Março de 2019 - Ano XX - Edição 240
Abraão, Ilha Grande, Angra dos Reis - RJ
BRIGADA MIRIM ECOLÓGICA DA ILHA GRANDE:
30 ANOS DE SUCESSO E TRABALHO
PÁGINA 14
TEXTOS, NOTÍCIAS E OPINIÃO
CARNAVAL NA ILHA NÃO SE IDENTIFICA COM O PROPÓSITO DO LUGAR PÁGINA 28
COISAS DA REGIÃO
QUESTÃO AMBIENTAL
ETAPA NATAÇÃO DO PROJETO MINI ATLETAS CAIÇARAS PÁGINA
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PLANTAS MEDICINAIS E PRODUTOS NATURAIS EM DEBATE PÁGINA
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EDITORIAL
“O PLANETA SE TORNARÁ IGUAL A UMA BOLA DE BILHAR, REVESTIDA DE LOUÇA” A questão captação e vasão O ser humano se torna vítima da sua “sabedoria” usada para conveniência momentânea ou pelo ganho fácil da corrupção. Não há o que duvidar, as mudanças climáticas estão presentes e que é por cousa da presença humana também não há dúvida. Por outro lado, alguns técnicos defendem até que o “pum” do boi é o grande vilão. Coitado do boi, o punzinho dele nada representa em relação ao que o “cupim humano” representa neste planeta. Precisa uma boiada para compensar um carro em movimento. Mas enfim, quem afirma isto cursou uma universidade, digamos que tenha razão por defender o que aprendeu na ignara universidade, sobre o pum do boi, mas sob meus protestos. Não consigo concordar com isso. Bem, voltando ao tema “captação e vasão”, cuja não equalização se torna responsável pelos grandes problemas criados pelas enchentes, com seus alagamentos, etc. Temos que admitir que as mudanças climáticas são grandes fatores responsáveis, mas o maior responsável é o homem que modificou, por ignorância ou conveniência, o curso natural da água das chuvas. As encostas revestidas de floresta ou qualquer vegetação, retém a água por muito tempo, forma como uma esponja que absorve a água e a libera aos poucos e aos poucos será conduzida ao seu destino final. Hoje as encostas são revestidas de concreto, a água canalizada para
às ravinas e em poucos minutos estarão na parte baixa onde um canal captador a conduzirá ao mar ou a um rio. Dentro desse pequeno tempo o canal não suportará a captação, a ponte cairá, o canal transbordará, alagará a cidade, os carros arrastados, gente afogada, enfim tudo o que sabemos que advém do alagamento. E sabemos que tudo acontece porque não tem vasão suficiente. Num toque de sabedoria mágica o vereador diz: olha a mudança climática.Meu prefeito aumentou o canal do rio em 30% no ano passado, suficiente para não alagar mais! Mas o muar, eleito pelo povo não entende que o poder de captação, no mesmo tempo aumentou 100% face à urbanização, portanto 70% sobrará para a inundação da rua. O poder de raciocínio dele não alcança ao óbvio! A mesma situação acontece na agricultura, retira-se a vegetação, tapa de soja, canalizase a agua para o riacho mais próximo, o riacho transborda e em tempo recorde chega ao rio maior e este ainda mais rápido a outro onde é afluente e assim vai chegar um ponto que o Rio Guaíba não comportará as aguas vindas “do Viamão”, inundando toda a grande Porto Alegre.No mesmo raciocínio o Rio da Prata engolirá Buenos Aires e Montevideo, o Amazonas transformará em mar a Ilha de Marajó e engolirá Belém e assim pordiante face o tempo de vasão ter se tornado incompatível com o de captação. As águas de uma bacia hidrográfica que levariam até meses para chegar ao destino, hoje chega em dias.“O homem precisa parar antes que o planeta seja totalmente impermeabilizado
e suas águas escoadas em tempo recorde”. Caro leitor, você deve estar perguntado: o editor está falando o que muito já falaram! – Concordo, mas isto dever ser dito, 24h por dia, 30 dias por mês e doze meses por ano, para lembrar que o planeta não suporta mais agressões. Você já explicou este tema para seu filho? Não né! Explique, pois amanhã ele poderá ser o presidente da república com poderes para mexer nisso!Você responderá: tá viajando este editor!Isto é impossível! – Pois é! O pai do Bolsonaro possivelmente também teria dito isso em outros tempos! Vocês lembram do São Paulo da garoa? Pois é! Não tinham enchentes e foi ontem! Agora com todo o solo impermeabilizado pelo cimento, basta ter nuvens que já alaga. Devemos preparar toda a humanidade para proteger o planeta. ATACANDO TODAS AS PONTAS POSSÍVEIS, caso contrário ao se tornar “uma bola de bilhar, revestida de louça”, morreremos todos. Mas se ainda sobrar alguém desta espécie cupim, em alguma caverna, poderá ser possível, daqui milhões de anos, perguntarão: o que levou estes idiotas à destruição do planeta! Talvez ainda não fossem racionais, se perguntarão. Nunca entenderão que foi acapacidade de raciocínio ligada ao “egoísmo irracional” quem levou a este absurdo. Em verdade não daria para entender mesmo!
O EDITOR
Este jornal é de uma comunidade. Nós optamos pelo nosso jeito de ser e nosso dia a dia, portanto, algumas coisas poderão fazer sentido somente para quem vivencia nosso cotidiano. Esta é a razão de nossas desculpas por não seguir certas formalidades acadêmicas do jornalismo. Sintetizando: “É de todos para todos e do jeito de cada um”!
Sumário 10
MATÉRIA DE CAPA
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QUESTÃO AMBIENTAL
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INFORMATIVO DA OSIG
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COISAS DA REGIÃO
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TEXTOS E OPINIÕES
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INTERESSANTE
Expediente DIRETOR EDITOR: Nelson Palma CHEFE DE REDAÇÃO: Núbia Reis CONSELHO EDITORIAL: Núbia Reis, Hilda Maria, Karen Garcia. COLABORADORES: Adriano Fabio da Guia, Alba Costa Maciel, Amanda Hadama, Angélica Liaño, Bebel Saravi Cisneros, Érica Mota, Heitor Scalabrini, Hilda Maria, José Zaganelli, Karen Garcia, Lauro Eduardo Bacca, Lívia Maria, Maria Rachel, Neuseli Cardoso, Núbia Reis, Pedro Paulo Vieira, Ricardo Yabrudi, Renato Buys, Roberto Pugliese, Sabrina Matos, Sandor Buys. DIAGRAMAÇÃO Lívia Maria DADOS DA EMPRESA: Palma Editora LTDA. Rua Amâncio Felício de Souza, 110 Abraão, Ilha Grande-RJ CEP: 23968-000 CNPJ: 06.008.574/0001-92 INSC. MUN. 19.818 - INSC. EST. 77.647.546 Telefone: (24) 3361-5410 E-mail: oecojornal@gmail.com Site: www.oecoilhagrande.com.br Blog:www.oecoilhagrande.com.br/blog
As matérias escritas neste jornal, não necessariamente expressam a opinião do jornal. São de responsabilidade de seus autores.
Turistler için bilgi ve öneriler:
Cari amici,
Sevgili arkadaşlar, Ilha Grande’ye hoşgeldiniz!
Bem-veghesti a Ilha Grande (Vêneto dei imigranti - TALIAN)
Sizi adamızda ağırlamaktan ve Ilha Grande’nin APA (Área de Proteção Ambiental - Koruma Altındaki Yerler) listesinde olan devlet parklarından biri olduğunu belirtmekten mutluluk duyarız. Bizler her zaman adamızı korumak adına elimizden geleni yapmakta ve bu konuda sizlerin yardımına ihtiyaç duymaktayız. Adamızın tam anlamıyla sizin bulmayı umduğunuz gibi bir yer henüz olmadığının farkındayız. Eğer yerel toplulukların ve turistlerin yardımları olmasaydı durum daha kötü olabilirdi. Abraão Köyü küçük ve kırsal bir yer olmakla birlikte birçok motel ve restaurant seçeneği sunmaktadır. Rahatınız ve güvenliğiniz için size sunulan her cazip teklifi kabul etmemenizi, hoşunuza giden uygun bir yer bulana kadar zamanınızı değerlendirmenizi öneririz. Size sunulan düşük fiyatlı olanaklar sizin için en iyi seçenek olmayabilir. Eğer size sunulan iyi olanakları değerlendirirseniz, ada sizin için harika bir SPA yeri haline gelebilir. Strese hiç gerek yok. Sonraki sayfadaki bilgiler size yardımcı olacaktır. Doğayı koruyun. Doğadan hiçbirşey almayın ya da doğaya bırakmayın. Deniz yıldızlarını yada diğer deniz canlılarını ait oldukları yerden toplamayın, onlar hassas canlılardır ve yeryüzüne çıkarılmamalıdır. Bunun yerine su altında onlarla fotoğraf çekilebilirsiniz. Kasaba sessiz sakin bir yerdir. Sağlık ocağı, polis merkezi, itfaiye gibi temel ve önemli birçok servis bulunmaktadır.
Al dar la bem-veghesta gavemo el piacere de darle la informacion que semo su uma APA (Area di protecion ambintale), e um PEIG (Parque Estadual da Ilha Grande). Lavoramo molto par protegere questa ísola, par questo domandamo el vostro ajuto. Savemo magari, que l’ísola no le come lei l’imaginata, má se non fosse par l’esfoso dela comunitá e dei turisti serebe molto pegiore. Il paesello de Abraão ze símplice, podemo dire anca bucólico com facia molti-culturalle, ma le ofre bone posade e ristoranti, chiaramente questo dependerá dela vostra cercata. Sugetion par el conforto e securitá: lá incessante oferta de laori a basso prezo questo possibilita rovinare la vostra soghata vacanza. Semo securi che non torni stressato se sai cercare el posto. Se lei saprá sercar Ilha Grande revelará una excelente destinacion. Consulte la guida turística que la trovi em tute le buone agencie, o la guida turística localizzata nella página seguente. Par quanto riguarda la protezione e il respetto dela natura, non retire gnente e non laci nhente. Non retire del mare, anche se sia par instante, le stele marinne, o qual sia altre spacie marine, sono bestioline frágile, par questo non debe absolutamente risalire a la superfície. Ciape le sue foto soto l’acua en loro ambiente, senza mover le bestioline di mare. Il paesello de Abraão, le offre tranquilitá, offre um posto médico um destacamento de polizia e dei vigili del fuoco. Non usi droghe. La lege non permette, questo po rovinare la vostra vacanza.
Uyuşturucu maddeler kullanmayınız. Bu yasalara aykırıdır ve adadaki konaklamanızı da kapsayarak size ciddi sıkıntılara sebep olabilir.
Auguriamo um felice ritorno, porti via tante foto, forse anca scátole piene, e lasce molti amici. Nantri spetemo il vostro ritorno al Ísola. Sempre in gamba e um bondi par tuti!
Size keyifli bir konaklama dileriz. Eminiz ki harika anılar ve fotoğraflar arşivleyecek ve arkanızda iyi arkadaşlar bırakacaksınız.
Apresto. Grazie
Teşekkürler.
Mapa Vila do Abraão
A - Cais da Barca B - D.P.O. C - Correios D - Igreja E - Posto de Saúde F - Cemitério G - Casa de Cultura H - Cais de Turismo I - Bombeiros J - PEIG - Sede K - Subprefeitura
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Capoeira | Ciranda | Literatura Artesanato | Cinema Av. Beira Mar, s/n arenacultural.og@gmail.com (24) 99999-4520
Secretaria da MinistĂŠrio da Cidadania e da Cultura Diversidade Cultural
QUESTÃO AMBIENTAL
PLANTAS MEDICINAIS E PRODUTOS NATURAIS EM DEBATE Por Renato Guima O Estado do Rio sediará o 17º Simpósio Latinoamericano de Farmacobotânica e o 12º Simpósio Brasileiro de Farmacognosia, de 7 a 10 de maio. Os dois encontros, que acontecerão na Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase), em Petrópolis, visam o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre pesquisadores, professores e estudantes das áreas de plantas medicinais e produtos naturais. “A realização dos eventos mostrará aos participantes de várias regiões do Brasil e do exterior uma outra face do Estado do Rio. A maioria dos eventos científicos ocorre na capital fluminense. Porém, o estado possui várias outras regiões de inigualável beleza natural, com diversos atrativos e infraestrutura adequada. A Cidade Imperial tem enorme patrimônio histórico e cultural, além de estar situada na Região Serrana, com Mata Atlântica preservada, rica em biodiversidade e fonte de produtos
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Março de 2019, O ECO
naturais com potencial farmacológico. Dessa forma, o evento tem também como finalidade divulgar os atrativos e o potencial da região”, explica Leopoldo C. Baratto, presidente da Sociedade Brasileira de Farmacognosia, que estuda os princípios ativos naturais. O Simpósio Brasileiro de Farmacognosia teve início em 1997, em Araraquara (SP). Essa é a primeira vez que o evento será realizado no Rio de Janeiro. Este ano serão 38 convidados internacionais e nacionais, que participarão de conferências, mesasredondas, debates, minicursos e oficinas. “O evento pretende criar oportunidades para o estabelecimento de cooperações intra e interinstitucionais, criando um ambiente de encontro para os professores, estudantes, profissionais, empresários e gestores de ciência, tecnologia e inovação, de onde possam sair sugestões e
soluções para temas relevantes como o ensino da Farmacognosia, pesquisa, biodiversidade, biofármacos, legislação, propriedade intelectual, patentes, inovação, desenvolvimento biotecnológico, parcerias e cooperações nacionais e internacionais. O simpósio irá contribuir para a formação de recursos humanos no país em nível de graduação e pós-graduação, fortalecendo a pesquisa em Farmacognosia, tendo em vista que pesquisadores de renome nacional e internacional estarão entre os palestrantes”, destaca Baratto. A rica programação contemplará palestras sobre o tema “Conservação, biodiversidade e biomas brasileiros”, onde se pretende debater a importância da pesquisa científica com a flora nativa, buscando formas de gerar produtos e ao mesmo tempo preservando o meio ambiente. Alguns palestrantes abordarão técnicas analíticas modernas de produtos
naturais, mostrando os avanços na área e de que forma essas novidades podem favorecer a pesquisa e a inovação no estudo de plantas medicinais. Aos interessados por Fitoterapia, serão ministradas palestras abordando o tema “Síndrome metabólica, fitoterapia no SUS” e uma oficina sobre jardins terapêuticos. Os eventos também contarão com apresentação de trabalhos científicos na forma de painéis e comunicações orais, permitindo que os melhores trabalhos de alunos de iniciação científica e pós-graduandos possam ser apresentados. Além disso, serão realizadas miniconferências, com espaço para professores de Farmacognosia e Farmacobotânica apresentarem suas pesquisas, dando oportunidade sobretudo aos jovens pesquisadores. A programação completa e outras informações devem ser acessadas no site www.sbfgnosia.org.br.
INFORMATIVO DA OSIG 1. ADMINISTRATIVO
MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA
BALANCETE DE MARÇO 2019 Saldo mês anterior – 10.269,82 ARRECADAÇÃO Anuidades Nelson Palma 2019 120,00 SOMA 10.389 ,82 DESPESAS Apoio ao campeonato de xadrez 2.323,00 Apoia à Casa de Thiago 2.323,00 Redução do déficit 5.323,00 9.969,00 SALDO 420,82 Resta déficit anterior coberto por empréstimo de R$ 17.516,14 Redução do déficit R$5.323,00 Déficit para abril coberto por empréstimo R$12.193,14
2. PROJETOS
RECICLA ILHA
Um novo olhar sobre a gestão pública Por: Clarisse Lima Por muito tempo acreditei que a maioria dos problemas urbanos se tratavam de descaso do poder público, mas, atualmente, vivenciando a realidade do Projeto Recicla Ilha (em Ilha Grande), noto que a questão não é somente essa, mas que envolve, também, um tom de despeito por não aceitar e reconhecer que cidadãos comuns podem encontrar alternativas para as críticas realidades deparadas em sociedade. O Recicla Ilha está completando 10 meses de Ilha Grande, nesse período já foram alcançados inúmeros benefícios, claro que com muita dedicação de todos os envolvidos. Já estamos chegando ao somatório de 8 toneladas de recicláveis recebidos, recicláveis que antes iriam misturados no lixo direto para o Aterro Controlado de Ariró, possuindo agora como destino uma associação de catadores, gerando emprego e renda para a mesma. Além do ganho social envolvendo a associação de catadores, os recicláveis recebidos no Projeto já retornaram para a população da Ilha aproximadamente R$ 7.900,00. Porém, mesmo com todos esses avanços, toda semana é travada uma luta para levar os recicláveis, nos barcos de limpeza, para a área continental. Toda semana fica a impressão que o Projeto seria uma “pedra no sapato” de alguns, que vem tentando, de toda forma, desmotivar o caminhar desta iniciativa. Parece que estão nos prestando um favor, quando na verdade o Projeto está fazendo o que deviriam já ter iniciados a muitos anos. Porém, mesmo com toda essa resistência, o Projeto se mostra também resistente e resiliente, ganhando com o seu engajamento mais apoiadores.
It’ll be finally realized between 5th and 7th of April in Vila do Abraao. The event Rio Pe de Serra, a big festival of forro, that promises to bring in a lot of fun to the village. In this festival, more than ten bands, with some local bands among them, will perform for the audience for three days. Lots of dance shows are also expected for forro is music for dance lovers. Besides those bands, two DJs will take place for amusing people. The event will be on the beach, in front of the Culture House, with free entrance.
CASTRAÇÃO Fizemos contato com a equipe ANJOS DA GUARDA, e confirmamos a castração para os dias 25 e 26 de maio. As inscrições serão abertas a partir do dia 01 de maio. Inscreva seu animalzinho! Inscrições serão feitas na sede da OSIG.
APTR 2019 A Etapa APTR Ilha Grande ocorrerá no dia 08 de junho de 2019, na Vila de Abraão e as inscrições estão abertas no site www.aptrseries.com.br Este ano terá inovação nos percursos, proporcionando possibilidades de mais participantes de todos os níveis de condicionamento físico. Tanto para os que correm quanto para aqueles que fazem caminhada com um percurso se 04km além da tradicional corrida kids, onde todas as crianças podem participar. As opções de modalidades são: - 32km - 16km - 08km - 04km - kids.
Compartilhar momentos na montanha pode ser sempre em parceria com amigos!
O ECO ENGLISH STUDENTS Por: Dariana Nogueira de Abreu
FORRO FESTIVAL IN ILHA GRANDE Forro is a traditional and very popular Brazilian rhythm and pretty loved by Ilha Grande.
Março de 2019, O ECO
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MATÉRIA DE CAPA
BRIGADA MIRIM ECOLÓGICA DA ILHA GRANDE: 30 ANOS DE SUCESSO E TRABALHO Por Pedro Paulo Vieira - Diretor Administrativo
Sob qualquer viés pelo qual venha a ser avaliada – social, ambiental e inclusivo – a trajetória da Brigada Mirim Ecológica da Ilha Grande é a crônica de uma história de ações positivas, de uma aposta que deu certo e de um empreendimento cujos movimentos em prol da preservação de um meio ambiente saudável já estão registrados na história recente desse santuário insulano de Angra dos Reis. Uma organização não-governamental sem fins lucrativos, autossustentável, a entidade – fundada em 29 de março de 1989 por moradores da Vila do Abraão e enseadas vizinhas, com o inestimável impulso de empresários e personalidades ligadas por laços afetivos à ilha – faz um balanço de seus trinta anos com justo orgulho de ter alcançado alguns dos principais objetivos a que se propõe. A missão de contribuir para a promoção da preservação sustentável do ambiente natural da Ilha Grande e para o desenvolvimento social da comunidade local, estimulando o pleno exercício da cidadania dos jovens participantes de suas atividades, consolida-se cada vez mais à luz destas três décadas durante as quais a Brigada foi personagem efetiva da realidade cotidiana da ilha, participando do seu dia-a-dia, do seu crescimento sob o anteparo 10 Março de 2019, O ECO
de políticas de desenvolvimento sustentável e, por decorrência, das suas transformações. Mas nem sempre a maré esteve favorável e o mar foi de almirante. A história da Brigada Mirim foi construída com trabalho diário e consistente – e, por intenso, não poucas vezes cansativo. A entidade proporciona treinamento, trabalho, disciplina, saúde, educação e cidadania aos jovens brigadistas, potencializando sua formação educacional e social, e aprimorando o compromisso dos jovens com o exercício de deveres como contrapartida de seus direitos. Isso, para além de, ao mesmo tempo em que com suas atividadesfim, prestaserviços de extrema relevância à preservação ambiental, à sociedade local e ao turismo. Em 1989, um grupo de moradores, com grande dose de determinação e perseverança, decidiu interferir na crescente degradação da Ilha Grande, mobilizando-se para criar a Brigada. Essa já é uma história amplamente conhecida em toda a ilha. Nestes 30 anos, mais de mil jovens dedicados à causa ambiental foram os responsáveis pelo sucesso da ong. Ainda há muito a fazer. A luta pela preservação ambiental e pela inclusão desses jovens é um compromisso permanente, uma nossa busca incansável e
tarefa diária da Brigada Mirim. Princípio inegociável desde a sua fundação, a Brigada atuacom jovens entre 14 e 18 anos incompletos,que se
dedicam durante três horas diárias do contra turno escolar a atividades de cunho educativo, social e ambiental, mediante a concessão de uma bolsa-
AQUISIÇÃO DO QUADRO COMEMORATIVO DE 25 ANOS DA BMEIG, COM ILUSTRAÇÃO DA FRENTE DA SEDE SOCIAL
MATÉRIA DE CAPA auxílio. Como as atividades são exercidas fora do horário escolar, suas atividades não colidem com o cumprimento do currículo obrigatório da grade educacional – antes, o complementa, acompanhando e ampliando o conhecimento estudantil da garotada. Os brigadistas também recebem acompanhamento psicopedagógico e social. Esse pressupostoagrega-lhes formação e aprimora o exercício de seus deveres e direitos como cidadãos. Ao mesmo tempo, frise-se, a Brigada realiza serviços de extrema relevância para a preservação ambiental, para o desenvolvimento da sociedade local e, não menos importante, para o turismo da Ilha Grande. Desde a sua criação, mais de R$ 2,5 milhões foram investidos em bolsas-auxílio oferecidas a jovens ilhéus. No seu balanço de atividades, há muito o que destacar. Por exemplo: • Criação do viveiro de mudas para reflorestamento • Sinalização ecológica das trilhas, hoje sob administração do Inea/Peig (Parque Estadual da Ilha Grande) • Apicultura • Horta-escola • Agenda 21 • Fazendas marinhas de cultivo de algas • Fazendas marinhas de cultivo de Coquilles SaintJacques (Vieiras) • Projetos de coleta e reciclagem de resíduos sólidos • Instalação de sala de informática para práticas de EAD • Mapeamento de todas as trilhas da Ilha Grande. E isto apenas para destacar algumas das iniciativas de sucesso por protagonizadas pela Brigada, mantidas e executadas
ATIVIDADES ROTINEIRA DE MANEJOS E MANUTENÇÕES ESTRUTURAL DOS BRIGADISTAS DA VILA DO ABRAÃO NA FAZENDA MARINHA.
PARTICIPAÇÃO DA BMEIG NO NATAL ECOLÓGICO DE 2015, COM CRIAÇÃO DE ARVORE FEITA CONCHAS DE COQUILLES, ESPÉCIE CULTIVADA PELOS BRIGADISTAS NA FAZENDA MARINHA DO ABRAÃO PEQUENO
ao longo de sua existência. Uma vez que a entidade não tem fim lucrativo, tais ações são viabilizadas a partir de parceria
e participação de um número imenso de patrocinadores, sócios mantenedores e apoiadores governamentais/
sociedade civil que igualmente acreditam na causa ambiental e na possibilidade de preservação da Ilha Grande como um paraíso, Março de 2019, O ECO 11
MATÉRIA DE CAPA uma joia, um patrimônio a ser mantido e protegido. Não há espaço aqui para nomear todos, um a um. Mas a gratidão da Brigada pelo apoio sempre recebido é incomensurável. O sentimento é de que, com a colaboração dos sempre receptivos parceiros, a entidade se manterá na trilha de sucesso que até aqui balizou seus trinta anos, mantendo vivos os compromissos de uma agenda voltada integralmente para o bem-estar e a defesa do meio ambiente da Ilha Grande. Olhando para o futuro, o trabalho realizado atéagora servirá de base para uma participação crescente de toda a comunidade insulana. A Brigada Mirim é da Ilha Grande, para os moradores da Ilha Grande, e suas portas estão abertas para que os próximos trinta anos sejam de realizações ainda maiores, norteadas pela seriedade e transparência de um trabalho que já foi “de formiguinha”, mas que chega agora aos trinta anos rejuvenescido, fortalecido e visando a realizações cada vez maiores e determinantes para o desempenho diário da missão a que se propôs. Vão aqui agradecimentos em particular aos jovens brigadistas de ontem e de hoje, e em especial a suas famílias,pela confiança e pelo apoio inesgotáveis. Vocês são o motor que leva a um futuro melhor aqui na ilha. Como dito, ainda há muito o que fazer. Por fim, fica aqui o convite a todos os ilhéus para conhecer, visitar e revisitar a sede da entidade, na Vila do Abraão, e continuar participando dessa história de sucesso (ou a ela se integrar) que já faz parte do histórico e da coletividade da Ilha Grande. Parabéns à Brigada Mirim pelos seus 30 anos. 12 Março de 2019, O ECO
ENTREGA DE NOVOS UNIFORMES PARA OS RECÉM BRIGADISTAS
EXPERIMENTO DE EXTRAÇÃO DE MACROALGAS DA ESPÉCIE KAPPAPHYCUS ALVAREZII, PARA UTILIZAÇÃO DA MESMA COMO BIOFERTILIZANTE NA HORTA COMUNITÁRIA.
MATÉRIA DE CAPA
DA BRIGADA MIRIM À FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO
Sou Rafael Marques dos Santos. Entre os anos 2015 a 2018, atuei como brigadista no projeto socioambiental da Brigada Mirim Ecológica da I lha Grande. Minha história nessa instituição que está comemorando trinta anos é bem grande, com vários desafios e muita felicidade. Lembro até hoje o primeiro dia de atividades, trabalhando na organização do galpão e na horta que temos na sede. Mal sabia que, ao longo dessa jornada, evoluiria tanto pessoalmente quanto na minha vida acadêmica. Valorizo muito a importância da instituição na minha juventude e acredito que na de muitos jovens aqui da Ilha Grande. Inicialmente encontrei muitas dificuldades para me adaptar. Mas, quem nunca? Fato é que, com a ajuda de colegas e com experiências vivenciadas na Brigada, fui ganhando confiança e desenvolvendo habilidades de trabalho em campo, ou melhor, no mar, já que o foco das atividades da ong durante o período em que fiz parte era (e hoje continua sendo) uma forte capacitação dos jovens ilhéus nas atividades de maricultura – mais precisamente no cultivo de macroalgas e vieiras. Entretanto, se para mim foi difícil me destacar na execução dessas atividades relacionadas àmaricultura, busquei ganhar destaque em outros aspectos, não na execução, mas sim em entender como esses mecanismos funcionavam e conhecer as características desses seres vivos. Como toda história passa por transformações e conclusões, finalizei uma etapa desse ciclo, a de brigadista. Ao longo de 2018 ocorreram muitas mudanças. Fui convidado para fazer parte da equipe administrativa da Brigada Mirim e, com esse apoio material, posso me manter após ingressar na sonhada faculdade. Encontro hoje uma flexibilidade entre o trabalho na Brigada e a faculdade, o qual se estende cada vez mais e com o tempo vai se aprimorando. Vejo a Brigada Mirim como a extensão da minha casa e, mais do que isso, como uma organização que tende a crescer cada vez mais. Já se foram trinta anos de história, e acredito que há muito mais para acontecer nos trinta anos que estão por vir.
Rafael Marques, 19 anos. Assistente Administrativo da BMEIG
Estudante de Administração de Empresas da Universidade Estácio de Sá – Núcleo de Angra dos Reis.
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MATÉRIA DE CAPA
DESCOBRI QUE O MAR É O MEU LUGAR
Meu nome é João Henrique. Tenho 17 anos. Vim da Bahia para a ilha a passeio, e quando cheguei aqui vi que era um bom lugar para morar e para os meus pais trabalhar. Quando eu comecei a estudar, meus amigos me falaram da Brigada Mirim. Fiquei interessado nas atividades da ong e fiz a seleção para tentar entrar. Consegui passar e logo depois de uma semana comecei a fazer parte desse grupo de jovens. No primeiro dia na Brigada eu já fui para a fazenda marinha e participei da primeira plantação de algas. Depois de algum tempo fui apren dendo mais sobre esse tipo de cultivo e dela gostando cada vez mais. A alga é muito importante para as pessoas, porque dela pode ser extraída a carragena, que está presente em alimentos, cosméticos e etc. Depois de um mês comecei a fazer manejo de um molusco chamado coquille Saint-Jacques. Criamos o coquille dentro de lanternas que ficam a oito metros de profundidade no mar. A Brigada Mirim me ensinou muitas coisas sobre a maricultura e daqui a alguns anos pretendo construir minha própria fazenda marinha.
João Henrique - 17 anos - Brigadista.
“Minha primeira experiência na Brigada Mirim “
No meu primeirodia de trabalho, recebi um telefonema informando o horário no qual eu deveria comparecer à Brigada. A princípio, pensei que fosse apenas para entregar documentos, mas naquele mesmo dia eu conheci a sede e ajudei as outras meninas a arrumá-la. Poucos dias depois conheci a fazenda marinha, o plantio de algas e os coquilles, e descobri que o trabalho aqui entre meninos e meninas é igual, e não é fácil.
Ana Rízia - 15 anos - Brigadista
No meu primeiro dia trabalhando na Brigada Mirim Ecológica da Ilha Grande aprendi a limpar PVCs com cracas que tinham acabado de che gar do mar. Com o passar do tempo aprendi outras atividades como limpar lanternas, limpar coquilles, fazer manutenção na horta etc. Gosto de trabalhar na Brigada porque tem um ambiente de descontraído. Mas nunca esqueço a importância de dar atenção à execução das tarefas, algo que aprendi dentro da instituição para evitar acidentes. Esse trabalho me permite vivenciar experiências novas que me são úteis na escola, e certamenteserão uma vantagem na hora de procurar um emprego.
Andreia Lima - 15 anos - Brigadista
14 Março de 2019, O ECO
COISAS DA REGIÃO SACO DO CÉU
ETAPA NATAÇÃO DO PROJETO MINI ATLETAS CAIÇARAS Por Tatiana Mariano Britto No dia 26 de março de 2019, na Praia da Raposinha, a escola CETI Monsenhor Pinto de Carvalho realizou a Primeira Etapa do Projeto Mini Atletas CaiçarasNatação, idealizado pela professora Tatiana Mariano. O principal objetivo do Projeto é garantir a prática de atividade física esportiva de diferentes modalidades às crianças e jovens entre 4 e 12 anos da nossa escola, no Saco do Céu- Ilha Grande, oportunizando assim o seu desenvolvimento físico, mental e social afastando-as do mundo das drogas e contribuindo para uma vida mais saudável e responsável. E ainda fomentar o respeito ao próximo evitando práticas de Bulliyng e relacionar a prática esportiva com os conteúdos programáticos tornando o aprendizado mais significativo. As crianças foram vivenciando o Projeto em sala de aula durante o bimestre com atividades diversificadas relacionadas a temática. Havia grande expectativa de todos com a chegada do dia. Tivemos períodos de inscrição, entrega dos kits, escolha das baterias, sempre de forma autônoma, exercitando a cidadania. O evento foi maravilhoso. Muitos sorrisos, brilho nos olhos, alegria de sobra e muita responsabilidade dos alunos em respeitar todas as regras combinadas anteriormente e em ter a disciplina que o esporte exige. Tivemos grande parceria dos pais e responsáveis que prestigiaram o evento e se envolveram nas atividades. A equipe escolar também ficou muito orgulhosa e feliz com a sintonia de todos os envolvidos e com a coragem dos Mini Atletas Caiçaras. Agora é esperar pelas próximas etapas! Nossos sinceros agradecimentos aos que ajudaram a tornar essa experiência especial: Primeiro, aos alunos. Obrigada por cada sorriso. Aos pais, obrigada por confiar na escola! Aos funcionários (Diretora: Alcione, Pedagoga: Clisse, Professoras: Aline, Jaqueline, Isabel e Tatiana, Merendeiras: Alcileia e Daniele e Zelador: Adriano), obrigada por darem seu melhor para que esse projeto saísse do papel. Ao 10º Destacamento de Bombeiro Militar (Abraão) e aos apoiadores: Graciela e
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COISAS DA REGIÃO Valdo, Damásio, Marcos Veloso, katinha e os chefes dos Escoteiros, Rennie, Carol e Izis, Ayellen e André, Brizia e Daniel, Leandro, André e Tales, Marli, César e Marina, Maria e Ramon, André e Andreia,
16 Março de 2019, O ECO
Enysson, Paula e Fred, Talita e Valdemar, Palma e Núbia, João Pontes, Illana e Cacá, Manu e todos de Japariz, Adriano, Alberto, Cristiane Brasil, Paty, Hellen e Hudson, Max, Bárbara, Aloísio e Jordan,
Débora, Eduardo, Luiz Gustavo e Juliana, Sabrina e Rodrigo, Danelle e Ronaldo, Alberto (pelas fotos incríveis), Secretaria Municipal de Educação de Angra dos Reis, e todos os que estavam acompanhando
os preparativos, na torcida por um dia lindo. E mais uma vez, dizemos: “Sozinho a gente vai mais rápido... Mas juntos, a gente vai mais longe!”
COISAS DA REGIÃO PREFEITURA
PREFEITURA INVESTE NO SANEAMENTO DA VILA DO ABRAÃO Com o material enviado, elevatórias funcionarão mesmo com falta de energia, evitando que o esgoto seja lançado no mar A Prefeitura de Angra está cuidando do saneamento da Vila do Abraão. A comunidade da Ilha Grande recebeu, nessa terça-feira (19), um quilômetro de cabeamento, eletrodutos e materiais de caixa de passagens que vão possibilitar a alimentação das elevatórias, quando faltar energia, evitando que o esgoto seja lançado no mar. As obras serão iniciadas pelo Serviço Autônomo de Captação de Água e Tratamento de Esgoto (Saae), em parceria com a equipe da Secretaria Executiva de Serviço Público, em breve e durarão aproximadamente 30 dias para serem concluídas. - Ocorre hoje que, na falta de energia, as bombas das elevatórias de esgoto não funcionam e, com isso, o resíduo é lançado no mar.
O sistema que vamos implantar vai permitir que as bombas estejam em funcionamento e alimentem as elevatórias, assim o esgoto chegará à estação de tratamento – informou o presidente do Saae, Paulo Cezar de Souza, o PC, acrescentando que ainda serão enviadas para a Vila do Abraão novas tampas para as elevatórias. O prefeito Fernando Jordão esteve no Cais dos Pescadores para acompanhar o embarque dos materiais. - Essa é uma reivindicação antiga dos moradores. Só não iniciamos antes pois fizemos um acordo com os moradores e os empresários do trade turístico para iniciar qualquer trabalho nas principais ruas da Vila do Abraão depois do verão e assim estamos fazendo – destacou o prefeito Fernando Jordão.
Março de 2019, O ECO 17
COISAS DA REGIÃO
EVENTOS DE FÉ
QUARESMA, QUAL O SEU SIGNIFICADO? Por Frei José Anchieta Varela, I.F.E. Pároco da Ilha Grande
A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus. Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. A Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.
40 dias A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito. Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.
Tempo de conversão Aproveitemos este tempo quaresma para nos voltarmos para Deus e à prática do bem. Este é um tempo de mudança de vida. Como católicos busquemos, realmente, uma verdadeira transformação de vida. Sejamos fiéis ao Senhor e nos empenhamos em praticar seus ensinamentos. Deus nos abençoe!
18 Março de 2019, O ECO
COISAS DA REGIÃO EVENTOS
RIO PÉ DE SERRA CHEGA NA VILA DO ABRAÃO Evento vai reunir diversas bandas de forró, de 5 a 7 de abril, na Ilha Grande
Quem gosta de um bom forró já deve entrar em contato com as pousadas da Vila do Abraão, na Ilha Grande, e fazer sua reserva para o início de abril. De 5 a 7 do mês que vem vai acontecer a primeira edição do Rio Pé de Serra na localidade. O evento será realizado pela Prefeitura de Angra, através da TurisAngra, e vai ter entrada gratuita. A programação está especial e com certeza vai agradar a todos os amantes do forró. Angra dos Reis estará bem representada pelo Trio Mambucaba e pelo Ipaum Guaçu Trio. No primeiro dia de evento, 5 de abril (sexta-feira), vão se apresentar o Trio Mambucaba, Trio Pé de Serra, Forró Maravilhas e Trio Paralelo. Já no dia 6 de
abril (sábado) se apresentam, na Vila do Abraão, o Trio Cachadaço, Cassiano Beija-Flor e Trio, Estopim e Pimenta do Reino. Fechando o Rio Pé de Serra – edição Ilha Grande - , no dia 7 de abril (domingo) subirão ao palco Ipaum Guaçu Trio, Mestre Maçarico, Elas Cantam Nordeste (Iriz Pontal, Meidinha Rocha e Thays Sodré, acompanhadas por Nato do Acordeon / Pezão / Rodrigo Triangulo) e a banda Calça Arriada. Além das apresentações das bandas, o evento também será animado pelo DJ Xeleléu nos dias 5 e 6 de abril e DJ Edna Carvalho, no dia 7.
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COISAS DA REGIÃO PREFEITURA
PONTE DO AVENTUREIRO COMEÇA A SER CONSTRUÍDA
Equipe do Serviço Público está atuando ainda na obra do canal do Parque das Palmeiras e na manutenção das estradas vicinais requerendo assim constantes cuidados e de que os reparos só são possíveis quando surge o sol, coisa rara nestes últimos meses – afirmou o secretário executivo de Serviço Público. Para ganhar mais velocidade o Serviço Público ampliou os equipamentos necessários, passando de uma motoniveladora para duas nas áreas
A Prefeitura de Angra, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, via Secretaria Executiva de Serviço Público, está atuando em diversas partes do município e realizando intervenções importantes para os moradores. A construção da nova ponte da Praia do Aventureiro, na Ilha Grande, teve início na terça-feira (26). A obra terá 15 metros de extensão sobre o rio, com 1,15 metros de largura, e será construída sobre sapatas e pilares de concreto com vigas metálicas. As rampas de acesso terão pintura na cor branca e o guardacorpo será galvanizado na cor verde. A previsão é de que o serviço esteja concluído em 20 dias. No continente uma intervenção que merece destaque é a primeira etapa da obra de ampliação do sistema de drenagem que corta o Parque das Palmeiras. Parte do canal que ruiu com as últimas fortes chuvas, ocorridas antes do carnaval, está sendo reconstruída. O prefeito Fernando Jordão esteve no local, na terça-feira (26), vistoriando a
20 Março de 2019, O ECO
obra. - Tivemos que tirar o outro canteiro que estava comprometido e mais um trecho de sete metros onde devemos levar mais uns 15 dias para arrumar tudo e em seguida daremos início a segunda etapa – explicou o secretário executivo de Serviço Público, Felipe Larrosa. Numa segunda etapa, a galeria que atravessa a Avenida José Elias Rabha será ampliada, aumentando a capacidade de vazão das águas pluviais, o que impedirá que novos alagamentos aconteçam no local. Essa passagem sob a avenida foi projetada há mais de 30 anos e não vinha suportando o volume de água que hoje o canal recebe. O Serviço Público também atendeu às reivindicações das comunidades rurais e, auxiliando a Secretaria Executiva de Agricultura, Aquicultura e Pesca, retomou no último final de semana a manutenção das estradas vicinais. O serviço teve início pela Estrada dos Índios, no Bracuí. - Lembramos que as chuvas fortes danificam essas vias não pavimentadas
rurais e acrescentando mais uma nas áreas urbanas. Na segunda-feira (25) foi a vez da Coordenadoria Técnica de Mambucaba realizar melhorias na estrada do Sertão de São José de Mambucaba, importante via de escoamento de produção agrícola e de exploração do turismo rural.
COISAS DA REGIÃO EVENTOS
MULHERES NO REMO : DE ITAIPU A ILHA GRANDE
No sábado, 2 de fevereiro, um grupo de mulheres remadoras realizou uma travessia de 130km em canoa polinésia de Niterói a Ilha Grande. A largada foi na Praia de Itaipu no fim da tarde de sextafeira, dia 1º de fevereiro, às 18h, e a chegada foi na Praia do Abraão, às 11h30 do dia seguinte. O desafio foi desenhado por Luiza Perin, 38 anos, fundadora da escola de remadores Itaipu Surf Hoe, em Niterói. Este percurso já foi realizado outras vezes em diferentes formatos por remadores pioneiros no esporte, desde 2003,
mas foi a primeira vez que uma equipe de 12 mulheres encarou o percurso. “Um dos segredos para o sucesso de remadas como esta, de grandes distâncias e superações a serem vencidas, é a determinação. Mostrar às remadoras do Itaipu Surf Hoe o quanto elas podem conquistar usando sua determinação é uma lição que as leva muito além da Ilha Grande a bordo de uma canoa, é uma lição para a vida”, explica Luiza. A remada aconteceu em formato de revezamento e as doze remadoras se alternaram de
hora em hora para dividir os seis bancos da canoa. A equipe foi acompanhada por um barco de apoio com uma equipe de filmagem que registrou os momentos mais emocionantes da jornada e está produzindo um mini documentário que será lançado no final do mês e disponibilizado na internet. “Essa travessia fez uma grande diferença na minha vida, me sinto outra mulher, pois aprendi que os limites estão aí para serem ultrapassados”, diz Derli, uma das mulheres da equipe, remadora da escola há dez meses.
As doze remadoras niteroienses são: Luiza Perin, Tatiana Castella, Raysa Ribeiro, Simone Condeixa, Bruna Motta, Ana Luiza Ramos, Mariana Escanho, Barbara Verorazzi, Derli Castro, Graça Faro, Fernanda Lima e Gabi Latinni. O projeto teve o apoio de marcas como SGA Toyota, lanchonete Puro Suco, loja Empório Verde, restaurante Saboreando, loja de cosméticos Kaori, cervejaria 2Hop, loja Way Suplementos, merca de roupas Vogah, loja Todaro e academia Studio In.
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TEXTOS, NOTÍCIAS E OPINIÕES OPINIÃO
UM LUGAR É BOM QUANDO SE GOSTA DELE Por Nelson Palma Para gostar de um lugar necessitamos de identidade com os costumes, com seu povos, com a natureza e sua biodiversidade, incluindo a geografia representada por aquela cachoeira que se costuma tomar banho,a sanga que costuma pescar lambaris, os pássaros daquele bioma, o por do sol especial que nos mostra o fim do dia. A saracura é um exemplo de lembrança do fim do dia ou o alvorecer. Ela sempre se manifesta com sua cantoria nesses momentos. O cheiro das coisas... as flores, os frutos... o cheiro de mato! Tudo altamente deemoção poética! Isto nos identifica e nesta identidade em forma de viagem, tudose manifesta de um jeito talvez quântico que chega aprovocar manifestação da alma através daquilo que só a espiritualidade entende. Caramba, acho até que já estou viajando! Mas eu gosto de viajar pela estrada do devaneio, onde talvez o modernismo tenha ocupado este espaçona juventude atual, em forma de tecnologia em substituiçãoao sentimento. Me leva apensar que isso já mandou a sensibilidade para o “brejo”, que você acha? (Vide redes sociais). Eu prefiro ser brega, sentimental, do tipo poeta que amarrou o tempo no poste, e surfando na saudade do ontem para ter um hoje feliz. Fortes discussões já envolvem a tecnologia como perigosa, mas tudo lava a crer que
22 Março de 2019, O ECO
nada será reversível. “nosso ethos já é o celular”, como inteligência artificial que nos traz tudo em um clik sem nenhum esforço. Bem, mas aonde quero chegar com este “amaciante literário”?O leitor já deve estar pensando: o cara é um tremendo “cerca lourenço”! Não é não, na verdade quero dizer que quem não teve a oportunidade de viver não lugar assim, ele pode transformar seu povoado em um lugar bucólico, agradável, mesmo que tenha um quê de cosmopolita,mas sempre curtindo a emoção de viver, interagindo com o ser semelhante pelo próprio ser, não pelo celular. Criar o hábito de dizer bom dia a quem não é conhecido, ou a quem a gente não gosta, sentar-se no banco da praça para ler o jornal, colocar uma migalha de pão para os passarinhos, tratar os outros sem as diferenças, esquecer doenças e remédios, falar de futebol, religião e política pelo mínimo necessário, enfim, criar novos hábitos que nos reativem a vontade de viver bem, mesmo que para isso tenhamos que recorrer a um certo sincretismo. Há poucos dias uma estrangeira esteve aqui e no início da conversa ela falou: que lugar louco este Abraão, ninguém me conhece e todos me cumprimentam! Expliquei-lhe que é cultural em um local
pequeno no Brasil, cumprimentar uns aos outros independentemente de conhecer ou não. Pasmem, quase tive que chamar “Platão” para me ajudar na explicação e até posso admitir que ela simplesmente aceitou, mas não entendeu (tive que recorrer até ao sofista). O fato é que os hábitos culturais são difíceis de entender, para quem não tem esta cultura e quase impossível torna-los mutáveis.Nós temos que nos adaptar a eles, para entender os outros. Daí surgiu o sincretismo (FILOSOFIA: síntese, razoavelmente equilibrada, de elementos díspares, originários de diferentes visões do mundo ou de doutrinas filosóficas distintas.”Da escola filosófica de Alexandria)”,por necessidade da fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas, com reinterpretação de seus elementos. “O sincretismo religioso é uma junção de diversas religiões e doutrinas com suas características e costumes que procuram propagar uma formação humana diferente, mais atual e mais aberta a mudanças para a formação de uma nova doutrina”. Isto é comum no Brasil e nos ajudou conviver com as diferenças durante os tempos. Estou me reportando a esta parte filosófica, fugindo de lembrar com saudade a cachoeira onde tomava banho,
e a sanga onde pescava lambaris, para me reportar a necessidade de identidade com os costumes, para vivermos em paz. Quero mostrar que o Brasil de nossos dias necessita urgentemente de um sincretismopolítico, racial e de gênero (de futebol também, entre outros), para voltarmos ao respeito necessário a que o outro pensa, e assim possamos viver em grupo harmonicamente. “Aceitar os outros como eles são, é a virtude que necessitamos para a vida em grupo”. Os conflitos no mundo inteiro surgiram por falta disso.“No Brasil, hoje é inaceitável entender os outros como eles são, os outros têm que ser como eu quero que sejam”. Isto não é nem imaginável de aceitar, é raciocinar pelo absurdo! Por isso vamos de mal a pior especialmentecomonação. Um povo mestiço e harmônico como nenhum outro no mundo, está caminhado para verdadeiros apartheids, com muros que nos saparam de verdade. Isto foi criado intencionalmente ao meu ver. Tem sábios envolvidos nisso, mas é muito negativo e vergonhoso. - Desculpem o giro que realizei para chegar ao meu finamente, mas se assim não fosse, a maioria não teria lido. Desculpas aos que por ventura os tenha enganado, ou aosque não concordam com o pensamento.
LAMENTAÇÕES NO MURO OPINIÃO
CARNAVAL NA ILHA NÃO SE IDENTIFICA COM O PROPÓSITO DO LUGAR Por Nelson Palma
“Tornou-se um dos grandes mentores da desordem e perda de identidade do lugar”. O povo antigo chora a transformação! A Ilha deveria ser um lugar aonde as pessoas pudessem fugir do carnaval. O carnavalesco deve ir para os grandes centros onde ele é exagerado. Obviamente aqui existiriam, como sempre existiram, blocos sem exageros, muito alegres e festeiros, onde até o turista que foge do carnaval acompanharia e gostaria de compartilhar, por certo voltando no próximo ano. Mas a Prefeitura em seus exageros populistas entende que deve ser como os grandes centros, milhares de pessoas à exaustão sem saber porquê. Sob o aspecto cultural e também econômico é um desastre para a Ilha a bagunça atual. O que tem de reclamações do trade
neste sentido, não tem limite, pois não atingiu a expectativa e a cada ano cai consideravelmente. Quando a Prefeitura entender que a Ilha não é continente, tampouco se identifica com o continente, as coisas poderão mudar. Eu entendi, pelas opiniões colhidas, que ainda se esperava pior do que foi, face o baixo nível de turismo. Ele já não é mais voltado para a hotelaria de melhor nível, mas sim para qualquer lugar que dê para jogar a mochila e dormir um pouco, para carregar as baterias para o dia seguinte bagunçar os costumes. Sanduiches e comidinha de “mata fome” roubaram o lugar dos bons restaurantes, isto é o termômetro que mede a qualidade turística. Obviamente muita gente não concordará com isso, pois se identifica com a bagunça gerada e também tira proveito da Ilha em ladeira a baixo. Falta só o bandido e a milícia chegarem, pois o que acontece já é porta de entrada, que o lugar tomará a
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LAMENTAÇÕES NO MURO cara da sede municipal e o consequente fim da nossa sustentabilidade. A droga já chegou em alto nível e abundante, e o fim do sossego deverá estar chegando junto. Lamentavelmenteisto não servirá nem de alerta para a Prefeitura, pois ela convive normalmente com este ambiente. Para ela se estiver bombando está bom, a qualidade não importa, e por isso Angra torneou-se um lugar de desassossego e péssima qualidade de vida. O povo de Angra está muito triste por ter perdido sua identidade, tocada por ausência do sossego. Nossa comunidade tem grande parte desta culpa, de Ilha estar numa estrada tortuoza e ladeira a baixo, pois não está se importando com a identidade do lugar e uma vez perdendo a identidade se tronará um lugar comum como qualquer subúrbio de grande centro. Gente de todas as culturas e costumes, está tomando conta da Ilha e incapaz de construir algo comum a todos. O lema será “salva-se quem puder”. Feio não é?
Com todo o desastre, o carnaval ainda se apresentou razoável, como as fotos demonstram. O povo da Ilha é tão criativo, capaz de supera os percalços advindos da desordem que a Prefeitura deixa rolar, cujo porquê é incógnito. Mas, uma advertência: nossa comunidade não reverte isso pela indiferença ainda gerada pelo ganho fácil. Deveria se dar contas que seu patrimônio está cada vez menor e amanhã não valerá mais nada. Fruto de sua indiferença hoje. Lembre-se que lugar só é bom enquanto não o estragamos!E o melhor caminho para nivelar por baixo, é a enxurrada de barraquinhas, que arrebentam o mercado sem beneficiar ninguém, a não ser interesses escusos da TURISANGRA, que por migalhas estraga nosso destino turístico. E.... ainda teremos dois anos para aturar este desmando, tempo mais que suficiente para destruir o que era bom. Lamentável, um dos melhores lugares do mundo virando inóspito quanto aos costumes e ao crescimento sustentável. Só como informação, o pós carnaval para o comércio foi melhor que o evento. Inadmissível simplesmente.
24 Março de 2019, O ECO
COLUNISTAS
OS HOMENS QUE SUSTENTAM A CULTURA, NOSSOS ATLAS POR RICARDO YABRUDI Atlas segurava o mundo. Este foi o castigo imposto por Zeus a este titã. Rebelando-se, este e outros deuses, atacaram o Olimpo, Atlas e outros titãs não conseguiram ascender ao poder, perderam a batalha. Por essa tentativa que falhou, foi condenado. Seu castigo, imputado por Zeus foi o de segurar o céu, consequentemente, a terra. A cultura é o resultado de uma complexa rede de informações que vão se instaurando em uma sociedade. A partir dessas relações entre os homens ela vai tomando forma e se apresenta com a conhecemos, isto é o que chamamos cultura. Entretanto, quem faz circular essas “informações? Que rede de informação e comunicação é essa, que pesca os peixes desse mar Atlântico, esse oceano que banha o mundo, o Brasil e nossas ilhas? O nome Atlântico vem do nosso titã “Atlas” que segura o globo. Mas quem são os nossos Atlas? Ou melhor quem serão nossos Atlas que seguram o mundo, “o globo da cultura”, como um “castigo”, que é o do pensamento, que rege as influências e as decisões da vida política? Diremos política, no sentido aristotélico do bem viver na “polis”, (a cidade). Cada cidade tem sua microcultura. Todos nós sabemos quem são os responsáveis por nós, influenciando nossos pensamentos através de uma ideologia espalhada pelos meios de comunicação. A indiferença sobre a participação particular individual humana, que prega Theodor Adorno, em seu famoso escrito “O iluminismo como mistificação das massas”, no ensaio “Dialética do Esclarecimento”, escrita em 1942, poderá ser revista, tendo como base, em que nossos Atlas tem um papel de “responsabilidade ímpar” na constituição dos movimentos artísticos e culturais em uma cidade ou num país, fazendo retroceder o que seria impossível no pensamento do filósofo. Adorno descreve a impossibilidade de frear a massificação da arte e da erudição,
possivelmente da cultura. Ressalta ainda, este filósofo da escola de Frankfurt, não haver chance para um retrocesso nesse caminho, que ruma a um abismo, cova dos impulsos individuais benéficos para a cultura de uma sociedade. O ar capitalista invadirá sempre os pulmões humanos como uma nicotina que vicia, sufocando as pessoas. O vício inconteste provocado pelas mídias afastará a vontade pessoal e humana, deixando passivamente o gosto sem rumo, sem um caminho sensato. Não pensar, ou não escolher bem, será como estar no torpor do consumo. Engolir os mesmos programas, traga-los com os mesmos formatos, com pequenas variações que não façam o cérebro pensar muito é o ilusionismo midiático, que gera um conforto na preguiça. É como fumar olhando uma linda paisagem sem questionar se ela está sendo deteriorada, contudo, apenas pensando no trago profundo que isola o homem em seu nicho confortável, habitual e “não ecológico”. Porém, esses guardiões ou titãs, respondem pelas “vozes mudas populares”, desencorajadas por um sistema político histórico que foi massificado, descrito no referido ensaio, aludido acima. Veementemente, Adorno precisa de uma resposta. Precisamos de um salva-vidas, onde nos afogamos nesse mar Atlântico. A arte que cria a cultura produz um excelente oxigênio para podermos refletir melhor. Porém, só com a ajuda de interventores, conseguiremos expelir a água salgada que engolimos pelo afogamento que sofremos diariamente, pelo naufrágio da cultura e da erudição. Precisamos de um capitão que não faça a nau, o navio afundar. Nossas ilhas devem estar bem vigiadas. Aliás, nossa Ilha Grande está em boas mãos e bem vigiada, concernente à cultura, o nosso jornal, com seu editor, é o “escudo de uma fé” que acredita num mundo melhor. O orgulho em possuir amigos que ainda não conhecemos pessoalmente, nos
fazem amigos de verdade, pois zelam por boas informações, compartilhando dos mesmos desejos para com a sociedade, enaltecendo o conhecimento que é comum a quem quer o bem de uma comunidade. Se negarmos, por exemplo, que Caetano e Gil não foram dois Atlas que impulsionaram o “Tropicalismo” estaremos desonrando esses grandes personagens da música brasileira. Mário de Andrade e Oswald de Andrade também o foram para o movimento modernista de 1922. Existirão, portanto, Atlas em vários níveis, conforme o alcance de suas propostas. Serão universais: João Guimarães Rosa, Goethe, Bach, Nietzsche, entre outros inumeráveis. Serão nacionais, como Machado de Assis. Nas esferas estaduais e municipais serão os que carregam e orientam o mundo dos cidadãos com mais ímpeto, porque estão incumbidos de conhecer microscopicamente a cultura de forma restrita, particular e individual, de maneira não “lata”. Esses Atlas são os que põem a “mão na massa”. Será esta incumbência de segurar a cultura, um “castigo”? Será que nossos Atlas invadiram algum Olimpo? Talvez tenham invadido as esferas das mídias, “o olimpo de nossos dias”, onde reinam os deuses que ditam as músicas que devemos ouvir, a arte que devemos apreciar, os fast foods que devemos comer. Romper com os grilhões que a máquina capitalista de reprodução e distribuição da cultura é na verdade o trabalho para um Atlas. Talvez Theodor Adorno e Max Horkheimer não estivessem se lembrando dos que nadam contra a corrente nesse mar profundo da sociedade capitalista. Porém, denunciando a sociedade de consumo no referido ensaio, são os pioneiros modernos em avisar a sociedade do grande mal que a cultura pode sofrer. Na verdade, esses dois
filósofos são nossos Atlas do século XX, não os primeiros. Denunciar, que é principalmente o papel da filosofia, e nos alertar de iminentes perigos, fazem dos filósofos nossos protetores, como o foi, por exemplo, Epicuro. Em Oenoanda, (Oinanda no original), encontram-se inscrições de um muro em ruínas, onde estão escritas instruções por um dos discípulos de Epicuro, Diógenes, que alertou os cidadãos daquela cidade sobre o consumo capitalista. Essa inscrição ficava na entrada da cidade perto do mercado. Nota-se que essa preocupação filosófica sobre a influência das mídias, remonta a Grécia antiga - a revelação de Adorno foi só um revival, uma repetição da filosofia de Epicuro. Este pode ser considerado um Atlas da cultura, do bom viver. O seu “Tetraphármakon”, contém quatro ingredientes, por ser um remédio para a alma, onde um deles diz que: “A felicidade é possível de ser conquistada”. Um dos grandes conselhos dele é que nos libertássemos do dinheiro, por isso, criou um jardim onde recebia seus novos discípulos e adeptos, instalado numa comunidade isolada dos males da sociedade capitalista já emergente na Grécia antiga. Nossos protetores culturais, todavia, nos fazem felizes porque zelam pelo que podemos contemplar ou não, são nossos Epicuros. Escolher uma programação adequada para que a população possa viver em harmonia é um fator primordial para conservar viva a tradição, por exemplo, que está desaparecendo. O prêmio de nossos titãs, anfitriões é a alegria de ver estampada nos rostos de seus concidadãos o ar limpo que vem de uma tradição alegre. Estar informado e bem informado sobre a boa arte, com a boa culinária, a boa música e as artes visuais, é realmente como viver em uma ilha paradisíaca, onde o pensamento é claro como as águas que banham sua costa.
Março de 2019, O ECO 25
INTERESSANTE PITOSTO FIGHE - SÁTIRA
COISAS DE CARNAVAL NO SULTANATO Passei o carnaval lá no Palma, bebendo caipivodka, foi muito legal, porque em razão do etílico,encontrei lá um amigo dele, dos tempos matusalêmicos, ele é o dono do Pansa! Pansa é um cachorrinho de estimação, muito feio, mal-educado,epilético e exigente, parece um baiacu, o pum dele espanta até urubu. É! O dono do Pansa é um verdadeiro ser exótico, diferente de tudo o que conheço. O apelido dele é Arcanjo, merece o nome, pois resolve tudo com tanta facilidade que parece ação angelical memo. O cara flutua na candura, mas tem uma cara de malandro como poucos. Não consegue enganar ninguém. Mas,mesmo assim dá nó em pingo d´água e ainda estica. É desses que jura fidelidade, sem precisar lhe perguntar nada. “Tipo de marido que toda a mulher pede a Deus”! Não é exímio poeta, nem canta desafinado! Mas quando fala dos tempos do Eco Camping, há 5 casamentos atrás, ele viaja na saudade, por vez melancólica, só que como o tempo não se amarra no poste, ele fica só na saudade. Chega babar, quando
fala, e lembra nomes saudosos, dos épicos maus caminhos, gente que o Palma conheceu muito bem e... ainda tem coragem de pedir “aval com pedigri”ao Palma.- Por sua vez, com cara de mentiroso ele confirma como verdadeira toda a extravagância. Uma das vezes, conta ele, que chegou aqui no Camping com a esposa de seu primeiro casamento, cheio de gás contando lorotas vantajosas e... encontrou sua namorada de fé, aqui no Camping,... com outro é claro! Ele era sempre apaixonado por uma namoradinha extraconjugal que usava como pretexto de manutenção do casamento. E agora? Culpar quem? Quem é o adúltero? Bem ele ficou com cara do Pansa quando faz cocô no tapete.Aesposinha começou a notar sua emoção broxante e... o natural interrogatório foi inevitável, mas, cujas respostas não batiam com nada!Acabou levando Arcanjo ao posto médico, pois não sabia como agir com sua melancolia profunda, caidão mesmo! -Em dado momento Arcanjo tirou da maga: vou perguntar ao médico o que fazer. Na primeira chance que a senhorinha deu, ele se abriu para o médico. - O médico que também era malando, já no terceiro casamento, sacou: vou te
dar a solução com um atestado de depressão sentimental profunda de causa ignorada e aconselhando você ir embora. Ainda disse o médico: outra solução pode ser, passar o rodo em tudo e ficar com as duas, mas vai depender de sua estrutura sersuficientemente especial,pelo menos ao nível Kubilinski (Kubilinski, amigo dele, que se dizia trígamo, muito além bígamo). Pasmem, amarelou e convenceu a mulher a ir
embora e levar seu fim da semana comoafortunadafrustração.Moral da história acabou perdendo às duas. E.... foi o que deu inicio ao seu segundo casamento, mais ou menos assim chegou ao quinto e o importante... sem pagar PJ. O cara é bom! Melhorou quando o médico lhe receitou um calmante chamado sossega leão. AGORA VIVE UM CASAMENTO (6º) MARAVILHOSO E MONOGÂMICO, DISSE. O Palma encerrou disfarçando com um sorrido amarelo.
Gastronomia – Giuseppe Mangiatutto JÁ JANTOU NO RESTAURANTE DOM MARIO? ENTÃO VÁ! PEÇA UM CARPÁCIO DE SALMÃO COM SEUS ACOMPANHAMENTOS E DEPOIS, DIGA SE FOR CAPAZ, QUE VOCÊ NÃO VAI VOLTAR! É MUITO BOM! VÁ E MANDE UMA CARTA PARA O JORNAL FALANDO QUANTO VOCÊ GOSTOU. ESTAMOS ESPERANDO! 26 Março de 2019, O ECO