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Estação Notícia

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ESTAÇÃO

NOTÍCIA

Veículo Laboratorial impresso, integrante da Pedagogia de Projetos, produzido pelos alunos do 4º período de Jornalismo da Faculdade Canção Nova

Ano III - 5ª Edição - Dezembro/2016

Fundador da Faculdade Canção Nova completa 80 anos O fundador da Comunidade Canção Nova, conhecido como Monsenhor Jonas Abib, completa em 2016 mais um ano de vida. São 80 anos de vida, e de todos esses anos, a grande maioria vem sendo dedicada à sua obra. Entre todas elas, a mais recente é a Faculdade Canção Nova. A instituição teve forte inspiração na Faculdade Uniminuto, da Colômbia, que pertence a uma comunidade católica chamada “Minuto de Dios”. O sonho se transformou-se em realidade em 2011 e, em 2016, completa cinco anos. Atualmente, a Faculdade oferece quatro cursos de graduação: Rádio e TV, Administração, Jornalismo e Filosofia.

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Mulheres lutam por reconhecimento no futebol

Vale necessita de mais clínicas de recuperação

Somente onze cidades mantêm times de futebol feminino. A equipe do São José é a única que recebe patrocínio da Caixa Econômica Federal e incentivos do Governo Federal. Os investimentos

Na cidade de Lavrinhas, interior de São Paulo, fica localizado o CEVAVIDA, que atende anualmente cerca de 100 pessoas, desde alcoólatras até usuários de crack. A casa tem capacidade para 20

já resultaram na conquista de três títulos da Copa Libertadores da America e um Mundial Interclubes.

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internos e chega a atender cerca de 100 pessoas por ano. O supermercado Produtor e seus parceiros mantêm a casa de reabilitação.

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Música que salva: A cura e o refúgio de Bruno

A crise na saúde preocupa Cachoeirenses

Desde a década de 50, psicólogos tentam explicar o poder da música, e os cientistas já chegaram a afirmar que ela ativa grandes áreas do cérebro. Além de despertar sentimentos, a música é capaz de promover aprendizagem e me-

A crise na saúde está causando revolta aos moradores da cidade de Cachoeira Paulista. O Centro Cirúrgico e a maternidade estão fechados há quatro anos e o laboratório de exames não está em atendimento há pelo menos qua-

lhorar a memória. Para alguns é uma cura, para outros um refúgio e no caso de Bruno Montine, além de cura e refúgio, ela é profissão e motivo de satisfação.

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tro meses. Os munícipes queixamse da falta de recursos e equipamentos na Santa Casa, o que os faz procurar médicos e laboratórios em outras cidades.

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Nossa Página

Editorial

O compromisso com a informação Yara Naíres O jornalismo é uma profissão que exige destreza, coragem, conhecimento, capacidade e compromisso com a verdade. Ser jornalista é, muitas vezes, abrir mão dos finais de semana, festas e feriados em busca de informação, conhecimento e formação. Ler tudo e perguntar sobre tudo. Essa é a nossa missão.

Um jornalista não deve pensar em exercer seu ofício exclusivamente à procura de bons salários ou fama, pois esta é uma profissão que vai além do crescimento individual. Ela existe em prol da sociedade, devemos pensar sempre no desenvolvimento coletivo, em que a missão de levar informação está em nossas mãos. A vontade de ajudar o próximo de alguma forma, deve estar no topo da lista das metas de um jornalista, para que assim se preocupe em levar sempre informações condizentes com a realidade dos fatos, bem investigadas e apuradas, impedindo ocorrências de manipulação e banalização do ofício. O jornalista deve ter a sensibilidade de se adaptar a qualquer tipo de linguagem, para conseguir se comunicar nas diferentes ocasiões, diante de qualquer pessoa e assunto. Além desses aspectos, um jornalista deve ser humilde, a ponto

CAÇA - PALAVRAS

de assumir o desconhecimento de algo ou de algum possível erro de informação, seja ele de ortografia ou de apuração dos dados. É preciso caráter e humildade para reconhecer que nunca saberemos tudo. O nosso jornal, “Estação Notícia”, está de cara nova, mas continua preocupando-se em transmitir o conteúdo com transparência, clareza e credibilidade, relatando os diferentes acontecimentos da região, com imparcialidade e objetividade. Nessa edição, serão abordados assuntos de Cachoeira Paulista e do Vale do Paraíba, com conteúdos de esporte, da Faculdade Canção Nova e do Monsenhor Jonas Abib, de economia, saúde e cultura. A constante preocupação em publicar uma mensagem clara e real está incumbida na essência da profissão, ponto que permite transparecer o respeito e humanismo que o jornal tem para com seus leitores.

RECEITA

Sanduíche de forno

Cultura/ Esporte/ Canção Nova/ Saúde/ Institucional/ Economia/ Monsenhor

SUDOKU

Ingredientes: 1 pão de forma 200 g de presunto 200 g de mussarela 1 lata de molho de tomate 2 colheres de sopa de maionese 2 copos de leite 2 colheres (sopa) cheias de creme de cebola Orégano Modo de Preparo: 1- Em uma forma retangular, disponha uma camada de fatias de pão de forma; 2- Cubra com uma camada fina de maionese; 3- Espalhe a mussarela e o presunto; 4- Coloque o molho de tomate e salpique com orégano; 5- Coloque mais uma camada de pão de forma; 6- Prepare um mingau ralo com o leite e o creme de cebola; 7- Jogue por cima e decore a seu gosto (parmezão, azeitonas, palmito); 8- Leve ao forno até dourar.

Expediente Ana Carolina Rodrigues

Jéssica Prata

Rodrigo Magalhães

Anna Paula Lemos

Kathia Teodoro

Yan Raugust

Carla Rodrigues

Miguel Silveira

Revisora e Repórter

Diagramador chefe e Editor de fotografias

Yara Naíres

Jéssica de Paula

Núbia Tatiele

Revisora e Repórter

Diagramadora e Repórter

Editora de Página e Repórter

Diagramadora e Repórter

Editora de página e Repórter

Editora assistente e Repórter

Editor de página e Repórter

Diagramador e Repórter

Editora chefe e Repórter

Yasmin Taveira

Editora de página, Diagramadora e Repórter

A cada tempo, a sua própria angústia Jackie Cardoso S. Toledo Fernanda C. L. de Carvalho Inauguramos o século XXI no Brasil com a sensação de que o país do futuro iria ter sua estreia garantida, que passaríamos a ser a grande economia do hemisfério sul e que nossa população teria os acessos aos bens de consumo tão sonhados durante décadas por nossos antepassados. Na era da moeda forte, da inflação controlada e, principalmente, dos fundamentos econômicos estáveis, o Brasil, na era Lula, foi inundado de investimentos externos e, por quase 10 anos, tivemos o ciclo do pleno emprego e do financiamento às classes C e D garantido pelos bancos públicos. Tudo isto permitido pelo dólar baixo e pela balança comercial favorável pelos ventos das comodities. Entretanto, os fundamentos econômicos conquistados foram cedendo lugar a políticas populistas e flagrantemente equivocadas, financiando grupos econômicos aliados ao poder central e promessas de subsídios que corroeram as reservas e a já combalida atividade econômica empresarial. Ao contrário dos tigres asiáticos, que fundaram sua economia em investimento em alta tecnologia, poupança interna e educação, o Brasil partiu para a aventura do consumo de massa, sem garantia de bases sólidas para assegurar o acesso e a permanência destes novos consumidores como reais cidadãos com direitos econômicos estáveis. Agora, assistimos a derrocada desta política clientelista e fisiológica, da perda dos conceitos de macroeconomia que nos permitiram uma década de crescimento e, o pior, os números assustam pela grandiosidade do problema. O país está com seu PIB em queda livre (2015 – 3,8% e 2016 – 4% expectativa), sua população sofre com desemprego na casa dos 20 milhões de pessoas, quase 10% da população. A dívida pública, anunciada por ações de marketing político como já quitada, soma hoje 2,95 trilhões de reais, para uma carga tributária imposta ao brasileiro comum de 32,66%, uma das mais altas do mundo. Enfim, há que se ter a esperança de uma reversão deste quadro a longo prazo se, e somente se, houver uma política econômica baseada na distribuição de renda, em conceitos macroeconômicos claros, aumento da poupança interna e educação baseada em inovação tecnológica para seus cidadãos. A travessia será longa, mas a cada tempo, a sua angústia.


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Esporte

A cultura do esporte Brasileiro se destaca na Olimpíada Miguel Silveira e Yan Machado

Wagner Carmo Adriana compete e treina atletismo desde os 12 anos de idade.

As Olimpíadas Rio 2016, chegaram ao Brasil não só com a finalidade de trazer ao povo brasileiro a paixão pelo esporte, além de mostrar às nações do mundo afora que a situação do país não é tão ruim quanto parece, pois o Brasil enfrenta uma grande recessão financeira com a crise econômica após a Copa do Mundo de 2014. Com a chegada das Olimpíadas, o Brasil foi capaz de prmover uma estrutura adequada, com algumas falhas, que atendeu plenamente as necessidades do evento, contando com a participação de milhares de pessoas que trabalharam voluntariamente, além dos funcionários e responsáveis pelo evento. De acordo com o Comitê Olímpico Brasileiro, 465 atletas brasileiros participaram da Olim-

píada. A Delegação Brasileira conquistou 19 medalhas na Rio 2016, sendo sete de ouro, seis de prata e seis de bronze. O que despertou um sentimento coletivo do esporte como desenvolvimento de uma nação, valorizando não apenas o futebol, um dos esportes favoritos dos brasileiros, mas esportes como: atletismo, judô, vôlei de praia, taekwondo, canoagem, tiro esportivo, etc. O empenho e determinação dos voluntários para transformar o evento em uma Olimpíada memorável, foram as razões para alcançar o sucesso. Patrícia Carla de Oliveira, 34, voluntária na Rio 2016, foi responsável pela entrada com as bandeiras nacionais durante as partidas nos estádios, fato inesquecível para ela. “Foram dez jogos, incluindo o jogo de Fu-

Paralimpíadas é mais que superação Kathia Teodoro

Fabiola Dergovics, paulistana, 49 anos, é atleta paralímpica do tiro com arco. Número um do ranking nacional paralímpico e recordista brasileira em todas as categorias de prova. É a primeira paralímpica da história do Brasil a conseguir pontuação e participar das seletivas para os jogos olímpicos. Nessa entrevista, Fabíola conta sua relação com o esporte e o que ele significa em sua vida. Estação da Notícia - Qual a importância do esporte para você? Fabiola Degorvics - O esporte em geral fez parte da minha vida. Eu não consigo viver sem ele. Primeiro foi o voleibol e depois a corrida. Junto com voleibol eu fazia basquete. Também fiz salto em altura. O tiro com arco, ele marcou e muda tudo em minha vida, porque depois do meu acidente foi fundamental para que eu conseguisse tocar a vida em frente. A importância do tiro com arco hoje, também evoluiu para a concretização de um sonho; de qualquer atleta, de participar de jogos olímpicos, jogos para paralímpicos. É o sonho de qualquer atleta que se esforça para chegar no seu melhor. Estou próxima disso e estou muito feliz com os resultados. Estação da Notícia - Quais os benefícios que o esporte, tiro com arco, trouxe para você?

Fabiola - Depois do acidente, o esporte tiro com arco me trouxe a vida de volta. Logo mais, ele me obrigou a viajar para competir, então ele abriu um leque de opções para minha vida. Também o preparo físico, contato social, realmente mudou totalmente o dia a dia depois do acidente. Como benefício maior é a concretização de um sonho; estou maravilhada com a ideia dos jogos paralímpicos, estou me dedicando bastante inclusive para conseguir pódio. O Tiro com Arco trouxe isso de uma forma maior, não sei explicar, estou muito feliz com tudo. (Nota da redação) “Fabiola ainda acrescenta que quando ela puxou pela primeira vez a corda do arco para atirar, ela não imaginava que poderia chegar a participar de uma paralimpíada. ” Estação da Notícia - Que mensagem você deixaria para quem tem algum tipo de necessidade especial e gostaria de praticar um esporte? Fabiola - No começo você fica desesperado porque tenta uma saída e não dá certo, tenta a outra e também não dá certo. Não deixe de tentar, se você desistir nunca vai se dar a permissão do que eu estou vivendo.

tebol Masculino, Brasil x Colômbia, e Futebol Feminino, Brasil x Canadá, pela disputa do bronze. Experiência incrível em participar e contribuir no maior evento do planeta”, conta. Ela ainda comenta que o povo brasileiro foi muito hospitaleiro. O investimento financeiro do governo federal e da iniciativa privada para a realização das Olimpíadas fortaleceu a autoestima do povo brasileiro e melhorou a visão do Brasil aos olhos do mundo. “O que a Olimpíada deixa para mim, é a superação, pois não imaginávamos que seria o que foi”, comenta Adam Venâncio, 25, atleta de atletismo. Já Adriana Aparecida da Silva, atleta atletismo de 35

anos, comenta ter esperança que o esporte seja mais reconhecido daqui pra frente, e as olimpíadas possa deixar um legado para o esporte. As Olimpíadas “Rio 2016” deixam um legado não só para atletas, mas também para o esporte brasileiro e para os próprios brasileiros, aumentando, assim o interesse para outras modalidades que se destacaram como Tiro com Arco, Canoagem e Tiro Esportivo. E, por fim, os novos Centros de Treinamento configurando como um investimento no esporte nacional. Tanto Adriana Aparecida e Adam Venâncio pretendem, futuramente, lecionar, como forma de contribuição para o Atletismo. Foto: COB

Adam carregou a tocha olímpica na cidade de Taubaté,São Paulo.É atleta desde os 8 anos de idade.

Elas querem reconhecimento no futebol Rodrigo Magalhães

A esperança de conquistar a tão sonhada medalha de ouro no futebol feminino não aconteceu durante a Olimpíada. A seleção brasileira ficou apenas em quarto lugar, porém jogadoras do sexo feminino continuam na batalha para o reconhecimento no esporte. Aparecida, Caraguatatuba, Ilhabela, Jacareí, Lorena, Paraibuna, Pindamonhangaba, São José dos Campos, São Sebastião, Taubaté e Ubatuba, são as onze cidades na região metropolitana do Vale do Paraíba que mantêm times de futebol feminino atuantes. A equipe do São José é a única que recebe patrocínio da Caixa Econômica Federal e incentivos do Governo Federal. Os investimentos já resultaram na conquista de três títulos da Copa Libertadores da America e um Mundial Interclubes. No Brasil, apenas 45 clubes femininos recebem verba do Governo Federal, por participarem de competições como o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. A Caixa Econômica Federal investe cerca de R$10 milhões de reais anuais em patrocínio e, de acordo com o Ministério do Esporte, são investidos no futebol feminino cerca de R$2,475 milhões na Copa do Brasil Universitária, além de mais R$ 2,57 milhões no Bolsa Atleta, valores inferiores ao arrecadado por equipes masculinas de

futebol. O Flamengo, só no ano passado, arrecadou R$ 305 milhões. O programa “Bolsa Atleta” beneficia somente 137 atletas em todo o Brasil. Só no Campeonato Paulista Feminino foram registradas 372 atletas em 2016. O número chega a ser duas vezes maior que a quantidade de jogadoras beneficiadas pelo “Bolsa Atleta”. Nayara Lima Maciel, 22, centroavante da equipe do Taubaté FC, acredita que a falta de investimento é o principal fator que não fez o futebol feminino evoluir no país. “Falta incentivo dos governos, falta também os empresários olharem com outros olhos para o futebol feminino, eles têm medo de investir na gente”, relata a jogadora. As equipes que não concorrem ao Campeonato Brasileiro e nem a Copa do Brasil recebem investimento apenas das prefeituras e de microempresas das cidades.

Foto: Tiu Du


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Institucional

80 anos de ousadia e fé

Wesley Almeida

Núbia Tatiele

Para contar uma trajetória de oitenta anos é preciso um olhar atencioso para os detalhes de uma história marcada pela providência divina. O nome já carrega uma profecia: Jonas Abib, que significa “muito querido”. Na passagem bíblica, (Levítico-23), revela a primeira colheita do mês e, ainda, para a tradição judaica, uma

primavera. Jonas é o segundo de cinco irmãos. Certamente, o verão de 1936, na pequena cidade de Elias Fausto, se tornaria inesquecível para a família sírio-libanesa. E as bênçãos a partir dai só se multiplicariam. Monsenhor Jonas conta como foi dramático o momento de seu nascimento. “Mamãe estava em um difícil trabalho de parto, os médicos já tinham feito de tudo e já não acreditavam que seria possível salvar nós dois. Foi quando ela ouviu uma conversa que vinha de fora do quarto. Um homem de sobren o m e Bosco contava a história de Dom Bosco, santo que trabalhava com os jovens. Mamãe não hesitou e pediu a sua intercessão para que eu nascesse. Ela disse ‘cuide desse menino’”, relembra o fundador da Comunidade Canção Nova. A espiritualidade de Dom Bosco o acompanha por toda vida. Aos 13 anos, ingressou no seminário Salesiano, no Colégio São Emanuel, em Lavrinhas, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Desde pequeno, o chamado ao sacerdócio já estava sendo cultivado em seu coração. Sob o olhar de Dom Bosco, Jo-

nas trilhou um caminho de fé e superação em vista das diversidades surgidas ao longo tempo. Desde a infecção nos olhos, a gagueira, e a tuberculose. Em1944 foi ordenado sacerdote, no seu convite de ordenação sacerdotal: “Jonas, sacerdote do Senhor, feito tudo para todos”. “ Eu escolhi de última o lema sacerdotal: “Fiz-me tudo para todos” (I Cor 9, 22). Como tinha escolhido aquele lema, precisei colocá-lo em prática já no dia seguinte, Aí já estava delineada a minha missão. Meu modo de vida. Feito tudo para todos”.Destaca Padre Jonas. Uma ordenação que veio em um momento de significativa transição na doutrina da Igreja Católica, acontecendo um ano antes do Concílio Vaticano II. E como na sua vida nada é coincidência e sim providência, Monsenhor Jonas seria também um dos grandes propulsores de uma nova espiritualidade dentro da Igreja Católica no Brasil, a Renovação Carismática. Mas, as inspirações de Deus no seu coração não pararam por aí. Durante uma viagem de trem para Queluz, cidade próxima a Lavrinhas, sentiu um forte impulso evangelizador que mudaria os rumos da sua vida e de muitos jovens. O sacerdote fez uma proposta ousada: “Quem de vós está disposto a deixar tudo para viver em comunidade? Que fique de pé!”. Nascia a Comunidade Canção Nova. Luzia, Santiago, uma das doze pessoas que estavam na sala, quando o foi feito o chamado. Fala da gratidão que possui pela vida do Monsenhor Jonas.” É muito significativo celebrar os 80 anos desse homem de Deus, que já completou 50 anos de Sacerdócio. Eu tinha 23 anos quando o conheci. E vim em seguimento a cristo, para a Canção Nova, através do chamado do Padre Jonas, quem queria dar um ano da sua vida, para se dedicar-se a Deus e evangelizar com ele, estou até hoje. Sem nenhuma idolatria, mas com toda humildade, eu posso dizer que o padre Jonas é homem com santidade vida. Aqui na terra eu tenho alguém que me posiciona para ser discípula de Cristo, nesta busca de santidade, é o monsenhor Jonas

Abib”. Hoje, a Comunidade Canção Nova, cresceu e amadureceu. Mas as intuições no coração do sacerdote não cessaram, junto vieram as obras sociais, o “Progem” a “casa do bom samaritano”, um Santuário “Pai das Misericórdias”. E, ainda, uma faculdade, cuja inspiração era uma faculdade de Jesus. Essa intuição transformou-se em realidade em 2011. No ano de 2007, por intermédio do Papa Bento XVI, Jonas recebeu o título de Monsenhor, um reconhecimento pelos anos de serviços prestados à Igreja. Fidelidade e amor que para muitos foram fonte de inspiração, conforme relata padre Edson, jovem sacerdote, membro da Comunidade. “Tendo como modelo o Cristo e sua doação, percebi no Padre Jonas o grande exemplo de alguém que se doa como o Cristo, se dedica como o Cristo e ama como o Cristo. Nele vi exemplo de como ser Padre. Esse foi um dos motivos que me senti mais atraído para a vida em comunidade em relação à diocesana”. Declara o sacerdote Ao chegar aos oitenta anos, monsenhor ainda se considera um menino. “Muitas vezes, eu digo que sou como um menino que anda na corda bamba; e quem anda nela não pode parar, pois, se o fizer, cai. O Espírito Santo é a força que me sustenta a cada passo. Ele quer ser, para cada um de nós, um companheiro inseparável em todas as situações da nossa vida”, analisa padre Jonas. O ilustre aniversariante declara ainda: que tudo em sua vida e na Comunidade Canção Nova, sendo realizado pelas mãos da Mãe de Jesus Cristo, Maria. Com agradecimento e comemoração, todos os dias, neste ano, a oração do rosário é meditada em sua casa, junto com os filhos espirituais e membros da Comunidade. Um dos grandes nomes da evagelização no Brasil, o fundador da Canção Nova, neste aniversário tem muitos motivos para celebrar. Sacerdote há mais de 50 anos, músico, escritor, pregador, o homem da bíblia, o homem do Batismo no espírito santo. Em tudo sempre dócil às inspirações de Deus.

“Feito tudo para todos”.


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Institucional

Faculdade contribui com a economia da cidade Jessica Dias

A criação da Faculdade Canção Nova ajudou a movimentar os setores imobiliários, de serviços e alimentícios aumentando os lucros que tiveram nos últimos cinco anos. A imobiliária Carlos José teve mais de 20 imóveis alugados para os estudantes, o que representa aproximadamente 40% do movimento do escritório. “Recebo muitos elogios dos alunos por facilitar o aluguel de um imóvel, eu acabo não exigindo tanta burocracia”, disse Carlos José proprietário da imobiliária, que atua há 17 anos no ramo. Ele ainda explica que o aluno que vem para cursar a Faculdade Canção Nova possui um diferencial, pelo fato de ter optado por vir para uma instituição de ensinamentos religiosos, o que garante a boa conservação dos imóveis alugados. Ele acredita que os lucros gerados pela Faculdade na cidade tendem a crescer nos próximos anos. Marco Aurélio Costa, estudante de jornalismo, mudou-se para Cachoeira Paulista em julho de 2014. Sozinho na cidade, hoje mora em uma pensão, onde seus gastos são mais econômicos, gastando 500 reais mensais de aluguel, água, luz e internet. “Vim para estudar e estar nesse ambiente religioso. Meus gastos são pou-

cos, além do aluguel, gasto com alimentação e coisas de utilidade própria como roupas e calçados. Gasto em torno de 200 reais por mês com alimentação”, conta o es-

primeira pousada na cidade e hoje tem uma pensão para universitários. “Como professor no Instituto Canção Nova, fui percebendo a necessidade de um pensionato onde

foi o maior supermercado da cidade. “Pessoas mais qualificadas, com mais conhecimento são mais exigentes, sendo mais exigentes, procuram um comércio melhor”,

Cícero Lemes Cachoeira Paulista - SP tem importante movimentação economica com a chegada da Faculdade Canção Nova e dos universitários na cidade

tudante. A Faculdade Canção Nova tem criado oportunidades para pessoas que se disponibilizam a acolher esses jovens que vem de fora. Sinézio Gurgel Guida Junior, foi dono da

os preceitos cristãos pudessem ser vividos dia a dia, então mudei de pousada para pensão”, explica Sinésio. Outro estabelecimento que sentiu aumento na lucratividade

informa Francisco das Chagas Santos, gerente do supermercado. Nos últimos cinco anos, a Faculdade recebeu 890 alunos, entre vários estados estão São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Faculdade Canção Nova comemora cinco anos de fundação Arquivo Faculdade Canção Nova

Carla Rodrigues

As primeiras turmas dos alunos de Rádio e TV, Jornalismo e Administração colaram grau no começo do segundo semestre de 2015

A Faculdade Canção Nova (FCN) iniciou suas atividades no dia primeiro de agosto de 2011, na cidade de Cachoeira Paulista (SP). A faculdade trata-se do sonho do Monsenhor Jonas Abib de capacitar os funcionários e membros da Comunidade Canção Nova, dando seguimento ao ensino de qualidade que tem como objetivo “formar homens novos para o mundo novo”. A Faculdade nasce da inspiração da Faculdade Uniminuto, da Colômbia, que pertence a uma comunidade católica chamada Mi-

nuto de Dios. Quando Padre Jonas foi a Colômbia, as duas instituições logo pensaram que aquele era o momento de ter uma faculdade. Shirleya Nunes, nos afirma que quando a Faculdade Canção Nova se iniciou, ela não pôde assumir a direção, função atual, pois ainda estava vinculada ao Instituto Canção Nova. Com 13 anos de experiência na educação, afirma que foi uma alegria saber que surgiria uma faculdade na Canção Nova. “Quando

o instituto Canção Nova iniciou, em 2001, não imaginava que se teria uma faculdade. Eram somente quatro salas de aulas e 68 alunos que estudavam na parte da tarde no ensino fundamental I”, explica a diretora. Com o passar dos anos, foi crescendo aos poucos. Apesar da Faculdade Canção Nova ter bastante concorrência em cidades vizinhas, obteve-se uma boa procura por ela nesses cinco anos. Para a Shirleya Nunes,

“formar homens novos para um mundo novo”

isso é um sinal de crescimento, já que no último vestibular foram matriculados 180 alunos. No momento, a Faculdade Canção Nova está completando cinco anos e conta com quatro cursos de graduação: Rádio e TV, Administração, Jornalismo e Filosofia. Além de dois cursos de pós-graduação: Bioética e Gestão nos Veículos de Comunicação. A faculdade pensa em abrir mais cursos, porém ainda não é possível por conta da questão física da instituição. Já existe o projeto da construção de um novo prédio para a FCN, mas seu andamento está aguardando a melhora financeira tanto no país, como também na instituição. Com esse novo prédio virão novos cursos ligados as áreas de tecnologia e contabilidade, além de novos estúdios e laboratórios.


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Economia

A influência dos Ciclos Agropecuários na região Anna Paula Lemos , Jéssica Salim e Miguel Silveira. O ciclo agropecuário do Vale do Paraíba tem grande importância na historia econômica Nacional. A produção de café, leite e o plantio do eucalipto, contribuíram para o início do giro da economia do país. O café não só colaborou para o crescimento econômico e populacional no Vale do Paraíba paulista e carioca,mas também foi um dos principais produtos que gerou riquezas para o país, “O café foi o principal produto de exportação do Brasil por décadas.A importância foi enorme do ponto de vista econômico,materal,sociológico e ponto de vista cultural”, comentou o professor e doutor Henrique Alckmin Prudente,diretor acadêmico da Faculdade Canção Nova. Com a grande produção de café no Vale do Paraíba paulista fez com que as algumas cidades fossem mais beneficiadas que outras, como por exemplo Bananal. O esgotamento do solo saturado por extenso uso da produção de café por conta do desmatamento,técnicas rudimentares e desenvolvimento de expansão do café numa vasta região do Estado de São Paulo(oeste paulista) deixou a produção do café bem reduzida a ponto de poucas cidades do Vale. A Indústria leiteira tem se mostrado sensível às adaptações do Es-

tado às novas práticas econômicas, o número de cabeças de gado vem caindo devido à queda dos pastos. Segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), entre 2005 e 2014, perderam-se 3.312 mil hectares de pasto para o cultivo de plantações, onde a cana de açúcar e o eucalipto se destacaram.

A maior parte do ciclo do café ocorreu na economia brasileira no inicio do século XX.

Os donos de pastos têm visto em seus campos maior possibilidade de renda com as plantações, do que com a criação de rebanho para leite, esse tem mão de obra cara, e a produção total de leite precisa além de gerar lucros, cobrir gastos com vacinas e rações estimuladoras. “Com os insumos altos e o preço do leite baixo, o produtor não consegue obter um resultado positivo e acaba perdendo a motivação no trabalho”, explica Afrânio Reis, presidente da Cooperativa de

Laticínios de Cachoeira Paulista (COLACAP). Outro fator que fez a produção de leite diminuir é a valorização da carne. “O preço da carne subiu e o produtor já com dificuldades financeiras ou com falta de mão de obra, descartou parte do rebanho ou até mesmo parou de vez com a produção”, diz o presidente da COLACAP. No Brasil existe cerca de seis milhões de hectares florestados com eucaliptos, que são destinadas à produção de carvão, papel, celulose entre outros produtos, um empreendedorismo que tem crescido muito nos últimos anos. O eucalipto é uma arvore de inúmeras utilidades comerciais, que também contribui com a sustentabilidade do meio ambiente. A Fibria é a maior empresa produtora de celulose de eucalipto do Brasil e do mundo, possuindo capacidade produtiva de 5,3 milhões de toneladas anuais de celulose e empregando 18 mil funcionários diretos e indiretamente. O Biólogo José Francisco júnior relata que as atividades do cultivo de eucaliptos contribuem com o desenvolvimento econômico, porém gera muitos questionamentos em relação aos danos ao meio ambiente. “Minha posição é favorável

ao plantio comercial do eucalipto no Vale do Paraíba, uma vez que forem tomados os cuidados supracitados, pois gera renda aomunicípio através dos pequenos produtores e comerciantes de madeira. ao município através dos pequenos produtores e comerciantes de madeira. “Sou também favorável ao cultivo do Eucalipto se o plantio estiver fora dos limites de uma Unidade de Conservação (Lei 9.985/2000) e se não houver interferência à conectividade de fragmentos florestais adjacentes, visando a manutenção da biodiversidade local”, afirma José Francisco. O investimento no cultivo de Eucalipto como fonte renovável e sustemtável garante a conversação ambientaal e ao crescimento economico regional.

Corredor Ecológico entre cultivos de Eucalipto. Essa iniciativa amplia a certificação FSC para o manejo florestal em pequena escala..Fonte: Stora Enso Images

Turismo em Cachoeira Paulista reflete na economia

A crise da Saúde de Cachoeira Paulista preocupa moradores

Jessica Salim Segundo o IBGE, 25% da população brasileira não possui moradia própria. Os cachoeirenses que fazem parte dessa porcentagem lutam para se adaptarem às novas condições de vida oferecidas por um país em crise. Com o preço do aluguel cada vez mais alto e com mais pessoas vítimas do desemprego, moradores de Cachoeira Paulista se adaptam ao mercado de forma inteligente, unindo suas famílias na mesma casa. “Decidi fazer uma reforma quando percebi que minha filha e sua família não conseguiriam mais viver de aluguel, o valor estava muito alto, ela tem três filhos e tudo está muito difícil hoje em dia” - relata Natalina Vieira, dona de casa, 59. As imobiliárias de Cachoeira Paulista declaram que o aumento do aluguel se deve ao fato de que a cidade se tornou turística devido à Canção Nova, assim, quem tem casa para locação aproveita da falta de imóveis no mercado para colocar preços altos nos aluguéis. “O aumento de preços na economia se dá basicamente por dois motivos: aumento da demanda por um produto, ou queda na oferta. No caso de Cachoeira Paulista temos uma alta demanda por hospedagem e moradia, e ao mesmo tempo, uma oferta pequena para suprir essa demanda, o que ocasiona

Texto e foto:Yara Naíres

o aumento dos preços”, explica o economista e professor da Faculdade Canção Nova, Bruno Cunha. O valor mínimo de locação de uma residência se inicia nos R$ 450, sendo esse valor correspondente a poucos cômodos e a bairros afastados do centro da cidade. Casas maiores e de melhor localização chegam a R$ 3 mil. O desemprego que hoje assola os brasileiros é também um dos fatores que causam insegurança quanto à moradia. O marido de Luciana Aparecida é pedreiro e nem sempre está empregado, pensando nisso, encararam a nova alternativa. “Tenho muitos gastos com saúde e não poderia pagar aluguel. Fui ver os preços, mas logo desisti, nenhum caberia no meu bolso. Então, minha irmã, meu pai e eu decidimos unir todos e dividimos a casa de meu pai em três”, diz Luciana, 40. Essa saída encontrada pelos moradores não é uma opção de vida, é uma necessidade perante o fato de se residir em uma cidade turística. “É comum em cidades turísticas, que recebem visitantes por todo o ano, terem preços de aluguéis mais altos, elas atraem não somente visitantes, mas também pessoas que buscam oportunidade de emprego na indústria do turismo”, explica Bruno Cunha.

A crise na Santa Casa deixa os moradores preocupados. Foto: Miguel Silveira

A crise na saúde está afetando diretamente a Santa Casa de Cachoeira Paulista, que está com suas atividades minimizadas. O Centro Cirúrgico e a maternidade estão fechados há quatro anos e o laboratório de exames não está em atendimento há pelo menos quatro meses. Os munícipes queixam-se da falta de recursos e equipamentos, o que os obriga a procurar médicos e laboratórios em outras cidades. “Uma vez cheguei na emergência com fortes dores no peito, precisando de raio x, mas não puderam realizar o exame porque, além de falarem que eu não tinha encaminhamento, disseram que o aparelho estava danificado”, diz a paciente Eliane Alves. Na cidade não existe UTI Neonatal e nem se realizam partos. Esses procedimentos são feitos em cidades vizinhas, o que resulta na diminuição dos nascidos em Cachoeira. “Minha filha teve que se deslocar daqui para ter o parto em Lorena”, afirmou a moradora Zila

Gomes. De acordo com o vereador Carlinhos da Saúde, a situação crítica em que a Santa Casa se encontra é resultado da má gestão e administração dos interventores. “Todos que passaram por lá só tiveram interesses próprios, por isso lutei para tirar os dois últimos gestores. Consegui, porém demorou para acontecer”. O clima entre os profissionais de saúde é de muita insatisfação e revolta, uma vez que estão com os salários e outros direitos trabalhistas atrasados, fato que já gerou até uma greve. Breno Anaya, vereador reeleito, declarou que a Secretaria de Saúde alega que os atrasos dos pagamentos dos servidores acontecem pela falta de verbas, mostrando que dependem do caixa livre da Prefeitura para complementar a folha de pagamento. “Sabemos que se enxugassem os gastos nos locais que não precisam e investissem onde de fato se necessita, a situação seria outra”, complementa o vereador. Procurados pela reportagem, o interventor Iounan Maklouf e a Secretária Municipal de Saúde não se pronunciaram diante a situação. A gestão da Santa Casa atualmente é responsabilidade do Interventor da Prefeitura. Ele tem o dever de manter a organização estrutural do órgão público e cuidar do repasse dos salários aos funcionários.


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Saúde

Gravidez na adolescência: entenda os cuidados necessários Ana Carolina Thomaz

Em 2014, o número de mães adolescentes no Vale do Paraíba e Litoral Norte representava 14.76% do total de gestantes, segundo os mais recentes dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo aponta que foram 5.037 bebês nascidos vivos de mães com até 19 anos. Já há um ano antes, em 2013, esse número era menor, cerca de 4.995. Na cidade de Cachoeira Paulista os números também mostram esse crescimento. Segundo dados da Secretaria de Saúde da cidade, no ano de 2015 foram registradas cerca de 40 gestantes com idade de até 20 anos. Em 2016, somente até o mês de agosto, já foram registradas 43 gestantes com essa mesma faixa etária. Segundo o Doutor José Américo, Ginecologista Obstetra e Representante Regional da SOGESP (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), a gestação precoce tem sido objeto de preocupação. Pois a gravidez, quando ocorre na adolescência, pode trazer múltiplas consequências emocionais, sociais e econômicas para a saúde física da mãe e de seu filho. De acordo com o médico, os riscos de uma gravidez na adolescência podem variar entre

adequado quando se inicia no primeiro trimestre da gestação e com no mínimo seis consultas. Além das consequências de uma gravidez precoce, estão também as sociais, onde a evasão escolar tem sido a mais emblemática, segundo a Psicóloga e atual Secretária da Regional São Paulo ABRAPSO (Associação Brasileira de Psicologia Social), Ivani Oliveira. “A evasão escolar ‘adultiza’ a adolescente e dificulta o seu retorno, limitando suas perspectivas profissionais e econômicas devido à baixa escolaridade”, afirma a especialista. A psicóloga diz que os familiares devem sempre estar abertos para ouvir essas adolescentes, oferecer suporte necessário para a continuidade de sua vida escolar e incentivar o planejamento do seu desenvolvimento profissional. Além disso, deve-se também incluir o namorado ou parceiro nesta relação de responsabilidade. Gravidez precoce é motivo de preocupação para Cachoeira Paulista.

as idades. “As gestantes menores de 15 anos, apresentam percentuais significativamente maiores de anemia ferropriva e infecção do trato urinário e vaginal, enquanto a hipertensão arterial e o dia-

betes gestacional predominam nas maiores de 16 anos”, afirma. Para garantir uma boa saúde para mãe e o bebê, o obstetra diz que é preciso realizar acompanhamento pré-natal, que é considerado

Idosos e a volta ao mercado de Vale necessita de mais clínicas trabalho Jéssica Dias de recuperação Rodrigo Magalhães

A expectativa de vida do sos voltarem a trabalhar. “Algubrasileiro aumentou 41 anos em mas organizações dão preferênpouco menos de um século, em cia para contratar idosos devido 1900 a expectativa de vida era ao seu nível de comprometimende 33 anos. Segundo dados do to e por serem mais estáveis pesIBGE (Instituto Brasileiro de soalmente e profissionalmente”, Geografia e Estatística), a expec- explica a psicóloga Leila Rosso. tativa de vida em 2000 foi para Dulcineia Dias Barreira, 71 anos, 69 anos, e em 2015 para 75 anos. é aposentada há 2 anos e atuIsso significa que os idosos con- almente trabalha no postinho tinuam ativos, vivendo mais e AME (Ambulatório Médico de trabalhando mais. Especialidades), em Cachoeira O senhor Antonio Vicente Paulista (SP). “Sou super ativa da Silva, conhecido como Turi- e com uma saúde de ferro, trata, com 71 anos, é aposentado há balho para me sentir útil e po35 anos e contider ajudar as nua ativo. Hoje “ Me considero mais pessoas”, disse trabalha no Insa aposentada. ativo que menino de Assim como Antituto Canção Nova há 15 anos. 22 anos ” Antônio Vi- tonio Vicente Conhecido pelo (Turita), Dulcicente, 71 anos. bom humor e neia Dias gosta por estar sempre de trabalhar e partilhando sorsão exemplos risos, Turita distribui balas para de que para isso não tem faixa todas as pessoas que passam etária, mesmo depois de apopelo portão do Instituto e Facul- sentados procuram fazer o bem dade Canção Nova, em especial e transmitir alegria para as pesas crianças que ali estudam. “Te- soas, ajudando com a disponibinho uma saúde muito boa, me lidade de seus serviços. “Os prosinto bem comigo mesmo, tra- fissionais idosos aposentados balho porque gosto, e pretendo que queiram voltar ao mercado trabalhar por muitos anos. Me de trabalho devem ressaltar a considero mais ativo que meni- experiência que já tiveram (tannos de 22 anos [risos]”, respon- to profissional como de vida), deu ele em tom de risadas. mostrando o quanto podem conDevido ao aumento da expec- tribuir a partir desta experiência tativa de vida, as empresas têm para determinada empresa”, diz dado oportunidade para os ido- Leila Rosso, psicóloga.

De acordo com um estudo realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) estima - se que 5,7% dos brasileiros sejam dependentes químicos, índice que representa 8 milhões de pessoas. Entre as drogas mais consumidas no país estão bebidas alcoólicas, maconha e cocaína. Atualmente, o Governo Federal investe cerca de R$670 milhões de reais no programa Crack, é possível vencer. Parte desse dinheiro é direcionado a combater o uso da droga e tratamento de dependentes, através do SUS (Sistema Único de Saúde). Já o Governo do Estado de São Paulo criou em 2013 o programa Recomeço, que também realiza tratamentos gratuitos. Apesar do investimento realizado, o número de leitos e clinicas publicas é insuficiente. No Vale do Paraíba existem apenas cinco clinicas cadastradas no programa Recomeço. Duas ficam em São José dos Campos e o restante em Caçapava, Jacareí e Taubaté. Voluntários na luta - Na cidade de Lavrinhas, interior de São Paulo, fica localizado o CEVAVIDA (Centro de Valorização da Vida Humana) que atende anualmente cerca de 100 pessoas, desde alcoólatras até usuários de crack. A casa tem capacidade para 20 internos e chega a atender cerca de 100

pessoas por ano. O supermercado Produtor e seus parceiros mantêm a casa de reabilitação. Anderson Rodrigues dos Santos, 37 anos, antes de tornar coordenador da CEVAVIDA, também foi interno. Ele diz que as diversas atividades realizadas pela clínica, como o estudo bíblico, é uma forma de terapia para os internos. “Cada um é dividido para fazer as funções dentro da casa, todas as atividades funcionam como se fossem uma terapia, é um tempo que eles conversam. Nós realizamos um rodízio com eles para que todos tenham um contato.” Natalino de Souza, 54, internado na clinica há um ano, teve sérias consequências com o alcoolismo e hoje sofre com o abandono da família. “Minha exesposa e meus dois filhos vieram aqui duas vezes, mas depois disso nunca mais vieram”. Após perder os pais aos 18 anos, Luiz Carlos dos Santos Faustino, hoje com 24 anos, começou a usar maconha e também se tornou alcoólatra. Luiz ainda tem o sonho de se tornar piloto de motociclismo. “Depois que eu me recuperar, irei lutar pelo meu sonho de ser piloto de MotoGP, sou apaixonado por motos.” Enquanto os sonhos não se realizam, a batalha contra o vicio continua. E ela só será vencida com a participação e solidariedade de todos nós.


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Cultura

Música que salva

Yasmin Taveira

Desde a década de 50, psicólogos tentam explicar o poder da música, e cientistas já afirmaram que ela ativa grandes áreas do cérebro. Além de despertar sentimentos, a música é capaz de promover aprendizagem e melhorar a memória. Para alguns é uma cura, para outros um refúgio e no caso de Bruno Montine, além de cura e refúgio, ela é profissão e motivo de satisfação. Aluno do 5º semestre de música da Faculdade de St. Cecília, Bruno Montine trabalha como estagiário na “Escola de Música de Cruzeiro”, um projeto musical gratuito que teve início em meados de 2010. Hoje em dia, Bruno ministra aulas de violino para crianças, jovens e adultos nessa escola. Assim como seus alunos, Bruno também já participou de projetos sociais musicais, como o “Projeto Guri”,

Foto: Yasmin Taveira

que foi o lugar onde tudo começou. “Quando fiquei sabendo que tinha o Guri, que era de graça e que tinha o violino, pedi pra minha mãe. Todos os cursos que eu já fiz, de informática, judô, natação; foi minha mãe que me colocou. Mas nesse não, eu que tomei a iniciativa de querer fazer o curso. No primeiro dia a professora Luciana já falou que eu tinha jeito pra música”. O jovem de 21 anos acredita que projetos sociais musicais para a população são de grande importância porque hoje em dia principalmente, quanto mais crianças e jovens ficam na rua, mais más influências terão (maior será a influência negativa que terão). Bruno garante: “Quando alguém resolve entrar em um projeto social e lá conhece várias pessoas, sua visão se expande”, e ele como professor é um exemplo

disso, pois trabalha com alunos de diferentes personalidades, alguns mais fechados e mais tímidos que os outros, e o professor proporciona essa “expansão” à eles, fazendo com que os alunos se soltem um pouco mais. “Ver a evolução do outro e aprender com o outro a dar aula é o que me proporciona de bom, porque eu estou conseguindo explorar mais o aluno, explorar melhor a capacidade dele, fazer evoluir e ao mesmo tempo desenvolver minhas técnicas”. Bruno ainda afirma que a música tem o poder de transformar vidas e mudar comportamentos. Em sua família por exemplo, já teve um caso em que seu primo acabou se envolvendo com drogas. Mas antes que isso acontecesse, ele entrou para o mundo da música, mudou seus conceitos e hoje em dia vive uma vida tranquila. Um outro caso ocorreu com o próprio Bruno. Ele revelou que a música o impediu de cometer suicídio. “No meu caso por exemplo, se não fosse a música não era nem pra eu estar vivo! Teve uma época que eu tive uma depressão muito forte e realmente veio o suicídio na cabeça. O que me deu força além dos amigos e parentes foi a música, onde fui conhecendo mais gente, me expressando e me abrindo mais e até hoje tô aí, é o

que ‘tá’ me dando dinheiro, é o meu ganha-pão”. A música é uma das artes mais belas proporcionada por Deus ao homem. Permita-se entrar nesse mundo capaz de transformar vidas e marcar histórias para sempre, assim como a do jovem Bruno. Mergulhe nesse mar de benefícios e se deixe levar pela melodia.

financeiros. A estrada começa com a aquisição de um CMA (Certificado Médico Aeronáutico) de 2ª classe onde inúmeros exames são criteriosamente realizados em hospitais militares e não são nada baratos. Ao conseguir o CMA de 2ª classe, então, os estudos e curso teórico são de vital importância, pois sem eles não há como ter conhecimento de Meteorologia, de Física, Matemática, Mecânica Básica (para quê serve cada instrumento, botão, alavanca, como e quando usá-los) e Navegação Aérea para ser aprovado pela temida ANAC em um teste de arrancar os cabelos. A sorte foi ter contato com a aviação desde os meus 8 anos e com simuladores profissionais desde os 10 anos, pois ajudam muito quando está estudando a tenebrosa parte técnica. Ao ganhar o certificado de conclusão do curso teórico...agora sim, voar! Mas com um instrutor (ou, com sorte, instrutora. Normalmente são mais fofas na hora de dar uma eventual bronca) ao lado no assento de copiloto por umas 50 horas (8 delas em voos noturnos), sendo esta a parte que exige mais sacrifício financeiro pelo fato da hora de voo ser muitíssimo cara. Quando aprovado no teste final (o voo solo), vem o certificado de PPA (Piloto Privado de Aeronave)

seguido do glorioso broche dourado com um par de asas. Agora sim, sou um deles! Agora sim, como os meus antepassados, posso cortar os céus com os “Pégasus de Aço” que tanto amo e que sempre me fizeram olhar para cima mesmo quando a vida me faz olhar para baixo. Creio que um amor verdadeiro completa um indivíduo dando-lhe um motivo para estar vivo e perseguir seus sonhos. Afinal, o que seríamos sem nossos sonhos, não é mesmo? Não digo que o amor seja uma guerra, porém, com toda certeza, vale a pena lutar por ele com todas as forças. E hoje? O que seria de mim se não tivesse achado aquele broche? Um Jornalista, talvez... quem sabe?

Dica de filme

Um filme que vai tocar seu coração, você irá se emocionar, prepare os lencinhos para esta emocionante história de amor regido pela música. Um filme que envolve emoção e ritimo, paixão e abandono, esperança e fé. Vale a pena conferir!

Asas de um sonho Yan Machado

Somente os que voam conseguem entender porque os pássaros cantam. Foto: Yan Raugust

Certas vezes na inocência de minha infância, perguntava a mim mesmo: “o que serei quando eu crescer?” Uma pergunta difícil para uma criança em plenos seus 8 anos. E o que Deus colocou na minha alma eu jamais imaginaria nem nos meus sonhos mais grandiosos, pois sempre fui filho de pais muito humildes que sempre venciam um leão por dia para sustentar a família. De fato, inúmeros apertos e dificuldades sempre me fizeram olhar para baixo. Numa bela tarde, mexendo nas coisas de meu pai (coisa de criança curiosa) encontro o que hoje se tornou o meu motivo para habitar nesse planeta: um broche dourado com duas asas e uma licença de PPA (piloto privado de aeronave) emitida nos anos 80 pelo antigo DAC (Departamento de Aviação Civil), hoje ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) com a foto de meu pai. Ah,

que momento mágico! Assim nasceu o amor mais recíproco que tenho em minha vida. Daquele dia em diante, aquele garoto que sempre olhou para baixo começou a olhar para cima pelo fato de ter descoberto a aviação (ou, ter sido descoberto por ela). Lembro-me que nas minhas brincadeiras, os aviões sempre estavam presentes...uma verdadeira esquadrilha que até meu querido pai brincava... Dois apaixonados a alimentar os seus amores. E por que não fazer de minha mãe a comissária chefe? Sim, até ela e meus irmãos brincavam. E o tempo? Ah o tempo... Você passou e aquele menino que brincava entre duas cadeiras de madeira com uma velha alavanca de disjuntores (simulando cockpit) se tornou um homem e o caminho a ser percorrido revelou-se extremamente difícil, exigindo até hoje, inúmeros sacrifícios

Dica de filme

Não é todo dia que se fixam 4 câmeras de cinema em jatos Mirrage 2000 voando acima da velocidade do som. Um ótimo filme de aviação!


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