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4774#OMENSAGEIRO#10SET

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CAMPANHA

10 SETEMBRO 2009 ANO 95 - N.º 4774 FUNDADOR José Ferreira Lacerda DIRECTOR Rui Ribeiro

PREÇO: 0,80 euros (IVA incluído) SEMINÁRIO DIOCESANO – 2414-011 LEIRIA TEL. 244 821 100/1 • FAX 244 821 102 E-MAIL: jornal@omensageiro.com.pt WEB: www.omensageiro.com.pt

|Última

PRIORITY

Nº DE2703206MPC

DESTAQUE

UNIÕES, HOMOSSEXUALIDADE E... CASAMENTO

UMA QUESTÃO DE LIBERDADE Os programas eleitorais falam da união de facto e do casamento homossexual como bandeiras políticas para a conquista de votos. Entre os que são a favor e os que são contra, parece ter-se gerado uma confusão sobre o tema, levando uns e outros a procurar “caçar” o voto dos mais incautos. Neste sentido, O Mensageiro quis abordar o assunto, dando algumas perspectivas sobre o que efectivamente está em discussão. Páginas 2 e 3

CULTURA

SOCIEDADE

a9)))) acolhe

Fanzines de Tiago Batista e “Museu Mais Pequeno do Mundo”|P.4 No Mosteiro da Batalha

“Jornadas Europeias do Património” | P. 5

Candidaturas até 15 de Outubro

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ADAE gere 150 milhões para a região | P. 6 Cidade foi “pomar”

Produtores de Alcobaça “rechearam” Leiria de maçãs | Última

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ECLESIAL

Conclusões apresentadas

VI Simpósio do Clero de Portugal | P. 8 Janela sobre a Missão

Reitor do Santuário de Fátima visita Missão do Gungo | P. 10 PUB


2 DESTAQUE

O Mensageiro 10.Setembro.2009

editorial

Uniões, homossexualidade e... casamento

Uma questão de liberdade

Em nome da liberdade Rui Ribeiro Muito se tem falado ultimamente das uniões de facto e uniões homossexuais. O problema não está em legitimar ou não o casamento homossexual, como se tem dito. O estatuto das uniões de facto já permite este “casamento homossexual”. O problema é antes saber se o casamento deve ter a mesma moldura jurídica para um caso e para o outro. Ou seja, deve ou não o casamento heterossexual ser equiparado ao casamento homossexual? Homem e mulher que decidem iniciar um projecto a dois, constituindo família e traçando objectivos comuns, deve ao não ser equiparado ao projecto delineado por dois indivíduos do mesmo sexo? À primeira vista, numa sociedade igualitária, a resposta parece ser sim, sem mais nem menos. Em nome da igualdade, somos levados a pensar que a justiça está no tratamento igual para todos. Mas a justiça será isso? Ser justo será tratar tudo e todos em igualdade? Ser justo não será exactamente o contrário: dar tratamento diferente a situações diferentes? Ser justo não será atender às diferenças e especificidades das pessoas e das situações e tratá-las de acordo com essas diferenças e especificidades? Porque razão os homossexuais querem ser tratados como se na verdade fossem heterossexuais? No meio de todas estas andanças e agitações a Igreja tem mantido uma postura prudente, serena e tranquila, talvez demasiado silenciosa. Há quem julgue mesmo que o que está em causa é um ataque aberto à Igreja. Como se o casamento fosse sua propriedade e agora se quisesse atacar o dono. Trata-se obviamente de um engodo, em que só cai quem não reflecte sobre o assunto. A Igreja não é dona do casamento, apenas propõe aos fiéis uma forma de celebrar a sua união, Ser justo será fazendo de um facto natural, tratar tudo e todos como é o casamento, um sacraem igualdade? mento, ou seja, um sinal. Voltando à questão dos caSer justo não samentos homossexuais e das será exactamente uniões de facto, é importante o contrário: saber-se que a questão está no dar tratamento enquadramento legal das sidiferente a tuações. A confusão gera-se a situações partir do momento em que rediferentes? alidades diferentes se querem tratar como iguais, usando até o mesmo nome para as designar. Quem vive em união de facto ou quem quer viver uma relação homossexual, pode fazê-lo, é livre de o fazer e tem até esse direito. Já não parece muito legítimo que queira e exija para a sua situação um tratamento igual àquele que é estabelecido para situações diferentes. Seria como se um trabalhador precário ou temporário fosse tratado como um trabalhador efectivo. Nem um é mais que outro, nem é menos que outro. Cada um é como é, e deve ter um estatuto apropriado ao seu estado. Pretensões de modernidade ou de igualdade, em nome da justiça e da verdade, são desde logo injustas nestas propostas que são por si mesmas desiguais. Gostaria de viver num país que soubesse atender às diferenças e se notabilizasse pela capacidade de respeitar a diferença. Não gostaria de viver num país que em nome da igualdade se tapa os olhos à originalidade e à legitimidade da diferença. Afinal de contas, o que está em questão é a minha liberdade. Querem impedir-me de ser livre e fazer as escolhas que quero fazer de acordo com a minha consciência e os meus critérios de vida. Querem fazer de mim um como os outros… mas eu lutarei até ao fim por ser diferente e por ser respeitado nessa diferença. Não sejamos incautos e, antes de decidir em quem eleger, reflictamos no que queremos para nós e para o nosso país.

DR

prui@iol.pt

Os programas eleitorais falam da união de facto e do casamento homossexual como bandeiras políticas para a conquista de votos. Entre os que são a favor e os que são contra, parece ter-se gerado uma confusão sobre o tema, levando uns e outros a procurar “caçar” o voto dos mais incautos. Neste sentido O Mensageiro quis abordar o assunto, dando algumas perspectivas sobre o que efectivamente está em discussão. Um caso, uma vida O Pedro e a Ana Maria conhecem-se há muitos anos. A amizade que inicialmente os uniu foi-se transformando lentamente em amor ardente, até ao dia em que, já maiores de idade, decidiram “ir viver juntos”, como eles diziam. Esta decisão passava ao lado da ideia de casarem e surgiu por duas razões particulares: “antes de casar a sério queremos fazer uma experiencia de vida em comum, conhecemo-nos há tanto tempo que a nossa relação possa ser apenas amizade e não implique uma vida a dois. Por isso, porque não temos a certeza do que sentimos, queremos primeiro experimentar. A outra razão é económica e social. Viver juntos dá-nos um estatuto que nos permite alguma independência económica e social. Os nossos pais passam a olhar-nos de forma diferente, assim como os amigos e as pessoas em geral, e ao mesmo tempo

pudemos ir pensando em projectos comuns”. Falam de forma feliz e satisfatória destes 7 anos que levam já de vida a dois. Nasceram entretanto 2 filhos e a situação que inicialmente era provisória foi-se tornando cada vez mais definitiva. Actualmente vivem num apartamento, já o terceiro desde que começaram esta aventura, estão ambos empregados e os filhos frequentam a creche. Economicamente dizem que têm uma única carteira, dividindo de forma natural as despesas e as receitas. Quando lhes falamos de casamento, como forma de oficializar a situação, eles sorriem e dizem simplesmente “já pensamos nisso várias vezes, mas falta-nos o tempo e ao mesmo tempo parecenos que não vai acrescentar nada à nossa relação. Estamos bem assim. No entanto – adianta a Ana Maria – eu gostaria de casar, ainda que fosse apenas pelo civil, porque parece-me que isso iria trazer maior segurança à nossa relação”. Conta-nos que o futuro dos filhos é muito incerto na actual circunstância, não tanto pela questão dos bens e heranças mas até pelo mais importante que há no mundo, o amor: “às vezes pergunto-me como seria a vida dos meus filhos se de repente nós lhes faltássemos, por alguma razão. E fico a pensar que o seu estatuto seria muito complicado. Só o amor dos nossos familiares poderia

fazer alguma coisa por eles, porque quanto ao resto eles seriam uma espécie de propriedade de ninguém”. A questão do amor, evocada para falar nos filhos, não aparece quando se fala da relação deles os dois, hoje vivem juntos ainda com o mesmo sentimento de há sete anos “para ver se dá”. É certo que só o amor pode ter ajudado a ultrapassar e vencer as crises que foram surgindo, mas eles não têm consciência disso, e vão vivendo como se apenas esperando pelo dia de amanhã. No fundo, adianta o Pedro “ vivemos a nossa relação na mesma perspectiva com que vivemos a relação com os colegas de trabalho. Existe sempre o medo e a incerteza de chegar ao local de trabalho e voltar para trás porque nesse dia o patrão decidiu que éramos inúteis para alcançar os objectivos da empresa. É a incerteza de um trabalho não efectivo. E às vezes passa-nos isto pela cabeça em relação à nossa relação. Até que ponto podemos estar seguros ou não do que nos une. Será que um dia acordamos com a sensação de que a nossa relação simplesmente não dá? E se isso acontecer como vai ser? Nada nos prende, nada nos une, bastará fazer as malas e dizer até um dia destes? É um receio que de vez em quando nos assalta. Mas não perdemos muito tempo a pensar nisso. Vamos em frente”. Ambos concordam que um casamento traria uma segurança maior e

uma tranquilidade emocional e psíquica maior. Mas sempre vão adiantando que as facilidades que a lei do divórcio introduziu no sistema jurídico tendem a fazer com que os sentimentos e incertezas do casamento sejam muito próximas das da união de facto. No fim de contas o Pedro e a Ana Maria, vivem com o receio de a qualquer momento descobrirem que não sabem viver juntos e, da mesma forma como no Natal de 2002 foram viver juntos, também num qualquer outro Natal decidam deixar de viver juntos. Sabem que os problemas começarão então, por causa dos filhos e dos bens que entretanto adquiriram, mas preferem não pensar nisso por agora. A questão é então saber se simplesmente seria de entender esta união de facto como um casamento e serem-lhe aplicadas as leis e regras deste, mesmo sabendo que a união de facto é possível entre pessoas do mesmo sexo; ou se, por outro lado, seria preferível dotar esta situação de uma sistema jurídico próprio, com leis e normas, que salvaguardassem as situações de ruptura e ao mesmo tempo tivesse em conta a sua especificidade, o que implicaria ter em conta a possibilidade de a união de facto ser vivida entre duas pessoas do mesmo sexo.


DESTAQUE 3

O Mensageiro 10.Setembro.2009

Diversidade legislativa

Características da união de facto

pessoas do mesmo sexo. Desde 1999 que existia uma lei de União de Facto apenas aplicável a pessoas de sexo oposto que foi ajustada nesta revisão. Direitos e deveres São estas as situações regulamentadas nas uniões de facto: - Protecção da casa de morada de família - em caso de morte do proprietário ou arrendatário da casa, o companheiro/a tem preferência na compra ou continuação do arrendamento durante cinco anos; Benefeciar do regime jurídico de férias, faltas, licenças e preferência na colocação dos funcionários da Administração Pública equiparado ao dos cônjuges; Aplicação do regime do imposto de rendimento das pessoas singulares nas mesmas condições dos sujeitos casados; Protecção na eventualidade de morte do beneficiário, pela aplicação do regime geral da

segurança social e da Lei; Prestação por morte resultante de acidente de trabalho ou doença profissional; Pensão de preço de sangue e por serviços excepcionais prestados ao país; Imposto de Rendimento de pessoas Singulares; A partir de 2006 os funcionários do estado passam a poder inscrever de forma equivalente a cônjugue a pessoa com quem vivem em união de facto há mais de dois anos; a partir de 15 de Dezembro de 2006 passa a ser possível requerer a nacionalidade por um estrangeiro que viva em união de facto há mais de três anos com um cidadão português. Além destes direitos, há muitas outras situações na legislação nacional em que as uniões de facto são reconhecidas, ou foram reconhecidas no passado. O direito à adopção é consignado “às pessoas de sexo diferente que vivam em UF”. De resto a lei é aplicável

Casamento civil vs. união de facto Muitos dos direitos concedidos pelo casamento civil não são aplicáveis às uniões de facto: o direito de herdar o património comum, o direito de visita a hospitais e prisões. Ao contrário do casamento que tem efeitos imediatos, a união de facto só é aplicável após dois anos de vida em comum. Notese que a união de facto, ao contrário do casamento, não tem de ser reconhecida oficialmente pelas duas pessoas para ter efeitos legais: as protecções na lei são aplicáveis por defeito a qualquer união a partir do momento que se cumpram dois anos de vida comum. O regime fiscal de entrega conjunta de IRS é opcional para as pessoas em união de facto (podem, à sua escolha, entregar uma declaração conjunta ou duas separadas). As pessoas casadas (que não estejam “separadas de facto”) são obrigadas a entregar uma declaração conjunta. A união de facto não tem obrigações automáticas do casamento civil como a obrigação de apoio, responsabilidade pelas dívidas contraídas, obrigação de fidelidade, etc. Alguns destes direitos em particular já foram parcialmente obtidos caso a caso recorrendo aos tribunais. A Lei da Economia Comum não tem subjacente a existência de uma relação afectiva; diz respeito a pessoas que vivam em comunhão de mesa e habitação, podendo ser aplicada a mais de duas pessoas independentemente do seu género. Os direitos previstos não incluem pensões de qualquer tipo, tudo o resto é semelhante aos direitos base da Lei de União de Facto com adaptações para as situações com mais de duas pessoas. Direitos previstos em outros textos legais (como Código Penal) que referem a União de Facto não se aplicam à Economia Comum.

DR

quer a casais constituídos por duas pessoas do mesmo sexo, quer por duas pessoas de sexo oposto.

DR

União de facto, em Portugal, é uma forma jurídica que regulamenta a convivência entre duas pessoas sem que a mesma seja oficializada de alguma forma (como, por exemplo, através do casamento civil). A Lei n.º 135/99, de 28 de Agosto veio dar protecção legal a pessoas de sexo oposto que vivam em comunhão de habitação, mesa e leito há mais de dois anos mas que não tenham um vínculo de Casamento. Mesmo antes desta lei, já existiam situações em que era reconhecida a situação de união de facto embora sem essa identificação formal como era o caso, por exemplo, da transmissão dos contratos de arrendamento, a presunção de paternidade e regime de férias. Algumas destas protecções estavam garantidas por diversas leis datando desde 1976. No dia 15 de Março de 2001 a Assembleia da República Portuguesa votou um novo texto que estendia a protecção a casais do mesmo sexo (excepto adopção) além de enumerar as situações em que a união de facto era dissolvida e fazer outros pequenos ajustes no texto legal. Esta Lei foi aprovada com os votos favoráveis do PCP, PEV, BE e PS (à excepção dos 3 deputados independentes humanistas-cristãos) e ainda com 4 votos favoráveis do PSD (grupo de deputados da JSD). A lei de protecção nas uniões de facto foi publicada no Diário da República, I Série-A, n.º 109, de 11 de Maio, como Lei n.º 7/2001. A lei aprovada regula a situação jurídica de duas pessoas, independentemente do sexo, que vivam em união de facto há mais de dois anos (este prazo não é contabilizado a partir da saída da lei mas sim a partir do início da UF).São exceptuados os casos nas seguintes situações: ter menos de 16 anos, demência, estar casado/a, serem parentes próximos, ter sido condenado/a por homicídio doloso. Com esta edição da lei foi legalmente reconhecido e legitimado pelo Estado Português o carácter familiar das relações entre

Veto de Cavaco Silva

Reflectir antes de decidir O Presidente da República, Cavaco Silva, vetou a legislação aprovada na Assembleia da República (AR) relativa a um novo regime jurídico para as uniões de facto. A lei foi aprovada com votos do Partido Socialista (PS), Partido Comunista (PCP) e Bloco de Esquerda (BE). Cavaco quer que a matéria seja mais debatida e que o sistema não fique equiparado ao do casamento. Não contestando «a eventual necessidade de se proceder a um aperfeiçoamento do regime jurídico das uniões de facto», o PR decidiu vetar o projecto de lei alegando que transforma «a união de facto num paracasamento, num proto-casamento ou num casamento de segunda ordem». E considerou inoportuno «proceder a uma alteração de fundo deste alcance no actual momento de final da legislatura», sem que tenha sido levado a cabo «um debate aprofundado» sobre uma matéria que é «naturalmente geradora de controvérsia». O Presidente diz que «a definição global do regime jurídico das uniões de facto impõe, por parte do legislador, uma opção entre dois modelos claramente diferenciados: um, assenta numa tendencial aproximação do regime das uniões de facto ao regime jurídico do casamento; outro, distingue de forma nítida, seja quanto aos pressupostos, seja quanto ao respectivo conteúdo, o regime do casamento do regime da união de facto, configurando a união de facto como uma opção de liberdade a que correspondem efeitos jurídicos menos densos e mais flexíveis». Alegando que o legislador optou por uma fórmula jurídica que aproxima as uniões de facto dos casamentos, o que «pode redundar na compressão de um espaço de liberdade de escolha», Cavaco entende que existe o risco de «uma tendencial equiparação entre duas realidades distintas – e que os cidadãos pretendem que assim o sejam – se converter, no fim de contas, na criação de dois tipos de casamento». Cavaco deixa ainda outras questões que, em sua opinião, justificam um debate profundo: «Deve o regime jurídico das uniões de facto evoluir no sentido da equiparação ao do casamento? Ou, ao invés, deve subsistir um regime de união de facto, razoável e claramente distinto do regime do casamento, menos denso e mais flexível, que os indivíduos possam livremente escolher? Se o legislador optar por um modelo de equiparação, não se deveria conceder aos cidadãos a possibilidade de, no mínimo, continuarem a viver fora desse enquadramento, agora mais rígido? Será possível conceber um modelo que assegure, de forma equilibrada, uma protecção jurídica mais consistente aos que decidam viver em união de facto mas sem que daí resulte uma indesejada equiparação ao regime do casamento?».


4 CULTURA

O Mensageiro 10.Setembro.2009

a9)))) acolhe “Museu Mais Pequeno do Mundo” Teatro José Lúcio da Silva (Leiria) • INIMIGOS PÚBLICOS | drama | de Michael Mann | c/ Johnny Depp, Christian Bale, Billy Crudup | 11 a 16 de Setembro, 21h30; dias 12 e 13, 15h30 Teatro Miguel Franco (Leiria) • A JOVEM VITÓRIA | drama | de Jean-Marc Vallée | c/ Emily Blunt, Paul Bettany, Miranda Richardson, Rupert Friend | 10 de Setembro, 21h30 • O GANG DO PI | animação | de Howard E. Baker, John Fox | 16 de Setembro, 10h00; dia 17, 15h30 Cine-Teatro de Monte Real • UP - ALTAMENTE | animação | de Pete Docter, Bob Peterson | 11 a 13 de Setembro, 21h30 Auditório Municipal da Batalha • HANNAH MONTANA: O FILME | comédia | de Peter Chelsom | c/ Miley Cyrus, Billy Ray Cyrus, Emily Osment | 11 a 14 de Setembro, 21h30 Cine-Teatro Municipal de Ourém • DOOMSDAY - JUÍZO FINAL | acção | de Neil Marshall | c/ Rhona Mitra, Malcolm McDowell, Bob Hoskins | 11 e 12 de Setembro, 21h30 Cine-Teatro de Alcobaça • A IDADE DO GELO 3: DESPERTAR DOS DINOSSAUROS | animação | de Carlos Saldanha | 13 e 14 de Setembro, 21h30; dia 13, 11h00 e 17h00

EXPOSIÇÕES Teatro José Lúcio da Silva - Leiria •”Os chapéus dos meus heróis” (~5/11, 17h30~24h00) Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieiria - Leiria •”Reflexos” - pintura de Ricardina Silva (12/09~26/09) Biblioteca José Saramago - IPL Leiria •”Olha por mim” - pintura de Tânia Bailão Lopes (17/09~2/10) M|i|mo - Museu da Imagem em Movimento (Mercado de Sant’Ana) •”O Fascínio do Olhar” (permanente) Centro de Interpretação Ambiental - Leiria •”Moinhos de Maré do Ocidente Europeu” (~14/09) Ludoteca Afonso Lopes Vieira - Leiria • “Férias Alta.mente” (~27/09) Casa Museu João Soares - Cortes •”10 anos” e “Vida no campo” (permanente) Casa-Museu Afonso Lopes Vieira - Marinha Grande • Colecção Carlos Vieira (permanente) • Fotobiografia de Afonso Lopes Vieira (permanente) Museu do Vidro - Marinha Grande •”Contempotâneios - Vidro Artístico Contem. Port.-2009” (~25/10) Galeria Mouzinho de Albuquerque - Batalha • “Ordens Honorificas de Portugal” - mostra de peças (~13/09) Posto Turismo - Monte Real • Pintura de Maria Manuela dos Prazeres (~15/09) Museu Municipal de Ourém •“Pelo dia fora”: objectos relacionados aos trbalhos da terra (~31/03) Torre de Menagem - Castelo de Pombal •“Elementos Arquitectónicos: Memórias de uma Época” (permanente) Casa da Cultura - Santiago de Litém •“À descoberta da Alice” - Dinossáurio dos Andrés (permanente) Casa dos Cubos - Tomar •«Surrealismo, PORQUÊ?...» (~13/09) Galeria dos Paços do Concelho - Tomar •Pintura da autoria de Manuel Casimiro (~30/09) Centro Histórico de Alcobaça •”Rabiscos” - mostra de arte esperimental (18/09 ~20/09) Edifício do Ascensor - Alcobaça • Pintura de Isabel Barra (~20/09) Armazém das Artes - Alcobaça •”Pintura com afecto” - 95 artistas (~27/09) • “Desenhos de Júlio Resende” - “O Lugar do Desenho” (~27/09) •”Memórias” - escutora Ana Fernandes (~27/09) •”Colecções” (~27/09) Casal Pinheiro - Alcobaça • Festival de Folclore (12 e 13/09) • Passeio Cicloturismo (15/09, 9h00) Casal Pinheiro - Alcobaça • Festival Folclore (12 e 13/09) Casa dos Cubos - Tomar •”Surrealismo Porquê?” - ciclo conferências (5ªs feiras, 18h~24/09) PUB

Fanzines de Tiago Batista No próximo dia 12 de Setembro, pelas 18 horas, a sede do a9)))) – na rua Comandante João Belo, em Leiria – vai acolher o submundo das fanzines, com a inauguração de uma exposição retrospectiva dos inúmeros lançamentos de Tiago Baptista neste formato. Paralelamente, será também lançado o seu novo fanzine “Besta Quadrada”, assinado a meias com André Catarino. Contando já com cerca de uma centena de lançamentos neste formato, precocemente considerado moribundo por olhares mais desatentos, Tiago Baptista tem vindo a pavimentar um percurso rico em pérolas de baixo custo, mas cujo valor anímico

está ainda por cartografar devidamente. Da consciência social intrínseca aos primórdios do Fanzine, que tanto se reporta ao primi-

tivismo dada como à militância punk, Tiago Baptista tem construído uma obra alicerçada no desconforto quotidiano, questionando

constantemente o papel do indivíduo perante uma sociedade nem sempre compreensível e/ou compreensiva. Aproveitando esta oportunidade para deitar um olhar sobre uma das várias facetas de Tiago Baptista, o a9)))) vai também receber pela primeira vez em Leiria o “Museu Mais Pequeno do Mundo”. Obra singular e itinerante, este pequeno espaço marca um regresso a uma certa individualização do acto de ver, sentir, compreender a arte, fora dos ambientes assépticos das galerias. O regresso ao acto criativo na sua forma mais primordial e vital.

Exposição temporária

“África Cristã – a Arte em Ébano”

DR

CINEMAS

A exposição temporária “África Cristã – a Arte em Ébano” irá permanecer patente ao público até ao próximo dia 1 de Novembro. As peças expostas,

pertencentes ao acervo deste museu dos Missionários da Consolata, estão carregadas de mensagem, expressivas no acolhimento que manifesta da Boa-Nova. Cristo está cada vez mais no meio da família africana. Ao longo dos tempos, os artistas africanos souberam traduzir em expressões próprias as maravilhas da história salvífica, num movimento que continua hoje a fazer-se. O ébano ou mpingo é uma pequena

árvore, alcançando de 4 a 15 metros de altura, de casca cinzenta e espinhosa. As folhas são caducifólias, com 6 a 22 centímetros de comprimento. A dureza, a durabilidade e a cor negra fazem esta madeira perfeita para esculpir. Vários povos são conhecidos em todo o mundo pelas suas esculturas em pau-preto, como por exemplo os Maconde. Estas invadiram estabelecimentos de comerciantes

de arte e Museus com o aparecimento da Arte Maconde Moderna. Mas a arte Maconde não se resume ao cariz moderno. Antes mesmo da época colonial, este grupo esculpia objectos em madeira. A mostra poderá ser visitada das 10h00 às 19h00 em Setembro e Outubro e em Novembro das 10h00 às 17h00. Encerra às segundas-feiras.

Exposição em Leiria

“Reflexos” na Biblioteca Municipal Estará patente uma exposição de pintura na Galeria da Biblioteca Municipal de Leiria, Biblioteca Afonso Lopes Vieira, situada no largo Cândido dos Reis (Terreiro). A mostra decorrerá entre os dias

12 e 26 de Setembro e estará disponível para visitas de segunda das 13h00 às 18h00, terça a sexta, das 10h00 às 18h00 e Sábados das 15h00 às 18h30. Esta exposição de pintura denomina-se

“Reflexos”. As suas temáticas são diversas: monumentos, paisagens, figura humana, profissões antigas, entre outras. Os monumentos e as paisagens são de alguns pontos da região, do distrito e do país, nome-

adamente, Leiria, Batalha, Caldas da Rainha, Ourém, Nazaré, Óbidos, Peniche, Torres Novas, Caminha (Minho), entre outras localidades.

Livro sobre presos políticos de Castanheira de Pera

“Não Apaguem a Memória” O Município de Castanheira de Pera e a Folheto Edições vão apresentar o livro “Os Presos Políticos de Castanheira de Pera 1949 – Não Apaguem a Memória”, do autor Kalidás Barreto. O

lançamento terá lugar no salão nobre dos Paços do Concelho de Castanheira de Pera, no próximo sábado, dia 12 de Setembro, pelas 16h00. A apresentação estará a cargo de António

Arnauth e moderação será da responsabilidade de Adélio Amaro.


CULTURA 5

O Mensageiro 3.Setembro.2009

Alocução no dia 14 de Agosto de 2009, no Mosteiro da Batalha (2.ª parte)

Portugal, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória e o 624.º aniversário da Batalha Real de Aljubarrota

Academia das Ciências, em 1822, na qual sublinha o carácter português do monumento, como excepção é, neste panorama, Alexandre Herculano que evoca o Real Mosteiro, no seu popular conto “A Abóbada”. Almeida Garrett, por seu turno, no seu poema Camões, renova o elogio da terrível Aljubarrota, mas silencia o seu monumento matricial. A Geração de 70 passou-o em silêncio, mesmo, e sobremodo, o seu historiador mais fecundo e brilhante, Oliveira Martins, a quem devemos as biografias de D. Nuno Álvares Pereira ou dos Filhos de D. João I, por cujas páginas, na sua primeira e melhor edição, o Mosteiro é apenas um filactério gótico sugestivo em desenho de ilustração de página de mudança entre capítulos. Esse “País de suicidas”, como lhe chamou Miguel de Unamuno, inspirandose em Manuel de Laranjeira, viveu pouco, creio, a memória patrimonial portuguesa. Refizeram os Jerónimos, descobriram, em boa medida graças a escritores e diletantes estrangeiros, o manuelino português, restauraram, como lhes foi possível, este monumento. Mas então, como hoje, este lugar maior da identidade nacional ficou esquecido. Eça de Queiroz, que viveu em Leiria, não o achou digno de qualquer nota significativa para além de uma fugaz carta postal daqui endereçada a um amigo. Elogiou-o, mas não sem lhe apontar um excesso sombrio sobre a arte da renascença em Portugal e de criticar asperamente as “restaurações” que sofria, Ramalho Ortigão (O Culto

da Arte em Portugal, 1896), encontrando o monumento melhores páginas de valorização em Vilhena Barbosa (1886). Poucos mais nele atentaram e, entre os que o fizeram, sobressaem nomes estrangeiros (Beckford, Lichnowsky, Raczinsky, Haupt, Dieulafoy, Baedeker). É preciso esperar por Afonso Lopes Vieira (Onde a terra se acaba e o Mar começa, 1940; Nova demanda do Graal, 1942), e ainda assim num país que o marginalizou e que enjeitou o melhor do integralismo lusitano, para que a poesia pátria se inspire neste templo da memória. Nem os neo-realistas, nem os existencialistas encontraram, neste mausoléu pátrio, inspiração digna de realce. Foi preciso aguardar por Miguel Torga (A Criação do Mundo, IV, 1939; Portugal, 1950) para o vermos entrar na grande literatura que em português se tece entre cujas laudas se impõem as que lhe dedica José Saramago (Viagem a Portugal, 1995). E, contudo, foi neste Mosteiro que despertou a vocação de historiador de um Jaime Cortesão (Portugal: a Terra e o Homem), como foi na sua Sala do Capítulo, sob o olhar do esguio arquitecto que sonhou tão ousada abóbada, que, em 1922, o Presidente da República António José de Almeida confiou a este templo a guarda das ossadas dos Soldados que na Europa e em África combateram por uma Europa livre. Neste Mosteiro e no chão estremenho em que fundou os seus alicerces sólidos onde Torga descobriu, espantado, páginas

maiores de uma História de Portugal que se guarda como coisa secreta dos portugueses. Formulamos votos, e este é o monumento mais apropriado para propor um voto, de que o Real Mosteiro de Santa Maria da Vitória, no conteúdo simbólico que preserva, barca e arca da memória pátria, vença as muralhas de silêncio e de omissão a que tanto o têm sujeitado, num Portugal distraído dos seus princípios, aborrecido senão envergonhado, ao nível das suas elites bem-pensantes, quiçá, do seu passado em que se rasgaram novos mundos e se pagou o elevado preço dessa ousadia; num País em que o sentido da comemoração histórica, ensopada entre festivais de comes e bebes, apouca a dignidade do acto evocado e dispensa quase sempre o saber do historiador. Não assim, Senhoras e Senhores, neste 14 de Agosto de 2009, neste altar cívico em que Portugal se consagra e os portugueses encontram, neste dia de hoje que é o presente do futuro, a razão de se ser uma nação livre e independente, renascida de uma opção extrema entre vida ou morte. Não pode ter sido essa uma questão vã e sem sentido. Seja para os que caíram em 14 de Agosto de 1385, seja para todos aqueles nossos conterrâneos e antepassados que pereceram em todas essas outras tardes de Agosto, na Flandres ou em outro qualquer lugar, em que Portugal foi chamado a combater. Desde há vários séculos que este monumento proclama o bem português, numa só e única opção, sem desvios, num só coração, numa só voz e num só querer. Sem isso, não parece possível compreender o significado histórico deste Lugar de encontro em que, nesta hora já vespertina de 14 de Agosto de 2009, temos o privilégio de estar e de nos sentirmos, hoje como sempre, mais portugueses e orgulhosos de o sermos.

Cidade de Leiria • Semana Europeia da Mobilidade/Dia Euro. sem Carros (16/9~22/9) Teatro José Lúscio da Silva - Leiria •“As viagens de Marco Paulo” - dança (10/09, 21h30 •”Monólogos da Vagina” - Eve Ensler (17/09, 21h30) Teatro Miguel Franco - Leiria •”Valsa das Papoilas...A Sequela” - teatro (11/09, 21h30) •”A Pinóquia” - infantil/ juvenil (12/09, 15h00) • Concerto para bebés (13/09, 10h00 e 11h45) •”Mundo Cão” - música (18/09, 22h00) Sala Jaime Salazar Sampaio - Leiria • André Stagnaro - concerto (13/09, 21h30) Biblioteca Municipal - Leiria • História do tempo vai, tempo vem - Maria Alberta Meneres (10/9,14h) •”Pumba na praia” - hora do conto (11 e 16/09, 10h30 e 14h30) •”O segredo da tartaruga Huga” - conto (11 e 16/9, 10h30 e 14h30) •”Junto ao mar” - hora do conto (11 e 16/09, 10h30 e 14h30) Ludoteca Afonso Lopes Vieira - Leiria • Caderneta ecológica - porta moedas (10/09, 9h30 e 14h30) • Sons criativos - infantil/juvenil (11/09, 9h30 e 14h30) • Regresso às aulas - infantil/juvenil (12/09, 10h00 e 14h30) • Sacos de papel (infantil/juvenil (12/09, 10h00 e 14h30) • Carro ecológico - infantil/juvenil (19/09, 10h e 14h30) Escadas do Antigo Liceu Rpdrigues Lobo - Leiria • Monumental Serenata pela Velha Guarda de Coimbra (12/09, 22h00) Jardins do Lis - Leiria •”Sabores Nocturnos” - exposição colectiva pintura (~ 13/09) CSB - Bajouca • Serviço de Apoio da Biblioteca a Idosos Atentos (15/09, 14h30) Praia Velha - Marinha Grande • Passeios Pedestres (30/09, 9h00) Junto ao Mosteiro de Alcobaça •Feira de Antiguidades e Velharias (20/09) Biblioteca Municipal de Alcobaça • “Rabiscos-mostra de arte ecperimental (18/09~20/09) Martingança - Alcobaça • Passeio Cicloturismo (15/09, 9h00) Casal Pinheiro - Alcobaça • Festival Folclore (12 e 13/09) Casa dos Cubos - Tomar •”Surrealismo Porquê?” - ciclo conferências (5ªs feiras, 18h~24/09)

No Mosteiro da Batalha LMFerraz

Pouco adianta, como vemos, que a historiografia portuguesa hodierna reticencie a noção de pátria e que acentue que essa ideia de pátria era, em 1385, totalmente diferente da de hoje. Fica claro que não perfilho desta leitura porque, desde logo, os princípios pátrios são civilizacionais e intemporais, ou seja, não envelhecem, enquanto ideia e espírito, ainda que as gerações dos homens os possam observar com intensidades e debaixo de perspectivas diferentes no tempo e no modo de manifestação. A força anímica que fez da Batalha o símbolo maior da identidade nacional e o panteão das gerações de ouro da Dinastia de Avis, aquela que impôs o Mundo à Europa e a desbloqueou para a modernidade e para a globalização que toca a todos os povos, sem excepção, nem sempre foi visível. Foi preciso esperar pelo Século XVIII e pela curiosidade de estrangeiros cultos que visitaram este Monumento para que Portugal voltasse a olhar para ele, considerado por alguns como construção maravilhosa, e magnífica, apreciado sobremaneira pelos ingleses e de tal modo, como se manifesta no legado de James Murphy, que nele se inspirariam para propagar no Reino Unido a seiva de um neo-gótico vitoriano de matriz batalhense. Mas o Mosteiro de Santa Maria da Vitória atingiu o ano do fim, em 1834, exangue e a necessitar de obras de recuperação verdadeiramente profundas. Expulsos os frades e primeiros guardiães desta memória portuguesa, o edifício viu agravar-se o seu estado de decadência. Devemos a Luís Mousinho de Albuquerque, prontamente apoiado pelo rei D. Fernando II, a partir de 1840, em boa medida, a sua salvação. A inteligência nacional oitocentista ignorou, sintomaticamente, este monumento. Excepção feita a Fr. Francisco de S. Luís, que lhe dedicou uma Memória histórica apresentada à

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Por Saul António Gomes (Continuação da última edição)

MÚSICA | TEATRO | EVENTOS

“Jornadas Europeias do Património” Inseridas nas actividades das “Jornadas Europeias do Património 2009”, nos dias 25, 26 e 27 de Setembro de 2009, realizam-se algumas iniciativas na vila da Batalha. No dia 25, 10h00; 14h00 e 15h30, visita, devidamente acompanhada, pelos espaços do mosteiro, procurando que as pessoas se identifiquem com o monumento. A visita destina-se ao visitante ocasional e não precisa de marcação prévia; 21h00, oficina de história das artes sobre “Grafitti antigos no Mosteiro da Batalha”, presidida por Jorge Estrela. A entrada será pela porta de saída dos visitantes, como já vem sendo habitual. É uma oficina destinada ao público em geral. Para cerca de 20 pessoas. No dia 26, 10h00; 14h00 e 15h30, nova visita aos espaços do mosteiro; 17h30, “À Descoberta da Cerca Conventual da Batalha”, actividade que pretende oferecer a todos aqueles que nela desejem participar uma primeira abordagem à história da ocupação do espaço na zona que correspondeu ao território da cerca conventual da Batalha, desde a sua constituição até ao presente. Realização de um piquenique sensivelmente a meio do percurso. No dia 27, 10h00; 14h00 e 15h30, haverá uma vez mais uma visita ao monumento histórico da Batalha.


6 SOCIEDADE

O Mensageiro 10.Setembro.2009

Gabinete de Inserção Profissional na Batalha

O Município da Batalha acaba de criar o Gabinete de Inserção Profissional (GIP), uma nova estrutura destinada a apoiar jovens e adultos desempregados, que procurem a inserção ou reinserção no mercado de trabalho. Na actual conjuntura económica e social, este serviço “foi uma prioridade da autarquia, traduzindose numa resposta social que visa contrariar os efeitos previsíveis do desemprego, designadamente, o consequente aumento dos casos de pobreza e de exclusão social”, afirma o presidente, António Lucas. O GIP funciona em cooperação com o Centro de Emprego de Leiria e pretende apoiar eficazmente os desempregados do concelho, em situação de primeiro ou de novo emprego. Assim, para além do apoio personalizado na procura de emprego ou formação profissional, fará ainda o controlo das apresentações periódicas dos beneficiários das prestações de desemprego. Numa preocupação de “atenção à realidade social e às situações de desemprego que se verificam na região e no concelho”, o Município da Batalha deseja ainda “trabalhar com as empresas locais, sensibilizando o tecido empresarial para a defesa dos postos de trabalho e encontrar estratégias conjuntas com os diversos parceiros sociais com vista à inserção profissional da população em idade activa em situação de desemprego”. O GIP funcionará no edifício da Câmara, com o seguinte horário: segundas-feiras – 09h00 às 12h00; terças e quintas-feiras – 14h00 às 16h30; quartas e sextas-feiras – 09h00 às 12h00 e das 14h00 às 16h30h.

Em Leiria

Empresários com Manuel Pinho Um grupo de empresários da região juntou-se no dia 7 de Setembro, num jantar de homenagem a Manuel Pinho. Este encontro, organizado por iniciativa de Leonel Costa, administrador do LN Group, pretende reconhecer o trabalho desenvolvido pelo antigo ministro da Economia e Inovação junto dos empresários do distrito.

Regularização de dívidas do Estado

11.3 milhões para Ourém Foi visado pelo Tribunal de Contas o processo Oureense do PREDE, Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas do Estado. Com este passo fica concluído o processo que permitirá à autarquia oureense iniciar a de regularização de prazos de pagamento aos fornecedores. Assim, e de acordo com informação avançada pela autarquia, “o prazo de pagamentos passará dos actuais 238 dias para cerca de 90 dias, a muito curto prazo”. De facto, afirma Vítor Frazão, presidente da autarquia, “contamos até final do mês a totalidade destas dívidas saldadas”. O PREDE de Ourém engloba 11.3 milhões de euros, 6,8 resultam de um empréstimo junto de uma instituição bancária e o restante de um empréstimo do Estado, através da DGTF.

Candidaturas até 15 de Outubro

ADAE gere 150 milhões para a região “Pela nossa terra… Pelo nosso futuro” é o mote para um investimento de 150 milhões de euros, anunciado pela Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura (ADAE), para projectos direccionados às áreas social, turística e empresarial. A verba é disponibilizada no âmbito do programa comunitário Proder - Medida 3, direccionado apenas para algumas freguesias dos municípios que se inserem na área de intervenção da ADAE. Os projectos, com um prazo de execução de dois anos, podem ser apresentados pelas juntas de freguesia, associações ou promotores privados. “As minhas expectativas em relação ao número de projectos é boa, porque irão, com certeza, contribuir para o desenvolvimento desta região nas várias vertentes e com influência directa na economia real”, referiu o presidente da ADAE, Antonio Lucas, no decorrer da apresentação do programa, dia 4 de Setembro, na Batalha. Porém, nem todas as freguesias serão contempladas. O território a que se destina o Proder abrange – segundo a ADAE

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Serviço assegurado no município

– os concelhos da Batalha, de Leiria (as freguesias de Amor, Arrabal, Bajouca, Bidoeira de Cima, Boa Vista, Carreira, Carvide, Chainça, Colmeias, Milagres, Ortigosa, Regueira de Pontes, Santa Catarina da Serra e Santa Eufémia), da Marinha Grande (a freguesia de Vieira de Leiria), de Ourém (as freguesias de Atouguia, Cercal, Espite, Fátima, Gondemaria, Nossa Senhora das Misericórdias e Matas) e de Porto de Mós. A justificação, prende-se com o facto de ser um território “brindado por uma apreciada heterogeneidade de recursos (agrícola, florestal, marítimo)”, caracterizar-se por “uma forte concentração da população nos núcleos cujas acessibilidades e rede de transportes são mais vantajosas e ainda

nos principais núcleos urbanos” e, ao nível turístico, ser um “sector de activida-

de com elevado potencial estratégico”, que dispõe de “inúmeros recursos, a par da existência de algumas condições infra-estruturais favoráveis ao desenvolvimento desta actividade”. As candidaturas devem ser entregues na ADAE, até ao dia 15 de Outubro, sendo os resultados esperados no final do ano. Mais informações disponíveis em www.adae.pt e www.proder.pt. Pedro Jerónimo

Programa Proder É um instrumento estratégico e financeiro de apoio ao desenvolvimento rural do continente, para o período 2007-2013, aprovado pela Comissão Europeia. Co-financiado pelo FEADER – Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural aproximadamente em 3,5 mil milhões de euros, envolve uma despesa pública de mais de 4,4 mil milhões de euros. Decorrente do Plano Estratégico Nacional – PEN, que define as orientações fundamentais para a utilização nacional do FEADER, a estratégia nacional para o desenvolvimento rural escolhida em função das orientações estratégicas comunitárias, visa a concretização dos seguintes objectivos: Aumentar a competitividade dos sectores agrícola e florestal; Promover a sustentabilidade dos espaços rurais e dos recursos naturais; Revitalizar económica e socialmente as zonas rurais. A estes objectivos estratégicos acrescem ainda objectivos de carácter transversal , como sejam, o reforço da coesão territorial e social, e a promoção da eficácia da intervenção dos agentes públicos, privados e associativos na gestão sectorial e territorial.

Candidatos a deputados por Leiria

NERLEI debate “tecido económico” A Direcção da NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria recebeu os candidatos a deputados à Assembleia da República pelo círculo de Leiria do PSD, no dia 3 de Setembro, e do PS, no dia 4 de Setembro. As reuniões foram solicitadas pelos respectivos grupos partidários e tiveram como objectivo

ouvir a NERLEI enquanto associação representativa dos empresários da região sobre os problemas do tecido económico. Os membros da direcção da NERLEI, eleita há três meses, falaram dos principais projectos e ideias que integram o seu programa de actuação para os três anos de mandato e apontaram

algumas dificuldades de acesso ao crédito, o excessivo peso fiscal e a ausência de uma verdadeira política de incentivos à exportação como alguns dos problemas das empresas da região. Ambos os grupos partidários se mostraram abertos a apoiar a NERLEI naquilo que são os seus objectivos, projectos e reivindicações

em prol do desenvolvimento económico da região. A direcção da NERLEI lançou aos dois partidos o repto para que venha a haver reuniões regulares entre os deputados eleitos por Leiria e a NERLEI durante toda a legislatura, desafio que foi bem acolhido quer pelos candidatos do PSD quer pelos do PS.

Nova Associação na região Centro

Atlantis - Associação de Desenvolvimento Florestal No dia 1 de Setembro, procedeu-se à assinatura da escritura de constituição da OFA - Organização Florestal Atlantis – Associação de Desenvolvimento Florestal. Esta organização florestal com sede em Cantanhede, tem como área de actuação os Concelhos de Cantanhede, Montemor-o-Velho, Anadia, Vagos, Mira, Mealhada e

Oliveira do Bairro. A sua acção passará pela integração dos principais agentes do sector florestal regional (proprietários florestais, empresas de serviços florestais, industrias da área de intervenção, instituições de cariz público ou privado, e outras entidades com interesse no sector), numa lógica de incor-

poração de esforços e cooperação em rede profissional, perspectivando o desenvolvimento da floresta regional. A organização, tende assim, a ser o elemento agregador de iniciativas públicas e privadas de desenvolvimento da floresta regional e o parceiro institucional privilegiado para a comunicação, demonstração, e

defesa dos interesses da floresta regional e seus agentes, junto da investigação, do poder político e do mercado; potenciando a criação de valor em toda a fileira florestal. Os próximos passos da organização, passarão pela marcação de reuniões nos diferentes Concelhos, para apresentação da mes-

ma, mas também para discussão de alguns temas pertinentes do sector, contando para tal, com a participação de todos os interessados na Floresta: proprietários; empresários; industriais e; responsáveis de órgãos públicos.


SOCIEDADE 7

O Mensageiro 10.Setembro.2009

Semana Europeia da Mobilidade 2009

Provas de 9 a 25 de Setembro

IPL abre inscrições para M23

“Dia Europeu sem Carros” A Semana Europeia da Mobilidade/Dia Europeu sem Carros, que terá lugar entre 16 e 22 de Setembro, tem nesta edição como tema genérico “Melhoremos o Ambiente na Cidade”. Este tema dirige-se aos cidadãos no que toca às suas escolhas diárias, sendo uma boa oportunidade para reflectir sobre o futuro da cidade e adoptar medidas que possam devolver a rua às pessoas, através de zonas pedonais, áreas verdes e de menor tráfego motorizado. Nos últimos anos Leiria tem posto em prática estas medidas, nomeadamente com a intervenção Polis, no âmbito da qual uma parte substancial da cidade foi renovada e requalificada, oferecendo novos

espaços de fruição para os leirienses. Relativamente à programação das edições anteriores, merecem destaque este ano, no dia 16 de Setembro, primeiro dia da Semana da Mobilidade /Dia Europeu Sem Carros, a entrada em funcionamento da iniciativa municipal, BICLIS – Bicicleta da Cidade do Lis, que consiste na implementação da utilização gratuita de bicicletas na Cidade de Leiria. A BICLIS – Bicicleta da Cidade do Lis, será implementada de forma faseada, estando prevista a disponibilização de 50 bicicletas em cinco pontos de controlo: Mercado de Sant’Ana, Ludoteca Afonso Lopes Vieira, parque de estacionamento

da Fonte Quente, Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa e Centro de Interpretação Ambiental. O principal objectivo deste projecto é a disponibilização de um meio de transporte ecológico e económico, para uma utilização diária nas deslocações de lazer, trabalho e escola, para além de uma utilização lúdica por parte dos visitantes e turistas. No dia 17 destaca-se a apresentação dos Programas de Promoção da Acessibilidade, com o objectivo de tornar “Leiria mais Acessível”, que terá lugar pelas 18h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Os programas de “Programa Municipal de Promoção da Acessibilidade”

e o “Programa Local de Promoção da Acessibilidade”, têm como objectivo a eliminação de barreiras arquitectónicas, urbanísticas e psicológicas, que permitam a existência de cidades mais inclusivas, dando sequência ao trabalho feito pela Câmara Municipal na eliminação de barreiras arquitectónicas, contribuindo para a mobilidade de todos. Para além destas novidades, a Autarquia preparou um programa de animação diversificado (ver www.cmleiria.pt) e destinado a todas as faixas etárias, em que os cidadãos terão a oportunidade de usufruir de uma semana de eventos, de sensibilização e consciencialização ambiental.

Autarquia quer estar na vanguarda

Acessibilidade para todos em Leiria A Câmara Municipal de Leiria (CML) vai promover, no próximo dia 17 de Setembro, a apresentação dos seus “Programas de Promoção de Acessibilidade”, que visam a “eliminação de barreiras arquitectónicas, urbanísticas e psicológicas, construindo cidades mais democráticas (inclusivas)”. A aprovação da candi-

datura ao QREN para os Programas de Promoção da Acessibilidade, conseguida pela autarquia, “permitirá a Leiria continuar as práticas pioneiras em Portugal em matéria de acessibilidade, reforçando o trabalho já efectuado”, refere uma nota da CML. O município afirma o seu empenho em

“desenhar/consolidar uma cidade acessível e inclusiva”, uma preocupação reforçada com a adesão à Rede de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos (REDE), a reformulação da oferta de transporte colectivo, o Plano de Mobilidade Sustentável e o Programa Polis. Nessa linha, a autarquia defende que “a reconversão das in-

fra-estruturas a favor dos percursos pedonais inclusivos, a promoção integrada dos transportes públicos e o fomento da utilização dos modos suaves de transporte se apresentam como solução de valorização do espaço público, afirma a identidade e potencia as relações sociais e de valorização cultural de Leiria”.

Lembrar a importância dos recursos hídricos Numa iniciativa do Centro Popular de Cultura e Recreio das Cortes, realizou-se naquela freguesia, no passado domingo, 6 de Setembro, a 8.ª Regata de Jangadas, este ano com o tema “Profissões”. O evento voltou a juntar centenas de pessoas junto às margens do rio Lis, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos. Para além de ser uma iniciativa virada para diversão, tanto entre os participantes como do público, não esquece como mote principal a importância da água, um dos recursos naturais mais importantes e vitais. Foram três as categorias estipuladas para esta 8ª edição: a prova de velocidade, a prova de criatividade e as

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Regata de Jangadas nas Cortes

Jangada vencedora em criatividade mini-jangadas não tripuladas, construídas sobretudo por crianças. Quanto às provas de velocidade e criatividade, as jangadas integralmente construídas por cada equipa participante foram avaliadas por um

júri, durante o percurso As jangadas de criatividade, verdadeiras obras de arte, são as que mais cativam o público e trazem momentos de animação. São construídas de diferentes maneiras e com

materiais diversos, de forma a conseguirem cativar a atenção do público e do júri. O tema permitiu aos participantes usarem toda a sua criatividade, tendo como resultado embarcações onde se mostravam profissões como bancário, agricultor, padeiro, taxista, pedreiro, reformado e até… “a mais velha profissão do mundo”. Durante a tarde, houve ainda tempo para diversos jogos de água, demonstrações de salvamento aquático pelo Bombeiros da Nazaré, e outros apontamentos recreativos. A terminar, um jantar convívio entre participantes e espectadores, com direito a animação musical, onde se fez a entrega de prémios. Ana Vala

O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) abre inscrições de 9 a 25 de Setembro, para o curso preparatório de acesso ao ensino superior para maiores de 23 anos. Este curso tem como objectivo preparar os alunos para as provas de cultura geral e de conhecimentos específicos, no âmbito das provas especialmente adequadas destinadas a avaliar a capacidade para a frequência dos cursos superiores do Instituto Politécnico de Leiria dos Maiores de 23 Anos (Provas M23).

Em Ourém

Feira de Santa Iria A Feira de Santa Iria deste ano vai decorrer entre 23 de Outubro e 1 de Novembro. O fim-de-semana onde se esperam mais feirantes e, por conseguinte, mais visitantes, será o de 24 e 25 de Outubro. À semelhança do ano passado, o Centro de Negócios e o espaço do Mercado Municipal, tanto interior como exterior, albergará os expositores e comerciantes dos mais diversos produtos, inclusive espaços de restauração. Nas ruas adjacentes as também já habituais diversões aguardam a enchente usual.

Passeio Pedestre em Casal dos Bernardos

“Rota dos Moleiros”

Vai ter lugar no próximo dia 13 de Setembro, na freguesia de Casal dos Bernardos, o passeio pedestre “Rota dos Moleiros”, com extensão de 8 quilómetros e duração prevista de duas horas e meia. A concentração será às 09h00, na Junta de Freguesia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na autarquia oureense ou na junta de freguesia de Casal dos Bernardos. Incluem reforço alimentar e seguro.

Centro Paroquial de Assistência organiza

Caminhada no Reguengo do Fetal Vai realizar-se, no próximo dia 20 de Setembro, a 1.ª Caminhada do Centro Paroquial de Assistência do Reguengo do Fetal, um percurso de baixa dificuldade, com cerca de nove quilómetros e duração estimada em três horas. A concentração será pelas 09h00, junto à escolinha “O Trevo”, havendo reforço alimentar a meio do percurso e almoço (opcional) na Casa do Povo. Inscrições até 17 de Setembro: tels. 244705482 e 244705113 ou emails: cparf@sapo.pt, junta.reguengo fetal@sapo.pt ou cultura@cm-batalha.pt.


8 ANO SACERDOTAL

O Mensageiro 10.Setembro.2009

Conclusões apresentadas

Uma presença orante

VI Simpósio do Clero de Portugal

Os Apóstolos reuniram-se e comunicaram a Jesus tudo o que tinham feito. Regressavam fatigados. Tinham sido dias intensos com múltiplas actividades de evangelização. Então, Jesus convida-os a parar para fazerem um pequeno retiro. Por isso leva-os a um lugar ermo, isolado, afastado do ruído e diz-lhes: “Vinde, retiremo-nos a um lugar deserto, descansai um pouco” (Mc 6,30). Ali, a sós, na intimidade, envolvidos por um ambiente de profundo silêncio e serenidade, espaço propício à reflexão, faz-lhes a pergunta: “Quem dizem os homens que é o Filho do homem? (…) e vós quem dizeis que Eu sou?” (Mt 16, 13.15). Jesus está interessado em saber não só o que os outros pensam ou dizem d’Ele mas essencialmente aquilo que eles, os amigos, os mais íntimos, pensam. “E vós quem dizeis que Eu sou?” Jesus escutou a resposta que não veio da carne nem do sangue mas do alto, do Pai. Também neste Ano Sacerdotal cada Sacerdote poderia lançar o mesmo desafio, fazer a mesma pergunta às suas comunidades cristãs: “Quem dizem eles que eu sou?” Para aqueles que vivem à margem ou indiferentes a este grande mistério e beleza da vocação sacerdotal, o Sacerdote é apenas um mero funcionário de uma grande empresa que se chama Igreja; para outros um líder espiritual; para alguns um homem como os outros; para uns tantos alguém que exerce uma profissão, portanto um bom ou mau profissional; para outros o Sacerdote é alguém indesejável, “personna non grata”, um alvo a abater, a silenciar, porque incomoda, porque diz verdades que ferem, denunciam vícios que atentam contra a vida e a dignidade humanas. Actualíssimas são estas palavras do Livro da Sabedoria: Dizem eles: armemos ciladas ao justo, porque nos incomoda e é contrário às nossas obras. Censura-nos as transgressões à lei, é o censor da nossa conduta; só o vê-lo nos é insuportável, porque a sua vida não é semelhante à dos outros e os seus caminhos são muito diferentes (2,12-15). Rendemos infinitas graças a Deus que, não por mérito próprio mas por graça do mesmo Deus, existem muitíssimos Sacerdotes que, pela sua fidelidade ao seu ministério sacerdotal e radicalidade evangélica, incomodam, questionam, marcam a diferença, são sinal de contradição. “E eles quem dizem que eu sou?” E as respostas poderiam ser muito diversificadas mais ou menos objectivas mais ou menos sinceras. “Mas vós pedras vivas desta Igreja de Cristo, sim, vós que estais comigo, que sois os amigos, os mais íntimos, vós, quem dizeis que eu sou?” Quem é então para nós o Sacerdote? Que dizemos dos nossos Párocos e Pastores? Aceite cada um o desafio e, na companhia de Jesus, no “lugar ermo”, no mais íntimo de si, responda à pergunta com objectividade e sinceridade, não segundo a linguagem da carne ou do sangue, mas segundo a revelação do Espírito. Ajudemos o sacerdote a ser quem é, um outro Cristo. Oremos com ele e por ele, colaboremos na paróquia naquilo que nos é próprio, segundo o nosso estado de vida: como esposos, como família, como irmãos. Cumpramos o Mandamento do Amor. E o sacerdote será que é. Esta mesma pergunta colocamos a nós próprias. “E nós o que dizemos do Sacerdote?” Para nós Irmãs Clarissas de Vida Contemplativa, que dia e noite permanecemos no retiro sagrado da clausura, o Sacerdote é um Dom, um Mistério, um dos mais belos dons que Deus continuamente nos oferece a nós e à Sua Igreja. Partilhamos plenamente o sentimento do Santo Cura d’Ars: “Depois de Deus o Sacerdote é tudo”. “E vós quem dizeis que Eu sou?” – pergunta Jesus. E Pedro em nome dos Doze responde: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”. Sim, para nós Jesus é o rosto visível do Pai e os Sacerdotes são o rosto visível de Jesus. E porque acreditamos nesta inefável e divina realidade, teimamos manter viva e bem acesa a chama da nossa presença orante por cada um dos Sacerdotes que, sem cessa, continuam a pronunciar com fidelidade o seu primeiro Sim, cheio de encanto, Àquele que os chamou. “Vês o Sacerdote, não penses no seu aspecto exterior, mas na graça do seu ministério. Não o podes enganar, não lhe podes mentir; ele é o mensageiro que anuncia o reino de Cristo e a vida eterna. Não deves apreciá-lo pela sua aparência, mas pelo seu ministério. Considera o que ele te deu, aprecia a sua vocação e reconhece a sua dignidade” (S. Ambrósio). Irmãs Clarissas de Monte Real

DR

“E vós quem dizeis que Eu sou?”

1.- O clero de Portugal deu uma resposta muito positiva ao convite para participar no VI Simpósio do clero. Mais de 800 inscrições são o melhor testemunho de uma forte adesão, alegre e agradecida, também por coincidir em pleno Ano Sacerdotal e sob o olhar da figura exemplar de sacerdote que foi São João Maria Vianey. 2 - Conferencistas prestigiados e de renome internacional garantiram a elevada qualidade da reflexão e a pertinência dos desafios lançados. 3.- O Simpósio foi, em si mesmo, um belo exercício de fraternidade e de comunhão entre bispos, sacerdotes, diáconos e seminaristas. 4.- Todos os oradores glosaram, em registos vários, mas consonantes, o tema-lema do Simpósio: «Reaviva o dom que há em ti». 5.- Anselmo Grün e Amadeo Cencini, com a sua autoridade de psicólogos, recordaram-nos que a espiritualidade não é redutível à psicologia, mas que uma espiritualidade não assente em correctas bases psicológicas, facilmente se transforma em moralismo vazio e autoritário. 6.- As pessoas não se seduzem nem se cativam verdadeiramente com a acomodação do Evangelho aos seus desejos e gostos pessoais. Só quando o sacerdote se deixou, primeiro, seduzir no encontro pessoal com Cristo, poderá falar de tal maneira que as pessoas o descobrem possuído de uma luz e beleza que ele mesmo desconhece. Como Moisés, depois de falar com Deus. 7.- O sacerdote não é um anjo. Junto com qualidades e luzes, tem defeitos e sombras. Só reconhecendo humildemente também as sombras se poderá abrir ao Amor que o plenifica, transforma e transfigura. 8.- A formação sacerdotal ou é permanente ou não é verdadeira formação sacerdotal. O Senhor é fiel. Ao chamar sempre aquele que escolheu, não pára de o chamar todos os dias da sua vida. A Formação Permanente é a experiência de vocação permanente, como resposta agradecida e repleta de fidelidade ao Deus que ama e chama. 9.- Esta autêntica mudança de paradigma na concepção de formação permanente implica que se crie uma cultura de formação permanente na

Igreja, pois ainda não existe. A nossa vida, ou é formação permanente, ou é frustração permanente, repetitividade, desleixo geral, inércia, apatia, perda de credibilidade, ineficácia apostólica. 10.- A Formação Permanente é essencialmente psicológico-espiritual; um processo de conformação-assimilação aos sentimentos do Filho obediente, do Servo sofredor, do Cordeiro inocente. 11.- Não se trata tanto de criar novas estruturas, mas de uma nova mentalidade, uma cultura de Formação Permanente. 12.-A Formação Permanente é a disponibilidade contínua e inteligente, activa e passiva, para aprender da vida, durante toda a vida. Até ao último dia. 13.- Como nos disse o cardeal Cláudio Hummes: «a espiritualidade do presbítero deve ser nutrida cada dia. Os grandes meios são: manter um contacto assíduo com a Palavra de Deus; amar a Deus e deixar-se amar por Ele; viver uma vida de oração autêntica que inclui a Liturgia das Horas e a devoção mariana; celebrar diariamente a Eucaristia, como centro da vida ministerial; recorrer regularmente ao Sacramento da Confissão; viver a comunhão eclesial, principalmente com o Papa, o bispo e o presbitério; doar-se total e incansavelmente ao ministério pastoral, ao empenho missionário e evangelizador; ser o homem da caridade, da fraternidade e da bondade, do perdão, da misericórdia para com todos; ser solidário com os pobres, sendo seu defensor e amigo, vendo neles os preferidos de Deus». 14.- Uma atenção cuidada aos vários programas de formação dos seminários levar-nos-á à opção pelo modelo de integração, polarizado no dinamismo da Cruz como ícone do Mistério Pascal, onde o amor entregado nos convida incessantemente, iluminando-nos e aquecendo-nos, a recebermos agradecidos o dom que a vida sacerdotal é, e a oferecermo-la alegremente como dom. 15.- Este Modelo de Integração fará que nos sintamos abençoados por Deus e ajudar-nos-á a tornarmo-nos uma feliz bênção para os outros. Uma vida espiritual intensa,

iluminada pelo guia fiável que é o Vaticano II, permitirá ao sacerdote entrar mais profundamente em comunhão com o Senhor e ajudá-lo-á a deixar-se possuir pelo amor de Deus, tornando-se sua testemunha em todas as circunstâncias, mesmo difíceis e obscuras. (SC, 89) 16.- Os caminhos a percorrer para a Igreja responder aos novos desafios do mundo de hoje não estão ainda bem definidos e traçados. Temos de utilizar a lucidez na análise do que se apresenta, e a paciência misericordiosa para enfrentar as incompreensões. 17.- Foi bom ouvir que a Igreja ama os seus sacerdotes, os admira e reconhece a sua insubstituível e incansável participação pastoral na missão e na vida eclesiais. 18.- E que, à semelhança de São Francisco, encontrando no caminho um sacerdote e um anjo, saudaria primeiro o sacerdote, mesmo se fosse grande pecador, porque o sacerdote é quem nos dá o pão eucarístico. 19.- O Santo Cura D’Ars reconforta-nos ainda mais ao afirmar: «Deus obedece-lhes. Depois de Deus, o sacerdote é tudo». Ser padre é viver todos os dias a Consagração: consagrando as espécies eucarísticas e consagrando-se aos irmãos, outra forma de dizer, já há mais de 150 anos, a urgência do que hoje chamamos Formação Permanente. 20.- Os padres das várias dioceses reuniram com os seus bispos e manifestaram a alegria de participar no Simpósio, mutuamente se incentivando para encontrar formas de cultivo da fraternidade nos presbitérios. 21.- Como bem recorda Bento XVI: «É preciso sempre partir de Cristo. Mas isso supõe tê-lo encontrado, ter-se deixado por Ele transformar inteiramente, ou seja, ter-se tornado seu discípulo fiel. Tudo começa ali. Encontrar-se com Cristo e deixar-se por ele transformar» Só assim reavivaremos continuamente o dom que há em nós, e responderemos gozosamente ao desafio incessantemente renovado de o oferecer aos outros, porque do povo de Deus vimos e só para o servir existimos.


IGREJA DIOCESANA 9

O Mensageiro 10.Setembro.2009

Cáritas, na praia do Pedrógão

Para 300 crianças, o crescer para a vida, na casa amarela Oriundas de todos os cantos da diocese e repartidas em turnos de onze dias, foram cerca de três centenas as crianças que viveram intensamente as colónias de férias de verão, organizadas mais uma vez pela Cáritas de Leiria na sua casa – para muitos, a casa amarela – na praia do Pedrógão. As colónias de férias são, na Cáritas, uma tradição ininterrupta de mais de trinta anos, feita de um sem número de pequenas histórias, tantas quantas as dos milhares de crianças que tiveram oportunidade de as frequentar ao longo de todos estes anos. Mas são também as histórias das muitas centenas de jovens, as monitoras e monitores, que as protagonizaram e realizaram com amorosa dedicação pessoal, constituindo hoje uma fonte de inspiração e motivação para as gerações mais novas. Sendo um tempo feliz, feito de praia, jogos e brincadeira, as colónias são também para as crianças uma escola onde se faz a aprendizagem e a experiência da vida em grupo, que aponta para um desenvolvimento integral, que estimula para o exercício de pequenas responsabilidades quotidianas, onde as energias e capacidades de cada um são postas ao serviço dos projectos comuns e se aprende a conviver com a diferença e diversidade de percursos

de vida. Para todas, constitui um tempo de convívio alegre e saudável, de crescimento e desenvolvimento de potencialidades; mas para algumas crianças a colónia é também uma etapa marcante nos seus processos de integração e de socialização. Para muitos jovens, as colónias de férias são também a primeira experiência de voluntariado social, que um bom número prolonga em alegre dedicação por largos anos, sempre na descoberta de potencialidades novas, e criando laços e amizades que se colam para uma vida inteira. A solidariedade das monitoras e dos monitores não é nem virtual, nem feita de ideias abstractas; é concreta e presencial, feita de doze dias e noites de entrega total, no frente a frente com o rosto, com o olhar, com as mãos e as emoções do outro, quantas vezes carente, já ferido e maltratado pela vida, ainda que breve. “O trabalho não é pago; mas são-nos passados, todos os dias, muitos cheques de sorrisos, brincadeiras e afectos que no fim da colónia deixam bem recheada a conta bancária de cada um que por aqui passa”, costuma dizer aos monitores Nelson Costa, o animador cultural da Cáritas, responsável pela actividade. Apesar das profundas mudanças sociais entretanto ocorridas, ou até por

Peregrinação ao Senhor Jesus No próximo dia 14 de Setembro o Santuário dos Milagres acolhe a peregrinação anual do Senhor Jesus. A missa solene será celebrada no adro do Santuário, às 14h30, e nela tomarão parte os habitualmente milhares de peregrinos. Segue-se a tradicional procissão eucarística onde desfilarão também as pessoas que pagam promessas, as crianças e as ofertas ao Senhor dos Milagres. A convite do reitor do Santuário dos Milagres, presidirá à missa principal da peregrinação o padre Fernando Ferreira, da diocese de Leiria-Fátima, e será pregador o padre Manuel Janeiro, dos padres franciscanos, natural da Freixianda e actualmente a residir em Lisboa. A Festa do Senhor dos Milagres começa sexta-feira, às 21h00, com a missa e procissão de velas. No domingo, dia 13, a festa é dedicada a Nossa Senhora da Nazaré, com missa solene no Santuário às 14h00.

Encontro de Evangelização

isso mesmo, e de ser tão exigente de meios e geradora de preocupações, esta é uma actividade da Cáritas que mantém intactas a sua actualidade e mais valia social, como o demonstra o interesse que continua a despertar entre as centenas de famílias e instituições que lhe confiam as suas crianças. Chegados ao final de cada verão e cumprida sem incidentes de maior a actividade que, para muitos, é a de maior visibilidade da instituição, é natural que se respire na Cáritas um sentimento de satisfação. Mas

ela tem de ser endossada, acima de tudo, não apenas a todas as pessoas e organizações que estiveram com a Cáritas na preparação e realização concreta da colónia de férias, mas também a todas as demais que, ao longo do ano e de diversos modos, lhe transmitiram múltiplos sinais de estímulo, de apoio e de compreensão.

Ambrósio J. Santos Cáritas Diocesana de Leiria

Semana missionária no Alentejo das crianças, dos cerca de 80 idosos num lar de Santo António e também pela visita às famílias. Os finais de tarde foram preenchidos com a oração do terço, na igreja, seguida da celebração da Eucaristia. As noites eram dedicadas à formação para a comunidade. “Esta formação esteve ligada ao tema da semana «Deus que ama e chama», relacionado com o ano sacerdotal que estamos a viver”, pode ler-se no blogue do grupo missionário.

Santuário dos Milagres

Quem ama cumpre a vontade de Deus

Grupo da diocese de Leiria-Fátima O grupo missionário Ondjoyetu, da diocese de Leiria-Fátima, terminou uma semana missionária na Aldeia da Mata, no Crato. Esta semana missionária no Alentejo integra o plano de actividades do grupo desde 2002, data em que se deslocaram pela primeira vez. Na Aldeia da Mata, durante uma semana, os 12 voluntários viveram e rezaram em comunidade. Divididos em três grupos, os missionários foram responsáveis pela animação

Breves

A semana foi ainda marcada pelo “acolhimento que a comunidade deu aos nossos missionários”. A paróquia da Aldeia da Mata está ao cuidado dos padres Paulo Dias e Rui Rodrigues que, além desta, ainda têm outras, como Alter do Chão, Crato, Cabeço de Vide e Chança, localidades por onde o grupo missionário já passou. O grupo missionário Ondjoyetu é o principal dinamizador da geminação que a diocese de Leiria-Fátima mantém há três anos

No próximo dia 27 de Setembro a Comunidade Canção Nova realiza um encontro de Evangelização com o tema “Quem Ama cumpre a vontade de Deus”, no Ginásio do Seminário de Leiria às 9h00. Neste encontro estarão presentes os Srs. Padres Adelino Guarda, Armindo Janeiro, Jorge Guarda, Gonçalo Dinis, Fernando Santamaria da Comunidade Canção Nova e também estará presente o Sr. Bispo D. António Marto, que presidirá à Santa Missa. A providência do encontro reverterá a favor das obras do Seminário. Todas as pessoas que desejarem poderão participar, convidando também familiares e amigos.

Retiro em Fátima

Rezar o Credo com Alma e Vida A Fundação Maria Mãe da Esperança vai oferecer um retiro, denominado “Tesouro de Vida”, nos dias 15 a 18 de Outubro no Centro de Espiritualidade Francisco e Jacinta Marto, em Fátima “A nossa fé é um tesouro e o essencial da nossa fé, a Igreja, na acção do Espírito, quis reunir no Credo, também chamado símbolo da fé e símbolo dos apóstolos porque é o resumo fiel da fé dos Apóstolos”. Assim este retiro, que será orientado pelo padre Manuel Santos José, tem como objectivos meditar, reflectir, estudar e compreender estas verdades, para que se possa rezar o Credo com alma e com vida. Todas as pessoas interessadas poderão inscreverse através do contacto 249534020 ou fmme@leiriafatima.pt.

“Milagres Eucarísticos no Mundo” com a diocese do Sumbe, em Angola. Encontram-se, actualmente, duas missionárias que, juntamente com um sacerdote, trabalham na missão do Gungo. No passado dia 26 de Agosto partiu mais uma missionária para uma missão de um ano. A animação missionária da diocese de Leiria está aberta a inscrições de jovens que desejam fazer voluntariado em Angola por um ano.

Exposição na Igreja da Santíssima Trindade O Santuário de Fátima acolhe, até final de Setembro, a exposição “Milagres Eucarísticos no Mundo”, da responsabilidade do Instituto de São Clemente, de Milão/Itália. A mostra encontra-se na sala do topo norte da galilé dos Apóstolos Pedro e Paulo, contígua à capela da adoração permanente ao Santíssimo Sacramento, no complexo da igreja da Santíssima Trindade. O responsável pelo Departamento de Arte de Património (DAP) do Santuário de Fátima explica, em declarações à Sala de Imprensa do Santuário, o contexto desta iniciativa, visitável entre as 9h00 e as 19h00, todos os dias da semana, com entradas gratuitas, tal como todas as outras exposições patentes ao público na nova igreja do Santuário de Fátima.


10 ECLESIAL

O Mensageiro 10.Setembro.2009

ANO B (13/09/09) Antífona de Entrada: cf. Sir 36, 18 Leitura I: Is 50, 5-9ª Salmo Responsorial: Salmo 114 (116), 1-2.3-4.56.8-9 (R. 9) Refrão: Andarei na presença do Senhor sobre a terra dos vivos. Repete-se Leitura II: Tg 2, 14-18 Aclamação ao Evangelho: cf. Gal 6, 14 Refrão: Aleluia. Repete-se Toda a minha glória está na cruz do Senhor, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Refrão Evangelho: Mc 8, 27-35 Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos Naquele tempo, Jesus partiu com os seus discípulos para as povoações de Cesareia de Filipe. No caminho, fez-lhes esta pergunta: «Quem dizem os homens que Eu sou?». Eles responderam: «Uns dizem João Baptista; outros, Elias; e outros, um dos profetas». Jesus então perguntou-lhes: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «Tu és o Messias». Ordenou-lhes então severamente que não falassem d’Ele a ninguém. Depois, começou a ensinar-lhes que o Filho do homem tinha de sofrer muito, de ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas; de ser morto e ressuscitar três dias depois. E Jesus dizia-lhes claramente estas coisas. Então, Pedro tomou-O à parte e começou a contestá-l’O. Mas Jesus, voltando-Se e olhando para os discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: «Vai-te, Satanás, porque não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens». E, chamando a multidão com os seus discípulos, disse-lhes: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á». Palavra da salvação.

Cânticos | 25º Domingo Comum ANO B (20/09/09)

Janela Sobre a Missão

Reitor do Santuário de Fátima visita Missão do Gungo No dia 27 de Agosto tivemos a alegria de duas chegadas: a Inês Pereira, que veio para ficar um ano e reforçar a Equipa missionária, e o Padre Virgílio do Nascimento Antunes, Reitor do Santuário de Fátima, que veio a Angola para participar na peregrinação anual da Senhora da Muxima. Apesar de trazer uma tarefa específica, fez questão de visitar a Missão do Gungo e a Equipa Missionária da Diocese de Leiria-Fátima que nela trabalha. À chegada, foi importante acompanhar a mana Inês no seu regresso e o padre Virgílio na sua “introdução” a África e a Angola. Durante a longa viagem de 330 quilómetros, de Luanda ao Sumbe, houve tempo para contar as novidades da missão, saber das últimas de Portugal e responder ao bombardeio de perguntas de quem pisa este país pela primeira vez. Foi ainda possível fazer pa-

AO SABOR DA PALAVRA

INÍCIO Deus vinde em meu auxílio - Lau 288 Eu sou a Salvação do meu povo - Lau 368 SALMO RESPONSORIAL O Senhor receberá a minha vida - Lau 606 APRESENTAÇÃO DOS DONS No teu altar Senhor - Lau 526 Pedi e recebereis - Lau 649 COMUNHÃO Eu estou à porta e chamo - Lau 361 Eu sou o caminho - Lau 371

Pe. Francisco Pereira pe.francisco@mac.com

ACÇÃO DE GRAÇAS Eu canto para sempre - Lau 358 Senhor fazei de mim - Lau 761

Aceitar a cruz

FINAL Senhor eu seguirei o vosso exemplo - Lau 760 Sois a semente - Lau 793

Neste domingo a Palavra que escutamos diz-nos que o caminho da realização plena do homem passa pela obediência aos projectos de Deus e pelo dom total da vida aos irmãos. Ao contrário do que o mundo pensa, esse caminho não conduz ao fracasso, mas à vida verdadeira, à realização plena do homem. A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar a

MISSAS DOMINICAIS Sábado: 19h00 - Sé; 19h30 - Franciscanos Domingo: 08h30 - Espírito Santos; 09h00 - Franciscanos; 10h00 - Paulo VI; 10h00 - S. Francisco; 10h30 - Franciscanos; 11h00 - S. Agostinho; 11h00 - Hospital; 11h30 - Cruz da Areia; 11h30 - Seminário, 11h30 - Sé, 18h30 - Sé; 19h30 - Franciscanos; 21h30 - Srª da Encarnação

24º Domingo do Tempo Comum

DR

Leituras |24º Domingo Comum

ragens estratégicas e registar fotograficamente estes primeiros momentos. Chegados ao Sumbe, para a mana Inês foi o rever a “Ondjoyetu”, a nossa casa, onde apenas morou uma semana no ano 2007, ainda durante a fase das mudanças. O padre Virgílio pôde ver pela primeira vez a casa da qual, muitas vezes, já ouvira falar. O dia seguinte foi para percorrer a cidade do Sumbe, conhecer o mercado tradicional, contactar com

uma realidade diferente… Sábado, dia 29, foi o dia de subir ao Gungo. Após carregar o “cavalinho branco” (o nosso carro), aí fomos nós, família completa com a nova mana e o “tio” que nos visitava. Após os 80 km de asfalto, ao chegar à picada, iniciou-se uma nova etapa desta viagem: a subida para o coração do Gungo. Foi feita entre saltos, um cenário de belas paisagens e muitas explicações sobre a missão, sua caminhada e

Palavra da Salvação e que, para cumprir essa missão, enfrenta a perseguição, a tortura, a morte. Contudo, o profeta está consciente de que a sua vida não foi um fracasso: quem confia no Senhor e procura viver na fidelidade ao seu projecto, triunfará sobre a perseguição e a morte. Os primeiros cristãos viram neste “servo de Javé” a figura de Jesus. O crente que confia em Deus sente-se seguro e protegido, como uma criança ao colo da sua mãe. Dessa forma, o crente poderá viver livre do medo, com o coração em paz, e aceitando tranquilamente os desafios que Deus lhe faz. No Evangelho, Jesus é apresentado como o Messias libertador, enviado ao mundo pelo Pai para oferecer aos homens o caminho da salvação e da vida plena. Cumprindo o plano do Pai, Jesus mostra aos discípulos que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho;

e quem quiser ser seu discípulo, tem de aceitar percorrer um caminho semelhante. Frente a frente o Evangelho deste domingo coloca a lógica dos homens (Pedro) e a lógica de Deus (Jesus). A lógica dos homens aposta no poder, no domínio, no triunfo, no êxito; garante-nos que a vida só tem sentido se estivermos do lado dos vencedores, se tivermos dinheiro em abundância, se formos reconhecidos e incensados pelas multidões, se tivermos acesso às festas onde se reúne a alta sociedade, se tivermos lugar no conselho de administração da empresa. A lógica de Deus aposta na entrega da vida a Deus e aos irmãos; garante-nos que a vida só faz sentido se assumirmos os valores do Reino e vivermos no amor, na partilha, no serviço, na solidariedade, na humildade, na simplicidade. A segunda leitura lembra aos crentes que o seguimento de Jesus não se concretiza com belas palavras ou com teorias muito bem elaboradas, mas com

funcionamento. Eram cerca de 12h30, quando chegámos ao Uquende, e, à entrada do bairro, havia sido preparado um arco de palmeira trançado de propósito para acolher as nossas visitas. Os cânticos e palmas deram cor a este momento e fizeram sentir o quão eram esperados e bem-vindos a esta comunidade. Foi um momento de grande emoção para a mana Inês, por estar de novo no Gungo; para o padre Virgílio, por estar aqui pela primeira vez; para nós, equipa missionária, e restante povo, foi grande a emoção de receber estas visitas que nos chegaram “como nuvem no céu”, assim diz um dos cânticos de acolhimento. (continua na próxima semana) A Equipa missionária

gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, de solidariedade para com os irmãos. O nosso compromisso religioso traduz-se em liturgias soleníssimas, em procissões sumptuosas, na construção de igrejas esplendorosas, em rituais fascinantes… e mais nada. Depois, na vida da comunidade, há desunião, há conflito, há falta de solidariedade, há indiferença para com as necessidades do irmão, há críticas destrutivas, há palavras que ferem e afastam os outros, há gestos de arrogância, há falta de amor… Nesta semana, através dalguns pequenos “actos” (gestos de gentileza, de serviço, de perdão, de partilha, etc.), procuremos seguir o caminho de Cristo, mas tendo consciência de o fazer em seu nome, em nome do amor com que nos ama. E ofereçamos-Lhe estes pequenos testemunhos na nossa oração da tarde.


IGREJA EM PORTUGAL 11

O Mensageiro 10.Setembro.2009

Breves

Discriminações de forma igualitária, sem distinção. Invocar discriminação é puro disparate. Existem é verdade muitos casos de discriminação contra os homossexuais, alguns graves que devem ser combatidos. A lei matrimonial não é um deles. O que está verdadeiramente em causa é diferente: opiniões sobre a definição de casamento. Todas as culturas em todos os tempos, mesmo se apreciavam a homossexualidade, sempre acharam que casar é a união entre homem e mulher. O PS desde 29 de Julho pensa que não. Estas opiniões, ambas respeitáveis, nada têm a ver com discriminação. O Partido devia ter omitido do seu programa o insulto implícito a todos os que não pensam como ele (incluindo ele próprio que, pelos vistos, foi discriminador desde a fundação). Quem acha que casamento é entre sexos diferentes (por acaso a esmagadora maioria da humanidade) não comete nenhuma discriminação. Tal como só os membros da Ordem dos Médicos podem exercer medicina ou apenas os aprovados no 12º ano seguem para a universidade, e isso sem desigualdades. As regras são claras, justas e aplicadas a todos sem distinção. Será que, na nova e original definição de casamento que o PS decidiu apresentar, os casais incestuosos ou poligâmicos se podem queixar

«Uma juventude que não…»

JOC reúne-se em acampamento

DR

O que está verdadeiramente em causa é diferente: opiniões sobre a definição de casamento. Na sua medida eleitoral mais famosa, o PS pretende na próxima legislatura “remover as barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo” (Programa de Governo do Partido Socialista. Avançar Portugal 20092013, cap. III.5, p. 76). Sem discutir a opção política, a justificação apresentada comete um erro grosseiro nos mais básicos princípios de cidadania. Em tema tão decisivo e num partido com a tradição e idoneidade do PS, é grave. A motivação no texto é clara: “Apesar dos vários avanços registados nos últimos anos na luta contra a discriminação, incluindo o reforço do quadro legislativo nesta matéria, persistem na sociedade portuguesa fenómenos de discriminação que importa contrariar” (loc. cit.). Até o título da secção “5. Mais igualdade, combater as discriminações” confirma que estão em causa os conceitos de desigualdade e discriminação. Mas não existe aqui nenhuma desigualdade. Os homossexuais podem casar exactamente nas mesmas condições de todas as pessoas: todos podem unirse a pessoas do sexo oposto, ninguém pode casar com pessoas do mesmo sexo. A lei é aplicada geralmente,

de discriminação? Essa acusação seria tão tonta como a que se encontra no programa eleitoral. Pelo contrário, é a lógica subjacente a esta proposta do PS que tem implícita uma discriminação. A liberdade de opinião e expressão permite a todos, desde que respeitem os outros, defender o que acham correcto. Assim se, respeitando as pessoas, se considerar homossexualidade uma depravação, um acto intrinsecamente desordenado e contrário à natureza não é erro, opressão, discriminação. Nem deve ser confundido com homofobia, crime muito sério de perseguição a homossexuais. Há muita gente que considera a religião uma depravação, que acha as touradas um acto intrinsecamente desordenado ou julga a regionalização contrária à natureza. Desde que não se lancem em ataques ou actos de violência, têm todo o direito à sua opinião e não devem ser insultados por

pensarem como pensam. Mas a grande maioria dos defensores do casamento de homossexuais, precisamente por classificarem como discriminatórias as opiniões opostas, não as respeitam. Confundindo as discussões, tratam como homofobia aquilo que não passa de uma visão de casamento, agravando os opositores. A tese do casamento entre pessoas do mesmo sexo tem graves falhas lógicas. O Estado institui o contrato de casamento não por razões emocionais mas cívicas: porque ele é a base da sociedade, origem da sua reprodução. E não se diga que tal não se aplica aos casamentos estéreis. Também o estabelecimento de empresas destina-se ao lucro, mas a firma não deixa de o ser por ter prejuízo. Mas, apesar de esta tese ser muito deficiente, devemos respeitá-la e não a desprezar, como o PS faz aos adversários. João César das Neves, In DN (07/09/09)

Jornadas das Comunicações Sociais No próximo dia 10 de Setembro, quinta-feira, o padre Federico Lombardi, Porta-voz do Vaticano, estará em Fátima, no Seminário do Verbo Divino, onde fará a conferência de abertura das Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais. Antes do início das Jornadas, o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais irá promover um encontro do Porta-voz do Vaticano com os jornalistas, às 11h30. No convite que dirige aos jornalista, o Cón. António Rego, Director do Secretariado, recorda a “larga experiência na área da Comunicação” do Porta-voz do Vaticano, nomeadamente

DR

Porta-voz do Papa em Fátima

a coordenação da Sala de Imprensa da Santa Sé, da Rádio Vaticano e do Centro Televisivo Vaticano. Refere

ainda a proximidade do padre Lombardi aos acontecimentos do pontificado de Bento XVI e a centralidade

que ocupa “nos vários contactos com os media”. Segundo informa o Cón. Rego, nesta conferência de imprensa “haverá um tempo de exposição e um diálogo com os jornalistas sobre todas as questões que estes queiram colocar”. Do programa consta ainda um almoço com o padre Federico Lombardi e os participantes nas Jornadas das Comunicações Sócias e pelas 14h30 realizar-se-á uma conferência inaugural das Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais sobre “Gabinetes de Imprensa na Igreja”.

“Cada jovem trabalhador vale mais do que todo o ouro do mundo”. Ao ouvir os rapazes e raparigas que participaram no Acampamento Nacional da Juventude Operária Católica (JOC), nos dias 29 de Julho a 2 de Agosto, em Coimbra, percebemos que esta frase, proferida pelo fundador do movimento há mais de 80 anos, continua a ser importante para o seu crescimento na fé e na auto-estima. Para o padre Luciano Nogueira, esta é “uma juventude que não é rasca mas que anda à rasca”, que “busca caminhos novos de libertação e procura criar uma vida interior profunda, que é o grande alicerce nas alturas de conflito e de crise”. O objectivo deste acampamento nacional foi ajudar os participantes a perceber que, mesmo em “pequeninas coisas”, “é importante que nos sintamos comprometidos”, explica Rui Lavoura. O presidente da JOC, Alexandre Fernandes, sintetiza as actuais inquietações dos jovens: para os estudantes, é a preocupação com a obtenção do primeiro emprego; para quem entrou na vida activa, é a angústia com o futuro do seu posto de trabalho e, por vezes, com os salários, que não garantem uma vida digna. Alexandre Fernandes afirma ainda que o movimento ajudou-o a ser mais aberto aos outros e a tomar consciência do seu valor, independentemente da escolaridade: “O que interessa é que somos pessoas” e o padre Luciano Nogueira conclui: “A JOC anda por aí. É por isso que eu acredito nesta juventude”.

Padre Adélio Torres Neiva, Espiritano

Membro Honorário da Academia Portuguesa de História O padre Adélio Torres Neiva, Missionário do Espírito Santo, foi nomeado Membro Honorário da Academia Portuguesa de História. Nascido em S. Paio de Antas (Esposende) em 1932, foi ordenado Padre em 1956. Formado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1961), o padre Torres Neiva dedicou a sua vida à Missão e à Cultura. É autor de vários livros, sendo o mais notável a “História da Província Portuguesa da Congregação do Espírito Santo” (2003). Dirige as revistas “Vida Consagrada” e “Missão Espiritana”, tendo sido o director, durante vários anos, das revistas “Portugal em África” e “Encontro”. Tem muitas entradas em diversas Enciclopédias e obras colectivas, como é o caso da História Religiosa de Portugal, dirigida por Carlos Moreira Azevedo e editada pelo Círculo de Leitores. Foi Professor Universitário, proferiu, muitas dezenas de Conferências e participou em vários Congressos e Colóquios em Portugal e no estrangeiro. Foi, durante doze anos, Conselheiro Geral dos Espiritanos, em Roma (1974-86). A Congregação do Espírito Santo sente-se honrada por esta nomeação e felicita este seu membro, agradecendo-lhe o trabalho extraordinário que fez e continua a fazer pela Missão e pela Cultura. Tony Neves Porta-Voz dos Espiritanos


12 IGREJA NO MUNDO

A vivência e difusão da mensagem de Fátima constitui um precioso contributo para a nova evangelização, pois a Virgem Maria apresentou aos homens o seu Coração Imaculado como refúgio e caminho para Deus e dá-nos os pastorinhos como testemunho vivo do poder da sua graça. Esta é a principal conclusão do I congresso para a América Latina e Caraíbas, que a associação de fiéis Apostolado Mundial de Fátima realizou na ilha de Porto Rico, de 26 a 31 de Agosto de 2009. O Congresso reuniu representantes de vários países e decorreu em vários locais, com sessões para os cerca de 120 participantes e acções e celebrações para um público mais vasto, que chegou a ultrapassar as mil pessoas, num dos Santuários locais dedicados a Nossa Senhora de Fátima, onde foi construída uma réplica da Capelinha das Aparições. Ali foi proferida a última conferência e celebrada a Eucaristia de encerramento. Em alguns actos, estiveram presentes o Núncio Apostólico e os bispos das dioceses de Ponces e de Mayaguez. Em San Germán, Mayaguez, foi instituído um santuário diocesano de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, na paróquia de Santa Rosa de Lima. O Santuário de Fátima e o Bispo de Leiria-Fátima foram representados pelo Vigário Geral, que proferiu duas conferências, sendo uma delas o texto de D. António Marto, “A beleza do Rosto Trinitário de Deus na Mensagem de Fátima”. Foi também portador de uma mensagem, na qual D. António, a propósito da criação do novo santuário, o considera como prolongamento “em Porto Rico e nas Caraíbas, do eco da mensagem particular que Nossa Senhora trouxe para toda a humanidade, a partir de Fátima”. Pessoalmente, fiquei impressionado pela grande devoção das pessoas a Nossa Senhora de Fátima, em todos os lugares onde estive, e pelo entusiasmo que as animava. Em cada dia, havia a oração do rosário e sempre que se saía de autocarro, a imagem de Nossa Senhora ia connosco e, à saída, organizava-se sempre uma procissão até ao lugar de reunião ou celebração. As pessoas bebiam com grande interesse as comunicações sobre a mensagem da celeste mensageira e partilhavam o que nos seus países faziam para a difusão da mensagem de Nossa Senhora e o cumprimento dos seus pedidos. O Apostolado Mundial de Fátima é uma associação pública de fiéis católicos que se dedica à difusão da Mensagem de Nossa Senhora. Foi reconhecida pela Santa Sé, sucedendo ao que antes era conhecido como o Exército Azul, fundado em 1947, nos Estados Unidos da América. Tem a sua sede internacional na Domus Pacis, em Fátima, e está presente em mais de 100 países. Padre Jorge Guarda

Uniões de facto: o que se pretende? O veto do Presidente suscitou as mais diversas teses conspiratórias e as interpretações distorcidas a que uma certa esquerda nos tem habituado. Na primeira linha estão os que inscrevem este veto num quadro valorativo ideológico e (ou) religioso, ou que vêem nele um sinal implícito de apoio à “direita reaccionária”; na segunda, os que num discurso de luto lamurioso fazem tábua rasa do conteúdo da nota presidencial que exprime não só o reconhecimento da necessidade de aperfeiçoamento do regime jurídico das uniões de facto, como pressupõe que o próximo legislador - qualquer que ele seja - recuperará, em melhores condições, o processo de revisão da actual lei no quadro de uma discussão aprofundada. A questão fulcral, como todos entenderam, assenta na opção do legislador de aproximar o regime jurídico das uniões de facto do regime jurídico do casamento. Ora esta opção pode, por si só, comprometer as opções individuais daqueles que, não querendo contrair matrimónio, optam por uma união de facto e que, por isso mesmo, não podem ter interesse ou ver vantagem em serem espartilhados por um regime jurídico que não corresponde ao seu animus nem à sua intenção. O que está em causa não é de somenos já que se trata de preservar a liberdade

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Porto Rico aprofunda mensagem de Fátima

10.Setembro.2009

de escolha no âmbito da esfera privada de cada um. Pode o Estado sobrepor-se a isso? A questão não é nova e convém lembrar que, quando por iniciativa do PS o Parlamento se confrontou pela primeira vez com a “contratualização” das uniões de facto, o debate girou em torno do mesmo ponto. Não faltou quem, à esquerda, quisesse fazer desta contratualização uma espécie de subcasamento assente num falso princípio da igualdade. Uma igualdade que é conseguida diminuindo ou preterindo o estatuto dos que se casam e, simultaneamente, criando de forma artificial e voluntarista um estatuto semelhante para os que apenas querem viver juntos.

Podia evocar aqui Sartre e Beauvoir que com tanto desvelo elencaram o argumentário contra o aburguesamento das relações sentimentais, mas duvido que a nossa esquerda doméstica se lembre deles. Certamente mais útil é relembrar duas perigosas particularidades da nossa democracia que têm vindo a agravar-se. A primeira refere-se ao modo como se tem legislado em Portugal: quer a aprovação recente, em sede de governo e em sede parlamentar, de leis inconstitucionais, quer a aprovação de leis que se revelam, logo após a sua entrada em vigor, incompreensíveis, inaplicáveis e perniciosas para os próprios destinatários. Do alto do seu cadeiral o poder constituído legisla

indiferente à realidade social e sociológica que o rodeia, alheio aos anseios e legítimos interesses dos cidadãos e distante dos que têm por função aplicar a lei. O caldeirão parlamentar sobrepõe-se ao valor da certeza e segurança jurídica. A segunda diz respeito a esta crescente invasão da esfera privada dos cidadãos. O Estado - que tantas vezes falha nas suas mais relevantes funções - quer hoje tomar conta de todos e cada um de nós: dos nossos casamentos, dos nossos divórcios, das nossas uniões de facto, das nossas famílias, da educação dos nossos filhos e até da quantidade de sal em cada carcaça que comemos. É uma ameaça crescente às liberdades individuais e cívicas em nome das boas intenções que enchem o inferno e da legitimação de uma ditadura do pensamento único. Isto sim, é perigosamente ideológico. O que me leva a ter saudades do “é proibido proibir” do remoto Maio de 68 que era bem melhor. Seria então proibido proibir as famílias e os cônjuges de serem o que são, e proibido proibir os que vivem em união de facto de serem o que querem ser. Aliás, parece-me que ninguém pediu o contrário. Quando muito, e justamente, o direito à diferença. Maria José Nogueira Pinto DN27 Agosto 2009

Vão obrigar-me a “casar”? É um dos temas quentes do momento: o veto do Presidente à nova lei das uniões de facto. Diz o PÚBLICO, na secção Sobe e Desce de 25 de Agosto, que é “um chumbo sobretudo ideológico”. Não sei se a ideologia esteve, ou não, na base do veto de Cavaco Silva. Sei que, pela primeira vez na minha vida, aplaudi uma decisão deste Presidente. E apenas porque a nova lei das uniões de facto é um grave atentado à minha liberdade individual. Vivo em união de facto há dezoito anos. Foi uma opção tomada racionalmente, uma opção livre de duas pessoas que, por mútuo consentimento, quiseram manter-se afastadas de quaisquer constrangimentos jurídicos ou patrimo-

DR

Congresso na América Latina e Caraíbas

O Mensageiro

niais. Estamos juntos porque queremos, não porque contratualizámos uma relação. Não precisamos de leis para nos mantermos juntos, nem de leis para

nos separarmos.Com que justificação vem agora o Estado pretender impornos direitos e obrigações que livremente rejeitámos? Se quiséssemos juntar ao

enlace afectivo um enlace júridico teria sido fácil: casávamo-nos. Pretende o Estado sujeitar-nos a um conjunto de regras que mais não são do que o tal “casamento” que livremente evitamos desde há dezoito anos? Vão obrigar-me a “casar”? Não percebo o que é que isto tem a ver com ideologia. E não aceito que uma opção de vida que apenas diz respeito às pessoas que a tomaram seja destruída, de um momento para o outro, por um conjunto de partidos políticos, esses sim, ao que parece, muito preocupados com os valores ideológicos e nada preocupados com a liberdade individual. Luís Lopes, Cartas ao Director, Público, 20090827


OPINIÃO 13

O Mensageiro 10.Setembro.2009

CONVERSAS SOBRE A FÉ

Pe. Jorge Guarda

Vigário Geral da Diocese

O matrimónio cristão Alguém qualificou o texto da Carta aos Efésios (5, 2132), na qual S. Paulo coloca o amor entre os esposos à luz do amor e da relação de Cristo com a Igreja como “uma das páginas mais belas da Bíblia sobre o matrimónio

ANÁLISE ECONÓMICA Orlando Fernandes Jornalista

A economia caiu 1,8% A queda de 5,8% do investimento em construção foi determinante para a descida do investimento total, a par da desaceleração do investimento em material de transporte e das máquinas e equipamentos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE). A procura externa líquida, ou seja, o agregado das exportações menos as importações, deram um contributo de menos 1,1 pontos percentuais para o ritmo do crescimento do PIB, anulando o contributo da procura interna. As exportações de bens penalizaram as vendas ao estrangeiro e dados disponíveis do INE desde 2002 revelam que desde essa altura que não se registavam quedas anuais das exportações. Com efeito, as vendas anualizadas ao estrangeiro recuaram 0,5%, contra um aumento de 7,5% em 2007 e o investimento baixou 0,1% após uma subida de 3,2% no ano anterior. No entanto, apesar desta queda do investimento, o consumo privado que aumentou 1,6% - dentro do mesmo nível de 2007 – e com o consumo público a acelerar – para 0,5% ao ano - a procura interna acabou por dar um contribu-

cristão”. Esse texto é também contestado pela sensibilidade feminista actual por exortar as mulheres a submeteremse aos maridos e afirmar que “o marido é a cabeça da mulher”. Num tempo em que se conquistou, a grande custo, o reconhecimento da igualdade e em que já se abandonou o conceito de “chefe de família”, como se pode manter aquela linguagem? É importante interrogar o texto, tendo em conta a mentalidade da época, que determinou a escolha daquela linguagem. É preciso também ler as palavras de Paulo no seu contexto e na sua finalidade. Isso só o podemos fazer com um olhar cristão, isto é, à luz de Cristo e do conjunto do Seu Evangelho que afirma a fraternidade entre todos os homens, porque filhos do mesmo e único Pai celeste, e que todos são chamados a viver o amor ao seu próximo, mesmo no seio da família, como ele mesmo

viveu em relação aos seus discípulos e para com todos os homens. No texto em causa, Paulo fala aos cristãos sobre o comportamento a viver na relação conjugal inspirado na fé em Cristo e em conformidade com a vida nova que cada um recebeu de Deus através do baptismo. Por isso, começa por exortar todos a serem “submissos uns aos outros no temor de Cristo”. É o mesmo que dizer-lhes para se amarem e servirem uns aos outros. Foi o que o próprio Cristo mandou aos seus discípulos, quando lhes lavou os pés: “como eu vos fiz, fazei-o vós também uns aos outros”. Ser submissos uns aos outros é então ajudar-se, lavar-se os pés uns aos outros, isto na comunidade cristã e também na doméstica, tanto para a esposa como para o marido e para os filhos. Qual o específico do matrimónio cristão, do casamento assumido a partir

da fé e vivido sob a graça e a inspiração de Cristo? É útil considerar antes de mais dois outros modelos actualmente em voga na sociedade. O primeiro é o casamento natural, a união de facto. Cumpre à letra as palavras bíblicas: “o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua mulher, e serão dois numa só carne”. Impelidos pelo coração e pelo desejo da carne, homem e mulher juntam-se. Conta apenas a sua vontade e o seu desejo de estar bem um com o outro. Seguem os impulsos da sua natureza. A motivação é pobre, situa-se praticamente ao nível do instinto. O segundo modelo é o casamento civil. É assumido como um acto social e cultural. O casal tem a percepção de que os seus afectos e projectos de vida em comum têm implicações sobre a sociedade. Desejam por isso o seu reconhecimento e participação num acto formal e

oficial. A relação entre ambos tende a ser duradoura e responsável. De vários modos contribuem para a edificação da sociedade: pela estabilidade da relação e dos afectos, os compromissos que assumem juntos, a missão da transmissão da vida e da sua educação. Tudo isso tem um valor social. O casal assume um acto humanamente livre e responsável. O matrimónio cristão, sem deixar de integrar os dois níveis anteriores, situase num nível mais elevado. Nos impulsos da natureza e nos actos mediante os quais os assumem e os elaboram até ao compromisso público, o casal percebe que é destinatário de um chamamento divino. Através da natureza revela-se uma vocação comum para o homem e a mulher. Ao corresponderem ao enamoramento e depois ao tomarem a decisão de se casarem, os esposos estão a dar uma resposta ao apelo e ao

dom divino. O casamento é então, ao mesmo tempo, acto humano livre dos dois seres que se amam, se recebem e se entregam mutuamente, e um acto divino, pois é Deus que os une, como diz Jesus. O sacramento celebrado na Igreja realiza esse acto humano-divino. São Paulo chama a isso mistério e associa-o à relação entre Cristo e a Igreja. Há um certo paralelismo entre o amor de Cristo pela Igreja e o amor que une os esposos cristãos. Os esposos cristãos vivem com Deus o amor conjugal, que se torna para eles graça divina, testemunho e missão. Deus revela e faz experimentar o seu amor nos afectos, na comunhão mútua e na vida familiar dos esposos e seus filhos.

to positivo de 1,1 pontos percentuais para o crescimento do Produto interno. Já se sabe que este número foi anulado pela queda da procura externa líquida, exactamente no mesmo nível. Também as importações abrandaram para um crescimento de 2,1%, mas que ficou 3,5 pontos percentuais abaixo do registado em 2007. A justificar este ritmo esteve, naturalmente, o menor dinamismo da procura interna. Em termos de agregados, os dados do INE revelam ainda que foi a construção e a indústria/electricidade os sectores que viram os seu VAB (valor de acrescentado bruto) mais cair em 2008, embora outros sectores tenham registado um impacto fortemente negativo, caso da agricultura, silvicultura, pescas e os serviços. O défice externo nacional aumentou em 2008 para 10,6%, o pior nível desde há 14 anos, segundo dados das contas trimestrais do INE. Em 2007, o défice externo situava-se nos 8,6% e me termos comparativos regista-se um nível de apenas de 0,4% em termos de necessidades líquidas em 1995. O agravamento da balança de bens e serviços explica o agravamento consecutivo, o qual traz graves repercussões na capacidade do país em obter fundos para novos investimentos e com um custo competitivo. Em termos de anualidade, as exportações cresceram 1% em 2008 e as importações subiram 7,2% penalizadas

pelos fracos desempenhos no último trimestre do ano, indica o INE. Aliás, o 4º trimestre “reflectiu de forma mais intensa os sinais de crise económica que se vive a nível internacional, tendo-se registado, em termos homólogos, um decréscimo de 6,4% nas entradas de bens e de 11% nas saídas, enquanto que nos restantes trimestres de 2008, apesar do abrandamento, as variações eram claramente positivas”, indica a mesma fonte. O mercado infra-comunitário foi aquele que mais sofreu em termos de quebras sentidas, destacando-se as trocas com Espanha e a França. Dentro dos países da União Europeia, os dados do INE mostram que as importações caíram 9,2% e as exportações recuaram 20,9% até Dezembro, face ao período homólogo de 2007. No comparativo de Dezembro versus Novembro de 2008, registam-se reduções de 11,8% nas importações e 22,9% nas exportações. Aliás, no 4º trimestre do ano, as importações de material de transporte caíram 19,4%. No conjunto de 2008, as exportações cresceram 1% e as importações subiram 7,2%, apesar de no último trimestre sido negativos. Isto significou um agravamento do défice da balança comercial em 19,2% relativamente ao ano anterior. O INE revela que entre o 1º e o 3º trimestre se registou uma “ligeira tendência de abrandamento” nas importações de bens, tendo-se registado uma quebra no 4º

trimestre. Os dados do INE revelam ainda que se registaram reduções no 4º trimestre para a “maioria dos mercados fornecedores”, mas Espanha “continua a ser o principal país fornecedor de bens, representando 30,8% do total das importações, tendo-se registado um crescimento anual de 6,5% nas importações com origem nessa geografia, apesar do decréscimo registado no 4º trimestre do ano e que foi de 4,6% negativos. O comportamento das exportações foi idêntico ao das importações ao longo do ano. O INE, salienta o facto de nos três primeiros trimestres do ano se terem registado taxas de variação positivas, mas o 4º trimestre foi “marcado por uma redução das vendas para o exterior”. O INE destaca que “a evolução homóloga negativa registada na globalidade do comércio internacional no 4º trimestre é um reflexo das variações registadas nos 1º principais países de destino de 2008. Angola foi uma excepção, tendo-se verificado um forte crescimento das exportações para aquele país, o qual ocupa o 4º lugar nos destinos das exportações portuguesas. Singapura também registou um crescimento das exportações nacionais. A maior redução no 4º trimestre verificou-se nas exportações para a Espanha, França e EUA. Espanha continua a ser o destino principal das exportações nacionais, com um pese de 27,2% seguida da Alemanha com 12,9%.

O défice da balança comercial nacional para os países extra-comunitário recuou 40,3% no trimestre terminado em Janeiro, com as importações e caírem mais que as exportações, ainda de acordo com o INE. Os dados do comércio extra-comunitário, revelam que as exportações caíram 5,7%, tendo passado de2.249,7 milhões de euros para 2.120,4 milhões de euros, de Novembro de 2008 a Janeiro de 2009. As importações sofreram uma descida ainda maior, com menos 19,7%, passando de 3.761,3 milhões de euros para 3.021,7 milhões de euros no trimestre terminado em Janeiro. O saldo da balança comercial extra comunitária passou de um défice de 1.511,6 milhões de euros para um défice de 901,2 milhões de euros. A taxa de cobertura das importações pelas exportações foi de 70,2%, correspondente a um aumento de 10,4 pontos percentuais, face à registada no período homólogo. O INE refere que excluindo os combustíveis e lubrificantes, nos três meses em análise constata-se que as exportações aumentaram 1.6% e as importações diminuíram 10,9%, relativamente a igual período de 2007, tendo o saldo da balança comercial atingido um “superavit” de 191,2 milhões de euros, refere a mesma fonte, a qual frisa que “estes valores demonstram claramente a importância dos combustíveis e lubrificantes

no Comercio Extra-comunitário (…) e o seu impacto no saldo da balança comercial com os países terceiros e, consequentemente, na taxa de cobertura”. Este tipo de produtos correspondeu – entre Novembro de 2008 e Janeiro de 2009 – a 8,3% do total das exportações e 42% das importações. Em termos homólogos mensais, os resultados globais preliminares do comércio com os países extra-comunitários, “revelam grandes quebras”, tanto nas importações como nas exportações de bens em Janeiro de 2009, respectivamente 34,8% e 24,9%. Por grandes categorias económicas, apenas as importações de produtos alimentares e bebidas e máquinas e outros bens de capital registaram um aumento em termos homólogos, respectivamente 5,9% e 3,2%. A importações de combustíveis e lubrificantes mantém a tendência dos últimos meses, tendo registado um decréscimo, ao atingir uma variação homóloga de 29,3% negativos no período em análise, ao nível das exportações constata-se que houve uma quebra de 47,5% na categoria de combustíveis e lubrificantes, enquanto que aumentaram 9,3% as exportações de produtos alimentares e bebidas, quando comparados com o trimestre homólogo anterior.


14 INSTITUCIONAL

O Mensageiro 10.Setembro.2009

LABETO, S.A.

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JOGOS | Nº 36/2009 (Confirme em www.jogossantacasa.pt) Euromilhões: 6, 9, 20, 38, 39 + 3, 9 Totoloto: 4, 10, 25, 34, 39, 41 + 14 Loto2: 2, 7, 24, 29, 31, 48 + 19 Joker: 6 3 4 0 6 0 6 Totobola: X21 XX2 11X 2211 FÁRMÁCIAS DE SERVIÇO Sanches (dia 10), Avenida (dia 11), Central (dia 12), Higiene (dia 13), Lino (dia 14), Oliveira (dia 15) e Sanches (dia 16)

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CARTÓRIO NOTARIAL DE LEIRIA Da Drª Maria Lucília Ferreira Antunes Martins, sito na Avª. Marquês de Pombal, lote 12 –H, Galerias de S. José. CERTIFICO que por escritura de 7 de Setembro de 2009, iniciada a folhas 102 do livro de notas 159 –A, deste Cartório. José da Silva Lopes casado em separação de bens com Maria da Conceição Emídio Ferreira, natural da freguesia de Souto da Carpalhosa, concelho de Leiria, nela residente na Rua da Estação, nº2, no lugar de Várzea, NIF 140 017 895. Justificou a posse do seguinte bem: Prédio rústico sito em Vale – Arroteia, freguesia de Souto da Carpalhosa, concelho de Leiria, composto de terra de pastagem, com oliveiras e pinhal, com a área de mil setecentos e cinquenta metros quadrados, a confrontar do norte com Joaquina da Silva Santos, do sul com Manuel Domingos, do nascente com José Ferreira Silvério Novo e do poente com Piedade Carreira Figueirinha, inscrita na respectiva matriz rústica, sob o artigo 5.253, com o valor patrimonial IMT de 79,58 € e atribuído de cem euros. Que este bem veio à sua posse por volta do ano de mil novecentos e oitenta e três por compra verbal a Joaquina Rechia, residente que foi em Passagem, Vieira de Leiria, Marinha Grande, sendo impossível fazer a escritura por falecimento da vendedora. Que em consequência daquele acto verbal possui o identificado bem há mais de vinte anos, sem interrupção, ostensivamente, sem oposição de ninguém, na convicção, que sempre tem sido também a das outras pessoas de ser ele o seu verdadeiro e único dono. Na verdade tem sido ele e mais ninguém que durante todo aquele tempo tem amanhado e desfrutado o dito bem e praticado nele os actos normais de conservação e defesa da propriedade. Que, assim e na falta de melhor título, adquiriu o aludido bem por usucapião, que aqui invoca por não lhe ser possível provar pelos meios extrajudiciais normais a sua aquisição e posse. Vai conforme o original na parte transcrita não havendo na parte omitida nada que altere, modifique ou restrinja a parte transcrita. Leiria, 7 de Setembro de 2009 A Colaboradora, (Assinatura ilegível)

Cartório Notarial de Leiria A cargo do Notário Pedro Tavares Certifico, para fins de publicação, que neste Cartório e no Livro de Notas para Escrituras Diversas nº 178-A, folhas cento e dez a folhas cento e doze se encontra exarada uma Escritura de Justificação Notarial no dia vinte e quatro de Agosto de 2009 Outorgada por Abílio de Jesus Fernandes e mulher Olívia Cabral Soares, casados sob o regime de comunhão de adquiridos, naturais de Milagres, Leiria e de Vale, Arcos de Valdevez, residentes na Rua A nº 2, 1º dtº, Casal Soeiro, Vila Fonche, Arcos de Valdevez, nif 185 942 911 e 163 718 130, Na qual disseram Que, com exclusão de outrem, o seu representado é dono e legítimo possuidor do prédio rústico composto por terra de semeadura com tanchas, vinha, figueira, oliveira e pinhal, com a área de mil novecentos e sessenta metros quadrados, que confronta a norte com Manuel Francisco Lagoa Agostinho, sul Lucinda Lagoa Agostinho, nascente e poente caminho, sito em Carriço ou Serradas, na freguesia de Bidoeira de Cima, concelho de Leiria, inscrito na matriz predial respectiva sob o artigo 6558 de Milagres, com o valor patrimonial tributário de 233,87€, não descrito na Conservatória do Registo Predial, a que atribui dois mil e quinhentos euros. Que o imóvel veio a posse dele cerca do ano de mil novecentos e sessenta e sete por doação meramente verbal que lhe foi feita por Manuel Fernandes e mulher Júlia de Jesus, seus pais, residentes em Bidoeira de Cima, Leiria. Que, assim o seu representado Abílio Fernandes vem possuindo o imóvel como seu, há mais de vinte anos, como proprietário e na convicção de o ser, cortando, plantando, vendendo árvores, cultivando-o e colhendo os seus frutos, posse que vem exercendo ininterrupta e ostensivamente, com conhecimento de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, assim de modo pacífico, contínuo, público e de boa fé, pelo que adquiriu por usucapião a propriedade do referido prédio; Que dada a forma de aquisição originária não tem documentos que a comprovem. Que para suprir tal título, vem pela presente escritura, em nome deles prestar estas declarações de justificação com o fim de obter no registo predial a primeira inscrição de aquisição do indicado prédio. Vai conforme ao original na parte fotocopiada não havendo na parte omitida nada que amplie restrinja, modifique ou condicione a parte fotocopiada. Leiria vinte e quatro de Agosto de dois mil e nove A Funcionária, (Assinatura ilegível)

Telemóvel: 917 511 889 Telefone: 244 828 450 Fax: 244 828 580 Rua Machado Santos, n.º 33 2410-128 LEIRIA

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Bombeiros Municipais - 244 832 122 | Bomb. Vol. Leiria (Ger.) - 244 882 015 | Bomb. Vol. Leiria (Urg.) - 244 881 120 | Bomb. Volunt. Batalha - 244 765 411 | Bomb. Volunt. P. Mós - 244 491 115 | Bomb. Volunt. Juncal - 244 470 115 | Bomb. Volunt Ourém - 249 540 500 | Bomb. V. M.te Redondo - 244 685 800 | Bomb. Volunt. Ortigosa - 244 613 700 | Bomb. Volunt. Maceira - 244 777 100 | Bomb. Vol. Marinha - 244 575 112 | Bom. Volunt. Vieira - 244 699 080 | Bom. Voltun. Pombal - 236 212 122 | Brigada de Trânsito - 244 832 473 | Câmara M. de Leiria - 244 839 500 | Câmara Eclesiástica - 244 832 539 | CENEL (Avarias) - 800 246 246 | C. Saúde A. Sampaio - 244 817 820 | C. Saúde Gorjão Henriques - 244

Ministério da Economia e da Inovação Direcção Regional da Economia do Centro ÉDITOS Faz-se publico que, nos termos e para os efeito do Art. 19º do Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 26 852, de 30 de Julho de 1936, com redacção dada pela Portaria n.º 344/89, de 13 de Maio, estará patente na Secretaria da Câmara Municipal de Leiria, e na Direcção Regional da Economia do Centro, Rua Câmara Pestana n.º 74, 3030-163 Coimbra, todos os dias úteis, durante as horas de expediente, pelo prazo de quinze dias, a contar da publicação destes éditos no “Diário da República”, o projecto apresentado pela EDP Distribuição-Energia, S.A. – Direcção de Rede e Clientes Tejo, para o estabelecimento de Linha Aérea a 30 KV com 457,8 m de ap. 3 LAT para PT LRA 9C de José Maria Gomes de Jesus a PT LRA C 532C de Sgcoin, Ldª; em Cerca, freguesia de Maceira, concelho de Leiria, a que se refere o Processo n.º 0161/10/9/1864. Todas as reclamações contra a aprovação deste projecto deverão ser presentes na Direcção Regional da Economia do Centro ou na Secretaria daquela Câmara Municipal, dentro do citado prazo. Direcção Regional da Economia do Centro, 19 de Agosto de 2009 Director de Serviços de Energia, (Adelino Lopes de Sousa)

Tribunal Judicial de Leiria 2º Juízo Cível 1ª Publicação ANÚNCIO Processo 3628/06.1TBLRA Despejo (Sumário) N/ Referência: 4779387 Data: 10-07-2009 Autor: José Mendes Covaneiro Réu: José Carlos Pereira Vieira e outro(s)… Nos autos acima identificados, correm éditos de 30 dias, contados da data da segunda e última publicação do anúncio, citando o Réu José Carlos Pereira Vieira, nascido(a) em 20-12-1960, NIF – 173092110, BI – 6098789, Licença de condução – L-902161-6, domicílio: Rua da Escola, Lote 22, 3º Direito, Guimarota, 2410-071 Leiria, com última residência conhecida na(s) morada(s) indicada(s) para no prazo de 20 dias, decorrido que seja o dos éditos, contestar, querendo, a acção, com a cominação de que a falta de contestação importa a confissão dos factos articulados pelo(s) autor(es), podendo no mesmo prazo deduzir em reconvenção o seu direito a indemnização e/ou benfeitorias, e que em substância o pedido consiste em serem os Réus condenados a despejarem de imediato o 3º andar Dtº, fracção “N”, do prédio urbano sito no Casal Vale de Lobos ou Mocho, Guimarota, Leiria, inscrito na matriz da Freguesia de Leiria, Concelho de Leiria sob o nº 2281, bem como a pagarem as rendas já vencidas e as vincendas até entrega voluntária ou despejo efectivo deste imóvel, tudo como melhor consta do duplicado da petição inicial que se encontra nesta Secretaria, à disposição do citando. Fica advertido de que é obrigatória a constituição de mandatário judicial. O Juiz de Direito, (Dr. José da Rocha Henriques) O oficial de Justiça, (Luís Ferreira) O MENSAGEIRO • Edição 4774 • 10/09/09

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816 400 | C. P. (Est. de Leiria) - 244 882 027 | Cruz Vermelha - Leiria - 244 823 725 | Farmácia Avenida - 244 833 168 | Farmácia Baptista - 244 832 320 | Farmácia Central - 244 817 980 | Farmácia Coelho - 244 832 432 | Farmácia Higiene - 244 833 140 | Farmácia Lino - 244 832 465 | Farmácia Oliveira - 244 822 757 | Farmácia Sanches - 244 892 500 | Governo Civil - 244 830 900 | Guarda N. Republicana - 244 824 300 | Hospital de S.to André - 244 817 000 | Hospital S. Francisco - 244 819 300 | Polícia Judiciária - 244 815 202 | Polícia S. Pública - 244 859 859 | Polidiagnóstico - 244 828 455 | Rádio Táxis - 244 815 900 | Rádio Alerta - 244 882 247 | Rodoviária do Tejo - 244 811 507 | Teatro JLS (Cinema) - 244 823 600

Fundador José Ferreira Lacerda Director Rui Ribeiro (TE416) Redacção Luís Miguel Ferraz (CP5023), Pedro Jerónimo (CP7104), Joaquim Santos (CP7731), Ana Vala (TP558). Paginação O Mensageiro Colaboradores Ambrósio Ferreira, Américo Oliveira, Ângela Duarte, Carlos Alberto Vieira, Carlos Cabecinhas (Pe.), José Casimiro Antunes, Francisco Pereira (Pe.), D. João Alves, João Matias, Joaquim J. Ruivo, Jorge Guarda (Pe.), José António C. Santos, Júlia Moniz, Maria de Fátima Sismeiro, Orlando Fernandes, Paulo Adriano Santos, Pedro Miguel Viva (Pe.), Saúl António Gomes, Sérgio Carvalho, Verónica Ferreirinho, Vítor Mira (Pe.). Administração / Publicidade Pedro Viva (Pe.). Propriedade/Sede (Editor) Seminário Diocesano de Leiria - Largo Padre Carvalho - 2414-011 LEIRIA - Reitor: Armindo Janeiro (Pe.) Contribuinte 500 845 719 Contactos Tel.: 244 821 100/1 - Fax: 244 821 102 - Email: jornal@omensageiro.com.pt - Web: www.omensageiro.com.pt Impressão e Expedição CORAZE - Oliveira de Azeméis - Tel: 256 600 580 / Fax: 256 600 589 - E-mail: grafica@coraze.com Depósito Legal 2906831/09

Tabela de Assinaturas para 2009 Destino Nacional Europa Resto do Mundo

Normal Benfeitor 20 euros 40 euros 30 euros 60 euros 40 euros

Preço avulso - 0,80 euros


DESPORTO 15

O Mensageiro 10.Setembro.2009

Jogo grande na Marinha

Marinhense (II Divisão) x Feirense (II Liga), U. Serra (II Divisão) x Arouca (II Divisão), Fátima (II Liga) x Ribeira Brava (III Divisão) e Peniche (III Divisão) x Vigor Mocidade (III Divisão) são os jogos – envolvendo equipas da região – referentes à II eliminatória da Taça de Portugal, agendada para o dia 13 de Setembro.

Orientação | Clube leiriense soma títulos

Vitória no arranque da época O feito é do Clube de Orientação do Centro (COC), que foi o melhor entre os 111 clubes que participaram no Portugal “O” Summer 2009, realizado entre os dias 21 e 30 de Agosto, na Figueira da Foz. Individualmente, destaque para a vitória de Albano João (M50), na prova, e os pódios de Joaquim Sousa (2.º classificado em M21E), Tiago Romão (3.º em M21E), Patrícia Casalinho (2.ª em W21E) e Andreia Silva (3.ª em W21E), para o World Ranking Event.

Pleno no pódio Ori-BTT Entretanto, Daniel Marques (HE) venceu no 9.º Open Ori-BTT Montes e Vales, que decorreu no dia 6 de Setembro, prova a contar para a Taça de Portugal de Orientação em BTT 2009/2010. Seguiram-se no pódio, também do COC, Paulo Alípio e Guilherme Marques, respectivamente.

fotodestaque

Golear, depois de estar a perder. Pimenta (à direita) foi a figura do jogo, ao marcar dois dos quatro golos com que a U. Serra venceu, em casa, o Académico de Viseu, de Paulo Gomes (à esquerda), ex-U. Leiria. Ao intervalo, o resultado era de 0-1. (Foto: Pedro Jerónimo) fotoreportagememwww.omensageiro.com.pt

liga sagres

I LIGA Sp. Braga x Belenenses (3-1), Académica x Sporting (0-2), Benfica x V. Setúbal (8-1), U. Leiria x Marítimo (0-0), Leixões x Rio Ave (0-0), Naval x Porto (1-3), Nacional x Olhanense (1-1), P. Ferreira x V. Guimarães (0-0)

3.ª Jornada (30/08)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa Sp. Braga Benfica Porto Marítimo Rio Ave Sporting Belenenses U. Leiria Olhanense P. Ferreira V. Guimarães Leixões Nacional Académica Naval V. Setúbal

J V E D Pts 3 3 0 0 9 3 2 1 0 7 3 2 1 0 7 3 1 2 0 5 3 1 2 0 5 3 1 1 1 4 3 1 1 1 4 3 0 3 0 3 3 0 3 0 3 3 0 3 0 3 3 0 2 1 2 3 0 2 1 2 3 0 2 1 2 3 0 1 2 1 3 0 1 2 1 3 0 1 2 1

4.ª Jornada (13/09) V. Guimarães

x Naval, V. Setúbal x U. Leiria, Sporting x P. Ferreira, Olhanense x Académica, Porto x Leixões, Belenenses x Benfica, Marítimo x Sp. Braga, Rio Ave x Nacional

liga vitalis

Gil Vicente x Sp. Covilhã (3-0), Penafiel x Carregado (1-1), Estoril x Varzim (1-1), D. Chaves x Portimonense (1-1), Beira-Mar x Feirense (1-0), Freamunde x Fátima (1-1), Trofense x D. Aves (2-2), Santa Clara x Oliveirense (1-2) J V E D Pts 3 3 0 0 9 3 2 0 1 6 3 2 0 1 6 3 1 2 0 5 3 1 2 0 5 3 1 1 1 4 3 1 1 1 4 3 1 1 1 4 3 1 1 1 4 3 0 3 0 3 3 0 3 0 3 3 1 0 2 3 3 0 2 1 2 3 0 2 1 2 3 0 2 1 2 3 0 2 1 2

D. Aves x Penafiel, Fátima x Beira-Mar, Sp. Covilhã x Estoril, Portimonense x Gil Vicente, Feirense x Trofense, Oliveirense x Freamunde, Varzim x D. Chaves, Carregado x Santa Clara

4.ª Jornada (13/09)

Colégio João de Barros (CJB), Juventude Desportiva do Lis (Juve Lis) e Sociedade de Instrução e Recreio 1.º Maio (SIR 1.º Maio) iniciam, no próximo fim-de-semana, a 1.ª Divisão (escalão feminino). Um trio com objectivos diferentes, numa época marcada pela extinção da 2.ª Divisão, decisão pouco consensual entre os clubes do distrito de Leiria. Melhorar resultados Duas épocas na 1.ª Divisão e o mesmo desfecho: 4.º lugar na fase final (3.º na primeira fase, em 2008/09) e qualificação para as competições europeias (Taça Challenge). Como não há duas, sem três, o objectivo da equipa do CJB passa por andar, novamente, próxima do pódio. “Vamos tentar fazer melhor, o 3.º lugar, quem sabe”, aponta o treinador Paulo Félix. “Ir à final da Taça de Portugal e passar a primeira eliminatória da Taça Challenge”, também estão a mira do timoneiro da equipa das Meirinhas, Pombal. Para tal, conta com a união do plantel, que se mantém, relativamente a 2008/09, apesar dos convites a algumas atletas, por parte de outros clubes. “Só prova que as atletas acreditam no projecto”, refere. Andar entre os primeiros Quem também pretende andar nos lugares da frente é a Juve Lis, que em 2008/ 09 terminou a primeira fase

II DIVISÃO

3.ª Jornada (30/08)

Equipa Portimonense Gil Vicente Feirense Freamunde Oliveirense Fátima Trofense Santa Clara Carregado Sp. Covilhã D. Aves Beira-Mar Varzim Estoril Varzim Penafiel

Leiria tem equipas de primeira

fed. portuguesa futebol zona centro

II LIGA

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Andebol | Distrito com mais uma representante no escalão máximo

1.ª Jornada (06/09) Tourizense

x Marinhense (1-1), U. Serra x Ac. Viseu (4-1), Esmoriz x Pampilhosa (21), Eléctrico x Monsanto (2-0), V. Pico x Praiense (1-1), Tondela x Arouca (1-0), Sertanense x Operário (1-0), Ol. Azeméis x Mafra (0-0) 1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º 13.º 14.º 15.º 16.º

Equipa U. Serra Eléctrico Esmoriz Sertanense Tondela Praiense V. Pico Marinhense Tourizense Mafra Ol. Bairro Pampilhosa Arouca Operário Monsanto Ac.Viseu

J V E D Pts 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0

Marinhense x Ol. Bairro, Ac. Viseu x Tourizense, Pampilhosa x U. Serra, Monsanto x Esmoriz, Praiense x Eléctrico, Arouca x V. Pico, Operário x Tondela, Mafra x Sertanense

2ª Jornada (20/09)

Novidades

Arquivo/João Matias

Futebol | Equipas da região na Taça de Portugal

CJB e Juve Lis, as mais ambiciosas para 2009/10 em 7.º lugar – dez equipas. “O objectivo passa por ficar nos oito primeiros”, aponta o técnico André Afra. Para tal, terá que ficar nos quatro primeiros lugares da zona sul, o que não se avizinha fácil, atendendo ao novo formato da competição (ver caixa) e às equipas aí presentes – três das quatro equipas que disputaram a fase final na última época (Madeira SAD, Gil Eanes e CJB), integram-na. “É uma zona forte”, reconhece o treinador da equipa de Leiria, que ainda assim espera “resultados muitos desnivelados”, comparativamente à zona norte, onde espera “mais equilíbrio”. Sobre o novo formato da competição, considera que “será mais favorável a umas equipas do que a outras”. Tentar evoluir A principal crítica ao novo figurino da competição vem da SIR 1.º Maio, que na última época competia na 2.ª Divisão e, de repente, se vê “promovida”

ao escalão máximo do andebol feminino – 4.º lugar na última época, primeira fase, onde apenas duas equipas prosseguiram, numa zona de seis (total de 15, distribuídas por duas zonas). O técnico Luís Monteiro subscreve a opinião do seu colega, considerando que “a zona sul é claramente a mais forte”, porém, existe um “fosso muito grande entre as equipas.” Para o técnico da formação de Picassinos, Marinha Grande, é na zona norte que se espera um campeonato mais competitivo. A solução – defende – passaria por “uma 1.ª Divisão com oito a dez equipas equilibradas e depois a 2.ª com as restantes”. Quanto à participação propriamente dita, os objectivos “são muito modestos.” Luís Monteiro aponta para a “mera participação, onde vamos tentar que as atletas mais jovens evoluam.” Entende que “vai ser um desafio jogo a jogo” e que o mais importante será “gerir

III DIVISÃO série D Mocidade x B.C. Branco (3-1), Tocha x Sourense (1-1),Anadia x Sp. Pombal (1-0), Mangualde x Gândara (2-2), Alcains x F. Algodres (1-2), Penamacorense x Nelas (0-0)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa V. Mocidade F. Algodres Anadia Mangualde Gândara Tocha Sourense Nelas Penamacorense Alcains Sp. Pombal B.C. Branco

J V E D Pts 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0

2ª Jornada (20/09) B.C. Branco x Penamacorense, Sou-

rense x V. Mocidade, Sp. Pombal x Tocha, Gândara x Anadia, F. Algodres x Mangualde, Nelas x Alcains

o factor psicológico”, num grupo habituado a competir numa divisão inferior. “Há sempre a esperança de discutir dois ou três jogos”, remata. Campeonato vai começar A jornada inaugural está agendada para o dia 12 de Setembro, com os seguintes jogos: SIR 1.º Maio x Porto Salvo (15h00), Albufeira x CJB (17h00) e Juve Lis x Madeira SAD (15h00). Pedro Jerónimo

Futebol | Leiria

fed. portuguesa futebol 1.ª Jornada (06/09) V.

Com a extinção da 2.ª Divisão, a Federação Portuguesa de Andebol (FPA) manteve uma única, a 1.ª, que dividiu em duas zonas (norte e sul), num total 23 equipas – as do distrito de Leiria ficaram na zona sul (11 equipas). A primeira fase joga-se num formato de todos contra todos, a duas voltas. Os quatro primeiros de cada zona qualificam-se para a fase final, onde se mantem o formato de competição. As restantes equipas, das duas zonas, integram, depois, os “jogos de carácter regional ou inter-regional a organizar pelas respectivas Associaçoes Regionais”, avança a FPA.

série

E

1.ª Jornada (06/09) Oeiras x Portomosense (0-0), Tojal

x Sintrense (0-2),Torreense x Alcochetense (0-1), 1.º Dezembro x Casa Pia (0-2), Gavionenses x Caldas (1-2), Peniche x O. Moscavide (5-2)

1.º 2.º 3.º 4.º 5.º 6.º 7.º 8.º 9.º 10.º 11.º 12.º

Equipa Peniche Caldas Casa Pia Sintrense Alcochetense Portomosense Oeiras Torreense Gavionenses 1.º Dezembro Tojal Ol. Moscavide

J V E D Pts 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 1 0 0 3 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0

2ª Jornada (20/09) Portomosense x Peniche, Sintrense x Oeiras, Alcochetense x Tojal, Casa Pia x Torreense, Caldas x 1.º Dezembro, O. Moscavide x Gavionenses

Mundial e euros Os árbitros Márcia Pejapes e Olegário Benquerença, da Associação de Futebol de Leiria, foram escolhidos pela UEFA e FIFA, respectivamente, para apitarem provas internacionais. Assim, a primeira estará no Campeonato de Europa de Sub-19, na Estónia, de 18 a 25 de Setembro, e no Campeonato da Europa Feminino de Sub-17, na Hungria, de 11 a 18 de Outubro, enquanto que o segundo rumará ao Egipto, de 24 de Setembro a 16 de Outubro, para o Campeonato do Mundo Sub-20.


ÚLTIMA 10SETEMBRO2009

Se descobrimos em nós um desejo que nada neste mundo é capaz de satisfazer, deveríamos, se calhar, começar a considerar a possibilidade de talvez nós próprios termos sido criados para um outro mundo. C. S. Lewis, escritor irlandês [1898-1963]

De 4 a 6 de Setembro a cidade foi um “pomar”

Leiria “recheada” de maçãs Quem percorreu algumas das ruas de Leiria, especialmente a baixa da cidade, não foi indiferente ao “pomar” em que a urbe se transformou com tanta maçã expressa em arte ou com o próprio fruto espalhado pelas montras das lojas, como oferta aos transeuntes ou com as inúmeras actividades que promoviam o fruto. O objectivo da acção designada “Mundo da Maçã”, na rua de 4 a 6 de Setembro, consistiu em divulgar a qualidade da maçã de Alcobaça e incentivar o seu consumo. A maçã de Alcobaça é um fruto tipicamente português, reconhecido pelas suas excelentes propriedades

e é um produto da nossa região. A sua valorização como maçã qualificada para a saúde é um trunfo que a Associação de Produtores de Maçã de Alcobaça (APMA), como entidade organizadora, pretende difundir ao público em geral. Na Praça Paulo VI localizou-se o espaço de exposição “Mundo da Maçã” com acesso a estudos recentes sobre a maçã de Alcobaça e um filme que retratava os modos de produção do fruto. Os mais pequenos tiveram direito a actividades lúdicas com pinturas faciais e insufláveis. A cidade acolheu a “Apple Parade”,

uma mega exposição de 40 maçãs gigantes, pintadas por alunos de escolas do distrito de Leiria e artistas plásticos da região. Para aproveitar o momento gastronómico que se assinalou em Leiria com o XVII Festival Regional de Gastronomia de Leiria “Saber, Sabor e Tradição”, nesta edição de 2009 do “Mundo da Maçã” houve a oferta de maçãs naquela típica iniciativa leiriense.

Texto: Joaquim Santos Fotografias: Cláudio Ribeiro

Maçã de Alcobaça A maçã de Alcobaça é produzida segundo as novas tecnologias, acompanhada, seleccionada e controlada nos melhores pomares, por um conjunto de testes analíticos e sensoriais. Assim, esta maçã, além de corresponder a determinadas normas obedece prioritariamente a um conjunto de parâmetros de qualidade “organolécticos” (sabor, aroma, densidade e consistência),

impostos pelos seus produtores. A maçã de Alcobaça além das características próprias, é produzida segundo uma estratégia de protecção e produção integrada ou seja, um processo de produção inovador, racional e controlado. Permite melhorar a qualidade, proporciona segurança alimentar e contribui para o equilíbrio ecológico do meio ambiente.

divulfação

Inscrições até 25 de Setembro

Donativos e informações Seminário Diocesano • 2414-011 Leiria

Tel. 244832760 • Fax 244821102 • email: sdl.reitoria@mail.telepac.pt NIB: 0018 0000 03669452001 72 (Se pretender recibo para IRS, envie email com nome, morada e NIF)


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