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Canas em Foco

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CANAS FOCO

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Veículo laboratorial impresso, integrante da Pedagogia de Projetos, produzido pelos alunos do 3º período de Jornalismo da Faculdade Canção Nova

Ano 2019

EDITORIAL O desenvolvimento do Jornal Canas em Foco foi um projeto elaborado pelos alunos do 3º Período do curso de Jornalismo da Faculdade Canção Nova em Cachoeira Paulista, que há oito anos se propõe a formar “homens novos para um mundo novo”. O nosso objetivo consiste em levar à cidade informações do cotidiano e estimular a reflexão de temas importantes da sociedade como cultura, saúde, educação, entretenimento entre outros, elegidos pelos canenses. Nesta 1ª edição, contamos também com a participação dos alunos do ensino médio da Escola Estadual Profª Alice Vilela Galvão para que possam despertar o interesse pela escrita e também pela realidade da comunidade em que vivem. Críticas e sugestões poderão ser enviadas para o e-mail: canasemfoco@gmail.com. Boa leitura!

EDIÇÃO 1 8 páginas Distribuição gratuita

Canas na luta contra a dengue

Recomendação é não deixar água parada

Cidade comemora queda de casos registrados, porém, alerta a população sobre a importância de combater o mosquito. Enquanto cidades vizinhas sofrem com a epidemia, em 2019 apenas um caso foi registrado pela Prefeitura Munici-

Foto: Amanda Cruz

pal. Moradores contestam os números, considerando que grande parte da população se desloca para cidades como Cachoeira Paulista e Lorena em busca de atendimentos médicos. Saúde/P.5

População aguarda nova praça

Descaso e abandono são apontados por moradores que questionam demora das obras. A praça, ainda sem denominação, tem, entre as consequências da demora, a perda de material de construção, segundo os moradores. Cotidiano/P.6 Festividade é evento anual

Foto: Brasilia Laurito

Festa italiana atrai turistas Evento comemora chegada de imigrantes italianos na cidade. A Prefeitura prevê a realização no último final de semana do mês de julho e estima que mais de 16 mil pessoas compareção para prestigiar o evento. Turismo/P. 8 Obra ficou inativa por seis meses Foto: Mário Cypriano

Cidade divulga Sítio Arqueológico inexistente Existe somente um conjunto habitacional no local indicado como atração turística. Moradores questionam falta de explicação sobre o destino dos patrimônios que foram descobertos há 20 anos. Cultura/P. 3 Placa direciona à área de CDHU Foto: Mário Cypriano


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Canas em Foco 2019

Opinião

Guerra e mudança

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omo enfrentar o próprio futuro? O meio impresso, no Brasil e no mundo, está no centro deste combate desde a popularização da internet, sofrendo baixas como a editora Abril, que em 2018 encerrou 10 revistas. Do outro lado da trincheira, a internet parece sequer dar conta da sua posição de vantagem. A 18ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021 revela que, no total, o tamanho do segmento impresso está reduzindo. Enquanto os gastos com livros impressos vão cair 1% ao ano nos próximos cinco anos, livros digitais crescem 10% no período. Mas os livros não são os únicos afetados. Produtos como jornais, revistas, boletins, notas e documentos oficiais, levando em conta sua substituta digital, também sangram. Nesta batalha sem algozes, alguns escolhem absorver a mudança, não combatê-la. Em Canas, Alcemir Ramos Lima, 60, suas filhas, Samantha A. Zanin Ramos Lima Ligabo, 34, e Sabrina Maria Z. R. Lima Santos, 27, donos de um boletim informativo em Canas, são exemplos para lembrar o passado, contextualizar o presente e conceituar o futuro destas mídias. Em 3 de abril de 1972, Alcemir se vê interessado no meio impresso depois de tra-

balhar no jornal “A tribuna” de Cachoeira Paulista. “Eu comecei a aprender tipografia no jornal, peguei gosto por ele lá. Cheguei a receber um convite de trabalho no “Jornal da Tarde” em São Paulo, mas optei por ficar com minha gráfica” recorda Alcemir. Confeccionou para grandes expoentes na microrregião. “Imprimia de tudo. Livros para a Canção Nova. Um livro de hinos de Henrique Santos Filho, em 1983, locutor do grupo Anuncia-me, em Guaratinguetá.” Outro grande foi o hospital Unimed de Lorena. Fechou contrato de praticamente todas as impressões usadas pela empresa. Chegou a empregar 5 pessoas ao mesmo tempo pagando de um a três salários mínimos a cada. “Meu irmão, que trabalhava comigo, era pago com três salários mínimos (57.120,00 Cruzeiros. Sendo atualmente R$998,00), dois rapazes ganhavam dois cada e outros dois ganhavam um.” Esta situação, disse ele, foram 4 anos de ápice da gráfica. Hoje, de acordo com a ABIGRAF Nacional (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), em comparação com 2016, houve perda de US$ 12,2 milhões (Déficit) na indústria gráfica brasileira e queda de vagas em 2017, quando o meio impresso gerou 181.193 pos-

Brasil, país sem lei(tura)

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Por Áthina Sousa

reciso confessar que fazer um projeto de escrita jornalística com adolescentes que não tem hábito de ler, é difícil, pois eles não têm uma opinião formada. Muitos dizem ter lido vários livros, mas quando perguntei o nome de um, eles não sabiam dizer! Será que a quantidade de livros que eles leram é realmente grande como falam? E o que a leitura acrescentou em sua formação? O hábito da leitura começa em casa, pelos pais ou responsáveis e é aprimorado na escola, porém alguns professores afirmam que não gostam de ler, praticam por obrigação. Contudo, uma pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro, mostra que 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro. Como iniciativa, o Jornal Impresso “Canas em Foco” lançou um projeto para a Escola Estadual Profª Alice Vilela Galvão, no município de Canas-SP. O objetivo é incentivar os alunos a lerem, através de textos jornalísticos e despertar novos talentos para a escrita de notícias. A equipe do jornal orientará os estudantes e os melhores textos serão publicados. A notícia é um texto com gênero diferente do literário, é imparcial e mais direta. A professora de Língua Portuguesa Isabela do

Nascimento Pacheco, 59, tendo 38 anos de sala de aula, fala da dificuldade dos alunos para lerem: “Eles até leem livros literários, mas não compreendem”, afirma. Em um país com escritores renomados como Monteiro Lobato, José de Alencar, Cecília Meireles e vários outros que fizeram e fazem parte da formação educacional de todos os brasileiros, os adolescentes deveriam ter mais interesse pela leitura. Porém, a opinião dos estudantes é outra. Ao serem questionados sobre o hábito de se informarem sobre notícias do cotidiano, responderam que não leem e não assistem jornal. Perguntei aos adolescentes se eles gostariam de ser informados sobre acontecimentos da sua região e responderam que “não importava”, que tudo que eles queriam saber olhavam no “Facebook”. Entretanto, fui surpreendida com a falta que alguns deles (minoria) sentem de um jornal impresso, pois os avós ou algum parente lia quando eles eram crianças, mostraram também curiosidade sobre os textos jornalísticos. Apesar do crescimento da internet e dos meios de comunicação, um pesquisa feita pelo Governo chamada Pesquisa Brasileira de Mídia (PBM), em relação à edição ante-

rior afirma que a maioria das pessoas continua a consumir essa forma de comunicação da maneira tradicional, sendo que 79% ainda consomem o jornal impresso e outros 10% migraram para o digital. “É de grande importância a parceria de universidade e escola, pois é fundamental para a discussão de assuntos do cotidiano e para o desenvolvimento dos alunos”, conclui Rosana Leal, diretora da Escola Estadual Profª Alice Vilela Galvão.

EXPEDIENTE

Professores Prof. Me. Darwin Rodrigues Motta Prof. Me. Patricia Januária Prof. Dr. Vaniele Barreiros da Silva Diretor acadêmico Prof. Dr. Henrique Alckmin Prudente Diretor geral Prof. Me. Rodolfo Anderson Bueno

Impressão: Tiragem: 500 exemplares Contato: Rua Carlos Pinto Filho, S/N Vila Cacarro 12.630-000- Cachoeira Paulista-SP www.fcn.edu.br coordjor@fcn.edu.br

Textos, fotografias, projeto gráfico e edição Amanda Cruz, Ana Lívia Gonçalves, Áthina Souza, Gabriel Santos, Gustavo Ribeiro, Mário Cypriano e Victor Aniceto Coord. projeto e jornalísta responsável Prof. Me. Ioná Piva Rangel

A imprensa tem um papel fundamental, já que o jornal é de grande importância para o desenvolvimento do país, afirma diretora. “Quem mal lê, mal ouve, mal fala e mal vê”, segundo Monteiro Lobato. Sendo assim, esperamos que o projeto possa contribuir e despertar o gosto pela leitura e pela escrita nesses alunos, fazendo com que vire hábito diário ler uma notícia ou um texto. Pois, através desses pequenos detalhes, vão construindo suas opiniões e serão cidadãos mais conscientes.

Educação

Projeto Educação em Foco

Por Gabriel Santos tos, perda de 2,7% em relação a 2016. Samantha, diagramadora do boletim, aprendeu e admirou a profissão com o pai. “Tenho a lembrança de meu pai trabalhando de noite. Ele me ensinou tudo.” Ela vê descaso com a área. As vezes, por escolhas políticas. “Se você entrega um informativo para alguém de partido diferente, a pessoa sequer o lê. Mesmo sendo gratuito, ela não se importa.” diz ela, em tom de crítica. A PwC, consultora tributária e societária, diz que o setor tem de encontrar uma forma de vender conteúdo de qualidade online. Algumas já utilizam sistemas eletrônicos, como a adoção do Paywall (método de pagamento para restringir o acesso a um conteúdo pago) para jornais, como as versões online da Folha de São Paulo e o Estadão, e as lojas virtuais para livros. Ainda que a mudança venha em forma de conflito, o melhor a se fazer é se reinventar. E mesmo que tal mudança não aconteça agora, sempre haverá um próximo ciclo, disposto a mudar, como Luiz Henrique, 9, filho de Samantha, que já nutre um gosto pela gráfica do avô, que planeja passar a tocha ao neto algum dia.

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Canas em Foco 2019

Por Áthina Sousa e Ana Lívia Gonçalves

Alunos da E.E. Alice Vilela Galvão durante o projeto

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Projeto Educação em Foco foi criado para ser publicado no Jornal Canas em Foco, que tem como objetivo despertar novos talentos nos estudantes e ensiná-los a escrever textos jornalísticos. A equipe se disponibilizou à ajudar a produzir, dando suporte e direcionamento, mas deixando com que eles sugerissem os temas e procurassem as fontes. O grupo escolar acolhido na cidade de Canas para a realização da proposta foi a Escola Estadual Profª Alice Vilela Galvão. Em conversa com a diretora, a turma sugerida foi do 2º ano do Ensino Médio do período da manhã. A professora de Língua Portuguesa, Isabela do Nascimento Pacheco, liberou algumas de suas aulas para que os alunos pudessem aprender as técnicas de redação de um texto jornalístico e para que começassem a pensar no que iriam escrever para a publicação. Por ser um projeto que será publicado no jornal impresso da cidade, os textos passaram pela correção da professora antes de serem entregues à equipe, que por sua vez, também fez uma segunda revisão necessária

Relatos A aluna Maria Clara Sousa conta que sua experiência com o projeto foi muito interessante, pois a curiosidade para descobrir algo novo surgiu e fez criar a responsabilidade de ter o compromisso com a verdade na hora de escrever e pesquisar sobre o assunto que desejou falar. Já para Mariana Benetti, no começo sentiu algumas dificuldades para escrever, pois não tinha tido contato antes com textos desse gênero, mas gostou da experiência pelo fato de ter um contato novo com a pesquisa, as entrevistas e os acontecimentos, o que a ajudou aprender a escrever em um modelo diferente.

Aluna Maria Clara

Foto: Áthina Sousa

Foto: Áthina Sousa

Inclusão social melhora desempenho dos alunos Jovens deficientes têm melhor desempenho em escolas regulares

O que faz um grêmio estudantil Organização dentro de escola promove participação de alunos

Por Maria Clara Sousa

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inclusão social é o conjunto de ações que promove a participação igualitária na sociedade, independente de classe social, condição física, educação, gênero, raça, entre outros aspectos. Também pode ser chamada de “inclusão escolar”, no qual as escolas visam eliminar o preconceito e a discriminação e, promover assim, o bem estar entre professores, alunos e familiares. Desta forma, todos são tratados igualmente e sem diferenças. Segundo dados do censo escolar promovido pelo Ministério da Educação, jovens com deficiência que estudam em escolas regulares, atualmente vivem melhor, pois se sentem acolhidos e começam a acreditar nas próprias capacidades e potenciais, características estas, que são desconhecidas e dificilmente percebidas quando estudam em escolas especiais. Quando há a inclusão em qualquer instituição de ensino, este alunos são inseridos em salas de aulas com diversos jovens ou crianças. Sendo assim, se desenvolvem juntamente e igualmente com os demais, compreendendo o seu papel na sociedade. “Já dei aula para dois alunos com deficiência auditiva. O primeiro foi aluno do EJA. Não sei como, mas ele se desenvolveu muito bem, chegando a ser considerado o melhor aluno da classe. Mesmo não tendo nenhuma formação em libras, consegui ensinar a ele, através de leitura labial, sempre buscava ficar na sua frente para que ele pudesse acompanhar tudo, como os outros alunos”, explicou a professora e mestra em Física, Idmaura Calderaro, 35. Atualmente, o governo garante a possibilidade de que crianças e adolescentes com qualquer tipo de deficiência possam estudar em escolas de ensino regular. Terem ainda, um outro professor (caso necessário) para acompanhamento e auxilio, assim fazendo com que eles sejam acolhidos e respeitados, deste modo, os incluindo cada vez mais na realidade em que vivem.

Por Mariana Benetti

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grêmio estudantil é uma organização sem fins lucrativos que representa os interesses dos estudantes e que tem fins cívicos, culturais, educacionais, desportivos e sociais com a função de representar todos os alunos de um grupo escolar. Segundo a cartilha do grêmio disponibilizada no site da Secretária de Educação do Estado de São Paulo, a organização estudantil é uma das primeiras oportunidades que os jovens têm de participar da sociedade, tendo a administração da escola e apresentando ideias e opiniões, sempre com responsabilidade. Na Escola Estadual Profª Alice Vilela Galvão, o grêmio “Nova Geração” foi eleito no ano passado com o objetivo de dar voz aos alunos e melhorar o espaço escolar para o bem estar de todos os envolvidos, sejam estudantes, professores e funcionários. Juntamente com a diretoria, o “Nova Geração” já conquistou várias melhorias, como: pinturas nas salas de aula, televisões nas salas de aula para fins estudantis, materiais didáticos, materiais de higiene, entre outras conquistas. O grêmio está em seu segundo mandato consecutivo com diversos objetivos para cumprir e tornar a escola um ambiente mais agradável de frequentar.

Aluna Mariana Benetti

Foto: Áthina Sousa


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Cotidiano

Parque Arqueológico de Canas ainda gera dúvidas na população

Lazer e cultura causam insatisfação em moradores Jovens reclamam de falta de projetos recreativos

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ão é de hoje que moradores de cidades pequenas têm dificuldade para ter acesso ao lazer. Em muitas cidades de pequeno e médio porte, o acesso à cultura é escasso. De acordo com estudo do IBGE realizado em 2015, apenas 10,4% dos municípios brasileiros possuem ao menos uma sala de cinema, por exemplo. As estatísticas também dizem que, dos 5570 municípios do país, apenas 23,4% possuem teatro ou sala de espetáculos, 27,2% possuem museu e 37%, um centro cultural. Em Canas não é diferente e a população não se mostra satisfeita. Segundo a empregada doméstica Delfina dos Santos, a cidade não oferece muitas opções de lazer para os moradores: “temos somente dois restaurantes, por exemplo. Na maior parte do tempo, não temos nada pra fazer”, lamenta. Os mais jovens também sentem falta de algo voltado para sua faixa etária. “A prefeitura colocou uma pista de skate, mas não é muito boa. Além disso, não temos mais o Projeto Guri e o Espaço Amigo, que eram boas opções pra entreter as crianças quando não estão na escola”, disse a estudante Giovana Rodrigues. O secretário de turismo do município, Antônio Sidney Ferreira, conta que, apesar de não ter uma grande estrutura turística nem

muitos atrativos para o ecoturismo como as vizinhas Aparecida, Piquete e Cachoeira Paulista, a cidade conta com alguns eventos ao longo do ano. “Temos a Festa Italiana, que ocorre no centro cultural e atrai cerca de 10 mil pessoas ao longo de seus quatro dias. Temos também a Festa da Padroeira em outubro e o Natal de Luz, que dura todo o mês de dezembro”.

Por Victor Aniceto

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Obras sem movimentação

Foto: Mário Cypriano

Moradores alegam que durante esse período o pátio de obras ficou abandonado causando perda de materiais que ficaram expostos ao tempo. “Ficou tudo largado e nin-

Por Ana Lívia Gonçalves

Sede da Renovação Carismática deve iniciar operações em breve

Canenses esperam por praça idealizada há 5 anos Prefeitura Municipal de Canas tem planos de entregar à população até o final de junho desse ano a Praça que está sendo construída na Avenida 22 de Março, região Central do município. A obra, avaliada em R$ 518.473,81, foi idealizada em 2014, mas só teve início em julho de 2018 após processo licitatório marcado por problemas judiciais envolvendo a construtora que ofereceu a proposta mais vantajosa à Prefeitura. A empreiteira responsável pelas atividades, Palácio Construções LTDA, teve que interromper suas atividades após início por ter documentação contestada judicialmente. Durante seis meses a construção da nova praça ficou paralisada, até que uma nova construtora assumiu os trabalhos.

Cultura

Falta de estrutura e capacitação impedem que o município fique com patrimônios indígenas

sítio arqueológico, onde foram encontrados artefatos indígenas, mas não há previsão de investimentos nessa área. De acordo com o secretário, também não estão previstos investimentos em transporte, setor que poderia atrair mais turistas para a cidade, como por exemplo, a construção de uma rodoviária, devido à baixa demanda.

Outro possível atrativo de turistas para Canas é a sede nacional da RCC (Renovação Carismática Católica). No local, às margens da Dutra, já funcionam escritórios e há previsão da realização de eventos ainda no primeiro semestre de 2019 e no início do segundo semestre, que devem atrair de 3 a 4 mil pessoas. “Estamos em um processo de autorização Espaço Cultural é subutilizado Foto: Victor Aniceto de alvará. Em abril, vamos começar o trabalho de adequação da sede às exigências de seguEle também comenta que em 2019 a cida- rança dos bombeiros. Temos um alvará prode voltou a realizar festas durante o Carnaval, visório para o funcionamento dos escritórios após quatro anos sem eventos durante o fe- e, assim que for liberado o alvará das outras riado, além da possibilidade de restauração áreas, começaremos a abrir para o público exdo centro cultural. A cidade também possui terno”, explicou Manoel da Costa Ramos, supotencial para atrair turistas devido ao seu pervisor de compras da RCC.

Obras foram interrompidas por problemas judiciais

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Canas em Foco 2019

Por Gustavo Ribeiro

guém sabia direito o que tinha acontecido, quando tem alguma coisa, não tem divulgaa Prefeitura não comunicou à população na ção”, disse a universitária Bruna dos Santos. época”, comentou a aposentada Maria AdeEm contrapartida, a Prefeitura garante laide Monteiro. oferecer diversos espaços públicos, como a Praça João Paulo II, Praça São José, Espaço Cultural Benedito Romualdo Zanin, Casa da Cultura Padre Antônio Pazzini, Ginásio Poliesportivo Benedito Romeu Zanin, academias ao ar livre e uma área verde em frente ao Paço Municipal. Para o assistente administrativo Mateus Silvino, a nova Praça pode ser um atrativo para movimentar os finais de semana, “se for bem organizada e houver segurança para a população pode ser que a cidade seja mais notada por turistas, o que ,consequentemenPlaca com previsão de entrega Foto: Mário Cypriano te, causará um aumento no movimento do A secretária de obras Selma Mattos afir- comércio local”. ma que durante esse período não houve perda de materiais e nenhum dano financeiro aos cofres públicos. “A primeira fase da obra já foi executada; foram feitos serviços de terraplanagem, aterro e compactação do solo; já foi realizada também toda a parte de instalações elétricas e preparação das áreas de drenagem”, explica. A Praça que ainda não tem denominação oficial é esperada pelos moradores, em especial pelos jovens que argumentam não ter opções de lazer na cidade. “Nos finais de semana temos que ir para cidades vizinhas em busca de entretenimento, aqui é legal e tranquilo para morar, mas a cidade não oferece quase nada pras pessoas se socializarem e Terreno da praça em obras Foto: Mário Cypriano

Peças de cerâmicas encontradas no local

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igelas, urnas funerárias e uma quantidade significativa de fragmentos cerâmicos foram encontradas há quase 20 anos na cidade de Canas. Depois desse tempo, ainda restam dúvidas da população do que seria o parque arqueológico indicado pelas placas da cidade e boatos que envolvem o assunto. Essas peças foram retiradas do terreno onde se encontra o primeiro conjunto habitacional de Canas (CDHU), foram levadas para Jacareí há 18 anos e estão sob a guarda do museu da cidade. “Ao seguir as placas que ficam no centro da cidade que diz levar ao parque arqueológico, a pessoa se depara com o conjunto habitacional, não existe um museu ou algo dedicado, ou seja, é uma placa em vão”, afirma um morador que não deseja se identificar. O patrimônio não se encontra em Canas por falta de um espaço com lugar apropriado para ficarem as peças, com a devida temperatura para não causar rachaduras e por não existirem pessoas capacitadas para dar continuidade aos estudos que estão sendo feitos até hoje sobre o terreno e a região.

que Canas possui um cemitério indígena, que existem ossos enterrados no terreno do CDHU e muitos sentem medo de morar perto, devido à falta de conhecimento mais amplo do que de fato aconteceu. “Aqui tem ossos indígenas, foi um cemitério, da medo de morar perto“ relata um morador. A prefeitura local não contribui financeiramente para manter as peças, mas financiou as duas etapas da pesquisa e construiu, posteriormente, um espaço para reserva técnica e laboratório em Jacareí. O diretor de cultura reconhece a importância de trazer esses patrimônios para Canas, pois acredita que é uma fonte de conhecimento e gera turismo na cidade.

História

No início do mandato do segundo prefeito, Walderez Gomes de Lucena Filho, da cidade de Canas, duas urnas indígenas foram encontradas. O Diretor de Cultura, Antônio Sidnei Ferreira dos Reis, relata que os Naquele momento foi a melhor pedreiros deixaram na prefeitura um pedaopção para a cidade, diz a arqueó- ço desta peça, mas não tinham noção da importância e do valor daquilo. loga Claudia Queiroz. Antonio solicitou ajuda da arqueóloga O desconhecimento da população e a fal- Cláudia Queiroz e do Diretor de Cultura ta de informação da prefeitura levou ao sur- Wagner da Silva, da Cidade de Jacareí, para gimento de boatos. Os moradores contam que fizessem uma análise no terreno, mas

Foto: Cláudia Queiroz

foi passada a ordem para que impedisse a continuidade da obra até o dia da visita dos profissionais. O ano de 2002 foi dedicado totalmente a estudos sobre o local e sobre o que haviam encontrado. A pequena peça encontrada e deixada na prefeitura foi levada para estudos junto com as outras. “No início dos anos 2000 a prefeitura de Canas, através do Toninho, nos procurou para que fossemos até a cidade. Fomos até o local e constatamos tratar-se realmente de uma urna funerária indígena e que as obras deveriam ser paralisadas. A partir daí foram tomadas todas as providências junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para procedermos com as escavações. Após duas etapas de campo foi recuperado um rico material referente ao grupo indígena tupi-guarani, entre os quais, tigelas, urnas funerárias e uma quantidade significativa de fragmentos cerâmicos.”, completa a arqueóloga. O patrimônio não recebeu destaque na cidade e os responsáveis não explicaram à população o que estava acontecendo, não tiveram a oportunidade de mostrar a eles por ter sido levado direto depois da retirada e por se encontrar em Jacareí, no Museu de Antropologia do Vale do Paraíba, até hoje o material se encontra lá, sem previsão de volta a cidade pois antes é preciso construir um local apropriado e seguir as regras exigidas pelo IPHAN.


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Canas em Foco 2019

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Cotidiano

Saúde

Dengue: casos na região deixam Canas em alerta

Falta de cemitério divide opiniões na cidade Parte da população está conformada e outra busca melhorias

Prefeitura Municipal itensifica campanha

Por Amanda Cruz

Por Amanda Cruz

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a cidade de Canas quando alguém morre, moradores fazem o possível para enterrar familiares e conhecidos. A cidade, de acordo com os dados estimados pelo IBGE em 2018, possui cerca de 5.071 habitantes e, sem cemitério, a população se vê obrigada a sepultar nas cidades vizinhas, como Lorena e Cachoeira Paulista. Apesar de ser uma questão de necessidade pública, boa parte da população parece não se importar. Com isso, fica a dúvida sobre o motivo da Prefeitura ainda não ter construído um cemitério. Conforme informações do Cartório de Ofício de Registro Civil e Tabelionato de Notas de Canas, um total de 17 pessoas morreram ano passado. Há famílias na cidade que possuem terrenos comprados no Cemitério Municipal de Lorena. Dilcéia Ligabo, 68, conta como funciona a compra dos túmulos: “Você compra o terreno e faz do jeito que você quer, pois lá tem vários modelos. Nós [família Ligabo] temos dois terrenos: sendo quatro sepulturas para cá e quatro para lá (grandes)” e completa que os gastos são apenas com o caixão e uma taxa paga ao coveiro. Porém, há quem não tenha essa oportunidade. É o caso de outra moradora, Gisele Ferreira, 60, que não possui terreno comprado e a opção foi fazer um plano mútuo de uma empresa em Lorena, que dá assistência também a velórios e enterros. Neste plano, a empresa responsável assume todas as despesas necessárias e as famílias somente escolhem o local de sepultamento, que já está coberto pelo plano contratado. Segundo informações da Secretaria de Obras e Planejamento de Canas, a cidade de Lorena, há uns dois anos, não está mais recebendo mortos do antigo distrito, pois está ficando lotado, e atendendo pessoas de fora,

Velório localizado na rua Homero Ortiz Marcondes, número 595, Centro de Canas

diminui o atendimento da população local. Entretanto, os moradores de Canas que já possuem terrenos comprados no cemitério da cidade ou que possuem planos de assistência familiar não foram prejudicados. Como providência ao problema, a Prefeitura de Canas fez um Velório Municipal, inaugurado em 13 de julho de 2017 e comprou um terreno no cemitério particular “Parque Memorial de Lorena” para atender aos moradores que não possuem túmulos. Porém, estes cidadãos devem arcar com outras despesas, como por exemplo, aquisição de caixão e flores. Ao conversar com moradores sobre ter um cemitério ou não na cidade, a opinião fica dividida. A maioria acha desnecessário, indiferente ou não concordam em ter o local, pois boa parte destas pessoas, além de já terem túmulos comprados em Lorena, acreditam que a cidade têm outras prioridades como o investimento de melhorias para a população e na solução de problemas como a saúde e infraestrutura.

Foto: Mário Cypriano

Por outro lado, uma minoria concorda que a Prefeitura de Canas deveria pensar sim em um local, já que a cidade está se desenvolvendo e pode se tornar um problema futuro com a formação de novas famílias. E pensando na dificuldade do transporte, criticam o incômodo de ter que se deslocar de uma cidade para outra. Ao procurar a Prefeitura Municipal para explicar o assunto, a Secretária de Obras e Planejamento, Selma Mattos, 43, informou “que o local é necessário e que a Prefeitura pensa sobre o assunto, mas que no momento não há previsão” e reforçou “que em algum momento irão fazer”. Já sobre o local da construção, “teriam que estudar”, pois não é em qualquer lugar que pode ser construído. Embora seja um local de utilidade pública e que muitos estranhem uma cidade não ter cemitério, a questão é que população já está acostumada e, principalmente, acomodada com a situação, ou seja, ter um cemitério não é o principal interesse da cidade e a Prefeitura segue a vontade da população.

Campo de futebol amador mantém a tradição em Canas

Por Natan Reis e Mário Cypriano

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ma das maiores paixões do ser humano é o futebol. O orgulho em ser um torcedor, a vibração no momento do gol e toda historia envolvendo o time é o que faz desse esporte algo tão apaixonante. Na cidade de Canas, interior de São Paulo, o Campo Arthur Domingues Pinto é responsável por transmitir essa emoção. Inaugurado em outubro de 1988, pelo Prefeito Carlos Marcondes, o campo levou o nome de um vereador apaixonado pelo esporte. Arthur dizia que o futebol era como sua religião, indo aos jogos todo domingo. “Foi uma homenagem justa! Por toda a contribuição e paixão do meu avô pelo futebol e pela comunidade de Canas! Foi merecido!”, revelou Gilson Braga, neto do vereador homenageado. Foto: Grupo Relíquias de Canas Atualmente, o campo Arthur Domingues Arquivo de 1988 Pinto abriga campeonatos amadores da cida- pal de Futebol, formada por garotos de 10 a 17 de, além de treinos para a Escolinha Munici- anos. Há vintes anos, ocorria também jogos

para os times femininos e para os veteranos. Divulgado no boca a boca, os campeonatos têm em média oito times por edição, um número pequeno para o campo em questão. Um planejamento melhor na divulgação e nos eventos com a comunidade pode tornar o campo ainda mais participativo e rentável. O campo também é utilizado para eventos como: Celebrações de missa, exposições de máquinas, além de jogos beneficentes que trazem outras cidades, auxiliando na renda destinada ao esporte no município. Sendo assim, o esporte encontra-se desgastado pelo tempo. Melhorias são necessárias para melhor oferecer estrutura as competição, o vestiário precisa ser reformado e a ares dos goleiros precisa ser nivelada. “ Algumas alterações tornam-se inviáveis, pois demandam tempo e prejudicariam os eventos que ocorrem no campo”, desabafa o diretor de esporte Ângelo Bonafé.

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ratando de saúde pública, estados e municípios alertam para que a população não esteja fragilizada quanto às epidemias que aparecem. Os dados registrados pela Prefeitura de Canas mostram que há apenas um caso da doença no município. Apesar do número ser positivo, a cidade promove a conscientização e fiscalização entre moradores para que o atual surto de dengue não chegue aos moradores com maior facilidade. A cidade não possui hospital e nessa condição, quando há uma suspeita de dengue, os primeiros atendimentos são feitos no posto de saúde. Existindo a confirmação e a gravidade, o paciente é transferido para o pronto socorro de Lorena para melhor tratamento. Ter um caso confirmado não é um número concreto, grande parte dos canenses vão a Lorena em busca de atendimento médico, sem passar pela unidade de saúde local. A maioria destes cidadãos tem parentes ou conhecidos na cidade e utilizam do mesmo endereço na hora do cadastramento na Santa Casa de Misericórdia, o que dificulta a contabilidade dos registros da doença. No último Boletim Epidemiológico do Estado, Lorena consta como “dois” no quadro de “importados” (casos vindos de outras regiões), pois além de Canas, existem outras cidades que não possuem hospitais como Cachoeira Paulista e Piquete. O Diretor de Saúde de Canas, José Luiz

Campanha Secretaria de Saúde (divulgação)

dos Santos, 50, afirma que a equipe de campanha está preparada, que possui todos os equipamentos necessários e conta também com a ajuda da população. “Às vezes passa despercebido, mas no dia a dia ela [população] tem cumprido, senão nós teríamos mais casos”, explica o diretor. Ele ainda acrescenta que, apesar da colaboração dos moradores, há resistência de outros, o que é muito comum nas cidades. As inspeções nas casas são necessárias, mas têm moradores que não deixam os fiscais da saúde trabalharem. Os funcionários não são autorizados a entrarem nas casas sem o consentimento dos moradores por ser contra lei. Como consequência, são obrigados a irem embora sem a devida verificação. As campanhas são iguais em toda região e são feitas através da distribuição de folhetos explicativos, carro que espalha fumaça com inseticida pelas ruas e fiscalizações de porta em porta o dia inteiro. Se os agentes encontrarem algum foco do mosquito, a solução é imediata: pedem que todos os moradores saiam da casa e dedetizam o local. Devem aguardar cerca de 30 minutos para retornarem, pois o cheiro do veneno é muito forte e pode ser prejudicial à saúde. A agente de campo Emília Cruz, 50, explicou que a verificação nas casas não é somente em relação a dengue, mas também a outros perigos como os aparecimentos de escorpiões e caramujos. Em casas que estão

em construção, por exemplo, há muitas madeiras acumuladas e tijolos empilhados, o que pode não só prejudicar as pessoas que ali moram, mas progredir para outros lugares. Emília ainda acrescenta, que conta com o apoio da Superintendência de Controle de Epidemias (Sucen) que é ligada a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. E se preocupa com os casos na região, pois também já foi vítima da doença há alguns anos. Sendo assim, todos estão atentos à prevenção e combate destes males que podem trazer doenças (e até mortes) não só para Canas, mas para todos os brasileiros. A preocupação da região não é à toa, pois os dados são alarmantes. Segundo Boletim Epidemiológico referente ao índice de Aedes aegypti publicado em abril deste ano pelo Ministério da Saúde, no Estado de São Paulo são 257 municípios em alerta e 87 em risco. O relatório informa também, que já são 42 mortes confirmadas em comparação a 2018, que só foram de apenas três no mesmo período. “A minha preocupação é estar sendo mais claro para poder ficar transparente isso [informações de casos de dengue em Canas]. Entendo que Lorena é uma cidade bem maior e que é referência para nós aqui. Ela tem outros meios e recursos para poder estar expondo isso daí que é bem viável (...) Estou buscando por onde e não é fácil!”, completou José Luiz.


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Canas em Foco 2019

Turismo

Festa italiana: 15 anos de tradição Comidas típicas, danças e músicas são as atrações esperadas

Padre Mário Bonatti na Festa

A

Foto: Brasilia Laurito

cozinhar e manter a cultura italiana em Canas. Amo tudo que é relacionado à Itália e aos meus antecedentes, os quais são cofundadores desta cidade”, relata Silvia Albarello, responsável por um dos quiosques gastronômicos e presente desde a primeira edição do evento. O grupo de dança italiana “Di Veneto” também estará presente, coordenado pela responsável Dany Rodrigues. A 1ª Festa Italiana aconteceu em 2005, idealizada por Brasília Laurito, professora e pesquisadora conhecida na região, e pelo falecido Ocílio Ferraz, pesquisador cultural e folclorista. O propósito era a exposição da cultura italiana e a interação das famílias, fortalecendo a tradição que estava desaparecendo. “A população de Canas já foi quase 100% composta por italianos imigrantes. A tradição e o idioma eram bem mais presentes na cidade. Hoje, cerca de 70% da população canense é formada por descendentes italianos” relata Brasília. Segundo o Rapporto Italiani nel Mondo 2018, um relatório sobre a migração italiana no mundo, elaborado pela Fondazione Migrantes, órgão que lida com a recepção de migrantes, no Brasil há cerca de 30 milhões de descendentes italianos. O número corresponde à metade do total das pessoas com ascendência italiana do mundo - excluídos os nascidos em solo italiano.

Prefeitura Municipal de Canas realiza no último final de semana de julho a tradicional Festa Italiana, no espaço ocupado pela antiga produção de cerâmica do município, homenageando a data em que os imigrantes italianos chegaram à cidade. Em uma parceria entre a prefeitura, empresários e familiares descendentes, este ano a festa terá duração de oito dias, ao invés de quatro como de costume. Ao longo da comemoração, a cultura italiana é expressada através da gastronomia, música, dança e exposição de objetos que pertenceram aos imigrantes italianos. Lasanha, conchiglione e pizza são os principais pratos vendidos no local, seguidos de sofioli, cannelloni, spaghetti, nhoque, nhoque recheado, História bife à parmigiana, massa fresca e outras variedades. Cerca de duas toneladas de alimento No século XIX, após o fim da escravidão, são consumidas a cada festa, mas dessa vez, as fazendas brasileiras sentiram a ausência da o previsto é de 3 a 4 toneladas. “É um prazer mão de obra e começaram a entrar em deca-

dência. Na mesma época, italianos desembarcaram no Brasil em busca de oportunidades. Unindo a oferta e a procura, o governo fez um acordo de trabalho e as colônias italianas surgiram, concentrando-se principalmente no sul e sudeste, produzindo café e cana de açúcar.

Famíla Albarello e Buzzato

Foto: Áthina Sousa

Charge

“Enquanto isso em Canas...”

Acervo - GRUPO CEICC

São Paulo foi responsável pela maior concentração de imigrantes italianos no país. Na cidade de Lorena, havia um bairro, hoje a cidade de Canas, onde imigrantes italianos chegaram no fim de julho, incumbidos de produzir cana de açúcar para o engenho. Conforme as pesquisas da professora Brasília Laurito, “os italianos entregariam a produção para o senhor durante quatro anos em troca da posse das terras. Após o tempo determinado, a colônia italiana havia se formado na região que era chamada de Canas, por conta da plantação de cana”.

Receita: Palha italiana Ingredientes: 2 latas de leite condensado 4 colheres (sopa) de chocolate em pó 1 colher (sopa) de margarina 1 pacote de bolacha maisena (350g) Açúcar de confeiteiro para polvilha. Modo de preparo: Primeiro coloque em uma panela o leite condensado, o chocolate em pó, e a margarina em fogo baixo.

Por Mário Cypriano

Receita: Isabele Custódio

Mexa tudo até soltar do fundo da panela. Enquanto o brigadeiro esfria, quebre as bolachas maisenas dentro e misture tudo. Distribua a palha italiana em um recipiente forrado com papel manteiga. Leve à geladeira, por duas horas ou até ficar consistente. Após o tempo recomendado, corte a palha italiana em pedaços, e polvilhe com açúcar de confeiteiro.


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