacional. Natural de Leiria, José Varatojo tem actualmente obras da sua autoria expostas em Nova Iorque, Japão, Escandinávia e em Portugal. Recorrendo ao estilo contemporâneo, a pintura de Varatojo remete-nos para uma dimensão artística de grande qualidade, com um forte sentido de expressão. A exposição na Batalha estará patente na Galeria Mouzinho de Albuquerque, de 2 a 18 de Outubro, podendo ser visitada diariamente das 14h30 às 17h00.

Nascido na tradição dos coros de vozes masculinas,

o coral Orfeão de Leiria atingiu nos anos cinquenta teve grande repercussão nacional e internacional, nomeadamente através da BBC de Londres. Actualmente, apresenta-se com conjuntos diferentes, misto, vozes masculinas, vozes femininas, em conjunto ou separadamente, e com acompanhamento orquestral, instrumental ou a capela. A direcção dos corais está hoje a cargo do maestro Pedro Miguel.

No Mosteiro da Batalha

Jornadas Europeias do Património Inseridas nas actividades das “Jornadas Europeias do Património 2009”, nos dias 25, 26 e 27 de Setembro de 2009, realizam-se algumas iniciativas na vila da Batalha. No dia 25, às 10h00, 14h00 e 15h30, será organizada uma visita, devidamente acompanhada, pelos espaços do mosteiro, procurando que as pessoas se identifiquem com o monumento. A visita destina-se ao visitante ocasional e não precisa de marcação prévia. Às 21h00, realizar-se-á uma oficina de história das artes sobre “Grafitti antigos no Mosteiro da Batalha”, presidida por Jorge Estrela. A entrada será pela porta de saída dos visitantes, como já vem sendo habitual. É uma oficina destinada ao público em geral. Para cerca de 20 pessoas. No dia 26, às 10h00, 14h00 e 15h30, repete-se a visita aos espaços do mosteiro. Às 17h30, “À Descoberta da Cerca Conventual da Batalha” é uma actividade que pretende oferecer a todos aqueles que nela desejem participar uma primeira abordagem à história da ocupação do espaço na zona que correspondeu ao território da cerca conventual da Batalha, desde a sua constituição até ao presente. Haverá um piquenique sensivelmente a meio do percurso. No dia 27, às 10h00, 14h00 e 15h30, haverá uma vez mais uma visita ao monumento histórico da Batalha.

Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Os chapéus dos meus heróis” (~5/11, 17h30~24h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieiria - Leiria •”Reflexos” - pintura de Ricardina Silva (~26/09) Biblioteca José Saramago - IPL Leiria •”Olha por mim” - pintura de Tânia Bailão Lopes (~2/10) M|i|mo - Museu da Imagem em Movimento (Mercado de Sant’Ana) •”O Fascínio do Olhar” (permanente) Ludoteca Afonso Lopes Vieira - Leiria • “Férias Alta.mente” (~27/09) Casa Museu João Soares - Cortes •”10 anos” e “Vida no campo” (permanente) Casa-Museu Afonso Lopes Vieira - Marinha Grande • Colecção Carlos Vieira (permanente) • Fotobiografia de Afonso Lopes Vieira (permanente) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Contempotâneios - Vidro Artístico Contem. Port.-2009” (~25/10) Galeria Mouzinho de Albuquerque - Batalha •“Inconstâncias” - artes plásticas de Andreia Marques (~27/09) • Pintura de José António Varatojo (2/10~18/10) Museu Municipal de Ourém •“Pelo dia fora”: objectos relacionados aos trbalhos da terra (~31/03) Torre de Menagem - Castelo de Pombal •“Elementos Arquitectónicos: Memórias de uma Época” (permanente) Casa da Cultura - Santiago de Litém •“À descoberta da Alice” - Dinossáurio dos Andrés (permanente) Galeria dos Paços do Concelho - Tomar •Pintura da autoria de Manuel Casimiro (~30/09) Edifício do Ascensor - Alcobaça • Pintura de Isabel Barra (25/09~18/10) Armazém das Artes - Alcobaça •”Pintura com afecto” - 95 artistas (~27/09) • “Desenhos de Júlio Resende” - “O Lugar do Desenho” (~27/09) •”Memórias” - escutora Ana Fernandes (~27/09) •”Colecções” (~27/09) Sede do Rancho Folcló. Etnográfico Papoilas do Campo - Alcobaça • Passado e presente num “encontro singelo” (26/09, 20h00) Casa dos Cubos - Tomar •”Surrealismo Porquê?” - ciclo conferências (5ªs feiras, 18h~24/09)

Galeria da Biblioteca Municipal de Leiria

“Reflexos” de Ricardina Silva A galeria da biblioteca municipal de Leiria tem patente, até 26 de Setembro, uma exposição de pintura da artista Ricardina Silva. Denominada “Reflexos”, esta mostra segue temáticas tão diversas como monumentos, paisagens, figura humana ou profissões antigas. Quanto aos monumentos que esta artista plástica retrata, podem observar-se de todo o País, mas sobretudo da nossa região, nomeadamente, Leiria, Batalha, Caldas da Rainha, Ourém, Nazaré, Óbidos, Peniche e Torres Novas.

Posto de Turismo de Leiria

Pintura de Fernando Rocha Fernando Alberto da Silva Rocha expõe os seus trabalhos de pintura em vidro e óleo em tela, no Posto de Turismo de Leiria, até 29 de Setembro. Trata-se da primeira exposição deste artista, com 59 anos, natural de Esgueira, Aveiro, e residente em Leiria. Apesar de ser uma estreia, Silva Rocha mostra ser um grande talento, que poderá ser apreciado todos os dias, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00.

IPJ de Leiria organiza exposição

Convite a artistas estrangeiros A Loja Ponto JÁ de Leiria, da Direcção Regional do Centro do IPJ, pretende realizar de 16 a 31 de Outubro uma exposição de trabalhos de jovens artistas de nacionalidade estrangeira, pretendendo assim realçar o espírito do diálogo intercultural e o lema “Todos Diferentes, Todos Iguais”. Com este propósito, o IPJ lança o convite a todos os artistas e/ou associações de artistas estrangeiros a residir em Portugal a exporem os seus trabalhos. Serão aceites obras em qualquer área artística. Info: 244813421 / ipj.leiria@ipj.pt.


6 SOCIEDADE Com cerca de 200 pessoas presentes

Seminário “Administrativo: A Imagem da Organização” Cerca de 200 pessoas estiveram presentes no seminário “Administrativo: A Imagem da Organização”, que decorreu no dia 15 de Setembro no auditório da NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria. Organizado pelas formandas do curso EFA (Educação e Formação de Adultos) de Técnicas Administrativas, que a NERLEI promove, a iniciativa tinha como principal objectivo desmistificar e clarificar a importância da formação de adultos, desafio aceite por este grupo que no final considerou ter ultrapassado as suas próprias expectativas. Para além dos diversos oradores que falaram sobre a profissão de administrativo, o seminário contou com a presença do presidente da ANQ (Agência Nacional para a Qualificação) Luís Capucha.

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Leiria-Fátima lança Roteiro no Dia Mundial do Turismo

“Pelos Caminhos da Ruralidade Regional” “A diversidade é uma das forças motoras do Turismo”, considera o Secretário-geral da OMT – Organização Mundial do Turismo, Taleb Rifai, na sua mensagem do Dia Mundial do Turismo que, no ano em que comemora o seu 30º aniversário, tem como tema “Turismo: Consagração da Diversidade” e, como palco das celebrações oficiais, o Ghana, país do continente africano.

Assim, como vem sendo hábito e com grande satisfação, a Entidade Regional de Turismo de Leiria-Fátima (ERT-LF) também se associa ao Dia Mundial do Turismo que se comemora sempre a 27 de Setembro, este ano num domingo, desenvolvendo um conjunto de iniciativas, tais como a entrega de lembranças aos turistas que solicitem informações nos Postos de Informação e Turismo

da Batalha, Fátima, Leiria, Marinha Grande, Monte Real, Ourém, Pombal e Porto de Mós. No âmbito destas comemorações, destaque vai para o novo Roteiro “Pelos Caminhos da Ruralidade Regional” que a Direcção da ERT-LF irá lançar no domingo, dia 27 de Setembro, pelas 17h00, na sala de conferências do Posto de Turismo de Leiria, Jardim Luís de Camões.

Da autoria de Maria da Graça Mouga Poças Santos, com fotografia de Rúben Almeida e Leonel Brites do Centro de Recursos Multimédia ESECS-IPL, “Pelos Caminhos da Ruralidade Regional” é uma edição da ERT-LF que versa sobre a “(re)descoberta de algumas das realidades e tradições do mundo rural desta região”.

Associação vota alteração de estatutos

Assembleia dos Bombeiros da Batalha A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho da Batalha vai realizar uma assembleia geral extraordinária, no próximo dia 2 de Outubro, pelas 20h00, cujo primeiro ponto de agenda é a “aprovação da alteração dos estatutos”. A reunião dos sócios servirá ainda para votar a “assunção da obrigação de cuidar e ornamentar a campa da associada benemérita Romana de Sousa Marques e do seu filho e trasladação do corpo deste”, bem como para tomar conhecimento da apresentação da página de Internet da Associação”. Na convocatória, a presidente da Assembleia Geral, Colette de Sousa, informa que “a minuta da alteração dos Estatutos da Associação, para apreciação e discussão, poderá ser consultada, quer em suporte de papel no quartel, quer em formato digital no site da Associação (www.bv-batalha.pt)”.

Candidaturas até 15 de Outubro

Bolsas de Estudo na Batalha O Município da Batalha informa que o período de apresentação das candidaturas/renovações à atribuição de bolsas de estudo está a decorrer até 15 de Outubro. Os interessados deverão preencher e entregar na autarquia o requerimento e o formulário de candidatura, de acordo com o regulamento disponível em www.cmbatalha.pt. Para outros esclarecimentos, poderão contactar o Gabinete de Desenvolvimento Social, pelo telefone 244769110 ou pelo endereço redesocial@cmbatalha.pt.

Aulas em Dili

Convite aos professores Está em aberto um convite aos professores interessados em leccionar, no próximo ano lectivo, na Escola Portuguesa de Dili, em Timor-Leste. São precisos: 3 educadoras, 2 professores de Português/Inglês, 1 de FísicoQuímica, 1 de Biologia e 1 de Filosofia. Os interessados poderão contactar o prof. Rui Menezes: 969038293.

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Direcção da Associação das Entidades Regionais de Turismo

David Catarino eleito membro David Catarino, Presidente da Entidade Regional de Turismo de Leiria-Fátima (ERTL-F), foi eleito no dia 11 de Setembro, Vice-presidente da Associação Nacional das Entidades Regionais de Turismo (ANERT). Assim e para o exercício de um mandato de dois anos,

David Catarino é acompanhado por António Ceia da Silva, Presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo, também ele recém eleito Vice-presidente na Direcção desta Associação presidida por Nuno Aires, Presidente da Entidade Regional do Turismo do

Algarve. De referir que a ANERT foi criada com o intuito de conseguir uma adequada articulação e complementaridade entre as Entidades Regionais, assim como alcançar uma maior dimensão e coesão no desenvolvimento e qualificação dos

vários destinos regionais de turismo, pretendendo em colaboração com outras associações igualmente representativas do sector, como é o caso da AHP ou da CTP, participar na definição e orientação estratégica das políticas nacionais para o sector.

Iniciativa de sensibilização irá percorrer as escolas da região

“Road Show da Água” Sensibilizar para a protecção dos recursos hídricos, fomentar o ensino experimental das ciências nas escolas, incentivar a população para a ligação ao sistema de saneamento, sensibilizar os cidadãos para a importância do tratamento das águas residuais,

demonstrar a importância da participação pública na melhoria da qualidade ambiental, através da adopção de atitudes ambientalmente correctas, são alguns dos principais objectivos do “Road Show da Água” itinerante” que, durante o presente ano lectivo,

irá percorrer as escolas da região, promovido pela empresa municipal SIMLIS. Acções de sensibilização, experiências sobre a água, jogos lúdico-pedagógicos, acções de formação para professores, visitas de estudo, “Projecto Rios”, concurso “Sons do Nosso

Rio” e muitas outras actividades serão orientadas por monitores com formação adequada, que em contexto de sala de aula, criarão um ambiente divertido e experimental, proporcionando a alunos e professores a aquisição de conhecimentos sobre a temática da água.

No Soutocico – Arrabal

Festival da Solidariedade

Nos dias 26 e 27 de Setembro, irá realizar-se uma festa com o intuito de angariar fundos para a construção do quartel da secção de bombeiros do sul do concelho de Leiria. Durante o dia

haverá várias actividades, como jogos tradicionais, demonstração de primeiros socorros por parte dos bombeiros e, um espectáculo de “Stunt Riding”, efectuado pelo piloto Hélio Pereira,

actual 3º classificado do campeonato nacional da modalidade. Durante a noite haverá porco no espeto e, outras especialidades, assim como um espectáculo musical.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 24.Setembro.2009

Candidato à presidência do IPL defende transformação

Universidade em Leiria é possibilidade Nuno Mangas deverá ser o futuro presidente do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), decisão que será tomada pelo Conselho Geral da instituição, no dia 28 de Setembro. Antes, o único candidato à eleição participou em duas audiência públicas, em Leiria e Caldas da Rainha – seguir-se-á Peniche –, onde apresentou as propostas do seu programa de acção, assente no lema “com todos, para todos”. A transformação do IPL em universidade, é uma possibilidade que o candidato encara com naturalidade. “Tenho verificado, nos últimos ano, que o facto de termos ‘instituto politécnico’ no nosso nome, nos tem limitado”, referiu Nuno Mangas, quando abordada a possibilidade de eventual transformação do IPL em universidade, no decorrer da primeira audiência, em Leiria, dia 18 de Setembro. O candidato entende ainda que existe “distinção aos níveis social e de financiamento”. Por isso, defende

que “assim que tenhamos metade do corpo docente com grau de doutor e as unidades de investigação mais consolidadas, devemos avançar para um debate junto das comunidades interna e externa.” Ainda segundo Nuno Mangas, o processo qualificação do corpo docente deverá estar concluido dentro de um a dois anos. Já sobre a possibilidade de transformação do IPL em

fundação, cuja abertura de negociações com o Governo foi aprovada pelo Conselho Geral da instituição, o candidato assume o compromisso, caso seja eleito, de dar continuidade ao processo e “de ser exigente e rigoroso”. No decorrer da apresentação, em Leiria, tal como fez, posteriormente, na Escola Superior de Artes e Design (Caldas da Rainha, dia 22), e deverá fazer na Es-

cola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche, dia 24), o candidato à presidência do IPL anunciou, entre outras, as principais orientações programáticas: “Acção centrada nas pessoas; Orientação para a aprendizagem ao longo da vida; Enfoque na internacionalização; Empregabilidade e ligação ao tecido empresarial e institucional como preocupação; Investigação, inovação e transferência de conhecimento como norteadores da nossa [IPL] missão; A qualidade como imperativo”. Nuno André Oliveira Mangas Pereira, 42 anos, doutorado em Ciências da Educação, é professor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, desde 1994 – foi presidente do conselho directivo de 1997 a 2004 –, e vice-presidente do IPL, desde 2004. Mais informações disponiveis em www.ipleiria.pt.

Texto e foto: Pedro Jerónimo

“Semana da Mobilidade” comemorada na zona histórica

Leiria animada no Dia Europeu Sem Carros A Europa preocupada com os índices de poluição automóvel tenta através das sensibilizações despertar a consciência dos seus cidadãos. Integrado na “Semana da Mobilidade”, mais uma vez a cidade de Leiria promoveu o Dia Europeu Sem Carros, a 22 de Setembro, que decorreu com especial incidência na sua zona histórica, na praça Rodrigues Lobo, Largo 5 de Outubro (Rossio), Largo do Papa Paulo VI, Jardim Luís de Camões e a praça da Fonte Luminosa. Este “Dia Europeu Sem Carros” começou logo pela manhã, pelas 9h30, com um “Bike Paper – Na Rota do Lis”, com local de concentração no Centro de Interpretação Ambiental. Outras das actividades con-

templadas fizeram com que mais pequenos e graúdos vivessem o teatro com a peça “Estricloestático” na Praça Rodrigues Lobo. Também foram efectuados passeios nas encostas do Castelo para interpretação da flora e vegetação (destinado a invisuais e amblíopes).

Durante todo o dia houve mostra de veículos ecológicos, animação de rua, passeio de charrets, oficina de reutilização de materiais e construção de brinquedos. Outras das actividades incluídas no “Dia Europeu Sem Carros” de Leiria foi a realização de

um “peddy paper” citadino e a SIMLIS proporcionou aos mais jovens a realização de uma fantástica “viagem à Fábrica da água”, através da realização de uma gincana que pretendeu demonstrar as várias fases de tratamento que ocorrem numa etar. O Dia Europeu Sem Carros, não resolvendo os problemas de poluição, é caracterizado por um simbolismo especial, mostrando que os habitantes do planeta devem ponderar sobre os seus hábitos de locomoção no futuro. As deslocações a pé, a utilização da bicicleta, nos típicos “segways” ou nos transportes públicos, trazem poupança de custos e muito especialmente ao “pulmão da terra”.

Texto e foto: Joaquim Santos

O MENSAGEIRO

94 anos de (in)formação diferente

Tempo de balanço* Está na altura de fazer o balanço da legislatura, com influência nas escolhas para a próxima. Ao fim de tudo o que vivemos estes anos, que podemos dizer? À partida as condições de estabilidade política foram excepcionais. Não só vivemos a terceira maioria absoluta e o mais longo período sem eleições nacionais da democracia mas, melhor, a recessão de 2004 preparara os cidadãos para medidas duras. O povo, que compreendeu a urgência, apoiou os ministros nas políticas exigentes que anunciaram. Estiveram os efeitos à altura? No assunto que o próprio Governo declarou prioritário o resultado foi infeliz. O défice orçamental, medida emblemática, acabará o ano acima do valor elevado que o Governo confrontou à chegada e tanto criticou. À primeira vista a culpa disto é internacional, mas a coisas são mais complexas do que parecem. A trajectória verificada parece confirmar a desculpa governamental. Recebendo em 2004 um défice público de 5,5% do PIB, as Finanças conseguiram reduzi-lo para 2,2% no ano passado. Este ano, com o colapso global, as previsões apontam para 6,5%. Mas se virmos o desequilíbrio, não apenas do Orçamento, mas de toda a economia, a evolução é muito diferente. O défice global da balança externa era de 6,1% do PIB em 2004. Subiu para 8,3% em 2005 e, mantendo-se sempre acima dos 8%, foi de 10,8% o ano passado, prevendo--se 8,3% este ano. Ou seja, a alegada contenção pública não afectou o País. Enquanto o Estado fazia ziguezague no seu endividamento, a dívida total nacional ao exterior subia sempre, de 65% do PIB em 2005 para 100% este ano. Isto mostra que a suposta austeridade pública foi feita à nossa custa, com aumento de impostos, não redução de despesa. Não admira a inversão e a falta de resultados nacionais. Esta escolha criteriosa de objectivos, centrando atenções mediáticas num pormenor com o resto a correr mal, é um símbolo económico deste Governo, como também se viu no emprego. Aí a grande promessa eleitoral de 2005 era a criação de 150 mil novos postos de trabalho. Não cumpriu, justificando--se também com a crise externa, mas no fim do ano passado o primeiroministro cantava vitória com 133 mil novos empregos de 2005 ao 3.º trimestre de 2008. Mas reduziu isso o desemprego? No mesmo período o número de desempregados caiu apenas de 2700 pessoas. Como é isto possível? Com imigração! Ou seja, as empresas portuguesas (não os ministros) criaram empregos (entretanto perdidos) mas não para os portugueses, que não os quiseram. Foram estrangeiros que vieram ocupar tais trabalhos. Entretanto, a escolha dos objectivos quase fazia parecer que o Governo cumpria a promessa sem resolver o problema. Nos outros sectores o quadro é paralelo. Houve uma inversão total da política de Saúde da primeira para a segunda metade do mandato, uma guerra aberta na Educação (aliás comum nas décadas anteriores), descontentamento surdo nas forças de segurança e (mais) uma oportunidade perdida no funcionalismo público, enquanto a Justiça vivia uma vergonha. O balanço não é brilhante. Mas para uma avaliação completa faltam três elementos, dois excelentes, um horrível. Este Governo deixa dois resultados muito relevantes: a modernização electrónica da administração e a reforma da Segurança Social. São medidas estruturais há muito anunciadas, sempre adiadas e finalmente (parcialmente) cumpridas. A importância destas medidas para o longo prazo da sociedade é muito significativa. Há ainda algo de natureza mais profunda, onde o Governo deixa aquilo que o definirá nas gerações futuras. Este é o Executivo que assistiu à primeira queda da natalidade abaixo da mortalidade e à primeira explosão de abortos em Portugal. Isto não foi por acaso, pois multiplicaram-se as leis contra a vida e a família. O primeiro-ministro chama-lhe “modernidade”. Em política existem questões ideológicas, divergências técnicas, debates estratégicos e orientações de fundo. Mas existem também os grandes desígnios nacionais e a identidade como povo. Aí falamos, não de inconvenientes, mas de infâmia. * Opinião de João César das Neves in DN (21/09/09)


8 ANO SACERDOTAL

Zacarias Era sábado, a neblina da manhã deixava nos rostos um misto de água e suor que ia escorrendo pela face. As ruas eram atravessadas por inúmeros vultos que iam desaparecendo nas esquinas e no nevoeiro. Aqui e ali ouviam-se saudações alegres e festivas: “Shalom”, diziam os que se iam cruzando. Entrei no templo e senti o calor que se misturava com o cheiro a gente e a café acabado de fazer. Havia perfumes e incenso que cobria de névoa o já pesado ambiente. Junto ao pilar central ia acompanhando os rituais de uma oração que me parecia cheia de mistério e superstição. As palavras, que não entendia, eram entoadas de forma solene e com a voz grave do sacerdote, que fazia estremecer os mais incautos. Sentia que estava num outro mundo, outra realidade que nada tinha a ver com a azáfama que acabara de ver nas ruas. Zacarias era o sacerdote de serviço. Eu admirava aquele homem de longas barbas, cabelo branco e olhos escondidos nas profundas pálpebras. Admirava a sua postura, a sua voz grave e solene e admirava a sua grande sabedoria. Já algumas vezes tinha conversado com ele e achara deveras impressionante a sua lucidez e a sua capacidade de ver mais longe que o comum dos mortais. Naquele dia parecia-me diferente; o incenso criava à sua volta uma névoa de algum misticismo e a sua figura surgia ao mesmo tempo franzina e imponente. Chegara a hora grande e Zacarias entrara no Santo dos Santos. Levava nos pés uma longa corda pela qual se mantinha ligado ao exterior e nenhum de nós sabia o que se passava lá dentro. De joelhos e rosto por terra esperávamos o seu regresso. O coração batia forte e o silêncio da grande sala era aterrador. De rosto por terra eu revia a longa história do povo que nos havia trazido até ali: de Abraão a Moisés desfilavam nas nossas mentes imagens e acontecimentos que eram nossos. A História marcava a vida presente e eu sentia-me mais próximo e amigo de todos. Havia quem chorasse mesmo a meu lado. Zacarias tardava em voltar e já alguns dos ajudantes discutiam sobre os procedimentos a seguir. O silêncio foi interrompido por um suave murmúrio e uma coordenada agitação. No altar centrar um punhado de homens puxava a enorme corda que Zacarias tinha atada à perna. E no meio de medos e incertezas iam puxando o corpo que se tornara pesado como ninguém podia ter imaginado. No meio do espanto de todos Zacarias surgiu à porta meio combalido e sem rumo certo. Estava cego e mudo. Por momentos os seus olhos cruzaram os meus e senti que algo de extraordinário tinha acontecido. De imediato foi levado para fora. A oração da manhã terminou ali mesmo sem despedida nem mais palavra alguma. Quando saí encontrei um mar de gente que fazia círculo em volta de Zacarias. Parecia uma criança extenuada e perplexa. Olhava em redor, gesticulava e todos se afastavam. Assim foi levado para casa. Regressamos às nossas actividades quotidianas. O sol surgia por entre as nuvens e dissipava a densa neblina. Nos dias que se seguiram espreitei a sua casa, mas nunca ousei aproximar-me. Dizia-se que Zacarias tinha tido um encontro com o Altíssimo. Dizia-se que tinha uma mensagem a transmitir. Fiquei longe e não ousei bater à porta, embora me devorasse o desejo de saber mais. Meses mais tarde, quando voltei e bati à porta, Isabel, esposa de Zacarias, esperava um filho. Rui Ribeiro

O Mensageiro 24.Setembro.2009

Uma presença orante

Testemunho vivo Chamava-se António. Ainda tamanhinho, antes do romper do dia, subia a calçada e, fizesse vento, frio ou calor, chovesse ou estivesse bom tempo, era certo que ele lá estava para tocar o sino, despertar a passarada, que saía do campanário num frenético esvoaçar, e ajudar à Missa. Em bicos de pés para poder chegar ao altar, no seu pequeno coração começava a germinar a semente da vocação sacerdotal, semente sagrada que Jesus vai lançando à terra. Uma que cai no meio dos espinhos, outra entre pedras, outra nos caminhos e outra, ainda, em boa terra. Assim aconteceu com o pequeno António. Era boa a terra, embora inculta e frágil na sua natureza de criança. No local que o vira nascer, a mesma semente germinava viçosa e promissora no coração dum outro jovem, que levava já alguns anos de seminário. Nas férias grandes, quando voltava à terra, o Tonito ficava de olhos esbugalhados a contemplar aquela figura tão singular, aquele jovem de porte tão distinto, na sua veste de seminarista, sinal visível de opção por Cristo no sacerdócio. Nele sentia-se viva e visível a presença de Deus. Era algo tão inefável e misterioso! Embora sem palavras nem ruídos, ecoavam sonoros e vibrantes os passos e a voz de Deus. Verdadeiramente o Senhor descia, pela frescura do entardecer, àquele pequeno jardim do Éden (Cfr. Gn 3,8).

Numa tarde de verão, prestes a ser ordenado sacerdote, ao passar junto da casa do Antonito, o jovem diácono viu o pequeno quase extasiado a olhar para ele. O Alberto atirou-lhe à queima-roupa e sem rodeios: - Olha lá, ó Tonito, não queres ir também para o seminário? Tal como surgiu a pergunta, também pronta foi a resposta. Embora nela se escondesse simultaneamente um misto de desejo e pena, o pequenito exclamou, muito seguro das suas convicções: - Não senhor, porque sou muito maroto! Era o que lhe diziam em família. Mas esse “mal”, sob a acção de Deus é algo que facilmente se cura, se transforma. Assim, passado algum tempo, o pequeno António entrava para o seminário. Influência da família com profundas raízes cristãs? Sem dúvida. Influência do Alberto, jovem sacerdote, mais tarde por graça de Deus Bispo de Leiria-Fátima, que se apresentava sempre com veste sacerdotal? Com certeza. “ Com quanto orgulho – dizia ele – um general se apresenta com a sua farda, o mesmo faz o militar, o segurança, o bombeiro ou qualquer outro bom profissional que tem vestes próprias. Ora, se os homens que ascendem a postos ou desempenham funções meramente humanas e efémeras, assim procedem com as glórias vãs deste

mundo, com quanta maior honra, nobreza, dignidade e perseverança, não deve apresentar-se o Sacerdote, ministro de Deus, Senhor e Criador do Céu e da terra?! É certo que o hábito não faz o monge, como diz o ditado, mas ajuda e exige a diferença de comportamento. Como seria difícil, nas ruas das nossas cidades, reconhecer os polícias se não usassem a sua farda…” Neste mundo somos peregrinos e estrangeiros, daí todos precisarmos de sinais visíveis para encontrar e seguir o caminho certo sem desvios ou atalhos errados. João Paulo II exorta: Sempre, mas especialmente na cultura contemporânea, muitas vezes tão secularizada, e apesar disso sensível à linguagem dos sinais, a Igreja deve preocupar-se por tornar visível a sua presença na vida quotidiana (VC 25). De facto o Padre António falava sempre de Deus tanto pela palavra, era eloquente orador, como também pela sua presença digna e distinta de verdadeiro Sacerdote. Nas várias paróquias, que tão dedicado serviu heroicamente, revelou sempre grande amor e fidelidade ao seu ministério sacerdotal. O seu maior tesouro era a Eucaristia. Diariamente celebrava, ainda noite escura, indiferente ao bom ou mau tempo. Descansava nos poucos dias de que dispunha para fazer tratamento termal e retiro. Escrevia a esta Comuni-

dade algum tempo depois do seu primeiro retiro aqui: “Iniciámos a recitação do Terço, na Paróquia, diariamente, antes da Eucaristia. Todas as primeiras quintas-feiras, após a Santa Missa, exponho o Santíssimo, fazemos adoração e dou a Bênção. Assim aprendi de vós, assim o fazeis no vosso Mosteiro”. Na verdade, a construção deste Mosteiro e a vida da Comunidade tem o seu fundamento na Eucaristia e no amor a Maria, que foi o primeiro sacrário de Jesus. Desde o seu nascimento, esta Comunidade oferece uma coroa de rosas diariamente à Mãe de Deus, pela recitação do Rosário, hoje composto pelas quatro partes, porque Jesus é também verdadeira carne de Maria - Ave, ó verdadeiro Corpo nascido de Maria - canta o hino. Assim o cremos e sentimos. Nesta oração entregamos a Jesus, por Maria, os sacerdotes, filhos predilectos, que lhe foram especialmente entregues na pessoa de João, aos pés da Cruz. A vida claustral é a nossa forma de estar na Igreja e sermos presença orante na qual tem lugar cada membro do Corpo de Cristo. Temos a certeza de que, junto de Deus, o Padre António já viu confirmada esta realidade e reza connosco por todos os seus e nossos Irmãos Sacerdotes, neste Ano especial de graça. Irmãs Clarissas de Monte Real

Padre e... Surfista

Conciliar mar e oração Depois de ter praticado vários tipos de desporto, o padre José Pedro Azevedo fixou-se no bodyboard, mas fez também uma incursão no surf. Para além de desportista, este jovem padre da diocese do Porto poderia ser engenheiro mecânico no mercado de trabalho. “Andei alguns anos na Faculdade de Engenharia antes de arriscar a minha ida para o Seminário do Porto” – disse à Agência Ecclesia. Nos tempos de juventude praticou vários tipos de desportos: ténis, atletismo e ginástica. Depois da entrada no seminário para aprofundar a sua vocação “deixei muito

daquilo que fazia e, praticamente, só jogava futebol”. Quando foi para Espinho surge o surf, “apesar de ter feito uma incursão quando era mais novo, mas não resultou” – salienta. Após a ordenação, o padre José Pedro foi exercer as funções – durante três anos e meio - de secretário de D. Armindo Lopes Coelho. “É uma vida pouco activa no que toca ao desporto” – lamenta. Junto ao apelativo mar de Espinho, o padre José Pedro voltou a sentir a necessidade de praticar desporto. “A malta convidou-me a fazer surf e avancei por aí” – refere. Para além da vertente desportiva “posso contactar com muitos

jovens”. Quando pratica o bodyboard, este padre do Porto está num ambiente descontraído que o ajuda “espiritualmente e mentalmente”, em particular quando observa o pôr-do-sol. Para além da praia de Espinho, o padre José Pedro também frequenta outras estâncias balneares. “Costumo ir para as praias do Alentejo e levo sempre comigo a prancha”. Se a prancha é a companheira predilecta nas viagens, a bíblia, o breviário e o terço também têm o seu espaço na mochila. “Normalmente, o terço vai no bolso” – disse. Não tem o hábito de levar o terço para o mar e “não sou

daqueles que usa o terço ao pescoço”. (Risos). Nas águas frias do Atlântico, o padre José Pedro pratica bodyboard durante os doze meses do ano. Ao praticar este desporto, o sacerdote do Porto sublinha que esta “é uma dimensão interessante da vida do padre”. Permite estar com pessoas que, “talvez nunca estivessem com um padre se não fosse nesta situação”. Os colegas destas lides marítimas sabem “que sou padre e olham para mim como um igual, mas há ali uma referência”. Luís Filipe Santos


IGREJA DIOCESANA 9

O Mensageiro 24.Setembro.2009

Breves

Gabinete do Bispo de Leiria-Fátima COMUNICADO

Nomeações na Diocese de Leiria-Fátima O falecimento do Revº P. Francisco Jorge e a disponibilização para esta Diocese de outros sacerdotes levaram o Senhor D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, a proceder às seguintes nomeações canónicas: O P. Vítor José Mira de Jesus é nomeado Pároco de Casal dos Bernardos, acumulando com a anterior nomeação para a Paróquia da Urqueira e mantendo as funções de Coordenador do Serviço de Animação Missionária. O P. Vladyslav Tymchyk, da Ordem Basiliana de S. Josafat, é nomeado Capelão da Comunidade Ucraniana residente nesta Diocese. Exercerá este múnus in solidum com o Revº P. Sílvio Litvinczuk. O P. Filipe da Fonseca Lopes é nomeado administrador paroquial de Ribeira do Fárrio, pelo período de um ano, acumulando com as actuais funções de Pároco de

Albergaria dos Doze e de São Simão de Litém, e de Vigário da Vigararia das Colmeias. O P. Bertolino Vieira é nomeado administrador paroquial de Carvide para o período de 13 de Setembro a 1 de Novembro, dia em que toma posse o pároco nomeado. O P. João Carlos Roma Leite Rodrigues, religioso da Congregação dos Marianos da Imaculada Conceição, é nomeado Vigário Paroquial da Maceira. O P. Segunda Julieta Miguel, da Diocese do Sumbe, em Angola, é nomeado Vigário Paroquial de Casal dos Bernardos, acumulando com a anterior nomeação para Vigário Paroquial da Urqueira. O P. Jacinto Pereira Gonçalves é nomeado Vigário da Vigararia dos Milagres, até ao termo do actual mandato dos Vigários da Vara.

Vítor Coutinho, Chefe de Gabinete Episcopal

Espaço Cáritas

A Cáritas é, em Leiria, uma porta sempre aberta aos mais necessitados. A acção que desenvolve é sem ruído e sem espectáculo, feita de gratuidade generosa e silenciosa, naturalmente supletiva ao dever principal do Estado. Quase sempre em interacção com as paróquias, com organizações do Estado ou da sociedade civil. No ano em curso, marcado pelo agravamento das dificuldades de muitas famílias, foram até agora atendidas 397 pessoas. Deste número, 128 foram ajudadas com bens alimentares e 204 com grande variedade de produtos essenciais à vida quotidiana. Em meios financeiros, destinados a cobrir encargos com medicamentos, electricidade, gás, água, renda de casa e outros, foram concedidas ajudas a 65 pessoas e instituições, no valor total de 20 226,00 euros. Os meios da Cáritas são os que as comunidades cristãs e outras pessoas de boa vontade lhe confiam por ocasião do seu peditório público anual. A colecta para os pobres, nas paróquias da diocese, em 25 de Janeiro último, decidida pelo Bispo da Diocese, D. António Marto, constituiu também um valioso contributo que tem possibilitado o reforço do nível das ajudas até agora

Animação vocacional

A animação e o acompanhamento vocacional vão continuar no programa da escola diocesana “Razões da Esperança”, no ano pastoral que se está a iniciar. Será uma das ofertas para a segunda hora, orientada pelo Serviço Diocesano de Animação Vocacional. Procuraremos dar apoio concreto a quem se ocupa da animação vocacional ou está interessado em fazer algo neste sentido, na catequese, na liturgia ou em qualquer outro serviço apostólico que realiza. Podem inscrever-se os catequistas, os animadores da liturgia, outras pessoas que queiram escolher esta oferta formativa e qualquer animador vocacional, mesmo que não esteja integrado num grupo organizado. As inscrições far-se-ão nas modalidades e condições indicadas pela direcção da Escola. O programa, repetindo o mesmo do ano passado mas revisto, inclui, no primeiro semestre, vários aspectos práticos da ajuda ao despertar das vocações nos grupos e comunidades. No segundo semestre, o assunto central será o acompanhamento pessoal e em grupo, como ajuda para a descoberta e amadurecimento da própria vocação.

Padre Jorge Manuel Faria Guarda Coordenador do Serviço de Animação Vocacional

Escola Diocesana Razões da Esperança

Formação teológica de Leigos A Escola de Formação Teológica de Leigos irá iniciar o ano lectivo com uma celebração eucarística que será celebrada na igreja do Seminário, às 21h00 do dia 28 de Setembro. No primeiro Semestre há, na primeira hora, as disciplinas de “Deus e o homem” e “Perspectivas do Novo Testamento” e na segunda hora os seguintes grupos: Catequistas – Curso de Iniciação, Curso Geral / Pedagogia e Coordenadores –; grupo de cursistas; lectio divina; canto litúrgico; escola de leitores II; grupo de animadores vocacionais; formação CNE; animadores de grupos de jovens 4X4; acção sócio caritativa; espaços e objectos das celebrações da fé. Todas as informações on line, em www.leiriafatima.pt/cfc, por email: cfcleiria@gmail.com, ou na Secretaria do CFC.

DR

Em nove meses, perto de 400 pessoas encontraram ajuda na Cáritas

Na Escola “Razões da Esperança”

concedidas. Na casa do Pedrógão, O sol e o mar também para os mais velhos Ficaram para trás os dias de agitação frenética e a vozearia alegre das crianças que encheram a casa do Pedrógão no pino do Verão. No exterior, como dentro da casa, os dias passam agora mais tranquilos, como pausados e vagarosos são também os passos dos novos inquilinos. É agora a vez dos últimos grupos de pessoas idosas recebidas também pela Cáritas na sua casa na praia, em curtos períodos de férias, a quebrar a rotina dos dias cinzentos e invariavelmente iguais. Saborear o encanto da música do mar, acalentar o corpo ao calor tépido dos últimos raios do sol, e retemperar o espírito em

convívio alegre e saudável, num ambiente propício que a natureza privilegiou, constitui um carregar de baterias que ajuda a suavizar o quotidiano da existência de muitos idosos, quantas vezes marginalizados ou esquecidos em pesada solidão. Os primeiros grupos chegaram ainda em Junho e Julho e, a encerrar um ciclo que em cada ano se renova, despedem-se do mar os últimos, com a chegada de Outono. Foram neste ano em número de 350 e levam todos na bagagem a imensa satisfação dos dias felizes. Bem hajam as instituições que ao longo do ano acolhem estas pessoas na prestação dos cuidados de que precisam, mas se empenham também em proporcionar-lhes a participação em iniciativas como

esta, para uma vida com a satisfação e qualidade a que têm direito. Serviço da Caridade, em “Razões da Esperança” A Escola Diocesana Razões da Esperança passa a incluir nas suas áreas de formação a Acção Sócio Caritativa. Às terças-feiras, às 2h00, quinzenalmente, a começar no dia 29 de Setembro. É uma boa notícia, não apenas para os serviços da caridade já organizados nas comunidades cristãs, mas também para todos (as) os que entendam importante crescer nos modos de ser e de agir nesta dimensão essencial da vida cristã.

Ambrósio J. Santos Presidente da Cáritas

Festas Religiosas

Colmeias e Reguengo do Fetal Nos próximos dias 23 a 27 de Setembro vai realizase a tradicional Festa do Sagrado Coração de Jesus, nas Colmeias. Durante os festejos haverá um serviço de restaurante, bar e quermesse. Serão vários os grupos musicais que irão actuar durante a tarde e animarão a noite. No Domingo a celebração eucarística será às 14h00 seguida da procissão de bênção do Santíssimo Sacramento. Outra festa tradicional, a Romaria de Nossa Senhora do Fetal, também conhecida como “Festa dos Caracóis”, será celebrada no dia 25 de Setembro, no Reguengo do Fetal. A primeira procissão realiza-se nove dias antes do primeiro domingo do mês de Outubro. A imagem da Nossa Senhora parte da Ermida do Fetal na sexta-feira, dia 25 de Setembro, para a Igreja Paroquial fazendo o percurso de regresso no sábado seguinte, dia 3 de Outubro, sempre pelas 21h00. No domingo de manhã, este ano a 4 de Outubro, tem inicio às 11h30 uma procissão a partir da Igreja em direcção à ermida, onde se celebra a Missa Solene. A festa prossegue à tarde com o leilão das oferendas e o característico arraial.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 24.Setembro.2009

Leituras |26.º Domingo Comum ANO B (27/09/09) Leitura I: Num 11, 25-29 Salmo Responsorial: Salmo 18 (19), 8.10.12-13.14 (R. 9a) Refrão: Os preceitos do Senhor alegram o coração. Repete-se Leitura II: Tg 5, 1-6 Aclamação ao Evangelho: cf. Jo 17, 17b.a Refrão: Aleluia. Repete-se A vossa palavra, Senhor, é a verdade; santificai-nos na verdade. Refrão Evangelho: Mc 9, 38-43.45.47-48 Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos Naquele tempo, João disse a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco». Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim. Quem não é contra nós é por nós. Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que crêem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar. Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga. E se o teu pé é para ti ocasião de escândalo, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena. E se um dos teus olhos é para ti ocasião de escândalo, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, onde o verme não morre e o fogo nunca se apaga». Palavra da salvação.

Cânticos | 27.º Domingo Comum ANO B (04/10/09) INÍCIO Juntos como irmãos - Lau 462 Alegre-se o coração - Lau 142 SALMO RESPONSORIAL O Senhor nos abencoe - Lau 602

Janela da Missão

Ser jovem no Gungo O projecto “Ser jovem no Gungo”, financiado pelo Programa Juventude em Acção, do Serviço Voluntário Europeu, da União Europeia, é uma parceria entre a Fundação Evangelização e Culturas (FEC) e a Missão Católica do Gungo, confiada ao Grupo Missionário Ondjoyetu da Diocese de Leiria - Fátima. O projecto está inserido no Programa Juventude em Acção e será implementado na comuna do Gungo, município do Sumbe, província do Kwanza-Sul, Angola. O projecto nasce das necessidades sentidas e identificadas pela população da comuna e pela Missão Católica do Gungo, nomeadamente ao nível da formação e acompanhamento de crianças, jovens e mulheres, fortemente marcadas pela guerra civil e pelas suas consequências, como a destruição de infraestruturas, dificuldade de acessos, isolamento, falta de água potável e de cuidados de saúde a que a população está sujeita. No passado dia 26 de Agosto partiu para Angola, por um ano, a jovem voluntária, Maria Inês Monteiro

AO SABOR DA PALAVRA

APRESENTAÇÃO DOS DONS Cremos em Vós - Lau 243 Nós te apresentamos - Lau 535 COMUNHÃO Se vos amardes uns aos outros - Lau 749 Se não vos tornardes como crianças - Lau 1148 ACÇÃO DE GRAÇAS Ditosos os que louvam - Lau 297 FINAL É preciso renascer - Lau 309 Louvai o Senhor povos - Lau 480

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

MISSAS DOMINICAIS

Sábado 19h00 – Sé 19h30 – Franciscanos Domingo 08h30 – Espírito Santo 09h00 – Franciscanos 10h00 – Paulo VI 10h00 – Franciscanos 11h00 – S. Agostinho 11h00 – Hospital 11h45 – Cruz da Areia 11h30 – Seminário 11h30 – Sé 18h30 – Sé 19h30 – Franciscanos 21h30 – Sª Encarnação

A voz dos silenciosos Os cristãos não são 26º Domingo do Tempo Comum um grupo de pessoas que vivem fora do mundo, não podem viver isolados de tudo aquilo que os rodeia. Isso é o que muitas pessoas gostariam que acontecesse, mesmo entre os cristãos: é mais fácil fecharmo-nos dentro a nossa concha com a desculpa de que tudo o que está do lado de fora é mau e nos prejudica. Ao contrário desta ideia, os cristãos são pessoas profundamente empenhadas

Pereira de 23 anos, fisioterapeuta, que irá integrar o presente projecto. “Ser jovem no Gungo” possibilitará a partilha de conhecimentos e experiências entre a jovem voluntária Maria Inês e os jovens e crianças angolanas. É um projecto de cooperação para o desenvolvimento, que pretende capacitar a comunidade local de competências que promovam o seu desenvolvimento

de forma sustentável e sem assistencialismos. A Maria Inês centralizará o seu trabalho em visitas de acompanhamento às comunidades, através da realização de projectos implementados com os jovens do Gungo de cariz sócio-cultural e de um plano de formação delineado. A voluntária Maria Inês é um exemplo de uma jovem cidadã europeia que deixa tudo, o seu país, a sua

cultura, amigos e trabalho para ir ao encontro de uma comunidade do outro lado do mundo, e aí poder ajudar e sentir como é ser jovem no Gungo, ao mesmo tempo que vive num contexto culturalmente distinto, abrindo assim caminhos de convivência fraterna.

na sociedade em que vivem, são pessoas activas com um papel importantíssimo no seu desenvolvimento. A época do dualismo, do maniqueísmo já passou. Todas as realidades existentes são intrinsecamente boas, porque todas são fruto do amor criador de Deus. É o seu uso que pode ser prejudicial, que as pode estragar. Por outro lado é necessário reconhecer que não somos só nós que estamos certos, ou melhor: que não é preciso fazer parte do nosso grupinho para estar correcto e fazer o bem. Na liturgia deste domingo lemos dois casos em que os discípulos protestavam, quer com Moisés, quer com Jesus porque alguns dos que não faziam parte do grupo estavam a profetizar e a fazer milagres. A resposta de Moisés é bem simples: “Quem dera que todos os membros do Povo do Senhor fossem profetas”. Quem dera que todas as pessoas dessem testemunho daquilo que dizem acreditar, que todos vivessem de forma coerente

com a fé de dizem ter. Assim acabariam todas as opressões e explorações: não só dos patrões que exploram os seus empregados pagando-lhes salários injustos, daqueles que fogem ao fisco para pagarem poucos impostos para toda a comunidade, daqueles que não administram os dinheiros públicos com rectidão e justiça, mas também dos empregados que não rendem segundo as suas possibilidades, que se aproveitam da sua força de trabalho para fazerem chantagens injustas. É este o brados dos ceifeiros que chega aos ouvidos do Senhor do Universo: daqueles que não têm voz: dos que não fazem manifestações nem greves, que não aparecem nos noticiários, que nem sequer têm possibilidades de protestar. Ficou célebre a frase da campanha eleitoral de um político: a força tranquila. É esta a força dos cristãos, que no silêncio na humildade continuam a ser profetas: Uma família que educa os seus filhos no respeito

pelos valores da pessoa, e não na competição selvagem e desenfreada, para ficar à frente do outro a todo o custo. Uma freira que numa aldeia perdida em África salva uma criança de morrer à fome, que ensina uma mulher a ter hábitos de higiene. Um empresário que é justo para com todos os que se relacionam com ele, mesmo que nas classificações das revistas da especialidade não fique em primeiro, nem ganhe milhões com o seu negócio. Como disse Jesus: “Se alguém vos der um copo de água a beber não ficará sem recompensa.” Mas o que fazemos de bem não pode ser apenas para obter uma recompensa, mesmo que seja o céu, mas para tornar os outros felizes. E não é preciso fazer muito barulho para que esta mudança aconteça. Apenas é necessário trabalhar para isso, silenciosamente, como Nossa Senhora fez, por meio das pequeninas coisas do dia-a-dia.

Celina Pedro (Grupo Missionário Ondjoyetu) e Ana Patrícia Fonseca (FEC)


IGREJA EM PORTUGAL 11

O Mensageiro 24.Setembro.2009

“São Paulo e a paixão pela missão”

Conclusões das Jornadas Missionárias

Professores de EMRC

Investir na formação

DR

Iluminados e iluminadas pelo Congresso Missionário Nacional e por todas as realizações do Ano Paulino, reuniram-se em Fátima, nos dias 18 a 20 Setembro, 450 pessoas oriundas de quase todas as dioceses, institutos missionários e movimentos de Portugal, para celebrar as Jornadas Missionárias e estudar «São Paulo e a paixão pela missão». Ai de mim se não evangelizar. O maior missionário de todos os tempos, Paulo de Cristo, convida a deixarmonos conquistar pelo Ressuscitado e a viver a paixão de anunciar o Evangelho, com entusiasmo mas também com espírito de sofrimento. Paulo adoptou uma metodologia paternal-maternal, personalizada e afectiva na sua acção missionária a tempo inteiro, criou uma rede de bons cooperadores para chegar ao maior número possível de pessoas que andavam à procura de uma resposta aos seus anseios mais profundos, e deu prioridade às cidades. Numa época como a nossa, caracterizada como póscristã, a Igreja é chamada a evangelizar e a criar espaços de relações comunitárias, remédio para o individualismo, e onde se ritualiza e sacraliza a vida do dia a dia. O cristão não deve temer a manifestação pública da sua fé num ambiente de laicismo militante. A missão de hoje passa

pelo diálogo com quatro interlocutores: as pessoas que não pertencem a nenhuma comunidade crente e as que buscam a fé, os pobres e os marginalizados, as pessoas de outras culturas, e os membros de outras tradições religiosas e de ideologias seculares. Já começou a desenhar-se um novo rosto da missão, diferente do passado tipicamente europeu e clerical. Este novo rosto assume três características predominantes: laical, feminino e multicultural. Por isso, nós participantes nestas Jornadas Missionárias decidimos: Agradecer à Comissão Episcopal das Missões o empenho com que está a preparar o documento sobre a missão pedido pelo Congresso Missionário de 2008;

Apoiar a criação do Observatório da Missão como instância que acompanha tudo o que diz respeito à realidade da missão; Pedir às Dioceses, Paróquias e Movimentos que intensifiquem a vivência do “Outubro Missionário”, aproveitem mais o “Curso de Missiologia” organizado pelos IMAG para a formação de evangelizadores e promovam semanas missionárias para o crescimento da consciência de todo o Povo de Deus; A “Missão 2010” e o Congresso Missionário da Diocese do Porto são exemplos a seguir para um maior compromisso evangelizador; Destacar as numerosas iniciativas de convocação, acompanhamento e envio de leigos, sobretudo

jovens, para os ambientes pobres e ao encontro de outras culturas, como meio de promover a missão e o compromisso dos jovens com um mundo de fraternidade e paz; Exortar as famílias, paróquias e dioceses a apoiar as vocações missionárias de leigos, padres, religiosos(as). Missão é dar-se: partir, permanecer e pertencer. Mesmo onde faltam ministros, “a missão ad gentes deve ser a prioridade dos planos pastorais” (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2009, n. 4); As próximas Jornadas Missionárias acontecerão em Fátima nos dias 17, 18 e 19 de Setembro de 2010. Os participantes

Dificuldades não devem conduzir ao desânimo

Semana Nacional da Educação Cristã Apesar de reconhecer as dificuldades que os educadores sentem para enfrentar os novos desafios, estas “não podem conduzir ao desânimo e ao enfraquecimento do seu empenho” – apela a Mensagem para a Semana Nacional da Educação Cristã subordinada ao tema «Educação Cristã: um Serviço e um Compromisso» Esta iniciativa – promovida pela Comissão Episcopal da Educação Cristã – decorre de 4 a 11 de Outubro. No documento divulgado no dia 18 de Setembro, os elementos da referida comissão sublinham que

Breves

“todos estamos cientes de que os obstáculos e insucessos com que os educadores se defrontam podem e devem ser superados. O compromisso de cada um dos educadores é a via prioritária para o fazer. A todos é hoje lançado o repto de imprimir, na sua acção quotidiana, um dinamismo novo de criatividade e solidariedade”. Para a Igreja, a educação sempre foi “um imperativo da sua missão evangelizadora, consciente de que é através da educação que se constrói a realização humana e o futuro da própria humanidade” – lê-se na

mensagem. Esta Semana Nacional da Educação Cristã acontece no decorrer do Ano Sacerdotal. Neste contexto, pede-se aos sacerdotes que “dêem especial atenção à Catequese em todas as idades”. “Sendo, embora, a catequese de adultos ponto de referência para a catequese em todas as idades, há que dar atenção particular à infância e adolescência, nesta fase importante de lançamento de novos catecismos” – acrescenta. A educação cristã não se restringe à Catequese. Começa na Família e prolongase na Escola, que “lhe presta

um contributo subsidiário, sendo frequentemente apoiada, mormente nos adultos, pelos Movimentos e Associações laicais” – afirma o documento da Comissão. Aos sacerdotes é pedido também que acompanhem de perto as famílias na sua tarefa educativa, oferecendo-lhes propostas de catequese de adultos, procurando empenhá-las na catequese dos filhos e motivando-as para a inscrição dos mesmos na disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.

A Igreja Católica está preocupada com a falta de formação de uma parte significativa dos docentes de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC). “Temos áreas no país onde há vários professores sem habilitação”, afirmou o novo director do departamento da Conferência Episcopal Portuguesa responsável por aquela área. Apesar de não adiantar números, Dimas Pedrinho refere que há “muitos” docentes nessa situação, sobretudo “nas zonas do interior do país”. O problema reside na distância entre essas regiões e os pólos da Universidade Católica”, instituição que, através do Mestrado em Ciências Religiosas, assegura a formação necessária para a leccionação de EMRC. Embora os professores estejam a “fazer um esforço por ir à fonte buscar a sua formação”, é necessário que a Universidade Católica continue a investir no aperfeiçoamento de modalidades de ensino, designadamente pela Internet, que possibilitem a aprendizagem aos docentes que não possam frequentar diariamente o ensino presencial. “Para já, não há nada específico que exija taxativamente habilitação própria aos professores de Educação Moral e Religiosa Católica. Mas ela poderá vir a ser requerida, e essa é uma preocupação que teremos de enfrentar, com toda a certeza”, declarou Dimas Pedrinho à Agência Ecclesia.

«Ela e Ele»

Formar animadores de casais No próximo dia 26 de Setembro, no Instituto Justiça e Paz, em Coimbra, realizar-se-á um encontro de formação para casais, que possam vir a ser animadores, nas suas paróquias, arciprestados ou regiões, do percurso «Ela e Ele». O percurso dura 7 semanas, embora não tenham que ser seguidas, a não ser as 2 primeiras. “Acontece sempre durante uma refeição, em que o casal está sozinho; à mesa, frente a frente, mas tem a seu lado outras mesas, com outros casais. O tema é escutado por todos, e depois, todos os casais regressam às suas mesas para fazerem os exercícios de diálogo e de partilha que são convidados a fazer mediante os questionários que lhes são dados” – realça um comunicado enviado à Agência Ecclesia. O curso é fundamentado na visão cristã sobre o matrimónio e a família, “mas está aberto a casais que tenham feito um 2º casamento ainda que só civil” – refere. Estará presente nesta formação o casal responsável pelo percurso para toda a França. Todas as informações práticas para este dia de formação que começa às 10h00 e termina por volta das 17h00, podem encontrar-se no site www.elaeele.org.

Timor e Moçambique

Concertos solidários Três concertos solidários apoiam projectos da Juventude Hospitaleira. Bandas de canção mensagem actuam em Barcelos e Lisboa Dar cor e sentido à essência da hospitalidade é o objectivo desta iniciativa que decorrerá a 10 de Outubro, 7 de Novembro e 5 de Dezembro. No primeiro concerto, a banda «Terceira Margem» actuará no auditório do Instituto São João de Deus, Lisboa. Os restantes concertos decorrerão no auditório da Casa de Saúde de São João de Deus, em Barcelos. Claudine Pinheiro fará um espectáculo a 7 de Novembro. O último concerto será do padre Luís Borga, a 5 de Dezembro. Os lucros destes espectáculos revertem a favor de dois projectos, a construção de uma capela em Timor-leste e uma casa em Moçambique, projectos da Juventude Hospitaleira.


12 IGREJA NO MUNDO

Seminário em Uganda

Vocações de adultos com problemas no alojamento O seminário para vocações de adultos em Kampala, no Uganda, mal tem espaço para alojar os muitos candidatos que querem preparar-se para o sacerdócio. A informação foi avançada pelo reitor da instituição, padre Joseph Sserunjogi, em declarações à organização católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). Para responder ao aumento das solicitações, salas de estudo e outros espaços de um mosteiro vizinho estão a ser transformados em quartos, mas há casos em que até 15 pessoas têm de partilhar o mesmo dormitório, em 15 metros quadrados. Apesar das dificuldades, o seminário tem dificuldades em recusar vocações por falta de espaço. Para o presente ano académico, há 48 candidatos e apenas 28 vagas, simplesmente porque não há espaço para acolher mais ninguém. Uma situação que o reitor considera “muito lamentável”, lembrando que “os padres são necessários em todo o lado”. Ainda assim, prossegue o padre Joseph Sserunjogi, o seminário tenta todos os possíveis para recusar o menor número de candidatos. Para o futuro, fica a ideia de expandir o edifício, impedindo que se percam vocações. Este seminário para vocações de adultos foi aberto em 1976, porque a diocese ugandesa tinha um edifício disponível e o Bispo de Kempala, na altura, percebeu que muitos homens já com profissões sentiam o chamamento ao sacerdócio. Dos 17 primeiros candidatos, nove foram ordenados padres e dois deles chegaram mesmo ao episcopado. Em 33 anos, saíram deste seminário cerca de 180 padres. Neste momento, há 155 homens a estudar no seminário e o número cresce de forma consistente. O candidato mais velho, que é já padre, chegou com 56 anos. A maioria destes adultos chega à instituição com idades entre os 24 e os 31 anos, vindos de 15 dioceses do Uganda e de países vizinhos como o Quénia, Tanzânia, Ruanda e Sudão. Departamento de Informação da Fundação AIS

“Justo entre as Nações”

24.Setembro.2009

D. Celestino Migliore

ONU atenta ao bem comum mundial A reforma de que a ONU precisa para evitar perder relevância afecta o modo como se tomam as decisões no organismo internacional e passa pela vontade política de cada Estado membro de promover os seus interesses em função do bem comum mundial. Foi o que afirmou o observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, D. Celestino Migliore, por ocasião da 64ª sessão da Assembleia Geral da ONU, que reúne 130 chefes de Estado e de Governo de 23 a 30 de Setembro, em Nova Iorque. O representante da Santa Sé afirmou que “existe, sem dúvidas, a percepção preocupante de que, sem uma reforma precisa da modalidade de decisão, a ONU retrocederá para uma perigosa perda de relevância”. Também apontou que “o problema não é encontrar soluções técnicas e institucionais adequadas”, disse. Para D. Migliore, “a questão está na vontade política de cada um dos membros que compõem a Organização, e especialmente dos que exercem uma maior influência política, económica, militar ou demográfica, de saber usar, ou seja, de ter a audácia de

DR

Breves

O Mensageiro

promover os próprios interesses nacionais no contexto e em função da promoção do bem comum mundial”. “Deveria fazer-se das organizações internacionais um lugar, não de partilha do poder, mas de atenção e resposta efectiva aos problemas das pessoas”, indicou. Sobre a reforma institucional da ONU, e concretamente do Conselho de Segurança, D. Migliore destacou que “não se trata de pensar unicamente na ampliação a novos países, mas sobretudo da questão do veto”. Na opinião do observador permanente da Santa Sé, o veto no Conselho de Segurança “não pode ser visto mais em termos

de privilégio ou de poder, mas deve ser considerado à luz da justiça e da solidariedade para responder rapidamente às emergências internacionais”. Por outro lado, a recente conferência sobre a crise económica e financeira e o seu impacto sobre o desenvolvimento estabeleceu um grupo de trabalho para oferecer contribuições destinadas a desenhar de novo as instituições financeiras mundiais, recordou o Arcebispo. Sobre a democratização da ONU, o representante da Santa Sé destacou que “actualmente, as grandes questões económicas e financeiras se debatem e regulam no seio de grupos restritos, como o G8 e o

G20, enquanto que as Nações Unidas representam o G192”. D. Migliore também se referiu à ideia de uma autoridade mundial capaz de enfrentar adequadamente os problemas da comunidade internacional, que Bento XVI defende na sua encíclica Caritas in veritate. Segundo este responsável, o Papa “pôs o acento na necessidade de que esta ordem social reconheça e respeite também uma precisa ordem ética e moral das coisas e esta é uma via imprescindível se queremos que a ONU mantenha relevância e eficácia”. Com Zenit

Fundação pede distinção judaica para Pio XII A organização norte-americana Pave The Way Foundation, que promove a paz e o diálogo entre as religiões, anunciou que pedirá à direcção do Yad Vashem, museu de Jerusalém dedicado ao Holocausto, a concessão do título ao Papa Pio XII. A iniciativa foi comunicada pessoalmente a Bento XVI, na audiência geral, por Gary Lewis Krupp, fundador e presidente da organização. Krupp ofereceu ainda ao Papa um livro sobre Pio XII. A obra, de 255 páginas, reproduz muitas fotos e cerca de três mil documentos sobre o Papa, que foram descobertos durante longas pesquisas. As revelações são sustentadas por documentação inédita que os investigadores da “Pave the Way” descobriram em Itália e na Alemanha. Um dos factos mais significativos tem a ver com a ordem de prisão que foi emitida para os judeus de Roma em 1943. Os nazis previam deter oito mil pessoas, que seriam enviadas para o campo de trabalho de Mauthausen. O Papa terá tido intervenção directa, dando ordens para que os mosteiros e os conventos da cidade suspendessem as suas regras, permitindo assim que homens se pudessem esconder nos conventos e mulheres nos mosteiros. O resultado prático desta iniciativa foi o salvamento de sete mil judeus. Apenas mil foram detidos, mas esses tiveram um fim trágico uma vez que, ao que tudo indica por retaliação, os nazis optaram por enviá-los para Auschwitz e não para Mauthausen.

Identidade dos padres está em risco

Papa deixa alertas contra o activismo e a secularização Bento XVI alertou contra os riscos que a secularização e o activismo podem trazer à missão dos padres e bispos de todo o mundo. O Papa admitiu que “a missão de um presbítero e, com maior razão, a de um Bispo, comporta hoje um volume de trabalho que tende a absorvê-lo total e continuamente”, num mundo em que “aumentam as dificuldades e se multiplicam as incumbências”, com “realidades novas e acrescidas exigências pastorais”. No entanto, Bento XVI

defende que “a atenção aos problemas de cada dia e as iniciativas destinadas a colocar os homens no caminho de Deus nunca devem distrair-nos da união íntima e pessoal com Cristo”. Recebendo no Vaticano os bispos católicos ordenados no último ano, o Papa indicou que “o estar à disposição das pessoas não deve diminuir ou ofuscar a nossa disponibilidade para com o Senhor”. “O tempo que o sacerdote consagra a Deus na oração é sempre o melhor empregue, porque a oração

é a alma da actividade pastoral”, disse. No contexto do Ano Sacerdotal, Bento XVI sublinhou a responsabilidade especial dos bispos em relação aos respectivos presbíteros. Esta celebração, explicou, visa “contribuir para promover o empenho de renovamento interior de todos os sacerdotes para um mais forte e incisivo testemunho evangélico no mundo de hoje”. O bispo, prosseguiu, tem a responsabilidade de “defender e promover a identidade sacerdotal

dos presbíteros confiados aos seus próprios cuidados pastorais”. “Uma identidade hoje em dia posta à dura prova pela crescente secularização”, observou, indicando que cada bispo “há-de procurar sempre agir com os seus sacerdotes como pai e irmão que os ama, os acolhe, os conforta, assegura a sua colaboração e, na medida do possível, se empenha em garantirlhes o bem-estar humano, espiritual, ministerial e económico”.


OPINIÃO 13

O Mensageiro 24.Setembro.2009

Nem só de pão vive o homem, senhor engenheiro* José Sócrates está convencido de que não há ninguém mais belo do que ele. E é essa vaidade que o perde. José Sócrates é um homem a quem não faltam qualidades para ser primeiro-ministro. Gosta do poder e não se envergonha disso. Despreza a conversa do político sacrificado ou do homem providencial. Trabalha horas sem fim e não se queixa. Deseja deixar a sua marca no País. É o primeiro-ministro que mais esforço fez para fazer avançar reformas essenciais desde Cavaco Silva. Aguenta a contestação da rua. Protege os seus ministros. Acredita sinceramente no que anda a fazer. E acima de tudo, está lá sempre, não desiste, não vira a cara, vai à luta, jamais abandona o barco. Ter um primeiroministro com capacidade de liderança, com perseverança e com coragem já é ter alguma coisa. Na verdade, é ter mais do que aquilo a que estávamos habituados desde Cavaco. Se me perguntassem: “entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite, qual tem mais capacidade para desenvolver o País e o pôr a andar para a frente?” Eu não teria qualquer dúvida em responder: “José Sócrates.” E no entanto, jamais votaria nele nas próximas eleições. “Nem só de pão vive o homem”, responde um Jesus esfomeado ao diabo quando por ele está a ser tentado no deserto. Infelizmente, o alcance desta frase milenar (já vem do Antigo Testamento) está muito para além da arquitectura mental do senhor engenheiro. Então ele pensa: se eu me esforço, se eu faço, porque é que não sou admirado por isso? E é no labirinto desta pergunta que José Sócrates se perde, tal como a rainha na história da Branca de Neve ao olhar para o seu reflexo: “espelho meu, espelho meu, haverá alguém no mundo mais bela do que eu?” Sócrates está convencidíssimo de que não há ninguém mais belo do que ele, se não no mundo, pelo menos em Portugal. E é essa vaidade que o trai. Não falo, evidentemente, de o seu número de calças ser o mesmo de quando tinha 20 anos, como chegou a confessar ao Expresso. Falo, isso sim, da certeza das suas qualidades enquanto primeiro-ministro e do caminho que traçou para o País. Ele está tão certo, tão certo, que qualquer contestação é vista como uma afronta. Daí esse enorme problema com a comunicação social e com o controlo da informação, que culmina agora no desastre da TVI. Para sermos justos, Sócrates tem razão em muita coisa: a comunicação social é demasiadas vezes demasiado incompetente e os timings do caso Freeport estão a ser manipulados (depois de meses sem notícias relevantes, eis que novos factos sobre o processo surgem milagrosamente em véspera de eleições). Mas os factos existem e só Sócrates finge não os ver. O desejo de silenciar existe e só Sócrates finge não o saber. É que ele acha que ser o melhor fornecedor de pão chega. Não chega. Felizmente, há ainda muita gente que não se dispõe a trocar um grama de liberdade por um par de carcaças. * Miguel Tavares in DN (08/08/09)

OPINIÃO M.ª Antonina Magalhães Coordenadora ACI Leiria

Reflectindo Oseias 6, 4-7

Oseias, como os outros homens escolhidos, falou em nome de Deus e Israel, o povo que esse Deus tinha libertado da escravidão do Egipto. Oseias fala ao povo e diz-lhe que Deus quer o amor, não animais sacrificados pela morte em honra do Seu nome. O que Ele quer é a fidelidade do povo à Aliança que fez com ele. Quer que o povo O conheça, pois, pois conhecêlo é muito mais importante do que os holocaustos que Lhe oferecem. Apesar dos avisos do profeta, o povo continuou a ser rebelde e a violar a Aliança. O povo libertado do

cativeiro do Egipto foi, portanto, avisado por Oseias. As matanças dos animais oferecidas a Deus, era apenas um espectáculo; eram manifestações exteriores, não partiam da alma, ou seja do amor ao seu Deus. Já antes Oseias, falando aos Homens do seu tempo, disseram, em nome de Deus, que o amor deles era como a nuvem da manhã e como o orvalho matutino que se dissipam logo que o calor do sol aquece o dia. Deus não queria esse amor passageiro, nem queria os grandes espectáculos dos holocaustos com a morte dos animais. Nada disso tinha valor. O que Ele queria era que os Homens se amassem uns aos outros e acima de tudo, O amassem a Ele. É extraordinário verificarmos que hoje, séculos passados sobre o tempo de Oseias, os Homens continu-

Ao longo do ano pastoral que estamos a iniciar, o bispo D. António Marto convida-nos a “ir ao coração da Igreja”. Isto quer dizer descobri-la na sua realidade mais profunda, no que a define e caracteriza, no que a faz permanecer não obstante todas as vicissitudes históricas por que passou, no seu mistério, na comunhão com e em Cristo vivo presente nela. Atendendo ao tema proposto na diocese de Leiria-Fátima, os meus artigos terão como título geral “no coração da Igreja”. Desejaria que eles nos levassem a conhecer por dentro a família espiritual que é a Igreja, a sentirmo-

nos pertença dela e a permanecer nela como quem está em casa, no aconchego doméstico. Começo por falar do Cónego José de Oliveira Rosa, falecido no dia 19 de Setembro, aos 93 anos. No meu entender, o seu ser e viver podem caracterizar-se com a palavra bondade: ele foi um homem bom, um padre bom e um bom padre. Nele se manifestou o rosto de bondade de Deus e da Igreja. Posso testemunhálo em primeira pessoa e certamente muitos outros o poderiam fazer. Quem conviveu com ele ou beneficiou dos seus serviços como homem e sacerdote foi tocado pela sua bondade. Nele se revelou a Igreja como bondade em relação às pessoas, a todas e cada uma. Recebeu de Deus o dom da bondade e cultivou-a no seu modo de ser. Ele cativava quem se relacionava com ele. A sua presença e conversa eram agradáveis. Não levava a mal as palavras ou atitudes dos outros. Por vezes sorria ou respondia com humor. Era afável, humilde e simples no trato com as pessoas e mesmo no modo como enfrentava situações ou problemas. Cultivava o convívio e gostava de ser convidado. Dava o seu próprio contributo com

ofertas e com o seu jeito de estar e se relacionar. A sua bondade manifestava-se também nas dádivas generosas que fazia às pessoas, às actividades e às instituições, não apenas porque lhe pediam mas também por iniciativa dele. A sua bondade exprimia-se igualmente nas visitas pessoais que fazia a este ou aquele e no acolhimento e serviço que prestava a quem o encontrava. Creio que foi bem seguidor de Cristo no empenho constante em fazer o bem. Pode-se dizer também dele que “passou fazendo o bem”. Foi também um bom padre. Serviu a instituição Igreja em várias missões e especialmente como chanceler. No seu escritório atendia com afabilidade e bonomia quem o procurava, fossem eles sacerdotes, religiosos, religiosas ou fiéis leigos. Era diligente no trabalho e muito compreensivo, estando sempre disponível para ajudar a resolver qualquer dificuldade que se apresentasse. Quem ia à Câmara Eclesiástica dificilmente teria motivos para ir aborrecido por não ter sido bem recebido e atendido. Serviu também pessoas e comunidades como sacerdote. Na Sé, acolheu muita gente para se confessar. A

quantos não terá feito bem, aliviando consciências, pacificando corações, encorajando a perseverar no bem ou a dar passos difícieis! Nas várias comunidades onde ia celebrar a Eucaristia, fazia-o com seriedade, devoção e humildade. Dava o melhor de si na preparação e na execução do ministério sacerdotal. Deus foi sempre o centro vital e o motor da sua vida. Era também acentuado o seu amor a Nossa Senhora. Nele, ser, viver e agir como padre coincidiam. Vivia o que era e era o que vivia e fazia: verdadeiro ministro de Cristo e servidos dos irmãos. Amou e serviu a Igreja. Tinha o seu coração na igreja e a Igreja no seu coração. Foi um santo sacerdote. Por isso podemos esperar frutos da sua vida. Neste ano sacerdotal, o seu corpo lançado à terra e o testemunho do que foi e viveu hão-se ser, assim o creio, sementes que desabrocharão em novos frutos de bondade e de vocações sacerdotais.

am a comportar-se da mesma maneira. Satisfazem-se com umas tantas manifestações públicas de fé, em que tomam parte, tentando talvez convencer-se de que estão vivendo segundo a Palavra de Deus, ou queiram convencer outros de que na realidade, Deus habita no mais íntimo do seu ser, somente porque são vistos nessas manifestações, puro engano. Não convencem ninguém porque, não obstante essa sua presença, qualquer um, atento, pode constar que a maledicência, a calúnia, a mentira, não param. Com alguma atenção, constatamos isso mesmo em grupos de homens ou de mulheres, como por exemplo, num dia em que ouvi uma senhora – a quem não chamaria cristã – comentar a ausência de um jovem sacerdote numa reunião dizendo que talvez estivesse com a namorada… assim como

ouvi um jovem comentar, em grupo, a predilecção que determinado bispo tinha pelo “whisky”! Há, infelizmente, quem fale assim, despreocupadamente, sem reflectir por momentos quanto as suas palavras têm de pecado e são destruição para o outro. Quem esteja atento, talvez consiga descobrir alguém que, tendo estado pouco tempo antes numa manifestação religiosa, está a prejudicar um colega ou um concorrente nos negócios que se lhe atravessou no caminho. Situações como estas necessitam da nova evangelização de que tanto se fala. Essa necessidade é cada vez maior. Os leigos têm a tarefa importantíssima de realizar esta evangelização no meio em que estão inseridos. Só eles, devidamente preparados, poderão ser elementos vivos e actuantes na trans-

formação do pensamento e dos actos daqueles que se encontram mesmo ali ao seu lado. Está mais do que provado que o trabalho dos leigos nesta evangelização é imprescindível. A presença de um membro da hierarquia em determinados lugares e circunstâncias, é, muitas vezes, quase impossível. A recristianização exige leigos bem informados, capazes de realizar este enorme trabalho de transformação de mentalidades. É certo que vemos pessoas deslocarem-se a pé, em condições manifestamente más, para viverem intensamente, em lugares santos, a sua fé. A isso, essas caminhadas, chamamos sacrifício oferecido a Deus ou a um santo de particular devoção. O cansaço pela longa caminhada; a falta de conforto; as dores que se lhes

espalha pelo corpo, a tudo isso, chamamos sacrifício. Na verdade é um sacrifício oferecido com um imenso espírito de fé. Tudo estaria bem; tudo seria legítimo, se o amor que anima esse sacrifício fosse não só um amor ao nosso Deus, mas também um amor ao nosso semelhante que por vezes vai na mesma caminhada. Infelizmente não acontece bem assim porque já ouvi a quem tem estado em manifestações de grande religiosidade, comentários desfavoráveis sobre alguém com quem a partilharam ou com quem normalmente convivem. É desta falta de amor genuinamente cristão que Oseias fala. É este tipo de comportamento que ele, em nome de Deus, condena, e é para esta falha na autenticidade de actos, supostamente cristãos, que a Bíblia chama a atenção.

NO CORAÇÃO DA IGREJA

Pe. Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

Um padre bom e bom padre


14 INSTITUCIONAL

O Mensageiro 24.Setembro.2009

CARTÓRIO NOTARIAL DE LEIRIA Da Drª Maria Lucília Ferreira Antunes Martins, sito na Avª. Marquês de Pombal, lote 12 –H, Galerias de S. José. CERTIFICO que por escritura de 22 de Setembro de 2009, iniciada a folhas 26 do livro de notas 160 –A, deste Cartório. Manuel Carvalho Lopes e mulher Gracinda Carvalho Esperança, casados em comunhão geral de bens, naturais da freguesia de Amor, concelho de Leiria, nela residentes na Rua Joaquina Vitória, nº 526, Barreiros, Amor, Leiria, NIF 117 858 846 e 132 699 478. Justificaram a posse do seguinte bem: PRÉDIO RUSTICO sito em Doirada, freguesia de Amor, concelho de Leiria, composto de pousio, com a área de mil quinhentos e sessenta e cinco metros quadrados, a confrontar do norte com José Pereira Crespo, do sul com Rua Joaquina Vitória, do nascente com Carlos Manuel Esperança Lopes e do poente com Armindo Góis Martins, inscrito na matriz sob o artigo 10.369, com o valor patrimonial de IMT de 790 €, não descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Leiria, a que atribuem o valor de oitocentos euros. Que o referido bem veio à sua posse por volta do ano de mil novecentos e setenta por doação verbal de José Lopes e mulher Deolinda Carvalho, residentes que foram em Barreiros, Amor, Leiria, não reduzida a escrito, sendo impossível fazer a escritura por falecimento dos doadores, e desde essa data que o vêm possuindo em nome próprio, sem interrupção ostensivamente e sem oposição de ninguém, na convicção, que sempre tem sido também a das outras pessoas, de serem eles os únicos donos. Que durante este período foram eles e mais ninguém, que desfrutaram o dito bem, pagaram os impostos por ele devidos e têm praticado nele os actos normais de conservação e defesa da propriedade. Que assim e na falta de melhor titulo, adquiriram o aludido bem por usucapião, que aqui invocam por não lhes ser possível provar a sua aquisição pelos meios extrajudiciais normais. Vai conforme o original na parte transcritas não havendo na parte omitida nada que altere, modifique ou restrinja a parte transcrita. Leiria, 22 de Setembro de 2009 A Colaboradora, (Assinatura ilegível)

brevesdesporto Andebol | Nacional da 1.ª Divisão feminino

SIR 1.º Maio estreia-se a vencer A equipa da Sociedade de Instrução e Recreio (SIR) 1.º Maio, de Picassinos, Marinha Grande, foi a única a vencer (23-22), na deslocação ao reduto da Assomada, jogo a contar para a 2.ª jornada do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão (feminino). Colégio João de Barros (CJB) x Gil Eanes (19-24), CS Madeira x Juve Lis (21-29) e Madeira SAD x Juve Lis (32-15 – antecipado da 12.ª jornada), foram os restantes resultados, envolvendo equipas do distrito de Leiria. Classificação: SIR 1.º Maio (4.º lugar), CJB (6.º) e Juve Lis (9.º). Madeira SAD comanda.

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Telefones: BARREIROS (sede): 244 840 677 JUNCAL: 244 470 610 Fernando - 919 890 630

Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244

Futebol | Distinguidos os melhores de 2008/09

Gala(rdoados) da AFL

A Associação de Futebol de Leiria (AFL) voltou a promover a sua gala (2.ª edição), momento que serviu essencialmente para homenagear alguns agentes desportivos. Destaque para “os melhores de 2008/09”: Núcleo de Árbitros do Oeste (arbitragem), Vítor Marques (dirigentes, futebol 11 - Caldas), Saúl (dirigentes, futsal - Arnal), Rui Bandeira (técnicos, futebol 11 - Portomosense), Gabi Fernandes (técnicos, futsal - Nadadouro), Teresa Jordão (técnicos, futsal - Golpilheira), Ricardo Silva (jogadores, futebol 11 Pedroguense), Ricardo Loja (jogadores, futsal - Caldas), Liliana Salema (jogadores, futsal - Golpilheira), União de Leiria (excelência na formação, futebol 11) e Casal Velho (excelência na formação, futsal).

Basquetebol | Batalha acolheu quadrangular

APD-Leiria vence torneio

Realizou-se no passado dia 13 de Setembro a sétima edição do Torneio Quadrangular de Basquetebol em Cadeira de Rodas da Batalha, que voltou a reunir algumas das melhores equipas nacionais desta modalidade. Foram elas a Delegação de Leiria da Associação Portuguesa de Deficientes, o Grupo Desportivo de Deficientes de Alcoitão (Rovteam), a Associação Portuguesa de Deficientes de Paredes e o Centro de Medicina e Reabilitação da Região Centro (Joanita). Os jogos foram disputados no largo da estátua de S. Nuno de Santa Maria, tendo como pano de fundo o belíssimo cenário do Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Como é já hábito, foi possível observar como a força e determinação ajudam a vencer as barreiras físicas, neste caso na prática desportiva adaptada. Apesar do pouco público, os atletas deram o seu melhor para oferecer um bom espectáculo e, acima da competição, demonstrar que o convívio e o desportivismo são os principais ingredientes desta prova. Quanto a prémios, a equipa vencedora foi a APDLeiria, vencendo a Rovteam no jogo da final por 5828, sendo ainda atribuídos o troféu Fairplay à equipa Joanita e o de melhor jogador a Francisco M. (5) da APD-Leiria.

816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Pedro Jerónimo (CP7104), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (TP558). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Matias, Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade Pedro Viva (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição CORAZE - Oliveira de Azeméis - Tel: 256 600 580 / Fax: 256 600 589 - E-mail: grafica@coraze.com Depósito Legal 2906831/09

Tabela de Assinaturas para 2009 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 24.Setembro.2009

Bruno Magalhães / Carlos Magalhães repetem triunfo no Rallye Centro de Portugal 2009. A dupla voltou a vencer a prova, depois de o ter feito em 2008. Já o campeão mundial de produção, Armindo Araújo, com Miguel Ramalho (na foto), ficaram no segundo lugar, seguidos por Fernando Peres / José P. Silva (Foto: João Matias)

Futebol | Assistência acima dos 20 mil espectadores

Recorde em jogos da U. Leiria Nunca antes a equipa leiriense tinha tido tantos espectadores a assistir a um dos seus jogos, em casa. Houve até quem se referisse ao espaço onde decorreu o jogo como um “mini Estádio da Luz.” É certo que a generalidade dos adeptos estava ali para apoiar o clube que vinha de fora, mas ainda assim, fica o impressionante registo de 22.676 espectadores. Quanto ao jogo, o Benfica venceu (2-1) a U. Leiria, que não se deixou intimidar pelo “grande” que tinha pela frente, ou pelo vermelho que coloria as bancas. Esteve, aliás, muito próxima de pontuar. Enchentes e goleada

Campeões da Juventude Vidigalense falham pódio. A equipa de juniores do clube leiriense viajou para Heusden-Zolder (Bélgica) com a intenção de tentar reconquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus, porém, ficou-se pelo 4.º lugar (venceu Parnu SK Altius, da Estónia). Destaques para David Bernardo (1.º lugar nos 110 metros com barreiras), considerado o melhor atleta da competição, Ricardo Fernandes (1.º nos 1.500 metros planos), João Leal (2.º nos 3.000 metros planos), Cristiano Carreira (2.º nos 300 metros planos), João Alexandre (2.º no salto em altura),Tiago Dias (2.º nos 800 metros planos) e Pedro Santos (3.º nos 3.000 metros com obstáculos). (Foto: JV)

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liga sagres

I LIGA 5.ª Jornada (20/09) Sp. Braga x Porto (1-0), Académica x Belenenses (1-1), Sporting x Olhanense (3-2), U. Leiria x Benfica (1-2), Leixões x V. Guimarães (31), Naval x V. Setúbal (0-1), Nacional x Marítimo (2-1), P. Ferreira x Rio Ave (1-1)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Sp. Braga Benfica Porto Sporting Rio Ave U. Leiria Olhanense V. Guimarães Marítimo Leixões Belenenses Nacional P. Ferreira V. Setúbal Académica Naval

J V E D Pts 5 5 0 0 15 5 4 1 0 13 5 3 1 1 10 5 3 1 1 10 5 2 3 0 9 5 1 3 1 6 5 1 3 1 6 5 1 2 2 5 5 1 2 2 5 5 1 2 2 5 5 1 2 2 5 5 1 2 2 5 5 0 4 1 4 5 1 1 3 4 5 0 2 3 2 5 0 1 4 1

6.ª Jornada (26/09) V. Guimarães

x U. Leiria (28/09), V. Setúbal x P. Ferreira, Benfica x Leixões, Olhanense x Sp. Braga (25/09), Porto x Sporting, Belenenses x Nacional, Marítimo x Naval, Rio Ave x Académica

liga vitalis

fed. portuguesa futebol zona centro

II LIGA

II DIVISÃO

D. Aves x Penafiel (3-2), Fátima x Beira-Mar (1-2), Sp. Covilhã x Estoril (3-1), Portimonense x Gil Vicente (0-3), Feirense x Trofense (3-0), Oliveirense x Freamunde (2-1), Varzim x D. Chaves (1-0), Carregado x Santa Clara (1-2)

4.ª Jornada (20/09)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Gil Vicente Feirense Oliveirense Santa Clara Portimonense D. Aves Beira-Mar Sp. Covilhã Freamunde Varzim Fátima Trofense Carregado D. Chaves Penafiel Estoril

Foi a 19 de Novembro de 2003, dia da inauguração do remodelado Estádio Dr. Magalhães Pessoa. O jogo era amigável e o espaço, que meses depois receberia o Euro 2004, contava então com uma bancada adicional com 5.478 lugares. Frentea-frente Portugal e Kuwait (8-0), jogo que mobilizou cerca de 30 mil espectadores – actualmente a capacidade é de 23.888. A caminho do sexto aniversário, o remodelado complexo desportivo leiriense teve nas selecções nacionais da Croácia, França e Suiça, aquando do Euro 2004, as principais mobilizadoras de adeptos para jogos oficiais. Seguiu-se Portugal, com dois, nas campanhas rumo aos campeonatos do Mundo de 2006 e da Europa de 2008 (ver quadro, ao lado).

J V E D Pts 4 3 0 1 9 4 3 0 1 9 4 2 2 0 8 4 2 1 1 7 4 2 1 1 7 4 1 3 0 6 4 2 0 2 6 4 2 0 2 6 4 1 2 1 5 4 1 2 1 5 4 1 1 2 4 4 1 1 2 4 4 1 1 2 4 4 0 2 2 2 4 0 2 2 2 4 0 2 2 2

Marinhense x Ol. Bairro (2-0), Ac. Viseu x Tourizense (2-3), Pampilhosa x U. Serra (11), Monsanto x Esmoriz (1-1), Praiense x Eléctrico (1-0), Arouca x V. Pico (1-0), Operário x Tondela (1-0), Mafra x Sertanense (1-0)

2ª Jornada (20/09)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa U. Serra Marinhense Tourizense Mafra Esmoriz Praiense Eléctrico Arouca Tondela Operário Sertanense V. Pico Pampilhosa Monsanto Ol. Bairro Ac.Viseu

J V E D Pts 2 1 1 0 4 2 1 1 0 4 2 1 1 0 4 2 1 1 0 4 2 1 1 0 4 2 1 1 0 4 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 0 1 1 1 2 0 1 1 1 2 0 1 1 1 2 0 1 1 1 2 0 0 2 0

6.ª Jornada (26/09) Gil Vicente x Fátima, Penafiel x Sp.

3.ª Jornada (26/09) Marinhense x Ac. Viseu, Tourizense

Covilhã, Carregado x D. Aves, D. Chaves x Estoril, Beira-Mar x Oliveirense, Freamunde x Varzim, Trofense x Portimonense, Santa Clara x Feirense

x Pampilhosa, U. Serra x Monsanto, Esmoriz x Praiense, Eléctrico x Arouca, V. Pico x Operário, Tondela x Mafra, Ol. Bairro x Sertanense

fotoreportagememwww.omensageiro.com.pt

João Matias

fotodestaque

Silas (à esquerda) e Aimar (à direita) estiveram nos golos Nas competições internas, e no que à U. Leiria diz respeito, o jogo do dia 20 de Setembro fica marcado pela curiosidade de ter sido também o primeiro em que a assistência ultrapassou a barreira dos 20 mil espectadores. Até então, vigorava o recorde de 17.728 espectadores, precisamente num U. Leiria x Benfica, em 2004. Referir ainda que também o atletismo tem sido uma modalidade mobilizadora de espectadores ao Dr. Magalhães Pessoa, como são exemplo as edições de 2005 e 2008 da Taça da Europa – 1.ª Liga e o Campeonato da Europa de Equipas, já este ano, com mais de 15 mil espectadores cada. As próximas enchentes, previstas, deverão registar-se em 2010, precisamente nos dois últimos jogos que a U. Leiria fará, para a I Liga, na condição de visitada. Primeiro, na recepção ao Sporting, a 25 de Abril (28.ª jornada), e, por fim, ao Porto, a 9 de Maio (30.ª jornada). Pedro Jerónimo

Dr. Magalhães Pessoa

Top assistência 29.160 espectadores Croácia x França (2-2) 17 de Junho de 2004 Euro 2004 27.214 espectadores Portugal x Estónia (4-0) 8 de Setembro de 2004 Apuramento para o Mundial de 2006 24.090 espectadores Suiça x Croácia (0-0) 13 de Junho de 2004 Euro 2004 22.676 espectadores U. Leiria x Benfica (1-2) 20 de Setembro de 2009 I Liga ~22.000 espectadores Portugal x Arménia (1-0) 17 de Novembro de 2007 Apuramento para o Euro 2008

fed. portuguesa futebol

III DIVISÃO série D B.C. Branco x Penamacorense (1-1), Sourense x V. Mocidade (1-0), Sp. Pombal x Tocha (3-2), Gândara x Anadia (2-1), F. Algodres x Mangualde (1-0), Nelas x Alcains (2-2) 2ª Jornada (20/09)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa F. Algodres Gândara Sourense V. Mocidade Anadia Sp. Pombal Nelas Penamacorense Mangualde Alcains Tocha B.C. Branco

J V E D Pts 2 2 0 0 6 2 1 1 0 4 2 1 1 0 4 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 0 2 0 2 2 0 2 0 2 2 0 1 1 1 2 0 1 1 1 2 0 1 1 1 2 0 1 1 1

B.C. Branco x Sourense, V. Mocidade x Sp, Pombal, Tocha x Gândara, Anadia x F. Algodres, Mangualde x Nelas, Penamacorense x Alcains

3.ª Jornada (26/09)

série

E

2ª Jornada (20/09) Portomosense x Peniche (3-4), Sin-

trense x Oeiras (2-4), Alcochetense x Tojal (1-2), Casa Pia x Torreense (2-0), Caldas x 1.º Dezembro (3-3), Ol. Moscavide x Gavionenses (2-2)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa Peniche Casa Pia Caldas Oeiras Sintrense Tojal Alcochetense Gavionenses Ol. Moscavide Portomosense 1.º Dezembro Torreense

J V E D Pts 2 2 0 0 6 2 2 0 0 6 2 1 1 0 4 2 1 1 0 4 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 1 0 1 3 2 0 1 1 1 2 0 1 1 1 2 0 1 1 1 2 0 1 1 1 2 0 0 2 0

3.ª Jornada (26/09) Portomosense x Sintrense, Oeiras

x Alcochetense, Tojal x Casa Pia, Torreense x Caldas, 1.º Dezembro x Ol. Moscavide, Peniche x Gavionenses

Natação | Leiria

BA melhor

A equipa de natação pura do Bairro dos Anjos (BA) foi a melhor do distrito na Taça de Portugal da última época e a 12.ª classificada da geral (47 equipas), segundo a Federação Portuguesa de Natação. Este resultado é uma consequência, sobretudo, dos títulos nacionais conquistados por Sara Cruz (1.º lugar nos 50 e 100 metros mariposa; 2.º lugar nos 200 metros mariposa), César Faria (1.º lugar nos 400 metros livres), Mara Silva (2.º lugar nos 200 metros costas), Andreia Anjos (2.º lugar nos 200 metros costas; 3.º lugar nos 50 metros costas) e pela estafeta 4x200 metros livres (3.º lugar) – Mara Silva, Adriana Lisboa, Mariana Dias e Sara Cruz.

Futebol | Leiria

Taça de Portugal Já são conhecidos os jogos da III eliminatória da Taça de Portugal, que se joga a 18 de Outubro. A U. Leiria faz a sua estreia na prova com uma deslocação a Braga, para defrontar o Merelinense, que actualmente comanda a II Divisão – Zona Norte. Já o Fátima, recebe o Vila Meã (III Divisão – Série B, 2.º lugar), tal como a U. Serra, com o Coimbrões (III Divisão – Série C, 2.º lugar).

ass. futebol de leiria

HONRA

1.ª Jornada (20/09, 17h00) Alq. Serra

x Meirinhas (3-1), Alcobaça x Bombarralense (0-2), Pataiense x Outeirense (0-3), Nazarenos x Guiense (0-3), Ansião x Pedroguense (0-3), Valcovense x Pilado (1-0), Beneditense x Gaeirense (0-3), Fig. Vinhos x Marrazes (1-1) Equipa J V E D Pts 1.º Guiense 1 1 0 0 3 2.º Gaeirense 1 1 0 0 3 3.º Pedroguense 1 1 0 0 3 4.º Outeirense 1 1 0 0 3 5.º Alq. Serra 1 1 0 0 3 6.º Bombarralense 1 1 0 0 3 7.º Valcovense 1 1 0 0 3 8.º Marrazes 1 0 1 0 1 9.º Fig.Vinhos 1 0 1 0 1 10.º Pilado 1 0 0 1 0 11.º Alcobaça 1 0 0 1 0 12.º Meirinhas 1 0 0 1 0 13.º Nazarenos 1 0 0 1 0 14.º Beneditense 1 0 0 1 0 15.º Pataiense 1 0 0 1 0 16.º Ansião 1 0 0 1 0

2ª Jornada (26/09) Meirinhas x Fig. Vinhos, Bombarralense x Alq. Serra, Outeirense x Alcobaça, Guiense x Pataiense, Pedroguense x Nazarenos, Pilado x Ansião, Gaeirense x Valcovense, Marrazes x Beneditense


ÚLTIMA 24SETEMBRO2009

A morte é mais universal do que a vida; todos morremos, mas nem todos vivemos. A. Sachs, actor inglês (1930-…)

Valorização das Estâncias Termais da Região Centro

A Associação das Termas de Portugal (ATP) está a encabeçar uma candidatura ao Provere para valorização das estâncias termais da região, onde as futuras termas da Batalha estão já incluídas, com a “construção do corpo central da estância termal das Salgadas”. Segundo António Lucas, presidente da autarquia, “esta foi uma importante conquista nossa, ao garantirmos financiamento para o projecto das futuras Termas da Batalha, que na verdade apenas agora está a avançar, após a recente assinatura do contrato de concessão da termas ao Município”. A candidatura enquadra-se no âmbito da área temática “Recursos naturais para aplicações não convencionais de alto valor”, abrangendo um conjunto de “projectos focalizados nas águas minerais como elemento central para a combinação de actividades de turismo, com actividades nos domínios da saúde e da cosmética, proporcionando assim o surgimento de bens

e serviços mercantis com uma forte ligação territorial, e aceitação nos mercados, em expansão, a nível de estratos populacionais diversificados”. Nessa linha, os investimentos assumem diversos objectivos estratégicos, tais como “reforço da competitividade, através da requalificação e sofisticação da oferta; estruturação de produtos turísticos compósitos, através da integração dos elementos de atractividade que o constituem (balneários termais, alojamento, gastronomia, actividades de animação, património, cultura, natureza, etc.); dinamização sócio-económica do território-alvo, como factor de atracção da procura nacional e internacional; implementação de um plano de marketing estratégico para melhorar a eficácia e rendibilidade; requalificação da envolvente natural e edificada das estâncias termais que valorizem turisticamente o destino; aposta na certificação da qualidade e na investigação aplicada e formação

especializada como factor de competitividade para a diferenciação, valorização e qualificação da oferta”. Nesta candidatura conjunta estão envolvidos 15 municípios, mais de duas dezenas de empresas e algumas outras instituições, numa lógica de rede que pretende a valorização económica de um recurso endógeno inimitável e emblemático – estâncias termais –, maioritariamente localizado em territórios de baixa densidade. Abrange 16 das 20 estâncias termais da Região Centro, nomeadamente: Cúria, Vale de Mó, Luso, Monfortinho, Sangemil, Alcafache, Fonte Santa, Caldas da Rainha, Cró, São Pedro do Sul (na foto), Carvalhal, Salgadas, Manteigas, Felgueira, Longroiva e Vimeiro, distribuídas pelos conselhos de Anadia, Mealhada, Idanhaa-Nova, Tondela, Viseu, Almeida, Caldas da Rainha, Sabugal, São Pedro do Sul, Castro Daire, Batalha, Manteigas, Nelas, Meda e Torres Vedras.

Paulo Novais/Lusa

Termas da Batalha e Caldas da Rainha recebem financiamento

Oito programas de acção aprovados

Investimentos de 1,2 mil milhões de euros Esta é apenas uma das oito linhas de acção aprovadas no Provere para a região centro, com 197 projectos-âncora e 690 projectos complementares, correspondentes a um investimento público e privado superior a 1,2 mil milhões de euros. Destinado a “programas de acção colectiva para a competitividade dos territórios de baixa densidade”, este fundo do QREN disponibilizará 5,6 mil milhões de euros para 25 projectos em todo o País. Deste investimento, mais de 80% é realizado por empresas, tendo o investimento público uma função de “alavancagem do empreendedorismo privado”. No Provere cruzam-se iniciativas de coesão nacional, com a dinamização de projectos de investimento promovidos por micro, pequenas, médias e grandes empresas, associações e agências de desenvolvimento local e regional, centros de investigação, câmaras municipais e organismos da administração pública central. Info: www.qren.pt.

Organização da ACILIS

Moda Leiria junta 5000 pessoas Cerca de 5000 pessoas juntaram-se no sábado dia 19 de Setembro, na Praça Goa Damão e Diu, junto à Fonte Luminosa, para assistir ao Moda Leiria 2009, apresentado por Diana Chaves. A iniciativa, promovida pela ACILIS – Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mós, contou com a participação de 14 lojas de Leiria, que apresentaram as suas tendências da moda Outono/Inverno. Foram muitas as caras conhecidas do público que desfilaram na “passerelle” de Leiria: Orsi Fehér, Telma Santos, Flor, Carla Matadinho, Cláudia Borges, Mariza Perez, Érica Aguilar, Adiza, Vikky, Afonso Vilela, Pedro Guedes, Valter, David Carreira e Nuno Romano.

Donativos e informações Seminário Diocesano • 2414-011 Leiria

Tel. 244832760 • Fax 244821102 • email: sdl.reitoria@mail.telepac.pt NIB: 0018 0000 03669452001 72 (Se pretender recibo para IRS, envie email com nome, morada e NIF)


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